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Redes de Acesso I

Hypolito José Kalinowski
D.Sc. (PUC‐RIO, 1984) – Física Matéria Condensada
Livre Docente (USP‐SC, 2005) – Comunicações  Óticas
Bolsista de Produtividade em Pesquisa CNPq
(desde 1984) – CA Eng Elétrica e Biomédica, nível 1B
Professor Titular‐Livre
Departamento de Engenharia de Telecomunicações
Universidade Federal Fluminense, Niterói, Brazil
BIBLIOGRAFIA

 G.Keiser, FTTX Concepts and


Applications, Wiley, 2006
 L.G.Kazovsky,Broadband Optical Access
Network, Wiley, 2011
 S.B. Weinstein, Passive Optical Networks:
Flattening the Last Mile Access, IEEE (24
April 2012)

15/03/2018
REDE DE ACESSO

 Sistema de enlaces
(cabo, radio, micro-
ondas, fibra ótica …)
conectando os locais
de usuário
(assinantes) e a rede
além de um ponto
de distribuição de
telecomunicações.

3
COMUNICAÇÃO NA HISTÓRIA
 Transmissão de informação usuário a
usuário
 Fogos (documentados) na Grécia
(aproveitados no filme ‘O Senhor dos Anéis’)
 Mensageiros (mensagens orais ou escritas)
 Egípcios ( ~2400 AC), mensageiros a pé
 Correios (mensagens escritas)
 Chineses
 Romanos
 Curso público (notícias, viagem funcionários,
transporte bens em nome do Estado)
 Tabelários
 Cisium (biga rápida), cláburas e birotas (bois, mulas)

15/03/2018
SÉCULOS XVIII E XIX

 Sistemas públicos (acesso ao usuário)


 Linha de Semáforos, Chappe, Paris-Lille, 230
km, 1792
 Correio moderno (invenção selo postal, 1840)
 UK, Penny Black
 Brasil, Olho de Boi (1843)
 Serviço Postal Pneumático
 Londres, 1850-1870
 Paris (até 1984), Praga (até 2002), Rio de Janeiro (até
1939)

15/03/2018
SEMÁFORO CHAPPE
 Introdução e operação durante a
Revolução Francesa
 Linha de Semáforos, Chappe, Paris-Lille, 230
km, 1792
 Extensão à França e Europa início sec. XIX
 FR : 4800 km
 Uso comercial ~1824
 “O conde de Monte Cristo” (cap. 61 – “O
telégrafo”), filme 1975

15/03/2018
INFORMAÇÃO NO INÍCIO SEC XIX
 March 9
 THE ANTHROPOPHAGUS HAS QUITTED HIS DEN
 March 10
 THE CORSICAN OGRE HAS LANDED AT CAPE JUAN
 March 11
 THE TIGER HAS ARRIVED AT CAP
 March 12
 THE MONSTER SLEPT AT GRENOBLE
 March 13
 THE TYRANT HAS PASSED THOUGH LYONS
 March 14
 THE USURPER IS DIRECTING HIS STEPS TOWARDS DIJON

15/03/2018
INFORMAÇÃO NO INÍCIO SEC XIX - 2
 March 18
 BONAPARTE IS ONLY SIXTY LEAGUES FROM THE CAPITAL
 He has been fortunate enough to escape his pursuers
 March 19
 BONAPARTE IS ADVANCING WITH RAPID STEPS, BUT HE
WILL NEVER ENTER PARIS
 March 20
 NAPOLEON WILL, TOMORROW, BE UNDER OUR
RAMPARTS
 March 21
 THE EMPEROR IS AT FONTAINEBLEAU
 March 22
 HIS IMPERIAL AND ROYAL MAJESTY arrived yesterday
evening at the Tuileries, amid the joyful acclamation of
his devoted and faithful subjects
15/03/2018
SERVIÇO PNEUMÁTICO DE MENSAGENS
 Sistema público (acesso a usuários)
 Mensagensem cilindros, atuação
pneumática (pressão, vácuo)
 Configuração de rede tipo “estrela”
 Envio cada ramal a central,
redistribuição a ramal)

