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Corda Homogênea Pendurada

0.1 RESUMO
Uma das preocupações da física é entender e descrever o movimento dos corpos seja ele de translação ou
rotação ou de qualquer outra natureza. Quando um carro está se movendo esse movimento é acompanhado de
um corpo físico que é o próprio carro. Quando estamos parados em frente ao mar, ou escutando uma música
também estamos vislumbrando um movimento. Porém diferente dos outros movimentos esse não carrega con-
sigo nenhum tipo de massa, a única coisa que esse movimento transporta é a informação.

Para que um carro se mova é necessário a ação de uma forma motriz produzida pelo motor, ou então ao
acelerar uma partícula é necessário a ação de uma forma elétrica ou magnética. A força é o agente responsável
por produzir qualquer movimento, para uma onda não é diferente, uma força qualquer produz um movimento
em uma partícula, contudo ao invés dessa partícula se mover ela transmite para as partículas adjacente o mo-
vimento pela qual ela foi submetida, chamamos esse efeito de comportamento ondulatório.

As ondas são classificadas em três tipos: ondas mecânicas, eletromagnéticas e de matéria. Neste trabalho
iremos falar do comportamento ondulatório das ondas mecânicas. As ondas mecânicas necessitam de um meio
para se propagarem e são divididas em duas outras categorias: transversais e longitudinais. Quando um ele-
mento do meio oscila perpendicular a direção de propagação da onda, a onda é dita transversal, quando essa
oscilação é na direção da onda esta é chamada longitudinal.

No estudo das ondas sempre iniciamos com as ondas mecânicas transversais e usamos na maioria das vezes
uma corda para visualizarmos tal efeito ondulatório. Usamos as ondas mecânicas pelo fato de podermos vê-las
e isso permite termos uma noção dos principais conceitos físicos das ondas em geral.

Nosso estudo consiste em descrever o movimento de uma corda vibrante pendurada homogênea, apresentando
a dedução da equação que é solução da EDP. A teoria física nos leva a escrever uma equação diferencial parcial
para esse movimento, nosso objetivo é encontrar a solução dessa equação ajustando-a com as condições que
descreveremos mais adiante.

0.2 INTRODUÇÂO
Considere uma corda fixa em uma extremidade com a outra extremidade presa a um oscilador harmônico.
O oscilador ira movimentar a extremidade fixa da corda para cima e para baixo, vamos imaginar a corda como
o conjunto de pedaços onde esses pedaços estão todos conectados uns aos outros. Quando ocorre o movimento
vertical do oscilador o elemento fixo a ele é impulsionado para cima, esse elemento por sua vez impulsiona o
elemento de corda seguinte e assim há uma projeção do movimento vertical do oscilador ao longo de toda a
corda fazendo que todos os elementos também se movam para cima. Ao atingir a amplitude máxima o oscilador
invertera seu movimento, movimentando-se agora para baixo. Novamente o elemento fixo ao oscilador que está
submetido a força produzida pelo oscilador se move junto com o oscilador e da mesma forma essa alteração será
sentida por todos os elementos da corda. Com isso todas as partículas da corda executaram o mesmo movi-
mento do oscilador. É fato perceber que nenhuma partícula se movel de onde estava, contudo o movimento de
cada partícula era transmitido as partículas seguintes. O que ocorre é uma vibração dos elementos da corda no
sentido transversal a propagação da onda, é justamente essa vibração que produz a transmissão da informação
de um ponto a outro na corda.

Considere agora uma corda pendurada fixa apenas na extremidade superior que esteja submetida a alguma
perturbação de modo que ela vibre apenas no plano yz, conforme mostra a abaixo.

3
Quando a corda esta parada, ela se encontra esticada na vertical. Ao ser tirada do repouso os elemento da
corda começam a moverem na direção Oy, vamos chamar esse deslocamento transversal ao eixo z de u. Em um
ponto z e num tempo t qualquer o elemento de conda se encontra em uma posição u(z, t), logo o deslocamento
depende da variavel tempo e posição. Para a nossa analise vamos considerar a corda dividida em pedação de
comprimentos infinitesimais dz. A figura abaixo mostra as forças atuando em um elemento infinitesimal da
corda.

