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COMBATE

A INCÊNDIO

Autor: Sérgio Caruso Melo


COMBATE
A INCÊNDIO
Este é um material de uso restrito aos empregados da PETROBRAS que atuam no E&P.
É terminantemente proibida a utilização do mesmo por prestadores de serviço ou fora
do ambiente PETROBRAS.

Este material foi classificado como INFORMAÇÃO RESERVADA e deve possuir o


tratamento especial descrito na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE
INFORMAÇÕES RESERVADAS".

Órgão gestor: E&P-CORP/RH


COMBATE
A INCÊNDIO

Autor: Sérgio Caruso Melo

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

• Reconhecer os conceitos básicos relacionados à prevenção e


ao combate a incêndio;
• Identificar os tipos de incêndio e a forma adequada de
combatê-los.
Programa Alta Competência

Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos


da área de Exploração & Produção da Petrobras. Ele se estende para
além dessas páginas, uma vez que traduz, de forma estruturada, a
experiência de anos de dedicação e aprendizado no exercício das
atividades profissionais na Companhia.

É com tal experiência, refletida nas competências do seu corpo de


empregados, que a Petrobras conta para enfrentar os crescentes
desafios com os quais ela se depara no Brasil e no mundo.

Nesse contexto, o E&P criou o Programa Alta Competência, visando


prover os meios para adequar quantitativa e qualitativamente a força
de trabalho às estratégias do negócio E&P.

Realizado em diferentes fases, o Alta Competência tem como premissa


a participação ativa dos técnicos na estruturação e detalhamento das
competências necessárias para explorar e produzir energia.

O objetivo deste material é contribuir para a disseminação das


competências, de modo a facilitar a formação de novos empregados
e a reciclagem de antigos.

Trabalhar com o bem mais precioso que temos – as pessoas – é algo


que exige sabedoria e dedicação. Este material é um suporte para
esse rico processo, que se concretiza no envolvimento de todos os
que têm contribuído para tornar a Petrobras a empresa mundial de
sucesso que ela é.

Programa Alta Competência


Como utilizar esta apostila

Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila


está organizada e assim facilitar seu uso.

No início deste material é apresentado o objetivo geral, o qual


representa as metas de aprendizagem a serem atingidas.

ATERRAMENTO
DE SEGURANÇA

Autor

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

Objetivo Geral
• Identificar procedimentos adequados ao aterramento
e à manutenção da segurança nas instalações elétricas;
• Reconhecer os riscos de acidentes relacionados ao
aterramento de segurança;
• Relacionar os principais tipos de sistemas de
aterramento de segurança e sua aplicabilidade nas
instalações elétricas.
O material está dividido em capítulos.

No início de cada capítulo são apresentados os objetivos


específicos de aprendizagem, que devem ser utilizados como
orientadores ao longo do estudo.

48

Capítulo 1

Riscos elétricos
e o aterramento
de segurança

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

Objetivo Específico
• Estabelecer a relação entre aterramento de segurança e
riscos elétricos;
• Reconhecer os tipos de riscos elétricos decorrentes do uso de
equipamentos e sistemas elétricos;
• Relacionar os principais tipos de sistemas de aterramento de
segurança e sua aplicabilidade nas instalações elétricas.

No final de cada capítulo encontram-se os exercícios, que


visam avaliar o alcance dos objetivos de aprendizagem.

Os gabaritos dos exercícios estão nas últimas páginas do


capítulo em questão.

Alta Competência Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança

mo está relacionada a 1.6. Bibliografi a Exercícios


1.4. 1.7. Gabarito
CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
1) Que relação podemos estabelecer entre
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
riscos elétricos e
Elétrica, 2007. aterramento de segurança? O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes
do uso de equipamentos e sistemas elétricos.
_______________________________________________________________
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. 2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
_______________________________________________________________
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005. e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
Norma Petrobras N-2222. 2) Apresentamos,
Projeto de aterramentoa de
seguir, trechos
segurança de Normas Técnicas que
em unidades
marítimas. Comissão de abordam os cuidados
Normas Técnicas e critérios relacionados a riscos elétricos.
- CONTEC, 2005. A) Risco de incêndio e explosão B) Risco de contato

Correlacione-os aos tipos de riscos, marcando A ou B, conforme, (B) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
o caso: executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.”
e do tipo de
A) Risco Proteção
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. de incêndio e explosão
de estruturas B) Risco
contra descargas de contato (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (...) devem ser
es durante toda atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005. adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento
na maioria das ( ) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas
Norma Regulamentadora NR-10. Segurança em instalações e serviços em de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de
mantê-los sob projetadas e executadas de modo que seja possível operação.”
eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http://
is, materiais ou 24 prevenir, por meios seguros,
www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf> os perigos de choque
- Acesso em: (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão, (...) durante os 25
14 mar. 2008. elétrico e todos os outros tipos de acidentes.” trabalhos de reparação, ou sempre que for julgado necessário
21 à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de
( ) of Lightining
NFPA 780. Standard for the Installation “Nas instalações elétricas
Protection Systems. de
áreas classificadas
National advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem
a maior fonte Fire Protection Association, 2004. a atenção quanto ao risco.”
(...) devem ser adotados dispositivos de proteção,
sária, além das como alarme e seccionamento automático para
Manuais de Cardiologia. Disponível em: <http://www.manuaisdecardiologia.med. (A) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados
ole, a obediência br/Arritmia/Fibrilacaoatrial.htm> - Acesso em: 20 mai.sobretensões,
prevenir 2008. sobrecorrentes, falhas de
à aplicação em instalações elétricas (...) devem ser avaliados quanto à
sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.”

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas


nça. isolamento, aquecimentos ou outras condições
Mundo Educação. Disponível em: <http://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/
parada-cardiorespiratoria.htm> - Acessoanormais de operação.”
em: 20 mai. 2008. 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir:

( ) “Nas partes das instalações


Mundo Ciência. Disponível em: <http://www.mundociencia.com.br/fi elétricas
sob tensão, (...)
sica/eletricidade/ (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes
choque.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. normalmente energizadas da instalação elétrica.
durante os trabalhos de reparação, ou sempre que for
julgado necessário à segurança, devem ser colocadas (F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer
placas de aviso, inscrições de advertência, bandeirolas riscos de choques elétricos.

e demais meios de sinalização que chamem a atenção (V) Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um
equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica, se
quanto ao risco.” houver falha no isolamento desse equipamento.
( ) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e (V) Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um
sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas “fio terra”.
3. Problemas operacionais, riscos e
cuidados com aterramento de segurança

T
odas as Unidades de Exploração e Produção possuem um plano
de manutenção preventiva de equipamentos elétricos (motores,
geradores, painéis elétricos, transformadores e outros).

A cada intervenção nestes equipamentos e dispositivos, os


Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas
mantenedores avaliam a necessidade ou não da realização de inspeção
definos
nições
sistemasestão disponíveis
de aterramento envolvidosno glossário.
nestes equipamentos.Ao longo dos
textos do capítulo, esses termos podem ser facilmente
Para que o aterramento de segurança possa cumprir corretamente o
identifi cados, pois estão em destaque.
seu papel, precisa ser bem projetado e construído. Além disso, deve
ser mantido em perfeitas condições de funcionamento.

Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir 49


diariamente com os equipamentos elétricos, pode detectar
imediatamente alguns tipos de anormalidades, antecipando
problemas e, principalmente, diminuindo os riscos de choque elétrico
por contato indireto e de incêndio e explosão.

3.1. Problemas operacionais

Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo


de aterramento são:

• Falta de continuidade; e
• Elevada resistência elétrica de contato.

É importante lembrar que Norma Petrobras N-2222 define o valor


de 1Ohm, medido com multímetro DC (ohmímetro), como o máximo
admissível para resistência de contato.

Alta Competência Capítulo 3. Problemas operaciona

3.4. Glossário 3.5. Bibliografia

Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIAN
manifesta no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma elétricos - inspeção e medição da re
corrente elétrica. Elétrica, 2007.

Ohm – unidade de medida padronizada pelo SI para medir a resistência elétrica. COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos
– Curso técnico de segurança do trab
Ohmímetro – instrumento que mede a resistência elétrica em Ohm.
NFPA 780. Standard for the Installation
Fire Protection Association, 2004.

Norma Petrobras N-2222. Projeto de


marítimas. Comissão de Normas Técn

Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instala


Brasileira de Normas Técnicas, 2005.

Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Pr


56 atmosféricas. Associação Brasileira d

Norma Regulamentadora NR-10. Seg


eletricidade. Ministério do Trabalho
www.mte.gov.br/legislacao/normas_
em: 14 mar. 2008.
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
98
100
102

Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os 104


105

insumos para o desenvolvimento do conteúdo desta apostila, 106


108

ou tenha interesse em se aprofundar em determinados temas, 110


112

basta consultar a Bibliografia ao final de cada capítulo. 114


115

Alta Competência Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança

1.6. Bibliografia 1.7. Gabarito NÍVEL DE RUÍDO DB (A)

CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
85
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
Elétrica, 2007. O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes 86
do uso de equipamentos e sistemas elétricos.
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade.
87
2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005. e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
88
Norma Petrobras N-2222. Projeto de aterramento de segurança em unidades
marítimas. Comissão de Normas Técnicas - CONTEC, 2005. A) Risco de incêndio e explosão B) Risco de contato 89
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
(B) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e 90
executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.” 91
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Proteção de estruturas contra descargas (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (...) devem ser
atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005. adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento 92
automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas
Norma Regulamentadora NR-10. Segurança em instalações e serviços em de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de 93
eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http:// operação.”
24 www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf> - Acesso em: (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão, (...) durante os 25 94
14 mar. 2008. trabalhos de reparação, ou sempre que for julgado necessário
à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de 95
NFPA 780. Standard for the Installation of Lightining Protection Systems. National advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem
96
Ao longo de todo o material, caixas de destaque estão
Fire Protection Association, 2004. a atenção quanto ao risco.”

