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COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO

PROCESSOS DA COMUNICAÇÃO
PROF. ELIETE MAIA ARAÚJO

A Comunicação é entendida como a transmissão de estímulos e respostas provocadas,


através de um sistema completa ou parcialmente compartilhado. É todo o processo de
transmissão e de troca de mensagens entre seres humanos.

Esquema da Comunicação de Roman. Jakobson

Contexto

MENSAGEM
EMISSOR RECEPTOR

Contato/Código

Para se estabelecer comunicação, tem de ocorrer um conjunto de elementos constituídos por:


um emissor (ou destinador), que produz e emite uma determinada mensagem, dirigida a um
receptor (ou destinatário). Mas para que a comunicação se processe efetivamente entre estes
dois elementos, deve a mensagem ser realmente recebida e decodificada pelo receptor, por
isso é necessário que ambos estejam dentro do mesmo contexto (devem ambos conhecer os
referentes situacionais), devem utilizar um mesmo código (conjunto estruturado de signos) e
estabelecerem um efetivo contato através de um canal de comunicação. Se qualquer um
destes elementos ou fatores falhar, ocorre uma situação de ruído na comunicação, entendido
como todo o fenômeno que perturba de alguma forma a transmissão da mensagem e a sua
perfeita recepção ou decodificação por parte do receptor.

Elementos da Comunicação:

- Codificar: transformar, num código conhecido, a intenção da comunicação ou elaborar um


sistema de signos;

- Decodificar: decifrar a mensagem, operação que depende do repertório (conjunto estruturado


de informação) de cada pessoa;

- Feedback: corresponde à informação que o emissor consegue obter e pela qual sabe se a
sua mensagem foi captada pelo receptor.
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 RESUMINDO:

 Emissor: chamado também de locutor ou falante, o emissor é aquele que emite


a mensagem para um ou mais receptores, por exemplo, uma pessoa, um grupo de
indivíduos, uma empresa, dentre outros.
 Receptor: denominado de interlocutor ou ouvinte, o receptor é quem recebe a
mensagem emitida pelo emissor.
 Mensagem: é o objeto utilizado na comunicação, de forma que representa o
conteúdo, o conjunto de informações transmitidas pelo locutor, por isso.
 Código: representa o conjunto de signos que serão utilizados na mensagem
 Canal de Comunicação: corresponde ao local (meio) onde a mensagem será
transmitida, por exemplo, jornal, livro, revista, televisão, telefone, dentre outros.
 Contexto: Também chamado de referente, trata-se da situação comunicativa em
que estão inseridos o emissor e receptor.
 Ruído na Comunicação: ele ocorre quando a mensagem não é decodificada de
forma correta pelo interlocutor, por exemplo, o código utilizado pelo locutor,
desconhecido pelo interlocutor; barulho do local; voz baixa; dentre outros.

LINGUAGEM VERBAL: quando pensamos em expressão oral, vem à nossa mente a


manifestação da mensagem por meio de palavras. E mais nada. Porém, vários elementos
estão implicados durante o processo de comunicação verbal.

Não somente as palavras, mas o conjunto das palavras, dos gestos, o olhar, a postura, a voz
com sua tonalidade, a respiração, a inflexão dada às palavras e até a pausa permitem
reproduzir idéias, levando a audiência à reflexão. A comunicação eficaz inclui todos estes
elementos envolvidos na transmissão de mensagens, de tal forma equilibrados, que se
completam para tornar uma idéia comum a todos.

As dificuldades de comunicação ocorrem quando as palavras têm graus distintos de abstração


e variedade de sentido. O significado das palavras não está nelas mesmas, mas nas pessoas
(no repertório de cada um e que lhe permite decifrar e interpretar as palavras);

LINGUAGEM NÃO-VERBAL: as pessoas não se comunicam apenas por palavras. Os sinais


de trânsito, as propagandas; uma pessoa muito perfumada que passa por nós; alguém
vendendo objetos na rua; alguém assobiando; o programa de televisão; o rádio; as pausas na
fala e, até o silêncio, comunicam. Movimentos faciais e corporais, os gestos, os olhares, a
entoação são também importantes: são os elementos não verbais da comunicação. Contamos
com várias outras formas de fazer o outro perceber a nossa mensagem, a nossa presença. Na
realidade, quase tudo que nos rodeia envolve comunicação. Quando todas as mensagens
perceptíveis pelos cinco sentidos humanos são perfeitamente entendidas pelo outro, podemos
dizer que a comunicação foi alcançada.

Os significados de determinados gestos e comportamentos variam muito de uma cultura para


outra e de época para época.

A comunicação verbal é plenamente voluntária; o comportamento não-verbal pode ser uma


reação involuntária ou um ato comunicativo propositado.
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Alguns psicólogos afirmam que os sinais não-verbais têm as funções específicas de regular e
encadear as interações sociais e de expressar emoções e atitudes interpessoais.

a) expressão facial: não é fácil avaliar as emoções de alguém apenas a partir da sua expressão
fisionômica. Por vezes os rostos transmitem espontaneamente os sentimentos, mas muitas
pessoas tentam inibir a expressão emocional.

b) movimento dos olhos: desempenha um papel muito importante na comunicação. Um olhar


fixo pode ser entendido como prova de interesse, mas noutro contesto pode significar ameaça,
provocação.

