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XXVII CONGRESSO NACIONAL DA FEDERAÇÃO DE ARTE/EDUCADORES DO BRASIL

V CONGRESSO INTERNACIONAL DOS ARTE/EDUCADORES


II SEMINÁRIO DE CULTURA E EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO DO SUL
“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

de 14 a 18 de novembro de 2017

Micróbio da Fuzarca pintura de Lídia Baís


XXVII CONGRESSO NACIONAL DA FEDERAÇÃO
DE ARTE/EDUCADORES DO BRASIL

V CONGRESSO INTERNACIONAL DOS


ARTE/EDUCADORES

II SEMINÁRIO DE CULTURA E EDUCAÇÃO


DE MATO GROSSO DO SUL

“Enquanto esse velho trem atravessa...”:


outros caminhos na experimentação e
na formação docente em Arte

ANAIS
www.confaeb.art.br ISSN 2525-880X
Campo Grande/MS - Brasil
DE 14 A 18 DE NOVEMBRO DE 2017
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XXVII CONGRESSO NACIONAL DA FEDERAÇÃO DE ARTE/EDUCADORES DO BRASIL
V CONGRESSO INTERNACIONAL DOS ARTE/EDUCADORES
II SEMINÁRIO DE CULTURA E EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO DO SUL
“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Coordenadoria de Bibliotecas – UFMS, Campo Grande, MS, Brasil)

Congresso Nacional da Federação de Arte/Educadores do Brasil (27. : 2017 : Campo Grande,


MS).
XXVII Congresso Nacional da Federação de Arte/Educadores do Brasil ; V Congresso
Internacional dos Arte/Educadores ; II Seminário de Cultura e Educação de Mato Grosso do Sul
[recurso eletrônico] : anais / comissão organizadora, Caciano Silva Lima, Vera Lúcia Penzo
Fernandes. – Campo Grande, MS : Federação de Arte/Educadores do Brasil, 2017.
3050 p. : il.

Tema: “Enquanto esse velho trem atravessa...” : outros caminhos na experimentação e na


formação docente em Arte.
Modo de acesso: <http://www.confaeb.art.br>, <http://faeb.com.br/anais-confaebs.html>.
ISSN 2525-880X

1. Arte – Estudo e ensino – Brasil – Congressos. I. Lima, Caciano Silva. II. Fernandes, Vera
Lúcia Penzo. III. Associação Sul-Mato-Grossense de Arte Educadores. IV. Federação de
Arte/Educadores do Brasil. V. Congresso Internacional dos Arte-Educadores (5. : 2017 : Campo
Grande, MS). VI. Seminário de Cultura e Educação de Mato Grosso do Sul (2. : 2017 : Campo
Grande, MS).

CDD (23) 707.1081

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COMISSÃO ORGANIZADORA

COORDENAÇÃO GERAL Caciano Silva Lima (ASMAE/FCMS)


Vera Lúcia Penzo Fernandes (FAALC/UFMS)
UFMS / MÚSICA Ana Lúcia Iara Gaborim Moreira
Evandro Rodrigues Higa
Gustavo Rodrigues Penha
Luis Felipe de Oliveira
Manoel Câmara Rasslan
Mariana de Araújo Stocchero
UFMS / ARTES VISUAIS Aline Sesti Cerutti
Constança Maria Lima de Almeida Lucas
Isaac Camargo
Maria Celene de Figueiredo Nessimian
Maria Isabel Azevedo
Paulo Cesar Antonini de Souza
Paulo Cesar Duarte Paes
Sérgio Bonilha
UFMS / ACADÊMICOS DE Isabela Salviano Barreto
ARTES VISUAIS Jaqueline da Silva Assis
Jennyfer Hikari Maia Kakaju
Kimberly Weiss Calves
Maria Carolina Rodrigues
Mauro Mendes Mondine Filho
Paola Aparecida Reiko Goya
Vanessa Aparecida da Silva Sá
UEMS / ARTES CÊNICAS Dora de Andrade
Keyla Andrea Santiago Oliveira
Gabriela Salvador
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
UFGD / ARTES CÊNICAS Flávia Janiask
FCMS/SECC Fábio Mota Queiroz
Melly Fátima Goes Sena
Rita Natalia Serenza Ferreira Alves
Sarita Souza Santos
Vanessa Basso Perosa
FAEB Ana Paula Abrahamian de Souza
Fabiana Souto Lima Vidal 
Leda Maria de Barros Guimarães
Luzirene Rego
Sidiney Peterson Ferreira de Lima 
Verônica Devens Costa
ASMAE Eliseu de Araújo Pereira
Marcos Vinícius Garcia
Pâmela Savala
SEMED-CG Ana Lúcia Serrou
Francisco Leandro Oliveira Queiroz
Matheus Vinícius Fernandes
SECTUR-CG Joelma Fernandes Arguelho

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COMISSÃO CIENTÍFICA
Profa. Ma. Aline Sesti Cerutti - UFMS
Profa. Ma. Amanda Siqueira Torres Cunha - UFPR
Profa. Ma. Ana Del Tabor Vasconcelos Magalhães - UFPA
Profa. Dra. Ana Lúcia Gaborim Moreira - UFMS
Profa. Dra. Ana Luiza Ruschel Nunes - UEPG
Profa. Dra. Analice Dutra Pillar - UFRGS
Prof. Esp. Caciano Silva Lima - FCMS
Profa. Dra. Carla Juliana Galvão Alves - UEL
Profa. Dra. Carminda Mendes André - UNESP
Profa. Ma. Christiane Guimarães Araújo - UEMS
Profa. Dra. Clarissa Lopes Suzuki - Instituto Arte na Escola
Profa. Ma. Claúdia Carnevskis Mello - UFAM
Profa. Dra. Constança Maria Lima de Almeida Lucas - UFMS
Profa. Dra. Cristina Maria Susigan Almeida - Mackenzie
Prof. Me. Daniel Bruno Momoli - UNIARP
Profa. Dra. Dora de Andrade Silva - UEMS
Profa. Dra. Lucia Gouvêa Pimentel - UFMG
Prof. Me. Edson Macalini - UNIVASF
Profa. Dra. Eliane Aparecida Andreoli - ASSOAPI
Profa. Ma. Eliane de Fátima Vieira Tinoco - PMU
Profa. Dra. Elsieni Coelho da Silva - UFU
Profa. Dra. Eluiza Bortolotto Ghizzi - UFMS
Profa. Dra. Eneila Almeida dos Santos - UEA
Profa. Ma. Estela Maria Oliveira Bonci - Mackenzie
Profa. Dra. Fabiana Souto Lima Vidal - UFPE
Prof. Dr. Fernando Antônio Gonçalves de Azevedo - UFRPE
Prof. Me. Fernando Freitas dos Santos - SEMED/CG
Profa. Ma. Flávia Janiaski Vale - UFGD
Profa. Ma. Francine Carla Rojas - UFMS
Prof. Dr. Francione Oliveira Carvalho - UFJF
Profa. Dra. Gabriela Salvador - UEMS
Profa. Dra. Gerda Margit Schütz Foerste - UFES
Profa. Dra. Gisela Reis Biancalana - UFSM
Profa. Ma. Gisele Miyoko Onuki - UNESPAR
Profa. Dra. Graziela Correa de Andrade - UFMS
Prof. Dr. Gustavo Rodrigues Penha - UFMS
Prof. Me. Helder Fabricio Brito Ribeiro - UNAMA
Prof. Dr. Isaac Antônio Camargo - UFMS
Profa. Dra. Isabel Maria Carneiro de Sanson Portella - UFRJ
Profa. Dra. Isabela Nascimento Frade - UFRJ
Profa. Dra. Janedalva Pontes Gondim - UNIVASF
Prof. Dr. Jardel Dias Cavalcanti - UEL
Prof. Me. João Marcos Dadico - UFGD
Prof. Dr. José Eliézer Mikosz - UNESPAR
Profa. Ma. Juliana Amélia Paes Azoubel - UFMG
Profa. Dra. Prof. Keyla Andrea Santiago Oliveira - UEMS
Profa. Dra. Lara Seidler Oliveira - UFRJ
Profa. Ma. Laura Bauermann - UFRGS
Profa. Dra. Laura Pronsato - UFV
Prof. Me. Leandro Costa Vieira - UFMS
Profa. Dra. Leda Maria de Barros Guimarães - UFG
Prof. Me. Leonardo Feichas - UFAC
Profa. Dra. Lígia Losada Tourinho - UFRJ
Profa. Dra. Lilian Ucker Perotto - UFG
Profa. Dra. Lívia Marques Carvalho - UFPB
Profa. Dra. Lúcia Maria Salgado dos Santos Lombardi - UFSCar
Prof. Dr. Luis Felipe de Oliveira - UFMS
Prof. Dr. Marcilio de Souza Vieira - UFRN
Prof. Dr. Marcos Antônio Bessa-Oliveira - UEMS

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Prof. Dr. Manoel Câmara Rasslan - UFMS


Profa. Dra. Manoela dos Anjos Afonso Rodrigues - UFG
Profa. Ma. Maria Celéne de Figueiredo Nessimian - UFMS
Profa. Dra. Maria das Vitórias Negreiros do Amaral - UFPE
Profa. Dra. Maria Helena Wagner Rossi - UCS
Profa. Ma. Mariana Stocchero - UFMS
Prof. Me. Matheus Vinícius de Sousa Fernandes - SEMED/CG
Profa. Dr. Mauren Liebich Frey Rodrigues - UFPel
Profa. Dra. Moema Lucia Martins Rebouças - UFES
Profa. Dra. Nancely Huminhick Vieira - Mackenzie
Profa. Ma. Nilva Heimbach - UCDB
Profa. Esp. Pâmella Nunes Otanásio - SEEDF
Prof. Dr. Paulo César Antonini de Souza - UFMS
Prof. Dr. Paulo Cesar Duarte Paes - UFMS
Prof. Me. Pieter Rahmeier - UFMS
Profa. Ma. Priscilla de Paula Pessoa - UFMS
Prof. Dr. Rafael Duailibi Maldonado - UFMS
Profa. Ma. Raquel Pires Cavalcanti - ABTA
Profa. Dra. Regina Finck Schambeck - UDESC
Profa. Dra. Reinilda de Fátima Berguenmayer Minuzzi - UFSM
Profa. Dra. Rejane Galvão Coutinho - UNESP
Profa. Dra. Renata Wilner - UFPE
Profa. Dra. Renata Zabelê Lima - UFPE
Prof. Dr. Ronaldo Alexandre de Oliveira - UEL
Profa. Dra. Rosa Iavelberg - USP
Profa. Dra. Rosimeire Gonçalves Santos - UFGD
Profa. Dra. Rosvita Kolb Bernardes - PUC
Profa. Ma. Rozana Vanessa Fagundes Valentim de Godoi - UFMS
Profa. Dra. Sandra Borsoi - UEPG
Profa. Dra. Sandra Makowiecky - UDESC
Prof. Dr. Sérgio Bonilha Filho - UFMS
Profa. Dra. Sílvia Susana Wolff - UFSM
Profa. Dra. Simone Rocha de Abreu - UFMS
Profa. Ma. Thalyta Botelho Monteiro - FAVENI
Profa. Ma. Valéria Metroski de Alvarenga - SEEP
Profa. Dra. Vanessa Caldeira Leite - UFPel
Profa. Dra. Vânia Aparecida Malagutti da Silva Fialho - UEM
Profa. Dra. Vera Lúcia Penzo Fernandes - UFMS
Profa. Ma. Verônica Devens Costa - ASPEP

Diagramação
Lennon Godoi
lennon.godoi@gmail.com

_______________________  _______________________

A revisão linguística e ortográfica, assim como a formatação


dos artigos publicados são de responsabilidade dos autores.

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Sumário

Apresentação __________________________________________ 7
Trem do Pantanal _____________________________________ 10
Programação _________________________________________ 11
Oficinas ______________________________________________ 14
Comunicações - ensalamento___________________________ 16
Mesas-Redondas ______________________________________ 35
Comunicações Orais
GT 1 ______________________________________________319
Fundamentos em Artes Visuais,
Dança, Música e Teatro
GT 2 ______________________________________________724
Poéticas em Artes Visuais,
Dança, Música e Teatro
GT 3 _____________________________________________1148
Ensino de Artes Visuais,
Dança, Música e Teatro

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Apresentação

O XXVII Congresso Nacional da Federação de Arte/Educadores do Brasil (CONFAEB),


juntamente com o V Congresso Internacional dos Arte/Educadores (CONIAE) e o II Seminário
de Cultura e Educação de Mato Grosso do Sul (SEMCEMS) é promovido pela Federação de
Arte/Educadores do Brasil (FAEB) e sediado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
(UFMS), tendo como parceiros para a organização do evento a Associação Sul-mato-grossense
de Arte-Educadores (ASMAE), a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), a Uni-
versidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), a Universidade Federal da Grande Dou-
rados (UFGD) e a Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande/MS (SEMED-CG).
A temática do evento traz em seu título um trecho da música “Trem do Pantanal”, composição
de Paulo Simões e Geraldo Roca, e propõe o diálogo reflexivo por outros caminhos na experimen-
tação e na formação docente em Arte, considerando práticas e processos de ensino e aprendiza-
gem, instrumentos pelos quais se potencializam os campos formal, informal e não formal de atua-
ção, desde suas origens até a interlocução com experiências distintas daquelas em que cada qual
se encontra situado, por meio da interculturalidade, em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro.
O evento congrega pesquisadores, professores da educação básica e ensino superior e estu-
dantes de graduação e pós-graduação, sendo um espaço de partilhas de projetos, estudos, pes-
quisas com o intuito de expandir e fortalecer discussões sobre o ensino das linguagens artísticas
(artes visuais, dança, música e teatro) em suas diversas expressões na sociedade contemporânea.
Os diálogos epistemológicos provenientes das experiências de ensino e aprendizagem na
área de Arte, objetivando a superação de dificuldades pela renovação e transformação dos pro-
cessos educativos que, cotidianamente, estruturam as práticas docentes, também encontrarão
sentidos nas reflexões originadas, em 2017, desde o Centro Oeste brasileiro, fazendo-se repre-
sentar no logo do evento, pela imagem de Lídia Baís, artista modernista do início do século XX.
Destacamos que os objetivos do CONFAEB foram consolidados ao longo das várias edi-
ções do evento e apresentando especificidades para cada edição do evento, segundo a temática
definida pela Comissão Organizadora. Os objetivos:
• Promover a difusão e o fortalecimento do conhecimento no campo do ensino de arte (ar-
tes visuais, dança, música e teatro) entre professores, artistas e pesquisadores, por meio

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de debates, comunicações e ações artísticas e culturais, com vistas a congregar ações que
possibilitem uma produção científica significativa referente aos temas do ensino de arte
na educação básica e no ensino superior.
• Propiciar o diálogo sobre as políticas educacionais, em especial as que estão voltadas
para o Ensino de Arte.
• Propiciar reflexões sobre o conhecimento do ensino de arte no Brasil e na América Lati-
na.
• Debater a formação docente em arte em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro.
• Pensar o ensino de arte em espaços formais, informais e não-formais.
• Contribuir para o fomento da expansão de mediação e experimentação artística na con-
temporaneidade.
Considerando a definição temática e os objetivos apresentados, a Comissão Organizadora
previu a organização de 8 mesas-redondas, cada uma com 4 palestrantes (1 de artes visuais, 1
de dança, 1 de música e 1 de teatro). A temática de cada mesa-redonda foi definida a partir das
possibilidades de reflexão sobre outros caminhos para a experimentação e formação docente
em consonância com a letra da música que compõe a temática do evento, e que nos trazem
reflexões sobre caminhos... Caminhos que nos movem, que se modificam, que se estruturam,
caminhos que nos aproximam ou que nos distanciam. Assim, apresentamos a temática de cada
uma: Mesa-redonda 1 – Caminhos da FAEB: ações políticas no ensino de arte (assembleia da
FAEB); Mesa-redonda 2 – Desvelando caminhos: a formação docente em arte; Mesa-redonda
3 – Caminhos cruzados: ensino de arte em espaços formais, informais e não-formais; Mesa-re-
donda 4 – Camiños hermanos: o ensino de arte na América Latina; Mesa-redonda 5 – Caminhos
inesquecíveis: memória e história no ensino de Arte; Mesa-redonda 6 – Caminhos rompidos:
Pensamento descolonial no ensino de Arte; Mesa-redonda 7 – Abrindo caminhos: mediação e ex-
perimentação artística na contemporaneidade; Mesa-redonda 8 – Caminhos e atravessamentos:
perspectivas para pensar o ensino de arte na contemporaneidade.
Acreditamos que a estrutura das mesas-redondas nos permitirá ter um painel significativo
sobre o ensino de arte no Brasil e na América Latina, resguardadas as devidas proporções, per-
mitindo diálogos reflexivos entre práticas e as concepções do ensino de artes visuais, música,
teatro e dança. Essa perspectiva relacional e interdisciplinar apresenta-se como uma necessidade,
sobretudo devido às mudanças nas políticas educacionais que apontam para perigosos rumos
para o ensino de arte, diante da atual realidade no Brasil e na América Latina.
Considerando os objetivos do evento, sua relevância para a comunidade específica no que
tange à licenciatura e ao ensino de arte, além do desenvolvimento epistemológico que se pre-
tende alcançar durante todas as atividades do evento, entre as quais aquelas compartilhadas nas
sessões de comunicação oral, a Comissão Científica apresenta aos participantes a organização
dos Grupos de Trabalho em função de três eixos:

Grupo de Trabalho de Fundamentos – GT-1


Os trabalhos escritos neste eixo devem se ordenar por reflexões advindas da Teoria, His-
tória, Crítica, Estética, na temática de interesse de seu(s) autor(es) organizada em função dos
Fundamentos que estruturam, por meio de discussão coerente, relevante e pertinente ao Ensino
de Arte: proposições, reflexões, registros de experiências, resultados de investigações, análise e
interpretação de criações e manifestações artísticas em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro.

Grupo de Trabalho de Poéticas – GT-2


Os trabalhos escritos neste eixo devem se ordenar por reflexões desde os Processos de Cria-
ção Artística: musicais, corporais, performáticas, audiovisuais, bidimensionais, tridimensio-

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nais, tecnológicas, híbridas, na temática de interesse de seu(s) autor(es) organizados em função


das Poéticas que estruturam, por meio de discussão coerente, relevante e pertinente ao Ensino
de Arte: proposições, reflexões, registros de experiências, resultados de investigações, análise e
interpretação de criações e manifestações artísticas em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro.

Grupo de Trabalho em Ensino – GT-3


Os trabalhos escritos neste eixo devem se ordenar por reflexões decorrentes dos Processos
educativos realizados em espaços formais, não formais e informais; práticas de ensino e refle-
xões didáticas e pedagógicas, na temática de interesse de seu(s) autor(s) organizada desde a
Arte/Educação que estruturam, por meio de discussão coerente, relevante e pertinente ao Ensi-
no de Arte: proposições, considerações, registros de experiências, resultados de investigações,
análise e interpretação de criações e manifestações artísticas em Artes Visuais, Dança, Música
e Teatro.
Temos a certeza da importância simbólica e concreta do CONFAEB, juntamente com o CO-
NIAE e o SEMCEMS, por isso mesmo, destacamos que este é maior evento de arte/educação
do Brasil, sendo o único que apresenta uma visão interdisciplinar, trazendo vozes de pesquisa-
dores no campo do ensino de arte, em suas diferentes manifestações, seja Artes Visuais, Dança,
Música e Teatro. Nesse sentido, o evento apresenta um posicionamento político que une vozes,
práticas e pesquisas em prol do fortalecimento do ensino de arte, com qualidade, diálogo e res-
peito à produção do conhecimento.
Assim, neste Caderno de Resumos apresentamos informações sobre: a Comissão Organiza-
dora; a Comissão Científica; a programação; a relação de oficinas; o ensalamento das Comuni-
cações orais; os resumos das palestras e dos artigos das comunicações orais.
Enfim... Partilhamos com vocês nossas expectativas de contribuir para o ensino de arte de
qualidade!

Comissão Organizadora

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Trem do Pantanal
(composição: Paulo Simões e Geraldo Roca)

Enquanto este velho trem atravessa o pantanal


As estrelas do cruzeiro fazem um sinal
De que este é o melhor caminho
Pra quem é como eu, mais um fugitivo da guerra

Enquanto este velho trem atravessa o pantanal


O povo lá em casa espera que eu mande um postal
Dizendo que eu estou muito bem vivo
Rumo a Santa Cruz de La Sierra

Enquanto este velho trem atravessa o pantanal


Só meu coração esta batendo desigual
Ele agora sabe que o medo viaja também
Sobre todos os trilhos da terra
Rumo a Santa Cruz de La Sierra

Assista “Trem do Pantanal”, interpretada por


Almir Sater e Paulo Simões

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PROGRAMAÇÃO
“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
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14 a 18 de novembro de 2017
Local: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Campo Grande - Mato Grosso do Sul

DATA LOCAL HORÁRIO ATIVIDADE


14/11/2017
(terça-feira)

Complexo 9:00 às Reunião de representantes estaduais da FAEB


Multiuso - 11:00
Auditório 1
Teatro Glauce 14:00 às Credenciamento e
Rocha 18:30 inscrições em oficinas
19:00 às Mesa de abertura (autoridades)
20:00 Homenagem aos 30 anos da FAEB
20:00 às Conferência de Abertura “haverá outros caminhos para
21:30 o ensino de arte?”
Olga Olaya - Colômbia
Mediadora: Leda Maria de Barros Guimarães - FAEB
21:30 às Show com Paulo Simões
22:00
15/11/2017
(quarta-feira)

Complexo 8:00 às Comunicações orais


Multiuso 11:00
(Salas 1 a 20)
14:00 às Comunicações orais
17:00

Teatro Glauce 17:00 às Mesa-redonda 1 - Caminhos da FAEB:


Rocha 20:00 ações políticas no ensino de arte (assembleia da FAEB)
Ana Paula Abrahamian - UFRPE
Fabiana Vidal - UFPE
Leda Maria de Barros Guimarães - UFG
Luzirene Rego - FADM/SEEDF
Sidiney Peterson - UNESP
Verônica Devens - UFES  
Mediador: Caciano Lima - ASMAE/FCMS
20:00 às Lançamento de livros
22:00
Mesa-redonda 2 - Desvelando caminhos:
16/11/2017
(quinta-feira)

Teatro Glauce 8:00 às


Rocha 11:00 a formação docente em arte
Lilian Vilela (Dança) - UNESP
Maria Cristina Fonseca (Artes Visuais) - UDESC Teresa
Mateiro (Música) - UDESC
Vinícius Lírio (Teatro) - UFMG
Mediadora: Dora Andrade - UEMS
13:00 às Orquestra infanto-juvenil da Fundação Ueze Zahran
14:00

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DATA LOCAL HORÁRIO ATIVIDADE


Mesa-redonda 3 - Caminhos cruzados:
16/11/2017
(quinta-feira)

Teatro Glauce 14:00 às


Rocha 17:00 ensino de arte em espaços formais, informais e não-
formais
Juliana Gouthier Macedo (Artes Visuais) - UFMG
Laura Pronsato (Dança) - UFV
Luis Ricardo Queiroz (Música) - UFPB
Marina Marcondes (Teatro) - UFMG
Mediador: Paulo Paes - UFMS
18:00 às Corpos em imersão: cinco estudos em danças brasileiras
19:00
19:00 às Mesa-redonda 4 - Camiños hermanos:
22:00 o ensino de arte na América Latina
Ana Mae Barbosa - Brasil
Luísa Durán - México
Ramón Cabrera Salort - Cuba
Mediador: Evandro Higa - UFMS
Mesa-redonda 5 - Caminhos inesquecíveis: memória e
17/11/2017
(sexta-feira)

Teatro Glauce 8:00 às


Rocha 11:00 história no ensino de Arte
Dulce Aquino (Dança) - UFBA
Paulo Castagna (Música) - UNESP
Rejane Coutinho (Artes Visuais) - UNESP
Vera Bertoni (Teatro) - UFRGS
Mediadora: Nilva Heimbach - UCDB

Diversos 14:00 às Oficinas


17:00
Teatro Glauce 18:00 às Peça teatral “Lídia Baís, por Tatiana de Conto”
Rocha 19:00
19:00 às Mesa-redonda 6 - Caminhos rompidos: Pensamento
22:00 descolonial no ensino de Arte
Luiz Claudio Cajaiba (Teatro) - UFBA
Marcos Bessa (Artes Visuais) - UEMS
Renata Lima Silva (Dança) - UFG
Samuel Araújo (Música) - UFRJ
Mediadora: Fabiana Vidal - FAEB/UFPE
Mesa-redonda 7- Abrindo caminhos: mediação e
18/11/2017
II SEMCEMS (Sábado)

Teatro Glauce 8:00 às


Rocha 11:00 experimentação artística na contemporaneidade
Lígia Losada Tourinho (Dança) - UFRJ
Marisa Fonterrada (Música) - UNESP
Rita de Cássia Demarchi (Artes Visuais) - IFSP
Wellington Menegaz (Teatro) - UFU
Mediador: Luciano Buchmann - FAP
13:00 às Mesa-redonda 8 - Caminhos e atravessamentos:
15:00 perspectivas para pensar o ensino de arte na
contemporaneidade
Ana Carolina Zdradek - FURG
Cecília Jácome - URCA
Mediador: Matheus Vinícius Fernandes - SEMED-CG

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DATA LOCAL HORÁRIO ATIVIDADE


Mesa de encerramento
18/11/2017
II SEMCEMS (Sábado)

Teatro Glauce 15:00 às


Rocha 16:00 Ana Paula Abrahamian - FAEB
Caciano Lima - ASMAE
Flávia Janiask - UFGD
Gabriela Salvador - UEMS
Vanessa Basso - FCMS
Vera Penzo - UFMS
16:00 às PCIU! - Projeto Coral Infanto-Juvenil da UFMS
17:00
Rodoviária Velha 15:00 às .... Sarobá (descaminhos?)

Galeria de Vidro 18:00 às Rizoma - Coletiva de alunos de Artes Visuais da UFMS -


20:00 conversa com docentes e artistas participantes

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V CONGRESSO INTERNACIONAL DOS ARTE/EDUCADORES
II SEMINÁRIO DE CULTURA E EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO DO SUL
“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

OFICINAS SELECIONADAS

ARTES VISUAIS
A EXPRESSÃO FOTOGRÁFICA COMO PROPOSTA PARA UMA
NOVA PERSPECTIVA AO OLHAR
Mariana Arndt de Souza
15 participantes
A fotografia está presente no cotidiano, porém, será que há uma reflexão neste fazer? Essa expressão traz aparatos sufi-
cientes para a construção de uma nova perspectiva ao olhar, mas necessita estar fundamentada em estudos fotográficos
e de composição. Essa oficina estimula a produção fotográfica partindo de uma reflexão, trazendo bases para que os
professores trabalhem a temática em sala de aula.

O CADERNO DE ARTISTA: PERCURSOS POÉTICOS PARA


RESSIGNIFICAR O ENSINO NAS ARTES VISUAIS
Edson Macalini
20 participantes
A oficina tem por finalidade criar um percurso poético para a criação artística no ensino das artes visuais, apropriando-se
de recurso comum e usual: Caderno. Portanto, objetiva-se a criação deste, como objeto e suporte para investigações esté-
ticas, bem como, a relação e desmistificação com a obra de arte no contexto contemporâneo. As experiências cotidianas
e relacionais serão evidenciadas para potencializarem e significarem a arte no processo artístico e educativo.

NOS TRILHOS DA MEMÓRIAS: REVALORIZAÇÃO DO


PATRIMÔNIO CULTURAL POR MEIO DO STENCIL
Joelma Fernandes Arguelho
20 participantes
Por meio da Educação Patrimonial a oficina tende a capacitar o indivíduo para exercer sua cidadania, conhecendo, se
apropriando e revalorizando itens que compõe sua cultura, para que com isso venha a compreender o meio na qual está
inserido. A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil tem uma forte presença na formação de Mato Grosso do Sul e seu pa-
trimônio é objeto de discussões que evidenciam a constituição dos sul-mato-grossenses e será por meio de atividades
plásticas/Stencil que a oficina irá propor exercícios que evidenciam esse bem cultural.

MARATONA DA EXPRESSIVIDADE E SENSIBILIZAÇÃO ARTÍSTICA


Fábio Francé
20 participantes
O brincar e a arte tem papel fundamental na construção motora e cognitiva de crianças, jovens e adultos. Assim ao
propor atividades lúdicas e diversificadas que ampliem as potencialidades artísticas pela experimentação sensorial e o
fazer artístico em suas práticas, o docente pode contribuir para que o desenvolvimento estético e artístico e o repertório
individual das crianças se torne mais diversificado.

DANÇA
PETITS FILMES DE DANÇA
Marcilio de Souza Vieira
26 participantes
A proposição consiste em criar vídeo-danças a partir da captação do aparelho celular como possibilidade de vivência e
criação em dança na/para escola. A vivência prática permitirá aos participantes o exercício interpretativo-criativo, valori-
zando a criação em dança a partir da improvisação como linguagem e possibilidade dramatúrgica em tempo real e virtual
tendo o aparelho celular como dispositivo para a criação de vídeo-dança. Tal prática está dividida em trabalhos em dupla,
em trio e em quadruplo possibilitando criações de partituras coreográficas a partir da improvisação; práticas de composi-
ção e mapas de filmagem; filme corte seco. A proposição teórica parte da apreciação de vídeo-danças, a saber: Serpentine
Dance, Variations on a dance theme, Abacadraba, Cetait bien, Octopus, DV8, Blush Under, Hologram Dance e Versus.

CORPOS BRINCANTES: RODA DE COCO: OFICINA EM DANÇA-EDUCAÇÃO


Eleni Jesus de Souza
25 participantes
Corpos Brincantes configura-se em uma oficina voltada às suas possibilidades coreográficas, ponderando a potência e a
poética do “corpo brincante”, compreendendo, igualmente, danças circulares hibridizadas (indígenas e africanas), como
ações educativas nas quais exploramos a oralidade, História, cultura, os ritmos, o conhecimento regional.

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DANÇAS POPULARES: ENSINO E PESQUISA SOB UMA


PERSPECTIVA TRANSDISCIPLINAR
Laura Bauermann, Jair Felipe Bonatto Umann
25 participantes
A oficina objetiva: a) oferecer um espaço de contato com danças, ritmos e versos de manifestações de culturas populares;
b) destacar a complexidade que envolve tais manifestações e; c) apresentar a perspectiva transdisciplinar como possibi-
lidade para a pesquisa e ensino de danças populares.

TEATRO
POÉTICAS E MORADAS: PENSANDO O PATRIMÔNIO NA
FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Bárbara Lopes Henriques
25 participantes
Esta oficina tem como público alvo professores da rede básica de ensino, e tem por objetivo pensar as colaborações da arte
educação à educação patrimonial, subsidiadas por práticas teatrais. Tendo em vista a fragmentação de conteúdos nos am-
bientes formais de ensino, propomos uma ação educativa que integre diversas áreas do conhecimento sob uma ótica poética.

PEDAGOGIA DO TEATRO:
ENTRELAÇAMENTOS DA MEDIAÇÃO TEATRAL
Roberta Cristina Ninin
25 participantes
Vivenciar e refletir sobre procedimentos da mediação teatral e seus desdobramentos no ensino de arte em espaços formais
e não-formais, relacionando artística e pedagogicamente as produções teatrais - ora assistidas ora criadas pelos próprios
participantes da oficina - às elaborações sensíveis e expressivas enquanto espectadores.

TEATRO NA ESCOLA E A BUSCA PELO “ESPAÇO VAZIO”


Fernando Freitas dos Santos
20 participantes
Analisar a noção de “espaço vazio” como possibilidade de uma potente experiência estética em teatro e realizar práticas
improvisacionais de modo a perceber como o “gene” do “vazio” permite o nascimento de várias formas corporais, a
ressignificação de diferentes objetos e a instauração de um outro espaço-tempo.

MÚSICA
VIVÊNCIA RÍTMICA
Francisco Tiago Simão
20 participantes
O objetivo geral dessa oficina é proporcionar uma atividade musical na linguagem da percussão. Realizar uma vivência
prática tendo o corpo como elemento principal. Desenvolver habilidades motoras, ritmo, conhecimento de timbres cor-
porais, jogos musicais e improvisação. Essa é uma atividade em grupo que visa privilegiar a musicalidade, a noção de
coletividade, cooperação, paciência, desenvolvimento cognitivo, empatia, percepção individual e coletiva, superação,
expressão corporal e também a auto expressão.

40 ANOS MÚSICA NO MATO GROSSO DO SUL


Rodrigo Teixeira Gonçalves
50 participantes
Mato Grosso do Sul completa quatro décadas em outubro de 2017 e a história musical do Estado ainda não foi contada.
Essa realidade precisa ser mudada urgentemente. A oficina, em forma de palestra, “40 ANOS DE MÚSICA NO MATO
GROSSO DO SUL” tem justamente este objetivo. Informar e refletir a trajetória musical sul-mato-grossense para se en-
tender não só estes 40 anos ‘oficiais’ da música de MS, mas todo o movimento musical que vem desde o final do século
XIX, quando Corumbá era a principal cidade do Estado. O público vai escutar músicas emblemáticas e históricas do
cancioneiro de MS, e ter contato com fotografias de grupos e artistas para identificar quem fez e faz a música sul-ma-
to-grossense. Serão exibidos também trechos de programas de tevês, documentários, filmes e videoclipes e matérias
jornalísticas televisivas.

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COMUNICAÇÕES ORAIS
ENSALAMENTO
Obs: Arquivo atualizado em 27/10/2017, sujeito a novas atualizações

Data: 15 de novembro de 2017 (manhã e tarde)


Local: Complexo multiuso/UFMS

08:00 – 11:00 Sala 01 Gt1 – Seção 01

Mediação: Manoel Câmara Rasslan


VISÕES HISTÓRICAS DA INFÂNCIA E DAS CRIANÇAS NAS ARTES
Radamés Alves Rocha da Silva
Maria Christina de Souza Lima Rizzi
PESQUISA EDUCACIONAL BASEADA EM ARTE (PEBA) COMO POSSIBILIDADE DE CRIAÇÃO
ARTÍSTICA
Leomar Peruzzo
Pedro Gottardi
Carla Carvalho
CAMINHOS DA ERRÂNCIA NO RETRATO FOTOGRÁFICO DE
DIANE ARBUS E PAULA SAMPAIO
Renata Aguiar Rodrigues
Simone Oliveira Moura
PRIMEIRO CONTATO DOCENTE COM A ESCOLA FORMAL:
RELATO SOBRE O PRIMEIRO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DE UM ACADÊMICO DE TEATRO
Ramon da Silva Costa
CULTURAL OU ARTÍSTICO - ANTROPOLÓGICO OU ESTÉTICO: PERFORMANCES E O OUTRO
TEATRO
Alissan Maria da Silva
O JOGO COMO PROPOSTA DIDÁTICA NA EDUCAÇÃO MUSICAL
Joab da Silva Barboza

08:00 – 11:00 Sala 02 Gt1 – Seção 02

Mediação: Fernando Freitas dos Santos


CORPO E VIOLÊNCIA NA OBRA DE BERNA REALE
Ademilton Azevedo de Arruda Júnior
(RE) INVENÇÕES E CORPOREIDADES DA CULTURA KALUNGA EM CENA
Jonas Sales
NOTAS SOBRE A REPRESENTAÇÃO VISUAL DOCENTE: A HOMOSSEXUALIDADE EM
QUESTÃO
Marllon Caceres Gonçalves
Paulo César Antonini de Souza
A ESCOLHA NA ATUAÇÃO DOCENTE EM ARTES VISUAIS
Paulo César Antonini de Souza
AQUI É UM LUGAR DE PAZ - REFLEXÕES SOBRE O DISCURSO PEDAGÓGICO OFICIAL NA
CIDADE DO RIO DE JANEIRO, CIDADE
“EM ESTADO DE GUERRA”, E OS DESEJOS VINCULADOS AOS
ESPAÇOS LIVRES DA DOCÊNCIA EM ARTE
Isabela Nascimento Frade
Judivânia Rodrigues
Mônica Sica
Daniele Alves
Clarice Rangel

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08:00 – 11:00 Sala 03 Gt2 – Seção 02

Mediação: Gustavo Rodrigues Penha


A LIBERTAÇÃO DOS ATELIÊS E A POÉTICA DO CAMINHAR
Morgana Caroline Lima Araújo Santos
Edson Macalini
A LÚDICA GESTUALIDADE FÍSICO-CORPORAL NA OBRA DIDÁTICA JÁTÉKOK [JOGOS], DE
GYÖRGY KURTÁG
Gustavo Rodrigues Penha
POÉTICAS INFANTIS: UM ENCONTRO COM UM IPÊ
Maria Letícia Miranda Barbosa da Silva
MACHADO: UMA LEITURA IMAGÉTICO-BIOGRÁFICA DA FEROCIDADE DE SILVIANO
SANTIAGO NA CRÍTICA E LITERATURA BRASILEIRAS
Pedro Henrique Alves de Medeiros
Edgar Cézar Nolasco
O ATO DE BRINCAR E A EXPERIÊNCIA CRIATIVA JUNTO AOS PROCESSOS ARTE-
EDUCATIVOS
Liubliana Silva Moreira Siqueira
CRIANDO VIDEOCRIATURAS: DA PERFORMANCE À MULTIMÍDIA
Ângela Aparecida Coelho Waltrick
Carmen Lúcia Fornari Diez
Geraldo Augusto Locks
Mareli Eliane Graupe

08:00 – 11:00 Sala 04 Gt1 – Seção 04

Mediação: Marcos Antônio Bessa-Oliveira


ARTE EM MATO GROSSO DO SUL: QUATRO DÉCADAS “ENQUANTO ESSE VELHO TREM
ATRAVESSA...”
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
AS VOLUTAS DO CAPITEL SUL-MATO-GROSSENSE: INFLUÊNCIAS DO PERÍODO CLÁSSICO
NA ARTE E CULTURA CONTEMPORÂNEAS LOCAIS
Thiago Henrique Viégas de Barros
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
ARTE E CULTURA LOCAIS: A PLÁSTICA (AUTO)BIOGRÁFICA DE CONCEIÇÃO DOS BUGRES
Joelma Pereira de Souza
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
INFLUÊNCIAS DA EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO-FORMAL NA CONSTRUÇÃO DA PINTURA
HISTÓRICA DE TEREZA COSTA RÊGO
Adriano José de Carvalho
CAPIVARA: ELEMENTO DA FAUNA DE BLUMENAU MATERIALIZADA ATRAVÉS DA ARTE DO
FOGO
Kalinka Cristina Caetano
Lucineia Sanches
Pedro Gottardi
André Dias

08:00 – 11:00 Sala 05 Gt2 – Seção 05

Mediação: Fabiana Vidal


OS CAMINHOS DA VIDEOARTE NO INSTAGRAM: BREVE ANÁLISE
Allex Rodrigo Medrado Araújo

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FRIDA KAHLO: IMPRESSÃO DO EU NO OUTRO COMO PROCESSO POÉTICO


Juliano Ribeiro Ribeiro
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
NO RASTRO DO SILÊNCIO, A FOTOGRAFIA
Francine Carla Rojas
Edgar Cézar Nolasco
ARTE E VIOLÊNCIA ESCOLAR
Ângela Aparecida Coelho Waltrick
Carmen Lúcia Fornari Diez
Geraldo Augusto Locks
Mareli Eliane Graupe
PROPOSIÇÕES POÉTICAS DE CRIAÇÃO EM ARTES VISUAIS PARA O ENSINO MÉDIO: LAND
ART E STREET ART
Mônica Rodrigues Farias
CARTOGRAFIAS DOS ESPAÇOS SENTÍVEIS: NOVOS OLHARES PARA EXPERIENCIAR NA
CIDADE
Adriano Morais de Freitas Neto
Rafael de Sousa Carvalho

08:00 – 11:00 Sala 06 Gt1 – Seção 06

Mediação: Eluiza Bortolotto Ghizzi


MURALISMO BRASILEIRO
Roseli Kietzer Moreira
A CENA, A ESPONTANEIDADE E O MEDO
Marcus Vinícius Peito Melo
TEORIA DA RECEPÇÃO: REFLEXÕES SOBRE COMENTÁRIOS EM VÍDEO VOLTADO PARA
PROFESSORES DE ARTE NO YOUTUBE
Gabriela Clemente de Oliveira
TRILHAS - POR ONDE PISAM MEUS PÉS
Adriana Tobias Silva
Mônica Rodrigues de Farias
Andréa Luísa Frazão Silva
DESCONSTRUINDO PAISAGENS COM AQUARELA
Wladia Raianny Melo Queiroz
Ivy Collyer de Aguiar
A FOTOGRAFIA EM FINE ART E O SIGNO INDICIAL PEIRCIANO
Mariana Arndt de Souza
Eluiza Bortolotto Ghizzi

08:00 – 11:00 Sala 07 Gt3 – Seção 01

Mediação: Rafael Maldonado


O CORPO NA ARTE E NA CULTURA VISUAL: UMA PROPOSTA DE MEDIAÇÃO QUE INTEGRA
EXPERIÊNCIA ESTÉTICA E COMPREENSÃO CRÍTICA DA ARTE
Letícia Reis Arrighi Cerqueira
Rachel de Sousa Vianna
MEDIAÇÃO CULTURAL - EXPEDIÇÕES CRIATIVAS NO MUSEU
Renata Aparecida Poletto
Arlete dos Santos Petry

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ARTE NA PEDAGOGIA: ENTRE MODOS DE PROVOCAR ENCONTROS E FORMAS DE FAZER


CONEXÕES ENTRE ARTE, PEDAGOGIA E MEDIAÇÃO CULTURAL
Daniel Bruno Momoli
Estela Maria Oliveira Bonci
MEDIAÇÃO CULTURAL DIALOGANDO COM O ENSINO DE ARTE NA EDUCAÇÃO FORMAL
Kelly Queiroz dos Santos
ESTUDO SOBRE A MEDIAÇÃO TEATRAL: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DO
PROFESSOR DE TEATRO
Roberta Cristina Ninin

08:00 – 11:00 Sala 08 Gt3 – Seção 03

Mediação: Pieter Rahmeier


PERMANÊNCIA DA ARTE
Daniela Gomes de Mattos Pedroso
Simone Cristine Vanzuita
A INSERÇÃO DO ESTAGIÁRIO DE ARTE NO ENSINO E SEUS DESDOBRAMENTOS
Thais Mitsunaga Abonizio
Bianca Eugênia Candido
Carla Juliana Galvão Alves
ENSINO COLETIVO DE TROMBONE: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA NO PROJETO DE
EXTENSÃO DO MOVIMENTO CONCERTO DIDÁTICO EM CAMPO GRANDE/MS
Amarandes Rodrigues Oliveira Júnior
Pieter Rahmeier
Jackes Douglas Nunes Angelo
A LEITURA DE TEXTOS VISUAIS E O ENSINO DE ARTE: TEORIAS E REFLEXÕES
Vanessa Basso Perosa
Caciano Silva Lima
ESTÁGIO SUPERVISIONADO: LUGAR DE PRÁXIS-POÉTICAS PARA ESTUDANTES/
PROFESSORES EM ARTES VISUAIS
Núbia Agustinha Carvalho Santos
PONTES NA ARTE/EDUCAÇÃO: INSERÇÃO DA MEDIAÇÃO NA PRÁXIS DOCENTE
Luciana Santos Tavares
Thaysa Cordeiro Silva
Camila Cantil
Maria das Vitórias Negreiros do Amaral

08:00 – 11:00 Sala 09 Gt3 – Seção 05

Mediação: Paulo César Gaúna


INSTITUIÇÕES CULTURAIS E A CONTRIBUIÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES:
EXPERIÊNCIA CASA FIAT DE CULTURA
Ana Carolina Vasconcelos Ministério
UMA ABORDAGEM HISTÓRICO-CULTURAL DA EDUCAÇÃO ESTÉTICA E A PRÁTICA
PEDAGÓGICA EM ARTES VISUAIS
Vislaine dos Santos Magalhães
Vera Lúcia Penzo Fernandes
A INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO DO PROFISSIONAL DE TEATRO FORMADO PELA
UFPEL
Vanessa Caldeira Leite
Taís Dias Galindo
Thales Duarte

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UMA EXPERIÊNCIA SURREAL NO PARFOR: APRENDENDO AUDIOVISUAL NA AMAZÔNIA


Raymundo Oliveira
A FICHA DE OBSERVAÇÃO COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA
Carolina de Santi Estácio
AULAS DE PERCEPÇÃO COM FLAUTA DOCE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA COM ARRANJOS
PARA COLETIVO DE INSTRUMENTO MUSICAL NO CEEP EM MÚSICA
Judith Eny Paes Leite
Cristina Maria Carvalho Nascimento

08:00 – 11:00 Sala 10 Gt3 – Seção 07

Mediação: Mirian Celeste Ferreira Dias Martins


VELHOS CONTEMPORÂNEOS DESAFIOS DO PROFESSOR ARTISTA CÊNICO UMA ANÁLISE A
PARTIR DO QUESTIONÁRIO COM OS EGRESSOS DO CURSO DE ARTES CÊNICAS E DANÇA DA
UEMS E AS PERCEPÇÕES ATUAIS DO ESTÁGIO
Christiane Guimarães Araújo
Keyla Andrea Santiago Oliveira
VIVÊNCIAS EM ARTES VISUAIS: MARCAS DE UMA COLETIVIDADE.
Nilva Heimbach
A EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA E REFLEXIVA DE UMA PRÁTICA CORPORAL NO CONTEXTO
DE FORMAÇÃO EM DANÇA
Letícia Pereira Teixeira
SENTIDOS DA ARTE, NO ENSINO DA ARTE, DO CURSO DE PEDAGOGIA
Verônica Devens Costa
ENSINO DE ARTE NO CURSO DE PEDAGOGIA: TRAVESSIA E PERIGO
Mirian Celeste Ferreira Dias Martins
Lúcia Maria Salgado dos Santos Lombardi
O CONSTRUTO ÉTICO/ESTÉTICO NA FORMAÇÃO DE PEDAGOGOS ATRAVÉS DA ARTE E
EDUCAÇÃO
Leandro Costa Vieira

08:00 – 11:00 Sala 11 Gt3 – Seção 09

Mediação: Leda Maria de Barros Guimarães


PRESERVARTEPATRIMÔNIO: AÇÕES PEDAGÓGICAS EM EDUCAÇÃO PATRIMONIAL
Maria da Gloria Bomfim Yung
Rosana Gonçalves da Silva
COLAGENS POSSÍVEIS: FORMAÇÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO ESTÉTICA
Fábio Wosniak
AÇÃO PROVOCANTE: IMAGINAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃ DO NOVO DE NOVO
Luis Fernando Gomes Coelho
A FORMAÇÃO DE ARTE EDUCADORES A DISTÂNCIA: UMA CARTA QUE PROJETA O QUE
ESTÁ POR VIR
Lilian Ucker Perotto
Leda Maria de Barros Guimarães
ONDE SE ENCONTRA O ENSINO DE ARTES VISUAIS ENTRE OS BURACOS DA EDUCAÇÃO
PROFISSIONAL?
Alexandre Guimarães
A DISCURSIVIDADE DA LEGÍTIMA EXTENSÃO DA E NA ARTE/EDUCAÇÃO: O PROJETO
“NOSSO ATELIÊ ANIMADO” DO CURSO DE LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS DA ECA-USP
Sônia Regina Fernandes
Maria Christina de Souza Lima Rizzi

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08:00 – 11:00 Sala 12 Gt3 – Seção 10

Mediação: Luzirene Rego


AÇÕES VOLTADAS PARA FRUIÇÃO DE ARTES VISUAIS POR DEFICIENTES VISUAIS
Luís Müller Posca
João Henrique Lodi Agreli
ENQUANTO: PROCESSO CRIATIVO COM BAILARINOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL DA CIA
PERCEPTUM DE DANÇA DE BELÉM/PA-BRASIL
Marina Alves Mota
PIBID-TEATRO: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO ESPECIAL
E INCLUSIVA
Luana Stefany Gondim Gomes
DO INVISÍVEL AO SENSÍVEL: POESIA ATRAVÉS DE UMA OLHAR ESPECIAL
Ana Paula Nogueira
DANÇA NA EDUCAÇÃO COMO PRÁTICA SENSIBILIZADORA PARA ALUNOS COM AUTISMO
Lara Cristina Pereira Paulon

08:00 – 11:00 Sala 13 Gt3 – Seção 12

Mediação: Matheus Vinícius de Sousa Fernandes


DESENVOLVIMENTO INFANTIL PERPASSADO PELO ATELIÊ
Arieli Hisae Raize Omoto
Roberta Puccetti
Lourides Francisconi
FONTCUBERTA INTERROGA A DOCÊNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL: FOTOGRAFIA E
FORMAÇÃO ESTÉTICA
Larissa Kovalski Kautzmann
Luciana Gruppelli Loponte
INTERAÇÕES. COAUTORIAS?
Raquel Teixeira
GRAVURA NA ESCOLA: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
Claudia Carnevskis de Mello
Thaís Souza da Silva
Ewerson Nascimento da Silva
RUPTURAS: CAMINHOS PERPASSSADOS PARA PENSAR A POLÍTICA ENQUANTO LIBERDADE
EM UM PROCESSO DE
ENSINO-APRENDIZAGEM EM TEATRO
Matheus Vinícius de Sousa Fernandes

08:00 – 11:00 Sala 14 Gt3 – Seção 14

Mediação: Keyla Andrea Santiago Oliveira


NOTAS SOBRE EIXOS METODOLÓGICOS PARA DANÇARELAR
Fernanda de Souza Almeida
DIDÁTICA DA DANÇA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UMA CRÍTICA AO MODELO DE PLANEJAMENTO
FIXO COMO REGULADOR DA CAPACIDADE DE CRIAÇÃO
Samuel Barreto dos Santos
ARTE EDUCAÇÃO: REFLEXÕES SOBRE ENSINO DE ARTE NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE
JUAZEIRO DO NORTE - CEARÁ
Williana da Silva Maciel
Renata Aparecida Felinto dos Santos

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CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: POSSIBILIDADES DO TEATRO NA


PRIMEIRA INFÂNCIA
Eric Vagner Serafim de Souza
Flávia Janiaski Vale
A DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Elisabete Cavalcante da Costa
AS CONCEPÇÕES DE CORPO E SUAS REVERBERAÇÕES NA AÇÃO DOCENTE DE
PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL DE BH E REGIÃO METROPOLITANA
Marlaina Fernandes Roriz
Ana Cristina Carvalho Pereira

08:00 – 11:00 Sala 15 Gt3 – Seção 16

Mediação: Mariana Stochero


ARTE E INFÂNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE CRIATIVIDADE E AUTONOMIA
Eduarda Silveira dos Anjos Bainha
ARTE, MEMÓRIA E RENDA DE BILRO EM MUSEUS HISTÓRICOS: UMA EXPERIÊNCIA NO
MUSEU DA INDÚSTRIA
Louise Cavalcante Felix
Tânia Kacelnik
MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DO PARÁ NO COTIDIANO ESCOLAR: REFLEXÕES SOBRE
AS PRÁTICAS EDUCATIVAS DOS PROFESSORES DO LICEU ESCOLA DE ARTES E OFÍCIOS
“MESTRE RAIMUNDO CARDOSO”
Tayanne Cid Costa
O ENSINO DAS ARTES EM PALMAS – TO: COMPLEXIDADES E DESAFIOS EM PESQUISAS
Adriana dos Reis Martins
Raquel Castilho Souza
Roseli Bodnar
RELATOS E INQUIETAÇOES DE VIVÊNCIAS COM O TEATRO NA COMUNIDADE DO
PROSAMIM DE MANAUS
Kelly Vanessa Nunes de Sousa
Amanda Aguiar Ayres
A MÚSICA DO GUERREIRO DE ALAGOAS: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA MUSICAL
Rivaldo José de Souza Silva

08:00 – 11:00 Sala 16 Gt3 – Seção 17

Mediação: Aline Sesti Cerutti


CONTRIBUIÇÕES DA ARTE AO ENSINO DE CIÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Aline Cristina Santana Rossi
TERRITÓRIOS EDUCATIVOS NO ENSINO DE ARTE: DIÁLOGOS DE SABERES CULTURAIS
ENTRE A COMUNIDADE E A ESCOLA
Aline Sesti Cerutti
A ARTE INDÍGENA SOB O OLHAR MULTICULTURALISTA NO LIVRO DIDÁTICO ARTE EM
INTERAÇÃO
Mariana Schnorr Thomas
COM O PANO EM MÃOS, MEU NOME É ÁFRICA: PREPARAÇÃO PARA UMA EXPERIÊNCIA
Gilmara de Souza de Brito
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
POÉTICAS POPULARES: EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA A PARTIR DE PROCESSOS DE CRIAÇÃO
EM DANÇA
Marlini Dorneles de Lima

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BRINQUEDO CANTADO COMO PERFORMANCE ARTÍSTICA


Elaine Cristina Rodrigues de Souza
Everson Melquiades Araújo Silva

08:00 – 11:00 Sala 17 Gt3 – Seção 20

Mediação: Isaac Camargo


AINDA SOBRE A EDUCAÇÃO DO NÃO-ARTISTA: REFLEXÕES SOBRE UMA POSSÍVEL
INICIAÇÃO À ARTE CONTEMPORÂNEA POR MEIO DE NÃO-FORMAS E SUA CONCEITUAÇÃO
Italo Bruno Alves
DESENHANÇAS: LUGARES MÓVEIS PARA O DESENHO
Kelly Sabino
A CASA DE PEDRA DE CAICÓ: UM ATELIÊ DE CRIAÇÃO COLETIVA NA INTERFACE COM A
PRODUÇÃO ARTÍSTICA DO SERIDÓ-RN
Jailson Valentim Santos
Custódio Jacinto de Medeiros
ENSAIOS FOTOGRÁFICOS NUMA PERSPECTIVA DE EDUCAÇÃO CIDADÃ
Ivan Marcos Groff
ARTE-EDUCAÇÃO INFORMAL NO CAFUA DAS MERCÊS
Celiane Vieira Louzeiro Pereira
Walter Rodrigues Marques
Luís Félix de Barros Vieira Rocha
Francisca Maria Rodrigues Marques
Viviane Moura da Rocha
A LINGUAGEM ESCULTÓRICA NO CONTEXTO ESCOLAR: UMA PESQUISA DO PARFOR/FURB
SOBRE VIVÊNCIAS DOS PROFESSORES NAS AULAS DE ARTES
Roseli Kietzer Moreira
Lindamir Aparecida Rosa Junge

08:00 – 11:00 Sala 18 Gt3 – Seção 22

Mediação: Rozana Vanessa Fagundes Valentim de Godoi


POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO MUSEAL: EXPECTATIVAS DA VALORIZAÇÃO DOS
PROFISSIONAIS DE INSTITUIÇÕES CULTURAIS E MUSEAIS
Gerson Aquiles Mendes de Melo
ECOFORMAÇÃO ARTÍSTICA E EXPERIÊNCIA SENSÍVEL NO COTIDIANO DA ESCOLA
Rosana Gonçalves da Silva
Vera Margarida Lessa Catalão
ARTE: ATIVIDADE HUMANA NA EDUCAÇÃO DE ADOLESCENTES INTERNOS
Paulo Cesar Duarte Paes
ARTE NOS LIVROS DO PNLD PARA O ENSINO FUNDAMENTAL I
Katia Maria Roberto de Oliveira Kodama
SOBRE BETERRABAS E BARRO: FLUXOS DO PENSAMENTO DE VIKTOR LOWENFELD NA
CONTEMPORANEIDADE
Camila Serino Lia
O PERCURSO ENTRE A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE ARTE E A PERMANÊNCIA NA
PROFISSÃO DOCENTE
Rozana Vanessa Fagundes Valentim de Godoi
Nayanne do Nascimento Silva

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outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

08:00 – 11:00 Sala 19 Gt3 – Seção 24

Mediação: Eliany Salvatierra Machado


APLICABILIDADE DA TECNOLOGIA NO ENSINO E NA PRODUÇÃO ARTÍSTICA
Luís Félix de Barros Vieira Rocha
Walter Rodrigues Marques
Celiane Vieira Louzeiro Pereira
Renny Cristina Marques Ferreira
Diego Jorge Lobato Ferreira
DO TABLETE AO TABLET, DO TABLEAU À TABLE, DO QUADRO A QUADRO COTIDIANO À
MESA DE MONTAGEM DA AMARTE-SUL: A FORMAÇÃO DE PROFESSORES/PESQUISADORES/
ARTISTAS NO SUL DE MINAS GERAIS
Cristina Krauss
CONSTRUÇÃO AUDIOVISUAL ATRAVÉS DA ANIMAÇÃO STOP MOTION EM DIÁLOGO COM
CONTOS DE FADAS
Shyrlene Maria do Carmo Barbosa
Luciana Dilascio Neves
A EDUCAÇÃO AUDIOVISUAL E A INTERFACE COM O CINEMA, A COMUNICAÇÃO E AS ARTES
Eliany Salvatierra Machado
Rafael Romão Silva
O PRÉ-CINEMA COMO RECURSO METODOLÓGICO DE INSERÇÃO DAS TECNOLOGIAS NA
EDUCAÇÃO
Fabiane Costa Rego
Adriana Costa Rego
Marcus Ramusyo de Almeida Brasil
UMA AÇÃO CURRICULAR: DAS RELAÇÕES ÀS CONEXÕES - UMA EXPERIÊNCIA EM REDE
Roberta Puccetti
Candida Alayde de Carvalho Bittencourt

08:00 – 11:00 Sala 20 Gt3 – Seção 26

Mediação: Maria da Penha Fonseca


O RETORNO DO PROFESSOR À PRÁTICA DOCENTE APÓS O PROGRAMA DE
DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL DO ESTADO DO PARANÁ
Renata Raquel Bini
FORMAÇÃO E INVESTIGAÇÃO A PARTIR DA PRÁTICA PEDAGÓGICA EM ARTE
Maria da Penha Fonseca
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS/ARTE E A PRÁTICA PEDAGÓGICA
Nelma do Amaral Rezende Diniz Bento
O PROFESSOR EM FORMAÇÃO COMO PESQUISADOR DE CAMPO
André Hamada Kikumoto
André Camargo Lopes
Renan dos Santos Silva
Thaís Doro
CAMINHOS DE UM PERCURSO POÉTICO: A EXPERIÊNCIA ESTÉTICA E O PROCESSO
CRIATIVO NAS AULAS DE ARTES VISUAIS
Ana Carolina Delgado Sandim
Maria Celéne de Figueiredo Nessimian
PROFESSOR ARTISTA
Edilaine Isabel Ferreira Aquino

14:00 – 17:00 Sala 01 Gt2 – Seção 01

Mediação: Flávia Janiaski Vale

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II SEMINÁRIO DE CULTURA E EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO DO SUL
“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

EDUCAÇÃO COLABORATIVA: AS ARTES PERFORMATIVAS EM PERSPECTIVA


Camila Matzenauer dos Santos
O CORPO COMO EXPERIÊNCIA ARTÍSTICA NO ESPAÇO ESCOLAR
Mônica Cristina Mesquita de Souza
CORPO-PALAVRA
Júlia Matias Silva
Isabela Peixoto de Souza
Nathalia Christine Silva
Thais Peixoto de Souza
Maria Ignez de Souza Calfa
A CULTURA POPULAR COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO NO ENSINO DAS ARTES
CÊNICAS
Camile dos Anjos
CORPO-PERCURSO: A EXPERIÊNCIA ARTÍSTICA NA INFÂNCIA E A TRANSFORMAÇÃO DO
COTIDIANO
Juliana Mendonça de Castro Palhares
O ESTÍMULO AO ATOR PERFORMER NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM
José Oliveira Parente
Ariane Guerra Barros
Flávia Janiaski Vale

14:00 – 17:00 Sala 02 Gt2 – Seção 03

Mediação: Sidiney Peterson


CONCEIÇÃO DOS BUGRES: ARTE E ARTISTA VÍTIMAS DO EPISTEMICÍDIO
Edgar Cézar Nolasco
A PRÁTICA DO ATELIÊ COMO FUNDAMENTO POÉTICO
Pâmella Nunes Otanásio
Thérèse Hofmann Gatti Rodrigues da Costa
TEATRAL GRUPO DE RISCO: POESIA E CONSTRUÇÃO ARTÍSTICA NA CULTURA LOCAL DE
MS
Nathalia Tomassini dos Santos Borioli
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
A POÉTICA DO CONVITE: UMA PROPOSTA DE ABERTURA EM CRIAÇÕES CÊNICAS
Janaina Moraes
O KOHIXOTI-KIPÁE COMO MANIFESTAÇÃO CULTURAL DA IDENTIDADE TERENA
Sara de Melo Spinassé Martins
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
LEMBRANÇAS DE SOL: 1947, UMA EXPEDIÇÃO AO MATO GROSSO E UM ENCONTRO COM
GUIMARÃES ROSA
Joana Passi de Moraes

14:00 – 17:00 Sala 03 Gt1 – Seção 03

Mediação: Caciano Silva Lima


A REFORMA DA EDUCAÇÃO DE 1971 E O ENSINO DE ARTE: ENTRE OS
LIVROS ESCOLARES E A INSTITUIÇÃO DAS LICENCIATURAS ESPECÍFICAS
Amanda Siqueira Torres Cunha
Dulce Regina Baggio Osinski
AS ESCOLAS MODERNAS DE SÃO PAULO E O ENSINO DE ARTES: REFLEXÕES PARA A
HISTÓRIA DA ARTE/EDUCAÇÃO NO BRASIL SOB A PERSPECTIVA ANARQUISTA
Levi Fernando Lopes Vieira Pinto

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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
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DANÇA E TEATRO: RETROALIMENTAÇÃO DE LINGUAGENS DA ARTE DO MOVIMENTO PARA


A CONSTRUÇÃO DO CORPO CÊNICO
Rafaela de Oliveira Cardoso
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
REFLEXÕES EM TORNO DE ALGUMAS ABORDAGENS DO ENSINO DE TEATRO NA
EDUCAÇÃO BÁSICA: PISTAS PARA UM ITINERÁRIO PRÁXICO
Alexandre Falcão de Araújo
ESCOLINHA DE ARTE: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO/APRENDIZAGEM EM SÃO JOSÉ DOS
CAMPOS/SP
Luis Alberto Souza
Rejane Galvão Coutinho
EXPEDIÇÕES DA MEMÓRIA: A REVALORIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO POR MEIO DAS
FOTOGRAFIAS
Alexandre Prado Sogabe
Caciano Silva Lima
Joelma Fernandes Arguelho

14:00 – 17:00 Sala 04 Gt2 – Seção 04

Mediação: Constança Maria Lima de Almeida Lucas


PAULA SAMPAIO E JORGE LIMA: UM PROCESSO SEMIÓTICO/ARTÍSTICO DO SECÚLO XX
Helder Fabrício Brito Ribeiro
Mariano Klautau
JOSÉ RUFINO, ARTE E MEMÓRIA: UMA RELAÇÃO SIMBIÓTICA
Luciana Santos Tavares
Bruna Oliveira Gomes de Souza e Silva
[ART]IGO: UMA EXPOSIÇÃO VIVA ENTRE A CIÊNCIA E A ARTE
Renata Wilner
Rafael Cabral de Vasconcelos
Silvia Tereza Moura Silva
CONSIDERAÇÕES INVESTIGATIVAS SOBRE O FAZER ARTÍSTICO, EXPERIÊNCIA,
AUTOPOIESIS E AUTOCONHECIMENTO
João Pedro Tavares da Silva
LÍDIA BAÍS (1900-1985) – PERSONAGEM INOVADORA E CONTRADITÓRIA
Constança Maria Lima de Almeida Lucas
O CERRADO DESENHADO NO CORPO FEMININO: EM BUSCA DE UMA POÉTICA DA
ALTERIDADE
Marlini Dorneles de Lima

14:00 – 17:00 Sala 05 Gt1 – Seção 05

Mediação: Ana Paula Abrahamian


NOTAS PARA UMA ARQUEOGENEALOGIA DA ARTE NA EDUCAÇÃO
Kelly Sabino
A OBSERV(AÇÃO) DA EDUCAÇÃO SOB O SENTIR ESTÉTICO DA ARTE
Bianca Rodrigues Holanda
Héctor André Briones Vasques
Lucas Siqueira Gomes Barbosa
O CORPO PEDAGÓGICO QUE ATRAVESSA CAMINHOS OUTROS NA PRODUÇÃO E NO ENSINO
DE ARTES
Marina Maura de Oliveira Noronha
Marcos Antônio Bessa-Oliveira

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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

TRANSGRESSÃO, GOZO E COMUNHÃO: CAMINHOS DE EXPERIÊNCIAS EM ARTE E


EDUCAÇÃO
Laura Bauermann
Jair Felipe Bonatto Umann
ARTE E CULTURA POPULAR: RESSIGNIFICAÇÕES E ATIVIDADES PEDAGÓGICAS COM
XAXADO NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Carlos Cleiton Evangelista Gonçalves
A DANÇA NA TRANSIÇÃO DE PARADIGMAS: DO TRADICIONAL AO EMERGENTE
Márcia Regina Ribeiro Gomes Sommer
Maria José de Pinho

14:00 – 17:00 Sala 06 Gt2 – Seção 06

Mediação: Priscilla de Paula Pessoa


NOTAS SOBRE ARTISTAS DO DIÁRIO
Isabel Almeida Carneiro
MATERIAIS EDUCATIVOS - UMA EXPERIÊNCIA ESTÉTICA A PARTIR DE EXPOSIÇÕES NA
UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU
Rozenei Maria Wilvert Cabral
Marilene de Lima Körting Schramm
Karoline Kropp
Anderson Devegili
INTERLOCUÇÕES POSSÍVEIS ENTRE A VIDA, O PROCESSO DE CRIAÇÃO DE FRANS
KRAJCBERG E A ÁREA DE EDUCAÇÃO, POTENCIALIZADAS PELO PENSAMENTO DE GILLES
DELEUZE
César Pereira Cola
Uillian Trindade Oliveira
LANÇAR, PUXAR E MERGULHAR: PROBLEMATIZAÇÕES SOBRE O CORPO FEMININO NAS
ARTES VISUAIS E EDUCAÇÃO
Juliana de Lima Veloso
PROCESSOS CRIATIVOS NA PINTURA CONTEMPORÂNEA: DA PESQUISA À SALA DE AULA
Priscilla de Paula Pessoa
PROCESSOS DE PESQUISA E CRIAÇÃO EM DANÇA: GRUPO EXPERIMENTAL
Tatiana de Oliveira Almeida

14:00 – 17:00 Sala 07 Gt3 – Seção 02

Mediação: Luzirene Rego


INSTRUMENTOS DIDÁTICOS PARA MEDIAR A EXPERIÊNCIA ESTÉTICA NA CIDADE
Rachel de Sousa Vianna
Isabel Alves Corrêa de Abreu
Daise de Oliveira Rodrigues
PRÁTICAS CULTURAIS E APROPRIAÇÕES NO ENSINO DE ARTE
Thaís Doro
André Camargo Lopes
Roberta Puccetti
André Hamada Kikumoto
“ENQUANTO ESSE VELHO TREM ATRAVESSA...” – A PAUSA E O TEMPO COMO ELEMENTOS
QUE PROPICIAM A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS NA EXPERIÊNCIA
Rodrigo Neris
EVENTOS CULTURAIS E O ENSINO NO BRASIL: CRITICA SOBRE CULTURA E ARTE COMO
LÓGICA PARA APRENDIZAGEM
Leonardo Luigi Perotto

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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

O CORPO DOS ESTUDANTES, O CORPO ENQUANTO MATÉRIA PLÁSTICA, PINTURA, O


CORPO DE UMA MÚSICA, ESTRUTURA: PONTOS DE CONTATO ENTRE DIFERENTES
LINGUAGENS ARTÍSTICAS
Artur Junges Leme
Luciana Abraão Tejada
Roberta Puccetti
DE LÍDIA BAÍS: UMA VIVÊNCIA PLÁSTICA POR INTERMÉDIO DO MARCO – MUSEU DE ARTE
CONTEMPORÂNEA DE MS
Patrícia Nogueira Aguena
Carolina Araújo Martins

14:00 – 17:00 Sala 08 Gt3 – Seção 04

Mediação: Verônica Devens


OS CORPOS QUE DANÇAM A CONTEMPORANEIDADE: DANÇAS QUE ATRAVESSAM OS
MUROS DA ESCOLA
Ademir Izidio da Silva Júnior
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
A ESCOLA COMO PALCO DE FORMAÇÃO DOCENTE: A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DO
MÚSICO-PROFESSOR NO PIBID
Mariana Lopes Junqueira
Carla Carvalho
EXPERIÊNCIA ESTÉTICA EM CONTEXTOS DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR
Nayara Tiemi Naves
Cláudio Luiz Garcia
Vinícius Bardi Castilho
RELATO: VIVÊNCIAS EM SALA DE AULA NO ENSINO DE ARTES VISUAIS
Wladia Raianny Melo Queiroz
Nagila Fontele Tahim
Ivy Collyer de Aguiar
RETORNO DA ARTE/EDUCAÇÃO MODERNISTA? INOVAÇÃO OU PRIVAÇÃO DE
CONHECIMENTO?
Maria Carolina Cossi Soares Barretti
Rosa Iavelberg
O TRABALHO DO ARTE-EDUCADOR COM CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA PSICANALÍTICA: UM
OLHAR PARA A SUBJETIVIDADE
Natali Allas dos Santos
Marcos Antônio Bessa-Oliveira

14:00 – 17:00 Sala 09 Gt3 – Seção 06

Mediação: Maria Celéne de Figueiredo Nessimian


TEATRO E FORMAÇÃO HUMANA: PRÁTICAS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE
LICENCIATURA EM ARTES CÊNICAS DA UFGD
Igor Emanuel de Almeida Schiavo
PROFESSOR, VOCÊ JÁ CHEGOU À SUA AULA? O EXERCÍCIO DA ARTE DE PESQUISAR A SI
MESMO
Maria Celéne de Figueiredo Nessimian
SOB A PERSPECTIVA DO CONCEITO DE ABISMO DIGITAL DESAFIOS NA FORMAÇÃO DOS
PROFESSORES: CURSO APRENDENDO COM ARTE
Eleni Jesus de Souza
Daniele Lopes dos Santos
Julia Kenski

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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

SER E PERMANECER PROFESSORA - UMA TRAJETÓRIA PARA ALÉM DA VOCAÇÃO


Rozana Vanessa Fagundes Valentim de Godoi
O “EDUCADOR PRESENTE” EM FOCO: EXPERIÊNCIAS ESTÉTICAS FORMATIVAS NO CURSO
DE ESPECIALIZAÇÃO EM ARTE/EDUCAÇÃO DA ECA/USP (1984-2001)
Guilherme Nakashato
BANQUETE: UMA EXPERIÊNCIA ESTESIOLÓGICA
Fernanda Silva Zaidan
Raimundo Nonato Assunção Viana

14:00 – 17:00 Sala 10 Gt3 – Seção 08

Mediação: Paulo Cesar Duarte Paes


ARTE/EDUCAÇÃO E O TERCEIRO SETOR: A PARCERIA PROFESSOR ALUNO NA CRIAÇÃO DE
UMA DISCIPLINA DE GRADUAÇÃO
Maurício da Silva
Maria Christina de Souza Lima Rizzi
CAMINHOS NA FORMAÇÃO DOCENTE EM DANÇA
Amanda Rossi Sabioni
Marisa Martins Lambert
MEDIAÇÃO CULTURAL A DISTÂNCIA? REFLEXÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA MEDIADORA NA
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE ARTE
Valéria Peixoto de Alencar
Luciana Pacheco Nobre Frezzatti
POÉTICAS DA ANIMALIDADE NAS ARTES VISUAIS E LITERATURA: RESSONÂNCIAS ÉTICO-
ESTÉTICAS PARA A EDUCAÇÃO
Tathiana Jaeger de Morais
QUANDO OS CONHECIMENTOS PRÉVIOS SÃO OS MOVIMENTOS DO FUNK, O QUE FAZER?
Edna Christine Silva
PATRIMÔNIO CULTURAL NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE ARTE: EXPERIÊNCIAS NO
ENSINO A DISTÂNCIA
Camila Serino Lia
Carmem Lazari
Daniele Alves
Valéria Alencar
Vinicius Souza de Azevedo

14:00 – 17:00 Sala 11 Gt3 – Seção 28

Mediação: Maria das Vitórias Negreiros do Amaral


ARTES VISUAIS E OS SABERES DOCENTES
Caroliny Santos Lima
Walter Rodrigues Marques
Luís Félix de Barros Vieira Rocha
Antonio de Assis Cruz Nunes
Ana Valéria Lucena de Lima Assunção
IREARTE, MÓDULOS ARTÍSTICOS. REGISTRO DE EXPERIÊNCIA
Adda Sofía Barco
MEDIAÇÃO CULTURAL: UMA ANÁLISE DE TRABALHOS MONOGRÁFICOS DE ARTES VISUAIS
NA UFMS
Israel Aparecido Silva Junior Zayed
Paulo César Antonini Souza

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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

ENSINO DE ARTE, MULTICULTURALIDADE, TRANSCULTURALIDADE, TRANSVERSALIDADE,


INTERDISCIPLINARIDADE
Walter Rodrigues Marques
Luís Félix de Barros Vieira Rocha
CURADORIA DE EXPERIÊNCIAS: RELAÇÕES POSSÍVEIS ENTRE O PAPEL DO CURADOR DE
EXPOSIÇÕES E DO EDUCADOR DA PRIMEIRA INFÂNCIA
Carolina Teixeira Pires
POÉTICAS E MORADAS – UMA EXPERIÊNCIA ENTRE ARTE EDUCAÇÃO E EDUCAÇÃO
PATRIMONIAL
Bárbara Lopes Henriques

14:00 – 17:00 Sala 12 Gt3 – Seção 11

Mediação: Matheus Vinicius Fernandes


ARTE/EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA EM PRÁXIS: LIVRO DE IMAGEM, PSICOPEDAGOGIA
E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Adriana Maria Santos de Almeida Campana
Flavia Maria de Brito Pedrosa Vasconcelos
O ENSINO DE ARTE NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM JARDIM DO SERIDÓ-RN
Jailson Valentim Santos
IMPROVISAÇÃO TEATRAL: UM ATO POLÍTICO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Fernando Bueno Catelan
ENSINO/APRENDIZAGEM DE ARTES VISUAIS: DESLOCAMENTOS POSSÍVEIS
Cláudia Regina dos Anjos

14:00 – 17:00 Sala 13 Gt3 – Seção 13

Mediação: Ana Lúcia Gaborim Moreira


SEMENTINHA, SEMENTÃO, VAMOS FAZER ARTE ENTÃO? VIVÊNCIAS EM ARTES VISUAIS,
RELACIONANDO EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ARTES
Roseli Kietzer Moreira
Márcia Priscila Haut
O ENSINO DAS ARTES NA EDUCAÇÃO BÁSICA E A UNIVERSIDADE: UMA REFLEXÃO SOBRE A
ORIENTAÇÃO DOCENTE EM ATIVIDADES DE PESQUISA NOS PROGRAMAS PIBIC E PIVIC NA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
Raquel Castilho Souza
Adriana Reis Martins
Liubliana Silva Moreira Siqueira
VIESES NEUROCIENTÍFICOS DOS OBJETOS DE APRENDIZAGEM PARA O ENSINO DE ARTE
Samara Madureira Brito Korb
APRENDIZAGEM E REFLEXÃO NA FORMAÇÃO CONTINUADA NO BIÊNIO 2015/2016:
DESAFIOS PEDAGÓGICOS NO CAMPO DA ARTE
Melita Bona
Lindamir Aparecida Rosa Junge
Rozenei Maria Wilvert Cabral
HISTÓRIAS DE VIDA DE PROFESSORES DE ARTE: CAMINHOS PARA COMPREENDER O
ENSINO DE ARTE NO SUL DO MATO GROSSO
Vera Lúcia Penzo Fernandes
Alex Sandro Farias Petersen
OFICINA DE DESENHO COM CANETA ESFEROGRÁFICA NO ENSINO MÉDIO: RELATO DE
UMA EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO
Lisa Rayane dos Santos Araújo
Aline Sesti Cerutti

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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

14:00 – 17:00 Sala 14 Gt3 – Seção 15

Mediação: Marcilio de Souza Vieira


EXPERIENCIAR TEATRO: REFLEXÕES DE UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA COM ALUNOS DO
ENSINO FUNDAMENTAL
Vanessa Caldeira Leite
Naylson Rodrigues Costa
O QUE SERÁ QUE SERÁ? ENTREATOS DA BNCC E SUAS IMPLICAÇÕES NA ARTE/DANÇA NO
ENSINO MÉDIO
Marcilio de Souza Vieira
ENSINO DE TEATRO NO CONTEXTO ESCOLAR MILITAR: COMO INTERVIR NO PROCESSO
EDUCACIONAL ARTÍSTICO?
Roberta Bernardo da Silva
INICIAÇÃO E MEDIAÇÃO TEATRAL: O MOVIMENTO DO TERCEIRO ESPAÇO ENTRE O
COLÉGIO DA POLICIA MILITAR DO CEARÁ E O CUCA BARRA
Debora Frota Chagas
LEITURA POÉTICA ALÉM DO MURO ESCOLAR: EXPERIMENTOS CÊNICOS NO ENSINO
MÉDIO
Eneila Almeida dos Santos
TEATRO NA ESCOLA E A BUSCA PELO “ESPAÇO VAZIO”
Fernando Freitas dos Santos

14:00 – 17:00 Sala 15 Gt3 – Seção 18

Mediação: Leda Maria de Barros Guimarães


MUITO ALÉM DE SAIAS DE PALHAS E PENACHOS: CULTURA INDÍGENA NO ENSINO DE
ARTES
Pedro Gottardi
Lucineia Sanches
Kalinka Cristina Caetano
André Dias
ENTRE QUIMERAS E TECIDOS
Ana Flávia Noronha da Silva Linck
Isabel Schneider Machado
João Fernando Munhoz Júnior
Tais Oliveira
MODERNO, PÓS-MODERNO OU ESTUDOS PÓS-COLONIAIS: “MÉTODOS” DE ABORDAGEM AO
TRABALHAR QUESTÃO/TEMÁTICA INDÍGENA - ENTREVISTA COM UMA PROFESSORA DE
ARTE DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Maila Indiara do Nascimento
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
“ENQUANTO ESSE VELHO TREM ATRAVESSA...” BIOGEOGRAFIAS PARA DESCOLONIZAR O
SER, SENTIR E SABER NO ENSINO DE ARTES VISUAIS
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
CONSTRUÇÃO DO ESPETÁCULO AUTO DA COMPADECIDA:
UM DIÁLOGO ENTRE O SER DIRETOR TEATRAL E O SER PROFESSOR
DE TEATRO NO CONTEXTO DA COMUNIDADE
Ramon da Silva Costa
ENSINO DE ARTE E ETNORRACIALIDADE – EDUCAÇÃO QUILOMBOLA
Meiryele Coelho Cantanhede
Walter Rodrigues Marques
Luís Félix de Barros Vieira Rocha
Raimunda Pinheiro de Souza Frazão
Paulo César Alves de Carvalho

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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

14:00 – 17:00 Sala 16 Gt3 – Seção 19

Mediação: Simone Abreu


DANÇA DAS MÁSCARAS: UMA EXPEDIÇÃO AOS ENSINOS E AS ARTES DE ÁFRICA NO
ÂMBITO DO PIBID BELAS ARTES DA UFRJ
Talita Souza dos Reis Gonçalves
Bruno Matos Vieira
RELATO DOS CAMINHOS PERCORRIDOS PARA O APRENDIZADO NAS AULAS DE ARTE: A
PARTIR DO ESTUDO DOS ARTÍSTAS JOHN AHEARN E RIGOBERTO TORRES
Laura Paola Ferreira
Fabrício Andrade
MARCAS DE UM PROCESSO: A LITOGRAVURA DE COZINHA GRAVANDO O APRENDIZADO
NAS ARTES VISUAIS
Heldilene Guerreiro Reale
Renata Maués
A PRÁTICA DA FOTOGRAFIA CEGA: TATEANDO OUTRAS VISUALIDADES NO ENSINO DAS
ARTES VISUAIS
Adriano Morais de Freitas Neto
Gilberto Andrade Machado
COLETIVO EU PASSARINHO: A ESSÊNCIA DO SENSÍVEL COMO PRÁTICA E PESQUISA
Adélia Maria Araújo de Oliveira
Amanda de Souza
Maria Betânia e Silva
PASSEIO PEDAGÓGICO: EXPERIÊNCIA DE APRENDIZAGEM EM ARTE NA PINACOTECA DE
ITANHAÉM
André Luís Onishi
14:00 – 17:00 Sala 17 Gt3 – Seção 21

Mediação: Natália de Assis Dias


A LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS NO BRASIL: TENSÕES, PROBLEMATIZAÇÕES E
POLÍTICAS DO SABER
Daniel Bruno Momoli
Carmen Lucia Capra
Luciana Gruppelli Loponte
POLÍTICAS DE FORMAÇÃO DOCENTE E O ENSINO DE ARTES
Rosemeri Birck
REFORMA DO ENSINO MÉDIO NO BRASIL: O ENSINO DA ARTE E A FORMAÇÃO ONILATERAL
HUMANA
Vinícius Luge Oliveira
Ivete Souza da Silva
ARTES VISUAIS E EDUCAÇÃO INTEGRAL: VIVÊNCIAS, DESAFIOS E AVANÇOS NAS TRILHAS
DO TERRITÓRIO EDUCATIVO
Myriam Fernandes Pestana Oliveira
A COMPREENSÃO DAS FAMÍLIAS SOBRE O ENSINO DE ARTE EM UMA ESCOLA DE TEMPO
INTEGRAL NA PERIFERIA DO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE/MS
Natália de Assis Dias
A PEDAGOGIA DO ESPAÇO OU O ESPAÇO DA PEDAGOGIA.
Maria Filippa Jorge
Mirian Celeste Ferreira Dias Martins

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14:00 – 17:00 Sala 18 Gt3 – Seção 23

Mediação: Isaac Camargo


INTOLERÂNCIA NAS ESCOLAS: REFLEXÕES SOBRE O PAPEL DO ENSINO DAS ARTES
VISUAIS PERANTE A SOCIEDADE
Andresa Carvalho Lopes Pires
Brisa Nunes
MULHERES EXTRAORDINÁRIAS - MULHERES NA ARTE
Helen Rose Leite Rodrigues de Souza
DA COMUNIDADE LGBTT AOS ARTISTAS VISUAIS MILITANTES, CONTRIBUIÇÕES
CONTEMPORÂNEAS PARA O COMBATE A HOMOFOBIA NA ESCOLA
Fábio José Rodrigues da Costa
Lucas Viera de Oliveira
Rawan Carvalho Alencar
Wellington Soares Gomes
Wandeallyson Dourado Landim Santos
RETRATOS DE MULHERES: ARTE, MEDIAÇÃO E ALTERIDADE COM MORADORAS DE
ABRIGO EM BELO HORIZONTE
José Marcio Barros
Dulce Couto
ROSANA BORTOLIN: ARQUIVO ABERTO PARA OUTROS ARQUIVOS
Claudia Carnevskis de Mello
Wila Karenina dos Santos Teixeira
ENSINO DE ARTE E FEMINISMOS: LIMITES E POSSIBILIDADES
Taís Ritter Dias
Luciana Gruppelli Loponte

14:00 – 17:00 Sala 19 Gt3 – Seção 25

Mediação: Edson Macalini


MEIOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM PARA AS AULAS DE ARTES VISUAIS NO MARANHÃO:
CONTEXTUALIZAÇÃO, USO DAS TICS E AS NOVAS POSSIBILIDADES
Mônica Rodrigues Farias
Reinaldo Portal Domingo
O MEIO AUDIOVISUAL COMO RECURSO DIDÁTICO NA AULA DE HISTÓRIA
Miguel Angel Ariza Benavides
PROCESSOS FORMATIVOS DO PROFESSOR E PESQUISADOR EM ARTES VISUAIS:
TENDÊNCIAS E CONCEPÇÕES CONTEMPORÂNEAS E SEU DESDOBRAMENTO NA EDUCAÇÃO
DO CAMPO
Fernanda Monteiro Barreto Camargo
Andrea Della
Dulcemar da Penha Pereira Uliana
Gerda Margit Schütz Foerst
Thallyta Botelho Monteir
PEDAGOGIAS DA VIDEOARTE
Greice Cohn
AS TECNOLOGIAS NO ENSINO DAS ARTES VISUAIS NA REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE
PARINTINS – AM
Alex Simas Azevedo
Edson Macalini

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outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

O ARTE EDUCADOR E O USO DA WEB 2.0: REFLEXÕES SOBRE APRENDIZAGEM E AUTORIA.


