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Inclusão e o direito de todos de serem diferentes

Primeiramente destacamos que este assunto não é novo, mas há tempos se


vem discutindo sobre Inclusão. Sendo mais específica, sobre Inclusão escolar
e ao mesmo tempo o direito de todos serem diferentes. Pois muito se tem
debatido sobre inclusão escolar, pouco se tem realmente feito e muita cobrança
para que, crianças especiais, sejam iguais a todos.

Antes de mais nada temos que definir o que é inclusão escolar; segundo o
Portal de Educação, inclusão escolar é acolher todas as pessoas, sem
exceção, no sistema de ensino, independentemente de cor, classe social e
condições físicas e psicológicas. Mas na prática não se observa esta inclusão
e, quando feita não há o atendimento correto.

Mantoan nos diz em seu artigo “Diferenças: o desafio nas escolas” que a
Declaração de Salamanca foi elaborado com o objetivo de fornecer diretrizes
básicas para a formulação e reforma de políticas e sistemas educacionais de
acordo com o movimento de inclusão social. Mesmo sendo ela resultado de
uma tendência mundial de educação inclusiva, que teve sua origem atribuída
aos movimentos de direitos humanos a partir das décadas de 60 e 70, na
prática muito ainda há de se fazer. Muitas são as escolas que ainda não
aceitam crianças ou jovens com necessidades especiais por não terem espaço
adequado ou pessoal treinado, não sabem como lidar. Outras escolas que
abrem suas portas para inclusão, a fazem precariamente, sem saber ao certo
como agir. Uma minoria que entrou no processo de inclusão realmente a faz
servindo até de modelo.

Para se realmente sair do papel, as escolas devem passar por transformações.


Não somente em adequar-se em espaço, mas implementação de programas
de formação aos professores, direção da escola e um curso para equipe de
trabalho escolar; passando por propostas pedagógicas, e conscientização até
dos próprios alunos, salas adequadas de recursos. O autor afirma que é dessa
maneira que se dará a efetivação do processo de ensino aprendizagem dentro
do contexto escolar, e que as especificidades de cada aluno será atendida.
Para tanto, as escolas e secretarias de educação é que precisam pedir
recursos.

Mantoan ainda destaca que “Nesses ambientes educativos ensinam-se os alunos a


valorizar a diferença, pela convivência com seus pares, pelo exemplo dos professores,
pelo ensino ministrado nas salas de aula, pelo clima socioafetivo das relações
estabelecidas em comunidade escolar – sem tensões, competição de forma solidária e
participativa”, e é isso também que precisa ser trabalhado. Ao matricular crianças ou
jovens com necessidades especiais, algumas escolas exigem destes a igualdade aos
outros. São seres humanos iguais sim, mas diferente em sua maneira de ser; são
especiais, pensam diferente, agem de outro modo, e exige cuidado especial. Cada um
dentro de sua necessidade.
Todos somos seres humanos, mas cada um tem sua diferença, cada um tem sua
marca especial de ser, cada ser é único. E isso deve ser respeitado.

Dessa forma, concluo com uma parte final do texto de Mantoan “Escolas assim
concebidas não excluem nenhum aluno de suas classes, de seus programas, de suas
aulas, das atividades e do convívio escolar mais amplo. São contextos educacionais
em que todos os alunos têm possibilidade de aprender, frequentando uma mesma e
única turma.”

FONTE BIBLIOGRÁFICA:

https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/pedagogia/o-que-e-
inclusao-escolar/71911. Acesso em 19 de abril de 2018;

SANTOS, Sonia Cristina A. S. Psicologia da Educação: Núcleo de Educação a


Distancia da UNIMES, 2007.

Declaração de Salamanca e enquadramento da ação na área das


necessidades educativas especiais. Editora UNESCO, 1994.