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O CONTROVERTIDO PANO DE FUNDO

A assim chamada carta a l3aker foi uma extensa epís-


tola•que Ellen White enviou para um certo W. L.
H. Baker. Baker teve uma extensa carreira edito-
rial, mas na época em que recebeu essa carta, em princí-
pios de 1896, 1 ele estava fazendo um trabalho pastoral-
evangelístico na ilha de Tasmânia. A importância da carta
certamente não deriva nem da proeminência de Baker nas
atividades ministeriais ou editoriais adventistas, nem da ex-
tensão do documento. Sua importância básica surge de cin-
co parágrafos que discutem a humanidade de Cristo. Al-
gum pano de fundo adicional sobre o lugar dessa carta na
história das discussões adventistas acerca da cristologia
pode ser de grande ajuda.

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Sllen rOlitte e a Átottantdade de ettsto

A descoberta e a primeira publicação da carta, em meados


de 1950, foi um alerta para as discussões sobre cristologia.
Como já foi observado no capítulo 1, até que a carta fosse pu-
blicada, ainda não havia ocorrido um debate significativo en-
tre os defensores da pré-Queda e da pós-Queda no adventis-
mo. Sua descoberta foi a principal causa do aparecimento da
escola de pensamento pré-Queda, e provocou um crescimen-
to marcante na conscientização a respeito de muitas declara-
ções de Ellen White, enfatizando a singularidade sem pecado
de Cristo. O animado, e muitas vezes acirrado, debate que a
carta suscitou ainda não foi totalmente solucionado. Tanto as
posições pré-Queda como as pós-Queda têm feito um tremen-
do esforço para explicar o documento.
Os argumentos de ambos os grupos têm sido um tanto aca-
lorados e vigorosos, mas parece que a carta tem dado um viés
para o consenso do pensamento adventista na direção daque-
les que enfatizariam a singularidade sem pecado da humani-
dade de Cristo.
Embora a carta a l3aker tenha feito importante contri-
buição para esse debate, de maneira nenhuma ela é abso-
lutamente essencial para que se estabeleça a posição de
Ellen White. Evidências já apresentadas em capítulos ante-
riores devem deixar claro que ambas as posições debaten-
tes provavelmente erraram por não prestar suficiente aten-
ção às tensões complexamente equilibradas entre os elemen-
tos "pecaminosidade" e "impecabilidade" no pensamento de
Ellen White.
Outra vez, chamo a atenção do leitor para a análise e a in-
terpretação a seguir da carta a Baker. Se não por outra razão
qualquer, tal como sua importância em suscitar o debate cor-
rente acerca do entendimento da cristologia, essa carta requer

7(9
catta a 74ket
cuidadoso exame. Penso, também, que o leitor será abençoa-
do em termos tanto doutrinários como devocionais pelos con-
selhos cuidadosamente escritos de Ellen White acerca deste
assunto tão importante.

it C NAIXTO

Como já foi mencionado, quando recebeu a carta de Ellen


White, Baker estava pastoreando e fazendo evangelismo na
Tasmânia. Antes disso, ele havia passado alguns anos traba-
lhando na Pacific Press, no estado da Califórnia, e depois
havia trabalhado na recém-fundada Echo Publishing House,
na Austrália. Aparentemente, ele achou bastante difícil essa
transição de uma posição mais literária — como editor — para
o ministério" pastoral-evangelístico. Foi nessas circunstâncias
que Ellen White escreveu-lhe uma extensa carta de encoraja-
mento e aconselhamento (Larson, págs. 310 e 311).
Fica logo aparente, tendo em vista os cinco parágrafos
críticos sobre a natureza de Cristo, que o pensamento de
Baker a esse respeito não era muito equilibrado. Ao que pa-
rece, ele estava ensinando que Cristo possuía "inclinações
para a corrupção".
Lyell V. Heise argumenta que Baker muito provavelmente
adquiriu suas opiniões (especialmente o conceito de que
Cristo tinha "inclinações para a corrupção") de preeminentes
escritores adventistas do sétimo dia contemporâneos (Heise,
págs. 8-20). Esses homens negavam claramente que Cristo
pecara por atos, mas, de fato, proclamavam o "mistério" de
Ele ter. uma "carne carregada com pecado e com todas as
tendências para pecar; tais corno as nossas"(itálico acrescen-
tado). EstaS última citação apresenta as palavras do preemi-

