Você está na página 1de 11

1

Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto


Curso de Licenciatura em Enfermagem
Departamento Materno Infantil e Saúde Pública

Disciplina: ERM0311- Cuidado Integral em Saúde II

Código das antigas disciplinas: 2200016

Docentes responsáveis:
1 - Cinira Magali Fortuna (coordenadora) UBS V Recreio
2 – Tiemi Arakawa UBS CM Vila Lob (?)
3 – Maria Candida de Carvalho Furtado USF Jardim Paiva
4 – Angelina Lettiere UBS V Albertina

Enfermeiras:
Juliana Villela Bueno UBS V Recreio
Patrícia Abrahão Curvo UBS V Albertina
Daniela Taysa Rodrigues Pimentel Vila Albertina

Período letivo: de 27 de março a 14 de novembro de 2017

Créditos Aula: 14
Créditos Trabalho: 0
Carga Horária Total: 210 h
Tipo: Anual
Ativação: 01/01/2008

I – Ementa
Atenção Primária em Saúde. Princípios e funcionamento do Sistema Único de Saúde a partir
da rede de atenção básica. Saúde como produção social. Territorialização. Cuidado integral às
necessidades individuais, coletivas e gestão do cuidado em saúde/enfermagem e de serviços de
acordo com princípios éticos, com foco no indivíduo, família e comunidade. Ações básicas de
saúde nas diferentes fases do ciclo vital (criança, mulher, adulto e idoso). Ações de vigilância
em saúde (ênfase nas doenças negligenciadas e prioridades nacionais – tuberculose, hanseníase,
hipertensão e diabetes). Ações de enfermagem de promoção da saúde e prevenção de agravos
no âmbito da APS.

PERFIL PROFISSIOGRÁFICO
Enfermeiro Licenciado em Enfermagem, com formação humanista, crítica e reflexiva,
qualificado para atuar como enfermeiro generalista e como professor na educação básica
e profissional em enfermagem, no contexto da realidade social de saúde e da educação
brasileira, capaz de conhecer e intervir sobre os problemas/situações de educação e de
saúde-doença mais prevalentes no perfil epidemiológico nacional. Capacitado a atuar com
senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania, como promotor da
educação e saúde integral do ser humano.

II – Objetivo geral
Promover oportunidades de aprendizado significativo, contribuindo com a formação do(a)
enfermeiro(a) nas áreas de competência para o cuidado integral às necessidades individuais,
coletivas e organização/gestão do cuidado integral e dos serviços de saúde.

Objetivos específicos:
Do estudante:
• Reconhecer e relacionar a área de abrangência da UBS como espaço de produção da
saúde e doença da população adscrita;
2
• Identificar e analisar a UBS como unidade de atenção primária de saúde e do SUS;
• Identificar e analisar o modo como a população utiliza o serviço.
• Identificar necessidades de saúde do indivíduo, família e comunidade, iniciar a
formulação de problemas, elaborar e executar ações de cuidado nas dimensões
biológicas, psicológicas, sócio-culturais presentes no processo saúde-doença nas
diferentes fases do ciclo vital (criança, adolescente, adulto, idoso, considerando as
questões de gênero);
• Realizar reflexão crítica acerca das vivências, articulando teoria-prática e dissertar sobre
o modo como estas o mobilizaram enquanto estudante e futuro profissional;
• Participar de ações que fortaleçam a articulação universidade-serviço visando a
integralidade da atenção

Do professor:
• Identificar e analisar a UBS como unidade de atenção primária em saúde e do SUS;
• Promover inserção do estudante na UBS de modo que este possa observar e realizar
ações de cuidado de enfermagem na perspectiva da integralidade a usuários na UBS, no
domicílio e na comunidade;
• Estimular o estudante a realizar reflexão crítica acerca das vivências, articulando teoria-
prática e dissertar sobre o modo como estas o mobilizam enquanto estudante e futuro
profissional;
• Estimular o estudante a identificar, analisar, relacionar, sistematizar as vivências,
fomentando a articulação com os conceitos teóricos que sustentam tais práticas;
• Mediar situações de conflito intragrupal, sinalizando elementos da dinâmica de relações
interpessoais com vistas ao trabalho em equipe e gestão da equipe de enfermagem;
• Acompanhar e avaliar o processo de aprendizagem do estudante e do grupo e adequar
estratégias pedagógicas

