Você está na página 1de 173

26 de Abril de 2015/17:30

COMUNIDADE DE DESENVOLVIMENTO DA
ÁFRICA AUSTRAL

PROJECTO DE

PLANO ESTRATÉGICO INDICATIVO DE


DESENVOLVIMENTO REGIONAL DE 2015-2020

Secretariado da SADC
Abril de 2015
RISDP Revisto Quarta Versão

Índice

Prefácio………………………………………………………………………………………………………………………………….. … 4
Agradecimentos……………………………………………………………………………………………………………………… 5
Acrónimos …………………………………………………………………………………………………………………………………. 6

Sumário Executivo……………………………………………………………………………………………………………………….. 7

CAPÍTULO 1: Enquadramento de Políticas e Institucional para o RISDP revisto para 2015-2020

1.1 Introdução ............................................................................................................................. 13


1.3 As principais Áreas de Cooperação e Integração Regionais do RISDP ................................ 15
1.4 Estrutura do RISDP Revisto .................................................................................................... 16
CAPÍTULO 2: Desenvolvimentos Socioeconómicos na Região da SADC, os contextos Continentais e
Mundiais ............................................................................................................................................... 17
2.1 Situação Política na SADC .................................................................................................... 17
2.2 Panorâmica dos Desenvolvimentos Económicos Recentes................................................. 17
2.3 Panorâmica do Desenvolvimento Social e Humano .............................................................. 20
2.5 A Visão de 2050 para a SADC ................................................................................................ 23

CAPÍTULO 3: Análise sectorial das realizações do RISDP 2005-2013 .................................................. 25


3.1 Questões Transversais .............................................................................................................. 25
3.1.1 Erradicação da Pobreza............................................................................................................ 25
3.1.2 Igualdade de Género e Desenvolvimento ............................................................................. 26
3.1.4 Sector Privado........................................................................................................................ 30
3.1.5 Estatística............................................................................................................................... 31
3.2 Comércio, Liberalização Económica e Desenvolvimento .................................................... 32
3.2.1 Generalidades ....................................................................................................................... 32
3.4 Agricultura e Segurança Alimentar........................................................................................ 51
CAPÍTULO 4: As Prioridades do RISDP para 2015-2020 ........................................................................ 66
4.1 Fundamento Lógico da Nova Definição de Prioridades ........................................................ 66
4.2 Cadeia de Resultados do RISDP Revisto ................................................................................ 68
4.3 Áreas de Intervenção Prioritárias .......................................................................................... 71
4.3.1 Questões Transversais........................................................................................................... 71
4.3.1.1 Redução da Pobreza ............................................................................................................. 71
4.3.1.2 Combate à Pandemia de VIH e SIDA ..................................................................................... 72
4.3.1.3 Igualdade de Género e Desenvolvimento ............................................................................. 73

2
RISDP Revisto Quarta Versão

4.3.1.4 Ciência, Tecnologia e Inovação.............................................................................................. 75


4.3.1.5 Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável .................................................................. 76
4.3.1.6 Sector Privado........................................................................................................................ 77
4.3.1.7 Estatística............................................................................................................................... 77
4.3.2 Desenvolvimento Industrial e Integração do Mercado ......................................................... 78
4.3.3 Infra-estruturas em Apoio à Integração Regional .................... Error! Bookmark not defined.
4.3.4 Cooperação nas Áreas de Paz e e Segurança .......................................................................... 82
4.3.5 Agricultura, Segurança Alimentar e Recursos Naturais .......................................................... 82
4.3.6 Desenvolvimento Social e Humano ....................................................................................... 84
4.4 Desenvolvimento da Visão de 2050 da SADC ........................................................................ 85
C A P Í T U L O 5: Mecanismos de Implementação e Coordenação ...................................................... 86
5.1 Princípios para a Implementação do RISDP .......................................................................... 86
5.2 Política e Supervisão da Implementação do RISDP ............................................................... 87
5.3 Desafios encontrados na implementação do RISDP ............................................................. 90
5.4 Estratégias de implementação das prioridades contidas no RISDP, 2015-2020 ................... 90
6.1 Generalidades........................................................................................................................ 92
6.2 Destaques das principais Realizações.................................................................................... 92
6.3 Desafios enfrentados na Implementação do RISDP .............................................................. 95
6.4 Estratégias para a Mobilzação de Recursos para financiar o RISDP Revisto ......................... 96
7.1 Generalidades........................................................................................................................ 97
7.2 Resumo do RISDP MEM ......................................................................................................... 97
7.3 Desafios na implementação do RISDP MEM durante 2005-2012 ......................................... 98
7.4 A Política da SADC relativa ao Desenvolvimento, Planificação, Monitorização e Avaliação da
Estratégia ............................................................................................................................... 99
7.5 Mecanismo de Monitorização e Avaliação para o RISDP revisto para 2015-2020................ 99
Anexo 1: Áreas de Intervenção, Metas e Realizações do RISDP

Anexo 2: Projecto de Quadro de Resultados: RISDP Revisto 2015-2020

3
RISDP Revisto Quarta Versão

Prefácio

A ser inserido

4
RISDP Revisto Quarta Versão

Agradecimentos

A ser inserido …

5
RISDP Revisto Quarta Versão

Acrónimos

A ser inserido…

6
RISDP Revisto Quarta Versão

Sumário Executivo

1. Antecedentes

O Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional (RISDP) foi desenvolvido e aprovado


pela Cimeira em 2003, para um período de 15 anos, mas foi efectivamente implementado a partir de
2005, dando assim um prazo de implementação de 2005-2020. Sendo o principal modelo para o
programa de acção da SADC, o RISDP devia complementar a reestruturação das instituições da SADC
que teve lugar em 2001 e devia providenciar uma orientação clara para as políticas e programas da
SADC a longo prazo. O RISDP fundamenta-se nos pressupostos que a governação política, económica
e empresarial é pré-requisito para o desenvolvimento socioeconómico, e que os objectivos da SADC
de erradicação da pobreza e de níveis mais profundos de integração não serão concretizados se
aqueles não estiverem estabelecidos.

Desde a sua aprovação em 2003, o RISDP tem orientado a SADC e os respectivos parceiros na
planificação da implementação da agenda de cooperação e integração. Foram efectuadas duas
avaliações do RISDP em 2011 e 2012/13. Com base nas respectivas constatações e nas
recomendações do Conselho em 2013, foi produzido um RISDP Revisto para o período remanescente
do Plano.

2. Âmbito e Finalidade do RISDP Revisto

O RISDP Revisto oferece um quadro orientador para a última fase do RISDP, isto é, 2015-2020. O
âmbito e a finalidade do RISDP permanecem inalteráveis em relação aos do documento original,
com excepção que a ênfase foi colocada no realinhamento das prioridades existentes com a
afectação dos recursos, em termos da sua importância relativa e maior impacto na integração
regional. Define os resultados específicos e os prazos nas várias áreas de cooperação e integração a
fim de facilitar a monitorização e avaliação. A finalidade do RISDP Revisto é aprofundar a integração
regional na SADC e oferecer aos Estados Membros da SADC um programa consistente e abrangente
de políticas económicas e sociais a médio prazo. Providencia também ao Secretariado e a outras
instituições da SADC um cenário claro das políticas e prioridades da SADC aprovadas no âmbito
social económico.

3. Metodologia

O RISDP Revisto foi produzido por um Grupo de Trabalho que integrou o Secretariado da SADC,
todos os Estados Membros e outros intervenientes relevantes. Em preparação para este exercício, o
Grupo de Trabalho examinou as recomendações da Avaliação Documental do Plano Estratégico
Indicativo de Desenvolvimento Regional e o Relatório de Síntese da Revisão Intercalar a médio-prazo
do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional para 2005-2012. Outros instrumentos
relevantes regionais, continentais e mundiais foram também consultados para que se tomem em
conta parâmetros relevantes, a fim de se definirem novas prioridades e os resultados
correspondentes que contribuiriam para a integração regional no período remanescente do RISDP.

4. Avaliação de Factores Contextuais Actuais

Uma avaliação da situação política e dos desenvolvimentos socioeconómicos mais importantes na


SADC desde 2003 confirma, no contexto da implementação do Plano Estratégico Indicativo do Órgão
de Cooperação nas áreas de Política, Defesa e Segurança (SIPO), que a situação política e de
segurança no seio da Região, em geral, têm sido conducente ao processo de cooperação e
integração regionais. A visão geral do desempenho macroeconómico indica que desde os princípios
de 2000, a Região testemunhou um melhoramento no PIB real e na inflação, apesar da crise

7
RISDP Revisto Quarta Versão

financeira mundial em 2009. Isto foi devido grandemente à sólida base macroeconómica
estabelecida através da gestão macroeconómica sólida pelos Estados Membros nos anos que
precederam a crise. Contudo, um passo crescente da implementação de reformas é necessário para
melhorar o clima de negócios e o ambiente de competitividade da Região. Apesar de alguns
melhoramentos constatados nos indicadores de desenvolvimento social e humano, verificam-se
desafios constantes, em particular, a baixa participação no ensino secundário e terciário, a elevada
prevalência de doenças transmissíveis e dos elevados níveis de desemprego. Estes desafios podiam
dificultar a concretização das metas de ODM na Região em 2015 nas áreas de educação, saúde e
emprego. Uma análise dos Pontos Fortes, Pontos Fracos, Oportunidades e Ameaças da SADC é
também efectuada depois de se examinar o contexto da integração continental e as perspectivas da
transformação acelerada de África em conformidade com a Agenda 2063 da União Africana bem
como a proposta para uma Visão da SADC de 2050.

5. Destaques da implementação sectorial do RISDP para 2005-2013

Uma ideia geral da implementação do RISDP no período de 2005-2012/13 para todas as áreas de
intervenção, especialmente as realizações alcançadas e os desafios encontrados, revela que a
implementação do RISDP tem progredido bem, apesar dos muitos desafios enfrentados, e que a
função da SADC como facilitadora de desenvolvimento na Região tem tido resultados positivos a
muitos níveis e numa larga gama de áreas relacionadas com a cooperação e a integração regionais.
Além de providenciar orientação para a formulação de prioridades revistas para 2015-2020, esta
visão geral concluiu que um estudo específico teria de ser efectuado para confirmar o nível de
impacto, e os benefícios acumulados, como resultado das intervenções com base no RISDP.

6. Elementos Principais das Prioridades, das Áreas de Intervenção e Estratégias Revistas

As prioridades da SADC no domínio da cooperação e integração regionais, racionalizadas pelo


Conselho em Lusaka, Zâmbia, em 2007, são: Liberalização do Comércio/Económica e
Desenvolvimento; Infra-estruturas em apoio da integração regional; Cooperação em Paz e Segurança
e Programas Especiais de dimensão regional. Tendo em conta as lições tiradas da implementação do
RISDP e os desenvolvimentos que ocorreram, estas prioridades mantêm-se relevantes e foram
reorganizadas no projecto de RISDP Revisto de 2015-2020, do modo seguinte: Prioridade A –
Desenvolvimento Industrial e Integração do Mercado; Prioridade B – Infra-estruturas em apoio da
integração regional; Prioridade C – Cooperação nas áreas de Paz e Segurança; e Prioridade D –
Programas Especiais de dimensão regional no âmbito de Educação e Desenvolvimento de Recursos
Humanos, Saúde, VIH e SIDA e outras doenças de importância na saúde pública, Emprego e
Trabalho, Segurança Alimentar e Recursos Naturais Transfronteiriços, Meio-ambiente, Estatística,
Sector Privado, Igualdade de Género, e Ciências, Tecnologia e Inovação e Investigação e
Desenvolvimento.

As inter-relações entre as quatro Prioridades são ilustradas através de uma cadeia de resultados,
reflectindo as relações causais entre os insumos, as actividades, os resultados, os resultados
tangíveis e o impacto. No Capítulo 4 os resultados específicos seleccionados e os respectivos prazos
são apresentados e mais desenvolvidos num quadro de resultados no Anexo 2. As áreas de
intervenção prioritárias, as suas metas, as áreas de foco e as estratégias são resumidas brevemente
nos parágrafos seguintes. A meta geral das áreas de intervenção permanecem mais ou menos as
mesmas como descrito no RISDP original. As alterações pertinentes aplicam-se às suas áreas de
intervenção e estratégias principais.

A meta geral de Redução da Pobreza, como uma questão transversal primária, é contribuir para o
objectivo supremo da erradicação da pobreza. Espera-se que as áreas de intervenção para a redução
da pobreza, tais como, a análise das tendências do desenvolvimento e o seu impacto na pobreza e as

8
RISDP Revisto Quarta Versão

estratégias, tais como, a harmonização dos indicadores da pobreza serão também incluídas em
todas as áreas de intervenção prioritárias.

Relativamente à área de intervenção de combate ao VIH e SIDA, a meta geral continua a ser
diminuir o número de indivíduos infectados com VIH e SIDA e de famílias afectadas pela epidemia na
região da SADC, de modo a que VIH e SIDA deixe de ser uma ameaça à saúde pública e ao
desenvolvimento socioeconómico dos Estados Membros. As áreas de intervenção, de acordo com a
Declaração de Maseru sobre VIH e SIDA, são: a prevenção da infecção por VIH, o tratamento das
infecções por VIH, a inclusão da problemática de VIH, o financiamento sustentável no combate à
epidemia e a monitorização e avaliação. Umas das principais estratégias é o reforço de capacidades
para a programação, planificação e gestão efectiva das respostas integradas ao VIH e SIDA.

A meta geral da área de intervenção de Igualdade de Género e Desenvolvimento é facilitar a


concretização do empoderamento da Mulher e a igualdade de género, e a promoção do
desenvolvimento sensível ao género e centrado no ser humano e o alívio da pobreza para a inclusão
e justiça social. As principais áreas de intervenção incluem o desenvolvimento de políticas e a
harmonização dos enquadramentos nacionais e regionais, o empoderamento económico da mulher,
e o combate à violência com base em género. As estratégias incluem a transposição contínua para o
direito nacional e a implementação de políticas-quadro regionais e internacionais, tais como o
Protocolo da SADC sobre Género e Desenvolvimento e a Política de Género da SADC, e o
desenvolvimento de um programa regional multidimensional sobre o empoderamento económico
da Mulher.

A área de intervenção de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) tem como meta a criação de um
ambiente conducente a utilizar a CTI como uma ferramenta para superar os desafios
socioeconómicos no rumo para o desenvolvimento sustentável na Região. As áreas de intervenção
incluem a promoção de investimento através de Parcerias Público-Privadas (PPP) em Infra-estruturas
de CTI e de Investigação e Desenvolvimento, e a promoção da Mulher e participação da Juventude
em ciência, engenharia e tecnologia e o desenvolvimento e reforço das capacidades de CTI regionais.
As estratégias para a concretização destas e de outras áreas de intervenção são o estabelecimento
de programas colaborativos regionais de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (R&DI) nas áreas
prioritárias, e o estabelecimento e reforço de centros de excelência regionais e de redes nas áreas
prioritárias de CTI.

A área de intervenção de Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável tem como objectivo


geral assegurar o aproveitamento equitativo e sustentável dos recursos ambientais, para benefício
das gerações presentes e futuras. Este objectivo será concretizado através de implementação do
Protocolo sobre Ambiente para o Desenvolvimento Sustentável. As principais áreas de intervenção
incluem, entre outras coisas: a transposição de quadros jurídicos e regulamentares e Acordos
Multilaterais Ambientais (AMA); a integração do ambiente; a realização de avaliações ambientais; e
a promoção de parcerias. Estas acções serão concretizadas através de desenvolvimento,
coordenação e implementação de estratégias, políticas e programas nas áreas prioritárias, tais como
alterações climáticas, economia azul, economia verde, gestão de resíduos, gestão de biodiversidade
e ecossistemas, controlo de diversificação e gestão sustentável de terras.

O RISDP Revisto considera o como um meio de garantir o uso equitativo e sustentável do ambiente e
dos recursos naturais para o benefício das gerações presentes e futuras. Como uma área de
intervenção transversal, o Meio-Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável também apoiarão as
estratégias globais sobre a Economia Verde e Azul.

Relativamente à área de intervenção que trata do Sector Privado, o objectivo geral é melhorar o
ambiente de “fazer negócios” na Região e garantir os mecanismos políticos e institucionais efectivos
para o Diálogo Público-Privado. O foco será nos quadros de orientação política e institucional para o

9
RISDP Revisto Quarta Versão

envolvimento do sector privado e competitividade e os Levantamentos das Condições para a


Actividade Empresarial. As estratégias relevantes incluem o desenvolvimento de uma Política-
Quadro da SADC para o Diálogo Público-Privado (PPD) e de um mecanismo institucional para o
envolvimento do sector privado.

A meta geral na área de intervenção de Estatística é facilitar a compilação e a divulgação de dados


estatísticos desagregados de qualidade e de dimensão regional. Isto deve ser alcançado através de
programas de reforço de capacidades e de formação, da harmonização de estatísticas e do uso de
tecnologia moderna e o avanço através da implementação da Estratégia Regional para o
Desenvolvimento de Estatísticas. As principais estratégias incluirão o estabelecimento de
mecanismos e ferramentas efectivos para a recolha de dados e a compilação de estatísticas
regionais e o desenvolvimento e implementação de um Protocolo sobre Estatística para
coordenação das estatísticas regionais.

A meta geral da área de intervenção em Desenvolvimento Industrial e Integração do Mercado é


facilitar o desenvolvimento industrial competitivo e diversificado, a liberalização e integração do
comércio e financeira, a estabilidade e a convergência macroeconómicas, e o investimento
crescente para uma integração regional mais profunda e a erradicação da pobreza. A fim de alcançar
este objectivo, o foco será no reforço do desenvolvimento industrial, nas cadeias de valor regionais
(cooperação industrial) e de agregação de valor, na consolidação da Zona de Comércio Livre da SADC
(ZCL), no reforço da ZCL Tripartida (ZCLT), e melhorando a integração e cooperação no âmbito do
Mercado financeiro e os investimentos regionais. As estratégias principais incluem o
desenvolvimento e a implementação de cadeias de valor e a promoção de agregação de valor em
sectores prioritários específicos incluindo o desenvolvimento e a implementação da Política Agrícola
Regional (RAP), e implementação da Matriz do Plano de Acção da SADC sobre a Consolidação da ZCL
da SADC e a conclusão e implementação da ZCLT.

As Infra-estruturas em Apoio à Integração Regional têm como objectivo geral a concretização de


redes e serviços de Infra-estruturas eficientes, contínuas, integradas e com eficácia de custos que
permitirão o desenvolvimento económico, a integração regional e o alívio da pobreza. As principais
áreas de intervenção incluem o desenvolvimento, construção, manutenção e reabilitação de redes
de Infra-estruturas regionais através da implementação do Plano de Acção a Curto Prazo do Plano
Director de Desenvolvimento de Infra-estruturas Regionais (RISDMP), e o estabelecimento de
instituições e enquadramentos regionais em áreas tais como as bacias hidrográficas, os corredores
de transportes, as associações energéticas, as áreas de turismo transfronteiriço, meteorologia, e
organização regional de fiscalização regulamentar; e a preparação de projectos para garantir a
disponibilidade de projectos bancáveis. As estratégias incluem a implementação do Plano de Acção a
Curto Prazo do RIDMP para 2012-2017 e a promoção e o reforço de PPP para o desenvolvimento,
financiamento e operações de infraestruturas.

O futuro acordo prevê que o RISDP e o SIPO culminarão numa única estratégia que providenciará
uma abordagem holística para questões de desenvolvimento económico sustentável e paz e
segurança na região da SADC. Em vista disto, os objectivos específicos, bem como os resultados
específicos para a Cooperação nas áreas de Paz e Segurança não estão incluídos no presente
documento visto que já apareceram no SIPO Revisto (2010).

A meta geral na área de intervenção de Agricultura, Segurança Alimentar e Recursos Naturais é


desenvolver, promover, coordenar e facilitar a harmonização de políticas e programas que visam
aumentar a produção e a produtividade agrícola e de recursos naturais, de modo a garantir a
segurança alimentar e o desenvolvimento económico sustentável na Região. As áreas de intervenção
incluem a produção, produtividade e competitividade dos produtos agrícolas (culturas, pecuária,

10
RISDP Revisto Quarta Versão

pesca, actividades florestais e fauna bravia) numa base sustentável, a segurança alimentar e
nutricional, a gestão sustentável de recursos naturais, e a conservação e utilização dos recursos
fitogenéticos e genéticos animais. As estratégias principais incluem o desenvolvimento e a
implementação do Investimento na RAP, a transposição para o direito nacional dos Protocolos sobre
Actividades Florestais, Pesca e Fauna Bravia e Aplicação da Lei, e o reforço das capacidades regionais
e nacionais em conservação e utilização dos recursos fitogenéticos.

Relativamente à área de intervenção de Desenvolvimento Social e Humano, a meta geral é reforçar


as capacidades humanas, a sua utilização e a redução da vulnerabilidade, a erradicação da pobreza
humana e alcançar o bem-estar os cidadãos da SADC. Isto deve ser alcançado através do
estabelecimento de Centros de Especialização e Centros de Excelência, do desenvolvimento e
implementação do Quadro Regional de Qualificações, da implementação do Protocolo sobre
Emprego e Trabalho, prevenção e combate a doenças de importância em saúde pública,
coordenação da aquisição conjunta e da produção regional de medicamentos essenciais, e do
desenvolvimento e implementação de estratégias regionais de empoderamento da juventude.

7. Quadro Institucional para a implementação

O quadro institucional que foi estabelecido para a implementação efectiva do RISDP é confirmado.
Ao nível político, o Conselho de Ministros, através do agora defunto Comité Integrado de Ministros
(substituído pelos Comités Ministeriais Sectoriais e de Clusters) devia providenciar a orientação
política e a supervisão da implementação. Ao nível operacional, a gestão e coordenação do RISDP
devia ficar sob a responsabilidade do Secretariado. A implementação de programas relevantes devia
envolver algumas das estruturas seguintes: os Estados Membros participantes, as Comissões
Nacionais da SADC, o Secretariado, os Comités Técnicos e os Subcomités e Comités Directivos de
Programas. Os desafios mais importantes que foram encontrados na implementação do RISDP com
base nos acordos iniciais estão postos em destaque. São também propostas as estratégias para o
melhoramento da implementação do IRSDP Revisto, segundo as quais o fulcro será o reforço
institucional através da coordenação, da clarificação de funções, capacitação e gestão melhorada de
recursos.

8. Financiamento do RISDP Revisto

São apresentadas as fontes estratégicas de financiamento que foram criadas para a implementação
do RISDP, nomeadamente as contribuições estatutárias dos Estados Membros, a Ajuda Oficial ao
Desenvolvimento (ODA), a atracção de mais investimento directo, local e estrangeiro, e as Parcerias
Público-Privadas (PPP). A fim de se fazer uso das iniciativas existentes e de se estabelecerem
abordagens inovadoras para a mobilização de recursos, são propostas várias estratégias. Estas são;
operacionalização de Mecanismos Combinados, institucionalização de mecanismos de
autofinanciamento, promoção de Parceiros de Desenvolvimento não-tradicionais, tais como BRICS
no contexto da Cooperação Sul-Sul, promoção do uso de PPP no desenvolvimento e financiamento
de infraestruturas, e as políticas e os instrumentos de institucionalização e operacionalização que
minimizam o problema de alto nível de fugas de capital, incluindo fluxos financeiros ilícitos para fora
da Região.

9. Monitorização e Avaliação

O Sistema de monitorização e avaliação do RISDP Revisto foi desenhado de acordo com a Política da
SADC sobre o Desenvolvimento, Planificação, Monitorização e Avaliação que foi aprovada pelo
Conselho em Março de 2012. Aos níveis político e de orientação política, a Cimeira, o Conselho de
Ministros e os Ministros Sectoriais de Clusters exercerão a supervisão continua usando relatórios dos
progressos alcançados do Secretariado. Ao nível técnico, o Secretariado coordenará e monitorizará a

11
RISDP Revisto Quarta Versão

implementação através de um Sistema integrado de monitorização; e as Comissões Nacionais da


SADC coordenarão e monitorizarão a implementação ao nível nacional com informação de retorno
contínua. Os relatórios de balanço das actividades, preparados pelo Secretariado, serão
compartilhados com os intervenientes e os parceiros de implementação de modo a promover a
transparência e a prestação de contas. Prevê-se que a Cimeira, o Conselho, o Secretariado, as
Comissões Nacionais da SADC e os principais intervenientes se envolvam em avaliações periódicas.
Até 2019 será efectuada uma avaliação documental interna para informar a condução da avaliação
independente final e aprofundada do RISDP em 2020.

12
RISDP Revisto Quarta Versão

CAPÍTULO 1: Política-Quadro para o RISDP revisto para 2015-2020

1.1 Introdução

O RISDP foi desenvolvido e aprovado pela Cimeira da SADC em Arusha, República Unida da Tanzânia,
em 2003, como o modelo principal para a implementação do Programa de Acção da SADC após a
revisão das actividades e das instituições da SADC que teve lugar em 2001. Com base nas prioridades
estratégicas da SADC e da sua Agenda Comum, o RISDP alinha os objectivos e as prioridades
estratégicos com as políticas e as estratégias a serem implementadas para a concretização desses
objectivos num período de quinze anos. É desenhado para providenciar a orientação estratégica
relativa (à implementação dos) aos programas, projectos e actividades da SADC.1

O RISDP é indicativo e oferece um esboço das condições necessárias que têm de ser implantadas
para a concretização dos objectivos gerais de integração e desenvolvimento regionais da SADC.
Estabelece as metas, estratégias e um sistema de monitorização do progresso e das realizações
alcançados.

Desde a sua aprovação em 2003, o RISDP tem orientado os Estados Membros, o Secretariado, os
principais intervenientes regionais e os parceiros internacionais de cooperação no desenvolvimento
na planificação da implementação da agenda de cooperação e integração.

O Secretariado da SADC efectuou uma Avaliação Documental do Plano Estratégico Indicativo de


Desenvolvimento Regional que cobre o período de 2005-2010. Foi ainda realizada uma Revisão
Intercalar Independente do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional que cobre o
período de 2005-2012. As duas avaliações oferecem a base para uma análise circunstancial para a
revisão do RISDP.

A Revisão Intercalar do RISDP constatou que embora algumas metas importantes tenham sido
concretizadas com sucesso nos primeiros 10 anos da implementação do RISDP, noutras áreas
encontraram-se desafios e dificuldades e, como resultado, algumas das metas originais não foram
concretizadas dentro dos prazos acordados.

Em seguimento dos resultados e recomendações das avaliações mencionadas acima, o Conselho de


Ministros, na sua reunião realizada em Lilongwe, Malawi, em Agosto de 2013, estabeleceu um
Grupo de Trabalho que apresentaria um RISDP Revisto. O papel do Grupo de Trabalho foi liderar,
facilitar e coordenar um processo que culminasse com a produção do RISDP Revisto Final (2015-
2020) a ser apresentado ao Conselho para orientação adicional na sua reunião de Agosto de 2014.

O RISDP Revisto-2015-2020 tem como finalidade providenciar novas metas e prazos e, sempre que
necessário, introduzir novas estratégias em vista dos novos desenvolvimentos na Região, e nas
esferas continental e mundial.

O RISDP Revisto para 2015-2020 tem como base a orientação estratégica consagrada no RISDP que
sublinha a necessidade de aprofundamento da integração regional através da prossecução e
concretização das principais metas, incluindo a Zona de Comércio Livre, a União Aduaneira, o
Mercado Comum, a União Monetária, Moeda Única e União Económica. A concretização destas
metas permanece relevante para a agenda de integração económica da SADC a longo prazo e pode
exigir a redefinição de prazos. Os prazos serão informados por trabalho adicional e a revisão do
progresso alcançado na consolidação da ZCL da SADC.

1
SADC, 2003, Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional, p.6.

13
RISDP Revisto Quarta Versão

1.2. Visão, Missão e Agenda Comum da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral

O RISDP tem como pressuposto a concretização da visão da SADC “de um futuro comum, um futuro
numa comunidade regional que garantirá o bem-estar económico, o melhoramento do nível de vida
e da qualidade de vida, a liberdade e a justiça social e a paz e a segurança dos povos da África
Austral. Esta visão compartilhada está ancorada nos valores e princípios comuns e nas afinidades
históricas e culturais que existem entre os povos da África Austral”.2

O RISDP é também apoiado pela missão da SADC que é “Promover o crescimento económico
sustentável e equitativo e o desenvolvimento socioeconómico através de sistemas produtivos
eficientes, da cooperação e integração mais profundas, da boa governação e da paz e segurança
duradouras, de modo a que a Região surja como um actor competitivo e efectivo nas relações
internacionais e na economia mundial ".3

Na concretização desta missão, o RISDP continua a ser orientado pelos princípios seguintes que são
preconizados no Artigo 4º do Tratado da SADC:

a) Igualdade soberana de todos os Estados Membros;


b) Solidariedade, Paz e Segurança;
c) Direitos Humanos, Democracia e o Estado de Direito;
d) Resolução Pacífica de litígios.

O Artigo 5º do Tratado da SADC define os objectivos da SADC como sendo:

i) Promover o desenvolvimento sustentável e equitativo, o crescimento económico e o


desenvolvimento socioeconómico, melhorar o padrão e a qualidade de vida dos povos da
África Austral e apoiar os mais desfavorecidos socialmente através da integração regional;
ii) Promover os valores políticos, sistemas e outros valores compartilhados através de
instituições democráticas, legítimas e eficazes;
iii) Consolidar, defender e manter a democracia, a paz, segurança e estabilidade
iv) Promover o desenvolvimento autossustentável com base na autossuficiência colectiva e na
interdependência dos Estados Membros;
v) Alcançar a complementaridade entre as estratégias e os programas nacionais e regionais;
vi) Promover e maximizar o emprego produtivo e a utilização sustentável dos recursos da
Região;
vii) Alcançar a utilização sustentável dos recursos naturais e a protecção efectiva do ambiente;
viii) Reforçar e consolidar as afinidades históricas, sociais e culturais de longa dada e os elos de
ligação entre os povos da Região;
ix) Combater o VIH e SIDA e outras doenças fatais ou transmissíveis;
x) Garantir que a erradicação da pobreza seja abordada em todas as actividades e programas
da SADC;
xi) Integrar a perspetiva de género no processo de construção da comunidade.

O RISDP oferece um esboço das estratégias da SADC derivadas do Tratado. Estas estratégias são:

i) Harmonizar os princípios políticos e as políticas e os planos socioeconómicos dos Estados


Membros
ii) Encorajar os povos da Região e as suas instituições a tomarem a iniciativa para
desenvolverem os elos económicos, sociais e culturais em toda a Região e a participarem
plenamente na implementação dos programas e projectos da SADC.

2
SADC, 2003, Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional
3
SADC, 2003, Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional, RISDP

14
RISDP Revisto Quarta Versão

iii) Criar instituições e mecanismos apropriados para a mobilização dos recursos necessários à
implementação de programas e operações da SADC e das suas instituições.
iv) Desenvolver políticas que visem a eliminação progressiva de obstáculos à livre circulação de
capital e mão-de-obra, bens e serviços, dos cidadãos da Região, em geral, entre os Estados
Membros;
v) Promover o desenvolvimento de recursos humanos;
vi) Promover o desenvolvimento, a transferência e as competências em tecnologia;
vii) Melhorar a gestão e o desempenho económicos através da cooperação regional
viii) Promover a coordenação e a harmonização das relações internacionais dos Estados
Membros
ix) Garantir a compreensão, cooperação e apoio internacionais e mobilizar o influxo de recursos
públicos e privados para a Região
x) Desenvolver quaisquer outras actividades que possam ser decididas pelos Estados
Membros.4

1.3 As principais Áreas de Cooperação e Integração Regionais do RISDP

O RISDP identificou as seguintes áreas prioritárias de cooperação e integração regionais:

 Liberalização do Comércio e da Economia


 Desenvolvimento de Infra-estruturas e Serviços Regionais para a Integração Regional
 Segurança Alimentar Sustentável
 Desenvolvimento Social e Humano
 Questões Transversais, incluindo Género e Desenvolvimento, VIH e SIDA, Ciências e
Tecnologia, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Sector Privado e Estatísticas.

Em 2007, em resultado da compreensão que as prioridades do RISDP estavam acima das


capacidades dos Estados Membros para financiarem os programas de cooperação e integração
regionais, com um aumento do Orçamento do Secretariado da SADC, o Conselho aprovou um
exercício para a redefinição das prioridades dos programas da SADC. A revisão resultou na adopção
de um quadro para a redistribuição de recursos a fim de se cumprir a decisão da Cimeira sobre a
revisão das actividades e instituições da SADC com o fim de melhorar a eficiência e aumentar a
eficácia. As prioridades revistas e as dotações dos recursos são indicadas abaixo:

i) Liberalização do Comércio/Económica e desenvolvimento


ii) Infra-estruturas em apoio à integração regional, conjuntamente com i) 50%
iii) Cooperação nas áreas de Paz e Segurança (como um pré-requisito para a concretização da
Agenda de Integração Regional) – 15%
iv) Programas Especiais de dimensão regional no âmbito de Educação e Desenvolvimento de
Recursos Humanos, Saúde, VIH e SIDA e outras Doenças Transmissíveis, Segurança Alimentar
e Recursos Naturais Transfronteiriços, Estatística, Género e Desenvolvimento, Ciências,
Tecnologia e Inovação e Investigação e Desenvolvimento.5 – 35%

O RISDP Revisto oferece um quadro orientador para a implementação da agenda de integração da


SADC e dos programas na última fase do RISDP, isto é, 2015-20206. É um produto de avaliação

4
SADC, 2003, Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional
5
SADC, 2007. Acta da Reunião do Conselho de Ministros da SADC realizada em Lusaka, Zâmbia, 14-15 de Agosto de 2007.
Ponto 7.3.6 .
6
O RISDP foi aprovado em 2003 por um período de 15 anos, mas foi implementado efectivamente a partir de 2005,
resultando assim num prazo de implementação de 2005-2020.

15
RISDP Revisto Quarta Versão

interactiva e colectiva e dos processos consultivos envolvendo os principais intervenientes dos


Estados Membros, incluindo a sociedade civil, o sector privado, as instituições de investigação e os
parceiros de cooperação internacionais.

1.4 Estrutura do RISDP Revisto

O Capítulo 1 apresenta o enquadramento da SADC para a integração, incluindo a sua visão e missão.
Indica as mudanças mais relevantes que ocorreram desde a adopção do RISDP. O contexto histórico
da sua formação e evolução ao longo do tempo podem ser encontrados no RISDP original.
O Capítulo 2 oferece um esboço da situação política, dos desenvolvimentos socioeconómicos mais
importantes na SADC desde 2003 e da integração e as perspectivas continentais para a
transformação acelerada de África. O capítulo conclui apresentando uma análise dos Pontos Fortes,
Pontos Fracos, Oportunidades e Ameaças da SADC.

O Capítulo 3 apresenta os pontos de destaque das principais realizações na implementação do RISDP


e os desafios encontrados, com base nas constatações dos Relatórios da Avaliação Documental e da
Revisão Intercalar Independente.

O Capítulo 4 descreve as prioridades alargadas para 2015-2020 com base nos pilares de integração e
a abordagem para a concretização de resultados específicos de acordo com estas prioridades. A
modalidade para operacionalizar a iniciativa para a Visão da SADC para 2050 está também esboçada.

O Capítulo 5 define as funções e responsabilidades de todos os intervenientes para a implementação


efectiva de prioridades identificadas para o período remanescente do RISDP.

O Capítulo 6 põe em destaque as estratégias para o financiamento sustentável do RISDP Revisto com
base nas lições retiradas dos mecanismos que foram estabelecidos para a implementação do RISDP.

O Capítulo 7 coloca a ênfase na importância da monitorização e avaliação para a concretização de


resultados específicos de acordo com a Política da SADC relativa ao Desenvolvimento, Planificação,
Monitorização e Avaliação de Estratégias.

16
RISDP Revisto Quarta Versão

CAPÍTULO 2: Desenvolvimentos Socioeconómicos na Região da SADC, os contextos Continentais e


Mundiais

2.1 Situação Política na SADC

A situação política regional, como descrita no Plano Estratégico Indicativo Revisto do Órgão de
Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança (SIPO 2010), é caracterizada pela aceitação do
pluralismo político. Os Estados Membros da SADC realizam eleições democráticas regulares e
efectuam consultas com o objectivo de reforçarem e aprofundarem a cultura democrática. A boa
cooperação política tem dado lugar à paz e criado um ambiente conducente ao desenvolvimento
socioeconómico.

Como resultado, a paz prevalecente e o aprofundamento das práticas democráticas têm contribuído
para o aparecimento e crescimento de organizações da sociedade civil (CSO). Várias CSO estão
envolvidas em diferentes iniciativas de desenvolvimento que têm um impacto directo na vida das
populações.

Como reconhecido no SIPO original (2003), este é um instrumento que permite a implementação da
agenda de desenvolvimento da SADC consagrada no Plano Estratégico Indicativo de
Desenvolvimento Regional. O objectivo central do SIPO é criar um ambiente político e de segurança
pacífico e estável através do qual a região se esforçará por concretizar os seus objectivos
socioeconómicos. O SIPO e o RISDP são distintos, contudo complementares. Assim, é imperativo que
no processo de implementação se preste atenção especial à optimização das suas sinergias e à
racionalização das questões transversais.

Desde a aprovação do RISDP em 2003 até à data, a SADC tem continuado a ser instrumental na
materialização da consolidação dos valores e das instituições democráticos, da paz e segurança na
Região. A comunidade tem também beneficiado da ausência relativa de grandes conflitos entre os
estados. Por outras palavras, a situação política e de segurança no seio região tem sido, em geral,
favorável ao processo de cooperação e integração regionais na região da SADC.

Contudo, apesar dos desenvolvimentos positivos acima, a Região ainda tem pela frente vários
desafios de natureza política, que incluem:

 Conflitos entre os estados e no seio deles;


 Consolidação da democracia e da boa governação; e
 Refugiados, trabalhadores irregulares, migrantes ilegais e pessoas deslocadas internamente.

2.2 Panorâmica dos Desenvolvimentos Económicos Recentes

O período imediatamente a seguir à aprovação do RISDP foi palco de um desempenho económico


encorajador na Região. O PIB real registou um crescimento em média de 5,9 por cento entre 2005 e
2007. A inflação abrandou para uma média de 9 por cento durante o mesmo período. Este
desempenho foi apoiado por um sólido desempenho económico mundial, incluindo elevados preços
das matérias-primas. Verificou-se uma melhor gestão macroeconómica pelos Estados Membros,
apoiados pelo cancelamento da dívida insustentável de alguns Estados Membros através da
Iniciativa dos Países Pobres Altamente Endividados (HIPC).

O início de 2008 constituiu um período difícil para as economias da SADC visto que o impacto da
crise económica mundial, com a queda dos volumes do comércio internacional, levou à redução dos

17
RISDP Revisto Quarta Versão

volumes de exportações, ao declínio dos fluxos financeiros transfronteiriços e do investimento


directo estrangeiro na Região. As economias da SADC registaram uma gama de desenvolvimentos
económicos adversos, incluindo receitas das exportações reduzidas, nomeadamente nos países
dependentes de exportações de produtos minerais (Angola, Botswana, RDC, Moçambique, Namíbia
e Zâmbia), défices da conta corrente mais alargados, abrandamento no crescimento, e posições
fiscais deterioradas e fluxos de ajuda por doadores reduzidos.

Contudo, a Região enfrentou a crise financeira mundial em 2009 devido, grandemente, à base
macroeconómica sólida estabelecida através de uma gestão macroeconómica e disciplina fiscal
sólidas pelos Estados Membros nos anos precedentes à crise. O desempenho de todos os Estados
Membros (com excepção do Malawi, Zimbabwe e RDC) foi boa, em relação às metas do saldo
orçamental e da dívida pública de 3 e 60% do PIB, respectivamente. Contudo, o PIB real para a
Região abrandou (Figura 1), mas permaneceu positivo, com uma média de 2.5% em 2009. A inflação
também continuou a ser um problema devido à pressão crescente dos aumentos dos preços dos
produtos alimentares e do petróleo. Só cinco Estados Membros alcançaram uma inflação de dígito
único enquanto a média da inflação para a Região foi de 12,4% em 2009.

Figura 1: SADC – Desenvolvimentos registados no PIB Real e na Inflação

14.0

12.0

10.0

8.0

6.0

4.0

2.0

0.0
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

GDP Inflation

Fontes: Bancos Centrais da SADC; Subcomité Macroeconómico da SADC; e Previsão da Economia Mundial do
FMI, Abril de 2014

O crescimento do PIB real para a Região foi bastante limitado, abrandando de uma média de 5%
entre 2010 e 2012 para 4,8% em 2013, devido em grande parte à lenta recuperação da economia
mundial. Contudo, as taxas de crescimento do PIB real da RDC (8,5%), Moçambique (7,1%) e
Tanzânia (7,0%) em 2013 foram superiores à meta regional da SADC em 2013. Isto foi atribuído em
grande ao melhoramento da produção nos sectores das indústrias extractivas, agrícola, transportes
e comunicações.

A maioria dos Estados Membros da SADC (com excepção de Moçambique, Namíbia, Seychelles,
África do Sul, Zâmbia e Zimbabwe) também reduziu os défices orçamentais e a dívida pública para
níveis sustentáveis e atingiu a meta regional da SADC de 3% do PIB. A média do défice orçamental
foi de 1% do PIB em 2013 em comparação com 0,7% em 2012. O nível global da dívida pública para a
Região como um rácio do PIB foi de 41,9% em 2013, em comparação com 40,8% em 2012 e esteve
aquém da meta de 60% em todos os Estados Membros com excepção das Seychelles e do

18
RISDP Revisto Quarta Versão

Zimbabwe. O crescimento da despesa refere-se ao financiamento do desenvolvimento de Infra-


estruturas nos países entre parêntesis face ao lento crescimento na cobrança de receitas.

Com base nas Previsões e Projecções disponíveis (Subcomité Macroeconómico da SADC e Previsão
Económica do FMI, Abril de 2014) o crescimento económico na Região está projectado para
aumentar em média 5.2% em 2014 e em média de 5% entre 2015 e 2018. Prevê-se que todos os
Estados Membros registem um crescimento económico positivo com a RDC e Moçambique a
registarem as taxas de crescimento mais elevadas impulsionadas pelo aumento da produção nos
sectores das minas e do gás devido a novas descobertas de minérios e petróleo. A inflação deve
posicionar-se em média em 5,6 % em 2014 e abrandar ainda mais para 4,8% em 2018 visto que a
inflação ao nível mundial está projectada em permanecer estável a 3,8% em 2014 em resultado dos
preços de produtos primários estáveis e de crescimento mundial moderado.

Contudo, as perspectivas acima só se manterão se as políticas permanecerem concentradas em


garantir uma gestão macroeconómica sólida. A mobilização fiscal deve ser considerada uma
prioridade para resolver os saldos internos e superar as necessidades sociais e de investimento. É
também crucial que se dê prioridade às despesas de capital e sociais. O crescimento sustentável e
inclusivo deve ser promovido através do investimento no capital físico e humano; no
aprofundamento dos sectores financeiros; na promoção da agricultura e encorajando a
diversificação económica. Isto melhoraria os padrões de vida e a partilha de benefícios do aumento
de prosperidade mais equitativamente entre os grupos sociais e entre os Estados Membros da SADC.
Uma análise completa do desenvolvimento inclusivo significa ir para além dos indicadores de
rendimentos para incluir as dimensões não-monetárias e os efeitos no bem-estar bem como a
avaliação do impacto das políticas nos diferentes grupos sociais.

A aceleração do passo da implementação das reformas é ainda necessária para melhorar o clima de
negócios e o ambiente de competitividade da Região. A manutenção de políticas macroeconómicas
sólidas constitui uma importante pré-condição para o crescimento e desenvolvimento inclusivos
sustentados, para a criação de emprego e para o alívio da pobreza. O RISDP Revisto reitera a
necessidade da SADC assumir de novo o compromisso para com a convergência macroeconómica
direcionada ao crescimento e desenvolvimento inclusivos, conjuntamente com um foco sustentado
em:

 Políticas estruturais e outras políticas apropriadas para superar o desemprego e a pobreza


melhorando a eficiência do mercado de trabalho;
 Reforma pró-concorrencial nos mercados de produtos;
 Políticas nas áreas de Ciências, Tecnologia e Inovação que promovam os objectivos de
melhoramento da produtividade e da competitividade e do crescimento;
 Desenvolvimento do sector privado e do empreendedorismo que cria novas ideias e
produtos;
 Mercados financeiros e de capital inclusivos que aumentem os desafios para as pequenas
empresas; e
 Políticas conducentes de educação e saúde.

Relativamente ao sector de fabrico e industrial, os melhoramentos e a modernização podem ser


promovidos desenvolvendo cadeias de valor regionais e aumentando a capacidade produtiva e a
capacidade do lado da oferta regionais, incluindo o apoio às pequenas e médias empresas para
facilitar o acesso ao financiamento e a outros factores de produção primários. A política estatal deve

19
RISDP Revisto Quarta Versão

garantir que o sistema educacional (incluindo a formação vocacional e em exercício) oferece as


competências de acordo com a procura para a força laboral de modo a apoiar a transição para
actividades e serviços industriais com uma maior produtividade. O custo de fazer negócios deve ser
competitivo e em apoio ao ambiente favorável empresarial/de negócios.