Z9
Sten Mate e Cl litonaradade de ewsto
nente editor e pregador adventista do sétimo dia A. T. Jones
(BE, 30/11/1896).
Heise também sugeriu que Ellen White estava advertin-
do Baker por causa de uma cristologia que refletia a visão
de preeminentes pregadores adventistas do sétimo dia
como E. J. Waggoner e W. W. Prescott (Heise, págs. 16, 19
e 20). A. Leroy Moore se opôs à sugestão de Heise com o
argumento de que "teria sido totalmente fora de propósito
White advertir um jovem ministro ... obscuro ... para corri-
gir os erros de ... preeminentes teólogos denominacionais"
(Moore, pág. 263).
As evidências sobre essa questão não são totalmente con-
vincentes, nem de um lado nem de outro. Em minha opinião,
o que está claro é que o entendimento de Baker acerca da hu-
manidade de Cristo era muito parecido com o de A. T. Jones,
E J. Waggoner e W. W. Prescott. Mas daí a pensar que Ellen
White procuraria repreendê-los através de uma cartaS para o
obscuro Baker é realmente questionável. Ellen White raramen-
te corrigia ;teologicamente qualquer ministro de destaque.
Comj freqüência ela validava o veio básico do ministério de
um pastor sem se fixar nos erros de seus ensinamentos. 2 A
única exceção a essa regra se dava quando ela percebia que
alguns indivíduos se punham a ensinar conceitos que ameaça-
vam um dos esteios da "verdade presente".3
Que podemos dizer, então, sobre questões de contexto? Le-
vando em conta tudo isso, parece que todo o esforço de es-
clarecer o contexto pouco fez para lançar qualquer luz conclu-
siva sobre o significado da própria carta. Parece, portanto, que
a cristologia do documento deve destacar-se por seus próprios
méritos. Seu conselho doutrinário é suficientemente claro no
contexto literário imediato.
So
A catta a Saha
A MAIOR PREOCIJI3AÇÃO DA CARTA

O que fica doutrinariamente claro é que a preocupação da


carta a Baker tinha a ver com opiniões distorcidas acerca da
humanidade de Cristo, e não da Sua divindade. Webster está
bastante correto quando argumenta que "uma análise cuidado-
sa do contexto dos cinco parágrafos revela claramente que a
preocupação do pensamento de Ellen White é a humanidade
de Cristo e não Sua natureza divina" (Webster, pág. 130).

ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO

Observo aqui algumas das discordâncias partidárias que


essa carta inspirou, mas gostaria também de lembrar ao leitor
,

que nosso esforço principal aqui é compreender a contribui-


ção da carta para um conhecimento mais completo da cristo-
logia de Ellen White. Embora simplesmente não possamos evi-
tar tais controvérsias, nos esforçaremos para ser tão objetivos
quanto possível. É bem provável que aqui, como em nenhum
outro escrito de Ellen White, precisemos deixar de lado qual-
quer espírito de discórdia e, com muito cuidado, procuremos
descobrir o significado de suas palavras.

INTERPRETAÇÃO DOS PARÁGRAFOS CRISTOLÓGICOS

Como foi mencionado, fica claro pelo contexto da carta


que a maior preocupação dos cinco parágrafos principais so-
bre cristologia era a humanidade de Cristo. Após alertar Baker
a ser "cuidadoso, exageradamente cuidadoso" em seu estudo
sobre a "natureza humana de Cristo" (itálico acrescentado),
ela o alertou para que não apresentasse Jesus "ante as pessoas
glien Dilate e a humanidade de Casto

como um homem com as propensões para o pecado". Isso es-


tava em claro contraste com a posteridade de Adão, que "nas-
ceu com inerentes propensões para a desobediência". Depois,
nesse mesmo parágrafo, após comparar Cristo com o Adão
não caído, ela reforçou seu argumento com a frase "nem se-
quer por um momento houve nEle uma propensão má".
O que é uma "propensão má'? — Urna das questões-chave
para interpretar essa carta é o sentido da palavra "propen-
são". 4 Os defensores da identidade têm feito um esforço
imenso para fazer parecer que "propensão tem a implicação
de uma 'resposta à força da gravidade', 'o estar decidida-
mente descendo', em vez de opor resistência. O termo tem a
.

