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Tópicos Integradores I

Letras

UNIDADE 1
TÓPICOS INTEGRADORES I - LETRAS
Unidade 1

Para início de conversa

Olá, querido(a) aluno(a)! Seja bem-vindo(a)!

Estamos iniciando mais uma disciplina do seu curso de Letras, chamada Tópicos Integradores I. Ela tem
o objetivo de integrar (como o próprio nome já diz) as disciplinas cursadas nos 1º e 2º períodos do seu
curso, para que você compreenda que nenhuma delas será utilizada de forma isolada, todas estão o tem-
po inteiro, se conectando e se complementando. Essa disciplina além de fazer você refletir sobre o que
foi estudado até então, fará com que você desenvolva um projeto. Isso mesmo, neste Guia de Estudos,
iremos desenvolver um projeto, de maneira interdisciplinar, colocando em prática tudo que foi apreendido
na teoria.

Muitas informações? Estamos apenas no começo!

Orientações da Disciplina

Diferente das outras disciplinas, nós não teremos um livro-texto. Mas calma! Como já disse lá em cima a
nossa disciplina é uma orientação, um diálogo, uma proposta de reflexão, cujo resultado será um projeto
de intervenção! Animado(a)?

A disciplina será dividida em 4 unidades: na unidade I iremos compreender melhor a ideia da disciplina, o
conceito de integração numa abordagem pedagógica, discutiremos sobre a concepção de interdisciplina-
ridade, além de relembrar as disciplinas estudadas.

Na unidade II, iremos fazer correlações entre as disciplinas e iniciaremos a primeira parte do nosso pro-
jeto, focando no tema, objetivos e introdução.

Nas unidades III e IV nos debruçaremos na produção do projeto de intervenção que será apresentado no
final desta disciplina. Na III unidade, desenvolveremos juntos: justificativa, procedimentos metodológicos
e metas/ações/atividades; na IV, cronograma, referencial teórico e referências bibliográficas. Sempre
tendo como ponto de partida a integração das disciplinas.

Muitas novidades? Ainda tem mais!

Nesta unidade, nós não teremos prova no final de cada unidade, mas sim atividades contextualizadas: no
fim das unidades I e II, faremos o planejamento do projeto parcial; e no fim das unidades III e IV a entrega
do projeto final. Parece ser mais fácil por não ter provas, não é? Mas atenção!

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Esse guia servirá como uma orientação para a produção desse projeto. É necessário está com as leituras
em dia, acessar o material disponível e buscar as leituras sugeridas, pois a criação de um projeto de in-
tervenção vai muito além de uma boa ideia, ele é o resultado de muita leitura, dedicação e planejamento.
Estão, vamos começar? Espero que você goste da disciplina e que se divirta desenvolvendo o projeto! Um
ótimo estudo, um ótimo debruçar-se!

Palavras do Professor

Para dar início a nossa unidade I, precisamos compreender alguns conceitos básicos que utilizaremos
durante todo nosso guia de estudo. Afinal, o que é integrar? O que é interdisciplinaridade? O que é um
projeto de intervenção?

O QUE É INTEGRAR?

De acordo com o dicionário, integrar é:

1. Incorporar(-se) um elemento num conjunto; incluir(-se), integralizar(-se): “O jovem escritor foi


vencedor do Prêmio Jabuti […] e seus livros integram também acervos básicos da Fundação
Nacional do Livro Infantil e Juvenil” (TM1). A decoração arrojada integrou-se perfeitamente ao
conceito de modernidade da empresa.
2. MAT Determinar a integral de uma função: O estudante integrou a função matemática.
3. Tornar(-se) adaptado a um grupo ou a uma comunidade: O professor se esforçava para integrar
o novo aluno ao grupo. “Em dois anos de participação no Clube não conseguira se integrar no
grupo” (LFV). (http://michaelis.uol.com.br/busca?id=dNMl7)

1. Tornar inteiro ou cabal.


2. Possuir em sua constituição ou formação.
3. Determinar a integral de.
4. Ato ou efeito de integrar.
5. Operação matemática que determina a integral de uma função.
6. Adaptação, incorporação de um indivíduo ou grupo externo numa comunidade, num meio.
7. Possuir em sua constituição ou formação.
8. Tornar(-se) parte de um conjunto ou de um grupo.
9. Adaptar(-se), combinar(-se). (https://dicionariodoaurelio.com/integrar)

Podemos observar que existem diversos significados para uma mesma palavra. No entanto, vamos nos
ater a algumas que se repetem nos dois dicionários: “combinar”, “adaptar”, “incorporar”. Tais definições
se encaixam perfeitamente no que se pretende a nossa disciplina, que é combinar as matérias que já
foram estudadas, adaptando-as entre si para colocá-las em prática. Você, aluno(a), deve estar ciente de
que fazer um curso de licenciatura é, o tempo inteiro, vivenciar a prática. Afinal, tudo que estudamos até
aqui e que estudaremos a partir daqui será utilizado na sua prática educativa.

