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REVISTA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TECNOLOGIA-PPGTE

EDIÇÃO COMEMORATIVA 18 anos (1995-2013)

2013
2013

Expediente

Carlos Eduardo Cantarelli

Reitor da UTFPR

Luiz Alberto Pilatti

Vice-Reitor da UTFPR

Denise Rauta Buiar

Diretora do Câmpus Curitiba

Humberto Remigio Gamba Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação Câmpus Curitiba

® Editora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Adriano Lopes

Coordenador Geral da Editora UTFPR

Faimara do Rocio Strauhs

Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia

Nanci Stancki da Luz

Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia

Angela Maria Rubel Fanini

Orientadora de Estágio Curricular Obrigatório

Marco Tulio Braga de Moraes

Supervisor de Estágio Curricular Obrigatório

Danyelle Castro

Estagiária do Curso de Comunicação Institucional - UTFPR

Sumário

05

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EDiToRiAL

07

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APRESENTAção

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iMPLANTAção Do PPGTE

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ENTREviSTAS: CooRDENADoRES

 

Profª. Drª. Sonia Ana Charchut Leczynski  

Prof. Dr. Gilson Leandro Queluz   Profª. Drª. Sonia Ana Charchut Leczynski Profª. Drª. Luciana Martha Silveira Profª. Drª. Marília

Profª. Drª. Luciana Martha Silveira Sonia Ana Charchut Leczynski Prof. Dr. Gilson Leandro Queluz Profª. Drª. Marília Gomes de Carvalho Prof.

Profª. Drª. Marília Gomes de Carvalho Gilson Leandro Queluz Profª. Drª. Luciana Martha Silveira Prof. Dr. Domingos Leite Lima Filho Profª. Drª.

Prof. Dr. Domingos Leite Lima Filho Martha Silveira Profª. Drª. Marília Gomes de Carvalho Profª. Drª. Faimara do Rocio Sthaus 19 |

Profª. Drª. Faimara do Rocio SthausGomes de Carvalho Prof. Dr. Domingos Leite Lima Filho 19 | ÁREA DE CoNCENTRAção 23 |

19

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ÁREA DE CoNCENTRAção

23

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LiNHAS DE PESqUiSAS

 

Mediações e Culturas 

Tecnologia e Desenvolvimento| LiNHAS DE PESqUiSAS   Mediações e Culturas Tecnologia e Trabalho 27 | GRUPoS DE PESqUiSAS

Tecnologia e Trabalho  Mediações e Culturas Tecnologia e Desenvolvimento 27 | GRUPoS DE PESqUiSAS   Arte e Tecnologia

27

|

GRUPoS DE PESqUiSAS

 

Arte e Tecnologia 

Design e Cultura27 | GRUPoS DE PESqUiSAS   Arte e Tecnologia Design de Mídias Interativas Grupo de Estudos

Design de Mídias InterativasDE PESqUiSAS   Arte e Tecnologia Design e Cultura Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Relações

Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Relações de Gênero e Tecnologiae Tecnologia Design e Cultura Design de Mídias Interativas Ciências Humanas, Tecnologia e Sociedade Grupo de

Ciências Humanas, Tecnologia e SociedadeEstudos e Pesquisas sobre Relações de Gênero e Tecnologia Grupo de Estudos e Pesquisas em Trabalho,

Grupo de Estudos e Pesquisas em Trabalho, Educação e Tecnologiae Tecnologia Ciências Humanas, Tecnologia e Sociedade Núcleo de Gestão de Tecnologia e Inovação Formações

Núcleo de Gestão de Tecnologia e Inovaçãode Estudos e Pesquisas em Trabalho, Educação e Tecnologia Formações dircusivas sobre Trabalho e Tecnologia

Formações dircusivas sobre Trabalho e Tecnologiae Tecnologia Núcleo de Gestão de Tecnologia e Inovação Tecnologias, Aprendizagem Humana e Organizacional Tecnologia

Tecnologias, Aprendizagem Humana e OrganizacionalFormações dircusivas sobre Trabalho e Tecnologia Tecnologia e Desenvolvimento Sustentável Tecnologia e Meio

Tecnologia e Desenvolvimento SustentávelTecnologia Tecnologias, Aprendizagem Humana e Organizacional Tecnologia e Meio Ambiente 31 | PUBLiCAçõES  

Tecnologia e Meio Ambientee Organizacional Tecnologia e Desenvolvimento Sustentável 31 | PUBLiCAçõES   Revista Tecnologia e

31

|

PUBLiCAçõES

 

Revista Tecnologia e Sociedade 

Revista Educação e Tecnologia| PUBLiCAçõES   Revista Tecnologia e Sociedade Cadernos de Estudos de Gênero 35 | EvENToS  

Cadernos de Estudos de GêneroTecnologia e Sociedade Revista Educação e Tecnologia 35 | EvENToS   Simpósio Nacional de Tecnologia

35

|

EvENToS

 

Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade – TECSOC 

Iberamericano de Ciência, Tecnologia e Gênero – IBEROSimpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade – TECSOC Escritório Verde 38 | CURSo DE ExTENSão  

Escritório VerdeIberamericano de Ciência, Tecnologia e Gênero – IBERO 38 | CURSo DE ExTENSão   Curso Igualdade

38

|

CURSo DE ExTENSão

 

Curso Igualdade de Gênero 

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ENTREviSTAS: ALUNoS , SERviDoRES E DiRiGENTES

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Editorial

A Revista do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia, PPGTE: edição comemorativa (18 anos-

1995-2013), da UniversidadeTecnológica Federal do Paraná, Campus Curitiba, é fruto de uma parce- ria entre o Curso de Comunicação Institucional da UTFPR, Departamento Acadêmico de Comunica- ção e Expressão-DACEX e o PPGTE. Elaborou-se como resultado de trabalho de Estágio Curricular Obrigatório, visando colocar em prática os conhecimentos adquiridos no Curso de Comunicação. O produto visa fixar certa memória do Programa, assim como promover tanto a comunicação interna quanto externa. No decorrer de dezoito anos de existência do PPGTE, muitos eventos e ações foram executados e seria impossível mapeá-los em sua totalidade. Selecionamos alguns, sa-

bendo que muitos, deveras importantes, não foram visibilizados. O espaço é limitado e a seleção se fez necessária. Muitos foram os que contribuíram para a implantação e consolidação do Programa

e, na Revista, trouxemos alguns desses atores para nos contar sobre essa história de dezoito anos.

Agradecemos a todos que direta ou indiretamente contribuíram para a formação dessa trajetória. Desejamos uma boa leitura e esperamos que nossa Revista seja mais um meio de comunicação a reforçar a democratização da informação dentro de nossa Instituição.

da informação dentro de nossa Instituição. Angela Maria Rubel Fanini Marco Tulio Braga de Moraes 6

Angela Maria Rubel Fanini

dentro de nossa Instituição. Angela Maria Rubel Fanini Marco Tulio Braga de Moraes 6 Danyelle Meirelles

Marco Tulio Braga de Moraes

6

dentro de nossa Instituição. Angela Maria Rubel Fanini Marco Tulio Braga de Moraes 6 Danyelle Meirelles

Danyelle Meirelles de Castro

Apresentação

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Apresentação e implantação do PPGTE

Na década de 1990, o professor Dr. João Augusto Bastos, preocupa-

do e orientado para realizar ações dentro das políticas de educação cien- tífica, vinculadas à tecnologia, projetou juntamente com uma equipe de estudiosos, a viabilidade de um curso de mestrado para estabelecer rela- ções entre educação, ciência e tecnologia. Verificou-se naquela ocasião,

a

necessidade de pesquisar as interações, em âmbito de mestrado , entre

o

universo da tecnologia e da sociedade em geral, apostando-se no desa-

fio da interdisciplinaridade. O projeto foi implantado no então CEFET-PR,

hoje Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Naquela ocasião o PPGTE apresentava um corpo docente e discente dispostos a superar

limitações, prontos para abraçar o exercício e o aprendizado interdis- ciplinar e desenvolver um ambiente de pesquisa acadêmica em nível de pós-graduação. O professor João Augusto Bastos, coordenando uma equipe docente, conseguiu reunir forças externas e internas,dirigentes da Instituição, representantes de órgãos governamentais e dos peritos de instituições de fomento, e dar formas e contornos para os desenhos

e projetos de um programa de mestrado capaz de articular as relações entre educação, ciência, tecnologia e inovação tecnológica.

educação, ciência, tecnologia e inovação tecnológica. identidade visual atual do Programa identidade visual

identidade visual atual do Programaas relações entre educação, ciência, tecnologia e inovação tecnológica. identidade visual utilizada até 2008 8

tecnologia e inovação tecnológica. identidade visual atual do Programa identidade visual utilizada até 2008 8

identidade visual utilizada até 2008as relações entre educação, ciência, tecnologia e inovação tecnológica. identidade visual atual do Programa 8

8

Implantação

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Apresentação e implementação do PPGTE

O programa implantou-se em definitivo,em 1995, propondo-se a atu- ar no âmbito interdisciplinar, congregando docentes pesquisadores de di- ferentes áreas do conhecimento: Letras, História, Sociologia, Engenharia,

Física, Matemática, Psicologia, Educação, Artes, Design, Filosofia, Enge- nharias, Arquitetura, Direito, Meio Ambiente – em torno das investigações que abrangem as interações entre Tecnologia e Sociedade.