Em um ponto z qualquer da corda teremos sempre duas tensões atuando. O ponto z+dz esta tensionado pelo
elemento do ponto z, gerando a tração τ1 , da mesma forma acontece com o ponto z, que esta sendo tensionado
pelo elemento do ponto z + dz, gerando a tração τ2 . Essas tensões formam um ângulo θ com a direção do
deslocamento u(z, t), decomponto essa forças no eixo z, τ1 sin(θ) em z + dz e τ2 sin(θ) em z. Aplicando a 2a lei
de Newton em um ponto z, obtemos:

FR = τ1 sin(θ)|z+dz − τ2 sin(θ)|z (1)


2
Onde a força resultante FR = m0 ∂∂t2u sendo m0 = σdz a massa do elemento infinitesimal que esta em
movimento, e para pequenas oscilações podemos fazer sin θ ' tan θ = ∂u
∂z .No equilibrio a diferença de tração da
eq. (01) é o peso da corda mg abaixo do ponto z, m é a massa da corda e g a aceleração da gravidade.

∂2u ∂u
σdz = (τ1 |z+dz − τ2 |z )
∂t2 ∂z

∂2u (τ1 |z+dz − τ2 |z ) ∂u ∂(σgz) ∂u


σ2
= =
∂t dz ∂z ∂z ∂z
Considerando a densidade da corda constante, temos portanto:

∂2u
 
∂ ∂u
= g z (2)
∂t2 ∂z ∂z
A corda tem comprimento L e esta fixa em z = L, logo u(L, t) = 0, como também no instante inicial a
velocidade é nula. Condições de contorno:

 u(L, t) = 0
u(z, 0) = uo (z) (3)
 ∂u
∂t | t=0 = v o (z)

0.3 DESENVOLVIMENTO
Usando o método de separação de variaveis para procurar a solução. Supondo:

u(z, t) = T (t)Z(z) (4)

2
∂2u
∂z 2 = T (t) ∂ ∂z
Z(z)
2

(5)
2
∂2u
∂t2 = Z(z) ∂ ∂t
T (t)
2

Substituindo as derivadas acima na eq. (02), obtemos (06):

∂ 2 T (t) ∂ 2 Z(z)
 
∂Z(z)
Z(z) = g T (t) + zT (t)
∂t2 ∂z ∂z 2

4
1 ∂ 2 T (t) ∂ 2 Z(z)
 
1 ∂Z(z)
2
= +z (6)
gT (t) ∂t Z(z) ∂z ∂z 2
Como os membros da eq. (06) são idependentes, logo chamaremos de uma constante −λ2 , assim temos que:

∂ 2 Z(z)
 
1 1 ∂Z(z)
T 00 (t) = −λ2 ; +z = −λ2
gT (t) Z(z) ∂z ∂z 2

∂ 2 Z(z) ∂Z(z)
T 00 (t) + gλ2 T (t) = 0 ; z + + λ2 Z(z) = 0 (7)
∂z 2 ∂z
Para λ = 0;

T 00 (t) = 0 ; zZ 00 (z) + Z 0 (z) = 0

T (t) = At + B ; Z(z) = C1 ln(z) + C2


Para λ 6= 0;

T 00 (t) + gλ2 T (t) = 0 (8)

∂ 2 Z(z) ∂Z(z)
+ z + λ2 Z(z) = 0 (9)
∂z 2 ∂z
Para encontrar a solução da eq.(09) utilizaremos a equação de Bessel de ordem zero, antes precisamos fazer
uma mudança de variavel,
√ √
x = 4λ2 z , Z(z) = y(x) = y( 4λ2 z) (10)