Vanessa Basso Perosa

14:00 – 17:00 Sala 20 Gt3 – Seção 27

Mediação: Eliane Patrícia Grandini Serrano


POLO ARTE NA ESCOLA DE BAURU: UNINDO TEORIA E PRÁTICA NOS CADERNOS DE
PROFESSORA ARTISTA
Eliane Patrícia Grandini Serrano
Luana Maribele Wedekin
Regilene Aparecida Sarzi Ribeiro
AQUI TEM LUGAR PARA A ARTE? CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO ENSINO DE ARTE EM
UMA ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL PAULISTA
Lilian Zanvettor Ferreira
ARTE POPULAR E A FESTA JUNINA TEMÁTICA NO COLÉGIO PENTÁGONO
Radamés Alves Rocha da Silva
EDUCAÇÃO E MEMÓRIA: EXPERIÊNCIAS DE UMA PROFESSORA DE ARTE
Telma Martins Santos
ARTE EDUCAÇÃO DO SER, SENTIR E SABER: POSSIBILIDADES DE MUDANÇAS NA CONDUTA
DOS DISCENTES E NO PLANEJAMENTO DO TRABALHO DOCENTE
Gilza Adriana Corona
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
UMA EXPERIÊNCIA DE DESENCONTROS E RE(ENCONTROS)
Xadai Rudá Chavarria Brochardt
Luciana Santos Tavares
Maria das Vitórias Negreiros do Amaral

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outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte



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/DHQVHxDQ]DGHODUWHWUDQVLWDFRQVWDQWHPHQWHSRUUHWRV\SUHJXQWDVTXHVRQPRGLILFDGDVQR
VROR SRU OR SURSLR GHO FDPSR DUWtVWLFR HQ VX FRQFHSFLyQ HSLVWHPROyJLFD FRPR FDPSR GH
FRQRFLPLHQWRVLQRFRPRFLUFXLWRGHSUiFWLFDVDUWtVWLFDGHLQQRYDFLyQ\FUHDFLyQTXHPXGDQ
KDFLDOXJDUHVGHVHQWLGR\VLJQLILFDFLyQHQORVVXMHWRVTXHDSUHQGHQ/RVDYDWDUHVGHWRGRVORV
DUWHHGXFDGRUHVGH$PpULFD/DWLQDHQVXVQLFKRVGHLQYHVWLJDFLyQ\ORVPRGRVHQTXHFLUFXOD
ORViPELWRVSHGDJyJLFRVSROtWLFRVpWLFRV\FUtWLFRVQRVLPSRQHLQVWDODUFRQVWDQWHPHQWHHQ
QXHVWUR TXHKDFHU OD SUHJXQWD SRU ORV QXHYRV FDPLQRV GH OD HQVHxDQ]D GHO DUWH $TXt PH
DSUR[LPRDFDPLQRVLGHQWLILFDGRV\FRPSDUWLGRVFRQDOJXQRVGHQXHVWURVFROHJDVGH$PpULFD
/DWLQD
3DODEUDVFODYH0RGHUQLGDG\FRORQLDOLGDG9V3RVPRGHUQLGDG\GHVFRORQL]DFLyQ3UiFWLFDV
DUWtVWLFDVSHQVDPLHQWRSURGXFFLyQWHUULWRULRH[SHULHQFLD$JHQFLDPLHQWR\YDORUDFLyQVRFLDO
GHODVDUWHVHQODHGXFDFLyQ0RGRVGHFRQRFLPLHQWRTXHH[SDQGHQODFRPSUHQVLyQGHVGHOR
DUWtVWLFR\ORFXOWXUDO

,QWURGXFFLyQ

$JUDGH]FR OD SUHVHQWH LQYLWDFLyQ DO ;;9,, &RQJUHVR 1DFLRQDO GH OD)HGHUDFLyQ GH
$UWH(GXFDGRUHV GR %UDVLO VLPXOWiQHDPHQWH FRQ HO 9 (QFXHQWUR ,QWHUQDFLRQDO GH ORV
$UWH(GXFDGRUHV\HO,,6HPLQDULRGH&XOWXUD\(GXFDFLyQGH0DWR*URVVRGR6XOSURPRYLGR
SRU OD )HGHUDFLyQ GH $UWH(GXFDGRUHV GHO %UDVLO )$(%  \ SRU OD $VRFLDFLyQ 6XO0DWR
*URVVHQVHGH$UWH(GXFDGRUHV $60$( FRQVHGHHQOD8QLYHUVLGDG)HGHUDOGH0DWR*URVVR
GHO6XU 8)06 UHDOL]DGRGHODOGHQRYLHPEUHGHHQ&DPSR*UDQGH0DWR*URVVR
GR6XOFX\DWHPiWLFDGHVDUUROODRWUDVIRUPDVGHHQVHxDUDORVGRFHQWHVGHDUWH
&RQVLGHUDQGRODLQPHQVDH[SHULHQFLDGH%UDVLOHQODIRUPDFLyQGHDUWHHGXFDGRUHVD
QLYHOGHSUHJUDGR\SRVJUDGRDVtFRPRODPRYLOL]DFLyQKLVWyULFDTXHWRPDHVSHFLDOUHOLHYH
HQODDFWXDOLGDGUHIHULGDDODVRVWHQLELOLGDGSUR\HFFLyQ\DSURSLDFLyQFRPSUHQVLYDGHOtGHUHV
GRFHQWHVDUWHHGXFDGRUHV\DJHQWHVGHSROtWLFDVS~EOLFDVQRSXHGRHYLWDUVHQWLUXQDHVSHFLDO


ϭ
&RQVXOWRUD LQWHUQDFLRQDO HQ HO FDPSR GH ODV DUWHV \ OD HGXFDFLyQ %RJRWi &RORPELD 'RFHQWH 7LWXODU GH OD
8QLYHUVLGDG'LVWULWDO)UDQFLVFR-RVpGH&DOGDV &RQVXOWRUDGHO&HQWURGHLQYHVWLJDFLyQHQHGXFDFLyQ\GHVDUUROOR
VRFLDO\FRPXQLWDULR&,1'(/tQHDGH$UWHFXOWXUD\SDWULPRQLRHQHGXFDFLyQ&RQVHMHUD0XQGLDOSRU$PpULFD
/DWLQDGHOD,QWHUQDWLRQDO6RFLHW\IRU(GXFDWLRQ7KURXJK$UW,Q6($\0LHPEURGHO&RQVHMR/DWLQRDPHULFDQRGH
(GXFDFLyQSRUHO$UWH&/($

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H[SHFWDWLYD GH TXH FRPSDUWLPRV OD YR] HQ UHVLVWHQFLD \ TXH GLVIUXWR SURIXQGDPHQWH HO
DFRPSDxDUUHVRQDU\VHJXLUDSUHQGLHQGRGHQXHVWUDVFRPXQLGDGHVGHDSUHQGL]DMH
'DUDOFDQFHDORVP~OWLSOHVVHQGHURV\HSLVRGLRVGHWUiQVLWRFRQFHSWXDOGHODVDUWHVHQ
OD HGXFDFLyQ GXUDQWH ORV ~OWLPRV  DxRV HQ HO %UDVLO GDUtD SDUD PXFKRV VHPLQDULRV \
HQFXHQWURVHQ$PpULFD/DWLQDLQDEDUFDEOHVSXHV%UDVLO\DHVXQKLWR5HJLRQDOFRQWRGRVORV
YRFHURVTXHKDFHQSUHVHQFLD\HMHUFHQODVDUWHVHQODHGXFDFLyQ\TXHKDQDYDQ]DGRQRVROR
HQPDUFRVH[SHULHQFLDOHVGHDXODVUHQRYDGDVVLQRUHIHUHQWHVHSLVWpPLFRVP~OWLSOHVHKLVWRULDV
LGHROyJLFRSROtWLFDVGLYHUVDVTXHFRQQRWDQDFWRVGHUHVLVWHQFLD\QHFHGDGH[SDQGLGDSRUOD
JHRJUDItDPXQGLDOYROFDQGRORVRMRVDQXHVWUD$PpULFD/DWLQDFRQSUHVHQFLDHVWpWLFDSURSLD
/D SHUVLVWHQFLD FRPR YDORU HQ ORV DUWHHGXFDGRUHV FRQVLGHUR TXH QRV KD SXHVWR HQ
HVFHQDULRVGHGHEDWH\GHRSRVLFLyQDPXFKDVHVWUXFWXUDVDGYHUVDV/DVP~OWLSOHVUHVLVWHQFLDV
GHRUGHQHSLVWHPROyJLFRVREUHHTXLSRVGHLQYHVWLJDFLyQTXHFXHQWDQFRQSRVWXUDVGRJPiWLFDV
YHUGDGHVDEVROXWDVGHOFLUFXLWRGHODUWHSUiFWLFDVSHGDJyJLFDVLQVWDODGDVLPDJLQDULRVGHOR
HGXFDWLYR\GHORDUWtVWLFRDQTXLORVDGRFRQFHSFLRQHVDQHVWHVLDGDVGHORHQVHxDEOHRGHORTXH
VHDSUHQGHHODUWHVLQPHQFLRQDUORVPDUFRVLQILQLWRVTXHKDQSRVLFLRQDGRHOFDPSRDUWtVWLFR
FRPR JUDQ KHUUDPLHQWD GH RUGHQ VRFLDO SVLFROyJLFR GLGiFWLFR WUDQVLWDQGR VLQ ILOWUR SRU
PXFKRV GH QXHVWURV FROHJDV SURYRFDUiQ VLHPSUH RSRUWXQLGDGHV LQILQLWDV SDUD UHVLWXDU OD
SUHJXQWDSRUORVQXHYRVFDPLQRVGHODHQVHxDQ]DGHODUWH
(OFDPELRGHVLJORYLQRFRQQXHYDVSUHJXQWDVQXHYDVJHQHUDFLRQHVTXHWLHQHQYR]
GHVGHODSULPHUDLQIDQFLDKDVWDODVHGDGHVPiVDYDQ]DGDVWRGRVORVVXMHWRVSRUWDQQRYHGDG
SRU VXV DSUHQGL]DMHV VLWXDGRV H LQWHUFXOWXUDOHV ORV PDUFRV GH KLEULGDFLyQ GHVGH OR FXDO
DOLPHQWDPRV OD QDGD GHOH]QDEOH WDUHD GH YROYHU D PLUDUQRV HVFXFKDUQRV GHVDSUHQGHU
GHFRQVWUXLU\GHVFRORQL]DUODVHVWpWLFDVTXHFRQILJXUDURQPXFKRVGHQXHVWURVPRGRVGHHVWDU
DQWHODHQVHxDQ]DGHODVDUWHVHQODHGXFDFLyQ\TXHQRVSHUPLWHQGLVIUXWDUGHXQXQLYHUVR
H[SDQGLGR\IpUWLO
(QHVWDFRQIHUHQFLDH[SRQGUpDVSHFWRVTXHGHVDUUROODQSRVWXUDVTXHDVXYH]SDUWHQGH
SULQFLSLRVHQWRUQRDSHUVSHFWLYDVQRGRJPiWLFDVVREUHODVSUHJXQWDVSUREOHPDWL]DGRUDVGH
ODVDUWHVHQODHGXFDFLyQ
‡ 0RGHUQLGDG\FRORQLDOLGDG9V3RVPRGHUQLGDG\GHVFRORQL]DFLyQ
‡ 3UiFWLFDVDUWtVWLFDVSHQVDPLHQWRSURGXFFLyQWHUULWRULRH[SHULHQFLD
‡ $JHQFLDPLHQWR\YDORUDFLyQVRFLDOGHODVDUWHVHQODHGXFDFLyQ

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‡ 0RGRVGHFRQRFLPLHQWRTXHH[SDQGHQODFRPSUHQVLyQGHVGHORDUWtVWLFR\OR
FXOWXUDO
‡ (O DUWH VH SUHVHQWD FRPR SRVLELOLGDG GH PRYLOL]DU FUHDWLYDPHQWH ODV UDtFHV OD
WUDGLFLyQ\HOWHUULWRULRDWHQGLHQGRODOHFWXUDGHOSUHVHQWH
‡ (ODUWHVHUHODFLRQDFRQODWUDGLFLyQFRQHOSDWULPRQLRYLYRTXHHVWDPRVUHDFWLYDQGR
DWUDYpVGHODFRPSUHQVLyQGHORVFRQWH[WRV\GHODVLQJXODULGDGGHORVVXMHWRV
‡ (OWHUULWRULRLQWHUSHODDORVDUWHHGXFDGRUHVVREUHUHWRVGHFRPSUHQVLyQFDUWRJUiILFD
HPRWLYDORFDOL]DGD\KDFLHQGRDERUGDMHVFUtWLFRUHIOH[LYRV
‡ 'LiORJRVUHFXUUHQWHVFRQODHFRORJtDGHVDEHUHVFRQORVDERUGDMHVKDFLDP~OWLSOHV
OHFWXUDV
‡ /D UHODFLyQ GH $UWH \ 3ROtWLFD DERUGDQ ODV  SUiFWLFDV DUWtVWLFDV  FRPR GHUHFKR
FXOWXUDOVXEYLHUWHODFRQFHSFLyQGHGHPRFUDFLDFXOWXUDOUHVHPDQWL]DUORVFRQFHSWRV
GHDJHQFLDPLHQWRHVWpWLFRLGHQWLGDGHVPHPRULDVHKLVWRULDV
‡ 5HFXSHUDFLyQ GH OD H[SHULHQFLD HQ ODV DUWHV GLVSRQLHQGR ODV UHODFLRQHV GH
PHGLDFLyQ \ DJHQFLDPLHQWR GH QXHYRV DSUHQGL]DMHV D SDUWLU GH ODV PLUDGDV
SURYRFDGRUDV GH HVWpWLFD UHODFLRQDOGLVORFDQGRORVFRQFHSWRVGHHQVHxDELOLGDG \
HGXFDELOLGDG SRU DPELHQWHV GH DSUHQGL]DMH SOXUDOHV LQWHUFXOWXUDOHV \
SRWHQFLDGRUHV
‡ &RQWH[WRVWH[WRVHLQWHUWH[WRV\GHVDUUROORKXPDQRGHVGHODVSHUVSHFWLYDVGHDUWH
HGXFDFLyQ

&$0,12648(6(+$&(1$/$1'$5
0HPRULDHKLVWRULDVREUHODHQVHxDQ]DGHODVDUWHVHQODHGXFDFLyQ

³7HQHPRVTXHDEULUORVJULIRVGHODFUHDWLYLGDGGHOLQJHQLR
SRSXODUGHODPHPRULDFROHFWLYD7HQHPRVTXHUHVFDWDU
QXHVWUDVWUDGLFLRQHV\QXHVWUDVIRUPDVFXOWXUDOHVSDUD
ODEDWDOODWHQHPRVTXHUHLQYHQWDUHVDVIRUPDVGHDFFLyQ
GRQGHODJHQWHQRVRORHVHVSHFWDGRUDVLQRWDPELpQ
SURWDJRQLVWD´

Superbarrio Gómez2


Ϯ
&DEUHUD6DORUW5DPyQ(GXFDFLyQSRUHODUWHGHVGHXQDSHGDJRJtDGHODLQFHUWLGXPEUH0RQWHYLGHR

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/DPHPRULDHVHOUHFXHUGRGHXQSDVDGRYLYLGRRLPDJLQDGR3RUHVDUD]yQODPHPRULD
VLHPSUHHVSRUWDGDSRUJUXSRVGHVHUHVYLYRVTXHH[SHULPHQWDURQORVKHFKRVRFUHHQKDEHUOR
KHFKR 7RGRV DTXHOORV TXH KHPRV VLGR PDHVWURV HQ HO FDPSR GHO DUWH \ OD HGXFDFLyQ
JXDUGDPRVSRVWXUDVHQWHQVLyQ3RVWXUDVQDGDWUDQTXLOL]DGRUDVVLHPSUHORVDUWHHGXFDGRUHV
GLQDPL]DQQXHYDVPHPRULDVGDGRTXHVXQDWXUDOH]DSURSHQGHWUDEDMDUODPHPRULDDIHFWLYD
HPRWLYD\DELHUWDDWRGDVODVWUDQVIRUPDFLRQHVQXHYDVUHODFLRQHVFRQVFLHQWHVHLQFRQVFLHQWHV
FRQ VXFHVLYDV WUDQVIRUPDFLRQHV YXOQHUDEOHV D WRGD PDQLSXODFLyQ GHO FDPSR GH IRUPDFLyQ
DUWtVWLFD R HGXFDWLYD VXVFHSWLEOH R QR GH SHUPDQHFHU ODWHQWH GXUDQWH ODUJRV SHUtRGRV \ GH
EUXVFRVGHVSHUWDUHV
/D PHPRULD VH  DFWLYD VH  DJHQFLD FRQVWDQWHPHQWH  FRPR XQ IHQyPHQR FROHFWLYR
DXQTXH VHD SVLFROyJLFDPHQWH YLYLGD FRPR LQGLYLGXDO 3DUD QXHVWUR WHPD SDUWLFXODU OOHYDU
;;9,, HQFXHQWURV GH LQWHUFDPELR GH PHPRULDV DxR D DxR GH ORV FRQRFLPLHQWRV TXH KD
SURYLVWRFLHUWDFRQWLQXLGDGHQHOFDPSRSUREOHPDWL]DGRUGHODHQVHxDQ]DGHODVDUWHVHQORV
iPELWRVHGXFDWLYRV
3RURWUDYtDDYDQ]DODKLVWRULDGHODHQVHxDQ]DGHODVDUWHVELHQVHDGHVGHHOWHDWUROD
GDQ]D OD P~VLFD ODV DUWHV YLVXDOHV ODV DUWHV DXGLRYLVXDOHV HV XQD FRQVWUXFFLyQ VLHPSUH
SUREOHPiWLFDHLQFRPSOHWDGHDTXHOORTXHKDGHMDGRGHH[LVWLUSHURTXHGHMyUDVWURV7RGRV
ORVDTXtSUHVHQWHVSRGUtDPRVKDFHUXQPDSHRUiSLGRGHQXHVWURWUDVHJDUDYHFHVFRQWURODGRR
LQFLHUWR$SDUWLUGHHVRVUDVWURVFRQWURODGRVHQWUHFUX]DGRVFRPSDUDGRVXQKLVWRULDGRUEXVFD
UHFRQVWLWXLUORTXHSXGRSDVDU\VREUHWRGRLQWHJUDUHVRVKHFKRVHQXQFRQMXQWRH[SOLFDWLYR
/DPHPRULDGHSHQGHHQJUDQSDUWHGHORPiJLFR\VyORDFHSWDODVLQIRUPDFLRQHVTXH
OHFRQYLHQHQ/DKLVWRULDSRUHOFRQWUDULRHVXQDRSHUDFLyQSXUDPHQWHLQWHOHFWXDOTXHH[LJH
XQDQiOLVLV\XPGLVFXUVRFUtWLFR/DKLVWRULDSHUPDQHFHODPHPRULDYDGHPDVLDGRUiSLGR/D
KLVWRULDUH~QHODPHPRULDGLYLGH
(VFXGULxDQGR FRQYHUVDFLRQHV HQ HO FRQWH[WR GHO &RQVHMR /DWLQRDPHULFDQR GH
(GXFDFLyQSRUHO$UWH&/($FRQHOPDHVWUR5DPyQ&DEUHUD6DORUWPHSHUPLWRWUDHUXQDGH
VXV DILUPDFLRQHV ³podemos estar cada vez más conscientes de lo que ha incidido el
pensamiento de Freire, en la renovada mirada liberadora de la finalidad de la educación en
la contemporaneidad. Las apuestas dialógicas del pensamiento freireano, y de algunos de sus


ϯ
KWWSZZZODQDFLRQFRPDUQRKD\TXHFRQIXQGLUPHPRULDFRQKLVWRULDGLMRSLHUUHQRUD3DULV

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seguidores, esa tendencia de la pedagogía ecológica, es decir esa dimensión ecológica de la
escuela que argumenta, por ejemplo, Moacir Gadotti, y que quizá resultase benéfica enlazar
con el concepto de Boaventura de Sousa de ecología de saberes (2010)”.
(QHOFRQWH[WRODWLQRDPHULFDQRODHQVHxDQ]DGHODVDUWHVSURPXHYHFRQIXHU]DORTXH
SDUD 6RXVD HV HO UHFRQRFLPLHQWR D OD HFRORJtD GH VDEHUHV &DEUHUD  YLVWR FRPR XQ
GLiORJR KRUL]RQWDO HQWUH FRQRFLPLHQWRVGLYHUVRV HOFLHQWtILFRHO FDPSHVLQRHO DUWtVWLFRHO
LQGtJHQD HO SRSXODU \ PXFKRV RWURV GHVFDUWDGRV SRUHOPXQGRDFDGpPLFRWUDGLFLRQDO(VWR
VXSRQHSDUDORVFRQWHQLGRVDUWtVWLFRVTXHHOHGXFDGRUGHDUWHVHHQFXHQWUHDELHUWRDODVGLYHUVDV
PRGDOLGDGHVHQTXHSXHGDGDUVHpVWHHLQFOXVRHQODVLQILQLWDVPRGDOLGDGHVGHSUiFWLFDVRFLDO
GRQGHQRVHDFRVWXPEUDDLGHQWLILFDUVXSUHVHQFLDLUHQVXKDOOD]JR3XHVFRPRDUJXPHQWD
6RXVDODHFRORJtDGHVDEHUHVFRPLHQ]DFRQODDVXQFLyQGHTXHWRGDVODVSUiFWLFDVGHUHODFLRQHV
HQWUHORVVHUHVKXPDQRVDVtFRPRHQWUHORVVHUHVKXPDQRV\ODQDWXUDOH]DLPSOLFDQPiVGH
XQDIRUPDGHFRQRFLPLHQWR  
&XDQIXHUWHVHYXHOYHQHVWDVWHQVLRQHVHQHOUHFRQRFLPLHQWRGHVDEHUHVDOSRUWDUOHJDU
UHFRQRFHUHVFXFKDU\GDUVHQWLGRDSDUWLUGHODIXHU]DGHOHGXFDGRUSRUHODUWHTXHVHLQVWDXUD
QRFRPRSRUWDGRUGHOVDEHUVLQRFRPRPHGLDGRUGHVDEHUHVLQVWDODGRVHQHOFRQWH[WRGHOTXH
KDFHSDUWHVXODERUSHGDJyJLFD
(V SRVLEOH TXH DXQ FRQWHPRV FRQ DOJXQRV PRGHORV LQVWDODGRV  TXH DSXHVWHQ SRU
SHUVSHFWLYDVPRGHUQLVWDV\FRORQLDOLVWDVGHODHQVHxDQ]DGHODUWHHVWUXFWXUDGDVREUHOH\HV\
SULQFLSLRV TXH RUJDQL]DQ GLVFLSOLQDUPHQWH ORV VDEHUHV WpFQLFRV SUiFWLFRV \ WHyULFRV \ TXH
GHVGHDOOtUHPDUFDQFXUUtFXORVFRQIDVHVUHJXODWRULDVKRPRJHQL]DQWHV\YDVWDJHQHUDOL]DFLyQ
HVDSOLFDGDDODDUWHVHQODHGXFDFLyQVXSHULRUHQHVSHFLDOHQODIRUPDFLyQGHGRFHQWHVGHDUWH
GRQGHDSDUWLUGHXQFRQFHSWRWUDGLFLRQDOGHDUWH\GHPRGDOLGDGHVDUTXHWtSLFDVGHDSUHKHQVLyQ
GH FDUiFWHU SHUFHSWLYR PRUIROyJLFR HVWLOtVWLFR WpFQLFR R KLVWyULFR VH UHIXJLD GH PDQHUD
H[SOtFLWDXQDUtJLGDPDWUL]GHOGHEHUFRQWHQHGRUGHWHPDV\DVXQWRVHVWDEOHFLGRVDSDUWLUGH
KHFKRVILJXUDV\REUDVTXHWUDQVLWDQSRUXQDOtQHD~QLFDGHWLHPSRDYHFHVSRUDFDVRFRQWDQGR
FRQHQFDGHQDPLHQWRGHVXFHVLRQHVRVXSHUDFLRQHV
'HVGHHVWHPDUFRGHUHODFLRQHVHOSURFHVRGHHQVHxDQ]DDSUHQGL]DMHVHHVWUXFWXUDD
SDUWLUGHORTXHIXHREMHWRGHDSUHQGL]DMH\SRUWDQWRJDUDQWL]DXQPRGHORJHQXLQRGHFHUWH]D
GRQGHHOPDHVWURSRUWDODYHUGDG\HOHVWXGLDQWHVXLJQRUDQFLD
+R\ HQ GtD QXHVWUR FDPLQR KD HVWDGR LQWHUSHODGR SRU H[SHULHQFLDV TXH DWUDYLHVDQ

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OXJDUHV YLYRV TXH DFWLYDQ RWUDV OyJLFDV SHGDJyJLFDV GRQGH HO VDEHU GHO HVWXGLDQWH \ GHO
PDHVWUR VH XQHQ SDUD DIURQWDU OD LQFHUWLGXPEUH GRQGH HO DSUHQGL]DMH FRQVWLWX\H \D QR XQ
PRGHOR~QLFRGHHQVHxDQ]DVLQRP~OWLSOHGHRUGHQGLDOyJLFRTXHVHDXWRFRQWLHQH\SRUWDQWR
SURYRFDQXHYDVFRQH[LRQHV\UHODFLRQHVDFWLYDQGRORVSHQVDPLHQWRVDUWtVWLFR\HVWpWLFRHQHO
HVWXGLDQWH\HOPDHVWURGHPDQHUDFRQWLQXDGD\FUtWLFD
8QDYLVLyQSRVWPRGHUQDGHODVDUWHVHQODHGXFDFLyQSURSHQGHSRUJHQHUDUFRQGLFLRQHV
GHDJHQFLDPLHQWR\JHVWLyQGHFRQRFLPLHQWRVLWXDGRGRQGHHOUDFLRFLQLRGHORLQFLHUWRGHOR
LQGHWHUPLQDGRGHODGXGDODYDJXHGDG\ODLPSUHFLVLyQVHPiQWLFDFRQVWLWX\HQXQRGHORVPiV
VHJXURVDWULEXWRVGHOOHQJXDMHDUWtVWLFR 'RUIOHV(FR/RWPDQ 
(VJUDFLDVDODJHQFLDPLHQWR\YDORUDFLyQVRFLDOGHODVDUWHVHQODHGXFDFLyQGHGRQGH
HPHUJHQ FXDOLGDGHV VXVWDQWLYDV TXH SRQHQ GH UHOLHYH OR TXH HQ OD SHGDJRJtD IUHLUHDQD VH
LGHQWLILFDFRPRORLQpGLWRYLDEOHUHVXOWDGRGHODHGXFDFLyQFRPRVLWXDFLyQJQRVHROyJLFD\
GRQGHDIORUDQFRPRUHTXLVLWRVXQDSUHVHQFLDFXULRVDGHORVVXMHWRVIUHQWHDOPXQGR(VJUDFLDV
D HVWD SHUVSHFWLYD TXH GHFLGLPRV DGHQWUDUQRV HQ PRGRV GH FRQRFLPLHQWR GRQGH HO DUWH
WUDVFLHQGHHODFWRGHLQWHUSUHWDUKDFLDODDFFLyQGHDFWLYDUUHFRQRFHU\WUDQVIRUPDUXQDDFFLyQ
WUDQVIRUPDGRUDVREUHODUHDOLGDGXQDE~VTXHGDFRQVWDQWHTXHLPSOLFDLQYHQFLyQ\UHLQYHQFLyQ
\ XQD UHIOH[LyQ FUtWLFD VREUH HO DFWR GH FRQRFHU \ FRPR HO DUWH SURPXHYH HO SHQVDPLHQWR
HVWpWLFR
6HKDQWUDQVIRUPDGRORVSURGXFWRVRDUWHIDFWRVDFRQVWUXFWRVJQRVHROyJLFRVGRQGHOD
SUiFWLFD DUWtVWLFD FRQVWLWX\H H[SHULHQFLDV SOHQDV GH SRVLELOLGDGHV HQ LQWHUDFFLyQ WHUULWRULR
PHPRULDVHLGHQWLGDGVHQWLGRVVLHPSUHHQSURFHVRODHGXFDFLyQDWUDYpVGHODUWHHVREMHWR\
VHFRQFUHWDHQVXKDFHUHQVXFRPSUHQVLyQ\HQVXORFXVHQODGLPHQVLyQGHXQLQpGLWRYLDEOH
DSDUWLUGHWH[WRVGRQGHODSRpWLFD\ODPHWiIRUDFRQVWLWX\HQVXVSURSLRVREMHWRV\QRFRSLDQ
DOJRTXH\DH[LVWHFDUHQWHVSRUHVWDUD]yQGHODGHWHUPLQDFLyQSOHQDGHORVREMHWRVUHDOHV(V
SUHFLVDPHQWHHOHOHPHQWRGHODLQGHWHUPLQDFLyQHOTXHLQGXFHHOWH[WRD³FRPXQLFDUVH´FRQHO
RWUR HQ HO VHQWLGR GH TXH OR LQGXFH D SDUWLFLSDU DFWLYDPHQWH HQ OD SURGXFFLyQ \ HQ OD
FRPSUHQVLyQGHODLQWHQFLyQGHOKHFKRDUWtVWLFR
'HHVWHPRGRODVSUiFWLFDVDUWtVWLFDVLQLFLDQŽSURGXFFLRQHV´UHDYLYDQODLPDJLQDFLyQ
GHOGRFHQWHGHDUWHHQGRQGHDFFHGHDODYDORUDFLyQGHOFRDXWRUFRSDUWtFLSHGHODFUHDFLyQ
GHREUD7DOHVDUJXPHQWRVUHVXOWDGRVGHXQHQIRTXHGHODUWHGHVGHODVWHRUtDVGHODUHFHSFLyQ
QRSXHGHQGHMDUGHHVWDUSUHVHQWHVHQODHGXFDFLyQSRUHODUWHHQODPLVPDPHGLGDTXHGHVGH

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)UHLUHHQSHGDJRJtDUHVDOWDPRVODHGXFDFLyQFRPROHFWXUDGHOPXQGRSDUDVXWUDQVIRUPDFLyQ
(ODUWHVHSUHVHQWDFRPRSRVLELOLGDGGHPRYLOL]DUFUHDWLYDPHQWHODVUDtFHVODWUDGLFLyQ
\HOWHUULWRULRDWHQGLHQGRODOHFWXUDGHOSUHVHQWH(VWXGLDQWH\PDHVWURFRDXWRUHVTXHPHGLDQ
\SURYRFDQ
(ODFWRGHLQWHUDFFLyQGLDOyJLFDGHOHGXFDGRUGHDUWHFRQVXVHGXFDQGRVVHUHDOL]DUi
SRU PHGLR GH XQ FRQWHQLGR GRQGH OD FRDXWRUtD \ OD FRSDUWLFLSDFLyQ HQ OD SHUFHSFLyQ \
HQWHQGLPLHQWR GHO DUWH LPSOLFDUi TXH HO FRQWHQLGR GHO DUWH VH FRQYLHUWD HQ XQ FRQWHQLGR
HQFDUQDGRLQFOXVRGHVGHHOVXSXHVWRGHOHUURUHPRFLyQLQWHQFLyQ\GHFLVLyQWUDQVLWDQKDFLD
ODSUiFWLFDDUWtVWLFDHQPRGRVGHKDFHUQXHYDVUHODFLRQHVPDWHULDOHV'RQGHHODUWHVHKDFHVH
FRQWUDVWD\VHOHHFRPRPHQFLRQD %DUERVD 
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SHGDJRJtDGHODLQFHUWLGXPEUHHPHUJHODSUHJXQWD¢3XHGHHOHUURUUHVXOWDUXQDSODWDIRUPDGH
FRQRFLPLHQWRHQODHGXFDFLyQDUWtVWLFD"
(O SURSRVLWLYR H LQXVXDO HQIRTXH TXH DSOLFD HO DUWLVWD \ WHyULFR XUXJXD\R /XLV
&DPQLW]HUSDUDHVWXGLDUHODUWHODWLQRDPHULFDQRGHODV~OWLPDVGpFDGDVORFRQGXFHDUHYHODU
ODQHFHVLGDGGHXQDSDUDWRFRQFHSWXDOSURSLR\FRQWUDVWDUGHVGHODGLPHQVLyQGHOSHQVDPLHQWR
\ GHO FRQWH[WR ODWLQRDPHULFDQR HQ TXp PHGLGDOR TXHSDUD(XURSDR 1RUWHDPpULFD KD VLGR
HQMXLFLDGR GHVGH OD OyJLFD GHO GLVFXUVR GHO DUWH \ OD HVWpWLFD SDUD /DWLQRDPpULFD HO VHVJR
SROtWLFR\VRFLDOKDVLGRHOFRPSRQHQWHSULPDULRGHHVWUXFWXUDFLyQGHORTXHQRGHMDGHYHU
FRPRDUWH« &DPQLW]HU 
(VWD VHUtD XQD PXHVWUD PiV GH FyPR ORV GRFHQWHV SXHGHQ KDFHU HO HVSDFLR GH OD
HGXFDFLyQSRUHODUWHVLJXLHQGRXQUHFRUULGRTXHQRUHVSHWDXQDFDUWRJUDItDGHODVLGHQWLGDGHV
GHORVSDVDMHVFRQVDELGRVGHODUWH\GHORVDUWLVWDVVLQRXQDFDUWRJUDItDGHODUHVLVWHQFLDTXH
JXtD HO WUiQVLWR SRU FDPLQRV LQVRVSHFKDGRV LUUHFRQRFLEOHV SDUD OR TXH WUDGLFLRQDOPHQWH VH
HVWXGLD HQ ORV FXUUtFXORV VREUH DUWH SHUR TXH GHVSLHUWD OD PLUDGD \ OD FRQFLHQFLD GH HVDV
PLUDGDVGHVGHORLPSUHGHFLEOHKDFLDVXHQWRUQRPiVLQPHGLDWR
1XHVWURVFDPLQRVQRSXHGHQGHVFRQRFHUHOSULQFLSLRDUWLFXODGRUHQWUH$UWH\3ROtWLFD
SHUVSHFWLYDVDUJXPHQWDOHVTXHUHEDVDQODVSUiFWLFDVDUWtVWLFDVKDFLDODDVXQFLyQGHODUWHHQOD
HGXFDFLyQFRPRGHUHFKRFXOWXUDODGHQWUDUQRVHQODWHQVLyQTXHSURPXHYHHODFFHVRUHYHODGRU
GHSURYHHGRUGHODYHUGDGKDFLDODSURYRFDGRUDUHODFLyQGHODUWHHGXFDGRUTXHFRPSUHQGHOD
GHPRFUDFLD FXOWXUDO VXEYLHUWH OD FRQFHSFLyQ GH GHPRFUDFLD FXOWXUDO UHVHPDQWL]DQGR

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FRQFHSWRV GH DJHQFLDPLHQWR HVWpWLFR LGHQWLGDGHV PHPRULDV H KLVWRULDV D SDUWLU GH OD
HQVHxDQ]DGHODUWHHQODHGXFDFLyQGHVGHSUDFWLFDVDUWtVWLFD\FXOWXUDOHVVLWXDGDVGHLQWHUDFFLyQ
FRQODHFRORJtDGHVDEHUHVFXOWXUDOHV
(V DVt FRPR ORV QXHYRV FDPLQRV HQ FRQVWUXFFLyQ SRWHQFLDQ OD GRFXPHQWDFLyQ \
VLVWHPDWL]DFLyQ D SDUWLU GH OHFWRUHV GH ORV FRQWH[WRV FXOWXUDOHV KDFD OD UHFXSHUDFLyQ GH OD
H[SHULHQFLDHQODVDUWHVGLVSRQHQQXHYDVUHODFLRQHVGHPHGLDFLyQ\DJHQFLDPLHQWRGHQXHYRV
DSUHQGL]DMHV D SDUWLU GH ODV PLUDGDV SURYRFDGRUDV GH HVWpWLFD UHODFLRQDO GLVORFDQGR ORV
FRQFHSWRV GH HQVHxDELOLGDG \ HGXFDELOLGDG SRU DPELHQWHV GH DSUHQGL]DMH SOXUDOHV
LQWHUFXOWXUDOHV\SRWHQFLDGRUHV
&DGD WHUULWRULR WLHQH DJHQWHV WLHQH YR] SURSLD WLHQH GHUHFKRV PRGHOD HVSDFLRV
DXWRFRQWHQLGRVGRQGHHOIUDFDVRVHUtDVXDXVHQFLDUHIOH[LYD/DIRUWDOH]DGHORVQXHYRVFDPLQRV
GH OD HQVHxDQ]D GHO DUWH HV OD DXWRYDORUDFLyQ VLWXDGD D SDUWLU GH LPiJHQHV \ UHIHUHQWHV TXH
PRYLOL]DQ\DEUHQODVLQWHUDFFLRQHVGHVXMHWRVSOXUDOHVHLQWHUFXOWXUDOHVYLYLILFDQGR\DFWLYDQGR
ODPHPRULDGHODFUHDFLyQHQSUHVHQWHDSDUWLUGHPDWHULDV\PDWHULDOHVSOXUDOHVGRQGHHOWHDWUR
OD GDQ]D OD P~VLFD OR YLVXDO \ DXGLRYLVXDO VH YLVOXPEUDQ FRPR HVSDFLRV \ SODWDIRUPDV GH
LQWHUFDPELRDSDUWLUGHODSXHVWDHQYDORUGHQXHYRVFRQWH[WRVWH[WRVHLQWHUWH[WRVHQODVTXH
VHFRQILJXUDQQXHYDVIRUPDVGHH[SUHVLyQGHOGHVDUUROORKXPDQRGHVGHODVSHUVSHFWLYDVGHDUWH
HGXFDFLyQVLQLPSURQWDVSUHGHWHUPLQDGDVSXHVODQXHYDUXWDHVWiDODQGDUVHKDFHKLVWRULD
VLQJXODUDOUHIOH[LRQDUORTXHDFRQWHFHHQODH[SHULHQFLDGHDXODVXYDORUDFLyQ\WUDVIRUPDFLyQ
VRFLDO HVWD HYLGHQFLDGD HQ OD IRUPD GH ORJUDU OD SDUWLFLSDFLyQ \ OD FRDXWRUtD GHO PRGR GH
SURYRFDUQXHYDVFRQH[LRQHVGHODUWHHQODYLGDFRWLGLDQD

*UDFLDV

5HIHUHQFLDV

ÈOYDUH]&DXVLOO)LGHO(  Accionar un error: replantear una experiencia. 7HVLVGH


0DHVWUtDHQ(GXFDFLyQSRUHO$UWH)DFXOWDGGH$UWHV9LVXDOHV,QVWLWXWR6XSHULRUGH$UWH

%DUERVD$QD0DH  A Imagen no Ensino da Arte6mR3DXOR3HUVSHFWLYD

&DPQLW]HU/XLV  Didáctica de la liberación: arte conceptualista latinoamericano.

%RJRWi,QVWLWXWR'LVWULWDOGHODV$UWHV

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'RUIOHV*LOOR  El devenir de la crítica0DGULG(VSDVD&DOSH6$

(FR8PEHUWR  /DGHILQLFLyQGHDUWH0DGULG(GLFLRQHV'HVWLQR6$

)UHLUH3DXOR  Pedagogía de la esperanza. 0p[LFR'): 6LJORYHLQWLXQRHGLWRUHV

/RWPDQ<XUL0  Estructura del texto artístico. 0DGULG(GLFLRQHV$NDO6$

6DQWRV%RDYHQWXUDGH6RXVD  Refundación del Estado en América Latina. Perspectivas


desde una epistemología del Sur %RJRWi 6LJOR GHO +RPEUH (GLWRUHV 8QLYHUVLGDG GH ORV
$QGHV6LJOR9HLQWLXQR(GLWRUHV


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75,17$$126'$)('(5$d­2'($57(('8&$'25(6'2%5$6,/ )$(% 
75$0$6'(80$5('(28'26&$1726'((;3(5,Ç1&,$6&20202'2
'(&$572*5$),$'(/87$6(5(6,67Ç1&,$6
/HGD*XLPDUDHV)$(%
6LGLQH\3HWHUVRQ)$(%

5HVXPR
(VWHWH[WRHVFULWRQRFROHWLYRWHPFRPRREMHWLYRUHVVDOWDUDVSHFWRVGDPHPyULDGD)HGHUDomR
GH$UWH(GXFDGRUHVGR%UDVLO±)$(%QHVWHDQRHPTXHVHFRPSOHWDDQRVGHVXDFULDomR
7RPDQGR D PHWiIRUD GD UHQGD GH ELOUR SHUJXQWDPRV 4XHP VmR HVVDV SHVVRDVSULPHLURV
DOILQHWHVTXHGHUDPLQtFLRjWUDPD"4XDORGHVHQKRGHEDVHSDUDTXHDWUDPDFRPHoDVVHDVHU
WHFLGD"4XDLVRVSULPHLURVPRYLPHQWRVTXHGHUDPRULJHPjVSULPHLUDVIRUPDV"&RPRRVILRV
VHHQFRQWUDPHPQyVHDPSOLDPRGHVHQKRLQLFLDO"(SRUILPFRPRHVVDWUDPDVHHQFRQWUD
KRMH"3DUDDFRQVWUXomRGRWH[WRUHFRUUHPRVDPXLWDVYR]HVHQWHQGLGDVDTXLFRPRILRVGHVVD
QDUUDWLYD8PDHVSpFLHGHPDSDGD)$(%WHQWDQGRUHVVDOWDUDVSHVVRDVTXHDIL]HUDPTXHD
ID]HP R HVSLULWR TXH QRV DQLPD DV OXWDV TXH WHPRV HQIUHQWDGR QRVVDV GLYHUVDV QDUUDWLYDV
HQWUHPHDGDVGHDSUHQGL]DJHQVGHGHVORFDPHQWRVGHOXJDUHVGHIDODGHFDPSRVGHDWXDomRGH
PDUFRVUHIHUHQFLDLVHWF1RVVDPHPyULDpQRVVDKLVWyULD
3DODYUDVFKDYH)$(%+LVWyULD0HPyULDV/XWDV3ROtWLFDVHGXFDFLRQDLV&RQVWUXo}HVDUWH
HGXFDWLYDV

,QWURGXomR

“Me gusta pensar que cuando se inventó el arte como la cosa que
hoy aceptamos que es, no fue como un medio de producción sino
como una forma de expandir el conocimiento. (Luiz Caminitzer)


6REUH XPD DOPRIDGD GXUD FRPR EDVH WHPRV GLVSRVWR XP SDSHO GH XP WRP ODUDQMD
TXDVHFRUGHWHUUDEDWLGD$RV SRXFRVWXGRFRPHoDDDFRQWHFHUDSDUWLUGHDOJXQVDOILQHWHV
TXH GHPDUFDP R SDSHO H DR PHVPR WHPSR RULHQWDP R FDPLQKR 3HODV PmRV OLQKDV VmR
FUX]DGDV QXP H[HUFtFLR TXH UHTXHU SUHFLVmR H DR PHVPR WHPSR ILUPH]D H DJLOLGDGH SDUD
ID]HU FRP TXH DV SHoDV FHQWUDLV GHVVDWUDPD SRVVDP GDU IRUPD DR WRGR e DVVLP TXH QHVWH
DUWLJR UHFRUUHPRV j LPDJLQDomR EXVFDQGR HYLGHQFLDU DOJR TXH VH PDWHULDOL]D D SDUWLU GH
WUDPDVGHOLFDGDVVXWLVFRPRDSURGXomRGDUHQGDGHELOUR


7UDGLomR DUWHVDQDO RULXQGD GR 3RUWXJDO DOLDGD D XPD WUDGLomR GH ]RQDV SHVTXHLUDV (VWH WLSR GH UHQGD p
SURGX]LGDSHORFUX]DPHQWRVXFHVVLYRRXHQWUHPHDGRGHILRVWr[WHLVH[HFXWDGRVREUHRSLTXHHFRPDDMXGDGH

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)217(,PDJHPSXEOLFDGDSHOR0LQLVWpULRGR7XULVPR
3LQWHUHVW3URGXomRGHUHQGDGHELOURDUWHVDQDWRGRPXQLFtSLRGH5DSRVD0DUDQKmR

3HQVDU QD KLVWyULD GD )HGHUDomR GH $UWH(GXFDGRUHV GR %UDVLO )$(% p SHQVDU
WDPEpP QRV FUX]DPHQWRV H HQWUHFUX]DPHQWRV VXFHVVLYRV RX HQWUHPHDGRV GH ILRV TXH QDV
XUGLGXUDV QDV WUDPDV VH HQFRQWUDP QRVQyVe SHQVDUQHVVHOXJDUGHDo}HVGHWUDPDVTXH
VXUJLXWULQWDDQRVDWUiVXQLQGRSHVVRDVGHVHMRVLQWHQo}HVTXHVWLRQDPHQWRVHLQTXLHWDo}HVQR
FDPSRGD$UWH(GXFDomR

7RPDQGR D PHWiIRUD GD UHQGD GH ELOUR SHUJXQWDPRV 4XHP VmR HVVDV
SHVVRDVSULPHLURV DOILQHWHV TXH GHUDP LQtFLR j WUDPD" 4XDO R GHVHQKR GH EDVH SDUD TXH D
WUDPDFRPHoDVVHDVHUWHFLGD"4XDLVRVSULPHLURVPRYLPHQWRVTXHGHUDPRULJHPjVSULPHLUDV
IRUPDV"&RPRRVILRVVHHQFRQWUDPHPQyVHDPSOLDPRGHVHQKRLQLFLDO"(SRUILPFRPR
HVVDWUDPDVHHQFRQWUDKRMH"


DOILQHWHVHGRVELOURV2SLTXHpXPFDUWmRQRUPDOPHQWHSLQWDGRGDFRUDoDIUmRSDUDIDFLOLWDUDYLVmRSRUSDUWHGD
UHQGLOKHLUD RQGH VH GHFDOFD XP GHVHQKR 1R %UDVLO HVVH VDEHU ID]HU p HQFRQWUDGR HP YiULRV HVWDGRV 3LDXt
&HDUi0DUDQKmR6DQWD&DWDULQDGHQWUHRXWURVHVSHFLDOPHQWHHP]RQDVOLWRUkQHDV

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'LDQWH GHVVDV SHUJXQWDV XUGLGRUDV GH KLVWyULD IDODUHPRV GH VXMHLWRV GDV EDVHV
WHyULFDVIXQGDQWHVHGRFRQWH[WRGDpSRFDGHFRPRDFRQWHFHUDPjVSULPHLUDVPRYLPHQWDo}HV
SDUD D IRUPDomR GD )HGHUDomR GH $UWH(GXFDGRUHV GR %UDVLO )$(% H ILQDOPHQWH
SRQWXDUHPRVRVDYDQoRVGHVVDWUDMHWyULD

&KHJDPRV DRV WULQWD DQRV GD )HGHUDomR GH $UWH(GXFDGRUHV GR %UDVLO )$(% 
FRPHPRUDGRV HP &DPSR *UDQGH QR ;;9,, &RQ)$(% HP  &RQJUHVVR HVWH TXH WHP
FRPR WHPD “Enquanto esse velho trem atravessa...” outros caminhos na experimentação e
na formação docente em Arte8PDWHPiWLFDTXHQRVLPSXOVLRQRXDHVFULWDGRSUHVHQWHDUWLJR
HP TXH WHPRV FRPR REMHWLYR VXEOLQKDU HP UHWURVSHFWLYD QHVVHV WULQWD DQRV GH WUDMHWyULD GD
)$(% SHVVRDVSURIHVVRUHV GH DUWH RX DLQGD µDOILQHWHV¶ H VHXV FDQWRV GH OXWDV FDQWRV GH
YLWyULDVFDQWRVGHUHVLVWrQFLDVHRVHFRVGHVVHVFDQWRVQDDWXDOLGDGH

6DEHPRVTXHQHVVHVWULQWDDQRVD)$(%MiFRQJUHJRXFHQWHQDVGHDVVRFLDGRVDOILQHWHV
RXWURV TXH GHUDP FRQWLQXLGDGH DR SURFHVVR GH WHVVLWXUD GHVVD WUDPD GH OXWDV H UHVLVWrQFLDV
PDV WDPEpP VDEHPRV TXH QRYRV HVWXGDQWHV H SURIHVVRUHV DJRUD FKHJDP H VmR PXLWR EHP
YLQGRVSRLVDWUDPDQmRpIL[DVHPSUHH[LJHQRYRVPRYLPHQWRVQRYRVILRV&RQVLGHUDQGRR
H[SRVWR LQLFLDPRV HVWH WUDEDOKR VLWXDQGR D )$(% GHVGH D VXD FULDomR FRQWH[WXDOL]DQGR R
PRPHQWR SROtWLFR HFRQ{PLFR H HGXFDFLRQDO H LGHQWLILFDQGR RV SULQFLSDLV REMHWLYRV GD
)HGHUDomRGH$UWH(GXFDGRUHVGR%UDVLO )$(% HPTXDQGRIRLFULDGDHQDDWXDOLGDGH


8PDWUDPDTXHVHID]QRHFRPRWHPSRFDQWRVVREUHDFULDomRGD)$(%

eGDLPSUHVFLQGLELOLGDGHGHXPGHEDWHFRQFHLWXDOHGDHVWUXWXUDomRGHIRUoDVTXHGH
DFRUGR FRP ,YRQH0HQGHV 5LFKWHU  VXUJHR0RYLPHQWRGH$UWH(GXFDomRQR%UDVLO
8PGHEDWHQHFHVViULRSULQFLSDOPHQWHSHORFRQWH[WRGHFULVHSHORTXDOSDVVDYDDHGXFDomRQR
%UDVLOSHODSURPXOJDomRGD/'%GHHPSOHQDYLJrQFLDGDGLWDGXUDPLOLWDU

2 WHUPR $UWH(GXFDomR TXH Mi YLQKD VHQGR XWLOL]DGR QR kPELWR GR 0RYLPHQWR
(VFROLQKDV GH $UWH 0($  p UHFXSHUDGR QDTXHOH PRPHQWR FRPR IRUPD GH GLIHUHQFLDomR
FRQIRUPH DSRQWD ,YRQH 0HQGHV 5LFKWHU   da nomenclatura “educação artística”
utilizada pela LDB H FRP R LQWXLWR GH aglutinar as pessoas com formação nas diferentes

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linguagens artísticas em torno de uma bandeira comum: a defesa da qualidade no ensino da
arte e a luta contra a chamada “polivalência” 5,&+7(5SJULIRVGDDXWRUD 

$R UHYROYHU R SDVVDGR YHULILFDPRV TXH QDTXHOH PRPHQWR GLIHUHQWHV Do}HV IRUDP
HPSUHHQGLGDV QR VHQWLGR GH GHEDWHU TXHVW}HV VREUH WHPDV LPSRUWDQWHV WDLV FRPR DSUySULD
/'%  D IRUPDomR GH SURIHVVRUHV GH $UWH D SROLYDOrQFLD $ H[HPSOR GHVVDV Do}HV D
6HPDQDGH$UWHH(QVLQRRUJDQL]DGDSRUXPJUXSRGHSURIHVVRUHVHHVWXGDQWHVFRRUGHQDGRV
SHOD SURIHVVRUD $QD 0DH %DUERVD H SURPRYLGD QD (&$863 HQWUH RV GLDV  H  GH
VHWHPEURGH

'HDFRUGRFRPRWH[WRHVFULWRSHODSURIHVVRUD$QD0DHHGLYXOJDGRQDHGLomRGH
GH DEULO GH  GR MRUQDO Folha de São Paulo2 D 6HPDQD GH $UWH H (QVLQR WLQKD FRPR
REMHWLYRGLVFXWLUVREUH

$UHIRUPD(GXFDFLRQDOGH>TXH@WRUQRXRHQVLQRGDDUWHREULJDWyULRQRžJUDX
)RLXPDGHFLVmRTXHDSULQFLSLRHQWXVLDVPRXRVDUWHHGXFDGRUHV(QWUHWDQWRGHSRLV
GH TXDVH XPD GpFDGD GH $UWH REULJDWyULD QD HVFROD SULYDGD H S~EOLFD TXH
VXSRVWDPHQWHDOFDQoDWRGDVDVFODVVHVVRFLDLVD$UWHFRQWLQXDDVHUYLUFRPRPHLRGH
SHUSHWXDomR GD RUGHP VRFLDO YLJHQWH IXQFLRQDQGR FRPR VtPEROR GH GLVWLQomR GDV
FODVVHV SULYLOHJLDGDV %$5%26$ WUHFKR GH UHSRUWDJHP SXEOLFDGD QR MRUQDO )ROKD
GH6mR3DXOR 

3RUWDQWR$QD0DH%DUERVDTXHVWLRQDYD
4XH ID]HU SDUD YHQFHU D HVWHUHRWLSLD H D PHGLRFUL]DomR GR HQVLQR GD $UWH" &RPR
OHYDU QRVVDV FULDQoDV D XWLOL]DUHP D IXQomR HVWpWLFD FRPR LQVWUXPHQWR GH PXGDQoD
GH TXDOLGDGH GH YLGD" &RPR OHYDU QRVVRV DOXQRV D VH DSURSULDUHP GD $UWH FRPR
XVXIUXWR LQWURMHWDGR LQGHSHQGHQWH GD SRVVH" &RPR FRQYHQFHU DV DXWRULGDGHV
HGXFDFLRQDLV H QRVVRV FROHJDV GH RXWUDV iUHDV GD LPSRUWkQFLD GR GHVHQYROYLPHQWR
GR SHQVDPHQWR YLVXDO" 3UHFLVDPRV QRV UHXQLU SDUD EXVFDU VROXo}HV %$5%26$
WUHFKRGHUHSRUWDJHPSXEOLFDGDQRMRUQDO)ROKDGH6mR3DXOR 

'XUDQWHVXDUHDOL]DomRD6HPDQDGH$UWHH(QVLQRTXHFRQWRXFRPSDOHVWUDVGH3DXOR
)UHLUH $ORtVLR 0DJDOKmHV 1RrPLD 9DUHOD $UDF\ $PDUDO H :DOWHU =DQLQL HQWUH RXWURV
DFRQWHFHXFRQIRUPHDQDOLVD,YRQH0HQGHV5LFKWHU  FRPXPDparticipação nunca antes
vista de cerca de três mil professores que debateram os problemas propostos e buscaram



%$5%26$6HPDQDGH$UWHH(QVLQR-RUQDO)ROKDGH6mR3DXOR&DGHUQR,OXVWUDGDGHDEULOGH
)217($FHUYRSHVVRDOGDSURIHVVRUD$QD0DH%DUERVD

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soluções 5,&+7(5S 'HVVHHQFRQWURVHJXLQGRRKLVWyULFRHODERUDGRSRU,YRQH
0HQGHV5LFKWHU

6XUJLXDGHFLVmRGDFULDomRGHXPDDVVRFLDomRHVWDGXDOTXHUHSUHVHQWDVVHRVDUWH
HGXFDGRUHV HP VXDV QHFHVVLGDGHV H DVSLUDo}HV H TXH IRVVH WDPEpP ORFDO SDUD D
GLVFXVVmR H DSHUIHLoRDPHQWR GR HQVLQR GD DUWH )RL RUJDQL]DGR XP 1~FOHR 3Uy
$VVRFLDomR GH $UWH(GXFDGRUHV GH 6mR 3DXOR FRP D ILQDOLGDGH GH FULDomR GD
DVVRFLDomR H HP  IRL IXQGDGD D $VVRFLDomR GH $UWH(GXFDGRUHV GR (VWDGR GH
6mR3DXOR$HVS 5,&+7(5S 

$ LQLFLDWLYD GH FULDomR GD $(63 ORJR WHYH HFRV HP RXWURV (VWDGRV GR %UDVLO
principalmente através das palestras realizadas por Ana Mae Barbosa, conclamando os
professores a se organizar em associações 5,&+7(5S 1DHVWHLUDGDFULDomR
GD$(63IRLFULDGDHPD$VVRFLDomR1RUGHVWLQDGH$UWH(GXFDGRUHV $1$57( XPD
$VVRFLDomRTXHVHJXQGR)HUQDQGR$$]HYHGR VG WHPVXDKLVWyULD

  LQVHULGD QHVWH FRQWH[WR PDLV DPSOR j PHGLGD TXH HVWD DVVRFLDomR QDVFHX QR
PRPHQWR HP TXH VH FULWLFDYD D SURSRVWD RILFLDO GHQRPLQDGD  (GXFDomR $UWtVWLFD
1D GpFDGD GH  FRPHoRX D VH SHUFHEHU FRP FODUH]D TXH RV SURIHVVRUHV GH DUWH
SUHFLVDYDP GH XPD PHOKRU IRUPDomR H TXH D $UWH QmR HUD XPD PHUD DWLYLGDGH QD
HVFROD$H[HPSORGRTXHYLQKDRFRUUHQGRHP6mR3DXORRVSURIHVVRUHVGHDUWHGR
1RUGHVWHFRPHoDUDPDVHXQLUHPIDYRUGDPHOKRULDGDVFRQGLo}HVGHWUDEDOKRGH
UHVSHLWR SDUD FRP D $UWH QD HVFROD H DVVLP FRPHoDUDP D EXVFDU XPD IRUPDomR
PDLV DSURIXQGDGD 1HVWH FOLPD /DtV $GHUQH MXQWDPHQWH FRP RXWURV SURIHVVRUHV
FULRX QD 3DUDtED 8)3%  XP FXUVR GH HVSHFLDOL]DomR HP $UWH(GXFDomR
SDUWLFLSDUDP GHOH SURIHVVRUHV GH YiULDV FLGDGHV QRUGHVWLQDV H HVWHV LQGLJQDGRV
GLDQWH GR DEVXUGR TXH HUD R (QVLQR GD $UWH FRQVLGHUDGD DSHQDV FRPR XPD PHUD
DWLYLGDGH UHVROYHUDP FULDU XPD DVVRFLDomR SDUD GHIHQGHU RV LQWHUHVVHV GD FODVVH
$VVLPVXUJHD $1$57(HP(ODQDVFHXSULPHLURFRPRVHWRU UHJLRQDO TXH
SURSXQKDDSDUWLUGHVWHDFULDomRGHQ~FOHRVHVWDGXDLV3DUWLFLSDUDPGHVWHHQFRQWUR
QR 7HDWUR /LPD 3HQDQWH HP -RmR3HVVRD QR GLD  GH IHYHUHLUR GR DQR GH 
FRPRUHSUHVHQWDQWHVGRVHVWDGRVQRUGHVWLQRVRVVHJXLQWHVSURIHVVRUHVVySDUDFLWDU
DOJXQV D SURIHVVRUD $QD 0DULD 3RUWR &HDUi  &DUORV $OEHUWR 6i 0DUDQKmR 
$QW{QLR GH 6RX]D )LOKR 3LDXt  9HUD 5RFKD 5LR *UDQGH GR 1RUWH  7HUH]D
&DUPHP 'LQL] 3HUQDPEXFR  9HUD /~FLD 0DFKDGR 6DPSDLR $ODJRDV  0DULD
'RORUHV&RQ\&DPSRV %DKLD  $=(9('2VG 

1RPHVPRDQRGHpFULDGDD$VVRFLDomR*D~FKDGH$UWHGXFDomR $*$ TXH
FRQIRUPH DSRQWD ,YRQH 0HQGHV 5LFKWHU VHJXLX XP processo inverso ao das demais
Associaçõesque surgiram nas capitais e depois se estenderam para as cidades do interior.



$=(9('2)HUQDQGR$*20RYLPHQWRSHUQDPEXFDQRQDIDVHGRSRUTXr"'LVSRQtYHOHP
KWWSZZZJHRFLWLHVZVLKFDUXVDQDUWHKWPO

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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte




As cidades de Bagé, Santa Maria e Rio Grande criaram seus núcleos municipaisHVyHQWmR
foi fundada a AGA como entidade estadual 5,&+7(5S 

(P HQWUHYLVWD FRQFHGLGD D SHVTXLVDGRUD $XWD ,QrV /XFDV '¶ROLYHLUD D SURIHVVRUD


0DUO\0HLUDGD$*$%DJpH3UHVLGHQWHGD$*$(VWDGXDOVREUHDFULDomRGD$*$DILUPD
TXH

3DUD PLP D $*$ IRL D SULPHLUD SUiWLFDGH FRQVFLrQFLD SROtWLFD TXH HX WLYH $FKR
TXHHVVDIUDVHUHVXPHWXGR'HTXHHXWLQKDTXHVDLUGRPHXHVSDoRUHVWULWRTXHHUD
D HVFROD H SDUWLU SDUD EXVFDU FRQGLo}HV GH WUDEDOKR TXH SXGHVVHP UHDOPHQWH
SURSLFLDU TXH D DUWH IRVVH YDORUL]DGD QD HGXFDomR ( TXH HOD IRVVH SUDWLFDGD SHODV
SHVVRDV QmR Vy QXP QtYHO GR DUWLVWD YDPRV GL]HU H[FHSFLRQDO PDV QR QtYHO
FRWLGLDQRDVVLPOLJDGRjYLGDeHVVDDLGHLDTXHDJHQWHWLQKDTXDQGRDJHQWHFULRX
D $*$ (QWmR HOD HYRFD LVVR HP PLP PXLWR IRUWH XPD FRQVFLrQFLD SROtWLFD
'¶2/,9(,5$3 

1RV DQRV VHJXLQWHV QRYDV $VVRFLDo}HV IRUDP FULDGDV HQWUH HODV D $VVRFLDomR GH
$UWH(GXFDGRUHVGR'LVWULWR)HGHUDO $6$(') IXQGDGDHPGHDEULOGHHTXHIRL
IXQGDPHQWDO SRU VXD DWXDomR GXUDQWH RV WUDEDOKRV GD $VVHPEOHLD &RQVWLWXLQWH TXH
FXOPLQDUDPFRPDSURPXOJDomRGD&RQVWLWXLQWHGH 5,&+7(5 

&RPD6HPDQDGH$UWHH(QVLQRHDFULDomRGHGLIHUHQWHV$VVRFLDo}HVQDGpFDGDGH
 GLIHUHQWHV UHXQL}HV IRUDP UHDOL]DGDV GHVVHV HQFRQWURV PXLWRV GRFXPHQWRV IRUDP
HODERUDGRV FRPR IUXWR GRV GHEDWHV RFRUULGRV GXUDQWH HVWDV UHXQL}HV 'HQWUH RV PDLV
LPSRUWDQWHV,YRQH0HQGHV5LFKWHUGHVWDFD

'RFXPHQWR GD $QDUWH GH  'RFXPHQWR GD $HVS GH  0DQLIHVWR GH
'LDPDQWLQDGHGHMXOKRGHTXHUHVXOWRXGRVGHEDWHVUHDOL]DGRVGXUDQWHR,
(QFRQWUR 1DFLRQDO GH $UWH(GXFDomR FRPR SDUWH GR ž )HVWLYDO GH ,QYHUQR
SURPRYLGRSHOD8QLYHUVLGDGH)HGHUDOGH0LQDV*HUDLV'RFXPHQWRGR(QFRQWURGDV
$VVRFLDo}HV)81$57(UHDOL]DGRQR5LRGH-DQHLURHP(QFRQWUR(QVLQRGDV
$UWHVHP%UDVtOLDHP&DUWDGH6mR-RmR'HO5H\GR,,(QFRQWUR1DFLRQDOGH
$UWH UHDOL]DGR QR )HVWLYDO GH ,QYHUQR GD 8)0* HP  &DUWD 3URWHVWR GH
%UDVtOLD GH GH]HPEUR GH  FRQWUD D 5HVROXomR &)( Qž  'RFXPHQWR
6tQWHVHGR3HQVDPHQWRGH(GXFDGRUHVH3DUODPHQWDUHVVREUHDPHVPD5HVROXomRH
3DUHFHU%UDVtOLDPDUoRGH0DQLIHVWR$OHUWD$PDUWHGH'RFXPHQWRGH
$UWH(GXFDGRUHVGH5RUDLPDGH'RFXPHQWRGH3RoRVGH&DOGDVGHMXOKRGH
 HODERUDGR SRU RFDVLmR GR ;; )HVWLYDO GH ,QYHUQR GD 8)0* 5,&+7(5
S 

0XLWRVGHVVHVGRFXPHQWRVFRQIRUPHSRGHPRVREVHUYDUIRUDPHODERUDGRVQRDQRGH
 H HP FRQVRQkQFLD FRP RV GHPDLV DQWHULRUHV H SRVWHULRUHV  WLQKDP FRPR ILQDOLGDGH

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UHTXHUHUWUDQVIRUPDo}HVQRTXHFRQFHUQHDRFDPSRGHHQVLQRGHDUWHVQDOHJLVODomRYLJHQWH
5HLYLQGLFDYDP DLQGD, a extinção dos cursos de Licenciatura Curta e da polivalência, a
criação de uma comissão nacional para a reformulação dos currículos em artH cursos de
Licenciatura plena nas linguagens específicasGHDUWHVYLVXDLVP~VLFDWHDWURHGDQoDcursos
de especializaçãoHGHmestrado nas linguagens específicas 5,&+7(5S 

(VVHVGRFXPHQWRVHRVGHEDWHVTXHIRUDPEDVHSDUDHODERUDomRGRVPHVPRVQDYLVmR
GH /DtV $GHUQH IRUDP GHVHQYROYLGRV D SDUWLU GD preocupação com a formação do cidadão
brasileiro e os destinos do país nas questões de educação e cultura $'(51(S 
(VVHV GRFXPHQWRV VHJXLQGR R SHQVDPHQWR GH /DtV $GHUQH UHLYLQGLFDYDP WDPEpP D
QHFHVVLGDGHGHXPIRUWDOHFLPHQWRGDV$VVRFLDo}HVMiFULDGDVQRSDtVEHPFRPRDFULDomRGH
QRYRV Q~FOHRV H $VVRFLDo}HV HP UHJL}HV RQGHDLQGD QmR H[LVWLDP $'(51(   1HVVH
VHQWLGR GL] ,YRQH 0HQGHV 5LFKWHU D LGHLD GH XPD UHSUHVHQWDomR QDFLRQDO foi se tornando
cada vez mais forte, à medida que os eventos sobre o ensino da arte aconteciam a nível
nacional e mais associações e núcleos estaduais se estruturavam 5,&+7(5S 

2V HIHLWRV GHVVHV PRYLPHQWRV GH RUJDQL]DomR GRV SURIHVVRUHV GH DUWHV QR %UDVLO
WURX[HUDP WDPEpP D QHFHVVLGDGH GR DVSHFWR GD IRUPDomR FRQWLQXDGD SDUD R FDPSR GD
$UWH(GXFDomR SRLV DR PHVPR WHPSR HP TXH IRUWLILFRX SROLWLFDPHQWH RV DUWHHGXFDGRUHV
GHIODJURXDQHFHVVLGDGHGHIRUPDomRHDSULPRUDPHQWRQDiUHD$VVLPQRLQtFLRGRVDQRVGH
IRLFULDGDQR3URJUDPDGH3yV*UDGXDomRHP$UWHVGD(VFRODGH&RPXQLFDo}HVH$UWHV
GD8QLYHUVLGDGHGH6mR3DXOR (&$863 DOLQKDGHSHVTXLVDHP$UWH(GXFDomRFRQVWDQGR
GH'RXWRUDGR0HVWUDGRH(VSHFLDOL]DomR

9HPRVTXHDGpFDGDGHUH~QHGDWDVIDWRVTXHVmRPDUFRVWDQWRGDFRQVWLWXLomR
TXDQWRGRDPDGXUHFLPHQWRGDQRVVDKLVWyULDGD$UWH(GXFDomRQR%UDVLOeQHVVHFHQiULRTXH
HPpFULDGDD)HGHUDomRGH$UWH(GXFDGRUHVGR%UDVLO)$(%8PD)HGHUDomRSHQVDGD
H FULDGD SRU SURIHVVRUHV FRP GLVWLQWDV IRUPDo}HV DOJXQV UHFpPIRUPDGRV QDV OLFHQFLDWXUDV
FXUWDV SURIHVVRUHV TXH YLQKDP WDPEpP GD IRUPDomR RIHUHFLGD QDV (VFROLQKDV GH $UWH
HVSDOKDGDV SHOR %UDVLO HQWUH RXWUDV IRUPDo}HV 0DV TXDLV RV REMHWLYRV GD )$(% QDTXHOH
PRPHQWR"&RPRVHPRGLILFDUDPDRORQJRGDKLVWyULDHRTXHOHYRXDHVVDPXGDQoD"

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2 SURIHVVRU $UmR 3DUDQDJXi GH 6DQWDQD WHVWHPXQKD FRPR YLYHQFLRX HVVDV
WUDQVIRUPDo}HV

>@ e LQWHUHVVDQWH OHPEUDU TXH HQWUH R ILQDO GRV >DQRV@ VHWHQWD H LQtFLR GD GpFDGD
VHJXLQWH FRQVROLGRXVH HQWUH RV DUWHHGXFDGRUHV XP FHUWR HVStULWR FRPEDWLYR
PDQLIHVWDGRHPYiULDVIUHQWHVTXHIL]HUDPHPHUJLUXPDSRVWXUDFUtWLFDGHUHS~GLRj
SROLYDOrQFLD2VXUJLPHQWRGD)$(% IDYRUHFHXDRUJDQL]DomRGHVVH PRYLPHQWRR
TXDOQmRVHOLPLWRXDRHVSDoRGDOXWDSROtWLFDFRQWDPLQDQGRDVXQLYHUVLGDGHVDFHUFD
GDXUJrQFLDGDSHVTXLVDLQIOXHQFLDQGRRSRGHUS~EOLFRHDFRQVWUXomRGD/'%DOpP
GH SURYRFDU QRV DUWHHGXFDGRUHV R LQWHUHVVH SHOR DSHUIHLoRDPHQWR SURILVVLRQDO
6$17$1$SJ 

$$*$IRLXPHVSDoRGHIRUPDomRSDUD$OLFH%HPYHQXWLTXHDLQGDPXLWRMRYHPTXDQGR
HVWXGDQWHGHJUDGXDomRLQTXLHWDFRPD/'%TXHWUDPLWDYDQR&RQJUHVVRFRPDSRVVLELOLGDGH
GDUHWLUDGDGDDUWHGDHVFRODUHHUJXHD$*$FULDQGRR1~FOHRGH6mR/HRSROGRHVWLPXODQGR
LJXDOPHQWH3HORWDVH6DQWD0DULDSDUFHLUDVLPSRUWDQWHVFRP$OEHUWR&RHOKRH'RQDOG.HUU
-U *R\  4XHULD FRQKHFHU D HVWUXWXUDGD )$(% H PXLWR UiSLGR DVVXPHFRPR 3UHVLGHQWH GD
)HGHUDomR QR &RQ)$(% HP &DPSLQDV MXQWDPHQWH FRP D 5REHUWD 3XFFHWWL FRPR 9LFH (OD
OHPEUDTXHRTXH³HVWiYDPRVHQIUHQWDQGRHUDDVDtGDGDDUWHQDHVFRODRTXHQRVDOLPHQWDYD
HUD PDQWHU %UDVtOLD DFRUGDGD TXH H[LVWLD SURIHVVRUHV GH DUWH H TXH R HQVLQR GH DUWH HUD
LPSRUWDQWH QD HVFROD´ 8VDYDVH RV PHLRV GLVSRQtYHLV QD pSRFD WHOHJUDPDV FDUWDV H SRU
WHOHIRQHV HWF 1D VXD IDOD $OLFH GHL[D FODUR TXH HVVD SRVWXUD SROtWLFD QDVFLD GH
HQFDQWDPHQWRV H p SRWHQWH SHQVDU QHVVH IDWRU FRPR IRPHQWR j XPD )$(% TXH FUHVFLD QRV
DQRVFRPDFKHJDGDGHJHQWHPDLVMRYHPFRPRDHQWmRMRYHP$OLFHHPXPDMRYHP)$(%
FRPRHODOHPEUDTXDQGRDVVXPLXD)HGHUDomRFRPSOHWDYDDQRVGHH[LVWrQFLD

2TXHSHUFHEL HHXQmRWLQKDFODUH]DQDpSRFD HUDTXHDVSHVVRDVPHHQFDQWDYDP
H PH HQFDQWDYDP IRUWHPHQWH FRPR UHIHUrQFLD HP DUWHHGXFDomR H HQJDMDPHQWR
SROtWLFRHXGL]LDSDUD/XFLPDU±HXWHXFKHLURPHHQFDQWDPHLOXPLQDPHLQVSLUD
D0LULDP&HOHVWHDQGHLDQRVREVHUYDQGRHVHJXLQGRRVPRYLPHQWRVGHODQR5LR
*UDQGH GR 6XO DV SHVVRDV VDELDP TXH HX H[SHULPHQWDYD D LPHQVLGmR GRV GHVDILRV
TXHHODSURSXQKDHLVVRHUDWmRSUHVHQWHQDPLQKDYLGDSRUTXHHUDHQFDQWDPHQWR(X
LDD6mR3DXORHVWXGDUFRP0LULDQHODYLQKDDR5LR*UDQGHGR6XOHXDVVLVWLDWUrV
TXDWUR YH]HV D PHVPD SDOHVWUD ± QmR PH FDQVDYD QXQFD WXGR HUD QXWULomR HUD
DTXHFLPHQWRGHLGHLDVHUDIRUWDOHFLPHQWRSDUDROXJDUGHFULDomRQRHQVLQRGDDUWH
(HVVDVSHVVRDVHUDPWRGDVHQJDMDGDVSROLWLFDPHQWHHQWmRIRLQDWXUDOHXVHQWLUTXH
PHX OXJDU HUD DTXHOH SRU TXH KDYLD DXWRQRPLD QmR SUHFLVDYD SHGLU D EHQomR D
QHQKXPD LQVWkQFLD FDSLWDOLVWD DOL WRGDV HUDP GHGLFDGDV RXVDGDV SLRQHLUDV
DPRURVDV H WLQKD FODUH]D GD DomR SROtWLFD WUDPDGD FRP R HQVLQR (QWmR FRPHFHL D
YLDMDU H SURFXUDU DV SHVVRDV QR 5LR *UDQGH GR 6XO HX TXHULD FRQKHFHU TXHP HUD
&OHXVD 3HUDOWD TXHP HUD ,YRQH 5LFKWHU HQWmR LD DWUiV DWp QD FDVD GDV SHVVRDV
FRQKHFL%UDVtOLDDVVLP)XLID]HUXPDHVSHFLDOL]DomRHP8EHUOkQGLDHGHFLGLTXHHX
SUHFLVDYDFRQKHFHU%UDVtOLDHGLYXOJDURUHQDVFLPHQWRGD$*$HDRPHVPRWHPSR
DUWLFXODU FRP D $6$( ') (QWmR HX ILTXHL QD FDVD GD 0DULD &pOLD &HOLQKD  DV


3UHVLGHQWHGD)$(%QRVDQRVGH&RRUGHQRXR;;,&RQ)DHEHP6mR/XtVGR0DUDQKmReDWXDO
0HPEURGR&RQVHOKRGD)$(%)217(6LWHGD)$(%KWWSIDHEFRPEUGLUHWRULDVKWPO

3UHVLGHQWHGD)$(%QRVDQRVGH)217(6LWHGD)$(%KWWSIDHEFRPEUGLUHWRULDVKWPO

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SHVVRDVWLQKDPHVVDUHGHGHXPDFXPSOLFLGDGHGHXPDSRWrQFLDLQDFUHGLWiYHOTXH
HUDSHUFHELGDQRROKRQmRWLQKDHVWUHOLVPRV0DVHVVHVHQFDQWDPHQWRVHUDSHUFHEHU
TXHHVVDVSHVVRDVHUDPSRWHQWHVSROLWLFDPHQWHTXHHODVHVWDYDPID]HQGRIRUPDomR
GH SURIHVVRUHV PDV TXH HVVD IRUPDomR WLQKD XPD FODUH]D GR OXJDU TXH VH
RFXSDYDFRPRDUWHHGXFDGRUHVHHXDFKRTXHpHVVHROXJDUGD)$(%ROXJDUGDV
DVVRFLDo}HV e XPD FRLVD SDUD VH GLVFXWLU PDLV SRUTXH KRMH R FRQWH[WR p RXWUR D
VLWXDomR H RXWUD DV GLILFXOGDGHV VmR RXWUDVPDV VH HP XPD VLWXDomR HX LGHQWLILFR
DOJXpP GD )$(% RX GH DOJXPD DVVRFLDomR«Mi ILFD PXLWR PDLV SUy[LPR Mi PH
VLQWR HP FDVD SRUTXH D JHQWH UHFRQKHFH D LQTXLHWDomR H RV DFROKLPHQWRV HQWmR
HVVHVDIHWRV FKHLRGHLQWHJULGDGHHLGHQWLGDGH VmRIXQGDPHQWDLV1DPLQKDVHJXQGD
GLVVHUWDomRGHPHVWUDGRGHIHQGLGDHPPXVHRORJLDQRVDJUDGHFLPHQWRVHXWHQKRXP
SDUiJUDIR GHGLFDGR DRV DUWHHGXFDGRUHV GLQRVVDXURV LQFOXVLYH  IXL TXHVWLRQDGD
TXDQGR HX LD RSWDU SRU VDLU GD DUWH )LTXHL FRP D SHUJXQWD GRLV GLDV DFRUGDGD HP
PLPIRLTXDQGRHPXPSDLQHORUJDQL]DGRSHOD/XFLDQD/RSRQWHPHHQFRQWUHLFRP
/XFLPDUH0DUFRV9LOOHOD$LYLTXHGHQWURGHPLPDDUWHHGXFDomRJULWDSRUTXHp
SDUWHFRPRRTXHPHFRQVWLWXLHRXYLQGR/XFLPDUIDODUFRQFOXL1mRWHPFRPR
VDLU GH XPD FRLVD TXH HX VRX %(09(187, HQWUHYLVWD FRQFHGLGD D /HGD
*XLPDUDHVHPGHRXWXEURGHJULIRVQRVVRV 

5HFRUUHPRVWDPEpPFRPRMiFRQYRFDPRVDSURIHVVRUDHSULPHLUDYLFHSUHVLGHQWHGD
)$(% ,YRQH 0HQGHV 5LFKWHU H $UmR 3DUDQDJXi jV SHVVRDV SURIHVVRUHV Faebianas GH
GLIHUHQWHV JHUDo}HV SDUD QRV DMXGDU D FRPSUHHQGHU H D WHQWDU UHVSRQGHU DV TXHVW}HV
OHYDQWDGDV DVVLP FRQIRUPH DQDOLVD 0DULD GDV 9LWyULDV 1 GR $PDUDO D )HGHUDomR GH
$UWH(GXFDGRUHV GR %UDVLO VH FRQVWLWXL na primeira entidade civil para-acadêmica voltada
para a pesquisa, o ensino, a extensão e as mais diversas ações e experiências dos campos
artísticos- artes visuais, dança, música e teatro- em âmbito nacional $0$5$/ 6,/9$
SJULIRGDDXWRUD 

6HJXQGRDSURIHVVRUD/~FLD3LPHQWHO

$ )$(% GHVGH VXD FULDomR FXPSUH IXQo}HV TXH SRGHULDP VHU FRQVLGHUDGDV
SDUDGR[DLV PDV VmR FRHUHQWHV FRP D YLGD GH TXHP D FULRX $ SULPHLUD p GH
FRQJUHJDU SHVVRDV TXH WrP FRPR REMHWLYR FRPXP WUDEDOKDU SHOD $UWH(GXFDomR
1mR XPD $UWH(GXFDomR XQtYRFD GH XPD IDFH RX XPD YHUWHQWH DSHQDV PDV XPD
$UWH(GXFDomR SOXUDO TXH DJUHJXH IRUoDV QD GLYHUVLGDGH H SRVVD DVVLP DEUDQJHU
,VWRDJUHJDFRQIURQWRVLQWHUQRVTXHVmRVDXGiYHLVQDPHGLGDHPTXHKiGLVFXVV}HVH
FRPSDUWLOKDPHQWRV $ VHJXQGD p GH FRODERUDU FRP DV SROtWLFDV S~EOLFDVQRVHQWLGR
GH LQVHULU QR FRQWH[WR HVFRODU R HQVLQRDSUHQGL]DJHP GH $UWH H WHQWDU JDUDQWLU VXD
FRQWLQXLGDGH 3,0(17(/ GHSRLPHQWR FRQFHGLGR D /HGD *XLPDUDHV HP  GH
MXQKRGH 

2XWURDVSHFWRTXHDSURIHVVRUD/~FLD3LPHQWHOFKDPDDWHQomRpSDUDRWHRUGDOXWDHP
FDGDpSRFDSRLV


3UHVLGHQWHGD)$(%QRVDQRVGH)217(6LWHGD)$(%KWWSIDHEFRPEUGLUHWRULDVKWPO

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6H QR LQtFLR GH VXD FULDomR R FRQIURQWR HUD FODUDPHQWH FRP RV yUJmRV
JRYHUQDPHQWDLVSULQFLSDOPHQWHHPUHODomRj/'%TXHHVWDYDHPGLVFXVVmRFRPR
WHPSR WLYHPRV TXH DJLU WDPEpP HP UHODomR D HPSUHVDV SULYDGDV TXH LQYHVWLUDP
QHVVHFDPSR$WHUFHLUDpGHEDWDOKDUFRQVWDQWHPHQWHHFDGDYH]PDLVQHVWHWHPSR
GH JROSHV ± SHOR GLUHLWR j $UWH(GXFDomR GH TXDOLGDGH SROtIRQD GLYHUVD
PXOWLFXOWXUDO H UHVSRQViYHO FRQWUD GHFUHWRV PHGLGDV SURYLVyULDV SURMHWRV GH
HPHQGD j &RQVWLWXLomR TXH SULYDWL]DP FDGD YH] PDLV D (GXFDomR D WRUQDP
IXQGDPHQWDOLVWD QHROLEHUDOLVWD H FRPHUFLDO 3,0(17(/ GHSRLPHQWR FRQFHGLGR D
/HGD*XLPDUDHVHPGHMXQKRGHJULIRQRVVR 

2SURIHVVRU-RVp$IRQVR0HGHLURVGH6RX]DGD8QLYHUVLGDGH)HGHUDOGR3DUiIRLXP
GRVSLRQHLURVQDFULDomRGHDVVRFLDo}HVHVWDGXDLVHIDODGRVHXHQFRQWURFRPD)$(%

0HXSULPHLURHQFRQWURFRPD)$(%IRLHPHP63XPDQRGHSRLVGHWHUPRV
IXQGDGRD$((3$HP%HOpP1DTXHOHVFRPHoRVWtQKDPRVXWRSLDVSUDJPiWLFDVHP
UHGHTXHFRQWULEXtUDPVREUHPDQHLUDQmRVySDUDDUHYDORUL]DomRGRHQVLQRGDDUWH
HP WRGRV RV QtYHLV FRPR FRQWULEXtPRV ILUPHPHQWH GHQWUR GDV QRVVDV
HVSHFLILFLGDGHV SDUD D KLVWyULD UHFHQWH GD DUWH QR %UDVLO 6H RV WHPSRV DWXDLV VmR
QHEXORVRVSDUDDHGXFDomREUDVLOHLUDHPJHUDOHSDUDDDUWHHGXFDomRHPSDUWLFXODUH
VH Mi QmR WHPRV PDLV DTXHOH HQWXVLDVPR MXYHQLO DLQGD VRPRV PRYLGRV SHOR PDLV
SXURHVStULWRGHUHVLVWrQFLDHGHGLFDomR 628=$HPGHSRLPHQWRFRQFHGLGRD/HGD
*XLPDUDHVHPGHMXQKR 

-RVp$IRQVR0HGHLURVGH6RX]DTXHSDUWLFLSRXGHGXDVGLUHWRULDVVREDSUHVLGrQFLDGH
,YRQH 5LFKWHU   H $UmR 3DUDQDJXi   DWHQWD SDUD R HVVH HVStULWR TXH
HQJHQGURXHVXVWHQWDD)$(%TXHpRGHVHJXLUPRVOXWDQGR

2SURIHVVRU-RVH0DXUR%DUERVD5LEHLURQRVIDODGHXPPRPHQWRSHFXOLDUTXDQGRDVVXPLXD
SUHVLGrQFLDGD)$(%

&RQWUDGLo}HV FULVHV PXGDQoDV IRUDP VHPSUH RV FHQiULRV HP TXH D )$(% HVWHYH
LQVFULWDGHVGHDVXDJrQHVH$RDVVXPLUFRPRVHXSUHVLGHQWHHPHVWiYDPRV
HP SOHQD HIHUYHVFrQFLD GR JRYHUQR /XOD $SURYHLWDQGR HVWH PRPHQWR GH
HVSHUDQoDVUHDOL]DPRVQR5LRGHMDQHLURR;9&21)$(%  FRPXPDSDXWD
GH GHEDWHV VLWXDGD HQWUH GRLV ROKDUHV R SDVVDGR UHFHQWH SRLV HVWiYDPRV
FRPSOHWDQGR  DQRV GH H[LVWrQFLD H OXWD YLWRULRVD FRP QRVVD DWXDomR GHFLVLYD QD
LQFOXVmR GD $UWH QD QRYD /'% ± /HL GH 'LUHWUL]HV H %DVHV GD (GXFDomR 1DFLRQDO
  H R SUHVHQWH TXH VH DSUHVHQWDYD GHVDILDGRU LQFHQWLYDQGRQRV QD
IRUPXODomR GH QRYRV SHQVDUHV DUWH SHGDJyJLFRV TXH R LQLFLDGR JRYHUQR /XOD
DSRQWDYD QR KRUL]RQWH GDV SROtWLFDV S~EOLFDV (P  UHDOL]DPRV QRVVR
&21)$(% HP 2XUR 3UHWR RQGH FHQWUDPRV QRVVD SDXWD GH GHEDWHV QR



9LFH3UHVLGHQWHGD)$(%QRSHUtRGRGHHGLUHWRUGH5HODo}HV,QWHUQDFLRQDLVHQWUHH
)217(6LWHGD)$(%KWWSIDHEFRPEUGLUHWRULDVKWPO


3UHVLGHQWHGD)$(%QRVDQRVGHHDWXDOPHQWHSDUWLFLSDGR&RQVHOKRGH5HSUHVHQWDQWHV
)217(6LWHGD)$(%KWWSIDHEFRPEUGLUHWRULDVKWPO

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II SEMINÁRIO DE CULTURA E EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO DO SUL
“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
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DSURIXQGDPHQWRGDVTXHVW}HVWHyULFDVPHWRGROyJLFDVHGHSROtWLFDVS~EOLFDVDFHUFD
GRVSURFHVVRVGHHQVLQRDSUHQGL]DJHPQDGLYHUVLGDGH1RDQRGHUHDOL]DPRV
XP HYHQWR VLPEyOLFR HP )ORULDQySROLV HP TXH FHOHEUDPRV QRVVRV  DQRV GH
+LVWyULD RQGH DSURYHLWDPRV SDUD KRPHQDJHDU QRVVRV DV  OtGHUHV KLVWyULFRV DV 
YLVDQGR DILUPDU QRVVD WUDMHWyULD GH OXWDV H LQFHQWLYDU R DSDUHFLPHQWR GH QRYDV
OLGHUDQoDV  1R DQR GH  GHFLGLPRV DPSOLDU H GHPRFUDWL]DU QRVVD iUHD GH
GHEDWHVFRPDLQWHULRUL]DomRGR&21)$(%HUHDOL]DPRVQR&DULUL &UDWR±&H XP
HYHQWR GH UHOHYDQWH SDUWLFLSDomR GRFHQWH HP TXH GLVFXWLPRV  $UWH(GXFDomR
FRQWHPSRUkQHDQDUUDWLYDVGRHQVLQDUHDSUHQGHUDUWHV3RUWDQWRHPWRGRVHVVHVDQRV
FLWDGRV SURFXUDPRV R GHVDILR GH QRV DQWHFLSDUPRV DV PXGDQoDV QR VHQWLGR GH
SURSRUPRV QRYRV FDPLQKRV SDUD R HQVLQR GH $UWHV DWUDYpV GD RUJDQL]DomR GRV
&21)$(%VHPTXHVHPSUHGHVWDFDPRVDVSUiWLFDVFRPSDUWLOKDGDVHRUHVSHLWR
D GLYHUVLGDGH GH LGHLDV 5,%(,52 HP GHSRLPHQWR FRQFHGLGR D /HGD *XLPDUDHV
HPGHMXQKRGHJULIRQRVVR 

1RVVDOHLWXUDQDFRQWHPSRUDQHLGDGHpDGHTXHD)HGHUDomRGHVGHVXDFULDomRSRGH
VHU FRPSUHHQGLGD FRPR XP FROHWLYR GH SURIHVVRUHV GH DUWHV FRP VXDV $VVRFLDo}HV H
5HSUHVHQWDQWHV(VWDGXDLVVyFLRVLQGLYLGXDLVPDVFRPRPDQWHUDFHVDDFKDPDGRGHVHMRGH
HVWDU H[LVWLUPRV HUHVLVWLUPRV MXQWRV"(VVHpXP GHVDILRSUHVHQWHQDVUHIOH[}HVGD$QD'HO
7DERU 9 0DJDOKmHV SURIHVVRUD GD 8)3$ SUHVHQWH HP WRGRV RV PRPHQWRV QDV OXWDV
)DHELDQDV

(X OHPEUR TXH QD PLQKD JHVWmR DV OXWDV HUDP IRFDGDV QD TXHVWmR GD /'% QD
SHUPDQrQFLD H REULJDWRULHGDGH GR HQVLQR GD DUWH WRGDV DV Do}HV HUDP YROWDGDV SDUD
LVVR /HPEUR WDPEpP TXH KDYLD XPD SUHRFXSDomR IL] DWp XPD DSUHVHQWDomR VREUH
LVVR QR &RQIDHE GH &DPSLQDV  VREUH TXDO p D GLPHQVmR H[HFXWLYD GD )$(%" &RPR
HVWiDTXHVWmRGR&13-"'DVTXHVW}HVGHLQVFULomRQREDQFR"7HUtDPRVTXHWHUXPD
PHPyULDGHVVHWHPSRHPTXHWtQKDPRVTXHVW}HVGHVVDQDWXUH]DSDUDVHUHPUHVROYLGDV
2XWURDVSHFWRpTXHVHQGRGLUHWRULDDJHQWHILFDYDPXLWRVyVHUHVXPLDjSUHVLGrQFLD
H UHYHU LVVR DR ORQJR GHVVHV DQRV HX SHQVR TXH VHMD QHFHVViULR (Q[HUJR D )$(%
FRPR XPD HQWLGDGH UHDOPHQWH DWXDQWH QHVVDV TXHVW}HV SROtWLFDV HQWUHWDQWR WDPEpP
UHIOLWR TXH DLQGD QmR FRQVHJXLPRV D H[HPSOR GR TXH GL] D $QD 0DH XPD
FRQVFLrQFLDSROtWLFDGDPDLRULDGRVQRVVRVDVVRFLDGRVILFDDLQGDDWUHODGRDGLUHWRULD
SRGHPRV YHU LVVR QDV UHFODPDo}HV IHLWDV QR IDFHERRN VHPSUH WRFDQGR QR TXH D
GLUHWRULDWHPTXHID]HUHVVHPRGHORKLVWyULFRVHPSUHHVSHUDQGRSRUDOJXpPDVYH]HV
DSHVVRDYDLIDODUPDVWHUPLQDQmRFRQWULEXLQGRHPQDGDQDFRQVWUXomRGHVVHID]HU
SROtWLFR 0$*$/+­(6 HP GHSRLPHQWR FRQFHGLGR D /HGD *XLPDUDHV HP  GH
RXWXEURGH 

