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Barack Obama e a estratégia da Crise Fabricada

por James Simpson[1]


American Thinker, 28 de Setembro de 2008[2]

***

Notas da tradução:
1) Procurei ser o máximo fiel ao texto original mas nalgumas vezes tiver que adaptar para o
melhor entendimento do texto.
2) Todas as referências foram mantidas do texto original, logo todas elas estão em inglês.
3) Todos os negritos e itálicos foram mantidos do texto original, nada acrescentei.
4) Vocês podem se perguntar o porquê de esforço para traduzir um texto que expõe coisas tão
faladas nos círculos honestos de divulgação, ou seja todas as tramóias do Obama. Esse texto tem
particular importância, pois explica a estratégia por trás do modo de agir do Obama, e como ele
está inserido no processo maior. Por isso, e somente por isso, me dei ao trabalho de traduzir
esse artigo, que para o entendimento da situação atual daquele país é peça chave.
5) Não traduzi o quadro pois qualquer pessoa que ler o post inteiro não terá dificuldade de
reconhecer ali todos os nomes e indicações!
6) Qualquer sugestão de modficação da tradução será bem vinda, traduzi livremente sem seguir
regras nem imposições alguma. Assim não terei o menor problema em alterar partes do texto
desde que mantenha o seu sentido.
7) Obrigado e boa leitura!

***

Prendendo a respiração, a América espera enquanto Washington luta para tirar a economia dos
EUA da beira do desastre. Mas muitos desses mesmos políticos causaram a crise, e se deixados à
solta com seus ardis vão fazer tudo de novo.

Apesar do bloqueio da grande mídia, uma série de livros, programas de rádio e blogs conseguiu
revelar as ligações de Barack Obama com seus mentores radicais – os terroristas do Weather
Underground William Ayers e Bernardine Dohrn, o membro do Partido Comnunista Frank
Marshall Davis e outros. David Horowitz e seu Discover the Networks.org também contribuíram
com muitas informações, e apontaram as ligações radicais de Obama desde o início.

Que eu saiba, porém, ninguém até agora ligou todos os pontos entre Barack Obama e a Esquerda
Radical. Vistas em conjunto, as influências na vida de Obama contém um mostruário do
movimento esquerdista radical, e se torna dolorosamente visível que Obama não só participa
voluntariamente do movimento como passou a maior parte da sua vida adulta profundamente
mergulhado nele.

Mas mesmo isso não descreve inteiramente a natureza extremista desse candidato. Pode-se
associá-lo diretamente a uma vasta estratégia maliciosa que motiva muitas, se não todas, das
mais destrutivas organizações esquerdistas radicais dos EUA desde a década de 1960.

A Estratégia Cloward-Piven e a Crise Orquestrada

Numa mensagem anterior, apontei o histórico esquerdista de completos desastres legislativos, o


último dos quais está se desenrolando agora nos mercados financeiros bem diante dos nossos
olhos. Antes da ascensão republicana de 1994, os Democratas tiveram sessenta anos de poder
virtualmente contínuo no Congresso – na maior parte das vezes com maioria substancial. É
possível que um grupo de pessoas inteligentes, com recursos praticamente ilimitados sob o seu
comando, estudando problema após problema por anos a fio, não tenha sido capaz de elaborar
uma única política que funcione? Qual é a razão dessa incapacidade crônica?

Qual é a razão?
Uma de duas coisas tem de ser verdade. Ou os Democratas são idiotas completos, que na sua
santa ignorância perseguem políticas cada vez mais destrutivas apesar de décadas de evidências
contrárias, ou eles entendem perfeitamente as conseqüências de suas ações e ainda assim
persistem na mesma direção, porque são de algum modo beneficiados por ela.

Digo a vocês que eles entendem as conseqüências. Para muitos é simplesmente uma questão
prática, de obter votos do eleitorado alvo às custas do contribuinte; nós perdemos um pouco,
eles ganham muito, e os políticos mantêm seus cargos. Mas para outros, o objetivo é mais
maligno – o fracasso é deliberado. Não riam. Esse método não só possui seus defensores, mas
possui um nome: Estratégia Cloward-Piven, que descreve os seus objetivos, as suas táticas e a
sua estratégia a longo prazo.