O PPGTE, ao longo desse período, tem aprofundado e amadurecido

suas pesquisas, recebendo por parte do Comitê de Avaliação da CAPES, con- ceito 5 (cinco), demonstrando que se fortaleceu a cada ano que passou. Hoje

já conta com cerca de 396 dissertações de mestrado e 13 teses de doutorado

defendidas. O corpo discente é formado por 64 alunos de mestrado e 44 alu- nos de doutorado. Entende-se que a sociedade humana se destaca pela capacidade de alterar o meio em que está inserida e que essas modificações implicam também alterações na fisionomia dessa sociedade. As descobertas, ino- vações e avanços tecnológicos, como o fogo, o uso de metais, a escrita,

a imprensa, a maquinaria moderna, a eletricidade, a internet e,tantos

outros, tem caracterizado a história do homem na sua interação com

a natureza e com o meio social. Essas alterações tecnológicas tem sido

uma constante na história do homem que se faz e refaz a cada novo invento técnico, provocando mudanças em todos os segmentos da so- ciedade e requerem entendimentos que podem ser obtidos por meio de investigação científica nas variadas áreas de conhecimento. Nesse âmbito, o propósito deste Programa é pesquisar as transfor- mações que essas mudanças provocam nas atividades realizadas pela sociedade no âmbito material e cultural. As visões, representações e im- pactos da tecnologia na vida do homem e do meio natural devem ser in-

vestigados e analisados a partir de uma perspectiva interdisciplinar haja vista a complexidade do estudo. Para tanto, oferece-se ao aluno pesqui- sador um quadro de docentes oriundos de várias áreas do conhecimento que se debruçam sobre o universo da tecnologia, procurando abordá-lo de forma multidisciplinar. Tendo, portanto, o quadro da interdisciplinaridade como referência, o Programa organiza-se em torno de três linhas de pesquisa: Mediações e Culturas ,Tecnologia e Trabalho, Tecnologia e Desenvolvimento.

As linhas de pesquisa não são estanques, pois internamente a cada linha,

há a existência de um projeto de pesquisa agregador de docentes e discen- tes, permitindo a interação entre os diversos projetos em desenvolvimento.

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Entrevistas: Coordenadores

Entrevistas: Coordenadores Prof a .Dr a . Sonia Ana Charchut Leczynski Período de Gestão: 1998 a

Prof a .Dr a . Sonia Ana Charchut Leczynski Período de Gestão: 1998 a 2003

Durante a gestão da Prof a . Dr a . Sonia Ana Charchut Leczynski, o PPGTE consolidou sua área de concen- tração. Em entrevista, a ex-coordenadora discorre sobre os acontecimentos que levaram à formação do PPGTE, até a sua consolidação como um programa interdisciplinar.

Formação do Programa

A discussão a respeito da formação do PPG- TE começou em 1994, com a realização de um curso de especialização em Inovação e Edu- cação Tecnológica, que aconteceu em 4 campi (Ponta Grossa, Medianeira, Cornélio Procópio e Curitiba). Após a realização do curso, fizemos uma comissão instituída pela Comissão Geral que desenvolveu o Programa.

Transformação do Programa

O PPGTE, inicialmente, tinha duas áre- as de concentração: Educação Tecnológica e Inovação Tecnológica. Delas desdobravam-se cinco linhas de pesquisa: 1. Educação, Ciência, Tecnologia, Trabalho, Qualificação e Produ- ção; 2. Currículos, Métodos e Técnicas de En- sino Tecnológico; 3. Dimensões da Inovação

Tecnológica; 4. História da Técnica e o resga-

te do entendimento global das tecnologias; 5.

Interação Homem-Máquina (CEFET-PR 1996/

1997). Após algumas reuniões, as duas áreas de concentração se fundiram, dando origem

a

uma única área de concentração: Tecnologia

e

Sociedade. As linhas de pesquisas também

sofreram modificações, passaram a ser repre- sentadas por apenas três linhas: Tecnologia e Sociedade, Tecnologia e Desenvolvimento e Tecnologia e Interação.

Como a senhora define o PPGTE?

A própria CAPES não entende o concei-

to de interdisciplinaridade. Durante a minha gestão, um palestrante da CAPES realizou uma palestra sobre interdisciplinaridade.Nas primeiras colocações, o mesmo propôs seto- rizar a interdisciplinaridade, querendo criar o setor de saúde, o setor de ciências exatas e da terra e o setor de ciências sociais, porém isso não é interdisciplinaridade. Nas pesqui- sas realizadas pelos alunos do PPGTE, o ob- jeto é analisado a partir das perspectivas de várias áreas do conhecimento.

Mudanças

A quantidade de professores do PPGTE é

um marco. Quando começamos, o Programa

tinha apenas três professores efetivos, alguns eram visitantes, outros apenas colaboradores.

A

quantidade de bolsas oferecidas pela CAPES

e

pela Fundação Araucária foi outro ganho,

pois, com mais bolsas, conseguimos desen- volver mais pesquisas e publicar mais artigos.

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Entrevistas: Coordenadores

Entrevistas: Coordenadores Prof. Dr. Gilson Leandro queluz Período de Gestão: 2003 a 2007 Durante a gestão

Prof. Dr. Gilson Leandro queluz Período de Gestão: 2003 a 2007

Durante a gestão do professor Gilson L. Queluz, o PPGTE deu o primeiro passo para a implantação do doutorado. Na época, algumas estratégias foram criadas para que o Programa ganhasse visibilida- de nacional, e, consequentemente, au- mentasse o seu conceito junto à Capes.

De quem partiu a iniciativa da implantação do Programa de Doutorado?

A instauração do doutorado depende do Programa alcançar a nota básica exigida pela CAPES, 4. Quando assumi a coordenação, tínhamos recebido no final do ano a nota ne- cessária. Após uma decisão coletiva, o próprio colegiado tomou a decisão de mandar a pro- posta à CAPES.A aprovação do doutorado só viria no final de 2007.

quais foram as primeiras atitudes tomadas como coordenador do Programa?

Quando assumi a coordenação, o programa tinha quase 10 anos, ou seja, já tinha uma traje- tória. O que nos propusemos foi fortalecer a área de concentração e o conceito de interdisciplina-

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ridade no Programa. A partir dessa definição, estabelecemos algumas medidas que, posterior- mente, acabaram servindo para divulgação do programa em âmbito nacional e para implanta- ção do doutorado. Uma das estratégias, na épo-

ca, foi a criação da revistaTecnologia e Sociedade

e a organização e a realização do Simpósio Na-

cional de Tecnologia e Sociedade que atualmen- te está na sua 4ª edição.

De que maneira o PPGTE pode elevar o seu conceito junto a CAPES ?

Para elevar o conceito junto à CAPES, é ne-

cessário um processo de internacionalização. O conceito 5, considerado a nota máxima de ava- liação da CAPES, será atingido se aumentarmos

a produção acadêmica internacional, que na área

interdisciplinar é a mais valorizada. No PPGTE, esse processo é muito recente, os alunos estão começando a participar de Congressos e, con- sequentemente, adquirindo contatos, para futu- ramente realizarem publicações conjuntas, que gerem resultados fora do Brasil. É uma questão difícil, que se resolverá em longo prazo.

qual a importância do PPGTE dentro da Univer- sidade?

Um programa como o PPGTE é fundamental dentro de uma UniversidadeTecnológica, servindo como local de problematização das contradições

que envolvem a ciência e a tecnologia. Esse seria

o principal papel do PPGTE, discutir essas con- tradições e as consequências da ciência e da tecnologia na sociedade.

Entrevistas: Coordenadores

Entrevistas: Coordenadores Profª. Drª. Luciana Martha Silveira Período de gestão: 2008 a 2009 Sob coordenação da

Profª. Drª. Luciana Martha Silveira Período de gestão: 2008 a 2009

Sob coordenação da professora Luciana, o Programa de Pós-Graduação em Tecnologia iniciou o programa de doutorado, em 2008.

qual é a importância do curso de Doutorado para o PPGTE ?

O fato do PPGTE hoje oferecer o curso de doutorado indica que nós somos reconhecidos pelo órgão avaliador e que possuímos capaci-

dade de dar continuidade ao curso implantado.

O processo de elaboração do projeto de dou-

aprovação

foi mérito da gestão anterior,coordenada pelo

torado e, consequentemente, sua

professor Gilson L. Queluz. Na minha gestão, ocorreu a implantação do curso. Tivemos que

lidar com todos os cuidados relativos à primei-

ra seleção, envolvendo a elaboração do edital, a seleção dos alunos e outros assuntos.

Qual é o principal desafio do Programa?

