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UFCD 8905 – Adaptação/ modificação de

contextos e materiais em função do idoso


Ação: Técnico/a de Geriatria Local: Oliveira do Hospital

Data: Abril de 2018 Carga Horária: 25 horas

Formadora: Marta Correia


Enquadramento
•  Com o processo de envelhecimento ocorrem perdas físicas,

sensoriais e cognitivas que irão influenciar a forma como o indivíduo


se relaciona com o espaço.

•  Há medida que a capacidade funcional do idoso vai diminuindo, este

torna-se mais sensível ao ambiente em que vive.

•  Neste sentido, o espaço físico deve atender a características

recomendadas de forma a promover o máximo de autonomia e


participação.
Enquadramento
•  O envelhecimento retrata as transformações físicas que reduzem a eficiência
dos sistemas do corpo, o declínio funcional e a perda de acapacidades.
•  As alterações verificadas acontecem em diferentes sistemas e órgãos, sendo
de salientar as seguintes alterações:
•  Diminuição da capacidade cardiovascular;

•  Diminuição da capacidade respiratória;

•  Diminuição da acuidade auditiva;

•  Diminuição da acuidade visual;

•  Dificuldade em manter o equilíbrio;

•  Diminuição da flexibilidade e agilidade;

•  Diminuição da força muscular;

•  Aumento do tempo de reação;

•  Diminuição da sensibilidade;

•  Perdas cognitivas.
Barreiras Arquitetónicas e tecnológicas
Barreiras: Factores ambientais que, através da sua ausência ou presença,
limitam a funcionalidade e provocam incapacidades.

Exemplos de Barreiras:

•  Ambiente físico inacessível;

•  Falta de produtos de apoio apropriados;

•  Atitudes negativas das pessoas relativamente às deficiências e

incapacidades;

•  Inexistência ou escassez de serviços, sistemas e políticas que promovam o

envolvimento de todas as pessoas em todas as áreas da vida.


Barreiras Arquitetónicas
Barreiras arquitetónicas ou físicas: São obstáculos para o uso
adequeado do meio, geralmente originados pela morfologia de
edifícios ou áreas urbanas.

Exemplos:
•  Urbanísticas: passeios sem acesso e com obstáculos

•  Edifícios: Ausência de elevador, elevadores com entrada estreita,


escadas de acesso ao edifício, casas de banho sem adaptações
•  Transportes: Ausência de plataforma nivelada, espaço para
transportar cadeiras de rodas
Barreiras na Informação e Comunicação
Barreira Comunicacional: Qualquer entrave ou obstáculo que
impossibilite a expressão ou a receção de mensagens por intermédio
dos meios ou sistemas de comunicação. Estes podem ser luminosos,
auditívos ou visuais (inclusive em braille).

Exemplos:
•  Ausência de formatos alternativos: Informação sem botões braille,
legenda na sinalização;
•  Falta ou escassez de sinalização;

•  Linguagem de difícil compreensão


Barreiras Atitudinais
Barreira Atitudinais: As atitudes no contexto da sociedade em geral, associadas à
forma de pensar ou agir, podem originar
Barreiras limitativas do potencial das pessoas na sua atuação de forma autónoma.

Exemplos:
•  Práticas na interação e comunicação perante uma pessoa idosa e/com
deficiência e incapacidades – falar alto, falar devagar.
•  Uso indevido de vagas reservadas para pessoas com deficiência ou mobilidade
reduzida.
•  Carros estacionados na calçada que impedem a passagem dos pedestres.
Adptação das Estruturas ao Idoso
Casa de banho: Um dos locais mais propício a quedas nos Idosos são as
casas de banho. O chão é escorregadio, em muitas existem banheiras em
vez de chuveiros.

Adaptações:
•  Instalar barras de apoio junto ás sanitas, lavatórios e chuveiro.

•  Substituir banheiras por cabines de chuveiro, que podem por vezes ter
bancos instalados.
•  Aplicar fitas anti-derrapantes no chão.

•  Retirar objectos perigosos, como é o caso dos vidros.

•  As casas de banho devem ser de fácil e rápido acesso (muitos idosos


apresentam alterações urinárias, com urgência urinária associada).
Adptação das Estruturas ao Idoso
Quarto: O quarto do idoso deve ter uma cama com colchão firme e, em
alguns casos, pode ser necessário escolher uma cama com grades para
evitar as quedas nocturnas. Além disso é importante que o quarto esteja
bem iluminado.

Adaptações:
•  Evitar camas muito altas, instalar grades de segurança se necessário.

•  Utilizar um colchão firme e caso exista necessidade, um colchão


articulado e com alívio das zonas de pressão.
•  Manter o quarto iluminado, com uma luz de presença durante a noite.

•  Manter ao alcance rápido do idoso os objectos usados com mais


frquência, como óculos, medicamentos, telefone.
Adptação das Estruturas ao Idoso
Mobiliário: O mobiliário em locais de habitação para idosos deve obdecer a algumas
regras de segurança de forma a evitar acidentes de maior em caso de quedas.

Adaptações:
•  Preferir móveis sem esquinas ou adquirir protectores de esquinas para adaptar aos
móveis.
•  Fixar os móveis ao chão ou parede.

•  Evitar objectos decorativos pesados, afiados ou de vidro.

•  Deixar os corredores ou locais de passagem desocupados e bem iluminados.

•  Evitar usar tapetes uma vez que podem levar a pessoa a escorregar e originar quedas
desnecessárias.
•  Guardar objectos em gavetas leves, de abertura e fecho suave e a uma altura média.
Adptação das Estruturas ao Idoso
Acessos: Os acessos à casa muitas vezes são por escadas, sendo necessário
posteriormente criar/adaptar estruturas que permitam ao idoso deslocar-se dentro
da casa de forma autónoma mas segura.

Adaptações:
•  Se possível, evitar escadas longas, em curva e com degraus curtos.

•  Instalar corrimãos ao longo de toda a escadaria, de ambos os lados e


preferencialmete a começar um pouco antes do início das escadas.
•  Instalar fita anti-derrapante em todos os degraus e com uma cor contrastante ou
até flurescente.
•  Se possível, instalar suportes que auxiliem na subida e descida dos degraus.

•  Manter as zonas de passagem e degraus desobstruídas e bem iluminadas.

•  Evitar instalar piso escorregadio ou tapetes nos degraus.


CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade

•  O objectivo geral da classificação é proporcionar uma linguagem


unificada e padronizada assim como uma estrutura de trabalho para
a descrição da saúde e de estados relacionados com a saúde.
•  Esta classificação define os componentes da saúde e alguns

componentes do bem-estar relacionados com a saúde tais como a


educação e o trabalho.
•  Assim os domínios contidos na CIF são descritos com base na
perspectiva do corpo, do indivíduo e da sociedade em duas listas
básicas:
•  1- Funções e Estruturas do Corpo

•  2- Actividades e Participação
CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade

•  Como classificação, a CIF agrupa sistematicamente diferentes


domínios de uma pessoa com uma determinada condição de saúde –
O que uma pessoa com determinada condição de saúde faz ou ou
pode fazer.
•  A CIF pertence à “família” das classificações internacionais
desenvolvida pela OMS para aplicação de vários aspectos em
Saúde.
•  Todas estas classificações desenvolvidas pela OMS proporcionam
um sistema para a codificação de uma ampla gama de informações
sobre saúde, permitindo a comunicação sobre saúde e cuidados de
saúde em todo o mundo e entre várias ciências.
CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade

•  Nas classificações internacionais da OMS, os estados de saúde

(doenças, perturbações, lesões, etc) são classificados principalmente


na CID – Classificação Internacional de Doenças.

•  Na CIF são classificados conceitos como a funcionalidade e a

incapacidade associados aos estados de saúde.

•  Portanto, a CID e a CIF são complementares – A CID proporciona o

diagnóstico e a CIF sobre a funcionalidade.


CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade

•  É o termo que engloba todas as


Funcionalidade funções do corpo, actividades e
participação

•  É um termo que inclui deficiências,


Incapacidade limitação da actividade ou restrição
na participação
CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade

Objectivos da CIF:

•  Proporcionar uma base científica para a compreensão e o estudo dos

determinantes da saúde, dos resultados e das condições relacionadas com a


saúde;

•  Estabelecer uma linguagem comum para a descrição da saúde e dos estados

relacionados com a saúde, para melhorar a comunicação entre diferentes


utilizadores, tais como, profissionais de saúde, investigadores, políticos e
decisores e o público, incluindo pessoas com incapacidades;

•  Permitir a comparação de dados entre países, entre disciplinas relacionadas com

os cuidados de saúde, entre serviços, e em diferentes momentos ao longo do


tempo;

•  Proporcionar um esquema de codificação para sistemas de informação de saúde.


CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade
Aplicações da CIF:
Desde a sua publicação como versão experimental, em 1980, tem sido utilizada para vários
fins, por exemplo:

•  como uma ferramenta estatística – na colheita e registo de dados;

•  como uma ferramenta na investigação – para medir resultados, a qualidade de vida ou os

factores ambientais;

•  como uma ferramenta clínica – avaliar necessidades, compatibilizar os tratamentos com as

condições específicas, avaliar as aptidões profissionais, a reabilitação e os resultados;

•  como uma ferramenta de política social – no planeamento de sistemas de segurança social,

de sistemas de compensação e nos projectos e no desenvolvimento de políticas;

•  como uma ferramenta pedagógica – na elaboração de programas educacionais, para

aumentar a consciencialização e realizar acções sociais.


CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade
•  Como a CIF é uma classificação da saúde e dos estados relacionados com a
saúde, também é utilizada por setores, tais como:
•  Seguros,

•  Segurança social,

•  Trabalho,

•  Educação,

•  Economia,

•  Política social,

•  Desenvolvimento de políticas e de legislação em geral e alterações ambientais.

•  Por estes motivos foi aceite como uma das classificações sociais das Nações
Unidas, sendo mencionada e estando incorporada nas Normas Padronizadas
para a Igualdade de Oportunidades para Pessoas com Incapacidades.
•  Assim, a CIF constitui um instrumento apropriado para o desenvolvimento de
legislação internacional sobre os direitos humanos bem como de legislação a
nível nacional.
CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade
Propriedades

•  Uma classificação deve ser clara em relação ao seu objecto:

•  o seu universo,

•  o seu âmbito,

•  as suas categorias,

•  a sua organização

•  e a forma como esses elementos estão estruturados em termos da sua

inter-relação.
CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade
CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade
CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade
Aplicações
A nível individual

•  Para a avaliação dos indivíduos: Qual o nível de funcionalidade da pessoa?

•  Para a planificação individual do tratamento: Que tratamentos ou

intervenções podem maximizar a funcionalidade?


•  Para a avaliação do tratamento e de outras intervenções: Quais os

resultados do tratamento? Quão úteis foram as intervenções?


•  Para a comunicação entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas
ocupacionais e outros trabalhadores dos domínios da saúde, do serviço
social e dos serviços da comunidade.
•  Para a auto-avaliação por parte dos consumidores: Como avaliar a minha
capacidade relativamente à mobilidade ou à comunicação?
CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade
•  A nível institucional…

•  Para fins educativos e de formação

•  Para o planeamento e desenvolvimento de recursos: Que cuidados de saúde e outros

serviços serão necessários?

•  Para melhoria da qualidade: Até que ponto servimos bem os nossos clientes? Quais

são os indicadores básicos válidos e fiáveis para assegurar a qualidade?

•  Para gestão e avaliação de resultados: Até que ponto são úteis os serviços que

prestamos?

•  Para a gestão de modelos de cuidados que integram a prestação de cuidados de

saúde: Qual é o custo-eficácia dos serviços que se prestam? Como se pode qualificar
o serviço com vista a obterem-se melhores resultados a um custo inferior?
CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade
A nível social …

•  Para critérios de elegibilidade como os que se referem a direitos – benefícios


da segurança social, pensões decorrentes da incapacidade, compensações
laborais e seguros: Os critérios de elegibilidade para atribuição de benefícios
decorrentes da existência de incapacidade são centrados na evidência,
adequados aos objectivos sociais e justificáveis?
•  Para a formulação e o desenvolvimento das políticas, incluindo revisões de
conteúdos legislativos, legislações modelo, regulamentos, directrizes e
definições para legislação anti-discriminação: O facto de se garantirem
direitos contribui para a melhoria da funcionalidade a nível social? Pode
medir-se esta melhoria e ajustarem-se as respectivas políticas e legislação
em conformidade?
CIF- Classificação Internacional de Funcionalidade
A nível social …

•  Para avaliação das necessidades: Quais são as necessidades das

pessoas com vários graus de incapacidade – deficiências, limitações da


actividade e restrições de participação?

•  Para avaliação do meio ambiente no que se refere ao desenho (design)

universal, implementação das normas de acessibilidade, identificação de


facilitadores e de barreiras ambientais e modificações operadas na
política social: Como poderemos tornar o meio ambiente social e
edificado mais acessível a todas as pessoas, com e sem incapacidade?
Poderemos avaliar e medir os progressos?
Higiene e Segurança
Limpeza das Instalações

A higiene do ambiente onde está inserida a pessoa idosa, prende-se com:


•  Prestar cuidados de higiene e arrumação do meio envolvente e da roupa dos
Idosos;
•  Efetuar a limpeza, desinfeção e arrumação do quarto, casa de banho,

cozinha e outros espaços, utilizando os utensílios, as máquinas e os


produtos de limpeza adequados;
•  Cuidar da roupa dos Idosos, colaborando na sua limpeza e tratamento e

efetuando a sua arrumação.


Higiene e Segurança
Limpeza das Instalações

A Infeção é definida como toda a doença contraída, o que pode afectar todas
as pessoas;

Para combater a infeção é necessário que exista Higiene, ou seja, todo um


conjunto de medidas que se destinam a impedir a transmissão de agentes que
provocam doenças.
Higiene e Segurança
Como prevenir a Infecção?

A Infeção pode ser reduzida se atuarmos ao nível dos fatores extrínsecos e se o


ambiente que rodeia o idoso for limpo.
Por isso deve existir:
•  Limpeza e desinfecção do quarto; cozinha, casa de banho;
•  Limpeza e desinfecção de outras instalações;

•  Limpeza e desinfecção do material utilizado para a higiene do idoso;

•  Limpeza e desinfecção das mãos;


•  Deve evitar-se o cruzamento entre os sujos e limpos;

•  Deve existir sempre água limpa;


•  Deve deitar-se regularmente água nos esgotos para que esta seja renovada e
impeça o aparecimento de alguns animais;
•  Sempre que possível deve haver uma boa ventilação na casa e abrir-se as
janelas para a circulação de ar
Lavagem

Desinfeção
Limpeza e desinfeção do quarto
•  Abrir portas e janelas antes de iniciar o trabalho;

•  Utilizar lençóis limpos, secos, sem pregas e sem rugas;

•  Não deixar migalhas de, fios de cabelo, (etc) nos lençóis a serem reusados;

•  Limpar o colchão, quando necessário, e deixar o estrado na posição


horizontal;
•  Observar o estado de conservação do colchão, travesseiros e impermeável;

•  Não arrastar as roupas de cama no chão, nem sacudi-las.


Limpeza e desinfeção do quarto
•  A arrumação da cama é importante para prevenir complicações como, por
exemplo, úlceras por pressão, também conhecidas por escaras.
•  Os lençóis devem ser bem esticados e presos à cama para evitar também

que o idoso escorregue.


•  No caso do idoso ser acamado ou ter dificuldade em movimentar-se sozinho
deve usar-se um lençol móvel para auxiliar a movimentação do idoso.
•  Para evitar feridas pode usar um colchão caixa de ovos, de água ou de ar
para permitir a alternância e o alívio das zonas de pressão.
•  O colchão deve ser confortável e adequado a cada idoso.

