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Seminário Técnico sobre

Produtos e Serviços Governo

Caderno do participante

Realização:
Diretoria de Governo – Digov
Diretoria Gestão de Pessoas – Dipes

Janeiro/2008
Seminário Técnico - Produtos e Serviços Governo
Caderno do Participante

Universidade Corporativa Banco do Brasil 2


Seminário Técnico - Produtos e Serviços Governo
Caderno do Participante

Papel

Desenvolver a excelência humana e profissional de seus públicos,


por meio da criação de valor em soluções educacionais,
contribuindo para a melhoria do desempenho organizacional e o fortalecimento
da imagem institucional do Banco do Brasil.

Pressupostos Educacionais

O Profissional do Banco do Brasil é...

▪ sujeito de seu processo formativo. Participa da ação que gera o seu próprio crescimento e o
desenvolvimento da organização;

▪ ser situado histórica e culturalmente, capaz de compreender e transformar sua realidade;

▪ ser de consciência, com capacidade de apreensão e análise crítica, capaz de lidar com a
complexidade de seu mundo;

▪ ser de liberdade, capaz de superar os condicionamentos de sua situação e nela intervir,


aceitando-a, rejeitando-a ou transformando-a;

▪ pessoa que, ao lidar com os desafios profissionais, faz a diferença, na medida em que detém
conhecimentos e capacidade intelectual que conferem caráter único à empresa;

▪ agente de resultados, capaz de posicionar a empresa na liderança dos mercados em que atua;

▪ sujeito atuante no desenvolvimento das pessoas com as quais se relaciona, compartilhando o


conhecimento no convívio pessoal e profissional.

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CARTA DE PRINCÍPIOS DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DO BANCO


DO BRASIL

▪ Atuar em consonância com Valores Universais, tais como: Direitos Humanos, Princípios e Direitos
Fundamentais do Trabalho, Princípios sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

▪ Reconhecer que todos os seres são interligados e toda forma de vida é importante.

▪ Repelir preconceitos e discriminações de gênero, orientação sexual, etnia, raça, credo ou de qualquer
espécie.

▪ Fortalecer a visão da Responsabilidade Socioambiental como investimento permanente e necessário


para o futuro da humanidade.

▪ Perceber e valer-se da posição estratégica da corporação BB, nas relações com o Governo, o Mercado
e a Sociedade Civil, para adotar modelo próprio de gestão da Responsabilidade Socioambiental à
altura da corporação e dos desafios do Brasil contemporâneo.

▪ Ter a transparência, a ética e o respeito ao meio ambiente como balizadores das práticas
administrativas e negociais da Empresa.

▪ Pautar relacionamentos com terceiros a partir de critérios que observem os princípios de


responsabilidade socioambiental e promovam o desenvolvimento econômico e social.

▪ Estimular, difundir e implementar práticas de desenvolvimento sustentável.

▪ Enxergar clientes e potenciais clientes, antes de tudo, como cidadãos.

▪ Estabelecer e difundir boas práticas de governança corporativa, preservando os compromissos com


acionistas e investidores.

▪ Contribuir para que o potencial intelectual, profissional, artístico, ético e espiritual dos funcionários e
colaboradores possam ser aproveitados, em sua plenitude, pela sociedade.

▪ Fundamentar o relacionamento com os funcionários e colaboradores na ética e no respeito.

▪ Contribuir para a universalização dos direitos sociais e da cidadania.

▪ Contribuir para a inclusão de pessoas com deficiência.

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Índice
BB Conta Única...................................................................................................................................... 8
1. Introdução ....................................................................................................................................... 8
2. Configuração mínima....................................................................................................................... 9
3. Conceitos essenciais e características........................................................................................... 10
4. Formalização do contrato .............................................................................................................. 15
5. Cadastramento das contas corrente no Sisbb ................................................................................ 15
6. Funcionalidades do aplicativo ........................................................................................................ 18
Operações com o setor público .......................................................................................................... 28
1. Introdução ..................................................................................................................................... 28
2. Roteiro para prospecção e negociação de operações com ente público ......................................... 30
3. Programas de crédito excluídos da Lei do Contingenciamento....................................................... 39
4. Considerações sobre o manual de instrução de pleitos - Mip ......................................................... 51
Arrecadação de tributos Estaduais e Municipais............................................................................... 64
1. Conceito ........................................................................................................................................ 64
2. Orientações gerais......................................................................................................................... 64
3. Flexibilização, cobrança e estorno de tarifas e float ....................................................................... 65
4. Modalidades de arrecadação ......................................................................................................... 66
5. Serviços personalizados: Desenvolvimento e alteração de sistemas.............................................. 79
6. Prazo para repasse de informações e valores................................................................................ 81
7. Estorno de arrecadação................................................................................................................. 81
8. Transferência de valores arrecadados para outros bancos ............................................................ 82
9. Operacionalização ......................................................................................................................... 82
10. Agendamento de guias de arrecadação com código de barras ...................................................... 86
11. Bb Recebimentos .......................................................................................................................... 86
12. Impressão de carnês padronizados ............................................................................................... 89
13. Impressão de carnês customizados ............................................................................................... 90
14. Segurança ..................................................................................................................................... 91
15. Legislação relacionada .................................................................................................................. 91
Parcerias Público-Privadas ................................................................................................................. 92
1. Breve histórico............................................................................................................................... 92
2. Legislação ..................................................................................................................................... 92
3. Formas de utilização...................................................................................................................... 93
4. Vantagens ..................................................................................................................................... 94
5. Formas de atuação do BB ............................................................................................................. 95
6. Garantias....................................................................................................................................... 95
7. Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas ........................................................................... 96
8. Base legal do Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas ..................................................... 96
9. Pilares estruturais do FGP ............................................................................................................. 97
10. Procedimentos de agências........................................................................................................ 106
11. Sinopse do arcabouço regulatório do FGP................................................................................... 107

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Auto-Atendimento Setor Público (Aasp)........................................................................................... 109


1. Conceito ...................................................................................................................................... 109
2. Versões ....................................................................................................................................... 109
3. Funcionalidades .......................................................................................................................... 111
4. Senhas ........................................................................................................................................ 112
5. Tipos de transações .................................................................................................................... 112
6. Acesso ........................................................................................................................................ 113
7. Requesitos técnicos para acesso................................................................................................. 113
8. Fluxo de caixa ............................................................................................................................. 115
Pasep.................................................................................................................................................. 119
1. Noções gerais e legislação .......................................................................................................... 119
2. Público alvo ................................................................................................................................. 119
3. Cadastramento de entidade......................................................................................................... 119
4. Cadastramento de participante .................................................................................................... 120
5. Pasep/Fopag ............................................................................................................................... 121
Licitações-E........................................................................................................................................ 123
1. Conceito ...................................................................................................................................... 123
2. Ressarcimento de custos............................................................................................................. 123
3. Legislação ................................................................................................................................... 124
4. Usuários ...................................................................................................................................... 125
5. Pregão Eletrônico ........................................................................................................................ 126
6. Outros modelos de Processos Licitatórios Via Internet................................................................. 127
7. Vantagens ................................................................................................................................... 128
8. Consultas ao Sisbb - Licit ............................................................................................................ 129
9. Concorrentes............................................................................................................................... 129
11. Simulação de um Pregão Eletrônico ............................................................................................ 130
12. Configuração do equipamento para utilizar o Licitações-e............................................................ 131
13. Suporte técnico............................................................................................................................ 133
Câmbio ............................................................................................................................................... 134
1. Inserção de empresas e instituições governamentais no comércio exterior .................................. 134
2. Consultoria em Negócios Internacionais ...................................................................................... 135
3. Treinamento em Negócios Internacionais .................................................................................... 136
4. Seguro de Transportes Internacionais.......................................................................................... 137
5. Registro Declaratório Eletrônico/Rof ............................................................................................ 138
6. Principais operações sujeitas ao Rof ........................................................................................... 138
7. Contratação de câmbio via internet.............................................................................................. 139
8. Assinatura digital em contrato de câmbio via internet ................................................................... 140
9. Digitalização de documentos ....................................................................................................... 141
10. Cobrança de exportação.............................................................................................................. 141
11. Cobrança de importação.............................................................................................................. 142
12. Special Account........................................................................................................................... 142
13. Financiamentos à exportação ...................................................................................................... 143
14. Financiamento à importação ........................................................................................................ 144
15. Crédito documentário de Importação - IC..................................................................................... 146
16. Garantias Internacionais .............................................................................................................. 146
17. Formação de taxas ...................................................................................................................... 149
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18. Fechamento de câmbio ............................................................................................................... 151


19. Operações de natureza financeira ............................................................................................... 157
20. Registro Declaratório Eletrônico /Registro Operações Financeiras (RDE-ROF) ............................ 158
21. Registro Declaratório Eletrônico – Investimento Externo Direto (RDE/IED)................................... 158
22. Tarifas praticadas e flexibilização................................................................................................. 159
23. Operações de câmbio Pronto, Futuro e Travado .......................................................................... 160
Exercício de fixação ............................................................................................................................. 163
Termos usuais ..................................................................................................................................... 165
Cartão Corporativo Governo Federal................................................................................................ 170
1. Definição ..................................................................................................................................... 170
2. Público-Alvo ................................................................................................................................ 170
3. Características ............................................................................................................................ 170
4. Anuidade ..................................................................................................................................... 170
5. Validade do cartão....................................................................................................................... 170
6. Vantagens .................................................................................................................................. 170
7. Conta corrente de relacionamento ............................................................................................... 172
8. Relatórios mensais: ..................................................................................................................... 172
9. Pagamentos de despesas ........................................................................................................... 172
10. Datas de vencimento ................................................................................................................... 172
11. Saque com quitação imediata ...................................................................................................... 173
12. Faturamento ................................................................................................................................ 173
13. Estrutura de cadastramento......................................................................................................... 173
14. Limite de utilização ...................................................................................................................... 174
15. Auto-Atendimento Setor Público .................................................................................................. 175
16. Entrega dos cartões..................................................................................................................... 175
17. Senha.......................................................................................................................................... 176
18. Desbloqueio dos cartões ............................................................................................................. 176
19. Alteração de Agência de Relacionamento da Unidade de Faturamento:....................................... 176
20. Filtros .......................................................................................................................................... 176
Cartão Corporativo Estadual E Municipal......................................................................................... 179
1. Orientações gerais....................................................................................................................... 179
2. Antes da utilização do 1º cartão ................................................................................................... 180
3. Para consulta ao cartão (limite etc) .............................................................................................. 181
4. Solicitação de cartão e cadastramento de senha ......................................................................... 182
Depósitos Judiciais ........................................................................................................................... 184
1. Conceito ...................................................................................................................................... 184
2. Pré–cadastramento de Depósito Judicial – ID .............................................................................. 191
3. Bloqueio / Desbloqueio Judicial ................................................................................................... 191
4. Precatório e RPV......................................................................................................................... 192
5. Soluções via internet ................................................................................................................... 195
6. Soluções DJC - Depósitos Judiciais Corporativos ........................................................................ 196
7. Interligação com Tribunais ........................................................................................................... 205
8. Formulários Padronizados ........................................................................................................... 208

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BB CONTA ÚNICA

1. INTRODUÇÃO

O sistema BB Conta Única é um software concebido para possibilitar aos usuários -


pessoas jurídicas de direito público e privado, o acompanhamento e movimentação de
recursos em todas as suas contas. As principais funções estão resumidas nos
seguintes tópicos:

1.1. GESTÃO FINANCEIRA

a) maximizar os ganhos nas aplicações financeiras, através da centralização


das disponibilidades;

b) centralizar e otimizar o gerenciamento das contas consideradas fontes de


recursos;

c) visualizar os saldos e as movimentações de todas as contas correntes dos


órgãos da Administração Direta e Indireta, mesmo as que não são
passíveis de centralização em conta única1;

c) gerenciar o fluxo de caixa global do cliente.

1.2. INFORMAÇÕES GERENCIAIS

a) emitir gráficos de acompanhamento da movimentação das contas;

b) agrupar e visualizar os saldos das contas por Secretaria, Unidade, Órgão,


Departamento;

c) emitir extratos contábeis e para fins de auditoria.

1.3. RACIONALIZAÇÃO DE PROCESSOS

a) facilitar a conciliação bancária das contas correntes integrantes do


sistema;

b) pesquisar lançamentos por data, histórico, valores e tipo;

c) credenciar usuários com níveis de acesso diferenciado e com senhas


individualizadas, para fins de segurança.

1
Será visto, adiante, que uma conta pode ou não centralizar seu saldo.
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1.4. PRESTAÇÃO DE CONTAS

a) facilitar os procedimentos relativos à prestação de contas, tendo o


diferencial exclusivo de manter no sistema de grande porte, à disposição
do cliente, até 5 anos de movimentação bancária (extrato) de todas as
contas integrantes do sistema;

b) flexibilizar a emissão dos relatórios e extratos, com 8 opções disponíveis:

I - Lançamentos de Transferência: considera os lançamentos de


transferência automática de saldo entre a conta centralizadora e as
contas vinculadas;
II - Lançamentos - Todos os Tipos: considera todos os lançamentos,
bem como total de aplicações e de lançamentos futuros de cada
conta, inclusive as de transferências de saldos;
III - Lançamentos Sem Transferência: considera todos os lançamentos,
exceto os de transferência automática de saldos das contas
vinculadas;
IV - Consolidação por Grupo de Contas: considera, por grupo de contas,
o saldo atual e as aplicações financeiras e rendimentos. Ao final do
relatório é apresentado quadro sintético por tipo de conta -
Centralizadora, Centralizada e Autônoma;
V - Último Movimento: considera somente a data da última
movimentação e seus respectivos saldos.
VI - Sintético de Movimento: considera o resumo de débitos, créditos e
saldos relativos ao último movimento;
VII - Aplicações - Movimentação: considera as aplicações financeiras,
rendimentos, resgates, saldos e rentabilidade de todas as contas;
VIII- Aplicações - Saldos: considera os saldos de aplicações financeiras
de todas as contas.

2. CONFIGURAÇÃO MÍNIMA

Utilizando um modem e uma linha telefônica comum, os clientes obtêm as informações


de suas contas correntes no Banco, tais como saldos, posições em fundos de
investimento, transferências, aplicações e resgates. Para tanto, deve ser observada a
seguinte configuração mínima:

a) sistema operacional Windows 95/98 ou superior;

b) microcomputador compatível com padrão Intel Pentium;

c) 32Mb de memória RAM;


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d) 10 Mb de espaço livre em disco rígido;

e) placa fax-modem para comunicação ou outro dispositivo que possibilite


conexão com o Banco;

f) impressora a jato de tinta ou laser;

g) navegação (browser) Internet Explorer 4.x ou Netscape 4.5 ou versão


superior.

Para efetuar o download da última versão do aplicativo, acesse o site:

https://office.bancobrasil.com.br/office/plugins/index.html

3. CONCEITOS ESSENCIAIS E CARACTERÍSTICAS

A definição dos conceitos abaixo é fundamental para que se tenha uma visão rápida e
sistêmica do BB Conta Única:
CONVÊNIO CONTA CENTRALIZADORA
PRIVATIVA DE SISTEMA

APLICAÇÕES/RESGATES

CONTA AUTÔNOMA
SEM TRANSF. DE SALDO

CONTAS CENTRALIZADAS COM TRANSFERÊNCIA DE SALDO

3.1. CONVÊNIO

Contrato celebrado entre o Banco e uma pessoa jurídica de direito público ou privado,
destinado à gestão centralizada dos recursos das contas dessa entidade com o Banco.

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3.2. CONTA CENTRALIZADORA

Também denominada conta única ou conta mãe. É uma conta Privativa de Sistema2,
aberta exclusivamente para centralizar os recursos das contas correntes indicadas pelo
cliente para transferência diária de saldos. É movimentada exclusivamente para
transferências de saldos e aplicações de recursos e resgates, ou seja, não recebe
depósitos nem permite pagamentos ou saques. Não terá talão de cheques e nem
poderá ser movimentada pelo cliente. Registrará exclusivamente os lançamentos
contábeis relativos às transferências de saldos (devedor ou credor) oriundos das contas
centralizadas e comandadas automaticamente pelo Sistema, bem como as aplicações
financeiras e resgates porventura efetuados.

Para visualização do saldo disponível na conta centralizadora, acesse SISBB


aplicativo CTU 10 - 33. Tecle F9 para visualizar o saldo aplicado na conta
centralizadora.

3.3. CONTA CENTRALIZADA

Também denominada conta vinculada ou conta filha. É a conta corrente


obrigatoriamente vinculada a uma conta centralizadora, para a qual, diariamente e de
forma automática, transfere o seu saldo credor; ou da qual recebe saldo para cobertura
de saldo devedor, respeitado seu limite na conta mãe. As contas centralizadas podem
participar de rateio e transferir rendimentos.

a) Participa de rateio: as contas que participam de rateio recebem


participação nos rendimentos da aplicação financeira que possui junto à
conta centralizadora. Só participarão de rateio as contas que transferem
saldo para a conta centralizadora do convênio.

b) Transfere rendimento: transfere o valor do rateio dos rendimentos para


outra conta vinculada, no momento do cadastramento o sistema abrirá
uma janela onde será informado o destino do rateio. A transferência de
rendimentos só será possível se a conta participar do rateio.

Para visualização do saldo que a conta centralizada detém junta à conta centralizadora,
acesse SISBB aplicativo CTU, opção 10 - 34. Tecle F9 para visualizar os rendimentos
da aplicação caso a conta centralizada possua saldo aplicado na conta centralizadora.

Uma vez cadastradas ao convênio BB Conta Única, com opção de transferência de


saldos, as contas vinculadas não deverão manter aplicações nelas próprias de forma
autônoma.

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As contas centralizadoras têm, por definição, privacidade 500, que impede que elas sejam
movimentadas manualmente.
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3.4. CONTA AUTÔNOMA

Também denominada conta comum. É a conta participante do convênio para a qual


não ocorre transferência automática de saldo. Esse tipo de conta não participa da
sistemática de suprimento de saldo. Observar que as contas de convênios somente
podem ser cadastradas como conta autônoma.

Importante: não é permitida a vinculação de contas recebedoras de recursos


vinculados a convênios com o Governo Federal e Estadual (contas de convênio do
FNS, Fundef, SUS, Reforsus etc.), com a opção de transferência de saldos para a
Centralizadora. Contudo, essas contas poderão ser vinculadas com a opção de não
transferidoras de recursos (contas autônomas), possibilitando ao cliente gerenciar as
mesmas através do aplicativo. Essa orientação encontra-se sob a égide da Instrução
Normativa STN n. 1, de 15 de janeiro de 1997, art. 20. Maiores informações pela
Internet: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/legislacao.

3.5. CONTA DE ENCARGOS

É uma conta com obrigatoriedade de transferência de saldo. Na conta de encargos são


cobrados os encargos financeiros, no caso de saldo devedor na conta centralizadora,
as tarifas de prestação de serviços, os eventuais rendimentos negativos de aplicações
financeiras e a CPMF. Os acertos junto à conta centralizadora devem ser realizados por
meio da conta de encargos.

3.6. CONTA INVESTIMENTO

Criada pela Lei 10.892, de 13/07/2004, tem como finalidade exclusiva realizar
aplicações financeiras, permitindo ao investidor mudar de um investimento para outro
sem pagar a CPMF. A incidência dessa Contribuição ocorrerá somente no ingresso de
recursos novos na conta investimento, sempre a débito da conta corrente do investidor.

Para clientes do Mercado Setor Público (Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário nas
esferas Federal, Estadual e Municipal, e Autarquias e Fundações instituídas e mantidas
pelo Poder Público), não sujeitos à incidência da CPMF, foi disponibilizada uma rotina,
em que, ao final do dia, todas as movimentações e o saldo da conta investimento serão
transferidos automaticamente para a conta corrente a ela vinculada. Caso seja do
interesse do cliente, essa rotina poderá ser desativada.

Importante:

a) a conta investimento vinculada à conta centralizadora permanece privativa


de sistema em virtude da finalidade a que o produto se propõe;

b) não haverá remuneração de eventual saldo credor na conta investimento,


conforme determinação do Banco Central.

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No início de cada expediente, o Sistema comandará automaticamente as transferências


de saldos das contas centralizadas, observados no dia útil anterior, para a conta
centralizadora com data de valorização para aquele dia. Lembrando sempre que essas
transferências se dão apenas para as contas com opção de transferência de saldos.
Para que seja possível a realização de pagamentos e saques efetuados nas contas
centralizadas, cujos saldos foram transferidos automaticamente para a conta
centralizadora, serão efetuadas diariamente anotações de créditos (histórico 729)3 que
corresponderão ao montante que cada conta vinculada detém junto à conta
centralizadora.

Caso as disponibilidades da conta centralizada estejam totalmente aplicadas ou não


sejam suficientes para cobrir o montante dos pagamentos ou saques, o cliente deverá
sempre solicitar o pedido de resgate de recursos na conta centralizadora, na hipótese
da inexistência de resgate automático.

Para inclusão de aplicação/resgate automático na conta centralizadora, acesse SISBB


aplicativo DEB, opção 40.

Os rendimentos auferidos pelas aplicações financeiras efetuadas na conta


centralizadora por ocasião dos resgates não serão transferidos contabilmente pelo
Sistema DEB para as contas centralizadas, ficando disponíveis ou reaplicados na conta
centralizadora. Entretanto, para fins gerenciais e de consulta, esses rendimentos serão
distribuídos proporcionalmente aos saldos que cada conta centralizada detinha junto à
conta centralizadora apurados no dia da aplicação financeira.

Os rendimentos obtidos com a aplicação financeira com recursos da conta


centralizadora são rateados entre as contas centralizadas proporcionalmente ao valor
que cada uma detinha na conta centralizadora por ocasião do resgate. Caso o cliente
deseje que determinada conta centralizada (conta filha) não participe desse rateio de
rendimentos, deve manifestar esse desejo junto à agência do Banco do Brasil detentora
da conta, para excluí-la do rateio. Os rendimentos de cada conta centralizada
representam sua participação nos rendimentos proporcionados pelas aplicações
efetuadas pela conta centralizadora.

Os rendimentos obtidos nas contas autônomas representam os valores aplicados na


própria conta corrente.

3.7. GRUPO DE CONTAS

Conjunto lógico de contas centralizadas e contas autônomas, criado pelo Administrador


do Sistema no aplicativo BB Conta Única. O acesso ao Grupo de contas é concedido
pelos usuários nível 2 e 3. As contas podem ser adequadamente organizadas por

3
Por se tratar de anotação de crédito, tais valores só podem ser consultados no dia, desaparecendo em
seguida. O mesmo procedimento é adotado quando a conta apresentar saldo negativo, sendo utilizado o
histórico 144 para a anotação de débito.
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departamento, por finalidade, por unidade gestora, por região ou por qualquer outro
critério escolhido.

3.8. PRIVATIVO DE SISTEMA

Perfil em que não há acesso à conta por comandos manuais. O acesso é totalmente
automático e gerenciado pelo sistema. A conta possui proteção de acesso, não
permitindo o uso de talões de cheques, bem como lançamentos contábeis ou
aplicações/resgates cadastrados pelos sistemas do Banco (DEB, Fundos, entre outros).
São privativas a conta centralizadora e sua conta de investimento.

3.9. NÍVEL DE USUÁRIO

O sistema BB Conta Única possui três níveis de usuários, com a finalidade de


diferenciar o acesso às funções do aplicativo.

a) Nível 1 (usuário comum) - Poderes (perfil do usuário):

I - consulta saldos, lançamentos e emite relatórios das contas


pertencentes a grupos a que tem permissão de acesso;
II - visualiza a estrutura organizacional das contas e dos dados do
convênio.

b) Nível 2 (coordenador) - Poderes (perfil do usuário):

I - consulta saldos, lançamentos e emite relatórios das contas


pertencentes a grupos a que tem permissão de acesso;
II - utiliza o sistema Auto-Atendimento Setor Público e realiza
importação de arquivos de movimento;
III - visualiza a estrutura organizacional das contas e dos dados do
convênio;
IV - registra observações no cadastro das contas a que tem acesso;
V - cria e altera cadastro de usuários Nível 1;
VI - cria, renomeia e exclui grupos, mas não agrupa nem associa ou
exclui contas;
VII - realiza backup do banco de dados.

c) Nível 3 (Administrador) - Poderes (perfil do usuário):

I - tem acesso a todas contas e funções do sistema.

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4. FORMALIZAÇÃO DO CONTRATO

Apresente ao cliente proposta de formalização do Protocolo de Intenções LIC


15.10.7.9991, a fim de garantir o seu comprometimento preliminar com o Banco.

Informe ao cliente que o Protocolo visa tão-somente agilizar a implementação imediata


do BB Conta Única, até que seja formalizado o respectivo contrato de prestação do
serviço.

Observação: na hipótese de o cliente apresentar óbices à assinatura do Protocolo,


adote todas as providências com vistas a acelerar o processo de formalização do
respectivo contrato.

Formalize o contrato na forma do LIC#15.10.12.9991, com as adaptações que se


fizerem necessárias, submetendo os termos finais da minuta à prévia anuência do
serviço jurídico que assiste a Agência.

Observação: a minuta constante do LIC acima referido contempla diversos produtos e


serviços, podendo ser suprimidos ou incluídos novos em decorrência da negociação
mantida com o cliente.

Antes da formalização do contrato, verifique:

a) se o proponente detém poderes para celebrar o contrato em nome do


estado ou município;

Observação: caso necessário, recorra ao serviço jurídico;

b) se o proponente instruiu os órgãos da administração pública


intervenientes no processo, inclusive autarquias e fundações, no tocante à
nova sistemática de movimentação financeira dos recursos disponíveis em
conta corrente.

5. CADASTRAMENTO DAS CONTAS CORRENTE NO SISBB

Identifique, em conjunto com o cliente, as contas correntes atualmente abertas em seu


nome e que farão parte do BB Conta Única.

Obtenha autorização formal do cliente (LIC#15.10.9.9991) dando poderes ao Banco


para efetuar a transferência, diária e automática, dos recursos disponíveis nas contas
centralizadas para a conta centralizadora.

Comande a abertura da conta centralizadora em titulares-clientes vinculados a uma


das rubricas abaixo (todas de caráter privativo, conforme o caso):

a) Depósitos de pessoas jurídicas, a vista:


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31005-98-85-9 BB Conta Única - PJ;

b) Depósitos de livre movimentação mantidos por instituições financeiras e


demais instituições autorizadas pelo Bacen:
31130-30-12-0 BB Conta Única - Cooperativas de crédito;
c) Depósito de domiciliados no exterior, a vista:
31160-20-85-1 BB Conta Única;

d) Depósitos de governos estaduais, a vista:


31301-85-00-5 BB Conta Única;

e) Depósitos de governos municipais, a vista:


31401-85-00-8 BB Conta Única;

f) Depósitos de sociedades de economia mista, a vista:


31701-85-01-4 Estaduais;
31701-85-02-2 Municipais;

g) Depósitos de empresas públicas, a vista:


31702-85-01-9 Estaduais;
31702-85-02-7 Municipais;

h) Depósitos de autarquias, a vista:


31501-85-01-9 Estaduais;
31501-85-02-7 Municipais.

Efetue o cadastramento da conta centralizadora no SISBB por meio Aplicativo CTU,


opção 10 - 11, informando:

a) prefixo da agência;

b) número da conta;

c) tipo de pessoa (tecle F4 para abrir campo com as opções disponíveis);

d) prefixo da agência e número da conta de encargos.

Após o registro dos dados da conta centralizadora, é necessário confirmar o


cadastramento do convênio no SISBB por meio do Aplicativo CTU, opção 10 - 41. Feita
a confirmação, por chave diferente da que cadastrou a conta, no dia seguinte será
gerado o arquivo com as contas cadastradas no convênio. No momento da
confirmação, será aberta tela para cadastramento da forma de envio do arquivo
CTU474 ao cliente. Devem ser informados somente os dados referentes ao campo
retorno, conforme abaixo:

a) formato: CTU474;
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b) meio: tecle F4 para selecionar a forma;

c) contato: nome e telefone da pessoa de contato na conveniada;

d) situação: 2.

Comande o cadastramento no SISBB, por meio do Aplicativo CTU, opção 10 - 21, das
contas correntes que farão parte do BB Conta Única (Contas Centralizadas e Contas
Autônomas), informando:

a) prefixo da agência;

b) número da conta;

c) prefixo e número da conta centralizadora;

d) tipo de pessoa;

e) transfere saldo;

f) participa de rateio;

g) transfere rendimentos.

Confirmado o cadastramento, o Sistema DEB passará a efetuar as transferências


diárias dos saldos das contas correntes para a conta centralizadora, bem como gerar os
arquivos com as movimentações das contas, (arquivo CTU474), a ser importado
diariamente (via Auto-Atendimento Setor Público) pelo cliente.

Para exclusão de uma conta centralizada que tenha recursos aplicados junta a conta
centralizadora, solicite primeiramente o resgate total das aplicações da conta
centralizadora para que haja o rateio dos rendimentos para a conta centralizada. Após o
rateio deve-se solicitar a exclusão da conta. Caso contrário, os rendimentos auferidos
por esta conta ficarão junto à conta investimento da conta centralizada, sendo
redistribuídos entre as demais contas vinculadas.

Para cancelar o convênio BB Conta Única, é preciso excluir todas as contas


vinculadas no SISBB aplicativo CTU, opções 10 - 23 e 10 - 44 (atentar para o item
acima) e no dia seguinte, comandar a exclusão da conta centralizadora no SISBB
aplicativo CTU, opções 10 - 13 e 10 - 43. A conta de encargos será excluída
automaticamente quando da exclusão da conta centralizadora.

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6. FUNCIONALIDADES DO APLICATIVO

6.1. INICIALIZAÇÃO DO SISTEMA

Na primeira vez que o programa BB Conta Única é iniciado, deve ser feito o
cadastramento do usuário administrador do sistema (usuário “ADMIN”).

No campo Senha Inicial informar a senha para acesso ao sistema fornecida por meio do
SISBB aplicativo CTU, opção 10 - 35. Esta senha é necessária para a instalação do
produto pela primeira vez.

Clicar em um dos botões de opção (Sim ou Não) para informar se o usuário inicial, que
será cadastrado como “ADMIN”, é ou não funcionário do Banco do Brasil. Caso
afirmativo, o campo Matrícula também deverá ser preenchido.

No campo Nome informar o nome completo (nome e sobrenome) do usuário inicial.

O botão Incluir ficará disponível quando os campos forem preenchidos.

6.2. CHAVE E SENHA DE ACESSO

Ao iniciar o sistema é necessário informar a chave e senha do usuário. Quando o


usuário é cadastrado no sistema, ele recebe uma senha provisória, que deverá ser
trocada na primeira vez que utilizá-la.

A troca de senha também será obrigatória após 60 (sessenta) dias de sua definição.

Por questões de segurança, na configuração em rede não é permitido ao mesmo


usuário utilizar o sistema simultaneamente em mais de um computador.

6.3. TELA PRINCIPAL DO BB CONTA ÚNICA

A tela principal possui menu com as seguintes opções: Arquivo, Contas, Cadastro,
Utilitários, Janela e Ajuda. As opções do menu são acessíveis de acordo com o nível de
acesso estabelecido pelo Administrador para cada usuário.

6.4. MENU ARQUIVO

A partir do menu Arquivo pode-se visualizar as opções Movimento e Comunicação.


Esse menu é utilizado para efetuar a comunicação com o Banco (opção
Comunicação), atualizar a Base de Dados do cliente (opção Movimento) e
visualizar/atualizar contas (opção Contas).

A opção Movimento possibilita ao usuário Importar ou Desfazer movimento diário para


atualização da base de dados do sistema BB Conta Única, com informações recebidas

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do Banco do Brasil. O cliente receberá um arquivo contendo as movimentações


financeiras das Contas Centralizadas, Autônomas e Conta Centralizadora.

6.5. OPÇÃO COMUNICAÇÃO

Já a opção Comunicação do menu Arquivo, permite ao cliente efetuar a comunicação


direta com o Banco do Brasil para a captura (transferência) diária de arquivos com a
movimentação financeira das contas.

A recepção do arquivo é realizada pelo aplicativo Auto-Atendimento Setor Público ou


internet. O objetivo dessa opção é permitir a recepção dos arquivos, via modem, sem
que seja necessário encerrar o aplicativo BB Conta Única.

6.6. OPÇÃO MOVIMENTO - IMPORTAR

A atualização da base de dados no microcomputador do cliente é feita a partir da


importação de arquivo de movimento que relaciona todas as operações bancárias
ocorridas nas contas participantes do convênio BB Conta Única.

Utilize a opção Importar (disponível para os usuários nível 2 e 3) somente quando o


arquivo de movimento já estiver disponível no microcomputador do usuário. Para tanto,
utilize a opção Comunicação para receber o arquivo de movimento do Banco, por meio
do aplicativo Auto-Atendimento Setor Público, Internet ou outro meio.

Caso seja necessário desfazer a importação utilize a opção Movimento - Excluir do


menu.

6.7. OPÇÃO MOVIMENTO - DESFAZER

Desfaz importações realizadas a partir de uma determinada data, retornando a


atualização da base de dados do sistema à data da última importação mantida. Esta
opção está disponível somente para o Administrador. Assinalar o campo Fazer cópia
de segurança antes, para que seja feita uma cópia do banco de dados antes da
exclusão da importação (aconselhável).

Para iniciar o processo de desfazer importação clicar no botão OK ou, para desistir da
operação, clicar no botão cancelar.

6.8. ATUALIZAÇÃO DA BASE DE DADOS DO SISTEMA

Selecionar o diretório (disco, diretório e nome do arquivo) onde está localizado o


arquivo contendo movimento de contas recebido do Banco do Brasil (figura abaixo). O
nome desse arquivo normalmente tem o seguinte formato: ctu474nn.ret, onde nn é um
número seqüencial automaticamente incrementado quando o arquivo é disponibilizado.

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O botão Iniciar começa a atualização da base de dados. Contudo, enquanto o campo


Arquivo estiver em branco, o botão Iniciar estará desabilitado.

O botão Sair permite desistir da importação enquanto ela não for iniciada através do
botão Iniciar. Uma vez que a importação tenha sido realizada com sucesso, para
cancelá-la utilizar a opção Movimento - Desfazer, do menu Arquivo.
Antes de qualquer modificação no banco de dados e a fim de verificar se o arquivo está
correto e se não houve falhas de transmissão são testados vários itens do arquivo de
importação, tais como: seqüência do arquivo; total de registros; código do convênio e
saldo das contas. Na hipótese de alguma inconsistência, a rotina será interrompida e
uma mensagem informará o tipo de problema detectado.

Durante a importação um indicador de progresso da rotina será mostrado no canto


inferior esquerdo da janela de Importar Movimento. Ao término da importação:

a) arquivo de movimento escolhido será removido para o subdiretório


Arquivos importados, do diretório onde está instalado o sistema BB
Conta Única, com o nome alterado para Ctu_ddmm.txt, onde ddmm
corresponde ao dia e mês da data do movimento a que se refere o
arquivo;

b) será mostrado o sumário referente ao processamento do arquivo de


movimento.

6.9. OPÇÃO CONTAS

A partir do menu Contas pode-se visualizar as contas pela Posição Final e Relatórios.

6.10. OPÇÃO POSIÇÃO FINAL

Pode-se, ainda, na opção Posição Final do menu Contas, visualizar a Posição Atual
dos Saldos das Contas onde é mostrada a relação de contas cadastradas no sistema
BB Conta Única.

As contas estão ordenadas por tipo de conta. Na primeira linha aparece a Conta
Centralizadora ou Conta Única. Em seguida as Contas Centralizadas ou
Vinculadas, e por último as Contas Autônomas.

6.11. OPÇÃO RELATÓRIOS

A Tela principal oferece também uma opção para visualizar e/ou imprimir Relatórios.
Através dessa opção, o usuário poderá visualizar e emitir extratos e relatórios, de
acordo com o nível de acesso do usuário.

Para acessá-la, clique no ícone na barra de ferramentas do sistema ou na opção


Relatórios do menu Contas.

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Após acessá-la, será mostrada uma tela contendo diversas opções de relatórios e
formatos, permitindo, inclusive, a impressão do relatório selecionado.

a) Lançamentos de Transferência Automática de Saldo - Pdr1:


lançamentos de transferência automática de saldo entre a conta
centralizadora e as contas vinculadas (contas filhas), bem como total de
aplicações e de lançamentos futuros de cada conta;
b) Lançamentos - Todos os Tipos - Pdr2: são mostrados todos os
lançamentos, bem como total de aplicações e de lançamentos futuros de
cada conta;

c) Lançamentos Sem Transferência - Pdr3: são considerados todos os


lançamentos, exceto os de transferência automática de saldo. Também o
total de aplicações e de lançamentos futuros de cada conta;

d) Consolidação por Grupos de Contas - Pdr5: consolidação, por grupo de


contas, do saldo atual e das aplicações financeiras e rendimentos. Ao final
do relatório é apresentado quadro sintético por tipo de conta;

e) Último Movimento - Pdr6: mostra a relação das contas, com a data da


última movimentação e o respectivo saldo;

f) Sintético de Movimento - Pdr7: resumo de débitos, créditos e saldos


relativos ao último movimento;

g) Aplicações - Movimentação - Pdr8: relatório de aplicações financeiras,


rendimentos, resgates, saldos e rentabilidade de todas as contas;

h) Aplicações - Saldos - Pdr9: traz somente o saldo de aplicações


financeiras de todas as contas.

Depois de selecionado o relatório, é possível configurar o formato a ser


visualizado/impresso, escolhendo por grupo, tipo de conta, período, entre outros.

Além dos oito tipos de extrato que o BB Conta Única fornece, o sistema permite a
formatação, pelo cliente, de outros tipos de extratos podendo, inclusive, atribuir título e
descrição do relatório.

6.12. MENU CADASTRO

A tela principal dispõe ainda de menu Cadastro com as opções de Contas, Convênio,
Grupos e Usuários.

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6.13. OPÇÃO CONTAS

Outra opção do menu Cadastro é opção Contas, cuja função principal é permitir a
inclusão/alteração de observações relativas às contas, além de possibilitar a vinculação
ou desvinculação das contas de um determinado grupo (as contas a serem mostradas
nesta opção dependem do nível do usuário).

É importante salientar que a inclusão de novas contas no Sistema BB Conta Única é


feita através de sua agência de relacionamento.

6.14. OPÇÃO CONVÊNIO

A opção Convênio do menu Cadastro permite consultar os dados do convênio


realizado com o Banco do Brasil e cadastrar/alterar o nome do convênio. Está
disponível para todos os usuários, exceto o cadastramento do nome do convênio, que é
restrito ao usuário nível 3 (ADMIN).

O cadastramento do código do convênio, da agência e da Conta Centralizadora é feito


de forma automática quando da realização da primeira importação de movimento.

6.15. OPÇÃO GRUPOS

Já a opção Grupos do menu Cadastro é utilizada para cadastrar e consultar Grupos de


Contas, cujo objetivo é fornecer aos usuários do sistema BB Conta Única uma
facilidade adicional na administração de suas contas.

Eles permitem constituir conjuntos com uma ou mais contas e conceder permissões de
acesso a esses conjuntos por diferentes usuários. Embora possam ser criados quantos
grupos de contas forem necessários, cada conta pode pertencer a somente um grupo.
Essa opção está disponível para usuários Administrador (nível 3) e usuário
Coordenador (nível 2).

6.16. ATRIBUIR OU ALTERAR O GRUPO DA CONTA

Como somente o usuário nível 3 (ADMIN) pode criar grupos, agrupar e desagrupar
contas, a edição do campo Grupo e a seleção das opções de mostrar “todas as
contas” e “contas desagrupadas” ficam desabilitadas para usuários nível 2
(Coordenador).

O campo Observação pode ser editado a fim de se registrar lembretes, notas ou outras
particularidades da conta selecionada.

Para consultar ou alterar o agrupamento das contas, acesse a opção Cadastro e clique
na aba Todas as contas. Em seguida, selecione a conta desejada com o ponteiro do
mouse e escolha a transação pretendida.

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Observe que nesta tela pode-se criar, excluir, renomear, expandir e contrair grupos,
bastando apenas selecionar a transação.
Se houver conta ainda não agrupada, uma mensagem de alerta será emitida para o
usuário Administrador (ADMIN) quando ele acessar o sistema ou realizar alguma
importação.

6.17. OPÇÃO USUÁRIOS

A última opção do menu Cadastro é a opção Usuários que é utilizada para incluir,
atualizar e excluir usuários. Para se ter acesso ao Sistema BB Conta Única é
necessário cadastrar o usuário informando nome, chave (apelido) e nível de acesso.

O menu Usuário não está disponível para usuários nível 01.

O preenchimento dos campos deste cadastro tem os seguintes critérios:

a) Nome: tamanho máximo 40;

b) Chave: tamanho máximo 10;

c) Senha: tamanho mínimo 6 e máximo 10. São aceitos quaisquer tipos de


caracteres (letras, números, espaços ou outros símbolos) e não é feita
diferenciação entre letras maiúsculas e minúsculas;

Observação: a senha criada é provisória e será utilizada somente para o


primeiro acesso do usuário ao sistema, sendo então solicitada a sua troca.

d) Confirmar senha: igual ao digitado no campo Senha;

e) Nível: são três os níveis: nível 1 (usuário comum), nível 2 (usuário


Coordenador) e nível 3 (usuário ADMIN);

f) Inibe login: quando esse campo está assinalado, o usuário constante do


campo Chave fica impedido de acessar o sistema.

Depois de preenchidos os campos da tela Cadastro de Usuários, o botão Incluir


estará disponível para utilização. Clique com o mouse sobre ele ou digite as teclas ALT
e “I” simultaneamente. O sistema emitirá mensagem “Inclusão efetuada” se a operação
for completada com êxito.

Grupo de Contas: após a inclusão do usuário, esse botão abre a tela para que,
através de cliques com o ponteiro do mouse na linha desejada, sejam concedidas ou
retiradas permissões de acesso a grupos de contas, ao usuário selecionado.

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6.18. EXCLUIR USUÁRIO

Para excluir um usuário do sistema primeiramente selecione no campo Nome, o usuário


a ser excluído e o botão Excluir ficará disponível. Clique com o mouse sobre ele ou
digite as teclas ALT e “E” simultaneamente. O sistema emitirá mensagem pedindo a
confirmação: caso afirmativo, a exclusão será feita e uma mensagem “Exclusão
efetuada”.

6.19. ALTERAR USUÁRIO

Para alterar os dados referentes a um usuário, primeiramente selecione no campo


Nome o usuário a ser alterado. Altere os dados desejados e o botão Alterar estará
disponível. Clique com o mouse sobre ele ou digite as teclas ALT e “A”
simultaneamente. O sistema emitirá mensagem “Alteração efetuada” se a operação for
completada com êxito.

Observação: exceto quando se tratar de alteração de dados do usuário nível 3


(ADMIN), a senha porventura alterada é provisória e será utilizada somente para o
primeiro acesso do usuário ao sistema, sendo então solicitada a sua troca.

Botão Novo: utilize esta opção para limpar todos os campos da tela.

Botão Fechar: volta para a tela principal do sistema BB Conta Única.

6.20. MENU UTILITÁRIOS

Uma importante ferramenta que o BB Conta Única oferece é o menu Utilitários, que
compreende as funções técnicas do Sistema.

6.21. BACKUP

Opção utilizada para efetuar cópia de segurança do banco de dados. Acessível aos
usuários nível 2 e nível 3.

Primeiramente, digite no campo Destino o caminho no qual o arquivo será gravado ou


clique no botão Procurar para selecioná-lo. O sistema irá sugerir o caminho e o nome
para o arquivo de destino; se quiser aceitá-lo, pressione apenas Abrir.

Depois de preenchido o campo Destino, o botão Gravar estará disponível. Clique


sobre ele ou tecle ALT e “G” simultaneamente. Durante a operação será exibido o
progresso da operação e ao final será emitida a mensagem “Cópia feita com sucesso”.

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6.22. COMPACTAÇÃO

É um recurso técnico para otimizar a performance do sistema BB Conta Única. É


recomendável utilizá-lo de 30 em 30 dias aproximadamente. Está disponível somente
para o usuário nível 3 (ADMIN).

Para usá-lo, confirme a mensagem emitida pelo sistema. Esta operação pode levar
alguns minutos e ao final será emitida a mensagem “Compactação Realizada”
informando que a operação foi concluída com êxito.

Atenção: Para a realização da compactação, somente o usuário administrador


(ADMIN) pode estar usando o sistema, pois é necessário o fechamento do banco de
dados. Dessa forma, nas instalações em rede, é aconselhável que antes de dar início à
compactação o administrador desabilite o acesso ao sistema, evitando que outros
usuários tentem utilizá-lo durante a compactação.

Após a compactação o sistema será finalizado e, portanto, necessitará ser reiniciado.

6.23. EXPURGO

Permite excluir do sistema os lançamentos com mais de 90 dias. Essa exclusão está
disponível somente para o usuário nível 3 (ADMIN).

É recomendável periodicamente executar essa opção, a fim de tornar o banco de dados


mais “leve” e conseqüentemente o sistema mais veloz.

Atenção: não confundir essa opção com Movimento - Excluir do menu Arquivo.
Enquanto que o expurgo simplesmente apaga os movimentos bancários com data
anterior a 60 dias, a exclusão de movimento exclui todas as importações de movimento
feitas a partir de determinada data, estornando todas as alterações introduzidas no
banco de dados através dessas importações.

6.24. HABILITAÇÃO DE ACESSO AO SISTEMA

Acessível somente ao usuário Nível 3 (ADMIN), essa opção permite habilitar ou


desabilitar o acesso de usuários ao sistema. Quando está desabilitado, apenas o
administrador consegue utilizá-lo.

Essa função é particularmente útil em instalações em rede, quando se deseja “tirar o


sistema do ar” temporariamente para tarefas de manutenção tais como compactação ou
backup do banco de dados, reparos no microcomputador etc. Pode ser usada também
para garantir que o sistema não seja utilizado fora de determinado horário.

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6.25. TROCAR SENHA

Opção disponível para todos os usuários. A senha deve ter no mínimo 6 caracteres e
no máximo 10. São aceitos quaisquer tipos de caracteres (letras, números, espaços ou
outros símbolos) e não é feita diferenciação entre letras maiúsculas e minúsculas.
Para trocar a senha, primeiramente digite a sua senha atual, em seguida digite e
confirme a nova senha. Clique em OK ou tecle ALT e “O” simultaneamente. Ao final
será emitida mensagem “Senha alterada com sucesso”, informando que a operação foi
concluída com êxito.
6.26. LOG

Opção disponível somente para o usuário nível 3 (ADMIN).

a) Log Erro: o sistema BB Conta Única armazena todos os erros que


porventura possam ocorrer, para facilitar sua manutenção. Essa função
exibe o histórico destes erros.

b) Log Usuário: trata-se de um recurso interno do sistema BB Conta Única


que monitora todas as operações de alteração de cadastro e de entrada e
saída de usuários do sistema. Essa função exibe o histórico destas ações.

6.27. MENU JANELA

Essa opção apresenta as seguintes possibilidades de organização das janelas abertas


em sua área de trabalho: Cascata, Lado a lado horizontal e Lado a lado vertical.

6.28. MENU AJUDA

A Tela Principal apresenta, também, a opção Ajuda, a qual permite orientar o usuário.
Possui um índice por assunto e opções para imprimir e localizar palavras.

Opção Conteúdo: aciona o índice da ajuda eletrônica;

Opção Sobre: traz informações a respeito do BB Conta Única e dos dados de sistema
do computador no qual está instalado.

6.29. MENU INSTANTÂNEO

Uma ferramenta muito útil que o Sistema oferece é a utilização do botão direito do
mouse. Na tela de Posição Final de Saldos (vide figura abaixo), ao clicar sobre uma
determinada conta obtêm-se o Menu Instantâneo. Esse Menu permite ao usuário
efetuar diversas opções de consultas, como veremos a seguir.

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6.30. OPÇÃO CONSULTA

Utilize essa opção para fazer uma consulta ao banco de dados de contas, utilizando um
dos quatro critérios a seguir, relativos à movimentação da conta corrente: cadastro,
número do documento, código do histórico ou valor do documento.

6.31. CONSULTA CADASTRO

Utilize essa opção para verificar o grupo a que a conta pertence ou para registrar
anotações ou observações a respeito da conta.

6.32. CONSULTA LANÇAMENTO POR NÚMERO DO DOCUMENTO

Informe o número do documento que você deseja consultar e clique com o mouse
sobre o botão OK. O resultado da pesquisa será mostrado em uma nova tela.

6.33. CONSULTA LANÇAMENTO POR CÓDIGO DO HISTÓRICO

Selecione os históricos que você deseja consultar e tecle Enter ou clique com o mouse
sobre o botão OK. O resultado da pesquisa será mostrado em uma nova tela.

Para selecionar apenas um histórico, clique com o mouse sobre a linha referente ao
código de histórico desejado.

Para selecionar várias linhas não seqüenciais, selecione a primeira normalmente e, em


seguida, mantenha pressionada a tecla Ctrl e clique com o mouse sobre as linhas
referentes aos códigos de histórico desejados.

Para selecionar várias linhas em seqüência, selecione a primeira normalmente e, em


seguida, mantenha pressionada a tecla Shift e clique com o mouse sobre a linha
referente ao código do último histórico desejado.

6.34. CONSULTA LANÇAMENTO POR VALOR DO DOCUMENTO

Selecione o operador de comparação no campo Operadores, indique se é uma consulta


de lançamentos de débitos ou de créditos e informe o valor de lançamento a ser
“filtrado” com base no operador escolhido. Por exemplo, suponha que você deseje
verificar os lançamentos de crédito cujos valores individuais foram maiores do que R$
8.000,00. Você deverá selecionar o operador > (Maior), clicar no botão Crédito, digitar
8000,00 (ou 8000) no campo Valor Lançamento e clicar com o mouse sobre o botão
OK. O resultado da pesquisa será mostrado em uma nova tela.

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OPERAÇÕES COM O SETOR PÚBLICO

1. INTRODUÇÃO

Para evitar excesso de endividamento de estados, municípios e empresas estatais, o


Conselho Monetário Nacional impõe restrições ao crédito bancário para o setor público.
Além de limite individual para o saldo de operações com o referido setor (45% do
Patrimônio de Referência do Banco), as instituições financeiras devem obedecer a
limites globais com finalidade específica.

Uma das principais Resoluções sobre o contingenciamento de crédito é a de nº. 2.827,


de 30 de março de 2001, do Conselho Monetário Nacional, que fixou, dentre outros
limites, o montante de operações de crédito com órgãos e Entes públicos1 em
R$ 1 bilhão. A partir de então, foram editadas várias outras Resoluções e normativos
sobre o assunto, como a Resolução nº. 2.954, de março/2002, alterando o teto anterior
de R$ 1 bilhão para R$ 200 milhões.