O principal desafio é trabalhar a inter- disciplinaridade, pois, para que ela ocorra efetivamente é necessário um tempo de vida, de maturação das ideias e de discus- são. A interdisciplinaridade do Programa não é uma produção individual dos profes- sores, ela ocorre na discussão dentro da sala de aula, sendo refletida no trabalho dos alunos. Apesar de professores e alunos trabalharem juntos, a interdisciplinaridade demora uma pouco para ser refletida nos trabalhos, pois é um desafio construir um objeto de estudo a partir da análise de vá- rias áreas do conhecimento.

Como elevar o conceito do programa jun- tos a CAPES?

Para a CAPES, o conceito do Programa é estabelecido de acordo com a produção de docentes. A maturação do Programa inteiro acontece em camadas e demora um pou- co mais do que os Programas disciplinares. É um desafio, mas isso, assumimos há anos. Se compararmos o Programa desde a sua formação, há 15 anos, nós amadurecemos muito, já temos uma idade ideal para propor novos desafios, o próximo, inclusive, seria aumentar o nosso conceito.

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Entrevistas: Coordenadores

Entrevistas: Coordenadores Profª. Drª. Marília Gomes de Carvalho Período de Gestão: 2009 a 2010 Enquanto coordenadora

Profª. Drª. Marília Gomes de Carvalho Período de Gestão: 2009 a 2010

Enquanto coordenadora do PPGTE, a pro- fessora Marília presenciou alguns aconte- cimentos marcantes na trajetória do Pro- grama. Dentre eles, destaca-se a criação de um grupo de Estudo sobre gênero e a organização do Congresso Iberoamerica- no, sendo esse, considerado o marco de sua gestão

Marco da gestão

A organização de dois eventos: o III Sim-

pósio Nacional de Tecnologia e Sociedade (TECSOC), que ocorreu no mês de dezembro de 2009, e o 8º Congresso Iberoamericano de Ciência, Tecnologia e Gênero, inédito no Bra- sil, que aconteceu no mês de abril de 2010

Como iniciou a discussão de Gênero no Pro- grama de Pós-Graduação em Tecnologia?

A discussão começou com duas disser-

tações de mestrado que orientei. Naquela época, não se pensava em gênero. A primeira dissertação tinha como objeto de estudo as re- lações de trabalho das mulheres em uma em- presa eletroeletrônica; a segunda relatava as diferentes perspectivas profissionais dos for-

mandos de uma turma de desenho industrial do CEFET, a partir da perspectiva de gênero. Essas duas dissertações foram o passo inicial para novas propostas de pesquisa na área. Em 2000, os alunos que realizavam essas pesqui- sas resolveram se reunir para fazer um grupo de estudos. Não tínhamos a propensão de ser um grupo de estudo do PPGTE, mas o tema acabou atraindo muitas pessoas que tinham interesse em discutir a questão de gênero.

qual a importância de se discutir gênero dentro da Universidade?

Acredito que a discussão de gênero deve se dar em todos os espaços, seja ele acadê- mico, público ou privado. O grupo de gênero compreende que o gênero perpassa todas as relações sociais, sendo elas constituídas e construídas por homens e mulheres. Na Uni- versidade essa importância se dá pelo fato de haver uma grande disparidade no quadro de professores, onde há uma predominância de professores homens. Essa disparidade não se limita apenas no quadro de professores, mas também na sala de aula. Percebe-se que tanto a questão de gênero quanto o papel da mulher são assuntos que deveriam ser mais aprofundados, explicitados na UTFPR, para que não só os professores, mas, também, as alunas e os alunos tenham consciência do que está acontecendo, para assim termos perspectiva de mudanças.

acontecendo, para assim termos perspectiva de mudanças. 15 Identidade visual do Grupo de Estudos em que

15

Identidade visual do Grupo de Estudos em que a Profª Marília foi uma das idealizadoras

perspectiva de mudanças. 15 Identidade visual do Grupo de Estudos em que a Profª Marília foi

Entrevistas: Coordenadores

Entrevistas: Coordenadores Prof. Dr. Domingos Leite Lima Filho Período de Gestão: 2010 a 2012 Ao longo

Prof. Dr. Domingos Leite Lima Filho Período de Gestão: 2010 a 2012

Ao longo de sua existência, o PPGTE enfren- tou uma série de dificuldades relacionadas à falta de infraestrutura e recursos financei- ros. Em sua gestão, o professor Domingos priorizou a revitalização do espaço físico do PPGTE, e procurou obter mais recursos junto a agências de financiamento.

quais foram as principais mudanças que ocorreram no PPGTE?

Procuramos melhorar nesse período o sis- tema de comunicação dos alunos com a secre- taria, via melhoria da plataforma de serviços online. O Programa também aderiu o uso de redes sociais como facebook e twitter.Outra preocupação foi melhorar a infraestrutura do espaço físico. Houve um processo de revitali- zação da sala de informática, agora os alunos podem fazer as pesquisas no próprio progra- ma. Além disso, buscamos mais apoio para que os alunos pudessem apresentar trabalhos em congressos. Conseguimos também mais recursos junto à agência de financiamento, o que fez com que o número de bolsas ofertadas pelo Programa aos alunos de mestrado e dou- torado aumentasse consideravelmente.

Projetos para 2012

No início do ano letivo, com um grande número de alunos novos ingressando no Pro- grama, vimos a necessidade da organização de uma semana de planejamento. Nessa se- mana inaugural de atividades no PPGTE, pla- nejamos palestras e seminários que permitem que os alunos novos conheçam o que é de fato a concepção de um programa interdisciplinar, que é a área de atuação do PPGTE. Outro foco dessa semana foi o esclarecimento do termo que o próprio programa carrega: tecnologia. Muitas pessoas têm uma visão de que tecno- logia é engenharia, é máquina, é técnica, mas temos a compreensão de que tecnologia, an- tes de tudo, é uma construção social , é uma relação social. Essa concepção, do que é de fato a tecnologia, precisa ser de entendimen- to tanto dos alunos que estão ingressando no Programa como para aqueles que já estão de- senvolvendo suas pesquisas.

Experiência

A convivência no PPGTE com profissionais de diferentes áreas de graduação possibilitou uma mudança de olhar.O programa representa essa possibilidade de olhar uma realidade, um problema a partir de múltiplos olhares. O desa- fio cotidiano é a percepção dessa diversidade. Nós precisamos nos colocar em uma posição horizontal, sem hierarquia entre as ciências, e esse é um espaço privilegiado do PPGTE.

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Entrevistas: Coordenadores

Quais são os principais desafios do Programa?

Em termos de recursos, os Programas dis- ciplinares têm mais facilidade para conseguir financiamentos, já os interdisciplinares, como o nosso, enfrentam algumas barreiras. Mas apesar de algumas dificuldades, tivemos uma grande alegria, o aumento do número de ins- critos no processo seletivo. A grande procura dos profissionais pelo Programa aponta um crescente interesse da sociedade pela pesqui- sa interdisciplinar. Anualmente o programa recebe bons projetos, de grande qualidade, mas o número de vagas é limitado. O cresci- mento de interesse e a qualidade dos projetos inscritos demonstram a necessidade que o Programa tem de receber mais recursos, essa é a nossa luta diária.

Redes sociais utilizadas pelo Programa desde 2011

diária. Redes sociais utilizadas pelo Programa desde 2011 @ppgte facebook.com/ppgte linkedin.com/in/ppgte
diária. Redes sociais utilizadas pelo Programa desde 2011 @ppgte facebook.com/ppgte linkedin.com/in/ppgte
diária. Redes sociais utilizadas pelo Programa desde 2011 @ppgte facebook.com/ppgte linkedin.com/in/ppgte

@ppgte

facebook.com/ppgte

linkedin.com/in/ppgte

2011 @ppgte facebook.com/ppgte linkedin.com/in/ppgte Profª. Drª. Faimara do Rocio Strauhs Período de Gestão:

Profª. Drª. Faimara do Rocio Strauhs Período de Gestão: 2012 a 2014

Atualizar o Sistema de Informação Gerencial do Programa e melhorar a infraestrutura do Programa são as prioridades da atual ges- tão, coordenada pela professora Faimara.

qual a política que a senhora pretende im- plantar em sua gestão no PPGTE?

Entendo política como sendo um processo de transição. Medeiros (2003, p. 41), que é filó- sofo e professor de Metodologia diz que é “a transição entre /o que é/ para o /como deve ser/”, e isto com grifo no original, representan- do toda a carga de significância subliminar a estas simples palavras.

Neste sentido gostaria de estabelecer como objetivo primário de uma política para o PPG- TE, na minha carta de intenções tácitas, o res- ponder de forma pronta e imediata, com alto grau de eficácia, às demandas daqueles que procuram a Coordenação, sejam representan- tes da comunidade interna (gestores, docentes e discentes) ou externa. Ao atender anseios, dar respostas positivas ou não, diminui-se, na minha opinião, o grau de incerteza e se cria comprometimento, necessário para o cresci- mento de todos. Para isto, engajar a equipe que assessora à Coordenação é fundamental, esta-

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Entrevistas: Coordenadores

belecer claramente critérios e procedimentos de ação, também.Todos e todas, Coordenação, Secretaria, estagiários e estagiárias, devem es- tar imbuídos do espírito da colaboração e da cooperação, em prol do coletivo.