•  Deve também estimular-se o idoso a ajudar na troca de fralda, na higiene e


nos posicionamentos.
Limpeza e desinfeção do quarto
As camas:
•  deverão ser arejadas diariamente, puxando a roupa até aos pés, para que

a humidade libertada pelo corpo durante o sono se liberte e o colchão e os


lençóis sequem. A roupa durará mais tempo e o sono será mais agradável.
•  deverão ser sempre feitas antes de se limpar o quarto, para que o pó não

se entranhe e suje as roupas.


Limpeza e desinfeção do quarto
As almofadas
•  As de penas por serem de difícil manutenção e serem mais susceptíveis a

causar alergias, não são aconselháveis.


•  As de espuma deverão ser batidas todos os dias, pois deformam-se.

•  Regularmente todo o tipo de almofadas deve ser arejado, pendurando-as no

estendal.
•  Não devem ser lavadas com muita frequência, para não se deformarem.

Devem ser protegidas com uma forra antes da fronha.


•  A limpeza a seco não é aconselhada porque existe o risco de ficarem restos

de produtos químicos que serão depois inalados durante o sono.


Limpeza e desinfeção do quarto
Cobertores
•  Os cobertores que não estão a uso devem ser guardados (depois de

lavados) em sacos plástico bem fechado e com naftalina, se forem de lã.


•  Poderá lavar-se em máquinas de lavar normais, desde que o peso depois de
molhado o permita.

Edredões
•  No fim do Inverno devem ser limpos, conforme as indicações das etiquetas.

•  Pode optar-se por edredões com capas, cuja a sua limpeza pode ser mais
frequente.
Limpeza e desinfeção do quarto
Colchões
•  Deverão ser protegidos por um resguardo, e este mudado com regularidade,

para absorverem menos poeira e menos humidade.


•  O resguardo, além de proteger o colchão, dá mais conforto à cama e ajuda a
fixar o lençol.
•  Viram-se de vez em quando para evitar deformações, assim como se
invertem dos pés para a cabeça. (cerca de 2 vezes por ano, podendo
coincidir na mudança de estação)
•  No colchão de molas o pó deve limpar-se com uma escova macia e
aspirador.
•  No colchão de espuma deverá ser aspirado com o acessório para frestas,
com pouca sucção.
Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

•  Deverão ser limpas pelo método ferradura: Começar por lavar as


superfícies superiores (espelhos, armários, prateleiras, aplicações de parede,
etc. Depois lavar as superfícies mais baixas (loiças sanitárias, toalheiros,
etc).

•  Depois de lavadas e enxaguadas as loiças, cortinado de banheira, torneiras

e azulejos, deverão ser secos com um pano que não largue pelo.

•  Verificar o resto de cabelos no chão e loiças.

•  Verificar a quantidade de papel higiénico.


Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

Os detergentes a utilizar devem ser adequados às áreas a limpar:


•  Não utilizar detergentes abrasivos;

•  Não juntar diferentes desinfectantes;

•  As embalagens devem estar devidamente identificadas;

•  Os recipientes reutilizáveis devem ser lavados com água quente e secos

antes de uma nova utilização.


Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

Ao lavar o chão deverão ser utilizados dois baldes:


•  Um com o produtos de limpeza;

•  Outro com água limpa, de preferência, morna.

•  Molha-se o pano ou a esfregona no produto e lava-se uma parte do chão.

•  Em seguida, mergulha-se na água e depois novamente no produto.

•  Deste modo não se lava o chão com água suja.

•  A água de enxaguar deve ser mudada com frequência.


Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

Os detergentes a utilizar devem ser adequados às áreas a limpar:


•  Não utilizar detergentes abrasivos;

•  Não juntar diferentes desinfectantes;

•  As embalagens devem estar devidamente identificadas;

•  Os recipientes reutilizáveis devem ser lavados com água quente e secos

antes de uma nova utilização.


Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

Banheira de porcelana vidrada ou esmaltada:


Não se usam produtos abrasivos, pois tornam a superfície da banheira baça.
•  Se houver manchas persistentes sairão com diluente. Em seguida

enxagua-se com água quente e detergente próprio para loiças e seca-se com
um pano.
•  As torneiras que pingam devem ser substituídas de imediato pois

mancham o esmalte, deixando muitas vezes um rasto de ferrugem.


•  O bolor que se forma na junta de ligação entre banheira e parede

elimina-se com uma escova de dentes velha, embebida em lixívia e enxagua-


se, passando depois um produto de limpeza que contenha fungicida, para
retardar o aparecimento de bolores.
Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

Sugestões:
Ao lavar as loiças sanitárias deve começar-se por água fria, passando só no
final a água quente para que os vidros e janelas não embaciem tanto.
Os espelhos deverão ser limpos com limpa-vidros e não com a água, pois a
água penetra o vidro e danifica a superfície espelhada.
Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

Tapete de borracha:
•  Lavam-se os orifícios e as rugosidades (ventosas para aderência), que é
onde acumula mais sujidade, esfregando com uma escova e água com
detergente para a loiça. Enxagua-se abundantemente.
•  Se esta manutenção não for feita com regularidade o bolor que se acumula
não sai na totalidade. Se tal acontecer deve mergulhar-se o tapete em água
morna com lixívia, deixar actuar um pouco, escovar enxaguar e secar. (a
solução deve ser fraca para não deteriorar a borracha.
•  O tapete de borracha só deverá ser colocado no momento do banho.
Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

Sanita:
•  Deve puxar-se o autoclismo antes de iniciar a limpeza.

•  Deve limpar-se com o piaçaba a cada utilização.

•  Não deve ser utilizada lixívia na sua limpeza, mas se tal acontecer ou for
necessário não deixar atuar mais de 5 minutos.
•  Deve aplicar-se um desinfectante que limpa e refresca.
Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

Tampa da Sanita:
•  Lavar diariamente a parte superior e inferior, com um pano embebido em
água morna e desinfectante.
•  Lavar com um pano exclusivo para tal, as borrachas de apoio.

•  Periodicamente deve retirar-se a tampa e lavar em água corrente para

eliminar os restos de urina que se acumulam nos parafusos.

Piaçaba
•  Lavar regularmente com água quente e detergente, enxaguando depois com

água e desinfectante.
Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

Lavatório e bidé:
•  O processo de limpeza é idêntico ao da banheira

Ralos
•  Lavar, uma vez por semana, com um escovilhão, para evitar a acumulação

de cabelos
•  Deitar nos orifícios uns pingos de lixívia, deixar actuar um pouco e enxaguar,

pois desinfecta e elimina maus cheiros.


Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

Torneiras cromadas:
•  Limpar com um pano húmido e secar com outro macio ou tipo camurça.

•  Manchas de gordura saem com detergente para a loiça.

•  Manchas de calcário saem esfregando com limão ou vinagre.

•  Se a boca da torneira estiver obstruída com resíduos de calcário, aplicar uma

caixinha de plástico com vinagre, fixando-a com um cordão e deixar actuar


por uma hora. Enxaguar e limpar com um pano seco.
Limpeza e desinfeção das instalações sanitárias

Azulejos cerâmicos:
•  Tiram-se as manchas de sabão, shampoo,(etc) lavando-os com uma solução
de água e vinagre, enxaguar e secar com pano seco.
•  Para juntas escurecidas, procede-se como na banheira, recorrendo a uma
escova de dentes velha.
Limpeza e desinfeção da Cozinha

Equipamentos, móveis, utensílios e acessórios:


•  Após o uso, lavar bem os equipamentos e utensílios com água e sabão
neutro, sem deixar resíduos nos cantos;
•  Usar apenas utensílios e equipamentos bem lavados;

•  Desinfetar com água clorada os utensílios que não são lavados em máquina

e guardá-los limpos e secos em prateleiras;


•  Separar os utensílios usados na preparação de alimentos crus (tábuas,
facas, etc) dos usados para alimentos cozidos.
•  Esfregar bem as tábuas com escova e sabão.
Limpeza e desinfeção de outras instalações

Higiene do local:
•  Aspirar os tapetes com frequência;

•  Levantar a ponta dos tapetes para passar um pano húmido no chão com

desinfetante;
•  Limpar o pó das mesas e objetos;

•  Passar uma borrifa ou qualquer aromatizante;

•  A sala deve estar bonita e agradável, arrumada, e a cheirar a limpeza.