A Estratégia foi explicada pela primeira vez na edição de 2 de Maio de 1966 da revista The
Nation, por uma dupla socialistas radicais, Richard Andrew Cloward e Frances Fox Piven,
professores da Universidade de Columbia. David Horowitz a resume como:

A estratégia de forçar uma mudança política através da crise orquestrada. A "Estratégia


Cloward-Piven" procura acelerar a queda do capitalismo ao sobrecarregar a burocracia
governamental com uma enchende de demandas impossíveis, arrastando então a sociedade para
uma crise e um colapso econômico.

Cloward e Piven inspiraram-se no organizador radical (e mentor de Hillary Clinton) Saul


Alinsky:

"Faça o inimigo pôr em prática seu próprio manual" escreveu Alinsky no seu livro Rules for
Radicals (Regras para Radicais) de 1989. Quando pressionada a honrar cada palavra de cada lei
e estatuto, cada princípio moral judaico-cristão e cada promessa implícita do contrato social
liberal, a ação humana é inevitavelmente deficiente. A falha do sistema do "pôr em prática" o seu
manual de regras pode então ser usado para desacreditá-lo completamente, e para substituir o
manual capitalista por um socialista. (cortesia de Discorver the Networks.org)

A Newsmax esclarece mais ainda:


Sua estratégia de criar caos político, financeiro e social que resulte em revolução mistura
conceitos de Alinsky com esforços mais agressivos de causar uma mudança no governo
americano. Para atingir sua mudança revolucionária, Cloward e Piven procuraram usar um time
de organizadores agressivos, ajudados por uma mídia amigável, para forçar uma re-distribuição
da riqueza nacional.

No seu artigo na The Nation, Cloward e Piven foram específicos quanto ao tipo de "crise" que
estavam tentando criar:

Por "crise", nós queremos dizer um rompimento público visível de alguma esfera institucional.
Crise pode ocorrer espontaneamente (ex. revoltas) ou como resultado de táticas intencionais de
protestos e manifestação em que ou se gera uma quebra institucional ou se traz para a atenção
pública uma quebra até então não reconhecida.

Onde quer que a estratégia seja implementada, ela terá as seguintes características:

1. A ofensiva organiza grupos antes dispersos, elegíveis para benefícios governamentais, mas
que ainda não recebem tudo que podem receber.
2. A ofensiva procura identificar novos beneficiários e/ou criar novos beneficiários.
3. A finalidade é sempre impor novas pressões sobre os sistemas-alvos, com o objetivo último
de forçar seu colapso.

Explorando a tensão racial da década de 1960, Cloward e Piven viram o Sistema de Previdência
como seu primeiro alvo. Alistaram o ativista negro radical George Wiley, que criou o National
Welfare Reform Organization (NWRO – Organização Nacional de Reforma da Previdência)
para implementar a estratégia. Wiley contratou uma infantaria de militantes para invadir
escritórios de previdência ao redor do país, reivindicando violentamente os seus "direitos". De
acordo com um artigo de Sol Stern para o City Journal, o resultado foi um crescimento no
número de beneficiados pela Previdência de 4.3 para 10.8 milhões até o meio da década de 1970,
e na cidade de Nova York, onde a estratégia foi particularmente bem sucedida, "havia uma
pessoa na Previdência. . . para cada duas empregadas na iniciativa privada."

De acordo com outro artigo do City Journal intitulado "Compassion Gone Mad" (Compaixão
Enlouquecida):

O impacto do movimento na cidade de Nova York foi chocante: o número de casos na


Previdência, que já subia 12 por cento ao ano no início da década de 1960, subiu 50 por cento
nos dois primeiros anos do governo de Lyndsay; os gastos dobraram. . . A cidade tinha 150.000
casos na Previdência em 1960; uma década depois, tinha 1.5 milhão.
A vasta expansão da Previdência em Nova York causada pelas táticas Cloward-Piven da NWRO
levou a cidade à falência em 1975. Rudy Giuliani citou Cloward e Piven pelo nome, como os
responsáveis por "um esforço na sabotagem econômica." Ele também atribuiu à Cloward-Piven
a mudança na atitude cultural em relação à Previdência que, de um expediente temporário,
passou a ser vista como um direito vitalício – mudança de atitude que, em si mesma, talvez
tenha causado o maior dos danos.