Em uma segunda instância deixar atua- lizado e consistente o Sistema de Informa- ção Gerencial do Programa, bem como sua infraestrutura envolvendo, em especial os ambientes de trabalho diário dos docentes e discentes, as salas e os Laboratórios, tornan- do-os mais e melhor equipados. Aumentar significativamente a participação e o envolvi- mento da comunidade discente , bem como, ampliar a rede de relações docente com in- cremento das parcerias com pesquisadores e entidades de pesquisa afins, sobretudo. Ou- tra ação será a de aumentar o vínculo com os egressos do PPGTE e instá-los a continuar a colaboração com o Programa.

Sendo docente do PPGTE há muitos anos, como percebe a trajetória do Programa nes- ses anos de existência do mesmo?

Conheci o Programa antes do seu efetivo estabelecimento. Acompanhei a tarefa ár- dua e extenuante do Prof. João Augusto, seu grande mentor, e da sua sempre e inseparável Estela, nas lidas do cotidiano de se gestar e dar à luz a um programa tecnológico em uma instituição técnica à época. Fomos vizinhos de sala, fisicamente. Fui aluna da primeira turma do PPGTE. Hoje sou professora e estou Coor- denadora. Meus laços são, portanto, afetivos, viscerais. Percebo a trajetória do Programa como a minha própria trajetória profissional

e pessoal, permeada de grandes e sucessivos

desafios, transpostos com bastante empenho em crescer e diversificar, onde os erros são encarados como oportunidades de aprendi- zagem e de melhoria continua. Como um pro- grama Muldisciplinar, com pessoas das mais

diferentes formações, com múltiplos discursos

e

entendimentos da relação entre Sociedade

e

Tecnologia, acredito que devemos retomar,

sempre, alguns dos princípios do PPGTE na sua gênese, em especial o de ser permanente espaço de diálogo, de ser um espaço de cria- ção constante de conhecimento, apoiado nas mais diferentes mídias e tecnologias informa- cionais e gerenciais. Um espaço de respeito, constante, às diferentes ideologias e filoso-

fias, um espaço de espírito inovador capaz de aceitar em seu bojo novas ideias, novas ex- periências com desprendimento e destemor.

A trajetória do PPGTE me lembra um verso

muito conhecido de Fernando Pessoa: “quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor”. Temos tido avanços graduais, pequenos retrocessos, retomadas lentas, sal- tos vigorosos, cada um a seu tempo, como organismo vivo que somos, mas sempre indo além do nosso olhar e da nossa estatura.

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Entrevistas: Coordenadores

Entrevistas: Coordenadores Da esq. para dir: Professores Luciana Martha Silveira, Eloy Fassi Casagrande Junior e Libia

Da esq. para dir: Professores Luciana Martha Silveira, Eloy Fassi Casagrande Junior e Libia P. Peralta Agudelo, participam da banca qualificação de mestrado do aluno Celso Luiz Podlasek, em 27/10/11.

de mestrado do aluno Celso Luiz Podlasek, em 27/10/11. Professora Dra. Inês Lacerda Araújo ministra a

Professora Dra. Inês Lacerda Araújo ministra a palestra com o tema “Comunicação sobre Filosofia da Lin- guagem”, na sala Poty Lazarotto da UTFPR, em 2012.

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Da esq. para dir: Professores Sergio Gaiad, Edson Tadeu Iede e Dario Dergint, do PPGTE,
Da esq. para dir: Professores Sergio Gaiad, Edson Tadeu Iede e Dario Dergint, do PPGTE,

Da esq. para dir: Professores Sergio Gaiad, Edson Tadeu Iede e Dario Dergint, do PPGTE, participam da defesa de dissertação da aluna Regina Stewart Rodriques, em 21/10/11.

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Área de Concentração: Tecnologia e Sociedade

O amadurecimento do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia é fruto de um reiterado reforço da premissa de indissociabilidade entre Sociedade e Tecnologia, claramente assumida desde sua criação. Neste contexto, a proposta deste projeto é parte de uma pers- pectiva de pesquisa que assume como pressuposto a noção de que a sociedade modela a ciência e a tecnologia e essas, por sua vez, mo- delam a sociedade e o ambiente, o que se reflete na formalização de uma área de concentração denominada Tecnologia e Sociedade. Tecnologia é um termo polissêmico, seja devido aos inúmeros sig- nificados que variam de acordo com os diferentes grupos que a inter- pretam, ou aos diferentes valores que ele incorpora em seu uso con- creto. Neste Programa parte-se do pressuposto de que a compreensão da tecnologia exige abordagens teóricas e práticas mais amplas e pro- fundas do que aquelas restritas a bens de consumo ou a conjuntos de técnicas atrelados apenas à operação de equipamentos, organização da maquinaria, ou administração de recursos humanos e direcionados exclusivamente à sua produção e aos ganhos econômicos imediatos. Os seguintes princípios constitutivos perpassam e estruturam em diferentes graus e amplitudes as linhas de pesquisa do Programa:

interdisciplinaridade: O PPGTE assume que a interdisciplinaridade se impõe como necessidade e como problema no plano material, his- tórico-cultural e epistemológico. Assim, a interdisciplinaridade busca superar a racionalidade técnica e instrumental conduzida por visões tec- nocráticas. A construção do saber, por essa concepção, passa pela expe- riência de vida, pela existência compartilhada que forma o novo racional do entendimento, abandonando determinações emanadas a priori.

inserção Sociocultural:A tecnologia não constitui um sistema inde- pendente. Não se pode esquecer do elemento cultural que direciona os objetivos da técnica para diferentes usos, de acordo com os interesses de quem a cria, explora e utiliza. A compreensão da tecnologia como uma dimensão sociocultural permite considerá-la como um elemento fundante da sociedade. A tecnologia é parte da cultura e deve ser com- preendida em sua interconexão com outros elementos culturais.

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Área de Concentração

Área de Concentração Professores do PPGTE durante reunião de planejamento, em 2012. Evolução Histórica: O

Professores do PPGTE durante reunião de planejamento, em 2012.

Evolução Histórica:O entendimento histórico conduz à compreensão integral da tecnologia e das razões econômicas e sociais que a efetivaram. É preciso desen- volver a percepção de que a dinâmica evolutiva da tecnologia emerge, sobretudo, do contexto sociocultural, não sendo determinada apenas pela economia.

Dimensão Econômico-Social: Nas modernas sociedades industriais, as formas de concorrência baseiam-se progressivamente nos processos de inova- ção, tanto tecnológicos como de gestão. A mobilização bem sucedida desses conhecimentos, transformando-os em inovações valorizáveis para a socieda- de, com o objetivo de garantir o desenvolvimento sustentável, poderá ocorrer especialmente através da criativa fusão entre os padrões educacionais gerais e os conhecimentos tecnológicos e científicos específicos, em uma relação dire- ta com o contexto regional.

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Área de Concentração

Postura Crítico-Reflexiva: A dimensão crítica estabelece a diferença na re- lação dos sujeitos com a objetividade, para favorecer a experiência do conhe- cimento comprometido com a realidade e com a sociedade. Representa uma meta ambiciosa, qual seja, a transformação da sociedade pela prática.

Referencial Epistemológico e Ético: Trata-se do esforço reflexivo voltado para

a compreensão das questões epistemológicas e éticas que circundam os processos de construção e apropriação do conhecimento científico e tecnológico.

impacto Socioambiental: Face aos impactos antropogênicos decorrentes

do uso intensivo da tecnologia, com a extração de recursos naturais renováveis

e não renováveis, a emissão de poluentes e a degradação extensiva do meio

natural – impactos estes que também acentuam a exclusão social –, faz-se ne- cessário refletir criticamente sobre a dimensão socioambiental da tecnologia.

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Linhas de Pesquisas

Mediações e Culturas

Coordenação: Prof. Dr. Luiz Ernesto Merkle

A linha de pesquisa “Mediações e Culturas” integra o Programa de

Pós-Graduação em Tecnologia (PPGTE), da Universidade Tecnológica do Paraná – Campus Curitiba. Um dos pressupostos do Programa é fomentar a compreensão crítica e cidadã de tecnologia. A linha de Tecnologia e Interação surgiu em 1999,

após a reformulação do Programa, que até então tinha áreas de concen- tração em Educação e Inovação Tecnológica. Com a mudança, assumiu es- treita correlação entre as tecnologias e as atividades humanas. Entretanto, ao longo de uma década, percebeu-se que os termos tec- nologia e interação eram, muitas vezes, entendidos instrumentalmente apenas como ações realizadas por meio de ferramentas, meios ou arte-

fatos. Além disso, parece redundante o uso da palavra interação, já que se trata de um processo que é próprio de todo o Programa, abrangendo as três linhas de pesquisa atuais.