A fixação de limites e condições de contratações de crédito com o setor público é


importante instrumento para compatibilização da política de gestão orçamentária da
União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de suas autarquias,
fundações, empresas públicas e sociedade de economia mista, com os objetivos fiscais
perseguidos em nível macroeconômico. O esforço do governo federal em gerar
superávit, aliado às novas práticas de responsabilidade fiscal permite que, aos poucos,
o Ente público volte a ter acesso a financiamentos de longo prazo.

Os Estados podem realizar operações, excluídas do limite de R$ 200 milhões, desde


que previamente incluída no Programa de Ajuste Fiscal – PAF, anualmente revisado
pelo Tesouro Nacional. No âmbito do Banco, esses Entes utilizam-se de linhas como:
FINIMP – Financiamento a Importação (gerida pela DIRIN) e BNDES/FINAME (gerida
pela DICOM), destinadas a financiar obras, demais investimentos e aquisição de
máquinas e equipamentos.

A Resolução 2.827 excepcionou aos municípios contraírem empréstimos


exclusivamente direcionados à modernização da administração tributária e à melhoria
da qualidade do gasto público, dentro de uma perspectiva de desenvolvimento local
sustentado, o que fez com que o BNDES criasse a linha de crédito PMAT, em que o
Banco do Brasil atua como mandatário.

1
Administração direta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; autarquias e fundações instituídas ou mantidas,
direta ou indiretamente, pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios; empresas públicas e sociedades de
economia mista não financeiras, suas subsidiárias e demais empresas controladas, direta ou indiretamente, pela União, pelos
Estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, inclusive as sociedades de objeto exclusivo; e demais órgãos ou entidades dos
poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

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Caderno do Participante

Ressalte-se que a autorização para contratação de operações de crédito com órgãos e


entidades do setor público pressupõe-se a análise da capacidade de endividamento do
tomador e a observância dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, competência do
Ministério da Fazenda, efetuada pela Secretaria do Tesouro Nacional – STN, conforme
Resoluções 40 e 43, de 2001, do Senado Federal, alteradas pelas Resoluções 3 e 5, de
2002, e 19 e 20, de 2003.

A partir de 2004, periodicamente, os limites vêm sendo flexibilizados pelo governo


federal, abrindo margem para incrementar o crédito para determinadas
atividades/setores, como infra-estrutura, transporte urbano, saneamento e aquisição de
máquinas, por parte dos municípios previamente habilitados, conforme Resoluções
específicas do CMN.

Em 29/06/2005, a Resolução 3.294, do Conselho Monetário Nacional criou o Programa


de Infra-estrutura para Mobilidade Urbana - Pró-Mob, direcionado para municípios,
gerido pelo Ministério das Cidades, com o objetivo de apoiar as intervenções viárias
que promovam a melhoria da mobilidade urbana por meio da implantação de projetos
de pavimentação e infra-estrutura para o transporte coletivo e à circulação não
motorizada.

Posteriormente, em 26/04/2006, o CMN publicou a Resolução 3.365, abrindo nova


exceção à lei do contingenciamento, quando foi criado o Programa de Intervenções
Viárias - PROVIAS, também para municípios, visando financiar a aquisição de
máquinas e equipamentos nacionais novos, destinados às intervenções em vias
públicas, rodovias e estradas. As operações no âmbito do referido Programa tiveram
prazo para contratação encerrado em 30/09/2007.

Por último, foi publicada a Resolução CMN nº. 3.453, de 26/04/2007, que cria o
Programa CAMINHO DA ESCOLA, linha destinada a municípios. A referida linha é
direcionada à aquisição, via BNDES, de ônibus e embarcações, específicos para
transporte de alunos da zona rural, das escolas públicas dos estados e municípios, no
âmbito do ensino básico.

Além das linhas de crédito acima descritas, em janeiro/2007, o Banco lançou o produto
BB AQUISIÇÕES DE ROYALTIES E CRÉDITOS GOVERNAMENTAIS, que consiste
na aquisição de direitos creditórios de Estados e Municípios, referentes aos royalties de
petróleo e gás natural e a compensação financeira de recursos hídricos e minerais.
Ressalte-se que o referido produto não se configura como operação de crédito, por se
tratar de cessão definitiva de crédito e, portanto, não possui restrições à contratação.

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2. ROTEIRO PARA PROSPECÇÃO E NEGOCIAÇÃO DE


OPERAÇÕES COM ENTE PÚBLICO
2.1. IDENTIFICANDO AS NECESSIDADES E POSSIBILIDADES DE NEGÓCIO
COM O CLIENTE (PESQUISA)

Pesquise nos sites do estado, do município, de órgãos púbicos e empresas estatais


(LOA, LDO, PPA, notícias sobre projetos, investimentos, importações, financiamento
externo, etc.) e em matérias e editais publicados em jornais e revistas, as ações
governamentais em andamento, bem como as áreas de governo responsáveis por
essas ações, que indiquem a possibilidade de aproveitamento de oportunidades de
negócio, tais como:

a) financiamento de contrapartida de empréstimo externo (somente para


estados e empresas estatais);

b) financiamento para aquisição de máquinas e equipamentos produzidos no


país (somente para estados e empresas estatais);

c) financiamento à importação de bens e serviços (Ex.: equipamentos para o


reaparelhamento da segurança pública, do corpo de bombeiros, de
hospitais, do departamento de estradas de rodagem, entre outros, bem
como a execução de serviços por empresa estrangeira, vencedora de
licitação internacional);

d) contratação do “BB Aquisição de Royalties e Créditos Governamentais”


para antecipar a realização de obras e outros investimentos, capitalização
de Fundo de Previdência ou amortização extraordinária de dívida com a
União;

e) financiamento a empresa estatal não dependente4.

Consulte o sítio da Secretaria do Tesouro Nacional - STN para conhecer as


características das operações de crédito do estado ou município autorizadas desde
20025 (finalidade, valor, data da autorização etc.). Se a última autorização obtida for
recente, haverá maior probabilidade de o estado ou município conseguir novas
autorizações (no caso de estado, será necessário verificar também se o mesmo possui
margem no Programa de Ajuste Fiscal – PAF).

4
Empresa controlada pelo Estado, pelo Distrito Federal ou pelo Município, que não tenha, no exercício anterior, recebido recursos
financeiros de seu controlador, destinados ao pagamento de despesas com pessoal, de custeio em geral ou de capital, excluídos,
neste último caso, aqueles provenientes de aumento de participação acionária, e não tenha, no exercício corrente, autorização
orçamentária para recebimento de recursos financeiros com idêntica finalidade;

5
Momento em que a STN passou a ser responsável pela autorização das operações com Entes públicos, por meio de atribuição
delegada pelo Senado Federal.
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No endereço abaixo, clique no mapa do estado que deseja consultar, selecione o


próprio estado ou um de seus municípios e escolha o quadro “Operações de crédito
analisadas pelo MF”: www.stn.fazenda.gov.br/lrf/index.asp.

Pesquise no sítio do Ministério do Planejamento, nos endereços abaixo indicados, se o


estado, município ou empresa estatal possui algum empréstimo em andamento junto a
organismo multilateral ou oficial (Ex.: BIRD, BID, KfW, JBIC), que indique a
possibilidade de o Banco financiar contrapartida e/ou atuar como agente financeiro na
prestação dos serviços de registro no ROF - Registro de Operações Financeiras do
Banco Central, abertura de conta especial (“special account”) e remessas de
pagamento (contratos de câmbio):

⇒ www.planejamento.gov.br/arquivos_down/seain/projetos_estados.pdf

⇒ www.planejamento.gov.br/arquivos_down/seain/projetos_uniao.pdf

2.2. OPERAÇÕES COM ESTADOS QUE POSSUEM LIMITE NO PAF

Consulte a área governamental responsável pelas ações pesquisadas, conforme item


anterior, sobre suas necessidades de financiamento.

Caso identificada alguma necessidade de financiamento que possa ser atendida com
base em uma das modalidades abaixo, solicite à área responsável pela ação
pesquisada que apure, junto ao setor responsável pelo Programa de Ajuste Fiscal –
PAF, na Secretaria de Fazenda, se o estado possui margem no PAF e está enquadrado
nos limites e condições das Resoluções nºs 40 e 43/2001 do Senado Federal, quais
sejam:

financiamento de contrapartida de projeto financiado por organismo multilateral


ou oficial (Ex.: BIRD, BID, KfW, JBIC), mediante enquadramento em uma
das linhas do BNDES (até R$ 10 milhões, vide LIC 172.5.1.1 e, acima de
R$ 10 milhões, vide LIC 172.3.1.1);

Observação 1: o financiamento de contrapartida pode ser negociado seja qual for o


estágio do empréstimo externo.

Observação 2: por exemplo, se um projeto for financiado pelo BID no percentual de


60% e o BNDES financiar 90%, a contrapartida corresponderá à diferença entre esses
percentuais (30% do projeto).

financiamento para aquisição de máquinas e equipamentos produzidos no país


com índice de nacionalização, em valor, igual ou superior a 60%, com
base no produto Finame (LIC 173.11.1.1);

financiamento à Importação - Finimp (LIC 35), conforme principais


características e fluxo resumidos no item 2.7, a seguir, mediante consulta
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– antes de oferecer o produto – à Dirin/Geroi-SP sobre a viabilidade de


captação e estruturação da operação.

Se o estado possuir margem no PAF e estiver enquadrado nos limites e condições das
Resoluções nºs 40 e 43/2001 do Senado, adote os procedimentos do LIC 175.2.3.3
para acolhimento de proposta.

Caso identificada alguma necessidade de financiamento que possa ser atendida por
meio do produto “BB Aquisição de Royalties e Créditos Governamentais”, que consiste
na cessão definitiva de direitos sobre royalties, participação especial e compensação
financeira de petróleo e gás, recursos hídricos ou minerais, proceda conforme o LIC
175.51 para acolhimento de proposta (a cessão definitiva não caracteriza operação de
crédito).

Observação 1: a cessão definitiva desses direitos pode ser feita também a um Fundo
de Investimento em Direitos Creditórios Não-Padronizado – FIDC-NP, regulado pela
Instrução nº 444, de 08.12.2006, da Comissão de Valores Mobiliários.

Observação 2: a operacionalização do “BB Aquisição de Royalties e Créditos


Governamentais” é mais rápida e de menor custo. No entanto, se o cliente optar pelo
FIDC-NP, Dimec-RJ poderá analisar a participação do Banco na estruturação desse
Fundo.

2.3. OPERAÇÕES COM ESTADOS SEM POSSUEM LIMITE NO PAF

Se o estado não possuir margem no Programa de Ajuste Fiscal – PAF e a área


responsável pela ação pesquisada tiver interesse por uma das modalidades de
financiamento relacionadas no item 2.2.2, retro, solicite à área responsável pela ação
pesquisada, conforme item 2.1.1, retro, que apure, junto ao setor responsável pelo PAF,
na Secretaria de Fazenda, se o estado:

a) está enquadrado nos limites e condições para contratação de operações


de crédito (Resoluções nºs 40 e 43/2001 do Senado); e

tem a possibilidade de inserir nova operação no PAF, por meio da substituição


de financiamento anteriormente previsto ou inclusão de um novo, por
ocasião da revisão anual das metas do PAF com a STN, conforme
cronograma de conhecimento do estado.

Observação 1: para o estado pleitear a inclusão de novo financiamento no PAF, é


necessário que a relação dívida/receita seja inferior a 1.

Observação 2: a alínea “b” não se aplica aos Estados do Amapá e Tocantins, uma vez
que estes não firmaram PAF e podem contratar financiamento à importação externo,
conforme principais características e fluxo resumidos no item 2.7, a seguir, mediante
consulta – antes de oferecer o produto – à Dirin/Geroi-SP sobre a viabilidade de
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captação e estruturação da operação, desde que enquadrados nos limites e condições


referidos na alínea “a”.
Caso identificada alguma necessidade de financiamento que possa ser atendida por
meio do produto “BB Aquisição de Royalties e Créditos Governamentais”, que consiste
na cessão definitiva de direitos sobre royalties, participação especial e compensação
financeira de petróleo e gás, recursos hídricos ou minerais, proceda conforme o LIC
175.51 para acolhimento de proposta (a cessão definitiva não caracteriza operação de
crédito).

Observação 1: a cessão definitiva desses direitos pode ser feita também a um Fundo
de Investimento em Direitos Creditórios Não-Padronizado – FIDC-NP, regulado pela
Instrução nº 444, de 08.12.2006, da Comissão de Valores Mobiliários.

Observação 2: a operacionalização do “BB Aquisição de Royalties e Créditos


Governamentais” é mais rápida e de menor custo. No entanto, se o cliente optar pelo
FIDC-NP, a Dimec-RJ poderá analisar a participação do Banco na estruturação desse
fundo.

Caso identificada a necessidade de adquirir máquinas e equipamentos produzidos no


país, o financiamento para essa aquisição poderá ser contratado por empresa estadual
não dependente ou pela empresa fabricante, comparecendo a compradora (empresa
estadual) como interveniente-anuente no contrato, com base na modalidade
“Financiamento à Fabricante” do produto Finame (LIC 173.11.1.1).

2.4. OPERAÇÕES COM MUNICÍPIOS

Consulte a área responsável pelas ações pesquisadas, sobre suas necessidades de


financiamento.

Caso identificada alguma necessidade de financiamento que possa ser atendida com
base em uma das modalidades abaixo, adote os procedimentos do LIC 175.2.3.36 para
acolhimento de propostas relativas aos produtos das alíneas “b” e “c”, a seguir, além do
LIC específico do produto:

a) financiamento do PMAT para modernização da administração tributária e


das demais áreas da gestão municipal, mediante enquadramento de
carta-consulta pelo BNDES (LIC 172.11), cabendo destacar que o fato de
o município já ter contratado PMAT ou PNAF-M, no passado, não o
impede de pleitear novo financiamento da espécie;

b) financiamento do Pró-Mob para investimentos visando melhorar a


mobilidade urbana por meio da implantação de projetos de pavimentação
e infra-estrutura para transporte coletivo e circulação não motorizada,

6
Análise de risco e estabelecimento de Limite de Crédito; autorização para acolhimento de proposta; análise da proposta;
deferimento da operação; e autorização da STN.

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mediante enquadramento de carta-consulta pelo Ministério das Cidades


(LIC 172.51);
c) financiamento à Importação - Finimp (LIC 35), mediante consulta – antes
de oferecer o produto à Dirin/Geroi-SP sobre a viabilidade de captação e
estruturação de Financiamento à Importação externo;

d) “BB Aquisição de Royalties e Créditos Governamentais” (LIC 175.51), que


consiste na cessão definitiva de direitos sobre royalties, participação
especial e compensação financeira de petróleo e gás, recursos hídricos e
minerais.

Observação 1: a cessão definitiva desses direitos pode ser feita também a um Fundo
de Investimento em Direitos Creditórios Não-Padronizado – FIDC-NP, regulado pela
Instrução nº 444, de 08.12.2006, da Comissão de Valores Mobiliários.

Observação 2: a operacionalização do “BB Aquisição de Royalties e Créditos


Governamentais” é mais rápida e de menor custo. No entanto, se o cliente optar pelo
FIDC-NP, a Dimec-RJ poderá analisar a participação do Banco na estruturação desse
Fundo.

e) caso identificada a necessidade de adquirir máquinas e equipamentos


produzidos no país, o financiamento para essa aquisição poderá ser
contratado por empresa municipal não dependente ou pela empresa
fabricante, comparecendo a compradora (empresa municipal) como
interveniente-anuente no contrato, com base na modalidade
“Financiamento à Fabricante” do produto Finame (LIC 173.11.1.1).

2.5. OPERAÇÕES COM EMPRESAS ESTATAIS NÃO DEPENDENTES

Caso a empresa estatal federal, estadual ou municipal seja não dependente (LIC
175.1.1.1) e possua limite de crédito vigente, consulte a área da empresa responsável
pelas ações pesquisadas sobre suas necessidades de financiamento.

Caso identificada alguma necessidade de financiamento que possa ser atendida com
base em uma das modalidades abaixo, proceda conforme LIC do produto para
acolhimento de proposta:

a) financiamento de contrapartida em reais de projeto financiado por


organismo multilateral (BID e BIRD), nos quais conste a exigência de
licitação internacional com cláusula de financiamento prevista no edital –
LIC 175.1.3.1, item 04 -“c”, mediante enquadramento em uma das linhas
do BNDES (até R$ 10 milhões, vide LIC 172.5.1.1 e, acima de R$ 10
milhões, vide LIC 172.3.1.1);

Observação 1: o financiamento de contrapartida pode ser negociado seja qual for o


estágio do empréstimo externo.
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Observação 2: se um projeto for financiado pelo BID no percentual de 60% e o BNDES


financiar 90%, o financiamento de contrapartida corresponderá à diferença entre esses
percentuais (30% do projeto).

b) financiamento à Importação - Finimp (LIC 35), conforme principais


características e fluxo resumidos nos itens 18 e 19 a seguir, mediante
consulta – antes de oferecer o produto – à Dirin/Geroi-SP sobre a
viabilidade de captação e estruturação da operação e desde que a
garantia seja constituída exclusivamente por duplicatas físicas ou
escriturais (LIC 175.1.3.1, item 04 -“a”), se Finimp interno, ou qualquer
espécie de garantia, se Finimp externo;

c) financiamento para aquisição de máquinas e equipamentos produzidos no


país com índice de nacionalização, em valor, igual ou superior a 60%,
desde que a garantia seja constituída exclusivamente por duplicatas
físicas ou escriturais (LIC 175.1.3.1, item 04 -“a”), com base no produto
Finame (LIC 173.11.1.1) ou, caso haja dificuldade para a estatal contratar,
por meio da modalidade “Financiamento à Fabricante”, desse mesmo
produto, comparecendo a compradora (empresa estatal) como
interveniente-anuente no contrato;

d) operação de amparo à exportação – LIC 175.1.3.1, item 04 -“b”;

e) lançamento de títulos e valores mobiliários - operação de mercado de


capitais (ex.: Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - FIDC,
Sociedade de Propósitos Específicos - SPE, debêntures, “comercial
paper”) – conforme LIC 175.1.3.1, item 05 -“d”;

f) operação contratada com empresa estatal do setor elétrico,


exclusivamente para atender pagamento de dívidas contraídas junto ao
Sistema Financeiro Nacional – LIC 175.1.3.1, item 05 -“h”; e

g) qualquer outra modalidade de operação, desde que a garantia seja


constituída exclusivamente por duplicatas físicas ou escriturais
(LIC175.1.3.1, item 04 -“a”).

Observação: as duplicatas escriturais mencionadas nas alíneas “b”, “c” e “g” podem ser
emitidas, por exemplo, por empresas de saneamento e energia.

2.6. AGENTE FINANCEIRO DE EMPRÉSTIMO DE ORGANISMO


MULTILATERAL OU OFICIAL

Caso identifique que o estado, município ou empresa estatal possui algum empréstimo
que andamento junto a organismo multilateral ou oficial (ex.: BIRD, BID, KFW, JBIC),
que indique a possibilidade de o BB atuar como agente financeiro na prestação dos

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serviços de registro no ROF - Registro de Operações Financeiras, abertura de conta


especial (“special account”) e remessas de pagamento (contratos de câmbio):

a) verifique com o ente público qual é o atual estágio do empréstimo a ser


contratado com o organismo multilateral ou oficial; e

b) observe o “Fluxo de Contratação de Empréstimos Externos” para oferecer


ao ente público os serviços de registro no ROF (LIC 35.4.101.1) e de
abertura de conta especial (LIC 15.4.3) e, assim, garantir a condição de
agente financeiro do empréstimo externo.

2.7. FINANCIAMENTO À IMPORTAÇÃO

Os principais passos para a contratação de Financiamento à Importação – Finimp (LIC


35), com estados e municípios e empresas estatais, são os seguintes:

a) proponente (estado, município ou empresa estatal não dependente)


negocia com o fornecedor as condições da importação (contrato
comercial);

b) no caso de estado – secretaria interessada na importação verifica, junto


ao setor responsável pelo Programa de Ajuste Fiscal – PAF, na Secretaria
de Fazenda, se o estado possui margem ou tem a possibilidade de inserir
nova operação no PAF, por meio da substituição de financiamento
anteriormente previsto ou inclusão de um novo, por ocasião da revisão
anual das metas do PAF com a STN, conforme cronograma de
conhecimento do estado;

Observação 1: para o estado pleitear a inclusão de novo financiamento no PAF, é


necessário que a relação dívida/receita seja inferior a 1.

Observação 2: a alínea “b” não se aplica aos Estados do Amapá e Tocantins, uma vez
que estes não firmaram PAF e podem contratar financiamento à importação externo,
mediante consulta – antes de oferecer o produto – à Dirin/Geroi-SP sobre a viabilidade
de captação e estruturação da operação, desde que enquadrados nos limites e
condições das Resoluções nºs 40 e 43/2001 do Senado.

c) proponente encaminha proposta de financiamento à importação ao Banco


do Brasil, informando os principais dados da operação (fornecedor dos
bens, país de origem, valor da importação, parcela de financiamento
pretendida – máximo de 85%);

d) Banco do Brasil analisa a proposta (em todos os casos, a Dirin/Geroi–SP


deve ser consultada) e solicita ao proponente documentação para análise
do projeto e capacidade de pagamento;

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e) proponente apresenta documentação para análise do projeto e


capacidade de pagamento;

f) Banco do Brasil analisa projeto e capacidade de pagamento e estabelece


limite de crédito;

g) Banco do Brasil defere o Financiamento à Importação;

No caso de empresa estatal não dependente

Banco do Brasil e empresa estatal assinam o contrato de financiamento;

No caso de Estado

Banco do Brasil e estado assinam proposta firme;

h) Estado encaminha proposta firme à STN, acompanhada da


documentação relacionada no Manual de Instrução de Pleitos - MIP,
disponível no site daquela Secretaria
(www.stn.fazenda.gov.br/hp/downloads/MIP.pdf), para verificação dos
limites e condições das Resoluções nºs 40 e 43/2001 do Senado;

Observação: a agência deve acompanhar, junto ao proponente, o encaminhamento de


solução para as exigências eventualmente emitidas pela STN.

STN emite autorização para contratação do financiamento com o Banco;


Banco do Brasil e estado assinam o contrato de financiamento;

No caso de município:

i) município encaminha ofício à STN solicitando autorização para o


financiamento externo, acompanhado da documentação relacionada no
MIP, disponível no site daquela Secretaria
(www.stn.fazenda.gov.br/hp/downloads/MIP.pdf), para verificação dos
limites e condições das Resoluções nºs 40 e 43/2001 do Senado;

Observação: a agência deve acompanhar, junto ao proponente, o encaminhamento de


solução para as exigências eventualmente emitidas pela STN.

STN encaminha parecer ao Senado Federal;

j) Senado Federal publica resolução autorizando a contratação da operação


com a dependência do Banco no exterior;

k) dependência do Banco no exterior e município assinam o contrato de


financiamento.
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A seguir, características do Finimp, conforme LIC 35, para negociação com estados e
municípios e empresas estatais:

a) Finalidade: financiamento à importação de bens e serviços;

b) Público-Alvo: estados, municípios e empresas estatais não dependentes;

Observação: os municípios somente podem contratar financiamento à importação


externo. Em todos os casos, a Dirin/Geroi-SP deverá ser consultada.

c) Forma de Pagamento:

I - principal: amortizações semestrais, normalmente, após o período de


desembolso (caso a caso); e

II - juros: semestrais, inclusive durante o período de desembolso e, findo


esse período, junto às parcelas de principal.

d) Parcela não Financiável: no mínimo 15%, a serem pagos à vista;

e) Parcela Financiável: no máximo 85%, sendo que, em se tratando de


projeto que envolva gastos locais no Brasil, além da importação, poderão
ser financiados percentuais desses gastos, mediante análise do Banco. Há
possibilidade de se financiar 100% do projeto, nos seguintes casos:

I - funding próprio do Banco (ex.: financiamento da subsidiária do Banco


no exterior (BAMB) ao Estado da Bahia, contratado em 2006, destinado à
aquisição de trens para o Metrô de Salvador);

II - no caso de repasse de financiamento de outro banco, o BB pode


negociar o financiamento da parcela que ultrapasse os 85% (ex.: no
financiamento de repasse do Société Générale ao Estado da Bahia,
destinado à aquisição de equipamentos para segurança pública, foram
contratados, em 2005, dois financiamentos: o Buyer’s Credit, para os 85%,
e o Tied Loan, para o restante do projeto).

f) Custos Externos:

I - juros - os juros do financiamento serão fornecidos, de acordo com a


operação, pela Dirin/Geroi-SP. Os juros em situação de normalidade
constarão do contrato, podendo ser: a) LIBOR (London Interbank Offered
Rate - taxa de juros do mercado interbancário de Londres) ou EURIBOR
(Taxa de juros interbancária da Zona Euro) mais “spread"; ou b) taxa fixa.

II - comissão de gestão, se houver;

Universidade Corporativa Banco do Brasil 38


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III - comissão de compromisso, se houver;

IV- prêmio de seguro de crédito - refere-se à cobertura do risco país,


cobrado pela seguradora oficial de crédito do país exportador, observado
que geralmente será pago pelo BB, que o cobrará do importador, e será
definido, caso a caso, e informado pelo banqueiro estrangeiro quando da
aprovação das condições financeiras da operação. Quando seu
pagamento for de responsabilidade do exportador, seu valor será incluído
no preço da mercadoria. Dependendo das condições e do país, esse valor
poder ser financiado (85% ou 100% do valor do prêmio);

V- custos por aviso, confirmação, negociação de carta de crédito, se


houver;

VI - despesas legais, se houver; e

VII - outros, se houver.

g) Custos Internos:

I - comissão de repasse do Banco do Brasil;

II - Imposto de Renda, se houver - será recolhido pelo Banco e ressarcido


pelo importador; e

III - outras despesas incorridas no Brasil.

h) Garantia: no caso de estado ou município, exclusivamente reserva de


meio de pagamento (autorização legislativa para débito em conta-corrente
das prestações) e, no caso de empresa estatal, exclusivamente duplicatas
(se Finimp interno) ou qualquer espécie de garantia (se Finimp externo).

3. PROGRAMAS DE CRÉDITO EXCLUÍDOS DA LEI DO


CONTINGENCIAMENTO

3.1. PMAT

No âmbito do Banco do Brasil, instituição que atua como mandatária da linha, junto ao
BNDES, alguns aspectos fazem com que a contratação de operações da espécie ainda
esteja abaixo do desejável, tais como:

a) pouca experiência dos funcionários da rede, uma vez que são operações
que ocorrem esporadicamente;

b) alta rotatividade de funcionários da instituição, o que faz com que se


dificulte as ações de formação de especialistas no tema; e
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c) falta de incentivos às agências, como a integração do produto ao acordo


de trabalho e/ou sinergia.

Apesar dos aspectos relatados, não se pode dizer que o Produto não seja viável. A
demanda por crédito por parte das prefeituras é bastante grande, tendo em vista que a
linha está excepcionada pela lei do contingenciamento. A operação pode servir como
porta de entrada ou manutenção de outros negócios com as prefeituras.

a) Principais características

Origem dos recursos: BNDES


Encargos totais: TJLP7 + 2% ao ano
Remuneração BB 3% sobre cada valor liberado.
(Agência):
Prazo: Até 96 meses, incluída carência de até 24 meses
O menor valor entre:
Limites de  R$ 30 milhões;
financiamento:  R$ 18,00 por habitante;
 7% da Receita Líquida Real do Município.
Municípios com menos de 50 mil hab., até 100% dos
Nível de financiamento: itens financiáveis.
Municípios com mais de 50 mil hab., até 90% dos itens
apoiáveis.
Obs.: o BB atua como agente financeiro mandatário do BNDES.

b) Aspectos operacionais

As solicitações de apoio a projetos da espécie são feitas mediante encaminhamento de


“Consulta Prévia” ao BNDES, por intermédio da Instituição financeira credenciada. As
referidas operações têm a seguinte sistemática operacional:
⇒ acolhimento e registro no sistema CIOPE, por para da agência, da proposta
(Consulta Prévia) do município;
⇒ agência encaminha a proposta para análise da “Mesa específica”, no Módulo de
Serviços Especiais - MSE, em Brasília;
⇒ “Mesa” recebe a documentação da agência, verifica todo o processo, e em
seguida preenche relatório de análise;

7
Fonte de pesquisa: SISBB – Agência de notícias – Indicadores – Índices econômicos (cód. 0746)
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⇒ no caso de não enquadramento do pleito, a “Mesa” devolve o processo à


agência, indicando as razões, e se for o caso, os ajustes necessários por parte dos
municípios, registrando no aplicativo BNF a situação “EM EXIGÊNCIA”;
⇒ se a Consulta Prévia estiver de acordo com as normas do BNDES, a “Mesa”
registra no aplicativo BNF com situação “Deferida” e envia à Dicre/Geinv RJ;
⇒ Dicre/Geinv – RJ encaminha o processo ao BNDES;
⇒ BNDES aprova a Consulta Prévia e emite ofício de aprovação para o Banco;
⇒ agência recebe o ofício de aprovação do BNDES, preenche a “Proposta Firme”
e solicita à prefeitura que providencie os demais documentos necessários ao
encaminhamento à STN para autorização, conforme Manual de Instrução de Pleitos –
MIP, daquele Órgão;
⇒ quando a documentação estiver completa, a agência recebe do Ente público e a
encaminha para análise da “Mesa específica”;
⇒ “Mesa” analisa o processo documental e, caso esteja de acordo com o MIP,
encaminha para autorização da STN (Órgão competente para expedir o Ofício
autorizativo);
⇒ proponente realiza processo licitatório;
⇒ STN aprova a documentação e emite ofício ao Ente público e ao BB (“Mesa”);
⇒ “Mesa” recebe cópia do ofício com parecer da STN, efetua o cadastramento da
operação no aplicativo BNF (para homologação do BNDES) e gera instrumento de
crédito. Nesse momento, o processo licitatório deverá estar concluído;
⇒ Agência de Relacionamento recebe o instrumento de crédito da “Mesa” e
aguarda a homologação do BNDES para assinar contrato com o proponente;
⇒ BNDES homologa a operação;
⇒ Após homologação do BNDES, a agência de relacionamento providencia a
assinatura do contrato com o Ente público;
⇒ “Mesa” certifica que a operação foi contratada, efetua cadastramento inicial no
sistema OSP e controla os demais cadastramentos.

3.2. PRÓ-MOB

O Pró-Mob é uma modalidade de linha de crédito direcionada para municípios que


tenham risco “A” ou “B”, atribuído pela Dicre, e que estejam previamente habilitados
pelo Ministério das Cidades. Dada a sua característica (clientes de risco “A” ou “B”)
aliada à complexidade das operações, sua contratação tem sido bastante pequena. O
Ministério das Cidades habilitou 114 municípios, em 2006. Ressalte-se que o prazo
para contratação de operação da referida linha se expira em 31/12/2007.

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a) Principais características

Origem dos recursos: BNDES


Total de recursos R$ 300 milhões
disponíveis:
Encargos totais: TJLP8 + 4% ao ano
Remuneração BB 3% ao ano.
(Agência):
Prazo: Até 24 meses, incluída carência de até 4 meses

Limites de financiamento: Cada município beneficiário poderá financiar até 200% da


Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico –
CIDE.
Nível de financiamento: Até 90% do valor total estimado na proposta
Vigência: 31/12/2007

Beneficiários: Municípios com mais de 100 mil habitantes, classificados


pela DICRE como sendo de Riscos “A” ou “B”.

b) Aspectos operacionais

As operações de crédito originárias desse Programa têm a seguinte sistemática


operacional:
⇒ as propostas de financiamento dos municípios público-alvo do Programa são
encaminhadas, por meio de carta-consulta, ao Ministério das Cidades, a quem cabe o
enquadramento, considerando o objetivo do Programa e o orçamento do investimento;
⇒ município apresenta proposta à agência de relacionamento do BB para análise,
acompanhada da lei municipal que autoriza a operação;
⇒ proposta é submetida pela agência ao escalão competente para deferimento
(Agência, Comitê da Super ou Subcomitê de Operações) desde que o município tenha
capacidade de pagamento atestada pela Dicre e risco “A” ou “B” atribuído;
⇒ Comitê defere a operação e a agência assina “Proposta Firme” com o
Município;
⇒ Município encaminha “Proposta Firme” à “Mesa específica”, no Módulo de
Serviços Especiais – MSE, em Brasília, acompanhada da documentação relacionada
no Manual de Instrução de Pleitos – MIP, do Tesouro Nacional;

8
Fonte de consulta: SISBB – Agência de notícias – Indicadores – Índices econômicos (cód. 0746)
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⇒ “Mesa” analisa o processo documental e, caso esteja de acordo com o MIP,


encaminha para autorização da STN (Órgão competente para expedir o Ofício
autorizativo);
⇒ STN aprova a documentação e emite ofício ao Ente público e ao BB (“Mesa”);
⇒ “Mesa” recebe cópia do ofício com parecer da STN, efetua o cadastramento da
operação no aplicativo BNF (para homologação do BNDES) e gera instrumento de
crédito;
⇒ Agência de Relacionamento recebe o instrumento de crédito da “Mesa” e
aguarda a homologação do BNDES para assinar contrato com o proponente;
⇒ BNDES homologa a operação;
⇒ Após homologação do BNDES, a agência de relacionamento providencia a
assinatura do contrato com o Ente público;
⇒ “Mesa” certifica que a operação foi contratada, efetua cadastramento inicial no
sistema OSP e controla os demais cadastramentos.

3.3. CAMINHO DA ESCOLA

O produto é uma modalidade de crédito com recursos do BNDES (Finame) voltado para
municípios com risco A, B ou C e que tenham limite de crédito estabelecido para o
Programa. Tem por objetivo renovar e ampliar a frota de veículos destinada ao
transporte diário de alunos da educação básica da zona rural dos sistemas estadual e
municipal.

a) Principais características

Origem dos recursos: BNDES


Total de recursos R$ 300 milhões
disponíveis:
Encargos totais: TJLP9 + 4% ao ano
Remuneração BB 3% ao ano.
(Agência):
Prazo: Até 72 meses, incluída carência de até 6 meses
Limites de financiamento: Até 100% do valor do bem
Beneficiários: Municípios, Estados e Distrito Federal
Público alvo: 4.462 municípios

9
Fonte de consulta: SISBB – Agência de notícias – Indicadores – Índices econômicos (cód. 0746)
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b) Aspectos operacionais

Para contratação deste produto no Banco, segue o seguinte Fluxo:


⇒ agência verifica impedimentos e a existência de risco e limite de crédito
estabelecidos pela Diretoria de Crédito, a partir de metodologia massificada;
⇒ agência contata o ente público enquadrado no Programa (Município, Estado ou
Distrito Federal), apresenta a linha de crédito, informa os documentos necessários ao
pleito e identifica os itens a serem financiados;
⇒ agência colhe o Termo de Adesão do Ente público (público-alvo do Programa),
analisa a situação do mesmo, conforme critérios, a seguir, e encaminha o referido
Termo à Dicre/Geinv/Digep – RJ (Prefixo 8955), até 23/11/2007;

a) municípios considerados prioritários, de acordo com análise de limite de


crédito e CAUC;

b) no caso de municípios não priorizados, deverá atender aos seguinte


requisitos:

 risco A, B ou C;
 limite de crédito;
 possibilidade de entregar à STN, no prazo determinado, a documentação constante
no MIP (Manual de Instrução de Pleitos);

⇒ Dicre/Geinv/Digep RJ envia ao BNDES os Termos de Adesão recebidos, para


avaliação e emissão do Termo de Habilitação;

⇒ BNDES recebe os Termos de Adesão da Dicre/Geinv, até 28/11/2007, e aplica


critérios de hierarquização para efetuar as habilitações (até o dia 05/12/2007);

⇒ Dicre/Geinv recebe Termos de Habilitação aprovado pelo BNDES e os envia à


agência, juntamente com as demais documentações, para análise da operação (“Mesa
específica”), no Módulo de Serviços Especiais – MSE, em Brasília DF;

⇒ agência comunica o interessado, assina a Proposta Firme e providencia o


despacho do pleito no escalão decisório competente;

⇒ proponente atualiza a documentação e envia Termo de Adesão, Lei


Autorizativa, Termo de Habilitação, Autorização para Realização da Operação/Proposta
Firme e demais documentos exigidos no MIP à Secretaria do Tesouro Nacional para
análise da “Mesa” (até o dia 15/12/2007);

⇒ “Mesa” analisa a documentação e em seguida encaminha para autorização da


Secretaria do Tesouro Nacional – STN;

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⇒ STN aprova a documentação do proponente (até o dia 29/12/2007);

⇒ STN encaminha ofício ao FNDE solicitando adesão à Ata de Registro de Preços


(até o dia 06/01/2008);

⇒ FNDE remete ao Ente documento atestando a anuência dos fornecedores e da


própria Autarquia (Registro de Preços) para o cumprimento da venda aos habilitados,
que deverá ser enviado ao Banco (até o dia 13/01/2008);

⇒ “Mesa” recebe do Ente público, via agência de relacionamento, o Registro de


Preços aprovado pelo FNDE e encaminha Proposta de Abertura de Crédito (PAC) ao
BNDES, via Sistema BNF, para aprovação (até o dia 20/01/2008);

⇒ “Mesa” certifica-se da regularidade fiscal, trabalhista e previdenciária do Ente


público a ser beneficiado com o crédito;

⇒ após aprovação da “PAC”, pelo BNDES, agência e ente público contratam a


operação;

⇒ “Mesa” cadastra a operação no Sistema OSP/Cadip.

3.4. BB AQUISIÇÕES DE ROYALTIES E CRÉDITOS GOVERNAMENTAIS

a) Principais características

O produto BB Aquisição de Royalties e Créditos Governamentais visa à aquisição


definitiva dos direitos creditórios de Estados e Municípios, com riscos “A”, “B” ou “C”
atribuído pela Dicre, oriundos de royalties e participação especial relacionados à
exploração de petróleo e gás natural e compensação financeira pela exploração de
recursos hídricos e de recursos minerais.

Por se tratar de cessão definitiva de créditos, a operação não impacta o


endividamento do Ente público, nem necessita de autorização da STN.

Os recursos provenientes de royalties somente poderão ser utilizados para


capitalização de fundo de previdência e/ou amortização extraordinária de dívidas com a
União (art. 5º da Resolução 43/2001, do Senado Federal). Já os de Participação
Especial de petróleo e gás natural e compensação financeira de recursos hídricos ou
minerais, podem ser revertidos para obras e/ou outros investimentos (despesas de
capital), conforme artigo 44 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

A tabela, a seguir, apresenta os valores (acima de R$ 1.000 mil/ano) recebidos de


royalties e outras participações, por 22 Estados e 231 Municípios, o que totalizou
R$ 8,4 bilhões, em 2005 e R$ 10,3 bilhões, em 2006.

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R$ mil
Compensação Compensação
Royalties Petróleo Participação Especial Royalties Recursos Financeira de Financeira de
Acumulado
Beneficiários (ANP) Petróleo (ANP) Hídricos (ANEEL) Recursos Hídricos Exploração Mineral
(ANEEL) (DNPM)
2005 2006 2005 2006 2005 2006 2005 2006 2005 2006 2005 2006
Estados 1.984.324 2.380.438 2.758.250 3.544.997 195.040 190.782 393.283 430.256 90.442 98.892 5.421.339 6.645.365
Municípios 1.829.347 2.196.086 687.752 882.200 51.642 50.095 270.795 297.484 182.626 207.786 3.022.162 3.633.651
TOTAL 3.813.671 4.576.524 3.446.002 4.427.197 246.682 240.877 664.078 727.740 273.068 306.678 8.443.501 10.279.016
Fonte: DNPM, ANP e ANEL

A distribuição da participação governamental a Estados e Municípios é realizada pela


Secretaria do Tesouro Nacional – STN e os créditos são depositados em contas dos
beneficiários mantidas no Banco do Brasil. O pagamento pela STN é realizado
mediante cálculos efetuados pelas agências reguladoras (ANP, ANEEL e DNPM), com
base na exploração/produção realizada pelas empresas exploradoras/concessionárias
(Petrobrás, Furnas, Vale do Rio Doce, entre outras).

De acordo com dados obtidos da ANP - Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis, foram distribuídos, em 2006, R$ 16,5 bilhões a Estados e Municípios,
decorrentes de royalties e participação especial sobre a produção.

b) Aspectos operacionais

⇒ agência de relacionamento do BB identifica Estado/Município que recebe


créditos oriundos de participações governamentais, prospecta interesse dos mesmos
em negociar os direitos creditórios de participações governamentais por meio de cessão
definitiva (compra e venda), verifica o risco apurado pela Dicre para o Estado/Município
(“A”, “B” ou “C”) e para a empresa exploradora/concessionária (“A” ou “B”); a existência
de margem no limite de crédito da mesma; e se os direitos creditórios não estão
comprometidos com terceiros;

⇒ agência simula o valor aproximado a ser negociado, com o uso da calculadora


HP 12c10, conforme LIC 175.51.3.3 item 4. Os valores apurados com a metodologia são
meramente referenciais, devendo a proposta ser submetida à Dicre e à Difin para
apuração definitiva do valor a ser liberado. O percentual de adiantamento é de 50% ou
70%, conforme o caso, entretanto, na simulação utiliza-se 45%, a fim de criar margem
de segurança quando da informação ao cliente;

⇒ Estado/Município apresenta à agência de relacionamento do BB Carta-Proposta


com valores e datas pretendidos na negociação, demonstrativo do fluxo de
recebimentos dos créditos a serem cedidos e, quando disponível, avaliação de
capacidade de produção elaborada por entidade reconhecida no mercado e validada

10
- tecle F CLX (para limpeza das memórias);
- informe o valor do Fluxo MENSAL estimado (em R$) e tecle ENTER;
- informe o percentual de adiantamento (45) e tecle %;
- tecle CHS PMT (para inversão de sinal);
- informe a taxa da operação (1,60) e tecle i;
- tecle PV (para obter valor do crédito a ser adiantado)
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pelos órgãos reguladores. Além dessas informações, para dar maior agilidade ao
processo, o Ente público poderá disponibilizar dados adicionais, conforme LIC
175.51.3.3. item 8;

⇒ Digov analisa a Carta-Proposta e verifica o fluxo de recebimentos apresentado


pelo Estado/Município, por meio de pesquisa nas agências reguladoras (ANP, ANEEL e
DNPM), sobre a série histórica de recebimento, confirmando no sistema DAF. Em
seguida encaminha pedido de análise de cenário e projeção de produção à Dicre;

⇒ Dicre elabora análise de cenário e projeção de produção com base em série


histórica de recebimento do Estado/Município, validada pela Digov;

⇒ Difin define taxa e valor de aquisição, tomando-se como base a análise de


cenário e projeção de produção elaborada pela Dicre;

⇒ Digov informa à agência o valor e taxa da operação para negociação com o


Estado/Município;

⇒ Estado/Município confirma interesse no negócio;

⇒ agência do BB encaminha ao Estado/Município minuta de lei autorizativa;

⇒ Estado/Município realiza processo licitatório, ainda que para fins de dispensa,


na forma da Lei 8.666/93;

⇒ agência contata a Super para obter orientação técnica e negocial para a


possibilidade de oferecimento dos serviços da BB Previdência para os casos de cessão
de recursos de royalties de petróleo e gás natural e de Itaipu para a capitalização do
Fundo de Previdência Próprio do Estado/Município;

⇒ agência inicia súmula, com trânsito pela Digov, para aprovação do negócio
pelas instâncias competentes (Comitê de Operações e Conselho Diretor);

⇒ agência formaliza contrato com o Ente público;

⇒ agência recebe os créditos através de débito (via DEB) na conta de


recebimento da participação governamental do Estado/Município.

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MUTUÁRIO:
VALOR DA OPERAÇÃO:

PORTARIA STN Nº 04/2002 - MIP - ABRIL/2007


1. ANEXO V - PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DA OPERAÇÃO / PROPOSTA FIRME (art. 1º)
SIM NÃO
Pedido original ou cópia autenticada em cartório, conforme modelo constante no LIC 172.00011.0003.0003 - doc. 3353.
Assinado pelo Chefe do Poder Executivo devidamente identificado
Assinado pelo representante legal da Instituição Financeira devidamente identificado

2. CRONOGRAMAS DE DESEMBOLSO E DE REEMBOLSO (art. 1º, Anexo V)


SIM NÃO
Cronogramas originais ou cópias autenticadas em cartório
Assinado pelo Chefe do Poder Executivo
Assinado pelo representante legal da Instituição Financeira devidamente identificado

3. AUTORIZAÇÃO ESPECÍFICA DO ÓRGÃO LEGISLATIVO (art. 1º, inc. II)


SIM NÃO
Original da publicação ou cópia da publicação autenticada em cartório; ou ainda, original da lei ou cópia da lei autenticada

4. PARECER DO ORGÃO TÉCNICO (art. 1º, inc. I)


SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório
Relação custo-benefício
Interesse econômico e social da operação
Assinado pelo representante do orgão técnico devidamente identificado
Assinado pelo chefe do Poder Executivo

5. PARECER DO ORGÃO JURÍDICO (art. 1º, inc. I)


SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório
Lei Autorizativa
Detalhamento das despesas com pessoal por poder e órgão (Poder Executivo e Legislativo), referente aos 12 últimos meses
Assinado pelo representante do orgão jurídico devidamente identificado
Assinado pelo chefe do Poder Executivo

6. LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS DO EXERCÍCIO EM CURSO (art. 1º, inc. III)


SIM NÃO
Original da publicação ou cópia da publicação autenticada em cartório; ou ainda, original da lei ou cópia da lei autenticada
em cartório + declaração do Chefe do Poder Legislativo certificando, na própria lei ou fotocópia, sua autenticidade (Não é

7. LEI ORÇAMENTÁRIA DO EXERCÍCIO EM CURSO (art. 1º, inc. IV)


SIM NÃO
Original da publicação ou cópia da publicação autenticada em cartório; ou ainda, original da lei ou cópia da lei autenticada
em cartório + declaração do Chefe do Poder Legislativo certificando, na própria lei ou fotocópia, sua autenticidade

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M UTUÁRIO:
VALOR DA OPERAÇÃO:

PORTARIA STN Nº 04/2002 - M IP - ABRIL/2007


1. ANEXO V - PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DA OPERAÇÃO / PROPOSTA FIRM E (art. 1º)
SIM NÃO
Pedido original ou cópia autenticada em cartório, conforme modelo constante do LIC específico do produto
Assinado pelo Chefe do Poder Executivo devidamente identificado
Assinado pelo representante legal da Instituição Financeira devidamente identificado

2. CRONOGRAM AS DE DESEM BOLSO E DE REEM BOLSO (art. 1º, Anexo V)


SIM NÃO
Cronogramas originais ou cópias autenticadas em cartório
Assinado pelo Chefe do Poder Executivo
Assinado pelo representante legal da Instituição Financeira devidamente identificado

3. AUTORIZAÇÃO ESPECÍFICA DO ÓRGÃO LEGISLATIVO (art. 1º, inc. II)


SIM NÃO
Original da publicação ou cópia da publicação autenticada em cartório; ou ainda, original da lei ou cópia da lei autenticada

4. PARECER DO ORGÃO TÉCNICO (art. 1º, inc. I)


SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório
Relação custo-benefício
Interesse econômico e social da operação
Assinado pelo representante do orgão técnico devidamente identificado
Assinado pelo chefe do Poder Executivo

5. PARECER DO ORGÃO JURÍDICO (art. 1º, inc. I)


SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório
Lei Autorizativa
Detalhamento das despesas com pessoal por poder e órgão
Assinado pelo representante do orgão jurídico devidamente identificado
Assinado pelo chefe do Poder Executivo

6. LEI DE DIRETRIZES ORÇAM ENTÁRIAS DO EXERCÍCIO EM CURSO (art. 1º, inc. III)
SIM NÃO
Original da publicação ou cópia da publicação autenticada em cartório; ou ainda, original da lei ou cópia da lei autenticada
em cartório + declaração do Chefe do Poder Legislativo certificando, na própria lei ou fotocópia, sua autenticidade (Não é

7. LEI ORÇAM ENTÁRIA DO EXERCÍCIO EM CURSO (art. 1º, inc. IV)


SIM NÃO
Original da publicação ou cópia da publicação autenticada em cartório; ou ainda, original da lei ou cópia da lei autenticada
em cartório + declaração do Chefe do Poder Legislativo certificando, na própria lei ou fotocópia, sua autenticidade

8. ANEXO 1 DA LEI ORÇAM ENTÁRIA DO EXERCÍCIO EM CURSO (art. 1º, inc. IV)
SIM NÃO
M odelo assinado pelo Chefe do Poder Executivo, comprovando a inclusão da operação no orçamento da prefeitura

9. COM PROVAÇÃO DE INCLUSÃO NO ORÇAM ENTO OU EM CRÉDITOS ADICIONAIS DOS RECURSOS


PROVENIENTES DAS OPERAÇÕES (Lei Compl. nº 101, art. 32, §1º, inc. II)
SIM NÃO
Original da publicação ou cópia da publicação autenticada em cartório; ou ainda, original da lei ou cópia da lei autenticada
em cartório + declaração do Chefe do Poder Legislativo certificando, na própria lei ou fotocópia, sua autenticidade

10. ANEXO VI - DECLARAÇÃO ENTREGUE AO TRIBUNAL DE CONTAS (art. 1º, inc. VII)
SIM NÃO
2ª via, ou cópia autenticada em cartório
Expediente protocolizado no Tribunal de Contas
Detalhamento das despesas com pessoal por poder e órgão
Relação exaustiva de CNPJs do Ente
Assinado Pelo Chefe do Poder Executivo
Assinado pelo Secretário de Governo responsável pela Administração Financeira
Assinado pelo responsável pelo Controle Interno

CERTIDÃO TRIBUNAL DE CONTAS / LRF


11. DO ÚLTIM O EXERCÍCIO ANALISADO (art. 1º, inc. VI)
SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório

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12. DOS EXERCÍCIOS AINDA NÃO ANALISADOS (art. 1º, inc. VII)
SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório

13. QUANDO PERTINENTE, DO EXERCÍCIO EM CURSO (art. 1º, inc. VII)


SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório

14. ANEXO I DA PORTARIA STN 04/02 (art. 1º, inc. XV)


SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório
Assinado pelo Chefe do Poder Executivo
Assinado pelo Secretário de Governo responsável pela Administração Financeira
Assinado pelo Contabilista responsável

15. ANEXO II DA PORTARIA STN 04/02 (art. 1º, inc. XVI)


SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório
Assinado pelo Chefe do Poder Executivo
Assinado pelo Secretário de Governo responsável pela Administração Financeira
Assinado pelo Contabilista responsável

16. ANEXO III DA PORTARIA STN 04/02 (art. 1º, inc. XVII)
SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório
Assinado pelo Chefe do Poder Executivo
Assinado pelo Secretário de Governo responsável pela Administração Financeira

17. ANEXO IV DA PORTARIA STN 04/02 (art. 1º, inc. XVIII)


SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório
Cronograma de pagamento das operações contratadas
Cronograma de pagamento das operações a contratar
Assinado pelo Chefe do Poder Executivo
Assinado pelo Secretário de Governo responsável pela Administração Financeira

18. CAUC
SIM NÃO
Ente apresentou comprovante de regularidade SIAFI - extraídas do subsistema CAUC.
Obs: Caso seja de interesse da agência verificar a situação da prefeitura no referido sistema, poderá acessar o site
www.tesouro.fazenda.gov.br. O status "S" significa que a prefeitura está com situção regular.

