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Oração para Abertura de Gira

Pai Misericordioso e Justo, Criador do Universo, lançai


as vossas bênçãos sobre os trabalhos que os vossos
filhos, em Vosso sagrado nome vão executar neste
terreiro, em beneficio dos seus irmãos, também vossos
filhos.

Pai Misericordioso e Justo, dái permissão aos espíritos


de luz, superiores, aos Anjos, Santos, Orixás e chefes de
falanges e seus comandados, aos caboclos e pretos
velhos, espíritos do mar, dos rios, fontes e cachoeiras, a
todos os espíritos puros ou purificados, que lancem sobre
este terreiro suas irradiações salutares, seus fluidos
regeneradores em beneficio dos que vem aqui em busca
de alivio, socorro e cura para suas dores morais e
físicas.

Oxalá poderoso e cheio de bondade, derramai sobre nós,


os vossos eflúvios infundindo em todos nós a
resignação, a boa vontade, para desempenharmos bem
a nossa tarefa.

Anjos de guarda, guias e protetores nossos, derramai


vossa influencia sobre os médiuns aqui presentes, a fim
de que possuídos da vossa energia possam transmitir
aos irmãos necessitados de amparo.

Espíritos de luz, dai aos médiuns a vossa força, para


que estes a transmitam aos irmãos que dela necessitam,
que as energias do universo sobre a ação dos espíritos
de luz , guias e protetores, anjos da guarda, derramem-
se luminosas, benéficas e fortes neste ambiente,
purifiquem-no, iluminem-no, afastando os maus
elementos do espaço e da terra.

Espíritos Superiores, defendei este terreiro, impedindo a


aproximação dos espíritos perturbadores.
Pai Misericordioso e Justo, louvado seja o vosso nome
para todo sempre.

Assim seja.

GIRA DE CABOCLO

nício da Gira: 20h15

Todos de frente ao congar para início do ponto de abertura:

"Vou abrir minha Jurema ,vou abrir meu Juremá;


Vou abrir minha Jurema ,vou abrir meu Juremá;
com as forças de Olorum e do meu pai Oxalá;
com as forças de Olorum e do meu pai Oxalá;
já abri minha Jurema , já abri meu Juremá;
já abri minha Jurema , já abri meu Juremá;
com as forças de Olorum e do meu pai Oxalá;
com as forças de Olorum e do meu pai Oxalá.”

Atabaqueiro: SARAVÁ NOSSA GIRA


Todos: SARAVÁ.
Todos (salvo aqueles que têm algum tipo de dificuldade para tanto) se ajoelham em frente ao congar para
fazermos nossa prece:

ORADOR: Peço licençá ao Senhor Exú e sua dama Sra Pomba Gira para que seja iniciado nossos
trabalhos...
TODOS: Laroiê Exu \ Laroiê dona Pomba Gira...

ORADOR: Oxalá e Oyá, dá-me a esperança para vencer minhas ilusões, para que minha Fé seja sempre
raciocinada.
TODOS: Oxalá baba yê / Salve o tempo..

ORADOR: Oxum e Oxumaré- Plantai em meu coração a semente do amor.


TODOS: Ai yê yê mamãe Oxum / Arô Bobo...

ORADOR: Que a força de Erê me ajude a fazer feliz o maior número de pessoas possível, para ampliar
seus dias risonhos e resumir suas noites tristonhas.
TODOS: Sarava toda Ibeijada

ORADOR: Que a força de Ogum e Iansã abra meus caminhos na lei e na justiça e que transforme meus
inimigos em companheiros, meus companheiros em amigos e meus amigos em entes queridos.
TODOS: Ogum ie meu Pai / Eparrei minha Mae

ORADOR: Que a força de Xango e Egunitá não me deixes ser um cordeiro perante os fortes e nem um
leão diante dos fracos.
TODOS: Kao cabecile / Kaly ye...

ORADOR: Que a Forca de Oxossi e Obá me dê a sabedoria e o sabor de saber perdoar e afastai de mim
o desejo de vingança.
TODOS: Oke aro / Akiro obaa ye..

ORADOR: Obaluaê e Nana , ilmuninai meus olhos para que eu veja os defeitos de minha alma e vendai-
os para que eu não comente os defeitos alheios.
TODOS: Atoto Obaluae / Saluba Nana..

ORADOR: Iemanja e Omulu, Transforme meu coração levai de mim a tristeza e não a entregueis a mais
ningém.
TODOS: Adocy ya / Atoto Omulu..

ORADOR: A todos os Orixas peço que enchei meu coração com a divina Fé, para sempre louvar o
vossos nomes e arrancai de nós o orgulho e a presunção.
TODOS: Sarava..

ORADOR: A todas as linhas que meu Pai Olorum permita trabalhar: preto velho, Caboclo, cigano,
Boiadeiro Baiano e tantas outras, nos traga discernimento, caridade e amor em todos os trabalhos.
TODOS: Adorê as almas ; Okê caboclo; Saravá...

ORADOR: Olorum, fazei de mim uma pessoa, realmente justa.


Para comigo e meus semelhantes.
TODOS: Que assim seja...

Ponto de Defumação:

"Corre gira pai ogum


Filhos querem se defumar
A umbanda tem fundamento
É preciso preparar
Com incenso e benjoim
Alecrim e alfazema
Oi defumar filhos de fé
Com as ervas da jurema"
"Nossa Senhora incensou seus Santos Filhos
Ô incensou
Incensou, incensou para cheirar (2x)
Eu incenso essa casa, pro mal sair e a felicidade entrar (2x)"

Atabaqueiro: SARAVÁ A DEFUMAÇÃO


Todos: SARAVÁ.

Atabaqueiro: SARAVÁ A DEFUMAÇÃO


Todos: SARAVÁ.

TODOS devem se virar para a porteira para saudação dos guardiões da casa: Exu Tranca Rua e Pomba
Gira Maria Padilha:

"Foi na porteira que eu deixei meu sentinela;


Foi na porteira que eu deixei meu sentinela;
Sarava Seu Tranca Ruas, que ele é o dono da cancela;
Sarava Seu Tranca Ruas, que ele é o dono da cancela;
Foi na porteira que eu deixei meu sentinela;
Foi na porteira que eu deixei meu sentinela;
Sarava Maria Padilha que ela é dona da cancela;
Sarava Maria Padilha que ela é dona da cancela.”

Todos se voltam para o congar.

Atabaqueiro: SARAVÁ NOSSA GIRA


Todos: SARAVÁ.
Atabaqueiro: SARAVÁ OS CABOCLOS
Todos: OKÊ CABOCLO

Iniciam os cantos de chamada de Caboclo.

Atabaqueiro: SALVE A CHEGADA DE TODOS OS CABOCLOS


Todos:OKÊ CABOCLO

Atabaqueiro: SALVE A CHEGADA DE TODAS AS CABOCLAS


Todos:OKÊ CABOCLA

Iniciam-se os trabalhos.

Chamam primeiramente para o passe TODOS da Assistencia que são prioritários: Idosos, Gestantes e
Mães com crianças de Colo, logo após o atendimento proseguirá normalmente por ordem de ficha.