A mudança, em 2011, para Mediações e Culturas visa aumentar as

possibilidades de entendimento de tecnologia. A escolha por Mediações também tem por objetivo realçar as abordagens plurais fomentadas na linha e no Programa. Tecnologias, nesta acepção, não se restringem aos artefatos e instrumentos, embora estes as permeiem. Assume-se que o ser humano se faz coletivamente pelas relações sociais, nas mediações (materiais ou simbólicas). Nesta perspectiva, tecnologias são sempre

mediações sociais (materiais ou simbólicas), situadas e circunstanciadas axiológica, cultural e historicamente.

O interesse da linha é pelo conhecimento e pela circulação de técni-

cas, processos, práticas, artefatos, meios, ambientes e outras mediações. Constitui, portanto, objetos-chave dessa linha de pesquisa:

Arte;

Design;

• Educação;

Mídias.

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Linhas de Pesquisas

Tecnologia e Desenvolvimento

Coordenação: Prof. Dr. Christian Luiz da Silva

Nesta linha de pesquisa, objetiva-se, a partir de métodos de análise e diagnóstico, avaliar o impacto tecnológico e de novos padrões de ativida- des de trabalho na sociedade e no meio ambiente. Procura-se investigar, desde a ergonomia do ambiente de trabalho e o design do produto até a organização, projeto e desenvolvimento do produto final, as possibilidades de reduzir os impactos negativos ao homem e ao meio, tendo como objeti- vo a procura de uma maior racionalidade no uso da tecnologia. Também constitui objeto de pesquisa todo o campo de análise sobre as condições institucionais, empresariais e individuais para a geração de tec- nologias, onde a inovação, a criatividade e o empreendedorismo são temas centrais. Essas três dimensões desdobram-se em: formação e educação como geradoras de mentes inovadoras; conhecimento tecnológico e das formas de gestão capazes de gerar empresas inovadoras; e condições ins- titucionais gerais criadoras de sociedades e de indivíduos empreendedores. Os principais temas de interesse dessa linha de pesquisa são:

• Desenvolvimento Regional;

• Gestão Ambiental;

• Gestão de Tecnologia;

• Sistemas Produtivos.

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Linhas de Pesquisas

Tecnologia e Trabalho

Coordenação: Profª. Drª Angela Maria Rubel Fanini

Nessa linha de pesquisa, reflete-se sobre a centralidade do trabalho na constituição da sociedade humana, ou seja, entende-se o trabalho na sua dimensão ontológica a partir da qual o homem, não somente alte- ra, cria e modifica seu entorno mediante o seu labor, mas institui-se, en- quanto ser humano, no e pelo trabalho. Trabalho e Tecnologia também são percebidos em sua íntima asso- ciação, articulação e contradição a partir de uma perspectiva histórico- crítica, que considera essas dimensões como fruto de intensa atividade humana que se distancia de uma abordagem que percebe a tecnologia em perspectiva autônoma, neutra e determinista. Tecnologia e Trabalho são realidades históricas, culturais e econômi- cas e criam, impactam, modificam, alteram o meio socionatural. Essas alterações e modificações são analisadas e investigadas, sobretudo a partir do âmbito da educação, literatura, história, sociologia, publicida- de, jornalismo e filosofia. Nessa perspectiva, a Linha de Pesquisa procura investigar as seguintes temáticas:

• Tecnologia e suas relações com a educação;

• História da técnica e da tecnologia;

• História da educação técnico-profissional;

• Produção e apropriação do conhecimento pelo trabalhador;

• Tecnologia e relações de gênero;

• Dimensões culturais e filosóficas da tecnologia;

• Políticas públicas para a educação profissional;

• Construções discursivas da tecnologia e do trabalho no âmbito literário, jornalístico e publicitário.

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Grupos de Pesquisas

Grupo de Estudos e Pesquisas emTrabalho, Educação eTecnologia

Líder: Prof. Dr. Domingos Leite Lima Filho

O GETET foi criado em 2005, a partir da confluência de temáticas de pesquisa e objetos de estudo comuns de pesquisadores da Linha de Pesquisa Tecnologia e Trabalho, do PPGTE/ UTFPR. A partir de diferentes objetos, com enfoque multidisciplinar, o grupo se dedica ao estudo das relações entre as categorias traba- lho, educação e tecnologia em diferentes es- paços da vida social, em particular, no entorno das instituições educacionais e nos ambientes da produção. Além disso, o GETEC, tem como referência de análise o trabalho em sua dupla dimensão, ontológica e histórica.

Tecnologia e Meio Ambiente

Líder(es): Prof. Dr. Eloy F. Casagrande Jr e Profª. Drª. Maclovia Corrêa da Silva

Os principais temas de interesse contempla- dos pelo núcleo temático Gestão da Tecnologia são: gestão da inovação tecnológica e transfe- rência de tecnologia, gestão do conhecimen- to e da informação tecnológica. Os principais temas de interesse contemplados pelo núcleo temático Uso Sustentado da Tecnologia são:

análise do ciclo de vida, conforto ambiental e eficiência energética, urbanismo e industriali- zação, gestão ambiental de recursos naturais e das atividades produtivas, ações de educa- ção ambiental, políticas públicas ambientais e tecnológicas que promovam a melhor relação entre a sociedade e o meio ambiente.

Núcleo de Gestão de Tecnologia e inovação

Líder(es): Prof. Dr. Hélio Gomes de Carvalho e Prof. Dr. Dálcio Roberto dos Reis

O grupo enfoca a utilização do conheci- mento e da tecnologia voltada à geração de inovação nas organizações. O Núcleo de Ges- tão de Tecnologia e Inovação tem desenvolvi- do atividades de ensino em nível de graduação (Gestão de Tecnologia e Inovação, Gestão de Projetos Tecnológicos, Políticas e Gestão de Ci- ência e Tecnologia, Planejamento Estratégico, entre outras) e pós-graduação (Gestão do Co- nhecimento e Inteligência Competitiva Tecno- lógica, Gestão de Tecnologia e Inovação, entre outras). Na pesquisa, o grupo tem buscado de- senvolver metodologias, modelos, métodos, técnicas e ferramentas de gestão de tecnolo- gia e inovação no ambiente empresarial.

Design de Mídias interativas

Líder: Profª. Drª. Maristela Mitsuko Ono

O grupo de pesquisa Design de Mídias Intera- tivas (DMI), atua junto ao Programa de Pós-Gra- duação em Tecnologia da Universidade Tecnoló- gica Federal do Paraná (UTFPR), desde 2005. OGrupo congrega estudantes de graduação

e pós-graduação, pesquisadores, professores

e outros interessados em estudar, pesquisar e desenvolver o conhecimento e práticas, envol- vendo as inter-relações entre design, cultura, interação e meio ambiente.

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Grupos de Pesquisas

Núcleo de Gênero eTecnologia

Líder(es): Profª. Drª. Marilia Gomes de Carvalho e Profª. Drª. Nanci Stancki da Luz

O grupo tem como objetivo geral desen- volver estudos e pesquisas sobre a temática “Relações de Gênero e Tecnologia”. Ao de- senvolver estudos na área de gênero o GETEC se propõe ao desenvolvimento das seguintes atividades: viabilizar a discussão sobre as re- lações de gênero e tecnologia, através da promoção de encontros, palestras, reuniões, seminários, conferências e workshops; divul- gar resultados das pesquisas e dos estudos de- senvolvidos no âmbito do núcleo; estabelecer intercâmbio com outras instituições (públicas, privadas, nacionais, internacionais) interessa- das na temática gênero e tecnologia; desen- volver um banco de dados constituído de es- tudos e pesquisas sobre gênero e tecnologia.

Design e Cultura

Líder: Profª. Drª. Marilda Lopes Pinheiro Queluz

Desenvolver estudos e pesquisas sobre a temática “Design e Cultura”. Apresentações de resultados de pesquisas concluídas e em an- damento em seminários e congressos, artigos publicados em periódicos e a publicação de coletâneas são alguns dos resultados do Gru- po de Pesquisa e sua colaboração para as dis- cussões do campo das relações entre Design e Arte, Design e Linguagem e Design e Socie- dade. Essas relações são ainda permeadas por pesquisas nas áreas de educação e aplicação.

Arte e Tecnologia

Líder: Profª. Drª. Luciana Martha Silveira

O grupo arte e tecnologia desenvolve pes- quisas na área de tecno-arte. As interações da tecnologia com o espaço da linguagem visual, especialmente na percepção das imagens téc- nicas (fotografia, televisão, vídeo, e cinema) atravésdaanálisedeseussignosplásticos,éum dos temas abordados pelo grupo de pesquisa.

