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Resumos - Lógica - Prof. Ricardo P.

Tassinari - Departamento de Filosofia - Unesp/Marília - 2008


FORMALIZAÇÃO DA SILOGÍSTICA ARISTOTÉLICA
SILOGISMOS:
Silogismos têm duas premissas e uma conclusão.

TIPOS DE SENTENÇAS CATEGÓRICAS:


A : Universal Afirmativa : Todo A é B.

I : Particular Afirmativa : Algum A é B.

E : Universal Negativa : Nenhum A é B.

O : Particular Negativa : Algum A não é B.

TERMOS:
S: termo menor (sujeito da conclusão)

P: termo maior (predicado da conclusão)

M: termo médio (ausente da conclusão e presente em ambas premissas)

PREMISSAS:
Premissa Maior: aquela com o termo maior.

Premissa Menor: aquela com o termo menor

FIGURAS DO SILOGISMO:
Temos 4 figuras para os silogismos, conforme a posição do termo médio nas premissas:

1ª Figura 2ª Figura 3ª Figura 4ª Figura


(considerada por
MP PM MP PM medievais, mas não
SM SM MS MS por Aristóteles)
––– ––– ––– –––
SP SP SP SP

SILOGISMOS POSSÍVEIS E SILOGISMOS VÁLIDOS:


Dos 256 silogismos possíveis (pois, com 4 sentenças categóricas temos: 4 figuras possíveis x 4 premissas menores x 4
premissas maiores x 4 conclusões), apenas 19 são válidos (sendo que em 4 deles subentendem uma premissa que expressa
que o domínio não é vazio).

REDUÇÕES DAS FORMAS DOS SILOGISMOS:


Aristóteles, nos Primeiros Analíticos, mostra como reduzir todos os silogismos a Barbara ou a Celarent.

NOMES DOS SILOGISMOS E REDUÇÃO À PRIMEIRA FIGURA:


Os nomes dos silogismos (estabelecidos na Idade Média) indicam a forma de redução dos silogismos (das 2ª, 3ª e 4ª figu-
ras) aos da 1ª figura:

A primeira consoante do nome de cada silogismo indica o silogismo correspondente na 1ª figura ao qual ele se reduz.

As consoantes que seguem as vogais indicam as operações a serem feitas para essa redução:

S : conversão simples (permutação entre sujeito e predicado);

P : conversão por acidente (de “Todo A é B” para “Algum B é A”);

M : permutação das premissas;

C : redução ao absurdo (constrói-se um novo silogismo na primeira figura que tem como premissas a que precede C e a
contraditória da conclusão, deduz-se então a contraditória da outra premissa, sendo pois absurdo considerar, no silogismo
inicial, as premissas verdadeiras e a conclusão falsa).

(Para uma dedução formal dessas reduções veja MATES, 1968, Seção 11.2)
Resumos - Lógica - Prof. Ricardo P. Tassinari - Departamento de Filosofia - Unesp/Marília - 2008

MODOS CONCLUDENTES DOS SILOGISMOS CATEGÓRICOS E SUAS FORMALIZAÇÕES

1ª Figura bArbArA cElArEnt dArII fErIsOn

MP Todo M é P. Nenhum M é P Todo M é P. Nenhum M é P.


SM Todo S é M. Todo S é M. Algum S é M. Algum S é M.
––– Logo, todo S é P. Logo, nenhum S é P. Logo, algum S é P. Logo, algum S não é P.
SP
∀x (M(x) → P(x)) ∀x (M(x) → ~P(x)) ∀x (M(x) → P(x)) ∀x (M(x) → ~P(x))
∀x (S(x) → M(x)) ∀x (S(x) → M(x)) ∃x (S(x) ∧ M(x)) ∃x (S(x) ∧ M(x))
–––––––––––––––––––––– –––––––––––––––––––––– –––––––––––––––––––––– ––––––––––––––––––––––
∀x (S(x) → P(x)) ∀x (S(x) → ~P(x)) ∃x (S(x) ∧ P(x)) ∃x (S(x) ∧ ~P(x))

2ª Figura cEsArE cAmEstrEs fEstInO bArOcO

PM Nenhum P é M. Todo P é M. Nenhum P é M. Todo P é M.