No sector de infraestruturas, uma infraestrutura bem desenhada e bem regulada e de acesso aberto,
seja de transporte, energia ou ITC apoiaria o crescimento e o desenvolvimento inclusivos. A
população pobre tiraria os maiores benefícios do acesso a Infra-estruturas públicas na forma de
transportes, água potável, saneamento, abastecimento de electricidade, educação e cuidados de
saúde. De modo idêntico o acesso a comunicações móveis e a internet de banda larga também se
tornou fundamental como um meio para a população em desvantagem ficar mais integrada na
sociedade e na economia.

2.3 Panorâmica do Desenvolvimento Social e Humano

Os estudos realizados sobre o desenvolvimento social e humano na SADC confirmam que a situação
de pobreza na Região não melhorou na última década (Instituto de Análise e Investigação Política da
Zâmbia - Zâmbia Institute for Policy Analysis and Research, 2012; e Chipika e Malaba, 2013). A
previsão demográfica reflecte um crescimento demográfico constante com uma população de 212
milhões de habitantes em 2001 tendo aumentado para 284 milhões em 2012. Cerca de três quartos
da população são crianças e jovens com idades inferiores a 35 anos. A esperança de vida à nascença
tem melhorado, com a maioria dos cidadãos a terem uma expectativa de vida de 50 anos e superior
em comparação com 2003 quando metade dos cidadãos dos Estados Membros tinha uma esperança
de vida inferior a 50 anos.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que inclui a esperança de vida à nascença, combinada
com as taxas brutas de matrículas em todos os níveis do ensino, alfabetização de adultos, e
rendimentos reais per capita, continua a variar e flutuar entre os Estados Membros, como reflectido
na Figura 2 ilustrando o IDH na SADC em 2002 e 2012. Apesar de alguns melhoramentos registados,
muitos dos Estados Membros estão na categoria de ‘Baixo Desenvolvimento Humano’ (0,304 –
0,534).

Os níveis de pobreza nacional só diminuíram marginalmente nalguns Estados Membros, enquanto


alguns outros registaram um aumento da pobreza per capita. O cenário é o mesmo quando se usam
as medidas monetárias da pobreza, com 11 dos 15 Estados Membros a registarem pelo menos 32%
da sua população com rendimentos inferiores a um dólar Americano por dia.

Os índices de alfabetização adulta variam grandemente, indo de 56,1%, o mais baixo, a 92%,o mais
elevado. A alfabetização entre a juventude na faixa etária entre 15 e 24 anos é elevada
posicionando-se em 92%. Os ingressos no ensino primário e a paridade de género têm melhorado.
Contudo, a progressão através dos graus do ensino primário e a conclusão do ensino primário ainda
são problemáticas. As taxas líquidas de matrículas no ensino secundário são inferiores (com a
maioria dos Estados Membros a oferecerem lugares em números inferiores a 50%) às do ensino
primário, o que tem como resultado elevados números de jovens sem qualificações nem acesso
escolar. Em comparação com a média global de 27%, a percentagem bruta de matrículas no ensino
terciários é muito baixa, sendo somente de 6%.

Os indicadores de mortalidade entre 2000 e 2012 reflectem um declínio geral nos índices de
mortalidade neonatal, na mortalidade infantil de crianças com menos de cinco anos e na
mortalidade materna. Embora geralmente em declínio, o índice de mortalidade materna é ainda

20
RISDP Revisto Quarta Versão

muito elevado em relação aos critérios internacionais; e esta situação ainda é reforçada pelos
elevados níveis de casamentos infantis e casos de gravidez na adolescência.

Figura 2: IDH para os Estados Membros da SADC, 2002 e 2012

Seychelles 0.806
0.853
Mauritius 0.737
0.781
Botswana 0.634
0.589
South Africa 0.629
0.666
Namibia 0.608
0.607
Swaziland 0.536
0.519
Angola 0.508
0.381
Madagascar 0.483
0.469
0.476 2012
Tanzania 0.407
Lesotho 0.461 2002
0.493
Zambia 0.448
0.389
Malawi 0.418
0.388
Zimbabwe 0.397
0.491
Mozambique 0.327
0.354
DR Congo 0.304
0.365

0 0.2 0.4 0.6 0.8 1


Human Development Index

Índice de Desenvolvimento Humano

Fontes: PNUD, 2004; Anuário de Estatística da SADC, 2012

A região permanece o epicentro da epidemia de VIH e SIDA, sendo uma região com 39% da
população global infectada com VIH. O número de novas infecções tem diminuído, devido à
implementação sustentada de intervenções de prevenção de infecções por VIH e às resultantes
mudanças comportamentais positivas. Contudo, o número total de órfãos com um ou ambos os pais
falecidos devido a causas associadas a VIH e SIDA aumentou de 204.000 em 1990 para, de acordo
com a UNICEF, 19,4 milhões em 2012. Isto representa um fardo enorme para os orçamentos
nacionais.

A mão-de-obra da SADC tem aumentado de forma constante desde 1990, mas a taxa de crescimento
tem diminuído, especialmente depois de 2009, e isto é devido, possivelmente, às crises financeiras e
económicas mundiais. A taxa de desemprego mais elevada em 2011 foi de 51% e a mais baixa foi de
1,7%.

Embora o desempenho da SADC em termos de indicadores do desenvolvimento social e humano


tenha melhorado em geral, ainda se verificam desafios constantes, em particular, a baixa
participação no ensino secundário e terciário, o fardo das doenças e os elevados níveis de
desemprego, limitam a Região na concretização das metas de ODM em 2015, nas áreas de
educação, saúde e emprego e, consequentemente, a Região perde a oportunidade de superar
optimamente as desigualdades.

21
RISDP Revisto Quarta Versão

A criação de postos de trabalho, incluindo o emprego de qualidade, constitui um passo necessário


para o Crescimento Inclusivo. O crescimento económico pode ajudar a tirar centenas de milhões de
pessoas da pobreza absoluta, mas se deixado somente às forças do mercado pode também
aumentar o fosso dos rendimentos entre os mais ricos e os que são deixados para trás sem emprego
ou com emprego inadequado. Uma transformação que promova o emprego e o crescimento através
de políticas activas manterá a procura em alta, ao mesmo tempo que aumentar a produtividade dos
sectores de baixa produtividade e pode fazer a diferença entre prosperidade e a pobreza. Existe
ainda um potencial significativo para aumentar a produtividade agrícola, incluindo meios de
mecanização e melhorando as práticas de investimento ou providenciando apoio a crédito (factores
de produção) e a segurança em termos do título da terra para os pequenos agricultores.

Um dos pré-requisitos para o crescimento económico e desenvolvimento social continuados na


Região é que o conceito de género seja inserido em todos os sectores, de acordo com a alínea (k) do
Artigo 5º do Tratado da SADC. Isto foi tomado em conta em todos os pilares de cooperação e
integração regionais do RISDP Revisto, que está alinhado à Agenda de Desenvolvimento Pós-2015.

2.4. Agenda 2063 da União Africana

Em 2013, a União Africana (UA) celebrou o 50º aniversário da sua fundação, primeiro como a
Organização da Unidade Africana (OUA) e depois transformada na UA através do Acto Constitutivo
da UA. Neste contexto, os Chefes de Estado e Governo da UA adoptaram uma Declaração Solene
que rededicou os Estados Membros ao desenvolvimento do continente. Os dirigentes Africanos
assumiram compromissos para com o progresso, concentrando-se em oito áreas de intervenção.7

i) Identidade e Renascimento Africano


ii) Continuação da Luta contra o Colonialismo e Direito à Autodeterminação dos Povos ainda
sob regime colonial
iii) A Agenda de Integração: Implementação da Zona de Comércio Livre Continental para o
estabelecimento de uma África unida e integrada
iv) Agenda para o Desenvolvimento Social e Económico
v) Agenda de Paz e Segurança
vi) Governação Democrática
vii) Definição do Destino de África
viii) O Lugar de África no Mundo

Os líderes comprometeram-se a integrar estes ideais e metas na Agenda Continental de 2063, e nos
planos de desenvolvimento regionais e nacionais. A integração continental terá como base as
Comunidades Económicas Regionais (CER) que actuarão como elementos fundamentais. Assim, a
ZCL Tripartida COMESA-EAC-SADC e outros agrupamentos equivalentes nas regiões da África
Ocidental, Central e do Norte de África são passos para se alcançar esta meta. Estas CER adoptaram
iniciativas regionais para aprofundar e alargar os seus mercados regionais, para superarem os
desafios encontrados no desenvolvimento industrial e de infraestruturas.

Especificamente, em relação a um desafio imediato para a SADC, o processo da ZCL Tripartida foi
lançado em 2011 dando prioridade às negociações sobre o pilar da integração do mercado que
deviam terminar até 2014. Isto estaria de acordo com os planos acordados para as negociações

7
CUA, 2013. Agenda da União Africana para 2013: O futuro que queremos para África. Documento do Plano Revisto.

22
RISDP Revisto Quarta Versão

relativas à ZCL Continental (ZCLC) que se basearia nos progressos alcançados no agrupamento
Tripartido.

A Comissão da União Africana está a trabalhar de perto com a Agência de Coordenação da NEPAD
(NPCA), apoiada pelo Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD) e a Comissão Económica das
Nações Unidas para África (UNECA) para desenvolver a agenda de integração continental.

2.5 A Visão de 2050 para a SADC

Em Junho de 2012, a Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e Governo da SADC, realizada em


Luanda, Angola, aprovou o desenvolvimento de uma visão da SADC a longo prazo (Visão 2050 da
SADC). Na mesma decisão a Cimeira reafirmou que a visão proposta devia ter como base a
Declaração da Visão da SADC como estipulado no Tratado da SADC e que devia ser informada pela
revisão do RISDP.

A Visão da SADC de 2050 preconizada tem como objectivo definir a intenção estratégica a longo
prazo da organização, realinhar as prioridades de cooperação e integração regionais e estabelecer
metas indicativas a longo prazo, tomando em conta a dinâmica existente e emergente nas esferas
regional, continental e global.

Portanto, por implicação, a Visão de 2050 da SADC informará o sucessor do actual RISDP e do SIPO.
As modalidades para desenvolver a Visão proposta, que tomará em conta a análise na secção 2.6
abaixo, estão detalhadas no Capítulo 4 do presente documento.

2.6 Pontos fortes, Pontos Fracos, Oportunidades e Ameaças na SADC

A revisão do RISDP efectuou uma análise de Pontos Fortes, Pontos Fracos, Oportunidades e Riscos
(SWOT) da Região (Figura 3).

A SADC precisa de aproveitar o ímpeto e transformar os pontos fracos e os Riscos em pontos fortes e
oportunidades, entre outras possibilidades, através do seguinte:

(i) Consolidação da paz, segurança e estabilidade política.


(ii) Manutenção dos princípios fundamentais macroeconómicos sólidos.
(iii) Utilização das riquezas da Região em termos de recursos minerais estratégicos e outras
matérias-primas para desenvolver o capital humano, uma nova conectividade de Infra-
estruturas físicas regionais, e a sua base industrial e diversificar a economia
(iv) Adopção de políticas e programas direcionados a criação de emprego como uma forma
de superar o desemprego, em particular entre a juventude e as mulheres.
(v) Adaptação às alterações climáticas e mitigação dos efeitos das mesmas
(vi) Exploração do potencial das Economias Azul e Verde.
(vii) Diversificação dos elos de cooperação internacional com ênfase particular aos mercados
emergentes tais como BRICS.
(viii) Aprofundamento da integração regional a fim de optimizar os benefícios potenciais, tais
como, o aumento do comércio, uma base industrial integrada e desenvolvida, níveis
elevados de conectividade e destinos de turismo competitivos e atrativos e sendo um
interveniente significativo no mercado mundial.

23
RISDP Revisto Quarta Versão

Figura 3: Análise SWOT da SADC

Pontos Fortes Pontos Fracos

 Relativa paz, segurança, democracia e boa  Prevalência de subdesenvolvimento, pobreza e


governação política desigualdade
 Legado e história de cooperação  Fracas instituições regionais de implementação
 Afinidades sociais, culturais e políticas sólidas  Infra-estruturas económicas e físicas
entre os cidadãos inadequadas
 Fundamentos macroeconómicos sólidos  Desigualdades de género presentes
 Recursos naturais abundantes que podem ser  Baixo envolvimento do Sector Privado e outros
explorados intervenientes não estatais em apoio à
 Abundância de força de trabalho jovem e com integração regional.
potencial de ser treinada

Oportunidades Ameaças

 Ambientes e iniciativas de desenvolvimento  Disparidades no nível de desenvolvimento


continentais e mundiais favoráveis, por económico, aumento da pobreza e das
exemplo, a Agenda 2063 da UA, NEPAD, a desigualdades
agenda de desenvolvimento pós-2015, a OMC  Alterações climáticas e degradação do meio-
 Apoio dos parceiros de desenvolvimento ambiente
bilaterais e multilaterais  Elevada prevalência de VIH e SIDA e outras
 Descoberta de novas reservas de recursos epidemias
naturais.
 Mercados emergentes para os produtos
regionais

As medidas para abordar as questões essenciais nesta análise, aproveitando o desempenho da


primeira fase do RISDP (Capítulo 3), estão descritas nos Capítulos 4, 5, 6 e 7. A gestão dos pontos
fracos e das ameaças, em termos de riscos, será ainda encontrada nos planos operacionais tanto ao
nível regional como nacional.

24
RISDP Revisto Quarta Versão

CAPÍTULO 3: Análise sectorial das realizações do RISDP 2005-2013

As áreas de intervenção detalhadas do RISDP, as metas e as suas realizações estão resumidas no


Anexo 1 que se baseia no Plano de Implementação do RISDP (2005-2020) – este foi desenvolvido
para operacionalizar as Matrizes do RISDP. A avaliação do desempenho leva à redefinição das
prioridades principais e à identificação de metas para o RISDP para o período remanescente (2015-
2020).

3.1 Questões Transversais

O RISDP identifica oito (8) questões transversais em apoio à integração regional que devem ser
tomadas em conta em todas as principais áreas de intervenção. Estas questões transversais são:
Erradicação da Pobreza; o Combate à Pandemia de VIH e SIDA; Igualdade de Género e
Desenvolvimento; Ciência e Tecnologia; Tecnologias de Informação e Comunicação; Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável; Sector Privado e Estatística. Os progressos alcançados na
implementação das principais metas destas questões são descritos abaixo ou como pontos
independentes ou como parte das áreas principais de intervenção do RISDP.

3.1.1 Erradicação da Pobreza

3.1.1.1 Generalidades

A redução da pobreza, com o seu objectivo final de erradicação, é o objectivo geral da agenda de
integração regional da SADC pois continua a ser um desafio de envergadura que a Região enfrenta
estimando-se que cerca de 40 por cento da população da SADC viva em pobreza extrema. A
manifestação da pobreza faz-se através de baixos indicadores sociais, incluindo a baixa
produtividade da mão-de-obra e da terra, a subnutrição, o analfabetismo, o desemprego, o
subemprego e o declínio da esperança de vida.

As metas do RISDP estabelecidas para a erradicação da pobreza, que estão ligadas às metas das
Nações Unidades para o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio 1 “Erradicar a Pobreza Extrema e
a Fome” foram:

i) Alcançar um crescimento do Produto Interno Bruto mínimo de 7% por ano


ii) Reduzir em 50% a população que vive com menos de US$1 por dia entre 1990 e 2015.

3.1.1.2 Destaques das Realizações principais

Embora o PIB da SADC tenha estado a crescer lentamente durante o período entre 2000 e 2011 e
permaneça abaixo de 7% por ano, o progresso tem sido constante como reflectido na Figura 4,
apesar de uma queda em 2009.

Os Chefes de Estado e Governo adoptaram uma Declaração sobre a Erradicação da Pobreza e o


Desenvolvimento Sustentável em 2008, o que reiterou o compromisso da SADC em combater e
erradicar a pobreza, e resolveram: i) Estabelecer um Observatório Regional da Pobreza (RPO) para
monitorizar o progresso na implementação das acções prioritárias para a erradicação da pobreza; e
ii) adquirir e desenvolver a capacidade adequada, ao nível do Secretariado e dos Estados Membros,
a fim de garantir a implementação efectiva dos programas de erradicação da pobreza. Este
compromisso está a ser implementado, reflectindo-se nas metas seguintes:

i) Desenvolvido Plano Regional de Redução da Pobreza da SADC;

25
RISDP Revisto Quarta Versão

ii) Operacionalizado o Observatório Regional da Pobreza da SADC (RPO)


iii) Integração dos ODM no trabalho do RPO da SADC.

Figura 4: Crescimento Médio do PIB da SADC, 2000-2011

8
7
6
PIB Medio (%)

5
4
3
2
1
0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Ano

Nota: *Dados de 2011 da Informação Macroeconómica do CCBG da SADC (Abril 2012)


Fonte: Indicadores de Desenvolvimento Mundial

3.1.1.3 Desafios

Os principais desafios têm sido a inclusão inadequada da problemática da erradicação da pobreza


nas principais áreas de intervenção da integração regional.

3.1.2 Igualdade de Género e Desenvolvimento

3.1.2.1 Generalidades

A SADC reconhece a igualdade de género como um direito humano fundamental e uma parte
integrante da integração regional, do crescimento económico e do desenvolvimento social, e,
portanto, compromete-se a facilitar a remoção de todas as formas de desigualdade de género aos
níveis regional e nacional. Apesar dos esforços envidados pelos Estados Membros da SADC para
capacitarem as mulheres e alcançarem a igualdade de género de acordo com os compromissos
assumidos, as desigualdades de género ainda persistem. As mulheres e raparigas ainda enfrentam
desafios em acederem aos direitos jurídicos, educação e saúde e recursos económicos, entre outros.

As principais metas do RISDP relacionadas com Igualdade de Género e Desenvolvimento são:

i. Desenvolvimento e reforço das políticas e dos quadros institucionais de género nacionais até
ao fim de 2003;
ii. Desenvolvimento de uma política regional de género e a sua harmonização com as políticas
nacionais de género até aos meados de 2004;

26
RISDP Revisto Quarta Versão

iii. Repelidas as disposições discriminatórias com base em género nas Constituições, Legislações,
políticas e quaisquer outras fontes até meados de 2005, e adopção das disposições que
garantam a igualdade substantiva de género até ao fim de 2005;
iv. Pelo menos 30% de mulheres em cargos decisórios nos governos locais, parlamentos,
governo e em cargos superiores no sector público até 2005, 40% até 2010 e 50% até 2015;
v. Pelo menos 20% das mulheres nos cargos de decisão em grandes empresas do sector privado
como definido pelos Estados Membros até 2005, 30% até 2010 e 40% até 2015.
vi. Redução de todos os actos de violência e abuso contra mulheres e crianças em pelo menos
50% até 2007;
vii. Erradicação de todas as formas de violência contra mulheres e crianças até 2015.

3.1.2.2 Destaques das Realizações principais

As principais realizações incluem:

Desenvolvimento e harmonização de Políticas


(i) Adopção da Política de Género da SADC pelo Conselho de Ministros em 2007 e os Estados
Membros estão a alinhar as suas Políticas Nacionais de Género à política regional.
(ii) Assinatura e adopção do Protocolo da SADC sobre Género e Desenvolvimento em 2008 e
entrou em vigor em 2013. Os Estados Membros, desde então começaram a implementar o
Protocolo.

Ratificação de instrumentos internacionais e regionais


(i) Todos os Estados Membros da SADC são partes à Convenção das Nações Unidas sobre a
Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) e são partes à
Convenção das Nações Unidas contra a Criminalidade Transnacional Organizada e ao seu
protocolo suplementar sobre o tráfico de pessoas.

Melhoramentos Legislativos ao nível dos Estados Membros


(i) Todos os Estados Membros possuem legislação ou instrumentos conexos necessários para
combater a Violência com base em Género e 9 Estados Membros possuem legislação
específica pertinente a crimes sexuais. A aplicação de uma tal legislação é reconhecida em
geral, embora a implementação plena se mantenha um desafio ao nível nacional.

Instituições responsáveis pela aplicação do conceito de género e pela prestação de serviços para a
igualdade de género
(i) Estabelecimento de Ministérios responsáveis por Género/Promoção da Mulher que
garantem o cumprimento dos compromissos relativos ao empoderamento da Mulher e à
igualdade de Género em doze (12) dos 15 Estados Membro

Reforço do Empoderamento económico da Mulher


(i) Desenvolvimento de uma Estratégia Regional de Empoderamento Económico da Mulher em
2011. Tem havido um aumento no número de mulheres em cargos de decisão económica
mas, em geral, as mulheres na África Austral constituem somente 23% de todos os decisores
ao nível do governo; e

27
RISDP Revisto Quarta Versão

(ii) Desenvolvidas e implementadas as linhas orientadoras da SADC sobre a Orçamentação com


base no conceito de Género.

Aumentado o número de Mulheres em cargos políticos e de decisão


(i) A participação e a representação da Mulher em cargos políticos e de decisão têm melhorado
significativamente na Região (ver Figura 5), embora o seu progresso seja inconsistente em
toda a Região. O Enquadramento da SADC para a Aceleração da concretização da paridade
de género de 50:50 foi desenvolvido em 2008 e está agora a ser implementado pelos
Estados Membros.

Redução da violência com base em género

(i) Todos os Estados Membros possuem legislação ou instrumentos conexos para prevenir a
Violência com base em género, enquanto nove (9) Estados Membros da SADC têm legislação
específica relativa a delitos sexuais.
(ii) O Plano Estratégico da SADC para 10 anos relativo ao combate ao tráfico de Pessoas foi
adoptado pelo Conselho de Ministros da SADC em 2009. Dez (10) Estados Membros da SADC
desenvolveram legislação específica no combate ao tráfico de pessoas, enquanto os
restantes estão a desenvolver as respectivas legislações.

Figura 5: Tendência da representação da Mulher ao nível de Parlamento nos Estados Membros da


SADC

45

40

35

30
1997
25
% 2000
20
2006
15 2009
10 2014
5

Fonte: Estados Membros da SADC

28
RISDP Revisto Quarta Versão

3.1.2.3 Desafios

Existem vários desafios relativos a igualdade género e desenvolvimento, incluindo:

i) Transposição lenta para o direito nacional dos instrumentos de género internacionais,


continentais e regionais pelos Estados Membros e inconsistências na implementação de
compromissos relativos ao empoderamento da mulher e igualdade de género.
ii) A Violência com base em género (GBV) permanece uma grande preocupação em quase
todos os Estados Membros da SADC, e está a aumentar nalguns casos.
iii) A capacidade para a recolha de dados desagregados de género permanece um desafio na
maioria dos Estados Membros da SADC.
iv) A persistência de normas culturais e práticas patriarcais nalgumas sociedades da Região
perpetua a exclusão das mulheres e dos jovens dos processos de decisão.

3.1.3 Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

3.1.3.1 Generalidades

A presente secção está relacionada com a utilização e a exploração sustentáveis do meio-ambiente e


dos seus ecossistemas a fim de garantir o desenvolvimento sustentável da Região. As principais
metas do RISDP foram:

i) Instrumento Jurídico para a cooperação regional em termos de ambiente e dos recursos


naturais finalizado até 2006;
ii) Normas e directrizes ambientais desenvolvidas e a serem implementadas até 2008;
iii) Relatórios sobre a situação do ambiente para a África Austral produzidos regularmente com
intervalos de cinco (5) anos; e
iv) Princípios de desenvolvimento sustentável integrados nas políticas e programas nacionais e
para reverter a perda dos recursos ambientais.

3.2.3.2 Destaques das Realizações Principais

i) O Protocolo sobre o Meio-Ambiente foi desenvolvido e aprovado em 2013 pelos Ministros


responsáveis pelo Meio-Ambiente e Recursos Naturais com o objectivo de promover a
utilização equitativa e sustentável dos recursos naturais e do ambiente e a gestão e a
resposta efectiva aos impactos das alterações e variabilidade climáticas;
ii) O programa sobre Alterações Climáticas envolvendo a SADC, COMESA e EAC está a ser
implementado para superar os impactos das alterações climáticas através de acções de
adaptação e mitigação que também reforçam a resiliência social e económica para as
gerações presentes e futuras. O programa também de concentra na Agricultura de
Conservação a fim de aumentar a adaptação do sector de segurança alimentar da Região;
iii) A primeira série do Relatório de Previsão Ambiental da África Austral (SAEO) foi publicado
em 2008 e sublinhou, entre outras, as tendências da situação do ambiente biofísico e
socioeconómico da Região e os principais desafios na concretização das metas para o
ambiente e desenvolvimento sustentável da Região;
iv) O Programa Regional de Educação Ambiental (REEP) sediado na Sociedade da Fauna Bravia e
Ambiente da África Austral em KwaZulu Natal, África do Sul, foi implementado desde 2008, e

29
RISDP Revisto Quarta Versão

criou a capacidade a consciencialização assim como a educação sobre o ambiente em toda a


Região.

Os principais desafios encontrados no âmbito desta área estão reflectidos na secção 3.5.3.

3.1.4 Sector Privado

3.1.4.1 Generalidades

Os Estados Membros reconhecem que “o sector privado é um meio estratégico através do qual a
região da SADC concretizará os seus objectivos incluindo uma integração mais profunda e o alívio da
pobreza”. O objectivo geral desta intervenção é a criação de um ambiente e um enquadramento
para a integração do sector privado na formulação de políticas e estratégias regionais para a
concretização das metas de integração regional, do alívio da pobreza e do desenvolvimento.

Especificamente, o RISDP estabeleceu as metas seguintes relativas à concretização deste objectivo:

(i) Uma política da SADC sobre parcerias do Sector Público-Privado desenvolvida até Junho
de 2004
(ii) Os MdE da SADC relativos ao Sector Privado revistos, reforçados e melhorados
explicitamente permitindo o envolvimento do sector privado através das estruturas da
SADC até Junho de 2004;
(iii) Adopção pela Cimeira de um Plano de Acção do Sector público-privado com base no
Livro Branco da ASCI a ser implementado durante o período do RSIDP;
(iv) Inquérito sobre a Competitividade e o Clima de Negócios lançado em Setembro de 2003
e finalizado e o relatório final circulado em Junho de 2004 para facilitar o diálogo do
sector público-privado numa base contínua.
(v) Institucionalizar uma Unidade do Sector Privado para realizar uma função de apoio tanto
para o Secretariado como para as Instituições do Sector Privado com parte do
Secretariado da SADC reestruturado até Janeiro de 2004.
(vi) Facilitar a avaliação das capacidades e o reforço das capacidades no âmbito das
Associações das Câmaras de Comércio e de Indústria de Negócios da SADC a ser
realizada em 2003 e, depois disso, de dois em dois anos.
(vii) Facilitar a criação das associações empresariais quando estas trazem mais-valias para o
diálogo do sector público-privado.

3.1.4.2 Destaques das Realizações principais

i) Em reconhecimento da necessidade de alargamento do âmbito da cooperação através de


um largo espectro das organizações e associações do sector privado, foram celebrados dois
Memorandos de Entendimento (MOU) entre o Secretariado da SADC e o Conselho das
Organizações não-Governamentais da SADC e o Conselho dos Sindicatos da África Austral.
Os MOU providenciam um quadro de cooperação e colaboração com os referidos
intervenientes nas acções para a concretização das metas comuns de desenvolvimento
sustentável, crescimento económico e redução da pobreza na Região.

ii) Foi operacionalizada uma Secção de Sector Privado da SADC no Secretariado entre Maio de
2002 e Abril de 2005 para providenciar um mecanismo institucional de coordenação da

30
RISDP Revisto Quarta Versão

participação do sector privado em todas as estruturas decisórias da SADC e garantir o


Diálogo efectivo entre o Sector Público e o Sector Privado. Contudo, o mecanismo teve uma
vida curta visto que estava totalmente dependente do apoio dos doadores. Apesar disto, o
envolvimento com o sector privado continuou em diferentes sectores, através de várias
plataformas (Associação dos Banqueiros da SADC, Centro de Recursos Financeiros para o
Desenvolvimento - DRFC, COSSE, CISNA, ASCCI, FCFAAS, FESARTA) que foram criadas como
as vias para o diálogo em áreas especializadas da Agenda Comum da SADC.

iii) Em 2012, foi estabelecida uma Parceria Público-Privada no seio do DFRC. A Unidade
concentra-se no desenvolvimento de acordos das PPP na área de Infra-estruturas apoiando
os Estados Membros e facilitando o reforço de capacidades para a implementação dos
projectos de PPP.

iv) Foi encomendado um Estudo do Banco Mundial de Avaliação das Condições Económicas na
região da SADC em 2010 com referência especial aos doze pilares de competitividade,
incluindo infraestruturas, ambiente macroeconómico, educação e formação, eficiência do
mercado de bens, eficiência do mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado
financeiro, prontidão tecnológica e IDE e tamanho do mercado. Só quatro Estados Membros
da SADC foram classificados nos primeiros 76 dos 139 países inquiridos. No Relatório de
“Facilidade de Fazer negócio” do Banco Mundial, que contém um relatório especial sobre a
SADC, dos 183 países avaliados, só cinco Estados Membros da SADC ficaram classificados
entre os primeiros 90 países. Esta situação tem de melhorar para que as actividades
empresariais se desenvolvam e o para que o sector privado desempenhe um papel activo
nas actividades económicas da Região.

3.1.4.3 Desafios

Entre os muitos desafios que têm dificultado os objectivos e as metas do RISDP relativamente à
participação activa do sector privado estão:

i) A diversidade e a fragmentação do sector privado na Região que faz com que


representem um desafio para os governos e o sector privado em si na definição dos
canais e estruturas de diálogo apropriadas, quer seja ao nível nacional, regional,
transversal e sectorial; e
ii) A ausência do Diálogo Público-Privado (PPD), incluindo ao nível político mais elevado da
Cimeira.

3.1.5 Estatística

3.1.5.1 Generalidades

O objectivo geral desta área de intervenção é apoiar a integração regional disponibilizando


informações estatísticas relevantes, oportunas e exactas a serem usadas na planificação, na
formulação de políticas, na monitorização de protocolos e na tomada de decisões na SADC. O RISDP
reconheceu que as estatísticas constituem uma das questões transversais e identificou as seguintes
metas principais:

(i) Desenvolvimento de um quadro jurídico até 2004-2005;


(ii) Harmonização de estatísticas da SADC até 2015;

31
RISDP Revisto Quarta Versão

(iii) Desenvolvimento de bases de dados integradas de estatísticas regionais em todas as áreas


prioritárias incluindo a pobreza, género, sector informal, VIH e SIDA até 2015;
(iv) Desenvolvimento de indicadores para a monitorização e avaliação até 2004-2005;
(v) Reforço da capacidade estatística na SADC até 2015;
(vi) Desenvolvimento de modelos económicos e de mecanismos de previsão para estatísticas
até 2004-2006;
(vii) Estabelecimento de um Fórum multissectorial de utilizadores e de produtores de
estatísticas até 2004; e
(viii) Reforço da utilização de TIC rentáveis no intercâmbio de informações nas áreas prioritárias
até 2015.

3.1.5.2 Destaques das Realizações principais

i) Quatrocentos (400) participantes dos Estados Membros treinados na gestão dos seus
respectivos Sistemas Nacionais de Estatística.

ii) Desenvolvimento e implementação da Harmonização mensal dos Índices de Preços ao


Consumidor (HCPI), nas Estatísticas do Comércio Exterior de Mercadorias (IMTS). Foi
também desenvolvido e aprovado em 2011 um Manual sobre a Harmonização de IMTS e
para promover a harmonização de IMTS.

3.1.5.3 Desafios
Os principais desafios relacionados com o desenvolvimento de estatísticas regionais incluem mas
não são limitados ao seguinte:

i) Recursos inadequados atribuídos a estatísticas nalguns Estados Membros;


ii) Disparidades na capacidade estatística entre os países;
iii) Ausência de um instrumento jurídico para a cooperação regional na área de estatísticas; e
iv) Falta de um mecanismo de divulgação efectivo (incluindo bastes de dados e conectividade);

3.2 Comércio, Liberalização Económica e Desenvolvimento

3.2.1 Generalidades
O objetivo geral do sector de Comércio, Indústria, Finanças e Investimento, que também integra as
actividades mineiras, é facilitar a liberalização e integração do comércio e financeira; alcançar a
estabilidade e a convergência macroeconómicas, o desenvolvimento industrial competitivo e
diversificado, e o aumento do investimento na região da SADC. A liberalização e a integração
efectivas do comércio e dos mercados financeiros são essenciais para o crescimento económico e a
redução da pobreza. A evidência sugere que os países que se encontram bem integrados na
economia mundial através do comércio e do investimento têm usufruído de taxas de crescimento
económico mais elevadas e melhoramentos em muitos dos principais indicadores sociais e no nível
de vida dos seus cidadãos.

O RISDP tinha previsto que a integração económica da SADC teria lugar por fases, com uma Zona de
Comércio Livre (ZCL) até 2008; uma União Aduaneira até 2010; um Mercado Comum até 2015; uma
União Monetária até 2016 e uma União Económica com uma moeda única até 2018. Embora o

32
RISDP Revisto Quarta Versão

avanço da agenda de integração não tenha progredido para além da ZCL, várias realizações foram
registadas como um ímpeto para as fases adicionais da integração.

3.2.2 Destaques das Realizações principais

(i) Desenvolvimento e operacionalização de políticas, quadros jurídicos, institucionais e


reguladores;

(ii) resolução das barreiras ao comércio e investimento;

(iii) desenvolvimento e reforço dos mercados financeiros e de capital;

(iv) reforço da cooperação monetária; e

(v) estabilidade e convergência macroeconómicas.

Abaixo é dado um resumo das metas principais e das principais realizações alcançadas nas diferentes
áreas de intervenção:

Promoção da Integração do Mercado de Bens e Serviços

O objectivo desta Área Chave de Intervenção é concretizar a Zona de Comércio Livre na SADC e uma
União Aduaneira como o passo seguinte. Seguem-se as principais metas nesta área:

i) Estabelecer uma ZCL em Mercadorias até 2008, através da implementação efectiva do


Protocolo da SADC sobre Trocas Comerciais;
ii) Concretização da ZCL da SADC em Serviços até 2010;
iii) Harmonização dos Regimentos Internos Aduaneiros até 2008; e
iv) Conclusão das negociações para a União Aduaneira da SADC até 2010.

As principais realizações são:

i) Foram alcançadas as condições mínimas para uma ZCL em 2008 com quase todos os países
participantes na ZCL a alcançarem 85% das tarifas mercadorias reduzidas para zero. A
liberalização tarifária máxima foi alcançada em 2012 quando as tarifas sobre produtos
sensíveis foram eliminadas. A Auditoria de 2012 confirmou que o comércio no seio da SADC
aumentou substancialmente após a implementação do Protocolo da SADC sobre Trocas
Comerciais, mais que duplicou em termos absolutos entre o ano de 2000 e de 2009. O foco
actual é a consolidação da ZCL, que deve estabelecer o cenário para níveis mais elevados de
integração. O comércio total intra-SADC de 2005-2012 está reflectido na Figura 6a.

As Figuras 6b e 6c reflectem a percentagem da participação por Estados Membros nas


exportações e importações intra-SADC, respectivamente, para o período 2005-2012

Figure 6a: Comércio total intra-SADC (exportações/importações combinadas) 2005-2012

33
RISDP Revisto Quarta Versão

Valor de Comercio (Milhoes USD) 20 000


18 000
16 000
14 000
12 000
10 000
8 000
6 000
4 000
2 000
0
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

Anos

Angola Botswana DRC Lesotho Madagascar


Malawi Mauritius Mozambique Namibia Seychelles
South Africa Swaziland Tanzania Zambia Zimbabwe
Fonte: Anuário Estatístico da SADC de 2012 e Unidade de Estatística da SADC

Figura 6b: Exportações Intra-SADC (%), 2005-2012

50.00

45.00

Angola
40.00
Botswana

DR Congo
35.00
Lesotho

Madagascar
30.00
Malawi

25.00 Mauritius
%

Mozambique

20.00 Namibia

Seychelles
15.00 South Africa

Swaziland
10.00
UR Tanzania

Zambia
5.00
Zimbabwe

0.00
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Year

Fonte:

34
RISDP Revisto Quarta Versão

Figura 6c: Importações Intra-SADC (%), 2005-2012

20.00

18.00

Angola
16.00
Botswana

DR Congo
14.00
Lesotho

Madagascar
12.00
Malawi

10.00 Mauritius
%

Mozambique

8.00 Namibia

Seychelles

6.00 South Africa

Swaziland
4.00
UR Tanzania

Zambia
2.00
Zimbabwe

0.00
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Year

Fonte :

ii) Desenvolvimento e operacionalização de um mecanismo on-line de monitorização, sistema de


relatórios e de eliminação das Barreiras não-Tarifárias. O mecanismo tem sido efectivo na
identificação e facilitação da resolução das barreiras não-tarifárias nas regiões da SADC e
Tripartida. Entre 2009 e 2013 foram notificadas 338 BNT das quais 300 foram resolvidas
(Figura 7).

iii) O Protocolo de Comércio de Serviços foi assinado pela Cimeira em 2012. O objectivo do
Protocolo é liberalizar progressivamente o comércio em serviços intrarregional a fim de se
criar um mercado único para serviços. Para além do desenvolvimento do Protocolo, as Linhas
Orientadoras e o Roteiro para a primeira ronda de negociações foram aprovados; e as
negociações contínuas em seis sectores prioritários, nomeadamente, transportes, finanças,
construção, comunicações, energia e turismo e devem ficar finalizadas em 2015.

35
RISDP Revisto Quarta Versão

Figura 7: BNT Notificadas e resolvidas entre 2009 e 2013

250
221

200
No. of NTBs

150 137

95
100

50
28 31 3538 30
23
0
0
2009 2010 2011 2012 2013
Year

NTBs Reported Resolved NTBs

BNT Notificadas BNT resolvidas

Fonte: Sistema on-line de Monitorização e Notificação de BNTs (www.tradebarriers.org)

iv) A harmonização e a simplificação dos Regulamentos Aduaneiro incluindo o desenvolvimento e


a adopção de uma lei modelo aduaneira; do Documento Administrativo Único; do sistema de
gestão de trânsito e do sistema regional de caução aduaneira; da nomenclatura pautal
comum; e de manuais de formação para o reforço das capacidades das administrações
aduaneiras na Região, concentrando-se na Avaliação, classificação pautal; Regras de Origem;
Gestão de Risco e Auditoria pós-desalfandegamento.

A implementação do conceito de OSBP (Postos Fronteiriços de Paragem


Única) em Chirundu (entre a Zâmbia e o Zimbabwe) foi lançada em
Dezembro de 2009 e registou um progresso significativo até à data.
Chirundu é o primeiro Posto Fronteiriço de Paragem única na África
Subsaariana. De acordo com a informação disponível, antes do posto de
paragem única estar operacional o tempo de desalfandegamento era entre
três e cinco dias. Agora o desalfandegamento é feito no mesmo dia.
Diariamente, uma média de 480 camiões atravessam a fronteira em
Chirundu, portanto, um total de 960 a 1.920 dias de viagem estão a ser
poupados. Isto significa, com uma estimativa conservadora, que cerca de
USD288.000 e USD576.000 são poupados todos os dias. Não há qualquer
dúvida que o Projecto de OSBP de Chirundu servirá como modelo para
outros OSBPs na Região e noutras partes de África.
(Fonte: TradeMark Southern Africa 2011)

36
RISDP Revisto Quarta Versão

v) A meta para a finalização das negociações sobre a União Aduaneira até 2010 não foi
concretizada. Contudo, foi realizado muito do trabalho preparatório, incluindo a encomenda
de estudos para análise dos vários aspectos da União Aduaneira, tais como, Opções para uma
Tarifa Externa Comum; Quadro de Cobrança e Distribuição de Receitas Fiscais Aduaneiras;
Quadro/Instrumento Jurídico e Institucional; e questões de Harmonização de Políticas. Este
trabalho levou ao desenvolvimento do Relatório sobre o Enquadramento para a União
Aduaneira da SADC que foi adoptado pelo Grupo de Trabalho Ministerial sobre a Integração
Económica Regional em Novembro de 2011 e endossado pela Cimeira em Agosto de 2012.
Entre outros pontos, a Cimeira endossou a seguinte sequência de eventos direccionados à
União Aduaneira:
 Consolidação da ZCL em termos da matriz do plano de acção de 15 pontos com o
foco prioritário na revisão das regras de origem; finalização da eliminação
tarifária; eliminação de NTB; e desenvolvimento de um mecanismo de apoio aos
Estados Membros que não estejam integrados na ZCL para participarem nela;
 Abordagem à questão de sobreposição de afiliações; e
 Avaliação dos progressos alcançados para a concretização da União Aduaneira.

Reforço da competitividade produtiva e industrial

O objectivo desta componente é o desenvolvimento de uma base industrial regional competitiva e


diversificada que optimize a utilização dos recursos locais através da agregação de mais-valias
abrangente, particularmente na exploração mineira e na agricultura. As principais metas nesta área
são:

i) Estratégia direccionada a PME na agregação de valor em sectores seleccionados


estabelecida e integrada até 2008;
ii) Cadeias de valor regionais em oito sectores desenvolvidas e lançadas até 2010; e
iii) Quadros regulamentares harmonizados nas actividades de exploração mineira, incluindo
a Estratégia de PME, implementados até 2006.

As realizações principais são:

i) O Programa da SADC de Melhoramento e Modernização Industrial foi desenvolvido e


aprovado como uma estratégia para facilitar o crescimento, a diversificação e a
competitividade nos sectores selecionados através da promoção de cadeias de valor
industrial. Foram identificados e cobertos pelo programa nove sectores prioritários após
o desenvolvimento dos estudos de cadeias de valor, nomeadamente, o processamento
agroalimentar; transformação de produtos minerais, metálicos e não-metálicos; pescas;
químicos, petrolíferos e farmacêuticos; couro e produtos de couro; actividades florestais,
madeira e produtos de madeira; têxteis e vestuário; maquinaria e equipamento; e
serviços.

ii) A Política-Quadro de Desenvolvimento Industrial da SADC e o programa de trabalho


foram aprovados em 2012, dando prioridade à abordagem da cadeia de valor regional
para a industrialização da Região. As principais áreas de intervenção da política incluem:

37
RISDP Revisto Quarta Versão

o desenvolvimento de estratégias específicas de sectores para o desenvolvimento da


cadeia de valor regional; promoção do melhoramento industrial através da inovação, da
transferência de tecnologias e de investigação e desenvolvimento; melhoramento de
normas, regulamentos técnicos, e de Infra-estruturas de apoio à qualidade;
desenvolvimento e reforço de competências para a industrialização; desenvolvimento de
um mecanismo de financiamento industrial; melhoramento de Infra-estruturas para o
desenvolvimento industrial e para a Promoção do investimento transfronteiriço local e
directo estrangeiro.

iii) Um Quadro para a Harmonização das Políticas, Normas e Questões Legislativas e


Reguladoras da Exploração Mineira e o respectivo Plano de Implementação foi adoptado
em 2009. O Plano, entre outros pontos, procura facilitar a implementação de actividades
que visam a normalização dos sistemas de dados geológicos e de informação mineira;
promoção de inovação, investigação e desenvolvimento para incrementar as mais-valias
a jusante e aumentar a competitividade da cadeia de valor mineral da SADC; facilitação
do desenvolvimento de competências e a padronização das qualificações no sector
mineiro assim como a promoção de investimento, incluindo o desenvolvimento de Infra-
estruturas específicas em áreas de potencial exploração mineira.

Desenvolvimento e Reforço dos Mercados Financeiros e de Capital

O objectivo é facilitar a livre circulação de capital e a mobilização de recursos financeiros para a


promoção do crescimento e do desenvolvimento da Região. As principais metas nesta área foram:

i) Desenvolvimento do Protocolo da SADC sobre Finanças e Investimento até 2005, e


ratificado até 2007;
ii) Estabelecimento de um Fundo Regional para o Desenvolvimento até 2006; e
iii) Apoio às DFI através do DFRC operacional até 2005.

As realizações principais são:

i) O Protocolo da SADC de Finanças e Investimento foi assinado em 2006 e entrou em


vigor em Abril de 2010. O objectivo do Protocolo é facilitar o desenvolvimento de
mercados financeiros e de capital na Região direccionados à integração monetária;
encorajar o avanço para a convergência macroeconómica bem como o desenvolvimento
e promoção de políticas de investimento sólidas. Quatro Estados Membros ainda têm de
aderir ao Protocolo.

ii) O Fundo de Preparação e Desenvolvimento de Projectos (PPDF), sendo a primeira janela


do Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC está operacional. O fundo tem o
objectivo de facilitar a preparação de projectos de Infra-estruturas para a fase de
viabilidade bancária através de várias medidas de intervenção, tais como, formação,
preparação de estudos de viabilidade e do mercado.

