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PUB Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 1 PUB 957 2 6 abril

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26 abril 2018 Ano 18 quinta-feira 0.70 iva incluído Diretor: Luís Baptista-Martins semanário

Câmara da Guarda com saldo positivo de 4,9 milhões de euros em 2017

As contas de 2017 da autarquia foram aprovadas por maioria, com os socialistas

a votarem contra por causa das «opções

políticas». Eduardo Brito justificou que «os

problemas estruturais da Guarda não estão

a ser resolvidos», mas Álvaro Amaro acusou

a oposição de «não querer trabalhar, o que

interessa politicamente é estar contra» Pág.9

COVILHÃ

Fabricante de joias de luxo investe cinco milhões

Um grupo franco-suíço que trabalha com marcas como a Cartier ou a Dior vai construir uma nova fábrica no Parque

Industrial do Tortosendo

9

GOVERNO

Museu da Emigração vai para Matosinhos

A Guarda e o Sabugal estavam na corrida para acolherem o Museu Nacional da Emigração, mas o Go- verno optou pela cidade nortenha que tem um projeto do arquiteto

Souto de Moura

10

ECONOMIA

À procura de negócios na Guarda

Mais de uma dezena de prospetores internacionais estiveram na região na semana passada, no âmbito do projeto “Exportar+” dina- mizado pelo NERGA, que se destina a incentivar as exportações das

empresas locais

10

Histórias de Abril O INTERIOR recorda nesta edição algumas histórias e testemu- nhos do 25
Histórias de Abril
O INTERIOR recorda nesta edição algumas histórias e testemu-
nhos do 25 de Abril na região, cujas manifestações maiores acon-
teceram no 1º de Maio. Evoca também João Gomes, José Rabaça,
Mário Canotilho, Augusto Monteiro Valente e Cândido Pimenta
porque a memória é curta e a História demora a fazer-se. São cinco
homens que ninguém pode esquecer nesta efeméride Págs. 4 a 7
Foto: Viriato Louro
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2 • • Quinta-feira • 26 de abril de 2018

Quinta-feira 26 de abril de 2018

d a

f i o

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Luís Cipriano n a v a l h a
Luís Cipriano
n a v a l h a

O maestro continua a levar o nome de

Portugal além fronteiras. Desta vez o palco foi o Festival da Primavera na Coreia do

Norte, onde Luís Cipriano dirigiu a orquestra do evento e se tornou no primeiro português

a ser convidado para participar no festival.

A somar às várias condecorações que tem

obtido o também presidente da Associação Cultural da Beira Interior recebeu ainda a medalha de Mérito Cultural do Estado norte- americano.

NERGA

O NERGA promoveu, mais uma vez, e

bem, os produtos da região junto de prospe- tores internacionais. Esta é, sem dúvida, uma forma eficaz e inteligente de dar a conhecer a qualidade dos nossos produtos e ajudar os produtores regionais e locais a estabelecer parcerias de negócio com importadores e distribuidores internacionais. Uma forma de alavancar também a economia local.

Mário Patrão

Mário Patrão (KTM) venceu o Morocco Desert Challenge, considerado o segundo maior rali de todo-o-terreno do mundo,

e alcançou a sua primeira grande vitória

internacional. O piloto de Paranhos da Beira (Seia) fez uma prova irrepreensível ao ganhar o prólogo e cinco das seis etapas da competição. O campeão nacional de enduro

por sete vezes selou a vitória final ao vencer

a última etapa, que tinha 220 quilómetros

cronometrados, e voltou a reafirmar o seu lugar no mundo das motas.

e voltou a reafirmar o seu lugar no mundo das motas. Governo A concretizar-se o que

Governo

A concretizar-se o que anunciou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas na semana passada, o Go- verno volta a preterir o interior ao escolher Matosinhos para acolher o Museu Nacional da Emigração. A decisão exclui a Guarda ou o Sabugal, municípios que ainda hoje não ultrapassaram a sangria migratória dos anos 60 do século passado e onde se continua a viver ao ritmo da diáspora. É mais uma oportunidade perdida pelo Esta- do central para fazer a diferença no interior.

pelo Esta- do central para fazer a diferença no interior. C A R A ENTREVISTA CARA

CARA ENTREVISTA

CARA

A

«Eu ouvia uma voz muito específica na minha cabeça e

materializei-a quando ouvi a

P E R F I L
P
E
R
F
I
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Isaura Santos

Compositora da canção “O Jardim”, que vai representar Portugal no Festival da Eurovisão

Idade: 28 anos

Profissão: Músico/ marketeer em Science & Healthcare

Currículo: Licenciada em Biologia Celular

e

Molecular e mestrado em Comunicação

e

Tecnologias da Informação

Naturalidade: Guarda

Livro preferido: “Sputnik, meu amor”, de Haruki Murakami

Filme preferido: “A Fuga das Galinhas”

Hobbies: Fotografia, caligrafia

Cláudia cantar» trolamos. Mas vamos batalhar por uma boa classificação. Temos dado o nosso melhor, em tudo o que fazemos.

DR
DR

P - Como surgiu a oportunidade

de trabalhar com Cláudia Pascoal e

o que trouxe de novo à sua música?

R – Eu escrevi, compus e produzi

a canção e como fiz estes passos to-

dos sozinha senti necessidade de ir encontrar uma voz; eu ouvia uma voz muito específica na minha cabeça e materializei-a quando ouvi a Cláudia cantar. Eu não a conhecia, mostraram- me um vídeo dela e senti instantanea- mente que era a voz certa.

P – O que gostaria de concretizar

este ano em termos musicais?

R – Espero que as pessoas gostem

do meu álbum – “Human”, a sair em junho –, quero dar alguns concertos pelo país e sentir que também tenho espaço para crescer para lá das fron- teiras portuguesas.

P – Que outros projetos tem em

perspetiva?

R – Ainda estou a terminar o álbum

e completamente focada na Eurovisão.

Tenho algumas ideias mas ainda não deitei mãos à obra. Por isso prefiro esperar para contar!

P – Com que músico se identifica

e porquê?

R – Lorde: porque é genuína, é

estranha, escreve com a alma e as produções e linhas melódicas são dife- rentes de tudo o resto.

P - Como cantautora, “O Jardim” é a sua canção perfeita? R - Não me atrevo a dizer que é a canção perfeita; perfeito é não ter es- paço para crescer e, para mim, isso não existe. É uma canção bonita de que me orgulho muito.

P - “O Jardim”, que compôs a pen- sar na sua avó, venceu o Festival da Canção e representará Portugal na Eurovisão. Acha que tem hipóteses de vencer? R - Não sei, acho que ganhar de- pende de muitas coisas que nem con-

P – Neste momento qual é a sua

relação com a Guarda e Gouveia?

Quando foi a última vez que cá veio?

R - Tento ir a casa sempre que

posso, estive há duas semanas em Gou- veia (S. Paio). E confesso, já estou com muitas saudades.

Quinta-feira 26 de abril de 2018

Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 3

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Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 3 opinião António Ferreira antonio.ferreira.adv@netvisao.pt Forma
opinião António Ferreira antonio.ferreira.adv@netvisao.pt
opinião
António Ferreira
antonio.ferreira.adv@netvisao.pt

Forma e substância

Houve nas últimas semanas uma repetição da velha discussão entre substância e forma a propósito das gravações aos interrogatórios a José Sócrates. Os adeptos da substância revoltaram-se com o que foi dito: José Sócrates tentou fazer passar a ideia de que andou a ser subsidiado por um amigo para fazer vida de rico nos Champs Élysées, assim nos fazendo a todos passar por burros. Os outros, os que valorizam sobretudo a forma, indignam-se, e não saem daí, so- bre o simples facto de essas declarações terem sido

tornadas públicas. As duas discussões são pertinentes e têm todos razão. Há defesas que ofendem a inteligência geral; há regras de proteção da dignidade das pessoas e das instituições que não devem ser quebradas. Sócrates deveria arranjar explicações melhores para o nível de vida que escolheu viver e o Ministério Público tinha obrigação de impedir, ou de não promover, a divulga- ção das gravações dos interrogatórios. É verdade que há quem sugira que terá sido a defesa de José Sócrates

a fonte dessa divulgação, numa retorcida ou, mais

provavelmente, estúpida lógica, mas a credibilidade

é próxima do zero.

Ora, sendo tudo isto muito inacreditável ou muito

feio, sendo evidente que Sócrates não conta a história toda e que as filmagens nunca deveriam ter sido tor- nadas públicas, ao menos antes do julgamento e sem

o consentimento dos visados, há factos de que se não

falou e que deveriam ser prévios a toda esta questão. Mesmo que nada justifique todo o dinheiro recebi- do e gasto por Sócrates, haveria que mostrar e provar os atos ilícitos por ele cometidos em troca desse di- nheiro. Se foi corrompido, foi para alguma coisa. Não se provando que atos de corrupção em concreto foram praticados, não adianta provar os pagamentos feitos ou recebidos (não é a mesma coisa). Há que saber que decisões Sócrates tomou, enquanto primeiro-ministro,

a troco de pagamentos; se essas decisões foram só

suas ou também de outros e porque é então apenas ele o acusado; se seriam tomadas de qualquer forma; se foram prejudiciais ao país. Se essa prova não for feita, então a única coisa

de verdadeiramente substancial a sobrar de tudo isto

é a divulgação de gravações antes do julgamento para

ganhar a opinião pública como prémio de consolação para uma previsível derrota judicial.

editorial Luís Baptista-Martins baptista-martins@ointerior.pt A República das Bananas As primeiras imagens, na CMTV,
editorial
Luís Baptista-Martins
baptista-martins@ointerior.pt
A República das Bananas
As primeiras imagens, na CMTV, pareceram-me mais um pacote
para a conquista de audiências, agora que o inquérito acabou e já não
há segredo de justiça. Não me mereceram muita atenção.
De seguida foi na SIC. Com a aparência de grande reportagem,
grafismo forte e cor intensa, e jornalistas de referência para o canal de
Carnaxide, a divulgação de vídeos de interrogatórios judiciais e escutas
telefónicas a José Sócrates, mereceram um olhar mais atento. A estu-
pefação tomou conta de mim, como porventura apanhou a maioria dos
portugueses com algum sentido crítico, dignidade e moral. Primeiro pela
dimensão que, de certa forma já fora relatada na imprensa, mas agora
é
vista e ouvida num «folhetim» (como lhe chamou, muito a propósito,
Vicente Jorge Silva). Já não eram apenas as declarações de José Sócra-
tes, eram os vídeos de todos os protagonistas da “Operação Marquês”,
já não eram apenas as conversas truncadas e codificadas entre um
ex-primeiro-ministro «provinciano» e o seu amigo covilhanense Carlos
Santos Silva, eram os rostos, as posturas corporais, a voz e as reações
de Ricardo Salgado, Henrique Granadeiro ou Zeinal Bava, toda uma elite
que durante anos foi idolatrada e glorificada pelo Portugal moderno. Mas
era muito mais o que nos passava pelos olhos, era a sensação de um
Portugal putrefato e corrompido. Já não era apenas a vaidade do poder
em Sócrates, era o polvo do “dono-disto-tudo” que embalava todos os
grandes negócios feitos em Portugal nos últimos doze anos, era o génio
de Bava que soçobrava às mãos da facilidade e do dinheiro sujo de um
saco azul gigantesco ou o domínio da matéria de Granadeiro a feder a
corrupção e a esquemas urdidos com Ricardo Salgado. Era uma dor o
que tomava conta de mim; que país; que gente! Era a confirmação do
pior, a confirmação de que Portugal tem estado entregue ao pior de si
mesmo, a pessoas sem escrúpulos, sem sentido do coletivo e que se
venderam por um saco de moedas. É o país da corrupção que chega ao
mais alto nível, ao mais alto escalão da sociedade, e se quem se vende
por um “saco de moedas” eram os Bava, os Granadeiro, os Bataglia ou
até os Espírito Santo, além de um ex-primeiro-ministro, como é que não
se hão de vender presidentes de Câmara, vereadores, altos funcionários
ou técnicos de informática de um Tribunal de Fafe? Significa isto que
todos são corruptos? Não! Mas isto significa que temos de exigir mais
transparência e temos de interrogar continuamente de onde veem os ren-
dimentos de quem ocupa funções públicas ou com interesses públicos.
Significa que o enriquecimento ilícito tem de ser criminalizado e significa
que não podemos tolerar que a lentidão da justiça, das condenações
ou as dúvidas sobre o trabalho dos investigadores se sobreponha ao
interesse público. E conhecer, divulgar, toda a dinâmica à volta dos
processos mais mediáticos é contribuir para o melhor esclarecimento de
todos – e as imagens dos interrogatórios tiveram essa virtude, permitir
que todos pudéssemos visualizar a podridão a que chegámos – os 44
anos de Abril, que celebramos, não podem ser envergonhados por
tantos oportunistas que corrompem e diminuem os valores de Abril,
da igualdade, da democracia e da liberdade.
Depois, a segunda dimensão, como muito bem salientou Vicente
Jorge Silva em “Isto não é jornalismo” (in “Público” de domingo), é
podermos perceber até que ponto é que há informação para além do
“folhetim” das imagens. E, salvo no vídeo sobre o apartamento em
Paris, não há. O que há é um guião que nos vai conduzindo por entre
a
investigação judicial e nos leva às conclusões da acusação. O libelo
acusatório que ocupa toda a reportagem não considera outras fontes,
esquece o contraditório e não apresenta trabalho independente, para
além do que o Ministério Público disponibilizou – Ricardo Costa e
Cândida Pinto, os responsáveis editoriais pela reportagem, permitiram
que fosse para o ar um trabalho interessante em termos de imagem e
voyeurismo, mas de instrumentalização da comunicação social pela
justiça e de mau jornalismo.

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4 • • Quinta-feira • 26 de abril de 2018

Quinta-feira 26 de abril de 2018

Homens para não esquecer no 25 de Abril

João Gomes, José Rabaça, Mário Canotilho, Augusto Monteiro Valente e Cândido Pimenta são cinco personalidades emblemáticas do pré e pós

25 de abril no distrito da Guarda. Porque a memória

é curta e a História demora

a fazer-se, O INTERIOR

recorda a sua ação em prol da democracia e contra o espartilho do Estado Novo. São cinco homens que ninguém pode esquecer nesta efeméride.

João Gomes

que ninguém pode esquecer nesta efeméride. João Gomes Além de fundador do PS, o advo- gado

Além de fundador do PS, o advo- gado João Gomes (1913-2003) foi um republicano perseguido pela polícia política do antigo regime (PIDE), mas esteve sempre envolvido nas manifesta- ções e candidaturas democráticas antes do 25 de abril de 74, designadamente nas de Humberto Delgado, Norton de Matos e outros. Na Guarda, foi cronista político da Rádio Altitude com o espa- ço “Reflexões Políticas”, foi membro da Assembleia Distrital e Governador Civil. Personalidades como Mário So- ares, Jorge Sampaio, António Almeida Santos, Abílio Curto, Armindo Ramos, José Rabaça, Alípio de Melo e Augusto Monteiro Valente conviveram com João Gomes, designadamente na atividade política, tendo-no recordado como um defensor das causas da Guarda e dos valores democráticos e republicanos.

José Rabaça

e dos valores democráticos e republicanos. José Rabaça Outro inconformista foi José Rabaça (1927-1998). Natural

Outro inconformista foi José Rabaça (1927-1998). Natural de Manteigas, foi uma referência da luta anti salazarista e, mais tarde, da cena política nacional

do pós revolução, tendo sido inclusive

secretário de Estado da Indústria Ligei-

ra no Iº Governo Constitucional. Contudo, a sua intervenção cívica iniciou-se nos anos 40, quando aderiu ao MUD Juvenil e destacou-se mais tarde ao candidatar-se nas listas da

Oposição Democrática pelo círculo eleitoral de Castelo Branco a um lugar

de deputado na Assembleia Nacional.

A Ação Socialista foi o passo seguinte

na vida deste grande inconformista,

que transitou depois para o Partido Socialista do qual foi membro fun- dador e de onde veio a ser expulso em 1983. Poucos anos depois fundou

o PRD com Ramalho Eanes – que já

apoiara na sua recandidatura à Pre- sidência da República em 1980 – e Hermínio Martinho. Personalidade notável, outras das facetas mais conhecidas de José Ra- baça – que também foi industrial em Manteigas e uma figura emblemática

do associativismo empresarial dos lanifícios – foi o jornalismo. E se nos anos 50 do século passado pertenceu

à redação do “Diário Popular”, foram

os seus artigos de análise política pu-

blicados anos mais tarde no semaná- rio “Tempo” e no vespertino lisboeta

“A Capital” que mais marcaram a sua

intervenção na sociedade do pós 25

de Abril. A última aparição pública de

José Rabaça aconteceu em Pinhel, em setembro de 1997, numa homenagem sentida a Mário Canotilho.

Mário Canotilho

O advogado de Pinhel, onde a atividade oposicionista fervilhava, regressou à Beira em 1948 com uma

inédita medida de coação na bagagem.

O Estado impunha-lhe residência

fixa em Figueira de Castelo Rodrigo, mas autorizou-o a abrir escritório em Pinhel, a sua cidade natal. Foi o princípio de mais de duas décadas de lutas antifascistas e de defesas dos direitos civis que valeram a Mário Canotilho (1922-1987), ligado ao PCP,

prestígio e muitos incómodos por par-

te da PIDE. Em Coimbra, onde cursou

Direito, a ele se deve a orientação

ideológica das principais faculdades

da Universidade, tendo sido inclusive

um dos grandes impulsionadores da vitória de Salgado Zenha na Associa- ção Académica. Foi sub-delegado da Procuradoria da República na Guarda, cargo que adiou a sua detenção efetiva até ao regresso de férias de Norberto de Andrade, o titular da delegação, e

a posterior prisão em Lisboa, onde

passou onze meses depois do famoso

“Processo dos 108”. Muitos gostam

de apelidar a sua geração de mítica

e ninguém esquece José Dias Coe-

lho, outro histórico oposicionista de

Pinhel, morto a tiro pela polícia em

Lisboa nos anos 50. Em 1949, Mário Canotilho integrou o movimento de apoio à candidatura de Norton de Matos à Presidência da República,

seguindo-se a campanha de Humberto Delgado. Duas lutas que lhe valeram

o reconhecimento de companheiros e

adversários pela sua coerência políti- ca e firmeza de ideias. Depois do 25 de Abril, o advogado ainda viveu intensamente a demo- cracia, passando por vários cargos públicos. Em 1976 foi eleito para

a Assembleia Municipal de Pinhel

pela FEPU – Frente Eleitoral Popu- lar Unitária. Entre 1979 e 1982, foi vereador eleito pela APU e cabeça de lista da APU e da CDU pelo distrito da Guarda nas legislativas de 1979,

1983 e 1987. Mário Canotilho faleceu prematuramente a 24 de agosto desse ano. Em 1991, Mário Soares, então Presidente da República, reconheceu

a sua ação em prol da liberdade e da

democracia condecorando-o, a título póstumo, com o grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade.