Organização do Espaço

•  Os idosos necessitam de cuidados especiais, inclusive no que diz respeito à


decoração da casa.
•  Em alguns casos é necessário fazer adaptações para deixar o ambiente mais

funcional, ou seja, com todos os espaços montados de acordo com as


limitações dos mais velhos.
•  Diante dessa finalidade, a proposta de decoração tem sido inovada em

muitos contextos.
Organização do Espaço

Revestimento do chão:
•  os idosos costumam sofrer quedas quando a residência não possui as
devidas adaptações. Isso pode agravar um quadro de doença ou até mesmo
danificar alguma parte do corpo, já que os ossos se encontram mais frágeis
nessa faixa etária.
•  A melhor forma de prevenir acidentes é instalando pisos antiderrapantes e

construir dessa forma superfícies mais firmes para o deslocamento dos


idosos.
•  Dependendo da forma como são usadas, as peças conseguem aliar beleza e

segurança.
Organização do Espaço

Cuidados com a casa de banho:


•  O ambiente sanitário costuma ser o principal cenário para acidentes com
idosos, isso porque o chão é escorregadio e nem sempre há uma estrutura
adaptada.
•  Devem existir barras na casa de banho para facilitar o acesso do idoso.

•  Quando o morador idoso possui Alzheimer, não é recomendado usar muitos

espelhos na decoração porque isso pode causar alterações


comportamentais.
•  A casa de banho deve estar situada no primeiro andar da casa.
Organização do Espaço

Mobiliário de uma casa para idosos:


•  Para evitar quedas ou outros perigos envolvendo os ambientes residenciais,
é necessário adotar móveis sem quina e fixos no chão.
•  A medida ajuda a evitar ferimentos caso o idoso resolva procurar equilíbrio
no item mobiliário.
•  Tudo deve ser planeado em prol da acessibilidade e movimentação do idoso

dentro do espaço.
Organização do Espaço

Adaptações indicadas:
•  se possível substitua alguns degraus distribuídos na casa por rampas,
tornando o lar mais seguro.
•  Construa janelas amplas e adote cortinas claras, assim fica mais fácil obter a
entrada de luz natural durante o dia e facilita as atividades do idoso que
necessitam da claridade.
•  Armazene os objetos de uso em lugares sob medida, ou seja, nem muito alto
e nem muito baixo.
Organização do Espaço

•  Se possível, é recomendado evitar escadas longas ou cheias de curvas.

•  Caso seja necessário instalá-las para ligar dois pavimentos, deve adotar-se
corrimãos.
•  Todos os ambientes devem ser espaçosos para que o idoso se sinta à
vontade e não coloque a segurança em risco.
•  Para facilitar o acesso do idoso a determinadas áreas da casa, é

recomendado instalar suportes que permitam o descanso e contribuam com


a prevenção de acidentes.
Organização do Espaço

•  Na hora de decorar uma casa para idosos, é melhor evitar os apetrechos


desnecessários que representam obstáculos, como vasos e esculturas.
•  Evite qualquer acessório que possa resultar em quedas, como é o caso dos

tapetes.
•  Deve criar-se facilidade para o idoso abrir as portas adotando maçaneta de
alavanca ao invés de redondas.
•  É recomendado ainda deixar os corredores iluminados e haver preocupação
com o contraste da porta com a parede para que a pessoa possa ver com
mais nitidez.
Contexto de Acidentes e Quedas
•  Em Portugal, 15% dos acidentes ocorreram em pessoas com mais de 65

anos, os quais foram três vezes mais frequentes nas mulheres do que nos
homens.

•  No grupo etário de 65 anos e mais, a grande maioria dos acidentes ocorre

em casa (> 65%) e numa percentagem significativamente inferior, na área


dos transportes (< 13%).
Contexto de Acidentes e Quedas
•  No momento do acidente, a principal actividade que estava a ser desenvolvida

pelas vítimas era uma actividade doméstica, ultrapassada apenas pela


«actividade vital básica», isto é, cozinhar ou comer, no grupo de 75 anos e mais.

•  O principal mecanismo da lesão foi a queda, apresentando uma frequência de

76% entre os 65-74 anos e de 90% no grupo etário com mais de 75 anos.

•  As consequências mais frequentes das lesões foram «concussões, contusões e

hematomas», isto é, traumatismos, choque violento, ferimento. As partes do


corpo lesionadas foram, mais de 50% das vezes, os membros, seguidas da
cabeça (25%).

•  O tempo médio de internamento aumenta exponencialmente com a idade, sendo,

em média, de 11 dias, nas pessoas com mais de 75 anos.


Contexto de Acidentes e Quedas
•  Em cada ano, uma em cada três pessoas idosas sofre um acidente

doméstico.

•  A maioria dos acidentes com pessoas idosas ocorre dentro de casa.

•  Nas pessoas idosas, os acidentes são essencialmente devidos a quedas.

•  O tempo de internamento por acidentes com pessoas idosas é cinco vezes

superior ao das crianças.


Contexto de Acidentes e Quedas
•  Na União Europeia, em 27 países ocorreram perto de 40.000 mortes de

pessoas idosas devido a quedas.

•  Os idosos com mais de 80 anos têm uma taxa de mortalidade devido a

quedas 6 vezes mais alta do que os idosos entre os 65 e os 79 anos. Isto


acontece por caírem mais vezes mas também por serem mais frágeis.

•  As lesões nos idosos geram elevados custos para a Saúde. Um dos

principais custos dos

•  hospitais prende-se com fracturas especialmente fracturas da anca.


Contexto de Acidentes e Quedas
•  Prevenir acidentes no idoso ou quedas é uma das preocupações que a

família tem com os seus familiares.

•  As quedas são responsáveis por 70% das mortes acidentais neste grupo

etário, sendo as consequências das quedas a 6ª causa de morte no idoso.

•  Apesar do risco de cair em casa ser grande, muitos acidentes devido a

queda podem ser prevenidos. Boas práticas mostram que é possível reduzir
as lesões nos idosos em 38%.

•  A redução de lesões pode melhorar a qualidade de vida e reduzir os gastos

dos serviços de saúde devido a lesões nesta faixa etária.


Contexto de Acidentes e Quedas
•  O primeiro passo é compreender as suas causas. Nas pessoas idosas a

diminuição da massa muscular, a osteoporose, a diminuição da visão e da


audição, assim como a falta de condições de segurança da casa e do jardim
aumentam a probabilidade de cair.

•  As quedas podem ser prevenidas fazendo pequenos ajustamentos na casa e

no estilo de vida, mas, promover a segurança, é também, garantir que as


pessoas idosas se alimentam convenientemente e se mantêm fisicamente
activas.
Contexto de Acidentes e Quedas
Factores de risco de quedas:
•  Viver sozinho.

•  Tomar medicamentos, em especial medicamentos psicotrópicos.

•  Doenças crónicas tais como artroses, depressão, doença pulmonar crónica.

•  Mobilidade reduzida e balanço.

•  Dificuldades cognitivas e demência.

•  Redução da acuidade visual.

•  Calçado e vestuário inadequado.

•  Uso de bengalas ou andarilhos

•  Subir para escadotes, cadeiras, bancos, árvores, autocarros.

•  Pisos escorregadios ou irregulares, pavimentos degradados.


