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competências conceitos

Nome: ______________________ tema 1 2 3 4


Nº______ Série: ______________
gênero 1 2 3 4
Data: _____/____/_____________
Professor(a):__________________
coesão e coerência 1 2 3 4
Nota: _______________________ registro 1 2 3 4
Proposição 1 2 3 4

Proposta de Produção textual para o 3º EM

Elabore uma dissertação considerando as ideias a seguir:

Cyberbullying: a violência virtual

Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram


rapidamente e tornam o bullying ainda mais perverso. Como o espaço virtual é ilimitado,
o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada mesmo fora da escola. E o
que é pior: muitas vezes, ela não sabe de quem se defender
Beatriz Santomauro (bsantomauro@abril.com.br)

Todo mundo que convive com crianças e jovens sabe como eles são capazes de praticar pequenas e
grandes perversões. Debocham uns dos outros, criam os apelidos mais estranhos, reparam nas mínimas
"imperfeições" - e não perdoam nada. Na escola, isso é bastante comum. Implicância, discriminação e
agressões verbais e físicas são muito mais frequentes do que o desejado. Esse comportamento não é novo,
mas a maneira como pesquisadores, médicos e professores o encaram vem mudando. Há cerca de 15
anos, essas provocações passaram a ser vistas como uma forma de violência e ganharam nome: bullying
(palavra do inglês que pode ser traduzida como "intimidar" ou "amedrontar"). Sua principal característica é
que a agressão (física, moral ou material) é sempre intencional e repetida várias vezes sem uma motivação
específica. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. E-mails ameaçadores, mensagens
negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos e textos constrangedores para a vítima foram
batizados de cyberbullying. Aqui, no Brasil, vem aumentando rapidamente o número de casos de violência

Deborah Martini ®
desse tipo.

Nesta reportagem, você vai entender os três motivos que tornam o cyberbullying ainda mais cruel que o
bullying tradicional.
- No espaço virtual, os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas.
Antes, o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo.
- Os jovens utilizam cada vez mais ferramentas de internet e de troca de mensagens via celular - e muitas
vezes se expõem mais do que devem.
- A tecnologia permite que, em alguns casos, seja muito difícil identificar o(s) agressor(es), o que aumenta a
sensação de impotência.

Raissa*, 13 anos, conta que colegas de classe criaram uma comunidade no Orkut (rede social criada para
compartilhar gostos e experiências com outras pessoas) em que comparam fotos suas com as de mulheres
feias. Tudo por causa de seu corte de cabelo. "Eu me senti horrorosa e rezei para que meu cabelo
crescesse depressa."

Esse exemplo mostra como a tecnologia permite que a agressão se repita indefinidamente (veja as
ilustrações ao longo da reportagem). A mensagem maldosa pode ser encaminhada por e-mail para várias
pessoas ao mesmo tempo e uma foto publicada na internet acaba sendo vista por dezenas ou centenas de
pessoas, algumas das quais nem conhecem a vítima. "O grupo de agressores passa a ter muito mais poder
com essa ampliação do público", destaca Aramis Lopes, especialista em bullying e cyberbullying e
presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira
de Pediatria. Ele chama a atenção para o fato de que há sempre três personagens fundamentais nesse tipo
de violência: o agressor, a vítima e a plateia. Além disso, de acordo com Cléo Fante, especialista em
violência escolar, muitos efeitos são semelhantes para quem ataca e é atacado: déficit de atenção, falta de
concentração e desmotivação para os estudos (leia mais na próxima página).

Esse tormento permanente que a internet provoca faz com que a criança ou o adolescente humilhados não
se sintam mais seguros em lugar algum, em momento algum. Na comparação com o bullying tradicional,
bastava sair da escola e estar com os amigos de verdade para se sentir seguro. Agora, com sua intimidade
invadida, todos podem ver os xingamentos e não existe fim de semana ou férias. "O espaço do medo é
ilimitado", diz Maria Tereza Maldonado, psicoterapeuta e autora de A Face Oculta, que discute as
implicações desse tipo de violência. Pesquisa feita este ano pela organização não governamental Plan com
5 mil estudantes brasileiros de 10 a 14 anos aponta que 17% já foram vítimas de cyberbullying no mínimo
uma vez. Desses, 13% foram insultados pelo celular e os 87% restantes por textos e imagens enviados por
e-mail ou via sites de relacionamento.