Augusto Monteiro Valente

Oficial da Ordem da Liberdade. Augusto Monteiro Valente Augusto Monteiro Valente (1944- 2012) é o rosto

Augusto Monteiro Valente (1944- 2012) é o rosto do 25 de Abril na Guarda. Nesse dia coube ao capitão Valente, então colocado no Regimento de Infantaria (RI) 12, concretizar os planos do Movimento das Forças Ar- madas (MFA), o que fez com um único tiro para o ar. Os seus amigos recordam o an- tigo segundo comandante-geral da GNR como «homem de grande valor, intelectualmente acima da média e extremamente corajoso». O major- general do Exército na reserva, que tinha ligações familiares à Miuzela do

Côa (Almeida) e afetivas à Guarda, foi um “militar de Abril”, tendo integrado

o Grupo dos Nove, de Ernesto Melo

Antunes. Nascido em Coimbra, em 1944, exerceu na GNR os cargos de comandante da Brigada Territorial 5

(1999-2001), inspetor-geral (2001- 2002) e segundo comandante-geral (2002-2003). Presidente da delega- ção regional do Centro da Associação 25 de Abril, Monteiro Valente era investigador associado do Centro de Documentação 25 de Abril e do Cen- tro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, ambos da Universidade de Coimbra, e colaborador da Revista Mi- litar. Manteve ainda intensa atividade cívica como especialista em questões militares, não esquecendo o estudo do republicanismo e das revoltas militares de resistência à ditadura de Salazar e Caetano. Nos últimos anos de vida, Mon- teiro Valente empenhou-se na preser- vação da memória do general Gastão Sousa Dias, sendo autor de uma bio- grafia deste democrata e antifascista, publicada pela Câmara da Guarda, no âmbito da coleção “Gentes da Guarda”. Presidiu também à Comissão Instala- dora da Associação Casa de Cultura Professor Doutor José Pinto Peixoto, na Miuzela do Côa.

Cândido Pimenta

José Pinto Peixoto, na Miuzela do Côa. Cândido Pimenta n d o P i m e

n d o P i m e n t a

(1905-1983)

é outro sím- bolo da luta anti-fascista na Guarda. O “camarada Pi- menta”, como era conhecido nos meios an- ti-regime, nas- ceu em Braga e chegou à cidade mais alta na década de 50, trazendo com ele uma fé inaba- lável de que a liberdade era possível e uma história de perseguição pela PIDE – terá sido numa dessas detenções que ficou sem os dentes da frente devido a um pontapé do capitão Roberto. Antes, esteve preso no Aljube e no Tarrafal, mas a atividade política nunca esmoreceu e Cândido Pimenta rapidamente se integrou nos círculos oposicionistas da Guarda, ocupando a linha da frente na luta pela liberdade. Dizia-se que era controleiro do PCP, mas foi afastado do partido após sair do Tarrafal e antes de chegar à cidade. A sua história, disponibilidade, cora- gem e o seu percurso contribuíram para fazer deste tipógrafo, eletricista de automóveis e sucateiro um símbolo para muitos jovens politizados da ci- dade e de outros pontos do país. Hen- rique Schreck, Daniel Janela Afonso, Nuno Quintela, António Júlio Garcia foram os mais próximos. Vítima de um acidente cardiovas- cular pouco depois do 25 de Abril, Cândido Pimenta aguentou o sopro da vida até 28 de outubro de 1983.

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Quinta-feira 26 de abril de 2018

Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 5

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Revolução evitou que Victor Teixeira fosse preso pela PIDE a 28 de abril de 1974

Victor Teixeira fosse preso pela PIDE a 28 de abril de 1974 SG Victor Teixeira foi
SG
SG

Victor Teixeira foi um dos membros da Comissão Regional de Socorro aos Presos Políticos do distrito de Castelo Branco

com alguma emoção, lembrando que «tínhamos noção de que erámos vigiados de perto, mas não sabíamos por quem». O Café Montiel, no centro da Covilhã, era um dos pontos de encontro do grupo, que reunia frequentemente. Mas os seus elementos estavam longe de imaginar que entre eles estava um informador da PIDE: «Só descobrimos isso alguns dias após a revolução porque, quan- do fomos ver os nossos proces- sos, reparámos que em todos

constava sempre o nome dos membros que estavam nas reu- niões e havia sempre uma refe- rência “A fonte”», adianta Victor Teixeira, lembrando, em tom de brincadeira, que «normalmente ele era o secretário» dos encon-

tros. E o que lhe fizeram quando descobriram? «Obrigamo-lo

a confessar tudo, mas depois

nunca mais o vimos», afirma, dizendo que muitos dos que se aliaram à PIDE «nem sabiam o que estavam a fazer, era só mes- mo pela questão financeira». Antes do 25 de Abril e sem- pre que havia ações revolucio-

nárias em Portugal, a casa de Victor Teixeira, e de outros como ele, serviam de teto: «Eram entrepostos. Podiam dormir ou jantar», lembra o anti-fascista, dizendo que na altura o país es- tava «completamente amorda- çado». «Não tínhamos liberdade, não podíamos dizer o que que- ríamos, nem o que pensávamos, e víamos que a Europa em geral estava a tornar-se mais demo- crática», lembra, adiantando a

O INTERIOR que soube que ia

haver uma «grande revolução» dias antes dela acontecer. Os mi-

Sara Guterres

litares do Movimento das Forças Armadas (MFA), acompanhados por um elemento do Partido

Comunista, jantaram na sua casa

a 18 de abril, antes de rumarem

ao quartel da Guarda para se encontrarem com o capitão Va- lente. «Eles disseram-me para me pôr a pau que brevemente ia haver uma revolução», recorda Victor Teixeira, que ainda per- guntou para quando seria mas não obteve resposta. Mas a revolução chegou mais cedo do que esperava e foi uma noite «de vitória, ale- gria e felicidade, pois o país libertava-se das amarras do Estado Novo», evoca o covilha- nense, que, apesar de não ter

estado preso, viveu de perto essa realidade enquanto mem- bro da Comissão Regional de Socorro aos Presos Políticos no distrito de Castelo Branco. «Nós apoiávamos as suas famílias. A nossa missão era arranjar con- tribuições financeiras e outras que pudessem minimizar o seu esforço e dificuldades», expli- ca Victor Teixeira, lembrando que, mensalmente, contribuíam com alguma importância em dinheiro ou mantimentos, por exemplo. «O Governo da altura não estava preocupado se mor- riam à fome», acrescentou o atual secretário da Santa Casa da Misericórdia de Belmonte, segundo o qual na altura o ho- mem era «o principal sustento»

de uma família. Hoje considera que Portugal

é

«um país livre e alegre, se não somos mais é porque não queremos». Além disso, «temos na mão aquilo que antigamente não tínhamos: a liberda- de de escolher os nossos dirigentes e de fazer o que queremos», constata Victor Teixeira, que atu- almente se considera um homem de esquerda no social. «Mas sou capaz de ser um homem de centro- esquerda na economia», refere, justificando que «esta vivência de 40 anos deu-me uma visão da vida mais concreta do que aque- le idealismo que tinha an- tes do 25 de abril».

Victor Teixeira foi membro da Comissão Regional de Socorro aos Presos Políticos no distrito de Castelo Branco e tinha 30 anos quando se deu o 25 de Abril. Uma Revolução que o “salvou” de ser preso pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE).

Com o pai a trabalhar como operário numa fábrica de lanifí- cios na Covilhã, Victor Teixeira desde cedo sentiu na pele e

no seio da família os efeitos da repressão que se vivia na altura. «Ele saía de casa à segunda e só regressava sexta-feira. Levava uma lancheira com comida para toda a semana e dormia lá», recorda o covilhanense, que admite que isso o ajudou «a cimentar uma luta de classes e a ver que Portugal era um país de sacrifício para alguns». Apesar das dificuldades, o seu pai nunca se envolveu na luta política. Já o filho começou

a ter «consciência política» aos

24 anos e em 1968 associou-se

ao Movimento Democrático Português (MDP/CDE), apesar

de antes já ter ligações ao Parti- do Comunista Português (PCP). Victor Teixeira não mais parou

e em 1973 foi delegado do Con-

gresso do MDP, em Aveiro. Es- tava longe de imaginar que a partir desse dia seria vigiado,

24 sob 24 horas, pela PIDE.

«No meu cadastro estão descritas todas as ações em que eu participava», refere o covilhanense, identificado

pelo processo Nº 11.080, que tem na sua posse. As folhas amarelas, onde as letras já começam a desapa- recer, não deixam margem para dúvidas: se não fosse

a Revolução dos Cravos, 30

elementos da região, desde Castelo Branco à Covilhã, seriam presos pela PIDE no dia 28 de abril de 1974. «Foi uma sorte, foram três dias que nos salvaram», conta,

«Foi uma sorte, foram três dias que nos salvaram», conta, Uma das fichas de Victor Teixeira

Uma das fichas de Victor Teixeira na PIDE

opinião

opinião Nuno Amaral Jerónimo Abril, elogios mil O 25 de Abril celebra 44 anos um mês

Nuno Amaral Jerónimo

Abril, elogios mil

O 25 de Abril celebra 44 anos um mês antes de o Maio de 68 fazer 50 anos. Será coin- cidência ou conspiração? O 25 de Abril faz um aniversário capicua. Um número que se lê da mesma maneira da esquerda

para a direita ou da direita para

a esquerda. O que é o melhor

elogio que se lhe pode fazer. Seja qual for o lado por onde se comece, o resultado mantém-se inalterado. Uma frase conhecida sem autor identificado afirma que a educação (ou a cultura, noutras versões) é o que fica depois de se esquecer aquilo que se aprendeu. Não há melhor for- mulação para se medir o êxito deste feriado revolucionário. A liberdade é o que fica depois de se esquecer aquilo que se mudou. Lamentar o desprendi- mento das novas gerações em relação ao 25 de Abril é como

ter pena de não se comemorar

a transição para o neolítico. A

descoberta do fogo e a invenção

da democracia são tão funda- mentais como é importante serem banais. A liberdade deve estar ao mesmo alcance que um isqueiro. Se não se tiver no bolso, pede-se a quem passa. No entanto, essas duas conquistas da Humanidade exi- gem que não nos descuidemos.

É necessário que a chama não

se apague, e que vá havendo combustível – sem imposto, de

preferência – para as reanimar ou reacender. Saber que pedras

e paus permitiram aos seres

humanos fazer fogueiras e ser livres é cultura geral, mas ele- mentar é entender que, apesar

de proporcionarem contrarie- dades como os incêndios ou artigos escritos por mim, se vive muito melhor com o fogo

e com a liberdade.

Contacte-nos! Tel: 271212153 Tlm: 964246491

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6 • • Quinta-feira • 26 de abril de 2018

Quinta-feira 26 de abril de 2018

«Firmes como rochas» pela Revolução

O INTERIOR volta a recordar a ação do Regimento de Infantaria 12 no dia 25 de Abril de 74 na Guarda

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Uma parte importante do espólio documental do antigo Regimento de In- fantaria Nº 12 relativo aos primeiros dias da Revolução foi entregue no ano 2000 à cidade. Trata-se do relatório das operações que foram destinadas àquela unidade pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) na manhã do dia 25 de Abril, bem como vários “fac-simile” de mais alguns docu- mentos pessoais da época, naquele que é

o grande contributo para a compreensão

do papel do RI 12 nos dias conturbados da Revolução dos Cravos. Fazendo jus ao lema da guarnição, os soldados do quartel da Guarda trocaram as voltas ao regime e foram «firmes como rochas», mas a favor da Revolução de Abril. Um momento recordado no início do

novo milénio pelos cerca de cem oficiais e soldados do 12, reunidos na Guarda e em Vilar Formoso, que se reencontraram com

a história e um importante marco das suas

vidas. O convívio foi realizado pela primeira

vez desde a extinção do regimento em 1981 e contou com a presença do major- general Augusto Valente, na altura capitão

e elemento de ligação ao MFA, e do último

comandante do regimento, o coronel Vieira Monteiro. O objectivo do encontro era não só reviver o «período puro da Revolução», como disse então José Pires Veiga, profes-

sor e aspirante naquela unidade quando se deu o 25 de Abril, mas também tentar «sensibilizar» a Guarda para a «recupera- ção do prestígio» do RI 12 na cidade, «onde não há nenhuma referência ao regimento», lamentou na altura Pires Veiga. Os ex- militares deram o exemplo e entregaram cerca de 30 documentos, testemunhos daquele período, de forma a incentivar

a investigação e reavivar a memória da

Guarda para uma das instituições mais importantes da cidade nos anos 60 e 70. Os antigos militares regressaram ao an- tigo quartel, que alberga agora o Arquivo Distrital, a Direção Regional de Finanças e as instalações da GNR, e a Vilar Formoso, para onde foi destacada na altura a totali- dade da força operacional do RI 12 com a missão de ocupar a principal fronteira do país, ali tendo permanecido até meados de maio de 74.

Dez mil processos

Composto por três companhias, o Regimento de Infantaria 12 veio para a Guarda em 1966, assumindo claramente uma função estratégica junto da fronteira com Espanha. É nesse contexto que o MFA pede a deslocação de uma força significativa para Vilar Formoso no dia da revolução. Aí, cerca de 100 homens cuidaram da rendição dos elementos da Pide, da sujeição dos agentes da Guarda Fiscal e da GNR e vigiaram as movimen- tações do lado espanhol, ainda sob o jugo franquista. Na Guarda, o trabalho dos soldados do 12 também consistiu em desmantelar todos os meios de co- municação da Mocidade Portuguesa e da Pide e confiscar as armas daquelas duas organizações, bem como os arquivos. A esse propósito, Pires Veiga revelou que o regimento teve na sua posse cerca de dez mil processos relativos a pessoas da Guarda, «quando na altura, a população do concelho estava longe de atingir esse número». De qualquer modo, os ecos da revolução não causaram grandes dores

de cabeça aos soldados, que contaram com a ajuda dos guardenses para manter

a ordem pública. Mais problemática parece ter sido a situação no quartel. Vindo de Lamego a seguir ao 16 de Março e ao fracasso do le- vantamento das Caldas, o então capitão Au- gusto Valente chegou à Guarda na condição de deportado por ter sido na região uma peça de ligação ao movimento dos capitães.

«No primeiro contacto que teve com os onze aspirantes do quartel, falou, de uma forma muito ténue, na eventualidade de poder vir

aacontecerumacoisaidênticaàdasCaldas

da Rainha», recordou Pires Veiga. Foi o

suficiente para conseguir o apoio de quase todos os oficiais e soldados do regimento. Na tarde do 25 de Abril de 74, «depois do almoço», a tropa deteve o comandante e

o segundo comandante «porque se man-

tinham leais ao regime deposto». Cá fora, os guardenses “cercaram” o quartel, expectantes da reacção do regimento, conforme mostrava o “Jornal do Fundão” poucos dias depois da revolução.

opinião

opinião Luis Pereira Garra * 25 de abril e 1º de maio, datas de ontem, hoje

Luis Pereira Garra *

25 de abril e 1º de maio, datas de ontem, hoje e de sempre

O 25 de Abril e o 1º de Maio têm um

enorme significado laboral e politico e estão umbilicalmente ligados. Embora 1º de Maio tenha a sua

que antes do 25 de Abril Portugal era da cor do breu e o povo tinha a tristeza no rosto e a esperança escondida no peito.