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Guarde essa ideia!

Sempre que se deparar com alguma palavra diferente, ou que tenha sido utilizada num
contexto diferente do qual você está habituado(a), busque o significado da palavra em
dicionários físicos ou on-line, hoje temos grandes dicionários, como o Aurélio e o Mi-
chaelis, que estão disponíveis na web.

Para a pedagogia o termo integrar ou integração tem seu sentido bastante ampliado. Nós das licenciatu-
ras o utilizamos de maneira recorrente em situações diversas, pois,

Pode remeter para a introdução acompanhada de um aluno com deficiências


ou dificuldades de aprendizagem em uma turma. Também pode remeter para a
adaptação de um aluno na sua vida escolar. Um aluno bem integrado no contexto
escolar (tanto no âmbito da aprendizagem como dos relacionamentos com os
seus colegas), provavelmente obterá melhores resultados. Por esse motivo, a
integração é um assunto essencial, e frequentemente instituições escolares e
organizações de alunos criam atividades de integração. (https://www.significa-
dos.com.br/integracao/)

Palavras do Professor

Caro(a) aluno(a), você pode perceber, que apesar da diversidade de significados, a ideia central de integrar
ou de integração é combinar, adaptar e incorporar, como vimos lá na frente. Para resumir e para que você
compreenda de uma vez por todas, a ideia central dessa disciplina é funcionar como um elemento integra-
dor dos conteúdos estudados nos semestres anteriores. E como faremos isso? Desenvolvendo um projeto
interdisciplinar que una essas disciplinas e que o faça refletir sobre a prática docente.

Até aí, estamos compreendendo, não é? Mas o que é interdisciplinaridade? É o que veremos no próximo
tópico!

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INTERDISCIPLINARIDADE

Fonte: http://claudiorecco.com.br/enem-historia-e-interdisciplinaridade/

Conceito de interdisciplinaridade

O termo interdisciplinaridade tem sido utilizado de forma bastante recorrente no meio educacional, mui-
tas vezes, por ter sido tão banalizado, é utilizado erroneamente. Muitos professores acreditam que ao
trabalhar um texto numa aula de matemática, já estão praticando a interdisciplinaridade, mas não estão,
pois, apesar de muito utilizado, o tempo é mais complexo do que imaginamos e precisa ser feito com
muito planejamento e muita criatividade.

Mas não se assuste! Caro(a) aluno(a), quando falo na complexidade do termo é para atentar que muitos
o têm utilizado de forma superficial. Aqui, vamos compreender melhor o conceito e a melhor maneira de
colocá-lo em prática.

De acordo com o dicionário michaellis, interdisciplinaridade é o que tem caráter interdisciplinar, que é
“comum a duas ou mais disciplinas. Que envolve duas ou mais áreas de conhecimento ou de estudo.”
Ou seja, é a relação, a integração entre duas ou mais disciplinas ou áreas do conhecimento com uma
finalidade única.

Interdisciplinaridade e Educação

No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e os Parâmetros Curriculares Nacionais foram de grande
influência para a propagação do conceito de interdisciplinaridade, ambos os documentos incentivam os
professores a compreenderem o processo de ensino-aprendizagem através de uma abordagem interdisci-
plinar. Além desses dois documentos, o próprio ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) orienta profes-
sores e alunos a pensar nos saberes de maneira interdisciplinar.

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Dicas

É fundamental, para os estudantes e profissionais da educação, a leitura dos dois do-


cumentos citados acima, tanto a Lei de Diretrizes e Bases (LDB – disponível no link),
quanto os Parâmetros Curriculares Nacionais (segue o link para download), para com-
preender o regimento da Educação Brasileira e alguns conceitos essenciais.

