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Se eu fosse o diabo

Posted on 01/12/2011 by Blog Sétimo Dia

Adventismo, às margens do século vinte e


um, está onde nunca esperou estar na Terra. Ele tem se expandido além dos
sonhos mais ousados de seus fundadores e continua a se expandir. Quando
entrei para a igreja em 1961, existiam mais de 1 milhão de adventistas em todo o
mundo.

Este número aumentou para mais de 2 milhões em 1970, 3,5 milhões em 1980,
perto de 7 milhões em 1990 e ao redor de 11 milhões em 2000. Segundo a taxa
de crescimento atual, podemos esperar encontrar 20 milhões de adventistas em
2013 e 40 milhões entre 2025 e 2030, se chegarmos até lá. Que mudança do ano
de 1848, quando existiam cerca de 100 fiéis. Para eles, a visão inspirada de Ellen
White de que o adventismo seria um dia como raios de luz regando o planeta,
deve ter parecido loucura. Se algum deles tivesse predito 11 milhões de
adventistas, os outros como Sara, esposa de Abraão, provavelmente teriam rido.
Existe um senso de que o impossível aconteceu. Aqueles pioneiros eram poucos,
pobres e fracos. Já a igreja hoje é composta por muitos, com a maior presença
na história entre o protestantismo ao redor do mundo, dispondo de bilhões de
dólares em meios e afins.

Entretanto, este crescimento tem trazido complicações e desafios. As coisas


eram simples nos primeiros dias da Igreja Adventista. Todos falavam a mesma
língua, pertenciam a uma mesma raça, viviam em uma mesma área (nordeste
dos Estados Unidos) e haviam sido criados em uma mesma cultura em que se
tinha as mesmas esperanças e se valorizava as expectativas.

No ano 2000, o adventismo está longe de ser simples. Penetrou mais de 200
nações, utiliza mais de 700 línguas e há grande variação em cultura e
expectativas. O adventismo tem hoje reservas financeiras e de trabalhadores
qualificados sem paralelo, mas ainda assim encara desafios sem precedentes
para continuar a missão. Felizmente, nosso Deus é o Deus do impossível. Para o
melhor ou pior Ele escolheu usar instrumentos humanos e falhos a fim de
finalizar Sua obra.

Se eu fosse o diabo ( um dos meus jogos favoritos), concentraria todas as


minhas energias no elemento humano, que trabalha no plano de Deus enquanto
Sua igreja procura caminhar do presente ao futuro. Na verdade, se eu fosse o
diabo, planejaria minha estratégia com muito cuidado. Eu formularia um plano
muito bem estruturado para frustrar a igreja na realização da missão.

A Próxima Geração

A primeira tarefa na minha agenda seria concernente


a geração jovem emergente na igreja. Se eu fosse o diabo, concentraria todas as
minhas energias fazendo com que a igreja rejeitasse as idéias e planos da nova
geração.

E isso não seria tão difícil já que na maioria dos lugares eles não se vestem,
cantam ou pensam como os membros mais velhos. Quando conseguir que os de
mais idade protestem contra os violões, farei ao mesmo tempo com que
esqueçam que os adventistas do passado não permitiam nem sequer órgãos em
suas igrejas. Providenciaria também para que os mais velhos se esquecessem
que Jesus usou estórias de ficção como a do homem rico e Lázaro, e que quando
Ellen White usou o termo drama, se referia ao que chamamos hoje de novelas.
Eu certamente encorajaria os membros mais velhos a encarar esse assunto
como um grande mal ao invés de simples parábolas. Faria a Igreja Adventista
esquecer que seu movimento começou basicamente com pessoas jovens cujas
idéias eram criativas e de inovação.

O diabo não é burro. Ele sabe que se puder desencorajar nossos jovens a abraçar
a liderança da igreja, será o fim dela. Para alcançar a geração jovem, devemos
aprender a nos comunicarmos à maneira deles, tal como Jesus usou a
linguagem de Seus dias, e assim também o fez Tiago White. Se a igreja insistir
em usar a linguagem do século dezenove para alcançar os jovens do século vinte
e um vai acontecer o mesmo ocorrido com os Amishes (comunidade tradicional
americana que preserva valores religiosos e sociais dos seus ancestrais), que
mantiveram suas formas e tradições porém perderam a noção de seu objetivo no
mundo.

