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JESUS, O REI: Um Devocional de Páscoa por Timothy Keller

01. "Chamado pelo Rei" – Marcos 1.1-20

O evangelho não é conselho: É a boa notícia de que você não precisa ganhar seu
caminho para Deus; Jesus já fez isso por você. E é um presente que você recebe
pela pura graça—através do favor totalmente imerecido de Deus. Se você agarra
esse presente e continua se segurando nele, então o chamado de Jesus não vai te
levar ao fanatismo ou moderação. Você vai ter a paixão de tornar Jesus a sua meta
absoluta e sua prioridade, para orbitar ao redor dele; ainda que você encontre
pessoas com prioridades diferentes, uma fé diferente, você não vai presumir que
elas sejam inferiores a você. Você vai procurar servi-las ao invés de oprimi-las.

Por quê? Porque o evangelho não é sobre a escolha para seguir conselho. É sobre
ser chamado para seguir um Rei. Não apenas alguém com poder e autoridade
para te dizer o que precisa ser feito—mas alguém com poder e autoridade para
fazer o que tem que ser feito, e depois oferecer isso a você como boa notícia.

Onde vemos esse tipo de autoridade? O batismo de Jesus já havia sido presenciado
por sinais sobrenaturais que anunciam sua autoridade divina. Quando vemos
Simão, André, Tiago, e João seguirem Jesus sem demora—então seu próprio
chamado tem autoridade. Marcos continua na construção deste tema:

"Jesus e os discípulos chegaram à cidade de Cafarnaum, e, no sábado, ele foi


ensinar na sinagoga. As pessoas que o escutavam ficaram muito admiradas com a
sua maneira de ensinar, pois Ele ensinava como quem tinha autoridade e não
como os mestres da Lei."
(Marcos 1:21–22)

Marcos usa o termo autoridade pela primeira vez; a palavra literalmente significa
"fora do material original." Ela vem da mesma raiz que a palavra autor. Marcos diz
que Jesus ensinava sobre a vida com autoridade original e não derivada.

O que seria da sua vida se você se entregasse completamente a este Rei perfeito?
Sua vida no trabalho? Vida amorosa? Vida familiar? Vida financeira? Vida social?

Trecho do livro JESUS O REI de Timothy Keller


Reimpresso por acordo com a Riverhead Books, membro do Penguin Group (EUA) LLC, A Penguin Random
House Company. Direitos autorais © 2011 de Timothy Keller

E do GUIA DE ESTUDO JESUS O REI de Timothy Keller e Spence Shelton, Direitos autorais (c) 2015 por
Zondervan, uma divisão da HarperCollins, Editoras Cristãs.
JESUS, O REI: Um Devocional de Páscoa por Timothy Keller

02. "Cura profunda" – Marcos 2.1-17

Jesus sabe algo que o homem não sabe — que ele tem um problema muito maior
do que sua condição física. Jesus está dizendo a ele: "Eu entendo seus problemas.
Eu tenho visto seu sofrimento. Eu vou chegar a isso. Mas perceba que o principal
problema na vida de uma pessoa nunca é seu sofrimento; é o pecado dela."

Se você achar a resposta de Jesus ofensiva, pelo menos considere isso: se alguém
lhe disser: "O problema principal em sua vida não é o que aconteceu com você,
nem o que as pessoas fizeram com você. Seu problema principal é a forma como
você respondeu a isso"—ironicamente, isso é poderoso. Por quê? Porque você não
pode fazer muito sobre o que aconteceu com você ou sobre o que outras pessoas
estão fazendo—mas você pode fazer algo sobre si mesmo. Quando a Bíblia fala
sobre o pecado, não se refere apenas às más coisas que fazemos. Não é apenas a
mentira ou a luxúria ou seja qual for o caso—é estar ignorando Deus no mundo
que ele fez; é estar se rebelando contra ele ao viver sem referência a ele. É estar
dizendo: "Eu vou decidir exatamente como eu vivo minha vida." E Jesus diz que
esse é o nosso principal problema.