Contexto de Acidentes e Quedas
•  História de quedas anteriores: por vezes as quedas nos idosos são

importantes indicadores de alterações na saúde e declínio funcional, pelo


que deve ter em atenção em que contexto aconteceram as quedas, se
detectou algum factor precipitante, sintomas físicos antes da queda e referi-lo
ao seu médico se necessário.
Contexto de Acidentes e Quedas
•  Tente aperceber-se de comportamentos “aventureiros” por parte do

idoso (como subir escadotes), procure compreender as suas motivações e


necessidades e explore formas de o ajudar sem que ele se sinta inferiorizado
ou menos activo!

•  Diminuição sensorial: com a idade é comum o défice visual, pelo que se

torna aconselhável uma consulta de rotina anualmente ou quando são


detectadas alterações, de forma a identificar a necessidade de colocação ou
actualização de próteses oculares.
Prevenir Quedas no Idoso: Em toda a Casa

•  Mantenha uma boa iluminação em toda a casa e uma luz acesa na entrada

principal.

•  As lâmpadas devem ser de fácil manutenção e substituição.

•  Nunca deixe fios eléctricos e de telefone desprotegidos. Prenda-os à parede.

•  Evite tapetes soltos no chão, principalmente nas escadas. Se usar, fixe-os ao

chão.

•  Pinte de cores diferentes ou faça marcas visíveis no primeiro e no último

degrau das escadas. Elas devem ter degraus com piso antiderrapante.
Converse com o seu médico sobre a necessidade de colocar barras de apoio
(corrimão).
Prevenir Quedas no Idoso: Em toda a Casa
•  Use sapatos com saltos largos e calcanhares reforçados, para evitar que o

pé se movimente. Não use chinelos. Prefira os sapatos fechados.

•  Cuidado para não errar a dosagem dos remédios.

•  Não use camisolas e roupões compridos, para evitar tropeçar, principalmente

se tiver que se levantar no meio da noite.

•  Ao dormir, deixe a luz do corredor acesa para auxiliar a visão, caso acorde

no meio da noite.

•  Se cair e tiver dores, procure assistência médica. Deixe o telefone num local

de fácil acesso, se necessitar de pedir ajuda.

•  No quintal, evite a acumulação de folhas e flores húmidas no chão.


Prevenir Quedas no Idoso: Em toda a Casa
•  Perda de capacidade mental: em situações de demência pode ser necessário

limitar algumas actividades por motivo de segurança, remover objectos em casa


que possam ser perigosos e avaliar a necessidade de apoio nas várias
actividades de vida diárias.

•  Alterações de mobilidade: muitas vezes os idosos têm alterações nos

movimentos, o que lhes dificulta a realização das actividades diárias normais,


podendo conduzir às quedas. Assim, deve ser avaliada a necessidade de
auxiliares de marcha, como bengalas, andarilhos, canadianas, ou alterações em
casa, como correcção de sanitários baixos, cama ou banheira, o uso de luzes
nocturnas no quarto e casa de banho.

•  Devem ter-se em atenção alterações ao nível dos pés, nomeadamente unhas

demasiadamente longas, calos dolorosos, ou mesmo o uso de calçado


inadequado.
Prevenir Quedas no Idoso: No quarto
•  Procure utilizar uma cama larga, com altura suficiente para que, sentado,

consiga apoiar os pés no chão, evitando tonturas. Ao deitar-se, utilize sempre


um travesseiro para apoiar a cabeça.

•  Use uma mesa-de-cabeceira, de preferência, com bordas arredondadas e

procure fixá-la ao chão ou à parede, para evitar que se desloque caso


necessite apoiar-se nela.

•  Mantenha uma cadeira ou poltrona no quarto, para que possa sentar-se para

calçar meias e sapatos.

•  Os interruptores devem estar ao alcance da mão quando estiver deitado na

cama, para evitar levantar-se no escuro.

•  Evite prateleiras muito altas ou muito baixas, para diminuir o esforço físico ao

procurar algum objecto e evitar quedas.


Prevenir Quedas no Idoso: Na casa de banho
•  O piso da casa de banho deve ser antiderrapante.

•  Evite prateleiras de vidro e superfícies cortantes, e é absolutamente proibido

usar esquentador a gás dentro da casa de banho

•  Se necessitar utilize barras de apoio no polibã ou na banheira, nas paredes

próximas da sanita.

•  O espaço útil da casa-de-banho deve ser suficiente para duas pessoas.

Nunca feche a porta da casa-de-banho à chave, para o caso de precisar de


ajuda.

•  Certifique-se de que os interruptores e as tomadas eléctricas estão em áreas

secas da casa de banho.


Prevenir Quedas no Idoso: Na cozinha
•  Os armários não devem ficar em locais muito altos. Guarde os objectos que

são pouco utilizados nos armários superiores e os de uso frequente, em


locais de fácil acesso.

•  Instale a botija de gás, sempre, fora da cozinha.

•  Evite colocar peso nas portas do frigorífico e utilize as prateleiras que não

exijam que baixe ou levante muito os seus braços.

•  Os fornos eléctricos e os microondas devem ser instalados em local de fácil

acesso.

•  Lembre-se de desligar fornos, microondas e ferros de passar roupa, após o

uso.
Prevenir Quedas no Idoso: Na sala
•  Procure utilizar cores claras nas paredes e aumentar a iluminação, tornando-

a três vezes mais forte que o normal, para compensar dificuldades visuais.
Uma boa regra é completar a iluminação com candeeiros de fácil
manutenção.

•  Opte por sofás e poltronas confortáveis, com assentos que não sejam

demasiado macios, e que facilitem os actos de sentar e levantar.

•  Evite esquinas de vidro, metal ou materiais cortantes em mesas de apoio.

•  Não use tapete em baixo da mesa da sala jantar e deixe um espaço à volta

da mesa para a movimentação das pessoas.

•  Prefira pisos antiderrapantes.


Intoxicações em Pessoas Idosas
•  A intoxicação é o efeito nocivo que é provocado quando uma substância

tóxica é ingerida, inspirada ou entra em contacto com a pele, com os olhos


ou com as membranas mucosas, como as da boca, da vagina ou do pénis.
Intoxicações em Pessoas Idosas
•  Entre os mais de 12 milhões de produtos químicos conhecidos, menos de

3000 provocam a maioria das intoxicações acidentais e deliberadas. No


entanto, praticamente qualquer substância ingerida em grandes quantidades
pode ser tóxica.

•  As fontes mais comuns de tóxicos são:

•  os medicamentos,

•  os produtos de limpeza,

•  os produtos para a agricultura,

•  as plantas,

•  os produtos químicos industriais,

•  as substâncias alimentares.
Intoxicações em Pessoas Idosas
•  Para que o tratamento seja eficaz, é fundamental identificar o tóxico e

confirmar que perigos ele implica exactamente.

•  Existem centros de informação para casos de intoxicações, cujos números

de telefone costumam aparecer nas listas locais ou que podem ser


conseguidas sem dificuldade.

•  Estes centros proporcionam informação sobre o tratamento de qualquer

intoxicação.
Intoxicações em Pessoas Idosas
•  A intoxicação pode ser acidental ou intencional (no caso de assassínio

ou de suicídio).

•  As crianças, sobretudo as menores de 3 anos, são particularmente

vulneráveis à intoxicação acidental, tal como os idosos (porque se baralham


com os seus medicamentos), os doentes hospitalizados (devido a erros de
medicação) e os trabalhadores industriais (devido à sua exposição a
produtos químicos tóxicos).
Intoxicações em Pessoas Idosas
Os sintomas de intoxicação dependem:

•  do tóxico,

•  da quantidade ingerida,

•  de certas características da pessoa que o toma.

•  Alguns tóxicos não são muito potentes e exigem uma prolongada exposição

ou uma ingestão repetida de grande quantidade do mesmo para causar


problemas.

•  Outros são tão potentes que só uma gota sobre a pele pode provocar uma

lesão grave.
Intoxicações em Pessoas Idosas
•  As características genéticas podem influir no facto de uma determinada

substância ser ou não tóxica para uma determinada pessoa.

•  A idade é um factor determinante quanto à quantidade de substância que

pode ser ingerida antes de se produzir a intoxicação. Por exemplo, uma


criança pequena pode ingerir muito mais paracetamol do que um adulto, até
que se torne tóxico.

