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MASTITE

A mastite é um processo inflamatório de um ou mais segmentos da mama caracterizado principalmente pela dor.
Dependendo do caso, ela pode ou não se tornar uma infecção bacteriana.

Quadro clinico
Dor local: mama
No corpo: calafrios, fadiga, febre ou mal-estar
Na pele: calor ou vermelhidão
Nas mamas: nódulos ou secreção mamilar
Também comum: inchaço ou pus

Fatores desencadeantes
 Amamentação (pega incorreta fissuras mamilos) - duas a 3 semanas pos parto
 Mama com muito leite sem que ocorra a drenagem (meio de cultura)  Ordenhe o excesso de leite
 Leite empedrado  entupimento dos ductos

Fatores para evitar


 Limpar mamas antes e depois das mamadas
 Quando há uma quantidade de leite muito grande no peito e a mama está inchada, surge um ambiente mais
propício para a bactéria se proliferar.
 Pega correta
 Massagens mamas em agua quente

Tratamento
 Cuidados locais  compressa frias, Ordenhas + analgésico
 Agora, se for uma mastite já instalada com secreção e pus é necessário o uso de antibióticos.

ENDOMETRITE
Endometrite é uma doença que causa inflamação na camada que reveste o útero da mulher.
A ocorrência de endometrite é mais provável após o parto ou após um aborto espontâneo, especialmente depois de um
trabalho de parto prolongado ou de uma cesariana.  VIA DE ENTRDA

Causas

 clamídia; gonorreia; tuberculose; infecções resultantes da mistura de bactérias vaginais normais.


 Procedimentos que envolvem o acesso ao útero através do colo uterino
o Histeroscopia
o Colocação de DIU
o Dilatação e curetagem

Quadro clinico Complicações

 Inchaço do abdômen  Infertilidade


 Corrimento anormal vagina (loquios purulentos e odor  Peritonite
fétido)  Coleção de pus
 Prisão de ventre ou incomodo ao defecar  Septicemia
 Febre Sensação de mal estar geral  Choque
 Útero amolecido e doloroso
 Secreção purulenta quando manipulação do colo uterino Tratamento

Diagnostico  Antibióticos
 Tratamento dela e parceiro caso DST
 Exame físico e exame pélvico  Graves : tratamento endovenoso +
 Sensibilidade ao Toque ou secreção repouso hospital
 Coleta de amostras
 Biopsia
 Microscopia
 Hemograma
TVP PUERPERAL

Durante a gravidez  estado de hipercoagulação


 A produção de fibrinogênio está aumentada, assim como os níveis dos fatores de coagulação II, VII, VIII e X, e a
atividade fibrinolítica está diminuída
 Além disso, ocorre a redução da velocidade do fluxo venoso em aproximadamente 50% nas pernas, principalmente
entre a 25ª e a 29ª semana de gestação até a 6ª semanas após o parto, quando a taxa de fluxo volta à normalidade
A incidência de tromboembolismo venoso é estimada em 0,76 a 1,72 a cada 1.000 gestações, que é 4 vezes maior que o
risco na população não grávida
Geralmente ocorrem na perna, panturrilha e pelve podendo evoluir para  TEP

Quadro clinico
 Edema dos membros + rubor + dor + empastamento
 Taquicardia
 Dispneia
 Sinal da bandeira negativo
 Sinal de homan positivo (dorsiflexão do pé provocando dor em panturrilha)

Diagnostico
 Gasometria arterial ( ↓ Po2 < 80 e ↑ PCO2 > 30)
 Dímero D
 Marcadores
 Eletrocardiograma (cor pulmonar agudo, bloqueio de ramo D, akteracoes de onda P...
 Raio X simples tórax
 USG doppler de membros inferiores e pelve
 Flebografia

