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Identidade é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos


com os quais é possível diferenciar pessoas, animais,
plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do
conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes.

No âmbito humano, a identificação surge desde os


primórdios das civilizações. Em seu princípio, possuiu a
finalidade de garantir posse, sobretudo sobre terras,
animais, pessoas e objetos, além de identificar as pessoas
nocivas ao convívio social. Para isso, empregavam-se
processos primitivos tais como as modificações corporais,
tatuagens, roupas e acessórios.
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Conforme a civilização humana foi adquirindo conhecimento


e tecnologias mais avançadas, técnicas de identificação mais
sofisticadas puderam ser adotadas. Tal processo culminou na
adoção dos processos de identificação modernos, tais como
a antropometria e a papiloscopia.
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ANTROPOMETRIA
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A antropometria consiste na medição e assinalamento da


relação das diversas partes do corpo humano, tais como a
altura, dimensão da mão e das estruturas da face. Utiliza-se
também o assinalamento de características intrínsecas, tais
como a cor dos olhos, a cor da pele e eventuais marcas
particulares como tatuagens e cicatrizes.

Estas características são organizadas em fichas individuais e


arquivadas em bancos de dados estatais, de forma a
possibilitar a identificação dos cidadãos.

Foi um sistema desenvolvido e utilizado durante boa parte do


séc. XIX.
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PAPILOSCOPIA
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Papiloscopia é o método de identificação humana que utiliza-se


das características das papilas dérmicas.

A papiloscopia começou a ser adotada de forma plena no início


do séc. XX, visto que supre as falhas do sistema antropométrico
utilizado até então, conforme ilustram os casos que veremos a
seguir.

sendo atualmente o sistema mais utilizado para fixar a


individualidade de cada um, pelo baixo custo, confiabilidade e
aplicabilidade em grande escala.
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Caso Will/West

Um dos casos mais proeminentes de erro de identidade ocorreu


entre 1901 e 1904, na Penitenciária de Leavenworth, Kansas,
que adotava o sistema antropométrico para identificar seus
prisioneiros.

Um arquivista, em 4 de maio de 1903, coleta os dados


antropométricos de um prisioneiro recém-chegado chamado Will
West e o reconhece, afirmando que ele já tinha estado naquela
prisão, porém recebe a negativa deste.
O agente localizou então um cartão com as mesmas medidas
coletadas, porém com o nome de William West. As fotografias
de William West pareciam idênticas comparadas com as do
novo prisioneiro .
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Além da semelhança visual, os dois homens se pareciam no
nome também. As fórmulas antropométricas também eram quase
idênticas, bem dentro do alcance que poderia ser atribuído a
variações individuais.

Para desfazer a dúvida coleta-se as impressões digitais de Will e


as compara com os datilogramas arquivados em nome de
William, concluindo que são diferentes. Para surpresa dos
funcionários da penitenciária, William ainda estava preso e
cumpria sentença por assassinato, desde 9 de setembro de 1901.

O caso desacreditou três métodos usados na identificação


humana, o nome pessoal, a fotografia, e as medidas
antropométricas
Embora algumas agências continuaram a usar o sistema
antropométrico, a impressão digital era obviamente o sistema de
identificação do futuro.
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Will West, medidas: William West, medidas:


(178.5; 187.0; 91.2; 19.7; (177.5; 188.0; 91.3; 19.8; 15.9;
15.8; 14.8; 6.6; 28.2; 14.8; 6.5; 27.5; 12.2; 9.6)
12.3; 9.7)
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Juan Vucetich, Argentina.


Pioneiro da papiloscopia, pesquisou e
desenvolveu um sistema de classificação e
arquivamento de impressões. A ele deve-se o
primeiro caso autêntico de identificação de
um autor de crime através das impressões
digitais, em 1892, e também a primeira
identificação de cadáver, em 1895, tornando
tal técnica oficializada na Argentina, e
posteriormente reconhecida pela Academia
de Ciências de Paris, em 1907.
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PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA
PAPILOSCOPIA

 Perenidade

 Imutabilidade

 Variabilidade
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 PERENIDADE é a propriedade que têm os desenhos papilares de


se manifestarem definidos entre o quarto e o sexto mês de vida
intra-uterina, até a completa putrefação cadavérica.