•  As benzodiazepinas, que são um sedativo, podem ser tóxicas para um idoso

em doses que um adulto de meia idade poderá consumir sem problema.


Sinais e Sintomas
Intoxicações em Pessoas Idosas
Sinais e Sintomas
Os sintomas podem ser ligeiros mas incómodos:

•  comichões,

•  secura na boca,

•  visão enevoada,

•  dor

Os sintomas podem ser graves:

•  confusão,

•  coma,

•  ritmos cardíacos anormais,

•  dificuldades respiratórias,

•  forte agitação
Intoxicações em Pessoas Idosas
Diagnóstico e Tratamento
•  Depois de ligar para o centro de informações sobre intoxicações, os

familiares ou os amigos das vítimas podem começar os primeiros socorros,


enquanto esperam a ajuda dos profissionais.

Deverão confirmar:

•  Se a vítima ainda respira,

•  se tem batimentos cardíacos,

•  se for necessário, começar a fazer-lhe uma reanimação cardiopulmonar.

Devido ao facto de o tratamento ser mais eficaz quando se conhece o tóxico,


deverão ser conservados tanto o vómito da vítima como os recipientes, para
que o médico possa observá-los ou analisá-los.
Intoxicações em Pessoas Idosas
Diagnóstico e Tratamento
•  Quando se desconhece o tóxico, os médicos tentam identificá-lo por meio

de testes de laboratório.

•  Uma análise ao sangue pode ser útil, mas a análise de uma amostra de urina

ainda o é mais.

•  Os médicos podem extrair o conteúdo do estômago aspirando-o através de

uma sonda e enviá-lo para o laboratório, onde é analisado e identificado.


Intoxicações em Pessoas Idosas
Diagnóstico e Tratamento
•  Quando uma pessoa ingere uma substância tóxica, é necessário provocar o

vómito de imediato, a menos que o tóxico possa ser mais prejudicial ao ser
vomitado: no caso de objectos cortantes, produtos derivados do petróleo, a
lixívia ou os ácidos.

•  Se a pessoa estiver muito agoniada, inconsciente ou tiver convulsões, não

deverá provocar-se o vómito porque a vítima poderá afogar-se.

•  Para induzir o vómito costuma usar-se xarope de ipecacuanha; as

instruções para a sua administração encontram-se impressas na etiqueta do


frasco.

•  No caso de não se conseguir este produto, pode ser usada água com

sabão.
Adaptações Ergonómicas
A palavra “Ergonomia” vem de duas palavras Gregas:

•  “ergon” que significa trabalho,

•  “nomos” que significa leis.

•  A ergonomia é a ciência que estuda a interação do ser humano com as

máquinas, equipamentos, ambientes e sistemas.

•  Além de servir para a produção de objetos mais confortáveis, a ergonomia

agora está a mostrar-se útil também para facilitar o dia a dia dos idosos.
Adaptações Ergonómicas
•  A Ergonomia pode ser aplicada em vários setores de atividade:

•  Ergonomia Industrial,

•  Ergonomia hospitalar,

•  Ergonomia escolar,

•  Ergonomia dos transportes,

•  Ergonomia dos sistemas informatizados,

•  Etc.
Adaptações Ergonómicas
•  Em todos os setores da Ergonomia é possível existirem intervenções

ergonómicas para melhorar significativamente a eficiência, produtividade,


segurança e saúde nos postos de trabalho.

•  A Ergonomia atua em todas as frentes de qualquer situação de trabalho ou

lazer, desde os stresses físicos nas articulações, músculos, nervos,


tendões, ossos, etc., até aos fatores ambientais que possam afetar a
audição, visão, conforto e principalmente a saúde.
Adaptações Ergonómicas
•  A ergonomia é multidisciplinar, que usa conhecimentos de várias ciências,

tais como: anatomia, antropometria, biomecânica fisiologia, psicologia, etc.

•  A ergonomia usa os conhecimentos adquiridos das habilidades e

capacidades humanas e estuda as limitações dos sistemas, organizações,


atividades, máquinas, ferramentas, e produtos de consumo de modo a torná-
los mais seguros, eficientes, e confortáveis para uso humano
Adaptações Ergonómicas
•  As atividades de manutenção, que os técnicos executam junto dos doentes,

relacionam-se com necessidades de movimentar, posicionar, elevar e


transportar.

•  Estas tarefas são efetuadas com dispêndio energético e em carga física,

dependentes das circunstâncias e características antropométricas dos


doentes e pessoal operador, quer seja técnico, quer seja outro elemento da
equipa prestadora de cuidados.

•  Considera-se carga demasiado pesada, em operações ocasionais, valores

superiores a 30 Kg e, em operações frequentes, valores superiores a 20 Kg.


Adaptações Ergonómicas
•  A necessidade de prevenir o risco de lesões é uma realidade a que os

profissionais terão de fazer frente. Entre as medidas preventivas, assumem


importância, os aspetos da organização do trabalho, o uso de equipamentos
facilitadores, a adoção de técnicas corretas de movimentação e transferência de
doentes.

•  O uso de dispositivos de apoio é cada vez mais necessário. Existem no mercado

elevadores, transferes mecânicos e elétricos, macas para banhos. Estes


instrumentos já se encontram disponíveis em muitas instituições de saúde.
Adaptações Ergonómicas
•  A necessidade de prevenir o risco de lesões é uma realidade a que os

profissionais terão de fazer frente. Entre as medidas preventivas, assumem


importância, os aspetos da organização do trabalho, o uso de equipamentos
facilitadores, a adoção de técnicas corretas de movimentação e transferência de
doentes.

•  O uso de dispositivos de apoio é cada vez mais necessário. Existem no mercado

elevadores, transferes mecânicos e elétricos, macas para banhos. Estes


instrumentos já se encontram disponíveis em muitas instituições de saúde.
Adaptações Ergonómicas
ESPAÇOS EXTERNOS E AMBIENTE URBANO:

•  As calçadas devem ser revestidas com material resistente, antiderrapante

(áspero), sem irregularidades, contínuo e não interrompido por degraus ou


mudanças abruptas de nível que dificultem o trânsito de pessoas idosas e
deficientes.

•  Não se devem revestir as calçadas com placas pré-moldadas com desníveis

entre placas ou com grama nos intervalos, juntas de madeira ou outros materiais,
não nivelados que alterem a continuidade do piso.

•  Em caso de acesso de utentes de cadeiras de rodas o meio-fio (guias) das


calçadas deve ser rebaixado com rampa ligada à faixa de travessia.
Adaptações Ergonómicas
ESPAÇOS EXTERNOS E AMBIENTE URBANO:

•  As calçadas devem ser revestidas com material resistente, antiderrapante

(áspero), sem irregularidades, contínuo e não interrompido por degraus ou


mudanças abruptas de nível que dificultem o trânsito de pessoas idosas e
deficientes.

•  Não se devem revestir as calçadas com placas pré-moldadas com desníveis

entre placas ou com grama nos intervalos, juntas de madeira ou outros materiais,
não nivelados que alterem a continuidade do piso.

•  Em caso de acesso de utentes de cadeiras de rodas o meio-fio (guias) das

calçadas deve ser rebaixado com rampa ligada à faixa de travessia.


Adaptações Ergonómicas
MAÇANETAS DAS FECHADURAS

•  Deve-se preferir as maçanetas do tipo alavanca em função de oferecerem uma

melhor pega, esta deve ser instalada a uma altura mínima de 0,90m e no
máximo 1,10m.
Adaptações Ergonómicas
INTERRUPTORES

•  Os interruptores devem estar localizados entre 0,90 e 1,10m do piso e de 0,15 a

0,45 no máximo de distância horizontal das portas para facilitar o acesso e


localização. Dá-se preferência aos reluzentes ou iluminados, para facilitar a
visualização noturna.

