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Biologia e Geologia

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GEOLOGIA

Causas comológicas
Causas de extinção dos dinossauros

Causas geológicas Passagem


do sistema
por zonas
Transgressões e perentas
Vulcanismo
regressões marinhas Impacto
meteorítico
Efeito de estufa
Alterações Movimento de
climáticas placas Explosão
tectónicas Aumento da de
temperatura supernovas

Alterações dos ciclos

EXTINÇÕES EM MASSA

Rochas sedimentares

Ciclo da água:
 Exerce uma ação direta nas rochas
 Desgaste e desagregação
 Transforma as partículas em partículas cada vez mais pequenas

Diagénese Rochas Sedimentares Meteorização

Outras rochas

Deposição Transporte Erosão

Sedimentogenese

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Meteorização:
 FÍSICA – origina partículas cada vez mais pequenas
 QUIMICA – Transforma-as partículas noutros produtos

Erosão:
 Remove os sedimentos (as partículas que foram alteradas pela meteorização)
 Podem ser de origem metamórfica, sedimentar e magmática

Trasnporte:
 Os sedimentos são transportados para outros locais

Deposição:
 Os sedimentos depositam-se, e, juntamente com eles, podem igualmente depositar-se
restos de organismos (ou de suas atividades) que existiram aí ou que tinham sido
igualmente transportados

Diagénese:
 Os sedimentos sofrem um complexo conjunto de processos que as transformam em
rochas sedimentares

Estratos:
 Quando os sedimentos vão-se acumulando, dando origem a camadas (mais ou menos
espessas) numa posição próxima da horizontal
 É limitado por um teto (limite superior) e um muro (limite inferior)

Características dos estratos:


 Composição
 Formas
 Dimensões dos sedimentos
 Se possui ou não fosseis

Estratos inclinados: As forças tectónicas exercem pressões sobre os estratos, o que os obriga
a inclinar

ROCHAS SEDIMENTARES*HISTÓRIA DA TERRA:


Fornecem informações sobre o passado da Terra:
 O tipo de ambiente existente no momento da sua formação
 O tipo de flora e fauna presente numa determinada região ou momento
 Ex: existencia de seres vivos, as suas dimensões e anatomia…

Rochas Magmáticas e Metamorficas

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Magma: material rochoso (total ou parcialmente) fundido em locais profundos da Terra

Rochas Magmáticas:
 EXTRUSIVAS (OU VULCANICAS) – o magma chega à superfície terrestre
 INTRUSIVAS (OU PLUTONICAS) – o magma consolida no interior da crusta

ROCHAS MAGMÁTICAS*HISTÓRIA DA TERRA:


Contam-nos a história geológica desse local:
 Indicam-nos o local da sua formação
 Dão-nos informações da composição do interior da crusta

Rocha metamórfica: é o resultado, geralmente da temperatura e da pressão (ou de outros


fatores metamórficos) sobre rochas pré-existentes

ROCHAS METAMÓRFICAS*HISTÓRIA DA TERRA:


 Permitem-nos saber as rochas que lhe deram origem
 Colisão entre placas tectónicas

Fósseis de Idade:
 Seres vivos que vieram durante um período de tempo relativamente curto da história
da Terra e tiveram uma grande distribuição geográfica
 Pequena distribuição estratográfica
 Grande distribuição geográfica

Fósseis: são restos de organismos ou vestígios das suas atividades, que vieram num
determinado momento da história da Terra e que se encontram preservados nos estratos das
rochas sedimentares

Escala do Tempo Geológico:


 IDADE RELATIVA – principio da sobreposição de estratos
 IDADE ABSOLUTA – datação radiométrica

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Ciclo das Rochas

Magma Lava

solidificação solidificação

fusão Rochas magmáticas

Intrusivas Extrusivas

metamorfismo Sedimetogénese

Rochas metamórficas +
Lava
metamorfismo diagénese
metamorfismo

Rochas sedimentares
Lava

Desvantagem do ciclo das rochas: a trasnforamção da rochas, em resulatdo da dinâmica


terrestre, “apaga” parte da história da Terra o que, por vezes, dificulta o seu estudo e
interpretação

Datação Relativa e Radiométrica

Príncipio da horizontalidade ( Nicolau Steno, séc. XVII):


 A deposição dos sedimentos ocorre numa posição horizontal
 Qualquer fenómeno que altere a horizontalidade das camadas é sempre posterior à
sedimentação

Idade Relativa: é a idade de uns estrato e outros fenómenos geológicos em relação a outros

Príncipio da sobreposição: numa sequência de estratos não deformada de rochas


sedimentares o estrato mais antigo é o que se situa inferiormente
Príncipio da interseção: estruturas geológicas ( como intrusões magmáticas) que intersetam
outras, são mais recentes do que estas

Príncipio da identidade paleontologica: estratos com o mesmo conteúdo fossilífero


apresentam a mesma idade

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Príncipio da inclusão: um fragmento incorporado num outro é mais antigo que este

Datação radiométrica: permite estimar a idade das rochas em milhões de anos

Isótopo-pai Transforma-se Isótopo-filho


(radioativo instável) (não radioativo, estável)

Semivida (semitrasnforamção ou meia vida): é quando metade do isótopo-pai se


transforma em isótopo-filho

Escala do tempo geológico:


 Baseia-se na seriação em termos cronológicos dos acontecimentos que marcam a
história da Terra, desde a sua formação até os tempos atuais
 Está graduada em divisões:

EONS:
 O Pré-câmbrico (sem fósseis)
 O Faneozóico ( com fosseis)

ERAS:
 Pré-câmbrico (4600 M. a – 570 M. a)
 O Paleozoico (570 M. a – 250 M. a)
 Mesozoico (250 M. a – 65 M. a)
 Cenozóico (250 M. a – atualidade)

Príncipios básicos do racícinio geológico

Catastrofismo de Covier:
 As grandes modificações ocorridas seriam devidas a grandes catástrofes, sendo a
criação da Terra devido à vontade e intenção divina
 Admitia a existência de pontes continentais
 Os fósseis eram vestígios de animais existentes na arca de Noé

Uniformitarismo de James Hutton:


 As rochas formam-se por processos naturais , físicos e químicos semelhantes aos da
atualidade, e não devido a qualquer intervenção sobrenatural
 Ideias fundamentais:
 As leis naturais são constantes no tempo e espaço
 PRÍNCIPIO DO ATUALISMO - o passado pode ser explicado com base no que se observa hoje,
uma vez que as causas de determinados fenómenos do passado são idênticas às que provocam
o mesmo tipo de fenómenos no presente
 PRÍNCIPIO DO GRADUALISMO – os processos geológicos são lentos e graduais
 DIFICULDADES - os relatos bíblicos defendiam outra idade da Terra, o que tornava
dificil a aceitação que as transformações ocorridas na Terra pudessem ter acontecido
de uma forma lenta, gradual e uniforme

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Neocatastrofismo:
 Aceita os pressupostos do uniformitarismo atribui um papel importante aos
fenómenos catastróficos, como chuvas de asteroides entre outros, como agentes da
evolução da Terra

O Mobilismo Geológico

Teoria da deriva dos continentes (Alfred Wegener):


 Deslocação de uns continentes em relação a outros
 FIXISMO – a posição atual dos continentes é a mesma que elas terão ocupado desde o
inicio da formação da Terra
 MOBILISMO – a posição atual dos continentes é diferente da posição que ocupavam no
passado e diferente daquela que ocuparão no futuro
 Provas a favor:
 Rochas com a mesma idade em continentes diferentes
 Fósseis com os mesmos organismos em continentes distantes
 Cadeias montanhosas com características iguais em continentes diferentes
 Rochas com idades semelhantes com marcas de glaciação em diferentes continentes
 Existência de dinossauros nos diferentes períodos com grande distribuição geográfica

Teoria da tectónica de placas:


 Defende que a litosfera se encontra fragmentada em diferentes porções
 LITOSFERA – parte superior da Terra que engloba a crusta e parte do manto superior
 FOSSA – zonas onde se cria nova litosfera

Limites convergentes:
 As placas aproximam-se uma da outra
 Zonas onde a destruição de crusta (limites destrutivos)
 Geralmente são zonas de fossa oceânica
 Zonas de subducção, uma placa mergulha sobre outra

Limites divergentes:
 As placas afastam-se uma da outra
 Situam-se nas dorsais oceânicas
 Cria-se crosta oceânica (limite construtivo)
 Associada a fenómenos de vulcanismo

Limites conservativos:
 As placas deslizam lateralmente, uma em relação a outra
 Não há nem formação, nem destruição de placa

Sistema Solar
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Existencia de Biodiversidade na Terra:


Massa(influencia):
 A energia interna do planeta e, por conseguinte, a sua atividade geológica
 A força da gravidade, que permite conservar uma atmosfera na sua parte externa
Distancia ao Sol (influencia):
 O estabelecimento de uma temperatura equilibrada
 Formação e a manutenção de água no estado líquido

Teoria de Buffon:
 Impacto de uma estrela com o sol e deste choque resultaria a emissão de filamento de
matéria solar que deu origem aos restantes planetas
 Teoria catastrófica
 O sol é mais antigo que os outros planetas do sistema solar ( não tem a mesma idade)

Teoria de Chamberlin:
 Uma estrela passou perto do sol, arrancando parte dele, o material ter-se-ia
condensado em blocos que formaram os planetas
 Teoria catastrófica
 O sol é mais antigo que os outros planetas do sistema solar ( não tem a mesma idade)

Teoria Nebular:
 Contração de uma nebulosa gasosa em rotação
 Adquiriu a forma de um disco com uma saliência na parte central que aumentou e
rodou mais velozmente, formando um protossol
 Soltaram-se anéis de matéria que deram origem aos planetas

Teoria Nebular Reformulada:


 No disco proto-planetário verificaram-se colisões entre partículas
 Agregaram-se e deram origem a corpos rochosos cada vez maiores designadas
planetesimais
 O aumento da massa de alguns planetesimais permitiu a retenção de uma atmosfera

Factos que apoiam a teoria Nebular Reformulada:


 Idade idêntica para todos os corpos do sistema solar
 Regularidade das orbitas planetárias, orbitas elipsoides, quase circulares
 Órbitas quase complanares, formam um disco
 Movimento de translação são todos no mesmo sentido
 Movimento de rotação são no mesmo sentido, exceto Vénus e Úrano
 Densidade dos mais próximos do Sol é superior à dos mais afastados, o que concorda
com a posição de origem na nébula
 SENTIDO DIRETO – sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, sentido da Maioria
dos planetas
 SENTIDO TRETRÓGRADO – sentido dos ponteiros do relógio, sentido de Úranos e
Vénus

Constituição do sistema solar

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Planetas Clássicos Sol Planetas Anões Corpos Menores


ou Principais Ex: Plutão

Meteoritos
Asteroides
Planetas Planetas
Telúricos Gigantes ou Cometas
Gasosos

Planetas principais:

Planetas Telúricos: apresentam


4 Mercúrio, Vénus, Terra e Marte
semelhanças com aTerra
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4 Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno Planetas Gigantes ou Gasosos:

Têm dimensões superiores às dos


planetas telúricos

Porque são constituídos por gases

Planetas Telúricos:
 Pequenas dimensões, com diâmetro igual ou inferior ao da Terra
 Densidade elevada, provavelmente tem um núcleo metálico
 Constituídos por materiais rochosos
 As atmosferas quando existentes são pouco extensas, relativamente às dimensões do
planeta
 Movimento de rotação lentos
 Possuem poucos ou nenhuns satélites
 Os materiais que constituem o seu interior estão estruturados em camadas mais ou
menos concêntricas

Planetas Gasosos ou Gigantes:


 Possuem diâmetros bastantes superiores aos telúricos
 Tem baixa densidade, constituídos essencialmente por materiais gasosos
 Movimentos de rotação rápidos
 Têm geralmente inúmeros satélites

Planetas Anões:
 Quaoar, Sedna, Eris, Plutão

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 Gravitam para além de Neptuno, na cintura de Kiúper


 Orbitam em torno ao sol
 Tem uma gravidade suficiente para ter forma esférica, mas não atraem corpos celestes
à sua vizinhança

Corpos pequenos do sistema solar:


 Asteroides, Cometas e Meteoritos
 São corpos de pequenas dimensões

Planetas Rochosos:
 Formaram-se nas zonas mais densas do disco proto-planetário, mais perto do sol
 Constituídos por materiais mais densos
 O menos densos escaparam devido a radiação emitida pelo sol
 São pequenos e rochosos, com atmosferas pouco densas
 Maior núcleo em ferro, assim são mais densos

