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Hagadá de Pessach "Chezur Veshoshan"

Copyright 2010 by Rab. Elie Bahbout

Reedição 2015 - Edição especial limitada

Tradução, Leis e Comentários Rabino Elie Bahbout


Coordenação da primeira edição Rabino Shlomo Safra
Apoio financeiro na primeira edição Congregação Monte Sinai
Agradecimento especial Rabino Isaac Dichi
Editoração Eletrônica Jairo Fridlin
Revisão Gramatical Rabino Chaim Vital Passy
Impressão e Acabamento Dfus Tamar, Israel

Printed in Israel
Hagadá de Pessach

Dedicatória
Esta reedição é dedicada pelo autor para a hatslachá
(sucesso) de todos aqueles que ajudaram e apoiaram na
edição anterior desta Hagadá, bem como para a
prosperidade de todos os doadores do Instituto Bircat
Avraham, que D'us os guarde e proteja.

Rezamos para que todos eles tenham sempre muita


satisfação em tudo o que fizerem, com alegria
tranquilidade e saúde, amen sela.
Hagadá de Pessach

ÍNDICE

Carta de recomendação do Gaon Rabí Ovadiá Yossêf Shelita ........ 6


Prefácio .................................................................................................... 8

Introdução:
O motivo da necessidade de contarmos a História do Êxodo
do Egito....................................................................................... 9
Objetivo da Hagadá de Pêssach .............................................. 10

Observações importantes ...................................................................... 13


Observações fonéticas relevantes à transliteração ............................ 14
A busca e remoção de “chamêts” ........................................................ 15
A queima do “chamêts” ........................................................................ 17
Eruv Tavshilín ........................................................................................ 19
Preparação da mesa ............................................................................... 20
Bênçãos das velas de Pessach ............................................................... 23

A Hagadá:
Kadesh (o Kidush)..................................................................... 26
Urcháts ........................................................................................ 33
Carpás ......................................................................................... 33
Yacháts ........................................................................................ 34
Maguíd........................................................................................ 36
Rochtsá........................................................................................ 115
Motsí Matsá................................................................................ 116
Marôr .......................................................................................... 119
Korêch ......................................................................................... 120
Shulchán Orêch ......................................................................... 121
Tsafún ......................................................................................... 122
Hagadá de Pessach

ÍNDICE (continuação)

Barêch (Birkát Hamazôn) ......................................................... 124


Halêl ............................................................................................ 137
Nirtsá .......................................................................................... 155

Suplementos em hebraico:
Shir Hashirim............................................................................. 156
Echád Mi Yodêia ....................................................................... 159
Echád Mi Yodêia em árabe (Aram Sobá) ............................... 161
Chad Gadiá ................................................................................ 164
Piutím sefaraditas para a festa de Pessach ............................ 165
Segulá para proteção (véspera de Pessach) ........................... 168
“Leshêm Ichúd” para cada parte do Seder............................ 172

Glossário.................................................................................................. 178

Anexo: Provas arqueológicas sobre a veracidade da Torá:


O Êxodo e as 10 pragas - Fato histórico ................................. 179
A imigração dos judeus ao Egito: Yossêf o vice-rei.............. 189

Algumas palavras sobre o "Bircat Avraham" .................................... 194


Hagadá de Pessach

CARTA DE
RECOMENDAÇÃO
do Gaon Rabi Ovadia Yossef Shelita,
sobre livros em hebraico do autor
Hagadá de Pessach


‫נר ה' נשמת אדדם‬

Leelui Nishmat
Para a elevação da alma de meu pai
Yehuda (Leon) Ben Chana (Janete)

‫תהיה נשמתו צרורה בצרור החיים‬


Hagadá de Pessach

PREFÁCIO
“Agradecerei a D'us com todo o coração,
na companhia dos eretos e da congregação.”
Tehilim, salmo 111
Uma das obras mais queridas do povo judeu é a Hagadá de
Pessach, o “Guia” que nos acompanha de geração em geração em
uma das noites mais especiais do ano, à noite do “Sêder” de Pessach.
Tamanho é o amor de nosso povo por esta obra que já foram editados
aproximadamente 2000 livros de comentários sobre a Hagadá.
Nota-se que os comentários desta Hagadá, a Hagadá "Chezur
Veshushan", não são uma coletânea, e sim o que em hebraico se
denomina “Chidushê Torá”, ou seja, enfoques novos com base nos
conceitos tradicionais.
Esta Hagadá foi editada primeiramente em 5770 (2010), no Brasil,
com o apôio dos estimados patrocinadores da Congregação Monte
Sinai, graças ao incentivo e a idealização do nosso querido amigo
mezake harabim Rab. Shelomô Safra. Que seja a vontade do D´us, que
eles e suas famílias tenham sempre muitas alegrias, satisfação e
sucesso, espiritual e material, e que se realizem todos os desejos de
seus corações. Amen ve amen Sela.
Este ano, com a ajuda Divina, reeditamos a Hagadá (em edição
limitada), tendo em vista que muitos amigos do Instituto Bircat
Avraham ainda não a receberam, e também devido ao fato desta
Hagadá ser como um complemento ao livro "Focando no Enfoque"
que editamos no princípio deste ano.
Com os votos de Pessach Casher Vessameach,

Rabino Elie Bahbout


Jerusalém, Rosh Chodesh Adar 5775
Hagadá de Pessach 9

Introdução

O motivo da necessidade
de contarmos a História
do Êxodo do Egito

A Torá nos ordena contar a nossos filhos, na noite do Seder, a História


milagrosa do Êxodo do Egito, como está escrito (Shemot 13:8) “Vehigadetá
levinchá” (e contarás a teu filho). Por que a Torá deu tanta ênfase ao Êxodo do
Egito, mais do que a outros eventos acontecidos ao Povo de Israel? Apesar
de comemorarmos o evento da entrega da Torá em Shavuot, o que certamente
é muito importante, não fomos ordenados a contar o fato aos nossos filhos
nesta noite.
Respondemos tomando por base as palavras do Ramban (fim de Parashat
Bô), do Sêfer Hachinuch (mitsvá 21), Sêfer Hacuzari (Maamar 1) e Sêfer Haicarim.
Em todas as gerações, D’us prefere se ocultar atrás dos véus da natureza. Se
Ele realizasse milagres abertamente revelados a toda hora, não existiria o
livre arbítrio. As pessoas cumpririam as mitsvot (preceitos Divinos) por força
das circunstâncias e não por vontade própria. Se cada pessoa que fizesse
um pecado recebesse imediatamente um relâmpago sobre sua cabeça, e cada
individuo que fizesse uma boa ação ganhasse na loteria, todos cumpririam
as mitsvot forçadamente e não por opção, sendo que mitsvot deste tipo não
teriam grande valor. Por outro lado, se em toda a existência do povo judeu
D’us não revelasse nunca Sua existência (atraves de milagres), poderiam
10 Hagadá de Pessach

colocar em dúvida, chás veshalom, a Sua existência. Assim sendo, uma vez
na Historia D’us mudou completamente todas as leis da natureza: o rio Nilo
se transformou em sangue, a terra do Egito foi coberta de sapos e assim por
diante. É óbvio que quem tem o poder de anular todas as leis da natureza é
o Criador da mesma.
Contudo, para que esta revelação tivesse o valor de “prova concreta”
da existência de D’us em todas as gerações seguintes, ou seja, aquelas que
não presenciaram com seus próprios olhos todos os milagres, a Torá ordenou
a todos os seiscentos mil judeus que saíram do Egito que testemunhassem
para seus filhos todo o evento do Êxodo. Todas as gerações foram ordenadas
sucessivamente a passar este testemunho de pai para filho. Desta forma,
aqueles milagres adquiriram a força de “prova concreta”. Certamente,
seiscentos mil pais não prestariam falso testemunho para seus filhos. É
muito difícil, ou simplesmente impossível, que alguém, em algum ponto
da História, tenha "inventado" a história milagrosa do Êxodo do Egito, pois
nenhum povo seria tolo de aceitar um livro (a Torá) no qual está escrito que
seiscentas mil pessoas deste mesmo povo presenciaram estes acontecimentos
e foram ordenados a contar de pai para filho anualmente, se estes fatos
fossem verídicos.
Por isso, a história do Êxodo é o alicerce da fé judaica, a base sobre a
qual se sustenta a crença na existência do Criador yitbarach Shemô.
Entendemos, assim, a necessidade vital de relatar para nossas crianças
o Êxodo do Egito. Esta é a semente da qual florescerá todo o judaísmo da
criança, sendo a base da fé e do cumprimento das mitsvot.

Objetivo da Hagadá de Pêssach

Examinando a Hagadá de Pêssach e tendo em mente que é a obra


principal sobre o Êxodo do Egito, ficamos surpresos. Onde estão todas as
histórias da saída do Egito, os grandes milagres?
Hagadá de Pessach 11

A Hagadá não detalha os milagres ocorridos no Êxodo do Egito. Somente


denomina quais foram as pragas e depois numera o total de pragas que os
egípcios receberam no Egito e no mar, porém não relata os acontecimentos!
O mesmo acontece em relação a quase todos os eventos relacionados
ao Êxodo, como por exemplo, as discussões entre Moshê Rabênu e o Faraó,
o episódio do bastão de Aharon Hacohen, a procura do caixão de Yossef e
assim por diante.

Podemos entender esta “omissão”, tendo em vista o que explicamos


acima sobre a mitsvá de contar sobre o Êxodo do Egito. O relato do Êxodo
para nossos filhos é a escavação para a base do "edifício" do judaísmo desta
criança, uma lição de fé que vai acompanhá-la e direcioná-la durante toda a
sua vida.

Quanto mais uma criança (ou até um adulto) tenha enraizada em seu
coração a história do Êxodo, mais se fortificará na fé judaica. Para tanto,
conta-nos a Mishná (Pessachim 116b): “Em toda geração e geração o indivíduo
tem a obrigação de ver a si como se ele mesmo tivesse saído do Egito”. É
necessário “viver” a saída do Egito e sentir-se como um dos observadores de
todas as maravilhas que ocorreram na época, de forma que a fé penetre nas
profundezas do coração.

A mitsvá de contar aos filhos sobre a saída do Egito não é uma tarefa
simples. Não basta descrever fatos como numa aula de História, num texto
unificado. É necessário fazer a criança compreender, sentir e viver este
acontecimento. É um erro pensar que a Hagadá é um livro de relatos da
História para a noite de Pêssach, pois um texto determinado e único não serve
para todos os tipos de criança. Cada criança é um mundo particular, com sua
idade, características, talentos e aptidões próprias. Não é possível que todas
as crianças se emocionem e levem no seu coração a marca e a sensação de
sair do Egito com o emprego das mesmas palavras.

O objetivo da Hagadá é servir como um guia para os progenitores sobre


como relatar melhor o Êxodo. Mas este relato deve ser diversificado de
acordo com cada filho. Para isso, a Hagadá (que é um verdadeiro tesouro da
psicologia infantil) vem nos ensinar apenas:
12 Hagadá de Pessach

a) Quais são os pontos principais na história do Êxodo, nos quais o narrador


deve acrescentar por si próprio os fatos, para melhor dramatização.

b) A natureza e as características de cada filho, e de que forma se expressar


respectivamente com cada tipo de filho.

c) Quais as melhores técnicas para fazer a história penetrar no coração das


crianças, tanto de forma geral como particular.
Os comentários impressos nesta Hagadá têm como função principal
explicar mais profundamente a própria Hagadá, não contar os "fatos" da
História do Êxodo do Egito. Verificar os fatos e contá-los, é um "serviço" que
deixamos para cada pai judeu, que deve estudar e se preparar antes do Seder,
para esta noite tão importante e especial.

Nesta oportunidade, aproveito para agradecer


a todos os amigos e doadores do
“Instituto Bircat Avraham”.
Graças ao apoio deles, torna-se possível a eruditos de
altíssimo nível e potencial, empenharem-se no estudo
da nossa Torá, nas complicadas e delicadas
(e indispensáveis) leis judaicas matrimoniais e judiciais.
Que seja a vontade do Criador, que o mérito do estudo da
Torá guarde todos os doadores, com saúde plena, enorme
prosperidade e tudo que exista de positivo, como está
escrito (Provérbios 3, 15) em relação ao estudo da Torá:
“Longevidade em sua direita, e em sua esquerda riqueza
e honra”, e como está escrito (Provérbios 3, 18): “Uma
árvore da vida é (a Torá) para quem a sustenta, e seus
doadores são bem afortunados”.
Amen sela.
Hagadá de Pessach 13

Observações importantes

As leis referentes a Pessach e ao Sêder são muito abrangentes, e devem


ser estudadas antes de Pessach minuciosamente. Nesta Hagadá somente
“lembramos” um pouco das leis e costumes, e não se deve dar por satisfeito
com as informações contidas neste livro.
Tendo em vista que o texto desta Hagadá é segundo o rito dos Sefaradím,
não tomamos o cuidado de mencionar quando as leis mudam para nossos
irmãos, os Ashkenazím.
Embora este livro contenha a tradução de rezas (como bênçãos, Kidush,
etc), o mais correto é recitar o trecho em Hebraico, mesmo sem entender a
tradução (por isto acrescentamos nesta Hagadá também a transliteração das
rezas). No entanto, a anulação do “chamêts” e a Historia do Êxodo devem
ser ditas em uma língua que se entenda.
Alternativamente, pode-se ler a anulação do “chamêts” e a Historia do
Êxodo em português e também em Hebraico (pois o texto em Hebraico tem
uma força Kabalística além do simples significado das palavras). Porem, no
caso de bênçãos (ou seja, rezas que contenhas as palavras “Barúch atá”), não é
permitido recita-las oralmente em duas línguas, mas pode-se ler “oralmente”
em hebraico e ler “em pensamento” a tradução.

,ifreld wlga c"qa epx`a ,eizeklde (gqt axre) xcqd ipic :dxdad
.mixacd ixwir z` wx xikfp w"deylae

ung zwica xcq


:jxai wecaiy mcewe ,xpd xe`l ungd z` oiwcea oqipa c"il xe`

EpËv¦ e§ ,eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀


¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` ,dë�di§ dŸ`© KExÄ
:ung̈¥ xErA¦ lr©
:minrt yly xn`i dwicad xg`l

lih¦ a¦§ l ,DY¥ x§ ri


© a¦ `l̈cE§ Dzi¦ ¥ fg£ `l̈C§ ,izEW ¦ x§ a¦ `M̈`¦ c§ `xi¨ n£
¦ g lM̈
.`r̈x§ `© c§ `ẍt§ r© M§ (x¤wt¤§ d :xn`iy aeh ziyilyd mrta) i¥ed¡ l¤ e§

:ef dywa xnel mirp dne aeh dn lehiad xg`

reiqe xfre zlekie gk epl ozzy izea` idl`e idl` 'd jiptln oevx idi
cxtd 'd `p` .rxd epxvi zvra epl`ep xy` ytpd iza irbpa ytytl
14 Hagadá de Pessach

Observações fonéticas
relevantes à transliteração

1. Usamos “ch” para determinar a pronuncia: “rr” (som articulado com o céu
da boca, como soa uma pessoa roncando. Esta pronuncia, embora fácil de
ser emitida, não é usual no português falado, pois no Brasil pronuncia-se
sempre: “h”, como por exemplo a palavra “carro” pronuncia-se: “caho”.
Por isto usamos “ch”, para lembrar o leitor que deve pronunciar “rr” com
o céu da boca).
2. Usamos “ch” em negrito para determinar a pronuncia da letra hebraica:
“Chet”, que seria “rr” pronunciada com a garganta. Quem não sabe
pronunciar esta letra, pode pronunciar com o céu da boca como visto
acima.
3. Usamos “sh” para determinar a pronuncia de “x” (“ch”).
4. No caso das vocais estarem em negrito (a, e, i, o, u), isto indica o uso da letra
hebraica “Ain”. Quem não sabe pronunciar esta letra, pode pronunciar as
vocais normalmente.
5. No caso da letra hebraica “Tsadi”, nas rezas escrevemos: “ss”, e não “ts”,
pois o “s” é mais próximo da pronuncia verdadeira.
6. Por influencia das “invasões” francesas no Brasil (desde os primeiros
tempos da colonização portuguesa até o século XIX), o brasileiro dende
a pronunciar “t” como se fosse “tsh”, e “d” como se fosse “dj”. Quando
lemos hebraico, devemos ter o cuidado de pronunciarmos “t” e “d” sem
acréscimos.
7. Devido a comodidade da língua, no português “falado”, tende-se a
deturpar a fonética dos vocábulos (principalmente no fim da palavra).
Por exemplo: “Eu gostu di istudar torá, i u meu amigu tambéin acha istu
muitu ispeciau”.- Na leitura da transliteração, não devemos deixar isto
acontecer.
8. Mesmo quem é proveniente do Rio de Janeiro, deve fazer o esforço de
pronunciar a letra “s” e “r” como os “paulistas”, no caso da leitura das
rezas hebraicas.
Hagadá de Pessach 15

Busca e remoção de “chamêts”


.nj ,ehsc rsx
A busca e remoção de “chamêts” são realizadas na noite que antecede a
noite do Sêder, a cerca de 18:30 (horário de S. Paulo).
Costuma -se colocar pedaços de pão (preferivelmente embrulhados em
papel ou plástico) em vários lugares da casa algum tempo antes da busca, de
modo que aquele que procura tenha o que encontrar. De acordo com o Arizal,
deve-se colocar 10 pedaços. Não ha necessidade de “esconder” os pedaços,
somente coloca-los em diferentes recintos da casa. É aconselhável que cada
,ifreld wlga c"qa epx`a ,eizeklde (gqt axre) xcqd ipic :dxdad
pedaço de pão sejam menor do que um “kazáit” (27 gr), pois no caso em
.mixacd ixwir z` wx xikfp w"deylae
que não se ache todos os pedaços, não se transgride a proibição de possuir
“chamêts”. No entanto, é correto que um dos pedaços tenha “kazáit”.
ung zwica xcq
Antes de iniciar a busca, a seguinte bênção é recitada:

:jxai wecaiy mcewe ,xpd xe`l ungd z` oiwcea oqipa c"il xe`

EpËv¦ e§ ,eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀


¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` ,dë�di§ dŸ`© KExÄ
:ung̈¥ xErA¦ lr©
:minrt
Barúch atá Adonái Elohênu yly xn`i
mêlech dwicadashêr
haolám, xg`lkideshánu bemissvotáv
vessivánu al biur chamês.
lih¦ a¦§ l ,DY¥ x§ ri
© a¦ `l̈cE§ Dzi¦ ¥ fg£ `l̈C§ ,izEW ¦ x§ a¦ `M̈`¦ c§ `xi¨ n£
¦ g lM̈
Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus
mandamentos e nos.` r̈x§ `© c§sobre
ordenou `ẍto§ rextermínio
© M§ (x¤wt¤§ ddo:xn`iy aeh ziyilyd mrta) i¥ed
“chamêts”. ¡ l¤ e§
O dono da casa deve ter a intenção de que sua bênção seja válida para
todos os membros do lar que o auxiliam na busca do “chamêts”, e assim
:ef dywa xnel mirp dne aeh dn lehiad xg`
também os membros devem escutar a bênção e responder “amen”, com a
intenção de azlekie
reiqe xfre bênçãogk serepl
válida
ozzyparaizea`
os mesmos.
idl`e idl` 'd jiptln oevx idi
Não se fala entre a bênção e o início da busca. Durante a busca é preferível
cxtd 'd `p` .rxd epxvi zvra epl`ep xy` ytpd iza irbpa ytytl
não se falar sobre assuntos que não são relevantes à busca.
.aehdA busca
xvid gka eppalze
é efetuada epkkfze
à luz .rxdno xviay
de velas, entanto rxd cv necessidade
não ha epilrn `p
nenhuma de apagar
dnily daeyza as luzes
epxifgde elétricas.epkln epaxwe .jzxezl epia` epaiyd
.jzcearl
dynge ze`n ylye mixa` dpenye mirax`e miz`n z` `txze jiptl
`txne dkex` dlrde .dnily d`etx epteb lye epytp ly micib miyye
on`pe ongx `tex l` ik epizekn lkle .epiae`kn lkle .epi`elgz lkl
elit` ung xeqi`n eplivde .jny ceak xac lr epryi idl` epxfr .dz`
melyle miaeh miigl epilr d`ad dpye dpy lkae ef dpya .`edy lkn
ipc` mrp idie :il`be ixev dedi jiptl ial oeibde it ixn` oevxl eidi .on`
16 Hagadá de Pessach

Segundo a Kabalá, é correto (durante a busca ) recolher os pedaços de


pão em um,ifreld
pratowlga
com c"qa epx`a ,eizeklde
um pouco de sal. (gqt axre) xcqd ipic :dxdad
.mixacd ixwir z` wx xikfp w"deylae
Deve-se procurar o “chamêts” também no automóvel (para tanto, pode-
se utilizar uma lanterna no lugar de vela) e demais propriedades do judeu
como escritório etc. ung zwica xcq
Após a busca deve-se ter cuidado para que o “chamêts” retido para ser
:jxai wecaiy mcewe ,xpd xe`l ungd z` oiwcea oqipa c"il xe`
queimado ou para ser comido na parte da manhã seguinte ser colocado num
lugar seguro, de modo que não seja espalhado por crianças ou animais.
EpËv¦ e§ ,eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀
¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` ,dë�di§ dŸ`© KExÄ
Após a busca também se deve anular o “chamêts” que pode ter sido
esquecido e dizer: :ung̈¥ xErA¦ lr©
:minrt yly xn`i dwicad xg`l

lih¦ a¦§ l ,DY¥ x§ ri


© a¦ `l̈cE§ Dzi¦ ¥ fg£ `l̈C§ ,izEW ¦ x§ a¦ `M̈`¦ c§ `xi¨ n£
¦ g lM̈
.`r̈x§ `© c§ `ẍt§ r© M§ (x¤wt¤§ d :xn`iy aeh ziyilyd mrta) i¥ed¡ l¤ e§

:ef dywa xnel mirp dne aeh dn lehiad xg`

reiqe xfre zlekie gk epl ozzy izea` idl`e idl` 'd jiptln oevx idi
cxtd 'd `p` .rxd epxvi zvra epl`ep xy` ytpd iza irbpa ytytl
.aehd xvid gka eppalze epkkfze .rxd xviay rxd cv epilrn `p
dnily daeyza epxifgde .jzcearl epkln epaxwe .jzxezl epia` epaiyd
dynge ze`n ylye mixa` dpenye mirax`e miz`n z` `txze jiptl
`txne dkex` dlrde .dnily d`etx epteb lye epytp ly micib miyye
on`pe ongx `tex l` ik epizekn lkle .epiae`kn lkle .epi`elgz lkl
elit` ung xeqi`n eplivde .jny ceak xac lr epryi idl` epxfr .dz`
melyle miaeh miigl epilr d`ad dpye dpy lkae ef dpya .`edy lkn
ipc` mrp idie :il`be ixev dedi jiptl ial oeibde it ixn` oevxl eidi .on`
:edppek epici dyrne epilr dppek epici dyrne epilr epidl`
Hagadá de Pessach 17

Todo o “chamêts” (fermento e/ou levedura, qualquer tipo de massa que tenha
fermentado) existente em minha propriedade (possessão), que eu não tenha visto
nem exterminado, que seja anulado e desconsiderado como o pó da terra.

O costume é recitar este trecho 3 vezes.


Embora todos as rezas e bênção devem ser feitas preferivelmente em
Hebraico, no caso da anulação do “chamêts”, deve -se recitar em uma língua
que se entenda.

Queima do “chamêts” .nj ,phra rsx

No décimo quarto dia de Nissan de manha (vespera de Pessach), deve-


se acender um fogo e queimar o “chamêts”. Deve-se terminar de queimar o
“chamêts” antes do horário a partir do qual é proibido o usufruto do chamêts
(a cerca de 10:30 em S. Paulo). Atenção: consumir o “chamêts” já é proibido
uma hora antes, a cerca de 9:30.
Após a queima (e ainda antes do horário citado) deve-se anulá-lo
dizendo: ungd ztixy xcq
:minrt yly xn`i ungd z` sexyiy xg`

`l̈cE§ DY¥ x§ ri
© a¦ C§ ,Dzi¦
¥ fg£ `l̈cE§ Dzi¦
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`ẍt§ r© M§ (x¤wt¤§ d :xn`iy aeh ziyilyd mrta) i¥ed¡ l¤ e§ lih¦ a¦§ l ,DY¥ x§ ri
© A¦
.`r̈x§ `© c§
ef dywa xnel mirp dne aeh dn lehiad xg`
Todo o “chamêts” existente em minha propriedade (possessão), que eu tenha visto
epxnyze .epilr
ou não, que mgxzy
eu tenha epizea`ou não,
exterminado idl`equeepidl` 'd jiptln
seja anulado oevx idi
e desconsiderado
como o pó da terra.
ini lk dpye dpy lke ef dpy .`edy lkn elit` ung xeqi`n eplivze
epriiqze epkfz ok .dfd meid epzeyxn ungd epxriay myke .epiig
cv epilrn `p cxtd 'd `p` .epaxwn rxd xvid xral epvn`ze epxfrze
epytp jkfl epkfze .aehd xvid gka eppalze epkkfze .rxd xviay rxd
dyecwa dlrnl xywzdle dlecb dx`de gk da siqedle da xi`dle
oz .jizevna epycw .dpeilrd dyecw epilr legze dxyz cinze .dpeilr
ungd ztixy xcq
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© a¦ C§ ,Dzi¦
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`ẍt§ r© M§ (x¤wt¤§ d :xn`iy aeh
18 ziyilyd
Hagadá mrta) i¥ed
de Pessach ¡ l¤ e§ lih¦ a¦§ l ,DY¥ x§ ri
© A¦
.`r̈x§ `© c§
ef dywa xnel mirp dne aeh dn lehiad xg`

epxnyze .epilr mgxzy epizea` idl`e epidl` 'd jiptln oevx idi
ini lk dpye dpy lke ef dpy .`edy lkn elit` ung xeqi`n eplivze
epriiqze epkfz ok .dfd meid epzeyxn ungd epxriay myke .epiig
cv epilrn `p cxtd 'd `p` .epaxwn rxd xvid xral epvn`ze epxfrze
epytp jkfl epkfze .aehd xvid gka eppalze epkkfze .rxd xviay rxd
dyecwa dlrnl xywzdle dlecb dx`de gk da siqedle da xi`dle
oz .jizevna epycw .dpeilrd dyecw epilr legze dxyz cinze .dpeilr
jcarl epal xdhe .jzreyia epytp gny .jaehn epray .jzxeza epwlg
daehl epal zel`yn `lnze .jny ceak xac lr epxfrze .zn`a
:il`be ixev dedi jiptl ial oeibde it ixn` oevxl eidi .on` .jzcearl
epici dyrne epilr dppek epici dyrne epilr epidl` ipc` mrp idie
:edppek
Hagadá de Pessach 19

Eruv Tavshilín ihkhac, curhg


Em anos em que o Yom Tov cai numa quinta ou sexta feira, não se pode
oiliyaz aexir xcq
preparar no Yom Tov qualquer coisa para o Shabat, a não ser que se faça
um “eruv”, como será explicado: Pega-se uma matsá e um alimento cozido
(como por exemplo, um ovo oiliyaz aexir xcq
cozido)
:jxane e recita-se
ecia oiliyaz a seguinte oração:
'a gwel

EpËv¦ e§ ,eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀


¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` ,dë�di§ dŸ`© KExÄ
:jxane ecia oiliyaz 'a gwel
.aExr¥ z©ev§ n¦ lr©
EpËv¦ e§ ,eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀
¤ :xn`i
,ml̈Frd̈ K¤
l n
¤ Epi¥
d�l¡
` ,dë
jk xg`e ashêr kideshánu �di§ dŸ`© KExÄ
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, bemissvotáv

© lE ,i¥lEX©al§ E i¥iEt£̀ l© `p̈©l ix¥Ẅ `¥.aEx r¥ z©erv¥§ n¦oilc¥rA©§


vessivánu al missvát erúv.
i¥wElc§ `§ © lE ,i¥pEnh§ `§ di§ `äEx
Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us, Rei do Universo que nos santificou com seus
.zÄW§
© l aFh mFin¦ `p̈©Mxv̈-lM̈
mandamentos e nos ordenou fazer o Eruv. § c©Ar¤
§ nl§ E ,`b̈x©W§
:xn`i
Também se deve ler este texto:: jk xg`e
i¥wElc§ `§
© lE ,i¥pEnh§ `§
© lE ,i¥lEX©al§ E i¥iEt£̀ l© `p̈©l ix¥Ẅ `¥di§ `äExr¥ oic¥ A§
.zÄW§© l aFh mFin¦ `p̈©Mxv̈-lM̈
§ c©Ar¤§ nl§ E ,`b̈x©W§
Por meio deste eruv nos seja permitido fazer pão, cozinhar, preparar e esquentar
comida, acender velas e fazer em Yom Tov tudo o que for necessário para
Shabat.

Não se deve consumir a matsá e o alimento que foram escolhidos para


o “eruv” até o início do Shabat.
Quem não pretende cozinhar ou assar nada no Yom Tov para o Shabat,
deve fazer o “eruv” sem a “berachá” (porem deve-se ler o texto de “Beden
Eruvá” etc).
O “eruv” funciona somente para permitir preparar no segundo dia de
Yom Tov para o Shabat (quando o segundo dia cai em uma sexta-feira), mas
não para preparar no Shabat para o Yom Tov.
Em geral o Rav da cidade faz um eruv coletivo para o caso da pessoa
esquecer, mas a pessoa não deve se basear nisto e sim fazer o seu próprio eruv.
20 Hagadá de Pessach

Preparação da mesa
oglyd zpkd ijkav ,bfv
Prepara-se uma kea’rá (bandeja) como na ilustração abaixo:

Beitsá Zerôua

Marôr

Karpás Charôsset

Chazêret

l"fix`d epiax zrc itl dxrwd xcq

Beitsá – um ovo que foi cozido (tem quem costuma também queima-lo
ligeiramente), simbolizando o sacrifício de “Chaguigá” que era oferecido
nas festividades. Também nos lembra o luto, pois sempre o dia da semana
em que cai o primeiro dia de Pessach, é o dia da semana na qual cairá Tish’á
Beav neste mesmo ano.

Zerôua – Um pedaço de braço de cordeiro ou ovelha grelhados, na falta


disto uma asa de galinha grelhada, simbolizando o sacrifício do “Pessach”.
[No livro “Derech Erets” escreve que o costume em Alepo era de cozinhar o
pedaço de braço e somente depois grelha-lo]. O fato de utilizarmos o “braço”
é para simbolizar a força com que D’us nos tirou do Egito.
Obs.: Deve-se tomar o cuidado de não pensar ou dizer que este é
o sacrifício do “Pessach”, e somente uma lembrança ao mesmo.
Hagadá de Pessach 21

Marôr – Erva amarga, preferivelmente alface (tem quem costuma usar


especificamente “alface romana”, e existem costumes de usar-se escarola),
simbolizando a amargura do trabalho no Egito. Explica o “Talmud
Yerushalmí” (Pessachím P2 H5), que mesmo que as folhas da alface no
começo não sejam muito amargas, e até um pouco doces, no entanto a
natureza da alface é que se ela permanecesse mais tempo na terra ficaria
muito amarga, assim também o exílio no Egito no começo era “doce”, pois o
Faraó deu grande honra a Yaakov e seus filhos, e somente depois começou a
amargura, quando os judeus foram escravizados.
Obs.: É muito difícil verificar-se devidamente a alface a fim de
que não tenha vermes ou insetos (cujo consumo é extremamente
proibido pelo judaísmo), pois estes insetos têm a cor da alface e em
muitos casos até escavam “cavernas” no interior dela, se alojando
dentro da mesma. Portanto, aconselha-se usar somente o talo das
folhas de alface, e não as próprias folhas. Obs: Existe no Brasil
uma alface criada de forma especial para que não tenha vermes,
nominada “viverde” (este fato fato é correto este ano, 2010, mas
pode mudar - consulte seu rabino), e neste caso é permitido usar
também as folhas, depois de lavá-las devidamente.

Charôsset – uma mistura (“patê”) de tâmaras, nozes, canela e vinho,


simbolizando a argamassa com a qual os judeus trabalharam no Egito. Tem
quem costumava usar uva-passa cozinhada no vinho, em vez de tâmaras.

Karpás – Pedaços de salsão. Sua função será explicada adiante.


Chazêret – Na verdade a Chazêret também é alface (“Marôr” é a linguagem
da torá para alface ou demais ervas amargas, enquanto “Chazêret” é a
linguagem da mishná para a alface especificamente). No Sêder denominamos
a alface com nomes diferentes segundo a posição na bandeja, pelo fato da
função Kabalística da alface mudar segundo sua posição. Existem costumes
de diferenciar o “Chazêret” do “Marôr”, colocando no local denominado
“Marôr” - a alface, e colocando no local denominado “Chazêret” - escarola
ou a parte interior do pé de alface. Têm quem sustenta que seria mais correto
diferenciar no local denominado “Marôr”, e colocar as folhas de alface no
local denominado “Chazêret”. Cada família deve agir como o costume de
seus respectivos pais.
22 Hagadá de Pessach

Outros preparativos – Prepara-se também uma bandeja com três matsot


inteiras, uma em cima da outra, cobertas com um pano. Opcionalmente
pode-se utilizar um pano dividido em três compartimentos, sem necessidade
de bandeja. Duas matsot serão necessárias para lembrar o “Man” que caia
milagrosamente para nossos antepassados no Deserto (o mesmo caia em
quantidade dupla na véspera de Shabat e Yom Tov), e a terceira Matsá
será quebrada (na continuação do Sêder) para lembrarmos que nossos
antepassados eram escravos, pois um escravo nunca come um pão inteiro e
sim guarda metade para mais tarde. A Matsá de baixo simboliza a Israel, a
do meio Levi e sobre ela Cohen.
Devemos deixar preparado “Matsá” e “Marôr” suficiente para cada
participante - sendo um total de 4 ou 5 “Kazaitim” de “Matsá” por pessoa
e 2 “Kazaitim” de “Marôr” por pessoa. Estas quantias serão explicadas na
continuação da hagadá.
Na noite do “Sêder” é importante usar “Matsot” feitas à mão (ou seja,
as Matsot “redondas”), pelo menos um “Kazáit” por pessoa adulta, pois
na opinião de muitas autoridades (como por exemplo O Gaon Harav Ben
Tsion Aba Shaul Z.T.L.) quem come “Matsá” feita por maquina (Matsot
“quadradas”) na noite do “Sêder”, não cumpre a mitsvá. Nas demais
refeições de Pessach não há necessidade nenhuma de usar “Matsot” feitas a
mão, e pode-se usar “Matsot” de máquina.
Coloca-se ainda na mesa um recipiente com água salgada. Alguns
costumam usar água com vinagre.
Os copos para cada participante devem ter um volume de 86 ml (ou um
mínimo de 81 ml - explicaremos isto na continuação desta Hagadá). Por uma
questão prática, aconselha-se que os copos não excedam muito este volume
(86ml), pois preferivelmente deve-se beber o copo inteiro, ou pelo menos
mais da metade do copo.
É correto que a mesa já esteja preparada de forma que se possa começar o
“Sêder” imediatamente quando se voltar da sinagoga, pois assim as crianças
poderão presenciar mais do “Sêder” antes de adormecerem. No entanto, em
anos quando o primeiro dia de Pessach cai no fim do Shabat, não é permitido
preparar a mesa antes do termino do Shabat.
Hagadá de Pessach 23

Em Pessach deve-se usar as louças e os talheres mais bonitos que a


pessoa tem (obviamente têm que ser “Casher” para Pessach), ainda mais
do que no shabat, para demonstrar que agora estamos livres. Diz o grande
Kabalista o Arizal, que o uso de louças bonitas para Pessach tem o poder
de “lechaper” (expiar) pelo fato de termos usufruído de luxos supérfluos
durante o resto do ano.

Bênçãos das velas de Pessach

(zaye) aeh mei zexp zwlcd xcq


A dona da casa recita a bênção:
dwilcn k"g`e zexpd lr zkxan dy`d

EpËv¦ e§ ,eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀


¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` ,dë�di§ dŸ`© KExÄ
.a�eh m�ei (e§ zäy© :mitiqen zaya) ly¤ x¥p wi¦lc©§ dl§
.dxez ilecb eidiy miclid lr lltzdl mibdep dwlcdd ixg`e
epqtcde ,gqt axra "zekn xyr"d ceq cenil `ede ,dpy lk dxinyl daeyg dlebq dpyi
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, .myn ashêr
epgwkideshánu
,dcbdd seqa
bemissvotáv vessivánu lehadlík nêr shêl (se Yom Tov cai no Shabat diz-se:
Shabát ve) Yom Tov.

Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus
mandamentos e nos ordenou acender as velas de (se Yom Tov cai no Shabat diz-se: de Shabat
e) Yom Tov.

Após a bênção, a dona da casa acende as velas. Obs: Algumas


famílias, mesmo sefaraditas, costumam recitar a bênção somente depois do
acendimento das velas, cobrindo os olhos com as mãos durante a bênção.
Quem têm este costume, têm no que se basear e não necessita mudar de
atitude, porem o costume mais correto (para os sefaradím) seria recitar a
bênção antes do acendimento.
24 Hagadá de Pessach

Pela Halachá é mais correto que as mulheres sefaraditas não recitem a


berachá de “shehecheanu” quando acendam as velas, e sim que escutem a
berachá de “shehecheanu” no Kidush e respondam “amen”. No entanto mu-
lheres que costumam dizer a bênção de “shehecheanu”, podem continuar
em seu costume se quiserem, porem devem tomar dois cuidados: 1) recitar
(zaye) aeh mei zexp zwlcd xcq
“shehecheanu” somente depois de ter acendido pelo menos uma das velas
(o contrário da bênção de “lehadlik”, que deve ser dita preferivelmente antes
do acendimento das velas, para os sefaradím, como citado acima). 2) prefe-
rivelmente não devem responder “amen” quando escutarem a berachá de
dwilcn(porém
“shehecheanu” no Kidush k"g`e zexpd lr zkxan
tem quem dy`dresponder, nas noites
permite
EpËv¦ e§ ,eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀
do Seder). ¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` ,dë�di§ dŸ`© KExÄ
Depois de acender as .a� velas,
eh m�as
ei (mulheres costumam
e§ zäy© :mitiqen zaya) pedir
ly¤ x¥ap D’us
wi¦lc©§que
dl§
seus filhos sejam eruditos de Torá, pois a mitsvá das velas é propícia para
tal.
.dxez ilecb eidiy miclid lr lltzdl mibdep dwlcdd ixg`e
epqtcde ,gqt axra "zekn xyr"d ceq cenil `ede ,dpy lk dxinyl daeyg dlebq dpyi
.myn epgw ,dcbdd seqa
Hagadá de Pessach 25

ETAPAS DO SÊDER rsxv hbnhx


xcqd ipniq
Antes de começar o “Sêder” de Pessach, costuma-se recitar as “palavras
chaves” (em formato poético) que resumem cada etapa das cerimônias do
“Sêder”:

.dS̈n© .`ivFn¦ .dv̈g§ x¨ .ciB¦ n© .u©gi© .q©Rx©§ M .u©gxE§ .WC¥ w©


.dv̈x¦§ p .l¥Nd© .KxÄ
¥ .oEtv̈ .KxFr¥ og̈§lWª .KxFM ¥ .xFxn̈
Kadêsh Urcháts, Carpás Yacháts, Maguíd Rochtsá, Motsí Matsá,
Marôr Korêch, Shulchán Orêch, Tsafún Barêch, Halêl Nirtsá.

Kadêsh Recitar o Kidush

Urcháts Lavar as mãos sem berachá

Carpás Comer o Carpas.

Yacháts Quebrar a Matsá do meio

Maguíd Recitação da Hagadá.

Rochtsá Lavar as mãos com berachá.

Motsí Bênção de Hamotsí sobre a Matsá.

Matsá Bênção sobre a mitsvá de comer a Matsá,

Marôr Comer Marôr.

Korêch Comer combinação de matsá e Marôr.

Shulchán Orêch Refeição festiva

Tsafún Comer o Afikomín

Barêch Birkát Hamazôn [Bênção após a refeição].

Halêl Salmos de louvor.

Nirtsá O Sêder é aceito favoravelmente pelo Criador.


26 Hagadá de Pessach

Cadesh, urchats, carpás yacháts...


Antes de iniciar o Sêder de Pêssach, costuma-se anunciar os tópicos
da noite do Sêder. Qual é o objetivo deste anúncio? Por que se coloca
antecipadamente uma bandeja com todos os elementos necessários (maror,
carpás, charôsset...) para o Sêder? Por que estes elementos não são trazidos
aos poucos, conforme a sua necessidade?
A resposta é um conceito importante na psicologia moderna.
Crianças, principalmente as mais novas, sentem-se mais confortáveis e
abertas a receber informações novas quando se deparam antes com parte
da informação. Livros infantis para crianças pequenas bem estruturados
psicologicamente, recapitulam informações da página anterior antes de
acrescentar novas informações. O desafio da nova informação é mais fácil
para a criança, quando ela percebe que parte do novo contexto é familiar e
conhecido. Por isto, antecipamos todos os tópicos e expomos os elementos
sobre os quais falaremos com a criança no decorrer do Sêder.

Kadesh – o Kidush ase


ycw
.(ifreld wlga ex`azp zekldd ixwir) miaeqnd lkl oey`x qek oibfen
ig yi` oad lra oe`bd i"r dxaegy dywae "cegi myl" xnel oixcdny yi ,yeciwd iptl
.myn epgw ,igkepd xtqd seqa eqtcpe ,l"wevf
,mzbdpdl xewn oi` ,xweaa yeciwa wx exne`l mibdepy el`e) `ad xenfnd xnel oekp
Enche-se.(dqpxtl
o primeiro copo,l"fix`d
lbeqn `ede (de todos os participantes)
i"tr ,zayd zecerq lka xnelcom
`ed vinho
oekpde
vermelho. Quem tem um pouco de dificuldade de tomar vinho, pode usar
suco de uva. Deve-se encher o copo até a borda. Tem quem costuma que
in¥ lr© i¦pv¥ iA¦ x©§ i `W¤ C¤ zF`§pA¦ :xq̈g§ ¤̀ `�l ir�¦ x dë�di§ ce¦c̈§l xFn§fn¦
cada um dos participantes enche o copo de outro, pois o fato do copo ser
cheio através de um companheiro em vez de si próprio, demonstra que não
iM¦ m©B :FnW§ or© n§ © l wc¤ ¤ v i¥lB§ r§ n© a§ i¦pg¥ p§ i© a¥aFW§i iW¦ t©
somos mais escravos. Pela Kabalá acrescenta-se três gotas de água.
§ p :i¦pl¥ d£ p© i§ zFgªpn§
LY§¤ prO© W§condutor
nE
¦ Lh§ a§ W¦ ic¦ Ör¦ dŸ`© iM¦ rẍ `ẍi`¦ `�l z¤en̈§lv© `i¥bA§ K¥l ¥̀
do Sêder (o chefe de família) recita o Kidush em voz alta
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qFM
¦ aiintenção
W`�
¦ x o¤nque

¤ a suas
Ÿ§pX© bênçãos
C¦ iẍxFv§ sejam
c¤bp¤ válidas
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pẗ§ltodos
j�xr£Y©os:i¦participantes,
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Hagadá de Pessach 27
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:minï
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Mizmôr ledavíd Adonái roí lô:mixne` echssár.zaya Bin’ôt lgykdêshe iarbissêni, al mê menuchôt
,mzbdpdl xewn oi` ,xweaa yeciwa wx exne`l mibdepy el`e) `ad xenfnd xnel oekp
ienahalêni. Nafshí ieshovêv,
.(dqpxtl lbeqn ianchêni
`ede ,l"fix`d bemaaguelê
i"tr ,zayd sêdek
zecerq lemaán
lka xnel shemô.
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ki elêch beguê salmávet, lô irá rá ki atá imadí, shivtechá umish’antêcha hêma
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¤ FYk`© § ln§ iri ¦ a¦ X§ d©
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roshíin¥kosí
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©tov ¦ zF`§
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Ÿ`© iM¦ nada
rẍ `ẍi `¦ `�lElez¤ en̈§lv© deitar
`i¥bAem § K¥pastos
l ¥̀
:zFUr© £l mid�l¡¦ ` `me ẍÄfaltará.
xW£̀
¤ FYk`© §melfaz n§ lM̈n¦ z© aẄ
iqFM
¦ meiW`�
verdes, ¦ guiará
x o¤nem

¤ aáguas
Ÿ§pX© tranqüilas.
C¦ iẍxFv§ c¤ Abp¤minha
og̈§lWªalma
i©pẗ§(Ele)
l j�xdeixará
r£Y© :i¦pdescansar,

ª gp© i§ dÖ¥dme
colocará
Kx�¤`l§emdëcaminhos
�di§ zi¥aAretos,
§ iY¦ apelo
§ W© e§Seu
iï©gnome.
¥ i Mesmo
in§ lM̈ i¦pEtqueC§ x¦eu
§ i andar
c¤qg¤ ë pelo
aFhvaleK`©da:dïë
sombra

da morte, não temerei do mal, porque Tu estás comigo. A Tua vara e o Teu apoio me
consolam. Preparas uma mesa perante mim perante meus inimigos. Ungiste minha
:minï
¦
cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Somente benefício e bondade me perseguirão
todos os dias da minha vida; e vou:mixne` morar zaya
na casa do Senhor por inúmeros dias.
lgyk
mFI©A mid�l¡
¦ ` l©ki§ e© :m`ä
¨ v§ lk̈e§ ux¤`¨ d̈e§ m¦in© Ẍd© ENk§ª ie© .iX¦ X¦ d© mFi
Fzk`©
§ ln§ lM̈n¦ iri
¦ a¦ X§ d© mFI©A z�AW¦ § Ie© ,dÜr̈ xW£̀
¤ FYk`©§ ln§ iri ¦ a¦ X§ d©
Fa iM¦ ,FzF` WC¥ w§
© ie© iri
¦ a¦ X§ d© mFi z ¤̀ mid�l¡
¦ ` Kxä§
¤ ie© :dÜr̈ xW£̀ ¤
:zFUr©£l mid�l¡¦ ` `ẍÄ xW£̀ ¤ FYk`©§ ln§ lM̈n¦ z©aẄ
28 Hagadá de Pessach

Iom hashishí. Vaichulú hasha-máim vehaáres vechôl sevaám. Vaichál


Elôhim baiôm hashevií melachtô ashêr assá, vaishbôt baiôm hashevií
mikôl melachtô ashêr assá. Vaivárech Elôhim êt iom hashevií vaikadêsh
otô, ki vo shavát micôl melachtô ashêr bará Elôhim laásot.

O sexto dia. E os céus e a terra e todos os seus exércitos foram concluídos. E


no sétimo dia D’us terminou a Sua obra que tinha feito, descansou no sétimo
dia de toda a obra que tinha feito. E D’us abençoou o sétimo dia e o santificou,
porque nele descansou de toda a obra que D’us criou a fazer.

Quando Pessach começa durante a semana, começa-se aqui:

:o`kn miligzn lega lgyk


:mc̈rFn
£ A§ mz̈F` E`x§ w§ Y¦ xW£̀
¤ ,Wc�¤ w i ¥̀ ẍw§ n¦ dë�di§ ic¥ rFn
£ d¤N ¥̀
:l ¥̀ ẍU¦
§ i i¥pA§ l ¤̀ ,dë�di§ ic¥ rFn
£ z ¤̀ dW�
¤ n x¥Ac§© ie©
(miigl :mipere) .op̈x¨n̈ ix¦ a©
§q
.o¤tB¤ d© ix¦ R§ `xFA ¥ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
lM̈n¦ EpÄ x©gä xW£̀ ¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
Epi¥dmoadê
Êle �l¡` dëAdonái
�di§ Epl̈mikraê
oY¤ Y©
¦ e kôdesh,
.eiz̈Fv§ nashêr
¦ A§ Eptikrêu
ẄC§ w¦ e§otám
,oFWl̈bemoadám
lM̈n¦ Epn̈. nFx
§ e§ ,mr̈
Vaidabêr moshê êt moadê A-dô-nai êl benê Israêl.
mi¦Pn§© fE miB© ¦ g ,dg̈n§ U§ ¦ l mic¦ rFn £ (E dg̈Epn¦§ l zFzÄW© :zaya) dä£d`© A§
Savrí maranán.
mFi z ¤̀ e§ ,d¤Gd© zFSO© © d b©g mFi z ¤̀ (e§ d¤Gd© zÄW©
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, borê perí haguêfen.
© d mFi z¤̀ :zaya) ,oFUÿ§l
x¤kf¥ Wc�¤ w `ẍw§ n¦ dä£d`© A§ EpzEx¥ ¥ g on§ © fos participantes
(e ,d¤Gd© WcFw ¤ respondem
`ẍw§ n“amên”)
¦ aFh
:zaya) ,miO¦ rd̈ © lM̈n¦ ŸW§ C© w¦ Epz̈F`e§ Ÿx©§ gä Epä iM¦ .m¦ix©v§ n¦ z`i © vi¦¦ l
oFU ÿaE
Estas § asdg̈festividades
são n§ U¦ A§ (oFvde xD’us,
¨aE
§ dä£ d`© A§ :zaya
convocações LW¤ devem
) que
santas c§ ẅ iser
c¥ rFn
£proclamadas
(E zFzÄ
emW © e§
lsuas
¥̀ ẍy¦
§datas.
i (e§ zÄW© © d :zaya) WC¥ w© n§ ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ .EpŸ§lg© p§ d¦
E disse Moshe as festividades de D’us para os filhos de Israel. .mi¦Pn§© Gd© e§
Atenção Senhores.
:mitiqen
Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us, Rei do Universo, y"vena
que cria o frutoxcqd lil lgyk
da videira.
.W ¥̀ d̈ ixF` ¥ ,ml̈Frd̈( eK¤losn¤ participantes
¥ n§ `xFA respondem “amên”)
Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
,KWFg
¤ l§ xF` oi¥aE ,lFg§l Wc�¤ w oi¥A liC¦ a§ O© d© ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
mFi zX© cªw¦§ l zÄW© zX© cªw§ oi¥A ,dU¤ r£O© d© in§ ¥ i zW¤ W¥ l§ iri
¦ a¦ W§ d© mFi oi¥aE ,miO¦ rl̈
© l ¥̀ ẍU¦ § i oi¥aE
LO§ r© z ¤̀ ŸW§ C© w§ d¦ e§ ,Ÿ§lC© a§ d¦ e§ ŸW§ C© w§ d¦ dy¤ r£O© d© in§
¥ i zW¤ X¥ n¦ iri
¦ a¦ X§ d© mFi z ¤̀ e§ ,Ÿ§lC© a§ d¦ aFh
.Wc�¤ wl§ Wc�¤ w oi¥A liC¦ a§ O© d© ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ .Kz̈Ẍcªw§ A¦ l ¥̀ ẍU¦ §i
Epn̈§Iw¦ e§ Epï¡gd¤ W¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
.d¤Gd© on§© Gl© Epr̈iB¦ d¦ e§
:o`kn miligzn lega lgyk
:mc̈rFn
£ A§ mz̈F` E`x§ w§ Y¦ xW£̀
¤ ,Wc�¤ w i ¥̀ ẍw§ n¦ dë�di§ ic¥ rFn
£ d¤N ¥̀
:l ¥̀ ẍU¦
§ i i¥pA§ l ¤̀ ,dë�di§ ic¥ rFn
£ z ¤̀ dW�
¤ n x¥Ac§© ie©
(miigl :mipere)
Hagadá .op̈x¨n̈ ix¦ a©
de Pessach §q 29
.o¤tB¤ d© ix¦ R§ `xFA
¥ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
lM̈n¦ EpÄ x©gä xW£̀ ¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
Epi¥d�l¡` dë�di§ Epl̈ oY¤ Y© ¦ e .eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ e§ ,oFWl̈ lM̈n¦ Epn̈nFx
§ e§ ,mr̈
mi¦Pn§© fE miB© ¦ g ,dg̈n§ U§¦ l mic¦ rFn
£ (E dg̈Epn¦§ l zFzÄW© :zaya) dä£d`© A§
mFi z ¤̀ e§ ,d¤Gd© zFSO© © d b©g mFi z ¤̀ (e§ d¤Gd© zÄW© © d mFi z¤̀ :zaya) ,oFUÿ§l
x¤kf¥ Wc�¤ w `ẍw§ n¦ dä£d`© A§ EpzEx¥ ¥ g on§ © f ,d¤Gd© WcFw ¤ `ẍw§ n¦ aFh
:zaya) ,miO¦ rd̈ © lM̈n¦ ŸW§ C© w¦ Epz̈F`e§ Ÿx©§ gä Epä iM¦ .m¦ix©v§ n¦ z`i © vi¦¦ l
oFUÿaE § dg̈n§ U¦ A§ (oFvx¨aE§ dä£d`© A§ :zaya) LW¤ c§ ẅ ic¥ rFn £ (E zFzÄW© e§
l ¥̀ ẍy¦
§ i (e§ zÄW©© d :zaya) WC¥ w© n§ ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ .EpŸ§lg© p§ d¦
.mi¦Pn§© Gd© e§
:mitiqen y"vena xcqd lil lgyk
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, ashêr bachár bánu, micôl am
veromemánu micôl .W ¥̀ d̈ ixF`
lashôn, ¥ vekideshánu
n§ `xFA¥ ,ml̈Frd̈bemissvotáv,
K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i
vatitên dë
lánu�di§ dAdonái
Ÿ`© KExÄ
Elohênu
¤ l§ xF`beahavá
,KWFg oi¥aE ,lFg§(no l Wshabat
c�¤ w oi¥Aacrescenta-se: shabatót lim’nuchá u) moadím lesimchá,
liC¦ a§ O© d© ,ml̈Fr d̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
chaguim uzmaním lessassôn, êt iom (no shabat acrescenta-se: hashabát hazê veêt iom)
mFi zX© cªw¦§ l zÄW© zX© cªw§ oi¥A ,dU¤ r£O© d© in§ ¥ i zW¤ W¥ l§ iri
¦ a¦ W§ d© mFi oi¥aE ,miO¦ rl̈
© l ¥̀ ẍU¦ § i oi¥aE
chag hamassôt hazê, et iom tov mikrá kôdesh hazê, zemán cherutênu beahavá
LO§ r© z ¤̀ ŸW§ C© w§ d¦ e§ ,Ÿ§lC© a§ d¦ e§ ŸW§ C© w§ d¦ dy¤ r£O© d© in§¥ i zW¤ X¥ n¦ iri¦ a¦ X§ d© mFi z ¤̀ e§ ,Ÿ§lC© a§ d¦ aFh
mikrá kôdesh, zêcher lissiát missráim. Ki vánu bachárta veotánu kidáshta
.Wc�¤ wl§ Wc�¤ w oi¥A liC¦ a§ O© d© ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ .Kz̈Ẍcªw§ A¦ l ¥̀ ẍU¦
micôl haamím (no shabat acrescenta-se: veshabatôt) umoadê kodshechá (no shabat
§i
acrescenta-se: beahavá uvrassôn) beshimchá uvsassôn hinchaltánu. Báruch
Epn̈§Iw¦ e§ Epï¡gd¤ W¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
atá Adonái, mekadêsh (no shabat acresenta-se: hashabát ve) Israêl vehazemaním.
.d¤Gd© respondem
(e os participantes on§© Gl© Ep“amên”)
r̈iB¦ d¦ e§
aex t"kr e` ,qekd lk ezyi dligzkle ,l`ny cv lr daqda qekd ezyie
Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us,
."`gqtc `qk"Reioipnk
do Universo,
,l"n 81que nos escolheu,
xeriyn zegt de `lentre
la`todos
,qekd
os povos, e levantou-nos acima de todas as línguas, e nos santificou através de seus
mandamentos. E Tu, Senhor, nosso D’us, nos deu com amor (No Shabat adicionar:
Shabatot para descansar e) festivais para nos alegrarmos, festas e épocas festivas de regozijo,
(No Shabat: este dia do Shabat e) este dia da Festa de Matsot e este Yom Tov de convocação
santa, a época de nossa liberdade (no Shabat: com amor), uma convocação santa, em
memória a saída do Egito. Pois Tu nos escolhestes e nos santificastes de todos os povos,
e Tu tens nos dado como herança (No Shabat: os Shabatot e) os Festivais santos (No
Shabat: com amor e vontade), com felicidade e alegria. Bendito és Tu, Senhor, que
santifica (No Shabat: o Shabat e) Israel e as épocas.
( e os participantes respondem “amên”)
.o¤tB¤ d© ix¦ R§ `xFA ¥ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
lM̈n¦ EpÄ x©gä xW£̀ ¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
Epi¥d�l¡` dë�di§ Epl̈ oY¤ Y© ¦ e .eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ e§ ,oFWl̈ lM̈n¦ Epn̈nFx § e§ ,mr̈
mi¦Pn§
© fE miB© ¦ g ,dg̈n§ U§ ¦ l mic¦ rFn £ (E dg̈Epn¦§ l zFzÄW© :zaya) dä£d`© A§
mFi z ¤̀ e§ ,d¤Gd© zFSO© © d b©g mFi z ¤̀ (e§ d¤Gd© zÄW© © d mFi z ¤̀ :zaya) ,oFUÿ§l
z`i© vi¦
¦ l x¤kf¥ Wc�¤ w `ẍw§ n¦ dä£d`© A§ EpzEx¥ ¥ g on§ © f ,d¤Gd© WcFw ¤ `ẍw§ n¦ aFh
(E zFzÄW© e§ :zaya) ,miO¦ rd̈ © lM̈n¦ ŸW§ C© w¦ Epz̈F`:o`kn e§ Ÿx©§ gämiligzn
Epä iM¦ lega
.m¦ix©v§lgyk

30 KExÄ .EpŸ§lg© p§ d¦ oFUÿaE Hagadá de Pessach
§ dg̈n§ U¦ A§ (oFvẍaE§ dä£d`© A§ :zaya) LW¤ c§ ẅ ic¥ rFn £
:mc̈rFn
£ A§ mz̈F` .mi¦Pn§© GdE`
© e§ xl§ w¥̀§ ẍY¦ y¦
§ ix(W£̀
e§¤ zÄW©
© d,W:zaya
c�¤ w )i W¥̀ ẍC¥ww©§ nn§¦ ,idpecd`i
dë�di§ idëc¥�rFn
d£i§ dŸd¤
`© N ¥̀
[Quando Pessach começa
:mitiqenno fim do
y"vena :l ¥̀ ẍU¦
Shabat,
xcqd § i i¥pA§ l ¤̀ ,dë�di§ ic¥ rFn
adicione o seguinte:
lil lgyk £ z ¤̀ dW�
¤ n x¥Ac§© ie©
.W ¥̀ d̈ ixF`
¥ n§ `(xFA
¥miigl
,ml̈Fr d̈ K¤ln¤ Epi¥
:mipere) .op̈dx�l¡
¨n̈` iidpecd`i
§ q dë�di§ dŸ`© KExÄ
x¦ a©
.o¤tB¤Wd©c�¤wix¦oi¥R§A `lixFA C¥¦ a§ O©© d,ml̈Frd̈
,ml̈Frd̈ K¤ K¤lln¤n¤ Epi¥ d�l¡
Epi¥ d`�l¡idpecd`i
` idpecd`i dë�di§ dë
dŸ�d`© i§ KExÄ
dŸ`© KExÄ
zW¤ W§ ¥ l iri ¦ a¦ W© § d mFi oi¥aE ,miO¦ rl̈ © l ¥̀ ẍU¦ § i oi¥aE ,KWFg§ ¤ l xF` oi¥aE ,lFgl§
lM̈n¦ EpÄmFix©zgä¤̀ e§ x,Ÿ§W£̀ ¤lC©a§ d¦ ,ml̈Frd̈aFh mFi K¤ zX l© nc¤ªw¦§ lEpi¥ d�l¡
zÄ W© `zX©idpecd`i
cªw§ oi¥A ,ddë U¤ r�£dO©
©i§ddi¥n§Ÿi`© KExÄ
Epi¥d�l¡` Ldë O§ r�©dzi§ ¤̀Epl̈ŸW§ oC©Y w¤§ dY©
¦ ¦e§ e,Ÿ§.ei
lC©z̈F
a§ d¦ ev§§ Ÿn¦ WA§§ C© wEp
§ d¦ ẄdCy¤§ wr¦£O©
e©§ d,oFWl̈
i¥n§i zW¤lM̈ X¥ n¦n¦ iri¦Epa¦n̈X©
§ nFx
d§ e§ ,mr̈
.Wc�¤ wl§ Wc�¤ w oi¥A liC¦ a§ O© © d ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ .Kz̈Ẍcªw§ A¦ l ¥̀ ẍU¦ §i
mi¦Pn§ © fE miB© ¦ g ,dg̈n§ U§ ¦ l mic¦ rFn £ (E dg̈Epn¦§ l zFzÄW© :zaya) dä£d`© A§
Epn̈§Iw¦ atá
z ¤̀ e§ e,d¤
mFiBarúch § Epï¡
d© gzFS
GAdonái d¤ W¤ Elohênu
©,ml̈Frd̈
O© d b©g mêlech mFiK¤lzn¤ ¤̀haolám, Epi¥d�l¡`borê
(e§ d¤Gd© zÄW©
idpecd`i
meorê haêsh. dë�di§ dŸ`© KExÄ
© d mFi z¤̀ :zaya) ,oFUÿ§l
(e os participantes .d¤Gd©respondem
on§© Gl© Ep“amên”)
r̈iB¦ d¦ e§
x¤k(Quando
f¥ `lWc�la`
¤ wfor,qekd`ẍesta
dita waex
§ n¦bênção,
t"kr
dä£ e`
d `©
deve-se
,qekd
A§ Ep
observar
lk
zEx¥
¥
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ogbrilho
dligzkle
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© daf ,d¤
luz
,l`ny
G
dad
© velaWrefletido
cv lr
cFw
¤
daqda
`
nas ẍ
qekd
w § ezyie
unhas n¦ daaFh
mão. Esta vela deve ser acesa com um fogo que ja estava aceso desde antes do Shabat.)
:zaya) ,miO¦ rd̈ © lM̈n¦ ŸW§ C© w¦ Epz̈F`."`gqtc e§ Ÿx©§ g`qk ä Epä" oipnkiM¦,l"n .m¦81ix©xeriyn
v§ n¦ zzegt `i
© vi¦ ¦ l
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, hamavdíl ben kôdesh lechôl,
oFUuvenÿaE§ or dg̈ n§ U¦ A§ (oFv
lechôshech, uvên x¨aE
§ Israêl dä£dlaámim,
`© A§ :zaya uvên) iom LW¤ hashevií
c§ ẅ ic¥ rFn £ (E zFzÄ
leshêshet iemê W © e§
l ¥̀hamaasê.
§ i (e§ Ben
ẍy¦ zÄW© ©kedushát
d :zayashabát ) WC¥ wlikdushát
© n§ ,idpecd`i
mishêshet iemê hamaasê kidáshta, vehivdálta vehikdáshta et amechá Israêl
iom tov hivdálta, veêt iom hashevií
dë�di§ dŸ`© KExÄ .EpŸ§lg© p§ d¦
bikdushatách. Barúch atá Adonái, hamavdíl ben kôdesh lekôdesh. .mi¦Pn§© Gd© e§
(e os participantes respondem “amên”)].
:mitiqen y"vena xcqd lil lgyk
Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us, Rei do Universo, que cria as luzes do fogo.
Bendito és Tu, Senhor, .W ¥̀ nosso
d̈ ixF`
¥ D’us,
n§ `xFA¥ Rei,ml̈Fr d̈ K¤ln¤ Epi¥que
do Universo, d�l¡`faz idpecd`i dë�di§ dŸentre
uma distinção `© KExÄ
¤o sagrado
,KWFg l§ xF` oi¥ e o profano, entre luz e trevas, entre Israel e as nações, entre o sétimo dia
aE ,lFg§l Wc�¤ w oi¥A liC¦ a§ O© d© ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
e o trabalho de seis dias. Tu fizestes uma distinção entre a santidade do Shabat e a
mFisantidade
zX© cªw¦§ l zÄ W© zX© cªw§ oi¥A ,dU¤ r£O© d© in§ ¥ i zW¤ W¥ l§ iri¦ a¦ W§ d© mFi oi¥aE ,miO¦ rl̈
do Yom Tov, e Tu distinguistes e santificastes o sétimo dia sobre os seis
© l ¥̀ ẍU¦ § i oi¥aE
LO§ rdias
© z ¤̀daŸcriação,
W§ C© w§ d¦ e§e,Ÿ§
lC© a§ d¦ e§ ŸW§ Seu
santificastes C© w§ d¦ povo
dy¤ r£deO© dIsrael
© in§
¥ i com
zW¤ X¥a nSua
¦ iri¦ santidade.
a¦ X§ d© mFi Bendito
z ¤̀ e§ ,Ÿ§lésC© aTu,
§ d¦ aFh
Senhor, que fazes.Wuma c�¤ wl§ distinção
Wc�¤ w oi¥Aentre
liC¦ a§ Oo© dsagrado
© ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ .Kz̈Ẍcªw§ A¦ l ¥̀ ẍU¦
e o sagrado. §i
Epn̈§Iw¦ e§ Epï¡gd¤ W¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
.d¤Gd© on§© Gl© Epr̈iB¦ d¦ e§
aex t"kr e` ,qekd lk ezyi dligzkle ,l`ny cv lr daqda qekd ezyie
."`gqtc `qk" oipnk ,l"n 81 xeriyn zegt `l la` ,qekd
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, shehecheiánu vekiemánu,
vehiguiánu lazemán hazê. (e os participantes respondem “amên”)

Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us, Rei do Universo, que nos concedeu a vida,
nos sustentou e nos permitiu chegar a esta ocasião.
Hagadá de Pessach 31

Mulheres que costumam dizer a bênção de “shehecheanu” quando acendem as velas,


preferivelmente não devem responder amen sobre esta bênção (vide o explicado acima nas
leis do acendimento das velas). Quando se pronuncia esta benção, é correto ter a intenção
também sobre as mitsvot da Matsá e do Maror. Esta benção é recitada também no segundo dia
do Sêder (na diáspora), porem não será recitada no Kidush dos dois últimos dias de Pessach.

