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ANTENAS ____

A Antena Impossível – Half-Slopper para 80 e 40m

Comprado o radio, novo ou de segunda mão, o novato quer fazer alguma


coisa com suas próprias mãos. Sem mais dinheiro para gastar, resta
pesquisar e descobrir algo simples e efetivo.
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Por Marco Túlio V. Alvarenga – PY2-MTA

Quando me submeti ao exame para a promoção de classe C para B, encontrei o Junior – PY2ZA -, e
conversando combinamos que eu enviaria alguns artigos sobre antenas e pequenas dicas sobre conectores,
linhas e equipamentos para o shack. Nós compartilhávamos um sonho comum – lançar uma revista da LABRE -,
começando com artigos a serem publicados no QTC falado, que o Junior edita todos os meses. Este é o primeiro
artigo de uma série. Quem sabe algum dia a LABRE-SP terá uma revista para rivalizar com a QST?

O radio, um ICOM IC-718 novinho em folha, havia chegado e repousava inerte em cima de uma pequena mesa.
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Inicialmente pensei em comprar uma antena pronta e minha simpatia caiu sobre a Yaesu YA-30 . Logo descobri
que ela, além de difícil de obter, era muito cara, por volta de mil reais. Tentei então achar uma solução caseira
para esta antena, mas logo percebi que os pobres radioamadores brasileiros não têm acesso fácil aos
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componentes necessários. Depois de várias incursões na Santa também percebi que os resistores não indutivos
simplesmente não existiam. Tentei então descobrir os resistores mais ao norte, nos Estados Unidos, o que foi
fácil, mas o frete e a ganância tributária da Receita Federal inviabilizavam qualquer tentativa neste sentido. Um
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pouco desapontado abandonei a idéia . Passei então a pesquisar artigos com o auxílio de meu amigo Ernesto
Levy – PY2CDB -, que é assinante do meu objeto de inveja - a QST.
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Depois de pesquisar muito cheguei a dois artigos – A Two-band Half-Slopper Antenna escrito pelo Gary E. Myers
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– K9CZB – e A 75-Meter DX Antenna , escrito por Hopps, este último referenciado no artigo do Gary. A idéia
pareceu excelente e de simples execução além de ser barata, pois construiria apenas “meia-antena”. O problema
era que fui fortemente desaconselhado a construí-la, por vários radioamadores, que a consideram de ajuste muito
difícil. Ótimo, mais um desafio!

No artigo do Gary, ele ressalta que este tipo de antena foi muito popular no passado e que esta popularidade
voltava nos últimos anos (décadas de 1970 e 1980), com vários artigos escritos na QST e em outras publicações.
Ele ressaltava também que a razão desta popularidade eram o ângulo baixo de radiação – excelente para DX -, o
tamanho pequeno, a pequena altura de mastro necessária e a simplicidade de construção. Segundo outros
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autores, além disto, elas são mais fáceis de camuflar

No lado negativo da força, o Gary concordava com meus colegas e afirmava que as bandas utilizáveis seriam
estreitas e que antevia muitas dificuldades em fazer o sistema – cabo, antena, e outras influências das
construções em volta – ressonar na freqüência de projeto. Mas afinal, se não houvesse desafios não seria
divertido. O projeto original da antena é mostrado na figura 1 – A antena half-slopper.

Este projeto é extremamente inteligente por que: (i) permite a operação em duas bandas, a banda de 80m e a
banda de 40m; (ii) por extensão, permite também a operação em 10m e 15m com VSWR ainda modesto, capaz
de ser corrigido por um acoplador automático, comum em muitos rádios modernos; (iii) permite a operação nas
outras bandas, com acoplador manual, mas com eficiência bem menor (mas permite!);