Cloward e Piven viram nessa estratégia uma mina de ouro de oportunidades. Dentro dos grupos
recém-organizados, cada ofensiva encontraria uma ampla gama de recrutas dispostos a
promover sua agenda radical por pouco ou nada em troca, e a expandir a sua base de eleitores
confiáveis, legais ou não. As táticas ameaçadoras dos radicais construiriam ainda uma reputação
intimidadora, gerando inúmeras oportunidades de extorquir dinheiro e outras concessões das
organizações-alvo. Enquanto isso, ofensivas bem-sucedidas afundariam cada vez mais a
sociedade. Como eles observaram, deliciados:

Ademais, esse tipo de influência de massa é cumulativa, pois os benefícios são contínuos. Uma
vez estabelecida a elegibilidade para subsídios básicos de comida e aluguel, o ralo nos recursos
locais prosseguirá indefinidamente.

Na próxima vez que vocês dirigirem por um dos muitos bairros empesteados das nossas cidades,
ou lerem sobre a criminalidade astronômica, o vício em drogas, as taxas de natalidade fora do
controle, ou refletirem sobre as escolas falidas, a polícia atada e os recursos dos bombeiros de
cada grande cidade, lembre-se da excitação de Cloward e Piven ao preverem que "o ralo nos
recursos locais prosseguirá indefinidamente."

ACORN, a nova ponta-de-lança Cloward-Piven

Em 1970, um dos protegidos de George Wiley, Wade Rathke – como Bill Ayers, um membro da
radical Students for a Democratic Society (SDS - Estudantes para uma Sociedade Democrática)
– foi mandado para fundar a Arkansas Community Organizations for Reform Now (Organização
Comunitária do Arkansas para a Reforma Agora). Ainda que a NWRO tivesse tido um bom
começo, ela sozinha era incapaz de atingir os objetivos de Cloward-Piven. O grupo de Rathke
ampliou a ofensiva para incluir uma ampla gama de "direitos" para as pessoas de baixa renda.
Pouco tempo depois, eles trocaram o "Arkansas" por "Association of," e a ACORN tornou-se
uma organização nacional.

Hoje a ACORN está envolvida em uma ampla variedade de atividades, incluindo habitação,
direitos eleitorais, imigração ilegal e outros. De acordo com o site da ACORN: "A ACORN é a
maior organização comunitária de base para pessoas de baixa renda do país, com mais de
400.000 famílias afiliadas, organizadas em mais de 1.200 filiais, em bairros de 110 cidades ao
redor do país." Ela é talvez o mais radical grupo em ação nos EUA, e tem sido acusada pela
prática generalizada de atividades criminosas em vários fronts.
Eleições

Quanto a direitos eleitorais, a ACORN e a sua subsidiária de mobilização eleitoral, a Project


Vote, estão envolvidas nacionalmente em esforços para garantir o direito a voto a criminosos
condenados, e fizeram pesado lobby em favor do Motor Voter Act de 1993, uma lei que autoriza
as pessoas a se registrarem para votar em departamentos de trânsito, escolas, bibliotecas e
outros lugares públicos. Esta lei era perseguida por Cloward e Piven desde o início da década
de 1980, e ambos estavam presentes, atrás do presidente Bill Clinton, na cerimônia de
assinatura da lei.

A tática da ACORN em relação a direitos eleitorais segue a Estratégia Cloward-Piven:

1. Registrar o maior número possível de eleitores Democratas, legais ou não, e ajudá-los a


votar, várias vezes se possível.
2. Sobrecarregar o sistema com registros fraudulentos, usando múltiplas entradas com o
mesmo nome, nomes de mortos, nomes aleatórios da lista telefônica, e até mesmo nomes
inventados.
3. Tornar o sistema difícil de controlar, através do lobby pelas exigências mínimas de
identificação.

Nesse esforço, a ACORN cria locais de registro por todo o país, e tem sido freqüentemente
acusada de entregar registros fraudulentos e de destruir registros republicanos. Apenas no
período das eleições de 2004-2006, a ACORN foi acusada de fraude eleitoral generalizada em 12
Estados, e pode ter conseguido virar a eleição de um governador estadual.

O website da ACORN se vangloria: "Desde 2004, a ACORN tem ajudado mais de 1,7 milhões de
cidadãos de baixa e moderada renda a proceder o registro eleitoral." O Project Vote diz que
foram 4 milhões. Eu me pergunto quantos deles estão mortos. Para o ciclo eleitoral de 2008, a
ACORN e o Project Vote não tiveram escrúpulos. Dada a intensidade de seus esforços por todo o
país, não é inconcebível que essa corrida presidencial possa ser decidida apenas por votos
fraudulentos.

