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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

DO TOCANTINS - CAMPUS PALMAS

CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM PEDREIRO INICIANTE

Professor: Rodrigo Araújo Fortes

Aluno (a):_

Palmas

2013

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Sumário

1 Noções Básicas............................................................................................. 4

1.1 Nivelamento ................................................................................................. 4

1.2 Alinhamento ................................................................................................. 4

1.3 Esquadro ...................................................................................................... 5

1.4 Prumada....................................................................................................... 5

2 Unidades de Medidas.................................................................................... 6

2.1 Comprimento................................................................................................ 6

2.2 Área.............................................................................................................. 6

2.3 Volume ......................................................................................................... 6

2.4 Massa........................................................................................................... 6

3 Leitura e Interpretação de Projetos ............................................................. 7

3.1 Vistas ........................................................................................................... 7

3.2 Planta Baixa ................................................................................................. 9

3.3 Corte .......................................................................................................... 11

3.4 Cota............................................................................................................ 12

4 Maquinas e Equipamentos ......................................................................... 13

4.1 Ferramentas .............................................................................................. 13

4.2 Maquinas.................................................................................................... 17

5 Materiais de Construção............................................................................. 18

5.1 Normalização ............................................................................................. 18

5.2 Agregados Minerais ................................................................................... 18

5.3 Aglomerantes Minerais............................................................................... 18

5.4 Materiais Cerâmicos................................................................................... 19

5.5 Madeiras .................................................................................................... 19

5.6 Aço ............................................................................................................. 20

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5.7 Concreto de Cimento ................................................................................. 20

5.8 Argamassas ............................................................................................... 24

5.9 Aditivos Para Concreto e Argamassas ....................................................... 26

6 Sistemas Construtivos ............................................................................... 27

6.1 Serviços Preliminares................................................................................. 27

6.2 Locação ...................................................................................................... 29

6.3 Fundações ................................................................................................. 32

6.4 Alvenaria .................................................................................................... 41

6.5 Muros ......................................................................................................... 47

6.6 Calçadas .................................................................................................... 49

6.7 Laje ............................................................................................................ 50

6.8 Esquadrias ................................................................................................. 51

6.9 Revestimento ............................................................................................. 53

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................. 62

Anexos ............................................................................................................ 63

Anexo I – Traços de Concretos ........................................................................ 63

Anexo II – Traços de Argamassa ..................................................................... 65

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1 Noções Básicas

1.1 Nivelamento

O nivelamento consiste em transporta uma referência de nível marcado em determinada


altura para outro local, estabelecendo um plano horizontal. Através do nivelamento marcaremos
as alturas da alvenaria, das aberturas, do pé direito e das alturas do piso.

A ferramenta mais utilizada em pequenas obras para o nivelamento é a mangueira de nível


e no caso de pequenos vão o nível de bolha.

Figura 1.1 – Nivelamento feito com mangueira de nível

1.2 Alinhamento

O alinhamento é a operação que posiciona em uma mesma direção os elementos de uma


construção, este pode ser feito através de uma linha.

Para utilizar essa técnica é necessário definir dois pontos, a partir deste fixa-se uma linha
entre os mesmos. Na obra utilizamos essa técnica para o levante de parede, no assentamento
das mestras intermediarias dos revestimentos.

Figura 1.2 – Alinhamento de blocos cerâmicos


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1.3 Esquadro

Tira o esquadro é verificação de ângulos de 90° dentro da obra, essa técnica é utilizada na
locação da edificação, na marcação das alvenarias e nos revestimento de paredes. A ferramenta
utilizada é o esquadro, quando for vãos pequenos utilizar o esquadro metálico, no caso de
locação da edificação utiliza-se a linha de náilon fazendo-se relação do triangulo retângulo
que são medidas marcadas em alinhamento nas proporções de 3:4:5.

Figura 1.3 – Verificação de esquadro.

1.4 Prumada

A prumada consiste em posicionar numa direção vertical os elementos de uma construção.


É utilizada no assentamento de blocos, na marcação das mestras superiores do reboco de uma
parede, na obtenção das mestras superiores do reboco de uma parede, na obtenção de eixos de
elementos estruturais de uma fundação, etc. As ferramentas utilizadas para obter a prumada são
o prumo de centro e o prumo de face.

Figura 1.4 – Verificação de esquadro.

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2 Unidades de Medidas

2.1 Comprimento

Metro (m)

Centímetro (cm)

Milímetros (mm)

Relações entre unidades: 1m = 100 cm = 1000 m

2.2 Área

Metro quadrado (m²)

Centímetro quadrado (cm²)

Relações entre unidades: 1m² = 10.000 cm²

O cálculo da área é obtido pela multiplicação de duas dimensões (comprimento x largura)

2.3 Volume

Metro cúbico (m³)

Litro (L)

Relações entre unidades: 1m³ = 1000 L

O cálculo do volume é obtido pela multiplicação de três dimensões (comprimento x largura


x altura).

2.4 Massa

Quilograma (Kg)

Grama (g)

Relações entre unidades: 1 Kg = 1000 g

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3 Leitura e Interpretação de Projetos

3.1 Vistas

Figura 3.1 – Fachada.

Figura 3.2 – Fachada.

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Figura 3.3 – Cobertura.

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3.2 Planta Baixa

Figura 3.4 – Plano de corte


.

Figura 3.5 – Corte do plano

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Figura 3.6 – Planta baixa

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3.3 Corte

Figura 3.7 – Plano de corte


Figura 3.8 – Corte do plano

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Figura 3.9 – Planta de Corte

3.4 Cota

Figura 3.10 – Cota

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4 Maquinas e Equipamentos

A utilização de maquinas e ferramentas apropriadas para cada etapa de serviço é


importante para o bom desempenho das atividades. Alguns equipamentos têm uso especifico,
outras podem ser utilizadas em varias etapas da obra.

Os equipamentos devem estar sempre em boas condições de funcionamento e ser


guardados em locais adequados ao final de cada jornada de trabalho.

4.1 Ferramentas
 Alavanca: Utilizada para corte de  Alicate: Utilizado para corte e amarração
concreto e de terrenos duros. de fios e arames.

Figura 4.1 – Alavanca Figura 4.2 – Alicate


 Arco de Serra: Utilizado para corte de  Balde: Utilizado para o transporte de
barras de aço, tubos metálicos ou de argamassa, água, concreto, etc.
PVC.

Figura 4.3 – Arco de Serra Figura 4.4 – Balde


 Masseira: Bandeja de madeira utilizada  Carrinho de mão: Utilizado para
para preparo de argamassa ou concreto, transporte de materiais e de entulho.
misturado à mão.

Figura 4.5 – Masseira Figura 4.6 – Carrinho de mão

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 Cavadeira: Utilizada para efetuar a  Chave de Dobra de Ferro: Utilizado para
abertura de furos no solo. dobra barras de aço.

Figura 4.7 – Cavadeira


Figura 4.8 – Chave de Dobra de Ferro
 Colher de Pedreiro: Utilizada para  Desempenadeira: Serve para regularizar
colocar as argamassas de rejuntamento superfícies ou segura pequenas
ou de revestimento, movimentar quantidades de argamassa.
pequenas quantidades de concreto e
cortar blocos.

Figura 4.9 – Colher de Pedreiro


Figura 4.10 – Desempenadeira
 Enxada: Utilizada na abertura de valas  Esquadro: Utilizado para verificar
de fundação, mistura de concreto e ângulos retos (90°).
argamassas e para capinar.

Figura 4.11 – Enxada


Figura 4.12 – Esquadro
 Linha de Náilon: Necessário para  Mangueira de Nível: Nível constituído
demarcação das valas de fundação no por uma mangueira transparente cheia
terreno, das paredes sobre o alicerce e de água, utilizada na transferência de
para orientar a colocação de blocos, nível.
mestras, dentre outras.

Figura 4.13 – Linha de Náilon


Figura 4.14 – Mangueira de Nível
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 Marreta: Utilizada para golpear a  Martelo: Utilizando pala colocação e
talhadeira para corte de concreto ou remoção de pregos, quebra tijolos ou
argamassa endurecida, ou corte de blocos e retirar inscrustações de
tijolos, blocos ou peças cerâmicas e argamassa endurecida.
para acertar pedras.

Figura 4.15 – Marreta Figura 4.16 – Martelo


 Nível de Bolha: Utilizado para verificar o  Pá: Utilizada para acerto de terreno,
nivelamento (horizontal) e o prumo abertura de valas de fundação, para
(vertical). enchimento de lata ou carrinho de mão e
misturas de argamassa e concreto.

Figura 4.17 – Nível de Bolha Figura 4.18 – Pá


 Peneira: Utilizada para peneirar  Picareta: Utilizada para acerto do terreno
materiais arenosos. e abertura de valas.

Figura 4.18 – Peneira Figura 4.19 – Picareta


 Talhadeira: Utilizada para corta tijolos ou  Ponteira: Utilizada para abrir furos no
blocos na alvenaria. concreto ou alvenaria.