Planetas Gasosos:
 Formados a partir dos gases menos densos que o sol afastou da sua vizinhança e que
solidificaram
 Composição semelhante ao sol, compostos por elementos voláteis (H e He)
 A radiação não conseguiu repelir esses elementos já que era demasiada fraca
 Pequeno núcleo em ferro

Atmosfera de Mercúrio:
Não tem:
 Não tem massa suficiente para atrair e manter uma atmosfera
 Demasiado perto do sol, a radiação afasta os gases voláteis

Cintura de Kiuper: fronteira gelada que se estendeu a 1 U. A. Para além de Neptuno,


incluindo Plutão e Eris

Asteroides:
 A maior parte descreve a sua orbita entre Marte e Júpiter, cintura de asteroides
 Chamam-se também “planetas menores”, sendo corpos de diferentes dimensões
 Admite-se que se trate de matéria pétrea de um planeta que não se constitui aquando
a formação do sistema solar
 Alguns asteroides com orbitas muito excêntricas podem intercetar a orbita de outros
planetas, podendo mesmo colidir com estes
 Os asteroides de grandes dimensões encontram-se diferenciados em camadas, e os de
menores dimensões não se encontram diferenciados
 São constituídos desde materiais rochosos até ligas de Ferro e Níquel

Grupos de Asteroides:
 Cintura de asteroides (entre Marte e Júpiter)
 Asteroides próximos da Terra (cruzam o nosso planeta)
 Asteroides Troianos (encontram-se na orbita de Júpiter)

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 Asteroides Centauros (para lá de Neptuno)

Cometas

Grupo de cometas passa a estar sujeito a uma orbita muito elíptica que atravessa Plutão

Sofrem influencia da gravidade dos planetas (Júpiter e Saturno)

Penetram no Sistema Solar

Ao passarem entre a orbita de Júpiter e Marte

Aquecem e volatilizam

Cabeleira Cauda
(partículas sólidas e gases) (gases e poeiras)

Cometas:
 ORIGEM – cintura de Kiuper e nuvem cometária de Oort
 CONSTITUIÇÃO – água e gases congelados, rochas
 Quando cruzam a orbita de Jupiter apresentam núcleo ou coma
 CABELEIRA – resultam do aquecimento e dilatação dos gases e da água (gelada) o que
leva à libertação dos gases retidos nas cavidades do material rochoso; esses gases
exercem pressão provocando a fragmentação do material, levando o desprendimento
de partículas sólidas e gases originando, assim, a cabeleira;
 CAUDA – resulta da evaporação provocada pelo calor do sol; orienta-se sempre em
direção oposto ao sol e deve-se à repulsão dos gases pela radiação solar
 IMPORTANCIA – o núcleo rochoso dos cometas conterá materiais originários da
nebulosa primitiva, os quais não sofreram alteração acentuada.

Meteoroides: partículas rochosas de variadas dimensões, resultantes da colisão entre


asteroides ou desagregação de cometas

Meteoro ( Estrela Cadente): meteoroide que entrou numa atmosfera, sofre aquecimento,
tornando-se incandescente e deixando um rasto luminoso

Meteoritos: resistem ao atrito da atmosfera, vaporizam parcialmente e colidem com a


superfície da Terra

Meteoritos

Sideritos Siderólitos Aerólitos


Ou ferrios ou Ou petro-ferrios Ou pétreos 10
metalicos
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Condritos Acondritos
Possuem côndrulos Não possuem
côndrulos

Côndrulos: pequenos glóbulos de olivina e outros minerais

Diferenciação: Traduzido pela migração de materiais quer para o centro do planeta (para
onde se deslocaram os mais densos, como Fe e Ní) quer para a superfície (menos densos)

A TERRA ERA UMA ESTRUTURA HOMOGÉNA DE SÍLICIO, FERRO E AGUA


Hierarquizada em camadas, apresentando igualmente uma hidrosfera e atmosfera
O que permitiu esta diferenciação:
 ACREÇÃO – captura de materiais do meio que trasnformou a terra num bolo
homogéneo de todos os materiais
 COMPRESSÃO – aquecimento, que disipou-se para o resto do corpo
 DESINTEGRAÇÃO RADIOATIVA
Diferenciação (como ocorreu) :
 Os materiais mais densos afundam e fundem
 Os materiais menos densos ficam à superfície e arrefecem, formando a crosta
 Na crosta ocorrem fenómenos de vulcanismo que libertam grandes quantidades de
gases que formam a atmosfera primitiva

Métodos utilizados na Geologia Planetária:


Parâmetros mais estudados:
 A estrutura interna dos planetas
 A cartografia
 A composição
 A cronologia relativa

Estruturas Endógenas: resultam da ação de processos e forças que atuam no interior dos
planetas (ex: dobras, fissuras…)

Estruturas Exógenas: originadas por processos que ocorrem na superfície do planeta (ex:
rios, dunas...)

Estruturas Exóticas: origem no exterior do planeta (ex: crateras de impacto…)

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Planeta geologicamente ativo: é possível observar ou detetar sinais de dinâmica externa


e/ou interna, como, erupções vulcânicas, sismos…

A energia necessária para a atividade geológica interna provém:


 ACREÇÃO – bombardeamento primitivo
 RADIOATIVIDADE – propriedades radioativas e desintegração de certos elemntos
 CONTRAÇÃO GRAVITACIONAL – atração dos materiais implicou um aumento de
pressão e temperatura

A energia necessária para a atividade geológica externa provém:


 SOL – energia necessária para ativar os agentes que modelam a superfície da Terra
 IMPACTISMO – bombardeamento pelos corpos vindos do espaço

Agentes modificadores provocam:


 Sismos e movimentos tectónicos
 O que faz com que a Terra seja um planeta geologicamente vivo

LUA/TERRA

Na Terra a ação continua dos agentes erosivos tem apagado os vestígios da crosta primitiva

As rochas mais antigas tem 3900 M.a.