Desviar os olhos quando o emissor fala é uma atitude que tanto pode transmitir a idéia de
submissão como a de desinteresse.

c) movimentos da cabeça: tendem a reforçar e sincronizar a emissão de mensagens.

d) postura e movimentos do corpo: os movimentos corporais podem fornecer pistas mais


seguras do que a expressão facial para se detectar determinados estados emocionais. Por ex.:
inferiores hierárquicos adotam posturas atenciosas e mais rígidas do que os seus superiores,
que tendem a mostrar-se descontraídos.

e) comportamentos não-verbais da voz: a entoação (qualidade, velocidade e ritmo da voz)


revela-se importante no processo de comunicação. Uma voz calma geralmente transmite
mensagens mais claras do que uma voz agitada.

f) a aparência: a aparência de uma pessoa reflete normalmente o tipo de imagem que ela
gostaria de passar. Através do vestuário, penteado, maquilagem, apetrechos pessoais, postura,
gestos, modo de falar, etc, as pessoas criam uma projeção de como são e de como gostariam
de ser tratadas. As relações interpessoais serão menos tensas se a pessoa fornecer aos outros
a sua projeção particular e se os outros respeitarem essa projeção.

Conclusão: na interação pessoal, tanto os elementos verbais como os não-verbais são


importantes para que o processo de comunicação seja eficiente.

Vejamos abaixo uma lista de muitas muletas verbais e não verbais, que costumam destruir as
apresentações em público, enfraquecendo o poder da mensagem e impedindo uma sintonia
eficaz com a platéia.

A idéia é que você leia o texto, assinalando aqueles erros que mais se encaixam em sua
atuação no papel de comunicador.

Comunicação Verbal

Evitar
- Falar muito baixo ou muito alto;
- Pronunciar mal as palavras;
- Falar muito depressa ou muito devagar
- Não pronunciar corretamente os termos estrangeiros;
- Utilizar vícios de linguagem: tá?, Né?, OK?, Certo?, Entendeu? Percebe? É isso aí!, - Tipo
assim..., a gente ...., acho que....,...
- Falar de forma robotizada;
- Cometer erros gramaticais;
- Comer os "esses" e "erres";
- Falar de forma estridente;
- Pronunciar as palavras atropeladamente;
- Falar em tom monocórdico;
- Ser prolixo ou monossilábico;
- Coordenar as idéias de forma inadequada;
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- Exprimir-se sem objetividade e clareza;


- Fazer uso de termos técnicos para público leigo;
- Não considerar o momento, local e meio mais oportuno para transmitir a mensagem;
- Respirar mal;
- Utilizar argumentos inconsistentes;
- Perder-se no exagero de detalhes;
- Diminuir o volume da voz nos finais das frases;
- Não utilizar bem a pontuação;
- Não enfatizar as idéias principais;
- Abusar do excesso de citações;
- Usar vocabulário inadequado;
- Organizar mal a apresentação;
- Falar com voz áspera de gutural;
- Estruturar mal as idéias.

Comunicação Não-Verbal

Evitar
- Usar gestos que transmitam nervosismo e inibição;
- Mexer na gravata;
- Brincar com chaveiros e canetas;
- Ficar ajeitando os cabelos e os óculos;
- Coçar as orelhas, cabeça, nariz, etc.;
- Pigarrear;
- Bocejar;
- Descansar o corpo, deixando-o pender para o lado direito ou o esquerdo;
- Olhar todo o tempo para o sapato;
- Olhar através das pessoas;
- Postar-se como estátua;
- Movimentar as mãos em excesso;
- Postar-se como se tivesse peito de pombo;
- Mastigar qualquer tipo de alimento;
- Mascar chicletes ou chupar bala;
- Roer unha;
- Deixar os braços cruzados;
- Colocar as mãos para trás;
- Ficar com as pernas abertas como se fosse uma forquilha;
- Ficar de costas para a platéia;
- Torcer as mãos demonstrando ansiedade;
- Curvar o corpo para a frente ou para trás desnecessariamente;
- Andar sem motivo;
- Balançar o corpo de um lado para outro;
- Olhar só para uma pessoa da platéia;
- Deixar o corpo torto;
- Colocar as mãos nos bolsos e não tirá-las mais;
- Olhar para o vazio;
- Adotar a posição de xícara, as duas mãos agarradas à cintura;
- Deixar os braços cruzados;
- Ficar piscando;
- Apoiar-se nos móveis do cenário;
- Assoar o nariz;
- Utilizar gestos teatrais fora de hora;
- Olhar para o chão ou para o teto;
- Olhar várias vezes para o relógio demonstrando pressa;
- Utilizar inadequadamente os recursos audiovisuais;
- Fazer do ponteiro ou da caneta lazer armas contra a público;
- Carregar nas mão canetas ou lápis;
- Esconder-se atrás dos recursos audiovisuais;
- Ficar com olhar assustado ou expressão de tédio;
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- Falar palavrões e gírias;


- Perder a interação visual com o público.