TOMADAS

•  As tomadas devem situar-se a uma altura em relação ao piso de no mínimo

0,45cm e no máximo 1,10m. Dispor em quantidade suficiente e localização


adequada para evitar o uso de extensões elétricas o que evitará o uso de
extensões. O uso da extensão elétrica é um fator que contribui para que o idoso
sofra quedas no interior das residências, principalmente no período noturno que
podem tropeçar.
Adaptações Ergonómicas
VENTILAÇÃO

•  Os ambientes devem ter ventilação natural suficientemente agradável, por meio

de janelas com sistema de abertura sempre para dentro ou de correr, o seu


tamanho deve seguir o desejo dos proprietários e do projeto arquitetónico.
Seguindo as normas técnicas a área de iluminação deve ser de 1/10 da área de
piso para ambientes de permanência prolongada, como salas e dormitórios, e de
1/7 da área de piso para ambientes transitórios, como casas de banho e
cozinhas.
Ajudas Técnicas de Apoio à mobilização e marcha
ANDARILHO E CANADIANAS/ BENGALAS E PIRÂMIDES/ MULETAS E AUXILIARES/ CADEIRA
DE RODAS

•  As ajudas técnicas são materiais, equipamentos e sistemas que servem para

compensar a deficiência ou atenuar-lhe as consequências, impedir o


agravamento da situação clinica da pessoa e permitir o exercício das atividades
quotidianas e a participação na sua vida escolar, profissional, pessoal e social.

•  Escolher uma ajuda técnica é um processo que deve ser feito de forma cuidada,

refletida e rigorosa. Deve-se ouvir a opinião dos técnicos especialistas na ajuda


técnica em questão, dos familiares e do próprio utilizador.

•  A ajuda técnica é um recurso, algo pessoal, que deve ser o mais adequado

possível à situação clinica da pessoa e que exige cuidados de manutenção.


Ajudas Técnicas de Apoio à mobilização e marcha
ANDARILHO

•  O andarilho é um auxiliar de marcha que pode ser fixo ou articulado com

estrutura em alumínio de alta resistência e altura regulável. Este tipo de ajuda


técnica é utilizado para utentes com astenia, diminuição da amplitude dos
movimentos, debilidade muscular e perda sensorial.
Ajudas Técnicas de Apoio à mobilização e marcha
CANADIANAS E MULETAS AXILARES

•  São utilizadas quando existe dificuldade em apoiar um pé no solo ou para

substituir a falta de um membro inferior. Geralmente são de alumínio e podem


variar com o grau de ajuste ao nível da altura do braço.
Ajudas Técnicas de Apoio à mobilização e marcha
BENGALAS E PIRÂMIDES
•  São ideias para utentes com dificuldades de marcha.
Ajudas Técnicas de Apoio à mobilização e marcha
CADEIRA DE RODAS

•  Uma correta posição na cadeira de rodas é um fator importante para ajudar a

prevenir contraturas, deformidades e edema de decúbito. Esta quando é prescrita


de forma adequada tem os seguintes benefícios:

•  Nível máximo de comodidade;

•  Maior segurança e menor risco de limitações;

•  Maior mobilidade;

•  Máxima capacidade de autoajuda e independência;

•  Boa integridade cutânea;

•  Maior controlo da postura e da musculatura;

•  Minimiza as deformidades físicas e as dores;


Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Deficiência Motora
•  Deficiência motora é uma disfunção física ou motora, a qual poderá ser de

carácter congénito ou adquirido.

•  Desta forma, esta disfunção irá afetar o indivíduo, no que diz respeito à

mobilidade. À coordenação motora ou à fala. Este tipo de deficiência pode


decorrer de lesões neurológicas, neuromusculares, ortopédicas e ainda de mal
formação.
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Deficiência Motora
BASTÃO DE BOCA

•  O “bastão de boca” é exatamente aquilo que o nome indica: um bastão que é

colocado na boca.

•  Devido à sua simplicidade e baixo custo, o “bastão de boca” é uma das mais

populares tecnologias de assistência.

•  Em muitos casos, há uma ponta de borracha no final do bastão para dar uma

melhor tração, e costuma ter uma base de plástico ou borracha na outra ponta
que a pessoa insere na boca. Alguém que não possa usar as mãos poderá utilizar
um “bastão na boca” para escrever ou para manipular um mouse trackball,
dependendo da quantidade de controle que a pessoa tem com o “bastão na boca”
e ainda o quanto de paciência ela possa ter ao ver como estes movimentos são
difíceis.
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Deficiência Motora
VARINHAS DE CABEÇA

•  As “varinhas de cabeça” são muito semelhantes em termos e função ao “bastão

de boca”, mas neste caso o bastão é preso na cabeça. A pessoa faz uso
deslocando a cabeça para fazer a varinha escrever caracteres, navegar na web
através de documentos e etc. A fadiga pode ser um problema quando são
necessárias várias ações para realizar uma tarefa.
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Deficiência Motora
INTERRUPTOR DE ACESSO ÚNICO

•  Um interruptor de acesso único é usado por pessoas que têm mobilidade muito

limitada mas são capazes de utilizar este tipo de dispositivo.

•  Se uma pessoa apenas pode mover a cabeça, por exemplo, uma opção poderia

ser colocar ao lado da cabeça este botão, o que permitiria a pessoa clicar nele
com o movimento da cabeça.

•  Esta ação é normalmente interpretada por um software no computador, que

permite ao usuário navegar através do sistema operacional, páginas e outros


ambientes.

•  Existem alguns softwares que facilitam a digitação de palavras, usando um

recurso de autocompletar que tenta adivinhar o que a pessoa está digitando, e


permitindo que a pessoa possa escolher entre as palavras que ele deseja.
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Deficiência Motora
INTERRUPTOR DE ASPIRAR E SOPRAR

•  Semelhantes em termos de funcionalidade para o Interruptor Único descrito

acima, interruptores de soprar e aspirar são capazes de interpretar as ações


do fluxo de ar do usuário para ligar/desligar, e pode ser utilizado para vários
fins, de controlar uma cadeira de rodas até navegar num computador. O
hardware pode ser combinado com um software que estende a
funcionalidade deste dispositivo simples para aplicações mais sofisticadas.


Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Deficiência Motora
MOUSE TRACKBALL GRANDE

•  Um mouse trackball não é necessariamente uma tecnologia de assistência,

algumas pessoas sem deficiência preferem usar este em vez do rato padrão.

•  É possível, por exemplo, usar um mouse trackball em conjunto com uma

varinha de cabeça ou bastão de boca. É relativamente fácil de manipular um


trackball com estes dispositivos, e muito mais difícil de manipular um rato
padrão.

•  Alguém com tremores nas mãos também podem utilizar este tipo de rato,

uma vez que é mais fácil de controlar, há menos risco de acidentalmente


mover o cursor ao tentar clicar sobre o botão do rato.
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Deficiência Motora
RASTREIO DOS OLHOS

•  Os dispositivos de rastreio e monitorização dos olhos pode ser uma valiosa

alternativa para os indivíduos sem nenhum controle, ou apenas um domínio,


durante os seus movimentos manuais.

•  O dispositivo segue o movimento dos olhos e permite que a pessoa possa

navegar na web com apenas movimentos oculares.

•  Este tipo especial de software permite que o tipo de pessoa, e podem incluir

a tecnologia de autocompletar para acelerar o processo.

•  Estes sistemas podem ser realmente caros. Nos E.U podem chegar a

milhares de dólares, por isso são menos comuns do que os dispositivos


menos sofisticados, tais como os bastões para boca ou as varinhas para
cabeça.
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Deficiência Motora
SOFTWARE PARA RECONHECIMENTO DE VOZ

•  Outra alternativa é instalar um software que permite a uma pessoa controlar

o computador utilizando a fala. Isto pressupõe que a pessoa possua uma voz
que seja fácil compreender.