Tratamento
 Monitorização
 HEPARINA de baixo peso molecular  não atravessam barreira placentária
 No parto normal ou na cesariana, o sangramento previsto faz com que se interrompa o uso de medicação
anticoagulante devido ao risco de hemorragias peri e pós-parto (12 horas)
 Anticoagulação puerpério
o Deve-se restabelecer o uso da heparina profilática 12 horas após o parto normal ou a cesariana devido
ao risco de evento tromboembólico, e desde que o sangramento pós-parto esteja devidamente controlado
o Administração é ditada pelo peso da paciente
 No período pós-parto, a profilaxia por um período
mínimo de seis semanas é recomendada a toda paciente
que tenha apresentado qualquer episódio de
tromboembolismo venoso anteriormente, sendo mantida
idealmente por até seis meses. Orienta-se, ainda, a
aplicação de métodos de compressão de membros
inferiores, movimentação e deambulação precoce
 Nas pacientes sem história anterior de evento
tromboembólico e submetidas à cesariana, o risco de
tromboembolismo é maior do que naquelas submetidas
ao parto normal, o que sugere uma avaliação de fatores
de risco para uma avaliação individual de cada paciente.
1 – HEMORRAGIA PÓS PARTO

A hemorragia puerperal é a perda superior a meio litro de sangue durante ou após dequitação, é a terceira causa
mais comum de morte materna durante o parto, após as infecções e complicações da anestesia. As causas variam e
a maioria delas é evitável, sendo delas o sangramento da área onde a placenta descola do útero, esse sangramento
pode ocorrer quando o útero não contrai adequadamente por ter sido distendido excessivamente, pelo trabalho de
parto prolongado ou anormal, pelas múltiplas gestações ou pela administração de um anestésico miorrelaxante
durante o trabalho de parto. Também pode ser causada por lacerações produzidas por um parto espontâneo, por
tecido (em geral partes da placenta que não descolaram adequadamente) que não foi expelido durante o parto ou por
uma concentração sangüínea baixa de fibrinogênio (um importante fator de coagulação do sangue). A perda
sangüínea grave geralmente ocorre logo após o parto, mas pode ocorrer até um mês mais tarde.

As medidas de prevenção se dão antes da mulher entrar em trabalho de parto. Uma delas consiste no tratamento de
doenças como a anemia e a outra é a obtenção do máximo possível de informações relevantes sobre a gestante. Por
exemplo, saber que a mulher possui uma quantidade maior de líquido amniótico, uma gestação múltipla (p.ex.,
gestação gemelar), um tipo sangüíneo incomum ou se ela apresentou episódios anteriores de hemorragia puerperal
pode permitir ao médico preparar-se para enfrentar possíveis distúrbios hemorrágicos.

A intervenção no parto é a mínima possível. Após a placenta ter descolado do útero, é administrada ocitocina à
mulher para ajudar o útero a contrair e reduzir a perda sangüínea. Quando a placenta não descola espontaneamente
até 30 minutos após a liberação do concepto, é removida manualmente. Quando a expulsão foi incompleta, removem
- se os fragmentos remanescentes manualmente. Em casos raros, fragmentos infectados da placenta ou de outros
tecidos devem ser removidos cirurgicamente (por curetagem). Após a expulsão da placenta, a mulher é monitorizada
por pelo menos uma hora para se assegurar que o útero contraiu e também para se avaliar o sangramento vaginal.
Quando ocorre um sangramento intenso, o abdômen da mulher é massageado para auxiliar a contração do útero e, a
seguir, a ocitocina é administrada continuamente através de um cateter intravenoso. Quando o sangramento persiste,
a mulher pode necessitar de transfusão sangüínea.

O útero pode ser examinado, verificando-se a presença de lesões ou de fragmentos retidos de placenta e de outros
tecidos. Esses tecidos podem ser removidos cirurgicamente. Ambos os procedimentos exigem o uso de um
anestésico. O colo do útero e a vagina também são examinados. Uma prostaglandina pode ser injetada na
musculatura uterina para ajudar na sua contração. Quando o útero não pode ser estimulado para que contraia e
reduza a hemorragia, pode ser necessária a realização de uma ligadura de artérias que levam sangue ao útero.
Devido à abundante irrigação sangüínea da pelve, este procedimento não produz um efeito duradouro após o
sangramento ser controlado. A histerectomia (remoção do útero) é raramente necessária.