SM Todo S é M. Nenhum S é M. Algum S é M. Algum S não é M.
––– Logo, nenhum S é P Logo, nenhum S é P Logo, algum S não é P. Logo, algum S não é P.
SP
∀x (P(x) → ~M(x)) ∀x (P(x) → M(x)) ∀x (P(x) → ~M(x)) ∀x (P(x) → M(x))
∀x (S(x) → M(x)) ∀x (S(x) → ~M(x)) ∃x (S(x) ∧ M(x)) ∃x (S(x) ∧ ~M(x))
–––––––––––––––––––––– –––––––––––––––––––––– –––––––––––––––––––––– ––––––––––––––––––––––
∀x (S(x) → ~P(x)). ∀x (S(x) → ~P(x)) ∃x (S(x) ∧ ~P(x)) ∃x (S(x) ∧ ~P(x))

3ª dArAptI fElAptOn dIsAmIs dAtIsI BOcArdO fErIsOn


Figura
Todo M é P. Nenhum M é P. Algum M é P. Todo M é P. Algum M não é P. Nenhum M é P.
MP Todo M é S. Todo M é S. Todo M é S. Algum M é S. Todo M é S. Algum M é S.
MS Logo, algum S é P. Logo, algum S não é P. Logo, algum S é P. Logo, algum S é P. Logo, algum S não é P. Logo, algum S não é P.
–––
SP [∃x M(x)] [∃x M(x)]
∀x (M(x) → P(x)) ∀x (M(x) → ~P(x)) ∃x (M(x) ∧ P(x)) ∀x (M(x) → P(x)) ∃x (M(x) ∧ ~P(x)) ∀x (M(x) → ~P(x))
∀x (M(x) → S(x) ∀x (M(x) → S(x)) ∀x (M(x) → S(x)) ∃x (M(x) ∧ S(x)) ∀x (M(x) → S(x)) ∃x (M(x) ∧ S(x))
––––––––––––––––––– –––––––––––––––––––––– ––––––––––––––––––– –––––––––––––––––– ––––––––––––––––––– –––––––––––––––––––
∃x (S(x) ∧ P(x)) ∃x (S(x) ∧ ~P(x)) ∃x (S(x) ∧ P(x)) ∃x (S(x) ∧ P(x)) ∃x (S(x) ∧ ~P(x)) ∃x (S(x) ∧ ~P(x))

4ª Figura bAmAlIp cAmEnEs dImAtIs FEsApO FrEsIsOn

(considerada por Todo P é M. Todo P é M. Algum P é M. Nenhum P é M. Nenhum P é M.


medievais, mas Todo M é S. Nenhum M é S. Todo M é S. Todo M é S. Algum M é S.
não por Aristóteles) Logo, algum S é P. Logo, nenhum S é P. Logo, algum S é P. Logo, algum S não é P. Logo, algum S não é P

PM [∃x P(x)] [∃x M(x)]


MS ∀x (P(x) → M(x)) ∀x (P(x) → M(x)) ∃x (P(x) ∧ M(x)) ∀x (P(x) → ~M(x)) ∀x (P(x) → ~M(x))
––– ∀x (M(x) → S(x)) ∀x (M(x) → ~S(x)) ∀x (M(x) → S(x)) ∀x (M(x) → S(x)) ∃x (M(x) ∧ S(x))
SP ––––––––––––––––––––– ––––––––––––––––––––– ––––––––––––––––––––– ––––––––––––––––––––– –––––––––––––––––––––
∃x (S(x) ∧ P(x)) ∀x (S(x) → ~P(x)) ∃x (S(x) ∧ p(x)) ∃x (S(x) ∧ ~P(x)) ∃x (S(x) ∧ ~P(x))

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