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CONTEÚDO DO

MÓDULO
10
DTC
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO pag. 1
2. LOGÍSTICA PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL pag. 2
2.1. LOGÍSTICA EMPRESARIAL pag. 2
2.2. FLUXO LOGÍSTICO pag. 2
2.3. NÍVEL DE SERVIÇO LOGÍSTICO E CICLO DO PEDIDO pag. 4
2.4. CUSTO TOTAL LOGÍSTICO pag. 5
3. ESPECIFICAÇÃO / QUANTIFICAÇÃO DE MATERIAIS pag. 8
3.1. ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS pag. 8
3.2. QUANTIFICAÇÃO DE MATERIAIS pag. 12
4. PREVISÃO E PROGRAMAÇÃO DE CONSUMO pag. 25
4.1. DEMANDA DEPENDENTE E O MRP pag. 25
4.2. MRPX CRONOGRAMA DE BARRAS pag. 26
4.3. EVOLUINDO PARA O PROCESSO INDUSTRIAL pag. 32
5. POSIÇÃO DE ESTOQUE/AQUISIÇÃO DE MATERIAIS E INSUMOS pag. 33
5.1. NECESSIDADE DE ESTOQUES pag. 33
5.2. POSIÇÃO DE ESTOQUE pag. 33
5.3. AQUISIÇÃO DE MATERIAIS pag. 35
6. QUALIFICAÇÃO, RECEBIMENTO E ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS pag. 37
6.1. QUALIFICAÇÃO DE FORNECEDORES pag. 37
6.2. RECEBIMENTO E ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS pag. 38
6.3. FLUXOGRAMA DE QUALIFICAÇÃO RECEBIMENTO DE MATERIAIS pag. 39
6.4. EXEMPLO DO PROCEDIMENTO PARA CIMENTO pag. 40
6.5. NORMAS TÉCNICAS PARA ALGUNS MATERIAIS pag. 47
7. CANTEIRO DE OBRAS pag. 126
7.1. LIGAÇÕES PROVISÓRIAS pag. 126
7.2. TAPUME pag. 133
7.3. GUARÍTA pag. 134
7.4. PORTÕES DE ACESSO pag. 134
7.5. MO VIMENTA ÇÃ 0 DE MA TERIAIS pag. 134
7.6. INSTALAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DA OBRA pag. 164
7.7. CENTRAL DE FORMA pag. 166
7.8. CENTRAL DE ARMAÇÃO pag. 166
7.9. CENTRAL DE PRODUÇÃO DE ARGAMASSAS pag. 166
7.10. OUTRAS CENTRAIS DE PRODUÇÃO pag. 166
7.11. VESTIÁRIOS E SANÍTÁRIOS pag. 166
7.12. ALMOXARIFADO pag. 168
7.13. REFEITÓRIOS pag. 171
8. PROTEÇÕES pag. 172
8.1. UNIFORME pag. 172
8.2. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL pag. 172
8.3. PROTEÇÃO DE TALUDE pag. 174
8.4. PROTEÇÃO DE PASSARELAS pag. 175
8.5. PROTEÇÃO DE LAJES EM EXECUÇÃO pag. 176
8.6. PROTEÇÃO DE LAJES CONCRETADAS pag. 177
8.7. PROTEÇÃO PARA ESCADARIAS pag. 179
8.8. PROTEÇÃO DO POÇO DE ELEVADORES pag. 180
8.9. PROTEÇÃO SHAFT's / VAZIOS NA LAJE pag. 181
8.10. BANDEJAS pag. 181
8.11. FIXAÇÃO DE BALANCIM pag. 184
8.12. ENTELAMENTO DE FACHADA pag. 186
9. AVALIAÇÃO DO MÓDULO pag. 188
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TRODUÇÃO 10.01
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DTC
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1. INTRODUÇÃO

Estudos realizados em obras do setor de construção civil de edificações têm apontado que a segunda maior causa
de baixos índices de produtividade numa obra é o tempo de espera dos operários por condições de início e
continuidade de serviços, além de dúvidas por falta de informações. A primeira causa é devida a projetos mal
feitos.

Essa falta de condições de início e continuidade dos serviços, na maioria das vezes, está vinculada a problemas
de abastecimento nas obras e frentes de serviço. Esses problemas têm causas diversas sendo as mais comuns:

• atraso na entrega de materiais pelos fornecedores;


• materiais entregues com defeito ou fora do especificado, sendo devolvidos pela obra;
• materiais em estoque com prazo de validade vencido;
• falta de controle e inventário dos estoques gerando informações incorretas;
• processos lentos e ineficazes nos pedidos e compra de materiais;
• falta de planejamento do abastecimento das frentes de serviço, congestionando os meios de elevação;
• utilização de processos manuais com baixas produtividades na carga/descarga de materiais; etc.

É portanto fundamental encarar esse problema profissionalmente, utilizando-se conceitos, processos, sistemas e
técnicas que o estudo da logística tem proporcionado e implementado no mercado.
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. LOGÍSTICA PARÁ A
ee CONSTRUÇÃO CIVIL
mrc
2. LOGÍSTICA PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL

2.1. LOGÍSTICA EMPRESARIAL

Neste trabalho será considerado o termo "Logística Empresarial" ou "Abastecimento" dentro do conceito mais
moderno que engloba tanto o suprimento físico como a distribuição física, que é o escopo desejado para o
assunto.

LOGÍSTICA EMPRESARIAL

Suprimento Físico Distribuição Física


(Administração de Materiais)

i Frentes de
Almoxarifado
H ^ te Serviço ou
rorneceuores m m mm da Obra ou / \ Il II ^ Centrais de
Centrais de
Produção
Produção

• Transportes • Transportes
• Manutenção estoque o Manutenção estoque
• Processam. Pedidos • Processam. Pedidos
• Obtenção (compra) • Programação Produto
• Embalagem Protetora • Embalagem Protetora
• Armazenagem • Armazenagem
• Manuseio de Materiais • Manuseio de Materiais
• Manutenção informações • Manutenção informações

Dentro deste conceito é interessante verificar que a distribuição de uma empresa/setor é o suprimento da outra (o
que para um é distribuição, para o outro é suprimento).

2.2. FLUXO LOGÍSTICO

Existem 2 fluxos importantes no sistema e ambiente logístico, quais sejam:

• Fluxo Físico;
• Fluxo de Informações.
Clientes e/ou consumidores finais

Projeto ou
Distribuição
Orçamento
Física
Executivo

1
Planejamento de Atividades (CPM)

Armazenagem / Não Prodiição Produção


Tranferência
Interna

Obtenção de Programação da
Produtos/Serviços Produção (Gantt)

Suprimento Obtenção
de Insumos

Fornecedores e/ou mercado de Insumos

Fluxo Atividades
Projeto / Orçamento Executivo Especificação / Quantificação de Materiais

Planejamento atividades / Programação Produção Previsão e programação de consumo

Obtenção de Produtos / Insumos Posição de Estoque / Aquisição / Cadastro Fornecedores

Suprimento Controle Recebimento de Materiais

Armazenagem / Transferência Interna Armazenamento Materiais / Lay-out / Composição Kit's

Distribuição Física Manuseio (carga/descarga/movimentação materiais)


2.3. NÍVEL DE SERVIÇO LOGÍSTICO E CICLO DO PEDIDO

Nível de serviço logístico é a qualidade com que o fluxo de bens e serviços é gerenciado. É o resultado líquido de
todos os esforços logísticos da empresa. O nível de serviço está normalmente associado a:

• disponibilidade do produto;
• tempo de entrega.

O nível de serviço reflete a qualidade, preço e prazo dos serviços logísticos da empresa. É uma forma de se
avaliar o desempenho da empresa com relação ao suprimento das necessidades de seus clientes (frentes de
serviço). Os itens apresentados abaixo são um exemplo de como avaliar o nível de serviço praticado por uma
empresa.

• Tempo entre o pedido no almoxarifado e o despacho da mercadoria;


• Proporção de itens em falta em um dado instante;
• Proporção de pedidos satisfeitos corretamente;
• Proporção de pedidos atendidos (entregues) em um determinado intervalo de tempo;
• Proporção de pedidos que podem ser atendidos no momento do pedido;
• Proporção de materiais entregues em condições corretas;
• Tempo entre pedido no almoxarifado e a entrega dos materiais ao cliente (frente de serviço);
• Flexibilidade e facilidade que um cliente tem para fazer um pedido.

CICLO DO PEDIDO:

É o tempo gasto entre o instante do pedido do cliente e a entrega do pedido ao mesmo. Seja o exemplo a seguir:
Neste exemplo podem ser observadas 4 alternativas possíveis de eidos do pedido.

• Ciclo 1 = P 1.1 + P 2 + P 3 + E 1.1 + E 2 + E 4


• Ciclo 2 = P 1.1 + P 2 + P 3 + E 1.3 + E 4
• Ciclo 3 = P 1.2 + P 3 + E 1.1 + E 3
« Ciclo4 = P 1.2 + P 3 + E 1.2

Analisando-se o ciclo 3 em detalhes é possível destinguir as seguintes atividades:

• Obra solicita ao almoxarifado/setor de suprimento o material necessário (P 1.2), com base no seu
cronograma de serviços e de utilização de materiais;
• Almoxarifado/Setor de Suprimento consolida os diversos pedidos, verifica as quantidades em estoque,
executa a tomada de preços e emiti os pedidos ou ordens de compra aos fornecedores (P3);
• Fornecedores entregam os materiais solicitados no almoxarifado para serem armazenados (E 1.1);
• Almoxarifado compõe o pedido apenas com os materiais solicitados no P 1.2 e entrega à frente de serviço
(E 3).

Note-se que são diversos os setores, as atividades e os profissionais envolvidos em um pedido, assim como os
tempos para seu processamento e as informações necessárias.

O estudo dos diversos ciclos de pedido para os muitos materiais utilizados nas obras é fundamental para que se
aumente o Nível de Serviço Logístico da empresa, e consequetemente melhore a qualidade do seu
abastecimento. Este estudo (tempos e métodos) deve buscar:

• diminuir os seus tempos componentes (tempo de cada etapa);


• redefinir a seqüência de atividades;
• definir os procedimentos e os seus responsáveis em cada uma das etapas;
• buscar padronizar e uniformizar as informações necessárias ao processamento do pedido.

Tais medidas permitem diminuir o tempo médio do ciclo do pedido, ou ainda estabelecer tempos-limites máximos
para cada ciclo, de maneira a facilitar o seu controle e a avaliação do pessoal envolvido.

2.4. CUSTO TOTAL LOGÍSTICO

O objetivo de qualquer empresa é atender ou suprir suas obras/frentes de serviço com altos níveis de serviço e
com o mínimo custo possível.

A questão é que o custo logístico é composto da soma de diversas parcelas que se comportam de maneira
diferente e, muitas vezes, antagônicas.

CUSTO LOGÍSTICO:

® Obtenção (compra);
• Transporte;
• Estocagem;
® Processamento do Pedido;
• Colocação (abastecimento das frentes de serviço); etc.
COMPORTAMENTO CONFLITANTE DAS PARCELAS

• Número de Almoxarifados X Transporte

• Estoque de Segurança X Custo da Falta

Nível de estoques

• Nível de Serviço X Custo da Falta

Desta forma, pode-se expressar o custo total logístico como sendo:

CLOGÍSTICO - CQBTENÇÃO + CTRANSPORTE + CESTOQUE + CÇQLOCAÇAO + CFALTA

É importante se definir o conceito do custo da falta, de fundamental relevância para a construção civil.
CUSTO DA FALTA:

É aquele que ocorre caso haja demanda por itens em falta no estoque, na data programada para sua utilização.
No caso da construção civil este custo pode ser representado por:

• Custo do atraso da Obra (mais administração, manutenção canteiro, multas de mora na entrega para
clientes, etc);
• Custo da ociosidade / improdutividade da mão-de-obra;
• Custo de reserviços necessários para corrigir o tempo de espera pelo material; etc.

Como esse custo é de difícil quantificação, pode-se substituí-lo pela definição e especificação de níveis de serviço
mínimo a serem atendidos pelo sistema.

O papel do responsável pela área de "Suprimento" de uma empresa é sempre analisar o custo total logístico
buscando administrar e balancear o conflito existente entre as parcelas que o compõem, de tal forma que as suas
atividades sejam otimizadas conjuntamente, garantindo-se os níveis de serviços estabelecidos com mínimos
aceitáveis.

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® © •

ESPECIFICAÇÃO í
QUANTIFICAÇÃO IE MATERIAIS ° DTC
@ ©

© ©

® ©
3. ESPECIFICAÇÃO / QUANTIFICAÇÃO DE MATERIAIS

A especificação correta dos materiais e insumos e sua adequada quantificação são fundamentais para o processo
de abastecimento das frentes de serviço. Muitos são os casos em que um determinado serviço teve que ser
interrompido por motivos de entrega de produtos inadequados para o uso (fora da especificação correta), ou
mesmo porque a quantidade solicitada não foi suficiente para atender a demanda do campo. Os causas destes
desvios são diversas, podendo ocorrer em qualquer de uma das etapas do ciclo do pedido. É importante que a
empresa busque sistematizar o processo de especificação e de quantificação de forma a minimizar erros e agilizar
o processo entre o pedido e a correta entrega dos materiais e insumos.

3.1. ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS

Conforme mencionado no módulo II, a especificação de materiais deve atender aos seguintes requisitos:

• estar em conformidade com as normas técnicas oficiais, estrangeiras e internas da empresa, necessárias ã
execução dos serviços definidos pelo processo construtivo adotado;
• atender às diretrizes da área de produto da empresa, com relação aos padrões estéticos e arquitetônicos
exigidos pelo mercado (clientes);
• buscar uma padronização de materiais e componentes, sobretudo nos materiais de acabamento, restringindo
ao máximo o número de linhas de produtos", de tal forma a permitir o giro de estoques entre obras, facilitar a
aquisição e administração dos materiais, permitir a elaboração de um cadernos de especificações básicas para
a empresa.

De acordo com o mencionado nos módulos anteriores, para se conseguir uma racionalização/industrialização dos
serviços de construção de obras é fundamental, entre outras medidas, que se defina claramente as normas e
procedimentos de execução de cada um desses serviços. Um dos pontos a serem abordados nessas normas é o
da especificação correta dos materiais a serem utilizados, de forma a se obter a resistência, durabilidade,
dimensões, etc, necessários ao seu correto desempenho, facilitando assim, sua aplicação e evitando futuras
patologias. Esse assunto foi bem detalhado nos módulos anteriores.

É fundamental que a área técnica da empresa seja sempre envolvida antes da especificação de um novo produto.
Esta deverá avaliá-lo quanto ao atendimento dos requisitos explicitados nas normas, realizando os ensaios e
testes que se fizerem necessários para sua aprovação ou rejeição.

A busca de uma padronização dos materiais de acabamento é fundamental para o processo de racionalização da
produção, incluindo aí a fase da logística. Eia permite:

• ganhos de escala: maior volume possibilitando vantagens na negociação


com os fornecedores;
• facilidade na administração de materiais/estoques: processo de compra (aquisição) facilitado, possibilidade
de giro de estoque entre as obras, aproveitamento de
sobras;
• padrão de qualidade: confiabilidade do mercado quanto a qualidade do pro-
duto e padrão estético.

A seguir são apresentados exemplos de especificação básica de produtos e materiais de acabamento.


BASE RESIDENCIAL
DTC PAVIMENTO TIPO S2
databa38 versão

Ambiant« lt»m Código Doscrtçio Produto Un Qtde Pr«ço POB (RI)


Unit I Total
REVEStlMENTOS E9PECIAI3.DE PAREDE INTERNA ; ; ^ >mm
ÁREA SERVIÇO, COZ.,
B. EMPR.

2.1 Cerâmica esmaltada extra, fosca/cha- Ver RMP m2


pada branca, de 20x20cm, com índice (Relação Materiais
de absorção de água de 6%. Padronizados)
BANHEIRO SOCIAL E

2.2 Cerâmica esmaltada extra, fosca/cha- Ver RMP m2


SUÍTE

pada bege, de 20x20cm, com índice (Relação Materiais


de absorção de água de 6%. Padronizados)

REVESTIMENTOS ESPECIAIS DÊ PISO Jjg'.i-Vrfi'l


ÁREA SERVIÇO, COZ.,
B. EMPR.

3.1 Cerâmica esmaltada extra, fosca/gote- Ver RMP m*


m
jada cinza, de 20x20cm, PEI 3 (Relação Materiais
Padronizados)
SOCIAL/SUÍTE
BANHEIRO

3.2 Cerâmica esmaltada extra, fosca/cha- Ver RMP m2


pada bege, de 20x20cm, PEI 2 (Relação Materiais
Padronizados)
VARANDA

3.3 Cerâmica esmaltada extra, fosca/gote- Ver RMP m2


jada bege, de 20x20cm, PEI 3 (Relação Materiais
Padronizados)
HALL SOCIAL

3.4 Cerâmica esmaltada extra, brilhante/gote- Ver RMP m2


jada bege, de 20x20cm, PEI 3 (Relação Materiais
Padronizados)
BASE RESIDENCIAL
DTC PAVIMENTO TIPO S2
data base versAoi

Amto tonto Item Código DtscHçáo Produto Un Qtd* Pr»ço FOB (M)
Unit. | Total

ÍH* wmm
1.10 Bacia para caixa acoplada branca, com Ver RMP PÇ
caixa de descarga acoplada branca, com (Relação Materiais
entrada d'água pelo lado. Padronizados) pç
Engate flexível cromado, de 40cm x '/2" Ver RMP

Parafuso de fixação cromado, com arrue- Ver RMP PÇ


la plástica e bucha.
<
D
<
O
$ » m m
i
Hl 1.11 Torneira para lavatório cromada, de 1/2" Ver RMP PÇ
LU
O
O
ÇÇ
Lavatório sem coluna branco Ver RMP pç
LU
I
z
< Carenagem para tubulação de banca/la- Ref. BCT 1 Astra PÇ
m vatório de Poliestireno branco, de 65 x
20 x 6,5 cm, com 1,5 mm de espessura.

Parafuso de fixação cromado, com arrue- Ver RMP PÇ


la de plástico e bucha.

Válvula para lavatório de PVC branco, Ref. VL 3S Astra PÇ


sem ladrão.
BASEI^íOENClAt
R E L A Ç Ã O DE MATERIAIS P A D R O N I Z A D O S
DTC R2
DATA BASE:
PRODUTO rwuwT» juWd. PTOÇO

G R U P O 01 BACIA COM CAIXA ACOPLADA BEGE - R2


Bacia para caixa acoplada Unha A n i «a. cor OTO-Marflm, raf. 003 914, com Caba rte
deecerya acoplada Unha A Tal «a, cor 070-Marflm, rwf. 000.301, com entrada cfigua
paio M o eequerdo
Bacia para caixa acoplada Unha Azelee, cor 07D-Merflm, ref. 003.914, com Caixa da
— <4 »1,2»

daacarga acoplada Unha Azaléa, cor 070-Marfim, r*f. 000.102, com «ntrada cfigua
paio M o direito
Bada com caixa acoplada Ravena, cor CR-37 Creme, ref. CP 029 Deca =f 7»,75
Bada para catai acoplada Unha Carina, oor 56-Bona, raf. 1331.0201.7, com Caixa da
deacarqa acoplada Unha Carina, cor 56-Borm, raf. 1224.0750.5, com entrada cfigua
pato M o eequerdo I M cl 7«, 77
Bada para cata aooplada Unha Carina, cor 56-Bona, r*f. 1331.0201.7, com Caixa da Standard
deacarga acoplada Linha Certna, cor 56-Bone, ref. 1224.0753.7, com entrada dágua
peto M o direito

G R U P O 02 LAVATÓRIO DE EMBUTIR OVAL BEGE - R2


Lavatório da embutir Linha Azaléa, cor 07&Marflm, raf. 001.761, de 4ac36cm Ca«* pç • 11,S7
Lavatório da embutir Unha L 37, cor CR-37 Crama, da 49x36 cm Oeca pç 12,78
Lavatório da embutir Unha Ovtfav, oor 56-Bona, raf. 1331.0103.8. da I M pç 18,6«
44,5x29,5 cm Stasetersâ

GRUPO 03 BACIA COM CAIXA ACOPLADA 1


1 • !
Bada para cata acoplada Unha Azaiaa, cor OB&Geto Polar, raf. 003.014, com Caba
da deacarga acoplada Unha Azaiaa, oor CB0-G«to Polar, raf 009.991, com «ntrada
cfigua paio M o eequerdo CoSso <4 I U I
1
Bada para caba acoplada Unha Azaiaa, cor 090-Geto Polar, raf. 000.914. com Caixa
de deacarga acoplada Unha Azaiaa, cor 090-Geto Polar, raf. 009.192, com entrada
cfigua pelo M o direito
Bada com cata acoplada Ravena, cor Ge-17 Gelo, ref. CP 929 Deca <4 7»,7«
Bacia para cata acoplada Unha Carina, cor 89-Neve, ref. 1331.0201.7, com Cata de
deacarga acoplada Unha Carina, cor 88-Neve, ref. 1224.0750.5, com entrada cfigua
pelo M o aaquardo I M <4 79,rr
Bada para cata acoplada Unha Carina, oor 89-Neve, ref. 1331.0201.7, com Cata da SSsreteTí?
deacarga acoplada Unha Carina, oor 89-Nave, raf. 1224.0753.7, com entrada cfigua
pato M o direito

I.GRUPO 04 LAVATÓRIO DE EMBUTO OVAL BRANCO - R2


Lav^ótlo de embutir Unha Azaléa, cor 090-Geto Polar, raf. 001.781, da 46x36 cm CaMe PÇ 1»,57
Lavatório da embutir Unha L 37, oor GE-17 Galo, da 4»oe cm Deca pç 12,70
Lavatório da embutir Unha Ovalav, cor 88-Neve, raf. 1331.0103.6, de I M pç 1*,M
44,5x29,5 cm Standard

I GRUPO 05 LAVATÓRIO 8EM COLUNA BRANCO - R2


Lavatório aam colune Unha Popular, cor 090-Geto Polar, ref. 001.086, de 46*33 cm CaMe pç 18,17
Lavatório aem coluna Unha Manfó, cor GE-17 Gelo, raf. L15, de 42x30 cm Deca pç 13/U
Lavatório aam coluna Unha Habitat, pequeno, cor a&Neve, raf. 1441.0106.5, KM pç 1«,71
da 39,5x29,5 cm Standard
3.2. QUANTIFICAÇÃO DE MATERIAIS

Para facilitar a abordagem deste item, é conveniente dividir-se o assunto nas seguintes formas de quantificação:

• levantamento direto dos projetos;


• levantamento indireto dos projetos;

LEVANTAMENTO DIRETO DOS PROJETOS:

Neste caso a quantificação dos materiais é realizada diretamente do projeto. Este trabalho é, na sua maior parte,
realizado pelos próprios projetistas. Alguns projetistas, entretanto, não estão habituados a realizar essa tarefa,
principalmente os de instalações prediais. É importante para a própria qualidade da informação, que as empresas
negociem junto aos seus parceiros os critérios e os procedimentos (normas e diretrizes para elaboração de
projetos) para que eles próprios executem tal serviço, ficando para a obra apenas a tarefa de verificação e
conferência.

LEVANTAMENTO INDIRETO DOS PROJETOS:

Neste caso a quantificação dos materiais é realizada indiretamente, a partir do levantamento, nos projetos, da
quantidade de um determinado serviço e da utilização de índices de consumo de materiais por unidade desses
serviços (composição de custos unitários do orçamento). É fundamental que esses índices reflitam os consumos
reais praticados pela empresa, e que sejam periodicamente aferidos para a correção de eventuais desvios. Não se
deve, como será visto no próximo módulo, utilizar metas de consumos nos orçamentos, o que pode falsear as
quantidades e o próprio custo das obras e serviços.

A tabela a seguir, apresenta a forma de quantificação e o responsável por essa tarefa, para os principais materiais
necessários para a execução das obras.

ESTRUTURA
Materiais Forma da Documento Responsável
Quantificação
Madeiras para Forma: DIRETA Projeto de Forma e Projetista de Forma e
compensados, tábuas, sarrafos, Escoramento Escoramento
pontaletes, etc.
Componentes Metálicos da Forma: DIRETA Projeto de Forma e Projetista de Forma e
escoras, garfos, tensores, pregos, Escoramento Escoramento
etc.
Aço para Armadura DIRETA Projeto de Estrutura Projetista de Estrutura

Concreto DIRETA Projeto de Estrutura Projetista de Estrutura

Blocos de Concreto para lajes DIRETA Projeto de Estrutura Projetista de Estrutura


nervuradas
Instalações embutidas na estrutura DIRETA Detalhamento de Instalações Projetista de
Instalações

Materiais Diversos: arame INDIRETA índices do Orçamento Técnico da Obra


recozido, espaçadores de
armadura, desmoldante, etc

J
ALVENARIA
Materiais Forma da Documento Responsável
Quantificação
Blocos de Concreto DIRETA Projeto de Alvenaria Projetista de Alvenaria

Blocos / Tijolos Cerâmicos DIRETA Projeto de Alvenaria Projetista de Alvenaria

Pré-moldados: vergas, contra- DIRETA Projeto de Alvenaria Projetista de Alvenaria


vergas, quadros, shaft's, etc
Cimento, agregados, aditivos INDIRETA índices do Orçamento Técnico da Obra

Instalações embutidas na alvenaria DIRETA Projeto de Alvenaria Projetista de Alvenaria

REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS / CERÂMICOS


Materiais Forma da Documento Responsável
Quantificação
Cimento, agregados, aditivos, INDIRETA índices do Orçamento Técnico da Obra
rejuntes
Argamassa pronta ensacada INDIRETA índices do Orçamento Técnico da Obra

Cerâmicas / Pedras DIRETA Projeto de Arquitetura / Técnico da Obra


Caderno de Especificações
Materiais diversos: Tela, pinos, INDIRETA índices do Orçamento Técnico da Obra
selantes, etc

PINTURA
Materiais Forma da Documento Responsável
Quantificação
Massas PVA/Acrílica INDIRETA índices do Orçamento Técnico da Obra

Tintas PVA/Acrílica INDIRETA índices do Orçamento / Técnico da Obra


Caderno de Especificações
Materiais diversos: rolos, pincéis, INDIRETA índices do Orçamento Técnico da Obra
lixas, solventes, fita crepe, etc.
ESQUADRIAS DE FERRO E ALUMÍNIO
Materiais Forma da Documento Responsável
Quantificação
Portas e Janelas de Ferro DIRETA Mapa de esquadrias do Técnico da Obra
projeto arquitetônico
Grades, grelhas, portões de Ferro, DIRETA Mapa de esquadrias do Técnico da Obra
alçapões, tampas reservatório, etc. projeto arquitetônico
Porta corta fogo DIRETA Mapa de esquadrias do Técnico da Obra
projeto arquitetônico
Guarda corpo, corrimão, escada de DIRETA Mapa de esquadrias do Técnico da Obra
marinheiro projeto arquitetônico
Portas e Janelas de Alumínio DIRETA Mapa de esquadrias do Técnico da Obra
projeto arquitetônico

PORTAS, FORROS E RODAPÉS DE M ADEIRA


Materiais Forma da Documento Responsável
Quantificação
Portas Prontas de Madeira com DIRETA Projeto de Arquitetura Técnico da Obra
alisar
Rodapés de madeira DIRETA Projeto de Arquitetura Técnico da Obra

Forro de Madeira DIRETA Projeto de Arquitetura Técnico da Obra

Componentes metálicos para o INDIRETA índices do Orçamentto Técnico da Obra


forro de madeira (tirantes, pinos,
perfis, etc)

LOUÇAS, BÂNCAS E METAIS


Materiais Forma da Documento Responsável
Quantificação
Louças (vasos, lavatórios, cubas, DIRETA Projeto de Arquitetura Técnico da Obra
tanques, bidês)
Bancas de Mármore e Granito DIRETA Projeto de Arquitetura / Técnico da Obra
Alvenaria
Metais (torneiras, duchas) DIRETA Projeto de Arquitetura Técnico da Obra

Materiais diversos de instalação DIRETA Projeto de Instalações Projetista de


(tubos e conexões, engates Instalações
flexíveis, válvulas, sifão,
misturadores, registros, etc).