Palavras do Professor

Caro(a) estudante, podemos concluir que o conceito de interdisciplinaridade, ao ser incentivado pelas leis
educacionais, chegou até as escolas, mas, como já falamos lá atrás, nem todos compreenderam exata-
mente como funciona tal abordagem. Além disso, a nossa educação pública tem problemas estruturais (e
aqui caberia um capítulo a parte), o que muitas vezes impede um professor de trabalhar, exclusivamente,
de forma interdisciplinar, restando a ele, o desenvolvimento de projetos interdisciplinares em parceria
com outros professores de outras disciplinas.

Chegamos onde queríamos! A interdisciplinaridade promove o diálogo entre disciplinas distintas, que,
apesar de, aparentemente, não terem nada em comum, podem se comunicar e chegar até o aluno de uma
maneira facilitada e mais interessante, ou seja, o processo de ensino-aprendizagem ocorre de maneira
bem mais satisfatória. É importante refletir coletivamente sobre essas separações dos saberes, dentro da
própria Universidade. De acordo com José de Ávila Aguiar Coimbra

Situa-se aí a importância indiscutível da interdisciplinaridade que, longe de restringir-se a simples me-


todologia de ensino e aprendizagem, é também uma das molas propulsoras na reformulação do saber,
do ser e do fazer, à busca de uma síntese voltada para a reorganização da óikos .– o mundo, nossa casa.

Leitura complementar

Sobre a interdisciplinaridade, vale a leitura do artigo “Considerações sobre a Interdisci-


plinaridade” de José de Ávila Aguiar Coimbra, que nos apresenta de maneira aprofun-
dada o conceito da abordagem interdisciplinar.

No ensino superior, temos aulas de diversas disciplinas, que estão interligadas, mas são trabalhadas de
maneira individual, como se não houvesse comunicação entre elas.

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Exemplo

Vamos tomar como exemplo as disciplinas de Comunicação e Expressão e Didática, cursadas no primeiro
e segundo período, respectivamente. Em Comunicação e Expressão, você estudou sobre o processo da
comunicação, sobre a língua, tipos de linguagem, etc.; em Didática aprendemos, basicamente, como pas-
sar o conteúdo para os alunos. No entanto, apesar de se complementarem, são trabalhadas de maneira
isolada. Na prática, caro(a) aluno(a), você precisará do saber teórico, apreendido na aula de Comunicação
e Expressão, e do saber prático, discutido nas aulas de Didática.

Leitura complementar

Para compreender melhor a ideia da interdisciplinaridade no ambiente escolar, dá uma


olhada nesse artigo aqui: Interdisciplinaridade no ambiente escolar. Retrata exatamen-
te o que estamos discutindo nessa unidade, além de dar uma ideia do que podemos
desenvolver no nosso projeto!

Atingimos, finalmente, a questão central dessa unidade: a nossa função aqui é refletir sobre tudo que já
foi estudado até então, e promover o diálogo, a integração entre as disciplinas, para assim desenvolver-
mos um projeto interdisciplinar. Podemos concluir que a interdisciplinaridade exige uma nova consciência
de ensino. De acordo com Rosangela Valerio, integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa em Interdisci-
plinaridade (Gepi) da PUC-SP, “um trabalho na perspectiva interdisciplinar exige colocar em prática os
quatro pilares da Educação: Aprender a Conhecer, Aprender a fazer, Aprender a Conviver e Aprender a
Ser, sendo o último essencialmente importante e capaz de ancorar a mais alta das aprendizagens, o ser
interdisciplinar”.

Leitura complementar

Para já ir pensando em um projeto interdisciplinar, vale acompanhar o site do Centro


de Referência em Educação Integral: Disponível no link. Lá encontramos boa ideias e
ótimas leituras!

Veja o vídeo!

Sobre a interdisciplinaridade sugiro assistir ao vídeo “Pensar e fazer arte: Educação


fragmentada” no link.

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Palavras do Professor

Depois de todas essas informações sobre a intertextualidade, você aluno(a), ainda pode questionar (e tem
todo o direito disso!): “Mas qual o objetivo da interdisciplinaridade?”. Elen C. Campos Caiado, na página
Canal do Educador, elenca 4 objetivos da metodologia do trabalho interdisciplinar, são eles:

1º Integrar os conteúdos;
2º Passar de uma concepção fragmentária para uma concepção unitária do conhecimento;
3º Superar a dicotomia entre ensino e pesquisa, considerando o estudo e a pesquisa a partir da
contribuição das diversas ciências;
4º Ter o ensino-aprendizagem centrado numa visão de que aprendemos ao longo de toda a vida,
entre outros.