Figura 4.20 – Talhadeira Figura 4.21 – Ponteira

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 Presilha: Utilizada para fixar os sarrafos  Prumo de Centro: Utilizado para
nos arremates de alvenarias. verificação do centro.

Figura 4.22 – Presilha Figura 4.23 – Prumo de Centro


 Prumo de Face: Utilizado para verificar a  Régua de Alumínio: Utilizada na
verticalidade da alvenaria, pilar, portas, regularização de superfícies de concreto
janelas, fôrmas, etc. ou argamassa.

Figura 4.25 – Régua de Alumínio


Figura 4.24 – Prumo de Face
 Serrote: Utilizado para o corte de  Soquete: Utilizado para compactar
madeiras. aterro, concreto e solo-cimento.

Figura 4.26 – Serrote Figura 4.27 – Soquete


 Torques: Utilizado para dobragem e  Trena: Utilizadas para medir distancias
corte de arame recozido na amarração entre os vãos.
de ferragem.

Figura 4.28 – Torques Figura 4.29 – Trena


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 Trinchão ou Broxa: Utilizado para aplicação de impermeabilizante, e aplicação de água em
superfícies de alvenaria.

Figura 4.30 – Trinchão

4.2 Maquinas

 Betoneira: Maquina motorizada utilizada para fabricação do concreto, tendo como função
a homogeneizar a mistura.

Figura 4.31 – Betoneira

 Argamassadeira: Maquina motorizada utilizada para fabricação de argamassa, tendo como


função a homogeneizar a mistura.
 Serra Circular Manual: Máquina utilizada para corte de madeira, alvenaria, argamassa e
concreto.
 Vibrador por imersão: Máquina utilizada no adensamento do concreto fresco.
 Régua Vibratória: Máquina utilizada para acabamento de concreto fresco.
 Projetor de argamassa: Máquina utilizada no lançamento de argamassas, tanto para
confecção de chapisco, emboço ou reboco.

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5 Materiais de Construção

5.1 Normalização

A Normalização estabelece códigos técnicos que permite um melhor entendimento entre


produtores e clientes, As Normas Técnicas são documentos que apresentam características
aceitas pela sociedade tornando possível que produtos feitos em locais distintos funcionem em
conjunto sem apresenta problemas.

5.2 Agregados Minerais

Agregado é o material particulado, incoesico e inerte, constituído de misturas de partículas


cobrindo extensa gama de tamanhos.

5.2.1 Classificação

Naturais: já se encontram em forma particulada na natureza, tendo como exemplo a areia


e cascalho. São muitas vezes obtidos por extração direta do leito de rios, por meio de dragas
(areia e seixos), e as vezes de dunas (areias).

Industrializados: têm sua composição particulada obtida por processos industriais.


Utilizando como matéria prima rochas, escoria de alto-forno e argila. Obtidos através de
processamento industrial é o caso da pedra britada que é obtida por trituração em aparelhagem
especial, os britadores, após a britragem ocorre o peneiramento que separa os agregados por
tamanho.

Agregados Miúdo: areias e pó de pedras.

Agregados Graúdo: brita, pedra de mão, argila expandida, seixo rolado.

5.3 Aglomerantes Minerais

Aglomerante é um material ativo, que promove a ligação entre os grãos do material inerte.

5.3.1 Aglomerantes Aéreos

 Gesso

O gesso é obtido da desidratação total ou parcial da gipsita (CaSO 4.2H2O) em temperaturas


no interlavo de 150° a 250°C.

O gesso rápido é muito empregado na fabricação de placas para


forro.

A pega do gesso se inicia dentro de dois a três minutos e termina em quinze minutos após sua
mistura com água. O endurecimento e consequentemente o aumento da resistência é devido
à perda de água excedente.

Tome cuidado, pois o gesso provoca e acelera o processo de corrosão no aço, por isso a
armação das placas deve ser feita com fibra sintéticas, tecidos ou fios galvanizados.

O gesso protege bem as estruturas de madeira contra incêndio, pois absorve grandes
quantidades de calor para se transforma em sulfato anidro.
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 Cal Aérea

A muito tempo era o único aglomerante empregado na construção, sendo substituído pela cal
hidráulica e depois pelo cimento Portland.

A matéria prima da cal aérea é o calcário (CaCO3) à cal virgem (CaO) é obtido pela calcinação
do calcário a temperaturas entre 350° a 500°C, a cal virgem não é utilizada na construção mas
sim sua combinação com água a cal hidratada

5.3.2 Aglomerantes Hidráulicos

 Cal hidráulica

A cal hidráulica pode ser empregada em argamassas e concretos de baixa resistência. A cal
hidráulica é obtida a partir cozimento do calcário argiloso, contendo quantidades suficientes de
sílica (SiO2), alumina (Al2O3) e óxido de ferro (Fe2O3), em fornos com temperatura media de
500°C.

 Cimento Portland (CP)

Cimento Portland comum é um aglomerante hidráulico ativo, obtido pela moagem do clínquer,
constituído em sua maior parte de silicatos de cálcio hidráulicos. O endurecimento se dá por
reações de hidratação, sendo os compostos resultantes, em sua maior parte, insolúveis em
água potável.

Tabela 5.1 – Cimentos Fabricados no Brasil


Nome Sigla
Cimento Portland Composto CP II
Cimento Portland de alto forno CP III
Cimento Portland pozolânico CP IV
Cimento Portland de alta resistência inicial CP V ARI
Cimento Portland Branco CP B

5.4 Materiais Cerâmicos

Os materiais cerâmicos são obtidos através da moldagem, secagem e cozimento das


argilas.

5.4.1 Blocos

São matérias produzidos em todas as regiões do país por processos que vão do mais
rudimentar aos mais mecanizados. Os blocos devem ser leves, resistentes e de fácil utilização.

5.5 Madeiras

A produção das madeiras de obra inicia-se com o corte das árvores e desenvolve-se na
toragem, falquejamento, desdobro e aparelhamento das peças.

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Tabela 5.2 – Nomenclatura de peças de madeira serrada
Nome Espessura (cm) Largura (cm)
Pranchões > 7,0 > 20,0
Prancha 4,0 – 7,0 > 20,0
Viga 4,0 11,0 – 20,0
Vigota 4,0 – 8,0 8,0 – 11,0
Caibro 4,0 – 8,0 5,0 – 8,0
Tábua 1,0 – 4,0 > 10,0
Sarrafo 2,0 – 4,0 2,0 – 10,0
Ripa < 2,0 < 10,0

5.6 Aço

O aço é uma liga de ferrocarbono com outros elementos adicionais, o teor de carbono
nessa liga varia de 0 a 1,7%. Os aços da construção civil possuem teores de carbono da ordem
de 0,18% a 0,25%.

Como o concreto simples apresenta pequena resistência a tração e é frágil, é altamente


conveniente à associação do aço ao concreto, obtendo-se o concreto armado.

Tabela 5.3 – Diâmetros nominais em milímetros


Laminação a Quente
CA -25 CA - 50
6,3 8,0 10 12,5 16 20 22 25 32 40
Laminação a Frio
CA - 60
2,4 3,4 3,8 4,2 4,6 5,0 5,5 6,0 6,4 7,0 8,0 9,5 10
Observações:

 Os aços de laminação a quente é que devem ser empregados como armadura de


concreto armado.
 Os aços de laminação a frio não podem ser soldados.

5.7 Concreto de Cimento

O concreto é um material composto pela mistura homogênea e sem segregação de água,


cimento, agregado miúdo e agregado graúdo, podendo ou não ter aditivos.

O concreto quando fresco deve apresentar as seguintes propriedades:

 Boa Trabalhabilidade: propriedade ligada à facilidade de moldagem.


 Homogeneidade: propriedade que garante que não haja perda de água ou separação do
agregado graúdo.

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Figura 5.1 – Falta de homogeneidade

O concreto quando endurecido deve apresentar as seguintes propriedades:

 Boa resistência a esforços mecânicos, e atingida através da qualidade dos materiais,


método de mistura, bom adensamento e cura adequada.
 Pouca permeabilidade, quanto mais água se adiciona ao concreto maior será sua
permeabilidade.

5.7.1 Fabricação do Concreto

Todo concreto utilizado para fins estruturais deve ser dosado experimentalmente, em
centrais de concreto os traços são medidos em massa, já em concretos feitos na obra seu traço e
medido em volume, para isso utilizasse as padiolas.

 Traço

Em volume:

1 : 1,932 : 3,145 , a/c = 0,55

(cimento em Kg : agregado miúdo em litros : agregado graúdo em litros)

Exemplo de confecção das padiolas, para um saco de cimento (50 Kg), temos para o traços
em volume acima:

Agregado miúdo seco → 56,8 Litros


Agregado graúdo seco → 98,3 Litros
Água → 27,5 Litros
A base da padiola é definida pelo diâmetro da boca da cuba da betoneira, adotou-se 40cm x
30cm (área = 0,12m²), têm-se:

Altura da padiola para o agregado miúdo seco → 47,3 cm


Altura da padiola para o agregado graúdo seco → 81,9 cm (alta demais)

2x 41,0 cm

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Portanto, para um saco de cimento (50 Kg) utilizará

uma padiola de 40 x 30 x 47,3 cm de agregado miúdo seco e

duas padiolas de 40 x 30 x 41,0 cm de agregado graúdo seco.

