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As Revoluções de 1830 e 1848:

liberalismo, democracia e socialismo


Na primeira metade do século XIX, ocorreram movimentos liberais que, em nome das liber­
dades conquistadas no contexto da Era das Revoluções, anularam as possibilidades de sobrevivên­
cia do Antigo Regime e as tentativas de sua restauração em vários países.
É nessa perspectiva que se deve entender a Revolução de 1830, na França, quando o rei Car­
los X, ao tentar restaurar o absolutismo e eliminar as grandes conquistas da Revolução Francesa
- liberdade de imprensa; divisão dos poderes; representação política, mesmo que limitada pelo
sufrágio censitário; etc. -, foi deposto por um movimento liderado por liberais e republicanos.

As revoluções liberais do século XIX, particularmente em suas vertentes nacionalistas, ins­


piraram poetas, músicos e pintores. Foi nesse contexto que surgiu o Romantismo, movimento
arrísdco e de idéias que se contrapôs ao modelo clássico e procurou enaltecer o individualismo
e o nacionalismo.
A seguir, é reproduzida a pintura .d liberdade guiando o povo, de Eugène Delacroix (1798-
-1863), importante fonte iconográfica para o estudo das representações, produzida em 1831,
portanto, sob o impacto da Revolução de 1830 na França.
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DELACROIX, F.V.
E. A liberdade
guiando o povo.
1831. Óleo sobre
tela, 325 cm x
260 cm. Museu
do Louvre, Paris
O texto transcrito abaixo, de autoria do professor Eduardo Tasca, permitirá uma análise
detalhada dos elementos que compõem essa obra do romantismo francês, na qual fica eviden­
ciada a caracterização do povo, concebido pelos românticos como “puro, honesto e humilde .

Delacroix e o romantismo
[•••] O pintor francês Eugène Delacroix é A Liberdade, única mulher do quadro,
considerado um dos mestres do Romantismo. usa uma saia bege atada à cintura por duas vol­
Comovido com os acontecimentos políticos tas, um cinto vermelho folgado e uma camisa
de 1830, Delacroix pinta uma obra que se tor­ branca rasgada. Na sua mão esquerda traz um
nou um marco: A liberdade guiando o povo. O fuzil de infantaria com baioneta no cano. Na
cenário é montado em diversas classes sociais: mão direita carrega a bandeira nascida com a
melancólicos jovens barbudos, operários em Revolução Francesa (1789) que une as duas
cores de Paris, o azul e o vermelho, e o branco
mangas de camisa, tribunos do povo com os
da antiga monarquia, que foi convertendo-se
cabelos esvoaçantes, todos rodeando a Liber­
no mundo inteiro no emblema da liberdade.
dade (representada por uma mulher) com sua
No segundo plano, uma barricada pouco ele­
bandeira tricolor.
vada com um amontoado de tijolos e pedaços
Mais do que um quadro, é um panfleto
de madeira. Os personagens apresentam-se
político que exalta o idealismo democrático da
com forte realismo.
revolução. E o verdadeiro manifesto de propa­ As pinceladas, rápidas e precisas, fre­
ganda, cujo valor enquanto pintura reside na quentemente dispostas em curva, reforçam o
habilidade do artista no manejo com as cores. aspecto sinuoso e turbulento da Liberdade. A
Delacroix nela se faz retratar: o jovem de car­ certa distância, a pincelada se funde no con­
tola e arma na mão. Nessa obra, podemos ob­ junto, mas proporciona ao quadro um toque
servar inspiração patriótica (Revolução Fran­ que o degrade das cores não pode produzir. O
cesa) e literária (com a obra Os Miseráveis, de modelado se esfuma por trás, para reforçar o
Victor Hugo). efeito de profúndidade.f...]

(TASCA, E. A liberdade guiando o povo. Jornal Vanguarda, Urussanga, 5 mar. 2009. Disponível em: <http://www.
jvanguarda.com.br/2009/03/05/a-liberdade-guiando-o-povo>. Acesso em: 10 dez. 2012.)

Responda em seu caderno:

í. Por que o autor afirma que a obra é um “verdadeiro manifesto de propaganda’’?


2. Em sua opinião, o que representaria "a barricada pouco elevada com um amontoado
de tijolos e pedaços de madeira”, que surgem em um segundo plano?

A Revolução de 1830, na França, influen­ um Estado Nacional), ocorreram revoltas para


ciou outros movimentos de caráter liberal na afastar a influência da Áustria. Ambas foram
Europa. A Bélgica, que havia sido anexada à reprimidas com violência.
Holanda no contexto restaurador do Con­ Além do liberalismo, corrente político-
gresso de Viena, conseguiu a sua independên­ -filosófica que norteou as Revoluções de 1830,
cia, com o apoio da Inglaterra. também as idéias de democracia e os princí­
A Polônia tentou libertar-se da Rússia, pios socialistas marcaram o pensamento euro­
e, na Península Itálica (a Itália ainda não era peu no século XIX.
Sabendo UM POUCO MAIS
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A seguir, é apresentado um texto no qual tista, na Inglaterra, nas décadas de 1830 e
o autor destaca, inicialmente, a historicidade do de 1840. Nesse movimento, o operariado
conceito de liberalismo. Se, à época da Revolu­ inglês, por meio da “Carta do Povo”, rei­
ção Francesa, o pensamento liberal foi hegemô­ vindicava o sufrágio universal masculino,
nico e “subversivo”, mais tarde, com a ascensão considerado essencial para que os trabalha­
política da burguesia e com a consolidação do dores tivessem maior representatividade no
Estado liberal-burguês, ele se torna “conserva­ Parlamento inglês.
dor ’ na perspectiva das camadas populares. Para o autor, com a expansão do proces­
Ele também destaca que, nesse contexto, so de industrialização e da “nova sociedade do
o movimento democrático ganhou força, rei­ trabalho”, esta passou a ser objeto de crítica
vindicando a abolição do sufrágio censitário sistemática por pensadores que buscavam no­
e o direito do voto para todos e de imediato. vas alternativas políticas, econômicas e sociais
Para os democratas, não poderia existir demo­ para os trabalhadores.
cracia sem sufrágio universal. A soberania, até Esses pensadores elaboraram os funda­
então exercida por uma minoria de cidadãos, mentos do socialismo que, inicialmente, re­
retia que ser substituída pela soberania popu­ presentou uma reação contra o individualis­
lar, considerando-se que o verdadeiro sobe­ mo, princípio básico do pensamento liberal, e
rano era o povo, a totalidade dos indivíduos, contra a democracia, considerada um princí­
compreendendo aí as massas populares. pio de conservação política e social por man­
Essa mesma questão já havia sido ob­ ter a propriedade privada, principal ponto de
servada no contexto do Movimento Car- questionamento por parte dos socialistas.

