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Plantas pelotizadoras de Tubarão

Desempenho da Vale no
1T18
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Tel.: (55 21) 3485-3900

Departamento de Relações com Investidores

André Figueiredo
André Werner
Carla Albano Miller
Fernando Mascarenhas
Samir Bassil
Andrea Gutman
Bruno Siqueira
Clarissa Couri
Renata Capanema

BM&F BOVESPA: VALE3


NYSE: VALE
EURONEXT PARIS: VALE3
LATIBEX: XVALO

As informações operacionais e financeiras contidas neste press release, exceto quando de outra forma indicado, são
apresentadas com base em números consolidados de acordo com o IFRS. Tais informações, são baseadas em demonstrações
contábeis trimestrais revisadas pelos auditores independentes. As principais subsidiárias da Vale consolidadas são: Companhia
Portuária da Baía de Sepetiba, Mineração Corumbaense Reunida S.A., Minerações Brasileiras Reunidas S.A., PT Vale
Indonesia Tbk, Salobo Metais S.A., Vale International Holdings GMBH, Vale Canada Limited, Vale International S.A., Vale
Manganês S.A., Vale Malaysia Minerals Sdn. Bhd., Vale Moçambique S.A., Vale Nouvelle-Calédonie SAS, Vale Oman
Pelletizing Company LLC e Vale Oman Distribution Center LLC.
Desempenho da Vale no 1T18

O CEO da Vale, Fabio Schvartsman, comentou os resultados do 1T18: “Estamos bem


posicionados parar gerar retornos significativos aos nossos acionistas, alavancando nosso portfólio
de produtos premium e flexível. Estamos satisfeitos porque a Vale mostrou notável flexibilidade e
uma ótima performance durante um primeiro trimestre muito complexo, o que foi fundamental para
alcançarmos o mesmo EBITDA do 4T17, apesar do desafio de volumes sazonalmente menores”.
E concluiu: “Estou comprometido em transformar a Vale em uma empresa mais previsível, para
que, em qualquer cenário de preços, o mercado possa facilmente prever seu desempenho. Isso
só será possível se tivermos total controle de tudo que não seja preços, o que significa que teremos
uma política de alocação de capital muito rigorosa, um foco constante em desempenho e esforços
contínuos de otimização de custos”.

 A flexibilidade da cadeia de valor da Vale levou ao recorde de volumes de vendas de


minério de ferro e pelotas para um primeiro trimestre, apesar do desafio de uma menor
produção sazonal. Consequentemente, o EBITDA ajustado foi de US$ 3,971 bilhões no 1T18,
permanecendo praticamente em linha em relação ao 4T17.1

 A Vale teve uma forte geração de caixa operacional no 1T18, que, somada aos recursos da
venda dos ativos de fertilizantes e ao Project Finance de Moçambique, suportou o aumento
do fluxo de caixa em relação ao 4T17, totalizando US$ 5,015 bilhões, a melhor performance
desde 1T11, o que permitiu uma redução substancial da dívida líquida de US$ 3,242 bilhões
no trimestre. “O primeiro trimestre de 2018 foi marcado pela desalavancagem, com a dívida
líquida atingindo US$ 14,9 bilhões, o menor nível desde o 2T11, mesmo pagando US$ 1,4
bilhão de remuneração aos acionistas. No curto prazo, atingiremos a meta de US$ 10 bilhões
da dívida líquida, e nosso sólido balanço e forte geração de caixa nos permitirão aumentar
substancialmente a remuneração aos acionistas”, destacou o CFO da Vale, Luciano Siani
Pires.

 De acordo com a nossa estratégia de adotar um processo rigoroso de alocação de capital


baseado em retornos, o CAPEX atingiu US$ 890 milhões, o menor nível para um primeiro
trimestre desde 1T05, seguindo a tendência de ficar abaixo de US$ 1 bilhão trimestralmente,
e reforçando o nosso guidance para o CAPEX de US$ 3,8 bilhões em 2018.

1 Excluindo manganês e ferroligas.

3
 O segmento de Minerais Ferrosos teve um ótimo resultado no 1T18, com o EBITDA ajustado
atingindo US$ 3,408 bilhões no 1T18, como resultado das contribuições de maior qualidade e
prêmio médio, que aumentaram o preço realizado wmt CFR/FOB da Vale, refletindo: (a) a
flexibilidade das operações; (b) a gestão ativa de nossa cadeia de valor; (c) o aumento da
participação dos produtos premium no total de vendas.

 O portfólio de produtos premium e flexível da Vale é o mais bem posicionado para se beneficiar
da tendência de “flight to quality”. No 1T18, a Vale atingiu mais um marco na melhora do teor
de Fe, na realização de preço e na contribuição de pelotas, que resultou na redução do
EBITDA breakeven2,3 de minério de ferro e pelotas para US$ 30,5/dmt no 1T18. Isto significou
uma redução de US$ 1,7/t em relação ao 4T17 e um maior EBITDA ajustado por tonelada dos
Minerais Ferrosos3, que totalizou US$ 39,8/t no 1T18, representando um aumento de US$ 3,7/t
em relação ao 4T18. “A Divisão de Minerais Ferrosos da Vale está seguindo sua estratégia
bem definida de value over volume e tem otimizado progressivamente a realização de preço e
margens baseadas na proporção crescente de produtos premium assim como a gestão ativa
de sua cadeia de valor”, comentou Peter Poppinga, diretor-executivo de Minerais Ferrosos e
Carvão.
 A decisão da Vale de reiniciar a planta de pelotização Tubarão II e a negociação de melhores
condições para o prêmio da pelota em média US$ 60/wmt para o ano, ficando US$ 15/wmt
acima de 2017, foram percebidas nos resultados, com o EBITDA ajustado de pelotas,
totalizando US$ 763 milhões no 1T18, o que equivale a um aumento de 13% em relação ao
4T17, e representando 19% do total do EBITDA ajustado da Vale.

 A Vale é um player de níquel premium com um mix de produtos único e posição de mercado
diferenciada, tendo se beneficiado dos maiores preços de níquel no 1T18, resultando em um
EBITDA ajustado de Metais Básicos de US$ 644 milhões. “Estamos focados em melhorar
ainda mais a competitividade do negócio de Metais Básicos, otimizando as margens e
mantendo a opcionalidade do níquel num cenário de maior demanda por níquel Classe I. No
1T18, compensamos parcialmente as limitações de produção não planejadas na mina de
Coleman em Sudbury com o foco de marketing na maximização da realização de preço de
nosso mix de produtos prêmio”, comentou Eduardo Bartolomeo, diretor-executivo de Metais
Básicos.

 A VNC registrou seu melhor resultado pelo segundo trimestre consecutivo, com um EBITDA
ajustado de US$ 28 milhões no 1T18, refletindo os maiores preços de níquel e cobalto.

 Os resultados do segmento de Carvão da Vale continuaram a melhorar no 1T18,


impulsionados por maiores preços realizados, demonstrando o esforço da empresa em
aumentar a participação de contratos atrelados ao preço-referência, o que resultou em uma
melhora de 41% no EBITDA ajustado do segmento de Carvão, no montante de US$ 104
milhões no 1T18, apesar dos menores volumes de produção.

A Vale anunciou em 29 de março de 2018 uma nova política de dividendos, que foi elaborada para
ser: (a) ao mesmo tempo agressiva e sustentável por um longo período; (b) aplicável em qualquer

2 Medido pelos custos e despesas caixa unitários numa base entregue na China (e ajustado por qualidade, diferencial de
margem de pelotas e umidade, excluindo ROM).
3 Considera o novo critério gerencial de alocação para as despesas gerais e administrativas, conforme descrito no box de

“Mudanças de Alocação na Contabilidade Gerencial”.

4
cenário de preço; (c) previsível em relação às datas de pagamento e ao montante a ser distribuído.
A política entrará em vigor a partir dos resultados do primeiro semestre de 2018. Assim, de acordo
com a nova política, os resultados do 1T18 indicam um pagamento mínimo da remuneração aos
acionistas de US$ 1,033 bilhão, o qual será aumentado para o pagamento em setembro de
2018, aplicando-se o indicador de 30% sobre o EBITDA ajustado menos o investimento
corrente do 2T18.

Indicadores financeiros selecionados


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Receita operacional líquida 8.603 9.167 8.515
Custos e despesas totais 5.620 6.270 5.115
EBIT ajustado 3.098 3.133 3.400
Margem EBIT ajustado (%) 36,0 34,2 39,9
EBITDA ajustado 3.971 4.109 4.308
Margem EBITDA ajustado (%) 46,2 44,8 50,6
Minério de ferro - Platts 62% IODEX 74,3 65,6 85,6
Lucro líquido (prejuízo) 1.590 771 2.490
Lucro líquido básico 1.787 2.051 2.230
Lucro líquido básico por ação diluído (US$/ação) 0,37 0,36 0,40
Dívida líquida 14.901 18.143 22.777
Investimentos 890 977 1.113

5
Visão de Mercado
MINÉRIO DE FERRO

O Platts IODEX 62% atingiu a média de US$ 74,3/dmt no 1T18, ficando 13% maior do que no
4T17, como resultado da performance da produção mundial de aço, que permaneceu saudável.

A produção de aço na China em março, conforme divulgado pelo National Bureau of Statistics, foi
de 74 Mt, atingindo o maior nível desde agosto de 2017, a despeito das restrições de produção
causadas pelo inverno no norte da China. Considerando o 1T18 como um todo, a produção de
aço chinesa registrou um aumento de 5,4% ano contra ano.

A boa performance do setor de aço chinês no 1T18 continuou a ser suportada pelo forte
desempenho dos setores de construção e maquinário. Além disso, a extensão de parte dos cortes
de capacidade nas 26+2 cidades até novembro de 2018 deu suporte não somente aos preços de
aço, mas também aos produtos de alto teor, como pelotas e IOCJ, para os quais se espera uma
boa demanda e, consequentemente, prêmios sustentáveis. Esta mudança estrutural na dinâmica
de preços e descontos continuará suportada pela ênfase dada à China na eficiência da produção
e pelas políticas ambientais mais restritas.

A perspectiva de curto prazo, recentemente publicada pela World Steel Association, indica que a
demanda de aço nos países desenvolvidos e nos países emergentes e em desenvolvimento
(excluindo China) deve crescer 1,8% e 4,9% em 2018, respectivamente, enquanto a demanda na
China deve permanecer estável.

CARVÃO

O mercado de carvão metalúrgico transoceânico iniciou 2018 com exportações australianas


impactadas por condições climáticas severas, restrições logísticas e efeitos de um descarrilamento
que ocorreu em janeiro, o que levou os preços a atingirem US$ 263,0/t no início do ano. Conforme
ocorreram a recuperação oferta na Austrália e o aumento de produção na China, os preços foram
corrigidos para o nível de US$ 197,5/t em março.

No caso do carvão térmico, o índice Newcastle FOB alcançou US$ 110,8/t em fevereiro, depois de
atingir US$ 104,9/t no início de janeiro, e, desde então, recuou para US$ 90,7/t por conta do
arrefecimento da demanda, o que contribuiu para o crescimento dos estoques na China, ficando
em linha com o final da temporada de inverno. O índice de Richard Bay FOB foi negociado entre
US$ 88,0/t e US$ 96,0/t, impulsionado pela boa demanda na Índia e pelos fortes preços na Ásia.

NÍQUEL

Os preços de níquel na LME continuaram melhorando durante o 1T18, atingindo a média de US$
13.276/t, contra US$ 11.584/t no 4T17, e tornando-se o mais forte trimestre em termos de preços
desde 1T15.

Os estoques se reduziram, indicando que o mercado permaneceu em déficit no 1T18. O estoque


total nas bolsas (LME e SHFE) continuou a cair, encerrando o 1T18 em 368kt e ficando 44kt abaixo
do início de 2018. A demanda por níquel nas outras aplicações que não de aço inoxidável continua

6
a ser positiva, particularmente nos setores automotivo, de baterias e aeroespacial, enquanto o setor
de óleo e gás permanece em recuperação.

A demanda global de aço inoxidável no 1T18 permaneceu praticamente em linha com o 1T17. A
oferta aumentou aproximadamente 3% no 1T18 com relação ao 1T17. Este crescimento ocorreu
no material Classe II, como por exemplo, no níquel pig iron – NPI (+5% vs. 2017), enquanto o
material Classe I permaneceu relativamente estável em comparação com o ano anterior. O
mercado de níquel deve permanecer volátil no curto-prazo e preços podem recuar dos níveis altos
observados em abril.

As perspectivas de curto prazo para o níquel permanecem equilibradas, apesar das exportações
de minério proveniente da Indonésia que continuam a aumentar. A demanda por baterias nos
veículos elétricos irá crescer em ritmo acelerado com relação aos últimos anos, conforme estes
ampliem sua penetração no setor automotivo, ainda que atualmente representem uma parcela
relativamente pequena do mercado de níquel. De forma geral, esperamos que o mercado
permaneça em déficit em 2018, ainda que menor do que o de 2017 devido ao crescimento da
oferta.

A perspectiva de longo prazo para o níquel continua a ser positiva. O investimento de capital em
novos projetos e de reposição de volume foram postergados no contexto de condições econômicas
desafiadoras. O níquel nas baterias de carros elétricos irá se tornar uma importante origem de
crescimento da demanda, particularmente à medida que a composição química das baterias
favoreça o teor de níquel devido ao custo mais baixo e à maior densidade energética.

COBRE

A média do preço de cobre na LME foi de US$ 6.961/t, ficando ligeiramente acima dos US$ 6.808/t
no 4T17. Foi o trimestre com preços mais fortes desde 4T14.

Os estoques de cobre na LME e na COMEX cresceram 182 kt e 23 kt, respectivamente, no 1T18


em relação ao 4T17, enquanto na SHFE reduziram-se em 5,5 kt. De forma geral, os estoques nas
bolsas aumentaram 200 kt no mesmo período.

A demanda global aumentou aproximadamente 2% no 1T18 em comparação com o 1T17. Na


China, especificamente, a demanda aumentou 2,2% no mesmo período, impulsionada
principalmente por maiores investimentos em infraestrutura. No lado da oferta, a produção de cobre
refinado global aumentou cerca de 2% no 1T18 em comparação com o 1T17. Diversas
negociações trabalhistas foram concluídas neste trimestre e isto reduz o potencial de interrupções
de oferta no ano, uma vez que estes acordos estabelecem precedentes para as negociações que
ainda acontecerão.

A perspectiva de curto prazo para o cobre permanece equilibrada, com sincronia no crescimento
da demanda e da oferta, de forma diferente ao que ocorreu em 2017 quando o crescimento da
oferta apresentou defasagem para a demanda por conta das interrupções de produção.

No longo prazo, esperamos o crescimento na demanda por cobre, em parte impulsionado pelo
crescimento no investimento em energia renovável, assim como no investimento em infraestrutura,
enquanto o crescimento da oferta futura permanece desafiador em vista do declinante teor da
produção e da necessidade de investimentos greenfield.

7
COBALTO

O preço de referência médio de cobalto foi de US$ 82.238/t no 1T18, ficando 27% maior do que o
do 4T17. O contínuo aumento se deveu à demanda crescente do mercado de bateria para veículos
elétricos, associada à expectativa de antecipação do crescimento futuro da demanda.

Cobalto é um dos metais mais importantes, além do níquel, na produção de baterias com maior
densidade de energia para serem usadas nos veículos elétricos. O mercado de cobalto precisa
crescer significativamente para atender à demanda do mercado de baterias, porém, ao contrário
de outros metais, o cobalto é predominantemente um subproduto de níquel e cobre. Por isso, a
indústria de cobalto não tem flexibilidade para responder a pressões de demanda tão facilmente
quanto às outras commodities. Além disso, boa parte da oferta de cobalto é oriunda da República
Democrática do Congo.

Dada a visão para demanda de veículos elétricos, permanecemos otimistas em relação aos preços
de cobalto no curto prazo, ao passo que, no médio e longo prazos, a ameaça de substituição por
níquel reduz as expectativas de preço.

8
Receita operacional
A receita operacional líquida no 1T18 foi de US$ 8,603 bilhões, ficando US$ 88 milhões maior
do que no 1T17. O aumento na receita de vendas deveu-se, principalmente, aos maiores
volumes de vendas de Minerais Ferrosos (US$ 682 milhões) e aos maiores preços de Metais
Básicos (US$ 258 milhões), sendo parcialmente compensados por menores preços de venda
de Minerais Ferrosos (US$ 652 milhões) e menores volumes de vendas de Metais Básicos
(US$ 221 milhões).

A flexibilidade da cadeia de valor da Vale levou ao recorde para um primeiro trimestre de


volumes de vendas de minério de ferro e pelotas 4, totalizando 83,9 Mt no 1T18, ficando 7,7 Mt
acima do 1T17.

Receita operacional líquida por destino


US$ milhões 1T18 % 4T17 % 1T17 %
América do Norte 535 6,2 638 7,0 596 7,0
EUA 334 3,9 351 3,8 284 3,3
Canadá 157 1,8 269 2,9 303 3,6
México 44 0,5 18 0,2 9 0,1
América do Sul 1.016 11,8 1.307 14,3 942 11,1
Brasil 841 9,8 1.149 12,5 808 9,5
Outros 175 2,0 158 1,7 134 1,6
Ásia 4.944 57,5 5.473 59,7 4.996 58,7
China 3.594 41,8 3.824 41,7 3.818 44,8
Japão 605 7,0 633 6,9 511 6,0
Coreia do Sul 254 3,0 449 4,9 224 2,6
Outros 491 5,7 567 6,2 443 5,2
Europa 1.468 17,1 1.260 13,7 1.500 17,6
Alemanha 396 4,6 374 4,1 377 4,4
Itália 102 1,2 162 1,8 123 1,4
Outros 970 11,3 724 7,9 1.001 11,8
Oriente Médio 369 4,3 301 3,3 293 3,4
Resto do mundo 271 3,2 188 2,1 188 2,2
Total 8.603 100,0 9.167 100,0 8.515 100,0

Receita operacional líquida por destino no 1T18

4 Excluindo ROM

9
Receita operacional líquida por área de negócio
US$ milhões 1T18 % 4T17 % 1T17 %
Minerais ferrosos 6.527 75,9 6.698 73,1 6.497 76,3
Minério de ferro - finos 4.703 54,7 5.023 54,8 4.826 56,7
ROM 9 0,1 8 0,1 15 0,2
Pelotas 1.585 18,4 1.422 15,5 1.459 17,1
Manganês 83 1,0 88 1,0 43 0,5
Ferroligas 41 0,5 47 0,5 43 0,5
Outros 106 1,2 110 1,2 111 1,3
Carvão 380 4,4 402 4,4 324 3,8
Carvão Metalúrgico 293 3,4 306 3,3 254 3,0
Carvão Térmico 87 1,0 96 1,0 70 0,8
Metais básicos 1.634 19,0 2.000 21,8 1.597 18,8
Níquel 790 9,2 941 10,3 760 8,9
Cobre 511 5,9 744 8,1 568 6,7
PGMs 74 0,9 62 0,7 85 1,0
Ouro como subproduto 148 1,7 157 1,7 130 1,5
Prata como subproduto 8 0,1 9 0,1 7 0,1
Cobalto 90 1,0 79 0,9 41 0,5
Outros 13 0,2 8 0,1 6 0,1
Outros 62 0,7 67 0,7 97 1,1
Total 8.603 100,0 9.167 100,0 8.515 100,0

10
Custos e despesas
O CPV5, líquido de depreciação, foi de US$ 4,396 bilhões no 1T18, ficando praticamente em
linha com o 4T17, excluindo os efeitos:

a) sazonais de menores volumes de venda, impactando o CPV (US$ 607


milhões);

b) maiores preços de commodities, resultando em maiores custos de


arrendamento das plantas de pelotização (US$ 36 milhões) e maiores royalties
(US$ 36 milhões);

c) outros fatores exógenos 6, tais como o impacto negativo da variação cambial


no CPV (US$ 8 milhões) e maiores custos com combustível (US$ 61 milhões);

Sobre o desempenho de custos, maiores detalhes podem ser encontrados na seção “O


desempenho dos segmentos de negócios”.

CPV por área de negócio


US$ milhões 1T18 % 4T17 % 1T17 %
Ferrosos 3.445 65,9 3.664 63,3 2.826 59,7
Metais básicos 1.303 24,9 1.558 26,9 1.455 30,7
Carvão 400 7,7 490 8,5 351 7,4
Outros 76 1,5 79 1,4 102 2,2
CPV total 5.224 100,0 5.791 100,0 4.734 100,0
Depreciação 828 - 918 - 846 -
CPV, sem depreciação 4.396 - 4.873 - 3.888 -

DESPESAS

As despesas totais, líquidas de depreciação, totalizaram US$ 351 milhões no 1T18, reduzindo-
se em US$ 70 milhões com relação ao 4T17. Os principais responsáveis pela redução foram:
(a) menores despesas pré-operacionais e de parada (US$ 36 milhões), principalmente devido
aos menores custos pré-operacionais de S11D e menores despesas de parada das minas de
Stobie e Birchtree no Canadá; (b) menores despesas de P&D (US$ 35 milhões); (c) menor
SG&A (US$ 20 milhões).

O SG&A, excluindo depreciação, totalizou US$ 105 milhões no 1T18, ficando US$ 20 milhões
abaixo do 4T17, principalmente devido às menores despesas com serviços (US$ 10 milhões)

5
A exposição do CPV por moeda no 1T18 foi composta por: 52% em reais, 34% em dólares norte-americanos, 12% em
dólares canadenses, 2% em euros.
6 Os maiores preços do bunker oil foram compensados pelos menores preços spot do frete no 1T18.

11
e às menores despesas de vendas (US$ 7 milhões), com a despesa com pessoal
permanecendo em linha com o trimestre anterior.

As despesas com P&D alcançaram US$ 69 milhões no 1T18, ficando US$ 35 milhões, ou
33,7%, menores do que no 4T17 e seguindo a sazonalidade usual de maiores desembolsos
no último trimestre do ano.

As despesas pré-operacionais e de parada, líquidas de depreciação, totalizaram US$ 52


milhões no 1T18, ficando US$ 36 milhões abaixo do 4T17, principalmente devido às menores
despesas pré-operacionais de S11D, ao passo que a operação atingiu 50% de sua capacidade
nominal (US$ 24 milhões), e às menores despesas de parada das minas de Stobie e Birchtree
(US$ 7 milhões), que foram colocadas em care and maintenance no 4T17.

Outras despesas operacionais alcançaram US$ 125 milhões no 1T18, ficando US$ 21 milhões
acima do 4T17, principalmente devido às despesas não recorrentes no 1T18.

Despesas
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
SG&A sem depreciação 105 125 95
SG&A 124 146 124
Administrativas 112 127 111
Pessoal 62 62 54
Serviços 19 29 14
Depreciação 19 21 29
Outros 12 15 14
Vendas 12 19 13
P&D 69 104 65
Despesas pré-operacionais e de parada 78 125 115
Long Harbour - - 37
S11D 24 43 34
Outros 28 45 13
Depreciação 26 37 31
Outras despesas operacionais 125 104 77
Despesas totais 396 479 381
Depreciação 45 58 62
Despesas sem depreciação 351 421 319
Custos e despesas
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Custos 5.224 5.791 4.734
Despesas 396 479 381
Custos e despesas totais 5.620 6.270 5.115
Depreciação 873 976 908
Custos e despesas sem depreciação 4.747 5.294 4.207

12
Lucro antes de juros, impostos, depreciação e
amortização (EBITDA) ajustado
O EBITDA ajustado no 1T18 foi de US$ 3,971 bilhões, ficando praticamente em linha com o
4T17, apesar do efeito sazonal de menores volumes, e como resultado dos maiores preços
realizados em todos os segmentos.

O EBITDA ajustado do segmento de Minerais Ferrosos totalizou US$ 3,408 bilhões no 1T18,
que se beneficiou da maior qualidade dos produtos e de maiores prêmios, que impulsionaram
o maior preço realizado da Vale em uma base CFR/FOB wmt, refletindo: (a) a flexibilidade das
operações; (b) uma gestão ativa da cadeia de valor; (c) o aumento da participação dos
produtos premium no total de vendas.

O EBITDA trimestral ajustado do segmento de Metais Básicos foi de US$ 644 milhões no 1T18,
devido, principalmente, aos maiores preços realizados de níquel. Os preços realizados
refletiram o posicionamento da Vale em produtos de níquel com margens mais altas e a
otimização das linhas de produção, levando a prêmios mais altos. Isso, em conjunto com o
aumento geral do preço de referência do níquel na LME, resultou em um aumento na
realização do preço em comparação com o 4T17.

O EBITDA ajustado do segmento de Carvão foi de US$ 104 milhões no 1T18, ficando US$ 30
milhões acima do registrado no 4T17, devido, principalmente, aos maiores preços realizados
de vendas.

O EBITDA ajustado de Outros segmentos de negócio foi negativo em US$ 185 milhões,
melhorando em US$ 22 milhões quando comparado com o 4T17, devido, principalmente, a
menores despesas com serviços e pesquisa e desenvolvimento no 1T18.

13
EBITDA ajustado
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Receita operacional líquida 8.603 9.167 8.515
CPV (5.224) (5.791) (4.734)
Despesas com vendas, gerais e administrativas (124) (146) (124)
Pesquisa e desenvolvimento (69) (104) (65)
Despesas pré-operacionais e de parada (78) (125) (115)
Outras despesas operacionais (80) (104) (77)
Dividendos e juros de coligadas e JVs 70 236 -
EBIT ajustado 3.098 3.133 3.400
Depreciação, amortização e exaustão 873 976 908
EBITDA ajustado 3.971 4.109 4.308
Minério de ferro - Platts 62% IODEX 74,3 65,6 85,6

EBITDA ajustado por segmento


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Minerais ferrosos 3.408 3.427 4.048
Carvão 104 74 69
Metais básicos 644 815 442
Outros (185) (207) (251)
Total 3.971 4.109 4.308
Minério de ferro - Platts 62% IODEX 74,3 65,6 85,6

14
Lucro líquido
O lucro líquido foi de US$ 1,590 bilhão no 1T18 em relação aos US$ 771 milhões do 4T17,
aumentando US$ 819 milhões, principalmente como resultado dos seguintes impactos: (a)
menores perdas não caixa nas variações monetárias e cambiais (US$ 660 milhões); (b)
menores impairments e outros resultados de ativos não circulantes (US$ 399 milhões), o que
representou uma melhora dos US$ 18 milhões negativos no 1T18 em relação aos US$ 417
milhões negativos no 4T17.

O lucro líquido básico foi de US$ 1,787 bilhão no 1T18, ficando em linha com o do 4T17.

Lucro líquido básico


milhões de US$ 1T18 4T17 1T17
Lucro líquido básico 1.787 2.051 2.230
Itens excluídos do lucro líquido básico - - -
Impairment e outros resultados em ativos não correntes (18) (417) 512
Resultado financeiro não realizado¹ (142) (726) 69
Outros resultados financeiros (14) (59) (61)
Resultado das operações descontinuadas (82) (487) (83)
Imposto sobre os itens excluídos 59 409 (177)
Lucro líquido (prejuízo) 1.590 771 2.490

¹ Inclui variação cambial, debêntures participativas e swaps de moeda e taxa de juros.

O resultado financeiro líquido registrou uma perda de US$ 624 milhões no 1T18 contra uma
perda de US$ 1,287 bilhão no 4T17. A melhora de US$ 663 milhões deveu-se, principalmente,
às menores perdas não caixa de variação monetária e cambial de US$ 185 milhões no 1T18
contra US$ 845 milhões no 4T17, e ao ganho nos derivativos de swap de moedas e taxa de
juros de US$ 105 milhões no 1T18 contra perdas de US$ 133 milhões no 4T17, que foram
parcialmente compensadas pelo maior impacto negativo da marcação a mercado das
debêntures participativas (US$ 129 milhões). O real se depreciou 0,4% em relação ao dólar,
passando de R$ 3,31/US$ em 31 de dezembro de 2017 para R$ 3,32/US$ em 31 de março de
2018.

Os juros brutos estão em constante decréscimo como resultado da redução da dívida bruta,
totalizando US$ 336 milhões no 1T18, contra US$ 452 milhões no 1T17 e US$ 378 milhões no
4T17.

15
Resultado financeiro
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Despesas financeiras (647) (562) (1.115)
Juros brutos (336) (378) (452)
Capitalização de juros 60 73 103
Contingências fiscais e trabalhistas 9 (10) (18)
Debêntures participativas (183) (54) (412)
Outros (139) (124) (210)
Despesas financeiras (REFIS) (58) (69) (126)
Receitas financeiras 118 149 64
Derivativos¹ 90 (29) 209
Swaps de moedas e taxas de juros 105 (133) 247
Outros² (bunker oil, commodities, etc) (15) 104 (38)
Variação cambial (64) (540) 236
Variação monetária (121) (305) (7)
Resultado financeiro líquido (624) (1.287) (613)
¹ O ganho líquido com derivativos de US$ 90 milhões no 1T18 inclui a realização por perdas de US$ 25 milhões e ganhos de marcação a
mercado de US$ 115 milhões.
² Outros derivativos incluem derivativos de bunker oil, os quais em 1T18 foram 0 (zero).

