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ABC DA LUTA: A IMPORTÂNCIA JURÍDICA DO DIREITO DE

GREVE NO ABC PAULISTA (1978/1980)

Ellen Bianca F. Silva1


Júlia de Souza Dolfi1
Milena Lisley E. Almeida1
Rayani Vitoria Amaro1
Thiago Feltrin Foguel1
RESUMO
O presente artigo contempla uma análise jurídica do direito de greve apresentando o
movimento social grevista no ABC Paulista, paralisando o maior polo metalúrgico do
Brasil, entre os anos de 1978 a 1980 em meio a Ditadura Militar. É exposto o
descompasso entre legalidade e ilegalidade do direito de greve a sombra das
Constituições Brasileiras, e posteriormente, abrange as configurações legais pelas
quais foram efetivados o direito à liberdade de greve vindo de um movimento social
classicista por melhores condições trabalhistas e observando-se, no decorrer dos
tempos a importância da criação de um partido político que efetivasse os direitos da
massa trabalhadora.

PALAVRAS-CHAVE: Direito de Greve; Constituições Brasileiras; ABC Paulista;


Movimentos sociais; Partido dos Trabalhadores.

INTRODUÇÃO

O artigo apresenta como instrumento de análise um período histórico


marcado por mudanças no processo jurídico e constitucional de legitimação do
direito de greve, que progressivamente implantou um sentimento de insatisfação das
massas trabalhadoras no Brasil.
Ao estudar o movimento grevista, dando foco principal a correspondente
Greve do ABC Paulista em 1978 a 1980, surge uma indagação: qual foi a
importância jurídica da greve do ABC Paulista? Para responder essas questões
levantadas ao longo do exame desse tema é preciso compreender a estrutura
Constitucional e os movimentos que levantaram a luta grevista brasileira, sua
legalidade e ilegalidade ao longo dos anos. Além disso, objetivando de forma
específica a compreensão do universo trabalhista e suas insatisfações que geraram

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Graduandos do 2º semestre de Direito do Centro Universitário de São Paulo – UNASP Engenheiro Coelho
1
a greve e os impactos jurídico-sociais desse movimento, partiu-se de uma
metodologia dedutiva.
Primeiramente, descreve um breve histórico do Direito de greve percorrendo
os períodos entre a Primeira República até a Ditadura Militar, apontando as
Constituições como base para entender a legalidade ao molde das formas jurídicas
estabelecidas em cada época.
Posteriormente, visa o aprofundamento do contexto histórico que foi palco da
greve no ABC Paulista entre os anos de 1978 à 1980, apresentando as causas das
insatisfações que levaram as paralisações gerais e desencadeou movimentos com o
mesmo objetivo em grande parte do país.
Por fim, aborda as consequências da Greve no ABC no âmbito jurídico e na
esfera política, expondo as finalidades das paralizações que cominaram a ampliação
na efetivação dos direitos grevista aos trabalhadores.

1 BREVE HISTÓRICO DO DIREITO DE GREVE (1ª REPUBLICA ATÉ DITADURA


MILITAR)
Júlia de Souza Dolfi
De acordo com Alvares, Salla, Souza (2003, p. 3) a primeira república marca
a história do Brasil por romper um linear imperial instalado por muitos séculos.
Nessa transição de império à república houveram diversas mudanças do tipo de
governo, economia, sociedade, estruturas políticas e jurídicas Commented [1]: referência

Segundo Gustavo S. Siqueira (2017, p. 21) apontam os seguintes artigos


extraídos do Código Penal de 1890, havendo o primordial aparecimento das greves
na legislação brasileira, que foi inserida para que a greve fosse proibida e
criminalizada se fizesse uso da violência:

Art. 204. Constranger, ou impedir alguem de exercer a sua industria,


commercio ou officio; de abrir ou fechar os seus estabelecimentos e
officinas de trabalho ou negocio; de trabalhar ou deixar de trabalhar
em certos e determinados dias:
Pena - de prisão cellular por um a três mezes.
Art. 205. Seduzir, ou alliciar, operarios e trabalhadores para deixarem
os estabelecimentos em que forem empregados, sob promessa de
recompensa, ou ameaça de algum mal:
Penas - de prisão cellular por um a três mezes e multa de 200$ a
500$000.