Comunicação Interpessoal

Evitar
- Demonstrar egocentrismo exagerado;
- Utilizar a comunicação como forma de poder;
- Mostrar-se arrogante e prepotente;
- Demonstrar subserviência;
- Manipular a platéia;
- Não prestar atenção às perguntas da platéia;
- Não utilizar empatia;
- Ser irônico e sarcástico;
- Não saber ouvir;
- Revelar preconceitos;
- Apresentar-se sem estar preparado;
- Ignorar a etiqueta empresarial;
- Chegar atrasado;
- Demonstrar preferências pessoais;
- Ser incoerente quanto aos gestos, atos e palavras;
- Ser inflexível;
- Não saber administrar os conflitos interpessoais;
- Humilhar a platéia;
- Receber as perguntas da platéia como se fossem uma ofensa pessoal;
- Dizer que irá roubar o tempo dos espectadores;
- Não saber administrar o tempo da exposição;
- Querer enganar a platéia, falando sobre o que não conhece;
- Ignorar a linguagem corporal dos espectadores;
- Subestimar a importância do processo de sinergia.

Questionário: Você Sabe se Comunicar com Clareza ?

OS PONTOS DA SUA COMUNICAÇÃO

1. Que quantidade de informações você acha que consegue assimilar enquanto


escuta alguém?

A. O dobro das que estão sendo transmitidas


B. Somente as que estão sendo transmitidas
C. A metade das que estão sendo transmitidas

2. Quando uma pessoa fala com você, qual sua atitude?

A. Você escuta, e só
B. Você se esforça para demonstrar atenção
C. Você interrompe freqüentemente seu interlocutor

3. Se você acha que a pessoa com quem está conversando esconde algo que lhe
interessa saber, como você entra no assunto?

A. Pergunta se não há mesmo mais nada a ser dito


B. Sugere que talvez vocês estejam se esquecendo de falar sobre algo importante
C. Cobra diretamente a informação
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4. O que você definiria exatamente como uma "pergunta fechada"?

A. Aquela cuja resposta só pode ser sim ou não


B. É uma pergunta que não tem resposta
C. É uma pergunta indiscreta

5. Se, ao longo de uma conversa, seu interlocutor diz uma palavra que você nunca
ouviu, você:

A. Pede explicações, sem constrangimentos


B. Força o significado da palavra no contexto, para ver se assim consegue entendê-la
C. Simplesmente continua a conversa

6. Quando você encontra uma pessoa pela primeira vez, como é seu
comportamento?

A. Deixa que o outro fale


B. Procura dividir a conversação
C. Você fala o tempo todo

7. Se você tiver que escrever uma carta sobre um assunto delicado, como a redige?

A. Com precisão, mas usando um tom coloquial


B. Em termos absolutamente formais, aplicáveis ao caso
C. Refere-se apenas ao essencial, em poucas palavras

8. Já é uma tese firmada que a comunicação interpessoal é formada por palavras - a


comunicação verbal - e por gestos e maneirismos - a comunicação não verbal. Em
que parcelas você acredita que essas duas formas de expressão acontecem numa
conversa?

A. Um terço de comunicação verbal e dois terços de comunicação não verbal


B. Meio a meio
C. Um terço de comunicação não verbal e dois terços de comunicação verbal

9. Seu interlocutor fala, fala, mas não chega a concluir o pensamento. Qual a sua
atitude?

A. Chama delicadamente sua atenção para o fato


B. Escuta passivamente
C. Interrompe a conversa

10. De repente, você tem uma frase brilhante na ponta da língua, mas se a disser
corre o risco de interromper a conversa. O que você faz?

A. Fica de boca fechada


B. Arma uma expressão divertida, esperando que seu interlocutor pergunte qual o motivo
do seu ar de riso
C. Interrompe a conversa, para não perder a oportunidade

11. A pessoa com quem você está conversando não entendeu muito bem uma idéia
que você acabou de expor. Como você reage?
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A. Preocupa-se em reformular a questão de uma outra maneira, mais compreensível.


B. Repete o conceito exatamente como da primeira vez
C. Zanga-se

12. Durante uma conversa, pode acontecer de você revelar mais do que gostaria
sobre o assunto em questão, e isso o preocupa. Você então:

A. Vai com calma, e dá apenas as indicações necessárias ao caso


B. Procura falar o menos possível
C. Escapa usando uma linguagem obscura e confusa

13. Em certo momento, seu interlocutor tem uma reação idêntica à sua em ocasiões
semelhantes. Como você a julga?

A. Procura entendê-la dentro do contexto da pessoa com quem está falando


B. Dá a ela o mesmo significado que teria se fosse sua própria reação
C. Simplesmente ignora o fato

14. Você não entende bem um determinado conceito, numa pergunta que lhe foi feita.
Ao responder, como você age?

A. Diz claramente que não entendeu e pede uma nova explicação


B. Não responde
C. Você generaliza

15. Você quer convencer a pessoa com a qual está conversando sobre uma decisão
a ser tomada, mas nota sua relutância. O que você faz?

