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Outlook 2018

EQUIPA RESEARCH:
JOÃO LAMPREIA (HEAD)

ANNIKA HOFMANN

DIANA OLIVEIRA, CFA

BERNARDO CÂNCIO

10º ANIVERSÁRIO JOÃO SÀÁGUA


1. ENQUADRAMENTO GLOBAL
1. Sinopse Interrogativa
5. OUTRAS ECONOMIAS
1. Japão
2. Mundo em 2018 – Base Case vs Riscos 2. China
3. Tendências – Economia Global
4. Política Monetária
5. Automação
6. MERCADO DE DÍVIDA
1. Estágio Macrocíclico global
2. Dívida Core

2. EUA
1. Ciclos Económicos Históricos
7. 3. Dívida Periferia
OUTROS ACTIVOS
2. Enquadramento Macroeconómico 1. Divisas
3. Política Monetária 2. Commodities
4. Yield Curve vs Risco Recessão 3. Emergentes
5. Trumponomics – 1º Aniversário 4. Criptomoedas

3. EUROPA 8. MERCADO ACCIONISTA


1. Avaliação Global
1 Enquadramento Macroeconómico
2. Política Monetária 2. Breakdown S&P 500
3. Banca Europeia 3. Stock Picking
4. Eleições em Itália
5. Timeline - Desafios Integração 9. PROJECÇÕES BIG
1. Inflação vs Classes de Activos
4. PORTUGAL 2. Estimativas preço S&P 500 & Euro Stoxx 50
3. Performance Top Calls 2017
1. Enquadramento Macroeconómico 4. Survey Proprietário BiG
2. Temas em Destaque
3. Condições de Financiamento Estatal 10. SÍNTESE DE POSICIONAMENTO
Outlook 2018 | BiG
1.1. Sinopse Interrogativa 3

Nos Mercados Financeiros, tal como na Vida, a tendência dependerá da essência das perguntas!

EUA
A implementação do plano de
estímulos fiscais num estágio
tardio do ciclo acentua questões
sobre a dinâmica da economia.
Qual o risco do mercado
antecipar um abrandamento
material e/ou recessão nos EUA?

Europa
China O crescimento económico
Os riscos de desaceleração da

2018
robusto na Europa tem
economia Chinesa têm sido promovido a convergência
contidos pelo Governo Central, económica entre os países da
Poderão os desiquilíbrios do periferia e core. Poderá o
modelo Chinês exponenciar BCE reverter totalmente o
um hard landing da economia? APP até final de 2018?

Inflação
A economia mundial regista o
crescimento sincronizado
mais elevado desde 2011.
Com uma política monetária
global ainda expansionista,
qual a expectativa para a
evolução do nível de preços?
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1.2. Mundo em 2018 - Base Case vs. Riscos 4

O Mundo e drivers de Mercado em 2018 – Cenário Base Case vs Risks

BASE CASE

Crescimento Elevado nível de Política monetária


sincronizado Liquidez ainda expansionista

Estímulos fiscais Inflação contida

RISKS

“Richer valuations” Overshoot da Proteccionismo


Inflação

Eventos políticos Tensão geopolítica


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1. 3. Tendências – Economia Global 5

The “Great Rotation” em curso – A nova ordem Mundial sem o enviesamento do filtro Europeu

A emergência do bloco Transpacífico vs Transatlântivo A economia mundial deverá crescer 3,7% em 2018E,
como quadro central da Nova Ordem Mundial é já uma traduzindo um dos valores mais elevado pós-2010.
realidade indiscutível.
O nível de sincronização do crescimento económico é
A crise de dívida soberana que assolou a Europa no pós robusto, sendo expectável uma dupla aceleração entre o
Lehman e respostas assimétricas dos países/instituições crescimento das economias emergentes e desenvolvidas.
Europeias contribuiram para uma menor preponderância
da Zona Euro no contexto internacional.

TAXA CRESCIMENTO PIB TAXA CRESCIMENTO PIB – ECONOMIAS AVANÇADAS VS.


EMERGENTES

Rússia
GDP: 1,8% 5,4%
CPI: 3,9% 5,0%
4,7% 4,85%
4,3%
EUA
Zona Euro 3,6% 3,71% 3,7%
GDP: 2,8% 3,5%
GDP: 2,0% China Japão CPI: 1,1% 3,2%
CPI: 1,50% GDP: 6,4% GDP: 1,2%
CPI: 2,3% CPI: 0,8%
2,1% 2,03%
1,7% 1,7%
1,2%
Brasil
GDP: 2,5%
Austrália CPI: 3,9%
GDP: 2,8%
CPI: 2,2% 2012 2014 2016 2018E 2020E

Emergentes Mundo Avançadas


Fonte: Bloomberg Fonte: FMI
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1. 3. Tendências – Economia Mundial 6

A Globalização acelerou o declínio Europeu no contexto do Comércio Mundial

A emergência do bloco Asiático (China) e do seu perfil de A erosão da quota de mercado do Bloco Europeu foi
exportações com menor valor acrescentado justificam a preenchida, na sua quase totalidade, pela ascensão do
quebra do valor do comércio mundial, não obstante a bloco Asiático.
aceleração do ritmo de trocas a nível global.
Ainda que a economia americana seja muito dependente
do consumo interno, o peso dos EUA no comércio
internacional manteve-se idêntico nos últimos 10 anos.

VOLUME VS. PREÇO - COMÉRCIO INTERNACIONAL PESO DO COMÉRCIO MUNDIAL POR REGIÂO

130

100%
120
25% 28% 31% 33% 34% 35%
80%
110

100 60%

44%
42% 39% 37% 37% 36%
90 40%

80 20%
18% 17% 17% 17% 17% 17%

70 0%
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2006 2008 2010 2012 2014 2016

WT Preço WT Volume Am. Norte Am. Sul Europa África Médio Oriente Ásia Outros

Fonte: WTO Fonte: WTO


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1.1.1.3.Dívida
Tendências – Economia
Pública Mundial
e Défice Fiscal 77

A dinâmica distinta do flagelo da dívida a nível Mundial

O período subsequente ao colapso da Lehman coincidiu O aumento do endividamento privado foi particularmente
com a explosão do endividamento público nos diferentes significativo nas economias Emergentes, tanto ao nível das
blocos económicos. famílias como das empresas.

O incremento foi mais significativo nas Economias No bloco desenvolvido, o agravamento do nível de dívida
desenvolvidas – registavam, per si, um ponto de partida ficou a dever-se, exclusivamente, ao sector público.
mais elevado.

DÍVIDA PÚBLICA (% PIB) DÍVIDA (% PIB) POR SECTORES – EC. EMERGENTES VS. DESENVOLVIDAS

250
264% 267%
236%
200
89% 91%
190% 88%
150 144%
104% 76% 75%
107%
78% 76%
100
56%
38%
28% 99% 101%
20% 73%
50 38% 48%
31%

2008Q4 2012Q4 2017Q2 2008Q4 2012Q4 2017Q2


0
Ec. Emergentes Ec. Desenvolvidas Zona Euro Reino Unido EUA Japão Economias Emergentes Economias Desenvolvidas

2008 2012 2017E 2018E Pública Famílias Empresas

Fonte: FMI Fonte: BIS;


Nota: São apresentados valores nominais para a dívida pública
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1.1.4. PolíticaPública
1. Dívida Monetária
e Défice Fiscal 88

Política de QE distorceu mercados e revelou-se insuficiente para chegar à economia real

Após a crise financeira, os bancos centrais das principais O impacto de todo este “easy money” providenciado pelos
economias desenvolvidas injectaram liquidez no sistema Bancos Centrais na economia real foi bastante comedido.
financeiro, através de um volume de compra de activos sem
precedentes. Apesar das taxas de juro que remuneram as reservas dos
bancos junto dos bancos centrais estarem em mínimos
Em 2018, observaremos uma desaceleração pronunciada históricos (negativas na Zona Euro), as reservas dos
dos estímulos monetários que, prolongando-se no tempo, bancos aumentaram, principalmente na Europa, onde o
culminará na sua extinção e subsequente diminuição dos rigor bancário continua a intensificar-se.
balanços dos bancos centrais. Esta realidade concretizará a
gradual normalização de política monetária a nível global.

ACTIVOS BANCOS CENTRAIS & TX. VARIAÇÃO INJECÇÃO DE LIQUIDEZ COM IMPACTO LIMITADO NA ECONOMIA REAL

16 70%
4.500

Montantes em moeda local (mil milhões)


14 60%
4.000
12 50%
Activos Totais (USD tri)

3.500
10 40% 3.000
Tx. Variação

8 30% 2.500

6 20% 2.000
1.500
4 10%
1.000
2 0%
500
0 -10% 0
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017E 2018E
jan-08 jan-09 jan-10 jan-11 jan-12 jan-13 jan-14 jan-15 jan-16 jan-17
Total de Activos BCE Total de reservas de bancos UE
Activos Totais Tx. Variação
Total de Activos Fed Total de reservas de bancos EUA

Fonte: Bloomberg; BiG Research Fonte: Bloomberg


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2018 BiG
| BiG
Outlook 99
1.1.4. Política Monetária
2. Crescimento do PIB -eCash onCorrente
Conta the sidelines

Última fase do superciclo de dívida limitada por factores estruturais, especialmente nos EUA

