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FACINTER – FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA

CA-IVAIPORÃ

UTA - TUTORIA PARA A APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA

IVAIPORÃ-PR
2009
FACINTER – FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA
CA-IVAIPORÃ
ÁUREA ROCHA CARNEIRO – RU: 460054

UTA - TUTORIA PARA A APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA

TEMA: “Contribuições da história da matemática ou da física no ensino ”

IVAIPORÃ-PR
2009
FACINTER – FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA
CA-IVAIPORÃ
ÁUREA ROCHA CARNEIRO – RU: 460054

UTA - TUTORIA PARA A APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA

TEMA: “Tutoria em EaD: a ação mediadora por meio do planejamento e da


tecnologia”

Trabalho apresentado à UTA-


TUTORIA PARA A
APRENDIZAGEM A DISTÂNCIA no
Curso Pós Tutoria em EAD da
Faculdade Internacional de Curitiba
– FACINTER.
Professores Dr. Antonio Siemsen
Munhoz, Georgiana Patriani Kalluf:
Pedagoga, Especialista em
Administração Escolar, Especialista
em Tutoria em EAD, Me. Maria
Luisa Furlan e Me. Rosana
Mascarenhas Ribeiro.

IVAIPORÃ-PR
2009
INTRODUÇÃO

Admite-se universalmente que os gregos foram os primeiros matemáticos,


primeiros no sentido de que foram eles que encetaram o desenvolvimento da
matemática a partir de princípios básicos. A palavra matemática originou-se na
Grécia do grego “mathematike” e do latim “mathematica”, cujo sentido geral é a
ciência que se ensina (ensinar e aprender). Outro conceito abrangente è:
“Matemática é o conjunto de disciplinas lógicas que tratam das relações existentes
entre grandezas e operações, reúne métodos pelos quais essas relações são
dedutíveis de outras conhecidas ou supostas”. É, em suma, a ciência das relações
de grandeza, ordem, forma, espaço e continuidade.
A maioria desses conceitos foram introduzidos na matemática através de
percepções intuitivas e possuem intima relação com objetos e com figuras
geométricas. O raciocínio foi desligando-se das figuras enquanto o pensamento
matemático foi caminhando no sentido da abstração. Assim, as idéias antes vagas e
confusas, foram adquirindo precisão.
Os matemáticos modernos exigem muito mais no que diz respeito a rigor. Os
métodos de demonstração são muito mais rigorosos que no passado. A lógica
tradicional de Aristóteles e os métodos da geometria grega estão muito longe do
pensamento matemático moderno.
A introdução dos números inteiros ocorreu na época do Renascimento, os
matemáticos sentiram cada vez mais a necessidade de um novo tipo de numero que
pudesse ser a solução de equações simples. A ciência precisava de símbolos para
representar temperaturas acima e abaixo de 0° C,
A idéia sobre os sinais vem dos comerciantes da época. Os matemáticos
encontraram a melhor notação para expressar esse novo tipo de numero, que mais
tarde foi readequada e utilizada até os dias de hoje.
A introdução da historia da matemática em sala de aula durante as aulas de
matemática, tem como principal objetivo mostrar as possibilidades de introduzir a
historia como instrumento motivador e auxiliador no processo do ensino da
matemática.
Através da analise dos textos apresentados e após ter consultado os livros e
links propostos pelos professores durante as aulas, verifica-se que os autores focam

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a importância do uso da historia da matemática e mostram como os professores
vêem essa possibilidade de estar usando essa inovação no dia a dia da escola.

CONSIDERAÇOES FINAIS:

A historia da ciência, em particular a historia da matemática, constitui


um dos capítulos mais interessantes do conhecimento. Permite conhecer a origem
das idéias que deram forma a nossa cultura e observar também os aspectos
humanos do seu desenvolvimento: enxergar os homens que criaram essas idéias e
estudar as circunstancia em que elas se desenvolveram.
Assim esta historia é um valioso instrumento para o ensino/aprendizado da
própria matemática. Podemos entender porque cada conceito foi introduzido nesta
ciência e porque, no fundo, ele sempre era algo natural no seu momento. Permite
também estabelecer conexões com a historia, a filosofia, a geografia e varias outras
manifestações da cultura.
Conhecendo a historia da matemática percebemos que as teorias que hoje
aparecem acabadas e elegantes resultaram sempre de desafios que os matemáticos
enfrentaram, que foram desenvolvidas com grande esforço e quase sempre, numa
ordem bem diferente daquela em que são apresentadas após o processo de
descoberta.
Os textos oferecidos aos alunos devem ser cuidadosamente embasados
numa bibliografia cientificamente seria, tão atualizada quanto possível, e redigidos
de uma forma simples e direta, facilmente acessível ao leitor.