Dos primeiros 700 M.a. da história da Terra não se encomtram testemunhos guardados nas
rochas

A idade determinada para as rochas mais novas da Lua fpoi de cerca de 3000 M.a., mas a maior
parte formou-se num lapso de tempo compreendido entre 4200 e 3800 M.a

A Lua vai preserva marcas de acontecimentos ocorridos antes da formação dos nossos
continentes, já que não há atividade geológica interna e uma reduzida atividade geológica
externa ( não há erosão, logo as rochas são conservadas)

Pode constituir um “Instantaneo Fotográfico” Daquilo que a terra teria sido durante esse lapso
de tempo

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Mares Continentes
Face em que predominam Face vísivel Face oculta
Área ocupada 1/3 da Lua 2/3 da Lua
Cor Escura Clara
Luz incidente 6 a 7% 18%
Relevo Zonas aplanadas, lisas e Zonas montanhosas
baixas
Rochas Basálticas Anortositos
Morfologia Lunar

Rególito:
 Pó negro que existe sobre a superfície basáltica da crosta dos mares
 Resulta da pulverização de rochas pelos impactos dos meteoritos
 Apresenta numerosas e pequeníssimas esferas vitrificadas, que são devidas ao impacto
dos meteoritos (fusão da rocha e sua disseminação), tendo forma esférica devido ao
arrefecimento rápido

As duas unidades da Terra:


Areas continentais e os fundos oceanicos
 DOMÍNIO CONTINENTAL – plataforma continental e talude continental
 DOMÍNIO OCEANICO – planície abyssal e dorsais oceânicas

Àreas continentais:
Escudos ou Crateões:
 Zonas de baixo relevo, apresentando rochas muito antigas
 São rochas metamórficas ou magmáticas, o que denuncia uma génese em
profundidade
 Apresentam erosão intensas
 A erosão de outras rochas permitiu que estas chegam à superfície
 São geralmente raízes de montanhas erudidas
Plataformas Estavéis:
 Não afloram porque estão cobertos de sedimentos marinhos
 Sedimentos foram depositados no decurso das subidas do nível das águas do mar
Cinturas Orogénicas Recentes
 Enormes cadeias montanhosas resultantes da colisão entre duas placas, estando em
continua formação

Fundos Oceanicos:

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Plataforma Continental:
 Zona ligeiramente inclinada coberta de sedimentos provenientes da erosão das rochas
continentais, transportadas pelos rios
Talude Continental:
 Zona de transição entre a crosta continental e oceânica
 Zonas de forte declive
Planície Abissal:
 Zona aplanada, que possui por vezes depressões (fossas)
 Podem possuir picos isolados de vulcões submarinos que atingindo a superficie
originam ilhas vulcânicas
Dorsais oceânicas:
 Situam-se na parte média ou nos bordos dos oceanos
 Na parte central de algumas dorsais podem existir os riftes
 São cortadas em troços por grandes falhas perpendiculares ao rifte

Intervenção do Homem nos Ecossistemas

Impactos geológicos negativos

Crescimento populacional Desenvolvimento económico


Provoca problemas de

Exploração de Produção de Construção em


recursos naturais resíduos em excesso zonas de risco

Energéticos Associada a Associada a


Armazenamento de
Não minerais resíduos, poluição Riscos Riscos
dos solos, do ar e da geológicos geológicos
água internos externos
Minerais

Uma melhor gestão ambiental, permitindo um desenvolvimento sustentável

Recurso Natural Renovavel: é aquele que pode ser substituído naturalmente de tempos a
tempos, sendo a velocidade de produção e superior a de consumo do Homem

Recurso Natural não Renovável: é aquele que demora milhares de anos a ser renovado, ou
seja, a Terra produz a uma velocidade inferior a aquela que o Homem consume

Àreas de risco geológico: probabilidade de ocorrência de fenómenos geológicos perigosos


para o Homem

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Desenvolvimento sustentavél: é o conjunto de processos e atitudes que podem satisfazer as


necessidades do presente, sem comprometer as necessidades das gerações futuras

Impacte ambiental: conjunto de ações ou comportamentos do Homem sobre subsistemas


terrestres, capazes de interferir no seu equilíbrio natural

Poluição: corresponde ao ato ou ação do Homem, que, em consequência das suas atividades,
introduza alterações negativos nos diferentes subsistemas terrestres

R’s:
 REDUÇÃO – pequenas medidas adotadas por todos, que no global tem impacto
significante
 REUTILIZAR – Processo que encontra uma nova utilização a um material já usado
 RECICLAR – Transformar resíduos em novos produtos
 RESPEITAR – Respeitar é um pequeno contributo para uma boa pratica universal
 RESPONSABILIZAR – ser responsáveis tanto pelas boas como pelas más ações perante o
ambiente

Geosfera

Métodos para o estudo do interior da geosfera

Diretos Indiretos
Baseados na observação direta das rochas Baseados na interpretação de
e/ou fenómenos geológicos certas observações

Métodos Diretos

Exploração das jazidas Observação direta da Sondagens Magma e xenólitos


minerais e minas superfície ou encraves

Exploração das jazidas minerais e minas:


 Permite-nos obter informações sobre o interior da Terra
 LIMITAÇÃO – essas informações limitam-se a pouca profundidade (3 a 4 Km)

Observação direta da superfície:


 Permite concluir acerca da existência de falhas, dobras, tipo de rochas e respetivas
idades
 LIMITAÇÃO – observação limitada a poucos metros de profundidade

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Magma e xenólitos ou encraves:


 Os vulcões são “janelas” para o interior da Terra
 O magma ao movimentar-se arranca e incorpora fragmentos de rochas do manto e da
crosta
 Estes fragmentos são transportados e ficam incluídos na rocha, após a solidificação
(xenólitos)
 Estes encraves podem ser provenientes de profundidades de cerca de 200 Km ou até
mais

Métodos Indiretos

Astrogeologia Geofísicos
e planetologia

Gravimetria Geotermismo Geomagnetismo Densidade Sismologia

Astrogeologia e planetologia
As técnicas aplicadas no estudo de outros planetas do sistema solar podem ser usadas
no estudo da Terra

Exemplos:
 A partir de satélites é possível determinar o diâmetro da Terra; conhecendo o diâmetro
é possível determinar o volume; a partir do volume e da massa pode determinar-se a
massa volúmica do planeta
 O estudo dos meteoritos tem permitindo reconstituir os primeiros estádios da
formação da Terra e confrontar a natureza e a composição dos meteoritos com as
diferentes camadas que se admite constituir o interior do globo terrestr