Liberalismo, democracia e socialismo


O liberalismo, a princípio, havia sido A democracia luta pela extensão a todos
uma ideia subversiva, antes de se tomar um das garantias individuais, dos direitos políti­
princípio de conservação política e social. cos, da instrução, da informação. Entretan­
Havia lutado, num primeiro tempo, contra to, ela será levada a combater numa segunda
os vestígios do Antigo Regime e os retornos frente, logo que ultrapassada pela inspiração
ofensivos da tradição e, depois, num segundo socialista, a qual, por sua vez, a acusa de não
tempo, contra as idéias democráticas. ser bastante democrática, objetando-lhe que
O mesmo ciclo reproduz-se em relação à os princípios são uma coisa e que a realidade é
democracia, que, desse modo, é levada a com­ outra; que não basta inscrever na lei o sufrágio
bater em duas frentes. Num primeiro tempo, universal e o direito de todos à instrução para
ela luta contra o que pode sobreviver do An­ que a igualdade fique, de fato, assegurada.
tigo Regime, nos países em que o liberalismo O socialismo luta por uma igualdade
não pôde penetrar, mas sobretudo contra o efetiva, e a democracia vê-se então entre dois
liberalismo, que ela critica por reservar o exer­ fogos, o do liberalismo, já em declínio, e o do
cício das liberdades a uma elite de escolhidos. socialismo, logo em ascensão.
o XIX: 1815-1914. São Paulo: Cultrix, 1976. v. 2, p. 86-87.)
(RÉMOND, R. Introdução à história de nosso tempo - o sé<
r

Responda em seu caderno:

1. Por que o autor afirma que, a princípio, o liberalismo foi “uma ideia subversiva ?
2. Quais são as principais críticas que os democratas faziam ao liberalismo?
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A “onda revolucionária” iniciada com cito e da própria burguesia, por meio de um


a Revolução Francesa de 1789 estendeu-se golpe de Estado, instituiu o Segundo Império,
até o ano de 1848, quando uma série de se autoproclamando Napoleão III.
movimentos abalou novamente a Europa, Esta "onda revolucionária” atingiu tam­
encerrando, conforme observou o historiador bém outras regiões da Europa, como alguns
Eric Hobsbawm, a Era das Revoluções. estados alemães, o norte da Península Itálica
Nas Revoluções de 1848, verificou-se a - então sob domínio austríaco — e a Áus­
convergência do liberalismo, do nacionalismo tria.
e das nascentes idéias socialistas. De uma maneira geral, todos esses mo­
Na França, esses movimentos levaram à vimentos foram duramente reprimidos pelas
queda do rei Luís Filipe, que havia assumido forças conservadoras então no poder. No en­
o poder após a Revolução de 1830. No con­ tanto, eles também revelaram que uma nova
texto do movimento de 1848, proclamou-se a força social, o proletariado, havia “entrado em
Segunda República no país. A sua duração foi cena”, em 1848. sendo portador de reivindica­
breve, uma vez que o presidente eleito (Luís ções específicas que, no limite, questionavam
Bonaparte), em 1851, com o apoio do exér­ a ordem social vigente.

Sabendo UM POUCO MAIS

A seguir, é apresentado um texto de autoria dos professores Francisco Falcon e Gérson


Moura. Eles procuraram destacar o impacto das Revoluções de 1848, ao mesmo tempo em que
assinalam a importância da Comuna de Paris (1871), primeira tentativa concreta, mesmo que
no âmbito de apenas uma cidade, de instalação de um governo do proletariado.

As Revoluções de 1848
As Revoluções de 1848 assinalam o ponto culminante dos movimentos liberais e nacionais,
produzindo-se então não só a revolução de fevereiro na França, como também grandes surtos
revolucionários, de caráter ao mesmo tempo liberal e nacional na Itália e na Alemanha, en­
quanto que, no Império austríaco, as diversas nacionalidades procuram adquirir autonomia ou
independência, destacando-se principalmente a revolução húngara, esmagada pela intervenção
russa.
O insucesso das revoluções românticas de 1848, chamadas também, como no caso alemáo,
de resolução dos intelectuais , cede lugar a uma era que se poderia denominar de “época do
realismo e do nacionalismo", caracterizada pela progressiva execução das políticas de unificação
da Itália e da Alemanha, empreendidas por governos predominantemente conservadores. Nesse
período, os ideais liberais entram parcialmente em recesso, enquanto que a exaltação naciona­
lista ganha novo impulso.
Encerrando este período, pode-se colocar o episódio revolucionário constituído pela Co­
muna de Paris (1871) como uma espécie de marco divisório a assinalar o fim das revoluções
burguesas e o início das resoluções predominantemente proletárias que irão caracterizar épocas
posteriores. Essa transição já é observável na própria França durante os acontecimentos de 1848,
bastando para isso compararmos as jornadas de fevereiro, predominantemente burguesas, com
as jornadas de junho, basicamente proletárias.
(FAICON, F.; MOURA, G. A formação do mundo contemporâneo. 5. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1983. p. 63-5.)

Responda em seu caderno:

• Quais são as ideologias dominantes nas Revoluções de 1848? O que singularizava o


movimento revolucionário na França?

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Portanto, o ano de 1848 foi marcado nalistas - das camadas populares, como bem
pela “Primavera dos Povos”, uma vez que em assinalou o historiador Eric Hobsbawm:
vários países da Europa (França, Áustria, Po­
“E ainda assim a história da dupla revolu­
lônia, Prússia e Estados italianos) eclodiram ção não é meramente a história do triunfo da
movimentos revolucionários que, em nome nova sociedade burguesa. E também a histó­
dos ideais liberais, nacionalistas e até mesmo
ria do aparecimento das forças que [...] viriam
socialistas questionaram a restauração conser­
transformar a expansão em contração, [...] as
vadora oriunda do Congresso de Viena. forças e idéias que projetavam a substituição
A expressão “Primavera dos Povos” faz da nova sociedade triunfante já estavam apa­
referência à ideia de ressurgimento (ou de re­ recendo. O ‘espectro do comunismo’ já assus­
nascimento) dos princípios revolucionários do tava a Europa por volta de 1848.”
século XVIII e sinaliza a perspectiva da cons­ (HOBSBAWM, E. J. A Era das Revoluções: 1789-1848. 4.
trução de uma nova ordem na Europa, fun­ ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. p. 20.)

damentada nas aspirações - inclusive nacio-

A crítica ao pensamento liberal no


século XIX
A consolidação da ordem burguesa, industrial e capitalista na Europa do século XIX pro­
duziu profundas transformações no mundo do trabalho. As precárias condições de vida dos
trabalhadores, as longas jornadas de trabalho, a exploração em larga escala da mão de obra
feminina e infantil, os baixíssimos salários e o surgimento de bairros operários, onde conforto e
higiene inexistiam, foram algumas das contradições geradas pela nova sociedade capitalista.
Foi nesse contexto que se desenvolveu a teoria socialista. Tratou-se, ao mesmo tempo,
uma reação aos princípios da Economia Política Clássica e às práticas do liberalismo economico,
que, nessa época, serviam de referencial teórico ao desenvolvimento do capitalismo. Ao mesmo
tempo, a teoria socialista questionou também o próprio Estado liberal, entendi o como um
instrumento que perpetuava os interesses de classe, isto é, os interesses da burguesia, etentora
da propriedade privada dos meios de produção.

Sabendo
UM POUCO MAIS

De acordo com o sociólogo Arnaldo Spindel, as dificuldades para conceituar o socialismo


são grandes. No entanto, o autor observa que a construção de uma nova sociedade está no cen­
tro das propostas socialistas.