III – Conteúdo
Saberes Cognitivos:
- Atenção Primária em Saúde: conceito, interpretações e princípios.
- Sistema Único de Saúde: Princípios e funcionamento.
- Territorialização.
- Perfil demográfico, sócio-sanitário, epidemiológico da área de abrangência da UBS.
- Trabalho em equipe de saúde e equipe de enfermagem (a divisão técnica e social do trabalho,
as relações de poder). Gestão de serviço de saúde.
- Participação e controle social.
- Sistemas de Informação em Saúde na atenção básica: SIAB, SIS-Pré-Natal, SISCAN,
HIPERDIA, SINASC.
- Cuidado Integral em saúde:
• Coleta de dados em saúde;
• Levantamento das necessidades;
• Planejamento dos cuidados;
• Execução de plano de cuidados;
• Avaliação do plano de cuidado;
• Registro das ações realizadas: aprimoramento da habilidade de escrita, desenvolvimento de
linguagem científica, aspectos ético-legais, organização de prontuário.
- Necessidades de saúde e problemas (individuo, família e comunidade) nas dimensões
biológicas, psicológicas e sociais presentes no processo saúde-doença nas diferentes fases do
ciclo vital. Imunização de crianças, adolescentes, adultos e idosos.
- Vigilância em Saúde/epidemiológica.
- Visita domiciliar. Família e ciclo vital.
- Ações prioritárias de atenção integral à saúde da criança e adolescente:
3
• A criança e o adolescente, no contexto familiar e socioambiental.
• O cuidado ofertado à criança e ao adolescente na Atenção Básica, tendo por fundamento os
princípios do SUS e os atributos Atenção Primária em Saúde.
• Ações prioritárias de atenção integral à saúde da criança e adolescente, fundamentadas nas
políticas públicas de saúde, com foco no acompanhamento do crescimento e do
desenvolvimento, aleitamento materno e alimentação saudável, imunização, doenças
prevalentes na infância, prevenção de acidentes e violência na infância.
• Cuidado de enfermagem ao recém-nascido, criança e adolescente e suas famílias,
fundamentado em referenciais do cuidado no processo de crescimento e desenvolvimento no
contexto da atenção primária à saúde.
- Ações prioritárias de atenção integral à saúde da mulher:
• Políticas públicas de atenção a saúde da mulher no Brasil: PAISM – Programa de Assistência
Integral a Saúde da Mulher; Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher; Pacto
Nacional pela Redução da Morte Materna e Neonatal; Política Nacional de Humanização;
Política Nacional de Direitos Sexuais e Reprodutivos; Política Nacional de Planejamento
Familiar; Rede cegonha.
• Conceito de gênero
• Saúde sexual e reprodutiva: direitos sexuais e reprodutivos; saúde sexual e reprodutiva;
objetivos do Desenvolvimento do Milênio; indicadores para avaliar a saúde reprodutiva.
• Planejamento familiar, concepção e contracepção: normas e práticas culturais relacionadas à
sexualidade, às práticas sexuais e à reprodução; componentes da história clínica pessoal,
familiar e história genética pertinente; educação para a saúde dirigida à saúde reprodutiva;
métodos de aconselhamento para as mulheres/casais que precisam tomar decisões sobre o
planejamento familiar; métodos contraceptivos: função, eficácia, vantagens, desvantagens e
indicação para uso;
• Doenças de Transmissão Sexual (DST): sexo seguro - prevenção e medidas de redução de
risco; transmissão; agente patogênico; quadro clínico; diagnóstico e tratamento das seguintes
DSTs: HIV, Sífilis, HPV, Clamídia e Gonorreia (abordagem sindrômica).
- Ações prioritárias do âmbito da Vigilância em Saúde:
• Cuidado integral a pessoas portadoras de doenças negligenciadas: tuberculose e hanseníase;
• Cuidado integral a pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis: hipertensão e
diabetes, com ênfase em promoção da saúde, prevenção e assistência individual e coletiva no
âmbito da APS.
• Ações de enfermagem ao idoso com ênfase ao envelhecimento saudável.
• Promoção de estilo de vida e hábitos saudáveis.

