Você está na página 1de 10

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS

UNIDADE ACADÊMICA DE GRADUAÇÃO


CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

RENATA SANTOS GRAFF


VINÍCIUS FRÖHLICH

ELETRÔNICA III:
AMPLIFICADORES OPERACIONAIS - CIRCUITO INTEGRADOR

São Leopoldo, 06 de outubro de 2016


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 3
2 DESENVOLVIMENTO .............................................................................................. 4
2.1 Conceitos ............................................................................................................. 4
2.2 Material utilizado ............................................................................................. 4
2.3 Montagem......................................................................................................... 5
2.4 Procedimentos................................................................................................. 5
2.5 Análise do gráfico ........................................................................................... 8
3 CONCLUSÃO .......................................................................................................... 9
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 10

2
1 INTRODUÇÃO

Este relatório descreve o funcionamento da prática realizada em laboratório


sobre um circuito integrador utilizando um amplificador operacional. A seguir estarão
apresentadas as características principais, o funcionamento e as observações
pertinentes ao circuito, além das medidas realizadas no experimento.

3
2 DESENVOLVIMENTO

2.1 Conceitos
O circuito integrador tem por finalidade realizar a operação matemática de
integração, sendo essa a soma da área sob uma curva ou sinal em um período de
tempo. Sua aplicação mais comum é na geração de uma rampa linear a qual
depende que um pulso de tensão seja aplicado em sua entrada.
O ganho do integrador é dado pela seguinte equação:
1
𝐴𝑉 =
2𝜋 𝑥 𝑓 𝑥 𝑅 𝑥 𝐶
A partir dela, podemos perceber que no momento em que a frequência se
aproximar a zero, o ganho tenderá ao infinito e a saída será saturada. Isso acontece,
pois, o capacitor é tido como uma chave aberta para os sinais DC do circuito, não
havendo assim realimentação negativa quando a frequência for zero. Para que isso
não ocorra, é necessário colocar um resistor de realimentação em paralelo com o
capacitor.
O ganho pode então ser recalculado pela expressão abaixo, obtendo seu
valor em dB:
𝑅𝐹
𝐴𝑉 =
𝑅
Além do ganho, é necessária calcular a frequência de corte. Ela é quem
define se o circuito atuará como circuito inversor ou circuito integrador. Logo, quando
a frequência aplicada for superior a frequência de corte, o circuito se comportará
como integrador, sendo necessário garantir 𝑓 ≥ 10𝑓𝑐.
1
𝑓𝑐 =
2𝜋 𝑥 𝑅𝐹 𝑥𝐶
2.2 Material utilizado
Segue abaixo o material utilizado para a realização do experimento:
 Protoboard;
 Gerador de sinais;
 Amplificador operacional 741;
 Resistores conforme especificados no circuito;
 Capacitores conforme especificados no circuito;

4
 Fonte 15Vdc;
 Multímetro;
 Osciloscópio.

2.3 Montagem
O circuito foi montado em protoboard através do seguinte esquema:

Figura 1: Circuito integrador (esquerda) e pinagem 741 (direita).

2.4 Procedimentos
Após montado o circuito, foi ajustado o gerador de sinais para uma frequência
de 100Hz senoidal, sendo aplicado na entrada do circuito 𝑉𝑡 (𝑡), obtendo na saída
𝑉𝑂 (𝑡) = 1𝑉𝑝𝑖𝑐𝑜 .
Feito isso, aumentamos a frequência do sinal de entrada de modo que
obtivéssemos na saída uma tensão próxima a 0,707𝑉𝑝 (−3𝑑𝐵). Assim, fizemos com
que o circuito passasse a atuar como integrador, já que a frequência aplicada
quando a saída ficou próxima a 0,707𝑉𝑝 foi à própria frequência de corte do circuito.
A frequência de corte obtida ao ajustar o gerador de sinais foi de
aproximadamente 1,1kHz. Abaixo está apresentado o cálculo teórico para encontrar
o valor da mesma frequência em questão:
1
𝑓𝐶 =
2𝜋𝑅𝐹 𝐶

1
𝑓𝑐 =
2𝜋 𝑥 100 𝑘Ω 𝑥 1,5 𝑛𝐹
5
𝑓𝑐 = 1061,032 𝐻𝑧

Pode-se observar que os valores são aproximados um do outro, validando


assim que a frequência encontrada foi realmente a frequência de corte do circuito.
Na imagem abaixo, é possível observar o sinal de saída do circuito tendo a
frequência de corte aplicada na entrada do mesmo:

Figura 2: Saída do circuito com frequência de entrada a 1k1Hz.


A seguir, foi aplicado na entrada do circuito um sinal senoidal de 1𝑉𝑝𝑝 e
metade da frequência de corte calculada, 𝑓 = 530,5𝐻𝑧.

Figura 3: Saída do circuito com frequência de entrada a 530Hz.

6
A seguir, aplicamos a entrada do circuito uma onda quadrada com 1𝑉𝑝𝑝 e uma
frequência 10 vezes mais que a frequência de corte, 𝑓 = 10 𝑥 1061,032𝐻𝑧 =
10,610𝑘𝐻𝑧.

Figura 4: Saída do circuito com frequência de entrada a 10k6Hz e onda


quadrada com 1Vpp.
A seguir, aplicamos uma frequência de 5kHz e uma onda quadrada com 1𝑉𝑝𝑝 ,
pode-se observar a amplitude da saída através da imagem resultando do circuito
abaixo:

Figura 5: Saída do circuito com frequência de entrada a 5kHz e onda


quadrada com 1Vpp.

7
2.5 Análise do gráfico
Abaixo está representado graficamente a resposta em amplitude do circuito:

Figura 6: Resposta em amplitude do circuito

O circuito então pode ser considerado equivalente a um amplificador inversor


na zona 1 do gráfico, onde o mesmo opera abaixo da frequência de corte. Ele
começa a obter as características de um integrador com perdas na zona 2, quando a
frequência aplicada passa a ser maior que a frequência de corte.

8
3 CONCLUSÃO

Podemos concluir com este trabalho que os valores encontrados em


laboratório coincidem com os valores encontrados através dos cálculos teóricos
vistos em aula. Assim, podemos garantir que um circuito integrador pode ser
elaborado de forma simples e ágil.

9
REFERÊNCIAS

MALVINO, Albert Paul. Eletrônica. 4. ed. McGRAW-HILL BRASIL São Paulo, 1997
V. II.

10