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DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA - (fase do processo de conhecimento que


materializa direito proferido na sentença). É um procedimento especifico do processo
de conhecimento que tem por finalidade institucional a realização concreta do direito
materializado em obrigação pecuniária gerada por uma sentença. A sentença que
resolve o mérito cria um título executivo. Pode ser operacionalizada a parte do
trânsito em julgado ou provisoriamente. É uma fase do processo de conhecimento
onde tem como objetivo a realização concreta do direito subjacente, visa à satisfação
concreta de uma prestação pecuniária. A sentença é ato judicial de conteúdo decisório
tem função de esgotar a pretensão ou resistência cognitiva. Todas as sentenças
passaram a um regime único de cumprimento e nenhuma delas dependerá mais de
ação executiva separada para ser posta em execução, no sistema atual não há mais
distinção entre as sentenças condenatórias. Todos se realizam por meio de mandado
expedido após sua prolação, na mesma relação processual em que se formou a
sentença. Ação autônoma de execução somente existira para títulos extrajudiciais. A
regra é que a execução de sentença compete ao juízo da causa, entende aquele que
aprecia em 1ª ou única instância seja JUIZ singular “juízo da causa” é o órgão judicial
perante o tribunal. É, igualmente, funcional e por isso absoluta e o qual se forma a
relação processual no improrrogável a competência para CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA. Todas as obrigações estão sujeitas ao cumprimento de sentença, mas o
procedimento é diferente.

REGRAS DISCIPLINADORAS DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA - Há sentenças


que traz em si toda carga eficácia esperada do provimento jurisdicional. Dispensam,
portanto, atos ulteriores para satisfazer a pretensão deduzida pela parte em juízo
(sentenças declaratórias e constitutivas). Há, contudo aquelas que diante da violação
de direito cometida por uma parte contra a outra, não se limitam a definir a situação
jurídica existente entre elas e determinam também a prestação a ser cumprida em
favor do titular do direito subjetivo ofendido. Estas últimas são as condenatórias. Para
passar à execução do comando sentencial é indispensável que a condenação
corresponda a uma obrigação certa, liquida e exigível Por isso se a sentença ao
acolher pedido genérico, não define o valor definido, terá que completá-la pelo
processo de liquidação.

CUMPRIMENTO DE SENTENÇA POR QUANTIA CERTA - Noção de obrigação por


quantia certa. Obrigação por quantia certa é aquela que se cumpre por meio de
doação de uma soma de dinheiro. O debito pode provir de obrigação originariamente
contraída em torno de uma dívida de dinheiro, ou pode resultar da conversão de
obrigação de outra natureza no equivalente econômico.
LIMITES DA SENTENÇA – Materiais- (pedido) não pode ser ultra, citra ou extrapetita.
Formais - fundamentação jurídica, relatório e dispositivo.

EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA FUNDADA EM SENTENÇA - O Juiz para


satisfazer o credor de quantia certa, após a condenação terá de obter a transformação
de bens do devedor em dinheiro, para em seguida, utilizá-lo no pagamento forçado da
prestação adimplida. É essa expropriação que o artigo 475 I chama de execução. Não
se trata, obviamente de conservar a ação de execução de sentença, mas apenas de
utilizar os meios processuais executivos necessários para consumar o fim visado pelo
cumprimento da sentença, em face do objeto especifico da dívida.
O procedimento da execução por quantia certa consiste numa atividade jurisdicional
expropriatória. A justiça se apropria de bens do patrimônio do devedor e os transforma
em dinheiro, para afinal dar satisfação ao credito do exeqüente. Por força de a própria
sentença condenatória dar se- á expedição, após o transcurso do prazo de pagamento
voluntário, do mandado de penhora e avaliação dos bens necessários a satisfação do
direito do credor.
Caberá ao credor requerer a medida em simples petição formulada no processo em
que a condenação foi proferida, a qual será instruída com demonstrativo do debito
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atualizado, não se trata de petição inicial, mais um mero requerimento sem maiores
solenidades ou exigências. Basta que o credor requeira singularmente a expedição do
mandado executivo.

