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Introdução

Os diversos momentos da vida do imposto passam necessariamente por 4 (quatro) fases


conforme os casos nomeadamente: incidência, lançamento, liquidação e cobrança.
Fases de incidência
O imposto nasce quando surge uma norma legal que confere ao Estado a posição de credor
e ao cidadão a situação de devedor do mesmo. Competi a lei definir, embora de modo
genérico e absoluto, o que é possível de imposto e das pessoas sobre as quem recai o
dever de o prestar. De salientar 2 (dois) aspectos sob os quais pode ser incursa a
incidência: o que está sujeito a imposto (incidência real ou incidência material) e quem
está sujeito a imposto (Incidência subjectiva ou pessoal).
Haverá sempre lugar a imposto quando se mostrarem reunidos todos os pressupostos de
incidência referidos na lei. Pode no entanto, o legislador abrir por vezes, excepções às
regras de incidência, isto é, pode acontecer que estando reunidos os pressupostos da
incidência, a própria lei determinar que determinados sujeitos ou certas matérias
colectáveis não sejam tributadas. Estas excepções às regras de incidências, chamam-se de
Insecções. A insecção fiscal pode ser subjectiva (num caso de ser em função do sujeito
ou sujeito) e objectiva (se for em função dos objectos). A insecção pode ser total ou
parcial.
Fase do lançamento
Nascida a obrigação do imposto, até este ser pago, desenrola-se um processo
administrativo que inicia justamente na fase de lançamento. No lançamento identifica-se
o sujeito passivo (devedor do imposto) e fixa-se a matéria colectável sobre a qual recairá
o imposto.
A determinação do contributo pode fazer-se de várias formas:
 Por declaração do contribuinte como acontece em quase todos os impostos;
 Por declaração de terceiros que em regra se confunde com o do contribuinte;
 Por simples actividades do fisco;
 Por indicação de certos serviços públicos.

A fixação da materia colectavel pode ser feita fundamentalmente pelos seguintes


processos:
 Com base na declaração do contribuinte ou de terceiros;
 Fixação da matéria colectável pela administração fiscal;
 Fixação feita por comissões específicas na lei e alguns por acordo.
Fase de liquidação
A fase de liquidação consiste no cálculo da colecta do imposto aplicando-se a matéria
colectável à taxa do imposto.
Em regra a liquidação é feita nos impostos directos pela administração fiscal (oficiosa) e
nos impostos indirectos pelo contribuinte (autoliquidação) veja o número 1 do artigo 26
da lei base do sistema tributário de Moçambique.
A liquidação está sujeita a caducidade. Ocorrido o facto gerador do imposto, ele só poderá
ter lugar dentro de um prazo de 20 anos. Esses prazos, não são de pré-excreção, mais de
caducidade, como se assentou. Daí que, extinto o direito a liquidação não se encontre
necessariamente prescrito o direito de cobrança dos impostos cujo prazo é 25 anos.
Fase de cobrança
É a fase ou momento final da vida útil do imposto. A cobrança é a operação administrativa
que visa a entrada do imposto nos cofres do Estado.
Determinado o montante do imposto a pagar, através das operações, segue-se a operação
de cobrança consista a arrecadação do imposto.
No caso da repartição das finanças extraem conhecimentos de cobrança de onde constam,
a natureza do imposto, a identificação do sujeito e a importância a pagar e envia-se
oficiosamente ao recebido da fazenda, que se constitui por esse acto na obrigação de
cobrança (cobrança virtual).

A cobrança virtual é a forma normal de cobrança dos impostos periódicos, pois é possível
prever a sua cobrança, pode constituir o tesouro na obrigação prévia de os cobrar. Sendo
a cobrança eventual típico dos impostos de obrigação única cuja cobrança é aleatória, não
se pode prever antecipadamente. Isto justifica que sempre que se possível prever a
arrecadação dos impostos de obrigação única, a cobrança será virtual.
Conclusao

Incidência: define os pressupostos tributários que fazem nascer a obrigação de imposto,


em que se define a matéria colectável do imposto e identificam os sujeitos passivos da
relação jurídica fiscal a que o mesmo dará lugar. É a fase, em que a lei determina o que vai
estar sujeito a imposto incidência real e quem vai estar sujeito a imposto incidência
pessoal.

Lançamento: corresponde ao momento do início da aplicação da lei. É a fase em que, do


geral e abstracto da incidência,

se passa ao individual e concreto;

é a fase em que se processam as operações conducentes à identificação particular dos


sujeitos passivos e à determinação concreta da matéria colectável sobre que vai incidir o
imposto

Liquidação: é a operação aritmética de aplicação de uma taxa à matéria colectável


apurada na fase do lançamento para determinação do montante exacto de imposto devido
pelo sujeito passivo (colecta).

A cobrança (pagamento): cobrança e pagamento são expressões que traduzem a mesma


realidade jurídica.

É a fase final da vida do imposto, para que tende toda a relação jurídica fiscal.