A seguir são apresentados alguns exemplos de quantificação de materiais.


TASBSLA PE BLOCOS ! H L Í M B m r a M O I H U I ^ ^

ALVENARIA ALVENARIA ALVENARIA


BLOCO EXTERNA HALL ESC./ELEV. INTERNA 1UIAL

1 hd : 946 648 1594


— -4

G2 | S 528 68 596
, 1. 1

E3 37 16 26 79

E 7 ! 79 79
UL

14Í I
k 86 86
L.

« m 486 95 581
w

P 76 24 96

1 1 P3 M 1104 1104
1 » 1

446 446

74 | 74
B 3

CEEH 68 99 167
UJ

189 189
Ü

1 ÍDIN A M T F T
PROCESSO CONSTRUTIVO - NOVATEC CÓDIGO:

SERVIÇO: Do talho PadrSo da Bomba de Recalque de Água Potável

Bloco "D"

ITEM DESCRIÇÃO QT UN N* REP. TOTAL


1 REGISTRO DE GAVETA BRUTO 1 VS " 2.0 uri 2
2 REGISTRO DE GAVETA BRUTO % " 2,0 un 2
3 REGISTRO DE GAVETA BRUTO T 5,0 uri 5
4 VÁLVULA DE RETENÇÃO VERTICAL 1 V4" 2,0 un 2

5 TEE DE FG 1 V4" X 90 1.0 un 1

8 TEE DE FG 1 Vi" X 2,0 un 2

7 TEE DE FG 2* X 90 3,0 un 3

a TEE DE FG 1 V4"X 45 2.0 un 2


9 UNIAOFG Y," 3,0 un 3
10 UNIAO FG 1 5,0 un 5
11 UNIAO FG r 5.0 un 5
12 NIPLE FG y," 7,0 un 7
13 NIPLE FG 1 Vi" 9,0 un 9
14 NIPLE FG T 8,0 un 8
15 JOELHO FG 11/2* X 4 5 1.0 un 1
18 MANGOTE ANT1VIBRATÓRIO 1 V4" 2,0 m 2
17 CURVA DE FG 2" X 90 3,0 un 3
18 BUCHA DE REDUÇÃO 1 V4" X 1.0 un 1
19 CURVA DE PVC 50MM X 90 1.0 un 1
20 CHUMBADOR 3/8"C/ PORCA E ARRUELA 1,0 un 1

21 TIRANTE DE ROSCA TOTAL 3/8T 1,0 un 1


22 ABRAÇADO RA TIPO T7 1 VS" 1.0 un 1
23 PERFILADO PERFURADO GALVANIZADO ELETROÜT1CO 38 X38 MM 3,0 m 3
24 PARAFUSO 3/16" X 75 MM O PORCA ARRUELA E BUCHA 4,0 cj 4

25 ADAPTADOR PVC 50 X 11/2" 1,0 un 1

26 NIPLE DE REDUÇÃO 2T X 11/2" 2,0 un 2

27 NIPLE DE REDUÇÃO 11/2"X 11/4" 2,0 un 2

28 ABRAÇADEIRA TIPO PERFIL 1 V4" 2,0 un 2

29 BOMBA DE RECALQUE ABS MOO. 32/200 5.0 CV ROTOR 190MM


Q = 6,00 M3/H HMAN- 45M 2.0 cj 2

30 TE DE FG 3/4'X 90 1.0 PÇ 1

ACESSÓRIOS DIVERSOS

ADESIVO PARA PVC EMBALAGEM 1000CM3 0,010 un 2 0,020

SOLUÇÃO ÜMPADORA EMGALAGEM 1000 CM 3 0,010 un 2 0,020

ROLO DE FITA TEFLON 19MM X 20 M 40,00 ri 40,00

ÜXAD-ÂGUA 2,000 n 2,00

BROCA DE VfDEA V4" 2,0 un 2,00

J
DOMÍNIO ENG1. E CONST. LTDA
CONFECÇÃO E MONTAGEM DE FORMAS OflRA:

ARTTlETRIfl QRSW-07 Ronaldo


rHOJCTOi C CO 113. LTM P A I N É I S D E V I G A S BLOCO A-11

V1-V3-V5 (12x60) V7-V13 (20x50)

I 235.5 251.5

Al IX 1X

227.5
187.5 120
1 c
235.5

8< £
BI lx

235.5
122 jJ 65.5
65.5 I

BI lx B2 lx

2275
20 187.5
lx

oes: - MEDIDAS EM CM.


- V I S T A DAS FACES EM CONTATO COM 0
CONCRETO.

PEÇAS QUANT. PEÇAS QUANT.


C0K\PEMS^C>0 Igpim - 64- * ZSS,S crrj oz 5WAFO 2,Sx-IOX251,S cm
ío^PeHSAbO 1Zm "1 -12x235,5^" 03 SAJÎBATO 2,5X10X122. cm 02
04 SAPÊATO 2,5X10*65,5 cu 02
3AJ5.6AFO OS SARRAFO 2, s x 10 x-14-, S oro 06
SARÍAFo Z,Sx5x2í5,Scn 06 s>aVreat=0 2,5 x -IO x 22. t^m 04-
sací^TU 25x-10xi5.se/r7 os SAíWO 2,S K S X 2S1,Scm OI
SAP-PATö 2,S<?X2£?(5 02
SWJJÎATo 2,SxT>.201,S cm 02
Oi &A&PA1PO 2,3x7 X 14-4,0 CIT7 02
COf|peMsA.bO 12mrrj _ SA-x 123,Seír? 01 &ARÃAT=0 2,Sx? X -151,8 02
coH\PerMsvbc. -12mii - 42.x 122. cm 01 02
COr-]pÇ.fTSAJJO - 42.x Ê^S om 01 02
GON-lPeWSAbO IZrnrr) - 2.0X errj02. SARRAFO á,SU*6cm 04
Coi-IPSMsAbt) - 20*92cfr? 02
COMPENSADO IZrnm - 02
- Tecnologia e
Desenvolvimento S/C Ltda

A normatização dos procedimentos de execução e do processo construtivo possibilita a definição de "KIT's" de


materiais necessários à execução de uma unidade de um determinado serviço. A rigor esses Kit s tem a mesma
conceituação da composição unitária do orçamento (quantidade de insumos para execução de uma unidade de
serviço). Eles procuram, entretanto, se adptar às evoluções do processo produtivo, se aproximando mais do
enfoque industrial (são chamados neste setor de lista de materiais por produto).

É cada vez mais importante a sistematização das informações dentro do processo produtivo (visão sistêmica). A
origem do dado deve ser única para todas as fases da produção, sendo entretanto acrescida ou agregada de
novos elementos a medida da evolução do processo.

A quantificação e o processamento do pedido com base em kit s padrões, é fundamental também para se evitar
falta de algum componente necessário para a execução do serviço. Isso ocorre porque o kit só é considerado
entregue quando todos os seus componentes, nas quantidades especificadas, são entregues (Check-List). Não
são raros os casos em que um serviço ficou parado por falta de apenas um parafuso, uma conexão de esgoto,
uma cola, uma ferramenta, etc.

A previsão de consumo e os pedidos de materiais passarão a ser feitos em número de kits o que diminui
sobremaneira a quantidade de itens a se administrar, além de garantir a qualidade da informação.

A seguir são apresentados exemplos de KIT's para alguns serviços.


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- Tecnologia e ABAS TECIMENTO DE MA TERIA If
Desenvolvimento S/C Ltda CANTEIRO DE OBRAS

Catálogo - Louças, Bancas e Metais

Lista de Materiais:
LBM 10 a 29 - Lavatórios
N2 Material Un Qtde Observação
1 Lavatório de louça sem coluna pç 1
LBM 10 - Lavatório de Fixar 2 Válvula para lavatório pç 1
3 Torneira para lavatório pç 1
4 Fixação para lavatório cj 1
5 Sifão para Lavatório pç 1
6 Carenagem para lavatório pç 1
7 Joelho PVC 90° - + 40 pç 1
8 Tubo de PVC + 40 m 1 Confirmar medidas p/
fabricação
9 Coifa de vedação $50 pç 1

10 Coifa de vedação $32 pç 1


11 Engate para PEX - $16 pç 2
12 Adaptador tipo luva - Ví" x Vi" pç 1
13 Tubo PEX - $16 m 4,5 Confirmar medidas pl
fabricação

Relação de Kit's:

Código do Descrição do Kit


Kit (LBM) Modelo Unha/Tipo Cor Complemento
10.01.01 Lavatório de Fixar Habitat 89-Neve
Catálogo - Louças, Bancas e Metais

LBM 10 - Lavatório de Fixar


Descrição do Material Quantidade de Materiais por Kits
Especificação Técnica Especificação do Produto Código 10.01.01
N Descrição Cor Ref. Fabricante Qtde un Qtde un Qtde un Qtde un Qtde un
s

1 Lavatório de louça sem coluna, sem 89-Neve Habitat, Ideal Stand. 1 pç


ladrão. Dimensões: 39 x 39 cm. pequeno,
14411.0105.5
2 Válvula para lavatório de PVC branco sem VL3-S Astra 1 pç
ladrão 4 1 1A" x V
3 Torneira para lavatório, cromada 4 Cc-38 Polux, Rio 1 pç
1193 Foruzi
4 Fixação para lavatório: parafuso com 2715-967 Esteves 1 cj
cabeça cromada e arruela em plástico, 967 MF
com bucha plástica. Ideal Stand.
5 Sifão para lavatório, PVC branco, SC-4 Astra 1 pç

6 Carenagem para lavatório, em poliestireno Branca CT-1 Astra 1 pç


com 1,5 mm de espessura.
7 Joelho 90°, <fr40mm, PVC para esgoto Tigre 1 pç
secundário, ponta e bolsa, com virola e Fortilit
anel de borracha.
8 Tubo $40, de PVC para esgoto Tigre 1 m
secundário, ponta e bolsa Fortilit
9 Coifa de vedação $50 x 40mm, em Astra 1 pç
borracha, flexível, sanfonado.
1 Coifa de vedaçào $32 x 15mm, em Astra 1 pç
0 borracha, flexível, sanfonado.
1 Engate para tubo PEX, $16mm, em latão, 01.01 .C004 Foruzi 2 pç
1 com anel de aperto, anel oring e porca de Ramo
4>%" BSP
1 Adaptador tipo luva, em latão, macho e 01.01.0014 Foruzi 1 pç
2 fêmea, $ Vi x $ Vá" BSP, para oring. Ramo
1 Tubo PEX, $16mm, em polietileno - Pety 4,5 m
3 reticulado
n r c - Tecnologia e ABASTECIMENTO DE MATERIAIS
^ asenvolvimento S/C Ltda CANTEIRO DE OBRAS

Catálogo - Louças, Bancas e Metais

Lista de Materiais:
LBM 30 a 49 - Bacias
N* Material Un Qtde Observação
1 Bacia para caixa acoplada pç 1
LBM 30 - Bacia com caixa acoplada e 2 Caixa acoplada cj 1
3 TE para vas/ducha - <>
j Vz" 1
saída para ducha 4 Fixação para bacia

cj 2
5 Engate flexível - c>
f V2 - 30cm pç 1
6 Engate para PEX - $16 pç 2
7 Tubo PEX - $16 m 1 Confirmar medidas p/
fabricação

Relação de Kit's:

Código do Descrição do Kit


Kit (LBM) Modelo Linha/Tipo Cor Complemento
(Acionamento)
30.01.01-E Bacia c/ caixa aco- Carina 56-Bone Lado esquerdo
30.01.01-D plada/saída ducha Lado direito
30.01,02-E Bacia c/caixa aco- Carina 89-Neve Lado esquerdo
30.01,02-D plada/saída ducha Lado direito
30.02.01-E Bacia c/caixa aco- Paris 56-Bone Lado esquerdo
30.02.01-D plada/saída ducha (MF) Lado direito
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TC - Tecnologia e ABASTECIMENTO DE MA TERIAl '
uesenvolvimento S/C Ltda CANTEIRO DE OBRAS

Catálogo - Louças, Bancas e Metais

LBM 30 - Bacia com caixa acoplada e com saída para ducha


Descrição do üaterial . Quantidade de Materiais por Kits
Especificação Técnica Especificação do produto Cód 30.01.01-£ 30.01.01-0 30JM.02-E 30.01.02-0 30.02-01•£ 30.02.01-D

N" Descrição Cor Ref. Fabricante QT un Qt un Qt un Qt un Qt un Qt un

1 Bacia para caixa acoplada. 56-Bone Carina Ideal Stand. 1 pç 1 pç


1331.02.01.7
89-Neve Carina Ideal Stand. 1 pç 1 pç
1331.02.01.7
56-Bone Paris Ideal Stand. 1 1 1
pç pç pç
1220.02.03.3
2 Caixa acoplada com acionamento do lado 56-Bone 1224.07.50.5 Ideal Stand. 1 ci 1 ci

esquerdo 89-Neve 1224.07.50.5 Ideal Stand. 1 ci

Caixa acoplada com acionamento do lado 56-Bone 1224.07.50.5 Ideal Stand. 1 ci

direito 89-Neve 1224.07.50:5 Ideal Stand 1 ci

3 "TE" para vaso/ducha, cromado, <>


j 1/2"
para Forusi 1 pç 1 pç 1 pç 1 pç 1 pç 1 pç
ducha e engate, com caps cromado. Ramo
Dimensão: 135mm
4 Fixação para bacia: parafuso com cabeçz 0715-974 Esteves 2 cj 2 cj 2 cj 2 cj 2 cj 2 cj
e arruela cromados combucha plastica. 974 MF
Ideal Stand.
Engate flexível, metálico, cromado, 2701.444 Esteves 1 1 1 1 1 1
5 pç pç pç pç PÇ pç
pressão de trabalho de 4,2 Kg/cm2, 30cm
6 Engate para tubo PEX, 4>16mm, em latão, 01.01.0004 Foruzi 2 pç 2 pç 2 pç 2 pç 2 pç 2 pç
com anel de aperto, anel oring e porca de Ramo
<t> w BSP.
7 Tubo PEX $16mm, em polietileno Pety 1 m 1 m 1 m 1 m 1 rn 1 m
reticulado
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- Tecnologia e
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L/esen volvim en to S/C Ltda CANTEIRO DE OBRAS

Catálogo - Pintura

Lista de Materiais:
PIN 01 a 10 - Pintura Interna
Relação m2/Aptg: 50
N2 Material Un Qtde Qtde Observação
PIN 01 - Pintura Latex PVA /m2 /apt2
1 Tinta Látex PVA L 0,144 7,2
2 Massa Corrida PVA L 0,07 3,5
3 Lixa para massa ns 150 Fl 0,05 2,5
4 Fita Crepe 19mm x 50 m RI 0,016 0,8

Tinta Tinta Tinta


PVA PVA PVA Relação de Kit's:

Tinta Tinta Massa Código do Descrição do Kit


PVA PVA PVA Kit (PIN) Modelo Linha/Tipo Cor Complemento
01.01.01 Tinta Latex PVA Branco Gêlo
01.01.02 Tinta Latex PVA Branco Nev e
© • © • @ ®

• ©

® • @ © ® © © @

. PREVISÃO E PROGiâlÂÇá©
* iE CONSUMO
© © ® ® ©
DTC
4. PREVISÃO E PROGRAMAÇÃO DE CONSUMO

Em qualquer ponto da produção, as questões de QUANDO e QUANTO produzir são fundamentais para o
planejamento do fluxo de matérias-primas e para prover os recursos de transporte e armazenagem dos materiais
e componentes.

Neste item será inicialmente abordado o método de "Demanda Dependente" (MRP-Material Requirements
Planning), muito utilizado no setor da industria, e posteriormente feito uma anologia com o método do
cronograma de barras (CPM / Gantt), mais utilizado na construção civil.

4.1. DEMANDA DEPENDENTE E O MRP

Quando a necessidade de um determinado item (produto ou material) depende da necessidade de outro, está
criada aí uma demanda dependente. Seja por exemplo, a demanda numa industria pela fabricação de bicicletas.
Considerando-se, simplificadamente, a árvore desse produto conforme apresentado abaixo, verificamos que a
demanda por uma bicideta implica na demanda por 2 aros, 2 pneus, 1 chassis, 1 catraca dianteira, 1 catraca
traseira, 1 corrente, 1 guidom, 1 banco.

Assim, conhecida a necessidade do primeiro item da cadeia, pode-se calcular com precisão a demanda dos itens
encadeados.

No caso de suprimento de materiais para a produção industrial, conhecida a demanda pelo produto final, é
possível determinar com precisão as necessidades de material. Conhecendo-se também os tempos despendidos
nas diversas etapas de fabricação do produto, determina-se quando esses materiais (ou componentes) serão
necessários. Assim, os pedidos ou ordens de compra podem ser ajustados a esta agenda, e mantém-se
estoques apenas quando o consumo é necessário.

Os dados necessários para a utilização deste método são portanto:

• datas de entrega dos produtos;


• "lead-times" (tempo de carência);
• lista de materiais por produto (árvore dos produtos)

Algumas hipóteses devem ser atendidas para que se possa utilizar o MRP tradicional.

a) Ter-se um "Plano Mestre de Produção" detalhado contendo as demandas independente dos produtos;
b) Garantia de que os "lead-times" sejam previsíveis e constantes;
c) Definição precisa da "lista de materiais" (árvore) de cada produto;
d) Nível de Serviço dos Fornecedores seja 100% para garantir a entrega das matérias primas.
4.2. MRPX CRONOGRAMA DE BARRAS

Com base nas hipóteses acima fica claro que a utilização pura desse método na construção civil é bastante
difícil. A lógica do MRP pode, entretanto, ser estendida para o processo usual de programação da produção
utilizado nas obras de edificações.

® Plano Mestre CPM e Cronograma detalhado de Serviços/Atividades, definindo a


demanda prevista para os materiais (cronograma de utilização de
materiais / Pedidos de Materiais e Componentes)
o "Lead-Times" Com base nos tempos de compra, entrega e pré-fabricação dos materiais
e componentes, pode-se elaborar um mapa de necessidade de aquisição
de materiais, defasado do cronograma de utilização de materiais /
pedidos de materiais e componentes.

• Lista de Materiais Projetos e Orçamento Detalhado (índices da composição unitária)


conforme definido no item anterior.

• Nível de Serviço dos Fornecedores De acordo com o histórico da empresa para cada um de seus
fornecedores.

PROGRAMAÇÃO DE SERVIÇOS
(CRONOGRAMA DE SERVIÇOS)

ORÇAMENTO DA OBRA
(COMPOSIÇÕES)

CRONOGRAMA DE
UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA E
ESTÉTICA DO PRODUTO

í
PEDIDO DE
MATERIAIS

Existem sistemas (softwares) disponíveis no mercado que permitem executar a programação de serviços de
maneira interligada ao orçamento da obra, possibilitando a obtenção direta do cronograma de utilização de
materiais, a partir do próprio sistema. Esse cronograma, elaborado e verificado pela obra, pode em muitos casos,
ser considerado o próprio pedido de materiais. Algumas vezes, entretanto, o orçamento não é suficiente para
quantificar e especificar corretamente os materiais, sendo necessário a elaboração de pedidos de materiais
específicos, compatibilizados entretanto com o cronograma da obra.
Com base nesse cronograma/pedidos de materiais, nos tempos necessários para a aquisição e entrega dos
materiais pelos fornecedores e no volume em estoque, o setor de suprimento da empresa pode então liberar os
seus pedidos de compra (ordens de compra).
É importante que o horizonte desta programação seja compatível com o tempo de carência para obtenção dos
suprimentos. Na construção civil este horizonte deve ficar em torno de 6 meses, sendo revisto e atualizado pelo
menos a cada 2 meses.
A seguir são apresentados exemplos de um cronograma de utilização de materiais e de um Pedido de Materiais.
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DTC - Tecnologia e Desenvolvimento S/C Ltda


September j October November December January February March April
ID Serviço 25 01 08 15 22 29 06 13 20 27 03 10 1 7 24 01 08 15 22 | 29 [ 05 [ 12 [ 19 | 26 I 02 j 09 | 16 | 23 j 02 [ 09 [ 16 j 23 | 30 | 06 j 13 [ 20 j 27
1 Estrutura Tipo - Junta A
I2
9 Alvenaria - Junta A 2 3 4 S 6

16 Contramarco Alum. - Junta A


ffl
23 Aperto da Alvenaria - Junta A

30 Revest. Interno - Junta A 1 2 3 4 6 «

37 Gesso Teto - Junta A 1 2 3 4 6 S

44 Cerâmica Int. - Junta A 1 2 3 4 6 t

51 Massa PVA - Junta A Junta A


1 2 3 4 6 t

58 Caixa d'água - Junta A Imp.Cx

61 Platibanda - Junta A

62 Rufos/Calhas/Imperrm. - Junta A
Rufosycalha

63 Telhado - Junta A Talhada

64 Mont. Torre Interna - Junta A


H
66 Imperm. Avanço - Junta A Imp. AL ImpJVT

68 Andaime Fachadeiro - Junta A

69 Fachada - Junta A CH Emti. Exl

73 Montagem - Junta A Montagam


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^TC - Tecnologia e Desenvolvimento ò/C l.

Cronograma Físico - Junta A


Serviço Un. OuMntt- Cronograma físico
dxte Mal/97 Jun/97 Jul/97 Sotrt 7 Out»7 Nov/97 Dtlffl M fttv/Sfl Mar/M Abr/96
Estrutura da Torre
Fabricação da Forma II (Torra) m2 414,00 414,00
Mont. Forma cl Bloco (Torre) m2 8.997.20 449.86 4.498,60 3 598,88 449,86
Armação (Torre) t 56,00 2,80 28,00 22,40 2,80
Concreto (Torra) m3 800,70 40,04 400,35 320,28 40,04

Alvenarias / Revestimentos
Alvenaria de Vedação
Marcação Alvenaria BI. 12cm m 1.037,20 51,86 881,62 103,72
Marcação Alvenaria BI. 9cm m 2.160.50 108,03 1.836,43 216,05
Mare. Alv. Tijolo Maciço 1/2 vez m 23,15 1,16 19,68 2,32
Elevação Alvenaria BI. 12cm m2 1.648,80 82,44 1 401,48 164,88
Elevação Alvenaria BI. 9cm m2 4.144,05 207,20 3.522,44 414,41
Elev. Alv. Tijolo Maciço 1/2 vez m2 75,05 3,75 63,79 7,51
Revestimento de Parede interna
Chapisco Rolado na Estrutura m2 11.522,85 11 522,85
Reboco 6mm m2 11.522,85 5.761,43 5 761,43
Revestimento de Parede Externa
Chapisco Externo m2 1.014,00 1.014,00
Reboco Externo 2,5cm m2 1.014.00 507,00 507,00
Revestimento de Teto
Gesso Corrido (Cola) m2 3.057,00 1.528,50 1.528,50

Acabamentos
Acabamento de Piso
Cerâmica de Piso m2 3.791.35 758,27 2.653,95 379,14
Acabamento de Parede Interna
Massa PVA m2 5.332,65 533,27 3.732,86 1.066,53
Cerâmica / Azulejo m2 4.620,85 924,17 3.234,60 462,09
Acabamento de Parede Externa
Cerâmica de Fachada m2 748,55 711,12 37,43

Coberturas / Impermeabilizações
Cobertura
Telhado - Madeira/Telha m2 445,90 89,18 356,72
Rufos Chapa Galvanizada m2 136,80 109,44 27,36
Calhas m2 92,50 74,00 18,50
Impermeabilização / Isolamentos
Imperm. Avanço Térreo m2 26,60 13,30 11,97 1,33
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DTC - Tecnologia e Desenvolvimento S/C Ltda

Composição Unitária
Serviço Composições Principais Composições Auxiliares
Alvenaria Bloco de 9 cm Marcação Alvenaria BI. 9 cm

Elevação Alvenaria BI. 9cm Verga de Concreto 7cm


Aperto de Alvenaria

Descrição un Consumo Custo Sub-Total Total

Marcação Alvenaria BI. 9cm m2 5,18

Areia Média ms 0,07 23,49 1,64


Cimento Portland CP 32 sc 0,05 6,63 0,33
Bloco de Concreto 9X19X39 pç • 2,82 0,42 1,18 3,15
Pedreiro h 0,26 1,94 0,51
Servente h 0,26 1,12 0,29 0,81
Benefícios /o 41,00 0,33
Encargos 0/
/o 110,00 0,89 1,22
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DTC - Tecnologia e Des envolvimento S/C Ltdù

Cronograma de Materiais por Serviço


Serviço Cronograma Materiais por serviço
Npv9
/7 Air/98
Un. Qvmitt-
dsdo M ai/2 7 JU/V97 JUUS7 AÇKVSZ Set/S7 OuU» 7 Ja/vS8 Fm/96 Htrm Navoe JuwW

Estrutura da Torre
46.605 2 330,25 23.302,50 18.642,00 2.330,25
Aço CA 60 5,0mm kg
kg 69.908 3.495,40 34 954,00 27.963,20 3 495,40
Aço CA 50 10,0mm
kg 2.262 113,10 1.131,00 904,80 113,10
Arame recozldo n* 18
2.490 124,50 1 245,00 996,00 124,50
Prego 17x21 kg
92 4,60 46,00 36,80 4,60
Prego 18x27 kg
L 545 27,25 272,50 218,00 27,25
Desmoldante para forma Desmol
Pontalete Madeira Bruta 7,5x7,5 m3 21 21
m3 16 16
Tábua Madeira Bruta 1"x30cm
Compensado Super Res 244x122x12 m2 384 384
81.785 4 089,25 40 892,50 32.714,00 4.089.25
Bloco de Concreto 19x19x39 pç
m3 1.617 80,85 808,50 646,80 80,85
Concreto Fck 25 Brita 1 Bomb.

Alvenaria de Vedação
141 7,05 119,85 14,10
Aço CA 50 10,0 m m kg
0,25 4,25 0,50
Prego 17x21 kg 5
0,60 10,20 1,20
Desmoldante para forma Desmol L 12
0,10 1,70 0,20
Compensado Super Res 244x122x12 m2 2
217 10,85 184,45 21,70
Rhodo Pas 012-0 Kg
383 19,15 325,55 38,30
Areia Média m3
3 0,15 2,55 0,30
Areia Rosa m3
m3 10 0,50 8,50 1,00
Brita n ' 1
13.181 659,05 11.203,85 1.318,10
Cal Hidratado kg
sc 654 32,70 555,90 65,40
Cimento Portíand CP32
290,60 4.940,20 581,20
Tijolo Maciço Comum 5x10x20 pç 5.812
4 031,75 68.539,75 8.063,50
Bloco de Concreto 9x19x39 pç 80.635
1 964,70 33.399,90 3.929,40
Bloco de Concreto 12x19x39 pç 39.294
— Obra: Torre: N2 do PM:
PEDIDO DE MATERIAIS

Ite Discriminação do Material Un Qtde Programação (quantidades e datas) O. Compr.


m Total (n? e data)

01

02

03

04

05

06

( 07


08

09

10
-—•

Observações Em / / Em / /
Emitido
Obra Suprimento

Observações Em / / Em / /
Recebido
Obra Suprimento
4.3. EVOLUINDO PARA O PROCESSO INDUSTRIAL

A utilizaçao de Kit's conforme mencionado no item anterior, é uma maneira de se aproximar do processo
industrial mencionado anteriormente (MRP).

A programação de materiais neste caso deverá ser elaborada por Kits, sendo posteriormente consolidada e
explodida nos seus materiais componentes, gerando então para cada material, em função do seu prazo de
suprimento, as ordens ou pedidos de compra.
© © © • • •

POSIÇÃO SE ESTOQUE I
ÂOTSIÇ&® DE MATERIAIS 1
INSUMOS B Y C
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CAMINHAC

© ©. •

© ® CARRINHO PALETEIRO

CHAPA METALICA 60*L00M

© •
PINO DE ENGATE
NA'CARROCERIA
5. POSIÇÃO DE ESTOQUE/AQUISIÇÃO DE MATERIAIS EINSUMOS

"Devemos sempre ter o produto de que Você necessita, mas nunca podemos ser pegos com algum
estoque" é uma frase que descreve bem o dilema da administração de estoques.