Manuais de Cardiologia. Disponível em: <http://www.manuaisdecardiologia.med. (A) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados 98
br/Arritmia/Fibrilacaoatrial.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. à aplicação em instalações elétricas (...) devem ser avaliados quanto à
sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.” 100
presentes. Cada uma delas tem objetivos distintos.
Mundo Educação. Disponível em: <http://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/
parada-cardiorespiratoria.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir: 102
Mundo Ciência. Disponível em: <http://www.mundociencia.com.br/fisica/eletricidade/ (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes 104
choque.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. normalmente energizadas da instalação elétrica.

(F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer


105
riscos de choques elétricos.
106
(V) Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um

A caixa “Você Sabia” traz curiosidades a respeito do conteúdo (V)


equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica, se
houver falha no isolamento desse equipamento.

Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um


108
110

abordado Alta
deCompetência
um determinado item do capítulo. 112
“fio terra”.

(F) A queimadura é o principal efeito fisiológico associado à passagem


da corrente elétrica pelo corpo humano. 114 Capítulo 1. Riscos elét
115

Trazendo este conhecimento para a realid


observar alguns pontos que garantirão o
incêndio e explosão nos níveis definidos pela
É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a durante o projeto da instalação, como por ex
primeira observação de um fenômeno relacionado
com a eletricidade estática. Ele teria esfregado um • A escolha do tipo de aterramento fu
fragmento de âmbar com um tecido seco e obtido ao ambiente;
um comportamento inusitado – o âmbar era capaz de
atrair pequenos pedaços de palha. O âmbar é o nome • A seleção dos dispositivos de proteção
dado à resina produzida por pinheiros que protege a
árvore de agressões externas. Após sofrer um processo
• A correta manutenção do sistema elét
semelhante à fossilização, ela se torna um material
duro e resistente.

O aterramento funcional do sist

14
?
Os riscos VOCÊ
elétricosSABIA?
de uma instalação são divididos em dois grupos principais:

Uma das principais substâncias removidas em poços de


como função permitir o funcion
e eficiente dos dispositivos de pro
sensibilização dos relés de proteçã

MÁXIMA EXPOSIÇÃO
“Importante” é um lembrete
petróleo pelo pig de limpeza é adas
parafina. questões
Devido às
baixas temperaturas do oceano, a parafina se acumula
essenciais do uma circulação de corrente para a
por anormalidades no sistema elétr
DIÁRIA PERMISSÍVEL
8 horas conteúdo tratadovirno capítulo.
nas paredes da tubulação. Com o tempo, a massa pode
a bloquear o fluxo de óleo, em um processo similar
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
Observe no diagrama a seguir os principais ris
5 horas
à ocorrência de incêndio e explosão:
4 horas e 30 minutos
4 horas 1.1. Riscos de incêndio e explosão
3 horas e 30 minutos
ImpOrtAnte!
3 horas Podemos definir os riscos de incêndio e explosão da seguinte forma:
2 horas e 40 minutos É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
Situações associadas à presença de sobretensões, sobrecorrentes,
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
fogo no ambiente elétrico e possibilidade de ignição de atmosfera
1 hora e 45 minutos
potencialmente explosiva por descarga descontrolada de
1 hora e 15 minutos
eletricidade estática.
1 hora
45 minutos AtenÇÃO
35 minutos Os riscos de incêndio e explosão estão presentes em qualquer
30 minutos instalaçãoÉ e muito
seu descontrole se traduz
importante que principalmente
você conheça em os
danos
25 minutos pessoais, procedimentos específicosoperacional.
materiais e de continuidade para passagem de pig
20 minutos em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
8 minutos
7 minutos
reSUmInDO...

Recomendações gerais
• Antes do carregamento do pig, inspecione o
interior do lançador;
• Após a retirada de um pig, inspecione internamente
o recebedor de pigs;
• Lançadores e recebedores deverão ter suas
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
5 horas
4 horas e 30 minutos
4 horas
3 horas e 30 minutos
ImpOrtAnte!
3 horas
2 horas e 40 minutos É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
1 hora e 45 minutos
1 hora e 15 minutos
1 hora
45 minutos AtenÇÃO
35 minutos
30 minutos Já a caixa de destaque
É muito “Resumindo”
importante que você conheçaé uma os versão compacta
procedimentos específicos para passagem de pig
25 minutos
20 minutos dos principais pontos
em poços abordados no capítulo.
na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
8 minutos
7 minutos
reSUmInDO...

Recomendações gerais

? VOCÊ SABIA?
• Antes do carregamento do pig, inspecione o
interior do lançador;
Uma das principais substâncias removidas em poços de
• Apóspelo
petróleo a retirada
pig dede um pig, inspecione
limpeza internamente
é a parafina. Devido às
MÁXIMA EXPOSIÇÃO o recebedor
baixas de pigs;
temperaturas do oceano, a parafina se acumula
DIÁRIA PERMISSÍVEL nas paredes da tubulação. Com o tempo, a massa pode
8 horas • Lançadores e recebedores deverão ter suas
vir a bloquear o fluxo de óleo, em um processo similar
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
5 horas
4 horas e 30 minutos

Em “Atenção” estão destacadas as informações que não


4 horas
3 horas e 30 minutos
ImpOrtAnte!
3 horas
2 horas e 40 minutos devem ser esquecidas.
É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
1 hora e 45 minutos
1 hora e 15 minutos
1 hora
45 minutos AtenÇÃO
35 minutos
30 minutos É muito importante que você conheça os
25 minutos procedimentos específicos para passagem de pig
20 minutos em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
tricos e o aterramento de segurança
8 minutos
7 minutos
reSUmInDO...

Recomendações gerais
dade do E&P, podemos
controle dos riscos de
Todos os recursos• Antes
didáticos presentes nesta apostila têm
do carregamento do pig, inspecione o
as normas de segurança
xemplo:
como objetivo facilitar o aprendizado de seu conteúdo.
interior do lançador;
• Após a retirada de um pig, inspecione internamente
o recebedor de pigs;
uncional mais adequado
• Lançadores e recebedores deverão ter suas

o e controle;
Aproveite este material para o seu desenvolvimento profissional!

trico.

tema elétrico tem


namento confiável
oteção, através da
15
ão, quando existe
a terra, provocada
rico.

scos elétricos associados


Sumário
Introdução 15

Capítulo 1 - Combate a incêndio


Objetivos 17
1. Combate a incêndio 19
1.1. A importância da prevenção 19
1.2. Estratégias de combate 20
1.2.1. O que é um plano de emergência? 20
1.2.2. Qual é o objetivo deste plano de emergência? 20
1.2.3. Plano de emergência local 22
1.3. Teoria da combustão 23
1.3.1. Triângulo do fogo 24
1.3.2. Tetraedro do fogo 25
1.3.3. Limites de inflamabilidade/explosividade 26
1.3.4. Formação do fogo 29
1.4. Fontes de ignição 30
1.5. Transmissão de calor 31
1.5.1. Condução 31
1.5.2. Convecção 32
1.5.3. Radiação 32
1.6. Líquidos inflamáveis 33
1.6.1. Fenômenos relacionados com propriedades dos líquidos 34
1.6.2. Classificação dos líquidos 38
1.6.3. Fenômenos relacionados com propriedades dos gases
e vapores 39
1.7. Classes de incêndio 41
1.8. Métodos de extinção 42
1.8.1. Resfriamento 42
1.8.2. Abafamento 43
1.8.3. Isolamento 43
1.8.4. Quebra da reação em cadeia 43
1.9. Agentes extintores 44
1.9.1. Água 44
1.9.2. Propriedades do CO2 (gás carbônico) 46
1.9.3. Uso da espuma 47
1.9.4. Uso do pó químico 47
1.10. Equipamentos de combate a incêndio 48
1.10.1. Extintores 48
1.10.2. Classificação dos extintores 49
1.10.3. Condições para o uso adequado dos extintores 52
1.10.4. Tipos de extintores e recomendações de uso 53
1.10.5. Mangueiras de incêndio 56
1.10.6. Carretel de mangueira 57
1.10.7. Hidrantes 57
1.11. Exercícios 59
1.12. Glossário 62
1.13. Bibliografia 63
1.14. Gabarito 64
Introdução

O
fogo é um elemento natural, comum e, muitas vezes, essencial
ao planeta. Incêndios naturais e espontâneos sempre existiram.
Assim, em vários ecossistemas, espécies animais e principalmente
os vegetais foram sendo modelados pela relação com o fogo.

Quando abordamos o tema combate a incêndio somos imediatamente


remetidos à idéia de que o fogo é um elemento destruidor. Entretanto,
se refletirmos por alguns segundos, é possível perceber que o fogo
tem também um caráter construtor e que o seu uso para os mais
diversos fins pode ser considerado um dos maiores saltos culturais
dados pela humanidade. A grande maioria dos avanços tecnológicos
só foi possível com a sua utilização.
15
A metalurgia, a cerâmica, a culinária e a produção de vidro estão
entre os recursos tecnológicos que não poderiam fazer parte do
nosso cotidiano se não tivéssemos domesticado o fogo. Ele é capaz
de transmutar elementos, materiais e substâncias. E talvez esse
caráter misterioso, somado ao desconhecimento sobre sua natureza,
produção e comportamento, tenha gerado nos povos da antiguidade
a necessidade de atribuir-lhe o status de divindade. Assim, no
Hinduísmo ele é Agni, no Zoroastrismo ele é Atar e em muitas outras
religiões o fogo possui algum simbolismo importante.

O fascínio pelo fogo deve ter povoado as mentes humanas desde


sempre, mesmo antes de existir o que chamamos de humanidade. Os
primeiros indícios de uso do fogo são achados arqueológicos de mais
de um milhão de anos atrás. Eram fogueiras controladas, feitas por
hominídeos que existiram antes mesmo do Homo Sapiens ter andado
sobre o planeta. Para os hominídeos antigos o fogo era sinônimo
de segurança, aquecimento e uma alimentação melhor. O fogo era
usado na caça, na proteção contra predadores, na iluminação, no
preparo e esterilização de alimentos, na preparação de materiais,
etc. Foi certamente a primeira fonte de energia e a primeira forma
dominada e era, na concepção dos antigos gregos, um dos elementos
constituintes de todas as formas de matéria, junto com a água, o ar
e a terra.