15/03/2018
SERVIÇO PNEUMÁTICO
 Testes para transporte público
(Ghostbusters II – rio de gosma verde)
 Transporte de alimentos ( primeiro
“iFood” na rede)
 Em uso (principalmente USA) para
distribuição de dinheiro e produtos
(bancos drive-thru, centrais de fármacos,
lanchonetes e cinemas drive-in…)
 Usados na central de controle (Houston)
das missões espacias Apollo

15/03/2018
SISTEMAS PÚBLICOS, SEC. XIX

 Sistemas públicos (acesso ao


usuário)
 Telégrafo elétrico (Morse) USA -1835-
1844
 Brasil,
1857: Saúde – Petrópolis, 50 km (15
km submarinos)
 Cabos submarinos ao Norte (Belém) e
Nordeste (Salvador, Recife), 1873
 Brasil – Portugal (Cabo Verde, Madeira),
1874

15/03/2018
REDE DE ACESSO SEC. XIX > XX

 Advento de Sistemas públicos 


Rede de Acesso (ao usuário)
 Estações de coleta / entrega
 Mensageiros para entrega domiciliar
(“carteiros”)
 Telégrafo elétrico
 Grandes usuários possuiam estações
próprias, enviavam para o relay do
serviço
 Redes internas (LAN)

15/03/2018
REDE DE ACESSO SEC. XIX > XX

 Disseminação da telefonia
 Acesso individual aos locais do assinante
(grande número)
 Rede em estrela, comutação manual de
circuitos
 Problemas com neutralidade da rede
 Comutação automática por discagem 1891
(Almon B Strowger) – prejudicado por operador
 Expansão do serviço
 (Comutação manual mantida para ligações de
longa distância)
15/03/2018
SERVIÇOS TELEFÔNICOS NO SEC. XX

 Voz POTS – Plain Old


Telephonic Services
 Banda ~ 4 kHz PSTN – Public Switched
Telephone Network
 FAX

 Modulação analógica na linha de


voz
 Ligações ponto a ponto para dados
 MODEM LINHA DISCADA – 56 Kbit/s
 Ligações ponto a ponto (P2P), usuário a
usuário (100% dedicada)

15/03/2018
SERVIÇOS TELEFÔNICOS NO SEC. XX

 Voz POTS – Plain Old


Telephonic Services
 Banda ~ 4 kHz PSTN – Public Switched
Telephone Network
 FAX

 Modulação analógica na linha de


voz
 Ligações ponto a ponto para dados
 MODEM LINHA DISCADA – 56 Kbit/s
 Ligações ponto a ponto (P2P), usuário a
usuário (100% dedicada)

15/03/2018
INCRÍVEL PREMONIÇÃO HÁ 55 ANOS
55 anos atrás, Junho 1962, um pequeno
jornal italiano publicou como manchete:
«NO ANO 2000 OS TElELFONES FARÃO
TUDO»
«Leremos jornais via a rede telefônica e
poderemos também realizar operações
bancárias.»

Uma incrível visão do futuro distante da rede


telefônica, precisa no tempoe nas potenciais
aplicações, baseada em estudos de
especialistas da AT&T

15/03/2018
EXPANSÃO DA REDE (PÓS WW II)
• Disseminação serviços FM
• Portadoras de alta frequencia (micro-
ondas)
• Enlaces longa distância (antenas em
visada direta, guias de onda coaxiais,
satélites)
• Discagem direta à distância
• Saturação nos troncos (urbanos)
• Advento fibra ótica, digitalização,
multiplexação no domínio do tempo

15/03/2018
ERA DA FIBRA ÓTICA
• Proposição uso fibras óticas (Kao, 1966)
• Enlaces 1-10 Mbit/s = ALTA CAPACIDADE
• TAT-1 (1956): 35 canais 4 kHz, repetidores ~ 69 km
• TAT-6 (1976): 4000 canais, repetidores ~ 9 km
• Enlaces comerciais fibra ótica (1980): 34-45
Mbit/s (fibra multimodo)
• ~20 Milhões km de enlaces longa distância em
fibra monomodo (1310 nm): 140-622 Mbit/s
• Amplificadores óticos (~1990)
• WDM (multiplexação em comprimento de onda
• Taxas 10 Gbit/s >>>>> … Tbit/s