19. NO CASO DA OPERAÇÃO SER GARANTIDA PELO ESTADO, CERTIDÃO DA SECRETARIA


RESPONSÁVEL PELA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO GARANTIDOR (art. 1º, inc. IX)
SIM NÃO
Original ou cópia autenticada em cartório
Atesta a adimplência do Município junto ao Estado e às entidades por ele controladas
Inexistência de débito decorrente de garantia de operação de crédito que tenha sido, eventualmente, honrada
Assinada por quem de direito devidamente identificado

EXECUTIVO DO ESTADO
SIM NÃO
Comprovação de que o Município encaminhou cópia de suas contas ao Poder Executivo do respectivo Estado

21. PORTARIA STN 109/2002 - SITIO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL


SIM NÃO
Ente comprovou registro das contas no SISTN ANTIGO e SISTN NOVO

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4. CONSIDERAÇÕES SOBRE O MANUAL DE INSTRUÇÃO DE


PLEITOS - MIP

O Manual de Instruções de Pleitos tem como objetivo informar aos entes da Federação
os procedimentos gerais para contratação de operação de crédito, as vedações, as
punições, os limites, as condições gerais e a forma de apresentação dos documentos
necessários ao exame dos processos pela Secretaria do Tesouro Nacional – STN, a
quem compete o poder de autorização de operações da espécie, conforme atribuído
pelo Senado Federal (Resolução nº. 43, de 21 de dezembro de 2001).

O referido Manual tem sido objeto de aprimoramento contínuo, por parte da STN, com
base em eventuais sugestões encaminhadas àquele Órgão. Conforme estabelecido no
referido MIP, a documentação exigida está prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal –
LRF e na Resolução nº. 43, de 2001. A seguir, resumo dos documentos necessários à
contratação de operações de crédito com Entes públicos, bem como a fundamentação
legal e o propósito:

Documentação exigida Base legal Propósito

a) Pedido de autorização para Garantia prévia de que a


realização da operação / instituição financeira irá realizar a
Proposta Firme. Resolução nº. operação com o Ente público.
b) Cronograma de 40/2001 - SF e Analisar os impactos da operação
desembolso e de reembolso Portaria nº. 4/2002 no limites de endividamento do
da operação, conforme - STN. Ente público.
previsto na Proposta Firme.
c) Autorização específica do Atestar a regularidade legal.
órgão legislativo
LRF, Resolução Atestar o custo/benefício da
nº. 43/2001 – SF e operação. Não há critério definido
d) Parecer do órgão técnico
Portaria nº. 4/2002 pela STN. Há que se justificar a
- STN operação.

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Atestar a legalidade da operação,


ou seja, se está dentro dos limites
do LOA, LDO e despesas de
LRF, Resolução
pessoal, conforme último Relatório
e) Parecer do órgão jurídico nº. 43/2001 – SF e
de Gestão Fiscal – RGF. O
Portaria nº. 4/2002
parecer serve apenas para
- STN
conferência, uma vez que o Ente
já é obrigado a apresentar a
documentação. Esse aspecto já
está sendo discutido internamente,
na STN, no sentido de ser
eliminado.
f) Lei de Diretrizes
Orçamentárias do exercício Resolução nº. Comprovar a inclusão da operação
em curso 43/2001 - SF e no orçamento do município.
Portaria nº. 4/2002
g) Lei Orçamentária do
- STN
exercício em curso
h) Certidão expedida pelo LRF, Resolução Atestar o cumprimento dos limites
Tribunal de Contas nº. 43/2001 – SF e por poder/órgão, inclusive os
valores monetários e percentuais
competente, atestando Portaria nº. 4/2002
em relação à receita corrente
regularidade das contas do - STN
líquida.
último exercício e de
exercícios não analisados
Atestar, dentre outros aspectos
que o proponente:
 não se encontra inadimplente;
i) Anexo VI – cópia LRF, Resolução  apresenta os limite das
protocolada da declaração nº. 43/2001 – SF e despesas com pessoal;
assinada pelo Chefe do Poder Portaria nº. 4/2002  não realizou parcelamentos de
Executivo, pelo Secretário - STN débitos junto à instituições não-
responsável pela financeiras;
administração financeira e pelo
 incluiu a operação na lei
responsável pelo controle
interno, entregue ao Tribunal orçamentária;
de Contas.  não foi chamado a honrar, nos
últimos 24 meses, quaisquer
garantias anteriormente prestadas;
não contratou operações no
âmbito do Programa Reluz.

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Resolução nº. Atestar a adimplências nos


j) Comprovante de
43/2001 - SF e referidos Órgãos. As informações
regularidade com o PIS,
Portaria nº. 4/2002 são confirmadas pela STN,
PASEP, FINSOCIAL, COFINS,
- STN mediante consulta ao Cadastro
INSS, FGTS, SRF e COAFI.
Único de Convênio – CAUC.

k) No caso de operação de Atestar a inadimplência do


município, garantida por LRF e Resolução tomador do crédito perante o
estado, certidão da secretaria nº. 40 e 43/2001 - Estado e às entidades por ele
responsável pela controladas, bem como a
SF inexistência de débito decorrente
administração financeira do
de garantia a operação de crédito
garantidor.
que tenha sido, eventualmente,
honrada.
l) No caso município, Lei de Comprovar que o Ente
comprovação de Responsabilidade encaminhou cópia das contas do
encaminhamento de suas Fiscal e Resolução Município ao Poder Executivo do
contas ao poder executivo do
nº. 43/2001 Estado .
Estado
m) Anexo I da Portaria STN Resolução nº. Instruir o proponente, através de
04/2002 – Demonstrativo da
43/2001 – SF e modelo específico, sobre a forma
receita corrente líquida
Portaria nº. 4/2002 de disponibilizar a receita corrente
- STN líquida.
n) Anexo II da Portaria STN
Instruir o proponente, através de
04/2002 – Demonstrativo da
modelo específico, sobre a forma
dívida consolidada líquida
de disponibilizar a dívida
Resolução nº. consolidada líquida.
43/2001 – SF e
o) Anexo III da Portaria STN Portaria nº. 4/2002
Instruir o proponente, através de
04/2002 – Cronograma de - STN modelo específico, sobre a forma
liberação das operações de
de disponibilizar o cronograma de
dívida fundada
liberação da dívida.

p) Anexo IV da Portaria STN Instruir o proponente, através de


04/2002 – Cronograma de modelo específico, sobre a forma
dispêndio de dívidas de disponibilizar o cronograma de
dispêndio da dívida.
q) Atualização do Sistema de Portaria STN nº Verificar se as contas foram
Coleta de Dados Contábeis – 109, de 2002 registradas no Sistema e
SISTN. homologadas pela CEF.

A Secretaria do Tesouro Nacional tem 10 dias úteis para concluir a análise do processo
(prazo estabelecido pela Resolução nº. 43/2001, do Senado Federal). Entretanto, o

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Órgão informa que alguns documentos não têm sido encaminhados pelas prefeituras e
outros têm sido remetidos de forma incompleta, fazendo com que haja atraso
considerável no processo. A seguir, as principais causas de exigências e os pontos em
que o Tesouro Nacional recomenda, tanto às instituições financeiras quanto às
Prefeituras, maior atenção:

a) Proposta Firme (anexo V) - Documento elaborado pela Instituição


Financeira e assinado em conjunto com a prefeitura. Tem ocorrido na
maioria das propostas encaminhadas à STN, a falta do ano de liberação
da operação de crédito (ou vem aberto ou vem dizendo que será na conta
corrente da prefeitura). É importante que todos os itens estejam
preenchidos (ano de liberação, carência, amortização). Além disso,
algumas propostas firmes estão sendo encaminhadas sem o termo de
habilitação do BNDES, documento imprescindível para iniciar a análise.

b) Cronograma de liberação e reembolso da operação - Esse é outro item


que tem a participação da instituição financeira. Os cronogramas têm sido
encaminhados com os anos de liberação e reembolsos na forma (ano I,
ano II, ano III...). É necessário que os dados sejam expressos de forma
anualizada e de acordo com a Proposta Firme, indicando os anos de
incidência (ex.: ano 2006, ano 2007...). A planilha deve conter colunas
específicas para liberação, amortização e encargos da dívida.

c) Autorização específica do órgão legislativo - Tem que estar conforme a


Proposta Firme. Caso esteja com valor mais elevado, é necessário que a
Proposta seja trocada e ajustada para o valor constante da autorização
legislativa.

d) Parecer do Órgão Técnico - Documento exigido pela LRF, o qual deve


ser assinado pelo representante da Prefeitura e com o parecer/“de acordo”
do chefe do poder executivo. Há ocorrências em que o referido documento
está sendo encaminhado sem o parecer do prefeito. No referido parecer
deve constar a relação custo-benefício e o interesse econômico e social
da operação.

e) Parecer do Órgão Jurídico - Também exigido pela Lei de


Responsabilidade Fiscal e que deve ser assinado pelo chefe do poder
executivo. Conforme informações da STN, o que consta no Manual de
Instrução de Pleitos – MIP é o mínimo que se pode exigir por parte
daquele Órgão (prévia autorização para contratação, inclusão do
Programa no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e no
orçamento/créditos adicionais).

Uma das dificuldades verificadas é a de que certos municípios entendem


que somente é necessária a inclusão da operação no orçamento, após
fechada com a instituição financeira. No entanto, a LRF e parecer da
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Caderno do Participante

Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN exigem a inclusão no


orçamento ou em créditos adicionais, previamente à contratação da
operação.

É importante, também, que as prefeituras fiquem atentas para o correto


preenchimento do modelo disponibilizado, informando os dados referentes
às despesas com pessoal, de acordo com o último relatório de gestão
fiscal publicado pelo município (com detalhamento por poder e órgão,
valores e percentuais).

A exigência dessa informação é em função de que o Tesouro Nacional


necessita de saber se os Estados estão cumprindo os limites para
dedução do Imposto de Renda nas despesas de pessoal, conforme
determinação dos Tribunais de Contas Estaduais. Se os referidos limites,
exigidos pela LRF, não estiverem sendo cumpridos, o município não
poderá contrair o financiamento pretendido.

f) Lei de Diretrizes Orçamentárias - O município deverá encaminhar o


original ou cópia autenticada da lei. Há pouca incidência de exigência com
relação a esse item.

g) Lei Orçamentária - O município dever ter realizado previsão orçamentária


de valor equivalente ao da operação pleiteada ou encaminhar Lei de
abertura de crédito adicional da parcela a ser liberada no exercício 2007.
A referida comprovação é condição imposta pela Resolução nº. 43/2001-
SF.

h) Certidão expedida pelo Tribunal de Contas competente - Em relação


às contas do último exercício analisado e do exercício em curso, é
fundamental que os municípios sejam ágeis na solicitação da referida
certidão ao Tribunal de Contas Estadual. O Órgão exige prazo para
emissão das informações, que tem validade por apenas 60 dias, quando
não expresso no documento. Além disso, quando estiver de posse da
Certidão, deve conferir todos os dados constantes, e encaminhar à STN a
via original ou cópia autenticada. Ocorrem casos em que os municípios
têm encaminhado cópia sem autenticação e, ainda, com pendências de
exercícios anteriores, que devem ser previamente regularizada. Esse item
é considerando de suma importância para análise do processo pelo
Tesouro Nacional, em cumprimento à LRF.

i) Cópia protocolada da declaração assinada pelo Chefe do Poder


Executivo, pelo Secretário responsável pela administração financeira, e
pelo responsável pelo Controle Interno, entregue ao Tribunal de Contas
(Anexo IV).

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O referido documento dever estar protocolado pelo Tribunal de Contas


Estadual, atestando que: o município não se encontra inadimplente; está
enquadrado nos limites das despesas com pessoal; não realizou
parcelamentos de débitos junto a instituições não financeiras; incluiu a
operação na lei orçamentária; não foi chamado a honrar, nos últimos 24
meses, quaisquer garantias anteriormente prestadas; e não contratou
operações no âmbito do Programa Reluz. Há situações em que os
municípios têm encaminhado a Declaração sem o protocolo do Tribunal de
Contas, o que acarreta ocorrência por parte do Tesouro Nacional.

j) Comprovação do proponente da operação que ateste sua


regularidade com o PIS, PASEP, FINSOCIAL, COFINS, INSS, FGTS,
Certificado de Regularidade Previdenciária – CRP e inexistência de
débito inscrito em Dívida Ativa da União - Há várias ocorrências de
municípios que não verificaram o CRP ao longo do tempo e estão tendo
problemas para regularizar a situação, causando retardo na aprovação do
processo. De acordo com informações da STN, no final da análise o
Órgão confere as informações com o constante no Sistema CAUC -
Cadastro Único de Convênio, do Governo Federal, que traz a regularidade
do ente diariamente. Além disso, é verificado no SISBACEN se o
município está regular junto às instituições financeiras.

k) No caso específico de municípios com garantia de Estados, certidão


emitida pela Secretaria responsável pela administração financeira do
garantidor, que ateste a adimplência do tomador do crédito perante o
Estado e às entidades por ele controladas, bem como a inexistência de
débito decorrente de garantia a operação de crédito que tenha sido,
eventualmente, honrada - Não houve nenhum caso de operação que
necessitasse da referida certidão.

l) Comprovação de encaminhamento de cópia das contas do município ao


Poder Executivo do respectivo Estado - Até abril, refere-se às contas do
exercício anterior e, a partir de então, as contas do exercício atual. Alguns
municípios alegam que encaminharam a documentação, porém, é
necessário que seja verificado o exercício correto. A cópia é enviada à
Secretaria de Fazenda do Estado, o qual protocola o ofício. A cópia
protocolada tem que ser encaminhada à STN.

m) Demonstrativo da Receita Corrente líquida (Anexo I) - Atentar para a


data base dos Demonstrativos, que deverá ser equivalente a dois meses
anteriores ao atual (se o mês atual é maio, a data base é março e o
período apurado será de abril do ano anterior até março do ano em curso).
Têm ocorrido casos em que não está expressa a unidade monetária nas
informações. Os Demonstrativos deverão estar assinados pelo Chefe do
Poder Executivo, pelo Secretário responsável pela administração
financeira do ente e pelo Contabilista responsável.
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n) Demonstrativo da Dívida Consolidada líquida (Anexo II) - Idem item


“m”, retro.

o) Cronograma de liberação das operações (Anexo III) - Os cronogramas


não podem incluir a operação pleiteada sob pena de ser duplamente
computada, no entanto, deverão conter outras operações que já foram
autorizadas pela STN, mesmo ainda não contratadas (ex.: municípios que
já tenham operações de PROVIAS autorizadas e estejam pleiteando PRÓ-
MOB). Os documentos deverão conter assinaturas do Chefe do Poder
Executivo e do Secretário responsável pela administração financeira. É
importante que o Ente inclua sua dívida anualmente. Há casos em que
municípios colocam, de forma indevida, o total da dívida e o replicam ao
longo dos anos.

p) Cronograma de dispêndio com as dívidas (Anexo IV) - Idem item “o”,


retro.

q) Atualização do Sistema de Coleta de Dados – SISTN - Esses dados


devem ser atualizados somente por intermédio do site da CEF,
conveniado com o Tesouro Nacional. Há várias situações de municípios
que estão com o SISTN atrasado ou que não conseguem incluir os dados
no sistema e encaminha a documentação para o Tesouro com pendência.
O Tesouro exige que, mesmo sendo informações de exercícios ou
mandatos anteriores, estejam devidamente registrados no SISTN.

Além das informações citadas, desde maio/2007, a STN tem encaminhado ao Banco do
Brasil cópia dos ofícios discriminando as exigências referentes a cada processo
analisado por parte daquele Órgão. Dessa forma, foi possível avaliar a incidência das
principais falhas, as quais contribuíram para retardar o processo, referentes a 107
municípios11. A tabela e o gráfico, a seguir, apresentam a quantidade e percentuais
dessas ocorrências em relação ao total de processos analisados:
Itens do MIP a b c d e f g h i j k l m n o p q
Quantidade de
21 38 12 19 54 9 22 76 67 20 0 41 83 87 78 84 88
Exigências
% de Exigências 20% 36% 11% 18% 50% 8% 21% 71% 63% 19% 0% 38% 78% 81% 73% 79% 82%

11
Alagoas (1), Bahia (8), Ceará (5), Espírito Santo (4), Goiás (6), Maranhão (2), Minas Gerais (29), Mato Grosso do Sul (3), Mato
Grosso (7), Pará (1), Paraíba (7), Pernambuco (4), Piauí (2), Paraná (1), Rio de Janeiro (1), Rio Grande do Norte (4), Rondônia (3),
Rio Grande do Sul (5), Santa Catarina (3), Sergipe (1), São Paulo (10).
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% de Exigências / Proces s os analis ados

81% 82%
78% 79%
71% 73%

63%

50%

38%
36%

20% 21% 19%


18%
11%
8%
0%

a b c d e f g h i j k l m n o p q

Observa-se que os itens “e” (Parecer do Órgão jurídico), “h” (certidão expedida pelo
Tribunal de Contas competente), “i” (cópia protocolada da declaração assinada pelo
chefe do Poder Executivo, pelo Secretário responsável pela administração financeira, e
pelo responsável pelo Controle Interno, entregue ao Tribunal de Contas), “m”
(demonstrativo da receita corrente líquida), “n” (demonstrativo da dívida consolidada
líquida), “o” (cronograma de liberação das operações de dívida fundada), “p”
(cronograma de dispêndio com as dívidas) e “q” (atualização do Sistema de Coleta de
Dados Contábeis – SISTN), são os que se apresentam com maior freqüência de
EXIGÊNCIA nos ofícios recebidos da Secretaria do Tesouro Nacional (>=50%).

Com relação ao item “e” (Parecer do Órgão jurídico), com 50% de exigências
observadas nos ofícios disponibilizados pela STN, verifica-se que a concentração está
basicamente nos seguintes pontos:

⇒ tabela não detalha as despesas com pessoal por Poder e Órgão e nem detalha
as despesas com IRRF (Poder Executivo e Legislativo);

⇒ inobservância dos limites e condições estabelecidos nas Resoluções nº.


40/2001-SF, nº. 43/2001-SF e LRF;

⇒ documento não encaminhado à STN;

⇒ ausência de parecer que ateste a inclusão da operação de crédito objeto da


análise na LDO e LOA, referente ao exercício atual;

⇒ documento em desacordo com a versão atualizada do MIP;

⇒ documento não assinado pelo chefe do Poder Executivo;

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⇒ parecer não cita inclusão da dívida no PPA;

⇒ despesas com pessoal do Ente não se referem ao período do último Relatório


de Gestão Fiscal - RGF publicado.

O item “h” (certidão expedida pelo Tribunal de Contas competente), com 71% de
exigência, possui o seguinte detalhamento de ocorrências:

⇒ certidão encaminhada não atestou as contas do último exercício analisado –


artigos 12, 23, 33, 37, 52, 55 da LRF;

⇒ certidão encaminhada não atestou as contas dos exercícios ainda não


analisados12, e do exercício em curso – artigos 12, 23, 33 37, 52 e 55 da LRF 23, da
LRF;

⇒ certidão enviada venceu durante a fase de análise;

⇒ documento não enviado ou cópia não autenticada;

⇒ certidão incompatível com a versão atualizada do MIP.

Quanto ao item “i” (cópia protocolada da declaração assinada pelo chefe do Poder
Executivo, pelo Secretário responsável pela administração financeira, e pelo
responsável pelo Controle Interno, entregue ao Tribunal de Contas), detectado em
cerca de 63% dos ofícios recebidos do Tesouro Nacional, observou-se a incidência dos
principais aspectos, conforme a seguir:

⇒ declaração não apresentou, de forma correta, as despesas com pessoal por


Poder e Órgão em valores monetários, inclusive quanto a data base , conforme
Relatório de Gestão Fiscal – RGF;

⇒ ausência de assinatura de um ou mais responsáveis;

⇒ documento não enviado ou cópia não autenticada ou não protocolizada pelo


Tribunal de Contas;

⇒ documento incompatível com a versão atualizada do MIP;

⇒ declaração não atestou a inclusão da operação no PPA, LDO e LOA;

⇒ declaração não apresentou, de forma clara, informações referentes a


contratação ou não de operações de crédito junto a cooperativas de crédito;

12
Mesmo as contas do município estando abertas, se estiverem sido publicadas o Tribunal de Contas Estadual não poderá deixar
de atestá-las, e consequentemente não inviabiliza a operação.
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⇒ ausência de informação de CNPJ’s vinculados ao Ente;

No que diz respeito aos itens “m” (demonstrativo da receita corrente líquida), “n”
(demonstrativo da dívida consolidada líquida), “o” (cronograma de liberação das
operações de dívida fundada) e “p” (cronograma de dispêndio com as dívidas), os quais
constam em aproximadamente 80% dos ofícios de exigências recebidos da STN, vale
ressaltar que 90% dessas exigências dizem respeito à inconsistência na data base dos
documentos.

Observação: os cronogramas/demonstrativos entregues deverão conter informações


de até dois meses anteriores ao da apresentação do pleito, ou seja, caso toda a
documentação seja entregue no mês de agosto/2007, a data base do demonstrativo
deverá ser referente ao período de julho de 2006 a junho/2007.

Finalmente, o item “q” do MIP (atualização do Sistema de Coleta de Dados Contábeis


– SISTN), também com cerca de 80% de ocorrência, referem-se à falta de
homologação ou registro no sistema SISTN, gerido pela Caixa Econômica Federal –
CEF, dos dados contábeis do município. As informações devem estar
registradas/homologadas tanto no SISTN novo quanto no antigo.

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Estrutura Sugerida para o Fluxo Operacional


PROPONENTE BANCODOBRASIL STN BNDES
Início

Agência de Relacionamento
Recebe a informação de que o Ente público está habilitado para determinado
Programa de crédito e verifica os seguintes pontos: DICRE
- restrições no Cadastro Único de Convênios - CAUC (FINSOCIAL, PIS, PASEP, Não? Apura/revisa o limite de crédito, com
COFINS, INSS, FGTS, CRP e dívida ativa coma União); situação OK
base eminformações/documentação
- registrodosrelatóriosdos exercícios, noSistemadeColetadeDados- SISTN, com disponibilizada pelo Ente.
status "homologado" para todos os exercícios;
- limite de crédito e risco compatível para amparar a operação.
Ente público
Agência de Relacionamento Providencia regularização da
Recebe o "kit", da Agência de Efetua visita ao Ente público, previamente habilitado, confirma o interesse do mesmo pela situação.
Relacionamento (Gerente de linha, assina "Proposta Firme" e disponibiliza: kit contendo ckeck list, modelo de Lei Sim?
Contas), para providenciar a autorizativa, documentação necessária para analisar a operação (combase no MIP) e para
documentação necessária ao apurar/revisar o limite de crédito, formulários diversos, folders e telefone de contato coma
pleito. "Mesa" (célula de assessoramento ao Ente público).

Agência de Relacionamento
Encaminha a "Proposta Firme" para a "Mesa específica".

"Mesa específica"
Recebe a informação de que a Recebe a "Proposta Firme", protocola e cadastra no Work flow (a ser desenvolvido), para
Proposta foi protocolada, alémde início do monitoramento do processo, e encaminha ao Ente e à Agência de
nº de identificação para Relacionamento, comunicado contendo a confirmação do recebimentoda Propostae nº. de
acompanhamento do processo. identificação que permitirá ao cliente consultar o status do processo a qualquer momento,
alémdo nº. tel. para esclarecimento de dúvidas.

Encaminha a documentação para Agência de Relacionamento


a Agência de Relacionamento do Gerente de Contas recebe a documentação do Ente, confere a quantidade como check list
Ente. emseu poder e, caso esteja completa, encaminha para a "Mesa específica".

" Mesa específica"


Equipe de triagemrecebe e confere a documentação do proponente.

Não? "Mesa específica"


Documentação completa? Contata o Ente, comcópia para a Agência de Relacionamento, para
que seja providenciada a documentação pendente.
Sim?

"Mesa específica" "Mesa específica"


Encaminha documentação para equipe de analistas, treinada pela STN, para efetuar a Paralelamente a análise da documentação exigida pela STN,
análise dos referidos documentos. providencia o estudo/deferimento da operação no âmbito interno .

Paralelamente à análise da "Mesa específica" STN recebe o


documentação, realiza processo Analisa adocumentação, verificasea operaçãoatende aosaspectos legais delimitesde processo analisado
licitatório endividamento (conforme planilha disponibilizada pelo Tesouro). pela "Mesa
específica", confere
"Mesa específica" e emite ofício de
Elabora relatório de análise e encaminha o processo, juntamente comdisquete/cd..., para autorização para a
aprovação da STN. prefeitura, com
cópia para a "Mesa"

" Mesa específica"


Recebe cópia do ofício comparecer da STN e efetua o cadastramento da operação no
aplicativo BNF (para homologação do BNDES).
BNDES homologa
"Mesa específica" a operação.
Após homologação do BNDES, gera instrumento de crédito e encaminha à Agência

"Mesa específica"
Agência de Relacionamento Certifica que a operação foi contratada efetua cadastramento
Recebe o instrumento de crédito da "Mesa" e assina contrato como proponente. inicial no sistema "OSP" e controla demais cadastramentos

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a) Agência de Relacionamento recebe a informação de que o Ente público


está habilitado para a linha de crédito e verifica os seguintes pontos:

I - restrições no Cadastro Único de Convênios - CAUC (FINSOCIAL, PIS,


PASEP, COFINS, INSS, FGTS, CRP e dívida ativa com a União);

II - registro dos relatórios dos exercícios, no Sistema de Coleta de Dados -


SISTN, com status "homologado", pela Caixa Econômica Federal, para
todos os exercícios;

III - limite de crédito e risco compatível para amparar a operação.

Observação: Caso não haja Limite de Crédito e risco compatível e, ainda, tenha
irregularidade no CAUC e SISTEN, a Agência deverá solicitar ao Ente a regularização
das pendências, bem como documentação para apuração/revisão do Limite de Crédito,
por parte da Dicre.

b) Agência de Relacionamento efetua visita ao Ente público, previamente


habilitado, confirma o interesse do mesmo pela linha, assina "Proposta
Firme" e disponibiliza: kit contendo ckeck list, modelo de Lei autorizativa,
documentação necessária para analisar a operação (com base no MIP) e
para apurar/revisar o limite de crédito, formulários diversos, folders e
telefone de contato com a “Mesa específica”, em Brasília;

c) Proponente recebe “kit” da Agência de Relacionamento (Gerente de


Contas) e providencia a documentação exigida;

d) Agência de Relacionamento encaminha “Proposta Firme” para a “Mesa


específica”;

e) Mesa específica recebe a "Proposta Firme", protocola e cadastra no


sistema para início de monitoramento do processo. Em seguida,
encaminha ao Ente e à Agência de Relacionamento, comunicado
contendo a confirmação do recebimento da Proposta e n.º de identificação
que permitirá ao cliente consultar o status do processo junto à “Mesa”;

f) Proponente recebe a informação de que a proposta foi protocolada, bem


como o n.º de identificação para controle do processo;

g) Proponente encaminha os demais documentos (conforme MIP) para sua


Agência de Relacionamento;

h) Agência de Relacionamento (Gerente de Contas) recebe a


documentação do Ente, confere a quantidade com o check list em seu
poder e, caso esteja completa, a encaminha para a “Mesa específica”;

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i) “Mesa específica” recebe e confere a documentação do proponente;

j) Se a documentação estiver completa, efetua a análise dos referidos


documentos;

Observação: Caso esteja incompleta, comunica ao Ente, com cópia para a Agência de
Relacionamento, para que seja providenciada a documentação pendende.
Paralelamente a análise da documentação exigida pela STN, a “Agência
de relacionamento providencia o estudo/deferimento da operação no
âmbito interno;

k) “Mesa específica” analisa a documentação, verifica se a operação


atende aos aspectos legais de limites de endividamento (conforme
planilha disponibilizada pelo Tesouro) e imprime, na internet, as certidões
necessárias.

l) “Mesa específica” elabora relatório de análise e encaminha o processo,


juntamente com disquete/cd..., para aprovação da STN;

Observação: Paralelamente o Ente público realiza o processo licitatório.

m) STN recebe o processo do BB (“Mesa específica”), confere e emite ofício


de autorização para a prefeitura com cópia para a “Mesa específica”;

n) “Mesa específica” recebe cópia do ofício com parecer da STN, efetua o


cadastramento da operação no aplicativo BNF (para homologação do
BNDES) e gera instrumento de crédito. Nesse momento, o processo
licitatório deverá estar concluído;

o) Agência de Relacionamento recebe o instrumento de crédito da “Mesa


específica” e aguarda a homologação do BNDES para assinar contrato
com o proponente;

p) BNDES homologa a operação;

q) Após homologação do BNDES, Agência providencia a assinatura do


contrato com o Ente público;

r) “Mesa específica” certifica que a operação foi contratada, efetua


cadastramento inicial no sistema OSP e controla os demais
cadastramentos.

Observação: O referido fluxo sofre alteração em seu estágio inicial, quando a operação
necessitar de aprovação prévia de carta-consulta, por parte do BNDES, como é o caso
do PMAT.

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ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS

1. CONCEITO

Serviço por meio do qual entes públicos estaduais e municipais podem receber os
tributos e demais receitas de sua competência por meio de:

a) convênios para arrecadação de guias sem código de barras;

b) convênios de débito em conta do cliente/contribuinte;

c) convênios para arrecadação via comércio eletrônico;

d) convênios de arrecadação de guias com código de barras (convênios de


arrecadação ou de cobrança);

e) convênios de arrecadação via base de dados;

f) convênios de arrecadação on-line.

2. ORIENTAÇÕES GERAIS

Para a operacionalização do produto, a agência deve atentar para os seguintes


aspectos:

a) o impacto no atendimento: a exclusividade na arrecadação de tributos


pode gerar, a depender da quantidade de contribuintes, impactos
negativos e transtornos;

b) a redução de custos, a racionalização dos procedimentos e o incentivo à


utilização dos canais de atendimento alternativos ao caixa: Terminais de
Auto-Atendimento, Internet, Gerenciador Financeiro, Auto-Atendimento
Setor Público (AASP), Coban/BPB;

c) o recebimento através do Sistema CBR deve ser evitado, priorizando a


modalidade de guias e carnês de arrecadação com código de barras e a
base de dados. O Bacen e a Febraban orientam para não usar o CBR
para arrecadar tributos.

A agência deve estar atenta às características do produto oferecido pelo Banco, no


momento de sua comercialização, observando atentamente as instruções contidas no
LIC 168.2 e não formalizando contrato que atribua ao Banco a responsabilidade por
cálculos, somas, conferência de campos, preenchimentos de guias, conferência de
mapas, lotes, relações, e remessa dos documentos arrecadados, quando o retorno das
informações for em meio magnético. No caso de inclusão de cláusula com previsão de
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adoção de procedimentos especiais e/ou que imputem ao Banco cominações diversas


das constantes na minuta padrão, a agência deve submeter o contrato à
Superintendência Jurisdicionante e a Ajure local.

3. FLEXIBILIZAÇÃO, COBRANÇA E ESTORNO DE TARIFAS E


FLOAT

O Sistema Tarifas (TFA) é o gerenciador da cobrança de tarifas para todas as


modalidades de recebimento, discriminando os valores e as flexibilizações permitidas
para cada modalidade de arrecadação utilizada.

3.1. TARIFAS

As tarifas pela prestação do serviço de arrecadação de tributos são as seguintes:

Código Nome Valor (R$)


15.3.5 GUIAS C/ COD. BARRAS-INTERNET-TRIB. ESTADUAIS 2,50
15.3.6 GUIAS C/ COD. BARRAS-INTERNET-TRIB. MUNICIPAIS 2,50
15.5.5 GUIAS C/ COD. BARRAS-TAA-TRIB. ESTADUAIS 2,50
15.5.6 GUIAS C/ COD. BARRAS-TAA-TRIB. MUNICIPAIS 2,50
15.6.5 GUIAS C/ COD. BARRAS-GEFIN-TRIB. ESTADUAIS 2,50
15.6.6 GUIAS C/ COD. BARRAS-GEFIN-TRIB. MUNICIPAIS 2,50
15.7.5 GUIAS C/ COD. BARRAS-CAIXA-TRIB. ESTADUAIS 2,50
15.7.6 GUIAS C/ COD. BARRAS-CAIXA-TRIB. MUNICIPAIS 2,50
15.9.5 GUIAS C/ COD. BARRAS-CORRESP. BANCÁRIO-TRIB. ESTADUAIS 2,50
15.9.6 GUIAS C/ COD. BARRAS-CORRESP. BANCÁRIO-TRIB. MUNICIPAIS 2,50

3.1.1. COBRANÇA DE TARIFAS EM CONTA IMPESSOAL

Para pagamento das tarifas ao Banco via empenho da despesa, a agência deve
providenciar abertura de conta vinculada ao enquadramento contábil 28370.11.13-9,
para Governos Estaduais, e 28370.11.15-5, para Governos Municipais, para
recebimento do débito referente às tarifas por arrecadação de guias. Esta conta deve
ser aberta no Aplicativo DEB, opção 40-50 - Contas impessoais.

O registro da tarifa autorizada, na conta cadastrada para essa finalidade, deve ser
realizado via Aplicativo REC, opção 21.02.05 (tecla F6).

3.1.2. COBRANÇA DE TARIFAS EM CONTA IMPESSOAL

A agência deve submeter à Superintendência jurisdicionante eventuais pedidos de


flexibilização de tarifas, juntamente com justificativa negocial, no caso de negociação
abaixo dos parâmetros estabelecidos no sistema Tarifas.

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A consulta aos parâmetros para flexibilização e ao percentual mínimo de cobrança deve


ser feita por meio do Aplicativo Tarifas, opção 32. Para a Super, a consulta deve ser
realizada por meio da opção 15.

Através do Aplicativo Tarifas, opções 11 e 22, a dependência centralizadora do


convênio deve realizar acompanhamento das flexibilizações concedidas; .

É de responsabilidade da agência o acompanhamento do vencimento das


flexibilizações de tarifas e do efetivo recebimento destas, quando cadastradas para
recebimento por meio de conta impessoal. A agência deverá realizar o
acompanhamento via Aplicativo DEB, opção 06.03, informando o razão da conta a ser
consultada para acompanhamento. Para complementação e atualização de
informações, deve ser consultado o LIC 13.1.1, sobre Tarifas.

Para condução de eventual devolução de tarifa, deve-se observar o contido no LIC


168.2, bem como que:

a) é vedado à agência o estorno de tarifa no Aplicativo Tarifas;

b) o estorno deve ser autorizado pela Superintendência jurisdicionante, se


proposto pela agência. O estorno deve ser comandado no Aplicativo
Tarifas pela Digov/Gemep, com encaminhamento de manifestação da
Superintendência Jurisdicionante.

3.2. FLOAT

O float contratado com o cliente, período em que os recursos ficam indisponíveis para o
cliente, é controlado automaticamente pelos Sistemas RCB/REC.

Não é permitida a formalização de convênios com float D+0.

Toda a antecipação de recursos - float, fora do prazo determinado em contrato,


acionará cobrança automática da tarifa de antecipação de float, pelo percentual de 0%
a 100% do CDI acordado com o cliente ou, na falta deste, pelo valor equivalente a
150% do CDI.

A alçada no sistema para flexibilização do percentual de tarifa de antecipação de float é


exclusiva da Superintendência Jurisdicionante.

A liberação antecipada de float, via Aplicativo REC, opção 22-21, é de alçada da


Diretoria de Governo.

4. MODALIDADES DE ARRECADAÇÃO

a) convênios para arrecadação de guias sem código de barras;

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b) convênios de débito em conta do cliente/contribuinte;

c) convênios para arrecadação via comércio eletrônico;

d) convênios de arrecadação de guias com código de barras (convênios de


arrecadação ou de cobrança);

e) convênios de arrecadação via base de dados;

f) convênios de arrecadação on-line;

4.1. CONVÊNIOS DE ARRECADAÇÃO COM GUIAS SEM CÓDIGO DE


BARRAS

Não é permitida a inclusão de novos convênios para arrecadação de guias sem código
de barras.

4.2. CONVÊNIOS PARA DÉBITO AUTOMÁTICO

O Débito Automático tem por finalidade o recebimento de valor, via débito automático
em conta corrente do devedor, mediante emissão de arquivo pela convenente.

Ex.: condomínio, contribuição beneficente, mensalidades de clube, escola, provedor de


Internet, associação, água, luz, telefone e gás e a tributos estaduais e municipais.

Não confundir débito automático com agendamento de pagamento, o qual pode ser
feito via terminais de auto-atendimento e Internet, por iniciativa do cliente-débito. No
caso de débito automático, o contribuinte/cliente é debitado periodicamente em conta
corrente, mediante autorização de débito, em decorrência da troca de arquivos entre o
Banco e o convenente credor.

4.2.1. Condições para utilização do produto

a) formalização de contrato entre o Banco e o cliente credor da obrigação,


mediante Contrato Único de Prestação de Serviços (LIC 17.2.1.9991 e LIC
17.2.2.9991);

b) autorização do cliente-débito;

c) para operacionalização de convênios de arrecadação via débito em conta


do contribuinte-cliente do BB, a agência deve observar o LIC 17.2.115.

4.1.3. CONVÊNIOS DE COMÉRCIO ELETRÔNICO

É um serviço que possibilita ao usuário da Internet efetuar o pagamento de bens,


serviços, mensalidades, contribuições, entre outros, via emissão de bloqueto de
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cobrança ou processamento de débito em sua conta corrente (somente para clientes do


Banco), em ambiente seguro.

Para cadastramento de convênios de arrecadação via comércio eletrônico, a agência


deve atentar para o contido no LIC 23.5.

4.4. CONVÊNIOS DE ARRECADAÇÃO DE GUIAS COM CÓDIGO DE


BARRAS

A fim de padronizar e aperfeiçoar o processamento dos recebimentos de guias com


código de barras, é adotada a versão 4 do Manual de Utilização do Código de Barras,
desenvolvido pela Febraban/Ceneaban (Centro Nacional de Estudos da Arrecadação
Bancária), utilizada por todas as instituições financeiras.

Segue exemplo de linha digitável do Código de Barras, em conformidade com o


constante no Manual de Utilização do Código de Barras da Febraban:

81660000000 3 51440755200 9 10107550388 4 02800000000 1

Segue o detalhamento dos campos:

a) Número 8: primeiro número da linha digitável. É uma constante, indicando


que se trata de uma guia de arrecadação;

b) Número 1: segmento da empresa cadastrado na Febraban. Significa, no


caso, que a guia foi gerada por uma prefeitura. Os demais segmentos
podem ser visualizados via Aplicativo REC, opções 21.23:

I - Segmento 1: Prefeituras;
II - Segmento 2: Saneamento;
III - Segmento 3: Energia Elétrica e Gás;
IV - Segmento 4: Telecomunicações;
V - Segmento 5: Órgãos Governamentais;
VII - Segmento 6: Carnês e Assemelhados ou demais Empresas/Órgãos
que serão identificadas através do CNPJ;
VIII- Segmento 7: Multas de trânsito;
IX - Segmento 9: Uso exclusivo do banco.

c) Número 6 ou 8, este número indica que a guia está com o valor em Real e
não poderá ser alterado pelo contribuinte. A outra opção para este campo
é o número 7 ou 9, que indica a representação do valor da guia em
Unidade Variável ou em Real. Neste caso, o contribuinte poderá alterar o
valor a ser pago;
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d) Número 6: dígito verificador total da barra, calculado através da utilização


do módulo 10 ou 11;

e) Número 00000005144: campo de onze posições, destinado à informação


do valor da guia, que no caso é R$ 51,44;
f) Número 0755: código que a FEBRABAN atribuiu para a prefeitura;

Observação: os campos acima são padronizados da posição 1 a 19 do código de


barras. Abaixo, observa-se o detalhamento do código de barras que identifica o campo
livre, posições 20 a 44, de livre uso das convenentes.

g) Número 2: início da data de pagamento, que está representada na barra


no formato AAAAMMDD;

h) Número 0010107: complemento da data de vencimento da guia. Neste


caso, 200110107 significa dia sete de janeiro do ano 2001;

i) Número 550388: informações de livre uso da convenente, que podem


identificar o que está sendo pago, quem efetuou o pagamento, bem como
o código do tributo;

j) Número 02800000000: informações de livre uso do convenente, que


podem identificar o que está sendo pago, quem está efetuando o
pagamento e o código do tributo;

Observação: despreze os dígitos 3, 9, 4 e 1 e ignore os espaços em branco entre os


quatro boxes numéricos.

Para transmissão de arquivos com retorno da arrecadação para o Órgão, a Febraban


desenvolveu o leiaute padrão de arrecadação “Registro G”, também contido na Apostila
de Leiautes. No BB este arquivo é denominado RCB001.

4.4.1. Orientações gerais para arrecadação com código de barras

a) a agência deverá atentar para a versão do Manual de Arrecadação


Febraban adotada pelo cliente (versão 3 ou a versão 4);

b) identificação da empresa/órgão: as posições 16 a 19 do código de barras


são destinadas à identificação da empresa/órgão, sendo que, através
desta informação, o banco arrecadador identificará a quem repassar
informações de pagamento e o valor arrecadado:

I - o órgão responsável pela distribuição e pelo controle dos códigos de


arrecadação é a Febraban;

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II - cada cliente só pode ter um convênio REC por código Febraban


cadastrado naquela entidade;
III - para cadastramento de mais de um convênio por cliente, é
necessária a solicitação de cadastramento de novo código Febraban
junto àquela entidade ou utilizar segmento “6” e/ou “9”13.

c) deve-se informar ao convenente sobre a necessidade de existência de


data de vencimento no código de barras, a fim de que o sistema iniba a
recepção de documentos vencidos nos canais de auto-atendimento e
permita o recebimento via Coban/BPB, atentando que:

I - o pagamento pode ser efetuado pelo contribuinte pelo valor da barra


até a data de vencimento;
II - o pagamento poderá ser feito via TAA, Internet, Gerenciador
Financeiro, AASP, Coban/BPB.

d) deve-se atentar para a necessidade do cliente de montagem do código de


barras, para a informação a constar na terceira posição do código de
barras (vide Manual de Utilização do Código de Barras, contido na
Apostila de Leiautes):

I - a formação do código de barras, com valor “6” ou “8” na terceira


posição do código de barras, impede a alteração de valores no
momento da captura do código de barras (ou impostação da linha
digitável), causando transtornos para o Banco, em virtude dos
convenentes, em vários casos, exigirem o recebimento do tributo,
após o vencimento, acrescentando multas e juros ao valor principal;
II - para os casos em que o cliente necessite da impostação de
descontos, multas e outras cominações, pelo caixa ou contribuinte, o
valor a ser informado no campo três do código de barras deve ser
“7” ou “9” (valor variável);
III - no caso de convênios sem data de vencimento no código de barras,
deve-se consultar o cliente sobre a necessidade de cadastramento
de convênio cujo código de barras não contenha data de
vencimento;
IV - no caso de ser utilizada data de vencimento no código de barras,
deve-se incluí-la nas primeiras posições do campo livre (Versão 4 do

13
No caso de utilização do segmento 6 (outras empresas), o número identificador do convenente será
composto pelo radical do CNPJ, constando no código de barras nas posições 16 a 23 e reduzindo o
campo livre de 25 para 21 posições. No caso de utilização do segmento 9 (uso exclusivo do banco), as
guias só poderão ser arrecadadas no Banco conveniado, não sendo aceito pelos demais bancos, tendo
em vista que o número identificador do convenente será composto pelo código de compensação (com
quatro dígitos) do banco convenente e pelo número interno do convênio (com oito dígitos), o que também
reduz o tamanho do campo livre, de 25 para 17 posições.
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Leiaute da Febraban). Existem outros formatos de data de


vencimento que também poderão ser utilizadas pelo convenente,
tais como AAAAMMDD, DDMMAAAA, AAMMDD, DDMMAA, ADDD
e AADDD. Deve-se atentar para a necessidade de todas as guias
serem impressas com o mesmo formato de data de vencimento no
código de barras, independentemente do tipo de tributo que será
cobrado;

e) recebimento de tributos em cheque: o sistema não inibe o recebimento de


cheque para pagamento de guia, mesmo que o cadastro do convênio
possua a informação de não-recebimento impostada. Por isso, é
importante a consulta ao cadastro do convênio para acolhimento da guia
no caixa, em caso de dúvidas sobre as regras de acolhimento do
convênio;

f) o “estorno” de arrecadação não ocorre automaticamente quando da


devolução de cheque para quitação de tributo. É necessário definir
claramente com o convenente se são aceitos ou não cheques de emissão
do contribuinte e/ou de terceiros para pagamento do tributo, bem como
demais regras para acolhimento do pagamento de guias em cheque. Em
caso positivo, o Banco deve resguardar-se o direito de estornar o valor do
cheque devolvido pelo serviço de compensação. Deve-se especificar no
contrato que, se o cheque for devolvido, o valor correspondente será
debitado da conta de arrecadação da convenente;

g) Banco Popular do Brasil (BPB) e Correspondentes Bancários: a extensão


dos serviços de arrecadação ao Banco Popular do Brasil e aos demais
terceirizados, caracteriza-se por:

I - recebimento de guias pelo BPB e demais terceirizados;


II - apresentação da chancela do BPB nos documentos autenticados por
aquela instituição;
III - manutenção dos padrões de recibo do convênio com o Banco do
Brasil, exceto no que se refere à chancela do BPB;
IV - manutenção do relacionamento do convenente com a agência do
BB;
V - identificação dos recebimentos realizados pelo BPB no arquivo
retorno (RCB001) posição 109-116, pelo número 0452;
VI - manutenção das demais regras do convênio.

h) os convênios que podem ter suas guias arrecadadas via BPB/COBAN


(terceirizados) devem atender as seguintes características,
cumulativamente:

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I - convênio cuja guia contenha código de barras completo (valor na


barra);
II - no cadastro do convênio deve estar cadastrado o tipo/posição da
data de vencimento na barra;
IV - valor informado na 3ª posição do código de barras deve ser “6”
(valor fixo); verificar se recebe “8”;
V - a moeda cadastrada para o convênio deve ser “real”;
VI - o BPB/Coban não arrecada documento vencido.

4.4.2. Qual é a diferença entre guias de cobrança (CBR) e guias de


arrecadação?

a) Finalidade da guia de arrecadação: recebimento de tributos (taxas,


impostos, contribuições, entre outros) e de tarifas de concessionárias de
serviços públicos;

b) Finalidade da guia de cobrança: recebimento de créditos oriundos de


transações comerciais.

Embora ambas utilizem código de barras para o acolhimento de guias, trata-se de


modalidades de guias distintas. Em primeiro lugar, o código de barras de uma guia de
cobrança possui leiaute/composição diferente de uma guia de arrecadação (Carta
Circular Bacen 2.926), bem como finalidade de recebimento diferente, ou seja,
preferencialmente recebimentos originados de transações comerciais. Em segundo, a
guia de cobrança é uma guia compensável, ou seja, o convenente pode possuir apenas
um convênio com apenas um determinado banco, mas a guia pode ser acatada em
qualquer instituição financeira, tendo em vista a liquidação financeira da guia por meio
do Sistema de Compensação. A prestação de informação em meio magnético é
padronizada, considerando o leiaute CBR641.

A guia de arrecadação tem seu leiaute definido pelo “Layout Padrão de Arrecadação e
Recebimento com Utilização do Código de Barras”, versão 04, da Febraban, destinado
exclusivamente a convênios de arrecadação de tributos em geral, sejam impostos,
taxas, contribuições de melhoria, contribuições parafiscais, para entes da Administração
Pública Direta e Indireta, concessionárias de serviços públicos, prestadoras de serviços
públicos delegados, entre outros, com retorno de informações em meio magnético com
leiaute de arquivo definido no mesmo documento. As guias de arrecadação são guias
não-compensáveis, ou seja, só podem ser recebidas nas instituições financeiras onde o
ente mantém convênio de arrecadação ativo.

4.5. SISTEMA DE INFORMAÇÕES E CAPTURA: BASE DE DADOS

A arrecadação via Base de Dados é realizada por meio da automação da arrecadação


de impostos e taxas referentes a veículos, devidos aos Detran’s e Secretarias de

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Fazenda, por meio da disponibilização de informações, em leiaute pré-determinado,


para o Banco, onde constarão os pagamentos que deverão ser efetuados pelos
contribuintes, dispensando a utilização de guia. O serviço é destinado à Sefaz e/ou
Detran do cliente Governo Estadual, para arrecadação de IPVA, taxas e multas.

O recebimento desses tributos por meio de Base de Dados está restrito, atualmente, a
contribuintes correntistas do Banco, ocorrendo o pagamento somente por meio dos
Terminais de Auto-Atendimento, Gerenciador Financeiro ou Internet, através da
impostação pelo contribuinte correntista do Banco, da placa de seu veículo ou número
Renavam, de acordo com o convênio.

Os procedimentos relativos ao cadastramento de convênios para Arrecadação via Base


de Dados estão no LIC 168.2.

4.5.1. Funcionalidades

As alternativas de arrecadação via Base de Dados são:

a) IPVA de exercícios anteriores e do ano em curso: para este caso, o


sistema faz a distribuição automática dos valores arrecadados, 50% para
a Secretaria de Fazenda e 50% para o município da placa do veículo;

b) o valor do IPVA pode estar representado na base por cota única (com
desconto ou pelo valor integral) ou em parcelas (valor à vista dividido em
vários pagamentos);

c) Seguro Obrigatório DPVAT: o valor arrecadado é automaticamente


distribuído e a informação do pagamento é enviada para a Fenaseg;

d) Multas e Taxas diversas do Detran: pode constar, na base, qualquer tipo


de multa e taxa relacionada ao veículo;

e) Taxas diversas: o contribuinte paga e o Detran, por sua vez, encaminha o


documento ao contribuinte, conforme normas de arrecadação do
convenente.