RESERVADO
Alta Competência

Nesse sentido, o fogo acabou, na verdade, moldando a própria


evolução da nossa espécie. A sensação de que o fogo tem uma
natureza destrutiva só pode ser assumida quando não temos um
domínio completo do seu uso, comportamento, processo de produção
e manutenção. Entretanto, sempre que ele foge ao nosso controle,
presenciamos situações reais de risco à saúde e à coletividade.
Nesse contexto, surgem as situações identificadas com os conteúdos
abordados neste material de estudo.

16

RESERVADO
Capítulo 1
Prefácio

Combate a
incêndio

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Citar as medidas de controle a serem tomadas, de


acordo com o plano de emergência, em caso de incêndio
e/ou explosão;
• Distinguir componentes do tetraedro do fogo;
• Relacionar as condições associadas à propagação de calor
que contribuem para a evolução dos incêndios;
• Citar os principais agentes extintores usados para
combater incêndios;
• Correlacionar tipos de extintores às classes de incêndio nas
quais devem ser utilizados.

RESERVADO
Alta Competência

18

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

1. Combate a incêndio

U
m incêndio é fundamentalmente uma situação que envolve
uma fonte de fogo não controlada. Essas situações podem
ser muito perigosas, tanto para pessoas, quanto para
equipamentos e as próprias construções humanas. Um incêndio
produz uma grande quantidade de gases, resíduos e calor. Os
incêndios podem começar através de falhas na instalação elétrica ou
pela propagação de elementos como pontas de cigarro, fagulhas,
etc. O fogo pode se propagar com muita velocidade em certas
condições, especialmente em situações não atendidas por normas de
segurança. Nesse sentido, medidas preventivas são extremamente
importantes e eficientes para evitar esse tipo de infortúnio.

1.1. A importância da prevenção


19
Entende-se por prevenção de incêndio as atividades que visam evitar
seu surgimento, possibilitar a sua extinção e reduzir os seus efeitos.

A prevenção é importante porque compreende um somatório de


medidas, cujo objetivo é impedir o aparecimento de um princípio
de incêndio, dificultar a sua propagação, detectá-lo o mais rápido
possível e facilitar o seu combate, ainda na fase inicial.

A prevenção pode ainda, atacando de início as causas do incêndio e


usando todos os meios existentes, deter a propagação do mesmo até
a chegada da brigada de incêndio.

E se as devidas precauções não são tomadas para prevenir a presença


simultânea dos elementos essenciais à combustão? Quando acontece,
passa a existir também a possibilidade de ocorrência de incêndio. Isso
pode resultar em risco potencial para as pessoas expostas, danos aos
equipamentos e efeitos adversos no meio ambiente.

Pode-se citar como exemplo de medidas preventivas em unidades


offshore da indústria do petróleo:

RESERVADO
Alta Competência

• Estudar os riscos e implementar as recomendações nas fases


de projeto;

• Segregar as áreas seguras em relação às identificadas


como perigosas;

• Minimizar o acúmulo de hidrocarbonetos líquidos e


gasosos, bem como promover sua rápida remoção em caso
de ocorrência;

• Minimizar a probabilidade de ignição;

• Instalar sensores de gás, de forma a detectar a ocorrência de


acúmulo de gases e/ou vapores inflamáveis ou tóxicos, alertando
a população da instalação marítima de produção sobre a presença
de condições de risco, permitindo ações de controle para minimizar
20 a probabilidade do aumento de efeitos indesejados.

1.2. Estratégias de combate

As estratégias de combate são definidas no plano de emergência da


unidade. Algumas perguntas ajudam a conhecê-lo melhor.

1.2.1. O que é um plano de emergência?

É o plano que contempla todas as modalidades de atendimento às


emergências de uma instalação. É elaborado a partir das normas e
legislações internas, nacionais e internacionais, incluindo a N-2644
(Critérios para elaboração de plano de contingência local).

1.2.2. Qual é o objetivo deste plano de emergência?

O objetivo é estabelecer os procedimentos a serem seguidos para


o controle das situações de emergência que venham a ocorrer na
plataforma, a fim de minimizar as suas conseqüências, bem como
definir as responsabilidades, recursos, materiais e equipamentos a
serem utilizados.

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

Toda unidade possui uma equipe de emergência com atribuições


específicas que é composta pelos chamados grupos de ação. Esse grupo,
responsável pela execução das ações previstas nos procedimentos
operacionais de resposta, é composto por um número variável de
pessoas, comandadas por um líder e poderá ser composto por:

• Brigada de incêndio;

• Primeiros socorros;

• Operações de emergência da embarcação;

• Operações de emergência da produção;

• Operações de emergência de facilidades;

• Manutenção de emergência;

• Coordenador local;
21
• Técnico de segurança;

• Tripulação de baleeiras;

• Equipe de transbordo;

• Tripulação do bote de resgate;

• Equipe de resgate em espaços confinados.

As medidas de controle que devem ser tomadas, de acordo com o


plano de emergência, em caso de incêndio e explosão, são:

• O primeiro combate deve ser efetuado pelo primeiro


observador, a partir dos recursos manuais e/ou portáteis de
combate ao incêndio existentes no local;

• Em locais protegidos por sistema de inundação de CO2, certificar-


se que não existam pessoas no interior da área a ser inundada;

• Bloquear as válvulas do produto que estejam alimentando a


combustão e isolar e drenar o produto contido no equipamento
(vaso ou tanque), para local seguro;

RESERVADO
Alta Competência

• Se os dispositivos automáticos de segurança não forem


suficientes, a brigada de incêndio deve ser acionada utilizando
as técnicas para o atendimento às emergências;

• Se as técnicas aplicadas pela brigada de incêndio ainda não


forem suficientes, o Coordenador local deverá acionar o plano
de emergência local.

1.2.3. Plano de emergência local

Pode-se definir esse plano como o documento, ou conjunto de


documentos, que contém as informações sobre:

• Instalação e sua área de influência;

• Cenários acidentais;
22
• Procedimentos para resposta aos diversos tipos de incidentes
passíveis de ocorrência, decorrentes de suas atividades, incluindo
definição dos sistemas de alerta e comunicação de incidentes;

• Estrutura Organizacional de Resposta (EOR);

• Equipamentos e materiais de resposta;

• Procedimentos operacionais de resposta e de encerramento


das operações;

• Mapas, cartas náuticas, plantas, desenhos, fotografias e


outros anexos.

ATENÇÃO

Deve-se verificar, em cada unidade, com o técnico


de segurança, os recursos manuais e portáteis
disponíveis, assim como as estratégias de combate
a incêndio.

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

1.3. Teoria da combustão

O estudo das técnicas de combate a incêndio impõe a abordagem


prévia de alguns conceitos fundamentais. Um dos principais é o
conceito de combustão.

A combustão é um dos fenômenos mais comuns em nosso cotidiano.


Quimicamente, ela pode ser definida como uma reação química do
tipo exotérmica, ou seja, que ao acontecer vem acompanhada de
uma grande liberação de calor para o ambiente.

Objetivamente, é um fenômeno físico-químico complexo no qual


um material combustível se combina com um material comburente
liberando energia em forma de calor e energia luminosa.

Assim, pode-se representar a reação da combustão através do


esquema a seguir: 23

Luz
Combustível Fonte de +
+ ignição Calor
Comburente +
Resíduos

O esquema mostra que a reação química que envolve combustível


e comburente é promovida a partir de uma fonte de calor inicial.
Isso leva à formação de uma reação em cadeia, com a liberação de
energia na forma de luz e calor e, conseqüentemente, são gerados
subprodutos na forma de gases (vapor d’água, monóxido, dióxido de
carbono, dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio), além de cinzas
e resíduos de carbono (carvão, fuligem, coque, etc.).

RESERVADO
Alta Competência

Em resumo, pode-se definir que:

Combustível: é o material sólido, líquido, gasoso capaz de reagir


com o comburente, em geral o gás oxigênio, através de uma reação
de combustão.
Comburente: é o material gasoso que permite que ocorra a reação
de oxidação de um material combustível, produzindo assim a
combustão.
Reação em cadeia: processo de manutenção da reação química, no
qual a energia gerada pela queima promove a continuidade da
queima do combustível.

Em nosso cotidiano, existem vários exemplos de processos de


combustão, incluindo desde a simples chama de uma vela ou a queima
do gás de fogão, até a explosão do combustível que ocorre dentro
24 dos motores de automóveis.

SÓLIDO LÍQUIDO GÁS


INFLAMÁVEL INFLAMÁVEL INFLAMÁVEL

4 3 2

ATENÇÃO

As placas regulamentadas alertam para a


existência de materiais inflamáveis nos estados
sólido, líquido e gasoso.

1.3.1. Triângulo do fogo

Algumas condições iniciais devem ser consideradas fundamentais para


que algum material inflamável ou combustível entre em combustão.

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

Assim, pode-se representar esses elementos básicos através de uma


figura geométrica denominada triângulo de fogo.

Comburente

Combustível Calor

Como pode-se perceber na representação anterior, existem três


elementos que precisam estar presentes para que tenha início uma
reação de combustão. São eles:
25
• Oxigênio;

• Combustível;

• Calor.

1.3.2. Tetraedro do fogo

Durante o processo da combustão surge um quarto elemento da


combustão − a reação em cadeia. A partir desse ponto, pode-se
verificar que a combustão será mais adequadamente representada
através de um tetraedro do fogo.

Reação em cadeia
Oxigênio
Calor

Combustível

RESERVADO
Alta Competência

Pode-se afirmar que uma reação em cadeia se processa a partir de


dois fenômenos básicos:

• Ruptura das moléculas dos combustíveis, que resulta em


radicais (pirólise) e elétrons;

• Reação dos radicais com as moléculas dos combustíveis e os


elétrons tornando o oxigênio mais reativo, aumentando a
intensidade da oxidação.

A energia liberada pela ruptura das moléculas do combustível


retroalimenta a queima, mantendo o ciclo de queima do combustível.

