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ATENÇÃO!! IMPORTANTE! O presente texto é uma síntese do discutido em sala de aula.

É de fundamental valor a leitura da doutrina sugerida em nosso programa de ensino, para a melhor
compreensão do tema.

I.E.D.
Prof. Helso do Carmo Ribeiro F.

Norma Jurídica

Conceito: é a proposição normativa inserida em uma ordem jurídica, garantida pelo poder
público (Direito interno) ou pelas organizações internacionais (Direito internacional), que
visam garantir a ordem e a paz social. Ex: leis, jurisprudências, tratados, direito costumeiro.

Não basta a intenção dos homens em praticar a justiça, muitas vezes é necessário
NORMATIZAR comportamentos.

Características:

Segundo o Prof° Reale, “o que caracteriza a norma jurídica é o fato de ser uma estrutura
proposional enunciativa de uma forma de organização ou de conduta, que deve ser seguida de
maneira objetiva e obrigatória”.

De forma ampla podemos dar as seguintes características para as Normas Jurídicas:

Bilateralidade: São dois lados. Um, o Direito subjetivo; outro, o Dever Jurídico.

A norma jurídica é bilateral quando disciplina condutas, ela enlaça o Direito subjetivo de
uma parte com o dever jurídico de outra.

Generalidade: De acordo com alguns doutrinadores (Bobbio, Gusmão), a generalidade


atingida por um processo de abstração é a nota específica das normas jurídicas do Direito
evoluído.

A norma jurídica se aplica a todos que se encontram na mesma situação.

Papiano: LEX EST GENERALE PRAECEPTUM

Devido à GENERALIDADE da norma, podemos dizer que todos são iguais perante a Lei
(princípio da isonomia – art.5º., caput, C.F.). Como exceção temos alguns privilégios: idade,
sexo, foro, função, etc.

Abstratividade: A norma jurídica visa atingir o maior número possível de situações. Ex:
Código Penal, que no artigo 121 – matar alguém – não coloca de modo específico e sim o
homicídio em geral.

Segundo Roberto Bobbio a norma é geral quando tem por destinatários várias pessoas, e é
abstrata quando estabelece uma ação ou tipo.
Imperatividade: Estabelece um comando, impondo um tipo de comportamento que tem
que ser observado.

Del Vecchio: “a Norma Jurídica impõe um dever, um determinado comportamento.” Daí


ser imperativa.

M. H. Diniz: “ O elaborador (legislador), apenas traduz o pensar e o sentir da


coletividade.”

Coercibilidade: Se a norma jurídica não for observada, é imposta pelo Estado ou por
organização internacional.

É a possibilidade jurídica da coação, ameaça de coação.

A coercibilidade possui duas espécies:

1ª. Psicológica = a de maior aplicação, visto que a maior parte das pessoas não comete
deslizes. O número de condenados no cível e no crime é bem menor em relação aos que
vivem sem ir aos tribunais.

2ª. Material = Punição do ato ilícito.

Icílio VANNI: “ É a força psíquica do Direito, que se dirige à vontade exercendo


constrangimento sobre a consciência” (in, Lezioni de filosofia del Diritto).