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FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ

UNIVERSIDADE DE FORTALEZA
VICE REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE FARMÁCIA

NOME DO ALUNO XXXXXX

Desenvolvimento de creme de Babosa - Aloe Vera (L.)


Burm.f. - com ação cicatrizante em queimaduras.

Fortaleza
Data/2016
NOME DO ALUNO XXXXX

Desenvolvimento de creme de Babosa –Aloe vera(L.)


Burm.f. - com ação cicatrizante em queimaduras.

Projeto de Pesquisa
submetido ao Curso de
Farmácia da Universidade de
Fortaleza, como Trabalho de
Conclusão do Curso e requisito
parcial à obtenção do grau de
Bacharel em Farmácia.

Prof (a) Orientador(a): Andréa xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Fortaleza
Data/2016
SUMÁRIO

1Introduçâo................................................................................................................4
1.1 Queimaduras.....................................................................................................4
1.2 Cicatrização.......................................................................................................5
1.3 Aloe vera............................................................................................................6
2Objetivos ...................................................................................................................9
2.1 Objetivo geral ....................................................................................................9
2.1 Objetivos específicos.........................................................................................9
3Metodologia ............................................................................................................10
3.1 Tipo de Estudo ....................................................................................................10
3.2 Local de Estudo....................................................................................................10
3.1.1 preparo do extrato de a. Vera ...........................................................................10
3.1.2 preparo da emulsão...........................................................................................10
3.1.3 preparação do creme de Aloe vera...................................................................11
3.4 testes preliminares de estabilidade......................................................................11
3.4.1 Teste de centrifugação......................................................................................11
3.4.2 Estresse térmico ...............................................................................................11
3.4.3 Ciclo gela-degela...............................................................................................12
3.5 Avaliação do produto final ...................................................................................12
3.5.1 Determinar as características organolépticas...................................................12
3.5.2 Determinar o pH ...............................................................................................12
3.5.3 Determinar a viscosidade..................................................................................13
3.6 Determinar a contagem microbiológica (método de Pour Plate)..........................13
3.7 Detecção de antraquinonas..................................................................................14
3.8 Teste de estabilidade de longa duração..............................................................14
4 Cronograma de execução do projeto......................................................................15
5 Orçamento...............................................................................................................16
6 Referências bibliográficas......................................................................................19
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1 INTRODUÇÂO:

1.1 QUEIMADURAS

As queimaduras são lesões na pele causadas por agentes térmicos,


químicos, elétricos ou radioativos, ocasionando destruição total ou parcial, podendo
atingir as camadas superficiais e profundas da pele, músculos, tendões e ossos
(ANDRADE et al., 2013).“A lesão térmica pode se manifestar em forma de bolha ou
em formas mais graves, que proporcionam alterações sistêmicas” (BALAN et al.,
2014).
A profundidade da destruição tecidual determina a classificação da
queimadura. As queimaduras são classificadas em três categorias: primeiro,
segundo e terceiro grau (MELO et al., 2015).
Nas queimaduras de 1º grau há comprometimento da epiderme, com
presença dos sinais da inflamação como calor, rubor, eritema, porém são de rápida
regeneração (MONTES et al., 2011).“As queimaduras de segundo grau causam
muita dor ao paciente, porque as terminações nervosas ficam expostas. A formação
de bolhas é bastante comum” (TELES et al., 2012). Envolve também partes da
epiderme e derme apresentando sinais da inflamação e também erosão e sua
cicatrização é mais lenta. As queimaduras de 3º grau atingem além de epiderme e
derme pode atingir ossos, músculos, hipoderme, ligamentos e tendões, não havendo
dor, pois as terminações nervosas foram destruídas e também não havendo retorno
venoso porque os vasos sanguíneos foram comprometidos pela coagulação, sua
cicatrização é lenta sendo indicada enxertia, a lesão tem aparência esbranquiçada
ou negra e de aspecto seca e inelástica (MONTES et al., 2011).
De acordo com Dutra et al. (2010), no Brasil, estima-se 1.000.000 de
acidentes por queimaduras ao ano. Porém, os dados epidemiológicos disponíveis
para propor o esquema terapêutico e prevenção de queimadura são insuficientes.
Os casos são registrados por gênero conforme o local estudado (domiciliar, trabalho
e via pública). O local mais frequente de acontecimento de acidentes por
queimadura é o ambiente domiciliar. “Estudo sobre diversos aspectos da assistência
ao queimado destaca que a falta de registros sobre o atendimento prestado
5