Embora os estímulos monetários, as famílias, cuja reacção Nos EUA, a forte procura por yield desvirtuou o mercado
a alterações do ciclo de crédito é tipicamente mais lenta, de dívida corporativa, com os investidores a emprestar de
revelaram uma maior disciplina nos EUA e na Zona Euro. forma pouco criteriosa. O endividamento das empresas
está em níveis pré-crise, o que, num contexto de aumento
No segmento empresarial assistimos a um pick-up do nível de taxa de juro, se revela um relevante factor de risco,
de envididamento nos EUA que já se encontra a máximos particularmente sensível no segmento high yield.
pré-crise.
O aumento da dívida permitiu às empresas acumular cash,
As empresas europeias diminuíram a sua alavancagem no que poderá ser agora utilizado para actividades de M&A e
mesmo período, o que parece sugerir ainda algum espaço políticas de remuneração ao accionista – duas realidades
para um maior endividamento no médio prazo. que caracterizam momentos de maior euforia e podem
pressagiar um possível fim de ciclo.
CICLO DE CRÉDITO NOS EUA E NA ZONA EURO LIQUIDEZ AJUSTADA À DÍVIDA NO BALANÇO DAS EMPRESAS EM % DO MARKET CAP
100 80%
44%
40% 17%
90 14% 8% 7% 5%
Ponderação no PIB dos EUA (%)

0%
80 -3% -1% -2%
-5% -11%
-15% -10% -3% -13% -9%
-40% -26%
-31%
70
-80% -61%

60 -120%
-112%

NTT
Microsoft

SoftBank
Apple

Walmart

Total
Alphabet

Visa

Unilever
Louis Vitton

SAP
Facebook
Berkshire Hathaway

Exxon Mobil

Toyota
Amazon

Anheuser-Busch

Mitsubishi
Johnson & Johnson

Nippon Telegraph
50
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Dívida corporativa do sector não-financeiro (EUA)
Dívida dos agregados familiares (EUA)
Dívida corporativa do sector não-financeiro (Zona Euro)

Fonte: Bloomberg, EuroStat, Bank of International Settlements Fonte: Bloomberg


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BiG
Outlook 10
10
1
1.1.5. Automação –do
2. Crescimento Oportunidade ou Risco
PIB e Conta Corrente
0
A Automação e Inteligência Artificial passaram da ficção para a vida real

A automação - sistema que emprega processos Actualmente quase nenhuma actividade pode ser
automáticos que comandam e controlam os mecanismos totalmente automatizada ~1% das actividades têm 100%
para seu próprio funcionamento – cruzou o espaço da potencial de automação.
ficção e ganha cada vez mais peso na economia real.
A automação tem um papel a cumprir na maioria das
actividades – cerca de 62% das actividades tem 30% dos
A automação permite uma melhor produção de bens e
processos passíveis de serem automatizados.
serviços (quando conjugada com a inteligência artificial)
pelas empresas, reduzindo erros, melhorando a qualidade
O sector de Hotelaria e Restauração apresenta o maior
e aumentando a produtividade.
potencial de automação.

ACTIVIDADES E POTENCIAL DE AUTOMAÇÃO POTENCIAL DE AUTOMAÇÃO DE SECTORES

100 1% 80%
>90 70%
8%
60%
>80 18%
Potencial de Automação (%)

50%
>70 26% 40%
>60 34% 30%
>50 42% 20%
10%
>40 51%
0%

Cuidados de Saúde e…
Transportes e…
>30 62%

Gestão
Agricultura

Construção
Utilities

Imobiliário

Informação

Serviços Educacionais
Maufactura

Retalho

Comércio em Bruto
Mineiro
Outros Serviços

Artes e Entretenimento

Administrativo
Hotelaria e Restauração

Finanças e Seguradores

Profissionais
>20 73%
>10 91%
>0 100%
Percentagem de actividades (%)

Fonte: US Bureau of Labor Statistics; McKinsey Global Institute Analysis Fonte: US Bureau of Labor Statistics; McKinsey Global Institute Analysis
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11
1
1.1.5. Automação –do
2. Crescimento Oportunidade ou Risco
PIB e Conta Corrente
1
O fenómeno disruptivo da Automação evidencia oportunidades significativas

Um estudo da McKinsey estima que os salários e número O perfil disruptivo da automação na força laboral será
de trabalhadores associados a actividades passíveis de benéfico para o desenvolvimento económico, fomentando
automação atinge os USD 14,6 tri e 1,2 mil mn, o nível de produtividade e compensando o envelhecimento
respectivamente, sustentando o perfil altamente disruptivo populacional em geografias como o Japão e a Europa.
da automação para o emprego e crescimento salarial.
A automação poderá aumentar a produtividade em 2,2%
O Japão figura como geografia central em actividades com até 2030 e 1,4% até 2065, considerando uma adopção
potencial de automação, também devido aos superiores mais rápida da automação.
avanços do país nesta área.

POTENCIAL DE AUTOMAÇÃO CRESCIMENTO DE PRODUTIVIDADE (CAGR)

2,2%
Japão 56%

Índia 52% 1,4%

China 51%
0,6%
0,4%
Outros Países 50% 0,8% 0,3%
0,3%
Europa (5 > Economias) 47%
Automação (2015- Automação (2015- Motores a Vapor Robos (1993-2007) IT (1995-2005)
30) 65) (1850-1910)
EUA 46%
Cenário Adopção Longa Cenário Adopção Rápida

Fonte: Oxford Economic Forecasts; Emsi database; US Bureau of Labor Statistics; McKinsey Global Institute analysis Fonte: McKinsey Global Institute - A Future That Works: Automation, Employment, And Productivity
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1.2.1. EUA – Pública
1. Dívida Ciclos Económicos Históricos
e Défice Fiscal 12
12

A actual expansão económica nos EUA é já uma das mais duradouras

O período de expansão económica nos Estados Unidos é Assumindo que a reforma fiscal é aprovada, os Estados
já o 3º mais longo no período pós II Guerra Mundial, Unidos entrarão num enquadramento de políticas
ultrapassando largamente a respectiva média histórica. monetária e fiscal antagónicas – expansionista no caso da
fiscal e de normalização no caso da monetária.
A reforma fiscal em curso no Congresso oferece um novo
impulso ao momento de expansão, gerando complexidade O actual ritmo de normalização da política monetária pela
no que respeita a acção do FED num contexto de re- Reserva Fiscal estará concluído, de acordo com
aceleração da economia num estágio do ciclo tardio. projecções do banco central, na 2º metade de 2019.

DURAÇÃO MERCADO EXPANSIONISTA CICLO EXPANSÃO VS CICLOS TIGHTENING

EUA Ciclos de Expansão Tightening cycle


120M
106M 189%
101M
92M
80M 3,21% 27,5M 2S19?
73M 25 M
Média = 60M 2,10% -35%
45M 58M 77%
37M 39M 36M
24M
12M

fev-45 nov-48 jul-53 ago-57 abr-60 dez-69 nov-73 jan-80 jul-81 jul-90 mar-01 dez-07 Actual
Mês em que ocorre pico

# Meses Prévia Depressão até Pico SPX (% Δ) PIB Real (% YoY) Duração Fim Bull Fim Bull Mkt SPX (% Δ)
Tightening Cycle Market
Média # Meses Prévia Depressão até Pico (exc. Actual)
Média Actual Estimativas BiG
Média Média
(1950-Actual) (1972-Actual) Research (1972-Actual)

Fonte: The National Bureau of Economic Research (NBER); BiG Research Fonte: The National Bureau of Economic Research (NBER); Bloomberg; BiG Research
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1.2.2. EUA – Pública
1. Dívida Enquadramento Macroeconómico
e Défice Fiscal 13
13

A economia norte-americana em velocidade cruzeiro…

Após uma ligeira desaceleração do crescimento em finais O índice que agrega os indicadores económicos leading
de 2015-16, a economia americana readquiriu fôlego, ao (que antecedem alterações na economia) aponta para a
beneficiar da expansão nos sectores de manufactura e manutenção do crescimento económico sólido no bloco
serviços. norte-americano.

Os indicadores económicos continuam a evidenciar um Esta evolução dos indicadores macroeconómicos sustenta
quadro bastante benigno para a evolução do ciclo. a visão positiva do mercado relativamente à economia.

PMI VS. TX. CRESCIMENTO PIB (%) PERSPECTIVAS FUTURAS CONTINUAM SÓLIDAS

7 25
60 4

Leading Index; Bloomber Eco Surprise

Prob. De Recessão em 1 Ano (Estimativa, %)


6
58 3,5 20
5
56 3 4 15
Tx. Crescimento PIB (%)
PMI Manufacturing

3
54 2,5 10
2
52 2 1 5
0
50 1,5 0
-1
48 1 -2 -5
jan-15 mai-15 set-15 jan-16 mai-16 set-16 jan-17 mai-17 set-17
46 0,5

44 0
Leading Index YoY (%)
jan-15 jul-15 jan-16 jul-16 jan-17 jul-17
Bloomberg Economic Surprises Index
PMI Manufacturing PMI Services Tx. Crescimento PIB (%) Prob. De Recessão em 1 Ano (Estimativa, %)

Fonte: Bloomberg Fonte: Conference Board; Bloomberg


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1.2.3. EUA - Política
1. Dívida Pública Monetária
e Défice Fiscal 14
14

…. ainda que com inflação aquém dos objectivos

A curva de Philips traduz a relação entre a taxa de


A quebra desta relação não se traduz numa manutenção
desemprego e a inflação.
da inflação em níveis aquém do objectivo do FED (Core
PCE @ 2%)
Com a economia americana em pleno emprego, a inflação
persiste abaixo do projectado pela curva de Philips para os
níveis de desemprego actual – retirando o valor preditivo
A menor folga do mercado laboral associado ao impacto do
desta no evoluir do binómio salários-emprego nos EUA.
plano fiscal expansionista deverá traduzir-se num
moderado pick-up da inflação no médio prazo.

