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IMEC- Instituto Mendonça da Costa Educacional

Aluna: Larissa Jacintho do Nascimento Turma:14/16


Prof.ª: Anna Paula Módulo 1

Inatismo – Teoria do conhecimento

A razão é algo inato ou adquirido? Platão e Aristóteles, um dia chegaram à essa questão...e como discordar de
um ou outro mestre da filosofia?
Platão discorreu sobre o mundo das ideias, sobre um lugar metafísico, no qual todo conhecimento era melhor,
mais real e mais absoluto. Pode-se sugerir que talvez Platão acreditasse em um ser superior que implanta certas
características em nós. Ainda hoje, parte sociedade crê em sua filosofia: casais em busca de terem filhos largamente
recorrem a inseminação artificial e no ato de escolha do material biológico, tentam se certificar de que seu doador
tenha sido inteligente, atleta, bem-sucedido.... Não é difícil ouvir comentários maliciosos sobre adoção, pois há
quem acredite que os filhos poderão seguir os mesmos passos dos pais, independente da criação que tiverem.
Existem, inclusive, diversos ditados populares que ratificam esse senso comum: “quem sai aos seus, não
degenera”, “filho de peixe, peixinho é.”, “o fruto não cai longe da árvore”. No próprio meio educacional também se
ouve professores dizendo “ não adianta tentar mais nada pois o aluno ‘Tal’ nasceu assim e não vai aprender”.
Será que a genética ou um ser superior determina nossa capacidade, nossas possibilidades e impossibilidades?
Que não há meios de aprender com o externo, com a experiência entre o indivíduo e sua manipulação do seu
ambiente? Pais com habilidades musicais gerarão filhos com as mesmas aptidões?
Depois de algum estudo sobre biologia e desenvolvimento cognitivo, identifica-se que Platão equivocou-se em
entender que APENAS a genética explicaria todo o processo de aprendizagem de um ser humano. Obviamente, a
mesma tem sua contribuição, mas, de fato, só ela não abrange toda a capacidade humana.
Já Aristóteles defendia o empirismo (também conhecido como behaviorismo ou comportamentalismo); o
conhecimento humano acontece apenas através das experiências, do ambiente. Essa filosofia também faz parte da
sociedade atual; não é difícil ouvir pessoas tecerem comentários como “ Esse aluno não aprende porque mora em
um lar desestruturado”, “Fulano não cursará universidade porque mora em uma comunidade de baixa renda”,
“Ciclano vai ser alguém na vida pois estuda no melhor colégio da região”. Ora, infelizmente, Aristóteles e seu
pensamento também é uma forma de determinismo. Dessa vez não biológico, mas sim social! O ambiente no qual o
indivíduo vive não abrange totalmente sua capacidade também.
O indivíduo não deve ser determinado, pois desta forma, comete-se o erro de rotular todos os seres como
iguais. Na perspectiva da educação todos são diferentes, e essa diferença é a nossa individualidade, algo que nos
torna únicos e tão humanos quanto somos. Todo determinismo é reducionista, e o objetivo da educação é ampliar e
abranger a todos, como defende o interacionismo: o conhecimento é construído pela interação do indivíduo
manipulando seu ambiente e conhecendo a si mesmo. O indivíduo, o físico e o social interagem entre si.