Formações discursivas sobre Tecnologia e Trabalho

Líder(es): Profª. Drª. Angela Maria Rubel Fanini e Prof. Dr. Wilton Fred Cardoso de Oliveira

O Grupo pesquisa como se manifesta o universo da tecnologia e do trabalho nas for- mações discursivas, tais como a Literatura Brasileira, os textos jornalísticos, publicitários, históricos, filosóficos e outros. O universo do trabalho e da tecnologia não podem ser disso- ciados da vida humana, pois há uma centrali- dade deles na vida dos seres sociais desde as priscas eras. A técnica e o trabalho conjugados permitem que o homem sobreviva e altere o meio ambiente e nesse processo, constitui- se como ser social. O estudo contribui para tomadas de posição social e política uma vez que a partir, sobretudo da perspectiva histó- rico-crítica, visa demonstrar que tanto os dis- cursos canônicos quanto os não canônicos po- dem emancipar e/ou alienar. Congrega alunos de graduação, especialização e mestrandos e doutorandos do PPGTE e docente da UTFPR e de outras instituições

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Grupos de Pesquisas

Ciências Humanas, Tecnologia e Sociedade

Líder(es): Prof. Dr. Gilson Leandro Queluz e Prof. Dr. Luiz Ernesto Merkle

Estudar as relações entre tecnologia e so- ciedade, embasados em aportes teóricos e direcionados à transformação social, é o prin- cipal objetivo do grupo de estudos de Ciências Humanas, Tecnologia e Sociedade (CHTS) do PPGTE. O grupo enfatiza suas pesquisas nos proces- sos de apropriação, circulação, produção e con- sumo intrínseco às relações históricas, sociais e culturais mediadas cotidianamente pelo viés tecnológico, científico, artístico e político.

Tecnologia e Desenvolvimento Sustentável

Líder: Prof. Dr. Eduardo Leite Krüger

O grupo TEMA discute tecnologia, ética e meio ambiente, ampliando a interlocução com a comunidade externa. Procura preparar os participantes para que eles aumentem suas capacidades de perceber a sociedade e a natu- reza como forças de mudanças e criadoras de modos de vida. A ciência, a técnica e a tecno- logia representam a base para a formação in- terdisciplinar crítico-reflexiva que institui um diálogo inteligente com a diversidade e com as diferenças. Porém, não se pode esquecer que os aspectos culturais, artísticos e literários são instrumentos de diálogo que permitem ensinar de outros modos os valores humanos.

que permitem ensinar de outros modos os valores humanos. Núcleo de Gênero eTecnologia durante seminário realizado

Núcleo de Gênero eTecnologia durante seminário realizado em abril de 2012.

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Publicações

Revista Tecnologia e Sociedade

Editor: Prof. Dr. Christian Luiz da Silva

A Revista Tecnologia e Sociedade é uma publicação semestral. A revista tem como missão contribuir para o entendimento aprofunda- do das múltiplas e complexas relações entre a tecnologia e a sociedade, mediante a divulgação de relevantes trabalhos interdisciplinares de pes- quisa, análises teóricas e resenhas bibliográficas, que possam enriquecer diálogos e debates, bem como subsidiar atividades acadêmicas e ações sociais, culturais e tecnológicas voltadas à promoção do desenvolvimento harmônico e sustentável da sociedade. A linha editorial da revista prioriza a discussão interdisciplinar das diversas formas de relação e interação da tecnologia e sociedade, a partir de uma compreensão polissêmica do termo tecnologia, seja de- vido aos inúmeros significados que variam de acordo com os diferentes grupos que a interpretam, ou aos diferentes valores que ele incorpora em seu uso concreto.

diferentes valores que ele incorpora em seu uso concreto. Endereço eletrônico para submissão de artigos e

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Exemplares das das publicações

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Publicações

Cadernos de Gênero e Tecnologia

Editoras: Profª. Drª. Nanci Stancki da Silva Profª. Drª. Lindamir Salete Casagrande

A revista tem como objetivo primordial, desenvolver estudos e pes- quisas sobre a temática “Relações de Gênero eTecnologia”. Os objetivos específicos procuram: viabilizar a discussão sobre as relações de gênero e tecnologia, através da promoção de encontros, palestras, reuniões, seminários, conferências e workshops; divulgar resultados das pesqui- sas e dos estudos desenvolvidos no âmbito do núcleo; estabelecer in- tercâmbio com outras instituições (públicas, privadas, nacionais, inter- nacionais) interessadas na temática gênero e tecnologia; desenvolver um banco de dados constituído de estudos e pesquisas sobre gênero e tecnologia.

de estudos e pesquisas sobre gênero e tecnologia. Endereço eletrônico de artigos e manuscritos Link: Acesso

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Publicações

Revista Educação e Tecnologia

Editores: Prof. Dr. Eloy Fassi Casagrande Jr Profª. Drª. Maclovia Corrêa da Silva

A revista “Revista Educação & Tecnologia” nasceu com a cria-

ção dos Programas de Pós-Graduação em Tecnologia dos Cen- tros Federais de Educação Tecnológica dos Estados do Para-

ná, Minas Gerais e Rio de Janeiro em 1997. Entre 1997, quando foi lançado o primeiro número, até o ano de 2004, já havia oito números publicados em parceria entre os três programas.

A Revista Educação & Tecnologia, comprometida com a divulga-

ção científica, oferece aos leitores e autores oportunidades de publi- cação de artigos, resenhas, ensaios nas áreas de educação, ciência e tecnologia, em formato impresso e eletrônico. Para uma instituição jovem enquanto universidade, mas centenária nas suas experiên- cias com educação profissional e tecnológica, é relevante para os propósitos da revista divulgar trabalhos acadêmicos nessas áreas. Os principais objetivos são divulgar resultados de estudos e pes- quisas dos Programas de Pós-Graduação, resultados apresentados em eventos científicos, relatos de experiências e publicações técni- cas. São aceitos artigos nas áreas disciplinar e interdisciplinar que tratem de: Educação Formal e Não-formal; Educação Ambiental; Sustentabilidade; Educação Profissional e Tecnológica; Estudos So- ciais da Ciência e da Tecnologia; Política Científica e Tecnológica e interfaces com a Educação; História da Técnica e da Tecnologia.

com a Educação; História da Técnica e da Tecnologia. Endereço eletrônico de artigos e manuscritos Link:

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da Tecnologia. Endereço eletrônico de artigos e manuscritos Link: Acesso ao Website Exemplares das das publicações

Eventos

Eventos Sede do escritório verde, localizado na Av. Silva Jardim, 807 , próximo ao Câmpus Curitiba

Sede do escritório verde, localizado na Av. Silva Jardim, 807 , próximo ao Câmpus Curitiba Coordenação Prof. Dr. Eloy Fassi Casagrande Jr. Linha de Pesquisa:Tecnlogia e Desenvolvimento - PPGTE

Escritório verde

Desenvolver a política de sustentabilidade da Instituição é o objetivo do Escritório Verde (EV) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná(UTFPR), inaugurado em dezembro de 2011.

O escritório verde é um projeto inédito no Brasil, concebido pelo Prof. Eloy F. Casagrande Jr, do

Programa de Pós Graduação em Tecnologia (PPGTE), juntamente com a empresa EcoStudio – So- luções Sustentáveis e em parceria com mais de 50 empresas, selecionadas pelas suas tecnologias, materiais e serviços em acordo com os princípios da sustentabilidade.

O projeto foi elaborado de acordo com os princípios da construção sustentável e tem como

proposta ser um “laboratório vivo” aberto ao público para demonstração da ecoefiência dos pro- dutos e das tecnologias empregadas em sua construção, por meio de visitas previamente agenda- das com acompanhamento técnico. Com a construção do escritório verde, a Instituição pretende reduzir o impacto ambiental das

atividades acadêmicas e também servir de referência a outras instituições de ensino e empresas.

O espaço, localizado na Av. Silva Jardim, 807 , próximo ao Câmpus Curitiba, também abri-

ga uma Empresa Junior interdisciplinar, a primeira do gênero na UTFPR, onde os alunos serão treinados em gestão socioambiental e no sistema construtivo sustentável. A ideia é que se crie assim um “Selo Verde UTFPR” para produtos e tecnologias.