enfraquece as pesquisas realizadas nacionalmente nesta área” (BALAN et al.,


2014).
As queimaduras estão entre as principais causas externas de morte
registradas no Brasil, perdendo apenas para outras causas violentas, que incluem
acidentes de transporte e homicídios. Passam a ser a primeira causa de óbito por
acidentes domésticos em crianças com idade inferior a 14 anos (VALE, 2005).
Ainda é causa comum de queimaduras, no Brasil, a chama de fogo pela
manipulação de álcool etílico líquido devido este ser normalmente utilizado para
limpeza e muitas vezes, de fácil alcance de crianças (VALE, 2005). As lesões
ocorridas pelo álcool são mais profundas em relação a água fervente por ser um
liquido inflamável (ROSSI et al., 1998).
“Quando ocorre queimadura, as funções normais da pele ficam reduzidas,
provocando alterações fisiológicas, como perda da barreira protetora contra
infecções, perda de líquidos corporais e destruição de glândulas” (ANDRADE et al.,
2013).
As queimaduras são acidentes graves, envolvendo cicatrização, que acarreta
em traumas psicológicos pela desconfiguração a pele e situação de risco sofrida,
requerendo um longo intervalo de tempo para a recuperação do tecido danificado
(DUTRA et al., 2010).

1.2 CICATRIZAÇÃO

A cicatrização de queimaduras é um processo complexo que envolve


organização celular, sinais químicos e matriz extracelular para tentar restaurar o
tecido lesionado. (MENDONÇA; COUTINHO-NETTO, 2009). Caracterizado por uma
cascata de eventos celulares e moleculares que trabalham por um único objetivo a
reconstrução tecidual do tecido afetado que envolve algumas etapas, que são a
inflamação, proliferação celular, deposição de matriz extracelular, remodelação do
tecido, colagenização e por fim a epitelização (ARAÚJO, 2010 apud Carvalho et al.,
2002).

A cicatrização ocorrerá toda vez que a perda de tecido for além da derme e
inicia-se com a fase inflamatória.A fase inflamatória é a preparação da
ferida para a cicatrização. Há uma agregação das plaquetas e deposito de
6

fibrina, formando um coagulo sobre a lesão. A fibrina forma uma rede como
treliça onde as células podem subir e se infiltrar na área que esta
cicatrizando (STANLEY; RICHARD, 2004).

A cicatrização possui três fases, a fase Inflamatória, a fase proliferativa e a


fase de maturação ou remodelamento. A fase inflamatória tem inicio após a lesão
ocorrendo vasoconstrição pela liberação de tromboxano A2 e prostaglandinas, pelas
membranas celulares. Ocorre o extravasamento de sangue para o local carreando
consigo plaquetas aonde vão se agregar formando um tampão, por meio do estimulo
da coagulação proporcionado a homeostasia. Há formação de um coagulo rico em
colágeno, plaquetas e trombina que vai ser utilizado para a síntese de citocinas e
fatores de crescimento, com isso a fase inflamatória tem como resposta
vasodilatação e aumento da permeabilidade proporcionando a migração de
neutrófilos para a ferida, que estes produzem radicais livres que ocasionam a
destruição bacteriana e que vão sendo substituídos por macrófagos (CAMPOS et al.,
2007).
Na fase proliferativa ocorre a epitelização, as células epiteliais caminham em
direção à ferida e começam a se proliferar e restabelecer a barreira protetora ocorre
também a angiogênese com formação de novos vasos no local lesionado e
migração das células endoteliais, o fator de crescimento derivado das plaquetas
(PDGF) ativa os fibroblastos que em seguida é liberado o Fator de transformação do
crescimento beta (TGF-β), que estimula os fibroblastos a produzirem colágeno tipo I
e a transformarem-se em miofibroblastos, que promovem a contração da
ferida.OPDGF ajuda naproliferação celular, a síntese matricialque estimula a
epitelização. Na fase de remodelamento há deposição de colágeno de maneira
organizada, fibroblastos e leucócitos secretam colagenases que promovem a lise da
matriz antiga e como processo normal ocorre a formação de uma nova matriz
havendo maior deposição de colágeno (CAMPOS et al., 2007).
“Como desencadeante da cicatrização, ocorre a perda tecidual, a partir da
qual o fisiologismo volta-se completamente para o reparo de um evento danoso ao
organismo”(MANDELBAUMet al., 2003).