5.1. NECESSIDADE DE ESTOQUES


A armazenagem de materiais prevendo seu uso futuro gera custos para a empresa. O ideal seria a perfeita
sincronização entre oferta e demanda, de maneira a tomar a manutenção de estoque desnecessária. Entretanto,
como é impossível conhecer exatamente a demanda futura e como nem sempre os suprimentos estão
disponíveis a qualquer momento, deve-se acumular estoque para assegurar a disponibilidade de materiais e
minimizar os custos totais de produção e distribuição.

Os estoques servem para uma série de finalidades. A seguir são apresentadas as principais delas.

• melhorar o nível de serviço;


• incentivar economias na produção;
® permitir economias de escala nas compras e no transporte;
• agir como proteção contra aumentos de preços;
• proteger a empresa de incertezas na demanda e no tempo de ressuprimento;
• servir como segurança contra contingências.

A exceção de alguns materiais de demanda permanente como por exemplo: ferramentas, equipamentos de
proteção individual (EPI), equipamentos e peças de reposição e manutenção da obra, materiais de limpeza e de
escritório, etc, a grande maioria dos materiais necessários a construção de edificações pode ter a sua demanda
facilmente determinada em função dos volumes de produção previstos no cronograma de serviços.

Por outro lado a incerteza quanto ao tempo de entrega dos materiais pelos fornecedores e quanto aos
quantitativos dos materiais definidos nos projetos, ou estimados pelos índices do orçamento, é ainda muito
grande, assim como também é elevada a perda de materiais por danos ou furto. Como o custo da falta na
construção civil é relativamente elevado, os estoques são mantidos sempre acima das necessidades previstas.

Estes estoques só poderão ser reduzidos a medida que as empresas consigam reduzir a quantidade de
reserviços, ou de serviços não previstos, diminuir a perda de materiais, seja no transporte, seja ha sua aplicação,
assim como exigir mudanças no patamar de qualidade dos fornecedores de serviços e de materiais.

5.2. POSIÇÃO DE ESTOQUE

Todo material recebido, seja no almoxarifado central ou da obra, seja nas centrais de produção, deverão estar
sujeitos aos procedimentos básicos de controle de estoque definidos pela empresa. Esses procedimentos devem
prever pelo menos as seguintes atividades:

• Conferência da quantidade e da especificação dos materiais constante da nota fiscal com aquelas definidas
nos Pedidos ou Ordens de Compra;
o Verificação e inspeção dos materiais de acordo com as normas e procedimentos existentes para cada tipo de
material, conforme detalhado no capítulo 6;
• Atualização da ficha de controle de entrada de material com o número da nota fiscal;
• Classificação da Nota Fiscal com o código contábil correspondente;
• Estocagem do material recebido e atualização do saldo da Ficha de Prateleira;
• Lançamento dos materiais recebidos na Ficha de Controle de Estoque para atualização da posição do
estoque;
• Atualização do sistema informatizado de administração de materiais e estoques, caso a empresa disponha de
um.
Toda saída de materiais do almoxarifado/central, seja para atender a produção, ou para transferência para outro
almoxarifado/central, seja para venda no caso de sobras, deverá atender no mínimo, aos seguintes passos:

• Atualização do saldo da Ficha de Prateleira com a respectiva quantidade retirada;


• Preenchimento do campo recebido (visto), constante do pedido ou requisição de materiais, a ser efetuado
pela pessoa requisitante;
• Lançamento dos materiais retirados na Ficha de Controle de Estoque para atualização da posição do estoque;
• Atualização do sistema informatizado de administração de materiais e estoques, caso a empresa disponha de
um.

Com base nesses procedimentos mínimos de controle de estoque, o setor de suprimento da empresa pode
manter atualizada a sua posição do estoque, fundamental para o processamento do pedido e aquisição de
materiais.

+ ENTRADAS
SALDO EM + AQUISIÇÕES = POSIÇÃO
= SALDO
ESTOQUE NÃO DO ESTOQUE
ATUALIZADO I ENTREGUES
- SAIDAS

PREÇOS MÉDIOS PONDERADOS DE MATERIAIS:

É calculado a partir da média dos preços de um determinado material, ponderados pela quantidade
correspondente. A cada nova entrada de um material deve-se atualizar o seu preço médio a ser considerado
quando da sua saída do estoque. Seja o exemplo abaixo:

Entrada Saída Preço ^Estoque


Qtde Preço Qtde Preço médio físico financ.
un. acum. un. total un. acum. un. total
100,00 150 15.000,00
50 50 100,00 5.000,00 100,00 100 10.000,00
80 230 120,00 9.600,00 108,89 180 19.600,20
60 110 108,89 6.533,40 108,89 120 13.066,80
100 210 108,89 10.889,00 108,89 20 2.177,80
50 280 170,00 8.500,00 152,54 70 10.677,80
30 240 152,54 4.576,20 152,54 40 6.101,60

280 | | 18.100,00 | | 240 | | 26.998,60 | 152,54 l -10 [ 6.101,60 |

[(100,00 x 100) + (120,00 x 80)]/180= 108,89

Estoque inicial 15.000,00


Entradas (+) 18.100,00
Estoque Final (-) 6.101,40
Material Consumido 29.998,60

A empresa deverá ainda promover inventários periódicos (pelo menos a cada 6 meses) de maneira a checar os
seus controles, minimizar furtos de materiais, checar condições de armazenamento dos materiais, verificar prazo
de validade dos produtos, etc.
Tecnologia e
Desenvolvimento S/C Ltda

5.3. AQUISIÇÃO DE MATEIRIAIS

Conforme mencionado anteriormente, para a aquisição dos materiais é fundamental que os produtos oferecidos
pelos fornecedores sejam previamente avaliados pela área técnica da empresa. O setor de suprimentos da
empresa deve efetuar o cadastramento de fornecedores para cada material a ser utilizado. Esse cadastramente
deve ser vinculando a aprovação dos seus produtos com base nos testes, verificações e ensaios de desempenho
e qualidade a serem realizados pelos fornecedores com a supervisão da área técnica da empresa, ou até mesmo
por essa última, de acordo com normas específicas. Deve-se ainda, exigir dos fornecedores, laudos técnicos
emitidos por laboratórios e institutos cuja reputação seja inquestionável, que comprovem a qualidade dos seus
produtos.

Quando da tomada de preços e da negociação com os fornecedores, a área de suprimento da empresa deve
sempre ter em mãos, suas referências de preço e os valores orçados para cada material, ou pelo menos para
aqueles da "Classe A" da "Tabela ABC".

Deve-se dar preferência à fornecedores que já utilizem um sistema paletizado de entrega de materiais, ou para
aqueles que se disponham a fazê-lo. As condições do fornecimento, quantidade/prazo e condições de entrega
dos materiais devem constar do Pedido ou Ordem de Compra. Essas condições devem definir claramente se os
materiais serão entregues paletizados ou não, de quem é a responsabilidade da descarga, quais os
procedimentos a serem adotados no caso da ocorrência de danos aos materiais quando da descarga, etc.

A empresa deve procurar negociar o preço e as condições de pagamento e fornecimento para grandes lotes,
utilizando-se para tanto da previsão de necessidades (quantidades X datas) de materiais. As Ordens ou Pedidos
de Compra serão então emitidos, autorizando o fornecedor a entregar os materiais nas condições previamente
negociadas.

Deve-se vincular ao Pedido ou Ordem de Compra, o número, ou os números dos Pedidos de Materiais que a
originaram, de forma a facilitar o acompanhamento e controle do ciclo do pedido.

A seguir é apresentado um exemplo formulário de Pedido ou Ordem de Compra.


Número Pedido(s) Material(is) Data Emissão:
ORDEM DE COMPRA

Fornecedor Data Recebimento:

Representante

FATURAR A CONDIÇÕES DE FORNECIMENTO


Prazo de entrega

Pagamento

Local de entrega

Transporte

Descarga

Solicitamos o fornecimento dos materiais abaixo especificados nas condições acima estabelecidas

Item Qtde Un Especificação Valor unitário Valor Total IPI%

Soma Total por extenso Soma total:

Empresa: Fornecedor:
10
A Jfc

: .CONTROLE DO RECEBIMENTO*
~ -E ARMAZENAMENTO DE • 10.06
: 'MATERIAIS • DTC

• ^
6. QUALIFICAÇÃO, RECEBIMENTO E ARMAZENAMENTO DE
MATERIAIS

6.1- QUALIFICAÇÃO DE FORNECEDORES


Os procedimentos preparados visam garantir a qualidade dos produtos
empregados na construção civil através de uma explicitação clara daquilo que se exige
deles.

Consideramos útil estabelecer uma sistemaática que possibilite o emprego de


produtos em conformidade com a normalização existente, considerando-se:
1. A atual inviabilidade econômica e temporal (prazo) de se realizar um controle
tecnológico completo e que abranja os diferentes materiais e componentes
empregados na construção civil, pois esse controle deveria ser exercido por
ocasião do recebimento em obra (ex.: cimento, madeira) tendo em conta as
exigências constantes de especificações brasileiras.
2. A inexistência, até o momento, de um controle da qualidade na indústria de
materiais que possibilite assègurar a conformidade às normas ao final do
processo de pordução.

O controle na produção, com o conseqüente Certificado de Conformidade de


materiais e componentes utilizados na construção civil, contribuiria sobremaneira para a
garantia da qualidade desses produtos. Em não estando implantado no pais tal sistema
de certificações, elaboramos um conjunto de recomendações que constituem os
procedimentos para a qualificação de materiais e componentes, que visam assegurar a
qualidade dos produtos, e devem ser entendidos como iniciais passíveis de serem
modificados no tempo, com a introdução dos sistemas de certificação.

Os procedimentos propostos levam em conta que compete ao fabricante e

fornecedores a comprovação da conformidade de seu produto às normas.

Os procedimentos consistem basicamente no estabelecimento das condições a

serem exigidas do fabricante para a qualificação do produto: o fornecedor ou

'j fabricante deve apresentar um documento técnico, emitido por Laboratório de


ensaios, com resultados que comprovem a conformidade de seu produto às normas
vigentes. Para a concessão desse documento seria conveniente fixar, por exemplo
condições de coleta de amostra, credenciamento de laboratórios e prazo de validade do
documento.
Como isso somente poderá ser conseguido a médio ou longo prazo, o
procedimento ora proposto admite, em preliminar, que o fabricante ou fornecedor
encaminhe as amostras do produto a ser ensaiado para qualquer laboratório de ensaio.
O prazo de validade do documento técnico poderia ser fixado por exemplo em 6 (seis)
meses. Este prazo poderá variar, futuramente, dependendo do produto e do seu
processo de fabricação.

6.2- RECEBIMENTO E ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS


Os documentos apresentados tomaram como premissa, que cabe à construtora
exigir do fabricante ou do fornecedor a comprovação da conformidade dos seus
produtos, quando apresentados para recebimento em canteiro.
Os documentos estabelecem as condições a serem exigidas no recebimento do
produto em obra: de posse do documento técnico citado anteriormente o produto pode
ser adquirido e apresentado para recebimento em canteiro, Nesse recebimento deverão
ser efetuadas inspeções no produto objetivando identificar se as condições exigidas são
atendidas. Em alguns produtos a verificação objetiva é simplesmente identificar a
similaridade do produto recebido com o produto qualificado. A verificação por ocasião do
recebimento deve ser expedita e realizada, na medida do possível, na obra. Quando
forem necessários ensaios em laboratório, estes deverão ser de curta duração. Nos
documentos estão indicados também as recomendações mínimas necessárias ao
correto armazenamento dos materiais de forma a assegurar sua qualidade.
6.3- FLUXOGRAMA DE QUALIFICAÇÃO E RECEBIMENTO DE MATERIAIS
6.4- EXEMPLO DO PROCEDIMENTO PARA CIMENTO PORTLAND

CIMENTO PORTLAND DESTINADO À CONCRETOS ESTRUTURAIS


6.4.1- TIPOS DE CIMENTO

CPI Cimento Portland Comum É o cimento que tem somente clinquer e


sulfato de cálcio dihidratado em sua
composição.
CPII-S Cimento Portland Comum com Este cimento admite adição de até 5%
adição de componentes pozolânicos, carboná-
ticos ou escória de alto forno.
CPII-Z Cimento Portland Composto Este cimento é composto de clinquer,
sulfato de cálcio dihidratado (gipsita) e
adição de pozolanas.
CPII-E Cimento Portland Composto Cimento composto com adição de
escória de alto forno (6 a 34%).
CPII-F Cimento Portland Composto Cimento composto com adição de
material carbonático.
CPIII Cimento Portland de Alto Forno Este cimento possui escória de alto
forno (35 a 70%) e material carbonático
em sua composição. Quando o teor de
escória é maior que 50%, sua
resistência química aos sulfatos
aumenta, sendo indicado quando estiver
na presença de água do mar.
CPIV Cimento Portland Pozolânico Este cimento possui adição de pozola-
nas (naturais ou artificiais) (15 a 50%), o
que lhe confere uma resistência química
maior e o desenvolvimento da resis-
tência mecânica é mais lento que no
Portland Comum.
CPV Cimento Portland de Alta O cimento ARI possui maior teor de
Resistência Inicial - ARI silicato tricálcico (3 CaO.Si O2), perto de
65% e baixo de dicálcico (2 Cao.Si O2),
4%, o que lhe confere altas resistências
mecânicas nas primeiras idades. Deverá
atingir, no mínimo, 14 Mpa nas primeiras
24 horas.
6.4.2- NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES
NBR 5732 - Cimento Portland Comum CP-I / IS.
NBR 11.578 - Cimento Portland Composto CP-II - E/F/Z.
NBR 5735 - Cimento Portland Alto Forno CP-lll.
NBR 5736 - Cimento Portland Pozolânico CP-IV.
NBR 5733 - Cimento Portland de Alta Resistência Inicial ARI.
NBR 5737 - Cimento Portland Resistente a sulfatos RS.
NBR 5741 - Cimentos - Extração e preparação de amostra. Método de Ensaio.
NBR 5734 - Peneiras para ensaio. Especificação.
NBR 5740 - Análise química de cimento Portland. Método de Ensaio.
NBR 5743 - Análise química de cimento Portland. Determinação de perda ao fogo.
NBR 5744 - Análise química de cimento Portland. Determinação de resíduo insolúvel.
NBR 5742 - Análise química de cimento Portland. Processo de arbitragem para
determinação de dióxido de silício, óxido férrico, óxido de alumínio, óxido
de cálcio e óxido de magnésio.
NBR 7215 - Ensaio de cimento Portland. Método de Ensaio.

NBR 7224 - Cimento Portland e outros materiais em pó. Determinação da área

específica.

6.4.3- EXIGÊNCIAS
As exigências para o fornecimento de cimento, são os resultados dos ensaios
relacionados abaixo, que normalmente são enviados pelos fabricantes junto com a nota
fiscal de fornecimento do material.
Ensaios Químicos:
Perda ao fogo;
Resíduo insolúvel;
Anidrido Sulfúrico (SO3);
Óxido de Magnésio (MgO).
Ensaios Físicos:
Finura;
Tempo de Início de Pega;
Resistência a compressão.

Todos os resultados devem estar dentro dos limites previstos nas Normas
Brasileiras relacionados no item 2.

6.4.4- COMENTÁRIOS SOBRE OS ENSAIOS


PERDA AO FOGO:

Fornece indicações sobre até que ponto ocorreu a carbonatação e hidratação


devido á exposição do cimento ao ar. Permite também detectar a adição de substâncias
estranhas, inertes, que sejam insolúveis no ácido clorídrico.
RESÍDUO INSOLÚVEL:
É uma medida das impurezas insolúveis no cimento.
ANIDRIDO SULFÚRICO:

Uma quantidade elevada deste óxido pode dar origem à formação de


sulfoaluminatos de cálcio expansivo, fissurando o concreto.
ÓXIDO DE MAGNÉSIO:
Em quantidades superiores a certos limites e em presença de umidade esse óxido
atua como expansivo, agindo de forma nociva sobre a estabilidade de volume do
concreto.
FINURA:

A finura do cimento é um fator que governa a velocidade de sua reação de


hidratação. O aumento da finura melhora a resistência, particularmente a das 1as
idades, diminui a exsudação e outros tipos de segregação, aumenta a impermeabilidade,
a trabalhabilidade e a coesão dos concretos, em contrapartida, ocorre liberação de maior
quantidade de calor e uma retração maior, sendo os concretos mais sensíveis ao
fissuramento.
TEMPO DE INÍCIO DE PEGA:
Tal período de tempo constitui o prazo disponível para as operações de manuseio
dos concretos, após o qual estes materiais devem permanecer em repouso, em sua
posição definitiva, para permitir o desenvolvimento do endurecimento.
RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO:

A necessidade de qualificar o cimento do ponto de vista de sua resistência tem


por objetivo o conhecimento através de um ensaio prévio de comportamento do cimento
nas peças com ele fabricadas, tendo em vista a utilização futura do aglomerante nos
concretos.

6.4.5- QUALIFICAÇÃO
O fornecedor deve apresentar o resultado dos ensaios com validade de no
máximo 6 meses, sendo que os resultados devem estar dentro dos limites estabelecidos
pelas Normas Brasileiras.

6.4.6- RECEBIMENTO EM OBRA


6.4.6.1- INSPEÇÃO
O material deve prover de fornecedores previamente qualificados.
O fornecedor e a construtora devem identificar, de comum acordo, uma certa
quantidade de material produzido, armazenado e distribuído em condições similares.
Essa quantidade será denominada lote e deverá ser avaliada globalmente.

Os certificados de qualificação dos lotes devem ter no máximo 6 (seis) meses de


validade e serem apresentados juntamente com a nota fiscal quando da entrega. Pode
ser adotado como lote a quantidade de um mesmo cimento entregue no período de uma
semana.

6.4.6.2- RECEBIMENTO AUTOMÁTICO (OBSERVAÇÃO VISUAL)

Será definido pela importância dos serviços a serem executados e constará de

observação visual do carregamento.

Quando entregue em sacos, estes devem ter impressos de forma visível a

indicação da marca do produto, tipo, classe e validade.


Os sacos devem conter, como peso líquido, 50 kg de cimento e devem estar
perfeitos na ocasião da inspeção.
As entregas a granel devem ter idênticas informações em documentação anexa e
deve ser rejeitado o carregamento que apresentar sinais de contaminação (cor diferente,
empelotamento).
No recebimento deve ser verificado o grau de hidratação do cimento. Exata
verificação pode ser feita ao esfregar cimento entre os dedos da mão. Caso não estaja
finamente pulverizdo, será possível constatar a presença de torrões e pedras que
caracterizam fases adiantadas de hidratação. Para serviços de pouca importância, ainda
é possível a utilização de cimento parcialmente hidratado, desde que seja peneirado em
malha de pequena abertura. Em estruturas de maior responsabilidade, não deve ser
utilizado o cimento que apresente qualquer sinal de hidratação, devendo portanto ser
rejeitado o carregamento.
No caso de aceitação, deve ser retirada uma amostra penhor (=5 Kg), que será
guardada por um prazo mínimo de 30 dias após o uso do material. Esta amostra será
identificada com o nome do fornecedor, data de entrega, proveniência e os serviços
executados com o material.

6.4.6.3- RECEBIMENTO COM ENSAIOS EXPEDITOS

Caso a partir da observação visual não seja constatada a adequação do material


para execução de concreto estrutural, devem ser realizados alguns ensaios para a
verificação da qualidade. Estes ensaios visam a identificação de algumas características
significativas do material. Para o cimento tem-se:

• Determinação da Massa específica - realizado conforme NBR 6474


• Determinação de Perda ao Fogo - realizado conforme a NBR 5743

Sendo verificado posteriormente algum problema com a utilização do material,


devem ser realizados ensaios completos com a amostra penhor. Caso contrário,
passado o prazo determinado, esta amostra deve ser eliminada.
6.4.6.4- ARMAZENAMENTO DE CIMENTO PORTLAND
CIMENTO ENSACADO
Os sacos devem ser armazenados ao abrigo da umidade, não devendo ser
assentados diretamente sobre o chão. Deve ser construído um galpão com fim
específico de armazenamento de cimento. Os sacos devem ser colocados sobre
estrados de madeira, afastados do piso e paredes do galpão cerca de 30 cm.
Quando não for possível o armazenamento em locais abrigados, os sacos
devem ser cobertos com lonas impermeáveis.
Não deve haver empilhamento superior a 10 sacos, de maneira a evitar a
compactação e início de pega devido à pressão exercida. Para armazenamento de curta
duração (= 48 horas), as pilhas podem ser de no máximo 15 sacos.
Os diferentes tipos de classes de cimento devem ser armazenados
separadamente.
Não é recomendado o armazenamento por prazo superior a 3 meses.
O cimento deve ser gasto à medida que e recebido, devendo ser portanto
prevista a colocação de duas portas no galpão destinado ao armazenamento.
Apresentamos a seguir um conjunto de "Normas" onde são observados os
principais tipos de ensaios que devem ser exigidos dos fornecedores para sua
qualificação, bem como os procedimentos para armazenamento destes materiais. Como
existe uma infinidade de materiais utilizados na construção civil, a construtora deve
negociar caso a caso, seguindo o roteiro apresentado para o caso particular do cimento.

• Compensado de madeira para forma;

• Madeira serrada;
• Concreto usinado;

• Areia para argamassa de revestimento de paredes e tetos;

• Cal hidratada;
• Argamassa industrializada para revestimento de parede;
• Argamassa colante;

• Bloco cerâmico para alvenaria de vedação;

• Placas de cerâmica esmaltadas;


• Vidros pré-cortados;
• Assoalhos, batentes, guarnições, rodapés, forros e portas de madeira.

Essas normas contém basicamente os seguintes itens:


• Equipamentos e ferramentas para controle de recebimento;
• Definição de critérios para o controle do recebimento;
© Parâmetros para aprovação dos lotes;
• Recomendações para a estocagem.
NORMA TÉCNICA DE AQUISIÇÃO E RECEBIMENTO DE COMPENSADO
DE MADEIRA PARA FORMA

1. OBJETIVO

Esta norma visa fornecer subsídios e dados técnicos aos profissionais da


Construção Civil na aquisição e recebimento de compensado de madeira para Forma.

2. FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO


DESTES ARTEFATOS DE MADEIRA

2.1. UMIDÍMETRO - APARELHO MEDIDOR DE UMIDADE PARA MADEIRAS

2.2. PAQUÍMETRO

2.3. TRENA (COMPRIMENTO 5 M)

2.4. RÉGUA DE ALUMÍNIO (COMPRIMENTO 2,20 M)

3. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO

3.1. AMOSTRAGEM

No controle de uniformidade de lote, tomaremos uma amostra de 5% do total de


cada tipo de peça, retiradas de vários pontos da carga.

3.2. UMIDADE DE EQUILÍBRIO DAS LÂMINAS DE MADEIRA

3.2.1. DEFINIÇÃO

A madeira é um material higroscópico, isto é, possui a habilidade de tomar ou

ceder umidade em forma de vapor. Quando úmida, geralmente perde vapor d'água para

a atmosfera e, quando seca, pode absorver vapor d'água do ambiente que a rodeia.
Existe uma situação em que a madeira não perde nem absorve água do ar. Isto
ocorre quando a umidade da madeira está em equilíbrio com a umidade relativa do ar
(UR) o que é denominado Umidade de Equilíbrio da Madeira (UEM). É, portanto, a
umidade que a madeira atinge, numericamente após um longo período de tempo
exposta a um ambiente com uma dada temperatura e umidade relativa.

3.2.2. PROCEDIMENTOS PARA TOMADA DE LEITURA


A tomada da umidade relativa da madeira será feita utilizando-se o umidímetro.
Para isto, basta introduzir os eletrodos na madeira até atingir profundidade mínima de
1/3 da espessura da peça.
Os pontos de medição da umidade deverão distar no mínimo 30 cm do topo das
peças e 3 cm das bordas. Em seguida, tomar 3 pontos de leitura em cada peça. A
umidade da peça será a média aritmética dos três pontos.

3.2.3. VALORES DE UMIDADE PARA RECEBIMENTO DAS LÂMINAS DE MADEIRA


A umidade da peça considerada (Compensado de Madeira para Forma) deverá
estar dentro do seguinte intervalo: mínima de 9% e máxima de 18%.

3.2.4. RESISTÊNCIA À ÁGUA


- Ensaio de Delaminação:
Retirar da porção de amostra, 4 (quatro) corpos de prova com dimensões planas
de 75 mm x 75 mm, isentos de defeitos.
Os corpos de prova deverão ser imersos em água fervente durante 4 (quatro)
horas e então secar em estufa elétrica a uma temperatura de 60°C ± 3°C durante 20
(vinte) horas. Logo em seguida, estes corpos de prova deverão ser novamente imersos
em água fervente por mais 4 (quatro) horas e então secos em estufa elétrica a uma
temperatura de 60°C ± 3°C durante 3 (três) horas.

Não deve haver descolamento superior a 25 mm entre as lâminas nos corpos de


prova utilizados no ensaio de delaminação.
4. MEDIDAS PADRONIZADAS E TOLERÂNCIAS

4.1. DIMENSÕES

TIPO MEDIDAS (m) TOLERÂNCIAS


(mm)

Chapas Resinadas 1,10x2,20 ±1,6


Chapas plastificadas 1,10x2,20 ou 1,22x2,44

TOLERANCIA (%)
ESPESSURA DOS PÂINÉiS (mm)

Até 18 +2

Superior a 19 ±3

4.2. EMPENAMENTOS

Não serão aceitos empenamentos.

4.3. ESQUADRO E ALINHAMENTO

Para verificação do esquadro, medir as diagonais formadas pelos vértices dos


planos maiores da chapa, não devendo a diferençaa entre elas ultrapassar 2,00 mm.
Para o alinhamento, o desvio máximo em qualquer borda da chapa será de
1,5mm.

4.4. DEFEITOS

Não é admissível furos de insetos

Não é admissível a contaminação de fungos e bactérias

Os nós não devem exceder 25 mm de diâmetro e devem ser fechados e firmes.

Não apresentar faixas de medula maiores que 25 mm de largura.


Não apresentar rachaduras mais largas que 1,0mm
Não são admitidos reparos das lâminas maiores que 50 mm de largura.

Não apresentar bolhas superficiais.


4.5. NÚMERO DE LÂMINAS

NÚMERO MÍNIMO DE LÂMINAS ESPESSURA DA CHAPA (mm)

3 Até 10
5 De 11 a 17
7 De 17 a 20
9 Acima de 21

5. TIPOS DE ACABAMENTO DAS FACES

5. 1. RESINADO

Lâmina de madeira sólida e firme, acabada com resina admitindo-se leves


descolorações, livres de defeitos tais como aberturas ou grã rompida, permitindo-se
leves rugosidades ou asperezas, desde que não excedam 5% da área da chapa. Suas
bordas deverão ser seladas com tinta especial.

5.2. PLASTIFICADO

A superfície plastificada deve ser dura, lisa e de textura uniforme, podendo

aparecer leves desenhos da grã da camada inferior.

As folhas de plastificação serão de fibras celulósicas impregnadas de resina


fenílica com teor não inferior a 45% de resina sólida. Deverão possuir espessura
o
superior a 0,3 mm e peso maior que 290 g/m .

6. ESTOCAGEM

Estocar as chapas em local seco, ventilado, nivelado e longe do intemperismo.

As chapas deverão ser colocadas sobre caibros de madeira no sentido

longitudinal, com espaçamento não superior a 30 cm, em piso que suporte o peso deste

carregamento.

7. PARÂMETROS PARA APROVAÇÃO DOS LOTES

O lote^É considerado aprovado quando as amostras submetidas às inspeções

visual e física forem julgadas aprovadas.


7.1. INSPEÇÃO VISUAL

Na inspeção visual, para que o lote seja aprovado, o número de amostras


inspecionadas e aprovadas deve ser igual ou superior ao número especificado na coluna
é direita da Tabela abaixo:

QUANTIDADE DE AMOSTRAS NÚMERO DE AMOSTRAS


INSPECIONADAS INSPECIONADAS E APROVADAS

35 32

60 55

80 73

125 115

7.2. INSPEÇÃO FÍSICA

Quando o número de corpos de prova submetidos ao ensaio físico e aprovado for


90% ou maior em relação ao número total de corpos de prova ensaiados, este lote deve
ser aprovado.
Se o número de corpos de prova ensaiados e aprovados estiver entre 70% e
90%, uma repetição deste ensaio deverá ser realizada. Quando o número de corpos de
prova aprovados, após submetidos a este ensaio de repetição, for 90% ou superior, este
lote deve ser julgado aprovado, e se o referido número for menor que 90%, este lote
deve ser reprovado.