MULTA LEGAL - Tem natureza de clausula penal pelo inadimplemento. O montante da


condenação será acrescido de multa de 10%, sempre que o devedor não proceder ao
pagamento voluntário nos 15 dias subseqüentes à sentença, que fixa o valor da dívida
(isto é a sentença condenatória liquida ou sentença de liquidação da condenação
genérica).
Havendo pagamento parcial no referido prazo, a multa do art.475 J, incidira sobre o
saldo remanescente, para evitar a multa, tem o devedor que tomar iniciativa de
cumprir a condenação no prazo legal, que flui partir do momento em que a sentença
se torna exeqüível em caráter definitivo (intimação da publicação da sentença). A
multa em questão é própria da execução definitiva pelo que pressupõe sentença
transitada em julgado. Durante o recurso sem efeito suspensivo, é possível a execução
provisória, como faculdade do credor, mais inexiste ainda a obrigação de cumprir
espontaneamente a condenação para o devedor, por isso não pode penalizá-lo com
multa pelo atraso naquele cumprimento. Dessa maneira, há na própria sistemática do
direito processual uma inviabilidade de punir-se o devedor por não cumprir a sentença
contra a qual interpôs regular recurso.
A execução provisória é mera faculdade do credor que haverá de aceita-la, segundo
suas conveniências pessoais e sempre por sua conta e risco.
A função da multa é de mera remuneração moratória, outro aspecto é o seu caráter de
acessório do credito exeqüente. Isto quer dizer que podendo dispor do principal no
todo ou em partes pode o credor não exigir a multa e optar por executar apenas o
valor simples da condenação. Trata-se de valor patrimonial disponível, razão pela qual
não pode o Juiz executá-lo sem que a respectiva pretensão tenha sido exercida em
Juízo pelo titular do credito, se o credor não inclui a multa em seu requerimento
executivo, não foi ela incluída no objeto da execução por quem de direito. A penhora e
a expropriação do bem penhorado cobrirão apenas o valor do credito arrolado pelo
exeqüente.
O cumprimento da sentença não se instaura como uma nova ação que exige citação
ou intimação do devedor é as penas a continuidade do processo que a sentença
condenatória não teve condão de encerrar, publicada e intimada à sentença, seus
efeitos se projetam sobre a continuidade dos atos que lhe seguem. O prazo do
cumprimento, portanto não decorre de uma nova instância. E conseqüência da normal
intimação do julgado.

REQUERIMENTO DO CREDOR - Embora não dependa a execução de instauração de


uma nova ação, o mandado de cumprimento da sentença condenatória, nos casos de
quantia certa, não será expedido sem que o credor o requeira. É que lhe compete
preparar a atividade executiva com a competente memória de calculo, com base na
qual o devedor realizara o pagamento, e o órgão executivo prece dera, a falta do
adimplemento a penhora dos bens a expropriar. Caso o credor não requeira a
execução no prazo de seis meses contados da sentença exeqüível, o Juiz mandara
arquivar os autos.

PROCEDIMENTO EXECUTIVO - O prazo para cumprimento voluntário independe de


citação ou intimação do devedor. A própria sentença (de condenação ou liquidação)
implica a abertura dos 15 dias legais para o pagamento do valor da condenação.
Naturalmente, se ocorrer interposição de recurso com efeito suspensivo o prazo deixa
de fluir. Somente depois de substituída a decisão recorrida pela que for proferida, pelo
órgão recursal é que correrão os 15 dias previstos pelo art.475-J. Passado “in albis” o
prazo de pagamento sem que o devedor o tenha realizado, o credor requererá, em
petição simples, a expedição do mandado de cumprimento forçado da condenação,
que se destinara a penhora e avaliar os bens a serem expropriados para satisfação do
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credito constante da sentença.

EXECUÇÃO PROVISORIA E DEFINITIVA - A execução pode ser definitiva ou


provisória. Execução definitiva é aquela em que o credor tem sua situação
reconhecida de modo imutável, decorrente da própria natureza do título em que se
funda a execução. Baseia-se em título extrajudicial ou em sentença transitada em
julgado. E a regra geral da execução forçada.
Execução provisória, que em regra só pode ocorrer em casos de títulos executivos
judiciais e que tem caráter excepcional, é a que se passa, nas hipóteses previstas em
lei quando a situação do credor é passível de ulteriores modificações, pela razão de
que a sentença que reconheceu seu credito não se tornou ainda definitiva, dada a
inexistência de res judicata. Provisória, em suma, é a execução da sentença
impugnada por meio de recurso pendente recebido só no efeito devolutivo.

FUNDAMENTOS DA EXECUÇÃO PROVISÓRIA - Em regra a execução baseia-se na


perfeição do título e no seu caráter definitivo. A sentença para ser executada deve ter
transitado em julgado, fato que ocorre quando não seja mais admissível a interposição
de recurso ordinário ou extraordinário. A lei, no entanto, abre exceções, porque leva
em conta a distinção que se pode fazer entre eficácia e imutabilidade da sentença.
Assim em certas circunstâncias confere eficácia a determinadas decisões, mesmo
antes de se tornarem imutáveis. É o que se passa quando o recurso interposto é
recebido apenas no efeito devolutivo. São questões de ordem prática que levam o
legislador a tal orientação, já que em algumas ocasiões, seria mais prejudicial o
retardamento da execução do que o risco de se alterar o conteúdo da sentença. No
CPC, três são os recursos que excepcionalmente, podem ter efeito apenas devolutivo,
e por isso ensejam execução provisória na sua pendência apelação, recurso especial e
recurso extraordinário em todos os casos. O agravo de instrumento, limitado a
questões incidentes solucionadas em decisão interlocutória, é de natureza especial e
não obsta ao andamento do processo. Todos os demais recursos suspendem a eficácia
dos julgados, por eles atingidos e impedem a execução, seja provisória ou definitiva.