Segue abaixo as letras dos pontos cantados na gira. Abaixo só listaremos o que nós cantamos em
nossa casa, mas existem muitos que sempre louvam as entidades e aos orixas a medida que formos
incorporando esses pontos em nossas giras iremos colocar as letras aqui.

Antes do início dos pontos de chamada de caboclos é reverenciado aos orixas onde os atabaqueiros
tocam pontos a cada um deles dando espaço aos médiuns para sentirem a vibração de seus
encantados. Em seguida segue-se os pontos para chamada dos caboclos.

Tambor, tambor,
Vai buscar quem mora longe, (2x)
Eu vi Oxossi nas matas, Ogum no Humaitá,
Meu pai Xangô lá na pedreira,
Oh Iansã,oh Yemanjá

-x-

Caboclo quando é de luz


Abaixa em qualquer lugar
Primeiro comprimenta Zambi
E corre gira no seu lugar

-x-

Oi tumba ê caboclo, tumba lá e cá ,


Tumba ê guerreiro ,Tumba lá e cá,
Tumba ê meu pai ,tumba lá e cá,
Não nos deixe só, tumba lá e cá ,
Ele é caboclo ele é guerreio ,tumba lá e cá
Amansador de feiticeiro, tumba lá e cá
A suas forcas ninguém tira, tumba lá e cá
Oi só se Deus mandar tirar, tumba lá e cá

-x-

Vestimenta de caboclo é samambaia


É samambaia, é samambaia.
Saia caboclo, não me atrapalha,
Saia do meio da samambaia.

-x-

Caboclo firma seu ponto, na pontinha do cipó,


Cabocla firma seu ponto, na pontinha do cipó,
Quero ver uma noite de Lua,
Quero ver um dia de Sol.

-x-

CABOCLO ROMPE MATO

Se a sua espada é de ouro,


Sua coroa é de rei,
Se a sua espada é de ouro,
Sua coroa é de rei,
Ogum é tata de umbanda
Rompe Mato comanda ogunhê
Ogum é tata de umbanda
Rompe Mato comanda ogunhê

Quando Oxalá fundou a Umbanda


Senhor Ogum tomou conta do Congá
Veio Oxum, veio Iansã, veio Yemanjá
Veio a Jurema para trabalhar
A caboclada iluminou todo o terreiro
E Oxalá abençoou
Oi Saravá Seu Rompe Mato
Neste terreiro ele é o protetor

-x-
CABOCLA FLECHA DE FOGO

Ela atirou,
Ela atirou. ninguém viu,
Flecha de fogo é quem sabe,
Aonde a flecha caiu.

-x-

CABOCLA JUPIARA

Estava na beira do rio, sem poder atravessar


Chamei pela Cabocla, Cabocla Jupiara (2x)
Jupiara chamei
Chamei, tornei chamar ê á
Jupiara chamei
Chamei, tornei chamar ê á

-x-

CABOCLO PENA DOURADA

Le lere lere lere lere lere lea (2x)


Caboclo Pena Dourada no congar,
Sarava Pena Dourada,
ele é o rei das matas,
Com a sua bodoga atira caboclo,
Sua flecha mata.

-x-

CABOCLA JANAINA

Estava na beira da praia


Foi quando vi Janaína passar!
Oi abre a porta oh gente que aí vem Oxum
com seus filhos da Umbanda ela vem saravá.

-x-

CABOCLO PENA BRANCA

Foi numa tarde serena,


Lá nas Matas da Jurema eu vi o Caboclo cantar,
Quio, quio, quio, quio que era, sua mata está em festa,
Saravá Seu Pena Branca Ele é o rei da floresta.
As giras de Caboclo acontecem no terreiro as Quintas Feira. Confira sempre nosso

calendário do mês clicando AQUI!!

As entidades conhecidas como Caboclos sãoinvariavelmente presentes nos terreiros de


Umbanda sempre praticando a caridade e cumprindo sua missão espiritual.

Existem variações no entendimento que os umbandistas têm sobre o que sejam os


caboclos. As variações são próprias do movimento umbandista, notavelmente plural,
mas há consenso na Umbanda, no fato de que os Caboclos são espíritos de humanos que
já viveram encarnados no plano físico e são, portanto, nossos ancestrais. É interessante
notar que em alguns cultos afro-brasileiros, os caboclos são considerados “encantados”
e se relacionam com os espíritos da natureza, recebendo nomes de animais, plantas ou
outros elementos naturais. Essa percepção se aproxima das lendas indígenas que narram
um tempo em que os animais falavam e viviam em comunhão com os homens, podendo
um se transformar no outro.

A palavra caboclo vem do tupi kariuóka, que significa da cor de cobre; acobreado. A
partir daí vem a relação com os índios brasileiros, de tez avermelhada.

Assim, a palavra caboclo passou a designar aquilo que é próprio de bugre, do indígena
brasileiro de cor acobreada. Posteriormente surgiu a noção de caboclo como mestiço de
branco com índio, o sertanejo.Dada essa relação dos caboclos com os indígenas – nos
terreiros de Umbanda é dessa forma que se manifestam -, e aproximando esse fato ao
Orixá Oxossi, que em África é cultuado como Odé, o caçador, o Senhor das Florestas,
conhecedor dos segredos das matas e dos animais que lá vivem, diz-se que os Caboclos
que baixam na Umbanda são espíritos ligados a Oxossi. Muitos entendem que somente
esses são caboclos e que as entidades da vibração de Ogum, Xangô, Yemanjá e Oxalá
não seriam, propriamente, caboclos. No entanto, há caboclos da praia, do mar e das
ondas, das pedreiras, das cachoeiras, dos rios etc., cujos elementos se associam mais aos
outros Orixás que a Oxossi.

Outra maneira de se interpretar as entidades de Caboclo, é como espíritos que se


apresentam na forma de adultos, com uma postura forte, de voz vibrante, que trazem as
forças da natureza, manipulando essas energias para trabalhar nas questões de saúde,
vitalidade e no corte de correntes espirituais negativas. Seu linguajar pode se assemelhar
ao dos indígenas, paramentados ou não com cocares, arcos e flechas, machadinha e
espadas. Aqui estamos entendendo os Caboclos de maneira mais ampla, como símbolo
de fortaleza, do vigor da fase adulta, existindo caboclos de Oxossi, Xangô, Ogum e
mesmo aquelas entidades ligadas aos orixás femininos, como Yemanjá, Oxum, Yansã.
É claro que essas últimas entidades não vêm como índias, mas com uma forma
tipicamente relacionada aos seus atributos. Todavia, são entidades que se apresentam
como adultos.