Somente quando um dos fatores da combustão deixa de estar


presente é que ocorre a extinção da chama. Os diferentes processos
de combate a incêndio se baseiam em formas distintas de interrupção
26 da reação em cadeia.

1.3.3. Limites de inflamabilidade/explosividade

Para que o processo de combustão possa ocorrer é necessário que o


combustível seja convertido do estado sólido ou líquido para o estado
gasoso. Nesse estado ele será combinado com o oxigênio do ar numa
proporção exata. Esta proporção é determinada pelo percentual em
volume dos vapores combustíveis no ar.

Os gases inflamáveis, apesar de serem combustíveis, necessitam


de uma determinada concentração para que possam entrar em
ignição. Se a proporção de partículas de gás em um ambiente for
muito reduzida, em relação à atmosfera circundante, a ignição não
acontecerá, mesmo que estejam presentes os demais componentes
da combustão (comburente e fonte de ignição).

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

Limite de explosividade

A concentração mínima a partir da qual pode ocorrer a auto-ignição


é denominada Limite Inferior de Explosividade (LIE). Esses valores
são estabelecidos através da análise da concentração do gás em
relação à atmosfera ambiente circulante (considerando que seja o
ar atmosférico). Por outro lado, sabendo que a queima só ocorre
quando há um gás comburente, existe também um Limite Superior
de Explosividade (LSE), a partir do qual a auto-ignição pode não
acontecer devido à concentração muito pequena de comburente.

O limite de inflamabilidade é expresso em porcentagem por volume


de vapor no ar, ou seja, consideramos que um gás está em uma
concentração de 1% quando o seu volume é igual a 10.000ppm
(10.000 partes por milhão).

As misturas que compõem a escala de inflamabilidade podem ser 27


assim classificadas:

Mistura pobre Combustível em quantidade insuficiente para a combustão.

Mistura inflamável Combustível em quantidade adequada para a combustão.

Mistura rica Combustível em quantidade excessiva para a combustão.

Importante!
A menor concentração de um gás que pode entrar em
ignição é chamada de Limite Inferior de Explosividade
(LIE). A maior concentração é chamada de Limite
Superior de Explosividade (LSE). Abaixo do LIE a
mistura do combustível com o oxigênio é chamada
de mistura pobre e acima do LSE, mistura rica.

RESERVADO
Alta Competência

Limite Inferior e Superior de Explosividade

Observando o esquema anterior, deduz-se que a combustão


acontecerá quando houver uma concentração do gás (na mistura
com o ar) maior que 5% e menor que 15%.

Se o gás estiver presente em valores menores que o Limite Inferior de


28 Explosividade (LIE), a combustão não acontecerá por que a mistura,
sendo do tipo pobre, não fornecerá material combustível suficiente
para permitir a combustão.

Por outro lado, se o gás estiver em uma concentração maior do que


15% (mistura rica) formará uma mistura tão carente de oxigênio que,
da mesma forma, não permitirá a ignição.

A tabela a seguir aponta alguns limites superiores e inferiores


de explosividade em relação a alguns materiais (gases)
potencialmente inflamáveis.

Proporção volumétrica de gases/vapores no ar (%)


Gases/vapores
LIE LSE
(Limite Inferior de Explosividade) (Limite Superior de Explosividade)
Acetileno 2 > 80,0
Monóxido de carbono 12,5 74
Querosene 0,6 5
Hexano 1,1 7,5
Etanol 3,3 13,7
Hidrogênio 4 75
Metanol 6,7 36

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

? VOCÊ SABIA?
Em 1878, um moinho na cidade de Mineápolis (estado
de Minesota - EUA) foi alvo de um terrível acidente: a
explosão de um silo de armazenamento de farinha.

A farinha de trigo, por mais estranho que possa


parecer, pode entrar em ignição e até explodir. Isso
pode acontecer em um ambiente confinado se
tivermos um cenário favorável como a presença de
material combustível (pó de farinha em suspensão),
um comburente (ar), um ambiente confinado (silo) e
uma fonte de ignição (fagulha). Bastará uma pequena
fagulha em uma atmosfera contaminada com farinha
em pó para gerar uma explosão. Para saber mais sobre
esse tema você pode ler o artigo “Risco em trabalho
em Silos e Armazéns”, disponível em: <http://www. 29
ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/silo.htm>. Acesso
em: 18 abr 2008.

1.3.4. Formação do fogo

Sólidos e líquidos inflamáveis e combustíveis possuem mecanismos


semelhantes de combustão. Quando esses materiais são aquecidos
liberam vapores que, ao interagirem com o oxigênio, formam uma
mistura inflamável (explosiva). Uma atmosfera formada por esse
tipo de mistura pode entrar em ignição quando em presença de
uma fonte de calor (uma chama, fagulha, centelha, superfícies
superaquecidas, etc.).

Esse fenômeno dependerá sempre de variáveis como a


concentração dos vapores inflamáveis da mistura e a ventilação
no ambiente em questão.

Quando as condições anteriores são atendidas aparece uma chama


na superfície do material, que aumenta a vaporização, gerando uma
reação em cadeia que alimenta a chama.

RESERVADO
Alta Competência

Importante!
É válido lembrar que líquidos e sólidos inflamáveis
podem liberar vapores também inflamáveis, portanto,
também podem ser potencialmente explosivos.

1.4. Fontes de ignição

O senso comum, em geral, nos leva a imaginar que um material só


poderá entrar em combustão se existir a presença de uma chama
(fogo). Entretanto, a ignição pode ser provocada por diferentes fatores.
Assim, pode-se definir uma fonte de ignição como qualquer agente ou
condição que, ao introduzir a energia mínima necessária, pode dar
início ao processo de combustão na mistura combustível/comburente.

30
Podem constituir fontes de ignição:

• Chamas;

• Superfícies aquecidas acima da temperatura de auto-ignição;

• Fagulhas;

• Centelhas e arcos elétricos;

• Atmosferas superaquecidas.

Exemplos de situações potencialmente ignitivas:

• Soldagem ou corte a maçarico;

• Motores elétricos (centelhamento na escova);

• Interruptores e chaves elétricas;

• Tubulações aquecidas acima do ponto de auto-ignição;

• Esmerilhamento de metais que produza faiscamento;

• Filamentos superaquecidos.

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

Tabela de temperaturas mínimas de auto-ignição


Gás Comburente
  Ar (ºC) Oxigênio (ºC)
Acetileno 305 296
Butano 420 285
Propano 480 470
Etano 515 -
Hidrogênio 570 560
Metano 580 555
Monóxido de carbono 630 -

? VOCÊ SABIA?
Os materiais inflamáveis podem entrar em
combustão espontaneamente, apenas pela elevação
da temperatura ambiente até a temperatura mínima
de auto-ignição.

31
1.5. Transmissão de calor

O calor pode ser fisicamente definido como a quantidade de energia


cinética das partículas que compõem um corpo ou material. Essa energia
vibratória pode ser transmitida de um corpo a outro de diversas formas.
Por analogia, os incêndios, por serem manifestações caloríferas, podem
também se propagar de três maneiras fundamentais:

• Por condução;

• Por convecção;

• Por radiação.

1.5.1. Condução

Condução é a forma de propagação do calor através da qual a energia


se propaga de molécula a molécula. Os materiais mais compactos,
nos quais as moléculas estão mais próximas, tendem a transferir mais
eficientemente o calor devido ao movimento cinético (vibratório) das
moléculas aquecidas.

RESERVADO
Alta Competência

1.5.2. Convecção

A convecção pode ser definida com um fluxo de fluidos (gases ou


líquidos) que, devido à variação da sua densidade por aquecimento,
assume um movimento ascendente com a conseqüente formação de
um ciclo sensitivo.

1.5.3. Radiação

Na radiação, a transmissão do calor ocorre por ondas de radiação


térmica que se deslocam no ar. A energia é transmitida na velocidade
da luz em todas as direções. Ao encontrar um sólido, as ondas são
absorvidas e o calor começará a se propagar por condução.

32

Esquema representativo das formas de propagação do calor

A figura anterior representa as três diferentes formas de propagação


de calor, utilizando uma situação comum em construções humanas,
nas quais a parede interage com a atmosfera exterior e interior da
construção.

A radiação solar, ao conduzir os raios infravermelhos (transmissão por


irradiação), transfere energia para as paredes dos prédios. Sabe-se que
os cômodos voltados para o lado que recebe iluminação solar direta
tendem a ser mais aquecidos. Esse calor, transmitido por condução,
acontece quando as partículas que compõem a parte exterior da
parede absorvem calor e vibram intensamente (ao nível microscópico),
transportando o calor até a parte interna do cômodo.

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

Quando a parede está suficientemente aquecida, a temperatura do


ar ao redor desse ponto começa a aumentar. O ar, em contato com a
parede, começa a aumentar de volume (dilatação) e sua densidade
começa a se reduzir. O restante do ar do cômodo, mais frio, tende
a ocupar o espaço deixado pela corrente de convecção e, alguns
minutos mais tarde, todo o cômodo estará aquecido.

? VOCÊ SABIA?
Os praticantes de asa-delta e parapente, da mesma
forma que as aves aquáticas, usam as correntes termais
para se elevarem, ampliando assim a sua autonomia de
vôo. Essas correntes, capazes de elevar os praticantes
a vários quilômetros de altura, são exemplos de fluxos
ascendentes de convecção, nos quais as correntes
aquecidas de ar, por serem menos densas, elevam-se,
arrastando para o alto os praticantes das modalidades
33
acima e as aves aquáticas.

1.6. Líquidos inflamáveis

Um líquido inflamável, dependendo da sua composição e dos cuidados


envolvidos no seu manuseio, pode ser o causador de um incêndio. As
operações que envolvam produção, armazenamento e transporte de
líquidos inflamáveis devem ser acompanhadas de todos os cuidados
necessários. As normas técnicas relacionadas com essa temática têm
o objetivo de prever e padronizar critérios para tornar seguras as
operações que envolvam essas substâncias.

A classificação dos líquidos é extremamente importante para evitar


a combustão espontânea em qualquer das operações citadas no item
anterior. A Norma Regulamentadora NR-20 (Líquidos combustíveis
e inflamáveis) do Ministério do Trabalho e Emprego e a norma da
Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 7505 (Armazenamento
de petróleo, seus derivados líquidos e álcool) regulamentam o
manuseio desses materiais.