NORMAS BÁSICAS DA EXECUÇÃO PROVISÓRIA


I) A execução provisória corre por iniciativa, conta e responsabilidade do
exeqüente, se a sentença vier a ser reformada, estará ele obrigado a reparar os
prejuízos que o executado houver sofrido. A forma mais completa de
ressarcimento é a restituição dos bens e valores expropriados executivamente,
mais os prejuízos ocorridos pela privação deles durante o tempo em que
prevaleceu o efeito da execução provisória. Em face do grave risco que a
execução provisória pode representar para o exeqüente, não pode ser
instaurada de prejuizoslo Juiz, dependerá sempre do requerimento da parte.
II) A execução provisória, fica sem efeito, sobrevindo acórdão que modifique ou
anule a sentença objeto da execução, restituindo-se as partes ao estado
anterior . A provisoriedade se passa entre as partes do processo e não atinge 3°
que legitimamente tenham adquirido a propriedade dos bens executivos.
III) No caso de levantamento de deposito em dinheiro e de pratica de atos que
importem alienação de propriedade sobre os bens exeqüendos, a execução
provisória só se ultimará mediante caução idônea e suficiente.A coerção, que
pode ser real ou fidejussória, tem de ser idônea, isto é, há de representar, para
o devedor, o afastamento do risco de prejuízo na eventualidade de ser cassado
ou reformado o título executivo judicial que sustenta a execução provisória. A
execução provisória deve ter existência de garantia adequada para recompor
todo possível prejuízo que o executado, se porventura caísse o título judicial, no
todo ou em parte no julgamento de recurso ainda pendente.
IV) As prestações de natureza alimentar ou decorrentes de ato ilícito podem ser
executados provisoriamente com dispensa de caução em 2 hipóteses: o valor
não ultrapassa o limite de 60 salários e o exeqüente está em estado de
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necessidade.
V) Ocorrendo modificação ou anulação apenas parcial da sentença, a execução
provisória ficara sem efeito tão-somente na parte afetada pelo acolhimento do
recurso.
Confirmada a sentença em grau de recurso, a execução provisória transmuda-se
automaticamente em definitiva.

INCIDENTES DA EXECUÇÃO PROVISÓRIA - Antes do levantamento do deposito de


dinheiro ou da realização de ato executivo que importe alienação de domínio, e de
qualquer ato que possa acarretar grave dano para o executado, terá o exeqüente que
oferecer ao juízo caução idônea. Formulara a pretensão em petição avulsa dentro dos
próprios autos da execução, instruindo -a com os documentos necessários à prova de
idoneidade da garantia oferecida. Ouvido o executado decidia de plano, acolhendo ou
rejeitando o requerimento do exeqüente. O caso é de decisão interlocutória, recorrível
por agravo.
O 2° incidente acontece quando durante a execução provisória, ou finda esta a
sentença condenatória é anulada ou reformada pelo acórdão que solucionado o
recurso contra ela manifestado. Terá o credor de reparar todos os prejuízos que a
execução levou ao executado. Também ali não se exige a instauração de um
processo a parte. A liquidação se processará no bojo dos altos da execução provisória,
seguindo o procedimento que se adapta as peculiaridades do feito.

PROCESSAMENTO DA EXECUÇÃO PROVISÓRIA - O procedimento da execução


provisória é o mesmo da execução definitiva, como deve entretanto correr apartada,
reclama a formação de autos próprios, o que se fará utilizando cópias extraídas dos
principais, por iniciativa do exeqüente.

EXECUÇÃO PROVISÓRIA POR QUANTIA CERTA - A multa de 10%, no caso de


cumprimento de sentença por obrigação de quantia certa, na execução provisória não
tem pertinência , uma vez que o sujeito não se encontra no cumprimento definitivo.
Em se tratando de execução manejável por conta e risco do credor, em condições de
precariedade, não se pode entrever falta ou mora do devedor por não dar imediato
cumprimento a sentença. O cumprimento da sentença se baseia na execução do
objeto que deve ser liquido.O Juiz proferindo sentença liquida, o cumprimento da
sentença fica sobrestado (paralisado)

TITULO JUDICIAL ILIQUIDO - A liquidação de sentença constitui-se por procedimento


próprio para tornar uma sentença liquida (certa quanto ao objeto e determinado
quanto ao valor). Deve-se realizar antes do cumprimento da sentença.
OBS: um genérico gera uma sentença liquida (não tem valor).

SENTENÇA ILÍQUIDA - As sentenças condenatórias, embora sejam as que


tipicamente ensejam a execução nem sempre o fazem imediatamente. Se sempre
declaram a certeza do credito do vencedor, nem sempre são precisas quanto ao valor
da divida ou a individuação do objeto da prestação. As vezes ficam apenas no campo
da generalidade, sem descer a espécie do bem da vida a ser prestado. Ilíquida é a
sentença que não fixa o valor da condenação ou não lhe individua o objeto, essa
condição é incompatível com a índole do processo executivo que pressupõe sempre a
lastreá-lo um titulo representativo de obrigação certa, liquida e exigível. A atividade
própria da execução, não é a índole contraditória, não se presta a acertamento ou
definição, mais apenas a realização pratica de uma satisfação jurídicas cuja certeza e
legitimidade já se encontram demonstradas no titulo executivo. Como o juiz não vai
julgar apenas realizar o conteúdo do titulo é imprescindível que o conteúdo seja
liquido, ou seja, determinado especificamente quanto à quantidade á coisa ou fatos
devidos. Daí a necessidade de recorrer o credor a previa liquidação sempre a sentença
não determine o valor devido. É que sem identificação exata da quantia devida pelo
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condenado, a sentença ainda não produziu exigibilidade da prestação para o vencedor


e, portanto o titulo executivo, embora dotado de certeza ainda se acha incompleto,
por carecer de liqüidez, requisito que lhe será agregado por nova decisão no
procedimento liquida tório.
No procedimento sumario a condenação pecuniária não pode ser ilíqüida. Compete ao
Juiz proferir sempre condenação de valor determinado, valor que será definido
segundo a prova disponível ou mesmo imprecisa , dita prova, caberá ao Juiz fixá-la a
seu prudente critério.