38
RISDP Revisto Quarta Versão

iii) O Centro de Recursos Financeiros para o Desenvolvimento está a funcionar em pleno e a


apoiar efetivamente as Instituições de Financiamento ao Desenvolvimento. Desde 2005,
e através do apoio do DFRC, o número de membros da rede de DFI aumentou de dezoito
para trinta e dois cobrindo uma grande variedade de sectores; aproximadamente três
mil participantes participaram em cem programas de formação de apoio às
necessidades em capacidades das DFIs; e os programas de assistência técnica e de
intercâmbio internacionais foram atribuídos às DFI para promover a harmonização
regional de práticas, definição de parâmetros de referência e de desenvolvimento de
aptidões entre as DFI.

Concretização da cooperação monetária mais profunda

O objectivo da presente área de intervenção é reforçar a cooperação monetária, que leve à reforma
do Sistema bancário da SADC e à harmonização dos quadros regulamentares da banca. As principais
metas no âmbito da área são:

i) Alcançar a convertibilidade da moeda até 2008;


ii) Interligação de Sistemas de Pagamento e Compensação alcançada até 2008; e
iii) Harmonização dos quadros de supervisão bancária, incluindo as melhores práticas
desenvolvidas até 2009.

As realizações são as seguintes:

i) O Sistema Regional Integrado de Liquidação Electrónica da SADC foi desenvolvido como


o sistema de pagamento e liquidação da SADC e foi lançado em Julho de 2013 em
quatro Estados Membros da SADC em regime piloto. Presentemente, o sistema opera
como um sistema de moeda única com base no RAND. O volume de transacções
processadas aumentou de R5.6 mil milhões em Julho para R21,8 mil milhões em
Dezembro de 2013. Quatro Estados Membros adicionais estão prontos para aderirem
ao sistema.

ii) Foi adoptada em 2009 uma Lei Modelo da SADC para os Bancos Centrais para definir
normas e princípios que visam facilitar: i) a criação de uma situação coerente e
convergente nos enquadramentos jurídicos e operacionais dos Bancos Centrais da
SADC; ii) a adopção de princípios que facilitem a independência operacional dos Bancos
Centrais da SADC; e iii) a criação de normas bem definidas para a prestação de contas e
transparência nos quadros jurídicos e operacionais dos Bancos Centrais da SADC com o
objectivo final da concretização de uma legislação harmonizada para os Bancos
Centrais.

Cooperação em matéria conexa a Tributação


O objectivo é reforçar a cooperação em tributação e matéria conexa, incluindo a partilha de
informações fiscais; capacitação para as Administrações Fiscais; e o desenvolvimento de abordagens
e políticas comuns à aplicação e tratamento de incentivos fiscais e a negociação de acordos fiscais.
As principais metas foram as seguintes:

39
RISDP Revisto Quarta Versão

i) Desenvolvimento de um Tratado Modelo Fiscal para a SADC até 2006;


ii) Cooperação em informação fiscal e coordenação dos regimes fiscais até 2008; e
iii) Desenvolvimento de um regime comum de impostos indirectos até 2010.

As realizações são as seguintes:

i) Desenvolvido em 2010 um Acordo Modelo para Evitar a Tributação Dupla para assistir os
Estados Membros nas negociações de DTAA entre si. Até à data foram celebrados 52
DTAA entre os Estados Membros da SADC.

ii) O Acordo sobre Matéria conexa a Tributação foi assinado em 2012 por onze (11) Estados
Membros e ainda não está ratificado. A finalidade é facilitar o intercâmbio sobre
informações fiscais entre os Estados Membros.

Concretização da Convergência Macroeconómica

O objectivo desta área de intervenção é facilitar a convergência nas políticas económicas orientadas
para a estabilidade, implementadas através de uma estrutura e um enquadramento institucional
sólido. As metas principais para esta área são as seguintes:

i) Alcançar uma taxa de inflação de dígito único até 2008 e uma taxa de inflação de 5% até
2012;
ii) Manter um rácio de défice orçamental/PIB que não exceda 5% até 2008 e de 3% até
2012;
iii) Alcançar um rácio de dívida pública/PIB inferior a 60% até 2008 e 2012;
iv) Operacionalizar um mecanismo de monitorização e vigilância até 2006.

As realizações são as seguintes:

i) As avaliações abrangentes do Programa de Convergência Macroeconómica da SADC


foram efectuadas no fim da primeira e segunda fases do programa, em 2008 e 2012,
para avaliar o desempenho dos Estados Membros face às metas estabelecidas.
- Três países alcançaram as taxas de inflação de dígito único; todos os Estados
Membros alcançaram um défice orçamental inferior a 5% do PIB; 12 alcançaram um
rácio da dívida pública em relação ao PIB inferior a 60% em 2008.
- Em 2012 constatou-se que o desempenho era misto com a inflação a continuar a ser
o indicador que apresentava mais desafios. Só 3 Estados Membros alcançaram a
meta da inflação; 11 Estados Membros alcançaram a meta do défice fiscal e 12
concretizaram a meta do rácio dívida pública/PIB (Figura 8).

40
RISDP Revisto Quarta Versão

Figura 8: Desempenho face às Metas de Convergência Macroeconómica da SADC para 2012

Fontes: Subcomité Macroeconómico da SADC, Novembro de 2013 e Base de Dados da


Previsão Económica Mundial do FMI, Outubro de 2013

ii) O Mecanismo de Avaliação pelos Pares, cujo objectivo é providenciar um procedimento


de vigilância colectivo para monitorizar a convergência macroeconómica incluindo a
revisão e o estabelecimento de metas específicas assim como o progresso alcançado na
concretização das referidas metas, foi lançado em 2013 e os esforços continuam para o
início do processo de avaliação pelos pares para os dois primeiros países até Dezembro
de 2014.

Aumento dos níveis de Investimento Intra-SADC e de IDE

O objectivo da presente área de intervenção é promover o desenvolvimento de políticas sólidas nos


Estados Membros, melhorar o clima de investimento e reforçar os níveis de investimento intra-SADC
e de investimento directo estrangeiro na Região. As metas principais são as seguintes:

i) Desenvolvidos, harmonizados e implementados os instrumentos para a promoção de


investimento até 2008;
ii) Implementada a Política da SADC relativa às Parcerias Público-Privadas até 2005.

As realizações são as seguintes:

41
RISDP Revisto Quarta Versão

i) Foram definidos os elementos de um Programa de Acção Regional sobre Investimento,


que tem como objectivo ultrapassar as barreiras ao Investimento na Região. Foram
aprovados e estão operacionais os três elementos seguintes:

a) Base de Dados de Regimes de Investimento que facilita um regime de


investimento transparente na Região;
b) A Aprendizagem entre Pares das Agências para a Promoção do Investimento
cujo objectivo é encorajar a cooperação regional em questões de investimento a
fim de melhorar o “ambiente de negócios” na Região através da Aprendizagem;
e
c) Modelo dos Tratados Bilaterais de Investimento, cujo objectivo é,
principalmente, facilitar as negociações sobre acordos de investimento e
salvaguardar os interesses dos Estados Membros da SADC.

ii) Foi estabelecida uma Unidade de PPP no seio do DFRC em Abril de 2012 e,
subsequentemente, foi estabelecida uma rede de PPP. Em Maio de 2013, foi adoptado
um documento de estratégia regional para Parcerias Público-Privadas, esboçando os
princípios com base nos quais os Estados Membros deviam desenvolver as políticas os
enquadramentos institucionais e jurídicos para as PPP. Será desenvolvido mais tarde um
enquadramento regional para coordenação e cooperação das PPP na Região.

3.2.3 Desafios

i) Lenta transposição para o direito nacional dos quadros de políticas e jurídicos


acordados.
ii) Fraco ajustamento dos planos e programas nacionais e regionais.
iii) A ausência de um mecanismo de cumprimento dos acordos regionais para prevenir a
reversão dos compromissos pelos Estados Membros.
iv) A adesão a vários mecanismos de integração com o mesmo objectivo, (sobreposição de
afiliações), fazendo com que traga não só custos elevados mas, algumas vezes,
dificuldades em implementar o que emerge como obrigações em conflito.
v) Resolução efectiva das barreiras não-tarifárias e de outros obstáculos aos negócios na
Região.
vi) Níveis diferentes de desenvolvimento económico entre os Estados Membros.

3.3 Infra-estruturas em Apoio da Integração Regional e da Erradicação da Pobreza

3.3.1 Generalidades

O sector de Infra-estruturas e serviços cobre energia, transportes, turismo, comunicações e


meteorologia. O objectivo geral das intervenções em Infra-estruturas em Apoio à Integração
Regional é garantir a disponibilidade e o acesso universal a sistemas de Infra-estruturas suficientes,
integrados, eficientes e com eficácia de custos assim como à provisão de serviços sustentáveis. O
desenvolvimento de redes regionais de Infra-estruturas e de serviços essenciais e estratégicos é
crítico para a promoção e sustentabilidade do desenvolvimento económico regional, para a

42
RISDP Revisto Quarta Versão

integração da comunidade, para a facilitação do comércio e para apoiar o Acordo da Zona de


Comércio Livre. O potencial para o aprofundamento de integração através da partilha da produção,
gestão e operações das instalações infraestruturais, de centros (hubs), de corredores de
desenvolvimento ou polos de crescimento é considerável.

3.3.2 Destaques das Realizações principais

Foram alcançados progressos na abordagem de três prioridades alargadas em Infra-estruturas e


Serviços, isto é

1. Desenvolvimento, reforma e harmonização de quadros de políticas, jurídicos,


institucionais e regulamentares para facilitar a partilha de recursos transfronteiriços
comuns, tais como recursos hídricos e atracções turísticas, do desenvolvimento de mercados
liberalizados e integrados e o fornecimento e operações dos serviços infraestruturais
transfronteiriços.
2. Desenvolvimento, construção, manutenção e reabilitação de redes de Infra-estruturas
regionais para superar os constrangimentos do lado da oferta, promover a integração
económica regional e o comércio regional; e
3. Estabelecimento de instituições regionais (bacias hidrográficas, gestão de corredores, pools
energéticos, conservação transfronteiriça, organizações regionais reguladoras e de
supervisão, etc.) e
4. O desenvolvimento de capacidades para o desenho, desenvolvimento, implementação,
manutenção e operações de projectos regionais de infraestruturas.

Os destaques das principais realizações avaliadas face às metas originais do RISDP são:

O Plano Director Regional de Desenvolvimento de Infra-estruturas da SADC (RIDMP)

A adopção do Plano Director Regional de Desenvolvimento de Infra-estruturas(RIDMP) em Agosto de


2012, que é uma ferramenta integrada de planificação e coordenação desenvolvida para melhorar a
eficiência do sector na concretização dos seus objectivos e metas no âmbito do RISDP. O RIDMP é o
modelo e a estratégia sub-regionais para o desenvolvimento de Infra-estruturas regionais integradas
que satisfaçam a procura prevista até 2027. O RIDMP está alinhado com os programas continentais
de Infra-estruturas da Zona Tripartida da EAC, COMESA e SADC e dos programas continentais de
Infra-estruturas da UA/NEPAD, e constitui a base para a nova definição de prioridades para o
período remanescente do RISDP (2015-2020).

O RIDMP será implementado em três fases – o Plano de Acção a Curto Prazo (STAP) de 2013-2017, o
Plano de Acção a Médio Prazo (MTAP) de 2017-2022 e o Plano de Acção a Longo Prazo de 2022-
2027. O STAP e o MTAP sobrepõem-se com a última fase do RISDP revisto.

O RIDMP constitui um contributo primordial para o Plano Director Inter-regional de Infra-estruturas


proposto da COMESA-EAC-SADC (Tripartido) e para o enquadramento de Infra-estruturas
continentais, o Programa para o Desenvolvimento de Infra-estruturas em África (PIDA). Estas três

43
RISDP Revisto Quarta Versão

iniciativas têm como base a necessidade de uma visão comum para o desenvolvimento e para o
papel vital que as Infra-estruturas desempenham na concretização dos objetivos de
desenvolvimento e no cumprimento da integração regional.

Energia

A intervenção mais importante para energia no RISDP é: “Energia para apoiar o desenvolvimento
económico, o comércio e o investimento regionais”, e isto orientou a selecção das componentes de
intervenção que estão a ser avaliadas.

As metas estabelecidas para o subsector energético foram as seguintes:

i) Estabelecimento e reforço das associações regionais do sector privado, tais como a


Associação dos Produtores de Petróleo e Gás e as associações regionais de reguladores, tais
como a Associação Regional de Reguladores de Electricidade até 2004;
ii) Estabelecimento de bases de dados energéticos e de redes de planificação energética até
2005;
iii) Harmonização das políticas, legislação, regras, regulamentos e normas do sector energético
até 2006 para facilitar a integração do mercado energético;
iv) Identificação e reforço dos centros de excelência de investigação na área de energia e
desenvolvimento de tecnologias até 2008;
v) Alcance de 100% de conectividade à rede energética regional para todos os Estados
Membros até 2012;
vi) 70% das comunidades rurais com acesso a formas modernas de abastecimento de energia
até 2018.

As principais realizações são:

i) Todos os Estados Membros com excepção de três estão ligados à rede SAPP, sendo Angola,
o Malawi e a Tanzânia as excepções. Foi alcançado progresso em relação à meta de 100% de
conectividade à rede regional por todos os Estados Membros; estão em preparação várias
linhas de interligação, incluindo as linhas Malawi-Moçambique, Zâmbia-Tanzânia-Quénia,
Malawi-Tanzânia, Namíbia-Angola, melhoramento na linha Kafue Livingstone, Zimbabwe-
Zâmbia-Botswana-Namíbia, RDC-Zâmbia, Corredor Central de Transmissão, Segunda
Interligação RAS-Zimbabwe e a Segunda Interligação Moçambique-Zimbabwe.

ii) O alargamento da rede facilitou a criação de um mercado regional de energia através do


Pool Energético da África Austral (Southern Africa Power Pool (SAPP) que foi criado para
coordenar o desenvolvimento de Infra-estruturas de electricidade e o comércio energético.
Todas as nove empresas de energia eléctrica interligadas assinaram os Instrumentos de
Governação do Mercado do Dia Anterior (Day Ahead Market) e têm estado a comercializar a
energia em regime de concorrência. Além disso, o SAPP coordenou o desenho e o
desenvolvimento de centrais energéticas a fim de superar a actual escassez de
abastecimento energético na Região. O mapa abaixo ilustra uma das interligações.

iii) Harmonização de Políticas: Onze dos 15 Estados Membros introduziram a regulação da


electricidade. A Entidade Reguladora Regional de Electricidade (Regional Electricity
Regulatory Association - RERA) foi formada por 10 dos reguladores nacionais de
electricidade a fim de abordarem a regulação transfronteiriça de energia e harmonizar as
políticas e normas.

44
RISDP Revisto Quarta Versão

iv) A sub-região deu início ao desenvolvimento de uma Estratégia e Plano de Acção de Energia
Renovável da SADC.

v) Acesso melhorado aos serviços energéticos: Dez dos Estados Membros, nomeadamente,
Botswana, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Suazilândia, Tanzânia,
Zâmbia e Zimbabwe realizaram uma análise de lacunas da energia sustentável no âmbito do
enquadramento da Iniciativa SE4ALL (Energia Sustentável para Todos) das Nações Unidas. A
Figura 9 ilustra o progresso alcançado para se cumprir a meta do acesso a energia eléctrica.

Figura 9: Acesso a energia eléctrica em rede na Região da SADC , 2011

120 100 100 100 99 99


% de Acesso a rede de

99
100 90
80 80
75
electricidade

80 62
69 70 70
64
57
60 47
40 40
40 27
34 Urban
24 23 25 24
17 19 18 18
20 11 11.1 Rural
5 4 3 4 5
0 Total
Malawi
SADC

Seychelles

Swaziland
Lesotho

South Africa

Zimbabwe
Botswana

Mauritius

Namibia
Angola

Congo DR

Mozambique

Zambia

Fonte Relatórios de RESAP 2012; IRENA (Moçambique, Suazilândia e Zâmbia).

Transportes

A intervenção principal para os transportes é a provisão de Infra-estruturas e serviços de transportes


adequados, integrados e eficientes.

As metas originais do RISDP para o sector de transportes foram:

i) Liberalizar os mercados regionais de transporte até 2008;


ii) Harmonizar os regulamentos, as normas e as políticas de transportes até 2008;
iii) Recuperar todos os custos de manutenção de Infra-estruturas até 2008 e os custos totais do
investimento em Infra-estruturas até 2013; e
iv) Remover os obstáculos e impedimentos evitáveis à circulação transfronteiriça de pessoas,
bens e serviços até 2015.

As principais realizações registadas incluem

i. A Região adoptou a Estratégia Regional de Desenvolvimento de Transporte em 2008, o que


teve como resultado o programa emblemático com muito sucesso, nomeadamente o
Projecto do Corredor Norte-Sul de Apoio ao Comércio. O NSC é o corredor regional de
transporte mais importante do ponto de vista estratégico na SADC – transporta mais de 60%
do comércio, serve 8 países e interliga 8 corredores regionais de transporte atravessando a

45
RISDP Revisto Quarta Versão

região de oriente a ocidente. O programa do Corredor Norte-Sul é uma iniciativa multimodal


abrangente que cobre o melhoramento das Infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias,
portuárias, postos fronteiriços e Infra-estruturas energéticas e a facilitação do comércio e
dos transportes. Vários troços rodoviários foram reabilitados e outros estão a ser sujeitos a
estudos de viabilidade e a projectos em preparação da reabilitação. Os postos
transfronteiriços mais importantes no NSC estão em fases diferentes de melhoramento
infraestrutural e de operações. O mapa do NSC abaixo (Figura 10) ilustra a situação actual de
desenvolvimento.
ii. O Posto Fronteiriço de Chirundu de Paragem Única entre a Zâmbia e o Zimbabwe no NSC
tem sido também um projecto-piloto com sucesso que melhora a facilitação do comércio e
que está a ser replicado noutros postos fronteiriços.
iii. As reformas no sector do transporte rodoviário através da separação de políticas,
regulamentos e operações foram efectuadas com sucesso por todos os Estados Membros
resultando na criação de agências rodoviárias autónomas e de fundos destinados a estradas.
Isto tem melhorado a qualidade da Rede de Estradas Nacionais Regionais.
iv. Finalização de estudos sobre a liberalização dos mercados de transporte, especialmente dos
modos de transporte aéreo e rodoviário, o estabelecimento de instituições de supervisão de
segurança na aviação civil, estabelecimento de quadros institucionais e jurídicos de
corredores.
v. As Leis Modelo, políticas, estratégias e os instrumentos jurídicos têm apoiado os Estados
Membros no processo de liberalização e harmonização.
vi. As Zonas de Facilitação de Transporte registarem uma maior coordenação no âmbito da
Zona Tripartida da EAC, COMESA e SADC.

Figura 10: Mapa do Corredor Norte-Sul

46
RISDP Revisto Quarta Versão

Nota ao Mapa: O presente mapa representa das Redes Rodoviárias Norte-Sul de Ajuda ao Comércio que inclui
o Corredor Norte-Sul da SADC e o Corredor de Dar-es-Salam e partes dos Corredores Trans-Kalahari e Nacala

Nota: O mapa inclui igualmente algumas partes do Corredor de Lobito.

Fonte: Relatório Trimestral do Corredor Norte-Sul – Outubro de 2013 TradeMark África Austral

Água

A intervenção deste sector tem como objectivo a concretização da planificação, desenvolvimento,


utilização e gestão de um modo sustentável e integrado dos recursos hídricos que contribuam para o
objectivo geral da SADC de cooperação e integração regionais.

47
RISDP Revisto Quarta Versão

As metas originais para o sector da água foram:

i) A política e a estratégia regional da água a longo prazo desenvolvidas e aprovadas até Março
de 2004
ii) Sensibilização aumentada, participação alargada e inserção do conceito de género no
desenvolvimento e gestão dos recursos hídricos até 2005;
iii) Identificados e reforçados os centros de excelência para investigação na área dos recursos
hídricos e de desenvolvimento de tecnologias até 2005;
iv) Políticas e legislação do sector da água harmonizadas até 2006;
v) Estabelecidas e reforçadas pelo menos oito Organizações de Bacias Hidrográficas até 2006;
vi) Base de dados de recursos hídricos e redes de planificação estabelecidas e completamente
operacionais até 2007;
vii) Programas de formação e de reforço da capacidade institucional desenvolvidos e
implementados até 2008;
viii) Reduzida para metade, até 2015, a percentagem de pessoas sem acesso a água potável e a
serviços de saneamento; e
ix) Desenvolvidas até 2015 as Infra-estruturas de recursos hídricos necessárias para duplicar a
superfície sob irrigação.

Foi alcançado um progresso significativo na implementação dos programas de água do RISDP,


particularmente nos quadros regionais de políticas, estratégias e institucionais (RBOs).

Os destaques das principais realizações são os seguintes:

i. Estabelecidas oito instituições de cursos de água compartilhados até 2006.


ii. Planos Integrados de Gestão e Desenvolvimento dos Recursos Hídricos para orientarem a
implementação de projectos estão a ser produzidos em cerca de 4 Comissões de Bacias
Hidrográficas para orientar a implementação de projectos.
iii. As políticas/estratégias e directrizes regionais relativas aos recursos hídricos para
harmonização das legislações, políticas e estratégias nacionais da água foram desenvolvidas
e vários países adoptaram-nas.
iv. Mais de 500 Graduados em Mestrados treinados para além dos cursos de desenvolvimento
profissional a curto prazo.
v. Produzido o Mapa e o Atlas Hidrogeológicos com base na web
vi. Sistema regional de monitorização da água subterrânea iniciado no Botswana, Zimbabwe e
África do Sul na Bacia do Limpopo.

Turismo

A intervenção do Sector de Turismo tem por finalidade desenvolver, promover e apresentar a Região
como um destino de turismo único mas multifacetado, e melhorar a qualidade, a competitividade e
as normas de serviços da indústria de turismo na região da SADC.

As metas estabelecidas para o sector de turismo foram:

i) Facilitação da implementação do Protocolo de Turismo por todos os Estados Membros


até 2005;
ii) Desenvolvimento do Documento da Política e da Estratégia aplicável ao Turismo até
2004;
iii) Quota da SADC de chegadas de turistas no Mercado Mundial a atingir 5% até 2005;

48
RISDP Revisto Quarta Versão

iv) Inclusão do conceito de Género na indústria de turismo até 2005;


v) Aumento da quota da SADC nas receitas do turismo Mundial de 1% em 2001 para 3% até
2005;
vi) Implementação do Sistema UNIVISA da SADC até 2008;
vii) Harmonização de políticas, legislações e normas até 2008;
viii) Posicionamento da marca SADC como um destino de escolha para o turismo.

Os destaques das principais realizações são mencionadas abaixo:

i. A coordenação pela RETOSA, que é um organismo subsidiário, tem alcançado vários


resultados positivos, por exemplo, a promoção colectiva da Região através de eventos e do
website;
ii. Foram desenvolvidas as linhas orientadoras para a classificação de Infra-estruturas de
hotelaria e restauração.
iii. O UNIVISA foi desenvolvido e está pronto para ser implementado em regime piloto em seis
países.
iv. O RIDMP identificou as prioridades para o reforço do ambiente favorável e para o
melhoramento de Infra-estruturas no seio das Áreas de Conservação Transfronteiriças
(TFCA) que são os locais de excelência de turismo na Região.

Meteorologia

As intervenções do subsector de meteorologia têm por fim estabelecer os sistemas e as Infra-


estruturas que sejam totalmente integradas, eficientes e rentáveis para satisfazerem as
necessidades dos utilizadores e minimizarem os efeitos adversos dos fenómenos climáticos e das
condições meteorológicas severas.

As metas de meteorologia foram:

i) Melhorar a capacidade das estações terrestres para recolherem a informação de alta


resolução de satélites meteorológicos de segunda geração até 2005; e
ii) Desenvolver enquadramentos políticos e jurídicos apropriados para facilitar a recuperação
de custos operacionais, a harmonização e a integração regionais até 2006.

As realizações principais foram o estabelecimento do Centro de Serviços Meteorológicos da SADC


(SADC Climate Services Centre) e o melhoramento das Infra-estruturas de meteorologia nalguns
Estados Membros.

Tecnologias de Informação e Comunicação

As intervenções no sector de TIC procuraram criar ambientes conducentes de políticas e


regulamentares de TIC e Postais que contribuam para a difusão e uso de TIC. Procurou também
impulsionar o acesso a TIC por todas as comunidades e promover o uso de aplicações de TIC em
todos os sectores, para uma maior eficiência e produtividade.

A SADC reconhece a importância das TIC como vectores chave transversais para superar os desafios
apresentados pela globalização, facilitando a agenda de integração regional e promovendo as
perspectivas de desenvolvimento socioeconómico e político da Região. Neste contexto os Estados
Membros acordaram sobre a necessidade de desenvolverem uma sociedade toda inclusiva,
equilibrada e socialmente equitativa com base na informação e em conhecimentos que tenha como

49
RISDP Revisto Quarta Versão

fundamento as estratégias nacionais coordenadas para a integração efectiva de TIC nas políticas,
programas e estratégias de desenvolvimento regionais. Portanto a SADC continuou a implementar
as aplicações de TIC a fim de apoiar os sectores seguintes: educação, saúde, turismo, agricultura,
finanças, indústria, comércio e governo.

As metas do sector de TIC foram:

i) Desenvolver a capacidade operacional dos reguladores para responderem às expectativas


dos clientes até 2007
ii) Facilitar o crescimento das parcerias público-privadas para se alcançar o acesso universal
nacional aos serviços até 2010; e
iii) Separar as responsabilidades operacionais das unidades políticas e dos reguladores,
particularmente para os serviços postais, até 2005.

A Região acelerou o seu ímpeto no desenvolvimento de Infra-estruturas regionais no campo de TIC e


o acesso cresceu fenomenalmente após a liberalização do sector.

Os pontos a destacar das principais realizações são os seguintes:

i. Todos os Estados Membros da SADC tiveram sucesso na introdução da separação em


três vertentes das funções entre os governos, os reguladores e os fornecedores de
serviços.
ii. Todos os Estados Membros da SADC implementaram agora novas políticas e estratégias
nacionais de TIC alinhadas às Leis Modelo, aos Regulamentos e Linhas Orientadoras da
SADC. Dez novas directrizes, políticas e leis modelos foram criadas e outras quatro,
incluindo a Política de TIC da SADC foram actualizadas desde 2005. Em 2010, o Quadro
Estratégico da SADC foi desenvolvido.
iii. Todos os Estados Membros da SADC têm agora pelo menos uma conexão em banda
larga aos cabos submarinos. Os Estados Membros do Continente têm interconexões de
fibra com todos os vizinhos imediatos, o que é superior à meta do RISDP de 2014 de
80%.
iv. A teledensidade ficou entre 30% a 150% nos finais de 2012. A penetração da Internet Fixa é,
em geral, abaixo de 10%. Todos os Estados Membros estão interconectados em mais de
80%, através das Infra-estruturas Regionais de Informação da SADC (SRII). A Figura 11 ilustra
o progresso alcançado nas subscrições móveis o que constitui uma aproximação para
demonstrar a teledensidade.

Figura 11: Subscrições de telemóveis por 100 habitantes

50
RISDP Revisto Quarta Versão

Fonte: Dados anuais da União Internacional de Telecomunicações (UIT)

3.3.3 Desafios

Os desafios comuns enfrentados na implementação nas metas neste agrupamento/cluster são:

i. Lenta transposição dos protocolos, anexos e acordos regionais para as políticas, legislação,
regulamentos e normas nacionais.

ii. Incumprimento dos acordos regionais e proliferação de Barreiras Não-Tarifárias conexas a


transporte.

iii. Fraca capacidade administrativa e técnica dos Estados Membros para implementarem as
reformas.

iv. Financiamento inadequado para a reabilitação, construção e manutenção de infraestruturas.

v. Acesso e acessibilidade limitados a Infra-estruturas e serviços por todas as comunidades.

3.4 Agricultura e Segurança Alimentar

3.4.1 Generalidades

Os sectores de agricultura e segurança alimentar cobrem culturas agrícolas, pecuária, actividades


florestais, pescas, fauna bravia e ambiente. O objectivo destes sectores é desenvolver, promover,
coordenar e facilitar a harmonização de políticas e programas a fim de aumentar a produção,
produtividade e competitividade agrícolas; promover a utilização sustentável de recursos naturais e
do ambiente e promover o comércio de produtos agrícolas.

O sector facilita a integração regional através do abastecimento tanto de matérias-primas como de


produtos agrícolas e de recursos naturais transformados. Estes constituem o núcleo de bens e
serviços comercializados na Região. Por outro lado, o sector é também uma fonte primária de
matérias-primas para agroindústrias. O Sector também apoia a Região na concretização do acesso
sustentável a alimentos seguros e nutritivos para uma vida e saudável da população da Região.

51
RISDP Revisto Quarta Versão

3.4.2 Destaques das Realizações principais

As principais metas e realizações do RISDP para o período em revisão são descritas abaixo.

Disponibilidade de Alimentos

A disponibilidade de alimentos diz respeito ao aumento da produção, produtividade e


competitividade agrícola. As principais metas do RISDP para a disponibilidade de alimentos foram:

i) Duplicar a taxa de adopção de tecnologias comprovadas, tais como variedades melhoradas


de sementes, gestão da água e terra, até 2015;
ii) Aumentar o consumo de adubos químicos de 44,6 quilogramas por hectare de terra arável
para 65 quilogramas por hectare de terra até 2015 ( a média mundial é de 98,8 kg/ha);
iii) Estabelecer a Política de combate às pragas e doenças transfronteiriças até 2007;
iv) Reduzir a incidência de doenças animais transfronteiriças (TAD), em particular, a Febre
Aftosa para metade em 2015 com o objectivo final de eliminação das doenças;
v) Aumentar a produção pecuária num mínimo de 4% anualmente;
vi) Os Protocolos de Pescas, Actividades Florestais e Fauna Bravia e Aplicação da Lei são
ratificados e implementados.

Foram alcançados os resultados seguintes:

i) Sistema Regulamentar de Sementes Harmonizado da SADC foi aprovado em 2007


visando facilitar a livre circulação de sementes em toda a Região promovendo assim
o comércio de variedades de semente de alta qualidade entre os Estados Membros.
Integra o seguinte:
 Aprovação e Registo de Variedades da SADC;
 Sistema de Certificação e de Garantia de Qualidade de Sementes da SADC; e
 Medidas Fitossanitárias da SADC para os Sistemas de Sementes.

ii) Uma avaliação das fábricas existentes de produção de adubos químicos foi feita em
Angola, Malawi, Maurícias, Moçambique, Tanzânia, África do Sul, Zâmbia e
Zimbabwe com o objectivo de obter o parecer técnico sobre como aumentar a
capacidade de produção destas fábricas. O estudo teve também objectivo avaliar
como é que a Região pode utilizar os seus recursos abundantes no fabrico de adubos
químicos. Alguns países reabilitaram já as suas fábricas e aumentaram a produção
de adubos químicos/fertilizantes.

iii) Foram desenvolvidos, financiados e implementados três projectos para superar os


desafios enfrentados no desenvolvimento da pecuária da Região, nomeadamente:

 Promoção da Integração Regional no Sector de Pecuária (PRINT) da SADC que


desenvolveu os Sistemas de Gestão de Informação de Pecuária (LIMS) para a
monitorização do desenvolvimento da pecuária e a vigilância e o controlo das
doenças animais.

52
RISDP Revisto Quarta Versão

 Projecto de Combate à Febre Aftosa da SADC (FMD da SADC) que presta apoio
para melhorar a eficácia da vacina contra a Febre Aftosa através do Instituto
de Vacinas do Botswana (Botswana Vaccine Institute - BVI).
 Reforço de Instituições para a Gestão de Risco das Doenças Animais
Transfronteiriças (TAD) que estabeleceu as redes para o controlo de TAD
fazendo assim com que o gado seja um produto mais comerciável.

A implementação dos projectos de pecuária resultou num aumento anual de 4,2% na produção
pecuária na Região.

iv) Foi desenvolvida e aprovada uma estratégia regional de combate a pragas das
culturas aplicável à gestão de pragas e doenças migratórias com o objectivo de
aumentar a capacidade dos Estados Membros para gerirem as pragas e doenças de
um modo concertado, incluindo a vigilância. Foi publicado um Manual sobre “Pragas
de importância Fitossanitária e Económica na Região da SADC” para assistir os
Estados Membros na sua identificação e controlo de pragas de plantas;

v) Foram desenvolvidos, aprovados e implementados projectos de Investigação Agrária


para superar os problemas conexos à baixa divulgação, fraca adopção de tecnologias
e fracos elos de ligação entre investigação-extensão-agricultor na produção agrícola.
Estes incluem:

 Implementação e Coordenação de Investigação e Formação Agrícolas (ICART);


 Fundo Competitivo para os Projectos de Inovação e Colaboração em Apoio do
Desenvolvimento de Pequenos Agricultores (FIRCOP); e
 Programa de Produtividade Agrícola de Países Múltiplos da SADC (SADC MAPP).

O último levou ao estabelecimento do Centro para a Coordenação de Investigação e


Desenvolvimento Agrários para a África Austral (CCARDESA), como uma Organização Sub-regional de
Investigação (SRO) da SADC para coordenar a investigação e o desenvolvimento agrários da Região.

vi) A conservação e utilização de recursos fitogenéticos ao abrigo do Centro de


Recursos Fitogenéticos da SADC (SPRGC) continuaram durante o período em revisão.

vii) Foram estabelecidas doze (12) Áreas de Conservação Transfronteiriças (TFCA) e,


estão todas operacionais;

viii) Os Protocolos sobre Pescas, Actividades Florestais e Fauna Bravia e Aplicação da Lei
foram ratificados. As estratégias de implementação dos Protocolos foram
desenvolvidas, aprovadas e implementadas durante o período em revisão;

ix) O Anexo ao Protocolo de Pescas sobre Pescas Ilegais, Não-reguladas e não-


Reportadas (IUU) foi desenvolvido em 2008 e está agora a ser implementado;

53
RISDP Revisto Quarta Versão

x) Desenvolvidos os Programas sobre Redução de Emissões do Desmatamento e da


Degradação Florestal (REDD+) para apoiar as medidas de mitigação e adaptação às
alterações climáticas e o Programa Regional de Gestão de Incêndios e de
Cooperação Transfronteiriça que procura abordar a questão de incêndios
descontrolados a fim de conservar a biodiversidade florestal e garantir o
fornecimento sustentado de produtos de origem florestal para a subsistência da
comunidade.

As intervenções acima contribuíram para uma taxa anual de crescimento agrícola estimada em 2.6%
durante o período em revisão. A produção regional de cereais aumentou em 46% (2003 – 2012)
devido, principalmente, ao acréscimo na produção de milho em 40% enquanto a produção de arroz,
trigo, mapira e painço/milho-miúdo permaneceu relativamente constante. A produção de mandioca
mais que duplicou nos últimos 10 anos (Figura 12). De modo semelhante, a produção de aquacultura
durante o referido período aumentou como reflectido na Figura 13.

Figura 12: Tendências da Produção Regional de Cereais na SADC, 1999 – 2013

Producao Regional de Cereais


(Milho, trigo, arroz, mapira e painco/milho miudo)
40000

35000
Producao ('000 Tonnes)

30000

25000

20000

15000

10000

5000

Maize Others Cereals Total Cereals Anos das Colheitas

Fonte: Unidades Nacionais de Aviso Prévio dos Estados Membros para a Segurança Alimentar (excluindo a RDC,
Madagáscar e as Seychelles).

Figura 13: Tendências na Produção de Aquacultura (por 1.000 toneladas), 2005-2010

54
RISDP Revisto Quarta Versão

Produção de Aquacultura
16000
14000
12000
10000 2005
8000 2006
2007
6000
2008
4000
2009
2000 2010
0

Fonte de Dados: FAOSTAT (2013)

Acesso a Alimentos, Segurança de Alimentos e Valor Nutritivo de Alimentos

A presente intervenção trata da acessibilidade a alimentos seguros e nutritivos o que é essencial


para uma população saudável e apoia tanto o comércio regional como internacional de produtos
agrícolas. As principais metas foram:

i) Adesão a Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) e a normas em conformidade com os


Acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC); e
ii) Reduzir para metade a percentagem de crianças com menos de cinco (5) anos com peso
abaixo do normal, entre 1990 e 2015.

As realizações foram:

i) O desenvolvimento, a aprovação e a implementação de Directrizes relativas aos


produtos para protecção de culturas, medicamentos de veterinária e segurança e
gestão de medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS). As Directrizes oferecem aos
Estados Membros as ferramentas necessárias para o reforço de sistemas
regulamentares de SPS e de segurança de alimentos;

ii) Foi finalizado em 2011 um estudo para promover o comércio intrarregional e inter-
regional e para melhorar o acesso ao Mercado de produtos de origem animal. O
estudo levou à adopção pela OIE do conceito de comércio de produtos de base (CBT)

55
RISDP Revisto Quarta Versão

que permite o comércio de carne de vaca proveniente de zonas livres de Febre


Aftosa (FMD) por meio de vacinação; e

iii) A capacidade dos Estados Membros para desenvolverem as Políticas de SPS foi
reforçada através do aprovisionamento de equipamento de laboratório para os
ensaios de produtos alimentícios no âmbito do Projecto de Segurança de Alimentos
(2008-12). Dez (10) laboratórios foram reforçados em 8 Estados Membros (Angola,
Namíbia, Malawi, Tanzânia, República Democrática do Congo, Seychelles, Zâmbia e
Zimbabwe) e foi efectuada a formação relevante de formadores.

Preparação para Calamidades relativamente à Segurança Alimentar

A presente secção pretende garantir a preparação e a sensibilização regional para calamidades em


termos da segurança alimentar, dado que a região da SADC é afectada frequentemente por
calamidades naturais e causadas pelo homem que levam à insegurança alimentar. As principais
metas foram:

i) O Estabelecimento de um Fundo de Reserva Alimentar;


ii) O Desenvolvimento de um Sistema Integrado de Informação Agrícola Regional; e
iii) O reforço dos sistemas de aviso prévio e das capacidades de avaliação da vulnerabilidade

Foi alcançado o seguinte:

i) Foi efectuado o Estudo para o estabelecimento do Fundo de Reserva Alimentar


Físico; contudo, os Estados Membros manifestaram a preferência por um Fundo de
Reserva Alimentar Financeiro;
ii) Foi estabelecido um Sistema de Gestão de Informação Agrícola (AIMS) para facilitar
a recolha, análise, arquivo de informações e integração de vários sistemas de
informação no seio da Região. Foi desenvolvido um website para permitir que os
Estados Membros tenham acesso atempado aos dados do comércio agrícola, a
informações sobre surtos de doenças, a segurança alimentar, ambiente, saúde
animal, produção e comercialização dos Estados Membros.
iii) Foram estabelecidas em 12 Estados Membros as Unidades de Aviso Prévio para
recolher, analisar e divulgar as informações de aviso prévio que cobrem a
precipitação sazonal e o desenvolvimento das culturas, a previsão das colheitas, a
monitorização das importações e exportações, das reservas alimentares, dos preços
e dos mercados. Esta informação é publicada regularmente aos níveis nacional e
regional. De modo semelhante, os Comités de Avaliação e Análise da
Vulnerabilidade (VAAC) foram também estabelecidos em 12 Estados Membros para
avaliar a disponibilidade de alimentos, efectuar o perfil da subsistência e as
vulnerabilidades e avaliar as necessidades em casos de emergência e de resposta. As
avaliações são usadas pelos Estados Membros para informar a formulação de
políticas, o desenvolvimento de programas e de intervenções de emergência que
levam à redução da vulnerabilidade no contexto da segurança alimentar.

56
RISDP Revisto Quarta Versão

Quadro Institucional e Capacidade para a implementação da segurança alimentar

Este ponto diz respeito ao estabelecimento dos quadros jurídicos relevantes, à promoção de redes
efectivas e ao reforço de capacidades das instituições de intervenientes aos níveis regional e
nacional. As principais metas foram:

i) Acordos sobre Políticas comuns finalizados até 2009; e


ii) Redes Temáticas Prioritárias operacionais até 2006 e estabelecidos os Centros de Excelência

As realizações foram:

i) Em Junho de 2013 foi desenvolvida e aprovada uma Política Agrícola Regional (RAP) e
espera-se que providencie um quadro para a harmonização das políticas agrícolas da
SADC. Coloca todas as políticas, objectivos e investimentos agrícolas sob um mesmo
enquadramento para uma melhor coordenação, um aumento na eficiência e na
aplicação;

ii) Estabelecimento das instituições relevantes para a coordenação regional de programas,


tais como, o Centro para a Coordenação da Investigação e Desenvolvimento Agrário da
África Austral (CCARDESA) como um organismo sub-regional autónomo com a
responsabilidade pela Agenda de Investigação e Desenvolvimento Agrícola da Região;

iii) Estabelecimento de um Secretariado para a coordenação da Área de Conservação


Transfronteiriça Kavango-Zambeze (KAZA TFCA) que é, potencialmente, a área de
conservação mais extensa do mundo, cobrindo aproximadamente 287 132 km² em cinco
países da África Austral (Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe), circundando
a área de Caprivi-Chobe-Victoria Falls;

iv) Estabelecimento da Comissão da Corrente de Benguela (BCC) que é uma iniciativa


intergovernamental multissectorial que cobre Angola, Namíbia e a África do Sul para a
promoção da gestão sustentável e protecção do Grande Ecossistema Marinho da
Corrente de Benguela (BCLME). O BCC promove a cooperação entre os países
participantes visto que se direcciona a uma abordagem regional integrada com base na
ciência para a conservação, protecção e uso e gestão sustentável do BCLME; e

v) Estabelecimento de Centros de Excelência que apoiam o reforço de capacidades em


várias áreas de cooperação regional na área de agricultura, tais como a Universidade de
Kwazulu Natal nas Avaliações de Segurança e Vulnerabilidade Alimentar; a Universidade
de Sokoine em Fauna Bravia e o Centro de Combate à Carraça e Doenças transmitidas
pela Carraça no Malawi.

3.4.3 Desafios

Os desafios que afectaram a implementação das intervenções em agricultura, segurança alimentar e


ambiente incluem os seguintes:

i) O passo lento da transposição para o direito nacional e da implementação das políticas


principais tais como a Declaração de Dar-es-Salam; dos Protocolos sobre Actividades

57
RISDP Revisto Quarta Versão

Florestais, Pescas e Conservação da Fauna Bravia e Aplicação da Lei, o Anexo sobre SPS do
Protocolo sobre Trocas Comerciais; e as directrizes relativas à segurança de alimentos e
ambiente;
ii) Falta de cumprimento pelos Estados Membros dos quadros jurídicos e falta do mecanismo
jurídico para implementar as posições acordadas tais como as relativas a IUU e CITES e a
caça furtiva ao rinoceronte;
iii) Fraca monitorização da implementação dos protocolos, programas e projectos regionais
devido, principalmente, à capacidade limitada para se recolher atempadamente os dados
fiáveis; e
iv) Falta de recursos para a sustentabilidade a longo prazo de programas regionais.

3.5 Desenvolvimento Social e Humano e Programas Especiais

3.5.1 Generalidades

O cluster de Desenvolvimento Social e Humano cobre as áreas de Educação e Desenvolvimento de


Aptidões, Saúde e Fármacos, Emprego e Mão-de-Obra, Órfãos, Crianças e Jovens Vulneráveis – como
questões transversais – VIH e SIDA, e Ciências, Tecnologia e Inovação. A Direcção de
Desenvolvimento Social e Humano e Programas Especiais (SHD&SP) tem como mandato garantir a
disponibilidade de recursos humanos educados, competentes, saudáveis, produtivos necessários à
promoção do investimento, eficiência, e competitividade da Região na economia global, assim como
ao melhoramento da qualidade de vida da população da Região.

As metas gerais para o desenvolvimento humano e social que foram alinhadas às dos Objectivos de
Desenvolvimento do Milénio (ODM) foram:

i) Todos os Estados Membros devem alcançar a meta de ensino primário universal e garantir
que todas as crianças completem o ensino primário, até 2015. Além disso, as lacunas de
ingressos entre os rapazes e as raparigas no ensino primário e secundário devem ser
eliminadas, preferivelmente até 2005 e, em todos os níveis de ensino, até 2015, o mais
tardar. Para apoiar a concretização da meta geral do ODM referido acima, foram
estabelecidas metas regionais específicas. Estas incluíram:
o Melhoramento do acesso, qualidade, eficiência e relevância de educação e formação
a todos os níveis, particularmente do ensino secundário, educação e formação
técnicas e vocacional (TVET), educação de professores e ensino superior; e
o Facilitação da implementação das disposições do Protocolo sobre Educação e
Formação, incluindo o desenvolvimento do Quadro Regional de Qualificações (RQF);
estabelecimento e reforço de Centros de Especialização e Excelência na Região.

ii) Todos os Estados Membros devem parar e começar a reverter a incidência de doenças
transmissíveis (VIH e SIDA, Tuberculose e malária) e de outras doenças de importância até
2015. A fim de apoiar a concretização da meta geral do ODM referida acima ODM, entre
outras estiveram as metas regionais específicas foram:

o Desenvolvimento do quadro regional de avaliação do desempenho na


implementação dos compromissos internacionais (tais como ODM) Declarações e
Convenções de Abuja;

58
RISDP Revisto Quarta Versão

o Desenvolvimento de um quadro e mecanismos para o melhoramento sustentável


da disponibilidade e acesso a medicamentos essenciais e a suplementos
nutricionais para o combate às doenças transmissíveis mais importantes como o
VIH e SIDA, Tuberculose, Malaria e doenças que reemergem (poliomielite e
Ébola);
o Desenvolvimento de um Plano de Acção para a implementação do Protocolo de
Saúde;
o Desenvolvidos e harmonizados os programas regionais para a prevenção,
tratamento e cuidados relativos a VIH e SIDA até 2005;
o Pelo menos 9% das pessoas infectadas por VIH que necessitam de tratamento e
cuidados receberam-nos até 2005;
o Os Estados Membros da SADC devem atribuir 15% dos seus orçamentos nacionais
ao sector da saúde.

iii) Desenvolvimento do Quadro Regional de Avaliação monitorizando o desempenho na


implementação dos programas de produtividade, das políticas de trabalho e emprego
assim como das convenções fundamentais, dos códigos e das declaração e o
estabelecimento de um Sistema e Estrutura Regional Tripartidos.

