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AVM Faculdade Integrada

Pós Graduação em Engenharia de Automação e Eletrônica Industrial

Tarefa 4.2

Por Isaac Brandão da Costa Costa

Setembro/2016
AVM Faculdade Integrada
Pós Graduação em Engenharia de Automação e Eletrônica Industrial

Tarefa 4.2

Trabalho apresentado como


avaliação parcial da disciplina
Eletrônica Industrial.

Setembro/2016
Os produtos de eletrônica vem numa crescente nos últimos anos na economia. Estão
presentes na indústria, telecomunicações, informática, vídeo e áudio, eletrodomésticos e
automóveis. Com o passar do tempo os produtos citados vem incorporando um maior
número de componentes eletrônicos.

O aumento da demanda por estes produtos fez com que a produção nacional impactasse
de forma negativa na balança comercial, levantando a discussão sobre a definição de uma
política nova a fim de reverter esta situação.

Por não estar classificada como uma indústria, volta-se a discussão dessa nova política
para a eletrônica em informática, automação, telecomunicações e bens de consumo.

Na década de noventa, as empresas brasileiras sofreram fortes mudanças no tangente a


busca pela qualidade e produtividade em seu processo de produção. A queda destes custos
diminuiu significativamente o preço dos produtos finais, gerando um aumento nas vendas
entre os anos de 1995 e 1996.

A qualidade dos produtos oferecidos por esse segmento é semelhante à dos produtos
internacionais, sendo os seus preços não tão competitivos devido à alta carga tributária.
Sendo assim o conteúdo destes produtos passaram a ser importados, fazendo com que a
fabricação de alguns componentes não fosse mais realizada localmente. Vide o exemplo
dos televisores com grandes telas: os cinescópios que estes equipamentos utilizam não
possui produção nacional.

É habitual a importação de peças de plásticos injetadas, tendo como destaque os discos


rígidos, placas de circuito impresso, circuitos integrados a semicondutores.

Na prática muitas dessas indústrias atuam como montadoras apenas, trazendo sua
tecnologia do exterior

A falta de competitividade no exterior faz com que a exportação não compense a balança
comercial destes produtos.

No que diz respeito ao setor de componentes, existiam cerca de vinte fabricantes na


década de oitenta, e algumas empresas nacionais atuando com circuitos integrados de
baixa complexidade, projetos de circuitos com integração nas etapas finais de fabricação
de memória para computadores.

Esse mercado alavancou a instalação de indústria de computadores, já que o projeto


nacional privilegiava a utilização de componentes nacionais. O fim dessa reserva de
mercado decretou o fim de diversas empresas locais deste ramo.

No Brasil, a demanda por eletrônicos é pressionada em parte pelo crescimento das


telecomunicações, informática, TV por assinatura (televisão digital) e pelas tecnologias
embarcadas.

Conforme projeções da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica, a participação


deste tipo de indústria no PIB será de mais de 10%. Conforme a Tabela I, o saldo
comercial negativo dos eletrônicos foi maior que o do petróleo e seus derivados no
período de 1996 a 2000, impactando no saldo negativo da balança comercial Brasileira.
Dados em levantamento publicados pelo Instituto de Estudos sobre o Desenvolvimento
Industrial mostra que juntamente com o Brasil e com exceção do Japão, os países
desenvolvidos em sua maioria são deficitários no tangente a balança comercial oriunda
do complexo eletrônico. Já os países emergentes (Coréia, Tailândia, México, Indonésia)
em conjunto com países em desenvolvimento como a China e Índia esta balança
comercial é superavitária.

Outros dados sobre a participação do Brasil no mercado internacional de eletrônicos


merecem destaque:

1. o Brasil é dentre os países em desenvolvimento estudados o que possui maior déficit


na balança comercial para a indústria eletrônica.

2. a participação do brasil no total mundial é de cerca de 0.9% enquanto que no ramo de


eletrônicos é de cerca de 0,2% (muito inferior ao índice geral).

Conclui-se que o Brasil ficou a margem do processo de crescimento mundial da indústria


eletrônica. A Tabela II a seguir apresenta a evolução da balança comercial do complexo
eletrônico no período 1996-2000, detalhando as importações e exportações realizadas nos
setores de informática, eletrônica de consumo, telecomunicações e componentes.
Vale ressaltar que os números apresentados na Tabela II não incluem a eletrônica
embarcada, subestimando ainda mais o déficit da balança comercial.

Abaixo alguns gráficos da Balança Comercial Brasileira para Sistemas e Equipamentos


Eletrônicos (U$ Milhões) – Fonte dos gráficos: Elaboração BNDES e Abinee
(Automação Industrial), com base em dados de Secex.

1. Setor de Informática

2. Setor de Telecomunicações
3. Setor de Automação Industrial

3. Eletrônica de Consumo

Analisando a indústria eletrônica Chinesa, que atualmente é um dos países que participam
de forma majoritária na fabricação de produtos eletrônicos, encontram-se instaladas neste
país subsidiárias e linhas de produção que atendem a empresas como IBM, Motorola, LG,
Apple e muitas das grandes marcas de eletrônicos no mundo.

Estas empresas utilizam a mão de obra barata e matéria prima disponíveis na China
levando “apenas” orientações de tecnologia de ponta e supervisão do processo para
garantir a qualidade de seu produto final.

Fábricas como a da Foxconn, na China, possui o tamanho de uma cidade pequena, com
cerca de meio milhão de funcionários.
A “megacidade” de Shenzen é responsável peça produção de cerca de 90% dos aparelhos
eletrônicos consumidos pelo mundo. Shenzen provou que a atração em larga escala por
produção terceirizada e investimentos estrangeiros através do baixo custo da mão de obra
e impostos é possível.

Dentre as grandes empresas, cerca de 10% já possuem fábricas na China, tendo como
destaque as indústrias de materiais eletrônicos, elétricos e comunicação.

Porém analistas sugerem que as reivindicações por melhores condições de trabalho e


salário ameaçarão a competitividade da China na indústria eletrônica.

Referências Bibliográficas
Lima, Ricardo; Complexo eletrônico: a evolução recente e os desafios para o setor e para
a atuação do BNDES. Disponível em
<https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/937/4/Complexo%20Eletronico_%2
0a%20evolucao%20recente_final.pdf> Acessado em 03.09.2016

Tavares, Walkyria; A Indústria Eletrônica No Brasil E Seu Impacto Sobre A Balança


Comercial. Brasília: 2001. Disponível em <http://www2.camara.leg.br/documentos-e-
pesquisa/publicacoes/estnottec/arquivos-pdf/pdf/108604.pdf> Acessado em 27.08.2016

Maughan, Tim; Por dentro da nova Shenzen, a Fábrica de 90% dos Eletrônicos do Mundo:
Tradução por Stephanie Fernandes. 2015. Disponível em:
<http://motherboard.vice.com/pt_br/read/por-dentro-da-nova-shenzen-a-fbrica-mundial-
de-90-dos-eletrnicos-do-mundo> Acessado em 28.08.2016