A verdade é que os trabalhadores

origem nas lutas dos trabalhadores pe- las oito horas diárias de trabalho, pela

ganharam muito com o 25 de Abril, tor- nado realidade no 1º de Maio. Ganharam,

melhoria dos salários e por melhores condições de trabalho e tenha sido

desde logo dignidade humana e conquis- taram, entre outros: o direito ao trabalho

instituído em memória dos dirigentes

e

ao emprego seguro e com direitos; o

sindicais assassinados porque dirigiam uma greve em Chicago/Estados Unidos, em Portugal era proibido comemorá-lo, mas os trabalhadores faziam-no e, por

salário mínimo nacional; o direito a 30 dias de férias e de subsídio de férias e a

subsídio de Natal; o direito de reunião, de manifestação e a liberdade sindical; o di-

o

fazerem, muitos foram presos, tortu-

reito à greve; o direito a horário definido

rados e até mortos. Em 1974, contra a

e

ao pagamento do trabalho suplementar;

vontade do general Spínola, o 1º de Maio

o

direito à negociação colectiva; o direito

foi instituído com feriado nacional. Foi a então Intersindical (hoje CGTP-IN) quem, com firmeza e determinação, convocou

saúde, à protecção social e ao acesso ao ensino. São estes direitos que continuam

à

manifestações populares em todo o país.

a

estar na mira dos detentores do ca-

E foi a grande adesão popular ao

25 de Abril e foi o enormíssimo 1º de Maio de 1974 que fez com que aquele se transformasse em Revolução que acabou com o regime fascista e que introduziu profundas alterações políticas, económi-

cas, sociais, laborais e culturais. Por vezes, há a tentação para uma evocação destas datas com um sentido passadista, como se fossem aconte- cimentos longínquos, desprovidos de

actualidade. No entanto, estas datas continuam plenas de actualidade, são símbolos de modernidade e são marcas indeléveis que estão presentes nas nos- sas vidas e nos nossos actos e atitudes

e que nos impelem e orientam na busca

de uma vida melhor e de um país mais justo, mais solidário e mais soberano. Saber e perceber isto é fundamental porque antes do 25 de Abril havia um

regime ditatorial que oprimia, prendia

e matava quem se lhe opunha. Havia

sofrimento e dor e também havia a revolta forte e combativa e havia opo- sição antifascista com o PCP à frente

e a luta dos sindicatos da Intersindical,

hoje CGTP-IN, que decidiram acções que deram corpo à vontade de agir para construir uma vida melhor e um futuro de desenvolvimento, progresso e bem-estar. Para que a verdade prevaleça e a me- mória não nos traia importa lembrar às novas gerações as condições miseráveis em que vivia a maioria do povo portu- guês, e em particular os trabalhadores, e

a total a ausência de liberdade e de direi-

tos políticos, laborais, sociais e culturais. Importa lembrar que a guerra colonial era

o caminho para a morte da juventude e

pital que, derrotados em Abril e Maio, se infiltraram e ganharam influência nos partidos que há 40 anos têm (des) governado Portugal, nunca deixaram de querer ajustar contas com as grandes conquistas democráticas, económicas, sociais e culturais alcançadas com o 25 de Abril e, ali instalados, insistem e persistem, unindo-se no Parlamento para travar a revogação das normas gravosas do código de trabalho do tempo da Tróica

e não dando combate sério e a sério ao

cancro da precariedade que compromete o futuro da juventude, cria insegurança, mina as relações laborais e corrói a democracia. Ora, as novas gerações têm o direito

de saber que muito do que hoje é apre- sentado com o rótulo de modernidade mais não é que uma receita do passado, embrulhada em pacote adornado com as cores do engano e do embuste. Por vezes, em momentos de desâni- mo e de sentimento de esperança traída, há quem diga que isto está pior que antes do 25 de Abril de 1974, e outros dizem que é preciso outro 25 de Abril. Tenho para mim que só quem não viveu e não

sentiu a negrura da ditadura fascista pode fazer tal afirmação.

O 25 de Abril foi um processo belo,

empolgante, livre, realizador e transfor- mador que não terminou e que todos os dias vai sendo construído com avanços, retrocessos e de novo avanços, mas sempre com o sentido de que o 25 de Abril e o 1º de Maio são de ontem, são de hoje e vão ser de sempre.

* Presidente da União de Sindicatos de Castelo Branco

www.ointerior.pt

Quinta-feira 26 de abril de 2018

Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 7

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opinião

opinião João Mineiro * O 25 de Abril não acabou O 25 de Abril faz 44

João Mineiro *

O 25 de Abril não acabou

O 25 de Abril faz 44 anos. Uma idade madura, mas

que ainda não igualou os 48 anos da mais longa dita- dura fascista da história moderna. Meio século de um regime que sobreviveu graças ao controlo das Forças Armadas, à cooptação da burguesia monopolista, ao

papel político-ideológico assumido pela Igreja Católica,

à organização corporativa, à violência repressiva sobre

toda a dissidência e à violência preventiva que policiava

o quotidiano.

O 25 de Abril foi um golpe militar organizado pelos

setores intermédios das Forças Armadas, a que o povo se juntou, ocupando as ruas, mesmo depois de ter sido

desaconselhado a fazê-lo pelos próprios militares. Por isso, é preciso lembrar que a “patrimonialização” do 25 de Abril, bem patente nas “celebrações oficiais”, fre- quentemente esquecem o facto de ter sido o movimento popular que transformou o golpe numa revolução política, social, económica e cultural.

O 25 de Abril inaugurou a explosão de um movi-

mento revolucionário através do qual o povo tomou

o destino nas suas mãos. Se a terra é um bem da

humanidade, porque não haveria de pertencer a quem

a trabalha? Se havia tanta casa sem gente e tanta

gente sem casa, porque não podiam as casas ser ocupadas? Se é quem trabalha que produz o valor dos produtos, porque é que o valor da sua venda não podia ser distribuído pelos/as trabalhadores/as? Se a

banca é fundamental para a economia, porque deve ela continuar nas mãos de privados?

A estas perguntas, o povo português respondeu

com um milhão de hectares de terra ocupados; com um movimento de ocupações de casa e de comissões

de moradores; com um processo de autogestão de fábricas; com a nacionalização da banca e dos setores estratégicos da economia. Foi este movimento popular que conquistou a democratização, as liberdades, as férias pagas, o direito à greve. Ao contrário do que muita propa- ganda afirma, não houve democracia apesar da revolução, houve democracia porque houve uma revolução.

O processo revolucionário abalou a estrutura do

poder. Daí ter sido atacado à bomba, como conta o jornalista Miguel Carvalho no seu livro “Quando Por- tugal Ardeu” (Oficina do Livro, 2017). Mas a derrota do processo revolucionário deu-se também pelo restabe- lecimento das grandes famílias oligarcas do tempo do fascismo nos setores-chave da economia - os Mello, os Champalimaud, os Espírito Santo. Famílias que muito beneficiaram das privatizações, da concentração bancária, dos monopólios estratégicos e das parcerias público-privadas que ocorreram desde o final da década de 80 até aos nossos dias. Lembrar o 25 de Abril e o processo revolucionário

é recordar a atualidade das suas aspirações: a paz, o pão, a habitação, a saúde, a educação. Tudo dimensões da liberdade, de que tanta gente continua privada. Por isso, é preciso rejeitar o processo de “patrimonializa- ção” em curso, que tenda a transformar o 25 de Abril numa data neutra. As privações da humanidade, a pobreza e as desigualdades mostram-nos, à exaustão, que muitas das aspirações pelas quais o povo lutou (a liberdade, o direito à terra, a gestão coletiva da propriedade, o direito à habitação, a paz, os serviços públicos universais…) não foram concretizadas e estão longe de ser alcançadas. A memória do 25 de Abril e do processo revolucionário lembra-nos que contra todas as probabilidades, é sempre possível mudar tudo. E não é pouco aquilo que temos para mudar.

* Sociólogo e investigador

Revolução de Abril levou operários para as ruas na Covilhã

AEI Manuel Nascimento e António Rato viveram os tempos do regime como operários
AEI
Manuel Nascimento e António Rato viveram os
tempos do regime como operários
e António Rato viveram os tempos do regime como operários Ana Eugénia Inácio quinas trabalhavam «quando

Ana Eugénia Inácio

quinas trabalhavam «quando foi divulgado um novo comu- nicado e percebemos que ia ser dado o golpe», recorda Manuel Nascimento. A partir desse mo- mento estava instalado o bur- burinho entre os operários. «Só queríamos falar sobre o que se estava a passar», refere. Ainda assim, nesta fábrica o trabalho aguentou-se até cerca das 16 horas e depois o rumo dos ope- rários foi o mesmo para todos, seguiram até ao Pelourinho, onde logo foi dado o mote «para as lutas dos trabalhadores».

Luta pelos direitos laborais ganhou força

Enquanto em Lisboa os militares tomavam conta das ruas, na Covilhã os trabalhadores das fábricas de lanifícios largaram as máquinas e foram para o Pelourinho festejar.

Era 24 de abril de 1974 quando, às 22h55, a Emissores Associados de Lisboa passou a

música “E Depois do Adeus”. Es- tava dado o primeiro sinal para

o início da revolução. Já às 0h20 do dia 25, a Rádio Renascença transmitia a canção “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afon-

so, e com ela começaram as operações do MFA. Na Covilhã, já só sobre a manhã, a população teve as primeiras notícias do que estava a acontecer. Algumas fábricas fecharam e ao longo do dia os trabalhadores foram-se concentrando no Pelourinho em manifestações de alegria. António Rato viveu algum período do regime como operário, mas em abril de 74 já trabalhava na área do comércio. Hoje com 74 anos recorda que ouviu as «pri- meiras notícias da liberdade» ainda o dia mal tinha nas- cido: «Foi por volta das seis da manhã». Pensar naquele

dia ainda o deixa «todo arrepiado», garante. Era habitual entrar só às 10 horas e apesar do que tinha ouvido na rádio, decidiu ir para o trabalho, «mas quando lá cheguei mandaram-me para casa». Mas o seu destino foi outro.

A loja onde trabalhava era perto do atual mercado mu-

nicipal e daí seguiu para o Pelourinho, onde se juntou a «centenas de pessoas». Até esse dia, «quando se juntava um grupo a conversar olhava-se para o lado e já tinha um bufo, ou agentes da PIDE, a ouvir a conversa», mas naquele dia António Rato afirma que «já não existia o medo, sentíamos que já não se ia voltar atrás». «E não houve zaragatas», realçou.

À medida que as horas passavam concentravam-se

cada vez mais pessoas na Praça do Município, em frente

à Câmara. Um deles foi Manuel Nascimento (73 anos),

que na altura trabalhava na fábrica Alberto Roseta, hoje propriedade da universidade e faz parte do Museu dos Lanifícios. Uns meses antes da revolução tinha sido

eleito delegado sindical, o primeiro do distrito de Castelo Branco, e por

esse motivo na noite de 24 de abril tinha participado numa reunião na sede do Sindicato dos Lanifícios para discutir a contratação coletiva. Recorda que na época «gostava de acompanhar rádios como a BBC ou

a Portugal Livre. Mas nessa noite

já saí muito tarde da reunião e já não ouvi nada». Só quando chegou ao trabalho, cerca das 7h30, é que foi informado pelo chefe de secção que «alguma coisa se passa porque na rádio dizem para as pessoas não

saírem de casa e que vão ser dadas mais informações em breve».

Acabada a ditadura não tardaram as reivindicações por

mais e melhores direitos labo- rais. O primeiro deles foi o festejo do 1º de Maio nesse ano. Manuel Nascimento explica que «depois da revolução quisemos conquistar os direitos que já vínhamos reivin- dicando. Fazer feriados implicava que andássemos toda a semana a fazer horas a mais. Queríamos o direito a férias e a redução do horário de trabalho». Com o tempo começou a haver uma evolução gradual e «um conjunto de coisas que foram melhorando», entre elas a segurança social e a saúde. Mas a luta pelos direitos nem sempre se fez de con- versas e negociações, até ao dia em que a revolução se fez sem sangue e com cravos nas armas dos militares «foram tempos duros». Hoje o operário reformado lembra que «quando se distribuía um comunicado a polícia, assim que dava conta, perseguia algumas pessoas e chegou a tirar bilhetes de identidade a alguns». Entre as «muitas» histórias lembra-se do dia em que recusou fazer horas extraordinárias e trabalhar 12 horas por turno. «Como castigo mudaram-me de lugar para um tecelão antigo, que produzia menos», lembra. Passados 44 anos, Manuel Nascimento acredita que o “Dia da Liberdade” «teria acabado por chegar mais cedo ou mais tarde» e não dúvida que o que se tem con- quistado ao longo de décadas «deve-se ao trabalho dos sindicatos que vão à luta». É neste «direito à liberdade de expressão» que António Rato resume os direitos de Abril. Hoje vê Portugal como «um país melhor» do de há 44 anos, mas lamenta «que comece a haver alguma degradação, sobretudo nos direitos laborais».

DR Festejos do 1 de Maio de 1974, na Covilhã
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Festejos do 1 de Maio de 1974, na Covilhã

A única música que passava

eram marchas militares e já as má-

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8 • • Quinta-feira • 26 de abril de 2018

Quinta-feira 26 de abril de 2018

NOTÁRIO José Carlos Travassos Relva

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CERTIFICO que, por escritura de 17 de Abril de 2018, exarada a

Trigueiras, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar

na

fregu esia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação

fls.107 e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número 372 - P, do Notário José Carlos Travassos Relva, com instalações na Rua Mouzinho de Albuquerque, nº 8, na Guarda, JOSÉ MANUEL

do norte e poente com Mário Alexandre do sul com António Dinis e do nascente com Luís Pereira Fernandes, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança

freguesias), a confrontar do norte, nascente e poente com

caminho e do sul com Albino Teixeira, inscrito na matriz respectiva em nome de João Dinis Gonçalves e Palmira Gonçalves Dinis -

de

NÚMERO DEZOITO

DINISTEIXEIRAemulherISABELMARIADOSSANTOSPEREIRA,

de - sob o artigo 2344, com o valor patrimonial actual de 1,89 euros,

cabeça de casal da herança de - sob o artigo 1542, que proveio do

casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais, ele da freguesia da Castanheira, deste concelho e ela da freguesia

atribuído vinte e nove euros e quarenta e três cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

o

artigo 1128 da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 2,51 euros, o atribuído trinta e nove euros e vinte e quatro

do Freixo, concelho de Almeida e residentes na Estrada Nacional duzentos e vinte e um, freguesia de Arrifana, deste concelho, com exclusão de outrem, declararam-se donos e legítimos possuidores

NÚMERO DEZ PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de centeio e pinhal, com

cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

dos seguintes imóveis:

a

área de dois mil duzentos e cinquenta metros quadrados, sito em

PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de centeio e lameiro,

NÚMERO UM PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de cultura, pinhal e pastagem, com a área de trinta e três mil setecentos e dois metros quadrados, sito em Barreiros, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte com José Dinis, do sul com José Teixeira, do nascente com Manuel Pinto e do poente com caminho,

NÚMERO DOIS

Canto das Naves, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com Albino Gonçalves Teixeira, do sul com Joaquim Lourenço Morgado, do nascente com Tomaz Jorge e do poente com Maria Monteiro, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 1106, que proveio do artigo 909

com a área de dois mil quatrocentos e oito metros quadrados, sito em Vilares de Cima, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com João Dinis Gonçalves, do sul com Maria Dinis Ramos, do nascente com caminho e do poente com João Albino Teixeira, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal

inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves

da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 3,27

da

herança de - sob o artigo 1544, que proveio do artigo 1129 da

Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 253, com o valor patrimonial actual de 40,60 euros, o atribuído seiscentos e

euros, o atribuído cinquenta euros e oitenta e dois cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 21,75 euros, oatribuídotrezentos etrintaeoitoeuros esessentaequatro

trinta e dois euros e dez asseis cêntimos e omisso na competente

cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

Conservatória do Registo Predial.

PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de pastagem, com a área

NÚMERO ONZE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pinhal, com a área de mil quatrocentos e vinte e oito metros quadrados, sito em Denalvergue, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes

NÚMERO DOZE

NÚMERO DEZANOVE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de centeio, com a área de dois mil duzentos e cinquen ta metros quadrados, sito em

de novecentos e noventa e oito metros quadrados, sito em Pai Negro, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte e nascente com José Martins, do sul com caminho e do poente com Gracinda Teixeira, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 260, com o valor patrimonial actual de 0,63 euros, o atribuído

na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com Isabel Henriques, do sul com Luís Gonçalves Teixeira, do nascente com Manuel Albino Teixeira e do poente com Leonel Marques Ribeiro, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 1296, que proveio do artigo 1005 da extinta freguesia

Vilares de Cima, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com José Albino Teixeira, do sul com a Junta de Freguesia, do nascente com Maria Dinis Ramos e do poente com Manuel Dinis, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal

dos Gagos, com O valor patrimonial actual de 3,65 euros, o atribuído

da

herança de - sob o artigo 1550, que proveio do artigo 1132 da

nove euros e oitenta e um cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMEROTRÊS PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de cultura de pastagem, com a área de quatrocentos e quarenta metros quadrados, sito em Horta, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte com Rosa Dinis, do sul comAlbino Teixeira, do nascente com a Junta de Freguesia e do poente comAna Simões Carvalho, inscrito

cinquenta e seis euros e setenta cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pastagem e lenha, com área de quatro mil duzentos e noventa e seis metros quadrados, sito em Rasa, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude

extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 1,76 euros, o atribuído vinte e sete euros e quarenta e sete cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO VINTE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pinhal e pastagem, com a área de sete mil e oitocentos metros quadrados, sito em Moledos, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste

na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça

da agregação de freguesias), a confrontar do norte e nascente com

concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude

de casal da herança de - sob o artigo 283, com o valor patrimonial

herdeiros de Mário Simões de Carvalho, do sul com Valentim Monteiro

da

agregação de freguesias), a confrontar do norte com Joaquim

actual de 1,64 euros, o atribuído vinte e cinco euros e cinquenta e um

e

do poente com Joaquim da Ressurreição Antunes, inscrito na matriz

Pereira, do sul com PurificaçãoAlmeida, do nascente com caminho e

cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

respectiva em nome de Rosa Monteiro - cabeça de casal da herança

do

poente com Manuel Lourenço Almeida Pereira, inscrito na matriz

de - sob o artigo 1436, que proveio do artigo 1075 da extinta freguesia

respectiva em nome de Joaquim Ressurreição Antunes - cabeça de

NÚMERO QUATRO PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de cultura com macieiras e pastagem, com a área de quinhentos e quarenta metros quadrados, sito em Horta, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte com Manuel Dinis Pereira, do sul com António Gonçalves Dinis, do nascente com a Junta de Freguesia e do poente com Ana Simões de Carvalho, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 284, com o valor patrimonial actual de 6,41 euros, o atribuído noventa e nove euros e oitenta e sete cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO CINCO

PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de cultura e pastagem, com

a área de quatrocentos e noventa e oito metros quadrados, sito em

Hortas, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte com Albino Teixeira, do sul com João Pires, do nascente com a Junta de Freguesia e do poente com Ana Simões Carvalho,

inscrito na matriz respectiva em nome de Paim ira Gonçalves Dinis

- cabeça de casal da herança de - sob o artigo 285, com o valor

patrimonial actual de 4,03 euros, o atribuído sessenta e dois euros

e cinquenta e nove cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo predial.