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Art. 206. Causar, ou provocar, cessação ou suspensão de trabalho,
para impor aos operarios ou patrões augmento ou diminuição de
serviço ou salario:
Pena - de prisão cellular por um a três mezes.
§ 1º Si para esse fim se colligarem os interessados:
Pena - aos chefes ou cabeças da colligação, de prisão cellular por
dous a seis mezes.
§ 2º Si usarem de violencia:
Pena - de prisão cellular por seis mezes a um anno, além das mais
em que incorrerem pela violencia. (BRASIL,1890)

Após esse evento, passa a ser vigorada então a primeira Constituição Federal
Republicana em 1891. (PANDOLFI, 1999, p. 301). A partir de relatos do
documentário Deu n’a Plebe: a greve geral anarquista de 1917 (2007), sobre a greve
que ocorreu no ano de 1917 que se passou em um período em que eram nítidos os
reflexos da primeira guerra mundial no Brasil, onde as condições de trabalho e
também de vida eram extremamente precárias, o salário da classe operária eram
baixos que mal pagava as despesas básicas, havia uma frequente exploração no
trabalho, o uso da mão de obra infantil e um grande índice de desemprego.
E com a ajuda dos estrangeiros que participavam da classe operária,
começam a trazer ideias para que mudasse essa situação, em especial o grupo dos
anarquistas. Nas variadas visões “de congresso em congresso operário, o conceito
de greve geral foi se definindo como uma estratégia política de ação direta com
caráter revolucionário e expropriador” (LOPREATO, 2000, p. 22).
Com a morte de um trabalhador pela polícia, ocorrem revoltas entre os outros
trabalhadores e com a ideia de uma greve geral já formada, foi utilizada como
condição ideal da deflagração dela. Então, “o movimento foi ganhando adesões e,
em 11 de julho, 54 fábricas declararam ter suas atividades paralisadas. O número de
grevistas chegava a 20.000” (LOPREATO, 2000, p. 37).
E de acordo com Siqueira (2017, p. 49) em 1934, na era Varguista, foi
elaborada uma nova Constituição por reflexos da Revolução Constitucionalista, mas
a questão de greves não obtivera alteração alguma no Código Penal de 1890, pois
segundo o Decreto nº 22.213, de 14 de dezembro de 1932: “assim aprovada e
adotada, não revogará dispositivo algum da legislação penal em vigor, no caso de
incompatibilidade entre os textos respectivos” logo era defendida essa continuidade
do Código Penal na questão da greve, a partir de dois argumentos:

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O primeiro alegava que a greve não tinha por que existir, pois aquela
Constituição criava a Justiça do Trabalho, que serviria justamente
para dirimir os conflitos das relações trabalhistas; o segundo
defendia a constitucionalização do direito, pois esta garantia uma
“defesa real ao direito” (SIQUEIRA, 2017, p. 50).

Alguns grupos sociais descontentes com o projeto da Lei de Segurança


Nacional, Lei nº 38, de 4 de abril de 1935, mais conhecida como “Lei Monstro”,
promovem manifestações contra a lei citada, e no dia 30 de janeiro iniciou-se uma
greve contra a aprovação da própria pois com ela seriam criminalizados os
opositores do regime. Portanto:

A greve, mesmo que pacífica, por motivos alheios ao trabalho, era


crime. As greves por solidariedade, as greves contra determinadas
leis, as greves por manifestações políticas ou sociais – todas elas
muito comuns naquele período – foram criminalizadas:
Art. 18. Instigar ou preparar a paralysação de serviços publicos, ou
de abastecimento da população.
Pena – De 1 a 3 annos de prisão cellular.
Paragrapho unico. Não se applicará a sancção deste artigo ao
assalariado, no respectivo serviço, desde que tenha agido
exclusivamente por motivos pertinentes ás condições de seu
trabalho.
Art. 19. Induzir empregadores ou empregados á cessação ou
suspensão do trabalho por motivos estranhos ás condições do
mesmo.
Pena – De 6 mezes a 2 annos de prisão cellular. (BRASIL, 1935)