1.3 ALOE VERA


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Existem varias plantas medicinais com ação cicatrizante comumente utilizada


em feridas ou queimaduras, como a “Symphytum officinale L., Auxemma oncoalyx
Taub., Myracrodruon urundeuva Allemão., Tabeuia avellanedae Lor. ex Griseb.,
Tabeuia serratifolia (Vahl.) Nich. e Aloe vera (L.) Burm. f.” (MATOS, 1998).
A Aloe vera é uma planta medicinal de origem africana conhecida
popularmente como Babosa da família Aloaceae, suas folhas contem gel incolor,
mucilaginoso, obtido das células parenquimáticas, com espinhos nas margens de
cor amarelo-esverdeada. Apresenta como características organolépticas sabor
ligeiramente amargo, sendo incolor e inodora(FARMACOPÉIA, 2010).

Na sua casca, encontra-se a seiva que é rica em aloína, alantoína e


antraquinonas, que são excelentes cicatrizantes, porém, seu uso interno
tem efeito catártico e para algumas pessoas pode afetar os rins, motivo pelo
qual a casca da babosa ou sua seiva não devem ser usadas internamente
(BACH; LOPES, 2007 apud CREA, 1995).

Os compostos antraquinônicos são tóxicos quando ingeridos em doses


altascausando grave crise de nefrite aguda interferindo na função renal como na
filtração e até causar uma grande retenção de líquidos (LORENZI, 2008).
A aloína, é uma antraquinona,possui ação laxante constituída por uma
mistura de compostos resínicos e hidroxi-antraquinonas. Além desta ação se relata
vários outros usos da babosa como aplicação de pedaços de folhas como emoliente
para acelerar o amadurecimento de furúnculos, aplicação do suco no tratamento de
queimaduras; fricções do suco ou do cozimento das folhas no couro cabeludo como
remédio contra caspa e queda de cabelos(MATOS, 1998).
Segundo Silva (2004), a babosa possui “antraquinonas, aloína, flavona, água,
enzimas, minerais, lactato de magnésio, acemanano, mucilagem, ácido glicurônico,
vitaminas A, C, E, e algumas do complexo B, lisina, glicerina, alanina”. Sendo assim
cada estrutura da planta irá apresentar um componente e concentrações distintas e
dependendo do objetivo de uso, utiliza-se uma estrutura especifica podendo ser a
folha ou o gel.
De acordo com Palharin et al. (2008) os “constituintes químicos principais
seriam aBarbalodina, aloína (purgativo), aloquilodina, aloetina, aloeferon
(cicarizante), ácido pícrico, resinas, mucilagem e vitaminas E e C.”
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Segundo MATOS (1998) estudos com aloeferon que possui ação antitumoral
e estimulante da formação de fibroblastos também é responsável pela ação
cicatrizante, antibacteriana e antifúngica justificando seu uso. “O sumo mucilaginoso
de suas folhas possui atividade cicatrizante que é devida ao polissacarídeo e uma
boa ação antimicrobiana sobre bactérias e fungos, resultante do complexo
fitoterápico formado pelo aloeferon e as antraquinonas” (LORENZI, MATOS, 2008).
Pela sua ação cicatrizante a Aloe vera foi testada em estudo publicado por
Khorasaniet al. (2009) para tratamento de queimaduras que fizeram comparação
entre a sulfadiazina de prata a 1%, tratamento normalmente utilizado, e um creme
contendo Aloe vera a 0,5% em 30 pessoas com queimadura de segundo grau. O
creme contendo Aloe vera se mostrou mais eficaz ao promover a cicatrização e
reepitelização da pele em menos de 16 dias, enquanto os ferimentos tratados com o
creme contendo sulfadiazina de prata levaram em média 19 dias para cicatrização.
Observa-se que a Aloe vera possui uma ação cicatrizante superior a sulfadiazina
(FREITAS,RODRIGUES; GASPI,2013, apud KHORASANI, 2009).
Outro estudo realizado por Jettana cheawchankit et al. (2009) e por Takzare
et al.(2009) mostrou que no ensaio de cicatrização de ferida feitos em ratos tratados
com Aloe vera houve redução do tamanho da ferida após sete dias de tratamento
em relação ao grupo controle (FREITAS,RODRIGUES; GASPI, 2013 apud
JETTANACHEAWCHANKIT et al., 2009 ; TAKZARE et al., 2009).
Segundo Martins (2010 apud YARON, 1993; ROBBERS et al., 1996) “[...] o
gel provém, portanto, do tecido parenquimatoso da porção central das folhas da Aloe
e é utilizado como cicatrizante e para tratar queimaduras.”
Este trabalho, portanto, destina-se ao desenvolvimento de creme a base de
Aloe vera com ação farmacológica cicatrizante para uso em queimaduras domiciliar
de primeiro grau, com preço mais acessível em relação aos outros produtos que
contenham a planta, que estão disponíveis no mercado farmacêutico.
9