Feitas essas ressalvas, podemos dizer que todas as entidades de Umbanda,


especialmente as Crianças, Caboclos e Pretos-Velhos, são espíritos ancestrais que estão
ligados, cada um, a um Orixá. Assim, as crianças trazem a vibração dos Orixás Ibeji,
conhecidos na Umbanda Esotérica como Yori; os Pretos-velhos vêm sob as vibrações
dos Orixás Obaluaiê, Nana Burukum ou Yorimá e os Caboclos podem ser de Oxossi,
Xangô, Ogum etc. Também é preciso falar que existem os chamados cruzamentos
vibratórios em que uma entidade de Ogum, por exemplo, pode trazer também as forças
de outro orixá, como Ogum Yara que além das forças de Ogum, movimenta também as
forças dos Orixás das águas, como Yemanjá, Oxum etc.

Vejamos alguns exemplos de Caboclos de Oxossi: Caboclo Sete Flechas, Caboclo Folha
Seca, Caboclo Pena Vermelha, Cacique das Matas, Caboclo Cobra-coral, Cabocla
Jurema, Cabocla Jacyra, Caboclo Ventania, Caboclo Caçador e outros. Na linha de
Ogum temos: Ogum de Lê, Ogum Beira-mar, Ogum Matinata, Ogum Sete Ondas,
Caboclo Biritan, Ogum Megê, Ogum Sete Espadas e mais uma plêiade de espíritos que
vêm sob essa vibração. Entre os caboclos de Xangô temos muitos caboclos famosos,
como Caboclo das Sete Pedreiras, Caboclo Vira-mundo (que vem como Xangô ou
Oxossi), Xangô Kaô, Caboclo Pedra Branca, Caboclo da Pedra Preta etc. Para citar
alguns da linha de Oxalá, que dificilmente baixam, temos Caboclo Ubiratan, Caboclo
Girassol, Caboclo Ipojucan, Caboclo Guaracy e Caboclo Tupi. Esses caboclos,
normalmente, vêm fazendo cruzamento vibratório com outros orixás, especialmente
com Oxossi.

Todas as entidades de Umbanda são importantes. Ainda que alguns se orgulhem


de serem médiuns de caboclos renomados e tidos como chefes de falange, o que
vemos é que quando estão no terreiro, os Caboclos tratam uns aos outros como
iguais, mostrando que o que importa é o trabalho espiritual e, como em uma
aldeia, tudo é feito em conjunto e com as ordens dos planos superiores. Assim diz
um ponto cantado de caboclos: na sua aldeia ele é caboclo, é Rompe-mato e seu
mano Arranca-toco, na sua aldeia lá na jurema, não se faz nada sem ordem
suprema.

É também do linguajar de caboclo, que não cai uma folha da jurema (da mata), sem
ordem de Oxalá, ou seja, que tudo na vida tem motivo e que nossas ações são
registradas na lei de causa-e-efeito, ou lei do karma. Mas isso não significa ficar
passivo, esperando o pior acontecer. Os Caboclos também ensinam a termos coragem e
a sermos guerreiros na vida, lutando pelo que é justo e bom para todos. No que é
possível, os caboclos nos ajudam a entrar na macaia (a mata que simboliza a vida), a
cortar os cipós do caminho (vencer as dificuldades) e, se preciso, caçar os bichos do
mato (vencer as interferências espirituais negativas). Essa postura é evidenciada em
vários pontos.
Para quem vivência o terreiro, que há anos luta as batalhas espirituais e já viu os
caboclos vencendo as demandas dos filhos-de-fé, afastando entidades negativas,
tratando doenças que a medicina muitas vezes não resolve e dando lições de
simplicidade, humildade, coragem e persistência, ouvir ou mesmo lembrar esses pontos
cantados, traz uma sensação de alegria que enche o coração, renova o ânimo e nos dá a
certeza de que estamos no caminho certo. Melhor do que qualquer leitura sobre
caboclo é vê-lo incorporado atendendo quem precisa.

Fonte: Revista Orixás, Candomblé e Umbanda – Ano I – Nº 02

GIRAS DE PRETO VELHO

As giras de Preto Velho acontecem no terreiro as Terças Feira sendo intercalada com as Giras
de Cura. Confira sempre nosso calendário do mês clicando AQUI!!

Um pouco de História

As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha,


Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos
negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma.

Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas


principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e
em serviços de casa na Inglaterra e França.

Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder


arrematar os negros: Chegavam de assalto e prendiam os mais
jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral
Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África. Trocavam por
mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo
que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo
e financiavam as guerras e fazia dos vencidos escravos.

No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos


séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII. Os primeiros
grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos;
sudaneses; iorubas; gêges; hauçá; minas e malês.

A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro: "Em quatro séculos, XV
ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas
constituíam uma parte selecionada da população.

Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres
na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um africano aqui
chegado durava, em média, de sete a dez anos!

Em troca de seu trabalho os negros recebiam três "pês": pau, pano e pão. E reagiam a tantos
tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães-do-mato e
proprietários. Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A "macumba"
era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e
cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também acontecia na fuga das
fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana. Um
dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu
guerreiro Zumbi, protegido de Ogum.

"Zumbi, comandante guerreiro...Guerreiro mor, capitão. Da capitania da minha cabeça...Levai


alforria ao meu coração..." (Gilberto Gil)

Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas,
reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e
outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, Ventre livre e enfim a Lei
Áurea.

Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir mesmo de maneira precária uma união
representativa da língua, culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento de
referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África. Eles conseguiram
preservar e até modificar, no sincretismo, sua cultura e sua religião.

NA UMBANDA por Alexadre Cumino

Pai Antonio foi o primeiro preto-velho a se manifestar na Religião de Umbanda em seu médium Zélio
Fernandino de Morais onde se estabeleceu a Tenda Nossa Senhora da Piedade. Assim, ele abriu esta
"linha" para nossa religião, introduzindo o uso do cachimbo, guias e o culto aos Orixás.

O "Preto-velho" está ligado à cultura religiosa Afro Brasileira em geral e à Umbanda de forma especí-
fica, pois dentro da Religião Umbandista este termo identifica um dos elementos formadores de sua
liturgia, representa uma "linha de trabalho", uma "falange de espíritos", todo um grupo de mentores
espirituais que se apresentam como negros anciões, ex-escravos, conhecedores dos Orixás
Africanos.

São trabalhadores da espiritualidade, com características próprias e coletivas, que valorizam o grupo
em detrimento do ego pessoal, ou seja, são simplesmente pretos e pretas velhas com Pai João e Vó
Maria, por exemplo.
Milhares de Pais João e de Avós Maria, o que mostra um trabalho despersonalizado do elemento
individual valorizando o elemento coletivo identificado pelo termo genérico "preto-velho". Muitos até
dizem "nem tão preto e nem tão velho" ainda assim "preto velho fulano de tal". A falta de informação é
a mãe do preconceito, e, no caso do "preto-velho", muitos que são leigos da cultura religiosa
Umbandista ou de origem africana desconhecem valor do "preto-velho" dentro das mesmas.