15/03/2018
COMPUTADORES PESSOAIS 1970/1980

• Aplicações em bandas elevadas (>> Mbit/s)


• Vídeo sob demanda
• Distribuição continua (streaming)
• Circuitos privados virtuais
• Transferências imagens em alta definição
• Ligações dados P2P
• Mensagens eletrônicas
• Substituição linha de cobre por outros meios
• Coaxiais
• Fibra ótica
• Rádio (WiFi, WiMAX)

15/03/2018
ERA DA FIBRA ÓTICA
• Taxas elevadas ao usuário ( ~100 Mbit/s)
• Biaritz, França (1980)
• Videofone
• 2 canais TV (selecionáveis sob demanda)
• FM (audio)
• Dados (principalmente bancos)
• Canada, Japão, Alemanha, UK, USA …
• Videofone popular no Japão, pouco atrativo
na França…
• Sem redes sociais ????
• FTTH (fiber to the home) – última milha
• Tecnologias de acesso em taxas elevadas

15/03/2018
REDE DE ACESSO
 Até ~1990 (disseminação World Wide Web)
 Provedores de serviços (longa distância)
multiplexando um grande número de
ligações de usuários (baixa velocidade
transmissão, par de fios de cobre) em
enlaces de alta velocidade, geralmente
fibra ótica
 $$$$ / N – baixo custo por assinante
 Redes alta velocidade até um “centro de
distribuição” (central telefônica)
 Ligações entre o centro de distribuição e
o usuário formam a REDE DE ACESSO

15/03/2018
TECNOLOGIAS DE ACESSO

 Linha telefônica digital (DSL)


 Híbrida fibra ótica – cabo coaxial
(HFC)
 WiFi (Wireless Fidelity)
 Enlaces óticos de espaço livre (e.g., LiFi)
 Redes Óticas Passivas

15/03/2018
EXPANSÃO CONTEMPORÂNEA
 Aumento taxa ao assinante
 Disseminação dos serviços de telefonia
celular
 Disseminação da “Internet”
 Distribuição de TV e áudio
 Redes sociais
 Youtube

…

15/03/2018
VOLUME DE DADOS NA REDE
Year Global Internet Traffic
1992 100 GB per day
1997 100 GB per hour
2002 100 GB per second
2007 2,000 GB per second
2016 26,600 GB per second
2021 105,800 GB per second
Source: Cisco VNI, 2017.
 Youtube criado em 2005
 2007: > 50 Milhões videos vistos por dia (> 20 Gbps traffic)
 20% crescimento por mês (~8.9 vezes por ano)
 Tanta banda passante tal como toda a internet de 2000
 Atualizações de smartphones: (~20 Mbit por App por mês x
número de Apps x número de smartphones… )

15/03/2018
AUMENTO NA BANDA PASSANTE
ARQUITETURA DE REDE

 Uso disseminado do termo para descrever


 Projeto/Implementação
 Conjunto de regras e convenções
 Sistemas de telecomunicação
 Arquitetura de rede
 Arranjo Físico (Geografia, meios de
propagação)
 Características Operacionais
(Equipamentos)
 Protocolos de Comunicação

15/03/2018
PROTOCOLOS

 Regras e convenções para


 Geração

 Formatação Informação Transmitida na rede


Ou
 Controle Armazenada em bancos de dados
 Troca

 Interpretação

 Númerode frações com dimensões


manejáveis e compreensíveis

Estrutura de serviços
15/03/2018
CAMADAS DE PROTOCOLOS

Funções e Capacidades Camada Inferior

Cada Camada

Funções e Capacidades Camada Superior


Usuário da última camada: Todas as
possibilidades das camadas inferiores

15/03/2018
ESTRUTURA REDE (CAMADAS ISO)
7 Aplicação Fornece serviços gerais

Sistema Hospedeiro
(transferência arquivos,
acesso de usuários, …
6 Apresentação Formata dados (codifica,
encripta, comprime …)
5 Sessão Permite diálogo entre
dispositivos
4 Transporte Transmissão ponto a ponto
do fluxo de dados
3 Rede Comuta e roteia unidades
de informação

Rede
2 Enlace (Acesso) Troca de dados entre
dispositivos
1 Meio Físico Transmissão da informação
(digital) no meio