Leitura complementar

Leia o texto de Elen C. Campos Caiado, sobre a abordagem interdisciplinar, na íntegra:


Disponível no link.

Esses objetivos são um resumo de tudo que discutimos lá atrás, na abordagem interdisciplinar, as disci-
plinas são integradas, o saber não é fragmentado, não há separação entre ensino e pesquisa, e, por fim,
o processo ensino-aprendizagem não ocorre apenas em momentos específicos, mas durante toda a vida.
Agora, depois de compreendermos esses dois conceitos fundamentais para a nossa disciplina (integrar e
interdisciplinaridade), podemos seguir adiante! Acredito que você, aluno(a), já está chei(a) de ideias, pois
as possibilidades são inúmeras! O primeiro passo é refletir sobre o seu curso até então, as disciplinas
estudadas, os caminhos percorridos, para então partir para a prática. Sigamos!

Vale (re) lembrar que esse guia de estudo é uma orientação, não cabe usá-lo como a única fonte de
saber, busque informações na internet, na sua biblioteca virtual, procure seu (sua) tutor (a), pesquise e
aprofunde, corra atrás das leituras sugeridas. O bom aluno é aquele que vai além das leituras da sala de
aula, que está sempre buscando novas informações, é aquele que debate, pergunta e questiona! Vamos
em frente?!

DISCIPLINAS ESTUDADAS

Caro (a) aluno (a), depois de estudarmos o que é integração e interdisciplinaridade, é hora de relembrar
as disciplinas cursadas nos 1º e 2° períodos. Você se lembra delas? Ainda tem o material de estudo? Pre-
cisamos fazer essa retrospectiva pois, como já falamos, iremos utilizar os saberes desenvolvidos nessas
matérias para construir o nosso projeto.

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Guarde essa ideia!

É importante sempre guardar o material das disciplinas estudadas durante o curso,


pois, vez ou outra ele servirá como uma leitura de apoio numa pesquisa, num trabalho,
ou quando você precisar relembrar um assunto.

Divisões do Curso de Licenciatura

Caro (a) aluno (a), você deve ter percebido que as disciplinas dos primeiros períodos são mais introdutó-
rias, ou de base comum a outros cursos, como é caso de Desenvolvimento Pessoal e Empregabilidade e
Aspectos Sócio-Antropológicos, cursadas no primeiro período. Isso não quer dizer que elas sejam menos
importantes, jamais! Elas fazem parte da sua formação profissional e humana, e devem ser levadas para
a vida.

Há outras disciplinas, que também fazem parte de uma base comum, mas de todos os cursos de licen-
ciatura, como é o caso de Filosofia da Educação, Políticas Públicas e Educação, Educação em Direitos
Humanos, Didática, Psicologia da Aprendizagem, Organização e Legislação da Educação e LIBRAS. São as
disciplinas fundamentais para a formação do profissional da Educação, precisamos delas para nos guiar
no processo educativo, para nos fazer refletir sobre a prática e teorizar sobre ela.

E por fim, temos as disciplinas específicas do curso de Letras (específica, mas não exclusiva, pois, todos
os cursos têm no currículo disciplinas de Língua Portuguesa), são elas Comunicação e Expressão, Estética
e História da Arte e Gramática Histórica da Língua Inglesa. Essas nos aprofundam nos saberes sobre a
linguagem, a gramática, a linguística e a literatura (que será estudada a partir do 3º período), para que
possamos compreender bem a nossa língua e repassarmos isso para os alunos.

Palavras do Professor

Nossa, muita coisa, não é? E olhe que você ainda está no 3º período! Separamos em três grupos para
que você possa compreender bem que o curso de licenciatura tem essas três ramificações básicas (dentro
das disciplinas específicas temos mais ramificações – mas isso veremos depois! Fique tranquilo!), que
não se excluem, mas se complementam! São elas: disciplinas de base comum; disciplinas pedagógicas;
e disciplinas específicas.

Até aí, estamos falando a mesma língua?

Afinal, mesmo que você ainda esteja no 3º período, essa divisão já está bem clara, não é? Vamos pros-
seguir!