 Abatimento (Slump)

Figura 5.2 – Slump Test

Tabela 5.4 – Slump


Slump (mm)
Tipo de Construção Máximo Mínimo
Fundações, paredes e sapatas armadas 75 25
Sapatas não armadas, caixões e paredes de vedação. 75 25
Vigas e paredes armadas 100 25
Pilares de edifícios 100 25
Pavimentos e lajes 75 25

 Concreto Misturado a Mão

Figura 5.2 – Concreto Misturado a Mão

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1 – Espalhe o agregado miúdo dentro da masseira formando uma camada de uns 15 cm.

2 – Sobre o agregado miúdo, coloque o cimento.

3 – Com uma pá ou enxada, mexa a o agregado miúdo e o cimento até formar uma mistura
bem uniforme.

4 – Espalhe a mistura, formando uma camada de 15 cm a 20 cm.

5 – Coloque o agregado graúdo sobre esta camada, misturando tudo muito bem.

6 – Faça um monte com um buraco no meio.

7 – Adicione e misture a água aos poucos evitando que ela escorra.

 Concreto Misturado por Betoneira

Figura 5.3 – Concreto Misturado por Betoneira

1 – Coloque a padiola de agregado graúdo na betoneira.

2 – Adicione metade da água e misture por um minuto.

3 – Ponha o saco de cimento e o resto da água.

4 – Ponha a padiola de agregado miúdo.

5 – Deixe a betoneira girar por 3 minutos.

Observações:

 Em dias quentes molhe a cuba da betoneira.


 O volume misturável pela betoneira 30 a 40% da capacidade nominal.
 O concreto deve ser lançado, após ser misturado, deve ser lançado no máximo em 30
minutos.

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5.8 Argamassas

A argamassa é um material constituído pela mistura homogênea de um ou mais


aglomerante, agregados miúdos e água. Para melhorar determinadas propriedades das
argamassas, podem ser adicionadas outros componentes. São utilizadas em assentamento de
tijolos, blocos, pastilhas e azulejos, como revestimento de paredes e tetos (emboço e reboco) e
em reparos de peças de concreto.

A argamassa quando fresca deve apresentar as seguintes propriedades:

 Trabalhabilidade: a argamassa é trabalhável quando deixa penetrar facilmente a colher de


pedreiro, sem ser fluída. Mantém-se coesa ao ser transportada, mas não adere à colher ao
ser lançada. Distribui-se facilmente e preenche todas as reentrâncias da base. Não
endurece rapidamente quando aplicada.
 Retenção de água: capacidade da argamassa não perder água quando em contato com a
base ou pela evaporação.
 Aderência inicial: é a ancoragem da argamassa na base, através da entrada da pasta nos
poros, reentrâncias e saliências, seguido do endurecimento progressivo da pasta.
 Retração na secagem: ocorre pela evaporação da água de amassamento e pela reação de
hidratação e/ou carbonatação dos aglomerantes, podendo ocasionar fissuras.

A argamassa quando endurecida deve apresentar as seguintes propriedades:

 Aderência: capacidade da argamassa se manter fixa a base.


 Capacidade de absorver deformações: é a capacidade de suportar tensões sem se romper,
sem apresentar fissuras prejudiciais e sem perde a aderência.
 Resistência à mecânica: capacidade de suportar ações mecânicas de diferentes naturezas.
 Permeabilidade: a argamassa deve ser estanque à água, mas deve ser permeável ao
vapor favorecendo a secagem de umidade.
 Durabilidade: é o desempenho da argamassa diante das ações do meio ao longo do
tempo.

 Traços em volume

Argamassa para alvenaria de bloco cerâmico Argamassa para alvenaria de bloco de concreto
1:5 → Cimento e areia fina. 1:4 → Cimento e areia fina.
1:1:8 → Cimento, cal e areia fina. 1:1:8 → Cimento, cal e areia fina.

Argamassa para alvenaria de pedra Argamassa para chapisco


1:3 → Cimento e areia fina. 1:3 → Cimento e areia grossa.
1:2:6 → Cimento, cal e areia fina.

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Argamassa para emboço externo Argamassa para emboço interno
1:2:8 → Cimento, cal e areia média. 1:2:9 → Cimento, cal e areia média.
1:2:9 → Cimento, cal e areia média.

Argamassa para reboco externo Argamassa para reboco interno


1:2:3 → Cimento, cal e areia fina 1:4:1 → Cimento, cal e areia fina peneirada.
peneirada.

Os traços serão feitos por partes em padiola padrão com as seguintes dimensões:

35 x 45 x 22,2 cm = 35 dm³

 Misturada a Mão

Figura 5.4 – Argamassa misturada à mão.

1 – Coloque primeiro o agregado miúdo na masseira, formando uma camada de cerca de 15


cm de altura.

2 – Sobre essa camada coloque o cimento (e a cal ou outros materiais).

3 – Mexa até formar uma mistura homogênea. Depois faça um monte com um buraco no meio.

4 – Adicione e misture a água aos poucos, evitando que escorra.

 Misturada por Betoneira

Figura 5.5 – Argamassa misturada na betoneira ou argamassadeira.


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1 – Coloque primeiro o agregado miúdo na betoneira.

2 – Adicione metade da água.

3 – Ponha o cimento (e a cal ou outros materiais).

4 – Por fim, adicione o resto da água.

5.9 Aditivos Para Concreto e Argamassas

 Plastificantes

Os aditivos plastificantes têm por finalidade reduzir a quantidade de água necessária para a
elaboração dos concretos.

 Superplastificante

Os aditivos superplastificantes tem a mesma função dos plastificantes, só que seu efeito de
redução de água é maior.

 Retardadores de pega

Aditivos que prolongam o tempo de inicio e fim de pega do concreto e agem também como
plastificantes.

 Incorporadores de ar

Esses aditivos incorporam ar nos concretos e argamassa, essa adição de ar aumenta a


porosidade diminuído a resistência mecânica, porem aumenta a trabalhabilidade e a
capacidade de absorver deformações.

 Aceleradores de pega

Aditivos que aumentam a velocidade de hidratação do cimento, acelerando a pega e o


endurecimento inicial do concreto.

 Impermeabilizantes

Esses aditivos diminuem a permeabilidade do material, os aditivos impermeabilizantes


apresentam resultados mais satisfatórios quando empregados em argamassas ao invés de
concreto.

 Expansores

Esses aditivos agem expandido a pasta de cimento, de forma a compensar a inevitável


retração do cimento.

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6 Sistemas Construtivos

6.1 Serviços Preliminares

6.1.1 Limpeza do Terreno

A limpeza do terreno pode ser manual ou mecanizada, antigamente adotava-se a limpeza


total do terreno, hoje se limpa apenas a área que será construída.

6.1.2 Soldagem

É o processo onde se verifica a resistência do solo, a partir dessa resistência dimensiona-


se a fundação da edificação.

6.1.3 Canteiro Provisório de Obra.

Deve-se observar a disponibilidade de acesso, energia e água na obra.

Figura 6.1 – Terreno.

Deve-se estudar o local da locação do barracão de obra, depósito, central de carpintaria,


central de concreto, central de armadura e baias para guarda de agregados. O local deve facilitar
o acesso de pessoas e materiais, e não pode ser alterado durante a execução da obra.

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Figura 6.2 – Exemplo de Barracão de Obra.

Figura 6.3 – Corte.

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Figura 6.4 – Depósito de cimento.

Os barracões para armazenamento de cimento devem ser bem cobertos e bem fechados
lateralmente, devendo ser o soalho bem acima do nível do solo (30cm).

Para armazenagem por curto espaço de tempo, pode-se cobrir as pilas de sacos de cimento
com lona, sendo elas colocadas sobre estrados de madeira conveniente elevados do solo.

Não se recomenda o armazenamento de cimento por mais de três meses.

6.2 Locação

A locação é parte mais importante da uma obra de engenharia, pois nesse serviço se definirá
o posicionamento dos elementos estruturais e de todos componentes da construção.

6.2.1 Materiais e Equipamentos

 Pontalete  Cavadeira
 Tabua  Carrinho de mão
 Sarrafo  Serrote
 Cimento  Nível de bolha
 Areia  Prumo de centro
 Brita  Trena
 Água  Linha de náilon
 Arame recozido n°18  Broxa para pintura
 Pregos 18 x 27 e 15 x 15  Lápis de carpinteiro
 Cal de pintura  Martelo
 Mangueira de nível  Gabarito de letras e números
 Pá  EPI’s necessários para a execução do
 Enxada serviço.

6.2.2 Método Executivo

 Defina um referencial de nível (RN) da obra, esse RN é a referencia pela qual será feita a
locação da obra.
 Definir um eixo de referência (esse eixo pode ser um murro a rua, etc.).
 Cravar um piquete representando um canto da obra, a partir do eixo de referência.
 Cravar mais três piquetes a partir do eixo de referência, fechando o perímetro da obra.