PHILIPS CURVE EUA INFLAÇÃO E BREAKEVEN

7 3
crescimneto dos salários (% YoY)

6 2,5
5
2
4
3 % 1,5

2 1
1
0,5
0
0
-1 3,5 4,5 5,5 6,5 7,5 8,5 9,5 10,5

-2 -0,5
Tx.Desemprego (% total) jan-15 jul-15 jan-16 jul-16 jan-17 jul-17

2010-2017 1998-2009 PCE Core (YOY %) CPI (YoY %)


CPI Core (YoY %) U.S. 5yr 5yr Forward Breakeven
Fonte: Oxford Economics; Bureau of Labor Statistics, U.S. Department of Labor; BiG Research Fonte: Bloomberg
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1.2.3. EUA – Pública
1. Dívida Política eMonetária
Défice Fiscal 15
15

Plano Fiscal de Trump levanta desafios suplementares à actuação da Reserva Federal


Em 2018 termina a era Yellen na Reserva Federal e inicia- A aceleração do ritmo de redução de balanço será um
se a era Powell, não se projectando uma alteração teste para a dissociação vigente entre o balanço do Fed e
significativa da evolução da política do FED. os mercados accionistas

O Fed projecta 3 aumentos de taxas em 2018, atingindo a Poderá também sustentar um acentuar do declive da curva
refi um valor mediano de 2,125%, permanecendo alguma de Treasuries (actuando do lado da procura).
complacência do mercado relativamente a estas subidas.
O FED manterá a sua acção “data dependent”, pelo que
um eventual spike das taxas de juro de longo prazo deverá
motivar uma alteração ao ritmo da redução do Balanço.

TAXA DE JURO - FED VS. MERCADO FED - BALANÇO E PRINCIPAIS COMPONENTES VS. S&P 500

3,5% 5.000
4.500
? 2500
3,0%
4.000
2,5% 3.500 2000

USD mil mn
3.000

S&P 500
2,0%
2.500
1500
1,5% 2.000
1.500
1,0% 1.000 1000

500
0,5%
0 500
0,0% 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020
2017 2018E 2019E 2020E
Balanço Total MBS no Balanço Treasuries no Balanço
Projecção FED Projecção Mercado Agências Federais S&P 500
Fonte: Bloomberg Fonte: FRED; Bloomberg; BiG Research
Nota: Valores após 2018 (inclusive) representam estimativas BiG Research
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1.2.4. EUA - Yield
1. Dívida Curve
Pública vs. Risco
e Défice de Recessão
Fiscal 16
16

O aplanamento da yield curve ecoa os alarmes de recessões prévias

Um dos potenciais indicadores de recessão é uma A Yield Curve norte-americana tende a aplanar/inverter,
inversão da yield curve, a qual tem sido atestada em usualmente, no espaço de 12 meses prévio à recessão.
momentos de downturn económico relevantes no passado.
Esta situação permite-nos considerar que uma futura
O actual valor do spread 10/2 e a relativa folga ao nível da recessão nos EUA, salvo choques exógenos, não deverá
Capacidade Utilizada parece sugerir que não estamos na ocorrer até meados de 2020.
iminência de uma eventual recessão nos EUA.

YIELDS VS. LEADING INDEX (% YOY ) SPREAD 10 YR. -2 YR. TREASURY VS. RECESSÕES PASSADAS (pb)

400 90
300

250
300
Capacity Utilization (% of Total Capacity)
85
200
10 yr-2 Yr. Treasury (bps)

200
150
80
100
100

75 50
0
0

70 -50
-100
-100
-200 65 -24M -18M -12M -6M 0 6M 12M 18M 24M
1980 1984 1988 1992 1996 2000 2004 2008 2012 2016
JUL90-MAR91 MAR01-NOV01 DEZ07-JUN09
10 Yr - 2Yr Treasury
US Capacity Utilizat ion % of Total Capaci ty SA
Fonte: Bloomberg; Fonte: Bloomberg
Nota: Áreas a sombreado representam recessões nos EUA
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1.2.5. EUA - Trumponomics:
1. Dívida Pública e Défice1º Aniversário
Fiscal 17
17

A 20 de Janeiro, a Adminstração Trump celebra o 1º ano de vida

Nomeações Vitórias e Derrotas

• Reforma Fiscal (?)

VITÓRIAS
• Saída do Acordo Transpacífico
• Saída do Acordo de Paris
• Renegociação da Nafta (a decorrer)
• Revogação de algumas medidas de Obama
(Keystone Pipeline)
• Muslin Ban - Restrição de Entrada a Muçulmanos

Gabinente*
* Conselho de Ministros em PT

DERROTAS
• Muro na Fronteira entre os EUA e México
• Revogação de Obamacare (ainda que tenha
encetado medidas que enfraqueceram o
programa)
• Programa de Infra-estruturas de $ 1 tri
Neil Gorsuch* Jerome Powell*
*Supremo *Chairman Fed

Trump E O Resto Do Mundo

Crédito Imagens: Google


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1.2.5. EUA – Pública
1. Dívida Trumponomics:
e Défice 1º Aniversário
Fiscal 18
18

As eleições intercalares serão o grande teste à Administração Trump

Donald Trump é um presidente pouco popular, quando Decorre a 6 de Novembro as eleições intercalares nos
consideramos todo o eleitorado norte-americano, com EUA, onde serão eleitos os novos membros da Câmara de
taxas de aprovação inferiores à média histórica. Representantes e (alguns) membros do Senado.

Trump demonstra-se resiliente na manutenção do apoio da Ao decorrerem no meio do mandato do Presidente-eleito


sua base – os eleitores do Partido Republicano. representam uma avaliação intermédia dos eleitores à
administração Trump, ditando a manutenção ou perda da
maioria Republicana no Congresso.

TAXA DE APROVAÇÃO TRUMP (%) ELEIÇÕES INTERCALARES – SONDAGENS PARA O CONGRESSO (%)

100 50
90 48
80
46
70
60 44
50 42
40 40
30
38
20
10 36
0 34
29-jan 29-mar 29-mai 29-jul 29-set 29-nov
32
Aprovação Reprovação 30
15-abr 15-mai 15-jun 15-jul 15-ago 15-set 15-out 15-nov
Aprovação - Republicanos Aprovação - Independentes
Aprovação - Democratas Democratas (%) Republicanos (%)

Fonte: Gallup Fonte: Five Thirty Eight


Questão colocada: Aprova ou desaprova as acções de Donald Trump como Presidente? Questão colocada: Votaria no candidato de que partido no seu distrito/ Qual o partido que prefere que tenha o controlo sobre o
Congresso.
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Outlook 2018|BiG
BiG
1.3.1. EuropaPública
1. Dívida - Enquadramento Macroeconómico
e Défice Fiscal 19
19

Convergência de indicadores Periferia-Core suportam momentum económico na Europa

Pick-up acentuado da actividade na periferia resulta da Evolução notável do saldo de Conta Corrente nos países
suavização dos constrangimentos fiscais e da gradual da periferia espelha o ajustamento estrutural bem sucedido
recuperação dos níveis de competitividade. realizado nestas economias.

A dinâmica favorável da Balança Corrente parece ter


atingido a sua expressão máxima em meados de 2016,
pelo que é crucial que o ímpeto reformista não se esgote
num quadro de menores constrangimentos de funding.

PIB – CORE VS PERIFERIA (% YoY) CONTA CORRENTE – CORE VS PERIFERIA (% PIB)

3%
6%
2%
4%
1%
2%
0%
0%
-1%
-2%
-2%
-4%
-3%
-6%
-4%
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017E 2018E -8%
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017E 2018E
Média Core Média Periferia Média Core Conta Corrente Média Periferia Conta Corrente

Fonte: Bloomberg Fonte: Bloomberg


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BiG
1.3.1. EuropaPública
1. Dívida Enquadramento Macroeconómico
e Défice Fiscal 20
20

Indicadores de actividade “furam máximos” com inflação a manter-se contida

O fulgor da recuperação económica denota-se na evolução A inflação global permanece aquém da meta definida para
do indicador de manufactura PMI que se situa entre os a estabilidade de preços, com níveis de crescimento
valores mais elevados à escala global. salariais e preços de energia relativamente contidos.

A recuperação do importante indicador de sentimento A inflação global deverá seguir um caminho de


também quebrou em alta os valores pré-crise. recuperação V-shaped nos próximos dois anos, sendo que
a inflação de base permanece inalterada desde 2015.

ZONA EURO – PMI E INDICADOR DE SENTIMENTO (Índice) ZONA EURO – CORE AND HEADLINE INFLATION / PROJECTION (%
YoY)
65 120

3,5
115
BCE previsão
60 3
110 2,5

2
55 105 1,5% 1,5%
1,5 1,3%
100 1,5%
1 1,1%
50 1,1%
95 0,5

0
45 90 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
-0,5
jan-15 mai-15 set-15 jan-16 mai-16 set-16 jan-17 mai-17 set-17
-1
PMI EZ Ind. Sentimento E.Z. Inflação (HICP) Inflação de base

Fonte: Bloomberg Fonte: BCE, previção Decembro 2017


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1.3.2. EuropaPública
1. Dívida - Política Monetária
e Défice Fiscal 21
21

Crescimento económico e tendências inflacionistas apresentam evolução dicotómica

O crescimento lento dos salários é uma das razões O BCE reviu sucessivamente em alta as projecções do
principais pelas quais a inflação é contida na Zona Euro – crescimento económico ao longo de 2017.
nível salarial afigura-se menos sensível a mudanças na
procura agregada. A dinâmica relativa à Philips Curve ajuda a explicar o
motivo pelo qual o aumento de actividade não tresladou
O efeito da crescente procura económica no aumento dos num pick-up do nível de preços.
salários está condicionada por negociações salariais
obsoletas e mudanças estruturais no mercado de trabalho.