Saberes Procedimentais:
- Reconhece as diferentes interpretações de APS.
- Reconhece os princípios da APS: porta de entrada, acessibilidade, integralidade, coordenação
da atenção, vínculo, foco na família e comunidade.
- Reconhece os princípios e diretrizes do SUS.
- Reconhece o funcionamento da UBS/USF como unidade do SUS.
- Reconhece o território da área de abrangência da UBS/USF, identifica áreas, grupos de risco
e situações de vulnerabilidade, identifica os recursos e potencialidades da comunidade para
resolução de problemas. Busca informações sobre a população adscrita. Analisa os dados.
- Identifica os profissionais da equipe de saúde; Reconhece suas atribuições; Reconhece a
divisão técnica e social do trabalho (diferentes classes sociais presentes no conjunto de
trabalhadores do serviço de saúde); Reconhece as relações de poder na unidade de saúde e na
equipe de enfermagem.

- Identifica a estrutura do serviço de saúde: espaço físico, equipamentos, recursos humanos.


Busca informação sobre como o setor se mantém: suprimentos, capacitação de trabalhadores.
4
- Reconhece os processos de trabalho em cada setor do serviço em que desenvolve a prática:
normas e rotina, o que o usuário precisa para ser atendido, quais os problemas mais comuns e
frequentes neste setor e as soluções implementadas, estratégias da equipe para organização mais
geral do trabalho.
- Participa de reuniões de equipe e de grupos na comunidade.
- Identifica situações que envolvem a participação e controle social nas práticas em serviços de
saúde e nas discussões em sala de aula.
- Reconhece a relação entre participação e controle social com o trabalho do enfermeiro.
- Orienta usuários acerca de seus direitos, incentivando-os à participação.
- Identificação os sistemas de informação utilizados em unidades da rede básica de atenção:
SIAB e demais sistemas de informação.
- Realiza ações de enfermagem na perspectiva do cuidado integral em saúde e procedimentos
observando seu grau de competência: antropometria, sinais vitais, aplicação de medicamentos
(aplicação tópica, oral, parenteral – SC; IM e ID), medida de glicemia capilar, observação de
enfermagem, orientação individual e coletiva com foco na promoção da saúde e prevenção de
agravos. Participação na pré e pos-consulta de enfermagem.
- Observa consulta de enfermagem realizada pelas enfermeiras das unidades de saúde.
- Realiza entrevista com usuários e família em ambiente de serviço de saúde, domicílio e/ou
comunidade.
- Utiliza instrumentos para coleta de dados tais como roteiro de anamnese, ficha HIPERDIA,
ficha de notificação compulsória.
- Registra informações em prontuários e outros instrumentos do serviço de saúde.
- Identifica e compreende de necessidades de saúde e problemas (individual/coletivo) nas
dimensões biológicas, psicológicas e sociais presentes no processo saúde-doença nas diferentes
fases do ciclo vital, segundo a taxonomia de necessidades de saúde de Cecílio. Reconhece a
relação entre as necessidades de saúde identificadas com processo saúde-doença e as diferentes
fases do ciclo vital.
- Elabora plano de cuidados de enfermagem a partir das necessidades de saúde identificadas e
dos recursos da pessoa, família, comunidade e equipe de saúde.
- Compartilha com a equipe o plano de cuidados elaborado com pactuação das ações que o
estudante ficará responsável.
- Executa ações do plano de cuidados elaborado que ficaram sob sua responsabilidade.
- Avalia o plano de cuidados executado: observação, mensurações, solicitação de feedback do
usuário, família e equipe. Registra as ações de enfermagem realizadas nos prontuários do
paciente/família: aprimora a habilidade de escrita com uso correto da língua portuguesa,
desenvolve linguagem científica, aspectos legais, organização de prontuário.
- Utiliza medidas de biossegurança: lavagem de mãos, uso de equipamentos de proteção
individual e aplica demais medidas de biossegurança com fundamentação teórica. Observação
de medidas de esterilização, lavagem e desinfecção de materiais em unidades básicas de saúde.
- Avaliação da situação vacinal de crianças, mulheres, adultos e idosos: leitura da carteira de
vacinas; aplicação de vacinas em adultos, condicionada ao cenário de práticas.