Geotermismo

Gradiente geotérmico:
 A quantificação da variação da temperatura com a profundidade (Km por
profundidade)
 Apesar da temperatura aumentar com a profundidade, esse aumento faz-se de uma
forma menos acentuada o que significa que o gradiente geotérmico diminua com a
profundidade

Grau geotérmico: é o número de oscilações que é necessário aprofundar para que a


temperatura aumente 1º C

Fluxo térmico: dissipação da energia, calor libertado por unidade de superfície de tempo

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Gravimetria

Gravidade:
 Força de atração entre dois corpos, ou seja
 É uma propriedade da matéria, logo de todos os corpos do Universo
 GRAVÍMETRO – aparelho de precisão que efetua medições da gravidade
 GRAVIMETRIA – ramo da geofísica que se ocupa de cálculos e medições da gravidade
 NOÇÃO DE GRAVIMETRIA – qualquer corpo situado à superficie da Terra experimenta
uma força (F) de atração para o centro da Terra

Lei da atração Universal de Newton: qualquer corpo que situado à superfície da Terra
experimenta um força F de atração para o centro da Terra

G – constante gravitacional ( 6,67*10(-11) m(3)/Kg/s(2)


F=G m1 m2 m1 m2 – massa dos corpos
r(2) r – distancia entre o centro dos dois corpos

G – constante gravitacional
F=G M m1 M – massa da Terra
r(2) m1– massa do corpo
r – distancia entre o centro dos dois corpos

Força de atração entre a Terra e qualquer corpo situado à sua superfície

Peso do Massa do
corpo corpo

Força de atração (força da gravidade Mede a quantidade de matéria que um


que a Terra exerce sobre o corpo) corpo possui

Varia de local para local porque o peso Não varia


depende da massa e da distancia a que
o corpo se encontra do centro da Terra

A força da gravidade provoca: A queda dos corpos, faz com que eles caiam a uma
velocidade cada vez maior (aceleração da gravidade – g= F/m)

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Aceleração da gravidade (num dado ponto da superfície da Terra – g=G=M/r(2)):


 Diretamente proporcional à massa da Terra
 Inversamente proporcional ao quadrado do seu raio
 Se G e M são constantes, então g varia coma distancia que separa o centro da Terra ao
centro do corpo
 Para distâncias iguais, g é igual
 Para distancias diferentes, g será tanto maior, quanto menos for a distancia
 g= 9,81
 a Terra não é perfeitamente esférica, mas achatada nos pólos ( o raio equatorial é 21
Km maior que o raio polar), logo a aceleração da gravidade é maior nos pólos do que
no Equador

Aceleração da gravidade varia com:


 a latitude
 a altitude
 a presença próxima de grandes massas montanhosas
 a densidade dos materiais interpostos entre o ponto de medição e o centro da Terra

Anomalias gravimetricas:
 POSITIVAS – quando as medições são superiores ao valor esperado
 NEGATIVAS - quando as medições são inferiores ao valor esperado

Densidade
A densidade aumenta com a profundidade

Pressão litostática: pressão exercida em profundidade, pela massa rochosa suprajacente, o


qual altera a estrutura e a mineralogia o qual altera a estrutura e a mineralogia de uma rocha
por compressão dos seus continentes

Gradiente geobárico: É a variação da pressão litostática com a profundidade

Densidade do interior da Terra:


 D. MÉDIA DA GEOSFERA – 5,52 g/cm(3)
 D. MÉDIA DA CRUSTA – 2,7 a 2,9 g/cm(3)
 O INTERIOR DA TERRA DEVE SER – 5,52 g/c,m(3)

Geomagnetismo

Magnetosfera: é a região que circunda um planeta e que contém partículas carregadas que
são controladas pelo campo

Campo Magnético:

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 Pensa-se que o material constituinte do núcleo externo, no estado líquido, se encontra


em movimento de rotação, criando uma corrente elétrica, a qual, por sua vez, estará
na origem do campo magnético terrestre
 Protege a Terra de radiações ionizantes e de ventos solares que contêm partículas
perigosas para os seres vivos e que afetam o funcionamento de satélites e aparelhos
de comunicação.
 Apesar do campo magnético terrestre reduzir drasticamente os impactos do vento
solar, é ao nível dos pólos magnéticos que os ventos solares se fazem sentir mais
intensamente.
 Permite relacionar factos observados à superficie da Terra com a hipótese de estrutura
e composição da Terra

Auroras Boreais:
 As auroras boreais são uma manifestação geomagnética.
 Acontecem porque nem todas as partículas do vento solar são defletidas pela
magnetosfera
 As partículas solares de carga negativa chocam com os átomos presentes nas camadas
mais externas da atmosfera provocando a emissão de luz, originando as auroras.

Ponto de Curie:
 Temperatura abaixo da qual os cristais podem magnetizar
 Temperatura acima da qual se desmagnetizam

Polaridades:
 O campo magnético muda os seus pólos Norte e Sul em intervalos de tempo
irregulares
 POLARIDADE NORMAL – P. N. magnético = P. N. geográfico
 POLARIDADE INVERSA - P. N. magnético = P. S. geográfico
 INVERSÃO DO CAMPO MAGNÉTICO – polaridade normal muda para inversa

Paleomagnetismo:
 Quando o magma arrefece, formam-se minerais que magnetizam intensamente quanto
a temperatura desce abaixo do ponto de Curie, adquirindo uma polaridade idêntica ao
do campo magnético do momento da sua formação
 Se atingir o ponto de Curie, se o campo magnético for diferente, ao solidificarem-se os
minerais alteram-se conforme o campo existente
 DEFINIÇÃO – certas rochas retêm a memória do campo magnético terrestre no tempo
da sua formação

Alastramento dos fundos oceanicos:


 As inversões magnéticas apresentam-se simétricas de um e do outro lado do rifte
 A lava quando chega à superfície solidifica de um e outro lado do rifte, originando o
fundo oceânico

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Apontamentos da disciplina

 Ao solidificarem-se, os minerais magnetizam-se de acordo com a polaridade do campo


magnético terrestre
 Se ocorrer uma inversão do campo magnético, os minerais registaram essa inversão

Importância do geomagnetismo:
 A existência de um campo magnético terrestre apoia o modelo sobre a existência de
um núcleo formado por Ferro e Níquel, sendo o núcleo externo líquido