2. Objetivos:

2.2 OBJETIVO GERAL:

Desenvolver um creme a base de Aloe vera com ação cicatrizante para


queimaduras com preço mais acessível.

2.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

 Realizar pesquisa bibliográfica sobre os constituintes presentes na Aloe vera


em relação aos benefícios que possuem para a saúde.

 Desenvolver o creme a base de Aloe vera utilizando excipientes que


possibilitem uma boa qualidade e que também reduza o custo do produto no
mercado.

 Proceder estudo de estabilidade física e controle microbiológico do creme a


base de Aloe vera com ação cicatrizante.
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3Metodologia:

3.1 Tipo de Estudo

Trata-se de um estudo experimental através do qual será desenvolvido um


creme cicatrizante a base de Aloe vera.

3.2 Local de Estudo

Como campo de pesquisa, o estudo será realizado no laboratório de


manipulação, físico-químico e microbiologia da Universidade de Fortaleza no
período de julho a dezembro de 2016.

3.3 Etapas da Metodologia

3.3.1 PREPARO DO EXTRATO DE A. VERA:

Para a elaboração do extrato será utilizado apenas a mucilagem contida na


folha e adicionada água destilada para que facilite a dissolução e homogeneização,
proporcionando um gel mais fluido para ser incorporado na emulsão.As folhas da
babosa serão lavadas com água potável seguida de água purificada. A mucilagem
será retirada da folha e pesada para ser triturada com auxílio de agitador juntamente
com água destilada aquecida 20%, propilenoglicol 30%, conservante 0,2% e
antioxidante 0,2% para obtenção de um extrato a 20% (peso/volume). A solução
obtida será filtrada e denominada de extrato bruto (NARIAI; BIDO; ZONETTI, 2013;
SAUAIA FILHO et al., 2013).

3.3.2 PREPARO DA EMULSÃO:

A formulação do creme (emulsão) será constituída dos seguintes


componentes mostrados na tabela abaixo.
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Constituintesda emulsão:
Fase oleosa Fase aquosa
Alcoolcetoestearilico 15% Tween 80 6%
Oleo mineral 2% Sorbitol 3%
Monoestearato de glicerina 3% Glicerina 5%
Acido esteárico 5% Nipagim 0,2%
Vaselina solida 5% Agua destilada q.s.p.
Nipazol 0,1%

Após serem pesados os componentes,será aquecido separadamente a fase


aquosa e a fase oleosa até atingir 80ºC, até fundir as fases e quando ambas
atingirem a mesma temperatura, verter a fase aquosa na faz oleosa e homogeneizar
até atingir a consistência esperada, continuar homogeneizando até a emulsão atingir
temperatura ambiente para que a emulsão não se rompa.

3.3.3 PREPARAÇÃO DO CREME DE Aloe vera.

Será incorporado o extrato de babosa no creme na proporção 1:2.

3.4 TESTES PRELIMINARES DE ESTABILIDADE:

3.4.1 Teste de centrifugação

Permite verificar a estabilidade proporciona a observação de fases da


emulsão, avaliando a coalescência ou a cremação e possíveis instabilidades físicas,
prevendo se ao longo do tempo a emulsão poderá se separar (MORAIS, 2006).
Será adicionado 10,0g de amostra e submetidas aos ciclos de 1.000, 2.500 e
3.500 rpm (rotação por minuto) durante 15minutos em cada rotação à
temperaturaambientea fim de verificar a separação de fases(MORAIS, 2006).