Resultado de equivalência patrimonial

O resultado de equivalência patrimonial representou um ganho de US$ 85 milhões no 1T18


contra uma perda de US$ 66 milhões no 4T17. As principais contribuições para a equivalência
patrimonial foram as provenientes das usinas de pelotização em Tubarão (US$ 77 milhões),
CSI (US$ 21 milhões), Aliança Geração de Energia (US$ 19 milhões), MRS (US$ 12 milhões)
e Aliança Norte Energia (US$ 7 milhões), as quais foram parcialmente compensadas por
perdas na CSP (US$ 42 milhões), parcialmente devido ao impacto não caixa da depreciação
do real na dívida denominada em dólares norte-americanos, e VLI (US$ 13 milhões), devido
menores volumes sazonais.

16
Remuneração aos acionistas
A Vale pagou R$ 4,7 bilhões (US$ 1,4 bilhão) de remuneração aos acionistas sob forma de
juros sobre capital próprio. O Conselho de Administração aprovou em dezembro de 2017 a
distribuição de R$ 2,2 bilhões complementados por R$ 2,5 bilhões aprovados em fevereiro de
2018, o que equivale ao pagamento mínimo estabelecido pela Lei das S.A. A decisão do
pagamento mínimo é consistente com o foco primário da Vale de reduzir sua dívida líquida
para US$ 10 bilhões7.

Seguindo caminho de desalavancagem da Vale, em 29 de março de 2018, foi anunciada uma


nova política de remuneração aos acionistas elaborada com o intuito de ser, ao mesmo tempo,
agressiva e sustentável por um longo período de tempo, podendo ser aplicada em qualquer
cenário de preço, permitindo ainda previsibilidade das datas de pagamentos e do montante a
ser distribuído. A nova política estará vigente a partir da publicação do resultado do primeiro
semestre de 2018. Portanto, de acordo com a nova política, o resultado do 1T18 indica uma
remuneração mínima aos acionistas de US$1,033 bilhão, que será acrescida de 30% do valor
resultante do cálculo de EBITDA ajustado descontados os investimentos correntes do 2T18,
para pagamento em setembro de 2018.

7
Líquido de pagamento de dividendos.

17
Investimentos8
Os Investimentos atingiram o menor nível para um primeiro trimestre desde 2005, totalizando
US$ 890 milhões no 1T18, sendo compostos por US$ 361 milhões em execução de projetos
e US$ 529 milhões na manutenção das operações.

Os investimentos diminuíram US$ 87 milhões quando comparados aos US$ 977 milhões
gastos no 4T17, devido, principalmente, ao menor investimento na manutenção das
operações, de acordo com a sazonalidade dos desembolsos.

O guidance de investimentos permanece sendo de US$ 3,8 bilhões para 2018, conforme
anunciado no último Vale Day, com CLN S11D sendo o principal projeto de capital em
desenvolvimento.

Investimento total por área de negócio


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Minerais ferrosos 655 680 830
Carvão 33 33 56
Metais básicos 197 259 208
Energia 4 0 14
Outros 1 0 15
Total 890 977 1.113

Execução de projetos

Os investimentos em execução de projetos totalizaram US$ 361 milhões no 1T18, ficando em


linha com o 4T17.

Os Minerais Ferrosos representaram 92% do total investido na execução de projetos no 1T18.


98% dos US$ 333 milhões investidos em Minerais Ferrosos no 1T18 referem-se ao projeto
S11D e à sua expansão de logística associada (US$ 325 milhões).

Execução de projetos por área de negócio


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Minerais ferrosos 333 315 528
Carvão 9 5 32
Metais básicos 15 23 10
Energia 4 5 13
Outros 1 0 5
Total 361 347 587

8
Não inclui investimentos no segmento de Fertilizantes.

18
O projeto S11D (incluindo mina, usina e logística associada – CLN S11D) alcançou 95% de
avanço físico consolidado no 1T18, sendo composto pela conclusão da mina e 91% de avanço
na logística.

A duplicação da ferrovia alcançou 85% de avanço físico com 542 Km duplicados, e junto com
o ramp-up bem-sucedido do projeto da mina e planta do S11D, o volume de produção do 1T18
alcançou mais do que a metade do volume produzido em 2017.

Logística S11D – Duplicação da ferrovia

Indicadores de progresso9
Data de Capex realizado Capex estimado
Capacidade (US$ milhões) (US$ milhões) Avanço
Projeto start-up
(Mtpa) físico
estimada 2018 Total 2018 Total

Projetos de minerais ferrosos


1S14 a 7.850b
CLN S11D 230 (80)a 277 6.852 647 91%
2S19
a Capacidade líquida adicional.
b Capex original orçado em US$ 11,582 bilhões.

9
Na tabela, não incluímos as despesas pré-operacionais no capex estimado para o ano, embora estas despesas estejam incluídas na coluna de
capex estimado total, em linha com o nosso processo de aprovação pelo Conselho de Administração. Além disso, nossa estimativa para o capex é
revisada apenas uma vez por ano.

19
Capex de manutenção das operações existentes

Os investimentos na manutenção das operações existentes totalizaram US$ 529 milhões no


1T18, diminuindo 16,2% quando comparados com o 4T17, devido, principalmente, à
sazonalidade usual dos desembolsos no 4T17. Os segmentos de negócios de Minerais
Ferrosos e Metais Básicos representaram 61% e 34%, respectivamente, do total investido na
manutenção das operações no 1T18.

A estratégia da Vale de adotar uma rigorosa política de alocação de capital, baseada em


retorno, se traduziu em: (a) menores investimentos em manutenção das operações correntes
em níquel, à medida que os ativos que não geravam caixa foram colocados em care and
maintenance; (b) maiores investimentos em Minerais Ferrosos, de acordo com os projetos de
retomada de operações das plantas de pelotização, alavancando o maior prêmio de pelotas,
exemplificado no gráfico abaixo sobre a evolução dos investimentos em manutenção das
operações por negócio.

A evolução do investimento em manutenção das operações por negócio

Os investimentos correntes das operações de metais básicos incluíram, principalmente: (a)


melhorias nas operações (US$ 107 milhões); (b) melhorias nos padrões atuais de saúde e
segurança, projetos sociais e de proteção ambiental (US$ 60 milhões); (c) manutenção,
melhoria e expansão das barragens de rejeitos (US$ 9 milhões).

Os investimentos correntes das operações de minerais ferrosos incluíram, entre outros: (a) a
substituição e as melhorias nas operações (US$ 226 milhões); (b) melhorias nos padrões
atuais de saúde e segurança, projetos sociais e de proteção ambiental (US$ 43 milhões); (c)

20
manutenção, melhoria e expansão das barragens de rejeitos (US$ 38 milhões). A manutenção
de ferrovias e portos no Brasil e na Malásia totalizou US$ 77 milhões.

No 1T18, a Diretoria Executiva da Vale aprovou um programa plurianual de transformação e


automação digital de suas operações de minério de ferro e sua logística associada. Em 2018,
a primeira fase do programa focará: (i) no desempenho dos ativos, com caminhões autônomos;
(ii) na manutenção, com análise preditiva e automação na inspeção e na manutenção; (iii) na
eficácia da força de trabalho, com otimizações de planejamento e processo; e (iv) na cadeia
de suprimentos, com monitoramento e otimização de desempenho em tempo real. Esses
investimentos serão destinados à manutenção das operações existentes e serão
desembolsados entre 2018 e 2023, totalizando US$ 250 milhões. O objetivo do programa é
reduzir os custos em aproximadamente US$ 0,50/t.

Os projetos para retomar as operações das plantas de pelotização seguem conforme o


planejado, com os start-ups das plantas de Tubarão I e de São Luís previstos para o 2T18 e o
3T18, respectivamente. A planta de pelotização de Tubarão II já se iniciou em janeiro de 2018,
antes do planejado e abaixo do orçamento. Os três projetos totalizam US$ 150 milhões e se
referem, basicamente, a trabalhos de revitalização nas plantas de pelotização que serão
alocados em investimentos correntes.

Investimento realizado por tipo - 1T18


Minerais Metais
US$ milhões Carvão TOTAL
Ferrosos Básicos
Operações 226 18 107 351
Pilhas e Barragens de Rejeitos 38 - 9 47
Saúde & Segurança 37 1 11 49
Investimentos sociais e proteção ambiental 6 4 49 59
Administrativo & Outros 16 1 5 22
Total 323 24 181 529

Investimento em manutenção realizado por área de negócio


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Minerais ferrosos 322 365 302
Carvão 24 28 25
Metais básicos 181 236 198
Energia 0 1 1
Outros 0 0 -
Total 529 631 526

Responsabilidade social corporativa

Os investimentos em responsabilidade social corporativa totalizaram US$ 114 milhões no


1T18, dos quais US$ 79 milhões foram destinados à proteção e conservação ambiental e US$
35 milhões destinados a projetos sociais.

21
Gestão de portfólio

A Vale concluiu e recebeu o caixa referente ao Project Finance do Corredor Logístico de


Nacala (CLN) em março. O montante totalizou US$ 2,6 bilhões como reembolso de parte dos
shareholders loans concedidos para a construção do CLN, líquido de determinados prêmios e
comissões pagos, ou a serem pagos, pelo CLN.

A Vale concluiu a venda do seu negócio de fertilizantes, excluindo os ativos em Cubatão, para
a The Mosaic Company em janeiro de 2018.

A conclusão da venda da Vale Cubatão para a Yara, totalizando US$ 255 milhões, está sujeita
à aprovação das autoridades antitruste brasileiras.

22
Fluxo de caixa livre
O fluxo de caixa livre foi de US$ 5,015 bilhões no 1T18.

O caixa gerado pelas operações foi de US$ 2,943 bilhões no 1T18, ficando US$ 1,028 bilhão
abaixo do EBITDA Ajustado, devido, principalmente, aos desembolsos no 1T18 relacionados
à participação nos lucros e fornecedores, já provisionados ao longo de 2017 e, portanto, não
afetando o EBITDA do 1T18.

Fluxo de caixa livre 1T18

US$ milhões

23
Indicadores de endividamento
A Vale obteve uma substancial redução de alavancagem, alcançando uma dívida líquida de
US$ 14,901 bilhões em 31 de março de 2018, equivalente a um indicador de dívida líquida
sobre EBITDA ajustado dos últimos doze meses de 1,0x. A redução da dívida foi viabilizada
pela forte geração de caixa e recebimentos de caixa da ordem de US$ 3,7 bilhões relativos à
conclusão da venda de fertilizantes para a Mosaic e do Project Finance do Corredor de Nacala
no 1T18, reforçando nosso objetivo de alcançar US$ 10 bilhões de dívida líquida no curto
prazo. A significativa redução do endividamento foi obtida mesmo com o pagamento de
remuneração ao acionista de US$ 1,4 bilhão em 15 de março de 2018.

A dívida bruta totalizou US$ 20,276 bilhões em 31 de março de 2018, significando uma redução
de US$ 2,213 bilhões com relação a 31 de dezembro de 2017 e de US$ 9,294 bilhões com
relação a 31 de março de 2017. A redução na dívida bruta com relação ao fechamento do
último trimestre de 2017 deveu-se, principalmente, ao repagamento de US$ 2,546 bilhões no
1T18.

Em março de 2018, a Vale Overseas Limited (Vale Overseas) exerceu seu direito de resgatar
todas as guaranteed notes com vencimento em 2020 e cupom de 4,625% em circulação e
iniciou uma oferta de recompra de suas guaranteed notes com vencimento em 2021 e cupom
de 5,875% e guaranteed notes com vencimento em 2022 e cupom de 4,375%. As ofertas de
recompra das notas com vencimento em 2021 e 2022, em um valor de principal total de US$
1,750 bilhão, foram concluídas em 1T18 e o resgate das notas 2020, com principal de US$
499 milhões, foi concluído em 17 de abril de 2018. Considerando o resgate das notas de 2020,
a dívida bruta da Vale é equivalente ao valor pró-forma de US$ 19,8 bilhões.

24
Posição da dívida

Em 31 de março de 2018, a dívida bruta, após transações de swap de moedas e juros, era
91% denominada em dólares norte-americanos, sendo composta por 28% de dívidas a taxas
de juros flutuantes e 72% a taxas de juros fixas.

O prazo médio da dívida aumentou para 9,3 anos em 31 de março de 2018, quando comparado
aos 8,9 anos em 31 de dezembro de 2017 e aos 7,9 anos em 31 de março de 2017. O custo
médio da dívida, após as operações de swap cambiais e de juros mencionadas acima, reduziu-
se para 4,97% ao ano em 31 de março de 2018, em relação aos 5,06% ao ano em 31 de
dezembro de 2017. Como a companhia repagou sua dívida com prazos mais curtos, o prazo

25
médio da dívida aumentou, assim como, em teoria, o custo médio deveria ter aumentado. No
entanto, o custo médio efetivamente reduziu-se, graças ao refinanciamento de dívidas
bancárias com taxas de juros mais baixas.

O índice de cobertura de juros, medido pelo indicador LTM 10 EBITDA ajustado/LTM juros
brutos, foi de 9,5x no 1T18, mais alto que o nível do 9,0x no 4T17 e de 7,9x no 1T17.

A alavancagem, medida pela relação da dívida bruta/LTM EBITDA ajustado, diminuiu para
1,4x em 31 de março de 2018 em comparação com 1,5x em 31 de dezembro de 2017 e 2,1x
em 31 de março de 2017. Medida pela relação da dívida líquida/LTM EBITDA ajustado, a
alavancagem diminuiu para 1,0x em 31 de março de 2018 em comparação com 1,2x em 31
de dezembro de 2017 e 1,6x em 31 de março de 2017.

Indicadores de endividamento
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Dívida bruta 20.276 22.489 29.570
Dívida líquida 14.901 18.143 22.777
Dívida bruta / LTM EBITDA ajustado (x) 1,4 1,5 2,1
Dívida líquida / LTM EBITDA ajustado (x) 1,0 1,2 1,6
LTM EBITDA ajustado/ LTM juros brutos (x) 9,5 9,0 7,9

10 Últimos doze meses.

26
Mudanças de alocação na contabilidade gerencial
A Vale realizou um estudo comparativo com seus peers para determinar as práticas de alocação de despesas
corporativas e identificação de eventos especiais. Como resultado, a Vale decidiu promover mudanças na sua
contabilidade gerencial de forma que os investidores possam comparar, da melhor forma, o EBITDA ajustado da
Vale com os dos seus peers. De acordo com as práticas de mercado, despesas gerais e administrativas (G&A) são
alocadas em um segmento separado (corporativo e outros), não impactando o desempenho dos segmentos de
negócio. Eventos especiais são geralmente eventos não-recorrentes e não-operacionais e não devem impactar o
EBITDA ajustado.

As mudanças da Vale têm o suporte das práticas de mercado e têm também o objetivo de excluir o impacto da
volatilidade dos eventos não-recorrentes em seu resultado, de forma a refletir o resultado operacional adequado de
cada negócio. Os detalhes das mudanças propostas estão a seguir:

(a) Despesas G&A

A partir do 1T18, a Vale aloca as despesas gerais e administrativas em “Outros”, uma vez que estas despesas não
são diretamente relacionadas ao desempenho de cada segmento de negócio. O novo critério de alocação está em
linha com o critério adotado por outras companhias da indústria, permitindo uma melhor comparação do
desempenho dos segmentos de negócio da Vale com os dos seus peers. Os períodos anteriores foram ajustados
de forma a refletir esta mudança de alocação e as tabelas considerando os critérios de alocação atuais e anteriores
estão apresentadas no Anexo 4 deste relatório de resultado.

(b) Eventos especiais

A partir do 1T18, a Vale classifica efeitos não-recorrentes e não-operacionais no desempenho da companhia como
eventos especiais, não impactando o seu EBITDA ajustado. No 1T18, a Vale identificou como efeito especial a
provisão de litígios de US$ 45 milhões, como resultado de atualizações das avaliações da Vale de probabilidade de
perda em vários litígios. Por outro lado, no 1T17, a Vale concluiu a transação de equity com a Mitsui para vender
15% de sua participação na Vale Moçambique e 50% de sua participação no Corredor Logístico Nacala e
reconheceu um ganho nas demonstrações de resultado de US$ 515 milhões. Esta transação foi não-recorrente e,
portanto, classificada como um evento especial, não impactando o EBITDA ajustado da Vale.

Adicionalmente, houve pequenos ajustes no cálculo do EBITDA break-even de finos de minério de ferro e pelotas.
A partir do 1T18, os investimentos correntes de pelotas estão incluídos no item investimentos correntes de finos de
minério de ferro, ao invés do item ajuste de pelotas de minério de ferro. Como resultado, o EBITDA break-even de
finos de minério de ferro e pelotas mudou mas o break-even caixa entregue na China de minério de ferro e pelotas
permaneceu o mesmo. Os períodos anteriores foram ajustados de forma a refletir esta mudança de alocação.

27
O desempenho dos segmentos de negócios
Informações dos segmentos ― 1T18, conforme nota explicativa das
demonstrações contábeis
Despesas

Dividendos e
Pré-
Receita SG&A e juros de EBITDA
US$ milhões Custos¹ P&D¹ operacional e
Líquida outras1,2 coligadas e Ajustado
de parada¹
JVs

Minerais ferrosos 6.527 (3.038) (18) (25) (38) - 3.408


Minério de
4.703 (2.078) (13) (20) (35) - 2.557
ferro - finos
ROM 9 - - - - - 9
Pelotas 1.585 (813) (1) (5) (3) - 763
Outros 106 (73) (3) - - - 30
Mn & ferroligas 124 (74) (1) - - - 49
Carvão 380 (335) 2 (3) - 60 104
Metais básicos 1.634 (953) (16) (13) (8) - 644
3
Níquel 1.132 (705) (15) (9) (8) - 395
Cobre4 502 (248) (1) (4) - - 249
Outros 62 (70) (153) (28) (6) 10 (185)
Total 8.603 (4.396) (185) (69) (52) 70 3.971

¹ Excluindo depreciação e amortização


2
Despesas gerais e administrativas estão alocadas em “Outros”
3
Incluindo cobre e outros subprodutos das operações de níquel
4
Incluindo subprodutos das operações de cobre

28
Minerais ferrosos
O EBITDA ajustado de Minerais Ferrosos foi de US$ 3,408 bilhões no 1T18, como resultado
das contribuições da maior qualidade dos produtos e dos maiores prêmios médios, que
impulsionaram a realização do preço CFR/FOB wmt, refletindo: (a) a flexibilidade das
operações; (b) o gerenciamento ativo da cadeia de valor; (c) o aumento da participação dos
produtos prêmio no total de vendas. Além disso, o preço CFR/FOB wmt realizado também foi
suportado pelos fortes prêmios de mercado.

O EBITDA ajustado permaneceu praticamente em linha com o 4T17, apesar do impacto


sazonal de menores volumes de vendas (US$ 341 milhões), devido, principalmente, a maiores
prêmios (US$ 85 milhões nos finos de minério de ferro e US$ 138 milhões nas pelotas) e ao
efeito líquido do aumento de 13% do Platts IODEX na receita e ao efeito pró-cíclico nos custos
(US$ 152 milhões).

Algumas naturezas de custos e despesas variam de acordo com os preços de minério de ferro
e, consequentemente, aumentaram US$ 86 milhões, ficando em linha com o ambiente de
preços mais fortes, como por exemplo: (a) os custos de arrendamento das plantas de
pelotização, que são ajustados com base nos prêmios de pelotas; (b) os royalties de minério
de ferro; (c) a compra de minério de terceiros. Entretanto, a Vale capturou os benefícios dos
maiores preços de minério de ferro, gerando um impacto positivo muito maior na receita, que
aumentou US$ 238 milhões, resultando no ganho líquido de US$ 152 milhões mencionado
acima.

Variação EBITDA – Minerais Ferrosos

29
Margem EBITDA de Minerais Ferrosos11

O EBITDA ajustado por tonelada de Minerais Ferrosos, excluindo Manganês e Ferroligas, foi
de US$ 39,8/t no 1T18, ficando 10,3% maior do que os US$ 36,1/t registrados no 4T17,
principalmente devido à melhora no mix de vendas e aos maiores prêmios de pelotas.

Finos de minério de ferro (excluindo pelotas e ROM)

EBITDA

O EBITDA ajustado de finos de minério de ferro foi de US$ 2,557 bilhões no 1T18, ficando
praticamente em linha com o do 4T17, apesar do impacto sazonal dos menores volumes de
vendas (US$ 302 milhões), que foi parcialmente compensado pelo maior IODEX (US$ 143
milhões) e por maiores prêmios e melhor qualidade (US$ 85 milhões).

RECEITA E VOLUMES DE VENDAS

A receita líquida das vendas de finos de minério de ferro, excluindo pelotas e run of mine
(ROM), reduziu-se para US$ 4,703 bilhões no 1T18 em comparação com os US$ 5,023 bilhões
registrados no 4T17, devido aos menores volumes de vendas sazonais (US$ 548 milhões),
que foram parcialmente compensados por maiores preços (US$ 228 milhões).

O volume de vendas de finos de minério de ferro alcançou 70,8 Mt no 1T18, atingindo o melhor
primeiro trimestre de todos os tempos, como resultado da flexibilidade e da gestão ativa da
cadeia de valor. As vendas ficaram 11,0% abaixo do 4T17, compensando parcialmente,
entretanto, a usual sazonalidade dos volumes de produção, que se reduziram em 12,2%.

As vendas CFR de finos de minério de ferro totalizaram 50,0 Mt no 1T18, representando 71%
do total de vendas de finos de minério de ferro no 1T18 e ficando em linha com o percentual
de vendas CFR registrado no 4T17.

O mix de vendas da Vale melhorou substancialmente ano contra ano, como resultado do ramp-
up de S11D e da decisão de reduzir progressivamente a produção de minério de baixa
qualidade. A participação da venda de pelotas de Carajás e do minério blindado sobre as
vendas totais do 1T17 aumentou de 67% no 1T17 e 70% no 4T17 para 76% no 1T18.
Consequentemente, o mix de vendas dos produtos da Vale alavancou o impacto do prêmio de
mercado ascendente, levando a um aumento das contribuições da qualidade e do prêmio
médio no preço CFR/FOB wmt realizado, que totalizou US$ 5,2/t no 1T18 contra US$ 2,3/t no
1T17 e US$ 3,9/t no 4T17.

11 Excluindo minério de manganês e ferroligas.

30
Composição das vendas

Receita operacional líquida por produto


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Minério de ferro - finos 4.703 5.023 4.826
ROM 9 8 15
Pelotas 1.585 1.422 1.459
Manganês e Ferroligas 124 135 86
Outros 106 110 111
Total 6.527 6.698 6.497

Volume vendido
mil toneladas 1T18 4T17 1T17
Minério de ferro - finos 70.811 79.603 63.682
ROM 410 355 1.636
Pelotas 13.125 13.579 12.582
Manganês 338 740 196
Ferroligas 34 34 30

31
PREÇOS REALIZADOS

Distribuição do sistema de preços

Realização de preços – finos de minério de ferro

O preço CFR referência em base seca (dmt) de finos de minério de ferro da Vale (ex-ROM) foi
de US$ 76,3/t, ficando US$ 2,0/t maior do que o IODEX, como resultado de maiores prêmios
e da melhor qualidade (US$ 5,2/t), apesar dos ajustes negativos oriundos do sistema de
precificação (US$ 3,1/t).

32
O preço CFR/FOB wmt de finos de minério de ferro da Vale (ex-ROM) aumentou 5,2% (US$
3,3/t), após os ajustes de umidade e do efeito das vendas FOB, que somaram 29% do total de
vendas no 1T18. O aumento do preço CFR/FOB wmt foi menor do que a variação do IODEX
no mesmo período, devido ao impacto líquido negativo dos ajustes de US$ 6,3/t relativos ao
sistema de precificação (os ajustes foram positivos em US$ 3,1/t no 4T17, enquanto no 1T18
foram registrados US$ 3,2/t negativos).

Os ‘Prêmios/Descontos e condições comerciais’ aumentaram US$ 1,2/t, passando de US$


1,9/t no 4T17 para US$ 3,1/t no 1T18, devido, principalmente, ao melhor mix de vendas
mencionado acima.

A realização de preço no 1T18 foi impactada pelos seguintes motivos:

a) preços provisórios no final do 4T17 de US$ 72,8/t, que mais tarde foram
reajustados com base no preço de entrega do 1T18, que impactaram
positivamente os preços do 1T18 em US$ 1,2/t contra um efeito negativo de US$
0,5/t no 4T17, como resultado de menores preços realizados no 1T18 em
comparação com a curva futura utilizada para a provisão do 4T17;

b) preços provisórios estabelecidos no final do 1T18 de US$ 64,8/t contra a média


IODEX de US$ 74,3/t no 1T18, que impactaram negativamente os preços no 1T18
em US$ 3,3/t contra um impacto positivo de US$ 2,4/t no 4T17;

c) contratos com preços defasados (lagged) no trimestre, precificados a US$ 65,3/t


e baseados nos preços médios de set-out-nov, que impactaram negativamente os
preços no 1T18 em US$ 0,8/t se comparados ao impacto positivo de US$ 0,2/t no
4T17.

As vendas de minério de ferro de 24,8 Mt, ou 35% do mix de vendas da Vale, foram registradas
sob o sistema de preços provisório fixado no final do 1T18 em US$ 64,8/t. Os preços finais
destas vendas serão determinados e registrados no 2T18.

Preço médio realizado


US$ por tonelada 1T18 4T17 1T17
Minério de ferro - Metal Bulletin 65% index 90,30 84,70 99,11
Minério de ferro - Platts 62% IODEX 74,26 65,57 85,64
Preço provisório no final do trimestre 64,84 72,80 77,90
Preço de referência de finos de minério de ferro CFR (dmt) 76,30 72,60 86,70
Preço realizado de finos de minério de ferro CFR/FOB 66,41 63,10 75,78
ROM 21,95 22,55 9,17
Pelotas CFR/FOB 120,78 104,71 115,96
Manganês 246,93 119,34 219,39
Ferroligas 1.212,78 1.361,31 1.433,33

33
CUSTOS

Os custos de finos de minério de ferro totalizaram US$ 2,078 bilhões (ou US$ 2,353 bilhões
incluindo depreciação) no 1T18. Os custos permaneceram praticamente em linha com o
4T1712, apesar do impacto negativo dos menores volumes na diluição dos custos fixos e do
efeito pró-cíclico do aumento do preço de minério de ferro nos royalties.

CPV MINÉRIO DE FERRO - 4T17 x 1T18


Principais variações
Variação
US$ milhões 4T17 Volume Câmbio Outros Total 4T17 1T18
x 1T18
Custo caixa C1 1.166 (129) 1 13 (115) 1.051
Frete 947 (96) - (33) (129) 818
Outros 189 (21) - 41 20 209
Custos totais antes de
depreciação e 2.302 (246) 1 21 (224) 2.078
amortização
Depreciação 293 (32) - 14 (18) 275
Total 2.595 (278) 1 35 (242) 2.353

O custo unitário de frete marítimo de finos de minério de ferro por tonelada métrica foi de US$
16,4/t no 1T18, ficando US$ 0,6/t menor do que no 4T17, devido, principalmente, aos impactos
de menores fretes spot (US$ 0,5/t) e da gestão ativa da cadeia de valor (US$ 0,4/t), que foram
parcialmente compensados por maiores preços de bunker oil (US$ 0,5/t)13. A gestão da cadeia
de valor tem sido consistentemente aprimorada, resultando em interfaces de processo mais
alinhadas e numa melhor alocação da frota de navios à disposição da Vale, reduzindo,
portanto, os custos de frete.

CUSTO CAIXA C1

O custo caixa total C1 FOB no porto por tonelada métrica de finos de minério de ferro, sem
royalties, totalizou US$ 14,8/t no 1T18, permanecendo praticamente em linha com o 4T17,
apesar do impacto negativo da diluição do custo fixo em menores volumes, que foi
praticamente compensado pelo ramp-up bem-sucedido do S11D.

O custo caixa C1 FOB porto por tonelada métrica de finos de minério de ferro, excluindo
royalties, em BRL foi de R$ 48,3/t no 1T18, permanecendo praticamente em linha com o 4T17,
em função dos efeitos descritos acima e da estabilidade da taxa de câmbio em comparação
ao 4T17.

12 Após a dedução dos efeitos de menores volumes de vendas (US$ 246 milhões) e do impacto negativo das variações
cambiais (US$ 1 milhão).
13 O preço médio do bunker oil no portfólio de frete da Vale aumentou de US$ 342/t no 4T17 para US$ 364/t no 1T18.

34
As despesas por tonelada em BRL aumentaram dos R$ 2,7/t registrados no 4T17 para R$ 3,1/t
no 1T18, devido ao efeito da diluição em volumes de venda sazonalmente menores.