Barak Obama dirigiu o Project Vote da ACORN em Chicago, e a sua extremamente bem-
sucedida campanha de registro eleitoral foi apontada como responsável pela eleição da ex-
Senadora Carol Moseley-Braun, caída em desgraça. A Newsmax enfatiza as aspirações de
Cloward e Piven para os esforços de registro eleitoral da ACORN:

Ao defender massivas campanhas de registro eleitoral sem nenhum controle, eles [Cloward e
Piven] buscavam uma administração Democrata em Washington D.C., que redistribuiria a
riqueza nacional e levaria o país a um estado socialista totalitário.

Imigração Ilegal

Como escrevi em outro lugar, a ofensiva da Esquerda Radical para promover a imigração ilegal é
"Cloward-Piven ao quadrado." A ACORN está na dianteira também desse movimento, e foi a
líder de uma vasta coalizão de grupos radicais, incluindo a Soro's Open Society Institute, a
Service Employees International Union (o fundador da ACORN, Wade Rathke, também dirige
uma filial da SEIU), e outras, que se tornaram a Coalition for Comprehensive Imigration Reform
(Coalizão para uma Reforma Compreensiva da Imigração). A CCIR felizmente fracassou em
conseguir fazer passar a lei de anistia para imigrantes ilegais de 2007, mas seus objetivos
continuam os mesmos.

O fardo da imigração ilegal em nosso já sobrecarregado sistema de Previdência já foi


amplamente documentado. Algumas cidades na Califórnia já foram inclusive tomadas por
cartéis de narcotráfico de imigrantes ilegais. A doença, o crime e a superlotação trazidas pelos
imigrantes ilegais pesa sobre cada segmento da sociedade e cada instância de governo,
ameaçando dividir o país com um abismo. Enquanto isso, os esforços dos esquerdistas radicais
em dar cidadania a imigrantes ilegais garante uma quantidade enorme de novos eleitores
Democratas e, com quase nenhum controle de fronteira, terroristas também conseguem entrar.

Obama auxiliou a ACORN como advogado principal em um processo bem-sucedido que ele
moveu contra o governo de Illinois para implementar no Estado o Motor Voter Act. O
governador republicano Jim Edgars havia resistido à lei, por temer que ela fosse uma abertura
para a fraude eleitoral generalizada.

Seus temores eram justificados, pois o Motor Voter Act tem sido desde então apontada como
uma grande oportunidade de fraude eleitoral, especialmente para imigrantes ilegais, incluindo
terroristas. De acordo com o Wall Street Journal: "Depois do 11 de Setembro, o Departamento
de Justiça descobriu que oito dos 19 seqüestradores eram eleitores registrados. . ."

As duas ofensivas da ACORN, em eleições e imigração ilegal, são convenientemente


complementares. Ambas incham as listas de eleitores com Democratas fiéis, enquanto a
ACORN, atacando o país, procura arruiná-lo com uma sobrecarga de novos problemas.

Crise imobiliária

E agora nós temos a crise imobiliária, que atingiu Wall Street com uma onda de choque e levou
pânico aos mercados financeiros mundiais como nenhuma outra desde a quebra da bolsa de
valores em 1929. Mas esse é um problema criado em Washington há muito tempo atrás. Ele
teve início com o Community Reinvestment Act (CRA - Ato do Reinvestimento Comunitário),
assinado em 1977 pelo presidente Jimmy Carter. O CRA foi a resposta de Carter a um
movimento ativista iniciado em Chicago, e forçou bancos a darem empréstimos a clientes de
baixa renda e alto risco. Phil Gramm, doutor em economia e ex-senador pelo Texas, o chamou
de "um vasto esquema de extorsão contra os bancos nacionais."

A ACORN buscou agressivamente a expansão de empréstimos para grupos de baixa renda


usando o CRA como açoite. O economista Stan Leibowitz escreveu no New York Post:

Nos anos 80, grupos como os ativistas da ACORN começaram a apresentar denúncias de
redlining,[3] alegando discriminação dos bancos contra minorias em empréstimos imobiliários.
Em 1989, membros simpatizantes do Congresso conseguiram emendar o Home Mortgage
Disclosure Act (Ato de Divulgação de Empréstimos Imobiliários), para forçar os bancos a coletar
dados raciais em pedidos de empréstimos, o que estimulou a realização de vários estudos, que
pareceram validar a acusação original.