O socialismo: conceitos
Definir claramente o sentido de Socialis­ problemas sociais e visam à criação de socie­
mo, hoje em dia, não constitui tarefa das mais dades futuras diversas. [...] Desde a Antigui­
simples. [...] Se recorrermos ao Novo Dicioná­ dade, o sonho de uma sociedade onde todos
rio Aurélio, ficaremos sabendo que Socialismo os homens fossem iguais e livres persegue a
é humanidade: inicialmente chamava-se a esta
1) o conjunto de doutrinas que se propõe sociedade sonhada de sociedade comunista.
a promover o bem comum pela transformação A partir do século XIX, o termo socialista
da sociedade e da relação entre as classes, me­ também passou a designar este tipo de organi­
diante a alteração do regime de propriedade; zação social.
Mesmo perseguindo igual objetivo, di­
2) sistema político que adota estas dou­
versas correntes elaboraram meios diferentes
trinas.
de tentar atingi-lo e, num processo contínuo
No interior deste conjunto que é deno­
de influências mútuas e amadurecimento, fi­
minado Socialismo, encontramos uma série
zeram avançar a ideia da nova sociedade e dos
de doutrinas que, ainda quando provenientes
métodos para chegar até ela.
da mesma base teórica, acabam por propor
(SPINOEL, A. 0 que é o socialismo. 6. ed. São Paulo:
soluções completamente diferentes para os Brasiliense, 1981. p. 7-9.)

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Segundo os pensadores socialistas, a produção capitalista se estabeleceu a partir da expro-
priação definitiva dos trabalhadores dos meios de produção e até mesmo do “saber técnico”, em
função da máxima divisão do trabalho.
Como consequência, impôs-se o predomínio do trabalho assalariado, entendido pelos so­
cialistas como incapaz de socializar a riqueza produzida. Pelo contrário, o capitalismo tendia à
máxima concentração da renda, não apenas pelo avanço contínuo da técnica aplicada à pro­
dução, mas também, e principalmente, pela expropriação constante do excedente das riquezas
produzidas pelos trabalhadores.
O projeto de implantação de uma sociedade socialista esteve presente de forma mais in­
tensa em 1871, quando se organizou a Comuna de Paris, a primeira tentativa concreta, embora
frustrada e restrita ao âmbito de uma cidade, de organização de um governo proletário de cará­
ter socialista.

O Socialismo Utópico
A necessidade de modificações profundas na sociedade foi expressa, inicialmente, pelos
chamados socialistas utópicos. Suas idéias, desenvolvidas na primeira metade do século XIX,
se distinguiram por propor certas mudanças desejáveis, visando alcançar uma sociedade mais
justa, igualitária e fraterna, sem, no entanto, apresentar, de maneira concreta, os meios pelos
quais essa sociedade se estabelecería, pois não foi feita uma análise crítica da evolução da própria
sociedade capitalista.

DISCUTINDO A

nt—.L HISTÓ RIA


Karl Marx denominou os socialistas utópicos (ou idealistas) de “românticos”, pois, se­
gundo ele, seus pensadores, preocupados com os problemas de justiça social e igualdade,
deixaram-se levar por sonhos.
Para os pensadores ligados ao Socialismo Científico (corrente teórica vinculada às idéias
desenvolvidas inicialmente pelo próprio Marx e por Engels), o Socialismo Utópico pode ser
definido como um conjunto de idéias que se caracterizaram pela crítica ao capitalismo, muitas
vezes ingênua e inconsistente, buscando, ao mesmo tempo, a igualdade entre os indivíduos.
A ausência de fundamentação científica foi o traço determinante dessas idéias.
Em linhas gerais, para Marx, o combate à propriedade privada dos meios de produção
seria a única alternativa para se atingir uma sociedade mais igualitária.

Responda em seu caderno:

• Em sua opinião, os socialistas utópicos eram de fato “românticos”? Por quê?

Os princípios básicos do Socialismo Utópico - expressão que encontra suas origens na obra
Utopia, de Thomas Morus, autor inglês do século XVI — são os seguintes:
• crítica ao liberalismo econômico, sobretudo à livre concorrência e à liberdade de merca­
do;
• formação de comunidades autossuficientes, nas quais os homens, por meio da livre coo­
peração, teriam suas necessidades satisfeitas;
• organização, em escala nacional, de um sistema de cooperativas de trabalhadores que
negociariam, entre si, a troca de bens e de serviços;
• atuação do Estado que, por meio da centralização da economia, evitaria os abusos típicos
do capitalismo.
Sabendo UM POUCO MAIS

Uma experiência socialista


Robert Owen (1771-1858), um próspero aplicar suas idéias implantando uma colônia
capitalista do século XIX, era proprietário de em Indiana, Estados Unidos, denominada
várias fábricas. Preocupado com os problemas New Harmony, não conseguindo êxito. Se­
sociais, ele tomou atitudes que o inserem na gundo alguns autores, ele se destacou muito
mais como um “patrão esclarecido” do que
lista dos pensadores utópicos: construção de
propriamente como um socialista utópico.
casas para seus funcionários; participação nos Para Owen, na nova sociedade a ser cons­
lucros de suas empresas; redução da jornada
truída, deveria haver uma preocupação espe­
de trabalho para 10,5 horas (em outros locais cial com os filhos dos operários, que, segundo
essa jornada era de 13, 14 horas); fundação de ele, deveriam ser criados por educadores espe­
escolas para os filhos de seus empregados. ciais e deveriam ter acesso a formas de lazer e
Ele também propôs a organização da so­ de aperfeiçoamento do espírito que incluíam,
ciedade em cooperativas de operários e tentou inclusive, a música e a dança.
Responda em seu caderno:
• Em sua opinião, as idéias defendidas por Owen ainda permanecem atuais? Por quê?
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Robert Owen procurou colocar em prática as suas idéias, inicialmente, na região montanhosa de New Lanark, na Escócia, onde foi fun­
dada, em 1786 uma vila que mais tarde (a partir de 1800) se tornou conhecida como um “laboratório" das experiências do Socialismo
Utópico. Nesta gravura do século XIX, o artista procurou registrar a concepção de Robert Owen sobre como seriam as construções da vila
de Lanark. Nela podem ser observadas várias construções, algumas destinadas às habitações coletivas dos trabalhadores.

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ria, porém necessária, para se alcançar a socie­
O Socialismo Científico
dade comunista.
Reagindo contra as idéias consideradas Esta representaria o momento máximo
românticas, superficiais e ingênuas dos utópi­ da evolução histórica do homem: a sociedade
cos, Karl Marx (1818-1883) e Friedrich En- não estaria dividida em classes e não haveria
gels (1820-1895) desenvolveram uma teoria nem a propriedade privada nem o Estado,
socialista partindo da análise crítica e científi­ uma vez que ele era entendido como um ins­
ca do próprio capitalismo. trumento da classe dominante.
Em oposição aos utópicos, Marx e Engels, Conforme Marx e Engels escreveram no
não se preocuparam em pensar como seria a so­ Manifesto Comunista'.
ciedade ideal. Preocuparam-se, em primeiro lu­
“O poder político propriamente dito é o
gar, em compreender a dinâmica do capitalismo
poder organizado de uma classe para oprimir
e, para tal, estudaram suas origens, a acumulação
a outra. Se o proletariado em sua luta contra
prévia do capital, a consolidação da produção
a burguesia é forçado pelas circunstâncias a
capitalista e, mais importante, suas contradições.
organizar-se em classe, se toma, mediante uma
Paia eles, o capitalismo seria, inevitavel­ revolução, a classe dominante, destruindo vio­
mente, superado e destruído, o que ocorrería lentamente as antigas relações de produção,
na medida em que, na sua dinâmica evolutiva, destrói com essas relações as condições dos
fossem gerados os elementos que levariam à antagonismos de classes e as próprias classes
sua superação. em geral e, com isso, extingue sua própria do­
Pressupunham, ainda, que a classe tra­ minação como classe.”
balhadora, agora completamente expropriada (MARX, K.; ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. In:
dos meios de subsistência, ao desenvolver sua LASKI, H. 3. 0 manifesto comunista de Marx e Engels.
2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. p. 113).
consciência histórica e entender-se como uma
classe revolucionária, teria um papel decisivo na Para eles, a sociedade comunista não era
destruição da ordem capitalista e burguesa. um sonho e sim uma possibilidade real, que
Marx e Engels afirmaram também que o seria alcançada a partir da organização e da
socialismo seria apenas uma etapa intermediá­ união da classe trabalhadora.