PIB – PHILIPS CURVE (EUR) ECB – PROJECÇÕES MACROECONÓMICAS 2017

2,5 PIB Est. CPI Est.


4
crescimneto dos salários (% YoY)

3,5
2
3
2,5
1,5
2
1,5 1
1
0,5 0,5
0
7 8 9 10 11 12
0
Tx.Desemprego (% total) PIB 2017E PIB 2018E PIB 2019E HICP 2017E HICP 2018E HICP 2019E
2010-2017 1998-2009
mar-17 jun-17 set-17 dez-17

Fonte: Oxford Economics; Eurostat; BiG Research Fonte: ECB; Bloomberg


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1.3.2. EuropaPública
1. Dívida - Política Monetária
e Défice Fiscal 22
22

BCE e FED – Realidades distintas, mas haverá paralelismos no ritmo de normalização?

O FED concretizou o tapering de forma acelerada (10M) e O BCE delineou um timeframe específico (~dobro do
sem especificar um timeline específico. período temporal do FED) para concretizar a redução do
programa de compra de activos.
No pós QE, a primeira subida de taxas (14M) revelou-se
isolada, mas a trajectória de tightening gradual deverá Acreditamos numa subida da taxa depo em 2018, a qual
persistir – talvez a um ritmo mais moderado. antecipa o início da trajectória ascendente da refi em 2019.

FED – EVOLUÇÃO POLÍTICA MONETÁRIA BCE – EVOLUÇÃO POLÍTICA MONETÁRIA


100 BiG Research Est.3 BiG Research Est.
90 1

10M Tapering 2,5 80 21M Tapering 0,8


80
70 0,6
2
€ mil milhões

60 60

€ mil milhões
0,4
1,5 50
%

0,2

%
40 40
1 0
14M 1ºhike 30
20 -0,2
0,5 20
10 -0,4
0 0
0 -0,6
nov-15

jul-17
dez-12

out-13

set-16

dez-17

out-18
mai-13

mar-14
ago-14

mai-18

mar-19
fev-17

ago-19
jan-15
jun-15

abr-16

QE Compras Mensais FED FUNDS


BCE Compras Mensais Taxa Refi Taxa Depo

Fonte: Bloomberg; BiG Research Fonte: Bloomberg; BiG Research


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1.3.3. EuropaPública
1. Dívida - Bancae Europeia
Défice Fiscal 23
23

Incremento da rendibilidade não inibe diferenças significativas dos NPL por país
O sector bancário da Zona Euro mais do que duplicou a A Zona Euro foi capaz de reduzir o seu rácio de
sua rentabilidade nos últimos 3 anos*, com crescimentos empréstimos em incumprimento (NPL) em 3 pontos
no retorno do capital próprio médio de 2,8% para 6,7% em percentuais para um valor médio de 9,6%. Os esforços em
2017 (vs ROE dos Bancos norte-americanos~9,5%). redução de NPL varia significativamente na Zona Euro: a
Irlanda e Chipre reduziram o seu rácio de NPL por quase
A capitalização (medida através do rácio Tier 1), aumentou 10% e 8% (respectivamente), enquanto a Eslovénia
em quase 3 pontos percentuais para um valor médio na aumentou o seu rácio em 13%.
Zona Euro de 17,9% (média dos bancos EUA de 13,4%).
O rácio de cobertura para o sector bancário aumentou
marginalmente de 41% para 42% nos últimos três anos.

RENTABILIDADE E CAPITALIZAÇÃO – ZONA EURO STOCK DO CRÉDITO MALPARADO - ZONA EURO


70
40 65

rácio de creédito vencido %


35 60
rendibilidade dos capitais %

55
30
50
25
45
20
40
15
35
10 30
5 25
-30 -25 -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 0 10 20 30 40 50 60
rácio de capital Tier 1 % rácio de cobertura %

2014 2017
2014 2017

Fonte: EBA (European Banking Authority), * data dísponivel relativo ao segundo trimestre 2017 Fonte: EBA (European Banking Authority)
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BiG
1.3.4. EuropaPública
1. Dívida - Eleições em Itália
e Défice Fiscal 24
24

Eleições em Itália afiguram-se como último tail risk político na Europa

Os elevados riscos políticos que se antecipavam para A Itália é a 3ª maior economia na Zona Euro, e como tal,
2017 não se concretizaram, sendo que apenas a Áustria uma peça essencial na arquitectura da União Monetária.
irá formar um governo com um partido de extrema-direita.
O rally do mercado accionista FTSE MIB em 2017
As eleições legislativas na Itália são o principal risco comprova a suavização dos riscos no país, ainda que
político na Europa em 2018. algumas debilidades estruturais da economia não tenham
sido endereçadas.

PIB & DESEMPREGO – ITÁLIA VS. ZONA EURO MERCADOS ACCIONISTAS – ITÁLIA VS. ZONA EURO

4 14 26000 4000

3 24000
12
3500
Tx. Crescimento PIB (%)

2 22000
Tx. Desemprego (%)
10
1

Euro Stoxx 50
20000 3000
8

FTSE MIB
0 18000
6
-1 2500
16000
4
-2
14000
-3 2 2000
12000
-4 0
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 10000 1500
jan-15 mai-15 set-15 jan-16 mai-16 set-16 jan-17 mai-17 set-17
Tx. Crescimento PIB - Itália Tx. Crescimento PIB - Zona Euro
FTSE MIB Euro Stoxx 50
Tx. Desemprego - Itália Tx. Desemprego Zona Euro

Fonte: Bloomberg Fonte: Bloomberg


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1.3.4. EuropaPública
1. Dívida - Eleições em Itália
e Défice Fiscal 25
25

Movimento 5 Estrelas – Ponto Zénite da tradicional ingovernabilidade do Estado Italiano

A instabilidade Governativa em Itália acaba por revelar-se O eleitorado italiano apresenta uma elevada fragmentação,
a norma no país transalpino. com as sondagens a indicarem que nenhum partido
consegue obter um governo maioritário sem coligação.
Contudo a ascensão do Movimento 5 Estrelas – liderado
pelo antigo comediante Beppe Grillo – com posições É expectável que com o aproximar das eleições, e
populistas e uma corrente eurocéptica exponencia riscos... consequente campanha eleitoral, os potenciais cenários de
governo sejam de mais fácil projecção.
… sobretudo considerando as opiniões menos favoráveis
dos italianos relativamente ao euro. As eleições deverão realizar-se entre Março-Maio de 2018.

% QUE CONSIDERA O € BOM PARA O SEU PAÍS INTENÇÕES DE VOTO (%)

35%

80 30%

75 25%
70 20%
65 15%
60 10%
55 5%
50 0%
45 July July July July Sept. Sept. Sept. Sept. Oct. Oct. Oct. Oct. Oct. Nov. Nov. Nov. Nov.
40 3 9 16 23 3 10 17 24 1 8 15 22 29 4 12 19 26
35 Democratic Party 5 Star Movement Forza Italia
30 Northern League Brothers of Italy Democratic Progressive
2012 2013 2014 2015 2016 2017
Italian Left Progressive Camp Popular Alternative

Zona Euro Itália Espanha Others

Portugal França Alemanha


Fonte: Eurobarometro Fonte: EMG Acqua; Bloomberg
OUTLOOK 2018 | BiG
3.5. Europa – Timeline: Desafios Integração 26

Europa: Que papel no Futuro? Timeline histórica e os desafios de uma maior integração

Riscos Geopolíticos

2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 <


2018 2019

1.1 Supervisão Única


1.2 Resolução Única
1.3 Garantia Depósitos*

2. Fundo Monetário Europeu *


FEEF ESM Desafios integração Europeia 3. Orçamento Europeu (Centeno)
Macron-Merkel * 4. Flexibilidade fiscal
5. Reformas Estruturais
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BiG
1.4.1. Portugal
1. Dívida - Enquadramento
Pública e Défice FiscalMacroeconómico 27
27

Portugal solidificou caminho de recuperação e tendência deverá manter-se em 2018...

O crescimento anual do PIB acelerou em 2017 para,, no A recuperação macroeconómica foi essencialmente
mínimo, 2.5% (1.5% em 2016). Esta recuperação robusta acompanhada pela inédita recuperação da confiança dos
deverá continuar ao longo de 2018, com um crescimento consumidores.
do PIB em torno de 2%.
A confiança dos investidores, especialmente no mercado
A procura interna permaneceu como a base da da dívida soberana, foi reforçada significativamente com a
recuperação economica, com um forte impulso de reemissão do investment grading pela S&P em Setembro.
crescimento através da retoma do investimento e das
exportações. Simultaneamente, o turismo reforçou o seu
papel como pilar de crescimento económico.