3.5.2 Destaques das Realizações principais

Foi alcançado o seguinte:

Educação e Formação

i) A adopção de nove (9) anos de ensino básico pelos Estados Membros da SADC como parte
da implementação das disposições do Protocolo de Educação e Formação tem contribuído
para o melhoramento do acesso ao ensino primário, como reflectido na Figura 14. Além
disso, a maioria dos Estados Membros alcançou ou está prestes a alcançar a paridade de
género com o Índice de paridade de Género de 1 tanto no ensino primário como secundário.

ii) A implementação do Protocolo sobre Educação e Formação foi coordenada efectivamente e


é contínua. Foi desenvolvido um Plano Regional de Educação e Formação (RETIP) para
facilitar a implementação do Protocolo da SADC sobre Educação e Formação, tendo em
conta os compromissos continentais e globais, tais como as metas do Plano de Acção da
Segunda Década da União Africana e da Educação para Todos (EFA). Várias áreas no
Protocolo foram facilitadas, incluindo a Educação e Formação Técnica Vocacional (TVET),
Ensino Superior e Ensino Aberto e à Distância (EAD), o estabelecimento de Organismos
regulamentares e de garantia da qualidade e de Associações de Profissionais.

iii) A capacitação tem sido facilitada através do estabelecimento de Centros de Especialização


na Planificação e Gestão da Política de Educação na Universidade de Dar-es-Salam,
Universidade de Witwatersrand (África do Sul) e a Universidade Pedagógica (Moçambique);
Administração e Gestão Públicas na Universidade do Botswana; e o Ensino Aberto e à
Distância (ODL) para professores e para o ensino secundário na Universidade Aberta da
Tanzânia (OUT) e no Colégio de Ensino à Distância do Malawi.

iv) Vários Estados Membros desenvolveram e estão a implementar os respectivos Quadros


Nacionais de Qualificações (NQF). Isto levou ao desenvolvimento um projecto de Quadro

59
RISDP Revisto Quarta Versão

Regional de Qualificações (RQF) que contém 10 níveis de indicadores, ao Portal de


Qualificações e às directrizes de garantia de qualidade.

v) Foi desenvolvido um Sistema comum que é usado periodicamente para a recolha e a


comunicação de informações e dados pelos Estados Membros sobre a provisão actual de
educação e formação na Região. Além disso, para facilitar o melhoramento de Sistemas de
EMIS ao nível do ensino primário e secundário nos Estados Membros, as Normas e
Regulamentos da SADC para o Sistema de Informação de Gestão de Educação (EMIS) foram
desenvolvidos e estão a ser implementados.

Figura 14: Rácio Bruto de Ingressos e Índice de Paridade de Género no Ensino Primário, 2011

60
RISDP Revisto Quarta Versão

Gross Enrolment Ratio


200
180
160
140
Percentage

120
100
80
60 Female
40
20 Male
0
DRC

Madagascar
Malawi
Lesotho

Seychelles

Swaziland
Mauritius

South Africa

Zimbabwe
Angola
Botswana

Tanzania
Namibia
Mozambique

Zambia
Parity Index
1.2
1
0.8
Index

0.6
0.4
0.2
0
DRC

Malawi

Seychelles
South Africa
Swaziland
Lesotho

Mauritius

Tanzania
Madagascar

Zimbabwe
Angola
Botswana

Namibia

Zambia
Mozambique

Fonte: Dados recebidos dos Estados Membros da SADC

Saúde e Fármacos

No âmbito do Plano de Implementação do Protocolo sobre Saúde da SADC foi alcançado o seguinte:

i) Um sistema para monitorizar os progressos no combate das doenças transmissíveis (VIH


e SIDA, Tuberculose e Malária). O Sistema faz o acompanhamento do progresso dos
compromissos continentais e mundiais (por exemplo, Declaração de Abuja, UNGASS,
ODM, Declaração de Maseru, WHA) numa base anual;

ii) Foi desenvolvido um Quadro Regional sobre Fármacos e está a ser implementado
cobrindo as áreas seguintes:

 Uso racional de medicamentos essenciais;


 Investigação, desenvolvimento e produção regional;
 Regulação de medicamentos;
 Aquisição em grosso e em conjunto;

61
RISDP Revisto Quarta Versão

 Medicamentos Tradicionais Africanos


 Direitos de Propriedade Intelectual conexos ao Comércio (TRIPS) e
patentes;
 Recursos humanos para fármacos; e
 Necessidades farmacêuticas de emergência.

iii) Estão a ser implementados dois Planos Regionais de combate à Malária e Eliminação da
Malária. Como resultado, o fardo da malária foi reduzido com sete (7) Estados Membros
a alcançarem a meta de redução de morbilidade em 50% até 2010;

iv) Foram estabelecidos cinco (5) Centros Regionais de Especialização em Doenças


Transmissíveis (VIH e SIDA, Tuberculose e Malária;

v) Estão estabelecidas várias Directrizes que abordam a Saúde Pública, a saúde sexual e
reprodutiva para transposição para o direito nacional. As directrizes para a
documentação das melhores práticas em VIH e SIDA pediátrico, tuberculose e malária
foram operacionalizadas; e

vi) Foi desenvolvido o Plano Estratégico para a Medicina Tradicional Africanos foi também
desenvolvido. O Plano aborda os ensaios. Utilização, regulação/legislação aplicáveis aos
produtos e práticas.

Emprego e Trabalho

i) Os Estados Membros da SADC alcançaram 100% de ratificação das oito Convenções


Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho. Foi estabelecido um Mecanismo
Regional de Avaliação pelos Pares, com base na Organização Internacional de Trabalho (OIT)
para monitorizar o cumprimento das Convenções ratificadas;

ii) Foram formulados e estão em implementação os Códigos de Conduta que orientam os


Estados Membros para que superem os desafios relativos ao trabalho infantil; o uso seguro
de químicos, incluindo as normas de Segurança e Saúde Ocupacional (OSH) e o VIH e SIDA no
mundo do trabalho e as respectivas ferramentas de monitorização e avaliação;

iii) O projecto de Protocolo relativo ao Emprego e Trabalho foi produzido em 2012 e foi
apresentado para aprovação pelo Conselho de Ministros;

iv) Está estabelecido um Fórum Regional Tripartido para facilitar a formulação, implementação
e monitorização de políticas e a consolidação da harmonia industrial;

v) Foi formulado e está a ser implementado o Sistema de Informação do Mercado de Trabalho


da SADC (LMIS) para providenciar informação sobre o mercado de trabalho, incluindo as
oportunidades de emprego e empreendedorismo para os intervenientes de modo a facilitar

62
RISDP Revisto Quarta Versão

o acesso e a planificação e utilização efectivas dos recursos humanos e materiais no


mercado de trabalho; e

vi) Foi formulado e está a ser implementado o Programa de Trabalho Decente da SADC para
orientar os Estados Membros na promoção da criação de emprego, normas laborais, diálogo
social e protecção social na Região.

Combate à Pandemia de VIH e SIDA

i) As novas infecções de VIH na população adulta diminuíram em 32% entre 2001 e 2011 e o
declínio correspondente nas infecções em crianças com menos de 15 anos foi de 48%. A
tendência em novas infecções de VIH está reflectida na Figura 15.

Figura 15: Número de novos casos de VIH na SADC, 1990-2010

No. of New HIV Infections in SADC Region, 1990-2010


1600
1400
No. of new HIV infections

1200
1000
(000)

800
600
400
200
0
1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
Years

Fonte: Estimativas de UNAIDS, 2010

ii) Todos os Estados Membros estão a implementar as intervenções de Prevenção da


Transmissão da Mãe para o Filho (PMTCT) e a cobertura de PMTCT em 2011 foi de 76%. Até
ao fim de 2011, 6 Estados Membros tinha concretizado as metas de acesso universal ao
tratamento para 2015.

iii) Sessenta e três por cento (63%) da população adulta elegível para tratamento estava a ser
tratada no fim de 2011. Esta percentagem é calculada com base no limite de CD4 de 350.
Até ao fim de 2011, 6 Estados Membros tinham alcançado as metas universais de acesso
universal ao tratamento para 2015. Cerca de 20% das crianças com menos de 15 anos
elegíveis ao tratamento estavam a ser tratadas até ao fim de 2011.

iv) Foi criado e está operacional um Fundo da SADC de Combate ao VIH e SIDA. O Fundo
financiou a implementação de intervenções inovadoras no âmbito da Agenda regional de
Investigação.

63
RISDP Revisto Quarta Versão

v) Estão a ser implementados os programas de prevenção e tratamento de infecções por VIH


para as populações migrantes como um modo de aumentar o acesso a serviços.

Ciência, Tecnologia e Inovação

i) Foi desenvolvido e adoptado o Protocolo sobre Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) em


Agosto de 2008, e um projecto Plano Estratégico sobre CTI para a operacionalização do
Protocolo foi desenvolvido e espera aprovação.

ii) Em 2009 foi lançada uma Semana de Ciências, Engenharia e Tecnologia da SADC (SET) e os
Estados Membros realizam Semanas de SET anualmente. Os Estados Membros têm
mecanismos bilaterais e oferecem apoio mútuo, especialmente através da participação nos
eventos da Semana SET.

iii) Foram estabelecidas várias parcerias estratégicas com os principais Parceiros de Cooperação
Internacionais, tais como, Finlândia e a Comissão da União Europeia sobre o Programa de
Apoio à Inovação na África Austral e CCAST-NET, respectivamente.

iv) Foram estabelecidos em colaboração com a NEPAD, Centros de Excelências Regionais ou


redes tais como a Rede da África Austral para Biociência; a Rede da África Austral de Centros
de Excelência da Água; Instituto Africano de Ciências Matemáticas e a Rede Pan-Africana de
Ciências de Laser – Centro Africano de Laser.

3.5.3 Desafios

Para além da falta geral tanto de recursos financeiros como humanos, os desafios principais que
foram enfrentados foram:

i) A lenta transposição e operacionalização pelos Estados Membros de todos os


instrumentos regionais acordados;
ii) A ausência de estruturas nacionais adequadas de garantia de qualidade e de
qualificações para servirem como uma base para o desenvolvimento do Quadro
Regional de Qualificações (RQF) atrasaram a finalização do RQF;
iii) Falta de financiamento sustentável da resposta ao VIH e SIDA a fim de satisfazer a
procura crescente;
iv) A fraca resposta dos Estados Membros às solicitações de dados e informações o que
resultou numa falta de base de dados regional consolidada para providenciar uma
verdadeira imagem da procura e oferta no mercado de trabalho;
v) Progresso lento na finalização dos mecanismos com as organizações subsidiárias para
implementarem os programas conexos ao desenvolvimento social e humano,
especialmente nas áreas de Informação, Cultura e Desporto, para as quais foram
definidas de novo as prioridades em 2007.

64
RISDP Revisto Quarta Versão

3.6 Conclusão

É evidente que a implementação do RISDP tem progredido bem apesar os desafios enfrentados e
que o papel da SADC como facilitadora do desenvolvimento na Região tem tido sucesso em muitos
níveis e numa gama de áreas. É também certo que a com base no que foi lançado e melhorando o
desempenho na implementação do RISDP dentro dos prazos estabelecidos, exigirá um aumento nos
esforços, a reorganização de algumas prioridades, mas mais importante ainda, uma racionalização
dos recursos disponíveis.

As realizações descritas no presente capítulo contribuíram certamente para o melhoramento da vida


dos habitantes da região da SADC. Contudo, seria necessário realizar-se a investigação específica
para se confirmar o nível do impacto, e os benefícios alcançados, como resultado das intervenções
com base no RISDP.

65
RISDP Revisto Quarta Versão

CAPÍTULO 4: Prioridades do RISDP para 2015-2020

4.1 Fundamento Lógico da Nova Definição de Prioridades

A nova definição de prioridades do RISDP, aprovada pelo Conselho de Ministros da SADC, na sua
reunião realizada em Agosto de 2007, tinha como objectivo o realinhamento das prioridades
existentes com a afectação de recursos em termos da sua importância relativa e maior impacto na
integração regional. O fundamento lógico do exercício foi definir melhor o foco da implementação
do RISDP e estabelecer um enquadramento de modo a atribuir os recursos para um maior impacto.
As prioridades para 2007 foram identificadas como sendo as seguintes:

a. Liberalização do Comércio/Económica e desenvolvimento, incluindo:


i. Livre circulação de bens, serviços e de factores de produção;
ii. Convergência macroeconómica orientada para a estabilidade;
iii. Integração do Mercado financeiro e cooperação monetária;
iv. Investimento intrarregional e investimento directo estrangeiro.
v. Competitividade produtiva e capacidade do lado da oferta
b. Infra-estruturas em Apoio à Integração Regional.
c. Cooperação nas áreas de paz e segurança (como pré-requisito para a concretização da
Agenda de Integração Regional).
d. Programas Especiais de dimensão regional no âmbito de Educação e Desenvolvimento de
Recursos Humanos, Saúde, VIH e SIDA e outras Doenças Transmissíveis, Segurança
Alimentar e Recursos Nacionais Transfronteiriços, Estatísticas, Igualdade de Género, e
Ciências, Tecnologia e Inovação e Investigação e Desenvolvimento.8

O RISDP Revisto toma em conta as experiências e as lições retiradas assim como os novos
desenvolvimentos que ocorreram desde 2007, e a análise SWOT apresentada no Capítulo 2. Assim,
para o período de 2015-2020 as prioridades acima, que são os principais pilares da cooperação e
integração regionais permanecem relevantes e foram reorganizadas do modo seguinte:

a) Prioridade A – Desenvolvimento Industrial e Integração do Mercado, incluindo:


 Desenvolvimento industrial sustentável, competitividade produtiva e capacidade
do lado da oferta;
 Livre circulação de bens, serviços e de factores de produção;
 Convergência macroeconómica orientada para a estabilidade;
 Integração do Mercado financeiro e cooperação monetária;
 Investimento intrarregional e investimento directo estrangeiro; e
 Aprofundamento da integração regional.

b) Prioridade B - Infra-estruturas em Apoio à Integração Regional, incluindo:


 Energia
 Transportes (terrestre, aéreo e intermodal)
 Turismo
 TIC
 Meteorologia

8
SADC, 2007, Acta da reunião do Conselho de Ministros realizada em Lusaka, Zâmbia, 14-15 de Agosto de 2007. Ponto
7.3.6

66
RISDP Revisto Quarta Versão

 Recursos Hídricos
c) Prioridade C - Cooperação nas áreas de paz e segurança (como pré-requisito para a
concretização da Agenda de Integração Regional).
d) Prioridade D - Programas Especiais de dimensão regional no âmbito de:
 Educação e Desenvolvimento de Recursos Humanos;
 Saúde, VIH e SIDA e outras Doenças de importância na saúde pública;
 Emprego e Trabalho
 Segurança Alimentar e Nutricional;
 Recursos Naturais Transfronteiriços;
 Meio-ambiente;
 Estatística;
 Sector Privado;
 Igualdade de Género; e
 Ciências, Tecnologia e Inovação e Investigação e Desenvolvimento

Para se avançar com a implementação do RISDP, o foco serão as Prioridades A e B. As metas no


âmbito da Prioridade D serão implementadas para apoiar a concretização e o cumprimento das
Prioridades A, B, e C. As inter-relações entre as quatro prioridades estão refletidas na Figura 16, o
que demonstra que a Prioridade é o catalisador para a concretização das Prioridades A, B e C em
termos de aprovisionamento de educação, competências, saúde, comunicação e outras dimensões
humanas. Os detalhes do processo estão apresentados abaixo.

Figura 16: Sinergias e Inter-relações entre as Prioridades A, B, C e D

A–

B
C
B- C-

A – Desenvolvimento Industrial e Integração do Mercado

B – Infra-estruturas em apoio da integração regional

C – Cooperação nas áreas de paz e segurança

D- Programas especiais de dimensão regional

67
RISDP Revisto Quarta Versão

4.2 Cadeia de Resultados do RISDP Revisto

A hierarquia das metas e dos objectivos que orientarão as acções da SADC nos próximos anos está
reflectida na Figura 17. Esta reflecte as relações causais entre os insumos, as actividades, os
resultados, resultados tangíveis e o impacto. Os objectivos estratégicos e específicos para as
Prioridades, definidos na cadeia de resultados são as seguintes:

Prioridade A: Objectivo Estratégico: Desenvolvimento industrial sustentável, integração do comércio


e a cooperação financeira

Objectivos específicos:
 Aumentadas as cadeias de valor regionais e a agregação de valor para os produtos agrícolas
e não agrícolas
 Consolidada a ZCL da SADC
 Melhorado o ambiente macroeconómico
 Melhorados os sistemas do mercado financeiro e a cooperação monetária
 Aumentado o investimento intrarregional e o investimento directo estrangeiro
 (…..)
 Incrementado o Comércio Intra-África
 Aumentado o envolvimento do sector privado na integração regional
 Incrementado o progresso no aprofundamento da integração regional.

Prioridade B: Objectivo Estratégico: Infra-estruturas regionais melhoradas e integradas

Objectivos Específicos:
 Estratégias, políticas e quadros regulamentares harmonizados para o desenvolvimento e as
operações de Infra-estruturas e serviços transfronteiriços
 Melhoradas as Infra-estruturas e redes integradas
 Incrementada a capacidade para construção, manutenção e operação das Infra-estruturas e
serviços regionais
 Aumentado o acesso e a acessibilidade a Infra-estruturas e serviços
 Aumentada a competitividade e a liberalização dos mercados regionais para energia, TIC,
transportes e turismo

Prioridade C: Objectivo estratégico: Melhorada a cooperação nas áreas de paz e segurança

Objectivos específicos:
 Reforçada a edificação da paz regional
 Reforçada a prevenção, resolução e gestão de conflitos
 Reforçada a gestão de risco de calamidades
 Reforçada a defesa regional colectiva
 Reforçado o sistema regional de aviso prévio
 Reforçada a segurança transfronteiriça
 Reforçadas as Operações de Apoio à Paz
 Reforçada a gestão na área da migração e refugiados

68
RISDP Revisto Quarta Versão

Prioridade D: Objectivo estratégico: Melhoradas as capacidades humanas para o desenvolvimento


socioeconómico

Objectivos específicos:
 Melhorada a monitorização e análise das tendências da pobreza na Região
 Aumentado o acesso a educação e competências de qualidade para o desenvolvimento
industrial e outras áreas para a integração e desenvolvimento social e económico
 Aumentada a disponibilidade e o acesso a serviços e produtos de qualidade na área da
saúde, VIH e SIDA
 Reforçada a criação de emprego, as relações laborais, as informações sobre o mercado de
trabalho e a produtividade laboral para o desenvolvimento industrial
 Aumentada a produção, produtividade e competitividade de culturas, pecuária, actividades
florestais, pescas e fauna bravia em apoio ao comércio, indústria e segurança alimentar na
Região.
 Incrementado o acesso ao Mercado de produtos agrícolas (culturas, pecuária e recursos
naturais)
 Reduzida a vulnerabilidade social e económica no contexto de segurança alimentar e
nutricional
 Reforçadas a gestão e conservação sustentáveis dos recursos naturais, do meio-ambiente e
dos recursos fitogenéticos e genéticos animais.
 Reforçada a igualdade e equidade de género
 Melhorada a qualidade das estatísticas regionais
 Reforçada a aplicação da ciência, tecnologia e inovação em apoio às prioridades da
integração regional
 Reforçado o desenvolvimento, a capacitação e a participação da juventude em todos os
aspectos de desenvolvimento social e económico e da integração regional.

As áreas de intervenção, a par das Prioridades definidas, assim como das questões transversais,
estão definidas na secção 4.3.

É importante reconhecer que o maior valor das acções projectadas em cada uma destas áreas,
mesmo produzindo resultados importantes como actividades independentes, reside no facto que
reforçam e contribuem significativamente para acções noutras áreas e para a concretização de
metas mais elevadas. Os seus efeitos são sinergéticos, interligados, complementares e cumulativos.

69
RISDP Revisto Quarta Versão

Figura 17: Cadeia de Resultados do RISDP Revisto

Bem-estar económico, melhoramento dos padrões de vida e da qualidade de vida, liberdade e justiça social e paz e
Visão
segurança para a população da Africa Austral

Crescimento económico e o desenvolvimento socioeconómico sustentáveis e equitativos através de sistemas produtivos


eficientes, da cooperação e integração mais profundas, boa governação e paz e segurança duradouras para que a Região
Objectivo surja como um interveniente competitivo nas relações internacionais e na economia mundial.
geral

Desenvolvimento Melhoradas as
Industrial Sustentável, a Infraestruturas Melhorada a capacidades humanas
Objectivos integração do comércio e regionais melhoradas cooperação nas áreas para o
Estratégicos a cooperação financeira e integradas de paz e segurança desenvolvimento
socioeconómico

- Reforçado o -Reforçada a
desenvolvimento construção da paz -Melhorada a monitorização e
-Politica e quadro regional
industrial regulamentar análise de tendências da
- Aumentadas as cadeias harmonizados para o pobreza na Região.
-Reforçadas a
de valor e a agregação de desenvolvimento de prevenção, resolução
valor para produtos infra-estruturas e -Aumentado o acesso a
e gestão de conflitos educação e competências de
agrícolas e não-agrícolas serviços
transfronteiriços qualidade e relevantes
-Reforçada a gestão - Aumentado o acesso à
- ZCL da SADC consolidada do risco de
- Melhorado o portfolio disponibilidade de serviços e
calamidades produtos de saúde e tratamento
-Melhorado o ambiente de projectos bancáveis
de VIH e SIDA
macroeconómico -Reforçada a defesa
Objectivos - Infraestruturas e redes regional colectiva
integradas melhoradas - Reforçada a criação de
específicos -Reforçados os sistemas emprego, relações laborais,
de mercado financeiro e a -Reforçado o aviso informação do mercado e
-Capacidade prévio regional
cooperação monetária aumentada para a produtividade
construção, - Reduzida a vulnerabilidade
-Melhorado o -Reforçada a social no contexto de segurança
manutenção e segurança
investimento intra- operação de alimentar e nutricional
transfronteiriça -Reforçada a gestão e
regional e o investimento infraestruturas e
directo estrangeiro serviços regionais conservação sustentáveis dos
-Reforçada a formação recursos naturais, do meio
*……+ em Operações de
-Aumentado -Aumentado o acesso e ambiente e dos recursos
Apoio à Paz fitogenéticos e recursos
o comércio acessibilidade a infra-
intra-África estruturas e serviços genéticos animai
-Reforçada a gestão -Reforçada a igualdade e
-Melhorado o da migração e de
-Aumentada a equidade de género
envolvimento do sector refugiados
competitividade e a - Melhorada a qualidade de
privado na integração
liberalização de estatísticas regionais
regional -Reforçada a aplicação de
mercados regionais
- Incrementado o ciências, tecnologia e inovação
para energia, TIC e
progresso no
transporte.
aprofundamento da -Reforçado o desenvolvimento
integração regional e a capacitação da juventude.

Re su lt a do s es pe c íf i c os – ver o T ex t o e a M atr i z d os R es u l ta d os ( A nex o 2)

Ac t iv id ad es

Contribuições

70
28 de Abril de 2014/12:30

4.3 Áreas de Intervenção Prioritárias

O objectivo geral das áreas de intervenção permanece mais ou menos o mesmo que foi descrito no
RISDP original. As mudanças pertinentes aplicam-se às principais áreas de intervenção e onde as
mudanças tiveram lugar as estratégias correspondentes foram também modificadas. Estas estão
descritas nas secções que se seguem, e os resultados específicos estão descritos com mais detalhe no
Anexo 2.

4.3.1 Questões Transversais

4.3.1.1 Redução da Pobreza

Objectivo Geral

O objectivo geral da área de intervenção relativa à pobreza garantir o objectivo último da erradicação da
pobreza.

Áreas de intervenção

A redução da pobreza é abordada em todas as áreas de integração e cooperação regionais. As áreas


específicas de intervenção estão elaboradas no Plano Regional de Redução da Pobreza da SADC,
nomeadamente:

i) Quadro macroeconómico pró-pobre;


ii) Desenvolvimento social e humano;
iii) Agricultura, segurança alimentar e recursos naturais;
iv) Infra-estruturas para a integração regional; e
v) Questões transversais tais como género e desenvolvimento, VIH e SIDA, Estatística e
desenvolvimento do sector privado.

Estratégias

 Operacionalizar o Plano Regional da SADC para a Redução da Pobreza;


 Reforçar as parcerias e colaboração com intervenientes;
 Harmonizar dos indicadores de pobreza;
 Estabelecer redes e divulgar informação sobre as tendências da pobreza;
 Desenvolver os perfis da pobreza e dos mapas da pobreza para os Estados Membros da SADC;
 Coordenar a implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pós 2015
SADC RISDP Revisto T Versão

Resultados específicos seleccionados

1. Plataforma para partilha das melhores práticas sobre parcerias de negócios estabelecida e
operacional até 2017
2. Estratégias de redução de pobreza desenvolvidas e adoptadas até 2019
3.
4. Indicadores da SADC para o rastreio da pobreza e das condições de vida adoptados até 2015
5. Base de dados harmonizada de perfis e mapas da pobreza para os Estados Membros criada
até 2016

Os resultados específicos detalhados estão reflectidos no Anexo 2.

4.3.1.2 Combate à Pandemia de VIH e SIDA

Objectivo Geral

O objectivo geral desta área de intervenção é diminuir o número de indivíduos e famílias infectados e
afectados por VIH e SIDA na região da SADC de modo a que o VIH e SIDA já não seja um risco para a
saúde pública e para o desenvolvimento socioeconómico.

Áreas de intervenção

De acordo com a Declaração de Maseru sobre VIH e SIDA o foco será o seguinte:

i) Prevenção de VIH: Desenvolvimento de uma estratégia regional de prevenção do VIH para


superar as questões emergentes e considere as populações especiais, tais como, os jovens, as
mulheres e raparigas, populações migrantes;

ii) Tratamento de VIH: Melhoramento do acesso ao tratamento para crianças e adolescentes,


melhorando a qualidade de tratamento em termos de acompanhamento do doente, gestão da
adesão e eficácia de artigos necessários e reforço e sustentabilidade da cobertura do
tratamento;

iii) Financiamento sustentável: Facilitação da mobilização efectiva de recursos aos níveis nacional e
regional para se suster e alargar os ganhos na prevenção, tratamento, cuidados e mitigação do
impacto;

iv) Transposição para o direito nacional: divulgação, implementação e monitorização de políticas e


enquadramentos;

v) Inclusão da problemática de VIH e SIDA: Promoção da integração da problemática de VIH nas


funções fundamentais dos vários sectores e desenvolvimento das capacidades para a inclusão
tanto aos níveis de políticas e de programas; e

72
SADC RISDP Revisto T Versão

vi) Monitorização e Avaliação: Reforço da monitorização e avaliação dos compromissos mundiais


aumentando a eficácia dos sistemas de M&E de acordo com a perspectiva de género e através
do reforço de capacidades.
Estratégias

 Desenvolver e harmonizar as políticas para facilitar as respostas harmonizadas e integradas ao


VIH e SIDA;
 Reforçar as capacidades para a programação, planificação e gestão efectivas das respostas
integradas ao VIH e SIDA;
 Mobilizar os recursos para respostas multissectoriais sustentáveis e incrementadas;
 Monitorizar a avaliação dos progressos direccionados aos compromissos regionais, continentais
e mundiais;
 Promover parcerias e a colaboração com os principais intervenientes na luta contra o VIH e SIDA

Resultados Específicos Seleccionados

1. Estratégia regional de prevenção do VIH e SIDA revista e implementada até 2017


2. Iniciativas Transfronteiriças de combate ao VIH e Coinfecção da Tuberculose totalmente
implementadas até 2020
3. Mulheres, homens, crianças e adolescentes beneficiam de estratégias, políticas e programas
harmonizados e sustentáveis para um maior acesso e tratamento, cuidados e apoio de
qualidade até 2020.
4. Problemática de VIH e SIDA/Tuberculose inserida ao nível do Secretariado da SADC e nos
principais sectores até 2018.
5. Todos os Estados Membros estabeleceram sistemas de reforço de capacidade e
harmonizados para o acompanhamento e gestão de recursos até 2018.

Os detalhes dos resultados específicos estão reflectidos no Anexo 2.

4.3.1.3 Igualdade de Género e Desenvolvimento

Objectivo Geral

O objectivo geral da presente área de intervenção é facilitar a concretização do empoderamento da


Mulher e a igualdade de género, e a promoção de desenvolvimento que seja sensível ao conceito de
género, centrado nos seres humanos e no alívio da pobreza a fim de contribuir para a inclusão e justiça
social.

Áreas de Intervenção

i) Desenvolvimento de políticas e harmonização de quadros regionais e nacionais e a


implementação do Protocolo da SADC sobre Género e Desenvolvimento;

ii) Inclusão do Conceito de Género em todas as estruturas e instituições da SADC e ao nível dos
Estados Membros;

73
SADC RISDP Revisto T Versão

iii) Empoderamento económico da Mulher

iv) Igual participação e representação da Mulher nos processos políticos e de decisão;

v) Violência com base de Género;

vi) Investigação, Monitorização e Avaliação da implementação dos compromissos na área de


Género na SADC.

Estratégias

 Transpor para o nível nacional e implementar as políticas-quadro regionais e internacionais, tais


como, o Protocolo da SADC sobre Género e Desenvolvimento e a Política de Género da SADC e o
Quadro da SADC para a Concretização da Paridade de Género nos cargos políticos e de tomadas
de decisão;
 Capacitar sobre a inclusão do conceito de género em todas as políticas, programas e actividades
sectoriais aos níveis nacionais e regionais usando o Toolkit para a Inclusão do Conceito de
Género da SADC;
 Implementar a Estratégia da SADC de Combate à Violência com base em Género e do Plano de
Acção Estratégico da SADC para 10 anos para o Combate ao Tráfico de Pessoas, especialmente
de mulheres e crianças (2009-2019);
 Desenvolver um programa regional multidimensional sobre o Empoderamento Económico da
Mulher;
 Estabelecer parcerias e colaboração com os principais intervenientes para acelerar a
implementação do Protocolo da SADC sobre Género e Desenvolvimento; e
 Realizar investigação, monitorizar e avaliar o progresso alcançado pelos Estados Membros na
implementação do Protocolo da SADC sobre Género e Desenvolvimento.

Resultados específicos seleccionados

1. Políticas Nacionais de Género e Planos de Acção alinhados com a Política de Género da


SADC, e o Protocolo sobre Género e Desenvolvimento implementados até 2020.
2. A capacidade para a inclusão do conceito de Género desenvolvida e/ou reforçada até 2020
3. Os progressos da SADC direccionados à concretização da paridade de género a todos os
níveis monitorizados até 2020.
4. Implementação da Estratégia da SADC de Combate à Violência com Base em Género e do
Plano de Acção Estratégico da SADC para 10 anos sobre o Combate ao Tráfico de Pessoas,
especialmente de mulheres e crianças (2009-2019) monitorizada até 2020
5. Programa regional multidimensional para a capacitação económica da Mulher desenvolvido
e implementado até 2020
6. SADC Gender Monitor sobre a implementação do Protocolo da SADC sobre Género e
Desenvolvimento produzido de dois em dois anos.

Os detalhes dos resultados específicos estão reflectidos no Anexo 2.

74
SADC RISDP Revisto T Versão

4.3.1.4 Ciência, Tecnologia e Inovação

O objectivo geral é criar um ambiente conducente para a utilização da ciência, tecnologia e inovação
(CTI) como uma ferramenta para superar os desafios socioeconómicos tendo em vista o
desenvolvimento socioeconómico na Região.

Áreas de Intervenção

i) Desenvolvimento e harmonização das políticas de ciências, tecnologia e inovação na Região;


ii) Atrair e promover Parcerias Público-Privadas (PPP), o investimento em CTI e em Infra-estruturas
de Investigação e Desenvolvimento;
iii) Desenvolvimento e promoção de investigação, inovação e transferência de tecnologias;
iv) Promoção da compreensão do público, a defesa e a sensibilização sobre ciência, tecnologia e
inovação;
v) Desenvolvimento e reforço das capacidades regionais em CTI;
vi) Fomento e reforço da protecção dos Direitos de Propriedade Intelectual (IPR);
vii) Promoção da participação da Mulher e dos Jovens em ciência, engenharia e tecnologia; e
viii) Promoção e reforço da cooperação regional em ciência, tecnologia e inovação.

Estratégias

 Desenvolver e harmonizar as políticas e programas de CTI;


 Transpor para o direito nacional do Protocolo sobre CTI;
 Estabelecer os programas regionais colaborativos de Investigação, Desenvolvimento e Inovação
(R&DI) em áreas prioritárias;
 Desenvolver e reforçar as capacidades regionais sobre CTI;
 Criar Centros de Especialização e Excelência regionais em áreas prioritárias de CTI e reforçar as
redes e dos centros existentes;
 Estabelecer parcerias regionais estratégicas para promoção da colaboração e estabelecimento
de redes em ciência, tecnologia e inovação; e
 Criar instrumentos ou mecanismos de financiamento regional para apoiar a pesquisa e
desenvolvimento, assim como os programas de inovação; e
 Coordenar, monitorizar e avaliar os programas de CTI na Região.

Resultados Específicos Seleccionados

1. Protocolo sobre Ciência, Tecnologia e Inovação (e outros quadros continentais e mundiais


tais como a Estratégia da UA para CTI - STISA -2024) ratificados, transpostos para o direito
nacional e implementado até 2020.
2. Plano Estratégico de CTI da SADC para 2015-2020 implementado até 2016
3. Directrizes Regionais nas áreas de Direitos de Propriedade Intelectual desenvolvidas e
implementadas até 2020.
4. Programas regionais para facilitar a investigação, inovação e transferência de tecnologias
estabelecidos e implementados até 2018.
5. Portal Regional sobre CTI estabelecido e operacional até 2016
6. Carta Regional sobre a Mulher em Ciência, Engenharia e Tecnologia aprovada e

75
SADC RISDP Revisto T Versão

implementada até 2020.

Os detalhes dos resultados específicos estão reflectidos no Anexo 2.

4.3.1.5 Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

Objectivo Geral

O objectivo geral desta área de intervenção é garantir o uso equitativo e sustentável do ambiente para
benefício das gerações presentes e futuras. A gestão sustentável do ambiente também apoiará a
Estratégia Mundial da Economia Verde Azul.

Áreas de Intervenção

i) Desenvolvimento e transposição para o nível nacional dos quadros jurídicos e regulamentares;


ii) Inclusão do ambiente em todas as áreas prioritárias de intervenção;
iii) Desenvolvimento de sistemas regionais para avaliação, monitorização e elaboração os relatórios
sobre as condições e tendências ambientais;
iv) Promoção de parcerias com os principais intervenientes sobre questões ambientais.

Estratégias

 Desenvolver e implementar as políticas, enquadramentos jurídicos e regulamentares regionais


relativos ao ambiente e recursos naturais;
 Desenvolver a ferramentas que facilitem a inclusão das questões ambientais noutros sectores;
 Envolver e reforçar os Centros de Excelência para a gestão ambiental;
 Gerar, documentar e compartilhar informação sobre o meio-ambiente e recursos naturais;
 Coordenar os fóruns regionais e desenvolver programas, estratégias e linhas orientadoras
regionais para a transposição para o direito nacional e implementação dos Acordos Multilaterais
sobre o Ambiente.

Resultados Específicos Seleccionados

1) Intervenções de gestão ambiental ao abrigo do Protocolo sobre o Ambiente transpostas


para o direito nacional até 2019
2) Apoiada e monitorizada até 2019 a implementação de programas sobre as Alterações
Climáticas, Biodiversidade, Gestão de Resíduos, Desenvolvimento Sustentável, a Estratégia
Sub-regional de Combate à Desertificação e o Fundo da SADC de Apoio à Reforma Agrária
3) Desenvolvidos até 2020 as Estratégias e os Planos de Acção Regionais da SADC de Economia
Azul e Verde
4) Desenvolvidos até 2019 a Previsão do Ambiente na África Austral, os relatórios de previsão
temáticos, Directrizes e Normas para a Avaliação Ambiental
5) Coordenada e facilitada até 2020 a implementação de Acordos Multilaterais sobre o
Ambiente (MEA) (UNFCC, CBD, CCD, RAMSAR, CITES, etc.)

76
SADC RISDP Revisto T Versão

Os detalhes dos resultados específicos estão indicados no Anexo 2 sob o ponto Agricultura, Segurança
Alimentar e Recursos Naturais.

4.3.1.6 Sector Privado

Objectivo Geral

O objectivo é melhorar o ambiente de fazer negócios (Doing Business) na Região bem como garantir os
mecanismos políticos e institucionais efectivos para o Diálogo Público-Privado.

Áreas de Intervenção

O foco será:

 Quadro de políticas e institucional para o envolvimento do sector privado;


 Levantamentos da Competitividade e do Clima empresarial; e
 Definição de prioridades das actividades de criação de emprego.

Estratégias
 Desenvolver e estabelecer um mecanismo institucional para envolvimento do sector privado;
 Desenvolver uma parceria e estratégia de colaboração com o sector privado; e
 Implementar os inquéritos do ambiente de negócio regional.

Resultados Específicos Seleccionados

1. Desenvolvida e implementada até 2017 a Estratégia Regional sobre Negócios Inclusivos


2. Desenvolvida e implementada até 2016 a Estratégia de Parceria e Colaboração Regional do Sector
Privado

Os detalhes dos resultados específicos estão reflectidos no Anexo 2

4.3.1.7 Estatística

Objectivo Geral

A compilação e a divulgação de estatísticas desagregadas regionais de qualidade através da realização


de programas de reforço de capacidade e formação, da harmonização de dados estatísticos e o uso de
inovações tecnológicas mais avançadas e do avanço através da implementação da Estratégia Regional
para o Desenvolvimento de Estatísticas serão a prioridade da Região.

Áreas de Intervenção

As áreas de intervenção serão as seguintes em conformidade com a Estratégia Regional para o


Desenvolvimento de Estatísticas:

77
SADC RISDP Revisto T Versão

(i) Harmonização das Estatísticas Regionais;


(ii) Desenvolvimento do Protocolo sobre Estatística;
(iii) Parcerias e redes na área de estatísticas na Região;
(iv) Reforço de capacidades e formação em estatísticas na Região; e
(v) Base de Dados Integrada de Estatísticas Regionais Integrada

Estratégias

 Estabelecer mecanismos e ferramentas efectivos para a recolha de dados e a compilação de


estatísticas regionais;
 Implementar enquadramentos acordados e normas e métodos de estatística comuns adaptados
às circunstâncias regionais para facilitar a harmonização de estatísticas;
 Desenvolver e implementar um Protocolo sobre Estatística para a coordenações das estatísticas
regionais;
 Estabelecer o fórum utilizador-produtor ao nível regional para promover a participação dos
intervenientes principais nas actividades da área de estatísticas regionais;
 Reforçar o uso de Inovações Tecnológicas modernas de Informação e Comunicação para o
desenvolvimento e manutenção de base de dados de estatística integrada;
 Promover parcerias e redes entre os Sistemas Nacionais de Estatísticas e as instituições de
formação tanto ao nível nacional como regional e em estatísticas oficiais.

Resultados Específicos Seleccionados

1. Desenvolvidos até 2017 os Manuais e as linhas orientadoras para a produção de estatísticas


normalizadas e harmonizadas.
2. Desenvolvido e implementado até 2020 o Quadro de Políticas e Jurídico para a coordenação de
estatísticas regionais
3. Implementados até 2018 os quadros acordados e normas e métodos comuns de estatística
adaptados às circunstâncias regionais para facilitar a harmonização de estatísticas
4. Estabelecido até 2018 o Fórum do utilizador-produtor ao nível regional para promover a
participação dos intervenientes principais nas actividades de estatística regionais.

Os detalhes dos resultados específicos estão reflectidos no Anexo 2.

4.3.2 Desenvolvimento Industrial e Integração do Mercado

Objectivo Geral

O objectivo geral da presente área de intervenção é facilitar o desenvolvimento industrial competitivo e


diversificado, a liberalização e a integração do comércio e financeira, a estabilidade macroeconómica,
assim como o aumento no investimento para a integração regional mais aprofundada e a erradicação da
pobreza.

78
SADC RISDP Revisto T Versão

Na área de integração do desenvolvimento industrial sustentável, a competitividade produtiva e a


capacidade do lado da oferta o objectivo é promover as cadeias de valor regionais e aumentar a
agregação de valor para os produtos agrícolas e não agrícolas através de:

 Implementação do Programa de Melhoramento e Modernização Industrial (IUMP);


 Operacionalização da Política-Quadro Industrial;
 Desenvolvimento do Protocolo sobre Indústria;
 Implementação do Protocolo sobre Actividades Mineiras; e
 Implementação da Política Agrícola Regional.

Na área de integração do mercado de bens e serviços, o objectivo é aumentar o comércio intra-SADC e


extra-SADC com base em acordos comerciais justos, equitativos e com benefícios mútuos. Isto será
alcançado através da consolidação da ZCL da SADC abordando as questões de:

 Regras de Origem;
 Implementação das listas de Redução tarifária;
 Adesão pelos Estados não-Partes ao Protocolo sobre Trocas Comerciais da SADC
 BNT;
 Facilitação do Comércio;
 Comércio de Serviços.

Na área de integração do mercado financeiro e de cooperação financeira o objectivo é criar um


ambiente favorável ao crescimento sustentável e para o avanço da cooperação, coordenação e
harmonização nos sectores financeiro e de investimento, implementando o Protocolo sobre Finanças e
Investimento, em particular:

 Convergência macroeconómica;
 Políticas harmonizadas do mercado financeiro;
 Reforçada a cooperação monetária; e
 Programa de Acção Regional sobre o Investimento

Áreas de Intervenção

i) Desenvolvimento Industrial, Cadeias de Valor Regionais (cooperação industrial) e Agregação


de Valor;
ii) A ZCL da SADC
iii) A ZCL Tripartida (ZCLT);
iv) Programa de Acção Regional sobre Investimento (RAPI)
v) Integração e Cooperação do Mercado Financeiro

Estratégias
 Desenvolver e implementar as estratégias regionais relativas a cadeias de valor e agregação de
valor em sectores prioritários selecionados, concentrando-se em operações de mão-de-obra
intensiva;
 Implementar o Programa de Melhoramento e Modernização Industrial (IUMP)

79
SADC RISDP Revisto T Versão

 Operacionalizar a Política-Quadro de Desenvolvimento Industrial, de acordo com o número 2 do


Artigo 4º do Protocolo sobre Trocas Comerciais;
 Utilizar o RISDMP para catalisar o desenvolvimento industrial
 Implementar a Matriz do Plano de Acção da SADC relativo à Consolidação da ZCL da SADC;
 Concluir as negociações e implementar a ZCL Tripartida;
 Implementar a Iniciativa para o Fomento do Comércio Intra-Africano (BIAT)
 Concluir as negociações e implementar o Protocolo sobre Trocas de Serviços (relativamente aos
seis sectores prioritários);
 Desenvolver o Protocolo sobre Indústria;
 Operacionalizar as duas primeiras rubricas do Fundo de Desenvolvimento da SADC;
 Operacionalizar o Mecanismo de Avaliação pelos Pares;
 Desenvolver e Implementar o Plano de Investimento na Política Agrícola Regional;
 Avaliar o progresso alcançado rumo à União Aduaneira da SADC, incluindo as implicações da
sobreposição de afiliações.