Os valores que constam na Base de Dados, que não foram liquidados pelos
contribuintes até o vencimento, poderão ser automaticamente corrigidos por índices ou
percentuais (multa, juros, correções, entre outros), fornecidos anteriormente pelos
convenentes e cadastrados em nosso sistema. Devem ser observados as normas e os
procedimentos contidos no LIC 168.2 para solicitação dessa funcionalidade.

O leiaute padrão de arquivo remessa do cliente para o Banco é o RCB346. O retorno da


arrecadação para o convenente se dá por meio do leiaute RCB001.

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É importante ressaltar que são de responsabilidade da dependência o registro, a


guarda, o acompanhamento e a atualização de histórico das funcionalidades de sistema
implementadas para a arrecadação de IPVA/Taxas/Multas e das regras de arrecadação
deste, para adequada manutenção do convênio.

4.6. ARRECADAÇÃO ON-LINE

É uma solução que integra, de forma on-line, a Empresa/Órgão com as Instituições


Financeiras (Bancos), permitindo pagamentos de tributos, taxas, contas de
concessionárias de serviços públicos e demais receitas de arrecadação de forma on-
line, em tempo real, conforme abaixo:

a) a Empresa/Órgão e a I.F. utilizam a norma ISO 8583/87 para a troca de


informações no processo de pagamentos on-line;

b) a comunicação é estabelecida por um dos meios citados conforme item


4.6.1 abaixo;

c) a Empresa/Órgão contrata dois links, preferencialmente com operadoras


diferentes, para evitar eventuais quedas de comunicação;

d) a Empresa/Órgão valida o identificador do cliente/contribuinte;

e) a Instituição Financeira envia diariamente o arquivo de conciliação,


contendo todos os pagamentos efetuados no dia (mensagem
ISO8583/87).

4.6.1. Pré-Requisitos para utilização da Arrecadação On-line

A comunicação da Empresa/Órgão com as Instituições Financeiras é on-line, baseada


na norma ISO8583/87. Fisicamente, o Banco está conectado à Empresa/Órgão por
acesso e protocolo de comunicação a serem definidos entre as partes.

a) Protocolos de Comunicação: o protocolo de rede e de transporte a ser


utilizado será o TCP/IP. A forma de conexão será através de: 1 - Socket,
na modalidade de conexão de longa duração, sendo a I.F (Client) e o
Convênio (Server); ou 2 - Filas de Mensageria, compatíveis com o
MQSeries, onde o padrão de nomes de filas deve ser estabelecido entre a
I.F. e a Empresa/Órgão;

b) Meios de Comunicação: Linha dedicada, Link Frame Relay e Renpac.

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4.6.2. Descrição Funcional

Consultas e/ou pagamentos de débitos pendentes com a Empresa/Órgão contratante


poderão ser efetuados nos canais disponibilizados e contratados com o Banco (Internet,
TAA, caixa, Central de Atendimento BB, entre outros canais a definir).

4.6.3. Fluxo de Pagamentos On-line

a) o cliente/contribuinte informa ao Banco o tipo de serviço/pagamento que


deseja efetuar ou realizar;

b) após a seleção do tipo de serviço/pagamento, a Empresa/Órgão valida o


identificador do cliente/contribuinte;

c) a Empresa/Órgão retorna os débitos daquele cliente/contribuinte;

d) o cliente/contribuinte seleciona o pagamento que deseja efetuar;

e) o Banco encaminha mensagem para a Empresa/Órgão, com o pagamento


selecionado;

f) o cliente/contribuinte confirma/cancela o pagamento dos débitos


escolhidos;

g) se o cliente/contribuinte confirmar a transação, o sistema do Banco envia


uma mensagem de confirmação de pagamento para o sistema da
Empresa/Órgão;

h) após a efetivação do pagamento, o Banco emite e fornece o comprovante


de pagamento ao cliente/contribuinte; ou

i) havendo erro de informação ou algum impedimento, a Empresa/Órgão


retornará uma mensagem de erro.

4.6.4. Horário para Pagamentos de Débitos On-line

O horário de corte do atendimento será definido pelo Banco, considerando dia útil
aquele em que há atendimento bancário, de segunda a sexta-feira, obedecendo às
regras de feriados nacionais, estaduais e municipais.

Poderá haver transações em dias não úteis, conforme facilidades e disponibilidades dos
canais de atendimento a serem disponibilizados pelo BB e em conformidade com o
contrato firmado entre o Banco e Empresa/Órgão convenente.

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4.6.5. Utilizando a Norma ISO 8583/87

a) Fluxo de Mensageria: a solução é composta de fluxos de mensagens


entre a Empresa/Órgão e as Instituições Financeiras (Bancos). O código
da mensagem é composto por quatro caracteres, conforme critério
estabelecido também pela norma ISO 8583/87. Existem cinco grupos de
fluxos: mensagens de consultas 9300 e 9310; mensagens de pagamentos
0200, 0210 e 0202; mensagens de estorno 0420, 0430 e 0440;
mensagens de “consulta de status” 0600 e 0610; e mensagens “eco” 0800
e 0810, conforme abaixo:

Grupo Descrição
9300/9310 Mensagem de solicitação e resposta de consulta.
Mensagem de solicitação, resposta e efetivação de
0200/0210/0202
Pagamentos on-line.
0420/0430/0440 Mensagem de solicitação e efetivação de estorno.
Mensagem de “solicitação de consulta de status de
0600/0610 transação” e de “resposta de consulta de status de
transação”.
0800/0810 Mensagem de solicitação e resposta de Eco.

b) Mapa de Bits: as mensagens trocadas com a Empresa/Órgão, para


pagamentos, devem obedecer ao layout conforme norma ISO 8583/87;

c) Esquema de Mensageria para consulta e pagamento:

I - 1º passo: consulta - será utilizado o grupo composto pelas


mensagens 9300 e 9310;
II - 2º passo: pagamento - será utilizado o grupo composto pelas
mensagens 0200, 0210 e 0202.

Fluxo Composto pelas mensagens:


9300 (Banco para Empresa/Órgão)
9310 (Empresa/Órgão para Banco)
0200 (Banco para Empresa/Órgão)
0210 (Empresa/Órgão para Banco)
0202 (Banco para Empresa/Órgão)

Neste fluxo, existe a solicitação de pesquisa (9300), uma resposta da


consulta (9310), início da transação financeira (0200), a resposta da
transação financeira (0210) e a efetivação da transação financeira (0202).

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d) Esquema de Mensageria para “Solicitação de estorno de transação”:


para solicitação de estorno de transação, será utilizado o grupo composto
pelas mensagens 0420, 0430 e 0440.

Fluxo composto pelas mensagens:


0420 (Banco para Empresa/Órgão)
0430 (Empresa/Órgão para Banco)
0440 (Banco para Empresa/Órgão)

Neste fluxo, existe a solicitação de estorno de transação (0420), uma


resposta de solicitação de estorno de transação (0430) e a
confirmação/cancelamento (0440) da solicitação de estorno.

e) Esquema de Mensageria para “Consulta de Status” (Sonda): para


“Consulta de Status de Transação”, será utilizado o grupo composto pelas
mensagens 0600 e 0610. Sempre que for encaminhada uma mensagem
0210 (resposta da transação financeira) e não for recebida uma
mensagem 0202 (Confirmação ou Cancelamento), a Empresa/Órgão
enviará ao Banco uma mensagem 0600 solicitando a situação da
transação, a qual retornará na mensagem 0610, que deverá ter o mesmo
conteúdo da mensagem 0202 não recebida.

1º Sonda 10 minutos após a emissão da 0210;


2º Sonda 30 minutos após a emissão da 0210;
3º Sonda 60 minutos após a emissão da 0210.

Fluxo Composto pelas mensagens:


0600 (Empresa/Órgão para Banco)
0610 (Banco para Empresa/Órgão)

Observação: neste fluxo, existe uma consulta (0600) e uma resposta à


consulta (0610).

f) Esquema de Mensageria para “Consulta de Eco”: para “Consulta de


Eco de Transação”, será utilizado o grupo composto pelas mensagens
0800 e 0810.

Fluxo Composto pelas mensagens:


0800 (Empresa/Órgão para Banco ou Banco para Empresa/Órgão)
0810 (Empresa/Órgão para Banco ou Banco para Empresa/Órgão)

g) Mensagens:

I - Mensagem 9300 - Solicitação de consulta - Banco →


Empresa/Órgão;
II - Mensagem 9310 - Resposta da consulta - Empresa/Órgão → Banco;
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III - Mensagem 0200 - Solicitação de pagamento - Banco →


Empresa/Órgão;
IV - Mensagem 0210 - Resposta do pagamento – Empresa/Órgão →
Banco. Obs.: Bit 62 – deve constar somente os dados do que
efetivamente pode ser pago;
V - Mensagem 0202 - Confirmação/cancelamento do pagamento -
Banco → Empresa/Órgão. Observação: a Empresa/Órgão deve
atualizar sua base de dados de forma on-line, para que, se gerada
nova consulta, os pagamentos confirmados não sejam apresentados
ao Cliente/Contribuinte;
VI - Mensagem 0420 - Solicitação de estorno de transação - aviso -
Banco → Empresa/Órgão;
VII - Mensagem 0430 - Resposta de solicitação de estorno de transação -
Empresa/Órgão → Banco;
VIII- Mensagem 0440 - Confirmação/cancelamento de solicitação de
estorno - Banco → Empresa/Órgão;
IX - Mensagem 0600 - Solicitação de sonda - Empresa/Órgão →
Banco.Obs.: A regra da sonda deverá ser definida com cada IF;
X - Mensagem 0610 - Resposta de sonda - Banco → Empresa/Órgão;
XI - Mensagem 0800 - Solicitação de eco - Empresa/Órgão → Banco ou
Banco → Empresa/Órgão;
XII - Mensagem 0810 - Solicitação de eco - Empresa/Órgão → Banco ou
Banco → Empresa/Órgão. Observação: na mensagem 0810, o
código 00 no bit 39 significa que o sistema está ativo. A utilização
das mensagens 0800 e 0810 é opcional, devendo haver
entendimento entre a Empresa/Órgão e o Banco sobre a
implementação e períodos de emissão;
XIII- Bits 62 e 63: as informações que trafegam nos bits 62 e 63
(identificador do serviço) são acordadas com cada Empresa/Órgão e
banco.

h) Arquivo de Conciliação: o arquivo de conciliação é enviado para a


Empresa/Órgão após o horário estabelecido para o encerramento do
movimento do dia e contém todas as transações de pagamento,
realizadas naquele movimento contábil. Se for necessário, outras
transações poderão ser enviadas, por exemplo, estornadas ou pendentes.
A Empresa/Órgão utiliza esse arquivo para realizar “batimento” entre os
pagamentos marcados em sua base on-line e os que o Banco informa que
foram efetivados. Essa verificação é efetuada para identificar eventuais
transações pendentes de conclusão na Empresa/Órgão ou no Banco. O
arquivo de Conciliação é composto de Header, Detalhe e Trailer e é
gerado no formato constante na Apostila de Leiautes.
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5. SERVIÇOS PERSONALIZADOS: DESENVOLVIMENTO E


ALTERAÇÃO DE SISTEMAS

Nos casos em que o serviço de arrecadação oferecido pelo Banco não atenda às
necessidades do cliente, pode ser encaminhada “Solicitação de Serviços em
Tecnologia da Informação - SSTi”. As solicitações de desenvolvimento e alteração de
sistemas devem ser acompanhadas da planilha Análise de Atratividade do Cliente,
atentando para o fluxo contido no LIC 168.2.1, bem como normas e procedimentos de
Agência, Super e CSO.

Para solicitação de serviços personalizados, é necessária a análise e a compreensão


das regras de arrecadação dos tributos em questão, normalmente detalhadas por meio
de “Manual de Arrecadação”, Instruções Normativas, Portarias, entre outros.

É de responsabilidade da agência centralizadora do convênio a análise das regras de


arrecadação do cliente, considerando que:

a) a agência deve formalizar o pedido de SSTi na forma do LIC 168.2 e as


informações constantes no pedido são de inteira responsabilidade da
dependência;

b) a dependência deverá criar, manter e atualizar histórico das


funcionalidades de sistema implementadas para o cliente, bem como das
regras de arrecadação do cliente, a fim de propiciar correta manutenção e
atualização constante no sistema;

c) fica a cargo da dependência solicitante de demanda executiva, para


desenvolvimento de serviços personalizados, a interpretação do Manual
de Arrecadação, Instruções Normativas, Portarias, bem como demais
meios pelos quais o cliente registre ou normatize sua arrecadação.

5.1. EXEMPLO DE INFORMAÇÕES A CONSIDERAR PARA SSTI

Devem-se observar as normas de arrecadação do convenente, além dos seguintes


aspectos, considerando, por exemplo, a hipótese de um determinado cliente Governo
desejar arrecadar IPVA, Taxas e Multas:

a) se o mesmo convênio arrecadará IPVA, taxas e multas;

b) se há necessidade de convênios separados para cada tipo de


recebimento, para geração de arquivo-retorno individualizado;

c) se haverá necessidade de procedimentos especiais por parte do Banco,


tais como, consistência de campos, validações, cálculos automáticos,
entre outros;

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d) qual calendário de arrecadação para pagamento de IPVA, em cota única


ou em parcelas: regras de desconto para pagamento antecipado ou até o
vencimento, regras para perda do direito de pagamento parcelado, regras
para recebimento de saldo restante quando da perda do direito de
pagamento parcelado;

e) se o ente permite pagamento após a data de vencimento, informar quais


tributos podem ser pagos após o vencimento e quais as regras e
percentuais para correções e cominações;

f) regras para licenciamento do veículo: obrigatoriedade ou não de


pagamento de débitos pendentes, tais como multas, IPVA e taxas do ano
corrente e anos anteriores. Quais pagamentos devem ser realizados em
conjunto pelo contribuinte para obter o licenciamento do veículo;

g) informar se a base virá com os valores a arrecadar ou se o Banco deverá


aplicar descontos, multas e cominações. Deve ser minuciosamente
detalhado o procedimento de correção (taxas, prazos, demais condições e
vedações, entre outros);

h) informar se haverá algum tipo de tratamento diferenciado, por parte do


Banco, para alguns tipos de veículos como, por exemplo, carros 0 km;

i) regras e percentuais para concessão de outros benefícios;

j) tratamento diferenciado para arrecadação de IPVA, taxas e multas de


exercícios anteriores: se há vencimento, prazo em que as informações
deverão ficar disponibilizadas para arrecadação, periodicidade de
atualização destas informações, correções ou descontos cujo cálculo fique
a cargo o banco;

k) leiaute de arquivo;

l) quais os procedimentos, normas e rotinas para remessa de arquivos;

m) periodicidade de atualização e substituição de base de dados;

n) quais são as rotinas de atualização: informações atualizáveis via arquivo de


atualização, necessidades de substituição de base de dados, necessidade de
envio de arquivos separados para IPVA, taxas e multas, entre outros;

o) meio de transmissão;

p) procedimentos para teste;

q) definição de demais procedimentos a cargo do cliente e do Banco.


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6. PRAZO PARA REPASSE DE INFORMAÇÕES E VALORES

O prazo para repasse de valores arrecadados é D+2. É vedado o cadastramento, no


sistema, de contrato com prazo de repasse de valores e de informações consolidadas
em D+0.

Deve-se observar o prazo de armazenamento de informações para redisponibilização


de arquivos de retorno para o cliente, em caso de solicitação.

6.1. RETORNO DE INFORMAÇÕES AO CLIENTE

a) IED200/RCB200: arquivo de retorno parcial, não financeiro, direcionado à


prestação de informações sobre a arrecadação realizada ao longo do dia,
em intervalos de 15, 30, 45 e 60 minutos. Está disponível a versão do BB
e a da Febraban para utilização pelo cliente;

b) RCB001: arquivo consolidado contendo as informações referentes à


arrecadação, que pode ser disponibilizado para o convenente no dia
seguinte ao movimento de arrecadação.

6.2. MEIOS DE COMUNICAÇÃO

a) Mainframe X Mainframe: BBEDI e outras soluções (LIC 23.7);

b) AASP/Gefin: arquivos disponibilizados por meio do Auto-Atendimento


Setor Público ou Gerenciador Financeiro, de acordo com a natureza
jurídica do convenente.

6.3. REFAZIMENTO DE ARQUIVO RETORNO

O prazo para solicitação de refazimento de arquivo é de 30 dias, via Aplicativo IED,


opção 23. Findo o prazo, a redisponibilização de arquivos só ocorrerá via “Solicitação
de Recuperação de Arrecadações Murchadas”, via Sistema REC, opção 24.11,
disponível por prazo de 05 anos.

7. ESTORNO DE ARRECADAÇÃO

A agência deve observar, para correto cadastramento do convênio, a condição de


estorno (em D+0) de guias arrecadadas para o convênio.

Ressalte-se a importância de operacionalizar corretamente a condição de estorno


negociada com o cliente, tendo em vista que a condição “não permite estorno”
impossibilita qualquer comando de estorno de guia acolhida indevidamente em
qualquer canal.

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As opções disponíveis são:

a) estorno no auto-atendimento;
b) estorno no caixa;

c) estorno no corresp. banc. BB;

d) estorno no corresp. banc. BPB.

8. TRANSFERÊNCIA DE VALORES ARRECADADOS PARA OUTROS


BANCOS
Nos casos em que o convenente centraliza seus recursos em outra Instituição
Financeira, o repasse da arrecadação deve ser processado via STR-Sistema de
Transferência de Reservas. A execução da transferência deve ser realizada de acordo
com o contido no LIC 168-2-1-1-81.

O sistema REC poderá gerar, automaticamente, a mensagem STR0029 (mensagem


disponibilizada pelo Bacen para ser utilizada no repasse de arrecadação de tributos
municipais) e STR0020 (para repasse de arrecadação estadual), onde o produto
arrecadado deve ser repassado a outra instituição financeira (banco centralizador).

Demais procedimentos para repasse de arrecadação estadual e municipal podem ser


obtidos no LIC 168-2.

9. OPERACIONALIZAÇÃO

9.1. CADASTRAMENTO DE CONVÊNIOS

a) após formalização de contrato o convênio deve ser cadastrado no Sistema


REC, opção 21.01. Ao final do cadastramento, o sistema fornece
automaticamente o número que identificará a convenente;

b) cada cliente só pode ter um convênio por código Febraban cadastrado


naquela entidade;

c) para cadastramento de mais de um convênio por cliente, é necessária


solicitação de cadastramento de novo código Febraban junto àquela
entidade ou utilizar segmento “6” e/ou “9”;

d) as regras de acolhimento em cheque, bem como outras observações que


se fizerem necessárias para orientar a rede de agências arrecadadoras,
devem ser anotadas no cadastro do convênio;

e) para a arrecadação de tributos, deve ser aberta(s) conta(s) corrente(s)


para lançamento dos créditos do convênio, obrigatoriamente vinculada(s)
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ao título contábil 31301.96.00, no caso de governos estaduais, ou


31401.96.00, no caso de governos municipais;

f) no cadastramento do convênio, deve-se observar:

I - o código Febraban de arrecadação e o segmento do cliente;

II - a finalidade do convênio de acordo com o REC 21.01 - Lista


Finalidade de Convênio. É importante observar o correto
preenchimento da finalidade do convênio, tendo em vista que esta
informação não poderá ser alterada após a ativação do convênio de
arrecadação;

III - espécie (51-recebimento de carnês e assemelhados; 53-loja virtual;


entre outros);

IV - opção de estorno de guia arrecadação;

V - quais canais de atendimento estão autorizados a arrecadar as guias


referentes ao convênio firmado (TAA, Internet, Gefin, AASP, Caixa,
BPB e Coban), bem como opções de acolhimento (vencido pelo
valor da barra, qualquer valor, entre outros);

VI - o formato da data de vencimento constante no código de barras;

VII - a posição inicial da data de vencimento no código de barras;

VIII- se o pagamento no TAA será apenas para parcelas não-vencidas,


ou se poderão ser pagas parcelas vencidas;

IX - qual o tipo de valor constante na posição três do código de barras:


“6” ou “8” (fixo) ou “7” ou “9” (variável);

X - se o convênio permite a impostação do valor devido, via TAA e/ou


via caixa, sendo, neste caso, necessário que o valor constante na
posição três do código de barras seja “7” ou “9” (valor variável);

XI - se o valor a ser pago consta no código de barras;

XII - qual a moeda utilizada, se Real ou outra espécie de Índice Variável,


e se todas as guias serão emitidas com a mesma moeda;

XIII- se a moeda utilizada estiver representada por um Índice Variável,


informar sua denominação, valor e a periodicidade de atualização e
indexação: diária, mensal, anual. Informar, também, o formato da

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composição do Índice e a quantidade de casas decimais existentes


depois da vírgula;

XIV- qual o tipo de Indexador de Lançamentos cadastrado no convênio;

XV - se o convenente aceitará os recibos do TAA, Internet, Gerenciador,


AASP, entre outros como comprovantes de pagamento.

9.2. ALTERAÇÕES EM CONVÊNIOS

As alterações em convênios devem ser gravadas no Aplicativo REC, opção 02,


atentando para as mensagens de desativação de convênio.

As alterações promovidas em convênios podem ser visualizadas por meio do Aplicativo


REC, opção 21 - Convênios, 13 - Atualizações em convênios, referentes aos últimos 4
(quatro) meses. Para períodos superiores a 4 (quatro) meses, o sistema remeterá, via
correio SISBB, mensagem automática de sistema com as informações relativas ao
convênio solicitado.

Se for necessária a alteração de dados constantes do convênio, após sua ativação,


existem situações que o sistema automaticamente altera seu estado de ativo para
cancelado, conforme abaixo:

a) mudança de agência centralizadora (pode ser alterada em função de


migração de clientes, extinção/alteração de prefixo, entre outros);

b) alteração do código de recebimento em cheque para “não”;

c) condição de convênio temporário para “sim”;

d) alteração para convênio sem código de barras;

e) mudança no formato da arrecadação via TAA, para qualquer modalidade


diferente de 11.

Nestes casos, deve ser solicitada à Superintendência Jurisdicionante, a reativação do


convênio, no mesmo dia, para que não ocorra interrupção na arrecadação.

Qualquer alteração no cadastro do convênio apenas sensibiliza o sistema REC em D+1,


se utilizada a transação de caixa TR358 para acolhimento de guia com código de
barras. Quando utilizado o TAA, a Internet ou a TR270 no caixa, a alteração sensibiliza
na hora o recebimento.

Para verificar a indisponibilidade de sistema da TR270 no caixa, basta tentar o


acolhimento da guia via TAA ou Internet.

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9.3. CONSULTAS DIVERSAS

9.3.1. CONSULTA TRANSMISSÃO/RECEPÇÃO DE ARQUIVOS

Para consultar a transmissão e/ou recepção de arquivos referentes aos convênios de


arrecadação, bem como de demais convênios, deve-se acessar o Aplicativo IED,
opções 21 - Consultar Remessa ou 22 - Consultar Retorno, informando o MCI do cliente
convenente. O sistema apresentará todos os formatos de arquivo cujo contrato IED
esteja cadastrado. Consultar o formato RCB001 - Recebimentos por Conta de
Terceiros. Ao lado da descrição do formato constará o número do convênio a ser
consultado. Os status disponíveis são:

a) retirado pelo cliente;


b) recebido;
c) enviado para o servidor: o arquivo já está disponível para retirada pelo
cliente, no caso de consulta a arquivos-retorno;
d) preparado para processamento.

9.3.2. CONSULTA RETORNO GERADO E GUIAS

Para consulta ao conteúdo do arquivo retorno gerado para o convenente, deve-se


consultar o Aplicativo REC, opção 24 - Troca de Arquivos, subopção 01 - Gerado,
informando o número do convênio. O sistema disponibiliza a arrecadação diária, na
ordem de data de geração do arquivo, estando disponível o movimento até D-1, dos
últimos 6 (seis) meses.

Para visualização do conteúdo, deve-se selecionar a opção correspondente à data a


ser pesquisada, teclando enter. O sistema mostrará seqüencial de registro, agência
arrecadadora, valor e código de barras. Ao selecionar os seqüenciais que se deseja
consultar, será possível visualizar outras informações, tais como número de terminal
que acolheu a guia, autenticação eletrônica/mecânica, meio de captura, entre outros.

9.3.3. CONSULTA CONVÊNIO

Para consultar dados do convênio, deve-se acessar o Aplicativo REC, opção 21.11,
tecla F4, preenchendo alguns critérios de pesquisa para filtro.

9.3.4. DADOS DE ARRECADAÇÃO

Os dados referentes ao volume de arrecadação podem ser consultados por meio do


Aplicativo REC, opção 23:

a) Consulta Movimento Diário: 11. Por Agência e 12. Por Convênio;


b) Consulta Movimento Mensal: 21. Por Dependência e 22. Por Convênio.
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9.3.5. CONSULTA SE O CONVÊNIO É ARRECADADO NO BB

Para consultar se o convênio é arrecadado no BB, deve-se impostar o código de barras


da guia de arrecadação no Aplicativo REC, opção 23 - Teste Código de Barras,
subopções 41 - Com Dígitos Verificadores e 42 - Sem Dígitos Verificadores.

A mesma consulta é possível por meio do REC 21, subopção 11, F6 Pesq. Cód. Barra,
ou pela transação de caixa TR360.

10. AGENDAMENTO DE GUIAS DE ARRECADAÇÃO COM CÓDIGO


DE BARRAS

a) todas as guias podem ser agendadas para pagamento no TAA, Internet,


Gefin, AASP. No entanto, para guias cujo convênio não permite estorno, o
cancelamento de agendamento de pagamento pode ser realizado
somente até o dia útil anterior à data da efetivação do recebimento. Em
caso de convênios que permitem estorno, este poderá ser realizado até às
20h59 do dia do débito;

b) agendamentos de pagamentos não são cancelados em face de


cancelamento de convênio;

c) GNRE, encaminhada para pagamento via aplicativo GNRE Eletrônica, não


pode ser agendada no sistema, somente debitada diretamente.

11. BB RECEBIMENTOS

O BB Recebimentos foi desenvolvido para auxiliar as Prefeituras na execução e


controle da arrecadação de tributos. O aplicativo tem como objeto a impressão de
qualquer tipo de tributo municipal, nos formatos de guias ou carnês, com código de
barras, no padrão Febraban, e o gerenciamento da arrecadação através do
processamento do arquivo retorno (registro tipo G), inclusive os disponibilizados por
outra instituição financeira.

O BB Recebimentos gera guias/carnês e arquivos para tratamento por Carnês e


Assemelhados, ou seja, por meio do Sistema REC, não se aplicando para os casos de
Cobrança Bancária.

O aplicativo será instalado em microcomputador da Prefeitura, devendo o intercâmbio


de arquivos ocorrer através do AASP, Gefin, EDI, STM400, entre outros.

Os requisitos mínimos para instalação do software são:

a) microcomputador Pentium 133 Mhz;

b) 16 Mbytes de memória;
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c) monitor de vídeo que suporte resolução 800 X 600 pixes, hicolor (16 bits);

d) mouse;

e) drive de 3 polegadas (Disquete ou CD);

f) impressora a Laser para a impressão das guias com código de barras;

g) disco rígido - o espaço necessário será em função da quantidade de


contribuintes da Prefeitura. Ex.: 1.000 contribuintes - 2.272 Kbytes de
espaço, 50.000 - 66.906, 100.000 - 132.798;

h) sistema operacional Windows, versão mínima 95/98.

11.1. INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO

O BB Recebimentos foi desenvolvido dentro da concepção de auto-instalação pelo


próprio convenente e suporte via help desk. Deverão ser utilizados os seguintes
telefones para elucidação de dúvidas:

a) atendimento ao cliente: 0800 729 0500;


b) atendimento às agências: 0800-78-0123.

O software conta com HELP (Tecla Interrogação) e passo a passo, para orientações
aos conveniados.

11.2. FUNCIONALIDADES DO PRODUTO

O aplicativo possui os seguintes recursos:

a) impressão de guias/carnês de qualquer tipo de tributo municipal. Exemplo:


IPTU, ISS, ITBI, Alvarás, Multas diversas, entre outros;

b) impressão de guias, com código de barras padrão Febraban, pelo próprio


convenente, contendo cada guia 7 (sete) códigos de barras. Exemplo: 1
(uma) parcela antecipada, 1 (uma) parcela à vista e 5 (cinco) parcelas a
prazo;

c) impressão de guias com apenas 1 (um) código de barras, para pagamento


único, auto-envelopável ou não, pelo próprio convenente;

d) impressão de guias com apenas um código de barras, para pagamento


único, em três vias, pela própria convenente;

e) impressão local no formato carnê, com até 45 parcelas;

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f) impressão de guias, pelo Banco, em formulário comum (folha padrão A4),


ou no formato carnê, possibilitando a postagem automática ou entrega das
guias/carnês para a convenente;

g) classificação dos contribuintes em grupos para impressão de mensagens


personalizadas;

h) impressão de mensagens para determinado grupo de contribuintes, ou


para determinado imóvel, ou geral. São 11 linhas, com espaço de 60
caracteres por linha;

i) inclusão da logomarca do convenente;

j) trabalha com mais de um convênio por convenente. Exemplo: um


convênio com segmento 1 (um) e outro convênio com segmento 6 (seis);

l) geração e envio de remessas ao BB;

m) tratar arquivo retorno de depuração, que será disponibilizado para o


convenente, após o processamento do arquivo remessa de impressão de
guias/carnês;

n) baixa dos pagamentos efetuados pelos clientes/contribuintes, inclusive de


arquivos disponibilizados por outros bancos;

o) gerenciamento da arrecadação municipal, por meio de consulta ao


aplicativo, ou pela impressão de relatórios/gráficos;

p) exportação de dados para outros aplicativos;

q) baixa manual de guias/carnês pagos fora da rede bancária;

r) possibilidade de emissão de guias/carnês com valor zerado no código de


barras, permitindo a impostação de valores pelo próprio contribuinte.
Neste caso, é necessária a autorização da Diretoria de Governo - Gepse,
prefixo 8593, através de pedido formal da agência centralizadora do
convênio;

s) possibilidade de intercalação de datas de vencimentos;

t) emissão de carnês, com capa e contracapa coloridas (apenas disponível


no leiaute IGC702);

u) aplicativo gratuito, ou seja, sem custo para a instalação;

v) menor custo do mercado para impressão pelo Banco de guias;


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x) chave e senha de acesso ao aplicativo. Inicialmente, estão configuradas


como: ”admin” e ”admin”, respectivamente.

12. IMPRESSÃO DE CARNÊS PADRONIZADOS

O BB oferece a impressão de guias e carnês com código de barras, padrão Febraban,


para a arrecadação de qualquer tipo de tributo municipal (IPTU, ISS, ITBI, Alvarás,
entre outros) em modelo padronizado.

12.1. MODALIDADES

As guias ou carnês de tributos, com código de barras padrão Febraban, poderão ser
impressas pelo Banco, nas seguintes modalidades, postadas ou não:

a) guias em papel A4, auto-envelopadas, compostas com até oito códigos de


barras por folha, divididos em: pagamento antecipado, à vista e a prazo;

b) guias em papel A4, auto-envelopado, com apenas um código de barras,


para pagamento único;

c) carnês, com até 45 códigos de barras, incluindo capa e contracapa


coloridas.

12.2. CARACTERÍSTICAS DOS CARNÊS

a) espaço destinado à mensagem fixa ou especifica, com 11 linhas,


contendo até 60 caracteres, no verso da guia;

b) para o carnê, as mensagens referidas no item acima serão impressas na


primeira folha após a capa;

c) espaço destinado às especificações do tributo e do imóvel vinculado ao


recebimento. Observações: para os carnês esta especificação será
impressa na segunda folha após a capa;

d) impressão a laser da logomarca do município, em preto e branco;

e) possibilita impressão de guias e carnês em vários formatos, pelo Banco ou


pela própria prefeitura;

f) remessa de teste para o cliente que avaliará e aprovará as guias ou


carnês gerados como modelo (constará a palavra “modelo” impressa).
Estes guias/carnês testes serão enviados à agência centralizadora do
convênio, via malote, que deverá encaminhá-las ao convenente para
validação. Os testes serão impressos sempre no formato não postado;

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g) disponibilização do BB Recebimentos para transmissão e recepção de


arquivos.

Caso os modelos de guias e carnês padronizados não atendam às necessidades da


convenente, verifique as especificações de carnês para impressão customizada.

12.3. PRECIFICAÇÃO

O custo para a confecção dos carnês padronizados está no LIC 168.2.30.1.

13. IMPRESSÃO DE CARNÊS CUSTOMIZADOS

Para aprimorar o relacionamento negocial com os clientes do Mercado Setor Público, o


BB oferece a impressão de carnês personalizados com código de barras no padrão
Febraban, ou utilizando o formato Cobrança Bancária (guias compensáveis), pela
Cobra Tecnologia.

Esta sistemática de impressão de carnês leva em conta os diferenciais flexibilidade e


simplicidade. É flexível porque o carnê pode ser montado externa e internamente de
acordo com as necessidades do cliente.

É simples porque não existe leiaute pré-definido para o envio dos arquivos contendo a
base de dados dos destinatários (contribuintes, sacados, conveniados ou devedores
diversos).

A disponibilização da impressão de carnês personalizados vem substituir a necessidade


de contratação de impressões mediante a abertura de processos licitatórios, prática que
ocorre com maior intensidade ao final e início de cada ano, quando as prefeituras
iniciam negociações para o recebimento dos seus tributos.

13.1. FLUXO OPERACIONAL

Após análise negocial, a dependência deve encaminhar a solicitação de impressão em


conformidade com o LIC 168.2.20.1 e 168.2.20.3, atentando para a condução dos
seguintes procedimentos operacionais:

a) preenchimento da “Análise de Atratividade do Cliente”:

I - Apuração do Resultado da Arrecadação;


II - Detalhamento da Demanda de Impressão: descrição e
características do carnê e dos custos de impressão, conforme LIC
168.2.20.

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13.2. SUPORTE TÉCNICO

O suporte técnico será prestado pela Cobra Tecnologia, conforme LIC 168.2.20.

13.3. PRECIFICAÇÃO

O custo para a confecção dos carnês será determinado utilizando-se a tabela constante
no LIC 168.2.20.1.

14. SEGURANÇA

O pagamento de tributo pode ser efetuado por contribuinte correntista ou não do Banco,
em dinheiro, cheque próprio ou cheque de terceiros (de acordo com as regras de
arrecadação estabelecida pelo convenente), diretamente nos terminais de caixa, não
existindo, para esses casos, a guarda da informação de quem é o contribuinte pagador
nos sistemas do BB.

Para reduzir riscos, é importante que o administrador e os funcionários envolvidos no


processo de arrecadação de tributos estaduais e municipais observem o contido no
“Manual de Arrecadação” de seu cliente e no LIC 9.3 (Prevenção e Combate à
Lavagem de Dinheiro).

15. LEGISLAÇÃO RELACIONADA

a) Constituição Federal, artigos 155 e 156;

c) Código Tributário Nacional (Lei 5.172/1966);

d) Código Nacional de Trânsito (Lei 9.503/1997).

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PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS

1. BREVE HISTÓRICO

As PPPs surgiram na Inglaterra, na década de 90, como alternativa para fomentar


investimentos frente a escassez de recursos públicos. O principal objetivo das PPPs é
atrair investimentos privados para projetos de infra-estrutura, em sua maioria, que
seriam inviáveis pela forma tradicional de contratação do poder público.

Após a Inglaterra, outros países já adotaram esse novo modelo de concessão, como
Portugal, Chile, México, França, Alemanha, entre outros.

Devido à escassez de recursos dos governos para investimentos em infra-estrutura,


ocasionada principalmente pelas limitações impostas pela Lei de Responsabilidade
Fiscal (LRF) e pelo Contingenciamento de Crédito ao Setor Público (Lei nº 2.827/01 e
alterações), a experiência internacional apresentou-se como alternativa de viabilização
de obras públicas associadas à prestação de serviços públicos, onde a administração
pública compartilha os riscos do empreendimento com o setor privado.

2. LEGISLAÇÃO

Em dezembro de 2004, foi publicada a Lei nº 11.079 que, após adaptações das práticas
mundiais à realidade brasileira, instituiu as normas gerais para licitação e contratação
de PPPs.

A Lei Federal das PPPs acaba por se caracterizar como uma evolução da Lei das
Concessões (Lei nº 8.987/95), onde cria duas novas modalidades de concessão
(administrativa e patrocinada), possibilitando a realização de projetos até então
inviáveis nos moldes das concessões tradicionais.

O principal objetivo das PPPs é a prestação de um serviço público ou de infra-estrutura,


por determinado período de tempo, onde um parceiro privado (concessionária) é
responsável pela construção e/ou recuperação do bem e pela operação desse bem ao
longo do contrato; e um parceiro público (Administração Pública direta, autarquias,
fundações e empresas públicas, sociedades de economia mista, e demais entidades
controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios)
é responsável pela “compra” de todo ou parte desse serviço.

Para caracterizarmos uma PPP, algumas premissas impostas pela Lei 11.079 devem
ser respeitadas, como:

a) o valor do contrato deve ser superios a R$ 20 milhões;

b) a vigência do contrato deve ser entre 5 e 35 anos;


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c) objeto da PPP deve constar do PPA (Plano PluriAnual) em vigor;

d) a contraprestação do parceiro público ao privado não deve ultrapassar 1%


da RCL (Receita Corrente Líquida) anual;

e) observar a Lei 8.666, quanto aos procedimentos licitatórios, devendo-se


levar previamente à licitação, o projeto à Consulta Pública.

Para distinguirmos uma PPP de uma Concessão comum, devemos observar o seguinte:

a) Concessão: Contrato de prestação de serviço público onde a remuneração


do concessionário advém exclusivamente das tarifas cobradas dos
usuários do serviço prestado. É utilizada quando se tratar de projeto auto-
sustentável;

Exemplo: Em uma concessão rodoviária, a remuneração da concessionária vem


exclusivamente das tarifas cobradas nas praças de pedágio.

b) PPP: Contrato de prestação de serviço público onde a remuneração do


concessionário advém, todo ou em parte, do parceiro público. Nesse caso,
caracterizamos duas modalidades de PPP: Administrativa e Patrocinada;

c) Administrativa: Toda a remuneração da concessionária advém de


pagamentos efetuados pelo parceiro público (contraprestação);

Exemplo: Em uma concessão de presídios, onde não existe tarifas a serem cobradas
dos usuários. A administração pública é responsável pelo pagamento integral da
remuneração da concessionária.

d) Patrocinada: parte da remuneração da concessionária advém de


contraprestação e outra parte de tarifas cobradas dos usuários do serviço
prestado.

Exemplo: Em uma concessão rodoviária, onde o preço a ser cobrado nas praças de
pedágio são muito altos, inviabilizando a concessão. Nesse caso, adota-se uma tarifa
de pedágio mais baixa e a administração pública complementa a remuneração da
concessionária.

3. FORMAS DE UTILIZAÇÃO

Podemos utilizar as PPPs para viabilizar a prestação de qualquer serviço público,


principalmente para viabilizar as obras de infra-estrutura necessárias para o
desenvolvimento do país e que os governos não possuem capacidade de executar.

Podemos exemplificar algumas possibilidades de PPP:

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a) estradas;

b) metrô;

c) presídios;

d) saneamento;

e) centros administrativos;

f) hospitais;

g) escolas.

4. VANTAGENS

A opção por PPP apresenta algumas vantagens para todos os envolvidos em relação
ao investimento direto pela administração pública.

Para o ente público, podemos citar:

a) a menor necessidade de investimentos diretos, onde o responsável pela


captação de recursos para as obras, quando houver, é a concessionária;

b) a maximização dos serviços públicos, pois a administração pública poderá


direcionar recursos para a prestação de outros serviços;

c) a menor necessidade de pessoal, já que a concessionária é a responsável


pela contratação da mão de obra para a operacionalização do serviço;

d) a possibilidade de agilização da contratação pela inversão das fases de


habilitação e julgamento das propostas dentro do processo licitatório; e

e) o início do pagamento das contraprestações somente ocorrerá quando da


entrega da obra e início da prestação do serviço.

Para a concessionária, podemos citar:

a) a garantia de um fluxo de receitas estável durante um longo período de


tempo;

b) a garantia de recebimento por meio de mecanismos garantidores; e

c) a possibilidade de constar em contrato que o projeto será entregue em


etapas e a contraprestação se iniciará após cada etapa entregue.

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5. FORMAS DE ATUAÇÃO DO BB

Para as PPPs Federais, o Banco do Brasil foi instituído administrador exclusivo do


Fundo Garantidor Federal (FGP), sendo vedada sua participação como financiador da
concessionária. Para a prestação desse serviço, a Digov possui uma Divisão voltada
exclusivamente para a análise dos projetos federais, contabilidade do FGP, controle
das garantias e relacionamento com os órgãos do Governo (Ministérios envolvidos,
STN, etc), além de relacionamento com a Dimec e BB DTVM.

Já para as PPPs Estaduais e Municipais, não existe limitações quanto à forma de


atuação do Banco. Dessa forma, foi determinado que a condução das PPPs ficariam
sob a responsabilidade da Digov e o Banco poderia atuar conforme abaixo:

a) Estruturador da PPP / Assessoria aos Estados e Municípios: o Banco


poderá auxiliar na estruturação das leis, das garantias, dos riscos
envolvidos, da definição do fluxo dos recursos envolvidos, entre outros;

b) Administrador do fundo garantidor: nos casos onde se opte pela criação


de um fundo garantidor, o Banco poderá ser o responsável por sua
administração, auxiliando sua estruturação, na análise das garantias
envolvidas e na gestão dos ativos dados em garantia;

c) Gestor dos ativos do fundo garantidor: o Banco poderá atuar apenas


gerindo os recursos dados em garantia. Para isso, poderá utilizar a BB
DTVM para a prestação do serviço;

d) Gestor do fluxo financeiro: o Banco poderá ser o responsável pelo controle


dos recursos envolvidos no projeto, como centralização de arrecadação de
tarifas, de repasse de royalties ou qualquer outro desenho proposto;

e) Financiador do projeto: nesse caso, será acionada a Diretoria Comercial


para a estruturação de operação de financiamento (Project Finance),
analisando o projeto, as garantias e o fluxo de recursos entre outros
pontos.

6. GARANTIAS

A Lei Federal determina que poderão ser utilizados alguns mecanismos garantidores do
pagamento da contraprestação do parceiro público ao parceiro privado. Essas garantias
são de fundamental importância, pois são elas que vão determinar a entrada de uma ou
mais empresas privadas em um contrato de longo prazo com um ente público, onde sua
remuneração será toda ou parte proveniente desse ente.

A Lei Federal permite a adoção dos seguintes mecanismos garantidores:

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a) instituição de fundo garantidor ou de empresa estatal criada


exclusivamente para essa finalidade;

b) vinculação de receitas tarifárias;

c) contratação de seguro-garantia;

d) garantia prestada por organismo internacional; ou

e) qualquer outro mecanismo admitido por lei.

7. FUNDO GARANTIDOR DE PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS

Dentre as inovações, o modelo brasileiro de PPP criou um Fundo para garantir as


obrigações pecuniárias do parceiro público, proporcionando segurança adicional aos
parceiros privados, quando da formalização de contratos de Parcerias Público-Privadas.

7.1. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO FUNDO GARANTIDOR

O Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas (FGP) foi constituído com recursos


oriundos da Secretaria do Tesouro Nacional e apresenta como principais
características:

a) natureza privada;

b) patrimônio próprio, separado do patrimônio dos cotistas;

c) direitos e obrigações próprios;

d) patrimônio integralizado pelo cotista União com o aporte de bens e


direitos, convertido em cotas, e acrescido pelos rendimentos obtidos com
as aplicações dos ativos do Fundo.

Embora os recursos do FGP tenham origem pública, a relação estabelecida entre o


Fundo e os seus cotistas é de direito privado.

8. BASE LEGAL DO FUNDO GARANTIDOR DE PARCERIAS


PÚBLICO-PRIVADAS

O art. 16 da Lei n.º 11.079, de 30 de dezembro de 2004, autoriza a participação da


União, suas autarquias e fundações públicas no Fundo Garantidor de Parcerias
Público-Privadas (FGP), in verbis:

“Art. 16. Ficam a União, suas autarquias e fundações públicas autorizadas a participar, no
limite global de R$ 6.000.000.000,00 (seis bilhões de reais), em Fundo Garantidor de
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Parcerias Público-Privadas - FGP, que terá por finalidade prestar garantia de pagamento de
obrigações pecuniárias assumidas pelos parceiros públicos federais em virtude das
parcerias de que trata esta Lei.”

O art. 17 da mesma Lei determina que a administração do FGP fique a cargo de


instituição financeira controlada, direta ou indiretamente, pela União, in verbis:

“Art. 17. O FGP será criado, administrado, gerido e representado judicial e


extrajudicialmente por instituição financeira controlada, direta ou indiretamente, pela União,
com observância das normas a que se refere o inciso XXII do art. 4º da Lei n.º 4.595, de 31
de dezembro de 1964.”

Em 03/06/2005, foi publicada a Resolução n.º 3.289 do Conselho Monetário Nacional –


CMN, que definiu critérios para nominação da instituição financeira controlada
diretamente pela União a que se refere o artigo 17 da Lei n.º 11.079/2004. A empresa
deveria ser autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM para o exercício de
administração de carteira de valores mobiliários.

O Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas – CGP em sua Resolução n.º 01, de 05


de agosto de 2005, atribuiu ao Banco do Brasil a responsabilidade de criar, administrar,
gerir e representar judicial e extrajudicialmente o FGP. Em 28/12/2005, a CVM divulgou
a Instrução CVM n.º 426 que dispõe sobre a administração de carteira de valores
mobiliários do Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas. Ressalvadas as
disposições constantes daquela Instrução, aplicam-se à administração de carteiras de
valores mobiliários do FGP as regras gerais constantes da Instrução CVM n.º 306, de
05/05/1999.

O Decreto n.º 5.411, de 06 de abril de 2005, alterado pelo Decreto n.º 6.012, de 05 de
janeiro de 2007, autorizou a integralização de cotas no FGP, mediante a transferência
de ações representativas de participações acionárias da União em sociedades de
economia mista disponíveis para venda.

As transferências das participações acionárias da União para o FGP foram realizadas


após a publicação da Portaria do Ministro da Fazenda n.º 413, de 14 de dezembro de
2005, autorizando e especificando quais das Ações constantes do Decreto 5.411/2005
seriam integralizadas no FGP.

9. PILARES ESTRUTURAIS DO FGP

O arcabouço regulatório do FGP, especialmente seu Regulamento e Estatuto, reforçam


dois pilares fundamentais para sua credibilidade perante os parceiros privados: a
solidez e liquidez do patrimônio e a segurança do processo de garantia.

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9.1. SOLIDEZ E LIQUIDEZ DO PATRIMÔNIO DO FGP

A solidez e liquidez do patrimônio do FGP estão fundamentadas nos seguintes


aspectos: qualidade, liquidez e precificação dos ativos; gestão profissional; política de
Investimento conservadora e sustentável.

9.2. QUALIDADE, LIQUIDEZ E PRECIFICAÇÃO DOS ATIVOS

Os ativos do FGP são constituídos com ações de primeira linha, que possuem alta
liquidez e podem ser negociados, diariamente, na Bolsa de Valores de São Paulo –
Bovespa, e de títulos públicos federais. A marcação a mercado é realizada em
conformidade com as práticas determinadas pelo Banco Central do Brasil e pela CVM e
com os artigos 20 a 22 do seu Regulamento, não passíveis de alteração por serem as
Cláusulas Pétreas.

“Art. 20. A gestão do ativo do FGP da Classe 1, quando não comprometido com
garantia específica, deve buscar, pelo menos, uma rentabilidade atrelada ao índice de renda
fixa de mercado IMA-B, referenciado em títulos públicos e divulgado pela Associação
Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (ANDIMA) ou na falta desse, por índice de
renda fixa a ser calculado com base nas NTN-B negociadas em mercado.

Art. 21. A gestão do FGP deve buscar compatibilizar a evolução do ativo


comprometido com a trajetória esperada da obrigação assumida, de acordo com os
respectivos prazos e indexadores.

Art. 22. A marcação dos ativos do FGP deve ser feita a mercado, em conformidade
com as regras estabelecidas pelo Banco Central do Brasil e pela CVM.
Parágrafo único. Na impossibilidade de marcar os ativos das CLASSES 3-6 a
mercado, fica o Administrador autorizado a utilizar o método disponível que permita
dimensionar de forma mais consistente o valor do ativo em questão, conforme práticas de
mercado e normas vigentes.”

9.3. GESTÃO PROFISSIONAL

O FGP é gerido por instituição financeira federal especializada em gestão de recursos


de terceiros, credenciada pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM para a
realização dessa atividade. A gestão de ativos está sob a responsabilidade da BB-
DTVM, empresa líder na indústria de fundos. A liderança e o recorde histórico são
resultados do profissionalismo e excelência na gestão.

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9.4. POLÍTICA DE INVESTIMENTO CONSERVADORA E SUSTENTÁVEL

A Política de Investimento constante do Regulamento do FGP determina gestão


conservadora, restringindo aplicações de maior risco que possam vir a comprometer o
patrimônio aportado e prevê que cada Projeto de Parceria Público-Privada tenha sua
política de investimento associada à garantia pleiteada, observadas as condições e
oportunidades do mercado e as diretrizes da Assembléia de Cotistas, o que reduz a
probabilidade de perdas de capital.

Os ativos do FGP são classificados em Classes/Séries de ativos.

9.5. SEGURANÇA DO PROCESSO DE GARANTIA

A segurança do processo de garantia está alicerçada nos seguintes aspectos: ausência


de alavancagem; qualidade da garantia; regras claras para execução de garantias;
restrições a decisões discricionárias dos cotistas; comprometimento jurídico.

9.6. AUSÊNCIA DE ALAVANCAGEM

É vedado ao FGP outorgar garantias quando verificado que o valor presente das
garantias concedidas supera o valor presente dos ativos, sendo o Administrador do
FGP obrigado a avaliar mensalmente essa relação, justificando eventual desequilíbrio e
solicitando aos cotistas a integralização de novos ativos no FGP, no montante
necessário para cobertura do valor excedido.

9.7. QUALIDADE DA GARANTIA

Conforme disposto no artigo 13, §§ 3° e 4° do Regul amento do FGP, o Administrador


deve outorgar a modalidade de garantia compatível com o grau de liquidez dos ativos
que compõem a correspondente Classe/Série, evitando possíveis desequilíbrios entre a
liquidez dos ativos e os valores da garantia outorgada, a ser prontamente honrada,
fatos da espécie poderão criar óbices para a liquidação de compromissos assumidos
pelo FGP.