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Figura 6.5 – Perímetro da obra demarcada por piquetes.

 Conferir o esquadro dos piquetes, caso não esteja no esquadro deverão ser feitos ajustes
no posicionamento dos piquetes até atingir o esquadro com uma tolerância de ± 1 cm.

Figura 6.6 – Verificação de esquadro.

 A partir dos piquetes que representam o perímetro da construção, marcam-se eixos com
auxílio de piquetes com uma distancia de pelo menos 1,5 m para fora da obra no encontro
desses eixos cravam-se pontaletes em obras de grande porte se concreta os pontaletes do
gabarito.

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Figura 6.7 – Locação do gabarito.

 Passa-se uma linha de náilon entre os quatros pontaletes, e utilizando essa linha como
referência instala-se pontaletes a cada 1,5 a 2 m.
 Com o auxilio de uma mangueira de nível transfira o nível para os pontaletes, prossiga
serrando os excessos de pontalete, deixando todos ao mesmo nível.
 Na face interna dos pontaletes instale a tabeira (sarrafo ou tabua).
 Pregue sarrafos no topo dos pontaletes e em seguida, verifique o esquadro.

Figura 6.8 – Detalhe do gabarito.

 Pinte o gabarito.
 Marque os eixos X e Y no gabarito, utilizando o eixo de referência.
 Elabore uma tabela de marcação com coordenadas dos pilares em relação à origem das
coordenadas X e Y.
 Marque no gabarito de acordo com a tabela os eixos e as faces dos elementos de
fundações. Para isso utilize o lápis de carpinteiros é os eixos principais da obra (X e Y), a
marcação será feita sobre o sarrafo de topo e a tabeira.
 Nos pontos marcados, prega dois pregos 15 x 15 espaçados em cerca de 1 mm, um de
cada lado do risco feito com o lápis de carpinteiro. No alinhamento do risco em sua região
posterior do sarrafo de topo fixar um prego 18 x 27.

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Figura 6.9 – Gabarito.

 Para finalizar o processo de locação amare a linha de náilon ou o arame de acordo com as
demarcações feitas com a tabela e defina os eixos no solo com o auxilio do prumo de
centro e piquetes de madeira.

6.3 Fundações

A fundação é à base de sustentação de toda edificação, sua função e transmitir todos os


esforços que a construção sustenta para o solo. Existem diversos tipos de fundações: sapatas
corridas, sapatas isoladas, radier, estacas, etc.

A escolha do tipo de fundação depende da resistência e constituição do solo da


construção.

6.3.1 Fundações Diretas

6.3.1.1 Sapata Corrida

Se o solo for firme até uma profundidade de 60 cm, podemos adotar a sapata corrida que é
um tipo de fundação em concreto armado, ela é construída sobre uma camada de concreto
magro e suas dimensões dependem do porte das obras.

Colocam-se as ferragens da sapata corrida com os espaçadores sobre a camada de


concreto magro, prepara-se o concreto estrutural no traço 1:3,5:4 (cimento, areia e brita), lança-o
dentro das valas sobre as ferragens. Espalha-se o concreto com a colher de pedreiro, vibra-se o
mesmo podendo utiliza uma haste de ferro com a colher de pedreiro faz-se o nivelamento a partir
da linha de nível. A medida da altura utilizada no nivelamento (altura da linha até a superfície da
sapata corrida) é obtida diminuindo a altura da linha de nível até a camada do concreto magro
com a altura da camada da sapata corrida.

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Figura 6.10 – Sapata corrida.

Os blocos estruturais são blocos de concreto pré-moldados. São utilizados nas fiadas
intermediarias da fundação com a parede, como também, em todas as fiadas de uma parede.

Sobre uma fundação em sapata corrida, molha-se a sua superfície, polvilha-se com
cimento e estende-se a linha de marcação do eixo das paredes que se encontra marcado no
gabarito. Assenta-se, em cada extremidade, um bloco estrutural com argamassa de cimento e
areia no traço de 1:5 (cimento e areia). No bloco deve ser marcado seu eixo para que coincida a
marcação do eixo do bloco com a ponta do prumo de centro que sairá da linha de eixo da parede.
A prumada de centro da alvenaria de bloco estrutural é feita na direção do eixo das paredes.

Figura 6.11 – Prumada de alvenaria de bloco estrutural.

Assentados os blocos das extremidades, fixam-se duas linhas (uma em cima outra em
baixo da face aprumada) e os distorce (encosta-os totalmente nas linhas). Completa-se a fiada
assentando-se os demais blocos estruturais colocando-se a argamassa da junta horizontal na
área em que serão assentados os blocos, posicionando-se os mesmos através da operação de
alinhamento.

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Figura 6.12 – Prumada.

Depois de completar a alvenaria é necessário encher os furos dos blocos com concreto no
traço 1:3,5:4 (cimento, areia e brita 0). Quando existir ferragem vertical na sapata, os blocos
estruturais devem ser assentados de forma que esta ferragem fique dentro deste furos.

Figura 6.13 – Grauteamento dos furos.

Os blocos calhas são blocos de concreto pré-moldados. São utilizados como cinta de
amarração de fundação ou parede.

Sobre uma alvenaria de blocos estruturais assentam-se dois blocos calhas nas
extremidades, aprumados na mesma face que foi aprumado o bloco estrutural com argamassa de
cimento e areia no traço 1:5. Fixa-se uma linha entre os blocos, na parte de cima dos mesmos e
completa-se a fiada assentando-se os demais blocos calhas, colocando-se a argamassa da junta
horizontal em cima da fiada de bloco estrutural posicionando-os através da operação de
alinhamento ou seja encostado-os na linha.

Construída a alvenaria de bloco calha, colocam-se as ferragens nas calhas, prepara-se um


concreto no traço 1:3,5:4 (cimento, areia e brita 0) e lança-o sobre a calha. Espalha-se o concreto
com a colher de pedreiro e vibra-se o mesmo com uma haste de ferro ou com a ponta da colher
de pedreiro até a altura do bloco.

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Figura 6.14 – Assentamento bloco tipo calha.

6.3.1.2 Sapata Isolada

Utiliza-se sapata isolada quando o terreno apresenta boa taxa de trabalho e a carga a ser
suportada pelo terreno é relativamente pequena, as sapatas isoladas poderão ser simples ou
armadas, em forma de tronco de pirâmide, interligadas entre si por vigas baldrames.

Figura 6.15 – Sapata Isolada.

6.3.1.3 Radier

O radier é uma laje de concreto sobre o solo. Além de apoiar a edificação o radier funciona
como contrapiso e calçada. Mas o radier só pode ser executado se o terreno tiver solo
homogêneo sob toda a edificação. Quando executar radier não esqueça de passa todos os tubos
das instalações complementares antes da concretagem do radier

Figura 6.16 – Radier.


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6.3.1.4 Alvenaria de pedra

A fundação em alvenaria de pedra é um tipo fundação construída em terrenos firmes e


resistentes. É constituída de pedras bruta unidas com argamassa de cimento e areia.

A construção é feita sobre a base da vala, colocando-se uma camada de argamassa no


traço 1:5 de cimento e areia e sobre esta camada as pedras, de modo que fiquem todas bem
assentadas e posicionadas para os vazios sejam reduzidos ao máximo. Nos espaços existentes
entre as pedras grandes são colocadas pedras pequenas e nos demais espaços coloca-se
argamassa de forma que a mesma penetre nos vazios.

Figura 6.17 – Detalhe da 1° camada da alvenaria.

Quando a alvenaria estiver fora da vala, devem-se utilizar pedras que tanham pelo menos
uma face regularizada para alinhar a fundação. A construção é feito em camadas e alcançado-se
a altura da fundação, nivela-se a ultima camada.

Figura 6.18 – Detalhe de todas as camadas da fundação de alvenaria de pedra.

6.3.2 Fundações Indiretas

6.3.2.1 Estacas

Quando não se encontrar um terreno firme até 60 cm de profundidade, é necessário apoiar


o baldrame sobre brocas.

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Figura 6.19 – Fundação tipo broca.

Com o gabarito construído, localizam-se os pregos de marcação das paredes da casa e


divide-se ao meio (7,5 cm de distancia dos pregos) em seguida, fixamos um prego neste ponto
obtendo-se assim o eixo da parede. Amarramos uma de um prego de eixo ao outro de uma
mesma parede e fazemos o mesmo para a parede que a encontra no mesmo canto. No
cruzamento das linhas é encontrado o eixo das estacas. O eixo das estacas é transportado para
o terreno através do prumo de centro obtendo-se a marcação do local onde a mesma será
construída.

Figura 6.20 – Locação da broca.