<
r
NORMA TÉCNICA DE AQUISIÇÃO E RECEBIMENTO DE MADEIRA
SERRADA

1. OBJETIVO

Esta norma visa fornecer subsídios e dados técnicos aos profissionais da


construção civil na aquisição e recebimento de Madeira Serrada.

2. FERRAMENTAS £ EQUIPAMENTOS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO


DESTES ARTEFATOS DE MADEIRA

2.1. UMIDÍMETRO - APARELHO MEDIDOR DE UMIDADE PARA MADEIRAS

2.2. PAQUÍMETRO

2.3. TRENA (COMPRIMENTO 5 M)

2.4. RÉGUA DE ALUMÍNIO (COMPRIMENTO 2,20 M)

3. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO

3.1. AMOSTRAGEM

No controle de uniformidade de lote, tomaremos uma amostra de 5% do total de


cada tipo de peça, retiradas de vários pontos da carga.

3.2. UMIDADE DE EQUILÍBRIO DA MADEIRA

3.2.1. DEFINIÇÃO

A madeira é um material higroscópico, isto é, possui a habilidade de tomar ou


ceder umidade em forma de vapor. Quando úmida, geralmente perde vapor d'água para
a atmosfera, e quando seca, pode absorver vapor d'água do ambiente que a rodeia.
Existe uma situação em que a madeira não perde nem absorve água do ar. Isto
ocorre quando a umidade da madeira está em equilíbrio com a umidade relativa do ar
(UR), o querè denominado Umidade de Equilíbrio da Madeira (UEM). É, portanto, a
umidade que a madeira atinge, numericamente, após um longo período de tempo
exposta a um ambiente com uma dada temperatura e umidade relativa.
3.2.2. PROCEDIMENTOS PARA TOMADA DE LEITURA
A tomada da umidade relativa da madeira será feita utilizando-se o umidímetro.
Para isto, basta introduzir os eletrodos na madeira até atingir profundidade mínima de
1/3 da espessura da peça.

Os pontos de medição da umidade deverão distar, no mínimo, 30 cm do topo das


peças e 3 cm das bordas. Em seguida, tomar 3 pontos de leitura em cada peça. A
umidade da peça será a média aritmética dos três pontos.

3.2.3. VALORES DE UMIDADE PARA RECEBIMENTO DE MADEIRA SERRADA


A umidade da peça considerada (tábua, pontalete, sarrafo, etc.) deverá estar
dentro do seguinte intervalo: mínima de 14,2% e máxima de 17,0%.

3.3. VERIFICAÇÃO DE EMPENAMENTOS E DEFEITOS

Esta verificação deverá seguir os critérios descritos no Anexo I.

4. MEDIDAS PADRONIZADAS E TOLERÂNCIAS

4.1. TÁBUAS E SARRAFOS

4.1.1. DIMENSÕES
Tolerâncias:

Espessura (e) (mm) Tolerância (mm)

< 25 ±1,5

V 50 ±3
Largura (I) (mm) Tolerância (mm)

50 ±3
100 ±4
150 ±6

200 ±8

250 ± 10

300 ± 12

4.1.2. EMPENAMENTOS
QUADRO 1

TIPO DE FÓRMULA DE TOLERÂNCIA MÁXIMA


EMPENAMENTO CÁLCULO

Encurvamento X/Li x 100 < 1%


Encurvamento Complexo Não admissível Zero
Encanoamento -
Ea > e - 4 (mm)
Torcimento Não admissível Zero

Arqueamento Y/Li x 100 < 1%

OBS.: As definições de ea, X, Y e Li estão no ANEXO I.

4.1.3. DEFEITOS

Não é admissível furos de insetos

Não é admissível a contaminação de fungos e bactérias


Não é admissível nós com diâmetros superiores a 20 mm para peças de 50 mm
de largura e 40 mm para outras.

Se houver nós, os mesmos serão firmes e coesos.


A quantidade de nós não deverá ultrapassar a 2 por metro de peça em madeira
de folhosas e a 6 por metro de peça em coníferas
4.1.4. ESPÉCIES BOTÂNICAS INDICADAS
Separamos, a seguir, quatro grupos de madeiras com características físico-
mecânicas equivalentes:

NOME COMUM NOME BOTÂNICO


AÇAPURANA-DA-TERRA-FIRME Bates ia fio ri bunda
AÇOITA-CAVALO Luehea diva ri cata
BAGUAÇU Talauma ovata
CAMBARA, CEDRILHO
QUARUBARANA ou BRUTEIRO Erisma uncinatum
CANELA-BRANCA Cryptocarya moschata
CAPIXINGUI Croton floribundum
CARDEIRO Scleronema micranthum
CEDRO Cedrela fissilis
COPAIBA, PAU-DE-OLEO Copaifera sp
EUCALIPTO-CINEREA Eucalyptus cinerea
FAVEIRA-BOLOTA Parkia pêndula
GUARIUBA Clarísia racemosa
JACAREUBA, GUANANDI Calophyllum brasiliensis
JEQUITIBA-ROSA Cariniana legalis
LOURO-VERMELHO Nectandra rubra
MANDIOQUEIRA Qualea albiflora

MOROTOTO Didymopanax morototoni


MUNGUBA Eriotheca longipedicellata
PAU-SANGUE Pterocarpus violaceus
PINHO-DO-PARANÁ Araucaria angustifolia
QUARUBA Vochysia lanceolata
TACAZEIRO, ACHICHA, CHICHA Sterculia pilosa
TAMBORIL Enterolobium contortisiliguum
UCUUBARAKA Iryanthera sp

PINHO-DO-PARANÁ, Araucária angustifolia


NOME COMUM NOME BOTÂNICO
AMAPA-DOCE, AMAPA-AMARGOSO Brosimum parinarioides
ANANI Symphonia globulifera
ANDIROBA Carapa guianensis
ANGELICA-DO-PARA Dicorynia paraensis
ANGELIM-ARAROBA Vataireopsis araroba
ANGICO-BRANCO Piptadenia peregrina
BREU-BRANCO Protium heptaphyllum
CANJERANA Cabralea cangerana
COPAIBA Copaifera sp
EUCALIPTO-CORIMBOSA Eucalyptus carymbosa
EUCALIPTO-CORINCALIX Eucalyptus corynocalyx
EUCALIPTO-EXSERTA Eucalyptus exserta
EUCALIPTO-GLOBULUS Eucalyptus globulus
EUCALIPTO-GRANENSIS Eucalyptus granensis
EUCALIPTO-KIRTONIANIA Eucalyptus kirtoniania
EUCALIPTO-ROBUSTA Eucalyptus robusta
EUCALIPTO-SALIGANA Eucalyptus saligna
EUCALIPTO-VIMINALIS Eucalyptus viminalis
LOURO-INHAMUI Ocotea cymbarum

MARUPARANA Osteophloeum platyspermum


MAU BA Clinostemom mauba
MELANCIEIRA Alexa grandifolia
PAU-MARFIM-FALSO Rauwolfia pentaphylla
QUARUBA-JAMIRANA Vochysia sp

RAPE-DE-INDIO, MUIRATINGA Maguira slerophylla


TACHI-PRETO-DE-FOLHA-GRANDE Tachigalia myrmecophylla

ANDIROBA, Carapa guianensis


NOME COMUM NOME BOTÂNICO
AÇOITA-CAVALO Lueheopsis duckeana
ALMECEGUEIRA OU BREU Protium sp
AMENDOIM Pterogyne nitens
ANANI-DA-TERRA-FIRMA Moronobea coccinea
ANGELIM-AMARGOSO Vatairea heteroptera
ANGELIM-PEDRA Hymenolobium excelsum
ARAPARIRANA Elizabetha sp
ARARI BA Centrolobium robustum
BACURI Platonia insignis
CUIARANA Terminalia amazônica
EMBIRA-PRETA Onychopetalum amazonicum
EUCALIPTO-CAPITELATA Eucalyptus capitelata
EUCALIPTO-GONIOCALIX Eucalyptus goniocalyx
EUCALIPTO-LONGI FOLIA Eucalyptus longifolia
EUCALIPTO-MACULATA Eucalyptus maculata
EUCALIPTO-MAIDENI Eucalyptus maideni
EUCALIPTO-MiCROCORIS Eucalyptus microcoris
EUCALIPTO-POLIANTEMUS Eucalyptus polyanthemus
EUCALIPTO-PROPINQUA Eucalyptus propinqua

EUCALIPTO-PILULARIS Eucalyptus pilularis

EUCALIPTO-REGNANS Eucalyptus regnans


EUCALIPTO-RESINIFERA Eucalyptus resinifera
EUCALIPTO-TRABUTI Eucalyptus trabuti

EUCALIPTO-UROFILA Eucalyptus urophylla


GLICIA Glycidendron amazonicum
GUARUCAIA, CANAFISTULA Peltophorum vogelianum

(Continua)
r
NOME COMUM NOME BOTÂNICO
1 TAUBA Mezilaurus itauba
JEQUITIBA-BRANCO Cariniana estrelensis
MUIRACATIARA Astronium lecointei
MUIRAJUBA, GARAPA, AMARELAO Apuleia leiocarpa
MUIRAJUSSARA Aspidosperma duckei
PAU-JACARE Laetia procera
PEROBA-ROSA Aspidosperma polyneuron
PIQUI-VINAGREIRO Caryocar barbinerve
TAIUVA Chroplora tinctoria
TATAJUBA Bagassa guianensis
TAUARI Couratari sp
TENTO-PRETO Ormosia sp
UCHI, UCHIRANA Vantanea sp

PEROBA-ROSA, Aspidosperma polyneuron


NOME COMUM NOME BOTÂNICO
JATOBA, JUTAIAÇU Hymenaeae coubaríl
JATO BA, JUTAI-DA-VARZEA Hymenaeae oblongifolia
JATOBA-PRETO Hymenaeae parviflora
LOURO-PRETO Ocotea neesiana
JATAI-PEBA Dialium guianensis
IPE Tabebuia serratifolia
ARARACANGA Aspidosperma desmantum
CUMARU Diptrix odorata
SUCUPIRA-PARDA Bowdichia virgilioides
MUIRACATIARA Astronium lecointei
TATAJUBA, GARROTE Bagassa guianensis
CABREUVA-VERMELHA Myloxylon balsamum
MUIRAJUBA Apuleia molaris
SUCUPIRA-AMARELA Ferreirea spectabilis
PAU-ROXO Peltogyne confertiflora
PIQUIA Caryocar viilosum
ACAPU Voucapua americana
GARAPA-AMARELA Apuleia teiocarpa
ANGELIM-VERMELHO Dinisia excelsa
P RAC U U B A-DA-VARZE A Mora paraensis
ITAUBA Mezilaurus itauba
SAPUCAIA Lecythis paraensis

JATOBÁ, Himenaeae sp
4.1.5. EMBALAGEM
Estudar possibilidade de paletização.

4.2. PONTALETES

1
i
[

4.2.1. DIMENSÕES

Tolerâncias:

LARGURA (L) (mm) TOLERÂNCIA

50 ±3

70 ±3

80 ±4

100 ±4
4.2.2. EMPENAMENTOS

QUADRO 2

TIPO DE EMPENAMENTO FÓRMULA DE TOLERÂNCIA


CÁLCULO MÁXIMA

Encurvamento = X/Li x 100 < 1%


Arqueamento Y/Li x 100
Encurvamento Complexo Não admissível Zero

Encanoamento Não admissível Zero

Torcimento Não admissível Zero

OBS.: As definições de ea, X, Y e Li estão no Anexo I

4.2.3. DEFEITOS

Não é admissível furos de insetos


Não é admissível a contaminação de fungos e bactérias
Não é admissível nós com diâmetros superiores a 50% de I.
A quantidade de nós não deverá ultrapassar a 2 por metro de peça em madeiras
de folhosas e a 6 por metro de peça em coníferas

4.2.4. ESPÉCIES BOTÂNICAS INDICADAS


Consultar tabelas do item 4.1.4.

4.2.5. EMBALAGEM

Estudar possibilidade de paletização

r
r
ANEXO 1

VERIFICAÇÕES DIMENSIONAIS

1. TIPOS DE DEFEITOS EM PERFILADOS

1.1. ENCURVAMENTO

Empenamento longitudinal da face; curvatura ao longo do comprimento da peça


de madeira num plano perpendicular à face (Figura 1).

FIGURA 1 - Encurvamento e sua medição

1.2. ENCURVAMENTO COMPLEXO

Encurvamento caracterizado por mais de uma curvatura (Figura 2).

FIGURA 2 - Encurvamento complexo

r
r
1.3. ENCANOAMENTO

Empenamento transversal da face; curvatura através da largura de uma peça da


madeira (Figura 3).

FIGURA 3 - Encanoamento

1.4. TORCI MENTO

Empenamento helicoidal ou espiral no sentido do eixo da peça de madeira

(Figura 4).

FIGURA 4 - Torcimento

f
1.5. ARQUEAMENTO

Empenamento longitudinal das bordas; curvatura ao longo do comprimento da


peça de madeira, num plano paralelo à face (Figura 5).

FIGURA 5 - Arqueamento e sua medição

1.6. FIBRAS REVERSAS OU GRÃ ENTRECRUZADAS

A grã é considerada entrecruzada, quando os elementos axiais, em sucessivos

incrementos, são inclinados em diferentes direções, com referência ao eixo longitudinal

da peça de madeira.

e
NORMA TÉCNICA DE AQUISIÇÃO E RECEBIMENTO DE CONCRETO
USINADO

1. OBJETIVO

Esta norma visa fornecer subsídios e dados técnicos aos profissionais da


Construção Civil, na aquisição e recebimento de Concreto Usinado.

2. FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO DO


CONCRETO USINADO

2.1. NA OBRA

« Forma em tronco de cone padronizada


• Haste metálica padronizada

• Chapa metálica para apoio do tronco de cone


• Régua metálica de 30 cm
• Trena com divisão em mm
® Forma cilíndrica

2.2. EM LABORATÓRIO

• Balança

• Prensa

• Peneiras

• Todos os equipamentos necessários a cada tipo de concreto

3. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS PARA O CONTROLE DE RECEBIMENTO

3.1. AMOSTRAGEM

Retirar seis corpos de prova, no terão médio de cada caminhão de concreto, para

rompimento em laboratório, sendo:

• 2 aos 3 dias,
f
• 2 aos 7 dias e
r

• 2 aos 28 dias
A moldagem deverá seguir as seguintes etapas:
® Colocar as formas em local piano e nivelado
• Colocar a primeira camada de concreto
• Adensar com 30 introduções da haste metálica na profundidade de cada
camada

® Colocar a 2a. 3a. e 4a. camada da mesma maneira que a 1a.

® Acertar com régua metálica a superfície

• Colar etiqueta com dados sobre a obra, local de lançamento, data, etc.
• Aguardar cura de 24 horas.
• Transportar para laboratório
• Rompê-los conforme planejado
® Enviar relatório para obra
• Retirar um carrinho de concreto (em torno de 30 I) após o início da do
concreto, para execução do teste de abatimento.

3.2. SLUMP

Este teste deverá ser executado por técnico especializado, de acordo com as
Normas Brasileiras, seguindo as seguintes etapas:
• Colocar a base metálica em local plano e nivelado
e Firmar o cone contra a mesma

• Colocar a primeira camada de concreto

• Adensar com 25 introduções da haste metálica na profundidade de cada


camada.
• Colocar a 2a. e 3a. camadas da mesma maneira que a 1a.
• Passar a régua metálica

• Retirar o cone

• Inverter o cone e colocá-lo ao lado da amostra abatida


« Com uso da haste e da trena, medir o abatimento.

o Ve^ficar o abatimento
3.3. RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO AXIAL

A resistência característica à compressão, deverá ser medida aos 3, 7 e 28 dias


(dois corpos de prova) por laboratório especializado, segundo as Normas Brasileiras.

3.4. TRADO

O trado do concreto deve ser elaborado pela usina, após análise da especificação
do concreto compatibilizado com o calculista, e levado ã apreciação e aprovo da
construtora.
A usina fornecerá memorial justificativo e metodologia empregada, assim como
os dados de todos os agregados componentes do concreto.

3.5. FATOR ÁGUA/CIMENTO E ADIÇÃO DE ÁGUA PERMITIDA NA OBRA

Estas informações acompanharão o memorial do item 3.4. e constarão na Nota


Fiscal de entrega do concreto.

4. PARÂMETROS DE APROVAÇÃO DOS CAMINHÕES

4.1. CONFORMIDADE DA NOTA FISCAL

Deverão constar na Nota Fiscal todos os dados técnicos necessários à verificação


na obra do concreto especificado, tais como: Resistência aos 28 dias, abatimento no
slump e sua tolerância, descrição dos agregados, fator água/cimento, adição de água
permitida na obra, aditivos, data, horário de saída da usina, peso, traço e todos os dados
fiscais necessários.

4.2. SLUMP

Deverá seguir rigorosamente o abatimento estabelecido e suas tolerâncias.


Em caso de não conformidade, devolver o caminhão especificando o porque no
verso da Nota Fiscal, ou renegociar o uso deste concreto e seu respectivo preço para
uso em local de pouca solicitação mecânica ou estrutural.

f
e
4.3. ADIÇÃO DE ÁGUA NA OBRA

A adição de água na obra deverá ser feita por funcionário da concreteira e


fiscalizada por pessoa da obra, não ultrapassando o especificado na Nota Fiscal.

r
/
NORMA TÉCNICA DE AQUISIÇÃO E RECEBIMENTO DE AREIA PARA
ARGAMASSAS DE REVESTIMENTO DE PAREDES E TETOS

1. OBJETIVO

Esta norma visa fornecer subsídios e dados técnicos aos profissionais da


Construção Civil na aquisição e recebimento de Areia.

2. FERRAMENTAS E ACESSÁRIOS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO DE


AREIA

2.1. RECIPIENTE DE VIDRO DE APROXIMADAMENTE 500 ML, TRANSPARENTE

2.2. BARRA DE AÇO REDONDO, DIÂMETRO 10 MM E COMPRIMENTO 2,00 M

2.3. TRENA 5,00 M COM PRECISÃO DE 1 MM

2.4. MÁQUINA CALCULADORA SIMPLES

3. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS PARA O CONTROLE DE RECEBIMENTO

3.1. AMOSTRAGEM

Todos os lotes ou cargas deverão ser inspecionados visualmente.


3.2. CÁLCULO DE VOLUMES DAS CARGAS

Pontos para tomadas de altura da areia com uso da barra de aço.

Vol = Média Aritmética das 6 inserções da barra de aço, multiplicada pela largura e pelo
comprimento de caçamba do caminhão.

3.3. IMPUREZAS ORGÂNICAS

São consideradas impurezas orgânicas todas aquelas advindas de seres vivos,


tais como raízes, folhas, paus, turfas, etc.

3.4. ARGILAS

As argilas podem vir na forma de torrões ou disseminada entre os grãos de areia.

3.5. MATERIAIS FINOS

São os materiais que passam pela peneira n° 200.

3.6. CLASSIFICAÇÃO PRÁTICA

Usaremos como Classificação Prática do tamanho dos grãos, os conceitos já


empregados em obra, como: Areia Grossa, Areia Média e Areia Fina.

3.7. ENSAIOS

3.7.1. NA OBRA

Colocar cerca de 100 g de areia em um recipiente (500 ml) de vidro, com água
r
potável, agitar e colocar em repouso. Observar a cor da água.
3.7.2. EM LABORATÓRIO
Testes e Ensaios de Laboratório deverão seguir as Normas da ABNT, quando
necessários.

4. PARÂMETROS PARA APROVAÇÃO DE LOTES

4.1. VOLUMÉTRICO

Após cálculo do volume, o mesmo não deverá apresentar variações maiores que
2%, quando comparado com o Valor da Nota Fiscal.

4.2. IMPUREZAS ORGÂNICAS VISÍVEIS E TORRÕES DE ARGILA

Fazer verificação visual. Em casos acentuados, refugar o lote.

4.3. IMPUREZAS ORGÂNICAS E ARGILAS DISSEMINADAS

Após ensaio descrito no item 3.7.1., a água não deverá ter aspecto turvo ou mau
cheiro.

4.4. DIMENSÃO MÁXIMA DOS GRÃOS SEGUNDO A CLASSIFICAÇÃO:

Areia Grossa 5 mm

Areia Média 3 mm

Areia Fina 1 mm

5. ESTOCAGEM

Deverão ser providenciadas com antecedência necessária (fazer planejamento do


canteiro de obras), baias para acomodação do volume projetado de consumo, num dado
espaço de tempo, com facilidade de acesso e próximo do local de usinagem desta areia.

f
r
NORMA TÉCNICA DE AQUISIÇÃO E RECEBIMENTO DE CAL
HIDRATADA

1. OBJETIVO

Esta norma visa fornecer subsídios e dados técnicos aos profissionais da


Construção Civil, na aquisição e recebimento de Cal Hidratada.

2. EQUIPAMENTO PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO DE CAL HIDRATADA

Balança para 60 Kg com precisão de 50 g.

3. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS PARA O CONTROLE DE RECEBIMENTO

3.1. AMOSTRAGEM

No controle de uniformidade de lote, tomaremos uma amostra de 5% do total,


retirados de vários pontos da carga.

3.2. TIPOS DE CALES

As cales hidratadas (para uso em argamassa) são encontradas em três tipos: CH-
I, CH-II e CH-III, segundo as características físicas e químicas definidas em Norma
Técnica Brasileira específica..

3.3. TEOR DE ÓXIDOS TOTAIS

O teor de óxidos totais nos dá o quanto temos de material com capacidade


aglomerante (CaO + MgO), sendo o restante impurezas da matéria-prima, portanto,
importantíssimo na determinação da qualidade da cal.

3.4. TEOR DE ANI D RIDO CARBÔNICO (CO2)

Este indicador corresponde às frações já carbonatadas de produto, reduzindo a


capacidade aglomerante.

3.5. TEOR DE ÓXIDO DE MAGNÉSIO LIVRE (MGO)


f
Os valQres elevados de óxido de magnésio livre e não hidratado na cal, poderão
•J
levar a patologias nas argamassas.
3.6. ENSAIOS

Testes e ensaios de laboratório deverão seguir as Normas da ABNT, quando


necessários.

.4. PARÂMETROS PARA A APROVAÇÃO DOS LOTES

4.1. MASSA CONTIDA NOS SACOS

A média aritmética das massas contidas nos sacos de cal da amostragem


selecionada do lote ou carga, não deverá ser inferior a 20 Kg. Caso contrário, rejeitar a
carga ou o valor pago pelo mesmo.

4.2. TEOR DE ÓXIDOS TOTAIS

O teor não deverá ser inferior a 88%, expresso na base de matéria não volátil

para todas as cales.

4.3. TEOR DE ANIDRIDO CARBÔNICO

O teor não deve ser superior a 7% para as cales tipo CH-I e CH-II e 15% para a
cal tipo CH-II!.

4.4. TEOR DE ÓXIDO DE MAGNÉSIO LIVRE

O teor não deve ser superior a 8%.

4.5. EMBALAGEM

As embalagens não deverão possuir contaminações de nenhuma natureza, tais

como, óleos, graxas, etc. As mesmas deverão estar em perfeitas condições e conter

todas as informações necessárias à boa identificação do Produto (tipo de cal, massa,

norma de referência, marca e selo da ABPC).

Verificar se não há cal empedrada.

5. ESTOCAGEM

Os sacos deverão ser guardados em locais secos e seguros, sem contato com
f
pisos frios (cimentados, etc.), em pilhas uniformes e próximas de local de uso.
NORMA TÉCNICA DE AQUISIÇÃO E RECEBIMENTO DE ARGAMASSA
INDUSTRIALIZADA PARA REVESTIMENTO DE PAREDE

1. OBJETIVO

Esta norma visa fornecer subsídios e dados técnicos aos profissionais da


Construção Civil, na aquisição e recebimento de Argamassa Industrializada para
Revestimento de Parede para construção.

2. EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS PARA O CONTROLE DE RECEBIMENTO DE


ARGAMASSA INDUSTRIALIZADA PARA REVESTIMENTO DE PAREDE

2.1. BALANÇA DE 60 KG COM PRECISÃO DE 50 G

3. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS PARA O CONTROLE DE RECEBIMENTO

3.1. AMOSTRAGEM

No controle de uniformidade de lote, tomaremos uma amostra de 5% do total, se


a argamassa for ensacada, caso venha em silos a amostra deverá ser retirada após a
descarga de 0,5 m3 de material e não mais que o suficiente para os ensaios e testes
desejados.

3.2. TENSÃO DE ADERÊNCIA

As tensões de aderência ao substrato deverão ser uniformes e deverão ser


verificadas em laboratório.

3.3. FISSURAS E TRINCAS

Após aplicada e desempenada a argamassa de revestimento deverá ser

inspecionada no tocante ao aparecimento de trincas e fissuras após sua cura. Verificar

após 12 horas as condições iniciais e depois, ao longo de toda a cura, até 30 dias.

3.4. ACABAMENTO SUPERFICIAL


f
O acabamento superficial, ou textura da superfície deverá ser verificado ao tato e

visualmente.
3.5. TRABALHABILIDADE

Propriedade das argamassas de serem facilmente manuseáveis e aplicáveis ou


não.

3.6. ASPECTO VISUAL

Verificar, visualmente, manchas, contaminações com óleos, deformações,


buracos e protuberâncias.

3.7. FORMA DE FORNECIMENTO

O mercado atual apresenta duas formas de fornecimento: sacos ou silos.

4. PARÂMETROS PARA APROVAÇÃO DOS LOTES

4.1. MASSA CONTIDA NOS SACOS OU SILOS

Quando fornecidas em silos, a argamassa deve ser pesada antes e depois do

esvaziamento (uso) do mesmo e a diferença considerada como a massa líquida.

No caso de sacos, deverá ser feita a média aritmética da amostra a mesma

deverá ser igual ou superior à massa indicada na embalagem.

4.2. TENSÃO DE ADERÊNCIA MÍNIMA

A capacidade de aderência das argamassas deverão superar:

• 0,15 MPa para revestimento de parede interna,

• 0,25 MPa para revestimento de parede externa,

• 0,20 MPa para revestimento de teto e

• 0,30 Mpa para suporte de cerâmicas

4.3. FISSURAS OU TRINCAS

Não deverão ser encontradas em nenhum tipo de argamassa.

4.4. ACABAMENTO SUPERFICIAL

Inspecionar com uso das mãos (tato). Poderá ser áspera para suporte de
f
cerâmica e lisa para suporte de pinturas e laminados.
4.5. TRABALHABILIDADE

Este requisito deverá ser avaliado e aprovado pelos pedreiros que farão uso deste
material.

4.6. INSPEÇÃO VISUAL

A argamassa deverá se apresentar coesa, uniforme, bem aderida, livre de


impurezas e incrustações, sem contaminações, manchas, pulverulência e resistente ao
risca mento.

4.7. EMBALAGEM

As embalagens (sacos) devem se apresentar íntegras, sem rasgos, furos,


contaminações, manchas, umidades, ou empedramentos.

5. ESTOCAGEM

Os sacos deverão ser estocados em local seco e seguro, protegidos das


intempéries, em tablados e destacados de contatos com pisos frios. Empilhar conforme
recomendações do fabricante.
NORMA TÉCNICA DE AQUISIÇÃO E RECEBIMENTO DE ARGAMASSA
COLANTE

1. OBJETIVO

Esta norma visa fornecer subsídios e dados técnicos aos profissionais da

Construção Civil, na aquisição e recebimento de Argamassa Colante para construção.

2. EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS PARA O CONTROLE DE RECEBIMENTO DE


ARGAMASSA COLANTE

2.1. BALANÇA DE 60 KG COM PRECISÃO DE 50 G

2.2. RELÓGIO COM PRECISÃO DE 1 SEGUNDO.

3. DEFINIÇÕES DOS CRITÉRIOS PARA O CONTROLE DE RECEBIMENTO

3.1. AMOSTRAGEM

No controle de uniformidade de lote, tomaremos uma amostra de 5% do total de


sacos do lote, ou carga, retirados de vários pontos do mesmo.