15/03/2018
TIPOS DE REDES
Usuários em área restrita (campus,
fábricas, edifício, hospitais, …)
Em geral, monoproprietário

Ligação entre uma


unidade de comutação
Enlaces terrestres e submarinos (CO – central) e usuários
Longa distância individuais (assinantes)
Propriedade privada de operadoras Em geral, propriedade de
Múltiplos proprietários (segmentos) uma operadora (uso
compartilhado possível)

Enlaces edifícios, quarteirões, cidades


ou subúrbios (Região metropolitana)
Propriedade e operação de múltiplas
instituições
REDE DE ACESSO

 Coletam e concentram fluxo de informações


dos usuários (locais), repassam o fluxo
agregado a uma central
 Permitem serviços de voz, video, dados … para
os assinantes/usuários
 Propriedade de operadoras de serviço
 Principaltendência: linhas telefônicas
tradicionais (POTS) para enlaces de alta
capacidade
 Importante segment para PON (Passive Optical
Network)

15/03/2018
REDES

 EMPRESARIAIS: Uso dedicado do


proprietário (e.g., UFF)
 PÚBLICAS:
Fornecem serviços a assinantes
por um custo (TIM, VIVO, CLARO, NET, OI, …)
 Em geral serviço sob concessão do Estado
 Até ~1980’s: elevado número de operadoras
estatais (BT, France Telecom, Swiss Post,
EMBRATEL, TELERJ, TELEPAR, …
 Atualmente, maioria com controle acionário
privado

15/03/2018
SERVIÇOS TELEFONICOS NO SEC. XX

As MUDANÇAS na REDE DE ACESSO


Inicialmente usada para transporte de VOZ
(comutada), gradualmente migrou para DADOS
(pacotes)
CARACTERÍSTICA DE PARA
TRANSPORTE LINHA TDM PACOTES
COMUTADA
DISPONIBILIDADE 100% (GARANTIDA) MELHOR ESFORÇO
MEIO FÍSICO BANDA BASE ULTRA BANDA
ANALÓGICA LARGA
(COBRE)
DISTRIBUIÇÃO CENTRAL BASTIDOR /
SUBURBANA
SERVIÇOS LOCAL NUVEM
15/03/2018
TERMINOLOGIA Centrais (CO – Central Office) ou PoP
Rede (troncos, enlaces) de longa (Point of Presence) : Unidade de
distância interconectando cidades, comutação na rede metropolitana
regiões, centenas a milhares km entre Atende milhares de usuários
CO’s

Backbone (espinha): rede de alta capacidade (>>> Metro interoffice network


Gbit/s) conectando múltiplos segmentos de redes Conecta grupos de CO’s
(WAN, MAN, LAN, …) dentro de uma cidade,
Gerencia o tráfego interredes, originado em um região
segmento e direcionado a outro
REDE DE ACESSO Unidade de Interface à Rede (NIU) – no
Pontos de convergência locais – local do assinante, permitem conexão à
recursos de acesso telefônico numa Cabos de distribuição entre LCP’s e rede
vizinhança NAP’s - onde se conectam aos cabos de Eletrônica de conversão entre o meio de
Bastidores ou racks internos/externos assinante transmissão e o cabeamento do usuário
Atendem múltiplos usuários
Distribuem sinais a montante e jusante

Tráfego a Jusante (Downstream)

Tráfego a Montante (Upstream)

Cabos alimentadores entre CO’s e LCP’s Ponto de acesso de rede (terminal de


acesso) próximos ao usuário
Ponto de concentração/distribuição de
linhas aos locais de usuário
A ÚLTIMA PRIMEIRA MILHA

 Final dos anos 980: antevisão do aumento da demanda no


assinante (video, HiFi, dados, …)
 Extensão da rede de fibra ótica ao local do assinante
 “última milha” ( >60% assinantes EUA, Europa, Japão a < 1600m
da central), Fiber To The Home, …
 Problema de custo
 (terminais do assinante, distribuição, …) – lasers em temperature
controlada
 Lançamento de fibra ótica ao assinante
 Melhoria na tecnologia de cabos metálicos (CAT 4, CAT 5, CAT
6) – opção para linha de assinante ?
 Ex.: India – maioria das residências atendidas por centrais a <
300 m (custo de instalação $300 / assinante ~ 2002)
 Políticas regionais para cabeamento ao assinante por fibra
ótica (cabeamento estruturado ótico em novas residências e
edifícios)

