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CENTRO DE ENGENHARIA, MODELAGEM E CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

BC1105 – MATERIAIS E SUAS PROPRIEDADES

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC


CENTRO DE ENGENHARIA, MODELAGEM E CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

BC 1105 – MATERIAIS E SUAS PROPRIEDADES

 Propriedades Térmicas

Prof. Dr. Renata Ayres Rocha


B
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EXPANSÃO TÉRMICA

A maioria dos materiais sólidos se expande com o aumento da temperatura e


se contrai com a sua diminuição.

Contração Sólidos Expansão

resfriamento aquecimento

Expansão – depende da estrutura


B
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EXPANSÃO TÉRMICA

A variação do comprimento de um sólido com a temperatura pode ser expressa:

l f − l0 ou ∆l
= α l (T f − T0 ) = α l∆ T
l0 l0
onde: lo e lf = comprimento inicial e final,
To e Tf = temperatura inicial e final
αl = coeficiente linear de expansão térmica (K-1)
A variação do volume de um sólido com a temperatura pode ser expressa:

∆V onde: ∆V e V0 = variação de volume e volume inicial,


= α v∆ T αv= coeficiente volumétrico de expansão térmica
V0 Muitos materiais: αv = anisotrópico (depende da
direção cristalográfica ao longo do qual é medido).
- Materiais com expansão térmica isotrópica: αv= 3αl
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EXPANSÃO TÉRMICA

l f − l0 ∆l
= α l .(T f − T0 ) α l .∆ T =
l0 l0

αl = coeficiente de expansão térmica linear γ G .ρ .C P


γG = constante de Gruneisen (valores entre
αl=
3E
0,4 e 4)

ρ = massa específica do material


CP = capacidade calorífica a pressão constante

E = módulo de Young ou de elasticidade


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EXPANSÃO TÉRMICA

Material cerâmico bastante compacto –


necessário uma junta de expansão
(cimento + gesso + PVA + latex)

Pontes

Junta de expansão em trilhos


Matriz para verificar fluidez em
polímeros – carbeto de tungstênio
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EXPANSÃO TÉRMICA
Existe boa correlação entre o coeficiente de dilatação e a energia de ligação.
- Materiais com ligações químicas fortes apresentam baixo coeficiente de
dilatação térmica.
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EXPANSÃO TÉRMICA

Material α (10-6/K)
• Polymers at room T
Polypropylene 145-180
Polyethylene 106-198
Polystyrene 90-150
Teflon 126-216 Forças de ligações interatômicas
• Metals relativamente fortes – coeficiente de
Aluminum 23.6
increasing α

expansão térmica baixo.


Steel 12
Tungsten 4.5
Gold 14.2
• Ceramics
Magnesia (MgO) 13.5
Alumina (Al2O3) 7.6
Soda-lime glass 9
Silica (cryst. SiO2) 0.4
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA

 CONDUÇÃO TÉRMICA: fenômeno pelo qual o calor é transportado em um


material de regiões de alta temperatura para regiões de baixa temperatura.
 CONDUTIVIDADE TÉRMICA: capacidade de um material de conduzir (transferir)
calor.

T1 T2 T2 > T1
Fluxo de calor
X1 X2

Força motriz para a condução de calor: diferença de temperatura


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CONDUTIVIDADE TÉRMICA

→ Habilidade do material em conduzir calor

Q/∆t– energia transferida como calor por segundos


Q ∆T
= k . A. Q – fluxo de calor
∆t L A – área da secção transversal
k – condutividade térmica
L- espessura
Lei de Fourier
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA

 A condutividade térmica pode ser definida em termos de:

dT onde: q é o fluxo de calor por unidade de tempo por unidade

q= −k de área perpendicular ao fluxo (J/m2 ou W/m2).


k é a condutividade térmica (W/m-K).
dx dT/dx é o gradiente de temperatura (K/m).

 O sinal (-) significa que o escoamento de calor ocorre da região quente para a região
fria.
 A equação acima só é válida quando o fluxo de calor for ESTACIONÁRIO (fluxo de
calor que não se altera com o tempo).
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA
Formas de transferência de calor:

1) Condução
Transferência por colisões/choques entre componentes (átomos, moléculas,
íons, elétrons, etc) com posterior transferência de energia cinética.

Átomos quentes Átomos frios


(rápidos) (lentos)

Fluxo de calor
por condução
Temperatura
comum
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA Formas de transferência de calor:


2) Convecção
Transferência devido a um movimento macroscópico, carregando partes
da substância de uma região quente para uma região fria.
Água quente sobe
Correntes de
convecção

Água fria desce

Correntes de convecção causadas por diferença de pressão:


Alta pressão Baixa pressão
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA
Formas de transferência de calor:

3) Radiação
Transferência por meio de ondas eletromagnéticas (não é necessário um
meio material para propagação) que podem ser absorvidas.