o qual está a cada dia mais exigente com relação às “habilidades e competências”
que um trabalhador deve ter para desempenhar as atividades profissionais, pessoais
e sociais. Portanto, a EaD é uma oportunidade única para aquelas pessoas
interessadas em ter formação a nível superior, mas não tiveram esta oportunidade
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em virtude das dificuldades financeiras e até de distância para freqüentar uma
faculdade num centro maior. A EaD possibilita que as pessoas conquistem este
espaço sem a necessidade de sair de suas regiões para fazer uma faculdade.
Muitos jovens deixam suas cidades para ir para um centro maior, se formam e não
retornam mais para a sua região deixando de contribuir com seu conhecimento
adquirido para o desenvolvimento local.
Os autores mostram também em suas reflexões que um “projeto político
pedagógico” só tem resultados positivos quando todos os envolvidos no processo
educacional participam da discussão e elaboração do mesmo num processo de
construção democrática. A educação a distância vem de tempos remotos, portanto
não é uma novidade. Novidade são os recursos tecnológicos que temos hoje que
facilita esta modalidade de ensino. O grande desafio está para os professores que
vão trabalhar com estas ferramentas, os quais devem estar aptos para aprender e
assimilar esta nova modalidade de ensino para poder orientar os alunos, quanto ao
tempo e espaço de estudos, bem como o uso das ferramentas online.
Partindo do princípio de que as tecnologias por si mesmas não são capazes
de operar mudanças na relação pedagógica e que elas podem servir tanto para
reforçar um modelo educativo conservador, quanto para apoiar uma aprendizagem
contextualizada, interdisciplinar, interativa, colaborativa e prazerosa, os momentos
de capacitação de professores devem estar voltados para a reflexão, compreensão
e avaliação do “lugar” que elas ocupam no contexto de cada escola e do seu
potencial de apoio às ações pedagógicas.
Para que e como incorporar as tecnologias ao processo educativo exige dos
professores conhecimentos teóricos sobre elas, mas também competência
tecnológica para saber selecioná-las e utilizá-las adequadamente. Se o professor
não conhece as possibilidades oferecidas pela Internet, por exemplo, como pode
orientar seus alunos para a busca de informações que possam ampliar os estudos
sobre determinados assuntos de sua disciplina? Se não conhece um software
educativo, como indicar aos alunos a sua utilização?
Atualmente, verifica-se uma intensa movimentação entre os jovens na
produção de fotologs e blogs, constituindo-se em espaços de comunicação e
“convivência”, em verdadeiras comunidades virtuais que os aproximam,
estabelecendo trocas e vínculos afetivos. Muitos desses espaços já são utilizados,

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inclusive, para divulgação de suas produções escolares, mas são poucos os
professores que conhecem e sabem as suas potencialidades e limitações.
É, portanto, cada vez maior a distância que separa os professores dos alunos
em termos de conhecimento e uso dos recursos tecnológicos e esse distanciamento
em nada favorece o docente e a educação.