RESERVADO
Alta Competência

1.6.1. Fenômenos relacionados com propriedades dos líquidos

Alguns fenômenos físicos, relacionados com as propriedades dos


líquidos, são importantes para a melhor compreensão do processo
de combustão e, conseqüentemente, das técnicas de combate a
incêndio. São eles:

• Pressão a vapor;

• Ponto de fulgor;

• Ponto de combustão;

• Ponto de ignição;

• Miscibilidade;

• Densidade.
34
a) Pressão a vapor

Fenômeno relacionado a uma temperatura na qual um líquido,


que ocupa parcialmente um recipiente fechado, tem interrompida
a passagem de suas moléculas para a fase de vapor, devido à
pressão exercida pelas próprias moléculas do vapor sobre a
superfície desse líquido.

A seguir, pode-se observar um exemplo de aumento de temperatura


em conseqüência do aumento de pressão em um sistema fechado.

Aumento da temperatura com conseqüente aumento da pressão de vapor

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

A figura anterior apresenta um sistema no qual existe uma fase gasosa


(ar) e uma fase líquida (água). O infográfico mostra a evolução em
relação à temperatura, que aumenta de 1 para 3.

Observe que o manômetro (à esquerda) indica o aumento da pressão


do vapor e o termômetro (à direita) indica a subida da temperatura.

A seguir, apresentamos uma análise detalhada do esquema anterior.

O primeiro esquema (1), com a


Vapor
temperatura baixa, a pressão do vapor é
pequena e a taxa de evaporação (setas ↑)
é grande.
Água
35

Com o aumento da temperatura e da


evaporação, as moléculas aumentam a sua
Vapor energia cinética e passam para o estado
gasoso (vapor d’água). Nesse ponto, a
pressão na parte aérea do recipiente começa
Água a aumentar, fazendo com que uma parte
das moléculas seja comprimida e retorne
ao estado líquido (setas ↓).

Entretanto, esse processo pode, com o


aumento da temperatura, atingir um
Vapor estado de equilíbrio. Nesse ponto, a
força de vaporização influenciada pelo
aumento da temperatura equivale à força
Água da pressão do vapor. Assim, a quantidade
de moléculas que passa ao estado gasoso
(vaporizadas) é equivalente à quantidade
de moléculas que retornam ao estado
líquido (liquefeitas).

RESERVADO
Alta Competência

b) Ponto de fulgor

É a menor temperatura na qual um líquido libera vapor suficiente


para formar uma mistura inflamável. Se houver a presença dos
demais elementos da combustão (fonte de ignição + comburente)
pode resultar em um flash (flash point) iniciando a combustão. Nessa
temperatura, a quantidade de vapor não é suficiente para dar
continuidade à combustão.

A figura ilustra um experimento de


determinação de ponto de fulgor
de um líquido inflamável. Ele é
aquecido até atingir a temperatura
mínima em que produz uma chama
rápida ou combustão instantânea.
36

c) Ponto de combustão

Temperatura alguns graus acima do ponto de fulgor, na qual o líquido


libera vapor em quantidade suficiente para iniciar e dar continuidade
à combustão na presença de uma fonte de ignição.

d) Ponto de ignição

Menor temperatura de uma superfície ou de uma centelha capaz de


iniciar a combustão.

e) Miscibilidade

É a propriedade que permite que duas ou mais substâncias puras


ou materiais interajam e formem uma mistura. Alguns materiais no
estado líquido podem se misturar com outros formando misturas
uniformes e estáveis (homogêneas).

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

O tipo básico de molécula de uma substância (polar ou apolar)


influencia muito na solubilidade. Assim, pode-se dizer que as
substâncias polares dissolvem substâncias polares, enquanto
substâncias apolares dissolvem substâncias apolares. Então, pode-
se concluir que existe um comportamento do tipo “semelhante
dissolve semelhante”.

Molécula polar Molécula apolar

pólo pólo
positivo negativo

Uma substância é dita polar quando suas moléculas apresentam uma


distribuição desigual de cargas positivas e negativas. A água é um
exemplo de substância polar.

37
Por outro lado, a molécula de uma substância será classificada como
apolar quando houver uma distribuição uniforme de cargas elétricas
na sua estrutura.

? VOCÊ SABIA?
O sabão é uma substância que apresenta duas
extremidades com afinidades opostas. Uma é hidrófila,
ou seja, se combina com a água e a outra é lipófila,
isto é, tem afinidade com gordura.

É exatamente por causa dessa característica que o


sabão permite que limpemos a gordura na lavagem.
Isso acontece por que as moléculas de água são
polares, enquanto as gorduras são apolares. Por isso, a
água é incapaz de limpar (dissolver) as gorduras. Essa
característica ambígua da molécula de sabão permite,
então, que ela se ligue ao mesmo tempo com a água e
com a gordura, facilitando, assim, a limpeza em geral.

RESERVADO
Alta Competência

f) Densidade

A densidade absoluta é a característica da matéria que relaciona a


quantidade de partículas por volume ocupado. Logo, pode-se afirmar
que cada material possui sua própria densidade.

A temperatura é um fator que influi diretamente na densidade


dos materiais. O conceito de densidade foi estabelecido a partir da
comparação com a água, que é um padrão para a densidade = 1g/cm3.
Assim, pode-se considerar genericamente que 1 centímetro cúbico de
água terá a massa de um grama.

• D < 1 – Combustível líquido (exemplo: hidrocarbonetos líquidos);

• D > 1 – Combustível líquido (exemplo: furfural).

38

Como pode-se observar, o esquema mostra os diferentes


comportamentos dos líquidos de densidades diferentes quando
entram em contato com a água. Nesse sentido, é possível afirmar que
o furfural (utilizado como solvente) afundará quando misturado à
água, enquanto os hidrocarbonetos líquidos tenderão, com o tempo,
a se deslocar para cima da coluna de água.

1.6.2. Classificação dos líquidos

Segundo a Norma Regulamentadora NR-20 (Líquidos combustíveis e


inflamáveis), que dispõe sobre líquidos combustíveis e inflamáveis,
um líquido pode ser classificado como:

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

• Combustível (Classe III);

O item 20.1.1 dessa norma, define um líquido combustível como:

“Todo aquele que possua ponto de fulgor igual ou


superior a 70ºC (setenta graus centígrados) e inferior
a 93,3ºC (noventa e três graus e três décimos de
graus centígrados).”

• Inflamável (Classe I e II).

O item 20.2.1 define um líquido inflamável como:

“Todo aquele que possua ponto de fulgor inferior a


70ºC (setenta graus centígrados) e pressão de vapor
que não exceda 2,8kg/cm2 absoluta a 37,7ºC (trinta
39
e sete graus e sete décimos de graus centígrados).”

A Norma ABNT NBR 7505, em síntese, adota uma definição


semelhante, apresentada no quadro a seguir:

Classificação Classe Comportamento do líquido

I Possui ponto de fulgor inferior a 37,7ºC.


Inflamável
II Possui ponto de fulgor igual ou superior a 37,7 ºC e inferior a 70ºC.

Combustível III Possui ponto de fulgor igual ou superior a 70 ºC.

1.6.3. Fenômenos relacionados com propriedades dos gases e vapores

Os gases e vapores apresentam grande mobilidade no ar. A ventilação é


uma variável importante, pois determina maior ou menor mobilidade.

A temperatura do ambiente também interfere na mobilidade dos


gases, pois altera a densidade dos gases e vapores. Um gás aquecido
será sempre menos denso do que o mesmo gás resfriado. Por isso, o
aumento significativo na temperatura, como ocorre nos incêndios,
forma correntes de convecção que favorecem em muito a disseminação
das chamas.

RESERVADO
Alta Competência

a) Densidade de gases e vapores (em relação ao ar)

A densidade dos gases e vapores toma como referência a densidade


do ar (entre 1 e 20˚ C), ou seja, o peso de um volume de vapor ou de
gás é comparado com o peso de igual volume de ar seco, nas mesmas
condições de temperatura e pressão. Dessa forma, nessas condições,
a densidade do ar varia com valores próximos a 1,2 kg/m3.

b) Comportamento dos gases

Os gases que apresentam densidades maiores que a do ar atmosférico


tendem a fluir para as partes baixas de instalações, edificações, galerias,
poços e outras partes rebaixadas, quando ocorre alguma situação de
vazamento ou mesmo de drenagem durante a operação.

De forma oposta, os gases menos densos, ditos leves, quando


40 liberados tendem a subir e formar bolsões em partes elevadas como
tetos, abóbadas e outros tipos de partes altas de edificações.

O acúmulo desses gases em ambientes confinados ou mal ventilados


pode representar um risco considerável de explosão, caso haja uma
fonte de ignição.

Os diferentes tipos de gases inflamáveis podem apresentar distintos


comportamentos, dependendo da sua densidade absoluta ou relativa
em relação à atmosfera na qual ele está sendo liberado.

Assim, pode-se dizer que:

Gases menos densos Gases mais densos


São mais leves que o ar São mais pesados que o ar
Característica
atmosférico. atmosférico.

Possuem movimento ascendente, Possuem movimento descendente,


Comportamento tendendo a se espalhar na tendendo a se acumular em partes
atmosfera. baixas de edificações, dutos, etc.

Propriedade Fácil dispersão. Dispersão lenta.

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

A tabela a seguir apresenta uma comparação das densidades dos


diferentes tipos de gases com o ar atmosférico, possibilitando prever
o seu comportamento em condições.