- Reconhece a estrutura e funcionamento de uma sala de vacinas em unidade de APS.
Instrumentos e ações básicas da vigilância epidemiológica: notificação compulsória de doenças,
vacinação, busca ativa, investigação e acompanhamento epidemiológico.
Identificação das ações de Vigilância Epidemiológica realizadas no âmbito de unidades de APS.
Avalia a situação vacinal da criança e do adolescente (leitura das vacinas já realizadas e
recomendação de vacinas atrasadas, motivos, dificuldades de acesso).
- Reconhece as diferentes fases da família, relacionando com o ciclo vital.
- Realiza Visita Domiciliar: planejamento e execução articulada com a equipe de saúde.
- Avalia o crescimento e desenvolvimento infanto-juvenil, com verificação de sinais vitais
(temperatura e frequência respiratória), realização de antropometria infantil (peso,
5
comprimento, perímetro cefálico e torácico), utilização de gráficos pondero-estatural, exame
físico do recém-nascido e da criança.
- Avalia as habilidades de desenvolvimento do recém-nascido, criança e adolescente atendidos
na rede básica de saúde, de acordo com os parâmetros de desenvolvimento de Denver e com o
Modelo Ecológico de Determinantes do Desenvolvimento Integral da Infância.
- Identifica a alimentação da criança atendida na rede básica de saúde (aleitamento materno,
alimentação), tendo por referência as recomendações das políticas públicas de atenção à saúde
da criança.
- Identifica e intervém em situações no domicílio, que possibilitam a ocorrência de acidentes,
com ênfase na prevenção de quedas, queimaduras, ingesta de medicamentos e substâncias,
afogamento, entre outros, e de agravos na infância, observando e orientando sobre aspectos de
ventilação, iluminação, uso de cigarros dentro de casa, condições de higiene e de entulhos.
- Identifica situações vulneráveis para a saúde da criança e adolescente, reconhece as dimensões
sociais da ocorrência de violência infanto-juvenil, e conhece o fluxo de atendimento da criança
na rede social de serviços e instituições locais e de notificação.
- Reconhece ações de vigilância em saúde voltadas para doenças negligenciadas e doenças
crônicas não transmissíveis prioritárias, no âmbito da atenção primária em saúde, tendo em
vista o contexto nacional.
- Reconhece a situação da população adscrita da UBS com relação às doenças negligenciadas e
doenças crônicas não transmissíveis, especialmente tuberculose, hanseníase, hipertensão e
diabetes.
- Reconhece nos serviços de saúde as ações realizadas que estão preconizadas nas Políticas
Nacional, estadual e municipal, e programas oficiais de controle e acompanhamento de doenças
negligenciadas e doenças crônicas não transmissíveis.
- Reconhece as ações e atribuições da enfermagem no cuidado de pessoas acometidas de
tuberculose, hanseníase, hipertensão e diabetes.
- Desenvolve ações de enfermagem junto a usuários acometidos de tuberculose, hanseníase,
hipertensão e diabetes, articuladas com a equipe local: antropometria, sinais vitais, medida de
glicemia capilar, administração de medicação oral e/ou parenteral, identificação de sequelas e
de medidas de prevenção de incapacidades.
- Reconhece diferentes estilos de vida e hábitos das pessoas e famílias e suas repercussões no
processo saúde-doença.
- Reconhece os recursos que as pessoas, famílias e comunidade possuem para adotar /fortalecer
hábitos de vida saudáveis.
- Estimula ações de promoção da saúde e orientações de incentivo à adoção de hábitos
saudáveis. Usa adequadamente sua habilidade para a educação em saúde e aconselhamento
básico.
- Analisa as situações de cuidado à saúde da mulher com base nos conceitos de gênero.
- Reflete sobre os avanços da saúde sexual e reprodutiva; Identifica a saúde sexual e reprodutiva
como uma estratégia de ação para o alcance dos Objetivos do desenvolvimento do Milênio.
- Orienta sobre métodos de planejamento familiar disponíveis e aceitos pelo Ministério da
Saúde;
- Observa, interage e comunica com os colegas da turma, professores, profissionais de saúde e
usuários do serviço de saúde.
- Realiza pesquisa bibliográfica em base de dados.
- Exercita a comunicação escrita, verbal e não verbal. Constrói portfólio reflexivo.