Para as garantias outorgadas com base em ações transacionadas em bolsa, existe


previsão de criação de um colchão de liquidez quando do comprometimento do ativo,
visando à mitigação do risco de mercado, evitando desequilíbrio entre o valor presente
dos ativos e das garantias. O compromisso com a qualidade da garantia também está
expresso nas políticas de investimento definidas para a aplicação dos ativos do Fundo,
inclusive os apartados para formação de lastro das garantias concedidas.

9.8. REGRAS CLARAS PARA EXECUÇÃO DE GARANTIAS

O Regulamento do FGP obriga o Administrador a receber todos os pedidos de


execução de garantia, consoante o comando expresso na Lei n.º 11.079/2004: a partir
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do quadragésimo quinto dia após o vencimento da fatura cujo crédito seja líquido e
certo, constante de título exigível, aceito e não pago pelo parceiro público e para os
débitos constantes de faturas emitidas e ainda não aceitas pelo parceiro público, desde
que, transcorridos mais de noventa dias de seu vencimento, não tenha havido sua
rejeição expressa por ato motivado.

O Regulamento do FGP prevê, o prazo máximo de 15 dias úteis para o pagamento da


garantia, caso o pleito do parceiro privado seja procedente e o parceiro público não
tenha efetuado o pagamento ou a contestação da fatura no prazo estabelecido no
Regulamento do FGP. Admite-se ainda a utilização de arbitragem, desde que previsto
no contrato de PPP.

9.9. RESTRIÇÕES A DECISÕES DISCRICIONÁRIAS DOS COTISTAS

O Regulamento do FGP veda a possibilidade do parceiro público interferir nas decisões


do Fundo, que possam representar risco ao cumprimento de suas obrigações, tais
como: outorgar garantias em desacordo com o limite financeiro disponível, manifestar-
se sobre a execução e pagamento de garantias e liquidar o FGP sem saldar os
compromissos assumidos.

9.10. COMPROMETIMENTO JURÍDICO

As garantias outorgadas pelo FGP serão expressas em edital e contrato de PPP, de


maneira detalhada, visando dar forma jurídica clara aos direitos e obrigações das
partes, prevendo a possibilidade do emprego dos mecanismos privados de resolução
de disputas, inclusive a arbitragem.

9.11. INTEGRALIZAÇÃO DE ATIVOS

A integralização de ativos no FGP poderá ser realizada em dinheiro, títulos da dívida


pública, bens imóveis dominicais, bens móveis, ações de sociedade de economia mista
federal excedentes ao necessário para manutenção de seu controle pela União, ou
outros direitos com valor patrimonial, cabendo a seu administrador deliberar sobre a
gestão e alienação dos bens e direitos do FGP, zelando pela manutenção de sua
rentabilidade e liquidez.

9.12. ASSEMBLÉIA DE COTISTAS

A Assembléia de Cotistas é a instância suprema do Fundo, sendo de sua competência


privativa, dentre outros, os seguintes assuntos:

a) alteração do Regulamento do Fundo;

b) substituição do Administrador;

c) fusão, incorporação, cisão, transformação ou liquidação do Fundo;


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d) aprovação de outorga de garantia; e

e) aprovação das Demonstrações Contábeis.

A representação da União na Assembléia de Cotistas, conforme § 2º do artigo 17 da Lei


n.º 11.079/2004, se faz por meio da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN.

Visando evitar conflito de interesse, a Assembléia de Cotistas não deliberará sobre


pagamento de garantias.

9.13. CONSELHO CONSULTIVO

Atuando como órgão de assessoramento à Assembléia de Cotistas foi criado o


Conselho Consultivo do FGP, composto por cinco representantes dos cotistas,
indicados na proporção de sua participação no patrimônio do FGP.

Compete ao Conselho Consultivo, dentre outras ações:

a) acompanhar o desempenho do FGP;

b) opinar sobre os estudos de viabilidade das garantias elaborados pelo


FGP;

c) preciar previamente à Assembléia de Cotistas o relatório de administração


do FGP;

d) examinar a prestação de contas anual do FGP.

O Conselho Consultivo, deverá analisar o Laudo de Viabilidade, opinando sobre o seu


conteúdo, previamente a submissão à Assembléia de Cotistas, e posteriormente ao
Ministro da Fazenda, que poderá autorizar a inclusão da garantia em edital nos termos
aprovados pela referida Assembléia.

9.14. CONCESSÃO DE GARANTIAS

As garantias serão prestadas na forma aprovada pela assembléia dos cotistas,


proporcionalmente ao valor da participação de cada cotista, sendo vedada a concessão
de garantia cujo valor presente líquido, somado ao das garantias anteriormente
prestadas pelo FGP e as demais obrigações, supere o ativo total do FGP, observando
as seguintes modalidades:

a) fiança, sem benefício de ordem para o fiador;

b) penhor de bens móveis ou de direitos integrantes do patrimônio do FGP,


sem transferência da posse da coisa empenhada antes da execução da
garantia;
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c) hipoteca de bens imóveis do patrimônio do FGP;

d) alienação fiduciária, permanecendo a posse direta dos bens com o FGP


ou com agente fiduciário por ele contratado antes da execução da
garantia;

e) outros contratos que produzam efeito de garantia, desde que não


transfiram a titularidade ou posse direta dos bens ao parceiro privado
antes da execução da garantia;

f) garantia, real ou pessoal, vinculada a um patrimônio de afetação


constituído em decorrência da separação de bens e direitos pertencentes
ao FGP.

O FGP poderá, ainda, prestar contragarantia a seguradoras, instituições financeiras e


organismos internacionais que garantirem o cumprimento das obrigações pecuniárias
dos cotistas em contratos de Parcerias Público-Privadas.

O FGP poderá garantir, total ou parcialmente, de acordo com a solicitação dos Cotistas,
as obrigações pecuniárias do parceiro público em contratos de Parcerias Público-
Privadas. As garantias deverão ser outorgadas na modalidade mais compatível com o
grau de liquidez dos ativos que compõem a correspondente Classe e Série.

9.15. LAUDO DE VIABILIDADE DE GARANTIAS

O Administrador do FGP é responsável pelo acompanhamento da modelagem e análise


dos projetos, incluindo os estudos técnicos e de viabilidade econômico-financeira, com
ênfase nas obrigações e riscos pecuniários do parceiro público, visando a elaboração
de laudo de viabilidade das garantias, considerando entre outros aspectos, a situação
patrimonial do FGP.

Conforme descrito no artigo 24, § 3º do Regulamento do FGP, o laudo de viabilidade


das garantias apresenta, entre outras, as seguintes informações:

a) valor total esperado, ao longo do tempo, das obrigações pecuniárias do


parceiro público, incluindo o valor esperado dos riscos do projeto não
claramente assumidos pelo parceiro privado;

b) a matriz de riscos assumidos pelo parceiro público, com a respectiva


mensuração, quando possível;

c) valor presente requerido para garantir todas as contraprestações do


parceiro público;

d) forma de remuneração e de atualização dos valores contratuais;

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e) previsão de pagamento de remuneração variável vinculada ao


desempenho do parceiro privado, conforme metas e padrões de qualidade
e disponibilidade definidos no contrato;

f) previsão de pagamento da contraprestação relativa à parcela fruível de


serviço objeto do contrato;

g) impacto no limite de garantia disponível no FGP;

h) custos e benefícios das diferentes modalidades de outorga de garantia


permitidas;

i) política de investimento associada à garantia pleiteada.

9.16. OUTORGA DE GARANTIAS

As garantias serão outorgadas pelo FGP nos termos aprovados pela Assembléia de
Cotistas. Ao outorgar garantia, o Administrador deverá especificar em seus controles e
registros os ativos correspondentes, sendo responsável pelo equilíbrio entre o valor
presente das garantias outorgadas e dos ativos correlatos. Na Figura 1 pode-se
observar a dinâmica de funcionamento da prestação de garantias pelo FGP.

Figura 1 – Fluxograma de concessão de garantias

Administrador

Governo Federal,
Autarquias e
Cotista Contra Garantia Seguradoras/
Fundações Públicas
Federais FGP Garantidores
Internacionais

Garantias
Contraprestação
Garantias

Usuários
SPE
Tarifas

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9.17. ACIONAMENTO E EXECUÇÃO DE GARANTIAS

Caso o parceiro público deixe de honrar suas obrigações, o FGP poderá ser acionado
pelo parceiro privado. O acionamento da garantia somente poderá ocorrer nas duas
situações descritas abaixo.

Crédito Líquido e Certo

45 dias contados a partir da data de


vencimento da Fatura

Fatura emitida e ainda não aceita,


sem rejeição expressa por ato
motivado

90 dias contados a partir da data de


vencimento da Fatura

O Fluxo a seguir demonstra a linha de tempo para honra de garantias pelo FGP, após o
recebimento das solicitações enviadas pelo parceiro privado, que deve obedecer aos
prazos acima.

Em até 15 dias, após acionamento: Pós-pagamento:

1 - Caracterizar a inadimplência; 1 - Exonerar garantia vinculada;

2 - Acionar o Parceiro Público; 2 - Acionar o Parceiro Público;

3 - Realizar diligências junto aos Ordenadores de 3 - Reincorporar os valores pagos.


Despesas;

4 - Efetuar o pagamento, caso atendidas todas as


exigências.

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Em caso de inadimplência do parceiro público, os bens e direitos do Fundo poderão ser


objeto de constrição judicial e alienação para satisfazer as obrigações garantidas. O
FGP deve sub-rogar-se nos direitos do parceiro privado, ficando o Administrador
obrigado a acionar o ordenador de despesas inadimplente.

Para cumprir o disposto no Art. 7º do Regulamento do FGP, o Banco do Brasil segrega


a gestão do FGP de suas demais atividades e ainda:

a) estabelece práticas claras e precisas que assegurem o bom uso de


instalações, equipamentos e arquivos comuns à gestão do FGP e outras
atividades do Administrador;

b) adota procedimentos operacionais visando à preservação de informações


confidenciais pelos administradores, empregados e prestadores de serviço
do Administrador envolvidos na gestão do FGP;

c) zela para que somente funcionários envolvidos com a administração e


gestão do FGP tenham acesso às informações confidenciais.

A segregação visa mitigar o risco operacional dos processos e atender aos princípios
do Chinese Wall, de forma a evitar conflitos de interesses.

A Diretoria de Governo, vinculada à Vice-Presidência de Governo do Banco do Brasil é


responsável pela administração legal, administração financeira e contábil do FGP, a
emissão do laudo de viabilidade de garantias e o controle e execução de garantias.
Para cumprir com efetividade estas responsabilidades integra-se com outras áreas do
Banco.

A liquidação, custódia e processamento das carteiras de ativos que compõem o


patrimônio do FGP, são realizados pela Diretoria de Mercado de Capitais.

A Gestão dos Ativos do FGP é realizada pela BB Administração de Ativos -


Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. - BB DTVM, subsidiária integral do
Banco do Brasil.

Na Figura abaixo pode-se visualizar a distribuição das atividades em cada área


envolvida na Administração direta do FGP, dentro do Conglomerado BB.

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9.18. DISTRIBUIÇÃO DE ATIVIDADES

Banco do Brasil

Diretoria de Governo
Diretoria Mercado de Subsidiária Integral
Capitais 
Administração Legal

Custódia  Administração Financeira e
Processamento da Contábil

Carteira  Emissão de Laudo de BB-DTVM
Viabilidade
 Liquidação dos Ativos  Controle e Execução das
Garantias

Manual Operacional Contrato de Gestão

9.19. PARTICIPAÇÃO EM PROJETOS DE PPP

O Regulamento do FGP, no seu Art. 8º registra que:” o Administrador, bem como suas
subsidiárias, não poderão participar do financiamento ou do capital de sociedade de
propósito específico criada em função de contrato de parceria público-privada que tiver
recebido garantia do FGP, salvo se, decorridos três anos a contar da aprovação deste
Regulamento, participarem de forma minoritária em conjunto com outros bancos, em
até dez por cento do financiamento, não podendo, ainda assim, exercer a função de
Estruturador ou Coordenador.

§ 1° A participação no financiamento, referida no caput, deverá ser precedida de


manifestação formal de interesse do Administrador ou de suas subsidiárias caso seja
decidida previamente à licitação da parceria público-privada, hipótese na qual o
Administrador deverá terceirizar a análise de viabilidade da garantia”.

10. PROCEDIMENTOS DE AGÊNCIAS

Os procedimentos inerentes aos processos do FGP estão centralizados na agencia


Governo Brasília e limitam-se ao gerenciamento das contas de depósitos do fundo.

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11. SINOPSE DO ARCABOUÇO REGULATÓRIO DO FGP

Norma Ementa

Institui normas gerais para licitação e contratação de Parceria Público-


Privada no âmbito da administração pública federal e, no art. 16,
Lei n.º 11.079, de 30 de dezembro de 2004
autoriza a criação do Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas -
FGP.

Regulamento do FGP, aprovado em 27 de janeiro de


Estabelece normas que regem o FGP.
2006 e alterado em 31/08/2006

Estatuto do FGP, aprovado em 27 de janeiro de 2006


Expressa formalmente os princípios que regem o FGP.
e alterado em 31/08/2006

Institui o Comitê Gestor de Parceria Público-Privada Federal (CGP) e a


Decreto n.º 5.385, de 4 de março de 2005
Comissão Técnica das Parcerias Público-Privadas (CTP).

Altera e acresce dispositivos do Decreto nº 5.385, de 4 de março de


Decreto 6.037, de 7 de fevereiro de 2007 2005, que institui o Comitê Gestor de parceria Público-Privada Federal
– CGP.

Autoriza a integralização de cotas em Fundo Garantidor de Parcerias


Público-Privadas , mediante a transferência de ações da União (anexos I
Decreto n.º 5.411, de 6 de abril de 2005
e II), referentes às suas participações minoritárias e excesso à
manutenção do seu controle em sociedades de economia mista.

Define que o Administrador do Fundo Garantidor de Parcerias Público-


Privadas além de ser uma Instituição Financeira controlada direta ou
Resolução CMN n.º 3.289, de 3 de junho de 2005 indiretamente pela União, deverá ter autorização da Comissão de
Valores Mobiliários para o exercício de administração de carteira de
valores mobiliários.

Define o Banco do Brasil S/A ou Subsidiária como Administrador,


Gestor e Representante Legal do Fundo Garantidor de Parcerias
Público-Privadas.
Resolução CGP n.º 001, de 5 de agosto de 2005

Autorizada a contratação, pela a STN, de fundos da mesma natureza,


junto à CEF e o BNDES.

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Cria as forças-tarefa para implementação de projetos de parcerias


Resolução CGP n.º 002, de 19 de setembro de 2005
público-privadas.

Autoriza a transferência para o Fundo Garantidor de Parcerias Público-


Portaria Ministerial n.º 413, do Ministério da Privadas – FGP, administrado pelo Banco do Brasil S.A., das
Fazenda, de 14 de dezembro de 2005 participações acionárias da União referidas no Anexo I desta Portaria
(relativas às ações BBAS3, ELET3 e VALE5).

Instrução CVM n.º 306, 5 de maio de 1999 Dispõe sobre a administração de carteira de valores mobiliários.

Dispõe sobre a administração de carteira de valores mobiliários do


Instrução CVM n.º 426, de 28 de dezembro de 2005 Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas – FGP, de que trata a
Lei n.º 11.079, de 30 de dezembro de 2004.

Regulamenta o art. 3o, caput e § 1o, da Lei no 11.079, de 30 de


dezembro de 2004, que dispõe sobre a aplicação, às parcerias público-
privadas, do art. 21 da Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, e do art.
31 da Lei no 9.074, de 7 de julho de 1995, para apresentação de
Decreto n.º 5.977, de 1º de dezembro de 2006
projetos, estudos, levantamentos ou investigações, a serem utilizados
em modelagens de parcerias público-privadas no âmbito da
administração pública federal, e dá outras providências.

Orienta a inscrição do FGP no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas


Orientação da Secretaria de Receita Federal/MF (CNPJ) com natureza jurídica: 222-4 “Fundo de Investimento” e CNAE
Fiscal 6591-9/01 – “Fundo de Investimento, exceto previdenciários”

Estabelece normas gerais relativas à consolidação das contas públicas


Portaria STN n.º 614, de 21 de agosto de 2006 aplicáveis aos contratos de parceria público-privada – PPP, de que trata
a Lei n.º 11.079/2004

Dispõe sobre o pagamento, pelas empresas estatais federais, de


Decreto n.º 2.673, de 16 de julho de 1998
dividendos ou de juros sobre o capital próprio, e dá outras providências.

DECRETO N.º 3.381, DE 13 DE MARÇO DE 2000 Dá nova redação aos §§ 2º e 4º do art. 1º do Decreto nº 2.673, de 16 de
julho de 1998, que dispõe sobre o pagamento, pelas empresas estatais
federais, de dividendos ou de juros sobre o capital próprio.

Universidade Corporativa Banco do Brasil 108


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AUTO-ATENDIMENTO SETOR PÚBLICO (AASP)

1. CONCEITO

Solução que integra, em um único ambiente, transações bancárias, negócios, soluções


financeiras e informações voltadas para atender as necessidades específicas dos
clientes Setor Público.

O canal de auto-atendimento exclusivo para clientes Governo, AASP, foi lançado em


dezembro de 2002, para provocar significativa mudança de cultura, tanto para o Banco
quanto para o cliente, transformando-se numa forma de relacionamento com o Setor
Público.

1.1. VANTAGENS PARA O BANCO

O AASP proporciona para o Banco redução de consumo de estrutura nas Agências,


liberação de pessoal para as atividades negociais, ampliação da capacidade de
atendimento, redução do custo de transação para o Conglomerado, ampliação do
ganho financeiro, canal de vendas de produtos e serviços.

Ressaltamos que as soluções eletrônicas contribuem para o cumprimento da estratégia


do Banco, diante da redução de custo proporcionada, conforme estudo14 realizado o
custo para o Banco de uma transação realizada no caixa é R$ 2,74 e no AASP é 0,07.

Relacionamos a seguir o destaque do assunto nos Documentos Corporativos do


Banco:

a) Estratégia Corporativa BB 2008-2012 - Orientações Gerais –


Desenvolver e aprimorar mecanismos de gestão de custos para garantir a
eficiência operacional e negocial.

b) Plano Diretor 2008 - Perspectiva Processos Internos - Objetivo 14 –


Eficiência operacional e negocial.

c) Plano de Mercado Governo 2007 - Potencializadores de Negócios –


Produto -Auto-Atendimento Setor Público.

2. VERSÕES

O AASP é um canal virtual de auto-atendimento, motivo pelo qual seu acesso se dá


exclusivamente por meio da Internet. Atualmente o canal está disponível para acesso
em duas versões:

14
Estudo realizado em 2007, pela Diretoria de Controladoria - Divisão de Modelagem de Custos.
Universidade Corporativa Banco do Brasil 109
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Caderno do Participante

a) Versão Aplicativo
O próprio cliente instala em sua máquina, acessando o site do BB, o
processo é rápido e simples ( item 7.2).

b) Versão Web
Não exige a pre-instalação, o acesso é realizado através do site do
Banco (www.bb.com.br), ambiente Governo, selecionar a opção Conta
Governo e informar a chave e senha de acesso.

Observação: A versão Web ainda não possui todas as transações. Existe um


cronograma para a migração das demais transações.

O acesso, senhas, poderes, limites e as regras de segurança são válidas para ambas
as versões.

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Caderno do Participante

3. FUNCIONALIDADES

O AASP apresenta as seguintes funcionalidades:

a) informações sobre toda a movimentação financeira das contas correntes


do Órgão e emissão de comprovantes;

b) transferências de valores entre contas correntes, contas investimentos, ou


contas poupança do BB, transferências com identificadores (Depósito
Identificado - entre contas BB e poupança) e transferências para contas
de outros bancos (DOC Eletrônico e TED);

c) operações de pagamento de títulos, impostos e taxas;

d) movimentação da cobrança do Órgão, junto ao Banco do Brasil,


possibilitando a realização de instruções on-line dos títulos registrados;

e) liberação e cancelamento de pagamentos de ordens bancárias a


fornecedores - OBN;

f) controle de cheques custodiados;

g) aplicações e resgates de recursos em fundos de investimento destinados


exclusivamente ao Setor Público;

h) troca de arquivos de convênios, tais como pagamentos a fornecedores,


empenhos públicos, ordens bancárias, arrecadação, pagamentos de
funcionários, registro de títulos e instruções de cobrança entre outros;

i) consulta e autorização de transações pendentes de assinaturas dos


prepostos;

j) consulta de informações sobre todas as transações realizadas pelo Órgão


público ou pelos usuários;

l) concessão e controle de diferentes níveis de acesso aos usuários e


transações;

m) recarga de telefones pré-pagos, download e configuração de aplicativos;

n) gestão de repasses de programas governamentais;

o) gerenciamento do Cartão Corporativo Governo;

p) bloqueio e desbloqueio de benefícios entes previdenciários;

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Caderno do Participante

q) informações sobre PMAT e gerenciamento do convênio BB Crédito


Consignação;

r) transações exclusivas para a Secretaria de Receita Federal e seus


Órgãos vinculados;

s) controle da utilização de Special Accounts;

t) controle do Fluxo de Caixa - entradas e saídas de recursos públicos e


auxílio na tomada de decisões;

u) liberação de arquivos de pagamento em lote.

4. SENHAS

Para acesso ao AASP são necessários dois tipos de senhas:

a) Senha de Acesso - é necessária para acessar o canal, em ambas as


versões (juntamente com a chave do usuário);

b) Senha de Conta - é a assinatura que permite a execução das transações


relacionadas às contas correntes do cliente.

Veja suas principais características:

Senhas de Acesso Senhas de Acesso a Conta


(LIC 23.6.1.1) (LIC 23.6.1.1)
Código numérico de 8 dígitos (assinatura
Código alfanumérico de 8 dígitos (mínimo 3 letras eletrônica), necessário para acessar as transações
e um numeral), que possibilita o acesso ao AASP que envolvam a conta corrente do cliente (consulta
e execução de transações específicas do canal. a saldos, extratos, movimentação entre contas,
DOC eletrônico/TED, pagamentos etc.).
A senha de acesso inicial dos Administradores de
A senha de 6 dígitos é pré-requisito para
Segurança é gerada exclusivamente na agência
cadastramento da senha de conta de 8 dígitos.
de relacionamento do cliente.
A senha de acesso inicial dos demais usuários é Somente poderão cadastrar este tipo de senha os
gerada durante o processo de inclusão no próprio usuários legalmente autorizados a representar,
AASP, realizado por um dos Administradores de junto ao Banco do Brasil, o ente público ao qual
Segurança. está vinculado.

5. TIPOS DE TRANSAÇÕES

As transações do Auto-Atendimento Setor Público, dividem-se em:

a) Transações com o uso de senha de conta - transações que necessitam


de poder cadastrado para o preposto no aplicativo Clientes - Poderes, cujo
acesso é realizado em função dos poderes registrados;
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Caderno do Participante

b) Transações com o uso de senha de acesso - definidas como


transações autorizáveis, por não exigir que o usuário tenha poder
cadastrado no Banco e não envolver conta corrente, são concedidas
exclusivamente pelo Administrador de Segurança no próprio Auto-
Atendimento Setor Público.

6. ACESSO

6.1. PERFIS DE ACESSO

O representante do ente público pode assumir três perfis distintos, que estão
diretamente relacionados com os poderes a ele delegados:

a) Administrador de Segurança: é um dos representantes do ente


público, indicado para exercer a função de gerente do Auto-
Atendimento Setor Público. Ele será responsável pelo cadastramento
das chaves e senhas de acesso dos demais usuários e também por
conceder acesso às transações autorizáveis. Para ter esse perfil o
representante precisa ter no mínimo um poder de conta corrente
cadastrado no BB.

b) Preposto: um representante do ente público, com poderes de conta


corrente (consulta ou movimentação financeira) cadastrados no
Banco;

c) Usuário: toda pessoa física autorizada pelo ente público, através do


Administrador de Segurança, a realizar transações autorizáveis no canal.
Um usuário só pode ser incluído via Auto-Atendimento Setor
Público, pelo próprio cliente.

Observação: O cadastramento de prepostos e administradores de segurança é


realizado na agência.

7. REQUESITOS TÉCNICOS PARA ACESSO


7.1. CONFIGURAÇÃO MÍNIMA RECOMENDADA

Para que todos os recursos do AASP funcionem com plena capacidade, é


recomendada a sua utilização em equipamento com requisito tecnológico básico.

Embora o AASP exija configuração simples, antes de oferecer o produto, procure


verificar se o cliente possui equipamentos com as configurações mínimas abaixo:

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7.1.1. CONFIGURAÇÃO DE HARDWARE (COMPUTADOR)

a) Microprocessador: compatível com o padrão Intel® Pentium™ 300Mhz;

b) Memória RAM: 32 MB;

c) Monitor: resolução ideal de 800 x 600 pixels;

d) Espaço livre em disco: 4 Mb;

e) Modem: com velocidade mínima de 28.800 bps;

f) Protocolo de comunicação TCP/IP instalado e configurado.

7.1.2. CONFIGURAÇÃO DE SOFTWARE (PROGRAMAS E SISTEMAS


OPERACIONAIS)

7.1.2.1. Sistema Operacional Windows:

a) sistema operacional Windows 98/2000, ME, NT e XP;

b) aplicativo de navegação (browser), Netscape 5.x ou superior, Mozilla 5,


FireFox 1.0 ou Internet Explorer 5.x ou superior com criptografia de 128
bits e máquina virtual Java (Microsoft VM Java) versão 3802 ou superior
ou máquina virtual Java Sun versão 1.4.1 ou superior.

7.1.2.2. Sistema Operacional Linux:

a) Red Hat Linux - versão 8.0 e 9.0;

b) Conectiva Linux - versão 7.0, 8.0 e 9.0;

c) Suse Linux - versão 8.1;

d) aplicativo de navegação (browser), Netscape 7.0 ou superior, dotado


de criptografia de 128 bits e máquina virtual Java Sun versão 1.4.1 ou
superior instalada e configurada para funcionar como máquina virtual
do navegador.

7.2. PROCEDIMENTOS DE INSTALAÇÃO

O processo de instalação inicial do Auto-Atendimento Setor Público poderá ser


realizado de duas formas, por ordem de prioridade:

a) provedor de internet do cliente;

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b) por um dos provedores de concessionárias conveniadas com o Banco.

Vamos ver como é feita a instalação na primeira situação:

a) oriente o cliente a seguir os passos abaixo:

I - acessar o provedor de Internet e abrir o site www.bb.com.br (Portal


do Banco do Brasil), página Governo. Após carregar a página,
selecionar “Serviços Exclusivos – AASP” - clicar em “instalação”.

II - será aberta a página do Auto-Atendimento Setor Público. Para


instalá-lo, clicar no menu Instalação, e, no submenu que aparecer,
escolher o navegador (Internet Explorer ou Netscape) instalado no
computador;

III - na tela seguinte será mostrada a configuração recomendada para a


instalação do aplicativo e a configuração atual do equipamento.
Seguir as instruções da tela;

IV - na tela que se abrir, escolher o local em que o aplicativo será


instalado, clicando em “Localizar”, ou em “Continuar” para instalá-
lo em c:/BancoBrasil (recomendado). Se o drive escolhido for um
drive de rede, recomenda-se a intervenção do Administrador da
rede;

V - a instalação do Auto-Atendimento Setor Público será iniciada.


Aguardar até que o processo esteja concluído;

VI - a tela seguinte indicará que a instalação foi concluída com sucesso e


que o atalho para o AASP foi criado automaticamente na área de
trabalho do cliente;

VII - essa tela deverá ser fechada. Em seguida, acessar o AASP pelo
ícone criado na área de trabalho.

Uma vez instalado, o cliente recebe de sua agência chave/senha de acesso, com a qual
conseguirá cadastrar as senhas das contas-correntes, para então usufruir, com toda
comodidade, de todas as funcionalidades disponíveis na ferramenta.

8. FLUXO DE CAIXA

8.1. CONCEITO

Com o Fluxo de Caixa, o Setor Público tem uma solução moderna, segura e confiável
de gerenciamento das contas correntes e do fluxo de caixa, possibilitando uma melhor
gestão do ciclo operacional dos recursos públicos (receitas, despesas, investimentos e
Universidade Corporativa Banco do Brasil 115
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Caderno do Participante

empréstimos), contribuindo para maximizar os ganhos financeiros e racionalizar os


procedimentos administrativos internos, com redução de custos estruturais para os
Órgãos e Entidades do Poder Público.

O Fluxo de Caixa do Banco do Brasil tem como principal característica o controle e


gerenciamento das contas públicas, agregando, ainda, funções especiais, como, por
exemplo, a possibilidade de impressão de avisos de lançamentos e a projeção do fluxo
de caixa das contas correntes do Órgão Público.

A adesão a essa ferramenta pode ser


feita pelo Administrador de Segurança
diretamente no AASP, na opção Fluxo
de Caixa - Adesão (é imprescindível o fluxo de caixa
adesão
cadastramento do Poder 26 - solicitar
saldos e extratos, para que o cliente
consiga executar essa transação).

Caso o cliente já tenha aderido ao


produto, após o login aparecerão as
informações de seu Saldo
Consolidado.

Saldo
Consolidado

8.2. CARACTERÍSTICAS E VANTAGENS

a) acesso às informações via Auto-Atendimento Setor Público;

b) utilização do produto sem custo adicional para os clientes;

c) produto alinhado com a atual legislação (Lei de Responsabilidade Fiscal -


LRF e Sistema de Pagamentos Brasileiro - SPB), oferecendo total
segurança ao Administrador Público na gestão dos recursos;

d) agilidade no acesso aos dados de interesse dos Órgãos e Entidades


Públicas - repasses do Governo Federal, convênios etc., racionalizando os
procedimentos internos dos órgãos envolvidos, bem como facilitando o

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Caderno do Participante

fornecimento de informações, detalhadas por período, para fins de


prestação de contas;

e) possibilidade de impressão de extratos e avisos de lançamentos, no ato


da consulta, agilizando os procedimentos de prestação de contas dos
entes públicos;

f) emissão de relatórios gerenciais para controle e acompanhamento dos


saldos das contas do poder público;

g) geração de arquivos mensais consolidados para o cliente, contendo os


extratos de todas as contas do convênio;

h) emissão de extratos e saldos das contas do período de até 6 meses


anteriores, diretamente pelo cliente;

i) possibilidade de projeção do fluxo de caixa, mediante inclusão, pelo


cliente, de créditos e débitos não registrados nos sistemas do Banco,
permitindo a tomada de decisões gerenciais de forma antecipada e
tempestiva;

j) criação de grupos de contas, com até 50 contas correntes em cada grupo,


facilitando o gerenciamento das mesmas. Uma mesma conta pode
pertencer a mais de grupo de contas, a critério do cliente, conforme suas
necessidades gerenciais.

8.3. FUNCIONALIDADES

O Fluxo de Caixa oferece opções distintas para o controle e gerenciamento das contas
do Órgão Público, com funções para projeção do fluxo e do saldo de caixa, relação dos
produtos e serviços mantidos com o BB, controle de informações externas, a serem
impostadas pelo cliente, e geração de relatórios consolidados das contas correntes:

a) Previsão de saldo para dia/mês/ano: indica a projeção da situação do


saldo de caixa para uma data definida, de acordo com os registros
existentes no Banco e os impostados pelo cliente. A previsão pode ser
efetuada para até 3 (três) meses futuros.

b) Previsão de caixa para dia/mês/ano: indica a previsão de saldo de


caixa do órgão público para a data definida, de acordo com os
registros existentes nos sistemas do BB (Negócios com o BB) e com os
que foram impostados pelo cliente (Movimentações não
registradas no BB). Oferece também a possibilidade de o órgão
público simular o seu saldo de caixa.

Universidade Corporativa Banco do Brasil 117


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c) Projeção do fluxo de caixa até dia/mês/ano: disponibiliza relatório e


gráfico com a projeção do fluxo de caixa das contas do grupo, desde a
data da consulta até a data definida pelo cliente, em um período de até 3
(três) meses. Os valores consideram os registros existentes nos sistemas
do BB (opção Negócios com o BB) mais os que foram impostados
manualmente (Movimentações não registradas no BB);

d) Movimentações não registradas no BB: possibilita impostar, no Fluxo


de Caixa, os créditos e débitos que não estão registrados nos sistemas do
BB (cheques pré-datados, DOC, depósitos etc.) e que irão impactar o
fluxo de caixa;

e) Negócios com o BB: informa todos os negócios do Órgão Público,


existentes nos sistemas do Banco do Brasil (conta corrente,
investimentos, distribuição da arrecadação federal, ordens bancárias
estaduais e municipais, arrecadação de tributos, cobrança da dívida ativa,
débitos, créditos etc.);

f) Relatório de saldo consolidado: mostra o saldo de todas as contas do


grupo ou das contas marcadas, no final do dia anterior ou o saldo de
outros dias antecedentes, a critério do cliente

g) Relatório de saldo de investimentos: mostra o saldo dos investimentos


de todas as contas do grupo ou das contas selecionadas, podendo ser
emitido pelo período retroativo de até 1 ano, a partir de janeiro/2002.

h) Relatório de saldo projetado: mostra o saldo das contas do grupo ou


das contas marcadas, com projeção para até 3 meses, a partir da data da
consulta definida pelo cliente.

Importante: as agências terão um diferencial importante para o auxílio no processo de


negociação com os clientes, pois todas as informações disponibilizadas por eles
poderão ser acompanhadas de forma simultânea pelas agências detentoras das contas
correntes, via Gerenciador de Aplicativos em Agências (aplicativo GAA).

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Caderno do Participante

PASEP

1. NOÇÕES GERAIS E LEGISLAÇÃO

O Programa de Formação do patrimônio do Servidor Público - Pasep foi criado pela Lei
Complementar nr. 8, de 03.12.1970, com o intuito de estender aos funcionários públicos
os benefícios concedidos, no mesmo ano, pelo Programa de Integração Social – PIS
aos trabalhadores da iniciativa privada.

Possuem direito ao rendimento/principal, todos os participantes cadastrados até


10/1988, declarados na RAIS. Já o Abono Salarial é disponibilizado a todos os
participantes cadastrados a pelo menos cinco anos, declarados na última RAIS com
média salarial inferior a dois salários mínimos e que tenha trabalhado pelo menos 30
dias.

2. PÚBLICO ALVO

Todas as entidades governamentais que mantêm ou não relacionamento com o Banco


do Brasil.

3. CADASTRAMENTO DE ENTIDADE

O módulo ENTIDADES do sistema PASEP (FPS) foi desenvolvido para controlar o


prazo de vigência dos instrumentos contratuais firmados com o Banco.

Cada autorização contratualmente prevista (Cadastramento em Meio Magnético,


Pasep/Fopag e Transações WEB, por exemplo) deverá ser registrada no sistema
acompanhada do respectivo prazo de vigência (prazo de vencimento do contrato), no
qual a autorização será automaticamente revogada.

Após a formalização do convênio (LIC 28.20.1), registre no aplicativo PAG opção


15.03.11 informando:

a) CNPJ: CNPJ da entidade;

b) Número do contrato: Contrato formalizado com a entidade. Caso este não


exista, deverá ser informado qualquer dado;

c) Programa/Subprograma: informe 01/01;

d) Código da autorização: escolha de acordo com o convênio;

e) Validade: Informe o início e fim da validade do convênio;

Universidade Corporativa Banco do Brasil 119


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Caderno do Participante

f) Responsáveis: Informe os dados do responsável administrativo (quem


assinou o convênio) e responsável técnico (quem operacionaliza o
convênio na entidade).

Caso seja necessário, é possível alterar os dados do convênio utilizando as opções


disponíveis no PAG 15.03.

4. CADASTRAMENTO DE PARTICIPANTE

Compõem o cadastro do Pasep, os registros de servidores e empregados das


entidades vinculadas ao Programa independentemente do regime jurídico a que se
subordina a relação de trabalho (Regime Jurídico Único, CLT ou, regidos por legislação
própria).

O cadastro de participantes do Pasep é, por determinação legal,mantido pelo Banco do


Brasil, que, para sua organização, se vale de informações prestadas pelas entidades
vinculadas.

Desta forma, compete a essas entidades providenciar o cadastramento, no ato da


admissão ou da posse de servidores ainda não inscritos no Programa, e manter
atualizados seus dados cadastrais durante o período de vigência do vínculo
empregatício.

A Agência deve buscar sempre incentivar e orientar entidades na utilização do


cadastramento de participantes em meio magnético (LIC#28.20.9.1) ou via web/AASP
(LIC#28.30.13), mas em hipótese alguma a agência deve recusar-se a processar
solicitações de cadastramento.

4.1. CADASTRAMENTO DE PARTICIPANTE – AASP

Está disponível desde dezembro de 2005 a opção via AASP de


cadastramento/consulta de participantes.

Para utilizar esta funcionalidade, a entidade deve estar registrada no Pasep com a
autorização “Transações Web”. Este autorização deve ser registrada conforme item
acima.

A entidade também necessita ter acesso ao AASP, conforme LIC 23.6.

Após o registro, a entidade deverá acessar a opção “Gestão Pública -> Pasep”. Será
disponibilizado opção de cadastramento e consulta de participantes, além de consulta
aos dados cadastrais da entidade.

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Caderno do Participante

4.2. CADASTRAMENTO DE PARTICIPANTE – ARQUIVO


Também está disponível, desde julho/2003, o cadastramento de participante de forma
massificada, por meio de envio/recepção de arquivos em leiautes pré-determinados (FPS056).

Para utilizar esta funcionalidade, a entidade deve estar registrada no Pasep com a autorização
“Cadastramento via Arquivo”. Este autorização deve ser registrada conforme item acima.

A entidade necessita ter acesso ao AASP, caso queira transmitir/receber arquivos. Também
podem ser cadastradas outras formas de intercâmbio (EDI, mainframe).

A entidade deve gerar os arquivos de cadastramento e tratar os arquivos retorno utilizando


software próprio ou a solução disponibilizada pelo Banco (BBPasep).

5. PASEP/FOPAG

O Convênio Pasep-Fopag possibilita o crédito do abono salarial e dos rendimentos do


Pasep na folha de pagamento dos participantes mediante convênio firmado entre o
Banco e a entidade empregadora do participante. O doc#5764 contém um modelo de
fluxo operacional do PASEP/FOPAG, para auxílio das agências.

5.1. PÚBLICO ALVO

O público-alvo do convênio inclui qualquer entidade pública cadastrada no PASEP,


inclusive aquelas que não efetuam o pagamento da folha de salários pelo Banco.

5.2. ARGUMENTOS DE VENDA

a) Cliente: antecipação do pagamento dos benefícios; verificação do


cadastramento dos empregados no PASEP; e não deslocamento dos
empregados ao Banco para realizar o saque.

b) Banco: remuneração à agência pagadora de R$ 2,56 por participante que


receber seu benefício por meio do Convênio Pasep-Fopag; diminuição do
consumo de estrutura da rede de agências no pagamento e atualização do
cadastro do PASEP.

5.3. FLUXO OPERACIONAL

a) agência formaliza convênio com o cliente, conforme LIC 28.40.20,


utilizando a minuta disponível no doc#2145;

b) agência registrar no sistema a autorização “Pasep/Fopag” conforme item


“Cadastramento de Entidade”;

c) entidade transmite o arquivo FPS900 (relação de participantes);


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Caderno do Participante

d) sistema devolve no dia seguinte o arquivo FPS909 que é a prévia do


processamento;
e) o cliente pode efetuar o tratamento das ocorrências e reenviar o FPS900;

f) agência recebe autorização do cliente para a liberação e processamento


do arquivo (modelo doc#1751);

g) agência efetua a liberação e confirmação do processamento na opção


15.11.31.12 no aplicativo PAG;

h) a agência deverá registrar a forma de repasse dos recursos:


I. Crédito em conta;

II. Conta Única do Tesouro;

III. Repasse Interbancário (esta opção somente pode ser utilizada nos
convênios com outros bancos públicos);
i) sistema devolve no dia seguinte ao do processamento o arquivo FPS910,
com a relação dos registros aceitos e o respectivo valor a ser repassado a
cada um dos funcionários;

j) entidade recupera o arquivo, “importando” em seu sistema de Fopag;

k) entidade envia ao banco o arquivo FPS950, informando as inscrições que


não foram pagas;

l) o sistema devolve no dia seguinte o arquivo FPS952, que é a prévia do


processamento;

m) agência recebe autorização para processamento da devolução (modelo


doc#1750);

n) agência efetua a liberação e confirmação do processamento na opção


15.11.31.12 no aplicativo PAG;

o) a agência deverá registrar a forma de débito dos recursos:

I. Crédito em conta;

II. Conta Única do Tesouro (o sistema debitará a conta 99.738.085 da


respectiva agência);

III. Repasse Interbancário (esta opção somente pode ser utilizada nos
convênios com outros bancos.

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Caderno do Participante

LICITAÇÕES-E

1. CONCEITO

O Licitações-e é um serviço de comércio eletrônico disponibilizado pelo Banco do Brasil


na internet, que possibilita aos clientes públicos e privados, devidamente cadastrados,
realizar suas compras e contratar serviços.

Com essa ferramenta os usuários podem realizar licitações eletrônicas nas


modalidades de Pregão Eletrônico, Dispensa de Licitação, Convite e Cotação de
Preços, com total comodidade e segurança.

A adesão é realizada mediante a formalização de Termo de Cooperação Técnica, onde


constam todas as determinações normativas que deverão ser seguidas pelos usuários
do sistema e pelo Banco.

Para registro das licitações e oferta de propostas/lances, os compradores e


fornecedores devem possuir chave e senha de identificação. As chaves e senhas são
fornecidas para os interessados em qualquer agência do BB, depois de formalizada a
adesão.

O acesso ao sistema pode ser feito pelo Portal do Banco, sites específicos – opção
Licitações, ou diretamente no endereço www.licitacoes-e.com.br.

2. RESSARCIMENTO DE CUSTOS

Por ser um serviço não bancário, o Banco não pode cobrar tarifa pela utilização do
sistema, apenas ressarcir os custos arcados pela disponibilização da tecnologia da
informação, que foram assim definidos:

a) Publicação do processo licitatório no site: R$ 116,25;

b) Lote disputado em sala virtual: R$ 10,47.

Atualmente, o processo de cobrança é efetivado de forma manual, devendo os valores


pactuados constarem no Termo de Cooperação Técnica e contabilizados da seguinte
forma:
a) Débito: Conta corrente do cliente; e

b) Crédito: 51563.56.00-8 - Sistema Eletrônico de Compras – Recuperação


de Encargos e Despesas.

O resultado é revertido integralmente para a agência detentora do convênio. Para os


casos de flexibilização do valor, devem ser observados os critérios de reciprocidade
descritos no LIC 49.3.1.1 item 12.
Universidade Corporativa Banco do Brasil 123
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Caderno do Participante

Para efetuar a cobrança do ressarcimento de custos, a agência deverá verificar a


quantidade de processos realizados mensalmente pelo aplicativo LICIT, opção 01 - 08 –
17, informando MCI do cliente e o mês desejado. Serão exibidas as informações da
quantidade de licitações e lotes disputados.

3. LEGISLAÇÃO

O Licitações-e foi desenvolvido em conformidade com os preceitos legais que regem as


compras e contratações de serviços realizadas por meio de processos licitatórios,
observando os princípios constitucionais que norteiam a administração pública e
visando sempre a seleção da proposta mais vantajosa para os compradores.

As Leis e Decretos que instituem as normas sobre os processos licitatórios são:

Lei 8.666/1993: estabelece normas gerais sobre licitações, no âmbito dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Lei 10.520/2002: institui a modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição


de bens e serviços comuns.

Decreto 5.450/2005: regulamenta o uso do pregão eletrônico pela administração


pública federal, conforme art. 2º, § 1º, da Lei 10.520/2002.

Decreto 5.504/2005: Estabelece a exigência do pregão, preferencialmente na forma


eletrônica, para entes públicos ou privados, nas contratações de bens e serviços
comuns, realizadas em decorrência de transferências voluntárias de recursos públicos
da União, convênios ou instrumentos congêneres, ou consórcios públicos.

Portaria Interministerial 217 do MPOG: Dispõe sobre limites, prazos e condições para
a execução do Decreto 5.504/2005.

Lei Complementar 123/2006: estabelece normas para tratamento diferenciado e


favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no
âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios quanto
à preferência nas aquisições de bens e serviços, entre outros.

Decreto 6.204/2007: Regulamenta o tratamento favorecido, diferenciado e simplificado


para as microempresas e empresas de pequeno porte nas contratações públicas de
bens, serviços e obras, no âmbito da administração pública federal.

Universidade Corporativa Banco do Brasil 124


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Caderno do Participante

4. USUÁRIOS

Os usuários do Licitações-e são definidos como compradores, fornecedores e


sociedade.

a) Compradores: são os entes públicos, que devem realizar suas compras e


contratar serviços por meio de processos licitatórios (União, estados,
municípios, órgãos da administração pública direta e indireta, autarquias,
fundações, empresas estatais e todos aqueles subordinados à Lei de
Licitações), ou entes privados que desejem realizar suas compras e
contratações por meio da internet. Os compradores habilitados devem
indicar, dentre os responsáveis pela condução dos processos licitatórios,
aqueles que serão credenciados no sistema, com os seguintes perfis
operacionais: apoio, pregoeiro e autoridade competente.

I. Apoio: é o responsável pela criação ou edição de uma licitação,


podendo promover alterações quando necessárias e autorizadas
pela Autoridade Competente, devendo, ainda, auxiliar o Pregoeiro
em todas as etapas dos certames.

II. Pregoeiro: é o responsável pela condução do evento licitatório,


atuando nas etapas de abertura, classificação e desclassificação de
propostas; condução da disputa em sala virtual; alteração de status
de lote e adjudicação do objeto do certame ao licitante vencedor,
quando não existir recurso. Para os entes públicos, por
determinação legal, a indicação do pregoeiro deve recair sobre
servidor do órgão que detenha certificação para atuar nessa função.

III. Autoridade Competente: é a autoridade superior dentre os


responsáveis pela condução dos processos licitatórios. Tem como
funções: designar os servidores do órgão ou entidade promotora da
licitação que atuarão como pregoeiro e equipe de apoio; publicar as
licitações; adjudicar os processos licitatórios com recurso; alterar o
status da licitação para os processos que não tenham recebido
propostas; alterar datas e horários até o momento da disputa; e
homologar o evento.

b) Fornecedores: são as pessoas físicas ou jurídicas que irão oferecer os


seus produtos ou serviços para os clientes cadastrados como
compradores. Qualquer interessado pode ser registrado no Licitações-e
como fornecedor, não sendo exigido que ele seja cliente do BB, porém
esse é um bom momento para tentar fazê-lo.

c) Sociedade: os cidadãos podem acompanhar os processos licitatórios que


desejarem por meio da Internet, de forma simples e transparente, sem
necessidade de chave e senha de acesso ao Sistema.
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5. PREGÃO ELETRÔNICO

O Pregão Eletrônico é a modalidade de licitação que permite a aquisição de bens e


serviços comuns, independentemente do valor estimado para a contratação, onde a
disputa de preços entre os fornecedores ocorre em sessão pública denominada “sessão
virtual”, com a utilização dos recursos da tecnologia de informação e da Internet.

Reunidos virtualmente, por meio de computadores conectados à Internet em horário de


referência (horário de Brasília) estabelecido em edital de convocação, o pregoeiro do
ente comprador e os representantes dos fornecedores promovem negociação direta
mediante oferecimento de propostas e lances sucessivos com valores sempre inferiores
ao seu último lance registrado no sistema, até a proclamação de um vencedor. O
processo ocorre sem a necessidade de deslocamento para o domicílio do ente
comprador, e o oferecimento de propostas e contrapropostas pelos fornecedores em
tempo real.

Em resumo, um pregão eletrônico é realizado da seguinte forma:

a) o cliente comprador, se ente público, interessado na aquisição de bens ou


serviços comuns, inclui o Edital de compra no Sistema Licitações-e, com
prazo para apresentação de propostas pelos interessados não inferior a 8
dias úteis, contados a partir da publicação do aviso e nomeia o pregoeiro
responsável pela condução do evento licitatório. Lembramos que o
sistema aceita a impostação de processos com prazo inferior a 8 dias,
exibindo apenas um alerta para o cliente quanto ao prazo legal. Os
clientes pessoa jurídica que utilizam o sistema para efetuar suas compras
podem definir as próprias regras, sem necessidade de observação dos
preceitos legais;

b) os fornecedores interessados em participar do certame, portadores de


chave e senha de acesso, incluem, via Internet, propostas iniciais
compatíveis com a realidade do mercado e de conformidade com os
requisitos definidos no Edital. As propostas são arquivadas de forma
criptografada no Sistema, garantindo o sigilo absoluto das transações;

c) o ente comprador, em dia e hora estabelecidos no Edital, faz a abertura


virtual das propostas iniciais enviadas pelos fornecedores interessados em
participar da licitação. Abertas as propostas, é identificado o melhor valor
ofertado;

d) os fornecedores, também em dia e hora estabelecidos no Edital, acessam


a “sala virtual de disputa”, via Internet, e ofertam lances sucessivos, em
tempo real, de valores decrescentes, partindo sempre do menor preço
identificado nas propostas iniciais, até que o lote seja arrematado pelo
participante que ofereceu o menor preço;

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e) os entes públicos precisam cumprir o previsto na Lei Complementar


123/2006 e, para tanto, nos casos em que o processo for identificado para
aplicação de tratamento diferenciado para MPE/EPP/COOP, após o
encerramento do tempo randômico, se o vencedor não atender a esses
requisitos, o sistema verificará automaticamente a existência de situação
de empate, e habilitará para o pregoeiro a possibilidade de convocação do
fornecedor para oferecimento de novo lance, sempre inferior ao lance
vencedor durante a disputa, no tempo decadencial de 5 minutos;

f) encerrada a fase de disputa, o ente promotor da compra, após análise da


documentação e amostras (se for o caso), declara o vencedor. A partir
desse momento, os fornecedores que ofereceram propostas iniciais,
inclusive os que foram desclassificados na fase de abertura de propostas,
poderão manifestar a intenção de interpor recurso, devidamente motivado;

g) após a fase de declaração do vencedor, e analisados os recursos


interpostos, o pregoeiro ou a autoridade competente (nos casos que existir
recurso) adjudica o vencedor e homologa a licitação. As demais atividades
são realizadas entre o entre comprador e o fornecedor vencedor. O
processo de transferência do bem negociado ou a prestação do serviço
contratado é de inteira e absoluta responsabilidade do comprador e do
fornecedor, não cabendo ao BB qualquer participação ou
responsabilidade.