NATUREZA JURÍDICA DA LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA - Os atos de cumprimento de


sentença deixaram de ser objeto de ação separada também os atos de liquidação
passaram a condição de simples incidente complementar da sentença condenatória
genérica. A definição do “quantum deberatur” transmudar-se em simples decisão
interlocutória de caráter complementar e com função integrativa. O decisório de
liquidação simplesmente agrega o elemento faltante a sentença, isto é, o “quantum
deberatur” a ser pago na função do debito já reconhecido no julgado ilíquido. Embora
sob forma de decisão interlocutória, o tema enfrentado integra questão
genericamente de mérito, por versar sobre um dos elementos da lide, não deixava
portanto de produzir a coisa julgada material.

LIMITES DA LIQUIDAÇÃO - A decisão de liquidação é um simples complemento da


sentença de condenação. Sua função é apenas de gerar uma decisão declaratória do
“quantum deberatur”, que na espécie já s contem na sentença genérica, e que é
proferida em complementação desta. Não se deve perder de vista o conceito que o
Código faz de sentença considerando-a solenemente como portadora da força da lei
nos limites da lide e das questões decididas e tornando-a imutável e indiscutível após
o transito em julgado.

LIQUIDAÇÃO POR INICIATIVA DO VENCIDO - O devedor tem não apenas o dever


de cumprir a obrigação, mais também o debito de liberar-se da obrigação, assim o
Código reconhece a legitimidade tanto ao vencedor como o vencido para promover a
execução da sentença. Sendo a liquidação um processo preparatório da execução e
também um meio de propiciar ao devedor a solução de sua obrigação, se o credor
permanecer inerte após a sentença condenatória, não se pode recusar ao devedor a
faculdade de tomar a iniciativa de propor a liquidação, assumindo posição ativa no
processo. O direito de liquidar a sentença cabe tanto ao credor como ao devedor.

RECURSO - O decisório que julga o incidente da liquidação, em qualquer de suas


formas passou a ser decisão interlocutória, cuja impugnação recursal verá de ser feita
por agravo de instrumento. Tal recurso é desprovido de efeito suspensivo, de sorte a
não impedir os atos subseqüentes de cumprimento de sentença ilíquida. Também das
questões incidentemente decididas no curso da liquidação, o recurso cabível será
agravo de instrumento, não havendo que se cogitar do agravo retido, pois não há no
procedimento liquidatário uma sentença posterior sujeita a apelação, o que priva de
toda utilidade a forma retida do recurso.

LIQUIDAÇÃO FRUSTRADA - Quando o promovente não fornece os elementos


necessários à apuração de quantum debeatur ou promove a liquidação por
meio adequado, o processo fica frustrado, por não alcançar seu objetivo, que é
a definição precisa do objeto da condenação.
No caso não ocorre improcedência do pedido, mas sim extinção do processo
sem julgamento do mérito, que será reconhecido por sentença. Esse
julgamento acarretará o ônus das custas para o credor, mas não impediria que
ele propusesse nova liquidação, porque não haverá coisa julgada material.
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PROCEDIMENTOS POSSÍVEIS - O processamento da liquidação faz-se,


ordinariamente, nos próprios autos da ação condenatória. Quando couber a
execução provisória, liquida-se a sentença em autos apartados, formados com
cópias das ecas processuais pertinentes.

O procedimento da liquidação de sentença variará conforme a natureza das


operações necessárias pata fixação do quantum debeatur. A liquidação não
se dá mais por meio de nova relação processual resume-se a simples incidente
do processo em que houve a condenação genérica. (Quando a sentença não
transita em julgado – sentença provisória- e ainda está ilíquida, ela pode ser
executada. A liquidação de sentença provisória será feita ao juízo ad quo e não
perante o tribunal, cabe ao credor extrair cópias dos autos e pedira a
liquidação ao juiz ad quo).

LIQUIDAÇÃO POR CÁLCULO - (A própria sentença traz a equação que só precisa


ser operacionalizada)

Operacionalização de equação aritmética previamente concebida. O próprio


credor elabora um demonstrativo do montante da dívida na data da
instauração da execução, desde, é claro, que toda se faça mediante simples
cálculo aritmético.O requerimento cumprimento da sentença será instruído
com “a memória discriminada e atualizada do cálculo”. Se o executo não
aceitar o cálculo do credor, terá de impugná-lo com o fundamento em excesso
de execução. Sendo material o erro ocorrido poderá ser corrigido a qualquer
tempo.

Como a lei determina o prazo de 15(quinze) dias, para que o devedor cumprir a
prestação a que foi condenado. Cabe a ele também a elaboração de cálculos,
se o credor não diligenciá-la antes do referido termo. (O credor faz os cálculos
entrega para o juiz na data, corrigido).