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Cursos de Extensão

Curso igualdade de Gênero

A escola é um espaço onde se produzem e reproduzem diferenças e desigual-

dades. Envolvidas por esse pensamento, as professoras do PPGTE e coordenado- ras do Grupo de Estudos e Pesquisas em Relações de Gênero eTecnologia (GETEC), Profª. Drª. Nanci Stancki e Profª. Drª. Marília Gomes de Carvalho, organizaram o Curso de formação continuada “Construindo a Igualdade de Gênero na Escola“, mi-

nistrado pelos profissionais integrantes do GETEC. O curso iniciou suas atividades em 2008, visando sensibilizar
nistrado pelos profissionais integrantes do GETEC. O curso iniciou suas atividades
em 2008, visando sensibilizar profissionais da educação – professoras e professo-
res do Ensino Fundamental e Médio, gestores escolares, técnicos-administrativos,
inspetoras(es), merendeiras(os), entre outros – preparando-os para receber e tra-
balhar com questões de gênero e diversidade sexual no ambiente escolar.
A intenção é discutir gênero em todos os âmbitos, seja na escola, no material
didático ou nas políticas públicas. Durante todos os módulos, tenta-se incitar uma
discussão ampla, os temas sexísmo e homofobia também passaram a ser discu-
tidos na última versão do curso, em 2011. A importância de se discutir tais temas
veio da constatação de que vivemos em uma sociedade plural, em que a diversi-
dade sexual é algo presente em todos os lugares. Diante dessa realidade, o curso
não poderia deixar de debater o determinismo biológico, ou seja, os padrões dico-
tômicos de gênero, impostos pela sociedade, que aprisionam homens e mulheres
em comportamentos e atributos considerados, respectivamente, naturalmente
masculinos e femininos.
respectivamente, naturalmente masculinos e femininos. Nicolau Afonso Barth, diretor de Relações Empresariais e
respectivamente, naturalmente masculinos e femininos. Nicolau Afonso Barth, diretor de Relações Empresariais e

Nicolau Afonso Barth, diretor de Relações Empresariais e Comunitárias, Sonia Ana Charchut Leszczynski, chefe do Departamento de Educação da UTFPR, Marcos Flá- vio de OliveiraSchiefler, diretor Geral do Campus Curiti- ba, e Nanci Stancki , uma das idealizadoras do projeto, durante o lançamento do curso, em 2010.

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Eventos

Eventos Congresso ibero-americano de Ciência, Tecnologia e Gênero Em 2010, ocorreu em Curitiba o 8° Congresso

Congresso ibero-americano de Ciência, Tecnologia e Gênero

Em 2010, ocorreu em Curitiba o 8° Congresso Ibero-americano de Ciência, Tecnologia e Gênero. O evento, considerado inédito no Brasil, foi organizado pelo PPGTE, graças aos esforços de uma gestão engajada com a discussão de gênero no universo da ciência e da tecnologia. Consciente da necessidade de revelar em nosso país a importância das investigações e seus resultados nos temas de ciência, tecnologia e gênero, a Profª Drª Marilia Gomes de Carvalho, após participar de várias edições do congresso em outros países, conseguiu, enfim, a aprovação para organizar o mesmo no Brasil, mais precisamente, em Curitiba. Anteriormente o evento havia sido realizado na Espanha e em outros países da América Latina. Com dimensão internacional, o evento abarcou os seguintes objetivos: visibilizar a participa- ção feminina nas pesquisas científico-tecnológicas em todas as áreas do conhecimento, propor- cionando novas discussões epistemológicas e críticas, provenientes tanto da perspectiva femi- nista da ciência, como das ciências sociais, biológicas e físicas; possibillitar o intercâmbio entre pesquisadoras e pesquisadores ibero-americanas/os a fim de promover pesquisas em conjunto, parcerias e estudos comparativos, enriquecendo assim as áreas da ciência tecnologia e gênero; ampliar a inserção de pesquisadoras e pesquisadores brasileiras/os no grupo de estudos ibero- americanos sobre ciência, tecnologia e gênero, ressaltando a importância de se construir genea- logias, redes e comunidades de conhecimento que valorizem os contextos da sua produção, cons- trução e transmissão. Em linhas gerais, o evento tem incitado uma reflexão plural da questão de gênero e suas influ- ências na ciência e tecnologia.No total, o evento registrou 400 inscrições, foram formados mais de 14 grupos temáticos, e cerca de 200 trabalhos foram apresentados. Durante os três dias de evento, foram realizadas conferências, palestras e mesas redondas, coordenadas por palestrantes da Espanha e da América Latina.

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Eventos

Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade

O que deveria ser apenas uma semana de tecnologia acabou dando origem ao

primeiro Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade do país, popularmente co-

nhecido como TECSOC. O sucesso do evento resultou na criação da Associação Bra- sileira de Estudos em Ciências e Tecnologias (ESOCIT).

O Simpósio de Tecnologia e Sociedade surgiu após a realização de duas edições

da Semana de Tecnologia, que ocorreram em 2005 e 2007, na UTFPR, com o objetivo

de ampliar os debates multi e interdisciplinares sobre as relações entre ciência, tec- nologia e sociedade. As edições anteriores reafirmaram a importância da compreen- são da tecnologia nos seus múltiplos aspectos (políticos, sócias, culturais e econô- micos) e da busca de abordagens teóricas e praticas que permitam a apreensão dos conhecimentos científicos e tecnológicos na dinâmica das interações sociais e nos valores culturais. Em 2009, o evento acabou assumindo um caráter nacional, fazendo com que os professores Gilson Queluz e Luiz Ernesto Merkle o transformassem em um Simpósio. Atualmente o TECSOC está na sua 4° edição, recebendo acadêmicos, estudantes e representantes de comunidades científicas e tecnológicas de várias regiões do Bra- sil e do exterior, principalmente da América Latina.

O evento colabora para a consolidação da temática ciência e tecnologia no país, tanto

que no encontro realizado em 2011 foi criado o ESOCIT. A criação do fórum de discussão na área é importante para consolidar a união entre os pesquisadores de tecnologia e sociedade.

a união entre os pesquisadores de tecnologia e sociedade. O diretor de Pesquisa e Pós-Graduação, Prof.

O diretor de Pesquisa e Pós-Graduação, Prof.

Humbero Gamba, o Prof. Gilson Queluz, a Dire-

tora de Graduação e Educação Profissional Deni-

se Buiar e o Pró-reitor da UTFPR Luiz Nacamura

Júnior(da esq. para a dir.) durante solenidade de abertura do IV Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade, em 2011.

esq. para a dir.) durante solenidade de abertura do IV Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade,

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Eventos

Eventos 42 Cartazes do evento
Eventos 42 Cartazes do evento

42

Cartazes do evento

43 Diregentes

Entrevistas

Marco Tulio Braga de Moraes

Assessoria Executiva à Coordenação desde 2009

de Moraes Assessoria Executiva à Coordenação desde 2009 Como você definiria o Programa de Pós-Gra -

Como você definiria o Programa de Pós-Gra- duação em Tecnologia? Em meu entendimento o Programa de Pós- Graduação em Tecnologia é um grupo de profissionais sob a tutela do Governo Federal brasileiro, cujo compromisso está vinculado às questões educacionais no âmbito da pesquisa científico-tecnológica.

De que maneira o programa contribuiu para a sua formação profissional?

A grande descoberta está relacionada à possi-

bilidade de identificar com maior precisão as relações existentes entre o público e o priva- do, ou seja, como o trabalho em uma institui- ção governamental exerce sua influência na sociedade. Estas relações, situadas na dimen- são política, me ajudam no reconhecimento das complexidades e desafios da profissão.

quais as principais mudanças no Programa de Pós-Graduação durante a sua permanência?

A principal mudança foi a adoção de novas tec- nologias da informação e comunicação, com

o objetivo de facilitar o fluxo das atividades

administrativas. Outra inovação foi o uso de meios de divulgação para os eventos do pro- grama, a inclusão de um perfil do PPGTE em websites de relacionamentos pessoais, crian-

do interações de abrangência internacional.

Humberto Gamba

Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação da UTFPR, Câmpus Curitiba

Qual a importância do PPGTE dentro da UTFPR?

A Ciência se tornou cada vez mais especí- fica e direcionada a fins específicos, chegando ao ponto de submeter a produção acadêmica às demandas de mercado. Uma das consequências mais evidentes dessa tendência é o crescente nível de especia- lizações das Ciências, que ocorre também (ou principalmente) no campo da Pós-Graduação. É verdade, contudo, que essa ramificação cria problemas epistemológicos importantes, sobretudo porque a especificidade tecnológi- ca se reproduz no campo acadêmico. Nesse sentido, a tentativa de compreen- der esses problemas, seus impactos na so- ciedade e enfrentá-los de forma transversal (que compõem a área da Ciência, Tecnologia e Sociedade) se revelam nas pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia (PPGTE), de caráter multidisciplinar. Essa par- ticularidade do PPGTE, que em certa medida se contrapõe ao movimento geral das espe- cializações dos diversos campos do conheci- mento, permite a esse Programa se debruçar com um viés particularmente produtivo sobre questões sociais clássicas e contemporâneas em que a Tecnologia é um fator presente.

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Entrevistas

Lindamir Salete Casagrande

Doutoranda e Secretária do PPGTE (2000 até 2009)

Como foi sua experiência no Programa de Pós-Graduação em Tecnologia? Profissionalmente, eu tive a oportunidade de ver como funciona um programa de Pós- gra- duação por dentro e o que tem que ser feito para o programa funcionar de maneira eficien- te. Quando estamos de fora não temos essa percepção, tudo parece fácil, não entendemos o funcionamento interno da secretaria.

quais foram as principais mudanças do Pro- grama de Pós-Graduação em Tecnologia du- rante a sua permanência? Percebi um amadurecimento das linhas e também estive presente na criação do dou- torado. Desde o princípio eu queria fazer a primeira defesa de tese. O acontecimento foi o marco da nova etapa do programa, por- que até então nós só tínhamos o mestrado. A satisfação pessoal de conseguir concluir o doutorado, no prazo estabelecido, foi uma experiência engrandecedora.

no prazo estabelecido, foi uma experiência engrandecedora. A Doudoranda Lindamir S. Casagrande durante a Defesa de

A Doudoranda Lindamir S. Casagrande durante a Defesa de Tese, em 9/12/2011.