Na visão de Gustavo S. Siqueira (2017, p. 67) partindo da Lei de Segurança


Nacional, era necessária uma fundamentação da greve para averiguar se ela era
considerada crime ou não pois “se a greve como direito já era extremamente
combatida pela polícia, a lei praticamente legalizou a violência desta” (SIQUEIRA,
2017, p. 67)
Já na Constituição de 1937 que foi apresentada por Getúlio Vargas, a greve
podia ser considerada como um meio desagradável de conquistar mudanças no
regime, de acordo com Dulce Pandolfi (1999, p. 105): “declara a greve recurso
nocivo e anti-social, contrário ao capital e ao trabalho e incompatível com os
superiores interesses da produção nacional” (PANDOLFI, 1999, p. 105) baseando-
se no seguinte artigo:

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Art. 139. Para dirimir os conflictos oriundos das relações entre
empregadores e empregados, reguladas na legislação social, é
instituida a justiça do Trabalho, que será regulada em lei e á qual não
se applicam as disposições desta Constituição relativas á
competencia, ao recrutamento e ás prerogativas da justiça commum.
A gréve e o lock-out são declarados recursos anti-sociaes, nocivos
ao trabalho e ao capital e incompativeis com os superiores interesses
da producção nacional. (BRASIL, 1937)

Portanto, a greve:

Tornou-se então imperioso, dentro dessa filosofia política,


desenvolver a regulação minuciosa das condições de trabalho, por
via legislativa, portanto por via heterônoma, a fim de tornar
desnecessária a ação sindical, além de condicionar os interlocutores
sociais a buscarem no Estado a solução dos eventuais conflitos
ocorrentes. (PANDOLFI, 1999, p. 96)

Portanto, de acordo com Gustavo S. Siqueira (2017, p.71), a greve ser


considerada antissocial baseia-se na ideia de que a condição de cidadão está ligada
a sua nacionalidade e ao trabalho que era um direito, uma obrigação e um padrão
que deveria ser incessante.
Milena Lisley Evangelista Almeida

De acordo com Siqueira (2017, p.124) foi no ano de 1946 que surgiu a
Constituinte, logo nesse mesmo ano houveram grandes crises econômicas e sociais.
Essas crises trouxeram consigo um disparo de tensões que promoveram as greves,
com isso os constituintes começaram a debater sobre os assuntos envolvendo a
vida social e política do país. Portanto:

Foi com a Constituição de 1946, promulgada por uma Assembléia


Constituinte e apresentando ideais democráticos, que o direito de
greve passou a ser reconhecido, embora submetido a uma regulação
por lei posterior. O art 15825 da Carta Constitucional reconhecia o
direito de greve, mas uma lei deveria regular seu exercício.
(MICHNA, 2005, p. 12)

De acordo com Felipe Cesar Michna (2005, p.12) ocorreu no ano de 1946 no
dia 15 de março a cessação do trabalho que foi regulamentada pelo presidente
Eurico Gaspar Dutra pelo decreto-lei 9.070. Logo,
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promulgou o decreto-lei nº 9.070, que tornou crime o aliciamento de
participantes em greve ou lockout. Diante das várias greves que
existiam, Dutra deixava claro qual era o posicionamento do governo
em relação a elas, criando mais um tipo penal. Considerando que
parte da legislação do Estado Novo ainda era vigente nesse período
“democrático”, novas restrições ao direito de greve eram criadas.
(SIQUEIRA, 2017, p.129)