Relatos de vítimas do Bullying:


Maria Nilza Silva Pereira - Postado em 21/06/2010 01:35:16
Bullying: nome novo assunto velho, é necessario que seja feito palestas nas escolas, nos centros
comunitario, não considerando o bullying com um ato violento , mas um crime passivo de pena de reclusão
para o autor, é facil de identificar o autor quando todos sabem que é crime e vão responder pelo que fazem,
a autor não ficara em oculto por muito tempo. Gostaria de falar com as duas mães que expulseram seus
casos Catia e Janete, vocês estão temerosas porém, os vossos filhos estão vulneráveis e sofrendo, tomem
uma atitude; o Conselho Tutelar é a porta para casos com estes, voces não precisam se preocupar, de que
forma irão formular a queixa, pois ao cheguem lá diga apenas que necessita de uma orientação sobre o
assunto, que os conselheiros tomaram as devidas providencias sem sequelas para ambas as crianças pois
todas são vitimas, a que causa e a que sofre, pois o agressor esta refletindo o comportamento que talves
esteja sofrendo em casa ou por outra pessoa e o seu filho ira reproduzir mais tarde. cuide agora eles
contam com voces e estão se sentido desprotegidos pois voces fazem apenas chora com eles. Não façam
isso, descruzem os braços e haja com uma leoa defendam sua cria. dentro da lei. URGENTE. (SIC)

Catia Cristina Martinez - Postado em 01/05/2010 21:24:53


Bullying é muito sério. Estou passando por uma situação que jamais pensei viver. Tenho uma filha de 8 anos
que está sofrendo muito com essa nova doença que surgiu, se assim posso chamar. DIFÍCIL é entender por
que ela sofre a agressão fora da escola, pois as crianças que a desprezam,tocam,humilham etc... não
estudam com ela mas fazem parte da sua vida desde que estavam nas barrigas de suas mães, e isso é o

Deborah Martini ®
mais difícil para mim. A mãe sabe e já chegou a me dizer que : SE EU SEI QUE A MINHA FILHA VAI SER
HUMILHADA OU DESPREZADA POR QUE A DEIXO IR BRINCAR ONDE AS FILHAS DELA ESTÃO?
Respondi que minha filha sempre tem esperanças que naquele dia em especial ela vai ser aceita pelo grupo
que sempre conviveu e que só de uns tempos para cá foi bruscamente substituída por uma colega maior,
mais velha, que não acredita em Papai Noel e Coelho da Páscoa. A realidade é esta mais com a minha
ajuda e a ajuda do pai(que tb sofre muito vendo a filha soluçando pelos cantos) tenho certeza que ela vai
melhoram e superar toda essa "não sei o que", pois na escola é muito amado por todas as amiguinhas que
disputam o dia para leva-la para casa para brincar . Brincar,é só isso que a minha filha quer!!!! Obrigada!

janete teresinha cardoso darosa - Postado em 26/03/2010 21:29:22


tenho um filho de 11 anos que está sendo vítima de agressões por parte de um outro menino de 14
anos,colega de turma dele. trata-se de um menino com um extenso histórico de problemas na
escola,sempre batendo e humilhando outros colegas,sempre menores que ele,de forma gratuíta. Ele bateu
no meu filho por 2 vezes,com chutes,socos,pontapés,uma vez bateu com a cabeça do meu filho em uma
parede.E o que é pior,ele ameaça sempre que vai bater mais no meu filho,ja inclusive ameaçou o meu filho
de morte.A direção da escola se declara de mãos amarradas,já que não pode expulsar o menino por ele ser
menor de idade,os pais são constantemente chamados na escola mais pouco resolvem. Ja dei parte dessas
agressões na delegacia,mais fiquei sabendo que pouco vai adiantar,já que o policial que registrou a queixa
considerou os fatos como briguinha de colegas. Não sei que atitude tomar,penso até em tirar o meu filho da
escola,mais tenho medo de não conseguir vaga em outra escola rápido,e ele perder muito tempo de aula.
Teho medo que as ameaças que o meu filho recebe do tal menino,deixem de ser só ameaças. Por favor,me
ajudem,o que posso fazer ?
Fonte: Revista Nova Escola on line

http://midiazozial.com.br/wp-content/uploads/humor_cyber_bullying.png

Observações:

Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;


• Deve ter uma estrutura dissertativa;
• Não deve estar redigido em forma de poema (versos) ou narração;
• A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;
• Não deixe de dar um título a sua redação.

Deborah Martini ®