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Disciplinas de Base Comum

Como já foi dito, essas disciplinas fazem parte do currículo de uma maneira geral, e tem a função de
orientar o estudante no seu processo de compreensão do seu papel profissional, bem como sua relação
com a sociedade, são elas: Aspectos Socioantropológicos e Desenvolvimento Pessoal e Empregabilidade.
Você lembr Socioantropológicos a o que foi trabalhado na disciplina de Aspectos Socioantropológicos?
Guardou o material? Vamos dar uma olhada?

Basicamente, nessa disciplina você conheceu um pouco sobre o surgimento das Ciências Sociais, do en-
tendimento da Antropologia e da Sociologia como ciência, bem como as correntes teóricas que norteiam
os estudos sobre a sociedade. Além disso, você deve ter estudado sobre a sociologia da educação e deve
ter refletido sobre como se encontra o cenário da educação brasileira numa perspectiva socioantropológi-
ca. Esta disciplina é fundamental para que você compreenda as diferenças nos diversos contextos sociais,
bem como os conceitos de inclusão e exclusão (muito usados, mas pouco compreendidos e combatidos).
Ela fez você refletir sobre o meio em que vive e, principalmente, refletir sobre o “outro”. Uma das razões
para que a sociologia seja excluída do currículo do ensino médio é porque ela faz com que o aluno pense
sobre a nossa realidade social, e ao se deparar com tantas injustiças, ele passe a questioná-la. Nem to-
dos querem sujeitos questionadores soltos por aí... Mas isso é outra história, vamos voltar para a nossa
disciplina!

Espero que você tenha conseguido absorver a profundidade dos estudos socioantropológicos, e mais, em
como esses estudos são importantes para a compreensão do nosso ambiente profissional. Afinal, somos
educadores e temos a obrigação de contribuir para a mudança na vida dos nossos alunos, seja para ele
enxergar um caminho melhor para sua vida, ou para que ele saia do seu mundinho perfeito e passe a
enxergar para além de seus privilégios.

Poderia passar horas falando sobre esse assunto, mas ainda temos um grande caminho a percorrer! Co-
mece a pensar no nosso projeto, utilizando alguns conceitos socioantropológicos, afinal, você quer que
ele seja inclusivo ou excludente?

Veja o vídeo!

Sobre inclusão social, recomendo estes vídeos:

Fazendo Escola - Escola e Inclusão Social, disponível no link;


E Inclusão Escolar: O Que É? Por Quê? E Como Fazer? Disponível no link.

E a disciplina de Desenvolvimento Pessoal e Empregabilidade? Você se lembra? Lembra mesmo?

De uma forma bem resumida, nessa disciplina você refletiu sobre o conceito de empregabilidade, dos
fatores que a influenciam, e de como as competências sociais e interpessoais contribuem com o seu de-
senvolvimento. A ideia da disciplina é fazer com que você, aluno, esteja preparado para o mercado de tra-
balho e para a infinidade de seleções que irão surgir no seu caminho. Além disso, a disciplina contribuiu
para o seu desenvolvimento pessoal, desde o planejamento e organização da sua vida profissional, até a

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estruturação da sua inteligência emocional, para lidar com as inúmeras frustrações e insucessos da vida.
Provavelmente, uma das coisas fortes que essa disciplina deixou pra você é a ideia de que nada pode ser
feito sem planejamento. E planejar é a palavra chave para a construção de um projeto.

Palavras do Professor

Caro(a) aluno(a), acredito que você já percebeu o quanto essas disciplinas contribuíram na sua formação,
e o quanto elas servirão como base no desenvolvimento de seu projeto de intervenção! Vamos continuar?

Disciplinas Pedagógicas

São as disciplinas referentes ao saber pedagógico, elas nos norteiam em relação à prática educativa. E
promovem a articulação entre a teoria e a prática. Nesses dois primeiros períodos você já cursou algumas
disciplinas que são essenciais para o curso de licenciatura. Você está lembrado? Didática, Psicologia da
Aprendizagem, Libras, Filosofia da Educação, Políticas Públicas e Educação e Educação em Direitos Huma-
nos são as disciplinas desse tronco pedagógico, além de tantas outras que virão nos próximos períodos.

Muita informação? Lembre-se de que estou apenas dando uma rememorada no que foi estudado por
você! Vou tentar ser o mais breve possível! Assim, você tem que ir atrás do material, dar aquela revisada
no assunto que não está tão familiarizado.

