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19/04/2018

Como acabamento ou revestimento, a madeira pode ser utilizada em duas formas:


• Madeira maciça (ou sólida)
• Madeira reconstituída

https://www.cartacapital.com.br/revista/867
/radonio-uma-ameaca-6506.html

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O uso da madeira como acabamento interno apresenta inúmeras possibilidades,


desde as tradicionais tábuas corridas e tacos, até pequenos produtos beneficiados,
como rodapés, guarnições, etc.

A indústria brasileira oferece, basicamente, duas alternativas: madeira maciça e


pisos laminados

Os pisos em madeira maciça são as tábuas, os tacos e os parquetes

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Fig. 1 – Características das madeiras para piso

Estabilidade dimensional

Variação dimensional da madeira


Na madeira, as variações dimensionais são caracterizadas pelas propriedades de
retração e inchamento
Em razão da ortotropia, esses fenômenos referem-se às três direções principais:

Característica de
órgão vegetal que se
desenvolve em linha
reta (botânica)

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Retração
A variação dimensional é desprezível na direção longitudinal, mais acentuada na
direção radial e máxima na direção tangencial

(%)

A diferença entre as porcentagens de retração radial (R) e tangencial (T) é o fator


responsável pelas trincas, rachaduras, empenamentos e outros defeitos.

As espécies com baixa relação T/R são as de melhor estabilidade dimensional

Quadro de porcentagens de retração de algumas espécies de madeira

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Defeitos decorrentes dos processos de secagem


São causados por deficiência nos processos de secagem ou falta de cuidados no
armazenamento das peças serradas – inviabilidade das peças

encanoamento arqueamento

torcimento
encurvamento

Como revestimento, a madeira tem uso diversificado, podendo ser dividido em uso
interno e externo, sendo que, no Brasil, o uso mais difundido é o de divisórias
internas
Atualmente, vem se diminuindo o uso de lambris de madeira maciça, dando lugar
aos laminados ou aos derivados em formas de chapas

Fixação dos lambris de madeira

A – sarrafo de fixação. B –
grampo metálico. C –prego.

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Para divisórias, são aplicados os produtos


derivados de madeira: laminados,
particulados e compensados

DIVISÓRIAS Eucatex®

DIVILUX – FORMIDUR BP

Permite vários tipos de modulação – em forma de X, L ou T


Os painéis e portas são fornecidos com o miolo MSO ("honey comb")

Os painéis e portas do sistema de divisórias Divilux podem ser revestidos com:

Formidur BP Plus
Chapa dura de fibras de eucalipto prensada com acabamento em resina
melamínica de baixa pressão, o que confere ao produto ótima resistência superficial
à abrasão e aos impactos e riscos.

Eucaplac UV
Chapa dura de fibras de eucalipto prensada com acabamento em pintura à base
d'água, com secagem ultravioleta, que alia resistência a beleza.

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Cores

DETALHE INTERNO - DIVISÓRIA

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MONTANTES

TIPOS DE MÓDULOS

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Montagem

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PAINÉIS Eucatex®

Eucafibra Lacca AD

Painel MDF revestido com verniz alto brilho com ótima resistência superficial. O
verso possui o mesmo padrão da face em alto brilho. Em marcenarias, deve ser
trabalhado da mesma forma que os painéis MDF revestidos.

Revestido com verniz de altíssimo brilho, confere mais reflexo e profundidade aos
padrões madeirados e unicolores, além de proporcionar maior contraste, nitidez e
realismo.

Indicado para móveis residenciais, comerciais e corporativos, o painel LACCA AD


tem ótima resistência superficial e é de fácil manuseio.

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PAINÉIS Eucatex®

Eucafibra BP

É um painel com revestimento


melamínico de Baixa Pressão (BP),
termofundido com pressão e calor.

Na construção civil, pode ser utilizado em aplicações diversas, como: divisórias,


revestimento de paredes, canaletado e etc.

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A madeira para forro, que também recebe a denominação de lambril, apresenta


(em geral) espessura de 10 mm e largura de 10 cm
Atualmente, encontra-se em crescente uso as madeiras Pinus e Eucalipto, com
bastante aceitação

Dadas as condições de exposição a que estão sujeitas as esquadrias, é


necessário muito cuidado na escolha das espécies de madeira
No Brasil, a madeira já ocupou papel de destaque na fabricação de esquadrias,
mas foi perdendo espaço para outros materiais, como alumínio e ferro.

Diversas são as causas, entre elas:


• Aceleração da produção seriada da indústria metal-
mecânica
• Gradativa redução da oferta de madeiras tropicais
• Pouco desenvolvimento do setor madeireiro no
Brasil
• Oferta ainda insuficiente de madeiras oriundas de
plantios florestais para substituir as tropicais de uso
consagrado

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Principal norma técnica: NBR 10821 (2001) – define parâmetros de desempenho


dos caixilhos de alumínio, PVC, aço e madeira.