CONTRIBUIÇÃO PARA O PIB REAL DESENVOLVIMENTO DO SOFT DATA (% YoY)


8 10

6 0
Contribuição para o PIB real (%)

out-08 out-09 out-10 out-11 out-12 out-13 out-14 out-15 out-16 out-17
4
-10
2
-20
0
2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 P
-2 -30

-4 -40
-6
-50
-8
-60

Consumo privado Consumo público Investimento Índice de confiança da índustria Índice de confiança dos consumidores
Exportação Importação PIB real
Fonte: INE Fonte: DG ECFIN, OECD
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BiG
1.4.1. Portugal
1. Dívida - Enquadramento
Pública e Défice FiscalMacroeconómico 28
28

...ainda que limitações estruturais ao crescimento potencial mantêm-se em vigor

O investimento atual em novas máquinas e equipamentos


Apesar da recuperaçao em 2017, o investimento
industriais tem sido principalmente financiado através de
permanece ~30% abaixo do nível pré-crise, implicando um
lucros acumulados pelas próprias empresas
risco para o nível de inovação e competitividade de
Portugal no longo prazo.
Esta fonte de “investimento no futuro” não deve ser vista
como certa para os próximos anos, uma vez que as
A taxa de poupança das familias atingiu mínimos históricos.
margens de lucro das empresas tenderão a diminuir, em
função de crescentes custos laborais unitários.
O endividamento público e privado, a par com os “legacy
issues” no sector bancário mantêm-se como os factores
limitadores ao crescimento de Portugal.
NÍVEL DO INVESTIMENTO PRIVADO É PÚBLICO COMPETITIVIDADE (Índice)

45 12 110

nível anterior á crise 10


35 105

8
25
€ mil milhões

100
6
%

15
4 95
5
2
90
-5 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 P 0 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 P
Investimento público
Investimento (formação bruta de capital fixo)
BCE indicador de competitividade Custos laborais unitários
Taxa de poupança das famílias (rhs)

Fonte: INE Fonte: BCE, OECD


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BiG
1.4.2. Portugal
1. Dívida – Temas
Pública em Destaque
e Défice Fiscal 29
29

Legacy issues – Rácio do crédito malparado mantém-se excessivamente elevado

Pela primeira vez, Portugal conseguiu reduzir o seu stock O stock do crédito malparado por parte dos particulares e
de crédito malparados este ano (em 2.5% pontos empresas não financeiras totaliza circa € 16 mil milhões.
percentuais), mantendo ainda um rácio de crédito
malparado elevado de 17.5% (média do UE de 4.5%) Os rácios do crédito malparado são muito elevados nas
pequenas e médias empresas, particularmente no sector
A primeira iniciativa que endereça este problema - a da construção (cerca de 30% do total dos empréstimos) e
criação de uma plataforma do malparado – não se do mercado imobiliário (~20%).
qualifica como uma solução estrutural.

PROGRESSO REALIZADOS NA REDUÇÃO DO CRÉDITO STOCK DO CRÉDITO MALPARADO


MALPARADO 2017* – ZONA EURO
10% 14 40
Chipre 8% 35
12
Mudança no rácio de cobertura

6% 30
10

€ mil milhões
Portugal 25
Itália 4% 8

%
20
2% 6
15
0% 4
10
-6% -5% -4% -3% -2% -1% 0% 1%
-2% 2 5
-4% 0 0
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
-6%
-8%
Empréstimo vencido de empresas não financeiras
Mudança no crédito malparado Empréstimo vencido dos particulares
Rácio de crédito vencido das empresas não financeiras - construção (rhs)
Rácio de crédito vencido das empresas não financeiras - actividades imobiliárias (rhs)
Fonte: European Banking Authority(EBA), *última data disponível Segundo trimester 2017, comparação com período Fonte: Banco de Portugal
homólogo.
Outlook2017|
Outlook 2018|BiG
BiG
1.4.2. Portugal
1. Dívida – Temas
Pública em Destaque
e Défice Fiscal 30
30

Pick-up do crédito ao consumo é excepção no quadro de intermediação financeira restrita

A concessão de empréstimos ao sector privado continua a A presente restrição à intermediação financeira (e ao


retroceder este ano, devido: a) Aversão ao risco dos contrario da recuperação da concessão de empréstimos na
bancos para emprestar a empresas endividadas; b) Baixa Zona Euro) persiste como um problema significativo,
procura de crédito pelas empresas viáveis, devido a especialmente no contexto da renormalização gradual da
preferência pelo autofinanciamento. política monetária do BCE ao longo dos próximos anos.

Apenas o crédito ao consumo comecou a recuperar As taxas de juro dos novos empréstimos ao sector privado
consideravelmente este ano. continuaram a cair ao longo do ano.

CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS AO SECTOR PRIVADO (%YoY) TAXA DE JURO DOS NOVOS EMPRÉSTIMOS (%)
4
12
2
10
0
8
-2
6
-4
4
-6
2
-8
0
-10 ago-08 ago-09 ago-10 ago-11 ago-12 ago-13 ago-14 ago-15 ago-16 ago-17
set-10 set-11 set-12 set-13 set-14 set-15 set-16 set-17
Empréstimos às empresas não financeiras Taxa de juro: Novos empréstimos às empresas não financeiras
Empréstimos às familias (consumo, habitação, outros fins) Taxa de juro dos novos empréstimos às empresas não financeiras - EURIBOR spread
Taxa de juro: Novos empréstimos às familias (consumo)

Fonte: Banco de Portugal, BiG Research Fonte: Banco de Portugal, BiG Research
Outlook2017|
Outlook 2018|BiG
BiG
1.4.3. Portugal
1. Dívida - Condições
Pública e Déficedo Financiamento
Fiscal 31
31
Estatal

Declínio dos custos de funding suportam elevada liquidação da dívida ao FMI

As condições financeiras do país melhoraram Portugal usou condições de financiamento favoráveis para
consideravelmente, tendo a recuperação robusta da amortizar grande parte dos elevados empréstimos
economia como a pedra fundamental que beneficiou ainda institucionais do FMI, liquidando mais de € 10 mil milhões
do upgrade para investment grade da S&P em Setembro. este ano (€ 4.5 mil milhões em 2016).

Portugal emitiu dívida pública no valor do mais de € 10 mil A maturidade média residual situa-se nos oito anos. A
milhões em 2017, com os custos de financiamento sobre parte dos títulos de dívida pública detida pelos residentes
títulos do estados com a maturidade de dez anos mais aumentou para mais de 55%.
baixos dos últimos dois anos.

PERFIL DA DÍVIDA PÚBLICA*


LEILÕES DA DÍVIDA PÚBLICA
14 100
4,5
12 80
4
10

€ mil milhões
OT 4.125% Apr 2027
% taxa de colocação

3,5 60
OT 2.875% Jul 2026
3 8

anos
40
2,5 6

2 OT 2.2% Oct 2022 4 20


OT 2.875% Oct 2025
1,5
2 0
1 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017*

0,5 Emissões de obrigações do Estado


Maturidade média residual excl. empréstimos do PAEF
0 Maturidade média residual
fev-15 mai-15 ago-15 nov-15 fev-16 mai-16 ago-16 nov-16 fev-17 mai-17 ago-17 nov-17 Maturidade média da dívida de MLP emitida em cada ano
Obrigações soberanas detida pelo residentes
taxa de colocações de leilões de Ots(azul com a maturidade de 10 anos, laranja com…
Fonte: IGCP, BiG Research Fonte: Banco de Portugal, IGCP, BiG Research, *data disponível até Setembro 2017, data das emissões de obrigações do
Estado até data da publicação
Outlook2017|
2018 BiG
| BiG
Outlook 32
32
3
1.5.1. Outras Economias
2. Crescimento do PIB- eJapão
Conta Corrente
2
Sinais positivos do Japão atraem atenção

Um dos sinais mais positivos da economia Japonesa é a Já não é a primeira vez que o crescimento dos salários
melhoria da balança corrente do país, num ano em que o Japoneses sobre acima do 1%, mas isso aliado à melhoria
iene valorizou contra o dólar. da balança corrente e às boas expectativas em relação à
economia asiática dá argumentos ao banco central para
O país beneficia da boa conjuntura do bloco asiático, que desfazer algumas das políticas menos ortodoxas que
começa finalmente a tresladar para o mercado de trabalho implementou ao longo dos últimos anos.
doméstico.

BALANÇA CORRENTE (% DO PIB) INFLAÇÃO SALARIAL (%)

4,5 3

4
2
3,5

3 1

2,5
0
2

1,5 -1

1
-2
0,5

0 -3
2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Fonte: Bloomberg Fonte: Bloomberg


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2018 BiG
| BiG
Outlook 33
33
3
1.5.1. Outras Economias
2. Crescimento do PIB- eJapão
Conta Corrente
3
Política Monetária Japonesa pouco ortodoxa pode ser revista

O controlo da curva de taxas de juro soberanas é uma Num ambiente de retirada das medidas de política
dessas medidas. O Banco do Japão mantém a yield das monetária menos ortodoxas, tanto o iene, como o sector
obrigações soberanas a 10 anos nos 0%, financeiro do país poderiam beneficiar.
independentemente do montante que tem que comprar
para tal. Por outro lado, não é certo como o índice accionista
Japonês como um todo reagiria a uma subida de taxas de
Uma política muito pouco ortodoxa, que poderá ser juro no mercado de obrigações, ainda que ligeira.
revertida ao longo de 2018.

TAXA DE JURO SOBERANA A 10 ANOS E IENE JAPONÊS (%) SECTOR FINANCEIRO (MXJP0FN INDEX)

1,6 110
1,4
100
1,2 86,4
90
1
80
0,8
70
0,6
60
0,4
47,3
0,2 50

0 40

-0,2 30
-0,4 20
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

Fonte: Bloomberg Fonte: Bloomberg


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2018 BiG
| BiG
Outlook 34
34
3
1.5.2
2. Outras Economias
Crescimento do PIB- China
e Conta Corrente
4
Inflação é o indicador a monitorizar na China, por enquanto sem preocupação

A inflação continua a ser o indicador chave no caso da Dito isto, um soft landing bastante prolongado continua a
China. Por muito endividamento ou shadow banking que o ser o cenário base para a economia chinesa.
país tenha abarcado nos últimos anos, devido à
centralização da sua economia, a inflação parece ser a O reforço do poder de Xi Jinping é um factor que pode
variável que representa mais risco para o país. motivar reformas mais aprofundadas, mas é pouco
provável que o Governo avance com medidas que causem
Durante 2017, esta manteve-se bastante contida, e dada a algum tipo de disrupção para a economia.
subida das taxas de juro nos mercados obrigacionistas,
espera-se que continue baixa durante 2018.