Trabalhando com fontes

Históricas

KARL Marx. 1875. Harvard Art Museums, Cambridge (EUA). 1 fotografia.

A teoria elaborada pelo filósofo e economista alemão Karl Marx funda­


menta-se no princípio de que os filósofos, até aquele momento, haviam se
limitado “a interpretar o mundo de diferentes maneiras”, sendo
que “o que importa é transformá-lo”.

Para Marx, não existia possibilidade de reformas


dentro do sistema capitalista. Seria necessária a erradi­
cação — pela ação revolucionária do proletariado — da
exploração do capital sobre o trabalho.
Marx percebeu o papel da ideologia no sistema ca­
pitalista, segundo a qual seria “natural” a existência da
Cuhtra
propriedade privada dos meios de produção e a consequente aceitação
de uma realidade desigual marcada pela exploração e pela exclusão social.
Em seu livro Para a crítica da Economia Política, escrito em 1859,
ele afirmou que o modo de produzir a subsistência condiciona o pensar
e o agir sociais.

O que determina a consciência?


O conjunto dessas relações de produção constitui a estrutura eco­
nômica da sociedade, a base concreta sobre a qual se apoia uma superes-
trutura jurídica e política e à qual correspondem determinadas formas As idéias marxistas ainda hoje
de convivência social. O modo de produção da vida material condicio­ influenciam o pensamento das
esquerdas em vários países. Vários
na o desenvolvimento da vida social, política e intelectual em geral. Não
congressos são organizados para
e a consciência dos homens que determina o seu ser; é o seu ser social rediscutir o legado do marxismo e a
que, inversamente, determina a sua consciência. atualidade de suas propostas, como
o que foi realizado em Portugal, em
(MARX, K. Para a critica da Economia Política. São Paulo: Martins Fontes, 1977.)
novembro de 2008.

Responda em seu caderno:

• Para Marx, o ser social dos homens é que determina a sua consciência. Qual é a sua
opinião a respeito dessa afirmação? Você concorda com ela? Por quê?

A teoria marxista, expressa em dezenas de obras, foi claramente apresentada no livro Ma­
nifesto Comunista, de autoria de Marx e Engels, publicado em 1848.
Posteriormente, a partir de 1867, foi publicado o primeiro volume da obra básica para o
entendimento do pensamento marxista: O Capital, de autoria de Marx. Os princípios básicos
que fundamentam o marxismo, também denominado Socialismo Científico, podem ser sinte­
tizados em quatro teorias centrais:
• A teoria da mais-valia, na qual se demonstra a maneira pela qual o trabalhador é ex­
plorado na produção capitalista. Esse ponto é essencial, uma vez que a apropriação da
“mais-valia” produzida pelo trabalhador, por parte do capitalista, é que explica a própria
existência do capitalismo. A “mais-valia” seria, portanto, a diferença entre o valor total
da riqueza produzida pelo trabalhador e o salário que ele recebe para produzi-la.
• A teoria do materialismo histórico, na qual se evidencia que os acontecimentos históricos
são determinados pelas condições materiais (econômicas) da sociedade e pelas relações
sociais de produção delas decorrentes.
• A teoria da luta de classes, na qual se afirma que a história da sociedade humana é a his­
tória da luta de classes ou do conflito permanente entre exploradores e explorados. Logo,
as transformações econômicas ocorridas na dinâmica do capitalismo criarão as condições
objetivas para a superação deste por meio da luta de classes.
• A teoria do materialismo dialético, na qual se pode perceber o método utilizado para se
compreender a dinâmica das transformações históricas. Como a morte, por exemplo, é a
negação da vida e está contida na própria vida, toda formação social (escravismo, feuda­
lismo, capitalismo) encerra em si os germes de sua própria destruição.
O Anarquismo
Ainda no século XIX, surgiu outra corrente ideológica derivada da teoria socialista; o Anarquismo,
também denominado “comunismo libertário”. Em linhas gerais, os anarquistas defendiam;
• a supressão de toda e qualquer forma de governo e do próprio Estado;
• a abolição da propriedade privada;
• a instalação de uma sociedade sem classes, na qual não existiríam desigualdades sociais,
que seria alcançada pelo “espontaneísmo revolucionário” dos trabalhadores;
• a instauração de uma sociedade na qual não existiríam nem opressores nem oprimidos;
• a superação do capitalismo e instalação imediata da sociedade comunista, sem necessida­
de, ao contrário do que afirmavam Marx e Engels, de uma etapa intermediária na qual o
Estado ainda seria necessário (a chamada “ditadura do proletariado”).
Entre os principais teóricos da corrente anarquista, destacaram-se, no século XIX, o francês
Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) e o russo Mikhail Bakunin (1814-1876).
Enquanto Proudhon, em seu livro O que é a propriedade, critica o fundamento básico do
capitalismo — a propriedade privada dos meios de produção considerando-o “um roubo ,
Bakunin vai além, afirmando que a violência é a única forma para se alcançar uma sociedade
sem Estado, na qual haveria a plena igualdade e a felicidade para os trabalhadores.

Bakunin afirmava que a revolução proletária, necessária à derrubada da ordem burguesa e


capitalista, deveria ser, obrigatoriamente, violenta. Essa revolução uma vez realizada, implicaria
a transferência dos meios de produção para o conjunto da sociedade e não para o Estado, uma
vez que, em princípio, todo e qualquer Estado, inclusive aquele que seria implantado, segundo
a concepção marxista durante a “ditadura do proletariado”, era opressor.

A luta contra o Estado: uma luta contra


o capitalismo
Para Bakunin, com efeito, a luta contra o capitalismo e a burguesia é inseparável da luta
contra o Estado. Acabar com a classe que detém os meios de produção sem liquidar ao mesmo
tempo o Estado é deixar aberto o caminho para a reconstrução da sociedade de classes e para um
novo tipo de exploração social. [...] Pretender abolir primeiro a propriedade privada e liquidar as
classes, esperando que o Estado vá se destruindo por si mesmo, como pretendem os marxistas,
significa desconhecer o caráter ativo do Estado, que não é um simples produto [...] mas que, ao
mesmo tempo, é criado e criador da classe dominante.
(CAPPELLETII, A. La ideologia anarquista. Barcelona: Editorial Laia, 1985. p. 100-102. Adaptado.)

Responda em seu caderno:

• Qual é a concepção de Estado de Bakunin?


O Anarcossindicalismo
Uma das vertentes da corrente anarquista foi o Anarcossindicalismo, para a qual o sindicato
seria a vanguarda do movimento revolucionário do proletariado. Constituiu-se em uma forma
de sindicalismo revolucionário”, que pregava a dissolução do Estado e que foi consequência da
entrada, em massa, de anarquistas no movimento sindical que se desenvolveu em vários países
europeus no final do século XIX e no princípio do século XX.