A realidade dos setor de esquadrias de madeira difere entre portas e janelas. O do


setor de janelas está comumente designado para o setor de alto padrão – falta de
padronização, alto custo e baixa qualidade das esquadrias mais baratas.

A madeira para perfis de janela

Até o presente momento, não foi possível a utilização


de perfis feitos com chapas e produtos compostos.
Os únicos ainda alternativos à madeira maciça são os
perfis de laminado colado

Perfis de madeira maciça:


As espécies mais propícias são aquelas
empregadas para fins estruturais, pois combinam
leveza, resistência e durabilidade.

É requerida alta resistência ao arranque de


pregos, sendo preferidas madeiras com densidade
acima de 600 kg/m3.

A durabilidade das esquadrias de madeira tem que ser superior a 20 anos

Perfis de madeira laminada:


Esse material apresenta um melhor aproveitamento da matéria-prima, com
espécies de diferentes qualidades nas faces interna e externa – menor custo e
melhor estabilidade dimensional

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São perfis de menor seção e


praticamente livres de defeitos

Perfis de madeira e alumínio:


O alumínio recobre quase que totalmente o exterior dos chassis da esquadria,
atuando como revestimento externo, enquanto a madeira fica do lado interno

Dois tipos de perfis mistos: madeira e alumínio

A janela de madeira-alumínio é produto sofisticado, de custo elevado, mas requer


pouca manutenção e alia a beleza da madeira, no interior, e a proteção do
alumínio, no exterior

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Patologia em janelas de madeira e suas formas de proteção

A radiação ultravioleta pode desencadear a desagregação da lignina e sua


consequente lixiviação pela água da chuva

A umidade acima de 20% provoca a deterioração biológica pela ação dos fungos
Nem sempre a substituição do componente comprometido é a melhor solução. Em
alguns casos, podem ser executados alguns tipos de reparo.

Fotos de deterioração dos cantos inferiores das folhas


de porta e janela

Problemas e soluções em esquadrias de madeira

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Espécies de árvores mais usadas em esquadrias de madeira

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Aspectos favoráveis da utilização de painéis à base de madeira:

• Possibilidade de aproveitamento de quase toda árvore

• Possibilidade de aproveitamento das qualidades do material e redução de


suas eventuais limitações

• Redução do volume de resíduos na fabricação

• Obtenção de produtos que atendam a pré-requisitos técnicos

• Flexibilidade de dimensões das


peças

• Custo competitivo em comparação à


madeira maciça

Os painéis derivados em madeira podem ser classificados em:

• Laminados: chapas de madeira compensada e chapas de lâminas paralelas

• Particulados: chapas de madeira aglomerada, chapas de partículas orientadas


(OSB – oriented strand board) e chapas de partículas não orientadas de
madeira (WB – waferboard);

• Fibras: chapas isolantes de fibras, chapas duras de fibras (HD – hardboard) e


chapas de média densidade (MDF – medium density fiberboard).

• Compostas: chapas que associam um dos tipos mencionados acima ao


emprego de madeira sólida, em forma de sarrafos em seu interior.

Apesar do aspecto semelhante, os processos envolvidos na fabricação e as


aplicações são bastante diferentes

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Chapas de madeira compensada

São compostas por lâminas, de espessura usualmente entre 2 e 4 mm, obtidas a


partir do desenrolamento de toras e do seu falqueamento
Falquear – converter um tronco em falcas, ou
seja, num tronco esquadriado com seção
retangular

Desenrolamento de toras

Essas lâminas podem ser de espécies mais densas – dando origem a produtos de
larga aceitação para formas e cimbramentos de estrutura – ou de espécies mais
leves – a partir das quais se obtém painéis mais indicados para divisórias, forros e
funções decorativas

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As chapas de compensado devem ser estruturalmente balanceadas (simétricas em


relação ao seu plano central). Por isso, na maioria dos casos, são produzidas com
número ímpar de lâminas

No mercado, as chapas de compensado estão disponíveis nas diversas


dimensões, sendo as mais comuns:
• 210 x 160 cm
• 275 x 122 cm
• 220 x 122 cm
• 250 x 125 cm

A espessura varia entre 4 e 35 mm

O uso de chapas resinadas ou plastificadas


garante um maior número de reutilizações

Chapas de lâminas paralelas

Diferentemente do compensado, os painéis de lâminas paralelas (LVL – laminated


viner lamber) têm suas lâminas, em geral, de excelente qualidade, coladas com as
fibras paralelas, o que confere alto índice de rigidez.