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A antena Yaesu YA-30 é uma antena dipolo dobrado, multibanda, com cerca de 22m de comprimento, projetada para toda a faixa de HF, de 160m a 10m, e para
a faixa baixa de VHF - 6m. Esta antena é terminada com um resistor não indutivo, na extremidade oposta à alimentação, o que faz com que possa operar com
baixa relação de ondas estacionárias (inferior a 2:1), em toda as bandas, contudo, com eficiência muito baixa nas faixas de 160m e 80m, onde parte da solução de
acoplamento reside na perda no resistor. Existem vários produtos similares a venda no mercado americano.
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Rua Santa Ifigênia em São Paulo.
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A associação em paralelo de resistores de filme metálico de 5W, que custam R$0,50 cada um resulta em uma resistência quase pura. Assim pode-se construir
uma carga fantasma de 100W, com a associação em paralelo de 30 resistores de 1.500 ohms. Esta solução resulta em uma relação de ondas estacionárias de
apenas 1,2:1,0 em 30 MHz . A mesma técnica poderia ser usada para a construção do resistor de carga para esta antena.
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Nos Estados Unidos, porque nossos primos ricos cultivavam verdadeiras florestas de antenas, os condomínios começavam na época a restringir a construção de
torres e qualquer tipo de radiador que “enfeasse” o horizonte. No Brasil ainda não temos estas restrições, mas temos nossas esposas que não querem aqueles
“espetos” e “fios” por sobre o jardim.

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(iv) utiliza um trap simples de construir e bastante convencional, mostrado na edição de 1974 do Antenna Book
da ARRL; e por último, (v) a idéia de fazer a correção com o uso de um indutor na altura do solo é maravilhosa,
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pois não se teria de subir no mastro ou abaixá-lo para fazer os ajustes .

Por outro lado, tem-se que considerar os custos. Afinal, após a compra do radio o caixa diminui. Ótimo, mais
diversão na adaptação do projeto!

Inicialmente foram listados os pontos negativos do projeto, considerando que ao sul do equador os custos são
maiores que ao norte. Instalar um mastro também apresentava dois problemas. O primeiro é ter que mandar
construí-lo, pois os mastros telescópicos
para antenas de TV são de péssima
qualidade, com paredes muito finas e
Cabo coaxial passando por exigem pelo menos dois conjuntos de
dentro do mastro, malha ligada
Isolador tipo castanha
ao mastro neste ponto. estais, o que por sua vez interfere no
8,2 micro-Henry
sistema. O segundo problema é que o cabo
9,45m 45º
RG-8 não é facilmente encontrável no
Brasil e seu similar, o RG-213/c é muito
60 pF
caro e não haveria como diminuir o seu
comprimento, que deve ser de ½ onda para
Trap
1,22 m
a freqüência mais baixa de operação, no
caso 3,65 MHz, corrigido pelo fator de
velocidade do cabo. Embora a utilização de
Isolador tipo castanha
Cabo coaxial RG – 8/u (similar um cabo RG58/c seja possível, a perda na
ao RG 213/u), 27,49m
antena aumentaria muito, pois o pedaço de
Mastro de 12,1m aterrado
cabo entre a antena e o indutor de ajuste
Indutor de 3 micro-Henry em
caisa metálica com dois apresentaria relação de ondas
conectores PL-259 (fêmea)
estacionárias - VSMR - muito alta.
Qualquer comprimento de cabo
coaxial até o radio.

Fig. 1 – A Antena ½ Slopper

Assim sendo, o uso do cabo coaxial RG58/c, mais barato, era a única solução e passei a procurar outra solução
para o mastro. Inicialmente pensei em usar um bambu grosso ou uma tora de eucalipto de pequeno diâmetro,
mas em ambos os casos esta soluções não seriam soluções estéticas aceitáveis, sob o ponto de vista da minha
“cristal”.

Sai para o quintal, sentei-me em uma pedra, ao lado de meu fiel companheiro, um Faux French Bulldog, o Pidy
(PY2-AUAU), que é responsável pela segurança de meu schack. Já quase entrando em desespero, meu olhar se
deteve nas calhas – a casa é um sobrado com calhas e dutos de descida em tubos de chapa de aço zincadas e
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pintadas – e eureka! - estava aí a solução . Um dos dutos subia ao lado da varanda de meu quarto, que é
próximo ao shack, e seu topo era facilmente acessível. Bastaria colocar um eletrodo de terra junto ao ponto onde
ele penetrava na calçada e teríamos um ótimo mastro, sob o ponto de vista elétrico. Deste ponto até o shack não
seria necessário mais de que 12 metros de cabo. E o indutor de ajuste? Bastava colocá-la no topo do “mastro”,
pois agora poderia acessá-lo facilmente pela varanda de meu quarto!

O projeto final da antena é mostrado na próxima página, na figura 2 – Antena ½ Slopper PY2-MTA.