Conotação de uma real participação no pecado, e Ellen Whi-


te usou a palavra em sua mais refinada conotação na língua
inglesa" (Wieland, The 1888 Message, pág. 62).
Em primeiro lugar, a interpretação de 'propensão" sugeri-
da por Wieland vai de encontro ao sentido usual e corriquei-
ro no qual as pessoas usam essa palavra. Há até mesmo uma
curiosidade sobre qual teria sido o dicionário consultado por
Wieland, que justifique sua sugestão de que o termo "propen-
são" tem a implicação de "real participação no pecado". 5
Wieland propôs que essas "propensões para o pecado"
ou "uma má propensão", "inclinação para a corrupção", ape-
nas implicam que Cristo realmente "cedeu» à corrupção". Ele
nega que tais expressões se refiram a urna inclinação ou ten-
dência para pecar.
Em outras palavras, ao igualar "propensão para pecar" com
atos reais de ceder ao pecado,! Wieland destrói a intenção cla-
ra da mensagem de Ellen White, que é algo assim: ao decla-
rar que Cristo não tem nenhuma propensão ou inclinação para
pecar, ela quer dizer que Ele não participou em atos reais de

8-2
74 cana a Saka
pecado. Cristo, portanto, de acordo com Wieland, tinha incli-
nações para pecar, como qualquer ser humano pecaminoso.
Ele simplesmente não sucumbiu a elas.
Para mim, parece claro que Ellen White estava dizendo para
Baker que Cristo não tinha nem propensões pecaminosas na
Sua natureza humana nem atos reais de pecado em Sua vida.
Em segundo lugar, Wieland ignora a maneira como Ellen
White usou o termo "propensão" no contexto literário ime-
diato da carta. Ela falou que a posteridade de Adão "nasceu
com propensões inerentes para a desobediência". De manei-
ra persuasiva, Eric C. Webster defendeu que "se alguém nas-
ceu com tanta propensão, a definição de Wieland de 'pro-
pensão' como 'real participação no pecado' seria questiona-
da. " (Webster, pág. 132).
Certamente, o próprio uso do termo por Ellen White deve
determinar o seu significado nesse contexto. Parece claro que
"propensões para o pecado" e "propensões inerentes para a
desobediência" são expressões descrevendo aquilo com que
os filhos de Adão nasceram, e não o desenvolvimento do ca-
ráter deles. A implicação óbvia, entretanto, é que Cristo não
nasceu com essas inclinações naturais para pecar.
A comparação Adão/Cristo: continuação -- Ela declarou
que "Adão foi criado um ser puro, inocente, sem urna man-
cha de pecado sobre si". Então, dois parágrafos depois, ela
adverte a Baker de maneira incisiva: "Nunca, de jeito ne-
nhum, deixe a menor impressão sobre as mentes humanas
de que qualquer mácula de corrupção ou inclinação para a
corrupção repousou sobre Cristo".
Outra vez, o contexto da comparação Cristo/Adão sugere
fortemente que sua expressão de que Cristo era "sem qualquer
, mácula de pecado" se refere a Sua herança natural como com-
88
Sllen White e a humanidade de etisto