Densidade Absoluta Densidade Relativa ao ar


Gás
(kg/Nm³) (kg/Nm³)
Hidrogênio 0,09 0,07
Metano 0,72 0,56
Gás natural da Bolívia 0,78 0,60
Gás natural de Campos 0,79 0,61
Gás natural de Santos 0,83 0,64
Acetileno 1,17 0,91
Monóxido de carbono 1,25 0,97
Eteno (ou etileno) 1,26 0,98
Ar 1,29 1,00
Etano 1,35 1,05
Propeno (ou propileno) 1,91 1,48 41
Propano 2,01 1,56
GLP (médio) 2,35 1,82
Buteno-1 2,58 2,00
N-Butano 2,69 2,09
Iso-Butano 2,68 2,08

1.7. Classes de incêndio

O incêndio é primariamente classificado de acordo com as


características do tipo de material em combustão. Existem cinco
classes de incêndio, identificadas pelas letras A, B, C, D e K,
conforme tabela a seguir:

APARAS DE PAPEL
A MADEIRAS
Materiais sólidos que deixam resíduos
Classe A após a queima, tais como: madeira, papel,
tecidos, etc.
LÍQUIDOS
B INFLAMÁVEIS Incêndios em líquidos e gases combustíveis
ou em sólidos que se liquefazem quando
Classe B
entram em combustão, tais como: gasolina,
diesel, GLP, parafina, etc.

RESERVADO
Alta Competência

C EQUIPAMENTOS
ELÉTRICOS

Incêndio em equipamentos elétricos


Classe C energizados, tais como: motores, painéis,
cabos, geradores.

METAIS
D COMBUSTÍVEIS

Incêndios em metais combustíveis, tais


Classe D como: magnésio, titânio, potássio, zinco,
sódio, etc.

ÓLEO E
K GORDURA

Incêndios em materiais oleosos, tais como:


Classe K
óleo combustível, gordura em cozinhas, etc.

1.8. Métodos de extinção


42
O processo de extinção de incêndios tem como base a análise das
condições envolvidas e a interrupção de algum dos componentes do
tetraedro de fogo. A seguir será apresentado como pode ser feito
esse processo de extinção.

1.8.1. Resfriamento

Esse método tem por princípio reduzir o calor gerado, provocando a


queda da temperatura abaixo da temperatura de combustão ou de
ignição e, em certos casos, abaixo do ponto de fulgor.

Resfriamento

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

A ilustração anterior apresenta exemplo de extinção de chamas


através do método de resfriamento.

1.8.2. Abafamento

É o meio pelo qual ocorre a redução da presença do ar, do


oxigênio, isto é, do comburente, no processo da queima. Em outras
palavras, esse método elimina um dos principais componentes do
triângulo do fogo.

43

Abafamento

Nessa técnica o objetivo é eliminar ou reduzir bruscamente a fonte


de comburente (ar atmosférico).

1.8.3. Isolamento

Consiste na retirada ou na interrupção do fluxo do combustível que


alimenta as chamas e daqueles ainda não atingidos pelo incêndio.
Um bom exemplo desse método é o fechamento de válvulas.

1.8.4. Quebra da reação em cadeia

É o método conhecido como extinção química. O agente extintor


reage com os produtos intermediários da combustão (radicais livres e
elétrons), reduzindo a intensidade da combustão, até eliminá-la.

RESERVADO
Alta Competência

Quebra da reação em cadeia

1.9. Agentes extintores

Um agente extintor pode ser definido como todo material que, aplicado
ao incêndio, interfere em sua reação química e, conseqüentemente,
44 desestrutura o tetraedro do fogo.

Ao provocar uma descontinuidade, o agente extintor altera as


condições essenciais para a existência da combustão, colaborando
para a extinção da chama.

Os agentes extintores podem atuar de diferentes formas para


cumprir sua função, podendo extinguir as chamas por resfriamento,
abafamento, diluição ou outros métodos. Estes agentes podem ser
encontrados nos estados líquido, gasoso ou sólido.

1.9.1. Água

A água é utilizada como agente de combate a incêndio. Ela pode ser


utilizada para promover o resfriamento, abafamento, emulsificação,
diluição. Pode ser aplicada sob a forma de neblina e em jato.

Combate a incêncio com utilização de água

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

a) Ação: Resfriamento

Se o material em combustão é resfriado abaixo da temperatura em que


libera vapores em quantidade suficiente para manter a combustão,
as chamas serão extintas.

ATENÇÃO

O resfriamento não é eficiente para a extinção de


incêndios em gases e em líquidos com ponto de
combustão abaixo da temperatura da água aplicada.

b) Ação: abafamento

Esse tipo de extinção está relacionado a uma mudança de estado 45


físico da água, ou seja, passa do estado líquido para o estado
gasoso (vapor).

A eficiência desse processo é em função da forma como a água é


aplicada sobre o combustível. Quando aplicada na forma pulverizada,
a superfície de contato é muito maior, o que determina maior
velocidade nessa mudança de estado.

Quando o vapor é gerado em quantidade suficiente, a concentração


de oxigênio é gradativamente reduzida, o que diminui a intensidade
da combustão até extingui-la.

c) Ação: emulsificação

Não é empregada em líquido que possua alta pressão de vapor devido


à pouca eficiência.

Deve ser tomado um cuidado especial quando a água é usada com


essa finalidade, pois aumenta o volume do líquido contido em um
recipiente, podendo resultar no transbordamento.

RESERVADO
Alta Competência

d) Ação: diluição

A diluição pode ser usada com sucesso em incêndios envolvendo


líquidos polares (miscíveis com a água), porque estes permitem a
formação de misturas adequadas à extinção da chama. Testes em
laboratório mostram que, para o álcool etílico, a proporção mínima é
de 4 litros de água por litro de álcool.

1.9.2. Propriedades do CO2 (gás carbônico)

O gás carbônico, também conhecido como dióxido de carbono, é


utilizado para a extinção de incêndio em equipamentos elétricos
energizados e em líquidos inflamáveis.

Seu princípio de extinção é o abafamento. Quando lançado sobre


um material em combustão, envolve-o e reduz o oxigênio a uma
46 concentração que torna impossível a manutenção da combustão.

• Propriedades do CO2:

• Densidade: 1,98 kg/m3;

• Reatividade: inerte;

• Insípido, incolor e inodoro;

• Não corrosivo;

• Asfixiante simples;

• Boa penetração;

• Expansão: 500 (1 kg líquido = 500 l gás);

• Não deixa resíduo;

• Não conduz eletricidade.

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

1.9.3. Uso da espuma

A espuma pode ser química ou mecânica, conforme o seu processo


de formação na extinção das chamas.

A espuma química é formada através da reação entre as soluções


aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio.

A espuma mecânica é produzida pela mistura de água com um líquido


gerador de espuma (LGE) e ar.

Em ambos os casos a principal ação extintora é o abafamento, contudo


a espuma também extingue as chamas resfriando o ambiente no qual
existe o processo de combustão.

• Uso:
47

• A espuma não é apropriada para incêndios em gases;

• Nos incêndios da classe A, apresenta relativa eficiência, sendo


superior ao pó químico e ao CO2, porém inferior à água;

• Como conduz eletricidade, não deve ser utilizada em incêndios


da classe C.

1.9.4. Uso do pó químico

É um material pulverulento, reduzido a um pó finamente moído,


tratado para ser repelente à água, que escoa fluidamente por
tubulações, eliminando as chamas por interrupção das reações
em cadeia.

• Uso:

• O pó químico não é condutor de energia elétrica, portanto,


pode ser usado em equipamentos elétricos energizados.
Entretanto, em circuitos delicados, como os computadores,
a utilização não é recomendada, pois fica impregnado nos
componentes, dificultando a limpeza. Pode ser usado em gases,
líquidos e sólidos combustíveis;

RESERVADO
Alta Competência

• Devido à rapidez com que o pó químico extingue as


chamas, pode ser usado na extinção de incêndios da classe A.
Entretanto, por não atuar em profundidade, a extinção deve ser
complementada com a aplicação da água.

? VOCÊ SABIA?
Em uma situação de acidente, não se deve deixar uma
pessoa correr, caso esteja com as roupas em chamas. Se
necessário, derrube-a no chão e cubra-a com um tecido
como cobertor, tapete ou casaco, ou faça-a rolar no chão.
Em seguida, procure auxílio médico imediatamente.

Essa recomendação considera dois aspectos:

1. Quando há uma movimentação, como em uma


corrida, promove-se uma ventilação melhor do material
48
combustível e, conseqüentemente, das chamas;

2. Quando se realiza o abafamento ou rolamento


da vítima no chão, reduz-se a participação do
comburente (ar atmosférico), provocando a extinção
das chamas por abafamento.

1.10. Equipamentos de combate a incêndio

Para facilitar a utilização dos agentes extintores foram desenvolvidos


os equipamentos de combate a incêndio. São eles:

1.10.1. Extintores

Quando um incêndio é detectado, os extintores são, normalmente,


os primeiros equipamentos a serem utilizados. Sua pronta e correta
utilização pode levar à extinção do foco inicial, evitando que o
incêndio aumente e assuma proporções maiores.

Cada situação, local ou tipo de incêndio pode exigir um tipo diferente


de extintor. Eles podem variar em relação ao volume (tamanho), à
pressão de trabalho e ao tipo de agente extintor.

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

1.10.2. Classificação dos extintores

a) Quanto ao tamanho

• Portáteis

São aqueles que têm um peso total, incluindo cilindro, componentes


e agente extintor, de até 25 kg.

49

Extintores portáteis

• Sobre-rodas (carretas)

São extintores que possuem um peso total acima de 25 kg.

Extintores sobre-rodas

RESERVADO
Alta Competência

b) Quanto à pressão

• Pressão Permanente (PP)

Grande parte dos extintores portáteis, aqueles mais comuns em


nosso cotidiano, são do tipo permanentemente pressurizado.
Neles, a pressão está contida no interior do próprio extintor,
podendo ser produzida por dois diferentes tipos de gases:

• Nitrogênio:

Esse gás é normalmente introduzido em extintores que utilizam


água, pó químico e espuma mecânica como agentes extintores,
pois estes não geram pressão suficiente.

• Dióxido de carbono:
50

Nos extintores de CO2 não há necessidade de incluir um agente


pressurizador (nitrogênio), uma vez que o próprio agente
extintor (gás carbônico) gera a pressão necessária para o uso.