Então me restava apenas colocar o projeto em prática, depois de resolver dois outros problemas. O primeiro dizia
respeito a obtenção de isoladores. A pesquisa inicial na internet identificou apenas os isoladores de nylon
fabricados pela Electril, que tem a reputação de serem bons, mas que são muito caros – cerca de R$10,00 a
unidade. É possível fabricar os isoladores em pedaços de canos de PVC de 20mm ou de 25mm, mas minha
simpatia por este material não é muito grande, pois com o tempo ele é destruído pela luz solar. Havia ainda os
isoladores do tipo castanha, fabricados em cerâmica vitrificada e utilizados na instalação de redes elétricas de
baixa tensão em fazendas e indústrias, mas era difícil achar quem os vendesse.

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Parece-me que a palavra em português para trap, é “ressonador”, se não for, aos amigos a correção!
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Veja que os comprimentos de 9,45 m e o comprimento elétrico do conjunto 9,45 m mais o trap mais os 1,2 m, não ressonam nas bandas de
amador e necessitam de um indutor para colocá-los lá.
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Um dia pretendo isolar as calhas e fazê-las ressonar nos 160m! Se tiver sucesso eu conto em um artigo.

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A sorte ajudou e eles foram achados na Holambra, em uma empresa de material elétrico e serviços de projeto,
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montagem e instalação de quadros e painéis . O preço era muito razoável, a qualidade excelente e dava para
comprar um pequeno estoque.

O segundo problema era a fabricação dos indutores e capacitores. Optei pela construção da bobina do indutor em
fio magnético 14 AWG simplesmente porque havia alguns metros disponíveis, retirados de um transformador que
havia queimado, mas as bitolas 16 ou 12 também serviriam. Quanto ao capacitor era muito simples resolver,
nada que os pedaços de cabo coaxiais que sobram não resolvessem.
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Para o capacitor foi usado uma sobra de cabo RG-58 , guardado em caixa de papelão com a etiqueta “quem
sabe, talvez, um dia terão utilidade”, juntos com porcas achadas na rua, pedaços de fio e tudo o mais que sobre
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ou atraia a atenção e coleto em caminhadas .

Para o indutor de ajuste, a solução foi bem


simples, ele foi pré-formado em um
Calha pedaço de cano de PVC de 40mm de
diâmetro externo, retirado da forma e
Indutor de 3
micro-Henry novamente pré-formado com as mãos para
sobre tubo de
PVC, que reduzir o diâmetro. Esta providência se faz
9,45m
60 pF serve como
isolador.
necessária, pois as bobinas aumentam um
8,2 micro-Henry Varanda
pouco de tamanho quando são retiradas
Trap da forma. Foram 9 espiras. Numa segunda
etapa, o cano-forma foi untado com um
4,5 m 40m
RG58/c pouco de vaselina, a bobina recolocada e
80m
Janela Aprox. 11m o espaço entre espiras arrumado com as
unhas. Finalmente as espiras foram
Corda
Sobra de 1,8m para fixadas com cola quente, do tipo usado em
ajuste
Duto da calha pistolas, permitindo assim que elas
Isolador tipo castanha Aprox. 6,5m
permanecessem espaçadas
Fig. 1 – Antena half-slopper. uniformemente ao longo dos anos de uso
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previsto . O indutor foi então montado em
Muro um pedaço de cano de PVC de 20mm,
Aprox. 2,5m
que também serviu de isolador.

Fig. 2 - Antena ¼ Slopper PY2-MTA

O esquema do indutor de ajuste é mostrado na figura 3 – Indutor de ajuste e sua foto é apresentada na figura 4 –
Foto do indutor.

10 cm, PVC diâmetro 20 mm

Solda

Fio central do cabo Cálculo da bobina:


RG-58 (malha ligada
Fig. 4 – Foto do indutor L = N*N * a*a/4 / (9*a/2 + 10*l)
na calha)
N = 9 voltas
Fig. 3 – Esquema do indutor Diâmetro externo: 50mm
Comprimento: 100mm
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L = 2,8μH
Eletro Lima Ltda.
9 Ref. http://www.captain.at/electronics/coils/
Os capacitores feitos com cabos da família RG-58 ou RG-59 são adequados somente para pequenas potências, até 200 ou 300 W AM/ CW.
Para ir ao limite legal, 1 kW, use os cabos da família RG-213, que tem isolamento maior.
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Atenção, novatos! Este é um dos macetes mais importantes do radioamadorismo: “Nada se perde, tudo se guarda e tudo se transforma”.
Resista bravamente aos ímpetos arrumadores das esposas e faxineiras!
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Se bem que nenhuma antena de radioamador dura muito tempo, pois sempre surge uma idéia melhor e a vontade de experimentá-la.