NÚMERO SEIS PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de cultura e macieiras, com a área de quatro mil metros quadrados, sito em Juncal, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte com Leopoldo Dinis, do sul com herdeiros de Mário Simões Carvalho, do nascente com António Dinis e do poente com António Gonçalves Dinis, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 337, com o valor patrimonial actual de 29,29 euros, o atribuído quatrocentos

e cinquenta e cinco euros e noventa e sete cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO SETE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de pastagem, com a área de cento e oitenta e quatro metros quadrados, sito em Juncal, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte com João Gonçalves, do sul e nascente com caminho e do poente com Joaquim Moita, inscrito na matriz respectiva em nome Manuel

Lourenço Martins e de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 340, com o valor patrimonial actual de

1,64euros,oatribuídotrêseurosenoventaedoiscêntimoseomisso

na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO OITO PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de pastagem, com a área de três mil cento e cinquenta metros quadrados, sito em Laja Gorda, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte e nascente com Luís Pereira Fernandes, do sul com herdeiros de José Marques e do poente comAlbertoAlexandre Terras, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 2314, com o valor patrimonial actual de 2,77 euros, o atribuído quarenta e dois euros e noventa e sete cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO NOVE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de cultura, com a área de mil quatrocentos e noventa e oito metros quadrados, sito em

dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 6,41 euros, o atribuído noventa e nove euros e oitenta e seis cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMEROTREZE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pastagem, com a área de treze mil duzentos e oitenta e quatro metros quadrados, sito em Denalvergue, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte, nascente e poente com caminho e do sul com Celeste Simões de Carvalho, inscrito na matriz respectiva em nome de Rosa Monteiro - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 1304, que proveio do artigo 1009 da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 7,80 euros, o atribuído cento e vinte e um euros e quarenta e cinco cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO CATORZE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de centeio, pinhal

e pastagem com castanheiros, com a área de trinta e três mil e

quatrocentos metros quadrados, sito em Rasa, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com Joaquim Antunes, do sul com José Monteiro Henriques, do nascente com Lourenço Monteiro e do poente com

caminho, inscrito na matriz respectiva em nome de Rosa Monteiro - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 1432, que proveio do artigo

1073 da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de

36,08 euros, o atribuído quinhentos e oitenta e um euros e trinta e quatro cêutimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO QUINZE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pastagem e lenha, com a área de cinco mil quatrocentos e dez metros quadrados, sito em Moledos, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste

concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte, sul e poente com Manuel António Monteiro e do nascente comAntónio Monteiro, inscrito na matriz respectiva em nome de Joaqu im Ressurreição Antunes - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 1498, que proveio do artigo

1106 da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual

de 9,68 euros, o atribuído cento e cinquenta euros e sessenta e oito

cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO DEZASSEIS PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pastagem, com a área de quatro mil quinhentos e sessenta metros quadrados, sito em Moledos, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confron tar do norte e nascente com caminho, do sul

com Joaquim da Ressurreição Antunes e do poente com Tomaz Jorge, inscrito na matriz respectiva em nome de Maria Fernanda Monteiro Henriques Marques sob o artigo 1514, que proveio do artigo 1114 da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 8,42 euros, o atribuído cento e cinquenta euros e sessenta e oito cêntimos

e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO DEZASSETE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pastagem, com a área de cinco mil quinhentos e doze metros quadrados, sito em Vilares de Cima, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes

casal da herança de - sob o artigo 1512, que proveio do artigo 1113

da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de

11,19euros, oatribuídocentoesetentaequatroeurosevinteetrês cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO VINTE E UM PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pinhal e pastagem, com a área de três mil quatrocentos e vinte metros quadrados, sito em Moledos, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho,

em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com

Manuel António Monteiro, do sul com Joaquim Pereira, do nascente com Joaquim Martins Rodrigues e do poente com Manuel Lourenço Almeida Pereira, inscrito na matriz respectiva em nome de Joaquim Ressurreição Antunes - cabeça de casal da herança de - sob o artigo

1508, que proveio do artigo 1111 da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 7,17 euros, o atribuído cento e onze euros e sessenta e quatro cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO VINTE E DOIS PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pastagem, com a área de mil quatrocentos e noventa e oito metros quadrados, sito em Moledos, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com Isabel Henriques, do sul e poente com Joaquim Pereira e do nascente com caminho, inscrito na matriz respectiva em nome de Joaquim Ressurreição Antunes - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 1516, que proveio do artigo 1115 da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 2,77 euros, o atribuído quarenta e dois euros e noventa e sete cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

Que possuem estes bens em nome próprio, convictos de que lhes

pertencem, há mais de vinte anos, por os terem adquirido, já no estado de casados, pelo ano de mil novecentos e noventa e cinco:

Os números um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez,

onze, dezassete, dezoito e dezallove, por doação verbal feita por

seus pais e sogros, Albino Gonçalves Teixeira e mulher Palmira Gonçalves Dinis, falecida no estado de viúva, da Castanheira, Guarda;

Os números doze, treze e catorze, por contrato de compra e venda

não formalizado a Rosa Monteiro, viúva, de Gagos, Guarda;

Os números quinze, vinte, vinte e 11m e vinte e dois, por contrato de

compraevendanãoformalizadoaJoaquimRessurreiçãoAntunes, viúvo, de Gagos, Guarda;

O número dezasseis, por contrato de compra e venda não

formalizado a Maria Fernanda Monteiro Henriques Marques, viúva, de Odivelas e desde então e ininterruptamente os cultivam

ou mandam cultivar, colhendo os frutos e fazendo as obras de

conservação necessárias, posse que sempre exerceram, com conhecimento e à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer

que seja, sendo, por isso, uma posse pacífica, contínua, pública e

de boa fé, pelo que os adquiriram por usucapião, não tendo todavia,

dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer prova do seu direito de propriedade.

Guarda, 17 de Abril de 2018. O Notário, (José Carlos Travassos Relva)

O Interior, nº 957 de 26/04/2018

PS insiste que integração dos SMAS só serve para «dar conforto à tesouraria da Câmara para os próximos dois anos»

O uso de 1,5 milhões de euros dos

SMAS pela Câmara foi novamente um tema quente da sessão do executivo da passada segunda-feira. Recordando que os socialistas foram «consequentes» com a posição que já tinham tomado neste assunto, Eduardo Brito disse que os vereadores do PS «não são notários» do município: «Álvaro Amaro não cumpre com as regras básicas porque temos que ser informados das decisões antes de serem tomadas. O que acontece é que temos pouca informação sobre tudo o que é substancial», queixou-se o vereador da oposição, adiantando que «quem está

em falta é a maioria e não nós». O eleito acrescentou que o assunto não teria sido abordado «se não tivéssemos falado dele»

e reiterou que a integração dos SMAS na

Câmara serviu apenas para «dar conforto

à tesouraria do município para os próximos dois anos». Na resposta, Álvaro Amaro negou que

haja intenção de «omitir ou não dar infor- mação» aos eleitos da oposição. «Os meus argumentos podem não vos convencer, mas gostava de vos ouvir na reunião de Câmara

a pedir mais esclarecimentos ou a discor-

dar. Em vez disso foram para a comunicação social dizer aquilo que não disseram na sessão e isso é desonestidade intelectual», criticou o edil, sublinhando que, com ele, «não se mudam, nem tiram contas, faz-se gestão». Nesta sessão o executivo aprovou por unanimidade a declaração de interesse municipal para o projeto da nova fábrica da Coficab na plataforma logística. A delibe- ração deverá ser ratificada na Assembleia Municipal de amanhã e garante à empresa uma redução do IMI e das taxas municipais devidas na construção da unidade.

PINHEL

Lagares escavados na rocha são tema do “Museu à Noite”

O geólogo Adérito Freitas e o enge-

nheiro agrónomo Augusto Lage são hoje os oradores da sessão do ciclo de conferências “Museu à Noite”, que tem lugar na sede da Associação Recreativa Desportiva e Cultu- ral de Malta (Pinhel) a partir das 21 horas. Os lagares escavados na rocha são o tema em debate para lembrar que há no concelho um significativo número destes testemunhos da longevidade da cultura da vinha na região. Os exemplares que se conhecem, de diferentes tipologias e dimensões, estão distribuídos pelas áreas das freguesias que, ainda hoje, apresen- tam alguma predominância nesta cultura, recorda a autarquia. Os dois oradores con- vidados desenvolveram um trabalho impor- tante relacionado com o tema no concelho de Valpaços, de onde são naturais. O município disponibiliza transporte da “cidade-falcão” para Malta às 20.30h, junto ao Pelourinho.

Quinta-feira 26 de abril de 2018

Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 9

9

Câmara da Guarda teve saldo positivo de 4,9 milhões

de euros em 2017

Passadiços do Mondego a concurso

Unanimidade mereceu

o projeto dos passadiços do

Mondego, que está concluído

e foi aprovado pelo executivo.

A sua construção vai agora

ser posta a concurso público com um preço base de três milhões de euros. O projeto foi desenvolvi- do pela empresa Trimétrica, responsável pelos passadiços

de Arouca, e vai desenvolver-

se ao longo de 12 quilómetros

nas margens mais escarpadas do Mondego com a instalação de pontes suspensas, percur- sos e miradouros. A ideia foi apresentada por Álvaro Ama- ro na sessão solene dos 817 anos do foral da Guarda, em novembro de 2016, para pro-

mover o turismo de natureza e possibilitar a descoberta das histórias do vale do Mondego. «Queremos fazer melhor que em Arouca e Vale de Cambra porque temos o melhor vale do país», sublinhou na altura

o

presidente da Câmara. Ano

e

meio depois, o edil reiterou

que o empreendimento ainda não tem apoios comunitários, mas garantiu que vai trabalhar

«para garantir esse financia- mento nos próximos meses».

E acrescentou que, se tudo

correr bem, haverá condições para iniciar as obras até ao

final do ano.

condições para iniciar as obras até ao final do ano. AR «Estas contas devem fazer corar
AR
AR

«Estas contas devem fazer corar de vergonha os responsáveis do PS», disse Álvaro Amaro

milhões de euros. No final do ano

passado o saldo corrente do mu- nicípio era positivo e ultrapassava os 4,9 milhões de euros. «O que significa que o total arrecadado de receitas correntes foi superior ao valor pago, que representa um superavit, o que permitiu libertar fundos da sua atividade corrente para financiar o investimento,

demonstrando a boa gestão do município», lê-se num resumo da prestação de contas fornecido aos jornalistas. Segundo o mesmo documen- to, o saldo para a gerência seguin-

contabilístico do município não deslumbrou os vereadores do PS, que votaram contra as «op- ções políticas» da maioria e por considerarem que o relatório espelha «a forma como continua a olhar para os problemas estru- turais da Guarda», disse Eduardo Brito. Para o socialista, eles «não estão a ser resolvidos e o tem- po há de destapar isso», tendo acrescentado que neste caso «a Guarda ficaria prejudicada se esta maioria tão sólida saísse ainda mais reforçada com o voto favorável dos dois vereadores da oposição». Além disso, «há muitas

dúvidas sobre o volume da dívida em 2013, quando o PSD chegou à Câmara», considerou.

Por sua vez, Álvaro Amaro lamentou o voto contra dos elei- tos socialistas. «Os senhores não querem trabalhar, o que interessa politicamente é estar contra», afirmou, sublinhando que estas contas «devem fazer corar de vergonha os responsáveis do PS». O presidente da Câmara adiantou ainda que tinha «a esperança» que os socialistas votassem a favor porque «o julgamento po- lítico já foi feito», enquanto o vice-presidente Carlos Chaves Monteiro realçou o facto dos encargos com juros ter baixado significativamente para 284 mil euros em 2017, «quando, em 2015, a Câmara pagava mais de dois milhões de euros».

Luis Martins

As contas de 2017 da autarquia foram aprovadas por maioria, com os socialistas a votarem contra por causa das «opções políticas». Eduardo

Brito justificou que «os problemas estruturais da Guarda não estão

a ser resolvidos», mas Álvaro Amaro acusou

a oposição de «não

querer trabalhar, o que

interessa politicamente

é estar contra».

A Câmara da Guarda dimi-

nuiu a dívida em mais de 1,9 milhões de euros em 2017, rela- tivamente a 2016, e apresentava no final do ano transato mais de 3,9 milhões de euros de fundos

disponíveis. Estes são alguns dos dados da prestação de contas de 2017, aprovada por maioria na reunião do executivo de segunda- feira com o voto contra dos vere- adores do PS.

O documento, que vai ser

discutido na Assembleia Muni- cipal de amanhã, revela ainda que a execução orçamental do município chegou aos 81 e 82 por cento, ao nível da despesa

e

receita, respetivamente, e que

te é de 498.359 euros, sendo que

o

prazo médio de pagamentos

a

diminuição da rubrica “Juros e

a

fornecedores era de 27 dias

outros encargos” situou-se nos

no final de dezembro de 2017, data em que a autarquia não tinha pagamentos em atraso. Já em termos de endividamento, a Câmara guardense apresentava «uma margem superior» relativa- mente a 2016, passando de 15,5 milhões de euros para cerca de 20

64,37 por cento. «Tal facto deve-se essencialmente à diminuição de juros pela renegociação de em- préstimos para substituição dos empréstimos PAEL e Saneamento Financeiro, o que proporcionou taxas de juro mais vantajosas», justifica a autarquia. Este retrato

IPG

Ciclo de oficinas em animação sociocultural na ESECD

A Escola Superior de Edu-

cação, Comunicação e Desporto (ESECD) do Instituto Politécnico da Guarda e a Associação Portu- guesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural vão reali- zar até junho um ciclo de oficinas em animação sociocultural. As atividades serão dinamizadas por profissionais com experiência na área. Também na ESECD da Guarda terá lugar a 9 de maio o Iº Encon- tro de Animação Sociocultural, subordinado ao tema “Projetos e

Experiências em Animação Socio-

cultural 2018”. A iniciativa destina- se a «divulgar e proporcionar um momento de reflexão sobre o setor, os seus âmbitos e os seus contextos,

a sua importância na sociedade e

apresentar boas práticas nos seus diferentes âmbitos». O encontro

é organizado no âmbito de um

protocolo de cooperação entre o

Instituto Politécnico da Guarda e

a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural.

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1 0 • • Quinta-feira • 26 de abril de 2018 INVESTIMENTO Fabricante de joias Dior

Quinta-feira 26 de abril de 2018

INVESTIMENTO

Fabricante de joias Dior e Montblanc investe cinco milhões de euros na Covilhã

Um grupo franco-suíço que trabalha com marcas de luxo como a Cartier ou a Dior vai cons- truir um novo centro de produção na Covilhã, num investimento de cinco milhões de euros. «O grupo franco-suíço FM Industries Sycrillor escolheu no- vamente a Covilhã para realizar um investimento global de cinco milhões de euros na construção de um novo centro de produção de joalharia para marcas de luxo

a nível mundial, como a Cartier,

Tiffany, Montblanc, Louis Vuit-

ton, Dior e Hermès», refere o

município da Covilhã, em comu- nicado. De acordo com a infor- mação, este grupo, que já tem no Parque Industrial do Canhoso a empresa Mepisurfaces, preten- de agora reforçar o investimento com a construção de uma nova unidade de mecânica de pre- cisão no Parque Industrial do Tortosendo. A autarquia adianta que as obras devem iniciar-se ainda este ano e que o novo centro terá capacidade para 200

postos de trabalho, sendo a sua produção totalmente dedicada

à exportação.

GOVERNO

Guarda e Sabugal perdem Museu da Emigração para Matosinhos

Guarda e Sabugal estavam na corrida para acolherem o

Museu Nacional da Emigração, mas segundo revelou o secretá- rio de Estado das Comunidades Portuguesas na semana passada

a construção deste equipamento

vai avançar em Matosinhos com um projeto do arquiteto Souto de Moura. Apesar da Beira Interior es- tar fortemente ligada à questão

da emigração, José Luís Carneiro disse que «houve desenvolvi- mentos» recentes com a Câmara Municipal de Matosinhos, «ten- do em vista dar prosseguimento

a esse projeto da constituição

de um museu da diáspora». «Há uma vontade de investimento financeiro de relativo vulto por parte daquela autarquia», afir- mou o membro do Governo, na sessão de encerramento do Fó- rum Luso-Estudos, promovido pelo Observatório dos Lusodes- cendentes, na Sociedade de Ge- ografia de Lisboa. O governante sublinhou que a construção do museu da diáspora «é um objeti- vo nacional» e vincou a necessi- dade de articulação «com outras

unidades museológicas no país», como o Museu das Migrações

e das Comunidades, em Fafe, o

Espaço Memória e Fronteira, localizado em Melgaço, e o Museu da Emigração Açoriana,

instalado na Ribeira Grande. José Luís Carneiro ressal- vou a importância «da herança

histórica, não apenas nos países de acolhimento, mas na própria constituição da nacionalidade portuguesa». O Museu Nacio- nal da Emigração é um projeto cuja criação foi aprovada, como recomendação, pela Assembleia da República, em 27 de outu-

bro de 2017. O Governo tem

a intenção de que os vários

museus municipais ligados ao fenómeno da emigração possam constituir-se como

polos do Museu Nacional da Emigração, bem como com as inúmeras estruturas associati- vas portuguesas no estrangeiro. O INTERIOR tentou obter uma reação por parte dos pre- sidentes da câmara da Guarda

e do Sabugal, mas quer Álvaro

Amaro, quer António Robalo, diziam desconhecer a decisão.

AMBIENTE

Resiestrela premiada pela ERSAR

A Resiestrela foi uma das

sete concessionárias da EGF que receberam selos de qualidade

em gestão de resíduos urbanos relativos a 2017 atribuídos pela ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resí- duos).

A distinção foi entregue

na semana passada. Com esta

iniciativa, realizada em parceria com o jornal “Água & Ambiente”,

a ERSAR pretende evidenciar a

existência de «um rigoroso sis- tema de avaliação dos serviços prestados aos consumidores, que passam a conhecer as en- tidades que prestam o melhor serviço em diferentes áreas». E também sensibilizar as entida-

des gestoras para as questões da qualidade na conceção, exe- cução, gestão e exploração dos

sistemas. Fizeram parte do júri várias entidades representati- vas do setor, designadamente

a Associação Portuguesa de

Distribuição e Drenagem de

Águas (APDA), a Associação Portuguesa de Engenharia Sa- nitária e Ambiental (APESB),

a Associação Portuguesa dos

Recursos Hídricos (APRH),

a ESGRA - Associação para a

Gestão de Resíduos, a APEME- TA - Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Am- bientais e a DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.