A igreja precisa reconhecer que as novas gerações não pensam como nós que
nascemos nos anos 40 ou antes A lealdade a marca acabou . O mundo pós
Watergate, pós Vietnam, e pós-moderno também tende a ser pós
denominacional. A igreja não pode mais esperar lealdade apenas porque as
pessoas nasceram adventistas ou simplesmente porque elas acham que o
adventismo tem a verdade. Ao contrário, a igreja precisa mostrar que é
exatamente o que diz ser e que está usando seus recursos e fundos fielmente.

Esse não é um problema pequeno. Os jovens da igreja, são sua maior força, e os
jovens de fora são o seu campo missionário presente e futuro. Os jovens são a
maior oportunidade da igreja e, ao mesmo tempo seu mais sério desafio. A
igreja deve formular planos para alcançar as mentes jovens e ganhar seu apoio,
afinal, eles são a igreja do futuro.

Pensando Pequeno

Se eu fosse o diabo, faria com que a igreja pensasse pequeno. Esta tática é
semelhante àquela de frustrar os jovens, porque os jovens pensam
ousadamente. Conheço adventistas que podem apontar 110 razões para quase
tudo que seja proposto não possa ser feito. Eles freqüentemente baseiam seus
argumentos em versos bíblicos e citações de Ellen White usados fora de
contexto.

Tais apóstolos do negativismo aparentemente nunca leram Testemunhos para a


igreja, volume 6, página 476: “Novos métodos e planos surgirão oriundos de
novas circunstâncias. Novas idéias virão de novos obreiros que dão a si mesmos
pela obra… Eles receberão planos traçados pelo próprio Senhor.” Novos
obreiros são freqüentemente obreiros jovens.

Essas pessoas precisam aprender a lição do besouro. É aerodinamicamente


impossível para um besouro voar, mas como ele não sabe disto, voa de qualquer
maneira.

Pensar grande no adventismo significa batizar 50 pessoas em 2001, e não 25;


significa chegar aos 20 milhões em 2004 e não 2013 . Pensando pequeno a
igreja permanecerá neste planeta ainda por um longo tempo.
Lembro-me do meu amigo no Havaí, Arnold Trujillo. Ele tem presentemente 29
igrejas e grupos em funcionamento com 5.500 membros, e declarou
publicamente que seu alvo é ter 10.000 pequenos grupos de 12 membros cada
em 2005 e já está trabalhando arduamente para esta expansão. Isto é visão ou
ilusão? Pode ser que estes conceitos estejam quase que se confundindo. Porém
nunca esqueça que Jesus disse aos discípulos para levar o evangelho a todo o
mundo e essa também foi a tarefa impossível com a qual se depararam nossos
ancestrais no adventismo. O que precisamos é termos fé e meditarmos sobre a
magnitude da chuva serôdia. Como podemos pensar grande e melhor utilizar
nossos recursos para tornar nossos sonhos realidade?

Se eu fosse o diabo, faria as pessoas acreditarem que existe somente uma


maneira de fazer as coisas, e que todos tem que fazê-las da mesma maneira. A
forma de culto por exemplo. Alguns anos atrás surgiu um clima de tensão na
Divisão Norte Americana a respeito do que foi chamado culto celebration. Eu
não sei muito bem o que é culto celebration, mas, uma coisa sei: Posso dormir
durante a invocação do culto divino e acordar na bênção final, e ainda assim
dizer tudo o que aconteceu durante o mesmo.

A igreja precisa levar em conta que, como disse Ellen White, “Nem todas as
mentes são alcançadas através dos mesmos métodos.” Os estilos de culto por
exemplo estão intimamente ligados à classe socioeconômica das pessoas. O que
alcança uma comunidade de classe média alta, pode não ter o mesmo êxito com
os Pentecostais, Anglicanos, Ortodoxos ou Islâmicos. Temos que ter métodos
que alcancem a todos os tipos de pessoas. O adventismo não necessita de apenas
de um ou dois tipos de culto, mas de 50. Um outro jeito de dizer isso é que se
todos na igreja parecem comigo, nós não estamos indo muito longe na pregação
do evangelho.

Falamos sobre formas de culto. O mesmo se aplica ao evangelismo. Nosso Deus


criou variedade em todos os lugares. Devemos nos mover além dos padrões e
alcançar todos os filhos de Deus. Se quisermos atingir até aqueles mais
diferentes de nós mesmos, devemos desenvolver métodos e procedimentos bem
diferentes dos que já temos.

Novas Tecnologias
Se eu fosse o diabo, faria desacreditada a
importância de novas tecnologias para a finalização a obra. A tecnologia
avançada tem grande poder tanto para o bem como para o mal. Freqüentemente
temos perdido este campo para o diabo. H. M. S. Richards me disse uma vez que
tinha que discutir com os irmãos todos os dias, pois o rádio na década de 1930
era novidade, considerado muito radical, “um desperdiço do dinheiro do
Senhor.”