Preto é Cor e Negro é Raça, logo o termo "preto-velho" torna-se característico e com sentido apenas
dentro de um contexto, já que fora de tal contexto o termo de uso amplo e irrestrito seria "Negro Vel-
ho", "Negro Ancião" ou ainda "Negro de idade avançada" para identificar o homem da raça negra que
encontra-se já na "terceira idade" (a melhor idade). Por conta disso alguns sentem-se desconfortáveis
em utilizar um termo que à primeira vista pode parecer desrespeitoso ao citar um amável senhor
negro, já com suas madeixas brancas, cachimbo e sorriso fácil, por trás do olhar de homem sofrido,
que na humildade da subjugação forçada e escrava encontrou a liberdade do espírito sobre a alma,
através da sabedoria vinda da Mãe África, na figura de nossos Orixás, vindo de encontro à imagem e
resignação de nosso senhor Jesus Cristo.

Alguns preferem chamá-los apenas de "Pais Velhos" o que é bonito ao ressaltar a paternidade, mas
ao mesmo tempo oculta a raça que no caso é motivo de orgulho. São eles que souberam passar por
uma vida de escravidão com honra e nobreza de caráter, mais um motivo de orgulho em se auto-
afirmar "nêgo véio" e ex-escravo; talvez assim se mantenham para que nunca nos esqueçamos que
em qualquer situação temos ainda oportunidade de evoluir. Quanto mais adversa maior a oportu-
nidade de dar o testemunho de nossa fé.

O "preto-velho" é um ícone da Umbanda, resumindo em si boa parte da filosofia umbandista. Assim,


os espíritos desencarnados de ex-escravos se identificam e muitos outros que não foram escravos,
nesta condição, assim se apresentam também em homenagem a eles, por tê-los como Mestres no
astral.

No imaginário popular, por falta de informação ou por má fé de alguns formadores de opinião, a ima-
gem do "preto-velho" pode estar associada por alguns a uma visão preconceituosa, há ainda os que
se assustam "com estas coisas" pois não sabem que a Umbanda é uma religião e como tal tem a
única proposta de nos religar a Deus, manifestando o espírito para a caridade e desenvolvendo o
sentimento de amor ao próximo. Não existe uma Umbanda "boa" e uma Umbanda "ruim", existe sim
única e exclusivamente uma única Umbanda que faz o bem, caso contrário não é Umbanda e assim é
com os "Preto-velhos", todos fazem o bem sem olhar a quem, caso contrário não é de fato um "preto-
velho", pode ser alguém disfarçado de "velho-negro", o "preto velho" trabalha única e exclusivamente
para a caridade espiritual.

São espíritos que se apresentam desta forma e que sabem que em essência não temos raça nem cor,
a cada encarnação, temos uma experiência diferente. Os pretos velhos trazem consigo o "mistério
ancião", pois não basta ter a forma de um velho, antes, precisam ser espíritos amadurecidos e
reconhecidos como irmãos mais velhos na senda evolutiva.

Quanto menos valor se dá a forma, mais valor se dá à mensagem, e "preto-velho" fala devagar, bem
baixinho; quando assim se pronuncia, todos se aquietam para ouví-lo, parece-nos ouvir na língua
Yorubá a palavra "Atotô", saudação a Obaluayê que quer dizer exatamente isso: "silêncio".

Nas culturas antigas o "velho" era sempre respeitado e ouvido como fonte viva do conhecimento an-
cestral. Hoje ainda vemos este costume nas culturas indígenas e ciganas. Algumas tradições
religiosas mantêm esta postura frente o sacerdote mais velho, trata-se de uma herança cultural
religiosa tão antiga quanto nossa memória ou nossa história pode ir buscar, tão antigos também são
alguns dos pretos velhos que se manifestam na Umbanda.
Muitos já estão fora do ciclo reencarnacionista, estão libertos do karma, já desvendaram o manto da
ilusão da carne que nos cobre com paixões e apegos que inexoravelmente ficarão para trás no
caminho evolutivo.
Por tudo isso e muito mais, no dia 13 de Maio, dia da libertação dos escravos eu os saúdo: "Salve os
Pretos Velhos! Salve as Pretas Velhas! Adorei as Almas! Salve nosso Amado Pai Obaluayê, Atotô
meu Pai! Salve nossa Amada Mãe Nanã Buroquê, Saluba Nana!"

Usamos para eles velas brancas ou bicolores, metade preta e metade branca, tomam café e fumam
cachimbo.

nício da Gira: 20h15

Todos de frente ao congar para início do ponto de abertura:

"Vou abrir minha Jurema ,vou abrir meu Juremá;


Vou abrir minha Jurema ,vou abrir meu Juremá;
com as forças de Olorum e do meu pai Oxalá;
com as forças de Olorum e do meu pai Oxalá;
já abri minha Jurema , já abri meu Juremá;
já abri minha Jurema , já abri meu Juremá;
com as forças de Olorum e do meu pai Oxalá;
com as forças de Olorum e do meu pai Oxalá.”

Atabaqueiro: SARAVÁ NOSSA GIRA


Todos: SARAVÁ.

Todos (salvo aqueles que têm algum tipo de dificuldade para tanto) se ajoelham em frente ao congar
para fazermos nossa prece:

ORADOR: Peço licençá ao Senhor Exú e sua dama Sra Pomba Gira para que seja iniciado nossos
trabalhos...
TODOS: Laroiê Exu \ Laroiê dona Pomba Gira...

ORADOR: Oxalá e Oyá, dá-me a esperança para vencer minhas ilusões, para que minha Fé seja
sempre raciocinada.
TODOS: Oxalá baba yê / Salve o tempo..

ORADOR: Oxum e Oxumaré- Plantai em meu coração a semente do amor.


TODOS: Ai yê yê mamãe Oxum / Arô Bobo...
ORADOR: Que a força de Erê me ajude a fazer feliz o maior número de pessoas possível, para
ampliar seus dias risonhos e resumir suas noites tristonhas.
TODOS: Sarava toda Ibeijada

ORADOR: Que a força de Ogum e Iansã abra meus caminhos na lei e na justiça e que transforme
meus inimigos em companheiros, meus companheiros em amigos e meus amigos em entes queridos.
TODOS: Ogum ie meu Pai / Eparrei minha Mae

ORADOR: Que a força de Xango e Egunitá não me deixes ser um cordeiro perante os fortes e nem
um leão diante dos fracos.
TODOS: Kao cabecile / Kaly ye...

ORADOR: Que a Forca de Oxossi e Obá me dê a sabedoria e o sabor de saber perdoar e afastai de
mim o desejo de vingança.
TODOS: Oke aro / Akiro obaa ye..

ORADOR: Obaluaê e Nana , ilmuninai meus olhos para que eu veja os defeitos de minha alma e
vendai-os para que eu não comente os defeitos alheios.
TODOS: Atoto Obaluae / Saluba Nana..

ORADOR: Iemanja e Omulu, Transforme meu coração levai de mim a tristeza e não a entregueis a
mais ningém.
TODOS: Adocy ya / Atoto Omulu..

ORADOR: A todos os Orixas peço que enchei meu coração com a divina Fé, para sempre louvar o
vossos nomes e arrancai de nós o orgulho e a presunção.
TODOS: Sarava..

ORADOR: A todas as linhas que meu Pai Olorum permita trabalhar: preto velho, Caboclo, cigano,
Boiadeiro Baiano e tantas outras, nos traga discernimento, caridade e amor em todos os trabalhos.
TODOS: Adorê as almas ; Okê caboclo; Saravá...