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Observe que você pode recalcular o indutor para diâmetros diferentes e isto pode ser conveniente, pois quanto
menor o diâmetro, maior o número de espiras e mais fino será o ajuste Decida com bom senso: 40mm ou 50mm
são boas medidas. Observe a “costura” de cola quente na foto da bobina.

Restava então projetar o trap, ou ressonador. Havia a opção de fazê-lo em cabo coaxial, mas este tipo de trap é
de difícil ajuste e preferi fazê-lo de forma mais convencional: um indutor em fio esmaltado em paralelo com um
capacitor feito com cabo coaxial. Neste design o ajuste é muito simples, podendo ser feito pelo corte do cabo
coaxial, diminuindo a capacitância resultante. Desta forma, é conveniente projetá-lo para ressonar em uma
freqüência um pouco mais baixa, o que resultaria em um comprimento maior de cabo – maior capacitância -, e
depois ajustá-lo para a freqüência de 7, 200 MHz +/- 25 kHz. A bobina foi construída e montada pelo mesmo
processo usado para o indutor de ajuste dos 40m, sobre um pedaço de cano de PVC de 20mm. O esquema do
trap é mostrado na figura 5 – Trap de 7,200 MHz - e sua foto é apresentada na figura 6 – Foto do Trap.

18 cm, PVC diâmetro 20mm

Cabo RFS RG-58 c/u

Cálculo da bobina: Cálculo do capacitor:


L = N*N * a*a/4 / (9*a/2 + 10*l) Capacitância Cabo RG-58 = 101pf/m
N = 18 voltas Cortar 70cm e ir ajustando por corte
Diâmetro externo: 62mm até a ressonância em 7,200MHz
Fig. 6 – Foto do Trap Comprimento: 120mm Obs. Solde em paralelo com a bobina,
L = 8,29μH a malha na extremidade de será ligada
Fig. 5 Trap de 7,200 MHz Ref. http://www.captain.at/electronics/coils/ do lado dos 80m.

Nesta etapa a maior dificuldade foi conseguir emprestado um Dip Meter, mas descobri que poderia usar um
analisador de antenas em seu lugar e um amigo radioamador me emprestou um juntamente com um acessório
que o fazia funcionar como Dip Meter - uma pequena bobina.
Finalmente a antena foi montada. Para isto, cortei dois pedaços de cabo de
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2,5mm do tipo Pirastic da Pirelli, com isolamento em dupla camada de PVC ,
nos comprimentos de 9,65m e 6,40 metros, deixando uma folga para a
amarração nos isoladores. A amarração foi feita com braçadeiras plásticas de
aproximadamente 4 mm de largura e a conexão elétrica foi feita com solda de
estanho 60/40, exceto na extremidade que seria conectada ao indutor de
ajuste, na qual foi soldada provisoriamente uma garrinha jacaré para fazer o
ajuste nos 40m, trocando sua posição entre as diversas espiras da bobina. A
outra extremidade da antena foi simplesmente amarrada no isolador e torcida e
a sobra enrolada de volta sobre o fio dos 80m, enquanto aguardava o ajuste.
O isolador usado na extremidade da antena é mostrado na figura 7 – Isolador
tipo castanha 30X40. Fig. 7 – Isolador Castanha 30X40

O ajuste dos 40m seria muito fácil com o analisador de antenas, mas este já havia sido devolvido, e então o
indutor foi ajustado usando o medidor de estacionária do próprio radio e fazendo que a menor estacionária
acontecesse aos 7,150 MHz. O mesmo procedimento foi feito para os 80m e a estacionária ajustada para a
freqüência de 3,700 MHz, em torno da qual acontece o SSB.

A antena funcionou muito bem! Fiz vários contatos em 80m com o Rio Grande do Sul, com a Bahia, com o Mato
Grosso do Sul, com o Rio de Janeiro e com Minas Gerais, com apenas 100W de potência, e os reportes foram
bons.