3.4.2 Estresse térmico


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Aplica temperatura como condição de estresse na formulação possibilitando


prever possíveis mudanças que poderão ocorrer no decorrer do teste de estabilidade
(MORAIS, 2006).
As amostras serão submetidas ao aquecimentoem banhona faixa de
temperatura de 40 a 80oC. Programando o aumento da temperatura de 5± 1ºCem 5±
1ºC, por 30minutos em cada temperatura. As leituras serão realizadas ao término a
80ºC após a perda de calor natural das amostras à temperatura ambiente. As
amostras que permanecerão macroscopicamente estáveis serão avaliadas a partir
dos parâmetros de análise macroscópica; determinação do valordo pH(LIMA et al.,
2008).

3.4.3 Ciclo gela-degela

As formulações permanecerão em temperaturas padronizadas por período de


12 dias. As amostras foram submetidas a 4± 2ºC / 24 horase 45± 2ºC / 24 horas,
completando assim, um ciclo. As leituras serão realizadas antes do início do teste
eno final do 6° ciclo (12 dias). As amostras que permanecerão macroscopicamente
estáveis serão avaliadas a partir dos parâmetros de análise macroscópica;
determinação do valordo pH. (LIMA et al., 2008).

3.5 TESTE DE ESTABILIDADE DE LONGA DURAÇÃO

Será avaliado o comportamento do produto acabado em condições normais


de armazenamento, sob temperatura ambiente, após o produto sofrer os testes
preliminares, caso não ocorra mudanças no mesmo, seguirá para o teste de longa
duração, que durante um período de 8 meses, a cada 15 dias o produto será
submetido aos testes de controle de qualidade a fim de analisar a estabilidade
durante neste intervalo de tempo, para assim determinar a conformidade do produto,
estabilidade e estimar um prazo de validade (ANVISA, 2004).
O Creme de Aloe vera desenvolvido será analisado de acordo com a
Farmacopéia Brasileira V (2010), avaliando os seguintes testes de controle de
qualidade: Caracteres organolépticos, pH, viscosidade, detecção de antraquinonas e
controle microbiológico.
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3.5.1 Determinar as características organolépticas

A emulsão será avaliada segundo suas propriedades organolépticas através


da visualização e do olfato, observando qualquer alteração da coloração, odor,
brilho, homogeneidade, maciez, formação de grumos, consistência ou separação de
fases da emulsão (SAMPAIO, 1999).

3.5.2 Determinar o pH

Permite avaliar a integridade do produto, e representa a acidez ou


alcalinidade do produto analisada pela atividade dos íons de hidrogênio na solução
(MORAIS, 2006).
O valor de pHs erá determinado com o auxilio pHmetro, inserindo o eletrodo
na solução aquosa da amostra na diluição de 1:10 (LIMA et al., 2008).

3.5.3 Determinar a viscosidade

A determinação será realizada em viscosímetro de Brookfield. As amostras


serão submetidas a gradientes de velocidade de 5, 10, 15 e 20 cm/s a 20 rotações
por minuto (rpm), sendo utilizado o spindle 06 (LIMA et al., 2008).

3.5.4 Detecção de Antraquinonas

Reação de Bornträger direta – Reação para detecção de antraquinonas livres.


Pesar 2 g do produto e colocar em um erlenmeyer; Adicionar 4mL de Hidróxido de
amônio diluído (10%) ou o suficiente para que o produto seja coberto; Agitar por 2
minutos e filtrar com algodão para outro tubo de ensaio; Adicionar ao filtrado 1 mL
da solução de hidróxido de sódio a 10%. Reação positiva: desenvolvimento de
coloração rósea (POLITI, 2009).
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3.5.5 Determinar a Contagem Microbiológica (método de Pour Plate)