INFLAÇÃO É UM RISCO MAS TAXAS REAGEM A ISSO CRESCIMENTO ANUAL DO PIB EM SOFT LANDING

7 11

6
10
5
9
4

3 8

2
7
1
6
0
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
5
Yield soberana da China a 10 anos Inflação 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Fonte: Bloomberg Fonte: Bloomberg


Outlook2017|
2018 BiG
| BiG
Outlook 35
35
3
1.5.2. China - Tensão
2. Crescimento doComercial EUA/China
PIB e Conta Corrente
5
México pode beneficiar de eventual agravamento da tensão comercial com a China

PERFIL DAS EXPORTAÇÕES DO MÉXICO PARA OS EUA


A possibilidade de um escalar das tensões
comerciais entre os EUA e um dos seus principais
parceiros comerciais é um dos riscos mais tangíveis
para 2018.

No início de 2017, o México parecia ser o candidato


mais provável a sofrer com a retórica de Trump, mas
com o passar do ano, o foco virou-se cada vez mais
para a China.

Curiosamente, caso sejam realmente implementadas


medidas proteccionistas contra a China, é provável
que o México beneficie. Fonte: OEC

PERFIL DAS EXPORTAÇÕES DA CHINA PARA OS EUA


O perfil de exportações da China e do México para os
EUA são relativamente parecido, e por isso é
provável que as empresas e os consumidores norte-
americanos encontram alternativas aos produtos
Chineses na economia Mexicana.

A divisa mexicana seria por isso uma ganhadora num


cenário de escalar de tensões comerciais entre os
EUA e a China.

Fonte: OEC
Outlook 2018 | BiG
6.1. Estágio Macro Cíclico Global 36

Estágio Macro Cíclico Global Inclinação Yield Curve

2017 2018E

Fase II Fase III

3M 6M 1Y 3Y 5Y 10Y 20Y 30Y 3M 6M 1Y 3Y 5Y 10Y 20Y 30Y

Fonte Research BiG


Crescimento PIB
Longo Prazo

2017 2018E

Fase I Fase IV

3M 6M 1Y 3Y 5Y 10Y 20Y 30Y 3M 6M 1Y 3Y 5Y 10Y 20Y 30Y

Fonte Research BiG Fonte Research BiG


Outlook 2018 | BiG
6.2. Dívida Core 37

Decoupling 10 Yr Treasuries e PIB Nominal – Something has to give...

Breakdown US Treasuries (p.b.) 2017 2018 YE BiG Research 2018 @1 stdev. (postQE)
Var (p.b.) Valor Low High Low High
Impacto Taxas Reais 10 Yr 1 45 10 35 -22 22
Impacto Breakeven 10 Yr -10 189 5 20 -18 18
US Treasuries/Projecção (p.b.) -9 235 250 290 195 275

EVOLUÇÃO TREASURIES 10YR vs PIB Nominal EVOLUÇÃO US TREASURIES 2017E

20 4

3,5
15
3
10
2,5

5
2
~75 pb
0 1,5

-5 1
1980 1983 1986 1989 1992 1995 1998 2001 2004 2007 2010 2013 2016 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

US PIB Nominal (YoY) US 10Yr Treasuries Spread Médio UST LOW UST HIGH

Fonte: Bloomberg; Research BiG Fonte: Bloomberg; Research BiG


Outlook 2018 | BiG
6.2. Dívida Core 38

Bunds & ECB – Post QE: Até que nível poderão chegar as taxas de juro da dívida Alemã?

A política de QE seguida pelo BCE também enviesou a O gráfico ilustra a dinâmica vigente entre o principal
dinâmica do swap spread em relação às Bunds. indicador de expectativa futura de inflação adoptado pelo
BCE (5Y5Y Inflation Forward) e a taxa de juro da dívida
Num cenário de redução gradual das compras do BCE da Alemã a 10 anos.
dívida alemã, este spread deverá estreitar no médio prazo,
pelo menos, até 20 p.b.. Numa lógica de retracement destes indicadores e tendo
em conta a reversão das políticas de estímulo pelo BCE,
Esta situação reitera a nossa confiança numa projecção acreditamos que a Bunds a 10 anos poderá situar-se entre
máxima da subida das taxas de juro na Alemanha (10 Yr) os 0,6%-1% no final de 2018.
até ao nível de 1% no médio prazo.

TANTRUM RETROSPECTIVE (TAPER, BUND E TRUMP) 5Y5Y INFLATION FORWARD VS. 10Y BUNDS

1,4 1,2
2 1,2
1,8 1,2 1
1
1,6 0,8
0,8 1
5y5y Inflation Foward

EUR Swap 10 Yr
1,4 0,6

Bund 10 Yr.
1,2 0,6 0,8
Bund 10 Yr

0,4
1 0,4 0,6
0,8 0,2
0,2
0,4
0,6 0
0
0,4 0,2 -0,2
0,2 -0,2
0 -0,4
0 -0,4 jan-15 mai-15 set-15 jan-16 mai-16 set-16 jan-17 mai-17 set-17
jan-15 jul-15 jan-16 jul-16 jan-17 jul-17
EUR Swap 10 Yr Bund 10 Yr
5y5y Inflation Forward Bund 10 Yr (drta)

Fonte: Bloomberg; Research BiG Fonte: Bloomberg; Research BiG


OUTLOOK OUTLOOK 3T2017
2018 | BIG
TRIMESTRAL
OUTLOOK
Enquadramento Macroeconómico - Global
6.3 Dívida
| BIG
Periferia
5. MERCADO DE DÍVIDA
39
39
POR-GER Spread:~100-150pb
O gráfico inferior ilustra cabalmente a outperformance
estelar da dívida Portuguesa ao longo de 2017, ITA-GER Spread:~100-150pb
beneficiando de factores endógenos e exógenos - alguns
deles dificilmente repetíveis. ESP-GER Spread:~50-100pb
Targets 2018 YE
Num cenário de compressão adicional de spreads FR-GER Spread:~20-50pb
Periferia-Core via espaço de integração “Macroniana” – a
dívida Italiana poderá ser a principal beneficiada. BUNDS: 60-100pb

A correlação entre spread de rating médio e a respectiva


taxa de juro volta a enaltecer o valor relativo da dívida Fonte: BiG Research
Italiana.

GRÁFICO EVOLUÇÃO SPREADS ITÁLIA APRESENTA VALOR


440
500
y = 32,164e0,1606x
390
R² = 0,8691
340 400

10 Y yields (pontos base)


pontos base

290
300
240

190 IT PT
200
140

90 100

40
jan-17 mar-17 mai-17 jul-17 set-17 nov-17 0
1 3 5 7 9 11 13 15 17
10Y ESP Bund Spread 10Y PT Bund Spread 10Y IT Bund Spread classificação média por parte de Fitch, S&P, Moody’s
(convertida numéricamente)*

Fonte: Reuters Fonte: Reutera; BiG Research, *Avaliações de rating alfanumérico convertidas numa escala de
rating numérica, AAA"= 1,"D" =24, dados retirados em 19.12.2017
Outlook2017|
2018 BiG
| BiG
Outlook 40
40
4
1.7.1. Divisas
2. Crescimento do PIB e Conta Corrente
0
Valorização do USD poderá voltar a ser tema no mercado cambial em 2018

∆ Conta Corrente PMI


A evolução de divisas é dependente de vários factores, ∆ PIB (2018) (% PIB, 2018) ∆ Taxas (Actual) ∆ IPC (Actual)
Manufactura (/)
quer técnicos, quer fundamentais/económicos, quer
geopolíticos (considerando divisas como iene que EUR -0,5 5,5 -2,57 -0,60 1,10
representam um activo de refúgio). JPY -0,9 6,4 -2,00 -1,30 0,99

Para 2018, projectamos que o iene o euro apresentem a GBP -1,1 -1,4 -1,41 0,40 1,06
menor debilidade (do conjunto de divisas sob análise), vs. CNY 3,9 3,8 1,91 0,20 0,94
o dólar norte-americano. BRL 0 1,1 6,14 1,80 0,97
RUB -0,7 4,5 5,21 1,80 0,94
Fonte: Bloomberg
BALANÇAS CORRENTES (% DO PIB) DIVISAS CONTRA DÓLAR AMERICANO EM 2017

15%

10%
- vs. USD +
5% AUD
EUR
0% BRL JPY
NZD
JPY
-5% CNY GBP
KRW
-10%
MXN
CNY
-15%
BRL
-20%
dez-16 fev-17 abr-17 jun-17 ago-17 out-17 RUB
Fonte: Bloomberg Fonte: Big Research
Outlook2017|
2018 BiG
| BiG
Outlook 41
41
4
1.7.2. Commoditiesdo PIB e Conta Corrente
2. Crescimento
1
Mercado em equilíbrio via OPEC + Rússia

O acordo entre os membros da OPEC e outros produtores A produção de crude pelos Estados Unidos é cada vez
de crude como a Rússia permitiu a correcção do excesso mais eficiente, com estimativas a apontarem para uma
de oferta que deu azo a queda dos preços do crude. aceleração da tendência crescente no próximo ano

Esta correcção também ocorreu ao nível dos preços, que Assim, é expectável que a evolução do crude seja
terminam o ano com ganhos ligeiros. restringida pelo débil equilíbrio entre a procura e oferta,
com as estimativas do mercado para os preços para o WTI
Este acordo foi prolongado até ao final de 2018 na última e Brent no próximo ano entre os USD 55/bbl e USD 60/bbl.
reunião da OPEP, sustentado assim a manutenção do
actual equilíbrio nos mercados.
PROCURA E OFERTA DE CRUDE (MMb/d) ESTIMATIVA PREÇOS