Custos e despesas de finos de minério de ferro em reais


R$/t 1T18 4T17 1T17
Custo caixa C1 ¹ 48,3 47,7 46,1
Despesas¹,2 3,1 2,7 (0,5)3
Total 51,4 50,4 45,6
¹ Líquido de depreciação.
2 Considera o novo critério gerencial de alocação para as despesas gerais e administrativas, conforme descrito no box de

“Mudanças de Alocação na Contabilidade Gerencial”.


3 As despesas por tonelada foram positivas no 1T17, devido, principalmente, ao impacto positivo da recuperação de seguros

associados com o sinistro da correia transportadora de longa distância de “Fábrica Nova – Timbopeba”.

Custo unitário de finos de minério de ferro e frete


1T18 4T17 1T17
Custos (US$ milhões)
Custos, sem depreciação e amortização 2.078 2.301 1.677
Custos de distribuição 53 54 25
Custos de frete marítimo 818 947 608
Custos FOB no porto (ex-ROM) 1.207 1.300 1.044
Custos FOB no porto (ex-ROM e royalties) 1.051 1.166 937
Volumes de vendas (Mt)
Volume total de minério de ferro vendido 71,2 80,0 65,3
Volume total de ROM vendido 0,4 0,4 1,6
Volume vendido (ex-ROM) 70,8 79,6 63,7
Custo unitário de minério de ferro (ex-ROM, ex-royalties), FOB
14,8 14,6 14,7
(US$/t)
Frete
Custos de frete marítimo 818 947 608
% de Vendas CFR 71% 70% 67%
Volume CFR (Mt) 50,0 55,6 42,8
Custo unitário de frete de minério de ferro (US$/t) 16,4 17,0 14,2

DESPESAS14

As despesas com minério de ferro, excluindo depreciação, foram de US$ 68 milhões no 1T18,
ficando 29,2% menores do que no 4T17. As despesas de vendas e outras despesas
totalizaram US$ 13 milhões no 1T18, reduzindo-se em US$ 3 milhões em comparação com o
4T17, devido, principalmente, a menores despesas dos escritórios comerciais internacionais.
As despesas com P&D foram de US$ 20 milhões, ficando 25,9% menores do que no 4T17,
devido, principalmente, à sazonalidade usual dos desembolsos. As despesas pré-operacionais
e de parada, líquidas de depreciação, totalizaram US$ 35 milhões, reduzindo-se em US$ 18
milhões em comparação com o 4T17, principalmente como resultado de menores despesas
pré-operacionais de S11D.

14Considera o novo critério gerencial de alocação para as despesas gerais e administrativas, conforme descrito no box de
“Mudanças de Alocação na Contabilidade Gerencial”.

35
Evolução do custo caixa de finos de minério de ferro, frete e despesas

As despesas e royalties por tonelada aumentaram de US$ 2,5/t no 4T17 para US$ 3,2/t no
1T18, devido, principalmente, a maiores royalties e ao efeito da menor diluição nas despesas
dos volumes de vendas sazonalmente menores. Os royalties aumentaram devido ao efeito
pró-cíclico dos maiores preços de minério de ferro e às maiores alíquotas de royalties, efetivas
a partir de 17 de novembro de 2017, de acordo com o novo Código de Mineração Brasileiro.

Pelotas
O EBITDA ajustado de pelotas foi de US$ 763 milhões no 1T18, ficando 13,0% maior do que
os US$ 675 milhões registrados no 4T17. O aumento de US$ 88 milhões deveu-se,
principalmente, a maiores preços de venda e prêmios (US$ 206 milhões), que foram
parcialmente compensados por menores dividendos recebidos15 no 1T18 (US$ 44 milhões) e
maiores custos16 (US$ 57 milhões).

A receita líquida de pelotas alcançou US$ 1,585 bilhão no 1T18, aumentando US$ 163 milhões
contra o US$ 1,422 bilhão registrado no 4T17, como resultado de maiores prêmios (US$ 138
milhões) e IODEX (US$ 68 milhões). Os preços realizados aumentaram de US$ 104,7/t no
4T17 para US$ 120,8/t no 1T18, devido, principalmente, ao aumento de US$ 10,6/dmt nos
prêmios de pelotas. O efeito de maiores preços foi parcialmente compensado por volumes de

15
Dividendos das plantas de pelotização arrendadas, que são usualmente pagos a cada 6 meses (no 2T e no 4T).
16
Após ajustar os efeitos de menores volumes (US$ 20 milhões) e variação cambial (US$ 0,5 milhão) .

36
venda ligeiramente menores (US$ 42 milhões), que marginalmente se reduziram de 13,6 Mt
no 4T17 para 13,1 Mt no 1T18.

As vendas CFR de pelotas de 3,3 Mt no 1T18 representaram 25% do total das vendas de
pelotas, ficando em linha com o 4T17. As vendas em base FOB totalizaram 9,8 Mt no 1T18,
ficando ligeiramente abaixo dos 10,3 Mt registrados no 4T17.

O custo de pelotas totalizou US$ 813 milhões (ou US$ 917 milhões, considerando a
depreciação) no 1T18. Após serem ajustados pelos efeitos de menores volumes (US$ 22
milhões), os custos cresceram US$ 57 milhões quando comparados ao 4T17, devido,
principalmente, aos maiores custos de arrendamento das plantas pelotizadoras (US$ 36
milhões) e ao custo com combustíveis (US$ 19 milhões). Os custos de arrendamento
aumentaram como resultado dos maiores prêmios, impactando a fórmula contratual
predeterminada.

A margem EBITDA de pelotas foi de US$ 58,1/t no 1T18, ficando 16,9% maior do que o 4T17.

Pelotas - EBITDA
1T18 4T17
US$ US$
US$/wmt US$/wmt
milhões milhões
Receita Líquida / Preço Realizado 1.585 120,8 1.422 104,7
Dividendos recebidos (plantas de pelotização arrendadas) - - 44 3,2
Custo caixa (Minério de ferro, arrendamento, frete, suporte, energia
(813) (61,9) (779) (57,4)
e outros)
Despesas (SG&A, P&D e outros) (9) (0,7) (12) (0,9)
EBITDA 763 58,1 675 49,7

Break-even de caixa de finos de minério de ferro e pelotas17

O portfólio flexível de produtos prêmio é o melhor posicionado para liderar e se beneficiar da


tendência de “flight to quality”. No 1T18, a Vale atingiu um novo marco na direção de melhorar
o teor de Fe e sua realização de preço, reduzindo seu break-even de EBITDA de minério de
ferro e pelotas18 para US$ 30,5/dmt no 1T18. A redução de US$ 1,7/t, quando comparada ao
4T17, foi devida, principalmente, aos efeitos acima mencionados de maior qualidade e prêmios
para finos de minério de ferro (US$ 1,3/t) e à melhor performance de pelotas (US$ 0,6/t).

17 Considera o novo critério gerencial de alocação para as despesas gerais e administrativas, conforme descrito no box de
“Mudanças de Alocação na Contabilidade Gerencial”.
18 Medido pelos custos e despesas caixa unitários numa base entregue na China (e ajustado por qualidade, diferencial de

margem de pelotas e umidade, excluindo ROM).

37
O break-even de caixa de minério de ferro e pelotas numa base entregue na China, incluindo
o investimento de manutenção por tonelada de US$ 3,9/dmt, diminuiu de US$ 36,1/dmt no
4T17 para US$ 34,5/dmt no 1T18.

Break-even caixa entregue na China de minério de ferro e pelotas


US$/t 1T18 4T17 1T17 2017
Custo unitário de minério de ferro (ex-ROM, ex-royalties), FOB (US$/t) 14,8 14,6 14,7 14,8
Custo de frete de finos de minério de ferro (ex-bunker oil hedge) 16,4 17,0 14,2 15,4
Custo de distribuição de finos de minério de ferro² 0,7 0,7 0,4 0,6
Despesa³ & royalties de finos de minério de ferro 3,2 2,5 1,5 2,4
Ajuste de umidade de minério de ferro 3,1 3,0 2,8 2,9
Ajuste de qualidade de minério de ferro (5,2) (3,9) (2,4) (3,4)
EBITDA de equilíbrio de finos de minério de ferro entregue na China 33,0 34,0 31,3 32,6
(US$/dmt)
Ajuste de pelotas de minério de ferro (2,4) (1,8) (2,3) (1,9)
EBITDA de equilíbrio de finos minério de ferro e pelotas (US$/dmt) 30,5 32,2 29,1 30,8
Investimentos correntes de finos de minério de ferro 3,9 4,0 4,0 3,6
Break-even caixa entregue na China de minério de ferro e pelotas 34,5 36,1 33,1 34,3
(US$/dmt)
¹ Medido pelo custo unitário + despesas+ investimentos correntes ajustado por qualidade.
² O método de cálculo dos custos de distribuição por tonelada foi revisado, ajustando-se agora pelo volume total de vendas e não
pelo volume de vendas CFR.
³ Líquido de depreciação e incluindo dividendos recebidos.

Manganês e ferroligas

O EBITDA ajustado de minério de manganês e ferroligas foi de US$ 49 milhões no 1T18,


ficando em linha com o 4T17, com maiores preços realizados (US$ 21 milhões) sendo
compensados por menores volumes (US$ 20 milhões). Custos e despesas no 1T18
permaneceram praticamente em linha com o 4T17.

38
Vendas de minério de ferro e pelotas por destino
mil toneladas métricas 1T18 4T17 1T17
Américas 9.875 9.995 11.974
Brasil 6.844 7.232 10.100
Outros 3.031 2.763 1.874
Ásia 58.439 68.105 54.158
China 47.285 54.182 44.199
Japão 6.853 7.518 6.283
Outros 4.301 6.405 3.676
Europa 11.548 11.460 8.971
Alemanha 4.517 4.747 3.988
França 1.403 1.795 936
Outros 5.628 4.918 4.047
Oriente Médio 2.627 2.351 1.901
Resto do mundo 1.857 1.626 896
Total 84.346 93.537 77.900

Indicadores financeiros selecionados - Minerais ferrosos


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Receita líquida 6.527 6.698 6.497
Custos¹ (3.038) (3.239) (2.449)
Despesas¹ (18) (22) 65
Despesas pré-operacionais e de parada¹ (38) (56) (45)
Despesas com P&D (25) (34) (20)
Dividendos e juros de coligadas e JVs - 80 -
EBITDA ajustado 3.408 3.427 4.048
Depreciação e amortização (432) (454) (399)
EBIT ajustado 2.976 2.973 3.649
Margem EBIT ajustado (%) 45,6 44,4 56,2
¹ Excluindo depreciação e amortização
Indicadores financeiros selecionados - Finos de minério de ferro
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
EBITDA ajustado (US$ milhões) 2.557 2.654 3.161
Volume vendido (Mt) 70,8 79,6 63,7
EBITDA ajustado (US$/t) 36,1 33,3 49,6

Indicadores financeiros selecionados -


Pelotas
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
EBITDA ajustado (US$ milhões) 763 675 803
Volume vendido (Mt) 13,1 13,6 12,6
EBITDA ajustado (US$/t) 58,1 49,7 63,8

Indicadores financeiros selecionados - Ferrosos ex Manganês e Ferroligas


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
EBITDA ajustado (US$ milhões) 3.359 3.378 4.010
Volume vendido (Mt)¹ 84,3 93,5 77,9
EBITDA ajustado (US$/t) 39,8 36,1 51,5

¹ Volume inclui finos de minério de ferro, pelotas e ROM.

39
Indicadores financeiros selecionados - Minerais ferrosos
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Receita líquida 6,527 6,698 6,497
Custos¹ (3,038) (3,239) (2,449)
Despesas¹ (18) (22) 65
Despesas pré-operacionais e de parada¹ (38) (56) (45)
Despesas com P&D (25) (34) (20)
Dividendos e juros de coligadas e JVs - 80 -
EBITDA ajustado 3,408 3,427 4,048
Depreciação e amortização (432) (454) (399)
EBIT ajustado 2,976 2,973 3,649
Margem EBIT ajustado (%) 45.6 44.4 56.2
¹ Excluindo depreciação e amortização
Indicadores financeiros selecionados - Finos de minério de ferro
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
EBITDA ajustado (US$ milhões) 2,557 2,654 3,161
Volume vendido (Mt) 70.8 79.6 63.7
EBITDA ajustado (US$/t) 36.1 33.3 49.6

Indicadores financeiros selecionados -


Pelotas
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
EBITDA ajustado (US$ milhões) 763 675 803
Volume vendido (Mt) 13.1 13.6 12.6
EBITDA ajustado (US$/t) 58.1 49.7 63.8

Indicadores financeiros selecionados - Ferrosos ex Manganês e Ferroligas


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
EBITDA ajustado (US$ milhões) 3,359 3,378 4,010
Volume vendido (Mt)¹ 84.3 93.5 77.9
EBITDA ajustado (US$/t) 39.8 36.1 51.5

¹ Volume inclui finos de minério de ferro, pelotas e ROM.

40
Metais Básicos
NÍQUEL PRIMER: UM NEGÓCIO PREMIUM E FLEXÍVEL, PRONTO PARA O FUTURO

A Vale não é uma produtora premium somente em minério de ferro, ela é também uma
produtora premium no mercado de níquel, com um mix de produtos e posicionamento de
mercado únicos.

Os produtos de níquel da Vale são predominantemente usados no mercado de specialties,


no qual alta qualidade e pureza são requeridos. Por outro lado, mais de 50% do níquel
produzido e consumido no mundo é classificado como níquel Classe II, tipicamente usado
na produção de aço inoxidável, um mercado que não busca, nem necessita, de materiais
de alta qualidade com elevado grau de pureza e níveis mínimos de elementos deletérios.

A expectativa para o mercado global de níquel é de contínuo déficit no médio para longo
prazo. O déficit é mais significativo para níquel de alta qualidade, dado o declínio na oferta
mundial de níquel Classe I (redução de 7%, 2017 vs. 2016) e a demanda, que permanece
robusta, no mercado de specialties / produtos de níquel de alta qualidade.

A maioria dos produtos de níquel da Vale são de alta qualidade, destacando que a Vale é
o produtor de referência para as aplicações de níquel no mercado de specialties, servindo
ao mercado quando há especificações químicas e físicas estritas, demandando altos graus
de pureza e baixas quantidades de elementos deletérios. Estes mercados pagam um
prêmio sobre o preço de referência da LME.

41
No momento, dado que a Vale é uma produtora premium, tendo 65% de seus produtos de
níquel classificados como Classe I e 20% de seus produtos classificados como Classe II
battery-suitable, ela ainda vende parte de seus produtos de níquel de alta qualidade e
adequado para utilização em baterias para o mercado de aço inoxidável. Isso significa que
o negócio de níquel da Vale ainda não captura o prêmio total pela alta qualidade de seus
produtos. No entanto, caso mais fabricantes de carros utilizem baterias para veículos
elétricos (VEs), a Vale terá um upside.

As aplicações de níquel em baterias requerem produtos químicos de alta pureza que são
feitos com insumos de níquel de alta pureza ou classificados como battery-suitable, que
requerem um processo de purificação. Isso permitirá que a Vale capture prêmios mais altos
para uma parte significativa de seus volumes de vendas nos próximos anos, com custos
reduzidos de produção, baixos investimentos e nenhuma alteração significativa em seu
fluxo de produção. De fato, em operações como VNC e PTVI o advento dos veículos
elétricos tem potencial para reduzir custos – por meio da eliminação de etapas no processo
de beneficiamento - e evitando desembolsos de investimentos em refino.

A Vale vende níquel de alta qualidade Classe I na forma powders, catodos, rounds, plating
pellets e commodity pellets / discs. Os rigorosos padrões de qualidade dos produtos de
Classe I permitem seu uso em inúmeras indústrias de ponta, incluindo aeronaves,
aeroespacial, produtos químicos, baterias e maquinário industrial submarino.

42
A Vale conquistará ainda mais prêmios ao deixar de vender níquel Classe I nos mercados
de Classe II e, no longo prazo, caso a demanda por VEs aumente, a Vale estará pronta
para capturar o upside de preço em aproximadamente 85% de seu mix de produtos,
beneficiando-se de seus ativos de alta qualidade e portfólio de produtos premium.

Essa estratégia começa agora.

No 1T18, a Vale quase duplicou a quantidade de prêmios recebidos em relação ao 1T17.


Nosso produto Classe IA, de extra alta qualidade, acima do produto Classe I, capturou mais
do que o dobro dos prêmios obtidos pelo produto Classe I, com alguns produtos sendo
vendidos a US$ 19.000/t.

Além disso, para dar suporte aos investidores com as ferramentas apropriadas para
analisar e avaliar o negócio de níquel da Vale, desse trimestre em diante será apresentado
uma classificação dos volumes de venda de produtos Classe I, Classe II battery-suitable,
Classe II e Intermediários na seção de volumes de venda, assim como uma nova forma de
análise dos preços realizados de níquel, com maiores informações sobre o mix de produtos
da Vale e os prêmios alcançados.

Vale, a mineradora líder global, premium e flexível, em níquel.

43
DESEMPENHO DO NEGÓCIO19

O 1T18 marcou uma mudança na gestão do negócio de Metais Básicos através da otimização
da produção e vendas e do foco em um mix de produtos premium de níquel com margens mais
elevadas. Essa mudança levou a níveis mais elevados de prêmios no mix de produtos,
alcançando US$ 38 milhões20 no 1T18, em linha com os produtos Classe I que obtiveram
quase o dobro do prêmio alcançado no 1T17.

O EBITDA ajustado foi de US$ 644 milhões no 1T18, representando uma redução de US$ 171
milhões em relação ao 4T17, principalmente como resultado do menor volume de vendas de
níquel e cobre (US$ 153 milhões), refletindo a otimização das linhas de produção, e custos
mais altos21 (US$ 81 milhões), que foram parcialmente compensados pela melhora na
realização do preço (US$ 108 milhões), devido aos níveis mais altos de prêmios e ao aumento
no preço de referência de níquel na LME.

RECEITA E VOLUMES DE VENDAS

A receita de vendas de níquel foi de US$ 790 milhões no 1T18, diminuindo US$ 151 milhões
em relação ao 4T17 como resultado de menores volumes vendidos (US$ 258 milhões),
parcialmente compensados por maiores preços realizados de níquel (US$ 108 milhões). O
volume de vendas totalizou 58 kt no 1T18, ficando 22 kt abaixo do 4T17.

A receita de vendas de cobre foi de US$ 511 milhões no 1T18, diminuindo US$ 233 milhões
em relação ao 4T17, principalmente como resultado de menores volumes vendidos (US$ 158
milhões) e menores preços realizados de cobre (US$ 75 milhões). O volume de vendas foi de
88 kt no 1T18, ficando 23 kt abaixo do 4T17.

A receita de vendas de cobalto totalizou US$ 90 milhões no 1T18, aumentando US$ 11 milhões
em relação ao 4T17, principalmente como resultado dos maiores preços de cobalto (US$ 19
milhões), paricialmente compensados pelo menor volume de vendas (US$ 8 milhões) no
trimestre. O volume de vendas de cobalto foi de 1.276 t no 1T18, ficando 92 t abaixo do 4T17.

A receita de vendas de ouro contido como subproduto em concentrados de níquel e cobre


totalizou US$ 148 milhões no 1T18, diminuindo US$ 9 milhões em relação ao 4T17,
principalmente como resultado de menores preços realizados de ouro como subproduto (US$
14 milhões), parcialmente compensado por maiores volumes de vendas (US$ 5 milhões). O
volume de vendas de ouro como subproduto totalizou 112.000 onças no 1T18, ficando 4.000
onças acima do 4T17.

19 Considera o novo critério gerencial de alocação para as despesas gerais e administrativas, conforme descrito no box de “Mudanças de Alocação
na Contabilidade Gerencial” desse relatório de resultado.
20 Líquido do efeito dos prêmios e descontos de acordo com sua respectiva parcela no mix de produtos.

21 Líquido do efeito de volume.

44
As receitas de vendas de PGMs (metais do grupo da platina) totalizaram US$ 74 milhões no
1T18, aumentando US$ 12 milhões em relação ao 4T17. O volume de vendas foi de 73.000
onças no 1T18 contra 68.000 onças no 4T17. O volume de PGMs aumentou devido aos
maiores volumes de paládio, que foram parcialmente compensados por menores volumes de
platina.

Receita operacional líquida por produto


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Níquel 790 941 760
Cobre 511 744 568
Ouro como subproduto 148 157 130
Prata como subproduto 8 9 7
PGMs 74 62 85
Cobalto 90 79 41
Outros 13 8 6
Total 1.634 2.000 1.597

PREÇO REALIZADO DE NÍQUEL

Os produtos de níquel da Vale são classificados como Classe I, Classe II battery-suitable,


Classe II e Intermediários. Cerca de 63% das nossas vendas são de alta qualidade Classe I,
e considerando os produtos de Classe II que podem ser usados na produção de baterias, 85%
das nossas vendas atuais têm um upside com o advento dos VEs.

Mix de vendas de níquel

Os produtos de níquel classe I representaram 63% do total de vendas de níquel no 1T18. Parte
dos produtos de níquel Classe I está sendo vendida com prêmios crescentes para os mercados
de specialties e de alta qualidade, mas parte dela é vendida para os mercados da Classe II,
com prêmios mais baixos. À medida que a demanda por produtos especiais e baterias para

45
VEs aumenta, uma porção maior dos produtos de níquel Classe I de alta qualidade será
vendida para os mercados da Classe I, capturando uma parcela maior de prêmio em seus
produtos. Além disso, com a demanda dos VEs, o valor dos prêmios deve aumentar devido à
crescente escassez de níquel Classe I no mercado.

Os produtos de níquel Classe II battery-suitable representaram 22% do total de vendas de


níquel, e embora tais produtos não sejam classificados como Classe I, eles são adequados,
com custos reduzidos e evitando desembolsos de investimentos em refino para aplicação em
baterias para VEs. Os produtos battery-suitable são Utility Nickel e nickel hydroxide cake (NHC)
de VNC e Tonimet da PTVI.

A história de VNC está ligada ao potencial upside dos VEs, já que tanto o óxido de níquel
quanto o NHC podem ser usados no mercado de baterias. Atualmente, o NHC é vendido ao
mercado com um desconto, enquanto o óxido de níquel é enviado para ser refinado em Utility
Nickel em Dalian. Ambos os produtos podem ser usados em baterias de VEs. Portanto, à
medida que a demanda por baterias aumenta, a Vale poderá não apenas reduzir os custos,
mas também evitar investimentos em refino ao reduzir as etapas de produção e vendendo
óxido de níquel com melhores margens.

Da mesma forma, a PTVI tem um upside com o advento dos VEs, pois atualmente o matte de
níquel é transformado em óxido de níquel para ser refinado em Tonimet em Matsusaka. No
futuro, a Vale também poderá reduzir os custos de produção vendendo apenas óxido de níquel
com melhores margens, sem incorrer em custos de produção extras e investimentos em refino.

Os outros produtos de níquel Classe II e intermediários não são adequados para veículos
elétricos, e representam 14% do total de vendas de níquel.

Prêmio / desconto por produto de níquel


US$/t 1T18 4T17 1T17
Níquel Classe I 1.390 940 730
Níquel Classe II battery-suitable (300) (230) (180)
Níquel Classe II 410 200 190
Intermediários (2.360) (1.370) (1.570)

Os prêmios para produtos de níquel Classe I alcançaram US$ 1.390/t no 1T18, significando
um aumento de 48% e 90% quando comparados ao 4T17 e ao 1T17, respectivamente. O
aumento é devido, principalmente, a uma combinação de renegociação de contratos para
termos mais favoráveis, bem como o flight to quality no mercado de specialties.

O preço médio realizado de níquel foi de US$ 13.637/t, ficando US$ 361/t acima do preço
médio de US$ 13.276/t no 1T18. O impacto agregado dos prêmios e descontos mencionados
anteriormente (considerando seus respectivos volumes no mix de vendas) foi:

 Prêmio de produtos de níquel Classe I para 63% das vendas, levando a um impacto
agregado de US$ 876/t;

46
 Desconto para produtos de níquel Classe II battery-suitable em 22% das vendas,
levando a um impacto agregado de -US$ 66/t;

 Prêmio de produtos de níquel Classe II para 7% das vendas, com impacto agregado
de US$ 29/t;

 Desconto para produtos intermediários para 7% das vendas, levando a um impacto


agregado de -US$ 165/t;

 Outros ajustes de precificação, principalmente devido às diferenças entre o preço da


LME no momento da venda e a média trimestral da LME, juntamente com o impacto
negativo das vendas a termo com preços fixados em um contexto de aumento nos
preços de referência da LME, levando a um impacto agregado de -US$ 313/t.

Preço realizado de níquel

PREÇO REALIZADO DE COBRE

O preço do cobre realizado foi de US$ 5.827/t, ficando US$ 1.134/t abaixo do preço médio do
cobre na LME de US$ 6.961/t no 1T18. Os produtos de cobre da Vale são vendidos com base
em preços provisórios durante o trimestre com preços finais determinados em um período
futuro, geralmente de um a quatro meses depois 22.

22 Em 31 de março de 2018 a Vale tinha precificado provisoriamente um total de 73.290 toneladas a um preço forward da LME
de US$ 6.699/t, sujeito à precificação final nos meses seguintes.

47
O preço do cobre realizado foi diferente do preço médio da LME no 1T18 devido aos seguintes
fatores:

 Reajuste de preços no período atual: marcação a mercado de faturas ainda em aberto


no trimestre com base na curva23 futura do preço do cobre no final do trimestre (-US$
193/t);

 Ajuste de preço no período anterior: variação entre o preço usado nas faturas finais (e
na marcação a mercado das faturas dos trimestres anteriores ainda em aberto no final
do trimestre) e os preços provisórios usados nas vendas nos trimestres anteriores (-
US$ 388/t);

 TC/RCs, multas, prêmios e descontos para produtos intermediários (-US$ 553/t).

Preço realizado de cobre

Preço médio realizado


US$ por tonelada 1T18 4T17 1T17
Níquel - LME 13.276 11.584 10.271
Cobre - LME 6.961 6.808 5.831
Níquel 13.637 11.781 10.547
Cobre 5.827 6.735 5.661
Platina (US$ por onça troy) 1.041 880 917
Ouro (US$ por onça troy) 1.324 1.450 1.202
Prata (US$ por onça troy) 15,47 15,48 13,50
Cobalto (US$ por tn) 70.588 57.680 45.415

23 Inclui um pequeno número de faturas finais que foram precificadas provisoriamente e finalizadas dentro do trimestre.

48
DESEMPENHO DO VOLUME DE VENDAS
O volume de vendas de níquel foi de 58 kt no 1T18, ficando 22 kt abaixo do 4T17 e 14 kt abaixo
do 1T17. O volume de vendas foi menor devido à otimização da produção, bem como ao
acúmulo de estoques nas refinarias e às paradas para manutenção na mina de Coleman, em
Sudbury, e em PTVI.

O volume de vendas de cobre totalizou 88 kt no 1T18, ficando 23 kt abaixo do 4T17 e 12 kt


abaixo do 1T17. O volume de vendas foi menor devido, principalmente, aos menores volumes
de produção e à redução dos estoques de produtos vendáveis no 4T17.

O volume de vendas de ouro como subproduto totalizou 112.000 onças troy no 1T18, ficando
4.000 onças troy acima do 4T17, principalmente devido a correções no volume de metais
preciosos do Atlântico Norte no 4T17.

Volume vendido
mil toneladas 1T18 4T17 1T17
Operações de Níquel & Subprodutos
Níquel 58 80 72
Níquel Classe I 37 44 40
Níquel Classe II battery-suitable 13 18 20
Níquel Classe II 4 8 5
Produtos intermediários 4 10 7
Cobre 26 37 38
Ouro como subproduto ('000 oz) 15 - 23
Prata como subproduto ('000 oz) 321 383 351
PGMs ('000 oz) 73 68 104
Cobalto (ton) 1.276 1.368 892
Operações de Cobre & Subprodutos
Cobre 62 74 62
Ouro como subproduto ('000 oz) 97 108 85
Prata como subproduto ('000 oz) 173 219 194

CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (CPV)

Os custos totalizaram US$ 953 milhões no 1T18 (ou US$ 1,303 bilhão incluindo depreciação).
Os custos aumentaram em US$ 81 milhões em relação ao 4T17 após o ajuste para os efeitos
de menores volumes de vendas (US$ 264 milhões) e o efeito negativo das variações
cambiais24 (US$ 6 milhões). O aumento ocorreu principalmente devido aos maiores custos nas
operações de níquel (US$ 51 milhões) e em Salobo (US$ 27 milhões). O aumento de custo
nas operações de níquel foi, principalmente, devido aos efeitos pro-cíclicos dos maiores preços
de níquel na aquisição de minério de níquel de terceiros (US$ 41 milhões), que foi compensado
por maiores preços realizados de níquel nos produtos acabados, e gastos com manutenção
em Coleman (US$ 26 milhões no 1T18 vs. US$ 10 milhões no 4T17), enquanto o aumento de

24 Efeitos cambiais apenas no CPV.

49
custo em Salobo ocorreu principalmente devido ao impacto desfavorável dos menores volumes
de produção nos custos unitários assim como maiores custos com insumos.