Saberes Atitudinais:
- Reflete acerca das diferentes interpretações de APS e SUS e suas conformações na prática e
sobre a concepção de saúde que mais se alinha aos seus princípios e valores.
6
- Orienta as ações segundo a lógica da APS como ordenadora do sistema de saúde e com
enfoque na saúde como direito. Reflete e posiciona-se sobre as diferenças entre o aporte
jurídico-legal e as práticas.
- Aplica os princípios e diretrizes do SUS nas ações práticas: universalidade/acessibilidade,
integralidade, equidade, descentralização, regionalização, participação e controle social,
complementaridade do privado. Reflete sobre as diferenças, desigualdades e iniquidades
sociais. Reflete sobre as próprias concepções diante das diferenças sociais, econômicas,
culturais, religiosas, opções de gênero, raça, etc. Simula ações/respostas possíveis em situações
de não convergência entre a própria concepção (sobre, por exemplo, saúde, doença, cuidado,
modo de vida) e do outro.
- Interage com a equipe de saúde, usuário, família e comunidade para obtenção das informações.
- Relaciona-se com os diferentes profissionais da equipe de saúde com postura respeitosa e
interessada.
Demonstração de disponibilidade colaborativa e responsável, reconhecendo os próprios limites
e potencialidades.
- Atua no subgrupo de práticas (de estudantes) como uma equipe.
- Demonstra interesse pela busca de informações, assim como pelo acompanhamento do
processo de trabalho nos diferentes setores da unidade de saúde;
- Age de maneira ética ao discutir os processos observados com as pessoas responsáveis
(docente, enfermeira da EERP, enfermeira do serviço e colegas), em espaços reservados e
adequados para o debate sobre as situações como objeto de aprendizagem. Reflete sobre o
próprio exercício de participação social e modos de fomentar esta prática.
- Contribui para o desenvolvimento da autonomia do outro e instrumentalização para que tome
a decisão por si.
- Demonstra interesse pela pessoa/família e seus problemas.
- Assume atitude de escuta e de empatia que favoreça a comunicação, diálogo e vínculo.
- Respeita a cultura, crenças, valores, opções religiosas dos usuários e famílias.
- Reconhece as diferenças entre as concepções do usuário e do próprio estudante. Reflete sobre
essas diferenças e como estas revelam as concepções do processo saúde-doença.
- Desenvolve postura ética diante das necessidades identificadas. Apresenta interesse e
responsabilidade na elaboração do plano de cuidados de enfermagem.
- Orienta o plano de cuidados segundo a concepção de saúde como produção social e a saúde
como direito e a APS como ordenadora do sistema de saúde.
- Interage com a equipe de trabalhadores para compartilhar o plano de cuidado.
- Prepara-se previamente para a execução das ações de cuidado (estudos, treinos práticos,
reflexões sobre atividades já realizadas).
- Observa a adequação do ambiente para a execução do plano conforme o planejado ou se
haverá necessidade de alguma alteração (podem ocorrer situações inesperadas).
Disponibilidade para refletir e criar novas estratégias de cuidado, diante de novas necessidades.
- Responsabilizar-se pela execução do plano de cuidados elaborado.
- Demonstra interesse pela avaliação realizada pelo usuário, família e equipe. Escuta atenta da
avaliação. Reflete sobre o feedback apresentado e sobre o modo como executou as ações,
identificando facilidades, dificuldades e lacunas.
- Preserva os instrumentos de registro dos serviços de saúde.
- Reconhece os próprios preconceitos e afetos decorrentes do contato com as pessoas e
situações. Desenvolve estratégias de manejo para que estas não interfiram negativamente no
cuidado.
- Demonstra interesse em conhecer, aprender e aplicar os conhecimentos e habilidades.
- Articula conhecimentos de outras disciplinas e áreas de conhecimento.
- Compreende imunização como ação da vigilância epidemiológica. Reflete sobre a situação de
faltosos em vacinação e sua relação com o processo saúde-doença. Reflete sobre o papel do
profissional de saúde e as ações de vigilância que realiza ou não.