2
∂2Z ∂2Z ∂2y ∂y ∂ 2 x
  
∂Z ∂y ∂x ∂ ∂y ∂x ∂x
= , = , = + (11)
∂z ∂z ∂z ∂z 2 ∂z ∂z ∂z ∂z 2 ∂z 2 ∂z ∂z ∂z 2

∂x 2λ2 ∂2x 1 2λ2 .4λ2 ∂2x λ2 4λ2 λ2


=√ , = − → = − √ = − √ (12)
∂z 4λ2 z ∂z 2 2 (4λ2 z)3/2 ∂x2 4λ2 z 4λ2 z z 4λ2 z
Substituindo (12) em (11):
2
2λ2 ∂y 2λ2 ∂y ∂2Z 2λ2 ∂2y λ2 ∂y

∂Z
=√ = , = √ − √
∂z 4λ2 z ∂z x ∂z ∂z 2 4λ2 z ∂z 2
z 4λ2 z ∂z
∂Z 2λ2 ∂y ∂2Z 2
2∂ y λ2 ∂y
= , z = λ − (13)
∂z x ∂z ∂z 2 ∂z 2 x ∂z
(13) e (12) em (09),

∂ 2 y λ2 ∂y 2λ2 ∂y
λ2 − + + λ2 y = 0 (14)
∂z 2 x ∂z x ∂z
Multiplicando (21) por x2 e dividindo por λ2 obtemos:

x2 y 00 (x) + xy 0 (x) + x2 y(x) = 0 (15)


A equação acima é conhecida como equação de Bessel de ordem zero, onde para encontrar a solução usaremos
o método de Frobenius em torno do ponto singular regular xo = 0:

X
y = (x − xo )r an (x − xo )n
n=0

X
y= an (x)n+r (16)
n=0

X ∞
X
y0 = an (n + r)(x)n+r−1 y 00 = an (n + r)(n + r − 1)(x)n+r−2 (17)
n=0 n=0

5
Substituindo (17) em (15),

X ∞
X ∞
X
x2 an (n + r)(n + r − 1)xn+r−2 + x an (n + r)xn+r−1 + x2 an xn+r = 0
n=0 n=0 n=0


X ∞
X ∞
X
an (n + r)(n + r − 1)xn+r + an (n + r)xn+r + an xn+r+2 = 0
n=0 n=0 n=0

X ∞
X
n=m−2 → am−2 xm+r → an−2 xn+r
m=2 n=2

X ∞
X ∞
X
an (n + r)(n + r − 1)xn+r + an (n + r)xn+r + an−2 xn+r = 0
n=0 n=0 n=2


X ∞
X ∞
X
r r+1 n+r r r+1 n+r
ao (r−1)rx +a1 (r+1)rx + an (n+r)(n+r−1)x +ao rx +a1 (r+1)x + an (n+r)x + an−2 xn+r = 0
n=2 n=2 n=2


X
ao xr [r(r − 1) + r] + a1 xr+1 [r(r + 1) + r + 1] + [an [(n + r)(n + r − 1) + (n + r)] + an−2 ]xn+r = 0
n=2

ao xr [r(r − 1) + r] = 0

(18)
a1 xr+1 [r(r + 1) + r + 1] = 0

[an [(n + r)(n + r − 1) + (n + r)] + an−2 ]xn+r = 0 (19)


A solução para a equação indicial é, r1 = r2 = 0, logo temos o caso de raizes iguais. A relação de recorrência
é:
an−2(r)
an(r) = − , ∀ n≥2 (20)
(n + r)(n + r − 1) + (n + r)
Para determinar y1 , fazemos r = 0. Na equação a1 xr+1 [r(r + 1) + r + 1] segue que, para que o coeficiente
xr+n seja zero, temos que escolher a1 = 0. Dessa forma todos os termos dependentes de a1 serão sero, ou seja,
a3 = a5 = a7 = ... = 0. Além disso,
an−2(0)
an(0) = − , n = 2, 4, 6, 8, ... (21)
n2
Ou fazendo n = 2m
a2m−2(0)
a2m(0) = − , m = 1, 2, 3, 4, ... (22)
(2m)2
Assim,
ao ao ao
a2(0) = − , a4(0) = , a6(0) = −
22 24 22 2 (3.2)2
6

Em geral

(−1)m ao
a2m(0) = , m = 1, 2, 3, 4, ... (23)
22m (m!)2
Portanto,

" #
X (−1)m x2m
y1 (x) = ao 1+ ,x > 0 (24)
m=1
22m (m!)2
A função entre colchetes é conhecida como função de Bessel de primeira especie e é denotada por Jo (x). A
série converge para todo x e Jo é analítica em x = 0.