Extintor com pressão permanente

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

Os extintores com pressão permanente apresentam um


manômetro, através do qual deve ser feita a leitura da pressão
de trabalho. A ampliação de parte da figura anterior oferece um
detalhe do manômetro. A verificação da pressão é feita através
de cores, seguindo o padrão:

• Verde: pressão adequada de trabalho;

• Vermelho: extintor despressurizado, impróprio para o


uso (deve ser recarregado);

• Amarelo: manômetro descalibrado ou pressão


excessiva.

• Pressão Injetada (PI)

Esse tipo de extintor dispõe de um cilindro externo com gás para 51


pressurizá-lo, antes de ser usado.

Ele é fixado na parte externa do equipamento contendo o gás


propelente. Este gás pressuriza o ambiente interno do cilindro,
permitindo o seu funcionamento.

O agente propulsor (propelente) é o gás carbônico (CO2).

Extintor de pressão
injetada

RESERVADO
Alta Competência

c) Quanto ao agente extintor usado

• Água;

• CO2;

• Pó químico;

• Espuma mecânica;

• Gases halogenados.

1.10.3. Condições para o uso adequado dos extintores

Os diferentes tipos de extintores exigem diferentes condutas de


manuseio. Entretanto, de forma genérica, pode-se considerar que
todos devem:
52
• Estar posicionados adequadamente e em boas condições de
uso (manutenção adequada e eficiente);

• Ser do tipo adequado à classe de incêndio;

• Ser prontamente operado;

• Ser operado por pessoal treinado.

a) Seleção do agente extintor segundo a classificação do fogo

Agente extintor
Classe
de fogo Espuma Pó Hidrocarbonetos
Água Gás carbônico Pó B/C
mecânica A/B/C halogenados

A (A) (A) (NR) (NR) (A) (A)

B (P) (A) (A) (A) (A) (A)

C (P) (P) (A) (A) (A) (A)

D Deve ser verificada compatibilidade entre o metal combustível e agente extintor

K Ainda não exigido pelas normas brasileiras (NFPA 10 - 1998)

(A) Apropriado; (NR) Não Recomendado; (P) Proibido

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

b) Tipos de extintores em função do tipo de ambiente

Deve ser seguida a Normam 01 - Capítulo 06,


Proteção do heliponto
conforme classe do heliponto.

Extintores de água pressurizada (fogo classe A) e gás


Acomodação
carbônico (fogo classe C).

Salas de painéis, transfor-


madores, equipamentos Extintor de gás carbônico (fogo classe C).
elétricos

Extintores de pó químico (fogo classe B e C). Extintores


Salas de máquinas/utili-
sobre-rodas próximos aos ambientes com tanques de
dades
diesel.

Extintores de pó químico portáteis e sobre-rodas (fogo


Planta de processo
classe B e C).

53

Importante!
Extintores localizados em áreas externas/abertas
devem ser protegidos quanto às intempéries, isto
é, deverão ser acondicionados em armários de fibra
de vidro.

1.10.4. Tipos de extintores e recomendações de uso

Existem quatro tipos básicos de extintores, segundo os materiais


presentes na sua carga e que atuam na eliminação das chamas. A
tabela a seguir apresenta informações pontuais sobre esses tipos
de extintores:

RESERVADO
Alta Competência

Tipos de Tipos de Como Não utilizar


Especificações
extintores ambientes utilizar em:

• Retirar
• Pressurizado; o pino de
segurança;
• Capacidade:
Água
10 litros; • Empunhar
a mangueira
• Pressão
e apertar
nominal:
o gatilho,
11,50kgf/cm2 • Equipamentos
• Acomodação. dirigindo o
(obtida por CO2); elétricos.
jato para a
• Alcance médio: base do fogo;
de 9 a 12 metros;
• Só usar
• Tempo de em madeira,
descarga: 40 a papel, fibras,
60 segundos. plásticos e
similares.
54
• Capacidade: 10,
Espuma
75 e 150 litros;
• Inverter o
• Pressão aparelho: o
nominal: • Ambientes
jato disparará
11,50kgf/cm2 que
automati-
(mínima); contenham: • Equipamentos
camente e
madeira, elétricos.
• Alcance: até só cessará
papel, tecidos,
10 metros; quando a
borracha.
carga estiver
• Tempo de
esgotada.
descarga: 70,
120 segundos.

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

Tipos de Tipos de Como Não utilizar


Especificações
extintores ambientes utilizar em:

• Retirar
• Capacidade: o pino de
4, 6, 8, 10, 50, segurança;
100 kg;
• Empunhar
Pó químico • Pressão a pistola • Utilizar o
nominal: 11,50 • Salas de difusora; pó químico
kgf/cm2 (obtida máquinas,
• Atacar em materiais
por CO2 ou N2); utilidades,
o fogo eletrônicos,
planta de
• Alcance médio: acionando o somente em
processo.
de 4 a 6 metros; gatilho; último caso.

• Tempo de • Pode ser


descarga: 10 a usado em
30 segundos. qualquer tipo
de incêndio.
55

• Retirar
• Capacidade: 2,
o pino de
4, 6, 10 e 45 kg;
segurança,
CO2 • Pressão quebrando o
nominal: 60 kgf/ lacre;
cm2 (mínima); • Acomodação;
• Acionar
salas de painéis,
• Alcance médio: a válvula
transformador /
de 2 a 4 metros; dirigindo o
equipamentos
jato para a
• Tempo de elétricos.
base do fogo;
descarga: 22,
25, 27, 30, 57 e • Pode ser
60 segundos. usado em
qualquer tipo
de incêndio.

RESERVADO
Alta Competência

1.10.5. Mangueiras de incêndio

As mangueiras de incêndio são tubos flexíveis dotados de uniões


tipo storz nas extremidades, devendo estar em conformidade com
a Norma Brasileira NBR 11.861 (Mangueira de incêndio). Essas
mangueiras devem ser inspecionadas e testadas através de ensaios
hidrostáticos, considerando 1,5 vezes a pressão de trabalho, antes
de serem colocadas em uso.

56

Mangueiras de incêndio padrão Norma


NBR 11.861 - (Mangueira de incêndio) –
requisitos e métodos de ensaio

a) A escolha do tipo da mangueira

A escolha do tipo ideal de mangueira deve ocorrer em função do local


e das condições de uso. Assim, em relação ao diâmetro adequado de
cada mangueira, em geral, devemos considerar:

Mangueiras de 1 ½ polegada (diâmetro nominal: 40 mm)

Uso recomendado na operação com esguichos manuais para o


Recomendação de uso
lançamento de água e de espuma.

Características Operação mais fácil e permite maior mobilidade.

Mangueiras de 2 ½ polegadas (diâmetro nominal: 65 mm)

Equipamentos e sistemas de elevado consumo de água: divisores,


Recomendação de uso
canhões, sistemas semifixos de espuma e proporcionadores.

Características São usadas para a ligação de hidrantes.

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

1.10.6. Carretel de mangueira

São dispositivos rígidos destinados ao enrolamento de mangueiras


semi-rígidas.

Carretel de mangueira 57

1.10.7. Hidrantes

Constituem um sistema de proteção ativa, destinado a conduzir e


distribuir tomadas de água, com determinada pressão e vazão,
assegurando seu funcionamento por determinado tempo. São
alimentados por ramais derivados da rede de água de incêndio e
utilizados para o combate direto ao incêndio, com água e também com
espuma, através da utilização dos sistemas portáteis de espuma.

Coluna de hidrante
com registro

RESERVADO
Alta Competência

a) Localização dos hidrantes nas plataformas

Os hidrantes utilizados em plataformas offshore devem atender


às especificações técnicas oferecidas pela Norma Petrobras N-111
(Hidrantes industriais).

A instalação dos hidrantes deve ser feita, preferencialmente, na


periferia da plataforma, nos acessos aos conveses e ao longo das
principais rotas de fuga.

Cada hidrante deverá ser instalado em um armário de equipamentos


de combate a incêndio.

b) Relação entre o tipo de hidrante e o seu local de instalação

Os hidrantes utilizados nas unidades offshore são de três tipos:


58

Uma saída Localizados no interior do Instalados nos interiores


Tipo I
de 1 ½” alojamento/ acomodações. dos armários de acessórios.
Localizados externamente às
Instalados nas
Duas saídas acomodações e para proteção de
Tipo II proximidades dos armários
de 1 ½” praças de máquinas em FSOs e
de acessórios.
FPSOs.
Instalados nas
Duas saídas Localizados na planta de processo
Tipo III proximidades dos armários
de 2 ½” e áreas externas de utilidades.
de acessórios.

Legenda:
1. Coluna de água;
2. Mangueira do hidrante;
3. Saída;
4. Armário do hidrante.

Esquema representativo de um hidrante do Tipo I (uma saída)

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

1.11. Exercícios

1) Quais medidas de controle, considerando o plano de emergência,


devem ser tomadas em caso de incêndio e explosão?

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
59
2) Associe os conceitos abaixo (A, B e C) com suas definições a seguir:

A) Combustível B) Comburente C) Reação em cadeia


( ) Processo de manutenção da reação química, no qual a ener-
gia gerada pela queima promove a continuidade da queima
do combustível.
( ) É o material gasoso que permite que ocorra a reação de
oxidação de um material combustível, produzindo assim a
combustão.
( ) É o material sólido, líquido, gasoso capaz de reagir com o
comburente, em geral o gás oxigênio, através de uma rea-
ção de combustão.

3) Assinale a opção de um componente que participa do tetraedro do


fogo, sem participar do triângulo do fogo:

( ) Oxigênio

( ) Reação em cadeia

( ) Combustível

( ) Calor

RESERVADO
Alta Competência

4) Complete as lacunas no texto a seguir com as formas de propaga-


ção de calor, usando os termos: radiação, condução e convecção.

O calor pode se propagar de três formas diferentes.


Existe uma forma de propagação do calor, denominada
____________________, na qual a energia é transferida de
molécula para molécula. Esse fenômeno ocorre, por exemplo,
quando o calor gerado pelo atrito entre as partes de um motor
é transferido para a carcaça do motor que está em contato
com as partes móveis.