Resultados Específicos Seleccionados

1. Estratégia Regional de Industrialização e Roteiros desenvolvidos até 2015


2. Estratégias Regionais de cadeias de valor e agregação de valor agrícolas e não agrícolas em
sectores seleccionados desenvolvidas e implementadas até 2020
3. Políticas e Estratégias para a exploração de oportunidades de desenvolvimento industrial em
cooperação com outras regiões desenvolvidas e implementadas até 2018
4. Centros industriais regionais de excelência e especialização para sectores prioritários
seleccionados identificados e implementados e reforçados até 2020
5. Capacidade Jurídica e Institucional para a formulação, implementação e aplicação dos direitos de
propriedade intelectual (IPR), incluindo Conhecimento Tradicional e Biodiversidade desenvolvidos
até 2020
6. Leis e regulamentos modelos para sectores prioritários elaborados e implementados até 2017
7. Finalizada até 2018 a Estratégia para a utilização do Plano Director Regional de Desenvolvimento
de Infra-estruturas (RIDMP) para catalisar o desenvolvimento industrial finalizado e
operacionalizados até 2016
8. Adesão ao Protocolo sobre Trocas Comerciais pelos Estados Membros ainda pendentes até 2020
9. Regras de Origem da SADC revistas até 2019
10. Quadro de Desenvolvimento e Promoção do Comércio Regional desenvolvido e implementado até
2018
11. Negociações sobre o Comércio de Serviços em seis sectores prioritários finalizadas até 2016
12. Protocolo sobre o Comércio de Serviços ratificado e implementado até 2020
13. Mecanismo de Pagamento Transfronteiriço desenvolvido e implementado na totalidade até 2020
14. Fundo de Desenvolvimento da SADC operacionalizado até 2020
15. Protocolo sobre Indústria desenvolvido e operacionalizado até 2020
16. Programa de Acção Regional sobre Investimento (RAPI) desenvolvido integralmente e
operacionalizado até 2017
17. Regime de comércio transfronteiriço simplificado desenvolvido e implementado até 2018
18. Plano Regional de Investimento da Política Agrícola desenvolvido e operacionalizado até 2017

80
SADC RISDP Revisto T Versão

Os detalhes dos resultados específicos estão reflectidos no Anexo 2.

4.3.3 Infra-estruturas em Apoio à Integração Regional

Objectivo Geral

O objectivo geral desta área de intervenção é alcançar redes e serviços de Infra-estruturas


transfronteiriças eficientes, contínuas, integradas e com eficácia de custos que permitirão o
desenvolvimento económico, a integração regional e o alívio da pobreza na Região.

Áreas de Intervenção

i) Desenvolvimento, reforma e harmonização de políticas, instrumentos jurídicos, institucionais e


regulamentares;

ii) Desenvolvimento, construção, manutenção e reabilitação das redes de Infra-estruturas


regionais através da implementação dos Planos de Acção a Curto e Médio Prazos do Plano
Director Regional de Desenvolvimento de Infra-estruturas (RIDMP)
iii) Estabelecimento de instituições e quadros regionais (em áreas, tais como, bacias hidrográficas,
transporte, corredores, pools energéticos, áreas de turismo transfronteiriças, meteorologia,
organizações regionais de inspecção regulamentar, etc.).
iv) Desenvolvimento de capacidades para o desenho, desenvolvimento, implementação,
manutenção e operações das redes, programas e projectos infraestruturais.

Estratégias

 Implementar o Plano de Acção a Curto Prazo do RIDMP (STAP) para 2012-2017 e o Plano de
Acção a Médio Prazo (MTAP) para 2018-2023
 Promover e reforçar as Parcerias Público-Privadas para o desenvolvimento, financiamento e
operacionalização de infraestruturas;
 Coordenar a preparação de projectos para garantir a disponibilidade de projectos bancáveis;
 Liberalizar e integrar os mercados regionais para serviços de infraestruturas;
 Harmonizar a Estratégias, Políticas, Regulamentos, Sistemas e Normas;
 Estabelecer e reforçar as instituições regionais para coordenação de Infra-estruturas e serviços

Resultados Específicos Seleccionados

1. Os mecanismos institucionais entre países para a coordenação e implementação do STAP e


MTAP do RIDMP operacionalizados até 2015

81
SADC RISDP Revisto T Versão

2. Plano de Expansão de Geração e Capacidade de Transmissão de Energia Eléctrica implementado


até 2020
3. Reforçada a capacidade institucional das organizações de bacias hidrográficas da SADC até 2020
4. Interconectividade da banda larga na região da SADC reforçada e implementada até 2020
5. Roteiro da SADC para a Migração de Difusão Digital e Televisão Terrestre Pós Digital (DTT)
finalizado e implementado até 2020
6. Organização de Segurança da Aviação da SADC (SASO) estabelecida e operacionalizada até 2016
7. Serviços Meteorológicos Nacionais e Regionais reforçados para estarem em conformidade com
as normas e práticas internacionais até 2020
8. Estratégia de Corredores Marítimos para os Estados Membros Oceânicos desenvolvida e
implementada até 2020

Os detalhes dos resultados específicos estão reflectidos no Anexo 2.

4.3.4 Cooperação nas Áreas de Paz e Segurança

A cooperação política é também necessária para fins de actualização da interdependência e


complementaridade do RISDP e do Plano Estratégico Indicativo do Órgão de Cooperação nas Áreas de
Política, Defesa e Segurança (SIPO). Portanto, o futuro acordo prevê que os dois planos traduzir-se-ão
numa única estratégia, que providenciará uma abordagem holística para as questões relativas ao
desenvolvimento económico sustentável, paz e segurança na região da SADC.

Em vista do acima, as principais metas/actividades específicas para esta área de intervenção não estão
incluídas neste documento visto já aparecerem no SIPO Revisto (2010).

4.3.5 Agricultura, Segurança Alimentar e Recursos Naturais

Objectivo Geral

O objectivo geral da presente área de intervenção é desenvolver, promover e coordenar e facilitar a


harmonização de políticas e programas que visam o aumento da produção, produtividade e
competitividade do sector agrícola e dos recursos naturais, a promoção do comércio agrícola, a fim de
garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento económico sustentável na Região.

Áreas de Intervenção

i) Produção, Produtividade e Competitividade dos produtos agrícolas (culturas, pecuária, pescas,


actividades florestais e fauna bravia) numa base sustentável através de:

 Melhorar o acesso, apropriação e utilização da terra, dos factores de produção,


incluindo mão-de-obra, capital e competências empresariais;
 Reduzir a incidência de doenças e pragas de plantas e animais transfronteiriças;
 Reforçar o cumprimento das medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS) e de segurança
dos alimentos;
 Reduzir as perdas pós-colheitas de produtos agrícolas; e

82
SADC RISDP Revisto T Versão

 Aumentar a produção de aquacultura.

ii) Segurança alimentar e nutricional e a mudança dos ambientes económico e climático através
de:

 Redução da vulnerabilidade social e económica; e


 Desenvolvimento da resiliência a longo prazo e das capacidades de adaptação em
termos de segurança alimentar e nutrição.

iii) Gestão sustentável dos recursos naturais através de:

 Facilitação e monitorização da implementação de Protocolos sobre Actividades


Florestais, Pescas e Fauna Bravia e a Aplicação da Lei.

iv) Conservação e utilização dos recursos fitogenéticos e genéticos animais através de:

 Consolidação da conservação de recursos fitogenéticos;


 Promoção da conservação de recursos fitogenéticos; e
 Promoção da conservação de recursos genéticos animais.

Estratégias

 Desenvolver e implementar o Plano de Investimento na Política Agrícola Regional (RAP)


abordando os Enquadramentos de Política, Regulamentar e Institucional para melhoria:
(i) Produção, produtividade e competitividades agrícola
(ii) Comercialização e comércio agrícola
(iii) Serviços financeiros e de investimento agrícola
(iv) Segurança alimentar e nutricional
(v) Adaptação dos sistemas de produção agrícola às alterações climáticas.
 Transpor para o direito nacional os Protocolos sobre Actividades Florestais, Pescas e Fauna
Bravia e Aplicação da Lei;
 Desenvolver e implementar as SPS e as normas e directrizes de segurança de alimentos;
 Desenvolver as directrizes para reduzir as perdas pós-colheitas;
 Reforçar as capacidades regionais e nacionais em conservação e utilização de recursos
fitogenéticos;
 Estabelecer as redes de informação agrícola, de aviso prévio e de sistemas de avaliação da
vulnerabilidade aos níveis regional e nacional; e
 Estabelecer parcerias e a colaboração com os intervenientes principais.

Resultados Específicos seleccionados

1) Plano de Investimento na Política Agrícola Regional (RPA) desenvolvido e implementado


para operacionalizar a Política Agrícola Regional (PAR) até 2017;

83
SADC RISDP Revisto T Versão

2) Estratégias e programas para o melhoramento da disponibilidade e acesso à terra, a factores


de produção agrícola desenvolvidos, operacionalizados e implementados até 2019;
3) Transposição para o Direito nacional das intervenções de gestão dos recursos naturais ao
abrigo da RAP, dos Protocolos sobre Pescas, Actividades Florestais e Conservação da Fauna
Bravia e Aplicação da Lei até 2020;
4) Estratégia da SADC relativa à Segurança Alimentar e Nutrição implementada até 2018;
5) Unidades de Aviso Prévio e dos Comités Nacionais de Vulnerabilidade (NVC) funcionais em
todos os Estados Membros até 2017;
6) Desenvolvida e implementada a Estratégia de Sustentabilidade para os Centros Regionais e
Nacionais de Recursos Fitogenéticos até 2017.

Os detalhes dos resultados específicos estão reflectidos no Anexo 2.

4.3.6 Desenvolvimento Social e Humano

Objectivo Geral

O objectivo geral da presente área de intervenção *…+ é reforçar as capacidades e a utilização humanas
e reduzir a vulnerabilidade, erradicar a pobreza humana e alcançar o bem-estar dos cidadãos da SADC.

Áreas de Intervenção

i) Educação e Desenvolvimento de Aptidões: Facilitação da implementação e monitorização do


Protocolo sobre Educação e Formação;

ii) Emprego e Trabalho: Coordenação da operacionalização do Protocolo sobre Emprego e


Trabalho;

iii) Saúde e Fármacos: Prevenção e controlo de doenças de importância na saúde pública; aquisição
a granel e colectiva e produção regional de medicamentos essenciais e de produtos da área da
saúde; e

iv) Órfãos, Crianças Vulneráveis (OVC) e Desenvolvimento e Empoderamento da Juventude: o


foco será no empreendedorismo da juventude, criação de emprego decente e riqueza;
protecção social de órfãos, crianças e jovens vulneráveis (OVC).

Estratégias

 Desenvolver e harmonizar as políticas;


 Desenvolver e implementar a estratégia regional de empoderamento de jovens;
 Estabelecer e reforçar os Centros de Especialização e dos Centros de Excelência;
 Desenvolver e implementar o Quadro Regional de Qualificações;
 Implementar o Protocolo sobre Emprego e Trabalho;
 Coordenar a aquisição em conjunto e a produção regional de medicamentos essenciais;
 Prevenir e controlar as doenças de importância na saúde pública;

84
SADC RISDP Revisto T Versão

 Estabelecer parcerias e colaborar com os principais intervenientes; e


 Monitorizar, avaliar, promover e comunicar na área de desenvolvimento social e humano.

Resultados específicos seleccionados

1. Quadro Regional de Qualificações (RQF em TVET e Saúde) aprovado e implementado até 2017
2. Centros de Especialização e Centros de Excelência em sectores prioritários para o
desenvolvimento industrial e infraestrutural assim como outros sectores de cooperação e
integração regionais estabelecidos, reforçados e operacionais até 2020
3. Protocolo da SADC relativo a Emprego e Trabalho transposto para o direito nacional e
implementado até 2020;
4. Portabilidade transfronteiriça dos instrumentos de protecção social desenvolvida e
operacionalizada até 2018
5. Quadro de Política de Promoção de Emprego Jovem e Plano Estratégico aprovados,
implementados e monitorizados até 2019
6. Estratégias, Directrizes e Normas para a prevenção e combate a doenças de preocupação em
saúde pública desenvolvidas, actualizadas, aprovadas e implementadas até 2020
7. Enquadramento da Medicina Tradicional Africana adoptado e implementado até 2020
8. Programas Preferenciais para o empoderamento de jovens não ingressados no sistema escolar
estabelecido e implementado até 2018
9. Normas de protecção social para crianças e jovens vulneráveis implementadas até 2020.

Os detalhes dos resultados específicos estão reflectidos no Anexo 2.

4.4 Desenvolvimento da Visão de 2050 da SADC

Com o termo do SIPO e do RISDP à vista, em Agosto de 2015 e em finais de 2020 respectivamente, serão
realizadas actividades iniciais como parte da implementação do RISDP Revisto para definir a Visão da
SADC 2050, em conformidade com a decisão da Cimeira da SADC de 2012, referida na Secção 2.5. No
âmbito do SIPO, será desenvolvido o Plano a Médio Prazo do Órgão para o período de 2015-2020, com o
objectivo de assegurar uma harmonização total do RISDP e do SIPO, tal como descrito na Cadeia de
Resultados do RISDP Revisto. Isto culminará com a Visão da SADC 2050, que constitui uma estratégia a
longo prazo para a agenda de cooperação e integração regional da SADC.

Resultado Específico

Projecto de Visão 2050 da SADC desenvolvido e aprovado até 2020

O Roteiro proposto para orientar o desenvolvimento deste documento estratégico é apresentado no


Anexo 3.

85
SADC RISDP Revisto T Versão

C A P Í T U L O 5: Mecanismos de Implementação e Coordenação

O Tratado da SADC preconiza os quadros jurídicos, políticos e institucionais que orientam e apoiam a
Região para a concretização das suas metas e objectivos de cooperação e integração regionais. Os
quadros jurídicos e institucionais oferecem a base para as tomadas de decisão e acções e definem o
ambiente operacional do RISDP.

5.1 Princípios para a Implementação do RISDP

A reunião do Conselho de Ministros da SADC realizada em Lusaka, Zâmbia, em Agosto de 2007 que
definiu as prioridades dos programas da SADC de cooperação e integração regionais também definiu
claramente os princípios aplicáveis à implementação do RISDP. São os seguintes:

(i) Adicionalidade: São prioritários os programas que ofereçam agregação de valor à integração
regional ou que reforçam as capacidades para se concretizarem os objectivos da SADC. Isto
significa que a essência do RISDP é que deve contribuir com benefícios ou gerar soluções para
problemas comuns que os Estados Membros enfrentam.

(ii) Subsidiariedade: A gestão dos programas do RISDP adopta o princípio da subsidiariedade,


segundo o qual todos os programas e actividades estão aos níveis que melhor os podem
executar. Portanto, é promovido e encorajado o envolvimento de instituições, autoridades e
agências externas às estruturas da SADC, para iniciarem e implementarem programas regionais
usando os seus próprios recursos. Isto significa assegurar que a capacidade disponível do
Secretariado seja utilizada para o desenvolvimento e a harmonização de políticas, e para a
coordenação e gestão de programas.

(iii) Geometria variável: A implementação do RISDP permite que se tenha em consideração especial
que alguns Estados Membros podem avançar mais rapidamente em certas actividades,
providenciando assim a oportunidade para os Estados Membros replicarem a experiência de
outros.

(iv) Orientação para o Desenvolvimento: A base na definição das prioridades dos programas é a sua
contribuição potencial para a erradicação da pobreza.

Estes princípios de implementação são necessários para que a implementação do RISDP seja efectiva,
pois são a base para o estabelecimento da aceitação, confiança e empenhamento dos Estados Membros
e para uma compreensão comum das interacções, funções e papel das várias estruturas da SADC. Os
princípios estão incorporados na Política da SADC para o Desenvolvimento, Planificação, Monitorização
e Avaliação de Estratégias. São ainda relevantes e válidos para o período remanescente da
implementação do RISDP.

86
SADC RISDP Revisto T Versão

5.2 Política e Supervisão da Implementação do RISDP

As principais instituições que oferecem a orientação política e a supervisão da implementação do RISDP


ao nível Regional são a Cimeira de Chefes de Estado ou Governo da SADC, o Conselho de Ministros, os
Comités Ministeriais Sectoriais e de Clusters; o Comité Permanente de Altos Funcionários; o Tribunal da
SADC e o Secretariado. Ao nível dos Estados Membros as instituições principais são os Pontos de
Contacto Nacionais (NCP) da SADC e as Comissões Nacionais da SADC (SNC). A Figura 18 representa o
diagrama da estrutura institucional da SADC.

Figura 18: Estrutura Institucional da SADC

CIMEIRA DE CHEFES
DE ESTADO E
GOVERNO

TRIBUNAL

CONSELHO DE MINISTROS COMITÉ MINISTERIAL DO


ÓRGÃO

COMITÉ DE MINISTROS
SECTORIAIS

COMITÉ PERMANENTE DE
ALTOS FUNCIONÁRIOS

SECRETARIADO

5.2.1 Funções e responsabilidades das principais instituições

Ao abrigo do Tratado da SADC (emendado) as funções, responsabilidades e papel das principais


instituições são as seguintes:

a) Nível de política

87
SADC RISDP Revisto T Versão

i. A Cimeira dos Chefes de Estado ou Governo

Ao nível político a Cimeira da SADC é o órgão com poderes supremos na elaboração de políticas e é
responsável pela orientação política geral e o controlo das funções da SADC. Também adopta os
instrumentos jurídicos para a implementação das disposições do Tratado.

ii. O Conselho de Ministros

O Conselho de Ministros aprova as políticas da SADC e supervisiona a implementação das referidas


políticas pelos Ministros Sectoriais da SADC ou Ministros de Clusters da SADC. Especificamente as
responsabilidades do Conselho são:

 Supervisionar o funcionamento e desenvolvimento da SADC e a execução adequada dos seus


programas;
 Aconselhar a Cimeira sobre matéria de política geral e o funcionamento e desenvolvimento
harmonioso e eficiente da SADC;
 Aprovar as políticas, estratégias e os programas de trabalho da SADC;
 Orientar, coordenar e supervisionar as operações das instituições subsidiárias da SADC;
 Recomendar à Cimeira, para aprovação, o estabelecimento de direcções, comités, outras
instituições e órgãos; e
 Desenvolver e implementar a Agenda Comum da SADC e as prioridades estratégicas.

iii. Comités Ministeriais Sectoriais e de Cluster

As responsabilidades dos Comités dos Ministros Sectoriais e de Clusters são:

 Supervisionar as actividades das áreas cerne da integração, incluindo a monitorização e o


controlo da implementação do RISDP nas suas áreas de competência;
 Providenciar aconselhamento político ao Conselho nas suas áreas de competência; e
 Tomar decisões para garantir a rápida implementação de programas aprovados pelo Conselho e
sob as respectivas responsabilidades.

b) Nível operacional

O nível operacional envolver o Comité Permanente de Altos Funcionários, os Estados Membros e o


Secretariado.

i. O Comité Permanente de Altos Funcionários

O Comité Permanente de Altos Funcionários, apoiado pelos relevantes comités técnicos nas respectivas
áreas de tutela, serve de comité consultivo junto do Conselho. Processa a documentação dos Comités
Ministeriais Sectoriais e de Clusters para o Conselho.

88
SADC RISDP Revisto T Versão

ii. Os Estados Membros

Os Estados Membros da SADC que participam nos Programas da SADC têm a responsabilidade e garantir
o sucesso dos programas e a sustentabilidade pós-Programas. Os Pontos Nacionais de Contacto nos
Estados Membros da SADC providenciam um ponto de entrada e o elo de ligação entre o Secretariado
da SADC e os Estados Membros. As Comissões Nacionais da SADC (SNCs) são fulcrais na implementação
do RISDP, com as seguintes responsabilidades:

 Garantir consultas alargadas e inclusivas para que se obtenham as contribuições nacionais ao


nível dos Estados Membros;
 Coordenar e mobilizar o consenso nacional sobre questões de importância regional;
 Apresentar contribuições críticas no processo de formulação políticas e estratégias regionais
tendo em conta as peculiaridades e interesses de certos Estados Membros;
 Garantir a harmonização entre as políticas nacionais e regionais, e a inclusão das actividades do
RISDP nos planos nacionais de desenvolvimento;
 Criar comités diretivos e técnicos nacionais para garantir a implementação acelerada de
programas; e
 Produzir e submeter relatórios ao Secretariado.

É através das SNC que os intervenientes relevantes na implementação de programas específicos no


âmbito do RISDP podem estar envolvidos.

iii. O Secretariado

O Secretariado é a principal instituição executiva da SADC e tem a responsabilidade geral de gestão do


dia-a-dia, coordenação e implementação do RISDP através das acções seguintes:

 Revisão e actualização contínua do RISDP;


 Coordenação institucional dos vários intervenientes;
 Coordenação de programas para garantir interface e sinergias adequadas entre os diferentes
resultados e actividades;
 Harmonização de políticas e programas e respectiva apresentação ao Conselho para apreciação
e aprovação;
 Coordenação da participação e contribuições dos Estados Membros;
 Ligação com os patrocinadores (os Estados Membros e os Parceiros de Cooperação
Internacionais) de modo a garantir que os fundos utilizados produzam os resultados
projectados;
 Monitorização e avaliação da implementação das políticas e programas regionais;
 Coordenação e supervisão dos Agentes executores de modo a garantir a submissão oportuna
dos relatórios de balanço das actividades; e
 Informação dos Ministros Sectoriais e de Clusters sobre os progressos e o Conselho.

c) Outras Instituições relevantes na implementação do RISDP

89
SADC RISDP Revisto T Versão

i. O Tribunal da SADC

A responsabilidade do Tribunal da SADC é garantir a adesão e a interpretação devida das disposições do


Tratado e dos instrumentos subsidiários e decidir sobre os litígios que lhe forem remetidos. *…+.

ii. Os Intervenientes da SADC

Para além dos governos dos Estados Membros, o Tratado da SADC indica os principais intervenientes,
tais como o sector privado, sociedade civil, organizações não-governamentais e organizações de
trabalhadores e de empregadores. Os Intervenientes da SADC oferecem as contribuições e apoiam a
implementação na respectiva área de competências. De acordo com o Tratado, as SNC deviam integrar
todos os intervenientes principais, reflectindo as áreas núcleo da integração e cooperação da SADC.

5.3 Desafios encontrados na implementação do RISDP

A implementação do RISDP depende da implementação efectiva dos princípios mencionados acima e da


disponibilidade de capacidades tanto ao nível regional como nacional. De acordo com os mecanismos
acima, os desafios mais importantes enfrentados na implementação do RISDP incluem:
i. Capacidades inadequadas ao nível dos Estados Membros e do Secretariado;
ii. Baixos níveis de ratificação e de transposição para o direito nacionais dos Protocolos por parte
dos Estados Membros;
iii. Não alinhamento dos planos de desenvolvimento nacionais dos Estados Membros com as
prioridades do RISDP;
iv. Baixos níveis de cumprimento das obrigações comunitárias pelos Estados Membros;
v. Mecanismos de aplicação comunitários não desenvolvidos;
vi. Coordenação insuficiente da implementação do RISDP e do SIPO; e
vii. Sistemas não desenvolvidos de monitorização, análise, relatórios e de revisão.

5.4 Estratégias de implementação das prioridades contidas no RISDP, 2015-2020

A implementação com sucesso do RISDP depende da execução efectiva das funções e responsabilidades
das diversas estruturas. As intervenções a curto prazo visam melhorar a focalização da implementação
no fortalecimento da capacidade institucional, na melhoria da prestação de contas e no reforço da
fiscalização jurídica da cooperação e integração regionais. As estratégias a serem aplicadas no período
remanescente de implementação (2015-2020) são:

a) Desenvolvimento de capacidades ao nível dos Estados Membro, através do fortalecimento das


Comissões Nacionais da SADC, para que tenham capacidade para assumir as suas
responsabilidades de realizar consultas e de representar todas as partes interessadas, liderar os
esforços nacionais nos domínios da cooperação e integração regionais e servir de elo de ligação
entre os Estados Membros e o Secretariado.

b) Melhoria do envolvimento da SADC com os intervenientes principais. Este objectivo pode ser
alcançado mediante a introdução de um mecanismo estruturado de envolvimento dos actores
estatais e não estatais, bem como as agências das Nações Unidas. Neste processo, o princípio de
subsidiariedade constituirá o veículo principal de envolvimento e serão desenvolvidos os
respectivos planos de implementação.

90
SADC RISDP Revisto T Versão

c) Melhoria do alinhamento entre as prioridades de desenvolvimento regionais e nacionais.


Enquanto as prioridades ao nível regional devem ser integradas nas actividades de
desenvolvimento nacionais, os programas regionais devem reflectir as preocupações importantes
dos Estados Membros. Este alinhamento pode ser atingido mediante o estabelecimento de um
mecanismo regional destinado a facilitar as consultas com as instituições de planificação
nacionais.

d) Melhoria da capacidade de prestação de serviços e da eficiência do Secretariado da SADC,


mediante o esclarecimento dos papéis do Secretariado e de outros intervenientes na
implementação do RISDP. Este objectivo pode ser alcançado mediante a adopção de um
instrumento jurídico que esclareça e delineie as funções e os papéis dos Estados Membros e das
instituições nacionais, do Secretariado e de outros organismos executores.

e) Fortalecimento do Grupo de Trabalho Ministerial sobre a Integração Económica Regional. A


composição actual do Grupo de Trabalho (Ministros do Comércio e Indústria, Finanças,
Investimento e Planificação) deve ser alargada ara incluir os Ministros responsáveis pelo pelouro
de Infra-estruturas e os Governadores dos Bancos Centrais. Outros organismos relevantes
poderão ser convidados a tomar parte sempre que se tornar necessário.

f) Desenvolvimento de um quadro/directrizes legais/sobre políticas visando aumentar o


cumprimento pelos Estados Membros das obrigações assumidas ao nível da Comunidade. Este
objectivo envolverá o reforço da monitorização e da prestação de contas sobre a implementação
dos diversos protocolos, MOU e outros instrumentos jurídico-legais orientados para a realização
de iniciativas de cooperação e integração regionais. Esta acção também exigirá a criação de um
mecanismo de aplicação para promover a implementação dos compromissos dos Estados
Membros. O mecanismo deve ligar os compromissos a quaisquer programas complementares que
tenham sido acordados pela Região.

g) Implementação da decisão da Cimeira da SADC realizada em Agosto de 2003, em Dar-es-Salam,


sobre a coordenação e a racionalização da implementação do RISDP e do SIPO, com vista a
maximizar as sinergias inerentes entre si. Este objectivo pode ser alcançado em áreas comuns tais
como o desenvolvimento e divulgação de valores comuns da SADC; a promoção dos princípios e
das instituições democráticas e de práticas que respeitam os direitos humanos; e a gestão dos
riscos e das respostas a calamidades.

91
SADC RISDP Revisto T Versão

CAPÍTULO 6: Mobilização Sustentável de Recursos do RISDP Revisto

6.1 Generalidades
O RISDP reconhece que são necessários compromissos importantes em termos de recursos financeiros e
humanos para financiar as necessidades chave de desenvolvimento na região nas áreas prioritárias
indicadas, nomeadamente, o Desenvolvimento Industrial e a Integração de Mercado e Infra-estruturas
em apoio da integração regional assim como outros programas que tenham dimensão regional nos
sectores sociais, de segurança alimentar, clima e gestão de recursos naturais. Em conformidade com o
referido acima, o RISDP identifica e define como prioritárias as seguintes fontes estratégicas de
financiamento:

a. Contribuições estatutárias dos Estados Membros


b. Apoio Oficial ao Desenvolvimento (ODA)
c. Atracção de investimento directo local e estrangeiro
d. Uso do alívio da dívida
e. Financiamento e poupanças públicas nacionais

É neste contexto que o RISDP Revisto é direccionado à promoção de mecanismos de financiamento tais
como:
a. Parcerias Público-Privadas (PPP)
b. Mercados internos financeiros e de capital
c. Participações privadas
d. O Fundo Regional de Desenvolvimento da SADC
e. Capital de risco

Para que os mecanismos de financiamento referidos acima funcionem, é necessário que haja um
ambiente favorável para a geração de receitas nacionais, poupanças e investimento. Neste contexto, o
RISDP já articula a seguinte orientação estratégica para a mobilização de recursos sustentáveis para a
sua implementação, tais como a necessidade de se manterem políticas económicas sólidas, boa
governação económica e mobilização interna de financiamento público.

6.2 Destaques das principais Realizações

Contribuições Estatutárias dos Estados Membros

Os Estados Membros continuaram a apoiar os programas da SADC com recursos para as funções de
coordenação administrada pelo Secretariado. O nível de financiamento para o período de 2013/2014 foi
de USD 35,3 milhões e espera-se que aumente para USD 36 milhões no período de 2014/2015.
Enquanto o nível de financiamento permaneceu consistente durante anos, a participação dos recursos
dos Estados Membros em relação ao envelope total tem permanecido mais baixo do que a dos ICP. Até
ao presente, não existe um enquadramento para medir a parcela das contribuições dos Estados
Membros e do sector privado no financiamento de programas de dimensão regional e implementados
ao nível nacional. Para além das contribuições estatutárias, os Estados Membros também financiam
projectos de desenvolvimento importantes para a implementação da agenda de cooperação e
integração regionais, tais como Infra-estruturas físicas.

92
SADC RISDP Revisto T Versão

Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC

Continuam as acções para operacionalizar o Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC. Após as


recomendações feitas através de vários estudos, em Agosto de 2012, o Conselho de Ministros da SADC
aprovou as propostas sobre a operacionalização do Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC com
rubricas para infraestruturas, indústria, Integração Social e Económica e Financiamento ao Ajustamento.
O Fundo será desenhado para potenciar as subvenções dos doadores, do sector privado e as
contribuições dos Estados Membros e reuni-las com o investimento e capital a longo prazo reduzindo
assim o custo médio ponderado de capital.

Embora o processo de operacionalização do Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC esteja a ter


lugar, foi estabelecido um Fundo de Preparação e Desenvolvimento de Projectos (PPDF) ao abrigo da
primeira rubrica do Fundo de Desenvolvimento da SADC, para superar o défice do financiamento de
preparação de projectos.

Outros Fundos Regionais de Financiamento da SADC já existentes

Desde 2003 foram estabelecidos vários Fundos de Financiamento Regionais para facilitar a
implementação de programas da SADC definidos no RISDP. Tais Fundos incluem:

(i) O Fundo da SADC para o Desenvolvimento de Infra-estruturas Resistentes ao Clima (CRIDF) foi
estabelecido para apoiar o desenvolvimento, apresentação de projectos, a implementação de
projectos assim como a mobilização de investimento em Infra-estruturas hídricas resistentes ao
clima.

(ii) O Fundo da SADC de Combate ao VIH e SIDA foi estabelecido para apoiar a luta contra o VIH e
SIDA nos Estados Membros da SADC e é parte da Declaração de Maseru sobre VIH e SIDA. O seu
objectivo é financiar pequenos projectos e actividades direccionadas ao reforço de capacidades,
resultados ou do impacto dos programas de combate ao VIH e SIDA já existentes nos Estados
Membros.

(iii) O Fundo Regional da SADC para as Infra-estruturas Hídricas e de Saneamento Básico é


direccionado ao apoio à preparação de projectos de Infra-estruturas hídricas até à fase em que
são bancáveis e à implementação de projectos seleccionados de Infra-estruturas hídricas. Está a
decorrer o trabalho para a operacionalização deste fundo.

Espera-se que os fundos existentes sejam de origem interna para garantirem a sustentabilidade em
termos de recursos para a implementação dos programas prioritários do RISDP e que tais fundos
possam, eventualmente, incorporados nas rubricas aprovadas do Fundo de Desenvolvimento da SADC.

Recursos Internos através de Financiamento e Poupanças Estatais

Foram desenvolvidos vários instrumentos tais como os Protocolos de Finanças e Investimento,


Directrizes e Quadros Fiscais para os Incentivos Fiscais, instrumentos de Política e Promoção de
Investimentos da SADC e PPP. Embora tivessem sido desenvolvidos, a maioria destes instrumentos não

93
SADC RISDP Revisto T Versão

foi implementada na sua totalidade devido a várias razões, incluindo os desafios em termos de
capacidades. A fim de abordar as questões de fuga de capitais da Região, ter-se-á de acordar sobre
instrumentos apropriados ao nível regional para implementação ao nível nacional de modo a reduzir as
incidências tais como a avaliação incorrecta das transacções comerciais, evasão fiscal, isenções ad hoc
de direitos e circulação de um modo ilícito os recursos públicos para mãos privadas.

Também será necessário um enquadramento para calcular o montante de recursos necessários para os
vários projectos prioritários da SADC e um mecanismo para avaliar o nível da contribuição de cada
Estado Membro para a transposição para o nível nacional e para a implementação dos quadros de
mobilização dos recursos acordados.

Ajuda Oficial ao Desenvolvimento

Em termos da eficácia da ajuda, em Abril de 2006, a SADC e os Parceiros de Cooperação Internacionais


(ICP) adoptaram a Declaração de Windhoek numa nova Parceria para orientar a cooperação entre a
SADC e os ICP na concretização das prioridades da SADC no âmbito do RISDP e do SIPO. A Declaração de
Windhoek esboça os princípios orientadores da cooperação, compromissos de parcerias, estrutura do
diálogo e principais áreas de cooperação com base nas prioridades do RISDP. Em conformidade com o
mencionado, a SADC através do RISDP adoptará um quadro de mobilização de recursos com base em
programas que tem como objectivo apoiar as prioridades estratégicas integradas a longo prazo, em
oposição a um quadro com base em projectos que é caracterizado por muitas intervenções onerosas e
pequenas que não são sustentáveis a longo prazo.

Estratégia de Mobilização de Recursos

Em seguimento da Declaração de Windhoek e em reconhecimento da necessidade de reduzir a


dependência dos ICP em termos de recursos para a implementação dos programas da SADC e para
alinhar o apoio dos ICP direccionado às prioridades da SADC, foi desenvolvida e aprovada pelo Conselho
de Ministros da SADC em Agosto de 2012 uma Estratégia de Mobilização de Recursos. O objectivo geral
da estratégia é garantir que exista uma abordagem clara, sistemática, previsível e bem coordenada para
solicitar, adquirir e para a utilização, gestão, para os sistemas de relatórios, monitorização e avaliação do
apoio dos ICP em apoio da RISDP. Os princípios chave que orientam a Estratégia incluem: respeito pelas
necessidades de desenvolvimento da região da SADC; promoção da eficiência e da eficácia no uso de
recursos internos e externos; construção de sinergias nacionais, regionais e internacionais; reforço das
capacidades nacionais e regionais para gerar e usar recursos; e adoptar uma abordagem com base em
resultados.

A Estratégia é ancorada em 4 pilares, nomeadamente:

 Planificação, Elaboração de Orçamentos, Monitorização e Avaliação;


 Capacidade para a Mobilização de Recursos;
 Alargamento dos Canais de Recursos; e
 Quadro de Diálogo com os Parceiros de Cooperação Internacionais (ICP).

94
SADC RISDP Revisto T Versão

A operacionalização da Estratégia está a ser concretizada através de actividades contínuas de


desenvolvimento de um Plano de Mobilização de Recursos.

6.3 Desafios enfrentados na Implementação do RISDP

Os desafios principais encontrados incluem os seguintes:

Desequilíbrio entre o financiamento dos Estados Membros e o financiamento dos ICP: A Avaliação
Intercalar do RISDP constatou que em várias áreas os fundos doados pelos ICP constituem uma parcela
substancial do financiamento em comparação com os recursos dos Estados Membros e esta tendência
compromete a apropriação e a sustentabilidade da implementação. Contudo, para além das
contribuições estatutárias, os Estados Membros contribuem para a Agenda de Integração da SADC de
modos diferentes, incluindo o desenvolvimento de infraestruturas.

Embora os Estados Membros continuem a explorar as modalidades de aumentar a parcela das


contribuições para suster a implementação efectiva das prioridades do RISDP, é importante considerar
outros mecanismos de autofinanciamento com o objectivo de aumentar o pool de recursos para
financiar as prioridades do RISDP.

Disparidade entre as prioridades da SADC e as áreas financiadas pelos ICP: Embora a SADC tenha
acordado com os ICP em trabalhar no contexto da Declaração de Windhoek e da Estratégia de
Mobilização de Recursos da SADC, alguns ICP, de acordo com a revisão intercalar, indicaram que eles
eram guiados pelas suas políticas nacionais em termos daquilo que vão financiar. É essencial que a SADC
adopte uma nova abordagem no envolvimento dos Parceiros de Desenvolvimento de modo a garantir a
eficácia de desenvolvimento e afastar-se do apoio de projectos para apoio de programas. O apoio a
projectos resulta muitas vezes em consequências não previstas, tais como, o não-alinhamento com as
prioridades, estruturas/unidades múltiplas de gestão de projectos e a insustentabilidade de acções de
projectos para além do fim do projecto.

Volume de ajuda reduzido após a crise financeira mundial: A crise financeira e a recessão mundial têm
tido um impacto negativo no financiamento pelos doadores visto que a maioria dos ICP estão a diminuir
o seu apoio. Isto significa que existe a necessidade de mobilização dos recursos internos da SADC para
financiar o RISDP. Assim, é importante que os Estados Membros da SADC tenham as suas reservas
próprias de que poderão depender para mitigar e fazer frente aos choques financeiros externos
negativos imprevisíveis. Isto significará trabalhar em várias estratégias, tais como:

(i) Diversificação económica;


(ii) Melhoria do Ambiente de Fazer Negócios para promover o investimento interno e
estrangeiro;
(iii) Promoção de remessas pela comunidade da região da SADC na diáspora;
(iv) Eliminação e minimização da fuga de capital; e
(v) Alargar a cooperação Sul-Sul.

95
SADC RISDP Revisto T Versão

Limitado Financiamento ao desenvolvimento mobilizado através de fontes como as Finanças estatais,


o Alívio da Dívida, as Poupanças Internas, o Investimento Directo Estrangeiro e as redes de
financiamento ao desenvolvimento. A maioria dos Estados Membros da SADC ainda enfrenta desafios
com as respectivas economias e, como tal são incapazes de mobilizar os recursos suficientes para
financiar os projectos previstos no âmbito da RISDP. A instabilidade macroeconómica e os baixos níveis
de investimento afectam vários países o que resulta na baixa capacidade de suficientes poupanças e
receitas internas para financiar os programas regionais. A maioria dos países ainda é afectada pelos
desafios da dívida e não podem ter acesso a linhas de crédito para desenvolver as respectivas indústrias.
A colaboração entre o sector Público e Privado é também muito baixa visto que existe um envolvimento
limitado do sector privado no financiamento dos projectos de Infra-estruturas da SADC.

6.4 Estratégias para a Mobilização de Recursos para financiar o RISDP Revisto

O objectivo da mobilização de recursos é atrair e garantir os recursos para a implementação dos


programas da SADC e alargar a base de recursos para assegurar a sustentabilidade. Portanto, o foco será
o estabelecimento de abordagens inovadoras para a mobilização de recursos a fim de se concretizar a
agenda de cooperação e integração regionais da SADC.

As estratégias principais incluirão:

(i) Operacionalização do Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC.

(ii) Operacionalização de Mecanismos de Enquadramento, incluindo o reforço de capacidades


para combinarem os níveis nacionais e regionais através de desenvolvimento de quadros
combinados e linhas orientadoras operacionais.

(iii) Institucionalização de mecanismos de autofinanciamento, incluindo as contribuições


voluntárias pelos Estados Membros, Diáspora, Sociedade Civil e Sector Privado.

(iv) Promoção de Parceiros de Desenvolvimento não-tradicionais no desenvolvimento e


financiamento de infraestruturas.

(v) Promoção do uso de Parcerias Público-privadas no desenvolvimento e financiamento de


infraestruturas.

(vi) Políticas e instrumentos de institucionalização e operacionalização que minimizem a fuga de


capital, incluindo fluxos financeiros ilícitos, para fora da Região.

96
SADC RISDP Revisto T Versão

C A P Í T U L O 7: Mecanismo de Monitorização e Avaliação

7.1 Generalidades

O presente capítulo esboça o enquadramento de monitorização e avaliação do RISDP revisto para o


período de 2015-2020. O capítulo fundamenta-se no Mecanismo de Monitorização e Avaliação do RISDP
(RISDP MEM) apresentado no Capítulo 7 do RISDP original. O resumo do RISDP MEM é apresentado
pondo em destaque os objectivos da monitorização e avaliação, os diferentes níveis de monitorização,
as modalidades de avaliações a serem efectuadas e um resumo dos papéis e responsabilidades aos
vários níveis. O Capítulo ainda analisa o RISDP MEM em termos da sua eficácia e relevância para fazer o
acompanhamento da implementação na primeira fase do RISDP. Os esforços envidados pela SADC para
superar as deficiências do RISDP MEM são elaborados e formam a base para o RISDP MEM revisto.

7.2 Resumo do RISDP MEM

Os objectivos do RISDP MEM previstos no Capítulo 7 são:


 Garantir que as metas de referência (marcos de monitorização) correctas, como projectadas,
estejam a ser alcançadas;
 Actuar como um Sistema de aviso prévio nos casos em que as metas não têm probabilidades de
serem alcançadas;
 Providenciar informação regular a todos os intervenientes sobre os progressos do RISDP e uma
base informada para qualquer revisão; e
 Garantir o melhoramento e o foco contínuos das estratégias e assistir na mobilização das
intervenções apropriadas.

O RISDP MEM tem como base as Matrizes do RISDP e o Plano de Implementação do RISDP (2005-2020).
O sistema concentra-se na monitorização a três níveis: a) político e de orientação política; b) operacional
e técnico; e c) intervenientes.

7.2.1 Níveis político e de orientação política

A Cimeira, o Conselho de Ministros e o Comité Integrado de Ministros (agora eliminado e substituído


pelos Ministros sectoriais/cluster) devem providenciar a supervisão da implementação (planificação e
elaboração de orçamento) do Plano para garantir a consistência dos resultados face a Visão, Missão e a
concretização das metas estabelecidas e o reajustamento do foco e das estratégias.

7.2.2 Níveis Operacional e Técnico

O Secretariado da SADC e as Comissões Nacionais da SADC devem ser responsáveis por monitorizar o
progresso, com as últimas a monitorizarem a implementação ao nível nacional e a apresentarem
relatórios ao Secretariado numa base contínua. O Secretariado deve também desenvolver um sistema
de monitorização integrado para monitorizar a implementação de Protocolos, MOU e instrumentos
chave da integração regional. Deve também actuar como um facilitador e assessor garantindo a
implementação adequada dos programas.

97
SADC RISDP Revisto T Versão

7.2.3 Nível de Intervenientes

Os intervenientes devem ser envolvidos nas revisões anuais dos relatórios produzidos pelo Secretariado
através de um workshop anual de intervenientes do RISDP. Este processo deve permitir a finalização dos
relatórios do balanço das actividades a ser apresentado ao Conselho.

7.2.4 Avaliação

O RISDP MEM destaca dois tipos de avaliações, nomeadamente, a) auto-avaliação; e b) avaliação


independente aprofundada.

 A auto-avaliação deve ser a abordagem principal usada para rever o progresso da


implementação do programa a médio prazo assim como para acordar sobre a reorientação das
actividades em alinhamento com os objectivos do RISDP.
 A avaliação independente aprofundada deve ser a ferramenta principal para avaliar de um
modo analítico o desempenho do RISDP comparando as realizações face aos objectivos. A
avaliação intercalar devia concentrar-se nas modificações possíveis da implementação
projectada do RISDP através de programas sucessivos a médio prazo, enquanto a avaliação do
de encerramento deve concentrar-se na conveniência e viabilidade de actividades futuras.

7.3 Desafios na implementação do RISDP MEM durante 2005-2012

O acompanhamento do progresso e a avaliação das realizações da implementação do RISDP foram


limitados. Os desafios práticos que tiveram impacto na função de monitorização e avaliação do MEM
incluem:
 As Comissões Nacionais da SADC não orientaram adequadamente a monitorização de
Protocolos e de outros instrumentos;
 A capacidade limitada do Secretariado para facilitar e prestar assistência na
monitorização e avaliação;
 Ausência de uma Cadeia de Impacto da SADC acordada em comum, o que levou ao
acompanhamento de indicadores com base em resultados em vez de ser em resultados
tangíveis projectados em termos das mudanças que ocorreriam através da
implementação de intervenções, e, por sua vez isto não promoveu a prestação de
contas;
 Objectivos e planos estratégicos não claros e que não se complementaram mutuamente
e, portanto, comprometeram o alinhamento da estratégia com a planificação
operacional no Secretariado da SADC e nos Estados Membros. Além disso, a planificação
esteve desligada da implementação, o que teve como resultado que o Secretariado não
dependeu das suas estratégias e planos para operar, fazendo assim com que a
monitorização e a avaliação se tornassem um desafio;
 Ausência de linhas orientadoras bem definidas com processos, terminologias e formatos
acordados mutuamente para a planificação e monitorização;
 Ausência de parâmetros de base de referência abrangentes em termos de desempenho,
especialmente de metas para os resultados tangíveis; e
 Integração limitada de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nos processos de
monitorização tornando o processo complexo.

98
SADC RISDP Revisto T Versão

7.4 A Política da SADC relativa ao Desenvolvimento, Planificação, Monitorização e Avaliação da


Estratégia

A fim de superar os desafios acima, em Março de 2012, o Conselho de Ministros da SADC aprovou a
Política da SADC relativa ao Desenvolvimento, Planificação, Monitorização e Avaliação da Estratégia
(SPME) cuja finalidade é “reforçar o processo de tomada de decisão da SADC relativamente à definição
de prioridades, atribuição de recursos e gestão de programas para melhorar o desempenho na
concretização dos objectivos da SADC”. Os objectivos específicos da Política de SPME são:

i) Consolidar os mecanismos institucionais para o Secretariado da SADC melhorar a sua


capacidade em desenvolvimento, planificação, monitorização e avaliação da estratégia;
ii) Reforçar a capacidade do Secretariado na mobilização de recursos e na coordenação dos
esforços da organização e apoio dos intervenientes em apoio das prioridades da SADC;
iii) Providenciar mecanismos efectivos para elaborar os relatórios sobre os progressos alcançados
na concretização dos resultados específicos com base na evidência a diferentes níveis
(Secretariado, Estados Membros, Projectos, etc.); e
iv) Reforçar a aprendizagem, apropriação, compromisso e prestação de contas em relação aos
Resultados para todos os intervenientes da SADC.