Como as raizes são repetidas, uma forma de encontrar y2 , é calcular a derivada da relação de recorrência1 .
Veja que devido o coeficiente da equação (18) xr+1 , (r + 1)2 a1 (0) = 0, como também a01 (0) = 0, logo todos os
1 Para raizes repetidas o método de Frobenius, apresenta duas alternativas no calculo de y , conforme mostra o livro (Equações
2
Diferenciais Elementares e Problemas de Valores de Contorno), pag 156, seção 5.7

6
termos dependentes de a1 (0), também seram zero, a03 (0) = a05 (5) = ... = a02n−1 (0) = 0, então vamos calcular
a02m (0), m = 1, 2, 3, ... Da equação (22), considerando o r, segue que:

a2m−2 (r)
a2m (r) = − para m = 1, 2, 3... (25)
(r + 2m)2
Resolvendo a relação de recorrência, obtemos:
ao ao
a2 (r) = − a4 (r) =
(r + 2)2 (r + 2)2 (r + 4)2
Em geral,

(−1)m ao
a2m (r) = m≥3 (26)
(r + 2)2 ...(r + 2m)2
Para calcular a02m (r) de maneira mais conveniente notando que, se

f (x) = (x − α1 )β1 (x − α2 )β2 (x − α3 )β3 ...(x − αn )βn


e se x é diferente de α1 , α2 , α3 ...αn , então

f 0 (x) β1 β2 β3 βn
= + + + ... +
f (x) x − α1 x − α2 x − α3 x − αn
Aplicando esse resiltado a a2m (r) na equação (25), vemos que

a02m (r)
 
1 1 1
= −2 + + ... + ,
a2m (r) r+2 r+4 r + 2m
fazendo r = 0,
 
1 1 1
a02m (0) = −2 + + ... + a2m (0), (27)
2 4 2m
Substituindp a2m (0), dado da Eq. (23) e fazendo
1 1 1
H =1+ + + ... + ,
2 3 m
obtemos, finalmente,

(−1)m ao
a02m (0) = −Hm , m = 1, 2, 3, ... (28)
22m (m!)2
A segunda solução da equação de BesselP∞ de ordem zero pde ser encontrada fazendo-se ao = 1 e substituindo
na equação y2 (x) = y1 (x) ln |x| + |x|r1 n=1 bn (r1 )xn , 2 , y1 (x) e b2 m(0) = a02m . Obtendo:

X (−1)( m + 1)Hm 2m
y2 (x) = Jo (x) ln x + x , x>0 (29)
n=1
22m (m!)2
Em vez de y2 , a segunda solução considerada, em geral, é uma determinada combinação linear de Jo e y2 .
Ela é conhecida com função de Bessel de segunda espécie e é determinada por Yo . Definimos
2
[y2 (x) + (γ − ln 2)Jo (x)]
Yo = (30)
π
γ é a constante de Euler-Máscheroni, ela é definida pela equação

γ = lim (Hn − ln n) ∼
= 0, 5772
n→∞

Substituindo y2 (x) na Eq. (30), obtemos,



" #
2  x X (−1)m+1 Hm 2m
Yo = γ + ln Jo (x) + x , x>0 (31)
π 2 n=1
22m (m!)2
A solução geral da equação de Bessel para x > 0 é:

y = c1 Jo (x) + c2 Yo (x) (32)


2 Eq. (23) seção 5.7, pag. 157 da referência citada na nota 1

7
Sendo Yo a função de Neumann de ordem 0. Voltando para as variaveis do problema obtemos a solução da
equação espacial da onda para λ 6= 0;
√  √ 
Z(z) = c1 Jo 2λ z + c2 Yo 2λ z (33)

A solução acima tem por particularidado que se c2 6= 0, o termo Yo (2λ z) diverge em z = 0, esse compor-
tamento não é aceitavel, o que nos leva a impor c2 = 0.