Jesus está confrontando o paralítico com o seu principal problema, conduzindo-o


profundamente. Jesus está dizendo: "Ao chegar até mim e pedir que seu corpo
seja curado, você não está indo fundo o suficiente. Você subestimou as
profundezas de seus anseios, os desejos do seu coração." Todo mundo que está
paralisado, naturalmente quer, com todas as fibras de seu ser, andar. Mas,
certamente este homem teria descansado todas as esperanças na possibilidade de
andar de novo. Em seu coração, ele provavelmente diz: "Se eu pudesse caminhar
novamente, então eu ficaria apto para a vida. Nunca ficaria infeliz, nunca me
queixaria. Se pudesse andar, então tudo ficaria certo". E Jesus está dizendo: "Meu
filho, você está enganado". Isso pode parecer severo, mas é profundamente
verdadeiro. Jesus diz: "Quando eu curar seu corpo, se isso é tudo o que eu faço,
você sentirá que nunca mais será infeliz. Mas espere dois meses, quatro meses—a
euforia não durará. As raízes do descontentamento do coração humano são
profundas."

Por que o perdão foi a necessidade mais profunda do paralítico? Por que ele é a
necessidade mais profunda? Que outras "necessidades" sentimos serem mais
profundas do que a necessidade de perdão?

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03. "Mais do que você esperava" – Marcos 4.35-41

As vezes quando vou a Jesus, ele deixa que aconteçam coisas que não entendo. Ele
não faz as coisas conforme meu plano, ou de uma maneira que faça sentido para
mim. Mas Jesus sendo Deus, então ele é grande o suficiente para ter alguns
motivos para deixar você passar por coisas que não entende. Seu poder é
ilimitado, e assim também são sua sabedoria e seu amor. A natureza é indiferente
para você, mas Jesus é cheio de amor indomável por você. Se os discípulos
realmente soubessem que Jesus os amava, se eles tivessem realmente entendido
que ele é tanto poderoso quanto amoroso, eles não teriam ficado com medo. A
premissa, que se Jesus os amava ele não deixaria que coisas ruins acontecessem
com eles, estava errada. Ele pode amar alguém e ainda assim deixar que coisas
ruins aconteçam, porque ele é Deus—porque ele sabe o que é melhor.

Se você tem um Deus grande e poderoso o suficiente para você ficar louco com ele
porque ele não suspende o seu sofrimento, você também tem um Deus que é
grande e poderoso o suficiente para ter motivos que você não consegue entender.
Você não pode ter as duas coisas. Minha professora Elisabeth Elliot colocou isso
perfeitamente em duas breves sentenças: "Deus é Deus, e desde que ele é Deus, é
merecedor do meu louvor e do meu serviço. Não encontrarei descanso em lugar
algum, apenas na vontade dele, e essa vontade é necessariamente infinitamente,
imensuravelmente, indescritivelmente além das minhas melhores noções do que
ele quer fazer." Se você está a mercê da tempestade, o poder dela é incontrolável e
ela não te ama. O único lugar em que você está a salvo é na vontade de Deus. Mas
porque ele é Deus e você não é, a vontade Dele está necessariamente,
imensuravelmente, indescritivelmente além das suas melhores noções do que ele
quer fazer. Perigoso? "Claro que é, perigosíssimo. Quem foi que disse que ele não é
perigoso? Mas ele é bom. Ele é o Rei."

Como podemos ter paz em Cristo durante circunstâncias que são propensas a criar
ansiedade e/ou desespero? Onde em sua vida você está esperando que Jesus
providencie ajuda?

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04. "Assertividade sem direito " – Marcos 7.14-37

— Mas, senhor, — respondeu a mulher — até mesmo os cachorrinhos que ficam


debaixo da mesa comem as migalhas de pão que as crianças deixam cair. Jesus
disse:
— Por causa dessa resposta você pode voltar para casa; o demônio já saiu da sua
filha. Quando a mulher voltou para casa, encontrou a criança deitada na cama; de
fato, o demônio tinha saído dela.
(Marcos 7:28-30)

Em outras palavras, ela diz, "Sim, Senhor, mas os cachorrinhos comem daquela
mesa também, e eu estou aqui para o meu." Jesus contou a ela uma parábola
contendo uma combinação de desafio e oferta, e ela compreende. Ela responde ao
desafio: "Ok, entendo." Eu não sou de Israel, não adoro o Deus que os israelitas
adoram. Portanto, não tenho um lugar à mesa. Eu aceito isso."