7
- Postura compreensiva diante de imprevistos.
- Reflete sobre o significado da visita domiciliar para o usuário e família (expectativas criadas).
Adota a perspectiva da autonomia do usuário e família ao orientar e realizar as ações de cuidado
de enfermagem.
- Reflete sobre a realidade encontrada e suas repercussões na aprendizagem.
- Reflexão sobre a própria concepção de família e sobre como se sente diante de uma família
muito diferente de sua própria concepção. Busca estratégias para lidar com os próprios
preconceitos e dificuldades encontradas para que estes não interfiram negativamente no
cuidado.
- Demonstra atitude proativa para o cuidado de enfermagem à criança, ao adolescente e suas
famílias (atitude crítico-reflexiva, motivação e curiosidade para buscar e ampliar o
conhecimento).
- Demonstra habilidade de comunicação na interação com a criança, com o adolescente,
considerando as especificidades da faixa etária/etapa de desenvolvimento e suas famílias,
equipe de saúde, grupo de alunos e facilitadores.
- Demonstra respeito nas interações com a criança, o adolescente, mulher e suas famílias, equipe
de saúde, grupo de alunos e facilitadores.
- Age de forma a respeitar os princípios éticos no cuidado da criança, do adolescente, da mulher
e sua família.
- Postura interessada, buscando informações sobre o tema junto às bases de dados, documentos
oficiais e equipe do serviço de saúde
- Reflete sobre a ocorrência de doenças negligenciadas e DCNT junto à população.
- Reflete sobre o que é conviver com uma doença crônica que demanda cuidados por longo
tempo/toda a vida. Busca de modos criativos e inovadores de conviver com agravos crônicos
de forma positiva.
- Reflete sobre o próprio estilo e hábitos de vida e sobre as dificuldades enfrentadas na mudança
de hábitos de vida.
- Reflete sobre como enfrenta situação de opção não saudável do usuário.
- Sensibilizar-se para reconhecer nas mulheres necessidades diferenciadas baseadas nas
relações de gênero
IV - Método de Ensino
Esta disciplina será desenvolvida por meio de ciclo pedagógico composto por cinco
momentos:
Inserção na realidade (I) – momento em que o estudante, a partir de suas experiências e
conhecimentos adquiridos anteriormente, realiza imersão no cotidiano do trabalho dos serviços
de saúde, desenvolve ações de cuidado na unidade de saúde, domicílio e comunidade,
acompanha o processo de organização e gestão, e redige individualmente narrativa reflexiva
sobre sua vivência;
Síntese provisória (SP) – em subgrupo, é realizada a leitura, discussão e síntese das narrativas,
identificando os problemas relacionados à realização da tarefa, chegando às questões de
aprendizagem. O estudante registra individualmente a atividade;
Busca de informações/conhecimentos (B) - em fontes variadas, que subsidiem a compreensão
das questões de aprendizagem, fazendo uma síntese do material pesquisado (trabalho
individual);
8
Nova síntese (NS) – em subgrupo, é feita reflexão sobre informações/conhecimentos trazidos
pelos estudantes como resposta às questões de aprendizagem, com a intenção de compreender
os problemas identificados e reconstruir a prática profissional;
Avaliação (A) – ao final de cada atividade, é realizada a auto-avaliação, avaliação do grupo e
avaliação do professor/facilitador.
Laboratório de Prática Profissional (LPP)
Estudo de caso integrado – momento de discussão coletiva de caso acompanhado pelos
estudantes com participação de docentes de todas as disciplinas do ano, na perspectiva da
integralidade e articulação interdisciplinar. Esta disciplina está articulada às disciplinas
Avalição Clínica do Indivíduo no Ciclo Vital, Fundamentos de Enfermagem e Cuidado Integral
em Saúde Mental.
A turma será dividida em 4 grupos de 12 a 13 estudantes, com imersões às 3ªs feiras (T),
em rodízio nos cenários de prática, sendo que somente 10 estudantes irão para atividades
práticas em cada dia de imersão e os demais terão atividades designadas pelo docente,
denominadas atividade externa (AE), conforme cronograma.