8PODGRGDSUHRFXSDomRGH$QD'HO7DERUIRLUHVROYLGD1DJHVWmRGDSURIHVVRUD$QD
/XL]D 5XVFKHO 1XQHV D VLWXDomR MXUtGLFD GD )$(% IRL UHJXODUL]DGD WHPRV &13- H FRQWD
EDQFiULD $ RXWUD SRQWD GD SUHRFXSDomR SHUPDQHFH FRPR VHU )$(% SDUD DOpP GH XPD


3UHVLGHQWHGD)$(%QRVDQRVGHHDWXDOPHQWHSDUWLFLSDGR&RQVHOKRGH5HSUHVHQWDQWHV)217(
6LWHGD)$(%KWWSIDHEFRPEUGLUHWRULDVKWPO

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GLUHWRULD" 4XDQWR DRV DVVRFLDGRV GH IDWRWHPRVTXHVHU )$(%QmR DSHQDVQRPRPHQWRGH
SDUWLFLSDUGR&RQIDHE

2XWUR DVSHFWR GHVVD SHUJXQWD p SHQVDU TXH R FRQMXQWR GH DUWHHGXFDGRUHV WHP VH
GLYHUVLILFDGR HP RXWUDV DVVRFLDo}HV UHODWLYDV j VXDV iUHDV GH IRUPDomR RX GH DWXDomR DUWHV
YLVXDLVP~VLFDWHDWURHGDQoD$VVLPWHPRVD$VVRFLDomR%UDVLOHLUDGH(GXFDomR0XVLFDO
FULDGD HP  YLQFXODGD j$VVRFLDomR1DFLRQDOGH3HVTXLVD H3yV*UDGXDomRHP0~VLFD
$1320  H PHPEUR GD ,60( ,QWHUQDWLRQDO 6RFLHW\ IRU 0XVLF (GXFDWLRQ  $VVRFLDomR
%UDVLOHLUD GH 3HVTXLVD H 3yV*UDGXDomR HP $UWHV &rQLFDV $%5$&(  FULDGD HP 
$VVRFLDomR1DFLRQDOGH3HVTXLVDGRUHVHP$UWHV3OiVWLFDV $13$3 FULDGDHPHDPDLV
MRYHPGHWRGDVD$VVRFLDomR1DFLRQDOGH3HVTXLVDGRUHVHP'DQoD $1'$ FULDGDHP
$OpP GHVVDV DVVRFLDo}HV PDLV HVSHFtILFDV HP  IRL DSURYDGR R *UXSR GH 7UDEDOKR
³(GXFDomR H $UWH´ *7  QD $VVRFLDomR 1DFLRQDO GH 3yV*UDGXDomR H 3HVTXLVD HP
(GXFDomR $13(' $QWHV GH VH FRQVROLGDUFRPRXP*7HVVHHVSDoRIRLSUHFHGLGRSRUXP
*( *UXSRGH(VWXGR FULDGRHPMXVWRQRDQRHPTXHD$13('FRPSOHWDYDDQRV
/XFLDQD /RSRQWH UHVVDOWD TXH HVVH HUD ³XP HVSDoR Ki PXLWR WHPSR GHVHMDGR SRU
SHVTXLVDGRUHVDWXDQWHVSULQFLSDOPHQWHHP)DFXOGDGHVGH(GXFDomR

$iUHDGHSHVTXLVDFLUFXQVFULWDjLQWHUIDFH(GXFDomRH$UWHYHPVHDPSOLDQGRQRV
~OWLPRVDQRVQDPHGLGDHPTXHFUHVFHRQ~PHURGHQRYRVPHVWUHVHGRXWRUHVFXMD
IRUPDomR WHP DFRQWHFLGR SULQFLSDOPHQWH HP 3URJUDPDV GH 3yVJUDGXDomR HP
(GXFDomRLQFOXVLYHFRPOLQKDVGHSHVTXLVDHVSHFtILFDV+iWDPEpPXPLQFUHPHQWR
GH*UXSRVGH3HVTXLVDFDGDVWUDGRVQR&13THTXHSULYLOHJLDPGHDOJXPPRGRHVWD
WHPiWLFD 1HVWH VHQWLGR VHQWLDVH Ki PXLWR WHPSR D DXVrQFLD GH XP HVSDoR
HVSHFtILFRSDUDHVWDVGLVFXVV}HVQD$13(G /23217(S 

1R VLWH GD $QSHG R *7 DSDUHFH SHOD SULPHLUD YH] QD  5HXQLmR $QXDO HP
&D[DPEX0* QR SHUtRGR GH  D  GHRXWXEUR GH FRP R WHPD FHQWUDO ³6RFLHGDGH
FXOWXUDHHGXFDomRQRYDVUHJXODo}HV"´2*(³(GXFDomRH$UWH´DSRLRXR;9,,&21)$(%
±&RQJUHVVRGD)HGHUDomRGH$UWH(GXFDGRUHVGR%UDVLO,9&ROyTXLRVREUH(QVLQRGH$UWH


)H]SDUWHGD'LUHWRULDGD)$(%HPFRPRVHJXQGDWHVRXUHLUDHIRLYLFHSUHVLGHQWHQD
'LUHWRULDHP)217(6LWHGD)$(%KWWSIDHEFRPEUGLUHWRULDVKWPO


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UHDOL]DGR QD 8)6&8'(6& HP )ORULDQySROLV6& HP  PRVWUDQGR R LQWHUFkPELR GRV
SHVTXLVDGRUHVQRVHYHQWRVGDiUHD

7RGDV FXPSUHP XP SDSHO IXQGDPHQWDO QHVVD WUDMHWyULD GR HQVLQR H GD SHVTXLVD GRV
FDPSRVDUWtVWLFRVPDVD)$(%pD~QLFDDUHXQLUWRGDVDViUHDVVREXPPHVPROHPDGDOXWD
SHOD $UWH(GXFDomR $OpP GLVVR D )$(% p ILOLDGD GR ,QWHUQDWLRQDO 6RFLHW\ IRU
(GXFDWLRQWKURXJK$UW ,Q6($ ± IXQGDGD HP  H GR &RQVHMR /DWLQRDPHULFDQR GH
(GXFDFLyQSRUHO$UWH&/($

(PXPDUiSLGDUHYLVmRKLVWyULFDREVHUYDPRVTXHGHVGHKiHVSDoRGHGHEDWHVGR
&/($ QR &21)$(% 3DUD OHPEUDU DOJXQV HP  SRU RFDVLmR GR ;,;&21)$(% HP
%HOR+RUL]RQWH HP ;;,9&21)$(%HP3RQWD*URVVD HP ;9&21)$(%
HP )RUWDOH]D  (P  D GLUHWRULD )$(% EXVFDQGR HVWUHLWDU R GLiORJR H R GHEDWH FRP R
&/($ H DVVLP FRP DUWHHGXFDGRUHVGD$PpULFD /DWLQDSDUWLFLSRXGDHGLomRGR&/($ QD
*XDWHPDOD H DWUDYpV GH VHXV UHSUHVHQWDQWHV /HGD 0DULD GH %DUURV *XLPDUmHV 6LGLQH\
3HWHUVRQ H 0DULD GDV 9LWyULDV 1 GR $PDUDO  WHYH RSRUWXQLGDGH GH DSUHVHQWDU D )$(%
GLVFXWLUVREUHDDWXDOVLWXDomRGRHQVLQRGHDUWHVQR%UDVLOHGLVFXWLUVREUHDQHFHVVLGDGHGH
DPSOLDU R GLiORJR FRQVLGHUDQGR R HQVLQR GH DUWH QD $PpULFD /DWLQD 'HVWD HGLomR
SDUWLFLSDUDP RXWUDV )DHELDQDV FRPR $QD 0DH %DUERVD H 5HMDQH *DOYmR &RXWLQKR
FRQVHOKHLUDV GR &/($  /XFLPDU %HOOR )UDQJH H 0LULDQ &HOHVWH 0DUWLQV 3DUD R ;;9,,
&21)$(%SHQVDPRVHPXPDPHVDGR&/($FRPRPHVPRSURSyVLWRFRQKHFHUPDLVVREUH
RHQVLQRGHDUWHVDVSHVTXLVDVRHVWDGRGRHQVLQRGHDUWHVQD$PpULFD/DWLQD9HPRVTXHD
FRQWHPSRUDQHLGDGH DSUHVHQWD XP SDQRUDPD PDLV FRPSOH[R HP UHODomR DRV PRYLPHQWRV
DVVRFLDWLYRV TXH H[LJH GH QyV P~OWLSORV SHUWHQFLPHQWRV H WUkQVLWRV GLYHUVLILFDGRV VHU
DVVRFLDGRGD$QSDS)$(%,Q6($H&/($SRUH[HPSOR

$QD /XL]D 5XVFKHO 1XQHV SDUWLFLSD GD )HGHUDomR GHVGH TXH IRL FULDGD )RL GD
'LUHWRULDGD1~FOHR5HJLRQDOGH$UWH(GXFDomRGDFLGDGHGH6DQWD0DULD56MXQWRFRP/LD
&HFKHOOD $FKXWLH %HDWUL] 3LSSL 0HPEUR DVVRFLDGD GD $*$56 GHVGH VXD FULDomR e QD


$QD0DH%DUERVDIRLSUHVLGHQWHGR,16($HQWUHRVDQRVGHD

/HGD*XLPDUmHVDWXDOSUHVLGHQWHGD)$(%IH]SDUWHGR&RQVHOKR0XQGLDOGR,Q6($HPD

3UHVLGHQWHGD)$(%QRVDQRVGHHYLFHSUHVLGHQWHHP5HSUHVHQWDQWHGD)$(%QR
&RQVHMR/DWLQR$PHULFDQRGH(GXFDFLyQSRUHO$UWH&/($HPHPEURGR&RQVHOKRGH5HSUHVHQWDQWHGD)$(%
QRSHUtRGRD)217(6LWHGD)$(%KWWSIDHEFRPEUGLUHWRULDVKWPO

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DWXDOLGDGH YR]TXH H[SUHVVD WULOKDV WHFLGDV GH ILRV H HQWUH ILRV GDVWUDPDV GHVVH FRQWH[WR
KLVWyULFRGDGLUHWRULDGD)$(%TXHHODVHSRVLFLRQD

4XDQGRDVVXPLDGLUHWRULDGD)$(%GHQRPRPHQWRQmRLPDJLQDYDR
FRQWXUEDGRSHUtRGRTXHWHULDD)$(%SDUDWULOKDUWHFHUHUHWHFHUDWUDPDMiWHFLGDH
HP SURFHVVR 8PD LQWHQVDOXWD SROtWLFD TXH QXPD FRQFHSomR GHPRFUiWLFD H
FRODERUDWLYD D GLUHWRULD SHUFHEHX TXH PDLV XPD YH] D )$(%
HQIUHQWDULDSROLWLFDPHQWHDo}HVJRYHUQDPHQWDLVGLDQWHGRFRQWH[WRDWXDOHVHSURSRU
D FRODERUDU FRP DV SROtWLFDV S~EOLFDVH PDQLIHVWDU D SHUPDQrQFLD GR GLUHLWR DR
HQVLQR H DSUHQGL]DJHP GDV $UWHV QR FRQWH[WR HVFRODU FXMDV FRQTXLVWDV KLVWyULFDV
HVWmRDH[LJLUFRQWLQXLGDGHVHUXSWXUDVSDUDXPDILQDPHQWRHPFRQVRQkQFLDFRPRV
DYDQoRV QHFHVViULRV5HOHPEUR GR UHFHQWH WDPDQKR GR HPEDWH TXH D )$(% VH
HQYROYHXHIRLµHQYROYLGD¶GLDQWHGRVGHVFDODEURVSURSRVWRVSHODVSROtWLFDVS~EOLFDV
HPWRGDVDVVXDVP~OWLSODVGLPHQV}HV'HVWDFRVHQVLYHOPHQWHRVLJQLILFDGRTXHIRLD
DJUHJDomRHSDUWLFLSDQWHGRVDUWHHGXFDGRUHVSDUDFRODERUDUFRPDVTXHVW}HVTXHVH
DSUHVHQWDUDPSDUD HQVLQR GDV$UWHV QDHVFRODH QDVXQLYHUVLGDGHV$)$(%HVWDYD
HP DOHUWD H HQYROYLGD FRPSURPHWLGD UHVSRQVDYHOPHQWH 4XDQGR D WUDPD
SHQViYDPRV HVWDYD TXDVH WHFLGD RXWURV QyV D QRV GHVDILDU H VHJXLU WHFHQGR  1RV
GHSDUDPRV TXDVH TXH FRQFRPLWDQWHPHQWH FRP PXLWDV IUHQWHV
LQVWLWXFLRQDOL]DGDVSURPRYHQGR UHGLPHQVLRQDPHQWRV GDV 3ROtWLFDV 3~EOLFDV GD
(GXFDomR 7RGDV WHQFLRQDYDP H DLQGD WHQFLRQDP D TXHVWmRGH FRQFHSo}HV H
FRQKHFLPHQWRGRFDPSRGDÈUHDGDV$UWHVHVHXHQVLQRQDRUJDQLFLGDGHPDLVDPSOD
H FRPSOH[D GDV SROtWLFDV S~EOLFDV GD (GXFDomR TXH SRU GHFRUUrQFLD HQWURX HP
TXHVWmRRHQVLQRGDV$UWHVQDVGLVFXVV}HVGH3ROtWLFDV3~EOLFDVSDUDXPVLVWHPDGH
(GXFDomRHQmRPHQRVLPSRUWDQWHVTXHHUDPR3ODQR1DFLRQDOGH(GXFDomR31(
  GLVFXVVmR H FRQVWUXomR GRV 3ODQRV (VWDGXDLV GH (GXFDomR 3(( 
  1RV PRELOL]DPRV FRP D SDUWLFLSDomR GRV UHSUHVHQWDQWHV GD )$(%  QDV
DXGLrQFLDVS~EOLFDVQRVHVWDGRVHHPHVWXGRVGDUHDOLGDGHDWXDOGRHQVLQRGDVDUWHV
HP FDGD HVWDGR SURSRVWR SHOD 'LUHWRULD H DSUHVHQWDGRV QR &RQ)$(% HP
)RUWDOH]D H QRYDPHQWH QR &RQ)$(% HP 5RUDLPD R GHEDWH SHUPDQHQWH GD
%DVH 1DFLRQDO &RPXP &XUULFXODU ± %1&& HP  H  FRP D UHDOL]DomR GH
HVWXGRVFRPSDUWLFLSDomRGHSURIHVVRUHVGH$UWHV9LVXDLV'DQoD0~VLFDH7HDWUR
FRRUGHQDGR SHOD GLUHWRULD GD )$(% H DSUHVHQWDGR QR &RQ)$(% GH  HP
)RUWDOH]D&(  $ SDUWLFLSDomR QD GLVFXVVmR GDV QRYDV 'LUHWUL]HV &XUULFXODUHV
1DFLRQDO SDUD D )RUPDomR LQLFLDO H FRQWLQXDGD GRV SURILVVLRQDLV GR 0DJLVWpULR GD
(GXFDomR%iVLFD'&1V  GDVFRQFHSo}HVHRVGHVDILRVDSUHVHQWDGRVSDUDRV
&XUVRV GH /LFHQFLDWXUD QR SDtV FXUVRV GH $UWHV 9LVXDLV 'DQoD 0~VLFD H 7HDWUR
$LQGD HQIUHQWDPRV D DPHDoD GH H[FOXVmR GHVVDV iUHDV QR 3URJUDPD 3,%,' 3RU
LQIOXrQFLDGD%1&&KRXYHDWHQWDWLYDGHH[FOXLUDViUHDVGDVDUWHVHPHGLWDODEHUWR
LQVHULQGRDVDUWHVFRPRSUDWLFDVHGXFDWLYDGDiUHDGDV/LQJXDJHQVHSRUGHFRUUrQFLD
QmRPDLVKDYHULDFRRUGHQDGRUHVGDVÈUHDVGDV$UWHV$VFDUWDVGH0DQLIHVWDomRSHOD
)$(%HSHOR)yUXPQDFLRQDOHUHJLRQDLVGR3,%,'HDXGLrQFLDS~EOLFDQD &kPDUD
GRV 'HSXWDGRV IRL UHYRJDGR R SUHVHQWH HGLWDO SXEOLFDGR 7LYHPRV RV&RQ)$(%V
  H   RUJDQL]DGRV SHOD )$(% H ,(6 SDUFHLUDV 1HVWHV HYHQWRV QmR
KDYLD RXWUD SRVVLELOLGDGH VHQmR D GH WHU FRPR WHPiWLFD DV³3ROtWLFDV 3~EOLFDV H R
HQVLQRGDV$UWHV9LVXDLV'DQoD0~VLFDH7HDWUR´1HVVHFRQWH[WR$)$(%QmRVH
DEDORXH FRPR HP RXWURV PRPHQWRV KLVWyULFRV IRL D OXWD FRP Do}HVH HVWUDWpJLDV
SROtWLFDV TXH GHPDUFRX PXLWRV GLiORJRVH HPEDWHV GH LGHLDV H GHFLV}HV FRP
LQWHUYHQo}HV QRV yUJmRV JRYHUQDPHQWDLV FRORFDQGR D 'LUHWRULD H DVVRFLDGRV HP
HVWDGRGHYLJLOkQFLDSHUPDQHQWHFRPRVDUWHHGXFDGRUHVGR%UDVLOHQFRUDMDQGRXP
FROHWLYR FRODERUDWLYR H[SDQGLGR FRP R &RQVHOKR GD 'LUHWRULD GD )$(% RV
5HSUHVHQWDQWHV GD )$(% HP FDGD (VWDGR LQVWLWXtGR H DSURYDGR HP  QR

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&RQ)$(%  DV DVVRFLDo}HV GH DUWH (GXFDGRUHV UHJLRQDLV H RV )yUXQV GH
&RRUGHQDGRUHV GRV &XUVRV GH /LFHQFLDWXUDV HP $UWHV 9LVXDLV 'DQoD 0~VLFD H
7HDWUR GHVVH LPHQVR %UDVLO (VWDSDUWLFLSDomR H D DJUHJDomR GHVVHV )DHELDQRV DV 
SDUFHLURVGHOXWDTXHIRUDPHVmRPHGLDGRUHVHSURWDJRQLVWDV±UHHQFDQWDUDPDDomR
SROtWLFDGHSDUWLFLSDomRHQmRQRVFXUYDPRVGLDQWHGDVOXWDVHGRVGHVDILRV5HVVDOWD
VH DLQGD R FRQYLWH D WRGDV DVVRFLDo}HV FLHQWLILFDV GH SHVTXLVDGRUHV HP DUWHV HGD
HGXFDomR HP DUWHV SDUD FRPSDUWLOKDPHQWRV H FRUHODomR GH IRUoDV QD WHVVLWXUD GD
OXWDFRPPXLWDUHVLOLrQFLDSRLVFRPSUHHQGLDVHTXH QmRVHULDIiFLOHQDHVSHUDQoD
HVWiYDPRV DV $VVRFLDo}HV  $13$3 $%(0 $1'$ ( $%5$&( H IL]HUDP
SUHVHQWHV QXPD OXWD FRQMXQWD GH IRUoDV SROtWLFDV DR GLiORJR H QD LQWHQomR GH
FRODERUDU QR HQIUHQWDPHQWR HP WHPSRV GH PXGDQoDV GDV 3ROtWLFDV 3~EOLFDV H RV
GLOHPDV H Do}HV QD FRQWHPSRUDQHLGDGH HP UHODomRDR HQVLQR GDV $UWHV 9LVXDLV
'DQoD 0~VLFD H 7HDWUR )RUDP HVWXGRV H SRVLo}HV IXQGDPHQWDLV SRU FRPLVV}HV H
GLVFXVVmR HP JUXSRVRUJDQL]DGRV SHOD )$(% WHQGR HP YLVWD R FRQWH[WR KLVWyULFR
TXH DLQGD HVWDPRV YLYHQGR HP  Mi YLYLGRV HP RXWURV WHPSRV H RXWUD YH] D
)$(%HVWDYDSURQWDSDUDRGLiORJRHDEXVFDGHDOWHUQDWLYDVHPWHPSRVGHJROSHDR
GLUHLWRDV$UWHVHDV &XOWXUDVQDHVFRODGLUHLWRLQDOLHQiYHODVVHJXUDGRSHOR(VWDGR
'HPRFUiWLFRGH'LUHLWRHPTXHD$UWHFRPRXPGRVSULQFtSLRGD&RQVWLWXLomRGH
 HP TXH WUDJR QD OHPEUDQoD TXDQGR HVWLYH SUHVHQWH FRP XPD FDUDYDQD GD
)$(% SDUWLFLSDQGR QD $VVHPEOpLD 1DFLRQDO &RQVWLWXLQWH QD &kPDUD GRV
'HSXWDGRVGHPDUFDQGRDVUHLYLQGLFDo}HVGRVDUWHHGXFDGRUHVDVHUFRQWHPSODGDV
QD &DUWD 0DJQD GH  $ OXWD H D FRQTXLVWD GD DSURYDomR GR 3URMHWR GH /HL
 GH] DQRV IRL SHOD LQFDQViYHO OXWD GD 'LUHWRULD GD )$(% IRUDP GRLV
DQRV H DOWHURX D /'% 1ž  VHQGR VDQFLRQDGD SHOD 3UHVLGHQWH 'LOPD
5RXVVHII VDQFLRQDGD HP PDLR GH  D /HL Qž  DOWHUDGR D † ž
GR $UW GD /'% HP YLJRU $ FRQTXLVWD GD VROLFLWDomR GD )$(% GD
DOWHUDomR GD GHQRPLQDomR GH iUHD GH DYDOLDomR GD &$3(6 DSURYDGD
HP  GD GHQRPLQDomR GD ÈUHD 0~VLFD$UWHV SDUD D
GHQRPLQDomR DWXDO GH ÈUHD GH $UWHV &$3(6 3RUWDULD Qž  $VVLP p
SRVVtYHOSHUFHEHURWDPDQKRWHFLGRQHVVDVWUDPDVGHPXLWDVIUHQWHVHHPFDGDXPD
HVWDYDOiDGLUHWRULDQmRSDUDQHJDULQFDQViYHOQDOXWDSROtWLFDGD)$(%FRPWRGDV
DVDVVRFLDo}HVHUHSUHVHQWDomRQDFLRQDOGRVDUWHHGXFDGRUHVGR%UDVLOGRDSRLRGR
&OHDH,16($$VOXWDVQmRDFDEDUDPHH[LJHPXPDVLVWHPDWL]DomRGDVFRQTXLVWDV
SHUGDV D DFKDGRV GDV Do}HV WHFLGDV ±QD WHVVLWXUD GR SRVVtYHO VHP SHUGHU DV
HVSHUDQoDV *UDWD DRV DUWHHGXFDGRUHV SHODV OXWDV GRV  DQRVGD )$(% YDPRV
VHJXLQGR 586&+(/ HP GHSRLPHQWR D /HGD *XLPDUDHV  GH RXWXEUR GH 
*ULIRGDDXWRUD 

$IDODGH$QD/XL]DFRUURERUDRTXHHQFRQWUDPRVQR%ROHWLP)$(%HPUHODomR
jVDUWLFXODo}HVGD)$(%HGHPDLVDVVRFLDo}HVHPSUROGDOXWDGRHQVLQRGHDUWHQR%UDVLO1D
FRQVWUXomRGD%DVH1DFLRQDO&XUULFXODU&RPXPD%1&&±IRLQHFHVViULRUHXQLUIRUoDVSDUD
TXHDVQRVVDVYR]HVSXGHVVHPH[LVWLUQRSURFHVVR

&RQVLGHUDQGR R SURMHWRGD%1&& FRPR GH VRFLHGDGH H HGXFDomR QDFLRQDO D )$(%


YHP VH PRELOL]DQGR GHVGH TXDQGR R WH[WR SUHOLPLQDU IRL GLVSRQLELOL]DGR SHOR
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DWXDOLGDGH D FRQVWUXomR GD %DVH 1DFLRQDO &XUULFXODU &RPXP R PRYLPHQWR GD(VFROD VHP
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$UWH(GXFDomR UHLQYHQWDUPRQRV p R TXHSURS}H DSURIHVVRUDDUWLVWD SHVTXLVDGRUDIDHELDQD
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p XP GLUHLWR GH FDGD XPD GDV SHVVRDV  D SURFHVVXDOLGDGH GD LQYHQomR GD YLGD
1HVVHV PDLV GH  GLDV PDQWHPRV XPD ³YLJtOLD FtYLFD´ SDODYUDV GH $QD 0DH
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,YRQH 0HQGHV 5LFKWHU QR WUD] D YR] GH XPD HVWXGDQWH TXH DSyV SDUWLFLSDU GR
&RQJUHVVR1DFLRQDOGD)HGHUDomRGH$UWH(GXFDGRUHVGR%UDVLO&RQ)DHEGL]Viemos com
uma mala cheia de preocupações, voltamos com duas. Mas voltamos também com a certeza
de que temos muitos com quem compartilhar nossas angústias, e de que estamos lutando pela
causa certa 5,&+7(5S 
2VFRQJUHVVRVHQWUDPHPSDXWDFRPRHVSDoRVGHOXWDIRUPDomRHUHWURDOLPHQWDomRWHyULFD
SUiWLFD H DIHWLYD $GULDQD $TXLQR GD $1$57(3HUQDPEXFR GHVHQYROYHX XPD SHVTXLVD GH
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$TXLQR p XP H[HPSOR GH FRHUrQFLD HQWUH YLGD GRFHQWH DWXDomR SROtWLFD H SHUFXUVR
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DUWHHGXFDGRUHVHWRGDVDUWHHGXFDGRUDVGR%UDVLODILQDO)$(%VLJQLILFD)HGHUDomR
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SROtWLFRV H IRUPDWLYRV GD QRVVD FRQVWUXomR FRPR DUWHHGXFDGRUHV SRLV FRPR DILUPD ,YRQH
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$IRQVR 0HGHLURV $QD /XL]D 5XVFKHO /tYLD 0DUTXHV &ULVWLQD 5RVD $OLFH %HPYHQXWL
5REHUWD 3XFHWWL 0DULD +HOHQD 5RVVL /~FLD 3LPHQWHO /XFLQD /RSRQWH 5HMDQH &RXWLQKR
&KULVWLQD5L]]L0DULDGDV9LWyULDV5HQDWD:LOGHU&HOLQKD)iELR5RGULJXHV&DG~+LOGLPD
&ULVWLQD 5RVD 6{QLDV 9DVFRQFHORV H 7UDPXMDV  /~FLD 0RQW6HUUDW 9HUD 3HQ]R  DUWH
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'LUHWRUGHUHODo}HVLQWHUQDFLRQDLV±0V6LGLQH\3HWHUVRQ)HUUHLUD/LPD'RXWRUDQGR81(63


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6LJDPRVWHFHQGRHVVHVWDQWRVILRV


5()(5Ç1&,$6

$'(51(/DtVXV Congresso da Federação de Arte-Educadores do Brasil,Q$1$,6;9
&RQJUHVVRGD)HGHUDomRGH$UWH(GXFDGRUHVGR%UDVLO &RQ)DHE 7UDMHWyULDH3ROtWLFDVSDUD
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-RQDWKDQ&DSH/RQGRQ
%$5%26$$QD0DH RUJ Ensino da ArtePHPyULDHKLVWyULD6mR3DXOR3HUVSHFWLYD

BBBBBBBBTeoria e Prática da Educação Artística6mR3DXOR&XOWUL[
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5,&+7(5,YRQH0HQGHV+LVWyULFRGD)DHE8PDSHUVSHFWLYDSHVVRDO,Q%$5%26$$QD
0DH RUJ Ensino da ArtePHPyULDHKLVWyULD6mR3DXOR3HUVSHFWLYD

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DESVELANDO CAMINHOS: A FORMAÇÃO DOCENTE EM MÚSICA

Teresa Mateiro1 - UDESC

Resumo
Os cursos de Licenciatura em Música, assim como qualquer outra licenciatura, têm três anos para se
adaptar à Resolução N.2, de 1º de Julho de 2015, a contar da data de sua publicação. Muitas são as
concepções e desafios propostos para repensar a formação dos profissionais da educação, destacando-
se a colaboração interdisciplinar como solução para se ultrapassar as fronteiras disciplinares. Assim,
torna-se imprescindível buscar bases teóricas e metodológicas para que seja possível elaborar
programas curriculares para os cursos de licenciatura em música com uma abordagem integrada de
resolução de problemas no domínio do ensino e da pesquisa. Nesse sentido, a Metodologia da
Problematização e a Aprendizagem Baseada em Problemas podem ser alternativas como metodologias
de ensino e organização curricular, respectivamente. Importante destacar os conhecimentos inerentes à
profissão docente, isto é, o conhecimento pleno da matéria, no caso, a música e o conhecimento
pedagógico do conteúdo. Além disso, os modelos de formação que têm sido adotados no ensino
superior apresentam características específicas nos modos de organizar os conhecimentos musicais e
pedagógicos, resultando, assim, em diferentes perfis profissionais: músicos, arte-educadores e
pedagogos com ênfase em educação musical. As diferentes concepções filosóficas dadas à música
também são pontos de partida para se compreender os processos de formação e profissionalização do
professor de música.
Palavras-chave: Modelos de formação. Conhecimento profissional. Modos de aprender e ensinar.

Introdução

Falar sobre formação docente em música me remete a pensar em vários temas que
poderiam subsidiar reflexões para desvelar alguns caminhos. Um deles seria falar sobre a
escola, pois falar sobre formação de professores2 é pensar em primeiro lugar na escola como
espaço de atuação profissional. Os conhecimentos profissionais e os modelos de formação são
temas que têm ocupado um lugar privilegiado em meus estudos, pois considero fundamental
compreender os objetivos de um curso de formação docente e suas perspectivas curriculares.
Assim, irei apresentar a relação entre conteúdo e pedagogia na formação do professor de
música e as características dos cursos de Licenciatura em Música concebidos em diferentes

1
Doutora em Educação – Educação Musical pela Universidad del País Vasco. Professora Associada no curso de
Licenciatura em Música e Programas de Pós-Graduação, Mestrado em Música e Mestrado em Artes, do Centro
de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. Líder e pesquisadora do Grupo de Pesquisa
Educação Musical e Formação Docente (CNPq). E-mail: teresa.mateiro@udesc.br.
2
Utilizarei o genérico masculino “professor” para me referir a ambos os sexos, estando ciente que essa decisão
poderá despertar polêmicas.

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momentos históricos. Por fim, falarei sobre a aprendizagem a partir de problemas como uma
alternativa para a formação docente, dando exemplos a partir do projeto de pesquisa que
coordeno.
Semana passada, uma aluna que concluiu, recentemente, o curso de Licenciatura em
Música, comentou quase em um ato de confissão: “eu tenho, assim, uma aversão à escola,
tenho medo, não quero ter de enfrentar alunos me desafiando e, ainda, ter um salário ruim”.
Fiquei sem palavras e me pus a pensar em argumentos como: espaço público e democrático,
espaço social de reprodução de ideologias, tempo e lugar para o conhecimento em prol do
conhecimento, modelos de escolas, contexto e momento histórico como fatores
determinantes, a educação e a utopia de Paulo Freire.
Defender a escola soa, nos dias de hoje, um tanto fora de moda, pois a crítica à escola
tornou-se um lugar comum. Entretanto, o ataque há escola é de longa data, como afirmam
Masschelein e Simons (2015), pois sempre houve tentativas de domar a sua dimensão
democrática. Escolas continuam sendo construídas e os programas de formação de
professores têm estado em alta. A última Resolução do CNE (CP Nº2) entrou em vigor em
julho de 2015 e com uma significativa alteração na carga horária mínima das licenciaturas que
passou de 2.800 para 3.200 horas. Além disso, outros desafios estão postos para repensar a
formação dos profissionais da educação, destacando, entre eles, a colaboração interdisciplinar.
Os cursos de Licenciatura em Música, assim como qualquer outra licenciatura, têm
três anos para se adaptar à Resolução N.2, de 1º de Julho de 2015, a contar da data de sua
publicação. Os Projetos Pedagógicos dos Cursos deverão considerar também as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Básica (Resolução Nº 4/2010), as Diretrizes
Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Música (Resolução CNE/CES Nº 2, de
8/2004) e o Plano Nacional de Educação (Lei Nº 13.005/2014). O corpo docente dos diversos
cursos de licenciatura está revendo os programas curriculares vigentes a fim de elaborar novas
propostas para atender a nova resolução. Conhecer os diversos modelos de formação é uma
forma de compreender a construção das concepções que temos hoje acerca da seleção e
organização dos conteúdos, assim como dos processos de ensino e aprendizagem. Parece-me
que o maior dilema está entre o conhecimento musical e outros conhecimentos como os
pedagógicos, psicológicos, culturais e sociológicos. Ainda que o objeto da tarefa de qualquer

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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
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professor, independente da área, seja a educação, o conhecimento da matéria é essencial, pois


é o que identifica a expertise de cada profissional.

Perfil pedagógico orientado à matéria


O propósito de qualquer curso de formação docente é oferecer competências
profissionais na área específica da matéria – no caso da formação em arte: música, teatro,
artes visuais e dança – e um perfil pedagógico como professor. O conjunto desses dois
aspectos ou a relação entre eles em uma determinada formação resulta em um “perfil
pedagógico orientado à matéria” (NIELSEN, 2005). O conteúdo e a pedagogia, para Shulman
(1986), são dois elementos inseparáveis, uma vez que a prática pedagógica de qualquer
professor está relacionada aos diferentes modos de abordar a matéria, tornando-a
compreensível aos alunos. Esse tipo de conhecimento é denominado pelo autor de
conhecimento pedagógico do conteúdo, ou seja, o conhecimento que contempla a combinação
entre o conteúdo da matéria, no caso a música, e a prática pedagógica. A identidade
profissional dos professores é reconhecida, portanto, também por esse conjunto de
conhecimentos oriundos de situações reais e que diferencia o professor de outro profissional
da mesma matéria.
O conhecimento do conteúdo transformado em pedagógico é construído ao longo do
exercício da profissão docente, entretanto, os primeiros desafios são, normalmente,
enfrentados durante a formação inicial nas disciplinas de estágio curricular supervisionado.
Adaptar os conteúdos musicais à realidade da sala de aula, transformando informação em
saber por meio da comunicação e da ação interativa, são questões constantes durante o
período de inserção dos estudantes no mundo do trabalho. Eles buscam sugestões de
atividades, seja nas aulas da graduação, em cursos fora da universidade, em materiais
didáticos ou trocando ideias com colegas e professores orientadores e supervisores. Essa
atitude é característica de professores em início de carreira, pois a longa experiência está
relacionada ao desenvolvimento do conhecimento pedagógico do conteúdo, uma vez que é
por meio da ação e da reflexão da e na ação que os professores passam a adquirir e produzir
conhecimento. No estudo realizado por Mateiro, Russell e Westvall (2012), estudantes
brasileiros, suecos e canadenses ao escreverem suas percepções sobre uma aula de música

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gravada em vídeo, apontaram os anos de experiência da professora como um fator


determinante para a eficácia no desenvolvimento dos processos de ensino e aprendizagem.

Modelos de formação
Olhando para os diferentes modelos de formação docente identificam-se programas
que privilegiam os conhecimentos musicais por entender que o conhecimento base de um
professor é o conhecimento pleno da matéria, ou seja, a música. A concepção desses
currículos está centrada na música enquanto fenômeno, atividade e objeto de estudos e, por
isso, as disciplinas de conteúdo musical ocupam mais de 50% do total de horas da grade
curricular (ver MATEIRO, 2009; RODRIGUES; SOARES, 2014; PIRES, 2015). Esse
desenho curricular sugere uma posição privilegiada para o conhecimento técnico musical em
detrimento de conhecimentos, habilidades e competências técnicas e pedagógicas para a
profissão docente. A identidade do músico se sobrepõe à identidade do professor.
Com características conservatoriais, as licenciaturas em música mantém uma estrutura
curricular organizada em disciplinas isoladas, com aulas centradas no conteúdo e no professor
(MATEIRO, 2009; 2015; PEREIRA, 2012). As disciplinas pedagógicas e, principalmente, os
estágios curriculares supervisionados, nesse modelo, aparecem ao final do curso, seguindo a
ideia de aplicar na prática os conhecimentos teóricos adquiridos durante a formação. Primeiro,
o estudante adquire o conhecimento estabelecido a priori, como o mais adequado para a
formação de um professor. Essa formação é sistematizada a partir de teorias, de normas de
atuação, de certas competências de comportamentos, de recursos e de estratégias pensadas
para obter um resultado eficaz durante a prática pedagógica. Adquiridas tais ferramentas
técnicas, o estudante, por meio do estágio, prova e comprova seus conhecimentos acadêmicos.
Talvez o modelo de formação que propõe de modo integrado o estudo entre música e
pedagogia seja aquele que está se buscando oferecer em nossas universidades desde a
implementação da LBD 9.304/96. São as Licenciaturas em Música que procuram equilibrar e
relacionar os conhecimentos técnicos musicais com os conhecimentos didáticos e
pedagógicos, deixando para trás as dicotomias entre bacharelado e licenciatura, teoria e
prática, música e educação. É uma variante do modelo anterior, porém com mais disciplinas
voltadas ao desenvolvimento do conhecimento pedagógico e à autonomia profissional. Para a

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prática pedagógica foram estabelecidas 800 horas, 400h de prática e 400h de estágio
curricular supervisionado, conforme a Resolução do CNE/CP 2/2002. O estágio curricular
inicia na metade do curso, ou seja, está distribuído ao longo dos últimos quatro semestres do
curso.
Esses dois modelos são posteriores àqueles com ênfase em artes. Os cursos de
Licenciatura em Educação Artística surgidos na década de 70, como consequência da
introdução da disciplina de Educação Artística nos currículos escolares de primeiro e segundo
graus – hoje denominados de ensino fundamental e ensino médio, tinham como foco o ensino
das artes. Esses cursos ampliavam os conhecimentos gerais dos diferentes campos artísticos e
introduziam disciplinas relacionadas à literatura, filosofia e técnicas necessárias para
desenvolver um trabalho específico na área de artes. Assim, a Licenciatura Plena, de duração
de cinco anos, era a combinação da habilitação geral em Educação Artística, denominada de
Licenciatura de 1º grau ou Licenciatura Curta, com duração de três anos, e a habilitação
específica em uma das áreas – Artes Plásticas, Artes Cênicas, Música e Desenho – com
duração de dois anos. O estudante depois de ter uma noção geral sobre as diferentes
linguagens escolhia uma para se especializar. A abordagem integrada das diversas linguagens
artísticas, a polivalência e o predomínio do enfoque mecânico-tecnicista são características
essenciais dessa formação (ver PENNA, 2008).
Um único professor deveria trabalhar com as diferentes linguagens artísticas e essa era
a ideia de integração, marcada pela experimentalismo. Raynaut (2014, p.184) afirma: “o
cientista interdisciplinar seria aquele que teria o conhecimento suficiente de um amplo leque
de disciplinas diversificadas para poder produzir, por si só, um modelo explicativo sintético
de uma realidade complexa”. O leque de disciplinas eram as disciplinas da área de artes, mas
mesmo assim, conforme Raynaut é duvidoso que profissionais possam tratar assuntos
diversos com igual competência. A consequência, como destaca Penna (2008), foi o
esvaziamento dos conteúdos próprios de cada linguagem artística. O estágio curricular nesse
modelo também era um componente curricular situado ao final do curso sendo concebido
como uma instância complementar à formação teórica.
Outros programas de formação são aqueles onde o componente pedagógico é central
enfatizando não somente o conhecimento do conteúdo (o quê), mas, sobretudo, o

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conhecimento pedagógico do conteúdo (como). Esses são os cursos oferecidos pelas


Faculdades de Educação. No Brasil, os cursos de pedagogia, por vezes, oferecem disciplinas
de música durante um ou dois semestres, porém não se caracterizam como cursos que formam
professores de música. Em países como, por exemplo, Espanha, Chile, Colômbia e Venezuela
(ver MATEIRO, 2010) a Licenciatura em Educação ou Pedagogia pode ser com ênfase em
Música ou Pedagogia Musical. Da mesma forma, outras especialidades são possíveis, como
Educação Física, Matemática, Inglês, Língua e Literatura, Química, Física, Biologia,
Educação Especial, entre outras. São cursos que centram os estudos em aspectos da educação,
formação, ensino, aprendizagem, instrução e didática, preparando professores para atuarem,
principalmente, no Ensino Fundamental I.
A concepção da música como arte ou como ciência torna o conteúdo educacional uma
questão mais complexa, pois se, por um lado, estão os aspectos práticos da música como uma
arte, por outro, estão os aspectos musicológicos que implicam diferentes tradições estilísticas
musicais e diferentes posições musicológicas e formações teóricas (NIELSEN, 2005). As
diferentes concepções filosóficas dadas à música (ver MATEIRO, 2015) influenciam a
elaboração de programas curriculares e, consequentemente, as práticas musicais nas escolas.
Cada um dos modelos mencionados anteriormente formou ou está formando profissionais
com diferentes perfis, porém com um mesmo objetivo: formar, em primeiro lugar, professores
para atuar nas escolas de educação básica. Resumindo, os três modelos pressupõem,
respectivamente, formar: músicos, arte-educadores e pedagogos com ênfase em educação
musical (MATEIRO, 2010).
Muitas são as concepções e desafios propostos pela última Resolução para repensar a
formação dos profissionais da educação, entretanto, o apelo para a colaboração
interdisciplinar está expresso nos diversos documentos. A interdisciplinaridade é, antes de
tudo, uma prática e essa prática, em face de sua ação social, política ou pedagógica, precisa
ser construída para dar o sentido do interdisciplinar, considerando que desde a escola à
universidade a formação é de caráter especializado. Assim, torna-se imprescindível buscar
bases teóricas e metodológicas para que seja possível elaborar programas curriculares para os
cursos de licenciatura em música com uma abordagem integrada de resolução de problemas
no domínio do ensino e da pesquisa. É nesse sentido que trago a Metodologia da

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Problematização e a Aprendizagem Baseada em Problemas como alternativas para refletir


sobre as estruturas curriculares e, especialmente, acerca dos modos de aprender e ensinar.

Aprendizagem a partir de problemas


A Metodologia da Problematização (BERBEL, 1998; 1999) e a Aprendizagem
Baseada em Problemas (BERBEL, 1998) são duas propostas de ensino bastante difundidas
entre os profissionais da saúde e da educação, que partem de problemas para promover o
desenvolvimento dos processos de ensinar e aprender. Berbel (1998) defende a tese de que
apesar de terem características comuns, as duas propostas apresentam diferentes caminhos
que ultrapassam a abordagem tradicional de ensino. Segundo a autora, “a primeira, como uma
metodologia que pode ser utilizada para o ensino de determinados temas de uma disciplina,
nem sempre apropriada para todos os conteúdos; a segunda, como uma metodologia que passa
a direcionar toda uma organização curricular” (p.148).
As principais características da proposta de ensino da Metodologia da
Problematização são questionar a realidade em busca de soluções de problemas detectados
pelos estudantes, buscando proporcionar o desenvolvimento do pensamento crítico e a
aprendizagem de conceitos fundamentais da área em questão. As suas cinco etapas são
definidas a partir da concepção do Método do Arco, de Charlez Maguerez, que considera a
realidade como ponto de partida. São elas: Observação da Realidade ou Problematização;
Pontos-Chave; Teorização; Hipóteses de Solução e Aplicação à Realidade (BERBEL, 1998;
1999).
A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) foi, inicialmente, concebida para o
ensino da medicina, porém ao longo dos anos tem sido adaptada para outras áreas de
conhecimento e outros níveis de ensino, além do ensino superior. O que constitui essa
abordagem é a aprendizagem a partir de problemas da vida real que parece ter sua origem no
princípio da aprendizagem autônoma de Dewey, além de outras teorias educacionais como,
por exemplo, as de Bruner, Ausubel, Piaget, Rogers e Freire.
Os princípios da ABP colocam o estudante em contato com a realidade profissional
desde o primeiro ano de formação, proporcionando a integração entre teoria e prática, a
construção do conhecimento em rede e estilos diferenciados de aprendizagem que ultrapassam

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a forma sequencial, lógica e linear. Ademais, os alunos são responsáveis por seu
desenvolvimento profissional, além do comportamento ético com professores, colegas e
sociedade (MASETTO, 1996). Entretanto, conforme Berbel (1998, p.149), “os problemas são
cuidadosamente elaborados por uma Comissão especialmente designada para esse fim. Deve
haver tantos problemas quantos sejam os temas essenciais que os alunos devem estudar para
cumprir o Currículo, sem os quais não poderão ser considerados aptos para exercer a
profissão”.
O meu interesse em apresentar essas propostas está em trazer para a área da educação
musical uma alternativa para a formação de professores. Não encontrei na literatura brasileira
trabalhos que tenham utilizado uma dessas metodologias. Entretanto, Fink-Jensen (2013),
professora de música e pesquisadora dinamarquesa, ao buscar compreender como a teoria
pode contribuir para o desenvolvimento da prática e como a relação entre a teoria e a prática
na formação do educador musical pode ser abordada, propõe a implementação de uma
estratégia de ensino denominada de “práticas surpreendentes”. Embora essa estratégia
compreenda a introdução de teorias pedagógicas e psicológicas, tem como o ponto central de
partida um problema que se tornou evidente em uma situação prática de ensino.
Essa estratégia foi introduzida como um exercício em uma disciplina do mestrado em
educação musical em uma universidade da Dinamarca. A pesquisa foi realizada por meio de
relatórios, entrevistas, diários de campo e pesquisas avaliativas preenchidas após a aplicação
da estratégia. A parte prática das “práticas surpreendentes”, centrada na observação
participante, consiste em cinco fases: preparação, observação, coleta de dados, análise e
apresentação. O primeiro desafio para o estudante é ser capaz de “ver” um problema. Esse
desafio está relacionado: ao sentimento de surpresa ou perplexidade de um fenômeno; aos
diferentes níveis da observação e consequentes interpretações; ao uso do conhecimento
teórico em três níveis – prática e experiência cotidianas, prática e conhecimentos
profissionais, e prática e conhecimentos científicos. Fink-Jensen concluiu que a capacidade
dos estudantes de ter uma atitude aberta como um observador participante pareceu depender
do seu grau de experiência como professores de música.

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Projeto de Pesquisa
Está em andamento um projeto de pesquisa, coordenado por mim, que tem como
objetivo introduzir o estudo de situações problema vivenciadas durante o estágio curricular
supervisionado em música. A situação-problema, segundo Perrenoud (2000, p.31), “obriga a
transpor um obstáculo graças a uma aprendizagem inédita, quer se trate de uma simples
transferência, de uma generalização ou da construção de um conhecimento inteiramente
novo”. Deparar-se com o obstáculo é enfrentar a ausência de soluções e imaginar que jamais
se encontrarão soluções.
Durante o período de imersão nos campos de estágio, referendados como campos de
trabalho, os estudantes identificam questões ou situações que exigem uma solução. Essas
situações estão sendo registradas, por escrito ou em vídeo, de forma independente no
dispositivo móvel. A identificação dessas questões ou situações está relacionada à
importância da observação na ação, reconhecendo qual foi o momento específico que gerou
estranhamento ao estudante (FINK-JENSEN, 2013).
Posteriormente, o estudo dos problemas ocorre de forma colaborativa em grupo para
que os estudantes possam expressar suas ideias e obter diferentes visões sobre um mesmo
problema. Dessa forma, o conhecimento é produzido a partir da reciprocidade social
(BRUNER, 1973) para se alcançar um mesmo objetivo. Essa ideia das relações sociais como
um fator importante na construção do conhecimento é denominada por Wenger (1998) de
comunidade de prática. Para o autor, a prática é o significado de uma experiência da vida
cotidiana, sendo fundamental associar o conceito de prática à formação da comunidade. O
engajamento mútuo, o desejo de contribuir e um repertório compartilhado são as três
dimensões relacionadas à prática e que a torna coerente com a definição de comunidade de
prática.
A reflexão individual e coletiva pode implicar em uma abordagem interdisciplinar que,
conforme Torres Santomé (1998), é sustentada por diversas razões: obter mais pontos de vista
acerca de um mesmo problema; considerar os limites entre as distintas disciplinas e
organizações do conhecimento; alcançar níveis mais elevados com a unificação do saber;
reorganizar e reagrupar os âmbitos do saber para não perder a relevância e o significado dos
problemas que deverão ser detectados, investigados, controlados e solucionados; compreender

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um fenômeno social respeitando a realidade multidimensional que lhe é inerente; analisar as


distintas nações, governos, políticas e estruturas econômicas e sociais de forma integrada e
inter-relacionada, uma vez que o mundo está mais globalizado; e, por fim, defender a
formação de uma pessoa mais aberta, flexível, solidária, democrática e crítica.
Um dos resultados da pesquisa, até o momento, é o estudo de uma estudante que
aplicou a Metodologia da Problematização durante o seu estágio curricular supervisionado
realizado com um grupo de professores que trabalham com montagem de espetáculos cênicos-
musicais (MATEIRO; FONSECA, 2016). O estágio teve como objetivo desenvolver uma
proposta pedagógico-musical, seguindo as cinco etapas da Problematização, para um curso de
formação de professores que atuam na Educação Infantil. Os dados foram coletados por meio
de gravações das aulas, dos encontros e do espetáculo. Entre os resultados destaca-se que a
Metodologia da Problematização é um processo desafiador, uma vez que exige
comprometimento dos envolvidos, habilidade para trabalhar em grupo e tomar decisões, além
de autonomia e capacidade reflexiva.

Considerações finais
Repensar a formação dos profissionais da educação é sempre um desafio no que tange
à relação entre o contexto da educação básica e do ensino superior, à superação da dicotomia
teoria e prática, aos moldes tradicionais de ensinar e aprender, ao estágio curricular
supervisionado, à organização disciplinar dos conhecimentos e à implantação de modelos
interdisciplinares. Quanto aos programas curriculares das Licenciaturas em Música
acrescenta-se, ainda, a superação do modelo conservatorial de ensino presente nas salas de
aula da universidade e na concepção formativa do professor de música.
É preocupante saber que estudantes terminam o curso e não querem atuar como
professores de música em escolas públicas de educação básica. É fato que os modelos de
formação têm priorizado os conhecimentos musicais em detrimento dos pedagógicos. É
perceptível a necessidade de se buscar por alternativas para um ensino superior inovador. Não
sei qual será o melhor caminho3, se a Metodologia da Problematização como metodologia de
ensino, de estudo e de trabalho, se propostas curriculares fundamentadas na Aprendizagem

3
Parafraseando a letra da música Trem do Pantanal, composta por Paulo Simões e Geraldo Roca.

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Baseada em Problemas, se a estratégia práticas surpreendentes. Espero que as estrelas do


cruzeiro façam um sinal!

REFERÊNCIAS

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(VWH WH[WRFRPXQLFDomR EXVFD WUDoDU SULQFtSLRV H IXQGDPHQWRV SDUD FRQFHLWXDU HVWD IRUPD DUWtVWLFD
DWUDYpVGDSURGXomRGHDOJXQVDUWLVWDVEUDVLOHLURVGHVGHRILQDOGRVpFXOR;;DWpRVGLDVDWXDLV6HP
EXVFDUFRQVHQVRHQWUHSURSRVWDVHFULDo}HVDWUDYHVVDUHIOH[}HVVREUHDIXQomRGRFRUSRQDIUXLomRH
DSURSULDomRGDDUWHGHVYHODQGRFDPLQKRVVREUHRFRQKHFLPHQWRHQFDUQDGRGHVLPHVPRQDSURGXomR
GH VHQWLGRV H SRpWLFDV SDUD D GDQoD 5HODWD DVSHFWRV GH XPD H[SHULrQFLD HGXFDFLRQDO YLYLGD FRP
VXSRUWHQRFRQKHFLPHQWRGHFRUSRDFLRQDGRVSHODVDERUGDJHQVVRPiWLFDVFUtWLFDVHOLEHUWiULDVQDTXDO
DGDQoDFRQWHPSRUkQHDSRGHVHFRQVWLWXLUHPXPFDPLQKRSDUDDHGXFDomRGHMRYHQVTXHTXHVWLRQDP
VHDILUPDPHVHHPSRGHUDPFRPDDUWHQRPXQGRDWXDO
3DODYUDVFKDYH'DQoDFRQWHPSRUkQHD(GXFDomRGHMRYHQV&RUSR


,QWURGXomR

$ERUGDUFRPRWHPDDVSHFWRVGDDUWHFRQWHPSRUkQHDQmRVHFRQILJXUDFRPRXPGHVDILR
IiFLO 1RYRV SDUDGLJPDV H UHFRQILJXUDo}HV HVWpWLFDV PDUFDP R WHUUHQR LQYHVWLJDWLYR GHVWH
ID]HUTXHQmRHVWiOLJDGRVRPHQWHDRWHPSRFURQROyJLFRGDDWXDOLGDGHPDVHVREUHWXGRHVWi
YLQFXODGR FRP QRYDV IRUPDV GH VH SURGX]LU HFRQFHEHU DDUWH $GDQoD FRQWHPSRUkQHD QmR
HVFDSDGHWDOGHVDILR6XDQDWXUH]DHIrPHUDWUD]DLQGDPDLVIUHVFRUjVLQGDJDo}HVQDVTXDLV
H[LVWHP PXGDQoDV QRV FRQFHLWRV VREUH R FRUSR GRV YDORUHV FRUHRJUiILFRV H GDV WpFQLFDV
DQWHULRUPHQWHYDOLGDGDV



 'RXWRUD HP HGXFDomR SHOD 81,&$03 EDFKDUHO H OLFHQFLDGD HP 'DQoD SHOD 81,&$03 3URIHVVRUD QR
%DFKDUHODGR HP $UWHV &rQLFDV H /LFHQFLDWXUD HP $UWHWHDWUR GR ,QVWLWXWR GH $UWHV QD 8QLYHUVLGDGH (VWDGXDO
3DXOLVWD -~OLR GH 0HVTXLWD )LOKR ± 81(63 ,QWHJUDQWH GRV JUXSRV GH SHVTXLVD 'DQoD (VWpWLFD H (GXFDomR
*3'((81(63 H/$%25$57( 8QLFDPS 
(PDLOOLOLDQIYLOHOD#JPDLOFRP


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$VPXGDQoDVQDVGHQRPLQDo}HVHIRUPDVGHDUWHQmRRSHUDPFRPOLQHDULGDGHKLVWyULFD
GH HYROXomR FRPR VXFHVVmR GH RFRUUrQFLDV QR VHQWLGR SURJUHVVLYR VmR WUDQVIRUPDo}HV TXH
LPSOLFDPHPDTXLVLo}HVHWDPEpPSHUGDVDVSHFWRVTXHVHUHQXQFLDPHPSUROGHRXWURV
2FRQKHFLPHQWRDFHUFD GDJrQHVHGDGDQoDFRQWHPSRUkQHDVHDOWHUDHQWUHHVWXGLRVRV
GRWHPD3DUD/RXSSH  DGDQoDGH,VDGRUD'XQFDQGRLQtFLRGRVpFXOR;;DLQGDTXH
LQLFLDGD QR ILQDO GR VpFXOR ;,; IRL PXLWR LPSRUWDQWH SDUD D FRQVWLWXLomR GH SULQFtSLRV H
YDORUHV SDUD D GDQoD DR VH FRQVWLWXLU FRPR XP SURMHWR VLQJXODU H SRWHQWH FRP VROXo}HV
SHUIRUPDWLYDVTXHSRGHPVHUUHHQFRQWUDGDVQDGDQoDFrQLFDGRVpFXOR;;,
6HP EXVFDU DSRLDU D JrQHVH GD GDQoD FRQWHPSRUkQHD HP XPD FRQFHSomR OLQHDU GH
HQFDGHDPHQWRV KLVWyULFRV VXFHVVLYRV UHFRUUHUHL DR SHQVDPHQWR GH FRQFHLWXDU HVWD IRUPD GH
GDQoD DWUDYpV GH DJUXSDPHQWRV GH DFRQWHFLPHQWRV GLVSHUVRV QR WHPSR H HVSDoR FRPR
RFRUUrQFLDVUHJLGDVSRUSULQFtSLRVHPDILQLGDGH /2833( 
8P GRV SULQFtSLRV LQLFLDGRV SRU ,VDGRUD H TXH UHYHUEHUD QD GDQoD FRQWHPSRUkQHD
DWXDO HVWi SDXWDGR QD PXGDQoD GD LGHLD VREUH R FRUSR HP PRYLPHQWR ,VDGRUD GDQoRX VXD
PDWHULDOLGDGH FRUSRUDO GLVWDQWH GR URPDQWLVPR SURYRFRX XPD UHYLUDYROWD QD TXHVWmR GH
JrQHUR DR H[SUHVVDU PRGRV GH YLGD HQFDUQDGRV HP JHVWRV H Do}HV GDQoDQWHV H DR EXVFDU
WUD]HUSDUDDGDQoDDSHUPLVVmRGHOLEHUGDGHDRFRUSRXPDOLEHUGDGHTXHSHUPLWLXDRFRUSR
FrQLFRUHSUHVHQWDUFRPSRUWDPHQWRVGDYLGDUHDOFRPXVRGHSHVRHPRELOLGDGHH[SUHVVLYDGH
WURQFR
8PJUDQGHDFLRQDGRUSDUDDFRQVWLWXLomRGHSULQFtSLRVSDUDDGDQoDFRQWHPSRUkQHD
IRLDH[SHULPHQWDomRLQWHJUDWLYDHQWUHDUWLVWDVGHGLIHUHQWHVIRUPDo}HVHPWRUQRGDGDQoDQRV
DQRV GH  QRV (VWDGRV 8QLGRV FRP R PRYLPHQWR Judson Dance Theater  (VWH
PRYLPHQWRDYLYRXSHQVDPHQWRVVREUHRFRUSRWUD]HQGRSDUDDTXHVWmRFrQLFDRVPRYLPHQWRV
FRWLGLDQRV D SHVTXLVD VREUH D JHVWXDOLGDGHH R DEDQGRQR GDV WpFQLFDV IRUPDLV GH GDQoDHP
IDYRUGDVSUiWLFDVFRUSRUDLV
2Judson Dance TheaterIRLFRQVLGHUDGRRPDUFRGDHUDSyVPRGHUQDQDGDQoDSRU
DOJXQV FUtWLFRV GH DUWH 2V WUDEDOKRV GHVHQYROYLGRV SHOR JUXSR GH DUWLVWDV GH GLIHUHQWHV
OLQJXDJHQV TXH FRPSXQKDP R Judson Dance Theater HUDP SURSRVWRV FRUHRJUiILFDV DEHUWDV
GHVHQYROYLGDV GXUDQWH ³ZRUNVKRSV´ GH FRPSRVLomR FRUHRJUiILFD SURPRYLGRV SRU 5REHUW
'XQQ 2V ZRUNVKRSV GH 'XQQ HUDP HVWXGRV H WDUHIDV D VHUHP GHVHQYROYLGRV SHORV

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SDUWLFLSDQWHVLQIOXHQFLDGRVSHODVSRVVLELOLGDGHVGHH[SHULPHQWDUDVYLYrQFLDVGDSHUFHSomRGR
FRUSRHDSUHVHQoDGRDTXLDJRUD8PDSUiWLFDTXHYDORUL]DYDWRGRPRYLPHQWRFRPRGDQoDD
LPSURYLVDomRHRVSURFHVVRVLQGHWHUPLQDGRVEHPFRPRRVPRYLPHQWRVVLPSOHVHFRWLGLDQRV
%$1(6 
1R %UDVLO QD GpFDGD GH  H QD GpFDGD VHJXLQWH DOJXPDV SURGXo}HV HP GDQoD
FrQLFD HYLGHQFLDUDP UHGHV WUDQVIRUPDGRUDV GH FRQWH[WRV DJHQWHV VREUH R FRUSR GR DUWLVWD H
VHXV PRGRV GH SURGXomR FrQLFD 1HVWHFRQWH[WREXVFDUHLWUD]HUGXDVREUDVEUDVLOHLUDVGHVWH
SHUtRGR IRUPDGRUHV GH PLQKDV LQGDJDo}HV HVWpWLFDV HQTXDQWR DUWLVWD 'H FHUWD IRUPD R
FRQWDWRFRPHVWDVREUDVFRQWHPSRUkQHDVGHGDQoDGLUHFLRQDUDPPLQKDRSomRGHHVWXGRSHOD
GDQoD FRQWHPSRUkQHD HQTXDQWR DUWLVWD FULDGRUD H WURX[HUDP PDWHULDOLGDGH GH FRQWH~GR H
LQWHUORFXomRFRPPHXVSURFHGLPHQWRVSHGDJyJLFRVHQTXDQWRGRFHQWHHSHVTXLVDGRUD


$H[SHULrQFLDFRPGDQoDFRQWHPSRUkQHDQR%UDVLO


(P  VDt GH PLQKD FLGDGH QDWDO 3RoRV GH &DOGDV HP GLUHomR j FDSLWDO %HOR
+RUL]RQWH 0*  9LQGD GR LQWHULRU R GHVHMRHUD PHWRUQDUXPDEDLODULQD SURILVVLRQDOWLQKD
DSHQDVDQRVHHVWDYDHPEXVFDGHPDLRUHVIXQGDPHQWDo}HVQDSUiWLFDGDGDQoD
(P %HOR +RUL]RQWH IXL DOXQD GH GDQoD GH $UQDOGR $OYDUHQJD LQWHJUDQWH GR *UXSR
H[SHULPHQWDO GH GDQoD Trans-Forma2 1HVWH SHUtRGR SXGH DVVLVWLU DSUHVHQWDo}HV GR
HVSHWiFXOR Vidros Moídos- Coração de Nelson GR JUXSR 7UDQV)RUPD H DFRPSDQKDU R
PRYLPHQWRGHUHIOH[}HVTXHHVWHJUXSRGHDUWLVWDVWUD]LDSDUDDGDQoDFrQLFDPLQHLUD

4XH FRUHRJUDILD HUD DTXHOD HP TXH HUDP RV SUySULRV GDQoDULQRV p TXH FULDYDP RV
PRYLPHQWRV" &DXVDYD HVWUDQKH]D FKDPDU GH EDLODULQRV DTXHODV SHVVRDV TXH
FRQYHUVDYDP H GLVFXWLDP VREUH R TXH H[SUHVVDU FRP VHXV PRYLPHQWRV GDQoDYDP
FRPSpVGHVFDOoRVFDEHORVVROWRVHILJXULQRVTXHSRGHULDPVHUHQFRQWUDGRVHPXP
JXDUGDURXSD FRPXP $ RXVDGLD GDTXHOHV DUWLVWDV HVWDYD QD GLVSRVLomR HP
TXHVWLRQDU RV SDGU}HV LPSRVWRV SHOD WUDGLomR GRV EDOpV GR UHSHUWyULR FOiVVLFR H QD
YRQWDGHGHH[SUHVVDUOLYUHPHQWHDWUDYpVGDOLQJXDJHPGDGDQoDXPDWHPiWLFDPDLV
VLPSOHV H QDWXUDO DV UHODo}HV GR LQGLYtGXR FRQVLJR PHVPR H FRP R PXQGR TXH R
FHUFD 5(,6S 

'LVVHPLQDQGRXPSHQVDPHQWRDPSORGHGDQoDRJUXSR7UDQV)RUPDFRQWLQKDDLGHLD
GDSHVTXLVDHPPRYLPHQWRDEULJDYDHPVHXID]HUDUWtVWLFRDSURSRVWDGHLQRYDUFRPDEHUWXUD


*UXSRFULDGRHPHP%HOR+RUL]RQWHIRUPDGRSRUDOXQRVGD(VFRODGH'DQoD0RGHUQD0DULOHQH0DUWLQV

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LQYHVWLJDWLYD SDUD XPD QRYD HVWpWLFD GH GDQoD HP XP FDPLQKR GLVWLQWR GDV QDUUDWLYDV
EXUJXHVDVHIDQWiVWLFDVGRVUHSHUWyULRVFOiVVLFRVWUDGLFLRQDLV

)LJ,PDJHPGRHVSHWiFXOR9LGURV0RtGRVGR*UXSR7UDQV)RUPD


)RQWH'HQLVH6WXW]*UXSR7UDQV)RUPD

1RDQRVHJXLQWHLPEXtGDGDYRQWDGHGHLQYHVWLJDURPRYLPHQWRHPQRYDVHVWpWLFDV
LQWHJUHL XP Q~FOHR GH SHVTXLVD DUWtVWLFD HP &DPSLQDV63 LQJUHVVDUD QRV FXUVRV GH
EDFKDUHODGR H OLFHQFLDWXUD HP GDQoD QD 81,&$03  H SDUWLFLSHL GR ,, )/$$& )HVWLYDO
/DWLQR $PHULFDQR GH $UWH H &XOWXUD HP %UDVtOLD 1HVWH IHVWLYDO SXGH DVVLVWLU DR HQVDLR H
DSUHVHQWDo}HVGRJUXSRGHGDQoDTran-Chan3GH6DOYDGRU
2 *UXSR Tran-Chan YLQKD GD DPELHQWDomR XQLYHUVLWiULD GD (VFROD GH 'DQoD GD
8QLYHUVLGDGH )HGHUDO GD %DKLD 8)%$ QDTXDODVEDLODULQDVFULDGRUDVIRUDPHVWXGDQWHVH
SRVWHULRUPHQWH SURIHVVRUDV 2 SULQFLSDO HQIRTXH GR JUXSR HUD H[SUHVVDU DV H[SHULrQFLDV GH
YLGD DWUDYpV GH XPD PRYLPHQWDomR H JHVWXDOLGDGH RULXQGDV GH VXD FULDomR VHP VHJXLU
PRGHORVSUpHVWDEHOHFLGRVHHVSHFLDOPHQWHFDOFDGDQDPRYLPHQWDomRHVSRQWkQHDHFRWLGLDQD
6,/9$ 
6HX HVWLOR SHFXOLDU GH GDQoD HVWi LPSOLFDGR QDV SHVTXLVDV VREUH R PRYLPHQWR QD
EXVFDGDRULJLQDOLGDGHHQDSHUWLQrQFLDWHPiWLFDHPFDGDSURMHWRFRUHRJUiILFR  
'HVVDIRUPDYHPRVVXUJLUXPDQRYDUHODomRFRPRJHVWRHDGDQoD 5HQDWD'XDUWH
$38'6,/9$S 



*UXSRFULDGRHPSRU/HGD0XKDQDH%HWWL*UHEOHUQmRWHQKRUHJLVWURFHUWRGHTXDOREUDIRLDSUHVHQWDGD
QHVWHHYHQWRPDVSHORDUTXLYRGRJUXSRSRGHULDVHUProsa caótica

$(VFRODGH'DQoDGD8QLYHUVLGDGH)HGHUDOGD%DKLDDEULXRSULPHLURFXUVRVXSHULRUGHGDQoDQR%UDVLOH³WHP
VLGRXPFHQWURGLIXVRUGHFRQKHFLPHQWRHWURFDGHH[SHULrQFLDVGHVGHDVXDIXQGDomR´ 6,/9$S 

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$ PRYLPHQWDomR H D LQWHUDomR FrQLFD QDV REUDV GR Tran-Chan DEDUFDYDP
DXWHQWLFLGDGHDSRQWRGRVHVSHFWDGRUHVFRPSDUWLOKDUHPGDLPSUHVVmRGH“o que elas fazem é
o reflexo do cotidiano...” RXPHVPR “...elas interpretam a si mesmas...”2UHVXOWDGRGHXP
SURFHVVR DUWtVWLFR TXH WHP QR FRUSR GR LQWpUSUHWH R VHX FHQWUR H HODERUD VXD FULDomR SHODV
UHVSRVWDV JHUDGDV QRV H[HUFtFLRV GH LPSURYLVDomR H SHORV WHPDV 8P SULQFtSLR GH FRUSR
FRQVWUXtGRFHQLFDPHQWHQRTXDODSHVTXLVDGRPRYLPHQWRpDWpFQLFDGRJUXSRHDSUHSDUDomR
GRFRUSRVHID]LDduranteHpeloSURFHVVRFULDWLYR 6,/9$S 

)LJ,PDJHPGR*UXSR7UDQ&KDQ


)RQWH%ORJGRJUXSRQDLQWHUQHW

6LWXRPLQKDLQLFLDomRDUWtVWLFDDRSHUtRGRGHFRQWDWRFRPDVREUDVHSHQVDPHQWRVGH
GDQoD WUD]LGRV SHORV JUXSRV Trans-Forma H Tran-Chan 1D IUXLomR GDV REUDV H QR FRQWDWR
FRP RV SURIHVVRUHV TXH WUD]LDP RV SULQFtSLRVLQDXJXUDLVGDGDQoDFRQWHPSRUkQHD FDPLQKHL
HP PLQKD IRUPDomR FRPR DUWLVWD H QHVWH DPELHQWH IXL IDFLOLWDGD D SHUFHEHU PHX SURMHWR
DUWtVWLFRDLQGDHPGHYLU
0HX SURMHWR DUWtVWLFR DEDUFDYD HQWmR RV LGHiULRV GH IOX[R GR FRUSR HP OLEHUGDGH GR
PRYLPHQWR FRWLGLDQR HP FHQD GD LPSURYLVDomR FRPR SUHSDUDomR H FULDomR FrQLFD SHOD
DWHQomRjVSUiWLFDVFRUSRUDLVSOXUDLVTXHQmRVHDWHQWDPjUHSURGXomRVRPHQWHGHSDGU}HVMi
HVWDEHOHFLGRVPDVWDPEpPDRH[HUFtFLRGRHVWDGRGHDWHQomRFRUSRUDOSDUDRDTXLDJRUDSHOD
FRQVWLWXLomR GH QRYDV UHODo}HV GH WUDEDOKR URPSHQGR UHODo}HV WUDGLFLRQDLV GH VXERUGLQDomR
SDUDHVWDEHOHFHUSDUFHULDVFRPRUJDQL]DomRPDLVFROHWLYDGRWUDEDOKRFULDWLYR


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(GXFDomRGHMRYHQV

'H FHUWD IRUPD R PDWHULDO TXH GHVHQYROYR QRV SURFHVVRV GH DXODV FRP MRYHQV HP
IRUPDomR DUWtVWLFD HQYROYH PLQKDV SUySULDV TXHVW}HV H PRWLYDo}HV FRPR DUWLVWD &RPR PH
GLVVH $QD $QJpOLFD $OEDQR só podemos encantar aos outros com aquilo que nos encanta
&RPRVRXXPDDUWLVWDDIHWDGDSHODVDo}HVGDGDQoDFRQWHPSRUkQHDGHVGHRVWHPSRVGHPLQKD
LQLFLDomRDUWtVWLFDWUDJRHQFDUQDGRHPPHXID]HUGRFHQWHRVFDPLQKRVHSURFHGLPHQWRVGHVWD
DUWH
'HQWUR GHVWHV SURFHGLPHQWRV HVWmR D HVFROKD GH WHPDV GH SHVTXLVD UHODFLRQDGRV DR
QRVVR PXQGR FLUFXQGDQWH GLVWDQWH GDV QDUUDWLYDV EXUJXHVDV H IDQWiVWLFDV R FRUSR FRPR
PDWHULDOLGDGH LQYHVWLJDWLYD FDSD] GH H[SUHVVDU DV H[SHULrQFLDV GH YLGD D YDORUL]DomR GD
SHVTXLVD H GH PRYLPHQWRV GR FRWLGLDQR H QmR DSHQDV KDELOLGDGHV YLUWXRVDV HODERUDomR GH
H[HUFtFLRVFRPSUiWLFDVFRUSRUDLVYROWDGDVjOLEHUGDGHSUHSDUDomRGRFRUSRTXHVHID]GXUDQWH
HSHORSURFHVVRFULDWLYRDomRFULDGRUDHFUtWLFDSUHVHQWHQDVSUiWLFDVHQDSHUWLQrQFLDWHPiWLFD
GHFDGDSURMHWR
$PDWHULDOLGDGHSHVTXLVDGDHPPHXWUDEDOKRGRFHQWHHVWiIRFDGDQRFRUSR,QWHUHVVR
PHSHODPXGDQoDQRVHVWDGRVFRUSRUDLVSHODVDo}HVPRYLPHQWRVHJHVWXDOLGDGHVRULXQGRVGD
LQYHVWLJDomR FrQLFD GH XPD WHPiWLFD HVFROKLGDSDUDRWUDEDOKRHP JUXSR&RPRSURIHVVRUD
SURFXUR ID]HU HPHUJLU VHQVDo}HV SHUFHSo}HV H Do}HV H[SUHVVLYDV QR FRUSR FRQVFLHQWH GRV
MRYHQV HP IRUPDomR H FRP HVWD PDWHULDOLGDGH H[SUHVVLYD EXVFR FRQVWUXLU SDUFHULDV HP
WUDEDOKRVDUWtVWLFRVFRPVHQWLGRVSDUWLOKiYHLVSHORFROHWLYR
$ SDUWLU GHVWH HQIRTXH WUDJR XP EUHYH UHODWR GH XPD H[SHULrQFLD UHDOL]DGD QD
GLVFLSOLQD³/DERUDWyULRGRFRUSRHYR]´QDTXDOVRXXPDGDVSURIHVVRUDVHQYROYLGDVFRPD
IRUPDomRDUWtVWLFDGHMRYHQVXQLYHUVLWiULRV
(VWD H[SHULrQFLD YHUVD VREUH XPD SURSRVWD GH FXUVR QR TXDO DV DWLYLGDGHV GH
SUHSDUDomR GR FRUSR QmR WLQKD DSHQDV R REMHWLYR GH DTXLVLomR GH KDELOLGDGHV PRWRUDV SDUD



 $V GLVFLSOLQDV ³/DERUDWyULR GR FRUSR H GD YR]´ WRWDOL]DP XP FRQMXQWR GH  GLVFLSOLQDV VHPHVWUDLV FRP
FRQWH~GRVDEUDQJHQWHVSDUDDIRUPDomRGRDUWLVWDGXUDQWHREDFKDUHODGRHP$UWHV&rQLFDVQR,QVWLWXWRGH$UWHV
GD81(636RXXPDGDVSURIHVVRUDVUHVSRQViYHLVSRUHVWDGLVFLSOLQDFRPFDUJDKRUiULDGHKRUDVVHPHVWUDLV
GXUDQWH RV RLWR VHPHVWUHV GHFXUVR GH JUDGXDomR 1HVWH DQR GHGLYLGL R FXUVR FRP D 3URID 'UD :kQLD
6WRUROOLUHVSRQViYHOSHODiUHDGHYR]HFDQWR

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PRYHUVHHGDQoDUHUDPFRPSRQHQWHVGDVHQVLELOLGDGHHGDDomRFULDGRUD2ID]HUHRFULDU
HVWLYHUDPLQWHUOLJDGRVQRWHFLGRFRQVWUXWRUGDDXOD



23URMHWR-RUQDO


(VWDH[SHULrQFLDRFRUUHXGXUDQWHRGHVHQYROYLPHQWRGHXPSURMHWRGHDXODUHDOL]DGR
FRP MRYHQV FRP LGDGH HQWUH  D  DQRV DOXQRV GH DUWHV FrQLFDV RFRUULGR QR VHJXQGR
VHPHVWUHGH
0XLWRV EUDVLOHLURV OHPEUDPVH TXH QR DQR GH  D HFRQRPLD EUDVLOHLUD HVWDYD
DEDODGD: A inflação aumentara o preço da luz e dos produtos, aliados ao crescimento de
desemprego. No meio ambiente, instaurou-se uma crise da água com baixas nos reservatórios
que restringiu o uso de consumo de água em grandes cidades. Uma catástrofe ambiental
assombrara o país com o rompimento da barragem da mineiradora Samarco, em Minas
Gerais. A política brasileira iniciava uma série de conflitos com crises partidárias, acusações
e denúncias com julgamento de políticos inclusive na Presidência da República.
(PSOHQRFXUVRSHQViYDPRVFRPRWRGRVHVWHVIDWRVLQWHUIHULULDPRXQmRHPQRVVR
FRWLGLDQR GHWUDEDOKR ( HX SHQVDYD FRPRFRQVLGHUDUDDWXDOLGDGHFLUFXQGDQWHQRPHXID]HU
FRPRSURIHVVRUDDUWLVWDSHVTXLVDGRUDGHQWURGRVHVWXGRVGRFRUSRHPQRVVDVDXODV
1RFDQWRGDVDODGHDXODDOJXQVMRUQDLVHPSLOKDGRVHQWUDUDPQDFRQYHUVD)DODPRV
VREUH DV QRWtFLDV TXH WRGRV RV GLDV VXUSUHHQGLDP H QRV DEDODYDP $V IRWRJUDILDV LPSUHVVDV
QRVMRUQDLVQRVIL]HUDPUHIOHWLUVREUH DH[SUHVVLYLGDGHGDVLPDJHQVFRQJHODGDVQRWHPSR2
MRUQDO GH EDL[R FXVWR IDFLOLGDGH GH DTXLVLomR H UHFLFOiYHO VH LQFRUSRURX DR SURMHWR GH
WUDEDOKRGDGLVFLSOLQD
Notícias novas, notícias antigas, o tempo e as repetições, o tempo e as mudanças,
tudo estava impresso nas folhas de jornal. A tinta da folha se misturou ao suor dos corpos em
movimento.
$ PDWHULDOLGDGH GR MRUQDO HQWURX HP FRPSRVLomR FRP D PDWHULDOLGDGH GRV FRUSRV
&RUSRV HVWXGDUDP VXSRUWH LQVWiYHO DR DQGDU VREUH SLOKDV GH MRUQDLV MRUQDLV IRUDP UDVJDGRV
SHORV GHGRV GRV SpV H WUDQVIRUPDGRV HP YHVWLPHQWDV FKDSpXV IORUHV FRPLGD SiVVDURV H
DEULJRGXUDQWHDVSURSRVWDVDUWtVWLFDVGHDXOD

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2 FRUSR SHUFHELGR SRU GHQWUR H FRQHFWDGR FRP R DPELHQWH H[WHUQR HVWDEHOHFHX
UHODo}HVGHDWUDYHVVDPHQWRFRPRLQWHULRUHH[WHULRUGRFRUSR$VVLPDVH[SHULrQFLDVGHVDOD
GHDXODRIOX[RGRFRUSRHPPRYLPHQWRVHDEULXSDUDDH[WHULRULGDGHGRPXQGRFLUFXQGDQWH
2 SHVR GRV FRUSRV VREUH D WH[WXUD ILQD GR MRUQDO R SXOVR UtWPLFR GR PRYLPHQWR
FRQMXQWR HVSDOKDQGR DV QRWtFLDV DV IROKDV VH WUDQVIRUPDQGR HP ILJXULQRV H DFHVVyULRV DV
YR]HVUHSURGX]LQGRWH[WRVGHPDQFKHWHVHSHUVRQDJHQVVXUJLUDPQHVWDVUHODo}HV
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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte




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IRUPDomR DUWtVWLFD QR WUDEDOKR FRP MRYHQV  $VVLP SHQVR HP PDQHLUDV GH SURSLFLDU
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PXQGR´HGHQHOHDWXDU
)LQDOL]RHVWHUHODWRFRPXPGHSRLPHQWRGHXPDMRYHPSDUWLFLSDQWH

Achei muito refinado o projeto sobre o tema jornal. Surgiram imagens e
explorações belíssimas, mas chego ao final do trabalho com a sensação de que
apreendi o conteúdo mais por vias sensoriais do que racionais. Talvez não
conseguisse elencar em tópicos todas as lições que aprendemos, mas as tenho
gravadas em mim. Encaro o semestre como uma vivência, um grande processo de
sensibilização e de tomada de contato íntimo. 0DULDQD0DULQKR 2015


&216,'(5$d®(6),1$,6

$VREUDVHPGDQoDFRQWHPSRUkQHDWUD]HPDSRpWLFDGRPRYLPHQWRHDHVSHFLILFLGDGH
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GHVHQYROYLPHQWRFrQLFRGHXPSURSyVLWRHVSHFtILFRRXXPWHPD
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  3DUD HVWH HGXFDGRU RVXMHLWR KLVWyULFR SURQXQFLD R PXQGR DR FRQVWUXLU VHX GLVFXUVR 1R QRVVR FDVR R
GLVFXUVRQRPXQGRVHULDDSUySULDFHQDDUWtVWLFD2FRUSRHPHVWDGRGHDUWHSURGX]XPGLVFXUVRSUySULRGHVXD
PDWHULDOLGDGHHPEXVFDGHVHQWLGRVVREUHDYLGDHWDPEpPFRPRXPPRGRGHUHFULDUDUHDOLGDGH$SDUWLUGHVWH
GLVFXUVRFHQDQRPXQGRRFRUSRVXMHLWR±³DSUHQGHDHVFUHYHUVXDYLGDFRPRDXWRUHDVVLPVHH[LVWHQFLDOL]DUQD
H[SHULrQFLDGHFRQVWUXLUDVXDKLVWyULD” )5(,5( HFRPHODVHLQVHULUQRPXQGRDRGLDORJDUFRPHOH$V
SURSRVWDVGH3DXOR)UHLUHVmRSURYRFDGRUDVSRUQRVLQVWLJDUDOHURPXQGRSDUDSRGHUWUDQVIRUPiOR


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$R HQYROYHU D H[SUHVVLYLGDGH GDV Do}HV GR FRWLGLDQR R WUDEDOKR HP GDQoD
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rito da iniciação6mR3DXOR3OH[XV(GLWRUD
%$1(66DOO\Greenwich Village, 1963: Avant-garde, performance e o corpo efervescente.
5LRGH-DQHLUR5RFFR
BBBBBBBBBBBBBBTerpsichore in Sneakers.+DQRYHU:HVOH\DQ8QLYHUVLW\3UHVV
)5(,5(3DXOREducação e Mudança.6mR3DXOR3D]H7HUUD
/(3(&., $QGUp Choreografy as an apparatus of capture LQ 7KH 'UDPD 5HYLHZ 1HZ
<RUN8QLYHUVLW\DQG0,7
/2833( /DXUHQFH Poética da dança contemporânea. 7UDGXomR 5XWH &RVWD /LVERD
3RUWXJDO(GLo}HV2UIHX1HJUR
0$*$/+­(65REHUWR&DUYDOKRHistória da Arte ou Estória da Arte?'RVVLr+LVWyULDGD
$UWH9DULDKLVWYROQR%HOR+RUL]RQWH-XO\'HF

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5(,6 *OyULD Cidade e palco: Experimentação, transformação e permanências. %HOR
+RUL]RQWH(GLo}HV&XDWLDUD
6,/9$(OLDQD5RGULJXHVDança e pós-modernidade6DOYDGRU('8)%$
9,/(/$ /LOLDQUma vida em dança: Movimentos e percursos de Denise Stutz.6mR3DXOR
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6LWHKWWSVWUDQFKDQZRUGSUHVVFRP$FHVVRHPGHRXWXEURGH

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H SRWHQFLDOLGDGHV SDUD HQWmR GLDORJLFDPHQWH LQWHUYLU SURSRU DUWLFXODU VH  H
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8(06 HQWUHRXWUDVDWXDo}HVYHQKRGHVHQYROYHQGRXPWUDEDOKRFRPVXMHLWRVHPIRUPDomR
GRFHQWHSULQFLSDOPHQWHQDVGLVFLSOLQDVTXHLQFOXHPRV~OWLPRVHVWiJLRVHP7HDWURGRFXUVR
(VVH p WDPEpP R OXJDU SRU RQGH WUDQVLWR DWXDOPHQWH QD /LFHQFLDWXUD HP 7HDWUR GD
8QLYHUVLGDGH)HGHUDOGH0LQDV*HUDLV 8)0* RQGHHVWRXGHVGH
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DRPRGRFRPRHVVHVVXMHLWRVFRQVHJXLULDPSHQVDUVHXVSHUFXUVRVGHQWURGRHVWiJLRLVWRpVHX
SURFHVVRSHGDJyJLFRIRUPDWLYRFRPRSURIHVVRUGHSRLVFRPRHOHVVHWRUQDULDPFDSD]HVGH
DQDOLVDU H LQWHUSUHWDU R TXH IL]HUDP H D SDUWLU GLVVR FULDU XP UHJLVWUR GD VXD SUiWLFD
SHGDJyJLFDTXHQRFDVRGR7HDWURWDPEpPVHFRQVWLWXHPFRPRSURFHVVRVFULDWLYRV

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PH SDUHFLDP FRPXQV QHVVH WLSR GH GLVFLSOLQD SRU YH]HV H[SOtFLWR HP HPHQWDV RXWUDV SRU
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/LFHQFLDWXUDHP7HDWURQD(VFRODGH7HDWURGD8QLYHUVLGDGH)HGHUDOGD%DKLD 8)%$ ±HUD
RVHJXLQWHRDOXQRHODERUDXPSURMHWRGHHQVLQRSDUDSHQVDURVXDDWXDomRGXUDQWHRHVWiJLR
VHJXLGRGHSODQRVGHDXODKiDOJXQVHQFRQWURVQRVTXDLVVHUHODWDRTXHHVWiVHQGRSODQHMDGR
HGHVHQYROYLGRHSDUDVLVWHPDWL]DUDH[SHULrQFLDUHGLJHVHXPUHODWyULRQRILQDOGRSHUFXUVR
(QWmRQDVPLQKDVSULPHLUDVH[SHULrQFLDVFRPRGRFHQWHHPDPEDV8QLYHUVLGDGHVR
DOXQRWLQKDXPDFULVHQRLQtFLRGRHVWiJLR±FRPRDLQGDWHP±LQWHUURJDQGRVHFRPRpTXHHX
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OHWLYR"-XQWRWRGDVDVDQRWDo}HVFULRDTXHOHFRQMXQWRGHGDGRVDTXHODFROFKDGHUHWDOKRVGH
LQIRUPDo}HVRUJDQL]RQXPDSRVVtYHOHVWUXWXUDHHQWUHJRQXPDHVSpFLHGHUHODWyULR"
$ SULQFtSLR GH XP ODGR UHSURGX]LQGR RV IRUPDWRV GDV GLVFLSOLQDV GH HVWiJLR TXH
FXUVHL H GH RXWUR VHJXLQGR PRGRV GH RUJDQL]DomR VXJHULGRV VHJXL HVVH PRGR GH
RUJDQL]DomR&RPRUHVXOWDGRUHFHELDUHODWyULRVFRPGDGRVHVWUXWXUDLVPHUDPHQWHGHVFULWLYRV
VLVWHPiWLFRVPXLWRVFRPFUtWLFDVjVSUiWLFDVGRFHQWHVGRVSURIHVVRUHVUHJHQWHVGDVWXUPDVQDV
TXDLVRVHVWDJLiULRVDWXDUDPTXDVHQHQKXPFRPDOJXPDDQiOLVHGDVXDSUySULDSUiWLFDVHMD
SRVLWLYDRXQHJDWLYD
(UD HVVH R TXDGUR TXH VH DSUHVHQWDYD DOXQRV HP FULVH FRQVWDQWH VRIUHQGR FRP XP
SURFHVVR TXH GHYHULD VHU LQVWLJDGRU HVWLPXODQWH SURYRFDGRU H WUDQVIRUPDGRU (VVHV
SURIHVVRUHV HP IRUPDomR QmR YLDP HVWH FRPR XP SURFHVVR FULDWLYR GH PDQHLUD TXH VXD
SHUFHSomRHSRUFRQVHJXLQWHVXDSUiWLFDQmRHUDPDWUDYHVVDGDVSRUXPSHQVDPHQWRSRpWLFR
4XHHIHLWRLVVRHVWiWUD]HQGRSDUDHVVHVXMHLWRSDUDVXDIRUPDomRGRFHQWHHSDUDVHX
WUDEDOKR GHQWUR GD VDOD GH DXOD" &RPR GHVHQYROYHU XP SURMHWR SDUD TXH HVWD HWDSD H