O desenho papilar observado num recém-nascido permanece até a


sua velhice, com a única diferença do aumento de tamanho, como
se fosse uma ampliação fotográfica.

Faulds, Vucetich e Fogeot, após examinarem múmias puderam


comprovar que as impressões digitais continuam existindo por
milhares de anos.
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Princípios fundamentais da
Papiloscopia.
 IMUTABILIDADE é a propriedade que têm os desenhos papilares
de não mudarem as suas formas originais, desde o seu surgimento
até a completa decomposição cadavérica. O desenho conserva-se
idêntico a si mesmo, não muda durante toda a sua existência.

 VARIABILIDADE é a propriedade que têm os desenhos papilares


de não se repetirem, variando de região para região papilar e de
pessoa para pessoa. Nem mesmo na mesma pessoa é possível
encontrar impressões papilares semelhantes.
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CLASSIFICAÇÃO DOS
DATILOGRAMAS
# DOS TIPOS FUNDAMENTAIS

ARCO
É o datilograma adéltico
constituído de linhas mais ou
menos paralelas e abauladas
que atravessam ou tendem a
atravessar o campo digital,
podendo muitas vezes
apresentar linhas angulares ou
que se verticalizam.
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DOS TIPOS FUNDAMENTAIS

PRESILHA INTERNA

É o datilograma que apresenta


um delta à direita do observador
e um núcleo constituído de uma
ou mais linhas, que, partindo da
esquerda, vão ao centro do
desenho, curvam-se e voltam ou
tendem a voltar ao lado de
origem, formando uma ou mais
laçadas.
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DOS TIPOS FUNDAMENTAIS

PRESILHA EXTERNA

É o datilograma que apresenta


um delta à esquerda do
observador e um núcleo
constituído de uma ou mais
linhas, que, partindo da direita,
vão ao centro do desenho,
curvam-se e voltam ou tendem
a voltar ao lado de origem,
formando uma ou mais laçadas.
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DOS TIPOS FUNDAMENTAIS

VERTICILO

É o datilograma que se
caracteriza pela presença de
um delta à direita e outro à
esquerda do observador e
um núcleo de forma variada,
apresentando pelo menos
uma linha curva à frente de
cada delta.
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DOS TIPOS FUNDAMENTAIS

TIPO ANÔMALO
É aquele que não se
enquadra em nenhum dos
conceitos dos quatro tipos
fundamentais.
Observação esta
classificação, embora prevista
era raramente utlizadas, pois
sempre que possível o
datilograma era classificados
entre os quatro tipos
fundamentais.
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DOS TIPOS FUNDAMENTAIS

TIPOS ACIDENTAIS
Os desenhos papilares que sofreram alterações no datilograma em face
de eventos externos, não congênitos, como o exercício profissional
acidentes e atentados, que, de maneira irreversível, impedem a
determinação do tipo fundamental. Entretanto, as demais áreas
permanecem inalteradas, por isso podem ser utilizadas como uma
característica a mais das impressões papilares.

CICATRIZ
Impossibilidade de determinar o tipo fundamental por causa de marca
permanente motivada por corte, pústula, queimadura, esmagamento, etc.

AMPUTAÇÃO
É o datilograma no qual se fica impossibilitado se determinar o tipo
fundamental por causa de perda total ou parcial do desenho digital.
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DOS TIPOS FUNDAMENTAIS

TIPOS ACIDENTAIS
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IMPRESSÃO QUESTIONADA

Impressão de autoria desconhecida,


cuja identidade se pretende
estabelecer.
Impressões apostas em documentos
em que seja suscitada dúvida quanto à
identidade do autor.
Impressões encontradas em locais de
crime
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IMPRESSÃO PADRÃO

De autoria conhecida, cuja identidade não está sendo objeto de


questionamento.
Serve de base de comparação com a impressão questionada.
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Questionada Padrão

Questionada Padrão
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Confronto Papiloscópico
Pontos característicos
de uma impressão
digital: Minúcias

60 a 120 minúcias
por impressão
12 pontos bastam
para identificar
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Mudança do tipo primário


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IDENTIFICAÇÃO X
RECONHECIMENTO
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OBRIGADO

Jenilson de Jesus Gomes


Papiloscopista

79 98816-6520
jenilson.jesus@policiatecnica.se.gov.br