Imediatamente após recitar as bênçãos, reclinar sobre o lado esquerdo e


beber pelo menos a quantia de um “reviít” (81ml ou 86ml - vide explicação
abaixo) de vinho ou suco de uva, e esta quantia deve ser bebida rapidamente,
gole apos gole. Preferivelmente deve-se beber o copo inteiro, ou pelo menos
a maioria do copo, mesmo que este comporte o dobro de 86ml.
A quantidade de 86ml foi calculada tendo como base a medida árabe chamada “Darham”,
citada pelo Rambam e pelo Shulchan Aruch, medida esta que existe até hoje entre os árabes
(3,2 g). Nos últimos anos, foi feita uma pesquisa nos museus do mundo inteiro, para descobrir
quanto pesava um “Darham” na época do Rambam, e descobriu-se que pesava menos do que
se pensava (3g), mesmo levando em consideração a oxidação do material durante tantos anos.
Segundo esta pesquisa, o reviít é 81ml e não 86ml. O Gaon Rabi Ovadiá Yossêf Shelita, em
seus livros Maor Israel e Halichot Olam, apoiou os resultados desta pesquisa.

Quem não pode tomar estas quantias de vinho ou suco de uva por motivos de saúde,
pode tomar 44ml. Quem tem certeza absoluta que seu vinho é 100% composto de uvas, pode
acrescentar 49% de água, de forma que os 44ml bebidos serão compostos de apenas 23ml de
vinho ou suco de uva. Se levarmos em conta a pesquisa citada acima, a pessoa doente pode
tomar 41ml compostos de apenas 21ml de vinho ou suco de uva. Obs. Para doentes em geral
aconselha-se vinho seco, que é menos prejudicial do que suco de uva, consulte seu médico.

Devemos frisar que muitas fábricas (em Israel e nos EUA) acrescentam água em
seus vinhos e no suco de uva (e através de açúcar e sabores artificiais “escondem” o sabor
verdadeiro), o que é legal pelas leis governamentais e é valido para os Ashkenazím, mas
é um problema pela lei judaica para os Sefaradím, pois vinho ou suco de uva nos quais se
misturou mais de 49% água, não são “derech mezigá” (padrão mínimo de concentração do
vinho segundo o usual), e conseqüentemente são considerados pela halachá como “água com
vinho” e não “vinho com água”, não sendo próprios para o Kidush. Aconselhamos o uso de
vinho/suco de uva das firmas israelenses “Carmêl Mizrachi” ou “Ikevê Ierushalaim” que são
compostos quase absolutamente de uva. O vinho “Guefen” brasileiro também é próprio para
Sefaradím, e pode-se acrescentar nele até 1/3 de água.

Mesmo para os Ashkenazím, segundo o parecer do Gaon Rav Yossef Shalom Eliashiv
Shelita, no caso de suco de uva (não vinho), mesmo um pouco de água já é suficiente para
mudar um pouco seu gosto e consequentemente desapropriá-lo para o Kidush.

Mesmo que nos demais Shabatot e festividades somente o chefe de


família (que recita o kidush) bebe a quantia de “reviít” do vinho ou suco
32 Hagadá de Pessach

de uva, no entanto na noite do “Sêder” todos os participantes devem tomar


pelo menos um “reviít”, tanto homens quanto mulheres. Crianças que
entendem a História do Êxodo, também devem beber um pouco, porem
não há necessidade de que tomem “reviít” do vinho vinho (no entanto é
correto tomarem suco de uva pelo menos na quantia que seria suficiente
para encherem uma de suas bochechas).
O motivo de existirem quantias exatas para o consumo mínimo do
vinho e das matsot, é porque a Mitsvá é de “beber” vinho e “comer” matsá,
e não “experimentar” vinho e “experimentar” matsá, sendo que as quantias
citadas são o mínimo necessário para o corpo humano sentir certa satisfação
(ou seja, menos fome), o que então é considerado mais do que simplesmente
“experimentar”.
Importante: Devemos beber enquanto sentados, reclinados sobre
o lado esquerdo, como um sinal de liberdade. “Reclinar” não significa
simplesmente entortar o corpo, e sim que se deve apoiar o corpo (como por
exemplo apoiar o braço esquerdo sobre a mesa e apoiar o peso do corpo
sobre o braço). Segundo o parecer do Gaon Harav Ben Tsion Aba Shaul z.t.l.,
deve-se reclinar pelo menos 45 graus.
O costume dos sefaradím é que também as senhoras devem reclinar.
Também pessoas que são canhotas devem se reclinar sobre o lado esquerdo.
Homens adultos que acidentalmente beberam sem reclinar, devem beber
novamente, devidamente reclinados, sem recitar a bênção.
A lei judaica proíbe comer ou beber reclinando sobre o lado direito, pois
o alimento ingerido pode acabar entrando na laringe, assim obstruindo a via
respiratória.
Hagadá de Pessach 33

ugxe
Urcháts .jru
.i"hpr jxai `le eici lehi
.xtqd seqa qtcpe ,"cegi myl" xnel oixcdny yi ,dlihpd iptl
Faz-se “Netilát Yadáim” (despeja-se água nas mãos por intermédio de
um recipiente, três vezes na mão direita e depois três vezes na mão esquerda,
de forma que em cada despejo a água cubra a mão inteira desde a ponta dos
dedos até o pulso), sem recitar a bênção. Esta “netilá” é feita para podermos
comer o Carpás mergulhado na água, pois pela Halachá, o consumo de
alimentos molhados (sem o uso de talheres) necessita “netilá”.

Carpás xprf
Mergulha-se o Carpás em água salgada ou vinagre. Tem ainda quem
costuma mergulhar na água com limão, quem tem este costume deve tomar
dois cuidados: 1) devidamente exprimir o limão na véspera de Pessach. 2) É
qtxk
correto que a maioria seja água e somente a minoria limão.
Depois de mergulhar, recitar-se a seguinte bênção:

jxaie unega e` gln ina liahie ,dpexg` dkxaa aiigzi `ly ick ,zifkn zegt qtxk gwi
yi ,qtxkd leaih iptl .xexnd zlik` mb ef dkxaa xehtl oiekie .dnc`d ixt `xea
.xtqd seqa qtcpe ,"cegi myl" xnel oixcdny

.dn̈c̈£̀ d̈ ix¦ R§ `xFA


¥ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
.daqd ila lk`ie

Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us, Rei do Universo, que cria o fruto da terra.
Ao recitar esta bênção ter em mente que é também para o Marôr que
será comido mais tarde.
Come-se um pouco do Carpás preferivelmente sem usar talheres. É
correto comer do Carpás somente uma quantia não excedente de um “Kazáit”
34 Hagadá de Pessach

(neste caso deve-se considerar o “Kazáit” como sendo 19 gramas). Não é


necessário se reclinar quando se come o Carpás.
Vários motivos foram dados para o consumo deste alimento na noite
do Sêder, entre eles: 1) Despertar a curiosidade das crianças. 2) Mostrar
que somos livres e não escravos, pois pessoas ricas comem uma verdura no
começo da refeição para abrir o apetite (o contrario de pessoas pobres que
preferem não despertar o apetite). 3) Para não ter muita interrupção entre o
Kidush e o começo da refeição.
A água salgada nos lembra as lagrimas de nossos antepassados no
Egito. O Rabi Chaím Zonenfeld z.t.l. explicou que é também para lembrar
a água do mar na qual foram afogados os egípcias e seus cavalos. A palavra
ugi
“Carpás” é composta das letras inicias do versículo (Shemot 14:9): “Côl Sús
Rêchev Par’ô” - “todos os cavalos das carruagens do Faraó”.
Pela Kabalá é correto deixar sobrar um pouco de Carpás na bandeja, até
ohwd
o finalwlgde ,onewit`l
do Seder. ripvi lecbd
O mesmo wlgdem
é correto ,miwlg ipyla dpwlgie
relação todos oszirvn`d
demaisdvnd
itens gwi
da
zxeva ohwd wlgde ,e"`e ze` zxeva didi lecbd wlgd ceqd i"tr .zevnd ipy oia epgipi
bandeja.
.z"lc ze`

Yacháts ugi .jh

ohwd wlgde ,onewit`l ripvi lecbd wlgd ,miwlg ipyl dpwlgie zirvn`d dvnd gwi
zxeva ohwd wlgde ,e"`e ze` zxeva didi lecbd wlgd ceqd i"tr .zevnd ipy oia epgipi
.z"lc ze`
.xtqd seqa qtcpe ,"cegi myl" xnel oixcdny yi ,dvnd zriva iptl
dkexk oinewit`d zqext z` miwifgny i"r ,miclid ipirl n"ivi z` yigndl mibdep yie
:oldlck mixne`e ,szkd b"r
.mn̈k§ W¦ lr© mz̈�ln§ U¦ A§ z�xxªv§ mz̈�x £̀ W§ n¦
Quebra-se a Matsá do meio em 2 pedaços. O pedaço maior está reservado
para a Afikomín, e deve ser embrulhado em .d um¤ npano
W� x©ac§ Mou
¦ EUguardanapo.
r̈ l ¥̀ ẍU¦ A
§ i i¥paE
§
parte menor é recolocada entre as duas matsot.
?z̈`Ä o¦i`© n¥ :mil`ey
Pela Kabalá é correto tentar quebrar a matsá citada na forma de duas
.xtqd seqa qtcpe ,"cegi myl" xnel oixcdny yi ,dvnd zriva iptl
.m¦ix©v§ 6)O¦ nao
letras hebraicas: Dalet (valor numérico de 4) e Vav (valor numérico ¦ :aiyn
total
dkexk oinewit`d zqext z` miwifgny i"r ,miclid ipirl n"ivi z` yigndl mibdep yie
?K¥lFd dŸmixne`e
:oldlck `© o`¨ lE
§ ,szkd
:mil`ey
b"r
.mn̈k§ W¦ lr© mz̈�ln§ U¦ A§ .m¦
z�ixl̈xẄExi
ªv§ mz̈�
l¦ x:aiyn
£̀ W§ n¦
.dW�
¤A¦ndx©`Ä
.m¦il̈ẄExi ¨ac§d©M¦ dp̈
EUẄr̈l§ l:mlek
¥̀ ẍU¦
§ imipere
i¥paE
§
¥?z̈`Ä
.Epinï a§ dẍ¥do¦in`§©A¦n¥ :miper
:mil`ey e`

.m¦ix©v§ mibdep
?Ll§ y¤ dc̈¥vd dn̈ :mb le`yl O¦ n¦ :aiyn
yie
ugi
Hagadá de Pessach 35

10 (dez sefirot da Kabalá). O pedaço do


“Dalet” deve
ohwd wlgde ser o pedaço
,onewit`l menor,
ripvi lecbd de,miwlg ipyl dpwlgie zirvn`d dvnd gwi
wlgd
forma que o “Vav” acaba sendo um
zxeva ohwd wlgde ,e"`e ze` zxeva didi lecbd wlgd ceqd i"tr .zevnd ipy oia epgipi
pouco largo. Vide ilustração ao lado. .z"lc ze`
Tem quem explica ainda, que pela
Kabalá é correto que a parte grande
(o “Vav”) fique na mão direita. Deve-
se tomar o cuidado da Matsá não se
cortar em três.
Alguns costumam que o condutor do Sêder coloca o Afikomín num
guardanapo, e cada um dos presentes o coloca no ombro direito, passa-o
para o ombro esquerdo e diz o versículo (Shemot 12:34): “O restante (da massa
.xtqd
não fermentada) está seqa
atada em qtcpe ,"cegi myl" sobre
suas vestimentas, xnel oixcdny
os ombros, yie ,dvnd zriva
os filhos iptl
de Israel
fizeram como lheszqext
dkexk oinewit`d falouz`Moshe”.
miwifgny i"r ,miclid ipirl n"ivi z` yigndl mibdep yie
(Quem recita em hebraico, não :oldlck mixne`e ,szkd b"r
deve dizer este versículo “de
cor”, a não ser quem o decorou
.mn̈k§ W¦ lr© mz̈�ln§ U¦ A§ z�xxªv§ mz̈�x £̀ W§ n¦
perfeitamente de forma que .dW�
¤ n x©ac§ M¦ EUr̈ l ¥̀ ẍU¦ § i i¥paE
§
é capaz de recitá-lo até sem
pensar). ?z̈`Ä o¦i`© n¥ :mil`ey
E lhe perguntaram: .m¦ix©v§ O¦ n¦ :aiyn
De onde você vem?
?K¥lFd dŸ`© o`¨ lE
§ :mil`ey
Responde: Do Egito
.m¦il̈ẄExil¦ :aiyn
Perguntaram: Para onde você vai?
Responde: Para Jerusalem.
.m¦il̈ẄExiA¦ d`Ä
¨ d© dp̈Ẅl§ :mlek mipere
E todos os presentes respondem: .Epinï
¥ a§ dẍ¥dn§ A¦ :miper e`
Em breve em nossos dias.
?Ll§ y¤ dc̈¥vd dn̈ :mb le`yl mibdep yie
Tem quem costuma responder:
No próximo ano todos estaremos em .dS̈n© :aiyne
Jerusalem.
Tem ainda que costuma perguntar: Qual é a sua provisão?
Responde: Matsá.
36 Hagadá de Pessach

A maioria dos sefaradím não tem o costume de que as crianças escondam


o Afikomín. No entanto entre os sefaradím egípcios existia o costume de
depositar o Afikomín com uma das crianças, que por sua vez deixava-o
amarrado em uma trouxa colocada em seu peito, e as outra crianças tentavam
pegar o Afikomín sem a percepção do “guardião”.

MAGUID shdn
cibn
,(envrl xtqi ,cal `ed m`e) ezia ipale eipal mixvn z`ivia xtql siqeie dcbdd xn`ie
.dxezd on dyr zevn miiwl oiekie
oeyl mbe ,d"dlf ig yi` oad lra i"r dxaegy dywae "cegi myl" xnel oixcdny yi
qtcp df lke - mixvn z`ivi xetiq zlrn oipra ,`a zyxta xdefa `aend `pnidn `irx
.epyxcz ik z`vne myn mzywae ,xtqd seqa
:mixne`e zenlyd izy oiay dqextd dvnd z` oidiabn
A partir deste trecho começa-se a contar sobre o êxodo do Egito. Devemos
ter a intenção de cumprir o preceito
El©k £̀ iC¦ ,`ï§pr© `n̈g© §l(`¥d xnelpositivo
mibdep da
yietorá
,`d̈dek§ contar sobre oyi)
xnel mibdep
na noite do Sêder. Embora o condutor do Sêder recite a Hagadá em voz alta,
êxodo `d̈
iz¥
¥ i jix¦ v§ C¦ lM̈ ,lEk¥ie§ iz¥ ¥ i oit¦ k§ C¦ lM̈ .m¦ix©v§ n¦ c§ `r̈x§ `© A§ `p̈z̈d̈a§ `©
é correto que todos os participantes recitem a Hagadá, mesmo que em voz
`k̈d̈ `ŸX©
baixa. § ic§ `r̈x§ `© Acibn
© d .l ¥̀ ẍU¦ § d`Ä©¨ d dp̈Ẅ§l ,`k̈d̈ `ŸX© © d .g©qt¦§ ie§
.oixFg
,(envrl xtqi ,cal `ed m`e) ¦eziai¥pipale
A§ leipal
¥̀ ẍU¦
§ mixvn
ic§ `r̈z`ivia
x§ `© A§ xtql
d`Ä©
¨ siqeie
d dp̈dcbdd
Ẅ§l ,ixn`ie
c¥ a§ r©
Ha-Lachmá Aniá .minrt yly .dxezd
"`ipr `ngl on dyr
`d"zevn
letklmiiwl oiekie
mibdep yi
Levantar
oeyl o pedaço
mbe ,d"dlf ig yi` de
oad matsá
lra i"rquebrado (o pequeno,
dxaegy dywae que
"cegi myl" esta
xnel entre as
oixcdny yi
qtcp
duas df lke -e mixvn
Matsot) dizer: z`ivi xetiq zlrn oipra ,`a zyxta xdefa `aend `pnidn `irx
.epyxcz ik z`vne myn mzywae ,xtqd seqa
:mixne`e zenlyd izy oiay dqextd dvnd z` oidiabn

El©k £̀ iC¦ ,`ï§pr© `n̈g© § l (`¥d xnel mibdep yie ,`d̈k§ xnel mibdep yi) `d̈
iz¥
¥ i jix¦ v§ C¦ lM̈ ,lEk¥ie§ iz¥¥ i oit¦ k§ C¦ lM̈ .m¦ix©v§ n¦ c§ `r̈x§ `© A§ `p̈z̈d̈a§ `©
`k̈d̈ `ŸX© © d .l ¥̀ ẍU¦
§ ic§ `r̈x§ `© A§ d`Ä©
¨ d dp̈Ẅ§l ,`k̈d̈ `ŸX© © d .g©qt¦§ ie§
.oixFg
¦ i¥pA§ l ¥̀ ẍU¦
§ ic§ `r̈x§ `© A§ d`Ä©
¨ d dp̈Ẅ§l ,ic¥ a§ r©
.minrt yly "`ipr `ngl `d" letkl mibdep yi
Hagadá de Pessach 37

Este é o pão da pobreza que nossos antepassados comeram na terra do


Egito. Quem está com fome, entre e coma, quem está em necessidade,
venha e participe do Pessach. Este ano estamos aqui, no próximo ano,
na terra de Israel. Este ano somos escravos, no próximo ano (segundo
alguns costumes acrescenta-se: na Terra de Israel) seremos livres.

Tem quem costuma recitar o trecho acima 3 vezes.


Alguns costumam levantar a bandeja de matsot inteira durante a
recitação de todo o texto acima.
Tem quem costuma passar a bandeja dos elementos do Seder por cima
das cabeças dos participantes (como se fosse “Caparot”). Escreve o Gaon
Rabi Chaim Paladji que este costume pode ser explicado pela Kabalá. Tem
ainda quem costuma passar as matsot ou o Afikomín em cima das cabeças.

Há Lachmá Aniá

Este trecho da Hagadá foi compilado em aramaico e não em hebraico.


O livro “Emêt Leyaakôv” explica que propositalmente foi compilado em
aramaico para nos ensinar que as palavras da Hagadá pronunciadas pelos
filhos de Israel são aceitas com carinho, diretamente pelo Criador, e não
tem a necessidade de serem “elevadas” através dos anjos, pois os anjos não
entendem aramaico.
É possível explicar também que quando levantamos a Matzá e
pronunciamos “este é o pão da pobreza que comeram nossos antepassados”,
devemos nos identificar com a condição precária de nossos antepassados no
Egito, pois somente se “sentirmos” os sofrimentos deles, conseguiremos
dar o devido valor ao fato de D´us ter nos tirado do Egito. Por esta razão,
este texto foi compilado em aramaico, que era a “língua materna” da
maioria dos judeus da época, pois mesmo que se entenda hebraico, a língua
na qual foi compilado o resto da Hagadá, conseguimos nos identificar
intimamente e mais profundamente somente quando utilizamos a nossa
“língua materna”.
Pelo fato de nos sentirmos sensibilizados com a miséria dos nossos
antepassados, e até nos identificarmos com estas condições, nos tornamos
38 Hagadá de Pessach

aptos a recitar a próxima frase da Hagadá: “Col dichfín Yeetê Veichol” -


Todos aqueles que tem fome estão convidados para fazerem parte da minha
refeição. Quando a pessoa se identifica com os pobres, consegue cumprir a
mitsvá de Tsedaká de uma forma mais sincera.
Depois de nos identificarmos com as condições do Yehudí alheio,
podemos recitar o trecho seguinte da Hagadá: “Hashatá Hachá, Leshaná
Habaá bear´á deisrael” No ano que vem vamos comemorar a festa de
Pessach na terra santa de Israel, pois dizem os nossos sábios (Iomá 9B)
que o principal motivo do exílio é a falta de amor entre os judeus.

Há Lachmá Aniá
“Este é o pão da pobreza”. O pai levanta a matsá aos olhos de seus filhos
e explica que “este é o pão da pobreza que comeram nossos antepassados na
terra do Egito”. A técnica audiovisual é usada pelo judaísmo há mais de
3300 anos na hora do Seder. Não contamos a História apenas com palavras,
mas mostramos também elementos com os quais é possível materializar o
Êxodo aos olhos da criança. Aprendemos este conceito em Shemot (12:8):
“E contarás para o teu filho naquele dia dizendo: Por causa disto D’us fez
para mim o Êxodo do Egito”. Baseada neste versículo, a Hagadá (adiante)
nos explica que, o dia em que fomos ordenados a contar sobre o Êxodo é o
mesmo dia no qual fomos ordenados a comer matsá e maror (15 de nissan),
pois a saída do Egito deve ser contada enquanto se mostra e se aponta a
matsá e o maror. A palavra “zê – disto” transmite este conceito de indicar
(vide Mechilta fim de Parashá Bô, que é a fonte da Hagadá).
Na continuação do Seder (vide Mishná Pessachim fim da pág. 116a),
seguramos a matsá e explicamos: “Esta matsá que comemos, por que
a comemos? Em lembrança ao fato de que não deu tempo de fermentar
a massa quando saímos...”. O mesmo é feito com o maror, quando o
seguramos e explicamos que ele é em lembrança da amargura dos serviços
forçados realizados por nossos antepassados. O próprio fato de comermos
matsá, maror (amargo) e charôsset (cuja aparência lembra o barro com o
qual trabalharam nossos antepassados) também faz parte da tentativa de
concretizar e dramatizar a história do Êxodo.
Hagadá de Pessach 39

Ainda faz parte da “encenação” realizada para as crianças, o fato de


comermos reclinados (como costumavam comer pessoas de classe alta nas
gerações passadas), e o fato de utilizar a louça mais bonita, para mostrar
que agora somos livres.

Tendo em base o método audiovisual, foram acrescentados diversos


costumes durante o Seder. Um deles é o costume sírio de colocar uma
“trouxa” com matsá no ombro. Há também um costume marroquino de
vestir um roupão especial e segurar um bastão. Conta-se que o Rabino
Israel Meir Hacohen z.t.l. (o Chafets Chayim, autor da Mishná Berurá)
passava entre dois bancos de madeira para demonstrar a cena da partição
das águas do Mar Vermelho.

Col Dichfin Ietê Veiechol

Imediatamente após o pronunciamento do trecho “Este é o Pão da


Pobreza”, convidamos todos os necessitados a se juntarem à nossa refeição.
Por que este convite não é feito antes do Kidush? Encontramos aqui um
importante ensinamento oculto. Não é possível inserir nos corações das
crianças um conceito ou uma lição de moral enquanto os pais não agirem
como exemplo vivo. Quando um pai recita “Este é o Pão da Pobreza”
deve mostrar que realmente sente pena pelo passado sofrido dos judeus no
Egito. Então, deve tomar a decisão de pelo menos amenizar o sofrimento
dos judeus desprivilegiados de hoje em dia.

Mesmo que o pai pretendesse convidar os menos afortunados antes do


Kidush, deve fazê-lo somente após a recitação de “Este é o Pão da Pobreza”.
Desta forma as crianças perceberão o quanto às palavras pronunciadas por
seu pai são ditas com sentimento profundo e verdadeiro. Obviamente, se
um necessitado aceitar o convite, devemos novamente trazer o vinho para
que ele recite o Kidush.
40 Hagadá de Pessach

Má Nishtaná
A bandeja das matsot é movida para o outro lado da mesa (tem quem
costuma tirá-la da mesa), para despertar a curiosidade das crianças, e
enche-se o segundo copo de vinho. (Não beber ainda). Tem quem costuma
que somente o condutor de Seder enche novamente o copo, enquanto que
os demais participantes preenchem somente antes da leitura do trecho
“Lefichách” (adiante na Hagadá).
Antes de encher o copo, deve-se lavá-lo com água (no entanto quem
costuma despejar todo o vinho do copo depois da leitura das pragas, não
precisa lavar agora, e pode lavá-lo antes de enche-lo novamente depois
das pragas). Segundo o parecer do Gaon Rabi Ovadiá Yossêf, quem toma
o cuidado de não trocar de copo, não necessita lavá-lo nem mesmo pela
Kabalá, pois é suficiente o fato de lavarmos antes do Kidush.
Agora, as crianças perguntam “Má Nishtaná” (pela Kabalá, também o
condutor do Sêder e os demais participantes perguntam):

:mixne`e oglydn dxrwd z` miwlqne ,miaeqnd lkl ipy qek oibfen

§ P dn©
:zFli¥Nd© lM̈n¦ d¤Gd© dl̈§iN© d© dP̈Y© W¦
mr©
© R ENt£̀
¦ oi¦lA§ h© n§ (Ep£̀ Epg©
:xnel mibdep yi) § p £̀ oi ¥̀ zFli¥Nd© lk̈A§ W¤
.min¦ r̈t§ iY¥ W§ d¤Gd© dl̈§iN© d© e§ ,z©g`©
,dS̈n© F` ung̈ § (Ep£̀ :xnel mibdep yi) Epg©
¥ oi¦lkF` § p £̀ zFli¥Nd© lk̈A§ W¤
.dS̈n© FNMª d¤Gd© dl̈§iN© d© e§
§ (Ep£̀ :xnel mibdep yi) Epg©
,zFwẍ§i x`¨ W§ oi¦lkF` § p £̀ zFli¥Nd© lk̈A§ W¤
.xFxn̈ d¤Gd© dl̈§iN© d© e§
oia¦ WFi
§ oi¥A oizFW § (Ep£̀ :xnel mibdep yi) Epg©
¦ e§ oi¦lkF` § p £̀ zFli¥Nd© lk̈A§ W¤
.oiA¦ qª n§ EpN̈Mª d¤Gd© dl̈§iN© d© e§ ,oiA¦ qª n§ oi¥aE
,milebn eidz zevndy citwie .dcbdd zxin`a mikiynne ,dnewnl dxrwd z` mixifgn
.zevnd z` dqki f` ecia qekd z` gwiyk wxe
Hagadá de Pessach 41

Má Nishtaná
A criança recita as perguntas relacionadas com o Seder. Várias
etapas do Seder têm o objetivo de estimular perguntas, tais como o carpás
e a retirada da bandeja. Nossos sábios entendem que se tão somente
discursarmos sobre o Êxodo, não obteremos os resultados necessários.
Devemos motivar a criança a perguntar. Se a curiosidade da criança for
despertada, ela tem mais vontade de prestar atenção à resposta e com
certeza a história penetrará mais profundamente no seu coração.

Má Nishtaná
No texto do Má Nishtaná, segundo o costume sefaradí, as perguntas
estão na ordem cronológica na qual os fatos e acontecem no Seder, ou seja,
questiona-se sobre o carpas (que se mergulha na água), e depois sobre a
Matsá, e então o Maror. Por ultimo, perguntamos sobre o fato de estarmos
reclinados, pois esta pergunta está substituindo a pergunta original que
as crianças perguntavam na época do Bet Hamikdash: “Em todas as
noites comemos carne cozida ou grelhada, e nesta noite somente grelhada
(ou seja, a oferenda do “Pessach”, que era grelhada). Já que não se come
nada depois da carne do Pessach, considera-se esta pergunta como sendo
a ultima pela ordem cronológica, embora a Matsá e Maror sejam comidos
juntos. A ordem cronológica é a ordem que teoricamente a criança vai
perguntar, quando observar o desenvolvimento do Seder.

No entanto, no Má Nishtaná segundo o costume ashkenazi, é curioso


notar que as perguntas estão aparentemente fora de ordem. Por que? Pode-
se explicar que as perguntas foram posicionadas na ordem pedagógica, ou
seja, segundo a ordem de “importância” das mitsvot: Primeiro as mitsvot
“deoraitá”, ou seja, a matzá, depois mitsvot “derabanan”, ou seja, o maror,
e finalmente o carpas, que embora seja instituído por nossos sábios, não é
considerado uma obrigação extrema. Por fim, quando já se tem uma idéia
geral de cada mitsvá, estudamos os “peratê diním” (detalhes das leis) das
mitsvot no caso a de que se deve consumir a matsá reclinado.
42 Hagadá de Pessach

Por que esta noite é diferente de todos as outras noites?


Em todas as noites não precisamos mergulhar mesmo uma vez, nesta noite o
fazemos duas vezes! (as “duas vezes” citadas são: o carpas na água salgada e o maror
no charôsset)
Em todas as noites comemos “chamêts” ou matsá e nesta noite somente matsá!
Em todas as noites comemos as demais verduras, e nesta noite Marôr!
Em todas as noites comemos tanto sentados como reclinados, e nesta noite todos
nós reclinamos!

Avadím Haínu
A bandeja é restaurada ao seu lugar, e as matsot parcialmente
descobertas.
Tem quem costuma que neste ponto o condutor do Sêder sai da sala e
volta com uma bengala e o Afikomín em um pano no ombro. As crianças
perguntam: onde você está indo, e ele então explica que era escravo do Faraó
no Egito e continua a contar a história do êxodo. Existe uma reencenação
semelhante abaixo em “bechol dor vador”.
Entre o sírios tem que costuma anunciar agora: “Hada el jwab” (“esta é a
resposta”, em árabe), pois o trecho que vamos ler a seguir (“Avadím Haínu”
- “Éramos escravos do Faraó no Egito etc”) é a resposta para a questão “Por
que esta noite é diferente de todos as outras noites?”
Agora dizemos:

:fixkdl "epiid micar" zxin` iptl mibdep `aev mx`ay azk "u"x` jxc" xtqa
.(ziaxra ,daeyzd z`f) "a`ee'b l` `c`d"
cïA§ mẌn¦ Epi¥d�l¡` dë�di§ Ep ¥̀ ivFI©¦ e ,m¦ix©v§ n¦ A§ d�rx©§ tl§ Epi¦id̈ micä ¦ r£
EpizFa£̀
¥ z ¤̀ `Ed KExÄ WFcT̈©d `ivFd ¦ `�l EN`¦ e§ .dïEh§p rFx§ © faE ¦ dẅf̈£g
micĦ r§ Wª n§ ,Epi¥pä i¥paE
§ Epi¥päE (Ep£̀ :xnel mibdep yi) Epg©§ p £̀ o¦ic© r£ m¦ix©v§ O¦ n¦
EpN̈Mª ,mi¦pFa§p EpN̈Mª ,mink̈£ ¦ g EpN̈Mª ENt£̀ ¦ e© .m¦ix¨v§ n¦ a§ d�rx©§ tl§ Epi¦id̈
d¤Ax§ O©
© d lk̈e§ .m¦ix©v§ n¦ z`i
© vi
¦ A¦ x¥Rq© l§ Epi¥lr̈ dëv§ n¦ dẍFY©d z ¤̀ mir¦ cFi §
.gÄWª n§ d¤f ix£
¥d ± m¦ix©v§ n¦ z`i © vi¦ A¦ x¥Rq© l§
iA¦ x¦ e§ dïx©§ fr£ o¤A xf̈r̈§l ¤̀ iA¦ x¦ e§ r© WFd§ ¤ l`¡ iA¦ x¦ A§ dU¤ r£n©
ª i iA¦ x¦ e§ x¤fri¦
z`i © vi ¦ A¦ mix¦ R©§ qn§ Eid̈e§ ,wx©a§ i¥pa§ A¦ oiA¦ qª n§ Eid̈W¤ ,oFtx§ h© iA¦ x¦ e§ `äiw¦ r£
EpizFA
¥ x© :m¤dl̈ Exn§ `¨ e§ m¤dici¥ n§ ¦ lY© E`ÄW¤ cr© .dl̈§iN© d© FzF` lM̈ m¦ix©v§ n¦
.zix¦ g§ W© lW¤ rn© W§ z`i © x¦ w§ on§© f ri
© B¦ d¦
izi
¦ kf̈ ¥d :dïx©§ fr£ o¤A xf̈r̈§l ¤̀ iA¦ x¦ xn© `¨
¦ `�le§ ,dp̈Ẅ mir¦ a§ W¦ o¤aM§ i¦p £̀ ix£
xn¡
© `P¤ W¤ ,`n̈Ff o¤A DẄẍC§ W¤ cr© ,zFli¥NA© m¦ix©v§ n¦ z`i © v§¦ i xn¥ `¨ Y¥ W¤
Hagadá de Pessach 43
:fixkdl "epiid micar" zxin` iptl mibdep `aev mx`ay azk "u"x` jxc" xtqa
.(ziaxra ,daeyzd z`f) "a`ee'b l` `c`d"
Éramos escravos do Faraó no Egito, e o Senhor, nosso D´us, nos tirou de lá
cïcom
A§ mmãoẌn¦forteEpi¥
edcom
�l¡`umdëbraço
�di§ Epestendido.
¥̀ ivFI©
¦ e Se ,m¦iox©Santo,
v§ n¦ A§ Bendito
d�rx©§ tl§é Ele, d̈ mi
Epi¦inão cä
¦ r£
tivesse
Epitirado
¥ os nossos
zFa£̀ z ¤̀ `Ed paisKEx
do Egito,
Ä WFcentão
T̈©d ainda
`ivFd ¦ nós,`�lnossos
EN`¦ efilhos
§ .dïEh§e filhos
© dosfaE
p rFx§ ¦ nossos
dẅf̈£g
filhos permaneceríamos escravizados ao Faraó no Egito. Mesmo que fossemos
mitodos
cÄ
¦ r§ nós
Wª n§ sábios,
,Epi¥pätodos
i¥paE
§ nósEpi¥ päE (Ep£̀todos:xnel
astutos, nósmibdep yi) Epg©
conhecedores § da
p £̀Torá,
o¦ic© r£nósm¦iainda
x©v§ O¦ n¦
EpN̈ Mª ,mi¦pFa§
estaríamos p EpN̈Mªa contar
obrigados ,mink̈£
¦ ogêxodo EpN̈doMª Egito.
ENt£̀¦ Ee© todos
.m¦ixque
¨v§ n¦ contam
a§ d�rx© o§ t l§ Epi¦
êxodo doid̈
Egito longamente, são louváveis.
d¤Ax§ O© © d lk̈e§ .m¦ix©v§ n¦ z`i © vi¦ A¦ x¥Rq© l§ Epi¥lr̈ dëv§ n¦ dẍFY©d z ¤̀ mir¦ cFi §
Maasê Beribí Eliêzer .gÄWª n§ d¤f ix£ ¥d ± m¦ix©v§ n¦ z`i © vi ¦ A¦ x¥Rq© l§
iA¦ x¦ e§ dïx©§ fr£ o¤A xf̈r̈§l ¤̀ iA¦ x¦ e§ r© WFd§ ¤ l`¡ iA¦ x¦ A§ dU¤ r£n©
ª i iA¦ x¦ e§ x¤fri¦
z`i © vi ¦ A¦ mix¦ R©§ qn§ Eid̈e§ ,wx©a§ i¥pa§ A¦ oiA¦ qª n§ Eid̈W¤ ,oFtx§ h© iA¦ x¦ e§ `äiw¦ r£
EpizFA
¥ x© :m¤dl̈ Exn§ `¨ e§ m¤dici¥ n§ ¦ lY© E`ÄW¤ cr© .dl̈§iN© d© FzF` lM̈ m¦ix©v§ n¦
.zix¦ g§ W© lW¤ rn© W§ z`i © x¦ w§ on§© f ri
© B¦ d¦
izi
¦ kf̈
¦ `�le§que
Aconteceu ,dp̈oẄRibímiEliêzer,
r¦ a§ W¦ o¤eaoM§Ribíi¦p Yehoshúa,
£̀ ix£
¥d :dïe x©
o§ fRibí
r£ o¤Elazár
A xf̈r̈§Ben iA¦ x¦ xen©o`¨
l ¤̀ Azariá,
xRibí

© `P¤Akivá,
W¤ ,`en̈Ffo Ribío¤ATarfôn,
DẄẍestavam
C§ W¤ crreclinados
© ,zFli¥N(em
A© m¦ ix©vSêder)
um § n¦ z`i© v§¦Benê
em i xBerák.
n¥ `¨ Y¥ W¤
Eles estavam contando sobre o êxodo do Egito durante toda aquela noite, até
in§
¥que
i lM̈ m¦ix©v§ n¦ ux¤ ¤̀ n¥ Lz`¥ § v mFi z ¤̀ x�Mf§ Y¦ or© n§ © l" :(b ,fh mixac)
os seus alunos vieram e lhes disseram: “Nossos Mestres! Chegou a hora de
mirecitar
nk̈£
¦ ge©o Shemá
.zFli¥Ndad© manhã!”
± "Li¤Ig© in§ ¥ i lM̈" .minÏ© ¦ d - "Li¤Ig© in§ ¥ i" ."Li¤Ig©
zFni¦l `iad̈§ ¦ l± "Li¤Ig© in§ ¥ i lM̈" .d¤Gd© ml̈Frd̈ ± "Li¤Ig© in§ ¥ i" :mix¦ nF` §
Maasê Beribí Eliezer
Esta passagem da Hagadá tem o objetivo de nos mostrar a importância
.©giW¦ Ö©d
da Mitsvá de contar sobre a saída do Egito, e o quanto esta história é
profunda. Os Rabinos que são citados na Hagadá neste trecho eram os
maiores sábios da época, e com certeza sabiam perfeita e completamente a
história do êxodo, e mesmo assim se envolveram tanto contando a história
que nem perceberam que a noite inteira e mais três horas após o amanhecer
já tinham passado, que é o último horário para a recitação do Keriat Shemá.
Acrescenta o Chatam Sofer Z.T.L., que a Hagadá faz questão de indicar
que estes sábios estava na cidade de Benê Berák, pois isto nos mostra que
o episódio ocorreu depois da destruição do Templo (pois se fosse antes da
destruição, todo o povo tinha a obrigação de estar em Jerusalém na festa de
Pessach). A destruição do Templo ocorreu na geração dos sábios citados.
:fixkdl "epiid micar" zxin` iptl mibdep `aev mx`ay azk "u"x` jxc" xtqa
.(ziaxra ,daeyzd z`f) "a`ee'b l` `c`d"
cïA§ mẌn¦ Epi¥d�l¡` dë�di§ Ep ¥̀ ivFI© ¦ e ,m¦ix©v§ n¦ A§ d�rx©§ tl§ Epi¦id̈ micä ¦ r£
44 Hagadá de Pessach
EpizFa£̀
¥ z ¤̀ `Ed KExÄ WFcT̈©d `ivFd ¦ `�l EN`¦ e§ .dïEh§p rFx§ © faE ¦ dẅf̈£g
micĦ r§ Wª n§ ,Epi¥pä i¥paE§ Epi¥päE (Ep£̀ :xnel mibdep yi) Epg© § p £̀ o¦ic© r£ m¦ix©v§ O¦ n¦
EpN̈
AM ª ,mi¦pFa§
Hagadá p ensina
nos EpN̈Mª com,mink̈£
¦ isto,
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EpN̈mesmo
Mª ENt£̀
¦ num
e© .m¦ ix¨v§ n¦dea§ tristeza
tempo d�rx©§ tl(pouco
§ Epi¦id̈
d¤tempo© dapós
Ax§ O© lk̈e§a .m¦
destruição
ix©v§ n¦ zdo© Templo),
`i ¦ A¦ x¥Rq©nal§ escuridão
vi Epi¥lr̈ dëdo
v§ n¦exílio,
dẍFY© numa
d z situação
¤̀ mir¦ cFi
§
em que é difícil sentir a luz e a alegria do êxodo do Egito, mesmo assim eles
se comoveram e envolveram com .gÄaWmaravilhosa
ª n§ d¤f ix£¥d história
± m¦ix©v§dan¦ saída
z`i© vi
¦ A¦Egito,
do x¥Rq© l§
iA¦axponto de perderem a noção do tempo.
¦ e§ dïx©§ fr£ o¤A xf̈r̈§l ¤̀ iA¦ x¦ e§ r© WFd§ ¤ l`¡ iA¦ x¦ A§ dU¤ r£n©
ª i iA¦ x¦ e§ x¤fri¦
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EpizFA
Amár ¥ x© Ribí:m¤dl̈ ExElazár
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§
.©giW¦ Ö©d

Ribí Elazár Ben Azariá disse: Eis que eu sou como um homem de setenta anos,
e ainda não tive o mérito de deduzir que a história do êxodo do Egito deve ser
lembrada durante a noite, até que Ben Zomá aprendeu do seguinte versículo
(Devarim 16:3): “Para que você se lembre todos os dias da sua vida do dia em
que você saiu da terra do Egito” - as palavras “os dias de sua vida” nos ensinam
que devemos lembrar durante os dias, e o fato do versículo acrescentar a palavra
“todos os dias da sua vida” nos ensina que devemos lembrar também durante as
noites. E os sábios dizem: “O dia de sua vida” são neste mundo, “todos os dias da
sua vida” indicam a inclusão dos dias do Mashiach”.
Hagadá de Pessach 45

Itsiát Mitsráim Balelôt

Este trecho versa sobre a mitsvá de se lembrar do êxodo mesmo à noite


e não somente durante o dia, diariamente, o ano inteiro. Questionam
os comentaristas que já que este trecho é relevante ao ano inteiro e não
é um decreto específico da noite de Pessach, qual é a necessidade deste
trecho na Hagadá? A resposta mais simples é que durante o ano inteiro,
quando a pessoa lê o Keriat Shemá, de dia e de noite, lembra-se de cumprir
a mitsvá diária de lembrar o êxodo, ao passo que na noite de Pessach,
quando a pessoa menciona o êxodo, tem em mente a mitsvá específica de
relatar o êxodo, tendendo a esquecer a mitsvá de lembrar-se diariamente.
É importante ter consciência de que se está cumprindo duas mitsvot, e não
só uma, pois “Mitsvot Tserichôt Kavaná”, ou seja, é necessário termos a
intenção de cumprirmos a mitsvá para a validade da mesma. Por isto lemos
justamente na noite de Pessach este trecho na Hagadá, para lembrarmos
que também nesta noite devemos ter a intenção de cumprir a mitsvá diária
de lembrar o êxodo, de dia e de noite.

Podemos também responder à questão formulada por um outro ponto


de vista. No trecho anterior da Hagadá (Maasê Beribí Eliêzer) aprendemos
a importância de contar sobre o êxodo. Este trecho vem reforçar esta
colocação, pois nos mostra que mesmo durante o ano, quando as pessoas
estão concentradas no seu dia a dia, e mesmo à noite, quando estão
descansando e relaxando, enfim em todas as oportunidades, não devemos
esquecer o êxodo do Egito. Entendemos portanto que a História do êxodo
que contamos nesta noite não é um simples relato de fatos históricos, e sim
parte integrante da vida de cada judeu, diariamente, todos os dias e todas
as noites. Esta história é transmitida de pai para filho, por todas as gerações
e é prova concreta do controle Divino sobre o mundo, e é esta lembrança
e consciência que deve acompanhar cada judeu em toda a sua vida, para
assim se comportar como devido ao Povo escolhido, para o qual o Criador
do Universo mudou temporariamente todas as regras da natureza.
EpizFA
¥ x© :m¤dl̈ Exn§ `¨ e§ m¤dici¥ n§
¦ lY© E`ÄW¤ cr© .dl̈§iN© d© FzF` lM̈ m¦ix©v§ n¦
.zix¦ g§ W© lW¤ rn© W§ z`i
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¦ `�le§ ,dp̈Ẅ mir¦ a§ W¦ o¤aM§ i¦p £̀ ix£¥d :dïx©§ fr£ o¤A xf̈r̈§l ¤̀ iA¦ x¦ xn© `¨
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© `P¤ W¤ ,`n̈Ff o¤A DẄẍC§ W¤ cr© ,zFli¥NA© m¦ix©v§ n¦ z`i © v§¦ i xn¥ `¨ Y¥ W¤
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§ v mFi z ¤̀ x�Mf§ Y¦ or© n§ © l" :(b ,fh mixac)
mink̈£
46 ¦ ge© .zFli¥Nd© ± "Li¤HagadáIg© in§
¥ i delM̈" .minÏ©
Pessach¦ d - "Li¤Ig© in§ ¥ i" ."Li¤Ig©
zFni¦l `iad̈§
¦ l± "Li¤Ig© in§ ¥ i lM̈" .d¤Gd© ml̈Frd̈ ± "Li¤Ig© in§ ¥ i" :mix¦ nF`
§
Baruch HaMakom .©giW¦ Ö©d

.`Ed KExÄ l ¥̀ ẍU¦ § i FOr§© l dxFY¨ ozP̈© W¤ KExÄ ,`Ed KExÄ mFwÖ©d KExÄ
,mŸ cg̈ ¤̀ e§ ,rẄẍ cg̈ ¤̀ e§ ,mk̈g̈ cg̈ ¤̀ :dẍFY dẍA§ C¦ mi¦pä dr̈Äx§ `© c¤bp¤ M§
.l�`W¦ § l r© cFi
¥ Fpi ¥̀ W¤ cg̈ ¤̀ e§
dëBendito
�di§ dËv¦ é xD´us,
W£̀
¤ Bendito
mihR̈
¦ W§éO©¦Ele!
de§ Bendito
miT¦ g©
ª dée§ Aquele
z�crd̈
¥ quedn̈deu:xanF`
¥ Torá`Ed n© mk̈g̈
a Seudpovo de
oiIsrael,
¥̀ :g©qBendito
R¤ d© zFk§ ld¦ M§ Fl xn̈¡` dŸ`© s`© (k ,e mixac) .m¤kz§ ¤̀ Epi¥d�l¡`
é Ele!
Em .(relação ¦a quatro
o¤newit£̀ tipos yie
xnel mibdep de filhos
¦ set£̀
,onFwi `"p) :oan̈Fwi
¦ referiu Torá:t£̀
¦um sábio,
g©qR¤ d©umx©gperverso,
`© oixi¦ hum
¦ t§ n©
ingênuo, e um que não sabe perguntar.
"m¤kl̈" (ek ,ai zeny) "m¤kl̈ z`�G©d dc̈�ard̈ £ dn̈" :xnF` ¥ `Ed dn© rẄx¨
dŸ`© s`© .xT̈rÄ
¦ x©tM̈ - ll̈M© § d on¦ Fnv§ r© z ¤̀ `ivFd
¦ W¤ it§ ¦ lE .Fl `�le§ -
¦ vA§ i¦l dëKenêgued
iz`¥ �di§ dÜr̈ arbaád¤f xEabanim
£A" :Fldiberá
r© x�n`¡ e¤Torá
eiP̈W¦ z ¤̀ d¥dw© §d
dïd̈ `�l - mẄ desta
O sentido dïd̈ ENfrase
`¦ e§ .Fl
é o `�l e§ - "i¦lA" Torá
seguinte: (g ,biprevê
zeny) que "m¦ix¨v§ O¦ n¦
existem
basicamente quatro categorias de filhos. Para cada uma destas categorias, .l`¨ b¦§ p
ensina métodos diferentes de como relatar o Êxodo do Egito. No entanto, a
Eptradução
`i
¨ vFd
¦ cï literal
w¤f�gdaA"
§ palavra
:eil̈ ¥̀ “kenêgued” é “contra”;
Ÿx§ n© `¨ e§ ."z`�G dn"© ou:xseja,
¥ os`Ed
nF` pais d devem
n© mŸ
estar conscientes de que relatar sobre o Êxodo não é somente um discurso,
mas sim um desafio. Cada filho .(ci tem
,bi zeny) "micä
¦ r£ zi¥
suas restrições emAsentir
n¦ m¦ix©ev§ “viver”
O¦ n¦ dë�di§
o Êxodo. O condutor do Seder é que precisa, com sabedoria, ultrapassar
:(gestas zeny) xn¡
,birestrições. © `P¤ W¤ ,Fl gz© R§ Y§ `© ,(l`© W¦§ l `"p) l�`W¦ § l r© cFi
¥ Fpi ¥̀ W¤ e§
iz`¥
¦ vA§ i¦l dë�di§ dÜr̈ d¤f xEar©
£A ,x�n`¥l `Ed©d mFI©A L§pa§¦ l Ÿc©§ Bd¦ e§
Echad chacham, veechad rashá,
.m¦ix©v§ O¦ n¦
veechad tam, veechad sheenô yodea lish’ol

A palavra “echad – um” repetida tantas vezes parece supérflua, pois


bastaria dizer “o sábio, o perverso, o ingênuo e o que não sabe perguntar”.
Além disso, tratando-se de categorias de filhos, não seria correto usar a
palavra “um”. Repetindo a palavra “um” para cada filho, a Hagadá nos
ensina que a divisão em quatro categorias não é para ser generalizada. Cada
filho é “um” filho, um mundo por si, com natureza e características diferentes
dos demais – e necessita um relacionamento personalizado com pai.
Hagadá de Pessach 47
.`Ed KExÄ l ¥̀ ẍU¦ § i FOr§© l dxFY¨ ozP̈© W¤ KExÄ ,`Ed KExÄ mFwÖ©d KExÄ
,mŸ cg̈ ¤̀ e§ ,rẄẍ cg̈ ¤̀ e§ ,mk̈g̈ cg̈ ¤̀ :dẍFY dẍA§ C¦ mi¦pä dr̈Äx§ `© c¤bp¤ M§
Chachám .l�`W¦ § l r© cFi
¥ Fpi ¥̀ W¤ cg̈ ¤̀ e§
dë�di§ dËv¦ xW£̀
¤ mihR̈¦ W§ O©¦ de§ miT¦ g©
ª de§ z�crd̈ ¥ `Ed dn© mk̈g̈
¥ dn̈ :xnF`
oi ¥̀ :g©qR¤ d© zFk§ld¦ M§ Fl xn̈¡` dŸ`© s`© (k ,e mixac) .m¤kz§ ¤̀ Epi¥d�l¡`
.(o¤newit£̀
¦ xnel mibdep yie ,onFwi
¦ t£̀¦ `"p) :on̈Fwit£̀
¦ g©qR¤ d© x©g`© oixi¦ h¦ t§ n©
"m¤ kl̈" (ek ,ai zeny) "m¤kl̈ z`�G©d dc̈�ard̈ £ dn̈" :xnF` ¥ `Ed dn© rẄx¨
O sábio, o que ele diz? “Quais são os testemunhos, os estatutos e as leis que
dŸo Senhor,
`© s`© .xnosso
T̈rÄ
¦ D´us,
x©tM̈lhes
- ll̈ M©
§ d on¦ Fn
ordenou?” v§ r© por
Você, z ¤̀sua`ivez,
vFd
¦ diga
W¤ it§a¦ lele
E .Fl `�ldee§ -
as leis
iz`¥
¦Pessach,
vA§ i¦(até
l adë �di§ delas
ultima dÜr̈onded¤consta:)
f xEa“Não

£A" é permitido
:Fl x�n`¡comer
e¤ eiP̈sobremesa
W¦ z ¤̀ depois d¥dw©§d
de comer o sacrifício de Pêssach”.
dïd̈ `�l - mẄ dïd̈ EN`¦ e§ .Fl `�le§ - "i¦l" (g ,bi zeny) "m¦ix¨v§ O¦ n¦
.l`¨ b¦§ p
Chacham, ma hu omer?
Ep`i
¨ vFd
¦ A palavra
cï w¤f�gchacham
A"
§ :eil̈(sábio)
¥̀ Ÿx§ né© `empregada,
¨ e§ ."z`�G demn"
© geral,
:xnF`
¥ em relação
`Ed dan© um mŸ
.(ci sabedoria
indivíduo que já adquiriu grande "miTorá.
,bi zeny) de cä
¦ r£Como
zi¥Anpodemos,
¦ m¦ix©v§ O¦ então,
n¦ dë�di§
denominar uma criança de sábio? Seria mais correto denominá-la de
:(g“pikêach”
,bi zeny) xn¡© `P¤ AW¤ Hagadá
– esperto. ,Fl gz© Rnos
§ Y§ ensina
`© ,(l`© que
W¦ pail�
§ l o`"p) `W¦
§ ltentar
deve r© cFi Fpi ¥̀ W¤ e§
¥ enxergar
¦seuvfilho
iz`¥ A§ i¦lcomo
dë�dum
i§ dfuturo
Ür̈ d¤ erudito
f xEada £ATorá,
r© pois
,x�n`¥ l a`Ed©
criança consegue
d mFI©A L§pa§¦ lcaptar
Ÿc©§ Bad¦ e§
imagem que os pais têm dela. Se a criança percebe que os pais a vêem como
um erudito em potencial, subconscientemente ela passa a se esforçar .m¦ixpara
©v§ O¦ n¦
não descer no conceito dos pais.

En maftirin achar Hapêssach aficoman


Esta frase é a resposta para o filho sábio, que pediu para aprender as
leis de Pêssach. Por que justo esta lei é a resposta? Alguns comentaristas
explicam que recompensamos o filho sábio pela sua boa intenção,
presenteando-o com guloseimas. Sendo assim, devemos adverti-lo que
depois de comermos o aficoman (neste contexto, refere-se a matsá que
comemos no final do Seder, em lembrança ao sacrifício de Pêssach) não se
pode comer mais nada.
A mensagem para os pais é clara. Quando vêem seu filho no caminho
correto, devem “recompensá-lo” com elogios, calor humano ou até com
presentes. É muito fácil lembrar de punir o filho quando ele comete erros,
48 Hagadá de Pessach

mas nem sempre estamos atentos para motivá-lo pelos seus atos bons. A
recompensa é ainda mais importante que a punição, pois por meio dela
.`Ed KExÄ percebe
a criança l ¥̀ ẍU¦
§ ique
FOr§© lpais
os dxFY
¨ ficaram
ozP̈
© W¤realmente
KExÄ ,`Ed KExcom
felizes Ä mFw
suaÖ©atitude
d KExÄ
correta.
,mŸ cg̈Este
¤̀ e§ reforço
,rẄẍ positivo
cg̈ ¤̀ e§ ,mk̈g̈ cg̈ ¤̀ :dẍFY dẍA§ C¦ mi¦pä dr̈Äx§ `© c¤bp¤ M§
faz a criança compreender a importância de bons
feitos. Além disso, aumenta sua auto-estima,.l�causando `W¦
§ l r© cFi
¥a continuidade
Fpi ¥̀ W¤ cg̈ ¤̀ e§
da boa conduta por muito tempo, mesmo quando já não espera mais por
dërecompensas.
�di§ dËv¦ xW£̀ ¤ mihR̈ ¦ W§ O© ¦ de§ miT¦ g©ª de§ z�crd̈
¥ dn̈ :xnF`¥ `Ed dn© mk̈g̈
oi ¥̀ :g©qR¤ d© zFk§ld¦ M§ Fl xn̈¡` dŸ`© s`© (k ,e mixac) .m¤kz§ ¤̀ Epi¥d�l¡`
Rashá .(o¤newit£̀
¦ xnel mibdep yie ,onFwi
¦ t£̀¦ `"p) :on̈Fwit£̀¦ g©qR¤ d© x©g`© oixi¦ h¦ t§ n©
"m¤kl̈" (ek ,ai zeny) "m¤kl̈ z`�G©d dc̈�ard̈ ¥ `Ed dn© rẄx¨
£ dn̈" :xnF`
dŸ`© s`© .xT̈rÄ ¦ x©tM̈ - ll̈M© § d on¦ Fnv§ r© z ¤̀ `ivFd
¦ W¤ it§ ¦ lE .Fl `�le§ -
iz`¥
¦ vA§ i¦l dë�di§ dÜr̈ d¤f xEar© £A" :Fl x�n`¡ e¤ eiP̈W¦ z ¤̀ d¥dw© §d
dïd̈ `�l - mẄ dïd̈ EN`¦ e§ .Fl `�le§ - "i¦l" (g ,bi zeny) "m¦ix¨v§ O¦ n¦
.l`¨ b¦§ p
EpO`i
¨ perverso,
vFd
¦ cï ow¤que
f�gA"
§ele diz?
:eil̈ ¥̀“OŸque
x§ n© é`¨ este
e§ ."z`�G dn" ¥ `Ed dn© mŸ
© :xnF`
serviço para vocês?” Ele diz `para
vocês’, mas não para ele! Por ter.(cise ,bi zeny) da"mi
excluído cä
¦ r£ zi¥Anele
comunidade, ¦ m¦negou
ix©v§ O¦ on¦ quedë�édi§
fundamental na nossa religião. E você também deve repreendê-lo e lhe responder:
:(g“É,bi
porzeny) xn¡
causa disto © `queP¤ W¤o Senhor
,Fl gz©fezR§ para
Y§ `© ,mim
(l`© W¦ l `"p) l�
§ quando eu`saí
W¦ ¥ Fpi`para
§ ldor©Egito”,
cFi ¥̀ W¤ e§
iz`¥
¦mim’
vA§- mas
i¦l não
dë�dpara
i§ dÜele!r̈Sed¤ f xEa
ele r©
£A lá,
estivesse ,x�nele`¥não
l `Ed©
teriadsido
mFI© A L§pa§¦ l “ Ÿc©§ Bd¦ e§
resgatado!

.m¦ix©v§ O¦ n¦
Rashá, má hu omêr? Ma haavodá hazôt lachêm?
A Hagadá explica que, já na pergunta do filho perverso, percebe-se
suas más intenções na palavra “lachem” – vosso. Ou seja, este filho não se
sente obrigado a cumprir as leis da Torá. Portanto, manifesta-se dizendo
“vosso trabalho” e não “nosso trabalho”.
Aprendemos disso que, para os pais conseguirem distinguir as
características dos seus filhos, com a intenção de agir adequadamente,
devem dar importância a cada palavra e nuance da fala dos filhos. Uma
Hagadá de Pessach 49

frase aparentemente ingênua, quando bem analisada, pode revelar muito.