Apesar disso, esse tipo de painel ainda


é pouco utilizado no país

Uso do painel de LVL como mesa de vigas


de seção composta

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Chapas de madeira aglomerada

Também conhecidas por aglomerado, essas chapas são constituídas por partículas
de diversas dimensões, em geral não superiores a 1 cm, provenientes de insumos
ligno-celulósicos e unidos por adesivo por pressão

• Suas propriedades podem ser melhoradas em função da granulometria das


partículas, da quantidade de adesivo e do uso de aditivos no processo de
fabricação

Parcela significativa da produção mundial de chapas aglomeradas tem sido


destinada a aplicações na construção civil como pisos residenciais, divisórias,
elementos integrantes de estrutura de escada e de vigamento para telhados, por
seu custo ser inferior aos compensados

No mercado, estão disponíveis as dimensões mais comuns:

• 183 x 220 cm • A espessura varia


• 183 x 275cm entre 8 e 30 mm

• 183 x 440 cm

Também são encontradas chapas com


revestimento melamínico para divisórias

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Chapas de partículas orientadas (OSB)

Nesse tipo de painel, as partículas apresentam largura (entre 1 e 2 cm) bem


inferior ao seu comprimento (que pode chegar a 10 cm)

As espécies de madeira utilizadas devem apresentar fibras retilíneas e adequada


permeabilidade aos adesivos

Processo produtivo: difere das chapas de aglomerado, pois o OSB é produzido


com 3 camadas de partículas com orientação alternada de 90 graus em relação as
demais – melhora das propriedades de flexão e de estabilidade dimensional

• As placas de OSB ainda são muito


suscetíveis a variações de umidade

Painéis de OSB

Orientação das camadas dos


painéis

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Chapas de partículas não orientadas (WB)

Esse tipo de painel difere dos painéis de OSB apenas pela não orientação das
camadas de partículas

Isso proporciona alguma redução nos custos de produção, mas o produto perde,
também, em propriedades relacionadas à flexão gradativa substituição do WB
pelo OSB

Chapas isolantes de fibras

São painéis de baixa densidade (até 400 kg/m3) produzidos com fibras
lignocelulósicas oriundas de madeira, prensadas em processos úmidos com a
possível incorporação de aditivos para melhorar suas propriedades

Tais produtos são usados em divisórias e em elementos para isolação acústica,


podendo receber diferentes tipos de acabamentos superficiais

Chapas de média densidade de fibras (MDF)

São painéis de média densidade (de 600 a 800 kg/m3) também produzidas com
fibras lignocelulósicas oriundas de madeira e ligadas por adesivos sob
determinada pressão e temperatura

• O produto final apresenta satisfatório desempenho à flexão, homogeneidade,


estabilidade dimensional e trabalhabilidade

• Aceita quase todos os tipos de acabamento, sendo muito usado em forros,


divisórias e outros componentes

No mercado, estão disponíveis as


dimensões mais comuns:

• 183 x 275 cm, com espessura


entre 6 e 35 mm

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Chapas duras de fibras (HDF)

São painéis de densidade superior a 800 kg/m3 obtidos industrialmente por


processos secos ou úmidos

Por aceitarem quase todo tipo de acabamento,


são usados em portas, revestimentos de
divisória e outros componentes nos quais são
requeridas pequenas espessuras e resistência
mecânica satisfatória

No mercado, estão disponíveis as dimensões


mais comuns:

• 183 x 244 cm e 122 x 275 cm, com


espessura entre 2,5 e 6 mm

Chapas sarrafeadas

São painéis compostos em cujas faces são utilizadas lâminas de madeira ou


chapas duras de fibras.

O miolo é composto por sarrafos de altura variando entre 10 e 30 mm, que pode
ser colados lateralmente
• Pode ser usado como painel
estrutural e elementos de fôrmas
para concreto armado e protendido

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Chapas compostas para pisos

Também conhecidos como pisos laminados, são painéis compostos de peças de


madeira sólida revestidas por lâminas resistentes à abrasão e acabamento de
excelente qualidade

Pisos em bambu

Madeiras utilizadas no piso: Bambu carbonizado de alta densidade


Largura das réguas de bambu: 10/12,5cm
Espessura: 1/1,5cm
Comprimento: 1,85 metros

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Pisos em bambu

Com variações de cores e texturas e


com réguas mais largas dão ênfase
às tonalidades naturais do bambu

http://www.ecori.com.br/pisoserevestimentos/produtos/pisos

Painéis em bambu

http://www.ecori.com.br/pisoserevestimentos/produtos/pisos

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Referências:

ISAIA, G. C. (ed.). Materiais de construção civil e princípios de ciência e engenharia de


materiais. G. C. Isaia. 2ª. ed. São Paulo : IBRACON, 2010. 2v.
ZANI, Antônio Carlos. Arquitetura e madeira. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 2004.
AZEREDO, H. A. O edifício e seu acabamento. São Paulo : Edgar Blücher , 1987.

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