A seguir, são apresentadas duas expressi­ na passagem do século XIX para o século XX
vas fontes documentais. Na primeira, de auto­ quando milhões de imigrantes europeus cru­
ria do italiano Enrico Malatesta (1853-1932), zaram o Atlântico em busca de melhores con­
que se destacou como um dos principais teó­ dições de vida.
ricos da corrente anarcossindicalista, há uma A segunda fonte documental consiste em
definição de anarquista. versos anônimos que compunham a letra de
Tanto o Anarquismo quanto o Anar­ uma música cantada em manifestações operá­
cossindicalismo tiveram grande influência no rias ocorridas no Brasil, no princípio do sécu­
movimento operário, não apenas na Europa, lo XX. Eles resumem algumas das principais
mas também na América, onde essas correntes idéias dos trabalhadores organizados daquela
do pensamento socialista foram introduzidas época.

Texto 1
O que é ser anarquista?
É anarquista, por definição, aquele que não há alternativa possível e os anarquistas são
não quer ser nem o oprimido, nem o opres­ voltados naturalmente - não podem deixar de
sor, aquele que quer o máximo de bem-estar, sê-lo - para a cooperação deliberada e livre.
o máximo de liberdade, o maior desenvolvi­ Que não venham “filosofar” e nos falar de
mento possível para todos os seres humanos. egoísmo e de outros quebra-cabeças. Estamos
Suas idéias e sua vontade têm sua origem no de acordo: somos todos egoístas, todos pro­
sentimento de simpatia, de amor e de respeito curamos nossa própria satisfação. Contudo, é
por todos os humanos: sentimento que deve anarquista aquele cuja maior satisfação é lu­
ser bastante forte para levá-lo a desejar o bem tar para o bem de todos, para a construção de
dos outros tanto quanto o seu próprio, e a re­ uma sociedade onde, irmão entre seus irmãos,
nunciar a toda vantagem pessoal cuja aquisi­
ele possa viver entre homens sãos, inteligentes,
ção implicaria o sacrifício de outrem.
cultos e felizes. Em contrapartida, aquele que
Senão, por que não ser inimigo da opres­
pode adaptar-se a viver contente entre escra­
são e não tentar tomar a si próprio um opres­
sor? [...] Ser oprimido, ser opressor, ou cooperar vos e tirar proveito do trabalho dos escravos,
voluntariamente para o maior bem de todos; este não é e não pode ser anarquista.

(MALATESTA, E. Anarquia e anarquismo. In: — _. Textos escolhidos. Porto Alegre: L&PM, 1984. p. 27-28.)


Texto 2
“Sem leis, sem amos, sem pátria, sem deus”
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres,
Não mais deveres sem direitos,
Não mais direitos sem deveres.
Sem leis e sem amos, virá e surgirá!
Que a liberdade na vida nos una,
Se tudo é de todos, escravos não há!
Sem leis, sem amos, sem pátria, sem deus
Rejubilando os corações plebeus
Levando aos povos terra e liberdade.
Não mais soldados, nem trincheiras.
Somos irmãos em nós unidos!
(Canção anarquista apud Vestibular UFMG.)

Responda em seu caderno:

1. Na parte final do primeiro texto, Malatesta afirma que “aquele que pode adaptar-se a
viver contente entre escravos e tirar proveito do trabalho dos escravos, este não é e
não pode ser anarquista”. Em sua opinião, para quem são dirigidas essas palavras?
2. Identifique as idéias anarquistas contidas na letra da canção.

O Sindicalismo e a Social-democracia
O Sindicalismo, também vinculado ao pensamento socialista, se desenvolveu a partir da
segunda metade do século XDC, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Esse movimento
social apresentou críticas contundentes ao pensamento liberal e foi fundamental ao avanço das
lutas operárias.
Responsáveis por uma melhor organização, coordenação e mobilização da classe trabalhado­
ra, os sindicatos multiplicaram-se na Inglaterra, Alemanha, França, Estados Unidos e, ao contes­
tarem a ordem burguesa e capitalista - inclusive por meio das greves como instrumento de avanço
do movimento operário -, possibilitaram melhores condições de vida aos trabalhadores.
Já em fins do século XDC, os trabalhadores começaram a se organizar em partidos políticos,
nos quais era bem nítida a influência do marxismo.
Nesse contexto, desenvolveu-se a Social-democracia, com a constituição de partidos sociais-
-democratas em vários países da Europa, sendo que o da Alemanha foi o de maior expressão.
No século XDC, as potências capitalistas europeias, a partir de 1875, desenvolveram uma
política imperialista que se traduziu em clara dominação econômica sobre as áreas coloniais ou
semícoloniais.
A exploração dessas áreas - e a consequente acumulação de capital nas áreas centrais do
capitalismo - possibilitou a concessão de benefícios à classe operária, como a redução da jorna-
I

a e trabalho, a proibição do trabalho infantil e os aumentos reais de salários, que resultaram


progressiva melhoria das condições de boa parte do proletariado europeu. Com o tempo,
°U Se> no me*° operário, o que foi denominado de “aristocracia operária”.
Essa expressão denominava as lideranças políticas dos trabalhadores que controlavam a cú-
ossí T Pam°0S *nsP*raÇao social-democrata. Essas lideranças passaram a acreditar que seria
do ' atm®Ir ° socialismo por meio de reformas dentro da própria ordem capitalista, abrin-
17130 a uta c^ses e da revolução proletária que fora preconizada por Marx e Engels.
y ^S‘m’ apesar da matriz ideológica marxista, a Social-democracia “aburguesou-se” cada
> astando-se não apenas das teorias desenvolvidas pelos fundadores do materialismo
IC°, mas, inclusive, do internacionalismo operário.

EfiiíU Hivekiink.
tadura do proletariado” para se chegar ao co­ %
O Socialismo, no século XIX, manifes­
tou-se não apenas no campo teórico. A prática munismo, os anarquistas argumentavam que
espelhou-se também na realização de congres­ todo Estado é opressor, acreditando que se 11 9 f
sos operários, especialmente aqueles conheci­ poderia passar diretamente do capitalismo ao
dos como “Internacionais”. AI Internacional, comunismo.
ou o primeiro congresso da Associação Inter­ Durante a realização da I Internacional,
nacional dos Trabalhadores (AIT) reuniu-se foi instalada a Comuna de Paris, após a der­
em Londres, entre 1864 e 1876. rota dos exércitos franceses na Guerra Franco-
A I Internacional foi marcada pela pou­ -Prussiana de (1870-1871). A subserviência do
ca representatividade dos grupos operários e novo governo francês (Terceira República), con­
pelas divergências entre os anarquistas (Baku- trolado pela burguesia, diante das exigências prus­
nin) e os comunistas (Marx). Enquanto Marx sianas, levou à mobilização popular e à instalação
afirmava a necessidade de um período de “di­ de um governo proletário na capital do país.

Nesta foto de 1871,


pode-se ver um grupo de
communards[militantes
revolucionários da Comu­
na de Paris) preparando
uma barricada em frente
à Igreja de La Madeleine
com o objetivo de resistir
às forças contrarrevolu-
ckmárias.