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Os cabos da família Pirastic são mais caros, mas apresentam uma resistência muito maior a luz solar. Outras marcas de cabos isolados em
PVC também podem ser usadas, e também fios magnéticos, fios de cobre nus ou cordoalhas. Use o que estiver em suas mãos, mas atenção
à marca: tem muita porcaria no mercado!. Procure ater-se preferencialmente aos cabos e fios de bitolas 1,5 mm, ou 2,5mm, Cabos e fios de
1,0mm são muito finos e tendem a se romper e cabos de 4,0mm são muito grossos e bem mais pesados, o que também não é conveniente.

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Nos 10 metros, acidentalmente, conseguiu um contato com o Maranhão e outro com um radioamador americano
em Tampa, Florida. Sei que sua eficiência não é muito alta, pois está muito próxima do solo, mas e daí? Eu havia
conseguido montar a antena!

Posteriormente com o analisador de antenas emprestado novamente, medi o desempenho da antena em todas
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as faixas. Surpresa! A antena cobria toda a faixa dos 80m e a de 75m . Os resultados das medições são
mostrados na figura 8 – Medições da antena PY2-MTA.
VSMR (75/ 80m)

3,5

2,5

menor que 2,0, utilizável sem acoplador


VSMR

1,5

0,5

0
3,500 3,600 3,700 3,800 3,900 4,000
VSMR 2,3 1,3 1,4 1,2 2 3,4
frequência

VSMR (40m)

2,5

menor que 2,0, utilizável sem acoplador


2

1,5
VSMR

0,5

0
7,000 7,100 7,200 7,300
VSMR 2,2 1,5 1,3 1,8
frequência

Fig. 8 – Medições da Antena PY2-MTA

Observe-se que a antena pode ser usada sem acoplador em grande parte das bandas de 80m e 40m e com
acoplador automático em toda a banda. Com o uso deste dispositivo foi possível acoplar a antena nas bandas de
15m (SWR da ordem de 1:4,0 a 1:5,0), de 12m (VSWR da ordem de 1:6,0), 11m (PX, VSMR entre 1:2,8 e 1:4,0) e
10m (VSMR de 1:2,8 a 1:5,9). Esta antena montada em outros locais, com certeza apresentará resultados
diferentes, mas antenas são assim mesmo - ciência e arte.

Se você não tiver calhas em casa, não tem importância – o próprio fio de terra, tomando o cuidado de aterrar a
malha no ponto de conexão da antena, formará o plano de referência necessário para o funcionamento da
antena.

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A faixa de 75m existe apenas nos EUA e substitui a de 80m, cobrindo o espectro de radiofreqüência de 3,500 MHz a 4,000 MHz. Viva a
ARRL e vergonha para nós. Precisamos nos unir e por intermédio da LABRE conseguir esta abertura!

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Depois de ler este artigo, se você é novato e tem pouco conhecimento de radioeletricidade, você deve estar
pensando: - Não dará, eu não consigo! Consegue sim! Tente, experimente, não tenha medo. Em pouco tempo
você verá que aprendeu sozinho, apenas com a leitura de alguns artigos e com suas próprias experiências.
Assim fizeram muitos radioamadores, que hoje são experts nesta área do conhecimento.

Tente e depois conte sua experiência ao autor deste artigo - e-mail: py2mta@terra.com.br . 73 e boa sorte!

O cachorrinho ao lado é o Pidy -


PY2AUAU (Por que não uma
demanda para se atribuir um
indicativo de quatro letras aos
nossos bichinhos?).

i Marco Túlio iniciou-se no rádio aos 16 anos, nos idos de 1966, quando idealizou, construiu e colocou no ar a primeira radio pirata de
Araçatuba, a “Radio Perereca”, com a incrível potência de 5W, obtida com um oscilador fonográfico com a válvula EL85. Nesta época de
baixo QRM a estação chegou a ser ouvida a mais de 50km da cidade, graças a boa antena, sobre o telhado do colégio.

ii ARRL QST. Myers, Gary E. A Two-Band Half-Slopper Antenna. 1980, junho. pp. 32-35

iii ARRL QST. Hopps, A. A 75-meters DX Antenna. 1979, março. P.44.

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