2 – INFECÇÃO PUERPERAL

A infecção puerperal ou febre puerperal continua sendo uma das principais causas de mortalidade no puerpério.
Origina - se do aparelho genital após parto recente, sendo, por vezes, impossível caracterizar a infecção que ocorre
após o parto, para melhor conceituar morbidade febril puerperal, temperatura de no mínimo 38ºC, durante dois dias
quaisquer, dos primeiros 10 dias do pós-parto, excluídas as 24 horas iniciais. É tendência atual, conquanto não sejam
da genitália, incluir a infecção urinária, a pulmonar e a das mamas na morbidade puerperal.

Inicialmente o tratamento da infecção puerperal era no intuito de ajudar a paciente a criar uma resistência geral para
a doença, porém a evidência de que essa enfermidade pudesse ser transferida para as mulheres pelas mãos do
obstetra era inconcebível, pois sua única função era a de auxiliá-las no momento do parto. Semmelweis concluiu que
as mãos de médicos e estudantes, vindos das salas de necrópsia, continham detritos de cadáveres em
decomposição, levando-os até as parturientes, constituindo, assim, um fator de risco à doença. A partir dessa
descoberta, instituíram-se, para essas pessoas, medidas profiláticas que constavam de lavagem das mãos, limpeza
das unhas e uso de água clorada, conseguindo reduzir drasticamente as taxas de mortalidade materna.

Alguns fatores relacionados às alterações ocorridas no organismo materno durante a gravidez, o trabalho de parto, o
parto e o pós-parto podem predispor a mulher a adquirir infecção puerperal. Entre as diversas modificações que a
gravidez imprime ao organismo materno, encontram-se algumas alterações da flora genital e do trato urinário, que
podem levar à ocorrência de infecção. O corrimento vaginal, presente na maioria das gestantes e pouco valorizado
no pré-natal, representa também uma alteração no mecanismo de defesa cérvico-vaginal, sendo considerado uma
infecção do trato genital baixo. No trabalho de parto, os microorganismos cervicovaginais podem ter acesso ao útero,
correlacionando a endometrite puerperal com sua duração. Sabe-se que a duração de um franco trabalho de parto
varia de acordo com diversos fatores, e conclui-se que quanto maior sua duração, maior o risco da parturiente
adquirir infecção. A rotura das membranas ovulares, associada ao trabalho de parto prolongado, além do elevado
número de toques vaginais, predispões à contaminação da cavidade amniana por anaeróbios e aeróbios, comensais
e patógenos. Observações posteriores de Ledger e Reese e cols. fizeram a correlação entre a presença de mecônio
no líquido amnioótico e o aumento da taxa de infecção materna. Afirmam também que o mecônio eleva o teor de
fosfato, inativando o complexo zinco-protéico (que esta presente no liquido amniótico com propriedade
antibacteriana).

No reparo de lacerações cervicais e/ou vaginais, bem como durante a episiorrafia, frequentemente se utiliza tampão
vaginal. Essa prática pode constituir um fator de risco para infecção, pois não raramente se observa o seu
esquecimento no canal de parto. Quando isso ocorre, após 48 horas, pode-se constatar, além dos sinais e sintomas
clássicos da endometrite, a escassez e o odor fétido dos lóquios, devido à presença de microorganismos patogênicos
que encontram ambiente favorável para sua proliferação. Recentes estudos demonstram uma rápida liberação de
bactérias do trato genital para a cavidade endometrial em uma intervenção intra-uterina. No entanto, a maioria das
mulheres, no período pós-parto, encontra-se livre dessa invasão, uma vez que o útero possui atividade contrátil
própria, presente após a dequitação ocasionando a involução uterina, a reação leucocitária e a hemóstase trombótica
na região da inserção placentária, representando, assim, um conjunto de mecanismos de defesa contra infecção. A
endometrite puerperal ocorre quando esses mecanismos de defesa são superados pela combinação de várias
bactérias. A introdução de bactérias virulentas ou alterações locais, como danificações de tecidos moles e remoção
incompleta da placenta, favorecem a infecção pós-parto.