A escavação é feita com a utilização de um trado iniciada na parte mais baixa do terreno. A
profundidade da primeira estaca é determinada medindo-se a altura entre a linha de nível (que é
a mesma do eixo das paredes) até a marcação da estaca no chão, acrescentam-se a altura da
estaca. Esta profundidade é a altura entre a linha de nível e o fundo da estaca e será a mesma
para todas as outras estacas. Ou seja, se uma estaca tiver a profundidade de 3 m,e se a distancia
da linha de nível ao terreno for 30 cm, a profundidade de todas as valas será de 3,30 m a partir da
linha de nível.
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Realizadas a escavação das estacas, prepara-se concreto com traço 1:3,5:4 (cimento,
areia e brita) e lança-se um pouco no fundo das mesmas até a altura de 4 cm. Coloca-se a
ferragem das estacas do inicio e do fim de uma parede com espaçadores e aprumam-se as
ferragens em relação ao cruzamento das linhas de eixo. Alinham-se as estacas intermediarias de
acordo com as das extremidades, lança-se concreto nos furos e vibra com um pedaço de
vergalhão ate chegar ao nível da estaca.

Figura 6.21 – Nível das brocas.

Após a execução das estacas faz-se as vigas baldrame utilizando o mesmo procedimento
de locação das estacas. Marca-se com a escala 5 cm para cada lado obtendo-se a largura da
viga (10 cm). Cravem-se piquetes ou vergalhões em cada marcação, estendem-se as linhas
entre os mesmos e faz-se no chão, a marcação das valas.

Retiram-se as linhas e os piquetes e começa-se a escavação das valas com pá e picareta,


todas niveladas a 4 cm abaixo das estacas.

Prepara-se o concreto magro com o traço 1:5:5 (cimento, areia e brita) lança-o na vala e
nivela-se com um sarrafo apoiado nas estacas.

Após a colocação do concreto magro montam-se as formas e colocam-se as ferragens


com espaçadores. Prepara-se o concreto com traço 1:3,5:4 (cimento, areia e brita) e lança-o na
forma até a altura da viga.

Figura 6.22 – Fôrma viga baldrame.

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6.3.3 Escavações

A escavação da obra consiste nos serviços de abertura de furos ou valas no terreno na


posição onde será construída a fundação. Para realizar a escavação é necessário que o gabarito
esteja pronto com a marcação das paredes e com o nível estabelecido.

Através das linhas de marcação do gabarito (linha de eixo de paredes, linha de face das
paredes e da fundação) marca-se no terreno a área ou os furos onde será escavado,
utilizando- se para isto um cavador reto, observando- se nesta operação, a sua verticalidade ou o
prumo de centro, no caso da escavação de furos. Com a referência de nível estabelecida (linha
de nível) marca-se a profundidade da escavação.

A abertura das valas ou furos é feita com a utilização de picaretas, cavadores e trados, a
remoção do material com os pás e enxadas e a regularização das faces das valas ou furos com o
cavador reto. Com o prumo de face encostado na linha de marcação das valas obtém-se a
verticalização das faces (bordas). Na escavação dos furos, faz-se na medida em que se escava,
a verificação da prumada do trado para que o mesmo esteja em direção vertical. Com a utilização
de uma escala medindo a altura da linha de eixo de parede (que é também a linha de nível pois o
gabarito está nivelado) até a base da vala ou furo, obtém-se o nivelamento da base conforme
indicado na figura abaixo.

O material escavado deve ser depositado a uma distância mínima de 50 cm da borda da


vala, permanecendo neste local até ser utilizado como aterro ou ser removido da construção caso
não tenha utilidade.

Figura 6.23 – Escavação com furos.

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Figura 6.24 – Escavação com valas.

6.3.4 Construção da Camada de Concreto Magro

O concreto magro é uma camada de concreto fraco, de resistência baixa com pouco
cimento, muito agregado e pouca água, apresentando-se de forma farofada. Sua função é
regularizar a base da vala tornando-a nivelada, ocupando toda a área que receberá a estrutura de
uma fundação.

O concreto magro é utilizado em fundações do tipo sapata corrida, vigas baldrames, etc..

Conferido o nível no fundo da vala, cravam-se piquetes ao longo da mesma com altura

de
5 cm e espaçamento máximo de 2.00 metros (comprimento da régua).

A altura que devemos cravar os piquetes, é igual à distância entre a linha de nível ao fundo
da vala menos 5 cm, ou seja, se a distância for de 52 cm o piquete será cravado até 47 cm.

Figura 6.25 – Execução do concreto magro.

Prepara-se o concreto magro no traço 1:5:5 (cimento, areia e brita) e lança-se nas valas
até a altura dos piquetes. Espalha-se o concreto com a colher de pedreiro e nivela-o com a
régua

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de alumínio sarrafeando-o na altura do piquete. Com um soquete, apiloa-se (soca) o concreto
para que a camada se torne firme ao chão da vala.

Figura 6.26 – Camada de concreto magro.

6.4 Alvenaria

Uma alvenaria é em geral constituída por blocos cerâmicos, mas também pode ser feita
com outros elementos como blocos de concreto, blocos de vidro, tijolos maciços, etc.. A alvenaria
tem a função de separar ou isolar as áreas dos cômodos (quartos, sala, cozinha, etc.) bem como
separar a área externa que está em sua volta (ruas, outras construções, etc.) além de ser a
estrutura principal da parede.

É construída em cima da fundação e em camadas de blocos cerâmicos também chamadas


de fiadas todas com o mesmo alinhamento. Estas fiadas são assentadas em uma única direção
vertical (prumada) e devem ter a mesma altura do início ao fim de cada fiada (nivelamento).

Com dimensões padronizadas, os blocos são assentados lado a lado com elementos de
ligação que são chamados de juntas e são feitas de argamassa. As fiadas de cima amarram as
fiadas de baixo com o assentamento do bloco na junta vertical da fiada de baixo. A espessura
das juntas é de 1,5 a 2,0cm

Figura 6.27 – Fiadas de Alvenaria.

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No início da construção da alvenaria da parede, também chamado de levante de parede,
deve-se fazer a limpeza da superfície da fundação e polvilhar com cimento esta
superfície, apenas a área em que serão assentados os blocos. Deve-se ter atenção na
construção da primeira fiada, pois se trata da fiada que irá marcar todas as paredes (fiada de
marcação). Os primeiros blocos a serem assentados são os das extremidades (início e fim da
fiada) de duas paredes que se encontrem. A direção dessas fiadas é obtida com a marcação no
gabarito da face interna da parede (descontando da linha da parede a medida do reboco=2.5cm)
ou com o eixo da fundação.

Figura 6.28 – Marcação das Primeiras Fiadas.

Obtida a direção das duas primeiras fiadas, estica-se uma linha nessa direção em cada
fiada e assentam-se os blocos das extremidades das duas paredes: Coloca-se argamassa na
superfície polvilhada, fixam-se os blocos nesta argamassa, apruma-os batendo com a lâmina da
colher na parte de cima do bloco, nivela-os e esquadrejam-se os blocos que são de encontro das
fiadas.

Figura 6.29 – Esquadro e Prumada.

Feita a marcação das duas primeiras paredes, procede-se a marcação das paredes
opostas às duas primeiras.

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Figura 6.30 – Locação das Fiadas.

Repete-se o mesmo procedimento para o bloco da outra extremidade com o mesmo


comprimento lido em planta e marca-se a terceira parede. A quarta parede fecha um vão da casa
e é obtida da mesma forma que foi marcada a terceira parede.

Com os blocos das extremidades de todas as paredes já marcadas, iniciamos o


fechamento das fiadas. Obtemos o alinhamento da fiada com duas linhas fixadas uma em cima e
outra em baixo da face dos blocos das extremidades de uma mesma fiada.

Com estas linhas fixas, posicionamos os blocos intermediários já com argamassa no lado
dos furos (frente) em cima da argamassa da base e apertamos em direção aos furos do bloco
anterior.

Figura 6.31 – Alinhamento das Fiadas.

Nas fiadas em que há marcação dos vãos de portas, devemos marcar um comprimento, a
partir do bloco da boneca, da largura da porta mais a folga do contra marco e deixá-lo livre sem
assentamento de bloco. Esta abertura na fiada serve para a colocação dos contra marcos ou
aduelas das portas.

A boneca é um pedaço de parede que varia de 10 a 20 cm construído entre a marca do


contra marco e a face do bloco da fiada lateral.

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Figura 6.32 – Aberturas.

Quando observamos na planta baixa as paredes, vemos que há pontos em que as


mesmas formam cantos, encontros ou cruzamentos. Estes pontos devem ser identificados e
analisados cada um para que haja amarração de uma fiada com a outra.

O exemplo a seguir mostra as paredes de uma planta baixa e define o esquema de


amarrações que existirá na fase do levante de blocos cerâmicos.

Figura 6.33 – amarrações.

a) Canto de Parede: As amarrações de canto de parede ocorrem quando uma fiada encontra
outra nas suas extremidades (início ou fim).

Figura 6.34 – amarração de canto.

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b) Encontro de Parede: As amarrações de encontro de parede ocorrem quando uma fiada
encontra apenas o início ou fim de outra. Pode ser na junta ou em toda a face do bloco.