102 70 17

100 65 16
98

Produção - EUA (MMb/d)


60

WTI/Brent (USD/BBL)
15
96
55
94 14
92 50
13
90 45
88 12
40
86
35 11
84
2012-Q1
2012-Q2
2012-Q3
2012-Q4
2013-Q1
2013-Q2
2013-Q3
2013-Q4
2014-Q1
2014-Q2
2014-Q3
2014-Q4
2015-Q1
2015-Q2
2015-Q3
2015-Q4
2016-Q1
2016-Q2
2016-Q3
2016-Q4
2017-Q1
2017-Q2
2017-Q3
2017-Q4
2018-Q1
2018-Q2
2018-Q3
2018-Q4

30 10
mar-15 set-15 mar-16 set-16 mar-17 set-17 mar-18 set-18

Oferta Procura WTI (USD/BBL) BRENT (USD/BBL) Produção - EUA

Fonte: Short-Term Energy Outlook (Dez 2017) Fonte: Bloomberg; Short-Term Energy Outlook (Dez 2017)
Nota: Estimativas a partir de 4Q17 (inclusive) Nota: Estimativas a partir de 4Q17 (inclusive)
Outlook2017|
2018 BiG
| BiG
Outlook 42
42
4
1.7.2. Commoditiesdo PIB e Conta Corrente
2. Crescimento
2
Correlações históricas entre activos em teste

O ouro foi um dos activos em destaque no ano de 2017, A tendência positiva dos países emergentes no ano findo
beneficiando do incrementar das tensões geopolíticas. não foi acompanhada por igual desempenho das
commodities.
Este incrementar de tensões geopolíticas não foi
cristalizado na volatilidade do mercado, que registou novos Esta dissociação espelha a redução da forte correlação
mínimos, reduzindo consequentemente a correlação positiva entre as commodities e os emergentes que foi
(negativa!) entre o VIX (proxy da volatilidade) e o ouro. observada em 2015 e 2016.
O USD, por outro lado, apresenta uma correlação
(negativa!) mais forte com o ouro.
OURO – CORRELAÇÃO VS. VOLATILIDADE E USD DECOUPLING ENTRE EMERGENTES E COMMODITIES (BASE 100)

0,1 140 1

0 0,9
120
-0,1 0,8
-0,2 100 0,7
-0,3 0,6

Correlação
80
-0,4 Índices 0,5
-0,5 60
0,4
-0,6
40 0,3
-0,7
0,2
-0,8 20
0,1
-0,9
-1 0 0
jan-15 jul-15 jan-16 jul-16 jan-17 jul-17 jan-14 jul-14 jan-15 jul-15 jan-16 jul-16 jan-17 jul-17

Correlação Ouro e VIX Correlação Ouro e USD MSCI Índices Emergentes Bloomberg Índice Commodities Correlação

Fonte: Bloomberg; BiG Research Fonte: Bloomberg; BiG Research


Outlook2017|
2018 BiG
| BiG
Outlook 43
43
4
1.7.3. Emergentes do PIB e Conta Corrente
2. Crescimento
3
Rally dos emergentes não esgota oportunidades
Os mercados emergentes foram um dos top performers em Apesar da deterioração do binómio risco-retorno, ainda
2017, com o índice MSCI Emerging Markets a cristalizar existe algum interesse no racional de investimento nas
ganhos de cerca de 30%. economimas emergentes

Não obstante importantes diferenças entre países, Identificamos, numa perspectiva fundamental, os mercados
caracteristicamente os mercados emergentes apresentam da Rússia, Turquia e Arábia Saudita. México pode ser
um maior nível de risco, coincidente com um maior interessante numa lógica de hedge para tensões US-China.
potencial de retorno.
A Arábia Saudita poderá beneficiar de uma introdução nos
índices de mercados emergentes da MSCI em 2018, após a
sua adição à watch list para um potencial upgrade (Jun/17).
MERCADOS EMERGENTES – BALANÇA COMERCIAL VS. PIB MERCADOS EMERGENTES – AVALIAÇÃO FUNDAMENTAL
2018E
25
10

20
Balança Corrente (2018E, % PIB)

6 15
PER
4
10

2
5
0

0
-2
-10 -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45
0 1 2 3 4 5 6 7 8
YTD (%)
Tx. Crescimento PIB 2018E

Fonte: Bloomberg Fonte: Bloomberg;


Outlook2017|
2018 BiG
| BiG
Outlook 44
44
4
1.7.4. Criptomoedas
2. Crescimento do PIB e Conta Corrente
4
Criptomoedas são uma aposta altamente arriscada

Alertamos para os riscos envolvidos no investimento


neste tipo de “activos”. As criptomoedas não são
“activos” regulados, as bolsas onde são negociadas são
recorrentemente alvo de ataques informáticos, é
largamente sabido que são usadas para efeitos de
branqueamento de capitais, entre outros factos que
fazem das criptomoedas uma aposta altamente
arriscada.

Existem vários motivos que ajudam a justificar as


subidas das criptomoedas este ano, como a fuga de
capital de países com rígidos controlos de capital, a
utilização destas “moedas” para pedidos de resgates de
ciber-ataques, ou simplesmente a atenção mediática que
tem tido. Nenhum deles é suficiente para ponderar um
investimento neste tipo de “activos”.

EVOLUÇÃO BITCOIN (VS. USD)


20000
18000
16000
14000
12000
10000
8000
6000
4000
2000
0
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
Fonte: Google

Fonte: Bloomberg
Outlook2017|
2018 BiG
| BiG
Outlook 45
45
4
1.8.1. Avaliação Global
2. Crescimento do PIB e Conta Corrente
5
Nível de avaliações do mercado de acções continua a favorecer Europa vs EUA (i)

Em 2017 tivemos mais um ano de encarecimento do Nos EUA, o dividend yield do S&P 500 está actualmente
mercado accionista em termo de múltiplos de preço, mas em linha com a sua mediana dos últimos 15 anos e já se
ao contrário do ano passado, este ano também assistimos encontra abaixo da yield das obrigações soberanas a 10
a um encarecimento em termos de yield. anos.

Ainda assim, o investimento nas acções continua a fazer Na Europa, o dividend yield do Euro Stoxx 600 já está
sentido devido ao ambiente de baixíssimas taxas de juro abaixo da sua mediana histórica mas continua bem acima
em que vivemos actualmente. das yields oferecidas pelas obrigações soberanas. Algo
que suporta a avaliação.

AVALIAÇÃO DO S&P 500 AVALIAÇÃO DO EURO STOXX 600

2,5 4,0 1,5 8,0

3,5 7,0
2,0
6,0
3,0 1,0

Dividend yield
Dividend yield
5,0

P/S
P/S

1,5 2,5
4,0
2,0 0,5
3,0
1,0
1,5 2,0

0,5 1,0 0,0 1,0


2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017
2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

P/S P/S mediana Dividend yield DY mediana P/S P/S mediana Dividend yield DY mediana

Fonte: Bloomberg Fonte: Bloomberg


Outlook2017|
2018 BiG
| BiG
Outlook 46
46
4
1.8.1. Avaliação Global
2. Crescimento do PIB e Conta Corrente
6
Nível de avaliações do mercado de acções continua a favorecer Europa vs EUA (ii)

O perfil de maior crescimento do índice S&P 500 dá-lhe Na Europa, o perfil de crescimento é menos atractivo,
mais alguma margem para aceleração do crescimento das esperando-se que o crescimento das receitas do índice
receitas ao longo dos próximos anos, em conjunto com o chegue mais facilmente ao seu pico. Do lado das margens
potencial de melhoria de margens operacionais. operacionais, também existe margem para melhorias.

Dois factores que nos fazem ter optimismo em relação aos


fundamentais do índice

FUNDAMENTAIS DO S&P 500 FUNDAMENTAIS DO EURO STOXX 600


20% 25% 20% 25%

15% 20% 20%


15%
Crescimento das recetias

Crescimento das recetias


15% 15%
10% Margem EBITDA

Margem EBITDA
10%
10% 10%
5% 5%
5% 5%
0% 0%
0% 0%
-5% -5% -5% -5%

-10% -10% -10% -10%


2002
2003

2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011

2012
2013
2014
2015
2016
2017

2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010

2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
Crescimento anual das receitas Margem EBITDA Crescimento anual das receitas Margem EBITDA

Fonte: Oxford Economic Forecasts; Emsi database; US Bureau of Labor Statistics; McKinsey Global Institute analysis Fonte: McKinsey Global Institute - A Future That Works: Automation, Employment, And Productivity
Outlook2017|
Outlook 2018|BiG
BiG
1.8.1. Avaliação
1. Dívida Global
Pública e Défice Fiscal 47
47

Small-Caps cristalizam valor num enquadramento de reforma fiscal e pick-up da inflação

As empresas de menor dimensão (vulgo small caps) são Ainda que a prémio face aos índices large cap dos Estados
um dos activos mais beneficiam com a reforma fiscal em Unidos, o Russell 2000 (índice de small caps) encontra-se
curso no Congresso dos Estados Unidos. a desconto face à sua média histórica.

O efeito decorre por duas vias: menor imposto corporativo, Este desconto face à média, a reforma fiscal e as
que resulta em maiores lucros; e maior procura por parte expectativas de um pick-up moderado de inflação,
de consumidores (que também são alvo de corte de espelhadas pela evolução recente do breakeven,
impostos). sustentam assim uma visão positiva para as small caps.