6. OUTROS MODELOS DE PROCESSOS LICITATÓRIOS VIA


INTERNET

Além da modalidade Pregão Eletrônico, os administradores públicos ou entes privados,


podem utilizar o Licitações-e para efetuar compras e contratar serviços nos modelos a
seguir:

- Dispensa: permite a aquisição de bens e serviços em condições especiais, conforme


determina a legislação contida no § 2º do art. 4º do Decreto Federal 5.450/2005. A
participação dos fornecedores ocorre de forma ampla e a disputa pode ocorrer em
sessão pública ou não. É importante ressaltar que não há tratamento diferenciado para
esse mecanismo, visto que não é configurado como modalidade licitatória.

- Cotação de Preços e Convite: só poderão ser utilizados pelos entes públicos, que
possuam autorização legal para realizar processos licitatórios nesses modelos, ou por
compradores pessoa jurídica.

a) Cotação de Preços - Proposta Única: permite a aquisição de bens de


pequenos valores, dispensados de licitação, conforme regulamentação
contida no inciso II do art. 24 da Lei 8.666/93. A participação dos
fornecedores ocorre de forma ampla, sem disputa pública, com o
oferecimento de proposta única.
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b) Convite: definido no art. 22, §3º, da Lei 8.666/93 como a modalidade de


licitação entre interessados dos ramos pertinentes a seu objeto,
cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3
(três) pela unidade administrativa licitante. A participação dos
fornecedores pode ser restrita, restrita por categoria ou com seleção. A
disputa ocorre em sessão pública.

Para o perfeito funcionamento do convênio, é importante observar os itens abaixo no


momento do cadastramento do ente comprador no aplicativo licitações:

a) Pregão: cadastrar a informação da quantidade de dias para divulgação do


processo (8);

b) Dispensa de licitação: cadastrar a informação do valor limite para os


processos.

7. VANTAGENS

7.1. COMPRADOR

a) reduz de custos - em média, 20% a 40%, comparando-se com o valor de


mercado;

b) moderniza e imprime agilidade aos processos licitatórios;

c) desburocratiza os procedimentos necessários para a condução dos


processos licitatórios;

d) amplia as oportunidades de participação e incrementa a competitividade,


pois dispensa a presença física dos fornecedores interessados;

e) garante a transparência nos processos;

f) permite a realização de simulações;

g) suporte técnico gratuito por meio do telefone 0800 729 0500.

7.2. FORNECEDORES

a) reduz custos: os fornecedores participam das licitações públicas sem


necessidade de deslocamento ao domicílio do ente público;

b) permite o acompanhamento da negociação via Internet, com respostas


imediatas na fase de disputa, de forma on-line;

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c) garante maior transparência nas negociações, permitindo


acompanhamento de todos os preços praticados;

d) suporte técnico gratuito por meio do telefone 0800 729 0500.

7.3. SOCIEDADE

a) todas as fases dos processos licitatórios podem ser acompanhadas pela


sociedade por meio da Internet, sem a necessidade de possuir chave e
senha de acesso ao Sistema. O cidadão interessado verifica, com
transparência, todas as licitações realizadas no sistema nos últimos 2
anos.

8. CONSULTAS AO SISBB - LICIT

Consulta a informações e cadastramento de compradores e fornecedores são


promovidos por meio do SISBB, aplicativo LICIT, opção 01 – Licitações-e. Acessada
essa opção é apresentada a tela geral de cadastramento, conforme abaixo:

01 Habilitação de Comprador LICIT 01 01 11 e 15


02 Habilitação de Fornecedor LICIT 01 02 11 e 15
03 Mercadoria DIGOV
04 Tabelas DIGOV
05 Controle de Acesso LICIT 01 05 11 e 12
06 Termo de Responsabilidade LICIT 01 06 11 e 21
07 Controle de Help DIGOV
08 Informações Gerenciais LICIT 01 08 16, 17 e 25
09 Manutenção DIGOV

9. CONCORRENTES

Existem vários sistemas de compras eletrônicas, desenvolvidos por governos estaduais,


municipais, federal, órgãos da administração direta e indireta, empresas públicas, entre
outros. Alguns deles foram criados pelos próprios entes públicos e não estão abertos
para utilização por terceiros. Com relação aos sistemas abertos, destacamos o
ComprasNet e o CidadeCompras como sendo os principais concorrentes do
Licitações-e. Além desses dois sistemas, a Caixa Econômica Federal também
desenvolveu uma solução para a realização de pregão eletrônico.

O ComprasNet é o sistema de compras eletrônicas desenvolvido pelo Ministério do


Planejamento, Orçamento e Gestão, cujo uso pelo Poder Executivo Federal é
obrigatório. Essa obrigatoriedade tem origem na necessidade do Ministério do
Planejamento controlar os gastos do Poder Executivo. A realização de compras pelo

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sistema sensibiliza automaticamente o Sistema Integrado de Administração de Serviços


Gerais – SIASG, proporcionando controle dos gastos públicos.

Por esse motivo, o Licitações-e não pode ser utilizado pelo Poder Executivo Federal e
seus órgãos. Cabe ressaltar que os Poderes Legislativo e Judiciário Federal não são
obrigados a realizar suas compras pelo ComprasNet, mas podem fazê-lo. Da mesma
forma, estados, municípios, demais órgãos da administração direta e indireta, empresas
públicas e sociedades de economia mista podem optar pelo sistema de compras e
contratações eletrônicas que desejarem.

O portal CidadeCompras foi desenvolvido pela Confederação Nacional dos Municípios


– CNM, em parceria com a Fundação de Estudos para a Modernização da
Administração Pública e a Empresa WebAdvisor, e tem por objetivo oferecer para os
municípios do País um sistema de compras e contratações eletrônicas pela Internet.
Hoje, apenas prefeituras utilizam o sistema, mas não existe restrição para que outros
segmentos de governo possam fazê-lo.

Os dois sites de compras oferecem o serviço de pregão eletrônico para os órgãos


públicos. O cadastramento dos fornecedores com a geração de chave e senha de
acesso aos sistemas é feito pela Internet, diferentemente do Licitações-e, cujo serviço é
realizado pelas agências. O ComprasNet possui central de atendimento gratuita. Já o
CidadeCompras disponibiliza central de atendimento, mas a ligação é convencional.

11. SIMULAÇÃO DE UM PREGÃO ELETRÔNICO

11.1. FASE DE CRIAÇÃO DA LICITAÇÃO ELETRÔNICA

A criação da licitação eletrônica é o primeiro passo que deverá ser executado pelo
representante do ente comprador, cadastrado com o perfil de Apoio, no Sistema.
Deverá utilizar sua chave “J” e senha de oito dígitos alfanumérica, para “acessar” a
página e criar a licitação.

11.2. FASE DE PUBLICAÇÃO DA LICITAÇÃO

Após o preenchimento de todos os campos com os dados da licitação, descrito (s) o(s)
lote(s) e o(s) item(s) e incluído o edital, o Apoio solicita ao servidor do órgão,
cadastrado com o perfil de Autoridade Competente, que nomeie o Pregoeiro para a
condução do certame e publique a licitação.

11.3. FASE DE PESQUISA DAS PROPOSTAS

Durante a fase de acolhimento de propostas, o Pregoeiro poderá acompanhar a


quantidade de propostas ofertadas, verificar a relação dos fornecedores que desejam
participar da licitação, incluir mensagens de interesse geral sobre o processo licitatório
e, ainda, responder aos questionamentos formulados pelos interessados.

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11.4. FASE DE ABERTURA DAS PROPOSTAS ENVIADAS PELOS


FORNECEDORES

Encerrada a fase de acolhimento de propostas, o Pregoeiro providenciará, em dia e


horário estabelecidos em edital, a abertura das propostas apresentadas para análise
quanto às exigências contidas no documento. Nesta fase, o Pregoeiro poderá
desclassificar as propostas inexeqüíveis e/ou contrárias às determinações contidas no
edital.

11.5. FASE DE DISPUTA EM SALA VIRTUAL

Este é o momento em que os participantes (pregoeiro e fornecedores) acessam a Sala


Virtual de Disputa para dar início ao processo em sessão pública. O Pregoeiro abrirá a
sala e os fornecedores encaminharão seus lances de forma sucessiva e sempre com
valores inferiores ao seu último lance anteriormente registrado.

11.6. FASE DE DECLARAÇÃO DO VENCEDOR

Arrematados os lotes da licitação, o pregoeiro verificará a documentação do licitador


que ofereceu o melhor preço e as amostras (se for o caso). Se todas as exigências
contidas no edital forem cumpridas, o pregoeiro deverá declarar o vencedor, abrindo a
possibilidade dos fornecedores manifestarem suas intenções de interpor recursos.

11.7. FASE DE ADJUDICAÇÃO DO PROCESSO LICITATÓRIO

Encerrada a etapa de Declaração do Vencedor, o Pregoeiro promoverá ou não a


adjudicação. Se houver recurso, a adjudicação apenas poderá ser realizada pela
Autoridade Competente. A adjudicação vincula a contratação do bem ou serviço licitado
ao fornecedor vencedor.

11.8. FASE DE HOMOLOGAÇÃO DA LICITAÇÃO

Constatado o atendimento às exigências do edital e adjudicado o objeto do certame, a


Autoridade Competente promoverá a homologação da licitação.

12. CONFIGURAÇÃO DO EQUIPAMENTO PARA UTILIZAR O


LICITAÇÕES-E
Os requisitos mínimos de software são:

a) Sistemas Operacionais: Windows 98, NT, 2000, 2003, Me, XP, Vista, Mac
OSX 9.0 ou superior, Linux e Unix;

b) Navegadores:

I. para usuários de Windows 98, ME, XP, 2000 e 2003:


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- Internet Explorer 6.0 ou superior;

Observação: para Windows Vista a versão do Internet Explorer


é a 7.0.

- Mozilla/5 (compat.);
- Firefox 1.5 ou superior;
-Netscape 7.2 ou superior (recomenda-se instalar a versão 8.1.2,
pois esta já vem com toda a configuração necessária).

II. para usuários de Mac OSX 9.0 ou superior:

- Safari 1.3.1 ou superior;


- Firefox 1.5 ou superior.

III. para usuários de Linux:

- Firefox 1.5 ou superior.

c) Máquina virtual:

- Microsoft Java VM 5.0.0.3805 ou 5.0.0.3810 ( Internet Explorer );


- Java Sun 1.4.2_07 ou superior ( Internet Explorer, Mozilla, Firefox e
Netscape );

Observação: para usuários do Windows Vista a versão do Java Sun


deve ser a partir da 1.6.

d) Codificação:

- 128 bits;
- Suporte SSL 3 e certificados assinados pela Verisign;

e) No ambiente LINUX, é necessária Máquina Virtual Java Sun e navegador


FIREFOX.

Observações:

a) a configuração Java VM ou Microsoft VM deverá ter todos os seus “check


box” ativados. Para tanto, na barra de ferramentas do Explorer, deve-se
acessar: Ferramentas/Opções da Internet/Avançado/Java VM ou Microsoft
VM. Para a versão 6.0 do Internet Explorer, deverá ser desativada o
“check box” sobre o item Java Sun, caso apresentado;

b) “Internet Explorer 6” instalado no Windows XP não possui a Máquina


Virtual Java Instalada. Para a sua instalação e/ou atualização com

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referência a outras versões do Windows, deve-se acessar o portal do BB e


na área Encontre o que você precisa... (barra superior da página) escolher
a opção Segurança. Na próxima página, deve-se acessar o menu Teclado
Virtual e escolher a opção “Para instalar Máquina Virtual Java e siga as
orientações passo a passo”.

13. SUPORTE TÉCNICO


Telefone 0800 729 0500

O Banco do Brasil coloca à disposição dos entes compradores e fornecedores uma


Central de Suporte Técnico, que conta com equipe especializada para esclarecer
dúvidas de forma rápida e precisa. É um canal direto de comunicação com os usuários,
um espaço onde os atendentes recebem chamadas gratuitas de qualquer parte do
País, vinte e quatro horas por dia, nos sete dias da semana. Os fornecedores e
compradores, no caso de dúvidas sobre o Sistema, devem contatar esse canal de
atendimento.

Caso esses não consigam ter suas dúvidas solucionadas pelo Suporte Técnico, os
gerentes de módulo deverão encaminhar um e-mail para o licitações@bb.com.br, com
os dados da ocorrência, para que a Diretoria de Governo faça a avaliação desses
problemas.

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CÂMBIO

1. INSERÇÃO DE EMPRESAS E INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS


NO COMÉRCIO EXTERIOR

Exportação: Remessa de produtos ao exterior (geralmente pela devolução de


mercadoria importada ou envio de partes e peças de máquinas e equipamentos para
concerto ou reparo), ou ainda venda direta de bens adquirido por pessoa física ou
jurídica no exterior e cujo pagamento ocorrerá em moeda estrangeira (Ex.: venda de
aeronaves, armas, medicamentos, etc., comum em leilões).

Importação: Aquisição de mercadorias no exterior (bens de consumo, máquinas,


matérias primas, tecnologia, serviços, etc.). Instituições Governamentais fazem essas
aquisições por meio de concorrência internacional – publica edital no exterior.

Importação Ficta: Aquisição de mercadorias no mercado interno (bens de consumo,


máquinas, matérias primas, tecnologia, serviços, etc.), cujo pagamento é efetuado em
moeda estrangeira oriunda de recursos externos. É o fornecimento de mercadoria por
empresa nacional para entrega no Brasil, cuja venda teve origem em concorrência
internacional. Nesse caso a empresa nacional é quem faz a exportação ficta (emite
documentos de exportação), recebendo os benefícios da isenção dos impostos federais
(II e IPI) – o benefício fiscal objetiva dar igualdade de condições às empresas nacionais
participantes da concorrência. O reconhecimento da isenção do ICMS na exportação
depende da legislação tributária de cada Estado.

Transferências Financeiras Internacionais: Recebimento ou pagamento de valores


relacionados a serviços ou pela contraprestação (empréstimos e doações em moeda
estrangeira); podem necessitar da anuência do legislativo por meio de Decreto que
autorize o recebimento ou pagamento desses valores, além de outras, como por
exemplo Banco Central (RDE/ROF) ou INPI (Certificados/Autorizações) ou captações
externas por meio da venda de títulos do Governo no Exterior.

Atendimento: A maioria dos funcionários de empresas ou instituições de Governo


desconhecem as formas de atuação nesse mercado, normas de exportação,
importação ou legislação sobre transferências financeiras internacionais; geralmente
contratam despachantes aduaneiros, corretores ou permitem aos bancos auxiliá-los na
condução dessas operações.

No Banco do Brasil, a demanda do cliente é detectada por seu gerente de contas. É ele
quem ao visitar esse cliente percebe os movimentos existentes e as oportunidades
negociais e oferta de produtos. Ele recebe o apoio dos Gerentes de Negócios
Internacionais (GENINs), lotados nas GECEX (Gerências Regionais de Apoio a
Negócios Internacionais.
Nota: o trabalho sinérgico e integrado do Gerente de Contas com o Genin é a
premissa básica da liderança do BB no Comércio Exterior

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SERVIÇOS EM COMÉRCIO EXTERIOR

2. CONSULTORIA EM NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

Consiste na venda de assessoramento técnico e operacional sobre negócios


internacionais, no sentido de informar, esclarecer, orientar, capacitar, auxiliar
tecnicamente e apresentar soluções para as necessidades detectadas no mercado,
utilizando-se dos conhecimentos especializados sobre o assunto.

Segundo estudos realizados pelo Governo Federal, entre as maiores dificuldades


apontadas pelas empresas estão a falta de informação e o alto índice de
desconhecimento dos mecanismos de apoio às exportações e importações. Nesse
contexto, abre-se uma boa perspectiva para o incremento da venda dos serviços de
consultoria em comércio exterior e câmbio.

2.1. VANTAGENS

A consultoria propicia os seguintes benefícios tanto para o cliente quanto para o Banco.

a) Para o Banco:

I. arrecadação de tarifas e maior participação no mercado;

II. alavancagem de negócios;

III. conquista, manutenção e recuperação de clientes; e

IV. promoção da imagem do Banco nessa área.

b) Para o cliente:

I. maior segurança e agilidade na condução das operações;

II. apoio da rede de agências do BB no país e no exterior;

III. atendimento diferenciado na própria empresa por intermédio dos


consultores.

É importante ressaltar a diferença entre:

a) Serviços de comércio exterior: são prestados por conta do Ministério do


Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), têm caráter

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praticamente compulsório, representam oportunidades de negócios e


geram externalidades através da qualidade do atendimento;

b) Consultoria em Negócios Internacionais: aquisição espontânea pelo


cliente, representa oportunidades negociais e excelente fonte de receitas
com tarifas.

2.2. SERVIÇOS OFERECIDOS

Os serviços de Consultoria em Negócios Internacionais podem ser contratados


isoladamente ou através de pacote que englobe dois ou mais serviços. Poderão ser
precificados individualmente ou com base em horas de consultoria por período.

Dentre as informações e serviços de consultoria oferecidos a clientes e potenciais


clientes, podemos citar:

a) consultorias customizadas em Drawback, RDE-ROF, exportação e


importação;

b) registros no SISBACEN: Cadastro de empresas, ROF, impostação de


dados e confecção de pedidos de Drawback preenchimento de
documentos de comércio exterior: LE, LI, CO, RE, RU, CCO, RC, RV);

c) análise do tratamento administrativo;

d) formação de preços de exportação e cálculo do custo na importação;

e) pesquisas mercadológicas e estatísticas de comércio exterior;

f) pacotes de consultoria personalizados;

f) assessoria na condução de processos junto a órgãos reguladores do


comércio exterior;

g) classificação de mercadorias.

3. TREINAMENTO EM NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

Conjunto de módulos de treinamentos destinados a atender as necessidades de


empresários e estudantes que atuam ou planejam atuar no mercado internacional.

Disponíveis em 8 módulos, com carga horária de 7 a 8 horas, podendo ser abertos ou


“in company”:
a) Exportação I

b) Exportação II
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c) Financiamentos à Exportação

d) Importação

e) Carta de Crédito

f) Práticas Cambiais

g) Drawback

h) Exportação de Serviços

Tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos de comércio exterior e câmbio no


formato de exposição e debates com utilização de recursos audiovisuais. Explora
oportunidades negociais como diferencial mercadológico e representa uma excelente
oportunidade para o incremento de tarifas e prospecção de mais clientes, consolidando
o Banco do Brasil como a instituição financeira que mais apóia o comércio exterior
brasileiro.

4. SEGURO DE TRANSPORTES INTERNACIONAIS

Objetiva indenizar o segurado por eventuais perdas financeiras, quando do transporte


de mercadorias em viagens internacionais de importação ou exportação. O público alvo
são importadores e exportadores, pessoas físicas e jurídicas, correntistas ou não do
BB.

A legislação brasileira estabelece a obrigatoriedade do seguro contratado para


mercadorias importadas ser efetuado no Brasil. Para exportação, o seguro segue a
regra do país de destino da mercadoria. O seguro cobre qualquer tipo de transporte:
marítimo, aéreo, lacustre, fluvial, rodoviário ou ferroviário. Para Importação, o seguro
pode ser contratado em R$ e USD. Oferecemos coberturas básicas e especiais.

a) Básica:

I. Ampla – cobre todos os riscos: acidentes, roubo, quebra, extravio


etc.

II. Restrita – cobre os danos à mercadoria decorrente e acidentes


com o meio de transporte, incluindo-se incêndio no armazém. Não
cobre danos na carga e descarga.

b) Especiais: Guerra e Greve;


c) Tipo de Apólice:

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I. Avulsa: garante o transporte por cada viagem e a contratação. O


pagamento do prêmio é feito antes do início de cada viagem.

II. Aberta: uma única apólice garante vários embarques ou


viagens.Todos os bens são segurados através de averbações.
Cobrança de prêmio mensal, após terminada a viagem.

5. REGISTRO DECLARATÓRIO ELETRÔNICO/ROF

Conjunto de informações eletrônicas gerenciadas pelo Banco Central do Brasil –


BACEN relativas a operações financeiras envolvendo o País e o Exterior.

Sua função primordial é fornecer dados para análise de tais transações pela Autoridade
Cambial e demais órgãos intervenientes constituindo-se, ainda, em meio de autorização
para as movimentações financeiras vinculadas.

Dessa forma, o ROF agiliza o acompanhamento dos correspondentes fluxos de capital


pelo Banco Central e permite a construção de uma base de dados consistente.

Vantagens:

a) Maior agilidade e consistência das informações.

b) Maior segurança e eficácia no acompanhamento das operações.

c) Desburocratização de procedimentos com redução no trânsito de papéis.

6. PRINCIPAIS OPERAÇÕES SUJEITAS AO ROF

a) Financiamentos com prazo superior a 360 dias.

b) Leasing.

c) Arrendamento Simples, Aluguel e Afretamento.

d) Investimento em Bens e Securitização de Exportação.

e) Serviços Técnico Profissionais.

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7. CONTRATAÇÃO DE CÂMBIO VIA INTERNET

Trata-se de cotação, edição, efetivação e impressão de contratos de câmbio de


importação (tipo 2) ou exportação com ou sem adiantamento (tipo 01) via Internet, até o
valor de USD 500 mil (exceção para o câmbio simplificado que é limitado a USD 20 mil).
Admite as seguintes modalidades de contratação:
a) Pronto

b) Simplificado

c) Pagamento antecipado

d) ACC/ACE

e) Jóias, gemas e pedras preciosas

f) Uso e Consumo de Bordo


A cotação ocorre on-line, e o exportador tem até três minutos para confirmar a
operação, tendo em vista as oscilações de taxa que ocorrem durante o dia no mercado.

Podem contratar câmbio on-line todas as empresas exportadoras e pessoas físicas com
perfil exportador (agricultor e artesão), clientes do Banco, mediante assinatura do
Contrato de Adesão a Produtos e Serviços oferecidos via Internet.

Além de ser produto exclusivo do Banco do Brasil, proporciona as seguintes vantagens:

Exportadores:
a) Agilidade e simplificação do processo de contratação de câmbio;

b) Tarifas reduzidas;

c) Melhoria no processo de comunicação com o Banco.

Banco:

a) Liberação de mão-de-obra para a prospecção de negócios;

b) Melhoria no processo de comunicação com o cliente;

c) Ganho de imagem;

d) Redução do custo operacional.

O gerenciamento das operações de câmbio realizadas via Internet é feito por meio do
aplicativo Câmbio, no sistema BEC.

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8. ASSINATURA DIGITAL EM CONTRATO DE CÂMBIO VIA


INTERNET

Solução que permite ao cliente assinar pela Internet, utilizando certificado digital, os
contratos de câmbio celebrados com o Banco do Brasil, bem como salvar cópias dos
arquivos destes contratos em seu microcomputador.

A Assinatura digital em Contratos de Câmbio pode ser utilizada por todos os clientes
pessoas físicas e jurídicas que contratam câmbio com o Banco.

O acesso é pelo Portal BB - www.bb.com.br > Sala de Negócios Internacionais >


Assinatura Digital.

Vantagens

Para o Cliente:

a) redução de custo com mão-de-obra, arquivamento e transporte de


contratos; mais agilidade na comunicação com o Banco;

b) utilização de sistema do Banco para processamento e acompanhamento


das operações de contratação de câmbio; ´

c) redução do risco de extravio de contratos.

Para o Banco:

a) redução de custos com mão-de-obra, impressão e arquivamento de


contratos;

b) redução de custo com trânsito e manuseio de papéis;

c) maior controle do processo de assinatura de contratos de câmbio;

d) mais agilidade no processo de contratação de câmbio;

e) redução do risco de extravio de contratos;

f) ganho de imagem;

g) diferencial mercadológico.

Além das vantagens relacionadas acima, com o sistema de Assinatura Digital, para os
operações de exportação de até USD 500.000,00, o cliente do Banco pode realizar todo
o processo de contratação de câmbio em meio digital, da cotação à assinatura,
incluindo o arquivamento dos contratos.
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Pré-requisitos

Para utilização da solução de Assinatura Digital, o cliente deve preencher alguns pré-
requisitos:

a) possuir certificado digital (e-CPF) emitido no âmbito da Infra-Estrutura de


Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil);

b) possuir leitora de cartão (para os casos de certificado armazenado em


cartão);

c) instalar o software da leitora de cartão nos equipamentos a serem


utilizados para acessar a transação;

d) solicitar acesso à transação à agência de relacionamento;

e) salvar o arquivo Certmanp.dll no diretório “C:\windows\system32” ou


“C:\winnt\system32”;

f) instalar a máquina virtual Java (JVM) nos equipamentos que serão


utilizados para acessar a transação.

9. DIGITALIZAÇÃO DE DOCUMENTOS

Solução que permite ao cliente gerar e enviar arquivos com informações e imagens de
documentos de câmbio e comércio exterior para análise e processamento no Banco do
Brasil, garantindo com isso agilidade e redução de custos.

Nas operações de carta de crédito e cobrança documentária os originais deverão ser


entregues ao Banco para envio ao exterior

10. COBRANÇA DE EXPORTAÇÃO

É a modalidade de pagamento negociada e aceita pelo exportador em que este


embarca a mercadoria ao importador no exterior e entrega ao Banco do Brasil os
documentos de embarque e saques, para remessa ao Banco de relacionamento do
Importador para cobrança.

O serviço de cobrança de exportação é lucrativo para o Banco e permite tomar


conhecimento dos negócios do cliente. É com base nesses papeis que podemos
oferecer, por exemplo, um ACE, além de possibilitar o fechamento de câmbio pronto.

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11. COBRANÇA DE IMPORTAÇÃO

É a modalidade de pagamento negociada e aceita pelo importador, indicando o Banco


do Brasil para receber e fazer a cobrança de sua importação. O Banco recebe os
documentos de embarque da mercadoria do Banqueiro do exterior, juntamente com as
cambiais para cobrança. O serviço é lucrativo para o BB pois recebemos pelo registro e
aviso da cobrança e o fechamento de câmbio pronto, podendo, ainda, oferecer o
financiamento da Importação – FINIMP.

12. SPECIAL ACCOUNT

Conta corrente de agência doméstica do Banco, mantida junto a dependência externa.


O instrumento otimiza a administração dos recursos captados através das Special
Accounts mantidas por clientes junto a rede de agências no Brasil. A movimentação das
Contas das dependências é totalmente vinculada às movimentações das contas dos
clientes no Brasil. A conta é remunerada, com liquidez diária, e os recursos são
passíveis de resgate a qualquer tempo pela agência doméstica, mediante prévio aviso.

Público-Alvo - agências domésticas que operem com entidades brasileiras da


administração pública direta ou indireta, dos âmbitos federal, estadual e municipal e do
Distrito Federal, que desejam obter remuneração sobre recursos oriundos de
empréstimos ou créditos especiais concedidos por organismos financeiros
internacionais ou por agências governamentais estrangeiras.

Valor Mínimo para Movimentação - conforme definição de cada dependência.

Remuneração para o Cliente - conforme precificação da dependência respeitados


eventuais parâmetros divulgados pela DIRIN/GERIN e contratos porventura
formalizados entre o Banco e clientes.

Outras Características e Condições:

a) os instrumentos de formalização devem ser suficientes para comprovar o


depósito nas condições pactuadas com o cliente;

b) a suficiência dos instrumentos de formalização deve ser verificada junto à


assessoria jurídica de cada dependência;

c) Conta de principal e rendimentos distintas, podendo os rendimentos não


estarem vinculados ao principal (livre aplicação).

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FINANCIAMENTOS

13. FINANCIAMENTOS À EXPORTAÇÃO

O financiamento ao comércio exterior deve ser entendido como um mecanismo de


crédito. É um fator de estímulo à produção nacional, gerador de empregos e de divisas
para o país.
Toda empresa tem sua capacidade produtora ou comercial limitada à sua capacidade
de giro. Quando suas despesas são superiores ao seu capital de giro, seja na fase de
produção, seja na de comercialização, a empresa geralmente lança mão de
financiamentos, com o objetivo de cumprir seus compromissos comerciais ou
financeiros.

Dessa forma, todas as empresas que atuam no comércio exterior devem estar
administrativamente preparadas para saber quando, onde e como recorrer aos
financiamentos.

O exportador pode financiar com o seu próprio capital de giro as suas transações
comerciais. Entretanto, os governos procuram oferecer mecanismos de apoio às
exportações através de financiamentos, isenções ou reduções de direitos aduaneiros
ou fiscais. Esse apoio está diretamente relacionado com a política econômica adotada
pelo governo.

13.1. RISCOS DO FINANCIAMENTO

Na contratação do financiamento à exportação, são considerados os riscos envolvidos,


tais como:

a) Risco de Performance – possibilidade de o exportador não honrar seu


compromisso de entregar a mercadoria ou entregar uma de qualidade
diferente daquela contratada;

b) Risco Comercial – compreende a probabilidade de o importador não


honrar seu compromisso, em virtude de insolvência ou recusa de
pagamento;

c) Risco País – refere-se à probabilidade do não cumprimento das


obrigações assumidas pelo importador, em virtude de ações
governamentais que dificultem o fluxo de divisas, sendo:

I. soberano – quando o governo exerce poderes para unilateralmente


descumprir obrigações estrangeiras ou evitar que empresas locais
honrem as suas obrigações;

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II. cambial – inesperadas mudanças na taxa de câmbio, que alterem o


valor da moeda local, dificultando o pagamento de compromissos
internacionais.

Para minimizar o risco de suas operações internacionais, o exportador pode recorrer a


mecanismos de garantia de solvência de seus créditos, tais como:

a) carta de crédito;

b) aval financeiro ou de terceiros, geralmente um banqueiro;

c) seguro de crédito às exportações.

O custo da utilização de uma destas formas de garantia deverá ser levado em conta
pelo exportador no momento da formação de preço de exportação.

14. FINANCIAMENTO À IMPORTAÇÃO

Financiamento em moeda estrangeira concedido ao importador brasileiro, destinado à


aquisição de produtos, bens e/ou serviços do exterior, inclusive visando a instalação,
ampliação ou modernização de empresas, cujo pagamento pelo importador somente
ocorrerá após determinado prazo.

Prazo

a) financiamento de curto prazo - segundo a legislação cambial vigente,


são considerados de curto prazo os financiamentos de até 360 dias.

b) financiamento de longo prazo - são os financiamentos com prazo


superior a 360 dias.

Público-Alvo - clientes importadores com limite de crédito vigente e margem


disponível.

Formas de Financiamento - de acordo com o fornecedor dos recursos, o financiamento


apresenta-se nas seguintes formas:

a) Buyer’s Credit - financiamento concedido diretamente ao comprador, no


caso o importador brasileiro, por um banqueiro externo, que efetuará o
pagamento à vista ao exportador estrangeiro; ou financiamento de
banqueiro estrangeiro a banco brasileiro, que repassa os recursos ao
importador brasileiro (o banco brasileiro solicita ao banqueiro estrangeiro o
pagamento à vista ao exportador).

b) Supplier’s Credit - financiamento concedido ao comprador, no caso o


importador brasileiro, pelo fornecedor, ou seja, pelo exportador
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estrangeiro, que receberá o pagamento a prazo. Caso o exportador


deseje antecipar o recebimento dos recursos, poderá descontar os títulos
representativos da operação (saque) junto a um banqueiro de seu
relacionamento.

Modalidades de Pagamento - as modalidades de pagamento podem ser através de:

a) Crédito documentário (carta de crédito) - modalidade de pagamento em


que existe a abertura de uma carta de crédito em que aparecem descritas
as condições em que a operação deve ser concretizada e um banqueiro
que se compromete, por ordem e conta de seu cliente, a pagar a
mercadoria, mediante a apresentação dos documentos representativos da
transação.

b) Cobrança documentária (com ou sem saque) - modalidade em que o


exportador entrega a um banco de sua preferência os documentos de
embarque, acompanhados de um saque contra o importador. Referido
banco não será co-responsável pelo pagamento, apenas irá se encarregar
da entrega da documentação mediante pagamento do saque (cobrança a
vista) ou aceite (cobrança a prazo).

c) Remessa sem saque (ou remessa direta de documentos) - modalidade


em que não existe a intermediação de um banco, pois o importador
recebe diretamente do exportador os documentos de embarque (sem
saque), promove o desembaraço da mercadoria na alfândega e,
posteriormente, providencia a remessa da quantia respectiva para o
exterior. Se o pagamento da operação for à vista, o importador deve
realizar o pagamento antes do desembaraço.

Vantagens

Para o cliente:

a) obtenção de prazo e de recursos para a importação de produtos, bens


e/ou serviços a um custo financeiro reduzido (taxas de juros
internacionais);

b) no financiamento BUYER'S CREDIT o valor da importação é pago pela


instituição financiadora diretamente ao exportador/banqueiro estrangeiro e
liquidado posteriormente, nos prazos pactuados, pelo importador;

c) taxas predeterminadas válidas ao longo de todo o financiamento, o que


facilita a previsão do fluxo de caixa do importador;

d) linhas sob medida para o segmento-alvo visado.

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15. CRÉDITO DOCUMENTÁRIO DE IMPORTAÇÃO - IC

É uma modalidade de pagamento do comércio internacional, em que o Banco do Brasil,


a pedido de seu cliente importador, emite documento garantindo o pagamento ao
exportador no exterior, desde que atendidas todas as condições e prazos estipulados
na carta de crédito.

Público-Alvo - clientes importadores com limite de crédito vigente e margem


disponível.
Custo - o preço do crédito documentário (ou carta de crédito) é composto por uma
comissão de abertura (área interna) mais uma comissão cobrada pelo banqueiro no
exterior, que pode ser paga pelo importador ou exportador. No caso de haver
necessidade de alguma alteração na IC, o custo por emenda é de US$ 100,00.

Vantagens:

a) Serviço disponível em todas agências do Banco;

b) A marca Banco do Brasil como garantia do pagamento no exterior, em


decorrência do seu prestígio internacional;

c) Cumprimento das solicitações do cliente com agilidade, segurança e


exatidão na prestação do serviço;

d) Comissões competitivas na prestação deste serviço.

16. GARANTIAS INTERNACIONAIS

São Garantias Internacionais: Bid Bond, Performance Bond, Refundment Bond, Seguro
de Crédito, Seguro Garantia, o Aval e a Fiança e Standby. Essas garantias são
utilizadas das mais variadas formas por credores ou devedores e também Bancos. Com
exceção do Seguro de Crédito e Seguro Garantia, os demais documentos são emitidos
por instituições financeiras.

É uma prestação de serviço, visto que o Banco, a pedido do cliente, emite documento,
garantindo o pagamento (do principal, da multa, do juros etc.), caso o devedor não o
faça, sob determinada condição.
Público-Alvo - clientes com limite de crédito vigente e margem disponível (dispensado
quando ha contratação de câmbio prévio).

Custo - O preço da Garantia é composto por uma comissão de abertura (área interna)
mais uma comissão cobrada pelo banqueiro no exterior, que pode ser paga pelo credor,
devedor ou Banco (de 2% a 4% sobre o valor da Garantia).

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Vantagens

a) Serviço disponível em todas agências do Banco;

b) A marca Banco do Brasil como garantia do pagamento no exterior, em


decorrência do seu prestígio internacional;

c) Cumprimento das solicitações do cliente com agilidade, segurança e


exatidão na prestação do serviço;

d) Comissões competitivas na prestação deste serviço.


Aval - Visando garantir o pagamento de operações comerciais, os bancos podem,
mediante concessão de aval, assegurar o credor o pagamento da dívida caso o
comprador se torne inadimplente.

Por ser uma garantia cambiária (relativa a títulos cambiais), o aval só pode ser dado em
um título de crédito, nunca em outro instrumento. Consiste, portanto, na aposição da
assinatura do banco na própria cambial apresentada pelo cliente.
Como essa cambial pode ser descontada no mercado externo – impactando o limite do
Banco em outras instituições financeiras e provocando a contaminação do preço de
seus títulos no mercado secundário, elevando seus custos de captação, o BB, de modo
geral, só concede o aval com a condição de que o desconto seja efetuado
exclusivamente junto às suas próprias agências externas.

Para a concessão de aval, quando decorrente de operação comercial (importação), o


Banco exige a apresentação prévia dos documentos de embarque.

As operações da espécie incidem no Teto de Importação do cliente.

Fiança - A fiança é um contrato através do qual o banco (fiador) garante o cumprimento


da obrigação de seu cliente junto a um credor, em favor do qual a obrigação deve ser
cumprida.

No BB a prestação de fiança é operacionalizada mediante a emissão, por parte da


agência interna, de texto específico para esse fim. Poderá ser utilizado texto
apresentado pelo cliente, desde que previamente aprovado pelo Banco.

Assim como o aval, a concessão de fiança nas operações comerciais (importação), está
condicionada à apresentação prévia dos documentos de embarque.

A fiança impactará diretamente no Teto de Importação do cliente.

Carta de Crédito Standby - É uma modalidade de carta de crédito instituída com a


finalidade de assegurar o pagamento de obrigações de natureza comercial ou
financeira. Este tipo de garantia, ao contrário de carta de crédito tradicional, que aborda

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uma operação específica, permite ao beneficiário realizar sucessivas operações de


crédito dentro de sua validade.

Por esse motivo, a concessão de uma carta de crédito standby envolve riscos maiores
ao emissor, exigindo prévia análise de seu conteúdo e do objeto da garantia.

Bid Bond - Garantia de oferta, habilita a participação da empresa em concorrências


internacionais, de acordo com as exigências do edital.

No caso da concorrente retirar suas oferta antes da data de abertura das propostas,
não honrá-la ou (se vencedora) não assinar o contrato de fornecimento, o banco
respeitará seu compromisso junto ao licitante, pelo valor garantido, assegurando-lhe o
ressarcimento dos custos despendidos na publicação de editais, exame de documentos
e seleção de propostas.

Este tipo de garantia costuma ser de curto prazo (90 a 120 dias) e envolve valores que
variam entre 5 e 10% do valor global da licitação.

Performance Bond - Garantia pós Bid Bond, emitida com a finalidade de assegurar o
fornecimento das mercadorias e/ou a execução dos serviços, dentro dos prazos e
condições estabelecidas contratualmente. É muito comum nas concorrências
internacionais relacionadas a obras públicas, fabricação de navios, aviões ou bens de
capital.

Na Performance Bond o valor segurado situa-se entre 10 e 30% do total da licitação ou


contrato, mas pode chegar a 100%.

Refundment Bond - Garantia de reembolso ao importador/comprador, dos valores


pagos antecipadamente ao fornecedor, caso não ocorra a entrega da mercadoria ou
não sejam executados os serviços contratados.

No fornecimento de equipamentos sob encomenda ou grandes obras de engenharia, é


costumeiro exigir-se um pagamento inicial. Quem efetua o pagamento quer ter a
garantia de devolução desse valor, caso o fornecedor do equipamento ou o construtor
da obra falhar no cumprimento de sua obrigação.

O Refundment Bond pode também servir de garantia para a obtenção de recursos junto
a instituições financeiras externas como, por exemplo, o financiamento de exportações
através de pré-pagamento.

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MESA DE OPERAÇÕES

17. FORMAÇÃO DE TAXAS

17.1. CÂMBIO

A compra e a venda de bens e serviços no mercado internacional geram pagamentos


e/ou recebimentos em moedas estrangeiras. A legislação de alguns países veda a
circulação dessas moedas no mercado interno, obrigando a troca por moedas
nacionais. A essa troca denomina-se câmbio.

Dessa forma, pode-se definir câmbio como a operação de compra e venda de moedas
estrangeiras ou de papéis que as representem. É, pois, a conversão de moeda
nacional em estrangeira ou vice-versa.

17.2. TAXAS DE CÂMBIO

No mercado internacional, devemos saber distinguir o significado da palavra “taxa”, pois


podemos estar nos referindo à taxa de juros internacionais ou à taxa de câmbio.
A taxa de câmbio é o preço, em moeda nacional, de uma unidade de moeda
estrangeira. Por exemplo: no dia 25/07/2003, US$ 1,00 custava R$ 2,8885.

Os bancos compram moeda estrangeira dos exportadores para vender aos


importadores, utilizando preços distintos, as chamadas taxas de compra e taxas de
venda. Quando um banco compra moeda estrangeira utiliza a taxa de compra, quando
vende moeda estrangeira usa a taxa de venda. Portanto, a definição da taxa de
compra ou de venda em uma operação de câmbio deve ser vista sempre sob a ótica da
instituição financeira. A diferença entre o preço de compra e o preço de venda (spread)
representa o ganho do banco.

17.3. FORMAÇÃO DE TAXAS DE CÂMBIO

As bases de cálculo para as operações cambiais são as taxas que vigoram no mercado
interbancário, que é como se define o mercado onde ocorrem as operações entre
bancos. Os bancos utilizam-se desse mercado para balizarem suas posições cambiais
estabelecendo-se dentro dos limites determinados pelo Banco Central do Brasil.

Se um banco estiver com a posição comprada, por exemplo, fora dos limites propostos
pelo BACEN, ou mesmo que esteja no limite mas deseja encerrar o dia com uma
posição diferente daquele momento (vendida ou nivelada), este banco pode vender a
moeda excedente para outro banco, caracterizando-se, assim, uma operação no
mercado interbancário.

As taxas praticadas neste mercado são a base para a atuação no mercado primário,
que é o mercado onde são realizadas operações cambiais entre os bancos e seus
clientes não bancários.
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Como qualquer mercadoria exposta à venda, as divisas estrangeiras estão sujeitas à lei
da oferta e da procura. Essa oferta e procura de divisas poderá representar o
movimento normal das transações realizadas com o exterior (exportação e importação
de mercadorias, pagamento e recebimento de serviços, entrada e saída de capitais,
etc.), como também poderá ser resultado de manobras especulativas por parte de
grupos interessados em auferir lucros com as elevações bruscas das taxas cambiais.

Os acontecimentos e boatos políticos e econômicos no mercado, em qualquer parte do


mundo podem influenciar na formação da taxa cambial aqui no país, considerando que
estes fatos e boatos poderão ensejar uma procura ou oferta maior da moeda
estrangeira, representada pela fuga de capitais ou pelo aumento dos investimentos
externos no país.

As operações de câmbio podem ser contratadas para liquidação imediata, pronta ou


futura.

A liquidação dos contratos de câmbio ocorre quando da entrega da moeda estrangeira.


Portanto, as operações de câmbio que envolvam compras e vendas de moeda
estrangeira em espécie ou em traveller’s cheques devem ser liquidadas imediatamente
(no mesmo dia).

As operações futuras de câmbio são aquelas cuja liquidação ocorrerá num prazo
superior a dois dias úteis após a realização do negócio.

As operações de câmbio prontas (spot) têm prazo de liquidação de até dois dias úteis
(D2). Isso quer dizer que a movimentação bancária – tanto da moeda estrangeira
quanto da nacional – deverá ocorrer em até dois dias úteis após a realização do
negócio (D0).

Podemos concluir que a antecipação ou postecipação na entrega ou recebimento da


moeda estrangeira e/ou nacional, implica maiores ou menores ganhos pelo Banco e,
portanto, acréscimo ou redução da taxa de câmbio. As taxas de juros internas (CDI)
e/ou internacionais são fundamentais para formação da taxa cambial.

Especial atenção deve ser dada na contratação das operações, de modo a certificar-se
do momento exato da sensibilização das reservas.

Outros fatores que influenciam na formação da taxa são: a necessidade ou excesso da


moeda estrangeira, com vistas ao nivelamento da posição de câmbio do Banco e a
reciprocidade do cliente.

17.4. TAXAS DE JUROS INTERNACIONAIS

A taxa de juros internacionais sinaliza o custo do dinheiro no mercado externo. Na


captação de um financiamento à exportação, o custo do dinheiro depende da taxa
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primária adicionada do spread de crédito e do risco país. Também influenciam na


composição das taxas internacionais o prazo do financiamento, o risco/porte da
empresa e a lei de oferta e procura da moeda negociada.

As taxas de juros internacionais mais utilizadas estão relacionadas abaixo, e podem ser
obtidas no SISBACEN – transação PTAX800:

a) LIBOR – London Interbank Offered Rate – taxa de juros de venda do


mercado londrino. É uma média, calculada a partir da taxa de juros
praticada pelos principais banqueiros na praça de Londres.

b) PRIME RATE – taxa mínima de juros cobrada pelos banco norte-


americanos de seus clientes preferenciais.

c) CIRR – Commercial Interest Reference Rate – taxa de juros utilizada para


linhas de longo prazo pelos países (desenvolvidos) pertencentes à
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE.
d) EURIBOR ou EUROLIBOR – taxa de juros de venda do mercado londrino
para a moeda Euro.

17.5. FORMAÇÃO DA TAXA DE DESÁGIO (JUROS)

Para a formação da taxa / precificação do deságio são considerados:

a) custos de captação (LIBOR acrescida do spread da operação);

b) risco do cliente;

c) prazo da operação; e

d) histórico do cliente.

18. FECHAMENTO DE CÂMBIO

18.1. ASPECTOS CAMBIAIS NA EXPORTAÇÃO

A legislação cambial brasileira é constituída de diversas leis. O Decreto 23.258, de


1933, instituída a cobertura cambial nas exportações, ou seja, para toda saída de
mercadorias e/ou serviços deverá ocorrer o respectivo ingresso de divisas através da
celebração de contrato de câmbio.

A contratação de câmbio de exportação representa a existência de uma relação jurídica


entre um exportador no País e um importador no e3xterior, amparados por uma
negociação comercial (contrato de compra e venda mercantil ou fatura proforma),
gerando, portanto, um direito de cobrança, seja à vista ou a prazo. A responsabilidade
desta transação comercial é exclusivamente do exportador.
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Dessa forma, a simples entrega dos documentos de exportação pelo exportador ao


Banco não o libera da obrigação principal objeto do contrato de câmbio, que é a efetiva
entrega da moeda estrangeira, sendo obrigação acessória as demais informações à
Receita Federal e ao BACEN pelos Exportadores e pelos Bancos autorizados a operar
em câmbio. (Movimentação Bancária em Conta no Exterior e Empresas Exportadoras
Vendedoras de Moedas Estrangeiras).

O pagamento das exportações brasileiras de mercadorias e serviços poderá, a critério


do exportador, ocorrer da seguinte forma:

a) crédito em conta mantida no exterior, titulada pelo exportador;

b) crédito em conta mantida no exterior por instituição financeira autorizada a


operar em câmbio no país; ou

c) espécie, cheque ou traveller cheque na forma definida pelo Banco Central.


Com as alterações introduzidas pela Medida Provisória 315 e pela Resolução 3325, as
receitas auferidas com a exportação de mercadorias e de serviços podem ser mantidas
em instituição financeira no exterior, observado o limite fixado pelo Conselho Monetário
Nacional, que atualmente é de 30%. Dessa forma, fica dispensada a exigência de
cobertura cambial e consequentemente a contratação de câmbio para esse percentual.

Com relação à parcela de 70%, o exportador deverá celebrar contrato de câmbio para
comprovação da cobertura cambial.

O exportador poderá optar por manter no exterior até 100% do valor da receita de
exportação e para tanto, deverá contratar um câmbio simplificado com liquidação
simultânea, da parcela de até 70% da receita. Com este procedimento, haverá trânsito
do contravalor em Reais a crédito e a débito em sua conta corrente e consequente
incidência de CPMF. Neste caso não haverá movimentação da moeda estrangeira (vide
detalhamento em Formas de Contratação de câmbio).

A faculdade de manutenção de recursos no exterior não se aplica a operações de


exportação cursadas através do CCR – Convênio de Créditos Recíprocos da ALADI ou
financiadas por meio do BNDES ou Tesouro Nacional – PROEX.

18.2. CONTRATAÇÃO DE CÂMBIO NA EXPORTAÇÃO

Como regra geral, a contratação do câmbio poderá ocorrer prévia ou posteriormente ao


embarque da mercadoria, obedecidos os prazos máximos de 750 dias entre a
contratação e a liquidação, de acordo com o Regulamento do Mercado de Câmbio e
Capitais Internacionais - RMCCI:

a) Prévia contratação do câmbio – o exportador, a seu critério, pode


contratar o câmbio com um banco, pelo valor total ou parcial da
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exportação, até no máximo 360 dias antes do embarque da mercadoria


ou da prestação de serviços. Normalmente isto ocorre quando o
exportador recebe uma antecipação do pagamento por parte do
importador, ou quando obtém um adiantamento sobre o contrato de
câmbio (ACC), a fim de suprir-se de recursos para produzir a mercadoria
ou serviços;

b) Posterior contratação do câmbio – quando posterior ao embarque da


mercadoria ou prestação de serviços a contratação do câmbio poderá
ocorrer até o último dia útil do 12º mês subsequente ao do embarque
da mercadoria (prevista no conhecimento de transporte), ou da prestação
de serviços.

Com relação aos prazos utilizados para pagamento, as exportações brasileiras podem
ser classificadas como:
a) Pagamento antecipado – pagamento em até 360 dias anteriores à data do
embarque da mercadoria ou pagamento com anterioridade maior que 360
dias da data do embarque, porém sujeito ao prévio registro no BACEN.

b) Pagamento à vista – a exportação, que pode ser representada por uma


letra de câmbio, é paga quando da apresentação dos documentos de
exportação ao importador.

c) Pagamento a prazo – a exportação, normalmente representada por uma


letra de câmbio, é paga após a apresentação dos documentos ao
importador, até o último dia útil do 12º mês subsequente ao do embarque
da mercadoria (operações não financiadas).
d) Exportações financiadas – pagamentos com prazos acima de 360 dias do
embarque (exigência do Registro de Operações de Crédito – RC),
podendo ser com recursos próprios ou de terceiros, PROEX ou BNDES-
EXIM.

REGRA GERAL

EMBARQUE Último dia útil do 12º mês


360 DIAS subsequente ao do
embarque da mercadoria.

Antecipação Máxima para Postergação Máxima para


contratar o câmbio. contratar/liquidar o câmbio.

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18.3. FORMAS DE CONTRATOS DE CÂMBIO DE EXPORTAÇÃO

Existem três formas de contrato de câmbio para a exportação:

a) Simultâneo Simplificado – utilizado nos casos em que o exportador optar


por manter além de 30% dos recursos de sua exportação no exterior.

b) Não Simultâneo Simplificado – formalizado por meio de boleto que


poderá ser utilizado para os embarques realizados através de DSE –
Declaração Simplificada de Exportação, RES –Registro de Exportação
Simplificada, bem como aqueles efetuados através de DDE – Declaração
de Despacho de Exportação e RE – Registro de Exportação.

c) Contrato de Câmbio Tipo 01 – Normal (Não Simplificado) – utilizado


em operações não enquadráveis nos itens anteriores, inclusive operações
cursadas pelo CCR e também aquelas objeto de financiamento concedido
pelo BNDES ou pelo Tesouro Nacional. Estes contratos são passíveis de
alteração, cancelamento, baixa ou contabilização em Posição Especial.