 A quantidade de calor efetivamente transmitida através da radiação


depende da temperatura do material irradiador.
 Em termos gerais, podemos dizer que a taxa de radiação de calor
cresce com o aumento da temperatura do corpo.
 A taxa de radiação depende também da pigmentação.
 Objetos de cor escura são melhores absorvedores e irradiadores de
calor.

Exemplos: Transferência de calor do Sol para a Terra através do espaço.


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CONDUTIVIDADE TÉRMICA Mecanismos da Condutividade Térmica

 CONDUTIVIDADE TÉRMICA POR ELÉTRONS (ke)


 Os elétrons livres que se encontram em regiões quentes ganham
energia cinética e migram para regiões mais frias. Em conseqüência de
colisões com fônons, parte da energia cinética dos elétrons livres é
transferida (na forma de energia vibracional) para os átomos contidos
nessas regiões frias, o que resulta em aumento da temperatura.
 Quanto maior a concentração de elétrons livres, maior a condutividade
térmica.

 CONDUTIVIDADE TÉRMICA POR FÔNONS (kf)


 A condução de calor pode ocorrer também através de vibrações da
rede atômica. O transporte de energia térmica associada aos fônons se
dá na mesma direção das ondas de vibração.

 A CONDUTIVIDADE TÉRMICA (k) de um material é a soma da


condutividade por elétrons (ke) e a por fônons (kf):
k = ke + kf
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA Mecanismos da Condutividade Térmica

Ondas de vibração da rede cristalina (fônons)


Condução

Elétrons livres

k = ke + k f
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA

C = calor específico por unidade de volume


1
k = .C.v.l v = velocidade do elétron (107 m/s)

3 l = caminho livre médio do elétrons

C = calor específico a pressão constante


1 por unidade de volume
k = .ρ C P .v.l v = velocidade do fônon (103 m/s)
3 l = caminho livre médio dos fônons
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA Mecanismos da Condutividade Térmica

METAIS

 Mecanismo predominante condutividade térmica é por e- livres: e- têm maior


velocidade e não são facilmente espalhados por defeitos como os fônons (ke
>> kf).
 Metais: e- livres responsáveis pela condução elétrica e térmica e são
relacionados:

k k = condutividade térmica
Lei de Wiedemann- L= σ = condutividade elétrica
Franz
σ ⋅T L = 2,44 x 10-8 ΩW/K2
T = temperatura
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA
Ligas metálicas e impurezas: redução na condutividade térmica
Ligas de Cu/Zn

Latão

Impurezas atuam como pontos de Se k ocorresse exclusivamente por e-


espalhamento diminuindo o caminho livres, L idêntica para todos os metais.
livre de elétrons, reduzindo a eficiência No entanto, para a maioria dos metais
do movimento dos mesmos (↓ k). L ≠ do valor previsto teoricamente
(2,44).
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CERÂMICAS: menor k que metais


k = kf + ke
- Não possuem elétrons livres.
- Fônons são os responsáveis pela condutividade térmica (kf >> ke).
- Eficiência reduzida quando comparado com os elétrons livres:
espalhamento + efetivo (fônons)

Vidro e cerâmicas amorfas possuem menores


condutividades do que as cristalinas Por quê????

O ESPALHAMENTO dos Fônons é + efetivo quando a estrutura atômica é


desordenada e irregular (material amorfo) ou apresenta defeitos
cristalinos.
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CERÂMICAS:
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↑ k (T): Transferência
CERÂMICAS: de calor por radiação

Materiais cerâmicos:
- Formados por elementos com massa
atômica e tamanho similar (BeO, SiC...):
k alta (fônons se propagam no material
com baixo espalhamento).
- átomos muito ≠ (UO2, ThO2): k 1/10
menor.
- ∴ íons em solução sólida de materiais
cerâmicos reduzem acentuadamente a k
- Fases amorfas são piores condutoras
que as fases cristalinas de mesma
composição
- Poros reduzem consideravelmente k.
- k através dos poros é lenta e ineficiente
↑ T: aumenta o espalhamento dos fônons (k ar = 0,02 W/m-K extremamente baixa).

∴ Condutividade térmica (k) ↓ com ↑ T


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CONDUTIVIDADE TÉRMICA
Anisotropia na Condutividade Térmica

Capacidade de os fônons se propagarem mais rapidamente em direções


mais densas do material.
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POLÍMEROS:
- Condução é realizada pela vibração e rotação das moléculas da cadeia
polimérica.
- Ligações covalentes: NÃO há elétrons livres.
- Polímeros: semicristalinos ou amorfos e não apresentam e-, são ainda piores
condutores de calor que materiais cerâmicos (isolantes térmicos).
- Condutividade térmica depende da cristalinidade
- Polímero cristalino apresenta ↑ k: vibração coordenada mais efetiva das
cadeias moleculares.
- Espumas poliméricas: ↓ k (presença de porosidade).
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA

Material k (W/m-K) Transferência


Energy Transfer
de Energia
• Metals
Aluminum 247 By vibration
Vibração dos of
Steel 52 atoms(fônons)
átomos and e
Tungsten 178 motion
elétrons of
livres
Gold 315 electrons
increasing k