Importância do Paleomagnetismo:
 O paleomagnetismo fornece informações sobre o passado da Terra
 Regista variações da polaridade do campo magnético terrestre;
 Apoia a hipótese da deriva continental e da formação dos fundos oceânicos a partir do
Rift;
 Permite tirar ilações sobre a posição passada dos continentes relativamente aos pólos
magnéticos;
 Permite determinar a latitude

Vulcanologia

Vulcões: aberturas naturais na crosta terrestre, onde se movimentam em diferentes estados


físicos e a temperaturas e pressões muito elevadas

Tipos de vulcanismo

Primário Secundário

Caracterizam-se pela ocorrência de Emissões de água ou de gases a elevadas


erupções, vulcânicas, com emissão de temperaturas após as erupções terem
materiais no estado sólido, líquido e gasoso terminado

Vulcanismo do tipo Vulcanismo do tipo


central central

Existência do cone As erupções ocorrem ao


vulcânica longo de fendas
Cratera:
 Abertura do cone vulcânica em forma de funil
 Localiza-se no topo da chaminé vulcânica
 Formou-se a partir da explosão/colapso da chaminé

Chaminé vulcânica ou conduta:

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 Canal interior que estabelece a comunicação entre a câmara magmática e o exterior

Cone vulcânico:
 Elevação de forma cónica
 Acumulação de materiais libertados durante uma erupção

Câmara magmática:
 Local situado no interior da Terra, onde se acumula magma
 Bolsada magmática

Magma: material rochoso total ou parcialmente fundido proveniente do interior da terra, é


constituído por três faces, uma liquida ( que contém uma face gasosa e sólida)

Lava: Magma sem os seus componentes gasosos

Materiais expelidos pelos vulcões

Sólidos Líquidos Gasosos

Piroclastos Lavas

Cinzas Lapilli Bombas Ácidas Básicas Intermédio


«2mm 2-50mm vulcanicas »65% «50% 65-50%
»50mm

Sílica (SiO2):
 Quanto mais rico em SiO2, é mais pobre em Fe e Mgn
 Quanto mais rico em SiO2, mais viscoso é
 Quanto mais rico em SiO2, mais explosivo é

Tipos de atividade vulcânica

Explosivo Mista Efusiva

Relacionado com Pode ter os dois tipos Relacionado com


magmas ácidos de erupção magma básico
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Lavas viscosas Dois tipos de lavas Lavas fluidas

Lavas Efusivas:
 Erupções calmas, formando mantos espessos de lava, praticamente na horizontal
 Alguns +podem expelir materiais sólidos em algumas explosões

Lavas Explosivas:
 Muitos gases, grandes quantidades de cinzas, lava bastante viscosa e muitas explosões
 As vezes a lava não escorre e forma um doma, que tapa a cratera, fazendo com que os
gases fiquem aprisionados, o que gera fortes pressões que provocam enormes
explosões

Lavas Mistas:
 Tipos intermédios de erupções, alternando entre períodos efusivos e explosivos

Tipos de atividade vulcânica

Fumarolas Géiseres Águas termais

Mofetas Sulfataras
(CO2) (enxofre)

Previsão e prevenção de vulcões:


 EXTINTO – não existe relatórios da sua atividade e o vulcão é erudido
 ATIVO – atividade recente
 ADORMECIDO – não se apresenta totalmente erudido e não há memória de erupções

Tipos de solidificação de lavas (viscosas):


 AGULHAS VULCANICAS - lavas com elevada viscosidade que solidificam na chaminé,
formando uma perigosa rolha gigante
 DOMAS OU CUPOLAS – lavas viscosas que solidificam na abertura vulcânica e obstrui a
cratera
 NUVENS ARDENTES – nuvens densas de cinzas e gases incandescentes, libertadas de
modo explosivo, com grande mobilidade tendo uma enorme capacidade destrutiva

Tipos de solidificação de lavas (fluidas):

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 LAVAS ENCORDOADAS OU PAHOEHOE – lavas muito fluidas que ao solidificarem,


originam superfícies lisas com aspeto semelhante a cordas
 LAVS ESCORIÁCEIS OU AA – lavas muitos fluidas (menos das encordoadas) que ao
solidificarem, originam superfícies ásperas e muito fissuradas, devido à perda rápida
de gases
 LAVAS EM ALMOFAD OU PILLOW LAVAS – lavas fluidas que arrefecem dentro de água,
adquirindo um aspeto de travesseiros sobrepostos

Vulcões e tectónicas de placas:


Distribuição preferencial dos vulcões:
Vulcanismo interplacas:
 Anel ou cintura de fogo do pacifico (l. convergentes)
 Faixa ou cintura mediterrânea (l. convergentes)
 Crista ou dorsal média oceânica (l. divergentes)
Vulcanismo intraplacas:
Hot spot:
 O magma tem origem em zonas profundas do manto, nas proximidades da sua
fronteira com o núcleo
 O material rochoso do manto é sobreaquecido e ascende sob a forma de colunas
(plumas térmicas)
 Durante a ascensão a rocha pode fundir, originando o magma
 No local onde atinge a superfície da geosfera forma-se um ponto quente (hot spot)
com atividade vulcânica

Vulcanismo intraplacas:
 Energia geotérmica
 Fertilização dos solos
 Desenvolvimento turístico
 Exploração de minerais: construção, jazidas minerais e diversas aplicações industriais

Sismos

Distribuição sismica:
 Cintura circumpacifica
 Cintura mediterrânea-asiatica
 Zonas correspondentes às cristas oceânicas

Enquadramento tectónico

Interplacas: Intraplacas:
 Sismos que ocorrem em  Sismos que ocorrem no
23
zonas de fronteiras deplacas interior das placas
 Maior ocorrência de sismos:  A causa mais provavél:
colisão entre placas existência de falha ativa
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Sismos:
 Movimento vibratório brusco da superfície terrestre, a maior parte das vezes devido a
uma súbita libertação de energia em zonas instáveis do interior da Terra.