No primeiro período você estudou Filosofia da Educação e Políticas Públicas e Educação. Nessa disciplina,
você conheceu as leis, diretrizes e políticas públicas voltadas para a Educação. Além de refletir sobre a
ineficácia dessas políticas e de como a prática não reflete a teoria, presente na LDB (Lei de Diretrizes e
Bases), no PNE (Plano Nacional da Educação), entre outros.

Guarde essa ideia!

Como já foi falado, anteriormente, a leitura dos documentos sobre a educação são
fundamentais na nossa área de atuação! Para acessar o PNE: http://pne.mec.gov.br/

Em Filosofia da Educação você compreendeu um pouco sobre a filosofia e como ela se relaciona com a
educação. Essa área da filosofia, de uma forma geral, se preocupa com a reflexão sobre os processos e
sistemas educativos, bem como a sistematização dos métodos didáticos e outros temas ligados à peda-
gogia. Ela tem a função de fazer com que o aluno compreenda essa relação entre o fenômeno educativo
e o funcionamento da sociedade, através do estudo de vários teóricos que se ocuparam dessa reflexão.
Entre eles podemos elencar três nomes: Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori.

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Para Pesquisar

Se você tiver curiosidade, dá uma pesquisada no Método Montessori: Disponível no


link.

Em Psicologia da Aprendizagem, disciplina do 2º período, você estudou como os saberes e as formas de


pensar são apropriadas pela criança, como se dá o processo de ensino-aprendizagem e como a relação
professor-aluno interfere nesse processo. Para isso, conheceu as diversas concepções e teorias sobre a
aprendizagem.

Leitura complementar

Para complementação, e caso tenha interesse em se aprofundar no tema: Psicologia


da Aprendizagem. Concepções, Teorias e Processos. Jorge Pinto. Disponível na Web.

Também no segundo período, você cursou a disciplina Educação em Direitos Humanos, que basicamente,
o contextualizou em relação ao seu conceito e diretrizes, ressaltando a educação como um desses direi-
tos. Além disso, você, mais uma vez se inteirou sobre leis que determinam que a educação seja um direito
inerente ao ser humano, e é obrigação do Estado oferecê-la a qualquer indivíduo. Nessa disciplina, ao nos
deparamos com essas leis, mais uma vez, percebemos como elas são frágeis e que não correspondem
com a prática. Mostrando como são importantes projetos sociais voltados para a educação.

É importante você estar atento a essas leis e diretrizes, pois elas servirão como uma base para a constru-
ção de um projeto.

Leitura complementar

Para se inteirar mais sobre a Educação em Direitos Humanos sugiro a leitura do Ca-
derno de Educação em Direitos Humanos - Educação em Direitos Humanos: Diretrizes
Nacionais de Maria de Lourdes Rocha Lima Nunes e José Pereira de Souza. No link.

A disciplina de Didática I fará parte da sua vida acadêmica e profissional, você ouvirá bastante as frases:
“Ele não tem didática”, “Qual a sua didática?”, “Porque você não muda sua didática?”. Ela irá te acom-
panhar nos planejamentos de aula, nas reuniões, nos debates e na própria sala de aula. Ela é a parte da
pedagogia que se ocupa dos métodos e técnicas de ensino, destinados a colocar em prática tudo que
foi estudado na teoria. Provavelmente, você estudou nessa disciplina as teorias, os elementos da ação
didática, metodologias, etc. É a didática que possibilitará você fazer determinadas escolhas em sala de
aula, dependendo do seu público, do processo de ensino-aprendizagem, da sua relação com o aluno, etc.
Veja como ela é importante!
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Leitura complementar

É de fundamental importância a leitura do livro de José Carlos Libâneo.


DIDÁTICA: Velhos e novos temas. Disponível no link.

Outra disciplina importantíssima para o currículo do docente é a de LIBRAS, obrigatória em todos os


cursos de formação de professores, de acordo com a Lei 10.436/02 que reconheceu oficialmente a Língua
Brasileira de Sinais (Libras) como língua e o Decreto 5626/05 que regulamentou essa lei. Numa tentativa
de tornar a nossa sala de aula mais inclusiva. Nessa disciplina você conheceu os aspectos socioantropo-
lógicos da surdez, o alfabeto de sinais, as legislação específica e a gramática de LIBRAS.

Palavras do Professor

Eu não fui contemplada por essa lei, quando estava na Universidade, pois ela se tornou obrigatória para
as turmas posteriores, como isso me faz falta! Você deve aproveitar bastante esse conhecimento adqui-
rido, pois nada melhor do que promover a inclusão!