A. Pergunta por que tem dúvida sobre a decisão em questão


B. Espera por outra ocasião mais adequada para um trabalho de convencimento
C. Insiste com seus argumentos

16. Alguém lhe faz uma pergunta embaraçosa. Qual a sua reação?

A. Diz que prefere não responder


B. Inventa uma mentira
C. Zanga-se

AVALIAÇÃO

As respostas A valem três pontos. Para as respostas B, marque dois pontos, e um ponto para
as respostas C. A seguir, veja a quantas anda seu poder de comunicação:

De 48 e 40 pontos - Você sabe, realmente, se fazer entender. E não apenas consegue


expressar-se com clareza como demonstra as habilidades de um bom ouvinte. Numa conversa,
você é sempre aquela pessoa que fica à vontade, ainda que atenta, e qual não demonstra
sinais de tensão ou nervosismo. Uma outra qualidade sua é não se sentir na obrigação de dar
sempre uma resposta brilhante às perguntas que lhe são feitas.

De 39 a 26 pontos - A maioria das pessoas fica nesta marca. Se este é o seu caso, considere
que talvez você fale um pouco demais, e tenha prazer em escutar a própria voz. Você se
comunica bem ainda assim, mas poderia melhorar seu desempenho se tentasse dar mais
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espaço aos outros participantes de uma conversa. Todo mundo vai sair lucrando, na medida
em que diminuírem os "ruídos" da comunicação.

De 25 a 16 pontos - Não é possível deixar de reconhecer que aqui há problemas de


comunicação. Se este é o seu caso, será necessário um empenho extra para superar as
dificuldades. Mas vai valer a pena, na medida em que seu relacionamento com os outros
melhorar - e também a qualidade de seus negócios.

Bibliografia

ANDRADE, Maria Margarida de. Língua Portuguesa. São Paulo, Atlas, 1996.
FROLDI, Albertina Silva e O’NEAL, Helen Froldi. Comunicação Verbal: Um guia prático para
você falar em público. São Paulo: Pioneira, 1998.
MEDEIROS, João Bosco. Comunicação escrita. São Paulo, Atlas, 1992.

DESCUBRA SE VOCÊ FALA BEM

Ao responder as questões seja sempre muito sincero com você mesmo, para que o resultado
possa efetivamente ajudá-lo a melhorar.

Embora os testes procurem cobrir de maneira ampla os aspectos que estão sendo avaliados,
são muito mais uma oportunidade para que você possa refletir sobre a sua comunicação.
Portanto, encare os resultados dentro de uma margem bastante flexível.

1. Como você se sente ao falar em público:


a. natural, sem tensões;
b. tenso, mas com o controle da situação;
c. muito tenso, com dificuldade para lidar eficientemente com a situação.

2. Ao ser convidado para falar em público:

a. você prepara sua fala, seguindo um esquema seu, independentemente do público que vai ouvi-
lo;
b. você prepara de acordo com seus objetivos e o interesse do público;
c. você não prepara.

3. Se você for convidado para falar sobre um assunto que não conhece com profundidade:
a. você recusa;
b. você aceita, desde que tenha tempo suficiente para se preparar;
c. você aceita, mesmo sem ter tempo de preparar.

4. Ao organizar sua fala, você pensa num início, meio e fim:


a. às vezes;
b. sempre;
c. nunca.
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5. Como você inicia sua fala:


a. entra direto no assunto, de forma objetiva;
b. tenta conquistar os ouvintes;
c. inicia de qualquer maneira.

6. Como você encerra suas apresentações:


a. com uma frase forte, mesmo que não tenha muita ligação com o assunto;
b. recapitula a essência da mensagem e pede ação ou reflexão;
c. termina secamente, com a frase "era isso o que eu tinha para dizer, obrigado".

7. Como você estabelece a intensidade (volume) da voz diante do público:


a. de acordo com o seu potencial;
b. de acordo com o ambiente;
c. não tem nenhuma preocupação com a intensidade.

8. Que tipo de vocabulário você usa:


a. o que conhece, próprio da sua profissão, atividade ou estudo;
b. simples e objetivo, de acordo com o público;
c. bem informal, até com gírias.

9. Ao falar, você:
a. não gesticula, sente-se amarrado;
b. gesticula com moderação, reforçando o que está dizendo;
c. gesticula demais.

10. Qual é o ritmo de sua fala:


a. nem rápido nem devagar, sempre com a mesma velocidade;
b. alterna, com velocidade normal, rápida e lenta;
c. fala sempre muito rápido ou muito devagar.

11. Como você pronuncia as palavras:


a. corretamente, com certo exagero;
b. corretamente sem exagero;
c. suprimindo algumas letras e sílabas das palavras.

12. Como é sua comunicação visual:


a. olha para algumas pessoas;
b. olha para todas as pessoas;
c. não olha para o auditório.

13. Como você constrói suas frases:


a. saem truncadas, mas completas;
b. saem completas e ordenadas;
c. às vezes, costuma interrompê-las na metade.

14. Numa reunião, como você se comporta:


a. nem sempre fala, mas fica sempre atento;
b. fala com objetividade e fica sempre atento;
c. fica calado e receio que peçam a sua opinião.