Os pais precisam aguçar o seu senso de análise e permanecer sempre
atentos, não somente na noite do Seder, mas em todas as etapas da vida
dos seus filhos.
O diagnóstico espiritual contínuo dá aos pais a oportunidade de
orientar seus filhos, nos momentos adequados, da forma mais apropriada.

Af atá hak’hê et shinav veemor lô...


A reação que o pai deve ter em relação ao filho perverso é composta de
duas etapas: punição e diálogo.
Como foi explicado, o filho perverso é aquele que não sente obrigação
de cumprir as mitsvot. Começar pelo diálogo não seria efetivo. O motivo
verdadeiro pelo qual este filho procura desconectar-se de suas obrigações
é a comodidade ilusória da abstenção do cumprimento das leis. Ou seja,
a atitude do filho citado não é decorrente de uma decisão intelectual, mas
sim sentimental. Qualquer argumento ou alegação do “perverso” é apenas
uma “desculpa” e não um “motivo” verdadeiro.
Numa primeira etapa, a conversa intelectual com este filho não lograria
resultados. É necessário previamente “conversar” com os “sentimentos”
deste filho. Por meio de uma punição leve, o coração da criança se desperta
mais profundamente para o fato de que seus pais amados estão seriamente
desapontados. Segundo a ótica da Torá, na educação das crianças é
necessário, em casos raros, utilizar punições leves – com a condição de
que o pai consiga demonstrar que a punição é para o bem do filho, e não o
resultado de sua raiva.
O objetivo das punições, na concepção da Torá, é explicado pelo
Gaon de Vilna na famosa carta para sua esposa. Ele escreve que, quando o
coração da criança se “endurece” como uma pedra, é necessário “quebrar a
pedra”. Em outras palavras, quando o mundo sentimental da criança leva-
a para caminhos errados sem dar lugar para a coordenação intelectual, é
necessário fazer o próprio mundo sentimental perceber melhor que este
caminho é recriminado. Desta forma, devolvemos o controle das atitudes
para o bom senso da criança. Uma criança que cresce em um lar repleto de
amor e carinho, quando é punida, não chora pela dor física. Ela chora pela
“dor no coração” de perceber que seus pais estão deveras insatisfeitos com
50 Hagadá de Pessach

sua conduta. Conseqüentemente, ela muda seu comportamento; não por


.`Ed
temorKExÄ l ¥̀ ẍU¦
à punição, §mas
i FOpor

© lamor
dxFY
¨ ao obom
zP̈
© W¤relacionamento
KExÄ ,`Ed KEx com Ä osmFw Ö©d KExÄ
pais.
Na¤̀ segunda
,mŸ cg̈ etapa,
e§ ,rẄẍ cg̈ ¤̀ e§ depois de ¤̀“quebrar
,mk̈g̈ cg̈ :dẍFY adẍpedra”
A§ C¦ mi¦dopäsubconsciente,
dr̈Äx§ `© c¤bp¤ M§
pode-se discutir o consciente. O filho citado queria desligar-se do Povo de
Israel e das leis da Torá. Por isso, precisa das .l� `W¦ § l r© cFi
explicações ¥ do Fpi
pai¥̀ de
W¤ quão
cg̈ ¤̀ e§
graves são as implicações desta separação: “Veemor lô... ilu hayá sham lô
dëhayá
�di§ dË v¦ xW£̀
nig’al –¤ e dirás
mihR̈
¦ para
W§ O©
¦ele...
de§ miseT¦eleg©
ª destivesse
e§ z�crd̈
¥ lá,dnão
n̈ :xteria
nF`
¥ sido dn© mk̈g̈
`Edredimido”.
oiOu¥̀ :g© qR¤ do© rompimento
seja, zFk§ld¦ M§ Fldaxligação
n̈¡` dŸcom `© so`©Povo
(k de Israel e a.m¤
,e mixac) kz§ ¤̀significa
Torá Epi¥d�l¡`
perder o mérito de fazer parte dele, perder a conexão especial que existe
.(o¤newit£̀
¦ xnel mibdep yie ,onFwi
¦ t£̀ ¦ `"p) :on̈Fwit£̀ ¦ g©qR¤ d© x©g`© oixi¦ h¦ t§ n©
entre D’us e o povo. É grave a ponto de que se este “perverso” estivesse no
Egito, não teria sido redimido – já que ele mesmo escolheu não fazer parte
"m¤kl̈" (ek ,ai zeny) "m¤kl̈ z`�G©d dc̈�ard̈ £ dn̈" :xnF`¥ `Ed dn© rẄx¨
do povo que mereceu a liberdade e a Terra Prometida. Obviamente, isto
dnão
Ÿ`© significa
s`© .xT̈rÄ
¦ x©
que o tperverso
M̈ - ll̈M©
§ d on¦deFnserv§ r©judeu,
deixa z ¤̀ `ivFd
mas¦ eleW¤ perde
it§
¦ lEos.Flméritos
`�le§ -
decorrentes de fazer parte do povo.
iz`¥
¦ vA§ i¦l dë�di§ dÜr̈ d¤f xEar© £A" :Fl x�n`¡ e¤ eiP̈W¦ z ¤̀ d¥dw© §d
dïd̈ `�l - mẄ dïd̈ EN`¦ e§ .Fl `�le§ - "i¦l" (g ,bi zeny) "m¦ix¨v§ O¦ n¦
Tam .l`¨ b¦§ p
Ep`i
¨ vFd
¦ cï w¤f�gA"
§ :eil̈ ¥̀ Ÿx§ n© `¨ e§ ."z`�G dn" ¥ `Ed dn© mŸ
© :xnF`
.(ci ,bi zeny) "micä ¦ r£ zi¥An¦ m¦ix©v§ O¦ n¦ dë�di§
:(g ,bi zeny) xn¡ © `P¤ W¤ ,Fl gz© R§ Y§ `© ,(l`© W¦§ l `"p) l�`W¦ ¥ Fpi ¥̀ W¤ e§
§ l r© cFi
O ingênuo, o que ele diz? “O que é isso?” Assim, você deve dizer a ele: “Com
iz`¥
¦ vmão
uma A§ i¦lfortedëo�dSenhor
i§ dÜr̈nosd¤tirou
f xEador©
£Egito,
A ,x�nda`¥casa
l `Ed© d mFI©A L§pa§¦ l Ÿc©§ Bd¦ e§
dos escravos”.
.m¦ix©v§ O¦ n¦
Tam ma hu omer?
A palavra “ingênuo” empregada aqui significa, na opinião da maioria
dos comentaristas, “pouco provido de inteligência”. Para que a história do
Êxodo possa “marcar” e impressionar este tipo de filho, diz a Hagadá que
é necessário contar a ele que D’us nos tirou do Egito com “mão forte”. Ou
seja, devemos dar ênfase aos grandes milagres e às pesadíssimas punições
que receberam os egípcios. Por meio destes milagres e castigos, ficou clara
a “força” da “mão” Divina. Um filho com pouca inteligência necessita de
fatos grandiosos para exaltar-se e comover-se.
Hagadá de Pessach 51
.`Ed KExÄ l ¥̀ ẍU¦ § i FOr§© l dxFY¨ ozP̈© W¤ KExÄ ,`Ed KExÄ mFwÖ©d KExÄ
,mŸ cg̈ ¤̀ e§ ,rẄẍ cg̈ ¤̀ e§ ,mk̈g̈ cg̈ ¤̀ :dẍFY dẍA§ C¦ mi¦pä dr̈Äx§ `© c¤bp¤ M§
Um filho de inteligência aguçada pode discernir a “mão de D’us”
.l�`W¦ § l r© cFi
¥ Fpi ¥̀ W¤ cg̈ ¤̀ e§
também nos pequenos detalhes da História. O filho inteligente pode se
dëimpressionar
�Faraó.
di§ dËvO ¤ pelomi
¦ xFaraó
W£̀ fato de D’us muitas vezes ter endurecido o coração do
hR̈
¦ W§ O©¦ de§ miT¦ g©
ª de§ z�crd̈
¥ dn̈ :xnF` ¥ `Ed dn© mk̈g̈
não concordou em libertar os judeus mesmo depois de
oivárias
¥̀ :g©qpragas
R¤ d© zFk§ ld¦ M§ Fl –xn̈¡
milagrosas ` decisão
esta dŸ`© sfoi`© contra qualquer.m¤
(k ,e mixac) kz§ ¤̀ Epi¥d�l¡`
lógica.
.(Com ¦ o xnel
o¤newit£̀ filhomibdep
“inteligente”
yie ,onFwi ¦ devemos
¦ t£̀ acrescentar
`"p) :on̈Fwi ¦ g©qR¤ d© também
t£̀ x©g`© oixicomo
¦ h¦ t§ n©
enxergar a mão Divina nos milagres mais ocultos. Justamente assim ele se
impressiona
"m¤ kl̈" (ek ,aimais,
zeny)percebendo que D’us
"m¤kl̈ z`�G© d dc̈�interfere
ard̈
£ dn̈" de maneira
¥ diversificada
:xnF` `Ed dn© rẄex¨
detalhada até mesmo em eventos insignificantes. Desta forma, preparamos
dŸesta
`© scriança
`© .xT̈para
rÄ
¦ x©também
tM̈ - ll̈conseguir

§ d on¦ Fnenxergar
v§ r© z ¤̀ a`iintervenção
vFd
¦ W¤ it§ ¦ lDivina
E .Fl `�lnose§ -
¦diasvAde
iz`¥ § hoje.
i¦l dë�di§ dÜr̈ d¤f xEar© £A" :Fl x�n`¡ e¤ eiP̈W¦ z ¤̀ d¥dw© §d
Os pais não podem se iludir quanto à capacidade intelectual de seus
dïd̈ `�lDevem
filhos. - mẄadaptar
dïd̈ ENa história
`¦ e§ .Fl ao
`�lpotencial
e§ - "i¦l"de (g cada,bium,
zeny) "m¦itodos
para que x¨v§ O¦ n¦
possam se maravilhar e impressionar ao máximo com o relato do Êxodo. .l`¨ b¦§ p
Ep`i
¨ vFd
¦ cï w¤f�gA"
§ :eil̈ ¥̀ Ÿx§ n© `¨ e§ ."z`�G dn" ¥ `Ed dn© mŸ
© :xnF`
Vesheenô Iodêia Lish-ôl .(ci ,bi zeny) "micä ¦ r£ zi¥An¦ m¦ix©v§ O¦ n¦ dë�di§
:(g ,bi zeny) xn¡ © `P¤ W¤ ,Fl gz© R§ Y§ `© ,(l`© W¦§ l `"p) l�`W¦ ¥ Fpi ¥̀ W¤ e§
§ l r© cFi
iz`¥
¦ vA§ i¦l dë�di§ dÜr̈ d¤f xEar© £A ,x�n`¥l `Ed©d mFI©A L§pa§¦ l Ÿc©§ Bd¦ e§
.m¦ix©v§ O¦ n¦

E para aquele que não sabe perguntar, você deve abrir (ou seja iniciar o dialogo)
para ele, como esta dito: Você deve contar ao seu filho naquele dia dizendo: “É por
causa disto que o Senhor fez para mim quando eu saí do Egito”.

Veshenô yodea lish’ol, at petach lô,


sheneemar vehigadtá levinchá...
E quanto ao que não sabe perguntar, você deve abrir para ele, como
está escrito: ‘E contarás para teu filho...’”. A ausência de perguntas por
parte de um filho não é resultado de falta de intelecto, pois mesmo o filho
“ingênuo” consegue perguntar de forma simples “o que é isto?”
52 Hagadá de Pessach

Existem dois motivos prováveis para este filho se abster de


perguntar:
1) A falta de autoconfiança. Uma criança que tem “medo” do mundo
e que se sente mais confortável em não se comunicar. Mesmo que em sua
mente existam questionamentos, ela prefere se abster de perguntar.
2) Caso seja uma criança que passou algum choque no passado,
tornando-se apática e desinteressada pelo que ocorre ao seu redor. Neste
caso, a criança nem mesmo tem dúvidas.
A Hagadá leva em conta as duas possibilidades e apresenta soluções
para os dois casos.
Alguns comentaristas questionam por que a Hagadá cita a expressão
“at petach lô”, usando a palavra “at” (a forma feminina de “você”) em vez
de “atá” (no masculino). A partir da introdução acima sobre os motivos
pelos quais a criança não pergunta, podemos responder ao questionamento
dos comentaristas. Nos dois casos o pai, que geralmente tem uma
personalidade mais fria, deve dar muito carinho e calor humano para seu
filho, como se fosse uma “mãe”. Por meio do calor humano a criança se
sentirá mais segura em abrir-se para o mundo.

At petach lô
Referindo-se ao filho que não sabe perguntar, a Hagadá diz que nós
devemos “abrir” o diálogo com a criança. O pai precisa tomar o devido
cuidado de somente iniciar a conversa, mas não discursar sozinho. Se
o problema de seu filho é a falta de autoconfiança, é importantíssimo
conseguir que ele também passe a participar do diálogo e desenvolva
“coragem” de perguntar sozinho.
Encontramos outra mensagem relativa a este filho no Rashi (Shemot
13:5). Ele explica que esta “abertura” refere-se a lhe contar histórias
“admiráveis” que “atraem o coração”. Se a origem do problema deste filho
é o desinteresse e a falta de curiosidade, devemos escolher os episódios
mais intrigantes e atraentes relevantes ao Êxodo. Quando o pai conseguir
ser realmente cativante, será possível que o filho se envolva nas histórias
e participe dos diálogos. Com o tempo, o filho pode se acostumar com esta
nova relação entre pai e filho, participando de conversas sobre assuntos
menos “interessantes” também.
Hagadá de Pessach 53

Iachôl
lFkï ,`Ed©d mFI©A i`¦ .`Ed©d mFi©A :xnFl © cEn§lY© ,Wc�¤ g W`�xn¥ lFkï
`N̈ ¤̀ iY¦ x§ n© `¨ `�l ,d¤f xEar©
£A .d¤f xEar©£A :xnFl
© cEn§lY© ,mFi cFrA§ n¦
.Li¤pẗ§l migP̈
¦ nª xFxn̈E dS̈O© W¤ dr̈ẄA§
mFw Ö©d Epäx¥
Poderíamos § w eique
(pensar Ẅk§a rmitsvá
© e§ ,Epi de zFa£̀
¥ sobreEid̈o Êxodo
contar dẍf̈devedocorrer)
c̈Far£ noic¥primeiro§ dN̈diag¦ Y
aFr § n¦
do

d�Mmês lM̈ .lPor


,m(der̈d̈Nissan) ¤̀ risto ª diziax¤
© WFd§ Torá (Shemot 13:8) “naquele dia”. Porém se estivesse
n`�Ie© :(c-a ,ck ryedi) xn¡
escrito somente “naquele dia”, poderíamos pensar (que a mitsvá de contar) é durante
© `P¤ W¤ ,Fzc̈Far© £l
gxo©Ydia
¤ ,ml̈Fr
que antecede n¥ m¤kiazFa£̀ ¥ noite. Por
EaWï § istoxd̈P̈©
diz d x¤ar“por
a torá ¥ A§ ,lcausa
¥̀ ẍU¦§disto”
i i¥d�l¡ (a` dë�d“disto”
palavra i§ xn© `¨
m¤kmostra
ia£̀
¦ quezalgo ¤̀ gestaT© ¤̀perante
ë .minos,
x¥¦ g £̀ou seja)
mid�l¡
¦ Eu`(D’us)
Eca§ r©© Ie© disse
não ,xFgp̈(paraia£̀¦ contar
e© md̈ x¨a§o `Êxodo)
sobre © ia£̀ ¦
a não ser no momento em que matsá e as ervas amargas estão diante de
zlFkï
¤̀ d¤,`Ed©
você.
Ax§ `ë © d ,omFI© © AM§ iu`¦ x¤.`Ed©
rp̈ ¤̀ lk̈dA§ mFi© FzF`A :xK¥nFl
©lF`ëcEn§ lYd© ,W
xd̈P̈© md̈x¨an¥§ `© lFkï
x¤ac�r¤¥gn¥ W`� z ¤̀
o`N̈
z¤ ¥̀¤̀ë i,eY¦Üxr§¥n© `¨z ¤̀`�l
e§ a�,d¤ f£ixEa
wr© z ¤̀r©£Awg̈.d¤v¦§fil§xEa
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Mitechilá .m¦ix¨v§ n¦ Ecxï§ eip̈äE a�wr© £ie.Li¤ pẗ§l mi
§ ,FzF` zW¤gP̈
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`Ed Epäx¥ § w eiT̈©Ẅ
WFc dWk¤§ r© e.`Ed
§ ,EpizFa£̀ ¥KExÄ Eid̈ ,l ¥̀ ẍdU¦§ẍf̈il§ dFzg̈
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.m¦ix¨v§ n¦ Ecxï§ eip̈äE a�wr© £ie§ ,FzF` zW¤ xl̈ ¤ xir¦ U¥ x©d z ¤̀ eÜr§ ¥l
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WFcT̈©antepassados
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WFc rdec©dY¥falou
pai T̈©
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Senhor, D´us de Israel: no passado, seus antepassados: Terach, o
¥ ,mẍekao§l§`§
© l dex¤
lnNachor,
paiEpi¥ r̈`�mi Ie©"c¦ nFr
:§habitaram
(ci-bi xFcë,ehxFC ziy`xa)
do outro lk̈ladoA§ W¤ xdon¡ © rio,
`N̈`P¤¤̀ W¤e ,Epi
,mizFN©
¥x¦ z̈kA©
adoraram
§ ld§
zF` n¥ r©Adeuses.
a outros x§ `© ,mEz̈�Eu`tomei EPr¦ ea§ vosso
mEcäpai r©
£e Avraham
,m¤dl̈ `�l uc̈Ïxn¤¦ ¤̀ lado
do.moutro A§ lLidoSr¦£nx©
Ep¥ § f`Ed
©rio, d¤
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¥g`© e§ E,ik�¦Eup`¨aumentei
oC̈ Ec�asua r©
£i descendência
xW£̀¤ iFB©de lhe z ¤̀ deim©bo e§(filho)
.dp̈Ẅ
Itschak, e a Itschak dei a Yaakov e Essav. A Essav dei o monte Seir como herança,
e Yaakov e seus filhos desceram para o Egito”.
:"lFcB̈
.zevnd z` dlbie ,oglyd lr qekd gipi

`�l d�rx©§ RW¤ - Epia¦ `¨ a�wr© £il§ zFUr© £l iO¦ x£̀© d̈ oäl̈ W¥TA¦ dn© cn§ © lE `¥v
:xne`e qekd z` diabne zevnd z` dqkn
:(d ,ek mixac) xn¡ © `P¤ W¤ ,l�Md© z ¤̀ x�wr© £l W¥TA¦ oäl̈e§ ,mixk̈§ ¦ Gd© lr© `N̈ ¤̀ x©fb̈
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Ep¥lir̈S¦ n© lFcB̈
`Ed KExiFblħ
54 Hagadá de Pessach

Metechilá Ovedê Avodá Zará


Na guemará em Pessachim (116A) consta que a Hagadá tem que
começar com fatos tristes e terminar com fatos alegres. Na Guemará
existem duas opiniões sobre qual é o episódio com o qual devemos iniciar
os relatos. Shemuel opina que se deve iniciar com “avadim haínu Lefar’ô
– fomos escravos para o Faraó”. Rav diz que a história deve ser iniciada
contando-se o fato de que os pais de Avraham Avínu eram idólatras –
“mitechilá ovedê avodá zará haiu avotênu”. Na Hagadá contamos ambas
as histórias. Por que devemos começar por assuntos tristes? Por que não
começamos, por exemplo, com o fato de que Yossef era o vice-rei do Egito
e trouxe seu pai Yaacov e seus próprios irmãos para o Egito com grandes
honrarias? Nossos sábios nos ensinam que, para obter a plena atenção das
crianças, é necessário dramatizar a história. Um começo tenso desperta na
criança a curiosidade de escutar o desenvolvimento dos eventos.

Metechilá Ovedê Avodá Zará


Como explicado acima, a Hagadá nos conta neste trecho sobre o
passado impróprio de nossos antepassados, que eram idólatras, pois
segundo a opinião de “Rav” na Guemará citada, este deve ser o “fato triste”
com o qual devemos iniciar. Tentemos compreender melhor a opinião de
Rav. Teoricamente, para começar com um tema triste, bastaria começar
com a escravidão no Egito.Por que existe a necessidade de voltar tanto no
tempo e contar sobre a idolatria de nossos antepassados antes de Avraham
Avinu? Por que este fato é considerado uma introdução indispensável à
História do Êxodo?
No ponto de vista da Torá, o ponto mais importante e impressionante
sobre a saída do Egito não foi o fato dos judeus terem saído fisicamente. O
ponto delicado e complicado deste êxodo foi o fato de que um povo inteiro
(homens, mulheres, pessoas de idade, jovens, crianças, todos sem exceção),
acostumado com a cultura egípcia durante quatro gerações, um povo que
cresceu em uma atmosfera em que se dá importância e respeito à idolatria,
um povo que se impurificou em 49 degraus de impureza, este mesmo
povo agora tem que se transformar no “povo escolhido”, o povo elevado
Hagadá de Pessach 55

e monoteísta que servirá de exemplo para toda a humanidade. Como é


possível para um povo inteiro poder mudar repentinamente de conduta,
e em questão de 50 dias se posicionar perante o monte Sinai em um nível
espiritual elevadíssimo, semelhante ao de Adam Harishon antes do pecado
(como afirmam nossos sábios no tratado de Shabat 146A), prontos para
receberem a Torá?
O segredo da capacidade para esta mudança extrema está explicado
no trecho em que lemos: ”Metechilá Ovedê Avodá Zara haiú avôtenu”,
nossos antepassados eram idólatras, e o jovem Avraham soube reconhecer
a verdade por iniciativa própria. Nosso patriarca Avraham lutou contra
a educação que recebeu de seus pais e contra a filosofia de todo resto da
humanidade, acreditando e ensinando para todos o conceito inédito de
um D’us abstrato e único. Dizem nossos sábios (Bereshit Rabá 42-8) que
Avraham Avinu era denominado “Haivrí” (O “hebreu”) sendo que todos
os povos do mundo estavam de um “lado” (“ever”) e ele sozinho estava
do outro lado. Esta força espiritual, de auto mudança e firme convicção,
foi herdada por seus descendentes: o povo judeu, que também é chamado
de povo “hebreu”, pelo fato de ser dotado desta força extraordinária. Esta
é a chave para a compreensão do milagre mais importante do êxodo. Esta
é a fonte do sucesso que os judeus tiveram quando efetuaram seu êxodo
espiritual do Egito. Por esta característica de convicção firme e inabalável,
a história do êxodo não começa com a saída do Egito e sim com o fato dos
pais de Avraham Avinu serem idólatras.

Sheneemár yaiomer yehoshua


A Hagadá traz este versículo do livro de Yehoshua como prova de que
nossos antepassados (antes de Avraham) eram idólatras. É interessante
que a Hagadá escolheu um versículo em que o tema principal é o fato dos
antepassados terem morado “do outro lado do rio”. Já citamos o Midrash
que explica que “o outro lado do rio” é uma alusão à diferença de ideologia.
O ponto principal deste trecho da Hagadá é o fato de Avraham Avinu ter
tido a força de se desligar da mentalidade de seus pais e de todo resto da
humanidade, e ter passado sozinho para “o outro lado”.
`N̈ ¤̀ iY¦ x§ n© `¨ `�l ,d¤f xEar©
£A .d¤f xEar©£A :xnFl
© cEn§lY© ,mFi cFrA§ n¦
.Li¤pẗ§l migP̈
¦ nª xFxn̈E dS̈O© W¤ dr̈ẄA§
mFwÖ©d Epäx¥§ w eiẄk§ r© e§ ,EpizFa£̀¥ Eid̈ dẍf̈ dc̈Far£ ic¥ aFr § dN̈g¦ Y§ n¦
d�M ,mr̈d̈ lM̈ l ¤̀ r© WFd§ ª i x¤n`�Ie© :(c-a ,ck ryedi) xn¡ © `P¤ W¤ ,Fzc̈Far© £l
gx©Y¤ ,ml̈Frn¥ m¤kizFa£̀ ¥ EaWï§ xd̈P̈©d x¤ar¥ A§ ,l ¥̀ ẍU¦ § i i¥d�l¡` dë�di§ xn© `¨
m¤kia£̀¦ z ¤̀ gT© ¤̀ ë .mix¥¦ g £̀ mid�l¡ ¦ ` Eca§ r© © Ie© ,xFgp̈ ia£̀¦ e© md̈x¨a§ `© ia£̀
¦
56 Hagadá de Pessach
z ¤̀ d¤Ax§ `ë© ,orp̈© M§ ux¤ ¤̀ lk̈A§ FzF` K¥lF`ë xd̈P̈©d x¤ar¥ n¥ md̈x¨a§ `© z ¤̀
oz¤ ¥̀ ë ,eÜr¥ z ¤̀ e§ a�wr© £i z ¤̀ wg̈v¦§ il§ oz¤ ¥̀ ë .wg̈v¦§ i z ¤̀ Fl oY¤ ¤̀ ë Frx©§ f
Baruch.m¦iShomer x¨v§ n¦ Ecxï§ eip̈äE a�wr©
£ie§ ,FzF` zW¤ xl̈ ¤ xir¦ U¥ x©d z ¤̀ eÜr§ ¥l
`Ed KExÄ WFcT̈©dW¤ .`Ed KExÄ ,l ¥̀ ẍU¦ § il§ Fzg̈ḧa©
§ d xnFW ¥ KExÄ
oi¥A zix¦ a§ A¦ Epia¦ `¨ md̈ẍa§ `§ © l xn© `¨ W¤ dn̈M§ zFUr© £l u¥Td© z ¤̀ aX© ¥ gn§
© l x¤n`�Ie©" :(ci-bi ,eh ziy`xa) xn¡
iM¦ rc© Y¥ r�© cï ,mẍa§ `§ © `P¤ W¤ ,mix¦ z̈A©
§d
zF`n¥ r©Ax§ `© ,mz̈�` EPr¦ e§ mEcär© £e ,m¤dl̈ `�l ux¤ ¤̀ A§ Lr£x©§ f d¤id¦§ i x¥b
Wkª x§ A¦ E`v¥ § i o¥k ix£¥g`© e§ ,ik�¦ p`¨ oC̈ Ec�ar©
£i xW£̀ ¤ iFB©d z ¤̀ m©be§ .dp̈Ẅ
:"lFcB̈
Bendito é Ele, que manteve sua promessa a Israel, Bendito é. Pois o Santo planejou
o fim (da nossa escravidão), fazendo como predisse a Avraham
:xne`e nosso zevnd
qekd z` diabne patriarca, no
z` dqkn
episodio da Aliança de “Ben Habetarim” (“entre as partes”)como esta dito (Bereshit
¥ l© dc̈n§ r̈W¤ `id¦
Epi¥lr̈ cn© r̈ c©al§ A¦ cg̈ ¤̀ `�NW¤ ,Epl̈e§ EpizFa£̀
15:13): “E disse (D’us) a Avraham: saiba como certo, que seus descendentes viverão
como estrangeiros numa terra que não é deles, e vão ser escravizados e afligidos
WFcT̈©de§ ,EpizFN©
¥ kl§ Epi¥lr̈ mic¦ nFr
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por eles durante quatrocentos anos. Mas também vou julgar o povo que vão
servir, e depois sairão com grande riqueza.” .mc̈Ïn¦ Ep¥liS¦ n© `Ed KExÄ

Chishêv et Hakêts
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D´us avisou a Avraham que seus descendentes ficarão na diáspora
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Israel, assim como “aliá” “subida”, significa a entrada em Israel). Várias
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explicações foram dadas para o fato de D´us ter diminuído a punição para © "
quase metade do período fixado. Uma das explicações é que D´us, em
."axë¨ mEvr̈ lFcB̈ iFbl§
sua infinita misericórdia, considerou a data do nascimento de Itschak
Avinu como começo da diáspora. Na Hagadá consta que D´us “chishêv
et Hakets”, o que ao pé da letra significa que D´us “calculou” o final,
sendo que a palavra “kets” (final) tem o valor numérico de 190, ou seja, O
Misericordioso, Bendito seja, levou em consideração os 190 anos desde o
nascimento de Itschak até a descida para o Egito. O nome de “Itschak” em
hebraico significa “rirá”, em lembrança ao riso de Sará Imênu quando foi
avisada de que teria um filho. Pelas regras gramaticais da língua hebraica,
Hagadá de Pessach 57

“rirá” deveria estar escrito com a letra “sin” (Isschak) e não com a letra
“Tsadi”, como está escrito na Torá (Itschak). A diferença numérica entre
a letra “sin” (300) e a letra “Tsadi” (90) é 210, mostrando novamente que
ficamos no Egito somente 210 anos, pois são contados a partir de Itschak
Avinu.
No entanto devemos refletir por que D’us considerou os 400 anos a
partir do nascimento de Itschak? Na sua misericórdia D´us não “anula”
punições sem motivo lógico! Para entendermos a resposta, devemos voltar
à época de Avraham Avinu.
Quando D’us disse a Avraham que sua descendencia vai herar a terra
de Israel, Avraham questionou: “Bamê edá ki irashêna?” “Como poderei
saber que meus descendentes herdarão a terra de Israel?” Esta dúvida foi
considerada como um pecado, isto influenciou negativamente também a
sua descendência. A pergunta de Avraham demonstra (aparentemente)
que se pode colocar alguma duvida na possibilidade de D’us efetivar os
Seus planos. Esta duvida aparente causou na descendência de Avraham
um certo sentimento de incerteza quanto ao controle Divino sobre toda
a criação e sobre todos os fatos. A diáspora (“galut”) é na verdade um
espelho do que ocorre no coração do Povo Judeu. A “galut” é a vida em
uma atmosfera onde o controle Divino não está claro e óbvio aos olhos
humanos. O mundo parece existir por si próprio, os “não-judeus” dominam,
e não temos o templo com os seus sacrifícios diários. Os judeus não se
encontram todos na Terra Santa. Quando Itschak nasceu, já começou a
“galut” em potencial, pois em toda a descendência de Avraham Avinu já
existia o potencial da falta de percepção de o quanto tudo está na mão de
D´us, resultado do seu questionamento. Itschak Avinu, seu filho Yaakov
e seus 12 netos eram grandes justos e não se deixaram influenciar por
esta natureza negativa inerente, e por isto tiveram o mérito de morarem
em Israel. Entretanto, a “galut” já existia em potencial. A misericórdia
de D´us foi levar em conta a existência desta força inerente e começar a
contagem a partir do nascimento de Itschak.
Quando o povo de Israel viu todos os milagres das 10 pragas, aprendeu
que D´us controla toda criação e assim anulou em seu coração a má
influencia do questionamento inicial de Avraham, sendo então redimido
do Egito e terminando a Galut egípcia.
58 Hagadá de Pessach

Yadôua tedá kí guêr ihiê zar´achá


Este é o versículo em que D´us avisa a Avraham Avinu de que seus
descendentes serão escravos no Egito. Já citamos acima um dos motivos
desde decreto (ou seja o questionamento de Avraham Avinu). Nossos sábios
(tratado de nedarim 32A) citam mais dois motivos: 1) quando Avraham
avínu guerreou para libertar Lôt, ele “alistou” em seu exército pessoas
que eram estudiosas de Torá. Mesmo que a Torá ainda não tinha sido
entregue a nós por D´us, Avraham conhecia muitos conceitos de Torá em
sua forma abstrata, e isto ele ensinava para as pessoas que se convertiam
ao monoteísmo. Este “recrutamento” foi considerado uma falta de respeito
com estes “sábios”, e um aparente desprezo pelo tempo de estudo da Torá,
que eles perderam guerreando. 2) Depois da guerra, Avraham Avínu
devolveu os prisioneiros de guerra, que eram cidadãos de Sêdom, para o
rei de Sêdom, e isto foi considerado um erro, pois Avraham Avínu deveria
ter retido os prisioneiros com ele e ensiná-los sobre o monoteísmo.
Antes de continuarmos a explicar os fatos citados acima, devemos
frisar que os pecados citados não são o motivo único para o decreto da
escravidão. Muito do que O Criador faz é parte de um grande “quebra–
cabeça” que tem como função principal consertar os danos espirituais
causados pelo pecado de Adam Harishôn (sendo que Adam Harishôn era
a união de todas as almas judias, e por isto todas elas tem “parte” neste
pecado) e levar o planeta à era messiânica. Todo ato do O Criador é resultado
de um enorme complexo de motivos, tanto individuais quanto coletivos.
Portanto os três pecados de Avraham não foram os únicos causadores do
decreto, porém parte integrante importante do mesmo.
Voltando aos fatos, devemos procurar entender: como a escravidão
no Egito é a forma de reparar os três pecados citados? Ja explicamos
acima, que o o questionamento de Avraham (“Como poderei saber etc”)
têve má influencia sobre ele mesmo e sua descendência. Um “lado” desta
má influencia ja abordamos, agora abordaremos outro “lado”. Nossos
sábios (no Tratado de Meguilá 31b) explicam que quando Avraham
avínu questionou “como poderei saber que meus descendentes herdarão
a terra de Israel?”, ele tinha a intenção de perguntar ( já que a entrada
e permanência dos judeus na Terra Santa depende do nível espiritual do
povo de Israel) como é possível sabermos que não vão pecar e vão ser aptos
Hagadá de Pessach 59

a entrar em Israel? Sendo este o questionamento de Avraham, sua questão


parece ser uma boa dúvida. Então porque foi considerada um pecado?
Sempre que a Torá ou os nossos sábios mencionam um “pecado”
cometido por nossos patriarcas, não são pecadas “simples”, pois eles
tinham um nível espiritual altíssimo, muito mais do que somos capazes
de compreender. Os “pecados” de nossos patriarcas são pequenos “erros”
na forma de raciocínio. Quando Avraham fez sua pergunta, errou em sua
análise quanto ao potencial de sua descendência. Ele deveria saber que
mesmo se temporariamente pecarem, no final, em alguma geração futura
vão se arrepender e voltar ao caminho correto, como dizem nossos sábios
no tratado de Sanhedrin 97b. Exatamente o mesmo “erro” aconteceu
quando “alistou” para a guerra. Ele não soube dar o valor devido a estas
pessoas e se equivocou quanto ao seu potencial. Também foi o mesmo erro
em relação aos cidadãos de Sêdom. Ele percebeu que eram muito perversos,
e por isto não tentou levá-los ao bom caminho, devido ao fato de não ter
analisado com precisão o potencial oculto deles, pois na verdade poderiam
ter abraçado o monoteísmo. Em suma, nos três episódios, o “problema”
de Avraham Avínu (levando em conta seu elevado nível espiritual) foi
não saber até onde chega o potencial de si mesmo e dos demais. Da mesma
forma que as boas características de Avraham (tais como a misericórdia
e gostar de beneficiar o próximo) fazem parte da natureza de toda sua
descendência (como dizem nossos sábios no Tratado Yevamot 79a),
também este “problema” de subvalorizar o potencial ficou marcado na sua
descendência. O Criador quis retificar isto, como explicaremos a seguir.
Dizem nossos sábios em (Tratado de Sota 11 a-b) que a escravidão
no Egito não começou de um dia para outro. O Faraó fez uma campanha
nacional pedindo trabalhos voluntários para a construção de cidades
de armazenamento, construção pela qual o próprio Faraó abandonou
seu palácio, “trabalhando” como pedreiro, dando exemplo a todos.
Assim também os judeus, foram trabalhar com devoção e esforço, para
demonstrar patriotismo e agradecimento ao País que os acolheu. Porem
isto foi somente o começo: Os egípcios anotaram exatamente a produção
dos judeus, e então o Faraó obrigou os judeus a manterem diariamente a
mesma cota de produção que tinham atingido nos dias em que trabalhavam
com devoção, ou seja, no seu potencial máximo. O Faraó fez o possível
60 Hagadá de Pessach
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para dificultar ainda mais, física e emocionalmente,
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O© W¤judeus.
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Por exemplo, tinham que trabalhar de noite em vez de dia, combatendo
o “relógio
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“dificuldades” imposta pelo Faraó).
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Os judeus passaram a perceber, dia a dia, que o ser humano é capaz
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Eca§ r© e© ,xFgp̈foiia£̀
pedir ao faraó,
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nome de D´us, para que liberte o povo judeu.O faraó reagiu ordenando que
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Osx©§f
judeus então tiveram que fazer um esforço sobre-humano para preparar
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se encerrou e os judeus aprenderam e enraizaram em seus corações que o
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potencial contido em cada pessoa vai bem além do imaginável. Começaram
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Hí A¦ E`v¥ § i o¥k ix£ ¥g`© e§ ,ik�¦ p`¨ oC̈ Ec�ar© £i xW£̀¤ iFB©d z ¤̀ m©be§ .dp̈Ẅ
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Cobre-se as Matsot, levanta-se o copo de vinho e recita-se:

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Epi¥lr̈ cn© r̈ c©al§ A¦ cg̈ ¤̀ `�NW¤ ,Epl̈e§ EpizFa£̀
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§ xFcë xFC lk̈A§ W¤ `N̈ ¤̀ ,EpizFN© ¥ kl§
.mc̈Ïn¦ Ep¥liS¦ n© `Ed KExÄ

E é “ela” (a promessa citada acima, vide tambem nos comentários outra explicação) que
.zevnd z` dlbie ,oglyd lr qekd gipi
se levantou para (salvar) nossos antepassados e nós também. Pois não somente
`�l d�rx©§ RW¤ - Epia¦ `¨ a�wr©£il§ zFUr©
£l iO¦ x£̀
© d̈ oäl̈ W¥TA¦ dn© cn§© lE `¥v
um (inimigo) se levantou contra nós (os judeus) para nos exterminar, e sim em
cada geração e geração levantam-se (inimigos) para exterminar-nos. Mas o Santo,
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£l W¥TA¦ oäl̈e§ ,mixk̈§
é Ele, nos salva de suas mãos. ¦ Gd© lr© `N̈ ¤̀ x©fb̈
mẄ id§¦ ie© ,hr̈n§ iz¥ n§ A¦ mẄ xb̈Ï©e dn̈§ix©v§ n¦ cx¥¤Ie© ,ia¦ `¨ c¥a�` iO¦ x£̀
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Shebechôl dor vadôr
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Uma das provas claras do judaísmo é a própria sobrevivência do
mesmo. Em .m¦ix¨todas
v§ n¦ Ecasxï§ gerações
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£ie§ ,FzF` zW¤ para
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ou pelo menos inibir a sua religião, mas o povo de Israel continua íntegro,
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do mundo dentre as civilizações antigas vivas ainda no dia de hoje, só
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que os,eh ziy`xa)
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x©§ f d¤que
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cultura e religião chinesa já mudaram muito através dos anos, estando
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kª x§ A¦ E`v¥§ i o¥perdida.
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,ik�¦ p`¨ aqui
oC̈ Ec� ar© £i xW£̀ ¤ iFB©d z ¤̀ m©be§ .dp̈Ẅ
nos ensina a força da sobrevivência
de nosso povo: “Vehí sheamedá laavotênu velánu” – e é ela que se levantou :"lFcB̈
(para salvar) nossos antepassados e a nós”. Explica o livro Olelôt Haguefen
que “ela” é a Torá (vehí – valor numérico 22, que são as 22 letras da Torá),
pois o mérito do estudo da Torá é que protege
:xne`ee qekd
guarda
z` nosso
diabnepovo durante
zevnd z` dqkn
todas as gerações.
¥ l© dc̈n§ r̈W¤ `id¦
Epi¥lr̈ cn© r̈ c©al§ A¦ cg̈ ¤̀ `�NW¤ ,Epl̈e§ EpizFa£̀
WFcT̈©dulmád
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.mc̈Ïn¦ Ep¥liS¦ n© `Ed KExÄ
Repousa-se o copo, e descobre-se as Matsot, e recita-se:

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© "
."axë¨ mEvr̈ lFcB̈ iFbl§
Saia e aprenda (a lição de que desde o inicio de nossa historia os inimigos se levantam
contra nós) do que Lavan, o arameu, tentou fazer Yaakov nosso patriarca (no
episodio quando Lavan perseguiu Yaakov para assassiná-lo), pois o Faraó não decretou
(assassinato) a não ser contra meninos (e não contra meninas), mas Lavan queria
62 Hagadá de Pessach

eliminar a todos. [A partir deste trecho, a Hagadá começa a citar os versículos que eram
recitados no Bet Hamikdash (Templo) por quem trazia as primícias, em Devarim 26, e a
Hagadá explica os versículos parte por parte] Como está dito:

“O arameu (tentou) prejudicou meu patriarca, e ele (o patriarca) desceu


para o Egito e peregrinou lá com um grupo pequeno, e tornou-se lá
um povo grande, poderoso e numeroso.”

Aramí ovêd Aví


A partir deste trecho a Hagadá começa a citar e explicar os versículos
que eram recitados por quem trazia bicurim (primícias) ao Bêt Hamikdash.
Por que a Hagadá escolheu contar sobre a escravidão e o êxodo do Egito
utilizando estes versículos em vez dos versículos do livro de Shemot,
em que a Torá relata explicita e detalhadamente estes eventos? Para
podermos responder esta questão, temos que elaborar mais sobre a mitsvá
de bicurim. Na época do Bêt Hamikdash, todo aquele que cultivasse uma
das 7 frutas pelas quais a terra de Israel foi elogiada, tinha que trazer
a primeira fruta a nascer para o Bêt hamikdash, como uma oferenda de
agradecimento a D´us por todos os seus frutos desta colheita. O dono do
pomar ficava observando as suas árvores, e quando percebia o primeiro
broto a se desenvolver em fruta, o marcava com uma fita. Quando esta fruta
estava madura, o dono vinha ao Bêt Hamikdash e pronunciava versículos
determinados pela Torá, que estão citados na Parashá de Ki Tavô. O
conteúdo deste pronunciamento é um breve resumo da história do povo
judeu, descrevendo o fato de que Lavan tentou assassinar Yaakov Avinu,
a descida ao Egito, o crescimento populacional impressionante dos filhos
de Israel no Egito, a pesada escravidão que sofremos lá, o fato de D´us ter
escutado nossas preces, a saída do Egito através de milagres e finalmente
o fato de D´us ter nos trazido para a sagrada terra de Israel, onde cresceu
o fruto em questão. Esta mitsvá levanta alguns questionamentos: por que
esta mitsvá é feita somente com as frutas que destacam a terra de Israel?
Por que é necessário recitar a história do nosso povo quando trazemos
primícias? Por que somente a mitsvá de bicurim é acompanhada por um
pronunciamento, o que não ocorre com todas as outras oferendas ao Bêt
Hamikdash?
Hagadá de Pessach 63

O conceito de “agradecimento” em hebraico é denominado de “Hakarát


Hatov”, ou seja, “reconhecimento de benefício”. Pelo judaísmo, a ênfase
no sentimento de gratidão não é no fato da pessoa sentir a necessidade de
retornar o favor à pessoa que o beneficiou (se sentir “obrigada” , como se
expressa em português), constituindo isto somente uma segunda etapa.
A essência verdadeira da gratidão é reconhecer, não só intelectualmente,
mas também sentimentalmente, que o benefício usufruído vem de alguém
alheio. Quem sente realmente que o benefício é devido ao seu próximo,
obviamente também vai sentir amizade ao próximo, bem como vontade
de retribuir o favor. Nossa “Hakarát Hatov” em relação aO Criador deve
ser absoluta, pois simplesmente todo e qualquer benefício que usufruímos,
incluindo a nossa própria existência, é devido aO Criador. Justamente
pelo fato de “tudo” ser de D’us, o ser humano tem dificuldade de sentir
que realmente Ele é a fonte de tudo, mesmo que num plano intelectual
estejamos conscientes disto. A pessoa tende a sentir que o mundo se
mantém sozinho, que os sucessos são fruto do próprio esforço, que o fato
do pulmão respirar e o coração pulsar é “normal”. Normalmente uma
pessoa tem mais facilidade de sentir agradecimento a D’us quando se
depara com bondades Divinas que não são diárias e que nitidamente não
estão no alcance humano. Quando a pessoa vê na sua árvore que nasceu
uma primeira fruta, não é difícil sentir que este é um presente Divino, pois
este é um evento que não acontece todos os dias, e um ser humano não é
capaz de “forçar” uma arvore a criar um fruto. O Criador, que conhece
profundamente as dificuldades do ser humano, utiliza na Torá aquilo
que é fácil para a pessoa, para ajudá-la a chegar também no que é mais
difícil. Quando um judeu traz a primeira fruta da sua colheita para o Bêt
Hamikdash, com seu coração repleto de agradecimento, é ordenado pela
Torá a parar um minuto e refletir em como toda a nossa existência é devida
a Ele. Portanto, quando oferece a primícia, recita a história de como D´us
salvou nosso patriarca Yaakov, como nosso povo cresceu e se multiplicou
milagrosamente sob o pesado jugo egípcio, como D’us escutou nossas
preces e como D´us nos deu sucesso sobrenatural na conquista da terra de
Israel, que até então estava na posse de povos muito fortes. Desta forma, a
percepção de que toda a nossa existência e a nossa permanência na Terra
de Israel é um presente Divino acima da natureza penetra profundamente
nos conceitos da pessoa.
64 Hagadá de Pessach

Por isto a mitsvá de trazer as primícias é justamente com as 7 frutas


que caracterizam a Terra de Israel, e não com qualquer fruta, pois com estas
7 frutas é mais fácil chegarmos ao sentimento de agradecimento pela Terra
de Israel, pois como explicado o objetivo não é somente o agradecimento
pela colheita.
Entendemos agora porque os sábios escolheram para a Hagadá
justamente o texto da primícia como base para a história do êxodo, pois
o objetivo da Hagadá é nos mostrar como transmitir a história de uma
forma que fique marcada no coração dos nossos filhos, e portanto o melhor
texto é o texto das primícias que justamente tem a função de “enraizar”
nos corações a consciência sobre a grande bondade Divina de nos tirar do
Egito.

A Hagadá explica o versículo acima, parte por parte:

Veiêred Mitsráima

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Ecxï§ W¤tp¤ mir¦ a§ W¦ A§ :(ak ,i mixac) xn¡ © `P¤ W¤ FnM§ ,hr̈n§ iz¥ n§ A¦
“...e ele (o patriarca) desceu para o Egito” - forçado pela ordem (de D´us).
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§ M§ Li¤d�l¡` dë�di§ Ln§ Ü dŸr© e§ .dn̈§ix¨v§ n¦ LizFa£̀
“...e peregrinou lá” - (a palavra “peregrinou” em vez de “morou”) nos ensina
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que (Yaakov) não desceu para se estabelecer de forma permanente e sim para
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Hagadá de Pessach 65

Shelô Yarad Lehishtakêia


A Hagadá faz questão de frisar que Yaakov Avinu não foi para o
Egito com a intenção de morar permanentemente. Explica o Gaon
de Vilna Z.T.L. a importância deste detalhe, pois se Yaakov tivesse a
intenção de morar permanentemente, D´us não tiraria nunca os judeus
do Egito. Esta colocação merece a nossa atenção: é impressionante o
quanto O Criador dá importância à intenção do ser humano. O ato de
ir para o Egito tem conseqüências completamente opostas, dependendo
de um simples pensamento. Se Yaakov tivesse a intenção de se assentar
no Egito, o Êxodo não teria acontecido, não haveria outorga da Torá, e
até o universo pararia de existir, pois dizem nossos sábios (Tratado de
Shabat 88A) que a existência do Universo dependia dos judeus aceitarem
a Torá no Monte Sinai, pois este é o objetivo de toda a criação. Por outro
lado, como Yaakov pensou em migrar para o Egito temporariamente,
ocorreram todos os milagres do Êxodo, a outorga da Torá, a conquista da
Terra de Israel e a construção do Bêt Hamikdash, sem falar na futura Era
Messiânica com todas as suas maravilhas. Tudo isto, dependente de um
simples pensamento! Hoje em dia conhecemos bem esta situação. Dois
presidentes podem fazer um ato em comum, e a vida de milhões de pessoas
pode depender da “intenção” com a qual foi feita, como por exemplo, no
caso da fabricação de armamento nuclear. Se a intenção é auto defesa,
pode trazer paz e evitar guerras que ocorreriam se não fosse o medo destes
armamentos defenderem o país atacado. Por outro lado, se a intenção
da fabricação é atacar, a própria intenção é capaz de causar guerras
ainda antes do armamento estar pronto. Tudo depende da “intenção”.
A Guemará (Tratado de Nazir 23A) nos ensina esta lição em relação ao
sacrifício de Pessach. O simples ato de comer o carneiro, se feito da forma
correta, com a intenção de cumprir a mitsvá e satisfazer a vontade do
Criador, é uma mitsvá enorme, cujas conseqüências no plano espiritual
são muito acima do que podemos imaginar. Por outro lado, quem come o
mesmo carneiro já estando saciado (“de barriga cheia”), com a intenção
centrada no prazer da alimentação, está cometendo um ato repreendido
pela Torá. Alguns comentaristas apontam também que esta é a diferença
entre a pergunta do filho “chacham” (sábio) e do filho “Rashá” (perverso)
na Hagadá, pois se repararmos bem, ambos os filhos utilizam a expressão
66 Hagadá de Pessach

“vocês”, o sábio disse “Quais são os testemunhos, os estatutos e as leis que


o Senhor, nosso D´us, ordenou a vocês?” E o perverso disse “O que é este
serviço para vocês?” Sobre o filho perverso, diz a Hagadá que a palavra
“vocês” demonstra que se sente isento das leis. A diferença entre os filhos
não está tanto no vocabulário como na “intenção” que se oculta por trás
das palavras: O perverso quer se isentar do cumprimento das mitsvot do
Seder, enquanto o sábio quer aprender mais sobre o assunto, para poder
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cumprir todas as leis.
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(a palavra “poderosos” aqui tem o sentido de grande quantidade,
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Hagadá de Pessach 67

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“Caasher iaanú ¤otô,
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maltratavam os judeus, mais os judeus se multiplicavam (ao contrário do
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,i mixac) dos judeus
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com misericórdia pelo Criador. Explica-se que é este um dos motivos
pelos:a�xquais
l̈ m¦icolocamos
n© Ẍ©d i¥akFk § umM§ ovo
Li¤dcozido
�l¡` dëna�dibandeja
§ Ln§ Ü ddeŸPessach,
r© e§ .dn̈§ixpois
¨v§ n¦ oLiovo
zFa£̀
¤ se
comporta de maneira oposta aos outros alimentos: quanto mais se cozinha
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o ovo,iFb§ l .meleẄendurece.
mais mi¦pÏvª n§ l ¥̀ ẍU¦ § i Eid̈W¤ cO© ¥ ln§ ,lFcB̈ iFbl§ mẄ id§¦ ie©
EAx¦§ Ie© Evx§ W¦
§ Ie© ExR̈ l ¥̀ ẍU¦ § :(f ,` zeny) xn¡
§ i i¥paE © `P¤ W¤ FnM§ ,mEvr̈e§
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,Epia congregação
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amamentação estão formados, e seu cabelo cresceu, porém, (embora o povo de Israel
ter crescido no plano material), você estava descoberta :ux(de
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or©Muitos
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Q¦ n¦ ix¥Üacrescentar
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o seguinte ,` zeny)
versículo: “E Euxpassei

© `P¤ W¤do Fn ,EpEP(obs:
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também este versículo é uma alusão alegórica a congregação de Israel) e vi você suja de
:q¥qsangue,
seu n§ r© x© ze disse
¤̀ e§ m�para
ziR¦ ti:zpelo
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rx©§ tl§ de
zFpseuM§ q§sangue
n¦ ix¥r̈(dao¤amitsvá
I¦ e© ,mz̈do�lsacrifício
a§ q¦ A§ Fz�doPr©
Pessach) você vai viver, e disse para ti: pelo (mérito) de seu sangue (da mitsvá do
EciBerit
a¦ r©
£Milá)
Ie© :(bi ,` zeny) xn¡
você vai viver.”
© `P¤ W¤ FnM§ ,dẄẅ dc̈�ar£ Epi¥lr̈ EpY¦ § Ie©
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D´us ordenou aos judeus, antes da praga dos primogênitos, que
cumpram duas mitsvot::(f ,ek mixac) Ep¥vg£ l© “Korban
a de oferecerem z ¤̀ e§ Ep¥lPessach”
n̈r£ z ¤̀ee§Berit
Ep¥ip§ Milá.
r̈ z ¤̀
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¥ i¥d�l¡` dë�di§ l ¤̀ wr© v¦§ Pe©
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:dc̈�ard̈
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mid�l¡
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68 Hagadá de Pessach

O mérito destas duas mitsvot é que tornou os judeus dignos de serem


redimidos. Por que o Criador escolheu justamente estas duas mitsvot para
serem a “chave” que abre o portão da salvação? Os judeus no Egito, por
influência de seus vizinhos egípcios, estavam em um nível espiritual muito
baixo (49 degraus de impureza), como consta também na Hagadá: “porém
você estava descoberta (de mitsvot)”. Para serem merecedores de saírem
do Egito, com os milagres necessários para tanto, tinham de se desligar de
todo o seu passado impróprio, se “limparem” de toda “sujeira espiritual”
dos pecados. Portanto, D´us nos ordenou duas mitsvot que necessitam de
“Messirut Nêfesh” – “entrega da alma”, ou seja, arriscar (a certo ponto)
a própria vida, para cumprir a vontade Divina. Os egípcios idolatravam
os cordeiros, e o fato dos judeus pegarem os cordeiros, amarrá-los ao pé da
cama desde o Shabat até quarta feira, e depois degolar estas “divindades”
bem embaixo dos olhos dos egípcios, foi um ato de grande perigo (realmente,
contam nossos sábios, que os egípcios tentaram assassinar os judeus por
causa disto, mas O Misericordioso Bendito Seja imobilizou-os). Também
o Berit Milá que foi realizado em todos os homens, de todas as idades,
justo antes de saírem para uma longa jornada no deserto, em um período
em que os egípcios estavam revoltadíssimos contra eles, foi literalmente
arriscar a vida. Uma pessoa que coloca sua vida em risco por amor a D´us
na verdade está anulando sua identidade perante O Criador, e está como
que “entregando a sua alma” (messirut nêfesh). Quando a pessoa anula
seu “eu” perante D´us, se “desliga” (até certo ponto) de seu passado
impróprio, pois o “eu” antigo se anulou, de agora em diante não existe
mais o que existia até agora, começa-se a vida da pessoa “do zero”. Assim,
graças a estas duas mitsvot, os judeus foram dignos de serem redimidos,
pois apagaram (até certo ponto) todos os erros cometidos nos anos que se
passaram.
Devemos frisar que somente então, no Egito, e nesta ocasião, foi
permitido aos judeus arriscarem suas vidas pelas mitsvot, pois receberam
ordens explícitas de D´us, de que isto era necessário naqueles dias.Hoje
em dia a Torá nos proíbe absolutamente de colocar nossa vida em risco,
como está escrito (Vaikra 18:5): “ E viverá nelas (nas Mitsvot)”, e não
morrerás por elas, como explicam nossos sábios no Tratado de Yoma 85b.
Somente no caso de três pecados a Torá nos orienta que é melhor morrer
do que pecar, mesmo nos dias de hoje: Idolatria, assassinato (o que inclui
abortos), e falta de pudor.
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A Hagadá cita o segundo
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§ i i¥paE x § :
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para posteriormente ter a desculpa para atuar
usa esta técnica:
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desumanamente contra os mesmos. Isto ocorreu durante a inquisição, :a�wr© £i
com a calúnia de que os judeus assavam matsot com o sangue de não
70 Hagadá de Pessach

judeus, e outras mentiras mais; ocorreu na segunda guerra mundial com


a teoria do arianismo de Hitler; e isto começa a ocorrer novamente nos
dias de hoje, com a reclamação mundial de que os judeus não tomam o
devido cuidado com os civis palestinos. Na verdade, os judeus arriscam
suas vidas diariamente para não causar dano a nenhum palestino que não
seja terrorista com certeza, ato este que nenhuma outra nação do mundo
cometeria se estivesse na mesma situação. Que país do mundo espalha
folhetos e avisa por alto falante antes de jogar uma bomba? O fato dos
anti-semitas sempre levantarem calúnias contra os judeus, é um lembrete
que O Misericordioso manda a Seu povo amado, para perceberem que
alguma coisa está errada. D´us está demonstrando que não está satisfeito
com o comportamento do judeu (em relação ao cumprimento das mitsvot),
e por isto manda os povos reclamarem irracionalmente: “Vocês, judeus,
não estão agindo corretamente!”.