S. Casagrande durante a Defesa de Tese, em 9/12/2011. 45 Aline Prado Maciel Mestranda 2009 Por

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Aline Prado Maciel

Mestranda 2009

Tese, em 9/12/2011. 45 Aline Prado Maciel Mestranda 2009 Por que você optou pelo Programa Gra-

Por que você optou pelo Programa Gra- duação em Tecnologia para fazer o curso de mestrado? Foram várias as razões acadêmicas e emocionais que me levaram ao PPGTE, principalmente a pro- posta interdisciplinar que tanto me encanta. Nos- sos professores se esmeram em nos fazer enten- der a tecnologia em suas múltiplas facetas e isso é muito gratificante.

qual a importância de obter o título de mes- tre em um programa interdisciplinar?

A interdisciplinaridade nos mostra que não

existem barreiras para o conhecimento, que

as ciências se imbricam, afastam-se e aproxi-

mam-se em discussões muito ricas e promis- soras. Ter o titulo de mestre num programa

interdisciplinar reforça essa comunhão entre

as ciências e nos faz ter esperança que a soma

das diferenças possa enriquecer nossa socie- dade, que possamos como mestres ser agen- tes de mudança promotores de avanços na ciência em benefício de todos.

Entrevistas

Simone Dias

Mestranda 2011

Por que você optou pelo Programa Gra- duação em Tecnologia para fazer o curso de mestrado? Primeiramente, por causa da universidade. A UTFPR é uma instituição muito respeitada e querida por seus alunos egressos, que, como eu, fizeram curso técnico no antigo CEFET. A segunda motivação veio da possibilidade de analisar meu tema de interesse pela lente da Tecnologia e da Sociedade, filtros importantes para o estudo de assuntos complexos como a violência urbana e suas relações com a orga- nização espacial. Finalmente, a possibilidade de ser orientada por professores respeitados, como a Maclovia ou o Christian, e ter aulas com o Herivelto foram aspectos decisivos na escolha do programa.

qual a importância de obter o título de mes- tre em um Programa Interdisciplinar? Francamente, creio que a importância deve- se à variedade de formação das pessoas envolvidas comoprograma,variedadetalquepossibilitaatroca de experiências entre profissionais .Esse é o principal ganho do programa.

Rosangela Penteado

Doutoranda 2011

Por que você optou pelo Programa Graduação emTecnologia para fazer o curso de doutorado? A opção pelo PPGTE foi por conta do rela- cionamento anterior de orientação que havia com o orientador.

qual a importância de obter o título de dou- tora em um Programa Interdisciplinar? Indiferentemente de ser um programa inter- disciplinar, a importância do título, para mim especificamente, se refere à carreira docente que desejo seguir.

se refere à carreira docente que desejo seguir. 46 A doutorando Rosangela Penteado tem artigo premiado

46

se refere à carreira docente que desejo seguir. 46 A doutorando Rosangela Penteado tem artigo premiado

A doutorando Rosangela Penteado tem artigo premiado no 10° Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento, em 2011 .

Docentes

Docentes Angela Maria Rubel Fanini Linha de Pesquisa: T T Celso João Ferretti Linha de Pesquisa:
Docentes Angela Maria Rubel Fanini Linha de Pesquisa: T T Celso João Ferretti Linha de Pesquisa:
Docentes Angela Maria Rubel Fanini Linha de Pesquisa: T T Celso João Ferretti Linha de Pesquisa:
Docentes Angela Maria Rubel Fanini Linha de Pesquisa: T T Celso João Ferretti Linha de Pesquisa:
Docentes Angela Maria Rubel Fanini Linha de Pesquisa: T T Celso João Ferretti Linha de Pesquisa:
Docentes Angela Maria Rubel Fanini Linha de Pesquisa: T T Celso João Ferretti Linha de Pesquisa:
Docentes Angela Maria Rubel Fanini Linha de Pesquisa: T T Celso João Ferretti Linha de Pesquisa:

Angela Maria Rubel Fanini

Linha de Pesquisa: T T

Celso João Ferretti

Linha de Pesquisa: TT

Christian Luiz da Silva

Linha de Pesquisa: TD

Dario Eduardo Amaral Dergint

Linha de Pesquisa: TD

Décio Estevão do Nascimento

Linha de Pesquisa: TD

Domingos Leite Lima Filho

Linha de Pesquisa: T T

Eduardo Leite Krüger

Linha de Pesquisa: TD

47

Pesquisa: T T Eduardo Leite Krüger Linha de Pesquisa: TD 47 Eloy Fassi Casagrande Júnior Linha
Pesquisa: T T Eduardo Leite Krüger Linha de Pesquisa: TD 47 Eloy Fassi Casagrande Júnior Linha
Pesquisa: T T Eduardo Leite Krüger Linha de Pesquisa: TD 47 Eloy Fassi Casagrande Júnior Linha
Pesquisa: T T Eduardo Leite Krüger Linha de Pesquisa: TD 47 Eloy Fassi Casagrande Júnior Linha
Pesquisa: T T Eduardo Leite Krüger Linha de Pesquisa: TD 47 Eloy Fassi Casagrande Júnior Linha
Pesquisa: T T Eduardo Leite Krüger Linha de Pesquisa: TD 47 Eloy Fassi Casagrande Júnior Linha
Pesquisa: T T Eduardo Leite Krüger Linha de Pesquisa: TD 47 Eloy Fassi Casagrande Júnior Linha

Eloy Fassi Casagrande Júnior

Linha de Pesquisa: TD

Faimara do Rocio Strauhs

Linha de Pesquisa: TD

Francis Kanashiro Meneghetti

Linha de Pesquisa: T T

Geraldo Augusto Pinto

Linha de Pesquisa: TT

Gilson Leandro queluz

Linha de Pesquisa: T T

Hélio Gomes de Carvalho

Linha de Pesquisa: TD

Herivelto Moreira

Linha de Pesquisa: MC

Lindamir Salete Casagrande Linha de Pesquisa: TT Luciana Martha Silveira Linha de Pesquisa: MC Luiz
Lindamir Salete Casagrande Linha de Pesquisa: TT Luciana Martha Silveira Linha de Pesquisa: MC Luiz
Lindamir Salete Casagrande Linha de Pesquisa: TT Luciana Martha Silveira Linha de Pesquisa: MC Luiz
Lindamir Salete Casagrande Linha de Pesquisa: TT Luciana Martha Silveira Linha de Pesquisa: MC Luiz
Lindamir Salete Casagrande Linha de Pesquisa: TT Luciana Martha Silveira Linha de Pesquisa: MC Luiz
Lindamir Salete Casagrande Linha de Pesquisa: TT Luciana Martha Silveira Linha de Pesquisa: MC Luiz
Lindamir Salete Casagrande Linha de Pesquisa: TT Luciana Martha Silveira Linha de Pesquisa: MC Luiz

Lindamir Salete Casagrande

Linha de Pesquisa: TT

Luciana Martha Silveira

Linha de Pesquisa: MC

Luiz Ernesto Merkle

Linha de Pesquisa: MC

Maclovia Corrêa da Silva

Linha de Pesquisa: TD

Marilda Lopes Pinheiro queluz

Linha de Pesquisa: MC

Marilia Abrahão Amaral

Linha de Pesquisa: MC

Pesquisa: MC Marilia Abrahão Amaral Linha de Pesquisa: MC Marília Gomes de Carvalho Linha de Pesquisa:
Pesquisa: MC Marilia Abrahão Amaral Linha de Pesquisa: MC Marília Gomes de Carvalho Linha de Pesquisa:
Pesquisa: MC Marilia Abrahão Amaral Linha de Pesquisa: MC Marília Gomes de Carvalho Linha de Pesquisa:
Pesquisa: MC Marilia Abrahão Amaral Linha de Pesquisa: MC Marília Gomes de Carvalho Linha de Pesquisa:
Pesquisa: MC Marilia Abrahão Amaral Linha de Pesquisa: MC Marília Gomes de Carvalho Linha de Pesquisa:
Pesquisa: MC Marilia Abrahão Amaral Linha de Pesquisa: MC Marília Gomes de Carvalho Linha de Pesquisa:

Marília Gomes de Carvalho

Linha de Pesquisa: TT

48

Marinês Ribeiro dos Santos

Linha de Pesquisa: MC

Mário Lopes Amorim

Linha de Pesquisa: T T

Nanci Stancki da Luz

Linha de Pesquisa: T T

Nestor Cortez Saavedra Filho

Linha de Pesquisa: MC

Nilson Marcos Dias Garcia

Linha de Pesquisa: TT

Ronaldo de oliveira Corrêa

Linha de Pesquisa: MC

Linhas de Pesquisas:

MC

- Mediações e Culturas

TD

- Tecnologia e Desenvolvimento

TT - Tecnologia e Trabalho