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RSRUWXQLGDGH HP VHX SHUFXUVR IRUPDWLYR QmR VH WRUQHP XP PHUR WUDEDOKR VLVWHPiWLFR H
QRUPDWLYR"2TXHDWpHQWmRHUDRTXHHVWDYDDFRQWHFHQGR
'LDQWH GLVVR XPD SULPHLUD DXWRSURYRFDomR VXUJLX FRPR DQLPDU GHVGH R SULQFtSLR
XPPRYLPHQWRFULDWLYRTXHH[SUHVVDVVHDVYR]HVGDTXHOHVVXMHLWRVHTXHDRPHVPRWHPSRMi
DSUHVHQWDVVH XPD SRVVtYHO SHUVSHFWLYD H MXVWLILFDWLYD FRQFHLWXDO PHWRGROyJLFD H SHGDJyJLFD
SDUDVXDVLPHUV}HVHLQWHUYHQo}HVQDHVFROD"
1HVVH VHQWLGR YHQKR LQYHVWLJDQGR XPD SRVVtYHO DERUGDJHP DFHUFD GH SURFHVVRV GH
HQVLQRHDSUHQGL]DJHPHP7HDWURFRQVLGHUDQGRPLQKDVH[SHULrQFLDVQHVVDiUHDFRPRDUWLVWD
SHVTXLVDGRUHSURIHVVRURTXHPHOHYRXHQWUHDQiOLVHVHDWXDOL]Do}HVDRTXHWHQKRFKDPDGR
GH³SRpWLFDVGDVDODGHDXOD´ /Ë5,2S 
(VVD H[SUHVVmR p GHVGREUDPHQWR GD FRPSUHHQVmR GH TXH PH SDUHFH UHGXQGDQWH
DERUGDU SURFHVVRV FULDWLYRV H GH HQVLQRDSUHQGL]DJHP VHSDUDGDPHQWH FRPR UHGHV
GLVVRFLDGDVTXHVHFRQVWLWXHPHPHVSDoRVWHPSRVHGLQkPLFDVGLVWLQWDV3HUFHSomRHVWDTXHp
IUXWR GH VHJPHQWDo}HV H GLFRWRPLDV FRQYHQFLRQDLV REVROHWDV HQWUH D SUiWLFD DUWtVWLFD H D
SHGDJyJLFD 1HVVH SDVVR FRPSUHHQGL TXH UHVJXDUGDGDV DV HVSHFLILFLGDGHV WRGD SRpWLFD p
SHUPHDGD SRU XP YHWRU SHGDJyJLFR RX GHYHULD VHU  H GR PHVPR PRGR WRGD VLWXDomR GH
HQVLQRHDSUHQGL]DJHPpDWUDYHVVDGDSRUXPSURFHVVRGHFULDomR
&RPSDUWLOKDU HVVD SHUVSHFWLYD FRP RV DOXQRVHVWDJLiULRV DFDERX SRU DQLPDU QRYRV
ROKDUHVSDUDVXDVSUiWLFDVQDVDODGHDXODSDUDRHQVLQRGH7HDWURHSDUDQyVPHVPRVSDUDD
PDQHLUD FRPR LUtDPRV QRV HQ[HUJDU H QRV SHUFHEHU VHP D RQWROyJLFD VHSDUDomR HQWUH R
SURIHVVRUHRDUWLVWD(VVDGLYLVmRpDOJRTXHPHLQFRPRGDYDHVREUHRTXrPHTXHVWLRQDYD
GHVGH TXDQGR HUD DOXQR GD JUDGXDomR HTXH IRL DWUDYHVVDQGR PHX FDPLQKR QDGRFrQFLD HP
$UWHVH7HDWURQD(GXFDomR%iVLFD
/DQoDGD HVVD IDJXOKD SURYRFDGRUD UHWRUQHL DR SUREOHPD FHQWUDO GRV FRQWH[WRV GH
HVWiJLR H GHVVD HVFULWD XPD DXWRSURYRFDomR HP SRpWLFD FRPR LQVWLJDU FDPLQKRV H
SRWHQFLDOL]DUDDQiOLVHDHVWUXWXUDomRRUHJLVWURHDDWXDOL]DomRGRVSURFHVVRVFULDWLYRVHGH
HQVLQR H DSUHQGL]DJHP VHP GHL[iORV HVFDSDU DRV GHGRV QRHP SURFHVVR" ( DLQGD FRPR
HQFRQWUDUXPDDERUGDJHPPHWRGROyJLFDTXHIRVVHDRPHVPRWHPSRFULDomRVLVWHPDWL]DomR
HXPDHVFULWXUDXPDPHPyULDHPSURFHVVRHPPRYLPHQWR"

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3UHFLViYDPRVGHXPRXWURWLSRGH³HVFULWD´(QFRQWUDUXPDIRUPDGHUHJLVWURGLQkPLFD
H TXH SXGHVVH DEULJDU WHPSRV HVSDoRV LQWHUDo}HV WHRULDV YR]HV H WUDQVIRUPDo}HV
([SHULPHQWDPRV D FRQVWUXomR GH ³QXYHQV SLFWyULFDV´ ³QXYHQV GH SDODYUDVFKDYH´ ³PDSDV
FRQFHLWXDLV´ PDV HOHV DLQGD HUDP UtJLGRV OLPLWDGRV GH PRGR TXH QmR GDYDP FRQWD GD
GLQkPLFDFDyWLFD±SRUYH]HVHVTXL]RIUrQLFD±GHXPDSRpWLFD1HVVHFHQiULRIRLTXHVXUJLX
SDUDQyVDFDUWRJUDILD
5HVROYLHQWmREXVFDUDOJRTXHXQLVVHWXGRLVVRHTXHSXGHVVHVHUFRQVWUXtGRHQTXDQWR
RVIHQ{PHQRVHVWDYDPDFRQWHFHQGRQDTXHODVSRpWLFDVHHOHVPHVPRVJHUDQGRRXQLYHUVRGH
DQiOLVHVHLQWHUSUHWDo}HVFDUWRJUDILDVGHSRpWLFDV'HVVHPRGRFKHJDPRVDXPOXJDUTXHpGH
DEUDoRDRPRYLPHQWRjGLQkPLFDDRSURFHVVRYLYRHDQyVPHVPRVFRPRVXMHLWRVGHVWH

)OX[RVHUXSWXUDVHnós³RPDSDWDPEpPHVWiQRPHXFRUSR´

'HVVHSRQWRFRPHFHLDLQYHVWLJDUFRPRVDOXQRVGRVHVWiJLRVHVSHFLDOPHQWHDSDUWLU
GR VHJXQGR VHPHVWUH GH  R TXH WHQKR FKDPDGR GH ³FDUWRJUDILDV GH SRpWLFDV´
PDSHDPHQWRV GH SURFHVVRV FULDWLYRV TXH VmR GHVHQYROYLGRV HQTXDQWR HVWHV RFRUUHP HP
PRYLPHQWRGLQkPLFDHLQWHUDo}HVGLYHUVDVUHFRQKHFHQGRIOX[RVUXSWXUDVHnós±HQTXDQWR
HQWUHODoDPHQWRGHYHWRUHVVXDVDUWLFXODo}HVGHXPODGRHDJHQWHVXMHLWRVGHWDLVXQLYHUVRV
GHRXWUR±DSDUWLUGHSURYRFDo}HV DXWR HWQRJUiILFDV1RFDVRGRVHVWiJLRVTXHWrPVLGRRV
FRQWH[WRVGHIODJUDGRUHVGHVVDLQYHVWLJDomRHGHVWHFRQFHLWRHVVDVDERUGDJHQVPHWRGROyJLFDV
DWUDYHVVDPDIRUPDomRHDSUiWLFDGHVVHVSURIHVVRUHVHVWDJLiULRV
(QWmR XP SULPHLUR HQWHQGLPHQWR TXH FRPHoDPRV D WHU IRL TXH QmR SRGHUtDPRV
FRPHoDUXPSURFHVVRSHGDJyJLFRHWDPSRXFRXPDFULDomRWUDEDOKDQGRDSDUWLUGHPRGHORV
SURQWRV'HXPDIRUPDRXXPSODQRTXHHXFRPRSURIHVVRURULHQWDGRUGRHVWiJLRHQWUHJDULD
HGLULDHVVHpRPRGHOR$JRUDYRFrYDLSDUDDVDODGHDXODHRH[HFXWD
,VVRSRUWHUHPPHQWHHFRQFRUGDUFRPXPHQWHQGLPHQWRWUD]LGRSRU3DUH\VRQ  
DR HOHQFDU DOJXPDV FRQFHSo}HV GD ³DUWH FRPR IRUPDWLYLGDGH´ FRPSUHHQGHQGR TXH HVWD
LPSOLFD FULDomR LQYHQomR GH PRGR TXH QmR OKH EDVWDULD DSHQDV D H[HFXomR D SURGXomR D
UHDOL]DomRHRID]HU,VVRWDPEpP0DVpSUHFLVRFRQVLGHUDURSULQFtSLRGHTXH


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HOD QmR p TXDOTXHU FRLVD Mi LGHDGD UHDOL]DomR GH XP SURFHVVR SURGXomR VHJXQGR
UHJUDV GDGDV RX SUHGLVSRVWDV >@ $ DUWH p XPD DWLYLGDGH QD TXDO H[HFXomR H
LQYHQomR SURFHGHP pari passu VLPXOWkQHDV H LQVHSDUiYHLV 1HOD FRQFHEHVH
H[HFXWDQGRSURMHWDVHID]HQGRHQFRQWUDVHDUHJUDRSHUDQGR>@ ,ELGS 


(QWmRDQWHVGHSHQVDUDIRUPDTXHVHULDVHJXQGRHVVHILOyVRIRDREUDHPVHXFDUiWHU
³RULJLQDO H LUUHSHWtYHO´ EXVFDPRV QRV FRQFHQWUDU QR SURFHVVR GH VXD FRQVWLWXLomR QR
³IRUPDU´ QD DWLYLGDGH DUWtVWLFD LVWR p ³>@ QXP H[HFXWDU SURGX]LU H UHDOL]DU TXH p DR
PHVPRWHPSRLQYHQWDUILJXUDUGHVFREULU´FRPRVLQDOL]D3DUH\VRQ S TXDQWRDR
TXHHOHFRQFHLWXDFRPRVHQGRD³IRUPDWLYLGDGH´
¬ OX] GHVVD FRPSUHHQVmR LQYHVWLPRV HQWmR QXPD SRpWLFD TXH EXVFD R FDUiWHU
IRUPDWLYR GD FULDomR TXH SRU VXD YH] ³>@ FRQFHEH DV REUDV GH DUWH FRPR RUJDQLVPRV
YLYHQGR GH YLGD SUySULD H GRWDGRV GH OHJDOLGDGH LQWHUQD >@´ ,ELG S   1mR SRU DFDVR
HVVDSHUVSHFWLYDFRLQFLGHFRPSULQFtSLRVTXHDWUDYHVVDPDDERUGDJHPFDUWRJUiILFDWDQWRQR
FDUiWHUSHUIRUPDWLYRTXDQWRQRHQWHQGLPHQWRGDH[SHULrQFLDFRPRXP³>@XPVDEHUID]HU
LVWRpXPVDEHUTXHYHPTXHHPHUJHGRID]HU´ 3$6626%$5526S 
6HQGR DVVLP QmR SRGtDPRV GHFDOFDU RXWURV PRGHORV FRPR QRV VLQDOL]D 'HOHX]H H
*XDWWDUL   DR VH UHIHULU DR UL]RPD FRPR PDSD H QmR FRPR GHFDOTXH 'H PRGR TXH
FRQVLGHUDQGR HVVD OLQKD GH SHQVDPHQWR TXH DGPLWH D P~OWLSODV HQWUDGDV GH XP PDSD HP
RSRVLomR DR GHFDOTXH TXH VHULD VHPSUH XP UHWRUQR ³DR PHVPR´ tDPRV PDSHDU R QRVVR
SUySULR PRGHOR /RJR HQWHQGHPRV TXH QmR VHULD SRVVtYHO UHSURGX]LU PRGRV GH RSHUDU
&RPSUHHQGHPRV TXH LVVR QmR p FRHUHQWH FRP D FULDomR HP DUWH H QHP FRP RV SURFHVVRV
SHGDJyJLFRVQDHVFROD(QWmRDJHQWHSUHFLVDYDFRQVWUXLUPRGRVGHVHUHVWDUQDTXHOHOXJDU
(VVHWLSRGHFRPSUHHQVmRQRVOHYRXDUHFRQKHFHUTXHDQRVVDSURSRVWDFRQVLGHUDQGR
R PDSHDPHQWR FRPR IHUUDPHQWD H SURFHGLPHQWR SDUD VLVWHPDWL]DomR DWXDOL]DomR H UHJLVWUR
DFRQWHFHULD HP H[SHULPHQWDomR HQTXDQWR R SURFHVVR RFRUULD HP UHODomR FRP DTXHOD
UHDOLGDGHFRPXQLYHUVRHDVGLQkPLFDVLPSOLFDGDVQDHVFROD
'LDQWH GLVVR DLQGD HUD SUHFLVR FODUHDU HRX VXEOLQKDU DOJXPDV TXHVW}HV 3DUD TXr
PDSHDUHVVDVSRpWLFDVGDVDODGHDXOD"4XDLVRVSURFHGLPHQWRVHSULQFtSLRVGHVVDDERUGDJHP"
2TXHVHULDFRQVLGHUDGRQHVVDFDUWRJUDILD"
3DUWLPRVGHXPROKDUSDUDRPDSDFRPRDOJRTXH


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>@ p DEHUWR p FRQHFWiYHO HP WRGDV DV VXDV GLPHQV}HV GHVPRQWiYHO UHYHUVtYHO
VXVFHWtYHOGHUHFHEHUPRGLILFDo}HVFRQVWDQWHPHQWH(OHSRGHVHUUDVJDGRUHYHUWLGR
DGDSWDUVH D PRQWDJHQV GH TXDOTXHU QDWXUH]D VHU SUHSDUDGR SRU XP LQGLYtGXR XP
JUXSRXPDIRUPDomRVRFLDO '(/(8=(*8$77$5,S 


'Dt UHFRQKHFHPRV TXH HVVD HVWUXWXUDHDERUGDJHPGLQkPLFDVWRUQDULDSRVVtYHO R
DFRPSDQKDPHQWR GH SHUFXUVRV SRpWLFRV H SHGDJyJLFRV R VHX HQJHQGUDPHQWR   SHUFHEHU
GHVHQYROYHU H GHVGREUDU FRQH[}HV HP UHGH QR XQLYHUVR GD HVFROD H VXDV LPSOLFDo}HV QR
SURFHVVR GH FULDomR   FULDU XP SODQR GH FRPSRVLomR TXH FRQVLGHUDVVH HOHPHQWRV
KHWHURJrQHRV RULXQGRV GH GLYHUVDV OXJDUHV H D VXD IXQomR QD JrQHVH WDPEpP PDUFDGD SRU
PXOWLSOLFLGDGHVGRSURFHVVRFULDWLYRHGHHQVLQRHDSUHQGL]DJHP SURYRFDUSUREOHPDWL]DU
HFULDU DEHUWXUDVSDUDSHQVDUFULDUSHGDJRJLDVHSRpWLFDVSRVVtYHLVQRHQVLQRGH7HDWURH 
FULDUXPDPHPyULDYLYDGHSRpWLFDVGDVDODGHDXOD
3DUD WDQWR FRPHoDUtDPRV SHOR PDSHDPHQWR GDV YR]HV H DIHWRV GRV VXMHLWRV QR FDVR
GRV HVWiJLRV RV SURIHVVRUHV GH 7HDWUR HP IRUPDomR RV DOXQ[V GD LQVWLWXLomR HVFRODU R
GRFHQWHUHJXODU±TXHSRGHULDVHU$UWHV±HHXTXHWDPEpPLQWHJURHVVHSURFHVVR
,VVRFRPHoDHPnós±HPDPERVVHQWLGRVTXHDTXLVHDSUHVHQWDP±PDSHDQGRQRVVRV
GHVHMRVQRVVDVLQTXLHWDo}HVSUREOHPDWL]Do}HVSRVVLELOLGDGHVGHLQWHUYHQomRFRQKHFLPHQWRV
SUpYLRV DFHUFD GDV SHGDJRJLDV GR 7HDWUR GH SURFHGLPHQWRV UHODFLRQDGRV j FULDomR
DXWR SURYRFDQGRQRVHDVVLPVXEOLQKDQGRQRVVROXJDUFRPRVXMHLWRVGHVVDVSRpWLFDV1HVVH
ROKDUDRPHVPRWHPSRSHUFHEHPRVYiFXRVTXHQRVGL]LDPTXHQmRpUDPRVRV~QLFRV
$VVLP R SUy[LPR SDVVR IRL D LPHUVmR H LQWHUDomR FRP R XQLYHUVR GD HVFROD SDUD D
FRQVWUXomR GH HWQRJUDILDV TXH LPSOLFDYD LGDV H YLQGDV QXPD GLQkPLFD TXH GXUDULD WRGR R
SHUFXUVR QDTXHOH OXJDU LQFOXLQGR REVHUYDo}HV GRV HVSDoRVWHPSRV GD HVFROD HVFXWD
UHJLVWURV VLVWHPDWL]Do}HV DQiOLVHV H UHWRUQR j HVFXWD HP IOX[RV TXH DRV SRXFRV j PHGLGD
TXHVHQWLGRVLDPVHDXWRGHVPRQWDQGRHVHUHPRQWDQGRDWXDOL]DQGRVHHPGHYLU
(QWmR R HVWiJLR FRPHoD FRP HVVD REVHUYDomR FRQVWUyLVH XP UHJLVWUR DWUDYpV GD
FULDomR GH GLiULRV GH ERUGR TXH SRVWHULRUPHQWH HP VLVWHPDWL]Do}HV DQiOLVHV H
LQWHUSUHWDo}HV DOLPHQWDP RV PDSDV (QWmR YROWDVH D HVFXWDU HVVH SURFHVVR H VHX XQLYHUVR
,VVRWXGRVHQGRUHJLVWUDGR(VVHROKDUSDUDDHVFRODpIXQGDPHQWDOSDUDLGHQWLILFDUTXHPVmR
DTXHOHVVXMHLWRVVXDVLQWHUUHODo}HVHGHPDQGDVQDTXHOHOXJDU

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(VVH H[HUFtFLR HQTXDQWR HWQRPHWRGRORJLD QmR VH UHIHUH WDQWR DR PpWRGR PDV DR
FDPSR GHLQYHVWLJDomR FRPR UHVVDOWD$QGUp  LVWRpXP ROKDUSDUDRPRGRFRPRRV
VXMHLWRV HVWUXWXUDP H FRPSUHHQGHP VHX GLDDGLD H VXDV SUiWLFDV FRWLGLDQDV OHJLWLPDQGR
DVVLPDVIRUPDVGHFRPSUHHQVmRDGYLQGDVGHVVHFRQWH[WRGRVHQVRFRPXPWHQGRSRUIRFR
WDLVSUiWLFDVHDVDWLYLGDGHVTXHDWUDYHVVDPDYLGDGDTXHOHVVXMHLWRV
1HVVH VHQWLGR D HWQRJUDILD EXVFD FRPSUHHQGHU R VLJQLILFDGR TXH HVVDV Do}HV H RV
IHQ{PHQRV GHODV JHUDGRV WrP SDUD DTXHODV SHVVRDV TXH IRUMDP VLVWHPDV FRPSOH[RV GH
VLJQLILFDomR TXH RUJDQL]DP DV GLQkPLFDV GDTXHOH DJUXSDPHQWR SDUD TXH FDGD VXMHLWR VH
HQWHQGDDOLHRXSDUDGDUVHQWLGRjTXHOHXQLYHUVR(VVHVVLVWHPDVFRQVWLWXtUDPSDUDD$QGUp
  D VXD FXOWXUD $ HWQRJUDILD VHULD HQWmR ³>@ D WHQWDWLYD GH GHVFULomR GD FXOWXUD´
,ELGS XPDWRGHGHVFUHYHUGHQVRFRQVLGHUDQGRDVP~OWLSODVLQWHUSUHWDo}HVGDYLGD
1R FDVR GD HVFROD R H[HUFtFLR LQYHVWLJDWLYR GH QDWXUH]D HWQRJUiILFD D SDUWLU GH XP
FRQWDWRGLUHWRGDTXHOHTXHRGHVHQYROYH

>@ SHUPLWH UHFRQVWUXLU RV SURFHVVRV H DV UHODo}HV TXH FRQILJXUDP D H[SHULrQFLD
HVFRODU GLiULD >@ GHVYHODU HQFRQWURV H GHVHQFRQWURV TXH SHUPHLDP R GLDDGLD GD
SUiWLFDHVFRODUGHVFUHYHUDo}HVHUHSUHVHQWDo}HVGRVVHXVDWRUHVVRFLDLVUHFRQVWUXLU
VXD OLQJXDJHP VXDV IRUPDV GH FRPXQLFDomR H RV VLJQLILFDGRV TXH VmR FULDGRV H
UHFULDGRVQRFRWLGLDQRGRVHXID]HUSHGDJyJLFR>@FRORFDUXPDOHQWHGHDXPHQWR
QD GLQkPLFD GDV UHODo}HV H LQWHUDo}HV TXH FRQVWLWXHP R VHX GLDDGLD >@
LGHQWLILFDQGRDVHVWUXWXUDVGHSRGHUHRVPRGRVGHRUJDQL]DomRGRWUDEDOKRHVFRODUH
FRPSUHHQGHQGR R SDSHO H D DWXDomR GH FDGD VXMHLWR QHVVH FRPSOH[R LQWHUDFLRQDO
RQGH Do}HV UHODo}HV FRQWH~GRV VmR FRQVWUXtGRV QHJDGRV UHFRQVWUXtGRV RX
PRGLILFDGRV ,ELGS 


$VVLP UHFRQKHFHQGR HVVDV SRWHQFLDOLGDGHVFRPRIRLGLWRXPDGDVSULPHLUDVHWDSDV
GHVVDLPHUVmRQDHVFRODFRQVLVWHHPREVHUYDURVHVSDoRVWHPSRVDOLFULDGRVVXDVGLQkPLFDV
VHXV VXMHLWRV H DV LQWHUDo}HV FRQVWUXtGDV HQWUH HOHV H GHOHV FRP DTXHOH OXJDU FRP DTXHOH
DJUXSDPHQWR3ULPHLURDSHQDVHP]RQDVIRUDGDVDODGHDXODHSRVWHULRUPHQWHWDPEpPQHOD
'HVVD REVHUYDomR VmR IHLWRV UHJLVWURV GHVFULWLYRV GDTXLOR TXH VH Yr GR Pi[LPR SRVVtYHO
FRQVLGHUDQGRHQWmRDVSUiWLFDVLPSOLFDGDVQRH[HUFtFLRHWQRJUiILFR
,QYHVWLPRV SDUD WDQWR QD FULDomR GH GLiULRV GH ERUGR TXH VHULDP R
UHFXUVRSURFHGLPHQWRSDUDRGHVHQYROYLPHQWRGH DXWR HWQRJUDILDVFRPSUHHQGHQGRDVFRPR
XPD³SUiWLFDGHVFULWLYDFXOWXUDOVHQVtYHOHDSUHQGHQWH´ 0$&('2'(6ÈS (VVD

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SHUVSHFWLYD DWUDYHVVD WDQWR R SURFHVVRGHVVDHVFULWDTXDQWRDTXHOH FRP RVDOXQRVGRFHQWHV
HPIRUPDomRGXUDQWHRVHVWiJLRV
$ SDUWLU GLVVR FUX]DPRV YLYrQFLDV DV DQiOLVHV H LQWHUSUHWDo}HV UHFRQKHFHQGR RV
IHQ{PHQRVDOLLPSOLFDGRVQXPHVIRUoRGHWHRUL]DomRIUXWRGDVH[SHULrQFLDVQDHVFROD±TXH
QmRHUDPH[WHUQDVHIUXWRGHDEVWUDo}HVRXGHRXWURVFRQWH[WRV±HGHSRLVGHVVHLQYHVWLPHQWR
WHQVLRQiYDPRVHHQWUHFUX]iYDPRVHVVDVVLVWHPDWL]Do}HVFRPRXWURVHVWXGRVHWHRULDV
(QWHQGLQHVVHFDPLQKRFRPRSRQWXD6DQWLDJR DSXG2/,172S DR
QRV FRQYLGDU j OLEHUDomR GDV VHQVLELOLGDGHV GLDQWH GD DUWH TXH R ³EODEODEOi WHyULFR QmR p R
EDVWDQWH´ SDUD GDU FRQWD GDV P~OWLSODV GLPHQV}HV H DWUDYHVVDPHQWRV TXH FRQVLGHUDQGR DV
HVSHFLILFLGDGHVVmRGRID]HUDUWtVWLFRHSHGDJyJLFRHGDSURGXomRGHFRQKHFLPHQWR
'LDQWH GLVVR UHFRUUHPRV WDPEpP j ³DUWH DXWRHWQRJUiILFD´ ,ELG S   2
PRYLPHQWRGHVLVWHPDWL]DomRHUHJLVWURQRVHVWiJLRVHUDHQWmRPDUFDGRSHODVDXWRQDUUDWLYDV
GRV DOXQRVHVWDJLiULRV VHQGR HVWDV UHIOH[R GR VHX SURFHVVR GH IRUPDomR GRFHQWH H GD VXD
H[SHULrQFLD FRP R HQVLQR GH 7HDWUR QDHVFROD ,VVRLPSOLFDYDSDUDDOpPGHXPDGHVFULomR
GHVHQYROYHU DQiOLVHV H LQWHUSUHWDo}HV GRV SURFHVVRV FULDWLYR H GH HQVLQRDSUHQGL]DJHP
HQTXDQWRSURIHVVRUHDTXHOHVIRUPDWLYRV(VVHPRYLPHQWRDQDOtWLFRHLQWHUSUHWDWLYRpEDVLODU
SDUDTXHWDODERUGDJHPVHFRQVWLWXDHQTXDQWRXPDDXWRHWQRJUDILD
&RQVLGHUDGD SDUWH GD PHWRGRORJLD HWQRJUiILFD HVVH PRGR GH DERUGDU RV QRVVRV
ID]HUHV GHVGH R SULQFtSLR IH]VH RSRUWXQR SHOD ³]RQD GH IURQWHLUD´ 5((''$1$+$<
  QD TXDO QyV VXMHLWRV GH WDLV SURFHVVRV HVWiYDPRV ORFDOL]DGRV H QXPD SHUVSHFWLYD
PDFUR RQGH VH VLWXDP RV VXMHLWRV SRU HQWUH SRpWLFDV GHVHQYROYLGDV HP RXWURV FRQWH[WRV
SHGDJyJLFRV
1RVHVWiJLRVHQWUHRFDPSRGHIODJUDGRUGHVVDVUHIOH[}HV DVGLVFLSOLQDVPHGLDGDVSRU
PLP  R XQLYHUVR VRFLRFXOWXUDO HVWXGDGR DV HVFRODV VXDV GLQkPLFDV H R SUySULR HVWiJLR  H
DLQGDRVSURFHVVRVSHGDJyJLFRVLPSOLFDGRVHPDPERVRVFDVRV(VVHOXJDUIURQWHLULoRVXUJH
QR SUySULR DWR LQYHVWLJDWLYR H j PHGLGD TXH R SHVTXLVDGRU DR LQYHVWLU QR UHJLVWUR H QD
VLVWHPDWL]DomRUHDOL]DVXDVDXWRQDUUDWLYDVDQDOLVDHLQWHUSUHWDRVIHQ{PHQRVUHFRQKHFLGRVQR
XQLYHUVRHPHVWXGR
(QVDLDVH QHVVH SDVVR R TXH 2OLQWR  S   HQWHQGH FRPR ³>@ XPD GLItFLO
WUDYHVVLDHQWUHJHVWRVVXEMHWLYRVDWRVHPStULFRVHRSo}HVGHVXDGHVFULomRHWHRUL]DomR6HPD

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WHQWDomR XVXDO GH UHGX]LU D FRPSOH[LGDGH GRV VHXV REMHWRV GH DQiOLVH >RX XQLYHUVRV SHOR
FDUiWHUGLQkPLFR@SHORVULWXDLVGHJHQHUDOL]DomR´
(VVDFRPSUHHQVmRVXUJHSDUDQyVSRUUHFRQKHFHUPRVFRPRVLQDOL]HLQRLQtFLRGHVVD
HVFULWD XPD GHPDQGD GH GDUPRV HVFXWD jV QRVVDV TXHVW}HV QR SHUFXUVR GH FRQVWUXomR GH
QRVVDVSRpWLFDVHPEDUDoDGDVjSURFHVVRVGHHQVLQRHDSUHQGL]DJHPHVSHFLDOPHQWHQDHVFROD
DUWLFXODQGRDVFRPDFRPSOH[LGDGHGRVXQLYHUVRVQRVTXDLVHVWDPRVSRUQRVLQVHULU
'L] UHVSHLWR SRLV D SHUFHEHU R TXH 3HOOHJULQL  S   UHFRQKHFH FRPR XPD
³OLomRIXQGDPHQWDO´DRLQWURGX]LUROLYUR³$GDQoD´TXHWUD]RFDPLQKRGH.ODXVV9LDQDD
SDUWLUGHXPH[HUFtFLRGHVWHDUWLVWDHSURIHVVRURTXDOWDPEpPFRQVLGHURDXWRHWQRJUiILFR³D
FULDomR KXPDQD QmR LPSRUWD TXDO VHMD QmR SRGH SUHVFLQGLU GD YLYrQFLD DWHQWD KRQHVWD H
SDFLHQWH GD UHDOLGDGH ( D UHDOLGDGH FRPHoD QR FRWLGLDQR QDV FRLVDV PDLV VLPSOHV H
DSDUHQWHPHQWHVHPLPSRUWkQFLD>@´
(QWmR SDUD DOpP GH UHODWRV GHVFULWLYRV D DERUGDJHP GHVVDV DXWRQDUUDWLYDV TXH
HPHUJHP GDYLGD FRWLGLDQD SHOR SURIHVVRUGH7HDWUR±LQFOXLQGRDTXHOHVHPIRUPDomRTXH
HVWmRHQWUHRVSURYRFDGRUHVGHVVHHVWXGR±HQYROYHXPD³>@SHUFHSomRFRPSOH[DHGLQkPLFD
TXH WHP GH VXD SUySULD VXEMHWLYLGDGH HGDTXHODVGHVHXVLQWHUORFXWRUHVHGDSUySULDUHODomR
TXHVHHVWDEHOHFHHQWUHDVXEMHWLYLGDGHFRPSOH[DGRSURGXWRUGHFRQKHFLPHQWRHDSURGXomR
GHREMHWRVGHHVWXGRWHRULDVHVDEHU´ 9(56,$1,S 
¬OX]GHVVDSHUVSHFWLYDpTXHID]VHQWLGRDFRPSUHHQVmRGHXPDGDVDOXQDVGDWXUPD
GH(VWiJLR,9GRSULPHLURVHPHVWUHGHTXHDRID]HUXPDDXWRDQiOLVHGRVHXSURFHVVR
FDUWRJUiILFR FRPSDUWLOKRX XP ROKDU GH TXH HVVH WLSR GH HODERUDomR HUD DWUDYHVVDGD SRU
IRUPXODo}HVGHSDODYUDVH³PLFURVHQWHQoDV´DUWLFXODGDVDWRGRXPXQLYHUVRTXHHVWDYDDOLSRU
WUiV ± HX FRPSOHWDULD GL]HQGR TXH SRU entre $VVLP FRQFOXLX D DOXQD . WUDGX]LQGR VHX
HQWHQGLPHQWRGDTXHOHSURFHVVR³o mapa também está no meu corpo´
(VVD OHLWXUD QRV PRVWUD R UHVXOWDGR GD FRQVWUXomR GH XP HPDUDQKDGR GH YHWRUHV GH
PDWHULDLV GH GHVHMRV GH GLQkPLFDV ± GD YRQWDGH GH GDQoDU GH VH GLYHUWLU GLVVH HOD ± TXH
DIHWDPRVVXMHLWRVQDFRQVWUXomRGHVXDVSRpWLFDVQDVDODGHDXOD$TXLRXWURDVSHFWRPHUHFH
VHU UHVVDOWDGR HVVH outro VXMHLWR RV QRVVRV LQWHUORFXWRUHV DTXHOHV FRP TXHP FULDPRV
WURFDPRV TXH HVWmR HQYROYLGDV QR DWR FULDWLYR H SHGDJyJLFR TXH SRVVXHP H SURGX]HP
FRQWLQXDPHQWHVXEMHWLYLGDGHV

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&RQVLGHUDQGRR HQWHQGHPRV FRPR VXJHUH %RXUULDXG   S   TXH ³>@ D
VXEMHWLYLGDGHVySRGHVHUGHILQLGDSHODSUHVHQoDGHXPDRXWUDVXEMHWLYLGDGHHODVHFRQVWLWXL
XPµWHUULWyULR¶DSDUWLUGHRXWURVWHUULWyULRVTXHHQFRQWUD>@HODVHPROGDSHODGLIHUHQoDTXH
D FRQVWLWXL HP SULQFtSLR GH DOWHULGDGH´ 'HILQLomR HVVD TXH UHFRQKHFH R FDUiWHU SOXUDO H
SROLI{QLFR GHVWD H ORJR GR DJUXSDPHQWR GH LQGLYtGXRV H HQUHGDPHQWR GH YHWRUHV TXH
DWUDYHVVDPRVHVSDoRVWHPSRVSHGDJyJLFRVHGHFULDomR
/RJR ³>@ SRGHUtDPRV SHQVDU HP DXWRHWQRJUDILDV FRPR HVSDoRV FRPXQLFDWLYRV H
GLVFXUVLYRV DWUDYpV GRV TXDLV RFRUUH R µHQFRQWUR GH VXEMHWLYLGDGHV¶ D LQWHUDomR GH
VXEMHWLYLGDGHV HP GLiORJR´ 9(56,$1,  S   'HVVH PRGR R PDSD HVWi VLP QR
FRUSRGDTXHODDOXQDHGHFDGDXPGHVHXVLQWHUORFXWRUHVLVWRpGDTXHOHVTXHRFULDPGRVTXH
VmRYHWRUHVHPGHVXDFULDomRHGDTXHOHVTXHFRPHOHVHUHODFLRQDP
'HVWDUWH GLVSDUiYDPRV D FRQVWUXomR GH DXWRQDUUDWLYDV RX XPD QDUUDWLYDV
DXWRELRJUiILFDV TXH WUD]LDP j WRQD D VXEMHWLYLGDGH GH PRGR ³WUDQVSHVVRDO´ DUWLFXODQGR
PHPyULD SHVVRDO H FROHWLYD QXPD HVFULWD TXH VH GHVGREUD QXPD VXEMHWLYLGDGH
FRQWH[WXDOL]DGDFRPRQRVVLWXD9HUVLDQL  $SDUWLUGLVVRFRQIRUPHSURS}HHVVDDXWRUD
DYDQoiYDPRV QRVHQWLGRGHGHVHQYROYHUXPH[HUFtFLRDXWRUUHIOH[LYRFRQVWDQWHSRUPHLRGR
TXDOSRGHUtDPRVHVWDEHOHFHUXPROKDUFUtWLFRHDQDOtWLFRTXDQWRDRQRVVRXQLYHUVRGHDWXDomR
DRVSURFHGLPHQWRVUHDOL]DGRVHDRVSULQFtSLRVTXHDWUDYHVVDUDPQRVVDVSUiWLFDV
(VVD OLQKD GH SHQVDPHQWR OHYDPH D UHFRQKHFHU H D FRQFRUGDU TXH D ³DUWH
DXWRHWQRJUiILFD´H[LJHGRSHVTXLVDGRUQRQRVVRFDVRSURIHVVRUDUWLVWDSHVTXLVDGRU

>@ XPD SRVWXUD DOWDPHQWH DXWRUHIOH[LYD SRLV HVVHV SUHVVXSRVWRV R FRQYLGDP D
UHSHQVDU VHX SDSHO GH SURGXWRU GH FRQKHFLPHQWR H VXD SUySULD VXEMHWLYLGDGH TXH
WDPEpPVHFRQVWUyLLQWHUDWLYDPHQWHHHVWiFLUFXQVWDQFLDGDSRUVXDVLQJXODUWUDMHWyULD
LQWHOHFWXDO H SHVVRDO SRU VXD LQVHUomR HP GLIHUHQWHV JUXSRV VRFLRFXOWXUDLV SRU
LQWHUHVVHVHFXULRVLGDGHVWHyULFDVDVVRFLDGDVDHVFROKDVUDFLRQDLVVLPPDVWDPEpP
DIHWLYDVHDWpPHVPRFDVXDLVHFRQWLQJHQFLDLV>@ 9(56,$1,S 


$VVLPpTXHDVLQIRUPDo}HVREWLGDVQHVVDVH[SHULrQFLDVSHGDJyJLFDVQDVSRpWLFDVGR
HVWiJLRVHJXLGDVGDTXHODVRULXQGDVGDDQiOLVHHLQWHUSUHWDomRGDVPHVPDVIRUDPDUWLFXODGDV
jTXHODVSULPHLUDV UHGHV GHGDGRVDGYLQGRVGRVDOXQRVHVWDJLiULRVHGRVVXMHLWRVGRXQLYHUVR
GDHVFRODVHXVGHVHMRVVXDVYLYrQFLDVVXDVYR]HV(VVDWUDPDIRLWHQVLRQDGDHHPEDUDoDGD
DRV HVWXGRV YROWDGRV SDUD PHWRGRORJLDV GR HQVLQR GH $UWH H GH 7HDWUR H SDUD D FULDomR GH

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H[SHULrQFLDV HVWpWLFDV H VHQVtYHLV (VVD UHGH IRL HQWmR GHIODJUDGRUD H DUWLFXODGRUD GDV
FDUWRJUDILDV GH SRpWLFDV ± DR PHVPR WHPSR TXH Mi VH FRQVWLWXtDP HQTXDQWR WDLV ± TXH VmR
FRQVWUXtGDV GXUDQWH WRGR R SHUFXUVR QR HVSDoRWHPSR SHGDJyJLFR QR FDVR GR HVWiJLRV
HVFRODU

$ SRUWD DEHUWD Ki VHPSUH XP QRYR PDSHDPHQWR RX D SHUIRUPDWLYLGDGH GD DUWH GH
FDUWRJUDIDU

³Eu tô viva!´ JULWRX SDUDVL DDOXQDHVWDJLiULD /DRUHFRQKHFHUQRPDSHDPHQWRGR
VHXSURFHVVRDVSRWHQFLDOLGDGHVHUHYHUEHUDo}HVGHVXDVSUiWLFDVFRPR7HDWURQDHVFROD(VVD
SHUFHSomRID]HFRDRSULQFtSLRTXH.ODXV9LDQQD S GL]WrORHQFDPLQKDGRjGDQoD
³>@DDUWHpDQWHVGHWXGRXPJHVWRGHYLGD´
(VVHROKDUDOpPGHUHLQWHJUDURFDUiWHULQHUHQWHGDUHODomRDUWHYLGDVXEYHUWHQGRXPD
VHJPHQWDomRTXHIRLVHQGRKLVWRULFDPHQWHFRQVWUXtGDPDVTXHQmRpGDQDWXUH]DDUWtVWLFDWUD]
j WRQD R FDUiWHU GH PRYLPHQWR GH SUHVHQoD GH GHVFREHUWD GH XP VHUHVWDU HP FRQVWDQWH
DWXDOL]DomRTXHpGHWHUPLQDQWHQDSRpWLFDHQRH[HUFtFLRFDUWRJUiILFRSRUHQWUHDPHVPD
2HVWDJLiULR/(UHFRQKHFHXLVVRQDVXDFDUWRJUDILD ILJXUD DRFRQVWUXLUXPPDSD
TXH LQWHJUDYD UDVWURV GH SURFHVVR UDVFXQKRV QRWDV HVFULWDV GRV VHXV DOXQRV UHJLVWUR GH
UHFHSomR GD REUD FULDGD JHUDQGR XPDLPDJHPTXHUHYHODYDVXDSURSRVWDSUpYLDGHHVWiJLR
VHXSURFHVVRFULDWLYRHDGUDPDWXUJLDFULDGDQDTXHOHSHUFXUVR
&RQVHJXLPRV YLVXDOL]DU DOL XPD SRpWLFD PDUFDGD SHOR FDRV XPD HVSpFLH GH
HVTXL]RIUHQLD TXH HUD UHIOHWLGD QDTXHOD FRPSRVLomR FDUWRJUiILFD HVWUXWXUDGD H
UH HVWUXWXUDQGRVHQRFRPSDUWLOKDUGHVWD6REUHHVVHHVFROKDGHFRPRFRPSRUHOHVLQWHWL]RX
³não posso organizar numa linha o que não é linha´2TXHHOHFRPSOHWRXFRPDIDODGHXPD
GHVXDVDOXQDV³o que a gente está fazendo é a vida!´(HODHVWiORQJHGHVHUOLQHDUJXLDGD
SRUXPHL[RGHIRUPDFRQWtQXDRUJDQL]DGDHDFDEDGD



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)LJ±&DUWRJUDILDGHSRpWLFDSDUDFULDomRGUDPDW~UJLFD

)RWR9LQtFLXV/tULR

(P FRQWH[WR VHPHOKDQWH DTXHOD DOXQD / TXH VH UHFRQKHFHX ³YLYD´ GXUDQWH RV
(VWiJLRV ,,, H ,9 VLPXOWDQHDPHQWH HP  VLQWHWL]RX VXD UHODomR FRP HVVD DERUGDJHP
VXEOLQKDQGR TXH R PDSD SRVVLELOLWRX D HOD YLVXDOL]DU D SUiWLFD R VHX SURFHVVR GRFHQWH
FRQVWLWXLQGRVH FRPR XP RXWUR WLSR GH ³HVFULWD´ TXH WRUQD SRVVtYHO YHU H SHUFHEHU HVVH
FDPLQKRGHGHQWURFRPWRGRVRVVHXVDWUDYHVVDPHQWRV
(VVH HQWHQGLPHQWR ID] HFR DR TXH VXJHUHP 3DVVRV H %DUURV  S   DR
DILUPDUHPTXH³DGLUHWUL]FDUWRJUiILFDVHID]SRUSLVWDVTXHRULHQWDPRSHUFXUVRGDSHVTXLVD
VHPSUH FRQVLGHUDQGR RV HIHLWRV GR SURFHVVR GR SHVTXLVDU VREUH R REMHWR GD SHVTXLVD R
SHVTXLVDGRUHVHXVUHVXOWDGRV´6HQGRDVVLPRPDSDVHFRQVWLWXLQRQRVVRFDVRFRPRXPD
UHGH LPDJpWLFD VLVWHPDWL]DGRUD H QRUWHDGRUD SDUD DQiOLVH H PRELOL]DomR GDV SUiWLFDV
GHVHQYROYLGDV H UHJLVWUDGDV SHORV GRFHQWHV HP H D SDUWLU GH VHXV SURFHVVRV FULDWLYRV H
SHGDJyJLFRV

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(P GLiORJR FRP HVVHV WUDoRV XP GRV PDSDV HVVH QR FRQWH[WR GH XP HVWiJLR QR
(QVLQR0pGLRUHPRQWDFDPLQKRVFRQVWUXtGRVHUHFRQVWUXtGRVDSDUWLUGDFRQMXQWXUDGDTXHOH
PRPHQWR(VVHSURFHVVRIRLDWUDYHVVDGRSHORPRYLPHQWRGHRFXSDomRGDVHVFRODVSRUDOXQRV
± Do}HV TXH RFRUUHUDP QR SDtV LQWHLUR QR VHJXQGR VHPHVWUH GH  ± R TXH H[LJLX GRV
VXMHLWRV DWXDOL]Do}HV GH XPD SRpWLFD TXH HVWDYD VHQGR DWUDYHVVDGD SRU FRQWLQJrQFLDV
GHIODJUDGRUDV GH RXWUDV GHPDQGDV SDUD DOpP GDTXHODV UHFRQKHFLGDV LQLFLDOPHQWH SHOR
HVWDJLiULR,VVRpRTXHIRLFDUWRJUDIDGRQRPDSDDVHJXLUHORJRGHVHQYROYLGRQRHVWiJLR

)LJ&DUWRJUDILDGHXPDSRpWLFDHPRFXSDomR±FRUSRRFXSDQWHHRFXSDGR


)RWR9LQtFLXV/tULR

(VWDEHOHFHXVH DOL XP SURFHVVR GLDOyJLFR HP SOHQD FRQVRQkQFLD FRP D GLUHWUL]
FDUWRJUiILFD TXH FRPR OHPEUD &DQGHLDV  S   VXJHUH ³FULDU XP µSODQR GH
H[SHULrQFLD¶´ 1R QRVVR FDVR XPD HVWUDWpJLD FRP DTXHOH HVSDoRWHPSR H VHXV VXMHLWRV
DSUR[LPDQGRVH GHOHV H QHVVD LQWHUDomR SHUPLWLQGRVH DRV DWUDYHVVDPHQWRV P~WXRV SDUD
HQWmRFRQVWUXLURSURFHVVRDTXLDVXDSRpWLFD
-XQWRDHVVDLQWHUSUHWDomRRVPDSHDPHQWRVTXHYrPVHQGRGHVHQYROYLGRVQRVHVWiJLRV
WrP VLGR HVWUXWXUDGRV H GHVGREUDGRV FRQVLGHUDQGR SULQFtSLRV GR PpWRGR FDUWRJUiILFR FRPR
SURSRVWRSRU'HOHX]HH*XDWWDUL  ¬OX]GLVVRHGRPRGRFRPRHVVHVPDSDVIRUDPVH
UHYHODQGRHDRPHVPRWHPSRDWXDOL]DQGRVHUHFRQKHFHPRVVXDIRUoDSHUIRUPiWLFDDEHUWRj

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LQFRUSRUDomRGRVVDEHUHVHID]HUHVGRVDIHWRVHDWUDYHVVDPHQWRVGRVSURFHVVRVGHIODJUDGRUHV
GHVVDLQYHVWLJDomRHGHVHXVVXMHLWRV
&RPLVVRHPPHQWHGLDORJXHPRVFRPDLPDJHPDVHJXLU

)LJ±&DUWRJUDILDGHSRpWLFDSRUHQWUHXPYpX

)RWR9LQtFLXV/tULR

2 PDSHDPHQWR D TXH HVVD LPDJHP VH UHIHUH LQFOXtD RV VHJXLQWHV HOHPHQWRV
VRQRULGDGHV LQWHUIHULQGR H VHQGR PRELOL]DGRUDV GHDomR DRSDVVRTXHVHFRQVWLWXtDPFRPR
XPYHWRUQRPDSDHDGYLQKDPGHXPDPRQWDJHPFRPRP~VLFDVSURGX]LGDVSHORVDOXQRVGD
LQVWLWXLomR HVFRODU DWUDYHVVDPHQWRV WHPDV HFRQFHLWRVTXHSHUPHDUDP D SRpWLFDGR (VWiJLR
,9GDDOXQD.QRSULPHLURVHPHVWUHGHDGPLVVmRGHLQWHUIHUrQFLDVH[WHUQDVGRRXWUR
± QR FDVR VHXV FROHJDV H HX ± QXP PRYLPHQWR GH GHV FRQVWUXomR UHPRQWDYD XPD DomR
SHUIRUPiWLFD GD HVWDJLiULD QR LQtFLR GR VHX SHUFXUVR TXH UHYHODYD D SRVWXUD LQHUWH GH VHXV
DOXQRV R TXH SDUD QyV VXUJLX VRE XP YpX TXH VHJXQGR HOD ID]LD UHIHUrQFLD DR SHUFXUVR
QHEXORVRTXHIRLRVHXHVWiJLR

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(VVD FDUWRJUDILD UDGLFDOL]DYD D IDOD GHVVD PHVPD DOXQD DR VXEOLQKDU TXH R PDSD
HVWDYD WDPEpP QR VHX FRUSR -XQWR D LVVR D OHLWXUD GHVVH PDSHDPHQWR SRVVLELOLWRX SDUD
PLPDSHUFHSomRGLUHWDGHVVHWUDoRSHUIRUPiWLFRTXHpLQHUHQWHDRH[HUFtFLRFDUWRJUiILFRQR
DWRGHFRPSDUWLOKDUHVVDVLVWHPDWL]DomRHVVHUHJLVWURDVPHPyULDVDOLYLYDVHPPRYLPHQWR
QXPD DQiOLVH LQWHUSUHWDomR H OHLWXUD V TXHDWXDOL]DPHVVDWUDPDHQTXDQWRQDTXHOHPHVPR
PRPHQWRFULDYDPVHHQUHGDPHQWRVRXWURV
,VVR UHIOHWH R TXH )pUDO  S   DSRQWD FRPR XPD GDV LGHLDV GD REUD
SHUIRUPDWLYDQDPHGLGDHPTXH

>@ WRPD OXJDU QRUHDOHHQIRFD HVVD PHVPD UHDOLGDGH QD TXDO VH LQVFUHYH
GHVFRQVWUXLQGRD MRJDQGR FRP RV FyGLJRV H DV FDSDFLGDGHV GR HVSHFWDGRU
>QRQRVVRFRQWH[WRFRPROHLWRUHV@>@7DOGHVFRQVWUXomRSDVVDSRUXPMRJR
FRPRVsignos que se tornam instáveis, fluidos>@,QVWDODDDPELJXLGDGHGH
VLJQLILFDo}HVRGHVORFDPHQWRGRVFyGLJRVRVGHVOL]HVGHVHQWLGR7UDWDVH
SRUWDQWRGHdescontruir a realidade, os signos, os sentidos e a linguagem


7HPRVHQWmRXPPDSDGHQWUHRXWURVTXHIRUDPFRQVWUXtGRVTXHDWLYDPRSRWHQFLDO
GH³>@WUDQVIRUPDUHPSRHVLDWDOFRWLGLDQR´ ,ELGS 3RUHVVDVSRWHQFLDOLGDGHVpTXH
HVVDDERUGDJHPHQWUDHPGLiORJRHID]VHQWLGRQRFRQWH[WRGDVSRpWLFDVGDVDODGHDXOD$DUWH
FDUWRJUiILFD±UHVROYLDGRWDUHVVDH[SUHVVmR±UHIRUoDRVHXFDUiWHUSHUIRUPiWLFRSRULQVWDXUDU
SRUHQWUHDVXDFRQVWUXomRWDWHDQWHDEHUWDHLQVWiYHOTXHVHHVWHQGHQRDWRGHFRPSDUWLOKDU
Do}HVTXHVHFRQVWURHPem situaçãoQXPDHVSpFLHGH³mise en situation´ RSFLW (VWDSRU
VXD YH] p PDUFDGD SHOD LQWHUUHODomR TXH HVWDEHOHFH XP HOR HQWUH R SURIHVVRUDUWLVWD
SHVTXLVDGRU RV REMHWRV H RV FRUSRV $VVLP QmR Ki XP VHQWLGR GHILQLGRH HQFHUUDGR PDV D
LQVWDODomR GH PDLV XP HPEDUDoDPHQWR GH OHLWXUDV VLJQLILFDo}HV LQWHUSUHWDo}HV H
PDSHDPHQWRV
'HVVHPRGRIRLTXHQR GHVHQYROYHUGHVVDVSUiWLFDVFDUWRJUiILFDVFRPRVDOXQRVGRV
HVWiJLRVYHQKRUHFRQKHFHQGRHHQWHQGHQGRQDH[SHULrQFLDSUiWLFDRTXH'HOHX]HH*XDWWDUL
 S   Mi QRV VLQDOL]DP ³R PDSD p XPD TXHVWmR GH SHUIRUPDQFH´ ,ELG S   (OH
HQWUHFUX]DSURFHVVRVHSURFHGLPHQWRVTXHVHGHVHQYROYHPHVHDWXDOL]DPHPPRYLPHQWRLVWR
pSDUWHGRSUySULRPRPHQWRGDDomRTXHRGHIODJUDHHPSDUDOHORDTXHODTXHRFRQVWLWXLQR
SUHVHQWHHTXHYDLVHWUDQVIRUPDQGRjPHGLGDTXHYDLDFRQWHFHQGR

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(VVH WUDoR SRGH VHU SHUFHELGR HP RXWUDV FDUWRJUDILDV FRQVWUXtGDV WDPEpP QRV
HVWiJLRV8PDGHODVFRQVWLWXLXVHFRPRXPDFDUWRJUDILDGLQkPLFDDUWLFXODQGRQRSUySULRDWR
GHFRPSDUWLOKDPHQWRDVXDFRQVWUXomRHXPSODQRGHLQWHUDo}HVYLYRDVHUUHWRPDGRDFDGD
QRYDVLWXDomRGHVRFLDOL]DomR
(VWDIRLUHIOH[RGHXPDSRpWLFDWDPEpPQR(QVLQR0pGLRQRFRQWH[WRGDGLVFLSOLQD
$UWH QR TXDO D HVWDJLiULD LQYHVWLX HP FRQVWUXLU XP SHUFXUVR TXH FRQWH[WXDOL]DVVH RV
FRQWH~GRV HQULMHFLGRV GR FXUUtFXOR HVWDEHOHFHQGR HORV FRP DV UHIHUrQFLDV H TXHVW}HV
VRFLRFXOWXUDLV GRV DOXQRV GLPHQV}HV SROtWLFDV GD DUWH H FRQWHPSRUDQHLGDGH ,VVR FXOPLQRX
QXPD SURSRVWD GH LQWHUYHQomR XUEDQD HP HVSDoRV GH FRQYLYrQFLD FROHWLYD TXH H[HUFLDP
DOJXPWLSRGHRSUHVVmRHRXSURYRFDYDPRVHQWLPHQWRGHIDOWDGHSHUWHQFLPHQWRQRVDOXQRV
VHQGRHOHVDIUREUDVLOHLURVHRXGHFODVVHVGHVIDYRUHFLGDVHFRQRPLFDPHQWH
$VVLP FRPR GHVGREUDPHQWR HVVH PDSD IRL FRQVWUXtGR WDPEpP QXPD LQWHUYHQomR
QRVHVSDoRVGHLQWHUDomRGD8QLYHUVLGDGHQRFDVRQD)DFXOGDGHGH(GXFDomRGD8)0*SRU
RQGH tDPRV QRV GHVORFDQGR H GHL[DQGR UDVWURV SHOR SHUFXUVR 8P GHOHV VH UHIHUH
PHWDIRULFDPHQWHjDomRGHVHQYROYLGDQDHVFRODFRPXP³MRJRGDYHOKD´QRTXDOFDGDSHoD
³RFXSDRVHXTXDGUDGR´WDOTXDORVVXMHLWRVGDTXHODSRpWLFDTXHEXVFDYDPOHJLWLPDURVVHXV
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6LGQHL A etnopesquisa implicada: SHUWHQFLPHQWR FULDomR GH VDEHUHV H DILUPDomR %UDVtOLD
/LEHU/LYURS

2/,172 +HLGUXQ .ULHJHU $UWH DXWRHWQRJUiILFD ,Q 9(56,$1, 'DQLHOD %HFFDFFLD
Autoetnografias: FRQFHLWRV DOWHUQDWLYRV HP FRQVWUXomR 5LR GH -DQHLUR OHWUDV  S 


3$5(<621/XLJL2V3UREOHPDVGD(VWpWLFD(G6mR3DXOR0DUWLQV)RQWHV

3$6626(GXDUGR%$55265HJLQD%HQHYLGHV$FDUWRJUDILDFRPRPpWRGRGHSHVTXLVD
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Pistas do método da cartografia: 3HVTXLVDLQWHUYHQomR H SURGXomR GH VXEMHWLYLGDGH 3RUWR
$OHJUH6XOLQDS

3(//(*5,1,/XtV,QWURGXomR,Q9,$11$.ODXVA dança6mR3DXOR6XPPXV
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9,68$,6'$'26$3$57,5'22%6(59$7Ï5,2'$)250$d­2
'(352)(6625(6'($57(6

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RIHUWDGRVFXUVRVSUHVHQFLDLV2XWURDVSHFWRUHOHYDQWHpDORFDOL]DomRGRVFXUVRVRIHUWDGRVQROLWRUDO
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iUHD GH DUWHV YLVXDLV (VWXGRV GH  DSRQWDUDP D GLYHUVLGDGH GH WHUPRV XWLOL]DGRV SHOR
,QVWLWXWR1DFLRQDOGH(VWXGRVH3HVTXLVDV(GXFDFLRQDLV$QtVLR7HL[HLUD ,QHS TXHXWLOL]DYD
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$UWHV 9LVXDLV $UWHV (GXFDomR $UWtVWLFD  H $UWHV 3OiVWLFDV (VVHV WHUPRV VXUJLUDP GR
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0LQLVWpULR GD (GXFDomR 0(&  2EVHUYRXVH TXH DV GHPDQGDV GH FUHVFLPHQWR GRV GDGRV
DQDOLVDGRVHQWUHHQmRVHJXLDPXPDRUGHPSDXODWLQDGHFUHVFLPHQWRSRUH[HPSOR
GHDKiXPYHUWLJLQRVRDXPHQWRGRVFXUVRVGH$UWHV9LVXDLVQDSURSRUomRGH



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$UWHV3OiVWLFDVTXHVRIUHUDPSHTXHQDVYDULDo}HVHQWUHHDXPHQWDUDPGHSDUD
HP  H EDL[DUDP SDUD  HP  +i WDPEpP QDV OLFHQFLDWXUDV HP $UWHV 9LVXDLV XPD
GLVVRQkQFLDHPSRLVREVHUYDVHXPDPXGDQoDQRULWPRGHFUHVFLPHQWRVLQFURQL]DGR(P
FRQWDYDVHFRPXPSDWDPDUGHFXUVRVQRHQWDQWRHPHVVHSDWDPDUSDVVRXSDUD
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PXGDQoD"$KLSyWHVHTXHVHGHIHQGHDTXLpDGHTXHHPDSyVDDSURYDomRGDVGLUHWUL]HV
FXUULFXODUHVSDUDDV$UWHV9LVXDLV 5HVROXFࡤDRѺ QGHGHMDQHLURGH PXLWRVFXUVRVGH
FDUiWHUSROLYDOHQWHSDVVDUDPDRSWDUSHODiUHDGH$UWHV9LVXDLV
$VDQiOLVHVGRSURMHWR2EVHUYDWyULRFRQVLGHUDUDPDFRQMXQWXUDSROtWLFRHFRQ{PLFDGR
%UDVLOQRSHUtRGRLQYHVWLJDGRHLGHQWLILFRXVHRXWURDVSHFWRTXHDODYDQFRXRFUHVFLPHQWRGDV

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FXUVRV GH IRUPDomR VXSHULRU LQFOXVLYH FRP D FULDomR GH XP Q~PHUR H[SUHVVLYR GH
XQLYHUVLGDGHV GLIHUHQWHPHQWH GR TXH DFRQWHFHX QR *RYHUQR GH VHX DQWHFHVVRU )HUQDQGR
+HQULTXH&DUGRVR )+& HQWUHHHPTXHRHQWmRSUHVLGHQWHFRQJHORXRSURMHWRGH
FUHVFLPHQWRGDVXQLYHUVLGDGHVS~EOLFDVLQFOXVLYHGLILFXOWDQGRDPDQXWHQomRGDVLQVWLWXLo}HVMi
H[LVWHQWHV
1DDWXDOL]DomR GR *UiILFR  RFRUULGDHPIRUDP LQVHULGRVRVGDGRVGHH
VHQGRSRVVtYHOREVHUYDUTXHGHDKRXYHXPDFUHVFHQWHDPSOLDomRGHFXUVRV
GHOLFHQFLDWXUDHP$UWHV9LVXDLVQR%UDVLOPDVTXHQRHQWDQWRGHSDUDFRPHoRX
DRFRUUHUXPGHFUpVFLPRGHVVDRIHUWD'XDVKLSyWHVHVSRGHPVHUHOHQFDGDVSDUDMXVWLILFDUHVVH
PRYLPHQWRRLQtFLRGDFULVHHFRQ{PLFDGR*RYHUQRGH'LOPD5RXVVHIIHRXDDPSOLDomRGD
RIHUWDQDPRGDOLGDGHDGLVWkQFLDTXHSRGHULDLQIOXLUQRIHFKDPHQWRGHFXUVRVSUHVHQFLDLV
&RQVLGHUDQGR DV UHIOH[}HV VREUH D iUHD GH $UWHV HQWHQGHVH TXH D PXGDQoD GH
QRPHQFODWXUD HVWi YLQFXODGD D XPD FRQFHSomR GH IRUPDomR TXH SUHWHQGH VXSHUDU R HQVLQR
SROLYDOHQWHHPTXHRSURIHVVRUpKDELOLWDGRSDUDHQVLQDUGLIHUHQWHVOLQJXDJHQVGDVDUWHVFRPR
P~VLFDDUWHVYLVXDLVGDQoDHWHDWUR$RORQJRGRVDQRVGHDWpRVGLDVDWXDLVDSRQWDPVH
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HPPHQRUJUDX1RPRGHORGHIRUPDomRHPXPD~QLFDOLQJXDJHPROLFHQFLDQGRDSURIXQGD
VHXVFRQKHFLPHQWRVHSRUFRQVHTXrQFLDDGTXLUHPDLRUKDELOLGDGHHPUHODomRDRVFRQFHLWRVH
jVXDSHUVSHFWLYDHGXFDFLRQDORIHUWDQGRjHVFRODXPHQVLQRPDLVTXDOLILFDGR
$ WUDMHWyULD GH FUHVFLPHQWR GDV OLFHQFLDWXUDV HP $UWHV 9LVXDLV FRQGL] FRP R
FUHVFLPHQWRGDSURGXomRLQWHOHFWXDOGDiUHDFDUDFWHUL]DGDSHODGHIHVDGR(QVLQRGH$UWHSRU
SURIHVVRUHVHVSHFLDOLVWDVHQmRSRUSURIHVVRUHVSROLYDOHQWHVFRPRHUDPSUHSDUDGRVQRPRGHOR
GH (GXFDomR $UWtVWLFD FRQIRUPH D /HLQ HGHDJRVWRGH  $DSURYDomRGDV
'LUHWUL]HV&XUULFXODUHV1DFLRQDLV '&1V GH$UWHV9LVXDLVMiPHQFLRQDGDVQRLQtFLRGRWH[WR
UHIRUoD D FRQFHSomR GH IRUPDomR SRU OLQJXDJHP HVSHFtILFD DUJXPHQWR FRPSURYDGR SHOR

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GHFUpVFLPRGHFXUVRVDSDUWLUGH2EVHUYDVHTXHHPKDYLDFXUVRVFXMRQRPHHUD
(GXFDomR$UWtVWLFD IRUPDomRSROLYDOHQWH Q~PHURTXHFDLSDUDHP1RWDVHWDPEpP
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GLPLQXtUDP GH  SDUD  RV GH(GXFDomR$UWtVWLFDDXPHQWDPGHSDUDHRVGH$UWHV
9LVXDLV GH VXELUDP SDUD (P RFRUUHUDPSHTXHQDVYDULDo}HVPDVRVFXUVRV GH
(GXFDomR $UWtVWLFD FRQWLQXDUDP D FUHVFHU H VRPHQWH HP  ~OWLPR DQR GLVSRQtYHO QRV
UHODWyULR GR VHQVR GR HQVLQR VXSHULRU D TXHVH WHYH DFHVVR RV FXUVRV GH(GXFDomR $UWtVWLFD
GLPLQXtUDP R Q~PHUR GH FXUVRV VHQGR TXH HP  KDYLDP  SROLYDOHQWHV GH (GXFDomR
$UWtVWLFD H HP  HVVH Q~PHUR EDL[RX SDUD  VLQWRQL]DQGRVH XP SRXFR PDLV FRP D
SROtWLFDGHIRUPDomRYLJHQWHQRSDtVRXVHMDFRPDV'LUHWUL]HV&XUULFXODUHVSDUDD)RUPDomR
HP$UWHV9LVXDLV
$OJXPDV UHODo}HV SRGHP VHU HVWDEHOHFLGDV D SDUWLU GRV GDGRV DSUHVHQWDGRV WRGDV
FRQMHFWXUDVSRLVQmRKiQHPSRUSDUWHGR,QHSQHPSRUSDUWHGRVSHVTXLVDGRUHVGDiUHDXP
TXDGURGHPRQVWUDWLYRGDVPHWRGRORJLDVXWLOL]DGDVSDUDFROHWDHDQiOLVHGHGDGRVHVSHFtILFRVGD
iUHDGHDUWHV$QDOLVDQGRRFUHVFLPHQWRVRPDQGRVHWRGRVRVGDGRVGDVOLFHQFLDWXUDVQDVWUrV
QRPHQFODWXUDV XWLOL]DGDV SHOR ,QHS REVHUYRXVH R PHVPR PRYLPHQWR Mi GHPRQVWUDGR QRV
GDGRVHVSHFtILFRVHPFDGDXPDGDVQRPHQFODWXUDVXWLOL]DGDV

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4XDGUR±7RWDOGHFXUVRViUHDGH$UWHV9LVXDLV
)RQWHGDGRVGRREVHUYDWyULR  

8P~OWLPRDVSHFWRGRSDQRUDPDGHFXUVRVPDVQmRPHQRVLPSRUWDQWHGL]UHVSHLWRDR
DXPHQWRGHYDJDVQDVLQVWLWXLo}HVGHHQVLQRVXSHULRUSULYDGDV2EVHUYDQGRVHRVGDGRVGR,QHS
VREUHLVVRGHVWDFDVHRFUHVFLPHQWRGHGDVPDWUtFXODVQRHQVLQRVXSHULRUHQWUHRVDQRV
GH  H  'HVVDV QRYDV PDWUtFXODV  VmR QDV LQVWLWXLo}HV SULYDGDV 5HVWD VDEHU R
SHUFHQWXDOGHFXUVRVGHDUWHVQHVVDFDWHJRULDGDGRVDVHUHPVLVWHPDWL]DGRVSHORREVHUYDWyULR



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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
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5HVVDOWDVH SULPHLUDPHQWH TXH D RIHUWD GD PRGDOLGDGH GH (D' QRV FRQWH[WRV
HPHUJHQFLDLVSUHFLVDFRQVLGHUDUTXHQDDWXDOFRQMXQWXUDKiXPFUHVFLPHQWRGHVRUGHQDGRGR
RIHUHFLPHQWR GD PRGDOLGDGH (D' MXQWR DR VHWRU SULYDGR 2 VHJXQGR DVSHFWR D UHVVDOWDU GL]
UHVSHLWRDRIHFKDPHQWRGHFXUVRVSUHVHQFLDLVHPIXQomRGDEDL[DSURFXUDSRUYDJDV(RWHUFHLUR
DVSHFWRpUHODWLYRDRPRGHORGHIRUPDomRHjVRSRUWXQLGDGHVGLIHUHQFLDGDVHQWUHRVHVWXGDQWHV
TXH RFXSDP DV YDJDV GH IRUPDomR HP XQLYHUVLGDGHV S~EOLFDV H RV TXH DV RFXSDP HP
XQLYHUVLGDGHVSULYDGDV(VVHVWUrVHL[RVSUHFLVDPHVWDUFRPRSDQRGHIXQGRTXDQGRVHGHEDWH
D(D'QDIRUPDomRGHSURIHVVRUHV
$R FRQVXOWDU D WHVH GH 6DPSDLR   WLWXODGD SHOD 863 TXH GHVHQYROYHX VHX
GRXWRUDGRVDQGXtFKHMXQWRDR2EVHUYDWyULRGD)RUPDomRGH3URIHVVRUHVQRkPELWRGR(QVLQR
GH$UWHVHVWXGRVFRPSDUDGRV%UDVLO$UJHQWLQDHQFRQWUDPVHPXLWDVUHVSRVWDVDSHUJXQWDVTXH
VmRGLULJLGDVjPRGDOLGDGH(D'SRLVHVVHHVWXGRDSURIXQGRXDFROHWDGHGDGRVDFHUFDGDRIHUWD
HWDPEpPDQDOLVDDVSROtWLFDVS~EOLFDVQR%UDVLODHVVHUHVSHLWR&RQVLGHUDQGRRVGDGRVWUD]LGRV
SRU 6DPSDLR   SHUFHEHXVHTXH DDXWRUDSDUWLXGHSUHVVXSRVWRVTXHFRQVLGHUDPTXH D
(D'QmRSRGHVHUWUDWDGDFRPRVHWRGRVRVPRGHORVIRVVHPLJXDLV

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SURPRYHURDXWRGLGDWLVPR8PROKDUFXLGDGRVRSHUFHEHTXHHVVDVFUÕWғ LFDVVH
GLULJHPHPHVSHFLDODRVSURFHVVRVTXHPHVPRUHFHEHQGRRQRPHGH(D'
QDRѺ  YDRѺ  DOHғP GH SURGXFࡤDRѺ  H GLVWULEXLFࡤDRѺ  GH PDWHULDO GLGDғWLFR VHP TXH QR
HQWDQWR KDMD XPD PHGLDFࡤDRѺ  FRQVLVWHQWH GRSURFHVVR (QVLQR DSUHQGL]DJHP
6$03$,2S 

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DWLYLGDGHHGXFDWLYDFRPRSDSHOGHPHGLDGRUFRPDSDUWLFLSDomRGRSURIHVVRUPHVPRTXDQGR
RSURFHVVRGHHQVLQRDSUHQGL]DJHPHVWiQXPDUHODomRDVVtQFURQDLVWRpHPWHPSRVHORFDLV
GLIHUHQFLDGRVGHDFHVVRDRVFRQWH~GRV
'HIDWR D (D' p XP PRGHOR TXHQmRGHYHULDFRQFRUUHUFRPRPRGHOR SUHVHQFLDO H
GHYHULD MXVWLILFDUVH SDUD DV iUHDV JHRJUiILFDV GH GLItFLO DFHVVR SDUD TXH R SRGHU S~EOLFR

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SXGHVVHRIHUHFHUHGXFDomRJUDWXLWDHGHTXDOLGDGHHPSURJUDPDVHVSHFLDLVQDPDLRUSDUWHGDV
UHDOLGDGHVFRPRXPDSULRULGDGH
 2 PRGHOR GLVVHPLQDGR SRU XPD SDUFHOD GH LQVWLWXLo}HV WRUQD SUHFiULR R SURFHVVR GH
IRUPDomRGROLFHQFLDGRGLPLQXLQGRDVRSRUWXQLGDGHVGHDSUHQGL]DJHPHDSHUFHSomRGRSDSHO
GDDUWHQDVRFLHGDGH0XLWDVYH]HVRDOXQRQHVVHVLVWHPDpSUHSDUDGRVREDSHUVSHFWLYDGHXPD
IRUPDomRLQVWUXPHQWDOYROWDGDDRGHVHQYROYLPHQWRGHWDUHIDVSUHVFULWLYDV1HVVHPRGHORR
SURIHVVRUHPIRUPDomRSHUGHDSRVVLELOLGDGHGHDFHVVDURFRQKHFLPHQWRGHIRUPDPDLVDPSOD
ILORVyILFDVRFLROyJLFDHDUWLVWLFDPHQWH1RFDVRGDIRUPDomRHPDUWHVYLVXDLVDLQGDKiSRXFDV
RSRUWXQLGDGHVGHH[SHULPHQWDomRGRID]HUDUWtVWLFRGDFRPSUHHQVmRGDGLPHQVmRSUiWLFDGRV
VDEHUHVGDVDUWHVYLVXDLVHGDFRPSUHHQVmRGRSDSHOGDVDUWHVQDFRQMXQWXUDDWXDO
 &RPRIRUPDGHDWUDLUQRYRVDOXQRVDVSURSDJDQGDVGH(D'SURPHWHPXPFXUVRSDUD
SHVVRDVTXHWrPSRXFRWHPSRRTXHVHFRQVWLWXLHPXPHQJRGRSRLVHVVDPRGDOLGDGHUHTXHU
XPWHPSRGHIRUPDomRWHFQROyJLFDXPWHPSRSDUDRGHVHQYROYLPHQWRGRHVWXGRSURSRVWRH
XPWHPSRGHDSURIXQGDPHQWRJHUDQGRPXLWDVYH]HVJUDQGHVtQGLFHVGHGHVLVWrQFLD



7DEHOD±2IHUWDGHFXUVRVGHJUDGXDomRQR%UDVLOHQWUHH
)RQWH&HQVRGD(GXFDomR6XSHULRU,QHS'HHG
1RWDQmRLQFOXLiUHDEiVLFDGHLQJUHVVR $%, 

1D7DEHOD TXH DSUHVHQWD D HYROXomRGRQ~PHURGH FXUVRVGH JUDGXDomRQR %UDVLO
HQWUH RV DQRV GH  H  REVHUYDVH D DPSOLWXGH GH YDJDV QD HGXFDomR SUHVHQFLDO QR
HQWDQWRRXWUDVDQiOLVHVGR,QHSDSUHVHQWDPXPFUHVFLPHQWRQDPRGDOLGDGHDGLVWkQFLD(PVXD

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DQiOLVHR,QHSGHVWDFDRFUHVFLPHQWRGHGDPRGDOLGDGH(D'TXHHPHUDGH
FXUVRVHHPSDVVRXSDUD
-iQD7DEHODDVHJXLUHVVHVGDGRVVmRDSUHVHQWDGRVSRUiUHDGRFRQKHFLPHQWRHR
LWHP+XPDQLGDGHH$UWHVGHILQHRQ~PHURGHPDWUtFXODVGRVFXUVRVQDiUHDGHDUWHVHPERUD
QmRVHWHQKDDGLVFULPLQDomRSRUVXDVGLIHUHQWHVOLQJXDJHQV $UWHV9LVXDLV'DQoD0~VLFDH
7HDWUR 



7DEHOD±1~PHURGHFXUVRVGHJUDGXDomRSRUiUHDGHFRQKHFLPHQWRRIHUHFLGRVQR%UDVLOHP
)RQWH&HQVRGD(GXFDomR6XSHULRU,QHS'HHG

$7DEHODUHYHODDLQGDTXHRQ~PHURGHXQLYHUVLGDGHVTXHSRVVXHPFXUVRVGHDUWHVp
PDLRU QDV LQVWLWXLo}HV SULYDGDV WRWDOL]DQGR   GR TXH QDV S~EOLFDV   'HVWD IRUPD
FRQVLGHUDVH TXH D IRUPDomR HP DUWHV QD PRGDOLGDGH GH (D' HVWi FRQFHQWUDGD HQWUH DV
XQLYHUVLGDGHVSULYDGDV
0DODQFKHQ   DQDOLVDQGR D IRUPDomR QD (D' QR %UDVLO HOHQFDXP FRQMXQWR GH
FUtWLFDVIHLWDVDRPRGHORGHIRUPDomRLQLFLDOPDVVLILFDGRHjFRPHUFLDOL]DomRGDIRUPDomRD
GLVWkQFLD DOpP GD IRUPDomR DFUtWLFD SDUD R XVR GDV 7,&V FXMR REMHWLYR p SURGX]LU QRYRV
FRQVXPLGRUHV DPSOLDQGRVH D FLUFXODomR H FRPpUFLR GDV 7,&V 2XWUR DVSHFWR TXH D DXWRUD

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FULWLFDpRSUHGRPtQLRGDVSHGDJRJLDVGRDSUHQGHUDDSUHQGHUHGDQRomRGHFRPSHWrQFLDV±
FDSDFLWDomRPHUDPHQWHLQVWUXPHQWDOHDIDVWDGDGDSUiWLFDVRFLDOSULYLOHJLDQGRDH[SHULrQFLD
HPGHWULPHQWRGDWHRULDHGDUHHODERUDomRGRFRQKHFLPHQWRKLVWRULFDPHQWHFRQVWUXtGR
2XWURDVSHFWRGHVWDFDGRSRU0DODQFKHQ  GL]UHVSHLWRDRVLQWHUHVVHVLGHROyJLFRV
H HFRQ{PLFRV GRV RUJDQLVPRV LQWHUQDFLRQDLV H yUJmRV JRYHUQDPHQWDLV DR IRUPDUHPVH
SURILVVLRQDLVIOH[tYHLVHDGDSWiYHLVHYLWDQGRFRQIURQWRVTXHDPHDFHPRVREMHWLYRVGRFDSLWDO
$ IRUPDomR LQVWUXPHQWDO H DOLJHLUDGD HVWLPXOD HVVH PRGHOR DGHTXDQGR RV LQGLYtGXRV DR
PHUFDGR GH WUDEDOKR H SURPRYHQGR D OyJLFD PHUFDGROyJLFD GR FDSLWDOLVPR VHP YLVDU D
HPDQFLSDomRKXPDQD
(PERUDR 3ODQR 1DFLRQDO GH (GXFDomR 31( WHQKD FRPRSULRULGDGHD IRUPDomRGH
SURIHVVRUHVRJRYHUQREUDVLOHLURWHUFHLUL]DHVVDIRUPDomRSDUDDVXQLYHUVLGDGHVSULYDGDVGH
PRGRJHUDOQDRIHUWDGH(D'YLDELOL]DQGRRPRGHORGHPHUFDQWLOL]DomRGDHGXFDomRTXHDOLQKD
  D HVFROD j HPSUHVD H   RV FRQWH~GRV jV H[LJrQFLDV GR PHUFDGR FRP REMHWLYR HVWULWR GH
FUHVFLPHQWRHFRQ{PLFR


$VOLFHQFLDWXUDVHP$UWHV9LVXDLVPDSDVLQLFLDLV

2VGDGRVFROHWDGRVVHUmRDTXLGHVFULWRVDSDUWLUGHFDGDHVWDGREUDVLOHLURLGHQWLILFDQGR
VHDVUHODo}HVFRPDVOLFHQFLDWXUDVHPDUWHVYLVXDLVeQHFHVViULRGHVWDFDUTXHRREVHUYDWyULR
VHPSUHWUDUiLQIRUPDo}HVLQFRQFOXVDVRXGDGRVGLVSHUVRVSRUTXHDUHDOLGDGHpGLQkPLFDWRGRV
RVGLDVRVGDGRVGHVDWXDOL]DPVHPHVPRDVVLPFRQWLQXDPRVHPPRYLPHQWRHHVVDGLQkPLFD
UHTXHUXPROKDUFXLGDGRVRGROHLWRUQRVHQWLGRGHHOHSHUFHEHURVtQGLFHVFRPRXPGRVHOHPHQWR
GR SURFHVVR QHFHVVLWDQGR GHVVH PRGR GH RXWUDV IRUPDV GH DQiOLVH SDUDOHOD 3RUWDQWR QRV
SUy[LPRV WySLFRV DERUGDPVH GDGRV FRQFOXtGRV H GDGRV TXH HVWmR VHQGR FRQVWUXtGRV QD
DWXDOLGDGHSHODHTXLSHGRREVHUYDWyULRGD8GHVF

6DQWD&DWDULQD



'8$57(  FULWLFDDWHRULDGDVFRPSHWrQFLDVLQVHULGDQDSHGDJRJLDGRDSUHQGHUDDSUHQGHU

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2SULPHLURWUDEDOKRTXHLQYHVWLJRXDVOLFHQFLDWXUDVHP6DQWD&DWDULQDPXLWRDQWHVGD
FULDomRGR2EVHUYDWyULRIRLDGLVVHUWDomR$IRUPDomRGHSURIHVVRUHVGH$UWHGLYHUVLGDGHH
FRPSOH[LGDGH SHGDJyJLFD GHVHQYROYLGD QR 3URJUDPD GH 3yV*UDGXDomR HP (GXFDomR QD
8)6&HSXEOLFDGDHPOLYURQRDQRGHSHODSURIHVVRUD'RXWRUD0DULD&ULVWLQDGD5RVD
)RQVHFDGD6LOYD(VVHHVWXGRPDUFRXDSULPHLUDDQiOLVHGHPDWUL]HVFXUULFXODUHVQDiUHDGH
DUWHVYLVXDLVQR%UDVLOGHVHQYROYLGDHQWUHRVDQRVGHH1ROLYURSXEOLFDGRHP
DPSOLRXVH D DQiOLVH GHEUXoDQGRVH VREUH RV SURMHWRV SROtWLFRV SHGDJyJLFRV GR FXUVR GH
(GXFDomR$UWtVWLFDGD8GHVFGHVGHDVXDFULDomRDWpDUHIRUPDGRDQRGH
'HSRLV WHPVH D GLVVHUWDomR 6RDUHV  LQWLWXODGD&RQFHSo}HVSHGDJyJLFDVQRV
FXUUtFXORVGH$UWHV9LVXDLVGH6DQWD&DWDULQDTXHDERUGRXDVHPHQWDVHELEOLRJUDILDVGDV
GLVFLSOLQDVSHGDJyJLFDVGRVFXUVRVGH$UWHV9LVXDLVQR(VWDGR
1D VHTXrQFLD 0DWWH   DSUHVHQWRX R VHX HVWXGR LQWLWXODGR $ IRUPDomR GR
SURIHVVRUHPDUWHVYLVXDLVHVXDVLQWHUIDFHVFRPDHGXFDomRLQFOXVLYDTXHVHWUDWDGHXPD
DQiOLVHGDVPDWUL]HVFXUULFXODUHVGRVFXUVRVGH$UWHV9LVXDLVEXVFDQGRFRPSUHHQGHUFRPRRV
FXUVRVGH6DQWD&DWDULQDDERUGDYDPQDTXHOHSHUtRGRRWHPDGDLQFOXVmR
(P  DQR GH LQtFLR GDV DWLYLGDGHV GH SHVTXLVD GR 2EVHUYDWyULR FULRXVH XP
TXHVWLRQiULRDVHUDSOLFDGRFRPWRGRVRVFRRUGHQDGRUHVGHFXUVRGDVOLFHQFLDWXUDVQR%UDVLO
&RQVLGHUDQGRVHRDPSORHVSHFWURGHSHVTXLVDRIRUPXOiULRTXHIRLHQYLDGRSRUe-mailREWHYH
SRXTXtVVLPR UHWRUQR &RP LVVR SDUWLXVH SDUD HVWXGRV PDLV UHJLRQDLV FRP D LQWHQomR GH
DSURIXQGDU RV GDGRV TXDOLWDWLYRV H EXVFDQGRVHXPDDSUR[LPDomRFRPRVFRRUGHQDGRUHV GH
FXUVR
$SULPHLUDGLVVHUWDomRGHIHQGLGDQR33*$98'(6&HYLQFXODGDDR2EVHUYDWyULRGDWD
GHHIRLUHDOL]DGDSRU*LRYDQD%LDQFD'DUROW+LOOVKHLP2WUDEDOKRLQWLWXODGR8PROKDU
SDUD DV SHVTXLVDV TXH DERUGDP D IRUPDomR GH SURIHVVRUHV GH DUWHV YLVXDLV FDPLQKRV
SHUFRUULGRV HDSHUFRUUHU FROHWRXWHVHVHGLVVHUWDo}HVFXMRWHPDIRVVHDVOLFHQFLDWXUDV HP



$WXDOPHQWHHVVDSHVTXLVDGRUDpSURIHVVRUDGR,)6&FDPSRV;DQ[HUrDWXDFRPRGRFHQWHQR3URIDUWHV8GHVFH
ILQDOL]DUiHPVXDWHVHGHGRXWRUDGRLQWLWXODGD2HPEULFDPHQWRHQWUHDUWHPHUFDGRHDUWHHQVLQRTXHVW}HV
ODWHQWHVQRFDSLWDOLVPRFXOWXUDOHVXDUHSHUFXVVmRQDIRUPDomRGRSURIHVVRUGH$UWHV9LVXDLV

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$UWHV 9LVXDLV H HP VXD DQiOLVH EXVFRX VLVWHPDWL]DU RV HVWXGRV HQFRQWUDQGR UHODo}HV H
DIDVWDPHQWRVHQWUHHOHV
2XWUDSHVTXLVDUHDOL]DGDQRVSULPHLURVDQRVGH2EVHUYDWyULRIRLHODERUDGDSRU,VDGRUD
*RQoDOYHVGH$]HYHGRQRDQRGHLQWLWXODGD2OXJDUGD$PpULFD/DWLQDQDIRUPDomR
LQLFLDO GH SURIHVVRUHV GH DUWHV YLVXDLV QR %UDVLO H QD $UJHQWLQD 1HVVH HVWXGR D DXWRUD
LQYHVWLJRXFRPR R WHPD GD DUWH ODWLQRDPHULFDQDDSDUHFLDPQDV HPHQWDV HELEOLRJUDILDVGDV
GLVFLSOLQDVGHKLVWyULDGDDUWHHPGXDVXQLYHUVLGDGHVQD$UJHQWLQDHWUrVQR%UDVLO(VVHWUDEDOKR
IRLXPGRVSULPHLURVTXHVHGHEUXoRXGHIDWRVREUHRVDVSHFWRVUHODWLYRVDRHQVLQRGH+LVWyULD
GD$UWH
(PXPVHJXQGRPRPHQWRRVFRRUGHQDGRUHVGHFXUVRVGH6DQWD&DWDULQDUHWRUQDUDPRV
TXHVWLRQiULRVHQYLDGRVFRPRUHODWDGRSRU)RQVHFDGD6LOYDH3HUD  ,QLFLDOPHQWHDSDUWLU
GRVGDGRVREWLGRVGHVHQKRXVHXPPDSDVLWXDQGRDRIHUWDGHFXUVRGHDUWHVYLVXDLVSUHVHQFLDLV
H QRPHV VLPLODUHV FRPR VHUi DSUHVHQWDGR D VHJXL 2EVHUYDVH TXH Ki XPD GLVWULEXLomR
KRPRJrQHD GH FXUVRV H[FHWXDQGRVH D UHJLmR GR SODQDOWR VHUUDQR HP TXH KRXYH R
HQFHUUDPHQWRGHFXUVRSUHVHQFLDO
$SyV D FROHWD GH GDGRV FRP RV FRRUGHQDGRUHV GH FXUVR SDVVRXVH D DSURIXQGDU DV
HVSHFLILFLGDGHV GRV GDGRV FROHWDGRV 8P GRV DVSHFWRV HOHQFDGRV QHVVD HVSHFLILFDomR GL]
UHVSHLWRDRIHFKDPHQWRGHDOJXQVFXUVRVTXHUHDOL]DYDPDIRUPDomRGHSURIHVVRUHVGH$UWHV
9LVXDLVHP6DQWD&DWDULQDFRPRRFRUUHXQD8QLYHUVLGDGHGR3ODQDOWR&DWDULQHQVH 8QLSODF 
QDUHJLmRVHUUDQDGH6DQWD&DWDULQD