MERCADO NORTE-AMERICANO (PER) TAXAS BREAKEVEN VS. RUSSELL 2000/S&P 500

115 2,2
50
2,07%
45

Russell 2000/S&P 500 (base 100)


110 2
40

10 Yr. Breakeven - EUA


35 105 1,8
30 1,69%
100 1,6
25
20
95 1,4
15
10 90 1,2
5
85 1
0
jan-16 abr-16 jul-16 out-16 jan-17 abr-17 jul-17 out-17
Russell 2000 S&P 500 Nasdaq Dow Jones
Russell 2000/S&P 500 ( Base 100) US 10 Year Breakeven
2017E Média (5 Yr.)

Fonte: Bloomberg Fonte: Bloomberg; BiG Research


Outlook2017|
2018 BiG
| BiG
Outlook 48
48
4
1.8.2. Breakdown S&P
2. Crescimento 500e Conta Corrente
do PIB
8
Avaliação do S&P 500 – Breakdown dos principais constituintes: Histórico vs Actual

Uma das questões que mais tem sido abordada em relação Por outro lado, o peso dos quatro maiores constituintes
ao S&P 500 é o aumento do peso dos grandes nomes do também não é maior do que fora noutras alturas.
sector tecnológico, e da influência que isso tem tido nos
retornos do índice. Os quatro maiores constituintes do índice representaram
noutros anos cerca de 10% do índice e é mais ou menos
Uma análise histórica mostra-nos que os ritmos de isso que representam actualmente. Não identificamos
crescimento dos principais constituintes do S&P 500 não demasiada concentração no índice accionista.
são descabidos quando comparados com outras alturas.

10 MAIORES CONSTITUINTES DO S&P 500 ESTIMATIVAS DO PESO DOS 4 MAIORES CONSTITUINTES DO S&P 500

14% 6%

12%
5%
10%
4%
8%

6% 3%

4%
2%
2%
1%
0%
1997 2002 2007 2012 2017*
0%
Mediana Crescimento das receitas Mediana Earnings yield US Treasury 10y yield 2002 2007 2012 2017

Fonte: Bloomberg Fonte: Bloomberg


Outlook2017|
2018 BiG
| BiG
Outlook 49
49
4
1.8.3. Stock Pickingdo PIB e Conta Corrente
2. Crescimento
9
Stock Screening Europa – Perfil Rendimento vs Perfil Crescimento

Dentro do leque de acções com um perfil de crescimento, Dentro das acções que consideramos ter perfil de
que têm histórico de crescimento de receitas alto, com rendimento, caracterizadas por rentabilidades do dividendo
margens atractivas, e baixo endividamento, destacamos: mais altas, margens operacionais estáveis, e negócios
mais maduros, destacamos:
• Kering
• BASF
• SAP
• Michelin
• Merck kGaA
• AXA

PERFIL DE CRESCIMENTO PERFIL DE RENDIMENTO

16 25

14

ROE Ajustado Médio (5 anos, %)


Crescimento Médio (5 ano, %)

20
12

10 15
Kering Basf
8 Michelin
SAP AXA
Merck kGaA 10
6

4
5
2

0 0
10 15 20 25 30 35 40 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0
PER est 2018 Dividend yield (%)

Fonte: Bloomberg; BiG Research Fonte: Bloomberg; BiG Research


Outlook 2018| BiG
9.1. Inflação vs. Classe de Activos 50

Cenários de Expectativa de Inflação vs Impacto Classes de Activos

EQUITY SPREADS CORPORATE* SPREADS SOBERANOS* YIELDS 10 YR (%)

IG HY IG HY

Downside Expectativas Inflação


<2,50 <0,6
Probabilidade@10%

Cenário Base - Reflação Moderada


2,50-2,80 0,6-1,0
Probabilidade @70%

Upside Expectativas Inflação


>2,80 >1
Probabilidade @20%

Nota:
• Spreads Corporate – Visão associada à perspectiva da evolução dos segmentos em preço;
** Spreads Soberanos – Visão associada à perspectiva de compressão/alargamento
(positiva/negativa) dos Spreads na Periferia vs Bunds Legenda
Overweight
Slight Overweight
Neutral / Market Perform
Slight Underweight
Underweight
Outlook 2018| BiG
9.2. Estimativas Preço S&P 500 & Euro Stoxx 50 51

Performance vs. Projecção 2017 Projecção para 2018


S&P 500 S&P 500
3300
2500 3100
+13%
2900
2300 90% prob
2700 +2%
2100 2500
-11%
2300
1900
2100
1700 1900
2014 2015 2016 2017 1700
2015 2016 2017 2018 -14,6%
Actual (2014-2016) Bear Case
Actual (2015-2017) Bear Case
Base Case Bull Case
Base Case Bull Case
Actual (2017)
Fonte: Bloomberg; Research BiG Fonte: Bloomberg; Research BiG

EURO STOXX 50 EURO STOXX 50

4300
4200 +15%
4100
3900 90% prob
3700
3700 +5%
3200 3500
3300 -5%
2700 3100
2900
2200 2700
2014 2015 2016 2017 2500
2015 2016 2017 2018
Actual (2014-2016) Bear Case
Actual (2015-2017) Bear Case
Base Case Bull Case
Base Case Bull Case
Actual (2017)
Fonte: Bloomberg; Research BiG Fonte: Bloomberg; Research BiG
Outlook 2018| BiG
9.3. Performance Top Calls 2017 52

2017: Performance Real Mercados/Classes de Activos vs. Outlook Research BiG 2017

Geral Top calls 2017

EUA: Reflação Moderada Downside Bunds

EUA: Expansão Fiscal ? USD-JPY

EUA: Aplanamento da Curva Sector Bancário

Projecção S&P Sector de Bens de Consumo

Europa: Inclinação Curva (Obrigações Alemãs) Sector Industrial

Europa: Export Value Sectores: Healthcare

Projecção Euro Stoxx 50 Top Picks Europa: Danone

Emergentes: Abrandamento da China Top Picks Europa: Santander

Emergentes: Desvalorização CNY Top Picks Europa: Fresenius

Eventos Políticos Top Picks Europa: Siemens

Suavização de riscos políticos na Europa Top Picks Portugal: The Navigator Company;

Política Monetária Top Picks Portugal: Sonae


Ritmo de Tightening do Fed projectado (2 Top Picks Portugal: CTT
subidas)
BCE: Tapering no 2S17
OUTLOOK 2018 | BiG
9.4. Survey Proprietário BiG 53

Qual o risco do mercado antecipar um


abrandamento material e/ou recessão nos
EUA?
46%
38%
13%
0% 4%

Muito Baixo Baixo Médio Médio-Alto Elevado

Qual o nível de risco dos desiquilíbrios do


Poderá o BCE reverter totalmente o APP
modelo Chinês exponenciarem um hard
até final de 2018?

2018
landing da economia?
40% 44%
28% 24% 32%
24%
4% 4%

Muito Baixo Baixo Médio Médio-Alto Elevado


Não Talvez Sim

Qual a expectativa para a evolução do nível


de preços (EUA)?
71%
25%
4%

Undershoot CPI Pick-Up moderado Overshoot CPI


CPI
OUTLOOK 2018 | BiG
9.4. Survey Proprietário BiG 54

Qual a sua expectativa para o retorno potencial do


S&P 500?

32%
28%
24%

12%
4%
0%

<-15% -15%/-5% -5%/0 0%/5% 5%-15% >15%

Em que níveis estarão as Treasuries (10 Yr) no final


de 2018? Qual a sua expectativa para o retorno potencial do
54% Euro Stoxx 50?

2018
42%
40%
32%

0% 4% 12% 8% 8%
0%
<2% 2%/2,50% 2,50%/3% >3%
<-15% -15%/-5% -5%/0 0%/5% 5%-15% >15%

Em que níveis estarão as Bunds (10 Yr) no final de Qual a expectativa para o nível de spreads de dívida
2018? Portuguesa vs Bunds (10 Yr) no final de 2018?

64% 44%

32% 24% 28%

4% 0% 4%
0%

<0,20% 0,20%/0,60% 0,60%/1% >1% <50 pb 50-100pb 100-150pb 150-200pb >200pb


Outlook 2018|
2017| BiG
10.
9. SÍNTESE
Síntese de
DE posicionamento
POSICIONAMENTO 55

Equity Top Picks


Europa - Sectores & Indústrias
EUA Luxo Kering
GEOGRAFIAS

Europa *
Banca Tecnologia SAP
Portugal Mat.-Primas * Farmacêutica Merck KGaA
Emergentes
Consumo Discrionário (ex. Autos) * Segurador Axa
Defensivas (Europa)
Autos Industrial Basf
Cíclicas (Europa) *
ESTILO

Large Caps (EUA)


Tecnologia

Small Caps (EUA) Const. & Materiais


* Top Calls - Mercado Global
Industrial *
Dívida EUA (Equity) Small Caps
Oil&Gas
Inflação Hedge (US 10 Yr. TIPS)
(EVOLUÇÃO
SOBERANA

Treasuries (10 Yr) Consumer Staples


PREÇO)

WisdomTree Japan Hedged


Bunds (10 Yr) Japão
** Healthcare ** Financials Fund
Periferia Europa - Soberano * Telecoms M&A IQ Merger Arbitrage ETF
Investment Grade Europa Emergentes Arábia Saudita; México
CORPORATE
(EVOLUÇÃO

Segurador *
PREÇO)

Investment Grade EUA *


Media
High Yield Europa **
Utilities
High Yield EUA ** Legenda
** Downgrade *Upgrade
Overweight
Outras Classes de Activos
Slight Overweight
EUR-USD
Neutral / Market Perform
FX

USD-JPY **
Slight Underweight
GBP-USD
Underweight
Outros Commodities *
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