DISDÉRI. A. A. E. Barri­
cadas em frente à La
Madefeiae deraurte
a Comaaa de Paria 'í^ri.N
! 1871.1 fotografia.
V ■ " »
Na Comuna, tentou-se implementar uma ampla democracia (Funcionários eleitos por
sufrágio universal: tevogabilidadé dos cargos e mandatos a qualquer momento; extinção do
exército de criação de milícias populares; determinação de que o salário dos representantes não
poderia ser maior do que o de um operário qualificado, por exemplo), mas a oposição dos seto­
res burgueses e conservadores levou a uma violenta repressão.
A partir de então, os participantes da I Internacional passaram a ser duramente persegui­
dos devido à aplicação dos princípios socialistas, mesmo que em uma experiência restrita a uma
cidade e de curta duração (de março a maio de 1871).

REPUBLIQUE FRANÇAISE
N» 42 LIBERTE — ÉGAL1TÉ — FRATERNITÉ N" 12

ce
------------- :---------------

PARIS
La Commnne de Paris DÉCRÈTE :
1“ La conscription esl abolie;
2“ Aacnoe force railitaire, autre que la garde nationale, nc pourra èlrc crééc
ou inlroduile dans Paris;
3“ Tons les citoyens valides font parlie de la garde nationale.
H4t«M«-VUle, le 29 mais 1871.
LA COMMUNE DE PARIS.
1 IMPRIMER1S NATJOKALE. — Mm AS71.

Nesse cartaz, uma importante fonte documental, podem-se extrair informações a respeito do caráter popu­
lar e revolucionário da Comuna de Paris. Nele está escrito:
"A Comuna de Paris DECRETA o alistamento obrigatório é abolido; a guarda nacional é a única força militar
permitida em Paris; todos os cidadãos válidos fazem parte da guarda nacional." (29 Março de 1871).

Em 1872, os anarquistas foram expulsos da I Internacional, cujo conselho foi transferido


para Nova York, onde se decidiu pelo encerramento de suas atividades, em 1876.
Já a II Internacional se reuniu em 1891. No intervalo entre as duas Internacionais, se­
guidores de Marx na Alemanha, como Bebel e Karl Liebknecht, reunidos no Congresso de
Gotha (1875), deram origem à Social-democracia, negando determinados pontos básicos do
pensamento de Marx, como a necessidade da revolução do proletariado, e dele recebendo duras
críticas. Mas o Partido Social-democrata, apesar das resistências, inclusive do governo alemão,
cresceu, transformando-se, com o tempo, no maior partido político do país.
Durante a II Internacional, as maiores divergências foram entre marxistas e social-demo-
cratas, os quais se dividiram em três correntes:
a) o grupo revisionista, de Bernstein, que discordava da maior parte das idéias marxistas.
b) o grupo moderado, liderado por Karl Kautsky, que discordava essencialmente dos revi­
sionistas, defendendo Marx e Engels.
c) o grupo radical ou marxista-revolucionário, liderado pelo teórico e revolucionário russo
Lênin e pela teórica militante da esquerda alemã Rosa Luxemburgo, que advogava uma
renovação dentro do próprio marxismo, mas de caráter revolucionário.
Nessa foto do início do século XX, vê-se a militante Rosa Luxemburgo discursando em uma reunião política na Ale­
manha. À sua direita, encontra-se um medalhão que homenageia Lassalle, um dos precursores da social-democracia
alemã. Stuttgart (Alemanha), 1907.

O fim da II Internacional, em 1914, está diretamente relacionado à postura dos vários


partidos sociais-democratas em relação à eclosão da Primeira Guerra Mundial. Apesar de suas
lideranças terem denunciado, desde o início do século XX, que os conflitos interimperialistas
fatalmente levariam a uma grande guerra, quando esta de fato foi deflagrada (agosto de 1914),
acabaram apoiando incondicionalmente o “esforço de guerra” de seus respectivos países, auto­
rizando os pedidos de créditos feitos pelos governos envolvidos, esquecendo-se, portanto, da
solidariedade e do internacionalismo que deveríam nortear o movimento operário. O naciona­
lismo falou mais alto que o socialismo.
O oportunismo social-democrata foi denunciado por Rosa Luxemburgo (1871-1919),
membro do Partido Social-democrata alemão. Ela, por divergir das orientações que se tornaram
dominantes em seu partido, dele se afastou e, mais tarde, juntamente com outras lideranças,
como Karl Liebknecht, ajudou a fundar o Partido Comunista Alemão, que, em janeiro de 1919,
durante a chamada Semana Vermelha de Berlim, tentou tomar o poder.
“Durante quatro décadas, não temos cessado de colher ‘vitórias’ parlamentares na Alema­
nha. Voávamos literalmente de vitória em vitória. Mas na grande encruzilhada histórica de 4
de agosto de 1914 (início da Primeira Guerra Mundial), o resultado foi uma tremenda derrota
moral e política, um afundamento inaudito, uma bancarrota sem precedentes. Paradoxalmente,
até agora as revoluções somente nos têm trazido derrotas, mas esses fracassos inevitáveis são
precisamente a garantia irreversível da vitoria final.
(LUXEMBURGO, R. A ordem reina em Berlim. In: VARES, L. P. (Org.). Rosa, a vermelha - textos escolhidos. 2. ed. São
Paulo: Busca Vida, 1988. p. 237.)
^ ,REVEK»0 0

Catitulo
1. Quais são os principais pontos defendidos pelos pensadores iluministas?

2. Por que o pensamento liberal pode ser associado à burguesia?

3. Quais são os pontos centrais do pensamento liberal no campo econômico?


4. Quais são os pontos de convergência entre os fisiocratas e os economistas da Escola Clássi­
ca? E quais são os pontos de divergência?

5. Quais são as vantagens apontadas por Adam Smith para justificar a necessidade de uma
crescente especialização do trabalho?

6. Quais foram as bases filosóficas das Revoluções de 1830 e de 1848?

7. Qual relação pode ser estabelecida entre liberalismo, romantismo e nacionalismo?


8. Qual foi o contexto histórico do surgimento das idéias socialistas?
9. Quais são os pontos básicos do Socialismo Utópico? E do Socialismo Científico?
1 O. O que aproximava e o que afastava marxistas e anarquistas?

1. (ENEM)

Em 4 de julho de 1776, as treze colônias que vieram inicialmente a constituir os Estados


Unidos da América (EUA) declaravam sua independência e justificavam a ruptura do Pacto
Colonial. Em palavras profundamente subversivas para a época, afirmavam a igualdade dos
homens e apregoavam como seus direitos inalienáveis: o direito à vida, à liberdade e à busca
da felicidade. Afirmavam que o poder dos governantes, aos quais cabia a defesa daqueles
direitos, derivava dos governados. Esses conceitos revolucionários que ecoavam o lluminismo
foram retomados com maior vigor e amplitude treze anos mais tarde, em 1789, na França.
(COSTA, E. V. da. Apresentação da coleção. In: POMAR, W. Revolução Chinesa. São Paulo:
UNESP, 2003. Adaptado.)

