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Fator de atrito em

tubos de seção
circular
Laboratório de Engenharia Química
Prof. Esp.: Rodrigo Silva Fontoura
Autores: Gabriel Fogaça, Janaína Rafael, Jéssica
Pamplona, Joanessa Alves
Objetivo
• Determinar o fator de atrito de um escoamento em duto
circular, variando a pressão em pontos equidistantes da
linha.
Introdução
• A perda de carga corresponde à parcela de energia
mecânica do escoamento que é irreversivelmente
convertida em energia térmica devido ao atrito viscoso
entre as seções consideradas. A energia mecânica por
unidade de peso do fluido que é dissipada devido ao
atrito viscoso define a perda de carga (LIVI, 2004).
• Para se obter a perda de carga e o fator de atrito em
tubos circulares é preciso conhecer a vazão volumétrica
do sistema e sua queda de pressão.
Introdução
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Introdução
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Introdução
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Materiais Utilizados
• Balança analítica;
• Balde;
• Béquer;
• Bomba centrífuga;
• Cronômetro;
• Fluido manométrico: Mercúrio(Hg);
• Manômetro diferencial do tipo U;
• Régua;
• Reservatório de água;
• Termômetro;
• Tubo A de seção circular (Diâmetro = 6,3 mm);
• Tubo B de seção circular (Diâmetro = 7,8 mm);
• Válvula tipo gaveta.
Procedimento Experimental
• Inicialmente ligou-se a bomba centrífuga e abriu-se a
válvula do tubo A.
• Para a obter a vazão total a válvula Vsistema foi totalmente
aberta e a válvula Vreciclo foi totalmente fechada, as
diferenças de pressão entre os trechos 1-2 e 1-3 foram
medidas através do desnível entre os meniscos do
manômetro de Hg. Para medir a vazão do tubo A entre o
trecho 1-2 as válvulas VA1 e VA2 estavam abertas e VA3
fechada, para o trecho 1-3 as válvulas VA1 e VA3 estavam
abertas e VA2 fechada.
Procedimento Experimental
• Fez-se uma coleta de água em um tempo cronometrado e
pesada, este procedimento foi feito em triplicata. A
temperatura da água foi medida no decorrer do processo.
para determinar a vazão no tubo B foi feito o mesmo
procedimento.
• Para obter a vazão intermediária abriu-se quase toda a
válvula Vreciclo e a Vsistema continuou aberta , o procedimento foi
executado da mesma forma dos anteriores.
• Para a obter a vazão mínima válvula Vsistema foi aberta
minimamente e a válvula Vreciclo foi totalmente aberta, o
procedimento foi executado da mesma forma dos anteriores.
Tratamento de Dados
• Variação de altura experimental na coluna de Hg:
∆h (cm)

Tubo relativo à tomada Vazão Próxima da


Vazão Máxima Vazão Intermediária
de pressão Mínima

A1-2 8,7 2,8 2,4

A1-3 16,1 5,1 4,3

B1-2 15,8 4,8 4,1

B1-3 31,7 9,7 8,2


Tratamento de Dados
• Utilizando os valores tabelados das densidades do mercúrio
(ρHg = 13600 kg.m-3), da água a 26°C (ρH2O = 996,8 kg.m-3) e da
aceleração da gravidade (g = 9,8 m.s-2) é possível encontrar
as perdas de carga (lwf) nos trechos 1-2 e 1-3 dos tubos A e B
pela equação (5).
lwf (m2.s-2)

Tubo relativo à tomada de


Vazão Máxima Vazão Intermediária Vazão Próxima da Mínima
pressão

A1-2 10,78 3,47 2,97

A1-3 19,95 6,32 5,33

B1-2 19,58 5,95 5,08

B1-3 39,28 12,02 10,16


Tratamento de Dados
Tempo (s) ω (Kg.s-1) Q (m3.s-1)
Massa (Kg)
Vazão Máxima 0,598 3,25
0,614 3,37 0,184 0,00019
0,600 3,25
Vazão Intermediária 0,408 3,16
0,422 3,22 0,130 0,000135
0,426 3,25
Vazão Próxima da 0,318 2,13
Mínima
0,322 3,22 0,116 0,00012
0,322 3,25