3URIHVVRUDGH$UWHV9LVXDLVGDUHGHHVWDGXDOGHHQVLQRGH6DQWD&DWDULQD

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)LJXUD±&XUVRVSUHVHQFLDLVGH$UWHV9LVXDLVHP6&
)RQWHDFHUYRGDDXWRUD

$UHGHGHHQVLQRVXSHULRUGH6DQWD&DWDULQDSRGHVHUFRQVLGHUDGDEDVWDQWHVLQJXODUVH
FRPSDUDGDDRVGHPDLVHVWDGRVEUDVLOHLURV(ODpIRUPDGDSRUXPDXQLYHUVLGDGHS~EOLFDHVWDGXDO
8GHVF XPDXQLYHUVLGDGHS~EOLFDIHGHUDO 8)6&±TXHQmRRIHUHFHFXUVRGHOLFHQFLDWXUDHP
DUWHV YLVXDLV  H SHOR VLVWHPD IXQGDFLRQDO RUJDQL]DGR SHOD $VVRFLDomR &DWDULQHQVH GDV
)XQGDo}HV(GXFDFLRQDLV $FDIH±TXHUH~QHLQVWLWXLo}HVRUJDQL]DGDVFRPRIXQGDo}HVS~EOLFDV
FULDGDVSHORPXQLFtSLRPDVTXHVmRGHGLUHLWRSULYDGR ([FHWRD8GHVFTXHWDPEpPSDUWLFLSD
GR VLVWHPD $FDIH WRGDV DV LQVWLWXLo}HV IXQGDFLRQDLV FREUDP PHQVDOLGDGHV H SRUWDQWR
FRQFRUUHPFRPRVLVWHPDGHXQLYHUVLGDGHVQDPRGDOLGDGHGH(D'±QHVVHFDVRUHODWLYDPHQWH
DRVFXUVRVGHDUWHV
2VGDGRVVLVWHPDWL]DGRVSHORJUXSRGHSHVTXLVDGD8GHVFDFHUFDGDVOLFHQFLDWXUDVHP
$UWHV9LVXDLVQDPRGDOLGDGHGH(D'RIHUHFLGDVHP6DQWD&DWDULQDVHUmRPRVWUDGRVDVHJXLU
4XDWURLQVWLWXLo}HVRIHUHFHPDIRUPDomRQDPRGDOLGDGHGH(D'8QLQWHU8QLDVVHOYL
8QLSH H 8QRSDU -XQWDV HVVDV LQVWLWXLo}HV GH HQVLQR VXSHULRU ,(6  SRVVXHP  SRORV QD
PRGDOLGDGH D GLVWkQFLD 2EVHUYRXVH TXH WRGDV HVVDV LQVWLWXLo}HV VmR SULYDGDV H SRXFDV
LQIRUPDo}HVHVWmRGLVSRQtYHLVVREUHRVFXUVRVQRVVHXVsites
$QDOLVDQGRDJRUDRPDSDGD)LJXUDDVHJXLUpSRVVtYHOREVHUYDUDFREHUWXUDGHSRORV
GHQWUR GR (VWDGR GH 6DQWD &DWDULQD TXH DWHQGH D GLIHUHQWHV GHPDQGDV HP UHJL}HV TXH QmR

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DSUHVHQWDP GLILFXOGDGH GH DFHVVR JHRJUiILFR H TXH QHP DR PHQRV VmR GLVWDQWHV GH FXUVRV
SUHVHQFLDLV1RHQWDQWRUHVVDOWDVHDHVFDVVH]GHFXUVRVSUHVHQFLDLVS~EOLFRVQDiUHDGHDUWHV
VHQGRD8GHVFDWXDOPHQWHD~QLFDDRIHUWiORV



)LJXUD±3RORVGHFXUVRVGH$UWHV9LVXDLVHP6&
)RQWHHODERUDGRSRU&LEHOHGD6LOYD5LEHLUR EROVLVWDGH,&±8GHVF 

2XWURDVSHFWRVXUJHGDVDQiOLVHVIHLWDVSHOR2EVHUYDWyULRHGL]UHVSHLWRjIRUPDomRGRV
FRRUGHQDGRUHVGRVFXUVRVSUHVHQFLDLV'HPRGRJHUDOHVVHVSURILVVLRQDLVDSUHVHQWDPIRUPDomR
GHSyVJUDGXDomRHVRPHQWHXPGHOHVQmRDSUHVHQWDIRUPDomRQDiUHDHVSHFtILFDGHDUWHV-iQD
PRGDOLGDGHGH(D'KiQHFHVVLGDGHGHRSURILVVLRQDOFRRUGHQDUPDLVGHXPFXUVRHGHPRGR
JHUDORVSURILVVLRQDLVQmRSRVVXHPIRUPDomRHVSHFtILFDQDiUHDGHDUWHVYLVXDLV

3DUDQi

2V GDGRV GDV DQiOLVHV IHLWDV DFHUFD GDV OLFHQFLDWXUDV GR 3DUDQi HVWmR GLVSRQtYHLV QD
GLVVHUWDomRGH$OYDUHQJD  UHDOL]DGDQR3URJUDPDGH3yV*UDGXDomRHP$UWHV9LVXDLV
HQWUHRVDQRVGHDHLQWLWXODGD)RUPDFࡤDѺRLQLFLDOGRSURIHVVRUGHDUWHVYLVXDLV



$WXDOPHQWHDSHVTXLVDGRUDpSURIHVVRUDGDUHGHHVFRODUGR3DUDQiHUHDOL]DGRXWRUDGRQDOLQKDGHHQVLQRGDV
DUWHVYLVXDLVGDQGRFRQWLQXLGDGHjVXDGLVVHUWDomRHFRPSURMHWRYLQFXODGRDR2EVHUYDWyULRHjUHGH/DLIRSD(P

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UHIOH[}HV VREUH RV FXUVRV GH OLFHQFLDWXUD QR (VWDGR GR 3DUDQDғ (P VHX HVWXGR D
SHVTXLVDGRUDORFDOL]RXDVOLFHQFLDWXUDVQHVVH(VWDGRHPIRUPDWRGHPDSDHLGHQWLILFRXWUrV
SUREOHPiWLFDVGHDQiOLVHSUHVHQWHVQDRIHUWDGHGLVFLSOLQDVQRVFXUVRVGHOLFHQFLDWXUDHP$UWHV
9LVXDLV H VHXV QRPHV FRUUHODFLRQDGRV  $ SULPHLUD SUREOHPiWLFD GL] UHVSHLWR j RIHUWD GH
GLVFLSOLQDVTXHDSRUWHPD/HLQGHGHPDUoRGH UHODWLYDjLQFOXVmRREULJDWyULD
QRFXUUtFXORRILFLDOGDUHGHGHHQVLQRGDWHPiWLFD+LVWyULDH&XOWXUD$IUR%UDVLOHLUDH,QGtJHQD 
DVHJXQGDID]UHIHUrQFLDVj/HLQGHGHGHDEULOGH VREUHD/LEUDV HjLQFOXVmR
GH SHVVRDV FRP GHILFLrQFLD H ILQDOPHQWH D SUREOHPiWLFD DFHUFD GH FRPR DV WHFQRORJLDV
FRQWHPSRUkQHDVID]HPSDUWHGRFXUUtFXOR
6HJXQGR $OYDUHQJD   RLWR LQVWLWXLo}HV S~EOLFDV RIHUHFHP GLVFLSOLQDV
FRQWHPSODQGRDVWHFQRORJLDVFRQWHPSRUkQHDVRTXHVHUHIOHWHQDLQVHUomRGDVWHFQRORJLDVQD
SURGXomRDUWtVWLFDDWXDO-iRVFRQWH~GRVGH+LVWyULDH&XOWXUD$IUR%UDVLOHLUDH,QGtJHQDRX
/LEUDVHDLQFOXVmRGHSHVVRDVFRPGHILFLrQFLDHPERUDWHQKDPOHLVHVSHFtILFDVTXHREULJXHP
D VXD LQFOXVmR QRV FXUUtFXORV HOHV DLQGD UHFHEHP SRXFD RX QHQKXPD  DWHQomR 6RPHQWH D
PHWDGH GDV LQVWLWXLo}HV S~EOLFDV GHPRQVWUDUDP SUHRFXSDomR FRP RV WUrV SRQWRV DQDOLVDGRV
DSUHVHQWDQGRPXLWDVYH]HVPDLVGHXPDGLVFLSOLQDSDUDFDGDWHPD-iDRXWUDPHWDGHFRQWD
FRP XP Q~PHUR VLJQLILFDWLYR GH GLVFLSOLQDV VREUH DV WHFQRORJLDV FRQWHPSRUkQHDV H SRXFR
FRQWHPSODRVGHPDLVSRQWRV
2XWUDVFROHWDVGHGDGRVGR2EVHUYDWyULRHRXWURVHVWXGRVGDiUHDFRPRRVGH)RQVHFD
GD 6LOYD   3HULQL   H %HOOp   WDPEpP DSRQWDP R GHVFDVR FRP D IRUPDomR
SROtWLFDLGHROyJLFDHFRPDVSUREOHPiWLFDVFXOWXUDLV

5LR*UDQGHGR6XO

2VHVWXGRVGR5LR*UDQGHGR6XOIRUDPGHVHQYROYLGRVSHODSURIHVVRUD0HVWUD0DULVWHOD
0XOOHUTXHUHDOL]RXVXDGLVVHUWDomRMXQWRDR33*$9GD8GHVFHQWUHRVDQRVGHH
2WUDEDOKRLQWLWXODGR$SHVTXLVDQDIRUPDomRGHSURIHVVRUHVXPDDQiOLVHFXUULFXODUGDV
OLFHQFLDWXUDVHPDUWHVYLVXDLVQR5LR*UDQGHGR6XOSUREOHPDWL]RXDVUHODo}HVHQWUHDDUWHH


DPERVRVHVWXGRVDSHVTXLVDGRUDWHPFRPRRULHQWDGRUDDSURIHVVRUD'RXWRUD0DULD&ULVWLQDGD5RVD)RQVHFDGD
6LOYD 33*$98GHVF 

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DSHVTXLVDQDVOLFHQFLDWXUDVQHVVH(VWDGR 08//(56,/9$6$1726 ,QLFLDOPHQWH
DDXWRUDUHDOL]RXRPDSHDPHQWRGRVFXUVRVH[LVWHQWHVFRQVWUXLQGRRPDSDDVHJXLU



)LJXUD±,(6SULYDGDVTXHIHFKDUDPFXUVRVSUHVHQFLDLVGHDUWHVYLVXDLV56
)RQWH0XOOOHUH6DQWRV6LOYD  

1RPDSDSRGHPVHUREVHUYDGRVRVFXUVRVGHDUWHVH[LVWHQWHVQR5LR*UDQGHGR6XOQR
DQRGHHRVFXUVRVTXHIRUDPIHFKDGRV&RQIRUPHWDPEpPRFRUUHXHPRXWURVHVWDGRVD
RIHUWDVHGiSULQFLSDOPHQWHQDVUHJL}HVOLWRUkQHDVRTXHLPSOLFDXPDFDUrQFLDGHIRUPDomRQDV
UHJL}HVFHQWUDOHQRURHVWHTXHQmRVmREHQHILFLDGDVSRUGHPDQGDGHSURIHVVRUHVDGYLQGRVGH
UHJL}HVSUy[LPDV
1DFROHWDGHGDGRVGH0XOOHU  IRLSRVVtYHOLGHQWLILFDUDVLQVWLWXLo}HVTXHRIHUWDP
FXUVRV GH (D' H SHUFHEHU TXH DOJXPDV GDV LQVWLWXLo}HV TXH DWHQGHP DR 5LR *UDQGH GR 6XO
WDPEpP DWHQGHP 6DQWD &DWDULQD $ DXWRUD SHVTXLVRX SULQFLSDOPHQWH FRPR D IRUPDomR GR
SHVTXLVDGRU DSDUHFH QDV PDWUL]HV FXUULFXODUHV GRV FXUVRV GH OLFHQFLDWXUD HP $UWHV 9LVXDLV
&RPR UHVXOWDGR R HVWXGR LGHQWLILFRX D FRPSOH[LGDGH GR WHPD DSRQWDQGR D QHFHVVLGDGH GH
DSURIXQGDPHQWRGRHVWXGRDSDUWLUGHVHXGRXWRUDPHQWR

$PD]RQDV


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2(VWDGRGR$PD]RQDVIRLRSULPHLURTXHGHSRLVGH6DQWD&DWDULQD FRRUGHQDomRGR
2EVHUYDWyULR ODQoRXLQVWLWXFLRQDOPHQWHQD8QLYHUVLGDGHGH3DULQWLQVXPDVHomRGRSURMHWR
HPUHGH&RRUGHQDGRSHODSURIHVVRUD&ODXGLD&DUQHYVNLVR2EVHUYDWyULRPDSHRXRVFXUVRV
H[LVWHQWHVQDUHJLmRQRUWHHPVXDWHVHTXHVHLQLFLRXHPFRPSUHYLVmRGHWpUPLQRHP
 VHQGR DWXDOPHQWH UHDOL]DGD QR 33*$98GHVF 2 HVWXGR LQWLWXODGR )RUPDomR GH
SURIHVVRUHVGHDUWHVYLVXDLVQDVXQLYHUVLGDGHVS~EOLFDVGD5HJLmR1RUWHFXOWXUDHDUWHQR
FXUUtFXORGDVOLFHQFLDWXUDV PDSHRXFRPRRWHPDGDDUWHHFXOWXUDVmRGLVSRQLELOL]DGRVQDV
PDWUL]HV FXUULFXODUHV GRV FXUVRV GH OLFHQFLDWXUD 3DUD WDQWR D SHVTXLVDGRUD VLVWHPDWL]RX DV
OLFHQFLDWXUDV GD UHJLmR QRUWH LQFOXVLYH LGHQWLILFDQGR DOJXQV FXUVRV TXH DSUHVHQWDP
QRPHQFODWXUDV GLIHUHQFLDGDV FRPR SRU H[HPSOR D OLFHQFLDWXUD HP $UWH QR &DPSR $V
GLVWkQFLDVJHRJUiILFDVHQWUHRVFXUVRVYmRDRHQFRQWURGDVGLILFXOGDGHVGHVXSULUDGHPDQGDGR
HVWDGRHGHKDYHUXPPDLRUHQWURVDPHQWRHQWUHHOHV
2HVWXGRGHGRXWRUDPHQWRGH&ODXGLD&DUQHYVNLVHVWiIRFDGRSRUWDQWRQDDPSOLWXGH
GRWHPDGDDUWHHFXOWXUDHPXPDUHJLmRPXLWRDPSODFRORFDQGRVHVRERGHVDILRGHPDSHDUD
RIHUWDGHFXUVRVGHDUWHVYLVXDLV-iDSHVTXLVDGHPHVWUDGRWDPEpPHPFRQVWUXomRGH/XFDV
3UHVWHVWHPFRPRIRFRRFXUVRGHOLFHQFLDWXUDHPDUWHVYLVXDLVHVSHFLILFDPHQWHGD8QLYHUVLGDGH
)HGHUDOGR$PD]RQDV 8IDP DILPGHLGHQWLILFDUDVDERUGDJHQVPHWRGROyJLFDVXWLOL]DGDVSHORV
SURIHVVRUHVQRFXUVRGHIRUPDomRHVXDUHODomRFRPDYLQGDGHUHOLJLRVRVTXHGLVVHPLQDUDPD
IRUPDomRDUWtVWLFDGDUHJLmR

(VWXGRVGDUHJLmR1RUGHVWH

1DUHJLmR1RUGHVWHR2EVHUYDWyULRFRQFHQWUDVXDVDQiOLVHVHPGRLVHVWXGRV2SULPHLUR
p D GLVVHUWDomR SURSRVWD SRU &ODULVVD 6DQWRV 6LOYD $UWH WHFQRORJLD H IRUPDomR GRFHQWH
UHYHUEHUDo}HV QRV FXUUtFXORV GDV OLFHQFLDWXUDV HP DUWHV YLVXDLV GD UHJLmR 1RUGHVWH,
GHVHQYROYLGRHQWUHRVDQRVGHHMXQWRjOLQKDGHSHVTXLVDHQVLQRGDV$UWHV9LVXDLV
GR33*$9±8GHVF(VVHHVWXGRWHPFRPRREMHWLYRPDSHDURVFXUVRVH[LVWHQWHVQR1RUGHVWH



7HVHHPHODERUDomRSRU&ODXGLD&DUQHYHVNLFRPSURSRVWDGHFRQFOXVmRSDUDMXOKRGH

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DQDOLVDQGRVXDVPDWUL]HVFXUULFXODUHVDILPGHLGHQWLILFDUDVFRQWULEXLo}HVSDUDDIRUPDomRGH
SURIHVVRUHVGHDUWHVYLVXDLVQRWRFDQWHDRWHPDGDDUWHHGDWHFQRORJLD
2VHJXQGRHVWXGRWDPEpPYLQFXODGRDR33*$9±8GHVFTXHHVWiVHQGRGHVHQYROYLGR
QR(VWDGRGR0DUDQKmRWHPFRPRWtWXOR2EVHUYDWyULRGDIRUPDomRGHSURIHVVRUHVRFDVR
GR&XUVRGH$UWHV9LVXDLVGD8)0$ D/HLQ. ,QLFLDGRHPHVVHHVWXGR
DLQGDpEDVWDQWHUHFHQWHHSRGHUiVRIUHUDOWHUDo}HVDRORQJRGRSURFHVVR
1R HVWXGR GH 6DQWRV6LOYD   D DXWRUD DSUHVHQWD XP PDSD TXH GHOLQHLD DV
OLFHQFLDWXUDVHPDUWHVYLVXDLVQDPRGDOLGDGHSUHVHQFLDOGLVSRQtYHLVQDUHJLmR1RUGHVWH



)LJXUD±/LFHQFLDWXUDVHPDUWHVYLVXDLVSUHVHQFLDVQR1RUGHVWH
)RQWHDFHUYRGDDXWRUD

3RGHVHSHUFHEHUTXHDPDLRULDGRVFXUVRVHVWiVLWXDGDQDUHJLmROLWRUkQHDHHVVDpXPD
GDVFDUDFWHUtVWLFDVGDGLVWULEXLomRGRVFXUVRVQR%UDVLO$OJXQVSURJUDPDVHVSHFtILFRVFRPR
3DUIRU H 5H~QH WLYHUDP FRPR FDUDFWHUtVWLFD LQWHULRUL]DU R RIHUHFLPHQWR GH IRUPDomR GH
SURIHVVRUHV GH DUWHV SDUD DOpP GRV FXUVRV QDV FDSLWDLV H UHJL}HV OLWRUkQHDV 2XWUR DVSHFWR

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DSRQWDGR SHOD DXWRUD GL] UHVSHLWR j SHTXHQD TXDQWLGDGH GH FXUVRV H YDJDV SDUD DWHQGHU j
GHPDQGDWHUULWRULDOHSRSXODFLRQDOH[LVWHQWH
6DQWRV6LOYD   DSUHVHQWD R OHYDQWDPHQWR GDV GLVFLSOLQDV SUHVHQWHV QDV PDWUL]HV
FXUULFXODUHV GRV FXUVRV GH DUWHV YLVXDLV H GH RXWURV FRP QRPHV FRQJrQHUHV VLWXDGRV
JHRJUDILFDPHQWHQDUHJLmR1RUGHVWHHQDPRGDOLGDGHSUHVHQFLDO+iLQVWLWXLo}HVS~EOLFDV
IHGHUDLVHHVWDGXDLVQDPRGDOLGDGHSUHVHQFLDO2VFXUVRVHVWmRGLVWULEXtGRVHPFLGDGHVGD
UHJLmRVHQGRTXH6mR/XL]H7HL[HLUDGH)UHLWDVUHFHEHPGRLVFXUVRVGHOLFHQFLDWXUDHP$UWHV
9LVXDLVSDUDXPWRWDO GHPXQLFtSLRVGDUHJLmR1RUGHVWH(PERUDXPFXUVRDWHQGDD
PXLWRVPXQLFtSLRVDGLVWULEXLomRpSHTXHQDVHVHFRQVLGHUDUDQHFHVVLGDGH(PUHODomRjFDUJD
KRUiULD REULJDWyULD DDXWRUDLGHQWLILFRXTXHLVVR RVFLODHQWUHUHODWLYRDRFXUVRFRPD
PHQRUFDUJDKRUiULDHUHODWLYRDRFXUVRFRPDPDLRUFDUJDKRUiULDPDVTXHVHJXQGRR
OHYDQWDPHQWRGH6DQWRV6LOYD  QmRRIHUWDTXDOTXHUGLVFLSOLQDYLQFXODGDH[SOLFLWDPHQWH
DRWHPDGDDUWHHWHFQRORJLD
3HUFHEHVH TXH GRLV FXUVRV QmR DSUHVHQWDP GLVFLSOLQD QHVVD WHPiWLFD FLQFR FXUVRV
DSUHVHQWDPXPDGLVFLSOLQDQRWHPDFLQFRDSUHVHQWDPGXDVGLVFLSOLQDVHGRLVFXUVRVDSUHVHQWDP
WUrVGLVFLSOLQDVQRWHPD2WUDEDOKRGH&ODULVVD6DQWRV6LOYDDSUHVHQWRXVXDVFRQFOXV}HVHP
MXOKRGH


&RQVLGHUDo}HVILQDLV

(VWDpDDSUHVHQWDomRGHXPDVtQWHVHDQDOtWLFDGRVGDGRVFROHWDGRVSHOR2EVHUYDWyULR
TXH FRQVLGHUD DV FROHWDV SURGX]LGDV SRU SDUWLFLSDQWHV HVWXGDQWHV GH LQLFLDomR FLHQWtILFD GH
PHVWUDGRHGRXWRUDGRTXHHVWmRYLQFXODGRVDRSURMHWRGHSHVTXLVDHPUHGH2EVHUYDWyULRGD
)RUPDomRGH3URIHVVRUHVQRÆPELWRGR(QVLQRGH$UWHVHVWXGRVFRPSDUDGRVHQWUH%UDVLO
H$UJHQWLQD
2VGDGRVUHIHUHQWHVDRQ~PHURGHFXUVRVGH$UWHV9LVXDLVQR%UDVLOFRQVLGHUDQGRVHD
GLYHUVLGDGHGHQRPHQFODWXUDVHDVYDULDo}HVGHRIHUWD WRWDOL]DQGRQRDQRGHFXUVRV



'DGRVH[WUDtGRVGHKWWSZZZFWLQRUGHVWHGREUDVLOFRPEULQIRJHUDLVKWPO!$FHVVRHPGH]

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VHQGR  GH $UWHV (GXFDomR $UWtVWLFDV   GH $UWHV 3OiVWLFDV H  GH $UWHV 9LVXDLV 
HYLGHQFLDP D SUREOHPiWLFD GR SDQRUDPD EUDVLOHLUR QHVVH VHQWLGR 1HVVD VRPDWyULD GH
GLVSRQLELOL]Do}HV DFDGrPLFDV HYLGHQFLDVH TXH QR DQR GH  KDYLD  FXUVRV VHQGR
RIHUHFLGRVRXVHMDDPDLRURIHUWDQR%UDVLO
 &RQVLGHUDQGRVHDLPSRUWkQFLDGRVHVWXGRVUHDOL]DGRVSHOR,QHSGHVGHVXDFULDomRKi
TXHVHFRQVLGHUDUTXHKiXPDLQYLVLELOLGDGHGDVHVSHFLILFLGDGHVGDiUHDGH$UWHV9LVXDLVTXH
ILFDVXEVXPLGDjiUHDGH%HODV$UWHVH+XPDQLGDGHV(VVHDVSHFWRGHLQYLVLELOLGDGHWDPEpP
H[LVWHQDVSHVTXLVDVGDiUHDGHHGXFDomRSRLVSRXFRVHVWXGRVTXHFROHWDPGDGRVQDHGXFDomR
EiVLFDFRQVLGHUDPRVGDGRVGDGLVFLSOLQDGHDUWHVQDHVFROD$VPHWRGRORJLDVGHFROHWDGHGDGRV
HDVSRVVLELOLGDGHVGHXVRGRVGDGRVFROHWDGRVSHOR,QHSDLQGDDSDUHFHPGHIRUPDYHODGDSDUD
RV SHVTXLVDGRUHV GDV iUHDV GH KXPDQDV +i TXH VH FULDU XPD SROtWLFD GH PDLRU DFHVVR jV
PHWRGRORJLDVGHFROHWDHOHLWXUDGRVGDGRV
 2 HVIRUoR UHDOL]DGR SHOR 2EVHUYDWyULR GH FROHWDU RV GDGRV HVWDWtVWLFRV H PHVPR DV
FROHWDVQRVHVWDGRVpEDVWDQWHGLVSHQGLRVRDLQGDPDLVSRUTXHXPDSDUFHODGRVGDGRVHVWiHP
FRQVWDQWHPXGDQoDIXQFLRQDQGRFRPRSDUkPHWURVORFDOL]DGRVTXHH[LJHPRXWUDVIRUPDVGH
FROHWDSDUDXPDOHLWXUDPDLVDPSODGDUHDOLGDGH
 2V GDGRV GH FUHVFLPHQWR GHVRUGHQDGR H D rQIDVH QD IRUPDomR D GLVWkQFLD FRPR
PRGDOLGDGHSUHIHUHQFLDOSDUDDIRUPDomRGHSURIHVVRUHVDEUHQRYRVHVSDoRVGHLQYHVWLJDomR
+iHPMRJRXPDFODUDSROtWLFDGHGHVYDORUL]DomRGHVLQWHOHFWXDOL]DomRHGHVSROLWL]DomRGRFHQWH
±HVYD]LDPHQWRGRSDSHOGRSURIHVVRUH±RXVHMDSHUFHEHVHDWHQGrQFLDDXPDIRUPDomRGH
FXQKRHVWULWDPHQWHWpFQLFRHPGHWULPHQWRGHXPDIRUPDomRSROtWLFDYLQFXODGDjSHVTXLVDH
H[WHQVmR $OLiV YrVH TXH HVVD pXPD JUDQGHGLIHUHQoD HQWUH DIRUPDomRHPLQVWLWXLo}HVQD
PRGDOLGDGHDGLVWkQFLDHDVS~EOLFDVSUHVHQFLDLVSRLVKiSDUDRVHVWXGDQWHVGHXQLYHUVLGDGH
S~EOLFD XP ULFR HVSDoR GH IRUPDomR SRU PHLR GH EROVDV GH HQVLQR SHVTXLVD H[WHQVmR H
LQFOXVLYH 3LELG SRVVLELOLGDGHV HVVDV TXH DPSOLDP RV VDEHUHV SURPRYHQGR XP PDLRU
HQJDMDPHQWRQDIRUPDomRXPDPDLRUFRPSUHHQVmRGRFRQWH[WRHHYLGHQFLDQGRXPDIRUPDomR
LQWHOHFWXDOVyOLGD
 &RPRHYLGHQFLDGRSRU0DODQFKHQ  pQHFHVViULRFRPEDWHUDIRUPDomRDOLJHLUDGD
PHFkQLFDHGLVVRFLDGDGRVFRQKHFLPHQWRVKLVWRULFDPHQWHSURGX]LGRVSHODKXPDQLGDGH(VVH

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PRGHOR GH IRUPDomR DEUH PDLV HVSDoR SDUD D PHUFDQWLOL]DomR GD HGXFDomR SUHSDUDQGR
SURILVVLRQDLVGyFHLVIOH[tYHLVHDGDSWDGRVTXHQmRFRORFDPHP[HTXHRVLQWHUHVVHVGRFDSLWDO
 2V GDGRV FROHWDGRV SHOR 2EVHUYDWyULR UHFRUWDGRV QHVWH DUWLJR SDUD RV HVWXGRV
YLQFXODGRV DR 33*$98GHVF GHPRQVWUDP TXH Ki VLPLODULGDGHV HQWUH RV SURMHWRV SROtWLFRV
SHGDJyJLFRVDGYLQGRVGHPRGRJHUDOGDUHJLmR6XOH6XGHVWHHFRPSRXFDVHVSHFLILFLGDGHV
UHJLRQDLV +i WDPEpP XPD JUDQGH GLILFXOGDGH GH DWHQGHU jV GHPDQGDV SRU FRQWH~GRV H
GLVFLSOLQDVTXHVDLDPGRIRFRHXURFrQWULFRTXHFRQVLGHUHDLQWULQFDGDUHODomRSROLVVrPLFDHQWUH
LQFOXVmRHH[FOXVmR3HUFHEHVHWDPEpPTXHRWHPDGDVWHFQRORJLDVpDPSODPHQWHLQVHULGRQRV
FXUUtFXORVGDVOLFHQFLDWXUDVPXLWRHPERUDDOJXPDV,(6WHQKDPPHQRVFRQGLo}HVGHDFHVVRGR
TXHRXWUDV
 *HRJUDILFDPHQWH SUHGRPLQD DLQGD R PRGHOR GH RIHUWD GH FXUVRV QR OLWRUDO FRP
H[FHo}HVGDVSURSRVWDVHVWDEHOHFLGDVQRJRYHUQR/XODSUHVLGHQWHTXHGHVHQYROYHXXPSURMHWR
GHLQWHULRUL]DomRGDVXQLYHUVLGDGHVEUDVLOHLUDV
)LQDOPHQWHFDEHUHVVDOWDUTXHRSURMHWRGR2EVHUYDWyULRHVWHQGHVHSRULQVWLWXLo}HV
XQLYHUVLWiULDVS~EOLFDVHTXHWHPUHDOL]DGRRHVIRUoRGHOHYDQWDUDQDOLVDUHWRUQDUS~EOLFRVVHXV
GDGRV SDUD TXH R GHVHQKR TXH VH IRUPH VHMD R GH XP UHWUDWR PDLV DPSOR GD IRUPDomR GH
SURIHVVRUHVGHDUWHVYLVXDLVQR%UDVLO
2VLQWHJUDQWHVGR2EVHUYDWyULRID]HPSDUWHGDUHGHODWLQRDPHULFDQDGHLQYHVWLJDGRUHV
VREUH R WHPD GD IRUPDomR GH SURIHVVRUHV GH DUWHV /DLIRSD  TXH GHVGH  YHP
HPSUHHQGHQGRHVIRUoRVQRVHQWLGRGHDPSOLDURVHVWXGRVDFHUFDGRWHPDHGDVXDLQVHUomRQD
$PpULFD/DWLQD


5HIHUrQFLDV

$/9$5(1*$9DOpULD0HWURVNL)RUPDFࡤDѺRLQLFLDOGRSURIHVVRUGHDUWHVYLVXDLVUHIOH[}HV
VREUHRVFXUVRVGHOLFHQFLDWXUDQRHVWDGRGR3DUDQDғ'LVVHUWDomR 0HVWUDGRHP$UWHV9LVXDLV 
±8QLYHUVLGDGHGR(VWDGRGH6DQWD&DWDULQD



(VWXGRVYLQFXODGRVDRJUXSRGHSHVTXLVDHP(GXFDomR$UWHVH,QFOXVmRRULHQWDQGRVSRU0DULD&ULVWLQDGD
5RVD)RQVHFDGD6LOYD 33*$933*(8GHVF 

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$=(9('2,VDGRUD*RQoDOYHVGH)RUPDomRGHSURIHVVRUHVGH$UWH2EVHUYDWyULRGDV
SUiWLFDVGHLQFOXVmR'LVVHUWDomR 0HVWUDGRHP$UWHV9LVXDLV ±8QLYHUVLGDGHGR(VWDGRGH
6DQWD&DWDULQD

%$5%26$$QD0DH$UWHHGXFDomRFRQIOLWRVDFHUWRV 6mR3DXOR0D[/RPRQDG

%(//e/DULVVD2HQVLQRGHDUWHLQWHUpWQLFRQRFRQWH[WRGRVPXVHXVYLUWXDLV
'LVVHUWDomR 0HVWUDGRHP$UWHV9LVXDLV ±8QLYHUVLGDGHGR(VWDGRGH6DQWD&DWDULQD

%5$6,/0LQLVWpULRGD(GXFDomR&RQVHOKR1DFLRQDOGH(GXFDomR&RQVHOKRGH(GXFDomR
6XSHULRU5HVROXomRQGHMDQHLURGH$SURYDDV'LUHWUL]HV&XUULFXODUHV1DFLRQDLV
GR&XUVRGH*UDGXDomRHP$UWHV9LVXDLVHGiRXWUDVSURYLGrQFLDV'LVSRQtYHOHP
KWWSSRUWDOPHFJRYEUFQHDUTXLYRVSGIUFHVBSGI!$FHVVRHPRXW

BBBBBB3UHVLGrQFLDGD5HS~EOLFD&DVD&LYLO/HLQGHGHPDUoRGH
'LVSRQtYHOHPKWWSZZZSODQDOWRJRYEUFFLYLOBBDWROHLOKWP!
$FHVVRHPRXW

BBBBBB3UHVLGrQFLDGD5HS~EOLFD&DVD&LYLO/HLQGHGHDEULOGH
'LVSRQtYHOHPKWWSZZZSODQDOWRJRYEUFFLYLOBOHLV/KWP!$FHVVRHP
RXW

BBBBBB3UHVLGrQFLDGD5HS~EOLFD&DVD&LYLO/HLQHGHDJRVWRGH
'LVSRQtYHOHPKWWSZZZSODQDOWRJRYEUFFLYLOBOHLV/KWP!$FHVVRHPRXW


'8$57(1HZWRQ6RFLHGDGHGRFRQKHFLPHQWRRXVRFLHGDGHGDVLOXV}HV"&DPSLQDV63
$XWRUHV$VVRFLDGRV

)216(&$GD6,/9$0DULD&ULVWLQDGD5RVD$IRUPDomRGH3URIHVVRUHV±FRQWH~GRVDWXDLV
QDVDODGHDXODIn(QFRQWUR1DFLRQDOGD$QSDS$QDLV6DOYDGRU±%D(GLWRUDGD
8)%$YS

BBBBBB$/9$5(1*$903(5$/3([SDQVmRGDVOLFHQFLDWXUDVTXHIRUPDP
SURIHVVRUHVGH$UWHV9LVXDLVQR%UDVLOXPDOHLWXUDGRVGDGRVGR,QHSIn&RQJUHVVR
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A infância como improviso /


Por uma abordagem espiral no ensino de artes para crianças
Marina Marcondes Machado1 - UFMG
Resumo
A autora construiu um contraponto aos princípios da bastante divulgada e estabelecida “abordagem
triangular” no ensino de arte e o nomeou por “abordagem espiral”, noção desenvolvida ao longo de
anos de trabalho e estudo, com especial elaboração para a escrita de ensaio para o Concurso Mário
Pedrosa da Fundação Joaquim Nabuco, no ano de 2011, do qual foi vencedora. Daquele momento em
diante, a proposta ganhou novos contornos e muitos interessados, girando em torno da mistura dos
âmbitos artístico-existenciais (MACHADO, 2011; 2015): miscigenação entre as corporalidades, as
musicalidades, as teatralidades e as espacialidades, de modo que o papel do adulto condutor das
propostas no ensino das artes será criar oportunidades, contextos e situações de convívio, em busca
por experiências vivas e relacionais entre as crianças com dança, música, teatro e artes visuais. Este
modo de trabalhar o ensino de arte com crianças e jovens propõe franco diálogo com a arte
contemporânea e com as férteis relações entre arte e vida, e pretende desmistificar o preconceito de
alguns ao hibridismo, hipótese em alguns meios considerada como um retrocesso por significar, para
os críticos àqueles princípios, volta ao que se nomeou, no século passado, “educação artística” e
professor de arte “generalista”. A autora, por sua vez, advoga pelo trabalho em rede e entre pares, o
que poderá, ao longo do tempo, romper com corporativismos.
Palavras-chave: relações arte-vida; âmbitos artístico-existenciais; hibridismo.

Introdução
Gostaria de iniciar minha contribuição agradecendo o convite para participar na mesa
“Caminhos cruzados: ensino de arte em espaços formais, informais e não-formais”. Penso
que, paulatinamente, estamos ganhando flexibilização no diálogo entre as artes, tais como as
artes visuais, a dança, o teatro e a música em conversa no próprio ensino para crianças e
jovens. Falar sobre as possibilidades dos hibridismos é um dos meus motes de trabalho –
aqui-agora, bem como no curso de Licenciatura em Teatro da UFMG e na pós-graduação em
Artes da Cena na mesma universidade.
Algo muito significativo aconteceu na minha caminhada profissional: ter ganho o
prêmio do Concurso Mário Pedrosa (2011-2012), promovido pela FUNDAJ / Fundação
Joaquim Nabuco (Recife, Pernambuco) com o ensaio intitulado “Fenomenologia de Merleau-
Ponty e as relações entre educação, arte e vida na pequena infância: rumo a uma Abordagem
Espiral no ensino de arte”. Foi de extrema importância pois tinha me mudado para Belo
Horizonte, para trabalhar na UFMG, e o valor em dinheiro do prêmio possibilitou montar a
casa nova. Mas a importância intelectual e artística, por assim dizer, foi a possibilidade de

1
Marina Marcondes Machado é doutora em Psicologia da Educação com pós-doutorado em Pedagogia do
Teatro. É docente na Licenciatura em Teatro da UFMG e do curso de pós-graduação em Artes, na linha Artes da
Cena, na mesma universidade. Mantém o site-blog www.agachamento.com e seu email é
agachamento@gmail.com

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organizar meu pensamento, durante a escrita do ensaio premiado; parti dos dezesseis anos de
prática de ensino de arte para crianças na EMIA-SP (Escola Municipal de Iniciação Artística
de São Paulo), dando continuidade ao texto entretecendo meus estudos no campo da
psicanálise inglesa e da fenomenologia da criança. O ensaio premiado permanece inédito e
quero, aqui, retomar brevemente seus eixos norteadores, para contribuir para o debate na
nossa mesa dos “caminhos cruzados”.
A EMIA-SP existe desde o ano de 1980 e funciona em um parque muito bem situado
no bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo. Sua espacialidade, bem como a continuidade
da existência do projeto da escola, certamente influenciam a realidade de como ali é um lugar
especial: três casas térreas de uma escola muito diferente, na qual crianças entre cinco e treze
anos convivem e fazem arte, e ali estão por sua escolha (não se trata de uma escola regular, e
é ligada à Secretaria de Cultura).
Antes de começar a trabalhar na EMIA-SP, o que aconteceu em 1989, fui iniciada, no
campo da arte e educação, por Ilo Krugli – artista, diretor teatral e dramaturgo responsável
pelo Grupo Ventoforte, referência no teatro para todas as idades e no trabalho com atores, em
uma maneira cuidadosa para prepará-los para o teatro infantil. São esses meus lugares de
origem. Assim introduzo e mostro meu lugar de fala.
Ilo chamava a mistura das artes de “arte integrada”. A EMIA-SP tem por hábito dizer
“integração de linguagens”. Discutirei a arte concebida como “linguagem” mais para frente,
neste texto.
Meu pensamento-e-ação afinam-se com a fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty
e com a psicanálise tal como pensada por D. W. Winnicott, há muitos e muitos anos. Hoje,
busco a simplicidade para falar dos conceitos e dos princípios de meus “autores de
cabeceira”, pois desejo que muitas pessoas possam compreender do que se trata. Por isso, vou
abrir mão do modo academicista – seja do uso de muitas citações destacadas estrito senso,
seja das homenagens e dos ritos/riscos do levantamento bibliográfico.
Farei apenas uma pequena visita a Winnicott e a Merleau-Ponty. O conceito do
espaço potencial (que para Winnicott é um lugar psíquico onde acontecem brincadeira e
jogo, inicialmente, e, mais tarde, lugar de tudo que se situa entre realidade e fantasia, entre o
mundo compartilhado e a subjetividade) e os três modos de ser e estar no mundo da criança
pequena nomeados por Merleau-Ponty – a saber, o polimorfismo (grosso modo, a
plasticidade do corpo e das percepções e apreensões das crianças pequenas), o onirismo
(mistura entre realidade e fantasia, com grande simplicidade e verossimilhança) e a não-
representacionalidade (impossibilidade de ver por pontos de vista, o que impede que o

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pensamento da criança pequena opere por “representações”) – encontram-se, no momento


atual, encarnados no meu corpo, em meus escritos e em minha prática docente.
Busco e pesquiso uma escrita performativa, bem como a comunicação daquela escrita
como ato performativo, em diálogo com a potência da infância criativa, ou, como meu título
anuncia, da infância como improviso. Sem problemas, sem mediações, ou até sem
escrúpulos!, me sinto à vontade para habitar o espaço potencial e corporeificar aquele estado.
(Me permitem? Vocês vêm comigo?)

A criança performer
No ano de 2009 realizei uma pesquisa, em nível de pós-doutoramento e sob
supervisão da professora Maria Lúcia de Souza Barros Pupo (ECA-USP / bolsa FAPESP),
intitulada “Territórios do Brincar”. A construção da noção de “criança performer” é parte do
resultado daquele processo, publicado em 2010 na Revista Educação & Realidade (ver
referências). A pesquisa teve a duração de um ano; por um semestre, observei crianças em
situação de espera na cidade de São Paulo. Entenda-se por “situação de espera”: filas dos
mais diferentes tipos, tempos-espaços em terminais de ônibus, rodoviária e aeroporto, saída
da escola e entrada nas peruas escolares... A partir de meus estudos da fenomenologia da
criança e do pensamento do filósofo Maurice Merleau-Ponty acerca da primeira infância,
compreendi que os tempos de espera das crianças entre zero a cinco anos de idade são... a
vida mesma! Conclui que não há diferença significativa, do ponto de vista da criança
pequena, entre estar à espera ou não; não haveria como nem porque a criança ser e estar
diferente nessas situações, uma vez que ela se vê acolhida por adultos, e permanece na chave
de sua experiência imediata. A isso o filósofo Merleau-Ponty (1990) nomeou um tempo
atemporal – modo de apreensão e de relação com o tempo da criança pequena. Também a
noção de espaço da criança entre zero a cinco ou seis anos, para Merleau-Ponty, é diferente
da do adulto; a criança está sempre implicada, ou seja, vive sempre “dentro” das situações,
sendo impossível distanciar-se (para ter uma “visão de mundo”, por exemplo). Por estar
mergulhada no mundo e em suas experiências, o filósofo afirma que as crianças são
mundocentradas.
Ao observar as experiências imediatas do tempo de espera das crianças na cidade de
São Paulo, percebi que poderia ser interessante e valioso nomear a criança como “performer”
– performer de si, com o outro no mundo. Obviamente não uso a palavra no sentido artístico-
profissional do termo, mas sim em seu sentido sociológico: performar os modos de ser e
estar, e relacionar-se com o outro, no mundo compartilhado.

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A criança performer seria a atualização das noções merleau-pontianas e do olhar


fenomenológico para a infância. Ela performa por ser plástica, mutante, polimorfa; ela não
representa, ela não se distancia em pontos de vista: ela é, simplesmente; e também, vive sua
cotidianeidade em um estado onírico, que mescla sonho e realidade compartilhada, sem
divisões. Seu corpo é fenomênico e indiviso.
Hoje, aqui-agora, estou propondo que a noção de criança performer seja revisitada a
partir de outra noção por mim inventada: da infância como improviso. É o que introduzo
aqui, por meio deste texto, escrito especialmente para ser comunicado em mesa na
CONFAEB 2017.

Improviso
Encontrei em um livro de Walter Kohan (2007) tematizando o ensino de filosofia para
crianças uma excelente definição para a metodologia da improvisação, aquém e além do
fenômeno cênico, teatral ou coreográfico:

(…) existe apenas um método amplamente desestruturado, irredutível a um algoritmo


ou a uma técnica descritível ou apreensível: a improvisação que devido à sua
complexidade e riqueza de possíveis modelos de referência, não é passível de
recondução a ‘um’ método, mas nem por isso é casual ou privada de sua própria
lógica. A improvisação, ao contrário, é uma prática que se aprende fazendo
referência ao vasto patrimônio tradicional que, no entanto, não vem simplesmente
conservado, cultivado ou aplicado, mas readaptado às situações particulares nas quais
encontramos ao agir, provocando deste modo sua perpetuação, mas também sua
renovação. (Neri Pollastri apud Chiara Chiapperini In KOHAN, 2007, p.163)

Trata-se de um modo rico e interessante de definir o ato de improvisar. Nesta visada


percebemos a união entre tradição e inovação, entre prática e lógica, entre pluralidade e
singularidade. Pensar a infância nesta chave, como ação e experiência improvisacional, será
pensar de maneira filosófica, abrindo mão do acesso à a criança na chave desenvolvimentista,
por meio da qual as “fases” se sucedem e se complementam; assim, considerar a infância
como improviso será buscar acesso direto à experiência mesma – mão na massa! – percepção
adulta sensível das vivências pré-reflexivas que revelam a maneira de ser e estar dos entes no
começo da vida humana.
Ao afirmar que a infância é improviso pretendo provocar no leitor o desassossego do
já dado, ou seja, proponho uma certa puxada de tapete do pensamento tradicional ou
majoritário sobre as crianças.
Também pretendo unir o improviso aos âmbitos artístico-existenciais (MACHADO,
2011; 2015). Âmbito: espaço que circunda. Âmbito artístico-existencial: lugar ou morada das

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artes, como possibilidade do humano. Do bebê ao idoso. Desenhei essa expressão ao longo de
um tempo bastante dilatado: de meu Trabalho de Conclusão de Curso na Psicologia (1997)
até meu pós-doutoramento em Pedagogia do Teatro (2009).
Quero também afirmar que, se a infância é improviso, o adulto há que empenhar-se
como um improvisador: para conversar com as crianças, e propor coisas, especialmente no
lugar relacional das artes.

Arte e vida: artivismo e doação de teatralidades


Foi em junho de 2012 que me mudei de São Paulo para Belo Horizonte, passando a
trabalhar na Universidade Federal de Minas Gerais. Mudei não só de cidade -- mudei de
papel social: passei do ensino de teatro para crianças e jovens para o “ensinar a ensinar
teatro” para graduandos da Licenciatura. Naquela passagem percebi, de modo diagnóstico,
como muitos dos alunos que escolhem a graduação em Teatro na UFMG, no início do curso,
pouco sabem sobre a potência do teatro e seu ensino.
A concepção hegemônica dos jovens é a do teatro dramático; identificados com a arte
espetacular, pensam que o campo do ensino, inevitavelmente, os levará a montagens e
espetáculos teatrais com crianças e jovens (não-atores). O valor deste tipo de ensino de teatro
estaria na visibilidade da escola ou da organização não governamental, clube, igreja, etc, e
quase sempre possui um objetivo geral muito claro: “dar um presente aos pais”. E os pais e
mães do século XXI assistem ao teatro de seus filhos, no mais das vezes, a partir de um filtro:
a câmera, o celular ou o tablet. Isso, por si só, já é mote para uma boa discussão sobre o
teatro como convívio, ou sobre a arte da presença.
Seria incrível se construíssemos um projeto de espectadores com os adultos que
assistem a teatro com não-atores, de modo que suas corporalidades não necessitassem de
mediadores, registro fotográfico ou fílmico!
Por outro lado, os próprios jovens estudantes da Licenciatura são os filhos do século
XXI. Ou seja, eles mesmos fotografam e filmam seus cotidianos e realidades, vorazmente, e
encontram-se absolutamente atravessados pelos filtros da tecnologia. (Mudou o teatro ou
mudei eu?)
Mudou o teatro e mudei eu; mudamos, amadurecemos; possuímos história, trajetória,
mapas de vida e obras. E, no sentido histórico, recuperar o teatro como arte da presença, do
convívio, da não-edição-de-imagens, é rico; faz sentido. Procuro trabalhar por esse caminho,
sempre, nas disciplinas obrigatórias que leciono na graduação.

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Nas disciplinas optativas, trabalho introduzindo a noção de criança performer; os


estudos com foco nas culturas da infância e juventude; a possibilidade da abordagem espiral
no ensino de arte (algo tematizado adiante no texto); e, muito especialmente, as relações entre
teatro, infância e imaginação. O brincar imaginativo, do meu ponto de vista, há que ser
urgentemente lembrado, rememorado, remexido, tanto quanto o teatro como presença e
convívio. Digo isso por perceber que inúmeros alunos adultos jovens universitários não
possuem repertório em brincar de faz de conta. Foi a partir desta percepção que me engajei
em um tipo de artivismo: propondo a ocupação de espaços públicos, brincadeiras de faz de
conta como potência em todo e qualquer lugar, passagens e pontes entre ficção e realidade...
prescindindo das molduras institucionais.
Trabalhar nas disciplinas, nomeando as íntimas relações entre arte e vida por teatro
pós-dramático ou por arte contemporânea, significa a transmissão aos estudantes de que
podemos nos libertar, de certo modo, das apresentações de final de ano, de datas
comemorativas, de “presentes para os pais” (e para a indústria do registro de eventos, quando
a escola faz suas parcerias e vende aos pais os pacotes de fotos e vídeos). Assim proponho
cultivarmos a simplicidade: propor aulas abertas, performar, fazer teatro nas passagens e nas
pontes: concreta e simbolicamente! Habitar o “entre”.
Há muitas e muitas maneiras de ensinar teatro, de compreender o teatro, de exercer a
teatralidade como doação de imaginações e ficcionalidades. Esta pluralidade gera também
hibridismos entre os âmbitos artístico-existenciais.

O ensino de arte para crianças: abertura para os âmbitos artístico-existenciais


Sinto-me relativamente à vontade, agora, nesta altura da escrita de algo a ser
comunicado na CONFAEB 2017, e neste momento biográfico – viva o ato autobiográfico! –
para questionar uma [aparente] verdade absoluta do meu campo de trabalho: a consideração
de que as artes (teatro, dança, artes visuais, música) são “linguagem”.
Meu questionamento é desdobramento da noção de criança como performer e da
possibilidade do ensino das artes em espiral: outros modos de dizer, outros modos de pensar,
outros modos de sentir, podem gerar novidade, nos levando a outras conexões e na direção de
uma nova chave de afinação.
Assim, no fluxo de continuidade dos meus estudos em fenomenologia da criança,
compreendi que um dos problemas de conceber “arte como linguagem” é uma formulação
correlata, bastante recorrente no campo do ensino e aprendizagem artísticos: olhar para as
crianças como “analfabetas” – gerando a necessidade do trabalho de adultos “alfabetizadores

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em arte”. Esta concepção negativa os saberes já presentes na corporalidade infantil, na


pessoalidade da criança.
Penso que, na chave da arte contemporânea, da arte de rua, da coisa fora do museu,
da música como paisagem sonora, no contexto do teatro performativo, na dança de todos os
corpos... somos nós, artistas-educadores, que precisamos com urgência nos deixar ser
ensinados pelas crianças. Sem ingenuidade ou idealização da infância, meu dizer sintoniza no
interesse genuíno pelas coisas do mundo que muitas crianças possuem, e em sua plasticidade
para a absorção das coisas... A isso Merleau-Ponty nomeou polimorfismo.
Muitos poetas também tematizam a infância como um estado de novidade, de vir-a-
ser, de interesse pelo outro e pelo mundo circundante – algo bem diverso do modo como
educadores pelo mundo afora interpretaram a infância e seu [teórico] egocentrismo e
dependência.
A interpretação racionalista e desenvolvimentista, ao prever a infância com suas fases
já pré-estabelecidas, lógica na qual a infância é facilmente lida como preparação para a
maturidade e a chegada da razão, parece atrapalhar a potência relacional que o campo da arte
proporcionaria entre crianças e adultos. Um campo mais apto ao nonsense e aos processos
humanos psíquicos inconscientes.
Se colocarmos entre parênteses a ideia da arte como linguagem e atentarmos aos
âmbitos existenciais, a arte e a expressividade se revelarão como próprias do humano.
Âmbito será palavra para lugar; arte como âmbito será sinônimo de uma espacialidade para
habitar. Morar. Entrar e sair. Um modo de ser e estar diante das coisas do mundo: sons,
natureza, cultura, brincadeira, modelagem... de si. Com o outro e no mundo.
São os âmbitos, tal como desenhei na minha reflexão a partir do ensaio escrito em
2011: a corporalidade, a teatralidade, a musicalidade e a espacialidade. Melhor ainda, pensem
no plural: corporalidades, teatralidades, musicalidades e espacialidades. Não os definam por
territórios com fronteiras! Serão fluxos, energias corporais e relacionais que nos movem, e
que podem ser imaginadas a partir de uma espiral, ascendente e descendente, tal como a vida
e a morte.
Proponho trabalhar, por meio da teatralidade, presenças – e não re-presentações.
Retomar a palavra da autenticidade, tão desvalorizada com o xingamento, datado, do
“espontaneísmo”... Abraçar o modo de dizer existencial, no qual “corporalidade” é algo além
e aquém do eu psicológico. Musicalizar as crianças pelo contato cotidiano com o entorno,
escuta das paisagens sonoras. E considerar as ricas e livres dramaturgias do espaço, as
espacialidades, como carta de princípios para o ensino e a apreensão das artes visuais.

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Abordagem espiral
Agora o terreno encontra-se arado para que eu introduza a vocês a noção de
abordagem espiral. Inspirada em alguns autores do meu campo de conhecimento, criei no ano
de 2015 um glossário, publicado na Revista Rascunhos, de trinta termos, alguns de autores
eleitos e outros termos criados por mim. Lá eu defino a abordagem espiral do seguinte modo:

(...) passei a utilizar “abordagem espiral” como algo que designa um (anti)método,
um modo de fazer adulto no ensino de arte, maneira que busca o hibridismo e
estabelece um contraponto ao paradigma das “linguagens artísticas: trata-se de
misturar, propositalmente, o que pode ser teatro, dança, artes visuais e música, nos
primeiros anos de vida, na pretensão de des-escolarizar estes processos: teatralidade,
corporalidade, espacialidade e musicalidade são âmbitos artístico-existenciais de
todos nós, experienciados ao longo da primeira infância – mesmo na vida daqueles
que não foram à escola formal. /grifo da autora/ (MACHADO, 2015, p.54)

Naquela oportunidade, definir “abordagem espiral” significou um modo de divulgar


para um público mais amplo o que se vem nomeando por pesquisa em poéticas próprias:
modos de fazer pesquisa em arte, modo de trabalhar com o ensino das artes, que implicam,
necessariamente, em um artista-professor-pesquisador: adulto engajado em procurar seus
motes, ninhos, nichos, fluxos e pessoalidades...
Percebia, na convivência com estudantes das Licenciaturas e jovens professores de
arte, um certo engessamento em torno dos três verbos-chave da abordagem triangular
(BARBOSA, 2010): criar; fruir; refletir. Verbos importantíssimos cujo uso, no discurso de
alguns, tornou-se uma bandeira puída ou um dizer impessoal e obrigatório, como se existisse
uma espécie de cartilha a ser seguida, atitude que negava os próprios verbos ou ações de
criação, fruição e reflexão. Outra discussão em voga era, e ainda é, o medo do “retorno ao
generalista”: por meio das propostas híbridas entre teatro e dança, performance e artes
visuais, música e artes cênicas, etc, alguns insistem que a especificidade das áreas das artes,
conquistadas a duras penas, fosse cair por terra. Trabalhar uma discursividade positivando o
fenômeno da mistura das artes – tal qual Ilo Krugli propunha e a EMIA-SP exerce – era meu
mote inicial no texto “Só rodapés”.
Segue a continuidade do texto daquele verbete ou definição para “abordagem espiral”:

A abordagem espiral é relacional, pois é um pensamento e ação de atos


performativos de adultos e crianças durante a infância, e demanda, por assim dizer, a
um cuidado observacional imenso e definido de antemão, se considerarmos as
tradicionais formas de “planejar”. Assim, a proposta inicial de procurar um jeito de
descontornar o já sabido, o já exercido, o já dado certo... O conhecimento artístico, a
artisticidade, a experiência estética pode ser vivida de modo contextualizado nos

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mundos de vida da criança, em espiral, como num escorregador ou tobogã que sobe.
(MACHADO, idem).

Ainda percebo muita resistência em alguns redutos (especialmente quando falo em


Universidades) a outras maneiras de organizar, outros modos de produção do ensino de arte
neste século XXI. Meu intento é pluralizar, ou seja, ensinar para os novos professores que
eles não precisam (nem deveriam) ser “aplicadores de teorias”. Eles podem ser “eles
mesmos” – jovens pesquisadores de seus modos próprios de ser artista e professor – proposta
reencontrada na obra de Paulo Freire (1996), como prerrogativa das pedagogias da
autonomia.

E para concluir, a autonomia


Percebo como alguns dos meus jovens alunos da graduação em Licenciatura em teatro
ficam perdidos quando lhes proponho autonomia: por exemplo, dizendo que não há leituras
obrigatórias. E que criarão seus planos de aula a seu modo. E que podem, a partir de pesquisa
e estudo, decidir que teatro pretendem ensinar: o que é teatro para eles, a qual teatro se
filiam? Como se diz em alguns sítios: qual o seu lugar de fala? Ou, como se dizia na minha
adolescência: “qual é a sua, bicho?”
Evoco o pensador e educador Paulo Freire, de modo que os leitores interessados por
tudo que estou rabiscando como proposta espiral procurem, com urgência, por pedagogias da
autonomia. Tenho, nestes tempos difíceis da atualidade no Brasil, consultado diferentes
verbetes do Dicionário Paulo Freire, como maneira de arejar meu pensamento-sentimento e
meus planejamentos de aulas para os cursos de graduação e pós-graduação. Ali encontrei o
verbete “inédito viável”, “uma categoria que encerra nela mesma toda uma crença no sonho e
na possibilidade de utopia. Na transformação das pessoas e do mundo. É, portanto, tarefa de
todos e todas” (NITA FREIRE, 2017, p.222). A partir desta noção, justifico meus sonhos de
um melhor momento para as crianças e para suas experiências com o ensino de arte em geral.
O “inédito-viável” é gemelar à categoria dos “sonhos possíveis”:

Quanto mais inéditos-viáveis sonhamos e concretizamos mais eles de desdobram e


proliferam no âmbito de nossas práxis e na de outros/as, de nossos desejos políticos e
de nosso destino de afirmação de nossa humanidade mais autêntica, de nossa
engenhosidade de superarmo-nos quando lançamo-nos no fértil e infinito mundo das
possibilidades, quando agimos em direção a concretização de sonhos possíveis.
/grifos da autora/ (NITA FREIRE, idem).

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As contribuições sonhadas a partir de uma possível abordagem espiral farão chuva,


fogueira, poeira e argila no terreiro da existência.
Crie seu frevo debaixo da chuva, levando guarda-chuva! Rode o pião, jogue uma
memória ruim no fogo, e siga modelando a argila que deixa surgir a sua corporalidade de
professor de arte, de artista pesquisador, de performer. Trace em seu planejamento como
objetivo geral da aula de teatro: ser feliz.
Alguns de meus alunos muitas vezes não me levam a sério – acham que eu brinco
demais. Não é inusitado? Seriam mais adultos que eu... Mas aqui nomearei suas atitudes por
“adultocentrismo”. Foram educados assim: centrados nos comandos adultos, e focados em
uma (triste) seriedade realista estrito senso. É pena.
Quando digo que estou falando sério sobre o objetivo geral do fazer artístico poder ser
nomeado por “ser feliz”, me tratam como criança ou como velhinha... Sim, sou sim, as duas
coisas! Serei tudo que precisar ser!, para levar, até a ponta de lá, ou seja, até a vida mesma da
criança e do jovem brasileiros, o teatro como expressão de felicidade: morar, habitar, ser –
para só depois fazer.
Obrigada.

Referências Bibliográficas
BARBOSA, A. M.; CUNHA, F. P. (0rgs). Abordagem Triangular no ensino das artes e
culturas visuais. São Paulo: Cortez, 2010.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz & Terra, 1996.
FREIRE, N. Inédito viável. In STRECK, D. R., REDIN, E., ZITKOSKI, J. J. (Orgs)
Dicionário Paulo Freire. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
KOHAN, W. O. Infância, estrangeiridade e ignorância: Ensaios de filosofia e educação.
Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
MACHADO, M. M. A criança é performer. Educação & Realidade. FACED/UFRGS. Porto
Alegre, v.35 n.2. maio/ago. 2010. P. 115-137.
MACHADO, M. M. Só rodapés / Um glossário de trinta termos definidos na espiral de minha
poética própria. Revista Rascunhos. Uberlândia: UFU. v.2 n.1 p.53-67 jan/jun 2015.
MACHADO, M. M. Fenomenologia de Merleau-Ponty e as relações entre educação, arte e
vida na pequena infância: rumo a uma Abordagem Espiral no ensino de arte. Concurso Mário
Pedrosa. Recife: FUNDAJ / Fundação Joaquim Nabuco, 2011. Texto inédito.
MERLEAU-PONTY, M. Merleau-Ponty na Sorbonne. Resumo de Cursos /
Psicossociologia e Filosofia. Campinas: Papirus, 1990.
WINNICOTT, D. W. Playing and reality. New York: Routledge, 1994.

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6$.$0272VS 






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µH[HUFtFLRH[SHULPHQWDOGDOLEHUGDGH¶

5()(5Ç1&,$6

$1-260RDFLU Entrevista de Moacir dos Anjos à Teresa Pearce de Azevedo – Artecapital
- 1 de julho de 2010 - 'LVSRQtYHO HP  KWWSZZZDUWHFDSLWDOQHWHQWUHYLVWDPRDFLU
GRVDQMRV$FHVVRGH]

%$5%26$$QD0DH RUJ Arte/Educação Contemporânea: consonâncias internacionais
6mR3DXOR&RUWH]

'(:(<-RKQArte como Experiência6mR3DXOR0DUWLQV)RQWHV

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programa.7UDGXomRGH9(,*$1(72$OIUHGR5LRGH-DQHLUR'3 $

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)5(,5(3DXORPedagogia da Autonomia.5LRGH-DQHLUR3D]H7HUUD.

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GH-DQHLUR3D]H7HUUD

)5(,5( 3DXOR  Pedagogia dos Sonhos Possíveis. )UHLUH $QD 0DULD $ RUJ  6mR 3DXOR
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interculturalidade. 7HVH 'RXWRUDGR HP$UWHV ±(VFRODGH%HODV$UWHV8QLYHUVLGDGH
)HGHUDOGH0LQDV*HUDLV%HOR+RUL]RQWH0*




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cultura: indagações sobre currículos. %UDVtOLD 0LQLVWpULR GD (GXFDomR6HFUHWDULD GH
(GXFDomR%iVLFD

2,7,&,&$+pOLRAspiro ao grande labirinto. 5LRGH-DQHLUR5RFFR
6$.$0272/HRQDUGRDo antipetismo ao falso moralismo: Como manter a influência pelo
medo  'LVSRQtYHO HP  KWWSVEORJGRVDNDPRWREORJRVIHUDXROFRPEUGR
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FRQWH[WRODWLQRDPHULFDQRDWXDORTXHFRQVLGHURFRPRGHVDILRVDVHUHPVXSHUDGRVQRFDPSR
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$UWH(GXFDomR VHQGR R ~OWLPR 5HGHVHQKDQGR R 'HVHQKR 6mR 3DXOR (GLWRUD &RUWH]  3UrPLR -DEXWL
)RLXPDGDVFULDGRUDVGR&/($

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&RQWHPSRUDQHDPHQWH D HVWD FDUDFWHUtVWLFD DFUHVFHQWHPRV R HVIRUoR 3yV &RORQLDOLVWD SDUD
GHVFRORQL]DURJRVWRHRVYDORUHVFXOWXUDLVHSURFXUDUQRVFRQKHFHUPRV

0DUFRV+LVWyULFRV

3HQVDQGR HP FRQTXLVWDV VLJQLILFDWLYDV QR FDPSR GD $UWH(GXFDomR QR SDVVDGR VmR
GLJQRVGHQRWDDV(VFXHODVDO$LUH/LEUHGR0p[LFR(OHQD,]FXHQR3HU~-HVXDOGRH)LJDULQR
8UXJXDL QD $UJHQWLQD $OEHUWR *HOO\ &DQWLOLR H *RQ]DOR /HJXL]DPyQ 3RQGDO H DV LUPmV
&RVVHWWLQLQR&KLOH*HUDUGR6HJXHO1RSDVVDGRIRPRVOLGHUDGRVSHOR0p[LFRVHJXLGRSHOD
$UJHQWLQDH 8UXJXDL +RMH WHPRV TXHQRVRUJXOKDUQR%UDVLO SULQFLSDOPHQWHSRUQRVVD3yV
*UDGXDomRDPDLVHVWLPXODGDHPWRGDD$PpULFD/DWLQD&RQWXGRQR&KLOHHHP5RViULRQD
$UJHQWLQD D SUDWLFD HVFRODU HVWi VH PRVWUDQGR PDLV DPSOD H HQJDMDGD GR TXH HP TXDOTXHU
FLGDGH GR %UDVLO 5RViULR UH~QH GXDV YDULiYHLV UHFXSHUDomR H RUJXOKR SHOD KLVWyULD GDV
&RVVHWWLQLOLGHUDGDSRU$PDQGD3DFRWWLHRDSRLRGD

³0LQLVWUD GH ,QQRYDFLy \&XOWXUD GH OD SURYLQFLD GH 6DQWD )H 0DUtD $QJpOLFD  &KLTXL  *RQ]DOH]
TXLHQ GHVGH VX LQFDQVDEOH ODERU KD EULQGDGR DSR\R SHUPDQHQWH D OD 5(' &266(77,1, \
DGHPiVSXGR KDFHU UHDOLGDG WDQWR HQ OD FLXGDG GH 6DQWD )H FRPR HQ HO UHVWR GH ODSURYLQFLD OD
FUHDFLyQ GH HVSDFLRV GRQGH VH FUX]D HO DUWH FRQ OD FLHQFLD  6H KDQ UHFXSHUDGR HGLILFLRV
DEDQGRQDGRVIiEULFDVHVWDFLRQHVGHWUHQHV\SDUTXHVGRQGHFUHFHQORVDSRUWHVGHDUWLVWDVSDUD
SRQHUDGLVSRVLFLRQGHODVHVFXHODVGXUDQWHODVHPDQD\GHOS~EOLFRHQJHQHUDOGLVSRVLWLYRVSDUD
H[SHULPHQWDUMXJDU\FUHDU´3DFFRWWL

&KLTXL XPD VRFLDOLVWD  H[WUDRUGLQiULD SRU PXLWRV DQRV YHP VH LPSRUWDQGR FRP D

(GXFDomR$UWtVWLFD7UDQVIRUPRXRSUpGLRGR0LQLVWpULRHPXP&HQWUR&XOWXUDOYHUWLFDOSDUD
FULDQoDV $R ODGR GR VHX SHTXHQR  HVFULWyULR Ki XPD VDOD FRP XP &DUURVVHO DQWLJR
IXQFLRQDQGRSDUDDVFULDQoDVEULQFDUHPXPDVDODGHRXYLUHVWyULDVHPFROFKmRFRQIRUWiYHOH
WRGRVRVDQGDUHVVmRRFXSDGRVSRUEULQTXHGRVHDWLYLGDGHVDUWtVWLFDV23HUXHPEUHYHYDL
QRV XOWUDSDVVDUQD SUiWLFDHVFRODU 2DWXDOSUHVLGHQWHGR3HUXPHQFLRQRX QRVHXGLVFXUVRGH
SRVVHDLPSRUWkQFLDGD$UWHQD(GXFDomRHDXPHQWRXGHPLQXWRVSRUVHPDQDDVDXODVGH
$UWHV SDUD  KRUDV 1D &RO{PELD DV $UWHV 9LVXDLV WrP IRUoD &XOWXUDO LQFRQWHVWiYHO GHVGH R
0RGHUQLVPRPDVHP(GXFDomR$UWtVWLFDPXLWRGHYHQRV~OWLPRVDQRVD2OJD/XFLD2OD\D


(PDLOD$QD0DH%DUERVDSRU$PDQGD3DFRWWL

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TXH VH HPSHQKRX SHVVRDOPHQWH H LQVWLWXFLRQDOPHQWH DOpP GRV OLPLWHV GD GHGLFDomR
SURILVVLRQDO $VVLP VRPRV QRV TXH SDUWLFLSDPRV GR &/($ TXH GHVGH  WHLPDPRV HP
GHVHQYROYHUR(QVLQRGD$UWHRXFRQWDPLQDUFRP$UWHDMXYHQWXGHGHQRVVRVSDtVHVHPERUD
QHQKXPSRGHUSROtWLFRQRVWHQKDVLGRFRQIHULGR

1RFRQWH[WRODWLQRDPHULFDQRDWXDORTXHFRQVLGHURFRPRGHVDILRVDVHUHPVXSHUDGRV
QRFDPSRGD$UWH(GXFDomRVmRDPDQLDGHFRSLDU(VWDGRV8QLGRVH(XURSDDIDOWDGHXP
VLVWHPDXQLYHUVLWiULRGH3yV*UDGXDomRGHTXDOLGDGHHDPSORHP(GXFDomR$UWtVWLFD0HVPR
R GR %UDVLO HVWi ORQJH GH UHVSRQGHU D GHPDQGD TXDQWLWDWLYD 1HVWD PHVD GR &/($
SURYDYHOPHQWHVXUJLUmRRXWURVGHVDILRV

3HQVDPHQWR GHVFRORQLDO QD (GXFDomR %iVLFD H QD IRUPDomR LQLFLDO GRFHQWH HP $UWHV
9LVXDLV

+i XPD VXEPLVVmR j KHJHPRQLD ³HXURQRUWHFrQWULFD´ WHUPLQRORJLD XVDGD SRU


(GXDUGR GRVGLVFXUVRVGRVFXUUtFXORVGDVLPDJHQVHDUWHIDWRVTXHVHDSUHVHQWDPQRVFXUVRV
GH IRUPDomR GRFHQWH QRV OLYURV H QDV DXODV GH $UWHV 9LVXDLV WDQWR QD (GXFDomR 6XSHULRU
TXDQWRQD(GXFDomR%iVLFDeSXURFRORQLDOLVPR2VHXURSHXVGL]HPTXH$UWHpVyD(XURSHLD
FULDGDSRUHOHV(QWmRLQYHQWHPRVRXWUDSDODYUDSDUDGHVLJQDUQRVVDSURGXomRYLVXDOHTXH
QmRVHMDDUWHVDQDWRQHPfolklore

6y p SRVVtYHO IDODU GH XPD ³$UWH(GXFDomR GHVFRORQLDO´ VH GHVHQYROYHUPRV HP
QRVVRV DOXQRV FRQVFLrQFLD SROtWLFD H GH OXJDU D DQiOLVH GD +LVWyULD D GHVPLVWLILFDomR GRV
PLWRV FRORQL]DGRUHV H R HVWXGR GH KHUyLV GHVFRORQL]DGRUHV FRPR 3DXOR )UHLUH $PLOFDU
&DEUDOLUPmV&RVVHWLQLH1RHPLD9DUHODQRSDVVDGRH/HmR/RSHVH5DPRQ&DEUHUDKRMH

&XUUtFXORH)RUPDomRLQLFLDOGRFHQWHHP$UWHV9LVXDLVQD$PpULFD/DWLQD

&RQKHoRSRXFRVFXUVRVTXHSURPRYDPXPDIRUPDomRGRFHQWHQDSHUVSHFWLYDGHVFRORQLDOH
OHJLWLPDGRUDGDFXOWXUDGDVDUWHVYLVXDLVHGDVLGHQWLGDGHVODWLQRDPHULFDQDV1mRQRV
DXWRYDORUL]DPRV$81,&$03WHPXP0HVWUDGRHP+LVWyULDGD$UWHQmR+HJHP{QLFDD
863WHPR352/$0TXHpRPrograma de Pós-graduação em Interação

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Latinoamericana KWWSZZZSURODPXVSEU TXHDFHLWDWHVHVVREUH$UWHH$UWH(GXFDomR
PDVQmRWHPXPDOLQKDHVSHFtILFDGHSHVTXLVDQRWHPDDVVLPFRPRQmRWHPOLQKDGHSHVTXLVD
HP$UWH(GXFDomRRPrograma de Doutorado em Estudos Culturais Latino-americanosGD
8QLYHUVLGDGH$QGLQD6LPyQ%ROtYDUQR(TXDGRUTXHp&RRUGHQDGRSRU&DWKHULQH:DOVK
KWWSZZZXDVEHGXHFRIHUWDDFDGHPLFD"GRFWRUDGRHQHVWXGLRVODWLQRDPHULFDQRV
 

(GXDUGRDFDEDGHPHLQIRUPDUTXHID]'RXWRUDGRQR
³3URJUDPDGHDoutorado Latino-americano em Educação: Políticas Públicas e Profissão Docente que VXUJLX
HPQR,9(QFRQWUR,QWHUQDFLRQDOGD5HGH.,386IDFHjQHFHVVLGDGHGHVHH[SDQGLUQD$PpULFD/DWLQD
FXUVRVGHSyVJUDGXDomRTXHSXGHVVHPIRUPDUGRXWRUHVFRPFDSDFLGDGHGHSURGXomRWHyULFRPHWRGROyJLFD
DSWRVDDQDOLVDULQWHUSUHWDUHLQIOXLUQDVUHDOLGDGHVHGXFDWLYDVGRVSDtVHVGD$PpULFD/DWLQD$HODERUDomRGR
SURMHWRGHGRXWRUDGRFRQWRXFRPDSDUWLFLSDomRGHUHSUHVHQWDQWHVGH8QLYHUVLGDGHVGD$PpULFD/DWLQDHGH
SURILVVLRQDLVGD81(6&2(PRFRUUHXDDVVLQDWXUDGR$FRUGRGH&RRSHUDomR,QWHUQDFLRQDOHQWUH
81(6&2 ,(6$/&±25($/& 5('.,386HDV8QLYHUVLGDGHV/DWLQR$PHULFDQDV6mRHODV3HGDJyJLFD
1DFLRQDOGH&RO{PELD3HGDJyJLFD([SHULPHQWDO/LEHUWDGRU 9HQH]XHOD 3HGDJyJLFD1DFLRQDO 0p[LFR 
3HGDJyJLFD1DFLRQDO +RQGXUDV 0HWURSROLWDQDGH&LHQFLDVGHOD(GXFDFLyQ &KLOH &DUGHQDO6LOYD+HQUtTXH]
&KLOH GHO%tR%tR &KLOH 3RQWLILFLD8QLYHUVLGDG&DWyOLFD 3HU~ 7HFQROyJLFD6DQ$QW{QLRGH0DFKDOD
(FXDGRU GHOD)URQWHUD &KLOH )HGHUDOGH0LQDV*HUDLV %UDVLO ´

(VWHSURJUDPDWDPEpPQmRWHPOLQKDGHSHVTXLVDHP(GXFDomR$UWtVWLFDHPERUDDFHLWHWHVHV
VREUHRDVVXQWR

$8QLYHUVLGDGHGR3DUiHP$UWHV9LVXDLVHHP$UWH(GXFDomRSULRUL]DDVVXQWRVFRQHFWDGRV

FRPD+LVWyULDHD&XOWXUD$PD]{QLFD2&KLOHSUHFLVDVHUPHOKRUHVWXGDGRSRLVpFDPSHmR
GH$UWH(GXFDomR&RPXQLWiULDHILFLHQWHHVLJQLILFDWLYD3UHFLVDUtDPRVWHUXP0XVHXGD
'LWDGXUDFRPRHOHVWrPR0XVHXGD0HPyULDHGRV'LUHLWRV+XPDQRVRXFRPR,VUDHOTXH
WHPR0XVHXGD'LiVSRUDSDUDVHUPRVPDLVFRQVFLHQWHVVREUHQRVVD+LVWyULD6HPFRQKHFHUD
$UWHHD+LVWyULDGRQRVVRSUySULRSDtVGLILFLOPHQWHSHUFHEHPRV4XHPVRPRV"2QGH
HVWDPRV"3DUDRQGHYDPRV")RLRTXH*DXJXLQVXJHULXVHUQHFHVViULRHWHQWRXID]HUHPVHX
PDQLIHVWRSLFWyULFRSyVFRORQLDOLVWD23yV0RGHUQLVPRQRVFRQYHQFHXGHTXHQmRKiXPD
KLVWyULD~QLFD+LVWyULDpLQWHUSUHWDomRHGHSHQGHGHLQIRUPDomRHLGHRORJLD6HULDLQWHUHVVDQWH
ID]HUPRVDFDUWRJUDILDGHVFRORQL]DGRUDGDV3yV*UDGXDo}HVFRPOLQKDVGHSHVTXLVDHP
$UWH(GXFDomR
(GXDUGRHPQRVVDFRQYHUVDSHUJXQWD



(PDLOGH(GXDUGR0RXUDSDUD$QD0DH%DUERVDGLD

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³$R QRVVR ROKDU D ELEOLRJUDILD HRV PDWHULDLV GLGiWLFRVDERUGDGRVWDQWRQDIRUPDomRLQLFLDO
GRVDV SURIHVVRUHVDV GH $UWHV 9LVXDLV TXDQWR QD DWXDomR GRFHQWH QHVVH FDPSR VHMD QD
HGXFDomR IRUPDO LQIRUPDO RX QmRIRUPDO HVSHFLDOPHQWH UHODFLRQDGRV j KLVWyULD GD DUWH
HYLGHQFLDPXPDKLVWyULD~QLFD 4XDO DVXDYLVmRVREUHHVVHVPDWHULDLV HTXDLVRVGHVDILRVD
VHUHP VXSHUDGRV" 9RFr DFUHGLWD TXH R GHVDILR GH SURPRYHU D $UWH(GXFDomR GHFRORQLDO
LQWHUFXOWXUDOHFUtWLFDDSDUWLUGD$UWHGDFXOWXUDHGDVLGHQWLGDGHVODWLQRDPHULFDQDVFRPHoD
SHODIRUPDomRLQLFLDOGRFHQWH"4XDLVVmRRVGHVDILRV"´

2TXHYRFrVUHVSRQGHULDPD(GXDUGR"

 8P GRV FDPLQKRV SDUD D GHVFRORQL]DomR p R LQWHUFXOWXUDOLVPR /D 1DQD )iEULFD GH
&ULDomRH,QRYDomR XPDHVFRODGHIRUPDomRFRQWLQXDGDGHSURIHVVRUHVQR0p[LFRDWUDYpVGH
SULQFtSLRV LQWHUFXOWXUDLV  WHQGH DR GHVFRORQLDOLVPR )RL FULDGDHP  SRU /XFLQD -LPHQH]
TXHGHVLVWLXGHXPDSRVLomRGHSRGHUFRPRGLUHWRUDGD8QLYHUVLGDGHGDV$UWHVSDUDFULDUXPD
21* D &RQ$UWH H DVVLP GDU LQtFLR DR VHX VRQKR GH ID]HU FULDQoDV H FRPXQLGDGHV VH
DSDL[RQDUHP SHODV $UWHV 9LVLWHL D OD 1DQD HP  )XL UHFHELGD SRU 0DUFHOD &RUUHD
FRRUGHQDGRUDDFDGrPLFDH0DUL&UX]-LPHQH]FRRUGHQDGRUDGH'LIXVmR1DHQWUDGDGROLQGR
HGLItFLR GRV LQtFLRV GR VpFXOR ;; TXH DEULJDYD D SULPHLUD VXEHVWDomR GH HQHUJLD SDUD RV
ERQGHVKDYLDXPDIDL[DGL]HQGR´%HPYLQGD$QD0DH´

/XFLQD HVWDYD QD &RO{PELD &RQKHFLD XQV VHLV DQRV DWUiV DWUDYpV GD 2(, (VWRX
FRQYHQFLGDGHTXHKiSRXFDVSHVVRDVTXHUH~QHPWmREHPVROLGH]WHyULFDFRQVFLrQFLDVRFLDO
H HQHUJLD SDUD D DomR 1R PRPHQWR GDPLQKDYLVLWDXPFRQMXQWRPXVLFDOGHMRYHQVDGXOWRV
HVWDYDHQVDLDQGRGXUDQWHDVHPDQDHOHVWHPDXODVLQGLYLGXDLVGHLQVWUXPHQWRV










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)LJ$XODHP/D1DQD




$XODHP/D1DQD)RQWHZZZFRQDUWHP[

2 /D 1DQD DWHQGH DR EDLUUR H WHP SURMHWRV GH $UWH HP RQ]H HVFRODV S~EOLFDV HP
FRQYHQLRFRPD6HFUHWDULDGH(GXFDomR$WHQGHPPDLVRXPHQRVFULDQoDVQDVHVFRODVH
SHVVRDVLQGLYLGXDOPHQWHSRUDQR-iIRUPRXGLUHWRUHVGHFRURVQRSDtV

3DUDRVSURIHVVRUHVVmRGDGRVFXUVRVJUDWXLWRVQRYHUmRGHFDQWRHVWUDWpJLDVDUWtVWLFDV
HDWXDOL]DomR

7DPEpPGmRFXUVRVGHIRUPDomRGHSURIHVVRUHVHPFLGDGHVGRLQWHULRU

3DUDRVDUWLVWDVTXHTXHUHPHQVLQDUKiFXUVRVGHGDQoDP~VLFDIRWRYtGHR&ODVVHVGH
VDOVD HGDQoD GH VDOmR VmR GDGDV j WDUGHQDWHUoDIHLUDSDUD DFRPXQLGDGHGRHQWRUQRTXHp
PXLWRSREUH7DPEpPKiFXUVRVSDJRVFRPRRGHKLSKRSHPWRUQRGHGyODUHVSRUPrV
3DUDRVYL]LQKRVVHID]GHGHVFRQWR

+i XPD VDOD LQWHUFXOWXUDO FRP WH[WRV H OLYURV GH OHLWXUD HP YiULDV OtQJXDV )D]HP
OHLWXUDVGHSRHPDVQXPPHUFDGRSUy[LPRHGHWH[WRVHVFROKLGRVSHORVSUySULRVWUDEDOKDGRUHV
GRPHUFDGR2HUXGLWRHRSRSXODUVHPLVWXUDPQR/D1DQDeGDGDJUDQGHrQIDVHj+LVWyULDH
j&XOWXUDORFDO

&RQVHJXHPyWLPDFRPXQLFDomRFRPRVPHLRV+iWUrVSURJUDPDVGH79TXHFREUHP
R TXH ID]HP  e R MRUQDOLVPR FRODERUDWLYR TXH GHVDSDUHFHX QR %UDVLO $R PH GHVSHGLU

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SHUJXQWHL DTXHODV PXOKHUHV JXHUUHLUDV TXH REMHWLYRV R /D 1DQD Mi DWLQJLX  *DUFtD
FRRUGHQDGRUDWpFQLFDGRSURJUDPDUHVSRQGHXFULDUXPDQRYDJHUDomRYDORUL]DGDSHORVSDLVH
SHODVRFLHGDGH

0DUL &UX] IDORX GH ³&RQYLYrQFLD FRQWUD D YLROrQFLD´ H 0DUFHOD DILUPRX FRP
VHJXUDQoD

³(VWDPRV FULDQGR RSRUWXQLGDGH SDUD WRGRV GH FULDU H[SUHVVDUVH H FRQYLYHU ´ (X FRQFRUGR
FRPHODHTXHURUHVVDOWDUTXHID]HPWXGRLVWRFRPDSHQDVPHPEURVHVWiYHLVWUDEDOKDQGR
MXQWRVQR/D1DQD

7HUPLQR FRP XPD IUDVH GH /XFLQD PXLWR DSURSULDGD SDUD D OHLWXUD GH QRVVRV
GHSXWDGRVHVHQDGRUHV

1LQJXQD HVWUDWHJLD GH GHVDUUROOR HFRQyPLFR XUEDQR HGXFDWLYR VRFLDO PHGLR DPELHQWDO
WHFQROyJLFRRFRPXQLFDFLRQDOSXHGHVHJXLULJQRUDQGRODLPSRUWDQFLDGHODGLPHQVLyQFXOWXUDO
QLORVGHUHFKRVFXOWXUDOHVGHODFLXGDGDQtD/XFLQD-LPpQH]´

'LVFXWLQGRDKLSyWHVHGH(GXDUGR

3DUD(GXDUGRVXDSHVTXLVDWUDWDGH³SHQVDURVSURFHVVRVIRUPDWLYRVSDUDGRFrQFLDHP
$UWHV 9LVXDLV SHOD YLD GH OHJLWLPDomR GRV FRQKHFLPHQWRV HSUREOHPDWL]DomR GDV KLHUDUTXLDV
HP UHODomR DRVjV SURGXWRUHVDV H j SURGXomR DUWtVWLFD ODWLQRDPHULFDQD 4XDO D VXD YLVmR
VREUHHVVDSHUVSHFWLYD"´

(X GLULD TXH SUREOHPDWL]DU DV KLHUDUTXLDV p VHPSUH VDXGiYHO 0DV DYLVHP DRV
FXUDGRUHV EUDVLOHLURV TXDVH WRGRV KHJHP{QLFRV TXH HOHV QmR VmR HXURSHXV QHP QRYD
LRUTXLQRV 9LYD &DPQLW]HU H WUDQVIRUPHPRV QRVVRV PXVHXV 2V PRGHUQLVWDV IRPHQWDQGR R
HVWXGR GR %DUURFR %UDVLOHLUR IL]HUDP PXLWR HP IDYRU GH QRVVR HJR FXOWXUDO RV
FRQWHPSRUkQHRV LQVLVWLQGR HP YDORUL]DUR 0RGHUQLVPR FRQWUD R 3yV0RGHUQLVPR HVWmR QRV
FULVWDOL]DQGR HQJHVVDQGR FRQJHODQGR 2V 0XVHXV GH $UWH EUDVLOHLURV VmR SUHSRWHQWHV
SHGDQWHVHYDORUDPRFRQVHUYDGRULVPRGR³PRGHUQR´FOHDQHKHJHP{QLFR9LYDRPXVHXGH
WXGR 2 0XVHX GH 7XGR p PXVHX YLDMDQGR R PXQGR SDUD SHVTXLVDU H GLYXOJDU DUWLVWDV
GHVFRQKHFLGRVQmRLQWHQFLRQDLVLQH[SHULHQWHVHLQFODVVLILFiYHLVQRWHPSRFRQWHPSRUkQHR

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'HVGH D VXD IRUPDomR HP  R 0XVHX GH 7XGR KLEULGR H FLUFXODQWH Mi UHFHEHX
PDLVGHPLOYLVLWDQWHVSDUDDVVXDVLQVWDODo}HVHPWRGDD(XURSDeRSULQFLSDOGHIHQVRU
GD KLVWyULD DOWHUQDWLYD GD $UWH 2 0XVHX GH 7XGR SURPRYH VHXV DUWLVWDV IXQFLRQDQGR WDQWR
FRPRXPDUTXLYRHXPH[SRVLWRU2PXVHXWDPEpPSURGX]VXDVSUySULDVSXEOLFDo}HVILOPHV
HXPDPDUFDGHYDUHMRSUHPLDGD

$R FRQWUiULR QRVVRV PXVHXV RSHUDP HP UHODomR FRP D VRFLHGDGHFRP VXEVHUYLrQFLD
WRWDODRFDSLWDOLVPRjEXUJXHVLDTXHGRPLQDRVFROHWLYRVGLULJHQWHVHj$UWH+HJHP{QLFD(P
UHODomR FRP D HVFROD DJHP FRP SUHWHQVDVXSHULRULGDGHUHYHODGDQDIDOWDGHGLiORJRFRP RV
SURIHVVRUHVHQDVLPSRVLo}HVGHURWHLURV