15/03/2018
A ÚLTIMA PRIMEIRA MILHA

 Final dos anos 980: antevisão do aumento da demanda no


assinante (video, HiFi, dados, …)
 Extensão da rede de fibra ótica ao local do assinante
 “última milha” ( >60% assinantes EUA, Europa, Japão a < 1600m
da central), Fiber To The Home, …
 Problema de custo
 (terminais do assinante, distribuição, …) – lasers em temperature
controlada
 Lançamento de fibra ótica ao assinante
 Melhoria na tecnologia de cabos metálicos (CAT 4, CAT 5, CAT
6) – opção para linha de assinante ?
 Ex.: India – maioria das residências atendidas por centrais a <
300 m (custo de instalação $300 / assinante ~ 2002)
 Políticas regionais para cabeamento ao assinante por fibra
ótica (cabeamento estruturado ótico em novas residências e
edifícios)

15/03/2018
PRÓS E CONTRAS

 Limitações devido à baixa capacidade de


transmissão dos sistemas tradicionais existentes
(pares metálicos)
 Compartilhamento de custos no lançamento
de uma rede de alta capacidade extensa
dividido por um grande número de usuários
 Custo individual aceitável
 Retorno por serviços prestados elevado
 Ligaçãode alta taxa de um ponto de
convergência local até um local de usuário
pode ser elevado (se não houver
compartilhamento)

15/03/2018
OPORTUNIDADES DE MERCADO
SOBREPOSTAS
Novo provedor (operadora) em região já atendida
Oferta de melhores taxas e novos serviços em
Relação às redes existentes

COMPLEMENTARES NOVAS ÁREAS


Atualização ou Substituição da rede atual Custo lançamento relativamente baixo
por nova tecnologia Atendimento 100% usuários
Custo potencialmente elevado em áreas urbanas Custo compartilhado
Geração de maior retorno (novos serviços) Tende a atrair usuários
Redução custos manutenção rede antiga

15/03/2018
AMBIENTES DO USUÁRIO
MÚLTIPLO
Maior número de usuários conectados por ponto de acesso,
de pequenos ambientes de trabalho doméstico a grandes
redes corporativas em indústrias, hotéis, hospitais,
condomínios

TECNOLOGIAS ACESSO
• Linha telefônica digital (DSL)
• Híbrido fibra ótica – cabo coaxial
• WiMAX (radio)
Competem com
• Rede ótica passiva (PON)
• Enlaces ponto a ponto de alta
taxa

SIMPLES
Um único assinante, escritório ou família

15/03/2018
TECNOLOGIAS REDE DE ACESSO
Linha de Assinante Digital (Digital Subscriber Loop)

 Cabo fio trançado convencional


 Banda ~1 MHz
 Uso telefonia (POTS) ~4 kHz
 DSL – envio de dados na banda não utilizada
 4 kHz – 1 MHz
 Voz e dados em bandas diferentes transmissão
simultanea ≠ modem linha discada (56 Kb/s,
analógico,0-4 KHz, uso exclusive da linha)
 ADSL (Asymmetric DSL)
 Taxa alta a jusante (1-10 Mbit/s)
 Taxa baixa a montante (16 Kbit/s – 1 Mbit/s)
 Maioria usuários: solicitações serviço, mensagens
curtas…

15/03/2018
ADSL (ASYMMETRIC DSL)

~5,5 km
modem

 Maioria aparelhos: DMT (Discrete MultiTone) dividindo banda dados em 247


canais de 4 kHz, ADSL controla cada canal e comuta em caso degradação
 Pares otimizados para voz:
 Filtros condicionadores de sinal
 Amplificadores (loading coils) – não permite ADSL se existir na linha do assinante
 Sensível à distância

15/03/2018
CARACTERÍSTICAS
Tipo Jusante Montante Alcance
DSL (Mbit/s) (Mbit/s) (km)
ADSL 1,7 0,176 5,5 38-95 km2
7,1 0,64 3,6 20-100k
assinantes

HDSL 1,544 1,544 5,5 T1 (E1)