ORADOR: Olorum, fazei de mim uma pessoa, realmente justa.


Para comigo e meus semelhantes.
TODOS: Que assim seja...

Ponto de Defumação:

“Defuma com as ervas da jurema


Defuma com arruda e guiné
Defuma com as ervas da jurema
Defuma com arruda e guiné
Com alecrim,beijoim e alfazema
Vamos defumar filhos de fé.”

Atabaqueiro: SARAVÁ A DEFUMAÇÃO


Todos: SARAVÁ.

Atabaqueiro: SARAVÁ A DEFUMAÇÃO


Todos: SARAVÁ.

TODOS devem se virar para a porteira para saudação dos guardiões da casa: Exu Tranca Rua e
Pomba Gira Maria Padilha:

"Foi na porteira que eu deixei meu sentinela;


Foi na porteira que eu deixei meu sentinela;
Sarava Seu Tranca Ruas, que ele é o dono da cancela;
Sarava Seu Tranca Ruas, que ele é o dono da cancela;
Foi na porteira que eu deixei meu sentinela;
Foi na porteira que eu deixei meu sentinela;
Sarava Maria Padilha que ela é dona da cancela;
Sarava Maria Padilha que ela é dona da cancela.”

Todos se voltam para o congar.

Atabaqueiro: SARAVÁ NOSSA GIRA


Todos: SARAVÁ.
Atabaqueiro: SARAVÁ OS PRETOS VELHOS
Todos: É PRAS ALMAS

Iniciam os cantos de chamada de Preto Velho.

Atabaqueiro: SALVE A CHEGADA DE TODOS OS PRETOS VELHOS


Todos: É PRAS ALMAS

Iniciam-se os trabalhos.

Chamam primeiramente para o passe TODOS da Assistencia que são prioritários: Idosos, Gestantes e
Mães com crianças de Colo, logo após o atendimento proseguirá normalmente por ordem de ficha.

Segue abaixo as letras dos pontos cantados na gira de Preto Velho. Abaixo só listaremos o que
nós cantamos em nossa casa, mas existem muitos que sempre louvam as entidades e aos orixas
a medida que formos incorporando esses pontos em nossas giras iremos colocar as letras aqui.
Firma ponto minha gente
Preto Velho vai chegar
Ele vem de Aruanda
Ele vem pra trabalhar
Saravá o Nego Tião
Saravá, saravá, saravá
Ele chegou no terreiro
Ele vem nos ajudar
Saravá a Nega Luzia
Saravá, saravá, saravá
Ela chegou no terreiro
Ela vem nos ajudar
Firma ponto minha gente
Preto Velho vai chegar
Ele vem de Aruanda
Ele vem pra trabalhar
Saravá a Vó Joana
Saravá, saravá, saravá
Ela chegou no terreiro
Ela vem nos ajudar
Saravá a Nega Rosinha
Saravá, saravá, saravá
Ela chegou no terreiro
Ela vem nos ajudar
Firma ponto minha gente
Preto Velho vai chegar
Ele vem de Aruanda
Ele vem pra trabalhar
Saravá a Vovó Rita
Saravá, saravá, saravá
Ela chegou no terreiro
Ela vem nos ajudar
Saravá o Pai Inácio
Saravá, saravá, saravá
Ele chegou no terreiro
Ele vem nos ajudar
Saravá a Maria da Cruz
Saravá, saravá, saravá
Ela chegou no terreiro
Ela vem nos ajudar

--x--

Nega Cambinda que fala Nagô


Nega costa linda filha de babalaô

Na Umbanda êeee
Na Umbanda aaaa (2x)

Nega canta, nega dança na batida do tambor


Saravá Nego Tião
Saravá seus protetor

Nego canta, nego dança na batida do tambor


Saravá Nego Tião
Saravá seus protetor

--x--

Eu andava perambulando sem ter nada pra comer


Fui pedir pras Santas Almas para me proteger
(2x)
Foi as almas que me ajudou (2x)
Meu divino espiríto santo, Viva Deus nosso senhor

Foi as almas que me ajudou (2x)


Meu divino espiríto santo, Viva Deus nosso senhor

--x--

O tambor ta me chamando
Pretos velhos vem chegando (2x)

Oi dá licença abre a porteira


Pretos velhos pedem amor

E vem trazendo pra seus filhos


Caridade e muito amor(2x)

--x--

Nego quando vem nego não vem a pé,


Nego vem montado nas costas de um jacaré;

--x--

Esquindim, Esquindim, Esquindim o munjumbo


Mora lá no mar, mora lá no mar o mujumbo.
Leva o mujumbo pro mar,
Sua terra é muito longe o mujumbo
Ninguém pode ir lá, ninguém pode ir lá o mujumbo
Leva o mujumbo pro mar.

--x--

Com o seu cachimbo e a pemba na mão,


Com o seu cachimbo e a pemba na mão,
Esses pretos-velhos africanos têm bom coração
Esses pretos-velhos africanos têm bom coração

--x--

Oi salve a pemba
Também salve a toalha
Oi salve a pemba
Também salve a toalha
Salve a coroa
É de nosso Santo é o maior
Salve a coroa
É de nosso Santo é o maior

--x--

Cambinda mamãe eh! Cambinda mamãe ah!


Cambinda mamãe eh! Cambinda mamãe ah!
Arreia a cambinda que eu quero ver
Filhos de umbanda não têm querer
Arreia a cambinda que eu quero ver
Filhos de umbanda não têm querer
--x--

Tava sentado no toco quando eu vi Relampejar


Tava sentado no toco quando eu vi Relampejar
Eu chamei: Santa Barabara, São Jerônimo,
São Jorge e seu Cipriano vêm cá me ajudar
Eu chamei: Santa Barabara, São Jerônimo,
São Jorge e seu Cipriano vêm cá me ajudar

--x--

Pedrinha miudinha dentro dessa aldeia


Pedrinha miudinha dentro dessa aldeia
Uma é maior, outra é menor,
A mais pequena é que me alumeia
Uma é maior, outra é menor,
A mais pequena é que me alumeia
Pedrinha de cá, pedrinha de lá
Pedrinha de Aruanda eeeee
Quem pode mais é Deus do céu
Jesus Maria José
Quem pode mais é Deus do céu
Jesus Maria José

--x--

Preto Velho nunca foi à cidade,


Oi cidade,
Fala na lingua de Zambi,
Oi cidade. (2x)

--x--

Ele arriou na linha de congo


arriou, arriou, arriei
ele arriou na linha de congo
agora que eu quero ver
salve o congo
salve o rei congo
salve o povo de Iansã
salve são jorge guerreiro
salve são sebastião

-x-

Numa noite linda que tinha luar


preto-velho orou a zambi
pro cativeiro acabar
trabalha negro (trabalhou) 2x
trabalha negro
cativeiro acabou

-x-

Tira o cipó do caminho


oi criança
deixa o vovô atravessar
é preto-velho
que vem de aruanda pra esse congá
é preto velho
que vem de aruanda fazer saravá