Considerando o texto acima, acerca da independência dos EUA e da Revolução Francesa,


assinale a opção correta:

a) A independência dos EUA e a Revolução Francesa integravam o mesmo contexto históri­


co, mas se baseavam em princípios e ideais opostos.
b) O processo revolucionário francês identificou-se com 0 movimento de independência nor­
te-americana no apoio ao absolutismo esclarecido.
c) Tanto nos EUA quanto na França, as teses iluministas sustentavam a luta pelo reconheci­
mento dos direitos considerados essenciais à dignidade humana.
d) Por ter sido pioneira, a Revolução Francesa exerceu forte influência no desencadeamento
da independência norte-americana.
e) Ao romper o Pacto Colonial, a Revolução Francesa abriu o caminho para as independên­
cias das colônias ibéricas situadas na América.

1. (FUVEST-SP) d) com o desenvolvimento intensivo da


agricultura.
A autoridade do príncipe é limitada pelas
c) com a extinção das atividades mercan­
leis da natureza e do Estado. O príncipe não
tis.
pode, portanto, dispor de seu poder e de seus
súditos sem o consentimento da nação e in­ 3. (MACK-SP)
dependentemente da escolha estabelecida no
Entre as alternativas, assinale a que se
contrato de submissão. (DIDEROT. Autoridade
identifica com o pensamento fisiocrata:
política Enciclopédia, 1751.)
a) Intervenção parcial do Estado na eco­
Tendo por base esse texto da Enciclopé­
nomia.
dia, é correto afirmar que o autor
b) Permissão para cobrança de juros.
3) pressupunha, como os demais ilumi­
nistas, que os direitos de cidadania c) Agricultura como atividade verdadeira­
política eram iguais para todos os gru­ mente produtiva.
pos sociais e étnicos. d) Expansão do setor industrial.
b) propunha o princípio político que esta­ e) Aceitação do sistema monárquico como
belecia leis para legitimar o poder re­ definitivo.
publicano e democrático.
4. (CESGRANRIO-RJ)
c) apoiava uma política para o Estado,
submetida aos princípios da escolha Analise as definições abaixo, relativas às
dos dirigentes da nação, por meio do orientações econômicas que estão presentes
voto universal. na formação do mundo burguês:
d) acreditava, como os demais filósofos I. O mercantilismo é a política econômi­
do lluminismo, na revolução armada ca dos Estados modernos europeus
como único meio para a deposição de numa fase de acumulação primitiva do
monarcas absolutistas. capital.
e) defendia, como a maioria dos filósofos II. O fisiocratismo valorizava a terra como
iluministas, os princípios do liberalismo única possibilidade de riqueza, incenti­
político que se contrapunham aos regi­ vando a produção agrícola e manten­
mes absolutistas. do o poder das antigas senhorias.
2. (MACK-SP) III. O liberalismo é a expressão política e
A Escola Clássica surgiu em oposição ao ideológica dos movimentos revolucio­
sistema mercantilista e supunha que a riqueza nários do final do século XVIII, como
de uma nação estava relacionada a Revolução Francesa e a Revolução
Industrial.
a) com o trabalho.
IV. A economia clássica, associada a Adam
b) com a intervenção do Estado na eco­
Smith, é a forma mais desenvolvida da
nomia.
economia medieval, comprometida com
c) com a instituição de leis e barreiras al­
o absolutismo monárquico.
fandegárias.
Assinale a opção que apresenta as afinna- da economia no primeiro e a defesa da
tivas corretas: liberdade total da iniciativa privada no
a) somente I e lll. segundo.

b) somente I, II e IV.
c) o uso obrigatório do trabalho escravo
no primeiro em oposição ao trabalho
c) somente 1, lll e IV. livre característico do segundo.
d) somente II e IV. d) 0 mercado aberto a toda concorrência
e) somente II, lll e IV. no primeiro e a restrição à entrada de
produtos estrangeiros no segundo.
5. (FUVEST-SP)
e) a defesa de uma economia baseada
O liberalismo, como ideologia própria da exclusivamente na lei da oferta e da
burguesia, está alicerçado, entre outros, nos se­ procura no primeiro e apenas a acu­
guintes princípios fundamentais: mulação de ouro e prata no segundo.
a) propriedade privada, liberdade de pen­ 7. (FCC-BA)
samento, igualdade juridico-política;
A obra Riqueza das Nações (1776), de
b) igualdade de classes, liberdade de Adam Smith, fundamental na evolução do pen­
pensamento, materialismo; samento econômico, defendia, entre outras, a
c) propriedade privada, corporativismo, ideia de que
liberdade de expressão;
a) o trabalho é a fonte da riqueza, base-
d) igualdade juridico-política, fraternida­ ando-se o valor na lei da oferta e pro­
de, exaltação do misticismo; cura.
e) igualdade de classes, liberdade religio­ b) a grandeza de um Estado exige a pla-
sa, corporativismo. nificação e o dirigismo econômico.
6. {FUVEST-SP) c) a riqueza deve se basear, fundamen­
talmente, na exploração dos recursos
A diferença fundamental entre o mercanti­
da natureza.
lismo e o liberalismo econômico é
d) a socialização dos meios de produção
a) a ênfase na produção de subsistência e distribuição aumenta a eficácia da
no primeiro e a exploração das maté­ economia.
rias-primas no segundo.
e) a mais-valia, resultado da exploração
b) a regulamentação e proteção estatal do trabalhador, deve ser suprimida.

1
Filmes
Germinal
Gênero: Drama
Tempo: 158 minutos
Lançamento: 1993
Direção: Claude Berri
Sinopse. A narrativa gira em torno de uma família cujo chefe é um
operário, representado pelo ator Gerárd Depárdieu, e que se
encontra em condições de extrema pobreza. 0 duro cotidiano
uo trabalho nas minas de carvão na França do século XIX é ressaltado no decorrer do filme.
Ao mesmo tempo, a tomada de consciência por parte dos trabalhadores também é enfatizada
e se traduz em um movimento grevista que ameaça se prolongar por tempo indeterminado.
Dentre as reivindicações do operariado naquele contexto, destacam-se a luta por maior se­
gurança no interior das minas e o aumento dos salários, fazendo com que a “questão social”
ganhe contornos ainda maiores em função do desinteresse da burguesia proprietária em aten­
der aos anseios dos trabalhadores. O filme é baseado no livro Germinal, publicado em 1885,
do escritor francês Émile Zola (1840-1902). Ao descrever um acidente nas minas de Montsou,
Zola escreveu: “No fundo do poço, os miseráveis abandonados uivavam de terror. Agora,
A
chegava-lhes a água à barriga. 0 barulho da torrente atordoava-os, as últimas quedas dos
125 /
revestimentos faziam-nos pensar num desabamento supremo do mundo. [...] Foi então um
salve-se quem puder. Aquela ideia de que poderiam sair pelo velho poço vizinho, [...] levava-os
agora como um furacão. Os vinte empurravam-se em fila, de lanternas no ar, para a água não

as apagar”. (Zola, p. 323).

Sites
<http://www.infoescola.com/historia/iluminismo/>
<http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u337.jhtm>
<http://www.infoescola.com/sociologia/karl-marx-e-o-marxismo/>

<http://www.suapesquisa.com/o_que_e/anarquismo.htm>

Glossário
--------------
cs '
Ostensivas: no texto, a palavra faz referência ao caráter hostil e prepotente das tentativas de restaura­

ção do Antigo Regime.