&RQVLGHUDo}HV

(VWRX RUJDQL]DQGR XP &RQJUHVVR SDUD R SULPHLUR VHPHVWUH GH  R &RQJUHVVR
LQWLWXODGR 'HVFRORQL]DQGR $UWH(GXFDomR QD $PpULFD /DWLQD 2 REMHWLYR GR FRQJUHVVR VHUi
UHXQLUHVWXGLRVRVGD$UWHHGD$UWH(GXFDomRGD$PpULFD/DWLQDSDUDGLVFXWLUHPRVGHVDILRV
TXHHQIUHQWDPRVSDUDFRQFLOLDURVFRQWH~GRVDFDGrPLFRVFRPDSUiWLFDSURILVVLRQDOHSURSRU
XPD ³GHVFRORQL]DomR GRV HVTXHPDV´ FRP TXH RUGHQDPRV R PXQGR VHP UHFHLWDV VHP
SUHFRQFHLWRVHVHPyGLRV

3RU TXH FRQWLQXDPRV D YDORUL]DU DSHQDV RV PRGHORV GH HGXFDomR DUWtVWLFD DV
PHWRGRORJLDV GR HQVLQR GDV $UWHV DV Do}HV FXOWXUDLV DV PHGLDo}HV HQWUH $UWH H 3~EOLFR
RULXQGDVGD(XURSDHGRV(VWDGRV8QLGRV"

4XH PXGDQoDV RSHUDPRV QHVWHV PRGHORV SDUD UHVSRQGHU DV UHDOLGDGHV GH QRVVRV
SDtVHV GH QRVVD FXOWXUD" 4XH WLSR GH FRQWH[WXDOL]DomR RSHUDPRV QRV PRGHORV WRPDGRV GH
HPSUpVWLPR"

3RUTXHFXOSDURVFRORQL]DGRUHVGRPRPHQWRHPYH]GHHVWXGDUPRVQRVVDKLVWyULDH
WRPDUPRVFRQVFLrQFLDGHTXHJHUDPRVDWUDYpVGRVWHPSRVPRGHORVSUySULRVTXHSRGHPQRV
DSRQWDUFDPLQKRVKRMH"

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1mR VH WUDWD GH DEDQGRQDU R GLiORJR LQWHUQDFLRQDO PDV UHDOPHQWH GLDORJDU FRP RV
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FRORQL]DGRUDVREUHQyV2V(VWDGRV8QLGRVHVWmRWmRSUHRFXSDGRVFRPVXDHFRQRPLDTXHYmR

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FRQWLQXDOLGDQGRFRPSHVVRDVIDFLOPHQWHPDQLSXOiYHLV

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3DXOR)$3(63Q~PHURMXOKRSiJH

+8(57$5LFDUG..Maestros y museus Educar desde a invisibilidad9DOrQFLD389

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FRQWHPSRUiQHD DEXQGD HQ HMHPSORV GRQGH VH IXQGH DO FDPSR SHGDJyJLFR (O SDQRUDPD GHVFULWR ILQDOL]D
LQYLWDQGRDOGHEDWH\DODQiOLVLVFUtWLFRGHFXiQWDVLQILQLWDVPRGDOLGDGHV\HVSDFLRVSXHGHQUHFRQRFHUVHFRPRGH
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\ODHVFXHODWLHQHQFRPRUHVSRQVDELOLGDGVRFLDOHQWDQLQJHQWHWDUHD\FyPRHOHGXFDGRUGHODUWHSDUDVHUWDOQR
SXHGHGHMDUGHVHUXQDUWLVWDH[SDQGLGR

3DODEUDVFODYH$UWLVWDHGXFDGRUHGXFDFLyQSRUHODUWH


8QSULPHUWHVWLPRQLR

Para mim a história é um instrumento muito importante
na tomada de consciencia das minorías, e nós somos una
minoría no sistema educacional$QD0DH%DUERVD

La música, la poesía, el teatro, los títeres, todo el arte
-como toda la vida humana- tienen que entrar plena y
decisivamente en la escuela y por la puerta mayor
/XLV)LJOHVLDV



(Q XQ DQWHULRU HVFULWR PtR GHGLFDGR D OD QHFHVLGDG GH KLVWRULDU QXHVWUDV H[SHULHQFLDV HQ

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FXHQWD GH IDFHWDV KLVWyULFDV GH HVWR GHVGH UHIHUHQWHV PHWURSROLWDQRV FXDO VL GHVGH HOORV VH
HVWXYLHVH RIUHFLHQGR XQ SDQRUDPD XQLYHUVDO 9DOH OD SHQD DSXQWDU TXH LQFOXVR HVRV WH[WRV
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 0H UHILHUR D ³(GXFDFLyQ SRU HO DUWH QHFHVLGDG GH &OtR´ HQ Indagaciones sobre arte y educación  
0RQWHUUH\8$1/)DFXOWDGGH$UWHV9LVXDOHVSS±

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WHQGHQFLDV GH UHDOHV FULVWDOL]DFLyQ HVFRODU 'HVWDFD HQ HVWH SDQRUDPD OD QHFHVLGDG GH XQD
PLUDGDDUWLFXODGDWDQWRGHVGHDEDMRFRPRGHVGHODLPDJLQDFLyQORTXHLPSOLFDUHFRQRFHUHO
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FXOWXUDO\HGXFDWLYRGHQXHVWURVUHVSHFWLYRVSDtVHVTXHLQFOXVRKR\GtDVHSUHVHQWDUHEDVDQGR
ORVHQWRUQRViXOLFRVGHVGHQXHYRVVLJQRVGHpSRFD
(VWD FDUHQFLD DGYHUWLGD VLJQD XQD GH ODV SULQFLSDOHV YHUWLHQWHV LQYHVWLJDWLYDV GH FXDOTXLHU
SODQHDFLyQTXHVHSLHQVHVREUHHODUWHHQODHGXFDFLyQ1RSRUFDVXDOLGDGXQDLQYHVWLJDGRUD
GH OD WDOOD GH $QD 0DH %DUERVD HQ %UDVLO FRPSURPHWLGD FRQ HO DUWH \ OD HGXFDFLyQ VXSR
GHVGH VXV LQLFLRV TXH OD SULPHUD WDUHD D DFRPHWHU HUD GH LQGDJDFLyQ KLVWyULFD %$5%26$
  5HVSRQGHU VDWLVIDFWRULDPHQWH ODSUHJXQWD GHGyQGHYHQLPRVHVODERUDUGXDHQSDtVHV
FRPR ORV QXHVWURV DTXHMDGRV GH DPQHVLD \ SOHRQH[LDHVWUXFWXUDO /R KHFKR KR\ \D PDxDQD
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GHORViPELWRVPHQRVSUHVWLJLDGR\YDORUDGRGHQWURGHOFDPSRLQWHOHFWXDOSXHVSUHVXSRQHDO
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7UDVODIXQGDFLyQGHODSULPHUD)DFXOWDGGH(GXFDFLyQ$UWtVWLFD  HQ/D+DEDQDUHVXOWy
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H[SHULHQFLDVUHOHYDQWHVGHODUWHHQODHGXFDFLyQ/DKLVWRULDUHFODPDEDVXSULPDFtDSDUDSRGHU
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SRGtDPRVLQFXUULUHQQXHYRVHUURUHVGHSDVDGDGDWDRHQFUHHUTXHODVH[SHULHQFLDVGHYDORU
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/DDXVHQFLDGHLQIRUPDFLyQKLVWyULFDVLVWHPDWL]DGDVREUHHODUWHHQODHGXFDFLyQKL]RTXHHQ
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Cuestiones futuras de la enseñanza cubana/D+DEDQD(GLFLRQHV-LJXDPD\~

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SURJUDPDVGH$UWHV3OiVWLFDVHQODHQVHxDQ]DSULPDULD 0RVF~ KLFLHUDXQDLQGDJDFLyQ
VREUHHVHDVXQWRORTXHDODSRVWUHUHVXOWyHOSULPHUFDStWXORGHODPLVPD'HDTXtSDUWLyOR
TXHOXHJRKHSXEOLFDGRFRQVXFHVLYDVUHYLVLRQHVFRPRHQVD\RLQGHSHQGLHQWH\GHVGHGRQGHVH
GHULYDURQSRVWHULRUPHQWHRWUDVLQGDJDFLRQHVUHODWLYDVQRVRORDWDOHVDVXQWRVGHVGHODUHDOLGDG
GHPLSDtV&XEDVLQRH[SDQGLGDDQXHVWUD$PpULFD
(VWDLQGDJDFLyQGHVGH&XEDSURQWRKL]RHQFRQWUDUPHFRQQH[RV\UHODFLRQHVTXHVHH[WHQGtDQ
PiVDOOiGHPLSDtV\TXHPHOOHYDEDQHQVXVPRPHQWRViOJLGRVQRWDQWRD(XURSDR(VWDGRV
8QLGRV FRPR D QXHVWUD $PpULFD VLQ TXH HOOR LPSOLFDUD ROYLGR DOJXQR GH ORV UHIHUHQWHV
PHWURSROLWDQRV (VWR DO SDVR GHO WLHPSR QR KD VLGR PiV TXH OD FRQVWDWDFLyQ GHO SHVR TXH
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HGXFDWLYDVDUWtVWLFDV'HOPLVPRPRGRORTXHLQLFLDOPHQWHVHFRQVWUHxtDDODDVLJQDWXUDGH
'LEXMR \ ORV HVWULFWRV SUHGLRV GH ORV FXUUtFXORV HVFRODUHV IXH FREUDQGR SRFR D SRFR XQD
GHQRPLQDFLyQQRH[SOLFLWDGD\XQDOFDQFHQRGHOLPLWDGRDOLQLFLRFRPRHGXFDFLyQSOiVWLFDR
DUWtVWLFD\OXHJRPiVFDEDOPHQWHHGXFDFLyQSRUHODUWH1DFtDDVtODFRPSUHQVLyQGHTXHORV
DUJXPHQWRV OHtGRV HQ (GXFDFLyQ SRU HO $UWH GH +HUEHUW 5HDG \D KDEtDQ FREUDGR DQWHV
UHDOLGDG HQ QXHVWURV SDtVHV HQ ODV H[SHULHQFLDV HGXFDWLYDV GHO FRQR VXU GH -HVXDOGR ODV
KHUPDQDV &RVVHWWLQL \ /XLV ) ,JOHVLDV \ TXH UHVXOWDEDQ DQWHFHGHQWHV LQQHJDEOHV GH HOOR HQ
WDQWRDUJXPHQWRVGHFDPELRSDUDODHVFXHODORTXHSURSXJQDEDHOSLQWRUDUJHQWLQR0DUWtQ$
0DOKDUUR D SDUWLU GHO PpWRGR LQWXLWLYR FRQ HO UHFRQRFLPLHQWR GHO GLEXMR GHO QDWXUDO \ HO
GLEXMR OLEUH R OR TXH HQ LJXDO VHQWLGR DUJXPHQWDED GHVGH &XED $UWXUR 0RQWRUL R HO
PRYLPLHQWRGHODVHVFXHODVGHSLQWXUDDODLUHOLEUHHQHO0p[LFRGHODUHYROXFLyQ'HODPLVPD
PDQHUD RWUDV H[SHULHQFLDV \ ILJXUDV DFRPSDxDQ HVWD FDUWRJUDItD GH FDPELR HQ OR TXH KH
LQGDJDGR (O PH[LFDQR 9tFWRU 0 5H\HV FRQ VX 3HGDJRJtD GHO GLEXMR   \ HO HVSDxRO
*DEULHO*DUFtD0DURWRFRQVXSURSXHVWDGH$FFLyQ3OiVWLFD3RSXODU  GHVHQYXHOWDWDQWR
HQ 0p[LFR FRPR HQ &XED OXHJR WDPELpQ XQD ILJXUD FRPR OD HGXFDGRUD \ SRHWD 5DIDHOD
&KDFyQ 1DUGL HQ &XED D SDUWLU GH OD GpFDGD GHO  GHO SDVDGR VLJOR 8Q YDVWR SDQRUDPD
YLUJHQ LQYLWD D SURVHJXLU GHVEUR]DQGR OR TXH SRU HOOR GHQRPLQDPRV FRPR FDUWRJUDILD
IUDJPHQWDGD



&I³0DOKDUUR\ODHQVHxDQ]DGHOGLEXMRHQ&XED´HQIndagaciones sobre arte y educaciónSS

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1DWXUDOH]DHLQWXLFLyQ
(OYDORUFRQFHGLGRSDUHMDPHQWHDODQDWXUDOH]D\ODLQWXLFLyQWDQWRHQ0DOKDUURFRPRHQORV
DUJXPHQWRV GH 0RQWRUL R HQ ODV HVFXHODV GH SLQWXUD DO DLUH OLEUH TXH SXGLHVHQ DGVFULELUVH
XQLODWHUDOPHQWH DO PRYLPLHQWR SLFWyULFR LPSUHVLRQLVWD FREUD HQ WRGRV HVWRV FDVRV XQ
DVFHQGLHQWHPiVFHUFDQDPHQWHOLJDGRDOUHFRQRFLPLHQWRGHORSURSLRDWUDYpVGHODQDWXUDOH]D
\DOHQWHQGLPLHQWRGHHVHUHFRQRFLPLHQWRQRSRUYtDLQWHOHFWXDOWHRUL]DGRUDORSURSLRGHORV
PpWRGRVDOJRUtWPLFRVGHFRSLDVLQRSRUPHGLRGHXQDLQWHOHFFLyQDIHFWLYD
0DOKDUUR VHQWHQFLDUi TXH HO GLEXMR HV SDUD HO QLxR ³XQ PHGLR QDWXUDO GH LQVFULELU
LQWXLWLYDPHQWHORYHRORTXHGHVHDRORTXHUHFXHUGD´ SiJ \FRQHVWRVHGHVWDFDHO
PRGRHQTXHORQDWXUDOVHDVRFLDDOVHQWLGRGHORTXHHVSURSLRGHORTXHQDFHGHVt3XGLHUD
OHHUVHFRPRXQPHGLRSURSLR(VWDFXDOLGDGGHORQDWXUDOPDUFDGDPHQWHUHIHULGRDORSURSLR
DOFDQ]DUi UHVRQDQFLDV TXH OXHJR OH VHUiQ FRQIHULGDV DO FRQFHSWR GH FRQWH[WR HQ ODV
H[SHULHQFLDV SRVWHULRUHV GHO FRQR VXU HQ 9tFWRU 0 5H\HV R *DUFtD 0DURWR KDVWD OOHJDU
LQFOXVRDQXHVWURVGtDVFRQHOHQIRTXHWULDQJXODU
(OSUHGRPLQLRFRPRWHPDRPRGHORGHODQDWXUDOH]DRORQDWXUDOHQODHQVHxDQ]DGHOGLEXMR
HVWi D OD YH] YLQFXODGR D OD LPSRUWDQFLD FRQFHGLGD D OD REVHUYDFLyQ 8QD REVHUYDFLyQ
FLPHQWDGD HQ UHDOLGDGHV FRQFUHWDV PiV ULFDV \ DWUD\HQWHVGHYHODGDV DWUDYpVGHODLQWXLFLyQ
GHVSOHJDGDVSUHIHUHQWHPHQWHDQWHSDVDMHV\REMHWRVQDWXUDOHV
/DV(VFXHODVGH3LQWXUDDO$LUH/LEUHGHO0p[LFRGHODUHYROXFLyQWHQGUiQHQODQDWXUDOH]D\
HQ VX REVHUYDFLyQ DFXFLDGD GRV GH VXV PRWLYRV GRPLQDQWHV GH ORV FXDOHV VX DOXPQDGR
PD\RULWDULDPHQWH LQGtJHQD \ SRSXODU H[WUDHUi XQ VLQJXODU VHQWLGR GH ODV IRUPDV \ VX
FRPSRVLFLyQ 9LVLyQ VLJQDGD SRU OD KXHOOD GH OD HVSRQWDQHLGDG \ OD LQWXLFLyQ VHUi HVD OD
FXDOLGDGGLVWLQWLYDHQTXHODQDWXUDOH]DGDUiGHVtORSURSLRGHXQDSOiVWLFDPH[LFDQDOHMDQDGH
ODVSUiFWLFDVDFDGpPLFDV
(VWH VHQWLGR GH OR QDWXUDO VHUi DO GHFLU GH $OIUHGR 5DPRV 0DUWtQH] HO IXQGDGRU GH ODV
(VFXHODV GH 3LQWXUD DO $LUH /LEUH XQ VRUSUHQGHU ³SRU FXDQWRV PHGLRV VHD SRVLEOH OD
QDWXUDOH]D OD YLGD´ /R YLWDO OR YLYR VH UHFRQRFH HQ OR QDWXUDO \ OR QDWXUDO FRQGXFH D OR
SURSLR D OR TXH VH GHQRPLQD QXHVWUR QDFLRQDO (QWHQGLGRV WDOHV FRQFHSWRV ~OWLPRV HQ VXV
LPSOLFDFLRQHV GH pSRFD 'HVGH WDOHV LPSOLFDFLRQHV DFWXDURQ FRPR UHDOLGDG LPDQWDGD HQ ODV

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H[SRVLFLRQHVLWLQHUDQWHVGHODVHVFXHODVTXHUHFRUULHURQ(XURSD\TXHDVXOOHJDGDD0DGULGVH
FRQYLUWLHURQHQDFLFDWHSURIXQGRTXHFDXWLYyD*DEULHO*DUFtD0DURWR\ORPRWLYyDYLDMDUH
LQDXJXUDUOXHJRVXLQpGLWDH[SHULHQFLDGH$FFLyQ3OiVWLFD3RSXODU
1DWXUDOH]D H LQWXLFLyQ HQWUHWHMHQ XQD XUGLPEUH TXH FRQGXFH D OR FRQWH[WXDO HQ OD PLVPD
PHGLGD TXH FDOLILFD OR TXH UHVXOWD SURSLR GH ODV H[SUHVLRQHV JUiILFDV LQIDQWLOHV \ SURSLR
WDPELpQ GHO SHQVDPLHQWR SRU LPiJHQHVDQDOyJLFR \PHWDIyULFRGHOiPELWRGHORDUWtVWLFR \
TXHFRUUHVSRQGHDODYH]FRQHOPRPHQWRGHGHVDUUROORHQTXHVHHQFXHQWUDHOTXHDSUHQGH\
HO SURFHVR PHQWDO GRPLQDQWH HQ ODV DFFLRQHV FUHDWLYDV 3RU VXSXHVWR HVWR QR TXHGD
UHFRQRFLGRGHOPRGRHQTXHORDUJXPHQWRHQHVWHLQVWDQWHSHURQRHVSRVLEOHGHMDUGHDSXQWDU
HVWDVUD]RQHVTXHTXHGDQH[SUHVDGDVFRQHOWHVDXURSURSLRGHVXWLHPSRDXQTXHVXVFHSWLEOHV
GHDFWXDOL]DFLyQDUJXPHQWDWLYD

3HGDJRJtDGHOGLEXMR\$FFLyQ3OiVWLFD3RSXODU
&XDQGROHtHQODSRODFD,UHQD:RMQDU  HOGHVDUUROORVREUHODVLGHDVGHODHQVHxDQ]DGHO
GLEXMR D SDUWLU GH VXV &RQJUHVRV HQ (XURSD GHVGH LQLFLRV GHO SDVDGR VLJOR HVWDED OHMRV GH
LPDJLQDUTXHDQWHV\FRPRWHVWLJRSUHVHQFLDOGHXQRGHWDOHV&RQJUHVRVHO9,,,FHOHEUDGRHQ
3DUtV HQ  XQ PH[LFDQR 9tFWRU 0 5H\HV KDEtD GDGR FXHQWD GH ODV LGHDV \ GHEDWHV
VRVWHQLGRV VREUH HVWR HQ FDGD XQR GH WDOHV HYHQWRV KDVWD HO PRPHQWR GH SXEOLFDFLyQ GH VX
OLEUR3HGDJRJtDGHO'LEXMR SiJV 
(Q HVWH OLEUR VX\R DO GHFLU GH -HVXDOGR VX SURORJXLVWD VH UHVXPtD KLVWRULD SVLFRORJtD \
SUiFWLFD PHWRGROyJLFD OD KLVWRULD DERUGDGD WDQWR D WUDYpV GH FDGD XQR GH ORV &RQJUHVRV
,QWHUQDFLRQDOHVGH'LEXMRFRPRGHXQDERFHWDGDFDUDFWHUL]DFLyQGHODHQVHxDQ]DGHOGLEXMR
HQ 0p[LFR OD SVLFRORJtD WUDWDGD HQ OD VHJXQGD SDUWH GH VX OLEUR WLWXODGD ,QWHUSUHWDFLRQHV
SVLFROyJLFDVGHODH[SUHVLyQJUiILFDLQIDQWLOFRQHVSHFLDODWHQFLyQDODLQYHVWLJDFLyQTXHKDFH
VREUHHVWHSDUWLFXODUHQORVQLxRVPH[LFDQRVDPSOLDPHQWHLOXVWUDGD\SRU~OWLPRODWHUFHUD
SDUWHGHGLFDGD DRIUHFHU FRQVLGHUDFLRQHVPHWRGROyJLFDVVREUHODHQVHxDQ]DGHO'LEXMRHQOD
HVFXHODSULPDULD
'HQWURGHODVH[SHULHQFLDVPH[LFDQDVGHODpSRFD5H\HVMX]JDFUtWLFDPHQWHHOPpWRGRGH%HVW
0DXJDUG DOVHJXLUGHXQODGRODLGHRORJtDPRGHUQLVWDGRPLQDQWHGHODOLEUHH[SUHVLyQ \ GH
RWUR D UD]RQHV SVLFRSHGDJyJLFDV DWHQGLEOHV (Q WDO VHQWLGR H[SUHVy FyPR GH ORV VLHWH

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HOHPHQWRV GHFRUDWLYRV GHVJDMDGRV GH OD FXOWXUD SOiVWLFD GH OD DQWLJHGDG PH[LFDQD
IXQGDPHQWRV GH VX PpWRGR ³QXQFD SXGLHURQ QL SXHGHQ VHUYLU FRPR EDVH GH OD H[SUHVLyQ
VLQFHUD\HVSRQWiQHDGHORVQLxRVTXHQRFRPLHQ]DQSRUODGHRUDFLyQSRUTXHQDGDWLHQHQTXH
GHFRUDUVLQRGLEXMDQGRVXV³PRQLJRWHV´TXHUHSUHVHQWDQXQOHQJXDMHRPHGLRGHH[SUHVLyQ
JUiILFD 3RU HVWR OD EXHQD LQWHQFLyQ ³SDWULyWLFD´ GHO DXWRU GHO PpWRGR VH HVWUHOOy DQWH HO
GHVFRQRFLPLHQWRGHODSVLFRORJtDGHOGLEXMRLQIDQWLO´ SiJV 
0iV DGHODQWH DGYHUWLUi GHVGH XQD FRQFHSFLyQ HYROXWLYD SDLGROyJLFD ³HO QLxR FRPLHQ]D
GLEXMDQGROtQHDVGHVSXpVVXSHUILFLHVHQVHJXLGDLPLWDHOPRYLPLHQWR\SRU~OWLPRLQWHUSUHWD
HO YROXPHQ HV GHFLU VLJXH HQ VX H[SUHVLyQ JUiILFD XQ SURFHVR HYROXWLYR D OD LQYHUVD GHO
SUHFRQL]DGRSRU HOPpWRGR%HVW´ SiJ 3HURDODSDUUHFRQRFHUiHQHOiPELWRGH
XQD UHYROXFLyQ GH FRUWH QDFLRQDOLVWD OR TXH HO PLVPR VLJQLILFy FXDQGR H[SUHVy ³WXYR HO
PpULWRGHVHUFRPRGLMLPRVDOFRPLHQ]RGHOHVWXGLRKLVWyULFRGHODHQVHxDQ]DGHOGLEXMRHQ
0p[LFRHO~QLFRTXHQRKDVLGRGHLPSRUWDFLyQQLGHLQIOXHQFLDH[WUDQMHUD´ SiJ 
$QWHULRUPHQWHKDEtDUHFRQRFLGRFyPR³%HVWFUHyXQVLVWHPDSURSLRGHH[SUHVLyQGHFRUDWLYD
TXH ORJUy JXVWDU HQ 0p[LFR SRU VX GLQDPLVPR \ FURPDWLFLGDG \ VREUH WRGR SRU HVWDU PiV
FHUFD GH QXHVWUD HPRWLYLGDG TXH HO ³DUW QRXYHDX´ LPSRUWDGR SRU HVRV DxRV (Q (VWDGRV
8QLGRVJXVWyWDPELpQSRUVXH[RWLVPR´ SiJ 
(Q OD LQYHVWLJDFLyQ GHO GLEXMR GHO QLxR PH[LFDQR VL ELHQ UHFRQRFH 5H\HV TXH DOJXQRV
SHGDJRJRVPH[LFDQRVDQWHVTXHpOVHKDQRFXSDGRGHFROHFFLRQDUGLEXMRVGHQLxRVFRQHOILQ
GHHVWXGLDUORVSVLFROyJLFDPHQWHHVRVHVWXGLRVFDUHFtDQGHODRUJDQL]DFLyQ\IXQGDPHQWDFLyQ
SVLFRSHGDJyJLFDTXHSDUDODpSRFDDOFDQ]yORLQGDJDGRSRUpO\TXHGDEDDUJXPHQWRVDFHUFD
GH ODV IRUPDV PiV UHSUHVHQWDGDV HQ ORV GLEXMRV ODV FDUDFWHUtVWLFDV PiV UHFRQRFLGDV \
IUHFXHQWHV GH ORV HOHPHQWRV GH OD JUiILFD LQIDQWLO GH ORV DSXQWDGRV SRU 5RXPi OD HGDG
DSUR[LPDGDHQTXHVHHYROXFLRQDGHOUHDOLVPRLQWHOHFWXDODOYLVXDOGLIHUHQFLDVDGYHUWLEOHVHQ
ODH[SUHVLyQJUiILFDGHDFXHUGRFRQHOPHGLRHQTXHVHGHVHQYXHOYHHOQLxR
(Q XQ VXPDULR GH ORV UHVXOWDGRV REWHQLGRV OOHJDED HQWUH RWUDV D ODV VLJXLHQWHV
FRQVLGHUDFLRQHVODH[LVWHQFLDGHXQDPDUFDGDGLIHUHQFLDHQODHYROXFLyQGHOGLEXMRHQWUHORV
QLxRVGHOFDPSR\GHODFLXGDGDOLJXDOTXHVHJ~QHOPHGLRVRFLDOHQTXHYLYHQTXHHQORV
QLxRV PH[LFDQRV FRPR HQ HO GH ORV QLxRV GH WRGR HO PXQGR VH UHFRQRFHQ WRGDV ODV
FDUDFWHUtVWLFDV GHO GLEXMR LQIDQWLO D VDEHU HMHPSODULGDG WUDQVSDUHQFLD DEDWLPLHQWR \ TXH

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pVWDVVHKDOODQHQFRUUHVSRQGHQFLDFRQODHGDGTXHODVIRUPDVPiVHPSOHDGDVSRUORVQLxRV
PH[LFDQRV HQRUGHQ GH IUHFXHQFLD HUDQ FDVD iUEROILJXUDKXPDQD IORU VROEDQGHUD DYHV
QXEHV PRQWDxDV \ DGHPiV HQ ORV YDURQHV HO DHURSODQR HO DXWR HO EDUFR HO IHUURFDUULO
PLHQWUDVHQODVQLxDVHOGLEXMRGHFRUDWLYR SiJV± 
(QFRUUHVSRQGHQFLDFRQWRGRORDQWHULRURIUHFtDFRPRSURSXHVWDXQSURJUDPDGHDFWLYLGDGHV
JUiILFR SOiVWLFDV SDUD OD HQVHxDQ]D SULPDULD PH[LFDQD HQ DWHQFLyQ D JUDGR HVFRODU HGDG
DSUR[LPDGD HQ FRUUHVSRQGHQFLD HWDSDVHYROXWLYDVGHO JUDILVPRLQIDQWLO WDUHDVSHGDJyJLFDV
DSOLFDFLyQ D OD HQVHxDQ]D \ WpFQLFDV GH H[SUHVLyQ D HPSOHDU  SiJV  ±   $ OR
ODUJR GH WRGR HO WH[WR PiV GH XQ FHQWHQDU GH GLEXMRV LQIDQWLOHV GH QLxRV PH[LFDQRV
FRQVWLWX\HQ HOHPHQWRV GHPRVWUDWLYRV GHORVMXLFLRVVXVWHQWDGRVSRU9tFWRU5H\HV \DGHPiV
XQ WHVWLPRQLR LQYDOXDEOH GHO YDORU GH ODV LPiJHQHV  HQ HVWXGLRV GH HVWD QDWXUDOH]D \ XQD
ELWiFRUDYLVXDOGHODH[SUHVLyQJUiILFDGHORVQLxRVPH[LFDQRVGHODpSRFD
'H HVWD REUD GH 5H\HV UHFRQRFHUi /XLV ) ,JOHVLDV ³(VD PDJQtILFD REUD SURORJDGD SRU
-HVXDOGR HV HO UHVXOWDGR GH XQ GHWHQLGR WUDEDMR GH LQYHVWLJDFLyQ \ H[SHULHQFLD \ UHVSRQGH
SOHQDPHQWHDVXWtWXOR\DTXHDGHPiVGHHVWXGLDUHQGHWDOOHFDGDWHPDGHOGLEXMR\HOFRORUHQ
UHODFLyQFRQODLQIDQFLD GDODVSDXWDVGLGiFWLFDVQHFHVDULDVSDUDFRQGXFLUHOSURFHVRDQLYHO
HVFRODU´ SiJ 

/D 3HGDJRJtD GHO GLEXMR HVWi OHMRV GH VHU XQ WH[WR GH HGXFDFLyQ SRU HO DUWH VLQ HPEDUJR
FRQVWLWX\H XQ UHIHUHQWH LQHOXGLEOH GHO DUWH HQ OD HGXFDFLyQ HQ QXHVWUD $PpULFD SRU OD
SUROLMLGDG FRQ TXH DERUGy \ VLVWHPDWL]y ODV SULQFLSDOHV YHUWLHQWHV KLVWyULFDV SHGDJyJLFDV \
SVLFROyJLFDVGHOGLEXMRLQIDQWLODHVFDODLQWHUQDFLRQDO\FRQDMXVWHVDOFRQWH[WRPH[LFDQR'H
DKt TXH GHED LQVFULELUVH FRPR XQ SDVDMH REOLJDGR GH OR TXH D~Q UHVXOWD VHU XQD FDUWRJUDItD
IUDJPHQWDGDHQSURFHVRGHVXSHUDFLyQ
/DH[SRVLFLyQLWLQHUDQWHGHODVH[SHULHQFLDVGHODV(VFXHODVGH3LQWXUDDO$LUH/LEUHYDDVHU
PRWLYRGHLQVSLUDFLyQSDUDTXHHOHVSDxRO*DEULHO*DUFtD0DURWRSURQXQFLHXQDFRQIHUHQFLD
HQ0DGULGHQGHGLFDGDDHOODEDMRHOWtWXORLa Joven Pintura Mexicana: una Lección.
(QHOODH[SUHVDUiHQWUHP~OWLSOHVMXLFLRVODXGDWRULRV³&LHQWRVGHQLxRVPH[LFDQRVLQGLRVR
PHVWL]RVODPD\RUSDUWHWHMHQKR\HQHOVXHORGH0p[LFRXQDDPRGRGHUHGVXWLOTXHWLHQGHD
FDSWDU FRQ FXLGDGR OD HQRUPH ULTXH]D H[SUHVLYD SUHQGLGD HQ OD OX] \ HQ ODV IRUPDV´ 

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  3DUD PiV DGHODQWH UHFRQRFHU HQ HVWD ODERU GLULJLGD SRU $OIUHGR 5DPRV 0DUWtQH] ORV
QRPEUHVGHPXUDOLVWDVFRPR'LHJR5LYHUD\-RVp&OHPHQWH2UR]FR\FRQHVWRLGHQWLILFDUXQ
KHFKRHVWpWLFRGHFDXFHFRP~QTXHLGHQWLILFDFRPR³PRYLPLHQWRUHFREUDGRUDILUPDGRUTXH
ODUD]DOOHYDHQODVKRQGXUDVGHVXHQWUDxD´ SiJ 
(VWDV (VFXHODV VHUiQ SDUD 0DURWR HQ HO UHFRQRFLPLHQWR GH OD SUHVHQFLDGHO WUDEDMR LQWXLWLYR
FRQ OD QDWXUDOH]D \ ORV PRGHORV QDWXUDOHV TXH LGHQWLILFDUi SRVWHULRUPHQWH FRPR SURSyVLWR
HGXFDWLYR GHO ³LQVWLQWR DFXFLDGR´ ³XQ DQWLFLSR JOREDO GH ODV DVSLUDFLRQHV PD\RULWDULDV \
HVHQFLDOHV TXHUHSUHVHQWD $FFLyQ 3OiVWLFD3RSXODU´ SiJ (QHVHVHQWLGRHUDTXH
FRQVLGHUDEDTXHHQWUHODVREUDVLQPHGLDWDVTXH$FFLyQ3OiVWLFDGHELHUDUHDOL]DUVHKDOODEDOD
UHYLVLyQ FUtWLFD \ YDOLRVD GH ODV WDUHDV OOHYDGDV D FDER SRU ODV (VFXHODV GH 3LQWXUD DO $LUH
/LEUH
/D H[SHULHQFLD PH[LFDQD UHVRQDUi HQ ODV (VFXHODV 3RSXODUHV GH %HOODV $UWHV HQ (VSDxD \
OXHJR \D HQ 0p[LFR FRQ LQWHQFLyQ GH FRPSHQHWUDUVH H LQGDJDU PiV VREUH ODV (VFXHODV GH
3LQWXUD DO $LUH /LEUH DVLVWH D VX GHVFHQVR D OD HWDSD GH VX GLVROXFLyQ /XHJR YHQGUi VX
DYHQWXUD FXEDQD GH ODV (VFXHODV GH $FFLyQ 3OiVWLFD 3RSXODU FRQ VXV DOXPQRV GH &DLPLWR
&DLEDULpQ 5HPHGLRV \ &LHQIXHJRV &DOLILFDUi FRQFHSWXDOPHQWH HO SURSyVLWR GHO VLJXLHQWH
PRGR³$LUH/LEUH$FFLyQ$UWtVWLFD<DxDGLUHPRV$FFLyQ6RFLDO(QHVWHSURJUHVLYRRUGHQ
³$LUH /LEUH´ VLJQLILFD      OLEHUWDG QDWXUDO IUHQWHD OD QDWXUDOH]DSXUD LQWXLFLyQ DEVROXWD
SUHYLD VLQ RWUD FODVH GH SUHVLyQ TXH OD TXH H[LMD HO SURSLR LQVWLQWR  IUHQWH DO PRWLYR
SUHIHUHQWH´ SiJ 
(V LQHYLWDEOH UHFRUGDU OD KRQGXUD FRQ TXH YXHOYHQ D KDFHU VX DSDULFLyQ ORV FRQFHSWRV GH
QDWXUDOH]D H LQWXLFLyQ \ ORV QXHYRV PDWLFHV FRQIHULGRV GRQGH OD OLEHUWDG DVXPH XQ FRWR
0DURWRORLQGLFDUiFXDQGRHQXPHUD³/LEHUWDGGLVFLSOLQDLQWHUYHQFLyQGDFLyQWRWDOSRUHVWH
RUGHQ´\DUHQJOyQVHJXLGRHVSHFLILFDUi³QRGHMHPRVDOQLxR  VROR\DODLUHOLEUH
HQWUHJDGR DQiUTXLFDPHQWH D OD DQDUTXtD GLVJUHJDGRUD $OLpPRQRV D pO SDUD VHUYLUOH FRQ
HILFDFLD HQ OR PiV HVHQFLDO \ VX\R´  SiJ   < HVWD FRQIHUHQFLD FLWDGD SRU 0DURWR
GLFWDGD D ILQHV GH OD GpFDGD GHO  UHFXHUGD OR TXH OXHJR OHHPRV HQ +HUEHUW 5HDG HQ VX
Educación por el arteDFHUFDGHQRGHMDU³TXHHOQLxREDWDVXVDODVHQHOYDFtR´   



(Q&XEDODLQIOXHQFLDGHODV(VFXHODVGH3LQWXUDDO$LUH/LEUHHVWDUiSUHVHQWHHQHO(VWXGLR/LEUHGH3LQWXUD\
(VFXOWXUD  

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SiJ \GHODFRQFHSWXDOL]DFLyQGHODOLEHUWDG\ODLQGHSHQGHQFLDFRPRXQFDPLQRFRPR
XQDUHVSRQVDELOLGDG
/RSHFXOLDUGHVXH[SHULHQFLDHUDHODOFDQFHTXHGHVHDEDLPSULPLUOHDVXDFFLRQDUKDFLpQGROR
H[WHQVLYRDWRGRHOiPELWRVRFLDO\SRURWURODGRFyPRORHQFDUDEDFRPRODSURVHFXFLyQGH
ODV (VFXHODV GH 3LQWXUD DO $LUH /LEUHTXHUHFRQRFtDYLQFXODGDVWDPELpQ FRQHOPRYLPLHQWR
GHO PXUDOLVPR \ FRQ FLHUWD YDQJXDUGLD SOiVWLFD GH DVFHQGLHQWH VRFLDO 0DURWR HUD XQ DUWLVWD
FX\D REUD VH KDOODED D PHGLR FDPLQR HQWUH HO LPSUHVLRQLVPR \ HO SRVWLPSUHVLRQLVPR FRQ
DOXVLRQHV WHPiWLFDV FHUFDQDV D FLHUWR YHULVPR VRFLDO 6X SURJUDPD SHGDJyJLFR GH $FFLyQ
3OiVWLFD3RSXODUQDFtDGHLJXDOPRGRHQFDUQDGRHQODSRpWLFDYLVXDOGHVXKDFHUDUWtVWLFR
3HGDJyJLFDPHQWHVXVSURFHGHUHVHQFRQWUDEDQDEULJRHQODVLGHDVGRPLQDQWHVGHO0RYLPLHQWR
GHOD1XHYD(GXFDFLyQFHQWUDGRHQHOLQWHUpVODDFWLYLGDGHOYDORUGHODVLPiJHQHVHQODYLGD
GHO KRPEUH 3HUR WHQGUi FRPR SHFXOLDULGDG GLVWLQWLYD TXH VX $FFLyQ 3OiVWLFD 3RSXODU XQD
RUJiQLFDSURSXHVWDGHDOIDEHWL]DFLyQSOiVWLFDVHGLULJtDWDQWRDQLxRV\MyYHQHV\HQJHQHUDO
DOSXHEORGHWRGDVODVHGDGHVWDQWRSDUDiPELWRViXOLFRVFRPRIXHUDGHORVHVSDFLRVHVFRODUHV
\TXHDEULJDEDDVSLUDFLRQHVGHPD\RUDOFDQFHHQUHODFLyQFRQODV$UWHV3OiVWLFDV
(OWH[WRTXHHVFULEH0DURWRGRQGHGDFXHQWDGHORVSURSyVLWRV\DOFDQFHVGHVXH[SHULHQFLD
GHVGHVXSURSLRWtWXOR\VXEWtWXORAcción Plástica Popular. Educación y aprendizaje a escala
nacional VHxDOD FRPR UHYLVWH XQD GLPHQVLyQ VRFLDO TXH DSXQWD D WRGR 0p[LFR \ VH GLULJH
WDQWR D HGXFDGRUHV D DUWLVWDV FRPR D SROtWLFRV HVWRV ~OWLPRV IUDQFRV GHFLVRUHV GH KDFHU
UHDOLGDG OR TXH HGXFDGRUHV \ DUWLVWDV SURSXJQDQ (QHOtQGLFHGHOOLEURYDDVHxDODUHOYDORU
GHPRVWUDWLYRGHODVLPiJHQHVEDMRODGHQRPLQDFLyQGH³*UiILFDVGHLQWHUpV´\DUJXPHQWDUiHO
SRUTXp GH HOOR GHO VLJXLHQWH PRGR ³8Q OLEUR GH HVWDV FDUDFWHUtVWLFDV GHEH VHU GH PDQHUD
FRPSOHPHQWDULD XQ JXLyQ TXH RULHQWH \ GHILQD TXH YDORULFH HQ SOiVWLFD ODV LQWHQFLRQHV \
GHILQLFLRQHVGHOWH[WR3RUHOORHQWUHVDFDPRV \VXEUD\DPRVDOJXQRVHMHPSORVJUiILFRVDORV
TXHVXSRQHPRVFRQLQWHUpVDXWpQWLFR´ SiJ 2WURWDQWRKDUiGLULJLGRDORVDUWLVWDV
EDMR HO WtWXOR GH ³6XEUD\DGRV SDUD ORV SOiVWLFRV´ FRQ HO VHxDODPLHQWR GH SiJLQD \ SiUUDIR
GRQGHKDOODU HOFRQWHQLGRYDOLRVRDFHUFDGHWHPDV\SUREOHPDVH[SXHVWRV3DUDORVSROtWLFRV
UHVHUYDUi RWUR DFiSLWH QRPEUDGR ³5HFDGRV SDUD ORV SROtWLFRV´ FRQ LGpQWLFR VHxDODPLHQWR GH
SiJLQD\SiUUDIRDOHHU3RU~OWLPREDMRODGHQRPLQDFLyQGH³8UJHQFLDV´VHxDODSDUDWRGRV
HOORV ±DUWLVWDV HGXFDGRUHV \ SROtWLFRV XQ FRQMXQWR GH SiJLQDV  SDUD PHGLWDU ³FRQ VHQWLGR

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VRFLDO GH OR DFWLYR´ LELG SiJ   SXHV VHUi HVD XQD GLPHQVLyQ TXH FLPHQWD WRGD VX
SURSXHVWD
$FFLyQ 3OiVWLFD 3RSXODU UHVXOWD VHU XQD H[SHULHQFLD FRQFHELGD FRPR Q~FOHR LUUDGLDGRU GH
SULQFLSLRV GH XQ PiV YDVWR SODQ TXH UHEDVD ODV SRVLELOLGDGHV OLPLWDGDV GH HVWH SXQWXDO
DERUGDMH \ TXH PHUHFH XQD LQGDJDFLyQ UHIOH[LYD \ FUtWLFD GH PiV ODUJR \ GHWHQLGR DQiOLVLV
FRPR FRQWULEXFLyQ QHFHVDULD SDUD XQD FDUWRJUDItD FLHUWD GHHGXFDFLyQ SRU HO DUWH HQ QXHVWUD
$PpULFD \ GH SDOSLWDQWH DFWXDOLGDG SRU HO PRGR HQ TXH SURSXHVWDV VLPEyOLFDV GHO FDPSR
DUWtVWLFRKR\GtDVHPXHVWUDQDWUDYHVDGDVRFHQWUDGDVHQORSHGDJyJLFR

8QDWUtDGDGHOH\HQGD
(Q HO FRQR VXU VH ORFDOL]DQ WUHV H[SHULHQFLDV TXH WDQWR SRU VXV DVSLUDFLRQHV FRPR SRU VXV
ORJURV SXGLHUDQ FDOLILFDUVH GH OH\HQGD FRPR -HVXDOGR XQR GH VXV SURWDJRQLVWDV FDOLILFy OD
VX\DFXDQGROHIXHHQWUHJDGRHO3UHPLR³$QtEDO3RQFH´HQ%XHQRV$LUHVWDQLQVyOLWDHQORV
SUHGLRV HVFRODUHV GH HQWRQFHV FRPR OR SXHGH VHU D~Q GH DKRUD \ GH WDQ UHQGLGRV \ KRQGRV
IUXWRVTXHWRGRVDTXHOORVTXHODYLYLHURQODJXDUGDQFRPRXQWHVRURGHVXH[LVWHQFLD
/DV KHUPDQDV 2OJD \ /HWLFLD &RVVHWWLQL -HVXDOGR \ /XLV ) ,JOHVLDV VRQ ORV PDHVWURV TXH
HQFDEH]DQWDOHVH[SHULHQFLDV\VREUHORVFXDOHVKHLQGDJDGRPDVFRQODVHJXUDSUHVXQFLyQGH
DXQTXH QRWDEOHV QR VHUtDQ ORV ~QLFRV ,JOHVLDV QRV KDEODUi GH ,VROLQD 0DIILD HQ OD (VFXHOD
1RUPDO GH /RPDV TXLHQ GHVDUUROOD XQD ODERU HGXFDWLYD YLYLGD GH SURIXQGRV DOFDQFHV GH
³FDUiFWHU SUHFXUVRU HQ HO FDPSR GH ODV FRUULHQWHV LQQRYDGRUDV SRU HO DOLHQWR TXH ODLQVSLUD
PiVTXHSRUVXWpFQLFD´ ,*/(6,$6SiJ /HWLFLD&RVVHWWLQLVHUHIHULUiD$PDQGD
$ULDVFRPRXQDHGXFDGRUDTXHPDUFDSRVLWLYDPHQWHDVXKHUPDQD2OJDHQVXVIXWXURVLGHDOHV
GHLQQRYDFLyQHVFRODUGHVGHOD(VFXHOD1RUPDO³'RPLQJRGH2UR´GHODFLXGDGGH5DIDHOD
SURYLQFLDGH6DQWD)HHQOD$UJHQWLQD
,QVFULWDV GHQWUR GH OR TXH SXGLHUD FDOLILFDUVH FRPR PXHVWUDV FLPHUDV GHO PRYLPLHQWR GH OD
QXHYD HGXFDFLyQ HQ QXHVWUD $PpULFD JDQDQ HQ SDUWLFXODULGDG GLVWLQWLYD FRPR HMHPSORV GH
(GXFDFLyQSRUHODUWHHQODPLVPDPHGLGDTXHODVH[SUHVLRQHVDUWtVWLFDV\HVWpWLFDVDWUDYLHVDQ
VXDFFLRQDUHGXFDWLYR\ORKDFHQGHVGHXQVHQWLGRGHQDWXUDOH]DHLQWXLFLyQTXHUHFRQRFHQHQ
ORVHVFRODUHVDOKDFHUSDUWLUHOSURFHVRGHHQVHxDQ]DGHHOORV\GHVXViPELWRV\DODSDUDO
UHFRQRFHUHOYDORUGHODLQWXLFLyQHQODLQWHOHFFLyQ\HOVHQWLPLHQWRGHOPXQGR\GHODYLGD

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1DWXUDOH]D HQMXLFLDGD FRPR iPELWR QDWXUDO FRQWUDULR D OR DUWLILFLRVR \ IDOVR SRU HOOR GLUi
,JOHVLDV ³ (V HQ OD HVFXHOD GRQGH GHEH DSUHQGHUVH D YHU QDFHU \ FUHFHU QDWXUDOPHQWH OD
H[SUHVLyQHQWRGDVVXVIRUPDVFRPRXQDQHFHVLGDGGHDSUHKHQVLyQ\FRPXQLFDFLyQGHFXDQWR
VHVLHQWHRVHSLHQVDSRUVtPLVPR(VWHHVHOPHMRUSXQWRGHSDUWLGDSHGDJyJLFR\HOPDHVWUR
QXQFDGHELHUDROYLGDUOR´ SiJ 

(Q XQD H[SHULHQFLD SULPLJHQLD GH -HVXDOGR DQWHULRU D &DQWHUDV GH 5LDFKXHOR YLYLUi WDOHV
UHVXOWDGRVGHXQKDFHUODHVFXHODGHVGHHODIXHUDGHVGHODFDOOH1RVGLFH³WHQJRXQDVROD
FODVHHQXQDHVFXHODGHSUiFWLFDSHURQRPHDVXVWR\HPSLH]RDKRUDGDUGLVFLSOLQDVPpWRGRV
HQFDUFHODPLHQWRV GH WRGD QDWXUDOH]D HQ EXVFD GHO DLUH HQ EXVFD GHOD ³RWUDFRVD´ GHO RWUR
FDPLQR\PRGR\HQWRQFHVFRQSHUPLVR \DYHFHVVLQpO VDOLPRVDODFDOOH\FRPHQ]DPRVD
UHFRUUHUOD´ SiJ 'HWDOHVUHFRUULGRVVDOGUiXQDSUHQGL]DMHYHUGDGHURTXHLQWHUHVDD
WRGRV HO ORJUR GH XQ DSUHQGL]DMH VLJQLILFDWLYR DQWHV GH TXH $XVXEHO WHRUL]DUD VREUH pO \ OD
FHQWUDOLGDGGHODH[SUHVLyQDQWHVGHTXH5HDGHVFULELHVHVX(GXFDFLyQSRUHO$UWH
7RGDV HVWDV H[SHULHQFLDV JXDUGDUtDQ HQ FRP~Q HVWDU FHQWUDGDV HQ OD H[SUHVLyQ \ HQ OD
HODERUDFLyQ GH FXDGHUQRV GH FODVHV FRQFHELU DO DOXPQR \ VX DSUHQGL]DMH GHVGH XQ VHVJR
DFWLYR\SURWDJyQLFRWUDQVLWDGRVLHPSUHSRUODIDFLOLWDFLyQGHH[SHULHQFLDVFRPSUHQGHUHVRV
DSUHQGL]DMHVDWUDYHVDGRVDVXYH]SRUORHVWpWLFR\SRUDFWLYLGDGHVGHH[SUHVLyQDUWtVWLFDLUHQ
E~VTXHGDGHVRFLDOL]DFLyQGHORVDSUHQGL]DMHVHQiPELWRVFRPXQLWDULRVUHFRQRFHUDODHVFXHOD
FRPR FHQWUR GH LUUDGLDFLyQ GH FRQRFLPLHQWRV \ HQWHQGHUOD SRU WDQWR FRPR HVFXHOD
H[SDQGLGDHVFXHODDIXHUD6LQHPEDUJRODHQXPHUDFLyQKHFKDQRGHEHKDFHUQRVSHQVDUTXH
IXHVHQ H[SHULHQFLDV LGpQWLFDV FDUHQWHV GH VLQJXODULGDG HQ HVSHFLDO OD VLQJXODULGDG TXH
SUHVWDUDSDUDFDGDFDVRHOFRQWH[WR
(O UHFRQRFLPLHQWR GH OD QDWXUDOH]DSURSRVLWLYDGHOFRQWH[WRUHDOL]DGRSRUORVHGXFDGRUHV HV
XQDGHODVFXDOLGDGHVGLVWLQWLYDVGHWDOHVH[SHULHQFLDVFRPRSDUWHGHOPRYLPLHQWRGHODQXHYD
HGXFDFLyQHQQXHVWUD$PpULFD\ODPLUDGDH[WHQVLYDGHODH[SUHVLyQFRPRXQDQHFHVLGDGGHO
FRQWH[WRWDQWRHOGHORVHVFRODUHVFRPRHOGHVXVFRPXQLGDGHVODTXHODVKDFHFREUDUVHQWLGR
FRPRH[SHULHQFLDVGHHGXFDFLyQSRUHODUWH
/RPDQLILHVWRQRGHEHHQWHQGHUVHFRPRVLHVWDVH[SHULHQFLDVVRORQDFLHUDQGHVtDXVHQWHVGHO
REOLJDGR YtQFXOR TXH SXGLHUDQ JXDUGDUFRQHOSHQVDPLHQWRSHGDJyJLFRGHYDQJXDUGLDGHVX

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PRPHQWR2OJDORH[SUHVDUiHQEl niño y su expresión³1XHVWUDVREVHUYDFLRQHVGLDULDVHQOD
HVFXHOD QR KDQ KHFKR VLQR FRQILUPDU OR TXH VRVWLHQHQ SVLFyORJRV \ SHGDJRJRV HPLQHQWHV
FRPR &OHSDUqGH %DUWK )HUULqUH -DPHV 5LERW    ´     ,JOHVLDV HQ VX
Didáctica WDPELpQ UHDOL]DUi LGpQWLFR UHFRQRFLPLHQWRDORODUJRGHWRGDHOODWDQWRDOFLWDUXQ
DXWRUFRPRDOUHIHUHQFLDUORTXHGH~WLO\DSOLFDEOHWLHQHORH[SUHVDGRSRUDOJXQRGHHOORVHQ
UD]yQ GH IRUWDOHFHU ORV DUJXPHQWRV GH VX H[SHULHQFLD (Q OD FRSLRVD REUD GH -HVXDOGR RWUR
WDQWRSXHGHDQRWDUVH  
(OUHFRQRFLPLHQWRGHWRGRVHVWRVHGXFDGRUHVGHUHIHUHQWHVGHYDQJXDUGLDGHVXpSRFDQRORV
FRQYLHUWH HQ VLPSOHV UHSOLFDGRUHV GH VXV LGHDV SXHV PiV DOOi GH HOOR DO VDEHU VDELDPHQWH
DGHFXDUODV D VXV UHVSHFWLYRV FRQWH[WRV \ DO UHIOH[LRQDU FUtWLFDPHQWH HO GtD D GtD GH VX
UHDOL]DFLyQ HQ WH[WRV GH GLYHUVD QDWXUDOH]D GLDULRV SULPHUR \ OXHJR HQ HQVD\RV WHPiWLFRV
UHODWLYRV D UD]RQHV GLYHUVD GH OD HQVHxDQ]DR IDFHWDV GHO GHVDUUROOR LQIDQWLO SDUWLFXODUPHQWH
GHVGH OD H[SUHVLyQ \ OD FUHDWLYLGDG &266(77,1,   -(68$/'2  
,*/(6,$6 JDQDEDQHQFXDOLGDGHVGLVWLQWLYDVODVTXHKDFHQSRVLEOH
TXH KR\ ORV YHDPRV QR VROR FRPR UHSUHVHQWDQWHVGHOPRYLPLHQWRGHODQXHYDHGXFDFLyQ HQ
QXHVWUD$PpULFDVLQRFRPRDXWpQWLFRVSURWDJRQLVWDVGHODHGXFDFLyQSRUHODUWH
8QR GH ORV PRGRV PiV SDOPDULRV HQ TXH HO HQWRUQR VRFLDO DIORUD FRPR SDUWH VXVWDQWLYD GHO
FRQWH[WR GRQGH TXHGD LQVHUWR WDPELpQ HO iPELWR SVLFROyJLFR \ HVSLULWXDO GHO QLxR VH
PDQLILHVWD HQ HVWDV H[SHULHQFLDV HQ ORV SDVHRV R H[FXUVLRQHV (VH LU HVFXHOD DIXHUD GHO FXDO
GLUi  -HVXDOGR HQ DSUHWDGD VtQWHVLV ³    VDOLPRV D OD FDOOH \ FRPHQ]DPRV D UHFRUUHUOD <
IXLPRV D ODV IiEULFDV D ODV REUDV HQ FRQVWUXFFLyQ D ORV PHUFDGRV D ORV SXHUWRV D ORV
FRPHUFLRVDORVDSUHQGL]DMHVHQORVWDOOHUHV\HQORVYHQWRUULOORV´ SiJ 8QDHVFRODU
GHODH[SHULHQFLDGHODV&RVVHWWLQLWDPELpQRIUHFHRWUDGLPHQVLyQGHOPRGRHQTXHODHVFXHOD
VHH[SDQGtDFXDQGRGLFH³/DHVFXHODVDOtDGHVXSURSLDHVFXHODSDUDHQYROYHUDOEDUULRFRQXQ
SRFRGHVDEHU  /DHVFXHODWLHQHTXHXQLUVHDOSXHEORHOEDUULRWLHQHTXHVHURWURSHGD]R
GHHVFXHODPiV´ SiJV\ $VtDODSDUTXHGHODUHDOLGDGHQWRUQRVHH[WUDtDQ
ORVDVXQWRVTXHOXHJRLUtDQDVHULQGDJDGRVHQELEOLRWHFDSDUDFRQFOXLUHQHOVDOyQGHFODVHV
GHOFRQRFLPLHQWRSUHYLRGHODVQHFHVLGDGHVGHHVHHQWRUQRQDFtDHQWRQFHVHORWURPRGRHQ
TXHODHVFXHODVDOtDGHVtDKRUDFRPRH[WHQVLyQGHVXDFFLyQHGXFDWLYD

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(QODVH[SHULHQFLDVGH-HVXDOGR\ODV&RVVHWLQLFDGDHVFRODUFRQVWUXtDVXFXDGHUQRGHFODVHV
'HPRGRTXHKDEUtDWDQWDYDULHGDGGHHOORVFRPRHVFRODUHVWXYLHVHXQDFODVH(QODHVFXHOD
UXUDO XQLWDULD GH OD H[SHULHQFLD GH ,JOHVLDV VH WUDEDMDUtD EDMR OD SURSXHVWD GH ORV JXLRQHV
GLGiFWLFRV \ D WUDYpV GH HOORV VH SURSLFLDED GH LJXDO PRGR HVD SHUVRQDOL]DFLyQ GHO
FRQRFLPLHQWR /DUHDOL]DFLyQJUiILFDGHWRGRVHVRVWHVWLPRQLRVGHODSUHQGL]DMHHUDQDODSDU
PRWLYRGHXQDSUHVHQFLDWUDQVYHUVDOWDQWRGHODGLPHQVLyQSOiVWLFDFRPROLWHUDULD \FRQHOOR
PDQLIHVWDFLyQ GH ODH[SUHVLyQ HQFDUQDGD HQHOSURFHVRPLVPRGHOFRQRFHUTXHHUDWDPELpQ
SRUORPLVPRYLYHQFLDHVWpWLFD
3DUWLFXODU UHOHYDQFLD DGHPiV OH FRQFHGtD ,JOHVLDV D OR TXH GDED HQ OODPDU &XDGHUQRV GH
SHQVDPLHQWR D SDUWLU GH FyPR ORV QRPEUDURQ ORV QLxRV GH VX H[SHULHQFLD < DQRWD GHO
VLJXLHQWHPRGRHVWHKHFKRTXHPXHVWUDKDVWDTXpSXQWRORVHVFRODUHVFREUDEDQFRQFLHQFLDGH
OD QDWXUDOH]D GH VX KDFHU ³< QXQFD VDEUHPRV HQ TXp FLUFXQVWDQFLDV \ SRU TXp UD]RQHV ORV
SURSLRVDXWRUHVGLHURQHQOODPDUORVHVFULELpQGRORVHQODVSULPHUDVOtQHDVGHODSiJLQDLQLFLDO
D PDQHUD GH WtWXOR Cuadernillos de pensamientos propios´ ,*/(6,$6  SiJ  /R
TXHDUHQJOyQVHJXLGROHKDFHVHQWHQFLDUD,JOHVLDVXQDYHUGDGHGXFDWLYDLUUHIXWDEOH³HQWRGR
QLxR TXH DSUHQGH HQ OD HVFXHOD D PDQHMDU VXV SHQVDPLHQWRV SURSLRV VH DQXQFLDQ ODV
SRVLELOLGDGHVGHXQKRPEUHOLEUH´
(QODH[SHULHQFLDGHODHVFXHOD³*DEULHO&DUUDVFR´GHODV&RVVHWWLQLHOODVLQVLVWtDQHQHOKHFKR
GHTXHVHFDUHFtDGHSURIHVRUHVHVSHFLDOL]DGRVHQDUWH\DODYH]UHFRQRFtDQTXHODPLVLyQGH
HOODV HUD OD GH FUHDGRUHV QR OD GH DUWHVDQRV (VWR HV FXDOLGDG FRP~Q DGYHUWLEOH HQ ODV WUHV
H[SHULHQFLDV \ RWUR PRWLYR PiV SDUD UHVDOWDU VX DFWXDOLGDG \ FXiQWR SXHGH DVRFLDUVH D OD
HQVHxDQ]DSURIHVLRQDOGHODUWHFRQWHPSRUiQHR
/DVLQJXODULGDG\DODSDUODVLPSDWtDTXHJXDUGDQHQWUHVtHVWDVH[SHULHQFLDVVHDVLHQWDQHQ
XQD YHUGDGHUD FDUWRJUDItD GH OD GLVLGHQFLD HQ OD PLVPD PHGLGD TXH VX GLDULR GH UXWDV VH
WUD]DEDGHVGHHOYLYLUFRWLGLDQRGHXQDHVFXHODTXHFRPRUHFRQRFH/HWLFLD³QHFHVLWDEDGHOD
EHOOH]D SDUD FXPSOLU VX LGHDO HGXFDWLYR´    SiJ  \ SRU HOOR DVLVWLGD GH XQD
SHGDJRJtDGHODLQFHUWLGXPEUH\ODVRUSUHVD
Rafaela de Cuba
/D SRHWD \ HGXFDGRUD 5DIDHOD &KDFyQ 1DUGL HV GHXGRUD LGHRHVWpWLFD GHO (VWXGLR /LEUH GH
3LQWXUD \ (VFXOWXUD GH  DO LJXDO TXH GH ODV H[SHULHQFLDV GH XQ 0DWHR 7RUULHQWH HQ

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&LHQIXHJRV DOUHGHGRU GH OD (VFXHOD /LEUH GH $UWHV 3OiVWLFDV -DJXD R GH OD $FDGHPLD GHO
%HMXFR (Q WDO VHQWLGR VX LGHDO SHGDJyJLFR VH KDOODED FHQWUDGR HQ OD H[SUHVLyQ WDO FXDO OR
VXVWHQWDED-HVXDOGR6XVHQVLELOLGDGSRpWLFDYDDPDQLIHVWDUVHHQVXPDJLVWHULRGHPRGRTXH
FRQYLHUWHWRGRVXDFFLRQDUSHGDJyJLFRHQXQDPXHVWUDGHHGXFDFLyQSRUHODUWH$VtUHVXOWDUi
GHVGH TXH D LQLFLRV GH ORV  SDUWLFLSH DO IUHQWH GH XQD H[SHULHQFLD VLQJXODU FRQ OD
LQWURGXFFLyQGHOD$SUHFLDFLyQGHODV$UWHV9LVXDOHVHQODHQVHxDQ]DVHFXQGDULDGHOSDtV/RV
IROOHWRV GH HVWXGLR HODERUDGRV SDUD HO FDVR FRPSUHQGtDQ ORV DVXQWRV FHQWUDOHV TXH GHVGH OD
KLVWRULD \ ORV FRPSRQHQWHV DSUHFLDWLYRV DMXVWDGRV D VX PHGLR GHEtD OOHJDU D GRPLQDU HO
HVWXGLDQWHDPpQGHFRQWDUFRQXQDQH[RGHDPSOLDFLyQGLULJLGRDOSURIHVRUGHODPDWHULD/D
SDUWHFRUUHVSRQGLHQWHDOFRPSRQHQWHSURGXFWLYRGHODV$UWHV3OiVWLFDVVHFRPSOHPHQWDEDFRQ
OD SUHVHQFLD GH WDOOHUHV GH GLEXMR GRQGH VH DVSLUDED D REWHQHU FRQRFLPLHQWR WpFQLFR \
GHVDUUROORH[SUHVLYR
/XHJRDPHGLDGRVGHORVLQDXJXUDUiVXH[SHULHQFLDGHPiVODUJDGDWDFRQODIXQGDFLyQGHO
*UXSR GH ([SUHVLyQ &UHDGRUD FRQVWLWXLGR SRU QLxRV GH ODV PiV YDULDGDV HGDGHV GH GRQGH
GHVJDMDUi XQ LGHDULR FHQWUDGR HQ HO IXQGDPHQWR GHODH[SUHVLyQ \ HQXQDDFFLRQDUGLGiFWLFR
GRQGHVHGDEDQFLWDRWUDVDUWHVSDUDDYLYDUODLPDJLQDFLyQYLVXDOGHVXVQLxRVHQHVSHFLDOOD
OLWHUDWXUD \ GRQGH FRPSUREDED WDPELpQ GH TXp PRGR ODV UHDOL]DFLRQHV SOiVWLFDV LQIDQWLOHV
UHJLVWUDEDQ GH PDQHUD VLQJXODU HO FRQWH[WR KLVWyULFR VRFLDO HQ TXH VH KDOODEDQ LQVHUWRV VXV
QLxRV'HHVDIHFKDGDWDVXWUDEDMRDOIUHQWHGHOHTXLSRGH(GXFDFLyQ$UWtVWLFDHQFDUJDGRGHOD
IRUPDFLyQGHOPDJLVWHULRHQHVHiPELWR\ODSXEOLFDFLyQGHVXOLEURExpresión plástica infantil
 GRQGHH[SXVRODVLGHDVTXHVXVWHQWDEDVREUHODJUiILFDLQIDQWLO\ODLPSRUWDQFLDGHVX
GHVDUUROORFRQYLVWDVDTXHORVIXWXURVPDHVWURVSULPDULRVUHFRQRFLHUDQHOYDORUIRUPDWLYRGH
ODVLPiJHQHVFUHDGDVSRUORVQLxRV\ODSRWHQFLDUDQVXODERUPDJLVWHULDO
(QORVFOXEHV81(6&2GHOHFWXUDGHORVFXDOHVVHUiVXGLUHFWRUDYROYHUiDPDQLIHVWDUVHHVH
DIiQGH UHXQLUOLWHUDWXUD \ DUWH \GRQGHDODYH]UHXQLUtDQLxRVFLHJRV \GHYLVLyQQRUPDODO
LJXDOTXHKDEtDKHFKRFRQVX*UXSRGH([SUHVLyQ&UHDGRUDORVUHVXOWDGRVVHUtDQQRWDEOHV\
GHLQGXGDEOHYDOtD\HQHOORVHPSOHyVXFDSDFLGDGSRpWLFDFRQVXOLEURGHSRHPDVDGLYLQDQ]DV
Carrusel



-HVXDOGRYLVLWDUi&XEDHQORVLQLFLRVGHOD5HYROXFLyQ\HQ/D+DEDQDVHSXEOLFDUiXQOLEURVX\RMetodología
de la Expresión  .

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,QVWLWXWR6XSHULRUGH$UWHHQFXHQWURGHFDPLQKRV
Pienso que el artista que no se preocupa por el efecto
de su arte en el público se limita a hacer auto-terapia,
y que el educador que no es creativo no debiera enseñar.
El buen artista y el buen educador en realidad están en la
misma profesión, solamente utilizando medios distintos.
/XLV&DPQLW]HU

0L DUULER DO ,QVWLWXWR 6XSHULRU GH $UWH KDFH \D GRV GpFDGDV IXH OD FRQILUPDFLyQ GH OD
FDUWRJUDItDGLEXMDGD(OWUDQVFXUULUGHPLH[SHULHQFLDWDQWRHQORVFXUVRVGHSUHJUDGRFRPRGH
SRVJUDGRVHQOD/LFHQFLDWXUDHQ(GXFDFLyQ$UWtVWLFDHQOD0DHVWUtDGH(GXFDFLyQSRUHO$UWH
HVWD ~OWLPD HQ VXV LQLFLRV HQ OD 8QLYHUVLGDG 3HGDJyJLFD \ DO ILQDO HQ HO SURSLR ,QVWLWXWR
6XSHULRU GH $UWH DPpQ GH PLV PDHVWUtDV HQ 0p[LFR \ HQ &RORPELD \ GH PLV FXUVRV GH
LQYHVWLJDFLyQHQORVSURFHVRVDUWtVWLFRVUHDILUPyPLLGHDGHTXHHO~QLFRPRGRYHUGDGHURGH
HQVHxDUDUWHHVFRQDUWH(QHOSRVJUDGRGH'LGiFWLFDGHOD,PDJHQGHOD0DHVWUtD\RH[SRQtD
\FRQWUDVWDEDFRQPLVHVWXGLDQWHVODLGHDGHTXHSDUDQRWUDLFLRQDUODLGHQWLGDGGHORTXHVH
HQVHxDEDQRHUDSRVLEOHHQVHxDUDUWHFDUHFLHQGRGHDUWH(VRDODYH]PHHUDFRQILUPDGRDQWHV
HQ OD PLVPD 0DHVWUtD FXDQGR HQ HO FXUVR GH 7HRUtD \ WHyULFRV GH HGXFDFLyQ SRU HO DUWH R
SRVWHULRUPHQWH HQ HO 6HPLQDULR GH (GXFDGRUHV ODWLQRDPHULFDQRV GH HGXFDFLyQ SRU HO DUWH
FREUDED UHDOLGDG OD FDUWRJUDItD IUDJPHQWDGD H[SXHVWD UHVXOWDGR GH PLV LQGDJDFLRQHV
SHUVRQDOHV
8QDYH]JUDGXDGRVPLVSURSLRVHVWXGLDQWHVGHOD/LFHQFLDWXUDHQ$UWHV3OiVWLFDVPHRIUHFtDQ
REVWLQDGRV HMHPSORV TXH HQJURVDEDQ FRPR SUXHED LUUHIXWDEOH PiV DOOi GH ODV GLIHUHQFLDV DO
XVR HO FRQMXQWR GH FRLQFLGHQFLDV TXH SRGtDQ WHQGHUVH HQWUH OD HGXFDFLyQ SRU HO DUWH \ OD
HQVHxDQ]D SURIHVLRQDO GHO DUWH \ FyPR LQFOXVR HQ ORV SUR\HFWRV GHVHQYXHOWRV SRU XQ MRYHQ
DUWLVWDPDHVWURGHODIDFXOWDGGHQWURGHVXVGHQRPLQDGRV7DOOHUHVGH$UWH\([SHULHQFLDTXH
FRQIRUPDUtDQOXHJRSDUWHGHVXWHVLVGHPDHVWUtD 7255(6 GHVHQYROYLyXQRGHHOORV
HQ XQ /LFHR DOHPiQ GRQGH WDQWR SRU VXV SURSyVLWRV FRPR SRU VXV UHVXOWDGRV HVWiEDPRV HQ
SUHVHQFLDGHXQDFFLRQDUHGXFDWLYRGHHGXFDFLyQSRUHODUWH
-XOLR 5XVOiQ 7RUUHV /H\YD TXH HUD HO QRPEUH GH HVH MRYHQ PDHVWUR GHVDUUROOy XQ WDOOHU
GHQRPLQDGR (QHUJtD VRFLDO FRQ HO iQLPR GH FUHDU XQ HVSDFLR GRQGH VH GHVDUUROODUDQ
H[SHULHQFLDVGHYtQFXORHQWUHORVSDUWLFLSDQWHV\HOFRQWH[WRGHODFLXGDG&RQYLVWDVDHVRVH

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FRQIRUPDURQJUXSRVGHWUDEDMRDSDUWLUGHXQVRFLRJUDPDDSOLFDGRSRUHOPDHVWUR/DFLXGDG
OXHJR GH XQ UHFRUULGR SRU VXV SDUDMHV PiV VLJQLILFDWLYRV IXH LQWHUYHQLGD SRU SUR\HFWRV GH
DFFLRQHVHItPHUDVGHGLYHUVDQDWXUDOH]DOLEUHPHQWHFRQFHELGRVSRUFDGDJUXSRDVDEHUXQR
WUDEDMyHOVHQWLGRGHVRUSUHVDHQHOHQWRUQRGHXQSDUTXHRWURSURSXVRKDFHUYLGDSULYDGDHQ
S~EOLFRRHQXQSXHQWHSHDWRQDOGHJUDQDIOXHQFLDGHWUDQVH~QWHVDGHWHUPLQDGDVKRUDVGHOGtD
HQWRUSHFHUVXSDVRFRQFLQWDVGHSURKLELFLyQRSURSRQHUVHGRUPLUHQHVSDFLRVS~EOLFRVFRPR
KDFHQ ORV KDELWDQWHV VLQ FDVD HQ XQD FLXGDG(O UHVXOWDGRILQDOQRVHKL]RHVSHUDUWRGRVORV
SDUWLFLSDQWHVVLQWLHURQTXHKDEtDQGHVFXELHUWRPiVSURIXQGDPHQWHORTXHHUDVXFLXGDGKDVWD
HVHPRPHQWRGHVFRQRFLGDSDUDHOORV FRQODKRQGXUD\HODIHFWRLQXVLWDGRFRQTXHODKDEtDQ
YLYLGR
(OUHVWRGHORVHVWXGLDQWHVGHO/LFHRTXHDVLVWLHURQDODPXHVWUDILQDOGHORUHDOL]DGRGLVSXHVWD
HQ HO iUHD FHQWUDO GH OD HVFXHOD PDQLIHVWDURQ HVSRQWiQHDPHQWH VX GHVHR GH SDUWLFLSDU GH
H[SHULHQFLDVGHWDOQDWXUDOH]D(QORVGLEXMRVUHDOL]DGRVSRUORVSDUWLFLSDQWHVGHOWDOOHUFRQXQ
PDUFDGR DVFHQGLHQWH SULPLWLYR FRPR FRUUHVSRQGH D HVWXGLDQWHV FDUHQWHV GH LQVWUXFFLyQ
SOiVWLFD TXH IRUPDURQ SDUWH GH OD PXHVWUD VH HYLGHQFLDED PiV DOOi GH HOOR HO PRGR HQ TXH
IXHURQ VLJQLILFDWLYDPHQWH DWUDLGRV SRU OD WDUHD TXH KL]R D HOORV FREUDU FRQFLHQFLD FRPR
FLXGDGDQRV DFWLYRV \ FRQVFLHQWHV GH VX HQWRUQR KHFKR TXH FRQWDJLDED DO UHVWR GH ORV
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(Q XQD WHVLV GH PDHVWUtD UHFLHQWHPHQWH ILQDOL]DGD HQ DVXQWRV GH 'LGiFWLFD GH ODV $UWHV
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GLGiFWLFD DVt FRQFHELGD QR HPHUJtD WDQWR GHVGH IXQGDPHQWRV SHGDJyJLFRV DLVODGRV GHO DUWH
FRPRGHVGHODVSURSLDVSRpWLFDVGHVXVDUWLVWDVPDHVWURV\DVtHOUHFRQRFLPLHQWRGHOIOXLUGH
XQDSRpWLFDKDFLDORVDSUHQGL]DMHV\ORTXHHVWDVPLVPDVSRpWLFDVSRGtDQFRQWHQHUHQFDUQDGR
GHSHGDJyJLFR

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+(/*8(5$ FRQPRWLYRGHODYD%LHQDOGHO0HUFRVXUSRGHPRVDODYH]SHQVDUHQ
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HGXFDFLyQ OR GHQRPLQD VHJ~Q VX DUJXPHQWR ÝD IDOWD GH PHMRU WpUPLQR HO DUWH FRPR
FRQRFLPLHQWRGHOPXQGRʿ +(/*8(5$SiJ 


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GHPX\GLYHUVRVDJHQWHVGHQWURGHOFDPSRLQWHOHFWXDOORTXHHYRFDHQPtDODUULEDUDOHVSDFLR
DFDGpPLFR GH XQD XQLYHUVLGDG GH DUWH OD SRVLELOLGDG GH YLYLU HQ HO SODQR GH OD SUiFWLFD
DUWtVWLFD HQ XQ LQLFLR OD SRVLELOLGDG GH LQVHUWDU FRPR SUR\HFWR DUWtVWLFR HO SURSLR SURFHVR
SHGDJyJLFRGHHVDSUiFWLFD\OXHJRHOFRQYHQFLPLHQWRGHTXHHVDPLVPDSUiFWLFDHUDDODSDU
TXH DUWtVWLFD SHGDJyJLFD 5HJUHVD YtYLGR D PL PHPRULD OR KHFKR SRU *DUFtD 0DURWR FRQ VX
$FFLyQ 3OiVWLFD 3RSXODU HVH WRPD \ GDFD QDWXUDO HQWUH DUWH \ HGXFDFLyQ GRQGH VDOHQ
HQULTXHFLGRVDPERV
(VWRGDSLpDUHFRQRFHUXQVHQWLGRH[SDQGLGRGHOFRQFHSWRGHDUWHHGXFDGRUTXH\DODKLVWRULD
HQ MLURQHV TXH KDEtD LQGDJDGR PH PRVWUDED \ TXH UHVXOWDED UHDILUPDGD HQ HO iPELWR
DFDGpPLFR XQLYHUVLWDULR GH OD IRUPDFLyQ GH XQ SURIHVLRQDO GH OD LPDJHQ HQ ORV SUHGLRV GHO
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FRJQLWLYRVLPEyOLFDVVHDDUWLVWDFXUDGRUDQLPDGRUJHVWRUVHUiSDUDPtXQHGXFDGRUGHODUWH
(VWR OHMRV GH GHELOLWDU OD QHFHVDULD ODERU GH ORV HGXFDGRUHV GHO DUWH OD H[SDQGH D WUDYpV GH
HVWRV RWURV YDOLRVRV FRODERUDGRUHV FRQYHUWLGRV WDPELpQ HGXFDGRUHV DO LJXDO TXH ORV
HGXFDGRUHVQRSRGUiQGHMDUGHVHUDUWLVWDVHQH[SDQVLyQSDUDFXPSOLUSOHQDPHQWHVXPLVLyQ
(Q FRUUHVSRQGHQFLD FRQ HO FRQYHQFLPLHQWR GH HVH VHQWLGR H[SDQGLGR GH ORV SRWHQFLDOHV
DJHQWHVGHODHGXFDFLyQSRUHODUWHHVWDUiHQWRQFHVODFRPSUHQVLyQGHTXHORVPRGRVHQTXH
HOODSXHGDGHVHQYROYHUVHVHLQVFULEHHQDFFLRQHVWRWDOL]DGRUDVWDQWRLQVWLWXFLRQDOHV\IRUPDOHV
FRPRQRLQVWLWXFLRQDOHVHLQIRUPDOHVFRQFRQWHQLGRVTXHSXHGHQUHVSRQGHUDUHTXHULPLHQWRV

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FRJQLWLYRVHQVLEOH DVLHQWD VXV DUJXPHQWRV HQ XQ FUHFLPLHQWR KXPDQR UHIOH[LYR FUtWLFR
OLEHUDGRU $Vt OD HGXFDFLyQ SRU HO DUWH GHEHUi REOLJDGDPHQWH HVWDU HQ OD HVFXHOD FRPR VX
iPELWRQDWXUDO\RULJLQDULRSHURDODSDUVHH[SDQGLUiUL]RPiWLFD\VDOXGDEOHPHQWHSRUWRGRHO
FDPSRFXOWXUDO


5HIHUrQFLDV

%$5%26$7DYDUHV$QD0DH  Arte-educação no Brasil: das origens ao modernismo


6mR3DXOR3HUVSHFWLYD
%(51$/ GHO 5LHVJR $OIRQVR   Cuestiones futuras de la enseñanza cubana. /D
+DEDQD(GLFLRQHV-LJXDPD\~
%85.( 3HWHU HG    Formas de hacer historia. 6HJXQGD HGLFLyQ 0DGULG $OLDQ]D
(GLWRULDO
&$%5(5$ 6DORUW 5DPyQ   El desarrollo de la capacidad creadora en escolares
primarios a través de programas de Artes Plásticas 7HVLV GRFWRUDO 0RVF~ ,QVWLWXWR GH
,QYHVWLJDFLRQHV&LHQWtILFDVGHOD(GXFDFLyQ$UWtVWLFD
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBB     Indagaciones sobre arte y educación
0RQWHUUH\8QLYHUVLGDG$XWyQRPDGH1XHYR/HyQ
&$01,7=(5/XLV  Didáctica de la liberación: arte conceptualista latinoamericano
%RJRWi,QVWLWXWR'LVWULWDOGHODV$UWHV
&+$&Ï11DUGL5DIDHOD  La expresión plástica infantil/D+DEDQD(GLWRULDO3XHEOR
\(GXFDFLyQ
&266(77,1, 2OJD  Escuela Serena. Apuntes de una maestra HQ2OJD&RVVHWWLQL \
/HWLFLD&RVVHWWLQL  Obras completas6DQWD)H(GLFLRQHV$06$)(
BBBBBBBBBBBBBBB  El niño y su expresiónHQ2OJD&RVVHWWLQL\/HWLFLD&RVVHWWLQL
 Obras completas6DQWD)H(GLFLRQHV$06$)(
BBBBBBBBBBBBBBB  La escuela viva%XHQRV$LUHV7DOOHUHV*UiILFRV$UJHQWLQRV
&266(77,1, /HWLFLD   Del juego al arte infantil %XHQRV $LUHV(8'(%$ HQ 2OJD
&RVVHWWLQL\/HWLFLD&RVVHWWLQL  Obras completas6DQWD)H(GLFLRQHV$06$)(
+(/*8(5$ 3DEOR   Pedagogía en el campo expandido 3RUWR $OHJUH )XQGDFLyQ
%LHQDOGH0HUFRVXU
,*/(6,$6 /XLV )    Didáctica de la libre expresión %XHQRV $LUHV (GLFLRQHV
3HGDJyJLFDV

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BBBBBBBBBBBBBB      Diario de ruta. Los trabajos y los días de un maestro rural.
%XHQRV$LUHV(GLFLRQHV3HGDJyJLFDV
BBBBBBBBBBBBBBB     Los guiones didácticos. Técnica para la conducción del
aprendizaje. %XHQRV$LUHV(GLFLRQHV3HGDJyJLFDV
-(68$/'2  ³-HVXDOGRSRU-HVXDOGR´HQUHYLVWDEducación6HJXQGDpSRFD1R
/D+DEDQD
BBBBBBBBBBBB    Pedagogía de la expresión &DUDFDV 8QLYHUVLGDG &HQWUDO GH
9HQH]XHOD
BBBBBBBBBBB  Metodología de la expresión. /D+DEDQD0LQLVWHULRGH(GXFDFLyQ
BBBBBBBBBBBB  /DHxpresión creadora del niño0RQWHYLGHR(GLFLRQHV3RVHLGyQ
BBBBBBBBBBBB  Vida de un maestro%XHQRV$LUHV(GLWRULDO&ODULGDG
BBBBBBBBBBBB  180 poemas de los niños de la Escuela de Jesualdo%XHQRV$LUHV
(GLWRULDO&ODULGDG
*$'$0(5 +DQV*HRUJH   Verdad y método. Fundamentos de una hermeneútica
filosófica6DODPDQFD(GLFLRQHV6tJXHPH
*$5&Ë$0DURWR*DEULHO  Acción plástica popular. 0p[LFR6HFUHWDUtDGH(GXFDFLyQ
3~EOLFD
0$/+$552 0DUWtQ $   El dibujo en la escuela primaria %XHQRV $LUHV &DEDXW \
&LD(GLWRUHV
021725,$UWXUR  ³/DHQVHxDQ]DGHOGLEXMRHQQXHVWUDVHVFXHODV´HQUHYLVWDCuba
Pedagógica6HSWLHPEUHRFWXEUH/D+DEDQD
025$0DUFHOR$EHO  Propuesta de abordaje triangular en la Didáctica de las Artes
Visuales: los procesos de lectura y contextualización de la creación artística 7HVLV GH
0DHVWUtD HQ 3URFHVRV IRUPDWLYRV GH ODV $UWHV 9LVXDOHV /D +DEDQD )DFXOWDG GH $UWHV
9LVXDOHV,QVWLWXWR6XSHULRUGH$UWH
5($'+HUEHUW  Educación por el arte%XHQRV$LUHV(GLWRULDO3DLGyV
5(<(69tFWRU0  Pedagogía del Dibujo0p[LFR6HFUHWDUtDGH,QVWUXFFLyQ3~EOLFD
7255(6/H\YD-XOLR5XVOiQ  Investigación, arte y experiencia7HVLVGH0DHVWUtDHQ
$UWH/D+DEDQD)DFXOWDGGH$UWHV3OiVWLFDV,QVWLWXWR6XSHULRUGH$UWH
:2-1$5,UHQH  Estética y pedagogía0p[LFR)RQGRGH&XOWXUD(FRQyPLFD

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1XHYDVUXWDVHQODHGXFDFLyQGHODUWH
GHOD8QLYHUVLGDG,EHURDPHULFDQD

/XLVD'XUiQ\&DVDKRQGD7RUDFN±8QLYHUVLGDG,EHURDPHULFDQD&LXGDGGH0p[LFR

5HVXPHQ
/DOtQHDGHLQYHVWLJDFLyQHQArte y EducaciónGHOD8QLYHUVLGDG,EHURDPHULFDQDKDH[LVWLGRGHVGHHO
 6LQ HPEDUJR HQ HO  DWUDYHVy XQD UHVWUXFWXUDFLyQ WHyULFD HQ OD TXH VH EXVFy XQD PD\RU
DILQLGDGPHWRGROyJLFDFRQORVHVWXGLRVFXOWXUDOHV\ORVHVWXGLRVSRVFRORQLDOHV8QRGHORVSUR\HFWRVTXH
HPHUJLHURQDSDUWLUGHHVWDUHFRQILJXUDFLyQIXHXQWDOOHUSDUDDGROHVFHQWHVOODPDGR³'HDTXtSDUDDOOi\
DOUHYpVPDSDVSDUDODYLGD´FX\RPpWRGRPXOWLGLVFLSOLQDULQFOX\HODVDUWHVSOiVWLFDV GHVGHODSLQWXUD
\ODHVFXOWXUD ODJHRJUDItD GHVGHORVPDSDVGH0HUFDWRUKDVWDODSVLFRJHRJUDItD \ODSVLFRORJtD FRPR
HO SVLFRGUDPD \ HO WHDWUR HVSRQWiQHR  &RQ HO WDOOHU VH SUHWHQGH TXH ORV DGROHVFHQWHV SDUWLFLSDQWHV
SODVPHQSRUPHGLRGHODVUHSUHVHQWDFLRQHVFDUWRJUiILFDV HVWDVLQFOX\HQPDSDVHVSDFLDOHVVRQRURV\R
HVFpQLFRV VXPHGLRDPELHQWHHVGHFLU³VXVHVSDFLRV´(OREMHWLYRHVSURPRYHUHOUHFRQRFLPLHQWRGH
ORSURSLRLGHQWLILFDUORVOtPLWHV\ODVIURQWHUDVHQWUHOR³PtR´\OR³WX\R´HLQLFLDUHOGLiORJRHQWUHHO
³\R´\HO³W~´\SRVLEOHPHQWHHO³QRVRWURV´SRUPHGLRGHODYDULHGDGGHGLVFLSOLQDV\WpFQLFDVTXH
FRQIOX\HQHQHOWDOOHU(Q~OWLPDLQVWDQFLDVHSUHWHQGHTXHODSURGXFFLyQFDUWRJUiILFDVHQVLELOLFHDORV
DGROHVFHQWHV HQ OD LGHQWLILFDFLyQ GH ORV HVSDFLRV SULYDGRV \ S~EOLFRV \ HQ OD LPSRUWDQFLD GH FUHDU
FRPXQLGDGDSDUWLUGHHVWRV3DODEUDVFODYHDUWHHGXFDFLyQLGHQWLGDGFDUWRJUDItD

$QWHFHGHQWH
/DOtQHDGHLQYHVWLJDFLyQArte y educaciónVHFUHyGHQWURGHOPDUFRGHOD0DHVWUtDHQ
(VWXGLRV GH $UWH 0($  GH OD 8QLYHUVLGDG ,EHURDPHULFDQD EDMR OD WXWHOD GH 0DUtD (VWHOD
(JXLDUWH6DNDUHQHODxR(QHVHHQWRQFHVODGLVFLSOLQDHUDD~QPX\MRYHQHQ0p[LFR\
VyORXQFRQWDGRQ~PHURGHDFDGpPLFRVVHDYHQWXUDURQDIRUPXODUSUR\HFWRVLQVWLWXFLRQDOHVTXH
OOHYDUDQDODVDXODVSURJUDPDVGHGLFDGRVDODLQWHJUDFLyQGHODVDUWHVSDUDODIRUPDFLyQGHORV
QLxRV\GHORVMyYHQHVFX\RVYDORUHVLQFOXtDQHOUHVSHWRSRUORVVHPHMDQWHVHOHQWRUQRVRFLDO\
HOHFROyJLFR/DIRUPXODFLyQGHHVWDOtQHDGHLQYHVWLJDFLyQHQOD,EHURVHGHELyHQSDUWHDOD
SUHRFXSDFLyQGHOD0WUD(JXLDUWHSRUFUHDUXQDHGXFDFLyQDUWtVWLFDLQWHJUDOTXHVXVWLWX\HUDORV
SURJUDPDVREVROHWRVHODERUDGRVSRUOD6HFUHWDUtDGH(GXFDFLyQ3~EOLFD 6(3 3RUIRUWXQDOD
,EHURQRIXHOD~QLFDTXHLQLFLyFRQSUR\HFWRVVLPLODUHVHLJXDOPHQWHH[LWRVRV'XUDQWHHVWH
SHULRGRWDPELpQRWURVYLHURQODOX]FRPRConArteLPSXOVDGRSRUOD'UD/XFLQD-LPpQH]\
Arte y educación en valoresEDMRODGLUHFFLyQGHO'U$QWRQLR3DROL