DESENVOLVIMENTO
Não há professor que não prepare sistematicamente atividades para
auxiliar seus alunos na aprendizagem de determinado conceito. Antecedendo as
aulas, os professores refletem, pesquisam, organizam, selecionam, digitam,
recortam, colam, gravam, põem em prática, enfim, uma série de recursos que todo o
estudo adquirido e a experiência anterior lhe proporcionaram. Algumas vezes essas
atividades são compostas por textos seguidos de questionário para condução da
discussão; outras vezes, trata-se de experimentos realizados em laboratórios e
acompanhados de guias próprios. Também ocorrem projeções de filmes
especialmente escolhidos para motivar a discussão e a análise. Há ainda os estudos
do meio, ou trabalhos de campo, como visitas a museus ou viagens. Esse rol de
atividades forma o quadro e o contexto necessário para aquilo que denominamos
aqui de situações de aprendizagem.
Essas situações de aprendizagem representam se comparadas à tradição
escolar anterior, avanço significativo na tentativa de trazer conhecimentos para a
realidade “vivencial” do aluno. No entanto, devido à rotina em que se enquadra
atualmente, não se adaptam ao diferenciado contexto escolar modificado em função
do avanço da tecnologia da informação. Assim, é consenso entre professores que é
preciso considerar, no processo educacional, a situação de boa parte dos jovens,
que chegam à escola munida de grande leque de informações e que detêm formas
(ainda não assimiladas pela escola) de construção de conhecimento.
Um indício dessa alteração pode ser observado na maneira como se
ampliaram o acesso a informação e a comunicação com o advento da rede mundial
de computadores. Nossos alunos hoje vêm à escola com uma quantidade de
informação maior do que vinham em outros tempos, muito embora, é importante
frisar, a maior parte dessa informação não tenha passado por um crivo crítico e
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depurador. O acesso às informações não garante base mais sólida para a
construção do conhecimento em situações escolares. Visto dessa forma, o desafio
dos professores é hoje maior ainda do que em outros tempos, e as novas situações
de aprendizagem que concebem e aplicam deveriam ser influenciadas por esse
contexto.
Desta forma, é que vemos a importância da EaD, para atender estes
jovens que não conseguem mais ficar presos em uma sala por 3 a 4 horas diárias,
pois além do cansaço do trabalho diário a escola, muitas vezes não está preparada
para oferecer condições de aprendizagem além daquilo que ele já traz. No ensino a
distância há possibilidade de ir além daquilo que já se construiu em conhecimento
devido a facilidade e agilidade em buscar novas informações através da internet. O
próprio professor de EaD tem esta facilidade de oportunizar para seus alunos um
universo muito grande de informações e caminhos para o aluno buscar para
complementar sua aprendizagem. Daí a importância do tutor bem preparado para
orientar e acompanhar o aluno neste processo de aprendizagem.
Segundo Munhoz (2008, pg. 03):

Os professores tutores são responsáveis pelo acompanhamento de


atividades de ensino e aprendizagem desenvolvidas em ambiente
presencial enriquecido com a tecnologia (blended learning), em
ambiente híbrido (Ensino a distância via presença conectada) ou em
processo de imersão total (e-learning com uso ou não de
videoconferências sobre endereço IP). Para eles é de vital importância o
conhecimento, ainda que em graus de aprofundamento diferenciado, do
ferramental envolvido para que seja desenvolvido o trabalho com a
informação. Na sociedade atual conhecida como “Sociedade da Informação
e da Comunicação”, as NTICS – Novas Tecnologias da Informação e da
Comunicação esse ferramental se incorpora à cultura da prática e ação
docente.

A televisão e o rádio estão na quase totalidade dos lares brasileiros. A


informática vem ocupando espaços em todos os lugares, como bancos,
supermercados, cinemas, lojas, metrô, ônibus etc., mas a escola pública ainda é um
lugar que pouco prepara os jovens para o uso e produção “consciente, crítico e
ativo” de tecnologias. Isto facilita até mesmo as classes menos favorecidas em
mandar seus filhos para uma faculdade, pois nos dias atuais, a partir da vigência da
LDBEN 9394/96, o EaD proliferou em todos os cantos do nosso país, com isto
possibilita até aqueles que estão infiltrados no meio da floresta amazônica, ter
acesso a um ensino de qualidade. É claro que precisamos estar conscientes que há
uma proliferação de IES, oferecendo cursos sem a mínima condição de formação,

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pois além de não ter qualidade em seus recursos de mídia, também não há uma
preocupação pedagógica na preparação dos materiais e das aulas veiculadas.
Mas, creio que aos poucos as arestas serão aparadas e somente ficará no
mercado as IES que tem condições de oferecer ensino de qualidade, o que será
selecionado pela própria sociedade.
Outro fator importante a destacar é a produção de material didático para o
processo de ensino-aprendizagem nos cursos a distância. O professor precisa
conhecer as ferramentas tecnológicas e saber manuse-á-las para que desenvolva
material didático e pedagógico que possibilite ao aluno de EaD fácil compreensão
das informações e conteúdos trabalhados. Se o professor não tiver conhecimento
técnico para a produção do material didático, este, deve procurar profissionais que o
auxiliem na organização e produção para facilitar o manuseio durante a exposição
de suas aulas e/ou a disponibilidade no sistema virtual para o acesso dos alunos.
Importante também destacar que estes recursos didáticos utilizados pelos
professores tem que estar claro para os alunos, como também para os professores
tutores ou coordenadores que atuam nos ‘pólos de apoio presencial” que tem a
tarefa de acompanhar os alunos em suas atividades curriculares. Estes materiais os
quais chamamos de objetos de aprendizagem e que são muito bem destacados por
Munhoz (2007, in sua tese de doutorado – pg. 28):
• É qualquer recurso digital com conteúdo educacional reutilizável em
contextos diferenciados.
• É encapsulado em uma lição ou um conjunto de lições.
• É agrupado em unidades, módulos, cursos.
• Inclui um propósito de aprendizagem.
• Inclui um processo de avaliação.
• Pode ser composto por textos, figuras, animações, som, vídeo,
simulações, avaliações, agrupadas sob uma das formas descritas.

