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CARGOS DE SANTO (“OYÈ”)

Abiãn (Abíyán): é o frequentador da Casa enquanto não iniciado na Religião. A – aquele que, bí –
que nasce, íyán – com dúvidas;

Afikodé (Aficode): posto do quarto de Oxossi;

Ajimudá (Àjímúdà): cargo masculino do culto a Omulu;

Ajimudá (Àjímúdà): é um cargo do culto a Oyá. Participa e é saudada no ipadê. A – aquela, ji –


que acorda, mú – pega, idá – a espada (ou alfange);

Ajòiè: Ekedi responsável por vestir e zelar pelas roupas dos Orixás;

Akouê (Akòwé): responsável pelas compras; secretária, escritora;

Alabá: um dos sacerdotes do culto aos ancestrais;

Alabê (Alágbè) ou Ogãnilú (Ògán nílù): é o encarregado dos instrumentos musicais e dos cânticos
a serem entoados;

Alagadá: Ogan que cuida das ferramentas de Ogun;

Alapini: sacerdote do culto aos ancestrais;

Apajá (Apájá): é o Ogã que sacrifica cachorro para Ogun;

Apetebi (Apètèbí): auxiliar do pai-de-santo. Segundo Bastide, é a esposa do pai-de-santo. Devido


a isto, ainda que não iniciada, passa a usufruir de certo prestígio na Casa. Em alguns casos, pode
até fazer consultas oraculares;

Apogãn (Apokan): cargo masculino do culto a Omulu;

Apotun (Apótún): cargo masculino do culto a Omulu;

Aramefá: conselho de Oxossi composto por seis pessoas;

Axobá (Ásógbá ou Ásógbánilé): maior cargo masculino do culto a Omulu. Trata-se daquele que
conserta, coze e costura as cabaças;

Axogum (Àsògún): responsável pelo sacrifício dos animais. Geralmente é um filho de Ogum;

Aiyabá: cargo feminino. É quem bate o ejé nas grandes obrigações;

Aiyabá Ewe: cargo feminino. É a responsável por rezar as folhas;

Babalaô (Bàbákáwo): sacerdote encarregado da prática do jogo de búzios para conhecer o Orixá
e o odú de uma pessoa, e todas as decorrências disto;
Babalossaim (Bàbálósányin) ou Olossaim (Olósányin): é o responsável por conhecer e colher as
folhas ritualísticas.;

Babaojé (Bàbálojé): encarregado do culto aos mortos;

Balogun (Balógún): posto do quarto de Ogun;

Bamboxê: sacerdote do culto a Xangô;

Ebômi (Ègbónmi): título inerente ao iniciado que realiza a obrigação de sete anos de iniciação.
Representa qualidade hierárquica no Candomblé. Significa “minha irmã mais velha”;

Ejitata: cargo masculino do culto a Omulu;


Elemoxó (Elémòsó): posto do quarto de Oxaguiãn;

Equedi (Ekedi): são aquelas escolhidas pelos Orixás para servi-los. Portanto, são as que cuidam
da segurança dos que estão manifestados, dançam com os Santos, vestem e acordam os Orixás,
por isso são chamadas de mães. Não se manifestam com Orixá;

Fatumbi: cargo de sacerdote de Ifá;

Iabassê (Ìyá gbàsè): é a responsável pelas cozinhas de santo e pelas oferendas;

Iadagãn (Ìyádagan): é a mais velha (no santo) auxiliar direta dos ritos de ipadê. Possui duas
substitutas: otun e osidagan;

Iaefun (Ìyá Efun): é a mãe que pinta os iniciados com efun. Geralmente é uma cargo dado aos
filhos de Oxalá, por ser o efun intimamante ligado ao culto daquele Orixá;

Iaegbé (Ìyá Égbé): conselheira, assessora do(a) Zelador(ra). Seu correspondente masculino é o
Bàbáégbé;

Iajibonãn (Ìyájíbóna) ou Ajibonãn (Ajíbóna) ou Ojùgbònà): mãe criadeira, é quem cuida dos
iniciados enquanto estão recolhidos, ensinando-lhes os rituais e regras de comportamento. A jí
bí òna (aquela que dá caminho);

Ialatoridé: posto do quarto de Oxalá. É a mãe que prepara e cuida dos atoris de Oxalá;

Ialaxé (Ìyáláse ou Álásé)): é a que conhece e zela pelo axé. Segundo Beniste, “Toda Ìyálórìsà é
uma ìyáláse, mas nem toda ìyáláse é uma ìyálórìsà.”;

Ialaxó (Ìyáláso): é a encarregada de costurar e vestir os Orixás;