'RFWRUDHQ+LVWRULDSRUOD8QLYHUVLGDG,EHURDPHULFDQDFXHQWDDGHPiVFRQHVWXGLRVHQ+LVWRULDGHODUWH
)LORVRItD&LHQFLDV7HROyJLFDV\(VWXGLRV0HGLHYDOHV(QODDFWXDOLGDGHVFRRUGLQDGRUDGHOD/LFHQFLDWXUDHQ
+LVWRULDGHO$UWHGHOGHSDUWDPHQWRGHDUWHGHOD,EHURGRQGHDGHPiVFRRUGLQDODOtQHDGHLQYHVWLJDFLyQHQ$UWH\
(GXFDFLyQFRQHOSUR\HFWRRecuperación de la memoria e identidad cultural a través de la Educación Artística
6XHVSHFLDOLGDGHVODFDUWRJUDItDPHGLHYDO

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'HVGHHVHHQWRQFHVHQOD,EHURHPHUJLHURQYDULRVSUR\HFWRVWDOHVFRPRApropiación
del patrimonio cultural a partir del aprendizaje significativo   Arte, educación y
diversidad cultural  Arte y educación: formación del pensamiento creativo 
 \Arte y educación en la diversidad: Derecho a la educación y responsabilidad social de
las instituciones   (QWUH ORV PpULWRV FROHFWLYRV ORJUDGRV SRGHPRV QRPEUDU OD
FRQVROLGDFLyQ GH ODOtQHDHQHO iPELWR DFDGpPLFR \PXVHtVWLFRGHOD&LXGDGGH0p[LFR DVt
FRPRODSXHVWDHQSUiFWLFDGHHVWUDWHJLDVHQGLIHUHQWHVFDPSRVGHODHGXFDFLyQHQORVTXHHO
DUWH FXPSOtD XQD IXQFLyQ PHGLDGRUD FRPR PHGLR GH DSUHQGL]DMH VLJQLILFDWLYR DO IDYRUHFHU
SUHFLVDPHQWHHOGHVDUUROORGHXQSHQVDPLHQWRFUHDWLYR\GLYHUJHQWHFRQEDVHHQHOGHVDUUROOR
GH FRPSHWHQFLDV SDUD OD YLGD /RV UHVXOWDGRV VH GHVDUUROODURQ HQ HO FDPSR GH OD HGXFDFLyQ
IRUPDOHLQIRUPDODVtFRPRHQLQVWLWXFLRQHVFXOWXUDOHVS~EOLFDV\SULYDGDV

5HSODQWHDPLHQWRVWHyULFRV
3HVHDHVWRVDYDQFHVVLJQLILFDWLYRVHQHOODOtQHDIXHUHYLVDGD\UHFRQWH[WXDOL]DGD
SDUD VDWLVIDFHU WDQWR D XQD QXHYD JHQHUDFLyQ GH MyYHQHV PDHVWUDQWHV FRPR D XQD QXHYD
JHQHUDFLyQ GH S~EOLFRV GHQRPLQDGR millennials /D LQWHQFLyQ IXH EXVFDU XQD PD\RU
VHQVLELOL]DFLyQKDFLDWHPDVFRPRODWROHUDQFLDODLGHQWLGDG\HOUHVSHWRKDFLDHORWURSRUPHGLR
GHODSHUFHSFLyQODUHFHSWLYLGDG\ODFUHDWLYLGDGHQ>ODSUiFWLFDGH@ODVDUWHV\HODQiOLVLVFUtWLFR
GHODVPLVPDV
8QRGHORVREMHWLYRVSULQFLSDOHVGHHVWDQXHYDUHYLVLyQIXHJHQHUDUQXHYDVPHWRGRORJtDV
HQ WRUQR DO DUWH \ D OD HGXFDFLyQ SHUWLQHQWHV DO FRQWH[WR ODWLQRDPHULFDQR HQ SDUWLFXODU DO
PH[LFDQR&RQDQWHULRULGDGODEducación artística basada en las artes ROD'%$(VHJ~QVXV
VLJODVHQLQJOpV GHODGetty FundationUHVXOWDEDPX\SRSXODUHQWUHORVMyYHQHVPDHVWUDQWHV
PH[LFDQRV SRU GRV UD]RQHV /D SULPHUD IXH JHRJUiILFD OD FHUFDQtD FRQ ORV (VWDGRV 8QLGRV
SHUPLWtD XQ PD\RU DFHUFDPLHQWR D OD FXOWXUD \ HO FRQWH[WR HVWDGRXQLGHQVH /D VHJXQGD SRU
WUDWDUVHGHXQDPHWRGRORJtDTXHDEDUFDEDPXFKDVIDFHWDVGHOTXHKDFHUDUWtVWLFRUHVXOWDEDPX\
DWUDFWLYDDTXLHQHVLQLFLDEDQFRQHVWDGLVFLSOLQD6LQHPEDUJRFRQHOSDVRGHODVJHQHUDFLRQHV
VH KLFLHURQ QRWDU FDGD YH] PiV ODV JUDQGHV GLVWDQFLDV FXOWXUDOHV HQWUH HVWD PHWRGRORJtD
HVWDGRXQLGHQVH\ORVFRQWH[WRVPH[LFDQRV3RUHOORVHEXVFyXQDDOWHUQDWLYDTXHVHDSHJDUD
PiVDQXHVWURVFRQWH[WRVSUREOHPiWLFDV\VHQVLELOLGDGHV(OHQIRTXHGHHVWDUHYLVLyQSRUOR
WDQWR JLUy VREUH ORV HVWXGLRV FXOWXUDOHV OD FXOWXUD YLVXDO \ ORV HVWXGLRV SRVFRORQLDOHV SRU
WUDWDUVH GH DFHUFDPLHQWRV PXOWLGLVFLSOLQDUHV TXH SXGLHUDQ FRQFLHQFLDU ODV PLUDGDV KDFLD OD

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SURPRFLyQGHODPHPRULD\ODLGHQWLGDGGHODVFRPXQLGDGHVSRUPHGLRGHODVPDQLIHVWDFLRQHV
DUWtVWLFDVWDQWRGH³ODVJUDQGHVREUDVPDHVWUDV´FRPRGHDTXHOODVSURGXFFLRQHVFXOWXUDOHVGH
FRQVXPR FRWLGLDQR X RUGLQDULR 3RU HOOR HVWDV RWUDV PDQLIHVWDFLRQHV WDPELpQ GHEHUtDQ VHU
FRQWHPSODGDVSDUDKDFHUOOHJDUDORVS~EOLFRVODLGHDGHTXHSRUPHGLRGHODSURGXFFLyQFXOWXUDO
HVSRVLEOHFUHDULGHQWLGDG\PHPRULD
3RURWURODGR FRQ HVWRVDFHUFDPLHQWRV WDPELpQ VHSUHWHQGHQFUHDUQXHYDVIRUPDVGH
hacerFRPXQLGDG\GHserFRPXQLGDGDSDUWLUGHORVREMHWRVRIHQyPHQRVSURGXFLGRVSRUODV
PLVPDVVRFLHGDGHV/RVQXHYRVJUXSRVGHLQWHUpVGHODOtQHDGHLQYHVWLJDFLyQVRQDTXHOORVHQ
ORVTXHODHGXFDFLyQIRUPDORLQIRUPDOD~QSXHGHWUDQVIRUPDUVXVSDUDGLJPDVRHVWUXFWXUDV
VRFLDOHV\FXOWXUDOHVSDUDODFUHDFLyQGHLQGLYLGXRVPiVOLEUHV\WROHUDQWHVDVDEHUQLxRVGH
HVFRODULGDGEiVLFD\PHGLDVXSHULRU/DPRWLYDFLyQODHQFRQWUDPRVHQODVSDODEUDVGH3DXOR
)UHLUH TXLHQ SURPRYLy OD WUDQVIRUPDFLyQ GH OD HGXFDFLyQ ³EDQFDULD´ SRU XQD
³SUREOHPDWL]DGRUD´HQODTXHODSHUVRQDFRQVWDQWHPHQWHVHKXPDQL]DDWUDYpVGHODHGXFDFLyQ
UHYHODVXSURSLDULTXH]DFXOWXUDO\GHYHODODUHDOLGDGFRQHOREMHWRGHLQWHUYHQLUFUtWLFDPHQWHHQ
HOOD )UHLUHS (VSRUHVWRTXHXQRGHORVFDPLQRVPHWRGROyJLFRVHVODSURSXHVWDGH
$QD0DH%DUERVDSXHVWRTXHODE~VTXHGDGHODLGHQWLGDGODWLQRDPHULFDQDQRSXHGHVHUOLQHDO
%DUERVDS VLQR³WULDQJXODU´(VGHFLUXQDTXHGHSHQGDGHXQHQWUHWHMLGRFRPSOHMR
\GLDOpFWLFRHQWUHYDULRVOHQJXDMHVFXOWXUDOHV(VWDSURSXHVWDUHVXOWDOODPDWLYDSRUTXHSHUPLWH
HQWHQGHUTXHHQHOHVWUHFKRHQWUHFUXFHGHODGLYHUVLGDGFXOWXUDOHVSRVLEOHFUHDU\IRPHQWDUXQD
HGXFDFLyQOLEUH\GHPRFUiWLFD3HURSDUDQRVRWURVHVWRQRVLJQLILFDFRQIURQWDU³ORHXURSHR´
FRPRDQWtWHVLVGH³ORODWLQRDPHULFDQR´3HQVDPRVTXHVHGHEHQLQFOXLUWDPELpQDORVHXURSHRV
FRPR HVSHFLDOLVWDV  R OR HXURSHR FRPR LGHQWLGDGHV  SDUD TXH HO HMHUFLFLR GH E~VTXHGD \
GHILQLFLyQGHLGHQWLGDGHV\ODFRQYHUVDFLyQVHDQPiVFRPSOHWRV(OPRVWUDUQRV\SRGHUGLDORJDU
FRQWRGRDTXHOORTXHVLHPSUHVHKDFUHtGRTXHQRVDSRFDSXHGHVHUXQDIRUPDGHDYDQ]DUHQ
SUR GH XQD FRQYHUVDFLyQ LQFOXVLYD GHPRFUiWLFD \ UHVLJQLILFDGD 'HELpUDPRV VHU FDSDFHV GH
EXVFDUQXHYRVFRQFHSWRVSDUDGLDORJDUFRQORHXURSHR/DOtQHDSRUORWDQWREXVFDFRQHVWH
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GHORVSURFHVRVGHHQVHxDQ]D\DSUHQGL]DMHHQORVVHUHVKXPDQRVHQSDUWLFXODUDSDUWLUGHOD
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SHUWLQHQFLDGHODVEXHQDVSUiFWLFDV\ODVSROtWLFDVS~EOLFDVHQWRUQRDODDGPLQLVWUDFLyQGHOD
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LQVWLWXFLRQHVFXOWXUDOHV

7DOOHUDe aquí para allá y al revés: mapas para la vida
(QFXDQWRDOSULPHUJUXSRGHHVWXGLRVXQRGHORVHMHUFLFLRVTXHODOtQHDKDWRPDGRSDUD
YROFDUHVWDVPHWRGRORJtDVSRVFRORQLDOHVDODSUiFWLFDHVDWUDYpVGHXQWDOOHUHQHOFXDOVHEXVFD
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GHWRQDGRUHVSDUDPDUFDUODVSDXWDVHQWUHHO³\R´HO³W~´\SRVLEOHPHQWHHO³QRVRWURV´(VWH
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3RURWURODGRWDPELpQPHLQVSLUpHQRWURVSUR\HFWRVFRQLQWHUHVHVVLPLODUHVFRPRORV
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(OWDOOHUWLWXODGRDe aquí para allá y al revés: mapas para la vidaVHHQFXHQWUDD~Q
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FRRUGLQDGRUDVFRRUGLQDGRUDVDVLVWHQWHV\REVHUYDGRUDV(OGHVDUUROORGHOWDOOHUKDVXSXHVWRXQD
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WUHVFRPSDxHUDV
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FUHDUPDSDVLPDJLQDULRV

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LGHQWLILFDUDQHQSULPHUOXJDUVXPHGLRDPELHQWHLQPHGLDWR VXFDVD\VXVLQWHULRUHV 3DUDHOOR
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UHFRUULHUDQVXFDVDDFLHJDV(QSDUHMDVDXQRVHOHFXEULHURQORVRMRVPLHQWUDVTXHHORWUROR
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DWHQFLyQDORVUXLGRVFDPELRVGHWHPSHUDWXUDVHQVDFLRQHVFRUSRUDOHVRFXDOTXLHURWURHVWtPXOR
QRYLVLEOH3DUDVXVRUSUHVDODFDVDRIUHFtDGLVWLQWRVHVSDFLRVTXHD³VLPSOHYLVWD´QRVHYHtDQ
$OJXQDVKDELWDFLRQHVHUDQPiVFDOLHQWHVTXHRWUDVRWUDVPiVHVSDFLRVDVRWUDVPiVLOXPLQDGDV
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PLVPRV HVSDFLRV XWLOL]DQGR HO WHDWUR HVSRQWiQHR (Q HVD RFDVLyQ ORV DGROHVFHQWHV VH
FRQYLUWLHURQHQPHVDVOiPSDUDV\FDPDVRJDOORVFRFKHV\SLHGUDVFXDQGRVHWUDWyGHOH[WHULRU
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IDVHV VH EXVFDUi TXH ORV DGROHVFHQWHV LGHQWLILTXHQ TXp ORV GLVWLQJXH FRPR LQGLYLGXRV \ DO
PLVPR WLHPSR FRPR PLHPEURV GH XQD FRPXQLGDG XUEDQD 3DUD HOOR VH EXVFDUi TXH OD
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LQWURVSHFFLyQVHUiQHFHVDULDPHQWHPiVFRPSOHMR3HURFRQILDPRVTXHGHVSXpVGHDSUHQGHUD
XELFDUVHHQXQWLHPSR\HQXQHVSDFLRHVSHFtILFRVXVKDELOLGDGHVH[SUHVLYDVHVWpQPiVDILQDGDV

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$O ILQDO VH HVSHUD TXH ORV MyYHQHV SXHGDQ H[SUHVDU FRQ FLHUWR QLYHO GH SURIXQGLGDG VXV
LQTXLHWXGHVGHVHRVRSUHIHUHQFLDVDFHUFDGHVXFRPXQLGDGKRJDUHxD\XUEDQD
3RU~OWLPRVLELHQVLHPSUHKDQH[LVWLGRiUHDVGHRSRUWXQLGDGSDUDPHMRUDUHVSUXGHQWH
DSXQWDUORVSULPHURVORJURVGHOWDOOHU(QHVWDSULPHUDIDVHVHKDQRWDGRXQFDPELRGHDFWLWXG
SRUSDUWHGHORVDGROHVFHQWHVDODKRUDGHUHDOL]DUODVDFWLYLGDGHV'XUDQWHODVSULPHUDVVHVLRQHV
ORVPXFKDFKRVVHPRVWUDURQUHWLFHQWHVDQWHQXHVWUDSUHVHQFLD\ODVDFWLYLGDGHVSODQHDGDVSHUR
FRQIRUPHDYDQ]DEDQORVPLQXWRV \ODVVHVLRQHV PRVWUDURQFDGDYH]PiVLQWHUpV\HQWXVLDVPR
SRUSDUWLFLSDUGHPDQHUDYROXQWDULDHQHVSHFLDOHQODVDFWLYLGDGHVGHOWHDWURHVSRQWiQHR (V
GHFLUHQXQLQLFLRORVMyYHQHVVHUHtDQGHDTXHOORVFRPSDxHURVTXHVHHQFRQWUDEDQDFWXDQGR
\FRQIRUPHVHOOHYDEDQDFDERODVDFWLYLGDGHV\FDGDXQRGHORVMyYHQHVSDVDEDDOIUHQWHGHO
JUXSRSDUDDFWXDUDGRSWDURQDFWLWXGHVPiVFRRSHUDWLYDV\UHVSHWXRVDV(QRWUDVSDODEUDVORV
MyYHQHVIXHURQVHQVLELOL]iQGRVHDQWHODVGLQiPLFDV\SRUHQGHDQWHVXVFRPSDxHURV(QHVWH
VHQWLGRKHPRVHPSH]DGRDQRWDUXQFDPELRGHDFWLWXGHQWUHHO³\R´\HO³W~´(QHVWRVFDVRV
HO³W~´KDDGTXLULGRFDGDYH]PiVSUHVHQFLDDQWHHO³\R´
1RVREUDGHFLUTXHDOKDEHUH[SDQGLGRHOFRQFHSWRGHFDUWRJUDItDDRWUDVH[SUHVLRQHV
DUWtVWLFDVFRPRODVVRQRUDV\ODVHVFpQLFDVKHPRVSRGLGRDPSOLDUHOKRUL]RQWHFXOWXUDOGHORV
MyYHQHV DO WUD]DU SXHQWHV HQWUH ODV DUWHV $O SURGXFLU ORV PDSDV ORV QLxRV SRWHQFLDQ VXV
KDELOLGDGHVFUHDWLYDV\FRQHOORVXLPDJLQDFLyQ(QRWUDVSDODEUDVODFRPSDJLQDFLyQGHODV
DUWHV FRQ OD FDUWRJUDItD OHV KD SHUPLWLGR KDFHU XQ WUD]DGR PHQWDO TXH ORV KD OOHYDGR D
LGHQWLILFDUVHPHMRUFRQVXHQWRUQR\UHDOLGDG(Q~OWLPDLQVWDQFLDODSURGXFFLyQFDUWRJUiILFD
ORVKDOOHYDGR³GHDTXtSDUDDOOi\DOUHYpV´

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O vídeo está online no link:


https://vimeo.com/paulamartins/notasparaumdocumentario




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“Enquanto esse velho trem atravessa...”:
outros caminhos na experimentação e na formação docente em Arte

O DESENHO NA HISTÓRIA: UMA INTERPRETAÇÃO

Rejane Galvão Coutinho1 - UNESP

Mesa - Caminhos inesquecíveis:


memória e história no ensino de Arte

Resumo
O texto traz uma reflexão sobre a disciplina de Desenho no contexto da história do ensino de Artes
Visuais no Brasil a partir das pesquisas de Ana Mae Barbosa (1978, 2015) e tem como referência um
breve programa de ensino de Desenho do artista e educador Theodoro Braga de 1920, a partir do qual
se estabelece uma livre interpretação das possibilidades desse programa a partir de alguns desenhos da
coleção de desenhos infantis do Acervo Mário de Andrade da mesma época, buscando dar corpo a
possíveis metodologias de ensino do passado que podem inspirar reflexões sobre a presença/ausência
do desenho no contexto do ensino de artes na contemporaneidade.
Palavras-chave: Ensino de desenho. História do ensino de artes. Theodoro Braga. Mário de
Andrade.

É inspirador participar de um congresso da Federação de Arte Educadores do Brasil


que tem como tema e título Enquanto esse velho trem atravessa ... e como subtítulo outros
caminhos na experimentação e na formação docente em arte. Mais instigante ainda, participar
de uma mesa com temática histórica, tendo este Congresso escolhido homenagear uma
mulher artista que viveu as vicissitudes de ser artista no século XX no contexto de um Brasil
profundo. Que a memória e história de Lídia Baís tomada como referência e imagem para este
Congresso nos ilumine!
A própria iniciativa da homenagem a esta pintora evidencia que há muitos caminhos a
serem traçados no mapeamento das histórias do ensino das artes no Brasil. Uma história que
vem sendo interpretada, narrada e escrita muito recentemente. No âmbito das Artes Visuais,
Ana Mae Barbosa fez um traçado geral do percurso publicando suas pesquisas nas décadas de
1970 e 1980, e o traçado foi complementado recentemente pela publicação do livro
Redesenhando o Desenho: educadores, política e história, em 2015. A partir deste primeiro

1
Doutora em Artes pela ECA/USP. Professora no curso de Artes Visuais Licenciatura e Bacharelado; do
Programa de Pós-graduação em Artes e do Programa de Mestrado Profissional em Artes – Profartes, do Instituto
de Artes da Universidade Estadual Paulista – UNESP. Líder e pesquisadora do Grupo de Pesquisa sobre
Imagem, História e Memória, Mediação, Arte e Educação – GPIHMAE, CNPq/UNESP. E-mail:
rejanegcoutinho@gmail.com.

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traçado, outras pesquisas veem aprofundando temas transversais, como, por exemplo, as
pesquisas de Azevedo (2000), Coutinho (1997, 2002), Nascimento (2005), Bredariolli (2004,
2009) e Lima (2014) para citar algumas mais próximas, que têm procurado ampliar esta
cartografia.
Desde o final da década de 1980, quando fui afetada por uma certa concepção de
história em meu processo de formação inicial, descobrindo que a consciência histórica me
fazia sujeito histórico, capaz de vislumbrar uma compreensão do mundo em que vivo, me
instrumentando para questionar e quiçá transformar esse mundo, uma citação de Ana Mae
Barbosa, retirada do texto de abertura do livro História da Arte-Educação, tornou-se epígrafe
para minha atuação como educadora/formadora:

O que me assustou foi descobrir que o professor de arte se pensa sem História e
História é importante instrumento de auto identificação. Não é por acaso que os
colonizadores procuraram destruir a História dos povos colonizados. Ignorância da
própria História torna os povos mais facilmente manipuláveis. (BARBOSA, 1986,
p.10)

A pesquisadora chama nossa atenção para o poder da História (com maiúscula) e para
como esse poder está atrelado aos processos colonizadores aos quais estivemos (e ainda
estamos?) submetidos. Com inspiração em seu mestre Paulo Freire, desde essa época, Ana
Mae vem exercitando uma práxis descolonizadora, nos incitando a perceber a colonialidade
das práticas artísticas e educativas, em seus entrelaçamentos.

Outros desenhos ...

No livro mencionado, Redesenhando o desenho, Ana Mae retoma o fio de suas


primeiras pesquisas históricas que haviam mapeado o percurso do século XIX até início do
século XX, período identificado por ela como a virada industrial (1880-1920); e enfrenta a
complexidade de parte do século XX, do que caracteriza como virada modernista em sua
primeira fase, dos anos de 1920 a 1950. Tanto no seu primeiro livro que trata da história, o
Arte-Educação no Brasil, de 1978, quanto neste último, a questão do ensino de Desenho é
chave para situar as concepções de ensino de artes no campo das Artes Visuais. Foi através
do Desenho que as Artes Visuais abriram espaço no contexto educacional. Segundo Ana Mae
Barbosa (1978) há registros da presença do Desenho no programa de algumas escolas no

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início do século XIX, antes mesmo da chegada da Missão Francesa que vem com a
incumbência de criar uma Academia de Belas Artes na capital colonial do reino de Portugal.
A instituição do ensino artístico em território brasileiro ao longo do século XIX
através dos preceitos neoclássicos trazidos pela turma da Academia, veio somar reforços a
necessidade da incluir uma disciplina de Desenho, tanto na educação primária, quanto no
segmento da educação secundária. Foi um reforço para os republicanos que defendiam uma
necessária e qualificada educação da classe trabalhadora e operariado para colocar o país nos
trilhos da industrialização.
Neste primeiro livro (1978), Ana Mae tece uma complexa rede de argumentação, com
vasta pesquisa documental, para nos fazer entender como este ensino de Desenho foi pautado
por diferentes tendências que inicialmente se contrapunham, sobretudo entre os liberais e os
positivistas, e que acabam se articulando no início do século XX em programas distintos para
fins também distintos. Segundo a pesquisadora:

No que diz respeito ao ensino do Desenho na escola primária, embora inscrita no


sistema de educação utilitária e, portanto, situada na zona de influência das correntes
liberais de ensino do Desenho, duas diferentes orientações lutavam para se impor – a
baseada no desenho geométrico e a baseada no desenho do natural. (BARBOSA,
1978, p.82)

Já nas escolas secundárias, acentuava-se a influência positivista matematizante e a


influência culturalista que tentou basear-se em apressadas interpretações evolucionistas da
Arte. (BARBOSA, 1978, p. 86). Essa apressada interpretação evolucionista, a que se refere a
pesquisadora, era uma certa compreensão da época de que as primeiras manifestações
artísticas da humanidade pertencem ao gênero “primitivo”, como os ornamentos sumários,
quase sempre calcados em linhas retas e formas simplificadas. Com este argumento, o ensino
do Desenho deveria seguir a mesma lógica, para, em progressão ascendente, chegar a
complexidade da figuração, sobretudo da representação da figura humana.
As compreensões sobre como deveria ser ensinado o Desenho e sobre as finalidades
desse ensino foram pauta de debates intensos no meio educacional e eram assunto também de
interesse público, pois muito desse debate foi travado na imprensa escrita da época.
Recomendo muitíssimo a leitura desse primeiro livro, que instiga a pensar e imaginar

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possibilidades de ensino, sobretudo, a imaginar como esse tipo de ensino resultaria nas salas
de aula.

Quais desenhos ...

Já neste primeiro livro de 1978, Ana Mae nos apresenta ao paraense Theodoro Braga
(1872-1953), introduzindo-o como um dos artistas brasileiros mais engajados no ensino da
Arte ... (p. 79), ... vindo a ensinar no Rio e em São Paulo, tendo sido inclusive o organizador
do ensino profissional do Distrito Federal em 1923 (p. 84). No livro mais recente, de 2015,
ela dedica um vasto capítulo a este personagem, inclusive nos brindando com a reprodução de
alguns de seus artigos publicados em jornais em defesa de um ensino de desenho muito
próximo ao design. Ela explica:

Ele foi um dos mais assíduos e veementes batalhadores contra o ensino do Desenho
baseado em cópia. Introduziu o desenho simplificado de formas da natureza,
estabelecendo nas escolas a metodologia art nouveau de desenho que aprendeu na
Europa, recomendando sua aplicação na decoração e nas artes gráficas, porém com
motivos nacionais. Podemos considerar um caso de antropofagia cultural ou
hibridismo avant la lettre. (BARBOSA, 2015, p.104-105)

Importante aqui remarcar que entre as décadas de 1920 e 1930, enquanto Theodoro
Braga difundia e defendia suas ideias sobre o ensino do Desenho, os ventos do movimento
modernista sopravam na elite intelectual e artística brasileira, sobretudo na paulistana. Em
meio a esse arejamento, os olhares se ampliavam para algumas produções artísticas antes
vistas como marginais, como as produções de culturas ditas primitivas, de artistas ditos
autodidatas, dos loucos e das crianças. O intercâmbio de informações entre os países do
hemisfério Norte que desenvolviam pesquisas no campo científico, educacional e cultural,
ativam movimentos que passam a ser cobiçados pelo hemisfério Sul. Os trânsitos de ideias se
dão, sempre em intensidades desiguais. Os artistas e intelectuais brasileiros que querem se
atualizar e se aproximar das ideias modernistas, passam a ler, ver e consumir o que lhes
chega.
Neste bojo está Mário de Andrade (1893-1945), com sua percepção aguçada e crítica,
seu interesse pela Arte, com maiúscula, e pelas artes menores, inseridas na cultura e
praticadas na vida. Desde 1920 até o início da década 1940, Mário de Andrade revela

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interesse pelo desenho da criança e do adolescente, tendo em sua biblioteca alguns dos
autores e pesquisadores mais importantes sobre o assunto, como os europeus Georges Rouma
(1913) e George-Henri Luquet (1927), os brasileiros Nereo Sampaio (1929) e Sylvio Rabello
(1935), e ainda desenvolvendo um especial interesse por essa produção a ponto de constituir
uma coleção. A coleção de desenhos infantis do acervo Mário de Andrade se constitui de
2.160 desenhos e 93 documentos a estes relacionados, e se encontra hoje no Instituto de
Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, IEB/USP.
Nesta coleção há alguns poucos desenhos de crianças de 3 a 6 anos; uma grande
concentração de desenhos de crianças que frequentavam a escola com 7 a 9 anos; e em menor
proporção desenhos de jovens de 10 a 16 anos. Quase metade dos desenhos da coleção
tiveram como origem um concurso de desenho implementado por Mário de Andrade em
1937, com as crianças e jovens que frequentavam os Parques Infantis e a Biblioteca Infantil
quando ele era diretor do Departamento de Cultura da cidade de São Paulo, órgão que ajudou
a criar e implementar. A outra metade dos desenhos da coleção são oriundos do contexto
escolar e foram doados a ele por amigas e colegas professoras. Esses desenhos são, portanto,
fruto dos processos de ensino de Desenho que vinham sendo postos em prática no ensino
primário e secundário nas primeiras décadas do século XX.

Cruzando desenhos ...

Segundo Ana Mae Barbosa, em 1920, Theodoro Braga propõe o seguinte programa de
Desenho para o ensino primário:

Primeiro e Segundo ano – desenho de imaginação reproduzindo objetos que


conheçam bem.
Terceiro ano – desenho de observação tendo como modelo objetos de uso; decoração
com motivos de imaginação.
Quarto ano – instrumentos para construir ornatos geométricos e desenho a mão livre
de objetos mais complexos.
Quinto ano – desenhos geométricos a mão livre e armada composição decorativa,
ornamentação do prisma e da rosácea; desenho geométrico com instrumentos.
(BARBOSA, 1978, p.93-94)

Na análise da pesquisadora este programa não fazia jus a todo o esforço já


empreendido pelo artista e educador em prol de um ensino com ênfase nos princípios

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decorativos, sobretudo pautados pela observação da flora e fauna brasileira. Ainda observa
que este programa levava pouco em consideração os conhecimentos que se divulgavam na
época sobre a importância do estímulo e valoração da imaginação na escola (BARBOSA,
1978, p.94). Conhecendo o histórico combativo de Theodoro Braga e a dinâmica das políticas
educacionais da época, esta análise é pertinente. Entretanto, em nossa interpretação,
concordando que há um explícito alinhamento com as tendências geometrizantes da época,
estas breves indicações programáticas, seguem uma gradação e respeitam minimamente as
capacidades de representação gráfica das crianças. Para ilustrar nossa consideração, usaremos
alguns desenhos da Coleção Mário de Andrade, numa livre associação, buscando dar corpo a
essas orientações.

Fig. 1. Desenho n. 376, Laura Morales, s/local, 1937

Fonte: Coleção de Desenhos Infantis, Acervo Mário de Andrade, IEB/USP

Este exemplo da figura 1, poderia ter sido feito por uma aluna do primeiro ou segundo
ano, diante da solicitação de desenhar de imaginação objetos que conheçam bem. Aqui vale a
pena observar que a tendência decorativa já estava instalada na prática dessa criança. Ao
delimitar as margens do papel para centralizar o desenho, ela fez todo um esforço decorativo,
inclusive escolhendo a folha como elemento para decorar a moldura, estabelecendo uma
relação direta com o tema central.
O uso da moldura desenhada no papel era uma prática comum ao longo de todo o
século XX, que denotava um momento de preparação, cuidado e organização do espaço dado

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a desenhar. Os elementos gráficos decorativos de maneira geral, como o listel, os ramos de


palma, louro ou flores, faziam parte de uma linguagem visual muito usada em peças de
publicidade, rótulos e outros efêmeros, principalmente a partir do século XIX quando os
meios de reprodução de imagens se popularizaram, como a litografia e a cromografia. Faziam
parte da cultura visual na qual as crianças estavam imersas e por sua vez, fazia também parte
dos programas de ensino o estímulo a decorar com motivos de imaginação, como nesse
programa de Theodoro Braga.

Fig. 2. Desenho n. 1055, Odila Hantovitz, Piracicaba, 1933.

Fonte: Coleção de Desenhos Infantis, Acervo Mário de Andrade, IEB/USP

O desenho da figura 2, poderia ter sido oriundo de uma aula de desenho de


observação, onde teria sido também solicitado que a criança fizesse uma decoração com
motivos de imaginação, ou seja, uma aula como a indicada para o terceiro ano. Talvez a única
diferença aqui, seria o objeto que foi colocado em situação de observação, que no programa
de Theodoro Braga, deveria ser um objeto de uso da criança e não uma ânfora grega, que
remete ao ideário das academias. Provavelmente esta criança estava submetida a um professor
ou professora egresso dessa formação.
Aqui vale a pena novamente comentar que a moldura decorada é um elemento visual
que se destaca na coleção de desenhos infantis do Acervo Mário de Andrade, chamando a
atenção pela variedade de formas que toma e dos motivos que contém. Isso não acontecia por

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acaso, visto que neste breve programa de Theodoro Braga, há duas menções ao termo
decoração e duas ao termo ornamentação. Do total de desenhos catalogados na coleção, 65%
possuem algum tipo de moldura e deste total, 56% são molduras decoradas. A moldura
simples, traçada com lápis grafite, delimita o espaço dado a desenhar. A moldura adornada
torna-se um elemento decorativo que pode ou não dialogar com a imagem central.
Observamos inclusive que em alguns desenhos o trabalho dedicado à decoração do espaço é
maior, mais elaborado, do que o trabalho dedicado à imagem central.

Fig. 3. Desenho n. 1338, Maria Luiza Costa, s/local, s/data.

Fonte: Coleção de Desenhos Infantis, Acervo Mário de Andrade, IEB/USP

Fig. 4. Desenho n. 1389, Orminda Stella de Menezes, 8 anos, Grupo Escolar Moraes de Barros, 1929.

Fonte: Coleção de Desenhos Infantis, Acervo Mário de Andrade, IEB/USP

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Voltando ao programa de Theodoro Braga, aqui temos dois exemplos que poderiam
ser resultantes de aulas para desenvolver desenhos para decoração com motivos de
imaginação, como indicado para o terceiro ano. Na nota explicativa que acompanha ambos os
desenhos, na margem esquerda inferior, as autoras evidenciam que são estudos para papel de
parede de sala de jantar, realizado de imaginação.

Fig. 5. Desenho 1904, Sebastiana Sampaio, 11 anos, s/local, 1930

Fonte: Coleção de Desenhos Infantis, Acervo Mário de Andrade, IEB/USP

Fig. 6. Desenho 1905, Ida Acetoze, 11 anos, s/local, 1930

Fonte: Coleção de Desenhos Infantis, Acervo Mário de Andrade, IEB/USP

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Sobre o programa para o quarto ano, que sugere desenvolver trabalhos com
instrumentos para construir ornatos geométricos e também estimular o desenho a mão livre de
objetos mais complexos, o desenho a seguir, da figura 7, poderia ser resultante de aula com
esta orientação.

Fig. 7. Desenho 1011, Leonor R. Sant’Anna, 11 anos, s/local, 1927

Fonte: Coleção de Desenhos Infantis, Acervo Mário de Andrade, IEB/USP

Para o quinto ano, o programa de Theodoro Braga se estende com várias orientações:
trabalhar com desenhos geométricos a mão livre; armada composição decorativa;
ornamentação do prisma e da rosácea; e desenho geométrico com instrumentos. Todas essas
possibilidades poderiam ser relacionadas com os desenhos selecionados da coleção aqui em
análise.
Fig. 8. Desenho 1732, Maria de Lourdes Jorge, s/local, 1937

Fonte: Coleção de Desenhos Infantis, Acervo Mário de Andrade, IEB/USP

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Fig. 9. Desenho 1013, Walter Rodrigues, s/local, 1927

Fonte: Coleção de Desenhos Infantis, Acervo Mário de Andrade, IEB/USP

Fig. 10. Desenho n. 1843, Milton Virgílio do Nascimento, s/local, s/data

Fonte: Coleção de Desenhos Infantis, Acervo Mário de Andrade, IEB/USP

Retomando os desenhos ...

Ao buscar retomar as considerações históricas de Ana Mae Barbosa, sobre a disciplina


de Desenho na primeira metade do século XX, com esta livre interpretação do programa de
Theodoro Braga junto com os desenhos da coleção Mário de Andrade, queremos dar corpo a
uma parte da nossa história de ensino de artes, buscando nela indícios que podem nos levar a
refletir sobre os caminhos que estamos traçando hoje.

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Se por um lado exaltamos os ventos do modernismo como possibilidade de abrir


espaço no campo do ensino de artes para a expressão das crianças, por outro lado ponderamos
que estes ventos, em nome da livre-expressão, tenham varrido de nossas salas de aula algumas
estratégias de ensino que instrumentavam as crianças e jovens justamente para a expressão. O
desenho de imaginação, o desenho de observação, o desenho de memória, o desenho do
natural, o desenho decorativo, o desenho técnico, todas estas designações perderam lugar para
um tal de “desenho livre” que de livre nada apresenta, apenas a constatação de que de forma
“livre” e “espontânea” o que acaba circulando nas resmas e resmas de papel sulfite é a
afirmação de uma linguagem de consenso, de comunicação imediata, que não reflete o desejo
de autoria e expressão do modernismo.
Jogamos fora a criança com a água do banho, como diz o ditado popular. O vazio
gráfico que se instalou nas salas de aula de artes da grande maioria da população escolar
brasileira da década de 1970 em diante, denuncia que continuamos a reproduzir e a alimentar
o modelo elitista – a especialidade do desenho é para poucos e o consumo de produtos
desqualificados se destina para a grande massa que precisa alimentar o capitalismo tosco e
medonho no qual estamos atolados.
Trago a história não como saudade de bons tempos, mas como estímulo para reflexão
sobre o presente e estilingue para nos lançar adiante.

REFERÊNCIAS

AZEVEDO, Fernando Antônio Gonçalves de. Movimento Escolinhas de Arte em cena:


memórias de Noêmia Varela e Ana Mae Barbosa. Dissertação de mestrado, São Paulo:
ECA/USP, 2000.

BARBOSA, Ana Mae. Arte-Educação no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1978.

________ . (org.) História da Arte-Educação. São Paulo: Max Limonad, 1984.

________ . Redesenhando o Desenho: educadores, política e história. São Paulo: Cortez,


2015.

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BREDARIOLLI, Rita Luciana Berti. Das lembranças de Suzana Rodrigues: Tópicos


modernos de arte e educação. Dissertação de mestrado. São Paulo: ECA/USP, 2004.

________ . XIV Festival de Inverno de Campos de Jordão: variações sobre temas de


ensino de artes. Tese de doutorado, São Paulo: ECA/USP, 2009.

COUTINHO, Rejane Galvão. Sylvio Rabello e o desenho infantil. Dissertação de mestrado,


São Paulo: ECA/USP, 1997.

________ . A Coleção de Desenhos Infantis do Acervo Mário de Andrade. Tese de


doutorado, São Paulo: ECA/USP, 2002.

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história. Dissertação de mestrado, São Paulo: IA/UNESP, 2014.

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infância? Que ensino? Quem é o bom sujeito docente? Tese de doutorado, São Paulo:
ECA/USP, 2005.

RABELLO, Sylvio. Psicologia do desenho infantil. São Paulo: Companhia Editora


Nacional, 1935.

ROUMA, Georges. Le langage graphique de l’enfant. Paris: Misch & Thorn, 1913.

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(VWD SDOHVWUD DSUHVHQWD RV UHVXOWDGRV GH DOJXQV WH[WRV Mi SXEOLFDGRV VREUH D DWXDO FULVH EUDVLOHLUD QR
HQVLQR GH KLVWyULD GD P~VLFD QDV XQLYHUVLGDGHV FRP D HQXPHUDomR GDV WUrV SULQFLSDLV KLSyWHVHV GH
SHVTXLVDFRPDVTXDLVYHQKRWUDEDOKDQGRSDUDWHQWDUFRPSUHHQGHUVXDVUD]}HVHIRUPXODUSURSRVWDVGH
HQVLQR PDLV HILFD]HV H GH PDLRU VLJQLILFDGR SDUD D UHDOLGDGH DWXDO $OpP GD SHUPDQHQWH DGRomR GH
LQRYDo}HV GLGiWLFDV H WHFQROyJLFDV DSUHVHQWR UHIOH[}HV VREUH D FRQYHQLrQFLD GH PXGDQoDV QD
FRQFHSomRGDVGLVFLSOLQDVGHKLVWyULDGDP~VLFDTXHFRQVLGHUHPWDQWRDVQHFHVVLGDGHVUHDLVTXDQWRD
GLYHUVLGDGHVRFLDOHFXOWXUDOGRVHVWXGDQWHVHPOXJDUGHWUDQVPLWLUGHIRUPDDXWRPiWLFDHDFUtWLFDR
FRQWH~GR GRV FRPSrQGLRV LQWHUQDFLRQDLV VREUH R DVVXQWR 1HVVH VHQWLGR DERUGR D QHFHVVLGDGH GH
UHODWLYL]DU R FRQKHFLPHQWR VREUH KLVWyULD GD P~VLFD GLVFXWLQGR RV OLPLWHV WHyULFRV FXOWXUDLV
JHRJUiILFRV H VRFLDLV JHUDOPHQWH REVHUYDGRV QD OLWHUDWXUD GLGiWLFD GHVVD GLVFLSOLQD 3DUDOHODPHQWH
DSUHVHQWR DOJXPDV VROXo}HV SUiWLFDV GH HQVLQR GHVWLQDGDV D DXPHQWDU R VLJQLILFDGR GHVVD GLVFLSOLQD
SDUDRVHVWXGDQWHVHGHPRQVWUDUTXHRPpWRGRKLVWyULFRWDPEpPSRGHVHUXVDGRSDUDDFRPSUHHQVmR
GRV PHFDQLVPRV TXH DJHP QRV PLFURVLVWHPDV QRV TXDLV YLYHP RV HVWXGDQWHV  H QmR VRPHQWH QRV
PDFURVLVWHPDV SUHIHULGRVSHORVFRPSrQGLRVGLGiWLFRVGHKLVWyULDGDP~VLFD 
3DODYUDVFKDYH+LVWyULDGDP~VLFD&ULVHQRHQVLQR6ROXo}HV

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'HVGH  TXDQGR GR LQtFLR GHPLQKDDWLYLGDGH FRPR SURIHVVRU GHFXUVRV OLYUHV H
GLVFLSOLQDV UHODFLRQDGDV j KLVWyULD GD P~VLFDHP IDFXOGDGHV GH6mR 3DXOR HGHVGH  QR
,QVWLWXWR GH $UWHV GD 81(63  SUHVHQFLHL XPD VHQVtYHO WUDQVIRUPDomR GR VLJQLILFDGR GHVVD
GLVFLSOLQD MXQWR DRV HVWXGDQWHV GH P~VLFD R TXH JHURX QD DWXDOLGDGH XPD VLWXDomR PXLWR
GLIHUHQWHGDTXHYLYLFRPRHVWXGDQWHGHVVDPDWpULDQRVDQRV
$V WUDQVIRUPDo}HV IRUDP UiSLGDV H SURIXQGDV QmR VHQGR IiFLO HVWDEHOHFHU DV
GLIHUHQoDVHQWUHRSDQRUDPDGDV~OWLPDVGpFDGDVGRVpFXOR;;HDVGXDVSULPHLUDVGRVpFXOR
;;, HP SDUWH SRU FRQWD GH VXD FRPSOH[LGDGH PDVWDPEpPGHYLGRjSHTXHQDSURGXomRGH
WUDEDOKRVEUDVLOHLURVDUHVSHLWR



 'RXWRU HP +LVWyULD 6RFLDO SHOD ))/&863 3URIHVVRU QRV FXUVRV GH 0~VLFD *UDGXDomR 0HVWUDGR H
'RXWRUDGR GR,QVWLWXWRGH$UWHVGD81(63/tGHUHSHVTXLVDGRUQR1~FOHRGH0XVLFRORJLD6RFLDOGR,QVWLWXWR
GH$UWHVGD81(63(PDLOFDVWDJQD#STFQSTEU

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7HQKR WUDEDOKDGR FRP WUrV KLSyWHVHV EiVLFDV H FRQVHJXLQGR UHXQLU HOHPHQWRV SDUD D
FRPSURYDomR GH DOJXQV GH VHXV DVSHFWRV SRUpP HVVH p XP WHPD TXH UHTXHU HVIRUoRV GRV
SURILVVLRQDLV GD iUHD SDUD VH FKHJDU D FRQFOXV}HV VXILFLHQWHPHQWH FODUDV H TXH SHUPLWDP D
WRPDGDGHGHFLV}HVVHJXUDVHIXQGDPHQWDGDVQRPHLRDFDGrPLFRPXVLFDO
$ SULPHLUD GDV KLSyWHVHV FRP DV TXDLV YHQKR WUDEDOKDQGR ± H D PDLV IiFLO GH VHU
GHPRQVWUDGD ± p R HVWDEHOHFLPHQWR QR %UDVLO GH VLVWHPDV GH HQVLQR PXVLFDO FHQWUDGRV QD
IRUPDomRWpFQLFDFRPXPSDSHOUHVWULWRSHULIpULFRHGHSHTXHQRGHVWDTXHSURILVVLRQDOSDUD
RVVHXVDVSHFWRVLQWHOHFWXDLVHREYLDPHQWHFRPLPSDFWRQHJDWLYRQDHILFiFLDGDVGLVFLSOLQDV
GH IRUPDomR LQWHOHFWXDO (VVH DVSHFWR TXH Mi HUD IUHTXHQWHPHQWH GLVFXWLGR SRU 0iULR GH
$QGUDGH QmR SDUHFH WHU PXGDGR VXEVWDQFLDOPHQWH GD GpFDGD GH  SDUD D DWXDOLGDGH
WUDQVIHULQGRVHGRVFRQVHUYDWyULRVSDUDDVXQLYHUVLGDGHVHDTXLDFDUUHWDQGRXPDSHUFHSWtYHO
GLYLVmRHQWUHRVSURILVVLRQDLVHDOXQRVTXHVHGHGLFDPSULQFLSDOPHQWHjVDWLYLGDGHVPXVLFDLV
WpFQLFDV H DTXHOHV TXH PDQLIHVWDP LQWHUHVVH SHORV DVSHFWRV LQWHOHFWXDLV GD iUHD UHDOL]DQGR
SHVTXLVDV GH LQLFLDomR FLHQWtILFD LQJUHVVDQGR QD SyVJUDGXDomR H SXEOLFDQGR WUDEDOKRV
FLHQWtILFRVHQWUHRXWURV
$VHJXQGDKLSyWHVHpRLPSDFWRQRDPELHQWHGDVDODGHDXODDFDUUHWDGRSHORFRQWtQXR
DXPHQWRGDSURFXUDGHHQVLQRVXSHULRUSRUSDUWHGHDOXQRVLQWHUHVVDGRVHPGLVWLQWDViUHDVGD
P~VLFDSRSXODU 5DURV QR SHUtRGR DQWHULRUjGpFDGDGHHVVH JUXSRGHDOXQRVFUHVFHX
PXLWRQDWUDQVLomRGRVpFXOR;;SDUDR;;,HVHXQ~PHURKRMHWHQGHDRHTXLOtEULRFRPRGH
DOXQRV LQWHUHVVDGRV QD P~VLFD GH FRQFHUWR 2 DXPHQWR GH VXD SUHVHQoD IRUWDOHFHX RV
TXHVWLRQDPHQWRV D UHVSHLWR GD WHQGrQFLD GH DERUGDJHP H[FOXVLYD GR UHSHUWyULR GH FRQFHUWR
QDVGLVFLSOLQDVGHKLVWyULDGDP~VLFDHVSHFLDOPHQWHFRPRYLQKDVHQGRSUDWLFDGDQR%UDVLOQR
GHFRUUHU GR VpFXOR ;; DSHVDU GH Mi H[LVWLU ELEOLRJUDILD TXH FRQWHPSOH RXWURV XQLYHUVRV
PXVLFDLV 3RU FRQWD GHVVD WHQGrQFLD D IDOWD GH PXGDQoDV VXEVWDQFLDLV QDV GLVFLSOLQDV GH
KLVWyULDGDP~VLFDDFDERXJHUDQGRGLPLQXLomRRXSHUGDGHLQWHUHVVHSRUSDUWHGHVVHJUXSRGH
DOXQRVFRPDFRQVHTXHQWHGLPLQXLomRGDHILFLrQFLDGRWUDEDOKRHPVDOD
$ WHUFHLUD KLSyWHVH p D H[LVWrQFLD GH XPD VHJUHJDomR RX LVRODPHQWR FXOWXUDO QD
IRUPDomR GRV FXUVRV EUDVLOHLURV YROWDGRVjP~VLFDGHFRQFHUWRDRORQJR GRVpFXOR;;TXH
DLQGD FRQWRX FRP D KHUDQoD HVFUDYRFUDWD H VHJUHJDFLRQLVWD UDFLDO GRV VpFXORV DQWHULRUHV GH
QRVVDKLVWyULD(VVHLVRODPHQWRTXHQmRDFDUUHWRXDJHUDomRGHLQWHUHVVHRXHQUDL]DPHQWRGD

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P~VLFD GH FRQFHUWR QDV FDPDGDV VRFLDLV H[WHUQDV j HOLWH HPERUD WHQKD DFRPSDQKDGR R
GHVHQYROYLPHQWRGHVVHWLSRGHP~VLFDDWpPHDGRVGRVpFXOR;; HQWURXHPFRODSVRQRILQDO
GHVVH SHUtRGR TXDQGR DOXQRV RULXQGRV GH FODVVHV GH EDL[R SRGHU DTXLVLWLYR FRPHoDUDP D
LQJUHVVDU HP FXUVRV VXSHULRUHV GH P~VLFD HP Q~PHUR FDGD YH] PDLRU 6HP LGHQWLILFDomR
FXOWXUDOFRPRUHSHUWyULRHDVFRQYHQo}HVGDP~VLFDGHFRQFHUWRPXLWDVYH]HVSUDWLFDQWHVGH
PRGDOLGDGHVPXVLFDLVH[WHUQDVjGDVVDODVIUHTXHQWDGDVSHODHOLWH FRPRRFRUUHHPHVFRODVGH
P~VLFDSRSXODUHPWUDGLo}HVORFDLVEDQGDVLJUHMDVHWF HIUHTXHQWHPHQWHPDLVLQWHUHVVDGRV
QDDVFHQVmRVRFLDOSURSRUFLRQDGDSHORLQJUHVVRQRPHLRGHFRQFHUWRGRTXHQRFXOWLYRGHVVH
UHSHUWyULR WDLV DOXQRV QmR UHFRQKHFHUDP VHXV REMHWLYRV SHVVRDLV QR HVWXGR GH KLVWyULD GD
P~VLFDHDPDWpULDIRLSDUDHOHVSHUGHQGRVHXVVLJQLILFDGRVRULJLQDLVHVHWRUQDQGRFDGDYH]
PDLV XPD GLVFLSOLQD GH EDL[R LQWHUHVVH DVHU³HOLPLQDGD´ RX VHMD FXPSULGDGD IRUPD PDLV
HFRQ{PLFD H FRP R PHQRU HQYROYLPHQWR SRVVtYHO  GR TXH D IRQWH GH XP FRQKHFLPHQWR
HVVHQFLDOSDUDVXDIRUPDomR
(P XPD WHQWDWLYD GH HQIUHQWDU R SUREOHPD DFLPD UHODWDGR H FRP EDVH QHVVDV WUrV
KLSyWHVHV WHQKR SXEOLFDGR UHIOH[}HV H SHVTXLVDV VREUH R HQVLQR GH KLVWyULD GD P~VLFD H
DUULVFDGRDOJXPDVVROXo}HVSUiWLFDVHPVDODGHDXODTXHSDVVRDUHODWDUQRVSUy[LPRVWySLFRV

5HIOH[}HVVREUHRHQVLQRGHKLVWyULDGDP~VLFD

(PXPDUWLJRLQWLWXODGR³'LILFXOGDGHVUHIOH[}HVHSRVVLELOLGDGHVQRHQVLQRGDKLVWyULD
GDP~VLFDQR%UDVLOGRQRVVRWHPSR´ &$67$*1$ RUJDQL]HLPDWHULDORULJLQDOPHQWH
HVFULWR GRLV DQRV DQWHV SDUD XP SURMHWR GHVWLQDGR D VROLFLWDUD UHHVWUXWXUDomR FXUULFXODU GDV
GLVFLSOLQDVGHKLVWyULDGDP~VLFDQR,QVWLWXWRGH$UWHVGD81(63 &$67$*1$ (VVD
UHHVWUXWXUDomRQmRIRLDSURYDGDQDRFDVLmRGDPDQHLUDFRPRIRLSURSRVWDSRUpPSURVVHJXLX
HP GLVFXVVmR QRV DQRV VHJXLQWHV H JHURX XP QRYR SURMHWR GH UHHVWUXWXUDomR GHVWD YH]
HQFDEHoDGRSHOR&RQVHOKRGRV&XUVRVGH%DFKDUHODGRH/LFHQFLDWXUDHP0~VLFDDSUHVHQWDGR
j5HLWRULDGD81(63HPHDJXDUGDQGRRVWUkPLWHVHGHOLEHUDo}HVILQDLV
1HVVHDUWLJRGHTXHVWLRQHLLQLFLDOPHQWHDGLVFUHSkQFLDHQWUHRWtWXORWRWDOLWiULR
GD GLVFLSOLQD KLVWyULD ³GD´ P~VLFD  IUHQWH DR FRQWH~GR SULQFLSDOPHQWH YROWDGR j P~VLFD
HXURSHLD GH FRQFHUWR SDUD LVVR XWLOL]DQGR HQWUH RXWURV DUJXPHQWRV D EDL[D YHQGDJHP GR
UHSHUWyULR ³FOiVVLFR´ QR %UDVLO RVFLODQWHHQWUH  H GR WRWDO QR SHUtRGR GH  D

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  2VHJXQGR DVSHFWR DERUGDGR QHVVHWH[WR pR SDUDGR[DOPHQWH SHTXHQRFRQWH~GRGH
KLVWyULD GD P~VLFD QRV FRPSrQGLRV FRP HVVH WtWXOR H D SUHGRPLQkQFLD GD DSUHFLDomR GD
P~VLFD GH FRQFHUWR SRU PHLR GH H[HPSORV PXVLFDLV FRPHQWiULRV H DQiOLVHV GDV
SDUWLFXODULGDGHV GHVVH UHSHUWyULR 2 WHUFHLUR DVSHFWR UHIHUHVH DR TXH &DUO 'DKOKDXV
GHQRPLQDYD ³VXMHLWRV´ GD KLVWyULD GD P~VLFD TXH QRV FRPSrQGLRV FOiVVLFRV VmR
SUHGRPLQDQWHPHQWH RV FRPSRVLWRUHV H FXMR HVWXGR SURYRFD R HVWUDQKDPHQWR SRU SDUWH GR
DOXQR RULXQGR GH XPD SUiWLFD PXVLFDO Ki PXLWR WHPSR QmR PDLV FRPDQGDGD SRU
FRPSRVLWRUHV2TXDUWRH~OWLPRDVSHFWRFRQVLGHUDGRQHVVHWH[WRpDWHQGrQFLDHYROXFLRQLVWD
TXHDLQGDSUHGRPLQDQRVFRPSrQGLRVGHKLVWyULDGDP~VLFDFRPDFRQVHTXHQWHPDQXWHQomR
GDVHJUHJDomRFXOWXUDO HSRUGHFRUUrQFLDWDPEpPVRFLDO TXHDIHWDSDUWLFXODUPHQWHRPHLR
GHP~VLFDGHFRQFHUWRQR%UDVLO
$SyVDDERUGDJHPGHVVHVTXDWURDVSHFWRVTXHDRPHXYHUHVWmRQDEDVHGDIDOWDGH
HILFiFLD GDV GLVFLSOLQDV GH KLVWyULD GD P~VLFD QD DWXDOLGDGH SDVVHL D DERUGDU QR DUWLJR GH
DOJXPDVSRVVtYHLVVROXo}HVDVHUHPDSOLFDGDVHPVDODGHDXODFRPRDDPSOLDomRGRV
DVVXQWRVDERUGDGRVDUHDOL]DomRGHDQiOLVHVKLVWyULFDVHVRFLDLVPDLVSURIXQGDVHPOXJDUGD
H[FOXVLYDDQiOLVHGRUHSHUWyULRDDGRomRGHGLVFLSOLQDVRSWDWLYDVDRODGRGDVREULJDWyULDVHD
GLVFXVVmRGDHVWUXWXUDFXUULFXODUYLVDQGRQRYDVHPDLVHILFD]HVGLVFLSOLQDVHSODQRVGHHQVLQR
TXHOHYDVVHPHPFRQVLGHUDomRRVDVSHFWRVDFLPDDSUHVHQWDGRV

5Dt]HVGDFULVHQRHQVLQRGHKLVWyULDGDP~VLFD

(VFULWR SRU VROLFLWDomR GH 0yQLFD 9HUPHV FRRUGHQDGRUD GD VHomR GH KLVWyULD GD
P~VLFD GR OLYUR Ensino de Teoria e de História da Música D VHU ODQoDGR SHOD $VVRFLDomR
1DFLRQDO GH 3HVTXLVD H 3yV*UDGXDomR HP 0~VLFD $13320  SRVVLYHOPHQWH DLQGD QHVWH
DQR R WH[WR ³5Dt]HV GD FULVH QR HQVLQR GH KLVWyULD GD P~VLFD R FDVR GH 6mR 3DXOR´
&$67$*1$   UHVXOWRX GH XPDSHVTXLVDKLVWyULFDGHVWLQDGDDHVFODUHFHUDRULJHPGH
DOJXQVDVSHFWRVTXHSDUWLFLSDUDPGDGLPLQXLomRRXSHUGDGRVLJQLILFDGRGRHQVLQRGHKLVWyULD
GD P~VLFD QDV ~OWLPDV GpFDGDV H SRUWDQWR IXQGDPHQWDU Do}HV GHVWLQDGDV D JHUDU QRYRV



 ³$SHVDU GD SUiWLFD PXVLFDO GD DWXDOLGDGH QmR VHU PDLV SUHGRPLQDQWHPHQWH PRYLGD SRU FRPSRVLWRUHV D
ELEOLRJUDILDGRJrQHURDLQGDRVDSUHVHQWDFRPRRVSURSXOVRUHVGDP~VLFDGRSUHVHQWHRTXHHVWLPXODYLV}HVH
SRVLFLRQDPHQWRVXPWDQWRLOXVyULRVSRUSDUWHGRVHVWXGDQWHVTXHQmRVHUmRFRUUHVSRQGLGRVQDSUiWLFDDRPHQRV
IRUDGRkPELWRDFDGrPLFR´ &$67$*1$S 

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VLJQLILFDGRVSDUDHVVDGLVFLSOLQDRXPHVPRDFULDomRGHGLVFLSOLQDVPDLVHILFD]HVHDGDSWDGDV
jV VLWXDo}HV FRP DV TXDLV FRQYLYHPRV QD DWXDOLGDGH 3DVVR QRV SUy[LPRV SDUiJUDIRV D
UHVXPLUDVSULQFLSDLVFRQVWDWDo}HVQRVLWHQVFHQWUDLVGHVVDSHVTXLVD
1. Recepção da história da música 1HVVH LWHP H[DPLQR RV SDUkPHWURV DGRWDGRV QR
HVWDEHOHFLPHQWR GHVVD GLVFLSOLQD HP FRQVHUYDWyULRV H LQVWLWXLo}HV GH HQVLQR VXSHULRU
EUDVLOHLUDV SULQFLSDOPHQWH HP 6mR 3DXOR &RPR GHPRQVWUDP DV IRQWHV SUHGRPLQDUDP D
DERUGDJHP GRV ³JUDQGHV PHVWUHV´ H GDV ³JUDQGHV REUDV´ R HQVLQR WpFQLFR H D FRQVHTXHQWH
SRVLomRSHULIpULFDGDVGLVFLSOLQDVGHVWLQDGDVDRGHVHQYROYLPHQWRLQWHOHFWXDO
2. História da música para que?1HVVHLWHPGLVFRUURVREUHRVDVSHFWRVGRHQVLQRGH
KLVWyULD GD P~VLFD TXH UHIOHWHP D SHTXHQD DWHQomR GRV FXUVRV VXSHULRUHV GH P~VLFD j
GLYHUVLGDGHFXOWXUDOHjFRPSOH[LGDGHVRFLDOHHFRQ{PLFDEUDVLOHLUDIUHQWHDRPDLRULQWHUHVVH
GHWDLV LQVWLWXLo}HVQDGHIHVDGDPXVLFDGHFRQFHUWRFRPDFRQVHTXHQWHPDQXWHQomRGHVHX
LVRODPHQWRFXOWXUDOHPUHODomRjPDLRUSDUWHGDSRSXODomR
3. História ou apreciação?1HVVHLWHPFLWRREVHUYDo}HVGHYiULRVDXWRUHVEUDVLOHLURVH
LQWHUQDFLRQDLV GD VHJXQGD PHWDGH GR VpFXOR ;; VREUH DV GLIHUHQoDV HQWUH KLVWyULD H
DSUHFLDomR H VREUH DV LPSOLFDo}HV GH XPD GLVFLSOLQD TXH HPERUD LQWLWXODGD ³KLVWyULD GD
P~VLFD´VHMDSULQFLSDOPHQWHGHYRWDGDjDSUHFLDomRGRUHSHUWyULRHXURSHXGHFRQFHUWR
4. Qual história? 1HVVH LWHP IDoR UHIHUrQFLD DR GHVFRQWHQWDPHQWR GH YiULRV DXWRUHV
EUDVLOHLURV H LQWHUQDFLRQDLV DR ORQJR GR VpFXOR ;; D UHVSHLWR GH PpWRGRV JHUDOPHQWH
FURQROyJLFRV ELRJUiILFRV H GHVFULWLYRV GH IDWRV H REUDV GR UHSHUWyULR HXURSHX GH FRQFHUWR
$SHVDU GDGHIHVD H PLOLWkQFLD GHYiULRVDXWRUHV SRUKLVWyULDVVRFLDLVGDP~VLFDHSRUYLV}HV
PDLV UHODFLRQDGDV jV GLYHUVLGDGHV GD SUiWLFD PXVLFDO GH WRGRV RV WHPSRV R H[DPH GRV
FRPSrQGLRV GLVSRQtYHLV GHPRQVWUD XPD GLILFXOGDGH GH DYDQoR HP WDLV GLUHo}HV H D
FRQVHTXHQWHWUDQVIHUrQFLDGHVVHSUREOHPDSDUDRVSURIHVVRUHVGHVVDGLVFLSOLQD
5. História da música para quem? 1HVWH LWHP DSUHVHQWR GDGRV UHIHUHQWHV DR
SUHGRPLQDQWH FRQVXPR GH ELEOLRJUDILD UHODFLRQDGD j P~VLFD SHOR S~EOLFR IUHTXHQWDGRU GH
FRQFHUWRVGRTXHSHORVHVWXGDQWHVGHP~VLFDRTXHDIHWDDSURGXomRHGLVWULEXLomRGHOLYURV
VREUH KLVWyULD GD P~VLFD H RV FRORFD HP VHJXQGR SODQR HP UHODomR D GLFLRQiULRV
HQFLFORSpGLDVDWODVHJXLDVGHUHSHUWyULR

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6. História de qual música?1HVWHLWHPH[DPLQRDYLVmRHYROXFLRQLVWDGDP~VLFDTXH
SUHGRPLQRXQRVFRPSrQGLRVSXEOLFDGRVDRORQJRGRVpFXOR;;RTXHJHURXDLGHLDPXLWR
GLIXQGLGD QR PHLR PXVLFDO EUDVLOHLUR GH TXH RV UHSHUWyULRV H LQVWUXPHQWRV HYROXHP GH
YHUV}HV SULPLWLYDV D HODERUDGDV UHVXOWDQGR QXP XQLYHUVR PXVLFDO VXSRVWDPHQWH VXSHULRU D
VHUFXOWLYDGR HP GHWULPHQWR GH RXWURLQIHULRU&RQFHQWUDQGRVH HQWmRQDVPDQLIHVWDo}HV GH
FDUiWHUPRQXPHQWDODVKLVWyULDVGDP~VLFDTXDVHVHPSUHLJQRUDUDPRVUHSHUWyULRVSRSXODUHV
HQmRHXURSHXVWUDWDQGRRVIUHTXHQWHPHQWHDSHQDVFRPRIRQWHVWHPiWLFDVSDUDDP~VLFDGH
FRQFHUWR
7. História da música por quem? 1HVWH LWHP GLVFXWR R VLJQLILFDGR GD SHTXHQD
TXDQWLGDGH GH OLYURV GH KLVWyULD GD P~VLFD H SHVTXLVDV D UHVSHLWR SXEOLFDGDV SRU DXWRUHV
EUDVLOHLURV H D FRQVHTXHQWH DGRomR GH FRPSrQGLRV LQWHUQDFLRQDLV SDUD HVVD GLVFLSOLQD TXH
REYLDPHQWHGHVFRQVLGHUDPQHFHVVLGDGHVHVSHFtILFDVGRVHVWXGDQWHVGDVQRVVDVXQLYHUVLGDGHV
8. História da música brasileira? 1HVWH LWHP UHILUR DXWRUHV TXH HVWXGDUDP RV
FRPSrQGLRV GH ³KLVWyULD GD P~VLFD EUDVLOHLUD´ RX GH ³KLVWyULD GD P~VLFD QR %UDVLO´ H VXD
SUHGRPLQDQWH WHQGrQFLD HYROXFLRQLVWD H FRORQLDOLVWD HVWD ~OWLPD EDVHDGD QD FUHQoD GH XPD
FRORQL]DomR VHP FRQIOLWRV UHVXOWDQWH GD YLWyULD GR PRGHOR HXURSHX GH FLYLOL]DomR VREUH D
VXSRVWDEDUEiULHGDVSRSXODo}HVORFDLVHRXHVFUDYL]DGDV&RPLVVRWDOOLWHUDWXUDHOHJHXFRPR
EDVH D P~VLFD GH FRQFHUWR FRPSRVWD SRU DXWRUHV EUDVLOHLURV QD WHQWDWLYD GH IL[DomR GH XP
³FkQRQH´RXUHSHUWyULRQDFLRQDORILFLDO2LWHPWDPEpPH[DPLQDDSHUGDGHLQWHUHVVHSRUHVVD
YLVmRWRWDOLWiULDDSDUWLUGDGpFDGDGHHDGLYHUVLILFDomRGRVLQWHUHVVHVGHDXWRUHVTXH
HVFUHYHUDP VREUH DV WUDGLo}HV PXVLFDLV SUDWLFDGDV QR %UDVLO FRP SUHGRPtQLR GRV DVVXQWRV
UHODFLRQDGRVjVFXOWXUDVSRSXODUHV
9. História ou patrimônio musical?1HVWHLWHPGLVFXWRDFRQVWDWDomRGHTXHERDSDUWH
GRVWH[WRVHSHVTXLVDVVREUHKLVWyULDGDP~VLFD³QmRYHUVDH[DWDPHQWHVREUHKLVWyULDPDVVLP
VREUH R SDWULP{QLR PXVLFDO HVSHFtILFR GH GHWHUPLQDGD WUDGLomR´ UHODFLRQDGR j VXD
SUHVHUYDomR HVWXGR H GLIXVmR $ LPSOLFDomR GHVVD GLIHUHQoD SDUD R FDVR EUDVLOHLUR p TXH
IDOWDQGR HGLo}HV FDWiORJRV JUDYDo}HV ILQDQFLDPHQWR D SURMHWRV ELEOLRJUDILD DWXDOL]DGD
WUDWDPHQWR H GLVSRQLELOL]DomR GH DFHUYRV j SHVTXLVD D HVFULWD GD KLVWyULD GH DXWRUHV
UHSHUWyULRVHWUDGLo}HVPXVLFDLV WRUQDVHVHFXQGiULDHPXLWDVYH]HVSUDWLFDPHQWHLQYLiYHO

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10. História ou produto?1HVWHLWHPDERUGRDFRQVWDWDomRGHTXHDSDUWLUGDGpFDGD
GHDKLVWyULDGDP~VLFDIRLWUDWDGDPDLVFRPRXPUDPRGHQHJyFLRVGRTXHFRPRXPD
QHFHVVLGDGH SHGDJyJLFD R TXH DIHWRX FXUVRV SURJUDPDV GH UiGLR H 79 JUDYDo}HV
SXEOLFDo}HV RX FRQFHUWRV H IRUWDOHFHX D YLVmR GRV FXUVRV FRPR SURGXWRV H GR DSUHQGL]DGR
FRPRFRQVXPR&RPRFRQVHTXrQFLDDREWHQomRGRGLSORPDWRUQRXVHHPPXLWRVFDVRVPDLV
LPSRUWDQWHGRTXHDDTXLVLomRGRFRQKHFLPHQWR

6ROXo}HVDGRWDGDVQRHQVLQRGHKLVWyULDJHUDOGDP~VLFD

)UHQWH jV FRQVWDWDo}HV DFLPD HPERUD DOJXPDV GHODV UHFHQWHV  WHQKR SUDWLFDGR Ki
DOJXQV DQRV VROXo}HV DOWHUQDWLYDV QDV GLVFLSOLQDV GH KLVWyULD GD P~VLFD TXH PLQLVWUR QR
,QVWLWXWR GH $UWHV GD 81(63 HP XPD WHQWDWLYD GH FRQWtQXD DGDSWDomR j UHDOLGDGH GRV
HVWXGDQWHV$SULPHLUDGHODVIRLDDGRomRGHLQRYDo}HVGLGiWLFDVHWHFQROyJLFDVLQLFLDOPHQWH
RV slides H WUDQVSDUrQFLDV RV YtGHRV HP 9+6 H RV &'V DWp  RX  DV DXODV HUDP
SULQFLSDOPHQWH LOXVWUDGDV FRP H[HPSORV PXVLFDLV HP /3V H ILWDV FDVVHWH  VHJXLGDV SHODV
SURMHo}HV HP power point H HP QRYRV VLVWHPDV H[HPSORV iXGLRYLVXDLV HP PS PS H
RXWURV IRUPDWRV HOHWU{QLFRV EHP FRPR R XVR GH SiJLQDV H EDQFRV GH GDGRV QD LQWHUQHW $
DTXLVLomRGHDQWRORJLDVGHiXGLRVHSDUWLWXUDVEHPFRPRDREWHQomRGHQRYRVFRPSrQGLRVH
UHSHUWyULRVLJQLILFDWLYRSDUD DVDXODV FRPSOHWRXHVVDDWXDOL]DomRGLGiWLFDHWHFQROyJLFD1RV
DQRVGHDHQWUHWDQWRIXLSHUFHEHQGRTXHPHVPRFRPWRGRVRVUHFXUVRVGLGiWLFRV
H WHFQROyJLFRV TXH IRL SRVVtYHO REWHU DV DXODV DWLQJLUDP XP OLPLWH TXH GHQXQFLDYD D
QHFHVVLGDGHGHPXGDQoDVPDLVSURIXQGDVQDFRQFHSomRGDVGLVFLSOLQDV
3DVVHL HQWmR D SDUWLU GH  FRLQFLGHQWHPHQWHDSyV DWUDQVIHUrQFLDGR ,QVWLWXWRGH
$UWHV SDUD R DWXDO FDPSXV GD %DUUD )XQGD TXDQGR SRUGRLV RX WUrV DQRV KRXYH XP FOLPD
JHUDOGHRWLPLVPRQDLQVWLWXLomR DGLVFXWLUPDLVIUHTXHQWHPHQWHFRPRVHVWXGDQWHVDVSHFWRV
KLVWyULFRVHVRFLDLVQmRDERUGDGRVQRVFRPSrQGLRVGLGiWLFRVDOpPGHHQIDWL]DUDQHFHVVLGDGH
GH FRPSUHHQVmR GR VLJQLILFDGR GHVVDV GLVFLSOLQDV SDUD R SURILVVLRQDO GD iUHD GH P~VLFD
JHUDOPHQWHSRU PHLR GH SHUJXQWDV HSURSRVLomR GHDWLYLGDGHV HWUDEDOKRV3URJUHVVLYDPHQWH
DXPHQWHL D SDUWLFLSDomR GRV DOXQRV QR HVWXGR DSUHVHQWDomR H GLVFXVVmR GRV FRQWH~GRV H
WUDEDOKRV GR FXUVR DIDVWDQGRPH FDGD YH] PDLV GR VLVWHPD GH DXODV H[FOXVLYDPHQWH
H[SRVLWLYDVHGDFREUDQoDGHVXDPHPRUL]DomRHPSURYDV$GLVFXVVmRVREUHDQHFHVVLGDGHH

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DSOLFDomR RX QmR  GR FRQKHFLPHQWR GH KLVWyULD GD P~VLFD QD DWXDOLGDGH EHP FRPR R
TXHVWLRQDPHQWR VREUH DV EDVHV WHyULFDV GHVVD GLVFLSOLQD WrP VLGR FRQVWDQWH HP WRGDV DV
PLQKDV DXODV GHVGH SHOR PHQRV  H R HQYROYLPHQWR GRV DOXQRV SDUHFH WRUQDUVH PDLV
RUJkQLFRDQRDDQRDSHVDUGDSRVVtYHOLOXVmRRFDVLRQDGDSHODREVHUYDomRGRSRQWRGHYLVWD
GRSUySULRVXMHLWRGHVVDVDo}HV
8PDGDV~OWLPDVH[SHULrQFLDVSUDWLFDGDVQDVGLVFLSOLQDVGHKLVWyULDGDP~VLFDWHPVLGR
RHVWXGRGDKLVWyULDJHUDOHFRQYHQFLRQDOGDP~VLFDDSDUWLUGRVFRPSrQGLRVGLVSRQtYHLVQDV
ELEOLRWHFDVHOLYUDULDVSRUpPDFUHVFLGRjSHVTXLVDGDKLVWyULDGDP~VLFDHPRXWURVSRYRVHHP
RXWUDVFXOWXUDVGRPXQGRGDQGRVHDRVHVWXGDQWHVDOLEHUGDGHGHHOHJHUHPRVH[HPSORVQmR
HXURSHXV D VHUHP SHVTXLVDGRV 1HVVH VHQWLGR p VROLFLWDGR DRV DOXQRV R H[DPH GDV
SDUWLFXODULGDGHV GD SUiWLFD H SURGXomR PXVLFDO VHOHFLRQDGD R HVWXGR GRV VLJQLILFDGRV GD
P~VLFD DERUGDGD D LQYHVWLJDomR GDV IXQo}HV VRFLDLV GD P~VLFD HP TXHVWmR H XPD UiSLGD
FRPSDUDomRFRPDSUiWLFDHSURGXomRPXVLFDOGHRXWUDVUHJL}HVGRPXQGRQRPHVPRSHUtRGR
2~OWLPRLWHPUHIHULGRpXPGRVDVSHFWRVPDLVPRWLYDGRUHVHDRPHVPRWHPSRLQXVLWDGRVGR
WUDEDOKRQDPHGLGDHPTXHUHYHODXPDTXDQWLGDGHGHDVSHFWRVWmR HjVYH]HVPDLV QRYRVH
LQWHUHVVDQWHVSDUDRVDOXQRVTXDQWRDTXHOHVUHIHUHQWHVjP~VLFDHXURSHLD
3RUILPWHQKRDGRWDGRHPVDODRHVWXGRGHWH[WRVVREUHWHRULDGDKLVWyULDGDP~VLFD
HVSHFLDOPHQWH GH &DUO 'DKOKDXV  H   H :DUUHQ 'ZLJKW $OOHQ   (P WDLV
RSRUWXQLGDGHV GRX rQIDVH j GLVFXVVmR GRV OLPLWHV WHyULFRV FXOWXUDLV JHRJUiILFRV H VRFLDLV
GHVVDGLVFLSOLQDGDVGLIHUHQoDVHQWUHKLVWyULDHDSUHFLDomRHFRPRLQLFLHLKiTXDVHDQRV
GRVLJQLILFDGRGDKLVWyULDGDP~VLFDSDUDRVHVWXGDQWHVEUDVLOHLURVGRSUHVHQWH

6ROXo}HVDGRWDGDVQRHQVLQRGH³KLVWyULDGDP~VLFDQR%UDVLO´

$ GLVFLSOLQD GH ³KLVWyULD GD P~VLFD QR %UDVLO´ RX ³KLVWyULD GD P~VLFD EUDVLOHLUD´  p
SDUWLFXODUPHQWH SUREOHPiWLFD QD PHGLGD HP TXH JHUD PXLWDV H[SHFWDWLYDV JHUDOPHQWH QmR
DWHQGLGDV  SRU SDUWH GRV DOXQRV TXH SRVVXHP LQWHUHVVH QDV FXOWXUDV SRSXODUHV EUDVLOHLUDV
IUHQWH D XPD ELEOLRJUDILD TXH FRPR YLPRV HQIDWL]D D SURGXomR QDFLRQDO FDQ{QLFD GH
FRQFHUWR 3RU HVVH PRWLYR D HODERUDomR GH DOWHUQDWLYDV SDUD HVVD GLVFLSOLQD IRL EHP PDLV
WUDEDOKRVD TXH QR FDVR GD KLVWyULD JHUDO GDP~VLFD WHQGR GHPDQGDGR D DGRomR GH VROXo}HV
OLPtWURIHVHQWUHKLVWyULDHVRFLRORJLDGDP~VLFD

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8PDGDVDo}HVDSOLFDGDVRPHQWHjVWXUPDVGH/LFHQFLDWXUDHP(GXFDomR0XVLFDOIRL
DGLVFXVVmRGHWUDEDOKRVFRPXPDYLVmRPDLVDPSODDUHVSHLWRGDKLVWyULDHFXOWXUDGRVJUXSRV
KXPDQRV IRUPDGRUHVGR %UDVLO TXH RVDQWLJRVFRPSrQGLRVGHKLVWyULDGD P~VLFDEUDVLOHLUD
8OWLPDPHQWH YHQKR DGRWDQGR R OLYUR O povo brasileiro GH 'DUF\ 5LEHLUR   FXMR
FRQWH~GR VROLFLWR DRV HVWXGDQWHV UHODFLRQDU D DVSHFWRV PXVLFDLV GDV FXOWXUDV H SRSXODo}HV
HVWXGDGDVSRUHVVHDXWRU(PERUDRUHVXOWDGRVHMDPDLVSUy[LPRDRGRVWUDEDOKRVUHDOL]DGRV
QDVGLVFLSOLQDVGHHWQRPXVLFRORJLDDSHUPDQHQWHDGRomRGHDVSHFWRVKLVWyULFRVSRUSDUWHGRV
DOXQRV H GR SURIHVVRU HVWDEHOHFH XPD IRUPD GH KLVWyULD TXH VH DIDVWD GD DERUGDJHP
PRQXPHQWDOLVWD RX VHMD GDV JUDQGHV REUDV GH JUDQGHV DXWRUHV GDV JUDQGHV FDSLWDLV 
SURFXUDQGR FRPSUHHQGHU D JrQHVH KLVWyULFD GD GLYHUVLGDGH PXVLFDO EUDVLOHLUD H DVVLP
FRQWULEXLUSDUDVXDYDORUL]DomRQRPHLRDFDGrPLFRPXVLFDO
3DUDOHODPHQWH SDUD DV WXUPDV GH %DFKDUHODGR SURSRQKR XP HVWXGR GD KLVWyULD HGR
UHSHUWyULR GH DJUXSDPHQWRV RX GH WLSRV GH DJUXSDPHQWRV PXVLFDLV EUDVLOHLURV DVVXQWR TXH
FDXVDPDLVUHVVRQkQFLDSDUDHVVHVDOXQRVGRTXHSDUDRVOLFHQFLDQGRVHPP~VLFD7DOWUDEDOKR
FRQVLVWH HP XP OHYDQWDPHQWR VREUH D SUiWLFD H R UHSHUWyULR PXVLFDO EUDVLOHLUR GH GLYHUVDV
IRUPDo}HVYRFDLVHRXLQVWUXPHQWDLVDRORQJRGDKLVWyULDLQFOXLQGRXPDDSUHVHQWDomRFUtWLFD
VREUH R GHVHQYROYLPHQWR GH FDGD XPD GHODV EHP FRPR DV SDUWLFXODULGDGHV SUREOHPDV H
GHVDILRV TXH H[LVWHP SDUD FDGD FDVR &RPR JXLD VmR DSUHVHQWDGDV DV VHJXLQWHV RSo}HV D
VHUHP HVFROKLGDV SRU JUXSRV GH DOXQRV SRUpP FRP D OLEHUGDGH GH HVFROKDV H[WHUQDV D HVVD
OLVWD

x 5HSHUWyULR EUDVLOHLUR RUTXHVWUDO SDUD RUTXHVWUD GH FRUGDV RX VLQI{QLFD FRP RX VHP
VROLVWDV 
x 5HSHUWyULR GH EDQGDV GH VRSURV H JUXSRV UHJLRQDLV GH FKRUR RX GH P~VLFD SRSXODU
EUDVLOHLUDGDSULPHLUDPHWDGHGRVpFXOR;;
x 5HSHUWyULRGHJUXSRVGH03%RXGHP~VLFDSRSXODUEUDVLOHLUDGDVHJXQGDPHWDGHGR
VpFXOR;;HLQtFLRGR;;,
x 5HSHUWyULREUDVLOHLURFDPHUtVWLFR TXDLVTXHUIRUPDo}HV 
x 5HSHUWyULR EUDVLOHLUR FRUDO a cappella FRP DFRPSDQKDPHQWR LQVWUXPHQWDO RX
RUTXHVWUDO 
x 5HSHUWyULRPLGLiWLFRHGHJUXSRVPXVLFDLVEUDVLOHLURVFRQWHPSRUkQHRV
x 5HSHUWyULRGHbig bandsHRUTXHVWUDVDWXDLVGHP~VLFDSRSXODUEUDVLOHLUDRXGHP~VLFD
EUDVLOHLUDWUDGLFLRQDO
x 5HSHUWyULRVGHRXWUDVIRUPDo}HVPXVLFDLVSUDWLFDGDVQR%UDVLO 

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3DUD D SHVTXLVD GHVVHV WySLFRV SURSRQKR WDPEpP DV VHJXLQWHV SHUJXQWDV FXMDV
UHVSRVWDVWRUQDPVHDEDVHGDVDSUHVHQWDo}HVGRVJUXSRV

x 4XDLV VmR RV WLSRV H TXDQWLGDGHVDSUR[LPDGDVGHREUDV FRPSRVWDVQR%UDVLO RXSRU
DXWRUHVEUDVLOHLURV SDUDHVWDIRUPDomR"
x 4XDLVVmRRVDXWRUHVHVWLORVHSHUtRGRVKLVWyULFRVUHSUHVHQWDGRVQHVVHUHSHUWyULR"
x 4XDO p D TXDQWLGDGH RX SRUFHQWDJHP  DSUR[LPDGD GH HGLo}HV H JUDYDo}HV GHVVH
UHSHUWyULR"
x 4XDO p D TXDQWLGDGH RX SRUFHQWDJHP  DSUR[LPDGD GH HGLo}HV H JUDYDo}HV GHVVH
UHSHUWyULRGLVSRQLELOL]DGDQDLQWHUQHW"
x 4XDOIRLRVLJQLILFDGRHLPSDFWRGHVVHUHSHUWyULRQR%UDVLOHQRH[WHULRUDRORQJRGD
KLVWyULDHTXDOpRVHXVLJQLILFDGRHLPSDFWRQDDWXDOLGDGH"
x 4XDLVVmRRVSUREOHPDVHGHVDILRVUHODFLRQDGRVDHVVHUHSHUWyULRQRSUHVHQWH"
x 4XDOIRLHTXDOpRS~EOLFRIUHTXHQWDGRUGHVVHWLSRGHIRUPDomRHUHSHUWyULR"
x 4XDLVVmRDVSHUVSHFWLYDVIXWXUDVSDUDHVVHWLSRGHIRUPDomRHUHSHUWyULR"

3DUD WRGRV RV FXUVRV SURSRQKR WDPEpP XP WUDEDOKR LQGLYLGXDO FXMRV UHVXOWDGRV VmR
GLVFXWLGRVFROHWLYDPHQWHDSyVVXDFRQFOXVmR LQWLWXODGR³KLVWyULDSHVVRDOGDP~VLFD´7UDWD
VH GH XP WH[WR HODERUDGR LQGLYLGXDOPHQWH H HP QHQKXP PRPHQWR OLGR SHORV FROHJDV 
UHIHUHQWH jV SULQFLSDLV OLQKDV KLVWyULFDV TXH SDUWLFLSDP RX SDUWLFLSDUDP GRV YiULRV DVSHFWRV
GDV DWLYLGDGHV PXVLFDLV GH FDGD HVWXGDQWH SRUWDQWRSHVVRDO 7DLVOLQKDVGHYHPVHUGHGRLV
WLSRVDVOLQKDVKLVWyULFDVUHFHELGDVHDVOLQKDVKLVWyULFDVWUDQVPLWLGDVDVTXDLVHQYROYHPDV
SUHIHUrQFLDV UHSHUWyULR PDQHLUDV GH WRFDU RX FDQWDU RV LQVWUXPHQWRV TXH R DOXQR GHFLGLX
HVWXGDURVOXJDUHVRQGHWUDEDOKRXHWF
3DUDDHODERUDomRGHVXDKLVWyULDSHVVRDOGDP~VLFDFDGDDOXQRHVFROKHGHQWUHDV
OLQKDVLGHQWLILFDGDVDRORQJRGHVXDYLGD VHQGRUHFHELGDVHWUDQVPLWLGDV HGHVFUHYHXPD
DXPDDPDQHLUDFRPRHODFKHJRXDWpRHVWXGDQWHHDPDQHLUDFRPRHOHDWUDQVPLWLXRXDHVWi
WUDQVPLWLQGR6RPHQWHSDUDDVOLQKDVUHFHELGDVpVROLFLWDGRDRVDOXQRVLQYHVWLJDUSHORPHQRV
XPDGDVHWDSDVDQWHULRUHVjVXDUHFHSomRRXVHMDGHTXHPDQHLUDHVVDOLQKDFKHJRXjSHVVRD
JUXSR LQVWLWXLomR RX FLUFXQVWkQFLD TXH D WUDQVPLWLX DR DOXQR 7UDWDVH SRUWDQWR GH XPD
LQYHVWLJDomRHPGRLVQtYHLVSDUDDVOLQKDVUHFHELGDVHGHXPQtYHOSDUDDVOLQKDVWUDQVPLWLGDV
$UHGDomRGHVVHWUDEDOKRTXHMiYHQKRSURSRQGRKiDQRVJHUDOPHQWHSURSRUFLRQD
GHDFRUGRFRPRGHSRLPHQWRGRVSUySULRVHVWXGDQWHV DWRPDGDGHFRQVFLrQFLDGHDOJXPDV