7.4.1 Âmbito da SPME e Princípio Orientador

Em termos de âmbito, a SPME cobre o seguinte:

 Articula o elo de ligação entre a Planificação, Monitorização, Avaliação e Elaboração do


Orçamento e a Mobilização de Recursos tendo em vista garantir uma política-quadro coerente e
o uso efectivo dos recursos da SADC;
 Estabelece a base para o desenvolvimento subsequente de ferramentas apropriadas, incluindo
as linhas orientadoras e os sistemas que definirão o processo através do qual será efectuado o
desenvolvimento, a planificação, monitorização e avaliação da estratégia numa base diária; e
 A política integra as operações que são iniciadas pela SADC assim como as que são iniciadas em
cooperação com os parceiros.

A SPME adere aos princípios de Gestão com base em Resultados que se concentram no seguinte:

 A concretização de resultados que contribuem efectivamente para a concretização da Missão da


SADC;
 Aumento do conhecimento institucional relativamente aos factores que afectam as operações
da SADC;
 Melhoria das tomadas de decisão; e
 Promoção de uma cultura de prestação de contas em relação aos resultados.

7.5 Mecanismo de Monitorização e Avaliação para o RISDP revisto para 2015-2020

Simultaneamente com a Política relativa a SPME, e para além dos objectivos do RISDP MEM original, os
objectivos do RISDP MEM para o período de 2015-2020 são:

99
SADC RISDP Revisto T Versão

 Garantir que as intervenções e estratégias sejam implementadas por diferentes intervenientes


de acordo com o plano;
 Garantir a relevância e a eficácia das intervenções e estratégias para a concretização da Missão
da SADC; e
 Verificar a importância das intervenções no reforço da capacidade do Secretariado da SADC para
a concretização da visão da SADC.

7.5.1 Monitorização

A monitorização do RISDP será feita a dois níveis (Níveis Político e de Orientação Política, e Operacional
e Técnico) numa base contínua para que seja dado feedback sobre a consistência ou discrepâncias entre
o desempenho projectado e o desempenho real ou sobre o cumprimento dos compromissos. Portanto,
a monitorização providenciará o aviso prévio na possibilidade de concretização dos resultados
projectados.

Níveis Político e de Orientação Política

 Ao abrigo do Tratado, a Cimeira será responsável pela aprovação e revisão das estratégias e
protocolos da SADC a longo prazo e podem instruir para que se mude o foco;
 O Conselho será responsável pela aprovação de relatórios semestrais e anuais sobre a
implementação das intervenções do RISDP Revisto; e
 Os Comités Ministeriais Sectoriais e de Clusters monitorizarão e controlarão a implementação
do RISDP Revisto e dos Protocolos respectivos.

Níveis Operacional e Técnico

A monitorização estará associada aos planos seguintes que apoiam a implementação do RISDP Revisto:

 Estratégia a Médio Prazo (MTS) que oferece um cenário claro das realizações possíveis dentro
de 5 anos com base na evidência disponível, nos pressupostos aceitáveis e na avaliação dos
factores de risco;
 O Plano Operacional Quinquenal Consolidado derivado do RISDP Revisto que dá os detalhes dos
resultados, marcos de monitorização e indicadores específicos para cinco (5) anos; e
 Planos Operacionais Sectoriais Anuais que estabelecem metas trimestrais de desempenho em
termos de resultados, actividades e quadros responsáveis.

O Secretariado elaborará os relatórios seguintes para monitorizar a implementação do RISDP Revisto e o


seu plano de Operações:

(i) Relatórios trimestrais de desempenho sobre a execução dos Planos Operacionais Anuais do
Sector para revisão ao nível adequado da gestão do Secretariado;
(ii) Relatórios semestrais de desempenho sobre a execução do Plano Operacional Anual
Consolidado para revisão pelo Conselho e pelos organismos técnicos relevantes; e
(iii) Relatório Anual do Desempenho sobre a execução do Plano Operacional Anual Consolidado
para revisão pelo Conselho e organismos consultivos relevantes.

O Secretariado estabelecerá os sistemas e procedimentos necessários de modo a garantir que:

100
SADC RISDP Revisto T Versão

(i) Os relatórios sobre a execução dos planos operacionais ofereçam uma avaliação fiável dos
progressos alcançados na implementação tendo em conta os custos, resultados, qualidade e
oportunidade da prestação de serviços e dos métodos de implementação usados;
(ii) Os relatórios sobre a execução do Plano Operacional Anual Consolidado apoiem
adequadamente as decisões na área de políticas e de atribuição de recursos;
(iii) A informação relacionada com os custos e os resultados seja recolhida, documentada e
armazenada electronicamente e acedida numa base sistemática para facilitar a
monitorização continua em oposição à recolha ocasional de informações;
(iv) Os indicadores relevantes, as linhas de referência e os indicadores para a medição dos
progressos na implementação das várias intervenções da SADC são definidos no lançamento
e contidos nos planos de operações para apoiar a monitorização com base na evidência;
(v) As tarefas de monitorização tornam-se uma parte integrante de todas as funções de gestão
do Secretariado; e
(vi) Os Estados Membros desenvolvem os planos de implementação dos protocolos que os
apoiam no processo de transposição para o direito nacional e de implementação.

Ao nível dos Estados Membros, as Comissões Nacionais da SADC (SNC), sob a liderança dos Pontos de
Contacto Nacionais (NCPs) providenciarão a função de coordenação na monitorização das intervenções
do RISDP Revisto, incluindo a implementação dos Protocolos. Os NCP envolverão os intervenientes
nacionais, em particular, o sector privado e a sociedade civil tendo em vista a obtenção o envolvimento
e a participação plenos nos planos, implementação e monitorização da integração e cooperação
regionais. Através dos NCP, as SNC submeterão os relatórios ao Secretariado da SADC numa base
regular.

O Secretariado produzirá relatórios anuais sobre os progressos alcançados, por sector, a serem
partilhados com os intervenientes e os parceiros de implementação, de modo a promover a
transparência e a prestação de contas.

7.5.2 Avaliação

A Política relativa a SPME prevê que as avaliações devem oferecer uma base clara e concisa para as
tomadas de decisão sobre as prioridades de implementação. Indica que as avaliações devem apoiar a
atribuição dos recursos e promover a implementação normalizada da estratégia garantindo a prestação
de contas e aprendizagem, ao mesmo tempo que facilita a conformidade da SADC com as melhores
práticas internacionais e as normas de qualidade.

As avaliações do RISDP Revisto serão informadas por critérios integrados que se concentrarão na
avaliação do grau em que os resultados identificados foram avaliados (com estipulado na cadeia de
resultados e no quadro de resultados); determinarão a eficiência de insumos vis-à-vis os resultados,
definirão a eficácia face ao grau em que são concretizados os resultados tangíveis desejados, como
ilustrado na Figura 19.

101
SADC RISDP Revisto T Versão

Figura 19 – Critérios de Avaliação

Necessidades
Desafios
Impactos
Resultados

Efeitos
Objectivos
Insumos Resultados
Efeitos
projectados
Eficiência

Relevância Eficácia, sustentabilidade de


Coerência mais-valias por impacto

Adaptado das Bases Metodológicas OCDE-DAC para Avaliações

Os critérios para a avaliação do RISDP Revisto serão: relevância, eficiência, eficácia, impacto, equidade,
sustentabilidade e utilidade externa. Será efectuada uma Avaliação Documental em 2019 para avaliar
até que ponto foram concretizados os resultados projectados e isto informará os termos de referência
para a Avaliação Final Independente do RISDP que ocorrerá em 2020.

102
RISDP REVISTO Quarta Versão

Anexo 1: Áreas de Intervenção, Metas e Realizações quanto ao RISDP


Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

Erradicação da Pobreza Realizar um crescimento do PIB de pelo menos 7% por ano Não foi realizado. O crescimento do PIB da SADC continua inferior a 7% por ano.
Reduzir a metade a proporção da população que sobrevive Não foi realizado embora tenha sido desenvolvido em 2010 um Quadro Regional
com menos de US$1 por dia entre 1990 e 2015 para Redução da Pobreza e tenha sido estabelecido um Observatório Regional da
SADC para a Pobreza (e esteja em curso o trabalho para a sua
operacionalização) para contribuir para este objectivo dos ODM

Combate à Epidemia do VIH e SIDA Prevalência do VIH entre mulheres grávidas com idades entre O indicador “Prevalência do VIH entre mulheres grávidas com idades
15 e 24 anos de idade reduzida em 25% até 2009 compreendidas entre 15 e 24 anos” não é monitorizado ao nível regional. Por isso,
Redução da incidência do VIH entre os avanços rumo ao alcance desta meta não podem ser aferidos. Os dados
grupos vulneráveis na SADC disponíveis relacionam-se com a prevalência do VIH entre pessoas com idades
entre 15 e 24 anos. Até 2012, a variação da prevalência do VIH entre este grupo
etário era estimada entre 2,8% e 14,4%.

Todos os Estados Membros deviam conter e começas a Foi realizado bom progresso. Contudo, a maior parte dos Estados Membros não
inverter o alastramento do VIH até 2015 conseguiu ainda conter e inverter o alastramento do VIH. Foram elaboradas uma
Estratégia de Prevenção do VIH, as Directivas sobre PTV (PMTCT), as Directivas
sobre o teste do VIH e a Gestão Harmonizada do VIH, para acelerar a redução do
VIH e SIDA. Contudo, ainda é necessário que as directivas e os quadros sejam
enquadrados no ordenamento jurídico interno dos EM.

Integração do VIH e SIDA nos programas e actividades de O VIH e SIDA foram integrados em políticas e programas do SHD&SP o que não
todas Direcções até 2006. foi ainda efectuado noutras Direcções.
As Direcções da SADC e os EM foram capacitados no que respeita à integração
do VIH em uma perspectiva de género e Direitos Humanos. Foram desenvolvidas
directivas para integração do VIH, género, saúde e outras questões sociais na
avaliação do impacto ambiental. Estas directivas aguardam aprovação e
adaptação a nível interno dos EM.

Mitigação do impacto socioeconómico Não foi definida no RISDP qualquer meta específica para esta Embora não tenham sido definidas metas específicas foram atingidos os
do VIH e SIDA área focal seguintes marcos:

- Quadro Estratégico Regional e Plano de Negócios para Órfãos, Crianças e


Jovens Vulneráveis (OVC&Y); Pacote Abrangente de Serviços para OVC&Y;
- Principais indicadores e Sistema para Gestão de Informação para OVC&Y; e
- Quadro Psicossocial para OVC&Y.
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

Foi desenvolvida e está sendo implementada presentemente uma iniciativa


transfronteiras para o VIH e SIDA a qual proporciona serviços a trabalhadores de
sexo, motoristas de camiões e populações em zonas fronteiriças.

Rever, desenvolver e harmonizar Estabelecimento de abordagens regionais acordadas para a Algumas normas mínimas em política regional e programas harmonizados foram
políticas, estratégias e legislação prevenção, cuidados, apoio e tratamento do VIH até 2005 desenvolvidos entre 2005 e 2012 a fim de facilitar a harmonização.
relativa à prevenção, cuidados e apoio
e tratamento do VIH no seio da região Desenvolvimento e harmonização de programas regionais para
da SADC prevenção, tratamento e cuidados para o VIH e SIDA até 2005

Pelo menos 9% das pessoas infectadas com o VIH Realizado, de acordo com a informação disponível.
(seropositivas) e necessitam de tratamento e cuidados devem
recebê-los até 2005.

Mobilização e coordenação de Os Estados Membros da SADC devem disponibilizar 15% dos Não foi concretizado embora seja necessário o empenho no financiamento interno
recursos para uma resposta seus orçamentos nacionais para o sector da Saúde sustentável no que respeita à saúde e VIH.
multissectorial ao VIH e SIDA na (Declaração de Abuja, 2001)
região da SADC

Fortalecimento da capacidade Inclusão de metas regionais e internacionais nos Planos dos Os Estados Membros apresentam anualmente relatórios de progresso com base
institucional para Monitorização e Estados Membros até 2006 em indicadores regionais acordados.
Avaliação (M&E)
Estabelecimento de uma Base de Dados sobre a prevalência Foi criada em 2006 uma Base de Dados e Portal de Informação Regionais para o
regional do VIH e SIDA até 2005 VIH e SIDA

Igualdade do Género e Desenvolvimento e fortalecimento de políticas nacionais e A Política Regional para o Género foi adoptada pelo Conselho de Ministros em
Desenvolvimento quadros institucionais para o género até 2003 2007.
Harmonização de políticas nacionais pelo Secretariado e Os Estados Membros estão a alinhar as suas Políticas Nacionais para o Género à
desenvolvimento de uma Política Regional para o Género até Política para o Género e ao Protocolo sobre Género e Desenvolvimento da SADC.
meados de 2004
O Protocolo sobre Género e Desenvolvimento foi assinado por treze Estados
membros em 2008.

11 dos 13 signatários ratificaram o protocolo o qual entrou em vigor desde então.

O Secretariado facilitou o desenvolvimento de um Plano de Acção da SADC para


o Género e Desenvolvimento (2011-2016) de acordo com o Protocolo da SADC
sobre Género e Desenvolvimento.

Estabelecimento de mecanismos de aplicação e de instituições Doze (12) dos 15 EM possuem Ministérios para os Assuntos do Género / da
104
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

de prestação de serviços até meados de 2006 Mulher autónomos.

Adopção de processos de planeamento, orçamento e Foi desenvolvido um Toolkit para Integração do Género e as Direcções sectoriais
implementação dedicados ao género, programas regulares da SADC e unidades independentes foram treinados para uso do Toolkit na
para desenvolvimento de capacidade e formação; e integração do género.
mecanismos para recolha de dados desagregados relativos ao
género até ao fim de 2006 Os EM da SADC foram treinados quanto ao uso do Toolkit da SADC para
Integração do Género, incluindo altos funcionários dos Ministérios das Finanças e
Planeamento Económico em todos os Estados Membros da SADC.
Foi desenvolvida e aplicada a Política da SADC para o Género no Local de
Trabalho.

Todos os EM da SADC realizaram progressos notáveis em programas e projectos


para integração do género. Oito EM da SADC adoptaram processos de
planeamento, orçamento e implementação incluindo o género.

O desenvolvimento de capacidade para integração do género tem lugar em várias


políticas, projectos e processos nas Direcções e Unidades da SADC, p. ex., Órgão
sobre Paz, Segurança e Defesa, TIFI, FANR, I&S e SHD e SP
Assinatura, acessão e ratificação de instrumentos Todos os EM da SADC são parte à Convenção da Nações Unidas sobre a
internacionais e regionais sobre igualdade do género por parte Eliminação de todas as Formas de Discriminação Contra Mulheres (CEDAW),
dos EM até meados de 2004 e respectiva incorporação até ao incorporando o princípio de igualdade de mulheres e homens em legislação e
fim de 2004 destinado a abolir leis discriminatórias com base no género.

Revogação de disposições discriminatórias quanto ao género Direitos Constitucionais: Todos os EM da SADC dispõem de disposições
nas constituições, leis, políticas e quaisquer outros documentos constitucionais para assegurar a igualdade entre géneros; foram produzidas
em vigor nos Estados Membros da SADC até meados de 2005 reformas constitucionais nos EM.
e promulgação de disposições que garantam equidade
substantiva quanto ao género até ao fim de 2005 Revisões constitucionais em alguns EM deram origem à inclusão de algumas
cláusulas sensíveis ao género.

Legislação Interna: Os EM desenvolveram e promulgaram leis e políticas


assegurando a habilitação de mulheres e a igualdade entre géneros.

Os EM identificaram leis discriminatórias contra as mulheres e, na maior parte dos


casos, estas leis foram revogadas ou postas de parte para efeitos de
revisão/alteração. Entre estas encontram-se leis que governam o casamento,
herança, custódia de crianças, subsistência, etc.
Acesso à Justiça: Segundo pesquisas efectuadas, as mulheres na África Austral
continuam a depender da lei consuetudinária que nem é justa nem equitativa para

105
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

elas, em especial para as mulheres rurais, devido a assistência insuficiente no


terreno.

Desenvolvimento, fortalecimento e implementação de Em Novembro de 2011 foi desenvolvida uma Estratégia Regional para Habilitação
programas específicos para a habilitação económica das Económica das Mulheres.
mulheres até ao fim de 2007
Tem-se verificado um aumento do número de mulheres em posições de tomada
de decisões económicas mas, em termos gerais, as mulheres na África Austral
representam 23% de todos os decisores em assuntos económicos nos governos.

Foi feita uma análise das políticas económicas e comerciais dos EM da SADC e
as recomendações dela resultantes serão utilizadas para pressionar no sentido da
integração da igualdade entre géneros.
Feiras Comerciais e Fóruns para Investimento Anuais para Mulheres nos Estados
Membros da SADC.
Foram desenvolvidas em 2013 Directivas da SADC relativas a Orçamentos para o
Género.

Foram desenvolvidas em alguns EM da SADC políticas para aumentar o acesso a


terra e a facilidades de crédito por parte das mulheres e salvaguardar os seus
direitos ao uso de propriedade.

A maior parte dos Estados Membros está envolvida em iniciativas para inclusão
efectiva do género em orçamentos.

A concretização por todos os Estados Membros de: Os EM deram alguns passos e realizaram progresso quanto à participação e
• Pelo menos 30% de mulheres em posições de tomada de representação de mulheres em política e posições de tomada de decisão,
decisões a nível do governo autárquico, parlamento, conselho sobretudo em Conselhos de Ministros, Parlamentos, Governos Centrais e
de ministros e posições seniores no sector público até 2005, ou Autárquicos e no sector público.
medidas de acção afirmativa estabelecidas para acelerar a
consecução desta meta; O Malawi é o primeiro Estado Membro na Região a ter como Presidente uma
mulher que desempenha igualmente papéis de liderança em várias questões
fundamentais a nível regional, continental e global.

A nível de Conselho de Ministros tem-se verificado uma tendência constante e


consistente no que respeita ao crescimento da representação de mulheres que
presentemente se situa em 22%, embora a representação de mulheres em
parlamentos seja presentemente de 25,7%. A nível de governo nacional e
autárquico na região, a representação de mulheres encontra-se presentemente
em uma média de 27% e 26,8% respectivamente.

106
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

Foi elaborado, aprovado e adoptado pelo Conselho de Ministros em 2009, o


Quadro da SADC para Consecução de Paridade entre Géneros quanto a
Posições Políticas e de Tomada de Decisões até 2015, como guia para os
Estados Membros acelerarem o processo para consecução da meta definida de
50:50.

Pelo menos 50% de mulheres em posições de tomada de A proporção de mulheres em parlamentos aumentou para uma média de 25,7%
decisões a nível do governo autárquico, parlamento, conselho valor que é superior à média global de 18,5% e à média da África Subsariana de
de ministros e posições seniores no sector público até 2015, ou 18,6%.
medidas de acção afirmativa estabelecidas para acelerar a
consecução desta meta;
A nível de parlamentos tem-se verificado uma tendência constante e crescente em
um número significativo de Estados Membros.

Existe uma relação entre a percentagem de mulheres em parlamentos e os tipos


de Sistemas Eleitorais adoptados. Os Estados Membros que usam o sistema de
Representação Proporcional e os que usam uma combinação de diferentes
sistemas eleitorais conseguiram aumentar progressivamente o número de
mulheres em parlamentos. Por outro lado, Estados Membros que usam o Sistema
de Círculos Eleitorais (maioria simples de votos) não conseguiram manter nem
aumentar o número de mulheres no Parlamento.

Através do intercâmbio de informação entre os Estados Membros facilitado pelo


Secretariado, os Estados Membros estão a rever e/ou alterar as suas
constituições e sistemas eleitorais para melhorarem a participação e
representação de mulheres em política e tomada de decisões. Práticas eficazes
adoptadas pelos EM incluem lugares especiais e quotas legisladas; quotas
voluntárias e pressão para a inclusão de mulheres em nomeações directas feitas
por Chefes de Estado e ou de Governo.

Erradicação e redução de todas as formas de violência contra Todos os Estados Membros da SADC são parte à Convenção das Nações Unidas
mulheres e crianças para Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra Mulheres (CEDAW).

Todos os EM dispõem de legislação ou instrumentos similares para prevenção de


Violência com Base no Género e 9 EM da SADC dispõem de legislação específica
relativa a delitos sexuais. A aplicação deste tipo de legislação é importante.

O Plano Estratégico da SADC com duração de 10 anos para Acção sobre o


Combate de Tráfico de Seres Humanos foi adoptado pelo Conselho de Ministros

107
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

da SADC em 2009.

10 EM da SADC desenvolveram legislação específica para combate ao tráfico


humano enquanto os restantes EM estão ainda a elaborar este tipo de legislação.

A SADC desenvolveu uma Estratégia para abordagem de VBC em zonas de


conflito e de pós-conflito e um Quadro para integração do género em arquitectura
para paz e segurança.

Ciência, Tecnologia e Inovação Criação de uma Unidade de Ciência e Tecnologia (C&T) no Unidade/gabinete foi parcialmente operacionalizado. Um Gabinete para CTI foi
Secretariado estabelecido com um funcionário destacado pela África do Sul.
Fortalecimento da cooperação regional
em C&T na SADC

Estabelecimento de comités de representantes dos Estados Realizado parcialmente. Existem grupos de trabalho/comités ad hoc para
Membros mudança climática, Mulheres em Ciências, Engenharia e Tecnologia

Produção de políticas para C&T Realizado parcialmente. Foi desenvolvido um projecto de Estratégia para
operacionalização do Protocolo o qual aguarda a sua finalização e aprovação.

Produção de políticas para C&T O Protocolo sobre CTI foi adoptado em Agosto de 2008 mas ainda não entrou em
vigor.

Promoção do desenvolvimento e Instituição de um programa indicador de C&T Não foi realizado.


harmonização de políticas de C&T na
região
Apoio a iniciativas de desenvolvimento de políticas nacionais Registado algum progresso a nível de Estados Membros. Foi concebido um curso
para formação em políticas de CTI destinado a apoiar o desenvolvimento de
políticas nacionais.

Assegurar a protecção de direitos de propriedade intelectual Registado algum progresso a nível regional. Foi iniciado um programa para IPR
(IPR) em 2009 e facilitada a troca de informação.

Obter apoio e cooperação Negociar a obtenção de apoio destinado a C&T através de Não foi realizado progresso a nível regional. Contudo, os Estados Membros
internacional em iniciativas de R&D instrumentos como o Programa Regional Indicativo da UE conseguiram obter apoio dos ICP por si próprios.
Iniciar discussões com outras entidades regionais para UA/NEPAD dispõe de redes regionais como SANBio, Water Sciences, que estão
cooperação em C&T activas na SADC. CAAST-Net tem projectos em sete EM.

- Identificar centros de excelência Não foi realizado.


108
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

- Aumentar a conectividade entre centros


- Desenvolver um conceito para as instalações de pesquisa
- Criar as instalações
- Angariar fundos para o projecto

Promover a compreensão do público Apoiar a apreciação e compreensão por parte do público sobre Progresso limitado. Os EM dispõem de arranjos bilaterais e oferecem-se apoio
quanto a Ciência e Tecnologia programas para Ciências, Engenharia e Tecnologia (PUSET) moral uns aos outros, em especial através da presença em eventos de uma
semana sobre Ciência, Engenharia e Tecnologia (CET).
Realização anual de uma semana dedicada a CET na SADC SADC CET Regional foi lançada nas Maurícias em 2009.

Desenvolvimento, transferência e Criação de incentivos e identificação de áreas prioritárias para Não se registou nenhum progresso
difusão de tecnologia. investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (R&D)

Adaptação da melhor política e prática na SADC e fora da Não se registou nenhum progresso
SADC

Sector Privado Desenvolvimento de uma política da SADC sobre parcerias As metas do RISDP para a criação de espaço, condições e quadros para o
entre o sector público e o privado até Junho de 2004. envolvimento do sector privado na integração regional não foram atingidas em
grande parte. Adicionalmente, várias metas planeadas do RISDP podem requerer
Revisão, melhoramento e assinatura de MOU com o Sector clarificação ou redefinição adicional no contexto de um ambiente em mudança
Privado da SADC, permitindo explicitamente o envolvimento do para o diálogo e parceiras entre o sector público e o privado.
sector privado através das estruturas da SADC até Junho de
2004.
Adopção pela Cimeira de um Plano de Acção para o sector
público e privado com base no Livro Branco do ASCCI a ser
implementado durante o período do RISDP.

Inquérito sobre Competitividade e Clima para Negócios


concluído para facilitar o diálogo constante entre o sector
público e o privado.

Institucionalização de uma Unidade para o Sector Privado para


exercer uma função de apoio ao Secretariado e a instituições
do sector privado como parte de um Secretariado reestruturado
até Janeiro de 2004.

Facilitação da criação de associações do sector empresarial


109
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

quando estas possam acrescentar valor ao diálogo constante


entre o sector público e o privado

Estatística Desenvolvimento de um quadro jurídico entre 2004 e 2006 Foi elaborada uma nota conceptual sobre o quadro jurídico.

O desenvolvimento de uma nova Estratégia Regional para Desenvolvimento de


Estatísticas (RSDS) 2013-18 aprovado em princípio pelo Conselho em 2013,
necessitava de alinhamento do quadro jurídico à RSDS.

O Quadro Jurídico deve estar concluído em 2016.

Harmonização de estatísticas da SADC até 2015 Realizações notáveis na harmonização de estatísticas, nomeadamente em três
áreas:

(i) O desenvolvimento e implementação da Harmonização dos Índices


Mensais dos Preços ao Consumidor (HCPI),

(ii) Estatísticas sobre Preços Internacionais de Mercadorias. Foi elaborado e


adoptado um Manual sobre Harmonização de IMTS para uso pelos
Estados Membros para promoverem a harmonização de IMTS entre os
Estados Membros. Este Manual foi aprovado pelo Conselho em 2011.

(iii) Estatísticas de Contas Nacionais através da implementação do programa


para Desenvolvimento de Capacidade em Estatísticas entre 2005 e 2009,
financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento

Foi iniciado o trabalho em áreas emergentes, incluindo estatísticas vitais,


população, agricultura, etc.
Desenvolvimento de bases de dados estatísticos regionais O progresso foi limitado de um modo geral. Foi concebida e desenvolvida uma
integrados em todas as áreas prioritárias incluindo pobreza, Base de Dados regional sobre Estatísticas Comerciais Integradas (ITSD) mas
género, sector informal, VIH e SIDA até 2015. ainda não estava concluída em Dezembro de 2013.

Desenvolvimento de indicadores para monitoria e avaliação em Não foi concretizado


2004-2005

Melhoramento da capacidade estatística na SADC até 2015 Realizações importantes registadas no melhoramento da capacidade estatística
através da implementação do Projecto da SADC para Formação em Estatísticas
financiado pela União Europeia entre 2001 e 2007.

Foram desenvolvidos materiais para formação em estatísticas para serem

110
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

utilizados para esse efeito. Estes materiais envolvem um curso básico em


estatísticas, um programa de cursos de curta duração e diploma avançado em
estatísticas oficiais.

Foram realizados mais de 20 cursos de formação de curta duração a nível


regional para cerca de 400 participantes dos EM em áreas como estatísticas
sobre economia, contas nacionais, amostragem, sistemas de informação
geográfica, estatísticas sobre agricultura e registos comerciais como quadros de
amostras.

Desenvolvimento de modelos económicos e mecanismos de Não se registou progresso nesta área


previsão para estatísticas até 2004-2006

Estabelecimento de um Fórum multissectorial de utilizadores e Foi conseguido um progresso limitado. Prevê-se a criação de comités utilizador-
produtores de estatísticas até 2004 produtor durante o quadro de implementação da Estratégia Regional para o
Desenvolvimento de Estatísticas para 2013-2018.
Melhoramento da utilização de TIC económicas para partilha Foi conseguido progresso limitado. Em 2009, com o apoio das Nações Unidas, foi
de informação nas áreas prioritárias até 2015 desenvolvido um portal para intercâmbio de informação e dados o qual não pode
ser mantido.

Comércio, Liberalização Económica e - Estabelecimento de uma ZCL (FTA) para Produtos até - A ZCL (FTA) foi conseguida em 2008 com 85% das tarifas em zero para os
Desenvolvimento 2008 através da implementação efectiva do Protocolo da países participantes na ZCL (FTA).
SADC sobre Comércio
Melhoramento/Promoção da - Máxima redução tarifária foi alcançada com a maioria dos Estados Membros a
Integração do Mercado de Bens e implementarem a liberalização tarifária em 2012
Serviços
- Entre 2005 e 2012 foram realizadas auditorias anuais à implementação do
Protocolo sobre Comércio para avaliação do progresso quanto à consecução
dos objectivos do Protocolo.

- Tratamento com carácter permanente de barreiras não tarifárias (BNT) (NTB)


através de um sistema on-line para efeitos de monitoria, comunicação e
eliminação de BNT abrangendo a região do Tripartido da COMESA, EAC e
SADC

- Revisão das Regras de Origem efectuada na sequência da Revisão


Intercalar do Protocolo sobre Comércio em 2004, deixando apenas as
referentes a têxteis e vestuário requerendo dupla transformação e farinha de
trigo ainda por definir.

111
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

- Concretização da ZCL da SADC para Serviços até 2010 - Protocolo da SADC sobre Serviços assinado em 2012. Até à data, somente
dois Estados Membros ratificaram o Protocolo.

- Os Estados Membros acordaram quanto ao roteiro para a conclusão da


Primeira Ronda de Negociações (Dezembro – Junho de 2015)

- Desenvolvimento até 2006 e implementação até 2010 dos - Anexos sobre SPS e TBT adoptados pelo CMC (CMT) em 2008 e
Anexos relativos a medidas Sanitárias e Fitossanitárias e estabelecidas as necessárias estruturas institucionais, ou seja, o Comité de
Barreiras Técnicas ao Comércio SPS/TBT Ligação da SADC para Regulamentos Técnicos (SADCTRLC) e o Comité da
SADC para Coordenação de SPS.

- Em 2009 foi estabelecido um organismo regional para acreditação, o Serviço


de Acreditação da SADC (SADCAS), a fim de proporcionar acreditação nas
áreas de testes, calibração, certificação e inspecção aos Estados Membros
da SADC.
- Harmonização dos Regulamentos e dos Procedimentos - Foi desenvolvida e adoptada em 2007 pelo CMT um Lei Aduaneira Modelo,
Aduaneiros até 2008 como referência para harmonização de regulamentos e procedimentos
aduaneiros na região.

- Outros procedimentos aduaneiros comuns desenvolvidos para efeitos de


adopção incluem o Documento Administrativo Único da SADC, o Sistema de
Gestão de Trânsito e a Nomenclatura Tarifária Comum.

- Uso de sistemas de avaliação comuns e adopção de nomenclatura tarifária


aduaneira baseada no Sistema Harmonizado (HS).

- O CMT acordou em 2012 que os Estados Membros da SADC deviam aceder


e implementar as disposições da Convenção de Quioto Revista, um
instrumento da Organização Mundial das Alfândegas proporcionando um
modelo para processos aduaneiros modernos e eficientes para facilitação do
comércio. Vários Estados Membros acederam à Convenção.

- A cooperação em assuntos aduaneiros entre os Estados Membros foi


melhorada, incluindo o desenvolvimento de capacidade em questões
relativas à gestão aduaneira.

Desenvolvimento de um Quadro Regional de Política de - Em 2009, a Cimeira assinou uma Declaração sobre Cooperação Regional
Concorrência em 2006 e respectiva lei em 2010 em Concorrência e Leis e Políticas relativas ao Consumidor.

- O Comité da SADC para Concorrência e Política e Lei do Consumidor


112
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

(CCOPOLC) foi estabelecido para implementar um sistema de cooperação


entre os Estados Membros, incluindo um programa regional para
desenvolvimento de capacidade a fim de facilitar o desenvolvimento e
implementação de leis e políticas nacionais relativas ao consumidor bem
como cooperação e diálogo entre autoridades para a concorrência.

- Alguns Estados Membros da SADC já desenvolveram estas leis e políticas e


estabeleceram autoridades relevantes para a concorrência.
- Conclusão até 2010 das negociações relativas à União - Não foi concretizada embora tenham sido realizados vários estudos técnicos
Aduaneira da SADC para informarem o processo preparatório e modelo para possíveis opções
quanto a uma União Aduaneira da SADC.

- O Relatório sobre o Quadro para a União Aduaneira da SADC foi aprovado


pelo Grupo de Trabalho Ministerial e endossado pela Cimeira, em Novembro
de 2011 e Agosto de 2012, respectivamente, no qual se encontram definidas
as metas e referências e é proposto um modelo de União Aduaneira da
SADC bem como a sequência de actividades para o estabelecimento da
União Aduaneira da SADC, devendo ser dada prioridade à consolidação da
ZCL (FTA) da SADC, abordando a afiliação sobreposta e,
subsequentemente, efectuando uma avaliação, após 2015, quanto ao
progresso realizado no sentido do estabelecimento da União Aduaneira.

- Participação efectiva e cumprimento no que respeita a - Em 2008, a OMC foi notificada quanto à ZCL da SADC, no âmbito do Artigo
acordos/arranjos internacionais 24 do GATT 1994.

- Os Estados Membros da SADC concordaram também quanto ao


estabelecimento de uma ZCL Continental até 2017, em continuação da ZCL
do Tripartido.

Desenvolvimento e Fortalecimento dos - Desenvolvimento do Protocolo sobre Finanças e - O PFI foi assinado em 2006 e entrou em vigor em 2010.
Mercados Financeiros e de Capitais Investimento (PFI) (FIP) até 2005 para se ratificado até
2007.

- Liberalização da conta corrente até 2006 e da conta de - A maior parte dos Estados Membros já procedeu à liberalização das suas
capital até 2010 contas correntes com excepção de alguns controlos administrativos.
- Desenvolvimento até 2010 do Quadro Regulatório - Não foi concretizado.
Financeiro e de Capital

- Estabelecimento até 2006 de um Fundo Regional de - Está sendo operacionalizada a primeira janela do fundo, nomeadamente o
Desenvolvimento Mecanismo para Preparação e Desenvolvimento de Projectos.
113
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

- Apoio aos DFI da SADC através de DFRC funcional até - O Centro de Recursos para Financiamento do Desenvolvimento
2005 (Development Finance Resource Centre) (DFRC) encontra-se totalmente
funcional e está a apoiar os DFI no Desenvolvimento de Capacidade.

Consecução de Cooperação Monetária - Conseguir a Convertibilidade Monetária até 2008 - Não foi concretizado
Mais Profunda - Interconexão de sistemas de pagamento e compensação
até 2008 - O Sistema Integrado da SADC para Pagamento Electrónico (SIRESS) foi
desenvolvido e inaugurado em 2013.
- Desenvolvimento da harmonização de quadros de
supervisão bancária, incluindo melhores práticas, até 2008 - Todos os EM adoptaram provisoriamente os Princípios de Basileia (Basel
Principles) para supervisão bancária.
- Estabelecimento de uma Associação Regional de - Não foi concretizado. Este é um organismo regulatório e de supervisão no
Autoridades Financeiras para supervisão bancária até que respeita a operações bancárias.
2010
- Lei Modelo para Bancos Centrais foi desenvolvida em 2009 como documento
- Autonomia dos Bancos Centrais até 2010 de referência para boas práticas bancárias de bancos centrais, incorporando
a autonomia de bancos centrais como um dos princípios de melhores
práticas.

Cooperação em Tributação e Matérias - Desenvolvimento de um Tratado Modelo para Tributação - A SADC desenvolveu em 2010 um acordo modelo para Evitar a Dupla
Conexas na SADC até 2006 Tributação.

- Cooperação em informação sobre impostos e - Foi assinado em 2012 um Acordo sobre Assistência relativa a Assuntos
coordenação de regimes de tributação até 2008 Fiscais.

- Desenvolvimento de um regime comum de tributação - Não foi concretizado. Esta meta provou ser difícil de concretizar.
indirecta até 2010

Concretização da Convergência - Conseguir uma inflação de 5% até 2012. - Em 2008 e 2012 foram efectuadas avaliações abrangentes quanto ao
Macroeconómica desempenho dos Estados Membros em relação aos indicadores definidos.
- Manter um rácio défice orçamental/PIB de 3% até 2012.
- Apenas quatro EM atingiram a meta de inflação até 2012.

- Conseguir um rácio dívida pública/PIB inferior a 60% até - Metade dos Estados Membros atingiu a meta de défice fiscal até 2012
2008.
- 12 EM atingiram a meta.
- Operacionalizar um mecanismo de monitoria e vigilância até
2005. - Em 2013 foi realizado um estudo para reexaminar os Critérios de
Convergência Macroeconómica da SADC.

114
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

- Em 2013 foi lançado o mecanismo de revisão entre pares para avaliação do


desempenho dos estados membros em relação às metas de convergência
macroeconómica.

Aumento dos Níveis de Investimento - Adopção de Directivas e Quadro Fiscal para Incentivos - Não foi concretizado. Estão sendo desenvolvidas directivas.
Intra-SADC e do Investimento Directo Fiscais até 2006.
Estrangeiro (IDE)
- Desenvolvimento, harmonização e implementação de - Encontra-se parcialmente desenvolvido um Programa Regional de Acção
instrumentos para promoção de investimento até 2008. sobre Investimento (RAPI), incluindo a base de dados sobre regimes de
investimento, a aprendizagem entre pares e o tratado modelo para
- Desenvolvimento de uma política da SADC para parcerias investimento bilateral.
entre o sector público e o privado até 2005
- Em 2013, foi estabelecida a Rede PPP e desenvolvido um Quadro para PPP
os quais foram adoptados pelo Comité de Ministros das Finanças.

Aumento da Competitividade Produtiva - Desenvolvimento e integração até 2008 de uma Estratégia - O Programa da SADC para Melhoramento e Modernização Industrial (IUMP)
e Industrial para PME quanto a adição de valor em sectores foi desenvolvido e adoptado pelo CMT em Junho de 2008, com o objective
seleccionados. de melhorar a competitividade da capacidade industrial existente e promover
o desenvolvimento de cadeias regionais de valor em oito sectores prioritários.
- Desenvolvimento e implantação até 2010 de estratégias
regionais para cadeias de valor em oito subsectores - Foi desenvolvido e adoptado pelo CMT, em Novembro de 2012, o Quadro de
Política da SADC para Desenvolvimento Industrial, priorizando a promoção
de cadeias de valor e redes de produção em toda a região, tendo como
principais prioridades o processamento agro-alimentar, a beneficiação de
minérios e produtos farmacêuticos.

- Não foi concretizado devido à falta das necessárias especializações.

- Em 2006 foi desenvolvido e adoptado pelos Ministros das Minas um Quadro


para Harmonização de Políticas de Exploração Mineira, Normas e questões
Regulatórias.

- Foi estabelecido um Subcomité para Minerais para melhoramento da


cooperação no sentido do desenvolvimento da beneficiação e cadeias de
valor de minerais.

- Não foi concretizado devido à falta da necessária especialização em


exploração mineira no Secretariado.

- Ligação entre centros de indústria produtiva e ciência e - [Como acima referido]

115
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

tecnologia até 2008

- Estabelecimento até 2006 de quadros regulatórios - [Como acima referido]


harmonizados para exploração Mineira, incluindo uma
estratégia para PME

- Estabelecido até 2010 e um sistema de informação


competitivo para geociências e exploração mineira

- Estabelecimento até 2010 de uma Rede Regional


funcional para Desenvolvimento de Recursos Humanos
em Exploração Mineira.

- Estabelecimento até 2006 de um mecanismo para


Monitorização do Desenvolvimento de Recursos Humanos
em Exploração Mineira

Infra-estruturas em Apoio à Integração Harmonização de leis, política, regulamentos e estratégias para A maior parte dos países dispõe de políticas novas ou actualizadas alinhadas às
Regional promoção da integração de redes e serviços de TIC leis, políticas e regulamentos modelo da SADC.

Comunicações e TIC
Quadros de Política e Regulatórios
para TIC

Infra-estrutura de TIC Integrada e Interligação de 80% da rede regional, pelo menos 10% de Todos os países interligados em mais e 80% através da Infra-estrutura Regional
Acesso a Redes teledensidade. de Informação da SADC (SRII).

Em fins de 2012 a teledensidade variava entre 30% e 150%. Penetração da


internet fixa inferior a 10% em geral devido à preferência e escolha de internet
móvel.

Desenvolvimento de Recursos Desenvolvidos planos de formação; Foram criados centros de excelência regionais através da Associação para
Humanos, Desenvolvimento de Especialização adequada em política, regulamentação e Telecomunicações da África Austral (SATA).
Capacidade Institucional e Pesquisa e prestação de serviços. Foram realizados vários seminários de sensibilização.
Desenvolvimento Criação de pelo menos 4 centros de excelência regionais para
TIC na região da SADC
Aplicações Sectoriais de TIC A adopção varia Segundo os rendimentos nacionais dos países.

Transformação de Serviços Postais Política e quadro jurídico modelo foram desenvolvidos, Foi estabelecido o organismo regulatório regional. (Associação de Reguladores de
Comunicações da África Austral - CRASA)
116
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

Foram desenvolvidas disposições legislativas modelo;


Não foram estabelecidas leis modelo. Está sendo elaborada a política postal
Foi estabelecida uma associação regional regulatória regional.

Energia Encontra-se operacional o regulador regional para a Onze (11) Estados Membros estabeleceram reguladores para electricidade.
electricidade. A Associação Regional de Reguladores de Electricidade - RERA foi
Estabelecimento de um mercado estabelecida e encontra-se operacional.
regional de energia integrado, Foi estabelecida a Associação Regional para Petróleo e Gás
competitivo e eficiente (REPGA). Foi aprovada a formação da REPGA mas a instituição não foi ainda constituída e,
por isso, não se encontra em funcionamento.
O Plano para Expansão da Produção de Electricidade (Plano Foi estabelecido o Plano Conjunto SAPP.
Conjunto) foi aprovado e está sendo implementado.
O mercado diário (Day Ahead) foi estabelecido em 2009 e substituiu o STEM. O
Mercado de Energia a Curto Prazo (STEM) alargado para Post DAM Market (PDAM) foi desenvolvido em 2013 para aumentar o volume
abranger 80% dos Estados Membros conectados de comércio. O comércio competitivo continua ainda baixo, em 1% de toda a
electricidade comercializada, a maior parte do comércio tem ainda lugar através
de contratos bilaterais.
Uso acrescido/eficiente de fontes de Encontram-se estabelecidos programas e estratégias nacionais Os EM dispõem das suas próprias estratégias e programas para fontes novas e
energia renováveis e outras fontes de para gestão de energia de biomassa renovável. renováveis de energia (NRSE).
energia de baixo custo (biomassa,
solar, eólica, etc.) 10% das comunidades rurais têm acesso a NRES Excluindo grandes centrais de energia hidroeléctrica e de biomassa tradicionais,
o objectivo de se atingir 10% de parcela de NRSE como Principal Fonte de
Energia em muitos EM não foi ainda conseguido.

Maior acesso a electricidade de baixo 30% de acesso a electricidade em zonas rurais (100% até A maior parte dos EM deram início a programas de electrificação rural, usando
custo em áreas rurais. 2012) a rede de distribuição e fora da rede de distribuição, mas metade dos EM
apresentam um acesso inferior a 30% em zonas rurais. Exceptuando os
Estados Insulares, nenhum dos restantes EM conseguiu 100% de acesso até
2012.
Meteorologia Política e quadro jurídico modelo encontram-se em elaboração O princípio de recuperação de custos foi adoptado por todos os EM e a
implementação encontra-se em níveis diferentes e segundo modelos diferentes.
Transformação de Serviços Algumas Instituições de Meteorologia continuam sendo propriedade do governo
Meteorológicos enquanto outras estão a tornar-se autónomas.

Realização parcial em alguns EM Alguns EM não dispõem de estações meteorológicas adequadas, actualizadas e
bem calibradas, para além da falta de pessoal qualificado, sistemas de
telecomunicações e instalações para processamento de dados e disseminação de
informação. As instituições para desenvolvimento de capacidade, Centro Regional
para Formação Meteorológica (RMTC) em Angola e a Calibração Regional de
Instrumentos no Botswana têm necessidade de ser revitalizados com urgência

117
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

para aliviar a escassez.

Contribuição para a prontidão em caso Foi estabelecido o Centro para Serviços Climáticos da SADC O SCSC está equipado para fornecer o serviço a que se destina mas encontra-se
de calamidades (SCSC). limitado por falta de recursos humanos e financeiros. Com a iminência da
mudança climática, esta intervenção será mais importante e devia receber
atenção ao mais alto nível nos Estados Membros. Alguns EM já começaram a dar
a necessária atenção ao mais alto nível dos seus governos.