3.2. TEMPO DE ABERTURA

O tempo de abertura da argamassa é aquele que, após o preparo da mesma,


segundo as recomendações do fabricante, permite o assentamento das peças
cerâmicas sem prejudicar sua aderência ao substrato. Para efeito prático medir este
tempo, tomando um saco da amostra, seguindo os procedimentos normais de uso e
observando o comportamento da argamassa ao tato. Para medições mais precisas
recorrer a laboratório especializado.

3.3. ADERÊNCIA AO SUBSTRATO EÀ CERÂMICA

As argamassas colantes deverão promover a aderência necessária de peças

cerâmicas a<^ substratos de ancoragem e permitirem a atuação dos esforços normais

de solicitaçãovas mesmas. Esta aderência deverá ser medida por laboratório para este

fim.
4. PARÂMETROS PARA APROVAÇÃO DOS LOTES

4.1. MASSA CONTIDA NOS SACOS

A média aritmética das massas contidas nos sacos de argamassa colante, da


amostragem selecionada do lote ou carga, não deverá ser menor que a indicada na
embalagem. Caso contrário, rejeitar o lote ou recombinar o valor pago.

4.2. TEMPO DE ABERTURA

O tempo de abertura mínimo será de 20 minutos em dias normais.

4.3. TENSÃO MÍNIMA DE ADERÊNCIA

A tensão mínima de aderência ao substrato e à cerâmica será de 0,3 Mpa.

4.4. INSPEÇÃO VISUAL

Os sacos deverão ter sua integridade garantida e o conteúdo (argamassa) não


deverá apresentar torrões ou empedramentos.

4.5. EMBALAGEM

Deverá se apresentar livre de violações, contaminações, rasgos, umidade e


deverá conter todas as informações necessárias ao uso e identificação do produto.

5. ESTOCAGEM

Estocar os sacos em pilhas, em altura estabelecida pelo fabricante, em local seco


e abrigado das intempéries, sem contato com pisos frios, em tablados de madeira, longe
de outros materiais que possam danificá-los e próximos do local de uso ou do transporte
vertical necessário.

f
r
NORMA TÉCNICA DE AQUISIÇÃO E RECEBIMENTO DE BLOCO
CERÂMICO PARA ALVENARIA DE VEDAÇÃO

1. OBJETIVO

Esta norma visa fornecer subsídios e dados técnicos aos profissionais da


Construção Civil, na aquisição e recebimento de Blocos Cerâmicos para Alvenaria de
Vedação.

2. EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO DE


BLOCOS CERÂMICOS PARA ALVENARIA DE VEDAÇÃO

2.1. PAQUÍMETRO COM PRECISÃO DE 0,05 MM

2.2. TRENA DE 5 M COM PRECISÃO DE 1 MM

2.3. ESQUADRO DE MÃO, COMPRIMENTO 40 CM

2.4. RÉGUA METÁLICA, COMPRIMENTO 50 CM

3. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS PARA O CONTROLE DE RECEBIMENTO

3.1. AMOSTRAGEM

No controle de uniformidade de lote, tomaremos uma amostra de 1% do total,

retirados de vários pontos da carga.

3.2. DIMENSÕES

As medidas dos blocos serão menores em 10 mm (largura, altura e comprimento)


do que as medidas especificadas na compra, conforme estão padronizadas na NBR
7171.

3.3. ESQUADRO

Deverei ser observado o esquadro de todas as faces do bloco.


3.4. EMPENAMENTOS

Com uso da régua metálica verificar a planicidade (empenos) em todas as faces


do bloco.

3.5. APARÊNCIA

Deverá ser feita a verificação visual de toda a carga, observando-se: cor, textura
superficial, rachaduras, peças quebradas e deformações.

3.6. RESISTÊNCIA Á COMPRESSÃO AXIAL

Ensaio de rompimento realizado em prensa apropriada para este fim.

3.7. ENSAIOS EM LABORATÓRIO

Testes e ensaios de laboratório deverão seguir as Normas da ABNT, quando


necessários.

4. PARÂMETROS PARA APROVAÇÃO DOS LOTES

4.1. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS

A tolerância máxima à de ± 3 mm para a largura, altura e comprimento das

peças.

4.2. TOLERÂNCIAS DE ESQUADRO

O desvio máximo em qualquer posição do esquadro será de 3 mm.

4.3. EMPENAMENTOS

O empenamento máximo em qualquer das faces da peça será de 3 mm.

4.4. APARÊNCIA

As peças (toda a carga ou lote) não deverão ter variações na cor, textura

superficial, rachaduras, deformações ou peças quebradas.

Caso haja problemas deste tipo, as peças em questão deverão ser descontadas
ou devolvida^. O não aceite implicará na devolução de todo o lote.
4.5. RESISTÊNCIA MÍNIMA À COMPRESSÃO

Os blocos deverão apresentar resistência mínima à compressão na área bruta de


2,5 Mpa.

5. ESTOCAGEM

Prever área de estocagem com antecedência e próxima ao transporte vertical da


obra.

f
r
NORMA TÉCNICA DE AQUISIÇÃO E RECEBIMENTO DE PLACAS
CERÂMICAS ESMALTADAS

1. OBJETIVO

Esta norma visa fornecer subsídios e dados técnicos aos profissionais da


Construção Civil, na aquisição e recebimento de Placas de Cerâmicas Esmaltadas.

2. EQUIPAMENTOS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO DE PLACAS


CERÂMICA S ESMAL TADAS

2.1. TRENA DE COMPRIMENTO 5,00 M COM PRECISÃO DE 1 MM

2.2. ESQUADRO DE MÃO DE 50 CM

2.3. PAQUÍMETRO COM PRECISÃO DE 0,05 MM

2.4. PRANCHETA COM ÁREA DE TAMPO MAIOR OU IGUAL A 4,50 M2

2.5. RÉGUA METÁLICA DE COMPRIMENTO 50 CM

3. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO

3.1. AMOSTRAGEM

Retirar as peças de várias caixas e colocá-las na prancheta (com inclinação


próxima da vertical) de modo a ocupar toda sua área, de acordo com o tamanho das
cerâmicas, em local bem iluminado.

3.2. DIMENSÕES E ESQUADROS

As amostras retiradas deverão ser medidas e comparadas as especificadas pela

fabricação (ver na caixa) e todos os esquadros do plano maior verificados.

3.3. EMPENAMENTOS

Com uso da régua metálica e do paquímetro medir os empenamentos das


e

'J amostras, colocando a régua nas dimensões maiores do plano da placa.


3.4. CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A RESISTÊNCIA Â ABRASÃO SUPERFICIAL

A resistência à abrasão será medida em laboratório apropriado, segundo os


métodos PEi e classificados em 6 grupos:
. Grupo 0, PEI 1, PEI 2, PEI 3, PEI 4 e PEI 5

3.5. CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A ABSORÇÃO Ã ÁGUA

A absorção de água será medida em percentual, conforme a ISO DIS 13006 que
classifica as placas em quatro grupos:
. I, lia, llb e III
Quanto menor for a absorção de água, mais impermeável será a peça.

3.6. GRETAGEM

São pequenas fissuras que aparecem na superfície esmaltada, acarretando uma


diminuição de desempenho das cerâmicas.

3.7. ASPECTO VISUAL

Após a montagem do painel, com as peças selecionadas, verificar: tonalidade,

gretagem, lascas, riscos, quebras, manchas, bolhas, imperfeições no esmaltado, falhas

e contaminação.

3.8. CONDIÇÕES DE ADESÃO AO SUBSTRATO

O costado das peças cerâmicas não deverão apresentar grandes quantidades de


talco industrial, depositado em sua superfície, que prejudiquem sua aderência ao
substrato de aplicação.

r
3.9. ENSAIOS

Testes e ensaios de laboratório deverão seguir os métodos das normas citadas,


quando necessários.

4. PARÂMETROS PARA APROVAÇÃO DOS LOTES

4.1. TOLERÂNCIAS NAS DIMENSÕES E ESQUADROS

Deverá ser acertada em função do tamanho das juntas de assentamento, como

regra prática poderemos adotar variações de até 1%.

4.2. TOLERÂNCIAS DE ESPAÇAMENTOS

A tolerância máxima de espaçamentos será de 0,5% da distância tomada.

4.3. RESISTÊNCIA À ABRASÃO SUPERFICIAL

A resistência à abrasão será medida em ciclos do abrasametro padronizado pelo


método PEI, conforme os seguintes valores:

CLASSIFICAÇÃO CICLOS MÍNIMOS


Grupo 0 100
PEI 1 150
PEI 2 600
PEI 3 1.500

PEI 4 12.000
PEI 5 Superior a 12.000

4.4. TOLERÂNCIA DE ABSORÇÃO DE ÁGUA

A tolerância será medida pelos grupos da ISO DIS 13006, conforme os seguintes

limites:

<
GRUPO % DE ABSORÇÃO
1 0 a 3%
lia 3 a 6%
llb 6 a 10%
III Superior a 10%

4.5. INSPETPO VISUAL

As placas cerâmicas não deverão apresentar peças com os defeitos dos itens 3.6
e 3.7 em quantidade superior a 5% das peças inspecionadas na amostragem.

4.6. TENSÃO DE ADESÃO AO SUBSTRATO

A tensão mínima de adesão das placas cerâmicas ao substrato não poderão ser
inferiores a 0,3 Mpa, a serem verificados em laboratórios.

4.7. EMBALAGEM

As placas deverão vir embaladas em caixas de papelão com todas as

informações necessárias a sua boa identificação e sem danificações que comprometam

seu desempenho.

5. ESTOCAGEM

As caixas deverão ser estocadas em pilhas uniformes e intertravadas, com altura


definida pelo fabricante, em local seco e protegido das intempéries.

f
r
NORMA TÉCNICA DE AQUISIÇÃO E RECEBIMENTO DE VIDROS
PLANOS PRÉ-CORTADOS

1. OBJETIVO

Esta norma visa fornecer subsídios e dados técnicos aos profissionais da


Construção Civil na aquisição e recebimento de Vidros Planos Pré-Cortados.

2. FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO DE


VIDROS PLANOS PRÉ-CORTADOS

2.1. TRENA DE 5 M COM PRECISÃO DE 1 MM

2.2. PAQUÍMETRO COM PRECISÃO DE 0,05 MM

2.3. RÉGUA METÁLICA COM 2,00 M DE COMPRIMENTO

2.4. RÉGUA METÁLICA COM 1,00 M DE COMPRIMENTO

2.5. RÉGUA METÁLICA COM 0,5 M DE COMPRIMENTO

3. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS PARA O CONTROLE DE RECEBIMENTO

3.1 AMOSTRAGEM

No controle de uniformidade de lote, tomaremos uma amostra de 5% para cada

tipo e tamanho de vidro, retirados de vários pontos do lote.

3.2. DIMENSÕES

A largura e comprimento dos vidros pré-cortados deverão seguir o que está


determinado no romaneio de solicitação encaminhado ao fornecedor, que deverá
acompanhar a Nota Fiscal, vindo nela descrita.

3.3. ESQUADRO

As chdpas pré-cortadas deverão apresentar os cantos de seu plano maior com

ângulos retos e bem definidos.


3.4. ESPESSURA

A espessura dos vidros será tomada no perímetro, com paquímetro, em quatro


pontos da chapa fazendo-se a média aritmética para definir seu valor.

3.5. DEFEITOS VISUAIS

Os defeitos visuais mais comuns são: lascas, trincas, quebras, manchas, planos
ondulados, riscos, tonalidade e deformações acentuadas.

3.6. ENSAIOS

3.6.1. NA OBRA
Fazer as verificações dimensionais e visuais requeridas.

3.6.2. EM LABORATÓRIO

Testes e ensaios de laboratório deverão seguir as normas da ABNT, quando

necessários.

4. PARÂMETROS PARA APROVAÇÃO DOS LOTES

4.1. TOLERÂNCIAS DE DIMENSÃO

A tolerância das dimensões largura e comprimento das chapas será de ± 2 mm

para qualquer tamanho das mesmas. Este valor está correlacionado com a variação

esperada pelos caixilhos que receberão estas peças.

4.2. TOLERÂNCIAS DE ESQUADRO

Não serão aceitos desvios de esquadro que gerem diferenças maiores que 2 mm

ao longo das quatro bordas das chapas.

J
4.3. TOLERÂNCIAS DE ESPESSURA (EM MM)

ESPESSURA TOLERÂNCIA MÁXIMA ADMITIDA


NOMINAL

A Maior A Menor
2 0,1 0,2
3 0,2 0,3
4 0,1 0,4
5 0,2 0,4
6 0,2 0,4
8 0,2 0,5
10 0,3 0,7
12 0,3 0,7
15 0,5 0,9
19 0,9 0,9

4.4. DEFEITOS VISUAIS

Não serão tolerados os defeitos listados no item 3.5.

5. ESTOCAGEM

As chapas deverão ser estocadas em local seco e seguro, longe de outros


materiais que possam danificá-las ou contaminá-las, colocadas em suportes de madeira
com inclinação de no máximo 5%, em quantidades que não ultrapassem a 20 peças
para chapas de tamanhos grandes (maiores que 1,00 m de lado) e 30 chapas (menores
que 1,00 m de lado) por cada fileira.
NORMA TÉCNICA DE AQUISIÇÃO E RECEBIMENTO DE: ASSOALHOS;
BATENTES; GUARNIÇÕES; RODAPÉS; FORROS E PORTAS

1. OBJETIVO

Esta norma visa fornecer subsídios e dados técnicos aos profissionais da


construção civil na aquisição e recebimento dos artefatos de madeira (assoalho,
guarnição, rodapé, forro, porta e batente) para uso em obras.

2. FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO

DESTES ARTEFA TOS DE MADEIRA

2.1. UMIDÍMETRO - APARELHO MEDIDOR DE UMIDADE PARA MADEIRAS

2.2. PAQUÍMETRO

2.3. TRENA (COMPRIMENTO 5 M)

2.4. RÉGUA DE ALUMÍNIO (COMPRIMENTO 2,20 M)

3. DEFINIÇÃO DOS CRITÉRIOS PARA CONTROLE DE RECEBIMENTO DOS


ARTEFATOS DE MADEIRA

3.1. AMOSTRAGEM

No controle de uniformidade de lote, tomaremos uma amostra de 5% do total de

cada tipo de peças, retiradas de vários pontos da carga.

3.2. UMIDADE DE EQUILÍBRIO DA MADEIRA

3.2.1. DEFINIÇÃO

A madeira é um material higroscópico, isto T, possui a habilidade de tomar ou

ceder umidade em forma de vapor. Quando úmida, geralmente perde vapor d'água para

a atmosfera, e quando seca, pode absorver vapor d'água do ambiente que a rodeia.

Existeruma situação em que a madeira não perde nem absorve água do ar. Isto

ocorre quando a umidade da madeira está em equilíbrio com a umidade relativa do ar


(UR) o que é denominado Umidade de Equilíbrio da Madeira (UEM). É, portanto, a
umidade que a madeira atinge, numericamente, após um longo período de tempo
exposta a um ambiente com uma dada temperatura e umidade relativa.

3.2.2. PROCEDIMENTOS PARA TOMADA DE LEITURA

A tomada da umidade relativa da madeira será feita utilizando-se o umidímetro.


Para isto, basta introduzir os eletrodos na madeira até atingir profundidade mínima de
1/3 da espessura da peça.
Os pontos de medição da umidade deverão distar no mínimo 30 cm do topo das
peças e 3 cm das bordas.

Tomar 3 pontos de leitura em cada peça. A umidade da peça será a média


aritmética dos três pontos.

3.2.3. VALORES DE UMIDADE PARA RECEBIMENTO DESTES ARTEFATOS DE


MADEIRA

A umidade da peça considerada (assoalho, batente, rodapé, guarnição, porta e


forro) deverá estar dentro do seguinte intervalo: mínima 14,2% e máxima "17,0%.

3.3. VERIFICAÇÃO DE EMPENAMENTOS E DEFEITOS EM PERFILADOS E PORTAS:

Esta verificação deverá seguir os critérios descritos no Anexo I.


4. MEDIDAS PADRONIZADAS E TOLERÂNCIAS DOS PERFILADOS DE MADEIRA

4.1. ASSOALHOS

4.1.1. DIMENSÕES (COTAS EM MM)

ioo

P 8
27 ' 9

C,

FIGURA 1 - Dimensões de Assoalho

4.1.2. EMPENAMENTOS

QUADRO 1

TIPO DE FÓRMULA DE TOLERÂNCIA MÁXIMA


EMPENAMENTO CÁLCULO

Encurvamento X/L, x 100 < 0,5%

Encurvamento Complexo Não admissível Zero

Encanoamento _ ea > e - 4 (mm)

Torcimento Não admissível Zero

Arqueamento Y/Li x 100 < 0,5%

Obs.: As definições de ea, e, X, Y e l i estão no ANEXO 1.

4.1.3. DEFEITOS:

• Nao é admissível furos de insetos;

• Não é admissível contaminação de fungos e bactérias;

• Não é admissível fibras reversas;


© Os machos e fêmeas não devem ter defeitos que impeçam o encaixe entre
ambos;

• É admissível a presença de pequenos "nós" firmes e coesos;


® Não é admissível a presença de manchas e contaminantes químicos;

• Não é admissível peças com presença de alburno (brancal);

4.1.4. ESPÉCIES BOTÂNICAS INDICADAS

• Jatobá

• Ipê
• Peroba-de-Campos
• Sucupira
• Macacaúba
• Tatajuba
• Cabreúva
• Angelim-Vermelho
• Angelim-Pedra
• Cumaru

4.1.5. EMBALAGEM

Os perfilados para assoalho deverão ser devidamente embalados em fardos

amarrados com fitas plásticas, devidamente tencionadas, para que não se soltem,

conforme Figura 2.

•J
FIGURA 2 - Fardos com 8 peças (Vista em corte transversal)

4.2. BATENTES

4.2.1. DIMENSÕES (COTAS EM MM):

FIGURA 3 - Dimensões do Batente


4.2.2. EMPENAMENTOS:
QUADRO 2

TIPO DE FÓRMULA DE TOLERÂNCIA MÁXIMA


EMPENAMENTO CÁLCULO

Encurvamento X/U x 100 < 0,2%

Encurvamento Complexo Não admissível Zero

Encanoamento -
ea > e - 2 (mm)
Torcimento Não admissível Zero
Arqueamento Y/U x 100 < 0,1%

Obs.: As definições de ea, e, X, Y e Li estão no ANEXO I.

4.2.3. DEFEITOS:

• Não é admissível furos de insetos;


• Não é admissível contaminação de fungos e bactérias;
• Não é admissível fibras reversas;
• É admissível a presença de pequenos "nós" firmes e coesos;

• Não é admissível peças com presença de alburno (brancal);

• Não é admissível a presença de manchas e contaminantes químicos.


4.2.4. ESPÉCIES BOTÂNICAS INDICADAS:
® Jatobá

• Ipê
• Peroba-de-Campos
• Sucupira

• Macacaúba

• Tatajuba
• Cabreúva
• Angelim-Vermelho
• Angelim-Pedra

• Cumaru

• Mogno
4.3. GUARNIÇÃO

4.3.1. DIMENSÕES (COTAS EM MM):


Tipo Boleado

FIGURA 4 - Dimensões de Guarnição (vista em corte transversal)

Tipo Retangular

FIGURA 4 - Dimensões de Guarnição (Vista em corte transversal)


4.3.2. EMPENAMENTOS:
QUADRO 3

TIPO DE FÓRMULA DE TOLERÂNCIA MÁXIMA


EMPENAMENTO CÁLCULO

Encurvamento X/L! x 100 < 0,5%

Encurvamento Complexo Não admissível Zero


Encanoamento -
ea > e - 1 (mm)
Torcimento Não admissível Zero
Arqueamento Y/Li x 100 < 0,3%

Obs: As definições de ea, e, X, Y e Li estão no ANEXO I.

4.3.3 DEFEITOS:
• Não é admissível furos de insetos;
• Não é admissível contaminação de fungos e bactérias;
• Não é admissível fibras reversas;
• É admissível a presença de pequenos "nós" firmes e coesos;
• Não é admissível peças com presença de alburno (brancal); -
• Não é admissível a presença de manchas e contaminantes químicos.
4.3.4. ESPÉCIES BOTÂNICAS INDICADAS:
• Jatobá

• Ipê
• Peroba-de-Campos
• Sucupira
• Macacaúba

• Tatajuba

• Cabreúva

• Angelim-Vermelho
• Angelim-Pedra

• Cumaru

• Mogno
4.4. RODAPÉS

4.4.1. DIMENSÕES (COTAS EM MM):

70 L - 3 mm

FIGURA 5 - DIMENSÕES DE RODAPÉS (VISTA EM CORTE TRANSVERSAL)


4.4.2. EMPENAMENTOS:
QUADRO 4

TIPO DE FÓRMULA DE TOLERÂNCIA MÁXIMA

EMPENAMENTO CÁLCULO

Encurvamento X/Li x 100 < 0,5%

Encurvamento Complexo Não admissível Zero

Encanoamento ea > e - 1 (mm)

Torcimento Não admissível Zero

Arqueamento Y/Li x 100 < 0,3%

Obs: As defipições de e a , e, X, Y e Li estão no ANEXO S.

<J
4.4.3. DEFEITOS:
• Não é admissível furos de insetos;
• Não é admissível contaminação de fungos e bactérias;
® Não é admissível fibras reversas;
® É admissível a presença de pequenos "nós" firmes e coesos;
• Não é admissível peças com presença de alburno (brancal)

« Não é admissível a presença de manchas e contaminantes químicos.

4.4.4. ESPÉCIES BOTÂNICAS INDICADAS:


® Jatobá
• Ipê
• Peroba-de-Campos
• Sucupira

• Macacaúba

• Tatajuba
® Cabreúva
® Angelim-Vermelho
® Angelim-Pedra
® Cumaru

• Mogno
4.5. FORROS

4.5.1. DIMENSÕES (COTAS EM MM):

- 1 J IO
:

Perfil do lambn com 05 'anima: de madeira

ZA - S

Perfil do macho com 03 jmmas de madeira

FIGURA 6 - Dimensões de Forro de Madeira (vista em corte transversal)

OBS: Tanto o lambril quanto o macho, são em madeira compensada de 5 e 3 lâminas


respectivamente;
O comprimento mínimo das réguas será de 240 cm.

4.5.2. EMPENAMENTOS
QUADRO 5

TIPO DE FÓRMULA DE TOLERÂNCIA MÁXIMA

EMPENAMENTO CÁLCULO

Encurvamento X/Li x 100 < 0,2%

Encurvamento Complexo Não admissível Zero

Encanoamento _ ea > e - 2 (mm)

Torcimento Não admissível Zero

Arqueamentc> Y/Li x 100 < 0,1%

Obs: As definições de ea, e, X, Y e Li estão no ANEXO I.


4.5.3. DEFEITOS:
• Não é admissível furos de insetos;
• Não é admissível contaminação de fungos e bactérias;
® Não é admissível fibras reversas;
• Os machos e fêmeas não devem ter defeitos que impeçam o encaixe entre
ambos;
® É admissível a presença de pequenos "nós" firmes e coesos;
• Não é admissível peças com presença de alburno (brancal)
® Não é admissível a presença de manchas e contaminantes químicos.

5. PORTAS - PADRONIZAÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E EXIGÊNCIAS

5.1. DIMENSÕES (COTAS EM MM)

3:35 M 6)

620
720 r i 6)
820
920

FIGURA 7 - Dimensões de Porta (elevação e planta)

f
5.2. EMPENAMENTO:

O limite máximo de empenamento de uma porta, em qualquer sentido, é de 5,4


mm.

5.3. CLASSIFICAÇÃO DAS PORTAS PELA LÂMINA DE FACE

5.3.1. CLASSE "A" (PARA VERNIZ OU CERA)

Lâmina de excelente qualidade em ambas as faces das portas. Quando a face


consiste de mais de uma peça as juntas devem ser perfeitas, aproximadamente paralela
à borda vertical da porta. Além disso, as seguintes características devem ser
respeitadas:

CARACTERÍSTICA NÍVEL
Variação de cor levemente

Nós minúsculos Ocasionalmente

Outros nós Não


Furos de insetos Não
Rachaduras abertas Não
Pequenos remendos ou reparos Não

Superfície grosseira Não

Combinação Livro (book)

5.3.2. CLASSE "B" (PARA VERNIZ OU CERA)

Conforme os requisitos da classe "A" com exceção de :

CARACTERÍSTICA NÍVEL

Nós minúsculos Sim

Combinação não é necessária a combinação


de cor ou grã, porém, contraste
agudo não é permitido
5.3.3. CLASSE "C" (PARA PINTURA)
A cor e a grã das lâminas das faces não precisam ter combinação, desde que não
sejam aplicados acabamentos transparentes. Reparos, nós sadios e outros defeitos são
permitidos, desde que apresente superfície que seja lisa suficiente para receber
acabamento com tintas (opaco).
5.3.4. CLASSE "E"
Para esta classe de faces das portas lisas, a descrição das características devem
ser feitas em comum acordo entre o fornecedor e a CONSTRUTORA.

5.4. CLASSIFICAÇÃO DE USO POR AMBIENTE

5.4.1. ÁREA ÚMIDA

Portas com colagem Tipo 1 (a prova d'água, conforme ensaio descrito no ANEXO
II).

Esse tipo de colagem é para portas localizadas em áreas úmidas (Banheiros e


portas externas sujeitas a intempérie).
5.4.2. ÁREA SECA

Portas com Colãgem Tipo II (Conforme ensaio descrito no ANEXO II).

Este tipo de Colagem é para Portas localizadas em áreas secas das edificações

(Quartos, Salas, Circulação, Cozinhas, etc).

5.5. TIPOS DE COLAGEM

Encontra-se descrito no ANEXO II, o procedimento para executar ensaios de


desempenho de colagem dos tipos I e II já mencionados.

5.6. UNIÃO DENTADA DO TIPO "FINGER JOINT"

As uniões ou juntas dentadas do tipo "Finger Joint", usadas principalmente para


se obter peças longas a partir de segmentos de madeira serrada, as quais são
empregadas na formação de molduras de portas, devem ser firmes e coladas com
adesivo do tipo indicado para a porta de um determinado uso, conforme descrito no item
5.4.
É importante observar que os segmentos unidos por união dentada devem ser da
mesma espécie botânica. O ensaio deste tipo de união ou ligação deve ser executado e
os requisitos atendidos de acordo com a norma ASTM D3110 "Specification for
Adhesives Used In Non Structural Glueb Lumber Products".

5.7. TIPOS DE CONSTRUÇÃO

5.7.1. PORTAS LISAS "TIPO PRANCHETA" COMPENSADA, EM 5 OU 7 CAMADAS

COM MIOLO VAZADO TIPO ESCADA VERTICAL


a) as faces deste tipo de porta, devem ser constituídas de 2 ou 3 lâminas de
madeira compensada e de padrão de acabamento definidos no item 5.3.
b) a moldura vertical é constituída de madeira maciça serrada com densidade (a
15% de umidade) mínima de 0,50 g/cm3, com largura mínima de 25,4 mm e
altura igual à do miolo.
c) a moldura horizontal é idêntica à vertical com largura mínima de 57,2 mm.

d) bloco da fechadura pode ser de madeira maciça com comprimento mínimo de


505 mm e largura de 80 mm ou de madeira compensada com comprimento
mínimo de 350 mm e largura total da porta. A altura é igual à do miolo.
e) as tiras para composição do miolo podem ser em madeira maciça ou
compensada com largura mínima de 12 mm e espaçamento máximo 23 mm.
f) deverá possuir furos para ventilação (mínimo de dois) nas molduras
horizontais com área mínima somada de 100 mm2, o mesmo ocorrendo nas
peças intermediárias que impeçam a passagem do ar.
LARGURA
H
ARQUR AÍ~" Peças de moldura h o n z o n í a l da p o r t a
com l a r g u r a mínima de SI ,2 rnm

Peças de moldura vertical da p o r t a


com l a r g u r a mínima de 2 5 . Í min

Tiras de madeira ou compensado


- podem ser desencontradas ou iriI eiras
- e s p a ç a m e n t o máximo - 23 mm'
- l a r g u r a mínima - 12 mm

Blocos p a r a f e c h a d u r a
-- r e q u e r i d o Inecessáriol
- comprimento mim rn o
SOS mm Ima de ir a mac iç al
3 0 5 mm I m a d e i r a compensada!
- l o c a l i z a d o no p o n t o c e n t r a l da peca
- l a r g u r a mínima de 81) mm Imadeira mancai
ou em toda extensão da porta Imadeira c:mpens a d a

Lâminas do painel em cada face


- e s p e s s u r a mínima combinada - Si

Lâmina de Face
e s p e s s u r a mínima 7 rnm

P a m e l em 2 ou 3 c a mi a d a s
de rada lado da p o r t a

FIGURA 8 - Miolo Vazado tipo "Escada" com 5 ou 7 camadas

5.8. EXIGÊNCIAS PARA DESEMPENHO DE PORTAS

Deverão ser realizados ensaios de impacto de corpo mole e fechamento com


obstrução, conforme descrito no ANEXO III.