Chegamos então a solução Z(z) = Jo (2λ z), (adotando
√ c1 = 1), para a qual devemos impor a condição de
contorno u(L, t) = 0 → Z(L) = 0. Isso implica que 2λ L deve ser um dos zeros αk0 , k ∈ N da função de Bessel
Jo em R+ . Concluimos que:

α0
λ = √k 0≥z≥L
2 L
 r 
z
Zk (z) = Jo αk0 , k = 1, 2, 3, ... (34)
L
Resolvendo Eq. (08), equação temporal, obtemos:
√ √
T (t) = A cos(λ gt) + B sin(λ gt)
Substituindo as condições de contorno t = 0 e u(L, t) = 0 → T (L) = 0, portanto T (0) = 0,

T (0) = A = 0 T (L) = B sin(λ gt) = 0
√ α0k
isso é verdade para ωk = λ g onde λ = √ .
2 L
Assim para um k específico temos,

Tk (t) = Ak cos(ωk t) + Bk sin(ωk t) (35)


Substituindo (34) e (35) em (04), encontramos u(z, t) = Tk (t)Zk (z), logo:
 r 
z
uk (z, t) = [Ak cos(ωk t) + Bk sin(ωk t)] Jo αk0
L
A solução geral é:
∞  r 
X z
u(z, t) = [Ak cos(ωk t) + Bk sin(ωk t)] Jo αk0
L
k=1
∞  r 
∂ X z
u(z, t) = [−Ak ωk cos(ωk t) + Bk ωk sin(ωk t)] Jo αk0
∂t L
k=1
∂u(z,0)
Em u(z, 0) = uo (z) e ∂t = vo (z), que nos conduz a:
∞  r 
X z
uo (z) = Ak Jo αk0 (36)
L
k=1
∞  r 
X z
vo (z) = Bk ωk Jo αk0 (37)
L
k=1

Para determinarmos as constantes Ak e Bk faremos o uso das relações de ortogonalidade3 para as funções
de Bessel Jo :
1
2
J1 αk0
Z
Jo αk0 x Jo αl0 x
 
xdx = δk,l (38)
0 2
Multiplicando ambos os lados das equações (36) e (37) por Jo αl0 Lz e integrando de 0 a L, obtém-se.
p 

Z L  r  ∞ Z L  r   r 
z X z z
Jo αl0 uo (z)dz = Ak Jo αk0 Jo αl0 dz
0 L 0 L L
k=1
3 Referências

8
Z L  r  r ∞ Z L  r   r 
0 z 1 g X 0 z z
Jo αl vo (z)dz = Bk αk Jo αk0 Jo αl0 dz
0 L 2 L 0 L L
k=1

α0k pg
Onde, ωk = 2 L. Fazendo uma substituição de variavel:

1  z − 21 1
r
z
x= dx = dz → dz = 2Lxdx
L 2 L L
Então,
Z L  r   r  Z 1
z z 2
Jo αk0 Jo αl0 Jo αk0 x Jo αl0 x xdx = L J1 αk0
 
dz = 2L δk,l
0 L L 0

logo,
Z L  r  ∞
z X 2
Jo αl0 uo (z)dz = Ak L J1 αk0 δk,l
0 L
k=1
Z L  r  r ∞
0 z 1 g X 2
Jo αl vo (z)dz = Bk αk0 L J1 αk0 δk,l
0 L 2 L
k=1

onde,

1 k=l
δk,l =
0 k 6= l
fazendo k = l, obtemos as soluções para as constantes satisfazendo as condições de contorno:
Z L  r 
1 z
al = 2 Jo αl0 uo (z)dz
0
L (J1 (αk )) 0 L
Z L  r 
1 z
bl = √ 2 Jo αl0 vo (z)dz
0 0
α gL (J1 (α )) 0 L
k k

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0.4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
-Boyce, WILLIAM E. ; Diprima, RICHARD C. ,Equações diferenciais Elementares e Problemas de
Valores de Contorno, 8a Edição - LTC EDITORA

JCABarata. Curso de Física-Matemática

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