Figura 6.35 – amarração de encontro.

c) Cruzamento de Paredes: As amarrações de cruzamento de paredes ocorrem quando


uma fiada encontra outra sem ambas estarem nas suas extremidades.

Figura 6.36 – amarração de cruzamento.

No decorrer do levante de blocos cerâmicos, quando atingir o nível de 1 metro do piso


pronto, geralmente entre a quinta e a sétima fiadas (a depender da dimensão da altura do bloco)
devemos ter paredes com janelas.

A marcação das janelas na alvenaria é realizada utilizando-se a medida da posição da


mesma, obtida na planta baixa com relação à parede lateral e com a medida do vão que ficará
aberto para o encaixe da janela na parede. Janelas prontas com contramarco medem a largura
da janela acrescentando 2 cm de cada lado correspondendo à folga do contramarco.

Figura 6.37 – verga de janela.

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Quando a construção estiver a mais ou menos 1,20 m de altura devemos bater o nível, ou
seja, marcar referência de nível em todos os cômodos da mesma (cantos, encontros, vãos de
portas e janelas, etc.). Esta referência deve ser tirada na porta de entrada a 1 m do piso pronto,
mas como não executamos o piso nem o contrapiso vamos dar uma foga 5 cm marcando 1,05 m
a partir da fundação que corresponde 1 m do piso pronto. Para construir as fiadas acima dos vãos
de portas, janelas, vãos livres, etc. é necessário a construção de vergas para apoiar as mesmas.

As vergas são peças de concreto armado com comprimento igual à largura do vão mais
20cm de cada lado transpassando a alvenaria da parede. A altura da verga é obtida utilizando-
se a altura da janela, acrescentando-se a folga do contramarco conforme indicado na figura
anterior. A verga é nivelada a partir da referência de nível da alvenaria que é 1,0 metro do piso
pronto.

Figura 6.38 – verga de porta.

Da mesma forma, as vergas de portas, basculantes, etc. são marcadas e niveladas.

Quando a alvenaria passa do nível das vergas de portas, janelas, etc. está próxima da
altura do pé direito. O pé direito é a altura compreendida entre o piso pronto e o teto ou nível das
peças da cobertura. Para marcá-lo nas fiadas do levante, obtém-se a altura na planta e a partir da
referência de nível utiliza-se a medida desta altura descontando 1m do piso.

Figura 6.39 – Pé direito.

Com a alvenaria construída até a altura do pé direito, inicia-se a construção de outra fase
do levante que são as empenas. As empenas são alvenarias de formato triangular com a mesma
inclinação da cobertura, utilizadas para apoiar a estrutura de madeira da mesma. Através do
projeto (corte) identificamos as paredes em que serão construídas as empenas e obtemos a

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medida da altura que cada uma terá em relação ao piso pronto. Com esta medida marcamos
a empena.

Para executamos a alvenaria da empena fixamos dois barrotes um em cada extremidade


da parede e marcamos nele a altura de cada lado da empena, esticamos uma linha ligando as
duas alturas e a partir daí construímos a empena.

Figura 6.40 – Empena.

6.5 Muros

Os muros podem ser feitos com blocos de concreto de 10 cm x 20 cm x 40 cm. O sistema


de placas de concreto pré-moldadas também pode ser usado. Sua execução é rápida.

Os muros de blocos de concreto devem ser subdivididos em trechosde comprimento


máximo de 2,80 m (7 blocos de 40 cm). Entre cada trecho deixe um espaço de 20 cm, onde será
feito um pilarete de concreto armado, para travamento do muro.

A construção do muro começa pela abertura da vala da fundação. Sua profundidade vai
depender da altura do muro e do tipo de solo do terreno. Em alguns casos é necessário usar
brocas.
Tabela 6.4 – Profundidade das valas.
Vala para fundação do muro
Altura do muro Profundidade da vala
Até 1,00 m 20 cm
Até 1,50 m 30 cm
Até 2,50 m 40 cm

O fundo da vala deve ser bem compactado. Coloque uma base de concreto magro de 5 cm
e encha o restante da vala com concreto normal (baldrame).
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Figura 6.41 – Fundação do muro.

Se o muro for de blocos de concreto, deixe no concreto da fundação as pontas de ferro


(esperas) para os pilaretes de travamento do muro. Cada pilarete leva 4 barras de ferro de 8 mm
de bitola, amarradas com estribos de 6 mm de bitola.

Figura 6.42 – Armação dos pilaretes.

Levante os blocos de cada trecho do muro da mesma forma que as paredes da casa. Em
seguida, feche os espaços de 20 cm entre os trechos do muro com duas tábuas, que vão
funcionar como fôrma para a concretagem dos pilaretes.

Figura 6.42 – Fôrma do muro.

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Em muros com mais de 2 m de altura é preciso fazer uma cinta de concreto armado, a
meia altura do muro, em toda a sua extensão, armada com duas barras de ferro de 8 mm de
bitola. Essa cinta pode ser feita com blocos de concreto chamados de canaleta.

Figura 6.43– Cinta de amarração.

6.6 Calçadas

Comece pela compactação do solo sobre o qual vai ser construída a calçada. Em seguida,
faça o contrapiso com uma camada de concreto magro de 3 cm, no mínimo. Não faça o
contrapiso nos locais que serão usados como canteiro de flores ou grama. O contrapiso deve ser
compactado e nivelado. Uma maneira rápida e econômica de fazer o piso da calçada é usar uma
camada de concreto de 5 cm de espessura. Nas entradas de carro, essa camada deve ter 7 cm.

Coloque ripas de madeira no sentido da largura da calçada, a cada 1,50 m. Essas ripas
devem ficar aparentes na calçada e vão funcionar como juntas, evitando rachaduras.

Figura 6.44– Execução da calçada.

Se a calçada tiver mais de 1,50 m de largura, também será preciso colocar uma ripa de
madeira no sentido do comprimento. Essas juntas não devem ser desencontradas. Não esqueça
do caimento da calçada para evitar água empoçada. Em calçadas planas, o caimento deve ser de
1 cm para cada metro de largura da calçada. Em ladeiras, o piso da calçada deve ter a superfície
áspera.

Figura 6.45– Caimento.

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Da mesma forma como se faz a calçada da frente do terreno, podem ser feitas as demais
calçadas ou passeios (contorno da casa, acesso do portão da rua até a porta de entrada da
casa).

6.7 Laje

As lajes aumentam o valor, o conforto e a segurança da casa. As mais comuns são as de


concreto armado, executadas no local, ou as pré-moldadas de concreto, compostas de
vigotas "T" ou vigotas treliçadas e lajotas. As lajes pré-moldadas são as mais econômicas e mais
simples de executar.

Figura 6.46– Vigota e lajota.

As lajotas podem ser de concreto ou cerâmica. Elas servem de guia para medir a distância
entre as vigotas. Por isso, as lajotas devem ter sempre o mesmo tamanho.

Figura 6.46– Instalação das vigotas.

As vigotas devem se apoiar pelo menos 5 cm de cada lado da parede. As lajotas devem
ser encaixadas sobre as vigotas. A primeira e a última carreiras de lajotas podem ser apoiadas na
própria cinta de amarração.

Figura 6.47– Ligação da laje com a estrutura.


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Se o vão a ser vencido pela laje for menor que 3,40 m, coloque uma fileira de pontaletes
para escorar as vigotas. Se o vão for maior (3,40 m a 5 m), escore as vigotas com duas fileiras de
pontaletes. Nos dois casos, os pontaletes devem ser um pouquinho mais altos que as paredes. A
laje deve ficar levemente curvada para cima, formando a contraflecha, recomendada pelos
fabricantes.

Figura 6.48– Fôrmas.

O próximo passo é colocar as caixas de luz e os conduítes (eletrodutos) para a fiação


elétrica. Feito isso, pregue uma tábua de testeira nas extremidades da laje, que vai funcionar
como fôrma da capa de concreto da laje.

Figura 6.49– Fôrmas e estrutura.

A espessura da capa de concreto deve obedecer às instruções do fabricante da laje, que


definirá a armadura complementar a ser utilizada. Antes de concretar a laje, molhe todas as
vigotas e lajotas já montadas.

6.8 Esquadrias

Nos vãos de portas e janelas deve-se utilizar verga na primeira fiada de blocos acima do
vão. Essa verga pode ser pré-moldada ou feita no local. Ela deve ter, no mínimo, 20 cm a mais
para cada lado do vão. Não se esqueça também de escorar as fôrmas das vergas concretadas no
próprio local

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Figura 6.50– Vergas.

Deve-se de chumbar tarugos de madeira nas bordas dos vãos. Os batentes de portas e
janelas, que serão instalados depois, vão ser pregados nesses tarugos. Use uma argamassa de
cimento e areia (1 parte de cimento e 3 partes de areia) para chumbar os tarugos.

Figura 6.51– Tarugos.

Os batentes das portas e das janelas de madeira são fixados diretamente nos tarugos
chumbados nas paredes. Esses batentes devem ser nivelados e esquadrejados. Deixe espaço
para o acabamento do piso, quando marcar as soleiras das portas e a altura dos peitoris das
janelas.