Todas as portas deverão atender às seguintes condições de desempenho


mecânico:
5.8.1. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS A SEREM ATENDIDAS APÓS A SESSÃO DE
IMPACTOS DE CORPO MOLE
A folha de porta submetida subseqüentemente a 3 impactos de 120 J nas
condições descritas no ANEXO III, não deve apresentar:
a) rupturas, fendilhamentos ou destacamentos entre suas partes constituintes.
b) danos e/ou deformações residuais que prejudiquem suas manobras normais
de abertura e fechamento.
5.8.2. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS A SEREM ATENDIDAS APÓS O ENSAIO DE
FECHAMENTO COM A PRESENÇA DE OBSTRUÇÃO
A folha de porta submetida a uma ação de fechamento com a presença de
obstrução, nas condições descritas no ANEXO III, não deve apresentar fendilhamento,
rupturas, destacamentos entre suas partes constituintes ou outros danos que
prejudiquem suas manobras normais de abertura e fechamento. Os parafusos das
dobradiças, após as verificações supra indicadas, devem permitir reaperto.

5.9. MODELOS DE PORTAS COM APLIQUES:

As Portas Lisas "Tipo Prancheta" podem receber "apliques" em ambas as faces e


de maneira simétrica (nunca em uma só face), desde que não - provoquem a
descompensação dos outros elementos da mesma, pois ela poderá sofrer
empenamentos.

5.10. LOCALIZAÇÃO DE FERRAGENS PARA PORTAS

5.10.1. Fechadura

O eixo da fechadura deverá coincidir com o eixo horizontal da porta, conforme


Figura 9.

5.10.2. Dobradiça

As dobradiças deverão estar dispostas na ombreira oposta à da fechadura,


conforme Figura 9.
20

o
i_n

8S0

FIGURA 9 - Localização de Ferragens na Porta

5.11. EMBALAGEM

As pçrtas deverão ser fornecidas em embalagens plásticas, hermeticamente

fechadas contendo 1 ou, no máximo, 2 peças.


5.12. ESTOCAGEM

As portas deverão ser estocadas em pilhas horizontais, apoiadas sobre superfície


limpa, desimpedida e plana, em local seco e ventilado, conforme Figura 10.

PORTAS
:ms M
i Ax

C H A P A DE
COMPENSADO
NIVELADA
TT TT u

FIGURA 10 - Estocagem de Portas

5.13. PROCEDIMENTOS PARA PEDIDOS DE PORTAS

Os pedidos deverão conter as seguintes informações:

Classificação de uso por ambiente - seco ou úmido (conforme item 5.4)

Especificação da "classe" da madeira para lâmina de face (conforme item 5.3)

Classificação pelo tipo de construção (conforme item 5.7)

Dimerréões da porta (conforme item 5.1)

\j Especificações do modelo
ANEXO I

VERIFICAÇÕES DIMENSIONAIS

1. TIPOS DE DEFEITOS EM PERFILADOS

1.1. ENCURVAMENTO

Empenamento longitudinal da face; curvatura ao longo do comprimento da peça


de madeira, num plano perpendicular à face (Figura 11)

FIGURA 11 - Encurvamento e sua medida

1.2. ENCURVAMENTO COMPLEXO

Encurvamento caracterizado por mais de uma curvatura (Figura 12)

FIGURA 12 - Encurvamento complexo


1.3. ENCANOAMENTO

Empenamento transversal da face; curvatura através da largura de uma peça da


madeira (Figura 13).

FIGURA 13 - Encanoamento

1.4. TORCIMENTO

Empenamento helicoidal ou espiral no sentido do eixo da peça de madeira


(Figura 14).

FIGURA 14 - Torcimento
1.5. ARQUEAMENTO

Empenamento longitudinal das bordas; curvatura ao longo do comprimento da peça de


madeira, num plano paralelo à face (Figura 15).

FIGURA 15 - Arqueamento e sua medição

1.6. FIBRAS REVERSAS OU GRÃ ENTRECRUZADAS

A grã é considerada entrecruzada quando os elementos axiais, em sucessivos


incrementos, são inclinados em diferentes direções, com referência ao eixo longitudinal
da peça de madeira.

2. TIPOS DE DEFEITOS EM PORTAS

2.1. ESQUADRO

Os quatro cantos de uma porta devem ser de ângulo reto. Também, a diferença
entre os comprimentos das duas diagonais medidas em uma das faces da porta, não
deve ser superior a 3,2 mm.

2.2. EMPENAMENTO

A verificação do empenamento (arqueamento, abaulamento ou torção) deve ser

medida colocando-se uma régua sobre a face da porta supostamente côncava, em

qualquer direção (horizontal, vertical e/ou diagonal). A medida deve ser a distância

máxima entre a borda inferior da régua e a face da porta (conforme Figuras 16,17,18).
DESVIO
TORÇÃO

~ ( O R P O DE P R O V A //

DESVIO CE C U R V A T U R A

Figura 16 - Verificação da planicidade da folha de porta

R É G U A ME T Ã L I C A
DIS I A N U A D A
R É G U A AO Pl A N O

DIAGONAL l - - D E S V I O DE T O R Ç Ã O

\ INTERSEÇÃO DIAGONAIS

Figura 17 - Verificaçao da planicidade da folha de porta

CALCO B

ur; i Ati( IA UA
CALCO A RÉGUA tO Pl ANO
Fl AMO

Figura 18 - Verificação da planicidade da folha de porta


ANEXO II

ENSAIO DE COLAGEM DO TIPO I E II PARA PORTAS

1. AMOSTRAGEM E PREPARAÇÃO DE CORPOS DE PROVA:

Todos os corpos de prova devem ser retirados de uma porta selecionada ao


acaso, de um lote a ser inspecionado. Um total de 8 (oito) corpos de prova devem ser
retirados de uma porta, para determinar a qualidade de colagem, tanto do Tipo I quanto
do Tipo II.
Conforme apresentado na Figura 21, 4 (quatro) corpos de prova dos cantos de
dimensões planas de (150 x 150) mm, contendo painéis das faces, miolos e elementos
horizontais e verticais da moldura, devem ser retirados. Em seguida, os mesmos devem
ser cuidadosamente serrados para eliminar o material do miolo. Os corpos de prova
resultantes terão a configuração de um "L" consistindo de elementos de moldura e os
painéis das faces (vide Figura 20). Em seguida, um corpo de prova com a mesma
dimensão deve ser retirado do centro de cada elemento vertical e horizontal da moldura.
Os 4 (quatro) corpos de prova resultantes, também devem ser serrados para eliminar o
miolo e os blocos destinados para fechaduras. As bordas externas destes corpos de
prova devem ser devidamente marcadas para identificação durante avaliação. Deve ser
incluído na identificação dos corpos de prova, o nome do fabricante, tipo de colagem,
tipo de prensagem, a face correspondente à porta e a sua localização original.

2. APARELHOS NECESSÁRIOS:

a) estufa elétrica de laboratório de circulação forçada, capaz de manter

temperatura na faixa de 100 ± 3°C;

b) recipiente capaz de ferver os corpos de prova submersos em água;

c) dispositivo de avaliação, ou seja, qualquer peça ou lâmina (ver Figura 21) com

espessura de 0,127 mm (5/1000") que possa avaliar a extensão da

delaminação ou descolagem do corpo de prova.


3. PROCEDIMENTOS PARA O ENSAIO DE COLAGEM DO TIPO I

a) Identificar devidamente os corpos de prova e registrar as dimensões dos


elementos correspondentes à moldura.
b) Ferver durante 4 horas ± 5 minutos os corpos de prova imersos em água a
uma profundidade não menor que 25 mm nem mais que 200 mm. Os corpos
de prova devem permanecer na posição horizontal durante a fervura e
totalmente submersas em água. Para isso, utilizar uma grade e sobre ela um
peso (dispositivo). Usa-se a grade para que haja contato do corpo de prova
com o peso empregado.
c) Retirar os corpos de prova fervidos e colocá-los em uma estufa a 63 ± 3°C
(Bulbo Seco) durante 20 horas. As peças ensaiadas devem ser colocadas na
estufa na posição vertical, permitindo que o fluxo de ar incida verticalmente
aos painéis das faces e, espaçados a 25 mm um do outro.
d) Retirar os corpos de prova secos em estufa e ferver novamente, conforme
item 3.b.
e) Remover os corpos de prova do tanque da fervura e submergi-los em um
recipiente com água a 24° ± 3°C durante 5 minutos.

f) Remover os corpos de prova do tanque de resfriamento e então secá-los em


estufa conforme item 3.c.

g) Após a última secagem, devem os corpos de prova ser resfriados ao ar à


temperatura ambiente, antes da sua avaliação final (máximo 1 hora).

4. PROCEDIMENTOS PARA O ENSAIO DE COLAGEM DO TIPO II

a) Identificar, devidamente, os corpos de prova e registrar as dimensões dos


elementos correspondentes à moldura.

b) Todos os corpos de prova removidos de uma amostra de porta devem ser


ensaiados ao mesmo tempo. A seguinte seqüência deve ser completada para
um total de 3 (três) ciclos.
• Submergir os corpos de prova em um recipiente com água fria 24 °± 3°C a
uma profundidade não menos que 25 mm e não mais que 200 mm durante
4 horas + 5 minutos.

• Remover os corpos de prova do tanque e colocá-los em uma estufa a uma


temperatura de 49° a 52°C, durante 19 horas. Os corpos de prova devem
estar na posição vertical, espaçados uniformemente a 25 mm entre si.
Após completar 3 ciclos, remover os corpos de provas secos da estufa e
então resfriá-los à temperatura ambiente antes da avaliação final (máximo
1 hora).

5. PROCEDIMENTOS PARA AVALIAÇÃO

Após submeter os corpos de prova aos ciclos de envelhecimento acelerado acima


apresentados para as colagens dos Tipos I e II, os mesmos devem ser examinados
individualmente para ser verificada a extensão de delaminação entre todas as juntas
coladas (lâmina x lâmina ou painel x moldura).
Qualquer extensão de delaminação deve ser medida através do dispositivo de
avaliação descrito na iserão 2.c. Portanto, a extensão da delaminação deve ser avaliada
introduzindo-se a extremidade do dispositivo na fresta descolada. Segurar firmemente
no dispositivo, a uma distância de 75 mm do corpo de prova e aplicar uma pressão até
que ocorra a flambagem do referido dispositivo. As extensões de delaminação devem
ser tracejadas nas faces do corpo de prova. Ambos os lados de cada corpo de prova
devem ser avaliados de acordo com o seguinte critério:

a) Os corpos de prova não devem apresentar qualquer delaminação ao longo da


borda externa da moldura que ultrapasse 50 mm em comprimento e 3.2 mm
em profundidade. A delaminação causada por bolsas de resina, furos de nó,
rachas, furos de insetos ou outros defeitos similares de madeira deve ser
considerada aceitável.

b) A amostra da porta deve ser considerada aprovada em relação à colagem do


tipo, I ou do tipo II, desde que no mínimo 6 (seis) dos 8 (oito) corpos de prova
ensaiados passem no ciclo final dos respectivos procedimentos aqui
apresentados.

O relatório de ensaio de colagem deve conter a descrição total da porta e dos


seus componente, tipo de adesivo empregado, identificação e data do ensaio, resultados
gerais e individuais do ensaio e detalhamento de qualquer desvio em relação ao método
aqui descrito.

Para seu devido controle, recomenda-se estocar as amostras aprovadas durante


30 dias (no mínimo), em lugar seco, e as reprovadas durante 90 dias (no mínimo),
igualmente em ambiente seco. Estas amostras devem ser devidamente etiquetadas para
facilitar a sua identificação e localização.

A AB

P O N T O MEDIO BD P O N T O MEDIO

C CD D
T
P O N T O MEDIO

Figura 19 - Retirada de Corpos de Prova para Ensaio de Colagem (Tipos I e II)


f
50 mm

Ti V ! LV j. ',- íA

f
j rír'J i*;E JPJ'1/A

FIGURA 20 - Corpo de Prova com suas dimensões e identificações


"2.1 mm
i

A 'A /
3.2 mm
\
x LINHA QUE DEFINE
A PROFUNDIDADE
E PERMISSIVEL
E
vD
P-

,
\
ES P E S S U R A DE
C .127 M M

SEGURE ABA
" DESTA LINH2

FIGURA 21 - Dispositivo (lâminas de metal) para medir a profundidade de delaminaçao

(descolagem)
ANEXO III

ENSAIOS DE DESEMPENHO MECÂNICO DE PORTA

1. ENSAIO DE RESISTÊNCIA A IMPACTOS DE CORPO MOLE

A. DESCRIÇÃO DO ENSAIO

Assentar a folha da porta ao marco e à parede.


Instalar as ferragens na folha de porta, conforme Figura 9, fixada através de
parafusos para madeira com as seguintes características:
• Comprimento: 25 mm (7/8")

• Número da cabeça: 7

O saco cilíndrico de couro contendo areia (massa total de 40 Kg) deve ser
suspenso por um fio posicionado a meia largura da folha. Na posição de repouso, o saco
de couro deve tangenciar através de uma de suas geratrizes a superfície da folha que
recebe o impacto e seu centro de massa deve estar posicionado a meia altura da folha.
Para portas internas, os impactos são aplicados no sentido do~ fechamento da
porta. A folha deve ser mantida de encontro ao guarnição, acionando-se apenas o trinco
da fechadura.
Para portas externas e portas de vestíbulo, os impactos são aplicados no sentido
de sua abertura. A folha deve ser mantida de encontro com a guarnição e através do
acionamento concomitante do trinco e da lingueta da fechadura (impactos no sentido da
abertura da porta).

Para a produção dos impactos, o saco cilíndrico de couro deve ser afastado da
folha de porta, de modo a guardar subsequentemente diferenças de cota (AH) de 30 cm
entre seu centro de massa e o centro geométrico da folha. O saco cilíndrico de couro, a
partir dessas posições, é abandonado em movimento pendular (Figura 22) e atinge a
folha de port^ com energias de 120 J.
Aplicar, no mesmo ponto, três impactos sucessivos de 120 Joules (J) sem
repique.
Após cada impacto, o corpo de prova deve ser inspecionado visualmente,
verificando-se também se os seus movimentos normais de abertura e fechamento
foram prejudicados.

! i

FIGURA 22

B. RESULTADOS

Os resultados da inspeção para este ensaio verificado, devem ser descritivos,

registrando-se particularmente eventuais ocorrências de rupturas, fissuras,

delaminações, descolamentos ou danos que prejudiquem o funcionamento normal da

folha de portáíou de qualquer de suas partes.


Os valores das profundidades das mossas e extensão das trincas para os ensaios
verificados, devem ser apresentados com arredondamento para décimo de milímetro.

C. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS PARA SEREM ATENDIDAS PELAS FOLHAS DE

PORTAS, APÓS A SESSÃO DE IMPACTOS DE CORPO MOLE.

A folha de porta submetida subsequentemente a 3 impactos de 120 J, nas


condições descritas anteriormente, não deve apresentar:

• Rupturas, fendilhamentos ou destacamentos entre suas partes constituintes.


« Danos e/ou deformações residuais que prejudiquem suas manobras normais
de abertura e fechamento.

D. EQUIPAMENTOS UTILIZADOS:
. Saco cilíndrico de couro com díGinclro dc 350 mm e altura dc 900 mm,
contendo no seu interior, areia e serragem secas, com massa total de 40 Kg.
. Paquímetro: curso máximo: 150 mm; resolução: 0,02 mm
. Trena metálica: curso máximo: 3.000 mm; resolução: 1 mm

2. ENSAIO DE RESISTÊNCIA AO FECHAMENTO, COM PRESENÇA DE


OBSTRUÇÃO

A. DESCRIÇÃO DO ENSAIO

Assentar a folha de porta ao marco e à parede.

Inserir o tarugo de madeira entre o marco e o bordo vertical da folha que contém

as dobradiças. O tarugo deve ser posicionado verticalmente a partir da extremidade

inferior da folha, ou seja, deve estar em contato com este bordo vertical nos seus 50 mm

inferiores, e promover o afastamento de 10 mm entre a aresta da folha e a aresta da

guarnição (ver Figura 23).

Com auxílio do sistema constituído por fio de aço, roldana, suporte da roldana e

contrapeso, aplicar estática e progressivamente à maçaneta ou a urn ponto situado a

1.000 mm do bordo inferior da folha, e a 45 mm do seu bordo vertical mais afastado em

relação ao plano do marco, uma força de 196 Newtons (N) (20 kgf) perpendicular ao

plano do marco e com sentido que tenda a produzir o movimento de fechamento da

porta (Ver Figura 23).


. - - X

O rr
96 N

FIGURA 23

Fazer atuar a força por um período de 30 segundos. Decorrido este prazo, retirar
o carregamento.
Repetir a operação, até que se totalizem três ciclos de carregamento-
descarregamento.
Após cada um dos três ciclos, o corpo de prova deve ser inspecionado
visualmente, verificando-se também se os seus movimentos normais de abertura e
fechamento foram prejudicados.

B. RESULTADOS

Os resultados da inspeção visual devem ser descritivos.

Para o ensaio realizado conforme descrito anteriormente, devem-se registrar,

particularmente, eventuais ocorrências de esmagamentos, fissuras ou descolamentos

entre as partes da folha, bem como arrancamentos de dobradiças ou outros danos que

prejudiquem seu funcionamento normal.

C. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS A SEREM ATENDIDAS PELAS FOLHAS DE PORTAS

APÓS O ENSAIO DE FECHAMENTO COM OBSTRUÇÃO

A folha da porta submetida a uma ação de fechamento com presença de


obstrução nas condições descritas anteriormente, não deve apresentar fendilhamentos,
rupturas, destacamentos entre suas partes constituintes ou outros danos que
prejudiquem suas manobras normais de abertura e fechamento. Os parafusos das
dobradiças, após as verificações supra indicadas, devem permitir reaperto.

D. EQUIPAMENTOS UTILIZADOS:

Para a realização do ensaio são necessários os seguintes aparelhos:


• Conjunto de contrapesos, constituído por peças com massa de 5 Kg a 10 Kg,
totalizando 20 Kg.
® Sistema constituído por um fio de aço, uma roldana e um suporte para
roldana.
• Tarugo de madeira dura (com densidade mínima de 0,75 Kg/dm3), com altura
de 50 mm, largura de 50 mm e espessura de 10 mm.
ANEXO IV

ARMAZENAMENTO DOS PERFILADOS DE MADEIRA

Os artefatos de madeira são armazenados por tabicagem, a fim de permitir que as


peças atinjam a umidade de equilíbrio com o meio-ambiente e impedir empenos devidos
a secagem. Todas as peças devem permanecer tabicadas no mínimo 30 dias e a leitura
da umidade é feita de 5 em 5 dias.
A tabicagem consiste em ordenar as peças por camadas separadas entre si, por
espaçadores rigorosamente bitolados e que permitam a ventilação uniforme das peças
em todas suas faces.

O local de armazenamento deve ser bem ventilado e isento de umidade.

1. PADRÕES DE QUALIDADE DE UM TABICAMENTO:

A base do tabicamento é fabricada com vigotas ou caibros, e tem sua face


superior plana e nivelada (Figura 24). Seu comprimento 1 (Figura 25) depende do
tamanho das peças tabicadas e sua largura (Figura 26) depende da disponibilidade do
local de armazenamento, mas é sempre inferior a 2.500 mm.

A distância entre apoios é função da espessura da madeira a ser tabicada, sendo:


500 > b < 450 mm para madeira com espessura 60 > d < 35 mm
450 > b ^ 400 mm para madeira com espessura 30 ^ d ^ 20 mm
350 > b < 300 mm para madeira com espessura 20 > d < 10 mm
(Figuras 24 e25).

A primeira camada fica isolada do piso distando deste no mínimo 100 mm ( c >
100 mm)

As camadas são formadas por peças selecionadas por espessura e comprimento.

As pontas das peças tabicadas podem balancear, além do apoio, no máximo 30%

da distância entre apoios: (a < 0,30b).

A distância na horizontal entre duas peças armazenadas, é igual a altura do

espaçador:

n = e).
Os espaçadores ou tabiques são rigorosamente bitolados para permitir um
perfeito apoio das peças e impedir empenos na secagem; a altura é função da
espessura das peças, sendo:
30 > e < 20 mm para madeira com espessura 60 > d < 40 mm
20 > e < 25 mm para madeiras com espessuras d > 40 mm
a largura da tabique é sempre maior que a altura (f .> e) sendo 50 > f < 20mm
(Figuras 26 e 27)
Os espaçadores ou tabiques são colocados a prumo com os apoios da base.
A altura da pilha de madeira tabicada não deve ser superior a 2.000 mm
Sobre os tabiques superiores são colocados pesos de 30 Kg/ml ou 20 Kg/m2,
uniformemente distribuídos para impedir o empeno das últimas camadas (Figuras 26 e
27).

O sentido dos tabiques deve ser paralelo aos ventos dominantes (Figura 26).
Em caso de armazenamento ao tempo, a pilha deve ser coberta com um plástico,
sem porém impedir a ventilação das peças.
É feita uma amostra.

A A

P L A N T A B A I X A (A)

•U . • • p .

CORTE A A (B) NIVr.L A M E N 1 0 COM

ARGAMASSÃTRÃCA

FIGURA 24 - Base do Tabicamento


FIGURA 25 - Perspectiva de um Tabicamento
CANTEIRO DE
OBRAS
DTC
7- CANTEIRO DE OBRA

São instalações provisórias necessárias para apoio da execução dos serviços que compõem
uma construção, normalmente composto de maquinas, equipamentos, abrigos, etc..

Todo canteiro de obra deve ser projetado antes do inicio das obras, levando-se em conta a
trajetória, seqüência da obra, equipamentos e processo construtivo definido.

Para se projetar um canteiro devemos considerar os seguintes itens:

1. Ligações Provisórias;
2. Tapume;
3. Guarita;
4. Portões de acesso;
5. Movimentação de Materiais e de Pessoal;
6. Instalações de administração da obra;
7. Central de forma;
8. Central de armação;
9. Central de Produção de Argamassas;
10. Outras Centrais de Produção;
11. Vestiário e sanitário;
12. Almoxarifado;
13. Refeitórios;

O projetista do canteiro deve ter sempre como meta o reaproveitamento de todos os insumos
em outros canteiros, para que o investimento da empresa seja minimizado ao longo do tempo.
Para tanto a empresa deve padronizar os seus procedimentos, tanto a nívebde processo
construtivo como administrativo.

A seguir faremos comentários sobre todos os itens descritos acima, sempre com o objetivo de
padronização dos sistemas adotados.

7.1- LIGAÇÕES PROVISÓRIAS

Conforme recomendações do Módulo II, quando das análises de definição do


empreendimento, é fundamental a análise das diretrizes quanto às condições de infra
estrutura, sendo que no assunto agora abordado, se trata das condições de abastecimento
de energia, água, telefonia e receptores de esgotos.

Em função do tipo de empreendimento a ser construído, variam as condições de


abastecimento do canteiro, e portanto é de fundamental importância a elaboração de projeto
de canteiro, levando-se em consideração as necessidades de logística de abastecimento de
materiais, industrialização das obras, etc., e principalmente os projetos de instalações
elétricas, telefônicas e hidrossanitárias.

Serão descritas a seguir, diretrizes para a elaboração de projetos e execução de instalações


provisórias para canteiros de obras.
A - INSTALAÕES PROVISÓRIAS DE ENERGIA

• ENTRADA DE ENERGIA

Para projetos e solicitação de ligação provisória de entrada de energia, alguns passos


importantes deverão ser seguidos, quais sejam:

> Levantamento de cargas de equipamentos necessários para execução de todos os


serviços de obras, levando-se em consideração simultaneidade e período de uso, de
modo a atender ritmo e trajetória adequada de obra, com a menor demanda possível.
> Negociar com a concessionária a forma de abastecimento, em função das condições
de canteiros, se será feita em alta ou baixa tensão, em rede aérea ou subterrânea.
> Principalmente em medições com abastecimento em alta tensão, a definição de
demanda adequada é fundamental, devido ao fato da mesma fazer parte do contrato
de fornecimento, ou seja, é cobrado valor de demanda, e se a mesma for
ultrapassada, normalmente é cobrada multa.
> Outro fator importante na definição de demanda adequada, é o baixo fator de
potência em função de mal dimensionamento de transformadores, o que levará a
cobrança de multa por parte da concessionária.
> Um ponto de muita importância a ser considerado é quanto ao posicionamento de
redes, tanto aéreas ou subterrâneas, no que diz respeito a interferência com tráfego
de veículos pesados, e com os serviços de obra, ou seja, escavações, execução das
estruturas e ligações definitivas.

• DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA

As instalações de energia elétrica de canteiros de obra, deverão ser consideradas como se


definitivas fossem, ou seja, deverão ser constituídas de materiais e equipamentos a serem
reutilizados de obra para obra, e não como insumos a serem consumidos durante a obra.

Para se otimizar as instalações provisórias, deverão ser observadas as seguintes diretrizes,


em função de cada parte destas instalações:

> Adotar padrão de subestações e medições padronizadas por faixa de demanda,


conforme exigências de concessionárias;
> Adotar padrões de Quadros Gerais de Distribuição. Uma das alternativas
recomendadas pela DTC é executá-los em caixa metálica (chapa #14) autoportante
com pintura eletrostática epoxi, com grau de proteção IP 40, quando abrigados, e IP
55 em instalações externas, dotados de fechadura tipo "yale". Deverão ter barramento
trifásico, barra de neutro e de terra, montado em chassis removível, com espelho de
proteção em chapa metálica e identificação com plaquetas de plástico nas aberturas
de manoplas de chaves e botoeiras ou alavancas de equipamentos de proteção ou
controle. Deverão ser instalados plugs de conexões de cabos de alimentação de
quadros secundários nas laterais do painel, tipo tomadas de embutir 3p e neutro
(COD. 4049, 4249, 4549, 4649, conforme amperagem requerida, padrão STECK);
> A DTC recomenda que a interligação entre quadro de medidor e painel geral seja
executada em cabo tipo "sintenax', com PLUG 4P, "n" Ampéres, 220 ou 380 V 9H AZ
NEG (COD. SN-4679, conforme amperagem), padrão STECK;
> As dimensões e número de chaves ou disjuntores deste Quadro Geral, dependerão da
tipologia de canteiro. Sugerimos a seguinte conformação, que deverá ser adaptada
para cada Empresa:
• Disjuntor geral
• Chave seccionadora com fusível, rotativa, para grua
• Idem para Guincho
• Idem para quadro da Serraria
• Idem para quadro de armação
• Idem para quadro de Bomba de água
• idem para Prumada de Serviço
• Idem para quadro de escritório
• Idem para quadro Vestiário
• Idem para quadro do subsolo

> Adotar padrões de Quadros Parciais de Distribuição. Uma das alternativas


recomendadas pela DTC é executá-los em caixa metálica (chapa #14) autoportante
com pintura eletrostática epoxi, com grau de proteção IP 40, quando abrigados, e IP
55 em instalações externas, dotados de fechadura tipo "yale". Deverão ter
barramento trifásico, barra de neutro e de terra, montado em chassis removível, com
espelho de proteção em chapa metálica e identificação com plaquetas de plástico nas
aberturas de manoplas de chaves e botoeiras ou alavancas de equipamentos de
proteção ou controle. Deverão ser instalados plugs de conexões de cabos de
alimentação de quadros secundários nas laterais do painel, tipo tomadas de embutir
3p e neutro ( COD. 4049, 4249, 4549, 4649, conforme amperagem requerida,
padrão STECK);
> As dimensões e número de chaves ou disjuntores dos Quadros Parciais, dependerão
da tipologia de canteiro, sugerimos que seja adotada uma conformação padrão por
atividades específicas do canteiro, que deverá ser adaptada para cada Empresa.
> Adotar Quadros de Distribuição Parciais, nos mesmos padrões anteriores, para
prumada de serviço, com entrada e saída interligadas por cabos empatados com
plugs, e derivações empatadas com plugs e tomadas trifásicas ou monofásicas, para
serem utilizados em ligações de equipamentos, tais como: furadeiras, vibradores,
lixadeiras, iluminação, etc.
> Adotar sistema de postes padronizados. Sugerimos a utilização de postes metálicos,
os quais poderão ser fixados nos tapumes, e utilizados para fixação de cabos e
iluminação do canteiro.
> Nas distribuições de iluminação e tomadas de escritórios, subsolos, etc., poderão ser
utilizados sistemas de eletrodutos plásticos de sobrepor (sistema X).

B - INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS DE TELEFONIA

Como nas instalações elétricas , as instalações de telefonia deverão ser executadas em


padrões definitivos, com elementos pré montados, conforme segue:
« ENTRADA DE TELEFONE

> Adotar padrão de Caixa de Distribuição de 40 x 40 cm. Como sugestão, poderão ser
executadas em chapa 14, com pintura eletrostática epoxi, colocada em mureta pré
moldada de concreto ou em poste de aço com rack de ancoragem de cabo.
> Um ponto de muita importância a ser considerado é quanto ao posicionamento de
redes, tanto aéreas ou subterrâneas, no que diz respeito a interferência com tráfego
de veículos pesados, e com os serviços de obra, ou seja, escavações, execução das
estruturas e ligações definitivas.

• DISTRIBUIÇÃO DE TELEFONE

> Nos escritórios a distribuição poderá ser executada com o sistema X.


> A rede de distribuição aérea poderá ser compartilhada com os postes da rede elétrica,
mantendo uma distância de 30 cm de afastamento dos cabos elétricos.

C - INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS PROVISÓRIAS

Seguindo a mesma filosofia para instalações elétricas de canteiros, podemos executar as


instalações de água da mesma forma, com as seguintes diretrizes:

• ENTRADA DE ÁGUA

> Executar padrão de medidor em caixa embutida em mureta pré moldada de concreto,
conforme padrão da concessionária.
> O reservatório poderá ser em fibra de vidro, sendo posteriormente utilizado na
instalação definitiva da obra. Deverá ser instalado a uma altura que permita o
abastecimento de escritórios, vestiários etc., por gravidade.

— ®

A- Caixa em Fibra
B- Tampa cia Caixa
C- Vigota de Madeira
D- Torre metálica/madeira
> Poderá ser usado filtro após o medidor, de modo a se eliminar o uso de bebedouros
especiais.

A- Entrada da Concessionária
B- Registro
C- Medidor (hidrômetro)
D- Mangueira
E- Torneira
F- Filtro
G- Rede de Abastecimento

• DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA

> Deverá ser Instalado conjunto moto bomba para recalque de água para obra, sendo
que este conjunto poderá ser o mesmo a ser instalado definitivamente na edificação;
> Na distribuição de água na obra, poderão ser Instalados tambores de aço de 200
litros (ou reservatórios de fibra), nos diversos pavimentos;
> O conjunto motor/bomba recalcará água para o tanque do pavimento mais alto.
controlado por automático de bóia;
> Os tanques dos pavimentos inferiores serão alimentados pelos dos pavimentos
imediatamente superiores, com tomada d'água 10 cm abaixo da borda. No último
tanque (pavimento mais baixo) poderá ser instalado um controlador automático de
bóia para comando da bomba. Esse controle poderá também ser manual;
> As tubulações de recalque e alimentação dos reservatórios dos pavimentos, poderão
ser instaladas em shaft's de área comum ou nos poços de elevadores, em polietileno;
> Nos escritórios, banheiros, refeitórios, etc., toda tubulação poderá ser em PVC
soldável fixadas com abraçadeiras adequadas, tipo ômega, unho ou colar;
> Nas tubulações subterrâneas poderão ser utilizados tubos de polietileno.
t

i
Ultimo Pavimento yiwhjtt1/

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1
Pavtos f
h
Intennediários—•jrs^j^-rarirfc

Obs.: No último tambor


poderá ser instalado um
controlador automático
para comando da
bomba

A - Caixa de Fibra
B - Tampa da Caixa
C - Boia
D - Entrada de água
E - Limpeza
F - Retorno
G - Ladrão
H - Conjunto Motor/Bomba
I - Recalque (polietileno)
J - Base (vigota de madeira)
K - Flange
L-Tambor 200 I

Térreo/Subsolo
LIGAÇÃO DE ESGOTOS

> Procurar negociar com a concessionária a execução da ligação provisória de modo a


poder transformá-la em definitiva,
> Em caso de instalações inferiores aos coletores públicos, executar poço de recalque
para bombeamento de esgotos até a ultima Cl definitiva.

Phd
CORTE

A- Entrada Esgoto Provisório


B- Anel Concreto
C- Tampa
D- Conjunto motor/bomba
E- Saída esgoto para a rede pública
• COLETORES E RAMAIS DE ESGOTOS
> Usar todas tubulações com conexões em anel de borracha.
> Tubulações aéreas devem ser fixadas com abraçadeiras adequadas, do mesmo modo
que na água.
> Tubulações enterradas devem ser envolvidas por areia ou solo peneirado, para
reaproveitamento de tubos.
> Evitar ventilações de ramais, ventilando-se somente coletores principais.
> Evitar caixas de inspeção, utilizando-se conexões apropriadas para tal fim.

7.2- TAPUME
São divisórias de madeira, metálicas, concreto, alvenaria ou mista, que define os limites do
canteiro em relação aos logradouros e vias públicas.
O tapume deverá ser posicionado com ou sem avanço no passeio, dependendo das
condições de espaço físico, necessidade de escavação no limite de divisa do terreno com o
passeio.
Sendo o tapume a primeira visão que o cliente tem da obra, ele devera ser executado também
com o intuito de facilitar a manutenção e reposição de seus componentes quando necessário,
possibilitando assim a sua utilização ao longo de toda a obra, também como espaço de
propaganda e divulgação do nome da empresa. Para tanto a melhor solução são os tapumes
modulares, conforme figuras abaixo.
7.3- GUARITA

É um local coberto e fechado, localizado junto ao acesso de pessoal à obra e destinado a


guarda de equipamentos de proteção individual a serem utilizados pelos visitantes, livro de
registro de visitas, e de onde o guarda deverá fazer o controle de entrada e saída de todas as
pessoas que tiverem acesso à obra.

O tamanho ideal de uma guarita é 1,22 x 2.44 m de medidas externas, e executado em


compensado de 18 mm de espessura.

7.4- PORTÕES DE ACESSO

São portões feitos no tapume que tem a finalidade de facilitar o acesso ao interior do canteiro
da obra de pessoas e veículos, sendo que sempre devem ser feitos no mínimo dois portões
um para veículos e outro para pessoas.

Os portões para veículos podem ser do tipo pivotante com duas ou uma folha, ou de correr.

Os mais usados são os pivotantes de duas folhas, no entanto não devemos descartar a
possibilidade de utilização do portão de correr, principalmente em canteiros com espaços
reduzidos, pois é uma excelente solução para se ganhar espaço necessário a outros fins.

A localização do portão de acesso de veículos deve ser compatibilizada com a doca de


descarga.

7.5- MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS E DE PESSOAL

O transporte horizontal e vertical em uma obra ou em centrais de produçãò é uma das


atividades que mais consome energia, tempo e contribui para a geração de perdas de
materiais.

Para que se possa minimizar esses desperdícios é necessário que se busque alternativas que
permitam a utilização de equipamentos apropriados em substituição à mão-de-obra.

7.5.1- PALETIZAÇÃO DE MATERIAIS

A utilização de "PALETES" para transporte e armazenagem de materiais é condição


fundamental para se mecanizar a movimentação dos materiais, diminuindo assim, os
desperdícios mencionados.

Atualmente é grande o número de fornecedores que já entrega seus materiais paletizados.


Para aqueles que ainda não o fazem, existe três alternativas: convence-los das vantagens
desse processo quando da realização da compra, negociando a entrega de seus materiais já
paletizados; fornecer os paletes e até mesmo a mão-de-obra para que o material seja
paletizado na sua origem (fabrica); efetuar a paletização na obra, quando da descarga do
caminhão.

As vantagens da utilização de paletes são muitas. A seguir citamos as principais delas.


• Rapidez na carga e descarga do caminhão, possibilitando um maior número de viagens por
dia;
• Ótimo aproveitamento da carga do caminhão diminuindo o número de viagens;
• Maior facilidade na conferência do lote, seja na expedição, seja no recebimento;
• Redução de perdas por danos aos materiais;
• Maior facilidade para realização do inventário do estoque;
• Ajuda a desafogar (descongestionar) a prancha de carga (transporte vertical);
• Redução em até 80% da mão de obra necessária para carga e descarga.
Muitos materiais não são possíveis de serem transportados nos paletes tradicionais, em
função das suas características físicas (dimensões, peso, fragilidade, etc). Para contornar
esse problema, existem tipos alternativos de paletes, containers especiais ou mesmo
carrinhos especiais que devem ser utilizados no transporte desses materiais.
A seguir serão apresentados os detalhes e características de alguns tipos de paletes,
container, carrinhos, etc, mais utilizados na construção de edificações e indicados os materiais
para os quais são apropriados.

A- PÁLETE TRADICIONAL:
Em função de estar no canteiro de obras a maior possibilidade de ganho de mão-de-obra, o
pálete deve ter dimensões tais que permitam seu trânsito pelos vão das portas dos
apartamentos, ou seja 75 cm de largura. Nas fases da obra em que as alvenarias internas
ainda não tenham sido executadas, pode-se utilizar páletes maiores (110x110cm), pois ainda
não existem vão de portas a serem ultrapassados. Os páletes não devem ser carregados com
pesos superiores à capacidade da torre (prancha) da obra ou da grua. O material colocado no
pálete deve ser cuidadosamente amarrado com o auxílio de fita plástica específica para esse
fim.
Esse pálete é o mais comum devendo ser utilizado sempre que as características dos
materiais, kit's e componentes assim o permitir. Alguns exemplos de materiais que podem e
devem ser transportados com esses páletes são:

• blocos de concreto;
• tijolos cerâmicos;
• cimento, cal, gesso e argamassas ensacadas (sacarias em geral);
• massa PVA, tintas, aditivos, e demais materiais enlatados;
• materiais embalados em toneis e tambores;
• cerâmicas, azulejos e demais materiais embalados em caixas; etc.

É importante que os materiais sejam adequadamente distribuídos sobre o pálete de forma a


dar maior segurança ao seu transporte. A seguir são apresentados alguns exemplos de
posicionamento de materiais no pálete.

AZULEJOS

SACARIA

1" Fiada 2o Fiada


CONTAINER METÁLICO (TIPO GÔNPULA)

Esse container deve ser utilizado para o transporte de louças pré-montadas, conforme
ilustrado abaixo.

LOCAÇÁO DE LOUÇAS
NO CONTAINER

— >u _
3* Plano

/
-

T
2° Plano

=
V
-v
-

1o Plano

Vista Lateral

1o Plano 2o Plano

LEGENDA

BS. BACIA SANITARIA


C. COLUNA PARA TANQUE
LV. LAVATÓRIO
T. TANQUE

2o Plano
CONTAINER

'.100 1100
PÁLETE ESPECIAL PARA ESQUADRIAS

Os páletes abaixo foram desenvolvidos para o transporte de esquadrias de alumínio prontas


das centrais de fabricação ou da fabricas dos fornecedores para as obras.

PÀLETR PARA TRAHSPOUTK DE Fül.RAS (PORTAS)

p a l e t e p/ t r a n s p o r t e üe j m i e l a p r o h t a
CARRINHO PARA TRANSPORTE DE MATERIAIS DIVERSOS

Esse carrinho tipo baú é muito utilizado em obras para o transporte de diversos tipos de
materiais como: ferramentas em geral; tensores e garfos metálicos para execução de forma,
sucatas em geral (vidro, tijolos, blocos, etc); material miúdo de instalações elétricas e
hidráulicas (conexões, caixas, ralos, espelhos, interruptores, etc.). Esse carrinho pode
também ser substituído pelo conjunto baú de madeira colocado sobre um estrado (pálete) a
ser transportado pelo carrinho paleteiro.

CARRINHO PARA TRANSPORTE


(MVTER.ÍAÀ& OlVÇR&Oe»)
CARRINHO PARA TRANSPORTE DE VIDROS CORTADOS

Esse carrinho deve ser utilizado na central de montagem de esquadrias, esteja ela localizada
na obra ou não.

CARRINHO PARA TRANSPORTE


DE VIDROS CORTADOS

Planta Baixa
7.5.2- CARGA E DESCARGA DE MATERIAIS

Para a carga e descarga de materiais paletizados nas obras, centrais de produção ou no


almoxarifado pode-se utilizar uma das soluções descritas abaixo.

PLATAFORMA DE CARGA E DESCARGA OU DOCAS COM CARRINHO PALETEIRO:

Consiste em uma plataforma desnivelada em relação às vias de acesso exatamente da altura


da carroceria do caminhão de tal forma a se ter o acesso direto do carrinho paleteiro para a
carga e descarga dos materiais paletizados. Existem várias soluções possíveis para a
utilização desta alternativa conforme ilustrado nas figuras apresentadas a seguir.

PLATAFORMA DE 0ESCAR6A DO PALET

irT i li i i li i i
i I li I i . li I i
Comn
ihao Paltt

8elon«iras

. Pito Comn
ihao
uPino Soldado r\q Chapq Mtfdltcg
' Apoa
ido nd Corroctria

^ , Chapo MttaUcq —

Corroctria Aberta
13.00

Ba»» «m Bloco d* Concrato.


I n c l i n a ç ã o máxima 10%
PLATAFORMA DE DESCARGA 00 PALET

• • •
• • O . T p ^ ».Mlli

CamMijo Patct A*o«eo Sub«®lo

O
O
RAMPA M O V t L OSSCARSA 0 0 P A L E T
(Tampo m i ÇSielpo M o t d t i « ]

• CH^r*. MITAUCA.

CORTE - A A
fiwo oe fixAçXo o a * * * * *
•"m cARuõctKÍi bo cAkÍNHXo

fERRCV CHATO

ú ESTRUTURAÇÃO 00 fUHDO

CHATA METllUCA
t*PSl*U*A Doo

P L A N T A • esc. i : H6

RAMPA MÓVEL DE8CAR8A 00 PALET


(Tcwp« ©tu Modoirlío )
fANTONtiM M«T. 4JL«fiWlA_L4Í!jL_
^.iíí
CORTE - A A

tUUWOSM?4-**
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iA
i JPÍUÍü!i«

OET. DO CAMIMHAO C/RAMPA MÓVEL


APOIADA MA PARTE LATERAL DA CAR
ROêGRSA

•• •• WAHPA MOVBL

•• ••

PLANTA- Mc. I:M


PASSARELA DE ACESSO A TORRE

3®ANDAR

PONTALETE

2*ANDAR

CHAPA METALICA ARTICULADA


P/DESCARGA DO P A L E T

COBERTURA EM MADEIRITE

12 ANDAR

PONTALETE

MADEIRITE

PILOTIS

PASSARELA EM
MADEIRITE

S.SOLO
BRAÇO ARTICULADO E CARRINHO PALETEIRO:

Consiste em uma estrutura metálica (pau de carga) articulada, o que possibilita a sua
movimentação tridimensional. Tem uma capacidade de carga de 650kg a Itonelada. Seu raio
de atuação é de 4 m. O seu preço gira em torno de US$ 3.000,00. O Braço Articulado serve
como alternativa para carga e descarga de materiais paletizados em obras onde não seja
possível a utilização de docas. Ele permite descarga em caminhão de 18 páletes (10
toneladas) em 30 minutos com um operador.

MESA ELEVADORA - MOTORIZADA E CARRINHO PALETEIRO:

Consiste em uma plataforma pantográfica acionada por motor elétrico. Tem uma capacidade
para 1 tonelada. Suas dimensões são 1,5m de comprimento e 1,1m de largufà. Atinge uma
altura de elevação de 1,5m. A sua altura em relação ao solo, quando abaixada é de 30cm sem
roda e de 40cm com roda. Seu preço fica em torno de US$ 4.500,00. Pode ser usada em
obras onde não for possível a utilização de docas ou de braços articulados. Tem como
principais desvantagens em relação ao braço articulado: operação lenta; não atende em casos
em que o caminhão para na calçada fora do tapume; necessita de 3m de rampa para vencer a
altura mínima do piso com inclinação de 10%. Pesa em torno de 400Kg o que dificulta sua
locomoção para várias obras.
OBS.: Para os três casos mencionados acima, e necessário que as vias de acesso do carrinho
paleteiro do local de carga/descarga até os locais de armazenamento ou de utilização dos
materiais, seja adequado para a sua locomoção, ou seja, piso nivelado ou com declividade
máxima de 10% em trechos pequenos, de argamassa de cimento e areia, com largura mínima
de 1,80m.

EMPILHADEIRA COM CONTRA PESO GPS 1.500:

Tem uma capacidade de carga de 1.500 kg. Trabalha em pisos irregulares o que facilita sua
utilização em obras. Seu preço, em torno de US$ 30.00,00 é bastante elevado, quando
comparado com os processos anteriores, e portanto necessita de um volume de trabalho
bastante grande para justificar esse investimento (grandes quantidades de materiais e
grandes percursos). Exige, no caso de sua utilização em almoxarifados, um corredor mínimo
de 4,20m para ter acesso às prateleiras. Esse modelo não descarrega feixes de madeira
(2.500kg).
EMPILHADEIRA COM CONTRA PESO GPY 30:

Tem uma capacidade de carga de 3.000 kg. Trabalha em pisos irregulares o que facilita sua
utilização em obras. Seu preço gira em torno de US$ 30.00,00. Exige, no caso de sua
utilização em almoxarifados, um corredor mínimo de 4,40m para ter acesso às prateleiras.
Atinge um altura de elevação de 5,70m. Pode ser utilizado para descarrega feixes de madeira
(2.500kg).

EMPILHADEIRA MANUAIS:

Essas empilhadeiras devem ser utilizadas exclusivamente em almoxarifados centrais e


centrais de produção cujo piso seja adequado a sua movimentação. Suas principais
vantagens são os seus custos e a necessidade de corredores menores para a sua
movimentação.

a) Empilhadeira manual com translação manual:

• Elevação - manual/elétrica, altura máxima = 3,20m;


• Capacidade de carga de 1.000kg;
• Corredor mínimo de 2,0m;
• Preço = US$ 5.000,00
Tem como desvantagens: as patolas impedem carregamento na região dos pneus, exige
grande movimentação e esforço manual na carga/descarga, necessita acesso pelos 2 lados
do caminhão.

b) Empilhadeira Elétrica com patola e operador a pé

© Translação motorizada;
• Altura de elevação máxima = 4,20m;
• Capacidade de carga de 1.500kg;
• Corredor mínimo de 2,3m;
• Preço = US$ 20.000,00

Tem como desvantagens: as patolas impedem carregamento na região dos pneus,


necessita acesso pelos 2 lados do caminhão.
c) Empilhadeira Elétrica Pantográfica com operador a pé:

• Translação motorizada;
• Elevação - manual/elétrica, altura máxima = 4,20m;
• Capacidade de carga de 1 .OOOkg;
• Corredor mínimo de 2,4m;
• Preço = US$ 27.000,00

PÓRTICO ROLANTES COM TALHA ELÉTRICA:

Pode ser uma solução viável para a descarga de aço e madeira nas centrais de forma e
armação. Tem um vão de 13m e uma capacidade de carga de 5 toneladas. Seu preço gira em
torno de US$ 7.000,00 para a talha e US$ 19.000,00 para a Estrutura Metálica.
7.5.2- TRANSPORTE VERTICAL DE MATERIAIS

A- GUINCHO EXTERNO CONVENCIONAL

Este é o equipamento mais tradicional de transporte vertical em obra. É também considerado


por muitos como o gargalo da obra, sendo o responsável por grande parte das horas extras
consumidas durante a obra.

Quando se trabalha no sistema convencional de produção isto é uma verdade absoluta,


exigindo um grande esforço de planejamento da equipe administrativa das obras para suprir as
frentes de serviço. Ainda assim, não são raros os momentos em que vários funcionários ficam
parados na frente de serviço em função da demora no abastecimento de materiais.

Portanto é de fundamental importância o planejamento deste equipamento durante a execução


do projeto de canteiro, e para tanto deve-se levar em consideração o processo construtivo
adotado, o sistema de paletização, as exigências da NR-18, para se ter a maior produtividade
deste equipamento.

Devemos considerar os seguinte itens para sua integração no canteiro.


• Posicioná-lo o mais perto possível do Almoxarifado;
• Posicioná-lo de forma a minimizar a locomoção dos materiais nos pavimentos;
• Posicioná-lo de forma a não prejudicar a circulação de pessoas e/ou materiais nas áreas
comuns, tais como rampas e saídas de escadarias;
• Deverá permitir facilmente o acesso de materiais no térreo, preferencialmente sem
desníveis nas lajes ou terreno (compatibilizar com local da doca e caminhos de acesso);
• Sua posição na fachada deverá interferir o mínimo possível com os serviços a serem
executados;
• A base do guincho preferencialmente não deverá interferir com as fundações do prédio;
• Utilizar estroncas metálicas fixadas na estrutura para estabilidade do guincho;
• Posicionar as cancelas diretamente na torre do guincho;
• Aterrar o motor, a torre, e o quadro de alimentação do guincho;
• Prever relê de "falta de fase" no quadro de alimentação;
• Utilizar cabos novos sempre que houver uma nova montagem, nunca utilizar cabos
emendados;
• Em caso de guincho alugado só iniciar a operação mediante a apresentação de ART do
fornecedor e abertura do livro de manutenção;
• Efetuar manutenção periódica mensal;
• O guincho só poderá ser operado por profissional treinado e habilitado com registro em
carteira de trabalho;
• Prever plataformas de embarque e desembarque de materiais na torre. Essas plataformas
deverão ser fixas no térreo e no pavimento do almoxarifado, e deverão ser móveis nos
demais pavimentos. Uma plataforma móvel poderá atender mais de um pavimento, devendo
ser fixada com a antecedência necessária de acordo com o planejamento de abastecimento
dos andares.
LEGENDA
(A) Plataforma Fixa
(T) Plataforma Uivei

B-GRUA

Equipamento destinado ao transporte horizontal e vertical dentro de canteiros de obra. É o que


se tem de mais moderno em canteiros para movimentação de materiais. No entanto o seu uso
está ligado diretamente ao tipo de embalagem dos materiais entregues na obra, ou seja ligado
aos fornecedores.

Para se tirar proveito da versatilidade da grua é necessário que a área de suprimentos negocie
com os fornecedores a entrega dos produtos em embalagens que permita a grua manuseá-los,
sendo as mais usuais os "Páletes", feixes etc..

Existem no mercado vários tipos de gruas, desde as fixas até as ascensionais, passando por
gruas simplesmente apoiadas e deslizantes, e com varias capacidades de carga na ponta e
também vários comprimentos de lança.
Para utilização de grua devemos atentar para os seguintes itens:
• Definir o tipo de grua a ser utilizado após estudo em conjunto com o fornecedor;
• Posicionar a grua de modo a tender a área de descarga dos materiais nos portões de
acesso, acesso de materiais ao Almoxarifado e das extremidades da laje na projeção do
corpo do prédio;
• Esta localização deverá permitir que a grua possa fazer o giro a partir da área de descarga
dos materiais sem ter que içar o material por sobre a estrutura do prédio;
• Não deverá prejudicar a circulação de pessoas e/ou materiais nas áreas comuns, tais como
rampas e saídas de escadaria;
• A grua não deverá transportar materiais por sobre as vias de circulação ou instalações
vizinhas;
• Verificar as interferências da base da grua com o projeto de fundações;
• Verificar sua interferência com a bandeja principal;
• Pedir ao fornecedor da grua as solicitações de cargas de seu equipamento para cálculo de
sua base ou reforço de estrutura caso necessário para as gruas ascensionais;
• Pedir ao fornecedor da grua as solicitações de cargas do estaiamento de seu equipamento
para aprovação do calculista;
• Prever as condições de estaiamento da grua na estrutura do prédio;
• O motor, a torre e o quadro de alimentação devem estar aterrados;
• A grua deverá ter limitador de carga;
• Deverá ser instalada luz de obstáculo no topo da torre;
• A lança da grua deverá ser iluminada;
• Prever sirene para operação da grua;
• A operação da grua só poderá ser iniciada mediante apresentação de ART do fornecedor e
abertura do livro de manutenção;
• O grueiro e o balizador devem ser capacitados e registrados em carteira de trabalho com as
respectivas funções;
• Deverá ser efetuada vistoria periódica mensal;
• O local de carga / descarga da grua deverá estar completamente isolado e sinalizado
durante o período em que estiver sendo utilizado;
• rádio transmissor do grueiro e do balizador deverão operar em freqüência diferente à
utilizada na obra;
• Em caso de chuva forte, a grua não deve estar em operação;
• A estrutura da torre deve estar isolada nos locais onde é possível o acesso a ela, como por
exemplo no térreo;
• Deverá ser utilizado relê "falta de fase";
• As cargas deverão sempre estar dispostas de forma a manter o equilíbrio, para serem
transportadas pela grua;
• Deverá ser previsto plataforma de carga e descarga nos pavimentos, devidamente isoladas
por cancelas;

PAurre: n a p l a t a f o r m a
• Deverá ser previsto a utilização de garfo específico para transporte de materiais
paletizados;

GARFO NO PALETC
TRANSPORIA

• Deverá ser prevista uma passagem na laje para acesso da grua ao almoxarifado, quando
este estiver localizado no subsolo. Esta passagem deverá ser devidamente protegida;

(A)Posté com bofoalro


(g) Pertõçdo da órmo dê acesso ao almoxarifado
(c) Alombrcdo o cancela de eatda
® PortOa
PROTEÇÕES
DTC
C- TORRE INTERNA

> CONSIDERAÇÕES BÁSICAS

O conceito básico da torre interna é aproveitar o poço do elevador já concluído para o


transporte dos materiais, liberando assim a desmontagem da torre externa e execução da
fachada. A seguir são apresentadas as principais recomendações para a utilização desse
processo de transporte vertical.

A colocação da torre interna deverá ocorrer no poço destinado ao elevador social, de


maneira que se possa, ainda durante sua utilização, montar o elevador de serviço o qual
passará a servir de transporte após a sua conclusão. Neste momento a torre interna será
desmontada, liberando-se o poço para a montagem do elevador social.

Quando os poços de elevadores forem conjugados (adjacentes), será necessária a


separação dos mesmos através de chapas de compensado estruturado ou telas, para
proteção quando da montagem do elevador de serviço ao lado.

O elevador de serviço deverá ser devidamente protegido para que se possa utiliza-lo como
meio de transporte de materiais durante a fase de montagem da obra. A espessura da
proteção das paredes do elevador deve permitir a entrada do container de louças com
1,10m.

Na fase de utilização do elevador de serviço como meio de transporte vertical da obra, deve-
se utilizar o carrinho paleteiro com rodas de poliuretano de forma a não danificar o piso e as
soleiras.

A maioria dos poços de elevadores tem dimensões inferiores a 1,80m. Essas


recomendações se limitarão a analisar esse caso, devendo os casos ^de poços com
dimensões superiores a essa serem analisados a parte.

Deverá ser utilizada cabine de dimensões reduzidas (1,20 x 1,40), com guia através de
tubos. As guias deverão ser montadas de forma a deslocar a cabine para um dos lados do
poço, de forma a que o cabo de aço do guincho possa descer pelo outro lado. Deve-se
deslocar a cabine para o mesmo lado da porta do elevador de forma a facilitar a
entrada/saída dos materiais nos andares.