-x-

Preta-velha quando vem


vem beirando a beira mar
põe a canga no sereno
deixa a canga serenar

-x-

Vovó não quer


casca de coco no terreiro
só pra não lembrar dos tempos do cativeiro 2x

-x-

Um grito de liberdade
e a corrente se quebrou
um grito de liberdade
e um grito me acordou...
dentro de um canavial
o negro se libertou
e lá não tinha pra ele
nem chibata e nem penhor
e lá não tinha pra ele
nem senzala e nem senhor
José de aruanda é um grande lutador
hoja baixa no terreiro
traz a paz e o amor
sua sabedoria
seus ensinamentos
vão de canto a canto
aliviando sofrimento
vem na força da reza
vem na força das ervas
vem tirando todo mal
a mandinga ele quebra
foi Xangô quem lhe trouxe
Zambi lhe coroou
agradeço o dia-a-dia
viva Deus nosso senhor

-x-

O lelê meu deus do céu


que alegria
o preto-velho não carrega soberbia
meu deus do céu
isso aqui eu preferia
a estrela dalva no ponto do meio dia
nesse penacho bota baixo na campanha
nesse terreiro galo velho não apanha
eu vou plantar nesse quintal pé de pinheiro
para mostrar como se pega macumbeiro
O lelê meu deus do céu...

-x-
A fumaça do cachimbo do velho
sobe pro alto só não ver quem não quer
sobe pro alto só não ver quem não quer
a mironga debaixo do pé

-x-

Pai joaquim ê ê
Pai joaquim ê a
pai joaquim veio de angola
pai joaquim é de angola angolá

-x-

Pai joaquim cadê pai mané?


foi no mato apanhar guiné
diga a ele que quando vier
suba a escada e não bata o pé

-x-

Preto-velho quando tem luz


ele arreia em qualquer lugar
pede licença à Zambi no terreiro
saravá a coroa e vem trabalhar

-x-

Adorei as almas
e as almas me atenderam
é vó benedita
lá do cruzeiro

-x-

Quantas estrelas tem no céu


preto velho já contou
no rasário de maria, meu senhor
preto velho já orou

-x-

Olha viva congo


olha viva glória
e viva o rosário de nossa senhora

-x-

Eu vou tocar tambor 2x


eu vou fazer o meu batuque
pra chamar meu protetor
Lua vem
lua vai
sem o batuque o negro não sai

-x-

Preto velho senta no toco


faz o sinal da cruz
pede proteção à zambi
para os filhos de Jesus
Cada ponta do seu rosário
é um filho que aqui está
se não fosse os pretos velhos
eu sabia caminhar

-x-

Quiô, viva angola


oi viva angola eô
Pai joaquim que vem de angola
oi viva angola e ô

-x-

As almas já acenderam o candieiro


e ê lá no fundo do mar

-x-

Preta-velha filha de sinhá


preta-velha filha de sinhô
preta velha filha de cambinda e
preta velha filha de nagô
olha congo é rei 3x
na coroa de nagô

-x-

Maria conga ela vence demanda


no seu terreiro
ela diz que tem mironga
maria conga lavadeira de sinhá 2x
lavou camisa de chita
no ribeirão de iaiá

-x-

Os pretos velhos vão embora


oi sacode a poeira das suas calças 3x
As pretas velhas vão embora
oi sacode a poeira das suas saias 3x

-x-

Preto velho vai embora pra sua bamda


sua banda chamou, catinguelê
afirma ponto
preto velho vai embora
afirma ponto
ogum megê

-x-

Preto velho vai


cruzar suas filhos com guiné
lá na aruanda aonde canta o juriti
preto velho vai embora
deixa seu médium aqui

-x-

Foi na aruanda
que surgiu os seus encantos
pai olorum que lhe ordenou
que as pretas velhas vão para aruanda
sentar no trono que jesus mandou

-x-

Olha que lindo pomar


Olha que lindo laranjal
Quando a natureza chora
Pretos velhos da umbanda
Dizem adeus e vão-se embora.

--x--

À bença meu pai se precisar eu chamo


À bença meu pai se precisar eu chamo
Zambi, te trouxe, Zambi vai te levar,
Zambi, te trouxe, Zambi vai te levar,
Agradeço a toalha de renda ou de chita,
Que ficou por lá,
Agradeço a toalha de renda ou de chita,
Que ficou por lá.

ORAÇÃO DE PRETO VELHO

Preto Velho
Carreteiro de Oxalá
Bastão bendito de Zâmbi
Mensageiro de Obatalá

Meu pensamento eleva se ao teu espírito e peço Agô.


Que tuas guias sejam o farol que norteie minha vida,
Que vossa pemba trace o caminho certo para todos os meus atos,
Que vossas palavras, tão cheias de compreensão e bondade, iluminem minha mente e meu
coração,
Que teu cajado me ampare em meus tropeços.

Ontem te curvastes aos senhores…


Hoje, ajoelho me aos teus pés pedindo que intercedas junto a Oxalá por mim e por todos que
neste momento clamam por vós.
Maleme e paz sobre meu lar e que a luz divina de Obatalá se estenda pelo mundo,
E que o grito de todos os orixás sejam o sinal de vitória sobre todas as demandas de minha
vida.
Maleme as almas.
Maleme para todos os meus inimigos, para que saiam do negrume da vingança
E encontrem fonte fecunda e clara do amor e caridade.

Que assim seja…


Lenda: Omulu o curador
Quando Omolu era um menino de uns doze anos, saiu de casa e foi para o mundo para fazer a vida. De cidade em ci
vila em vila, ia oferecendo seus serviços, procurando emprego. Mas não conseguia nada. Ninguém lhe dava o que
ninguém o empregava; e ele teve que pedir esmola. Mas ao menino ninguém dava nada, nem do que comer, nem do q
Tinha um cachorro que o acompanhava, e só.

Omolu e seu cachorro retiraram-se no mato e foram viver com as cobras.

Omolu comia do que a mata dava: frutas, folhas e raízes. Mas os espinhos da floresta feriam o menino. As picada
mosquitos cobriam-lhe o corpo. Omolu ficou coberto de chagas. Só o cachorro confortava Omolu, lambendo-lhe as

Um dia, enquanto dormia, Omolu escutou uma voz:


“Estás pronto. Levanta e vai cuidar do povo.”

Omolu viu que todas as feridas estavam cicatrizadas, não tinha dores nem febre. Juntou suas cabacinhas de água e
que aprendera a usar com a floresta, agradeceu a Olorum e partiu.

Naquele tempo, uma peste infestava a Terra. Por todo lado morria gente, todas as aldeias enterravam seus mortos. O
Omolu consultaram um babalaô, que lhes disse que Omolu estava vivo e que ele traria a cura para a peste. E assi

Todo lugar aonde chegava, a fama precedia Omolu. Todos o esperavam com festa, pois ele curava. Os que antes lhe
até mesmo água de beber agora imploravam por sua cura. Ele curava a todos, afastava a peste. Então dizia que
protegessem, levando na mão uma folha de dracena (o peregum) e pintando a cabeça com efum, ossum e uági (os p
branca, vermelha e azul usados nos rituais e encantamentos). Omolu curava os doentes e, com o xaxará, varria a pe
fora da casa, para que a praga não pegasse outras pessoas da família. Limpava as casas e aldeias com o xaxará, su
vassoura de fibras de coqueiro, seu instrumento de cura, seu símbolo, seu cetro.