Vehaiá ki tikrêna milchamá venossáf gam hú al soneênu


Quando o povo judeu começou a crescer em número, os egípcios
temeram que, em caso de guerra, os judeus formariam alianças com
inimigos egípcios. Esta afirmação levanta a seguinte questão óbvia: Por
que iriam os judeus, que até então viviam em harmonia com os egípcios,
se aliar aos inimigos? Yossef Hatsadík se empenhou sobremaneira pelo
bem estar do povo egípcio. Agora, sem nenhum motivo, juntar-se-iam os
judeus a um povo desconhecido para combater seus anfitriões?
Antes de responder este questionamento, devemos citar outros fatos
curiosos que também necessitam explicação.
Quando Moshê Rabênu se apresentou pela primeira vez perante o
Faraó, realizou três milagres: 1º) Transformou seu bastão em uma cobra.
2º) Sua mão ficou leprosa e depois se curou. 3º) Transformou em sangue a
água contida num utensílio.
Nossos sábios explicam no Midrash Tanchumá (Parashat Shemot
23) que os dois primeiros milagres tinham o objetivo de explicar para o
Faraó quais eram os prejuízos espirituais que o Egito causava ao povo de
Israel:
O fato de o bastão transformar-se em cobra representa o comportamento
egípcio em relação aos judeus. Assim como uma cobra pica e mata, da
Hagadá de Pessach 71

mesma forma os egípcios “picavam” e matavam os judeus. A cobra se


transformou novamente em bastão para demonstrar que os egípcios
também seriam punidos por D’us, a ponto de serem comparados com um
“galho seco”.
O fenômeno de a mão de Moshê ficar leprosa aconteceu para advertir
ao Faraó que, assim como um metsorá (leproso) é impuro e contamina a
todos os que entram em contato com ele, da mesma maneira os egípcios
são impuros e impurificam o povo de Israel. A mão de Moshê curou-se,
demonstrando que D’us purificará seu povo da impureza egípcia.
O terceiro milagre, quando a água transformou-se em sangue, não foi
uma mensagem relacionada com a má conduta egípcia. Foi uma introdução
às eventuais pragas que aconteceriam se o Faraó não aceitasse abolir a
escravidão judaica.
A explicação do Midrash citado necessita de alguns esclarecimentos.
A fauna é repleta de predadores, como por exemplo, o leão. Por que
D’us escolheu comparar o tipo de assassinato realizado pelos egípcios ao
comportamento da cobra, em vez de referir-se a outro animal?
Também sabemos que toda punição Divina é precisamente relacionada
ao pecado cometido, “midá kenêgued midá” – medida por medida. Então,
por que a transformação em um “galho seco” é uma punição relacionada
com o fato de os egípcios assassinarem como cobras?
Para responder propriamente estas questões, voltemos agora para a
analise do motivo pelo qual os egípcios começaram a escravizar os judeus
- por que temeram os egípcios que os judeus se aliariam aos inimigos?
O comentarista Seforno Z’tl explica o motivo do temor dos egípcios.
Os judeus se comportavam de forma distinta dos egípcios. Sua fé, cultura,
costumes, vestimentas, nomes e língua eram extremamente diferentes dos
egípcios. Isto levou os egípcios a suspeitarem que, ocultamente, os judeus
odiassem o povo egípcio. Esse ódio seria o motivo de não se influenciarem
pela cultura egípcia. Portanto, em caso de guerra, existiria o perigo de os
judeus se aliarem às tropas inimigas.
Antes de continuar o raciocínio no sentido de responder as questões
sugeridas, cabe aqui uma importante colocação sobre esta alegação dos
egípcios. Esta teoria, de que os judeus eventualmente se uniriam aos
inimigos, foi somente o “motivo físico” pelo qual os egípcios resolveram
72 Hagadá de Pessach

submeter os judeus à escravidão. No entanto, nossos sábios revelam (no


Midrash Yalcut Shim’oni Parashat Shemot 162), o verdadeiro “motivo
espiritual” pelo qual D’us colocou nas mentes egípcias a teoria citada. A
verdadeira razão para isto foi que os judeus começaram a misturar-se com
os egípcios, passando a freqüentar teatros e circos. [Embora a escravidão dos
judeus de uma forma geral seja punição pelo questionamento de Avraham:
“Bame Eda”, D’us não puniria sua descendência se não “fizessem por
merecer”, também pessoalmente, com esta falha de freqüentarem teatros
e circos]. Infelizmente, este fenômeno pode ser observado em todas as
gerações: quando os judeus começam a igualar-se aos povos alheios com
os quais convivem, o Todo-Poderoso faz com que esses próprios povos se
revoltem contra os judeus com o argumento de que são diferentes. Ou
seja, reaparece o anti-semitismo ativo. D’us usa os povos para lembrar os
judeus que são um povo diferente. Se os próprios judeus não compreendem
sozinhos que não devem se misturar com outros povos, os próprios povos
repelem a companhia judaica.
Tendo em vista as palavras do Seforno citado, de que os egípcios
temiam o fato de os judeus serem diferentes, entendemos melhor a intenção
do plano maléfico do Faraó em submeter os judeus a serviços pesados. O
Faraó entendeu que os judeus, mesmo vivendo no Egito, permaneciam fiéis
à sua fé e suas tradições. Se conseguiam isto, era devido à sua grande força
de vontade, ou seja, à enorme “chaiut” – vitalidade – do povo judeu. Para
quebrar esta “força de vontade”, forçou os judeus a trabalharem dia e noite
em tarefas extremamente difíceis, amargando seriamente suas vidas.
Uma pessoa cuja vida é um verdadeiro pesadelo, perde a vontade de
viver. Em conseqüência, passa a ser completamente apática, perde toda
a “vitalidade”, a força de vontade para realizar qualquer coisa. Assim, o
Faraó ordenou aos judeus construírem as cidades de Pitom e Raamsês.
Conforme explicam nossos sábios (Tratado de Sotáh 11A), o lugar escolhido
tinha um solo movediço. Sendo assim, os prédios que os judeus construíam
tombavam novamente em pouco tempo. Portanto, fica claro que a principal
intenção do Faraó não era ter proveito da mão de obra judaica, mas sim
usar técnicas psicológicas para anular a vitalidade e a força de empenho dos
judeus. Mesmo alguém que trabalha duro e forçadamente para construir
um prédio, tem ao menos a satisfação de ver a construção erguida, a obra
acabada. Assim, tem o sentimento de que seus esforços não foram em vão.
Hagadá de Pessach 73

Mas o Faraó queria evitar dar qualquer satisfação aos judeus. Desejava que
todo o trabalho dos judeus fosse claramente inútil, para assim perderem
o “gosto de viver”, o ânimo e a vontade de se esforçarem por manter os
costumes judaicos.
Nossos sábios também explicam (tratado de Sotáh 11b) que o Faraó
determinava serviços femininos para os homens e serviços masculinos para
as mulheres. Nisso também se percebem os métodos maléficos do Faraó.
Alguém que trabalha em afazeres incompatíveis com a sua personalidade,
tem muito menos ânimo e paciência para enfrentar o seu dia-a-dia.
O Faraó obteve sucesso com seus métodos. Conforme descrito na Torá
(Shemot 6:9), os judeus se tornaram extremamente apáticos, a ponto de
nem terem força para se empolgar com a notícia de que Moshê os salvaria
do Egito (este assunto será abordado mais detalhadamente na continuação
desta hagadá).
Entendemos agora por que a atitude egípcia é comparada à de uma
cobra. Quando a cobra quer se alimentar de um animal, primeiramente
insere seu veneno nele, para que enfraqueça ou até mesmo morra. Somente
depois o engole. Assim também, os egípcios tornaram os judeus apáticos
e com falta de vontade de viver, para que então fossem absorvidos e
integrados ao povo egípcio.
De fato, os judeus foram influenciados pela cultura egípcia. Passaram
a imitá-los, chegando até a servir falsos deuses. A impureza dos egípcios
atingiu o povo judeu – assim como um “metsorá” é impuro e contamina
todos que têm contato com ele.
A punição que o Criador escolheu para o povo egípcio foi transformá-
los em um “pedaço de pau seco”. Ou seja, assim como um tronco ou um
galho seca por falta dos elementos necessários para sua vida, assim também
os egípcios “secaram”, perderam a vitalidade, a vontade para continuar
a seguir no dia-a-dia. Isso aconteceu por intermédio das dez pragas.
Com estas pragas os egípcios foram afetados em todas as suas fontes de
satisfação: suas plantações, seus animais, suas casas, seu bem-estar, seus
filhos primogênitos – que eram o orgulho do lar egípcio – e assim por
diante.
A Torá (Parashat Bô) relata que, antes de saírem do Egito, D’us
ordenou aos judeus que fizessem Berit Milá e o Corban Pêssach. Nossos
74 Hagadá de Pessach

sábios (Shemot Rabá 17, 3) explicam que, graças ao mérito dessas duas
mitsvot, o Povo de Israel pôde ser redimido do Egito.
Por que justamente essas duas mitsvot foram necessárias para sermos
merecedores da redenção? Segundo tudo o que foi explicado anteriormente,
esta questão também pode ser esclarecida. O Berit Milá é a mitsvá que os
judeus sentem mais felicidade em cumprir. Isso é comentado por nossos
sábios no Talmud (Shabat 130a). Por isso, apesar de ser uma das mitsvot
mais difíceis da Torá, mesmo os judeus afastados do cumprimento religioso
fazem questão de cumpri-la. Sendo assim, esta mitsvá funcionou como
um “remédio” para o “côtser rúach”, o estado apático no qual os judeus
estavam enraizados. Esta mitsvá demonstra a “força de vontade” judaica
– que estão dispostos a cortarem a própria carne para fazer a vontade de
D’us. Esse ato teve a força de reparar a falta de ânimo da qual sofreram
tantos anos.
A mitsvá de “Corban Pêssach” consistia em pegar um cordeiro,
degolá-lo e comê-lo. Os cordeiros eram animais idolatrados pelos egípcios.
Com este ato, os judeus se desligaram de toda a idolatria e cultura egípcia
que tinham adquirido. “Purificaram-se” com isso da impureza egípcia.
Em nossos dias, é comum ter stress por causa do mundo moderno e
da correria atrás do sustento. Em gerações anteriores, que se contentavam
com pouco, estes conceitos eram menos marcantes. Hoje existe o perigo
iminente de não termos paciência e força mental para dedicarmos ao
serviço de D’us – como freqüentar aulas de Torá diariamente, por exemplo.
Portanto, em nossos dias, estamos novamente expostos ao risco de nos
tornarmos apáticos em relação ao cumprimento de nossas obrigações
judaicas.
A influência prejudicial dos conceitos sobre o objetivo da vida,
sugeridos pelos povos que nos rodeiam, também é quase inevitável. Assim
como a influência da idolatria no passado, estes conceitos são basicamente
opostos aos ditados pela Torá.
Os perigos do passado – a apatia e a idolatria – existem hoje de
uma forma camuflada. Assim, devemos nos fortificar no sentido de nos
apegarmos à Torá ao máximo, estudando-a e cumprindo as suas mitsvot.
Por este mérito presenciaremos a concretização do versículo (Michá 7:15):
“Como nos dias da saída do Egito, mostre-nos milagres”.
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§“Mikôtser 6:9). O motivo desta dificuldade é explícito no versículo
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devido à falta de motivação e
peso dos serviços forçados. :a�wr©£i
Após este episódio, D’us ordenou a Moshê Rabênu que se apresentasse
perante o Faraó para adverti-lo sobre a praga de sangue, para assim dar
início ao processo de libertação do povo judeu. Nesta oportunidade, Moshê
Rabênu perguntou a D’us se realmente existia a possibilidade de que o
Faraó escutasse esta advertência. Além disso, Moshê Rabênu apresentou
a D’us o argumento de que ele (Moshê) não era uma pessoa apta para esta
missão, por ser parcialmente debilitado no dom da fala.
76 Hagadá de Pessach

Analisemos esta última alegação de Moshê Rabênu – que ele era


debilitado no dom da fala. A isso, o Criador respondeu a Moshê que
Aharon Hacohen seria seu intermediário [segundo o explicado por Rashi
no versículo 13. Vide também versículos 6:30 e 7:1]. Ainda na mesma
frase, (Shemot 6:13) D’us ordenou a Moshê Rabênu que ele fosse um líder
paciente para o Povo de Israel (como explicado em Shemot Rabá 7- 3).
Este diálogo necessita maiores esclarecimentos. Vários versículos
antes (Shemot 4:10), no episódio do arbusto que não era consumido pelo
fogo, Moshê Rabênu já dissera ao Criador que não se sentia apto a ser o
mensageiro para a libertação dos judeus devido ao seu defeito de fala. Já
naquela ocasião D’us respondera a Moshê Rabênu que Aharon Hacohen
falaria em seu lugar. Por que, então, Moshê Rabênu novamente apresenta
o problema ao qual já recebera a resposta Divina? Ainda mais, no episódio
do arbusto, Moshê Rabênu se expressou usando as palavras “chevad pê
uchvad lashon anôchi” – tenho dificuldade motora na boca e na língua
– enquanto que mais tarde usa a expressão “vaani arál sefatáim” – eu sou
incircunciso de lábios. Qual a diferença entre estas expressões?
Em relação à resposta Divina, é curioso que no primeiro episódio
D’us disse (Shemot 4:14): “ki daber yedaber hu” – Aharon vai falar–
enquanto no segundo episódio disse (Shemot 7:1): “Veaharon achicha
yihyê neviecha” – e seu irmão Aharon será seu intérprete. Qual a diferença
destas respostas?
Ainda em relação ao segundo episódio, por que justamente neste
momento o Criador achou necessário advertir a Moshê que fosse um líder
paciente. Esta advertência aparentemente não tem qualquer ligação com o
assunto do diálogo!
Outro fato que chama a atenção é que, imediatamente após o segundo
episódio, a Torá passa a descrever a árvore genealógica dos filhos de Israel
(Shemot 6:14). Nossos sábios explicam que o motivo disso é para nos contar
sobre o “yichús” (ascendência santificada) de Moshê e Aharon (vide Rashi,
Shemot 6:14). Por que a Torá nos conta sobre os ancestrais de Moshê
Rabênu e Aharon justamente neste ponto e não dezenas de versículos
antes, quando começou a contar a história sobre estes dois irmãos?
Hagadá de Pessach 77

A chave para a resposta de todas estas questões encontra-se no versículo


citado inicialmente, segundo o qual os judeus não foram capazes de aceitar
a notícia da redenção devido à enorme falta de motivação, proveniente do
peso dos trabalhos forçados – “micôtser rúach umeavodá cashá”.
A natureza do ser humano é que, quando se encontra numa situação
difícil durante um período prolongado, acostuma-se com ela. As desgraças
passam a ser parte da rotina. Com isso, a pessoa tem dificuldade de juntar
forças e audácia para tentar mudar sua vida.
Como exemplos mais recentes, vemos testemunhos de judeus que
estiveram em campos de concentração na Alemanha nazista e que, ao
serem libertados no fim da guerra, tiveram medo de sair do campo, de
mudar de rotina.
Nossos sábios (Mechiltá - Massechtá depischá p. 5) indicam que,
além disso, os judeus no Egito se acostumaram também com a condição
espiritual em que se encontravam. Eles tinham dificuldade de abandonar
a idolatria egípcia. Isso ajudou a causar a incapacidade de aceitar o fato de
que brevemente seriam redimidos.
D’us ordenou a Moshê Rabênu uma primeira vez que ele seria o
mensageiro a tirar os judeus do Egito. Aparentemente (aos olhos humanos)
esta era uma tarefa “física” – convencer o Faraó a libertar os judeus. Moshê
questionou a D’us como poderia realizar esta tarefa com sua debilidade
vocal. O Todo-Poderoso respondeu-lhe que Aharon falaria em seu lugar.
No entanto, quando Moshê Rabênu chegou ao Egito e avisou ao povo
que seriam redimidos, encontrou um obstáculo inesperado. Notou que os
judeus tinham se acostumado tanto com a vida difícil e amarga do Egito (e
com a sua idolatria), que não tinham vontade de enfrentar uma mudança.
Neste ponto Moshê Rabênu percebeu que sua missão não era simplesmente
tirar os judeus do Egito no plano físico, mas que era necessário um
trabalho intenso no plano espiritual. Era necessário devolver a motivação
a seus corações, bem como mudar seus costumes e sua forma de viver e
pensar. Era necessário “tirar o Egito dos judeus”, não somente tirar os
judeus do Egito. Moshê entendeu que não bastava ser “Moshê”, mas que
era necessário ser “Moshê Rabênu”, ser um líder e um mestre para curar
a alma do Povo.
78 Hagadá de Pessach

Seguindo este raciocínio, Moshê Rabênu ficou em dúvida. Embora


fosse suficiente ter Aharon como intermediário para a missão material,
talvez não fosse próprio usar um intermediário para a missão espiritual. A
suposta missão “material” seria somente trasladar o povo de um local para
outro. A missão espiritual era muito mais profunda e abrangente.
Um mestre, que precisa inserir intensamente suas idéias nos corações
desanimados do povo escolhido, necessita falar diretamente com o povo
– e não por intermédio de outros. Portanto, desta vez Moshê perguntou a
D’us se, para esta “nova missão” ele seria a pessoa indicada, pelo fato de
ter deficiência na fala.
Neste segundo questionamento, Moshê se expressou dizendo “vaani
arál sefatáyim” – eu sou incircunciso de lábios. O termo “incircunciso”
manifesta a existência de uma barreira física que gera um problema
espiritual, não físico. O Criador então respondeu que, também para esta
tarefa, seria suficiente o intermédio de Aharon. Nesta oportunidade, D’us
Se expressou dizendo “Veaharon achicha yihyê neviecha”, cujo significado
literal é que Aharon será como um “profeta” – o transmissor de uma
mensagem espiritual sem que ela perca efeito e autenticidade.
Neste ponto, Moshê recebeu a tarefa de ser o mestre de todo o povo de
Israel e Aharon recebeu a tarefa de ser o “profeta”, aquele que transmitiria
suas mensagens. A Torá então passa a descrever o “yichús” (a genealogia)
de Moshê e Aharon, para que fique compreensível que eles são dignos de
cargos tão elevados e nobres.
Neste momento, o Criador ordena a Moshê que seja um bom líder,
paciente e compreenssivo. Esta recomendação é adequada neste instante,
já que é quando Moshê passa a ser o líder e o mestre espiritual do povo de
Israel.
Na recitação da Hagadá de Pêssach há um trecho no qual declaramos:
“Toda pessoa deve se enxergar como se ele mesmo tivesse saído do Egito”.
Todas as pessoas têm, em determinado momento de suas vidas particulares,
alguma decepção e falta de motivação, que acaba levando-as a rotinas que
não são compatíveis espiritualmente com a vontade do Criador. A festa de
Pêssach é a época em que cada um deve tirar o “Egito” de seu coração!...
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causa) de sua servidão, e clamaram, e o seu clamor ascendeu a D´us, (por causa)
de sua servidão.
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Vaiehí Baiamím Harabím Hahêm


É possível explicar a adjetivo “prolongado”, pois uma pessoa que se
encontra em uma situação de sofrimento fica ansioso para esta situação
terminar, e por isto tem a impressão de que “o tempo passa mais devagar”.
D´us, que sabe exatamente o que cada ser humano sente, reconhece e leva
em consideração esta sensação, pois com certeza o sofrimento é maior
devido ao fato do tempo parecer se prolongar. Seguindo este raciocínio,
temos mais uma explicação porque O Misericordioso nos salvou do Egito
depois de 210 anos mesmo que antes tenha avisado a Avraham Avinu
que o exílio seria de 400 anos, pois levou em consideração o tempo que
“sentimos” que passou.
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:a�wr©£i
“...e o Senhor ouviu a nossa voz” - como está dito: E D´us ouviu os seus lamentos,
e D´us se lembrou da sua aliança com Avraham, com Itschak, e com Yaakov.

Vaiáar
© `P¤ W¤ FnM§ ,ux¤ ¤̀ Kx¤C¤ zEWix¦ R§ Ff ,Ep¥ip§ r̈ z ¤̀ `x©§ Ie©
:(dk ,a zeny) xn¡
:mid�l¡
¦ ` rc¥© Ie© l ¥̀ ẍU¦
§ i i¥pA§ z ¤̀ mid�l¡
¦ ` `x©§ Ie©
“...e observou a nossa aflição” - (esta “aflição” citada) refere-se a abstinência
d�rconjugal,
x©§ R e©vi§como e© :(ak ,` zeny) xn¡ © `P¤ W¤ FnM§ ,mi¦pÄ©d EN ¥̀ ,Ep¥ln̈r£ z ¤̀ e§
está dito: “E D´us olhou para os filhos de Israel, e D´us soube (a
:oEI©situação).
sua gY§ z©A”d© lk̈e§ ,Edki¦ ª lW§ Y© dẍ�`i§ d© cFN¦Id© o¥Ad© lM̈ ,x�n`¥l FOr© lk̈§l
:(dk ,a zeny) xn¡ © `P¤ W¤ FnM§ ,ux¤ ¤̀ Kx¤C¤ zEWix¦ R§ Ff ,Ep¥ip§ r̈ z ¤̀ `x©§ Ie©
zVeêt¤̀ izi ¦ Amalênu
`¦ ẍ m©be§ :(h ,b zeny) :mid�l¡ ¦ x` n¡© `rP¤c¥ W©¤Ie© Fn
l ¥̀M§ ẍ,w©
U¦§ igC© i¥©pdA§ d¤ zf¤̀ ,Ep¥ mivd�l¡ ¦ g£ l©` z `x©¤̀§ Iee§©
:mz̈�` miv£ ¦ gFl m¦ix©v§ n¦ xW£̀ ¤ u©gN© d©
d�rx©§ R e©vi§ e© :(ak ,` zeny) xn¡ © `P¤ W¤ FnM§ ,mi¦pÄ©d EN ¥̀ ,Ep¥ln̈r£ z ¤̀ e§
lFcB̈:oEI©g`Y§ x�¨z© nAaE §d© lk̈ dïEh§
e§ ,Edp ki¦ ªr�© lxWf§§ aE¦© ddẍ�ẅf̈£
Y `i§gd© cï cFN¦A§ Id©,m¦o¥iAx©d©v§ OlM̈ ¦ n¦ ,x�dën�d`¥il§ EpFO¥̀r© ivFI© ¦ le
lk̈§
x¦ R§ Ffmiz ¦ t�§inp§ r̈aE
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:(dk ,a zeny) xn¡ © `P¤ W¤ FnM§ ,ux¤ ¤̀ :(g Kx¤C,ek ¤ zEWi
,Ep¥vzég£dito: § Ie©
mixac)
z“...e
¤̀ izi ¦ `¦ ẍ esforço”
nosso m©be§ :(h- ,b(estezeny) “esforço” xn¡ © `P¤ W¤ refere-se
citado) FnM§ ,w© aos gC© ©filhos,
d d¤fcomo “E¤̀ e§
`�lFaraó
e§ ,sxordenou
¨Ü ic§¥ ialtodo r© `�lo seu e§ ,Kpovo¨:mi
`§ len©d�l¡
¦dizendo:
`¥ i rlc¥
ic§ © Ie©`�l
:mr©cada
l ¥̀ ,m¦
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miv£
ẍU¦ § xi©v§i¥pnasce,
¦ igque Fl Om¦ ¦A§ni¦ xz©vdë ¤̀ �dmiiseja
n¦ x§ W£̀
§ que
d�l¡
¦ `¥̀ i`vFI©
¤Epatirado
x©§ Ie©
u©g¦ N© d©e
ao rio, mas cada filha façam viver.”
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lFcB̈ `x�¨i§ne© aE § dïEh§ pzeny) r�© xf§ aE ¦ xn¡ dẅf̈£ g cïM§A§ ,mi¦ �di§ Ep ¥̀ ivFI© ¦ e
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n̈¥dAmixac) c̈`z ¨¦ n¥t�§ nm¦iaE §x©v§ zFz�n¦ ux`¤ ¤̀aE §A§
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U¤ r¡x¤̀¦ :eip̈ẗ m¦ix©lv§§ nEx¦ ni¥§ d`¨�l¡.m`z̈F` lk̈aE §d ¤̀,dFxn̈¥`Ed dA§ W¤cri©ne¦ § l§ mz¤ c̈:x¥f`¨g¤gnF`
¥`© m¦`�ldl̈g̈
ix©ve§ l© §n`Ed
¦ge§uzx¤i¦z¤¤̀pxA£̀¤§e§
,FcFak§ A¦ oiti ¦ T¦ n© eic̈är© £e eiẍÜ dn̈g̈l§ O© ¦ l cxFi ¥ `EdW¤ M§ ,mc̈ë xÜÄ K¤ ln�¤di§`�l£ i¦pdyi£̀e©
lr© `Ed KExÄ WFcT̈©d cxÏ© W¤ M§ :dk̈ẍa§ l¦ mp̈Fxk¦§ f EpizFA ¥ x© Exn§ `¨ :o`k:dë mitiqen
m¥de§ ,Licä ¤ r£ Epg© § p £̀ W¤ ,Epi¥lr̈ oÏC© `Ed KExÄ WFcT̈©d mikl̈ ¦ O§ d© i¥kl§ n© K¤ln¤ dŸ`© e§

c`�ld nE
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r© e§zi¦xp¤x¤£̀ẅz,xFk i¥k £̀ l
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:(dk ,a zeny) xn¡
:mid�l¡
¦ ` rc¥© Ie© l ¥̀ ẍU¦
§ i i¥pA§ z ¤̀ mid�l¡
¦ ` `x©§ Ie©
Hagadá de Pessach 81
d�rx©§ R e©vi§ e© :(ak ,` zeny) xn¡ © `P¤ W¤ FnM§ ,mi¦pÄ©d EN ¥̀ ,Ep¥ln̈r£ z ¤̀ e§
:(dk
:oEI©,a
gY§ zeny) xn¡
©e§`,Ed
P¤ W¤ª Fn
lW§M§ Y©,uversículo
dx¤ẍ�¤̀`iK§ d©x¤CcFN¦
¤ zEWid© o¥xA¦ Rdas ,Ep¥
,x�inp§ `¥
d§© FflM̈primícias, r̈lzFO¤̀ r© `lk̈§
x©§ Ile©
Az© Ad© lk̈
Hagadá cita oki¦quarto do Itexto
:mid�l¡
¦ ` rc¥© Ie© l ¥̀ ẍU¦
e posteriormente o explica parte por parte:
§ i i¥pA§ z ¤̀ mid�l¡ ¦ ` `x©§ Ie©
z ¤̀ izi ¦ `¦ ẍ m©be§ :(h ,b zeny) xn¡ © `P¤ W¤ FnM§ ,w©gC© © d d¤f ,Ep¥vg£ l© z ¤̀ e§
d�r x©
§ R
Vaiotsiênu e©
v i
§ e
© : (ak ,` zeny) x n¡
© ` P
¤ W
¤ Fn M
§
:mz̈�` miv£ ¦ gFl m¦ENix©¥̀v§ n,Ep¥
,mi¦ p Ä© d ¦ xlW£̀
¤n̈r£u©zgN©¤̀ d©e§
:oEI©gY§ z©Ad© lk̈e§ ,Edki¦ ª lW§ Y© dẍ�`i§ d© cFN¦Id© o¥Ad© lM̈ ,x�n`¥l FOr© lk̈§l
lFcB̈ `x�¨naE § dïEh§p r�© xf§ aE ¦ dẅf̈£g cïA§ ,m¦ix©v§ O¦ n¦ dë�di§ Ep ¥̀ ivFI© ¦ e
z ¤̀ izi ¦ `¦ ẍ m©be§ :(h ,b zeny) xn¡ © `P¤ W¤ FnM§ ,w©gC© © d d¤f ,Ep¥vg£ l© z ¤̀ e§
:(g ,ek mixac) miz¦ t� § naE § zFz�`aE §
:mz̈�` miv£ ¦ gFl m¦ix©v§ n¦ xW£̀ ¤ u©gN© d©
`�l“Ee§ o,sSenhor,
x¨Ü ic§¥nos
i lrtirou
© `�ldo e§ ,KEgito

¨ ln©comic§¥ imão `�l ,m¦ix©ev§braço
lr© poderosa O¦ n¦ dë �di§ Ep ¥̀(estas
estendido ivFI©
¦ e
lFcB̈ ` x�¨n aE
§ dïEh§ p r�
© x f
§ aE
¦ d ẅf̈£ g cï A§ ,m¦
são expressões de força, porem D’us não tem corpo), e sob grande terror, e com ix © v
§ O¦ n¦ dë �
d i
§ Ep ¥̀ i vFI©
¦ e
xn¡
©sinais
`P¤ W¤ e com,Fnv§ maravilhas.”
r© aE
§ FcFak§ A¦ `Ed KExÄ WFcT̈©d `N̈ ¤̀ ,©gi¦lẄ ic§¥ i lr©
xFkA§ lk̈ izi¥ ¦ Md¦ e§ ,d¤Gd© dl̈§iN© A© m¦ix©:(g v§ n¦ ,ek
ux¤mixac)
¤̀ a§ iY¦ x© mi§azr̈¦ et�§§ n:(aaE
§ ,aizFz� zeny)
`aE §
,mi
`�lhẗ
e¦§ ,sW§x¨ÜdU¤ic§
r¥¡i¤̀ lm¦
r© ix`�l
©v§ n¦e§ ,K
i¥d�l¡
¨ l`n© lk̈
`§ ic§¥aE dA§ ,m¦
§i l,dr© n̈¥`�l cri© xe§©vm§ Oc̈¦ n
`¨¦ n¥dëm¦�dixi§©v§ Epn¦ ¥̀uixvFI©
¤¦ ¤̀ A§e
xn¡
© `P¤ W¤ ,Fnv§ r© aE § FcFak§ A¦ `Ed KExÄ WFcT̈©d `N̈ ¤̀ ,©gi¦lẄ:dëi�dc§¥ i§ i¦lp r£̀©
xFk
`�le§A§ i¦plk̈ izi¥
£̀ ,xFk ¦ MA§ d¦ lk̈
e§ ,d¤iGzi¥
d¦© Mdl̈§d¦ ei§ N©.KA© `§
¨m¦linx©©v§`�l
n¦ eu§ i¦x¤p¤̀£̀a§ ,m¦iYi¦x©x©
v§§an¦r̈eu§ x:¤(a¤̀ a§,aiiY¦ zeny)
x©§ ar̈e§
,mi�hẗ
,dëd¦ i§ Wi¦§p £̀dU¤.©gr¡i¦l¤̀ Ẅm¦i`�l
x©v§ e§n¦ i¦pi¥d£̀�l¡,mi
` hẗ lk̈
¦ aE W§§ d,dU¤n̈¥rd¡ A¤̀§ cm¦ri©xe©§v§ mn¦ c̈`i¥¨dn�l¡
¥ `m¦ixlk̈ ©v§ naE
§¦ u.sx¤ẍ¤̀ ÜA§
:x¥g`© `�le§:dë �di§ i¦i¦pp £̀£̀
`Ed
`�l© e`Ed
lr“E § oi¦pSenhor,
£̀KEx,xFk Ä nos A§ lk̈
WFc T̈©d iczi¥
tirou ¦xÏ
doMEgito...”
© W¤d¦M§ e§ :dk̈
.K`§ ¨ẍla§-nl¦não
© mp̈Fx
`�l
pela e§k¦§ i¦intercessão
fpEpi £̀ zFA
,m¦
¥ ixx©©v§deEx n¦ um
n§u`¨ xanjo,
¤:o`k inão
Y¦ x©§por
¤̀ a§ emitiqen ar̈yie§
um Saraf (tipo de anjo), não por um mensageiro, e sim (nos tirou do Egito) o Santo,
,dë�nE
d¥ i§ ,W
m¤dBendito i¦p ¥̀£̀é Ele,
i¥.©kg£̀i¦lpessoalmente
l§ Ẅ `�l
n© m¤ dn¥ e§ ,zFaä
i¦p £̀porx,mi
§simihẗ
¦ tl̈£̀
¦ W§ dzcomo
próprio,
U¤r© Wr¡§ Y¤̀¦ está
m¦irx¦dito:
FO ©v§Ecn¦ xï“e
§ i¥d,m¦
�l¡
voui` lk̈
n¦ A§ aE
x©v§passar §mi¦Ipela
.s
x¦ v§ẍO¦Üd©
,dl̈g̈
terra l©
§ gdoi¥kEgito£̀ l§ n© nesta
m¤dnE
¥ noite,
,zz¤ xe¤ ferirei
i¥k £̀ l§ n©(oum¤seja
dnE
¥ matarei)
,ri¦ k £̀ l§ n©:x¥
© f i¥todos osm¤ gprimogênitos
d`©nE
¥ `�l,ceẍä
§ `Ed i¦pl§ £̀n©
i¥k £̀na
l,ml̈Fr
terraldo W¤KExFpFA x¦ desde
:eip̈ẗ l§ chomens
Ex© nW¤§ `M¨§ .m z̈F`aanimais,
§ l¦domp̈Fx
¤̀ Fx `Ed W¤ zFA
¥in¦ l§ x©z¤Exfg¤n§F``¨ dl̈g̈ l©
§ ge§ zz¤ x¤e§
Egito, até e farei justiça (ou seja destruirei)
rem
© `Ed todos osÄ deuses
WFc T̈©ddo xÏ
Egito.:dk̈ Euẍsou k¦§ f Epi
Senhor.” :o`k mitiqen yi
,FcFa
m¤ dnE¥ k§ ,WA¦ oi¥̀ ti ¦i¥kT¦£̀n©l§ n©eic̈ä
m¤dr©£n¥e ,zFaä
eiẍÜ xd§ n̈g̈ ¦l§ O©
mitl̈£̀ ¦ l zcrxFi ©¥W§ Y¦`Ed FOW r¤¦ M§Ec,mxï§ c̈ë,m¦xixÜÄ
©v§ n¦ A§K¤lmi¦
n¤ Ix`�l£ ¦ v§ O¦dd©e©
m¥de§ ,Li
,dl̈g̈ § gcä
l© ¤ i¥kr££̀Epl§ ng©©§ pm¤£̀ dW¤ nE
¥ ,Epi¥ ,zlBichvodô
zr̈¤ x¤oÏi¥C©k `Ed
£̀ l§ n© KEx m¤dÄnE¥ WFc © T̈©
,ri¦ f di¥kmi£̀ kl̈
l¦§ n© O§ m¤
d© di¥nEk¥ l§ n,c
© ẍä
K¤ln¤ i¥kd£̀Ÿl§`©n©e§
cr© zx¤lx¤W¤ẅz§FpFA n¦ ixY¦¦ r:eip̈ẗ
§ C© oil§ ¥̀ Ex:m¤ Uv´atsmô
,ml̈Fr D´us fez questão n§ d`¨ l̈.m
que a
xz̈F`
n© `¨ .d
praga d ¤̀n̈g̈
Fxl§ `Ed
dos
n¦ mWÖ¤ r¦in¦ dl§ U¤ z¤
primogênitos

£fpg¤e§F`cx¥¥dl̈g̈
fosse
p ,Ll© §zi
¤gex§ ¦ Az§ z¤i¥px¤A§e§
executada
ip£̀
¦ ,dë
,FcFa k§ A¦�dioi§ ti
i¦ p£̀
¦ T¦ n©,izei¦ Ẍc̈äcªr©
w§ A¦ eiip£̀ ẍ¦ Üintermediários.
,idzN̈
¦n̈g̈cªl§b§ O©
A¦¦ lip£̀
¦cxFi¥ ,iPor
cFa
¦`Edk§ W A¤¦ M§ip£̀¦ ,mc̈ë,in¦ xv§ ÜÄ
r© a§ iK¤p£̀
¦ ln¤ c`�l£ x¥ ¥̀ W¤
diretamente por ele,£esem quê? Na décima praga,de©
m¥dtodos
e§ ,Licä ¤osr£primogênitos
Epg© § p £̀ W¤ ,Epi¥legípcios,r̈ oÏC© `Edque KExeram Ä WFcconsiderados
T̈©d mikl̈ kl:x¥
¦ O§ d© i¥semideuses § n©g`K¤© l`�l
n¤ de§ na Ÿ`Ed
`© e§
sua crença, morreram em um único instante, num centésimo de segundo,
cr© zx¤x¤ẅz§ n¦ iY¦ r§ C© oi ¥̀ :m¤dl̈ xn© `¨ .dn̈g̈l§ n¦ mÖr¦ dU¤ r© £pe§ cx¥¥p ,Lzi ¤ x¦ A§ i¥pA§
e de forma imediata.No mesmo instante, todas as estátuas de ídolos se
ip£̀
¦ quebraram
dïFd ,dëdë�d�di§ i§ p£̀
¦ c©milagrosamente.
i ,id¥z¦ PẌd¦ cªw:§ (b
A¦ i,h p£̀
¦ zeny) ,iEsta
zN̈
¦ cªb§ foi A¦xn¡i©p£̀
¦`P¤ W
uma ,i¤cFa
¦ Fnk§ MA§¦ ,x¤
revelação ip£̀¦ aúnica a§,diẅf̈£
¤,idn¦ v§Ffr© na
C© ¦ gcxcï
p£̀
História ¥ ¥̀ WA¤§
x¤adaC¤ “verdade
,o`�Sa© E xabsoluta”, ẅÄ©A mi¦Nn©deB© § AquemixFn£ não¦ gexiste A© miqEQ© ¦ nenhuma
A ,dc¤ V̈© A x:x¥W£̀
força ¤g`© mundo
no `�l
L§pe§w§ `Ed n¦ A§
:c�`n§ c¥aM̈
dïFd
FAx©§ ge§dë:�(fh
di§ c©
i d¥,`Pd¦ minid
,`k :(b ,hixac)
zeny) ©x`n¡
xn¡ ©P¤`W¤ P¤ WFn
¤ MFn
§ ,aM§ x¤¤,x¤
gad© C© Ff ,dẅf̈£
¤Ffd ,dïEh§p gr�© xcïf§ aE
¦A§
x¤aC¤ ,o`�Sa© E xẅÄ©A mi¦Nn© B© § A mixFn£
¦ g:m¦ A© il̈miẄEx§
qEQ©
¦ iAlr,d © cdïEh§
¤ V̈©ApxFcï
W£̀
¤ a§ dẗEl
L§pw§ n¦ WA§§
:c�`n§ c¥aM̈
© `P¤ W¤ FnM§ ,ax¤¤gd© Ff ,dïEh§p r�© xf§ aE
FAx©§ ge§ :(fh ,`k ,` minid ixac) xn¡ ¦
:m¦il̈ẄEx§i lr© dïEh§p Fcïa§ dẗElW§
© `P¤ W¤ FnM§ ,ux¤ ¤̀ Kx¤C¤ zEWix¦ R§ Ff ,Ep¥ip§ r̈ z ¤̀ `x©§ Ie©
:(dk ,a zeny) xn¡
82 :mid�l¡
Hagadᦠ`derPessach
c¥© Ie© l ¥̀ ẍU¦
§ i i¥pA§ z ¤̀ mid�l¡
¦ ` `x©§ Ie©
d�rx©§ R e©vi§ e© :(ak ,` zeny) xn¡ © `P¤ W¤ FnM§ ,mi¦pÄ©d EN ¥̀ ,Ep¥ln̈r£ z ¤̀ e§
:oEI©gEle.
fora Y§ z©
PorAd© ser
lk̈um
e§ ,Edmomento
ki¦
ª lW§ Y© de
dẍ�“revelação
`i§ d© cFN¦Id©deo¥Averdade”
d© lM̈ ,x�tão
n`¥intenso,
l FOr© lk̈§
Ol
Criador não quis utilizar-se de anjos como intermediários.Eles poderiam
zser
¤̀ icapazes
zi
¦ `¦ ẍ m©
debeefetuar
§ :(h ,ba zeny)
VontadexDivina,

© `P¤ W¤ mas
FnM§ seria
,w©gC©©uma f ,Ep¥vocultação
d d¤certa g£ l© z ¤̀ e§
da Verdade Absoluta. Na verdade, tudo :mz̈�que
` miév£
¦feito
gFl através
m¦ix©v§ n¦ dexW£̀
¤anjosu©gouN© d©
demais intermediários, é um feito “aparente”, pois na verdade é Ele que
lFcB̈ `x�¨naE
§ dïEh§p r�© xf§ aE
¦ dẅf̈£g cïA§ ,m¦ix©v§ O¦ n¦ dë�di§ Ep ¥̀ ivFI©
dá força, habilidade e poder aos anjos para efetuar as suas missões.Na ¦ e
noite da morte dos primogênitos, num momento tão especial de “verdade
absoluta”, revelada aos olhos de todos, miz¦ t�§ naE
:(gnenhuma
,ek mixac) § zFz�`aE §
força “aparente, ou seja
“marionete” atuou, e sim somente o próprio Criador.
`�le§ ,sNax¨Ücontinuação
ic§¥ i lr© `�l e§ ,KHagadá
desta `§ ,m¦ix©v§ O¦ n¦ dë�di§ Ep ¥̀ ivFI©
¨ ln© ic§¥citaremos ¦ e
i lr© `�loutro motivo para D´us não
xter
© `utilizado
n¡ P¤ W¤ ,Fnv§ intermediários.
r© aE
§ FcFak§ A¦ `Ed KExÄ WFcT̈©d `N̈ ¤̀ ,©gi¦lẄ ic§¥ i lr©
xFkA§ lk̈ izi¥
¦ aMHagadá
Agora d¦ e§ ,d¤Gd© explica
dl̈§iN© A©como
m¦ix©se
v§ n¦aprende
ux¤ ¤̀ a§ doiY¦ versículo
x©§ ar̈e§ :(aacima
,ai zeny)
que
,mihẗ
¦ W§ dU¤D’us
r¡ ¤̀ nos
m¦ix©tirou
v§ n¦ i¥do
d�l¡Egito
` lk̈semaE
§ ,dnenhum
n̈¥dA§ cintermediário:
r© e§ mc̈`¨ n¥ m¦ix©v§ n¦ ux¤ ¤̀ A§
Veavarti :dë�di§ i¦p £̀
`�le§ i¦p £̀ ,xFkA§ lk̈ izi¥ ¨ ln© `�le§ i¦p £̀ ,m¦ix©v§ n¦ ux¤ ¤̀ a§ iY¦ x©§ ar̈e§
¦ Md¦ e§ .K`§
,dë�di§ i¦p £̀ .©gi¦lẄ `�le§ i¦p £̀ ,mihẗ
¦ W§ dU¤ r¡ ¤̀ m¦ix©v§ n¦ i¥d�l¡` lk̈aE § .sẍÜ
:x¥g`© `�le§ `Ed i¦p £̀
lr“e
© `Ed
vou KEx passarÄ WFc T̈©d da
pela cxϩterra
W¤ M§ :dk̈
do ẍEgito
a§ l¦ mp̈Fx k¦§ f Epi
nesta zFA
¥ x©- Ex
noite” Eu,n§ `¨e não
:o`kum mitiqen
anjo.yi
m¤d“...e
nE
¥ ferirei
,W ¥̀ i¥ktodos£̀ l§ n© osm¤dprimogênitos
n¥ ,zFaäx§ mitl̈£̀ ¦ na terrazr© W§do Y¦ Egito”
FOr¦ Ec-xï§Eu,,m¦eixnão ©v§ n¦ Aum
§ mi¦Saraf.
Ix¦ v§ O¦ d©
,dl̈g̈
“...el©
§ farei
g i¥k £̀justiça
l§ n© m¤dem nE
¥ todos
,zz¤ x¤ osi¥kdeuses
£̀ l§ n© m¤do dnE¥ Egito”
,ri¦
© f i¥-kEu,
£̀ l§ en© não
m¤dum nE
¥ mensageiro.
,cẍä i¥k £̀ l§ n©
“Eu sou
,ml̈Fr lW¤ oFpFA x¦ :eip̈ẗ- lEu
Senhor” § Exsoun§ `¨e .m
não z̈F`outro. d ¤̀ Fx `EdW¤ in¦ l§ z¤fg¤ F` dl̈g̈l© § ge§ zz¤ x¤e§
,FcFak§ A¦ oiti ¦ T¦ n© eic̈är© £e eiẍÜ dn̈g̈l§ O© ¦ l cxFi ¥ `EdW¤ M§ ,mc̈ë xÜÄ K¤ln¤ `�l£de©
m¥de§ ,Licä ¤ r£ Epg© § p £̀ W¤ Vaavartí
,Epi¥lr̈ oÏC© `Ed beêrets KExÄ WFc T̈©d mikl̈
Mitsraím ¦ O§ d© i¥kl§ n© K¤ln¤ dŸ`© e§
cr© zx“... ¤x¤ẅze§ nvou
¦ iY¦ rpassar
§ C© oi ¥̀ pela
:m¤dl̈terra
xn© `¨do.dEgito n̈g̈l§ n¦nesta
mÖr¦ noite,
dU¤ r© £pee§ ferirei
cx¥¥p ,Ltodos
zi
¤ x¦ A§ osi¥pA§
¦primogênitos”.
ip£̀ ,dë�di§ ip£̀¦ ,izPor ¦ Ẍcªque
w§ A¦ aip£̀
¦Torá,izN̈
se
¦ expressa ¦ dizendo
cªb§ A¦ ip£̀ ,icFa¦ k§ A¦ que ¦ D´us
ip£̀ ,in¦ v§“passou” ¦ cpela
r© a§ ip£̀ x¥ ¥̀ W¤
terra do Egito quando matou os primogênitos? Explica o Maharíl Diskin
Z.T.L. o seguinte: No ponto de vista “oficial” aceito internacionalmente
:x¥g`© `�le§ `Ed
por uma questão de praticidade, o fuso horário divide-se em 24 divisões
longitudinais de 15° no globo Terrestre, em que o horário muda de 60
dïFd
em 60dëminutos
�di§ c©i d¥(para
Pd¦ :(bestabelecer xn¡
,h zeny)uma ©seqüência
`P¤ W¤ FnM§regular
,x¤aC©
¤ ddeFfalterações da ,dẅf̈£g cïA§
x¤aC¤ ,o`�Sa© E xẅÄ©A mi¦Nn© B©
§ A mixFn£
¦ gA© miqEQ©
¦ A ,dc¤ V̈©A xW£̀
¤ L§pw§ n¦ A§
:c�`n§ c¥aM̈
© `P¤ W¤ FnM§ ,ax¤¤gd© Ff ,dïEh§p r�© xf§ aE
FAx©§ ge§ :(fh ,`k ,` minid ixac) xn¡ ¦
:m¦il̈ẄEx§i lr© dïEh§p Fcïa§ dẗElW§
:mid�l¡
¦ ` rc¥© Ie© l ¥̀ ẍU¦
§ i i¥pA§ z ¤̀ mid�l¡
¦ ` `x©§ Ie©
d�rx©§ R e©vi§ e© :(ak ,` zeny) xn¡ © `P¤ W¤ FnM§ ,mi¦pÄ©d EN ¥̀ ,Ep¥ln̈r£ z ¤̀ e§
:oEI©gY§ z©Ad© lk̈e§ ,Edki¦
ª lW§ Y© dẍ�`i§ d© cFN¦Id© o¥Ad© lM̈ ,x�n`¥l FOr© lk̈§l
z ¤̀ izi
¦ `¦ ẍ m©be§ :(h ,b zeny) xn¡ © d d¤f ,Ep¥vg£ l© z ¤̀ e§
© `P¤ W¤ FnM§ ,w©gC©
:mz̈�` miv£¦ gFl m¦ix©v§ n¦ xW£̀
¤ u©gN© d©
lFcB̈ `x�¨naE § dïEh§p r�© xHagadá
f§ aE
¦ dẅf̈£de Pessach
¦ 83e
g cïA§ ,m¦ix©v§ O¦ n¦ dë�di§ Ep ¥̀ ivFI©
:(g ,ek mixac) miz¦ t� § naE§ zFz�`aE §
hora legal). Pelo ponto de vista cientifico, e na realidade, cada lugar (cada
`�lcentímetro)
e§ ,sx¨Ü ic§¥no
i lglobo
r© `�lTerrestre
e§ ,K`§
¨ ln© tem
ic§¥ i um `�l ,m¦ifuso
lr© “micro x©v§ O¦ horário”
n¦ dë�di§ diferente.
Ep ¥̀ ivFI©
¦ e
xn¡© `P¤ aW¤ Tora
Diz ,Fnv(Shemot
§ r© aE
§ FcFa k§ A¦ que
12:29), `EdD´us
KExmatou
Ä WFcosT̈©primogênitos
d `N̈ ¤̀ ,©gi¦lexatamente
Ẅ ic§¥ i lr©
em “chatsot” (metade da noite), porem como explicado acima, a “metade
xFk
daA§noite”
lk̈ inão
zi¥
¦ Mocorre
d¦ e§ ,d¤Gexatamente
d© dl̈§iN© A© m¦ix©mesmo
no v§ n¦ ux¤instante
¤̀ a§ iY¦ x©
§ ar̈Egito
no e§ :(atodo
,ai ezeny)
nem
,mimesmo
hẗ
¦ W§ ddentroU¤ r¡ ¤̀ dem¦iuma
x©v§ n¦ mesma
i¥d�l¡` lk̈aE
§ ,dPortanto,
cidade. n̈¥dA§ cr© eos
§ mprimogênitos
c̈`¨ n¥ m¦ix©v§ n¦ foram
ux¤ ¤̀ A§
morrendo do oeste para o leste, na exata “metade da noite” do local em que
estavam, como se D´us estivesse “passando” pelo Egito.
:dë�di§ i¦p £̀
`�le§ i¦p £̀ ,xFkA§ lk̈ izi¥ ¦ Md¦ e§ .K`§ ¨ ln© `�le§ i¦p £̀ ,m¦ix©v§ n¦ ux¤ ¤̀ a§ iY¦ x©§ ar̈e§
,dë�di§Nai¦pHagadá
£̀ .©gi¦lẄantiga
`�le§ do
i¦p £̀“Machzor
,mihẗ
¦ W§ Aram
dU¤ r¡Sobá”
¤̀ m¦ix(editado
©v§ n¦ i¥d�l¡` lk̈
em aE
§ .sẍÜ
Veneza
no ano de 1526) consta o seguinte acréscimo: :x¥g`© `�le§ `Ed i¦p £̀
lr© `Ed KExÄ WFcT̈©d cxÏ© W¤ M§ :dk̈ẍa§ l¦ mp̈Fxk¦§ f EpizFA ¥ x© Exn§ `¨ :o`k mitiqen yi
m¤dnE¥ ,W ¥̀ i¥k £̀ l§ n© m¤dn¥ ,zFaäx§ mitl̈£̀ ¦ zr© W§ Y¦ FOr¦ Ecxï§ ,m¦ix©v§ n¦ A§ mi¦Ix¦ v§ O¦ d©
,dl̈g̈l©
§ g i¥k £̀ l§ n© m¤dnE ¥ ,zz¤ x¤ i¥k £̀ l§ n© m¤dnE ¥ ,ri¦
© f i¥k £̀ l§ n© m¤dnE
¥ ,cẍä i¥k £̀ l§ n©
,ml̈Fr lW¤ FpFAx¦ :eip̈ẗl§ Exn§ `¨ .mz̈F` d ¤̀ Fx `EdW¤ in¦ l§ z¤fg¤ F` dl̈g̈l© § ge§ zz¤ x¤e§
,FcFak§ A¦ oiti
¦ T¦ n© eic̈är© £e eiẍÜ dn̈g̈l§ O© ¦ l cxFi
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Disseram nossos Mestres de abençoada memória; Quando O Santo, Bendito é Ele, puniu
dïFd dë�di§ noc©iEgito,
os egípcios d¥Pd¦vieram
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§ ,x¤aelesC© Ff de,dfogo,
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L§pweles
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anjos de pavor. E quem os via era tomado de medo e pavor. Disseram perante Ele: Senhor
do Universo! Quando um rei de carne e osso desce a guerra, seus ministros:c� e` n§ c¥ao M̈
servos
cercam em sua honra, e Tu Rei dos Reis, O Santo Bendito é Ele, pode-se dar por satisfeito
FAdeixando
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o castigo minid
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para nós, xn¡
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pois nós `P¤ W¤ Teus
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,ax¤¤ge deles p dar�© xTuaf§ aE
os filhos ¦
aliança; desceremos e faremos guerra a eles! :m¦ il̈ẄEx§
Disse i lar©eles:dïEh§
(D’us) Nãop me
Fcïcontentarei
a§ dẗElW§
enquanto não agir pessoalmente, Eu com Minha honra, Eu com Minha grandeza, Eu
com Minha santidade, “Eu sou o Senhor” - Eu sou e não outro.
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Como f§ aE ¦
está dito: “Eis que a mão do Senhor estará (ou seja prejudicará) em seu gado nos
:m¦il̈ẄEx§i lr© dïEh§p Fcïa§ dẗElW§
campos, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois, e
dïFd dë�di§ c©i d¥Pd¦ : (b ,h
sobre os ovinos, uma peste zeny)
muito xn¡
pesada.” ¤ d Ff ,dẅf̈£g cïA§
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Uvizrôua Netuiá :c�`n§ c¥aM̈
© `P¤ W¤ FnM§ ,ax¤¤gd© Ff ,dïEh§p r�© xf§ aE
FAx©§ ge§ :(fh ,`k ,` minid ixac) xn¡ ¦
:m¦il̈ẄEx§i lr© dïEh§p Fcïa§ dẗElW§
“...e braço estendido.” - (este “braço estendido” citado) refere-se a espada, como
está dito: “e sua espada desembainhada na sua mão estendida sobre Jerusalém.”
(Este versículo não é ligado com o Êxodo, porém aprendemos dele que existe uma ligação
entre “espada” e “mão estendida”).

Uvizrôua netuiá, zu Hachêrev


Um grande sábio, o Shibulê Halêket, explica que a “espada” citada
aqui se refere ao fato descrito no Midrash (Pessikta derav Kahana), de
que quando os primogênitos egípcios escutaram que D´us pretende
matar a todos eles, imediatamente pediram ao Faraó para que liberte os
judeus. O Faraó não concordou e então os primogênitos pegaram espadas
e mataram seus próprios pais em uma enorme guerra civil, em que
Hagadá de Pessach 85

morreram seiscentos mil egípcios. Sobre isto diz o rei David no Tehilim
(136:10): “Lemake Mitsraim bivchorehem” (D’us matou os egípcios
através dos primogênitos deles). Devemos refletir sobre este comentário.
Aparentemente, este fato foi “natural” e não milagroso, então por que
justamente este fato é considerado “uvizrôa netuiá” (a mão estendida)
de D´us, mais do que os milagres feitos por D’us quando tirou os judeus
do Egito, como as dez pragas? Uma dúvida parecida podemos levantar a
respeito ao trecho anterior da Hagadá: Beiád Chazaká zú hadêver “... com
mão poderosa - refere-se a peste”.Aos nossos olhos, a praga da pestilência
na qual morreram os animais egípcios foi a menos milagrosa de todas as
dez pragas, pois aparentemente é natural que uma epidemia que mata
animais possa se espalhar. Então porque esta praga é denominada “com
mão forte” mais do que os outros 9 milagres inexplicáveis? De uma
forma geral, devemos procurar entender também por que a Torá usa estas
expressões de força (“com mão forte”, “com braço estendido”).Todos os
milagres são “fáceis” para O Criador e nenhum fato necessita de “força”
perante Ele!?
Uma pergunta responde a outra. Para D´us ,abrir o mar vermelho
é tão fácil quanto fazer uma flor crescer, pois Seu poder é infinito. Quem
sabe que mesmo o crescer de uma flor é obra Divina, ou seja, tudo o que
acontece é obra Dele sabe também reconhecer o quão grande é Seu poder,
ao contrário de alguém que reconhece somente que D’us abriu o Mar.
Justamente pelo fato destes dois episódios (peste e guerra civil) parecerem
“naturais”, a lição sobre o Poder Divino foi muito maior: Tanto egípcios
quanto judeus tiveram o bom senso de perceberam que estes dois episódios
não foram simples “natureza” ou “acaso”, e sim foram planejados e
efetuados pelo Criador, pois os acontecimentos foram muito grandiosos
e em momentos precisos . As ocorrências de uma peste tão forte em tão
pouco tempo, e uma guerra tão terrível de filhos contra pais (causada
por uma atitude completamente ilógica dos pais egípcios) mostram que
existe “Alguém” por traz dos acontecimentos, (para quem observa de
forma objetiva). Nestes episódios, os egípcios aprenderam que D’us não
interfere somente com milagres abertos, e sim que Ele controla tudo de
forma “natural”, fato este que leva a conclusão que na verdade toda a
“Natureza” e “acaso” são atos dO Criador. Natureza (em hebraico “teva”)
86 Hagadá de Pessach

tem o mesmo valor numérico da palavra D´us (em hebraico “Elokím”),


e “acaso” (em hebraico “mikrê”) tem as mesmas letras de “somente de
D´us” (em hebraico “rak mehashêm”, pois “hashêm” costuma ser escrito
usando somente a letra Hê). Quem sabe reconhecer isto no seu dia a dia
(como aprenderam os egípcios nestes dois eventos), que tudo que ocorre
é um ato da mão Divina percebe muito mais o quão o Seu poder é sem
barreiras (ou seja, o quanto D’us tem “mão forte” e “braço estendido”), do
que quem reconhece somente milagres óbvios e revelados.

Uv’morá Gadol

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“...e sob grande terror” - (este “terror” citado) é a revelação da zaizn wx
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Hagadá de Pessach 87
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(de Moshê) , como está dito:
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y"cr j"vc
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o qual miwxtiráf"h cbpk ,zekity
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os sinais.”
eny ly e"`e c"ei zeize` cbpke ,(diehpd rexfde dwfgd cid my lr) rexfde skde cid
.miixvnd z` dkd mgkny jxazi

m¦in© Ẍ©A miz¦ tFn


§ iY¦ zp̈
© e§ Uv’ótôt, © `P¤ W¤ FnM§ ,mC̈©d d¤f ,miz¦ tFn
:(b ,b l`ei)zêxn¡
hamatê
§ aE §
.ux¤`äE
Por que D´us fez questão de fazer os milagres através do bastão de
¨
Moshê? D´us não precisa de bastão nenhum e poderia fazê-los diretamente!
:oẄr̈ zFxni
§ z¦ e§ ,W ¥̀ ë ,mC̈
Um bastão (“bengala” antiga) representa “apoio”. O Misericordioso,
bendito seja, quis demonstrar que embora castigasse severamente os
lFcB̈
egípcios,`ẍFno aE
§objetivo
,m¦iY© Wprincipal
§ dïEh§p era
rFx§
© salvar
faE
¦ ,m¦osiY© judeus,
W§ dẅf̈£gou cïseja,
A§ ,x¥g`©
“ajudar”,xäC̈
“apoiar”, e não “prejudicar”. O :m¦Criador
iY© W§ mizé¦ um
t�§ naE§Ser,m¦deiY©bondade
W§ zFz�`infinita,
aE
§ ,m¦iY©eW§
seus “castigos” não são por ódio, e sim por compaixão, usados em último
,m¦caso.
ix©v§ n¦Nossos
A§ mi¦Ixsábios
¦ v§ O©
¦ d (Tratado
lr© `EddeKExÄ
Meguila WFc10B)
T̈©d nos`ia¥ ¦ contam
dW¤ zFMquen© quando
xU¤ r¤ os EN ¥̀
egípcios se afogaram no Mar Vermelho, os anjos quiseram fazer um cântico
em honra a D´us, porém D´us pediu para não cantarem, dizendo: :o¥d “As
EN ¥̀ e§
criações da Minha mão estão afogando no mar, e vocês querem cantar?”
,cxÄ
¨ ,oig¦ W§ ,x¤aC¤ ,aFxr̈ ,mi¦PM¦ ,r© C¥ x©§ tv§ ,mC̈
Quando D´us causa sofrimentos ao ser humano (principalmente se é ao
Seu povo escolhido), Ele “sofre” (definido de forma grosseira) mais do que
.zFxFkA§ z©Mn© ,KW�
¤ g ,d¤Ax§ `©
nós, como diz o versículo: “Pois como um Pai castiga a seu filho, O Senhor
Vosso D´us lhes castiga” (Devarim 8:5). Por isto dizem os cabalistas que
quando rezamos :mi¦ para pn̈inão
q¦ m¤
dÄ ozFp
termos ¥ sofrimentos,
dïd̈ dc̈Ed§não i iA¦ deveríamos
x¦ faze-lo
por interesse próprio e sim para que O Criador, que nos ama tanto, não
.a"©g`© A§ ,W"c© r© ,K"©vC§
tenha que “sofrer”. É interessante que, em nossos dias, as pessoas que
passaram a experiência da “morte clínica” e voltaram a vida, relatam que
sentiram intensamente a existência de um Ser Supremo que ama, um
amor inexplicável, muito mais forte do que qualquer amor conhecido neste
mundo material.
:Li¤pir§
¥ l m¦ix©v§ n¦ A§ m¤ki¥d�l¡` dë�di§ m¤kl̈ dÜr̈
qekd z` feg`l mibdep yie .a"g`a zaiz ixg` cr ,qekd z` oidiabne zevnd z` miqkn
."miztenae" zaizn wx

d¤Gd© d¤HO©
© d z ¤̀ e§ :(fi ,c zeny) xn¡© `P¤ W¤ FnM§ ,d¤HO©© d d¤f ,zFz�`aE §
:z�z�`d̈ z ¤̀ FA dU¤ r£Y© xW£̀
¤ ,Lcï¤ A§ gT© Y¦
mibdep yie ,mebt ilk ievx) ilk b"r oiid on jetyi "oyr zexnize ,y`e ,mc" :xn`iyk
88
xn`iyke .zekity b"i ixd ,zeknd Hagadá
xyr exne`a de Pessach
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a"g`a ly dpexg`d dkitydy mibdep yie) daiz lka jetyi k"b a"g`a y"cr j"vc
zerav` ynga yiy miwxt f"h cbpk ,zekity f"h ixd ,(zekity x`yn dlecb xzei didz
Uv’mofetím
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¥ l m¦ix©v§ n¦ A§ m¤ki¥d�l¡` dë�di§ m¤kl̈ dÜr̈r̈
l m¦ i x © v § n ¦ A§ m¤ k i¥d �l¡ ` dë �d i§ m¤ k Ü
dQ̈¦ pd£z`com
“...e
qekd F`feg`l :(clmibdep
,c mixac)
maravilhas” r̈xn¡
:oẄ.a"g`a
yie - (estas© “maravilhas”
`zaiz
zFx P¤ W¤ni Fnz¦ M§e§ cr,dp̈i
§ ixg` ,W,qekd
citadas) ¥̀k¦ ëW§referem-se B¦ d¤fao,lFcB̈
,miENC̈oidiabne
z` sangue,`
zevnd z`comox�¨miqkn
naE §
qekd z` feg`l mibdep yie .a"g`a zaiz ixg` cr ,qekd z` oidiabne zevnd z` miqkn
miézdito:
§ “EaE
¦ tFn § (Eu)zFz� darei maravilhas no céu e na terra.”
`A§ zFQn© A§ ,iFB ax¤ ¤Tn¦ iFb Fl z©g."miztenae" © `Fal̈ zaizn
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jetyi d"oyr
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zevnd xU¤z`r¤:xn`iyk EN ¥̀
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,mebt ilk b"i ixdievx),zeknd
ilk b"r xyr oiid exne`aon jetyi oke ,daize "oyr daiz zexnize ,y`e
."miztenae"
lk lr (wenr ,mc"ilk :xn`iyk
zaizn didiy wx
xn`iyke .zekity b"i ixd ,zeknd xyr exne`a
a"g`a ly dpexg`d dkitydy mibdep yie) daiz lka jetyi k"b a"g`a y"cr j"vc oke ,daize daiz lk lr (wenr :o¥ d
ilk ENdidiy ¥̀ e§
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§
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b"iSêder
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(ou ,b l`ei)
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,b l`ei)
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alguns
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n¡ ` PP¤¤,daize
W¤¤ Fn
costumes:
W Fn MM§§ ,m
daiz C̈©
todos
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C̈©ddlrosd¤
d¤ ffparticipantes)
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§§ aE
tFn §§
aE
derrama três vezes :mi¦
um p n̈i
pouco q¦ m¤d
de Ä ozFp
¥
vinho
a"g`a ly dpexg`d dkitydy mibdep yie) daiz lka jetyi k"b a"g`a y"cr dïd̈
do copo d c̈Ed§
em i i
umA ¦ x¦
vasilhame, umaj"vc
.u x¤ vez
`äE
¨¨
ao recitar
zerav` yngacadayiy uma das f"h
miwxt trêscbpk palavras
,zekity abaixo:
f"h ixd ,(zekity x`yn dlecb xzei .ux¤didz
`äE
:o:o.a"©gzFx
r̈ `© A§ ni
Ẅr̈ zFxni
,W"
§ z¦ ce©§ r©,W,K"©
eny ly e"`e c"ei zeize` cbpke ,(diehpd rexfde dwfgd cid my lr) rexfde skde cid
Ẅ ¥̀ v,mC§ C̈