> PROCEDIMENTOS DE MONTAGEM

• chumbar a base da torre, tomando-se os cuidados necessários para assegurar a


coincidência do tubo guia fixo com a base;
• nivelar a base da torre;
• verificar a necessidade de utilização de tubos auxiliares para vencer o pé direito. Caso
positivo, utilizar o esse tubo auxiliar embaixo do tubo padrão. Deverão ser previstos
tubos auxiliares nas dimensões de 0,20, 0,50, 1,50, e 2,00 metros;
• encaixar os dois primeiros tubos na base, sem apertar os parafusos de travamento
(moscas) dos mesmos;
• aprumar o tubo fixo em relação aos 2 eixos e chumbá-los na viga do poço;
• colocar o gabarito entre-eixos e regular a distância entre o suporte e a viga do poço;
• aprumar o segundo tubo e fixar na viga;
• com os tubos já travados na viga, proceder o aperto dos parafusos de travamento
(moscas);
• continuar a montagem dos tubos seguindo a seqüência anterior até a última laje;
• montar a cabine;
• montar a viga superior e chumbá-la na laje;
• fixar a polia que inverte o sentido do cabo;
• chumbar o guincho;
• passar o cabo, re-apertar o conjunto e testar.

> DETALHES DA TORRE INTERNA

TORRE INTERNA NO POÇO DO ELEVADOR


DES. 1 - CONJUNTO
TORRE INTERNA N O POÇO DO EVADO 8
DES. 2 - POSICIONAMENTO DJà BASE

A B
1 ,50 0,00
1 ,60 0,10

,60 O,|0

1-4-

1.40

1.65 a 1.80

to

JL
TORRE INTERNA N O POÇO DO ELEVADOR
0ISo 3 - VISTA ©ERAL
fORRE INTERNA NO POÇO P O ELEVADOR
DES. 4 - VISTA EXPLOD1DA/COMPONENT I S
TORRE INTERNA NO POÇO DO ELEVADOR
DES. 5 - OPÇÕES PARA REGULAGENS DA ROLDANA
LOUCA

Fixar os suportes N«10 bem nivelados nas


paredes do poço do elevador.
Após lixado o suporte, encaixar a viga de
apoio da roldana louca, caso haja algum
obstáculo que impeça a instalação a 90'
(noventa graus) pode-se optar pela montagem
em ângulos, tanto para a direita quanto a
esquerda, como mostra a figura ao lado.

TORRE INTERNA NO POÇO DO ELEVADOR


DES. 6 - RECOMENDAÇÕES PARA MONTAGEM DO
ELEVADOR NA VIGA DA LAJE

Encostar as
abraçadeiras na viga da
lage, usando-a como
guia para os (urros
passantes.
Após fixadas as
8 (oito) abraçadeiras
na viga da lage, montar
as (2) vigas de apoio
da viga superior nas
abraçadeiras.
Montar a viga superior
sobre as vigas de
apoio, e instalar as (2)
roldanas.
TORRE INTERNA N O POÇO D O ELEVADOR
DES. 7 - DETALHE DOS TUBOS

TUBO PADRÃO

" T " P / E N C A I X E DA CHAPA D E FIXAÇÃO

TUBOS AUXILIARES
ESC. I : 20

D- CRONOGRAMA DE TRANSPORTES

A seguir é apresentado um cronograma de uma obra a ser executada em 33 meses, no qual


são apresentados os serviços de forma agrupada por etapa de obra. Nesta cronograma é
também mostrado uma das soluções possíveis para a carga/descarga de materiais e para o
seu transporte vertical.
CRONOGRAMA DE SERVIÇOS E TRANSPORTES

í
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H
X

TO
5 O
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O §
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\I
7.6- INSTALAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DA OBRA

Espaço físico destinado para uso da equipe de administração da obra ( engenheiro, mestre,
encarregados, técnicos e estagiários ).

As instalações de Administração podem ser feitas de diversas maneiras, das quais destacamos
três que a nosso ver abrangem a quase totalidade das situações.

A - UTILIZAÇÃO DE CONTAINER (metálico, fibra de vidro ou outro material)

A utilização de container só é viável para obras rápidas ou por pequenos períodos, em obras
onde não é possível a execução das instalações definitivas para a administração.

Existem diversos modelos de container, sendo que o preço de aluguel varia conforme as
divisões internas, nível de conforto térmico desejado e acabamentos internos.

No caso de utilização temporária desta solução podem ser utilizados os modelos de


containers conforme figuras abaixo.

- X -

REFERENCIA
BU
ISMÖOULOS
BM 6/1 CH
REFERÊNCIA
BU
fSMôOULOS
BM 6/1

PLANTA
PLANTA
B - UTILIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES FORA DA PROJEÇÃO DA OBRA

Esta é a solução ideal para as instalações de administração, pois não interfere em nenhum
momento com a continuidade dos serviços da obra e permite projetar uma construção
totalmente modulada e com possibilidade de reutilização para futuras obras.

O projeto para as instalações da administração devem ser modulares independente do


tamanho da obra. A seguir estão mostrados os projetos de algumas soluções, para
tamanhos de obras diferentes, inclusive com utilização de espaço para stand de vendas.

Pro/^Sorfocoí>«rh/m

Encarregado
Estogiôrios
n
Jl J[ _ _Jj .fl
3.66 8.10

PLANTA PAV. SUPERIOR VISTA LATERAL

da (uèirfuro

TTTTTi
Almoxof ifcdo
C)
Refeitório
D
Jl
A I v l
4.88
M fit

PLANTA PAV. INFERIOR

rrojkçSo éa e»6«rh>rü

../ c
o
Encarreg.
EttoglÔfio

A l

.11 H 9.7«
I.OOl P. PS

PLANTA PAV. SUPERIOR VISTA LATERAL

fVu^çtfo óa ct^íxrture

PLANTA PAV. INFERIOR


C - UTILIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES DENTRO DA OBRA

Esta é uma solução que deverá ser evitada, no entanto existem varias obras que ocupam
100% do terreno para projeção de subsolo, o que invariavelmente dificulta a solução descrita
no item anterior, e neste caso a utilização do interior da obra para instalações de
administração é inevitável, exigindo portanto, que se faça um estudo caso a caso.

7.7- CENTRAL DE FORMA

Deverá ser previsto espaço para central de produção de formas conforme detalhamento do
módulo 4.

7.8- CENTRAL DE ARMAÇÃO

Deverá ser previsto espaço para central de armação conforme detalhamento do módulo 4.

7.9- CENTRAL DE PRODUÇÃO DE ARGAMASSAS

A orientação conforme os módulos 7 e 8 é a utilização de argamassa industrializada com


misturadores de argamassa no local do serviço.

7.10- OUTRAS CENTRAIS DE PRODUÇÃO

Deverá ser previsto espaço para outras centrais de produção conforme detalhamento dos
módulos 5, 6 e 9 (centrais de instalações, esquadrias, portas e artefatos de madeira, etc)

7.11- VESTIÁRIOS E SANITÁRIOS

Espaço destinado para instalação de bacias sanitárias, chuveiros, mictórios e lavatórios e ainda
armários e bancos para troca de roupas dos funcionários da obra.

Estas instalações seguem o mesmo principio das instalações de Administração, com a


diferença que é legislada pela NR-18, e exige capacidade de atendimento em função do
numero de operários. Assim sendo devemos ter uma bacia sanitária para cada 20 ( vinte )
funcionários e um chuveiro para cada 10 ( dez ) funcionários, e espaço de um m2 por pessoa
para o alojamento.

Conforme as situações descritas no item referente à administração de obra as opções para


vestiário e sanitário podem ser executada em container, instalação fora da obra e instalação
interna à obra.

A seguir apresentamos projetos das soluções em container e instalações fora da obra.


vf-

REFERÊNCIA
BfMSMÔOULOS
BM B/2 WC/4 CH

PLANTA

REFERÊNCIA
BRASMÔOULOS
BU 3/2 WC/2 CH

PLANTA

P r o ^ f f l o ria eofcwtai-o

PLANTA
7.12- ALMOXARIFADO

Espaço físico destinado a guarda de materiais a serem utilizados na obra.

Conforme condições especificas para cada obra, bem como a etapa que se encontre, poderão
ser utilizadas instalações em containers metálicos e / ou instalações externas à obra e / ou
interno à estrutura, conforme descrito a seguir.

A - CONTAINER METÁLICO

Deverá ser utilizado em conjunto com a administração de obra, em obras de pequeno tempo de
duração, ou na etapa inicial da obra quando o planejamento assim o exigir. (Ver figura do "item
7.6" apresentada anteriormente).

B - ANEXO À INSTALCÃO PROVISÓRIA DA OBRA

Deverá ser utilizado em conjunto com a administração da obra conforme os detalhes


apresentados no "item 7.6"

C - INTERNO À ESTRUTURA

Esta é a solução ideal para o Almoxarifado, desde que o local onde o mesmo será instalado já
esteja com a parte de obra bruta concluída, por exemplo o subsolo.

Para instalação do Almoxarifado interno à obra, deveremos considerar os aspectos a seguir


para o seu dimensionamento.

• Todos os materiais devem ser armazenados em páletes. Para tanto deverá ser previsto
área de circulação para o carrinho paleteiro, ou seja um corredor entre os páletes que
permita a manobra do carrinho adotado pela construtora.

• Internamente ao almoxarifado deverá ser criado um espaço específico para os materiais de


acabamentos, com dimensões de 3,66 x 3,66 m, onde deverão ser guardados materiais
como metais, ferragens, luminárias, etc.

• almoxarifado poderá ser cercado com tela do tipo soldada galvanizada, DG 30 da Gerdau.

• Poderá ser criado uma antecâmara para liberação dos materiais de uso do dia seguinte.

A seguir mostramos alguns detalhes do almoxarifado e de formas possíveis de armazenagem


de alguns materiais.
(Ã) Alombrodo

( i ) PoriBos de oceaso (no on I«-cômoro podam ou nOo as (cr alinhado*)

© DMaOriaa da m od «ko

® Porto da acesso

CONSIDERAÇÕES
4 paçoi por m2 t»m cuba
I peças por mZ cam cutxj
P»ço»rfff.5 m é« comprimento

DISTRIBUIÇÃO ADOTADA

4±z:j f ± q p±q... n
I I
® i i ®
^ I ©
J i I
uí y -
rj
DETALHE ARMAZENAMENTO VISTA EM PLANTA COM CUBA

(D-j^ M . U . '.1 . . -Í'-


. .28 J.

VISTA FRONTAL VISTA LATERAL

LEGENDA

® Boico I (!) PwiMíl« T « J" phut, 12,3 ml/boh <ï) lajt


(Ï) Sanca t m taitpMiHoJ {Rj Pared«
© Banco J (t) Campontado ret/nado di 12 mm, (J) Lodo« poíMoo cam pofldo«
(D Boneo 1,22 J
r 2.44 m, 2 ehapat/Me (j) Lado» nflo pofídoM com nflo patfda«
CONSIDERAÇÕES
160 p&ço* por mZ. com vidro comum
Pcçoa com lorgura dm BO cm

DETALHE ARMAZENAMENTO

DETALHE CAVALETE

VISTA FRONTAL VISTA LATERAL


LEGENDA
® V*c*-o (C) Pmtolmt» 3' x 3" pfnum, 20 ml/bala (§) Sarrafo 1" x 3" plnu*,

(Ç) Pop^õa separando ( § ) Ccmptiwodo rwwtlda com Mir o, tO ml/balo

e« vidrom J Ohepom/bala ©

CONSIDERAÇÕES

2.5 peças por m2.

DISTRIBUIÇÃO ADOTADA

B
-F "4
I- H"
'"ti l
4

l
cjiiiiiiiiiiiig

DETALHE ARMAZENAMENTO LEGENDA


® 80 bacias
(D 80 bW4»
(C) 80 cox
laa ocopa
/ doi
(D) Sonata d« I" X J" pkiua, 3 ml/ml
(D Compmtodo raalnado da 12 mm,
1,22 x 2,44 m, 0,8 chapoi/ml
© PonW.I. J" x 3' plnum. I ml/ml
© Lai'
7.13- REFEITÓRIOS

Espaço físico destinado às instalações de mesas e sistema de distribuição de alimentação dos


funcionários da obra.

Sua execução deve atender as exigências da NR-18 e para tanto deve ter:

• Ventilação cruzada;
• Lavatório;
• Mesa com cadeira;
• Marmiteiro ou balcão de distribuição para comida quente;
• Espaço para atender confortavelmente os funcionários da obra.

A seguir são apresentadas algumas sugestões para execução de refeitórios, onde se adotou a
premissa de reutilização dos materiais de uma obra para outra, utilização de mesas e cadeiras
de aço e divisórias removíveis com tela mosquiteiro.

Pi
•oi
IOÇ


TH
3 CD 3D U c
n • •• •
• c •D •

JHc)
w
• •
LEGENDA
® DMsfrh

(t) Uormltax '


(c) Mesa (100 * 100 cm) com 4 codelrot tipo Çor

(Õ) Suporia poro KV.


8 - PROTEÇÕES

8.1- UNIFORME

É fundamental a utilização de roupas profissionais (uniformes) pelos funcionários da empresa,


de forma a facilitar a identificação dos mesmos, bem como dar melhores condições de
segurança ao operário.

A empresa deve exigir dos seus subempreiteiro que os seus funcionários também utilizem
uniformes quando atuando no seu canteiro de obras.

As cores e tipos dos uniformes deve ser diferente para cada função. Assim por exemplo, para
os mestres, técnicos e encarregados basta a utilização de um "jaleco", podendo ser
estabelecidas cores diferentes para cada um. Para os operários é necessário a utilização de
macacão ou de camisa e calça apropriadas e resistentes.

8.2- EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI's)

Equipamentos de proteção individual utilizados pelos trabalhadores durante a execução dos


serviços.

Esses equipamentos são de uso obrigatório por local de trabalho e função exercida pelo
funcionário.

A - EQUIPAMENTOS DE USO OBRIGATÓRIO POR LOCAL DE TRABALHO:

a) Para entrar na obra:


V

• Capacete, uniforme e bota.

b) Na policorte:
• Protetores auricular e facial, luva de raspa e avental de raspa.

c) Área de carpintaria (serra circular e desengrossadeira):


• Protetor auricular e facial.

d) Depósito de sacarias:
• Luva de raspa e respirador.

e) Locais com risco de queda eminente (Estrutura, montagem de bandejas, balancim,


etc.)

• Cinto de segurança

B - EQUIPAMENTOS DE USO OBRIGATÓRIO POR FUNÇÃO DE TRABALHO


Os equipamentos de proteção individual (EPI's) devem ser escolhidos criteriosamente para
cada função, conforme tabela abaixo, que relaciona os equipamentos mais freqüentemente
utilizados na construção civil.
Função
EPI

S <i)

Operador de maquinas
-J

Operador de betoneira
qj 1

Equipe de montagem

Operador de guincho
o5 5j

Carpinteiro (serra)
Administração em

Servente em geral
• EPI de uso obrigatório g 15
E a.
« V. .2
V.
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0 EPI de uso eventual
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^N £ Cr § Q. a> o O 5
Ui •s ÜJ O O< a. a. CO
(3
Capacete 1 Obt1gatóríop,ira todas ist unções
*
Óculos de segurança contra * * * 0 * *
impacto
*
Óculos de segurança - 0 0 4 *
ampla visão *
Óculos para serviços de * 0
soldagem
*
Máscara para soldador v 0

Escudo para soldador 0


uaíqUHrúrít soa utílhá-laqUà idohouVëfteceisldidaia piotétêóàcla 1 te, ei
Máscara panorâmica g MdtdáaHap •C/Bi& ''^yth
Ian Btór
tapit iiji'

í
Máscara semifacial
ÍS» 0 4 4 t X 0
*
Máscara descartável & * ir fi
Protetor facial * 0 6) * 4
Protetor auricular : 0brígratór/oiiff alqitortïmçSotjUülidoexpO Sti ta r IvoJs deivido acln 081Imltes c IO.
* * * to btSiclada 15 iad *
Avental de raspa NR- 0 É) 6»
Avental de PVC *
*
& & H?-
Mangote de raspa i
* * * 0

s
0
:•0 •6
Luva de raspa & f: *

"M € vb: %1
•Ã i 0
Luva de PVC ou látex *
0 0 0 f 0
Luva de borracha para • 'À -'• *
0
•xi- 0
eletricista *
f
Perneira de raspa * 0
Botas impermeáveis * J,
Calçado de segurança 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6) 0 0 0 0 0 6> 0
0 0
Capa impermeável QualqUorfunçãitdi vê Ütílzà-Id cuaiido m josía a gama 0 c
hu\fas
Cinturão de seg. para *
0
eletricista
Cinturão de seg. tipo pára- lus Iquen 'uniâo de Utilizá-k: í10 c 2n leftlai fura
quecSsta «V
' i > ase de trabalhos cimt
Cinto de segurança limitador de Clua quiirf JtlÇão iev e utilizá-lo, cc>mclinlitador de espaç•3, m
e £ie/r.3d as c3/
espaço lii/es, vslas etc

't
f
Colete refletivo
n V"

* Deverá sempre utilizar os equipamentos correspondentes aos da sua equipe de trabalho.


8.3- PROTEÇÃO DE TALUDE

Proteção coletiva contra quedas de pessoas em regiões de talude, deve ser executada
imediatamente após a escavação do terreno. Dentro do conceito de racionalização e
otimização dos equipamentos a serem utilizados no canteiro, essas proteções podem ser as
mesma da proteção de laje, como veremos nos itens seguintes, seguindo as figuras abaixo.

Furo para sacar


o suporte
I—1

Tubo de Aço

V
8.4- PROTEÇÃO DE PASSARELAS

Passarelas são plataformas horizontais ou inclinadas usadas como meio de transposição de


vão entre dois planos situados no mesmo nível ou em níveis diferentes (rampas ).

Devem dispor de guarda corpo com travessão superior e intermediário, na altura de 1,20m e
0,70m respectivamente e rodapé com altura de 0,20m.

Deverão ter largura mínima de 1,20m permitindo o acesso de trabalhadores e materiais, o


apoio mínimo das extremidades deve ser de % do seu comprimento total sendo sua fixação
com parabolt em lajes e gancho tipo "U" com concreto magro quando apoiado no solo.

Em caso de rampas o seu ângulo ideal é de 15°, sendo o ângulo máximo admissível por norma
de 30°, devendo ser fixadas peças transversais espaçadas de 0,40m, para apoio dos pós,
evitando deslizamento, deixando o meio das peças transversais livre, para facilitar a circulação
de carrinhos de mão.
8.5- PROTEÇÃO DE LAJES EM EXECUÇÃO

Dispositivo de segurança para proteção coletiva para bordas de laje durante a execução das
formas até a concretagem, este dispositivo encontra no desenho abaixo.

0 sistema de proteção será desmontado antes do início da desforma das laterais de vigas de
borda. Durante esse processo não haverá nenhuma proteção coletiva contra quedas, devendo
todos os funcionários trabalharem obrigatoriamente amarrados ao cinto de segurança.

a) Montagem do sistema caso esteja utilizando vigas com garfo de madeira:


• Na primeira utilização, pregar o suporte de montante no garfo da viga. A partir daí, o suporte
fará parte integrante do garfo de madeira.
• Encaixar os montantes nos suportes paralelamente ao início da execução dos assoalho.
• Encaixar os travessões intermediário e superior nos apoios dos montantes.
• Passar a corda de nylon de 3/8" dentro das argolas dos montantes para fixar o cinto de
segurança.
• Amarrar, com arame galvanizado n° 18, a tela de proteção nos travessões superiores e
pregá-los sob o sarrafo de alinhamento da viga. ( somente para concretagem de laje )

cm

Oatrtha A

DETALHE A ® <

' LEGENDA
® forma da viga (§) Cwdo d« nyon, * 3/6" <g) Sorrofo d»riWiomentodo
(D Suporl» de monlonH © Barra áa aço, »16 mm vigo
© («lo loclwdeka (r) Suporte para trav&ssSgs (h) Aroma galvanizado
b) Montagem do sistema caso não haja garfo de madeira:
• Pregar o suporte de montante na viga de escoramento da laje.
• Encaixar os montantes nos suportes paralelamente ao início da execução do assoalho.
• Encaixar os travessões intermediário e superior nos apoios dos montantes.
• Passar a corda de nylon de 3/8"dentro das argolas dos montantes para fixar o cinto de
segurança.
• Amarar, com arame galvanizado n° 18, a tela de proteção nos travessões superiores e
pregá-los sob o sarrafo de alinhamento da viga. ( somente para concretagem de laje )

8.6- PROTEÇÃO DE LAJES CONCRETADAS

Dispositivo de segurança para proteção coletiva de laje após a concretagem até a execução da
alvenaria externa do pavimento.

Podemos ter duas situações para proteger. A primeira é quando as lajes possuem viga de
borda e a segunda é quando temos lajes sem viga de borda.
a) Proteção em laje com viga de borda: (figura abaixo)
• Utilizar a mesma furação superior da viga existente para fixação de bandeja salva-vidas.
• Fixar os prisioneiros nas vigas com distância de aproximadamente 2m.
• Encaixar os travessões intermediário e superior nos apoios dos montantes e pregar os
rodapés.

b) Proteção em laje plana: (figura abaixo)


• Fixar o sargento na laje plana, aproximadamente a cada 2m, ajustando a barra rosqueada
conforme a espessura da laje.
• Encaixar os travessões intermediário e superior nos apoios dos montantes e pregar o
rodapé.

® Estruturo (g) RodopB 2.5x20 cm

(?) Prolação com prisioneiro em vigo de bordo ( i ) Barro de aço, * 16 mm


© Profflçflo com sargento em laje plana
8.7- PROTEÇÃO PARA ESCADARIAS

Proteções laterais de escada de uso coletivo contra quedas de pessoas.

Deve ser usada após a concretagem até o fechamento com alvenaria das escadas em todos os
locais onde não haja viga de borda elevada e onde haja risco de quedas.

Fixação:
• Colocar um tubo de PVC com diâmetro de 2" para execução da concretagem no 1o e no
ultimo degrau de cada lance da escadaria ou para distâncias superiores a 2,50m prever um
tubo intermediário.
• Encaixar o montante nos tubos de PVC.
• Encaixar os travessões intermediário e superior nos montantes e amarrar com arame
galvanizado, evitando o deslocamento horizontal.

A - Tubo de PVC diâmetro 2"


B - Montante em tubo de aço
C - Suporte para travessão superior e intennediário
D-Barra de aço 16mm
E - Arame galvanizado
F - Escada
8.8- PROTEÇÃO DO POÇO DE ELEVADORES

Proteções para poço de elevador contra queda de pessoas e de projeções de materiais.

Deve ser utilizada desde a conclusão da estrutura de cada pavimento até a montagem dos
elevadores.

Montagem:
• Fixar na estrutura / alvenaria, com bucha e parafuso s-10, os dois suportes para módulo.
• Encaixar os módulos superior e intermediário, ajustando-os de acordo com a largura do vão
da porta e encaixar o parafuso de travamento.
• Encaixar a tela de proteção no suporte superior amarrada em barra de aço de 10mm com
arame galvanizado e na parte inferior pregá-lo no rodapé de madeira.

A- Porta do Elevador
B- Módulo Superior
C- Suporte para módulo de proteção
D- Rodapé de madeira
E- Tela tipo fachadeira
F- Barra de aço 10 mm
8.9- PROTEÇÃO SHAFT'S / VAZIOS NA LAJE

Dispositivo de segurança para proteção coletiva contra queda de trabalhadores, em vazios de


laje, shaft's.

Deverá ser executada em todos os vazios de lajes / shaft's existentes na laje, com dimensão
máxima, no comprimento da tábua, de 1,5m. Acima desse valor, utilizar proteção com sargento
em laje plana.

F I" V V !
i - *. .« i
I I
mõxímo = 150 c/n
'7

CORTE A-A

A - Tábua pregada na laje


B - Prego de aço
C - Laje

8.10- BANDEJAS

Sistema de segurança de proteção de queda de materiais e amortecimento de queda de


trabalhadores.

Existem três tipos de bandejas salva-vidas, sendo que todas devem ter seus suportes fixados
através de barras de ancoragem nos furos de vigas já previstos durante a concretagem.

a) Plataforma de proteção principal:


Executar no primeiro pavimento superior ao pavimento térreo. Dimensões no desenho abaixo.
b) Plataforma de proteção secundária:
Executar a cada três pavimentos após a plataforma principal.

c) Plataforma de proteção terciária:


Executar a cada dois pavimentos abaixo da plataforma de proteção principal.

A - Bandeja Principal
B - Bandeja Secundária (3 em 3 lajes)
C - Bandeia Terciária <2 em 2 laies)
A- Viga de suporte do assoalho
B- Armadura da viga
C- Estrutura de concreto
D- Barra roscada com porca

B - Perfil dobrado
C - Conjunto de fixação

BANDEJA PRINCIPAL: BANDEJA SECUNDÁRIA: BANDEJA TERCIÁRIA:


a = 2,50 m a - 1,45 m a = 2,20 m
b = 0,80 m b = 0,80 m b = 0,80 m
c = 0,58 m c = 0,58 m c = 0,58 rn
4» = 45° <J> = 45° 4> = 45°
8.11- FIXAÇÃO DE BALANCIM

Suporte para fixação do balancim em platibandas na laje de cobertura,

Para fixação deste tipo de suporte deverá ser considerado os reforços na platibanda conforme
orientação do engenheiro calculista, sendo o distanciamento entre os suportes de no máximo
1,80m. Os esforços para dimensionamento da viga da platjbanda aplicados no suporte, para
balancins tipo "catraca", são:
• Força vertical: 1,20 tf.
• Força horizontal: 5,45 tf.
• Momento: 1,60tf.m
A - Platibanda
B - Suporte parafixaçãodo balancim
C - Região de travamento do suporte com parafuso
D - Pontalete de madeira
E - Fixação com parafuso passante entre o suporte e a platibanda
F - Suporte parafixaçãoda tela de proteção da fachada
G - Peso total pl cálculo dos esforços na platibanda = 1,0 tf/suporte
8.12- ENTELAMENTO DE FACHADA

Proteção das laterais do corpo principal do edifício contra queda de materiais nas propriedades
vizinhas e logradouros e vias publicas.

Deve ser instalada em todo perímetro do edifício, no suporte do balancin, antes da subida do
mesmo, utilizando tela fachadeira com 3,0 m de largura.
As telas deverão ser amarradas entre si, com corda de nylon de 3/8"e fitilho aditivado, a medida
em que a mesma for sendo içada através de carretilha ou guincho velox. A parte inferior da tela
deverá ser amarrada com corda no assoalho da bandeja principal, prevendo uma folga de no
mínimo 1,0 m de sua altura total.
A - Corda de Nylon
B - Fetilho aditivado
C - Tela branca costurada tipo
mosquiteiro
D - Suporte do Balancim
E - Pialibanda

EMENDA LATERAL

I ®— E^TÏTÎTT
i

I
I
I . \
' . *
II

FIXAÇAO SUPERIOR DA TELA DETALHE PARA AMARRAÇÃO


VISTA LATERAL LATERAL DA TELA
© •

• •

. kmukçm so
' lÓDUUI

ÍCAMINHAO

CARRINHO PALETEI RO

CHAPA METALICA 60*L00M

PINO DE ENGATE
NA CARROCERIA
DTC - Tecnologia e Desenvolvimento S/C Ltda

AVALIAÇÃO DOS MÓDULOS

Módulo

Prezado Participante

Gostaríamos que nos desse sua opinião a respeito deste módulo. Para isso solicitamos que
preencha este questionário.

I - QUALIDADE DO MÓDULO

Qual sua avaliação sobre o módulo?

EXCEL. M. BOM BOM REGUL. RUIM

conteúdo l::/] [ i u n • • - i

APRESENTAÇÃO [ J | J [ | | "."] J

Comentários:

II - ATENDIMENTO A DÚVIDAS

Baseado em suas expectativas, como avaliaria o atendimento as dúvidas e problemas específicos

EXCEL. M. BOM BOM REGUL. RUIM

DUVIDAS LTJ L
PROBLEMAS ESPECÍFICOS c m c:

Comentários:
»

III - ASSUNTOS ABORDADOS

A) Quais os três temas do módulo que mais lhe interessam

1
2
3

B) Quais outros temas deveriam ter sido abordados?

IV - COMENTÁRIOS GERAIS E SUGESTÕES