paráve/ ao (e não contrastada com) "primeiro Adão" "puro,


inocente", a quem Deus "criou ... sem mácula de pecado so-
bre si". Parece correto concluir, portanto, que a frase "sem
qualquer mácula ou inclinação para a corrupção" se refere à
natureza humana com a qual Cristo naturalmente veio ao
mundo — em claro contraste com o estado com que nascem os
corrompidos seres humanos.
Ademais, a íntima associação das expressões "inclinação
para a corrupção" (a qual Cristo não possuía) e "mácula de ...
corrupção" (a qual Cristo tampouco teve) sugere fortemente
que as duas expressões tinham significados equivalentes.
Além disso, parece muito óbvio que o significado da pala-
vra "inclinação" é, aqui, equivalente a "propensão". Como foi
observado anteriormente neste capítulo (ver nota número 5),
urna rápida olhada em qualquer dicionário da língua inglesa
(do tempo de Ellen White ou do nosso) demonstrará clara-
mente que "propensão" é o mesmo que "tendência". Além do
mais, nenhum dos verbetes nem de longe sugere que os ter-
mos "propensão" e "inclinação" (ou qualquer de seus sinôni-
mos) implicam uma "real participação no pecado". Fica, assim,
muito evidente que essas expressões se referiam a tendências
naturais, inclinações ou tendência para o pecado. Cristo não
as possuía, e isso estava em claro contraste com a posterida-
de de Adão, que as tinha!
Uma consideração importante — A frase-chave a que se re-
feriu o parágrafo anterior precisa ser analisada com maior pro-
fundidade. Ela advertiu a Baker sem rodeios: "Nunca, de
maneira nenhuma, deixe a mais leve impressão sobrej as men-
tes humanas de que qualquer mácula ou inclinação para a cor-
rupção repousou sobre Cristo, ou que Ele de qualquer forma
cedeu à corrupção."

84
A catta a Eaket
Sua intenção óbvia era alertar Baker a que apresentasse
Cristo como Alguém que era sem pecado, tanto na nature-
za (no sentido de que nenhuma "mácula ou inclinação para
a corrupção repousou sobre Cristo") como nas ações (Ele
nunca "cedeu à corrupção"). Ela não igualou a expressão
"qualquer mácula ou inclinação para corrupção" com a ex-
pressão "cedeu à corrupção". Esse ponto rejeita a interpre-
tação de Wieland.
Wieland argumenta que "Ellen White comparava a idéia de
haver 'mácula de corrupção, ou inclinação para a corrupção'
repousando sobre Cristo como sendo o mesmo que Ele ceder
à 'corrupção' (Wieland, An Introduction, pág. 33)• 6 Em outras
palavras, ele vê "urna mácula de corrupção, ou inclinação para
a corrupção" como algo já explicado ou definido pela expres-
são Ele nunca "cedeu à corrupção".
Parece que a interpretação de Wieland distorceu o que ela
quis dizer nessa frase. Ellen White obviamente quis expressar
o pensamento de que Cristo era sem pecado no sentido de
que Ele não tinha nem "inclinação para a corrupção" nem uma
história pessoal na qual Ele realmente "cedeu à corrupção".
"Inclinação para" e "ceder a" são dois conceitos intimamente
relacionados, mas definitivamente distintos. Sugiro, respeitosa-
mente, que os conceitos teológicos preconcebidos de Wieland
forçaram uma igualdade de significados onde uma distinção
é, claramente, a mensagem intencional que Ellen White ten-
cionou transmitir.
Maiores esclarecimentos sofre singularidade A carta a Ba-

ker contém mais algumas expressões de singularidade. Ellen


` White se referiu a Cristo como "o ente santo" e ainda expressou
o "mistério que ficou sem explicação de que, como nós, Cristo
pôde ser tentado em tudo, e mesmo assim ser sem pecado".
SlIen Mate e a luonanidade de eüsto

• Ellen White viu um "mistério" no fato de que Cristo era


"sem pecado" e que essa impecabilidade de Cristo (em não ce-
der à tentação) é urna parte do mistério maior da "encarnação
de Cristo [que] sempre foi e sempre permanecerá um misté-
rio". Ela não tentou explicar esse mistério, mas simplesmente
declarou o fato singular de que (sejam quais forem as razões)
Cristo não cedeu ao pecado.
É interessante que ela tenha, então, dado a Baker este con-
selho: "que cada ser humano se guarde da crença em fazer de
Cristo alguém totalmente humano, tal como um de nós, pois
isso não podia ser".
Como foi mencionado, é bem possível que Baker estives-
se apresentando Cristo como possuidor tanto de "inclinação
para" a corrupção como de uma real "transigência" para com
a corrupção. Ellen White compreendeu o mistério de Sua
singularidade como algo que anulasse ambos os conceitos.
Independentemente de sua visão sobre o assunto, fica claro
que ela se opunha às opiniões de que Cristo houvesse pe-
cado por atos reais de transgressão (ceder à corrupção) ou
que tivesse inclinações para a corrupção.