De fato, pedidos de empréstimos de minorias eram rejeitados mais freqüentemente do que


outros – mas a razão esmagadora não era discriminação racial, mas simplesmente o fato de que
minorias tendem a ter piores finanças.

A ACORN mostrou a cara novamente em 1991, ao ocupar a sala do House Banking Committee
por dois dias para protestar contra esforços para limitar o CRA. Obama representou a
ACORN no processo Buycks-Robertson vs. Citibank Fed. Sav. Bank, de 1994,
contra a prática de redlining. Mais significativo ainda, a ACORN foi a grande força por
trás da revisão regulatória de 1995 promovida pelo governo Clinton, que expandiu enormemente
o CRA e abriu o caminho para que Fannie Mae e Freddie Max produzissem a crise que nós
confrontamos hoje. Barack Obama era o advogado da ACORN nesse esforço. Com esta
nova autoridade, a ACORN usou sua subsidiária, a ACORN Housing, para promover
empréstimos de alto risco (subprime) mais agressivamente.

Como um artigo no New York Post descreve:

Um fortalecimento do Community Reinvestment Act em 1995 obrigou os bancos a encontrar


maneiras de distribuir empréstimos para suas comunidades mais carentes, e permitiu que
ativistas comunitários interferissem em revisões bancárias anuais, sacudindo os bancos para
tirar deles grandes quantidades de dinheiro.
Os bancos que receberam revisões negativas foram punidos; alguns viram seus planos de fusão
frustrados; outros foram diretamente interpelados pelo Departamento de Justiça.

Programas de empréstimos flexíveis se expandiram, muito embora eles tivessem taxas mais
altas do que os empréstimos tradicionais. Na internet, vocês ainda podem encontrar
empréstimos disponíveis pelo CRA via ACORN com "100 por cento de financiamento. . . sem
avaliação de crédito. . . sem comprovação de renda. . . mesmo que você não o inclua na sua
declaração de imposto de renda." Aconselhamento financeiro é obrigatório, é claro.

Ironicamente, um relatório entusiasmado da Fannie Mae Foundation selecionou um paradigma


de empréstimo não-discriminatório, uma instituição que trabalhava com ativistas comunitários
e seguia "os mais flexíveis critérios de seguro permitidos." O 1 bilhão de dólares que esta
instituição destinou a empréstimos de baixa renda em 1992 cresceu para 80 bilhões em 1999, e
para 600 bilhões no início de 2003.

A instituição da qual eles falavam era a Countrywide, que se especializou em empréstimos


subprime e que mantinha um relacionamento de parceria com a ACORN.

O Investor's Business Daily acrescentou:

As revisões também permitiram pela primeira vez a securitização de empréstimos regulados


pelo CRA que continham hipotecas de alto risco (subprime). As mudanças aconteceram na
medida em que grupos radicais de "direitos habitacionais," liderados pela ACORN, faziam lobby
por esses empréstimos. A ACORN naquela época era representada por um jovem advogado do
interesse público em Chicago chamado Barack Obama. (Ênfase minha.)

Uma vez que esses empréstimos seriam assumidos por Fannie Mae e Freddie Mac, que por sua
vez eram patrocinados pelo governo, a garantia implícita do governo sobre esses empréstimos
liberou os financiadores, bundlers[4] e investidores de qualquer preocupação com o risco óbvio.
Como o Bloomberg descreveu: "Esse é um caso clássico de socialização de riscos e privatização
de lucros."

E se vocês pensam que os políticos de Washington se importaram com a influência negativa da


ACORN, pensem melhor. Antes de todo esse problema vir à tona, uma lei patrocinada pelos
Democratas teria criado um "Affordable Housing Trust Fund" (Fundo Fiduciário de Custeio
Habitacional), que daria à ACORN acesso a aproximadamente 500 milhões de dólares dos
rendimentos da Fannie Mae e Freddie Mac, com pouca ou nenhuma vigilância.