Não é maravilhoso? Ela não se ofende; não insiste em seus direitos. Ela diz, "Tudo
bem. Eu posso não ter um lugar à mesa—mas tem mais do que o suficiente
naquela mesa para todos no mundo, e eu preciso do meu agora." Ela está lutando
com Jesus da maneira mais respeitosa e não vai aceitar um não como resposta.
Amo o que essa mulher está fazendo.

Nas culturas ocidentais não temos nada parecido com esse tipo de assertividade.
Só temos a declaração dos nossos direitos. Não sabemos como lutar a menos que
estejamos defendendo os nossos direitos, nossa dignidade e bondade e dizendo,
"Isto é o que me devem." Mas esta mulher não está fazendo isso de maneira
nenhuma. Isto é assertividade sem direitos, algo de que pouco sabemos. Ela não
está dizendo, "Senhor, dá-me o que mereço com base na minha bondade." Ela está
dizendo,"Dá-me o que eu não mereço com base na sua bondade—e eu preciso
disso agora." Você vê como é notável a maneira com que ela aceita o desafio e a
oferta escondida dentro dele?

Uma boa tradução da resposta rabínica para ela seria "Que resposta!" Algumas
traduções trazem Jesus dizendo "Resposta maravilhosa, resposta incrível." E assim
seu pedido é atendido e sua filha é curada.

Como a fé de uma mulher gentia vai afetar a forma com que você se aproxima de
Deus?

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05. "Jesus tinha que morrer " – Marcos 8. 27-31

Usando a palavra dever, Jesus está indicando que ele está planejando morrer—e
que ele está fazendo isso voluntariamente. Ele não está meramente prevendo que
isso vai acontecer. Isto é o que ofende muito Pedro. É uma coisa para Jesus dizer,
"Vou lutar e serei derrotado," e outra maneira de dizer, "É por isso que eu vim;
pretendo morrer!" Isso é totalmente inexplicável para Pedro.

Por isso no momento em que Jesus diz isso, Pedro começa a "repreendê-lo". Este é
o verbo usado em outro lugar para o que Jesus faz aos demônios. Isto significa que
Pedro está condenando Jesus na linguagem mais forte possível. Por que Pedro
está tão perdido, que ele trairia Jesus assim, logo depois de identificá-lo como o
Messias? Desde o colo de sua mãe Pedro sempre aprendeu que quando o Messias
viesse ele derrotaria o mal e a injustiça subindo ao trono. Mas aqui está Jesus
dizendo, "Sim, sou o Messias, o Rei, mas eu vim não para viver mas para morrer.
Não estou aqui para ter poder, mas para perdê-lo; não estou aqui para governar,
mas para servir. E é assim que vou derrotar o mal e colocar tudo em ordem."

Jesus não disse apenas que o Filho do Homem iria sofrer; disse que o Filho do
Homem devia sofrer. Esta palavra é tão crucial que é usada duas vezes: "o Filho do
Homem deve sofrer muitas coisas e...ele deve ser morto." A palavra deve modifica
e controla a sentença inteira, e isso significa que tudo nesta lista é uma
necessidade. Jesus deve sofrer, deve ser rejeitado, deve ser morto, deve
ressuscitar. Esta é uma das palavras mais significativas na história do mundo, e é
uma palavra assustadora. O que Jesus disse não foi apenas "Eu vim para morrer"
mas "Eu tenho que morrer. É absolutamente necessário que eu morra. O mundo
não pode ser renovado, e nem a sua vida, a menos que eu morra." Por que seria
absolutamente necessário que Jesus morresse?

Pedro achou difícil a necessidade da morte de Jesus. Por que isso foi tão difícil
para ele—e para nós—aceitar?

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06. "Tornando o impossível possível " – Marcos 10. 17-31

Nesse encontro, Jesus está dizendo que existe algo radicalmente errado com
todos nós—mas o dinheiro tem o poder particular de nos cegar para isso. De fato,
ele tem muito poder para nos iludir do nosso verdadeiro estado espiritual e de que
precisamos de uma graciosa, miraculosa intervenção de Deus para ver isso. É
impossível sem Deus, sem um milagre. Sem Graça.