§ z¦ e§ ,W ¥̀ ë ,mC̈
.miixvnd z` dkd mgkny jxazi

lFcB̈
in© Ẍ©A`

lFcB̈ `mi ẍFn
ẍFnz¦ aE
§§ “Sangue”
tFn
aE ,m¦
,m¦iiiY¦Y
Y©©zp̈
©W
W§§ e§ dïEh§ ,bpp l`ei)
:e(b“fogo”,
dïEh§ rFx§
©© e “colunas
rFx§ ffaE
x¦¦ n¡
aE © `,m¦
,m¦P¤iiWYY¤©© deW
W§§Fnfumaça”.
Mdd§ ẅf̈£ cïd¤AAf§§ ,mi
,mggC̈©dcï
ẅf̈£ ,x¥ggz¦`
,x¥ § xä
`©©tFnxäaE § C̈C̈
:m¦
:m¦ iiY
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W§§ mi mi z
¦¦ t�
z §§ nnaE
t� aE§§ ,m¦ ,m¦ iiYY©© W
§§ zFz�
W zFz� `
` aE
aE§§ .u,m¦ x¤ii`äE
,m¦ ¨Y
©© W
Y W§§
Pela Kabalá é correto usar um vasilhame que esteja um pouco quebrado.
,m¦
Temix © vv§§ nn¦¦ AA§§ mi¦
,m¦ix©quem IIxx¦¦ vv§§ O©
costuma
mi¦ ¦¦ ddusar
O© :ollẄ r̈`Ed
rr©© um`Ed zFx KExÄ
vasilhame
KExÄ ni
§ z¦WFc e§ ,WT̈©
fundo
WFc T̈©dd¥̀(bacia).
ë`i
`i,ma¥a¥ ¦¦ ddC̈WW¤¤ zFMzFMnn©© xxU U¤¤ rr¤¤ EN EN ¥̀¥̀
:o¥dd EN
EN ¥̀¥̀C̈ee§§
lFcB̈ `ẍFnaE § ,m¦iY© W§ dïEh§p rFx§ © faE ¦ ,m¦iY© W§ dẅf̈£g cïA§ ,x¥g:o¥ `© xä
,c
,cxĨ¨ ,oi
xÄ ,oigg¦¦ W W§§ ,x¤ ,x¤aaCC¤¤ :m¦,aFx iY© W§ r̈
,aFx r̈miz¦ t�§ ,mi¦ naE
,mi¦ § PPM ¦¦ iY© W§,,rr©©zFz�
M,m¦ CC¥¥ x© x©§§ tt`vvaE§§§ ,m¦i,m Y© WC̈
,m C̈§
,m¦Outra A§ mi¦Ix¦.zFxFk
ix©v§ n¦ explicação
v§ O© lr©A§§ `Ed
¦(dod versículo
.zFxFk A z©MMnnKExÄ
©© anteriormente)
trazido
z© ,KW�
WFc
,K ¤¤T̈©ggd :`i“...com
W� ¦ d,d¤
a¥ W¤ A
,d¤ A xx§§ `
zFM
mão ©© npoderosa.”
` © xU¤ r¤ EN- ¥̀
(D’us enviou) Duas (pragas). “...e braço estendido” - (mais) Duas “...e sob grande
terror” - Duas. “...e :mi¦p
comn̈i q
¦ m¤d
sinais Äe ocom
zFp
¥ dïd̈ d
maravilhas”c̈Ed§ i i-A¦ Duas.
x¦ :o¥d EN ¥̀ e§
(totalizando 10
:mi¦pn̈iq¦ m¤dÄ ozFp ¥ dïd̈ dc̈Ed§i iA¦ x¦
,cxÄ
¨ ,oig¦ W§ ,x¤
pragas).
aC¤g`© A§,aFx
.a"© r̈c© r© ,K"©
,W" ,mi¦PvM¦C§ ,r© C¥ x©§ tv§ ,mC̈
.a"©g`© A§ ,W"c© r© ,K"©vC§
.zFxFkA§ z©Mn© ,KW� ¤ g ,d¤Ax§ `©
:mi¦pn̈iq¦ m¤dÄ ozFp
¥ dïd̈ dc̈Ed§i iA¦ x¦
.a"©g`© A§ ,W"c© r© ,K"©vC§
xn`iyke
qekd z` .zekity b"i ixd
feg`l mibdep yie,zeknd
.a"g`axyr zaiz exne`a
ixg` oke cr ,qekd,daizez` daiz lk lr zevnd
oidiabne (wenr ilk
z` didiy
miqkn
d¤Gd© d¤HO© © d z ¤̀ e§ :(fi ,c zeny) xn¡ © `P¤ W¤ FnM§ ,d¤H."miztenae" O©
,lFcB̈,zFz�
`x�¨`naE
§§
© d d¤f zaiznj"vc
a"g`a ly dpexg`d dkitydy mibdep yie) daiz lka jetyi k"b a"g`a y"cr wx
dQ̈¦pd£ ynga
zerav` F` :(cl yiy,cmiwxt mixac) xn¡
f"h cbpk © `,zekity
P¤ W¤ Fnf"h M§ ,dp̈iixd k,(zekity
¦ W§ iENB¦ x`yn aE
d¤f dlecb xzei didz
d¤Gzd©¦ ly :z�z�`n¡ d̈© `zP¤ W ¤̀¤ FAFndMcid U¤ r£myYH© O©xdW£̀
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d¤f,Lcï¤ skde
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zFz� `e§ A§ :(fizFQ,cn© Azeny)
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eny ly e"`e c"ei zeize` cbpke ,(diehpd rexfde dwfgd cid my lr) rexfde skde cid
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z` dkd dlecb zaizn
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89
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¦ ,m¦iY© W§ dẅf̈£g cïA§ ,mi FnM§ M§ ,d¤
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W§ zFz� `aE § z¦.utFn
,m¦iY¨© aE

mibdep yie ,mebt ilk ievx) ilk b"r oiid on jetyi "oyr zexnize ,y`e ,mc" :xn`iyk
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xn`iyke ¦ dixdl:o,zeknd
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iY© W§ f"hdïEh§:oẄr̈ zFxni
cbpkp ,zekity
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© faE § z¦ e§ ,W ¥̀ ë ,mC̈
¦ f"h,m¦ixd
iY© ,(zekity
W§ dẅf̈£gx`yn ,x¥g:o¥
cïA§dlecb `©d ENdidz
xzei ¥̀ e§ xäC̈
eny lysãoe"`eas c"ei zeize` que cbpkeo Santo,
,(diehpdBendito
rexfde édwfgd cid mysobre
Estas
,cxÄ
lFcB̈ ` ẍFn
dez pragas
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§ ,m¦ iY© W§ dïEh§ p :m¦rFx§
© iY© W
§ aE
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mi,m¦
¨ ,oig¦ W§ ,x¤aC¤ ,aFxr̈ ,mi¦PM¦ ,r© C¥ x©§ tv§ xä §Y©nWaE
§ § trouxe
d,m¦ẅf̈£
.miixvnd § lr)
iY©gWz` zFz�
cïA
dkd§
rexfde
os
` aE
,x¥g§ `©skde
egípcios
mgkny inoY©cid
,m¦jxazi W§ ,mC̈C̈
Egito:
,m¦iin©x©Novamente
m¦ v§ nA¦ A§mimi¦
Ẍ© I§x.zFxFk
z¦ tFn ¦ v§ derrama-se

¦ idY¦ zp̈
©lr©Ae§§ :`Ed :m¦
iY© W§ WFc
KExÄ mi`z¦T̈©
xvinho

©W� P¤t�§dW¤ndoaE
§ copo,
`i
Fn M¦,m¦
a¥ di,mWY¤©AC̈©
§ ,d¤ W
§dzFM
zFz�
d¤fnvez`xaE
© ,mi§z
U ¤,m¦
§ iENY©aE
¤¦ rtFn §W¥̀§
cada uma das dez palavras abaixo:
z©M,bn
(bum © l`ei)
pouco
,K ¤ g x §
uma
`
© ao recitar

,m¦ix©v§ n¦ A§ mi¦Ix¦ v§ O©
¦ d lr© `Ed KExÄ WFcT̈©d `ia¥ ¦ dW¤ zFMn© xU¤:o¥.u rd¤ xEN¨ ¥̀¥̀e§
¤EN
`äE
:mi¦pn̈iq¦ m¤dÄ ozFp
¥ dïd̈ dc̈Ed§i iA¦ x¦
,cxĨ ,oig¦ W§ :o,x¤ Ẅar̈C¤ zFx,aFx
.a"© ni
g`© A§Mistura ¥̀ ëP,mM¦ C̈ ,r© C¥ x©§ tv§ :o¥d EN,m¥̀C̈e§
§ z¦r̈e§ ,W,mi¦
,W"(dec© r© ,K"© vC§
,c xÄ
¨
Granizo
lFcB̈ `ẍFnaE ,oi g
¦
Sarna
W §
.zFxFk ,x¤ a
Peste

§ ,m¦iY© W§ dïEh§p rFx§C¤
z© M n©
feras
,aFx
© faE r̈
,K W�
¤ g ,mi¦ P M
Piolhos
¦ ,d¤ A
¦ ,m¦iY© W§ dẅf̈£g cïA§ ,x¥g`© xä
selvagens)
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§ C
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§
Rãs
tv§ ,mC̈C̈
Sangue

.zFxFk A§ q¦z©m¤Mdn©Ä:m¦ioYzFp
:mi¦pn̈i ©¥ W§ ,KmiW�
¤z¦ gt�§dnc̈Ed§
dïd̈ § i,m¦,d¤
aE iiAY¦©AxW¦§x§ `
© `aE§ ,m¦iY© W§
zFz�
,m¦ix©v§ n¦ A§ mi¦IxMorte C¦i§diAW¦¤ x¦ zFMn© xU¤ r¤ EN ¥̀
dos Primogênitos Escuridão Gafanhotos
¦ v§ O©
¦ d:mi¦
lpr.a"©
© q`Ed
n̈i ¦ gm¤`©dKExÄ
ÄA§ o,W" ¥ WFc
zFp © r© T̈©,K"©
cdïd̈ ddc̈Ed§
`iva¥
Sangue, Rãs, Piolhos, Mistura (de feras selvagens), Peste, Sarna, :o¥d EN ¥̀ e§
.a"© g ` © A § ,W"
Granizo, Gafanhotos, Escuridão, Morte dos Primogênitos
c© r© ,K"© v C §
,cxĨ ,oig¦ W§ ,x¤aC¤ ,aFxr̈ ,mi¦PM¦ ,r© C¥ x©§ tv§ ,mC̈
Também quando mencionamos as três abreviações a seguir, despejamos
três vezes um pouco .zFxFk A§ z©Mn© ,KW�
do vinho: ¤ g ,d¤Ax§ `©
:mi¦pn̈iq¦ m¤dÄ ozFp
¥ dïd̈ dc̈Ed§i iA¦ x¦
.a"©g`© A§ ,W"c© r© ,K"©vC§
O Ribí Yehudá fazia delas (ou seja das pragas) abreviaturas:
De.tsá.ch., A.dá.sh., Be.a.chá.b.
O vinho que foi despejado no vasilhame, deve ser despejado na pia e
não ser reutilizado.
O vinho remanescente no copo, segundo algumas opiniões, não deve ser
derramado, mas outro vinho é adicionado a ele para encher o copo. Segundo
outras opiniões, derrama-se o vinho remanescente, e então se enche o copo
novamente. Cada família deve agir conforme seu costume.
90 Hagadá de Pessach

O objetivo das pragas


Como consta na Hagadá, Ribí Yehudá nomeava as pragas por suas
letras iniciais: “Dastach, Adash, Beachab”. Isto desperta curiosidade, pois
aparentemente qualquer pessoa pode indicar as letras iniciais das pragas,
por que era necessário que o grande sábio Ribí Yehudá o fizesse? A seguinte
explicação é baseada nas palavras do Maharal Z.T.L., porém com alguns
acréscimos importantes:
Ribí Yehudá queria nos ensinar que as pragas dividem-se em três
categorias, sendo que cada categoria tinha um objetivo próprio, bem
individual. As pragas não foram uma simples punição aos egípcios, e sim
uma lição de fé para os mesmos, e principalmente para os judeus. O Criador
sabe que é difícil para o ser humano mudar todos os seus conceitos de uma
hora para a outra, portanto a “lição” de fé foi dada em três etapas.
Em relação às três primeiras pragas (sangue, sapos e piolhos), a Torá
diz: “Lemaan Tedá Ki ên caAshêm Elokênu” - “.. para que saiba que
não existe como O Eterno, nosso D´us”. Na primeira etapa, não tentou
convencer os egípcios do monoteísmo, e nem mesmo tentou mostrar que
reina sobre toda a natureza, e sim fez com que entendessem que não existe
nenhuma força ou divindade que possa se comparar com O Eterno, nosso
D´us. Para atingir este objetivo, D´us transformou o Rio Nilo, que era
a principal divindade egípcia, em sangue. Mostrou a todos os egípcios,
inclusive seus generais e também ao Faraó, que são impotentes perante
pequenas criaturas desagradáveis como sapos e piolhos, graças à Vontade
Divina.
Após este aprendizado, D’us trouxe mais pragas (feras selvagens,
peste e sarna), sendo que a Torá determina em relação a estas três pragas:
“Lemaán tedá ki aní Hashem bekerêv Haarets”- “...para saberem que Eu
(ou seja, somente Eu) sou D´us na face da terra”. Nestas três pragas, D´us
deixou claro que o controle de toda a criação terrestre está em suas mãos.
Na praga das “feras”, D´us trouxe ao Egito todos os tipos de feras perigosas
do planeta inteiro, cada uma circundada milagrosamente pelo seu habitat
ideal. Nas pragas de “dêver” e “shechín”, D´us provou que mesmo as
criaturas microscópicas, bactérias e vírus, estão sob o Seu controle.
Sobre as próximas pragas (granizo, gafanhotos e escuridão), aponta
a Torá: “Baavur Tedá ki ên Camôni bechol haarets”- “... para que saiba
que não existe como Eu em Todo o Mundo”. Nesta etapa, demonstra D´us
Hagadá de Pessach 91

que não é somente a face da terra que ele controla, como também todas
as “forças aéreas” (granizo e nuvens de gafanhotos) e “espaciais” (a luz
solar).
Até este ponto, D’us utilizou-Se de coisas materiais para punir os
egípcios (como “sangue”, “sapos” etc). Para encerrar esta lição de fé, D´us
mostrou que na verdade Ele não precisa de qualquer ferramenta. Ele tem
o poder de causar a morte dos primogênitos sem ter que utilizar qualquer
força natural, pois os primogênitos não morreram com alguma doença ou
ferimento, e sim simplesmente morreram, e nem mesmo precisou utilizar
anjos ou qualquer outro tipo de força auxiliar.
A lição dos milagres do Egito fica clara: Toda a criação está sob o
domínio Divino. A conclusão de tal lição fica óbvia: Também nós, como as
demais criaturas, devemos aceitar e receber o domínio do Todo Poderoso.
Como citamos todos os dias no término da leitura do Shemá: “Aní Hashem
Elokechêm asher hotsêti etchêm meêrets mitsraím Lihiôt lachêm leElokím”
- Eu sou o Eterno vosso D´us que tirou vocês da terra do Egito PARA ser
a vós o D´us.

Ribí Yossê
m¦ix©v§ n¦ A§ mi¦Ix¦ v§ O©
¦ d EwN̈W¤ xnF`
¥ dŸ`© o¦iP© n¦ ,xnF` ¥ i¦li¦lB© § d i¥qFi iA¦ x¦
xnF`
¥ `Ed dn© m¦ix©v§ n¦ A§ ,zFMn© miX¦ n£ ¦ g Ewl̈ mÏ©d lr© e§ zFMn© xU¤ r¤
lr© e§ ,`id¦ mid�l¡¦ ` r©Av§ ¤̀ d�rx©§ R l ¤̀ miO¦ hª x©§ gd© Exn`� § Ie© :(eh ,g zeny)
dl̈�cB© § d cÏ©d z ¤̀ l ¥̀ ẍU¦§ i `x©§ Ie© :(`l ,ci zeny) xnF` ¥ `Ed dn© mÏ©d
dë�di§ a© Epin£̀
¦ I© e© dë�di§ z ¤̀ mr̈d̈ E`xi¦ § Ie© m¦ix©v§ n¦ A§ dë�di§ dÜr̈ xW£̀¤
m¦ix©v§ n¦ A§ dŸr© n¥ xFn¡` ,zFMn© xU¤ r¤ r©Av§ ¤̀ a§ Ewl̈ dÖ©M .Fca§ r© dW� ¤ naE§
.zFMn© miX¦ n£¦ g Ewl̈ mÏ©d lr© e§ ,zFMn© xU¤ r¤ Ewl̈
`Ed KExÄ WFcT̈©d `ia¥ ¦ dW¤ dM̈nE © dM̈n© lM̈W¤ o¦iP© n¦ ,xnF`
Ribí Yossê ,o Galileu, disse: De onde (de que versículo) se deduz que os egípcios
¥ x¤fri¦ ¤ l`¡ iA¦ x¦
,gr
forammildz)
atingidos xn¡
© no
`P¤Egito
W¤ ,zFM comn
© dezr©Apragas,
x§ `© lW e¤ nodMar z̈§id̈Vermelho
m¦ix©v§ n¦ A§foram
mi¦Ixatingidos
¦ v§ O©
¦ d lr©
,micom
r¦ ẍcinqüenta
i¥k £̀ l§ n© pragas? n¦ dẍv̈e§Emmr©
z©gl© W§ Resposta: ©relação
fë dẍaoa§ r¤Egito,
FR`© o que
oFx£gele mÄ g©NW§
(o versículo)© i diz?
:(hn
“Disseram os magos ao Faraó: Isto é o dedo de D´us”. E em relação ao mar, o que
,r©Ax§ `© mir¦ ẍ i¥k £̀ l§ n© z©gl© W§ n¦ ,W�lẄ dxv̈ ¨ e§ ,m¦iY© W§ mr© © fë ,z©g`© dẍa§ r¤
m¦iz`
© n̈ Ewl̈ mÏ©d lr© e§ ,zFMn© mirÄ ¦ x§ `© Ewl̈ m¦ix©v§ n¦ A§ dŸr© n¥ xFn¡`
.zFMn©
`Ed KExÄ WFcT̈©d `ia¥ ¦ dW¤ dM̈nE
© dM̈n© lM̈W¤ o¦iP© n¦ ,xnF`¥ `äiw¦ r£ iA¦ x¦
,gr mildz) xn¡ © `P¤ W¤ ,zFMn© Wng̈ ¥ lW¤ dz̈§id̈ m¦ix©v§ n¦ A§ mi¦Ix¦ v§ O©
¦ d lr©
,mir¦ ẍ i¥k £̀ l§ n© z©gl© W§ n¦ dẍv̈e§ mr©
© fë dẍa§ r¤ ,FR`© oFx£g mÄ g©NW§© i :(hn
92 Hagadá de Pessach
m¦ix©v§ n¦ A§ mi¦Ix¦ v§ O©¦ d EwN̈W¤ xnF` ¥ dŸ`© o¦iP© n¦ ,xnF` ¥ i¦li¦lB© § d i¥qFi iA¦ x¦
ele
xnF` `Ed dn© diz?
¥ (o versículo) m¦ix©v“E § n¦ Aviu Israeln
§ ,zFM © a grande
miX¦ n£ ¦ gmãoEwl̈ (quemÏ©
tem © e§ zFMque
d 5lrdedos) n© fezxU¤or¤
Senhor contra os egípcios, e o povo temeu o Senhor, e eles acreditaram no Senhor
lre© eem
§ ,`i d¦ servo
seu mid�l¡
¦ Moshê”.
` r©Av§ Quantas ¤̀ d�rx©§ Rpragas
l ¤̀ osmiatingiram
O¦ hª x©§ gd© Ex
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§ o dedo?
Ie© :(ehDez,gpragas.
zeny)
dl̈�Deduza
cB© § d cÏ©d zque¤̀ oslegípcios
então ¥̀ ẍU¦ § i foram
`x©§ Ie© atingidos
:(`l ,cinozeny) Egito comxnF`¥ pragas,
dez `Ed ednon© Mar
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¦ I© e©com
Epin£̀ dë�dcinqüenta
i§ z ¤̀ mpragas.
r̈d̈ E`xi¦ § Ie© m¦ix©v§ n¦ A§ dë�di§ dÜr̈ xW£̀ ¤
m¦ix©v§ n¦ A§ dŸr© n¥ xFn¡` ,zFMn© xU¤ r¤ r©Av§ ¤̀ a§ Ewl̈ dÖ©M .Fca§ r© dW� ¤ naE§
Ribí Eliêzer .zFMn© miX¦ n£ ¦ g Ewl̈ mÏ©d lr© e§ ,zFMn© xU¤ r¤ Ewl̈
`Ed KExÄ WFcT̈©d `ia¥ ¦ dW¤ dM̈nE© dM̈n© lM̈W¤ o¦iP© n¦ ,xnF` ¥ x¤fri¦ ¤ l`¡ iA¦ x¦
,gr mildz) xn¡ © `P¤ W¤ ,zFMn© r©Ax§ `© lW¤ dz̈§id̈ m¦ix©v§ n¦ A§ mi¦Ix¦ v§ O© ¦ d lr©
,mir¦ ẍ i¥k £̀ l§ n© z©gl© W§ n¦ dẍv̈e§ mr©© fë dẍa§ r¤ FR`© oFx£g mÄ g©NW§ © i :(hn
,r©Ax§ `© mir¦ ẍ i¥k £̀ l§ n© z©gl© W§ n¦ ,W�lẄ dxv̈ ¨ e§ ,m¦iY© W§ mr©
© fë ,z©g`© dẍa§ r¤
m¦iz`
© n̈ Ewl̈ mÏ©d lr© e§ ,zFMn© mirÄ ¦ x§ `© Ewl̈ m¦ix©v§ n¦ A§ dŸr© n¥ xFn¡`
.zFMn©
`Ed
RibíKExÄEliêzerWFc T̈©dDe`ionde
disse: a¥
¦ dW¤(dedM̈
quenE
© versículo)
dM̈n© lM̈ se W ¤ o¦iP© nque
deduz ¦ ,xcada nF`
¥ praga £ iA¦ x¦
`äiwe¦ rpraga
o Santo, x
quemildz)
,gr n¡
© `P¤ W¤ é Ele,
Bendito ,zFMtrouxe
n© Wng̈¥sobrelW ¤ egípcios
os dz̈§id̈ m¦noixEgito
©v§ n¦ A§ erami¦subdividida
Ix¦ v§ O©
¦ d lr©
em quatro pragas? Está dito: “Será lançado sobre eles o ardor da Sua ira,
,micólera
r¦ ẍ i¥kexpandida,
£̀ l§ n© z©glfúria
© W§ n¦ amaldiçoadora,
dẍv̈e§ mr© © fë dẍdesgraça
a§ r¤ ,FR`©e legião
oFx£g demÄanjos g©NW§ © i :(hn
maus.”
z©(explica-se
gl© W§ n¦ ,r© aA x§ `© dẍv̈
dedução:) e§ ,W�l
cólera Ẅ mr©
expandida © fë é ,m¦
umaiY© W § dẍ; a§fúria
(praga) r¤ ,z© g`© FR`© oFx£g
amaldiçoadora
lré© ea§ segunda;
,zFMn© mi desgraça é a terceira; legião de anjos maus é a quarta. Deduza
X¦ n£
¦ g Ewl̈ m¦ix©v§ n¦ A§ dŸr© n¥ xFn¡` .Wng̈ ¥ mir¦ ẍ i¥k £̀ l§ n©
então que os egípcios foram atingidos no Egito com quarenta pragas (=10x4), e no
Mar foram atingidos com duzentas pragas .zFM (=40x5)n© . miX¦ n£¦ ge© m¦iz` © n̈ Ewl̈ mÏ©d
:Epi¥lr̈ mFwÖ©l zFaFh zFlr£n© dÖ©M
Shel arbaá macôt
,m¦ix©v§ O¦ n¦ Ep`i
¨ vFd
¦ EN`¦
Se refletirmos, veremos que o ser humano tem basicamente quatro
.Ep¥IC© 1) sofrimentosmifísicos,
tipos de sofrimento. hẗ
¦ W§ como
m¤dä dpor
Ür̈exemplo
`�le§ se cortar,
passar fome, etc. 2) sofrimentos do intelecto, como por exemplo quando
uma pessoa descobre que,mi hẗ
sua¦ vida
W§ m¤está
dä em
dÜrisco,
r̈ EN`mesmo
¦ que seu corpo não
sofra com isto. 3) sofrimentos sentimentais, como por exemplo quando a
.Ep¥IC© pelo seu amigo, oum¤quando
pessoa é humilhada di¥d�l`¥asente
dÜr̈que`�lnão
e§ é querida
,m¤di¥d�l`¥a dÜr̈ EN`¦
.Ep¥IC© m¤dixFk
¥ A§ bxd̈© `�le§
,m¤dixFk ¥ A§ bxd̈© EN`¦
.Ep¥IC© mp̈Fnn̈ z ¤̀ Epl̈ ozp̈
© `�le§
94 Hagadá de Pessach

pouco de água, conseguiam beber água sem que a mesma se transformasse


em sangue, que era um sofrimento do intelecto. 3) os egípcios tiveram que
se humilhar e rebaixar pois tinham que implorar aos judeus, que até então
eram seus escravos, que aceitassem vender um pouco de água, o que foi
um grande sofrimento sentimental. Isto fora o fato que o principal deus
egípcio, o Nilo, ter-se transformado em um liquido abominável (sangue),
o que foi uma grande queda para o orgulho egípcio. 4) Descrevem nossos
Sábios (Shemot Rabá 9), que devido ao fato dos egípcios terem roubado o
dinheiro dos judeus no começo da escravidão, D’us fez com que a única
m¦iforma
x©v§ n¦ A§ dosmi¦Iegípcios
x¦ v§ O©¦ d EwN̈ W¤ xnF`
conseguirem ¥ tomar dŸ`© água, o¦iP© n¦ ,x eranF`
¥ comprando
i¦li¦lB©§ d água iA¦ x¦
i¥qFi dos
xnF`
¥ `Ed
judeus dn© dem¦ipresente
(receber x©v§ n¦ A§ ,zFM n© miX¦ não
dos judeus n£
¦ gadiantava,
Ewl̈ mÏ©dpois lr© virava
e§ zFMsangue
n© xU¤ r¤
na hora que o egípcio tentava beber), de forma que os egípcios tiveram que
lrdevolver
© e§ ,`id¦ verdadeiras
mid�l¡
¦ ` r©Afortunas v§ ¤̀ d�rx©§paraR l ¤̀os mi O¦ hª x©§ gFora
judeus. d© Exon`� §fatoIe©de:(eh
que,g todos zeny)
os
dl̈�peixes
cB© § d docÏ©Nilo
d zmorreram,
¤̀ l ¥̀ ẍU¦ § io que
`x©§ Itambém
e© :(`l implicou
,ci zeny) em uma xnF`
¥ perda `Edfinanceira
dn© mÏ©d
enorme para o Egito.
dë�di§ a© Assim
Epin£̀
¦ , cada
I© e© dëuma�di§ dasz ¤̀ 10mpragas
r̈d̈ E`foixi¦ § composta
Ie© m¦ix©v§ n¦com A§ dë �di§ dÜr̈ xW£̀
os quatro tipos de
¤
m¦isofrimento.
x©v§ n¦ A§ dŸr© n¥ xFn¡` ,zFMn© xU¤ r¤ r©Av§ ¤̀ a§ Ewl̈ dÖ©M .Fca§ r© dW� ¤ naE§
Talvez este é um dos.zFM motivos
n© miX pelos
¦ g quais
¦ n£ Ewl̈ mÏ© toda
d lar©noite e§ ,zFM don©Seder
xU¤ r¤giraEwl̈
em volta do numero quatro: Quatro copos de vinho; quatro Matsot (depois
`Edde ter quebrado
KExÄ WFcT̈©admatsá `ia¥ ¦ ddoW¤ meio
dM̈nE em duas);
© dM̈ n© lM̈
no “motsí matsá”, um no Corech, e pelo menos um no Afikomín); quatro
quatro
W¤ o¦iKazaitim
P© n¦ ,xnF` ¥ dex¤Matsá iA¦ x¦
¤ l`¡(dois
fri¦
,gr mildz)
mitsvot xn¡
especiais © `desta
P¤ W¤ ,zFM noiten ©(contar
r©Ax§ `©sobre
lW¤ o dÊxodo z̈§id̈ dom¦iEgito,
x©v§ n¦ A§ Matsá,
mi¦Ix¦ v§Maror,

¦ d lr©
,mivinho);
r¦ ẍ i¥kquatro
£̀ l§ n© z© tipos
gl© Wde
§ n¦ filhos;
dẍv̈quatro
e§ mr© © fëperguntas
dẍa§ r¤ FRno`© “Má oFx£gnishtaná”;
mÄ g©NW§ ©quatro
i :(hn
vezes “Baruch” quando se recita “Baruch Hamakom”, etc.
,r©Ax§ `© mir¦ ẍ i¥k £̀ l§ n© z©gl© W§ n¦ ,W�lẄ dxv̈¨ e§ ,m¦iY© W§ mr©
© fë ,z©g`© dẍa§ r¤
m¦iz`
© n̈ Ewl̈ mÏ©d lr© e§ ,zFMn© mirÄ ¦ x§ `© Ewl̈ m¦ix©v§ n¦ A§ dŸr© n¥ xFn¡`
Ribí Akivá .zFMn©
`Ed KExÄ WFcT̈©d `ia¥ ¦ dW¤ dM̈nE
© dM̈n© lM̈W¤ o¦iP© n¦ ,xnF` ¥ `äiw¦ r£ iA¦ x¦
,gr mildz) xn¡ © `P¤ W¤ ,zFMn© Wng̈ ¥ lW¤ dz̈§id̈ m¦ix©v§ n¦ A§ mi¦Ix¦ v§ O©¦ d lr©
,mir¦ ẍ i¥k £̀ l§ n© z©gl© W§ n¦ dẍv̈e§ mr©© fë dẍa§ r¤ ,FR`© oFx£g mÄ g©NW§ © i :(hn
z©gl© W§ n¦ ,r©Ax§ `© dẍv̈e§ ,W�lẄ mr© © fë ,m¦iY© W§ dẍa§ r¤ ,z©g`© FR`© oFx£g
lr© e§ ,zFMn© miX¦ n£ ¦ g Ewl̈ m¦ix©v§ n¦ A§ dŸr© n¥ xFn¡` .Wng̈ ¥ mir¦ ẍ i¥k £̀ l§ n©
.zFMn© miX¦ n£ ¦ ge© m¦iz`
© n̈ Ewl̈ mÏ©d
:Epi¥lr̈ mFwÖ©l zFaFh zFlr£n© dÖ©M
,m¦ix©v§ O¦ n¦ Ep`i
¨ vFd
¦ EN`¦
.Ep¥IC© mihẗ
¦ W§ m¤dä dÜr̈ `�le§
,mihẗ
¦ W§ m¤dä dÜr̈ EN`¦
.Ep¥IC© m¤di¥d�l`¥a dÜr̈ `�le§
Hagadá de Pessach 95

Ribí Akivá disse: De onde (de que versículo) se deduz que cada praga e praga que
o Santo, Bendito é Ele, trouxe sobre os egípcios no Egito era subdividida em
cinco pragas? Esta dito: “Será lançado sobre eles o ardor da Sua ira, cólera
expandida, fúria amaldiçoadora, desgraça e legião de anjos maus.”
(explica-se a dedução:) o ardor da Sua ira é uma (praga); cólera expandida
é a segunda; fúria amaldiçoadora é a terceira; desgraça é a quarta; legião
de anjos maus é a quinta. Deduza então que os egípcios foram atingidos no
Egito com cinqüenta pragas (=10x5), e no Mar foram atingidos com duzentos e
cinqüenta pragas (=50x5).

Ribí Akivá omêr


O Rab. Eliahu Desler Z.T.L. em seu livro Michtav Meeliahu V.3
escreve que sempre que encontramos uma “discussão” entre nossos sábios
que não diz respeito às leis, na verdade não é uma discussão e sim duas
formas de abordar a mesma verdade. Aqui na Hagadá, encontramos
aparentemente uma “discussão”, pois Ribí Eliêzer diz que cada praga era
dividida em 4 pragas enquanto Ribí Akiva diz que eram divididas em 5
pragas. Como isto pode ser duas “faces” de uma única verdade?
Explicamos anteriormente que o motivo de cada praga ser dividida
em 4 é devido ao fato dos egípcios causarem 4 tipos de sofrimento aos
judeus. Ribí Akiva acrescenta que fora os 4 sofrimentos físicos e mentais,
nítidos ao ser humano, existe ainda um quinto sofrimento “oculto”,
conhecido somente por D´us, que é o sofrimento da alma. Quando os judeus
começaram os trabalhos forçados, desceram muito de nível espiritual,
pois o sofrimento físico facilitou uma deterioração espiritual, diminuindo
a motivação de lutar contra influencia cultural e ideológica egípcia. Da
mesma forma que os egípcios causaram dificuldades aos judeus em escolher
o caminho certo, assim também em cada praga D´us dificultou aos egípcios
escolherem o caminho correto, como está escrito (Shemot 10:1) : “e eu
fortifiquei o coração do faraó e o coração de seus servos (os egípcios)”. No
começo das dez pragas, eles ainda tinham o livre arbítrio de poder escolher
libertar os judeus, embora tivessem dificuldade em escolher o bem, mas
posteriormente D´us lhes tirou esta opção. Até mesmo depois da décima
praga, quando libertaram os judeus, D´us fez com que se arrependessem
(Shemot 14:4). Isto com certeza foi um grande sofrimento para a “alma”
dos egípcios , mesmo que este sofrimento não nos é revelado. Entendemos,
m¦ix©v§ n¦ A§ mi¦Ix¦ v§ O©
¦ d EwN̈W¤ xnF`
¥ dŸ`© o¦iP© n¦ ,xnF` ¥ i¦li¦lB© § d i¥qFi iA¦ x¦
xnF`
¥ `Ed dn© m¦ix©v§ n¦ A§ ,zFMn© miX¦ n£ ¦ g Ewl̈ mÏ©d lr© e§ zFMn© xU¤ r¤
lr© e§ ,`id¦ mid�l¡¦ ` r©Av§ ¤̀ d�rx©§ R l ¤̀ miO¦ hª x©§ gd© Exn`� § Ie© :(eh ,g zeny)
dl̈�cB© § d cÏ©d z ¤̀ l ¥̀ ẍU¦§ iHagadá
`x©§ Ie© :de
(`l ,ci zeny) xnF`
Pessach
¥ `Ed dn© mÏ©d
96
dë�di§ a© Epin£̀
¦ I© e© dë�di§ z ¤̀ mr̈d̈ E`xi¦ § Ie© m¦ix©v§ n¦ A§ dë�di§ dÜr̈ xW£̀ ¤
m¦ix©v§ n¦ A§ dŸr© n¥ xFn¡` ,zFMn© xU¤ r¤ r©Av§ ¤̀ a§ Ewl̈ dÖ©M .Fca§ r© dW� ¤ naE§
portanto que não há discussão .zFMn© entre
miX¦ n£
¦ g Ewl̈
Ribí mÏ©de lRibí
Eliezer r© e§ ,zFM n© xpois
Akiva, U¤ r¤ um
Ewl̈
aborda as pragas do ponto de vista material, enquanto o outro também
`Ed
levaKExÄ WFcT̈©d `ioa¥
em consideração ¦ “oculto”,
dW¤ dM̈nE ©oudM̈ n© olM̈sofrimento
seja, W¤ o¦iP© n¦ ,xdanF`¥ alma.x¤fri¦
¤ l`¡ iA¦ x¦
Citamos que o sêder de Pessach gira em torno do numero 4. Se
,gr mildz) xbem,
observarmos n¡
© `P¤ Wo¤ numero
,zFMn© r© 4 Ano
x§ `©seder
lW¤ quase
dz̈§id̈sempre
m¦ix©v§ n¦ éA§ acompanhado
mi¦Ix¦ v§ O©¦ d lr©
,mider¦ um
ẍ i¥k“quinto”
£̀ l§ n© z©goculto,
l© W§ n¦ que
dẍv̈é e§mais
mr©© fespiritual
ë dẍa§ r¤ FR `© oFx£
e mais g mÄ Sobre
elevado. g©NW§ © ias:(hn4
expressões de liberdade (já citadas), existe uma quinta (“vehevêti”) que
,r© Ax§ `© mir¦ ẍ i¥k £̀ l§ n© z©gl© W§ n¦ ,W�lẄ dxv̈ ¨ e§ ,m¦iY© W§ mr©
se concretizará somente na redenção final, na era messiânica. Sobre os
© fë ,z©g`© dẍa§ r¤
m¦4iz`
©kazaitim
n̈ Ewl̈de mÏ© d lr©existe
Matsá, e§ ,zFMum n© quinto
mirĦ xkazait
§ `© Ewl̈(quem¦isex©v§come
n¦ A§ djunto
Ÿr© n¥ com xFn¡o`
afikomín), optativo para quem quer cumprir as mitsvot da melhor maneira .zFMn©
possível. Sobre os 4 copos de vinho, muitos costumam preparar um quinto
copoKExÄ
`Ed que não WFcé T̈©bebido
d `ia¥ mas
¦ dW¤ sim
dM̈preparado
nE
© dM̈n© lM̈ para
4 perguntas do “Má Nishtaná”, existe uma quinta pergunta (citada na
W¤ Eliahu
o¦iP© n¦ ,xHanavi.
¥ `äiSobre
nF` iA¦ x¦
w¦ r£ as
,gr
Mishnámildz) xn¡
© `P¤ W¤ ,zFM
em Pessachim n© Wsobre
116A) ng̈
¥ olsacrifício
W¤ dz̈§id̈ dem¦iPessach,
x©v§ n¦ A§ mi¦ Ix¦ v§sóO©
que ¦ dserálr©
,mirecitada
r¦ ẍ i¥kna
£̀ l§ era
n© z©messiânica.
gl© W§ n¦ dẍv̈e§ mr© © fë dẍa§ r¤ ,FR`© oFx£g mÄ g©NW§ © i :(hn
z©gl© W§ n¦ ,r©Ax§ `© dẍv̈e§ ,W�lẄ mr© © fë ,m¦iY© W§ dẍa§ r¤ ,z©g`© FR`© oFx£g
lr© e§ ,zFMnMa’alôt
Camá © miX¦ n£¦ g Ewl̈ m¦ix©v§ n¦ A§ dŸr© n¥ xFn¡` .Wng̈ ¥ mir¦ ẍ i¥k £̀ l§ n©
.zFMn© miX¦ n£ ¦ ge© m¦iz`
© n̈ Ewl̈ mÏ©d
:Epi¥lr̈ mFwÖ©l zFaFh zFlr£n© dÖ©M
,m¦ix©v§ O¦ n¦ Ep`i
¨ vFd
¦ EN`¦
.Ep¥IC© mihẗ
¦ W§ m¤dä dÜr̈ `�le§
,mihẗ
¦ W§ m¤dä dÜr̈ EN`¦
.Ep¥IC© m¤di¥d�l`¥a dÜr̈ `�le§
,m¤di¥d�l`¥a dÜr̈ EN`¦
.Ep¥IC© m¤dixFk
¥ A§ bxd̈
© `�le§
,m¤dixFk ¥ A§ bxd̈© EN`¦
.Ep¥IC© mp̈Fnn̈ z ¤̀ Epl̈ ozp̈
© `�le§
Hagadá de Pessach 97

Quantos degraus de benefícios D´us concedeu a nós !

Se (D´us) nos tirasse do Egito, mas não fizesse neles justiça (punição), nos teria
sido suficiente (para termos a obrigação de louvá-Lo).

Se (D´us) fizesse neles justiça (punição), mas não tivesse destruído os seus ídolos,
nos teria sido suficiente.

Se (D´us) tivesse destruído seus ídolos, mas não tivesse matado seus primogênitos,
nos teria sido suficiente.

Se (D´us) tivesse matado seus primogênitos, mas não tivesse nos dado as suas
riquezas, nos teria sido suficiente.

Ilu Assá Belohehêm


Se (D´us) tivesse destruído seus ídolos... nos teria sido suficiente
(para termos a obrigação de agradecê-lo)”.
Por que temos que agradecer pelo fato de D´us ter destruído os ídolos
egípcios, no que isto nos beneficia?
Para entender, temos que comentar o seguinte. A cultura ocidental
prega que, quanto mais a pessoa tem a oportunidade de fazer o que bem
entender, mais ela tem “liberdade”. Isto não é correto. Uma pessoa que faz
o que quer é “prisioneira” de suas vontades. Por exemplo, se uma pessoa
que procura muito os prazeres do paladar puder ter somente refeições
muito abaixo do seu padrão usual, sentirá uma sensação de sofrimento,
e ocupará sua cabeça e seu tempo em considerações de como conseguir de
novo uma boa refeição. Se o médico lhe ordenar uma dieta severa, passará
a ter uma vida sofrida no seu dia a dia. Isto significa que esta pessoa é
um “escravo” de sua boca. Uma pessoa que não é tão ligada a alimentos
saborosos, é mais feliz e “livre”. Assim também uma pessoa que tem
ambições monetárias em demasia, acaba trabalhando 24 horas por dia, 7
dias por semana (fora pequenos intervalos para visitar o seu cardiologista)
e não tem tempo para se dedicar à sua família. Um indivíduo assim é
escravo de sua ambição desmedida. Dizem nossos sábios (Avot 6,2): “Não
existe uma pessoa livre a não ser aquela que se dedica à Torá”. A liberdade
verdadeira só se encontra em pessoas que vivem sob a coordenação da Torá
98 Hagadá de Pessach

e cumprem suas mitsvot, pois esta pessoa vive por um objetivo Supremo,
não seu paladar ou bolso, por exemplo. Uma pessoa que vive com Mitsvot
aprende a se auto controlar e é dona de si mesma, não é dominada por
seus desejos e sentimentos. Quando come, acostuma-se a não comer onde,
como e o que desejar, e sim se controla para comer casher. Quando se eleva
mais espiritualmente, passa a encarar a alimentação como uma forma de
manter a sua saúde para cumprir a vontade do Criador, o que não exclui
apreciar o sabor que D´us deu aos alimentos. Se o médico de uma pessoa
assim lhe prescreve mudar seus hábitos alimentares, não vai sentir tanta
dificuldade, pois está acostumado a se auto impor limites. Da mesma
forma, a pessoa que trabalha e se sente ligada às leis da Torá, aprende a se
auto controlar no seu dia a dia, efetuando seus negócios com honestidade
e dignidade, descansando no Shabat - física e mentalmente. Sabe que a
benção de suas obras vem do Criador, se esforça para fazer a sua parte e
se sente seguro de que nada lhe faltará. Um trabalho assim é muito mais
prazeroso e a pessoa não é escrava do seu trabalho.
A saída do Egito não é somente a liberdade física, mas tem muito
mais o significado de liberdade espiritual. O povo judeu voltou a ter uma
ligação especial com o Criador, e começou a se preparar para o recebimento
da Torá e Suas Mitsvot em 50 dias. Sempre que D´us mandou Moshê
pedir ao Faraó que liberte o seu povo, não disse somente “Mande meu
povo”, mas sim “Mande meu povo, para que possa Me servir”.(Shemôt
4:23, 7:16, e outros).
Quando os judeus estavam no Egito, eram muito apegados à idolatria
(como esta escrito em Yehoshua 24:14). Parte integrante da “libertação”
do Povo de Israel foi o fato de D´us ter destruído todos os ídolos egípcios,
pois os judeus puderam então se “libertar” deste vício. Entendemos então
que devemos agradecer a D’us por isto, exatamente como agradecemos os
demais eventos do Êxodo.

,m¦ix©v§ n¦ z ¤̀ ElS©
§ pi§ e© ,xn¡
© `P¤ W¤ .mp̈Fnn̈ z ¤̀ Epl̈ ozP̈ © W¤ o¦iP© nE¦ :o`k mitiqen yi
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Hagadá de Pessach 99
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,mp̈Fnn̈ z ¤̀ Epl̈ ozp̈
Tem quem costuma acrescentar: © EN`¦
De onde (de que .Ep¥versículo)
IC© sabemos que D´us mÏ© nosddeu z (todos)
¤̀ Epl̈osrbens x©ẅ dos `�legípcios?
e§ Pois
está escrito: E tiraram proveito do Egito, ou seja,os fizeram como o fundo do mar que está
destituído de peixes.(Em hebraico ,mÏ©daszpalavras ¤̀ Epl̈“tiraram rx©ẅ EN `¦ e “fundo do mar” soam
proveito”
parecido). Outra explicação: Os fizeram como uma armadilha que não tem cereal (isca).
(Também a palavra .Ep¥IC“armadilha”
© soadcomoäẍg̈¤ a FkFzproveito”em
“tiraram a§ Epẍia¦ r¤ ¡hebraico).
d `�le§
Por que as escrituras sagradas valorizam mais os despojos (que o povo judeu recolheu
,däẍg̈¤a FkFza§ Epẍia¦ r¤
dos egípcios mortos após a abertura) do mar do que os despojos (que recolheram) no Egito
¡d EN`¦
(antes do êxodo) ? Porque no Egito só puderam recolher os bens que estavam nas casas
.Ep¥IC© FkFza§ Epixv̈
particulares, enquanto que no mar recolheram os bens que estavam nas casas do tesouro
¥ rT© W¦ `�le§
,m¦(pois
ix©v§ nos¦ soldados
z ¤̀ ElS© §egípcios
pi§ e© ,xn¡ © `adornaram
se P¤ W¤ .mp̈Fn
,FkFz a§ Epicom n̈xv̈ z r¤̀ T©bens).
¥ estes Epl̈
W¦ ENozP̈ ©`¦ W¤ o¦iP© nE ¦ :o`k mitiqen yi
.ob̈EC̈assim
DÄ também
oi ¥̀ W¤ ddizc̈Ev n§ M¦ d̈E`Ü
o versículo: “As r£ asas
,x¥g`da© pombaxäC̈ .mi (o povob¦ C̈ DÄ judeu) oi ¥̀cobriram-se
W¤ dl̈Evn§ de M¦ prata”
d̈E`Ür£
mi-YÄ©
¦(a “prata” .Ep¥
a dïd̈X¤citada I C ©
dn© `N̈ dp̈ Ẅ mi
neste¤̀ versículo) rÄ
,m¦ix©v§ n¦ z© ¦ x§ `©
refere-se xÄ
GA¦ n¦ xzFi c
aos§ O©
¦ a
¥ despojos Ep¥
mÏd© z©Gdo k xv̈
§ w¥ R
A¦ zEgito, q ¦
¤̀ aEzM̈ `�l e
“...e d§
seu
© a¥Amembrosg© n§ dÖl̈
(cobriram-se) de ouro esverdeado” - refere-se aos despojos do mar. “e você se multiplicou
:xenF`
¥cresceu,`Ede veio”
o¥ke§ - ,dp̈
.mÏdẄ
© lmi
refere-se
raos
© rĦEldespojos
hp̈
x§ § `© zF`
xÄdoc
ẍEW¦ az§ “...amadureceu”
§ O©
Egito, Ep¥ikYä
¥ xv̈ § A§ w¥ dïRd̈q¦X¤ EN d` nE
©¦ ,m¦iaos
- refere-se
x©v§ ndespojos
¦ A§ Elhp̈§
.mÏdod© mar.
z©GA¦“Enfeites
Ff ,uExg̈de wouro x©w§ xi© a¦ d̈i
farei para zFx
¤ Ti”a§ ¤̀- erefere-se
§ .m¦ix©v§ naos ¦ z©despojos
GA¦ Ff ,s¤doqM¤Egito, a© dR̈“...junto
g¤§ p dp̈Ficom i¥tp©
§M
ad̈f̈
pontos ixFY
¥ de prata”
.Ep¥ I C ©
.mÏd© -z©refere-se
GA¦ Ff ,mi¦ aosic̈despojos
r£ ic¦ r© £Ado .m¦
o
mar.
Ö© d z ¤̀
ix©v§ n¦ z©GA¦ Ff ,i`Fa
Epl̈i k¡¦ ` d¤ `�l e§
¦ Ÿ©e il¦ C§ b§ Y© ¦ e iA¦ x§ Y©
¦e
:mÏd© ,oz©Ö© GAd¦ Ffz,s¤ ¤̀ qEpl̈i
M̈d© zFCk¡¦ `dw§ ¤ª pENmr`¦ .m¦ix©v§ n¦ z©GA¦ Ff ,Kl̈ dU¤ r© £p
.Ep¥IC© ,mp̈Fnn̈ z ¤̀ zÄ Epl̈X©
© dozp̈ ©z ¤̀ENEpl̈ `¦ ozp̈ © `�le§
.Ep¥IC© ,zÄX© © d z ¤̀ Epl̈ mÏ©dozp̈ ©z ¤̀ENEpl̈ `¦ rx©ẅ `�le§
.Ep¥IC© ,mÏ©d z ¤̀ i©Epl̈ piq¦ rx©xd©ẅi¥pENt¦§ l`¦ Epäx¥§ w `�le§
.Ep¥IC© ,i©piq¦ x©däi¥ẍg̈¤ pt¦§ al FkFzEpäx¥§ wa§ Ep ENẍi`¦ a¦ r¤ ¡d `�le§
Se (D´us) tivesse .Ep¥Inos
C© dado ,däasẍg̈¤ suasa FkFzriquezas,da§ẍFY©
Epmasẍid a¦znão

¡¤̀d tivesse
EN`¦ ozp̈
Epl̈ ©rompido `�le§ o Mar para
nós, nos teria sido suficiente.
.Ep¥IC© ,dxFY© ¨ d z ¤̀ FkFz Epl̈ oa§zp̈ © EpiENxv̈ ¥`¦ rT© W¦ `�le§
Se (D´us) tivesse rompido o Mar para nós, mas não nos fizesse atravessa-lo no seu
leito seco, nos.Ep¥ ,FkFza§ lEpi
IC© sido suficiente.
teria ¥̀ ẍxv̈
¥§ i ruT©x¤W¦¤̀ l§ENEpq̈i¦
U¦ `¦ pk§ d¦ `�le§
.Ep¥IC© dp̈,lẄ¥̀ ẍmiU¦ § rÄ
¦i ux§x`¤© ¤̀ xÄ c§ O©
l§ Epq̈i¦ ¦ apkEp¥ § d¦kxv̈ EN§ `¦ w¥Rq¦ `�le§
.Ep¥I,dp̈
C© Ẅ mirÄ ¦ xW§ `©C̈wxÄ § O© ¦ cd§ O©
¦ zi¥
a AEp¥kzxv̈ ¤̀§ Epl̈ w¥Rqdp̈ä
¦ EN`¦`�le§
.Ep¥IC© oÖ©d z ¤̀ Epl̈ik¡ ¦ `d¤ `�le§
,oÖ©d z ¤̀ Epl̈ik¡ ¦ `d¤ EN`¦
.Ep¥IC© zÄX© © d z ¤̀ Epl̈ ozp̈ © `�le§
100 Hagadá de Pessach

Ilu natan lánu et mamonam

O que adiantaria recebermos o dinheiro dos egípcios, se D´us não


tivesse aberto o mar morto e nos salvado dos egípcios? Uma questão
parecida deve ser feita sobre o trecho: “Ilu shiká tsarênu betocho” -
“Se (D´us) tivesse afogado nossos inimigos nele, mas não tivesse nos
sustentado quarenta anos no deserto, teria-nos sido suficiente”. O que
nos adiantaria nos salvarmos de nossos perseguidores, se morrêssemos de
fome no deserto?
A hagadá nos ensina aqui uma importante lição de moral. Nosso
,m¦senso
ix©v§ n¦ dez ¤̀agradecimento
ElS©
§ pi§ e© ,xn¡ © `P¤não
W¤ .mp̈Fn n̈ z ¤̀ Epl̈ ozP̈ © W¤ o¦iP© nE
deve ser dependente do que usufruímos, e
¦ :o`k mitiqen yi
.ob̈sim
C̈ DÄ oi ¥̀ W¤ dperceber
devemos c̈Evn§ M¦ d̈E` Ür£ ,x¥gfeita,
a bondade `© xätanto
C̈ .mib¦porC̈ DÄ
D´us oi ¥̀ quanto
W¤ dl̈Evpor n§ M¦ nosso
d̈E`Ür£
mipróximo;
YÄ©
¦ a dïd̈X e¤ agradecermos.
dn© `N̈ ¤̀ ,m¦ix©v§Muitas n¦ z©GA¦ n¦ vezes
xzFi
¥ acontece
mÏd© z©GA¦ que
z ¤̀ um aEzM̈companheiro
d© a¥Ag© n§ dÖl̈
:xfaz¥ um`Edatoo¥kdee§ .mÏ
nF` bondade
d© lr© El conosco,
§ zF`mas
hp̈ ẍEWzeste
§ iYä ¥ ato,
A§ dïnad̈X¤prática,
dnE © ,m¦não ix©v§ ntrouxe
¦ A§ Elhp̈§
frutos (“não adiantou nada”). Não devemos olhar o que “recebemos” e
.mÏsim
d© z©enxergar
GA¦ Ff ,uExo g̈que wx©foi
w§ xi©“dado”.
a¦ d̈izFx¤ Quando
a§ ¤̀ e§ .m¦ixD´us
©v§ n¦ z©nos
GA¦ Ffdeu
,s¤qtesouros
M¤ a© dR̈g¤ § pdodp̈Fi i¥tp©
Egito,
§M
ad̈f̈
devemosixFY¥ saber
.mÏd© z© GA¦ Ff ,mi¦este
agradecer ic̈r£ favor,
ic¦ r©
£A independente
.m¦ix©v§ n¦ z©GA¦ Ffde ,ise`Fa
¦ terŸ©aeoportunidade
il¦ C§ b§ Y©¦ e iA¦ x§ Y©
¦e
de usufruir o mesmo. :mÏAssim
d© z©GA¦ também,
Ff ,s¤qM̈d© no zFCque w§
ª p diz
mr¦ respeito
.m¦ix©v§ n¦ z© a Gfavores
A¦ Ff ,Kl̈feitos dU¤ r©£p
por amigos e conhecidos.
,mp̈Fnn̈ z ¤̀ Epl̈ ozp̈ © EN`¦
.Ep¥IC© mÏ©d z ¤̀ Epl̈ rx©ẅ `�le§
,mÏ©d z ¤̀ Epl̈ rx©ẅ EN`¦
.Ep¥IC© däẍg̈¤a FkFza§ Epẍia¦ r¤ ¡d `�le§
,däẍg̈¤a FkFza§ Epẍia¦ r¤ ¡d EN`¦
.Ep¥IC© FkFza§ Epixv̈ ¥ rT© W¦ `�le§
,FkFzano
Se (D´us) nos fizesse atravessa-lo § Epi
seuxv̈
¥leitorseco,
T© W¦ mas
EN`¦ não tivesse afogado nossos
inimigos nele, nos teria sido suficiente.
.Ep¥IC© dp̈Ẅ mirÄ ¦ x§ `© xÄc§ O© ¦ a Ep¥kxv̈ § w¥Rq¦ `�le§
Se (D´us) tivesse afogado nossos inimigos nele, mas não tivesse nos sustentado
quarenta anos no,dp̈ Ẅ minos
deserto, rÄ
¦ xteria
§ `© xÄ c§ O©
sido ¦ a Ep¥kxv̈
suficiente. § w¥Rq¦ EN`¦
.Ep¥IC© oÖ©d z ¤̀ Epl̈ik¡ ¦ `d¤ `�le§
,oÖ©d z ¤̀ Epl̈ik¡ ¦ `d¤ EN`¦
.Ep¥IC© zÄX© © d z ¤̀ Epl̈ ozp̈ © `�le§
,zÄX© © d z ¤̀ Epl̈ ozp̈ © EN`¦
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,mp̈Fnn̈ z ¤̀ Epl̈ ozp̈ © EN`¦
.Ep¥IC© mÏ©d z ¤̀ Epl̈ rx©ẅ `�le§
,mÏ©d z ¤̀ Epl̈ rx©ẅ EN`¦
.Ep¥IC© däẍg̈¤a FkFza§ Epẍia¦ r¤ ¡d `�le§
,däẍg̈¤ a FkFza§ Epẍia¦ r¤
Hagadá de Pessach
¡d EN`¦
101
.Ep¥IC© FkFza§ Epixv̈ ¥ rT© W¦ `�le§
,FkFza§ Epixv̈ ¥ rT© W¦ EN`¦
.Ep¥IC© dp̈Ẅ mirÄ ¦ x§ `© xÄc§ O© ¦ a Ep¥kxv̈
§ w¥Rq¦ `�le§
,dp̈Ẅ mirĦ x§ `© xÄc§ O© ¦ a Ep¥kxv̈ § w¥Rq¦ EN`¦
.Ep¥IC© oÖ©d z ¤̀ Epl̈ik¡¦ `d¤ `�le§
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.Ep¥IC© dẍFY©d z ¤̀ Epl̈ ozp̈ © `�le§
,dxFY©
¨ d z ¤̀ Epl̈ ozp̈ © EN`¦
.Ep¥IC© l ¥̀ ẍU¦§ i ux¤ ¤̀ l§ Epq̈i¦pk§ d¦ `�le§
,l ¥̀ ẍU¦
§ i ux¤ ¤̀ l§ Epq̈i¦pk§ d¦ EN`¦
Se (D´us) tivesse nos sustentado por quarenta anos no deserto, mas não tivesse
nos alimentado.Ep¥com
IC© o “Mán”, WnosC̈wteria
§ O©
¦ dsido
zi¥Asuficiente.
z ¤̀ Epl̈ dp̈ä `�le§
Se (D´us) tivesse nos alimentado com o “Mán”, mas não tivesse nos dado o
Shabat, nos teria sido suficiente.
Se (D´us) tivesse nos dado o Shabat, mas não tivesse nos aproximado ao pé do
Monte Sinai, nos teria sido suficiente.
Se (D´us) tivesse nos aproximado ao pé do Monte Sinai, mas não tivesse dado a
Torá, nos teria sido suficiente.
Se (D´us) tivesse nos dado a Torá, mas não tivesse nos feito entrar na terra de
Israel, nos teria sido suficiente.
Se ((D´us) tivesse nos feito entrar na terra de Israel, mas não tivesse construído
o templo para nós, nos teria sido suficiente.
102 Hagadá de Pessach