Atualmente, dispomos de tecnologias sofisticadas para espalharmos a


mensagem, tais quais Richards jamais sonhou. Hoje como nunca, necessitamos
de uma geração com o espírito de H. M. S. Richards, porém com imaginação do
século vinte e um.

Antes de encerrar este tópico, gostaria de confessar que inicialmente achei a


idéia da NET uma loucura. Quem iria à igreja para assistir a um pregador
através de uma tela? Estou feliz por ter me enganado. A NET colocou os
adventistas no topo da comunicação mundial. Quantas outras idéias estão ainda
por serem descobertas? Como melhor poderemos utiliza-las?

Envolvimento Leigo

Se eu fosse o diabo, faria dos pastores e administradores o centro do trabalho da


igreja. Deve ter sido do diabo a idéia de que só o pastor deve pregar, dar estudos
bíblicos, ser o principal ganhador de almas e tomar todas as decisões pela igreja.

Devemos ver a igreja como bem mais do que um centro de entretenimento para
santos. Precisamos ter mais pastores interessados em treinar os conversos. Se
esperarmos que apenas os pastores ganhem almas a igreja vai permanecer na
terra mais tempo do que a própria eternidade. O desafio é criar uma geração de
pastores e administradores adventistas que se tornem uma equipe competente
para capacitar pessoas a usarem seus talentos no trabalho de alcançar o mundo.
Os pastores precisam treinar pessoas, e não simplesmente, como as galinhas,
colocar seus filhotes embaixo de suas asas, aonde estarão seguros.

Al McClure foi mencionado como tendo dito, que qualquer igreja que em 3 anos
não gere outra igreja, deve perder seu pastor. Se o velho McClure não disse isto,
ele devia. O adventismo precisa definir os passos necessários para desenvolver o
lado capacitador do pastor.

Se eu fosse o diabo, subestimaria a importância da congregação local. Uma das


grandes necessidades do adventismo é a manutenção de congregações locais
vibrantes. Uma congregação saudável não é um grupo de indivíduos
independentes entre si, mas uma unidade de crentes alcançando a comunidade
ao redor .

A tarefa da igreja no mundo, através da Conferência Geral é coordenar fundos e


pessoal para espalhar a mensagem de Cristo a todos os cantos do planeta.
Entretanto, o congregacionalismo, como forma de organização, não é auto-
suficiente. Por outro lado, a denominação, ao longo do tempo, somente será
saudável na medida em que também forem nossas congregações locais. O que
podemos fazer para que nossa congregação local seja saudável?

Crescente Burocracia

Se eu fosse o diabo, criaria mais administradores e níveis de administração. Na


verdade, criaria empregos assalariados na igreja com o maior número possível
de funcionários, desviando assim o objetivo da missão. Eu os colocaria em
escritórios, os cobriria de papéis e os inundaria de reuniões e comissões. E se
isso não fosse o bastante, eu os promoveria para os tão chamados níveis mais
altos e cada vez mais os afastaria do contato direto e alimentador com as
pessoas que fazem a igreja. Agora, não me entendam mal. Eu acredito na
organização da igreja. Mas também acredito em comida, e sei que o exagero de
coisas boas é prejudicial. Muitos adventistas acreditam que deveríamos reduzir
o número de cargos administrativos para que pudéssemos lutar na linha de
frente com mais dinheiro e energia. Muitos adventistas estão cansados de pagar
uma conta massiva para um sistema de multicamadas.

No Concílio Anual ocorrido no Brasil em 1999, mostrei que não existe uma
igreja no mundo com tantos níveis administrativos para manter como o
adventismo. Quando o artigo foi publicado na Revista Adventista, o editor quis
adicionar “exceto o Catolicismo Romano”. A minha resposta foi para que se
adicionasse: “inclusive o Catolicismo Romano”. O Catolicismo Romano tem
apenas 2 níveis acima da congregação local, enquanto o adventismo tem 4.
Nosso sistema foi criado na época da carroça puxada a cavalo, antes da total
disponibilidade do telefone. O desafio para a igreja no século vinte e um será
uma reorganização, levando em consideração os meios modernos de transporte
e comunicação.