O papel da enfermagem na prevenção dessa complicação séria é importante e deve-se fazer o máximo de esforço
para evitá - la. Higiene ao cuidar da paciente e o uso de técnicas assépticas quando indicadas, e o hábito de lavar as
mãos antes de prestar assistência à mãe. Os partos devem ser conduzidos seguindo-se uma técnica de assepsia
estrita, mas as precauções observadas na sala de parto não são suficientes, porque a infecção pode atingir a mãe
durante o trabalho de parto ou no puerpério imediato. Comadres individuais devem ser providenciadas para impedir
infecção cruzada.

A paciente que tenha tido um trabalho de parto longo e difícil e que tenha lesões no canal genital, ou que tenha
anemia devido à perda sanguínea, é menos apta a resistir às infecções do que aquela que teve um parto fácil e
normal. Por isso é importante manter a resistência da paciente durante um trabalho de parto prolongado com repouso
e líquidos adequados, e prevenir a perda sanguínea ou restaurar a perda quando necessário. Lacerações do trato
genital e exploração uterina aumentam os perigos de infecção. A disponibilidade imediata de antibióticos para
profilaxia não basta. Ainda é importante empregar conscientemente técnicas assépticas em todas as ocasiões.
Algumas pacientes continuam morrendo por infecção, apesar de se dispor atualmente de tratamento mais eficaz.
Dentre os fatores predisponentes:

Bolsa rota - Quando há perda de líquido, tanto a mãe como o RN ficam expostos a riscos. Não se sabe ao certo
quanto tempo o organismo da mãe e do bebê leva para o desenvolvimento de uma infecção. Em alguns casos,
observaram que a incidência de infecção no bebê só aumenta após 24 horas de bolsa rota.

Endometrite (infecção/ inflamação do endométrio) - Forma mais frequente de infecção puerperal, tem relação direta
com cesária e intervenções vaginais após partos prolongados, amniorexe prolongado e com muita manipulação
intravaginal e intra-útero. Quadro clínico é caracterizado pela tríade: subinvolução, dor a palpação e amolecimento
corporal. Oscilação de temperatura entre 37,5ºC e 38ºC, a loquiação pode ser inodora se for por estreptococos B
hemolítico do grupo A, fecalóide se for por enterococos, E. coli, bacteróides fragilis.

Corioamnionite - Infecção ovular caracterizado de um processo inflamatório agudo e às vezes difuso das membranas
extra placentárias, placa coriônica da placenta e cordão umbilical. Pode ocorrer com membranas íntegras, mais e
mais comuns em casos de rotura de membranas ovulares, decorrente do tempo prolongado de rotura e/ou da
realização de toques vaginais.

Mastite Puerperal ou inflamação da mama - Complicação peculiar do período de aleitamento, sendo excepcional na
gestação ou fora dela. Geralmente, manifesta-se precocemente, nos dez primeiros dias do puérperio, ou tardiamente.
A mastite puerperal ou da lactação é um processo infeccioso agudo das glândulas mamárias que acomete mulheres
em fase de lactação, com achados clínicos que vão desde a inflamação focal, com sintomas sistêmicos como febre,
mal-estar geral, astenia, calafrios e prostração, até abscessos e septicemia. Devido ao desconforto e a dor, e
também por acreditarem que o leite da mama afetada fará mal ao bebê, muitas mulheres desmamam precocemente
os seus filhos, se não forem adequadamente orientadas e apoiadas. Dependendo da gravidade, a amamentação
deve ser suspensa quando se tratar de mastite supurativa, pois, além de muito dolorosa, o leite está infectado.
Hemorragia - É a perda de 500 ml ou mais de sangue após o parto. Na maioria dos casos, o sangramento excessivo
ocorre nas primeiras horas do puerpério, em geral dentro das primeiras 24 horas, embora também possa ocorrer
entre a quarta e a sexta semana depois do nascimento do bebê.