E mesmo agora, inacreditavelmente – com o país à beira do desastre – os Democratas têm


insistido que a ACORN se beneficie das negociações de bailout! O Senador Lindsay Graham
afirmou, ontem à noite (25/09/08), numa entrevista com Greta Van Susteren para o On the
Record, que os Democratas querem que 20 por cento do dinheiro do socorro governamental
(bailout) vá para a ACORN!

Todo esse fiasco representa talvez o auge dos esforços da ACORN para promover a Estratégia
Cloward-Piven, e é uma demonstração perfeita do poder que eles possuem em Washington.

Obama entra em cena

Numa tentativa de capturar o significado das conexões de Barack Obama com a Esquerda
Radical e sua relação com a Estratégia Cloward-Piven, eu construí o mapa abaixo. Ele não está
completo de modo algum; o número de indivíduos e organizações radicais é simplesmente
grande demais para que todos fossem incluídos aqui. Mas estes talvez sejam os mais
significativos:
O mapa põe Barack Obama no epicentro de uma incestuosa rede de esquerdismo radical
americano. Suas conexões não são somente significativas: elas praticamente definem quem ele
é. Juntas, elas constituem um "quem é quem" da esquerda radical americana e, guiando a todos,
lá está a Estratégia Cloward-Piven.

Notáveis por suas ausências são quaisquer conexões com qualquer outro grupo, seja
moderado, ou mesmo esquerdista light. Eles são todos radicais, firmemente unidos na mesma
malha antiamericana, comunista, socialista, esquerdista radical.

Saul Alinsky

A maioria das pessoas não sabe que Barack Obama recebeu seu treinamento em "organização
comunitária" da Industrial Areas Foundation, de Saul Alinsky. Mas ele recebeu. Isso marca, por
si só, a sua herança e o seu treinamento como sendo os de um radical ativista. Ninguém
precisaria ir mais fundo. Mas nós fomos.

Bill Ayers

Obama nega ser associado ao terrorista da SDS Bill Ayers, e afirma estar sendo difamado com
"culpa por associação." Mas eles trabalharam juntos no Woods Fund. O Wall Street Journal
aumentou substancialmente o nosso conhecimento ao descrever detalhadamente o trabalho de
Obama por cinco anos com o terrorista da SDS Bill Ayers na diretoria de uma ONG, a Chicago
Annenberg Challenge, impondo a sua agenda radical a crianças da rede pública. Como Stanley
Kurtz declara:

". . . a questão aqui não é de culpa por associação; é de culpa por participação. Enquanto
presidente da CAC, o senhor Obama apoiava moral e financeiramente o senhor Ayers e o seu
círculo radical. Isso seria digno de interesse mesmo que o senhor Ayers nunca tivesse plantado
uma única bomba 40 anos atrás."
Também incluída no bolo está a instituição de caridade preferida de Theresa Heinz Kerry, a
Tides Foundation. Uma lista parcial dos beneficiários da Tides diz tudo que é preciso saber:
ACLU, ACORN, Center of American Progress, Center for Constitutional Rights (um front
comunista), CAIR, Earth Justice, Institute for Policy Studies (um ninho de espiões da KGB),
National Lawyers Guild (o front comunista mais antigo dos EUA), People for the Ethical
Treatment of Animals (PETA), e praticamente todos os outros grupos radicais que existem.
Wade Rathke, da ACORN, dirige uma subsidiária da Tides, a Tides Center.

Carl Davidson e o New Party

Nós temos ouvido falar do terrorista Bill, mas pouco ouvimos a respeito do seu companheiro de
SDS Carl Davidson. De acordo com o Discover the Networks, Davidson foi um antigo aliado de
Barack Obama e um proeminente membro do New Party de Chicago, que é uma síntese de
membros da CPUSA, socialistas, veteranos da ACORN e outros radicais. Obama procurou e
recebeu o endosso do New Party, e eles o ajudaram na campanha. O New Party também
desenvolveu uma relação forte com a ACORN. Como um excelente artigo sobre o New Party
observa: "Barack Obama sabia no que estava se metendo, e continua sendo, para o New Party,
um candidato ideal."

George Soros

O mapa sugere a razão do fervor com que George Soros apóia Obama. O presidente da sua Open
Socieaty Institute é Aryeh Neier, fundador do radical Students for a Democratic Society (SDS).
Como mencionado acima, três outros ex-membros da SDS tiveram extenso contato com Obama:
Bill Ayers, Carl Davidson e Wade Rathke. Certamente Aryeh Neier teria ouvido de seus antigos
colegas sobre o novo político promissor. E, o que é mais importante, Neier está firmemente
empenhado em apoiar a imensamente bem-sucedida organização radical, a ACORN, e
certamente apoiaria seu candidato favorito, Barack Obama.