Estou terminando de escrever um livro sobre a história da organização da igreja


adventista no mundo, onde sugiro um modelo de 3 camadas, totalmente
reestruturado, e arranjado de tal forma a captar as vantagens de uma igreja
mundial, e ao mesmo tempo em condições de prover para as iniciativas locais.
Cada vez mais os adventistas estão se dando conta de que existem outras
maneiras de estruturar a igreja num mundo pós moderno, para que mais mão
de obra e dinheiro fiquem disponíveis para finalizar a obra de Deus na terra.
Dinheiro em demasia, pensam muitos, está sendo usado para mover o
mecanismo, como se o mecanismo fosse um fim nele mesmo. Muitas das
oportunidades potenciais do futuro dependem de uma bem sucedida
reestruturação, de maneira a disponibilizar estes recursos. Esta tarefa talvez seja
um dos maiores desafios com o qual nos depararemos ao se iniciar o século
vinte e um.

Espírito Santo

Se eu fosse o diabo, faria com que os adventistas ficassem com medo do Espírito
Santo. Muitos de nós tememos o pentecostalismo quando se trata do Espírito
Santo. Precisamos nos lembrar o que a Bíblia nos ensina acerca da necessidade
do Espírito Santo no trabalho cristão. Ellen White também nos ensinou que ao
recebermos o Espírito Santo, recebemos juntamente outras bênçãos.

Alguns anos atrás, em uma reunião da Conferência Geral, notei que a igreja
adventista não acredita realmente em suas 27 doutrinas. Especialmente naquela
sobre os dons espirituais. Nós acreditamos em um dom espiritual, mas não nos
dons espirituais, e em maioria, restringimos este dom a uma única pessoa, que
já repousa em seu túmulo há 85 anos. O que aconteceria se eu recebesse o dom
de línguas hoje, agora, durante este sermão? Ou o dom de profecia? Com certeza
se formaria uma comissão especial para estudar a situação durante os próximos
10 anos. Tenho que admitir que só de falar a respeito me deixa nervoso, pois é
impossível se controlar o Espírito.

Nós temos a promessa em Joel 2 do derramamento do Espírito Santo nos


últimos dias, derramamento este que provavelmente dividirá a igreja no meio.
Com que freqüência meditamos a respeito do Espírito Santo e derramamento da
chuva serôdia? Será que estamos tão concentrados em alvos, estruturas e
comportamento humano que esquecemos do poder atrás de cada um deles? Que
atitudes podem ser tomados para permitir que o Espírito Santo ocupe Seu
próprio lugar dentro do adventismo? Ou esperamos completar nossa obra sem
Sua presença perturbadora?

Jogo dos Números

Se eu fosse o diabo, encorajaria nossa denominação a continuar com o jogo dos


números. A pior coisa que já aconteceu com os adventistas foi aprender a
contar. Nós contamos igrejas, instituições, dinheiro, e tudo mais. Os números
têm seu lugar, mas pouco haver com a realidade da finalização da obra. Um
resultado do jogo dos números é que tendemos a colocar a maior parte do nosso
dinheiro em locais onde podemos obter mais batismos por menos dinheiro . Isto
significa que não temos dado a devida atenção àquelas partes do mundo mais
difíceis de serem alcançadas. Na Divisão Norte Americana o grupo mais difícil
de ser evangelizado é o de caucasianos ( brancos). Alguns anos atrás, escrevi
uma carta ao presidente desta Divisão dizendo que se não nos empenharmos
mais em um evangelismo criativo, que satisfaça esse grupo, em 50 anos o grupo
mais difícil de ser alcançado será o de brancos norte-americanos.

O problema dos números toma diferentes configurações em várias partes do


mundo, mas deve ser levado em plena consideração quando fizermos nossos
planos para alcançar filhos de Deus. Se eu fosse o diabo, levaria os adventistas a
esquecerem sua herança apocalíptica. O adventismo nunca se viu como uma
denominação qualquer, mas sim como um movimento de profecia, com suas
raízes em Apocalipse 10 – 14. É esta crença no adventismo como um povo
especial chamado para levar a mensagem, que tem levado a igreja aos confins da
Terra. Se esta crença acabar, o adventismo se tornará apenas mais uma
denominação com algumas diferenças dentre as outras religiões.

Nossa maneira de lidar com a mensagem apocalíptica nos planos futuros


determinará se o adventismo continuará a ser um movimento ou se
transformará em um monumento do movimento, e eventualmente um museu
do movimento. Já que estamos no assunto do Apocalipse, é importante nos
dirigirmos ao povo de nossos dias. As pessoas não se interessarão pelo advento
ouvindo falar que houve um grande terremoto em Lisboa em 1755, ou sobre a
queda das estrelas em1833.
Não há nada errado em apresentar a história de nossa igreja para as pessoas.
Elas podem até ser tocadas por estes fatos, mas é de maior importância que elas
vejam os acontecimentos apocalípticos que estão em andamento em nossos
dias.