Atonia Uterina - Causa mais frequente de hemorragia pós-parto é a atonia uterina, ou comprometimento do tono
muscular uterino. Existem muitos sinusóides ou espaços sanguíneos entre as fibras musculares imediatamente
abaixo da placenta. À medida que ocorre a separação da placenta, a musculatura uterina se contrai normalmente e
os sinusóides se fecham, com a formação eventual de trombos. Quando as fibras musculares não se contraem e os
vasos não sofrem constrição, ocorre a hemorragia. A atonia uterina é frequentemente devida à exaustão do músculo,
que pode seguir-se tanto a um trabalho de parto prolongado quanto a um precipitado; pode ser devida à
hiperdistensão do útero por gravidez múltipla, feto grande ou hidrâmnio ou pode ser causada por massagem
excessiva do fundo uterino na terceira fase do trabalho de parto.

Lacerações do trato genital - Segunda maior causa de sangramento pós-parto. As lacerações baixas da parede
vaginal e do períneo geralmente não sangram profusamente, mas aquelas que ocorrem no colo ou na porção
superior do canal vaginal podem ser profundas e extensas a ponto de romper grandes vasos sanguíneos.
Lacerações altas da parede vaginal e da cérvix ocorrem mais provavelmente após partos operatórios, especialmente
se o colo não está completamente dilatado, podendo ocorrer ocasionalmente, também, em partos espontâneos. Em
alguns partos os lábios são lacerados; se tais lacerações se estendem para o clitóris, podem causar um sangramento
profuso.

3 – TROMBOFLEBITE SUPERFICIAL E PROFUNDA

A doença tromboembólica venosa (TEV) é uma importante causa de morbidade e mortalidade obstétrica. O risco de
trombose na gravidez é considerado maior durante o terceiro trimestre da gestação e, especialmente, no puerpério.
Na gestação o risco de Tromboflebite superficial é maior e no puerpério a incidência maior é de Tromboflebite
profunda, pois ocorre diminuição da atividade fibrinolítica no último trimestre, liberação de tromboplastina tecidual na
separação da placenta, estase venosa pela contração uterina e vasodilatação. Vários fatores podem se associar e
contribuir para o desenvolvimento do tromboembolismo venoso durante a gestação. A estase venosa, de múltiplas
causas, provavelmente seja o principal substrato fisiopatológico, quer pelo aumento da distensibilidade e da
capacitância venosa, demonstrável no primeiro trimestre da gravidez, com conseqüente redução da velocidade do
fluxo venoso no membro inferior, quer pela compressão da veia cava inferior e da veia ilíaca esquerda pelo útero
grávido, a qual pode também provocar retardo do fluxo venoso. Outros fatores de risco associados com o
desenvolvimento de TVP em gestantes são semelhantes aos da população em geral e inclui idade acima de 30 anos,
obesidade, permanência prolongada no leito o que reduz gradualmente a atividade fibrinolítica durante a gestação
produzindo um estado relativo de hipercoagulabilidade, trombofilia hereditária, multiparidade e parto operatório. A
cesariana está associada com uma maior incidência de TVP em gestantes do que o parto normal. O trauma das
veias pélvicas durante o parto via vaginal e lesão tecidual durante o parto cesáreo pode contribuir para a trombose
venosa no puerpério imediato.