Leitura complementar

Decreto disponível no link.


Para saber sobre a importância de LIBRAS no currículo, vale a leitura deste trabalho:
Acesse o link.

Disciplinas Específicas

Prezado(a) aluno(a), estamos na reta final desta unidade! Para concluir nossa retrospectiva das discipli-
nas, temos a área do conhecimento específico do curso de Letras. Essa área é constituída pelas unidades
curriculares de conteúdo específico, são as disciplinas de Linguística, Gramática, Literatura, Língua es-
trangeira, que preferencialmente fazem referências ao ensino, pois aqui estamos tratando de um curso
de Licenciatura. Infelizmente, nem todos os professores nos ensinam, voltando à teoria para a prática,
principalmente os professores dessas disciplinas específicas, ficando para as pedagógicas o peso de levar
a teoria para a prática.

Nessas unidades você estudou Comunicação e Expressão, Estética e História da Arte e Gramática Histó-
rica da Língua Inglesa.

Em Comunicação e Expressão, você estudou os conceitos de língua e linguagem, bem como o modelo
comunicativo, proposto por Jakobson (e a crítica a esse modelo), as funções da linguagem, conotação e
denotação, além das variedades linguísticas. Tudo isso, você já viu no Ensino fundamental e no Ensino

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Médio, na Universidade você reviu de forma mais aprofundada. São assuntos fundamentais para a com-
preensão do processo comunicativo e é uma disciplina deliciosa, não é?!

Em Estética e História da Arte, você compreendeu os conceitos de arte e estética no contexto histórico,
relacionou a arte com a existência e os seus valores, entendendo a arte como um instrumento de expres-
são e crítica social, além disso, você conheceu as funções da arte e analisou os seus aspectos ideológicos
relacionando arte, artista e sociedade. Espero que você tenha compreendido que a arte é a expressão de
um sentimento, mas ela também é revolução, crítica social, reflexo da angústia, do medo, do cotidiano.
Enfim, para citar Ferreira Gullar “A arte existe, porque a vida não basta”.

Para concluir, você também cursou a disciplina Gramática Histórica da Língua Inglesa, que fez você co-
nhecer a história da língua inglesa, seu surgimento, formação, abrangência territorial, além de estudar a
cultura, influência e variações sofridas pela língua.

Palavras do Professor

Bom, querido(a) aluno(a), de uma maneira geral (e bem resumida), essas foram as disciplinas que você es-
tudou nessas duas unidades. Não pretendi aqui, fazer uma análise aprofundada, pois, a ideia era apenas
relembrar com o objetivo de fazê-lo(a) enxergar possíveis relações entre elas. Eu já consegui fazer várias,
e você?

Que fique claro, a nossa proposta é desenvolver um projeto de intervenção utilizando de maneira interdis-
ciplinar as disciplinas cursadas, para que você compreenda que elas estão interligadas, e não podem ser
utilizadas de forma isolada.

Afinal, para dar uma boa aula sobre Conotação e Denotação (Comunicação e Expressão), por exemplo,
você precisa conhecer o seu aluno e como se dá o processo de aprendizagem (psicologia da aprendiza-
gem), ter conhecimento sobre a sociedade em que ele está inserido (aspectos socioantropológicos) para
poder aproximá-lo do conteúdo, deve utilizar meios para promover a inclusão (Educação em Direitos Hu-
manos, LIBRAS) e, por fim deve unir todos esses aspectos para desenvolver uma aula (e estar preparado
para imprevistos) que alcance o objetivo desejado, que é a aprendizagem (Didática).

Agora não ficou difícil perceber como todos estão interligados, não é? Mas isso é assunto para a próxima
unidade!

Palavras Finais

Espero que você tenha compreendido os conceitos trabalhados e, principalmente, a proposta da disci-
plina! Lembre-se: é fundamental acessar o seu ambiente virtual, ler o material sugerido, pesquisar para
além das indicações, e tirar dúvidas, sempre que necessário, com o seu tutor.

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Como falamos no início, não haverá atividades no final desta unidade, pois a ideia é a produção do projeto
parcial no final das duas unidades. Para, você não ficar a toa, sugiro começar a pensar no seu projeto,
anotar todas as ideias que forem surgindo a partir das leituras, comece a se planejar de agora, afinal,
planejamento é tudo, como vimos na disciplina de Empregabilidade!

Até logo e bom estudo!

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