CPV METAIS BÁSICOS - 4T17 x 1T18


Variance drivers

Variação Total
US$ milhões 4T17 Volume Câmbio Outros 1T18
4T17 x 1T18
Operações de níquel 875 (227) 6 51 (169) 705
Operações de cobre 255 (37) - 30 (8) 248
Custos totais antes de
depreciação e 1.130 (264) 6 81 (177) 953
amortização
Depreciação 429 (112) 2 31 (79) 350
Total 1.558 (376) 8 112 (256) 1.303

DESPESAS25

As despesas de vendas e outras despesas, excluindo depreciação, totalizaram US$ 16 milhões


no 1T18, representando um aumento de US$ 4 milhões em comparação com os US$ 12
milhões registrados no 4T17.

As despesas pré-operacionais e de parada foram de US$ 8 milhões no 1T18, principalmente


devido aos custos de care and maintenance associados à mina Stobie, em Sudbury, e à mina
Birchtree, em Thompson (US$ 6 milhões), e custos associados à revisão de Projeto de
Expansão da Mina de Voisey's Bay (US$ 2 milhões).

CUSTO CAIXA UNITÁRIO26

O custo caixa unitário das operações do Atlântico Norte, líquido de créditos de subprodutos,
aumentou de US$ 4.624/t no 4T17 para US$ 6.756/t no 1T18, principalmente devido aos efeitos
pro-cíclicos dos maiores preços de níquel na aquisição de níquel de terceiros bem como os
custos associados à parada não programada de manutenção na mina de Coleman, em
Sudbury. A mina estava em parada de manutenção desde novembro de 2017, e já retornou à
produção em abril de 2018.

O custo caixa unitário da PTVI aumentou de US$ 6.609/t no 4T17 para US$ 7.246/t no 1T18,
com menor diluição de custos fixos e maiores gastos com insumos.

25 Considera o novo critério gerencial de alocação para as despesas gerais e administrativas, conforme descrito no box de “Mudan ças de Alocação
na Contabilidade Gerencial” desse relatório de resultado.
26 Considera o novo critério gerencial de alocação para as despesas gerais e administrativas, conforme descrito no box de “Mudanças de Alocação

na Contabilidade Gerencial” desse relatório de resultado.

50
O custo unitário da VNC, líquido de créditos de subprodutos, aumentou de US$ 8.420/t no
4T17 para US$ 8.874/t no 1T18, principalmente devido aos ajustes negativos de estoques,
parcialmente compensados por maiores créditos de subprodutos.

O custo caixa unitário de Onça Puma aumentou levemente dos US$ 7.536/t registrados no
4T17 para US$ 7.685/t no 1T18, principalmente devido aos maiores custos com serviços de
manutenção.

O custo unitário do Sossego foi de US$ 3.267/t no 1T18, ficando em linha com o 4T17.

Os custos unitários de Salobo aumentaram dos US$ 679/t registrados no 4T17 para US$
1.155/t no 1T18, principalmente devido aos custos mais altos de manutenção e energia, bem
como aos maiores custos com insumos.

Metais Básicos – custo caixa unitário das vendas após crédito de subprodutos¹
US$ / t 1T18 4T17 1T17
OPERAÇÕES DE NÍQUEL
Operações do Atlântico Norte2 6.756 4.624 6.699
PTVI2 7.246 6.609 6.821
3
VNC 8.874 8.420 11.232
Onça Puma 7.685 7.536 9.341
OPERAÇÕES DE COBRE
Sossego 3.267 3.270 2.941
Salobo 1.155 679 1.406
1 Números do Atlântico Norte incluem custos de refino em Clydach e Acton.

51
EBITDA breakeven – operações de níquel27

EBITDA breakeven – operações de cobre (Salobo e Sossego)28

O EBITDA breakeven considera os custos caixa unitário mencionados anteriormente depois


do crédito de subprodutos e também as despesas e os prêmios/descontos por tonelada para
os volumes vendidos de níquel e cobre. Para as operações de cobre, o preço realizado a ser
utilizado para comparação com o EBITDA breakeven deve ser o preço realizado de cobre

27 Se fosse considerado somente o efeito caixa de US$ 400/onça que a Wheaton Precious Metals paga por 70% do ouro como
subproduto de níquel de Sudbury, o EBITDA breakeven das operações de níquel aumentaria para US$ 7.394/t.
28 Se fosse considerado somente o efeito caixa de US$ 400/onça que a Wheaton Precious Metals paga por 75% do ouro como

subproduto de cobre de Salobo, o EBITDA breakeven das operações de cobre aumentaria para US$ 3.204/t.

52
antes de descontos (US$ 6.380/t), dado que os TC/RCs e outros descontos já são incluídos
na construção do EBITDA breakeven.

Desempenho por operação29

Na tabela a seguir, os componentes do EBITDA de Metais Básicos.

EBITDA de Metais Básicos por operação – 1T18


Total
Atlântico PTVI VNC Onça
Milhões de US$ Sossego Salobo Outros Metais
Norte (site) (site) Puma
Básicos
Receita líquida 803 170 155 57 145 356 (53) 1.634
Custos (533) (125) (125) (32) (87) (160) 109 (953)
SG&A e outras despesas (1) - (1) - (1) - (14) (16)
P&D (8) - - - - - - (8)
Despesa pré-operacional
(5) (2) (1) - (3) (1) - (13)
e de parada
EBITDA 257 43 28 25 54 195 42 644

EBITDA

Metais Básicos – EBITDA por operação


Milhões de US$ 1T18 4T17 1T17
Operações do Atlântico Norte1 257 366 180
PTVI 43 45 25
VNC 28 12 (28)
Onça Puma 25 29 2
Sossego 54 67 64
Salobo 195 306 169
Outros2 42 (10) 30
Total 644 815 442
1 Inclui as operações no Canadá e no Reino Unido.

2 Inclui os off-takes de PTVI e VNC, eliminação das vendas intercompany, compras de níquel acabado e a parte referente ao centro

corporativo alocada aos Metais Básicos.

Os detalhes do EBITDA ajustado de Metais Básicos por operação são os seguintes:

a) O EBITDA das operações do Atlântico Norte foi de US$ 257 milhões, reduzindo-
se em US$ 109 milhões em relação ao 4T17, principalmente devido aos menores
volumes de venda (US$ 86 milhões) e maiores custos (US$ 44 milhões). Os
maiores custos foram associados, principalmente, ao efeito pro-cíclico dos
maiores preços de níquel na aquisição de minério de terceiros (US$ 41 milhões),
que foram compensados pelos maiores preços realizados do níquel acabado, e
custos relacionados à parada de manutenção de Coleman (US$ 26 milhões no
1T18 vs. US$ 10 milhões no 4T17).

29Considera o novo critério gerencial de alocação para as despesas gerais e administrativas, conforme descrito no box de
“Mudanças de Alocação na Contabilidade Gerencial” desse relatório de resultado.

53
b) O EBITDA de PTVI foi de US$ 43 milhões, ficando em linha com o 4T17, dado que
maiores preços realizados de níquel (US$ 12 milhões) e menores despesas (US$
4 milhões) foram compensados por maiores custos 30 (US$ 11 milhões) e menores
volumes de vendas (US$ 6 milhões).

c) O EBITDA de VNC foi de US$ 28 milhões, aumentando US$ 16 milhões em


relação ao 4T17, principalmente devido ao maior preço realizado de níquel e
cobalto (US$ 34 milhões), que foram parcialmente compensados por maiores
custos31 (US$ 12 milhões), despesas (US$ 3 milhões) e menores volumes de
venda (US$ 3 milhões).

d) O EBITDA de Onça Puma foi de US$ 25 milhões, reduzindo-se em US$ 4 milhões


em relação ao 4T17, principalmente devidos aos menores volumes vendidos (US$
16 milhões), que foram parcialmente compensados por maiores preços realizados
de níquel (US$ 8 milhões) e menores despesas (US$ 3 milhões).

e) O EBITDA de Sossego foi de US$ 54 milhões, ficando US$ 13 milhões abaixo do


4T17, principalmente devido aos menores preços realizados de cobre (US$ 15
milhões) e aos menores volumes de vendas (US$ 3 milhões), que foram
parcialmente compensados por menores despesas (US$ 6 milhões).

f) O EBITDA de Salobo foi de US$ 195 milhões, reduzindo-se em US$ 111 milhões
em relação ao 4T17, principalmente como resultado de menores volumes de
venda (US$ 51 milhões), menores preços realizados (US$ 33 milhões) e maiores
custos (US$ 27 milhões).

Indicadores Financeiros Selecionados – Operações de níquel


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Receita líquida 1.132 1.358 1.132
Custos¹ (705) (875) (862)
Despesas¹ (15) (3) (14)
Despesas pré-operacionais e de parada¹ (8) (25) (38)
Despesas com P&D (9) (15) (9)
Dividendos e juros de coligadas e JVs - - -
EBITDA ajustado 395 440 209
Depreciação e amortização (296) (377) (323)
EBIT ajustado 99 63 (114)
Margem EBIT ajustado (%) 9 5 (10)
¹ Excluindo depreciação e amortização.

A margem das operações de níquel (definida como receita líquida menos custos, divididos pela
receita líquida) aumentou para 37,7% no 1T18 vs. 35,6% no 4T17 e 23,9% no 1T17. Este
resultado foi consequência direta da decisão deliberada da Vale de reduzir volumes através

30 Custos excluindo o efeito de volume.


31 Custos excluindo o efeito de volume.

54
da otimização de suas linhas de produção, que levou não somente a maiores margens, mas
também a uma maior realização dos prêmios de seus produtos.

Indicadores Financeiros Selecionados – Operações de cobre


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Receita líquida 502 642 465
Custos¹ (248) (255) (230)
Despesas¹ (1) (9) -
Despesas pré-operacionais e de parada¹ - - -
Despesas com P&D (4) (3) (2)
Dividendos e juros de coligadas e JVs - - -
EBITDA ajustado 249 375 233
Depreciação e amortização (54) (54) (51)
EBIT ajustado 195 321 182
Margem EBIT ajustado (%) 39 50 39
¹ Excluindo depreciação e amortização.

A margem das operações de cobre (definida como receita líquida menos custos, divididos pela
receita líquida) diminuiu para 50,6% no 1T18 vs. 60,1% no 4T17, devido, principalmente, ao
impacto desfavorável dos menores volumes de produção de Salobo em seu custo unitário,
assim como aos menores preços realizados de cobre.

55
Carvão
EBITDA32

Os resultados do segmento de Carvão continuaram a melhorar no 1T18, principalmente como


resultado de maiores preços realizados. O preço médio realizado da Vale aumentou US$
15,6/t, passando de US$ 136,6/t no 4T17 para US$ 152,2/t no 1T18 e demonstrando o esforço
da companhia em elevar a parcela de contratos atrelados ao índice de mercado, alavancando-
se nos preços de carvão metalúrgico e térmico que alcançaram as maiores médias trimestrais
desde 4T16 e 1T12, respectivamente.

Como resultado, o EBITDA ajustado para o segmento de Carvão aumentou 41% em 1T18,
alcançando US$ 104 milhões, apesar dos menores volumes. O resultado ficou US$ 30 milhões
acima dos US$ 74 milhões registrados no 4T17, principalmente devido ao maior preço médio
realizado (US$ 42 milhões).

Preços
US$/ tonelada 1T18 4T17 1T17
Índice para carvão metalúrgico1 228,5 204,7 168,2
Preço médio realizado do carvão metalúrgico 204,6 178,4 165,2
Índice para carvão térmico2 94,4 92,4 82,4
Preço médio realizado do carvão térmico 82,0 78,6 68,2
Preço médio realizado da Vale 152,2 136,6 126,2
¹ Platts Premium Low Vol Hard Coking Coal FOB Australia.
2 Argus API4 FOB Richards Bay 6000 kg/kcal Nar

Carvão metalúrgico

No 1T18, 92% das vendas de carvão metalúrgico foram precificadas com base no índice de
mercado, incluindo índice de preços defasados, vs. 77% no trimestre anterior, enquanto 8%
foram vendidos com base em preços fixos (embarques spot e cargas trial) vs. 19% no 4T17,
consequentemente melhorando as condições comerciais.

O preço realizado de carvão metalúrgico cresceu US$ 26,2/t no trimestre, enquanto o índice
de preço do mercado transoceânico subiu US$ 23,8/t no mesmo período. O melhor
desempenho na realização de preço deveu-se, principalmente, à maior concentração de
vendas em contratos baseados no índice do trimestre corrente ou com defasagem, que foi
parcialmente compensada por maiores preços provisórios dos trimestres anteriores ao atual.

32Considera o novo critério gerencial de alocação para as despesas gerais e administrativas, conforme descrito no box de
“Mudanças de Alocação na Contabilidade Gerencial”.

56
Realização de preço – carvão metalúrgico

US$/t 1T18

Carvão térmico

No 1T18, 99% das vendas de carvão térmico foram precificadas com base no índice de preços
vs. 86% no trimestre anterior, com o 1% restante baseado em preços fixos vs. 14% no 4T17,
melhorando as condições comerciais.

O preço realizado de carvão térmico foi de US$ 82,0/t no 1T18, ficando 3,4% acima do 4T17.
A realização de preço do carvão térmico foi impactada, principalmente, pelos ajustes de
qualidade em relação ao índice de referência devido ao menor valor calorífico e dos níveis de
cinza mais altos de nossos produtos, que afetaram negativamente os preços em US$ 13,5/t.

57
Realização de preço – carvão térmico

US$/t, 1T18

CUSTOS E DESPESAS

O custo pró-forma do carvão é composto de: (a) custos operacionais da mina e plantas; (b)
tarifa de serviços logísticos paga pela Vale ao Corredor Logístico de Nacala (CLN), que é
definida anualmente de forma a cobrir principalmente custos operacionais e financeiros do
CLN; (c) os juros recebidos pela Vale sobre os shareholder loans para o CLN.

Custo cash nas vendas através de Nacala


US$ / metric ton 1T18 4T17 1T17
Custo operacional da mina e logística (A) 101,5 92,6 84,2
Tarifa líquida do CLN (B) 27,0 52,0 -
Custo no porto de Nacala (C = A+B) 128,5 144,6 84,2
Serviço de dívida do CLN para a Vale (D) 24,0 40,2 -
Custo cash proforma (E = C - D) 104,5 104,4 84,2

O custo proforma das vendas através de Nacala foi de US$ 104,5/t no 1T18, em linha com o
4T17.

O custo no porto reduziu-se em US$ 16,1/t, passando de US$ 144,6 no 4T17 para US$ 128,0/t
no 1T18, a despeito dos custos operacionais US$ 8,9/t mais altos na mina, plantas e logística
devido à menor diluição de custos fixos, considerando o efeito das condições climáticas
severas no 1T18 e da greve no 4T17. O menor custo no porto é resultado da menor tarifa do
CLN definida para 2018, considerando a maior estimativa de produção e menores despesas
com juros, em consequência da substituição do shareholder loan pelo Project Finance.

O serviço da dívida do CLN para a Vale foi de US$ 24,0/t no 1T18 vs. US$ 40,2/t no 4T17,
devido às cobranças retroativas para ajustar a tarifa de acordo com o project finance aplicadas

58
no 4T17. A partir do 2T18, um menor serviço da dívida é esperado dado que US$ 2,6 bilhões
dos shareholder loans foram quitados após o desembolso do project finance em março de
2018, e, dado que o componente da tarifa associada ao serviço de dívida irá, em grande parte,
repagar o Project Finance. O resultado será um aumento dos custos pró-forma.

Receita operacional líquida por produto


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Carvão metalúrgico 293 306 254
Carvão térmico 87 96 70
Total 380 402 324

Preço médio realizado


US$ por tonelada 1T18 4T17 1T17
Carvão metalúrgico 204,6 178,4 165,2
Carvão térmico 82,0 78,6 68,2

Volume vendido
mil toneladas 1T18 4T17 1T17
Carvão metalúrgico 1.432 1.715 1.537
Carvão térmico 1.065 1.228 1.031
Total 2.497 2.943 2.568

Indicadores financeiros selecionados - Carvão


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Receita líquida 380 402 324
Custos¹ (335) (433) (248)
Despesas¹ 2 (4) (4)
Despesas pré-operacionais e de parada¹ - - -
Despesas com P&D (3) (3) (3)
Dividendos e juros em coligadas e JVs 60 112 -
EBITDA ajustado 104 74 69
Depreciação e amortização (65) (61) (104)
EBIT ajustado 39 13 (35)
Margem EBIT ajustado (%) 10,3 3,2 (10,8)

¹ Excluindo depreciação e amortização

59
Indicadores financeiros selecionados das
principais empresas não consolidadas
Indicadores financeiros selecionados das principais empresas não consolidadas estão
disponíveis nas demonstrações contábeis trimestrais da Vale, no website da Companhia,
www.vale.com/Investidores/Resultados Trimestrais e Relatórios/Demonstrações Contábeis –
Vale.

Teleconferência/webcast
No dia 26 de abril, serão realizadas duas conferências telefônicas e webcasts para discutir o
resultado do 1T18. A primeira, em português (não-traduzida), ocorrerá às 10:00 horas da
manhã, horário do Rio de Janeiro. A segunda, em inglês, ocorrerá às 12:00 horas, horário do
Rio de Janeiro (11:00 horas da manhã em Nova Iorque e 16:00 horas em Londres).

Seguem os dados para acesso às conferências telefônicas/webcasts:

Conferência em português:
Participantes que ligam do Brasil: (55 11) 3193-1001 ou (55 11) 2820-4001
Participantes que ligam dos EUA: (1 800) 492-3904
Participantes que ligam de outros países: (1 646) 828-8246
Código de acesso: VALE

Conferência em inglês:
Participantes que ligam do Brasil: (55 11) 3193-1001 ou (55 11) 2820-4001
Participantes que ligam dos EUA: (1 866) 262-4553
Participantes que ligam de outros países: (1 412) 317-6029
Código de acesso: VALE

A instrução para participação nesse evento está disponível no website da Vale,


www.vale.com/investidores. Uma gravação em podcast estará disponível no website de
Relações com Investidores da Vale.

Esse comunicado pode incluir declarações que apresentem expectativas da Vale sobre eventos ou resultados futuros. Todas as declarações
quando baseadas em expectativas futuras, envolvem vários riscos e incertezas. A Vale não pode garantir que tais declarações venham a ser
corretas. Tais riscos e incertezas incluem fatores relacionados a: (a) países onde temos operações, principalmente Brasil e Canadá, (b)
economia global, (c) mercado de capitais, (d) negócio de minérios e metais e sua dependência à produção industrial global, que é cíclica por
natureza, e (e) elevado grau de competição global nos mercados onde a Vale opera. Para obter informações adicionais sobre fatores que
possam originar resultados diferentes daqueles estimados pela Vale, favor consultar os relatórios arquivados na Comissão de Valores
Mobiliários – CVM, na U.S. Securities and Exchange Commission – SEC, e na Autorité des Marchés Financiers (AMF) em particular os fatores
discutidos nas seções “Estimativas e projeções” e “Fatores de risco” no Relatório Anual - Form 20F da Vale.

60
ANEXO 1 – DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS SIMPLIFICADAS

Demonstração de resultado
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Receita operacional líquida 8.603 9.167 8.515
Custo dos produtos vendidos (5.224) (5.791) (4.734)
Lucro bruto 3.379 3.376 3.781
Margem bruta (%) 39,3 36,8 44,4
Despesas com vendas, gerais e administrativas (124) (146) (124)
Despesas com pesquisa e desenvolvimento (69) (104) (65)
Despesas pré-operacionais e de parada (78) (125) (115)
Outras despesas operacionais (125) (104) (77)
Impairment e outros resultados de ativos não circulantes (18) (417) 512
Lucro operacional 2.965 2.480 3.912
Receitas financeiras 118 149 64
Despesas financeiras (647) (562) (1.115)
Ganho (perda) com derivativos 90 (29) 209
Variações monetárias e cambiais (185) (845) 229
Resultado de participações em coligadas e joint ventures 85 (66) 73
Redução ao valor recuperável e outros resultados na
(14) (59) (61)
participação em coligadas e joint ventures
Resultado antes de impostos 2.412 1.068 3.311
IR e contribuição social correntes (93) 243 (501)
IR e contribuição social diferido (628) (85) (222)
Lucro líquido das operações continuadas 1.691 1.226 2.588
Prejuízo atribuído aos acionistas não controladores (19) 32 (15)
Ganho (perda) de operações descontinuadas (82) (487) (83)
Lucro líquido (atribuídos aos acionistas da
1.590 771 2.490
controladora)
Lucro por ação (atribuídos aos acionistas da controladora -
0,31 0,15 0,48
US$)
Lucro por ação diluído (atribuídos aos acionistas da
0,31 0,15 0,48
controladora - US$)

Resultado de participações societárias por segmento


US$ milhões 1T18 % 4T17 % 1T17 %
Minerais ferrosos 77 91 77 (117) 57 78
Carvão 4 5 - - 10 14
Metais básicos 1 1 - - 1 1
Logística - - - - - -
Siderurgia (21) (25) (115) 174 (1) (1)
Outros 24 28 (28) 42 6 8
Total 85 100 (66) 100 73 100

61
Balanço patrimonial
US$ milhões 31/03/2018 31/12/2017 31/03/2017
Ativo
Ativo circulante 15.239 18.954 22.421
Caixa e equivalentes de caixa 5.368 4.328 6.716
Contas a receber 2.689 2.600 3.237
Outros ativos financeiros 376 2.022 2.114
Estoques 3.967 3.926 3.641
Tributos antecipados sobre o lucro 722 781 73
Tributos a recuperar 1.055 1.172 1.553
Outros 602 538 568
Ativos não circulantes mantidos para venda e operação
460 3.587 4.519
descontinuada
Ativo não circulante 12.682 13.291 13.125
Depósitos judiciais 1.993 1.986 990
Outros ativos financeiros 3.047 3.232 3.379
Tributos a recuperar sobre o lucro 587 530 538
Tributos a recuperar 667 638 767
Tributos diferidos sobre o lucro 6.106 6.638 7.127
Outros 282 267 324
Ativos fixos 66.463 66.939 67.462
Ativos Total 94.384 99.184 103.008
Passivo
Passivos circulante 9.990 13.114 11.825
Contas a pagar a fornecedores e empreiteiros 3.598 4.041 3.647
Empréstimos e financiamentos 1.966 1.703 2.407
Outros passivos financeiros 1.008 986 1.248
Tributos pagáveis 703 697 687
Tributos sobre o lucro a recolher 227 355 120
Provisões 868 1.394 651
Dividendos e juros sobre o capital próprio - 1.441 821
Passivos associados a controladas e joint ventures 369 326 284
Outros 1.038 992 921
Passivos relacionados a ativos não circulantes mantidos
213 1.179 1.039
para venda e operação descontinuada
Passivos não circulante 38.587 41.298 47.612
Empréstimos e financiamentos 18.310 20.786 27.163
Outros passivos financeiros 2.901 2.894 3.194
Tributos pagáveis 4.796 4.890 5.098
Tributos diferidos sobre o lucro 1.704 1.719 1.677
Provisões 6.984 7.027 5.938
Passivos associados a controladas e joint ventures 633 670 787
Operação de ouro 1.793 1.849 2.032
Outros 1.466 1.463 1.723
Total do passivo 48.577 54.412 59.437
Patrimônio líquido 45.807 44.772 43.571
Total do passivo e patrimônio líquido 94.384 99.184 103.008

62
Fluxo de caixa
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Fluxo de caixa das atividades operacionais:
Lucro líquido (prejuízo) antes dos tributos sobre o lucro 2.412 1.068 3.311
Ajustes para reconciliar
Depreciação, exaustão e amortização 873 976 908
Resultado de participação societária (85) 66 (73)
Outros itens provenientes dos ativos não circulantes 14 417 (512)
Imparidade nos ativos e investimentos 18 59 61
Itens dos resultados financeiros 624 1.287 613
Variação dos ativos e passivos:
Contas a receber 17 173 498
Estoques 56 157 (221)
Contas a pagar a fornecedores e empreiteiros (340) (131) 82
Salários e encargos sociais (541) 210 (242)
Tributos ativos e passivos, líquidos 189 (246) 7
Outros (294) 262 (376)
Caixa líquido proveniente das operações 2.943 4.298 4.056
Juros de empréstimos e financiamentos (381) (352) (515)
Derivativos recebidos (pagos), líquido (25) (17) (107)
Remuneração paga às debêntures participativas - (65) -
Tributos sobre o lucro (240) (74) (368)
Tributos sobre o lucro - REFIS (125) (123) (121)

Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 2.172 3.667 2.945

Fluxos de caixa das atividades de investimento:


Adições em investimentos (17) (19) (9)
Aquisição de subsidiária - - -
Adições ao imobilizado e intangível (890) (978) (1.129)
Recursos provenientes da alienação de bens do imobilizado e de investimentos 1.101 201 537

Dividendos e juros sobre capital próprio recebidos de joint ventures e coligadas 10 124 -

Recebimentos da transação de goldstream - - -


Empréstimos e adiantamentos 2.640 (103) (144)
Outros resgatados (aplicados) (1) (65) (55)
Caixa líquido utilizado nas atividades de investimento 2.843 (840) (800)
Fluxos de caixa provenientes das atividades de financiamento:
Empréstimos e financiamentos: - - -
Adições - 175 1.150
Pagamentos (2.277) (3.210) (1.118)
Pagamentos aos acionistas:
Dividendos e juros sobre o capital próprio (1.437) (2) -

Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos aos acionistas não controladores (91) (2) (3)

Outras transações com não controladores (17) - 255


Caixa líquido provenientes das (utilizado nas) atividades de financiamento (3.822) (3.039) 284

Aumento (diminuição) de caixa e equivalentes de operações descontinuadas (44) (80) (5)

Aumento (redução) no caixa e equivalentes de caixa 1.149 (292) 2.424


Caixa e equivalentes no início do período 4.328 4.719 4.262
Efeito de variações da taxa de câmbio no caixa e equivalentes (6) (99) 44
Caixa das subsidiárias alienadas (103) - (14)
Caixa e equivalentes de caixa no final do período 5.368 4.328 6.716

Transações que não envolveram caixa:

Adições ao imobilizado com capitalizações de juros 60 73 103

63
ANEXO 2 – VENDAS, PREÇOS E MARGENS

Volume vendido - Minérios e metais


mil toneladas métricas 1T18 4T17 1T17
Minério de ferro - finos 70.811 79.603 63.682
ROM 410 355 1.636
Pelotas 13.125 13.579 12.582
Manganês 338 740 196
Ferroligas 34 34 30
Carvão térmico 1.065 1.228 1.031
Carvão metalúrgico 1.432 1.715 1.537
Níquel 58 80 72
Cobre 88 111 100
Ouro como subproduto ('000 onça troy) 112 108 108
Prata como subproduto ('000 onça troy) 494 602 545
PGMs ('000 oz) 73 68 104
Cobalto (tonelada métrica) 1.276 1.368 892

Preços médios
US$/tonelada métrica 1T18 4T17 1T17
Preço de referência de finos de minério de ferro CFR (dmt) 76,30 72,60 86,70
Preço realizado de finos de minério de ferro CFR/FOB 66,41 63,10 75,78
ROM 21,95 22,55 9,17
Pelotas CFR/FOB 120,78 104,71 115,96
Manganês 246,93 119,34 219,39
Ferroligas 1.212,78 1.361,31 1.433,33
Carvão térmico 82,00 78,57 68,16
Carvão metalúrgico 204,60 178,38 165,17
Níquel 13.637 11.781 10.547
Cobre 5.827 6.735 5.661
Platina (US$ por onça troy) 1.041 880 917
Ouro (US$ por onça troy) 1.324 1.450 1.202
Prata (US$ por onça troy) 15,47 15,48 13,50
Cobalto (US$ por tn) 70.588 57.680 45.415

Margens operacionais por segmento (margem EBIT ajustada)


% 1T18 4T17 1T17
Minerais ferrosos 45,6 44,4 56,2
Carvão 10,3 3,2 (10,8)
Metais básicos 18,0 19,2 4,3
Total¹ 36,0 34,2 39,9
¹ excluindo efeitos não recorrentes

64
ANEXO 3 – Reconciliação de informações “NÃO-
GAAP” e informações correspondentes em IFRS
(a) EBIT Ajustado¹
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Receita operacional líquida 8.603 9.167 8.515
CPV (5.224) (5.791) (4.734)
Despesas com vendas, gerais e administrativas (124) (146) (124)
Pesquisa e desenvolvimento (69) (104) (65)
Despesas pré-operacionais e de parada (78) (125) (115)
Outras despesas operacionais (80) (104) (77)
Dividendos e juros de coligadas e JVs 70 236 -
EBIT ajustado 3.098 3.133 3.400
¹ Excluindo efeitos não recorrentes
(b) EBITDA ajustado
O termo EBITDA se refere a um indicador definido como lucro (prejuízo) antes de juros, impostos, depreciação e
amortização. A Vale utiliza o termo EBITDA ajustado para refletir que este indicador exclui ganhos e/ou perdas na
venda de ativos, despesas não recorrentes e inclui os dividendos recebidos de coligadas. Todavia, o EBITDA
ajustado não é uma medida definida nos padrões IFRS e pode não ser comparável com indicadores com o mesmo
nome reportados por outras empresas. O EBITDA ajustado não deve ser considerado substituto do lucro
operacional ou medida de liquidez melhor do que o fluxo de caixa operacional, que são determinados de acordo
com o IFRS. A Vale apresenta o EBITDA ajustado para prover informação adicional a respeito da sua capacidade
de pagar dívidas, realizar investimentos e cobrir necessidades de capital de giro. O quadro a seguir demonstra a
reconciliação entre EBITDA ajustado e fluxo de caixa operacional, de acordo com a sua demonstração de fluxo de
caixa:

Reconciliação entre EBITDA ajustado x fluxo de caixa operacional


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
EBITDA ajustado 3.971 4.109 4.308
Capital de giro: - - -
Contas a receber 17 173 498
Estoque 56 157 (221)
Fornecedor (340) (131) 82
Salários e encargos sociais (541) 210 (242)
Outros (105) 16 (369)
Ajuste para itens não-recorrentes e outros efeitos (115) (236) -
Caixa proveniente das atividades operacionais 2.943 4.298 4.056
Tributos sobre o lucro (240) (74) (368)
Tributos sobre o lucro - REFIS (125) (123) (121)
Juros de empréstimos e financiamentos (381) (352) (515)
Pagamento de debêntures participativas - (65) -
Recebimentos (pagamentos) de derivativos, líquido (25) (17) (107)
Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 2.172 3.667 2.945

(c) Dívida líquida


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Dívida bruta 20.276 22.489 29.570
Caixa¹ 5.375 4.346 6.793
Dívida líquida 14.901 18.143 22.777
¹ Incluindo investimentos financeiros.