15. Qual é seu estilo de comunicação:


a. controlado, objetivo, sem grandes emoções;
b. natural, com emoção;
c.afetado.
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Cálculo da Pontuação

As respostas A valem três pontos. Para as respostas B, marque cinco pontos, e zero para as
respostas C. A seguir, veja a quantas anda seu poder de comunicação:

Até 29 pontos
Sua comunicação é deficiente. Você não se prepara de maneira conveniente para as
apresentações e está desperdiçando seu potencial. Mude sua atitude imediatamente e se
empenhe nesse importante aprendizado para falar melhor. Prepare-se, porque vai precisar de
muito treinamento.

30 até 49 pontos
Sua comunicação é razoável. Você precisa se preparar melhor para as apresentações, pois
conta com a sorte para ter sucesso. Até consegue se sair bem em algumas situações, mas
arrisca muito.A qualidade da sua comunicação irá melhorar muito, em pouco tempo, com um
treinamento adequado. Vale a pena se empenhar, pois, como você já ultrapassou a fase inicial,
o progresso será rápido

50 até 64 pontos
Sua comunicação é boa. Parabéns. Falta muito pouco para dominar todos os recursos da arte
de falar. Não pare de treinar e estabeleça a excelência como meta. Com seu nível de
comunicação fará sucesso em todos os ambientes em que tenha que se apresentar. Mas, se
pode ser ainda melhor, por que se contentar com o que já conquistou? Vamos, só mais um
pouquinho e será imbatível.

65 até 75 pontos
Sua comunicação é excelente, parabéns! Você domina todos os recursos da arte de falar e se
prepara muito bem para suas apresentações. Poucos conseguem chegar ao seu estágio. Essa
comunicação exemplar será sempre uma grande aliada na conquista das suas vitórias.

O jeito simples de falar bem em público


Reinaldo Polito

Veja como pode ser simples planejar e fazer apresentações de sucesso.


Acompanhe passo a passo um conjunto de regras que irão ajudá-lo a falar em público
com segurança e desembaraço.

1) A naturalidade pode ser considerada a melhor regra da boa comunicação


• Se você cometer alguns erros técnicos durante uma apresentação em público, mas
comportar-se de maneira natural e espontânea tenha certeza de que os ouvintes ainda
poderão acreditar nas suas palavras e aceitar bem a mensagem.
• Entretanto, se usar técnicas de comunicação, mas apresentar-se de forma artificial,
a platéia poderá duvidar das suas intenções.
• A técnica será útil quando preservar suas características e respeitar seu estilo de
comunicação.
• Apresentando-se com naturalidade, irá se sentir seguro confiante e suas
apresentações serão mais eficientes.

2) Não confie na memória - leve um roteiro como apoio


• Algumas pessoas memorizam suas apresentações palavra por palavra imaginando
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que assim se sentirão mais confiantes. A experiência demonstra que, de maneira


geral, o resultado acaba sendo muito diferente. Se você se esquecer de uma palavra
importante na ligação de duas idéias, talvez se sinta desestabilizado e inseguro para
continuar. O pior é que ao decorar uma apresentação você poderá não se preparar
psicologicamente para falar de improviso e ao não encontrar a informação de que
necessita, ficará sem saber como contornar o problema.
• Use um roteiro com as principais etapas da exposição, e frases que contenham
idéias completas. Assim, diante da platéia, leia a frase e a seguir comente a
informação, ampliando, criticando, comparando, discutindo, até que essa parte da
mensagem se esgote. Depois, leia a próxima frase e faça outros comentários
apropriados à nova informação, estabeleça outras comparações, introduza
observações diferentes até concluir essa etapa do raciocínio.
• Aja assim até encerrar a apresentação.
• Uma grande vantagem desse recurso é que você se sentirá seguro por ter um
roteiro com toda a seqüência da apresentação, ao mesmo tempo que terá a liberdade
para desenvolver o raciocínio diante do público.
• Se a sua apresentação for mais simples poderá recorrer a um cartão de notas, uma
cartolina mais ou menos do tamanho da palma da mão, que deverá conter as
palavras-chave, números, datas, cifras, e todas as informações que possam mostrar a
seqüência das idéias.
• Com esse recurso você bate os olhos nas palavras que estão no cartão e vai se
certificando que a seqüência planejada está sendo seguida.

3) Use uma linguagem correta


• Uma escorregadinha na gramática aqui, outra ali, talvez não chegue a prejudicar sua
apresentação. Afinal, quem nunca comete erros gramaticais que atire a primeira pedra.
Entretanto, alguns erros grosseiros poderão prejudicar a sua imagem e a da instituição
que estiver representando.
• Tenho relacionado alguns erros comuns cometidos até por aqueles que ocupam
posições hierárquicas importantes e sinto que as platéias que os ouvem duvidam da
formação e da competência de quem os comete.
• Os mais graves são: 'fazem tantos anos', 'menas', 'a nível de', 'somos em seis', 'meia
tola', entre outros.
• Mesmo que você tenha uma boa formação intelectual, sempre valerá a pena fazer
uma revisão gramatical, principalmente quanto à conjugação verbal e às
concordâncias.