LIQUIDAÇÃO POR ARBITRAMENTO - (Procedimento a ser realizado apenas por


um perito competente se dá a partir da elaboração de laudos periciais que
sejam condizentes).

Determinado pela sentença ou convencionado pelas partes. Depende de laudo


técnico elaborado por perito competente. (O dispositivo da sentença deve
necessitar de esclarecimentos científicos).

Quando a própria sentença determina que a liquidação se faça por


arbitramento, a questão é simples e nada mais resta ao credor senão cumprir o
julgado. (Exigir a natureza do objeto da obrigação).
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A convenção das partes pode decorrer de cláusula contratual anterior a


sentença ou de transação posterior ao decisório. Quando existirem nos autos
todos os elementos necessários para que os peritos declarem o valor do débito,
o caso é de arbitramento. Aqui se necessita de conhecimentos técnicos dos
árbitros para estimar-se o montante da condenação enquanto na liquidação por
cálculo ocorrem apenas operações aritméticas.

O procedimento segue as normas gerais da prova pericial. Intimado o devedor,


o juiz nomeará o perito, marcando desde logo o prazo para a entrega do laudo.
Diante do pronunciamento dos interessados, o juiz poderá tomar uma das
decisões:

1. Proferir decisão, declarando o valor da condenação ou individuando


o objeto;

2. Designar audiência de instrução e julgamento, não pode fazer


outras provas, mas sim esclarecimentos do perito e assistente.

(A pericia não tem como finalidade rediscutir o objeto da ação, visa


discutir o objeto da liquidação, o valor que será atribuído). (O juiz
percebendo que a sentença proferida é ilíquida já pode nomear
perito).

LIQUIDAÇÃO POR ARTIGO - Necessidade do quantum debeatur decorrer da


produção de provas sobre fatos novas referentes à detenção do valor.
Tem como objetivo tomar o objetivo da S. determinado de valor através de prova de
fatos novos que estejam diretamente ligados ao quantum debeatur.
O credor em petição articulada indicará os fatos a serem privados para servir de base
e L. não cabe a discussão indiscriminada de quaisquer fatos arrolados ao puro arbítrio
da parte. Apenas serão arroladas e articuladas os fatos que tenham influência na
fixação do valor da condenação. E sob nenhum pretexto será lícito reabrir a discussão
em torno da lide, definitivamente definida na sentença de condenação.
• Os fatos só são importantes se o pedido for julgado procedente;
• Se houver fato novo q vá interferir no julgamento da lide ele será indefinido
• Apesar de já terem ocorridos não foram levados a lide uma vez que o pedido foi
genérico.

INDISPONIBILIDADE DO RITO DA LIQUIDAÇÃO - Não tem o juiz nem as parte


disponibilidade acerca dos procedimentos previstos para a liquidação de sentença.
Cada um deles foi traçado pela lei visando situações específicas e só o uso daquele q
for adequado ao caso concreto é que deverá prevalecer. O ponto de partida para a
escolha entre os diversos ritos está na análise do grau de imprecisão da sentença, já
que será esse o dado que irá permitir a adoção de um dos caminhos autorizados por
lei.
Nos casos de condenação líquida, a lide fica apenas parcialmente solucionada:
assenta-se a certeza do direito da litigante , mais não se define ainda exatamente seu
quantum. Por isso quando no julgamento subseqüente, chega-se à definição exata do
objeto da condenação, o decisório ainda está versando sobre parte da lide e
conseqüentemente, diz respeito ao mérito da causa.

PENHORA - Ato judicial que tem por finalidade a garantia patrimonial do pagamento
através da especificação das responsabilidades. Especializada pela apreensão e
deposito do bem, será materializada pelo auto de penhora ou pela penhora nos autos.
O patrimônio do devedor é a garantia de seus credores. Ao assumir a obrigação o
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devedor contrai para si e para o seu patrimônio uma responsabilidade. A dívida é


normalmente satisfeita pelo cumprimento voluntário da obrigação pelo devedor. A
responsabilidade patrimonial atua no caso de inadimplemento, sujeitando os bens do
devedor à execução forçada que se opera através do processo judicial.
Responsabilidade patrimonial é conseqüência jurídica processual gerada para o
devedor em virtude da qual a generalidade do seu patrimonial responde pela
obrigação assumida, todo patrimônio futuro e existente será usado pelo cumprimento
da obrigação.
A execução por quantia certa é um serviço público que o Estado põe a disposição do
credor para realizar coativamente, a beneficio deste mais também no interesse
público de manutenção da ordem jurídica, o crédito não satisfeito voluntariamente
pelo devedor na época e forma devida.
Ao assumir uma obrigação todo o patrimônio fica suscetível de responder pela
obrigação, todo patrimônio fica genericamente vinculado a obrigação.
Essa expropriação executiva para obter o numerário a ser aplicado na realização do
crédito exeqüente se opera ordinariamente, por meio da alienação forçada do bem
afetado ao processo, seja em favor de terceiro seja em favor do próprio credor.
Penhora é feita através da apreensão e depósito como primeiro ato expropriatório da
execução forçada por quantia certa.
É a penhora o primeiro ato por meio do qual. E põe em prática o processo de
expropriação executiva.
Tem ela a função de individualizar o bem, sobre os quais o ofício executivo deverá
atuar para dar a satisfação ao credor e submetê-lo materialmente à transferência
exata.
Com esse ato, a responsabilidade patrimonial, que era genérica, ate então sofre
processo de individualização, mediante apreensão física, direta ou indireta de uma
parte determinada e específica do patrimônio do devedor.
A penhora é um ato de afetação, porque sua imediata conseqüência de ordem prática
e jurídica, é sujeito os bens por ela alcançados aos fins de execução colocando-os a
disposição do órgão judicial para realizar o objetivo da execução que é dar satisfação
ao credor.