Após leitura da Tese de Doutorado do Professor Doutor Munhoz, observa-se


que o mesmo recomenda que os objetos de aprendizagem tem que ter função clara
e definida nos ambientes virtuais de aprendizagem - AVA, pois somente assim é
possível haver interação do aluno com os conteúdos e informações postados pelo
professor, o que também facilitará aos tutores regionais e locais interação com os
alunos e as ferramentas disponíveis para o completo acesso a todos os objetos de
aprendizagem –AO.
A Tutoria presencial nos Pólos de Apoio Presencial tem como objetivo a
criação de ambientes de trabalho que permitam o atendimento individualizado dos

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alunos e que possibilitem a organização desses alunos em grupos promovendo o
trabalho cooperativo e colaborativo estimulando o aluno a expor suas dúvidas
relacionadas tanto sobre seu entendimento sobre conteúdo da matéria, quanto a
dificuldades de outra ordem que estejam dificultando o seu desenvolvimento no
curso.
A tutoria presencial é realizada nos Pólos de Apoio Presencial por uma equipe
de tutores que é constituída por profissionais com nível superior e é organizada por
área de conhecimento. A cada área corresponde uma equipe de tutores que
desenvolve os seus trabalhos, por disciplina, sob a orientação do tutor-coordenador
da área respectiva.
O espaço em que se dá a tutoria presencial consiste de toda infra-estrutura
administrativa e acadêmica necessária para o desenvolvimento dos trabalhos dos
tutores: salas de aula, salas de estudo, bibliotecas, laboratórios necessários à parte
prática das disciplinas e salas para seminários.
Se pensarmos educação pelo método de EaD, é preciso pensar também no
perfil profissional dos chamados professores tutores, os quais irão atuar diretamente
com outros professores e/ou coordenadores locais e com os alunos. A grande
dificuldade que se tem é ter este tutor qualificado disponível no mercado para atuar
junto as IES que ofertam cursos a distância. Pois a EaD é um processo de ensino
que já vem há muito tempo se destacando no meio educacional na Índia e Europa,
mas aqui no Brasil há certo ceticismo quanto a validade e qualidade do ensino a
distância. Louva-se aqui as IES que mesmo não encontrando hoje no mercado estes
profissionais já qualificados estão oferecendo oportunidades para os docentes que
têm vínculo direto ou aos que estão vinculados como tutores e/ou coordenadores
aos PAP-Pólos de Apoio Presencial (seus parceiros) que estão espalhados pelo
território nacional em fazer cursos de formação continuada em tutoria de EaD e até
cursos de pós-graduação na área.