Grupos de estudantes por cenário de prática:


Cenário de Prática 1º rodízio 2º rodízio 3º rodízio 4º rodízio
UBS V Albertina GRUPO A GRUPO B GRIPO C GRUPO D
10 estudantes 10 estudantes 10 estudantes 10 estudantes
+ + + +
3 estudantes em AE 3 estudantes em AE 3 estudantes em AE 3 estudantes em AE
UBS V Recreio GRUPO B GRUPO C GRUPO D GRUPO A
10 estudantes 10 estudantes 10 estudantes 10 estudantes
+ + + +
3 estudantes em AE 3 estudantes em AE 3 estudantes em AE 3 estudantes em AE
USF Mª Casagrande GRUPO C GRUPO D GRUPO A GRUPO B
10 estudantes 10 estudantes 10 estudantes 10 estudantes
+ + + +
3 estudantes em AE 3 estudantes em AE 3 estudantes em AE 3 estudantes em AE
USF Jardim Paiva GRUPO D GRUPO A GRUPO B GRUPO C
10 estudantes 10 estudantes 10 estudantes 10 estudantes
+ + + +
3 estudantes em AE 3 estudantes em AE 3 estudantes em AE 3 estudantes em AE
As atividades externas serão realizadas na EERP ou em outros cenários definidos pelo
docente.

V - Avaliação
Método
A avaliação formativa terá como referência os desempenhos esperados para a disciplina.
Será realizada de forma sistemática, com registro e ciência do estudante.
O desempenho do estudante será avaliado no pequeno grupo, no cenário de prática, no
exercício de avaliação cognitiva e no portfólio reflexivo por ele construído.
Critério
Será aprovado, com direito aos créditos correspondentes, o aluno que obtiver nota final igual
ou superior a cinco e tenha, no mínimo, setenta por cento de frequência na disciplina (art. 84,
RG).
Disciplina sem 2ª avaliação.
9
VIII - Bibliografia
1. DUNCAN, B.B.; SCHIMDT, M.I.; GIUGLIANI, E.R.J. Medicina ambulatorial:
condutas de Atenção Primária Baseadas em Evidências. Porto Alegre: Artmed. 3.ed.
2004.
2. Ministério da Saúde - http://portal.saude.gov.br/portal/saude
3. Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto http://www.saude.ribeiraopreto.sp.gov.br
4. STARFIELD, B. Atenção Primária à Saúde. Equilíbrio entre necessidades de saúde,
serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde, 2002. 727p. capítulos:1; 7;
8; 9; 10 e 11.
5. HATCHER, R.A.; RINEHART, W.; BLACKBURN, R.; GELLER, J.S.; SHELTON,
J.D.: Pontos essenciais da tecnologia de anticoncepção. Baltimore, Escola de Saúde
Pública Johns Hopkins, Programa de Informação de População, 2001.
6. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Relatório de
gestão 2003 à 2006: Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde,
Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2007. 128 p.
7. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Pré-natal e Puerpério:
atenção qualificada e humanizada. Manual técnico. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.
163p.
8. BRASIL. Instituto para o Desenvolvimento da Saúde. Universidade de São Paulo.
Ministério da Saúde. Manual de Enfermagem. Instituto para o Desenvolvimento da
Saúde. Universidade de São Paulo. Ministério da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde,
2001. 250p.
9. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento
de Atenção Básica Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 192 p.
10. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011 que aprova a Política Nacional
de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica
para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes comunitários de Saúde.
11. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde
da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde,
Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Editora do Ministério da
Saúde, 2009. 112 p. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Cadernos de Atenção Básica, n. 23.
12. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância à Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Diretrizes
e recomendações para o cuidado integral de doenças crônicas não-transmissíveis: promoção da saúde,
vigilância, prevenção e assistência / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância à Saúde, Secretaria
de Atenção à Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2008. 72 p.
13. Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Estado da Saúde. Coordenadoria de
Controle de Doenças. Centro de Vigilância Epidemiológica. “Prof. Alexandre Vranjac”.
Divisão de Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Prevenção de doenças crônicas não
transmissíveis (DCNT) e se seus fatores de risco: guia básico para agentes de
saúde/Africa Isabel de la Cruz Perez Neumann; Artur Jaques Goldfeder, Mirian Matsura
Shirassu, Adriana Bouças Ribeiro, Marco Antonio de Moraes, Sergio São Fins
Rodrigues (org) – 3 ed. – São Paulo: CVE,2009.
14. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção
à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de
Vigilância em Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. – 3. ed. – Brasília: Ministério da
Saúde, 2010.
15. Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Organização Mundial da Saúde (OMS). Melhorando a saúde das
crianças. AIDPI: o enfoque integrado, OPAS/AIDPI, Brasília (DF), 2000.

16. Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Estado da Saúde. Coordenadoria de


Controle de Doenças. Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”.
Norma Técnica do Programa de Imunização / Brigina Kemps [et al.] -- São Paulo: CVE,
2008. 68p.
10
17. Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Estado da Saúde. Coordenadoria de
Controle de Doenças. Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”.
Suplemento da Norma Técnica do Programa de Imunização. Introdução de novas
vacinas no Calendário Estadual de Vacinaçlão. São Paulo, 2011 12p.
18. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher. Direitos Sexuais e Direitos
Reprodutivos: uma prioridade do governo/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à
Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas – Brasília: Ministério da Saúde,
2005. 24 p.
19. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de
Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso /
Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância
Epidemiológica. – 7. ed. rev. – Brasília: Ministério da Saúde, 2008. 372 p.
20. BRASIL. Ministério da Saúde. PORTARIA Nº 399. Divulga o Pacto pela Saúde 2006
– Consolidação do SUS e aprova as Diretrizes Operacionais do Referido Pacto. Brasília,
22 de fevereiro de 2006.
21. BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Controle do Câncer de
Mama: Documento de Consenso. Rio de Janeiro: INCA, 2004.
22. Instituto Nacional de Câncer: www.inca.gov.br
23. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de
Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância de Câncer. Estimativas 2008:
Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2007.
24. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação Geral da Política de
Alimentação e Nutrição. O que é vida saudável? álbum seriado. Brasília: Ministério da Saúde,
2004.
25. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Básica. Alimentação saudável para a pessoa idosa: um manual para profissionais de
saúde / Ministério da saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção
Básica. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2009. 36 p.
26. OPAS/OMS. Renovação da Atenção Primária em Saúde nas Américas. Documento de
posicionamento da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde, 2008.
Disponível em:
http://www.opas.org.br/servico//temas_documento_detalhe.cfm?CodSubTema=147&CodEspe
cifico=5575
27. Bertussi, DC; Oliveira, MSM; Lima, JVC. A unidade básica no contexto do sistema de
saúde. In: Saúde Coletiva, UEL
28. Silva, AMR; Oliveira, MSM; Nunes, EFPA; Torres, ZF. A unidade básica de saúde e
seu território. In: Saúde Coletiva, UEL.
29. Borges ALV, Fujimori B (organizadoras). Enfermagem e a saúde do adolescente na
atenção básica. Manole: São Paulo, 2008.
30. Fujimori E, Ohara CVS. (organizadoras). Enfermagem e a saúde da criança na atenção
básica. Manole: São Paulo, 2009.
31. SCHMITZ, E.M. et al. A enfermagem em pediatria e puericultura. São Paulo: Atheneu, 2000.
32. WONG, D.L. Whaley & Wong - Enfermagem pediátrica: elementos essenciais à
integração efetiva. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2006.
33. SCHMIDT MI, Duncan BB, Azevedo e Silva G, Menezes AM, Monteiro CA, Barreto
SM, Chor D, Menezes PR. Doenças crônicas não transmissíveis no Brasil: carga e
desafios atuais. The Lancet. Publicado On Line 09 de maio de 2011.
DOI:10.1016/S0140- 6736(11)60135-9.
34. VICTORA, C.G.; AQUINO, E.M.L; LEAL, M.C.; MONTEIRO, C.A.;BARROS, F.C.;
SZARCWALD, C.L. Saúde de mães e crianças no Brasil: progressos e desafios. The
11
Lancet. Publicado On Line 09 de maio de 2011. DOI:10.1016/S0140-6736(11)60138-
4.
35. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Básica. Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento / Ministério da Saúde.
Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério
da Saúde, 2012. 272p. Cadernos de Atenção Básica, nº 33. Disponível em:
http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/cadernos_ab/caderno_33.pdf