•  Algumas pessoas com deficiência motora ou com paralisia cerebral, em

particular, podem ter dificuldade de falar de uma maneira que o software


possa entendê-las, pois os músculos que controlam a voz reagem com
lentidão, e muitas vezes não é audível o suficiente, apesar destas pessoas
não terem qualquer lentidão na sua capacidade mental.
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Deficiência Visual
•  O sistema de leitura para cegos, conhecido como Braile, surgiu a partir de

um sistema de leitura no escuro desenvolvido por Charles Barbier, para uso


militar. Quando o francês Louis Braille, que era cego, conheceu o sistema,
passou a utilizá-lo e logo depois o modificou, passando de um grupo de 12
pontos para um grupo de apenas 6 pontos, formado por duas colunas com
três pontos cada.

•  O agrupamento de seis pontos possibilita a constituição de 63 símbolos

diferentes que servem para representar caracteres na literatura, na


matemática, na informática e na música.

•  O sistema foi inventado em 1825 e até hoje é utilizado em todo o mundo.


Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Deficiência Visual
•  Ler em braile é muito fácil. Basta que se conheça os símbolos e pode-se

ler normalmente, seja com o tato ou com a visão. Os caracteres são lidos da
esquerda para a direita e até sinais de pontuação são representados através
dos pontinhos em alto relevo.

•  Para escrever é necessário um pouco mais de técnica. São utilizados

dois instrumentos chamados reglete e o punção. A reglete é uma placa de


metal com orifícios em uma de suas faces. O papel, um pouco mais grosso
que o comum, é colocado em cima dessa placa e pressionado com o
punção, um instrumento semelhante a uma agulha, mas com a extremidade
arredondada, para que, ao pressionar o papel contra os orifícios da reglete,
este não seja perfurado, e sim apenas marcado. O papel é marcado da
direita para a esquerda, no sentido contrário ao da escrita.
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Problemas de Comunicação
•  Pode-se colocar dentro da discussão de inclusão digital a questão do acesso

as TICs por portadores de necessidades especiais. As tecnologias de


Informação e comunicação oferecem para este seguimento social um
possibilidade de desenvolvimento das limitações impostas por sua condição
fisiológica. O próprio Vygostsky, um dos maiores nomes na teoria da
educação, enfatiza a importância da ação, da linguagem e dos processos
interativos na construção das estruturas mentais superiores. O acesso aos
recursos oferecidos pela sociedade influenciam determinantemente nos
processos de comunicação da pessoa.
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Problemas de Comunicação
•  Por meio do desenvolvimento de recursos de acessibilidade, as ferramentas TICs

abrem uma possibilidade de combate aos preconceitos, impostos pelas limitações,


oferecendo uma oportunidade de condições para interagir e aprender, explicitando
com mais facilidade e sendo tratado como um “diferente-igual”… Ou seja, “diferente”
por sua condição de pessoa com deficiência, mas ao mesmo tempo “igual” por
interagir, relacionar-se e competir em seu meio com recursos mais poderosos,
proporcionados pelas adaptações de acessibilidade de que dispõe.
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Problemas de Comunicação
•  As Tics podem servir como um instrumento de equidade social, minimizando

diferenças e criando possibilidades de participação na vida social, pois desta forma os


indivíduos poderão, então, dar passos maiores em direção a eliminação das
discriminações, como conseqüência do respeito conquistado com a convivência,
aumentando sua auto-estima, proporcionado pelo recurso de poder, explicitar melhor
seu potencial e seus pensamentos.
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Problemas de Comunicação

“Para as pessoas sem deficiência, a tecnologia torna as coisas


mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna
as coisas possíveis.”
Tecnologias de apoio e ajudas técnicas para a
pessoa idosa com Problemas de Comunicação
•  Os Recursos usados para facilitar a integração e inclusão do deficiente

mental na sociedade vão desde jogos educativos manuais a um complexo


sistema computadorizado (softwares e hardwares especiais), que
contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da
postura sentada, entre outros. Já os serviços são aqueles prestados por
profissionais à pessoa com deficiência mental, visando selecionar, obter ou
usar um instrumento de tecnologia assistiva. Como exemplo, podemos citar
avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos, que
facilite sua integração.

•  A inclusão digital possui o papel de resgatar os excluídos e incluí-los na

sociedade da informação, por meio de políticas que visem ao seu


crescimento e autonomia.
Avaliação e Modificação do Ambiente
•  O idoso com dependência e capacidade funcional diminuída requer um

domicílio adaptado às suas necessidades, sejam elas de locomoção, de


alimentação, de higiene, entre outras. Portanto, a adaptação do domicílio tem
como intuito a maximização do desempenho da pessoa idosa dentro de seu
próprio domicílio. A adaptação do domicílio deve ser realizada por um grupo
de profissionais da área de exatas, humanas e de saúde, são eles: arquiteto,
engenheiro, assistente social, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo e
terapeuta ocupacional.
Avaliação e Modificação do Ambiente
•  A exigência da adaptação do domicílio dá-se pela dependência parcial ou

total do idoso, principalmente, devido às quedas que podem resultar em


diversas complicações, as quais se destacam: fraturas e traumas. Dados
apontam que 30% dos idosos acima de 65 anos em uma comunidade sofrem
uma queda, e a metade desses repetem o evento. Todavia, o processo de
envelhecimento para quedas é considerado multifatorial, ou seja, acomete
equilíbrio, musculatura, locomoção, neurológico, efeitos adversos de
medicamentos, entre outros.
Avaliação e Modificação do Ambiente
•  Muitos estudos apontam necessidade de adequar o ambiente doméstico

diante dos riscos para a prevenção de quedas e do comportamento do idoso


diante das situações cotidianas. (MELLO e PERRACINI, 2005).

•  Mello e Perracini (2005) complementam que é necessária a avaliação global

da capacidade funcional do ambiente doméstico. Tais avaliações são: a


classificação da dependência funcional do idoso e a avaliação ambiental. As
alterações no domicílio devem ser planejadas em conjunto com o idoso e
família para escolha das melhores alternativas das modificações no contexto
domiciliar.
Avaliação e Modificação do Ambiente
•  As mesmas autoras (2005) listam sugestões para modificação de problemas

ambientais em decorrência de distúrbios cognitivos, comportamentais, de


segurança, de facilitação ao cuidador e de dificuldades nas atividades
básicas da vida diária, são elas:
Avaliação e Modificação do Ambiente
•  Criar e utilizar sinais para identificação;

•  Usar luzes durante a noite;

•  Instalar trancas extras nas portas de saída;

•  Usar canudos e alimentos que não exijam talheres;

•  Usar adaptações para o autocuidado;

•  Simplificar a forma de vestir;

•  Guardar objetos de valor em lugares com trancas;

•  Usar fitas refletoras no piso e paredes;

•  Manter calendário atualizado com compromissos registrados;

•  Manter a disposição de mobiliário;

•  Manter os pertences no mesmo lugar;


Avaliação e Modificação do Ambiente
•  Retirar mobílias baixas;

•  Manter trancado material de limpeza e inseticidas.

•  Manter espaços livres entre os cômodos;

•  Instalar detectores de fumaça;

•  Retirar ou almofadar as quinas dos mobiliários;

•  Retirar ou prender tapetes pequenos;

•  Retirar ou isolar locais de bagunça;

•  Eliminar superfícies brilhantes ou reluzentes;

•  Limitar áreas de exposição com pequenos objetos (enfeites);

•  Aumentar a iluminação;
Avaliação e Modificação do Ambiente
•  Usar telefone de discagem automática;

•  Deixar números de emergência ao lado do telefone;

•  Deixar extintor de incêndio a mão;

•  Remover, isolar ou proteger fontes de calor;

•  Retirar frutas plásticas e de cera;

•  Verificar o lixo antes de jogá-lo;

•  Usar bengala;

•  Usar pratos e copos inquebráveis;


Avaliação e Modificação do Ambiente
•  Garantir chaves extras fora de casa;

•  Esconder as chaves do carro;

•  Instalar barras de apoio;

•  Usar cadeira de banho;

•  Retirar fios do campo visual;

•  Usar tapetes antiderrapantes;

•  Limitar as áreas para fumar.