Considere como Jesus aconselhou esse jovem. Sim, esse homem precisava de
conselhos, apesar de externamente ele aparentava ser completo. Ele era rico,
jovem e provavelmente de boa aparência—É difícil ser jovem e rico e não ter uma
boa aparência. Mas ele não tinha isso tudo junto. Se tivesse, ele provavelmente
não teria ido a Jesus e perguntado, "O que devo fazer para ter a vida eterna?"

Qualquer judeu devoto deveria saber a resposta para essa pergunta. Os rabinos
estavam sempre expondo essa pergunta em seus escritos e ensinamentos. E essa
resposta era sempre a mesma; não existiam escolas com pensamentos diferentes
desse. A resposta era "Obedeça as leis de Deus e evite todo o pecado". O jovem
provavelmente sabia essa resposta. Porque então ele estava perguntando a Jesus?

A declaração perspicaz de Jesus "Uma coisa te falta" nos permite capturar a


essência do problema do jovem. O homem estava dizendo, "Você sabe que eu
tenho feito tudo corretamente: tenho tido sucesso financeiro, social, moral,
religioso. Tenho ouvido que você é um bom rabino, e estou imaginando se há algo
que tenha me esquecido, algo que tenha negligenciado. Eu sinto que algo me
falta."

Com certeza ele estava esquecendo de algo. Porque qualquer um que conte com o
que tem feito para obter a vida eterna vai descobrir que, a despeito de tudo que
tem cumprido, há uma insegurança, um vazio, uma dúvida. Algo faltando que é
obrigatório. Como alguém pode saber que é bom o suficiente?

Como você pode perseguir uma carreira de sucesso e não sucumbir à armadilha
que as riquezas criam? De que maneiras o Evangelho mudou—ou poderia mudar
sua atitude sobre dinheiro?

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07. "Comunhão e comunidade " – Marcos 14. 12-25

Lembre-se do que Jesus disse quando tomou o cálice:

Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice


aos discípulos, e todos beberam do vinho. "Isto é o meu sangue, que é derramado
em favor de muitos", disse a eles. "Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca
mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no
Reino de Deus."
(Marcos 14:23–25)

As palavras de Jesus significam que a partir do resultado do sacrifício substitutivo


há uma nova aliança entre Deus e os homens. E a base desse relacionamento é o
próprio sangue de Jesus: "Isto é o meu sangue da nova aliança" Quando ele
anuncia que não mais comerá ou beberá até que ele nos encontre no reino de
Deus, Jesus está prometendo incondicionalmente que é comprometido conosco:
"Eu vou trazê-los aos braços do Pai". Eu vou trazê-los ao banquete do Rei." Jesus as
vezes compara o reino de Deus com estar em um grande banquete. Em Mateus 8,
Jesus fala, "E digo a vocês que muita gente vai chegar do Leste e do Oeste e se
sentar à mesa... no reino do céu." Jesus promete que nós todos estaremos no
banquete do reino com ele.
Com esses simples gestos de segurar o pão e o vinho, juntamente com as simples
palavras "Este é o meu corpo... este é o meu sangue," Jesus está falando que todos
os livramentos passados, sacrifícios passados, cordeiros pascoais, estavam
apontando para ele mesmo. Assim como o primeiro cordeiro pascoal na noite
anterior à libertação por Deus dos Israelitas da escravidão através do sangue dos
cordeiros, essa refeição pascoal foi comida na noite anterior à libertação do
mundo da morte e do pecado através do sangue de Jesus.

O que precisa acontecer no seu coração e mente para que você possa sinceramente
aceitar o que Jesus está oferecendo?

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08. "O Rei crucificado " – Marcos 14. 53-65

Quando o sumo sacerdote perguntou a ele, "Você é o Messias, o Filho do Deus


Bendito? Jesus respondeu, "Sou." Ao responder da maneira que ele fez, Jesus está
dizendo: "Eu irei à Terra na própria glória de Deus e julgarei o mundo inteiro". É
uma afirmação surpreendente. É uma reivindicação de deidade.