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Figura 6.52– Esquadrias.

6.9 Revestimento

O revestimento de uma parede pode ser feito em uma ou mais camadas de argamassa
tornando a mesma mais resistente e com uma superfície plana, nivelada de aspecto liso. As
camadas de revestimento da parede são construídas sobre a alvenaria e cada uma tem uma
função.

Figura 6.53– Camadas de revestimento.

6.9.1 Chapisco

Camada irregular sem nenhum aspecto de acabamento feito de argamassa forte aplicada
sobre a superfície de alvenaria. Sua função é melhorar a união entre a superfície da alvenaria e a
camada do revestimento.

O chapisco deve ser lançado fortemente sobre a alvenaria com a colher de pedreiro. A
camada aplicada deve cobrir toda a alvenaria não ultrapassando 0,5cm de largura.

6.9.2 Emboso

Camada de argamassa mais fraca assentada sobre a superfície da alvenaria já


chapiscada. É utilizada para cobrir buracos das juntas dos blocos e eventuais falhas da alvenaria,
proporcionando uma superfície regularizada. Deve apresentar acabamento não liso (sem estar
desempolado) para facilitar a união com o reboco. Sua largura varia entre 1,0cm a 2,5cm
devendo ser aplicado com no mínimo 24 horas após a aplicação do chapisco.

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Figura 6.54– Camadas de chapisco e emboço.

6.8.3 Reboco

Camada de argamassa assentada sobre a superfície da alvenaria já chapiscada (massa


única) ou sobre o emboço, com a finalidade de unir-se à alvenaria da parede tornando-a lisa
e bem nivelada. Sua largura varia entre 1,5 a 2,5cm e deve ser construída com no mínimo 7 dias
após a aplicação do emboço, com os marcos, aduelas, peitoris, caixa de luz, etc., colocados. O
reboco deve apresentar-se perfeitamente desempenado, aprumado, alinhado e nivelado.

Figura 6.55– Camadas de chapisco, emboço e reboco.

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Quando toda a área da alvenaria já está chapiscada, iniciamos a construção do
revestimento com a marcação do mesmo através das mestras. As mestras são pedaços de
madeira ou cerâmica (bloco ou piso cerâmico) com dimensões em torno de 25cm x 5cm x 0,5cm
(comprimento, largura e altura ) que servem para marcar a distância entre a face da alvenaria
até a superfície do reboco. A quantidade de mestras necessárias depende do comprimento da
régua.

Com uma régua de 2,0metros e a altura da parede de 2,6metros serão necessárias 3 (três)
mestras na direção vertical da parede o mesmo raciocínio é utilizado para as mestras horizontais
(na direção do comprimento da parede). A régua deve ser apoiada sobre a mestra com uma folga
de pelo menos 10cm de sua ponta.

Figura 6.56– Utilização da régua.

Iniciamos a marcação das mestras, também chamadas de pontos do reboco,


primeiramente na direção do comprimento da parede (mestras de baixo) a uma altura em torno de
50cm da base da alvenaria esquartejando as mestras de duas paredes que se encontram
(amarrações) de preferência a que tem porta.

Figura 6.57– Utilização do esquadro.

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O assentamento das mestras é feito com colocação de argamassa na área em que será
fixada a mestra, pressionando a mesma com a colher de pedreiro até a medida do reboco (1,5
a
2,0cm).

Figura 6.58– Fixação das talisca.

Da mesma forma assentamos a mestra da outra extremidade. As mestras intermediárias


são obtidas através da fixação de uma linha entre as mestras das extremidades (início e fim da
alvenaria) sendo assentada a uma distância em que possa ser apoiada a régua.

Figura 6.59– Fixação das taliscas da mestras intermediarias.

A marcação das mestras opostas às duas primeiras paredes é feita assentando a mestra
com a distância indicada na planta das dimensões entre as paredes. Com as mestras da base já
fixadas nas paredes, através da operação de prumada, marcamos as mestras das extremidades
da parte de cima da parede.

Figura 6.60– Conferencia das distâncias interna.

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As mestras intermediárias de direção vertical, serão assentadas com o auxílio de duas
linhas de nivelamento fixadas nas mestras das extremidades.

Figura 6.61– Fixação de taliscas intermediarias.

Feita a marcação com todas as mestras necessárias assentadas na alvenaria, começamos


o revestimento da parede enchendo de argamassa (chapando a parede com a colher de pedreiro)
a faixa formada pelas mestras verticais. Com a régua apoiada nas mestras, em movimentos de
vai e vem cortamos a massa no nível da mestra.

Figura 6.62– Criação das mestras.

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Com a faixa já nivelada ou seja cortada pela régua na marca da mestra, enchemos as
áreas entre as mesmas, seguindo as zonas ou as de baixo ou as de cima, sendo que as de cima
necessitam da montagem de andaimes para alcançar a parte mais alta da parede.

Nivelamos a argamassa contida nas áreas entre as mestras apoiando a régua na faixa das
mesmas.

Figura 6.63– Execução do reboco.

Com toda a alvenaria revestida de argamassa e nivelada com a régua, iniciamos o


desempenamento da superfície do revestimento utilizando a desempenadeira. Começamos pela
primeira zona que foi revestida de argamassa, pois a mesma já está endurecendo a mais tempo.
Pressionamos a desempenadeira em movimentos circulares sobre a argamassa molhando-a com
o trinchão dando acabamento liso ao revestimento. Utilizamos uma esponja no revestimento da
desempenadeira para torná-lo mais liso. Desempenamos toda a superfície do revestimento até
completar toda a parede.

6.8.4 Arestas

Nos revestimentos onde o reboco é interrompido ou finalizado devido ao encontro de uma


esquadria (porta, janela, etc.), nos encontros das paredes externas (fachadas), encontros entre o
madeiramento do telhado e a parede, etc. há necessidade de fazer o acabamento
moldando esses elementos. Este acabamento chamamos de arestamento.

Os arestamentos das esquadrias (portas, janelas, basculantes, etc.) são construídos até a
junta do contramarco. Para isso é necessário que a argamassa do reboco passe da junta e
quando a mesma estiver puxado, seja dado um corte com a colher de pedreiro apoiada em uma
régua aprumada e posicionada na mesma direção da junta. Após o corte retira-se a régua e
desempola-se a aresta com uma desempenadeira de aresta.

Nas arestas dos vão livres (onde não há contra marcos) é necessário o apoio de duas
réguas (uma em cada lado da parede) ambas aprumadas e esquadrejadas fixadas com
atracadores ou presilhas (gancho de ferro de1/4"). Após encher de argamassa o espaço entre as
réguas, espera-se a argamassa endurecer corta-se e desempena-se a argamassa contida
entre as réguas. Em seguida retiram-se as réguas e faz-se o acabamento desempenando as
laterais onde estavam as réguas.

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Nas arestas das fachadas, apoia-se a régua na parede lateral a que esta sendo rebocada,
enche-se de argamassa e espera-se a mesma puxar. Retira-se a régua e corta-se com a mesma
o excesso que passa da parede lateral, em seguida desempolam-se as duas paredes.

As paredes não concluídas no mesmo dia, devem ter os bordos das massas escorrificados
(com pequenos cortes) completamente para que haja perfeita união nas emendas e permita-se a
continuidade da superfície na mesma direção.

6.8.5 Contrapiso

A pavimentação na construção de uma casa é realizada em duas camadas: A primeira


camada é chamada de contrapiso tem a função de regularizar a área a ser pavimentada
tornando-a plana, resistente e nivelada. O contrapiso é construído em camada de solo cimento,
concreto magro, etc. A Segunda camada é chamada de piso tem a função de resistir ao peso de
pessoas, móveis, etc. como também dar aspecto de beleza ao pavimento. A camada do piso é
construída sobre o contrapiso e pode ser feita com argamassa de cimento e areia , com cerâmica,
pedras, etc.

Iniciamos a construção do pavimento com a camada de contrapiso. Se o terreno das áreas


a ser pavimentada estiver com muitas ondulações, é necessário a regularização através de corte
ou aterro do mesmo. Da mesma forma que no revestimento, marcamos as mestras necessárias
na área em que será construída a camada.

A altura da camada do contrapiso esta em torno de 5cm, com esta altura obtemos a altura
do nível até a mestra do contrapiso subtraindo os 5cm (altura da camada) da altura do nível até o
terreno.

Figura 6.64– Execução das mestras.

Como no revestimento das paredes, assentamos as mestras com colocação de argamassa


na área em que será fixada a mestra, pressionando a mesma com a colher de pedreiro até a
medida com a trena da altura do nível a mestra do contrapiso.

Assentamos a mestra da outra extremidade da mesma forma. As mestras intermediárias


são obtidas através da fixação de duas linhas entre as mestras das extremidades (início e fim dos
lados) sendo assentada a uma distância em que possa ser apoiada a régua. Nas mestras
intermediárias de direção oposta (em direção ao pedaço de madeira da mestra) utilizamos
apenas uma linha.
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Figura 6.65– Execução das mestras.