(d) Dívida total / LTM EBITDA ajustado


US$ milhões 1T18 4T17 1T17
Dívida Total / LTM EBITDA ajustado (x) 1,4 1,5 2,1
Dívida Total / LTM Fluxo de Caixa Operacional (x) 1,7 1,8 3,0

65
(e) LTM EBITDA ajustado / LTM Pagamento de juros
US$ milhões 1T18 4T17 1T17
LTM EBITDA ajustado/ LTM juros brutos (x) 9,5 9,0 7,9
LTM EBITDA ajustado / LTM Pagamento de juros (x) 9,7 9,1 8,3
LTM Lucro operacional / LTM Pagamento de juros (x) 7,1 6,7 5,4

66
ANEXO 4 – MUDANÇAS DE ALOCAÇÃO NA
CONTABILIDADE GERENCIAL
EBITDA ajustado
US$ milhões 1T17 2T17 3T17 4T17 2017
Antes das mudanças gerenciais
Minerais ferrosos 3.967 2.232 3.674 3.319 13.192
Carvão 61 157 46 66 330
Metais básicos 410 386 561 782 2.139
Outros (130) (46) (89) (58) (323)
Após as mudanças gerenciais
Minerais ferrosos 4.048 2.315 3.763 3.427 13.553
Carvão 69 166 53 74 362
Metais básicos 442 412 587 815 2.256
Outros (251) (164) (211) (207) (833)

Pelotas - EBITDA
1T17 2T17 3T17 4T17
US$ US$ US$ US$
US$/wmt US$/wmt US$/wmt US$/wmt
milhões milhões milhões milhões
Antes das mudanças gerenciais
Despesas (SG&A, P&D e
-16 -1,3 -16 -1,3 -29 -2,2 -30 -2,2
outros)
EBITDA 791 63 640 51 679 52 657 48
Após as mudanças gerenciais
Despesas (SG&A, P&D e
-4 -0,3 -3 -0,2 -16 -1,2 -12 -0,9
outros)
EBITDA 803 63,9 653 52,4 692 52,7 675 49,7

Indicadores financeiros selecionados - Minerais ferrosos


US$ million 1T17 2T17 3T17 4T17 2017
Antes das mudanças gerenciais
Despesas¹ (16) (94) (116) (130) (356)
EBITDA ajustado 3.967 2.232 3.674 3.319 13.192
Depreciação e amortização (417) (427) (456) (466) (1.766)
EBIT ajustado 3.550 1.768 3.205 2.773 11.296
Margem EBIT ajustado (%) 55 35 47 41 45
Após as mudanças gerenciais
Despesas¹ 65 (11) (27) (22) 5
Depreciação e amortização (399) (414) (442) (454) (1.709)
EBIT ajustado 3.649 1.901 3.321 2.973 11.844
Margem EBIT ajustado (%) 56 37 49 44 47
¹ Excluindo depreciação e amortização

Indicadores financeiros selecionados - Finos de minério de ferro


US$ million 1T17 2T17 3T17 4T17 2017
Antes das mudanças gerenciais
EBITDA ajustado (US$ milhões) 3.094 1.502 2.888 2.567 10.051
EBITDA ajustado (US$/t) 49 22 38 32 35
Após as mudanças gerenciais
EBITDA ajustado (US$ milhões) 3.161 1.570 2.961 2.654 10.346
EBITDA ajustado (US$/t) 50 23 39 33 36

67
Indicadores financeiros selecionados - Pelotas
US$ million 1T17 2T17 3T17 4T17 2017
Antes das mudanças gerenciais
EBITDA ajustado (US$ milhões) 791 640 679 657 2.767
EBITDA ajustado (US$/t) 63 51 52 48 53
Após as mudanças gerenciais
EBITDA ajustado (US$ milhões) 803 653 692 675 2.823
EBITDA ajustado (US$/t) 64 52 53 50 55

Indicadores financeiros selecionados - Ferrosos ex Manganês e Ferroligas


US$ million 1T17 2T17 3T17 4T17 2017
Antes das mudanças gerenciais
EBITDA ajustado (US$ milhões) 3.930 2.199 3.617 3.271 13.017
EBITDA ajustado (US$/t) 50 27 40 35 38
Após as mudanças gerenciais
EBITDA ajustado (US$ milhões) 4.010 2.281 3.705 3.378 13.374
EBITDA ajustado (US$/t) 51 28 41 36 39

Break-even caixa entregue na China de minério de ferro e pelotas1


US$/t 1T17 2T17 3T17 4T17 2017
Antes das mudanças gerenciais
Despesa³ & royalties de finos de minério de ferro 2,6 3,9 3,5 3,6 3,4
EBITDA de equilíbrio de finos de minério de ferro entregue na
32,4 36,4 31,0 35,2 33,8
China (US$/dmt)
Ajuste de pelotas de minério de ferro (2,1) (1,9) (1,0) (1,3) (1,5)
EBITDA de equilíbrio de finos minério de ferro e pelotas 30,4 34,4 30,0 33,9 32,2
(US$/dmt)
Investimentos correntes de finos de minério de ferro 3,8 2,8 2,9 3,4 3,2
Break-even caixa entregue na China de minério de ferro e
34,2 37,2 32,9 37,3 35,5
pelotas (US$/dmt)
Após as mudanças gerenciais
Despesa³ & royalties de finos de minério de ferro 1,5 2,9 2,5 2,5 2,4
EBITDA de equilíbrio de finos de minério de ferro entregue na
31,3 35,3 29,9 34,0 32,6
China (US$/dmt)
Ajuste de pelotas de minério de ferro (2,3) (2,2) (1,2) (1,8) (1,9)
EBITDA de equilíbrio de finos minério de ferro e pelotas
29,1 33,1 28,7 32,2 30,8
(US$/dmt)
Investimentos correntes de finos de minério de ferro 4,0 3,1 3,2 4,0 3,6
Break-even caixa entregue na China de minério de ferro e
33,1 36,1 31,8 36,1 34,3
pelotas (US$/dmt)
¹ Medido pelo custo unitário + despesas+ investimentos correntes ajustado por qualidade.
³ Líquido de depreciação e incluindo dividendos recebidos.

Custos e despesas de finos de minério de ferro em Reais


R$/t 1T17 2T17 3T17 4T17 2017
Antes das mudanças gerenciais
Despesas¹ 2,7 7,3 6,6 6,2 5,8
Após as mudanças gerenciais
Despesas¹ (0,5) 4,1 3,5 2,7 2,5

¹ Líquido de depreciação

68
Indicadores Financeiros Selecionados - Cobre
US$ milhões 1T17 2T17 3T17 4T17 2017
Antes das mudanças gerenciais
Despesas¹ (3) (4) (8) (12) (27)
EBITDA ajustado 230 250 334 371 1.185
Depreciação e amortização (52) (59) (55) (54) (220)
EBIT ajustado 178 191 279 317 965
Margem EBIT ajustado (%) 38 38 47 49 44
Após as mudanças gerenciais
Despesas¹ - (1) (5) (9) (15)
EBITDA ajustado 233 253 337 374 1.197
Depreciação e amortização (51) (58) (55) (54) (218)
EBIT ajustado 182 195 282 321 979
Margem EBIT ajustado (%) 39 39 47 50 44

Indicadores Financeiros Selecionados - Níquel


US$ milhões 1T17 2T17 3T17 4T17 2017
Antes das mudanças gerenciais
Despesas¹ (43) (32) (45) (33) (152)
EBITDA ajustado 180 136 227 411 954
Depreciação e amortização (330) (338) (343) (384) (1.395)
EBIT ajustado (150) (202) (116) 27 (441)
Margem EBIT ajustado (%) (13) (20) (10) 2 (9)
Após as mudanças gerenciais
Despesas¹ (14) (9) (21) (3) (47)
EBITDA ajustado 209 159 251 441 1.060
Depreciação e amortização (323) (332) (340) (377) (1.372)
EBIT ajustado (114) (173) (89) 63 (312)
Margem EBIT ajustado (%) (10) (17) (8) 5 (7)

Indicadores financeiros selecionados - Carvão


US$ milhões 1T17 2T17 3T17 4T17 2017
Antes das mudanças gerenciais
Despesas¹ (12) (11) (9) (12) (44)
EBITDA ajustado 61 157 46 66 330
Depreciação e amortização (105) (77) (56) (62) (300)
EBIT ajustado (44) 80 (10) 4 30
Margem EBIT ajustado (%) (14) 17 (3) 1 2
Após as mudanças gerenciais
Despesas¹ (4) (2) (2) (4) (12)
EBITDA ajustado 69 166 53 74 362
Depreciação e amortização (104) (76) (55) (61) (296)
EBIT ajustado (35) 90 (2) 13 66
Margem EBIT ajustado (%) (11) 19 (1) 3 4
¹ Excluindo depreciação e amortização

69
Tubarão Pellet Plants

Vale’s Performance in 1Q18


www.vale.com
vale.ri@vale.com

App Vale Investors & Media


iOS: https://itunes.apple.com/us/app/vale-investor-media-portugues/id1087134066?ls=1&mt=8
Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.theirapp.valeport

Tel.: (55 21) 3485-3900

Investor Relations Department


André Figueiredo
André Werner
Carla Albano Miller
Fernando Mascarenhas
Samir Bassil
Andrea Gutman
Bruno Siqueira
Clarissa Couri
Renata Capanema

BM&F BOVESPA: VALE3


NYSE: VALE
EURONEXT PARIS: VALE3
LATIBEX: XVALO

Except where otherwise indicated the operational and financial information in this release is based on the consolidated figures
in accordance with IFRS. Vale’s quarterly financial statements are reviewed by the company’s independent auditors. The main
subsidiaries that are consolidated are the following: Companhia Portuária da Baía de Sepetiba, Mineração Corumbaense
Reunida S.A., Minerações Brasileiras Reunidas S.A. PT Vale Indonesia Tbk, Salobo Metais S.A, Vale International Holdings
GMBH, Vale Canada Limited, Vale International S.A., Vale Manganês S.A., Vale Malaysia Minerals Sdn. Bhd., Vale Moçambique
S.A., Vale Nouvelle-Calédonie SAS, Vale Oman Pelletizing Company LLC and Vale Oman Distribution Center LLC.
Vale’s performance in 1Q18

Chief Executive Officer Mr. Fabio Schvartsman commented on the 1Q18 results: “We are well
positioned to generate significant shareholder value by leveraging our premium and flexible product
portfolio. We are pleased that Vale has shown remarkable flexibility and performance during a very
complex first quarter 2018, which was crucial to achieve the same level of EBITDA as 4Q17, despite
the challenge of seasonally lower volumes”. He concluded that: “I am committed to make Vale a
more predictable company. Thus, in any given price scenario, the market will be able to easily
forecast Vale’s performance. This will only be possible by having full control of everything other than
prices, meaning that we will have a very strict capital allocation policy, a relentless focus on
performance and constant efforts to optimize our cost structure”.1

 The flexibility of Vale’s supply chain led to a record sales volume for a first quarter of iron ore
and pellets, despite the challenge of seasonally lower production. Consequently, adjusted
EBITDA totaled US$ 3.971 billion in 1Q18, remaining practically in line with 4Q17.

 Vale’s operational cash flow generation in 1Q18, together with the proceeds from the sale of
fertilizer assets and the Project Finance in Mozambique, supported the increase in Free Cash
Flow vs. 4Q17, totaling US$ 5.015 billion, the best performance since 1Q11, which enabled a
substantial net debt reduction of US$ 3.242 billion quarter-on-quarter. “1Q18 was marked by
our deleveraging, with net debt achieving US$ 14.9 billion, the lowest level since 2Q11, while
paying US$ 1.4 billion in shareholder remuneration. We will reach the US$ 10 billion net debt
target in the short term and our sound balance sheet and strong cash generation will enable us
to significantly increase shareholder remuneration”, highlighted Chief Financial Officer Mr.
Luciano Siani Pires.

 Consistent with Vale’s strategy to adopt a rigorous capital allocation process based on returns,
Capital Expenditures reached US$ 890 million, the lowest level for a first quarter since 1Q05,
following the trend of remaining sub US$ 1 billion per quarter and reinforcing Vale’s Capex
guidance of US$ 3.8 billion in 2018.

 The Ferrous Minerals business had an outstanding result in 1Q18, with an adjusted EBITDA of
US$ 3.408 billion in 1Q18, as a result of the contributions of higher quality and average
premium, which improved Vale’s realized CFR/FOB wmt price, reflecting: (i) the flexibility of the

1 Excluding Manganese and ferroalloys.

3
operations; (ii) the active supply chain management; and (iii) the increase of premium product
share in total sales.

 Vale’s premium and flexible portfolio of products is in a leading position to profit from the
structural “flight to quality” trend. In 1Q18, Vale reached another milestone towards improving
Fe content, price realization and pellets contribution that resulted in a lower iron ore fines and
pellets EBITDA breakeven2,3 of US$ 30.5/dmt in 1Q18, a reduction of US$ 1.7/t vs. 4Q17, and
in a higher adjusted EBITDA per ton for Ferrous Minerals3 that totaled US$ 39.8/t in 1Q18, an
increase of US$ 3.7/t vs. 4Q17. “Vale’s Ferrous division is following its well defined value over
volume strategy and is progressively optimizing its price realization and margins based on its
increasing proportion of premium products as well as through an active management of its
global supply chain”, commented Mr. Peter Poppinga, Executive Officer for Ferrous Minerals
and Coal.

 Vale’s decision to restart Tubarão II pellet plant and the negotiation of better terms for pellet
premiums averaging US$ 60/wmt for the year, an increase of over US$ 10/wmt vs. 2017,
are reflected in its results with adjusted EBITDA for pellets amounting to US$ 763 million
in 1Q18, a 13% increase vs. 4Q17, and representing 19% of Vale’s total adjusted EBITDA.

 Vale is a premium nickel player with a unique product mix and market position and was able to
benefit from the higher nickel prices in 1Q18, with an adjusted EBITDA for Base Metals of US$
644 million. “We are focused on further improving the competitiveness of the Base Metals
business optimizing margins and maintaining the optionality of nickel in the scenario of higher
demand for Class I nickel. In 1Q18 we partially compensated the unplanned production
shortcomings in the Coleman mine in Sudbury with the marketing focus on maximizing price
realization over our premium product mix with higher margins”, commented Mr. Eduardo
Bartolomeo, Executive Officer for Base Metals.

 VNC registered its best result ever for the second consecutive quarter, with an adjusted EBITDA
of US$ 28 million in 1Q18, reflecting higher nickel and cobalt prices.

 The results of Vale’s Coal business continued to improve in 1Q18, driven by higher realized
prices, showing Vale’s effort to increase the share of contracts linked to the index reference
price, which resulted in an increase of 41% in adjusted EBITDA for the Coal business,
amounting to US$ 104 million in 1Q18, despite lower volumes.

Vale announced a new dividend policy on March 29th, 2018, which was designed to be: (i)
both aggressive and sustainable over a long period of time, (ii) applicable in any price
scenario, and (iii) predictable as regards payment dates and the amount to be distributed.
The policy will be effective as of the results of the first half 2018. Therefore, according to
the new policy, the 1Q18 results translate into a minimum shareholder remuneration of US$
1.033 billion, which will be further increased by applying the threshold of 30% over the
adjusted EBITDA less sustaining investments to 2Q18 results, for payment in September
2018.

2 Measured by unit cash costs and expenses on a landed-in-China basis (and adjusted for quality, pellets margin differential and moisture,
excluding ROM).
3 Considers the new allocation criteria for general and administrative expenses as described in the box “Managerial Allocation Changes” of this

Earnings Release

4
Selected financial indicators
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Net operating revenues 8,603 9,167 8,515
Total costs and expenses 5,620 6,270 5,115
Adjusted EBIT 3,098 3,133 3,400
Adjusted EBIT margin (%) 36.0 34.2 39.9
Adjusted EBITDA 3,971 4,109 4,308
Adjusted EBITDA margin (%) 46.2 44.8 50.6
Iron ore - Platts' 62% IODEX 74.3 65.6 85.6
Net income (loss) 1,590 771 2,490
Underlying earnings 1,787 2,051 2,230
Underlying earnings per share on a fully diluted basis (US$ / share) 0.37 0.36 0.40
Net debt 14,901 18,143 22,777
Capital expenditures 890 977 1,113

5
Market overview
IRON ORE

Iron ore Platts IODEX 62% averaged US$ 74.3/dmt in 1Q18, an increase of 13% from 4Q17 as a
result of the continued healthy steel production worldwide.

The announcement of steel production by the National Bureau of Statistics in China for March of
74Mt is the highest level since August 2017, despite winter production restrictions in Northern
China. Looking at 1Q18 as a whole, Chinese steel production posted a strong increase of 5.4%
YoY.

China’s steel sector good performance in 1Q18 continued to be supported by strong property
construction and machinery. Besides, the extension of part of the capacity cuts in the 26+2 cities
to November 2018 provide a support not only for steel prices, but also for higher iron ore grade,
such as pellets and IOCJ, which are expected to be in good demand and commanding a premium
as production efficiency and stricter environmental policies are in emphasis in China, reinforcing
the structural change in premiums and discounts dynamics going forward.

The Short Term Range Outlook, recently published by World Steel Association, expects steel
demand in the developed world to increase by 1.8% in 2018, demand in emerging and developing
economies (excluding China) is expected to increase by 4.9% and a flat demand growth scenario
is forecast for China.

COAL

Seaborne Coking coal market started 2018 with Australian exports impacted by severe
weather, logistics constraints and lingering effects of a January derailment, which led prices to
US$ 263.0/t in the beginning of the year. As supply recovered in Australia and production grew
in China, prices corrected reaching US$ 197.5/t in March.

In thermal coal, Newcastle Fob Index peaked at US$ 110.8/t in February, from US$ 104.9/t in
early January, and has since eased back to US$ 90.7/t on the back of soft downstream demand
contributing to a build-up in inventories in China, in line with the end of the winter season.
Richards Bay Fob Index range traded between US$ 88.0/t to US$ 96.0/t, supported by healthy
demand in India and stronger prices in Asia.

NICKEL

LME nickel prices continued improving during 1Q18 to an average of US$ 13,276/t, from US$
11,584/t in 4Q17, representing the strongest pricing quarter since 1Q15.

Inventories declined indicating that the market remained in deficit in 1Q18.Total exchange
inventories (LME and SHFE) continued to decline closing at 368kt, by the end of 1Q18, down
44kt since the start of 2018. Demand for nickel in non-stainless steel applications continues to
be positive, particularly in the automotive, battery and aerospace sectors, while the oil and gas
sector continue to recover.

6
Global stainless-steel production in 1Q18 remained practically in line with 1Q17. Supply
increased approximately 3% in 1Q18 relative to 1Q17. This growth was in Class II material (e.g.
nickel pig iron NPI) (+5% YoY), while Class I material was relatively unchanged YoY. The nickel
market should remain volatile in the short-term and prices could go down from the recent high
levels that were seen in April.

Near-term outlook for nickel remains balanced, despite Indonesian ore exports continue to
increase. Demand for batteries in electric vehicles is likely to grow at an accelerated pace
relative to past years as electric vehicles penetrate the automotive market, although this still
represents a relatively small market for nickel. Overall, we expect the market to remain in deficit
in 2018, albeit smaller than 2017, given supply growth.

Capital investment for new projects and replacement volumes have been deferred within the
context of challenging economic conditions. The long-term outlook for nickel depends on the
demand evolution for electric vehicles. Nickel in electric vehicle batteries can become an
increasingly important source of demand growth particularly as battery chemistry favors higher
nickel content due to lower cost and higher energy density.

COPPER

LME copper price averaged US$ 6,961/t in 1Q18, slightly higher than the US$ 6,808/t in 4Q17,
being the strongest pricing quarter since 4Q14.

Copper inventories on the LME and COMEX both increased in 1Q18 vs. 4Q17 by 182 kt and
23 kt, respectively, while SHFE decreased 5.5 kt. Overall, inventories across all three
exchanges increased by 200 kt over the same period.

Global demand increased approximately 2% in 1Q18 vs. 1Q17. In China specifically demand
increased 2.2% in the same period and was driven primarily by higher infrastructure investment.
On the supply side, global refined copper production increased nearly 2% over 1Q18 vs. 1Q17.
A number of labor negotiations were concluded this quarter and this has reduced the potential
for supply disruption for the year, given that these settlements form precedent for the upcoming
negotiations.

Near-term outlook for copper remains balanced, with growing demand and with supply
expected to keep pace unlike in 2017, which saw supply growth lag demand given the
disruptions.

Over the long-term, copper demand is expected to grow, partly driven by the increasing
investment in renewable energy as well as infrastructure investments, while future supply
growth is challenged given declining ore grades and the need for greenfield investment.

COBALT

Cobalt price averaged US$82,238/t in 1Q18 an increase of 27% when compared to 4Q17. The
reason for this continuous run-up in price is growing demand from the electric vehicle battery market
together with anticipated future demand growth.

Cobalt is one of the key metals, besides nickel, to produce the highest energy density batteries for
use in electric vehicles. The cobalt market needs to grow significantly in order to feed into battery

7
demand – but unlike other metals, cobalt is predominantly a by-product of Nickel and Copper mine.
This means that it does not have the flexibility to respond to demand pressures as readily as other
commodities. Moreover, much of the cobalt comes and is found in the DRC.

Given views on electric vehicle demand, we remain optimistic for cobalt prices in the near term while
substitution threat from nickel has the potential to dampen expectations going into mid to long term.

8
Operating revenues
Net operating revenues in 1Q18 were US$ 8.603 billion, US$ 88 million higher than in 1Q17.
The increase in sales revenues was mainly due to higher sales volumes for Ferrous Minerals
(US$ 682 million) and higher sales prices for Base Metals (US$ 258 million), being partially
offset by lower Ferrous Minerals sales prices (US$ 652 million) and lower sales volumes for
Base Metals (US$ 221 million).

The flexibility of Vale’s supply chain led to record sales volumes for a first quarter of iron ore 4
and pellets4 totaling 83.9 Mt in 1Q18, 7.7 Mt higher than in 1Q17.

Net operating revenue by destination


US$ million 1Q18 % 4Q17 % 1Q17 %
North America 535 6.2 638 7.0 596 7.0
USA 334 3.9 351 3.8 284 3.3
Canada 157 1.8 269 2.9 303 3.6
Mexico 44 0.5 18 0.2 9 0.1
South America 1,016 11.8 1,307 14.3 942 11.1
Brazil 841 9.8 1,149 12.5 808 9.5
Others 175 2.0 158 1.7 134 1.6
Asia 4,944 57.5 5,473 59.7 4,996 58.7
China 3,594 41.8 3,824 41.7 3,818 44.8
Japan 605 7.0 633 6.9 511 6.0
South Korea 254 3.0 449 4.9 224 2.6
Others 491 5.7 567 6.2 443 5.2
Europe 1,468 17.1 1,260 13.7 1,500 17.6
Germany 396 4.6 374 4.1 377 4.4
Italy 102 1.2 162 1.8 123 1.4
Others 970 11.3 724 7.9 1,001 11.8
Middle East 369 4.3 301 3.3 293 3.4
Rest of the World 271 3.2 188 2.1 188 2.2
Total 8,603 100.0 9,167 100.0 8,515 100.0

4 Excludes ROM

9
Net operating revenues by destination in 1Q18

Net operating revenue by business area


US$ million 1Q18 % 4Q17 % 1Q17 %
Ferrous Minerals 6,527 75.9 6,698 73.1 6,497 76.3
Iron ore fines 4,703 54.7 5,023 54.8 4,826 56.7
ROM 9 0.1 8 0.1 15 0.2
Pellets 1,585 18.4 1,422 15.5 1,459 17.1
Manganese ore 83 1.0 88 1.0 43 0.5
Ferroalloys 41 0.5 47 0.5 43 0.5
Others 106 1.2 110 1.2 111 1.3
Coal 380 4.4 402 4.4 324 3.8
Metallurgical coal 293 3.4 306 3.3 254 3.0
Thermal coal 87 1.0 96 1.0 70 0.8
Base Metals 1,634 19.0 2,000 21.8 1,597 18.8
Nickel 790 9.2 941 10.3 760 8.9
Copper 511 5.9 744 8.1 568 6.7
PGMs 74 0.9 62 0.7 85 1.0
Gold as by-product 148 1.7 157 1.7 130 1.5
Silver as by-product 8 0.1 9 0.1 7 0.1
Cobalt 90 1.0 79 0.9 41 0.5
Others 13 0.2 8 0.1 6 0.1
Others 62 0.7 67 0.7 97 1.1
Total 8,603 100.0 9,167 100.0 8,515 100.0

10
Costs and expenses
COST OF GOODS SOLD (COGS)

COGS5, net of depreciation, totaled US$ 4.396 billion in 1Q18, remaining practically in line with
4Q17, after excluding the effects from:

(i) seasonally lower sales volumes impact on COGS (US$ 607 million);

(ii) higher commodities prices, resulting in higher pelletizing plants’ leasing costs
(US$ 36 million) and higher royalties (US$ 36 million);

(iii) other exogenous factors6, such as the negative impact of exchange rate
variation on COGS (US$ 8 million) and higher oil costs (US$ 61 million).

Further details regarding cost performance are provided in the “Performance of the Business
Segments” section.

COGS by business segment


US$ million 1Q18 % 4Q17 % 1Q17 %
Ferrous Minerals 3,445 65.9 3,664 63.3 2,826 59.7
Base Metals 1,303 24.9 1,558 26.9 1,455 30.7
Coal 400 7.7 490 8.5 351 7.4
Other products 76 1.5 79 1.4 102 2.2
Total COGS 5,224 100.0 5,791 100.0 4,734 100.0
Depreciation 828 - 918 - 846 -
COGS, ex-depreciation 4,396 - 4,873 - 3,888 -

5
COGS currency exposure in 1Q18 was as follows: 52% BRL, 34% USD, 12% CAD and 2% EUR.
6 Higher bunker oil prices were offset by lower spot freight rates in 1Q18.

11
EXPENSES

Total expenses, excluding depreciation, amounted to US$ 351 million in 1Q18, US$ 70 million
lower than in 4Q17. The main reasons for this decrease were: (i) lower pre-operating and
stoppage expenses (US$ 36 million), mainly due to lower pre-operating expenses with S11D
and lower stoppage expenses at the Stobie and Birchtree mines in Canada; (ii) lower R&D
expenses (US$ 35 million) and (iii) lower SG&A expenses (US$ 20 million).

SG&A, excluding depreciation, totaled US$ 105 million in 1Q18, US$ 20 million lower than in
4Q17, mainly due to lower services expenses (US$ 10 million) and lower selling expenses (US$
7 million), while personnel expenses remained in line with the previous quarter.