É permitido o pagamento de juros ao exterior sobre os valores em moeda estrangeira


antecipados as exportadores brasileiros a título de recebimento antecipado de
exportação, nas seguintes condições:

d) o período de incidência dos juros é pactuado entre as partes (exportador e


importador ou o agente financeiro que antecipou os recursos) e terá como
data de início a menor data entre o desembolso ou do ingresso dos
recursos no país;

e) os juros são apurados sobre o saldo devedor;

f) a taxa de juros é livremente pactuada entre as partes;

g) o beneficiário da remessa dos juros é aquele que efetuou o pagamento


antecipado da exportação.

O pagamento dos juros poderá ser efetuado em moeda estrangeira ou em mercadoria e


deverá ser contratado com o mesmo banco que efetuou a operação inicial de
recebimento antecipado.

18.4. PENALIDADES

Para as operações realizadas até 09/01/2006, a seu critério, o BACEN poderá penalizar
o exportador, impedindo-o de embarcar seus produtos sem haver o prévio fechamento
de câmbio. Essa penalidade é aplicada aqueles exportadores que:

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a) estiverem envolvidos em operação de curso anormal ou procedimento


irregular na área de câmbio ou de comércio exterior;

b) mantiverem pendente a contratação de câmbio posteriormente ao


embarque, após o prazo regulamentar estabelecido para esse efeito;

c) mantiverem pendente a aplicação de suas operações de câmbio


celebradas, prévia ou posteriormente ao embarque, aos respectivos
registros de exportação no SISCOMEX.

Nas operações cujo embarque da mercadoria ou prestação de serviço tenha ocorrido a


partir de 09/01/2006, a competência para controle e fiscalização é da Secretaria da
Receita Federal e cabe ao exportador cumprir a regulamentação estabelecida.

18.5. ASPECTOS CAMBIAIS NA IMPORTAÇÃO

O pagamento das importações brasileiras deve manter estrita consonância com os


documentos representativos da operação comercial a que se vincule, que deverão ser
apresentados a instituição financeira negociadora da operação, ou seja, de acordo com
as condições de venda e nos limites da DI - Declaração de Importação, registrada o
SISCOMEX e de acordo com as normas estabelecidas pelo Regulamento do Mercado
de Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI) do Banco Central.

18.6. CONTRATAÇÃO DE CÂMBIO NA IMPORTAÇÃO

Como vimos anteriormente, o fechamento de câmbio de importação deve manter estrita


consonância com os documentos representativos da operação comercial a que se
vincule, ou seja, de acordo com as condições da venda e nos limites da DI.

18.7. PRAZOS

Como regra geral, a contratação do câmbio poderá ocorrer prévia ou posteriormente ao


embarque da mercadoria, obedecidos os prazos máximos determinados nas normas
cambiais:

a) Prévia ao embarque – o importador pode contratar o câmbio no máximo


180 dias antes do embarque da mercadoria (até 1080 dias para máquinas
e equipamentos com longo ciclo de produção ou de fabricação sob
encomenda);

b) Posterior ao embarque – o importador pode contratar o câmbio até 360


dias após a data de embarque da mercadoria. Operações com prazo
superior a 360 dias devem ser registradas no BACEN;

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REGRA GERAL

EMBA

180 dias 360 dias

Antecipação máxima para Postergação máxima para


contratar o câmbio
contratar/liquidar o câmbio

18.8. FORMAS DE CONTRATAÇÃO

Existem duas formas de contratação de câmbio na importação:

a) Câmbio Simplificado – formalizado por meio de boleto que poderá ser


utilizado para os embarques realizados através de DSI – Declaração
Simplificada de Importação e DI – Declaração de Importação.

b) Contratação de Câmbio Tipo 02 – Normal (não simplificado) – Contrato de


câmbio utilizado nas operações não passíveis de enquadramento no item
anterior ou nas operações em que o importador optar por não usar o
modelo simplificado. Estes contratos são passíveis de alteração,
cancelamento ou baixa.

18.9. MULTAS NA IMPORTAÇÃO E OUTRAS PENALIDADES

O RMCCI estabelece que o importador fica sujeito ao pagamento de multa a ser


recolhida ao Banco Central do Brasil nas importações com Declaração de Importação –
DI, registrada no SISCOMEX, quando:

a) contratar operação de câmbio ou efetuar pagamento em reais sem


observância dos prazos e das demais condições estabelecidas pelo
BACEN;

b) efetuar pagamento, em reais, de importação em virtude da qual seja


devido o pagamento em moeda estrangeira; e

c) efetuar pagamento, com atraso, das importações licenciadas para


pagamento em reais;

d) não efetuar o pagamento de importação até cento e oitenta dias a partir do


primeiro dia do mês subsequente ao previsto para pagamento da
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Caderno do Participante

importação, conforme consignado na DI ou no Registro de Operações


Financeiras – ROF, quando financiadas.

A multa será aplicada pelo Banco Central do Brasil na forma, no prazo, no percentual e
nas demais condições determinadas, porém não se aplica as importações cujo
vencimento ocorrer a partir de 04/08/2006 ou cujo vencimento tenha ocorrido em até
180 dias antes de 04/08/2006.

19. OPERAÇÕES DE NATUREZA FINANCEIRA

O câmbio financeiro refere-se à movimentação de valores a favor de pessoas físicas ou


jurídicas não relacionados a operações comerciais.

“As pessoas físicas e as pessoas jurídicas podem comprar e vender moeda estrangeira
ou realizar transferências internacionais em Reais, de qualquer natureza, sem limitação
de valor, observada a legalidade da transação, tendo como base a fundamentação
econômica e as responsabilidades definidas na respectiva documentação” (RMCCI –
Título 1 – Capítulo 1).

Para fechamento do câmbio (contratos tipo 03 – Transferência Financeira do Exterior ou


tipo 04 – Transferência Financeira para o Exterior), a empresa deverá apresentar
documentos comprobatórios da remessa, cabendo ao banco brasileiro identificar a
natureza da operação, bem como verificar a exatidão do montante a ser contratado.

De acordo com a Resolução 3389, do CMN, fica dispensada a formalização (assinatura


de contrato de câmbio ou boleto) as operações de até USD 3.000,00 (três mil dólares
americanos) ou equivalente em outras moedas.

O Banco Central do Brasil sistematicamente fiscaliza as operações realizadas, ficando


os bancos e seus clientes obrigados a manter dossiês dessas operações à disposição
para eventual averiguação, onde será observado o cumprimento das normas
pertinentes à operação, seu enquadramento e documentação exigida pela legislação.

As remessas ao exterior tratadas aqui implicam para o comprador da moeda


estrangeira, para todos os efeitos legais, a tácita assunção da responsabilidade pela
veracidade e exatidão do montante transferido, bem como pela legitimidade da remessa
e dos respectivos documentos, os quais, observados os prazos previstos em lei, devem
ser conservados para exibição do Banco Central do Brasil, quando solicitados.

Além das exigências cambiais, determinadas transferências implicam na interveniência


de órgãos oficiais, normalmente através da emissão de documentos oficiais, tais como
Averbações/Manifestações do INPI, Registro de Operações Financeiras (ROF),
Certificados Firce/RDE, Alvarás, Certidões, Contratos etc.

Seguem algumas transações passíveis de enquadramento:

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a) capitais estrangeiros a curto prazo;

b) consertos, reparos e recondicionamento de máquinas, peças, veículos


etc.;

c) cursos e congressos;

d) encomendas internacionais;

e) manutenção de pessoas físicas;

f) medicamentos;

g) tratamento de saúde;

h) mercadoria exportada retornada ao País; e

i) passe de atleta profissional.

20. REGISTRO DECLARATÓRIO ELETRÔNICO /REGISTRO


OPERAÇÕES FINANCEIRAS (RDE-ROF)

Destina-se ao registro de operações de importações Financiadas, Arrendamento


Mercantil, Empréstimos Externos, Fornecimento de Tecnologia, Pagamento Antecipado
de Exportação, entre outros.

A inclusão de informações pelo usuário no ROF tem caráter declaratório, sujeitando-o a


todas as responsabilidades por sua veracidade e legalidade.

21. REGISTRO DECLARATÓRIO ELETRÔNICO – INVESTIMENTO


EXTERNO DIRETO (RDE/IED)

Constitui requisito para qualquer movimentação de recursos do e para o exterior


relativas a constituição, mutações ou distribuição de rendimentos de investidor externo
direto, seja pessoa física ou jurídica.

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Caderno do Participante

22. TARIFAS PRATICADAS E FLEXIBILIZAÇÃO

Tabela de Acessórios Incidentes sobre Operações de Câmbio (LIC 30.1.300.9993).

Contrato de Câmbio
Edição .................................................................................................... USD 50,00
Edição via internet................................................................................... USD 30,00
Alteração, cancelamento ou baixa ......................................................... USD 30,00

Despesas de Telecomunicações
Swift ....................................................................................................... USD 16,00

Exportação
Transf. de Moeda Estrangeira para Contratação em Outro Banco ... .....USD100,00
Liquidação de Ordens de Pagamento do Exterior (por ordem) ............. USD 20,00
Câmbio Simplificado
Forma de entrega – espécie ou traveller’s cheque ...................... USD 50,00
Demais formas de entrega ........................................................... USD 30,00
Cobrança de Exportação
Conferência de documentos ........................................................ USD 50,00
Remessas sem Saque (Remessas Diretas) ................................ USD 50,00

Importação
Pagamento Antecipado ........................................................................ USD 100,00
Remessa sem Saque (Remessa Direta) .............................................. USD 100,00
Câmbio Simplificado ............................................................................... USD 20,00

Financeira
Ordens de Pagamento para o Exterior
Amparadas em Certificados (Bacen/Firce) ou ROF (min. USD 20,00) 0,25%
Em moeda estrangeira (min. USD 20,00 / max. USD 100,00) ..................1%
Em moeda nacional (min. USD 20,00 / max. USD 100,00) ......................1%
Ordens de Pagamento do Exterior
Emitidas em moeda estrangeira (min. USD 20,00 / max. USD 100,00) ...1%
Emitidas em moeda nacional (min. USD 20,00 / max. USD 100,00) ........1%

Flexibilização / Isenção de Tarifas (LIC 30.1.2.1).


É vedada a:

a) prática de preços superiores aos previstos na Tabela de Divulgação ao


Público (LIC 30.1.310.9993);

b) flexibilização ou isenção de:

I. encargos financeiros devidos ao BACEN;

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Caderno do Participante

II. despesas externas; e

III. impostos;

c) flexibilização dos serviços de comércio exterior, exceto na cobrança de


tarifas sobre a avaliação de jóias, gemas, artefatos de ouro e pedras
preciosas (LIC#30.1.308.9993).

No caso de cobrança de tarifas superiores àquelas divulgadas ao público, a agência


estará sujeita ao pagamento de multas ao BACEN e/ou à instauração de processos
pelos órgãos de defesa ao consumidor (PROCON). Já no segundo caso, a agência
deverá arcar com o ônus pela isenção ou flexibilização de encargos financeiros,
despesas externas e impostos.

Os critérios de flexibilização devem ser adotados com cautela e em caráter excepcional


pelo primeiro gestor da agência ou por delegação deste, consideradas:

a) as peculiaridades da praça;

b) a concorrência;

c) a reciprocidade oferecida pelo cliente; e


d) as condições da operação proposta.

A flexibilização de valores sobre os serviços de câmbio é exclusivamente para baixo e


deve ser utilizada como instrumento negocial, a fim de preservar o bom relacionamento
com os clientes, atentando ainda para a rentabilidade das operações. É preciso
considerar, ainda, que os valores estabelecidos como mínimos representam apenas o
custo operacional, sem margem de lucro para o Banco.

23. OPERAÇÕES DE CÂMBIO PRONTO, FUTURO E TRAVADO

23.1. OPERAÇÕES DE CÂMBIO PRONTO E FUTURO

Como visto anteriormente, as operações de câmbio podem ser contratadas para


liquidação imediata, pronta ou futura, sendo que a liquidação dos contratos de câmbio
ocorre quando da entrega da moeda estrangeira.

Câmbio pronto, também conhecido por spot, têm prazo de liquidação de até dois dias
úteis (D2) da data de contratação. Isso quer dizer que a movimentação bancária –
tanto da moeda estrangeira quanto da nacional – deverá ocorrer até dois dias úteis
após a realização do negócio (D0).

Já as operações de câmbio futuro terão sua liquidação num prazo superior a dois dias
úteis após a realização do negócio.

Universidade Corporativa Banco do Brasil 160


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Caderno do Participante

23.2. CÂMBIO TRAVADO

Trava cambial ou câmbio travado é o fechamento de contrato de câmbio de exportação


– tipo 01, prévia ou posteriormente ao embarque, sem que o exportador receba
adiantamento.

Por ter cedido a moeda nacional ao Banco por um período determinado, o exportador
poderá receber um prêmio, pactuado no momento da contratação, correspondente a
uma parcela dos rendimentos da moeda nacional aplicada internamente pelo Banco no
mercado financeiro.

Assim como no ACC e ACE, no momento em que se faz a trava, fixam-se os prazos
para embarque e liquidação, bem como a taxa de conversão da moeda estrangeira. Se
o prêmio, eventualmente pago pelo banco, for superior à desvalorização cambial
verificada durante o mesmo período, esta operação terá resultado vantajoso para o
exportador.

Trata-se de uma alternativa de proteção ao exportador contra as oscilações da taxa de


câmbio, uma vez que ele poderá travar o câmbio, considerando a taxa utilizada para
constituição de seu preço de venda.
A principal diferença entre câmbio travado e operações conjugadas de ACC/ACE com
aplicações financeiras internas (que seriam teoricamente equivalentes) é a não
incidência do primeiro no Teto de Exportação, embora a existência de Limite de Crédito
seja obrigatória, e a não incidência de CPMF no momento da contratação, uma vez que
o crédito somente será efetuado no destravamento da operação.

Universidade Corporativa Banco do Brasil 161


INCOTERMS QUADRO COMPARATIVO
Universidade Corporativa Banco do Brasil Incoterms

DDP
DDU

DEQ
DES
DAF
CIP
CIF
CPT
CFR
FCA
FOB
FAS
EXW
Embalagens

Carga
(fábrica/entreposto)

Transporte interno
no país de origem
Licença de
exportação/docume
ntos
Formalidades
aduaneiras de
exportação
Seguro de
transporte
internacional
Passagem
portuária/aeroportuá
ria (partida)
Transporte

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Internacional

Passagem
portuária/aeroportuá
ria (chegada)
Licença de
importação/docume
ntos
Formalidades
aduaneiras de
importação

Caderno do Participante
Obrigações
pecuniárias da
importação
Transporte Interno
no país de destino

Descarga
(fábrica/entreposto)
162
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Caderno do Participante

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

01 – O que você entende por taxa de câmbio?


______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

02 – Quais as vantagens do Banco na compra e venda de moeda estrangeira? Cite


3.
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
___
03 – Qual a principal função do Gerente de Negócios Internacionais GENIN –
vinculado às Gerências Regionais de Apoio ao Comércio Exterior do BB?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
____
04 – Cite três serviços prestados pela Consultoria em Negócios Internacionais do
BB aos seus clientes que operam no mercado internacional?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
____
05 – Que tipo de informação ou serviço o cliente encontra no site do BB na
Internet, disponibilizado para empresas que possuem operações internacionais?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
____
06 – Que tipo de serviço a Agência Ficad, por meio dos Assistentes de Contas,
pode prestar para clientes do segmento exportador ou importador?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
____
07 – Como a Agência deve proceder para atender a um pedido de cotação de
carta de crédito do cliente que não tem teto para Importação, mas possui limite?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
Universidade Corporativa Banco do Brasil 163
Seminário Técnico - Produtos e Serviços Governo
Caderno do Participante

______________________________________________________________________
____
08 – No SISBB, qual aplicativo é utilizado para cotação de carta de crédito ou
financiamento à importação?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
____
09 – Na modalidade de “pagamento antecipado”, de quem é o maior risco?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
____
10- Quais os ganhos do Banco nas operações de câmbio e na prestação de
serviços a elas vinculadas?
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
_____

Universidade Corporativa Banco do Brasil 164


Seminário Técnico - Produtos e Serviços Governo
Caderno do Participante

TERMOS USUAIS
ACC - Adiantamento sobre Contratos de Câmbio, é concedido às empresas na fase pré
embarque, isto é, desde a contratação do câmbio até a entrega dos documentos
representativos da exportação. A liquidação do ACC ocorre por ocasião da entrega dos
documentos, quando estes representam imediata entrega de divisas, através da L/C,
cheques, espécie, etc. Caso contrário, o ACC é transformado em ACE.

ACE - Adiantamento sobre Cambiais Entregues, equivale a um desconto de cambial e é


concedido contra entrega dos documentos de embarque da mercadoria. Esse
adiantamento é liquidado com a efetiva entrega da moeda estrangeira, ocasião em que
se dá também a liquidação do contrato de câmbio.

ACEITE - Reconhecimento da dívida pelo sacado no título de crédito. Compromisso de


pagar a quantia expressa em letra de câmbio, nota promissória etc., na data de seu
vencimento.

ALADI - Associação Latino-Americana de Integração - Composta pelos seguintes


países: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai,
Venezuela e Chile.

ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA – Transferência ao credor do domínio e posse de um bem,


em garantia do pagamento de uma obrigação que lhe é devida por alguém. O bem é
devolvido ao seu antigo proprietário depois que ele resgatar a dívida.

AVAL – Garantia que uma pessoa (física ou jurídica) dá a outra de que pagará a dívida
da mesma forma se esta não puder fazê-lo. Concretiza-se pela assinatura do avalista (o
que dá a garantia) no anverso ou no verso do título de crédito em questão.

AWB – Airway Bill – Conhecimento de embarque – modal aéreo.

BACEN - Banco Central do Brasil - Órgão responsável pelos pagamentos e


recebimentos de operações de comércio exterior, pelo controle do fluxo de caixa e pela
movimentação de moeda estrangeira, através dos bancos autorizados a operar em
câmbio.

BL - Bill of Lading - Conhecimento de embarque. Documento emitido pelo


transportador, que evidencia a entrega da mercadoria para transporte e o dia em que foi
recebida no ponto de embarque.

BUYER´S CREDIT – Crédito ao importador.

CARTA DE CRÉDITO (LC - Letter of Credit) – Documento de crédito negociável pelo


qual se outorga crédito em moeda a uma pessoa ou empresa. Em comércio exterior é
emitida em moeda estrangeira e encaminhada para pagamento através de um banco,
contendo instruções detalhadas que o banco correspondente no país do exportador
deverá exigir do favorecido para poder pagar-lhe o crédito instituído a seu favor (prazo

Universidade Corporativa Banco do Brasil 165


Seminário Técnico - Produtos e Serviços Governo
Caderno do Participante

de embarque, quantidade, valor, características da mercadoria, local de embarque e


desembarque etc.).

CAUÇÃO – Contrato pelo qual uma pessoa se obriga a satisfazer e cumprir obrigações
contraídas por um terceiro, se este não as cumprir. Pode ser prestada por intermédio de
depósito em valores, títulos de dívida pública, papéis de crédito etc.

CCR - Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos - sistema de pagamentos


firmado entre os países integrantes da ALADI. Cada país, através do seu Banco
Central, garante a cobertura de moeda destinada a pagamentos através do sistema e
se obriga aos débitos em sua conta sempre que efetuados em estrita conformidade
com as instruções vigentes.

CERTIFICADO DE ORIGEM - Documento que atesta oficialmente a origem da


mercadoria do país exportador.

COMISSIONAMENTO DE EQUIPAMENTO – Posta em marcha do equipamento


exportado.

CIF - Cost. Insurance and Freight - Condição de venda (INCOTERM) na qual correm
por conta do exportador todas as providências e custos necessários para a colocação
da mercadoria a bordo do navio que a transportará ao destino, contratação e
pagamento do frete internacional, além da obrigação de contratar e pagar o prêmio do
seguro referente ao transporte internacional.

COMISSÃO DE AGENTE – valor ou percentagem recebida pelo intermediário como


pagamento do seu trabalho de venda.

CONDIÇÕES DE NEGOCIAÇÃO, VENDA E ENTREGA - Regras internacionais que


determinam responsabilidades das partes num contrato internacional, bem como o
momento em que termina a responsabilidade do exportador, relativamente ao objetivo
transacionado.

CONHECIMENTO DE EMBARQUE - Documento emitido pela empresa transportadora,


ou por seu agente, que representa o contrato de transporte e o comprovante de entrega
da mercadoria, podendo, ainda, constituir prova de embarque da mesma. Este
documento confere ao consignatário o direito à posse da mercadoria no destino e deve
conter sempre nomes do embarcador e do consignatário, locais de embarque e de
destino, descrição da mercadoria, valor e forma de pagamento do frete, local e data de
emissão, número de originais emitidos, etc.

CRÉDITOS DOCUMENTÁRIOS – Instrumento emitido por um banco, a pedido e de


conformidade com instruções de cliente (tomador do crédito) e que autoriza outro banco
a efetuar pagamento a terceiro (beneficiário) contra entrega de documentos nele
estipulados e cumpridos seus termos e condições.

DECEX - Departamento de Operações de Comércio Exterior- Órgão vinculado à


Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Universidade Corporativa Banco do Brasil 166
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Caderno do Participante

Comércio Exterior, responsável pela análise e acompanhamento de operações de


exportação e importação, análise estatística, gerência do Sistema Integrado de
Comércio Exterior no que tange a parte comercial das transações e planejamento das
ações de comércio exterior brasileiro.

DESEMBOLSO – Liberação de recursos financeiros.

DESPACHO ADUANEIRO - Procedimento fiscal mediante o qual se processa o


desembaraço aduaneiro de mercadoria destinada ao exterior pela Receita Federal, seja
ela exportada a título definitivo ou não.

DIREITO DE REGRESSO – É a faculdade que o portador tem de, após o tempestivo


protesto, exigir do sacador ou endossante o pagamento do titulo não liquidado na data
do seu vencimento.

DSE – Declaração Simplificada de Exportação – único documento necessário nas


exportações sob simplex, dispensa registro do exportador no Siscomex e pode ser
emitido pela empresa de logística (courier).

ESTABELECIMENTO DE CRÉDITO OU FINANCEIRO DE 1ª LINHA – grau de risco


representado por um estabelecimento conforme classificação internacional de
relacionamento interbancário.

EXPORTAÇÃO EM CONSIGNAÇÃO - exportação realizada sem uma venda


concretizada, com a finalidade de promoção comercial ou abertura de mercado. Caso a
mercadoria consignada seja efetivamente vendida, emite-se a fatura comercial e
liquida-se o câmbio. Caso não ocorra a venda em um prazo de 180 dias, a mercadoria
retorna ao País.

FATURA PRÓ-FORMA - Fatura emitida em caráter preliminar com todas as


características da fatura definitiva. Não implica pagamento por parte do comprador. É
geralmente emitida para atender a determinações de autoridades aduaneiras.

FIANÇA - Instrumento através do qual o banco garante o cumprimento de uma


obrigação de seu cliente.

FUNDING – Recursos utilizados para financiamento de operações, podendo ser de


origem interna ou externa.

HIPOTECA – garantia de pagamento de uma dívida dada sob a forma de um bem


imóvel (com exceção de navios e aviões, que também podem ser hipotecados). Embora
conserve a posse do bem, o devedor só readquire sua propriedade após o pagamento
de sua dívida.

INCOTERMS - International Commercial Terms – (CONDIÇÃO DE VENDA) São regras


de âmbito internacional e de caráter facultativo, que definem responsabilidades
(comprador e vendedor) quanto ao pagamento de frete, seguro e despesas portuárias
etc.
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INVOICE - Commercial Invoice (fatura comercial) - Documento emitido pelo exportador,


em formulário próprio, de preferência em inglês ou no idioma do país importador,
observada a legislação do país. Esse documento representa a operação comercial em
si e sua finalidade é formalizar a transferência da propriedade da mercadoria para o
comprador, devendo, por isso, mencionar as principais características da venda: dados
do exportador e importador, descrição da mercadoria, preço, condições de venda,
forma de pagamento, etc.

- "Pro-Forma" Invoice (fatura para fins de cotação de preços).

LETRA DE CÂMBIO ou SAQUE - Título financeiro emitido por um sacador (exportador),


contra um sacado (importador), com ordem expressa de que seu valor seja pago a
quem indicado (tomador) ou à sua ordem (mediante endosso), no prazo, data e local
determinados.

LIBOR - London Interbank Offered Rate - Taxa de juros praticada no mercado


interbancário de Londres que serve de parâmetro para grande parte das transações
financeiras internacionais.

MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - Órgão


responsável pela condução do comércio exterior brasileiro e de outros segmentos da
economia nacional.

MODALIDADE DE PAGAMENTO - Maneira pela qual o exportador receberá o


pagamento por sua venda ao exterior.

NCM - Nomenclatura Comum do Mercosul - Classificação, composta de 8 dígitos, que


posiciona a mercadoria para efeitos de comércio exterior, definindo as alíquotas, a
incidência de tributos, os incentivos existentes, os contingenciamentos, inclusão em
acordos internacionais etc., e facilitando a comercialização, a análise e a comparação
das estatísticas dos diversos países. Essa codificação é encontrada na TEC - Tarifa
Externa Comum, publicação encontrada no mercado interno.

NTN - SÉRIE I - Títulos emitidos pelo Tesouro Nacional para pagamento da


equalização de taxa de juros de operações enquadradas no PROEX - Equalização.

PACKING LIST – Romaneio - Lista com as características dos diferentes volumes que
compõem um embarque ( número, peso, marca, etc.), destinada a auxiliar a
identificação e fiscalização de volumes e mercadorias, facilitando os controles nos
desembaraços aduaneiros.

PAGAMENTO ANTECIPADO - Dá-se quando o pagamento é efetuado antes do


embarque de uma mercadoria ou da prestação de um serviço. O pagamento antecipado
é usado, principalmente, quando há necessidade de o importador fornecer ao
exportador os meios financeiros para este produzir a mercadoria desejada. Para que a
operação se concretize nesta modalidade é preciso que o importador confie

Universidade Corporativa Banco do Brasil 168


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Caderno do Participante

suficientemente no exportador, pois, caso este não cumpra o contrato, o importador


poderá enfrentar dificuldades para reaver o que pagou antecipadamente.

RC - Registro de Operação de Crédito - Documento de caráter cambial e financeiro,


processado pelo SISCOMEX, que caracteriza venda externa com prazo de pagamento
superior a 180 dias, com recursos próprios ou de terceiros. Deve ser emitido
previamente ao embarque da mercadoria.

RE - Registro de Exportação - Documento formalizado através do SISCOMEX, que


contém o conjunto de informações de natureza comercial, cambial, financeira e fiscal da
operação de exportação de uma mercadoria e que define o seu enquadramento.

REI - Registro de Exportadores e Importadores - Cadastro de Exportadores e


Importadores que contém dados dos usuários, sendo sua inscrição condição básica
para realização de operações de comércio exterior. A inscrição no REI se processará
automaticamente, através do SISCOMEX, na primeira operação de comércio exterior.

RESERVA DE DOMÍNIO – Dispositivo contratual pelo qual o vendedor mantém a


propriedade de um bem vendido a prazo, enquanto o comprador não quitar totalmente a
dívida. Durante esse período, o comprador detém a posse e a utilização do bem, mas
não pode vendê-lo a terceiros.

SECEX - Secretaria de Comércio Exterior - Órgão vinculado ao Ministério do


Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior-MDIC, responsável pela condução das
operações de comércio exterior, pela aplicação dos mecanismos de defesa comercial,
pelo acompanhamento de acordos de integração regional e pelo desenvolvimento de
políticas de comércio exterior.

SISBACEN – Sistema de Informação do Banco Central - Sistema que disponibiliza aos


usuários do Sistema Financeiro opções para registro, controle e acompanhamento das
operações de câmbio.

SISCOMEX - Sistema Integrado de Comércio Exterior – desenvolvido pelo Governo


Federal com o objetivo de desburocratizar e agilizar o processamento dos documentos
de comércio exterior, interligando a Secretaria de Comércio Exterior, a Secretaria da
Receita Federal e o Banco Central do Brasil.

SRF - Secretaria da Receita Federal - Órgão do Ministério da Fazenda, responsável


pela fiscalização, despacho aduaneiro e arrecadação de tributos nas operações de
comércio exterior, entre outras atribuições.

SUPPLIER´S CREDIT – crédito ao exportador

"TURN-KEY" - operação comercial em que o vendedor se obriga a montar e instalar


máquinas e equipamentos, entregando-os em condições de pleno funcionamento.

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CARTÃO CORPORATIVO GOVERNO FEDERAL

1. DEFINIÇÃO

Cartão Corporativo, de validade internacional, com bandeira Visa, emitido em nome da


Unidade Gestora, com identificação do portador. Destinado a órgãos e entidades da
administração pública federal direta, autárquica e fundacional para utilização em
pagamento de despesas enquadradas como suprimento de fundos e excepcionalmente,
saques.

2. PÚBLICO-ALVO

Órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

3. CARACTERÍSTICAS

Ferramenta que oferece total controle e informações detalhadas das despesas


realizadas. A Unidade Gestora mantém uma conta de relacionamento própria, à qual
ficam vinculados todos os cartões emitidos. Nosso produto possibilita definir o perfil de
sua utilização de acordo com as necessidades de cada portador para o exercício de
suas atividades.

4. ANUIDADE

Isento.

5. VALIDADE DO CARTÃO

36 meses (3 anos) a contar da data de sua emissão, com renovação e substituição


automática 30 dias antes do vencimento.

6. VANTAGENS

6.1. PARA O ENTE PÚBLICO

a) é uma alternativa que pode substituir a modalidade utilizada pelos entes


públicos para compras de pequeno valor, realizada diretamente pelo
Representante Legal com utilização de cheques;

b) possibilita ao Governo Estadual ou Municipal o controle detalhado das


despesas realizadas. A possibilidade de atribuir limites diários, semanal e
mensal para cada portador do cartão e o fornecimento de informações
detalhadas ajudam o monitoramento dessas despesas;
c) auxilia os governos na melhoria da gestão dos recursos públicos;
Universidade Corporativa Banco do Brasil 170
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d) facilita a prestação de contas aos Tribunais e demais órgãos de controle;

e) permite definir perfis diferentes de utilização para cada portador (tipos de


gastos, limites e saques), auxiliando no controle da dotação orçamentária
de cada Centro de Custos. De acordo com as atribuições dos servidores,
é possível inibir a utilização dos cartões em despesas não compatíveis
com as suas necessidades;

f) permite a parametrização do prazo de validade para utilização do limite de


seu portador;

g) aumenta o poder de barganha entre o Governo Estadual ou Municipal


com seus fornecedores. Os extratos consolidados identificam com clareza
o volume de despesas por fornecedor ou por tipo de gasto;

h) permite o gerenciamento por meio do Auto-Atendimento Setor Público –


AASP: além de ser possível acessar os produtos e serviços oferecidos
pelo BB, o AASP permite o eficaz gerenciamento dos cartões
corporativos, com emissão de extratos, alteração de limites dos
portadores de cartões etc.;

i) informações em meio eletrônico: a empresa tem acesso às informações


sobre gastos efetuados com os cartões mediante transferência eletrônica
de dados.

6.2. PARA O PORTADOR

a) status e credibilidade;

b) segurança (o portador não precisa viajar com recursos em espécie);

c) ampla aceitação em milhares de estabelecimentos comerciais


credenciados pela Visa;

d) possibilidade de aumento no limite de utilização, mesmo à distância, de


sua Unidade Administrativa de origem;

e) reposição emergencial do cartão. Em viagens ao exterior, caso o portador


tenha o cartão extraviado ou roubado, será emitido provisoriamente outro
cartão. A entrega ocorrerá em 24 horas nos EUA e Canadá, ou em dois
dias nos demais países;

g) maior controle das despesas;

h) identificação segura como representante do Governo Federal.

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7. CONTA CORRENTE DE RELACIONAMENTO

Deverá ser aberta uma única conta corrente por Unidade Gestora, exclusivamente para
uso do cartão (LIC nº 190.12.9.3). Será denominada Conta de Relacionamento,
observando:

a) faixa numérica 400.001-3 a 402.999-2;

b) rubrica contábil: I - administração direta - 31105.3090-4; II - administração


indireta - 31105.4090-X;

c) nome personalizado - sigla da UG + CARTAO GOVERNO;

d) somente poderá ser aberta uma conta por UG/GESTAO;

h) a conta não se destina a acolhimento de depósitos e não é de livre


movimentação pela UG;

f) cadastre no aplicativo RETAG do SISBB, opção X90,


"CONTACORRENTE", "IMPLANTAR DEPOSITO IDENTIFICADO", "Conta
não recebe deposito on-line";

g) caberá à Agencia manter rigoroso controle do saldo dessa conta, de forma


a evitar a permanência indevida de recurso por mais de dois dias (prazo
para valorizações);

h) cadastre a Unidade Gestora no Auto Atendimento Setor Público (AASP),


de acordo com o LIC nº 23.6

8. RELATÓRIOS MENSAIS:

a) demonstrativos da Unidade de Governo: por Centro de Custo, por tipo de


gasto e por fornecedor;
b) demonstrativos do Centro de Custo: por Unidade de Faturamento, por tipo
de gasto e por fornecedor;
c) demonstrativos do portador: transações realizadas pelo portador.

9. PAGAMENTOS DE DESPESAS

Para liquidação das faturas do Cartão, as Unidades Gestoras do Tesouro devem emitir
OB Fatura (OBD), tipo 59 (LIC nº 190.12.9 item 1).

10. DATAS DE VENCIMENTO

Unicamente dia 10.


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11. SAQUE COM QUITAÇÃO IMEDIATA

Os saques serão debitados na Conta Única do Tesouro Nacional, diferente da conta de


relacionamento. O procedimento é automatizado, não havendo necessidade de
providências a cargo da agência ou Unidade Gestora.

12. FATURAMENTO

Conforme a necessidade da Unidade Gestora, pode ser apresentado de duas maneiras:

a) centralizado: agrupa os gastos de um ou mais portadores em cada


Unidade de Faturamento dentro do Centro de Custo (cada Unidade de
Faturamento pode ter de um a “n” portadores);

b) individualizado – agrupa os gastos de um único portador (cada Centro de


Custo pode ter de uma a “n” Unidades de Faturamento).

13. ESTRUTURA DE CADASTRAMENTO


a) Unidade de Governo: unidade que possui orçamento próprio (secretaria,
órgão regional, departamento, autarquia e etc.). É a unidade que adere ao
contrato assinado pelo Ministério do Planejamento e que mantém a conta
de relacionamento para fazer depósitos e acolher débitos do cartão. É
possível cadastrar apenas uma UG por CNPJ ou MCI. A UG é cadastrada
no aplicativo Cartões, e sua impostação necessita de deferimento por uma
segunda chave. Neste momento, são preenchidos os formulários de
cadastramento da estrutura, com seu Centros de Custos, Unidades de
Faturamento e portadores, com os respectivos limites para cada um
destes níveis. Formulários nº 70209-6, 70210-X e 70211-8 da intranet, no
endereço:

Mapa do Site/ SeuTrabalho RedeVarejo/ Administrativo/ Formulários/


Cartões
http://intranet.bb.com.br/portal/APPS/trb/adm/frm/formulario.jsp?Form.
assunto=2004&Form.areas=2118

b) Centro de Custo: Centro de Custo: Departamento, Divisão, Diretoria e


etc. Ao se cadastrar os Centros de Custos, a SOMA de seus limites não
poderá ultrapassar o limite da Unidade Gestora. São atribuições do
Representante Autorizado do Centro de Custo:

I. definir as condições de operação dos próximos níveis;

II. controlar o limite de utilização destinado ao Centro de Custo a que se


vincula.

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c) Unidade de Faturamento: nível de agrupamento de gastos, conforme a


necessidade do Governo e pode ser:

I. centralizada: agrupa os gastos de um ou mais portadores. Há uma


conta-cartão para vários portadores, com emissão de uma só fatura;

II. individualizada: apresenta os gastos de um único portador. Cada


Unidade de Faturamento terá uma conta-cartão diferente.

Observação: Cada Centro de Custo pode ter de 1 a “n” Unidades de Faturamento;


cada Unidade de Faturamento pode ter de 1 a “n” portadores.

d) Portador: servidor que vai PORTAR o cartão corporativo, utilizando-o em


viagens a serviço, eventos ou compras; o portador recebe limites e
orientações para seus gastos, conforme as necessidades da missão ou
evento.

14. LIMITE DE UTILIZAÇÃO

14.1. DA UNIDADE DE GOVERNO

O limite total para gastos da Unidade Gestora é definido pelo Representante Legal da
Unidade Gestora (Ordenador de Despesas) de acordo com o orçamento destinado à
Unidade.

14.2. DO CENTRO DE CUSTO

É definido pelo Representante Legal ou Ordenador de Despesas. A soma dos limites


impostados para os Centro de Custos NÃO pode ultrapassar o limite da Unidade
Gestora.

14.3. DA UNIDADE DE FATURAMENTO

Se UF Centralizada, terá o mesmo limite do Centro de Custo ao qual está vinculada, e


se UF Individual, replicará o limite do portador.

14.4. DO PORTADOR

É individual e estipulado pelo Representante autorizado. O limite disponível do portador


será o limite deferido menos o utilizado, tanto para saque como para compras. Pode ser
definido por tipo de gasto e por periodicidade (diário, semanal e mensal), além de poder
ter seu período de validade impostado para um período definido, ao fim do qual, ficará
indisponível (para compras e saques).

O limite de utilização do portador não poderá ser superior ao limite de utilização da


Unidade de Faturamento a que estiver vinculado. A SOMA dos limites impostados aos
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portadores pode ultrapassar o limite da Unidade de Faturamento, Centro de Custo e


Unidade Gestora a que estão vinculados. Porém os gastos dos Portadores, ao
chegarem no valor do limite de seu Centro de Custo, ficarão indisponíveis, mesmo
havendo margem nos limites individuais.

Observação: a definição de limites, por tipo de gasto e periodicidade, pode ser utilizada
em todos os níveis da estrutura de cadastramento (Unidade de Governo, Centro de
Custo, Unidade de Faturamento e Portador).

15. AUTO-ATENDIMENTO SETOR PÚBLICO

As Unidades de Governo podem, através desse aplicativo:

a) efetuar o cadastramento massificado de portadores;

b) acompanhar a movimentação diária de seus cartões, acessando as


informações sobre os gastos efetuados pelos portadores;

c) promover alterações cadastrais e de limites;

d) controlar as despesas de forma eficaz;

e) receber arquivo contendo o movimento financeiro dos cartões;

f) enviar arquivo de cadastramento e alteração de limite de portadores:

I. VIPF635 (Doc nº 108).

g) importar os arquivos para tratamento das informações em seus


computadores e aplicativos:

I. VIPF435 (Doc. n.º 111) com a movimentação financeira dos cartões;


II. VIPF439 (Doc. n.º 530) com as informações cadastrais dos
portadores;
III. VIPF798 (Doc. n.º 493) com os saques realizados pelos portadores;
IV. VIPF636 (Doc. n.º 110) com o retorno das alterações solicitadas.

16. ENTREGA DOS CARTÕES

Somente pela agência de relacionamento ao Representante Autorizado, que será


responsável pela entrega dos cartões aos respectivos portadores. Os cartões não
poderão ser entregues pelo BB via correio.

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17. SENHA

Seu cadastramento é individualizado pelo portador, que deverá comparecer à agência


de relacionamento, depois de impostadas as definições e limites de uso do cartão pelo
Ordenador de Despesas, para efetuar o cadastramento da senha (opção 007 no TAD).
Informar o código da titularidade do portador, disponível no aplicativo RETAG,
transação X69, opção 2 ou no TAD/TMF, transação 021.

Para alteração da senha, efetuar a transação 008 no TAD, em qualquer agência, caso o
portador tenha conhecimento da senha anterior. Se o cliente não tiver conhecimento da
senha anterior, só poderá alterá-la na agência de relacionamento. Não será necessário
emitir segunda via do cartão, exceto se o portador for usá-lo no exterior.

18. DESBLOQUEIO DOS CARTÕES

Através do TAD, comando 475.

19. ALTERAÇÃO DE AGÊNCIA DE RELACIONAMENTO DA UNIDADE


DE FATURAMENTO:

Caso o portador resida em outra cidade, e esteja cadastrado em Unidade de


Faturamento Individual, a agência de relacionamento pode ser alterada na opção
14.41.61.07 do aplicativo Cartão. Neste caso, o portador deverá cadastrar sua primeira
senha na nova agência de relacionamento, para que o seu cartão seja também enviado
para lá.

20. FILTROS

Visando oferecer maior controle às Unidades Gestoras em relação aos gastos com o
Cartão de Pagamento do Governo Federal, o BB desenvolveu um mecanismo que
permite parametrizar os gastos em cada estrato de Unidade Gestora, Centro de Custo,
Unidade de Faturamento e portador.

Esta parametrização é operacionalizada via SISBB até o nível da Unidade de


Faturamento, fazendo uso dos filtros de autorização do aplicativo CARTAO. A
parametrização do portador é feita via Auto Atendimento Setor Público pelo próprio
cliente.

O sistema funciona de forma hierárquica. Se um acesso não for concedido à Unidade


Gestora, este não poderá ser concedido ao Centro de Custo. Se concedido à Unidade
Gestora não ao Centro de Custo, não poderá ser concedido a Unidade de Faturamento.
Se não concedido à Unidade de Faturamento, não poderá ser concedido ao portador.

Existem três gerências de filtros: Permissões, Ramos de Atividade e Controle de


Gastos.

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20.1. PERMISSÕES

O filtro Permissões autoriza o uso em dois tipos de transação:

a) Saque;

b) Internacional.

É necessário fornecer a Permissão à cada nível, de acordo com a necessidade da


Unidade Gestora. Isto é, se a Unidade Gestora ou a Unidade de Faturamento não tiver
permissão para saque, o Portador também não conseguirá tê-la.

20.1.1. VALOR MÁXIMO DE TRANSAÇÃO

Permite à Unidade Gestora instituir um valor máximo para cada transação de compra
efetuada por seus portadores, ao nível de Unidade Gestora, Unidade de Faturamento e
portador, desde que igual ou inferior ao limite estabelecido para o respectivo nível de
cadastramento.
Neste filtro aparece também a opção para compras parceladas e via internet ou
telefone, porém estas alternativas não estão permitidas para o Cartão de Pagamento do
Governo Federal.

Esta parametrização de valor não é possível para a opção saque, cujo limite é definido
pela opção “limite do portador” e pelo valor estipulado no filtro Controle de Ramos de
Atividade. Vale lembrar que outra restrição ao saque é o próprio limite dos Terminais de
Auto Atendimento. Isto é, mesmo que o portador tenha um limite para saque de
R$10.000,00 por exemplo, não poderá sacá-lo em TAA de uma só vez ou em um
mesmo dia.

Ainda neste filtro, aparece uma linha isolada para indicação do Valor Máximo por
Transação. Este é o valor geral, que apesar do valor impostado em outros filtros, impõe
um teto de valor às transação que o portador poderá efetuar, exceto para Saque. O
valor máximo por transação só pode ser alterado na agência.

20.2. RAMOS DE ATIVIDADES

Permite selecionar em qual tipo de estabelecimento o cartão pode ser usado, assim
como o limite por estabelecimento. O sistema disponibiliza os seguintes ramos:

 Agências de Turismo  Hospitais e Clínicas


 Aluguel de Carros  Hotéis
 Artigos eletrônicos  Joalheria
 Cias. aéreas  Linhas de ônibus
 Drogarias e farmácias  Lojas de departamento
 Entretenimento  Materiais de construção
 Estacionamentos  Móveis e decoração

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 Outros varejos  Serviços postais


 Pedágios  Serviços
 Postos de combustível  Supermercados
 Restaurantes  Telemarketing e catálogo
 Revendas de veículos  Transportes urbanos
 Saques  Vestuário
 Serviços e autopeças  Outros estabelecimentos

A opção “Outros estabelecimentos” permite que o cartão seja utilizado em qualquer


local credenciado pela bandeira, de qualquer ramo de atividade, incluindo saque,
exceto para aqueles ramos que tenham sido selecionados com “N”.

A escolha de um tipo de estabelecimento para um portador, via AASP, só será possível


caso o estabelecimento esteja cadastrado na Unidade Gestora, Centro de Custo e
Unidade de Faturamento.

20.3. CONTROLE DE GASTOS

Permite selecionar os limites de gastos por dia, semana e mês para cada Ramo de
Atividade que foi selecionado.

Note bem: Se o limite disponível for menor do que o que está autorizado para o mês, a
transação poderá ser feita somente até o valor do limite disponível.

Atenção! O filtro Permissões apenas autoriza o saque através do “S” e o filtro Ramo de
Atividade estabelece os valores diários, semanais e mensais.

O Ordenador de Despesas terá que obrigatoriamente selecionar a opção Saque ou a


opção Outros Estabelecimentos para permitir que seja feito saque, além de autorizá-lo
no filtro Permissões.

21. LICS IMPORTANTES:

7. 3. 1 – Cartão de Pagamento do Governo Federal


7. 14. 8 – Cadastramento de Cartões
7. 14. 9 – Cadastramento para Intercâmbio Eletrônico de Dados
7. 14. 20 – Alterações Cadastrais de Cartões Empresariais e Governo
7. 14. 22 – Cadastramento e alteração de senha
7. 14. 58 – Filtro de Autorizações
9. 2. 1 – Centrais de Atendimento e Serviços
23. 6. 1 – Auto-Atedimento Setor Público
190. 12. 9 – Ordens Bancárias – CPGF

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CARTÃO CORPORATIVO ESTADUAL E MUNICIPAL

1. ORIENTAÇÕES GERAIS

O Ourocard Corporativo Governo Municipal é um cartão para pagamento de pequenas


despesas do ente público ou para pagamento de despesas de viagem dos seus
servidores. O cliente utiliza o cartão na função crédito.

Cada ente público possui uma única conta corrente na agência de relacionamento
chamada Conta Corrente de Relacionamento do Cartão. O saldo mantido em aplicação
financeira nesta conta será o limite máximo de utilização para os cartões. Os plásticos
(cartões) que estão em poder dos usuários podem permanecer com saldo zerado e
serem carregados com créditos pelo ente público cada vez que um usuário precisar (ex:
viagem a serviço). É importante sempre verificar se existe disponibilidade na aplicação
antes de efetuar o carregamento de um cartão.

Por se tratar de uma solução que permite a utilização de vários cartões


simultaneamente existe uma hierarquia de limites conforme abaixo:

1.1. UNIDADE DE GOVERNO

Limite total do ente público (ex: prefeitura).

1.2. CENTRO DE CUSTO

Limite da unidade organizacional (ex: secretaria, divisão).

1.3. UNIDADE DE FATURAMENTO

Pode ser Centralizado (agrupa vários portadores) ou Individual (um portador em cada
Unidade de Faturamento).

Exemplo: determinado portador possui os limites abaixo:

LIMITE DA EMPRESA R$ 10.000,00


LIMITE DO CENTRO DE CUSTOS R$ 10.000,00
LIMITE DO PORTADOR R$ 1.000,00

Neste exemplo o portador possui limite disponível de R$ 1.000,00 para utilização.

PERGUNTA:
Se a Conta de Relacionamento do Cartão apresentar saldo em aplicação financeira no
valor de R$ 100,00 o portador conseguirá utilizar seu limite de R$ 1.000,00 ?

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NÃO. Lembre que o saldo em aplicação financeira é o verdadeiro limite máximo


disponível para gastos. Neste exemplo o portador conseguirá utilizar no máximo R$
100,00, que é o disponível na aplicação financeira.

2. ANTES DA UTILIZAÇÃO DO 1º CARTÃO

Autorizar servidor que fará o carregamento do cartão no Auto Atendimento Setor


Público (a prefeitura deve autorizar por escrito);

Onde: aplicativo Cartão 14.41.61 informando agência/conta:

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Atenção: Outro procedimento necessário antes da primeira utilização do cartão


corporativo é o registro dos limites da empresa e do centro de (a prefeitura deve
informar por escrito os limites que serão usados). A gravação dos limites é efetuada no
CARTÃO 14.41.61.03. Lembrando que a disponibilidade de utilização é sempre limitada
pelo saldo em aplicação financeira (a conta de relacionamento obrigatoriamente deve
estar com Aplicação Automática e Resgate Automático no fundo 011 BB Fix
Administrativo Tradicional). Para gravar aplicação/resgate automático acessar DEB
40.03 e DEB 40.04.

3. PARA CONSULTA AO CARTÃO (LIMITE ETC)

Cartão 18.42.11 opções: agência/conta OU por CPF do portador

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Opções utilizadas:

21 Faturas: mostra o demonstrativo mensal do portador


22 Dados Financeiros: limites disponíveis e modalidades de gastos
23 Autorizações: transações realizadas e justificativas das transações não autorizadas
42 Plástico: situação do cartão e número do plástico
44 Histórico de alterações: todas as alterações efetuadas no cartão (permite visualizar
quando foi efetuado o carregamento do cartão)

4. SOLICITAÇÃO DE CARTÃO E CADASTRAMENTO DE SENHA

Para solicitar cartão para novo usuário: CARTÃO 14.41.42 informando agência/conta.
Depois de cadastrado no sistema CARTÃO 14.41.42 é necessário que o usuário
(portador) cadastre a senha na agência. Usar o TAD opção 007 - correntista,
informando a agência/conta de relacionamento e titularidade do portador (consultar no
Clientes 01.01 Operações no Brasil produto OUROCARD CORPORATE G).

(SEM O CADASTRAMENTO DA SENHA O PLÁSTICO NÃO É EMITIDO!)

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Logo após a inclusão do portador é necessário que o servidor municipal cadastre a


senha na agência.

O usuário do cartão (portador) deve fazer o cadastramento na agência. Usar TAD


transação 007 (opção correntista) informando agência/conta do cartão.

A titularidade pode ser pesquisada no CLIENTES 01.01 pelo CPF do portador em


Operações no Brasil produto OUROCARD CORPORATE G ou RETAG X69.

Caso o portador resida em outra cidade, e esteja cadastrado em Unidade de


Faturamento Individual, a agência de relacionamento pode ser alterada na opção
14.41.61.07 do aplicativo Cartão. Neste caso, o portador deverá cadastrar sua primeira
senha na nova agência de relacionamento, para que o seu cartão seja também enviado
para lá.

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DEPÓSITOS JUDICIAIS

1. CONCEITO

Depósito Judicial é importância em dinheiro, depositada em nome da parte ou do


interessado, para garantia de ação, em conta específica, aberta e movimentada por
ordem do juízo, art. 1.219 do Código de Processo Civil - CPC.
"Art. 1.209. Em todos os casos em que houver recolhimento de importância em
dinheiro, esta será depositada em nome da parte ou do interessado, em conta
especial movimentada, por ordem do Juiz".