Ep`i
¨ vFd
¦ ,Epi¥lr̈ mFwÖ©l z¤lR¤ kª nE§ dl̈EtM§ däFh dÖ©ke§ dÖ©M z©g`© lr©
Epl̈ ozp̈
© ,m¤dixFk¥ A§ bxd̈
© ,m¤di¥d�l`¥a dÜr̈ ,mihẗ ¦ W§ m¤dä dÜr̈ ,m¦ix©v§ O¦ n¦
Epixv̈
¥ rT© W¦ ,däẍg̈¤a FkFza§ Epẍia¦ r¤¡d ,mÏ©d z ¤̀ Epl̈ rx©ẅ ,mp̈Fnn̈ z ¤̀
ozp̈
© ,oÖ©d z ¤̀ Epl̈ik¡ ¦ `d¤ ,dp̈Ẅ mirÄ
¦ x§ `© xäc§ O©
¦ a Ep¥kxv̈
§ w¥Rq¦ ,FkFza§
Epq̈i¦pk§ d¦ ,dẍFY©d z ¤̀ Epl̈ ozp̈
© ,i©piq¦ x©d i¥pt¦§ l Epäx¥§ w ,zÄX©
© d z ¤̀ Epl̈
.EpizFpF
¥ r£ lM̈ lr© x¥Rk© l§ dẍig¦ A©
§ d zi¥A z ¤̀ Epl̈ dp̈äE l ¥̀ ẍU¦
§ i ux¤ ¤̀ l§
ENQuanto
¥̀ mixä
¦mais
c§ dé Ẅ�l
um W § xn© `¨ dobrado
benefício `�NW¤ einredobrado
¦ lM̈ ,xnF` ¥ D´usdïd̈paralnós,
de ¥̀ i¦ln© oÄx©
§ B nos
que
tirou do Egito, fez neles justiça (punição), destruiu os seus ídolos, matou seus
:o¥d EN ¥̀ e§ ,FzäFg ic§¥ i `v̈ï `�l g©qt¤ A§
primogênitos, deu-nos as suas riquezas, rompeu o Mar para nós, atravessou-nos
no seu leito seco, afogou nossos inimigos nele, supriu nossas necessidades no
xFxn̈E dS̈n© g©qR¤
deserto durante quarenta anos, nos alimentou com o “Mán”, deu-nos o Shabat,
nos aproximou ao pé do Monte Sinai, nos
.ecia deu a`lTorá,
epfg`i la` nos fezlkzqi
,rexfa entrar"gqt"
na terra de
xn`iyk
Israel, e construiu a “Casa Escolhida” (o Templo) para nós, para expiar todos os
,dn̈ mEW lr© mÏw© WC̈w§ O©
nossos pecados. ¦ d zi¥AW¤ on§ © fA¦ mi¦lkF`
§ EpizFa£̀ ¥ Eid̈W¤ g©qR¤
,m¦ix©v§ n¦ A§ EpizFa£̀
¥ iYÄ
¥ lr© `Ed KExÄ WFcT̈©d g©qR̈W¤ mEW lr©
Al Achát camá vecamá
lr© g©qR̈ xW£̀ ¤ dë�di©l `Ed g©qR¤ g©a¤f mY¤ x§ n£̀© e© :(fk ,ai zeny) xn¡ © `P¤ W¤
Uma pessoa que recebeu muitos favores e benefícios de seu companheiro,
c�tende
TI¦ e© ,lia Ssentir
¦ d¦ Epiagradecimento
zÄ
¥ z ¤̀ e§ m¦ix©vde
§ n¦ uma
z ¤̀ forma
FRbp̈
§ A§generalizada,
m¦ix©v§ n¦ A§ l ¥̀ouẍU¦
§ i i¥ppassa
seja, a§ iYÄ
¥
a pensar: “quantos favores fulano me fez!” Isto é muito positivo, :Ee£gY© W¦
§ porém
Ie© mr̈d̈
tem uma falha: se este companheiro tivesse feito somente um dos favores,
a.`aev
pessoa mx`daria
xefgnnmais ,(e`dx
valorm`wn)a este"gay favor, ekxir mipen`"
do que quandoheitdjáz` o`kacostumada
está xxeyl mibdepayi
receber
:dë�di©favores
l `Ed g© continuamente.
q¤R ,g©a¤f mY¤ x§ n£̀ © Pore© ,g©outro
ah¤ Eglado,
a§ h¦ e§ ltambém
¥̀ l̈ ,g©aW¤seria
Ekx§correto
r¦ mipEn¡¦ que
`
uma pessoa soubesse ser grata por cada benefício recebido, como se fosse
:ip̈i¥
umi favor
EzWE § isolado,
Elk§ `¦ ,mipois
xFx
¦ onE §próprio
zFSn© fato lr© de ,mique
xEO
¦ Wo¦ alheio
li¥la§ faz Egn§muitos
U¦ ,mixi¦ favores,
W¦ lFw Eni porx¦ d̈
si só é digno de apreciação e gratidão.
:dë�di©l `Ed g©qR¤ g©a¤f mY¤ x§n£̀ © e©
Nossos sábios, que são os melhores e mais antigos psicólogos da
humanidade,
.ip̈Fn£d-lM̈ liS¦ encontraram
d¦ ,miP¦ r© n-lM̈
§ ac©In“fórmula
¦ ,mipEn¡¦ ` correta”
xiv¦ c©i lr©de,micomo ¦ xinspirar
pFW` ¦ lk̈l§ oFW` o x¦
máximo de gratidão aO Criador nos corações do povo judeu. Para isto,
instituíram que devemos:dëprimeiramente �di©l `Ed g©qR¤ g©a¤frefletir
mY¤ x§n£̀
© e©sobre cada bondade que
D´us fez para conosco, .dë�di§ como
lFcb̈ se iM¦ fosse o© único
,iY¦ r§ cï dŸr© benefício
,iY¦ x©§ Rq¦ eique
c̈q̈£grecebemos.Esta
e© ,iY¦ x©§ kf̈ l ¥̀ i¥Qp¦
é a razão pela qual, depois de mencionarmos cada benefício que recebemos,
dizemos: ”dayênu”- “Nos:dëteria �di©l `Ed sido g©qsuficiente”,
R¤ g©a¤f mY¤ x§n£̀
© ou
e© seja, anunciamos que
.dë�di§ zF`a§ v¦ lM̈ ,m¦ix©v§ O¦ n¦ E`vï
§ ,m¦ix©t§ ¤̀ e§ dX©
¤ pn§ ,m¦in© Ẍd© i¥akFk
§ M§
:dë�di©l `Ed g©qR¤ g©a¤f mY¤ x§n£̀
© e©
.dë�di©A rWFp
© mr© ,Fzëv§ n¦ ix¥nFW
§ ,Fzc̈r©
£e FOr© l§ ,FzẍFY lig¦ p§ d¦
:dë�di©l `Ed g©qR¤ g©a¤f mY¤ x§n£̀
© e©
.dë�di©A zFq£gl© aFh ,Li¤qFg-lM̈ Exn`�
§ i Li¤Qp¦ minEv
¦ r©£e ,LiU¤ r£n© mi`l̈
¦ t§ p¦
:dë�di©l `Ed g©qR¤ g©a¤f mY¤ x§n£̀
© e©
Hagadá de Pessach 103

não importa o fato de D´us ter nos feito outro bondades, pois o benefício
em questão é suficiente para termos o dever de louvá-Lo e agradecê-Lo.
Depois desta reflexão, recitamos: “Quanto mais é um benefício dobrado e
redobrado etc”- quando relemos todos os benefícios de uma única vez, para
assim sabermos também que devemos ser gratos pela junção de todos os
favores, unindo assim a visão individual com a visão global dos eventos.
Ep`i ¨ vFd ¦ ,Epi¥lr̈ mFwÖ©l z¤lR¤ kª nE § dl̈EtM§ däFh dÖ©ke§ dÖ©M z©g`© lr©
Raban
Epl̈ © ,m¤dGamliêl
ozp̈ ixFk
¥ A§ bxd̈ © ,m¤di¥d�l`¥a dÜr̈ ,mihẗ ¦ W§ m¤dä dÜr̈ ,m¦ix©v§ O¦ n¦
Epixv̈ ¥ A partir
rT© W¦ deste ,däẍg̈¤ a FkFz
trecho, atéa§ asEppalavras
ẍia¦ r¤ ¡d “trabalhar
,mÏ©d z ¤̀ pesadamente”,
Epl̈ rx©ẅ ,mp̈Fntodos n̈ zos¤̀
oparticipantes,
© ,oÖ©d z ¤̀homens
zp̈ Epl̈ik¡ ¦ e`mulheres,
d¤ ,dp̈Ẅ mi devem recitar oralmente (não somente em
rÄ
¦ x§ `© xäc§ O©
pensamentos). Este é o mínimo necessário para cumprir o preceito positivo
¦ a Ep¥kxv̈ § w¥Rq¦ ,FkFza§
Epq̈i¦
de contarpk§ d¦ sobre
,dẍFY©odêxodo z ¤̀ Epl̈ do Egito. ozp̈
© Portanto,
,i©piq¦ x©deste i¥pt¦§ trecho
l Epäx¥ § w ,zÄ
deve serX© ©lido
d zem¤̀ uma Epl̈
língua.EpizFpF
¥ ser£ entenda.
que lM̈ lr© x¥Rk© l§ dẍig¦ A© § d zi¥A z ¤̀ Epl̈ dp̈äE l ¥̀ ẍU¦ § i ux¤ ¤̀ l§
Ep`i¨ vFd ¦ ,Epi¥lr̈ mFwÖ©l z¤lR¤ kª nE § dl̈EtM§ däFh dÖ©ke§ dÖ©M z©g`© lr©
EN
Epl̈¥̀ ozp̈mi
© xä ¦,m¤cd§ ixFk
d¥ Ẅ�lA§ W§bxd̈© xn©,m¤ `¨di¥`�N
d�l`¥W¤ a idn¦ ÜlM̈ r̈ ,mi,xhẗ ¦nF`
¥ W§ m¤dïd̈ dä dlÜ¥̀ r̈i¦l,m¦ n©§ Bix©voÄ
§ O¦ xn¦©
Epixv̈ ¥ rT© W¦ ,däẍg̈¤a FkFza§ Epẍia:o¥ d¡dEN,mÏ©
¦ r¤ ¥̀ e§d,FzäFg
z ¤̀ Epl̈ic§¥ irx`v̈ï ©ẅ ,mp̈Fn`�l n̈g©qzt¤ A¤̀§
ozp̈
© ,oÖ©d z ¤̀ Epl̈ik¡ ¦ `d¤ xFx ,dp̈Ẅn̈EmidS̈ rÄ
¦ nx©§ `©g©xä qR¤c§ O©¦ a Ep¥kxv̈§ w¥Rq¦ ,FkFza§
Epq̈i¦pk§ d¦ ,dẍFY©d z ¤̀ Epl̈ ozp̈ © .ecia
,i©piq¦epfg`ix©d `l i¥pt¦ § l Epäx¥§ w ,zÄX©
la` ,rexfa lkzqi "gqt" xn`iyk
© d z ¤̀ Epl̈
Raban ¥ Gamliêl
.EpizFpF r£ lM̈costumava
lr© x¥Rk©dizer: l§ dẍiQuem § dnão
g¦ A© zi¥disse
A z ¤̀os Epl̈ três seguintes
dp̈äE l ¥̀assuntos
ẍU¦§ i uxem ¤ ¤̀ l§
,dn̈ mEW lr© mÏw© WC̈w§ O©
Pessach, não cumpriu o ¦ d zi¥AW¤ on§
seu dever, e são © fA¦ mi¦lkF`
eles: § EpizFa£̀
Pessach (o ¥
sacrifício de W¤ g©qR¤
Eid̈Pessach),
ENmatsá
,m¦ i¥̀x©v§ mi
n¦ A§xä
¦ Epi
(pão cnão
§ zFa£̀
¥dẄ�lW§ iYÄ
fermentado)
¥xn© `¨ lr©`�N`Ed
e Marôr W ¤ in¦amargas)
(ervas
KExÄ lM̈ ,x.WFc nF`
¥ T̈©ddïd̈ g©qR̈lW¤¥̀ i¦lmEW
n©§ B oÄlrx©©
lcolocado
Olha-se para o “zeroa”, que está
r© g©qR̈ em xW£̀
¤ lembrança
dë�di©l `Ed g©q R
¤ g©:o¥
a d¤f namENY¤bandeja
¥̀xe§§n£̀
© ,FzäFg
e
© : (fk i,ai
especialc§¥ i zeny)
`v̈ï
do Seder, `�lxn¡ g©que
© `qP¤t¤W¤A§é
do sacrifício de Pessach (não se deve levantá-lo ou
c� TI¦ e© ,lipara
apontar S¦ d¦ Epiele,zÄ
¥paraznão xFx
¤̀ e§ m¦ ix©v§ n̈E
parecer zdS̈
n¦ que n©o bp̈
¤̀ éFR §g©Aq§ R¤m¦ixsacrifício),
próprio ©v§ n¦ A§ l ¥̀ ẍeU¦ §recita-se:
i i¥pa§ iYÄ ¥
.ecia epfg`i `l la` ,rexfa lkzqi :Ee£g"gqt"
Y© W¦§ Ixn`iyk
e© mr̈d̈
.`aev mx` xefgnn ,(e`dx m`wn) "gay ekxir mipen`" heitd z` o`k xxeyl mibdep yi
,dn̈ mEW lr© mÏw© WC̈w§ O© ¦ d zi¥AW¤ on§ © fA¦ mi¦lkF` § EpizFa£̀ ¥ Eid̈W¤ g©qR¤
:dë�di©l `Ed g©q¤R ,g©a¤f mY¤ x§ n£̀ © e© ,g©ah¤ Ega§ h¦ e§ l ¥̀ l̈ ,g©aW¤ Ekx§ r¦ mipEn¡ ¦ `
,m¦ix©v§ n¦ A§ EpizFa£̀
¥ iYÄ
¥ lr© `Ed KExÄ WFcT̈©d g©qR̈W¤ mEW lr©
l:ip̈i¥
r© ig©Ez
qR̈WE
§ xEl
¤ k§ `¦ dë,mi�dxFx
W£̀ i©¦ l nE
§ zFSg©nq© R¤lr©g©,mi
`Ed a¤fxEO ¦mY¤Wx¦ § n£̀©li¥le©a§ :Eg
(fkn§ U,ai
¦ ,mizeny)
xi¦ W¦ lFw xn¡ ©Eni
`P¤xW¦¤d̈
c�TI¦ e© ,liS¦ d¦ EpizÄ ¥ z ¤̀ e§ :dëm¦�idxi©©lv§ `Ed
n¦ zg©q¤̀R¤ g©FRa¤fbp̈
§ mYA¤§ x§n£̀
©m¦ie©x©v§ n¦ A§ l ¥̀ ẍU¦ § i i¥pa§ iYÄ ¥
.ip̈Fn£d-lM̈ liS¦ d¦ ,miP¦ r© n-lM̈ § c©In¦ ,mipEn¡¦ ` xiv¦ c©i lr© ,mipFW` ¦ :Ee£ xg¦ lk̈
Y© W¦
§l§ IeoFW`
© mr̈d̈x¦
:dë�di©l"gay
.`aev mx` xefgnn ,(e`dx m`wn) `Ed g©ekxir
qR¤ g©amipen`"
¤f mY¤ x§n£̀
© heitd
e© z` o`k xxeyl mibdep yi
:dë�di©l `Ed g©q¤.dë
R �d,g©i§alFcb̈
¤f mY¤ xi§Mn£̀
¦© ,ieY©¦ ,g©
r§ cï
a© h¤ dEg
Ÿra©§ h¦,ie§Y¦lx©§¥̀Rl̈q¦ ,g©
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¤ gEk
e© ,ix§Yr¦ x©mi
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¦ l ¥̀`i¥Qp¦
:ip̈i¥i EzWE
§ Elk§ `¦ ,mixFx
¦ nE§ :dëzFS
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lr©g©q,mi R¤ xEO
g©¦a¤f W m¦ Y¤ xli¥
§n£̀
© lea©§ Egn§ U¦ ,mixi¦ W¦ lFw Enix¦ d̈
.dë�di§ zF`a§ v¦ :dë
lM̈�di©,m¦
l i`Ed
x©v§ Og©
¦ qn¦ R¤ E`
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§¤f m,m¦
Y¤ xi§n£̀
x© ©t§ e© ¤̀ e§ dX©
¤ pn§ ,m¦in© Ẍd© i¥akFk
§ M§
§ :dë�di©lc©I`Ed
.ip̈Fn£d-lM̈ liS¦ d¦ ,miP¦ r© n-lM̈ g©qpEn¡
n¦ ,mi ¦R¤ g©`a¤f xi mY¤v¦x§n£̀
©c©ie© lr© ,mipFW`
¦ x¦ lk̈l§ oFW`x¦
.dë�di©A rWFp
© �di©lmr`Ed
:dë © ,Fzë
g©qvR¤§ n¦g©ai¤fx¥mnFW
§Y¤ x§n£̀
© ,Fze© c̈r©
£e FOr© l§ ,FzẍFY lig¦ p§ d¦
104 Hagadá de Pessach

O sacrifício de Pessach, que os nossos antepassados comeram na época


em que o Templo existia, por que razão? Porque o Santo Bendito é Ele “passou
sobre” (em hebraico “passou sobre” é “passach”) as casas dos nossos antepassados
no Egito (esta frase é uma expressão que significa que D´us poupou os primogênitos
judeus, e matou apenas os primogênitos egípcios), como está dito: E direis: Este é
o sacrifício do Pessach ao Senhor que passou sobre as casas dos filhos de Israel,
no Egito, quando Ele feriu o Egito e salvou nossas casas. E o povo inclinou-se e
ajoelhou-se.

Al Shum shefassach...
Esta resposta da Hagadá desperta questões: Por que todo o povo
de Israel precisa comer o sacrifício de Pessach, e não só os primogênitos
que foram poupados? E mais: Todas as dez pragas atingiram somente
aos egípcios e não aos judeus, então porque somente na décima praga
comemoramos o fato dos judeus serem poupados?
Como explicamos acima, no trecho de “Bichvodô uvátsmô”, a praga
da morte dos primogênitos não foi “mais uma praga”, e sim muito mais
do que isto. Foi um instante em que se revelou a “verdade absoluta” neste
mundo material, pelos motivos explicados no trecho citado. Durante
as nove pragas anteriores, o fato dos judeus serem poupados não é tão
marcante, pois O Criador puniu os egípcios pelo que fizeram aos judeus,
mesmo que estes também fossem idólatras e pecadores.
Na hora da revelação da “verdade absoluta” ao mundo, no entanto,
era muito provável que toda e qualquer pessoa pecadora, egípcia ou judia,
primogênita ou não, perecesse imediatamente, pois o pecador é uma
pessoa que desafia O Reinado Divino, e a verdade absoluta não permite
uma existência que contradiga O Domínio Divino. O Misericordioso,
com sua imensa bondade, restringiu as mortes apenas aos primogênitos
egípcios, não levando em conta os pecados de cada indivíduo, mesmo num
momento tão especial em que “A Verdade” dominou. Por esta bondade,
devemos agradecer intensa e especialmente e por isto fazemos o sacrifício
de Pessach.
:o¥d EN ¥̀ e§ ,FzäFg ic§¥ i `v̈ï `�l g©qt¤ A§
xFxn̈E dS̈n© g©qR¤
.ecia epfg`i `l la` ,rexfa lkzqi "gqt" xn`iyk

,dn̈ mEW lr© mÏw© WC̈w§ O© ¦ d zi¥AW¤ on§ © fA¦ mi¦lkF`§ EpizFa£̀ ¥ Eid̈W¤ g©qR¤
,m¦ix©v§ n¦ A§ EpizFa£̀
¥ iYÄ
¥ lr© `Ed KExÄ WFcT̈©d g©qR̈W¤ mEW lr©
lr© g©qR̈ xW£̀ ¤ dë�di©l `EdHagadá
g©qR¤ g©de
a¤f Pessach © e© :(fk ,ai zeny) xn¡
mY¤ x§ n£̀ © `P¤105

c�TI¦ e© ,liS¦ d¦ EpizÄ
¥ z ¤̀ e§ m¦ix©v§ n¦ z ¤̀ FRbp̈§ A§ m¦ix©v§ n¦ A§ l ¥̀ ẍU¦
§ i i¥pa§ iYÄ¥
Neste ponto, tem quem costuma cantar a seguinte canção: :Ee£gY© W¦
§ Ie© mr̈d̈
.`aev mx` xefgnn ,(e`dx m`wn) "gay ekxir mipen`" heitd z` o`k xxeyl mibdep yi
:dë�di©l `Ed g©q¤R ,g©a¤f mY¤ x§ n£̀
© e© ,g©ah¤ Ega§ h¦ e§ l ¥̀ l̈ ,g©aW¤ Ekx§ r¦ mipEn¡
¦ `
:ip̈i¥i EzWE
§ Elk§ `¦ ,mixFx
¦ nE
§ zFSn© lr© ,mixEO
¦ W¦ li¥la§ Egn§ U¦ ,mixi¦ W¦ lFw Enix¦ d̈
:dë�di©l `Ed g©qR¤ g©a¤f mY¤ x§n£̀
© e©
.ip̈Fn£d-lM̈ liS¦ d¦ ,miP¦ r© n-lM̈
§ c©In¦ ,mipEn¡
¦ ` xiv¦ c©i lr© ,mipFW`
¦ x¦ lk̈l§ oFW`x¦
:dë�di©l `Ed g©qR¤ g©a¤f mY¤ x§n£̀
© e©
.dë�di§ lFcb̈ iM¦ ,iY¦ r§ cï© dŸr© ,iY¦ x©§ Rq¦ eic̈q̈£ge© ,iY¦ x©§ kf̈ l ¥̀ i¥Qp¦
:dë�di©l `Ed g©qR¤ g©a¤f mY¤ x§n£̀
© e©
.dë�di§ zF`a§ v¦ lM̈ ,m¦ix©v§ O¦ n¦ E`vï
§ ,m¦ix©t§ ¤̀ e§ dX©
¤ pn§ ,m¦in© Ẍd© i¥akFk
§ M§
:dë�di©l `Ed g©qR¤ g©a¤f mY¤ x§n£̀
© e©
.dë�di©A rWFp
© mr© ,Fzëv§ n¦ ix¥nFW
§ ,Fzc̈r©
£e FOr© l§ ,FzẍFY lig¦ p§ d¦
:dë�di©l `Ed g©qR¤ g©a¤f mY¤ x§n£̀
© e©
.dë�di©A zFq£gl© aFh ,Li¤qFg-lM̈ Exn`�
§ i Li¤Qp¦ minEv
¦ r©£e ,LiU¤ r£n© mi`l̈
¦ t§ p¦
:dë�di©l `Ed g©qR¤ g©a¤f mY¤ x§n£̀
© e©
Levanta-se uma Matsá. Segundo a opinião do “Ben Ish Chái”, deve-se pegar a
Matsá superior, que é inteira, pois uma matsá inteira demonstra mais o nosso amor
á Mitsvá. No entanto, segundo fontes mais antigas (e assim também é a opinião do
Gaon Rabí Ovadiá Yossêf Shelita), é mais correto pegar a matsá do meio, pois a matsá
quebrada é que representa “o pão da pobreza”. Com a Matsá na mão, recita-se:

:xn`ie (dqextd) zirvn`d dvnd z` diabi

mEW lr© ,dn̈ mEW lr© mi¦lkF` § (Ep£̀ y¤ :xnel mibdep yi) Epg© § p £̀ y¤ Ff dS̈n©
K¤ln¤ m¤di¥lr£ dl̈b¦§ PW¤ cr© ,uin¦ g©
§ dl§ EpizFa£̀
¥ lW¤ mẅ¥vA§ wiR¦ q§ d¦ `�NW¤
,ai zeny) xn¡ © `P¤ W¤ ,cÏn¦ ml̈`¨ bE§ `Ed KExÄ WFcT̈©d mikl̈ ¦ O© § d i¥kl§ n©
,ung̈
¥ `�l iM¦ zFSn© z�brª m¦ix©v§ O¦ n¦ E`ivFd ¦ xW£̀ ¤ w¥vÄ©d z ¤̀ Et`�Ie© :(hl
:m¤dl̈ EUr̈ `�l dc̈¥v m©be§ ,©Dn¥ d§ n© z§ d§¦ l Elkï
§ `�le§ m¦ix©v§ O¦ n¦ EWx�§ b iM¦
:xn`ie xexnd z` diabi

mEW lr© ,dn̈ mEW lr© mi¦lkF` § (Ep£̀ y¤ :xnel mibdep yi) Epg© § p £̀ W¤ d¤f xFxn̈
:(ci ,` zeny) xn¡ © `P¤ W¤ ,m¦ix©v§ n¦ A§ EpizFa£̀
¥ i¥Ig© z ¤̀ mi¦Ix¦ v§ O©
¦ d Exx§ O¥ W¤
,dc¤ V̈©a dc̈�ar£ lk̈aE
§ mi¦pa¥ l§ aE
¦ x¤n�gA§ dẄẅ dc̈�ar© £A m¤di¥Ig© z ¤̀ Exx§ n̈§ie©
:Kxẗ¤ A§ m¤dÄ Eca§ r̈ xW£̀
¤ mz̈c̈�ar£ lM̈ z ¤̀
`v̈ï `Ed EN`¦ M§ Fnv§ r© z ¤̀ zF`x©§ dl§ mc̈`¨ aÏ©g xFcë xFC lk̈A§
106 Hagadá de Pessach

:xn`ie (dqextd) zirvn`d dvnd z` diabi


Esta matsá que comemos, por que razão? Porque a massa de nossos pais não
mEW lr© ,dn̈ mEW lr© mi¦lkF` § (Ep£̀ y¤ :xnel mibdep yi) Epg©
teve tempo de fermentar até o momento em que se revelou a eles o Rei dos reis,
§ p £̀ y¤ Ff dS̈n©
K¤lo nSanto,
¤ m¤di¥Bendito
lr£ dl̈b¦ é§ PEle,
W¤ ecosr© redimiu
,uin¦ g© § dimediatamente.
l§ EpizFa£̀
¥ lComo
W¤ mẅ¥ vA§ dito:
está wiR¦eq§assaram
d¦ `�NW¤
,aia massa
zeny) quexeles
© `trouxeram
n¡ P¤ W¤ ,cÏn¦ doml̈Egito,
`¨ bE§ bolos
`Ed ázimosKExÄ que
WFcnãoT̈©dfermentaram.
mikl̈¦ O© § d Pois
i¥kl§ n©
eles foram expulsos do Egito e eles não puderam demorar e nem mesmo haviam
,upreparado
ng̈
¥ `�l iparaM¦ zFSsi asn© provisões
z�brª m¦ialimentares
x©v§ O¦ n¦ E`ipara
vFd
¦ axjornada.
W£̀
¤ w¥vÄ©d z ¤̀ Et`�Ie© :(hl
:m¤dl̈ EUr̈o Marôr
Levanta-se `�l dc̈¥evrecita-se:
m©be§ ,©Dn¥ d§ n© z§ d§¦ l Elkï
§ `�le§ m¦ix©v§ O¦ n¦ EWx�§ b iM¦
:xn`ie xexnd z` diabi

mEW lr© ,dn̈ mEW lr© mi¦lkF` § (Ep£̀ y¤ :xnel mibdep yi) Epg© § p £̀ W¤ d¤f xFxn̈
:(ci ,` zeny) xn¡ © `P¤ W¤ ,m¦ix©v§ n¦ A§ EpizFa£̀
¥ i¥Ig© z ¤̀ mi¦Ix¦ v§ O©
¦ d Exx§ O¥ W¤
,dc¤ V̈©a dc̈�ar£ lk̈aE
§ mi¦pa¥ l§ aE
¦ x¤n�gA§ dẄẅ dc̈�ar© £A m¤di¥Ig© z ¤̀ Exx§ n̈§ie©
:Kxẗ¤ A§ m¤dÄ Eca§ r̈ xW£̀
¤ mz̈c̈�ar£ lM̈ z ¤̀
`v̈ï
Este`Ed MarôrEN`¦ que
M§ Fn v§ r© zpor
comemos, ¤̀ quezF`razão?
x©§ dl§ Porque
mc̈`¨ osaÏ©egípcios xFC lk̈A§
g xFcëamarguraram
x�nvidas
`¥l de`Ed© d mFI©
nossos paisAnoL§ pa§¦ l como
Egito, Ÿc©§ Bestá
d¦ e§ dito:
:(g “E ,bifizeram xn¡
zeny)amargurar© `P¤ W¤a vida
,m¦ixdeles
©v§ O¦ n¦
com um trabalho duro, com argamassa e com tijolos, e com todo o tipo de trabalho
c©anol§ campo,
A¦ EpizFa£̀
¥todo oszseus
¤̀ `�N W¤ ,m¦ix©v§ O¦ n¦ iz`¥ ¦ vA§ i¦l dë�di§ dÜr̈ d¤f xEar©
serviços que eles faziam trabalhar pesadamente”.
£A
mixac) xn¡ © `P¤ W¤ ,m¤dÖr¦ l`B̈ © Epz̈F` s`© `N̈ ¤̀ ,`Ed KExÄ WFcT̈©d l`B̈ ©
ux¤`d̈ ¨ z ¤̀ Epl̈ zzl̈ ¥ EpAl z̈F`shem
`iad̈ ¦ shemareru
or© n§© l mẄn¦ `ivFd ¦ Epz̈F`e§ :(bk ,e
A função do Maror é de nos lembrarmos da amargura :Epiz�¥ a £̀ l©dar©AW¦§ p xW£̀
escravidão ¤
no Egito. No seder de Pessach encontramos muitos paradoxos aparentes.
Por exemplo, mergulhamos o carpás (que é simbólico da liberdade, pois
:xn`ie qekd z` diabie zevnd z` dqki
ricos comem uma verdura para abrir o apetite, ao contrário de escravos que
preferem
xC© ¥poder
¥ dl§ ,mnFx§ l ,x saciar
¥̀ ẗ§lo apetite © lque,l¥jáNd©tem)
,©gA¥ W§ na água
l§ ,zFcFd§ l com ¦ salg (que
miaÏ© § nos
Epg© Kk̈it§
¦l
p £̀ lembra
as lágrimas dos nossos antepassados na época da escravidão). Comemos
Epa`i
¨ Matsá
vFd
¦ ,EN (que¥̀ d̈é mi
“oQ¦ ¦ pão
Pd© dalM̈pobreza”)
z ¤̀ Epl̈e§reclinados
EpizFa£̀
¥ l©(símbolodÜr̈W¤dein§ ¦ l ,q¥Nw§
liberdade). © lE
mFi§ l l¤a ¥̀ nE
Comemos ¥o maror
,dg̈n§(símbolo
U§¦ l oFbÏdenE ¦ amargura)
,dN̈ ª̀ b¦§ l noscEAmelhores
r§ X¦ nE
¦ pratos
,zEx¥glque
§ zEc a§ r© n¥
temos.
Paradoxo parecido é encontrado na festa de Purím, que é a festa mais alegre
do ano. Justamente na .DïEl§ ld© eip̈ẗ§
véspera destalfesta xn`�
© ospe§sábios
,lFcB̈decretaram
xF`§l dl̈¥tum£̀ nE ¥jejum
,aFh
(em lembrança ao jejum que fizeram os judeus quando Haman decretou
KẍFa n§ dë�di§ mW
o extermínio), ¥ forma
de id§¦ i .dëque
�di§ lemos
mW¥ za Meguilá
¤̀ El§ld© ainda
dë�di§ jejuando.
ic¥ a§ r© El§Hoje,DïEl§ld©
ld© com o
lrdesenvolvimento
© mẍ .dë�di§ mW¥ dalN̈psicologia
dª n§ F`Faden§ vendas
cr© W¤n(marqueting),
W¤ gx§©fO¦ n¦ .ml̈Fr cr© e§ dbem
entendemos Ÿr© n¥
.z¤aẄl̈ idi ¦ A¦ b§ O©
© d Epi¥d�l¡` dë�di©M in¦ .FcFaM§ m¦in© Ẍ©d lr© dë�di§ m¦iFB lM̈
mixï¦ z�RW§ `© n¥ lC̈ xẗr̈n¥ ini ¦ w¦ n§ .ux¤`äE
¨ m¦in© Ẅ©A zF`x¦§ l i¦liR¦ W§ O© ©d
m ¥̀ z¦iA© d© zx¤ ¤wr£ iai¦ WFn
¦ .FOr© i¥aic§¦ p mr¦ miai¦ c§¦ p mr¦ iai¦ WFd§
¦ l .oFia§ ¤̀
.DïEl§ld© dg̈n¥ U§ mi¦pÄ©d
Hagadá de Pessach 107

a resposta. Uma das regras básicas de marqueting é que, para “tocar”


profundamente o lado sentimental do público alvo em questão, deve-se
enfatizar os dois lados da questão: o quão difícil
:xn`ie e sofrida
(dqextd) a condição
zirvn`d dvnd z` “sem
diabi
o produto” e o quão bom e prazerosa a condição “com o produto”. Assim
mEW lr© ,dsen̈queremos
também, mEW lr©enraizar
mi¦lkF`
§ a história
(Ep£̀ y¤ :xnel
do êxodo mibdep ) Epg©§ p £̀dos
nosyicorações dS̈n©
y¤ Ffnossos
K¤lfilhos
n¤ m¤d(ei¥nos
lr£ nossos
dl̈b¦§ PW¤também),
cr© ,uinos n¦ g©§ densina
l§ EpiazFa£̀
¥ HagadálW¤quemdevemos
ẅ¥vA§ wiRdar ¦ q§ d¦ênfase
`�NW¤
a ambos os lados. Por um lado, lembrar e “sentir” o quanto sofreram os
,ainossos
zeny) xn¡
© `P¤ W¤ ,cÏ
antepassados no n¦Egito,
ml̈`¨por bE§ `Ed
outro KExÄ WFcT̈©do quão
lado realizar mikl̈ ¦ O© § d i¥kl§én©
grande
,uang̈
¥ Misericórdia
`�l iM¦ zFSDivina,
n© z�brª pois
m¦ix©vhoje
§ O¦ n¦ estamos
E`ivFd
¦ livresxW£̀
¤ ew¥salvos.
vĩd zQuanto
¤̀ Et`�Ie©mais :(hl
enfatizarmos ambos os lados do paradoxo, mais sentiremos e perceberemos
:m¤dl̈devemos
o quanto EUr̈ `�lagradecer
dc̈¥v m©bee§ ,©louvar
Dn¥ d§ n© zaO
§ d§¦ lCriador
Elkï
§ `�l
pore§ tudo
m¦ix©v§ que
O¦ n¦ fezEWex�§ bfaziM¦
conosco. :xn`ie xexnd z` diabi

mEW lr© ,dn̈ mEW lr© mi¦lkF` § (Ep£̀ y¤ :xnel mibdep yi) Epg© § p £̀ W¤ d¤f xFxn̈
:Bechôl
(ci ,` zeny) Dorxn¡©Vadôr
`P¤ W¤ ,m¦ix©v§ n¦ A§ EpizFa£̀
¥ i¥Ig© z ¤̀ mi¦Ix¦ v§ O©¦ d Exx§ O¥ W¤
,dc¤ V̈©Existem
a dc̈�acostumes
r£ lk̈aE
§ emmi¦pque
a¥ l§ oaE
¦ coordenador
x¤n�gA§ dẄdoẅSêder
dc̈�asai

£Adam¤sala
di¥Ieg© volta
z ¤̀ com
Exxuma
§ n̈§ie©
bengala, com Afikomín em um pano ou em um saco ao ombro, e um cinto apertado.
:Kxẗ
¤ A§ m¤dÄ Eca§ r̈ xW£̀¤ mz̈c̈�ar£ lM̈ z ¤̀
`v̈ï `Ed EN`¦ M§ Fnv§ r© z ¤̀ zF`x©§ dl§ mc̈`¨ aÏ©g xFcë xFC lk̈A§
x�n`¥l `Ed©d mFI©A L§pa§¦ l Ÿc©§ Bd¦ e§ :(g ,bi zeny) xn¡ © `P¤ W¤ ,m¦ix©v§ O¦ n¦
c©al§ A¦ EpizFa£̀
¥ z ¤̀ `�NW¤ ,m¦ix©v§ O¦ n¦ iz`¥
¦ vA§ i¦l dë�di§ dÜr̈ d¤f xEar© £A
mixac) xn¡ © `P¤ W¤ ,m¤dÖr¦ l`B̈
© Epz̈F` s`© `N̈ ¤̀ ,`Ed KExÄ WFcT̈©d l`B̈ ©
ux¤`d̈
¨ z ¤̀ Epl̈ zzl̈ ¥ Epz̈F` `iad̈ ¦ or© n§© l mẄn¦ `ivFd ¦ Epz̈F`e§ :(bk ,e
:Epiz�¥ a £̀ l© r©AW¦
§ p xW£̀¤

Em cada geração e geração, a pessoa é obrigada :xn`ieaqekd


considerar-se como se
z` diabie zevnd z`ele,
dqki
pessoalmente, saiu do Egito. Como está dito: “E tu deverás contar ao seu filho
xC©
¥ dl§ ,mnFx§
¥ l ,x ¥̀ ẗ§l ,©gA¥ W§ © l ,l¥Nd© l§ ,zFcFd§l miaÏ© § p £̀ Kk̈it§
¦ g Epg©
naquele dia, dizendo: por causa disto é que D´us fez (a libertação) para mim ¦l
Ep`i
¨ vFd
¦ ,EN ¥̀ d̈ miQ¦¦ Pd© lM̈ z ¤̀ Epl̈e§ EpizFa£̀
¥ l© dÜr̈W¤ in§ ¦ l ,q¥Nw§
quando eu saí do Egito”. O Santo, Bendito é Ele, redimiu não apenas os nossos © lE
antepassados, mas sim redimiu a nós também, junto com eles. Como está dito:
mFi§l l¤a ¥̀ nE
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¦ ,zEx¥gl§ zEca§ r© n¥
“E nós, (D´us) tirou-nos de lá, para que (Ele) possa nos levar e nos dar a terra que
.DïEl§ld© eip̈ẗ§l xn`�
(Ele) prometeu a nossos pais”. © pe§ ,lFcB̈ xF`§l dl̈¥t £̀ nE
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.DïEl§ld© dg̈n¥ U§ mi¦pÄ©d
108 Hagadá de Pessach

Shelô et avotênu bilvád


“...redimiu não apenas os nossos antepassados, mas sim redimiu a
nós também, junto com eles”.
A explicação mais simples deste texto é baseada no que consta
anteriormente na Hagadá, no trecho de Avadím haínu. Se D´us não tirasse
nossos antepassados do Egito, nós também não estaríamos livres, e por isto
a Hagadá afirma neste trecho que devemos nos sentir como se nós mesmos
tivéssemos sido redimidos junto com nossos antepassados. Devemos saber
agradecer a D´us mesmo por benefícios que recebemos como consequência
de bondades que foram feitas a nossos pais. Similarmente dizem nossos
sábios (tratado de Berachot 58A) que quem come pão, é correto que se
sinta agradecido à pessoa que plantou o trigo, ao indivíduo que o colheu, a
quem o moeu e assim por diante, pois a Torá faz muita questão de termos
a característica de sermos gratos por todo benefício, por menor que seja.
Outra explicação podemos propor baseando-nos no que escrevem os
kabalistas, que as almas dos judeus em todas as gerações são derivadas das
seiscentas mil almas que saíram do Egito, ou seja, somos todos “galhos”
das seiscentas mil “árvores” que viveram naquela época. Com isto fica claro
que nós mesmos fomos redimidos do Egito, pois realmente nossas almas
presenciaram aqueles eventos. Com esta explicação podemos entender
também a benção que recitamos na continuação da Hagadá: “ashêr guealánu
vegaal et avotênu” (“que nos redimiu e redimiu aos nossos antepassados
do Egito”). Percebe-se nesta benção que não é “como se fôssemos” nós
mesmos redimidos, e sim realmente nós mesmos fomos libertados do Egito,
pois sabemos que não devemos fazer uma benção recitando o nome santo
de D´us sobre um fato incorreto ou mesmo inexato.

Lefichách
Agora começamos a primeira parte do Halêl (este trecho ainda faz parte
do “Maguid”). Esta parte é constituída de louvores relacionados ao êxodo
do Egito, e portanto são recitados aqui, imediatamente após contarmos a
história do êxodo. A segunda parte do Halêl, que é relacionada à Redenção
Final (a era messiânica), será recitada no final do Seder.
mEW lr© ,dn̈ mEW lr© mi¦lkF` § (Ep£̀ y¤ :xnel mibdep yi) Epg© § p £̀ W¤ d¤f xFxn̈
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Pessach © `P¤ W¤ ,m¦ix©v§ O109
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¥ Epz̈F` `iad̈
agora. ¦ or© n§© l mẄn¦ `ivFd ¦ Epz̈F`e§ :(bk ,e
Cobre-se a Matsá e todos os participantes levantam o copo de vinho.
:Epiz�¥ a £̀ l© r©AW¦
O copo deve ser segurado na mão, a priori, até a conclusão da bênção “gaal
§ p xW£̀¤
Israel” (“que redimiu Israel”).
:xn`ie qekd z` diabie zevnd z` dqki

xC©
¥ dl§ ,mnFx§
¥ l ,x ¥̀ ẗ§l ,©gA¥ W§ © l ,l¥Nd© l§ ,zFcFd§l miaÏ© § p £̀ Kk̈it§
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¥ l© dÜr̈W¤ in§ ¦ l ,q¥Nw§
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¥ ,dg̈n§ U§ ¦ l oFbÏnE¦ ,dN̈ ª̀ b¦§ l cEAr§ X¦ nE
¦ ,zEx¥gl§ zEca§ r© n¥
.DïEl§ld© eip̈ẗ§l xn`�
© pe§ ,lFcB̈ xF`§l dl̈¥t £̀ nE
¥ ,aFh
KẍFan§ dë�di§ mW¥ id§¦ i .dë�di§ mW¥ z ¤̀ El§ld© dë�di§ ic¥ a§ r© El§ld© DïEl§ld©
Lefichách anáchnu chaiavím lehodôt, lehalêl, leshabêach, lefaêr, leromêm,
lr© mẍ .dë�di§ mW¥ lN̈dª n§ F`Fan§ cr© W¤nW¤ gx§©fO¦ n¦ .ml̈Fr cr© e§ dŸr© n¥
lehadêr ul’kalês, lemí sheassá laavotênu velánu et kol hanissím haêlu.
Hossiánu meavdút lecherút, umishi’búd lig’ulá, umiiagôn leshimchá,
.z¤aẄl̈ idi ¦ A¦ b§ O©
© d Epi¥d�l¡` dë�di©M in¦ .FcFaM§ m¦in© Ẍ©d lr© dë�di§ m¦iFB lM̈
umeêvel leiôm tov, umeafelá leôr gadôl. Venomár lefanáv haleluiáh.
mixï¦ z�RW§ `© n¥ lC̈ xẗr̈n¥ ini ¦ w¦ n§ .ux¤`äE¨ m¦in© Ẅ©A zF`x¦§ l i¦liR¦ W§ O© ©d
mPortanto,
¥̀ z¦iA© d© éznosso

¤wr£ dever
iai
¦ WFn
¦ agradecer,
.FOr© i¥louvar,
aic§¦ p melogiar,
r¦ miai¦ glorificar,
c§¦ p mr¦ ielevar,
ai
¦ WFd§
¦ enaltecer,
l .oFia§ ¤̀
exaltar a Quem fez todos esses milagres para nossos antepassados e para nós,
.DïEl§ld© dg̈n¥ U§ mi¦pÄ©d
trouxe-nos da escravidão para a liberdade, da servidão para a redenção, da tristeza
para a alegria, do luto à festa, das trevas para a grande luz. E digamos perante
Ele: “Louvem o Senhor!”.

Hotsiánu meavdút lecherút


“...trouxe-nos da escravidão para a liberdade, da servidão para
a redenção, da tristeza para a alegria, do luto à festa, das trevas para a
grande luz”.
Neste trecho de agradecimento aO Criador, recitamos várias expressões
diferentes sobre o mesmo fato: D´us nos tirou do Egito. Por que tanta
repetição ? Já explicamos anteriormente, no trecho de “Ribí Eliêzer” e no
trecho de “Ribì Akivá”, que no Egito nossos antepassados tiveram 4 tipos
de sofrimento material e um quinto tipo de sofrimento, o da alma. Portanto,
quando agradecemos a D´us por nos tirar do Egito, nos expressamos em
:xn`ie (dqextd) zirvn`d dvnd z` diabi

mEW lr© ,dn̈ mEW lr© mi¦lkF` § (Ep£̀ y¤ :xnel mibdep yi) Epg© § p £̀ y¤ Ff dS̈n©
K¤ln¤ m¤di¥lr£ dl̈b¦§ PW¤ cr© Hagadá
110
,uin¦ g©
§ dde
l§ Epi zFa£̀
¥
Pessach lW¤ mẅ¥vA§ wiR¦ q§ d¦ `�NW¤
,ai zeny) xn¡ © `P¤ W¤ ,cÏn¦ ml̈`¨ bE§ `Ed KExÄ WFcT̈©d mikl̈ ¦ O© § d i¥kl§ n©
,ung̈
¥ `�l iM¦ zFSn© z�brª m¦ix©v§ O¦ n¦ E`ivFd ¦ xW£̀ ¤ w¥vÄ©d z ¤̀ Et`�Ie© :(hl
5 formas diferentes, correspondentes aos 5 tipos
§ de
:m¤dl̈ EUr̈ `�l dc̈¥v m©be§ ,©Dn¥ d§ n© z§ d§¦ l Elkï `�lsofrimento
e§ m¦ix©v§ O¦ n¦ citados:
EWx�§ b iM¦
1) “meavdút lecherút” (“da escravidão para a liberdade”) – “meavdut”
é o “conceito” de escravidão, e não necessariamente:xn`ie xexnd z` diabi
a “prática” da
escravidão. O próprio fato de serem escravos e terem obrigações com
mEW
tempo lr© marcado
,dn̈ mEWconsistelr© mi¦numlkF`
§ sofrimento mibdep yi) Ep
(Ep£̀ y¤ :xnelpsicológico, g©
§ p £̀ W¤ d¤f do
independente xFxn̈
:(ci
trabalho em si. x
,` zeny) 2)n¡
© “umishiabúd
`P¤ W¤ ,m¦ix©v§ n¦lig´ulá”
A§ EpizFa£̀
¥ (“da servidão
i¥Ig© z ¤̀ parami¦Ixa¦ v§redenção”)

¦ d Exx§ O¥ W¤
– a palavra “shiabud” em hebraico determina a escravidão na prática,
,douc¤ V̈©a doc̈�asofrimento
seja, r£ lk̈aE § mi¦ pa¥ l§ aE
¦ x¤n�gA§dosdẄtrabalhos
físico-corporal ẅ dc̈�ar© £pesados
A m¤di¥Igno © zEgito.¤̀ Exx3)§ n̈§ie©
“umiagôn Lessimchá” (“da tristeza :Kxẗ
¤ para
A§ m¤adalegria”)
Ä Eca§ r̈ -x“Iagon”
W£̀
¤ mz̈em c̈�ahebraico
r£ lM̈ z ¤̀
é uma palavra que expressa sofrimento sentimental profundo, e também
`v̈ï
disto `EdD´us EN nos`¦ Msalvou,
§ Fnv§ re© nos z ¤̀levou
zF`aox©§ doposto,
l§ mc̈para`¨ aÏ© a g“simchá”
xFcë xFC , que é olk̈A§
x�sentimento
n `¥ l `Ed© intenso de alegria. 4) “umeêvel leyôm Tôv” (“do luto à festa”)-
d mFI©A L§pa§¦ l Ÿc©§ Bd¦ e§ :(g ,bi zeny) xn¡
A palavra “êvel” em hebraico aplica-se em situações em que a pessoa pára
© `P¤ W¤ ,m¦ix©v§ O¦ n¦
c©para
al§ A¦ refletir
EpizFa£̀
¥ e percebe
z ¤̀ `�Na W ¤ ,m¦ix©vperda
grande § O¦ n¦ iou
z`¥
¦ ovgrande
A§ i¦l dëproblema
�di§ dÜr̈emd¤fque xEaser©
£A
encontra, ou seja, sofrimento intelectual, que é acompanhado de tristeza.
mixac) xn¡
© `P¤ W¤ ,m¤dÖr¦ l`B̈ © Epz̈F` s`© `N̈ ¤̀ ,`Ed KExÄ WFcT̈©d l`B̈
O oposto disto é “Yom Tov”, um período em que a pessoa reflete sobre os
©
ubons
x¤`d̈
¨ acontecimentos.
z ¤̀ Epl̈ zzl̈ ¥ 5)Ep“umeafelá
z̈F` `iad̈ ¦LeôrorGadôl”
© n§© l mẄ n¦ `i
(“das vFd
¦ para
trevas Epz̈F` e§ :(bk ,e
a grande
luz”) - O conceito de “luz” sempre representa a espiritualidade, :Epiz�¥ a £̀ l© r©pois
AW¦ § pa xluzW£̀
¤
é a matéria mais abstrata dentre as matérias perceptíveis. Por exemplo,
está escrito (Tehilim 36:10)”borechá nir´ê ôr”- em Tua luz vamos ver luz.
Assim também “escuridão representa o oposto da espiritualidade,
:xn`ie qekd z` diabie zevndoz`que dqki
expressa o sofrimento da alma dos judeus no Egito, por se distanciarem
xde
C©¥ dD´us.
l§ ,mnFx§
¥ l ,x ¥̀ ẗ§l ,©gA¥ W§ © l ,l¥Nd© l§ ,zFcFd§l miaÏ© ¦ g Epg© § p £̀ Kk̈it§
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Haleluiah .DïEl§ld© eip̈ẗ§l xn`�
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.DïEl§ld© dg̈n¥ U§ mi¦pÄ©d
Hagadá de Pessach 111

Haleluiáh, halelú avdê Adonái, halelú et shem Adonái. Iehí shem Adonái
mevorách, meatá veád olám. Mimizrách shêmesh ad mevoô, mehulál shem
Adonái. Rám al col goím Adonái, al hashamáim kevodô. Mi Cadonái Elohênu,
hamagbíhi lashávet. Hamashpíli lir’ôt bashamáim uvaáres. Mekimí meafár
dal, meashpôt iarím eviôn. Lehoshiví im nedivím im nedivê amô. Moshiví
akêret habáit, em habaním semechá, haleluiáh.

Louvem ao Senhor, louvem-nO os servos do Senhor, louvem o nome do Senhor.


Que seja abençoado, de agora e para sempre. O Nome do Senhor é louvado do
nascer ao pôr do sol. O Senhor está acima de todos os povos, sua Honra está acima
do céu. Quem é como O Senhor, nosso D´us, que permanece nas alturas e inclina
seu olhar para o céu e a terra, que levanta o pobre do pó, e ergue o desprovido
dos despojos para sentá-lo na companhia de colaboradores, os colaboradores de
seu povo. Transforma a mulher estéril em uma mãe de filhos feliz. Louvem o
Senhor!

Halelu Avdê Hashêm


“Louvem- O os servos do Senhor”. Dizem nossos sábios no Midrash
(Sh. T. 113) que este verso foi dito pelos judeus no Egito. Durante a praga
dos primogênitos o Faraó procurou Moshê Rabênu no meio da noite para
avisá-lo de que queria libertar os judeus. Disse o Faraó que a partir de
agora estariam livres e seriam escravos de D´us, acrescentando: “Vocês
precisam louvar a D´us, por terem o mérito de serem seus escravos”, Os
judeus começaram imediatamente a recitar “Louvem aO senhor, louvem-
nO os servos do Senhor”. Este midrash é curioso. Por que devemos ficar
tão felizes com o fato de sermos “escravos”, embora “escravos” de D´us? E
mais: D´us nos criou e criou todo o Universo, por isto certamente tínhamos
a obrigação de cumprir suas ordens ainda antes de sair do Egito, então por
que passamos a ser considerados os escravos de D´us somente a partir do
momento em que o Faraó nos libertou?
Um escravo é uma pessoa que se anula perante o próximo. Ele não tem
o direito de ter vontade própria e nem opção de cuidar dos seus interesses
particulares. Do ponto de vista intelectual, quem anula sua identidade
por outro alguém é como se (até certo ponto) fizesse parte deste outro
indivíduo. No caso de sermos escravos do Criador, isto sem dúvida é um
enorme mérito, pois se nos anulamos por Ele, e nos ligamos a Ele, não
existe nada maior do que “fazer parte” (pretensamente falando) dAquele
112 Hagadá de Pessach

cuja perfeição é infinita. Por isto dizem nossos sábios em Avot (4,2):
“Sechár Mitsvá, mitsvá” A recompensa de obedecermos à lei Divina é o
próprio fato de obedecermos à lei Divina, pois por deixarmos de lado nossa
vontade particular para fazer a vontade do Criador, nos “ligamos” com
O Próprio. Não há nada mais prazeroso para a alma do que esta ligação
(o fato de nem sempre sentirmos isto, é porque enquanto uma pessoa está
dentro do seu corpo material, ainda não é capaz de sentir o prazer desta
elevação espiritual, mas a sentirá depois dos seus 120 anos).
Quem é escravo de um ser humano e tem que se anular perante carne
e osso, não é proprietário de sua identidade e não pode anulá-la perante
seu Criador. Por isto, enquanto escravos no Egito, embora tivessem a
obrigação de fazerem a vontade dO Criador, na medida do possível, não
tinham a oportunidade de serem realmente escravos de D´us. A Torá
condena um judeu que quis ser escravo de outro judeu, e manda furar
sua orelha (Shemot 21:6). Explicam nossos sábios (Tratado de Kidushin
22B) que o motivo é que devemos ser escravos de D´ us e não escravos dos
escravos dEle.
O faraó, que era uma pessoa muito inteligente (embora de perfil
maligno), quando observou a praga dos primogênitos realizou que todas
as almas estão nas mãos de D´us e que Ele pode fazer com elas o que bem
entender. Realizou tambem que O criador sabe exatamente a história de
cada indivíduo aqui na terra, pois soube exatamente quem era primogênito,
mesmo que isto algumas vezes era um segredo conhecido somente pela mãe
(devido a ligações impróprias). Compreendeu portanto que é um mérito se
anular perante um Ser Supremo como Este, e portanto quem recebeu esta
preciosa oportunidade, deve louvá-Lo e agradecê-Lo.

Betsêt
FWc§ ẅ§l dc̈Ed§i dz̈§id̈ .fr�l¥ mr© n¥ a�wr© £i zi¥A m¦ix¨v§ O¦ n¦ l ¥̀ ẍU¦§ i z`¥vA§
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Hagadá de Pessach 113

Bessêt Israêl mimissraím, bet Yaakôv meám loêz. Haitá iehudá lekodshô,
Israêl mamshelotáv. Haiám raá vaianôs, haiardên isôv leachôr. Heharím
rakedú cheelím, guevaôt civnê sôn. Ma lechá haiám ki tanús, haiardên
tisôv leachôr. Heharím tirkedú cheelím, guevaôt civnê sôn. Milifnê adôn
chúli áres, milifnê Elôah Yaakôv. Hahofechí hassúr agám máim chalamísh
lema’ienô máim.
Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Yaakov (saiu) de um povo cuja língua é
estranha, eram os (filhos de) Yehudá Seus Santificados e Israel constituía o seu
reinado. O mar viu e fugiu. O Jordão recuou para trás. As montanhas dançaram
como carneiros, os montes como rebanho. O que tens, ó mar, que fugistes? Ó
Jordão, que recuastes? Ó montanhas, que dançastes como carneiros? Ó montes,
como rebanhos? (é porque estão) perante O Senhor, Criador da Terra, perante o
D´us de Yaakov, que transforma a rocha em um lago, e a pedra dura em nascentes
de água.

Betsêt Israel
“Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Yaakov (saiu) de um povo
cuja língua é estranha”. Os versículos dos salmos, bem como demais
versículos do Tanach, foram escritos sob inspiração Divina, e portanto não
existe nem uma única letra sem razão de ser. Então por que o versículo
acima cita a saída do Egito com duas expressões diferentes? Antecipemos
outra questão. Dizem nossos sábios (Pessikta Zuta Shemot 6,6) que os
judeus só foram redimidos do Egito pelo fato de, durante os 210 anos de
sua permanência não mudarem sua língua, suas roupas ou seus nomes.
Por outro lado dizem nossos sábios (Mechilta parashat Bô) que foram
redimidos pelo mérito das mitsvot do sacrifício de Pessach e do Berit Milá.
Aparentemente estas informações se contradizem, pois afinal qual foi o
mérito que os redimiu? Podemos responder com a ajuda de um exemplo.
Um exército que não sabe guerrear e nem usar armas não é um caso perdido,
pois ainda é possível treiná-los e lhes ensinar táticas de combate. Porém se
estes soldados trocaram os uniformes e as bandeiras pelos do inimigo, neste
ponto já não há o que fazer. Assim também, os judeus no Egito mantiveram
sua identidade como o “povo judeu”, pois não começaram a vestir suas
roupas, falar como eles ou se designar com seus nomes, se abstendo de
fazer parte do povo egípcio. Por isto, ainda foi possível “treiná-los” com
as mitsvot, dando-lhes mérito para a saída. Em outras palavras, o fato de
114 Hagadá de Pessach

não mudarem sua identidade não foi o mérito que os tirou do Egito, mas
sim a base para que pudessem adquirir este mérito por meio das mitsvot
do sacrifício e do berit milá. Entendemos agora as duas expressões do Rei
David no salmo em questão. A palavra “Israel” (em vez de “Yaakov”)
sempre tem como objetivo demonstrar um nível espiritual mais elevado
(vide Zohar parashat Achare Mot 73A), portanto “Israel saiu do Egito”,
ou seja, o povo que atingiu a espiritualidade com o comprimento das duas
mitsvot teve o mérito de sair, só que isto não teria acontecido se não fosse
o fato de que “a casa de Yaakov (saiu) de um povo de língua estranha”.
FW“Casa
c § ẅ§
l de Yaakov” vem dar ênfase ao fato de que são os descendentes de
dc̈Ed§i dz̈§id̈ .fr�l
¥ mr© n¥ a�wr© £i zi¥A m¦ix¨v§ O¦ n¦ l ¥̀ ẍU¦
Yaakov, pois mantiveram sua identidade como tais, e portanto “(saiu) de
§iz`¥vA§
Ecum
w§ ẍpovo
mixd̈¤
¦ dedlíngua
.xFg`§
¨ estranha”
l a�Qi¦ oC¥-x©§pelo
Id© q�fato
pÏ©e ded`¨seẍ manterem
mÏ©d .eiz̈Fl W§ nidentidade
sua § n© l ¥̀ ẍU¦
§i
pois a língua dos egípcios ainda era “estranha”.
.xFg`§¨ l a�QY¦ oC¥ x©§ Id© qEpz̈ iM¦ mÏ©d L§N dn© .o`�v i¥pa§ M¦ zFräB§ mi¦li ¥̀ k§
ux¤`¨Recitar
i¦lEg ooFctrecho
`¨ i¥pseguinte
t¦§ Nn¦ .o`�com
v i¥ptodo
a§ M¦ zFrä B§ mi¦li ¥̀ k§ Ecw§ x§ Y¦ mixd̈¤
o coração, e isto é propício para
¦ d
salvar.m¦
a ipessoa
n̈ Fp§ir§den§
© lseus
WinN̈©
¦ g m¦in̈ m©
problemas b £̀ xES©
(livro d ikIsrael”).
“Ohêv ¦ t�§ dd© .a�wr©
£i D© Fl¡` i¥pt¦§ Nn¦
l`b̈ ¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
© e§ Epl̈`¨ B§ xW£̀
o¥M ,xFxn̈E dS̈n© FA l�k`¡ l¤ d¤Gd© dl̈§iN© d© Epr̈iB¦ d¦ e§ ,m¦ix©v§ O¦ n¦ EpizFa£̀
¥ z ¤̀
mix¥¦ g £̀ mi¦lb̈x¦§ le§ mic¦ rFn§
£ l Epri ¥ B©
¦ d EpizFa£̀
¥ i¥d�l`¥e Epi¥d�l¡` dë�di§
,j§ z̈c̈Far©£A miU¦ Üe§ j§ xi¨ r¦ o©ip§ a¦ A§ mig¦ n¥ U§ ,mFlẄ§l Epz` ¥ ẍw¦§ l mi`Ä©
¦ d
L£gA© f§ n¦ xiw¦ lr© mn̈C̈ ri © B©¦ i xW£̀
¤ migq̈ ¦ R© § d onE¦ migä§
¦ Gd© on¦ mẄ l©k`�pe§
KExÄ .EpW¥ t© § p zEcR§ lr© e§ EpzN̈ ¥ ª̀ B§ lr© yc̈g̈ xiW¦ L§l dcFp ¤ e§ ,oFvẍ§l
.l ¥̀ ẍU¦
§ i l`B̈
© ,idpecd`i dë�di§ dŸ`©
.l`ny cv lr daqda mizeye

Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám ashêr guealánu vegaál et


avotênu mimissráim, vehigiánu haláila hazê leechôl bo masá umarôr. Ken
dvgx
Adonái Elohênu Velohê avotênu, haguiênu lemoadím velirgalím acherím
habaím likratênu
.xtqd leshalôm,
seqa qtcpe semechím
,dvn zlik` bevinián
zevn lr irách
"cegi myl" vesassím
xnel baavodatách,
oixcdn yi ,dlihpd iptl
venochál sham min hazevachím umín hapessachím:jxane ashêr ,dcerql
iagí’a damám
eici lhep
al kir mizbachách lerassôn. Venôde lechá shir chadásh al gueulatênu veál
eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀
¤ ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡`
pedút nafshênu. Barúch atá Adonái gaál Israêl. idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
:m¦ic̈ï z©lih§ ¦ p lr© EpËv¦ e§

dvn `iven
lr mb ezkxaa oieki) jxaie ,(dxrwa migpeny xcqd itk) ecia zevnd zyly z` gwi
:("jxek"d

on¦ m¤gl¤ `ivFO©


¦ d ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
Hagadá de Pessach 115

Bendito és Tu Senhor, nosso D´us, Rei do Universo, que nos redimiu e redimiu
aos nossos antepassados do Egito, e nos fez chegar a esta noite, para nela
FWc§ ẅ§l dc̈Ed§i dz̈§id̈ .fr�l¥ mr© n¥ a�wr© £i zi¥A m¦ix¨v§ O¦ n¦ l ¥̀ ẍU¦
comermos Matsá e Marôr. E assim, ó Senhor, nosso D´us e D´us de nossos pais,
§ i z`¥vA§
Ecw§ ẍ mixd̈¤
¦ d .xFg`§ ¨ l a�Qi¦ oC¥ x©§ Id© q�pÏ©e d`¨ ẍ mÏ©d .eiz̈FlW§ n§ n© l ¥̀ ẍU¦
que faça-nos chegar a outras épocas festivas e períodos santos que se aproximam §i
de nós com paz, estando alegres com a reconstrução de Sua cidade, e estamos
.xFg`§¨ l a�QY¦ oC¥ x©§ Id© qEpz̈ iM¦ mÏ©d L§N dn© .o`�v i¥pa§ M¦ zFräB§ mi¦li ¥̀ k§
jubilosos com Seu serviço, e lá vamos comer das oferendas dos cordeiros pascais
ux¤`¨ i¦lEg oFc`¨ i¥pt¦§ Nn¦ .o`�v i¥pa§ M¦ zFräB§ mi¦li ¥̀ k§ Ecw§ x§ Y¦ mixd̈¤
cujo sangue alcançará a parede do Seu altar para a Sua satisfação. E vamos Te ¦ d
.m¦in̈ Fp§ir§ n§
© l WinN̈©
¦ g m¦in̈ m©b £̀ xES©d ik¦ t�§ dd© .a�wr© £i D© Fl¡` i¥pt¦§ Nn¦
agradecer com uma nova canção sobre nossa salvação e sobre a libertação de
nossas almas. Abençoado és Tu, Senhor, que libertou Israel.
l`b̈© Todos
e§ Epl̈`¨osB§ participantes
xW£̀ ¤ ,ml̈Frd̈ bebemK¤ln¤o copo
Epi¥d�l¡
de`vinho/suco
,idpecd`i dedë�uva, di§ dsem KExÄ
Ÿ`© bênção,
o¥M ,xFxn̈E aodS̈lado
inclinados n© FAesquerdo.
l�k`¡ l¤ d¤Homens
Gd© dl̈§iN©adultos
d© Epr̈iBque
¦ d¦ e§ acidentalmente
,m¦ix©v§ O¦ n¦ EpizFa£̀
¥ beberam
z ¤̀
sem reclinar, devem beber novamente, devidamente reclinados.
mix¥¦ gAs£̀ leis
mi¦lsobre
b̈x¦§ le§ a mic¦ rFn§
£ l Epri ¥ B©
¦ d EpizFa£̀
¥ i¥d�l`¥e Epi¥d�l¡` dë�di§
quantidade de vinho que deve tomar-se, bem como a
,j§ z̈c̈Far©
definição £Ade “reclinado”,
miU¦ Üe§ j§ xi¨ foram
r¦ o©ip§ explicados
a¦ A§ mig¦ n¥ Uacima,
§ ,mFlno Ẅ§lKidush.
Epz` ¥ ẍw¦§ l mi`Ä©¦ d
L£gA© f§ n¦ xiw¦ lr© mn̈C̈ ri © B©¦ i xW£̀
¤ migq̈ ¦ R© § d onE ¦ migä§ ¦ Gd© on¦ mẄ l©k`�pe§
KExÄ .EpW¥ t©
rochtsá § p zEcR§ lr© e§ EpzN̈ ¥ ª̀ B§ lr© yc̈g̈ xiW¦ L§l dcFp ¤ vmjr
e§ ,oFvẍ§l
.l ¥̀ ẍU¦
§ i l`B̈ © ,idpecd`i dë�di§ dŸ`©
Faz-se “Netilát Yadáim” (despeja-se água nas .l`ny
mãos cvporlrintermédio
daqda mizeye
de
um recipiente, três vezes na mão direita e depois três vezes na mão esquerda,
de forma que em cada despejo a água cubra a mão inteira desde a ponta dos
dvgx
dedos ate o pulso), e antes de secar as mãos recita-se a seguinte bênção:

.xtqd seqa qtcpe ,dvn zlik` zevn lr "cegi myl" xnel oixcdn yi ,dlihpd iptl
:jxane ,dcerql eici lhep

eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀


¤ ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
:m¦ic̈ï z©lih§
¦ p lr© EpËv¦ e§
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, ashêr kideshánu bemissvotáv
vessivánu al netilát iadáim. dvn `iven
Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com
lr mb ezkxaa oieki) jxaie ,(dxrwa migpeny xcqd itk) ecia zevnd zyly z` gwi
Seus mandamentos e nos ordenou sobre a lavagem das mãos. :("jxek"d
Seca-se as mãos.
on¦ m¤
gl¤ `ivFO©
¦ d ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
:ux¤`d̈
¨
:xn`i ecia zepeilrd zevnd ipy cerae ,dpezgzd dvnd z` ecin hinyi

eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀


¤ ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
:dS̈n© z©lik£̀
¦ lr© EpËv¦ e§
zifk cere ,`ivend myl dpeilrd dvnd on (n"b 38 zekxd zevnae ,n"b 27) zifk rvaie
cv lr daqda mlk`ie glna mze` liahi ,dvn zevn myl dqextdn (df oiprl n"b 18)
116 Hagadá de Pessach

motsi matsá vmn thmun


Para cumprirmos a Mitsvá (preceito positivo) de comermos a matsá na
noite do sêder, devemos comer pelo menos a quantidade de um “kazáit”
de matsá (a priori 27g). O “kazáit” deve ser comido dentro de 6 minutos (e
melhor ainda se comido dentro de 4 minutos). Já explicamos anteriormente,
nas leis de Kidush, o porquê da Torá fazer questão da quantia de “kazáit”, o
mesmo motivo aplica-se ao fato de ter que ser comido dentro de um tempo
limitado.
Quanto é um “kazáit” em gramas? O “kazáit” é uma quantidade volumétrica, levando
em consideração a densidade do alimento, quando razoavelmente comprimido (não em
demasia). Um “kazáit” é o equivalente a 27cm3 de água, ou seja de 27g (segundo o novo
consenso baseado no “darham”, explicado acima nas leis do Kidush). No caso da matsá feita
a mão, um “kazáit” giraria em torno de 20 a 22 g, mais ou menos um terço da matsá feita à
mão. O sábio Chazon Ish, embora fosse em geral bem rígido nos assuntos ligados a medidas,
no caso da Matsá costumava dizer que basta o tamanho da palma da mão (incluindo os
dedos) para ser considerado um “kazáit” (isto na matsá feita à mão, no caso da Matsá feita a
máquina um “kazáit” é metade de uma Matsá, segundo o Chazon Ish). No entanto, o Gaon
Caf Hachaím escreve que o costume dos Sefaradím é considerar um “kazáit” de matsá como
um “kazáit” de água, ou seja, 27g, o que significa mais ou menos metade de uma matsá feita
à mão, ou 3/4 de uma matsá feita à maquina. [No livro “Halachot Chag beChag” explica
o porquê do costume Sefaradi]. Com uma leitura atenciosa nos livros “Chaím Lerosh” (do
Rabi Chaím Paldgi) e “Pêtach Hadevír” (do Rabi C.B. Fontrimoli) percebe-se que estes sábios
também costumavam pesar a matsá como se fosse água. Assim também é o parecer do Gaon
Rabi Ovadiá Yossef Shelita, em seu livro “Chazôn Ovadiá”.
Quem não pode comer 27g (ou pelo menos 20g) por motivos de saúde (e não por falta
de vontade), pode se basear na opinião do Rambam de que um kazáit é 18 gramas, no entanto,
neste caso não se pode recitar a benção de “al achilát matsá”, somente a benção de “Hamotsí”.
[Na opinião do Gaon Rabi Meir Mazuz, bastaria 15g mesmo sem apoiarmo-nos no Rambam].
Em casos extremos, poderemos levar em consideração à diferença de densidade da matsá em
relação à água, sendo então o kazáit (para um doente), segundo o Rambam, de apenas 9g.
Obviamente, não poderá ser recitada a benção de “al achilát matsá” neste caso. No caso do
uso de Matsot moles (como vendidas em Israel), um “kazáit” é 38g.
Todo o explicado acima é em relação ao “kazáit” obrigatório para cumprir a mitsvá
de comer matsá na noite do sêder. No entanto, é correto comermos duas vezes “kazáit”: um
FWc§ ẅ§l dc̈Ed§i dz̈§id̈ .fr�l¥ mr© n¥ a�wr© £i zi¥A m¦ix¨v§ O¦ n¦ l ¥̀ ẍU¦§ i z`¥vA§
Ecw§ ẍ mixd̈¤
¦ d .xFg`§ ¨ l a�Qi¦ oC¥ x©§ Id© q�pÏ©e d`¨ ẍ mÏ©d .eiz̈FlW§ n§ n© l ¥̀ ẍU¦
§i
.xFg`§¨ l a�QY¦ oC¥ x©§ Id© qEpz̈Hagadá
iM¦ mÏ©ddeL§Pessach
N dn© .o`�v i¥pa§ M¦ zFräB§ mi¦li ¥̀117k§
ux¤`¨ i¦lEg oFc`¨ i¥pt¦§ Nn¦ .o`�v i¥pa§ M¦ zFräB§ mi¦li ¥̀ k§ Ecw§ x§ Y¦ mixd̈¤ ¦ d
.m¦in̈ Fp§ir§ n§
© l WinN̈©
¦ g m¦in̈ m©b £̀ xES©d ik¦ t�§ dd© .a�wr© £i D© Fl¡` i¥pt¦§ Nn¦
“kazáit” pela bênção de “Hamotsí” (pela qual come-se a matsá superior dentre as três Matsot
que estão colocadas sobre a bandeja) e outro “kazáit” pela bênção de “al achilat Matsá”

l`b̈© e§ Epl̈`¨ B§ xW£̀ ¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
(pela qual come-se a matsá do meio). Na verdade, não se pode fazer a benção de “al netilát
yadáim” se não se pretende comer pelo menos 2 “kazáitim”. No entanto, no caso do “kazáit”
o¥M ,xFxn̈E dS̈
correspondente n© FAsuperior,
a matsá l�k`¡ l¤ éd¤ Gd© dl̈§i18N© dgramas,
suficiente © Epr̈imesmo
B¦ d¦ e§ ,m¦para
ix©v§ pessoas
O¦ n¦ Episaudáveis)
zFa£̀
¥ z ¤̀
mix¥¦ g. Resumindo:
£̀ mi¦lb̈x¦§ le§neste
mic¦ ponto
rFn§
£ l doEpSeder, ri
¥ B© ¦ d éEpi zFa£̀
¥ comer
próprio i¥d�l`¥ e Epi¥d�l¡` dë�di§
aproximadamente
45
,j§ z̈gramas
c̈Far©£Ademimatsá,
U¦ Üe§ ou
j§ xi¨seja,
r¦ o©dois
ip§ a¦ A§ terços
mig¦ n¥daU§ matsá
,mFlẄ§ de
l mãoEpz` ¥ (ouẍw¦§uma
l mimatsá
`Ä©
¦ d
de máquina inteira em mais 1/4). Quem tem dificuldade de comer esta
L£gA© f§ n¦ xiw¦ pode
quantidade, lr© mcomer
n̈C̈ ri©apenas
B©¦ i xW£̀¤um “kazáit”,
migq̈¦ R© § d como
onE ¦ micitadogä§
¦ Gd©anteriormente.
on¦ mẄ l©k`�pe§
KExÄQuem .EpW¥ tem

§ p zEc R§ lr© e§ de
dificuldade EpzN̈
¥mastigar
ª̀ B§ lr©a y c̈g̈ xipode
Matsá, W¦ L§esfarelar
l dcFp ¤ e§a ,oFv ẍ§l
Matsá
em pedaços pequenos (mas não demasiadamente .l ¥̀ ẍU¦§ i l`B̈ © pequenos
,idpecd`i adëponto �di§ dŸde`©
parecerem moídos), e/ou mergulhar a Matsá em água por pouco tempo
.l`ny
(mas não a ponto de deturpar a aparência da Matsá). cv lrnão
Quem daqda mizeye
consegue
comer a Matsá em 6 minutos, que o faça pelo menos em 9 minutos.
O condutor do Sêder (o chefe de família) recita as duas bênçãos da
dvgx
“matsá” (a seguir) em voz alta, com a intenção que suas bênçãos sejam
válidas para todos os participantes, e assim também os participantes devem
.xtqd seqa qtcpe ,dvn zlik` zevn lr "cegi myl" xnel oixcdn yi ,dlihpd iptl
permanecer em silêncio, escutar as bênçãos e responder “amên”, com a
:jxane ,dcerql eici lhep
intenção as bênçãos sejam válida para os mesmos. Ao recitar as bênçãos,
eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀
¤ ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡`
ter em mente que elas se referem também ao consumo
idpecd`i do “Korêch” e do dë�di§ dŸ`© KExÄ
“Afikomín”.
:m¦ic̈ï z©lih§ ¦ p lr© EpËv¦ e§
Levanta-se as três Matsot na ordem em que elas estão colocadas sobre
a bandeja (o pedaço quebrado entre as duas Matsot inteiras); e mantenha os
em sua mão ao recitar a seguinte bênção:
dvn `iven
lr mb ezkxaa oieki) jxaie ,(dxrwa migpeny xcqd itk) ecia zevnd zyly z` gwi
:("jxek"d

on¦ m¤gl¤ `ivFO©


¦ d ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
:ux¤`d̈
¨
:xn`i ecia zepeilrd zevnd ipy cerae ,dpezgzd dvnd z` ecin hinyi
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, hamossí lêchem min haáres.
eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀
¤ ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
e os participantes respondem “amên”.
:dS̈n© z©lik£̀¦ lr© EpËv¦ e§
Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us, Rei do Universo, que tira pão da terra.
zifk cere ,`ivend myl dpeilrd dvnd on (n"b 38 zekxd zevnae ,n"b 27) zifk rvaie
cv lr daqda mlk`ie glna mze` liahi ,dvn zevn myl dqextdn (df oiprl n"b 18)
."jxek"d zlik` cr giyi `ly xdfie .l`ny
.xtqd seqa qtcpe ,dvn zlik` zevn lr "cegi myl" xnel oixcdn yi ,dlihpd iptl
:jxane ,dcerql eici lhep

eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀


¤ ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
:m¦ic̈ï z©lih§
¦ p lr© EpËv¦ e§

dvn `iven
118 Hagadá de Pessach
lr mb ezkxaa oieki) jxaie ,(dxrwa migpeny xcqd itk) ecia zevnd zyly z` gwi
:("jxek"d
Gentilmente larga-se a Matsá inferior (a inteira) e recita-se a seguinte
obênção
n¦ m¤
gsobre
l¤ `ivFO©
¦ d ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
as duas Matsot restantes (ou seja a Matsá superior e a Matsá
quebrada): :ux¤`d̈
¨
:xn`i ecia zepeilrd zevnd ipy cerae ,dpezgzd dvnd z` ecin hinyi

eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀


¤ ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
:dS̈n© z©lik£̀
¦ lr© EpËv¦ e§
zifk cere ,`ivend myl dpeilrd dvnd on (n"b 38 zekxd zevnae ,n"b 27) zifk rvaie
cv lr daqda mlk`ie glna mze` liahi ,dvn zevn myl dqextdn (df oiprl n"b 18)
."jxek"d zlik` cr giyi `ly xdfie .l`ny
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, ashêr kideshánu bemissvotáv
vessivánu al achilát massá.
e os participantes respondem “amên”.

Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com
Seus mandamentos e nos ordenou sobre o consumo da Matsá.

Agora, romper um “kazáit” da Matsá superior, e um “kazáit” da Matsá


do meio (a que estava quebrada), mergulhar as 2 peças num recipiente com
sal, e comer ambas as peças reclinado ao lado esquerdo. Em geral, a Matsá
superior, e quanto mais a Matsá do meio, não comportam um “kazáit” para
cada um dos participantes, neste caso, entrega-se um pedaço pequeno (de
cada uma das duas Matsot citadas) para cada um dos participantes, e os
mesmos pegam mais Matsot externas para completar a quantidade de 2
“kazáitim”. Pela Kabalá é correto deixar sobrar um pouco de cada uma das
três Matsot na bandeja.
Vide acima nas leis do Kidush como se deve “reclinar”. Homens adultos
que acidentalmente comeram a Matsá sem se reclinarem, devem comer
novamente pelo menos um “kazáit”, devidamente reclinados, sem recitar as
bênçãos.
Quando comemos o primeiro “kazáit” de Matsá, devemos ter a intenção
de estarmos cumprindo um preceito positivo da Torá. Segundo algumas
autoridades, não só no primeiro “kazáit” cumpre-se um preceito, mas sim
a cada “kazáit” de Matsá que se come na noite do sêder cumpre-se mais um
preceito.
Hagadá de Pessach 119

Deve-se permanecer em silêncio pelo menos até terminar o consumo


dos 2 “kazáitim”. Preferivelmente, não se deve falar sobre assuntos que não
sejam relevantes a Matsá ou ao Marôr até terminar o consumo do Korêch,
pois a bênção de “al achilát Matsá” se refere também ao Korêch.
Observação: a bênção de “al achilát Matsá” é recitada somente nas duas
noites do Seder. Nas demais refeições de Pessach, quem come Matsá recita
somente a bênção de “Hamotsí”.

marôr rurn

Pega-se o Marôr, e mergulha-o no Charoset, mas, em seguida, sacudir


o excesso de Charoset que ficou aderido ao Marôr, de modo que o gosto do
Marôr não seja neutralizado.
Embora aparentemente seria correto mergulharmos as folhas de alface
inteiramente dentro do Charoset, o costume é que basta mergulhar uma
parte de cada folha, como descrito no livro “Êrets Chaím” do Rabi Chaím
Sutton z.t.l.
O condutor do Sêder recita a seguinte bênção, com a intenção que seja
válida para todos os participantes:
xexn
:jxaie (zqexgd zenk z` hirndl ick xexnd z`k xrpie) zqexga leahie xexn zifk gwi

eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀


¤ ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
:xFxn̈ z©lik£̀
¦ lr© EpËv¦ e§
.daqd ila eplk`ie

jxek
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, ashêr kideshánu bemissvotáv
vessivánu al achilát marôr.
,dkxa `lae daqda cgia odizy lk`ie dnr xexn zifke ziyilyd dvnd on zifk gwi
e os participantes respondem “amên”.
:xn`i mcewne
Bendito és Tu, Senhor, nosso D’us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus
o¥wG̈©d l¥Nd¦ M§ ,y§C̈g§
ª i Epinï
¥ a§ WC̈w§ n©
¦ l x¤kf¥ ,dk̈ẍa§ `�lA§ xFxn̈E dS̈n©
mandamentos e nos ordenou sobre o consumo do Marôr.
zFSn© lr© xn¡ © `P¤ W¤ dn© m¥Iw§
© l ,z©g`© z©aA§ ol̈kF` § e§ ok̈xFM
§ dïd̈W¤
:Edªlk`�
§ i mixFx
¦ nE
§
jxer ogly
,xwa xya zifk lek`l yie .zexg jxc daqda lkd lek`l ievxe ."jngl dgnya lek` jl"
zlik`l oea`iz hrn xi`ydl ey`xa eipir mkgde ."jbga zgnye" zevnl oiekie
.onewit`d
.dlild zevg iptl cer lldd z` xnele onewit`d z` lek`l ick ,dcerqa fxcfdl yie
120 Hagadá de Pessach

Cada um dos participantes comem a quantidade de pelo menos um


“kazáit” do Marôr, sem reclinar. Tendo em vista a diferença de densidade
entre a alface e a água, determina o Gaon Harav Ben Tsion Aba Shaul z.t.l,
que o Kazáit de Marôr é 30 gramas (e para quem tem muita dificuldade: 19g).
Deve-se comer o “kazáit” dentro de 6 minutos.

korêch

Na época que existia o Templo, comia-se um “sanduíche” de Matsá


unida com o Marôr e com a carne do carneiro do sacrifício de Pessach. Em
xexn
lembrança disto, comemos agora um Kazáit de Matsá unido com um Kazáit
de Marôr (mergulhado no Charoset), reclinando ao lado esquerdo.
:jxaie (zqexgd zenk z` hirndl ick xexnd z`k xrpie) zqexga leahie xexn zifk gwi
O significado da palavra “Korêch” é “embrulha” ou “envolve”. No caso
eiz̈FMatsot
das v§ n¦ A§ Epduras,
ẄC§ w¦ éximpossível
W£̀
¤ ml̈Frd̈“embrulhar”
K¤ln¤ Epi¥d�l¡
o` com adëMatsá,
idpecd`i
Marôr �di§ dŸportanto
`© KExÄ
escreve o Gaon Rabi Meír Mazuz Shelita, que é:xFx n̈ z©l“embrulhar”
correto ik£̀
¦ lr© EpËv¦ae§
Matsá com as folhas de alface. No entanto, o importante é comer a Matsá
simultaneamente com o Marôr, mesmo sem embrulhar.
.daqd ila eplk`ie

jxek
Antes de comer o “Korêch”, recita-se o seguinte:
lruf
,dkxa `lae daqda cgia odizy lk`ie dnr xexn zifke ziyilyd dvnd on zifk gwi
:xn`i mcewne

o¥wG̈©d l¥Nd¦ M§ ,y§C̈g§


ª i Epinï
¥ a§ WC̈w§ n©
¦ l x¤kf¥ ,dk̈ẍa§ `�lA§ xFxn̈E dS̈n©
zFSn© lr© xn¡ © `P¤ W¤ dn© m¥Iw§
© l ,z©g`© z©aA§ ol̈kF` § e§ ok̈xFM
§ dïd̈W¤
:Edªlk`�
§ i mixFx
¦ nE
§
jxer ogly
(Comemos) Matsá junto com Marôr sem recitar uma bênção, em memória ao
Santuário, que seja renovado em nossos dias, como fazia Hilel, o Ancião, que os
,xwa xya zifk lek`l yie .zexg jxc daqda lkd lek`l ievxe ."jngl dgnya lek` jl"
envolvia e comia-os juntos, para cumprir o que esta dito (Bamidbar 9:11): “sobre
zlik`l oea`iz hrn xi`ydl ey`xa eipir mkgde ."jbga zgnye" zevnl oiekie
o pão ázimo e as ervas amargas comerão ele”.
.onewit`d
Quem tem dificuldade de consumir o “Korêch”, por exemplo por
.dlild zevg iptl cer lldd z` xnele onewit`d z` lek`l ick ,dcerqa fxcfdl yie
motivos de saúde, não precisa come-lo.

oetv
ipy lek`l oixingn yie ,raeyd lr zlk`pd gqtl xkf ,onewit`l xnyy dvndn zifk gwi
oiprn `edy oeik ,wqtdl yegi `le) xn`i mcewne ,l`ny cv lr daqda lke`e ,mizifk
:(dlik`d

.räV̈©d lr© lk̈¡`P¤ d© g©qR¤ oÄx§ ẅ§l x¤kf¥


:jxaie (zqexgd zenk z` hirndl ick xexnd z`k xrpie) zqexga leahie xexn zifk gwi

eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀


¤ ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
:xFxn̈ z©lik£̀
¦ lr© EpËv¦ e§
.daqd ila eplk`ie

jxek
,dkxa `lae daqda cgia odizy lk`ie dnr xexn zifke ziyilyd dvnd on zifk gwi
Hagadá de Pessach 121
:xn`i mcewne

o¥wG̈©d l¥Nd¦ M§ ,y§C̈g§


ª i Epinï
¥ a§ WC̈w§ n©
¦ l x¤kf¥ ,dk̈ẍa§ `�lA§ xFxn̈E dS̈n©
zFSn© lr© xn¡ © `P¤ W¤ dn© m¥Iw§
© l ,z©g`© z©aA§ ol̈kF` § e§ ok̈xFM
§ dïd̈W¤
shulchan orêch lrug ijka
:Edªlk`�
§ i mixFx
¦ nE
§
jxer ogly
,xwa xya zifk lek`l yie .zexg jxc daqda lkd lek`l ievxe ."jngl dgnya lek` jl"
zlik`l oea`iz hrn xi`ydl ey`xa eipir mkgde ."jbga zgnye" zevnl oiekie
.onewit`d
.dlild zevg iptl cer lldd z` xnele onewit`d z` lek`l ick ,dcerqa fxcfdl yie

Come-se a refeição festiva. É um preceito positivo alegrarmo-nos em


oetv
Yom Tov, e por isto a importância das refeições festivas nestas datas, o que
deve preferivelmente incluir carne de boi (na noite do Seder, deve-se comer
ipy lek`l oixingn yie ,raeyd lr zlk`pd gqtl xkf ,onewit`l xnyy dvndn zifk gwi
carne cozida e não grelhada, para não parecer que estamos comento o Korban
oiprn `edy oeik ,wqtdl yegi `le) xn`i mcewne ,l`ny cv lr daqda lke`e ,mizifk
Pessach, no entanto famílias que tem tradição de varias gerações de:(dlik`d
comer
grelhado na noite do Seder, podem continuar com seu costume). É correto
.räV̈©d lr© lk̈¡`P¤ d© g©qR¤ oÄx§ ẅ§l x¤kf¥
comermos a refeição estando inclinados ao lado esquerdo, porém esta não é
uma obrigação.
Deve comer-se moderadamente, pois o Afikomín que vai ser consumido
a seguir, tem que ser comido “al hassava”, ou seja deve ser consumido
enquanto ainda temos um pouco de apetite (mas não com fome).
Também se deve apressar um pouco na refeição, para dar tempo de comer
o Afikomín e recitar o Halêl antes do horário de “Chatsot” (explicaremos a
seguir).
Aconselhamos avisar a dona-de-casa já na véspera de Pessach sobre as
leis citadas em relação ao Afikomín, para ela não cozinhar demais e depois,
na noite do seder, se decepcionar. Pelo judaísmo, o respeito ao próximo não
é menos importante do que as demais leis religiosas.
A sobremesa (para quem quiser) deve ser servida agora, pois depois do
Afikomín não é permitido comer mais nada.
xexn
:jxaie (zqexgd zenk z` hirndl ick xexnd z`k xrpie) zqexga leahie xexn zifk gwi

eiz̈Fv§ n¦ A§ EpẄC§ w¦ xW£̀


¤ ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
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¦ lr© EpËv¦ e§
122 Hagadá de Pessach .daqd ila eplk`ie

jxek
tsafún iupm
,dkxa `lae daqda cgia odizy lk`ie dnr xexn zifke ziyilyd dvnd on zifk gwi
:xn`i mcewne

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¥ a§ WC̈w§ n©
¦ l x¤kf¥ ,dk̈ẍa§ `�lA§ xFxn̈E dS̈n©
zFSnCome-se
© lr© xum © `P¤“kazáit”
n¡ W¤ dn© dom¥Iw§
Afikomín
© l ,z©g`© reclinado
z©aA§ ol̈aokF`
§ lado esquerdo,
e§ ok̈ § dïd̈em
xFM W¤
lembrança do Korban (sacrifício) do Pessach (o conceito de “kazáit” e o tempo
no qual deve ser comido, já foi explicado acima, nas leis:Edª delk`�
§ i miMatsá).
Motsí xFx
¦ nE
§
Optativamente, é correto comermos um segundo “kazáit”, em lembrança
jxer ogly
da Matsá que era comida junto com o Korban Pessach, e em lembrança do
Korban
,xwa xyaChaguigá
zifk lek`lque
yie era trazido
.zexg em Pessach
jxc daqda e demais
lkd lek`l Yamim
ievxe ."jngl Tovim.
dgnya lek`Este
jl"
segundo “kazáit” não é uma obrigação.
zlik`l oea`iz hrn xi`ydl ey`xa eipir mkgde ."jbga zgnye" zevnl oiekie
Em caso do Afikomín não comportar um “kazáit” para cada .onewit`d um dos
participantes,
.dlild zevgentrega-se um z`
iptl cer lldd pedaço
xnele pequeno do lek`l
onewit`d z` mesmo ickpara cada
,dcerqa um dos
fxcfdl yie
participantes, e pega-se mais Matsot externas para completar a quantidade
necessária.
oetv
Quando se come o Afikomín costuma-se recitar o seguinte:

ipy lek`l oixingn yie ,raeyd lr zlk`pd gqtl xkf ,onewit`l xnyy dvndn zifk gwi
oiprn `edy oeik ,wqtdl yegi `le) xn`i mcewne ,l`ny cv lr daqda lke`e ,mizifk
:(dlik`d

.räV̈©d lr© lk̈¡`P¤ d© g©qR¤ oÄx§ ẅ§l x¤kf¥


(Comemos) em memória ao sacrifício do Pessach que era comido estando
satisfeitos.
Deve-se tentar terminar de comer o “kazáit” do Afikomín antes do
horário de “Chatsot” (cerca de 24:06 no horário de S. Paulo). Preferivelmente,
também o “Halêl” (na continuação da Hagadá) deve ser recitado ainda antes
deste horário.
Depois de consumir o Afikomín, nada mais pode ser comido ou bebido
durante a noite inteira (afora os dois copos de vinho/suco de uva que vão ser
tomados na continuação do Seder), para que o gosto do Afikomín permaneça
na boca (como era a lei em relação ao sacrifício do Pessach) . No entanto é
permitido tomar água sem nenhuma restrição, e escreve o Gaon Ha-Chidá
z.t.l. que o costume dos Sefaradím é de permitir até mesmo café ou chá (em
caso de necessidade).
Hagadá de Pessach 123

Costuma-se deixar um pedaço pequeno do Afikomín, e deixa-lo


guardado durante o ano inteiro, pois a força espiritual nesta mitsvá concede
ao Afikomín a propriedade de “proteger” o judeu durante todo o ano, como
um “amuleto”.

O aficomín
Algumas comunidades costumam fazer uma “brincadeira” com as
crianças. No começo do Sêder, depois de “Yacháts”, a criança pega o
pedaço de matsá denominada “aficoman” e esconde-o. No fim do Sêder,
no momento em que se deve comê-lo, o pai procura o aficoman que foi
escondido. Se (propositadamente) o pai não o encontra, promete (beli
nêder) que vai dar um presente para o filho se ele revelar o esconderijo.
O motivo conhecido deste costume é fazer com que as crianças fiquem
acordadas até o final do Sêder.
Analisando mais a fundo, perceberemos que neste costume se
oculta uma importante técnica de psicologia. Começando o Sêder com
uma brincadeira, introduzimos na criança a idéia de que o Sêder é um
procedimento prazeroso e não uma reunião de adultos. Assim, a criança
estará mais aberta a prestar atenção nas histórias e no procedimento do
Sêder, pois assimilou a idéia de que o Sêder de Pêssach é direcionado a ela.
No fim do Sêder, voltamos a “brincar”, presenteando a criança, que vai
dormir com o “gostinho” de que o Sêder foi muito especial, o que ficará
registrado na sua memória. Desta forma ela sentirá uma forte ligação e
muito carinho pelas histórias do Êxodo, como se ela realmente estivesse lá.
124 Hagadá de Pessach

barech lrc

Faz-se “Maim Acharonim” (lavar os dedos das duas mãos com um


pouco de água). Lava-se o copo (com água) e preenche-se o copo de vinho/
suco de uva, de todos os participantes.
jxa
.iyilyd qekd oibfen
.xtqd seqa qtcpe ,"cegi myl" xnel oixcdn yi
:n"dkxa iptl xnel oekp

EpŸ`¦ eip̈R̈ x ¥̀ ï Ep¥kxäi § e¦ Ep¥Pg̈§i mid�l¡


¦ ` :xiW¦ xFn§fn¦ z�pib§¦ pA¦ g© S¥ p© n©§l
mid�l¡
¦ ` miO¦ r© LEcFi :Lz¤ r̈EW§i m¦iFB lk̈A§ L¤Mx§ C© ux¤`Ä ¨ zr© cl̈ © :dl̈¤q
xFWin¦ miO¦ r© h�RW§ z¦ iM¦ miO¦ ª̀ l§ Ep§Pxi© e¦ Egn§ U¦ § i :mN̈Mª miO¦ r© LEcFi
:mN̈Mª miO¦ r© LEcFi mid�l¡ ¦ ` miO¦ r© LEcFi :dl̈¤q m¥gp§ Y© ux¤`Ä ¨ miO¦ ª̀ l§ E
E`xi¦§ ie§ mid�l¡
¦ ` Ep¥kxä§ § i :Epi¥d�l¡` mid�l¡¦ ` Ep¥kxä§ § i Dl̈Ea§i dp̈zp̈ § ux¤ ¤̀
:ux¤`¨ i¥qt§ `© lM̈ Fz�`
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dëd§i z©Nd¦ Y§ ,mc̈`d̈ ¨ lM̈ d¤f iM¦ xFnW§ eiz̈Fv§ n¦ z ¤̀ e§ `ẍ§i mid�l¡ ¦ `d̈ z ¤̀
Dï Kxä§
¥ p Epg© § p £̀ e© ,crë
¤ ml̈Fr§l FWc§ ẅ mW¥ xÜÄ lM̈ Kxäi ¥ e¦ iR¦ x¤Ac§© i
:dëd§i i¥pt¦§ l xW£̀¤ og̈§lX© ª d d¤f i©l ¥̀ x¥Ac§© ie© :Dï El§ld© ml̈Fr cr© e§ dŸr© n¥
:mixne` ,xzei e` cgi miyp` dyely ecrq m`
Se a refeição foi feita em um quorum de três ou mais homens (pelo
menos dois deles:m¦ ain ©cima
Ẅ miper anos, e:`oẄi
miaeqnde
de 13 C©¦ w d`N̈
terceiro ¨ com
r¦ `M̈ l§ n§
pelo © lmenos
Kix¦ a¦§ p6e§ anos
ol̈ a©de
consciente de,(`
para
z̈M§ l§ nQuem
© zÄW© recitamos
zEWx§ aE o bircat
¦ :siqei zayahamazon),
) ,`ẄiC©¦ w dcomeça-se
¨ r¦ `M̈l§ aqui:
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¥ p§ ,m¤kzEW
§ x§aE
¦ ,`ẄiC©¦ w `f̈iR¦ W§ ª̀ `äḧ `n̈Fi zEWx§ aE
¦
:FNX¤ n¦ Epl©
§ k`¨ W¤ (Epi¥d�l¡` :siqen xzei e` dxyr md m`)
:Epi¦ig̈ FaEhaE
§ FNX¤ n¦ Epl©
§ k`¨ W¤ (Epi¥d�l¡` :dxyra) KExÄ miper miaeqnde
:Epi¦ig̈ FaEhaE
§ FNX¤ n¦ Epl©
§ k`¨ W¤ (Epi¥d�l¡` :dxyra) KExÄ xfeg onfnde
xFWin¦ miO¦ r© h�RW§ z¦ iM¦ miO¦ ª̀ l§ Ep§Pxi© e¦ Egn§ U¦ § i :mN̈Mª miO¦ r© LEcFi
:mN̈Mª miO¦ r© LEcFi mid�l¡ ¦ ` miO¦ r© LEcFi :dl̈¤q m¥gp§ Y© ux¤`Ä ¨ miO¦ ª̀ l§ E
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Dï Kxä§
¥ p Epg© § p £̀ e© ,crë Hagadá
¤ ml̈Fr§ l FWdec§ ẅPessach
mW¥ xÜÄ lM̈ Kxäi ¥ e¦ iR¦ x¤A125
c§© i
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:mixne` ,xzei e` cgi miyp` dyely ecrq m`
:m¦in© Ẅ miper miaeqnde :`ẄiC©¦ w d`N̈
¨ r¦ `M̈l§ n§
© l Kix¦a¦§ pe§ ol̈ a©d
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:Epi¦ig̈ FaEhaE
§ FNX¤ n¦ Epl©
§ k`¨ W¤ (Epi¥d�l¡` :dxyra) KExÄ xfeg onfnde

O condutor do Sêder ou outra pessoa escolhida, recita:


Hav lan venivrích lemalcá ilaá kadishá. (Vamos abençoar o Rei Santo Supremo.)
Os outros respondem: Shamáim (Com a permissão dos céus.)
O condutor recita:
Birshút Malcá ilaá kadishá, uvirshút iomá tavá ushpizá kadishá,
uvirshutechêm, nevarêch (se tiverem 10 homens adultos ou mais, diz-se: Elohênu)
sheachálnu mishelô. (Com a permissão do Rei Santo Supremo, e com a permissão dos senhores,
vamos abençoar à Aquele – nosso D’us – de cujas dádivas comemos.)
Os outros respondem:
Barúch (se tiverem 10 homens adultos ou mais, diz-se: Elohênu) sheachálnu mishelô
uvtuvô chaínu. (Bendito seja Aquele – nosso D’us – de cujas dádivas comemos e de cuja grande
bondade vivemos.)
O condutor repete a resposta:
Barúch (se tiverem 10 homens adultos ou mais, diz-se: Elohênu) sheachálnu mishelô
uvtuvô chaínu. (Bendito seja Aquele – nosso D’us – de cujas dádivas comemos e de cuja grande
bondade vivemos.)

Recita-se o Bircat Hamazon (Bênção após a refeição), preferivelmente


segurando o copo de vinho durante toda a leitura do mesmo (quem tem
dificuldade em segurar o copo tanto tempo, pode segurá-lo a partir do trecho
“Côs Ieshuôt essá”). Deve-se ter a consciência que recitar o Bircat Hamazon é
um preceito positivo da Tora.
126 Hagadá de Pessach

zkxa jxal dxezd on dyr zevn miiwl oiekl yie .ecia qekd mr oefnd zkxa oikxane
.oefnd

z ¤̀ e§ Epz̈F` oG̈©d l ¥̀ d̈ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ


lk̈§l m¤gl¤ oz� ¥ p .miA¦ x© min£ ¦ gx©aE § g©eix¥A§ c¤qg¤ A§ o¥gA§ FaEhA§ FNMª ml̈Frd̈
x©qg¤ § i l`© e§ Epl̈ x©qg̈ `�l cin¦ Ÿ lFcB̈©d FaEhaE § :FCq© § g ml̈Fr§l iM¦ ,xÜÄ
Fpg̈§lWª e§ l�Ml© q¥px©§ tnE § of̈ l ¥̀ `Ed iM¦ ,crë ¤ ml̈Fr§l cin¦ Ÿ oFfn̈ Epl̈
ein̈£gx©a§ `ẍÄ xW£̀ ¤ eiz̈FIx¦ A§ lk̈§l oFfn̈E dïg§ n¦ oiw¦ z§ d¦ e§ l�Ml© KExr̈
i"dpecd`i xtqn `edy i"`t z"x) ,Lcï ¤ z ¤̀ g© zFR ¥ :xEn`M̈ ¨ eic̈q̈£g aFxaE §
dŸ`© KExÄ :oFvẍ i©g lk̈§l (j"zg xtqnk) ri © A¦ U§ nE© (j"zg z"qe ,l"`q xtqne
:l�Md© z ¤̀ oG̈©d ,idpecd`i dë�di§
däFh dC̈n¤ § g ux¤ ¤̀ EpizFa£̀ ¥ l© Ÿ§lg© p§ d¦ W¤ lr© Epi¥d�l¡` dë�di§ L§l dcFp ¤
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, haÊl hazán otánu veêt haolám
m¦ix©v§betuvô,
culô n¦ ux¤ ¤̀bechên
n¥ Epz̈`¥ vFdW¤ berêvach
bechêssed lr© ,oFfn̈E mi¦Ig© dẍFz
uvrachamím e§ ziNotên
rabím. x¦ A§ däg̈
lêchem xE§
Lz§ ẍFYbassár,
lechôl lr© e§ ,Ep
ki xleolám
¥Üa§ A¦ Ÿchasdô.n§ zg̈
© W¤ Uvtuvô
Lzi
§ x¦ A§ hagadôl
lr© e§ ,mitamíd
cä
¦ r£ lozi¥Achássar
n¦ Epz̈ilánu,c¦ tE
§
veál iechssár lánu mazôn tamíd leolám vaêd. Ki hu El zan umfarnês lacôl,
of̈ dŸ`© W¤ oFfn̈E mi¦Ig© lr© e§ ,EpŸr§ cFd © W¤ Kp̈Fvx§ i¥Tgª lr© e§ ,EpŸc§ O¦
veshulchanô arúch lacôl, vehitkín michiá umazôn lechôl beriotáv ashêr bará,
© NW¤
mik¦ xä § nE
berachamáv § Kl̈uvrôv micFn ¦ chassadáv,
Epg©§ p £̀ caamúr,
Epi¥d�l¡`potêiach
dë�di§ l�etMdiadêcha,
© lr© e§ :Ep z̈F` q¥plechôl
umassbí’a x©§ tnE §
chái
'b befni rassôn.
"z`"Barúch
zlin xn`iyk) atá Adonái, Ÿk§ hazán
x¥©aE ,Ÿeträ
§ hacôl.
Üe§ Ÿ§lk© `¨ e§ :xEn`M̈ ¨ Kn̈W§ z ¤̀
:Kl̈ ozp̈ © xW£̀ ¤ däFH©d ux¤`d̈ ¨ lr© Li¤d�l¡` dë�di§ z ¤̀ (qeka min zetih
Bendito és Tu, Senhor, nosso D´us, Rei do Universo, o D´us que nos alimenta e
a todo o mundo com a Sua :oFfbondade;
Ö©d lr© e§com ux¤graça,
`d̈
¨ lrbenevolência, dë�di§ dŸe`©muita
© ,idpecd`i plenitude KExÄ
lrmisericórdia.
©é epara r¦ m¦iEle
§ ,Kẍisempre. dá pão a todos os seres humanos porque a Sua benevolência
l© EẄEx§ i lr© e§ ,KÖr© l ¥̀ ẍU¦ § i lr© e§ Epi¥lr̈ Epi¥d�l¡` dë�di§ m¥gx©
devido a Sua bondade nunca nos faltou, e nunca nos falte o
lrsustento
© e§ ,Kẍiapara
¦ C§ lsempre,
r© e§ ,Kp̈Fr porquen§ lEler© e§é ,Kl̈k̈i¥
D´us que d lalimenta
r© e§ ,Kc̈Fa M§ o©MW§ an¦ todos,
e sustenta oFIv¦ e x©ad
,Ep¥
Suaqp§ x©§ R ,Ep¥está
mesa pEf posta
Epr¥ x§para Epiatodos,
¦ `¨ ,eil̈e r̈preparou
Ln§ W¦ `alimentação
ẍw¦§ PW¤ WFc T̈©de§ lFcB̈©
e sustento d z¦iasA© d©
a todas
Suas criaturas que criou com sua misericórdia e com a grande quantidade de
Ep¥Suas
kix¦ v§benevolências,
Y© l`© `p̈e§ como .EpizFxv̈
¥ está dito:lM̈nabres
¦ dẍ¥Tua
dn§ mãoEpl̈ e g©ex©§ d Ep¥gie¦x©§ d ,Ep¥lM§§ lM©
satisfazes a todo ser vivo,
Lc裏 l `N̈ ¤̀a vontade.
conforme ,mz̈`ë§ ¨ lBendito
d© ici¦¥ lés`�l Tu,e§ Senhor,
,mc̈ë xque
ÜÄalimentas
zFpY§ n© aitodos.
ci¦
¥ l Epi¥d�l¡` dë�di§
ml̈FrÄ WFa¥p `�NW¤ oFvẍ id§¦ i .dg̈EzR© § de§ dẍiW¦ rd̈ £ ,däg̈xd̈ § e§ d`¥ ¨ lO© §d
dP̈xi¦ ¤ fg£ Y© Kg̈iW¦ n§ ce¦C̈ zi¥A zEk§lnE © ,`Ä©d ml̈Fr§l m¥lM̈¦p `�le§ ,d¤Gd©
:Epi¥nïa§ dẍ¥dn§ A¦ Dn̈Fwn¦ §l
z©ev§ n¦ aE
§ LizF ¤ v§ n¦ A§ Epi¥d�l¡` dë�di§ Ep¥vil£ ¦ gd© e§ d¥vx§ :siqedl yi zaya
`Ed WFcẅe§ lFcB̈ mFi iM¦ ,d¤Gd© WFcT̈©de§ lFcB̈d© zÄX© d© ,iri ¦ a¦ X§ d© mFi
l`© e§ ,Kp̈Fvx§ iT¥ gª z©ev§ n¦ M§ Fa b¥Pr© z§ p¦ e§ FA g© Epp̈e§ FA zFAW§ p¦ ,Li¤pẗN§ n¦
dẍ¥dn§ A¦ oFIv¦ zng̈¤ © pA§ Ep ¥̀ x§ d© e§ ,epzg̈Ep
¥ n§ mFiA§ oFbïe§ dẍv̈ id¦ Y§
o©Axg̈
§ Epiz¦ Ẅe§ Ep§l©k`¨ W¤ m©bd£ e© ,zFng̈¤Pd© lr© © A `Ed dŸ`© iM¦ ,Epinï ¥ a§
Ep¥gp̈§fY¦ l`© e§ g©vp¤ l̈ Ep¥gM̈W§ Y¦ l`© ,Epg© § kẄ `�l WFcT̈©de§ lFcB̈d© Lzi¥ § A
z ¤̀ e§ Epz̈F` oG̈©d l ¥̀ d̈ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
lk̈§l m¤gl¤ oz� ¥ p .miA¦ x© min£ ¦ gx©aE§ g©eix¥A§ c¤qg¤ A§ o¥gA§ FaEhA§ FNMª ml̈Frd̈
x©qg¤ § i l`© e§ Epl̈ x©qg̈ `�l cin¦ Ÿ lFcB̈©d FaEhaE § :FCq© § g ml̈Fr§l iM¦ ,xÜÄ
Fpg̈§lWª e§ l�Ml© q¥px©§ tnE § of̈ l ¥̀ `Ed iM¦ ,crë ¤ ml̈Fr§l cin¦ Ÿ oFfn̈ Epl̈
ein̈£gx©a§ `ẍÄ xW£̀ ¤ eiz̈FIx¦ A§ lk̈§l oFfn̈E dïg§ n¦ oiw¦ z§ d¦ e§ l�Ml© KExr̈
i"dpecd`i xtqn `edy i"`t z"x) ,Lcï ¤ z ¤̀ g© zFR ¥ :xEn`M̈ ¨ eic̈q̈£g aFxaE §
Hagadá de Pessach 127
dŸ`© KExÄ :oFvẍ i©g lk̈§l (j"zg xtqnk) ri © A¦ U§ nE© (j"zg z"qe ,l"`q xtqne
:l�Md© z ¤̀ oG̈©d ,idpecd`i dë�di§
däFh dC̈n¤ § g ux¤ ¤̀ EpizFa£̀ ¥ l© Ÿ§lg© p§ d¦ W¤ lr© Epi¥d�l¡` dë�di§ L§l dcFp ¤
m¦ix©v§ n¦ ux¤ ¤̀ n¥ Epz̈`¥vFdW¤ lr© ,oFfn̈E mi¦Ig© dẍFze§ zix¦ A§ däg̈xE§
Lz§ ẍFY lr© e§ ,Epx¥Üa§ A¦ Ÿn§ zg̈ © W¤ Lzi § x¦ A§ lr© e§ ,micä ¦ r£ zi¥An¦ Epz̈ic¦ tE §
of̈ dŸ`© W¤ oFfn̈E mi¦Ig© lr© e§ ,EpŸr§ cFd © W¤ Kp̈Fvx§ i¥Tgª lr© e§ ,EpŸc§ O¦ © NW¤
mik¦ xä§ nE § Kl̈ micFn ¦ Epg© § p £̀ Epi¥d�l¡` dë�di§ l�Md© lr© e§ :Epz̈F` q¥px©§ tnE §
'b befni "z`" zlin xn`iyk) Ÿk§ x¥ ©aE ,Ÿrä § Üe§ Ÿ§lk© `¨ e§ :xEn`M̈ ¨ Kn̈W§ z ¤̀
:Kl̈ ozp̈ © xW£̀ ¤ däFH©d ux¤`d̈ ¨ lr© Li¤d�l¡` dë�di§ z ¤̀ (qeka min zetih
:oFfÖ©d lr© e§ ux¤`d̈ ¨ lr© ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
lr© e§ ,Kẍir¦ m¦il© ẄEx§i lr© e§ ,KÖr© l ¥̀ ẍU¦ § i lr© e§ Epi¥lr̈ Epi¥d�l¡` dë�di§ m¥gx©
lNodê
r© e§ ,Klechá
ẍia¦ C§Adonái
lr© e§ ,Kp̈Fr
Elohênu, n§ lalr© e§shehinchálta
,Kl̈k̈i¥d lr©laavotênu
e§ ,Kc̈FaM§ êres o©MW§chemdá,
n¦ oFIv¦ tová
x©d
,Ep¥ qp§ x©§ R ,Ep¥
urchavá, pEf vetorá,
berít Epr¥ x§ Epichaím
a¦ `¨ ,eil̈ r̈ Ln§ W¦ al`sheossetánu
umazôn, ẍw¦§ PW¤ WFcT̈©meêresde§ lFcB̈© d z¦iA© d©
missráim,
ufditánu mibêt avadím, veál beritechá shechatámta bivssarênu , veál
Ep¥kix¦ v§ Y© l`© `p̈e§ .EpizFxv̈ ¥ lM̈n¦ dẍ¥dn§ Epl̈ g©ex©§ d Ep¥gie¦x©§ d ,Ep¥lM§§ lM©
toratechá shelimadetánu, veál chukê ressonách shehoda’tánu, veál chaím
Lumazôn
cï§
§ l `N̈sheatá¤̀ ,mz̈zan `ë§
¨ lumfarnês
d© ici¦¥ l `�l e§ ,mc̈ëVeal
otánu. xÜÄ
hacólzFpAdonái
Y§ n© ici¦¥ Elohênu
l Epi¥d�l¡anáchnu
` dë�di§
modím WFa¥
ml̈FrÄ lách,p umvarechím
`�NW¤ oFvẍ id§ et
¦ i shemách,
.dg̈EzR© § de§caamúr,
dẍiW¦ rd̈£ veachaltá
,däg̈xd̈§ evessavá’ta,
§ d`¥
¨ lO©§d
uverachtá et Adonái Elohêcha, al haárets hatová ashêr natán lách. Barúch
dP̈
atáxi¦
¤Adonái
fg£ Y© Kg̈i W¦ n§ cveál
al haáres e¦C̈ zi¥ A zEk§lnE
hamazôn. © ,`Ä©d ml̈Fr§l m¥lM̈¦p `�le§ ,d¤Gd©
:Epi¥nïa§ dẍ¥dn§ A¦ Dn̈Fwn¦ §l
Agradecemos a Ti, ó Senhor, nosso D´us, por haveres dado por herança a nossos
z©ev§ n¦ aE
§ LizF ¤ v§ n¦ A§ Epi¥d�l¡` dë�di§ Ep¥vil£ ¦ gd© e§ d¥vx§ :siqedl yi zaya
antepassados a terra desejável, boa e espaçosa, e pelo pacto e pela Torá, pela vida
`Ed WFc
e alimento, ẅe§ lFcB̈
e por mFi sair
nos fazer iM¦ ,d¤daGd©terra
WFcdo T̈©dEgito
e§ lFcB̈e d©noszÄterX© dredimido
© ,iri¦ a¦ X§ da
d© mFi
casa da
l`© e§ ,Kp̈Fv
servidão, x§ iT¥pacto
e por Teu gª z©ecom
v§ n¦ M§ que
Fa selaste
b¥Pr© z§ pna
¦ e§ FA
nossag© Epp̈e§ FA ezFA
carne, por W § p¦ ,Li¤
Tua TorapẗNque
§ n¦ nos
dẍ¥dn§ Ae¦ por
ensinaste, oFIvnos
¦ zavisar
ng̈¤
© pA§ dasEp leis
¥̀ x§ d©que
e§ ,epsãozg̈Ep
¥ do nTeu
§ mFi A§ oFbï
desejo, e§ vida
pela dẍv̈ e isustento
d¦ Y§
como©que
Axg̈ Tu nos alimentas e nutres; E
§ Epiz¦ Ẅe§ Ep§l©k`¨ W¤ m©bd£ e© ,zFng̈¤Pd© lr©por tudo, ó Senhor, nosso
© A `Ed dŸ`© iM¦ ,Epinï D´us, ¥ nós
a§ te
agradecemos e abençoamos o Teu nome, como está dito: E comerás e te fartarás e
Ep¥gp̈§fY¦ l`© e§ g©vp¤ l̈ Ep¥gM̈W§ Y¦ l`© ,Epg© § kẄ `�l WFcT̈©de§ lFcB̈d© Lzi¥
bendirás o Senhor teu D´us, pela boa terra que Ele te deu. Bendito és Tu, Senhor,
§ A
pela terra e pelo alimento. :dŸ`¨ WFcẅe§ lFcB̈ K¤ln¤ l ¥̀ iM¦ crl̈ ©
däFh dC̈n¤ § g ux¤ ¤̀ EpizFa£̀
¥ l© Ÿ§lg© p§ d¦ W¤ lr© Epi¥d�l¡` dë�di§ L§l dcFp ¤
m¦ix©v§ n¦ ux¤ ¤̀ n¥ Epz̈`¥vFdW¤ lr© ,oFfn̈E mi¦Ig© dẍFze§ zix¦ A§ däg̈xE§
Lz§ ẍFY lr© e§ ,Epx¥Üa§ A¦ Ÿn§ zg̈ © W¤ Lzi § x¦ A§ lr© e§ ,micä
¦ r£ zi¥An¦ Epz̈ic¦ tE §
of̈ dŸ`© W¤ oFfn̈E mi¦Ig© lr© e§ ,EpŸr§ cFd © W¤ Kp̈Fvx§ i¥Tgª lr© e§ ,EpŸc§ O¦ © NW¤
mik¦ xä
§ nE § Kl̈ micFn ¦ Epg© § p £̀ Epi¥d�l¡` dë�di§ l�Md© lr© e§ :Epz̈F` q¥px©§ tnE §
'b befni "z`" zlin xn`iyk) Ÿk§ x¥ ©aE ,Ÿrä
§ Üe§ Ÿ§lk© `¨ e§ :xEn`M̈
¨ Kn̈W§ z ¤̀
:Kl̈ ozp̈
128 © xW£̀ ¤ däFH©d uHagadá ¨ lrde
x¤`d̈ Pessach
© Li¤ d�l¡` dë�di§ z ¤̀ (qeka min zetih
¨ lr© ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
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,Ep¥qp§ x©§ R ,Ep¥pEf Epr¥ x§ Epia¦ `¨ ,eil̈r̈ Ln§ W¦ `ẍw¦§ PW¤ WFcT̈©de§ lFcB̈©d z¦iA© d©
Ep¥kix¦ v§ Y© l`© `p̈e§ .EpizFxv̈¥ lM̈n¦ dẍ¥dn§ Epl̈ g©ex©§ d Ep¥gie¦x©§ d ,Ep¥lM§§ lM©
Lcï§
§ l `N̈ ¤̀ ,mz̈`ë§ ¨ ld© ici¦ ¥ l `�le§ ,mc̈ë xÜÄ zFpY§ n© ici¦ ¥ l Epi¥d�l¡` dë�di§
ml̈FrÄ WFa¥p `�NW¤ oFvẍ id§¦ i .dg̈EzR© § de§ dẍiW¦ rd̈
£ ,däg̈xd̈ § e§ d`¥
¨ lO©§d
dP̈xi¦
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:Epi¥nïa§ dẍ¥dn§ A¦ Dn̈Fwn¦§l
z©ev§ n¦ aE
§ LizF ¤ v§ n¦ A§ Epi¥d�l¡` dë�di§ Ep¥vil£ ¦ gd© e§ d¥vx§ :siqedl yi zaya
Rachêm`EdAdonái
WFcẅe§ Elohênu,
lFcB̈ mFi alênu,
iM¦ ,d¤Gd©veál
WFcIsraêl
T̈©de§ lFcB̈
amách, d© zÄveál
X© d© ierushaláim
,iri
¦ a¦ X§ d© mFiirách,
veál har
l`© e§ ,Kp̈Fvx§ iT¥ gª z©ev§ n¦ M§ Fa b¥Pr© z§ p¦ e§ FA g© Epp̈e§ FA zFAW§ pmeonách,
siôn mishkán kevodách, veál hechalách, veál ¦ ,Li¤pẗN§ n¦ veál
devirách, veál habáit hagadôl vehakadôsh shenikrá shimchá aláv. Avínu,
dẍ¥dn§ A¦ oFIv¦ zng̈¤ © pA§ Ep ¥̀ x§ d© e§ ,epzg̈Ep
¥ n§ mFiA§ oFbïe§ dẍv̈ id¦ Y§
reênu, zunênu, parnessênu, kalkelênu,harvichênu, harvách lánu meherá
micôl o©
Axg̈§ Epiz¦ ẄVená,
sarotênu. e§ Ep§l©al
k`¨tassrichênu
W¤ m©bd£ e© ,zFng̈¤ Pd© lr©
Adonái ©Elohênu
A `Ed dlidê Ÿ`© imatenôt
M¦ ,Epinï
¥ a§bassár
vadámEp¥g p̈§fY¦ lidê
velô l`© e§ halvaatám,
g©vp¤ l̈ Ep¥gM̈W§elá
Y¦ lleidechá
`© ,Epg©
§ kẄhameleá
`�l WFcT̈© de§ lFcB̈d© Lzi¥
veharechavá, §haashirá
A
vaapetuchá, iehí rassôn shelô nevôsh :dŸ`¨baolám
WFcẅe§ hazê,
lFcB̈ K¤velô
ln¤ lnikalêm © leolám
¥̀ iM¦ crl̈
habá. Umalchút bêt Davíd meshichách, tachazirêna limkomáh bimeherá
beiamênu.
Tenha piedade, ó Senhor, nosso D´us, de nós e do Teu povo Israel e da Tua cidade
Jerusalém, e do monte de Sion residência da Tua Honra, e do Teu santuário, e de
Tua estadia, e do lugar onde ficam Teus estatutos, e da casa grande e santa que
foi chamada pelo Teu Nome. Pai nosso, pastor nosso, alimente-nos, nutra-nos
sustente-nos, conceda-nos abundancia e liberte-nos com brevidade de todas as
nossas angústias, e Não nos faça necessitar, ó Senhor, nosso D´us de donativos
de pessoas de carne e osso, nem dos seus empréstimos, e sim da Tua mão plena
e ampla, rica e aberta. Que seja a Tua vontade que não fiquemos envergonhados
neste mundo e nem humilhados no mundo futuro. E que a realeza da Casa de
David, Teu Ungido, seja restaurada no seu lugar, com brevidade e em nossos
dias.
¨ lr© ,idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
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129
dP̈xi¦
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No Shabat acrescenta-se::Epi¥ nïa§ dẍ¥dn§ A¦ Dn̈Fwn¦ §l
z©ev§ n¦ aE
§ LizF ¤ v§ n¦ A§ Epi¥d�l¡` dë�di§ Ep¥vil£ ¦ gd© e§ d¥vx§ :siqedl yi zaya
`Ed WFcẅe§ lFcB̈ mFi iM¦ ,d¤Gd© WFcT̈©de§ lFcB̈d© zÄX© d© ,iri ¦ a¦ X§ d© mFi
l`© e§ ,Kp̈Fvx§ iT¥ gª z©ev§ n¦ M§ Fa b¥Pr© z§ p¦ e§ FA g© Epp̈e§ FA zFAW§ p¦ ,Li¤pẗN§ n¦
dẍ¥dn§ A¦ oFIv¦ zng̈¤ © pA§ Ep ¥̀ x§ d© e§ ,epzg̈Ep
¥ n§ mFiA§ oFbïe§ dẍv̈ id¦ Y§
o©Axg̈
§ Epiz¦ Ẅe§ Ep§l©k`¨ W¤ m©bd£ e© ,zFng̈¤Pd© lr© © A `Ed dŸ`© iM¦ ,Epinï ¥ a§
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:dŸ`¨ WFcẅe§ lFcB̈ K¤ln¤ l ¥̀ iM¦ crl̈ ©
Ressê vehachalissênu Adonái Elohênu bemisvotêcha evmisvát iom hashevií,
hashabát hagadôl vehakadôsh hazê, ki iom gadôl vekadôsh hu milefanêcha.
Nishbôt bo, venanúach bo, venitanêg bo, kemisvát chukê ressonách, veál
tehí sará veiagôn beiôm menuchatênu. Vehareênu benechamát siôn bimherá
beiamênu, ki atá hu baál hanechamôt. Vahagám sheachálnu veshatínu,
chorbán betechá hagadôl vehakadôsh lo shacháchnu, veál tishcachênu
lanêsach veál tiznachênu laád, ki El mêlech gadôl vekadôsh áta.
Que Te seja agradável e que nos satisfaça, Ó Senhor, nosso D´us, com as Tuas
ordenações, e com a ordem do sétimo dia este sábado grande e santo, pois é um
dia grande e santo diante de Ti. Nele repousaremos, nele nos absteremos de
trabalho, nele tenhamos prazer de acordo com a ordenação do estatuto da Tua
vontade. E não haja dificuldade nem desespero no dia do nosso repouso, e nos
mostre a consolação de Sion com brevidade nos nossos dias, pois Tu és o Dono
das consolações. E mesmo que comemos e bebemos, a destruição da Tua casa
Grande e Santa não nos esquecemos. Não Te esqueças de nós eternamente e nem
nos abandones para sempre, pois Tu és D´us, Rei Grande e Santo.

rn© Ẍ¦ie§ d¤vẍ¥ie§ d ¤̀ ẍ¥ie§ ri© B©¦ ie§ `�aïe§ d¤lr©


£i ,EpizFa£̀
¥ i¥d�l`¥e Epi¥d�l¡`
oFxk¦§ fe§ ,Kẍir¦ m¦il© ẄEx§i oFxk¦§ f ,EpizFa£̀¥ oFxk¦§ fe§ Ep¥pFxk¦§ f x¥kG̈¦ie§ c¥wR̈¦ie§
dḧi¥lt¦§ l Li¤pẗ§l l ¥̀ ẍU¦ § i zi¥A LO§ r© lM̈ oFxk¦§ fe§ ,KC̈a§ r© ce¦C̈ o¤A g© iW¦ n̈
zFSO© © d b©g mFiA§ ,mFlẄ§lE miaFh ¦ mi¦ig© l§ ,min£¦ gx§©lE c¤qg¤ l§ o¥gl§ ,däFh§l
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¦ lE Epi¥lr̈ FA m¥gx§©l :d¤Gd© Wc�¤ w `ẍw§ n¦ aFh mFiA§ ,d¤Gd©
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¦ e§ ,dk̈ẍa¦§ l Fa Epc¥ wẗE § ,däFh§l FA Epi¥d�l¡` dë�di§
,Epi¥lr̈ m¥gx©e§ lFn£ge© Ep¥Pg̈e§ qEg ,min£ ¦ gx©e§ dr̈EW§i x©ac§ A¦ ,miaFh ¦
:dŸ`¨ mEgx©e§ oEP©g K¤ln¤ l ¥̀ iM¦ ,Epi¥pir¥ Li¤l ¥̀ iM¦ Epri ¥ WFd
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xnel ligzny iptle ,"milyexi dpea" znizg ixg` xkfpe ,zaya "dvx" xnel gkyy in)
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130
zFSO© © d b©g mFiA§ ,mFlẄ§lEHagadá miaFh¦ de mi¦iPessach
g© l§ ,min£¦ gx§©lE c¤qg¤ l§ o¥gl§ ,däFh§l
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ẄEx§i d¥pFAavotênu,
,idpecd`izichrôn
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ierushaláim irách, vezichrôn mashíach ben Davíd avdách, vezichrôn col
xnel ligzny
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lifletá ixg` xkfpe
letová, lechên,zaya "dvx" xnel
lechêssed gkyy in)
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lechaím ©tôvim
y¤ ,ml̈Fr d̈ K¤ln¤ Epi¥beiôm
ulshalôm, d�l¡` ,dëchag
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`© KExä :zrk hazê,xn`ibeiôm ,"'eke tov
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(.zäy© lerachêm
kôdesh hazê, d© Wc© ¥ wn§ ,dëbo
�di§ alênu
dz̈`© KExä .zix¦ a¦§ le§ zF`§
ulhoshiênu. l dä£d`© a§ Adonái
Zocherênu l ¥̀ ẍy¦
§ i FOr© l§ dg̈Epbo
Elohênu n§ l¦
letová, ufokedênu
iptle ,"milyexi dpea"voznizg librachá,ixg`vehoshiênu
xkfpe ,aeh meia vo lechaím tôvim,xnel
"`eaie dlri" bidvár
gkyy ieshuá
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verachamím,
ozp̈ chus vechonênu, vachamôl verachêm alênu,
© y¤ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` ,dë�di§ dz̈`© KExä :zrk xn`i ,"'eke epia` l`d" xnel ligzny vehoshiênu, ki
elêcha
zFSn© d© enênu,
b©g (mFi ki z ¤̀El
e§ d¤mêlech © mFi zverachúm
fd© zäy© chanún
d) ¤̀ ,dg̈n§ y¦ lE§ áta.
oFUÿl§ l ¥̀ ẍy¦
§ i FOr© l§ miaFh ¦ minï ¦
(.mip¦ en§
D´us nosso © fD´us
d© e§ l ¥̀ de
ẍy¦
§ nossos
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KExä lembrança
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aproxime e alcance, seja querida e ouvida, guardada e lembrada e assim também
Epia¦ `¨ l ¥̀ d̈ (crl̈)
© ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡`
a lembrança de nossos pais, a lembrança de Jerusalém dë�di§ dŸ`© KExÄ
idpecd`i
Tua cidade, a lembrança
drFx
¥ EprFx ¥ ,a�wr©
£i WFcw§ ,EpWFc¥ w§ ,Ep¥l £̀ FB ,Ep ¥̀ xFA
§ ,Epxi¥ C¦ `© Ep¥Ml§ n©
de Teu ungido, filho de David o teu servo, e a lembrança de todo o Teu povo, a
Casa de Israel, para a salvação, para o bem, mediante a Tua Graça, piedade e
,Epl̈ aih¥ ¦ d `Ed mFië mFi lk̈A§ W¤ ,l�Ml© aih¦ O©
¥ de§ aFH©d K¤lO¤ d© ,l ¥̀ ẍU¦
misericórdia neste dia do Festival das Matsot, dia bom de Santa convocação, para
§i
Ep¥ln§ b¦§ i `Ed ,Ep¥lnFb
§ `Ed ,Epl̈n̈b§ `Ed ,Epl̈ aihi¥ ¦ i `Ed ,Epl̈ aih¦ n¥ `Ed
que tenha piedade de nós e nos salve. Senhor, D´us nosso, lembra-nos neste dia
:aFh lk̈e§ dl̈S̈©de§ g©eix¥e§ min£
¦ gx©e§ c¤qg¤ ë o¥g crl̈
para o bem, guarde nos nele para a benção e salva-nos nele para uma vida feliz, ©
com Tua palavra de salvação e de misericórdia. Tenha compaixão e graça de nós,
tenha pena e misericórdia de nós e nos salve, pois os nossos olhos estão postos em
Ti, porque Tu és D´us Rei que tem graça e misericórdia.