Outra forma de transmissão comum em nosso cotidiano é a


____________________, que ocorre quando ondas de energia
térmica se deslocam no espaço, indo aquecer um corpo
distante da fonte de calor. Uma lâmpada incandescente
que aquece um local de trabalho, além de iluminar, é um
exemplo desse fenômeno.
60
Já os aparelhos de ar-condicionado são instalados nas partes altas
de um cômodo para permitir a formação de um fluxo de gases
que movimentam e reduzem o calor por meio de um ciclo de
_______________________.

5) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas referentes


à combustão, controle e combate a incêndios, a seguir:
( ) O resfriamento reduz o calor e, em certos casos, abaixa o
ponto de fulgor.
( ) O gás carbônico é comburente.

( ) O oxigênio é um gás combustível.


( ) Todos os extintores podem ser usados para apagar qualquer
tipo de incêndio.
( ) Isolar o material em chamas é um dos métodos de combate
a incêndios.

6) Quais são os principais agentes extintores usados para combater


os incêndios?

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

7) Cite três exemplos de situações potencialmente geradoras de igni-


ção que podem iniciar um incêndio.

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

8) Escreva o símbolo adequado (A, B, C, D e K) às classes de extintores


usados nos tipos de incêndios descritos:
A APARAS DE B LÍQUIDOS C EQUIPAMENTOS D METAIS K ÓLEO E
PAPEL MADEIRAS INFLAMÁVEIS ELÉTRICOS COMBUSTÍVEIS GORDURA

Classe ( ) Incêndios em líquidos e gases combustíveis ou


em sólidos que se liquefazem quando entram
em combustão, tais como: gasolina, diesel, GLP,
parafina. 61
Classe ( ) Incêndios em metais combustíveis tais como:
magnésio, titânio, potássio, zinco, sódio, etc.

Classe ( ) Materiais sólidos que deixam resíduos após a queima,


tais como: madeira, papel, tecidos, etc.
Classe ( ) Incêndios em óleo e gordura em cozinhas.

Classe ( ) Incêndio em equipamentos elétricos energizados:


motores, painéis, cabos, geradores.

9) Relacione a adequação ou não do uso de agentes extintores nos três


tipos fundamentais das classes de fogo, utilizando o código a seguir:

A = Apropriado NR = Não Recomendado P = Proibido

Classes de extintores
Agente extintor Classe A Classe B Classe C
Água ( ) ( ) ( )
Espuma mecânica ( ) ( ) ( )
Pó químico ( ) ( ) ( )
Gás carbônico ( ) ( ) ( )
Hidrocarbonetos
( ) ( ) ( )
halogenados

RESERVADO
Alta Competência

1.12. Glossário
Auto-ignição - temperatura na qual, mesmo sem a presença de chama, um material
inflamável entra espontaneamente, em combustão.

EOR - Estrutura Organizacional de Resposta.

Exotérmica - tipo de reação química que libera calor.

PI - Pressão Injetada.

Pirólise - reação química de decomposição catalisada pela ação do calor na qual


ocorrem, ao mesmo tempo, a degradação e a síntese de novos compostos.

Ponto de fulgor - é a menor temperatura na qual um líquido combustível ou inflamável


desprende vapores em quantidade suficiente para que a mistura vapor-ar, logo acima
de sua superfície, propague uma chama a partir de uma fonte de ignição.

Storz - tipo de conexão localizado na extremidade da mangueira de incêndio.

62 Substância apolar - as substâncias podem manifestar dois comportamentos


diferentes em relação a suas moléculas. Nas moléculas apolares, a distribuição dos
elétrons em relação ao núcleo é mais uniforme, ou seja, não há a formação de
pólos com cargas opostas.

Substância polar - as substâncias podem manifestar dois comportamentos


diferentes em relação a suas moléculas. As moléculas ditas polares possuem maior
concentração de carga negativa (elétrons) em uma parte da eletrosfera, enquanto
há uma maior concentração de carga positiva (prótons) em outro extremo.

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

1.13. Bibliografia
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Armazenamento de
Petróleo, seus Derivados Líquidos e Álcool, NBR 7505. Rio de Janeiro: 2000.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Mangueira de Incêndio –


requisitos e métodos de ensaio, NBR 11.861. Rio de Janeiro: 1998.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Líquidos combustíveis e inflamáveis.


Norma regulamentadora – NR-20. Disponível em: <http://www.mte.gov.br/
legislacao/normas_regulamentadoras/nr_20.asp>. Acesso em: 24 abr 2008.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Segurança em instalações e serviços em


eletricidade. Norma Regulamentadora NR10. Brasília: 2004.

CARUSO, Sergio Melo. Combate a incêndio. Apostila. Petrobras, Rio de Janeiro: 2003

PETROBRAS. Detecção e combate a incêndio. Módulo 1. Apostila. UN-RIO. Rio de


Janeiro: 2004.

PETROBRAS. Norma para Hidrantes Industriais, N-111. Brasília: 2001 63

SÃO PAULO. Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental. Riscos ao fogo.


Disponível em: <http://www.cetesb.sp.gov.br/emergencia/produtos/RISCO_
HELP.htm>. Acesso em: 30 jul 2008.

RESERVADO
Alta Competência

1.14. Gabarito
1) Quais medidas de controle, considerando o plano de emergência, devem ser
tomadas em caso de incêndio e explosão?

• O primeiro combate deve ser efetuado pelo primeiro observador, a partir dos
recursos manuais e/ou portáteis de combate ao incêndio, existentes no local;

• Em locais protegidos por sistema de inundação de CO2 devemos nos certificar


que não existem pessoas no interior da área inundada;

• Bloquear as válvulas do produto que estejam alimentando a combustão e isolar


e drenar o produto contido no equipamento (vaso ou tanque) para local seguro;

• Se os dispositivos automáticos de segurança não forem suficientes, a brigada


de incêndio deve ser acionada, utilizando as técnicas para o atendimento às
emergências;

• Se as técnicas aplicadas pela brigada de incêndio ainda não forem suficientes, o


coordenador local deverá acionar o Plano de Emergência Local.

2) Associe os conceitos abaixo (A, B e C) com suas definições a seguir:


64 A) Combustível B) Comburente C) Reação em cadeia

( C ) Processo de manutenção da reação química, no qual a energia gerada pela


queima promove a continuidade da queima do combustível.
( B ) É o material gasoso que permite que ocorra a reação de oxidação de um
material combustível, produzindo assim a combustão.
( A ) É o material sólido, líquido, gasoso capaz de reagir com o comburente, em
geral o gás oxigênio, através de uma reação de combustão.

3) Assinale a opção de um componente que participa do tetraedro do fogo, sem


participar do triângulo do fogo:

( ) Oxigênio

( X ) Reação em cadeia

( ) Combustível

( ) Calor

RESERVADO
Capítulo 1. Combate a incêndio

4) Complete as lacunas no texto a seguir com as formas de propagação de calor,


usando os termos: radiação, condução e convecção.

O calor pode se propagar de três formas diferentes. Existe uma forma de propagação
do calor, denominada condução, na qual a energia é transferida de molécula para
molécula. Esse fenômeno ocorre, por exemplo, quando o calor gerado pelo atrito
entre as partes de um motor é transferido para a carcaça do motor que está em
contato com as partes móveis.

Outra forma de transmissão comum em nosso cotidiano é a radiação, que ocorre


quando ondas de energia térmica se deslocam no espaço, indo aquecer um corpo
distante da fonte de calor. Uma lâmpada incandescente que aquece um local de
trabalho, além de iluminar, é um exemplo desse fenômeno.

Já os aparelhos de ar-condicionado são instalados nas partes altas de um cômodo


para permitir a formação de um fluxo de gases que movimentam e reduzem o calor
por meio de um ciclo de convecção.

5) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas referentes à combustão,


controle e combate a incêndios, a seguir:

(V) O resfriamento reduz o calor e, em certos casos, abaixa o ponto de fulgor.


(F) O gás carbônico é comburente.
Justificativa: o oxigênio é que se comporta com um gás comburente. 65
(F) O oxigênio é um gás combustível.
Justificativa: o oxigênio é que se comporta com um gás comburente.
(F) Todos os extintores podem ser usados para apagar qualquer tipo de incêndio.
Justificativa: cada extintor deve ser usado para apagar um tipo específico
de incêndio.
(V) Isolar o material em chamas é um dos métodos de combate a incêndios.

6) Quais são os principais agentes extintores usados para combater os incêndios?

Água, CO2 (gás carbônico) e espuma.

7) Cite três exemplos de situações potencialmente geradoras de ignição que podem


iniciar um incêndio.

• Soldagem ou corte a maçarico;

• Motores elétricos (escova);

• Interruptores e chaves elétricas;

• Tubulações aquecidas;

• Esmerilhamento;

• Filamentos aquecidos.

RESERVADO
Alta Competência

8) Escreva o símbolo adequado (A, B, C, D e K) às classes de extintores usados nos


tipos de incêndios descritos:

A APARAS DE B LÍQUIDOS C EQUIPAMENTOS D METAIS KÓLEO E


PAPEL MADEIRAS INFLAMÁVEIS ELÉTRICOS COMBUSTÍVEIS GORDURA

Classe ( B ) Incêndios em líquidos e gases combustíveis ou em sólidos que se


liquefazem quando entram em combustão, tais como: gasolina,
diesel, GLP, parafina.
Classe ( D ) Incêndios em metais combustíveis tais como: magnésio, titânio,
potássio, zinco, sódio, etc.
Classe ( A ) Materiais sólidos que deixam resíduos após a queima, tais como:
madeira, papel, tecidos, etc.
Classe ( K ) Incêndios em óleo e gordura em cozinhas.

Classe ( C ) Incêndio em equipamentos elétricos energizados: motores, painéis,


cabos, geradores.
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9) Relacione a adequação ou não do uso de agentes extintores no três tipos
fundamentais das classes de fogo, utilizando o código a seguir:

A = Apropriado NR = Não Recomendado P = Proibido

Classes de extintores

Agente extintor Classe A Classe B Classe C

Água (A) (P) (P)

Espuma mecânica (A) (A) (P)

Pó químico ( NR ) (A) (P)

Gás carbônico ( NR ) (A) (A)

Hidrocarbonetos
(A) (A) (A)
halogenados

RESERVADO
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