ACORN

Obama dedicou uma grande parte da sua vida profissional trabalhando para a ACORN ou suas
subsidiárias, representando a ACORN como advogado em algumas das suas mais críticas
questões, e treinando seus líderes. O excelente artigo de Stanley Kurtz para a National Review,
"Inside Obama´s Acorn," também descreve em detalhes as conexões de Obama com a ACORN.
Mas eu não posso melhorar as próprias palavras de Obama:

Eu tenho lutado durante toda a minha carreira ao lado da ACORN nos problemas que
preocupam vocês. Mesmo antes de eu ser eleito, quando eu administrava o movimento de
registro de eleitores do Project Vote em Illinois, a ACORN estava bem no meio de tudo, e nós
somos gratos pelo seu trabalho. – Barack Obama, discurso para a ACORN, novembro de 2007.
(Contesia da Newsmax. A ênfase é minha.)

Em outro excelente artigo sobre as conexões de Obama com a ACORN, a Newsmax faz uma
pergunta perturbadora:

Seria revelador saber se Obama, durante os seus anos em Columbia, teve a oportunidade de
encontrar Cloward e estudar a Estratégia Cloward-Piven.

Eu pergunto a vocês: é possível que a ACORN tivesse treinado Obama para ocupar posições de
liderança dentro da própria ACORN sem dizer a ele para que ele estava sendo treinado? É
possível que a ACORN pusesse Obama em posições de liderança sem informá-lo a respeito dos
objetivos? É possível que a mais radical das organizações pusesse alguém para treinar seus
treinadores, sem que ele soubesse para que ele os treinava?

Enquanto ativista comunitário da ACORN; enquanto treinador de lideranças da ACORN;


enquanto organizador principal do Project Vote da ACORN; enquanto advogado representando
os bem-sucessivos esforços da ACORN em impor os regulamentos do Motor Voter Act em
Illinois; enquanto representante da ACORN nos lobbies para a expansão de empréstimos
imobiliários de alto risco através da Fannie Mae e Freddie Mac que levaram à crise atual;
enquanto político assistido pela ACORN em suas campanhas políticas – tanto com dinheiro
quanto com funcionários de campanha; é duvidoso que ele desconhecesse os
verdadeiros objetivos da ACORN. É duvidoso que ele não soubesse da Estratégia
Cloward-Piven.

Avancemos para 2005, quando um obsequioso, serviçal e ruidoso Daniel Mudd, CEO da Fannie
Mae, se pronunciou perante o Congressional Black Caucus na cerimônia de juramento do
recém-eleito Senador de Illinois, Barack Obama. O Congressional Black Caucus, disse Mudd, é
"nossa família," a "a consciência da Fannie Mae."

Em 2005, Republicanos procuraram apertar as rédeas de Fannie e Freddie. O Senador John


McCain liderava esse esforço, que fracassou devido a um intenso esforço de lobby de Fannie e
Freddie.

Em seus poucos anos como senador americano, Obama recebeu $126.349 em contribuições de
campanha de Fannie e Freddie, tendo sido superado apenas pelo Senador Chris Dodd
($160.400), que vinha recebendo doações desde 1988. O que torna Obama tão especial?

Seus conselheiros mais próximos formam uma lista negra de indivíduos que estão no coração da
crise financeira: o ex-CEO da Fannie Mae Jim Jonhson; o ex-CEO da Fannie Mae e antigo
Diretor de Orçamento de Clinton Frank Raines; e o bilionário membro da Diretoria do falido
Superior Bank of Chicago, Penny Pritzker. Johnson precisou deixar seu cargo, de conselheiro de
Obama na busca por seu vice-presidente, depois que essa pérola surgiu.

Um relatório do Office of Federal Housing Enterprise Oversight (OFHEO), de setembro de


2004, descobriu que durante o exercício de Johnson como CEO, a Fannie Mae impropriamente
adiou $200 milhões em despesas, o que possibilitou que seus executivos-chefes, incluindo
Johnson e seu sucessor, Franklin Raines, recebessem bônus substanciais em 1998. Um relatório
de 2006 da OFHEO descobriu que os números divulgados pela Fannie Mae são muito menores
dos que os efetivamente recebidos por Johnson em compensações. Originalmente ela havia
reportado compensações entre 6 e 7 milhões de dólares, quando Johnson, na verdade, recebeu
algo em torno de 21 milhões.