2,048 2,048 3,6 SONET / SDH

SHDSL 0,192 0,192 12,2 3 classes


2,3 2,3 2,0 simétrico

4,62 4,62 2,0

VDSL 13 0,64 1,37 Taxas altas


26 3,2 0,91 Pequena
distância

15/03/2018
TECNOLOGIAS REDE DE ACESSO
Rede Híbrida Fibra Ótica Cabo Coaxial

• Fibra ótica e cabo coaxial em


diferentes seções da rede
• Lançamento disseminado por
empresas de TV a cabo (CATV)
• Distribuição (streaming) serviços de
banda larga

• Upstream = Reverse / Return

200 ou 320 MHz

Requisições e envios assinante


Vídeo, FM, … analógicos
Vídeo sob demanda, HDTV, Multimidia, …

15/03/2018
TECNOLOGIAS REDE DE ACESSO
Worldwide interoperability for Microwave Access – WiMAX
IEEE 802.16 – Air Interface for Fixed Broadband Wireless Access Systems

• 70 Mbit/s em até 30 milhas (48 km)


• Rede fixa de radiobases
• Suporte à transmissão ao assinante
final
• Banda usada 2 – 11 GHz
• Usa bandas não licenciadas, e.g., 5,8
GHz
• 2,5 GHz, 3,5 GHz – bandas
licenciadas comuns

Protocolo de acesso “requer-concede” coordenado por estação base


• Melhor uso da banda passante (comparado com WiFi)
• Controle de acesso à mídia na radiobase
• Procedimentos em tempo real definidos no padrão para alocar
bandas a jusante e montante de acordo com necessidades do
assinante

15/03/2018
ENLACES PONTO A PONTO
• Enlaces Ethernet P2P – competitivos para rede de acesso
• Ligação em fibra ótica entre a central e o roteador ethenet do
usuário
• Útil quando cada usuário requer ~ máxima capacidade da linha,
Gbit/s ethernet
• DUPLEX - dois comprimentos de onda
operando em única fibra
• 1550 nm a jusante (voz, dados,
vídeo, …)
• 1310 nm a montante (idem)
• HALF DUPLEX – uma fibra em cada
direção (pode usar o mesmo CDO)
• Típico 10 GHz @ 10 km
• Custo maior (dois transceptores por
cada fibra em cada direção)

Alternativa (densidade de usuário alta em área reduzida): enlace em


fibra até o roteador ethernet (1 ou 2 fibras) na vizinhança dos
usuários
Adiciona dois ou quatro transceptores àqueles usados com
assinantes (ligações do roteador à central)
Exige alimentação em ambiente externo (roteador)

15/03/2018
REDE ÓTICA PASSIVE - PON
Passive Optical Network Divisor de potência ótica homogêneo (N portas saída):
Pout = Pin / N

 Opção atrativa
 Oferecer serviços em
banda elevada
 Reduzir custos
 Apenas dispositivos
passivos entre central
e assinante
 Desnecessária
alimentação elétrica
 Maior tempo de vida
(ilimitado ?) entre
falhas – reduz custos
Centrais telefônicas, servidores de vídeo sob demanda, roteadores
manutenção
Ethernet, comutatores ATM, …

Optical Line Terminal Broadband PON (BPON)


Optical Network Terminal ATM PON - APON
Ethernet PON (EPON)
Gigabit PON (GPON)

15/03/2018
FIBER TO THE X

Service modes Passive Optical splitter


Optical fiber ONU FTTH *
Internet

ONU
FTTB *
Telephone OLT
ONU
FTTC **
Interactive
Video ONU
Cooper pair FTTCab **
DSL

• * Não permitem distribuir energia com a fibra


• ** Maiores custos devido a equipamentos ativos
fora da central
SUMÁRIO

 Demanda crescente na Internet pressiona a


distribuição por pares metálicos e exige novas
soluções
 Tecnologias competitivas baseiam-se em ADSL,
HFC, WiMAX e PON
 Cada qual com vantagens e desvantagens
 PON atrativas devido a alguns fatores
 Alta capacidade
 Tecnologia moderna
 Limitações pela distância do enlace muito
reduzidas face às demais
 FTTP (Fiber to the premises)

15/03/2018