As amostras serão analisadas pelo método Pour Plate que é capaz de


determinar o número total de bactérias, fungos e leveduras viáveis presentes em
produtos e matérias primas não estéreis(FARMACOPÉIA, 2010).
O método consiste em colocar 5mL da amostra em 45 mL de água peptonada
(solução 1:10), em seguida transferir 1mL desta solução para placas de petri
contendo 20 mL do meio Ágar sabouraud e 1ml para outra placa de petri contendo
20mL do meio Ágar soja-caseína. Depois diluir2 mL da solução 1:10 em 18 ml de
água peptonada (solução 1:100) e transferir 1mL desta solução para o Ágar
sabouraud e 1ml para Ágar soja-caseína. Em seguida será feita uma última diluição,
colocando 2mL da solução 1:100 em 18 mL de água peptonada (solução 1:1000), e
distribui-se 1mL no Ágar sabouraud e 1mL no Ágar soja-caseína. As placas de
petricom meio Ágar sabouraud (fungos e leveduras) serão incubadas em estufa
bacteriológica a 25ºC por sete dias e as placas contendo meio Ágar soja-caseína
(bactérias) serão incubadas em estufa própria a 37ºC por cinco dias. Será utilizado o
contador de colônias com luz artificial controlada e lupa apropriada para observar se
houve crescimento de colônias (FARMACOPÉIA, 2010).
Na avaliação microbiológica será determinado quantitativa ou
qualitativamente os microrganismos totais viáveis, onde segundo a Farmacopéia
Brasileira V (2010), o limite para estes produtos é de 104 UFC/ g ou mL para fungos
e leveduras e 107 UFC por g ou mL para bactérias aeróbias, pois a droga vegetal
será submetida a processos extrativos a quente. Por fim aplica-se na fórmula a
quantidade de colônias encontradas em cada placa, multiplicando pelo valor da
diluição e dividindo pela quantidade de diluição, assim encontrará a quantidade de
unidades formadoras de colônia de bactérias e fungos/leveduras (FARMACOPÉIA,
2010).
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4Cronograma de execução do projeto

2016
ATIVIDADES FEV MAR ABR MA JUN JUl AGO SET OUT NOV DEZ

Revisão X X X X X X X X X X X
literária
Apresentação X
do projeto
Desenvolvi- X X
mento do
creme
Análise do X X X X
creme

2017
ATIVIDADES FEV MAR ABR MA JUN JUl AGO SET OUT NOV
Análise do X X X X X X X
creme
Avaliação X X X X X X X
dos
resultados
Redação do X X X
artigo
Defesa do X
artigo
16

5 Orçamento

Quantidade Valor Valor total


Descrição Especificação unitário

Computador 1 R$ Já
1200,00 adquirido
Equipamentos Câmera digital de 1 R$ 850,00 Já
e Material celular: moto g, 2º adquirido
Permanente geração
Total: R$ 0,00

Descrição Especificação Quantidade Valor Valor total


unitário

Phmetro 1 unidade R$ 1.590,00 Já


adquirido

Chapa aquecedora 1 unidade R$ 1.500,00 Já


adquirido

Viscosímetro de 1 unidade R$ 12.500,00 Já


brookfield adquirido

Equipamento Estufa 2 unidade R$6.334,00 Já


de Consumo adquirido
Balança digital 2 unidades R$ 560,00 Já
adquirido

Centrifuga 1 unidade R$ 3.290,00 Já


adquirido
Total: R$ 0,00
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Descrição Especificação Quantidade Valor unitário Valor total

Álcool 1 R$15,00 R$15,00


cetoestearilico
Oleo mineral 1 R$10,00 R$10,00
Monoestearato 1 R$ 74,75 R$ 74,75
de glicerina
Acido esteárico 1 R$ 17,40 R$ 17,40
Vaselina solida 1 R$ 28,00 R$ 28,00
Nipazol 1 R$72,00 R$72,00
Agar soja 1 R$435,00 R$435,00
caseína
Agar sabouraud 1 R$450,00 R$450,00
dextrose
Material de
Hidróxido de 1 R$50,00 R$50,00
Consumo
amônia
Hidróxido de 1 R$30,00 R$30,00
sódio
Tween 80 1 R$ 12,00 R$ 12,00
Sorbitol 1 R$30,60 R$30,60
Glicerina 1 R$ 18,37 R$ 18,37
Nipagim 1 R$ 36,11 R$ 36,11
Total R$ 1.279,00

ORÇAMENTO GERAL Valor (R$)

Equipamentos e Material Permanente R$ 0,00

Equipamentos de Consumo R$ 0,00

Material de Consumo R$ 1.279,00

TOTAL GERAL: R$ 1.279,00


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6Referências bibliográficas

ANDRADE, Monise Gabriela Lino de et al. Evidências de alterações do processo


de cicatrização de queimaduras em indivíduos diabéticos: revisão
bibliográfica. Revista Brasileira de Queimaduras, Goiânia, p.42-48, 2013.

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Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento, n.25, 2002.

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19

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