Atribuições do tutor

É importante destacar algumas atribuições do tutor local, pois sua formação


requer algumas competências que foram definidas por vários pesquisadores da EaD
e que após fazer uma leitura detalhada de obras publicadas sobre EaD, foi possível
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propor algumas atribuições que o tutor deve desenvolver nos pólos na orientação de
seus alunos:
• Conhecer o projeto didático-pedagógico do curso e o material didático das
disciplinas sob sua responsabilidade, demonstrando domínio do conteúdo
específico da área.
• Orientar o aluno para o estudo a distância, buscando mostrar a necessidade
de se adquirir autonomia de aprendizagem.
• Orientar o aluno, individualmente ou em grupo, visando a orientá-lo para a
construção de uma metodologia própria de estudo.
• Indicar ao aluno a necessidade de pesquisar a bibliografia sugerida no
material didático, no sentido do aprofundamento dos conteúdos das
disciplinas.
• Orientar os alunos nas aulas de laboratório, aulas práticas ou trabalhos em
grupo estabelecidos pela coordenação da disciplina.
• Participar de encontros, atividades culturais, videoconferências e seminários
presenciais programados pela coordenação do curso, desde que
programadas com antecedência.
• Emitir relatório semanal para o tutor-coordenador de área com o registro da
participação do aluno, suas principais dúvidas e respectivas orientações e
encaminhamentos e registro de informações sobre os tipos e os níveis de
dificuldades que os alunos apresentam em relação a tópicos das disciplinas e
respectivo material didático.
• Participar da aplicação de avaliações presenciais de acordo com
programação a ser organizada pelo tutor-coordenador.
• Cumprir com pontualidade os horários de atendimento de acordo com o
estabelecido pela coordenação de tutoria do CEDERJ.
• Recolher, ao final de cada disciplina, a avaliação que o aluno faz do material
didático, da modalidade de ensino a distância e dos tutores que o orientaram
presencialmente e a distância.
Bem, estas atribuições só são possíveis o tutor desenvolver se realmente
possuir formação específica, pois é necessário um profundo conhecimento teórico
além da experiência adquirida no trabalho de tutor.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando que é preciso estar atentos às mudanças tecnológicas em
todos os campos do conhecimento humano, nós professores somos os primeiros a
buscar estas mudanças. Mas não podemos esperar que somente as inovações
tecnológicas proporcionem alterações na forma de pensar e agir nas pessoas, são
necessárias mudanças internas, quebrando paradigmas e não esperar as coisas
acontecerem. É necessário começar por nós as transformações, não podemos
esperar que a tecnologia faça por nós. A tecnologia é um recurso que podemos
utilizar para alterar nossa forma de trabalhar e agir. Segundo MORAN (em entrevista
concedida para o Portal Educacional da USP)
Nós esperamos que a tecnologia — teoricamente mais participativa, por
permitir a interação — faça as mudanças acontecerem automaticamente.
Esse é um equívoco: ela pode ser apenas a extensão de um modelo
tradicional. A tecnologia sozinha não garante a comunicação de duas vias, a
participação real. O importante é mudar o modelo de educação porque aí,
sim, as tecnologias podem servir-nos como apoio para um maior
intercâmbio, trocas pessoais, em situações presenciais ou virtuais. Para
mim, a tecnologia é um grande apoio de um projeto pedagógico que foca a
aprendizagem ligada à vida.

Podemos afirmar que o Brasil está progredindo neste aspecto, após abertura
encontrada com a LDBEN 9384/96, pois possibilitou as IES expandirem o campo de
atuação no processo educacional, ampliando suas pesquisas científicas-
pedagógicas no campo da EaD. O próprio Ministério da Educação vem
oportunizando o avanço nos campos de formação docente através da EaD, num
processo que vem há anos através da Formação de Professores através da TV
Escola no “Projeto Um Salto para o Futuro” onde possibilitou a formação continuada
de milhares de professores por este país a fora. E, continua ainda apostando nesta
modalidade de ensino no projeto UAB - Universidade Aberta do Brasil, oferecendo
cursos de graduação para habilitar professores que estão nas redes municipais e
estaduais de ensino sem formação superior. Também através do Portal Educacional
do próprio MEC, oferece cursos de formação continuada em serviço para
professores das redes públicas municipal e estadual no formato de EaD, tanto a
nível de aperfeiçoamento em cursos de curta duração como em pós-graduação.
Tem formado muitos tutores através de pós-graduação em convênio com as
Universidades Federais, oportunizando desta forma que tenhamos a disposição das

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IES que oferecem cursos de formação continuada a nível de graduação e pós-
graduação profissionais qualificados para planejar, produzir e trabalhar com as TIC’s
para produzir OA – Objetos de Aprendizagem de qualidade para que tenhamos uma
educação a distância que proporcione formar profissionais com habilidades e
competências irrefutáveis.

REFERÊNCIAS
FLEMMING, D. M.; LUZ, E. F; COELHO, C. Desenvolvimento de Material Didático
para Educação a Distância no contexto da Educação Matemática. On-line.
Disponível em http:// www.abed.org.br. Acessado em 25 de junho de 2008.
LIMA, Rosângela Lopes. Texto 2 - A tutoria - uma importante função na
implementação de projetos de qualidade em EAD1. On-lin. Disponível em
http://www.tvebrasil.com.br/SALTO/boletins2002/ead/eadtxt4b.htm. Acessado em
junho/2008.
MORAN, J. M. A internet na educação. On-line. Disponível em
http://www.eca.usp.br/prof/moran/entrev.htm. Acessado em junho 2008.
MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: novos desafios e como
chegar lá . Campinas: Papirus, 2007.
___________________. Desafios na comunicação pessoal . 3ª ed. revista. São
Paulo: Paulinas, 2007.
MUNHOZ, Antonio Siemsen. UM MODELO PARA CRIAÇÃO, USO E
ARMAZENAMENTO DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM FLEXÍVEIS – Tese de
Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de
Produção da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito parcial para
obtenção do grau de Doutor em Engenharia de produção. : Florianópolis, SC – 2007.

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