NATUREZA JURÍDICA DA PENHORA - Longe da eventualidade e da acessoriedade


que caracterizam medidas cautelares, a penhora constitui um momento necessário do
processo executório. Através de sua indispensável presença é que se dá o primeiro
passo nos atos executórios tendentes a realizar a transferência forçada dos bens do
devedor. È ela que realiza a função de individualizar os bens sobre que o juízo
executivo deverá proceder para satisfazer a pretensão do credor.
A penhora é um ato executivo cuja finalidade é a individuação e preservação dos bens
a serem submetidos ao processo de execução, trata-se do meio de que se vale o
Estado para fixar a responsabilidade executiva sobre determinados bens do devedor.
O que define a natureza da penhora é ser ela um ato que configura declaração de
vontade dos órgãos jurisdicionais emitida no exercício do poder jurisdicional de
império, endereçada a realização coativa do direito.
È declaração de vontade soberana do Estado, através de seus órgãos jurisdicionais, no
exercício da função de realizar coativamente o direito.

FUNÇÃO DA PENHORA - A penhora importa individualização apreensão e depósito


de bens do devedor que ficam à disposição judicial com o objeto de subtraí-los à livre
disponibilidade do executado e sujeitá-los à execução.
Individualizados os bens que haverão de dar efetividade à responsabilidade
patrimonial, seque-se o ato de apreensão deles pelo órgão executivo, e a as entrega
ao depositário que assumirá um encargo público, sob o comando direto do juiz da
execução ficando assim responsável pelo guarda e conservação dos bens penhorados
e seus acessórios presentes e futuros.
Aperfeiçoada a penhora, pela apreensão e depósito dos bens, bem como a lavratura
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do competente termo processual, surge para o devedor e para o terceiro a


indisponibilidade dos bens afetados.

BENS PENHORÁVEIS E IMPENHORÁVEIS - A penhora visa dar início a transferência


forçada de bens do devedor para apurar a quantia necessária ao pagamento do
credor. Pressupõe destarte a responsabilidade patrimonial e a transmissibilidade dos
bens.
É o patrimônio do devedor que deve ser atingido pela penhora. A regra básica é que a
penhora deve atingir os bens negociáveis, ou seja, os que podem normalmente alienar
e converter no respectivo valor econômico.
O art.649 enumera vários casos de bens patrimoniais disponíveis que são
absolutamente impenhoráveis, essa limitação a penhorabilidade encontra explicação
em razões diversas de origem ético-social, humanitária, política ou técnico econômico.
A razão mais comum para impenhorabilidade de origem econômica é de preservar
receitas alimentares do devedor e de sua família.
Não pode a execução ser utilizada para causar a extrema ruína, que conduza o
devedor e sua família a fome e ao desabrigo, gerando situações aflitivas inconciliáveis
com a dignidade da pessoa humana.
Relativização da penhora apesar de o bem compor o patrimônio do devedor, não pode
ser penhora por restrições legais.
Razão jurídica: a penhora ao fazer cumprir a obrigação não pode fazer com que a
pessoa seja humilhada, não pode produzir qualquer efeito que torne a dignidade
humana relativizada.

RESSALVA GERAL A REGRA DA IMPENHORABILIDADE - Nos casos de coisas


impenhoráveis contemplados nos incisos I, II a VIII que tenham sido adquiridos pelo
devedor por meio de negócio oneroso, não deve prevalecer o privilégio da
impenhorabilidade se o crédito executado provier do preço de aquisição do bem ou do
respectivo financiamento.
Se um bem impenhorável foi adquirido mediante obrigação creditícia e não havendo
adimplemento o bem será excluído do rol dos impenhoráveis. Somente o credor da
obrigação creditícia pede exceção

BENS RELATIVAMENTE IMPENHORÁVEIS - Consideram-se bens relativamente


impenhoráveis aqueles cuja penhora a lei só permite quando inexistem outros bens no
patrimônio do devedor que possam garantir a execução.
Os frutos e rendimentos dos bens inalienáveis seguem em princípio o destino destes,
ou seja, são impenhoráveis.
Tudo se passa da mesma maneira prevista para salários e vencimentos. Estes são em
princípio impenhoráveis. Sendo, porém a execução relativa a débito alimentar,
desaparece a impenhorabilidade. È exatamente o que se passa com os frutos e
rendimentos da coisa inalienável: não são livremente penhoráveis pelos credores em
geram, mas se o credor é de prestação alimentícia, pode fazer com a penhora incida
sobre eles.

