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Anotações

A teoria do Romance
Georg Lukács

Prefácio

Premissa Chave: circunstância desencadeadora: guerra mundial (1914). “Quem nos salva da
civilização ocidental? – A primeira concepção de forma se baseava no Decameron na lógica de
jovens que se afastariam da realidade bélica.

- “A teoria do romance é, de fato, um produto típico das tendências das ciências do espírito”.
Processo de transição de Kant para Hegel.

Kant: a filosofia enquanto ciência e sujeito transcendental.


“Em vez de indagarmos sobre como nosso conhecimento poderia se adequar a seus objetos,
deveríamos partir da suposição de que os objetos deveriam se conformar a nosso conhecimento”
(KENNY, p. 125)

A crítica de Hegel a Kant


Essa crítica se vale de um mesmo percurso feito por Kant ao criticar Descartes. Isto é, o filósofo
alemão crítica a tentativa de encontro de um “ponto de partida radical” (MARCONDES, p.217),
sem o questionamento da origem desse conhecimento:

“Hegel, por sua vez, critica a concepção kantiana de um sujeito transcendental


como excessivamente formal, a consciência considerada como dada, como
originária, sem que Kant jamais se pergunte pela sua origem, pelo processo de
formação da subjetividade. Questiona também a dicotomia kantiana entre razão
teórica e razão prática.” (MARCONDES, p.217)

- Método sintético: crítica e aponta as distorções.


- Primeira parte fundada em Hegel.
- Historicização: (legado de Hegeliano)
-Busca de uma dialética universal dos gêneros fundada historicamente, baseada na essência
das categorias estéticas.

- “A arte torna-se problemática precisamente porque a realidade deixa de sê-lo.” Concepção de


Hegel que é contraposta na teoria do romance: que mostra a arte enquanto “imagem especular
de um mundo que saiu dos trilhos” (p.14) – “Herói Problemático”. “Não há mais uma totalidade
do ser”
- Influência de Kierkegaard
- “A teoria do romance não é de caráter conservador, mas subversivo.” ; Esperança de um novo
mundo (ingênuo).

Conclusão: A teoria do romance funciona como guia das ideias pré década de 30, mas não
como orientação.

I.
As Formas da grande épica
Em sua relação com o caráter
Fechado ou problemático da
Cultura como um todo

1. Culturas fechadas

- Apresenta um tempo histórico, “das estrelas”.


- Os tempos afortunados não tem filosofia.
- Era da epopeia: “quando a alma ainda não conhece em si nenhum abismo que a possa atrair
á queda ou a impelir a alturas ínvias” (p.26) ser e destino: estão no mesmo plano do sentido.
- Como pode a vida tornar-se essencial? – pergunta originária das epopeias.

- É um mundo homogêneo. Sujeito e mundo se integram, o homem não está solitário.


(PERFECTUM, acabado em si mesmo): CULTURA FECHADA.
-Há um rompimento em nossa sociedade
Consequências: a) os arquétipos perdem a obviedade; b) não há completude.
- No Novo Mundo ser homem significa ser solitário.

2. O problema da filosofia das formas