Turismo A Organização Regional para o Turismo da África Austral A restruturação da RETOSA foi concluída em 2007.
Efectuar o Marketing da região como (RETOSA) foi fortalecida. A estratégia para a Taça do Mundo foi desenvolvida e implementada.
destino turístico único mas O UNIVSA foi desenvolvido.
multifacetado A estratégia para promoção da Taça do Mundo de 2010 na
região foi desenvolvida até 2005.

Restrições de viagem e Vistos foram removidas até 2009.

Melhorar as Normas quanto a serviço Plano para Educação e Formação foi desenvolvido até 2006. O plano para educação e formação não foi ainda desenvolvido.
e infra-estruturas na Indústria do
Turismo A infra-estrutura, serviços e normas para o Turismo foram Foram elaboradas as normas para infra-estrutura.
harmonizados até 2008.

Rede para pesquisa, estatísticas e troca de informações sobre Estatísticas encontram-se disponíveis no portal electrónico da RETOSA.
turismo foi estabelecida até 2007.

Assegurar equidade, equilíbrio e Políticas, estratégias e legislação foram harmonizadas até A harmonização de políticas e estratégias está em curso.
complementaridade na indústria do 2009.
Turismo na SADC
Promover uma maior participação de Facilitação de um ambiente propício para fluxos de Ainda não foi concretizado.
Pequenas e Médias Empresas (PME) investimento para áreas marginalizadas.
e grupos em desvantagem Integração do género em todas as iniciativas de turismo até
2008.

Transportes Estabelecimento de sistemas de pagamento pelo usuário Ainda não foi concretizado.

Manutenção e modernização da infra- Abordagem harmonizada quanto ao excesso de carga em Normas e regulamentos para Controlo do Excesso de Carga de Veículos,
estrutura de transportes veículos. incluindo os limites de carga por eixo, foram acordados e aprovados. A
implementação coordenada, incluindo a adaptação a nível interno, está
presentemente em curso.

Reabilitação da infra-estrutura para Foram identificadas as necessidades de reabilitação em Angola As necessidades foram identificadas através de estudos de viabilidade e de
118
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

transportes e RDC. design.

Construção das ligações em falta nos Foram identificadas ligações em falta para transportes As ligações em falta foram identificadas anteriormente e no presente, como parte
transportes regionais regionais e foram realizados estudos detalhados. do RIDMP e encontram-se em diferentes estágios de desenvolvimento

Acessibilidade para comunidades Desenvolvimento de directivas regionais para estradas de Foram elaboradas directivas e alguns EM dispõem de projectos, ou seja, o
rurais ligação. Malawi, Suazilândia e Moçambique, que estão a bordar esta questão e a
beneficiar PME/comunidades.

Infra-estrutura e serviços de Desenvolvimento de um modelo para transportes integrados e Até ao presente não foi desenvolvido qualquer modelo integrado para política de
transportes integrados respectivo quadro jurídico. transportes na SADC e os transportes integrados (ligação estradas, vias férreas,
portos interiores, via aérea) não se encontram bem desenvolvidos em políticas de
transportes na maior parte dos EM.

Liberalização dos mercados de Implementação de planos desenvolvidos para cada um Foi concluído um estudo sobre a liberalização do mercado de transportes
transportes consoante o modo. rodoviários o qual está a aguardar validação antes de ser implementado.

Foi desenvolvida uma estratégia e revitalização ferroviária baseada na


liberalização do sector mas a implementação é lenta.
Para os transportes aéreos, implementação gradual da decisão de
Yamoussoukro.

Regulamentação de serviços de Regras de concorrência entre modos e fornecedores de Regras de concorrência foram adoptadas para o Transporte Aéreo a nível do
transportes serviços. Tripartido.

Directivas sobre a protecção e segurança. Ainda não foram desenvolvidas para outros modos.

Desenvolvimento de regulamentos. Foram desenvolvidas políticas/directivas/normas de segurança


rodoviária/ferroviária através de associações como a Associação Ferroviária da
África Austral (SARA).

Desenvolvido um Programa para Segurança Rodoviária de acordo com a Década


de Acção das Nações Unidas para Segurança Rodoviária.

Desenvolvido um Programa para Segurança Aérea.

A aviação e o transporte marítimo seguem as directivas e normas de segurança


da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) e da Organização Marítima
Internacional (IMO) respectivamente.

119
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

O transporte transfronteiras é regulamentado através de um acordo bilateral para


transportes rodoviários com base em modelos desenvolvidos pela SADC;
transporte aéreo através de um Acordo Bilateral para Serviços de Transporte
Aéreo e transporte ferroviário através de um acordo comercial e de operação
entre serviços ferroviários.

Facilitação de movimento Processos e documentação de trânsito harmonizados. Requisitos transfronteiras existentes são baseados em acordos bilaterais entre
transfronteiriço EM.

O estabelecimento do posto de fronteira de uma paragem em Chirundu


considerado um projecto-piloto com êxito para harmonização de processos
aduaneiros.

Alguns postos de fronteira foram modernizados, dispõem de programas para


melhoramento de fronteiras, incluindo a gestão coordenada de fronteiras, janela
única e OSBP - posto de Fronteira de Uma Paragem.

Desenvolvimento de Corredores de Estudos de viabilidade sobre corredores prioritários. Foram realizados estudos sobre a maior parte dos corredores, incluindo o NSC, o
Transportes de Nacala, Lobito e Dar-es-Salam.

Desenvolvimento de Capacidade Desenvolvimento de Planos de Formação. Algumas acções de formação realizadas nos EM mas não são adequadas para
Especialização adequada em política, regulamentação e suprir as necessidades.
prestação de serviços.

Água Estabelecimento de oito instituições para cursos de água As instituições definidas foram criadas.
partilhados até 2006.
Estabelecimento/fortalecimento de Foram concluídos os Planos de IWRMD/ Estratégias em 6 bacias hidrográficas e
Instituições de Gestão dos Cursos de Cinco instituições para cursos de água partilhados com Planos estão sendo produzidos planos em três Comissões de Bacias Hidrográficas a fim
Água Compartilhados Integrados para a Gestão e Desenvolvimento de Recursos de orientar a implementação de projectos.
Hídricos (IWRMD).

Melhorar o quadro jurídico e Política/estratégia regional para a água até 2005. A política e estratégia regionais encontram-se estabelecidas e foram definidas no
regulatório para gestão e prazo estabelecido.
desenvolvimento de recursos hídricos. Directivas para harmonização de legislação, política e
estratégia nacionais para a água até 2005. Foram desenvolvidas directivas.

Pelo menos cinco países com legislação harmonizada para a Legislação harmonizada para a água em Lesoto, Zâmbia, Zimbabwe, Suazilândia,
água até 2009. Moçambique e Botswana

Melhorar a base de conhecimentos e SADC HYCOS Phase II operacional até 2009. Meta atingida – operacional a nível dos EM e a nível regional.
120
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

informação sobre a disponibilidade e


procura de recursos hídricos Mapa hidrogeológico e base de dados regional até 2009. Realizado – Produzido em 2010 um Mapa Hidrogeológico e Atlas com base na
Internet.
Iniciado o estabelecimento de um sistema regional de
monitorização de aquíferos até 2009. Sistema regional para monitorização de aquíferos iniciado em 2009 no Botswana,
Zimbabwe, e RSA, na bacia do Limpopo.
Avaliação de base de recursos hídricos – água de superfície e
aquíferos até 2006. Realizado – bacia hidrográfica – monografias e estratégias para as bacias do
Púngue e Zambeze, Buzi, Save e Rovuma.
Realização da avaliação de recursos hídricos em cinco bacias
hidrográficas partilhadas até 2009. Realizado – Bacias do Orange-Senqu, Okavango, Limpopo, Púngue e Zambeze.

Desenvolver infra-estrutura estratégica Implementação de programas para Abastecimento de Água e Realizado mas não teve início a tempo. Projectos presentemente em curso em
regional para água Saneamento (WS&S) a terem início até 2006. Cunene-Angola/Namíbia e Lomahasha/Namaacha Suazilândia/Moçambique.

Infra-estrutura estratégica regional para água desenvolvida até Programa elaborado e aprovado pelos Ministros.
2006.
Realizado para LHWP Fase 2-Lesoto-África do Sul.
Estudos para implementação realizados em dois sistemas de Estudos realizados para barragens de Batoka (Zâmbia/Zimbabwe) e Mpanda
transferência entre bacias hidrográficas e três barragens Nkuwa – Moçambique.
importantes até 2006.

Fortalecer a capacidade em IWRMD 100 profissionais treinados em IWRM até 2008. Conseguidos 500 graduados com Mestrado para além de cursos de
na região desenvolvimento profissional de curta duração.
Pelo menos dez centros de excelência para IWRM identificados
e melhorados até 2009. Foi estabelecido na Universidade do Free State o Instituto para Gestão de
Aquíferos. Waternet foi melhorado.
Centro de Excelência melhorado e oferecendo formação em
IWRM. Realizado, Waternet está a oferecer formação em IWRM.

Estratégia para Waternet implementada até 2006. Waternet tem tido êxito até à data no impulsionamento do desenvolvimento de
Waternet a funcionar como instituição autofinanciada e capacidade em IWRMD.
autónoma segundo o princípio de subsidiariedade até 2005. Estatuto de subsidiário conseguido em 2012.

Assegurar a participação e Estratégia de comunicação sobre IWRM até 2006. Estratégia de Comunicação Desenvolvida e Aprovada pelo Conselho em 2008 –
sensibilização no que respeita a Realizado.
IWRMD Directivas sobre participação de intervenientes em projectos
para água até 2006.

121
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

Directivas para integração do género na gestão de recursos


hídricos desenvolvidas até 2006.

Agricultura e Segurança Estabelecimento de serviços técnicos para apoio a programas - Os Serviços de Apoio à Reforma Agrária da SADC (SLRSF) foram
Alimentar/Segurança Alimentar de reforma agrária até 2005/6 desenvolvidos e aprovados pelos Estados Membros
Sustentável
Foram mobilizados recursos para o Programa Regional para Irrigação e Gestão
Assegurar a disponibilidade de de Água.
alimentos
Aumento do consumo de fertilizantes, de 44,6 quilogramas por - Foi desenvolvido o Sistema Regulatório Harmonizado da SADC para Sementes,
hectare de terra arável para 65 quilogramas por hectare de o qual foi aprovado e o Memorando de Entendimento assinado e ratificado em
terra arável até 2015 (a média global é de 98,8 Kg/ha) 2013.
- Foi estabelecido em Lusaca, Zâmbia, o Centro para Sementes da SADC.
- Foi melhorado o acesso a insumos agrícolas chave na região da SADC.
- Foi desenvolvido o Quadro para o Mercado Comum de Insumos Agrícolas
(sementes e fertilizantes)

Aumento do rendimento da produção de cereais, em - A produção de cereais é ainda muito inferior a 1,5 t/ha na maior parte dos
quilogramas por hectare, de uma média de 1.392 para 2.000 países.
(média global) até 2015 - Foram facilitados programas de pesquisa através de 14 subvenções para apoio
a desenvolvimento tecnológico em vários aspectos.

Redução da incidência de doenças animais Transfronteiriças - Está sendo facilitada a vigilância, controlo e erradicação de doenças animais
(TAD) em particular a Febre Aftosa, em 50% até 2015, sendo a transfronteiras.
erradicação o objectivo final. - Foi proporcionado o treino necessário para vigilância e controlo de TAD.
- Foi fornecido equipamento apropriado para facilitação do teste a TAD.
- Instituições veterinárias em cinco EM foram equipadas para melhor gerirem o
risco que doenças animais transfronteiras (TAD) representam através de
formação, fornecimento de equipamento de laboratório e reabilitação de infra-
estrutura.
- Foi melhorada a capacidade dos EM para efeitos de controlo e gestão do
alastramento da Febre Aftosa na região.

- Foi publicado um Manual sobre „Pragas de importância fitossanitária e


económica na região da SADC‟ para assistir os EM a identificarem pragas de
plantas e a tomarem decisões para o seu controlo.
- Onze Estados Membros são presentemente signatários à Convenção
Internacional para Protecção de Plantas e têm estado muito activos na
contribuição para o desenvolvimento de normas internacionais para medidas
fitossanitárias.
122
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

Aumento da produção de gado em pelo menos 4% por ano; A produção regional de produtos de pecuária aumentou em 3-9% com base em
uma média de cinco anos (2007-2011) comparada com o valor de base referente
a 2007.

Duplicação das terras cultivadas sob irrigação, de 3,5% para Protocolo Revisto sobre Cursos de Água Compartilhados
7% como percentagem do total até 2015. Plano de Acção Estratégico para Gestão Integrada de Recursos Hídricos
Facilitado o desenvolvimento do programa regional para gestão de recursos
hídricos.

Duplicar a taxa de adopção de tecnologias comprovadas como - A capacidade regional para pesquisa agrícola foi melhorada através do apoio
variedades melhoradas de sementes, gestão de água e de à formação de cientistas regionais.
terras, até 2015. - Instituições terciárias para formação em agronomia foram habilitadas para
satisfazer as necessidades de capacidade exigidas pela procura em um
mercado em mudança.
- Foram implementados vários projectos para fortalecimento de instituições
regionais de pesquisa incluindo os seguintes: (i) Fortalecimento da
Capacidade para Pesquisa Agrícola e Desenvolvimento em África, (SCARDA)
(ii) Programa da SADC para Vários Países para Produtividade Agrícola
(SADC MAPP) (iii) Fundo para Projectos Colaborativos Inovadores para Apoio
ao Desenvolvimento de Pequenos Agricultores (FIRCOP) (iv) Programa
ICART.
- Foi estabelecido o Centro para Coordenação de Pesquisa Agrícola na África
Oriental e Austral (CCARDESA) para liderar a pesquisa na região.
- Foi facilitado o intercâmbio de informação e melhores práticas quanto a
produção, tecnologias e questões de terras e segurança e valor nutritivo.

Assegurar o acesso a alimentos Adesão a normas e Medidas SPS de acordo com os Acordos - Participação no desenvolvimento catalisado de Normas Sanitárias e
da OMC. Fitossanitárias (SPS);
- Participação em negociações para facilitação do comércio de produtos de
pecuária com o mercado internacional.
- Foi feita a implementação de um Projecto de Segurança Alimentar destinado
a promover o comércio de produtos agrícolas através do fortalecimento das
capacidades dos EM para cumprirem as normas SPS, para efeitos de entrada
na UE e em outros mercados mundiais.
- Em colaboração com o TIFI foi facilitada a eliminação de Barreiras ao
Comércio Agrícola na Região da SADC; e
- Foi facilitado o desenvolvimento de políticas e programas para promoção da
Adição de Valor a Produtos Agrícolas.
123
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

Facilitação de políticas e programas para promoção da adição Através do projecto ICART foram encomendados dois projectos para tratar de
de valor em produtos agrícolas. questões de marketing. Os dois projectos identificaram os estrangulamentos em
marketing e fizeram a sua abordagem em uma análise de cadeia de valor.

Assegurar a segurança alimentar e o Aumentar o valor energético e proteico da alimentação diária - Isto não foi facilitado a nível regional.
valor nutritivo dos alimentos per capita, de 2.160 kcal para 2.700 kcal e de 49g para 68g - A Estratégia Alimentar e Nutricional encontra-se subdesenvolvida.
respectivamente, até 2015.

Reduzir a metade a proporção de pessoas vítimas de fome até


2015.

Reduzir a metade a proporção de crianças com menos de - Foram realizadas actividades relacionadas com o desenvolvimento de
cinco anos que apresentam peso deficiente entre 1990 e 2015. capacidade em normas para processos (Boa Prática Agrícola (GAP), Boa
Prática de Higiene (GHP), Boa Prática de Manufactura (GMP) e Análise de
Perigo e Ponto de Controlo Crítico (HACCP).
- Foi adquirido de distribuído aos EM equipamento de laboratório. Foi realizada
formação quanto ao uso do equipamento.
- Foram facilitadas várias actividades por parte da SQAM (Normas, Qualidade,
Acreditação e Metrologia da SADC) para coordenar eficientemente a gestão
de assuntos de SPS.
- Foram elaboradas Directivas Regionais para a Regulação de Segurança de
alimentos, Produtos para protecção de Culturas, Medicamentos Veterinários,
e Directivas Regionais para Gestão de Assuntos Relativos a SPS.
- Foram elaboradas directivas para segurança de alimentos.
- Foi facilitada a Harmonização de Normas Regionais para a Segurança de
Alimentos e Registo de químicos agrícolas e veterinários.

Assegurar a prontidão para enfrentar Não foram definidas metas específicas para esta - Em 2007 foi desenvolvido um quadro para o estabelecimento e gestão de
calamidades no que respeita a estratégia/medida no RISDP, embora na narrativa das áreas de instalações para reserva de alimentos.
segurança alimentar intervenção, o RISDP se refira ao seguinte: - Doze EM dispõem de Unidades Nacionais para Alerta Prévio (NEWU) e estão
em curso processos para o desenvolvimento de NEWU nos restantes EM.
1. Estabelecimento de Instalações para Reserva de - Foram facilitadas discussões com PCI sobre auxílio alimentar entre os EM.
Alimentos; Foi acordado na generalidade que o auxílio alimentar devia ser obtido na
2. Desenvolvimento de um Sistema Regional Integrado para região.
Informação sobre Agricultura; e - Foi facilitada a monitorização, avaliação e disseminação sobre a Oferta e
3. Fortalecimento de Sistemas de Alerta Prévio redução da Procura de Alimentos Regionais; e
vulnerabilidade. - Foram operacionalizados Planos para Gestão de Calamidades.

Fortalecimento do quadro institucional Desenvolvimento de instrumentos jurídicos relevantes sobre - A Política Regional da SADC para a Agricultura (RAP) foi desenvolvida e
124
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

e de capacidade para implementação Segurança Alimentar e Agricultura, até 2006/2007 aprovada em princípio em Junho de 2013.
da segurança alimentar. - Em 2013 foi iniciado um projecto para controlo da Mosca Asiática da Fruta,
uma praga grave para culturas hortícolas nos EM da SADC.
- A Análise e Avaliação Regional da Vulnerabilidade (RVAA) estabeleceu
centros de excelência na África do Sul, Malawi e Zimbabwe para apoiar a
formação dos EM quanto a questões relativas a segurança alimentar e
avaliação de vulnerabilidade.
- Foi estabelecido o Centro para Carraças e Doenças Causadas por Carraças
no Malawi e um centro de excelência para a produção de vacinas contra a
Febre da Costa Oriental.
- Foram estabelecidas Redes Eficazes e foi estabelecido o Diálogo na região.

Desenvolvimento de um Plano de Acção a Médio Prazo relativo - Nada foi realizado quanto a esta meta.
ao programa para segurança alimentar até 2004.

Conclusão do Anexo ao Protocolo sobre Comércio até 2005. - Nada foi realizado quanto a esta meta.
Implementação dos protocolos existentes sobre Pescas, - Ver comentários relativos à área de intervenção para o Ambiente e Recursos
Silvicultura e Fauna Bravia a ter continuação até 2015. Naturais.

Gestão do Ambiente e Recursos Finalização de um instrumento jurídico para cooperação - Protocolo sobre o Meio Ambiente desenvolvido e aprovado pelos Ministros
Naturais regional quanto ao ambiente e recursos naturais até 2006. Responsáveis pelo Ambiente e Recursos Naturais.
- O Protocolo sobre Silvicultura foi ratificado por 10 EM da SADC em Maio de
2009.
- O Protocolo sobre Pescas foi ratificado por 11 EM, em Agosto de 2008.
- O Protocolo sobre Fauna Bravia e Aplicação da Lei foi ratificado em
Novembro de 2003 e a Estratégia de Implementação foi aprovada em 2007.
- Os EM estão a utilizar os 3 Protocolos em níveis diferentes.

Normas e directivas ambientais desenvolvidas e em - O Plano de Acção Ambiental Sub-regional da SADC foi desenvolvido e
implementação até 2008. finalizado.
- A Estratégia da SADC para a Biodiversidade e directivas regionais para
gestão de espécies estrangeiras invasoras foram aprovadas em 2007.
- Está em curso o desenvolvimento de um programa regional para Gestão de
Desperdícios e para Mudança Climática.
- O Plano Regional de Acção para a Biodiversidade está sendo finalizado.
- Foi realizada a formação de negociadores da SADC em preparação para a
17ª Conferência das Partes à UNFCCC.
- Está sendo implementado o programa do Tripartido para Mudança Climática
envolvendo a SADC, COMESA e EAC.

125
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

Relatórios sobre a Situação do Ambiente para a África Austral - A primeira série dos Relatórios sobre a Situação do Ambiente na África
produzidos com regularidade de cinco em cinco anos. Austral (SAEO) foi publicada em 2008 e lançada em Novembro de 2009.

Estratégia e Programa para Gestão da Degradação do


Ambiente (brown environment) na África Austral finalizada e em
implementação até 2005.

Finalização da Estratégia e Programa para Gestão da O manual para integração do ambiente foi iniciado no início de 2010 e está em
Degradação do Ambiente na África Austral. vias de ser finalizado.
Adopção de planeamento responsivo ao ambiente e processos
de implementação, desenvolvimento de capacidade com
regularidade para o ambiente e desenvolvimento sustentável e
programas de formação até 2007.

Implementação de pelo menos 50% dos programas e projectos - O quadro da SADC para Áreas de Conservação Transfronteiras (ACTF) foi
para gestão de recursos naturais transfronteiras, de acordo aprovado em 2007.
com a NEPAD iniciada até 2008. - Foram implementados os Programas Regionais da SADC para ACTF e
Gestão de Rinocerontes.
- Programas sobre Gestão de Incêndios Transfronteiras foram aprovados em
2010.
- Redução de Emissões em resultado de Desflorestação e Degradação de
Florestas (REDD+) foi aprovado em 2011 e a implementação teve início em
2012.
- Aplicação, Governação e Comércio no âmbito da Lei da Floresta (FLEGT); e
Gestão e Conservação Sustentável Floresta foram também aprovados.

Facilitação Programas para desenvolvimento de capacidade - O Secretariado facilitou o desenvolvimento de capacidade em Financiamento
até 2010 Inovador para Biodiversidade e o Programa Regional para Educação
Ambiental (SADC REEP) com base em KwaZulu Natal, África do Sul. As
redes do programa junto dos EM da SADC e outras iniciativas regionais para
educação ambiental (EE) como a Associação da África Austral para
Educação Ambiental (EEASA) e organizações internacionais como a UNEP,
UNESCO, Universidade das Nações Unidas, IUCN, UNDP e DANIDA. A
Universidade de Rhodes desempenhou um papel importante nas áreas de
formação e pesquisa.
- Foi estabelecida na região uma forte comunidade de prática de EE/ESD
(Edução para o Desenvolvimento Sustentável). Em 2007, o SADC REEP
recebeu o Prémio do Presidente da EEASA pelas suas realizações
extraordinárias e, em 2009, foi seleccionado pela UNESCO como modelo
internacional de melhores práticas em EE e ESD.
126
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

- Foi facilitado o desenvolvimento de posições comuns da SADC para alguns


Acordos Ambientais Multilaterais prioritários, incluindo a 15ª e 16ª
Conferência da UNFCC, CITES das Nações Unidas e a 10ª Conferência das
Partes à Convenção sobre Diversidade Biológica (UNCBD).
Posições regionais coordenadas nas negociações e - Foi facilitado o desenvolvimento de posições regionais sobre mudança
implementação de MEA e outros acordos climática.
- Os Estados membros foram treinados em técnicas de negociação sobre
assuntos ambientais internacionais.
- Foi facilitada a finalização da Estratégia para Mudança Climática.
- Está sendo facilitado o desenvolvimento e implementação do Programa para
Mudança Climática.
Desenvolvimento Social e Humano Facilitação da implementação das disposições do Protocolo A implementação do Protocolo da SADC sobre Educação e Formação foi
sobre Educação e Formação efectivamente coordenada e está em curso. Foi desenvolvido um Plano de
Concretização do sistema Implementação e estão sendo implementadas as seguintes áreas do Protocolo:
regionalmente integrado para EMIS, TVET, harmonização de políticas para o ensino primário, ensino superior e
educação e formação na SADC educação à distância. As áreas ainda por implementar incluem harmonização de
currículos, desenvolvimento de professores, pesquisa e desenvolvimento.

Desenvolvimento de capacidade institucional a nível regional Foi conseguido um progresso considerável tendo sido estabelecido o Centro de
para desenvolvimento, planeamento e gestão de políticas de Especialização que se encontra funcional.
educação

Desenvolvimento do Quadro Regional para Avaliação de O projecto do RQF foi elaborado e aguarda a sua finalização (contém descritores
Qualificações (RQF) para 10 níveis, o Portal para Qualificações e directivas para garantia de
qualidade).

Desenvolvimento e implementação de um Sistema comum As normas e padrões para o Sistema de Informação para Gestão da Educação
para recolha e comunicação de informação pelos EM quanto à (EMIS) foram desenvolvidos e implementados. Contudo, não existe uma Base de
situação actual e à futura procura e oferta. Dados Regional consolidada quanto à oferta e procura.

Estabelecimento e fortalecimento de Centros de Especialização Foram estabelecidos Centros de Especialização (CoS) para Planeamento e
e Excelência na Região. Gestão de Políticas Educacionais; Administração e Gestão Públicas; e Educação
Aberta e à Distância (ODL) para o ensino secundário e formação de professores,
para além de outros sectores como Saúde, Agricultura e Água. Todavia, a
sustentabilidade constitui um desafio.

Melhoramento do acesso, qualidade, eficiência e relevância da Foi conseguido um progresso notável no que respeita ao melhoramento do
educação e formação a todos os níveis, em particular no acesso e à paridade entre géneros no ensino primário. Portanto, as metas 1 e 2
ensino secundário, ensino e formação técnica vocacional, dos ODM devem ser concretizadas até 2015. Contudo, a qualidade do ensino
formação de professores e ensino terciário. primário, o acesso ao ensino secundário, TVET e ensino terciário continua a
127
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

constituir um desafio. Observam-se ainda disparidades quanto ao género no


ensino secundário, terciário e em TVET.

Está sendo implementado um Projecto para Ensino Aberto e à Distância destinado


melhorar o acesso ao ensino, entre outros aspectos.

Foram desenvolvidos, com a inclusão de indicadores, dois Quadros Regionais


para um Plano de Monitorização e Avaliação para Educação e Formação Regional
(RETIP) e para Ensino Aberto e à Distância (ODL). Um instrumento para
Monitorização de RETIP foi desenvolvido e é utilizado para solicitar dados e
informação aos EM. Isto levou à produção de relatórios de progresso
Anuais/Bienais para a reunião dos Ministros de Educação e Formação da SADC.
O Quadro Regional para Monitorização e Avaliação em ODL foi totalmente
adaptado em apenas três Estados Membros.

Sistemas e Serviços de Saúde Desenvolvimento de um Plano de Acção para implementação O Plano de Implementação da SADC para o Protocolo sobre Saúde foi já
racionalizados e melhorados na do Protocolo sobre Saúde. desenvolvido e abrange quatro áreas amplas: Controlo de doenças, Saúde
Região da SADC Reprodutiva e Infantil, Educação e Promoção da Saúde e fortalecimento dos
Sistemas de Saúde. Este Plano encontra-se em fase de implementação.

Desenvolvimento de um quadro regional para avaliação do Encontra-se estabelecido um quadro para monitorização do progresso em
desempenho na implementação de compromissos doenças transmissíveis (VIH e SIDA, TB, Malária). Este quadro faz também o
internacionais (como os ODM, Abuja), Declarações e rastreio do progresso anual no que respeita a compromissos continentais e
Convenções. globais (p. ex., Abuja, UNGASS, ODM, Declaração de Maseru, WHA). Relatórios
recentes revelam progresso na redução da morbidade e mortalidade associadas
ao VIH e SIDA, TB e Malária. Contudo é improvável que a região venha a atingir
as metas definidas.

Desenvolvimento de um quadro e mecanismo para Foi desenvolvido um Quadro Regional para Produtos Farmacêuticos o qual está
melhoramento da disponibilidade e do acesso sustentáveis a sendo presentemente implementado. Abrange as áreas de i) uso racional de
medicamentos e suplementos nutritivos essenciais para o medicamentos essenciais; ii) pesquisa, desenvolvimento e produção regional,
combate às principais doenças transmissíveis como o VIH e regulamentos sobre medicamentos, aquisições agrupadas, Medicamentos
SIDA, TB, Malária e doenças que estão a reaparecer como a Tradicionais Africanos, Direitos de Propriedade Intelectual Relativos o Comércio
Poliomielite e Ébola. (TRIPs) e patentes, recursos humanos para produtos farmacêuticos,
necessidades urgentes de produtos farmacêuticos. O desenvolvimento de uma
estratégia sobre nutrição está ainda em curso. Directivas para suplementos
nutritivos não foram ainda desenvolvidas.

Desenvolvimento de um quadro regulatório harmonizado para a O Quadro Estratégico para Medicina Tradicional Africana foi já desenvolvido. O
saúde e capacidade institucional para teste e utilização de quadro aborda o teste e utilização de medicamentos tradicionais, regulação e

128
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

medicamentos tradicionais legislação quanto ao produto e prática.

Desenvolvimento de um quadro e mecanismo para a troca de O Quadro já se encontra estabelecido. A sua operacionalização foi iniciada com a
experiências e melhores práticas para a abordagem de documentação de melhores práticas em VIH e SIDA, TB e Malária pediátricos.
desafios importantes para a saúde pública, em especial o Contudo, a adaptação a nível interno nos Estados Membros não foi ainda
combate a doenças importantes como o VIH e SIDA, TB, efectuada.
Malária e doenças em reaparecimento e outras

Desenvolvimento de um quadro para encaminhamento de O Quadro Estratégico para encaminhamento de pacientes para cuidados
pacientes para cuidados terciários terciários ainda não foi desenvolvido.

Contudo foi desenvolvido um formulário para encaminhamento de casos de TB


entre fronteiras o qual está sendo usado experimentalmente. A TB foi priorizada
devido a casos de MDR, XDR e à presença de TB nas minas.

Desenvolvimento de políticas e estratégias para a retenção de A Estratégia da SADC para Recursos Humanos na Saúde (2007-2019) foi
funcionários da saúde na região. desenvolvida e está sendo implementada. Uma avaliação do Registo,
Recrutamento e Emprego de Profissionais de Saúde na Região da SADC está
aguardando finalização.

Desenvolvimento de sistemas de informação e vigilância sobre Foi desenvolvido um Sistema de Vigilância Regional Harmonizado para doenças
saúde para doenças transmissíveis importantes e doenças em transmissíveis e uma base para relatórios anuais sobre a situação quanto ao VIH
reaparecimento. e SIDA, TB e Malária. Foram também estabelecidos Laboratórios de Referência
Supranacionais e Centros de Excelência em Garantia de Qualidade e
Desenvolvimento de Recursos Humanos em Laboratórios. Nenhuma destas
políticas se encontra ainda operacionalizada.

Consecução de um ambiente regional Desenvolvimento de um mecanismo para coordenação e Encontra-se estabelecido e em implementação um Código sobre Segurança
propício para o desenvolvimento social monitorização do estabelecimento e implementação de Social que define directivas quanto à provisão de assistência social e subsídios
sistemas de segurança social nos Estados Membros. sociais e um instrumento de monitoria e avaliação para o Código.

Carta de Direitos Sociais Fundamentais para orientação do programa regional


para emprego e assuntos laborais encontra-se estabelecida e está sendo
implementada.

Normas para cuidados e apoio para órfãos e crianças vulneráveis foram


desenvolvidas e estão sendo implementadas.

Desenvolvimento de um quadro e directivas para monitorização Códigos de conduta para orientação dos EM quanto à abordagem de desafios
e implementação de convenções internacionais e normas relativos a trabalho infantil, uso de químicos com segurança, VIH e SIDA no
129
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

acordadas. mundo do trabalho e respectivos instrumentos de Monitoria e Avaliação foram


desenvolvidos e estão sendo implementados e monitorizados.

Implementação do Protocolo sobre o Combate a Drogas Ilícitos Esta área foi considerada não prioritária pela SADC em 2007.

Desenvolvida uma cultura dinâmica e Desenvolvimento de directivas e código de conduta para Isto foi delegado para efeitos de implementação no âmbito do princípio de
orientada para o desenvolvimento na assistir os Estados Membros na abordagem a problemas subsidiariedade da SADC. Este assunto está sendo implementado por
região relativos ao uso de narcóticos durante eventos organizações subsidiárias da Zona VI.
culturais/desportivos.

Desenvolvimento de directivas para implementação da Isto foi delegado para efeitos de implementação no âmbito do princípio de
promoção e monitorização de políticas de recreio desportivo subsidiariedade da SADC. Contudo, o progresso tem sido lento devido a desafios
relativos à finalização de arranjos junto das organizações subsidiárias.

Desenvolvimento de um quadro para integração de elementos Esta actividade foi delegada para implementação no âmbito do princípio
relevantes da cultura regional nos desportos subsidiariedade da SADC. Contudo, os avanços alcançados foram lentos devido a
desafios relativos aos arranjos de finalização com as organizações subsidiárias.
Melhoria de estilos de vida saudáveis Identificação de valores, atitudes e práticas culturais positivas A comemoração de estilos de vida saudáveis da SADC foi lançada em 2008 e
está sendo celebrada nos Estados Membros da SADC como parte da
disseminação de informação e promoção de atitudes e comportamentos positivos
para uma boa saúde.

Desenvolvimento de directivas para valorização de estilos de Isto enquadra-se na área da Cultura que foi considerada não prioritária pela SADC
vida saudáveis em 2007.

Implementação de mecanismos para prevenção, reabilitação e Esta área foi considerada não prioritária pela SADC em 2007.
tratamento do abuso de substâncias

Desenvolvimento de uma Cultura Desenvolvimento de directivas para identificação de uma Isto foi delegado para efeitos de implementação no âmbito do princípio de
Regional Rica, Diversa e Competitiva cultura regional rica, diversa e competitiva subsidiariedade da SADC. Contudo, o progresso tem sido lento devido a desafios
relativos à finalização de arranjos junto das organizações subsidiárias.

Facilitação da Integração Cultural e Identificação de elementos comuns para integração cultural e Isto foi delegado para efeitos de implementação no âmbito do princípio de
Identidade Regional identidade na região subsidiariedade da SADC.

Desenvolvimento de directivas para identificação de elementos Isto foi delegado para efeitos de implementação no âmbito do princípio de
comuns para integração e identidade cultural na região subsidiariedade da SADC. Contudo, o progresso tem sido lento devido a desafios
relativos à finalização de arranjos junto das organizações subsidiárias.

Criação de Oportunidades Iguais e de Integração do Género nos Programas do Directorado Bom progresso. A integração foi efectuada em quadro de política regional no
130
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

um Ambiente Propício ao (SHD&SP) âmbito de SHD&SP. Desenvolvimento de capacidade e formação realizados no


Desenvolvimento Social Directorado bem como em outros Direcções.

Estabelecimento de uma base de dados e sistema de Bom progresso em todos os principais componentes de SHD&SP.
informação desagregados no que respeita a componentes
importantes de Desenvolvimento Social e Humano.

Desenvolvimento de directivas para monitorizar a Bom progresso. Envidados esforços especiais para integração do género em
implementação de políticas de género nos principais todos os programas de desenvolvimento Social e Humano.
componentes de Desenvolvimento Social e Humano

Desenvolvimento de Directivas sobre Políticas para Eliminação Foi iniciado o desenvolvimento de directivas para criação de currículos. Contudo
de Lacunas entre Rapazes e Raparigas a todos os níveis de tem ainda que ser realizado mais trabalho quanto à sua adaptação a nível dos
Ensino e Formação. Estados Membros.

Desenvolvimento de um Mercado de Estabelecimento de um Sistema e Estrutura Regionais a nível Foi estabelecido um Fórum Regional do Tripartido a nível técnico e Ministerial
Trabalho Regional e Competitivo do Tripartido. para facilitar a formulação, implementação e consolidação de políticas industriais
Integrado regionais harmonizadas.

Desenvolvimento de um quadro e directivas para o livre Foi desenvolvido e aguarda aprovação pelo Conselho o Protocolo da SADC para
movimento de mão-de-obra na região. o Emprego e Trabalho contendo disposições sobre a mobilidade da mão-de-obra.

Desenvolvimento de um Quadro Regional de Avaliação da Encontram-se desenvolvidos os instrumentos para M&E da SADC para a política
monitoria do desempenho na implementação de programas de regional sobre trabalho infantil, segurança social, VIH e SIDA, Segurança
produtividade, políticas de trabalho e emprego bem como das Ocupacional e Saúde.
principais convenções, códigos e declarações.
Embora 100% dos EM da SADC tenham ratificado as Convenções sobre Trabalho
e Emprego da OIT, a monitorização da sua implementação a nível interno
continua sendo um desafio para a maior parte dos Estados Membros.

Desenvolvimento de um Quadro e Política Regionais para Não se registou nenhum progresso. Isto é devido sobretudo à finalização e
Retenção e Atracção de mão-de-obra qualificada no seio da aprovação pendentes do Protocolo sobre o Emprego e Mão-de-obra.
região.

Desenvolvimento do Protocolo da SADC sobre Emprego e O projecto do Protocolo da SADC sobre Emprego e Mão-de-obra foi elaborado em
Mão-de-obra 2012.

O progresso tem sido lento; o projecto do Protocolo tem ainda que ser aprovado
pelo Conselho de Ministros.

131
SADC RISDP Revisto T Versão
Área de Intervenção Metas do RISDP para 2005-2010 Realizações

Facilitação do Livre Fluxo e Troca de Desenvolvimento de um mecanismo para coordenação e Foi elaborado um projecto de Política Regional de Informação
Informação no contexto da Região da monitorização da implementação de políticas de informação e
SADC. políticas para os órgãos de comunicação social

Ratificação do Protocolo sobre Cultura, Informação e Desporto Realizado. O Protocolo sobre Cultura, Informação e Desporto foi já ratificado.

Desenvolvimento de um Quadro para facilitação da Esta área foi considerada não prioritária pela SADC em 2007.
implementação de Convenções Internacionais e Regionais,
Instrumentos, Declarações sobre questões de
Informação/Meios de Comunicação Social

Disponibilidade de informação Desenvolvimento de um Mecanismo para recolha, troca e Não se registou nenhum progresso.
apropriada e relevante na região da disseminação de informação regional
SADC

132
SADC RISDP Revisto T Versão

Anexo 2: Projecto de Quadro de Resultados do RISDP Revisto, 2015-2020

Redução da Pobreza
Resultados Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Imediatos Desempenho Pressupostos

O objectivo específico no domínio da Redução da Pobreza contribui sobretudo para a materialização do objectivo estratégico de „Aumentar a capacidade humana para o
desenvolvimento socioeconómico‟ bem como de outros objectivos estratégicos referidos em seguida, juntamente com os correspondentes indicadores-chave de desempenho.

Melhor  Monitorização, análise e Participação e


monitorização e comunicação de tendências envolvimento totais de
análise das da pobreza a nível regional todos os EM
tendências da harmonizadas
pobreza na região  Desenvolvidos perfis de Harmonização de
pobreza para os EM da estratégias nacionais e
SADC estratégias regionais para
 Disponíveis dados de base erradicação da pobreza
sobre as tendências de
pobreza

Plataforma para a partilha das melhores Até 2017 Secretariado, Estados


práticas sobre a criação de parcerias Membros
empresariais inclusivas criada e em
funcionamento

Desenvolvidas e adoptadas as estratégias Até 2019 Secretariado, Estados


para a redução da pobreza Membros

Adoptados os indicadores da SADC para Até 2015 Secretariado. Estados


acompanhamento da pobreza e das Membros
condições de vida

Criada a base de dados harmonizada para Secretariado, Estados


o perfil e mapas da pobreza para os Até 2016 Membros
Estados Membros

Nota: Estados Membros integram o Governo, a Sociedade Civil e o Sector Privado

133
SADC RISDP Revisto T Versão

134
SADC RISDP Revisto T Versão

Combate à Pandemia do VIH e SIDA


Resultados Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais Pressupostos
Imediatos Desempenho

O objectivo específico no domínio do VIH e SIDA contribui sobretudo para a materialização do objectivo estratégico de „Aumentar a capacidade humana para o desenvolvimento
socioeconómico‟ bem como de outros objectivos estratégicos referidos em seguida, juntamente com os correspondentes indicadores-chave de desempenho.
Maior  Percentagem de jovens Participação e
disponibilidade e infectados com o VIH entre envolvimento totais de
acesso a serviços e os 15 e os 24 anos de idade todos os EM
produtos de saúde  Percentagem de populações
vulneráveis e marginalizadas
de qualidade e
infectadas com o VIH
serviços para o VIH
 Percentagem de pessoas em
e SIDA estado avançado de infecção
com o VIH a receber terapia
anti-retroviral
 Número de EM a
implementarem mecanismos
de financiamento inovadores
Revista e implementada a estratégia Até 2017 Secretariado, Estados
regional para a prevenção do VIH e SIDA Membros

Populações vulneráveis e marginalizadas


beneficiam de políticas, legislação e Até 2020 Secretariado, Estados
programas para satisfação das suas Membros
necessidades de prevenção.

Totalmente implementadas iniciativas


transfronteiras para co-infecção com VIH e Até 2020 Secretariado, Estados
TB Membros

Mulheres, homens, crianças e adolescentes


beneficiam de estratégias, políticas e Até 2020 Secretariado, Estados
programas harmonizados e sustentáveis Membros
para maior acesso e qualidade de
tratamentos, cuidados e apoio.

135
SADC RISDP Revisto T Versão
VIH e SIDA/TB integrados a nível do
Secretariado da SADC e de sectores chave
Até 2018 Secretariado, Estados
Todos os EM estabeleceram maior Membros
capacidade e sistemas harmonizados para
restaurar o rastreio e gestão de recursos
Até 2018 Secretariado, Estados
Implementados os compromissos e Membros
instrumentos Regionais, Continentais e
Mundiais sobre VIH e Sida

Até 2020 Secretariado, Estados


Membros
Nota: Estados Membros compreendem o Governo, a Sociedade Civil e o Sector Privado

136
SADC RISDP Revisto T Versão

Igualdade do Género e Desenvolvimento


Resultados Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Imediatos Desempenho Pressupostos

O objectivo específico no domínio do Género e Desenvolvimento contribui sobretudo para a materialização do objectivo estratégico de „Aumentar a capacidade humana para o
desenvolvimento socioeconómico‟ bem como de outros objectivos estratégicos referidos em seguida, juntamente com os correspondentes indicadores-chave de desempenho.
Melhor igualdade e  Número de Estados Membros Vontade política e
equidade do género com políticas nacionais para o empenho em
a todos os níveis da género harmonizadas e Planos implementar medidas de
sociedade na região de Acção Nacionais de Género política como quotas e
com custos acção afirmativa pelos
 Nível de sensibilização sobre EM
género das instituições,
políticas e programas da Reconhecimento da
SADC importância da integração
 % de participação e do género e
representação de mulheres em compromissos para
estruturas chave de política e integração do género em
tomada de decisões a todos os todas as políticas
níveis sectoriais
 Nível de conhecimentos,
comunicação e processos
judiciais sobre VBG, incluindo
sobre Tráfico de Pessoas.
 Nível de comércio e programas
Compromisso quanto a
empresariais dirigidos a
implementar
mulheres no sector formal e no
efectivamente legislação
informal
sobre VCG
 Número de projectos
específicos para mulheres
para acesso a crédito,
financiamento e capital
 Índice sobre a Desigualdade
de Género

Implementadas as políticas Nacionais para Até 2020 Secretariado, Estados


o Género e Planos de Acção alinhados às Membros
Políticas da SADC sobre Género e
protocolo sobre Género

137
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Imediatos Desempenho Pressupostos

Desenvolvida e/ou reforçada a capacidade Até 2020 Secretariado, Estados


de inclusão do conceito de género na Membros
Região

Monitorizado o progresso da SADC Até 2020 Secretariado, Estados


direcionado à concretização da paridade de Membros
género

Monitorizada a implementação do
Programa de Combate à Violência Baseada
no Género e do Plano de Acção Estratégico Até 2020 Secretariado, Estados
da SADC de 10 Anos para o Combate ao Membros
Tráfico de Seres Humanos, Particularmente
de Mulheres e Crianças (2009-2019)

Desenvolvidos e implementados programas


multidimensionais regionais para a Até 2020 Secretariado, Estados
habilitação económica das mulheres Membros

Produzida a publicação Gender Monitor da


SADC sobre a implementação do Protocolo
sobre Género e Desenvolvimento. Bienal Secretariado, Estados
Membros

Nota: Estados Membros compreendem o Governo, a Sociedade Civil e o Sector Privado

138
SADC RISDP Revisto T Versão

Ciência, Tecnologia e Inovação


Resultados Imediatos Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais Pressupostos
Desempenho

O objectivo específico no domínio da Ciência, Tecnologia e Inovação contribui sobretudo para o objectivo estratégico de „Aumentar a capacidade humana para o desenvolvimento
socioeconómico‟ bem como de outros objectivos estratégicos referidos em seguida, juntamente com os correspondentes indicadores-chave de desempenho.