R&D expenses totaled US$ 69 million in 1Q18, US$ 35 million, or 33.7%, lower than in 4Q17,
following the usual seasonality of higher disbursements in the last quarter of the year.

Pre-operating and stoppage expenses, excluding depreciation, totaled US$ 52 million in 1Q18,
US$ 36 million lower than in 4Q17, mainly due to lower S11D pre-operating expenses, as the
operation reached about 50% of its nominal capacity (US$ 24 million), and lower stoppage
expenses with the Stobie and Birchtree mines (US$ 7 million), which were placed in care and
maintenance in 4Q17.

Other operating expenses were US$ 125 million in 1Q18, US$ 21 million higher than in 4Q17,
mainly as a result of non-recurring expenses in 1Q18.

Expenses
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
SG&A ex-depreciation 105 125 95
SG&A 124 146 124
Administrative 112 127 111
Personnel 62 62 54
Services 19 29 14
Depreciation 19 21 29
Others 12 15 14
Selling 12 19 13
R&D 69 104 65
Pre-operating and stoppage expenses 78 125 115
Long Harbour - - 37
S11D 24 43 34
Others 28 45 13
Depreciation 26 37 31
Other operating expenses 125 104 77
Total expenses 396 479 381
Depreciation 45 58 62
Expenses ex-depreciation 351 421 319

12
Costs and expenses
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Costs 5,224 5,791 4,734
Expenses 396 479 381
Total costs and expenses 5,620 6,270 5,115
Depreciation 873 976 908
Costs and expenses ex-depreciation 4,747 5,294 4,207

13
Adjusted earnings before interest, taxes,
depreciation and amortization
Adjusted EBITDA was US$ 3.971 billion in 1Q18, remaining practically in line with 4Q17 despite
seasonally lower volumes, as a result of higher realized prices across the businesses.

Quarterly adjusted EBITDA for Ferrous Minerals was US$ 3.408 billion in 1Q18, benefiting from
contributions of higher quality and average premium, which boosted Vale’s realized CFR/FOB
wmt price, reflecting: (i) the flexibility of the operations; (ii) the active supply chain management;
and (iii) the increase of premium products share in total sales.

Adjusted EBITDA of the Base Metals business segment was US$ 644 million in 1Q18, mainly
as a result of higher nickel realized prices. Realized prices reflected Vale’s positioning on nickel
products with higher margins and the optimization of the production lines, leading to higher
premiums. That, along with the overall increase of the LME nickel benchmark price, resulted in
an increase in price realization compared to 4Q17.

Adjusted EBITDA of the Coal business segment was US$ 104 million in 1Q18, US$ 30 million
higher than in 4Q17, mainly due to the higher average realized price.

Other business segments Adjusted EBITDA was negative US$ 185 million, improving US$ 22
million vs. 4Q17, mainly due to lower services and R&D expenses in 1Q18.

14
Adjusted EBITDA
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Net operating revenues 8,603 9,167 8,515
COGS (5,224) (5,791) (4,734)
SG&A (124) (146) (124)
Research and development (69) (104) (65)
Pre-operating and stoppage expenses (78) (125) (115)
Other operational expenses (80) (104) (77)
Dividends and interests on associates and JVs 70 236 -
Adjusted EBIT 3,098 3,133 3,400
Depreciation, amortization & depletion 873 976 908
Adjusted EBITDA 3,971 4,109 4,308
Iron ore - Platts' 62% IODEX 74.3 65.6 85.6

Adjusted EBITDA by business area


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Ferrous Minerals 3,408 3,427 4,048
Coal 104 74 69
Base Metals 644 815 442
Others (185) (207) (251)
Total 3,971 4,109 4,308
Iron ore - Platts' 62% IODEX 74.3 65.6 85.6

15
Net income
Net income was US$ 1.590 billion in 1Q18 vs. US$ 771 million in 4Q17, increasing by US$ 819
million, mainly as a result of the following impacts: (i) lower non-cash losses on monetary and
exchange rate variation (US$ 660 million) and (ii) lower impairments and other results on non-
current assets (US$ 399 million), which improved to negative US$ 18 million in 1Q18 from
negative US$ 417 million in 4Q17.

Underlying earnings were US$ 1.787 billion in 1Q18, in line with 4Q17.

Underlying earnings
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Underlying earnings 1,787 2,051 2,230
Items excluded from basic earnings
Impairment and other results on non-current assets (18) (417) 512
Unrealized financial results¹ (142) (726) 69
Other financial results (14) (59) (61)
Results from discontinued operations (82) (487) (83)
Income tax over excluded items 59 409 (177)
Net Income (loss) 1,590 771 2,490

¹ Includes foreign exchange variation, shareholders debentures and currency and interest rate swaps.

Net financial results showed a loss of US$ 624 million in 1Q18 vs. a loss of US$ 1.287 billion
in 4Q17. The improvement of US$ 663 million was mainly a result of lower non-cash losses on
exchange rate and monetary variations of US$ 185 million in 1Q18 vs. US$ 845 million in 4Q17,
and gains on currency derivatives and interest rate swaps of US$ 105 million in 1Q18 vs. losses
of US$ 133 million in 4Q17, which were partly offset by the higher negative impact of the mark-
to-market of shareholders debentures (US$ 129 million). The BRL depreciated 0.4% against
the USD from BRL 3.31/ USD as of December 31st, 2017 to BRL 3.32/ USD as of March 31st,
2017.

Gross interest has steadily decreased as a result of the gross debt reduction, amounting to US$
336 million in 1Q18 vs. US$ 452 million in 1Q17 and US$ 378 million in 4Q17.

16
Financial results
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Financial expenses (647) (562) (1,115)
Gross interest (336) (378) (452)
Capitalization of interest 60 73 103
Tax and labor contingencies 9 (10) (18)
Shareholder debentures (183) (54) (412)
Others (139) (124) (210)
Financial expenses (REFIS) (58) (69) (126)
Financial income 118 149 64
Derivatives¹ 90 (29) 209
Currency and interest rate swaps 105 (133) 247
Others² (bunker oil, commodities, etc) (15) 104 (38)
Foreign Exchange (64) (540) 236
Monetary variation (121) (305) (7)
Financial result, net (624) (1,287) (613)
¹The net derivatives gain of US$ 90 million in 1Q18 is comprised of settlement losses of US$ 25 million and mark-to-market gain of US$ 115
million.
² Other derivatives include bunker oil derivatives which, for 1Q18 were 0 (zero).

Equity income from affiliated companies

Equity income from affiliated companies showed a gain of US$ 85 million in 1Q18 vs. a loss of
US$ 66 million in 4Q17. The main contributors to equity income were the leased pelletizing
companies in Tubarão (US$ 77 million), CSI (US$ 21 million), Aliança Geração de Energia (US$
19 million), MRS (US$ 12 million), and Aliança Norte Energia (US$ 7 million), which were partly
offset by losses from CSP (US$ 42 million), partly due to the non-cash impact of the BRL
depreciation on its USD denominated debt, and VLI (US$ 13 million), due to seasonally lower
volumes.

17
Shareholders’ remuneration
Vale paid in March 2018 R$ 4.7 billion (US$ 1.4 billion) of shareholder remuneration in the form
of interest on capital. Vale’s Board of Directors approved the distribution of R$ 2.2 billion in
December 2017 and R$ 2.5 billion in February 2018, which is equivalent to the minimum
established by Brazilian corporate law. The decision to pay the minimum requirement is
consistent with Vale’s primary focus to reduce its net debt to US$ 10 billion7

Following Vale’s deleveraging path, on March 29th, 2018 Vale announced a new shareholder
remuneration policy that was designed to be both aggressive and sustainable over a long period
of time, to be applied in any price scenario, allowing further predictability regarding the payment
dates and the amount to be distributed. The new policy will be effective as of the results of the
first half 2018. Therefore, according to the new policy, the 1Q18 result translate into a minimum
shareholder remuneration of US$ 1.033 billion, which will be further increased by applying the
threshold of 30% over adjusted EBITDA less sustaining investments to 2Q18 results, for
payment in September 2018.

7 Net of dividend payment.

18
Investments8
Capital expenditures have reached the lowest level for a first quarter since 2005, totaling US$
890 million in 1Q18 with US$ 361 million in project execution and US$ 529 million in sustaining
capital.

Capital expenditures decreased US$ 87 million when compared to the US$ 977 million spent
in 4Q17, mainly due to a lower sustaining capex following the usual seasonality of
disbursements.

The guidance for investments remains as announced at the last Vale Day at US$ 3.8 billion for
2018, with CLN S11D as the main capital project being developed.

Project Execution and Sustaining by business area


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Ferrous Minerals 655 680 830
Coal 33 33 56
Base Metals 197 259 208
Power generation 4 6 14
Others 1 - 5
Total 890 977 1,113

Project execution

Investment in project execution totaled US$ 361 million in 1Q18, in line with 4Q17.

Ferrous Minerals accounted for about 92% of the total investment in project execution in 1Q18.
About 98% of the US$ 333 million invested in Ferrous Minerals in 1Q18 relates to the S11D
project and the expansion of its associated infrastructure (US$ 325 million).

Project execution by business area


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Ferrous Minerals 333 315 528
Coal 9 5 32
Base Metals 15 23 10
Power generation 4 5 13
Others 1 0 5
Total 361 347 587

S11D (including mine, plant and associated logistics – CLN S11D) achieved combined physical
progress of 95% in 1Q18 with the mine site concluded and 91% progress at the logistic
infrastructure sites.

8 Does not include investments in Fertilizers

19
The duplication of the railway reached 85% physical progress with 542 Km duplicated and
together with the successful S11D mine and plant ramp-up enabled 1Q18 production volume
to reach more than half of the total 2017 production.

S11D Logistics – Duplication of the railway

Progress indicator9
Executed capex Estimated capex
Capacity Estimated (US$ million) (US$ million) Physical
Project
(Mtpy) start-up progress
2018 Total 2018 Total

Ferrous Minerals projects


CLN S11D 230 (80)a 1H14 to 2H19 277 6,852 647 7,850b 91%
a Net additional capacity.
b Original capex budget of US$ 11.582 billion.

Sustaining capex

Sustaining capital expenditure totaled US$ 529 million in 1Q18, decreasing 16.2% when
compared to 4Q17, mainly due to the usual seasonality in 4Q17. The Ferrous Minerals and
Base Metals business segments accounted for 61% and 34%, respectively, of total sustaining
capex in 1Q18.

9 Pre-operating expenses were not included in the estimated capex for the year, although included in the total estimated capex
column, in line with Vale’s Board of Directors approvals. Estimated capex for the year is only reviewed once a year.

20
Vale’s strategy to adopt a rigorous capital allocation process based on returns was translated
into: (i) lower nickel sustaining investments, as non-performing assets in nickel were placed in
care and maintenance, and (ii) higher investment in Ferrous Minerals due to the restart of the
pelletizing plants, leveraging on the higher pellet premium, as shown in the evolution of
sustaining investments by business.

Evolution of sustaining capital by business

Sustaining capex in the Base Metals business segment was mainly for: (i) operational
improvements (US$ 107 million); (ii) enhancement in the current standards of health and safety
and environmental protection (US$ 60 million); and (iii) maintenance improvements and
expansion of tailings dams (US$ 9 million).

Sustaining capital for the Ferrous Minerals business segment included, among others: (i)
enhancements and replacements in operations (US$ 226 million); (ii) improvement in the
current standards of health and safety, social and environmental protection (US$ 43 million);
and (iii) maintenance, improvement and expansion of tailings dams (US$ 38 million).
Maintenance of railways and ports in Brazil and Malaysia accounted for US$ 77 million.

In 1Q18, Vale’s Executive Board approved a multi-year program on digital transformation and
automation of its iron ore and logistics operations. In 2018, the first phase of the program will
focus on: (i) asset performance, with autonomous trucks; (ii) maintenance, with predictive
analysis as well as automation in inspection and maintenance; (iii) workforce effectiveness, with
planning and process optimizations; and (iv) supply chain, with real-time performance
monitoring and optimization. These investments will be charged to sustaining capex and will be
disbursed from 2018 until 2023, totaling US$ 250 million. The objective of the program is circa
US$ 0,50/t cost reductions.

21
The projects for restarting pellet plants are on schedule, with the start-ups of the Tubarão I and
São Luis pellet plants envisioned for 2Q18 and 3Q18, respectively. The Tubarão II pellet started
up in January 2018 ahead of time and on budget. The three projects total US$ 150 million, and
involve mainly revitalization work at the pellet plants and will be charged to sustaining
investments.

Sustaining capex by type - 1Q18


Ferrous
US$ million Coal Base Metals TOTAL
Minerals
Operations 226 18 107 351
Waste dumps and tailing dams 38 - 9 47
Health and Safety 37 1 11 49
Social investments and environmental protection 6 4 49 59
Administrative & Others 16 1 5 22
Total 323 24 181 529

Sustaining capex by business area


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Ferrous Minerals 322 365 302
Coal 24 28 25
Base Metals 181 236 198
Power generation 0 1 1
Others 0 0 -
Total 529 631 526

Corporate social responsibility

Investments in corporate social responsibility totaled US$ 114 million in 1Q18, of which US$ 79
million dedicated to environmental protection and conservation and US$ 35 million to social
projects.

Portfolio Management

Vale concluded and received the proceeds for the Project Finance for the Nacala Logistics
Corridor (NLC) in March. The amount totaled US$ 2.6 billion as a takeout of part of the
shareholder loans conceded for the construction of NLC, net of certain related premiums and
fees paid or to be paid by NLC.

Vale concluded the sale of its Fertilizer business, excluding the assets in Cubatão, to The
Mosaic Company in January 2018.

The sale of Vale Cubatão to Yara, for a total consideration of US$ 255 million, is still subject to
approval by Brazilian antitrust authorities.

22
Free cash flow
Free cash flow was US$ 5.015 billion in 1Q18.

Cash generated from operations was US$ 2.943 billion in 1Q18, US$ 1.028 billion lower than
the adjusted EBITDA, mainly due to disbursements in 1Q18 related to profit sharing and
suppliers, already provisioned during 2017, thus not affecting EBITDA in 1Q18.

Free Cash Flow 1Q18

US$ million

23
Debt indicators
Vale delivered a substantial reduction in net debt down to US$ 14.901 billion as of March 31st,
2018, equivalent to a net debt to LTM adjusted EBITDA ratio of 1.0x. The debt decrease was
supported by strong cash generation and cash inflows of US$ 3.7 billion from the conclusion of
the Fertilizers deal with Mosaic and from the Project Finance at Nacala Corridor in 1Q18,
reinforcing Vale’s goal to reach the US$ 10 billion net debt mark in the short term. The
significant debt reduction was achieved despite payment of shareholders’ remuneration of US$
1.4 billion on March 15th, 2018.

Gross debt amounted to US$ 20.276 billion as of March 31st, 2018, decreasing by US$ 2.213
billion from December 31st, 2017 and by US$ 9.294 billion from March 31st, 2017. The decrease
in gross debt against the end of last quarter was mainly due to net debt repayments10 of US$
2.546 billion in 1Q18.

In March, 2018, Vale Overseas Limited (Vale Overseas) exercised the right to redeem all the
outstanding 4.625% guaranteed notes due 2020 and commenced an offer to purchase its
5.875% guaranteed notes due 2021 and its outstanding 4.375% guaranteed notes due 2022.
The offers to purchase the 2021 and 2022 notes, totaling a principal amount of US$ 1.750
billion, were concluded in 1Q18 and the redemption of the 2020 notes, with a principal amount
of US$ 499 million, was concluded on April 17th, 2018. Considering the redemption of the 2020
notes, Vale’s gross debt is equivalent to a pro forma value of US$ 19.8 billion.

10 Debt repayments less debt additions. Include interest payments.

24
Debt position

Gross debt after currency and interest rate swaps was 91% denominated in USD, with 28%
based on floating and 72% based on fixed interest rates as of March 31st, 2018.

Average debt maturity increased to 9.3 years on March 31st, 2018, against 8.9 years on
December 31st, 2017 and 7.9 years on March 31st, 2017. Average cost of debt, after the
abovementioned currency and interest rate swaps, decreased to 4.97% per annum on March
31st, 2018, against 5.06% per annum on December 31st, 2017. As the company prepaid debt
with shorter maturities, the average maturity increased, and in theory the average cost should

25
have increased. However, the average cost was actually reduced due to refinancing of bank
loans at lower interest rates.

Interest coverage, measured by the ratio of LTM11 adjusted EBITDA to LTM gross interest, was
9.5x in 1Q18, higher than the 9.0x in 4Q17 and 7.9x in 1Q17.

Leverage, measured by gross debt to LTM adjusted EBITDA, decreased to 1.4x as of March
31st, 2018 from 1.5x as of December 31st, 2017 and from 2.1x as of March 31st, 2017. Measuring
by net debt to LTM adjusted EBITDA, leverage decreased to 1.0x as of March 31st, 2018 from
1.2x as of December 31st, 2017 and from 1.6x as of March 31st, 2017.

Debt indicators
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Total debt 20,276 22,489 29,570
Net debt 14,901 18,143 22,777
Total debt / adjusted LTM EBITDA (x) 1.4 1.5 2.1
Net debt / adjusted LTM EBITDA (x) 1.0 1.2 1.6
Adjusted LTM EBITDA / LTM gross interest (x) 9.5 9.0 7.9

11 Last twelve months

26
Changes in managerial allocation
Vale conducted a benchmark study with its peers to determine the practices for allocating corporate expenses and
classifying special events. As a result, Vale decided to promote changes in its reporting so investors would be able
to better compare Vale’s adjusted EBITDA to its peers. According to market practices, general & administrative
(G&A) expenses are not attributable to any operational segment and do not impact performance of the business
areas. Special events are usually non-recurring and non-operational events and should not impact the adjusted
EBITDA.

Vale’s changes are supported by market practices and are also intended to exclude the volatility of non- recurring
events on its results, in order to reflect the proper operational result of each business. Details on the proposed
changes are as follows:

(i) G&A expenses

From 1Q18 onwards, Vale allocates general and administrative expenses in "Others", because these expenses are
not directly related to the performance of each business segment. The new allocation criterion is in line with the one
adopted by other companies in the industry, allowing a better comparison of Vale’s business segments performance
with its peers. The prior periods were restated to reflect this allocation change and the tables considering the former
and new allocation criteria are presented in Annex 4 of this performance report.

(ii) Special events

From 1Q18 onwards, Vale classifies non-recurring and non-operational effects on the performance of the company
as special events, not impacting its adjusted EBITDA. In 1Q18, Vale identified as a special event the provision for
litigation of US$ 45 million, as Vale’s assessment of the likelihood of loss for various litigations have been updated.
In the opposite direction, in 1Q17, Vale concluded the equity transaction with Mitsui to sell 15% of its stake in Vale
Mozambique and 50% of its stake in the Nacala Logistics Corridor and recognized a gain in the income statement
of US$ 515 million. This transaction was non-recurring and, therefore, classified as a special event, not affecting
Vale’s adjusted EBITDA.

Additionally, there were slight adjustments in the calculation of the iron ore fines and pellets EBITDA break-even.
Starting in 1Q18, sustaining investments for pellets are added to the iron ore fines sustaining investments component,
instead in the pellet adjustment component. As a result, the iron ore fines and pellets EBITDA break-even changed
but the iron ore fines and pellets cash break-even landed in China, including the sustaining investments, remained
the same. The prior periods were restated to reflect this allocation change.

27
Performance of the business segments

Segment information ― 1Q18, as per footnote of financial statements


Expenses

Dividends and
Net SG&A and Pre operating interests on Adjusted
US$ million Cost¹ R&D¹
Revenues others1,2 & stoppage¹ associates EBITDA
and JVs

Ferrous Minerals 6,527 (3,038) (18) (25) (38) - 3,408


Iron ore fines 4,703 (2,078) (13) (20) (35) - 2,557
ROM 9 - - - - - 9
Pellets 1,585 (813) (1) (5) (3) - 763
Others ferrous 106 (73) (3) - - - 30
Mn & Alloys 124 (74) (1) - - - 49
Coal 380 (335) 2 (3) - 60 104
Base Metals 1,634 (953) (16) (13) (8) - 644
3
Nickel 1,132 (705) (15) (9) (8) - 395
4
Copper 502 (248) (1) (4) - - 249
Others 62 (70) (153) (28) (6) 10 (185)
Total 8,603 (4,396) (185) (69) (52) 70 3,971
¹ Excluding depreciation and amortization
2
General and administrative expenses are allocated in “Others”
3
Including copper and by-products from Vale’s nickel operations
4
Including by-products from our copper operations

28
Ferrous Minerals
Adjusted EBITDA of the Ferrous Minerals business segment was US$ 3.408 billion in 1Q18,
due to contributions of higher quality and better average premium, which boosted Vale’s
realized CFR/FOB wmt price, reflecting: (i) the flexibility of the operations; (ii) the active supply
chain management; and (iii) the increase of premium products share in total sales. Additionally,
Vale’s realized CFR/FOB wmt price was also supported by strong market premiums.

Adjusted EBITDA remained practically in line with 4Q17, despite the impact of seasonally lower
sales volumes (US$ 341 million), mainly as a result of higher premiums (US$ 85 million of iron
ore fines and US$ 138 million of pellets) and of the net effect of the 13% increase of the Platts
IODEX in revenues and the related pro-cyclical effect in costs (US$ 152 million).

Some of Vale’s costs vary with iron ore prices and increased by US$ 86 million in line with a
stronger price environment, such as: (i) pelletizing plant leasing costs, which are adjusted
based on pellet premiums; (ii) iron ore royalties; and (iii) third party purchased products.
However, Vale was able to capture the benefits of the higher iron ore prices, with a much greater
impact on revenues, which increased by US$ 238 million, resulting in the abovementioned net
effect of US$ 152 million.

EBITDA variation 4Q17 vs. 1Q18 – Ferrous Minerals business segment

29
Ferrous Minerals EBITDA margin12

Adjusted EBITDA per ton for Ferrous Minerals, excluding Manganese and Ferroalloys, was
US$ 39.8/t in 1Q18, 10.3% higher than the US$ 36.1/t recorded in 4Q17, mainly as a result of
Vale’s sales mix improvement and higher pellet premiums.

Iron ore fines (excluding Pellets and ROM)

EBITDA13

Adjusted EBITDA of iron ore fines was US$ 2.557 billion in 1Q18, remaining practically in line
with 4Q17, despite seasonally lower sales volumes (US$ 302 million), which were partially
offset by higher IODEX (US$ 143 million) and higher quality and premiums (US$ 85 million).

SALES REVENUES AND VOLUME

Net sales revenues of iron ore fines, excluding pellets and Run of Mine (ROM), decreased to
US$ 4.703 billion in 1Q18 vs. US$ 5.023 billion in 4Q17, as a result of the seasonally lower
sales volumes (US$ 548 million) which were partially offset by higher sales prices (US$ 228
million).

Sales volumes of iron ore fines totaled 70.8 Mt in 1Q18, achieving the best first quarter ever,
as a result of the flexibility and active supply chain management. Sales were 11.0% lower than
in 4Q17, but nonetheless offset the usual seasonality in production volumes, which decreased
12.2%.

CFR sales of iron ore fines totaled 50.0 Mt in 1Q18, representing 71% of all iron ore fines sales
volumes in 1Q18, remaining in line with the share of CFR sales in 4Q17.

Vale’s sales mix improved substantially year-on-year, as a result of S11D’s ramp-up and the
decision to progressively reduce low grade ore production. The share of pellets, Carajás and
blended ores increased to 76% in 1Q18 from 67% of total sales in 1Q17 and 70% in 4Q17.
Consequently, Vale’s product sales mix leveraged the impact of rising market premiums, driving
the increase in the contributions of quality and average premium to Vale’s realized CFR/FOB
wmt price that amounted to US$ 5.2/t in 1Q18 vs. US$ 2.3/t in 1Q17 and US$ 3.9/t in 4Q17.

12Excluding Manganese and Ferroalloys.


13 Considersthe new allocation criteria for general and administrative expenses as described in the box “Managerial Allocation Changes” of this
Earnings Release.

30
Sales composition

Net operating revenue by product


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Iron ore fines 4,703 5,023 4,826
ROM 9 8 15
Pellets 1,585 1,422 1,459
Manganese & Ferroalloys 124 135 86
Others 106 110 111
Total 6,527 6,698 6,497

Volume sold
‘000 metric tons 1Q18 4Q17 1Q17
Iron ore fines 70,811 79,603 63,682
ROM 410 355 1,636
Pellets 13,125 13,579 12,582
Manganese ore 338 740 196
Ferroalloys 34 34 30

REALIZED PRICES

Pricing system breakdown

31
Price realization – iron ore fines

Vale’s CFR dmt reference price for iron ore fines (ex-ROM) was US$ 76.3/t, US$ 2.0/t higher
than the IODEX, as a result of higher quality and premiums (US$ 5.2/t), despite the negative
effect of the pricing system adjustments (US$ 3.1/t).

Vale’s CFR/FOB wmt price for iron ore fines (ex-ROM) increased 5.2% (US$ 3.3/t), after
adjusting for moisture and the effect of FOB sales, which accounted for 29% of total sales
volumes in 1Q18. CFR/FOB wmt price increase in 1Q18 vs. 4Q17 was lower than the IODEX
variation during the same period due to the negative net impact of the pricing system
adjustments of US$ 6.3/t (adjustments were a positive of US$ 3.1/t in 4Q17 vs. a negative of
US$ 3.2/t in 1Q18).

The ‘Premiums/Discounts and commercial conditions’ increased by US$ 1.2/t, from US$ 1.9/t
in 4Q17 to US$ 3.1/t in 1Q18, mainly as a result of the abovementioned improvement in the
sales mix.

Price realization in 1Q18 was impacted by:

 Provisional prices set at the end of 4Q17 at US$ 72.8/t, which were later adjusted based
on the price of delivery in 1Q18, and positively impacted prices in 1Q18 by US$ 1.2/t
compared to a negative impact of US$ 0.5/t in 4Q17 as a result of higher realized prices
of the indexes in 1Q18 compared to the indexes anticipated in the forward curve and
provisioned in 4Q17.

32
 Provisional prices set at the end of 1Q18 at US$ 64.8/t vs. the IODEX average of US$
74.3/t in 1Q18, which negatively impacted prices in 1Q18 by US$ 3.3/t compared to a
positive impact of US$ 2.4/t in 4Q17.

 Quarter-lagged contracts, priced at US$ 65.3/t based on the average prices for Sep-
Oct-Nov, which negatively impacted prices in 1Q18 by US$ 0.8/t compared to a positive
impact of US$ 0.2/t in 4Q17.

Iron ore sales of 24.8 Mt, or 35% of Vale’s sales mix, were recorded under the provisional
pricing system, which was set at the end of 1Q18 at US$ 64.8/t. The final prices of these sales
and the required adjustment to sales revenues will be determined and recorded in 2Q18.

Average prices
US$/ metric ton 1Q18 4Q17 1Q17
Iron ore - Metal Bulletin 65% index 90.30 84.70 99.11
Iron ore - Platts' 62% IODEX 74.26 65.57 85.64
Provisional price at the end of the quarter 64.84 72.80 77.90
Iron ore fines CFR reference price (dmt) 76.30 72.60 86.70
Iron ore fines CFR/FOB realized price 66.41 63.10 75.78
ROM 21.95 22.55 9.17
Pellets CFR/FOB (wmt) 120.78 104.71 115.96
Manganese ore 246.93 119.34 219.39
Ferroalloys 1,212.78 1,361.31 1,433.33

COSTS

Costs for iron ore fines amounted to US$ 2.078 billion (or US$ 2.353 billion with depreciation
charges) in 1Q18. Costs remained practically in line with 4Q1714, despite the negative impact
of the lower dilution of fixed costs at lower volumes and the pro-cyclical iron ore price-linked
cost factors in royalties.

IRON ORE COGS - 4Q17 x 1Q18


Variance drivers
Total
Exchange Variation
US$ million 4Q17 Volume Others 1Q18
Rate 4Q17 x
1Q18
C1 cash costs 1,166 (129) 1 13 (115) 1,051
Freight 947 (96) - (33) (129) 818
Others 189 (21) - 41 20 209
Total costs before
depreciation and 2,302 (246) 1 21 (224) 2,078
amortization
Depreciation 293 (32) - 14 (18) 275
Total 2,595 (278) 1 35 (242) 2,353

Unit maritime freight cost per iron ore metric ton was US$ 16.4/t in 1Q18, US$ 0.6/t lower than
in 4Q17, mainly due to the impact of lower freight spot prices (US$ 0.5/t) and the active

14 After
adjusting for the effects of lower sales volumes (US$ 246 million) and the negative impact of exchange rate variations
(US$ 1 million).

33
management of the supply chain (US$ 0.4/t), which were partially offset by higher bunker oil
prices (US$ 0.5/t)15. Supply chain management has consistently improved, resulting in
smoother process interfaces and better allocation of the fleet at Vale’s disposal, thus reducing
freight costs.