Ialodê (Ìyá lodè): é a uma respeitável senhora da Casa, a quem, por idade de santo ou de vida,
merece distinguido respeito;

Ialorixá (Ìyálórìsà): autoridade máxima do Candomblé. Seu correspondente masculino é o


Babalorixá (Bàbálórìsà);

Iamorô (Ìyámórò): é aquela que dança com a cuia no ritual do ipadê é a que despacha Exú;

Ianassô (Ìyá nasó): sacerdotisa encarregada do culto a Xangô;

Iaô (Ìyàwó): é o recém iniciado no culto. Tal denominação irá acompanhá-lo até os 7 anos de
Santo. O termo significa esposa, mais é utilizado tanto para homens quanto para mulheres. Ver
“Orun Aye”, fls 234/236);

Iaquequerê (Ìyá kékeré): mãe pequena. É a Segunda na hierarquia da Casa. Seu correspondente
masculino é o Babaquequerê (Bàbákékeré);
Iatebexê (Ìyátebesé): a encarregada de escolher os cantos e de cantar os solos;

Iatemi (Ìyátemí): cargo da Nação Jeje, dado às mulheres com mais de 7 anos de iniciação;

Ibalé (Ìgbálè) ou Balé (Balè): cargo do culto a Yansãn;

Iyalabakê: responsável pela alimentação dos iniciados;

Iya Sirrá (Ìyá Síhà): significa seguir em direção a um caminho. É ela quem conduz o estandarte de
Oxalá;

Iyatojuomò: responsável pelas crianças do axé;


Jobi: cargo sacerdotal;

Kaueuêo (Kawéo): posto do quarto de Ossaim;

Kolabá (Kólábá): cargo do quarto de Xangô. É a responsável por carregar o labá (bolsa de couro
onde são guardadas as pedras de raio – èdún àrá;

Mayê: mexe com as coisas secretas do axé: ajuda o Zelador no preparo do Adoxu;

Obás de Xangô: são consagrados a Xangô e guardiães do seu culto. São em 12 os principais, cada
qual com 2 substitutos (Òtún , da direita e Òsì, da esquerda):

Direita:
1 – Abíodún

2 – Ààre

3 – Àróló

4 – Tèlà

5 – Òdòfin

6 - Kakamfò

Esquerda:

1 – Ònàsokùn

2 – Aresà

3 – Eléèrìn
4 – Onìíkoyí

5 – Olúgbòn

6 – Sòrun

Oburô: alto título da hierarquia do culto;

Ogalá (Ogalá): cargo do culto a Oxalá;

Ogãn (Ògán): é uma cargo masculino de alguém que não entra e transe. Os ogãns são iniciados
(confirmados), mas não recebem todos os preceitos de um yawo. Os Ogãns, tal como as Equedis,
não fazem obrigações periódicas de 1, 3 5, 7, 14 e 21 anos, ao contrário dos Yawos. Também são
chamados de Pais;

Ogãn Sojatin: ?
Ojú Obá (Ojú oba): é um cargo ligado ao culto de Xangô. Significa os Olhos do Rei;

Ojuodé (Ojú Odè): cargo do quarto de Oxossi (os Olhos do Caçador);

Ojuomin: posto do quarto de Oxum (os olhos das águas);

Olopá (Olopá): é o encarregado de sacrificar cachorro para Ogun;

Oluô: o olhador do oráculo;

Ològun: Cargo masculino. Despacha os ebós;


Olopondá: grande responsabilidade na iniciação;

Omolará: posto de confiança;

Oloya: Cargo feminino das filhas de Oya. Despacha os ebós;

Pejigãn ou Abajigãn (Pejigán): é aquele incumbido de sacrificar os animais atinentes ao Peji ou


Cumeeira da Casa;

Rumbono (Humbono): é a primeira pessoa iniciada na Casa. Expressão de origem Jeje;

Sarepebê (Sárepegbé): transmite as decisões egbê, comunicando entre os Terreiros as festas e


formulando os convites. É uma espécie de relações públicas do Barracão. Sáre – o que corre, pè
– e comunica, egbé – as coisas da sociedade. Geralmente é uma cargo a alguém de Exú ou
Ogum;
Sidagan: é a mais nova (no santo) auxiliar dos ritos de ipadê;

Sobalojú (Sobalóju): posto do quarto de Xangô;

Tojuomó (Tojúomo): aquela que olha pelas crianças. De oju – olhar, omo – filho, criança;

Vodunsi: é o mesmoo que ebômi (seu correspondente no Jeje);

Yarubá: carrega a esteira para o iyawô;

Ypery: Ogan de Odé;

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