Se eu fosse o diabo, faria os adventistas acreditarem que suas doutrinas são


todas de igual importância. Quando a verdade é que o centro do cristianismo é
ter uma relação salvadora com Cristo. Esta relação com Cristo não se iguala a
abstenção da carne de porco por exemplo. Tenho conhecido vegetarianos e
guardadores do sábado que são mais cruéis que o próprio diabo. A igreja precisa
identificar dentro de suas crenças o que é primário e central e o que é
secundário.

A Bíblia é clara em dizer que o cristianismo genuíno vem de uma relação


salvadora com Jesus Cristo. É muito fácil ser um adventista sem ser um cristão.
No programa adventista de alcançar almas, a centralidade de Cristo deve ser
deixada clara como o cristal .

O desafio é estruturar nossas técnicas conscientemente, para que as pessoas se


tornem cristãs e conseqüentemente adventistas, pois o adventismo sem
cristianismo é vazio e sem significado.

Desentendimentos

Se eu fosse o diabo, faria com que os irmãos começassem a se desentender.


Qualquer assunto serviria: Formas de culto, teologia, formas de vestuário, etc.
Afinal, se eles estivessem atingindo uns aos outros com sua munição, não
acertariam nada em mim.

O diabo tem sido vitorioso nesta estratégia. O que pode ser feito para
encontrarmos e vencermos o verdadeiro inimigo?

Se eu fosse o diabo, faria com que os adventistas começassem a raciocinar de


forma tribal, nacional e racial. Faria da igreja uma grande discórdia, indiferente
para com a missão. Reconheço que existem injustiças que precisam ser
analisadas e situações complexas difíceis de serem solucionadas. Minha súplica
é que nas situações mais difíceis e injustas nos comportemos como irmãs e
irmãos nascidos em Cristo, em condições de discutir os assuntos sem perder de
vista a missão da igreja. O adventismo precisa desenvolver mecanismos para
enriquecer e iluminar seu multiculturalismo e internacionalismo.

Finalmente, se eu fosse o diabo, faria com que os adventistas ficassem


entediados durante o sábado. Eu pergunto: O que os adventistas preferem? O
pôr-do-sol de Sexta-feira, ou o pôr-do-sol de sábado? Muitos de nós agimos
como se o sábado fosse a pena por sermos adventistas, e não um sinal de nossa
salvação e a maior bênção da semana. Esta atitude desafortunada está presente
em muitas de nossas igrejas. Já estive em igrejas adventistas nas quais não fui
sequer cumprimentado. Não querendo que os irmãos se sentissem mal, não
disse nada. Só que eles não sabiam que eu era o pregador naquele dia. Então,
durante o sermão perguntei: “Se vocês não fossem membros da igreja adventista
do sétimo dia, e estivessem visitando esta igreja, voltariam algum dia?” Eu
certamente jamais voltaria.

É necessário muito mais do que apenas doutrinas para encher uma igreja.
Precisamos de Jesus. Bem, já cansei de brincar de diabo. Aonde entra Deus em
tudo isto?

Se eu fosse Deus, encorajaria os adventista do sétimo dia a pensarem,


planejarem e agirem de maneira a combater os planos do inimigo. Os
encorajaria também a multiplicar o poder das bênçãos e a encarar os desafios de
maneira honesta e cristã e ainda,a concentrar suas energias em maximizar suas
oportunidades. O sucesso não vem por acaso. É o produto de planejamento e
ação.

Para terminar, gostaria de agradecer à Conferência Geral pela chamada para o


significante pensamento e discussão sobre as cinco janelas da igreja. Você sabe,
isso é uma operação perigosa. Eu não tenho certeza se você sabe disso ou não.
Uma coisa é tirar as minhocas da lata ; e outra é fazer com que elas retornem. A
tarefa hoje é para cada um de nós e teremos a oportunidade de fazer uma lista
do que ele ou ela considera ser grandes oportunidades para a igreja hoje e os
grandes desafios na medida em que ela espera completar sua missão no século
vinte e um.

_________________________
GEORGE KNIGHT apresentou este sermão na Conferência Geral de 2000 em
Toronto. Tradução: Dra.Silma de Almeida Santos e Valmor Artur Goetz
Santos. Clique Aqui para ler o texto original em Inglês.