C1 CASH COST

C1 cash cost FOB port per metric ton for iron ore fines ex-royalties remained practically in line
with 4Q17 at US$ 14.8/t in 1Q18, despite the negative impacts of fixed cost dilution at lower
volumes, which were practically offset by the successful ramp-up of S11D.

C1 cash cost FOB port per metric ton of iron ore fines ex-royalties in BRL remained practically
in line at R$ 48.3/t in 1Q18, as the exchange rate remained stable vs. 4Q17 and also due to
the abovementioned effects.

Expenses per ton in BRL increased to R$ 3.1/t in 1Q18 from the R$ 2.7/t recorded in 4Q17 due
to the effect of dilution on seasonally lower sales volumes.

Iron Ore Fines Costs and Expenses in BRL


R$/t 1Q18 4Q17 1Q17

C1 Cash Costs¹ 48.3 47.7 46.1

Expenses1,2 3.1 2.7 (0.5)3

Total 51.4 50.4 45.6


¹ Net of depreciation.
2 Considers the new allocation criteria for general and administrative expenses as described in the box “Managerial

Allocation Changes” of this Earnings Release.


3 Expenses per ton totaled a positive amount in 1Q17, mainly due to the recovery of the insurance associated with the

disassembly of the “Fábrica Nova – Timbopeba” long distance belt conveyor.

Iron ore fines cash cost and freight


1Q18 4Q17 1Q17
Costs (US$ million)
COGS, less depreciation and amortization 2,078 2,301 1,677
Distribution costs 53 54 25
Maritime freight costs 818 947 608
FOB at port costs (ex-ROM) 1,207 1,300 1,044
FOB at port costs (ex-ROM and ex-royalties) 1,051 1,166 937
Sales volumes (Mt)
Total iron ore volume sold 71.2 80.0 65.3
Total ROM volume sold 0.4 0.4 1.6
Volume sold (ex-ROM) 70.8 79.6 63.7
Vale's iron ore cash cost (ex-ROM, ex-royalties), FOB (US$ /t) 14.8 14.6 14.7
Freight
Maritime freight costs 818 947 608
% of CFR sales 71% 70% 67%
Volume CFR (Mt) 50.0 55.6 42.8
Vale's iron ore unit freight cost (US$/t) 16.4 17.0 14.2

15 The average bunker oil price in Vale’s freight portfolio increased from US$ 342/t in 4Q17 to US$ 364/t in 1Q18.

34
EXPENSES16

Iron ore expenses, net of depreciation, amounted to US$ 68 million in 1Q18, 29.2% lower than
in 4Q17. Sales and other expenses totaled US$ 13 million in 1Q18, decreasing US$ 3 million
vs. 4Q17, mainly due to lower expenses with Vale’s commercial offices abroad. R&D amounted
to US$ 20 million, 25.9% lower than in 4Q17, following the usual seasonality of disbursements.
Pre-operating and stoppage expenses, net of depreciation, amounted to US$ 35 million,
decreasing US$ 18 million vs. 4Q17, mainly as a result of lower S11D pre-operating expenses.

Evolution of iron ore fines cash cost, freight and expenses

Expenses and royalties per ton increased to US$ 3.2/t in 1Q18 from US$ 2.5/t in 4Q17, mainly
as a result of higher royalties and the effect of seasonally lower sales volumes on the expenses
dilution. Royalties increased as a result of the pro-cyclical effect of higher iron ore prices and
higher royalty rates, effective as of November 17th, 2017, as established in the new Brazilian
mining code.

Iron ore pellets

Adjusted EBITDA for pellets in 1Q18 was US$ 763 million, 13.0% higher than the US$ 675
million recorded in 4Q17. The increase of US$ 88 million was mainly a result of higher prices

16 Considersthe new allocation criteria for general and administrative expenses as described in the box “Managerial Allocation
Changes” of this Earnings Release.

35
and premiums (US$ 206 million), which were partially offset by lower dividends received 17 in
1Q18 (US$ 44 million) and higher costs18 (US$ 57 million).

Net sales revenues for pellets amounted to US$ 1.585 billion in 1Q18, increasing US$ 163
million from the US$ 1.422 billion recorded in 4Q17 as a result of higher premiums (US$ 138
million) and IODEX (US$ 68 million). Realized prices increased from an average CFR/FOB of
US$ 104.7/t in 4Q17 to US$ 120.8/t in 1Q18 mainly due to the increase of US$ 10.6/dmt in
pellet premiums. The effect of higher prices was partially offset by slightly lower sales volumes
(US$ 42 million), which marginally decreased from 13.6 Mt in 4Q17 to 13.1 Mt in 1Q18.

CFR pellet sales of 3.3 Mt in 1Q18 represented 25% of total pellet sales, in line with 4Q17. FOB
pellet sales amounted to 9.8 Mt in 1Q18, slightly lower than the 10.3 Mt recorded in 4Q17.

Pellet costs totaled US$ 813 million (or US$ 917 million with depreciation charges) in 1Q18.
After adjusting for the effects of lower volumes (US$ 22 million), costs increased by US$ 57
million vs. 4Q17, mainly due to higher leasing costs (US$ 36 million) and fuel costs (US$ 19
million). The reason for increased leasing costs was higher premiums impacting the pre-
determined formula of the leasing contracts.

EBITDA unit margin for pellets was US$ 58.1/t in 1Q18, 16.9% higher than in 4Q17.

Pellets - EBITDA
1Q18 4Q17
US$ US$
US$/wmt US$/wmt
million million
Net Revenues / Realized Price 1,585 120.8 1,422 104.7
Dividends Received (Leased pelletizing plants) - - 44 3.2
Cash Costs (Iron ore, leasing, freight, overhead, energy and other) (813) (61.9) (779) (57.4)
Expenses (SG&A, R&D and other) (9) (0.7) (12) (0.9)
EBITDA 763 58.1 675 49.7

Iron ore fines and pellets cash break-even19

Vale’s premium and flexible portfolio of products is best positioned to lead and profit from the
structural “flight to quality” trend. In 1Q18, Vale reached another milestone towards improving
Fe content and price realization by decreasing its iron ore fines and pellets EBITDA breakeven20
to US$ 30.5/dmt in 1Q18. The reduction of US$ 1.7/t, when compared to 4Q17, was mainly a
result of the abovementioned higher quality and premiums for iron ore fines (US$ 1.3/t) and a
better pellets performance (US$ 0.6/t).

17 Dividends from leased pelletizing plants, which are usually paid every 6 months (in 2Q and 4Q).
18 After adjusting for the effects of lower volumes (US$ 20 million) and exchange rate variations (US$ 0.5 million).
19 Please see the new allocation criteria for general and administrative expenses as described in the box “Managerial Allocation

Changes” of this Earnings Release.


20 Measured by unit cash costs and expenses on a landed-in-China basis (and adjusted for quality, pellets margin differential

and moisture, excluding ROM).

36
Quarterly iron ore and pellets cash break-even on a landed-in-China basis, including sustaining
capex per ton of US$ 3.9/dmt, decreased from US$ 36.1/dmt in 4Q17 to US$ 34.5/dmt in 1Q18.

Iron ore and pellets cash break-even landed in China¹


US$/t 1Q18 4Q17 1Q17 2017
Vale's iron ore cash cost (ex-ROM, ex-royalties), FOB (US$ /t) 14.8 14.6 14.7 14.8
Iron ore fines freight cost (ex-bunker oil hedge) 16.4 17.0 14.2 15.4
Iron ore fines distribution cost² 0.7 0.7 0.4 0.6
Iron ore fines expenses³ & royalties 3.2 2.5 1.5 2.4
Iron ore fines moisture adjustment 3.1 3.0 2.8 2.9
Iron ore fines quality adjustment (5.2) (3.9) (2.4) (3.4)
Iron ore fines EBITDA break-even (US$/dmt) 33.0 34.0 31.3 32.6
Iron ore fines pellet adjustment (2.4) (1.8) (2.3) (1.9)
Iron ore fines and pellets EBITDA break-even (US$/dmt) 30.5 32.2 29.1 30.8
Iron ore fines sustaining investments 3.9 4.0 4.0 3.6
Iron ore fines and pellets cash break-even landed in China (US$/dmt) 34.5 36.1 33.1 34.3
¹ Measured by unit cost + expenses + sustaining investment adjusted for quality
² Distribution cost per ton calculation method has been revised and adjusted retroactively, now dividing by total sales volume
instead of CFR sales volume
³ Net of depreciation and includes dividends received

Manganese and ferroalloys

Adjusted EBITDA of manganese ore and ferroalloys was US$ 49 million in 1Q18, remaining in
line with 4Q17, as higher realized prices (US$ 21 million) were offset by lower volumes (US$
20 million). Costs and expenses in 1Q18 remained practically in line with 4Q17.

Volume sold by destination – Iron ore and pellets


‘000 metric tons 1Q18 4Q17 1Q17
Americas 9,875 9,995 11,974
Brazil 6,844 7,232 10,100
Others 3,031 2,763 1,874
Asia 58,439 68,105 54,158
China 47,285 54,182 44,199
Japan 6,853 7,518 6,283
Others 4,301 6,405 3,676
Europe 11,548 11,460 8,971
Germany 4,517 4,747 3,988
France 1,403 1,795 936
Others 5,628 4,918 4,047
Middle East 2,627 2,351 1,901
Rest of the World 1,857 1,626 896
Total 84,346 93,537 77,900

37
Selected financial indicators - Ferrous Minerals
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Net Revenues 6,527 6,698 6,497
Costs¹ (3,038) (3,239) (2,449)
Expenses¹ (18) (22) 65
Pre-operating and stoppage expenses¹ (38) (56) (45)
R&D expenses (25) (34) (20)
Dividends and interests on associates and JVs - 80 -
Adjusted EBITDA 3,408 3,427 4,048
Depreciation and amortization (432) (454) (399)
Adjusted EBIT 2,976 2,973 3,649
Adjusted EBIT margin (%) 45.6 44.4 56.2
¹ Net of depreciation and amortization

Selected financial indicators - Iron ore fines


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Adjusted EBITDA (US$ million) 2,557 2,654 3,161
Volume Sold (Mt) 70.8 79.6 63.7
Adjusted EBITDA (US$/t) 36.1 33.3 49.6

Selected financial indicators - Pellets


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Adjusted EBITDA (US$ million) 763 675 803
Volume Sold (Mt) 13.1 13.6 12.6
Adjusted EBITDA (US$/t) 58.1 49.7 63.8

Selected financial indicators - Ferrous ex Manganese and Ferroalloys


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Adjusted EBITDA (US$ million) 3,359 3,378 4,010
Volume Sold (Mt)¹ 84.3 93.5 77.9
Adjusted EBITDA (US$/t) 39.8 36.1 51.5

¹ Volume including iron ore fines, pellets and ROM.

38
Base Metals
NICKEL PRIMER: A PREMIUM AND FLEXIBLE BUSINESS, READY FOR TOMORROW

Vale is not only a premium iron ore producer; it is also a premium player in the nickel market,
with a unique product mix and market position.

Vale’s nickel products are predominately used in specialty applications where high quality
and purity are required. On the other hand, more than 50% of the nickel produced, and
consumed, in the world is classified as Class II nickel, typically used in the production of
stainless steel, a market that does not seek, nor require, higher quality material with high
levels of purity and minimal levels of deleterious elements.

The forecast for the global nickel market is a continuing deficit in the medium to long term.
The deficit is stronger for higher quality nickel, given the decline in world supplies of Class I
nickel (down 7% 2017 vs. 2016) and demand from specialty / higher quality nickel product
markets, which remains robust.

Most of Vale’s products are high quality nickel products, highlighting that Vale is the
producer of choice for specialty nickel applications, serving the market when there are
stringent chemical and physical specifications, requiring high purity levels and low quantities
of deleterious elements. All these markets pay a premium over the LME benchmark.

39
At the moment, given that Vale is a premium producer with about 65% of its supply being
Class I nickel products and over 20% being Class II battery-suitable nickel products, it still
sells part of its high-quality and battery-suitable nickel products to the stainless-steel market.
This means that Vale’s nickel business does not yet capture the full premium for the high
quality it produces. However, if more and more car manufacturers trend towards batteries
for electric vehicles (EVs), the upside will be there for Vale.

Battery applications require high purity chemicals which are made with high purity feed stock
or battery-suitable nickel that requires purification. This creates an opportunity for Vale to
capture higher premiums for a significant part of its sales volumes in the coming years with
reduced costs of production, low investments and no significant change in the flowsheet. In
fact, in operations such as VNC and PTVI, the advent of electric vehicles has potential to
reduce costs – through the elimination of stages in the beneficiation process – and avoid
capex disbursements in refining.

Vale sells high quality Class I nickel in the form of nickel powders, cathodes, rounds, plating
pellets and commodity pellets / discs. The rigorous quality standards of those Class I
products allows their use in numerous high-end industries, including aircraft, aerospace,
chemicals, batteries and underwater industrial machinery.

Vale will capture more premiums as it stops selling Class I nickel to Class II markets, and,
in the longer term, if demand for EVs picks up, Vale will be ready to capture a pricing upside
for over 85% of its product mix, fully benefiting from its high-quality assets and premium
product portfolio.

40
This strategy starts now.

In 1Q18, Vale almost doubled the amount of premium when compared to 1Q17. Vale’s extra
high-quality Class IA products (Vale’s very own special category above Class I) captured
more than double the amount of premium obtained for Class I products, with some them
being sold for as much as US$ 19,000/t.

Also, to support investors with the appropriate tools to assess and evaluate Vale’s nickel
business, from this quarter onwards you will be presented with a breakdown of Class I, Class
II battery-suitable, Class II and Intermediate products in the sales volume section as well as
a revamped price realization analysis, with further insights into Vale’s product mix and
realized product premium.

Vale, the world’s premium and flexible leader in nickel.

BUSINESS PERFORMANCE21

1Q18 marked a shift in Base Metals management through the optimization of production and
sales while focusing on a premium nickel product mix with higher margins. This shift led to
increased levels of premiums in Vale’s product mix, reaching US$ 38 million22 in 1Q18 as Vale’s
Class I products earned nearly double the amount of premium obtained in 1Q17.

21
Considers the new allocation criteria for general and administrative expenses as described in the box “Managerial Allocation
Changes” of this Earnings Release.
22 Net effect of premiums and discounts according to their respective share in the mix of products.

41
Adjusted EBITDA was US$ 644 million in 1Q18, a decrease of US$ 171 million vs. 4Q17, mainly
as a result of lower nickel and copper sales volumes (US$ 153 million), reflecting Vale’s
optimization of the production lines, and higher costs 23 (US$ 81 million), which were partially
offset by the better price realization (US$ 108 million) due to the higher levels of premiums and
increase in the LME nickel benchmark price.

SALES REVENUES AND VOLUMES

Nickel sales revenues were US$ 790 million in 1Q18, decreasing US$ 151 million vs. 4Q17 as a
result of lower sales volumes (US$ 258 million) which were partially offset by higher nickel realized
prices (US$ 108 million). Sales volumes totaled 58 kt in 1Q18, 22 kt lower than in 4Q17.

Copper sales revenues were US$ 511 million in 1Q18, decreasing US$ 233 million vs. 4Q17
as a result of lower sales volumes (US$ 158 million) and lower copper realized prices (US$ 75
million). Sales volumes were 88 kt in 1Q18, 23 kt lower than in 4Q17.

Cobalt sales revenues totalled US$ 90 million in 1Q18, increasing US$ 11 million vs. 4Q17, as
a result of higher cobalt prices (US$ 19 million) partially offset by lower sales volumes (US$ 8
million) in the quarter. Sales volumes of cobalt by-product amounted to 1,276 t in 1Q18, 92 t
lower than in 4Q17.

Sales revenues from gold contained as a by-product in nickel and copper concentrates
amounted to US$ 148 million in 1Q18, decreasing by US$ 9 million vs. 4Q17 as a result of
lower gold by-product realized prices (US$ 14 million), partially offset by higher sales volumes
(US$ 5 million). Sales volumes of gold as a by-product amounted to 112,000 oz in 1Q18, 4,000
oz higher than in 4Q17.

PGMs (platinum group metals) sales revenues totalled US$ 74 million in 1Q18, increasing US$
12 million vs. 4Q17. Sales volumes were 73,000 oz in 1Q18 vs. 68,000 oz in 4Q17. The PGMs
sales volume increased mainly due to higher sales volumes of palladium which were partially
offset by lower sales volumes of platinum.

Net operating revenue by product


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Nickel 790 941 760
Copper 511 744 568
Gold as by-product 148 157 130
Silver as by-product 8 9 7
PGMs 74 62 85
Cobalt 90 79 41
Others 13 8 6
Total 1,634 2,000 1,597

23 Costs net of volume effect.

42
REALIZED NICKEL PRICES
Vale’s nickel products are classified as Class I, Class II battery-suitable, Class II and
Intermediates. In 1Q18, 63% of Vale’s sales was high-quality Class I, and when considering
Class II products that can be used in the production of batteries, 85% of Vale’s current sales
has an upside with the advent of EVs.

Nickel sales product mix - % change

Class I nickel products accounted for 63% of total nickel sales in 1Q18. Part of the Class I nickel
products is being sold at increasing premiums for the specialties/high-quality markets but part
of it is sold to Class II markets, with lower premiums. As demand for specialty products and
batteries for EVs increases, a larger portion of Vale’s high-quality Class I nickel products will
be sold to Class I markets, capturing a larger share of premiums among its products. Also, with
demand for EVs, the value of premiums is set to increase due to the rising scarcity of Class I
nickel in the market.

Class II battery-suitable nickel products accounted for 22% and, though these products are not
classified as Class I, they are suitable, at reduced costs and avoiding capex disbursements in
refining, for application in EV batteries. Battery suitable is composed of Utility Nickel and NHC
from VNC and Tonimet from PTVI.

The business case for VNC is linked with the upside potential of EVs as both nickel oxide and NHC
can be used for the batteries market. Currently, NHC is sold to the market with a discount whilst the
nickel oxide is sent to be refined into Utility Nickel in Dalian. Both products can be used for EV
batteries. Therefore, as demand for batteries increases, Vale will be able to not only reduce costs
but also to avoid capex disbursements in refining by cutting stages of production and selling nickel
oxide at better margins.

Likewise, PTVI has an upside with the advent of EVs as, currently, its nickel matte is
transformed into nickel oxide to be refined into Tonimet at Matsusaka. In the future, Vale can

43
also cut production costs by only selling nickel oxide at better margins instead of incurring extra
production costs and investments with refining.

The other Class II nickel products and Intermediates are not suitable for electric vehicles,
accounting for 14% of total nickel sales.

Premiums / discount by nickel product


US$/t 1Q18 4Q17 1Q17
Class I nickel 1,390 940 730
Class II battery-suitable nickel (300) (230) (180)
Class II nickel 410 200 190
Intermediates (2,360) (1,370) (1,570)

Premiums for Class I nickel products have reached US$ 1,390/t in 1Q18, an increase of 48%
and 90% when compared to 4Q17 and 1Q17, respectively. The increase is mainly due to a
combination of renegotiation of contracts to more favourable terms as well as the flight to quality
in the specialty applications market.

The average nickel realized price was US$ 13,637/t, US$ 361/t higher than the average LME
nickel price of US$ 13,276/t in 1Q18. The aggregate impact of the aforementioned premiums
and discounts (considering their respective volumes in the sales mix) was:

 Premium for Class I nickel products for 63% of sales, leading to an aggregate impact
of US$ 876/t;

 Discount for Class II battery-suitable nickel products for 22% of sales, leading to an
aggregate impact of -US$ 66/t;

 Premium for Class II nickel products for 7% of sales, with aggregate impact of US$ 29/t;

 Discount for Intermediates for 7% of sales, leading to an aggregate impact of -US$


165/t; and,

 Other timing and pricing adjustments, mainly due to the differences between the LME
price at the moment of sale and the quarterly LME average, along with the negative
impact of fixed forward price sales under rising LME prices, leading to an aggregate
impact of -US$ 313/t.

44
Nickel premium / discount by product and average aggregate premiums

REALIZED COPPER PRICES

The realized copper price was US$ 5,827/t, US$ 1,134/t lower than the average LME copper price
of US$ 6,961/t in 1Q18. Vale’s copper products are sold on a provisional pricing basis during the
quarter with final prices determined in a future period, generally one to four months forward24.

The realized copper price differed from the average LME price in 1Q18 due to the following factors:

 Current period price adjustments: mark-to-market of invoices still open in the quarter
based on the copper price forward curve25 at the end of the quarter (-US$ 193/t);

 Prior period price adjustment: variance between the price used in final invoices (and in
the mark-to-market of invoices from previous quarters still open at the end of the
quarter) and the provisional prices used for sales in previous quarters (-US$ 388/t);

 TC/RCs, penalties, premiums and discounts for intermediate products (-US$ 553/t).

24 On Mar 31st, 2018, Vale had provisionally priced copper sales totaling 73,290 tons valued at a LME forward price of US$
6,699/t, subject to final pricing over the following months.
25 Includes a small number of final invoices that were provisionally priced and settled within the quarter.

45
Price realization – copper

Average prices
US$/ metric ton 1Q18 4Q17 1Q17
Nickel - LME 13,276 11,584 10,271
Copper - LME 6,961 6,808 5,831
Nickel 13,637 11,781 10,547
Copper 5,827 6,735 5,661
Platinum (US$/oz) 1,041 880 917
Gold (US$/oz) 1,324 1,450 1,202
Silver (US$/oz) 15.47 15.48 13.50
Cobalt (US$/t) 70,588 57,680 45,415

SALES VOLUME PERFORMANCE


Sales volumes of nickel were 58 kt in 1Q18, 22 kt lower than in 4Q17 and 14 kt lower than in
1Q17. Sales volumes were lower due to production optimization, as well as the build-up of
inventories in the refineries and the maintenance shutdowns in Coleman, in Sudbury, and in
PTVI.

Sales volumes of copper totaled 88 kt in 1Q18, 23 kt lower than in 4Q17 and 12 kt lower than
in 1Q17. Sales volumes decreased mainly due to lower production volumes and the drawdown
of saleable product inventories in 4Q17.

Sales volumes of gold as a by-product totalled 112,000 oz in 1Q18, 4,000 oz higher than in
4Q17, mainly due to corrections for North Atlantic precious metals volumes in 4Q17.

46
Volume sold
‘000 metric tons 1Q18 4Q17 1Q17
Nickel operations & by products
Nickel 58 80 72
Class I nickel 37 44 40
Class II battery-suitable nickel 13 18 20
Class II nickel 4 8 5
Intermediates 4 10 7
Copper 26 37 38
Gold as by-product ('000 oz) 15 - 23
Silver as by-product ('000 oz) 321 383 351
PGMs ('000 oz) 73 68 104
Cobalt (metric ton) 1,276 1,368 892
Copper operations & by products
Copper 62 74 62
Gold as by-product ('000 oz) 97 108 85
Silver as by-product ('000 oz) 173 219 194

COSTS OF GOODS SOLD (COGS)

Costs totaled US$ 953 million in 1Q18 (or US$ 1.303 billion including depreciation). Costs
increased by US$ 81 million vs. 4Q17 after adjusting for the effects of lower sales volumes
(US$ 264 million) and the negative effect of exchange rate variations 26 (US$ 6 million). The
increase was mainly due to increased costs in nickel operations (US$ 51 million) and in Salobo
(US$ 27 million). The increased costs in nickel operations was mainly due to pro-cyclical effects
of higher nickel prices on third-party purchased feed (US$ 41 million), which is offset by higher
nickel realized prices of the finished product, and maintenance expenses in Coleman (US$ 26
million 1Q18 vs. US$ 10 million 4Q17), whereas the increase in Salobo was mainly related to
the unfavorable impact of lower production volumes on unit costs along with higher supplies
costs.

BASE METALS COGS - 4Q17 x 1Q18


Variance drivers

Exchange Total Variation


US$ million 4Q17 Volume Others 1Q18
Rate 4Q17 x 1Q18
Nickel operations 875 (227) 6 51 (169) 705
Copper operations 255 (37) - 30 (8) 248
Total costs before
depreciation and 1,130 (264) 6 81 (177) 953
amortization
Depreciation 429 (112) 2 31 (79) 350
Total 1,558 (376) 8 112 (256) 1,303

26 Exchange rate variations in COGS only.

47
EXPENSES27

Sales expenses and other expenses, excluding depreciation, totalled US$ 16 million in 1Q18,
an increase of US$ 4 million when compared to the US$ 12 million in 4Q17.

Pre-operating and stoppage expenses were US$ 8 million in 1Q18, mainly due to care and
maintenance costs associated with the Stobie mine, in Sudbury, and the Birchtree mine, in
Thompson (US$ 6 million) and costs associated with the revision of the Voisey’s Bay Mine
Expansion project (US$ 2 million).

UNIT CASH COST27

North Atlantic operations unit cash cost net of by-product credits increased from the US$ 4,624/t
recorded in 4Q17 to US$ 6,756/t in 1Q18, mainly due to pro-cyclical effects of higher nickel
prices on third-party purchased feed and costs associated with the unscheduled maintenance
shutdown at the Coleman Mine in Sudbury. The mine was in a maintenance shutdown since
November 2017 and returned to production in April 2018.

PTVI unit cash cost increased from the US$ 6,609/t recorded in 4Q17 to US$ 7,246/t in 1Q18,
with lower dilution of fixed costs and higher spending with supplies.

VNC unit cost net of by-product credits increased from the US$ 8,420/t recorded in 4Q17 to
US$ 8,874/t in 1Q18, mainly due to negative inventory adjustments which were partially offset
by higher by-product credits.

Onça Puma unit cash cost increased slightly from the US$ 7,536/t recorded in 4Q17 to US$
7,685/t in 1Q18, mainly due to higher costs with maintenance services.

Sossego unit cost was US$ 3,267/t in 1Q18, in line with 4Q17.

Salobo unit costs increased from the US$ 679/t recorded in 4Q17 to US$ 1,155/t in 1Q18,
mainly due to the unfavourable impact of lower production on unit costs and higher supplies
costs.

27
Considers the new allocation criteria for general and administrative expenses as described in the box “Managerial Allocation
Changes” of this Earnings Release.

48
Base Metals – unit cash cost of sales per operation, net of by-product credits
US$/t 1Q18 4Q17 1Q17
NICKEL
North Atlantic operations1 6,756 4,624 6,699
PTVI 7,246 6,609 6,821
VNC 8,874 8,420 11,232
Onça Puma 7,685 7,536 9,341
COPPER
Sossego 3,267 3,270 2,941
Salobo 1,155 679 1,406
1 North Atlantic figures include Clydach and Acton refining costs.

EBITDA breakeven – nickel operations28

28 Considering only the cash effect of US$ 400/oz that Wheaton Precious Metals pays for 70% of Sudbury’s gold by-product,
nickel operations EBITDA breakeven would increase to US$ 7,394/t

49
EBITDA breakeven – copper operations (Salobo and Sossego)29

EBITDA breakeven considers the abovementioned unit cash cost after by-products as well as
expenses and premiums/discounts per ton of nickel and copper sales volume. In the case of
copper operations, the realized price to be used against the EBITDA breakeven should be the
copper realized price before discounts (US$ 6,380/t), given that TC/RCs and other discounts
are already part of the EBITDA breakeven build-up.

Performance by operation30

The breakdown of the Base Metals EBITDA components per operation is detailed below.

Base Metals EBITDA overview – 1Q18


Total
North PTVI VNC Onça
US$ million Sossego Salobo Others Base
Atlantic Site Site Puma
Metals
Net Revenues 803 170 155 57 145 356 (53) 1,634
Costs (533) (125) (125) (32) (87) (160) 109 (953)
Sales and other
(1) - (1) - (1) - (14) (16)
expenses
Pre-operating and stoppage (8) - - - - - - (8)
R&D (5) (2) (1) - (3) (1) - (13)
EBITDA 257 43 28 25 54 195 42 644

29 Considering only the cash effect of US$ 400/oz that Wheaton Precious Metals pays for 75% of Salobo’s gold by-product, copper operations
EBITDA breakeven would increase to US$ 3,492/t
30 Considers the new allocation criteria for general and administrative expenses as described in the box “Managerial Allocation Changes” of this

Earnings Release.

50
EBITDA
Base Metals – EBITDA by operation
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
North Atlantic operation1 257 366 180
PTVI 43 45 25
VNC 28 12 (28)
Onça Puma 25 29 2
Sossego 54 67 64
Salobo 195 306 169
Others2 42 (10) 30
Total 644 815 442
1 Includes the operations in Canada and in the United Kingdom.
2 Includes the PTVI and VNC off-takes, intercompany sales eliminations, purchase of finished nickel and corporate center
allocation for Base Metals.

Details of Base Metals’ adjusted EBITDA by operation are as follows:

(i) The North Atlantic operations EBITDA was US$ 257 million, decreasing by US$ 109
million vs. 4Q17 mainly due to lower sales volumes (US$ 86 million) and higher costs
($44 million). The higher costs were mainly associated with the pro-cyclical effect of
higher nickel prices on third-party purchased feed (US$ 41 million), which was offset
by higher nickel realized prices of the finished product, and costs related to the
Coleman maintenance shutdown (US$ 26 million 1Q18 vs. US$ 10 million 4Q17).