À procura de negócios na Guarda

Prospetores internacionais estiveram na Guarda, no âmbito do projeto “Exportar+”, que se destina a incentivar as exportações das empresas da região

SG
SG

Secretário de Estado da Energia apelou aos empresários que «transformem dificuldades em oportunidades»

que «transformem dificuldades em oportunidades» Sara Guterres Oriundos da Alemanha, Poló- nia, Marrocos e

Sara Guterres

Oriundos da Alemanha, Poló- nia, Marrocos e Emirados Árabes Unidos, 16 prospetores internacio- nais visitaram a Guarda na semana passada no âmbito do projeto “Exportar+”. Com o objetivo de po- tenciar as exportações, o NERGA – Associação Empresarial da Região da Guarda e a AIRV – Associação

Empresarial da Região de Viseu

uniram esforços para internacio- nalizar as PME dos territórios Viseu DãoLafõese Beirase Serra da Estrela. Durante a estadia na cidade mais alta, os empresários, dos setores agroalimentar, mobiliário

e madeira, metalurgia e metalo-

mecânica e rochas ornamentais, visitaram empresas ligadas a estas áreas. O périplo terminou

na sexta-feira com um fórum dedicado à internacionalização e um jantar-conferência, no NERGA, subordinado ao tema “Oportuni- dades e Desafios à Internalização para as Empresas do Interior”, ondeesteveJorgeSeguroSanches.

O secretário de Estado da Energia

destacou o «grande sucesso» da

iniciativa, que é uma «demons-

tração da vitalidade e da força das empresas do interior». Natural de Penamacor, o governante disse

conhecer «razoavelmente» os desa- fios do interior, «que não são fáceis de ultrapassar», e garantiu que é tudo uma questão de união: «Não

se trata de fazermos um decreto-lei

ou declarações políticas», reconhe-

ceu, dizendo que «há uma questão

culturalqueéprecisoultrapassar». Ainda assim, Jorge Seguro Sanches sublinhou que «o im- portante é que sejamos capazes de aproveitar essa dificuldade e transformá-la numa oportunida- de», tendo acrescentado que «é

preciso capacidade e inteligência para continuar a desenvolver o país» como um todo. Também Jorge Brandão, representante da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Centro, evidenciou «a competência e o empenho para alcançar estes resultados», tendo «consciência do quão difícil é trabalhar um projeto» de ações coletivas. «Este é um trabalho que não chegou ao fim. Precisa de ser aprofundado, mas reconhecemos que foi feito um bom trabalho e que vale a pena fazer esta aposta», destacou o responsável. Já o presidente do NERGA aproveitou a presença do secretá-

rio de Estado para dizer que está «a ver morrer toda a vontade do poder central de mudar as coisas. É preciso muita coragem política»,

declarou Pedro Tavares, refor- çando que «da nossa parte e dos empresários que aqui têm o seu negócio existirá sempre a vontade de continuar a lutar». O dirigente lembrou que o NERGA se está «a preparar para ser a casa de todos os empresários», seja qual for a sua tipologia de negócio. «Esta é a vossa casa e vou lutar para ser mais crí- tico. Vou deixar de bater palmas», anunciou. «Temos que ter orgulho de ser interior», defendeu Pedro Tavares, para quem o trabalho em rede é uma das metas, pois «é uma coisa em que acho que temos grandes dificuldades». Sobre o projeto “Exportar+”, o responsável recordou que começou pequeno e temvindoacrescer:«Conseguimos atingir os objetivos que estavam definidos, mas para isso tivemos que nos juntar», realçou.

Prospetoresinternacionaisfazem

balançopositivo

Mohamed Lahmrani, que opera no mercado marroquino no setor da metalomecânica, lamenta que estas relações sejam tardias: «Pode-

riam ter sido feitas há mais tempo, sobretudo neste setor de atividade», defende o empresário. Mas apesar de tardio, «é um primeiro passo que, apesar de pequeno, pode ser o início de uma boa relação internacional», acredita. O representante marroquino agradeceu ao Estado português e às associações empresariais «por terem proporcionado estas relações internacionais a nível comercial», esperando que se repitam no futuro. «Faremos os possíveis para que isso volte a acontecer, neste caso que os empresários portugueses visitem o nosso país», disse. Por sua vez, Bijan Aflatoun, da Alemanha e negociador comercial no setor agroalimentar, afirmou que «o nosso plano foi conhecer os

produtores e os produtos, que eram muito bons, e esperamos poder levar alguns para o mercado germânico». «Praticamente nenhum de nós tinha tido contacto com produtos portugueses antes desta atividade. Nestes quatro dias aprendemos bastante», garantiu o prospetor alemão, reconhecendo que numa feira normal «não temos tempo para aprenderereconhecerovaloreamorpeloproduto».«Aqui tivemos tempo para estar em contacto com os produtores e consegui- mosvertodoocarinhocomquetrabalham»,adiantou,sublinhandoque «os negócios são sempre com as pessoas, não é pelo telefone». Foram celebrados 136 acordos de cooperação.

Quinta-feira 26 de abril de 2018

Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 1 1

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Quinta-feira 26 de abril de 2018

NOTÁRIO Tosé Carlos Travassos Relva

CERTIFlCO que, por escritura de 17 de Abril de 2018, exarada a fls.101

e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número 372 - P, do

Notário José Carlos Travassos Relva, com instalações na Rua Mouzinho de Albuquerque, nº 8, na Guarda, MARIA ANTÓNIA DA COSTA NUNES TEIXEIRA e marido ALBINO ANTÓNIO DINIS TEIXEIRA, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, naturais, ele da freguesia da Guarda (São Vicente) e ele da freguesia da Castanheira, ambas deste concelho e residentes na Quinta do Cabroeiro de Cima, nesta cidade da Guarda, com exclusão de outrem, declararam-se donos e legítimos possuidores dos seguintes imóveis:

NÚMERO UM PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de cultura, com a área de doze mil e oitocentos metros quadrados, sito em Travessias, na freguesia da Castanheira , deste concelho, a confrontar do norte com Maria da Conceição Carvalho, do sul com José Monteiro Terras, do nascente com Messias Marques e do poente com caminho, inscrito na matriz respectiva em nome de José Monteiro Pereira sob o artigo 1077, com o valor patrimonial actual de 15,46 euros, o atribuído duzentos e quarenta euros e setenta e quatro cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO DOIS PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de cultura e pastagem, com a área de quarenta e dois mil novecentos e quarenta metros quadrados, sito em

Travessias, na freguesia da Castallheira, deste concelho, a confrontar do norte com José Monteiro Terras ou José Monteiro Terra, do sul e poente com caminho

e do nascente comAlfredo Dinis, inscrito na matriz respectiva em nome de José

Monteiro Pereira sob o artigo 1079, com o valor patrimonial actual de 35,07 euros, o atribuído quinhentos e quarenta e seis euros e dois cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO TRÊS PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de cultura e pastagem, com a área de cinco mil duzentos e cinquenta metros quadrados, sito em Travessias, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte e sul com caminho, do nascente com José Teles Nunes e do poente com José Gonçalves Moita, inscrito na matriz respectiva em nome de José Monteiro Pereira sob o artigo 1095, com o valor patrimonial actual de 12,45 euros, o atribuído cento e cinquenta e quatro euros e sessmta e um cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO QUATRO PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de cultura e pastagem, com a área de nove mil novecentos e noventa e seis metros quadrados, sito em Desgraças, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte com Joaquim Pires, do sul com José Maria Teixeira, do nascente com António Dinis Alexandre e do poente com Joaquim Teixeira, inscrito na matriz respectiva em nome de Palrnira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 546, com o valor patrimonial actual de 7,04 euros, o atribuído ceuto e nove euros e sessenta e oito cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO ClNCO PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de cultura e pastagem, com a área de quatro mil novecentos e noventa e oito metros quadrados, sito em Cetis, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte com caminho, do sul com Albino Teixeira, do nascente com João Monteiro e do poente com servidão particular, inscrito na matriz respectiva em nome de José Albino Teixeira e Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 2359, com o valor patrimonial actual de 2,89 euros, o atribuído quarenta e quatro euros e noventa e três cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO SEIS PRÉDIO RÚSTICO, constituído por lameiro, com a área de mil setecentos

e cinquenta metros quadrados, sito em Cetis, na freguesia da Castanheira,

deste concelho, a confrontar do norte com José Albino Teixeira, do sul e nascente com Luís Pereira Fernandes e do poente com Maria Alexandre Dinis, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis -

cabeça de casal da herança de - sob o artigo 2360, com o valor patrimonial actual de 30,80 euros, o atribuído quatrocentos e setenta e nove euros

e cinquenta e um cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO SETE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de pastagem, com a área de nove mil trezentos e cinquenta metros quadrados, sito em Cetis, na freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte com caminho, do sul com Maria Alexandre Dinis, do nascente com Joaquim Gonçalves Terras e do poente com Rosa Luís Dinis, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 2362, com o valor patrimonial actual de 4,15 euros, o atribuído sessenta e quatro euros e cinquenfa e cinco cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO OITO PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de pastagem, com a área de trinta

e dois mil setecentos e cinquenta metros quadrados, sito em Salgueiral, na

freguesia da Castanheira, deste concelho, a confrontar do norte e poente com caminho, do sul com José Moita e do nascente com Joaquim Pires e outro, inscrito na matriz respectiva em nome de José Monteiro Pereira sob o artigo 1323, com o valor patrimonial actual de 13,96 euros, o atribuído duzentos e dezassete euros e dezanove cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO NOVE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de centeio, pinhal e pastagem, com

a área de seis mil oitocentos e oitenta metros quadrados, sito em Canto das Naves, em Gagos, na freguesia de ]annelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação

de freguesias), a confrontar do norte com Albino Gonçalves Teixeira, do sul

e poente com José Adriano Teixeira e do nascente com caminho, inscrito na

matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da

herança de - sob o artigo 1100, que proveio do artigo 906 da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 8,80 euros, o atribuído cento

e trinta e seis euros e noventa e cinco cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

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NÚMERO DEZ

PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de pinhal e pastagem, com a área de dois mil cento e sessenta metros quadrados, sito em Detlalvergue, em Gagos,

na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos

Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com caminho, do sul com Celeste Simões de Carvalho, do nascente com Manuel Gonçalves e do poente com Leonel Marques Ribeiro, inscrito na matriz respectiva em nome de Palmira Gonçalves Dinis - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 1300, que proveio do artigo 1007 da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 4,15 euros, o atribuído sessenta e quatro euros e cinquenta e cinco cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO ONZE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pastagem, com a área de treze mil quatrocentos e quatro metros quadrados, sito em Moledos, em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com a Junta de Freguesia, do sul com Joaquim da Ressurreição Antunes, do nascente com Augusto Bernardo Saraiva e do poente com Luís Pereira Fernandes, inscrito na matriz respectiva em nome de Manuel António Monteiro sob o artigo 1504, que proveio do artigo 1109 da extinta freguesia dos Gagos, com O valor patrimonial actual de 7,17 euros, o atribuído cento e onze euros e sessenta e quatro cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO DOZE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de pastagem e lenha, com a área de

quatro mil duzentos e cinquenta e seis metros quadrados, sito em Moledos,

e Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na

freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias),

a confrontar do norte e sul com Joaquim da Ressurreição Antunes, do nascente

com Manuel Monteiro e do poente com Luís Pereira Fernandes, inscrito na matriz

respectiva em nome de Manuel António Monteiro sob o artigo 1496, que proveio do artigo 1105 da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 8,42 euros, o atribuído cento e trinta e um euros e seis cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO TREZE

PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pastagem e lenha, com a área

de quatro mil novecentos e noventa e oito metros quadrados, sito em Moledos,

em Gagos, na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias),

a confrontar do norte, nascente e poente com Joaquim Martins Rodrigues e

do sul com Manuel António Monteiro, inscrito na matriz respectiva em nome de Manuel Monteiro - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 1494, que proveio do artigo 1104 da extinta freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 11,57 euros, o atribuído cento e oitenta euros e onze cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO CATORZE

PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terreno de pastagem, com a área de dois mil quatrocentos e noventa e seis metros quadrados, sito em Moledos, em Gagos,

na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos

Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com Manuel António Monteiro, do sul com Manuel Monteiro, do nascente

com Joaquim Capela Gomes e do poente com Joaquim da Ressurreição

Antunes, inscrito na matriz respectiva em nome de António Monteiro - cabeça

de casal da herança de - sob o artigo 1500, que proveio do artigo 1107 da extinta

freguesia dos Gagos, com o valor patrimonial actual de 4,03 euros, o atribuído sessenta e dois euros e cinquenta e nove cêntimos e omisso na competente

Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO QUINZE PRÉDIO RÚSTICO, constituído por terra de lameiro e pastagem, com a área de dezassete mil e quatrocentos metros quadrados, sito em Da Cota, em Gagos,

na freguesia de Jarmelo (São Pedro), deste concelho, (antes na freguesia dos

Gagos, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte e nascente com caminho, do sul com Valentim Monteiro e do poente com António Quinaz e outros, inscrito na matriz respectiva em nome de Joaquim Monteiro Henriques - cabeça de casal da herança de - sob o artigo 1810, que proveio do artigo 1262 da extinta freguesia dos Gagos, com O valor

patrimonial actual de 171,20 euros, o atribuído dois mil seiscentos e sessenta

e cinco euros e setenta e sete cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

Que possuem estes bens em nome próprio, convictos de que lhes pertencem, há mais de vinte anos, por os terem adquirido, já no estado de casados, pelo ano de mil novecentos e noventa e cinco:

Os números um, dois, três e oito por contrato de compra e venda não formalizado

a José Monteiro Pereira e mulher Maria Lucília Neves Pina Monteiro, do

Rochoso, Guarda; Os números quatro, cinco, seis, sete, nove e dez, por doação verbal feita por seus sogros e pais, Albino Gonçalves Teixeira e mulher Palmira Gonçalves Dinis, falecida no estado de viúva, da Castanheira, Guarda;

Os números onze, doze e treze, por contrato de compra e venda não formalizado

a Manuel Monteiro, também conhecido por Manuel António Monteiro, viúvo, de Pousade, Guarda;

O número catorze, por contrato de compra e venda não formalizado a António

Monteiro, viúvo, de Pousade, Guarda;

O número quinze, por contrato de compra e venda não formalizado a Joaquim

Monteiro Henriques, viúvo, da Guarda e desde então e ininterruptamente

os cultivam ou mandam cultivar, colhendo os frutos e fazendo as obras de conservação necessárias, posse que sempre exerceram, com conhecimento

e à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, sendo, por

isso, uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé, pelo que o adquiriram por usucapião, não tendo todavia, dado o modo de aquisição, documentos que lhes permitam fazer prova do seu direito de propriedade.

Guarda, 17 de Abril de 2018.

O Notário (José Carlos Travassos Relva)

O Interior, nº 957 de 26/04/2018

Portugal em destaque na Feira Ibérica de Turismo

A segunda maior feira do setor em Portugal reúne duzentos expositores entre sábado e terça-feira no Parque Urbano do Rio Diz, na Guarda

DR
DR

FIT tem este ano perto de 10 mil metros quadrados de área coberta, a maior de sempre

10 mil metros quadrados de área coberta, a maior de sempre Luis Martins A quinta edição

Luis Martins

A quinta edição da Feira

Ibérica de Turismo (FIT), já con-

siderada segunda maior feira do setor no país, a seguir à Bolsa de Turismo de Lisboa, e a única de âmbito ibérico, começa no sábado na Guarda e tem Portugal como país convidado.

Já a cidade espanhola de Sala-

manca será o destino convidado, estando também programados dias temáticos dedicados à cidade

de Béjar (28 de abril), à região da Extremadura (29 de abril) e

a Castilla Y León (1 de maio). A

FIT, que termina na terça-feira

e reúne operadores da área de

Portugal e Espanha, conta com a participação de 200 expositores, vinte dos quais espanhóis, tendo sido recusados 126 «por falta de espaço, apesar da feira ter este

ano a maior área de sempre, perto de 10 mil metros quadrados de área coberta», disse Álvaro Ama- ro. Regiões de turismo, agências de viagens, hotéis, termas, asso- ciações de municípios, comunida- des intermunicipais, autarquias, termas, enoturismo, empresas ligadas ao desporto de aventura, gastronomia ou artesanato e or- ganismos oficiais são alguns dos participantes da FIT 2018. «Para percorrer todo o recinto da feira

o visitante terá que andar perto

de um quilómetro», adianta a au- tarquia, que organiza o certame. Este ano a aposta passa tam-

bém pelo reforço da área de negó- cio e dos contactos entre agências e empresas do setor e “buyers” in- teressados nos destinos turísticos da Península Ibérica, numa cola-

boração estreita com o Turismo de Portugal. A feira abre portas às

11 horas de sábado, mas a sessão

inaugural com a secretária de

Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, está marcada para as

15 horas. O bilhete diário custa

2 euros, o geral, para os quatro

dias, 5 euros e as crianças até aos

12 anos têm entrada gratuita. Os

bilhetes são vendidos no local.

Quanto ao horário, o recinto si-

tuado no Parque Urbano do Rio

Diz funciona das 12 às 24 horas, salvo no dia 28, em que abre às

11 horas, e no dia 1 de maio, que

encerra às 20 horas. A FIT conta também com um

programa de animação diversifi- cado, com espetáculos musicais

e atividades de lazer ao longo

dos quatro dias. Com este evento,

a Câmara da Guarda pretende

«incentivar a troca de experiên- cias, abrindo as portas a novos mercados, bem como a produtos turísticos diferenciadores, e ainda dar a conhecer o património na- tural e histórico e a gastronomia, atraindo turistas, visitantes e

também investidores».

COVILHÃ

Blog “Pelourinho” leva Carlos Pinto a tribunal

O antigo presidente da Câ-

mara da Covilhã Carlos Pinto vai ser julgado a 8 de junho, acusado de 12 crimes de difamação agra- vada, por artigos publicados no blogue “Pelourinho”. Os textos foram publicados

no período entre 2014 e 2016 e ofendiam a honra e dignidade do actual presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, assistente neste processo. Carlos Pinto nega, no entanto, qualquer responsabi- lidade na autoria do blogue.