Melhor aplicação da  Protocolo sobre Ciência, Compromisso dos EM


Ciência, Tecnologia e Tecnologia e Inovação para ratificar e transpor o
Inovação para apoiar ratificado e transposto em Protocolo no ordenamento
a estratégia de ordenamentos nacionais jurídico nacional
industrialização e  Número de oportunidades de
investimento através de
outras prioridades de
Parceiras Público-Privado
integração regional Interesse dos sectores
(PPP) negociadas e atraídas
público e privado em
para apoiar o desenvolvimento
apoiar o desenvolvimento
de infra-estrutura de CT&I e de
de infra-estruturas de CTI
Pesquisa e Desenvolvimento
e Pesquisa e
(P&D) na região.
Desenvolvimento na
 Número de Estados Membros região
com despesas melhoradas do
PIB para (P&D) de 1%.
 Número de programas
regionais de transferência Afectação de recursos
tecnológica, inovação e para a implementação do
pesquisa identificados e Plano Estratégico de CTI,
implementados para apoiar a incluindo outros
estratégia de industrialização programas
 Número de Estados Membros
que têm políticas e
instrumentos de inovação
estabelecidos para apoiar o
desenvolvimento industrial
nacional e regional.
 Promoção da Mulher em
Ciências, Engenharia e
139
SADC RISDP Revisto T Versão
Tecnologia

Protocolo sobre CTI (e outros quadros Até 2020 Secretariado,


continentais e mundiais tais como a Estados Membros
Estratégia da UA sobre CTI para África -
STISA - 2024), ratificado, transposto no
ordenamento jurídico nacional e Até 2020 Secretariado,
implementado a nível nacional Estados Membros

Plano Estratégico de CTI da SADC 2015- Até 2020 Secretariado,


2020 implementado Estados Membros

Directivas Regionais sobre Direitos de


Propriedade Intelectual elaboradas e Até 2020 Secretariado,
implementadas Estados Membros

Oportunidades de Parcerias Público


Privadas negociadas e implementadas em
apoio ao desenvolvimento de infra-estrutura Até 2020 Secretariado,
de CT&I e P&D na região Estados Membros

Programas regionais destinados a facilitar a


pesquisa, a inovação e transferência de Secretariado,
tecnologia concebidos e implementados Até 2020 Estados Membros

Portal regional sobre CT&I estabelecido e


operacional Até 2020 Secretariado,
Estados Membros
Carta Regional sobre Mulheres na Ciência,
Engenharia e Tecnologia aprovada e
implementada Secretariado da
Até 2018 SADC, Estados
Capacidade regional e CTI na Região Membros
desenvolvida e reforçada para estimular o
desenvolvimento de economia de Secretariado da
conhecimento Até 2020 SADC
Estados Membros
140
SADC RISDP Revisto T Versão
Centros Regionais de Excelência e Redes
nas principais áreas prioritárias de CTI Secretariado da
criados, reforçados e funcionais em apoio SADC, Estados
às Prioridades de RISDP. Até 2020 Membros

Campanhas regionais de sensibilização


sobre CTI e programas de promoção e
advocacia criados e implementados. Secretariado da
SADC e Estados
Desenvolvido e implementado o programa Até 2020 Membros
de Monitorização e Avaliação sobre CTI
Secretariado da
SADC e Estados
Até 2020 Membros
Nota: Estados Membros compreendem o Governo, a Sociedade Civil e o Sector Privado

141
SADC RISDP Revisto T Versão

Sector Privado
Resultados Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Imediatos Desempenho Pressupostos

O objectivo específico no domínio do Sector Privado contribui sobretudo para a materialização do objectivo estratégico de „Aumentar a competitividade produtiva, a integração do
comércio e a cooperação financeira”, bem como de outros objectivos estratégicos referidos em seguida, juntamente com os correspondentes indicadores-chave de desempenho.

Maior envolvimento  Número de Parcerias Público- Existência de espaço e


do sector privado na Privadas activas (PPP) condições para
integração regional participação activa do
 Classificação dos Estados sector privado na agenda
Membros da SADC sobre a de integração regional
facilidade de Fazer Negócio e
Competitividade

Desenvolvida e implementada a Estratégia Até 2016 Secretariado, Estados


de Parceria e Colaboração Regional com o Membros
Sector Privado

Estratégia Regional sobre Negócios


Inclusivos desenvolvida a implementada
Secretariado, Estados
Até 2017 Membros

Nota: Estados Membros compreendem o Governo, a Sociedade Civil e o Sector Privado

142
SADC RISDP Revisto T Versão

Estatística
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais Pressupostos
Desempenho

O objectivo específico no domínio da Estatística contribui sobretudo para a materialização do objectivo estratégico de „Aumentar a capacidade humana para o desenvolvimento
socioeconómico‟ bem como de outros objectivos estratégicos referidos em seguida, juntamente com os correspondentes indicadores-chave de desempenho.

Melhor qualidade de  Existência de estatísticas Capacidade dos EM para


estatísticas regionais regionais baseadas em dados acordarem quanto a normas
comparáveis produzidos pelos comuns, fontes e métodos
Estados Membros usando adequados para a região
directivas e manuais acordados
 Número de Estados Membros a Empenho e capacidade dos
publicarem estatísticas com EM para planearem e
base em normas e quadros executarem inquéritos e
internacionais aplicáveis censos amostra
usando as melhores práticas
Crescente e relativamente
 Número de Estados Membros
elevada taxa de penetração
usando o quadro jurídico
de avanços tecnológicos e
regional para implementar os
programas regionais instalações para internet
 Número de Estados Membros
realizando regularmente
inquéritos e censos por
amostragem para reunirem os
necessários dados e
indicadores estatísticos
 Número de Estados Membros
que usam as inovações
tecnológicas mais recentes
para o desenvolvimento de
estatísticas
Capacitação em estatísticas, incluindo Até 2018 Secretariado,
formação para estatísticas regionais Estados Membros
harmonizadas promovida e implementada

Elaborados os Manuais e directivas para a


produção das estatísticas normalizadas e Até 2017 Secretariado,
harmonizadas Estados Membros

143
SADC RISDP Revisto T Versão

Quadros, normas e métodos estatísticos


acordados comuns adaptados a Até 2018 Secretariado,
circunstâncias regionais a fim de facilitar a Estados Membros
harmonização de estatísticas
implementadas

Quadro de política e jurídico para a


coordenação de estatísticas regionais Até 2020 Secretariado,
desenvolvidas e implementado Estados Membros

Criado fórum de utilizadores e produtores a


nível regional para promover a participação Até 2018 Secretariado,
de intervenientes-chave em actividades Estados Membros
estatísticas regionais

Utilizada a inovações de topo em


Tecnologias de Informação e Comunicação
(TIC) para o desenvolvimento de Até 2020 Estados Membros
estatísticas Secretariado
Nota: Estados Membros compreendem o Governo, a Sociedade Civil e o Sector Privado

144
SADC RISDP Revisto T Versão

Desenvolvimento Industrial e Integração dos Mercados

Resultados Imediatos Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais Pressupostos


Desempenho

Objectivo estratégico: Desenvolvimento industrial sustentável, integração do comércio e cooperação financeira

Indicadores-chave de Desempenho:

 % de participação de produtos manufacturados nas exportações totais


 % de crescimento no valor acrescentado da indústria transformadora
 % de postos de trabalho no sector de fabrico
 % do aumento de crédito no sector de fabrico
 Número de direitos de propriedade intelectual registados
 Taxa de crescimento do comércio intra-SADC
 % da participação da SADC no comércio mundial
 % de crescimento no fluxo de capital transfronteiriço

Aumentadas as cadeias Número de cadeias de valor Existe convergência e


de valor e a agregação regionais e de produtos de valor forte interesse entre os
de valor para os acrescentado nos sectores EM para o
produtos agrícolas e prioritários desenvolvimento de
não agrícolas estratégias e planos de
acção para
desenvolvimento industrial
Estratégia e Roteiro para Industrialização Até 2015/16 Estados Membros,
Regional desenvolvidos Secretariado

Estratégias regionais de cadeias de valor e Até 2020 Estados Membros.


acréscimo de valor dos produtos agrícolas e Secretariado
não agrícolas em sectores seleccionados
desenvolvidas e implementadas

Políticas e Estratégias para a exploração de


oportunidades de desenvolvimento Até 2018
industrial em cooperação com outras
regiões implementadas

Centros Regionais de excelência e de


especialização industriais regionais de
145
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais Pressupostos
Desempenho

sectores prioritários identificados e Até 2020


reforçados

Capacidade Jurídica e Institucional para a


formulação, implementação e execução dos
Direitos de Propriedade Intelectual (IPR) Até 2020
incluindo Conhecimentos Tradicionais e
Biodiversidade desenvolvidos.

Protocolo sobre Indústria desenvolvido e


operacionalizado

Legislação modelo e regulamentos para Até 2020


sectores prioritários desenvolvidos e
implementados
Até 2017
Modelo regional de previsão de
competências para orientar programas de
formação para industrialização
desenvolvido e implementado e quadro
regional de acreditação desenvolvido (a ser
retirado no âmbito dos resultados sobre Até 2020
educação e habilidades)

Estratégia de alavancagem do Plano


Director Regional de Desenvolvimento de
Infraestruturas (RIDMP) para catalisar o
desenvolvimento industrial finalizada
Até 2018
Programa de Melhoria e Modernização
Industrial (IUMP) implementado

ZCL da SADC  Nº de Estados Membros que Desafios para a adesão e


Consolidada concluíram o processo de cumprimento do STP por
eliminação das tarifas parte dos EM
 Nº de BNT comunicadas e satisfatoriamente
resolvidas abordados
 Nº de sectores de serviços
cobertos Forte vontade política de

146
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais Pressupostos
Desempenho

 Classificação dos serviços realizar as metas da ZCL


aduaneiros do Estados
Membros da SADC relativos
ao índice de desenvolvimento
de logística
 Número de instituições de
infra-estruturas de qualidade
funcionais internacionalmente
reconhecidos
 Nº de medidas SPS
harmonizadas
Adesão ao Protocolo sobre Trocas
Comerciais pelos Estados Membros Até 2020 Estados Membros
restantes Secretariado
Regras de origem da SADC revistas Até 2019

Resolução atempada das BNT à medida


que são notificadas Até 2020
Quadro Regional para o Desenvolvimento e
Promoção do Comércio desenvolvido e
Até 2018
implementado

Negociações sobre serviços em seis


sectores prioritários concluídas
Até 2016
Protocolo sobre Comércio de Serviços
ratificado e implementado
Até 2020
Sectores Adicionais (fase 2) para
negociações identificados
Até 2020
Mecanismo de Apoio da SADC para
Estratégia Comercial desenvolvida e
implementada Até 2017

Capacidade dos Estados Membros para


desenvolver e aplicar políticas e legislação

147
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais Pressupostos
Desempenho

de concorrência reforçada Até 2020

Programa Regional sobre Facilitação do


Comércio desenvolvido e implementado
Até 2020
Operações aduaneiras nos Estados
Membros modernizadas e harmonizadas
Até 2020
Projecto de TRF sobre Protocolo Comercial
e EPA implementado

Infra-estrutura Regional SQAM reforçada


Até 2020
Reforçadas as Agências Regionais
Até 2020
Reguladoras de Medidas Sanitárias e
Fitossanitárias (SPS)

Até 2020
Desenvolvido e implementado o regime de
comércio Transfronteiriço simplificado

Até 2018

Progressos Realização atempada dos


consolidados para o objectivos/metas definidas para o
aprofundamento do aprofundamento da integração
processo de integração regional
Regional

Avaliação dos progressos sobre integração Até 2016/17 Estados Membros


regional de acordo com os prazos de
execução de actividades para a União Secretariado
Aduaneira da SADC realizada

Acordo sobre ZCL Tripartida assinado e Até 2016 Estados Membros,


ratificado Secretariado
Pilar de desenvolvimento industrial da Até 2019 Estados Membros,

148
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais Pressupostos
Desempenho

tripartida concluído Secretariado


Comércio Intra-Africano Mudança na percentagem em Estados Membros
melhorado comércio intra-regional
Secretariado

Plano de Implementação Regional de BIAT Até 2015 Estados Membros


desenvolvido e implementado Secretariado
Acordo da Zona de Comércio Livre Até 2019
Continental (ZCLC) negociado
Sistemas dos mercados  Nº de Estados Membros que Forte vontade política e
financeiros e usam o Sistema Regional convergência para a
cooperação monetária Integrado de Liquidação implementação do FIP
melhorados Electrónica (SIRESS)

Número de projectos de infra-


estruturas e industriais
financiados através de Fundos
de Desenvolvimento Regional
da SADC

Mecanismo de Pagamento Transfronteiriço Até 2020


desenvolvido e implementado totalmente
Estados membros e
Mecanismo para a monitorização da
secretariado
liberalização da conta corrente e de capital Até 2016
criado

Quadros reguladores para os mercados de


capital e financeiros desenvolvidos Até 2018

Fundo de Desenvolvimento Regional da


SADC operacionalizado
Até 2020
Quadro modelo regulador e jurídico para
DFI com base em Normas prudenciais,
Directrizes e Sistema de Notação (PSGRS)
estabelecido
Até 2017
149
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais Pressupostos
Desempenho

Estratégia para a inclusão financeira e


acesso ao financiamento das PMEs
desenvolvida, implementada e monitorizada

Legislação Contra Financiamento do Até 2020


Terrorismo AML/CFT harmonizada

Até 2020

Maior investimento  Classificação dos Estados Existência de consenso e


intra-regional e Membros nos índices de de uma estratégia comum
investimento directo facilidade de Fazer Negócio para melhorar o ambiente
estrangeiro (Doing Business) e de de investimento na região
Competitividade Mundial
 Níveis de influxo de
investimento
 Nº de PPP
Programa Regional de Acção para Até 2017 Estados Membros,
Investimento (RAPI) completamente Secretariado
elaborado e operacionalizado

Desenvolvidos os quadros para a Até 2018


cooperação efectiva em tributação e
matéria conexa

Ambiente Número dos Estados Estados Forte vontade política e


macroeconómico Membros que alcançaram as convergência para
melhorado metas definidas de implementar o FIP
indicadores primários
Desempenho dos Estados Membros sobre Anualmente Estados Membros
Programa de Convergência Secretariado
Macroeconómica (MEC)

Nota: Estados Membros compreendem o Governo, a Sociedade Civil e o Sector Privado

150
SADC RISDP Revisto T Versão

Infra-estruturas em Apoio à Integração Regional


Resultados Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Imediatos Desempenho Pressupostos

Objectivo Estratégico: Infra-estrutura regional melhorada e integrada

Indicadores-chave de Desempenho:

 Custo de Transporte
 Número de habitantes com acesso a água potável
 Número de subscrições por 10 habitantes (teledensidade)
 Capacidade de novos abastecimentos para satisfazerem a procura regional de electricidade
 Parcela da SADC quanto ao mercado global de turismo (%)
 Maior eficiência na previsão do tempo
 Número de eventos climáticos adversos previstos de forma precisa e atempada

Estratégias,  Aprovado e transposto um Estados Membros


políticas e quadro quadro regulatório enquadram os acordos
regulamentar harmonizado para Ciber regionais no
harmonizados para Segurança ordenamento jurídico
desenvolvimento de  Número de Estados Membros interno
infra-estrutura e com políticas e estratégias
serviços nos domínios de energia,
transfronteiriços TIC, transporte, turismo, água
e meteorologia harmonizadas
 Leis harmonizadas para o
turismo implementadas em
pelo menos 5 Estados
Membros
 Ratificado o acordo
multilateral para transporte
rodoviário transfronteiriço por
pelo menos 6 dos Estados
Membros continentais
 Número de políticas e
programas harmonizados
Tripartidos desenvolvidos e
implementados na SADC
 Adoptado um quadro regional
para adaptação às alterações
151
SADC RISDP Revisto T Versão
climáticas em planeamento,
desenvolvimento e Gestão de
recursos hídricos
 Nº de Estratégias/Planos
para a Gestão de Bacias
Hidrográficas Compartilhadas
adoptadas
Harmonizados e implementados os Até 2018 Secretariado, Estados
Quadros Reguladores sobre a Ciber Membros e CRASA
Segurança de Equipas de Resposta de
Emergência de Informática (CERTS) e
Infraestruturas-Chave Públicas (PKI)

Implementadas as Políticas, Normas e Até 2020 Secretariado, Estados


Quadros Regulamentares Modelos Membros
Harmonizados da SADC

Implementado o Roteiro para a Migração de Até 2020 Secretariado, Estados


Difusão Digital e da Migração Terrestre Membros
Pós-Digital (DTT)

Estratégia para Energia Renovável e Plano Até 2019 Secretariado e Estados


de Acção da SADC implementados em Membros
todos os Estados Membros.

Implementado o Protocolo da SADC sobre


Energia Até 2020 Secretariado, Estados
Membros
Implementadas leis harmonizadas para o
Turismo com base na Estratégia de Até 2020 Secretariado, Estados
Crescimento e Desenvolvimento (2013) Membros

Desenvolvido e adoptado o acordo


multilateral para transporte rodoviário
transfronteiriço
Secretariado e Estados
Implementada a Iniciativa da Gestão da Até 2018 Membros continentais
Carga de Viaturas (VLML) por todos os
Estados Membros da SADC
Secretariado e Estados
Adoptadas e Implementadas as normas Até 2020 Membros
políticas, os quadros estratégicos e

152
SADC RISDP Revisto T Versão
reguladores de redes de infraestruturas de
transportes regionais Secretariado e Estados
Até 2020 Membros
Desenvolvidas e implementadas as
Estratégias do Corredores Marítimos para
os Estados Membros Oceânicos
Secretariado e Estados
Estratégia regional de adaptação às Até 2020 Membros
alterações climáticas integrada no quadro
intersectorial da SADC e implementadas as
componentes de apoio à Redução de Risco
de Calamidades (DRR) e Sistemas de
Aviso Prévio das Inundações
implementadas.
Secretariado e Estados
Adoptadas Estratégias/Planos de Gestão Até 2020 Membros
de Bacias Hidrográficas Compartilhadas
em pelo menos 3 RBO até 2020.

Desenvolvidas as Directrizes para a


implementação do Protocolo sobre Até 2020 Secretariado e Estados
Cursos de Água compartilhados Membros e RBO

Desenvolvidas as normas para a


melhoria da qualidade de água e controlo
de ervas aquáticas exóticas ao nível Até 2018 Secretariado e Estados
nacional e transfronteiriço. Membros

Coordenada a sensibilização e
comunicação sobre o Desenvolvimento e Até 2020 Secretariado e Estados
Gestão Integrados dos Recursos Hídricos Membros
(IWRMD) e a sua contribuição para o
desenvolvimento regional

Serviços Meteorológicos Nacionais e


Regionais reforçados para cumprirem as
normas e práticas internacionais Até 2020 Secretariado e Estados
Membros

153
SADC RISDP Revisto T Versão

Até 2020 Secretariado e Estados


Membros
Infraestruturas e  Qualidade de Infraestruturas Recursos adequados
redes integradas Integradas mobilizados para
melhoradas  Adequação das desenvolvimento e
infraestruturas e redes construção de projectos
integradas A Unidade para
 Número de projectos de Preparação e
RIDMP implementados no Implementação de
período do STAP Projectos continua a
 Estabelecido 1 Centro funcionar
Regional para Internet
 Centro Nacional de Internet O PPDF e outros
estabelecido em todos os mecanismos de
Estados Membros financiamento são
 Número de Estados Membros operacionalizados
que migraram para Televisão
Digital Terrestre (DTT) Os EM aprovam e
 Nível de capacidade de nova implementam políticas e
geração inaugurada leis que possibilitem as
PPP
 Nível de frequência de
trânsito em viagens
Os instrumentos jurídicos
transfronteiriças
e estruturas de
 Frequência de produção
governação necessárias
atempada de produtos
para gestão de projectos
relativos ao tempo, clima e
transfronteiras são
hidrologia
assinados e
 Nível de acesso a água implementados
potável para comunidades
seleccionadas em fronteiras Estados Membros
 Nível de armazenamento de adoptam internamente os
água para apoio a acordos regionais
desenvolvimentos
económicos
Implementado o Plano de Acção a curto Até 2018 Secretariado, Estados
prazo para RIDMP e iniciada a Membros, Instituições
implementação do Plano de Acção do Subsidiárias e ouros
RIDMP a médio prazo parceiros

Implementados sistemas integrados de Até 2020 Secretariado, Estados


satélites para aumentar as redes terrestres Membros e SATA
154
SADC RISDP Revisto T Versão
para redundância e melhor acesso

Reforçada e Implementada na Região da


SADC a interconectividade em Banda Larga Até 2020 Secretariado, Estados
a. a. Estabelecidos transportadores Membros e SATA
regionais de internet e centros
regionais para internet.
b. Estabelecidos centros de internet
nacionais em todos os Estados Até 2020 Secretariado, Estados
Membros. Membros

Planificado o Plano de Capacidade de Até 2018


Expansão da Geração e Transmissão de
Energia Eléctrica
Até 2020 Secretariado, Estados
Membros
Instalados os sistemas em rede de
observatórios meteorológicos.

Implementados nas fronteiras prioritárias a Até 2020 Secretariado, Estados


política, os projectos e os programas para Membros
melhoramento de postos fronteiriços
Até 2018 Secretariado, Estados
Infra-estrutura de abastecimento Membros
transfronteiriço de água e saneamento
implementada

Até 2020 Secretariado, Estados


Membros
Maior capacidade  Número de Centros de RIDMP é implementado
para a construção, Excelência estabelecidos por
manutenção e sector de infra-estrutura Instrumentos para
operação de infra-  Número de organismos governação para gestão
estruturas e de regulatórios regionais conjunta de instituições
serviços regionais estabelecidos nos sectores regionais comuns são
de transportes e energia assinados e
 Número de Estados Membros implementados
com agências reguladoras do
sector energético
 Número de Organizações de
Bacias Hidrográficas
estabelecidas e operacionais

155
SADC RISDP Revisto T Versão
Mecanismos institucionais inter-países para Até 2020 Secretariado, Estados
a coordenação e implementação do STAP e Membros e instituições
do MTAP do RIDMP operacionalizados subsidiárias e outros
parceiros

Estabelecidos e ou melhorados os Centros


de Excelência Regionais para pesquisa e Até 2020
formação nos sectores de TIC,
Meteorologia, Água e Energia de acordo
com as disposições do Protocolo sobre
Educação e Formação

Desenvolvido o sistema regulador


transversal do sector energético regional Até 2018

Estabelecida e operacionalizada a
Organização da SADC para Segurança na
Aviação (SASO)
Até 2016
Fortalecida a capacidade institucional das
organizações de 5 bacias hidrográficas
da SADC
Até 2020

Maior acesso e  Níveis das Tarifas de Energia Os Estados Membros


acessibilidade em  Nível de acesso a tecnologias adaptam internamente os
termos de custo a e serviços de TIC acordos regionais
infra-estruturas e  Número de serviços
serviços melhorados e com eficácia de
custos providenciados pelo
sector postal
 Número de Estados Membros
com estruturas energéticas
rurais
 Divulgação oportuna de
previsões meteorológicas
precisas para melhor
planificação

156
SADC RISDP Revisto T Versão
Desenvolvida e implementada a Política- Até 2020 Secretariado, Estados
Quadro de Banda Larga da SADC em pelo Membros e instituições
menos 12 Estados Membros subsidiárias e outros
parceiros
Conceito de correio electrónico
(automatização de sistemas postais, acesso Até 2020
a internet pública, transferências
electrónicas de fundos e serviços de
governação electrónica) implementado para
liberalizar e modernizar os serviços postais
em pelo menos 12 Estados Membros.

Tarifas de telefonia móvel com roaming


com base nos custos implementado na
Região da SADC Até 2020

Desenvolvidas as tarifas de energia


eléctrica que reflictam os custos
Até 2020
Estabelecidas as instituições dedicadas à
electrificação rural

Reforçada a capacidade dos peritos dos Até 2020


Estados Membros para gerarem e
divulgarem os produtos meteorológicos Até 2020

Reforçado o Sistema Regional Integrado de


Aviso Prévio

Até 2020
Maior  Número de Estados Membros Os Estados Membros
competitividade e com plataformas de Comércio adaptam internamente os
liberalização de electrónico (e-commerce) acordos regionais
mercados regionais
para energia, TIC,  Número de chegadas turistas
transportes e aos países piloto na
turismo aplicação do UNIVISA

 Nível dos custos de operação


de transportes entre os
participantes no Projecto-
piloto de Auto Regulação

157
SADC RISDP Revisto T Versão
para Gestão de Transporte
Rodoviário no Corredor
Norte-Sul

Fase piloto do UNIVISA implementada em Até 2020 Secretariado, Estados


seis (6) Estados Membros (cinco destes Membros e instituições
abrangidos pela Área de Conservação subsidiárias e outros
Transfronteiras do Kavango-Zambeze – parceiros
(KAZA-TFCA)

Operacionalizada a Autoridade Conjunta Até 2020


Tripartida para a Concorrência para
fiscalizar a implementação da Decisão de
Yamoussoukro sobre a Liberalização do
Acesso ao Mercado do Transporte Aéreo

Observatório de TIC da SADC desenvolvido


e operacional
Até 2020
Adoptado o Enquadramento para a
implementação do Projeto do Centro de
Controlo do Espaço Aéreo Superior da Até 2020
SADC (UACC)
Nota: Estados Membros compreendem o Governo, a Sociedade Civil e o Sector Privado

158
SADC RISDP Revisto T Versão

Agricultura e Segurança Alimentar e Recursos Naturais


Resultados Imediatos Indicadores-chave de Realizações Visadas Prazo Responsável Principais Pressupostos
Desempenho
Resultado Intermédio: Melhores capacidades humanas para desenvolvimento socioeconómico

Indicadores-chave de Desempenho:

 Volume e valor dos produtos agrícolas (culturas, pecuária, pescas, silvicultura)


 Produção agrícola por unidade de recursos escassos (t/ha, unidades/ha de cabeças de gado, etc.)
 Número de pessoas que necessitam de ajuda alimentar
Maior produção  Produção e produtividade Os Estados Membros estão
produtividade e agrícola, agro-pecuária, de empenhados em adaptar o
competitividade em silvicultura, fauna bravia, RAP internamente bem
culturas, gado, pescas e aquacultura da como outras políticas e
silvicultura, pescas e SADC (valor, rendimento e programas harmonizados
fauna selvagem para volume) relativos ao
apoiar o comércio  Comércio intra e inter-regional desenvolvimento agrícola
indústria e segurança para produtos agrícolas e
alimentar na região. recursos naturais (valor e
(Nota: Este resultado volume)
está directamente  Contribuição das cadeias de
ligado ao objectivo valor agrícolas para a indústria
estratégico relacionado  Contribuição para a segurança
com a prioridade A alimentar e nutricional
mas, por razões
operacionais, são
colocados nesta área
de intervenção)
Desenvolvida e implementada a Política Até 2017 Secretariado e
Agrícola Regional (PAR) para Estados Membros
operacionalizar a Política Agrícola Regional
(PAR)

Desenvolvidas, operacionalizadas e Até 2019 Secretariado e


implementadas estratégias e programas Estados Membros
para aumentar a disponibilidade e acesso à
terra e aos factores de produção agrícola

Desenvolvidas e implementadas estratégias


para aumentar a produção , a produtividade Até 2020 Secretariado e
e a competitividade das culturas, a Estados Membros
159
SADC RISDP Revisto T Versão
pecuária, das pescas, da silvicultura e da
fauna bravia

Supervisão da política de investigação Até 2020 Secretariado


agrícola e de desenvolvimento para as
instituições regionais prevista .
Secretariado e
Desenvolvidos e implementados quadros Até 2020 Estados Membros
reguladores para o controlo das doenças e
das pragas de culturas e do gado
transfronteiriças e para o movimento
transfronteiriço de Organismos
Geneticamente Modificados (OGM) e de
Organismos Vivos Modificados (OVM)
Maior acesso aos Volume de produtos agrícolas com
mercados dos produtos acesso aos mercados regionais e
agrícolas (culturas, internacionais
pecuários e recursos
naturais)

(Nota: este resultado


está directamente
ligado ao resultado
intermediário
relacionado com a
Prioridade A, mas, por
razões operacionais, é
colocado sob esta área
de intervenção)
Directivas Regionais de Medidas Sanitárias Até 2019 Secretariado
e Fitossanitárias sobre o processamento de
alimentos e de produtos agrícolas
implementadas, apoiadas e monitorizadas.

Directivas sobre o manuseamento,


armazenagem e processamento de Até 2020 Secretariado
produtos agrícolas e recursos naturais
desenvolvidas

Sistema de Gestão de Informação do


Mercado Agrícola (AIMS) para apoiar Até 2018 Secretariado
alimentação, agricultura e recursos naturais

160
SADC RISDP Revisto T Versão
desenvolvido.

Melhores práticas sobre o acréscimo de


valor compartilhadas e promovidas Até 2020 Secretariado
Melhor gestão  Florestas sob gestão Os Estados Membros
sustentável de recursos sustentável (ha) adaptam internamente
naturais (pescas,  Taxa de desflorestação Protocolos sobre Pescas,
silvicultura e fauna Produção de Fauna Bravia Silvicultura e Conservação
bravia) na região (números e valor) da Fauna Bravia e Aplicação
 Taxa de redução de reservas da Lei
de peixe
 Incidentes de pesca ilegal
 Pesca não regulada e não
comunicada
 Incidentes de caça ilegal
Intervenções de gestão dos recursos Até 2020 Secretariado e
naturais ao abrigo da RAP, dos Protocolos Estados Membros
sobre Pescas, Actividades Florestais e
Conservação da Fauna Bravia e Aplicação
da Lei transpostas para os sistemas
jurídicos nacionais

Implementados os programas sobre Até 2020 Secretariado e


pescas, actividades florestais e fauna bravia Estados Membros
e áreas de conservação transfronteiras
(ACTF/TFCA)

Desenvolvidas as Directrizes sobre as Até 2020 Secretariado e


Melhores Práticas da SADC para as TFCA Estados Membros

Desenvolvida uma estratégia de combate à


caça furtiva Até 2020 Secretariado e
Estados Membros

Gestão sustentável do  Perda de biodiversidade Os Estados Membros


ambiente para o  Emissões de gases de estufa adaptam internamente
desenvolvimento  Gestão da poluição e Instrumentos Jurídicos para
socioeconómico na desperdícios o Ambiente e implementam
região melhorado vários MEA
Desenvolvidas as Estratégias regionais e os Até 2020 Secretariado e
Planos de Acção da SADC para a Estados Membros
161
SADC RISDP Revisto T Versão
Economia Azul e Verde
Secretariado e
Intervenções na área de gestão ambiental Até 2019 Estados Membros
ao abrigo do Protocolo sobre o Ambiente
transpostas para o ordenamento jurídico
interno
Secretariado e
Desenvolvido e implementado o Sistema de Até 2019 Estados Membros
monitorização para o Objectivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Apoiada e monitorizada a implementação


de programas sobre as Mudanças Até 2017 Secretariado e
Climáticas, a Biodiversidade, a Gestão de Estados Membros
Desperdícios, o Desenvolvimento
Sustentável, e a Estratégia Sub-regional de
Combate à Desertificação e o Fundo de
Apoio à Reforma Agrária da SADC

Elaborados os relatórios sobre a previsão


Ambiental da África Austral, previsões
temáticas, Directrizes e Normas de
Avaliação Ambiental

Coordenada e facilitada a implementação Até 2019 Secretariado e


de Acordos Multilaterais relativos ao Estados Membros
Ambiente (MEA) (UNFCCC, CBD, CCD,
RAMSAR, CITES, etc.). Secretariado e
Estados Membros
Até 2020 Secretariado e
Estados Membros
Vulnerabilidade social  Nº de pessoas necessitando Todos os Estados Membros
e económica de apoio alimentar e continuam a institucionalizar
reduzida no contexto monetário Unidade de Alerta Prévio e
de segurança  Rácio de défice/importação de NVC
alimentar e cereais
nutricional  Rácio de défice/reservas de
alimentos
 Taxa de má-nutrição
Implementada a Estratégia de Segurança Até 2018 Secretariado e
Alimentar e Nutricional Estados Membros

162
SADC RISDP Revisto T Versão
Realizado o estudo de viabilidade sobre o Até 2017 Secretariado e
estabelecimento de um Fundo Regional de Estados Membros
Reserva Financeira Alimentar

Unidades de Alerta Prévio e Comités


Nacionais sobre Vulnerabilidade (CNV) Até 2017 Secretariado e
funcionais em todos os Estados Membros Estados Membros

Melhor conservação e  Diversidade de espécies, Os Estados Membros


utilização de recursos genética e de ecossistemas institucionalizam a
genéticos de plantas e  Nº de EM a conservar material conservação de recursos
animais para melhorar genético genéticos de plantas
a produção agrícola e  Plantas ameaçadas mantidas
manutenção da no seu habitat natural
diversidade de
espécies para as
gerações presentes e
futuras.
Plano de sustentabilidade do Centro Até 2017 SPGRC
Regional de Recursos Fitogenéticos
implementado

Nota: Estados Membros compreendem o Governo, a Sociedade Civil e o Sector Privado

163
SADC RISDP Revisto T Versão

Desenvolvimento Social e Humano


Resultados Imediatos Indicadores-chave de Desempenho Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Pressupostos
Objectivo Estratégico: Aumentar a capacidade humana para o desenvolvimento socioeconómico

Indicadores-chave de Desempenho:
 Esperança de vida à nascença
 Padrão Decente de Vida (Rendimento Nacional Bruto per Capita)
 Taxa de Emprego/Desemprego entre jovens e mulheres
 Níveis de literacia entre jovens e adultos
 Nível de participação da juventude no desenvolvimento

Maior acesso a  Nº de Estados Membros com Estados Membros e


educação e quadros nacionais de qualificações Instituições de Ensino
competências de alinhados ao Quadro de Terciário estão
qualidade e relevantes Qualificações Regional dispostos a referenciar
para o desenvolvimento  Número de Estados Membros que as suas NQF e o
industrial e outras áreas implementam qualificações em quadro de
de integração e TVET nacionais referenciadas às qualificações de
desenvolvimento Qualificações TVET Regionais subsectores bem
económico e social  Número de Estados Membros como as suas normas
implementando o Plano Estratégico para qualificações
Regional para EAD e utilizando
EAD na sua prestação de educação Participação de todos
e desenvolvimento de competências os Estados Membros e
 Número de Estados Membros que outros intervenientes
estabeleceram ocupações críticas
com equivalências necessárias para Compromisso dos
o desenvolvimento industrial e de Estados Membros
infraestruturas para transporem para
 Taxas de desistências o direito nacional e
 Taxas de progressão implementarem
 Número de instituições
estabelecidas e operacionais como Disponibilidade de
Centros de Especialização e capacidades nos
Centros de Excelência nas áreas Estados Membros e no
prioritárias para o desenvolvimento Secretariado da SADC
industrial e a integração
socioeconómica
 Número e tipo de estudos
164
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Desempenho Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Pressupostos
efectuados que contribuem para o
melhoramento da industrialização
Aprovados e implementados os Quadros Até 2017 Secretariado,
Regionais de Qualificações (RQF em EFTP Estados Membros
e Saúde)

Desenvolvidas e implementadas estratégias Até 2020 Secretariado,


e programas para aumentar o acesso e Estados Membros
reduzir as taxas de diminuição do número Instituições de
de professores nos sistemas de educação Ensino Terciário

Estabelecidos, fortalecidos e totalmente


operacionais Centros de Especialização e Até 2020 Secretariado,
Centros de Excelência em sectores Estados Membros
prioritários para o desenvolvimento Instituições de
industrial e infraestrutural assim como de Ensino Terciário
outros sectores para a cooperação e
integração regionais

Desenvolvido, enquadrado no ordenamento


jurídico interno e implementado um quadro
de políticas e directivas para facilitação do Até 2020 Secretariado,
movimento de estudantes, académicos e Estados Membros
investigadores. Instituições de
Ensino Terciário
Desenvolvida e implementada a Base de
Dados ou Portal regionais que reflictam a
oferta e procura de educação e formação
às necessidades do mercado de trabalho Até 2020 Secretariado,
Estados Membros
Protocolo da SADC sobre Educação e
Formação, compromissos globais como a
Segunda Década de Educação da UA,
Educação para Todos, e quadros de política Secretariado,
e estratégicos regionais pós-2015 Até 2020 Estados Membros
enquadrados no ordenamento jurídico Instituições de
interno e implementados Formação

Desenvolvidos os Planos de
Desenvolvimento de Competências de

165
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Desempenho Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Pressupostos
Recursos Humanos Regionais para os
sectores chave nas prioridades A, B E C e
outras áreas para a integração social e Até 2020
económica.
Reforçada a criação de  Nº de Estados Membros a adoptar o Participação plena Participação total dos
emprego, as relações diálogo para a harmonia industrial tripartida social em parceiros sociais
laborais, a informação todos os Estados tripartidos e de outros
do mercado de trabalho  Número de trabalhadores e Membros e outros intervenientes chave
e a produtividade da empregadores em sectores chave intervenientes chave em todos os Estados
mão-de-obra para o de industrialização sensibilizados Membros
desenvolvimento sobre os princípios de Produtividade
industrial
 Número de Estados Membros com
sistemas de informação do mercado
de trabalho funcionais para apoiar a
industrialização e a integração
regional
 Número de Estados Membros a
implementarem a política-quadro de
migração de mão-de-obra da SADC
para facilitar a circulação da mão-
de-obra de apoio ao
desenvolvimento industrial em toda
a Região.

 Percentagem da população em
emprego decente na Região

 Número de Estados Membros a


implementarem a Política da SADC
para Promoção do Emprego da
Juventude

 Percentagem de jovens
empregados desagregados por
sexo
 Percentagem de mulheres
empregadas
Portabilidade transfronteiriça de Até 2018 Secretariado,

166
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Desempenho Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Pressupostos
instrumentos de protecção social Estados Membros,
desenvolvida e operacionalizada Parceiros Sociais

Implementado, monitorizado e revisto o Secretariado,


Programa da SADC para o Trabalho Até 2020 Estados Membros,
Decente (2013/2019) Parceiros Sociais

Implementadas as normas mínimas sobre a Até 2020 Secretariado,


protecção social para a juventude Estados Membros,
Parceiros Sociais
Quadro da Política e Plano Estratégico da
SADC para Promoção do Emprego da Até 2019 Secretariado,
Juventude aprovado, implementado e Estados Membros,
monitorizado Parceiros Sociais

Sistemas de Informação da SADC sobre o


Mercado de Trabalho (LMIS)
implementados e monitorizados Até 2020 Secretariado,
Estados Membros,
Quadro de Política da SADC para Migração Parceiros Sociais
de Mão-de-obra aprovado e implementado
no contexto da facilitação do movimento de Até 2020 Secretariado,
pessoas Estados Membros,
Parceiros Sociais
Centros de Especialização e Centros de
Excelência em sectores-chave de
integração e cooperação regionais, Até 2020 Secretariado,
incluindo a produtividade, estabelecidos, Estados Membros,
fortalecidos e operacionais Parceiros Sociais

Protocolo da SADC sobre Emprego e


Trabalho, compromissos globais,
continentais e regionais adaptados
internamente e implementados Até 2020 Secretariado
Estados Membros
Parceiros Sociais
Maior disponibilidade e  Nº de Estados Membros adoptando Participação e
acesso a serviços de internamente e implementando envolvimento total de
qualidade e na área da Estratégias, Directivas e Normas todos os Estados
saúde e serviços e para a prevenção e controlo de Membros

167
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Desempenho Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Pressupostos
produtos para o VIH e doenças importantes para a saúde
SIDA pública na região
 Percentagem de crianças com
menos de cinco anos sofrendo de
desnutrição
 Percentagem do orçamento
nacional anual dedicado ao sector
da saúde.
 Nº de Estados Membros que usam
o mecanismo de aquisição grossista
para medicamentos e outros
produtos essenciais
Estratégias, directivas e normas para a Até 2020 Secretariado,
prevenção e controlo de doenças relativas à Estados Membros
saúde pública desenvolvidas, actualizadas,
aprovadas e implementadas

Estratégias, directivas e normas sobre os


cuidados maternos, da criança, dos Até 2020 Secretariado,
adolescentes e parto seguro desenvolvidos Estados Membros
e implementados

Estratégias e directivas sobre os diferentes


pilares do fortalecimento dos Sistemas de Até 2020 Secretariado,
Saúde aprovados e continuando a ser Estados Membros
implementados

Compromissos e instrumentos regionais,


continentais e globais relativos à saúde Até 2020 Secretariado,
enquadrados no ordenamento jurídico Estados Membros
interno e implementados.

Mecanismo para a aquisição em grupo e a


produção regional aprovado e
implementado Até 2018 Secretariado,
Estados Membros
Produção Regional de Medicamentos
Essenciais e Produtos Sanitários
estabelecida e funcional Até 2020 Secretariado,

168
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Desempenho Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Pressupostos
Estados Membros

Quadro sobre Medicina Tradicional Africana


adoptado e implementado
Secretariado,
Quadro regional para a Até 2020 Estados Membros
Vigilância/Monitorização e Avaliação, com
indicadores, desenvolvido e implementado Secretariado,
Estados Membros
Até 2016
Maior desenvolvimento,  Nº de Estados Membros que Estados Membros
habilitação e tenham enquadrado nos seus (Governo, COS e
participação da ordenamentos jurídicos nacionais a Sector Privado)
juventude e das Declaração sobre o investem em políticas
crianças vulneráveis Desenvolvimento e Habilitação da e programas dirigidos
em todos os aspectos Juventude aos mais vulneráveis e
do desenvolvimento  Nº de Estados Membros que abordam a
socioeconómico implementam as normas de desigualdade
protecção para Jovens Ambiente propício
 Nº de organizações e iniciativas para crescimento
lideradas e concentradas na económico e criação
juventude que satisfazem normas de emprego
acordadas para liderança e
participação
 Número de Estados Membros que
apresentam efectivamente relatórios
sobre um conjunto de indicadores
da SADC relativos ao
desenvolvimento da Juventude
Elaborada e implementada a Declaração Até 2020 Secretariado, Estados
sobre o desenvolvimento e a habilitação de Membros
jovens Organizações de
Juventude

Directivas e modelos para o Até 2017 Secretariado, Estados


desenvolvimento de inovação e Membros
empreendedorismo e produtividade da Organizações de
juventude desenvolvidos e implementados Juventude

169
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Desempenho Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Pressupostos
Estratégia de TVET da SADC revista Secretariado,
relativamente ao desenvolvimento e Até 2020 Estados Membros
capacitação da juventude Organizações de
Juventude
Normas mínimas de protecção social de
jovens implementadas Até 2020 Secretariado, Estados
Membros
Organizações de
Juventude
Programas preferenciais para habilitar os
jovens não integrados no sistema escolar Até 2018 Secretariado, Estados
estabelecidos e implementados Membros
Organizações de
Juventude
Reforçada a capacidade dos Estados
Membros (sector da Juventude) em Normas Até 2020 Secretariado, Estados
Mínimas para a Integração de VIH/SRH Membros
Organizações de
Programas, normas e directivas para Juventude
desenvolvimento da liderança e
participação da juventude estabelecidos e Até 2020 Secretariado, Estados
implementados Membros
Organizações de
Estruturas e sistemas para coordenação da Juventude
participação da juventude estabelecidos e
implementados Até 2016 Secretariado, Estados
Membros
Estabelecidos Centros de Especialização Organizações de
para o desenvolvimento e capacitação da Juventude
liderança da juventude em aspectos chave
do desenvolvimento industrial Até 2019 Secretariado, Estados
Membros,
Agenda de pesquisa, monitorização, Organizações da
avaliação e prestação de relatórios sobre os Juventude
compromissos globais, continentais e
regionais sobre a juventude desenvolvida e
implementada Secretariado, Estados
Até 2016 Membros,
Organizações da
Juventude

170
SADC RISDP Revisto T Versão
Resultados Imediatos Indicadores-chave de Desempenho Realizações Visadas Prazo Responsável Principais
Pressupostos

Nota: Estados Membros compreendem o Governo, a Sociedade Civil e o Sector Privado

171
Anexo 3: Proposta de roteiro para o desenvolvimento da Visão 2050 da SADC

RISDP Revisto Quarta Versão

Anexo 3: Proposta de roteiro para o desenvolvimento da Visão 2050 da SADC

Resultados Projectados Prazo:

1. Projecto de Nota Conceptual/Termos de Referência para, entre outros aspectos, determinar Agosto de 2015
as implicações orçamentais, elaborado e submetido ao Conselho

2. Painel de Personalidades Eminentes oriundas da Região para orientar o desenvolvimento Março de 2016
da visão de longo prazo criado e em funcionamento

3. Estabelecido e operacional o Grupo de Trabalho composto por especialistas seniores Agosto de 2016
oriundos da Região e do Secretariado da SADC para coordenar os aspectos organizativos,
logísticos e técnicos para o desenvolvimento da Visão da a longo prazo.

4. Primeiro projecto da Visão 2050 da SADC elaborado Agosto de 2017

5. Realizadas as consultas e validação do primeiro projecto da Visão da SADC aos níveis Agosto de 2018
nacional e regional

6. Projecto de Visão 2050 da SADC submetido ao Conselho para aprovação Julho de 2019

172
RISDP REVISTO Quarta Versão

Glossário

(A inserir posteriormente)