Tipos de sismos:
 MACROSSISMOS - sentidos pelos seres humanos
 MICROSSISMOS – apenas detetados por aparelhos

Causas de sismos:
 Sismos secundários
 Sismos vulcânicos
 Sismos tectónicos (forças compressivas, forças distensivas, forças de cisalhamento)

Teoria do ressalto elástico de Reid (1911):


 Baseia-se em mecanismos de deformação das rochas» mudanças de volume e de
forma da rocha quando sujeita a forças

As rochas quando sujeitas a forças continuas

Armazenam energia Experimentam uma deformação elástica

Se as tensões ultrapassam o limite de elasticidade

Libertação de energia acumulada SISMO


Abalos premonitórios ou SISMO Réplicas
preliminares
~

 Precedem os sismos Grande  Ocorrem depois do grande


 Têm lugar dias ou anos antes libertação de sismo
 Indicam que se estão energia  Podem durar meses
desenvolver tensões  Indicam que as rochas
excessivas no interior da descomprimidas pela libertação
Terra de energia, se estão a adotar a
um novo equilíbrio
Caracterização sismica:

24
Biologia e Geologia
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 SUPERFICIAL – foco entre 0 e 100 Km


 INTERMÉDIO – foco entre 100 e 300 Km
 PROFUNDO – foco entre 300 e 700 Km

Foco ou hipocentro: local do interior da Geosfera onde ocorre a libertação da energia sísmica

Epicentro:
 Zona da superfície onde o sismo é sentido em primeiro lugar e, em geral com maior
intensidade.
 É o local mais próximo do hipocentro, em virtude de se encontrar na vertical que por
ele passa.

Frente de onda: separa uma região que experimenta uma perturbação sísmica particular de
uma região que ainda não a experimentou.

Raio sísmico: qualquer trajetória perpendicular à frente de onda.

Maremoto (ráz de maré ou tsunami): quando o epicentro se localiza no mar

Propagação das ondas sísmicas:


 A energia sísmica dispersa-se, a partir do foco, em todas as direções e sentidos,
obrigando os materiais rochosos a vibrarem.
 Na Terra, devido à sua composição heterogénea, o trajeto das ondas sísmicas é, regra
geral, curvilíneo.

Ondas sísmicas

Internas Superficiais

Ondas Ondas Ondas longas ou L


primárias ou P secundárias ou
S Ondas de Love Ondas de Rayleigh
Ondas P:
 São ondas profundas (ou de volume).
 São ondas de compressão e distensão.
 São designadas também por ondas longitudinais
 As partículas vibram na mesma direção da propagação da onda.
 Propagam-se em meios sólidos, líquidos e gasosos.
 São as ondas mais rápidas (5,5 km/s no granito).
 Velocidade variável
 São ondas de menor amplitude

Ondas S:
 São ondas profundas (ou de volume).
 Não alteram o volume dos materiais
 As partículas vibram numa direção perpendicular à direção da propagação da onda.

25
Biologia e Geologia
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 São designadas também por ondas transversais


 Propagam-se apenas em meios sólidos.
 São mais lentas que as ondas P
 Velocidade variável
 São ondas de baixa amplitude, mas superior à das P

Ondas Superficiais:
 Propagam-se ao longo da superfície.
 Resultam da interferência das ondas profundas.
 São as ondas mais destrutivas
 Velocidade constante
 Ondas de grande amplitude
Dividem-se em dois tipos:
Ondas de Love :
 As partículas vibram horizontalmente, na perpendicular em relação à direção de
propagação.
 Não se propagam na água.
Ondas de Rayleigh:
 As partículas descrevem um movimento elíptico, num plano perpendicular à direção da
propagação, provocando no solo ondulações semelhantes às ondas do mar.
 Propagam-se em meio sólidos e líquidos.

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Intensidade de um Sismo:
 PARAMETRO QUALITATIVO - Tem em conta os efeitos produzidos pelo sismo em
pessoas, objetos e estruturas
Para isso é preciso:
 Fazer inquéritos e entrevistas às populações, que se destinam a colher informações
sobre as observações que fizeram durante um sismo, bem como os estragos causados.
 Fazer o levantamento das principais alterações da paisagem provocada pelo sismo.
 Para avaliar a intensidade de um sismo numa determinada área, utiliza-se a Escala
internacional ou de Mercalli modificada.

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Intensidade de um sismo depende:


 PROFUNDIDADE DE UM FOCO E DA DISTANCIA AO EPICENTRO – a capacidade
vibratória das ondas sísmicas diminui à medida que se afastam do seu ponto de
origem.
 NATUREZA DO SUBSOLO – resposta das rochas á passagem das ondas sísmicas.
 QUANTIDADE DE ENERGIA LIBERTADA NO FOCO – quanto maior a quantidade de
energia libertada maior será.

Carta de isossistas:
 ISOSSISTAS - são linhas curvas, traçadas em tomo do epicentro, que unem pontos com
a mesma intensidade sísmica
 As isossistas apresentam formas irregulares, não sendo circunferências perfeitas,
devido à heterogeneidade dos materiais atravessados pelas ondas sísmicas.
 ZONAS DE INCERTEZA NA INTENSIDADE SÍSMICA - representação das isossistas a
tracejado mencionam zonas onde não existem construções, não se observa a
topografia, onde não foi possível a recolha de dados.

Magnitude de um sismo:
 Está relacionada com a energia libertada pelo foco sísmico.
 È determinada pela Escala de Richter (1935).
 Embora a escala de Richter varie entre 1 e 9, o seu limite superior ainda não está
estabelecido.
 A magnitude pode ser calculada pela seguinte fórmula:
 �=102,4�−1,2
Previsão, sinais preventivos:
 Ocorrência de microssismos, devido a pequenas ruturas
 Alteração da condutibilidade elétrica
 Flutuações dos campos magnéticos
 Modificações das densidades das rochas
 Variação do nível da água, nos poços próximos do epicentro
 Aumento da emissão de radion
 Anomalias no comportamento dos animais

Medidas preventivas:
 Estudo geológico dos terrenos
 Construções parassísmicas
 Formação pessoal
 Planos de evacuação
 Educação da população (comportamentos a assumir antes, durante e depois)

Predição e previsão:
 PREDIÇÃO – previsão a curto prazo

28
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 Conhecidas as zonas de maior risco sísmico e o estudo das falhas ativas permite a
previsão alongo prazo

Os registos de ondas sísmicas em Quanto maior a distância


estações geofísicas localizadas a epicentral maior será a
diferentes distâncias epicentrais, discrepância entre o tempo
chegam a essas estações num período teórico e o tempo real de
de tempo menor que o previsto. chegada das ondas.

Quanto mais distante está a estação do


epicentro mais profundamente mergulham as
ondas a que elas chegam

Velocidade das ondas aumenta com a profundidade

Sugere um modelo não


uniforme da estrutura da Terra

A constituição e as propriedades físicas dos materiais terrestres variam com a


profundidade, condicionando a velocidade das ondas P e S.