Ao voltar para casa, Omolu curou os pais. Todos estavam felizes. Todos cantavam e louvavam o curandeiro e o cham
Obaluayê (Senhor da Terra). Todos davam vivas ao Senhor da Terra, Obaluayê. (Reginaldo Prandi, “Mitologia dos O
2005.)
ORAÇÂO AO PAI OMULU

Divino Pai da Geração, eu Vos peço que abençoe a minha vida, os meus sete corpos, os meus sete campos vibratór
meus sete sentidos;

Que a Vossa Bênção paralise toda e qualquer negatividade que pretenda fazer adoecer a minha vida e o meu cam

Que a Vossa Proteção mantenha viva e saudável a morada da minha alma e do meu coração, para que nenhum pens
sentimento, palavra ou ação negativa tenha força na minha existência.

Divino Pai Omolu, eu Vos peço que me purifique e me ampare, que ampare a minha família, o meu lar e o meu trabalh
e espiritual, e que ampare os meus amigos, para que a Luz Divina esteja sempre viva em nós e em torno de nó

Sagrado Pai Omolu, peço também a Vossa Bênção para os meus adversários encarnados e desencarnados, para qu
seja paralisado qualquer sentimento negativo em relação a mim, à minha família ou aos meus amigos. E que, assim,
eles igualmente manter acesa a Luz Divina Sustentadora da Vida, evoluindo sempre.

Amado Pai Omolu, eu Vos peço que semeie dentro de mim as Sementes da Vida Verdadeira, para que eu me compor
filho de DEUS e compreenda a Presença Divina em mim e nos meus semelhantes.

Sagrado Orixá Omolu, eu reverencio o Vosso Poder, a Vossa Força e a Vossa Atuação na minha vida e na vida de to
seres.

Obrigado, meu Pai!


Que o Vosso Nome seja sempre lembrado com reverência e amor, por todos os filhos da Terra.

Que assim seja, e assim será!

COMO SE PORTAR NA PREPARAÇÃO


PARA UMA GIRA
Esta repostagem do texto abaixo indicado, blog Umbanda Sem Medo do Irmão e
Amigo Cláudio Zeus, nasce exatamente do carinho e do reconhecimento do encontro
de muitos dos meus e quero crer dos nossos desejos de uma Umbanda consciente,
lúcida, libertadora.

Sorria e Siga o Sol!

SOU MÉDIUM, E AÍ? - PARTE III


Primeiro ponto a ser observado.

Ao chegar no Terreiro para um dia de trabalho – isso depois da preparação


que deve ter sido feita antes, com banhos etc. – evite aquelas conversas
sobre assuntos do dia a dia, seus problemas, suas amarguras, ou mesmo as
amarguras de outrem. Busque, desde sua chegada, entrar em contato com a
energia que ali existe (EGRÉGORA) e que foi criada por todos os que ali
freqüentam. Para tal, prefira o silêncio aos papos desnecessários, a
introspecção (observação de seus próprios processos mentais), ao invés de
ficar observando o comportamento alheio, mesmo que de irmãos de corrente
seus.

Cabe à Dirigente ou ao Dirigente verificar se estão ou não em acordo com o


que pretende o Terreiro e seus Mentores Espirituais.

Nesse estado de introspecção, de preferência de olhos fechados, o que


ajuda bastante, tente ir sentindo, não o que ocorre a seu lado fisicamente,
mas "no ar"; a seu lado; espiritualmente.
Relaxe o mais que puder e tente com isso, abrir ou expandir sua Aura à
volta de todo o seu corpo, para que a sensibilidade para outros Planos seja
facilitada. Você pode, durante esse processo, já ir tentando contato com
suas entidades protetoras e guias, ainda que sem incorporações (através de
orações, por exemplo) – apenas para que elas se acheguem a você e
estejam tão próximas quanto possível durante todo o tempo de Gira.
Faça isso e, talvez não consiga na primeira ou segunda vez, mas chegará a
um ponto em que sentirá a presença deles quase que fisicamente, se bem
que alguns prefiram se fazer notar transmitindo-lhe mentalmente, ou seu
Ponto Cantado ou alguma coisa mais que os identifiquem. Só você é quem
vai, na medida em que isso for sendo treinado, sentindo mais e mais. E veja
bem: ANTES MESMO DE SE INICIAR A GIRA.

Saber usar a egrégora (energia padrão) do Terreiro com a finalidade de


melhorar seus dons é coisa que poucos fazem. Acontece que essa
egrégora, sendo uma energia forte, facilita esse intercâmbio entre você e o
Mundo Astral que circunda seu Terreiro através dos Vínculos (lembra-se?)
que essa egrégora tem com todas as entidades que ali trabalham.

Todos os exercícios que se possa fazer visando melhorar os dons


mediúnicos, se forem executados dentro de um ambiente onde haja uma
egrégora forte e bem vinculada, sempre terão melhores efeitos que de outra
maneira.

Não podemos aqui expressar em quanto tempo cada um vai sentir e/ou ver
melhor o que ocorre "do outro lado" ou mesmo "dar melhores incorporações"
porque isso vai depender de cada um e de seu próprio esforço nesse
sentido, mas que essa simples mudança de comportamento antes das Giras
pode melhorar acentuadamente todos os seus processos mediúnicos, disso
você pode ter certeza! Deixe seus problemas lá fora!

O simples fato de evitar conversas sobre doenças, problemas, dificuldades,


etc., já será um primeiro passo para sua melhora, mesmo que você esteja
passando por problemas que julgue "escabrosos". Já explicamos em
Volumes anteriores que, quanto mais pensamos nos problemas, mais os
solidificamos à nossa volta, não foi? Então, para que a resolução desses
problemas seja mais fácil ou menos difícil, é preciso que você treine sua
mente, não pensando neles, mas buscando ajuda para si, de forma que os
problemas vão deixando de existir na medida em que você cresce
espiritualmente e com isso ganha mais e mais amigos do outro lado. Esses,
por conseguinte, sabendo-o(a) com esses problemas, com certeza
trabalharão em prol de sua resolução.

Busque se elevar acima dos problemas e, com isso, alcançar melhores e


mais evoluídos amigos espirituais. Você terá respostas breves, seja por
entidades incorporadas ou não, por intuições, por sonhos ... mas o mais
importante é saber manter a mente relaxada e aberta para que, vindo essas
mensagens, você possa reconhecê-las como para seu auxílio. Se você
permanecer dentro dos problemas, tal qual uma pessoa que se afoga, é
capaz de nem ver o salva-vidas que lhe jogaram.

