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1.Art. 195 (Lei 9279/96). Comete crime de concorrência desleal quem: (...).

(MP – SC – 2016
- Adaptada)

XIV - divulga, explora ou utiliza-se, sem autorização, de resultados de testes ou outros dados
não divulgados, cuja elaboração envolva esforço considerável e que tenham sido
apresentados a entidades governamentais como condição para aprovar a comercialização de
produtos.

Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. (...)

§ 2º O disposto no inciso XIV não se aplica quanto à divulgação por órgão governamental
competente para autorizar a comercialização de produto, quando necessário para proteger o
público.

2. Um dos direitos consagrados aos presos pela Lei n. 7.210/84 é o de manter contato com o
mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de
informação que não comprometam a moral e os bons costumes. A mesma lei, todavia,
confere ao diretor do estabelecimento a suspensão ou restrição desse direito, desde que o
faça mediante ato motivado. (MP – SC – 2016)

Fundamentação: LEP -7210/84

Art. 41 - Constituem direitos do preso: [...];

XV - contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura


e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons
costumes. [...]

Parágrafo único. Os direitos previstos nos incisos V, X e XV poderão ser suspensos ou


restringidos mediante ato motivado do diretor do estabelecimento.

3. Nos crimes que envolvam relações de consumo é possível que entidades ou órgãos da
Administração direta e indireta, bem como associações constituídas há mais de 1 ano: (MP –
SC – 2016)

i) intervenham como assistentes do Ministério Público;

ii) proponha ação penal privada subsidiária da pública.

4. Relativamente aos crimes de trânsito, a suspensão da habilitação para dirigir veículo


automotor é possível de ser decretada pelo juiz, de ofício, como medida cautelar, antes
mesmo do início da ação penal. (MP – SC – 2016)

Fundamentação: Art. 294, CTB. Em qualquer fase da investigação ou da ação penal,


havendo necessidade para a garantia da ordem pública, poderá o juiz, como medida
cautelar, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público ou ainda mediante
representação da autoridade policial, decretar, em decisão motivada, a suspensão da
permissão ou da habilitação para dirigir veículo automotor, ou a proibição de sua
obtenção.

Parágrafo único. Da decisão que decretar a suspensão ou a medida cautelar, ou da que


indeferir o requerimento do Ministério Público, caberá recurso em sentido estrito, sem efeito
suspensivo.

5. Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que a pronúncia é


causa interruptiva da prescrição, ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime de
homicídio qualificado para homicídio culposo. (MP – SC – 2016)
Fundamentação: Súmula nº 191 do STJ: "A pronúncia é causa interruptiva da prescrição,
ainda que o Tribunal do Júri venha a desclassificar o crime".

6. O atual tratamento legal ao crime de lavagem de dinheiro no Brasil insere-se na


doutrinariamente designada terceira fase ou terceira geração da repressão penal a tal tipo de
delito. (MPRS – 2017)

Fundamentação: São três as gerações e o Brasil adota a última.

1ª geração: a tipificação do crime de lavagem ficava circunscrita apenas e tão-somente ao


delito antecedente de tráfico ilícito de drogas (e afins).

2ª geração: o rol dos crimes precedentes à lavagem é alargado, de maneira a prever, além
do tráfico ilícito de drogas, outros injustos penais de significativa gravidade e/ou relevância.
Contudo, o rol de crimes ainda é taxativo.

3ª geração: o delito de lavagem de dinheiro pode ocorrer tendo como


precedente qualquer ilícito penal. Fala-se em rol aberto (ou, melhor, sem qualquer lista de
injustos penais precedentes).

7. Mévio, lenhador, está trabalhando já há mais de 12 horas cortando árvores com seu afiado
machado. Quando passa para a árvore seguinte, sofrendo uma ilusão de ótica pelo seu
cansaço, confunde as pernas de seu amigo Lupércio com o tronco de uma árvore, desferindo
contra ele vigoroso golpe de machado, lesionando-o. Neste caso, pode-se dizer que Mévio
agiu em estado de erro de tipo psiquicamente condicionado. (MPPR – 2016)

Fundamentação: Erro de tipo psiquicamente condicionado - Zafaroni

Um sujeito que é capaz de praticar uma conduta e que a realiza, preencheendo os requisitos
de um tipo objetivo, pode, sem embargo, carecer de capacidade psíquica para conhecer os
elementos exigidos pelo tipo objetivo, isto é, não ter capacidade psíquica de dolo ou, o que é
o mesmo, encontrar-se num estado de erro de tipo psiquicamente condicionado.

É bem conhecido que, em certos males psíquicos, são produzidos fenômenos psicopatológicos
conhecidos como alucinações ou ilusões. Supondo que um lenhador sofra uma ilusão ótica
que lhe faça perceber uma árvore em lugar de um homem, e que decida cortá-la, causará
lesões ou morte, isto é, realizará uma conduta objetivamente típica de leões corporais ou de
homicídio, mas não se poderá falar de dolo de lesões e nem de homicídio, já que não se trata
de uma conduta final de lesionar ou de matar e sim de cortar uma árvore. Neste caso
estaremos diante de uma incapacidade de conhecer os elementos requeridos pelo tipo
objetivo, proveniente de uma causa psicopatológica, que não deve ser confundida com a
incapacidade de culpabilidade (inimputabilidade).

8. Não se admite tentativa nos crimes preterdolosos. (MP/PB – 2011)

9. Ao liberado definitivo não pode ser atribuída a condição de egresso, sob pena de ofensa ao princípio da dignidade
da pessoa humana. (MP/PB – 2011)

Considera-se egresso para os efeitos da LEP:

I - o liberado definitivo, pelo prazo de 1 (um) ano a contar da saída do estabelecimento;

II - o liberado condicional, durante o período de prova.

10.Controle de convencionalidade é análise de compatibilidade dos atos internos em face das


normas internacionais.
11. A declaração universal de direitos humanos não é um tratado/convenção vinculante.
É simplesmente resolução exarada pela Assembleia Geral da ONU.

12. O TSE não tem competência penal originária, diferentemente dos TRE’s, que
processam e julgam crimes eleitorais cometidos pelos juízes eleitorais. É pacífico o
entendimento, a partir da interpretação dos arts. 102, I, “c” e 105, I, “a”, da CF, segundo o
qual os ministros do TSE são julgados pelo STF pela prática de crimes eleitorais, e os
membros dos TRE's e os governadores de estado pelo STJ pela prática de crimes
eleitorais.

13. A Carta da ONU é um tratado que estabeleceu as Nações Unidas e que funcionou como
marco de internacionalização dos direitos humanos. A Carta NÃO CRIA DIREITOS NEM
ÓRGÃOS para a promoção de DH. Contudo, é pioneira ao estabelecer que o Estado é obrigado
a garantir direitos básicos.