De todas as coisas que Jesus poderia ter dito—e há tantos textos, temas, imagens,
metáforas e passagens das Escrituras hebraicas que ele poderia ter usado para
dizer quem ele era—ele, especificamente, diz que ele é o juiz. Por sua escolha de
texto, Jesus está nos forçando deliberadamente a ver o paradoxo. Houve uma
enorme inversão. Ele é o juiz do mundo inteiro, sendo julgado pelo mundo. Ele
deveria estar na cadeira do juiz, e nós deveríamos estar no banco dos réus, nas
correntes. Tudo está ao contrário.

E assim que Jesus afirma ser este juiz, assim que ele reivindica divindade, a
resposta é explosiva. Marcos escreve:

"Eu sou", disse Jesus. "E você verá o Filho do Homem sentado à mão direita do
Poderoso, vindo sobre as nuvens do céu". O sumo sacerdote rasgou suas roupas.
"Por que precisamos de mais testemunhas?" ele perguntou. "Você ouviu a
blasfêmia. O que você acha?" Todos o condenaram como digno de morte. Então,
alguns começaram a cuspir nele; eles o vendaram, golpearam-no com os punhos e
disseram: "Profetize!" E os guardas o levaram e o espancaram.
(Marcos 14:62–65)

O sumo sacerdote rasga suas próprias roupas, um sinal da maior ofensa possível,
horror e tristeza. E então todo o julgamento se deteriora. Na verdade, não é mais
um julgamento; É um tumulto. Os jurados e juízes começam a cuspir sobre ele e o
espancam. No meio do julgamento, eles ficam absolutamente furiosos. Ele é
instantaneamente condenado por blasfêmia e condenado como digno de morte.

Enquanto você e eu não podemos literalmente cuspir no rosto de Jesus, ainda


podemos zombar e rejeitá-lo. De que maneira somos propensos a rejeitar Jesus
como Deus?

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09. "A Morte da morte " – Marcos 15. 40-47 e 16. 1-8

Jesus disse aos seus discípulos, "Eu vou ressuscitar no terceiro dia." Ele disse isso
em Marcos 8, novamente em Marcos 9, e de novo em Marcos 10.

Dada essa repetição, algo curioso acontece. No terceiro dia após a morte de Jesus,
não há nenhum discípulo masculino por lá; as mulheres aparecem, mas trazem
especiarias e perfumes caros com os quais um cadáver era usualmente ungido.
Ninguém espera uma ressurreição. Se você fosse Marcos, o escritor do Evangelho,
tentando escrever um trabalho de ficção, e você tem Jesus dizendo repetidamente
aos seus discípulos que ele ressuscitaria no terceiro dia, você não teria pelo menos
um discípulo pensando sobre isso e falando para os outros, "Ei, é o terceiro dia.
Talvez devêssemos ir dar uma olhada no túmulo de Jesus. Que mal há?" Isso seria
razoável. Mas ninguém disse nada disso. Na verdade, eles não esperavam
nenhuma ressurreição. Não lhes ocorreu. O anjo em frente ao túmulo teve que
lembrar as mulheres: "Vocês o verão, assim como ele disse." Se Marcos tivesse
inventado essa história, não teria escrito dessa maneira.

E aqui está o ponto: A ressurreição era tão inconcebível para os primeiros


discípulos, quanto era impossível para eles acreditarem, assim como é para
muitos de nós hoje. Admite-se que suas razões seriam diferentes das nossas. Os
gregos não acreditavam em ressurreição; na visão de mundo dos gregos, a vida
após a morte era a liberação da alma do corpo. Para eles a ressurreição nunca seria
parte da vida após a morte. Quanto os judeus, alguns deles acreditavam em uma
futura ressurreição geral quando o mundo inteiro seria renovado, mas não tinham
o conceito de um indivíduo ressurgindo dos mortos. As pessoas do tempo de Jesus
não eram predispostas a acreditar na ressurreição mais do que nós somos. É difícil
para você acreditar que Jesus ressuscitou dos mortos? Como é que a ressurreição
de Jesus te dá esperança?

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