A velocidade das ondas sísmicas:


 Aumenta com a rigidez dos materiais
 Diminui com a densidade
 Mas A densidade aumenta com a profundidade
Como:
 Quanto maior a distância Epicentro – sismógrafo, mais profundamente mergulham as
ondas que chegam à estação.
 A velocidade das ondas sísmicas aumenta com a profundidade
 Temos que concluir que a rigidez aumenta muito mais com a profundidade do que a
densidade
Conclusão - A velocidade das ondas P e S varia com:
 Distância epicentro – sismógrafo
 Natureza dos materiais (densidade)
 Rigidez

Superfícies de descontinuidade:
 Superfícies no interior da Terra que separam profundidades com diferente composição
e propriedades

29
Biologia e Geologia
Apontamentos da disciplina

 As ondas sísmicas podem apresentar desvios ou mesmo serem absorvidos no interior


da Terra, assim quando uma onda sísmica encontra uma superfície de descontinuidade
pode refletir-se ou refratar-se

Superfícies de descontinuidade:
 Ao atravessarem materiais com diferentes características, experimentam desvios na
sua direção e modificações na velocidade.
 Devido a refrações contínuas, a trajetória dos raios sísmicos não é retilínea, mas sim
arqueada na direção da superfície terrestre.

O conhecimento das reações das ondas sísmicas possibilita estimativas sobre:


 Densidade
 Espessura
 Composição
 Estrutura
 Estado físico das diferentes zonas do Globo

A análise do percurso e atitude das ondas sísmicas permite admitir a existência de:
 Descontinuidade de Mohorovicic
 Descontinuidade de Gutenberg
 Descontinuidade de Wiechert /Lehmann
 (descontinuidade de repetti – 700 km de profundidade)

Descontinuidade de Mohorovicic ou Moho:


 Limite que define a transição entre a crosta e o manto
 Encontra-se a uma profundidade de 20 a 70 km, a nível da crosta continental e de 5 a
10 km a nível da crosta oceânica
 Separa camadas formadas por materiais de composição e características diferentes.
 EVIDÊNCIAS - Existência de séries de ondas P e S diferentes, o que sugere variações nos
materiais.

Astenosfera:
 Entre os 100 km e os 200 km de profundidade, a velocidade das ondas P e S diminui;
 A partir dos 200 km a velocidade começa a aumentar.
Então:
 Entre os 100km e os 200 km de profundidade há uma zona de baixa velocidade

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 Não está perfeitamente definida porque não há nenhuma descontinuidade;


 Não há evidências de mudança de composição de material
Como interpretar:
 Admite-se que, embora a composição seja idêntica, o material deve ser menos rígido,
menos elástico e mais plástico que nas regiões acima e abaixo dela
Explicação:
 Nessas profundidades a temperatura deve ser suficientemente elevada para provocar a
fusão parcial de alguns constituintes das rochas.
Mas:
 A quantidade de material fundido deve ser pequena, uma vez que as ondas S se
propagam através desta zona.

Descontinuidade de Gutenberg:
 As estações sismográficas situadas a menos de 11.500 km do epicentro (distância
angular de 103º), registavam a chegada de ondas P e S diretas
 As estações sismográficas situadas entre 11500 km e 16000 km (distâncias angulares
de 143º) as ondas P e S diretas não eram registadas.
 Superfície que separa o manto do núcleo (manto inferir do núcleo externo)
 Localiza-se a 2900 km de profundidade
Evidências:
 Existência de uma zona de sombra para as P e S entre os 103º e os 143º de distância
epicentral; e zona de sombra para as S a partir dos 103º;
 Como as ondas S deixam de se propagar, pode admitir-se que esse material esteja no
estado fundido ou se comporte como um liquido.
 Esta hipótese explica também a queda na velocidade das ondas P, que passariam a
propagar-se num material muito denso e pouco rígido.

Descontinuidade de Wiechert/ Lehmann:


 Superfície que separa o núcleo externo do núcleo interno
 Localiza-se a 5140 km de profundidade
Evidências:
 Aumento da velocidade das ondas P, sugere a existência de nova descontinuidade
 Mudança do estado do material: de líquido para sólido
 A pressão deve sobrepor-se à temperatura
 Ferro no estado sólido

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Outros dados que apoiam os modelos de estrutura da Terra

Vulcanologia:
 O estudo dos materiais vulcânicos expelidos do interior da Terra contribuiu para o
estudo da composição litológica do manto, que se admite ser essencialmente
peridotítica
 Em laboratório calcula-se que a densidade do peridotito é 3,3 g/cm3, sendo uma
densidade semelhante no manto superior

Composição da Geosfera
Crusta Continental Rochosa do tipo Silício e alumínio
granítica (sial)
Oceânica Rochosa do tipo Silício e magnésio
basáltica (sima)
Manto Rochosa do tipo Ferro e magnésio
peridotítica (fema)
Núcleo Interno Metálica Níquel e ferro
Externo (nife)

Pressão:
 Aumenta com a profundidade
 Gradiente geobárico – aumento de pressão por km de profundidade
 Altera a estrutura dos materiais, tornando-os mais densos  Faz subir o ponto de fusão
do material
Temperatura:
 Aumenta com a profundidade
 Em certas regiões de pressão e temperatura devem combinar-se de tal modo que torna
possível à fusão do material, total ou parcialmente.

Densidade:
 A densidade aumenta com a profundidade
 Densidade média da Terra – 5,5 g/cm3
 Como os materiais da crosta são menos densos, então tem que se admitir que no
interior devem existir materiais muito densos (podem atingir de 12 a 13 no núcleo)

Planetologia e meteoritos:
Por analogia com as diferentes camadas que constituem o planeta Terra:
 Aerólitos – constituídos por minerais ricos em sílica e muito pouco ferro e niquel –
fragmentos de zonas mais externas, possivelmente crosta;
 Siderólitos - constituídos por porções idênticas de minerais silicatados e ferro – níquel
– corresponderiam ao manto;
 Sideritos - constituídos basicamente por ferro e níquel – corresponderiam ao núcleo.

Modelo geoquímico: baseado na composição química e densidade


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Modelo físico: baseado nas propriedades físicas dos materiais (rigidez)

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