Quinta-feira 26 de abril de 2018

Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 1 3

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Opinião OVO DE COLOMBO Get Happy! A jovialidade de “Summer Stock” DR Miguel Moreira o
Opinião
OVO DE COLOMBO
Get Happy! A jovialidade
de “Summer Stock”
DR
Miguel Moreira
o mérito de ter vestido a Elizabeth
Quando o tempo começa a
melhorar, vem-me aquela vontade
irresistível de assistir a filmes
coloridos com a nadadora Esther
Williams. Sou um amante do bom
tempo e logo ao primeiro sinal da
Primavera começo a antecipar-
me para a chegada apoteótica do
estio. Além dos “aquamusicals” da
Esther, um filme que também gosto
de ver nesta época é o charmoso
musical “Summer Stock” (1950).
Dirigido por um dos meus
realizadores favoritos, Charles
Walters, o filme conta com a dupla
de luxo Judy Garland-Gene Kelly e
com uma história simples e que
funciona sempre, a típica “Let’s
put on a show”. A isto, junta-se
uma simpática quinta algures no
interior dos EUA como cenário
principal (magnificamente cons-
truída em estúdio) e, como não,
um jovial technicolor. Não é dos
melhores filmes de Judy ou Gene,
mas, sendo produzido por Joe Pas-
ternak, é certamente uma película
Taylor como ninguém. Não que os
vestidinhos de Gloria sejam da alta-
costura e sofisticados, mas com as
suas cores vibrantes e o seu estilo
algo campestre, resultam bastante
apelativos. Por falar em Gloria
DeHaven, quero frisar que é ela
a razão que mais me faz apreciar
“Summer Stock”, dado o charme
que dela emana. É estranho que
esta atraente e talentosa atriz, ainda
que bastante conhecida, nunca
se tenha convertido numa estrela
suprema. Considero-a repleta de
magnetismo e vivacidade.
Sendo, agora, menos sim-
pático, tenho que apontar para a
mediocridade das canções, o único
aspeto que não me agrada parti-
cularmente (e que tem certo peso,
alegre, carenciada de sofisticação
e, como tal, prazerosa pela sua
simplicidade. Como não podia
“quase” deixar de ser, o argumen-
to é previsível até mais não, mas
dado tratar-se de um musical).
Sei que não são poucos aqueles
que apreciam “Get Happy” imen-
samente, mas, a meu ver, não há
nada de musical no filme que seja
digno de uma vénia. Se “Summer
Stock” é um filme pautado pela
alegria da ingenuidade, além de ter
resultado bastante bem em termos
de bilheteria, as circunstâncias
em que foi realizado não podiam
ter sido mais negras. Desde finais
dos anos 40 que Judy estava a
o
talento para a comédia de Judy
atravessar uma fase extremamente
e
dois dos números musicais, em
especial (o icónico Get Happy e
difícil da sua vida (dependência
de drogas, álcool, etc.). Com este
o criativo momento em que Gene
dança com folhas de um jornal),
compensam perfeitamente qual-
quer banalidade.
A par das boas interpretações
seu estado, marcado por faltas e
atrasos no trabalho, era fácil de
adivinhar que “Summer Stock”
seria o seu último filme rodado
na MGM. Nem Gene nem Walters
e dos divertidos números de dança,
“Summer Stock” conta também
com uma agradável fotografia e
um guarda-roupa particularmente
interessante se nos focarmos nos
vestidos usados pela atriz secun-
dária Gloria DeHaven. Estes foram
estavam particularmente empol-
gados com o script mas, dado o
seu respeito e amizade por Judy,
decidiram dar luz verde ao filme.
Ainda bem! “Summer Stock” é
uma despedida risonha do longo
caminho de tijolos amarelos que
exclusivamente desenhados pela
maravilhosa Helen Rose, que tem
a eterna Dorothy atravessou pela
casa do leão.

MÚSICA

Mangas & Papayas no café-concerto

Mangas & Papayas é nome de uma banda rock que promete uma «salada de frutas musical de bater ritmicamente o pé no chão». A prova dos nove está marcada para amanhã (22 ho- ras) no café-concerto do TMG. Formado por elementos ligados à medicina e com par-

ticipações em vários projetos musicais, o grupo nasceu em Lisboa e acabou de se lançar em nome próprio numa produção que contou com a preciosa cola- boração de Pedro Puppe (OiOai) e Bernardo Barata (Diabo na Cruz). O EP de estreia tem três músicas originais.

CINEMA

Encontros Cinematográficos no Fundão

Os realizadores Marta Ma- teus, Pierre-Marie Goulet, Pablo Llorca e Ana Luísa Guimarães são alguns dos convidados da oitava edição dos “Encontros

Cinematográficos”, que se decorre entre amanhã e segunda-feira no Fundão.

O festival abre com o cele-

brado “Farpões Baldios” (2017), de Marta Mateus, e termina na segunda-feira (21h30) com o clássico “Douro, Faina Fluvial” (1931), de Manoel de Oliveira, musicado ao vivo pelo pianista Belthoise. No sábado os Encon-

tros vão evocar Michel Giacometti com uma projeção especial da série “Povo que Canta” (1971) na igreja matriz de Aldeia de

Joanes (11 horas) e, à tarde, n’A Moagem com os documentários

“Polifonias – Paci è saluta, Michel Giacometti” (1998) e “Encontros” (2006), ambos de Pierre-Marie Goulet. Pelas 18h30 haverá uma tertúlia com o realizador francês, Fernando Paulouro, Virgínia Dias

e Manuel Rocha. No domingo o

realizador Pablo Llorca, o ator Luís Miguel Cintra e o ex-diretor da Cinemateca Espanhola Miguel Marías falam sobre cinema após uma sessão que inclui os filmes “Uno de los dos no puede estar equivocado”, de Pablo Llorca, e “Espelho Mágico”, de Manoel de Oliveira. Os Encontros prosseguem na segunda-feira com a exibição do

filme “Nuvem” (1991), de Ana Luísa Guimarães, acontecimento assinalado com as presenças da realizadora, do programador da

Cinemateca Luís Miguel Oliveira

e do cineasta Manuel Mozos.

No Espaço Comuna (centro do Fundão) será lançado o li-

vro “Uma Viagem pelo Cinema

Americano”, de João Palhares e José Oliveira, e haverá uma ses- são surpresa. Em cartaz estão ainda filmes de D.W. Griffith, Jaques Tourneur, Frank Borzage

e Andrey Zvyagintsev. A organi-

zação é da Associação Luzlinar

e do município do Fundão, com

a colaboração da Cinemateca Por-

tuguesa e da UBI. A entrada é livre para todos os filmes e conversas.

MÚSICA

Luís Cipriano dirigiu orquestra da Coreia do Norte

Luis Cipriano esteve na Co-

reia do Norte para participar no 31º Festival da Primavera a convite do governo local.

O maestro dirigiu a orques-

tra do evento na cerimónia de abertura no East Pyonyang Grand Theater, onde 1.200 pessoas ouvi-

ram obras dedicadas a Kim Il Sung

e King Jong Il. Luis Cipriano foi o primeiro português a ser convi-

dado nas 31 edições deste festival

e dirigiu mais quatro concertos

com a Orquestra Sinfónica da Kim Won Gyun University of Music que interpretou obras de Brahms

e Strauss, assim como “Footsteps”,

uma composição dedicada ao atual líder norte coreano Kim Jong Un. No Festival da Primavera participaram 600 estrangeiros

DR
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oriundos de 19 países e na pró- xima edição vai atuar o Coro Misto da Beira Interior. Ficou também acordada a vinda, em outubro, de um coro infantil daquele país

asiático para participar no Festival de Coros da Beira Interior. Nesta deslocação Luís Cipriano recebeu ainda a medalha de Mérito Cultural do Estado norte coreano.

MÚSICA

The Lucky Duckies em Gouveia

Os The Lucky Duckies atuam terça-feira, em Gou- veia, no âmbito das comemo- rações do Dia do Trabalhador, numa organização da Junta de Freguesia das cidade. Trata-se de uma das mais mediáticas bandas europeias

na área do revivalismo mu- sical retro e vintage. O seu repertório, embora tenha alguns temas originais, as- senta sobretudo numa revi- sitação dos clássicos do jazz, do rock’n’roll, da bossa nova e mesmo do velho cancioneiro português. Em 2017 o grupo editou o seu último trabalho dedicado aos clássicos da música portuguesa dos anos 40, 50 e 60. O concerto está agendado para o Teatro-Cine de Gouveia, pelas 17 horas.

POESIA

Ciclo Contradizer em Lisboa

A associação cultural Calafrio

promove no sábado (17 horas), em Lisboa, a 22ª sessão do Ciclo Contradizer que vai decorrer à volta do lançamento da segunda edição de “Poemas e outros poemas”, do jornalista e autor Pedro Dias de

Almeida. A atividade tem lugar na LivrariaMeninaeMoça(RuaNovado Carvalho) e a obra será apresentada

pelo crítico do “Expresso” José Mário Silva. Haverá música e leituras por Rodrigo Dias, Elisa Pône, Pedro Dias

de Almeida e Américo Rodrigues.

TEATRO

ASTA atua em festival da Arménia

A ASTA - Associação de Teatro

e Outras Artes vai participar pela

primeira vez no Festival Interna- cional de Teatro Armmono, que decorre em Erevan, capital da Arménia, de 27 de abril a 3 de maio. A companhia profissional da Covilhã apresenta o seu mais recente trabalho, “Paradjanov – A Celebração da Vida”, peça que mar- ca os 20 anos de carreira do ator Sérgio Novo. O espetáculo, que se baseia na vida e obra do realizador arménio Serguei Paradjanov, vai subir ao palco na segunda-feira na

Santa Sé de Echmiadzin (equiva-

lente ao Vaticano para os católicos), perto da capital daquele país. Com

a participação neste importante

festival internacional de teatro,

a ASTA já atuou em 13 países

diferentes (Alemanha, Argentina,

Brasil,CostaRica,Espanha,França,

Itália, Marrocos, México, Suécia, TurquiaeVenezuela).Oespetáculo

é financiado pelo Ministério da Cultura – Direção- Geral das Artes

e conta com o apoio à internacio-

nalização por parte da Fundação

Calouste Gulbenkian.

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1 4 • • Quinta-feira • 26 de abril de 2018 Publicidade

Quinta-feira 26 de abril de 2018

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Quinta-feira 26 de abril de 2018

Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 1 5

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Sp. Covilhã derrotado na Madeira

Numa época com mais baixos do que altos, serranos voltaram a somar mais uma derrota, desta vez frente ao União da Madeira

O Sp. Covilhã foi à Madeira

perder 1-0 em partida da 35ª jornada da IIª Liga, somando a 14ª derrota na prova. Após um

ciclo de sete partidas sem vencer em casa, o União derrotou os covi- lhanenses com um golo de André Carvalhas na segunda parte que permite aos insulares alimentar

o sonho da manutenção. Na primeira parte, os visitan-

tes mostraram-se mais tranquilo

e, apenas aos 22’, as redes de Vítor

São Bento foram ameaçadas por

um remate de Júnior Sena, sem consequências. Apesar dos “leões da serra” terem começado melhor,

a formação madeirense ganhou

um ligeiro ascendente e, aos 44’, Bentinho isolou Júnior Sena, que não conseguiu ultrapassar Vítor São Bento. Na resposta, Reinildo, solto de marcação perante José Chastre, rematou sobre a barra. O Covilhã foi para intervalo sem ne- nhum golo sofrido, mas regressou das cabinas menos acutilante. Aos 51’, Flávio Silva disparou junto à

barra e mostrou que a formação madeirense queria vencer a par-

AR
AR

Coesão defensiva madeirense “sufocou” futebol dos covilhanenses

tida. Pressionados e a explorar

o contra-ataque, os serranos

tentaram avançar em direção às redes de José Chastre e, aos 55’,

Fatai rematou ao lado. Foi então que, aos 63’, André Carvalhas não

desperdiçou a oportunidade e, na

cobrança de um livre, colocou o U. Madeira na frente do marcador. Os covilhanenses procura- ram reagir, mas foram os locais que estiveram muito perto de am-

pliar a vantagem aos 78’, quando Júnior Sena correu sem oposição desde o seu meio-campo, mas o guardião Vítor São Bento voltou a vencer o duelo com o avan- çado insular. Até ao apito afinal

Ficha de Jogo

Árbitro: Rui Costa (AF Porto) Árbitros assistentes: Tiago Costa, João Bessa Silva

E. do Centro Desportivo da Madeira, Ribeira Brava

U. Madeira

1

José Chastre, Tiago Moreira, Miguel Lourenço, Allef Nunes, Sylla, Ndu- warugira (Pathé Ciss, 64’), André Carvalhas (Bruno de Morais, 77’), Danilo Dias (Peterson, 91’), Flávio Silva, Júnior Sena e Betinho Treinador: Ricardo Chéu

Sp. Covilhã

0

Vítor São Bento, João Dias, Zarabi, Abalo, Paulo Henrique, Diarra (Vitó, 80’), Makouta (Adul Seidi, 67’), Renato Reis, Reinildo, Índio (Gilberto, 56’) e Fatai Treinador: José Augusto

Golos: André Carvalhas (63’)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Sylla (49’), Makouta (57’) e Fatai (91’)

assistiu-se a uma forte pressão do

Sp. Covilhã na procura do golo do empate, contudo, todas as tentati- vas embateram na determinação

e coesão defensiva do conjunto

insular. Os comandados de José Augusto continuam num intran- quilo 13º lugar, com 43 pontos, e não podem voltar a “escorregar” nas três jornadas que falta dispu- tar sob pena de caírem na zona de despromoção. No domingo, os serranos recebem a Académica,

quinto classificado, que ainda não perdeu a esperança de regressar

à Iª Liga.

ATLETISMO

Ricardo Pereira e Emília Pisoeiro vencem milha urbana de Gouveia

Ricardo Pereira (ACD São João da Serra) e Emília Pisoeiro (Recreio de Águeda) venceram no sábado a corrida principal da Milha Urbana “Cidade de Gouveia”.

O atleta da associação do

Porto correu os 1.609 metros do circuito urbano em 4m23s, vencendo Paulo Barbosa (Maia AC) em cima da meta por um segundo. Na terceira posição terminou Carlos Rodrigues, também do MAC, com o mesmo tempo do colega de equipa. Nas senhoras, Emília Pisoeiro ganhou em 4m58s, com a segun- da classificada Inês Monteiro (Sporting) a cortar a meta três segundos depois. O pódio ficou completo com Sónia Ferreira (UD Várzea), que correu a dis- tância em 5m09s. Nos restantes escalões, Eva Ribeiro e Mateus Palma, ambos do Núcleo de Desporto e Cultura de Gouveia

(NDCG), venceram a corrida dos benjamins A; Marta Cabral (in- dividual) e Rayan Aitouanakhar

(NS “Leões da Fronteira”, Vilar Formoso) ganhar nos benjamins

B; e Lara Machado e João Bessa

(ambos do UD Várzea) foram os primeiros em infantis. A Várzea repetiu a vitória nos iniciados (Rúben Pires), nos juvenis (Hugo Teles e Tatiana Costa) e nos juniores (Rúben Fa- ria), com a sportinguista Daniela Gordini a vencer em femininos. Em veteranos ganhou Sandra Teixeira (Sporting). A prova foi organizada pelo NDCG, com

o apoio do município, tendo

sido homenageado o professor António Brito Gordo, fundador da coletividade, onde se nota- bilizou como atleta, dirigente e treinador de várias gerações de atletas do concelho, alguns dos quais sobressaíram no panora- ma nacional.