(ii) PTVI’s EBITDA was US$ 43 million, in line with 4Q17 as higher realized nickel prices
(US$ 12 million) and lower expenses (US$ 4 million) were offset by higher costs 31 (US$
11 million) and lower sales volumes (US$ 6 million).

(iii) VNC's EBITDA was US$ 28 million, increasing by US$ 16 million when compared to
4Q17, mainly as a result of higher realized nickel and cobalt prices (US$ 34 million)
which were partially offset by higher costs32 (US$ 12 million), higher expenses (US$ 3
million) and lower sales volumes (US$ 3 million).

(iv) Onça Puma’s EBITDA was US$ 25 million, decreasing US$ 4 million vs. 4Q17, mainly
as a result of lower sales volumes (US$ 16 million) which were partially offset by higher
realized nickel prices (US$ 8 million) and lower expenses (US$ 3 million).

(v) Sossego’s EBITDA was US$ 54 million, decreasing US$ 13 million vs. 4Q17, mainly
as a result of lower realized copper prices (US$ 15 million) and lower sales volumes
(US$ 3 million) which were partially offset by lower expenses (US$ 6 million).

31 Costs not including volume effect.


32 Costs not including volume effect.

51
(vi) Salobo’s EBITDA was US$ 195 million, decreasing US$ 111 million vs. 4Q17, mainly
as a result of lower sales volumes (US$ 51 million), lower realized prices (US$ 33
million) and higher costs (US$ 27 million).

Selected financial indicators - Nickel operations


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Net Revenues 1,132 1,358 1,132
Costs¹ (705) (875) (862)
Expenses¹ (15) (3) (14)
Pre-operating and stoppage expenses¹ (8) (25) (38)
R&D expenses (9) (15) (9)
Dividends and interests on associates and JVs - - -
Adjusted EBITDA 395 440 209
Depreciation and amortization (296) (377) (323)
Adjusted EBIT 99 63 (114)
Adjusted EBIT margin (%) 9 5 (10)
1 Net of depreciation and amortization.

The margin of nickel operations (defined as net revenues minus costs divided by net revenues)
increased to 37.7% in 1Q18, vs. 35.6% in 4Q17 and 23.9% in 1Q17. This was a direct result of
Vale’s deliberate decision to reduce volumes through the optimization of production lines, which
led not only to higher margins, but also a higher realized nickel premiums.

Selected financial indicators - Copper operations


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Net Revenues 502 642 465
Costs¹ (248) (255) (230)
Expenses¹ (1) (9) -
Pre-operating and stoppage expenses¹ - - -
R&D expenses (4) (3) (2)
Dividends and interests on associates and JVs - - -
Adjusted EBITDA 249 375 233
Depreciation and amortization (54) (54) (51)
Adjusted EBIT 195 321 182
Adjusted EBIT margin (%) 39 50 39
¹ Net of depreciation and amortization.

The margin of copper operations (defined as net revenues minus costs divided by net revenues)
decreased to 50.6% in 1Q18, vs. 60.1% in 4Q17, mainly due to the unfavorable impact of lower
Salobo production volumes on unit costs and lower copper realized prices.

52
Coal
EBITDA

The results of Vale’s Coal business continued to improve in 1Q18, mainly driven by higher
realized prices. Vale’s average realized price increased US$ 15.6/t from US$ 136.6/t in 4Q17
to US$ 152.2/t in 1Q18, showing Vale’s effort to increase the share of contracts linked to market
index pricing, leveraging on metallurgical and thermal coal market prices as they reached their
highest quarterly average levels since 4Q16 and 1Q12, respectively.

As a result, adjusted EBITDA for the Coal business increased 41% in 1Q18, reaching US$ 104
million, despite lower volumes. The result was US$ 30 million higher than the US$ 74 million
recorded in 4Q1733, mainly due to higher average realized prices (US$ 42 million).

Coal prices
US$/ metric ton 1Q18 4Q17 1Q17
Metallurgical coal index price1 228.5 204.7 168.2
Vale’s metallurgical coal realized price 204.6 178.4 165.2
Thermal coal index price2 94.4 92.4 82.4
Vale’s thermal coal realized price 82.0 78.6 68.2
Vale’s average realized price 152.2 136.6 126.2
¹ Platts Premium Low Vol Hard Coking Coal FOB Australia.
2 Argus API4 FOB Richards Bay 6000 kg/kcal Nar

METALLURGICAL COAL

In 1Q18, 92% of the metallurgical coal sales were priced based on market index, including
index-lagged prices, vs. 77% in the previous quarter, while 8% were sold based on fixed prices
(spot shipments and trial cargos) vs. 19% in 4Q17, thus improving commercial conditions.

The metallurgical coal realized price increased US$ 26.2/t in the quarter while the seaborne
index price increased US$ 23.8/t in the same period. The better price realization was mainly
due to a higher concentration in sales linked to current and lagged index prices in 1Q18, which
was partially offset by higher provisional prices for previous and current quarters.

33 Considers the new allocation criteria for general and administrative expenses as described in the box “Managerial Allocation Changes” of
this Earnings Release.

53
Price realization – Metallurgical coal

US$/t 1Q18

THERMAL COAL

In 1Q18, 99% of thermal coal sales were priced based on index prices vs. 86% in the previous
quarter, with the remaining 1% based on fixed prices vs. 14% in 4Q17, once again improving
commercial conditions.

The realized price of thermal coal was US$ 82.0/t in 1Q18, US$ 3.4/t higher than in 4Q17. Price
realization for thermal coal was mainly impacted by the quality adjustment against the reference
index, given our lower calorific values and higher ash levels, which negatively affected prices
by US$ 13.5/t.

54
Price realization – Thermal coal

US$/t, 1Q18

COSTS AND EXPENSES

Coal pro-forma cash cost is composed of: (i) the mine and handling facilities operational costs,
(ii) the logistics tariff paid by Vale to Nacala Logistics Corridor (NLC), which is set annually to
cover mainly operational and financial costs of NLC, and (iii) the interest received by Vale on
the outstanding shareholder loans to NLC.

Cash cost through Nacala


US$ / metric ton 1Q18 4Q17 1Q17
Mine and logistics operational cost (A) 101.5 92.6 84.2
NLC net tariff (B) 27.0 52.0 -
Cost at Nacala Port (C = A+B) 128.5 144.6 84.2
NLC’s debt service to Vale (D) 24.0 40.2 -
Pro-forma cash cost (E = C – D) 104.5 104.4 84.2

Pro-forma cash cost through Nacala was US$ 104.5/t in 1Q18, in line with 4Q17.

Cost at port decreased US$ 16.1/t, from US$ 144.6 /t in 4Q17 to US$ 128.0/t in 1Q18, despite
US$ 8.9/t higher operational costs of mine, plants and logistics due to lower dilution of fixed
costs, as production was affected by severe weather conditions in 1Q18 and labor actions in
4Q17. The lower cost at port results from the lower NLC tariff set for 2018, considering the
higher forecast production volume and the lower interest charge, as the Project Finance
substitutes the previous shareholder loan.

55
NLC’s debt service to Vale was US$ 24.0/t in 1Q18 vs. US$ 40.2/t in 4Q17, due to the
retroactive charges to adjust the tariff in accordance with the Project Finance applied in 4Q17.
Going forward a lower debt service for Vale is expected as US$ 2.6 billion of shareholder loans
were repaid after the disbursement of the Project Finance in March 2018 and as the tariff
component associated with debt service will therefore mostly fund the repayment of the Project
Finance. The result will be an increase of pro-forma costs.

Net operating revenue by product


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Metallurgical coal 293 306 254
Thermal coal 87 96 70
Total 380 402 324
Average prices
US$/ metric ton 1Q18 4Q17 1Q17
Metallurgical coal 204.6 178.4 165.2
Thermal coal 82.0 78.6 68.2
Volume sold
‘000 metric tons 1Q18 4Q17 1Q17
Metallurgical coal 1,432 1,715 1,537
Thermal coal 1,065 1,228 1,031
Total 2,497 2,943 2,568

Selected financial indicators - Coal


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Net Revenues 380 402 324
Costs¹ (335) (433) (248)
Expenses¹ 2 (4) (4)
Pre-operating and stoppage expenses¹ - - -
R&D expenses (3) (3) (3)
Dividends and interests on associates and JVs 60 112 -
Adjusted EBITDA 104 74 69
Depreciation and amortization (65) (61) (104)
Adjusted EBIT 39 13 (35)
Adjusted EBIT margin (%) 10.3 3.2 (10.8)

¹ Net of depreciation and amortization

56
Financial indicators of non-consolidated
companies
For selected financial indicators of the main non-consolidated companies, see Vale’s quarterly
financial statements on www.vale.com / investors / information to the market / financial
statements.

Conference call and webcast


Vale will host two conference calls and webcasts on Thursday, April 26th, to discuss its 1Q18
performance. The first, in Portuguese (non-translated), will begin at 10:00 a.m. Rio de Janeiro
time. The second, in English, at 12:00 p.m. Rio de Janeiro time (11:00 a.m. US Eastern
Standard Time, 4:00 p.m. British Standard Time).

Dial in to conference calls/webcasts:

In Portuguese:
Participants from Brazil: (55 11) 3193-1001 or (55 11) 2820-4001
Participants from the US: (1 800) 492-3904
Participants from other countries: (1 646) 828-8246
Access code: VALE

In English:
Participants from Brazil: (55 11) 3193-1001 or (55 11) 2820-4001
Participants from the U.S.: (1 866) 262-4553
Participants from other countries: (1 412) 317-6029
Access code: VALE
Instructions for participation will be available on the website: www.vale.com/investors. A
podcast will be available on Vale’s Investor Relations website.

This press release may include statements that present Vale’s expectations about future events or results. All statements, when based upon
expectations about the future, involve various risks and uncertainties. Vale cannot guarantee that such statements will prove correct. These
risks and uncertainties include factors related to the following: (a) the countries where we operate, especially Brazil and Canada; (b) the global
economy; (c) the capital markets; (d) the mining and metals prices and their dependence on global industrial production, which is cyclical by
nature; and (e) global competition in the markets in which Vale operates. To obtain further information on factors that may lead to results
different from those forecast by Vale, please consult the reports Vale files with the U.S. Securities and Exchange Commission (SEC), the
Brazilian Comissão de Valores Mobiliários (CVM) and the French Autorité des Marchés Financiers (AMF), and in particular the factors discussed
under “Forward-Looking Statements” and “Risk Factors” in Vale’s annual report on Form 20-F.

57
ANNEX 1 – SIMPLIFIED FINANCIAL
STATEMENTS
Income statement
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Net operating revenue 8,603 9,167 8,515
Cost of goods sold (5,224) (5,791) (4,734)
Gross profit 3,379 3,376 3,781
Gross margin (%) 39.3 36.8 44.4
Selling, general and administrative expenses (124) (146) (124)
Research and development expenses (69) (104) (65)
Pre-operating and stoppage expenses (78) (125) (115)
Other operational expenses (125) (104) (77)
Impairment and others results in non-current assets (18) (417) 512
Operating profit 2,965 2,480 3,912
Financial revenues 118 149 64
Financial expenses (647) (562) (1,115)
Gains (losses) on derivatives, net 90 (29) 209
Monetary and exchange variation (185) (845) 229
Equity results in associates and joint ventures 85 (66) 73
Impairment and others results in associates and joint
(14) (59) (61)
ventures
Income (loss) before taxes 2,412 1,068 3,311
Current tax (93) 243 (501)
Deferred tax (628) (85) (222)
Net Earnings (loss) from continuing operations 1,691 1,226 2,588
Loss attributable to noncontrolling interest (19) 32 (15)
Gain (loss) from discontinued operations (82) (487) (83)
Net earnings (attributable to the Company's
1,590 771 2,490
stockholders)
Earnings (loss) per share (attributable to the Company's
0.31 0.15 0.48
stockholders - US$)
Diluted earnings (loss) per share (attributable to the
0.31 0.15 0.48
Company's stockholders - US$)

Equity income (loss) by business segment


US$ million 1Q18 % 4Q17 % 1Q17 %
Ferrous Minerals 77 91 77 (117) 57 78
Coal 4 5 - - 10 14
Base Metals 1 1 - - 1 1
Logistics - - - - - -
Steel (21) (25) (115) 174 (1) (1)
Others 24 28 (28) 42 6 8
Total 85 100 (66) 100 73 100

58
Balance sheet
US$ million 3/31/2018 12/31/2017 3/31/2017
Assets
Current assets 15,239 18,954 22,421
Cash and cash equivalents 5,368 4,328 6,716
Accounts receivable 2,689 2,600 3,237
Other financial assets 376 2,022 2,114
Inventories 3,967 3,926 3,641
Prepaid income taxes 722 781 73
Recoverable taxes 1,055 1,172 1,553
Others 602 538 568
Non-current assets held for sale and discontinued
460 3,587 4,519
operation
Non-current assets 12,682 13,291 13,125
Judicial deposits 1,993 1,986 990
Other financial assets 3,047 3,232 3,379
Recoverable income taxes 587 530 538
Recoverable taxes 667 638 767
Deferred income taxes 6,106 6,638 7,127
Others 282 267 324
Fixed assets 66,463 66,939 67,462
Total assets 94,384 99,184 103,008
Liabilities
Current liabilities 9,990 13,114 11,825
Suppliers and contractors 3,598 4,041 3,647
Loans and borrowing 1,966 1,703 2,407
Other financial liabilities 1,008 986 1,248
Taxes payable 703 697 687
Provision for income taxes 227 355 120
Provisions 868 1,394 651
Dividends and interest on capital - 1,441 821
Liabilities related to associates and joint ventures 369 326 284
Others 1,038 992 921
Liabilities directly associated with non-current assets held
213 1,179 1,039
for sale and discontinued operations
Non-current liabilities 38,587 41,298 47,612
Loans and borrowing 18,310 20,786 27,163
Other financial liabilities 2,901 2,894 3,194
Taxes payable 4,796 4,890 5,098
Deferred income taxes 1,704 1,719 1,677
Provisions 6,984 7,027 5,938
Liabilities related to associates and joint ventures 633 670 787
Gold stream transaction 1,793 1,849 2,032
Others 1,466 1,463 1,723
Total liabilities 48,577 54,412 59,437
Stockholders' equity 45,807 44,772 43,571
Total liabilities and stockholders' equity 94,384 99,184 103,008

59
Cash flow
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Cash flows from operating activities:
Net income (loss) before taxes on income 2,412 1,068 3,311
Adjustments to reconcile
Depreciation, depletion and amortization 873 976 908
Equity Income (85) 66 (73)
Other items from non-current assets 14 417 (512)
Impairment on assets and investments 18 59 61
Items of the financial result 624 1,287 613
Variation of assets and liabilities
Accounts receivable 17 173 498
Inventories 56 157 (221)
Suppliers and contractors (340) (131) 82
Payroll and related charges (541) 210 (242)
Tax assets and liabilities, net 189 (246) 7
Others (294) 262 (376)
Net cash provided by operations 2,943 4,298 4,056
Interest on loans and financing (381) (352) (515)
Derivatives received (paid), net (25) (17) (107)
Remuneration paid to debentures - (65) -
Income taxes (240) (74) (368)
Income taxes - settlement program (125) (123) (121)
Net cash provided by operating activities 2,172 3,667 2,945
Cash flows from investing activities:
Additions to investments (17) (19) (9)
Acquisition of subsidiary - - -
Additions to property, plant and equipment (890) (978) (1,129)
Proceeds from disposal of assets and investments 1,101 201 537
Dividends and interest on capital received from joint ventures
10 124 -
and associates
Proceeds from goldstream transaction - - -
Loans and advances receivable 2,640 (103) (144)
Others (1) (65) (55)
Net cash used in investing activities 2,843 (840) (800)
Cash flows from financing activities:
Loans and financing - - -
Additions - 175 1,150
Repayments (2,277) (3,210) (1,118)
Payments to shareholders:
Dividends and interest on capital (1,437) (2) -
Dividends and interest on capital attributed to noncontrolling
(91) (2) (3)
interest
Other transactions with noncontrolling interest (17) 0 255
Net cash provided by (used in) financing activities (3,822) (3,039) 284
Increase (decrease) in cash and cash equivalents from
(44) (80) (5)
discontinuing operations
Increase (decrease) in cash and cash equivalents 1,149 (292) 2,424
Cash and cash equivalents in the beginning of the period 4,328 4,719 4,262
Effect of exchange rate changes on cash and cash equivalents (6) (99) 44
Cash of subsidiaries disposed (103) - (14)
Cash and cash equivalents, end of period 5,368 4,328 6,716

Non-cash transactions:

Additions to property, plant and equipment - interest


60 73 103
capitalization

60
ANNEX 2 – VOLUMES SOLD, PRICES AND
MARGINS

Volume sold - Minerals and metals


‘000 metric tons 1Q18 4Q17 1Q17
Iron ore fines 70,811 79,603 63,682
ROM 410 355 1,636
Pellets 13,125 13,579 12,582
Manganese ore 338 740 196
Ferroalloys 34 34 30
Thermal coal 1,065 1,228 1,031
Metallurgical coal 1,432 1,715 1,537
Nickel 58 80 72
Copper 88 111 100
Gold as by-product ('000 oz) 112 108 108
Silver as by-product ('000 oz) 494 602 545
PGMs ('000 oz) 73 68 104
Cobalt (metric ton) 1,276 1,368 892

Average prices
US$/ton 1Q18 4Q17 1Q17
Iron ore fines CFR reference price (dmt) 76.30 72.60 86.70
Iron ore fines CFR/FOB realized price 66.41 63.10 75.78
ROM 21.95 22.55 9.17
Pellets CFR/FOB (wmt) 120.78 104.71 115.96
Manganese ore 246.93 119.34 219.39
Ferroalloys 1,212.78 1,361.31 1,433.33
Thermal coal 82.00 78.57 68.16
Metallurgical coal 204.60 178.38 165.17
Nickel 13,637 11,781 10,547
Copper 5,827 6,735 5,661
Platinum (US$/oz) 1,041 880 917
Gold (US$/oz) 1,324 1,450 1,202
Silver (US$/oz) 15.47 15.48 13.50
Cobalt (US$/t) 70,588 57,680 45,415

Operating margin by segment (EBIT adjusted margin)


% 1Q18 4Q17 1Q17
Ferrous Minerals 45.6 44.4 56.2
Coal 10.3 3.2 (10.8)
Base Metals 18.0 19.2 4.3
Total¹ 36.0 34.2 39.9
¹ excluding non-recurring effects

61
ANNEX 3 – RECONCILIATION OF IFRS AND
“NON-GAAP” INFORMATION
(a) Adjusted EBIT¹
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Net operating revenues 8,603 9,167 8,515
COGS (5,224) (5,791) (4,734)
SG&A (124) (146) (124)
Research and development (69) (104) (65)
Pre-operating and stoppage expenses (78) (125) (115)
Other operational expenses (80) (104) (77)
Dividends and interests on associates and JVs 70 236 -
Adjusted EBIT 3,098 3,133 3,400
¹ Excluding non-recurring effects.
(b) Adjusted EBITDA
EBITDA defines profit or loss before interest, tax, depreciation and amortization. Vale uses the term adjusted EBITDA
to reflect exclusion of gains and/or losses on sale of assets, non-recurring expenses and the inclusion of dividends
received from non-consolidated affiliates. However Vale’s adjusted EBITDA is not the measure defined as EBITDA
under IFRS, and may possibly not be comparable with indicators with the same name reported by other companies.
Adjusted EBITDA should not be considered as a substitute for operational profit or as a better measure of liquidity
than operational cash flow, which are calculated in accordance with IFRS. Vale provides its adjusted EBITDA to give
additional information about its capacity to pay debt, carry out investments and cover working capital needs. The
following table shows the reconciliation between adjusted EBITDA and operational cash flow, in accordance with its
statement of changes in financial position:

Reconciliation between adjusted EBITDA and operational cash flow


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Adjusted EBITDA 3,971 4,109 4,308
Working capital: - - -
Accounts receivable 17 173 498
Inventories 56 157 (221)
Suppliers (340) (131) 82
Payroll and related charges (541) 210 (242)
Others (105) 16 (369)
Adjustment for non-recurring items and other effects (115) (236) -
Cash provided from operations 2,943 4,298 4,056
Income taxes paid - current (240) (74) (368)
Income taxes paid - settlement program (125) (123) (121)
Interest paid for third parties (381) (352) (515)
Participative stockholders' debentures paid - (65) -
Derivatives received (paid), net (25) (17) (107)
Net cash provided by (used in) operating activities 2,172 3,667 2,945

(c) Net debt


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Total debt 20,276 22,489 29,570
Cash and cash equivalents¹ 5,375 4,346 6,793
Net debt 14,901 18,143 22,777
¹ Including financial investments

(d) Total debt / LTM Adjusted EBITDA


US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Total debt / LTM Adjusted EBITDA (x) 1.4 1.5 2.1
Total debt / LTM operational cash flow (x) 1.7 1.8 3.0

(e) LTM Adjusted EBITDA / LTM interest


payments
US$ million 1Q18 4Q17 1Q17
Adjusted LTM EBITDA / LTM gross interest (x) 9.5 9.0 7.9
LTM adjusted EBITDA / LTM interest payments (x) 9.7 9.1 8.3
LTM operational profit / LTM interest payments (x) 7.1 6.7 5.4

62
ANNEX 4 – MANAGERIAL ALLOCATION
CHANGES
Adjusted EBITDA
US$ million 1Q17 2Q17 3Q17 4Q17 2017
Before managerial allocation changes
Ferrous Minerals 3,967 2,232 3,674 3,319 13,192
Coal 61 157 46 66 330
Base Metals 410 386 561 782 2,139
Others (130) (46) (89) (58) (323)
After managerial allocation changes
Ferrous Minerals 4,048 2,315 3,763 3,427 13,553
Coal 69 166 53 74 362
Base Metals 442 412 587 815 2,256
Others (251) (164) (211) (207) (833)

Pellets - EBITDA
1Q17 2Q17 3Q17 4Q17
US$ US$ US$ US$
US$/wmt US$/wmt US$/wmt US$/wmt
million million million million
Before managerial allocation changes
Expenses (SG&A, R&D and
-16 -1.3 -16 -1.3 -29 -2.2 -30 -2.2
other)
EBITDA 791 63 640 51 679 52 657 48
After managerial allocation changes
Expenses (SG&A, R&D and
-4 -0.3 -3 -0.2 -16 -1.2 -12 -0.9
other)
EBITDA 803 63.9 653 52.4 692 52.7 675 49.7

Selected financial indicators - Ferrous Minerals


US$ million 1Q17 2Q17 3Q17 4Q17 2017
Before managerial allocation changes
Expenses¹ (16) (94) (116) (130) (356)
Adjusted EBITDA 3,967 2,232 3,674 3,319 13,192
Depreciation and amortization (417) (427) (456) (466) (1,766)
Adjusted EBIT 3,550 1,768 3,205 2,773 11,296
Adjusted EBIT margin (%) 55 35 47 41 45
After managerial allocation changes
Expenses¹ 65 (11) (27) (22) 5
Depreciation and amortization (399) (414) (442) (454) (1,709)
Adjusted EBIT 3,649 1,901 3,321 2,973 11,844
Adjusted EBIT margin (%) 56 37 49 44 47
¹ Net of depreciation and amortization

Selected financial indicators - Iron ore fines


US$ million 1Q17 2Q17 3Q17 4Q17 2017
Before managerial allocation changes
Adjusted EBITDA (US$ million) 3,094 1,502 2,888 2,567 10,051
Adjusted EBITDA (US$/t) 49 22 38 32 35
After managerial allocation changes
Adjusted EBITDA (US$ million) 3,161 1,570 2,961 2,654 10,346
Adjusted EBITDA (US$/t) 50 23 39 33 36

63
Selected financial indicators - Pellets
US$ million 1Q17 2Q17 3Q17 4Q17 2017
Before managerial allocation changes
Adjusted EBITDA (US$ million) 791 640 679 657 2,767
Adjusted EBITDA (US$/t) 63 51 52 48 53
After managerial allocation changes
Adjusted EBITDA (US$ million) 803 653 692 675 2,823
Adjusted EBITDA (US$/t) 64 52 53 50 55

Selected financial indicators - Ferrous ex Manganese and Ferroalloys


US$ million 1Q17 2Q17 3Q17 4Q17 2017
Before managerial allocation changes
Adjusted EBITDA (US$ million) 3,930 2,199 3,617 3,271 13,017
Adjusted EBITDA (US$/t) 50 27 40 35 38
After managerial allocation changes
Adjusted EBITDA (US$ million) 4,010 2,281 3,705 3,378 13,374
Adjusted EBITDA (US$/t) 51 28 41 36 39

Iron ore and pellets cash break-even landed in China¹


US$/t 1Q17 2Q17 3Q17 4Q17 2017
Before managerial allocation changes
Iron ore fines expenses³ & royalties 2.6 3.9 3.5 3.6 3.4
Iron ore fines EBITDA break-even (US$/dmt) 32.4 36.4 31.0 35.2 33.8
Iron ore fines pellet adjustment (2.1) (1.9) (1.0) (1.3) (1.5)
Iron ore fines and pellets EBITDA break-even (US$/dmt) 30.4 34.4 30.0 33.9 32.2
Iron ore fines sustaining investments 3.8 2.8 2.9 3.4 3.2
Iron ore fines and pellets cash break-even landed in China
34.2 37.2 32.9 37.3 35.5
(US$/dmt)
After managerial allocation changes
Iron ore fines expenses³ & royalties 1.5 2.9 2.5 2.5 2.4
Iron ore fines EBITDA break-even (US$/dmt) 31.3 35.3 29.9 34.0 32.6
Iron ore fines pellet adjustment (2.3) (2.2) (1.2) (1.8) (1.9)
Iron ore fines and pellets EBITDA break-even (US$/dmt) 29.1 33.1 28.7 32.2 30.8
Iron ore fines sustaining investments 4.0 3.1 3.2 4.0 3.6
Iron ore fines and pellets cash break-even landed in China
33.1 36.1 31.8 36.1 34.3
(US$/dmt)
¹ Measured by unit cost + expenses + sustaining investment adjusted for quality
³ Net of depreciation and includes dividends received

Iron Ore Fines Costs and Expenses in BRL


R$/t 1Q17 2Q17 3Q17 4Q17 2017
Before managerial allocation changes
Expenses¹ 2.7 7.3 6.6 6.2 5.8
After managerial allocation changes
Expenses¹ (0.5) 4.1 3.5 2.7 2.5

¹ Net of depreciation

64
Selected financial indicators - Copper operations
US$ million 1Q17 2Q17 3Q17 4Q17 2017
Before managerial allocation changes
Expenses¹ (3) (4) (8) (12) (27)
Adjusted EBITDA 230 250 334 371 1,185
Depreciation and amortization (52) (59) (55) (54) (220)
Adjusted EBIT 178 191 279 317 965
Adjusted EBIT margin (%) 38 38 47 49 44
After managerial allocation changes
Expenses¹ - (1) (5) (9) (15)
Adjusted EBITDA 233 253 337 374 1,197
Depreciation and amortization (51) (58) (55) (54) (218)
Adjusted EBIT 182 195 282 321 979
Adjusted EBIT margin (%) 39 39 47 50 44

Selected financial indicators - Nickel operations


US$ million 1Q17 2Q17 3Q17 4Q17 2017
Before managerial allocation changes
Expenses¹ (43) (32) (45) (33) (152)
Adjusted EBITDA 180 136 227 411 954
Depreciation and amortization (330) (338) (343) (384) (1,395)
Adjusted EBIT (150) (202) (116) 27 (441)
Adjusted EBIT margin (%) (13) (20) (10) 2 (9)
After managerial allocation changes
Expenses¹ (14) (9) (21) (3) (47)
Adjusted EBITDA 209 159 251 441 1,060
Depreciation and amortization (323) (332) (340) (377) (1,372)
Adjusted EBIT (114) (173) (89) 63 (312)
Adjusted EBIT margin (%) (10) (17) (8) 5 (7)

Selected financial indicators - Coal


US$ million 1Q17 2Q17 3Q17 4Q17 2017
Before managerial allocation changes
Expenses¹ (12) (11) (9) (12) (44)
Adjusted EBITDA 61 157 46 66 330
Depreciation and amortization (105) (77) (56) (62) (300)
Adjusted EBIT (44) 80 (10) 4 30
Adjusted EBIT margin (%) (14) 17 (3) 1 2
After managerial allocation changes
Expenses¹ (4) (2) (2) (4) (12)
Adjusted EBITDA 69 166 53 74 362
Depreciation and amortization (104) (76) (55) (61) (296)
Adjusted EBIT (35) 90 (2) 13 66
Adjusted EBIT margin (%) (11) 19 (1) 3 4
¹ Net of depreciation and amortization

65