Aliás (olha só eu com meus adendos), é muito importante que você saiba
até orar ou rezar ou pedir aos céus. A oração deve ser sempre dividida em
duas partes: na primeira você eleva seus pensamentos aos Guias,
Protetores ou deuses e, através de uma mentalização ativa e mesmo
pedidos orais, transmite firmemente aquilo que pretende alcançar e às vezes
repete e repete e repete as invocações, como já vimos no Volume II; na
segunda parte você dá como por entregue seus pedidos e também se dá um
tempo, relaxando e tentando esvaziar sua mente para que, no caso de uma
resposta através de uma intuição, por exemplo, possa estar em atitude de
recepção e captar essa mensagem.

Às vezes, o que vemos, são pessoas que pedem, pedem, pedem e, logo
depois dos pedidos, nem esperam para verem se há uma resposta, o que
infelizmente, minimiza os possíveis vínculos que possam estar tentando criar
ali.

Começou a GIRA. E agora? O que faço?

Mantenha-se o mais possível, em estado de relaxamento mental, tentando


mentalizar (criar mentalmente a imagem) o que cada Ponto Cantado diz.

Os Pontos Cantados têm, como objetivo primeiro, o de desviar a atenção


dos médiuns dos problemas que o envolvem no dia a dia e concentrar suas
mentes nos rituais que vão se proceder.
As letras dos Pontos Cantados, de uma forma geral, induzem-nos imagens
de seres e situações e locais que fortalecem nossas crenças e nos dão a
certeza de estarmos bem assistidos pelo lado de nossos amigos – mas isso
em se tratando de Pontos Cantados mesmo, com fundamentos e não alguns
sambas enredo, modinhas e sambas de roda que, não sei bem porque,
resolveram incluir no hinário de certos Terreiros como se fundamentos
tivessem.

Em se tratando de Pontos Cantados de Fundamento, tente mentalizar os


acontecimentos que ele descreve, por exemplo:

"Defuma com as ervas da Jurema/ Defuma com arruda e guiné/ Benjoim


alecrim e alfazema/ Vamos defumar filhos de fé".

Durante um Ponto Cantado como este, sua mente deverá, ao invés de ficar
prestando atenção na saia da amiga ou no pé do outro médium,
estar MENTALIZANDO (criando imagens mentais) de, por exemplo,
energias negativas sendo levadas pela fumaça que sai do turíbulo. Ao ser
defumado(a), mentalize que nesse "banho de fumaça" está recebendo uma
nova energia e que estão saindo de você todos os desconfortos físicos e
mentais que podiam estar lhe acompanhando até então.

Vamos ver agora um outro Ponto Cantado para exemplo:

"Abrindo a nossa Gira/ pedimos a proteção/ De nosso Pai Oxalá/ Para


cumprirmos, nossa missão".

Imagens como a de Pai Oxalá (como você entende que seja) se


aproximando do Terreiro e dos médiuns e cobrindo-os com uma espécie de
manto de luz seriam de muito bom gosto. Lembre-se de que, mesmo que
isso não esteja acontecendo no Astral, você estará criando para si a Forma
Pensamento positiva que atrairá, pelo menos para você, energias de luz
como a que está criando mentalmente, entendeu? Se todos os médiuns
forem treinados igualmente, é claro que essa Forma Pensamento vira
egrégora e a influência da energia criada será muito mais forte sobre
todos. Mas aí dependerá do(a) Dirigente se interessar em incentivar esse
treinamento no grupo.

Vamos a mais um exemplo para que fique bem clara a idéia. Digamos que o
Chefe de Terreiro seja, por exemplo, Seu Arranca Toco e que para ele se
cante esse Ponto:

"Vem meu Pombo Correio/ Dos Jardins de Nossa Senhora/ Vem trazer a
mensagem de Pai Oxalá/ Caboclo Arranca Toco vai chegar"

A imagem de um pombo chegando de um céu limpo e muito azul trazendo a


mensagem ou abrindo uma passagem para que Seu Arranca Toco venha se
apresentar, ou alguma outra parecida, deve ser a escolhida nesse momento.

Agora vamos expor as vantagens desse trabalho mental voltando sempre


sua mente para o que está ou deveria estar acontecendo no Astral, dentro
do Terreiro.

1ª vantagem: Sua mente estará sempre ocupada com pensamentos e


mentalizações positivas, evitando se deixar levar pelo cotidiano ou mesmo
por pensamentos e fixações negativas;

2ª vantagem: Sua mente estará criando condições que propiciem a criação


de energias de teor positivo que fatalmente agirão sobre sua própria mente,
seu corpo físico e seu estado psíquico;

3ª vantagem: Pelo efeito das duas vantagens anteriores, sua Aura estará
sendo relaxada, mais expandida, o que o(a) fará mais propenso(a), pela
sensibilidade nesse caso, tanto a incorporações menos traumáticas (menos
"sacolejadas") como mais seguras, ocorrendo o mesmo no caso de vidência
e clariaudiência;

4ª vantagem: Como sua mente vai estar voltada para criações de imagens
de teor positivo, mesmo com o relaxamento de sua Aura as entidades de
menor evolução terão dificuldade ou mesmo ficarão impossibilitadas de nela
penetrarem, o que por si só, já será um filtro contra o Baixo Astral;

5ª vantagem: Sua mente estará sendo trabalhada em cada sessão, por você
mesmo(a), ainda que não perceba de imediato, para focalizar Planos e
Energias de cada vez mais alto teor vibratório, o que equivale a dizer que
estará ampliando seu Padrão Vibratório e, nesse caso, sintonizando-o(a),
pouco a pouco, com Energias e Entidades pertencentes a níveis superiores
de Evolução.

É claro que essa sintonia com os níveis superiores não se dará "da noite
para o dia" , como se costuma dizer – levará mais tempo ou menos tempo,
de acordo com seu próprio esforço. Mas nunca é tarde para se começar até
porque, às vezes, mesmo sem o sabermos, já estamos na metade do
caminho, ou mais.

Já chamamos sua atenção nos dois volumes anteriores sobre o trabalho


positivo de nossa mente em auxílio ao trabalho das entidades e a nós
mesmos. Agora voltamos a afirmar que você sempre será aquilo que
mentaliza ser. Os caminhos de sua vida, tanto materiais como espirituais,
poderão e deverão estar sob seu comando desde que você se aperceba
claramente disso e ponha "mãos à obra" no sentido de sua evolução.

Ainda estando dentro do Terreiro, você verá que práticas como as que citei,
que podem parecer à primeira vista coisas simples demais, com certeza não
são não. Se fossem, você veria em todos os Terreiros comportamentos de
médiuns mais ou menos como os que sugeri. Será que vemos isso
freqüentemente nos Terreiros e suas Giras?

Pode ser por desconhecimento? Pode sim!

Mas mesmo não o sendo, quando temos Dirigentes conscientes dos


trabalhos que devem realizar junto aos seus médiuns, passando-lhes
ensinamentos semelhantes, veremos que, quase na maioria das vezes o
comportamento do grupo é bem diferente do de uma grande maioria de
outros Terreiros. É ou não é?

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