[Quem esqueceu de recitar o trecho de Ressê – “Que Te seja agradável“ – (no shabat)
e/ou Iaále veiavô – “D´us nosso” – (nas noites do Sêder): 1) Se ainda não disse “Barúch
atá Adonái”, acrescenta o trecho esquecido e continua “Vetivnê etc”. 2) Se ja disse
“Barúch atá Adonái” (incluindo “Adonái”, mas ainda não começou a palavra seguinte)
diz: “lamedêni chukêcha” e então acrescenta o trecho esquecido e continua “Vetivnê
etc”. 3) Se ja disse “bonê ierushaláim” (ou até mesmo a palavra “bonê “) e ainda não
começou a bênção de “haÊl avínu”, deve dizer bênção de “shenatan shabatot” (no
shabat, para que esqueceu Ressê) ou “shenatan Yamim Tovim” (para que esqueceu
de Iaále veiavô) - vide parte hebraica. Depois continua de “Barúch...haÊl avínu” 3)
Se ja começou a bênção de “haÊl avínu”, tem que voltar desde o começo do Bircat
Hamazon.]
rn© Ẍ¦ie§ d¤vẍ¥ie§ d ¤̀ ẍ¥ie§ ri © B©¦ ie§ `�aïe§ d¤lr© £i ,EpizFa£̀ ¥ i¥d�l`¥e Epi¥d�l¡`
oFxk¦§ fe§ ,Kẍir¦ m¦il© ẄEx§i oFxk¦§ f ,EpizFa£̀ ¥ oFxk¦§ fe§ Ep¥pFxk¦§ f x¥kG̈¦ie§ c¥wR̈¦ie§
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Vetivnê ierushaláim ir hakôdesh bimherá beiamênu. Barúch atá Adonái,
zFzä y© ozp̈ :dŸ`d̈¨ K¤mEg
© y¤ ,ml̈Fr ln¤ xEpi¥©e§ doEP©
�l¡`g,dëK¤�dli§n¤ dl
bonê ierushaláim. (a própria pessoa diz em silencio: Amên).
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¥̀ iM¦ epia` Epri ¥ WFd ¦l`d"e§
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Que reconstróis Jerusalem. (Amên). znizg ixg` xkfpe ,aeh meia "`eaie dlri" xnel gkyy ine)
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,Epl̈ aih¥ ¦ d `Ed mFië mFi lk̈A§ W¤ ,l�Ml© aih¦ O© ¥ de§ aFH©d K¤lO¤ d© ,l ¥̀ ẍU¦ §i
Ep¥ln§ b¦§ i `Ed ,Ep¥lnFb § `Ed ,Epl̈n̈b§ `Ed ,Epl̈ aihi¥ ¦ i `Ed ,Epl̈ aih¦ n¥ `Ed
:aFh lk̈e§ dl̈S̈©de§ g©eix¥e§ min£ ¦ gx©e§ c¤qg¤ ë o¥g crl̈ ©
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, haÊl avínu, malkênu, adirênu,
boreênu, goalênu, kedoshênu kedôsh Yaakôv, roênu roê Israêl , hamêlech
hatôv vehametív lacôl. Shebechôl iom vaiôm hu hetív lánu, hu metív lánu, hu
ietív lánu, hu guemalánu, hu gomelênu, hu igmelênu laád, chen vachêssed
verachamím, verêvach vehasalá, vechôl tov.
Bendito és Tu, Senhor, nosso D´us, rei do Universo, o D´us nosso Pai, nosso Rei,
nosso poderoso, nosso Criador, nosso Salvador, nosso Santo, o Santo de Yaakov,
Pastor nosso e Pastor de Israel, o Rei que é bom e benéfico para com todos, que
todo dia e dia Ele nos beneficiou, nos beneficia e nos beneficiará. Ele nos favoreceu,
nos favorece e nos favorecerá, ele nos favorecerá para sempre graça, bondade,
misericórdia, abundância e salvação e todo o bem.
132 Hagadá de Pessach

m¦in© Ẍ©A g©AY© W¦§ i `Ed on̈£gxd̈ © :FcFak§ `¥QM¦ lr© g©AY© W¦ § i `Ed on̈£gxd̈ ©
FOr§ © l ox¤ ¤w `Ed on̈£gxd̈
© :mixFC ¦ xFcl§ EpÄ g©AY© W¦ § i `Ed on̈£gxd̈
© :ux¤`äE
¨
Ep¥qp§ x©§ ti§ `Ed on̈£gxd̈
© :migv̈§ ¦ p g©vp¤ l̈ EpÄ x`R̈ © z¦ § i `Ed on̈£gxd̈
© :mixï¦
`�le§ g©eix¥A§ xnel mibdep yi) (xEQ`¦ a§ `�le§ xY¤ ¥ dA)§ iEGa¦ a§ `�le§ cFak̈A§
on̈£gxd̈© :Epi¥pi¥A mFlẄ oY¦ ¥ i `Ed on̈£gxd̈ © :xr© © va§ `�le§ z©gp© A§ (mEvn§ v¦ a§
`Ed on̈£gxd̈ © :Epicï
¥ dU¥ r£n© lk̈A§ dg̈l̈v© § de§ dg̈ëx§ dk̈ẍA§ g©lW¦ § i `Ed
lr© n¥ dẍ¥dn§ zElB̈ lFr xFAW¦ § i `Ed on̈£gxd̈ © :Epi¥kẍC§ z ¤̀ g© i¦lv© §i
`Ed on̈£gxd̈ © :Ep¥vx§ `§
© l zEIn¦ nFw § dẍ¥dn§ Ep¥ki¦lFi `Ed on̈£gxd̈ © :Epx`Ë©
¥ v
`Ed on̈£gxd̈ © :sEB©d z`Et © xE§ W¤tP¤ d© z`Et © x§ dn̈¥lW§ d`Et ¨ x§ Ep ¥̀ R̈x¦§ i
EP¤On¦ cg̈ ¤̀ e§ cg̈ ¤̀ lM̈ Kxä§ ¥ i `Ed on̈£gxd̈ © :däg̈xd̈ § Fcï z ¤̀ Epl̈ gY© t¦§ i
l�kn¦ l�MA© a�wr© £ie§ wg̈v¦§ i md̈x¨a§ `© EpizFa£̀
¥ Ekxħ z¦
§ PW¤ FnM§ lFcB̈©d FnW§ A¦
:on¥ `¨ xn`� © pe§ oFvẍ id§¦ i o¥ke§ ,dn̈¥lW§ dk̈ẍA§ c©gi© Epz̈F` Kxä§ ¥ i o¥M ,l�M
:FnFlW§ z©Mqª Epi¥lr̈ UFxt¦§ i `Ed on̈£gxd̈ ©
:minl̈Fr
¦ d̈ i¥Ig© l§ dg̈EpnE
§ zÄW© FNMª W¤ ml̈Fr Ep¥lig¦ p©§ i `Ed on̈£gx©d̈ :zaya
Harachamán hu ishtabách al kissê chevodô.
:mFlẄ§l Epz`¥ ẍw¦§ l mi`Ä©¦ d mix¥¦ g £̀ mic¦ rFn§
Harachamán hu ishtabách bashamáim uvaáres. £ l Epri ¥ B©¦ i `Ed on̈£gxd̈
©
Harachamán hu ishtabách bánu ledôr dôrim.
Harachamán hu kêren leamô iarím. :aFh FNMª W¤ mFi§l Ep¥lig§ ¦ pi© `Ed on̈£gxd̈
©
Harachamán hu itpaár bánu lenesách nesachím.
Epi¥pR̈ lr© Fz`¨ x¦§ i d¤id§ z¦ e§ Ep¥Al¦ A§ Fzä£d`© e§ FzẍFY rH¦
Harachamán hu iefarnessênu bechavôd velô vevizúi, behêter velô beisúr, © i `Ed on̈£gxd̈ ©
:m¦in̈Ẅ mW§
benáchat velô vesaár ,berêvach velô vesimsúm.¥ l EpiU¥ r£n© lk̈ Eid¦§ ie§ ,`ḧ¡gp¤ iY§
¦ la§¦ l
Harachamán hu itên shalôm benênu.
xHarachamán

¥ qie¦ eil̈r̈ Ep§l©khu
`¨ y¤ishlách
d¤fd© og̈§lberachá
yª d© z ¤̀ revachá
Kxä§
¥ i `Edvehaslachá
on̈£gx©d̈ :gxe`d bechôl
zkxamaassê
o`k xn`iiadênu.
,gxe`d
Harachamán
l©k`�i EP¤nn¦ ar¥ ẍhu lk̈Iasslíach
,mFlÿd© eil̈ etr̈derachênu.
Epia¦ `¨ md̈ẍa§ `© ly¤ Fpg̈l§ yª k§ d¤id¦§ ie§ ml̈Fr i¥pc© r£n© lk̈ FA
Harachamán hu
`Ed on̈£gx©d̈ :on¥ `¨ minl̈Frishbôr
¦ ol
i¥nlFr galút
§ lE meherá
§ crl̈© aFh lk̈ meálEP¤nnsavarênu.
¦ xq© g¤
§ i l`© e§ dz¤ y¦
§ i EP¤nn¦ `¥nv̈ lk̈e§
Harachamán
mipä
¦ a§ ,Fl xy£̀ hu irpaênu refuá shelemá
¤ lk̈e§ FYy§ `¦ e§ eip̈äE `Ed ,z`�fd© dc̈rª q© ,refuát hanêfesh
§ d lr©© aE d¤fd© z¦ia© d© lhagúf.
urfuát r©
© a z ¤̀ Kxä§ ¥i
Harachamán
migl̈ hu iftách lánu et iadô harechavá vehameleá.
¦ v§ nª Epi¥qk̈pE§ eiq̈k̈p§ Eid¦§ ie§ ,d¤vx§ z¦ eic̈ï lr�© tE Fli¥g dë�di§ Kxä ¥ ,EAx¦§ iy¤ miqk̈ ¦ p§ aE
¦ Eig¦§ iy¤
Harachamán hu ievarêch col echád veechád mimênu bishmô hagadôl, kemô
lk̈ g© n¥ ÿe§ Uÿ oFr̈ xEdx§ d¦ e§ `h¥ § g x©ac§ mEW Epi¥pẗ§l `�le§ eip̈ẗ§l w¥wc§© fi¦ l`© e§ ,xirl̈ ¦ miaFx ¦ wE §
shenitbarechú avotênu, Avrahám Ischák veYaakôv, bacôl, micôl, col, ken
on¥ `¨ `ä©d ml̈Frl̈ m¥lk̈¦i `�le§ d¤fd© ml̈Frä WFa¥i `�l ,ml̈Fr cr© e§ dz̈r© n¥ cFak̈e§ xy� ¤ ra§ minï¦ d©
ievarêch otánu iáchad berachá shelemá, vechên iehí rassôn venomár amên.
Harachamán hu ifrôs alênu sucát shelomô.
:oFvẍ id§¦ i o¥k
Hagadá de Pessach 133

O Misericordioso, que Ele seja louvado no Trono da Sua Honra.


O Misericordioso, que Ele seja louvado nos céus e na Terra.
O Misericordioso, que Ele seja louvado devido a nós por todas as gerações.
O Misericordioso, que Ele exalte a honra do Seu Povo.
O Misericordioso, que Ele seja glorificado devido a nós por toda a eternidade.
m¦in© Ẍ©A g©AY© W¦§ i `Ed on̈£gxd̈ © :FcFak§ `¥QM¦ lr© g©AY© W¦ § i `Ed on̈£gxd̈ ©
O Misericordioso, que Ele nos sustente com honra e não com humilhação,
FOr§ © l ox¤ ¤w `Ed on̈£gxd̈
© :mixFC ¦ xFcl§ EpÄ g©AY© W¦ § i `Ed on̈£gxd̈
© :ux¤`äE
licitamente e não por meios proibidos, com largueza e não com privações, com ¨
Ep¥qp§ x©§ ti§ `Ed on̈£gxd̈
© :migv̈§
sossego e não com sofrimento. ¦ p g©vp¤ l̈ EpÄ x`R̈ © z¦ § i `Ed on̈£gxd̈
© :mixï¦
`�lO e
§ Misericordioso, que Ele dê paz entre nós.
g©eix¥A§ xnel mibdep yi) (xEQ`¦ a§ `�le§ xY¤ ¥ dA)§ iEGa¦ a§ `�le§ cFak̈A§
O Misericordioso, que Ele mande benção e prosperidade em todo trabalho das
on̈£gxd̈© :Epi¥pi¥A mFlẄ oY¦
nossas mãos. ¥ i `Ed on̈£gxd̈ © :xr© © va§ `�le§ z©gp© A§
(mEvn§ v¦ a§
O Misericordioso, que Ele faça prosperar nossos caminhos.
`Ed on̈£gxd̈ © :Epicï
¥ dU¥ r£n© lk̈A§ dg̈l̈v© § de§ dg̈ëx§ dk̈ẍA§ g©lW¦ § i `Ed
O Misericordioso, que Ele quebre em breve da nossa cerviz, o jugo do exílio.
lr© n¥ dẍ¥dn§ zElB̈ lFr xFAW¦ § i `Ed on̈£gxd̈ © :Epi¥kẍC§ z ¤̀ g© i¦lv©
O Misericordioso, que Ele nos conduza com altivez à nossa Terra. §i
`Ed on̈£gxd̈ © :Ep¥vx§ `§
© l zEIn¦ nFw § dẍ¥dn§ Ep¥ki¦lFi `Ed on̈£gxd̈ © :Epx`Ë©
O Misericordioso, que Ele nos restabeleça com uma cura completa, cura da alma ¥ v
e cura do corpo.
`Ed on̈£gxd̈ © :sEB©d z`Et © xE§ W¤tP¤ d© z`Et © x§ dn̈¥lW§ d`Et
O Misericordioso, que Ele nos abra a Sua mão ampla.
¨ x§ Ep ¥̀ R̈x¦§ i
EP¤On¦ cg̈ ¤̀ e§ cg̈ ¤̀ lM̈ Kxä§ ¥ i `Ed on̈£gxd̈ © :däg̈xd̈ § Fcï z ¤̀ Epl̈ gY© t¦§ i
O Misericordioso, que Ele abençoe cada um e um de nós com Seu grande Nome,
l�kn¦ l�MA© a�wr© £ie§ wg̈v¦§ i md̈x¨a§ `© EpizFa£̀
¥ Ekxħ z¦
§ PW¤ FnM§ lFcB̈©d FnW§ A¦
como foram abençoados nossos pais Avraham, Itschak e Yaakov, com tudo, de
tudo, e simplesmente tudo, assim nos abençoe a todos nós conjuntamente com
:on¥ `¨ xn`� © pe§ oFvẍ id§¦ i o¥ke§ ,dn̈¥lW§ dk̈ẍA§ c©gi© Epz̈F` Kxä§
uma benção completa, que assim seja A Sua Vontade e digamos amên.
¥ i o¥M ,l�M
:FnFlW§ z©Mqª Epi¥lr̈ UFxt¦§ i `Ed on̈£gxd̈
O Misericordioso, que Ele estenda sobre nos a Sua tenda de paz. ©
:minl̈Fr
¦ d̈ i¥Ig© l§ dg̈EpnE
§ zÄW© FNMª W¤ ml̈Fr Ep¥lig¦ p©§ i `Ed on̈£gx©d̈ :zaya
:mFlẄ§l Epz` ¥ ẍw¦§ l mi`Ä©¦ d mix¥¦ g £̀ mic¦ rFn§ £ l Epri ¥ B©¦ i `Ed on̈£gxd̈
©
:aFh FNMª W¤ mFi§l Ep¥lig§ ¦ pi© `Ed on̈£gxd̈©
Epi¥p(NoR̈ shabat
lr© Fz `¨ x¦§ i d¤idHarachamán
se acrescenta: § z¦ e§ Ep¥Al¦ Ahu
§ Fzä£ d`© e§ olám
ianchilênu FzẍFY rH¦
sheculô ©shabát
i `Edumnuchá
on̈£gxd̈
©
lechaiê haolamím).
Harachamán hu iaguiênu lemoadim :m¦in̈Ẅ mW§ ¥acherim
l EpiU¥ habaim
r£n© lk̈ likratênu
Eid¦§ ie§ ,`ḧ¡gp¤ iY§
¦ la§¦ l
leshalom.
Harachamán hu ianchilênu iom sheculô tov.
xc©¥ qie¦ eil̈r̈ Ep§l©k`¨ y¤ d¤fd© og̈§lyª d© z ¤̀ Kxä§ ¥ i `Ed on̈£gx©d̈ :gxe`d zkxa o`k xn`i ,gxe`d
(No shabat se acrescenta: O Misericordioso, que Ele nos faça herdar o mundo que é todo um
l©kShabat,
`�i EP¤nen¦o repouso
ar¥ ẍ lk̈da,mFl ÿd© eil̈r̈ Epia¦ `¨ md̈ẍa§ `© ly¤ Fpg̈l§ yª k§ d¤id¦§ ie§ ml̈Fr i¥pc© r£n© lk̈ FA
vida eterna.)
`Ed on̈£gx©d̈ :on¥ `¨ minl̈Fr
¦ i¥nlFr
§ lE § crl̈© aFh lk̈ EP¤nn¦ xq© g¤ § i l`© e§ dz¤ y¦
O Misericordioso, que Ele nos faça chegar às outras festas que vêm a nós com paz.
§ i EP¤nn¦ `¥nv̈ lk̈e§
mipä
¦ a§ ,Fl xy£̀ ¤ lk̈e§ FYy§ `¦ e§ eip̈äE `Ed ,z`�fd© dc̈rª q© § d lr©© aE d¤fd© z¦ia© d© lr© © a z ¤̀ Kxä§ ¥i
O
migl̈ Misericordioso, que Ele nos faça herdar o dia que é inteiramente
¦ v§ nª Epi¥qk̈pE§ eiq̈k̈p§ Eid¦§ ie§ ,d¤vx§ z¦ eic̈ï lr�© tE Fli¥g dë�di§ Kxä bom.
¥ ,EAx¦§ iy¤ miqk̈ ¦ p§ aE
¦ Eig¦§ iy¤
lk̈ g© n¥ ÿe§ Uÿ oFr̈ xEdx§ d¦ e§ `h¥ § g x©ac§ mEW Epi¥pẗ§l `�le§ eip̈ẗ§l w¥wc§© fi¦ l`© e§ ,xirl̈ ¦ miaFx¦ wE §
on¥ `¨ `ä©d ml̈Frl̈ m¥lk̈¦i `�le§ d¤fd© ml̈Frä WFa¥i `�l ,ml̈Fr cr© e§ dz̈r© n¥ cFak̈e§ xy� ¤ ra§ minï¦ d©
:oFvẍ id§¦ i o¥k
on̈£gxd̈ © :Epi¥pi¥A mFlẄ oY¦ ¥ i `Ed on̈£gxd̈ © :xr© © va§ `�le§ z©gp© A§ (mEvn§ v¦ a§
EP¤On¦ cg̈ ¤̀ e§ cg̈ ¤̀ lM̈ Kxä§ ¥ i `Ed on̈£gxd̈ © :däg̈xd̈ § Fcï z ¤̀ Epl̈ gY© t¦§ i
`Ed on̈£gxd̈ © :Epicï ¥ dU¥ r£n© lk̈A§ dg̈l̈v© § de§ dg̈ëx§ dk̈ẍA§ g©lW¦ § i `Ed
l�kn¦ l�MA© a�wr© £ie§ wg̈v¦§ i md̈x¨a§ `© EpizFa£̀ ¥ EkxÄ § z¦ § PW¤ FnM§ lFcB̈©d FnW§ A¦
lr© n¥ dẍ¥dn§ zElB̈ lFr xFAW¦ § i `Ed on̈£gxd̈ © :Epi¥kẍC§ z ¤̀ g© i¦lv© §i
:on¥ `¨ xn`� © pe§ oFvẍ id§¦ i o¥ke§ ,dn̈¥lW§ dk̈ẍA§ c©gi© Epz̈F` Kxä§ ¥ i o¥M ,l�M
`Ed on̈£gxd̈ © :Ep¥vx§ `§ © l zEIn¦ nFw § dẍ¥dn§ Ep¥ki¦lFi `Ed on̈£gxd̈ © :Epx`Ë© ¥ v
:FnFlW§ z©Mqª Epi¥lr̈ UFxt¦§ i `Ed on̈£gxd̈ ©
`Ed on̈£gxd̈ © :sEB©d z`Et © xE§ W¤tP¤ d© z`Et © x§ dn̈¥lW§ d`Et ¨ x§ Ep ¥̀ R̈x¦§ i
EP¤On¦ cg̈ ¤̀ :mi e§ nl̈Fr
¦ ¤̀d̈ lM̈
cg̈ i¥Ig© l§ Kdg̈Ep ¥ nE
xä§ i§ `Ed zÄW© FN on̈£MªgW¤ xd̈
©ml̈Fr:däg̈
Ep¥ligxd̈ ¦ §p©§ i `Ed
Fcïon̈£zgx¤̀©d̈ Epl̈ :zayagY© t¦ §i
kn¦ l�M:mFl
l�134 A© a�Ẅ§
wlr©
£iEpe§ z`¥ v¦
wg̈ ẍ§ iw¦§ md̈
l Hagadá
mix¨a`Ä©
§¦ `© dEpimi de ¥ x¥¦Pessach
zFa£̀ g £̀ Ek mixÄc§¦ rFn§
£z¦ § PlW¤ EpFnri ¥M§ B©¦ lFcB̈©
i `Edd oFn n̈£gW§ xd̈©A¦
:on¥ `¨ xn`� © pe§ oFvẍ id§¦ i o¥ke§ ,dn̈¥l:aFh W§ dk̈FNẍMªA§W¤ c©mFi§ gi© lEpEp¥ z̈F`
lig§ ¦ pKi© xä§
¥`Ed i o¥oMn̈£g,l�xd̈ M©
:FnFlW§ z©Mqª Epi¥lr̈ UFxt¦§ i `Ed on̈£gxd̈ ©
Epi¥pR̈ lr© Fz`¨ x¦§ i d¤id§ z¦ e§ Ep¥Al¦ A§ Fzä£d`© e§ FzẍFY rH¦ © i `Ed on̈£gxd̈ ©
:minl̈Fr
¦ d̈ i¥Ig© l§ dg̈EpnE § zÄW© FNMª W¤ ml̈Fr Ep¥lig¦ p©§ i `Ed on̈£gx©d̈ :zaya
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:mFlẄ§l Epz` ¥ ẍw¦§ l mi`Ä© ¦ d mix¥¦ g £̀ mic¦ rFn§ £ l Epri ¥ B©¦ i `Ed on̈£gxd̈ ©
Harachamán
xc©¥ qie¦ eil̈r̈ Ep§l©huk`¨ yitá’
¤ d¤ftoratô
d© og̈§lyªveahavatôd© z ¤̀ Kxä§ ¥ ibelibênu,
`Ed on̈£gx©vetihiê d̈ :gxe`dir’atô zkxaalo`k panênu
xn`i leviltí,gxe`d
nechetá,
l©k`�i EP¤nnveihiú col,mFl
¦ ar¥ ẍ lk̈ maasênu
ÿd© eil̈r̈leshêm Epia¦ `¨ :aFh d̈ẍa§ FN
mShamáim. `© MlªyW¤¤ Fpg̈
mFi§l§ ylª k§ Ep¥ d¤ild¦§ iig§
e¦§ pml̈Fr
i© `Ed i¥pc© ro£n̈£
n© glk̈xd̈
© FA
`Ed on̈£gx©d̈ :on¥ `¨ minl̈Fr
O Misericordioso, ¦que Ele i¥nlFr§ lE
plante § cSua rl̈
© Torá aFh lk̈ e o EP¤
Seunn¦ amor
xq© g¤ § iem l`©nossos
e§ dz¤ y¦ § corações
i EP¤nn¦ `¥env̈quelk̈e§
Epi¥ p
miSeu
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qk̈pE§ eiq̈k̈ Eid¦§ ie§ em :m¦vixhonra
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¥lNome
lr�© tEpi U
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:oFvẍ id§¦ i o¥k
Harachamán hu ievarêch et hashulchán hazê sheachálnu
(Benção do hóspede:
aláv, vissadêr bo col maadanê olám, veihiê keshulchanô shel Avrahám
avínu, col raêv mimênu iochál, vechôl samê mimênu ishtê, veál iechsár
mimênu col tuv laád ul-olmê olamím. Harachamán hu ievarêch et baál
habáit hazê uvaál hasseudá hazôt, hu uvanáv veishtô vechôl ashêr lo,
bevaním sheichiú uvnechassím sheirbú, barêch Adonái chêlo ufôal iadáv
tirsê, veihiú nechassáv unchassênu muslachím ukrovím laír, veál izdakêk
lefanáv velô lefanênu shum devár chêt vehirhúr avôn, sas vesamêiach col
haiamím beôsher vechavôd, meatá veád olám, lo ievôsh baolám hazê velô
icalêm leolám habá. Amên ken iehí rassôn.)
O Misericordioso, que Ele abençoe esta mesa na qual comemos e que sejam nela
servidos todos os manjares do mundo, e seja ela como a mesa de Avraham, nosso
pai, de forma que todo aquele que tenha fome, que coma dela, e que todo aquele
que tenha sede, beba dela, e que não falte nela nada de bom para todo o sempre.
O Misericordioso, que Ele abençoe o dono desta casa e o dono desta refeição, ele,
seus filhos e sua mulher e tudo que ele tem. Que seus filhos vivam e que seus bens
que se multipliquem. Abençoe o Senhor seus empreendimentos e aceite os feitos
Hagadá de Pessach 135

de sua mão. Que os seus bens e os nossos bens sejam bem sucedidos e estejam
próximos da cidade, e que não se depare perante ele ou perante de nós nenhum
pecado ou pensamento imoral. Que fique rejubiliante e alegre todos os seus dias,
com riqueza e honra de agora e para sempre. Que não se envergonhe neste mundo
nem seja humilhado no mundo vindouro. Amên. Assim seja a Sua vontade.

zi¥A o©ip§ a§¦ lE g© iW¦ Ö©d zFni¦l Ep¥ax§ ẅie¦ Ep¥Mf© ie¦ Epi¥Ig© i§ `Ed on̈£gxd̈ ©
c¤qg¤ dU� ¤ re§ ,FM§ln© zFrEW§i lFCb§ n¦ .`Ä©d ml̈Frd̈ i¥Ig© l§ E WC̈w§ O© ¦d
dë�di§ iW¥ x�§ ce§ ,Ear¥ ẍe§ EWẍ mixi¦ t¦ M§ :ml̈Fr cr© Frx©§ fl§ E ce¦c̈§l FgiW¦ n¦§ l
,af̈r¤
¡p wiC©¦ v izi ¦ `¦ ẍ `�le§ iY§
¦ pwf̈
© m©B izi¦ ¦ id̈ xr© © p :aFh lk̈ Exq§ g© § i `�l
Ep§lk© `¨ W¤ dn© :dk̈ẍa¦§ l Frx©§ fe§ ,d¤el§ nE
© o¥pFg mFId© lM̈ :m¤gl̈ W¤Ta© n§ Frx©§ fe§
d¤id¦§ i Epx§ zFd
© W¤ dnE © ,d`Et¨ x¦§ l d¤id¦§ i Epiz¦ ẌW¤ dnE © ,dr̈a§ ܧl d¤id¦§ i
mikEx
¦ A§ :dë�di§ x©ac§ M¦ ExizFi© ¦ e Elk`� § Ie© m¤di¥pt¦§ l oY¦
¥ Ie© aiz¦ k§ c¦ M§ dk̈ẍa¦§ l
dïd̈e§ ,dë�di©A gh© a¦§ i xW£̀
¤ x¤aB¤ d© KExÄ :ux¤`ë ¨ m¦in© Ẅ dUFr ¥ ,dë�di©l mY¤ `©
dUFr
¤ :mFlẌ©a FOr© z ¤̀ Kxä§ ¥ i dë�di§ ,oY¦
¥ i FOr§
© l f�r dë�di§ :Fgḧa§ n¦ dë�di§
l ¥̀ ẍU¦
§ i FOr© lM̈ lr© e§ Epi¥lr̈ mFlẄ dU¤ r© £i ein̈£gx©a§ `Ed ein̈Fxn§ A¦ mFlẄ
:on¥ `¨ Exn§ `¦ e§
Harachamán hu iechaiênu vizakênu vikarevênu limôt hamashíach ulvinián
bêt hamikdásh, ulchaiê haolám habá.iriaxd
Migdôl ieshuôt
qekd z` mb malcô veôshe
xehtl oiekie chêssed
"otbd" jxai
limshichô, ledavíd ulzar’ô ad olám. Kefirím rashú veraêvu vedoreshê
:`ẍw§ ¤̀ dë�di§ mW¥ aE
§ ,`V̈ ¤̀ zFrEW§i qFM
Adonái lo iachsserú chol tov. Naár haíti, gam zakánti, velô raíti sadík neêzav
vezar’ô mevakêsh láchem. Col haiôm chonên umalvê, vezar’ô livrachá. op̈ẍn̈ ixMa
¦ a§ q©
sheachálnu ihiêh lessov’á, umáh sheshatínu ihiêh lirfuá, umá shehotárnu
.o¤tB¤ d© ix¦ R§ `xFA
¥ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡`
idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
ihiêh livrachá, kedichtív vaitên lifnehêm, vaiochelú vaiotíru kidvár Adonái.
Beruchím atêm Ladonái, ossê shamáim vaáres. Barúch haguêver
.l`ny ashêr ivtách
cv lr daqda dzyie
Badonái vehaiá Adonái mivtachô. Adonái oz leamô itên, Adonái ievarêch et
amô bashalôm. Ossê shalôm bimromáv, hu berachamáv iaasê shalôm alênu
veál col amô Israêl, veimrú amên.
lld
O Misericordioso, que Ele nos faça viver e nos torne dignos dos dias do Mashiach
e a reconstrução do Templo, e a vida do mundo vindouro. Grandes .iriax qek
sãomibfen
as
salvações de Seu rei:df
e (Ele)
fexg faz
o`kbenevolência para com
siqedl `aev mx`a o Seu
mibdep eidyUngido,
azk u"x`a David e
jxc xtqa
.ig̈ ¤̀ l§ Ln§ W¦ dẍR§ q£̀
© dẄ�ecw§ dn̈ir¦ p§ A¦ ,ig̈ lM̈ zn© W§ p¦ Dï l¥Nd© Y§ izẗ
© U§ Exih¦ t©
§i
:xn`ie ("zegayza lledn jln" cr) qekd z` ecia wifgi

Ln§ W¦ A§ xW£̀
¤ zFkl̈n§ n© lr© e§ LErc̈§i `�l xW£̀ ¤ m¦iFB©d l ¤̀ Lz§ n̈£g KFtW§
K�tW§ :mitiqen yi :EOW¥ © d Ed¥ep̈ z ¤̀ e§ a�wr©
£i z ¤̀ l©k`¨ iM¦ :E`ẍẅ `�l
in¥ W§ z©gY© n¦ mci¥ n¦ W§ z© e§ s`© A§ sFCx§ Y¦ :m¥biV©
¦ i LR§ `© oFx£ge© L¤nr©
£f m¤di¥lr£
zi¥A o©ip§ a§¦ lE g© iW¦ Ö©d zFni¦l Ep¥ax§ ẅie¦ Ep¥Mf© ie¦ Epi¥Ig© i§ `Ed on̈£gxd̈ ©
c¤qg¤ dU�
136
¤ re§ ,FM§ln© zFrEW§ Hagadá i lFCdeb§ n¦Pessach
.`Ä©d ml̈Frd̈ i¥Ig© l§ E WC̈w§ O© ¦d
dë�di§ iW¥ x�§ ce§ ,Ear¥ ẍe§ EWẍ mixi¦ t¦ M§ :ml̈Fr cr© Frx©§ fl§ E ce¦c̈§l FgiW¦ n¦§ l
,af̈à r¤
¡p wiC©¦ v izi ¦ `¦ ẍ `�le§ iY§ ¦ pwf̈ © m©B izi¦ ¦ id̈ xr© © p :aFh lk̈ Exq§ g©
sua descendência, para sempre. Os leões jovens empobreceram e ficaram com
§ i `�l
Ep§fome,
lk© `¨ W ¤ daos
mas n© :dk̈ ẍa¦§ l Frx©§ofeSenhor
que procuram § ,d¤el§ nE©nãoo¥faltará
pFg mFI todod© bem.
lM̈ :m¤Fuigl̈jovem
W¤Tea© também
n§ Frx©§ fe§
d¤ienvelheci,
d¦§ i Epx§ zFd©e nunca
W¤ dvinE© o justo ¨ abandonado
,d`Et x¦§ l d¤id¦§ i e Epi
nemz¦ Ẍa W
sua
¤ ddescendência
© ,dr̈a§ ܧpedindo
nE l d¤id¦§ i
pão, mas ele todo dia beneficia e empresta, e a sua descendência é abençoada.
miOkEx¦ queA§ comemos,
:dë�di§ x©que
ac§ Mseja
¦ Exipara
zFi©
¦ aesatisfação,
Elk`�
§ Ie© em¤odque
i¥pt¦§ bebemos
l oY¦ ¥ Ie© que
aizseja
¦ k§ c¦para
M§ dk̈cura, ẍa¦§ l
dïd̈
e oe§ que
,dë�ddeixamos
i©A gh© a¦§que
i xseja
W£̀
¤ parax¤aB¤ad© benção,
KExÄ como
:ux¤`ë
¨ estám¦iescrito:
n© Ẅ dUFr¥ pôs,dë
E �di©ldeles
diante mY¤ `©
e eles comeram e ainda deixaram sobrar, conforme a palavra para o Senhor.
dUFr¤ :mFlẌ©a FOr© z ¤̀ Kxä§ ¥ i dë�di§ ,oY¦ ¥ i FOr§ © l f�r dë�di§ :Fgḧa§ n¦ dë�di§
Abençoados sois vós pelo Senhor, que fez os céus e a Terra. Bendito o varão que
l confiará
¥̀ ẍU¦§ i FO nor ©Senhor,
lM̈ ler©Oe§ Senhor
Epi¥lr̈ será
mFlaẄsuadU ¤ r©£i ein̈£gOx©aSenhor
segurança. § `Ed dará
ein̈Fx n§ A¦ aomFl
força SeuẄ
Povo, O Senhor abençoará ao seu povo com paz. Aquele que fez a paz :on¥ nos
`¨ ExSeusn§ `¦ e§
Céus, Ele com a Sua Misericórdia que faça a paz sobre nós e sobre Todo Seu povo
Israel. E digam Amên.
iriaxd qekd z` mb xehtl oiekie "otbd" jxai

:`ẍw§ ¤̀ dë�di§ mW¥ aE


§ ,`V̈ ¤̀ zFrEW§i qFM
op̈ẍn̈ ix¦ a§ q©
.o¤tB¤ d© ix¦ R§ `xFA
¥ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡` idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
.l`ny cv lr daqda dzyie

Quem ainda não segurou o copo de vinho, segura agora (e quem já


estava segurando, continua).
Costuma-se dizer o seguinte versículo: lld
“A taça das salvações erguerei, e o nome do Senhor proclamarei”.
.iriax qek mibfen
Recita - se a benção do vinho, que vai ser válida também para o vinho
:df fexg o`k siqedl `aev mx`a mibdep eidy azk u"x` jxc xtqa
que será bebido após o Halêl:
.ig̈ ¤̀ l§ Ln§ W¦ dẍR§ q£̀
© dẄ�ecw§ dn̈ir¦ p§ A¦ ,ig̈ lM̈ zn© W§ p¦ Dï l¥Nd© Y§ izẗ
© U§ Exih¦ t©
§i
Savrí maranán.
:xn`ie ("zegayza lledn jln" cr) qekd z` ecia wifgi
Barúch atá Adonái Elohênu mêlech haolám, borê perí haguêfen.
Atenção senhores.
Bendito és Tu, Senhor, nosso D´us, Rei do Universo, que cria o fruto da
Ln§ W¦ A§ xW£̀
videira.
¤ zFkl̈n§ n© lr© e§ LErc̈§i `�l xW£̀ ¤ m¦iFB©d l ¤̀ Lz§ n̈£g KFtW§
K�tW§ Todos
:mitiqen yi :EOW¥
os participantes © dbebem Ed¥ep̈ zo ¤̀vinho
e§ a�wr©£i zsuco
ou ¤̀ l©de
k`¨ uva,
iM¦ :E` ẍẅ `�l
reclinando
in¥ W§ az©esquerda.
para gY© n¦ mci¥ Acima,
n¦ W§ z© e§ snas`© A§leissFCdox§ Y
¦ :m¥biV©
Kidush, ¦ explicamos
i LR§ `© oFx£agequantidade
© L¤nr©
£f m¤di¥(elr£a
velocidade) na qual deve-se tomar o vinho, bem como explicamos como se
deve reclinar.
:dë�di§
Ep§lk© `¨ W¤ dn© :dk̈ẍa¦§ l Frx©§ fe§ ,d¤el§ nE
© o¥pFg mFId© lM̈ :m¤gl̈ W¤Ta© n§ Frx©§ fe§
d¤id¦§ i Epx§ zFd
© W¤ dnE © ,d`Et
¨ x¦§ l d¤id¦§ i Epiz¦ ẌW¤ dnE © ,dr̈a§ ܧl d¤id¦§ i
mikEx
¦ A§ :dë�di§ x©ac§ M¦ ExizFi©¦ e Elk`� § Ie© m¤di¥pt¦§ l oY¦
¥ Ie© aiz¦ k§ c¦ M§ dk̈ẍa¦§ l
dïd̈e§ ,dë�di©A gh© a¦§ i xW£̀
¤ x¤aB¤ d© KExÄ :ux¤`ë ¨ m¦in© Ẅ dUFr¥ ,dë�di©l mY¤ `©
dUFr
¤ :mFlẌ©a FOr© z ¤̀ Kxä§ ¥ i dë�di§ ,oY¦¥ i FOr§
© l f�r dë�di§ :Fgḧa§ n¦ dë�di§
l ¥̀ ẍU¦
§ i FOr© lM̈ lr© e§ Epi¥lHagadá
r̈ mFlẄdedUPessach
¤ r©
£i ein̈£gx©a§ `Ed ein̈Fxn§ A¦ mFlẄ
137
:on¥ `¨ Exn§ `¦ e§
Em caso que se esqueceu de reclinar quando bebeu, o Gaon HaChidá
z.t.l. escreve que já que neste ponto iriaxd
do sêder
qekdjáz`
comemos
mb xehtl ooiekie
afikomín, não
"otbd" jxai
podemos tomar vinho a mais do que decretado, e portanto, segundo a sua
:`ẍw§ ¤̀ dë�di§ mW¥ aE
§ ,`V̈ ¤̀ zFrEW§i qFM
opinião, não se volta a tomar o vinho. Porém os sábios Rabí Chaím Abuláfia
z.t.l. e Rabí Mordechái Carmi z.t.l. sustentam que mesmo assim op̈ẍdeve-se
n̈ ix¦ a§ q©
beber novamente, devidamente reclinado, sem recitar a bênção, e assim é a
.o¤tB¤ d© ix¦ R§ `xFA
¥ ,ml̈Frd̈ K¤ln¤ Epi¥d�l¡`
idpecd`i dë�di§ dŸ`© KExÄ
opinião do Gaon Rabí Ovadiá Yossêf Shelita.
.l`ny cv lr daqda dzyie

halêl kkv
lld
.iriax qek mibfen
:df fexg o`k siqedl `aev mx`a mibdep eidy azk u"x` jxc xtqa
.ig̈ ¤̀ l§ Ln§ W¦ dẍR§ q£̀
© dẄ�ecw§ dn̈ir¦ p§ A¦ ,ig̈ lM̈ zn© W§ p¦ Dï l¥Nd© Y§ izẗ
© U§ Exih¦ t©
§i
Lava-se o copo com água:xn`ie ("zegayzaolledn
e se preenche jln" cr)
copo outra vezqekd
comz` ecia (isto
vinho wifgi
é correto em relação a todos os participantes).
Este é o quarto e último copo, portanto, mesmo quem têm dificuldade
Ln§ tomar
de W¦ A§ xW£̀
¤ zFkl̈
quatro copos n§ n©delvinho
r© e§ LEre c̈§i `�l xW£̀
utilizou-se ¤ sucom¦ide
FB©duva,
l ¤̀deve
Lz§ n̈£
g KFtW§a
verificar
K�tW§ :mitiqen
possibilidade de peloyimenos :EOW¥
© dtomar
Ed¥ep̈este
z ¤̀copo
e§ a�wcom

£i zvinho.
¤̀ l©kTomar
`¨ iM¦ :E` ẍẅ(não
vinho `�l
suco de uva) no Yom Tov, faz parte do preceito positivo de nos alegrarmos
in¥ W§ z©gY© n¦ mci¥ n¦ W§ z© e§ s`© A§ sFCx§ Y¦ :m¥biV© ¦ i LR§ `© oFx£ge© L¤nr©
nestes dias especiais. [Estas explicações escrevemos aqui pois neste ponto
£f m¤di¥lr£
preenche-se o copo, porem ainda não se bebe ate o termino da leitura :dë�do
di§
Halêl].
Tem quem costuma, neste ponto, abrir a porta da casa, para demonstrar
que nesta noite temos uma proteção especial de D´us. Os sírios, em geral,
costumam abrir a porta desde o começo do Sêder, e não só agora.
Quem tem o costume de preencher um quinto copo (que será bebido
somente no Kidush da manhã), chamado de “o copo de Eliáhu Hanaví”,
deve preenchê-lo agora, junto com o quarto copo (depois do Seder cobre-se
este copo). Os sírios não têm este costume.
Levanta-se o copo durante todo o Halêl. Quem tem dificuldade em
segurar o copo tanto tempo, pode segurar a partir do trecho “IeHalêlúcha”.
lld
.iriax qek mibfen
:df fexg o`k siqedl `aev mx`a mibdep eidy azk u"x` jxc xtqa
.ig̈ ¤̀ l§ Ln§ W¦ dẍR§ q£̀
© dẄ�ecw§ dn̈ir¦ p§ A¦ ,ig̈ lM̈ zn© W§ p¦ Dï l¥Nd© Y§ izẗ
© U§ Exih¦ t©
§i
138 Hagadá de Pessach
:xn`ie ("zegayza lledn jln" cr) qekd z` ecia wifgi

Ln§ W¦ A§ xW£̀
¤ zFkl̈n§ n© lr© e§ LErc̈§i `�l xW£̀ ¤ m¦iFB©d l ¤̀ Lz§ n̈£g KFtW§
K�tW§ :mitiqen yi :EOW¥ © d Ed¥ep̈ z ¤̀ e§ a�wr©
£i z ¤̀ l©k`¨ iM¦ :E`ẍẅ `�l
in¥ W§ z©gY© n¦ mci¥ n¦ W§ z© e§ s`© A§ sFCx§ Y¦ :m¥biV©
¦ i LR§ `© oFx£ge© L¤nr©
£f m¤di¥lr£
:dë�di§
Shefôch chamatechá el hagoím ashêr lo iedaúcha, veál mamlachôt ashêr
beshimchá lo karáu. Ki achál et Yaákov veêt navêhu heshámu. Shefôch
alehêm za’mêcha, vacharôn apechá iassiguêm. Tirdôf beáf vetashmidêm,
mitáchat shemê Adonái.

Despeje (Ó D´us) Tua ira sobre os povos que não te conhecem, e sobre os reinados
que não clamam Teu nome, pois devoraram (os filhos de ) Yaakov, e sua moradia
devastaram. Despeje sobre eles fúria amaldiçoadora, e o ardor da Sua ira que os
alcance. Persiga-os com fúria e extermine-os de sob os céus do Senhor.

.(m'br m`wna) dnirpae dgnya epxn`i lldd

dÖl̈ :LY¤ n£̀ ¦ lr© LC§ q© § g lr© ,cFaM̈ oY¥ Ln§ W§ ¦ l iM¦ ,Epl̈ `�l dë�di§ Epl̈ `�l
u¥tg̈ xW£̀ ¤ l�M ,m¦in̈Ẍ©a Epi¥d�l`¥e :m¤di¥d�l¡` `p̈ d¥I`© ,m¦iFB©d Exn`� § i
,Ex¥Ac§© i `�le§ m¤dl̈ d¤R :mc̈`¨ ic§¥ i dU¥ r£n© ,ad̈f̈e§ s¤qM¤ m¤di¥Av© r£ :dÜr̈
:oEgix§¦ i `�le§ m¤dl̈ s`© ,Ern̈W¦ § i `�le§ m¤dl̈ m¦ip© f§ `¨ :E`x¦§ i `�le§ m¤dl̈ m¦ip© ir¥
m¤dFnM§ :mp̈Fxb§ A¦ EBd¤ § i `�l ,Ek¥Nd© i§ `�le§ m¤di¥lb§ x© oEWin§¦ i `�le§ m¤dic§¥ i
mP̈b¦ n̈E mẍ§fr¤ ,dë�di©A gh© A§ l ¥̀ ẍU¦ § i :m¤dÄ g© h�¥ A xW£̀ ¤ l�M ,m¤diU� ¥ r Eid¦§ i
Egh§ A¦ dë�di§ i ¥̀ x¦§ i :`Ed mp̈b¦ n̈E mẍ§fr¤ ,dë�di©a Egh§ A¦ o�xd£ `© zi¥A :`Ed
:`Ed mP̈b¦ n̈E mẍ§fr¤ ,dë�di©a
Kxä§
Lo ¥lánui :o�Adonái,
xd£ `© zi¥loA lánu,
z ¤̀ Kkixä§
¥ leshimchá
i ,l ¥̀ ẍU¦§ ten
i zi¥ A z ¤̀ alKchassdechá
cavôd, xä§
¥ i ,Kxä§
¥ i alEpẍk̈§ f dë�di§
amitêcha.
lr© e§ m¤
Láma ki¥lr£ hagoím,
iomerú ,m¤ki¥lr£ aiêdë�dnai§ Elohehêm.
s¥q�i :mi¦l�cVelohênu

§ d mr¦ mi¦ Ph© T©
§ d ,dë�col
vashamáim, di§ ashêr
i ¥̀ x¦§ i
chafês assá. Asabehêm kêssef vezaháv, maasê iedê adám. Pê lahêm velô
m¦in© Ẅ m¦in© Ẍ©d :ux¤`ë ¨ m¦in© Ẅ dU� ¥ r ,dë�di©l mY¤ `© mikEx
iedabêru, enáim lahêm velô ir’ú. Oznáim lahêm velô ishmáu, af lahêm
¦ A§ :m¤ki¥pA§
ic¥ x�§ iierichún.
velô lM̈ `�le§Iedehêm
,Dï El§lvelô
d© i§ miiemishún,
z¦ O©
¥ d `�lraglehêm
:mc̈`¨ i¥pvelô
a¦§ l oiehalêchu,
zp̈
© ux¤`d̈ ¨ loe§ iehegú
,dë�di©l
bigronám. Kemohêm :DïEl§ ld© ml̈Frcolcrashêr
ihiú ossehêm, © e§ dŸbotêiach
r© n¥ Dï Kbahêm.
xä§
¥ p EpIsraêl

§ p £̀ e© betách
:dn̈Ec
inï
© aE § ,i¦l Fp§f`¨ dḦd¦ iM¦ :ip̈Ep£gY© i¦lFw z ¤̀ ,dë�di§ rn© W¦ § i iM¦ iY¦ a© § d`¨
:`v̈n§ ¤̀ oFbïe§ dẍv̈ ,i¦pE`v̈n§ lF`W§ ixv̈ ¥ nE§ z¤en̈ i¥la¤ § g i¦pEtẗ£̀ :`ẍw§ ¤̀
,wiC©¦ ve§ dë�di§ oEP©g :iW¦ t© § p dḧ§Nn© dë�di§ dP̈`¨ ,`ẍw§ ¤̀ dë�di§ mW¥ aE §
iW¦ t©§ p iaEW¦ :ri © WFd§
¦ i i¦le§ izFN ¦ C© ,dë�di§ m¦i`z̈R§ xn�¥ W :m¥gx©n§ Epi¥d�l`¥e
on¦ i¦pir¥ z ¤̀ ,z¤eÖn¦ iW¦ t© § p Ÿv© § Ng¦ iM¦ :ik§¦ il̈r̈ lnB̈ © dë�di§ iM¦ ,ik§¦ ig̈Epn¦§ l
iY§
¦ pn¡ © `d¤ :mi¦Ig© d© zFvx§ `© A§ ,dë�di§ i¥pt¦§ l K¥Nd© z§ ¤̀ :ig¦ C¤ n¦ i¦lb§ x© z ¤̀ ,dr̈n§ C¦
Hagadá de Pessach 139

Badonái, ezrám umaguinám hu. Bet Aharôn bitchú Vadonái , ezrám


umaguinám hu. Ir’ê Adonái bitchú Vadonái, ezrám umaguinám hu.
.(m'br m`wna) dnirpae dgnya epxn`i lldd

dÖl̈
Não :L Y¤ n£̀
a nós, ¦ Senhor,
lr© Lnão C§ q©
§ gparalr©nós,
,cFaM̈mas ao oY¥ Teu
Ln§ nome

¦ l idáM¦ honra,
,Epl̈ `�l pordë �di§ Epl̈
causa de sua `�l
u¥bondade
tg̈ xW£̀ ¤ e sual�Mverdade. ,m¦in̈Ẍ© Por que dirão os povos: “Onde, por favor, está o D´us
a Epi¥d�l`¥e :m¤di¥d�l¡` `p̈ d¥I`© ,m¦iFB©d Exn`�
deles?” E nosso D´us está no céu, tudo o que Ele deseja, Ele faz. Os ídolos deles
§ i
,Ex¥
são Ac§de
© i prata
`�le§ e m¤ dl̈ produto
ouro, d¤R :mc̈de`¨mãos ic§¥ ihumanas:
dU¥ r£n© (têm),ad̈f̈boca e§ s¤qneles,
M¤ m¤mas di¥Anãov© r£ falam,
:dÜr̈
:oEgi
olhos x§¦ ineles,
`�le§ mas m¤dl̈nãos`©podem ,Ern̈ver,

§ i `�louvidose§ m¤dneles,
l̈ m¦ip©masf§ `¨ :E`não x¦ § i `�le§ nariz
ouvem, m¤dl̈ neles,
m¦ip© ir¥
mas não cheiram, suas mãos não palpam, os seus pés não andam, não podem
m¤dfazer
FnM§ nenhum :mp̈Fxb§som A¦ EBcom d¤
§ i a`�l ,Ek¥Nd© i§ `�le§ m¤di¥lb§ x© oEWin§¦ i `�le§ m¤dic§¥ i
sua garganta. Como eles serão todos aqueles que os
mP̈construíram,
b¦ n̈E mẍ§fr¤ todo ,dë�daquele
i©A gh©que A§ lneles
¥̀ ẍU¦ §confia.
i :m¤dÄIsraelg© h�¥ confie
A xW£̀ ¤ no Senhor!
l�M ,m¤dEle iU�¥ ré seuEid¦§ i
Egauxílio
h§ A¦ dëe�dseu i§ iescudo. Casa de
¥̀ x¦§ i :`Ed mp̈Aharon,
b¦ n̈E mẍ§confie fr¤ ,dëno�dSenhor!
i©a Egh§Ele A¦ éo�xseud£ `©auxílio
zi¥A e :`Ed
seu
escudo. Tementes ao Senhor, confiem no Senhor! Ele é seu auxílio e seu escudo.
:`Ed mP̈b¦ n̈E mẍ§fr¤ ,dë�di©a
Kx䧥 i :o�xd£ `© zi¥A z ¤̀ Kxä§ ¥ i ,l ¥̀ ẍU¦ § i zi¥A z ¤̀ Kxä§ ¥ i ,Kxä§ ¥ i Epẍk̈§f dë�di§
lr© e§ m¤ki¥lr£ ,m¤ki¥lr£ dë�di§ s¥q�i :mi¦l�cB© § d mr¦ mi¦Ph© T© § d ,dë�di§ i ¥̀ x¦§ i
m¦in© Ẅ m¦in© Ẍ©d :ux¤`ë ¨ m¦in© Ẅ dU� ¥ r ,dë�di©l mY¤ `© mikEx ¦ A§ :m¤ki¥pA§
ic¥ x�§ i lM̈ `�le§ ,Dï El§ld© i§ miz¦ O© ¥ d `�l :mc̈`¨ i¥pa¦§ l ozp̈ © ux¤`d̈ ¨ e§ ,dë�di©l
:DïEl§ld© ml̈Fr cr© e§ dŸr© n¥ Dï Kxä§ ¥ p Epg© § p £̀ e© :dn̈Ec
inï
© aE § ,i¦l Fp§f`¨ dḦd¦ iM¦ :ip̈Ep£gY© i¦lFw z ¤̀ ,dë�di§ rn© W¦
Adonái zecharánu ievarêch, ievarêch et bet Israêl, ievarêch et bet Aharôn.
§ i iM¦ iY¦ a© § d`¨
:`v̈n§ ¤̀ oFbï
Ievarêch ir’êe§ Adonái,
dẍv̈ ,i¦phaketaním
E`v̈n§ lF`im W§ ihaguedolím.
xv̈
¥ nE§ z¤en̈ i¥Iosêf la¤ § g i¦Adonái
pEtẗ£̀ alechêm:`ẍw§ ¤̀
,alechêm
,wiC©¦ ve§ dëveál �di§ benechêm.
oEP©g :iW¦ t© Beruchím
§ p dḧ§Nn© atém dë�dLadonái
i§ dP̈`¨ ,,`osêẍw§ shamáim ¤̀ dë�di§ vaáres.mW¥ aE §
Hashamáim shamáim Ladonái, veaáres natán livnê adám. Lo hametím
iW¦ t©
iehalelú§ p iaEW ¦Iáh, velô:ri
© WFd§¦ coliioredê
i¦le§ izFN
¦ C© ,dë
dumá. �di§ m¦i`z̈Rnevarêch
Vaanachnú § xn�¥ W :m¥ gx©meatá
Iáh, n§ Epi¥dveád�l`¥e
on¦ i¦pihaleluiáh.
olám, r¥ z ¤̀ ,z¤eÖn¦ iW¦ t© § p Ÿv© § Ng¦ iM¦ :ik§¦ il̈r̈ lnB̈ © dë�di§ iM¦ ,ik§¦ ig̈Epn¦§ l
iY§
¦Opn¡ © `d¤ :mi¦
Senhor, queIg© lembra
d© zFvdex§ `©nós, A§ ,dë �di§ i¥pt¦§ labençoará
abençoará; K¥Nd© z§ ¤̀a casa :ig¦ C¤den¦ Israel,
i¦lb§ x© abençoará
z ¤̀ ,dr̈na§ C¦
casa de Aharon, abençoará os que temem o Senhor, os pequenos com os grandes.
:a¥f�M mc̈`d̈ ¨ lM̈ ,i¦ftg̈ § a§ iY¦ x§ n© `¨ i¦p £̀ :c�`n§ izi¦
Que acrescente o Senhor sobre vós, sobre vós e sobre vossos filhos. Abençoados
¦ pr̈ i¦p £̀ ,x¥Ac£̀ © iM¦
dësois
�di§ vós mW¥ aE § ,`oV̈Senhor,
para ¤̀ zFrEW§ i qFMdo:il̈céu
o Criador r̈ iedFlEn
¦da terra. b§ Y© OslM̈céus, ,dë�dsão
i©l osaicéus
W¦ `¨ dodn̈
Senhor, mas a terra Ele deu aos filhos do homem. Não os mortos louvarão a D’us,
,dënem
�di§ osi¥pqueir¥ A§ descem
xẅï ao:FOsilêncio
r© lk̈§l(da`P̈ dc̈b¤§ p ,m¥NW£̀ © dë�di©l ix©c̈§p :`ẍw§ ¤̀
sepultura). Mas nós vamos abençoar D´us, a
,Lpartir
z¤ n̈£̀ deo¤Aagora LC§paraa§ r© sempre.
i¦p £̀ ,LLouvem
C¤ a§ r© i¦pao£̀Senhor!iM¦ dë�di§ dP̈`¨ :eic̈iq£ ¦ gl© dz̈e§Ö©d
dë�di©l ix©c̈§p :`ẍw§ ¤̀ dë�di§ mW¥ aE § ,dc̈FY g©a¤f g©Af§ ¤̀ L§l :ix¥¨qFn§l Ÿg§ Y© R¦
m¦il̈ẄEx§i ik¥ ¦ kFzA§ dë�di§ zi¥A zFxv© § gA§ :FOr© lk̈§l `P̈ dc̈b¤§ p ,m¥NW£̀ ©
:dïEl§ld©
Egh§ A¦ dë�di§ i ¥̀ x¦§ i :`Ed mp̈b¦ n̈E mẍ§fr¤ ,dë�di©a Egh§ A¦ o�xd£ `© zi¥A :`Ed
:`Ed mP̈b¦ n̈E mẍ§fr¤ ,dë�di©a
Kxä§
¥ i :o�xd£ `© zi¥A z ¤̀ Kxä§ ¥ i ,l ¥̀ ẍU¦ § i zi¥A z ¤̀ Kxä§ ¥ i ,Kx䧥 i Epẍk̈§f dë�di§
lr© e§ m¤ki¥lr£ ,m¤ki¥lr£ dë�di§ s¥q�i :mi¦l�cB© § d mr¦ mi¦Ph© T© § d ,dë�di§ i ¥̀ x¦§ i
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ic¥ x�§ i lM̈ `�le§ ,Dï El§ld© i§ Hagadá
140 miz¦ O©¥ d de
`�lPessach
:mc̈`¨ i¥pa¦§ l ozp̈ © ux¤`d̈ ¨ e§ ,dë�di©l
:DïEl§ld© ml̈Fr cr© e§ dŸr© n¥ Dï Kxä§ ¥ p Epg© § p £̀ e© :dn̈Ec
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:`v̈n§ ¤̀ oFbïe§ dẍv̈ ,i¦pE`v̈n§ lF`W§ ixv̈ ¥ nE § z¤en̈ i¥la¤ § g i¦pEtẗ£̀ :`ẍw§ ¤̀
,wiC©¦ ve§ dë�di§ oEP©g :iW¦ t© § p dḧ§Nn© dë�di§ dP̈`¨ ,`ẍw§ ¤̀ dë�di§ mW¥ aE §
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§ p iaEW ¦ :ri © WFd§
¦ i i¦le§ izFN ¦ C© ,dë�di§ m¦i`z̈R§ xn�¥ W :m¥gx©n§ Epi¥d�l`¥e
on¦ i¦pir¥ z ¤̀ ,z¤eÖn¦ iW¦ t© § p Ÿv© § Ng¦ iM¦ :ik§¦ il̈r̈ lnB̈ © dë�di§ iM¦ ,ik§¦ ig̈Epn¦§ l
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¦ pn¡ © `d¤ :mi¦Ig© d© zFvx§ `© A§ ,dë�di§ i¥pt¦§ l K¥Nd© z§ ¤̀ :ig¦ C¤ n¦ i¦lb§ x© z ¤̀ ,dr̈n§ C¦
:a¥f�M mc̈`d̈ ¨ lM̈ ,i¦ftg̈ § a§ iY¦ x§ n© `¨ i¦p £̀ :c�`n§ izi¦ ¦ pr̈ i¦p £̀ ,x¥Ac£̀ © iM¦
dë�di§ mW¥ aE § ,`V̈ ¤̀ zFrEW§i qFM :il̈r̈ idFlEn ¦
Ahávti ki ishmá Adonái et kolí tachanunái. Ki hitá oznô li, uviamái ekrá.
b§ Y© lM̈ ,dë�di©l aiW¦ `¨ dn̈
,dë�di§ i¥pchevlê
Afafúni ir¥ A§ xmávet
ẅï :FO r© lk̈§lsheôl
umssarê `P̈ messaúni,
dc̈b¤§ p ,m¥NsaráW£̀
© veiagôn
dë�di©lemssá.
ix©c̈§p Uvshêm
:`ẍw§ ¤̀
,Lz¤ n̈£̀ ekrá,
Adonái o¤A aná
LC§ a§Adonái
r© i¦p £̀ maletá
,LC¤ a§ rnafshí.
© i¦p £̀ Chanúm
iM¦ dë�dAdonái