LIMITES DA PENHORA - A execução por quantia certa deve atingir o patrimônio do


devedor até apenas onde seja necessário a satisfação do credor. E deve fazê-lo,
também apena enquanto tal agressão representar alguma utilidade prática para o fim
almejado pela execução forçada. O código institui 2 limites a penhora:
*deve atingir apenas os bens que bastem a satisfação e honorários advocatícios;
*não deve ser realizada, nem mantida quando evidente que o produto da execução
dos bens encontrados será totalmente absolvido pelo pagamento das custas da
execução. Não pode a penhora ser excessiva e nem inútil.

ESCOLHA DOS BENS A PENHORAR - Cabe ao credor o poder de indicar na petição


inicial da execução por quantia certa os bens a serem penhorados. Se não o fizer a
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penhora atingirá bens que forem encontrados pelo oficial de justiça até o limite do
art.659.
É claro que o credor ao dispõe de um poder absoluto para deferir objeto de penhora,
tem a iniciativa mais cabe ao devedor impugnar caso não obedeça a gradação legal
ou se não respeitar a forma menos gravosa pra o executado.
Quando o credor não escolher, autorizado está o devedor a indicar ao oficial de justiça
o bem que entenda que deve ser penhorado dentro da escala de preferência.
Admite-se de tal sorte, a justificação da escolha dentro dos parâmetros da facilitação
da execução e sua rapidez e da conciliação quanto possível dos interesses das partes.
No caso não há citação de devedor mais expedição direta do mando de penhora, após
o prazo de cumprimento voluntário. Ao credor no requerimento da diligência, cabe
indicar o bem a penhora.

PENHORA PELO OFICIAL DE JUSTIÇA - Num só mandado o oficial receberá a


incumbência de citar o executado e realizar a penhora e avaliação.
Citado o devedor, com as cautelas próprias do ato, o oficial devolverá a primeira via
do mando ao cartório.
*Não há citação nem prazo de três dias no procedimento. O mandado é de penhora
imediata, pois o prazo para pagamento se e conta a partir da sentença,
independentemente de citação.
Se o credor exercer a faculdade de indicar na petição inicial os bens a serem
penhorados, o oficial de justiça fará com que a constrição recaia sobre os ditos bens.
Não havendo tal nomeação, penhora os que encontrar em volume suficiente para
garantir a satisfação dos créditos e acessórios.

AUTO DE PENHORA E PENHORA POR TERMO - A penhora é feita mediante


apreensão e depósito dos bens, seguindo-se a lavratura de um só auto, redigido pelo
oficial, o documento deve observar estilos requisitos da lei a fim de tornar a penhora
válida.
Quando a nomeação dos bens é feita em juízo, por petição deferida, não há diligência
do oficial para realizar a penhora, aqui quem formaliza o ato processual é o escrivão,
mediante lavratura de termo nos próprios autos do processo.
*auto penhora: elaborado pelo oficial, fora do processo em diligência cumprida fora da
sede do juízo, deve observar o art.665, que são indispensáveis.
*penhora por termo: só realizados se autorizado pela lei, não tem necessidade de
diligência é redigido pelo escrivão no bojo do processo.

DEPÓSITO E ADMINISTRAÇÃO DOS BENS PENHORADOS - A penhora visa a


retirada dos bens da posse direta do devedor de maneira que o depósito se apresenta
como elemento essencial do ato executivo. Porque sem depósito não produz eficácia
alguma.

ESCOLHA DO DEPOSÍTARIO - A nomeação do depositário é ato que integra o


cumprimento do mandado executivo. Cabe, pois em princípio, ao próprio oficial de
justiça escolheu o depositário e atribui-lhe o encargo judicial, mediante assinatura, do
termo depósito que integra o auto de penhora.
Não há mais preferência genérica em favor do executado. O encargo de depositário
somente por exceção ser-lhe a atribuído.

FUNÇÃO DO DEPOSITÁRIO - Atua o depositário no processo executivo como auxiliar


da justiça. As funções do depositário dos bens penhorados são de bem público.
Qualquer que seja o depositário sua posse é sempre em nome do órgão judicial, pois
os bens com a penhora passam a sofrer uma gestão pública.
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A função do depositário é guardar e conservar ditos bens, evitando extravios e


deteriorações, enquanto se aguarda o ato expropriatório final, agindo sempre em
nome e a ordem do juiz.
No exercício da função pública que lhe é afeta, o depositário assume a
responsabilidade civil e criminal pelos atos praticados em detrimento da execução e
de seus objetivos.

AVALIAÇÃO - Após a penhora sobrevém a avaliação como ato preparatório e


necessário a expropriação executiva. Tem a finalidade de tornar conhecido a todos os
interessados o valor aproximado dos bens a serem utilizados como fonte dos meios
com que o juízo promoverá a satisfação do crédito do exeqüente.
È a avaliação que basicamente, determinava o preço pelo qual os interessados
poderão adjudicar os bens penhorados, e o preço a partir do qual, na venda por
iniciativa particular e não hasta pública, os interessados ou bancos poderão formular
suas propostas ou lances.