4) Saiba quem são os ouvintes


Se você fizer a mesma apresentação diante de platéias diferentes talvez até possa ter
sucesso, mas por acaso, a previsão, entretanto, é que não atinja os objetivos
pretendidos.
• Cada público possui características e expectativas próprias, e que precisam ser
consideradas em uma apresentação.
• Procure saber qual é o nível intelectual das pessoas, até que ponto conhecem o
assunto e a faixa etária predominante dos ouvintes. Assim, poderá se preparar de
maneira mais conveniente e com maiores chances de se apresentar bem.

5) Tenha começo meio e fim


• Guarde essa regrinha simples e muito útil para organizar uma apresentação:
Anuncie o que vai falar, fale e conte sobre o que falou.
• Depois de cumprimentar os ouvintes e conquistá-los com elogios sinceros, ou
mostrando os benefícios da mensagem, conte qual o tema que irá abordar.
• Ao anunciar qual o assunto que irá desenvolver, a platéia acompanhará seu
raciocínio com mais facilidade, porque saberá aonde deseja chegar.
• Em seguida, transmita a mensagem, sempre facilitando o entendimento dos
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ouvintes. Se, por exemplo, deseja apresentar a solução para um problema, diga antes
qual é o problema. Se pretende falar de uma informação atual, esclareça inicialmente
como tudo ocorreu até que a informação nova surgisse.
• Use toda argumentação disponível: pesquisas, estatísticas, exemplos, comparações,
estudos técnicos e científicos, etc.
• Se, eventualmente, perceber que os ouvintes apresentam algum tipo de resistência,
defenda os argumentos refutando essas objeções.
• Finalmente, depois de expor os argumentos e defendê-los das resistência dos
ouvintes, diga qual foi o assunto abordado, para que a platéia possa guardar melhor a
mensagem principal.

6) Tenha uma postura correta


• Evite os excessos, inclusive das regras que orientam sobre postura.
• Alguns, com o intuito de corrigir erros, partem para os extremos e condenam até
atitudes que, em determinadas circunstâncias, são naturais e corretas.
• Assim, cuidado com o 'não faça', 'não pode', 'está errado' e outras afirmações
semelhantes. Prefira seguir sugestões que dizem 'evite', 'desaconselhável', 'não é
recomendável', e outras que se pareçam com essas.
• Portanto, evite apoiar-se apenas sobre uma das pernas e procure não deixá-las
muito abertas ou fechadas. É importante que se movimente diante dos ouvintes para
que realimentem a atenção, mas esteja certo de que o movimento tem algum objetivo,
como por exemplo, destacar uma informação, reconquistar parcela do auditório que
está desatenta, etc. caso contrário é preferível que fique parado.
• Cuidado com a falta de gestos, mas seja mais cauteloso ainda com o excesso de
gesticulação.
• Procure falar olhando para todas as pessoas da platéia, girando o tronco e a cabeça
com calma, ora para a esquerda, ora para a direita, para valorizar e prestigiar a
presença dos ouvintes, saber como se comportam diante da exposição e dar
maleabilidade ao corpo, proporcionando, assim, uma postura mais natural.
• O semblante é um dos aspectos mais importantes da expressão corporal, por isso
dê atenção especial a ele. Verifique se ele está expressivo e coerente com o
sentimento transmitido pelas palavras. Por exemplo, não demonstre tristeza quando
falar em alegria.
• Evite falar com as mãos nos bolsos, com os braços cruzados ou nas costas.
Também não é recomendável ficar esfregando as mãos, principalmente no início, para
não passar a idéia de que está inseguro ou hesitante.

7) Seja bem-humorado
• Nenhum estudo comprovou que o bom-humor consegue convencer ou persuadir os
ouvintes. Se isso ocorresse os humoristas seriam sempre irresistíveis. Entretanto, é
óbvio que um orador bem-humorado consegue manter a atenção dos ouvintes com
mais facilidade.
• Se o assunto permitir e o ambiente for favorável, use sua presença de espírito para
tornar a apresentação mais leve, descontraída e interessante.
• Cuidado, entretanto, para não exagerar, pois o orador que fica o tempo todo fazendo
gracinhas pode perder a credibilidade.

8) Prepare-se para falar


• Assim como você não iria para a guerra municiado apenas com balas suficientes
para acertar o número exato de inimigos entrincheirados, também para falar não
deverá se abastecer com conteúdo que atenda apenas ao tempo determinado para a
apresentação. Saiba o máximo que puder sobre a matéria que irá expor, isto é, se tiver
de falar 15 minutos, saiba o suficiente para discorrer pelo menos 30 minutos.
• Não se contente apenas em se preparar sobre o conteúdo, treine também a forma
de exposição. Faça exercícios falando sozinho na frente do espelho, ou se tiver
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condições, diante de uma câmera de vídeo. Atenção para essa dica - embora esse
treinamento sugerido dê fluência e ritmo à apresentação, de maneira geral, não dá
naturalidade. Para que a fala atinja bom nível de espontaneidade fale com pessoas.
Reúna um grupo de amigos, familiares ou colegas de trabalho, ou de classe, e
converse bastante sobre o assunto que irá expor.
• Acredite, se conseguir falar de maneira semelhante na frente da platéia será um
sucesso.