Os sinais e sintomas na Tromboflebite superficial ocorrem quando há um aumento da temperatura e dor na área
afetada, além de vermelhidão e edema (inchaço). Ela é facilmente diagnosticada, palpando-se a veia endurecida e
inflamada abaixo da pele, há um endurecimento no trajeto da veia sob a pele, como se fosse um "cordão duro". E na
Tromboflebite profunda ocorre edema (inchaço) e a dor no membro afetado (geralmente é unilateral). O edema pode
se localizar apenas na panturrilha (bata da perna) e no pé ou ainda, ser mais intenso, atingindo a coxa, indicando
que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. O diagnóstico clínico da TVP na
gestação oferece algumas dificuldades, uma vez que a dor e a inchação nas extremidades são eventos comuns na
mulher grávida. Ao mesmo tempo em que o diagnóstico baseado apenas em sintomas e sinais não é confiável,
aproximadamente a metade das gestantes com TVP não apresenta sintomas e sinais clínicos característicos,
enquanto que 30 a 50% das pacientes sintomáticas não apresentam a afecção. Seu tratamento é ambulatorial, feito
com compressa local, uso de antiinflamatórios e elevação das pernas. É importante após a resolução do quadro
agudo, obter uma avaliação com o médico cirurgião vascular.

A presença de fatores de risco para a trombose venosa profunda, só aumenta a suspeita clínica dessa doença. Com
os exames de TAP (tempo de ativação da protrombina) e RNI (relação normalizada internacional), é que saberemos
se os anticoagulantes orais estão fazendo o seu efeito desejado. Concomitante com esta medicação, o paciente
deve fazer repouso com as pernas elevadas e fazer uso de meia elástica adequada à sua perna. No tratamento, o
paciente precisa ser internado com o objetivo de inibir o processo de coagulação do sangue mais rapidamente. Para
isso, o uso das heparinas, injetadas na veia ou através de injeções subcutâneas, em baixo da pele.
Concomitantemente uso de anticoagulantes orais (como a varfarina ou femcoprumona). Estes últimos medicamentos
demoram alguns dias para deixar o sangue fino e serão usados por meses após a alta hospitalar (geralmente por 6
meses ). A heparinas e os anticoagulantes ajudam a dissolver o trombo venoso, o qual vai progressivamente se
aderindo na parede da veia afetada. Alguns medicamentos, como os antiinflamatórios, interferem na ação dos
anticoagulantes devendo ser evitados. A ingesta de alimentos ricos em vitamina K deverá ser estável, já que os
anticoagulantes atuam inibindo a síntese dessa vitamina, implicada na formação de alguns fatores de coagulação.
Alimentos muito ricos em vitamina K, em grande quantidade, podem neutralizar a ação dos anticoagulantes.

Recomenda-se caminhadas regulares; em situações de doença, em que seja necessário permanecer sentado por
muito tempo, movimentar os pés como se estivesse pedalando uma máquina de costura; quando estiver em pé
parado, mover-se discretamente como se estivesse andando sem sair do lugar; antes das viagens de longa distância,
consultar médico sobre a possibilidade de usar alguma medicação preventiva; quando permanecer acamado fazer
movimentos com os pés e as pernas. Concomitante com a medicação, deve - se fazer repouso com as pernas
elevadas e usar meia elástica. Pacientes com tendência genética para uma coagulação acentuada
(hipercoagulabilidade) poderão necessitar do uso indefinido dos anticoagulantes orais.

4 – DISTÚRBIOS PSICOLÓGICOS DO PUERPÉRIO (TRISTEZA MATERNA, DEPRESSÃO PÓS – PARTO E


PSICOSE).

Puerpério é uma fase de readaptação em que alterações fisiológicas podem vir acompanhadas de distúrbios de
ordem psíquica, ligados às mudanças bioquímicas que ocorrem no organismo materno logo após o parto, como
aumento da secreção de corticosteróide e a queda repentina dos níveis hormonais. É notória a cobrança imposta
sobre a puérpera quanto a assumir uma postura idealizada, onde demonstre tranqüilidade, receptividade e disposição
para amamentar e cuidar da criança. A psiquiatria clínica classifica os distúrbios em três grandes grupos,
apresentado da forma mais leve para a forma mais grave:

 Blues puerperal ou síndrome da tristeza pós – parto: Considerado um transtorno de ajustamento, segundo
Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Os sinais e sintomas iniciam nos primeiros dias após o parto com
duração variável, estendendo-se de algumas horas até no máximo duas semanas, sendo a maior incidência no
terceiro dia pós – parto. Tem prognóstico favorável, caracterizado por humor instável, crises de choro típicas,
emotividade exacerbada e hipersensibilidade. Pode haver tristeza, ansiedade, fadiga, cefaléia, insônia, inquietação,
hipocondria e ainda preocupação excessiva com a lactação, amamentação e saúde do bebê. As manifestações
podem vir acompanhadas de distúrbios cognitivos como dificuldade de concentração, de raciocínio e perturbação da
memória. A etiologia pode estar relacionada ao fator biológico representado pelas alterações hormonais que ocorrem
de maneira intensa no organismo da mulher e também pode estar associado à perda ou diminuição do apoio social e
por parte da família, contudo, quando o quadro se agrava, há risco de depressão puerperal. É necessário o estímulo
da autoconfiança desta mulher e prestar orientação nos cuidados com o neonato.

 Depressão puerperal ou transtornos neuróticos pós – parto: Distúrbio de humor variando de grau moderado a severo,
entre seis e oito semanas após o parto. Fatores predisponentes estão relacionados com mães que apresentam
alterações de humor no período pré – menstrual (TPM), história prévia de depressão; genética, personalidade,
condições existenciais e vivenciais relacionadas à gestação na adolescência, gravidez indesejada, etc. Principais
manifestações são tristeza, perda do prazer, choro fácil, abatimento, alterações do apetite, distúrbio do sono, fadiga,
irritabilidade, hipocondria, dificuldade de concentração e memorização, redução do interesse sexual e ideação
suicida. Tem as mesmas características de uma depressão normal, ou seja, a pessoa sente uma tristeza muito
grande de caráter prolongado. Fisicamente, sintomas como alterações gastroinstestinais, com ressecamento de
boca, de intestino, dores de cabeça, insônias. Tratamento é farmacológico, somado a psicoterapia e em casos onde
a farmacologia não resolve, eletroconvulsioterapia. No pré natal deve – se incentivar a mulher a situar-se a nova
realidade, preparando – a previamente para a maternidade.

 Psicose puerperal ou transtorno afetivo psicótico – puerperais: Distúrbio do humor caracterizado por perturbações
mentais graves e agudas, freqüentemente alucinatórias tendo início entre as primeiras duas ou três semanas após o
parto. A sintomatologia que antecede a psicose puerperal é constituída por alterações no sono, inquietação, fadiga,
depressão, irritabilidade, além de certa perplexidade inapetência, apresenta idéias de perseguição e confusão. Pode
também haver episódio de humor agudo com sintomatologia maníaca e/ou depressiva. A característica principal
desta é a rejeição total ao bebê, sentindo-se completamente aterrorizada e ameaçada por ele, como se fosse um
inimigo em potencial. A mulher sente-se, então, apática, abandona os próprios hábitos de higiene e cuidados
pessoais. Caso apresente este quadro de profunda depressão, sem poder oferecer a seu filho o acolhimento
necessário, este também entrará em depressão. As características apresentadas pelo RN são: falta de brilho no
olhar, dificuldade de sorrir, diminuição do apetite, vômito, diarréia e dificuldade em manifestar interesse pelo que quer
que esteja ao seu redor. Conseqüentemente, haverá uma tendência maior em adoecer ou apresentar problemas na
pele, mesmo que esteja sendo cuidado. Quando há bloqueio materno em manifestar amor pelo filho, alguém deve
assumir a tarefa de maternagem em que o bebê possa sentir-se amado e acolhido, pois sem amor não desenvolverá
a capacidade de confiar em suas próprias possibilidades de desenvolvimento físico e emocional. O psiquiatra deve
ser consultado urgentemente e, simultaneamente ao apoio farmacológico, será aconselhada a psicoterapia

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