Feita a marcação das mestras do contrapiso, começamos a construção do mesmo,


enchendo com concreto magro a faixa formada pelas mestras dos lados da área a ser
pavimentada. A cada camada de- vemos compactar (socar) através do soquete para dar
resistência ao contrapiso. Com a régua apoiada nas mestras, em movimentos de vai e vem,
cortamos o concreto magro que passa do nível da mestra.

Com as faixas já nivelada ou seja cortada pela régua, enchemos em pelo menos 2
camadas até passar da altura da faixa, com concreto magro as áreas entre as mesmas socando
cada camadas. Nivelamos o concreto contido nas áreas entre as mestras que passam do nível da
faixa apoiando a régua nas mesmas concluindo a camada de contrapiso do pavimento.

Figura 6.66– Execução das mestras.


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A construção do piso cimentado é feita sobre o contrapiso. Procedemos da mesma forma
para obter a marcação das mestras, fixando as linhas entre as mestras das extremidades (início e
fim dos lados) para obter as mestras intermediárias, enchendo de argamassa de cimento e areia
no traço de 1:5 a faixa formada pelas mestras espalhando-a com a colher de pedreiro. Antes de
lançar a argamassa na superfície do contrapiso, polvilha-se cimento para melhorar a união entre
as camadas.

A altura da camada do piso está em torno de 3 cm. Como no contrapiso, obtemos a altura
do nível até a mestra do piso subtraindo os 3 cm (altura da camada) da altura do nível até o
contra- piso. Nivelamos a argamassa contida entre as mestras apoiando a régua nas mesmas,
cortando a argamassa que passa do nível das mestras.

Formadas as faixas entre as mestras lança-se e espalha-se (com a colher de pedreiro)


argamassa entre as mesmas como no contrapiso. Nivela-se com a régua, retirando a argamassa
acima do nível das faixas. Em seguida, iniciamos o desempenamento da superfície do cimentado
utilizando a desempenadeira. Pressionamos a desempenadeira em movimentos circulares sobre
a argamassa molhando-a com o trinchão dando acabamento liso ao pavimento. Desempenamos
toda a superfície coberta de argamassa até completar todo o pavimento.

Figura 6.66– Execução do piso.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, Azevedo Hélio. O edifício até sua cobertura. 2° ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1997.

FONTANA, Paulo Fernando do Amaral. A arte de Construir e Caderno de Notas. Caxias do Sul:
Educs, 2005.

SOUZA, Roberto; MEKBEKIAN, Geraldo. Qualidade na aquisição de materiais e execução de


obras. São Paulo: Pini, 1996.

BAUER, L A Falcão. Materiais de construção. 5ª ed. Rio de Janeiro: RJ. LTC- Livros Técnicos e
Científicos Editora S.A., 1994.
SANTOS, Valéria Barbosa. Manual de Matemática. São Paulo: DCL. 2007.

BERNADI FILHO, Arlindo Junqueira. Desenho de Projetos. 2ª ed. Uberlândia: UFU. 2009.
Disponível em: <http://www.feciv.ufu.br>.

SALLES NETO, Moacyr. Notas de Aulas Materiais de Construção.

, Moacyr. Notas de Aulas Tecnologia dos Concretos e Argamassas.

Mãos à Obra. Disponível em: <http://www.abcp.org.br>. Acesso em: 03 mar 2011.

Metodologia de Execução: passo a passo para construir alvenarias de blocos vazados de


concreto. Disponível em: <http://www.abcp.org.br>. Acesso em: 03 mar 2011.

Cartilha do Pedreiro. Disponível em: <http://www.conder.ba.gov.br/cartilha_pedereiro.pdf >.


Acesso em: 03 mar 2011.

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Anexos

Anexo I – Traços de Concretos


 Para as medidas, utilize latas de 18 litros. Evite latas amassadas.

 Mantenha o concreto molhado durante uma semana após a concretagem (cura). Depois do
terceiro dia, já é possível executar outros serviços sobre esse concreto.

Concreto para fundação

Aplicação Traço Rendimento por Dica


saco de cimento de
50 Kg

Base de concreto 1 saco de cimento 50 Kg 14 lata ou 0,25 m³ O solo deve ser nivelado e
magro compactado antes do
8 ½ latas de areia lançamento do concreto
magro
11 ½ latas de pedra

2 latas de água

Concreto do 1 saco de cimento 50 Kg 9 latas ou 0,16 m³ Procure fazer concretagem de


baldrame (sapata uma vez só para evitar juntas
corrida) 5 latas de areia de concretagem na fundação.
O concreto deve ser bem
6 ½ latas de pedra adensado.
1 ½ latas de água

Concreto para Laje

Aplicação Traço Rendimento por Dica


saco de cimento de
50 Kg

Lajes maciças 1 saco de cimento 50 kg 8 latas ou 0,14m³ Espalhe o concreto por toda a
(armadas) e capas laje, evitando a formação de
de lajes pré- 4 latas de areia grandes montes, para não
fabricadas sobrecarregar o escoramento
5 ½ latas de pedra em alguns pontos. O
1 ¼ lata de água escoramento e as fôrmas das
lajes só devem ser retirados
três semanas após a
concretagem. Mantenha o
concreto sempre umedecido
pelo menos durante a primeira
semana. Isso se chama cura
do concreto.

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Concreto para Contrapiso

Aplicação Traço Rendimento por Dica


saco de cimento de
50 Kg

Concreto magro 1 saco de cimento 50 Kg 14 latas ou 0,25 m³ O concreto magro serve como
base para pisos em geral.
8 ½ latas de areia Antes de receber o concreto
magro, o solo deve ser
11 ½ latas de pedra compactado.
2 latas de água

Concreto para muros

Aplicação Traço Rendimento por Dica


saco de cimento de
50 Kg

Pilaretes e cintas 1 saco de cimento 50 kg 8 latas de 0,15 m³ Lance o concreto dos


de muros de pilaretes em camadas de 50
blocos de concreto 4 latas de areia cm. Compacte com uma barra
de ferro. Os ferros não devem
6 latas de pedra encostar nas laterais. Só retire
1 ½ lata de água as tabuas após 24 horas a
comcretagem.

Concreto para Calçadas

Aplicação Traço Rendimento por Dica


saco de cimento de
50 Kg

Contrapiso de 1 saco de cimento 50 kg 14 latas ou 0,25 m³ Antes de receber o concreto


concreto magro magro, o solo deve ser
8 ½ latas de areia umedecido
11 ½ latas de pedra

2 latas de água

Piso de concreto 1 saco de cimento 50 kg 8 latas ou 0,15 m³ Espalhe o concreto com uma
enxada. O adensamento e a
4 latas de areia regularização (nivelamento)
são feitos com uma régua de
6 latas de pedra madeira. O acabamento se
1 ½ lata de água faz com uma
desempenadeira. Não é
necessário alisar a superfície.
Mantenha a calçada sempre
úmida nos primeiros sete dias
após a execução

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Anexo II – Traços de Argamassa
 Para as medidas, utilize latas de 18 litros. Evite latas amassadas.

Argamassa para fundação

Aplicação Traço Rendimento por Dica


saco de cimento de
50 Kg

Camada de 1 lata de cimento Variável A argamassa não deve ser


nivelamento muito mole
(regularização) 3 latas de areia

Assentamento dos 1 lata de cimento 30 m² O bloco-canaleta é o mais


blocos de concreto indicado para esse tipo de
do baldrame ½ lata de cal fundação
(sapata corrida)
6 latas de areia

Argamassa com 1 lata de cimento 10 m lineares de Siga as instruções que vêm


impermeabilizante fundação na lata do impermeabilizante.
3 latas de areia Use a mesma argamassa
para assentar as duas
1 kg de impermeabilizante primeiras fiadas da parede

Argamassa para Assentamento

Aplicação Traço Rendimento por Dica


saco de cimento de
50 Kg

Paredes de Blocos 1 lata de cimento 30 m² As duas primeiras fiadas


de concreto devem ser assentadas com
½ lata de cal argamassa com
impermeabilizante. Os devem
6 latas de areia estar secos para o
assentamento

Paredes de tijolos 1 lata de cimento 10 m² As duas primeiras fiadas


de barro maciço devem ser assentadas com
2 latas de cal argamassa com
Paredes de tijolos 16 m² impermeabilizante.
cerâmicos com 6 8 latas de areia
ou 8 furos

Argamassa para Revestimento

Aplicação Traço Rendimento por Dica


saco de cimento de
50 Kg

Chapisco 1 lata de cimento 30 m² A camada de chapisco deve


ser a mais fina possível
3 latas de areia

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Aplicação Traço Rendimento por Dica
saco de cimento de
50 Kg

Emboço 1 lata de cimento 17 m² O emboço serve para(massa


regularizar a superfície da
2 latas de cal parede ou do teto. Sua
espessura deve ser de 1 cm a
8 latas de areia 2,5 cm

Reboco 1 lata de cimento 35 m² Esta camada de acabamento


final da parede ou do teto
2 latas de cal deve ser a mais fina possível
9 latas de areia

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