Fundamentos: princípios.
Inverossímeis: inacreditáveis.
reação contra o excessivo centralismo de­ te o século XIX e foi estimulada pelo inte­
finido pela Constituição de 1824. Tratou- resse do Estado brasileiro em fixar “con­
-se, essencialmente, de conflitos entre se­ tingentes brancos” em áreas estratégicas,
tores das próprias elites pelo controle dos conforme indicado na alternativa (a), como
núcleos de poder. no sul do país; ao mesmo tempo, atendia
5. a. Comentário: A política oficial de “bran- aos interesses das elites cafeicultoras, cuja
queamento” esteve presente no contexto atividade econômica demandava grande
da imigração europeia para o Brasil duran- quantidade de mão de obra.

Sugestões de leitura para uma formação


continuada dos colegas professores
Neste item, são indicadas obras que poderão contribuir para o processo de ensino-apren-
dizagem e de formação continuada dos colegas professores.
Inicialmente, são sugeridas obras dedicadas à Metodologia de História. E imprescindível
a toda e qualquer reflexão acerca da prática pedagógica a atitude de repensar a teoria, a filosofia
e a metodologia da disciplina. Foram incluídas nessa relação algumas obras das atuais tendências
da historiografia brasileira, com o intuito de estimular a busca de produções relativas às temáticas
que têm merecido revisões na atualidade.
A seguir, apontam-se vários títulos relacionados diretamente ao ensino de História. Como
revelam esses títulos, problemas relativos à aprendizagem em História, sua fonção social na for­
mação das identidades sociais, ao uso de diferentes linguagens e fontes históricas no processo de
ensino-aprendizagem vêm sendo, cada vez mais, objeto de reflexão e de investigação por parte
de professores e pesquisadores do ensino de História.
Os resultados das investigações vêm se constituindo em suportes mais seguros para as escolhas
didático-pedagógicas. Ensinar História requer, portanto, um engajamento dos professores em
processos de educação continuada, nos planos historiográfico, pedagógico e cultural.
Por fim, são indicados títulos referentes ao ensino de História e à cultura afro-brasileira
e africana e dos povos indígenas.
Este manual pretende ser também um estímulo aos colegas professores nesse sentido. Ele foi
concebido como um suporte ao desenvolvimento do trabalho pedagógico, sem ter, contudo, a
pretensão de esgotar as inúmeras possibilidades existentes que, conjugadas a ele, poderão propiciar
um ensino de melhor qualidade e aprendizagens mais significativas para os estudantes.
E importante salientar que todas e quaisquer sugestões de leituras implicam em omissões e
lacunas inerentes ao processo de escolha.

Metodologia da História
ARIÈS, P. 0 tempo da História. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.
BOUTIER, J.; JULIA, D. Passados recompostos; campos e canteiros da História. Rio de Janeiro: Editora
da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1998.
BRAUDEL, F. Escritos sobre a História. Lisboa: Dom Quixote, 1997.
--------- . História e Ciências Sociais. Lisboa: Presença, 1976.
BURKE, P. A Escola dos Annales: 1929-1989. São Paulo: Editora Universidade Estadual Paulista, 1991.
---------- Sociologia e História. Porto: Afrontamento, 1980.
---- --- . (Org.). A escrita da História. São Paulo: Editora Universidade Estadual Paulista, 1992.
CARDOSO, C. F. S.; VAINFAS, R. (Orgs.). Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Rio de
Janeiro: Campus, 1997.
CERTEAU, M. A escrita da História. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1982.
DIEHL, A. A matriz da cultura histórica brasileira: do crescente progresso otimista à crise da razão
histórica. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1993.
DOSSE, F. A História em migalhas. São Paulo: Ensaio, 1992.
FEBVRE, L. Combates pela História. Lisboa: Presença, 1985.
FREITAS, M. C. de (Org.). Historiografia brasileira em perspectiva. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2000.
FURET, F. A oficina da História. Lisboa: Gradiva, [s.d.].
GARDINER, P. Teorias da História. Lisboa: Fundação C. Gulbenkian, 1995.
GINZBURG, C. A micro-história e outros ensaios. Rio de Janeiro: Difel, 1991.
IGLÉSIAS, F. Historiadores do Brasil. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2000.
LE GOFF, J. História e memória. Campinas: Editora da Unicamp, 1990.
_____ . Reflexões sobre a História. Lisboa: Edições 70,1986.
LE GOFF, J.; NORA, P. (Orgs.). História: novas abordagens. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979.
_____ . História: novos objetos. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979.
_____ . História: novos problemas. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979.
ODÁLIA, N. O saber e a História. São Paulo: Brasiliense, 1994.
PALLARES-BURKE, M. L. G. As muitas faces da História: nove entrevistas. São Paulo: Editora Universi­
dade Estadual Paulista, 2000.
REIS, J. C. A História: entre a filosofia e a ciência. São Paulo: Ática, 1999.
_____ . Annales: a renovação da História. Ouro Preto: Editora da UFOP, 1996.
_____ . Nouvelle Histoire e o tempo histórico. São Paulo: Ática, 1994.

Ensino de História
Livros didáticos: concepções, críticas e análises

BEZERRA, H. G. O processo de avaliação de livros didáticos - História. In: Simpósio da Associação Na­
cional de História, 20., 1999, São Paulo. Anais... São Paulo: ANPUH, 1999.
DIEHL, A. A. (Org.). Oia em transição. Passo Fundo: EDIUPF, 1999.
FERRO, M. A manipulação da História no ensino e nos meios de comunicação. São Paulo: IBRASA,
1983.
FONSECA, T. N. de L. 0 livro didático na sala de aula: possibilidades para a prática do ensino de História.
Caderno do Professor: centro de referência do professor, Belo Horizonte, n. 3, out. 1998.
MUNAKATA, K. O objeto dos livros didáticos de História. In: SCHMIDT, M. A.; CINELLI, M. R. (Orgs.). Encontro
Perspectivas do Ensino de História, 3., 1999, Curitiba. Anais... Curitiba: Aos Quatro Ventos, 1999.
_____ . Histórias que os livros didáticos contam depois que acabou a ditadura no Brasil. In: FREITAS, M.
C. de (Org.). Historiografia brasileira em perspectiva. São Paulo: Contexto, 1998.
PAIVA, E. F. Texto e imagem no paradidático de História. Presença Pedagógica, Belo Horizonte, v. 6, n.
36, nov./dez. 2000.
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VEYNE, P. O inventário das diferenças: História e Sociologia. São Paulo: Brasiliense, 1983.
VIEIRA, M. do P. de A.; PEIXOTO, M. do R. da C.; KHOURY, Y. M. A. A pesquisa em História. São Paulo: Ática,
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Temporalidade e raciocínio histórico


BORGES, M. da S. Pirenópolis e Goiás: o resgate histórico através da visão dos alunos de 6a série do 1°
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CABRINI, C. et al. O ensino de História: revisão urgente. São Paulo: Brasiliense, 1986.
A PRÁTICA do Ensino de História. Cadernos Cedes, São Paulo, n. 10,1984.
CARVALHO, A. M. M. de et al. Aprender quais histórias? Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 7, n. 13,
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PAIVA, J. M. 0 que passou é passado? AMAE-Educando, Belo Horizonte, n. 221, abr. 1992.

Ensino e aprendizagem
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Sala de aula e ensino de História

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Bibliografia de referência para a elaboração do


2? ano
Os títulos relacionados a seguir remetem os colegas professores para as obras consultadas
durante a produção deste volume. Devido à ausência da pretensão da exaustividade, lacunas na
bibliografia poderão ser percebidas, considerando-se a extensão da produção historiográfica sobre
os temas abordados.
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