9) Use recursos audiovisuais


• Esse estudo é impressionante - se apresentar a mensagem apenas verbalmente,
depois de três dias os ouvintes irão se lembrar de 10% do que falou. Se, entretanto,
expuser o assunto verbalmente, mas com auxílio de um recurso visual, depois do
mesmo período, as pessoas se lembrarão de 65% do que foi transmitido. Mais uma
vez, tome cuidado com os excessos. Nada de Power Point acompanhado de
brecadinhas de carro, barulhinhos de máquina de escrever, e outros ruídos que
deixaram de ser novidade há muito tempo e por isso podem vulgarizar a
apresentação.
• Um bom visual deverá atender a três grandes objetivos: destacar as informações
importantes, facilitar o acompanhamento do raciocínio e fazer com que os ouvintes se
lembrem das informações por tempo mais prolongado. Portanto, não use o visual
como 'colinha', só porque é bonito, para impressionar, ou porque todo mundo usa.
Observe sempre se o seu uso é mesmo necessário.
• Faça visuais com letras de um tamanho que todos possam ler.
• Projete apenas a essência da mensagem em poucas palavras.
• Apresente números em forma de gráficos.
• Use cores contrastantes, mas sem excesso.
• Posicione o aparelho de projeção e a tela em local que possibilite a visualização da
platéia e facilite sua movimentação.
• Evite excesso de aparelhos. Quanto mais aparelhos e mais botões maiores as
chances de aparecerem problemas.

10) Fale com emoção


• Fale sempre com energia, entusiasmo, emoção. Se nós não demonstrarmos
interesse e envolvimento pelo assunto que estamos abordando, como é que
poderemos pretender que os ouvintes se interessem pela mensagem?
• A emoção do orador tem influência determinante no processo de conquista dos
ouvintes.

COMO PREPARARA-SE PARA UMA BOA


APRESENTAÇÃO

A MEMÓRIA
A memória é de extrema importância para um orador, pois ele precisa
recorrer a ela para recordar e ordenar suas idéias. Utilizando-se dela o orador
poderá utilizar palavras apropriadas para traduzir e dar formas aos seus
pensamentos, reproduzir imagens observadas ao longo da vida e que poderão
ajudar na composição de seu discurso, trazer à lembrança números, datas,
estatísticas e posições matemáticas que provarão ou tornarão claras suas
afirmações.
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A HABILIDADE
A habilidade é a capacidade que deve possuir o orador de dizer aquilo
que as pessoas desejam ouvir, para que no final ajam de acordo com a sua
vontade.
Quem fala precisa ter a sensibilidade suficientemente desenvolvida para
entender as intenções dos ouvintes e ter a habilidade de adaptar o conteúdo da
mensagem ao interesse da platéia. Ao expor as idéias, o orador deverá estar
atento às que produzem maior ou menor efeito. Não adianta apenas falar
com elegância, é preciso persuadir e convencer.

A INSPIRAÇÃO
É a forma como o orador cria e produz o seu discurso: a soma das
energias para encontrar a melhor idéia, modificando e substituindo a
mensagem preparada com antecedência, pelas circunstâncias que o cercam,
ao sabor da emoções emanadas do ambiente; a capacidade que deve ter o
comunicador para abandonar conceitos previamente concebidos e criar uma
nova peça oratória a partir do olhar de um ouvinte ou da manifestação de um
grupo; a força utilizada para penetrar as profundezas da mente e encontrar a
forma nova de vestir velhas idéias e torná-las atraentes.

A CRIATIVIDADE
Criar é esforçar-se em sair do lugar comum, forçar a imaginação a
encontrar caminhos desconhecidos para despertar os sentidos dos ouvintes e
mantê-los presos à força da comunicação.

O ENTUSIASMO
Quem se apresentar com o comportamento frio, insensível, apático,
inalterado, provocará o desinteresse dos ouvintes, porque ele mesmo parecerá
desinteressado por aquilo que fala. O entusiasmo é uma espécie de
combustível da Expressão Verbal.
Os gregos chamavam ao entusiasmo “Deus interior”. Ele é o
responsável pelas grandes façanhas da humanidade. O homem vence até
sem preparo, mas dificilmente terá êxito em qualquer atividade se não contar
com a força do entusiasmo, capaz de superar todas as adversidades.

A DETERMINAÇÃO
É necessário que o comunicador tenha determinação para ultrapassar
obstáculos e situações algumas vezes desanimadoras que provocarão dúvidas
e incertezas quanto às suas possibilidades de sucesso na arte de falar.
Demóstenes, um dos mais perfeitos oradores da Antiguidade, depois de ter
superado dificuldades impostas pelas suas próprias deficiências naturais,
obteve êxito na arte de falar.
Se, em alguns momentos, o orador fraquejar, render-se ante a aparente
impotência, será fragorosamente carregado pelo turbilhão de justificativas e
desculpas que aparecerão para explicar a impossibilidade de continuar.