A vazão mássica (ω) e volumétrica (Q) médias foram


calculadas como auxílio das equações (1) e (2) e do valor
tabelado da densidade da água (966,8 Kg.m-3).
Tratamento de Dados
• Com as vazões volumétricas, a velocidade média (ub) que o
fluido escoa no interior do tubo é calculada através da
equação (3).

ub (m.s-1)

Tubo A Tubo B

Vazão Máxima 6,09 3,98

Vazão Intermediária 4,33 2,83

Vazão Próxima da Mínima 3,85 2,51


Tratamento de Dados
Após a todas as considerações supracitadas é viável
encontrar o fator de atrito (ƒ) existente em cada tubo pela
equação (6).
f

Tubo relativo à tomada Vazão Próxima da


Vazão Máxima Vazão Intermediária
de pressão Mínima

A1-2 0,00183 0,00117 0,00126

A1-3 0,00169 0,00106 0,00113

B1-2 0,00964 0,00579 0,00629

B1-3 0,00967 0,00585 0,00629


Discussão dos Resultados
• A existência de atrito entre o fluido e a tubulação
provoca uma dissipação de energia durante o
escoamento que é quantificada por meio do cálculo da
perda de carga. Quanto maior for a perda de carga de
um fluido em dado escoamento, é correto supor que a
tubulação de certo modo “dificulta” mais seu
movimento.
• A dificuldade na movimentação do fluido em seu
escoamento, como calculado pela perda de carga da
tabela 2, pode também ser identificada pela diferença
nas velocidades de escoamento entre os tubos B(B1-2 e
B1-3) e os tubos A(A1-2 e A1-3).
Discussão dos Resultados
• Sabe-se que quanto menor for a velocidade do corpo, menor
será sua energia cinética, o que indica que, partindo de um
mesmo estado inicial, o fluido perdeu mais energia ao escoar
pelos tubos B(B1-2 e B1-3) que pelos tubos A(A1-2 e A1-3).
• O cálculo do fator de atrito buscou realizar a medida da
dificuldade do escoamento do fluido, e a consequente
dissipação de energia pelo atrito. Nos tubos B1-2 e B1-3 houve
uma vazão volumétrica de água consideravelmente maior
que o observado para os tubos A1-2 e A1-3, o que é suficiente
para justificar a maior perda de carga e consequente maior
fator de atrito. Com uma vazão maior, há uma maior perda de
carga, ocorre um aumento proporcional de choques com a
tubulação, o que ocasiona a dissipação de energia.
Conclusão
• Puderam ser identificadas certas correlações quanto ao
equipamento utilizado e o resultado obtido. Os tubos B1-2
e B1-3 apresentaram valores de vazão volumétricas
deveras superiores e portanto maior fator de atrito e
perda de carga.
• Logo, pode-se concluir que os objetivos desejados para
o experimento foram alcançados, visto que serviu para
obtenção de conhecimento quanto às características
inerentes à determinação do fator de atrito e perda de
carga.
Referências Bibliográficas
• BENNET, C.; MYERS,. Fenômenos de Transporte. São Paulo:
McGraw-Hill, 1978, p. 812.
• BIRD, R. B.; STEWART, W. E.; LIGHTFOOT, E. N. Fenômenos de
Transporte. 2 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2004, p. 172.
• GOMIDE, R. Fluídos na Indústria. Vol. 2. São Paulo: Edição do
Autor, 1993, p.154
• INCROPERA, P. F.; DEWITT, P.D. Fundamentos de
transferência de calor e de massa. 6ª ed., Rio de Janeiro:
LTC,2008, p. 310.
• LIVI, C.P. Fundamentos de Fenômenos de Transporte: Um
texto para Cursos Básicos. Volume Único. Rio de Janeiro:
LTC, 2004, p. 93-95.