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Quinta-feira 26 de abril de 2018

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Filipe Pinto
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Telef. 275 336 805 • Telem. 919 487 978 • Telem. 964 196 950
E-mail: filipepintofoto@sapo.pt • fotoacademica@hotmail.com
filipepintofoto@sapo.pt • fotoacademica@hotmail.com NOTÁRIO José Carlos Travassos Relva CERTIFICO que, por

NOTÁRIO José Carlos Travassos Relva

CERTIFICO que, por escritura de 19 de Abril de 2018, exarada a fls.123 e seguintes do livro de notas para escrituras diversas número 372 - P, do Notário José Carlos Travassos Relva, com instalações na Rua Mouzinho de Albuquerque, nº 8, na Guarda, MARIA DE LURDES CALÇADA GONÇALVES, solteira, maior, natural da freguesia da Guarda (Sé), deste concelho e residente na Rua de Santo António, número nove, Sequeira, nesta cidade da Guarda, com exclusão de outrem declarou-se dona e legítima possuidora dos seguintes imóveis:

NÚMERO UM PRÉDIO RÚSTICO constituído por terra de centeio, lameiro e lenha, com a área de oito mil setecentos e um metros quadrados, sito em Gorina, em Monte Margarida, na União de Freguesias de Rochoso e Monte Margarida, deste concelho, (antes na freguesia de Monte Margarida, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com Manuel Rafael, do sul e nascente comAntónio Rodrigues Bigote e do poente com estrada, inscrito na matriz respectiva em nome de Joaquim Pereira Calçada, sob o artigo 282, que proveio do artigo 184 da extinta freguesia de Monte Margarida, com o

valor patrimonial actual de 41,98 euros, o atribuído de seiscentos e cinqueuta e três euros

e setenta e quatro cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO DOIS PRÉDIO RÚSTICO constituído por terra de batata, árvores de fruta, videiras, vinha e um castanheiro, com a área de três mil e trezentos metros quadrados, sito em Valzinhos, em Monte Margarida, na União de Freguesias de Rochoso e Monte Margarida, deste concelho, (antes na freguesia de Monte Margarida, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com ribeiro, do sul e poente com caminho e do nascente com Maria de Jesus, inscrito na matriz respectiva em nome de Alfredo Martins dos Santos, sob o artigo 766, que proveio do artigo 434 da extinta freguesia de Monte Margarida, com o valor patrimonial actual de 57,32 euros, o atribuído de oitocentos e noventa e dois euros e cinquenta e um euros e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO TRÊS

PRÉDIO RÚSTICO constituído por terra de centeio, com a área de cinco mil seiscentos

e sessenta e seis metros quadrados, sito em Tapadinhas, em Monte Margarida, na União

de Freguesias de Rochoso e Monte Margarida, deste concelho, (antes na freguesia de Monte Margarida, deste concelho, em virtude da agregação de freguesias), a confrontar do norte com Lusitana Laves Santos, do sul e poente comAntónio Rodrigues Bigote e do nascente com Maria de Jesus, inscrito na matriz respectiva em nome de Alfredo Martins dos Santos, sob o artigo 356, que proveio do artigo 222 da extinta freguesia de Monte Margarida, com o valor patrimonial actual de 5,41 euros, o atribuído de oitenta e quatro euros e dezassete cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO QUATRO PRÉDIO RÚSTICO constituído por terreno de pastagem, com a área de vinte e dois mil oitocentos metros quadrados, sito em Teixugueiras, na freguesia do Marmeleiro, deste concelho, a confrontar do norte com Manuel do Nascimento Ginete, do sul com José Paixão Sobreira, do nascente com Mariano Sobreira e do poente com caminho, inscrito na matriz respectiva em nome de Luís Pereira Calçada sob o artigo 3951, com

o valor patrimonial actual de 8,67 euros, o atribuído de cento e trinta e quatro euros e noventa e nove cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO CINCO PRÉDIO RÚSTICO constituído por terreno de centeio, com a área de mil metros quadrados, sito em Ribeiro, na indicada freguesia do Marmeleiro, a confrontar do norte com António Lourenço, do sul com Manuel Luís Pereira, do nascente com caminho e do poente com

José Paixão Sobreira, inscrito na matriz respectiva em nome de Luís Pereira Calçada sob

o

artigo 3922, com o valor patrimonial actual de 0,76 euros, o atribuído de onze euros

e

setenta e sete cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO SEIS PRÉDIO RÚSTICO constituído por terreno de centeio, com a área de mil quatrocentos

e noventa metros quadrados, sito em Nave da Sé, na dita freguesia do Marmeleiro, a

confrontar do norte com Manuel Joaquim Barroco, do sul com Joaquim Calçada Sobreira, do nascente comAdelino Ginete dos Santos e do poente com Joaquim Manuel Rodrigues, inscrito na matriz respectiva em nome de Luís Pereira Calçada sob o artigo 3853, com o valor patrimonial actual de 13,20 euros, o atribuído de duzentos e cinco euros e quarenta

e dois cêntimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

NÚMERO SETE PRÉDIO RÚSTICO constituído por terreno de centeio, com a área de mil e quatrocentos metros quadrados, sito em Caratões, naquela freguesia do Marmeleiro, a confrontar do norte com Mariana Sobreira, do sul com Lúcio Pires, no nascente com José Joaquim Sequeira e do poente com caminho, inscrito na matriz respectiva em nome de Luís Pereira Calçada sob o artigo 3534, com o valor patrimonial actual de 1,13 euros, o atribuído de dezassete euros e sessenta e seis cêutimos e omisso na competente Conservatória do Registo Predial.

Que possui estes bens em nome próprio, convicta de que lhe pertencem, há mais de vinte anos, por os ter adquirido pelo ano de mil novecentos e noventa, por compras verbais, o número um a Joaquim Pereira Calçada e mulher Leonor Calçada, de Monte Margarida, os números dois e três a Alfredo Martins dos Santos, viúvo, de Monte Margarida e os números quatro, cinco, seis e sete a Luís Pereira Calçada, solteiro, maior, do Penedo da Sé, Marmeleiro, Guarda e desde então e ininterruptamente os cultiva, colhendo os frutos e fazendo as obras de conservação necessárias, posse que sempre exerceu, com conhecimento e à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, sendo, por isso, uma posse pacífica, contínua, pública e de boa fé, pelo que os adquiriu por usucapião, nâo tendo todavia, dado o modo de aquisição, documentos que lhe permita fazer prova do seu direito de propriedade.

Guarda, 19 de Abril de 2018.

O Notário, (José Carlos Travassos Relva)

O Interior, nº 957 de 26/04/2018

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Quinta-feira 26 de abril de 2018

Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 1 7

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FUTEBOL DISTRITAL

Líder Sp. Mêda mantém adversários à distância

O Sp. Mêda passou no domin-

go o teste com o Manteigas (6º) ao receber e vencer a formação serra- na por 1-0. O resultado tangencial

1-0 em São Romão (10º). Nesta

jornada o Gouveia (5º) venceu 4-1 o último classificado Guarda Unida Desportiva, despromovido

Celoricense junta Taça ao título da IIª Divisão

O Sp. Celoricense, campeão

“segura” os medenses no primeiro

à

a

o

IIª Divisão há bastante tempo

do Distrital da IIª Divisão e

lugar do Distrital da Iª Divisão da

com 22 derrotas, uma vitória, um

com lugar assegurado no es-

AF Guarda com 53 pontos. Na segunda posição, e menos três pontos, está o Trancoso, que também venceu em casa o Estrela

empate e apenas quatro pontos. Nos restantes jogos, o Sp. Sabugal (11º) venceu o dérbi do concelho raiano ao derrotar no Soito (9º)

calão principal da AF Guarda, juntou a taça ao título. No domingo a equipa de Celorico da Beira não teve tantas facili-

Almeida (8º) por 2-1, mas a for-

equipa local por 2-1, enquanto

dades como no campeonato e

mação da “cidade de Bandarra”

Vila Cortês do Mondego (7º)

venceu o troféu ao derrotar na

continua com o Figueirense (3º)

também ganhou fora, no terreno

final o Paços da Serra por 4-3

o Aguiar da Beira (4º) “à perna”, ambos com 49 pontos. A equipa de Figueira de Castelo Rodrigo protagonizou o resultado mais desnivelado da 24ª jornada do campeonato ao derrotar em casa

e

do Vilanovenses (12º) por 3-2. No domingo joga-se a pe- núltima jornada da prova com os jogos Estrela Almeida-Sp. Mêda, Gouveia-Trancoso, Aguiar da Beira-Figueirense, Manteigas-

após a marcação de grandes penalidades. O jogo disputado no Estádio do Picoto, em Vila Franca das Naves, terminou empatado 1-1 e o vencedor bem pode agradecer a conquis-

Vila Franca das Naves (13º e penúltimo) por 7-0, enquanto os aguiarenses foram ganhar

o

Soito, Guarda Unida-Vila Cortês Mondego, Sp. Sabugal-São Romão e Vila Franca Naves-Vilanovenses.

ta do troféu ao guarda-redes Varela, que defendeu um pe- nálti e marcou outro.

KARATE

Guardenses no pódio do campeonato da KPS

DR
DR

A União de Karate Shotokan

das Beiras (UKSB) obteve 54 me-

dalhas no XX Campeonato da KPS (Karaté-Do Portugal Shotokan), realizado no Monte da Caparica (Almada) no passado fim-de- semana. Do Centro de Artes Marciais

da Guarda destacaram-se Sofia Monteiro (1º lugar kumite equipa, 2ª em kata), Margarida Monteiro (3ª em kata), Rodrigo Rodrigues (3º em kata e em gohon kumite)

e Pedro Pereira (3º em kata e

em Kihon Ippon). Pelo Centro

Bushido da Guarda subiram ao pódio José Barreiros (2º em kata

e em kumite equipa), David Fon-

seca (2º em kumite equipa), Iris Ferreira (2ª em kumite equipa), Rodrigo Leal (1º em gohon e 2º em kumite equipa), Luísa Frutu- oso (3ª em gohon e 2ª em kumite equipa), Mariana Frutuoso (1ª em kumite equipa e 3ª em kata equipa), Marco Gouveia (1º em kata, e, Kihon Ippon e 3º em ku- mite equipa) e Diogo Brás (3º em

kumite equipa e em kata equipa). Micaela Fonseca (3ª em kata,

kumite, Gohon kumite e em kata equipa), Pedro Gouveia (2º em

kata equipa), Nuno Rodrigues (2º em kata, 1º em kumite, 3º em jyu Ippon, 2º em kata equipa e 3º em kumite equipa), Duarte Silva (2º em kata equipa), Lucinda Fernan- des (1ª em kata, kumite e em kata equipa), Sofia Jorge (1ª em kata, gohon kumite e kata equipa), Ma- nuel Terras (1º em kata), Susana Pereira (1º em kata, Kihon Ippon e kata equipa) e Micael Sanches (3º em kata e em kumite) foram outros dos medalhados.

FUTSAL

Guarda 2000 empata com o NS Pombal

O Núcleo Sportinguista (NS)

de Pombal estragou o planos do Guarda 2000 na primeira fase da Taça Nacional de futsal ao empatar 2-2 no pavilhão São Miguel, no último sábado.

O jogo contava para a quarta

jornada da série D da zona Norte

e não correu muito bem às guar-

denses, que aos 6’ já estavam

a perder por 2-0. A formação

orientada por Marco Santos foi

tentando dar a volta ao marca- dor mas sem resultado até aos 21’, quando Sandra Rita marcou

o primeiro golo do Guarda 2000.

A jogadora bisou no minuto se-

guinte e repôs a igualdade, um

resultado que não sofreu mais

alterações até ao final apesar das várias oportunidades para as duas equipas. A equipa da ci- dade mais alta ocupa o segundo lugar da série com uma vitória,

um empate, uma derrota e qua-

tro pontos, menos dois que o líder Académica de Coimbra SF.

CAMPEONATO DE PORTUGAL

Fornos despede-se com derrota por 6-1 na Sertã

Acabou o calvário da Des- portiva de Fornos de Algodres

mação foi sempre uma presa fácil, pois não venceu um jogo

no Campeonato de Portugal.

e

perdeu os restantes 26 do

No domingo, a equipa do dis- trito da Guarda despediu-se

calendário oficial, tendo sofri- do 83 golos e marcado apenas

da prova com uma derrota expressiva (6-1) no campo do

15. Os fornenses deixam o Nacional com a pior defesa

Sertanense (Castelo Branco) e

e

o pior ataque das cinco

vai regressar ao Distrital. A época vai ficar na his-

séries da prova organizada pela Federação Portuguesa

tória do clube pelos piores motivos. Último classificado desde o início da série C, o For- nos de Algodres, campeão em título da AF Guarda, termina

de Futebol. Resta saber quais serão as consequências desta participação no Campeonato de Portugal para o histórico clube do distrito da Guarda,

o

campeonato como começou

nomeadamente se mantém

e

com apenas quatro pontos,

o

plantel sénior na próxima

fruto de quatro empates. A for-

época no Distrital da Iª Divisão.

TODO-O-TERRENO

Mário Patrão dominou Rali Morocco Desert Challenge

DR
DR

Mário Patrão (KTM) ven- ceu o Morocco Desert Chal- lenge, considerado o segundo maior rali de todo-o-terreno do mundo, e alcançou a sua primeira grande vitória inter- nacional. O piloto de Paranhos da

Beira (Seia) fez uma prova irre- preensível ao ganhar o prólogo

e cinco das seis etapas de uma

competição que terminou no domingo após oito dias de com- petição. O campeão nacional de enduro por sete vezes selou a vitória final ao vencer a última etapa, que tinha 220 quilóme- tros cronometrados. «Foram

2,300 quilómetros dificílimos, com cenários totalmente díspa- res. Este primeiro lugar na geral enche-me de orgulho tendo em conta o esforço que temos feito juntamente com os patrocinado- res. A minha KTM Rally esteve sempre muito bem e foi sempre super assistida pelo meu amigo

e mecânico Carlos Damião, a

quem quero dar publicamente

o meu muito obrigado», referiu

Mário Patrão no final da prova.

O motard regressa ao Nacional

este fim-de-semana para par- ticipar no Raid TT da Ferraria, terceira etapa do campeonato

onde lidera a classe TT3.

ANDEBOL

Guarda Unida vence para o Nacional da IIª Divisão

O Guarda Unida Desportiva regressou às vitórias no sábado na receção ao Cruz de Malta em jogo da oitava jornada da segun- da fase do Nacional de andebol de juvenis. No pavilhão de São Miguel, os guardenses tiveram que suar para vencer a formação do Crato (Portalegre) por 34-33 e regressaram o quarto lugar da zona 2 com 16 pontos. Na frente continua o invicto 1º de Maio (Marinha Grande) com oito vitórias e 24 pontos, seguido da dupla Vacariça e Academia de São Pedro do Sul com 20 pon-

AR
AR

tos. Ontem, após o fecho desta edição, o Guarda Unida teve uma tarefa muito complicada

frente ao 1º de Maio no pavilhão do Inatel e no sábado viaja até Pombal para defrontar a equipa do NDA. No topo da lista dos me- lhores marcadores permanece

o guardense Edi Vicente, com 109 golos.

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1 8 • • Quinta-feira • 26 de abril de 2018

Quinta-feira 26 de abril de 2018

opinião António Godinho Gil www.bocadeincendio.blogspot.com Florial 1. A Anita foi de férias com o João
opinião
António Godinho Gil
www.bocadeincendio.blogspot.com
Florial
1. A Anita foi de férias com o João e o Francisco /a Paula e a Joana, seus
pais adoptivos, que haviam casado com pompa e circunstância. Na escola, foi
obrigada a integrar uma lista por causa da lei das quotas. Durante as férias, a
família levava sempre consigo ao restaurante o cão, o gato, o cágado e uma aranha
de estimação. À noite, havia saraus sobre temas edificantes, como a identidade
de género, o género ao longo da História e o género na identidade. A meio das
férias, quando fez 16 anos, a Anita decidiu mudar de
género. Foi ao Centro
de Saúde, marcou a cirurgia, e pronto! Entusiasmados com a ideia, o João e a
Paula decidiram fazer o mesmo. De tal forma que regressaram a casa: o Toneca
(ex-Anita), a Joana (ex-João) com a Joana / o Paulo (ex-Paula) com o Francisco
e o Óscar, um transexual que não tem nada a ver com a história. Pouco depois,
foram dar um passeio até Salamanca. O veículo consumia a gasolina mais cara
da Europa, graças aos impostos do prof. Centeno. O jovem não deixou de reparar
que as portagens na A 23 eram não só as mais caras do país, como formavam
uma barreira protectora da pureza do interior contra invasões indesejadas. Logo
que entraram em Espanha, foram a um posto de abastecimento de combustível
comparar os preços. Só por curiosidade, é claro! Quando perceberam que a
gasolina custava menos 40 cêntimos por litro, resolveram encher o depósito. De
caminho, passaram no supermercado e foram às compras. Deram conta de que
não só o nível dos preços era mais baixo, como pagavam menos IVA! A surpresa
veio quando, pouco depois, entraram na auto estrada e não viram nem portagens
nem barreiras! E que a construção era de melhor qualidade. E que a manutenção
era exemplar! O Toneca até comentou: “São mesmo tótós estes espanhóis! Auto
estradas grátis? Nós estamos muito mais avançados! Já podemos levar os ani-
mais aos restaurantes, mudar de sexo na hora, ignorar os velhos, esses chatos
improdutivos, assim tipo
sei lá!”. Os pais / mães adoptivas pararam o carro,
abraçaram o Toneca e logo lhe puseram um charro nas mãos. Enquanto assistiam,
via YouTube, a um resumo das intervenções das deputadas Moreira e Martins e
deputado Galamba. Um quadro comovente! Como é bom viver no Geringonstão!
2. Em 1968, nos EUA, durante as convenções democrática e republicana,
o escritor Gore Vidal e o ensaísta e comentador político William F Buckkey Jr
protagonizaram uma série de 10 debates televisivos, na estação ABC News. Esses
momentos inauguraram uma nova era do debate político. Vidal era um liberal (nos
EUA, significa ‘esquerdista’) na primeira linha da contestação à guerra do Vietname
e à repressão das minorias. As suas obras distinguiam-se por uma abordagem
livre de certos temas tabu, como questões de género, problemas das minorias
étnicas ou sexuais, desigualdades sociais, etc. Confrontando o establishment
conservador com um tempo novo e uma realidade que uma moralidade obsoleta
pretendia ignorar. Gore Vidal era, no tempo, a bête noire do conservadorismo
WASP reinante. Muito por causa do escândalo criado pela publicação de “Myra
Breckinridge”, imediatamente levado ao cinema. Buckley, por sua vez, era o con-
ceituado e mediático representante de um conservadorismo de inspiração cristã,
mas de um tipo completamente novo. Buckley conhecia o poder da TV, onde se
sentia perfeitamente à vontade. Tinha um sentido de humor fatal para os seus
opositores. O seu universo era o da mundaneidade, do homo videns urbano e
esclarecido, irredutível em relação às liberdades individuais e à importância da or-
dem. Buckkey inspirava-se sobretudo numa tradição libertária individualista, muito
forte nos EUA desde os seus primórdios. Por sua vez, Vidal era amigo de Capote e
Mailer, dois baluartes do pensamento progressista desse tempo. Mailer publicaria,
nesse mesmo ano, “Os Exército da Noite” o polémico relato das manifestações em
Washington contra a guerra e pelos direitos civis, no ano anterior, e onde chegou
mesmo a ser preso. Mas Vidal e Buckley tinham algo em comum. Eram produtos
acabados das elitistas universidades da Ivy League. Nesse sentido, o glamour e a
afectação, evidenciados nos debates, soariam hoje a um pedantismo muito pouco
televisivo. Na altura, porém,era sinónimo de fair play e fino trato entre eruditos.
Mas as boas maneiras haveriam de vacilar, no calor do debate entre dois mundos
inconciliáveis. Na penúltima sessão - durante a convenção dos democratas em
Chicago célebre pelas violentas confrontações entre polícia e manifestantes - o
verniz estalou, com estrondo. A verta altura, Vidal chamou a Buckley cripto-nazi.
Este, visivelmente irritado, retorquiu ameaçando Vidal que lhe iria dar um soco
em directo, ao mesmo tempo que o apelidava de “maricas”.
3. A única faceta de José Sócrates, aliás confessada pelo próprio, que entendo
e quase louvo, é a vaidade. Na verdade, com excepção dos anacoretas, quem
fica indiferente ao seu apelo? Um exemplo. Hoje à tarde não resisti a passear os
sapatinhos novos pela cidade onde vivo. Creio mesmo que fui passeado por eles.
Nisto de vanitas, a diferença entre mim e o ex recluso 44 não é de natureza, mas
de grau. A dele custou a solvabilidade de um país. A minha custou 32 euros, mais
taxas. Que paguei do meu bolso.
4. Ir ao encontro dos outros. Tocar-lhes em algum ponto remoto, ou à vista
de todos. Não importa. Ou num desenho que as pontas soltas do tempo vão
completando e que talvez um dia eles descubram os traços. Apanhá-los a meio do
caminho. No meio da fragilidade que os faz hesitar e da coragem que os desata.
E contudo ficar longe. Passar da atenção ao silêncio sem um queixume. Ser um
bocadinho de todos e completamente de si.
* O autor escreve de acordo com a antiga ortografia
 
 

opinião

 

Estrela Douro

Santinho Pacheco *

 

1. A linha do Douro, no troço entre o Pocinho

nhecer a linha do Douro no seu troço entre Pocinho e Barca d’Alva como bem de interesse cultural e iniciar um processo de classificação dessa linha férrea en- quanto elemento integrador da paisagem duriense e que se apresenta como um verdadeiro monumento à correta intervenção humana no território.

e

Barca d’Alva, nos concelhos de Vila Nova de Foz

Côa e Figueira de Castelo Rodrigo, foi desativada e

encerrada ao tráfego ferroviário há mais de 20 anos, encontrando-se hoje num estado de absoluto aban- dono e destruição da via e estações do percurso, que

a

breve prazo será irreversível.