Foi a partir da Constituição de 1946 que o direito de greve passou a ser


reconhecido, apresentando novas ideias democráticas e dando voz ao proletariado.
Segundo Bruno Zilberman Vainer (2010, p.182) em 1964 houve o movimento militar
que reformulou a ordem constitucional. Acreditava-se que a constituição de 1946 já
não atendia todas as necessidades e com isso surgiu um resistente argumento de
escrever uma nova constituição que seria a de 1967.
Na interpretação de Wagner Balera (1989, p.27) foi convocado no Congresso
Nacional no governo de Castelo Branco do qual a finalidade era criar uma nova
constituição, tal seria:

a Carta Constitucional brasileira de 1967 reconhecia e permitia o


movimento grevista dos trabalhadores do setor privado nos termos
de seu art. 15726, salvo nos serviços públicos e nas atividades
essenciais. (MICHNA, 2005, p.13)

Portanto, compreende-se que o direito de greve passou a ser reconhecido


quando surgiu a Constituição de 1946 passando a apresentar novas ideias
democráticas, apresentando um grande avanço da democracia e trazendo consigo
uma liberdade individual para o cidadão. Logo, no ano de 1967 a Carta
Constitucional Brasileira que foi a carta seguinte retrocedeu em alguns aspectos
políticos e civis que sofreu uma série de emendas, coibindo na prática o direito de
greve no período da Ditadura Militar.

2 CONTEXTO DA GREVE DO ABC (1978-1979)


Thiago Feltrin Foguel

No ano 1978 o Brasil vivia sob Regime Militar. Naquela ocasião,


trabalhadores do maior parque industrial do país que envolvia Santo André, São
Bernardo e São Caetano decidiram paralisar as atividades e no dia 12 de maio de
1978, iniciou-se então uma grande greve:

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De repente, os trabalhadores, que raramente eram mencionados nos
jornais da chamada grande imprensa e que quando se faziam
presentes apareciam apenas nos cadernos de economia, passam a
ocupar as primeiras páginas de todos os periódicos, bem como o
noticiário do rádio e da televisão e, com as greves, naquele período,
conseguem se colocar – de um momento para outro – no centro das
atenções políticas do país inteiro. (RODRIGUES, 2002, p.142).

A greve do ABC de 1978 a 1979 buscava alguns direitos requeridos pelos


metalúrgicos, os direitos buscados eram: “reajustes salariais, melhorias nas
condições de trabalho e estabilidade de emprego para aqueles operários que
atuavam como dirigentes sindicais” (CARDENUTO, 2011, p.2).
Lula Inácio Lula da Silva (apud KECK, 2010, p.99) ressaltava a importância
dos trabalhadores se unirem em situações de conflito com seus patrões, pois a
greve do abc foi uma luta por salário. A primeira lição a greve é que a capacidade de
um trabalhador brasileiro não deve ser subestimada, e também que após muito
tempo o trabalhador finalmente consegue perceber que o seu trabalho tem muita
força.
Segundo Hirzman (1990), o movimento grevista reuniu muitos trabalhadores,
por ser uma grande massa as assembleias eram realizadas no estádio de Vila
Euclides em São Bernardo, e se encontravam ali todos os dias cerca de 60 a 90 mil
metalúrgicos, para tomarem algumas decisões.
Quando a greve estava tomando uma proporção ainda maior, o Tribunal
Regional do Trabalho declarou que a greve era ilegal, o ministro Murilo Macedo
decretou no documentário inédito ABC da Greve (1990) que a greve perturbava a
paz pública e também contra a segurança, portanto fundamentado no artigo 528 da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi dada a intervenção no sindicato dos
trabalhadores nas indústrias metalúrgicas mecânico e matérias elétricos de Santo
André, São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo, estabelecido em 23 de
março de 1979.
Após a intervenção do governo no sindicato foi decidido que os trabalhadores
deveriam retornar ao trabalho e também que esperassem 45 dias para que todo o
ocorrido na greve esfriasse, e assim quando passar esse período os trabalhadores
retornariam a greve. A cada dia que se passava, a tensão aumentava e a qualquer
momento os trabalhadores poderiam retomar o movimento (KECK, 2010, p.100).
Enquanto se passava os 45 dias “a maioria decidiu pela volta ao trabalho, [...] para
que o patronato apresentasse uma nova proposta” (MOURA, 2010, p. 42).
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Após muita resistência foi oferecido um aumento salarial, e pelo fato de os
patrões terem mais condições de resistir à greve do que os trabalhadores, pois
estavam mais preparados, Lula e outros dirigentes do sindicato foram à assembleia
dos grevistas com uma proposta. Lula ressalta essa assembleia como o dia mais
difícil de sua vida, pois:
Segundo Keck (2010, p.101) Após muita resistência foi oferecido um aumento
salarial, e pelo fato de os patrões terem mais condições de resistir à greve do que os
trabalhadores, pois estavam mais preparados, Lula e outros dirigentes do sindicato
foram à assembleia dos grevistas com uma proposta, a assembleia gostaria Lula
conseguisse um acordo, porem um dirigente do sindicato apresentou um discurso
apoiando para que houvesse um acordo, o dirigente pediu para que confiassem
nele, após conseguir o voto de confiança o acordo proposto foi aceito.
A partir da ONG ABC de Luta (2009) analisou os acontecimentos a partir de:

[...] 11 de maio de 1979 houve um pronunciamento do ministro do


trabalho, tal pronunciamento sendo transmitido pela TV, que se caso
a greve voltasse acontecer teria advertência com punições. Em 13 de
maio de 1979 teve o fim da trégua, realiza-se assembleia na qual se
vota pela aceitação do acordo proposto. 15 de maio o ministro do
trabalho assina ato suspendendo intervenção e aceita o retorno dos
dirigentes sociais. Por fim no dia 18 de maio de 1979 a diretoria
reassume oficialmente funções na sede do sindicato. (ABC de LUTA,
2009, p.1).

Em suma pode-se analisar que ao longo dos anos de 1978 e 1979 que
ocorreram as greves, os trabalhadores requeriam o aumento de salário, melhorias
nas condições de trabalho, entre outros benefícios, e isso era o que estavam
buscando desde o início. A greve mobilizou vários trabalhadores, chamou a atenção
nos noticiários como de rádio, se tornou capa dos principais jornais da época. A
princípio seria uma greve pacifica, mas algumas coisas saíram do controle e
confrontos com a polícia e prisões ocorrem. Após muito tempo de greve a situação
foi se ajustando, os patrões ofereceram um aumento salarial, portanto na
assembleia do dia 13 de maio de 1979 foi aceito o acordo proposto, por fim em 18
de maio a diretoria volta as funções na sede do sindicato, colocando um ponto final
na greve de 1979.
Rayani Vitória Amaro

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De acordo com Galvão (1996, p.34), no começo da década de 80 o número
de movimentos grevistas empresariais cresceu significativamente no país e o
Governo começou a reagir às greves "colocando a polícia e o exército nas ruas em
confronto com os trabalhadores, os dirigentes sindicais são presos”. (MOREL apud
ALMEIDA, 2014, p.1). No olhar de Eduardo G. Noronha (2009, p.140) com o fim dos
anos 1980 o direito dos trabalhadores estava sendo ampliados através da
legislação. Por isso, perante as greves da década de 80, se instalou no âmbito
econômico e passou para outro patamar: o político.
Para Euclides Andre Mance (2007, p.3) a partir do momento em que ocorreu
a reformulação partidária em 1980 e houve a criação de partidos políticos como: PT,
PMDB, PDT, PDS e PTB, o Brasil foi separado por duas concepções de movimentos
populares, tendo de um lado a concepção conservadora, com ideais de direita; e do
outro lado a concepção tática, com ideais de esquerda defendendo a democracia e
levando palavras de ordem as massas.
Para Moura (2012, p. 5) a fresta aberta pelas greves do ABC, soma-se a crise
econômica que aprofunda e intensa, sendo que a principal expressão da crise do
Regime foi à onda de mobilizações, greves, ocupações e piquetes que serão
desencadeadas a partir dos diversos locais de trabalho durante toda a década de
1980.
As movimentações em prol das greves se sucederam e, em julho de 1980, na
cidade de Taboão da Serra, houve um encontro abordando os movimentos
populares, assumindo a luta dos trabalhadores com a presença de grandes líderes
em ascensão de movimentos operários tendo um vasto núcleo de “representantes
de organizações sindicais, populares e eclesiais, participaram desse encontro Luís
Inácio da Silva, João Pedro Stedile, Frei Betto e Selvino Heck'' (MANCE, 2007, p.6).
O direito de greve foi reconhecido em 1946, mas com restrições, já com a
Constituição de 67 e a Emenda Constitucional de n°1/69 foram reproduzidas e
especificadas dentro de legislações ordinárias. A legislação da época era repressiva
e logo, o direito de fazer greve existia de modo que não “quebrasse” as restrições:
“se já não bastasse a Lei de Greve – melhor seria chamá-la de Lei Antigreve, pois
que na prática torna quase impossível sua ocorrência” (ANTUNES,1984, p.43).
Portanto, “a greve não foi considerada uma alternativa de luta, em virtude da postura
legalista dos dirigentes sindicais” (MOÍSES apud GALVÃO,1996, p. 31).