RESUMO

Embora a carta a Baker não tenha resolvido de forma de-


cisiva o debate acerca da natureza de Cristo, ela teve um pa-
pel importante por haver-se constituído em um marco de
apoio à chamada posição pré-Queda. Os que apóiam os en-
sinos da posição pós-Queda 7 têm lutado bravamente com
ela. Mas ao se assentar a poeira deste extenso debate teoló-
gico, parece que a mensagem da carta a Baker claramente
pende para o lado do argumento pré-Queda. Sua terminolo-

86'
A cana a Saket
gia obviamente parece apontar para uma profunda singula-
ridade sem pecado na natureza de Cristo.
É tentador para mim, a esta altura, pender para o meu pró-
prio entendimento sobre a visão geral de Ellen White acerca
da cristologia. Certamente já dei a entender quais são as mi-
nhas próprias opiniões sobre seus ensinamentos, mas uma de-
claração completa sobre minha interpretação deverá esperar
até a seção final desta obra. Voltaremos, agora, nossa atenção
para a seção interpreta tiva.

1. O Ellen G. White Estate relacionou este documento como Carta 8, 1895. Ela
aparece no volume 5 do Seventh-day Adventist Bible Commentary, págs. 1.128 e
1.129. Apesar• de estar datada de 1895, Lyell Heise, em "The Christology of Ellen G.
White Letter 8, 1895", apresentou evidência de que ela foi realmente escrita em 1896.
2. Provavelmente, os melhores exemplos disso foram as numerosas pessoas
que tinham posições arianas sobre a natureza de Cristo, mas que não foram ad-
vertidas pelos seus pensamentos arianos (e aqui o nome de Uriah Smith imedia-
tamente vem à mente).
, 3. Exemplos vivos dessas advertências foram seus fortes testemunhos dados ao
, Dr. J. H. Kellogg e Albion F. Ballenger. Ambos sustentavam opiniões que sutilmente
solapavam a posição adventista sobre a doutrina do santuário.
4. Para uma discussão detalhada sobre o uso da palavra "propensão" por Ellen
White, solicitamos ao leitor que reveja a discussão no capítulo 6.
i 5. Embora Wieland alegue que o Oxford Englisb Dictionary defina o signifi-
cado de propensão como "suspender, balançar para frente ou para baixo", nada
1 , foi descoberto em nenhum dicionário-padrão (inclusive o Oxford Englisb Dictio-
g: nary) que, nem de longe, apóie a sugestão de Wieland de que "propensão" tenha
a implicação de "'uma resposta à gravidade', 'uma queda definida', em vez de re-
i sistência". Wieland continua sua.alegação• de que propensão "tem a conotação de
uma real participação no pecado, e Ellen White usou a palavra em sua mais refi-
nada conotação da língua inglesa" (Wieland, 7be 1888 Message, pág. '62). Os se-
; guintes dicionários-padrão não' apóiam a definição sugerida por Wieland para
. "propensão": Funk and Wagnalls New Standard Dictionary of the Englisb Langua-
. ge (Nova York: Funk and Wagnalls, 1945); Webster's New International Dictionary
; of English Language, segunda edição, integral (Springfield, MA: G. & C. Merriam
I, Co., 1934); Oxford Universal English Dictionary on Historical Principies (Nova
, York: Oxford Universtiy Press, 1936); A Neto English Dictionary cm Historical Prin-
; ciples (popularmente conhecido como Oxford Englisb Dictionary) (Oxford: Cla-
: rendon, 1909); lhe American Heritage Dictionaty of the English Language (Nova
Slim Wlitte e a ittonco-adade de etisto
York: American Heritage Publishing Co., 1969); Encyclopaedic Dictionary, nova
edição revista (Boston: Newspaper Syndicate, 1897).
6. Wieland parece sugerir a mesma interpretação desta porção da carta a Baker
em "71te Golden Chain", págs. 68 e 69.
7. Desejo que o leitor entenda que uso as expressões pré-Queda e pós-Queda
neste contexto apenas como uma concessão à infeliz história da qual estamos falan-
do. Tenho tentado usar meus termos sugeridos — identidade e singularidade -- e con-
tinuarei a fazê-lo, exceto quando tenha de falar da história.
seç ão 4

ellitetretações e
_Implicações