1.1. ESFERAS DA JUSTIÇA

Os depósitos judiciais ocorrem por determinação de um juízo vinculado à Justiça


Estadual, Trabalhista ou Federal e podem ser do tipo:

a) Estaduais - vinculados à Justiça Comum (Tribunais de Justiça);

I. Tributários Estaduais – depósitos referentes a tributos e seus acessórios,


de competência dos Estados ou do Distrito Federal; e

II. Tributários Municipais – depósitos referentes a tributos e seus acessórios,


de competência dos Municípios.

b) Trabalhistas - vinculados aos Tribunais Regionais do Trabalho;

c) Federais - vinculados aos Tribunais Regionais Federais.

1.2. ACOLHIMENTO

O artigo 666 do CPC - constitui base legal para o acolhimento de depósitos judiciais,
exceto depósitos relacionados com feitos de competência da Justiça Federal que têm a
Caixa Econômica Federal como agente arrecadador exclusivo, Lei Federal 9.703, de
17.11.1998, salvo determinação judicial que indique o BB como Instituição Financeira
depositária. Neste caso, a Caixa Econômica Federal deve ser comunicada do
acolhimento.

“Art. 666. Os bens penhorados serão preferencialmente depositados:


I - no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, ou em um banco, de que o
Estado-Membro da União possua mais de metade do capital social integralizado;
ou, em falta de tais estabelecimentos de crédito, ou agências suas no lugar, em
qualquer estabelecimento de crédito, designado pelo juiz, as quantias em
dinheiro, as pedras e os metais preciosos, bem como os papéis de crédito;”

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Sobre os depósitos judiciais não incide compulsório, encaixe obrigatório ao Banco


Central, não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito - FGC, e não estão sujeitos
à prescrição.

A justiça poderá emitir a determinação, ao depositante, para efetivação do depósito


através de ofício, formulário (guia) padronizado pelo Banco ou pela própria justiça ou
outro documento de sua emissão.

O depósito pode ser acolhimento por:

a) CAIXA - transação 278, que gera pendência de complementação no


sistema DJO, opção 32;

b) EXTRACAIXA - débito em conta - por determinação judicial, para


efetivação de depósito/ Penhora, ou por autorização do depositante;

c) TED - remessa de recursos por outra instituição, com a utilização do ID


(Identificador de Depósito);

d) OBJ - emitidas pelas UG - Unidades Gestoras do Tesouro Nacional, com


utilização do ID;

e) Sistema IMF - de forma automatizada pelo sistema DJO, sempre que o


cliente estiver sujeito à retenção de CPMF com depósito judicial;

f) Arquivo PGT. Para recebimento de depósitos judiciais, via PAG/ PGT, o


Órgão Pagador deve cadastrar ID Depósito, gerar arquivo sob o Serviço
PGTO ELET DEP JUDIC e informar o ID no registro detalhe.

O depósito poderá ser acolhido em:

a) ESPÉCIE - moeda corrente; ou

b) CHEQUE - neste caso, o depósito ficará bloqueado pelo prazo de


compensação do (s) cheque (s).

1.3. ATRIBUIÇÕES DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DEPOSITÁRIA

De acordo com as disposições do art. 666, inciso I, do Código de Processo Civil, e


artigos. 1o e 2o , do Decreto-lei nº. 3.077/41, na qualidade de depositário judicial, o
Banco está obrigado a aceitar os depósitos judiciais, competindo-lhe, ainda:

a) mantê-lo à disposição do Juiz da causa;

b) diligenciar no sentido de resguardá-los de desvalorização;

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c) zelar pelos rendimentos ou acréscimos correspondentes aos frutos que os


integra;

d) efetuar o pagamento, a qualquer momento, na forma da determinação


judicial;

e) efetuar movimentações, quando determinadas pelo Juiz da causa;

f) prestar informações ao Juiz da causa, as partes legítimas e seus


representantes e a terceiros interessados, exclusivamente, quando
autorizados por ordem judicial.

1.4. REMUNERAÇÃO

Depósitos das esferas estaduais e trabalhistas são remunerados pela Taxa Referencial
– TR acrescida de taxa de juros de 0,5 % a.m.. Os rendimentos são diários (pró-rata
die) para efeitos de levantamento.

Depósitos da esfera federal têm remuneração diferenciada:

a) acolhidos até 30.11.1998 - são remunerados pela Taxa Referencial - TR -


acrescida de juros de 0,5% a.m.;

b) acolhidos a partir de 01.12.1998 - são remunerados pela Taxa Referencial


– TR.

1.5. MOVIMENTAÇÕES

A movimentação do depósito judicial (resgate, transferência, alterações de dados da


conta judicial, bloqueio/desbloqueio etc.) ocorre exclusivamente por determinação
judicial por meio da apresentação de Alvará, Mandado, Ofício, Guia de Levantamento,
Formal de Partilha (quando se tratar de espólio) expedido pelo Juiz ao qual o depósito
está vinculado. Um Juízo não pode agir sobre a área de competência e jurisdição de
outro.

O depósito judicial pode ser levantado/pago por agências centralizadoras, conforme


relação do doc#03232 do LIC#222.1.9.1, por agências autorizadas pela
Superintendência jurisdicionante da agência centralizadora.

O alvará de levantamento, ou outro documento equivalente, deve ser conferido


mediante a confrontação da assinatura do emitente, Juiz ou serventuário autorizado,
com a assinatura do cartão de autógrafos do mesmo, modelo 0.03.129-1, observado o
LIC#9.6.1.1.

Para inibir o levantamento de depósito com alvarás fraudulentos, além da assinatura do


Juiz, a emissão do alvará deve ser confirmada junto ao juízo emissor da ordem:
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a) a partir de R$ 20 mil e até R$ 50 mil - pelos meios disponíveis (telefones,


e-mail, sites do respectivo tribunal, etc); e

b) a partir de R$ 50 mil - mediante consulta aos autos do processo.

Após confirmação, deve-se anotar no alvará, sob rubrica e carimbo, a expressão


"EMISSÃO CONFIRMADA", a data e o meio utilizado para confirmação (consulta
autos, telefone, nome do servidor - cargo e matrícula - e-mail, etc).

1.6. IMPOSTO DE RENDA SOBRE OS RENDIMENTOS FINANCEIROS

Sobre os rendimentos produzidos pelo depósito judicial, de qualquer esfera de justiça,


incide imposto de renda na fonte às alíquotas regressivas de 22,5% a 15%, quando o
levantamento se der em favor do DEPOSITANTE, exceto se o depositante for
Instituição Financeira, Sociedade de Seguro, de Previdência e de Capitalização,
Sociedade Corretora de Títulos, Valores Mobiliários e Câmbio, Sociedade Distribuidora
de Títulos e Valores Mobiliários ou Sociedade de Arrendamento Mercantil (Decreto
3.000, Artigo 774, inciso I, de 26.03.1999).

Alíquotas:

Rendimentos produzidos a partir de 1º de janeiro de 2005:

a) 22,5% - em aplicações com prazo de até 180 (cento e oitenta) dias;

b) 20% - em aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;

c) 17,5% - em aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;

d) 15% - em aplicações com prazo acima de 720 dias.

Rendimentos produzidos até 31.12.2004:

a) alíquota de 15% até 31.12.1997; e

b) alíquota de 20% a partir de 01.01.1998.

Relativamente aos rendimentos produzidos em 2005, os prazos a que se referem o item


"ALÍQUOTAS" serão contados a partir:

a) de 1o de julho de 2004, no caso de depósitos efetuados até 22.12.2004,


data da publicação da Lei 11.033/2004; e

b) da data da aplicação, no caso de depósitos efetuados após 22.12.2004,


data da publicação da Lei11.033/2004.

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1.7. IMPOSTO DE RENDA POR DETERMINAÇÃO DA JUSTIÇA DO


TRABALHO

A lei nº 10.833, de 29.12.2003, em seu art. 28, caput e parágrafos, introduziu novas
obrigações tributárias a serem observadas pelas fontes pagadoras de rendimentos
auferidos por força de decisões da Justiça do Trabalho.

A decisão ou o despacho que autorizar o levantamento, total ou parcial, do depósito


judicial, em favor do reclamante, deverá também autorizar o recolhimento, pela
instituição financeira depositária do crédito, dos valores apurados a título de imposto de
renda, informando para tanto: nome e CPF do(s) exeqüente(s), rendimento tributável,
rendimento isento e o valor do imposto de renda que será recolhido por beneficiário, art.
4ª do Provimento nº 3/2005 do Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, que
regulamenta o artigo 28 da Lei nº 10.833/2003.

O valor do IR deve ser recolhido por meio do modelo 0.70.223-1, disponível site do BB,
onde conste:

a) nome e CPF reclamante (beneficiário);

b) CNPJ da fonte pagadora (neste caso, a fonte pagadora é o BB e o CNPJ a


ser informado é, obrigatoriamente, o da matriz 00.000.000/0001-91);

c) número do processo;

d) vara do trabalho;

e) nome e CPF do advogado do reclamante (beneficiário);

f) valor tributável;

g) valor do IR; e

h) valor das deduções.

Essas informações são enviadas anualmente à Secretaria da Receita Federal por meio
da DIRF, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte. Por este motivo, o IR deve
ser recolhido no CNPJ do BB e não no CPF do beneficiário, pois, somente dessa forma,
o BB pode prestar todas as informações à SRF na forma do art. 28 da Lei 10.833/2003,
regulamentado pela IN SRF nº 577/2005. Para tanto, o nome e CPF do reclamante e do
seu advogado devem estar atualizados no cadastro da conta judicial.

Para que o beneficiário não seja incluído na Malha Fiscal, o CPF do reclamante
(beneficiário) e do seu advogado, quando for o caso, devem estar atualizados no
cadastrado da conta judicial, haja vista que essas informações são essenciais para o
envio da DIRF a SRF.
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1.8. CPMF

O fato gerador da CPMF é o lançamento a débito da conta de depósito judicial.

Entretanto, a alíquota será reduzida a zero quando o levantamento for realizado a


débito da conta de depósito judicial para crédito na conta corrente ou poupança do
mesmo titular, devendo-se considerar como titular da conta de depósito judicial, para
esse fim, a pessoa indicada no documento expedido pelo Juiz como beneficiária dos
valores, sendo ela parte ou não do processo.

Caso o depósito judicial seja levantado por advogado ou procurador da pessoa indicada
como beneficiária do documento expedido pelo Juiz, NÃO SE APLICA A ALÍQUOTA
ZERO da CPMF no lançamento a débito na conta de depósito judicial, para crédito em
conta corrente ou poupança do advogado ou procurador, se o seu nome não constar do
documento judicial. Também NÃO SE APLICA A LÍQUOTA ZERO na hipótese de o
nome do advogado ou procurador constar no documento judicial acompanhado de
quaisquer das seguintes qualificações: ADVOGADO, PROCURADOR, MANDATÁRIO
ou REPRESENTANTE.

Também, não se aplica a alíquota zero quando a conta do beneficiário for conjunta.

São isentos da CPMF os valores resgatados de contas judiciais com finalidade única,
exclusiva e expressa de pagamento de tributos quando constar no alvará que seu
beneficiário é:

a) a União, Estado, Município ou INSS;

b) terceira pessoa, desde que conste expressamente no alvará que a


finalidade do resgate é o pagamento de tributo, seja ele federal, estadual
ou municipal.

1.9. CONCILIAÇÃO

Valores recebidos - A conta transitória 31550.0500 é conciliação e de zeramento


diária. Para cada lançamento a crédito deverá ter a contrapartida a débito.

Os lançamentos sob histórico 12334 referem-se a créditos processado pelo sistema


GRB/BACEN JUD, cujo recurso deverá ser enviado para outro banco por meio de TED
Judicial, com base nas informações enviadas para a agência via Correio-sisbb

Valores pagos - O sistema DJO efetuará o resgate, total ou parcial, da conta judicial a
crédito da conta transitória 31.027.630-6. Caso a conta transitória esteja encerra ou não
cadastrada, o sistema DJO não processará o resgate.

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O pagamento ao beneficiário ocorrerá a débito da conta transitória, pelo valor líquido,


após dedução dos impostos e taxas, quando devidos. O somatório desses débitos
deve, obrigatoriamente, fazer contrapartida com o valor creditado pelo sistema DJO.

A conta transitória 31.027.630-6 é de conciliação e de zeramento diário. Lançamentos a


débito devem observar os seguintes históricos:

03 – pagamento em espécie;
40 – para crédito em conta de cliente do BB;
60 – para pagamento de custas e despesas cartorárias; e
61 – para pagamento de tributos e contribuições federais.

1.10. LEGISLAÇÃO

Legislações pertinentes ao tema:

a) Código Processo Civil - artigos 666 e 1.219;

b) Lei 9.703, de 17.11.1998;

c) Lei 9.613, de 03.03.1998 (Lei de Lavagem de Dinheiro);

d) Decreto 3.000, de 26.03.1999;

e) Lei 10.819, de 16.12.2003;

f) Lei 10.833, de 29.12.2003, artigos 27 e 28;

i) Lei 11.033, de 21.12.2004;

j) Instrução Normativa da SRF nº 491/2005;

k) Lei 11.429, de 16.12.2006;

l) Circular Bacen 2.025, de 24.11.1993;

m) Circular Bacen 3.223, de 06.02.2004;

n) Circular Bacen 3.247, de 14.07.2004;

o) Circular Bacen 3.270, de 21.12.2004; e

p) Resolução CMN 3.251, de 16.12.2004.

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2. PRÉ–CADASTRAMENTO DE DEPÓSITO JUDICIAL – ID

2.1. ID DEPÓSITO

ID Depósito é o número que identifica o pré-cadastramento do depósito judicial, que se


encontra pendente de confirmação do envio de recursos pelo depositante, por
intermédio de outra instituição financeira, através da TED Judicial, Transferência
Eletrônica Disponível, Arquivo PGT ou OBJ - Ordem Bancária Judicial.

O cadastramento de ID depósito deve ser efetuado preferencialmente pelo


depositante via Internet e, em situações especiais, pela agência via sistema DJO,
opção 16.01 após seleção da justiça. O ID será mantido no sistema por 90 dias. Para
cada transferência faz-se necessário cadastrar um ID.

Os depositantes devem ser orientados a pré-cadastrar o depósito, ID Depósito, via


Internet, http://www.bb.com.br, no portal Governo > Poder Judiciário > Serviços
Exclusivos > ID Depósito.

O ID é composto por 17 dígitos + 1 DV, e é constituído da seguinte forma:


0xxxxddmmaaaayyyy-z, onde:

a) 0 - dígito zero, invariável;

b) xxxx - prefixo da agência centralizadora, s/dv;

c) ddmmaaaa - dia, mês e ano em que o pré-cadastramento foi


efetuado;

d) yyyy - numeração seqüencial atribuída pelo sistema; e

e) z - dígito verificador do ID, calculado no módulo 11.

O depositante deve obter o comprovante do depósito efetuado com a utilização de ID,


via Internet, http://www.bb.com.br, no portal Governo > Poder Judiciário > Serviços
Exclusivos > ID Depósito. A comprovação para a justiça deve ser impressa, pela
agência, na opção 41.12.02 do sistema DJO, na forma de guia ou de ofício, e entregue
em até 48 horas.

3. BLOQUEIO / DESBLOQUEIO JUDICIAL

As solicitações judiciais de bloqueios e desbloqueios de valores são encaminhadas pelo


Poder Judiciário ao Sistema Financeiro Nacional pelo Banco Central do Brasil por
intermédio do Sistema Bacen Jud e/ou Sisbacen.

“O sistema BACEN JUD 2.0 será de uso exclusivo do Poder Judiciário e para a sua
utilização será necessário que os Tribunais Superiores (TST, STJ/CJF e STM) firmem

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Convênios com o Banco Central. Também, os Tribunais Regionais do Trabalho,


Tribunais de Justiça Estaduais e Tribunais Regionais Federais devem aderir aos
Convênios dos seus respectivos Tribunais, mediante Termo de Adesão. Após a
assinatura dos Convênios e Termos de Adesão, o Presidente de cada Tribunal indicará
os Masters, que terão atribuição de cadastrar os usuários (juízes e servidores). O juiz
devidamente cadastrado poderá acessar o sistema, via internet, mediante senha
individual e intransferível, e emitir as ordens judiciais.”
http://www.bcb.gov.br/fis/pedjud/ftp/BACEN%20JUD%202.0%20-%20 Apresentacao.doc

As ordens judiciais podem ser de:

a) bloqueio de valor e ou de conta;

b) desbloqueio de valor ou de conta;

c) bloqueio de valor com transferência do recurso para depósito judicial no


BB ou em outra instituição financeira oficial.

I. se depósito judicial no BB, o GRB/BACEN JUD processará, de forma


automatizada, o acolhimento do valor na base DJO, centralizado o
depósito na agência indicada no Protocolo BACEN JUD;

II. se depósito judicial em outra instituição financeira, o GRB/BACEN


JUD transferirá o valor para a conta transitória de acolhimento do
sistema DJO, 31550.0500, com envio de correio-sisbb à agência,
orientando-a a transferir o recurso para a instituição indicada no
protocolo. A transferência deverá ocorrer por meio de TED Judicial,
sendo necessário a obtenção prévia do ID na instituição de destino.

Dúvidas relativas às ordens judiciais citadas anteriormente, bem como aos sistemas
BACENJUD e GRB devem ser dirimidas junto à Diretoria de Varejo, LIC# LIC 15.5.6.

4. PRECATÓRIO E RPV

4.1. CONCEITO

Representa a soma de dinheiro devida pela Fazenda Pública à pessoa física, pessoa
jurídica de direito privado e, até mesmo, a outra pessoa jurídica de direito público.

O precatório / RPV tem origem na condenação do Ente Público, perante a justiça. O juiz
que proferiu a sentença comunica a condenação ao seu respectivo Tribunal
jurisdicionante. O Tribunal, após consolidar todas as condenações, faz a apresentação,
por meio de precatório, aos Órgãos que foram condenados (INCRA, INSS, DNER ...).

Precatórios – são créditos de valores superiores aos limites previstos para RPV’s,
conforme o Ente público devedor, exceto em casos de expressa renúncia ao valor
excedente junto ao Juízo da execução ou, quando do pagamento parcial,

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complementares ou suplementares de qualquer valor, quando a importância total do


crédito executado, por beneficiário, for superior aos limites estabelecidos para RPV,
observando o Ente público devedor.

RPV – são créditos cujo valor atualizado, por beneficiário, seja igual ou inferior a:

a) sessenta salários mínimos, se devedora for a Fazenda Federal (art. 17, §


1º, da Lei nº 10.259, de 12 de julho de 2001);

b) quarenta salários mínimos, ou o valor estipulado pela legislação local, se


devedora for a Fazenda Estadual ou a Fazenda Distrital (art. 87 do Ato
das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT);

c) trinta salários mínimos, ou o valor estipulado pela legislação local, se


devedora for a Fazenda Municipal (art. 87 do ADCT).

É obrigatória a inclusão no orçamento dos Órgãos condenados, de verba necessária ao


pagamento dos seus débitos constantes de Precatórios, apresentados até 01 de Julho
de cada ano, para pagamento até o final do exercício seguinte.

4.2. INGRESSO DO PRECATÓRIO / RPV NO BANCO

Os Tribunais respeitarão a ordem cronológica de apresentação do Precatório / RPV de


cada Órgão. O depósito será efetuado em instituição bancária oficial (Banco do Brasil
ou CEF) por meio de OBH, tipo 56, e, em caso de cancelamento ou retificação para
menor, pelo Juízo da execução, os recursos correspondentes serão devolvidos ao
Tribunal emissor.

O Banco processa a OBH, tipo 56, de forma automatizada, os dados são gravados a
partir do arquivo gerado pelo SERPRO/SIAFI. Nessa sistemática as Ordens Bancárias
são direcionadas para o banco cadastrado no domicílio bancário do processo, na
transação ATUPROCJUD do SIAFI. Dessa forma, para que os pagamentos sejam
enviados para o BB, o Órgão emitente da OBH deverá cadastrar, no processo, o
seguinte domicílio bancário: banco - 001, prefixo da agência de relacionamento do TRF,
conta – 99738xxx-x, conforme negociação com a Secretaria do Tesouro Nacional.
O Tribunal poderá emitir o precatório / RPV para pagamento sem exigência de alvará.
Neste caso, o sistema DJO emitirá a seguinte mensagem: "DEPÓSITO NÃO EXIGE
ALVARÁ". O pagamento desses depósitos, sem exigência de alvará, é descentralizado,
e devem ser pagos por qualquer agência procurada pelo beneficiário.

Cabe aos Tribunais Regionais Federais, TRF, no âmbito de suas competências, expedir
resoluções regulamentando os procedimentos a serem adotados para os pagamentos
das sentenças.

Por determinação do TRF da 1ª Região, todos os precatórios e rpv’s de sua emissão


são centralizados na agência 4200-5 Poder Judiciário Brasília (DF).
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4.3. INTERVENIENTES

TRIBUNAL: Emite a Ordem Bancária de Precatórios/RPV no SIAFI e comunica a


disponibilização dos recursos ao JUÍZO DEPRECANTE.

STN-Secretaria do Tesouro Nacional: Gestora do SIAFI é responsável, por meio do


SERPRO, pelo desenvolvimento das transações no SIAFI e leiautes dos arquivos, bem
como pela normatização das transações para os usuários (Tribunais).

SERPRO: Consolida as informações das Ordens Bancárias de Precatórios e transmite


os registros para o BANCO.

Banco: Processa as informações no Sistema OBT e DJO. Comunica ao juízo


deprecante a disponibilização do Precatório/RPV, pelo Tribunal.

Juízo Deprecante: Responsável pelo pagamento do precatório/RPV, liberando o


crédito ao favorecido por meio de alvará, quando exigido.

4.4. IMPRESSÃO DE OFÍCIO

Os Precatórios / RPV’s efetuados serão comunicados às agência por meio de


mensagem sisbb-correio contendo a relação dos mesmos e a indicação da opção
41.12.02 do sistema DJO para impressão do ofícios, que devem ser entregues aos
juízos deprecantes em até 48 horas.

4.5. REMUNERAÇÃO

Os precatórios e RPV’s são remunerados pela Taxa Referencial – TR acrescida de taxa


de juros de 0,5 % a.m.. Os rendimentos são diários (pró-rata die) para efeitos de
levantamento.

4.6. IMPOSTO DE RENDA

Sobres os rendimentos pagos por decisão da Justiça Federal, mediante precatórios ou


RPV’s emitidos pelos TRF a partir de 1.2.2004, haverá retenção de imposto de renda à
alíquota de 3% (três por cento), sem quaisquer deduções, no momento do pagamento
ao beneficiário ou seu representante legal. Entende-se por “rendimentos pagos” o valor
depositado pelo tribunal acrescido dos rendimentos financeiros (juros + correção).

4.7. MOVIMENTAÇÕES

A liquidação do Precatório ou da RPV ocorrerá mediante apresentação de alvará,


mandado ou ofício expedido pelo juízo deprecante, salvo quando o mesmo for emitido
para pagamento sem exigência de alvará, neste caso o depósito estará disponível para
pagamento em qualquer agência.

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A conferência, liquidação no sistema DJO, retenção da CPMF e pagamento dos


precatórios e RPV’s seguirão os mesmos procedimentos definidos para Depósitos
Judiciais, exceto se o depósito for levantado por procurador. Neste caso, o procurador
deverá possuir procuração específica, em que conste, OBRIGATORIAMENTE, o
número da conta judicial ou do precatório e a firma do beneficiário, indicada no Alvará,
reconhecida.

Para Advogados legalmente constituídos nos autos do processo, o levantamento dar-


se-á mediante apresentação de cópia de procuração onde conste, obrigatoriamente, os
poderes de receber e dar quitação, autenticada pela Secretaria do Tribunal, que
atestará sua validade.

Resolução nº 559, de 26 de junho de 2007.

5. SOLUÇÕES VIA INTERNET

5.1. SALDO VIA INTERNET

Através de chave e senha específicas, o interessado poderá acessar, via internet, os


dados e saldos dos depósitos judiciais sob sua jurisdição (se juiz), ou das empresas
representadas (se advogado).

5.2. POTENCIAIS CLIENTES

Magistrados e empresas que detenham depósitos judiciais, seguindo a mesma


estratégia delineada para o Depósito Judicial Corporativo e o Resgate Centralizado.

5.3. VANTAGENS

Acompanhamento detalhado da movimentação de depósitos judiciais, prevenindo-se


resgates fraudulentos e movimentações ilegais.
Rapidez no levantamento de informações em qualquer lugar do país, que, de outro
modo, deveriam ser conseguidas junto à agência detentora do depósito.

5.4. PRECONDIÇÃO PARA A CONSULTA

A atualização da base dos depósitos judiciais, além do cadastrado do MCI do


magistrado ou serventuário, são precondições para o magistrado ou empresa consultar
os depósitos judiciais via internet.

O porquê da atualização dos dados dos depósitos:

Tribunal, UF, Comarca e Órgão necessários para restringir os depósitos passíveis de


consulta pela justiça, um juízo não poderá consultar
depósitos à disposição de outro;

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Processo e dados das partes necessários para localizar o depósito com base nos
argumentos de pesquisa informados pelo usuário;

MCI das partes necessário para restringir os depósitos passíveis de


consulta pela empresa, uma empresa não poderá
consultar depósitos em que a mesma não figure como
parte.

Já a atualização do cadastro, pessoa física, do Juiz ou do serventuário autorizado com


as informações abaixo, é necessária para o sistema DJO identificar a área de atuação
do usuário:

a) Ocupação principal: Juiz de Comarca, Juiz de Direito ou Serventuário de


Justiça (Diretores de Vara, Calculistas, Analistas etc.);

b) Empregador: Tribunal de Justiça, Tribunal Regional do Trabalho ou


Tribunal Regional Federal;

c) Natureza da ocupação: "Agente Político";

d) Nível do cargo: Informe o nível hierárquico;

e) Tipo de Tribunal: F - Federal, E - Estadual, T – Trabalho; e

f) Vinculação: Tribunal, Comarca e Órgão.

5.5. GUIA DE LEVANTAMENTO TRABALHISTA

Por meio de chave e senha, os Magistrados, vinculados à justiça trabalhista, podem


consultar os dados da guia do depósito judicial e optar pela impressão da Guia de
Levantamento do depósito consultado, em substituição ao Alvará de Levantamento. A
guia deve ser assinada pelo Juiz responsável pelo processo.

Esse procedimento padroniza as ordens de pagamento enviadas ao Banco, agiliza a


emissão da ordem e o pagamento do depósito, haja vista que todas as informações
necessárias para localização do mesmo se encontram na guia, inclusive o nº de conta
atribuído pelo Banco, minimiza a incidência de fraudes, pois o banco retém uma das
vias da guia, quando do acolhimento do depósito judicial.

6. SOLUÇÕES DJC - DEPÓSITOS JUDICIAIS CORPORATIVOS

6.1. DEFINIÇÃO

Conjunto de serviços baseado em trocas de arquivos, que permitem a Empresa


convenente um controle detalhado dos saldos e movimentações dos depósitos judiciais
nos quais ela figure como parte, seja no pólo passivo ou ativo da ação.
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Estas soluções se dividem em três convênios:

a) Informações Gerenciais DJC: Relatório disponibilizado


periodicamente, contendo os saldos e movimentações financeiras
de contas judiciais (arquivo DJO184).

b) Resgate Centralizado: Permite a Empresa cliente do Banco do


Brasil direcionar os resgates judiciais a que tem direito, de forma
automática, através de crédito em conta-corrente mantida no BB
(arquivo DJO187).

c) Depósito Judicial Massificado: pagamento de depósitos


judiciais pela Empresa convenente, via transferência de arquivo
com débito em conta corrente mantida no Banco do Brasil, ou
através de Ted Judicial (arquivos DJO100 e DJO101).

6.2. PÚBLICO-ALVO

Pessoas Jurídicas do segmento Grandes Empresas e Corporate, clientes ou não do


Banco, além de empresas públicas, sociedades de economia mista e bancos.

6.3. VANTAGENS

Para o cliente

A prestação dos serviços não é tarifada, que facilitará a fidelização do cliente para
transferência/direcionamento dos depósitos judiciais para o Banco e uma melhor
exploração da cadeia produtiva.

Outros diferenciais dos serviços são:

a) pagamento pro-rata die dos rendimentos sobre os depósitos judiciais;

b) total controle e automação sobre a efetivação e resgate de depósitos


judiciais, evitando a ocorrência de fraudes e movimentações indevidas;

c) acompanhamento do volume e informações de depósitos efetuados no


Banco;

d) informações em meio eletrônico;

e) controle das demandas judiciais em curso;

f) tradição e segurança da marca BB;

g) solidez do Banco enquanto instituição depositária;


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h) capilaridade da rede de agências.

Para o Banco

A adesão aos serviços, principalmente de Resgates Centralizados e Depósito Judicial


Massificado, proporcionará ao Banco:

a) ganho de escala na captação de depósitos judiciais;

b) fidelização dos clientes depositantes;

c) diminuição do risco e custo operacional nas agências para captação e


pagamento de depósitos judiciais.

6.4. PROCEDIMENTOS INICIAIS

Para a venda e manutenção dos serviços, a agência de relacionamento do cliente


deverá providenciar:

a) atualização dos cadastros dos depósitos judiciais;

b) geração de relatório de visita;

c) preparação da visita ao cliente;

d) formalização dos serviços;

e) cadastramento dos serviços; e

f) manutenção e acompanhamento dos serviços contratados.

6.4.1. Atualização Cadastral

Como procedimento preliminar à visita negocial, deverá ser efetuada atualização


cadastral dos depósitos judiciais via uniformização do MCI dos processos judiciais da
empresa no sistema DJO. Este procedimento é necessário para prestação dos serviços
de informações Gerenciais DJC, Resgate Centralizados e consulta a saldos via internet.

1º PASSO - Cadastre protocolo de pesquisa, destinado a listar todos os depósitos


judiciais do cliente no país, independentemente da agência em que estejam, com ou
sem MCI e CNPJ cadastrados:

I. escolha a opção 01 para depósitos sem MCI ou 08 para depósitos com


MCI que você deseja alterar;

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II. informe a UF e Justiça desejadas para o convênio ou todos, se a


pesquisa for nacional;

III. tecle enter e informe na tela seguinte o CNPJ ou radical do cliente além
de nomes da empresa para pesquisa no sistema (evite informar apenas o
CNPJ da empresa, pois nem todos os depósitos judiciais estão com esse
dado cadastrado no sistema DJO;

IV. informe apenas os nomes correspondentes a cada CNPJ a fim de evitar


unificações indevidas e para que em um mesmo grupo de empresas
sejam realizados protocolos específicos para cada empresa/CNPJ do
grupo;

V. anote o número do protocolo de pesquisa para cumprimento das etapas


seguintes. Sua composição refere-se ao dia, mês e ano da pesquisa mais
o número seqüencial.

2º PASSO - No dia seguinte, confira e exclua do resultado do protocolo de pesquisa


os depósitos não pertencentes ao cliente via opção 07:

I. escolha a forma de ordenamento dos depósitos – se alfabética ou por


número do processo; para efeito de triagem, a ordem alfabética é
preferível. Não há limite de conferências para um mesmo protocolo, que
permanece pendente na base por 30 dias;

II. nessa mesma opção, exclua os processos que não pertençam à


empresa, marcando-os com "X". A listagem é feita de 300 em 300
processos;

III. quando forem listados dois processos com o mesmo número, significa que
algum parâmetro informado está presente nas duas partes do processo;

IV. os processos antigos migrados da poupança (que constam parte A X parte


B no mesmo campo), deverão ser excluídos do processo e seus dados
atualizados manualmente no sistema DJO.

3º PASSO - No mesmo dia da exclusão, escolha a opção 03 para a unificação do MCI


desejado para os depósitos judiciais selecionados. Os dados de MCI, nome do cliente e
CNPJ são atualizados à noite para os depósitos judiciais selecionados.

Observação: A agência detentora do protocolo dispõe de poderes para efetuar a


unificação, mesmo que não detenha o MCI.

I. A opção "11" - Dados dos processos selecionados por protocolo, permite


consultar os dados anteriores à unificação e os atuais, de cada depósito;

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II. Proceda a atualização periódica do MCI dos convenentes, de preferência


semanalmente, evitando que novos depósitos sejam captados sem essa
informação. A unificação periódica é mais rápida, pois a maior parte da
base dados da empresa já foi atualizada.

6.4.2. Geração de Relatório de Visita

O relatório DJO744 contém as informações de todos os depósitos judiciais


internalizados no BB na qual a Empresa do CPNJ consultado figure como parte.

A solicitação de relatório de visita ocorrerá no dia seguinte a atualização cadastral via


sistema DJO 41.13 - Extrato Sintético de Processos - Relatório DJO744 - opção de
emissão pelo MCI (opção 3), sendo um relatório que conste a empresa como ré e outro
como autora. Informe apenas o MCI para cada caso.

O relatório DJO744 será encaminhado à agência no dia seguinte a sua solicitação e


também estará disponível para impressão no aplicativo IRA ou na Intranet
administrativo/relatórios.

6.4.3. Preparação da Visita ao Cliente

Na preparação da visita ao cliente, deverá ser providenciado:

I. Apresentação de Slides dos serviços disponível na Intranet da Diretoria de


Governo.

II. Relatório de visita que deverá ser entregue ao cliente contendo todos os
depósitos judiciais no Banco em que o cliente é parte.

III. Termo de Adesão e Cláusulas Gerais que deverão ser entregues para
formalização dos serviços. (doc#5241 e doc#5242).

IV. Modelos de petição ao Juiz (doc#5335).

V. Manual Operacional: entregue as instruções técnicas para o


desenvolvimento dos leiautes e operacionalização dos serviços constantes
no doc#5240.

VI. Aplicativo BBDJC caso a empresa não disponha de recursos ou tempo


hábil para o desenvolvimento de leiautes, software para geração e
tratamento dos arquivos referentes aos serviços.

Observação: a Central de Atendimento BB estará disponível para assessorar a


instalação do aplicativo pelo cliente.

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6.5. FORMALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS

A formalização dos serviços se dará mediante assinatura do Termo de Adesão


às Cláusulas Gerais que regem os serviços de Depósitos Judiciais Corporativos.

6.6. CADASTRAMENTO

6.6.1. Informações Gerenciais DJC

O serviço prevê o envio de arquivo texto DJO184 com informações de depósitos,


resgates, transferências e bloqueios de processos judiciais do conveniado.

Cadastre o serviço na opção 41.11.13.01, do sistema DJO - cadastramento e


manutenção de convênios - inclusão, conforme segue:

I. No campo MCI principal, informe o principal do grupo ou, e em seguida os


demais, se houver.

II. No campo periodicidade informe: diária, semanal, quinzenal ou mensal do


arquivo DJO184 para o cliente.

Observação: é importante ressaltar o cuidado que se deve ter quando a


periodicidade solicitada pelo cliente for a diária, pois os arquivos enviados
pelo Banco se sobrepõe. Caso não haja um controle efetivo destes
arquivos pelo convenente, ele poderá perder o histórico destas
movimentações.

III. Indicador de Retorno: informe "S" para encaminhamento do arquivo


DJO184 ou "N" para encaminhamento apenas do arquivo DJO187 -
Resgate Centralizado, se assim o cliente desejar.

IV. caso de indicador de retorno "S" será aberta a tela de intercâmbio de


dados(IED) para cadastramento do meio de intercâmbio de arquivos.
Apenas o formato e meio de RETORNO deverá ser informado, uma vez
que não haverá arquivo remessa para este serviço.

V. cadastre o formato como DJO184. Na identificação, selecione o código


MCI. Agência/conta não preencher.

VI. Quando o intercâmbio for definido como mainfraime-mainfraime, marque


a opção meio retorno como "LDBB", e envie correio Sisbb para
DIGOV/GEPSE/DIJUD, com informações do convênio.

VII. Quando a periodicidade do arquivo for definida como "quinzenal",


marque nesse item, na tela do IED, a opção "eventual".

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Concluído o cadastramento do convênio, o arquivo DJO184 será encaminhado ao


cliente na periodicidade informada.

6.6.2. Resgates Centralizados

O serviço prevê a centralização de depósitos judiciais resgatados em favor do


convenente em contas correntes previamente indicadas, por modalidade/tipo de
depósito e após cumprimento do float contratado, e envio de arquivo texto DJO187 com
informações desses resgates.

Cadastre o serviço na opção 41.11.13.04, do sistema DJO - manutenção de convênios


de resgate centralizado - inclusão, conforme segue:

I. No campo número do convênio, informe o número do convênio de


Informações Gerenciais DJC, pré-requisito para a formalização do serviço;

II. No campo quantidade de dias de "float", informe o "float" contratado não


inferior a 2 dias, condição mínima para o serviço;

III. Nos campos demais MCI vinculados informe as demais empresas do


grupo indicadas pelo cliente para o serviço;

IV. tecle enter e indique todas as contas para crédito dos resgates, sabendo-
se que para cada modalidade/tipo de depósito judicial poderá ser indicada
uma conta diferente para centralização dos valores, conforme contratado
pelo cliente;

V. cadastre o formato de arquivo retorno como DJO187.

6.6.3. Depósito Judicial Massificado

O serviço prevê o envio do arquivo de remessa DJO100 pela empresa para


efetivar depósitos judiciais de forma massificada (em lote) e disponibilização de
arquivo retorno DJO101 com os dados das contas judiciais abertas e as ocorrências
referentes a registros de depósitos rejeitados.

Para cadastramento do serviço, acesse a opção 41.11.14.11.11, do sistema DJO -


convênio – inclusão.

Se o conveniado contratar contas eventuais para débito das remessas cadastre-as na


opção 41.11.14.11.21, do sistema DJO - conta eventual - inclusão.

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6.7. ACOMPANHAMENTO GERENCIAL

Consulte por meio da opção 41.11.13 do sistema DJO. Selecione a opção 03, para
acompanhamento da quantidade de convênios (e respectivos dados) e volume de
depósitos gerenciados.

O volume de depósitos corresponde ao valor de depósitos judiciais do cliente em todo


o país e não somente na agência do convênio.

6.8. PRECIFICAÇÃO INTERNA

A agência detentora do convênio DJC faz jus a remuneração de 11% da Média de


Saldo Diário dos depósitos judiciais do convenente.

Para consultar o resultado obtido na prestação dos serviços:

I. acesse o sistema ORC, opção 2-a - Acompanhamento do Orçamento -


Própria Dependência;

II. indique opção 2 - Mensal;

III. informe no campo exercício o ano desejado para a consulta;

IV. preencha o campo Nome / Código com o número do tipo/item/subitem


orçamentário: 88901075000 (Ressarcimento Serviços - Agências
Depósitos Judiciais).

6.9. ACOMPANHAMENTO E MANUTENÇÃO DOS SERVIÇOS

Acompanhe a utilização efetiva dos serviços pelo cliente, através da análise de envio e
retirada de arquivos no sistema IED, opção 21 - Consultar Remessa, e opção 22 -
Consultar Retorno, informando o MCI principal do cliente conveniado.

Em caso dos arquivos de retorno estarem com status de "não retirado pelo cliente",
inclusive arquivos expirados, contate o cliente, e verifique:

I. problemas na captura dos arquivos;

II. periodicidade - verifique se o cliente não deseja alterar a periodicidade


do arquivo DJO184;

III. informações inconsistentes - caso o cliente alegue desencontro de


informações, providencie a atualização dos depósitos indicados pelo
mesmo, efetuando nova unificação de MCI's do convênio.

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6.9.1. Resgate Centralizado

Os valores de depósitos judiciais vinculados ao serviço e que forem resgatados em


benefício de clientes conveniados, obrigatoriamente cumprirão o "float" contratado na
conta interna 31027.63.10-5 na agência do convênio.

A conta 310276310 é privativa do sistema - privacidade 10 – e não deve ser


movimentada pela agência.

Toda alteração, exclusão e consultas referentes ao serviço devem ser realizados na


opção 41.11.13.4 do sistema DJO.
A exclusão do serviço não permitirá novos resgates com repasse automático dos
valores para a(s) conta(s) do cliente, no entanto, os valores que na data da exclusão
cumprem o "float", serão transferidos para o cliente.

6.9.2. Depósito Judicial Massificado

O acompanhamento das remessas enviadas pelos clientes conveniados se dará via


opção 41.11.14.12.

A opção de consulta a remessas permite o acompanhamento do "status" da remessa


durante e após o seu processamento, e descreve todas as ocorrências vinculadas.

Tanto os depósitos/parcelas aceitos quanto os rejeitados poderão ser consultados via


opção 41.11.14.13.11 do sistema DJO.

Através do resultado da pesquisa inicial, escolha o depósito para efetuar as seguintes


consultas:

I. produto/modalidade (dep judicial estadual, trabalhista etc);

II. dados do processo (tribunal, comarca, órgão, etc);

III. número do processo;

IV. nome do réu e autor;

V. "status" da parcela;

VI. dados da remessa da parcela;

VII. número da conta judicial.

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7. INTERLIGAÇÃO COM TRIBUNAIS

A interligação é a conexão dos sistemas corporativos dos Tribunais com o sistema do


Banco, permitindo o intercâmbio de informações, processamento eletrônico de guias de
depósitos judiciais, alvarás e mandados judiciais.
A 1ª fase da Interligação consiste na recepção de arquivos remetidos pelos Tribunais,
(arquivos-remessa DJO181), em períodos previamente definidos, geralmente de 5 em 5
minutos, com os dados dos depósitos a serem efetivados pelos depositantes no BB.
Também é disponibilizado ao Tribunal, ao início de cada dia, arquivo-retorno (DJO 180)
gerado pelo BB, com todas as movimentações (acolhimentos, resgates, transferências)
de depósitos judiciais do dia anterior vinculados ao Tribunal, independentemente de sua
origem, que poderá ser:

a) via guichê de caixa: quando o cliente comparecer com guia emitida pelo
Tribunal e/ou ID gerado no site do BB ou pelo Tribunal (Interligação);

b) via TED Judicial: emissão de mensagem STR0025 em outra Instituição


Financeira com ID gerado no site do BB, pelo Tribunal (Interligação) ou
Bacenjud;

c) via depósitos judiciais massificados: acolhimento de depósitos judiciais em


lote;

d) via débito em conta no BB: em desenvolvimento;

e) via Ordem Bancária (OB 56): normalmente utilizada para liquidação de


precatórios federais e RPV;

f) via extracaixa: mediante solicitação de transferência acolhida de cliente


para liquidação de guias ou ID (vide item "a", acima).

É importante esclarecer ao Tribunal que a Interligação entre os sistemas do Banco e


Tribunal atribui maior transparência, controle, segurança e agilidade ao processo de
efetivação de depósito judicial, transferências, cancelamentos (1ª fase) e sua liquidação
(2ª fase), futuramente abrangendo também bloqueios e desbloqueios.

7.1 O PROCESSO DE INTERLIGAÇÃO

7.1.1. Conectividade e Segurança

O estabelecimento de conexão entre o Tribunal e o Banco prevê o estabelecimento de


protocolo de transferência e recepção de arquivos pelo Tribunal. Isso pode ocorrer de
diversas formas (mainframe x mainframe, EDI BB, com VPN1 1, com ou sem certificação
digital). A definição da melhor forma de conexão depende do sistema e, canal de
comunicação utilizado pelo Tribunal e de outras variáveis que, diante de sua

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complexidade, serão melhor discutidas entre a equipe técnica do Tribunal e do Banco


(Diretoria de Tecnologia - Geate).

7.1.2. Desenvolvimento de Leiaute pelo Tribunal para Troca de Dados

Prevê a geração e tratamento de arquivos pelo cliente. Para isso existem leiautes
previamente definidos (Manual do Convênio). A forma de geração do arquivo depende
da estrutura do Tribunal e geralmente ocorre por meio de sistema próprio. No arquivo
de remessa referente a 1ª fase da Interligação, cada registro representa um depósito
judicial e ser efetuado e estará vinculado a um ID (Identificador único de depósito) que
será gerado pelo Tribunal e entregue ao depositante. O banco, ao receber as
informações, internaliza-as no sistema e fica aguardando a liquidação financeira do
depósito pelo depositante que, de posse do ID, poderá realizá-la via TED Judicial ou via
caixa.

Cada registro de depósito conterá:

a) Dados do Processo:

I. Tipo de Justiça (Federal, Estadual ou Trabalhista).

II. Tribunal / UF / Comarca / Órgão.

III. Natureza da Ação / Número do Processo / Número da Guia.

IV. Nome, CNPJ/CPF e Advogado das partes – Autor e Réu.

b) Descrição do Depósito:

I. Tipo de Depósito - Judicial ou Carta Precatória.

II. Número da Conta (se depósito em continuação).

III. Nome de quem efetuará o depósito.

IV. Número do documento de identificação de quem efetuará o depósito.

V. Tipo de Depositante - Autor ou Réu.

VI. ID-Depósito – Número único que identifica o depósito para o seu


efetivo recebimento.

7.2. ID DEPÓSITO PARA INTERLIGAÇÃO


O ID Depósito (Identificador de Depósito) deverá conter 18 campos numéricos, sendo 4
posições pré-estabelecidas pelo Banco, 13 posições de livre utilização pelo Tribunal

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mais o dígito verificador (DV) cuja definição também é do Tribunal, conforme abaixo
especificado:

ID Depósito (18 posições) sendo:

08XX (4 posições BB) + nº livre p/ Tribunal (13 posições) + DV (1 posição)

As 4 posições iniciais do ID Depósito são de domínio do BB sendo que as duas


primeiras são fixas (08) e referem-se ao ID da Interligação com Tribunais e as duas
posições seguintes (XX) identificam o Tribunal que o gerou e serão disponibilizadas
pela equipe técnica do Banco ao cliente na etapa de desenvolvimento de leiautes. O
motivo dessa medida é inibir a geração de ID’s idênticos por Tribunais diferentes.
As 13 posições seguintes mais o DV são de utilização obrigatória pelo Tribunal que
deverá ser orientado quanto a seguinte regra: o ID Depósito é único por guia de
depósito judicial, ou seja, cada ID gerado poderá ser utilizado uma única vez para a
efetivação de depósito judicial no BB e não poderá ser repetido no convênio.

Caso o Tribunal não pretenda utilizar o campo para algum controle particular (nº do
processo, por exemplo), deverá utilizar numeração seqüencial única (NSU);

7.3. INFORMATIZAÇÃO DO TRIBUNAL – DIAGNÓSTICO INICIAL

Como foi visto, a Interligação com Tribunais é um serviço que depende de


desenvolvimento no sistema do Tribunal para gerar e tratar os arquivos de acordo com
os leiautes estabelecidos pelo Banco e para cumprir o protocolo de transferência e
recepção desses arquivos.

Com base nesse desenvolvimento e diante da diversidade de sistemas e automação


dos Tribunais é necessário um levantamento preliminar de informações para subsidiar a
análise da equipe da Diretoria de Tecnologia do Banco sobre qual a melhor solução
para o cliente.

Na solicitação dos serviços a agência deverá especificar se já existe alguma troca de


dados entre o BB e o cliente -- e de que forma ela ocorre -- ou a existência prévia de
solução de comunicação (decorrente de troca de arquivos de pagamento de salários,
recebimento de custas).

Neste documento será necessário disponibilizar também os telefones das pessoas no


Tribunal responsáveis pela área de informática para eventuais contatos técnicos.

VPN - (Virtual Private Network / Rede Privada Virtual) - é uma rede privativa (acesso
restrito) construída sobre a infra-estrutura de uma rede pública, geralmente a Internet. O
grande diferencial da VPN é que agrega as facilidades do uso da Internet com a
segurança de uma rede dedicada.

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8. FORMULÁRIOS PADRONIZADOS

8.1. MODELOS PADRONIZADOS PARA ACOLHER DEPÓSITOS JUDICIAIS

0.07.808-5 justiça estadual e federal, contempla 4 vias ( 1ª arquivo; 2ª caixa; 3ª


comprovante do processo e 4ª depositante;
0.07.809-3 justiça estadual e federal, contempla 6 vias, sendo as quatro primeiras
destinadas ao acolhimento (1ª caixa, 2ª depositante, 3ª arquivo e 4ª
processo) e as 2 últimas para a liquidação (5ª caixa e 6ª-beneficiário do
depósito);

0.07.816-4 justiça estadual referente a tributos de competência dos estados, do


distrito federal e dos municípios, contempla 6 vias, sendo as quatro
primeiras destinadas ao acolhimento (1ª caixa, 2ª depositante, 3ª arquivo
e 4ª processo) e as 2 últimas para a liquidação (5ª caixa e 6ª beneficiário
do depósito).

0.07.811-5 justiça trabalhista, modelo padronizado pelo TST – IN 21, contempla 6


vias, sendo as quatro primeiras destinadas ao acolhimento (1ª caixa, 2ª
depositante, 3ª processo, 4ª arquivo) e as 2 últimas para a liquidação (5ª
caixa e 6ª processo).

8.2. CARTÃO DE AUTÓGRAFOS

0.03.129-1 Cartão de autógrafo para conferência de alvará de levantamento de


depósito judicial.

8.3. DETALHAMENTO DA RETENÇÃO DE IR POR DECISÃO DA JUSTIÇA


TRABALHISTA

0.70.223-1 detalhamento de IR

8.4. MODELOS DE GUIAS DE DEPÓSITO JUDICIAL

A seguir apresentaremos os modelos de guias utilizados para depósitos judiciais.

A figura 1 mostra a guia de acolhimento de depósito judicial Estadual e Federal que


será preenchida para efetivação do depósito judicial.

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Figura 1 - Guia de Acolhimento Estadual e Federal

A figura abaixo mostra a guia de acolhimento de depósito judicial Estadual e


Federal que será preenchida para levantamento do depósito judicial.

Figura 2 - Guia de Resgate Estadual e Federal

As figuras 3 e 4 abaixo mostram as guia de acolhimento e levantamento


respectivamente, de depósito judicial trabalhista.

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Figura 3 - Guia de Acolhimento Trabalhista

Figura 4 - Guia de Levantamento Trabalhista

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Segue na figura 5 abaixo, dicas de preenchimento da guia trabalhista.

Figura 5 – Dicas preenchimento Trabalhista

A figura abaixo mostra a guia de acolhimento de depósito judicial Tributário que será
preenchida para acolhimento do depósito judicial Tributário.

Figura 6 - Guia de Acolhimento Tributário

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A figura 7 mostra a guia de acolhimento de depósito judicial Tributário que será


preenchida para acolhimento do depósito judicial Tributário.

Figura 7 - Guia de Levantamento Tributário

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