AVALIAÇÃO CABE AO OFICIAL DE JUSTIÇA - O mando executivo, a ser por ele


cumprido compreende a citação, a penhora e a avaliação. O auto de penhora, portanto
deverá conter não só a descrição mais também a avaliação dos bens penhorados.
Para efeito da execução por quantia certa, a perícia é singular limitando-se a
atribuição de valores aos bens penhorados.
Avaliação dos bens penhorados deve acontecer, ordinariamente, no momento da
realização da própria penhora, por ato do oficial de justiça. Quando o avaliador é o
oficial de justiça, seu laudo integrará o auto de penhora um só documento conterá a
constrição executiva (penhora e depósito) e a estimativa dos valores dos bens
penhorados. Embora peça única, o auto deverá satisfazer as exigências legais tanto da
penhora como do laudo avaliatório.

IMPUGNAÇÃO DO EXECUTADO - Para que se cumpra o devido processo legal e


especialmente, para se manter o contraditório, prevê o direito do devedor de oferecer
impugnação, nos 15 dias que se seguem a intimação da penhora e avaliação.
Uma vez que a dívida já foi acertada por sentença, não cabe ao executado realizar a
discussão sobre o mérito da impugnação. Sua impugnação terá de atingir ao terreno
das preliminares constantes dos pressupostos processuais e condições da execução.

INEXIGIBILIDADE DO TÍTULO - Os pressupostos específicos da execução forçada


são o título executivo e o inadimplemento do devedor. Não se pode, portanto manejar
validamente a ação executiva sem que esteja em nome o devedor, isto é, sem que
seja exigível a dívida.
A inexigibilidade do título judicial pode decorrer da pendência de recurso de efeito
suspensivo onde se subordina o direito do credor a termo ainda não alcançado ou
condição não verificada.
Só a dívida vencida pode ser exigida através da execução forçada.

PENHORA INCORRETA OU AVALIAÇÃO ERRONEA - A penhora deve incidir sobre


bens legalmente impenhoráveis e deve respeitar o montante da dívida exeqüendo.
Legitima é a impugnação do devedor em face da conotação de bens que não podem
ou não devem figurar na execução. Não se revestindo o título de liquidez, certeza e
exigibilidade, condições basilares no processo de execução constituem-se em
nulidade, podendo a parte argüi-la.

INCONSTITUICIONALIDADE DA SENTENÇA - A Sentença que afronta a CF


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contamina-se de nulidade absoluta, sendo, pois o caso de nulidade, a coisa julgada


não tem condão de eliminar a profunda ineficácia de Sentença que por isso mesmo
será insanável e argüível a qualquer tempo a sentença formalmente transitada em
julgado não tem força para se manter, quando prolatada contra vontade soberana da
constituição.
O reconhecimento da nulidade da sentença inconstitucional, não depende de
rescisória e pode se verificar a qualquer tempo e em qualquer processo, inclusive na
via incidental da impugnação ao pedido de C.S.

IMPUGNAÇÃO AO EXCESSO DE EXECUÇÃO - Para que o devedor seja ouvido


quando sua impugnação acuse excesso de execução e indisponível que a firmação de
estar o credor a exigir quantia certa superior à resultante da condenação seja
acompanhada de declaração imediata de qual o valor que entende correto.
A falta de semelhante explicitação (que há de ser feita quanto cabível por meio de
memória de calculo sujeita o devedor à rejeição liminar de sua impugnação.
A impugnação manifesta-se por meio de simples petição no bojo dos autos é um
incidente processual (não cria nova relação processual) que tem natureza de
embargos. Por isso não há citação, cumpre-se naturalmente o contraditório, ouvindo-
se a parte contrária e permitindo-se provas necessárias à solução da impugnação.

EFEITOS DA IMPUGNAÇÃO - De ordinário a impugnação não tem efeito suspensivo,


o cumprimento de sentença prosseguirá normalmente. Se o Juiz considerar que os
fundamentos da Impugnação são relevantes e que o prosseguimento do cumprimento
de sentença seja manifestamente de causar ao executado (devedor) dano grave e de
difícil reparação, deverá atribui-lhe efeito suspensivo. Porém se o credor quiser
continuar com o cumprimento de sentença deverá dar caução idônea, o que é inócuo,
pois não há valor suficiente para um dano irreparável, tem o Juiz que parar o
cumprimento da sentença.

PRESSUPOSTOS DO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - O direito de praticar a


execução forçada é exclusivo do estado, ao credor cabe apenas a faculdade de
requerer a atuação estatal.
São condições para o cumprimento de sentença:
*A existência do titulo executivo, de onde se extrai o atestado de certeza e
liquidez da divida.
*A atitude ilícita do devedor, consoante no inadimplemento da obrigação que
comprova a exigibilidade da divida.
Cabe ao titulo executivo fixar os limites objetivos e subjetivos da coação estatal a ser
desencadeada.
O titulo executivo representa o acertamento de um credito do qual provem a certeza
necessária para autorizar a execução e desenvolver o processo onde a sanção se
concretiza em beneficio do credor e as expensas do devedor.
São requisitos indispensáveis para reconhecer ao titulo força executiva legal:
*Certeza – quando em torno do titulo não há controvérsia sobre sua existência.
*Liquidez – quando é determinada a importância
*Exigibilidade – quando o seu pagamento não depende de termo ou condição, nem
está sujeito a outras limitações.
Para o desenvolvimento dos atos de cumprimento de sentença é necessário a
ocorrência de dois requisitos: inadimplemento do devedor e titulo executivo judicial.