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Portanto, durante o ano de 1980, foi marcado por uma lei de repressão que
foi a LSN e vários movimentos que introduziam ideias progressivas de liberdade de
greve. Tendo em vista líderes notórios, por exemplo, o Lula, que analisando o
contexto histórico, foi um incrível revolucionário ao levantar cidadãos sedentos por
justiça no âmbito trabalhista em prol de outros cidadãos.

3 CONSEQUÊNCIAS DA GREVE

Ellen Bianca Fernandes Silva

A dura luta dos metalúrgicos contrastava com a legislação que determinava


no decreto-lei 314 de 13 de março de 1967, nos artigos 32 e 38, inciso V a vedação
do direito de greve no país. Logo “com a Ditadura Militar-burguesa instaurada
configurou-se um período que considerado não apenas contra-revolucionário, mais
ainda de cassação das liberdades democráticas” (MOURA, 2010, p. 37). Logo, o
trabalhador tornou-se um sujeito sem direitos ativos vim de contrapartida a uma elite
patronal que veemente é resguardada pelo Governo Militar.
Embora houvesse legislações contra os movimentos grevistas estabelecidos
no Brasil a massa trabalhadora não se calou em meio as repressões. Portanto,
segundo Rodrigues (2002, p. 142) houve uma generalização de greves gerais em
grandes polos industriais, significando uma mudança na ação sindical que levaria o
ao país inteiro à luta grevista.
Com a eclosão dos movimentos a luta travada se intensificou, gerando grande
repercussão nas mídias. Havia intensa necessidade no âmbito jurídico de uma nova
organização partidária que traria voz à base assalariada junto à política brasileira.
Em consequência desses movimentos grevista em favor do operário como cidadão
legal e ativo nas relações jurídicas entrou em efetivação segundo o site de ONG PT
(2017), no dia 10 de fevereiro de 1980 a criação do Partido dos Trabalhadores.
De acordo com Reis (2007, p.1), a formação do PT veio confrontando com
ousadia e coragem o patronato e a legislação imposta. Representação clara do
poder majoritariamente assalariado que se consolidou como fator jurídico criado
para patentear os anseios das classes trabalhistas, liderada por militantes que
“pretendiam falar em nome e pelos trabalhadores” (REIS, 2007, p.2). Portanto
fundada a partir de

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[...] um conjunto de fatores combinou-se em São Paulo (incluindo-se
aí a região do ABC) em um momento histórico preciso, quando as
alternativas pareciam abertas e o futuro ainda não determinado. Uma
vez criado o partido, alterou-se o peso relativo de cada um desses
fatores. Sua própria existência tornou-se o elemento mais importante
para que sobrevivesse e aumentasse sua área de influência, não
ficando mais restrito aos locais onde fora inicialmente forte. (KECK,
2010, p. 109)

Com a queda da Ditadura Militar, surgiu uma legitimação do Direito de Greve


que definida na Constituição Federal de 1988 propõe a liberdade de greve. Previsto
no art. 9º “que declara assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores
decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio
dele defender.” Atribuindo e assegurando ao cidadão a ampla liberdade de realizar
greves, contrastando com a antiga Constituição que coibia esse ato. Logo, para
Gustavo Silveira Siqueira (2011, p. 14):