A OBSERVAÇÃO
Todos os assuntos, indistintamente, desde os mais simples e
aparentemente sem interesse para um auditório até os mais complexos, são
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importantes para a Expressão Verbal. Uma rua deserta e sem vida pode ser
transformada em seu silêncio numa eloqüente mensagem. A súplica de um
velho pedinte, o semblante iluminado de um campeão, um beijo afetuoso do
filho ou da mulher amada, tudo, enfim, poderá ser utilizado para enriquecer a
fala. Para isto o orador deverá estar atento a todas as coisas que o cercam;
deverá observar o comportamento das pessoas, a beleza da paisagem, o canto
dos pássaros, as cores irretratáveis do entardecer. Somente um espírito
observador poderá captar essas imagens e utilizá-las no momento adequado.
Quem passa pela vida e não vê não ode contar o que não viveu.

A TEATRALIZAÇÃO
Como já vimos anteriormente, o auditório é quem manda no orador,
desde que no final aja de acordo com a sua vontade. Se o auditório desejar
ver tristeza no semblante de quem fala, deverá o comunicador demonstrar nos
seus traços e atitudes a tristeza. Da mesma forma, se desejar ver alegria,
pânico, euforia, decepção, etc., deverá o orador corresponder aos seus
anseios.

A SÍNTESE
Dizer o que for preciso, somente o que for preciso, nada mais do que for
preciso é uma tarefa difícil que precisa ser perseguida com obstinação. A
capacidade de síntese não está ligada exclusivamente ao tempo da fala. O
seu conceito é mais abrangente que a simples medida do relógio e está
relacionado com a importância dos aspectos desenvolvidos em cada assunto e
com o objetivo a ser atingido. Não adianta parar de falar porque já se
ultrapassou um determinado tempo, se com isto estivermos mutilando
importantes informações referentes à matéria tratada.

O RITMO
O ritmo é a musicalidade da fala, é a colocação mais ou menos
prolongada das vogais, a pronúncia correta das palavras, levando em conta a
sua acentuação, a alternância da altura da voz e da velocidade que imprimimos
às frases, ora alta, ora normal, ora baixa; rápida em certos momentos, lenta em
outros, fazendo que este conjunto melodioso influa no espírito e na vontade da
platéia.
É preciso aperfeiçoar o ritmo da fala dentro do estilo de cada um,
aproveitando a energia, o timbre e a sonoridade da voz. Ninguém deverá
copiar ninguém, mas é sempre recomendado que se ouça os grandes
oradores, para que se observem os efeitos do ritmo das suas palavras e se
possam associar aos produzidos pela nossa comunicação.

A VOZ
A voz determina a própria personalidade de quem fala e transmite a
primeira identificação de comportamentos como alegria, tristeza, apressa,
segurança, etc. É ela quem reflete com nitidez o que se passa no interior das
pessoas.
Desde o nosso aparecimento na Terra até os dias atuais, adaptamos
certas partes do nosso aparelho digestivo e certas partes do nosso aparelho
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respiratório para a fabricação da fala e construímos assim o aparelho fonador.


Note-se que o aparelho fonador, embora exista para a fabricação da fala, é
uma adaptação do nosso organismo, e qualquer problema de ordem física ou
emocional será imediatamente revelado através da voz.

O VOCABULÁRIO
O vocabulário corporifica e traduz todas as nossas idéias. Se ele se
apresentar deficiente, não conseguiremos transmitir o que pensamos, ou,
talvez, nem cheguemos a pensar, pois pensamos através de palavras.
O vocabulário deverá ser o mais vasto possível, embora, melhor do que
se ter um vocabulário riquíssimo, seja saber-se usar o vocabulário eu se tem.

A EXPRESSÃO CORPORAL
O nosso corpo fala quando estamos nos comunicado. As mãos, postura
dos ombros, balanço da cabeça, posição dos pés e das pernas, movimento do
tronco, expressão do olhar, cada gesto possui um significado próprio, encerra
em si uma mensagem. Às vezes, a velocidade calma de um movimento que
representa a idéia externada é abandonado para se optar pelo movimento
brusco e ríspido, coerente com a inflexão da voz.

A NATURALIDADE
A naturalidade é de fundamental importância. Se, ao aprender a se
expressar diante de um auditório praticando todas as técnicas que estavam à
sua disposição, o comunicador deixar transparecer que se está valendo de
alguma delas, não será natural e o auditório desconfiará das suas palavras.
Ninguém poderá parecer ter sido fabricado para falar.

O CONHECIMENTO
Falar sobre um assunto que você não domina e sem nenhum preparo
anterior é um verdadeiro crime contra o passado e o prestígio do orador.
Aquele que fala não pode viver fora da sua realidade, precisa estar sempre
atualizado, munido de informações, saber o que todos comentam.
As técnicas desenvolvidas pela Expressão Verbal visam facilitar a
transmissão da mensagem entre aquele que fala e aquele que ouve. Se não
há mensagem a ser transmitida, não há motivo para falar. Ao preparar uma
apresentação sobre determinado assunto, o primeiro ponto a ser esclarecido é
qual o nível de conhecimento que possui sobre a matéria. Quanto mais
enraizado estiver o conteúdo, maiores serão as chances de sucesso. A técnica
da oratória não será útil se não tiver o que dizer.

REFERÊNCIAS

POLITO, Reinaldo. Assim é que se fala: como organizar a fala e transmitir idéias. São
Paulo:
Saraiva 1998.
POLITO, Reinaldo. Como falar corretamente e sem inibições. São Paulo: Saraiva, 1998.
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