Obama nega ligações com Raines, mas o Washington Post fala de Raines como membro do
"círculo político de Obama." Raines e Johnson foram multados em $3 milhões pelo OFHEO pela
manipulação dos registros da Fannie. A multa é uma ninharia, contudo, quando comparada aos
$50 milhões que Raines conseguiu obter em bônus impróprios através de suas fraudes.

Mais significativamente, Penny Pritzker, atual Chefe de Finanças da campanha presidencial de


Obama, ajudou a desenvolver, na qualidade de acionista e membro executivo do Superior Bank,
o complicado esquema de proteção sobre investimentos de alto risco que está no coração do
desastre. O banco faliu em 2001, levando consigo $50 milhões em poupanças não seguradas de
aproximadamente 1.400 clientes. Penny foi citada em um processo sob a Racketeer Influenced
and Corrupt Organizations Act (RICO - Lei das Organizações Corruptas e Vítimas de Extorsão),
mas não parece ter saído dele tão mal.

Como um jovem advogado nos anos 90, Barack Obama representou a ACORN em Washington
em seus vitoriosos esforços para expandir a autoridade do Community Reinvestment Act (CRA).
Alem de facilitar a ação dos grupos da ACORN, de obrigar bancos a dar empréstimos de alto
risco, isso também abriu caminho para que bancos como o Superior inserissem hipotecas no rol
de investimentos, e para que as GSE's[5] Fannie Mae and Freddie Mac as endossassem. Essas
mudanças criaram as condições que, no fim, levaram à crise financeira atual.

Eles sabiam que isso iria ocorrer? Será que essas pessoas inteligentes, liderados por um
graduado em Harvard, desconheciam o conceito de risco moral, primário em economia, que
resultaria do fato do governo garantir implicitamente o endosso de riscos financeiros do setor
privado? Eles tinham que saber que, livrando o mercado de empréstimo de alto risco dos riscos,
a calamidade viria com certeza. Eu creio que eles sabiam.

Barack Obama, o candidato da Cloward-Piven, independentemente de como ele descreve a si


mesmo, tem sido um radical ativista na maior parte de sua carreira política. Esse ativismo tem
sido em suporte de organizações e iniciativas que, em suas essências, buscam derrubar os
pilares da nação e substituí-los por seus malucos sonhos socialistas. Sua influência se espalhou
tão ampla e profundamente que, apesar de sua culpa evidente na atual crise financeira, eles
conseguiram manipular os políticos do Capitólio e levar um pedaço de $140 bilhões do bolo do
bailout!

Deus há de dar aos poucos políticos responsáveis que ainda existem em Washington a força para
impedir essa fraude maciça. Deus há de dar-lhes coragem para se levantar e encarar o tsunami
Marxista.

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[1] James Simpson é ex-economista da Casa Branca e analista financeiro. Seus textos já
apareceram em American Thinker, Washington Times, FrontPage Magazine, e DefenseWatch,
entre outros. Edita o blog Truth and Consequences. voltar

[2] Traduzido por Leandro Silva. Revisado por Olavo de Carvalho e Eduardo Dipp (meus
sinceros agradecimentos). voltar

[3] Redlining: prática bancária – ilegal nos EUA – de recusar empréstimos ou qualquer outro
tipo de crédito a populações de certas áreas geográficas consideradas de alto risco. [N.T.] voltar

[4] Bundler: Profissional que coleta e reúne contribuições de indivíduos em comunidades, e as


apresenta de forma unificada. [N.T.] voltar

[5] GSE's: Government Sponsored Enterprises, isto é, empresas que, ainda que privadas, com o
suporte do governo federal e assumem responsabilidades públicas. Literalmente, "Empresas
Patrocinadas pelo Governo." [N.T.] voltar

Postado por Leandro às 10:17

Disponível em: http://traducoesessenciais.blogspot.com.br/2009/01/notas-da-traduo-1-procurei-ser-o-


mximo.html#link2. Acessado em: 08, maio de 2017, às 19h59min.