 

A

linha férrea ladeia a margem esquerda do rio

2. Por mais que tente compreender as razões, nunca entendi a extinção da Região de Turismo da Serra da Estrela e a sua integração no Turismo Centro de Portugal. A Serra da Estrela é um território fantástico, uma área de montanha e património, uma marca única no país. O que ganhou a região com essa decisão? Podem falar em mercado espanhol, combater a ideia

Douro no seu trecho mais bonito e espetacular do ponto

de vista paisagístico, no qual se integra a foz do rio Côa

e

o seu património arqueológico. É ainda a única via

férrea do país que atravessa uma região que integra dois

Patrimónios Mundiais da UNESCO, o Douro Vinhateiro

o Parque Arqueológico do Vale do Côa. É uma linha

centenária perfeitamente integrada na paisagem dos socalcos durienses, entre amendoeiras e vinhedos, com um enorme potencial e uma mais-valia para reforçar o

Vale do Douro enquanto destino turístico.

e

de

interioridade, posicionamento estratégico, turismo

judaico, que a resposta é a mesma: NADA. Mais eventos, combater a litoralização da ativida-

 

A

destruição da linha do Douro que, paulatina-

de

turística e contrariar a sazonalidade são as receitas

mente, vamos testemunhando, tem de ser travada;

de

sempre, desde há muitos anos. O Centro Turístico

é

necessário que se evite o seu desmantelamento

é

mar e praia, é Coimbra, é Fátima; A Guarda é Serra

travessa a travessa, carril a carril, pedra a pedra. É

da Estrela, é Raia, é Douro. Para nós, por enquanto,

tarefa fundamental do Estado proteger e valorizar o património cultural como instrumento primacial da dignidade da pessoa humana.

Centro é geografia.

 

O

Ministério da Cultura deve, formalmente, reco-

 

* Deputado do PS na Assembleia da República eleito pelo círculo da Guarda

  A inutilidade das coisas
 

A inutilidade das coisas

opinião

 

Maria Afonso

Ao primeiro olhar ressalta a cadeira. Só depois nos inunda o veludo vermelho das cortinas. Pesa- das certamente. Não percebemos se estamos num palco dada a proximidade da cena. A cadeira é de madeira envernizada. Possui quatro pés. Os dois

escola enquanto a mãe de uma delas lhes dava indicações para a pose fotográfica perfeita. Era o primeiro dia de aulas e sorriam. A senhora gorda que atravessara a passadeira à sua frente, nessa manhã, sem conseguir esconder os olhos inchados.

dianteiros alongam-se. Pernas de mulher disposta para, a qualquer momento, as cruzar ou as abrir levemente. Não tem braços. O encosto alonga-se numa espécie de díptico com duas pequenas tra- vessas atrás. Não dobra como os dípticos habituais. Também não possui pinturas ou baixos-relevos que celebrem vitórias. Prolonga-se como uma mulher a quem apetece ser beijada e que para tal estende o pescoço. O chão é um paradoxo de azulejos azuis

brancos. Uma faísca gélida transita entre o sangue denso de cada espectador e a vertigem descuidada do olhar. A vida poderia passar por ali. Alguém se sentaria na cadeira e encararia a plateia. Uma viragem na viagem. Um apeadeiro no meio do nada onde, perdidos, tomamos o primeiro comboio. Foi assim que ela chegou ao palco fora de horas. O público a levantar-se e ela a sentar-se. A cadeira molda-se ao corpo como uma segunda pele. O coração a bater na obscuridade das luzes. Pousa os

e

A

sombra da terceira idade, intrépida, a encarar

todos os rostos, porque se alimenta da alma há

milénios. O banheiro que a notara, em tempos, confessara-lhe mais tarde, enrolada nas ondas com um naufrágio aos pés. O amigo que ninguém

compreendeu e que um dia se entregou à morte. O taxista que a levara, criança ainda, da gare até casa

e

lhe deu a provar todas as luzes da cidade luz. A

amiga, a amiga e a sua verdade. O rapazinho de bicicleta, de pele cristalina e lábios sempre rosados.

Aquele casal de braço dado para a vida e a menina

a

correr ao seu lado. O homem com um cavalo sem

sela a galopar no seu pulso. Um grupo de gente informe que só existe. Um poeta. Mais dois ou três poetas. A mulher que

acredita que o mundo é dela e do seu mau humor. Do seu mau amor também. O homem que busca

o

deserto na grande cidade. O rapaz que, ao fazer

escala no aeroporto, se depara com um piano e, quase organicamente, se senta para tocar Nocturne

pés descalços no branco frio dos azulejos. A fadiga

de Chopin. A beleza. E era ainda manhã. O sem- abrigo que diz poesia nas carruagens do metro sem nada pedir em troca. A mulher descruza as pernas e ao alongar-se deixa que o corpo escorregue devagar até ao chão.

dor no peito cedera. Num relâmpago toda a sala se

A

é

visível no rosto tenso. Fecha os olhos na certeza

de que os passos voltarão atrás. Todos retomam os seus lugares. São figuras amarelecidas pelo mofo da sala, como se a própria sala as habitasse desde sempre. Ela cruza as pernas e abre os olhos. Toda a plateia adormecera e ela não sabe há quanto tempo se encontra ali. É agora a espectadora singular de uma assistência embrulhada num silêncio dormente. Dali examina como se não pertencesse ao mundo dos seres e fosse apenas um pedaço de madeira envernizada. Ao volver a cabeça para trás o verme- lho do veludo arranca-a daquele torpor. Uma dor intempestiva agudiza-lhe o peito. Identifica cada uma daquelas pessoas. Duas crianças que um dia vira abraçadas ao saírem da

ilumina. Abre-se a pesada cortina de veludo vermelho como uma veia cortada. A plateia desperta e sai sem notar que uma mulher, que se identificara com uma cadeira, acabara de se fundir no azul e branco raiado

de sangue do palco da sua vida. Da vida deles. Ninguém a beijou. No díptico ficaram gravados dois pés e um mapa onde não constava qualquer rosa-dos-ventos.

 

* A autora escreve de acordo com a antiga ortografia

Quinta-feira 26 de abril de 2018

Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 1 9

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Quinta-feira • 26 de abril de 2018 • • 1 9 opinião David Santiago   O
opinião David Santiago
opinião
David Santiago
 

O voyeurismo que (voltou) a deixar tudo às claras

A

Justiça portuguesa não é cega, nunca o foi.

primeira instância, mata-se (ou tenta calar-se) o mensageiro. Assim se espeta mais um prego no caixão da (escassa) credibilidade da Justiça. Incorrendo no risco de repetir argumentos milhentas vezes expostos, ao Ministério Público cabe investigar e explicar o como e o porquê de

tão sistemática violação dos mais básicos direitos civis. É que está bom de ver que foram novamen- te as autoridades judiciárias que, com evidente propósito, pingaram munições para atirar contra os já mediaticamente julgados Sócrates, Salgado, Bava ou Granadeiro. Poucos serão aqueles que, com maior ou menor convicção, não formularam já as suas opiniões (e condenações). Ou seja, em termos práticos conclui-se que de nada serviu nova quebra das regras por parte da acusação. Se o Ministério Público já não tem somente olhos para os fracos e desprotegidos – o que

Se em tempos não via o que estava à frente dos olhos, hoje já vê. Mas também quer que todos

vejam. Julga antes de julgar. Promove sentenças antes de sentenciar. Ainda assim, ao contrário de tempos aparentemente idos, da ditadura à democracia, já não fecha os olhos aos ricos e poderosos. Só que está mais do que visto que os constantes abrir de olhos são tudo menos inocentes.

voyeurismo do Ministério Público ficou uma

vez mais patente na semana passada. E a discussão sobre o papel da comunicação social na divulga- ção dos vídeos dos interrogatórios da “Operação Marquês” só serve para desviar o olhar para aquilo que, sendo importante discutir, é, para esta análise, acessório. Até porque quem viu, por exemplo, o tratamento dado pela SIC aos interrogatórios ci- rurgicamente vazados só pode ficar agradecido por ainda haver bom jornalismo, capaz de enquadrar e informar, sem pré-julgar ou indiciar. Entretanto, o Ministério Público abriu um inquérito destinado a investigar a difusão dos interrogatórios, aludindo à possível existência de um crime de desobediência dado que a divul- gação de tais registos «está proibida». Em vez de encontrar e punir o ou os prevaricadores de

O

é

salutar – não pode também arregalar a vista

sempre que há peixe graúdo na vã tentação de se auto credibilizar. O processo de Miguel Macedo foi também disto exemplo. Para se credibilizar não deve recorrer a expedientes nem a entrevistas ma- nhosas para se refeiçoar, mas utilizar a balança da ponderação e a espada da decisão. Deus escreve direito por linhas tortas, à Justiça cabe escrever direito pelo Direito.

tortas, à Justiça cabe escrever direito pelo Direito. FIO de PRUMO opinião Acácio Pereira Regionalizar por
FIO de PRUMO
FIO
de
PRUMO
opinião Acácio Pereira
opinião
Acácio Pereira

Regionalizar por interesses, não obrigado!

Começou da pior maneira um debate que se queria sério. A causa da descentralização – ou seja: a transferência de poderes da administração central para o poder local – teve a infelicidade de receber dois dos piores contributos que poderia ter recebido da parte de Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, e de Miguel Albuquerque, atual presidente do Governo Regional da Madeira. Ambos tiveram intervenções sem nada de positivo. Só interesses e clientelismo. Rui Moreira carrega consigo o pior trauma que um político do Porto pode sofrer: o sentimento de inferioridade do Porto face a Lisboa. Este senti- mento, até por ser injustificado, é o maior limitador de ação política que existe. Cultivá-lo é perder projeto, é perder capacidade de intervenção, é aniquilar uma carreira política. Não se esqueça o caso Fernando Gomes: ganhou peso, tinha talento, podia ter ido longe. O regionalismo deu-lhe cabo da carreira política. Com Rui Moreira pode passar-se o mesmo, como a discussão da candidatura do Porto à Agên- cia Europeia do Medicamento ou a transferência da sede do Infarmed para o Porto mostraram com eloquência. São ideias que, se forem tratadas pelas artes do populismo regionalista, cortam as pernas a qualquer político, seja ele autarca, deputado ou ministro.

Miguel Albuquerque, por seu lado, aparenta

não saber a diferença entre regionalização com re- giões administrativas e regiões autónomas, como

é o caso da Madeira. Produz tanta demagogia que,

às vezes, aventura-se pela ignomínia. Quanto a uma discussão séria, não tem sido possível. Hoje o que está na ordem do dia da discussão política é a transferência de competências para os municípios. Tudo o mais é dispensável e só vem criar ruído – ou não soubéssemos todos quanto custam os 11 municípios da Madeira, os quais ocupam uma área pouco maior do que 741 km2, menos que um só concelho da nossa região, o do Sabugal, com mais de 822 km2. Quem quiser fazer demagogia tem pano para mangas. Vale a pena recordar a tentativa falhada de trans- ferência do Ministério da Agricultura para Santarém:

não passou de um arrufo legislativo. As pessoas precisam é de coisas simples, mas consequentes. Como as deslocações a Lisboa ou ao Porto deixarem de custar 40 euros de portagens. Ou poder tratar-se de coisas da saúde, da justiça, da educação ou outras sem ser necessário ir às metrópoles. Se regionalizar é transferir de Lisboa para o Porto, ou criar nos municípios poderes para servir clientelas políticas, então não, obrigado!

* Dirigente sindical

opinião

Se há por aí alguém que goste de fazer malas levante o braço!

por aí alguém que goste de fazer malas levante o braço! Não vejo nada no ar!

Não vejo nada no ar! (Já esperava)

Joana Dente*

As férias do verão aproximam-se a passos largos e há muitos truques úteis aos quais po- demos lançar mão na hora de preparar a mala

de viagem.

As dicas são genéricas, tanto valem para bagagens de porão como para malas de cabina e, depois, cada um que acomode as coisas à sua maneira. Vejamos:

Se vão comprar mala, lembrem-se de privilegiar duas coi- sas: peso e tamanho.

Independentemente

de precisarem de uma mala de porão ou de uma mala de cabina devem sempre optar pela mais leve que encontrarem; em relação ao tamanho, no caso de estarmos a falar de uma mala de cabina, aconselho vivamente que consultem as medidas das companhias aéreas em que viajam mais regularmente para evitarem despesas inesperadas na hora de embarcar – notem que cada vez mais

o controlo é apertado e que não há desculpa que nos salve. Enrolem tudo e coloquem as coisas mais duras nos cantos da mala. Acreditem que a roupa dobrada de forma convencional ocupa mais espaço – isto pode parecer ilusório, mas não é! Se tiverem cuidado na

hora de enrolar a roupa, vão ver que nem sequer fica engelhada e que a poupança de espaço é notável. Perfume dentro de meias e meias dentro dos sapatos! Isto é quase imperativo! É uma bela opção para economizarem espaço e uma excelente maneira de garantirem que não será a última viagem do vosso perfume

favorito!

Por norma, há sempre uma caixa de óculos a mais lá em casa e eu costumo usá-la nas viagens para colocar os “phones” e o carregador de telemóvel, evitando assim ter de mergulhar a cabeça na mochila na hora de procurar os cabos! Em vez de levarem múltiplos “necessaires”, sugiro que coloquem a bijuteria em pequenos sacos transparentes. Esta é não só mais uma forma de pouparmos espaço, mas também uma fabulosa dica de economia de tempo, pois, deste modo, não custa nada encontrarmos o que precisamos. Se, depois de usada, não gostam de colocar a roupa em sacos de plástico, mas também não querem despender dinheiro num desses modernos-sacos-bonitinhos-para-colocar-as-cuecas-sujas, sugiro que usem uma fronha de almofada. Funciona na perfeição! Nada de levarem os frascos do champô e do condicionador! Opto sempre por colocar apenas algum produto em recipientes mais pequenos

e apropriados para viagens. Com esta técnica garanto que nada fica retido no controlo de bagagem e que controlo o peso daquilo que transporto o melhor que posso. Ainda assim, para os que levam o boião atrás, recordo que se o abrirem, colocarem um pedaço de película aderente e o fecharem de novo, aumentam a probabilidade de o mesmo não babar – se é que isto é possível!!! Saco extra! Esta é, na minha opinião, a melhor dica que posso deixar.

Faz-me sempre falta um saco extra (de tecido ou de plástico estruturado) onde possa colocar uns souvenirs comprados no último dia, o casaco que só tem utilidade durante o voo (e já não cabe em mais lado nenhum), ou

o maldito chapéu de palha que dá fotografias lindíssimas na praia mas

que não dá jeito nenhum a transportar Por fim, garanto-lhe que, se pudesse, levava o meu médico de família atrás sempre que viajo. Mas como isso não é assim, levo só alguma me- dicação que me pode valer em SOS. Eu não sou paranoica, o que sei é que

há destinos em que não é fácil conseguir que nos vendam medicação – por mais simples e inofensiva que, no nosso ponto de vista, esta possa ser. E chega de dicas para fazer malas de viagem, pois já só estão a pensar nos destinos de férias!!!

* @pitangaboss Jurista / Makeup Artist / Fashion Stylist

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20 • • Quinta-feira • 26 de abril de 2018 bilhetepostal rua da corredoura, 80
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• Quinta-feira • 26 de abril de 2018
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rua da corredoura, 80 - R/C Dto - C
6300-825 Guarda
Redacção/Publicidade: 271212153 • www.ointerior.pt • publicidade@ointerior.pt • ointerior@ointerior.pt
Características
SABUGAL
dcabrita@iol.pt
Diogo Cabrita
Carlos Janela detido por suspeitas de apropriação
de 240 mil euros de clientes da CGD
-
Bom dia! – nem um sussurro, nem uma resposta. Assim começa a minha
A
Polícia Judiciária (PJ) deteve um
antigo funcionário bancário no Sabugal
suspeito de se ter apropriado indevida-
mente de mais de 240 mil euros de clien-
tes. Trata-se de Carlos Janela, presidente
do Sporting local.
Segundo o Departamento de Investi-
gação Criminal da Guarda, o detido está
indiciado por um crime de peculato e vá-
rios crimes de falsificação de documento,
ocorridos entre outubro de 2012 e junho
de 2016, quando trabalhava na agência da
Caixa Geral de Depósitos da cidade raia-
na. «O detido, no exercício de funções em
instituição de crédito pública, mediante
falsificação de documentos e utilização
ilegítima de documentos que os clientes
lhe deixavam assinados, ter-se-á apro-
priado de mais de duzentos e quarenta