[...] tenta-se entender as múltiplas versões e, especialmente, as


ações relacionadas ao direito de greve, provando-se que as ações
dos movimentos sociais podem contribuir para o enriquecimento da
história do direito. Pelos dos movimentos taxados de marginais,
ilegais, é possível perceber lutas por direito, podem-se perceber
ações de cidadania, desconhecidas, muitas vezes, pelas histórias
oficiais. (SIRQUEIRA, 2011, p.14)

Portanto, através dos anos no cenário político legal do Brasil eram reprimidos
os direitos do trabalhador para a realização de movimentos que reivindicassem esse
direito negligenciado. É notório o avanço das massas no âmbito jurídico,
reivindicando e até formando um partido político que teria como objetivo trazer um
caráter democrático de liberdade a todos os tipos de classes trabalhadoras,
efetivando seus direitos e deveres, principalmente o direito à greve. Á busca pela
cidadania, melhorias nas condições salariais e voz ativa remete o vislumbre de um
povo que lutou e luta desde as mais remotas páginas escritas da história brasileira
simplesmente por liberdade de expressar seus direitos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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O artigo se propôs a compreender quais os efeitos da importância jurídica nas
greves do ABC Paulista entre os anos de 1978 à 1980 tendo em vista que atingiu as
vertentes de aspectos históricos, sociais, mas principalmente jurídicas.
Foi anexado um breve histórico do direito de greve durante os anos da
primeira república a ditadura, podendo destacar um descompasso em validar esse
direito como constitucional, sendo aplicável pena duras aos militantes que se
propusessem a fazer esses atos contrastando com exemplos de movimentos que
não se calaram apesar das repressões consequentes. Na linha do tempo histórica e
jurídica brasileira, foram formadas as Constituições como positivação dos direitos
previstos para cada cidadão. Ao examinar as configurações legais, pode-se notar
que o direito de greve era flutuante pois vivia na inconstância de ser legal ou ilegal,
analisando segundo os períodos entre a primeira república e a Ditadura Militar.
Analisou-se com cuidado o contexto histórico das greves de 1978 a 1980 que
em plena Ditadura Militar Brasileira houve um movimento majoritariamente
trabalhista que cruzam seus braços em forma de protesto as condições salariais, de
vida e direito, parando o centro de polo industrial mais importante no aspecto
automobilístico no Brasil situado no ABC Paulista em um período em que
manifestar-se contra era motivo de aplicação de sanção, à sombra de legislações
antigrevistas e Lei de Segurança Nacional controladora e conter os atos
revolucionários.
As consequências são nítidas ao se contemplar as vitórias alcançadas pelos
metalúrgicos do ABC que por anos sofreram com a exploração desenfreada de seu
trabalho ao conquistarem uma ativação da retomada de agentes políticos e ativos
que lutaram por direitos negligenciados e absolvidos pelo governo militar. As
intervenções não foram suficientes para dominar a classe base do modo de
produção vigente na sociedade brasileira que consequentemente fundou um partido
majoritariamente trabalhista sendo o representante no âmbito político com o objetivo
de lutar pelos interesses dos trabalhadores de qualquer gênero, pois se expandiu
em grande escada o grau de abrangência de representação do Partido dos
Trabalhadores.
Em suma, tendo em vista todas as consequências elencadas através da luta
grevista é importante observar que juridicamente a greve tomou rumos e formas que
levam a crer que sua busca se sucedeu em ganho nas garantias de liberdade ao

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expressar seu direito retraído pelo Governo Militar, que posteriormente era
desfavorável às manifestações. As consequências alcançadas pela Greve do ABC
(1978-1980) determinaram novos aspectos nos âmbitos jurídicos, políticos e sociais,
por legitimar o direito à liberdade de greve e criar um órgão político que almejou
patentear os interesses da massa trabalhadora que historicamente viveu sem
direitos à liberdade e cidadania.

REFERÊNCIAS

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