• Ceramics
Magnesia (MgO) 38
Alumina (Al2O3) 39 Vibração dos átomos
By vibration of
1.7 (fônons)
atoms
Soda-lime glass
Silica (cryst. SiO2) 1.4
• Polymers
Polypropylene 0.12 Vibração / rotação das
By vibration/
Polyethylene 0.46-0.50 rotation
cadeias poliméricas
of chain
Polystyrene 0.13 molecules
Teflon 0.25
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Normalmente, k depende pouco


MATERIAIS POLIMÉRICOS da temperatura

Estratégias para mudança


da condutividade térmica Incorporação de uma segunda fase
de polímeros

Aumentam condutividade.
Cargas minerais e metálicas
Ex.: CaCO3 , negro de fumo, talco,
partículas metálicas.

Diminuem condutividade.
Porosidade (gases) Ex.: poliestireno expandido
(Isopor® ) HDPE expandido,
espuma de poliuretano, etc.
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA

O que fazer para aumentar a condutividade térmica?

- Aumentar a disponibilidade de elétrons (na banda de condução).


• elétrons livres são mais eficientes na condução de calor que fônons.

- Confeccionar materiais cristalinos em vez de amorfos.


• materiais amorfos causam um maior espalhamento dos fônons e
reduzem a condutividade térmica.

- Remover fronteiras (contornos de grão, fases distintas...)


• pode ocorrer maior espalhamento de elétrons e fônons
- Remover poros (ar é um péssimo condutor de calor)
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CONDUTIVIDADE TÉRMICA

Exemplos (W.m-1.K-1)
Diamante 2000
BN (cubic) 1300
SiC 490
BeO 370
AlN 320
BeS 300
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TENSÕES TÉRMICAS

São tensões induzidas em um material como resultado da variação


de temperatura

Resultado da restrição a expansão ou contração térmica

Importância: desenvolvem pontos de fragilidade no material e


podem levar à fratura ou deformação plástica indesejável

Peça de um determinado material:


homogênea e isotrópica

Expansão (ou contração) livre Aquecimento (ou resfriamento) uniforme

Peça isenta de tensões σ=0


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TENSÕES TÉRMICAS

Peça de um determinado material: Aquecimento (ou resfriamento) uniforme


homogênea e isotrópica

Peça com tensões Expansão (ou contração) restringida


σ≠0 térmicas (suportes rígidos nas extremidades)

Aquecimento (Tf > T0) Tensões de compressão: σ < 0


expansão restringida
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TENSÕES TÉRMICAS

Tensões de tração: σ > 0


Resfriamento (Tf < T0)
Contração restringida

σ σ

σ = Eα l (T0 − T f )
onde: E = módulo de elasticidade e αl= coeficiente linear de expansão térmica
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TENSÕES TÉRMICAS
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TENSÕES TÉRMICAS

Resultantes de Gradientes de Temperatura

Quando um corpo é aquecido ou resfriado, a distribuição interna de T depende:


- do tamanho da peça
- do formato da peça
- da condutividade térmica do material
- da taxa de variação de temperatura

Altos gradientes de temperatura costumam ocorrer no aquecimento


ou resfriamento rápido de materiais com baixa condutividade térmica
gerando TENSÕES TÉRMICAS.

Variações diferenciais nas dimensões servem para restringir a livre expansão ou


contração de elementos de volume adjacentes no interior da peça.
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TENSÕES TÉRMICAS

Aquecimento Resfriamento

Quente

Quente

Exterior mais quente: + expandido que Exterior mais frio: - expandido que
regiões internas regiões internas

Tensões superficiais de compressão Tensões superficiais de tração


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TENSÕES TÉRMICAS

Choque Térmico de Materiais Frágeis: fratura do corpo causada por tensões


térmicas induzidas.

- Polímeros e metais dúcteis: tensões térmicas podem ser aliviadas por meio da
deformação plástica.
- Cerâmicas: NÃO-dúcteis (aumenta a possibilidade de fratura frágil devido a
essas tensões).
- Resfriamento rápido de corpo frágil: maior probabilidade de choque térmico
que no aquecimento (tensões superficiais induzidas são de tração).
- Formação e propagação de trincas (defeitos superficiais) são mais prováveis
quando é imposta uma tensão de tração.
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TENSÕES TÉRMICAS

O resfriamento rápido de um corpo frágil tem maior probabilidade de causar


choque térmico do que o aquecimento

- Resistência ao choque térmico: capacidade de o material resistir a esse tipo de


falha.

Alterar RCT: modificar αl


σ fk Vidro comum: αl = 9.10-6 (0C)-1 (choques
RCT ≅ térmicos)

Eα l Vidro de borossilicato (Pirex): αl = 3.10-6


(0C)-1 (ciclos de aquec/resfriamento –
forno cozinha)

σf = resistência à fratura; E = módulo de elasticidade


αl= coeficiente linear de expansão térmica
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