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GDVHWDSDVGHXPSHTXHQRFRQMXQWRGHQWUHDVLQ~PHUDVOLQKDVKLVWyULFDVTXHIRUDPUHFHELGDV
HWUDQVPLWLGDVHTXHSDUWLFLSDUDPRXSDUWLFLSDPGDVDWLYLGDGHVPXVLFDLVGRVHVWXGDQWHV$R
ILQDOGRSURFHVVRRVDOXQRVWRPDPFRQWDWRFRPXPDHVSpFLHGHPLFURKLVWyULDGDP~VLFDGD
TXDO ID]HP SDUWH LGHQWLILFDQGR RV PHFDQLVPRV EiVLFRV TXH WDPEpP H[LVWHP QD PDFUR
KLVWyULD PHFDQLVPRV TXH SRXFRV DOXQRV DQWHV GHVVH H[HUFtFLR KDYLDP REVHUYDGR HP
RSHUDomRWDPEpPHPSHVVRDVFRPXQVDOpPGRV³JUDQGHV´FRPSRVLWRUHVGRSDVVDGR
2XWURWUDEDOKRSURSRVWRDWRGRVRVFXUVRVpDDGDSWDomRHQVDLRHH[HFXomRHPVDOD
GH REUDV YRFDLV HRX LQVWUXPHQWDLV EUDVLOHLUDV RX UHODFLRQDGDV DR %UDVLO 7UDWDVH GH XP
H[HUFtFLR PXVLFROyJLFR H SUiWLFR FRP IRQWHV KLVWyULFRPXVLFDLV EUDVLOHLUDV SULPiULDV
UHDOL]DGR HP JUXSR H DSUHVHQWDGR HP VDOD FRP HODERUDomR GH SDUWLWXUDV H UHGDomR GH
FRPHQWiULRVVREUHDVREUDVHVREUHRWUDEDOKRUHDOL]DGR3DUDDUHDOL]DomRGHVVHWUDEDOKRVmR
FULDGRVJUXSRVFRPIRUPDomRYRFDOHRXLQVWUXPHQWDODOHDWyULDHDFDGDXPGHOHVpVROLFLWDGR
VHOHFLRQDU H DGDSWDU SDUD VXD IRUPDomR XP GHWHUPLQDGR Q~PHUR GH REUDV YRFDLV HRX
LQVWUXPHQWDLV FRPSRVWDV HP GLVWLQWRV SHUtRGRV GD KLVWyULD PXVLFDO EUDVLOHLUD $V REUDV VmR
REWLGDV QDV ELEOLRWHFDV GR ,QVWLWXWR GH $UWHV H HP RXWURV DFHUYRV PXVLFDLV GD FLGDGH RX
PHVPRHPSiJLQDVGDLQWHUQHWGDVTXDLVVmRLQGLFDGDVSHORSURIHVVRU
2 UHVXOWDGR GR WUDEDOKR DFLPD GHVFULWR p LPSRUWDQWH QD PHGLGD HP TXH JHUD D
RSRUWXQLGDGHGH SHVTXLVDGHUHSHUWyULRSRUSDUWHGRVDOXQRVLQFOXLQGRDFRQVXOWDGHIRQWHV
PXVLFDLVKLVWyULFDV DLQGDTXHSULQFLSDOPHQWHDTXHODVMiGLJLWDOL]DGDVHGLVSRQtYHLVonline HD
QHFHVVLGDGHGHVXDDGDSWDomRSDUDIRUPDo}HVQmRFRQYHQFLRQDLVHTXDVHVHPSUHLQH[LVWHQWHV
QDpSRFDGHFRPSRVLomRGDVREUDVVHOHFLRQDGDV2PDLRULQWHUHVVHGRWUDEDOKRQRHQWDQWRp
GHPRQVWUDUTXHTXDOTXHUREUDHVFULWDQR%UDVLOSRGHVHUDGDSWDGDDTXDOTXHUWLSRGHIRUPDomR
DWXDOFRPUHVXOWDGRVLQWHUHVVDQWHVHFULDWLYRVSHUPLWLQGRSRUWDQWRTXHTXDLVTXHUJUXSRVRX
LQVWUXPHQWLVWDV H[SORUHP H DSUHVHQWHP DRV VHXV S~EOLFRV FRPSRVLo}HV PXVLFDLV KLVWyULFDV
EUDVLOHLUDV(VVHWUDEDOKRGLVVROYHSRUWDQWRDLGHLDGHUHVWULQJLURUHSHUWyULRPXVLFDOKLVWyULFR
jVVXDVIRUPDo}HVRULJLQDLVHSULYLOHJLDRLQWHUHVVHGRS~EOLFRDWXDOQRFRQWDWRFRPRSDVVDGR
PXVLFDOGRSDtV
3RUILPDGRWRWDPEpPHPWRGDVDVWXUPDVKiTXDVHDQRVXPDSHVTXLVDHPJUXSR
UHIHUHQWH j VLWXDomR DWXDO GD P~VLFD QR PHUFDGR EUDVLOHLUR 1RYDPHQWH OLPtWURIH HQWUH D
KLVWyULD H D VRFLRORJLD HVWH WUDEDOKR p GHVWLQDGR D LQYHVWLJDU D VLWXDomR DWXDO GD SUiWLFD H

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SURGXomRPXVLFDOHPYiULRVVHWRUHVGRPHUFDGRGDQGROXJDUSRUpPjSHVTXLVDKLVWyULFDGDV
VROXo}HV DGRWDGDV HP FDGD FDVR $ LQYHVWLJDomR ILQDO VDWLVID] XPD QHFHVVLGDGH EiVLFD GRV
HVWXGDQWHV ± FRPSUHHQGHU R IXQFLRQDPHQWR GH XPD SDUWH GR PHUFDGR GH WUDEDOKR ± H DR
PHVPRWHPSRWUDWDRDVVXQWRDSDUWLUGHXPDDERUGDJHPKLVWyULFDHFUtWLFD
3DUD VXD UHDOL]DomR FDGD JUXSRV HVFROKH XP GHQWUH RV WHPDV DEDL[R HVSHFLILFDGRV
VHQGRVHPSUHSRVVtYHOGHVGREUDUDOJXPGHVVHVWHPDVDGRWDUDSHQDVDOJXQVGHVHXVDVSHFWRVH
PHVPRSURSRUXPWHPDQRYR

x 0~VLFDHPFRQFHUWRVS~EOLFRVEUDVLOHLURV
x 0~VLFDQRPHUFDGREUDVLOHLURGHJUDYDo}HV &'V'9'VstreamingHRXWURV 
x 0~VLFDQRFLQHPDHHPPLQLVVpULHVGH79QR%UDVLO
x 0~VLFDQRUiGLR $0)0HLQWHUQHW EUDVLOHLUR
x 0~VLFDHPWHPSORVHDPELHQWHVUHOLJLRVRVEUDVLOHLURV
x 0~VLFDQDSXEOLFLGDGH UiGLR79HLQWHUQHW EUDVLOHLUD
x 0~VLFDHPQRYHODVEUDVLOHLUDV
x 0~VLFDHPFDPSDQKDVSROtWLFDVEUDVLOHLUDV
x 0~VLFDHPVKRZVHSURJUDPDVGHDXGLWyULRQD79EUDVLOHLUD
x 0~VLFDDRYLYRHPEDUHVHFDVDVGHGDQoDEUDVLOHLUDV
x 0~VLFDQDVXQLYHUVLGDGHVEUDVLOHLUDV HQVLQRSHVTXLVDHGLYXOJDomR 
x 0~VLFDQRHQVLQREiVLFRQR%UDVLO
x 0~VLFDGHUXDQR%UDVLO
x 0~VLFDGH&DUQDYDOQR%UDVLO
x RXWURWHPDGHILQLGRSHORJUXSR 

(VWH WUDEDOKR HQYROYH XPD PHWRGRORJLD SULQFLSDOPHQWH HPStULFD H PXLWDV YH]HV D
SHVTXLVD GH FDPSR RV FRPSRQHQWHV GR JUXSR H[DPLQDP D P~VLFD TXH FLUFXOD QRV PHLRV
DFLPD LQGLFDGRV QD DWXDOLGDGH H UHJLVWUDP DV REVHUYDo}HV SHUWLQHQWHV SDUD GHSRLV IRUPXODU
XPD FRPSUHHQVmR JHUDO GD VLWXDomR DWXDO GD P~VLFDUHIHUHQWHDR WHPD HVFROKLGR (PERUD R
SRQWRGHSDUWLGDGHVVHWUDEDOKRVHMDUHODFLRQDUDVREVHUYDo}HVDRVSUREOHPDVHIHQ{PHQRVGD
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YLV}HVVLQFU{QLFDHGLDFU{QLFD

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H[SHULrQFLDVHVROXo}HVGHHQVLQREDVHDGDVHPYLV}HVFRPSDWtYHLVFRPDGLYHUVLGDGHFXOWXUDO
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ELEOLRJUDILDVREUHRDVVXQWR

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GRV HVWXGDQWHV GD DWXDOLGDGH HPERUD WHQKD VH DIDVWDGR GHVVD SURSRVWD SRU FRQWD GD
PDQXWHQomRGHREMHWLYRVUHODFLRQDGRVjVVRFLHGDGHVGRSDVVDGR&DEHDQyVSURIHVVRUHVXVDU
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DHILFLrQFLDGRHVWXGRGDP~VLFDSHUPLWLUDFRPSUHHQVmRFDGDYH]PDLRUGRVHXVLJQLILFDGR
VRFLDOHDXPHQWDURVHXSDSHOWUDQVIRUPDGRUQDUHDOLGDGHDWXDO

5()(5Ç1&,$6

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1600-19601HZ<RUN'RYHU3XEOLFDWLRQV,QFS

&$67$*1$3DXOR'LILFXOGDGHVUHIOH[}HVHSRVVLELOLGDGHVQRHQVLQRGDKLVWyULDGDP~VLFD
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Universidade Federal do Pará%HOpPDQRQSIHY'LVSRQtYHOHP
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9(50(60yQLFD RUJ Ensino de Teoria e de História da Música6mR3DXOR$13320
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&DPEULGJH8QLYHUVLW\3UHVVS

BBBBBBBBBBFundamentos de la historia de la músicaWUDGXFFLyQ1pOLGD0DFKDLQ


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5,%(,52'DUF\O povo brasileiro: a formação e o sentido do BrasilHG6mR3DXOR


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HOHPHQWRV TXH DFLRQDP D YLYDFLGDGH FXOWXUDO H FRQWHPSOD SURFHGLPHQWRV H FRQFHLWRV TXH
FRQWULEXHPSDUDDSURPRomRGDMXVWLoDFRJQLWLYD

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TXH FRUULD UiSLGR H DEXQGDQWH 'H XP ODGR GR ULR 1]DPEL FRORFRX XP JUDQGH H
IURQGRVREDREiHQDRXWUDPDUJHPXP,SrFRPOLQGDVIORUHVDPDUHODV
0HVPRVHSDUDGRVSRUXPLPHQVRULRHOHVVHDSDL[RQDUDP2,SrJRVWRX GR %DREi
SRUTXHHOHHUDIRUWHHFRUDMRVR2%DREiJRVWRXGR,SrSRUVXDEHOH]DHJHQWLOH]D
0DVRULRLPSHGLDTXHHOHVSXGHVVHPVHDSUR[LPDU
(QWmR HOHV SHGLUDP DR ÈJXDV GH 0HQLQR  DMXGD SDUD SRGHUHP VH HQFRQWUDU 2 ULR
UHVROYHXDMXGDUPDVFRPDFRQGLomRGHID]HUSDUWHGHVVHDPRU$VVLPRULRSHUPLWLX
TXHDVUDt]HVGDViUYRUHVVHHQFRQWUDVVHPHPEDL[RG¶iJXD
$VUDt]HVGDVGXDViUYRUHVFRPHoDUDPOHQWDPHQWHDFUHVFHUHPGLUHomRXPDGDRXWUD
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DQRV FUHVFHQGR DV UDt]HV GR ,Sr H GR %DREi ILQDOPHQWH VH HQFRQWUDUDP ( QHVVH
PRPHQWRDOJRVXUSUHHQGHQWHDFRQWHFHXVXUJLXQRPHLRGRULRXPQRYDiUYRUHTXH
QLQJXpPMDPDLVKDYLDYLVWRQDIDVHGDWHUUDR,SHREi



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H SHVTXLVDGRUD QR 1~FOHR GH 3HVTXLVD H ,QYHVWLJDomR &rQLFD &ROHWLYR  1X3,&&  (PDLO
UHQDWD]DEHOH#JPDLOFRP

'RXWRUHP(GXFDomRSHOD8)%$3URIHVVRUDVVRFLDGRGD)DFXOGDGHGH(GXFDomR)tVLFDH'DQoDGD8QLYHUVLGDGH
)HGHUDO GH *RLiV 3HVTXLVDGRU QR 1~FOHR GH 3HVTXLVD H ,QYHVWLJDomR &rQLFD &ROHWLYR  1X3,&&   (PDLO
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2,SHREiWLQKDIORUHVDPDUHODVDEHOH]DHDJHQWLOH]DGR,Sr(WDPEpPDIRUoDD
FRUDJHPHDVDEHGRULDGDSULPHLUDiUYRUHFULDGDQRPXQGRR%DREi0DVRTXHGH
IDWRGLVWLQJXLDDTXHODQRYDiUYRUHGHWRGDVDVRXWUDVpTXHXPLJDUDSpFRUULDEHPQR
PHLRGHODSRLVÈJXDVGH0HQLQRIH]TXHVWmRGHID]HUSDUWHGHVWHDPRU $25,*(0
'2,3(2%È$UTXLYRÈJXDVGH0HQLQR 

2OKDU R YHOKR WUHP DWUDYHVVDQGR H HQTXDQWR LVVR SHQVDU RV FDPLQKRV URPSLGRV SHOR
SHQVDPHQWRGHVFRORQLDOQRVGiDSRVVLELOLGDGHGHEULQFDUGHYDGLDUGHJLQJDUHGHEXVFDUQR
HQFDQWDPHQWRRILRFRQGXWRUGHXPDSURSRVWDSHGDJyJLFDDUUDLJDGDHPYDORUHVDQFHVWUDLV
'iOLFHQoDPHXVLQK{GiOLFHQoDPLQKDVLQKiQyVDTXLYLHPRVYDGLDU³Vamos vadiá,
vamos vadiá, capoeira de angola, hora vamos vadiá”. 3RGHUtDPRVFRPHoDUHVVHDUWLJRGL]HQGR
TXHHVVDQDUUDWLYDDFLPDGHVFULWDIRLUHFROKLGDGRSRYR'RJRQTXHKDELWDXPDUHJLmRUHPRWD
GD ÈIULFD 2ULHQWDO D OHVWH GR 5LR 1tJHU HQWUH R 0DOL H D %XUNLQD )DVR 0DV VHULD PXLWD
WUDTXLQDJHPGHQRVVDSDUWHSRLVHVVDKLVWyULDIRLLQYHQWDGDHPXPIXQGRGHTXLQWDOTXDOTXHU
GHXPVHWRUTXDOTXHUGHXPDFLGDGHTXDOTXHU%HPPDVKiGHVHFRQVLGHUDUTXHHPDOJXP
PRPHQWRDVQDUUDWLYDVPtWLFDVGRV'RJRQVWDPEpPIRUDPLQYHQWDGDV
*UDQGHSDUWHGDVFXOWXUDVDIULFDQDVRUJDQL]DVXDVDEHGRULDDSDUWLUGHPLWRVTXHSRGHP
VHUHQWHQGLGRVFRPRQDUUDWLYDVTXHQmRVHJUHJDPDVHVIHUDVGRYLYHULVWRpUHOLJLmRSROtWLFD
pWLFD FRQKHFLPHQWR ³2 PLWR p XP GLVFXUVR FRVPRJ{QLFR´ XPD IRUPD GH ³VHGXomR GD
UHDOLGDGH´ ³WXGR TXH R PLWR ID] p GLVSRUGRUHSHUWyULRGHXPD FXOWXUDHDRPHVPRWHPSR
VLJQLILFiOD 2/,9(,5$S 'LVSRUGHXPUHSRUWyULRGHXPDFXOWXUDHDRPHVPR
WHPSRVLJQLILFiODGHPDQHLUDHQFDQWDGRUD
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VmR'RJRQVHQHPDRPHQRVGHVFHQGHPGHOHVHPERUDXPDDQFHVWUDOLGDGHDIULFDQDKHUGDGDH
WDPEpP LPDJLQDGD SXOVHQHVVD FRPXQLGDGHTXHDEHPGDYHUGDGHQmR pXPSRYRHPERUD
IDOHPDPHVPDOtQJXDHQWUHVLHWHQKDPFRVWXPHVHLQWHUHVVHVVHPHOKDQWHVFRPRSRUH[HPSOR
RDWRGHFRORFDUDFDEHoDSDUDEDL[RHDVSHUQDVSDUDRDU

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$KLVWyULDGR ,SHREiIRLFULDGDSRUSHVVRDVHQYROYLGDVQRSURMHWRÈJXDVGH0HQLQR
SDUDHQFDQWDUDH[LVWrQFLDGHXPDiUYRUHPiJLFDTXHKDELWDROXJDU
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PDWL]GHGLYHUVLGDGHGRVPXQGRV(OHQmRLPDJLQDHOHFRQVWUyLPXQGRVeTXHFDGD
ROKDUFRQVWUyLVHXPXQGR0DVLVVRQmRpDOHDWyULR,VVRQmRVHGiGRQDGD'iVHQR
LQWHULRU GD IRUPD FXOWXUDO >@ R HQFDQWDPHQWR p XPD DWLWXGH GLDQWH GR PXQGR
2/,9(,5$S 

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FRUSR TXH VH WUDQVILJXUD HP IRUPDV H TXH VH UHPHWH D XPD DQFHVWUDOLGDGH ( DTXL FRUSR H
DQFHVWUDOLGDGHVmRHOHJLGRVFRPRSODWDIRUPDVSDUDVHSHQVDUDHGXFDomRQXPDSHUVSHFWLYDSyV
FRORQLDO3yVRTXr"3yVFRORQLDOGHVFRORQLDOXPD(SLVWHPRORJLDGR6XO&RQYHUVD$JHQWH
FKDPD GHVVH MHLWR SDUD ILFDU PDLV ERQLWR H DFHLWR DFDGHPLFDPHQWH PDV DTXL IDODQGR
IUDQFDPHQWHÈJXDVGH0HQLQRpHGXFDomRGHIXQGRGHTXLQWDO
eXPOXJDUXPOXJDUGHHQFRQWURFRQYLYrQFLDHPHPyULDXPOXJDURQGHVHID]KLVWyULD
VHFULDKLVWyULDVVHOHPEUDKLVWyULDVHVHFRQWDKLVWyULDV(QILPXPOXJDURQGHVHYLYHDKLVWyULD

$KLVWyULDTXHVHID]

 $LGHLDDTXLQmRpODQoDUXPQRYRFRQFHLWRHQHPVHDUULVFDUHPQRYRVSDUDGLJPDVSDUD
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DFHUFDGDYLYDFLGDGHFXOWXUDOHGDSRWrQFLDHPEXWLGDQDVWURFDVFRPSDUWLOKDGDVQRFRWLGLDQRD
SDUWLUGHH[SHULrQFLDVVLJQLILFDWLYDVFRPPDQLIHVWDo}HVFXOWXUDLVFXOWLYDGDVQXPDSHUVSHFWLYD
FROHWLYLVWDFRPXQLWiULDHQmRIRUPDO

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Meu cazuá tem varanda
Varanda pra vadiar
Meu cazuá tem varanda
Varanda pra vadiar
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HVSDoRVLQVWLWXFLRQDOL]DGRVHIRUPDLVGHHGXFDomRHDSRVWDUQDSRWrQFLDGDFRPXQLGDGHHGD
FXOWXUDSRSXODU2TXHQmRVLJQLILFDGHPDQHLUDDOJXPDQHJDUDLPSRUWkQFLDGDHVFRODPDVVLP
GHUHFRQKHFHUDVVXDVOLPLWDo}HVQDIRUPDomRKXPDQDLQWHJUDO
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DOFDQoDGRXPJUDXGHXQLYHUVDOL]DomRQXQFDYLVWRDQWHVRVHVSDoRVQmRIRUPDLVGHHGXFDomR
YrPVHQGRFULDGRVHUHFRQKHFLGRVFRPRSRWHQWHVFRQWH[WRVHGXFDFLRQDLVVREUHWXGRSHODVXD
FDSDFLGDGHGHUHIRUoDURFRQWDWRFRPRFROHWLYRDSDUWLUGHODoRVGHDIHWLYLGDGHGHFRQWDUFRP
DSDUWLFLSDomRYROXQWiULDFRQVLGHUDQGRDVYRQWDGHVHQHFHVVLGDGHVGRVHQYROYLGRVSURPRYHU
HQFRQWURVLQWHUJHUDFLRQDLVEHPFRPRLQYHVWLUQXPDHGXFDomRGRVHQVtYHOSRUPHLRGRFRUSR
HPPRYLPHQWR
 $LGHLDGHIXQGRGHTXLQWDOHVWiVLPOLWHUDOPHQWHDVVRFLDGDDXPHVSDoRDWUiVGDFDVD
0DV D H[SUHVVmR QmR UHPHWH DSHQDV D XP OXJDU (OD FDUUHJDWDPEpP D LGHLD GHPRYLPHQWR
FXOWXUDOFRQVWUXomRGHSURFHVVRVLGHQWLWiULRVH[HUFtFLRGHVROLGDULHGDGHHWURFDVGHVDEHUeR
OXJDUGHEULQFDGHLUDVGHIHVWDVGHFHOHEUDo}HV8PHVSDoRItVLFRHVLPEyOLFRTXHGiYLYDFLGDGH
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DEULDPVHXVTXLQWDLVHFR]LQKDVQRVPRUURVFDULRFDVSDUDVHID]HUDKLVWyULDGRVDPEDDFXOWXUD
GRVDPEDDpWLFDGRVDPEDDHVFRODGHVDPED
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GHSDVVDUSHORXPGHWHUPLQDGRSURFHVVRGHIRUPDOL]DomRRFXSDQGRHVSDoRVGHDFDGHPLDVH
FHQWURV HVSRUWLYRV HOD DFRQWHFLD RQGH HUD SRVVtYHO« QDV UXDV QDV SUDoDV QDV IHLUDV QRV
WHUUHLURVHQRIXQGRGHTXLQWDO$PELHQWHVHVVHVHPTXHDFDSRHLUDHRVDPEDVHHQWUHODoDYDP
)RLSRUH[HPSORQR³FD]XiGH6HX%HQHGLWR´TXH0HVWUH3DVWLQKDXPGRVSULQFLSDLV
JXDUGL}HV GD &DSRHLUD $QJROD GHX VHXV SULPHLURV SDVVRV QD FDSRHLUDJHP (P VXD
DXWRELRJUDILD 0HVWUH 3DVWLQKD FRQWD TXH TXDQGR JDURWR DSDQKDYD GH XP PHQLQR GH QRPH
+RQRUDWR'DMDQHODXPQHJURGH$QJRODREVHUYDYDDFHQDHXPGLDRFKDPRXHGLVVHOKH
³9RFrQmRSRGHEULJDUFRPDTXHOHPHQLQR$TXHOHPHQLQRpPDLVDWLYRGRTXHYRFr$TXHOH
PHQLQRpPDODQGUR9RFrTXHUEULJDUFRPHOHQDUDoDPDVQmRSRGH2WHPSRTXHYRFrYDL
SDUDFDVDHPSLQDUUDLDYRFrYHPDTXLSURPHXFD]Xi´ 085,&< 3DVWLQKDDFHLWRXR
FRQYLWHGRYHOKRTXHSHJRXDOKHHQVLQDUFDSRHLUD
 3RLVEHPpQXPOXJDUFRPRHVVHXPIXQGRGHTXLQWDOTXHDFRQWHFHDDomRFXOWXUDO
ÈJXDVGH0HQLQRSDXWDGDQXPDHGXFDomRHVWpWLFDHSDUDDVUHODo}HVpWQLFRUDFLDLVTXHWHPD
LQWHQomRGHIRPHQWDUDSUiWLFDFRUSRUDOHFXOWXUDOGD&DSRHLUD$QJROD
 'HVWDUWHFRPSUHHQGHPRVD&DSRHLUD$QJRODFRPRLGHQWLGDGHQHJUDHPPRYLPHQWR
FRPRSHUIRUPDQFHTXHLQVFUHYHQRWHPSRHQRHVSDoR³DIURJUDILDVGDPHPyULD´ 0$57,16
  FRPR H[SUHVVmR DUWtVWLFD DIUREUDVLOHLUD HP TXH R FRUSR GUDPDWL]D D SRpWLFD GD
DQFHVWUDOLGDGHWRWDOPHQWHDUUDLJDGDQDVWHQV}HVHQDOXWDVRFLDOHPTXHVHGiDUHVLVWrQFLDGR
SRYRQHJURQRVROREUDVLOHLUR
Mãe África engravidou em Angola, partiu de Luanda e de
Benguela, chegou e pariu a capoeira, no chão do Brasil
verde e amarela, É de Angola... Camará que meio essa
cantiga. De Luanda… É um jogo, uma dança, uma rima. De
Benguela… Do quilombola da Serra da Barriga.

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De Aruanda… Capoeira chegou com a caravela.
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2OLYHLUD   HP VXD )LORVRILD GD $QFHVWUDOLGDGH QRV DMXGD D GHILQLU D &DSRHLUD
$QJRODHQIDWL]DQGRRHQFDQWDPHQWRTXHFRPRYLPRVpSUySULRGDVPDQLIHVWDo}HVH[SUHVVLYDV
DIUREUDVLOHLUDV
2VRORGD&DSRHLUD$QJRODpRlócusGHRQGHHPHUJHDVHPLyWLFDGRHQFDQWDPHQWRe
RHVSDoRDQFHVWUDORQGHXPUHJLPHGHVLJQRVVHRUGHQDSDUDQmRDSHQDVYHUDFDSRHLUD
PDVYHUGHVGHDFDSRHLUDeHSLVWHPRORJLDGDUHPDQGLRODSHGDJRJLDGRPRYLPHQWR
ILORVyILFR TXH GDQoD e FXOWXUD HVFXOSLGD QR FRUSR e VDEHGRULD GR FRUSR TXH JLQJD
2/,9(,5$S 

(QILPD&DSRHLUD$QJRODpXPDVtQWHVHFXOWXUDOHPTXHHOHPHQWRVGHGDQoDGHMRJR
GH OXWD GH EULQFDGHLUD GD P~VLFD H GH FHOHEUDomR VH LQWHUSHQHWUDP  SRWHQFLDOL]DQGR D
YLYDFLGDGH FXOWXUDO 2X VHMD D YLGD SXOVDQGR HP VHX HVSOHQGRU SDUD DOpP GRV IHQ{PHQRV
ELROyJLFRV H QDWXUDLV FRP GLQkPLFDV IUHTXHQWHPHQWH SHUWXUEDGRUDV H SURYRFDGRUDV TXH
DILUPDP WDQWR D GLIHUHQoD FRPR GLIHUHQWHV PDQHLUDV GH VHU $ DSURSULDomR VLVWHPiWLFD H
HQJHQKRVD GRV VHXV IXQGDPHQWRV VH Gi QR ÈJXDV GH 0HQLQR SHODV DVWXWDV H LQRSLQDGDV
H[SHULrQFLDVFRWLGLDQDVTXHPDQWpPYLYRRHVStULWRFROHWLYR(PVtQWHVHD&DSRHLUD$QJROD
DEDUFD XP FRQMXQWR GH ³UHPLQLVFrQFLDV GXUiYHLV´ )$5,$6 0,5$   VDJUDGDV HRX
SURIDQDV YLYHQFLDGDV H H[SHULPHQWDGDV QR FRWLGLDQR HP UHODomR LQWHUGHSHQGHQWH FRP D
FRPXQLGDGHHFRPRFRQWH[WRHPTXHDH[SHULrQFLDpGHVHQYROYLGD
1R ÈJXDV GH 0HQLQR PDLV GR TXH XPD &DSRHLUD $QJROD ³HP VL´ H[HUFLWDVH XPD
&DSRHLUD $QJROD ³SDUD VL´ PDWHULDOL]DGD SRU PRGRV FROHWLYRV GH ³ID]HU´ FRP GLIHUHQWHV
REMHWLYRV IHVWLYRVFHOHEUDWLYRVHVSLULWXDLVO~GLFRVDJRQtVWLFRVHWF QXPDGLPHQVmRSUiWLFD
GH DILUPDomR GH SURYRFDomR H GH FRQWHVWDomR 2V IXQGDPHQWRV GD &DSRHLUD $QJROD VmR
IRUWHPHQWHDSRLDGRVQDRUDOLGDGHHPTXHVHSULYLOHJLDRID]HUFRPRRXWURHPFRQWUDSRVLomRDR
ID]HUSDUDRRXWUR


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2ÈJXDVGH0HQLQRHVWiFDGDVWUDGRFRPRSURMHWRGHH[WHQVmRGD8QLYHUVLGDGH)HGHUDO
GH *RLiV PDV GHVORFDVH GR PHLR XQLYHUVLWiULR SDUD RFXSDU XP IXQGR GH TXLQWDO
FDUDFWHUL]DQGRVH FRPR XPD LQLFLDWLYD SHGDJyJLFD QmRIRUPDO TXH QmR Vy HVWHQGH R
FRQKHFLPHQWRSURGX]LGRQDXQLYHUVLGDGHSDUDDVRFLHGDGHPDVWDPEpPFRQVLGHUDRVVDEHUHV
FRQVWUXtGRVSDUDDOpPGRVVHXVPXURV
3DUD9RQ6LPVRQHWDO S 
$HGXFDomRQmRIRUPDOSRUSRGHUOLGDUFRPRXWUDOyJLFDHVSDoRWHPSRUDOSRUQmR
QHFHVVLWDUVHVXEPHWHUDXPFXUUtFXORGHILQLGRa priori RXVHMDFRPFRQWH~GRVWHPDV
HKDELOLGDGHVDVHUGHVHQYROYLGRVHSODQHMDGRVDQWHULRUPHQWH SRUGDUHVSDoRSDUD
UHFHEHUWHPDVDVVXQWRVYDULHGDGHVTXHLQWHUHVVHPRXVHMDPYiOLGRVSDUDXPS~EOLFR
HVSHFtILFR QDTXHOH GHWHUPLQDGR PRPHQWR H TXH HVWHMD SDUWLFLSDQGR GH SURSRVWDV
SURJUDPDV RX SURMHWRV QHVVH FDPSR ID] FRP TXH FDGD WUDEDOKR H H[SHULPHQWDomR
VHMDP~QLFRV

2 SURMHWR VH LQLFLD D SDUWLU GR DQVHLR GH XPD PXOKHU PmH H FDSRHLULVWD GH GDU
FRQWLQXLGDGH j VXD SUiWLFD FRP &DSRHLUD $QJROD H DR PHVPR WHPSR FULDU R VHX ILOKR QD
FDSRHLUDJHP2PHQLQRMiKDYLDVHLQLFLDGRQDSUiWLFDQDHVFRODGRPHVWUHGHVXDPmHHPTXH
VXUSUHHQGHQWHPHQWHDSUHQGLDRMRJRGHPDQGLQJDHQTXDQWRFRUULDHEDJXQoDYDDRUHGRUGDURGD
FRPRXWUDVFULDQoDV$PmHDIOLWDWHQWDYDFKDPDUDDWHQomRGDFULDQoDPDVDFDEDYDHODVHQGR
DGYHUWLGDSHORPHVWUH- Renatinha, deixa os erê solto. 
+DYLD DOL XP FRQFHSomR GH HGXFDomR GDTXHODV FULDQoDV EDVHDGD QD OLEHUGDGH H TXH
DSRVWDYDQDDXWRQRPLDGHODVSDUDDSUHHQGHURXQmRDTXHOHFRQWH[WR0DVFRPRSRXFDJHQWH
VXSRUWDHPXPHVSDoRIHFKDGRWDQWDOLEHUGDGHDOKHLDDPmHFRQVHJXLXID]HUXPFRPELQDGR
FRP R PHQLQR DVVLVWLU XP MRJR MRJDU H GHSRLV DVVLVWLU PDLV XP MRJR $VVLP R erê HVWDULD
OLEHUDGRSDUDEULQFDU8PDQWHVSDUDDSUHQGHUMRJDUSDUDYLYHQFLDUHXPGHSRLVSDUDFRQWULEXLU
FRPDURGD(HVVHFRPELQDGRIXQFLRQRXPXLWREHPSRLVQmRFRQWUDULDYDRPHVWUHHDVVHJXUDYD
TXHRPHQLQRIRVVHDVVLPLODQGRDOJXQVFyGLJRVGDPDQLIHVWDomR&RPLVVRWDPEpPJDUDQWLD
jPmHXPHVSDoRGHSHUPDQrQFLDQRFRQWH[WRGD&DSRHLUD$QJRODSRLVYDOHDSHQDUHVVDOWDU

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TXHPXLWDVPXOKHUHVSDVVDPSHODFDSRHLUDHQmRSHUPDQHFHP
&XPSUHQRWDUTXHDFDSRHLUDDSHVDUGHVXDSURSRVWDFROHWLYDSRGHVHFRQILJXUDUFRPR
XP HVSDoR RQGH DV PDOKDV GR SRGHU DJHP GH PRGR D QmR JDUDQWLU HTXLGDGH GH DFHVVR H
SHUPDQrQFLDSDUDDVPXOKHUHV
$VVLPSURSRUHHIHWLYDUXPHVSDoRSDUDFDSRHLUDJHPHPTXHPXOKHUHVHPmHVSRGHP
MXQWDPHQWHFRPVHXVILOKRVHILOKDVVHUHDFRQWHFHUSRUPHLRGDFDSRHLUDpTXHVWLRQDUDKLVWyULD
HUHHVFUHYrODQXPDRXWUDSHUVSHFWLYD
1DWUDMHWyULDVRFLDOHSROtWLFDGDKXPDQLGDGHFROHWLYRVVRFLDLVVHPSUHH[LVWLUDPTXLoi
VHPSUH H[LVWLUmR SRLV UHSUHVHQWDP IRUoDV VRFLDLV RUJDQL]DGDV TXH DJOXWLQDP SHVVRDV “não
como força-tarefa de ordem numérica, mas como campo de atividades e experimentação
social, e essas atividades são fontes geradoras de inovações socioculturais” *2+1
S 
eQHVVHVHQWLGRTXHHQWHQGHPRVRÈJXDVGH0HQLQRQmRDSHQDVFRPRXPDDomRUHDWLYD
DRUDFLVPRRXDRPDFKLVPRPDVVREUHWXGRXPDDomRFULDWLYDQRVHQWLGRGHFULDUDWLYLGDGH
GHSURSRUHSURPRYHURHQFRQWURFRPRDomRHGXFDWLYDSROtWLFDO~GLFDHVHQVLELOL]DGRUDSRU
PHLRGDHGXFDomRGRVVHQWLGRVGRFRUSRHPPRYLPHQWR«0RYLPHQWRQHJUR
$SHVDU GH VHU XPD DomR DLQGD PXLWR MRYHP H WtPLGD QR VHQWLGR GH DWHQGHU XPD
FRPXQLGDGHUHVWULWDHQmRWHUXPDOFDQFHVRFLDOH[SUHVVLYRRTXHWDOYH]VHMDXPDFDUDFWHUtVWLFD
GHXPDSURSRVWDHGXFDFLRQDOGHIXQGRGHTXLQWDODUHOHYkQFLDVRFLDOGRÈJXDVGH0HQLQRVH
Gi HQWUH RXWUDV UD]}HV SHOR IDWR GH HVWDU HVFUHYHQGR D VXD KLVWyULD FRP SDUWLFLSDomR GDV
PXOKHUHVQRFRQWH[WRGDFDSRHLUD
(PFHUWDRFDVLmRXPDGDVDXWRUDVGHVWHDUWLJRHWDPEpPUHVSRQViYHOSHORÈJXDVGR
0HQLQRROKDQGRHDQDOLVDQGRFRPDVFULDQoDVDVIRWRJUDILDVH[SRVWDVQDSDUHGHGRHVSDoRTXH
PDUFDPXPFRPSURPLVVRFRPDPHPyULDGRVPDLVYHOKRVDQFHVWUDLVHLUPmRVGHFDSRHLUD
SDVVDUDPSRUXPTXDGURHPTXHKDYLDPQRYHUHQRPDGRVPHVWUHVHDSHQDVXPDFRQWUDPHVWUD

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1D FRQGLomR GH WUHLQHO FRQVLGHURX R PRPHQWR RSRUWXQR SDUD SUREOHPDWL]DU R OXJDU GDV
PXOKHUHVQDFDSRHLUD7HQWRXH[SODQDUDOJRVREUHDGLILFXOGDGHGHSHUPDQrQFLDGHPXOKHUHV
QHVVHFRQWH[WRHGRDFHVVRDOXJDUHVGHUHSUHVHQWDWLYLGDGH$VFULDQoDVVHHQWUHROKDUDPFRP
FDUDGHVXUSUHVDHXPDGHODVH[FODPRXNossa, que maldade!1DTXHOHPRPHQWRSHUFHEHXVH
TXHHVVDGLVFXVVmRHPERUDSUHFLVDVVHVHUIHLWDHPDOJXPPRPHQWRHODHVWDYDVHQGRUHDOL]DGD
GHPDQHLUDDILUPDWLYDQmRUHVVDOWDQGRRSUREOHPDPDVHGXFDQGRQDVROXomR(VVHVPHQLQRV
HPHQLQDVGHÈJXDVDSUHQGHPHHQVLQDPFDSRHLUDFRPPXOKHUHV

$KLVWyULDTXHTXHUHPRVFRQWDU
&RPR R FRUSR p XP WH[WR GLQkPLFR H D WUDGLomR GH PDWUL] DIULFDQD XP GLQkPLFR
PRYLPHQWRpQRPRYLPHQWRGRFRUSRTXHYLVOXPEURDSRVVLELOLGDGHGHXPDOHLWXUDGR
PXQGRDSDUWLUGDPDWUL]DIULFDQDRTXHLPSOLFDHPGHFRGLILFDUXPDILORVRILDTXHVH
PRYLPHQWDQRFRUSRHXPFRUSRTXHVHPRYLPHQWDFRPRFXOWXUD 2/,9(,5$
S 


 
1D&DSRHLUD$QJRODFRPRWDPEpPQR-RQJRQR%DWXTXHQR7DPERUGH&ULRXODHHP
WDQWDV RXWUDV PDQLIHVWDo}HV H[SUHVVLYDV DIUREUDVLOHLUDV ³D FXOWXUD p R PRYLPHQWR GD
DQFHVWUDOLGDGH´ FRQIRUPH DVVHYHURX 2OLYHLUD  S   1R HQWDQWR p LQWHUHVVDQWH
REVHUYDUDPDQHLUDFRPRHVVHPRYHUVHQDDQFHVWUDOLGDGHSRGHJDUDQWLUDLQGDDOpPGHXPD
FRQH[mRFRPXPSDVVDGRTXHVHDWXDOL]DSDUDDPDQXWHQomRGHXPDLGHQWLILFDomRXPHVWDGR
GHLQYHVWLJDomRSHVVRDOSURSRUFLRQDGRSHORMRJR2MRJRGHFRUSR
&DSRHLUD p MRJR TXH VH MRJD FRPVHXSUySULRFRUSRDRGHVDILiORDPRYHUGHIRUPD
SURSRVLWLYDQRHVSDoReMRJRTXHVHMRJDFRPRRXWURWHVWDQGRRVOLPLWHVHQWUHHQIUHQWiOR
UHVSHLWiOR VDFDQHiOR H VH GLYHUWLU FRP HOH 7UDWDVH GR PRYLPHQWR GH LU H YLU DWDFDU H
GHIHQGHUQHJDUHDFHLWDUGRVLPHGRQmROh sim sim, Oi não não… 'HYHURPXQGRGHSHUQDV
SDUDRDUde encarar o medo e dosar bem a coragem 0HVWUH7RQ\9DUJDV . 

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( PDLV GR TXH LVVR DOJR TXHWDOYH]VHMDLQWHUHVVDQWHSDUDVHUHVVDOWDUQRkPELWRGDV
GLVFXVV}HV VREUHDUWHHGXFDomR D FDSRHLUDpXPHVSDoRWHPSRHPTXHGDQoDP~VLFDMRJR
EULQFDGHLUD KLVWyULD H WHDWUDOLGDGHV VH LQWHUSHQHWUDP QXPD HQFUX]LOKDGD GHVDILDGRUD
HVWLPXODQWH H LQWHJUDGRUD 8PD SUiWLFD TXH SUHVHUYD DWXDOL]D H DLQGD HVWLPXOD D KDELOLGDGH
KXPDQD GH HQFROKHU HVWLFDU VXELU GHVFHU DFRFRUDUVH WRFDU R FKmR H GH OLGDU FRP D
DJUHVVLYLGDGH VHP TXH HVWD SUHFLVH VH PDQLIHVWDU GH IRUPD YLROHQWD 7RGDV HVVDV Do}HV HP
SHUPDQHQWHSURFHVVRGHLQWHUDomRSURPRYHPRVWHQVLYDPHQWHRTXHHVWDPRVGHQRPLQDQGRGH
YLYDFLGDGHFXOWXUDO2XVHMDXPDHVSpFLHGHSURQWLGmRFRUSRUDOSDUDUHVSRQGHUGHIRUPDSOHQD
HWUDQVERUGDQWHDRVHVWtPXORVFXOWXUDLV
eLPSRUWDQWHUHVVDOWDUTXHHVVDSUiWLFDDOpPGDUHOLJDomRGRLQGLYtGXRFRPVHXSUySULR
FRUSR SURPRYH R GHVHQYROYLPHQWR GH KDELOLGDGHV H[SUHVVLYDV QXPD GLPHQVmR FROHWLYD H
FRPXQLWiULDSRU PHLR GH H[SHULrQFLDVHGXFDWLYDVDQFRUDGDVQDWUDGLomRDIUREUDVLOHLUDFRPR
IRUPDGHJDUDQWLUMXVWLoDFRJQLWLYD 0(1(6(6 HGLUHLWRVFXOWXUDLVUHQHJDGRVQmRDSHQDV
jSHVVRDQHJUDPDVDRVVXMHLWRVTXHIRUDPRXVmRLPSHGLGRVHPVHXVSURFHVVRVGHIRUPDomR
GHWHUHPDFHVVRVjVUHIHUrQFLDVQmRKHJHP{QLFDVGHSURGXWRVFXOWXUDO
$H[SHULrQFLDGRÈJXDVGH0HQLQRpXWLOL]DGDDTXLSDUDVHSHQVDUFRQWH[WRVSRVVtYHLV
SDUD D HGXFDomR QmRIRUPDO SDUD FKDPDU D DWHQomR SDUD D SRWHQWH DUWLFXODomR HQWUH DUWH H
FRPXQLGDGHHPTXHDPDWHUQLGDGHpYDORUL]DGDHPXPSURFHVVRGHLQWHUDomRTXHHVWiDOpPGR
HVSDoRSULYDGRGDHGXFDomRIDPLOLDUHQIDWL]DQGRRIHPLQLQRHDVUHODo}HVLQWHUJHUDFLRQDLV(
DLQGDPDLVSDUDUHLYLQGLFDURUHFRQKHFLPHQWRGD&DSRHLUD$QJRODFRPRDUWHQHJUDEUDVLOHLUD

&RQVLGHUDo}HV)LQDLV
23URMHWRÈJXDVGH0HQLQRVpXPDDomRH[WHQVLRQLVWDTXHHPERUDHVWHMDYLQFXODGR
LQVWLWXFLRQDOPHQWHj8)*DGRWDRVSUHVVXSRVWRVGDHGXFDomRQmRIRUPDOHEXVFDDFRQFKHJR
HPXPIXQGRGHTXLQWDO6XDYLQFXODomRFRPDXQLYHUVLGDGHpHVWUDWpJLFDSRLVFRPRSURMHWR

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FDGDVWUDGRJDUDQWHDRGRFHQWHTXHRWHPSRGHGHGLFDomRjHVVDDomRVHMDFRQVLGHUDGRWUDEDOKR
*DUDQWHWDPEpPDSRVVLELOLGDGHGHEROVDVGHH[WHQVmRSDUDHVWXGDQWHVHDLQGDSHUPLWHTXHHVVH
HVSDoRVHMDXWLOL]DGRFRPRODERUDWyULRSRUHVWXGDQWHVVHMDSDUDLQYHVWLJDUD&DSRHLUD$QJROD
FRPRSUHSDUDomRFRUSRUDOGHSURFHVVRVGHFULDomRRXSDUDVHGLVFXWLUIRUPDVDOWHUQDWLYDVGH
HGXFDomRJDUDQWLQGRDVVLPPHVPR³OiHPFDVD´QRIXQGRGRTXLQWDORH[HUFtFLRGDDUWLFXODomR
HQWUH(QVLQR3HVTXLVDH([WHQVmR
3RGHPRVGL]HUTXHDVLPSOHVPDWHULDOLGDGHHWRGDVDVLPSOLFDo}HVGHFRUUHQWHVGDVDo}HV
GHVHQYROYLGDVQRÈJXDVGH0HQLQRSRUVLVyMiFRQWHPSODPHVWUDWpJLDVTXHFRQWULEXHPSDUDD
SURPRomR GD MXVWLoD FRJQLWLYD $ILQDO WUDWDVH GH XPD DomR TXH HQYROYH XPD PDQLIHVWDomR
FXOWXUDO DIUREUDVLOHLUD DLQGD EDVWDQWH LQYLVLELOL]DGD QRV FRQWH[WRV IRUPDLV GH HGXFDomR QR
%UDVLODSHVDUGRVHXUHFRQKHFLPHQWRFRPRSDWULP{QLRFXOWXUDOLPDWHULDOGDKXPDQLGDGHSHOD
8QHVFR
&HUWDYH] XPD EROVLVWD GR SURMHWRPDQLIHVWRXLQF{PRGRSHORIDWRGHDSHQDVSRXFDV
FULDQoDVWHUHPDFHVVRDHVVHSURMHWR FHUFDGHGH] HIRLOKHGLWRQuem sabe daqui uns anos,
não abre um lá nos seu bairro, no fundo do seu quintal. 4XHRULRÈJXDVGH0HQLQRFRUUD
GHVYDLUDGR H TXH HQFKDUTXH RXWURV TXLQWDLV  Quinta-feira tem roda no Águas de Meninos,
quinta-feira tem roda no Águas de meninos. Eu vou vadiá, no Águas de menino, Eu vou vadiá,
no Águas de menino.

5()(5Ç1&,$6

)$5,$6(6GHH0,5$0&,QWURGXomRPHQVDJHQVGRSyVQDFLRQDOSRSXODU,Q
)$5,$6(6GHH0,5$0&)DFHVFRQWHPSRUkQHDVGDFXOWXUDSRSXODU 2UJV 
-XQGLDt3DFR(GLWRULDO
*2+10*0RYLPHQWRVVRFLDLVQDFRQWHPSRUDQHLGDGHRevista Brasileira de Educação,
YQS

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0$57,16/0$IURJUDILDVGDPHPyULDR5HLQDGRGR5RViULRQR-DWREi6mR3DXOR
3HUVSHFWLYD

0(1(6(603-XVWLoDFRJQLWLYDLQ&$77$1,$/$9,//(-/*$,*(5/,
+(63$1+$3 RUJV 'LFLRQiULR,QWHUQDFLRQDOGD2XWUD(FRQRPLD&RLPEUD
$OPHGLQDS
085,&<$&3DVWLQKDXPDYLGDSHODFDSRHLUD9LGHRGRFXPHQWiULR5HFRUGH
3URGXo}HV)XQDUWH

2/,9(,5$(')LORVRILDGD$QFHVWUDOLGDGHFRUSRHPLWRQDILORVRILDGDHGXFDomR
EUDVLOHLUD&XULWLED3RSXODU

9216,06212503$5.0%H)(51$1'(656(GXFDomRQmRIRUPDOXP
FRQFHLWRHPPRYLPHQWR,Q9LV}HVVLQJXODUHVFRQYHUVDVSOXUDLV6mR3DXOR,WD~&XOWXUDO
'LVSRQtYHOHPKWWSZZZLWDXFXOWXUDORUJEUEFRGHPLGLDVSGI!$FHVVR
VHW

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'(7($752'$8)%$


/XL]&ODXGLR&DMDLED6RDUHV 8)%$


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(VWHWH[WRWHPRSURSyVLWRGHWUDoDUDOJXPDVSRXFDVFRQVLGHUDo}HVVREUHRDWXDOHVWiJLRGRSURFHVVR
GHGHVFRORQL]DomRQD(VFRODGH7HDWURGD8)%$±(78)%$1HVWHVHQWLGRDERUGDSDUWLFXODUPHQWHDV
TXHVW}HVUHODFLRQDGDVjFXOWXUDDIURGLDVSyULFD$VUHIOH[}HVVmRLQLFLDGDVDSDUWLUGDVFDUDFWHUtVWLFDVGH
XPDFLGDGHFRPR6DOYDGRURQGHVLWXDVHD(VFRODHTXHpUHIHULGDFRPREHUoRGR%UDVLO(PVHJXLGD
VmRFRPSDUWLOKDGDV DOJXPDV LQIRUPDo}HVPXLWREUHYHVVREUHDRULJHPGD(VFRODFRPRSUHWH[WRGH
IRUPXODU TXHVW}HV VREUH D SUHVHQoD GR WHPD GD GHVFRORQL]DomR QD LQVWLWXLomR +i XPD GHVFULomR GD
DWXDO VLWXDomR LQLFLDGD FRP R SURFHVVR GHHVFROKD GD GLUHomR GD (VFRODTXHDFRQWHFHX QR LQtFLR GR
VHJXQGRVHPHVWUHGHQRTXDOHVWLYHHQYROYLGRVHJXLGDGDLPSOHPHQWDomRGHDOJXPDVDo}HVHGH
VXDVUHSHUFXVV}HV(QWUHRVDUJXPHQWRVXWLOL]DGRVpIHLWDXPDEUHYtVVLPDUHODomRFRPWtWXORVHDXWRUHV
GH 7UDEDOKRV GH &RQFOXVmR GH &XUVR ± 7&&V QR kPELWR GR FXUVR GD OLFHQFLDWXUD GD (VFROD R TXH
FRPSURYDDWHQGrQFLDSDUDDUXSWXUD
3DODYUDVFKDYH&XOWXUD$IURGLDVSyULFD(QVLQRGR7HDWUR

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0HVPRTXHQmRWHQKDPHGHGLFDGRGHPRGRVLVWHPDWL]DGRDRVHVWXGRVHjOLWHUDWXUD
VREUHRSyVFRORQLDOLVPRVREUHRVFDPLQKRVGDVWHQWDWLYDVGHGHVFRORQL]DomRTXHLQFRUSRUDP
DV Do}HV SROtWLFDV HP GLIHUHQWHV SDUWHV GRV GLVWLQWRV FRQWLQHQWHV FUHLR TXH VHMD LPSRVVtYHO
WUDYDU TXDOTXHU GLVFXVVmR FRQWHPSRUDQHDPHQWH TXH QmR VHMD DWUDYHVVDGD SHODV TXHVW}HV
HSLVWHPROyJLFDV OLJDGDV D HVWH WHPD GH FRORQL]DGRV H GH FRORQL]DGRUHV ( SDUD IDODU GRV
URPSLPHQWRV SURSRVWD TXH LQFRUSRUD HVWD PHVDUHGRQGD QR FDVR HVSHFtILFR GR FXUVR GH


 
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)HGHUDOGD%DKLD  eSURIHVVRUHGLUHWRUGD(VFRODGH7HDWURGD8)%$(PDLOFDMDLED#XIEDEU

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/LFHQFLDWXUD HP 7HDWUR GD (VFROD GH 7HDWUR GD 8)%$  (78)%$ p QHFHVViULR ID]HU
FRQVLGHUDo}HV GHQDWXUH]DKLVWyULFD WDUHIDQmRPXLWRIiFLOGDGDjH[WHQVmRHFRPSOH[LGDGH
GR WHPD

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(P DUWLJR SXEOLFDGR VRE R WtWXOR (VWLPDWLYDV VREUH R YROXPH GR WUDғILFR
7UDQVDWODࡂQWLFR GH HVFUDYRV SDUD D %DKLD  $OH[DQGUH 9LHLUD 5LEHLUR  
HQWmR GRXWRUDQGR SHOD 8QLYHUVLGDGH )HGHUDO GR 5LR GH -DQHLUR LQLFLD DVVLP VXDV
FRQVLGHUDo}HV

'HQWUHRVGLYHUVRVDVVXQWRVDQDOLVDGRVSHORVKLVWRULDGRUHVQRVXғOWLPRVDQRVRWUDғILFR
DWODࡂQWLFR GH HVFUDYRV Hғ XP GRV TXH WHP VLGR PDLV UHYLVLWDGR 1D KLVWRULRJUDILD
DIULFDQLVWD R LPSDFWR FDXVDGR SHOR FRPHғUFLR GH DIULFDQRV FRQVWLWXL XPD TXHVWDRѺ 
FUXFLDO SDUD R HQWHQGLPHQWR GDV VRFLHGDGHV DIULFDQDV SUHғFRORQLDLV 'R PHVPR
PRGR D HQRUPH TXDQWLGDGH GH DIULFDQRV GHVHPEDUFDGRV QR 1RYR 0XQGR DLQGD
UHSHUFXWHTXRWLGLDQDPHQWHHPPXLWRVSDÕғVHVDPHULFDQRV 5LEHLURS 

0HVPRDSUHWH[WRGDVDVVHUo}HVTXHUHLYLQGLFDPDRULJHPGR%UDVLOHPWHUUDVEDLDQDV
DVVXQWRFRQWURYHUVRHPRWHTXHVHUYHPXLWREHPjLQG~VWULDGRWXULVPRIDWRpTXHDFLGDGHGH
6DOYDGRUJXDUGDPDUFDVPXLWRH[SUHVVLYDVGDVPLVV}HVFRORQLDOLVWDV(GHPRGRDLQGDPDLV
LQWHQVRJXDUGDPDUFDVRULXQGDVGDV³VRFLHGDGHVDIULFDQDVSUpFRORQLDLV´(pVREUHHODVTXH
TXHUR ID]HU UHIOH[}HV (VSHFLDOPHQWH VREUHROHJDGRFXOWXUDO DIURGLDVSyULFRTXHFRQILJXUD D
FLGDGHGH6DOYDGRUFRPUHYHUEHUDo}HVQD(VFRODGH7HDWURHQDIRUPDomRGRVSURIHVVRUHVGH
WHDWURTXHSDVVDPSRUHOD

8PSRXFRVREUHD(78)%$

)XQGDGDHPSDUDIRUPDUDWRUHVHGLUHWRUHVGHWHDWURDLQLFLDWLYDSLRQHLUDQRSDtV
ORJR WRUQRXVH LPSRUWDQWH SDUD R GHVHQYROYLPHQWR FXOWXUDO GDTXHOD FLGDGH GD %DKLD FRP
UHYHUEHUDomR QDFLRQDO 2 SULPHLUR GLUHWRU 0DUWLP *RQoDOYHV FRQYLGDGR SHOR HQWmR UHLWRU
(GJDU 6DQWRV HVWDEHOHFHX RV FULWpULRV H D JUDGH FXUULFXODU TXH JURVVR PRGR HVWmR
SDUFLDOPHQWHHPYLJrQFLDDWpRVGLDVGHKRMH2SURYLQFLDQLVPRGDSULPHLUDFDSLWDOGR%UDVLO
jHSRFDFRQWXGRQmRWROHURXSRUPXLWRWHPSRDVDUURMDGDVLQLFLDWLYDVTXHFRQWDYDPFRPR
DSRLR GD )XQGDomR 5RFNIHOOHU H UHXQLD FRQWULEXLo}HV GH DUWLVWDV WDLV FRPR *LDQQL 5DWWR
<DQND5XG]ND-HDQ0DXUR\-+.RHOOUHXWHU*HRUJH,]HQRXU-DFN%URZQ%UXWXV3HGUHLUD
'RPLWLODGR$PDUDO$QWRQLR3DWLxRHQWUHPXLWRVRXWURV(PVXDVUHIOH[}HVQRWUDEDOKRGH
GRXWRUDPHQWR 0DUWLP *RQoDOYHV XPD (VFROD GH 7HDWUR FRQWUD D SURYtQFLD TXH

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FRQTXLVWRXRSUrPLRFDSHVGHWHVHQDiUHDGHDUWHVQRDQRGH-XVVLOHQH6DQWDQD 
S GHGLFDVHDPRVWUDU³XPDQRYDQDUUDWLYDLQWHUSUHWDWLYDSDUDDSULPHLUDDGPLQLVWUDomRGD
(VFRODGH7HDWURGD8QLYHUVLGDGHGD%DKLD « HDQDOLVDXPDVHTXrQFLDGHVHWHSUiWLFDVGH
DFHLWDomRDFROKLPHQWRHUHS~GLR´
(VSHFLDOPHQWHHPXPVXELWHPLQWLWXODGR%LRғWLSR3DUHFH(VWUDQJHLURID]FRLVDVGH
HVWUDQJHLUR ORJR Hғ HVWUDQJHLUR 6DQWDQD FRPHQWD VREUH R IDWR GH ³0DUWLP *RQFࡤDOYHV
SDUHFHU H QDRѺ  DSHQDV ELRWLSLFDPHQWH PDV VHX µMHLWR¶ DRV EDLDQRV XP HVWUDQJHLUR FRP R
MXOJDPHQWR GHOH VHU XP WLSR GH HVWUDQJHLUR H SRUWDQWR VH HVSHUDU GHOH µFRLVDV¶ GH XP
HVWUDQJHLUR´ S   (VWH UHODWR SRGHULD VHU WRPDGR FRPR D SULPHLUD WHQWDWLYD GH
GHVFRORQL]DU DTXHOD LQVWLWXLomR HPEULRQiULD DIDVWDQGR GHOD RV HVWUDQJHLURV" 0DV D DXWRUD
OHPEUD FRQWXGR TXH  ³DV DFࡤRѺHV H SUDғWLFDV UHDOL]DGDV SHOR GLUHWRU FRQFHUQHQWHV DҒ GHIHVD GH
LGHLDV H HVWXGRV GDV IRUPDV H WHғFQLFDV SRSXODUHV EDLDQDV H QRUGHVWLQDV  OKH HUDP WDRѺ 
FDUDV´ S   7DO DUJXPHQWR ORJR FRQWUDGL] XPD SRVVtYHO UHVSRVWD SRVLWLYD j SHUJXQWD
FRORFDGD
0HX LQJUHVVR QD (78)%$ DFRQWHFHX QR DQR GH  QD FRQGLomR GH HVWXGDQWH GR
EDFKDUHODGRHPLQWHUSUHWDomRWHDWUDO(FRPRPHQFLRQDGRDPDWUL]FXUULFXODUYLJHQWHVHPSUH
OHYRX HP FRQWD DV SUiWLFDV WHDWUDLV TXH LQWHJUDP R OHJDGR XQLYHUVDO SURSRVWR HP VXD
IXQGDomR &HUWDPHQWH Ki H[FHo}HV EDVWDQWH H[HPSODUHV GH SUiWLFDV TXH FRPR GHVHMDYD VHX
IXQGDGRU UHIOHWLDP DV PDWUL]HV HVWpWLFDV GHQRPLQDGDV ³SRSXODUHV´ 'LVFLSOLQDV WDLV FRPR
PDQLIHVWDo}HVSRSXODUHVIRUDPLQVHULGDVDRFXUUtFXORDRORQJRGRVVHXVDQRVGHH[LVWrQFLD
(VWDVLQLFLDWLYDVSRGHULDPVHUDSRQWDGDVFRPRPHGLGDVGHUXSWXUD"&RPRLQWHJUDQWHVGHXP
SHQVDPHQWRGHVFRORQLDO"(XGLULDTXHHPDOJXPDPHGLGDVLP7DPEpPDRORQJRGRWHPSRR
LQJUHVVRGHHVWXGDQWHVQHJURVHQHJUDVQD(VFRODFRQWULEXLSDUDRUHGLPHQVLRQDPHQWRGHVWDV
GHPDQGDV DLQGD TXH GH PRGR LVRODGR DLQGD TXH VRE XPD SHUVSHFWLYD PXLWR HVSHFtILFD GD
DIULFDQLGDGH PDV PXLWR SUHSRQGHUDQWH H UHOHYDQWH DR FRQWH[WR 0DV TXHVW}HV FRPR HVWDV
JDQKDUDP PXLWR PDLV UHOHYkQFLD D SDUWLU GD GHQ~QFLD GRV HVWXGDQWHV VREUH D VXEPLVVmR GD
LQVWLWXLomRjVPDWUL]HVRULJLQiULDVGRVSDtVHVFRORQL]DGRUHV

&RPRJHULUDGHVFRORQL]DomR"


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$R FDQGLGDWDUPH DR FDUJR GH GLUHWRU GD (78)%$ YLVDQGR DWHQGHU DҒV GHPDQGDV H
TXHVWRѺHVTXHVXUJLUDPQRGHFRUUHUGRVEDWHSDSRVHGRVGHEDWHVLQLFLDLVUHGLJLXPGRFXPHQWR
LQWLWXODGR FRPSOHPHQWR jV PHWDV GR SURMHWR TXDGULHQDO QR TXDO SURFXUDYD GDU
HVFODUHFLPHQWRV VREUH DV YiULDV H UHLWHUDGDV  TXHVW}HV UHODFLRQDGDV j SUHVHQoD GDV PDWUL]HV
DIURGLDVSyULFDV QDV DWLYLGDGHV DFDGHࡂPLFDV H DUWtVWLFDV GD ,QVWLWXLomR 5HFXSHUR DTXL R
DUJXPHQWRTXHMiFRQVWDYDQRGRFXPHQWRLQLFLDOGDVPHWDVTXHHVFODUHFLD³$VVLPFRPRHVWDғ
SUHYLVWRQRQRYR(VWDWXWRHRQRYR5HJLPHQWR>GD8)%$@ID]VHQHFHVVDғULRSHQVDUQDJHVWDRѺ 
D SDUWLU GR WULQRࡂPLR HQVLQRSHVTXLVDH[WHQVDRѺ  $V H[SUHVVRѺHV 3HVTXLVD &ULDFࡤDRѺ  H ,QRYDFࡤDRѺ 
TXH DEDUFDP RV QRYRV SUREOHPDV VRFLDLV H FXOWXUDLV FRQVHTXHQWHPHQWH DFDGHࡂPLFRV
UHYHUEHUDPHUHIOHWHPDUHDOLGDGHGD(78)%$
$ IXQFࡤDRѺ  GR FRQKHFLPHQWR TXH GRPLQD R ODERU GDTXHOH TXH SURGX] FLHࡂQFLD DUWH H
FXOWXUD WHP VLGR UHVLJQLILFDGD H GHVGREUDVH QD IRUPDFࡤDRѺ  GRV SURILVVLRQDLV ([LJH GHOHV
DLQGD DFࡤRѺHV GH JHVWDRѺ  VHP DEULU PDRѺ  GD UHODFࡤDѺR FRP DV WHFQRORJLDV H FRP D LQRYDFࡤDRѺ  $
IRUPDFࡤDRѺ GHVVHVSURILVVLRQDLVGHYHVHUHQWHQGLGDGHPRGRGLQDࡂPLFRHUHFÕғSURFRHOLPLQDQGR
VH FHUWDV KLHUDUTXLDV 3HVTXLVDGRUHV DUWLVWDV JHVWRUHV VDRѺ  DQWHV GH WXGR SURGXWRUHV GH
FRQKHFLPHQWR (QVLQDU SHVTXLVDU H SURPRYHU H[WHQVDRѺ  Hғ DEULUVH DR FRQKHFLPHQWR VHP
GLVFULPLQDFࡤDRѺ  Hғ IDYRUHFHU D DPSOLDFࡤDRѺ  GD IRUPDFࡤDRѺ  Hғ DPSOLDU DV SRVVLELOLGDGHV GH DFࡤDRѺ 
1HVWH VHQWLGR D (VFROD GHYH VHU SHQVDGD FRPR XP ORFDO GH FRPSDUWLOKDPHQWR GH
FRQKHFLPHQWRVHQDRѺ GH³WUDQVPLVVDRѺ ´DGHTXDQGRVHDRVQRYRVWHPSRV´
1R GRFXPHQWR GR FRPSOHPHQWR VHJXL DUJXPHQWDGR TXH DFUHGLWDYD TXH RV SRQWRV
OHYDQWDGRV QRV GHEDWHV HVSHFLDOPHQWH R GD PDLRU SUHVHQFࡤD GH DVSHFWRV GD FXOWXUD DIUR
EUDVLOHLUDQDVDWLYLGDGHVSHGDJRғJLFDVHDUWÕғVWLFDVGD(VFROD LQFOXLQGRRDXPHQWRGRQ~PHUR
GHSURIHVVRUHVQHJURV PHUHFLDPDLVrQIDVHQDTXHOHVGLDVTXHVHULDPGHFLVLYRVSDUDDHVFROKD
GRIXWXURJHVWRU
$UJXPHQWDYDFRQWXGRTXHRVWUHFKRVGRSURMHWRGHPHWDVDFLPDUHSURGX]LGRVHQWUH
DVSDV HUDP H[SUHVVRѺHV JHQHUDOL]DQWHV H TXH ID]LDVH QHFHVVDғULR GHEUXFࡤDUVH VREUH HVWHV
SRQWRVHPVXDVHVSHFLILFLGDGHV(QWmRVHJXLFRPRVDUJXPHQWRV
  1D FRQGLFࡤDRѺ  GH SURIHVVRU GD OLFHQFLDWXUD TXH SRVVXL XP QXғPHUR PDLRU GH
HVWXGDQWHVQHJURVGRTXHREDFKDUHODGRHFRPRFDQGLGDWRDRFDUJRGHGLUHWRUHQWHQGRTXHDV
TXHVWRѺHVUHODFLRQDGDVDҒ DERUGDJHPGDFXOWXUDDIUREUDVLOHLUDWHPHQFRQWUDGRQHVWHFXUVRXP

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WHUUHQRPXLWRPDLVIHғUWLOGRTXHQREDFKDUHODGR,VVRH[SOLFDVHSHORJUDXGHDXWRQRPLDTXH
HVWHV HVWXGDQWHV GHYHP H[HUFHU TXDQGR VDRѺ  FRQYLGDGRV D HVFROKHU XP WHPD SDUD RV VHXV
7UDEDOKRV GH &RQFOXVDѺR GH &XUVR 7&&V  SDUD DV VXDV SUDғWLFDV DUWÕғVWLFRSHGDJRғJLFDV
5HODFLRQR DSHQDV DOJXQV WÕғWXORV H DXWRUHV SDUD HIHLWR GH H[HPSOLILFDFࡤDRѺ  PDV RXVDULD GL]HU
TXH YLD GH UHJUD D TXHVWDRѺ  LGHQWLWDғULD ID]VH SUHVHQWH QDV DERUGDJHQV GH PXLWÕғVVLPRV
OLFHQFLDQGRVHVSHFLDOPHQWHTXDQGRVDRѺ GHVHQYROYLGDVQRDࡂPELWRGDVHVFRODVSXғEOLFDVRQGH
RVHVWDғJLRVHQFRQWUDPOXJDU1RDQRGH(QVLQRGRWHDWURHLGHQWLGDGHFXOWXUDOXPD
SURSRVWD PHWRGRORғJLFD GHVHQYROYLGD QR SDUTXH 6DѺR %DUWRORPHX GH *HVVHғ $OPHLGD
$UDXғMR HVWXGRV GHVGREUDGRV HP PHVWUDGR H HP GRXWRUDGR  2 WHDWUR H D FXOWXUD DIUR
EUDVLOHLUD HP XPD SURSRVWD H[WUDFXUULFXODU GH :HOOLQJWRQ %RUJHV 1RQDWR 6REULQKR
$ғIULFD 7HUUD ± 9LYD %UDVLO 0HWRGRORJLD GH XP SURFHVVR FULDWLYR ± UHODWR GH XPD
HQFHQDFࡤDѺR QD &DVD GR 6RO HP &DMD]HLUDV 6DOYDGRU ± %DKLD GH 8ELUDMDUD $]HYHGR GRV
6DQWRV)LOKR(P1RғVQDFLGDGHXPDLQWHUDFࡤDѺRHQWUHWHDWURHGXFDFࡤDѺRHLGHQWLGDGH
GH9DOGÕғULD6DQWRVGH6RX]D2HQVLQRGRWHDWURHRFXPSULPHQWRGD/HLDWUDYHғV
GH XPD SURSRVWD FXUULFXODU GH )DғELR *RQ]DOH] $ YDORUL]DFࡤDѺR GD FXOWXUD QHJUD QR
SURMHWR 'LGDғ $ODPRMXғ GD (VFROD 2PLGXҒGXҒ H D /HL  GH ,YH &ULVWLDQH &DUYDOKR
&RVWD(P2ILFLQDGHWHDWURFRPDERUGDJHPGHFRQWHXғGRHWQLFRUDFLDOGH)UDQFOLQ
5RFKD Areը  HQFUX]LOKDGDV GD PLQKD SHOH  Metodologia de ensino do Teatro NegrR GH
-KRLOVRQ GH 2OLYHLUD (P  9DORUL]DQGRHDILUPDQGRDLGHQWLGDGHFXOWXUDOGRQHJUR
QR SURFHVVR GH HQVLQR DSUHQGL]DJHP GR WHDWUR GH 7DÕғQD $VVLV 6RDUHV (P  2 VHU
EHORHғ"3DGURHѺ VGHEHOH]DQDDGROHVFHࡂQFLDQXPDH[SHULHࡂQFLDFRPRHQVLQRGRWHDWURGH
$QGUHLD )DғELD (VWHV WtWXORV SRGHULDP VHU DWXDOL]DGRV HP GLPHQV}HV DLQGD VXSHULRUHV DWp R
DQRGH
  0LQLVWUDQGR D GLVFLSOLQD GH PHWRGRORJLD GD SHVTXLVD GHVGH R DQR GH 
FDEHPHFRQWULEXLUFRPRVHVWXGDQWHVQRGHVHQYROYLPHQWRGRVVHXVSURMHWRV(PDOJXQVGHOHV
DVVXPL DLQGD D IXQFࡤDRѺ  GH RULHQWDGRU GR 7&& H LQWHJUHL YDғULDV EDQFDV H[DPLQDGRUHV 1HVWH
VHQWLGR GHIHQGL GLDQWH GRV SUHVHQWHV DRV GHEDWHV TXH DFUHGLWDYD HVWDU FXPSULQGR D
SUHUURJDWLYDGHH[HUFHUSUDғWLFDVQDRѺ UDFLVWDVSUiWLFDVQmRFRORQLDOLVWDV
  &LWHL DLQGD TXH QR DࡂPELWR GD SRғVJUDGXDFࡤDRѺ  GLUHWD RX LQGLUHWDPHQWH
FRQWULEXtDWDPEHғPSDUDDSUHVHQFࡤDHRGHVHQYROYLPHQWRGHWHPDVUHODFLRQDGRVDHVWDTXHVWDRѺ 

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$SUHVHQFࡤDGDSURIHVVRUD(YDQL7DYDUHV/LPDFRPRVHXSURMHWRGHSRғVGRXWRUDPHQWRVREUH
DLQVHUFࡤDRѺ GH FRQWHXғGRV PDWULFLDLV QHJURVQRHQVLQRHQDIRUPDFࡤDRѺ GHWHDWURIRLRH[HPSOR
PDLVHYLGHQWHTXHFLWHLSRLVKDYLDVLGRXPDLQLFLDWLYDWRPDGDTXDQGRFRRUGHQDYDR33*
0DVDVTXHVW}HVLQGDJDYDPDLQGDVREUHDSUHVHQFࡤDRXPHOKRUVREUHDDXVHࡂQFLD
GHVWD DERUGDJHP QRV EDFKDUHODGRV QRV TXDLV TXDVH QXQFD DWXDYD FRPR SURIHVVRU 6HJXL
DUJXPHQWDQGR TXH QR FDVR HVSHFÕғILFR GR FXUVR GH GLUHFࡤDRѺ  WHVWHPXQKHL TXH D OLEHUGDGH
FRQIHULGD DRV HVWXGDQWHV QD HVFROKD GDV SHFࡤDV TXHPRQWDYDP DR ILQDO GD VXD JUDGXDFࡤDRѺ  DR
PRGRFRPRDFRQWHFLDFRPRV7&&VQDOLFHQFLDWXUDPLQLPL]DYDHVVDDXVHࡂQFLD(OHPEUHLTXH
QRV XғOWLPRV DQRV HVWXGDQWHV GR FXUVR GH GLUHomR WDLV FRPR $QJHOR )ODғYLR )HUQDQGD -XOLD
6DQDUD 5RFKD -RVHғ -DFNVRQ HQWUH DOJXQV RXWURV RSWDUDP SRU HVWDV PDWUL]HV HP VXDV
HQFHQDFࡤRѺHV 0DV FRPR HVWDV PDWUL]HV VH SUHVHQWLILFDYDP QR FXUVR GH LQWHUSUHWDFࡤDRѺ " 2 TXH
VHULDSRVVÕғYHOID]HUSDUDWRUQDUHVWDDERUGDJHPGHFDUDғWHUSHUHQHHQDRѺ HSLVRғGLFR"
2SURIHVVRU*ODғXFLR0DFKDGRFDQGLGDWRDYLFHGLUHWRUHSURIHVVRUGRVEDFKDUHODGRV
IH] D VHJXLQWH SURSRVLFࡤDѺR   ,QFRUSRUDFࡤDRѺ  GH SRHғWLFDV TXH YHUVDP VREUH R WHDWUR QHJUR H
TXHVWRѺHV GH JHࡂQHUR QR DࡂPELWR GR FRPSRQHQWH FXUULFXODU 7($$  3RHғWLFDV GD HQFHQDFࡤDRѺ 
(VVDLQFRUSRUDFࡤDRѺ SRGHULDVHUH[SHULPHQWDGDFRPDVGXDVWXUPDVGRUHIHULGRFRPSRQHQWHD
VHU RIHUWDGR Mi QDTXHOH VHPHVWUH   2V FRPSRQHQWHV ODERUDWRULDLV GRV EDFKDUHODGRV GH
LQWHUSUHWDFࡤDRѺ HGLUHFࡤDRѺ WHDWUDOTXHYHUVDPVREUHWHDWURULWRHSHUIRUPDQFHDVDEHU7($$H
7($$ TXH SRGHULDP WHU VXD HࡂQIDVH GHGLFDGD DҒV PDWUL]HV DIULFDQDV H DPHUÕғQGLDV $
ELEOLRJUDILD GHYHULDUHVSHLWDURV WÕғWXORV SURGX]LGRV QRSURғSULR33*$&QDOLQKDGHSHVTXLVD
0DWUL]HV HVWHғWLFDV QDFHQD FRQWHPSRUDࡂQHDRXDLQGDDRVHVWXGRVGR1XғFOHRGH(VWXGRVHP
7HDWUR3RSXODUTXHWHPDOLGHUDQFࡤDGDSURID(OLHQH%HQÕғFLRHHғFHUWLILFDGRSHOR&134
1DWXUDOPHQWHWRGDVHVWDVVXJHVWRѺHVSUHFLVDULDPSDVVDUSHORFULYRGR1XғFOHR'RFHQWH
(VWUXWXUDQWH ± 1'( H QDRѺ  GHOLPLWDYDR FRQWHXғGR GD WUDGLFࡤDRѺ  DIULFDQD H DPHUÕғQGLD DSHQDV D
HVVH FRPSRQHQWH (OD VHULD XP SULPHLUR SDVVR SDUD TXH DV UHYHUEHUDFࡤRѺHV FRPHoDVVHP D
DFRQWHFHUHRXWURVFRPSRQHQWHVSXGHVVHPVHUDOWHUDGRV
0DV KDYLD DLQGD XPD TXHVWmR EDVWDQWH LPSRUWDQWH QRV SURGXWRV DUWÕғVWLFRV TXH
FDUUHJDP R QRPH GD (VFROD FRPR D H[HPSOR GDV PRQWDJHQV GD &LD GH 7HDWUR GD 8)%$
FRPRVHULDYLDELOL]DGDWDODERUGDJHP"


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$VSULPHLUDVLQLFLDWLYDV

4XDQGRLQJUHVVHLFRPRHVWXGDQWHQD(78)%$QRDQRGHPRUDYDKiSRXFR
WHPSR HP 6DOYDGRU $RV  DQRV HQWUHJDYDPH FRP LQWHQVLGDGH DR PRYLPHQWR GD FLGDGH
&RPR SHVTXLVDGRU GR ,%*( H RXWURV LQVWLWXWRV GH SHVTXLVD DWLYLGDGH TXH SDVVHL D
GHVHQYROYHU SDUD REWHU R VXVWHQWR WUDQVLWDYD SRU WRGRV RV EDLUURV GDQGRPH FRQWD GDV
LQWHQVDVHJULWDQWHVGLIHUHQoDVVRFLDLVTXHQmRpXPDH[FOXVLYLGDGHGRVVRWHURSROLWDQRV3DUD
DOpPGRWUDEDOKRJRVWDYDGHDSUHFLDURFDOHQGiULRFXOWXUDOHVSHFLILFDPHQWHDVIHVWLYLGDGHVGH
UXDFXMRGRPtQLRGDKHUDQoDDIULFDQDpPXLWRIRUWH7DPEpPDFRPSDQKDYDFRPHQWXVLDVPRD
SUHVHQoD GHVWD KHUDQoD QD FHQD WHDWUDO FRPR DFRQWHFHX FRP D FULDomR GR %DQGR GH 7HDWUR
2ORGXPKiDQRV0DVFDUUHJDYDFRPLJRDTXHODVXVSHLWDGHTXHDUHDOLGDGHGDFLGDGHQmR
VHUHIOHWLDGHPRGRGHWHUPLQDQWHQD(VFROD
1R DQR GH  IXL FRQYLGDGR D LQWHJUDU SHOD SULPHLUD YH] D FRPLVVmR GH
DYDOLDomRGRSUrPLREUDVNHPGHWHDWUR~QLFRQDFLGDGH1DTXHOHDQRSXGHDSUHFLDUPDLVGH
HVSHWiFXORVPDVRTXHPDLVPHPDUFRXQDTXHODH[SHULrQFLDIRLWHUDVVLVWLGRDRGLVFXUVRH
DRYtGHRTXHHQFHUUDYDPDDSUHVHQWDomRGDHQFHQDomR$FDVDGRV(VSHFWURVPRQWDJHPGH
FRQFOXVmR GR EDFKDUHODGR HP GLUHomR WHDWUDOGR HVWXGDQWH$QJHOR )OiYLRRULJLQDGRGDREUD
)XQQ\KRXVH RI D 1HJUR GH $GULHQQH .HQQHG\ TXH UHFHEHX GXDV LQGLFDo}HV DR SUrPLR H
FRQTXLVWRX R GH PHOKRU DWUL] FRDGMXYDQWH SDUD -XVVDUD 0DWLDV 2 HVWXGDQWHGLUHWRU
GHQXQFLDYDGHPRGREDVWDQWHFRQWXQGHQWHRFDUiWHUFRORQLDOLVWDGD(78)%$
$RDVVXPLUDGLUHomRGD(VFRODHPSRUWDQWRDQRVGHSRLVHDRSDUWLFLSDU
GR,;&RQJUHVVRGD$EUDFHWHVWHPXQKHLDUHDOL]DomRGHXPDPHVDUHGRQGDHGDFULDomRGR
*7 2 $IUR QDV $UWHV &rQLFDV SHUIRUPDQFHV DIUR GLDVSyULFDV HP XPD SHUVSHFWLYD GH
GHFRORQL]DomR (Q[HUJXHL QDTXHOHV HYHQWRV XPD IRUPD GH DVVRFLDUPH H OHYDU SDUD D
(78)%$ LQLFLDWLYDV VLPLODUHV 'HVWH PRGR VRE D FRRUGHQDomR JHUDO GD SURIHVVRUD (YDQL
7DYDUHVHQWUHRVGLDVDGHIHYHUHLURGHIRLUHDOL]DGRR,)yUXP1HJURGDV$UWHV
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DUWHVFrQLFDVDWHOLrVWHPiWLFRVDSUHVHQWDomRGHHVSHWiFXORVH[SRVLomRIHLUDHPSUHHQGHGRUD

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(78)%$ GH XPD PRQWDJHP TXH VHULD UHDOL]DGD SHOD &LD GH 7HDWUR GD 8)%$ H IDULD XPD
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&RQWXGRDLQWHQVLILFDomRRFRUULGDQHVWHDQRWDOFRPRDUHDOL]DomRGR)yUXPDHQFHQDFࡤDRѺ GH
HVSHWiFXORV D LQVHUomR GH GLVFLSOLQDV QD JUDGH FXUULFXODU D DEHUWXUD GH FRQFXUVRV SDUD
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$UWHV 4XDORFDPLQKRSDUDR(QVLQRGH$UWHVQR%UDVLOGLDQWHGRGHVPRQWHSURSRVWRSHOD%1&&
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H[SHULrQFLDV RXWURV QR (QVLQR GH $UWHV GR ser, sentir, saber SDUD URPSLPHQWR GR 3HQVDPHQWR
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&DGHLUD GH $UWHV 9LVXDLV QR &XUVR GH $UWHV &rQLFDV H 3URIHVVRU 3HUPDQHQWH GR 352)('8& QD 8(06
8QLYHUVLGDGH(VWDGXDOGH0DWR*URVVRGR6XO±88&*e/tGHUGR*UXSRGH3HVTXLVD1$9 U (±1~FOHRGH
$UWHV 9LVXDLV HP UH 9HULILFDo}HV (SLVWHPROyJLFDV ± &13T8(06 0HPEUR GR 1(&& ± 1~FOHR GH (VWXGRV
&XOWXUDLV &RPSDUDGRV ± 8)06 H GR 1~FOHR GH 3HVTXLVD (VWXGRV 9LVXDLV ± 81,&$03 (PDLO
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'H DQWHPmR p ERP VLWXDU DR OHLWRU GH TXH PLQKD UHIOH[mR QHVWH WUDEDOKR WRPD GD
FRQVWUXomR GH FRQKHFLPHQWRV DWUDYpV H D SDUWLU GD $UWH FRPR SURGXWRUD GHVVHV 1mR
H[FOXVLYDPHQWH FRPR GLVFLSOLQD PDV FRPR DUWHIDWR FXOWXUDO SURPRWRU GH FRQKHFLPHQWRV D
SDUWLUGRVFRQKHFLPHQWRVTXHWRGDDUWHFXOWXUDHFRQKHFLPHQWRVSURGX]HP4XHURGL]HUTXH
WRPR GD $UWH GLVWDQWH GH UyWXORV H FRQFHLWRV PRGHUQRV HRX FOiVVLFRV GH $UWH 2 0RGHUQR
DTXL p UHFRQKHFLGR QD H D SDUWLU GD HGLILFDomR GR 3URMHWR 0RGHUQR (XURSHX GH
KRPRJHQHL]DomRGHPXQGRV HPWRUQRGRVVpFXORV;9H;9, FRPDFRORQL]DomRTXHSDVVDD
VHSDUDU WXGR HP ELQ{PLRV JrQHURV UDoDV H FODVVHV PDV WDPEpP DUWHV FXOWXUDV H
FRQKHFLPHQWRV(FOiVVLFRWHPDFRPSUHHQVmRDSDUWLUGDQRomRGHTXHRPXQGRRFLGHQWDOQmR
QDVFH~QLFRHH[FOXVLYDPHQWHQD*UpFLDeSUHFLVRQRVOHPEUDUGHTXHLJXDOPHQWHDRVJUHJRV
RXWUDVFXOWXUDVWDPEpPH[LVWLUDPQRSODQHWD3RUFRQVHJXLQWHPLQKDVDUJXPHQWDo}HVWDPEpP
QmR HVWDUmR VXVWHQWDQGR QHQKXPD QRomR GH KRPRJHQHLGDGH 3yVPRGHUQD LQVWDXUDGD SHOR
3URMHWRGH*OREDOL]DomRQRUWHDPHULFDQR'RPHVPRMHLWRQmRVXVFLWRFRPRmodus operandi
SDUD HVWDV SiJLQDV R FRQFHLWR GH $UWH &XOWXUD H &RQKHFLPHQWRV LJXDOPHQWH R FRQFHLWR GH
(VWpWLFD H 'LVFLSOLQD TXH VXVWHQWDP D LGHLD GH SURGXomR GH FRQKHFLPHQWRV FRP GDWD ORFDO
EDVHDGRVHPOtQJXDVHVSHFtILFDVHGRPHVPRMHLWRHPEDVDGRVQRGLUHLWRGHGHWHUPLQDGRVH[R
IiOLFR GH FRU EUDQFD  PDUFDGRV SRU VLVWHPDV TXH SDUD LQFOXLU SRXFRV H[FOXL PXLWRV 3RU
~OWLPR HQWmR PLQKDV QRo}HV GH $UWH &XOWXUD H &RQKHFLPHQWRV HVWmR HPEDVDGDV HP $UWH
&XOWXUDH&RQKHFLPHQWRVEXJUHVFRV
7DLV UHIOH[}HV DTXL HVWDUmR DVVHQWDGDV HP WUrV GLUHo}HV TXH IRUDP HVWLPXODGDV SHOR
SUySULR ;;9,, &21)$(% 1HQKXPD GHODV WHP VHQWLGR GH 1RUWH SRUTXH FRPR Mi GLVVHUD
7RUUHV*DUFtDo sul é nosso norteSRULVVRQmRLQFUHPHQWRQHQKXPDLGHLDGHLPSRUWDomRVHP


$QRomRGH$UWH&XOWXUDH&RQKHFLPHQWRV%XJUHVFRVYHPVHQGRGHVHQYROYLGDDRORQJRGRV~OWLPRVDQRVD
ILP GH DOFDQoDU XPD HSLVWHPRORJLD TXH HPHUJH GH VXMHLWRV OXJDUHV HQXQFLDWLYRV H JUDILDV ± SRU FRQVHJXLQWH
bioJHRJUDILDV ± RXWURV TXH QmR IRUDP HVWmR RX VHUmR XP GLD LQVFULWRV FRPR SURGXWRUHV GH $UWH &XOWXUD H
&RQKHFLPHQWRV SHODV QRo}HV GH (VWpWLFD H 'LVFLSOLQD VLWXDGDV QRV SHQVDPHQWRV &OiVVLFR RX 0RGHUQR ¬V
IRUPXODo}HV DQWHULRUHV WLQKD QRPLQDGRDV GH ³(VWpWLFD %XJUHVFD´ RX ³(VWpWLFD RX QmR  %XJUHVFD´ ± HP GRLV
HQVDLRV SXEOLFDGRV QRV &DGHUQRV GH (VWXGRV &XOWXUDLV (G 8)06 ± SRUTXH QmR WLQKD WHUPR PHOKRU SDUD
LOXVWUDUDVGLVFXVV}HVTXHFRQVHJXLVVHDOFDQoDURHQWHQGLPHQWRGRWHUPR³(VWpWLFD´QDFXOWXUD2FLGHQWDO0DVGR
DQR SDVVDGR SDUD Fi GD SDUWLFLSDomR HP XP HYHQWR HP )ORULDQySROLV IXL LQGDJDGR GR SRUTXH DLQGD XVDU XP
WHUPRWmRWUDGLFLRQDODRUHIHULUVHDSUiWLFDVTXHTXHULDPH[DWDPHQWH UH GLVFXWLOR"3RUWDQWRQHVWHDQRGH
DR SDUWLFLSDU GH XPD %DQFD GH 'HIHVD GH 0HVWUDGR QD 8)06 FKHJXHL j FRQFOXVmR GR PHOKRU WHUPR H WHQKR
SURSRVWRSHQVDUHP³&XOWXUD%XJUHVFD´HP0DWR*URVVRGR6XOVXEVWLWXLQGRDVVLP³(VWpWLFD´SRU³&XOWXUD´



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transWUDGXomR0DVFRPRGDVGLUHo}HVLQGDJRTXDORFDPLQKRSDUDR(QVLQRGH$UWHVQR
%UDVLO GLDQWH GR GHVPRQWH SURSRVWR SHOD %1&& ± %DVH 1DFLRQDO &RPXP &XUULFXODU ±
³VXJHVWmR´ GR JRYHUQRDL LP SRVWR" $LGHLD TXH SDUHFHX VHU DPSODPHQWH GLVFXWLGD LPS}H
GHVWLWXLomRGDiUHDGHFRQKHFLPHQWR$UWHSDUDWRUQiODFRQWH~GRHQTXDQWRRGHVHMRDQWLJRHUD
GLYLGLOD QR PtQLPR  H