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matA11 – sucessões

Majorantes e minorantes de um conjunto de números reais


Dado um conjunto A  e M , m
 Se a  A, a  M , diz-se que o conjunto A é majorado ou limitado superiormente e que M é um majorante de A.
 Se M pertence ao conjunto A, M é um máximo de A
 Se a  A, a  m , diz-se que o conjunto A é minorado ou limitado inferiormente e que m é um minorante de A.
 Se m pertence ao conjunto A, m é um mínimo de A
Nota:
 Se existir máximo de A, então é único.
 Se existir mínimo de A, então é único.
Sucessões
 Uma sucessão de números reais é uma função definida por:
u: 
u  un
Notas:
 Numa sucessão u, a imagem de 1 é designada por primeiro termo ou termo de ordem 1 e representa-se por u1
 O termo de ordem n é chamado de termo geral da sucessão
Sucessões monótonas Sucessões limitadas
 Uma sucessão  u n  é crescente se cada termo é maior do  Uma sucessão diz-se limitada quando o conjunto dos seus
termos tem majorante e minorante, ou seja, quando é
que o anterior, isto é, n  , un 1  un  0
minorada ou majorada
 Uma sucessão  u n  é crescente em sentido lato se cada  O número real M é majorante do conjunto dos termos da
termo é maior ou igual ao anterior, isto é, sucessão  u n  se n  , un  M
n  , un 1  un  0  O número real m é minorante do conjunto dos termos da
 Uma sucessão  u n  é decrescente se cada termo é menor sucessão  u n  se n  , un  m
do que o anterior, isto é, n  , un 1  un  0 Uma sucessão é limitada se existirem números reais m e M
 Uma sucessão  u n  é decrescente em sentido lato se cada tais que n  , m  un  M
termo é menor ou igual ao anterior, isto é,
n  , un 1  un  0
 Uma sucessão  u n  é constante se cada termo é igual ao
anterior, isto é, n  , un 1  un
Uma sucessão é monótona se for crescente ou decrescente
Uma sucessão diz-se monótona em sentido lato se for crescente em sentido lato ou decrescente em sentido lato
Princípio de indução matemática
Seja P  n  uma condição definida em , isto é n  . P  n  é verdadeira se:
 P 1 é verdadeira
 n  , P  n   P  n  1 , ou seja, se P  n  for hereditária
Na implicação P  n   P  n  1 dá-se o nome de hipótese de indução a P  n  e tese de indução a P  n  1
Sucessões definidas por recorrência
Numa sucessão definida por recorrência não é indicado o termo geral mas sim o primeiro u1  a
ou primeiros termos da sucessão, sendo o termo de ordem n definido através do(s) un  
termo(s) que o antecedem. Assim, dado um conjunto A, a função f : A  A e a  A : n  , un 1  f  un 
Progressões aritméticas Progressões geométricas
 A sucessão  u n  é uma progressão aritmética se existir  A sucessão  u n  é uma progressão geométrica se existir
um número real r, tal que un 1  un  r un 1
um número real r, tal que r
 Termo geral da progressão aritmética de razão r e un
primeiro termo u1 é un  u1   n  1 r  Termo geral da progressão geométrica de razão r e
 Se for conhecido o termo de ordem k  k   , o termo primeiro termo u1 é un  u1  r n 1
geral pode ser escrito da forma un  uk   n  k  r  Se for conhecido o termo de ordem k  k   , o termo
nk
 Monotonia e limitação geral pode ser escrito da forma un  uk  r
Se r  0 ,  u n  é crescente e não limitada

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Se r  0 ,  u n  é decrescente e não limitada  Monotonia e limitação


Se 0  r  1 e u1  0 ,  u n  é decrescente e limitada
Se r  0 ,  u n  é constante e limitada
 A soma dos n primeiros termos de uma progressão Se 0  r  1 e u1  0 ,  u n  é decrescente e limitada
u u Se r  1 e u1  0 ,  u n  é crescente e não limitada
aritmética é dada por Sn  1 n  n
2 Se r  1 e u1  0 ,  u n  é decrescente e não limitada
Se r  1 ,  u n  é constante e limitada
Se 1  r  0 ,  u n  é não monótona e limitada
Se r  1 ,  u n  é não monótona e não limitada
 A soma dos n primeiros termos de uma progressão
1 rn
geométrica é dada por Sn  u1
1 r
Limite de uma sucessão
Diz-se que o limite de uma sucessão  u n  é a e, a  , se para qualquer que seja o número real   0 existe uma ordem
p , tal que:
n  , n  p  un  a  
No caso de existir o limite a, diz-se que a sucessão  u n  é convergente, caso contrário diz-se divergente.
Para indicar o limite de uma sucessão  u n  , escreve-se:
lim un  a ou lim un  a ou un  a
n 
Sucessões convergentes e limitadas
 O limite de uma sucessão convergente  u n  , se existe, o limite é único
 O limite de uma sucessão constante é a própria constante  lim k  k 
 Toda a sucessão convergente é limitada
 Toda a sucessão crescente em sentido lato e majorada é convergente
 Toda a sucessão decrescente em sentido lato e minorada é convergente
Limites infinitos
 Uma sucessão  u n  tem limite  , quando por maior que  Uma sucessão  u n  tem limite  , quando por maior que
seja L  0 , existe uma ordem p  depois da qual todos seja L  0 , existe uma ordem p  depois da qual todos
os termos da sucessão são maiores do que L os termos da sucessão são menores do que  L
n  , n  p  un  L n  , n  p  un   L
Propriedades:
 Se un   ou un   , então  u n  é uma sucessão divergente
 Se  u n  é uma sucessão limitada e  vn  é uma sucessão com limite nulo, então lim  un  vn   0
an  b
Limite da sucessão de termo geral , com a, b, c, d  e cn  d  0, n 
cn  d
an  b a an  b a
 lim  , se c  0  lim   , se c  0 e  0
cn  d c cn  d d
an  b b an  b a
 lim  , se a  c  0  lim   , se c  0 e  0
cn  d d cn  d d
Limite da sucessão de termo geral n p , p  \ 0
 lim n p   , se p  0  lim n p  0 , se p  0

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Operações algébricas com limites finitos


Sejam  u n  e  vn  duas sucessões convergentes tais que lim  un   L1 e lim  vn   L2 , L1 , L2  , então:
 lim  un  vn   L1  L2  lim  un  vn   L1  L2
 lim  aun   aL1 , a  u  L
 lim  n   1 , sendo L2  0 e  vn  uma sucessão de
 lim  un    L1  , com r  , lim  un   0 e  vn  L2
r r

n  , un  0 se r  0 termos não nulos

 lim p un  p L1 , com p  e n  , un  0 se r  0
Se p for ímpar, a propriedade é válida para un  0
Operações algébricas com limites infinitos
 Sejam  u n  e  vn  duas sucessões
lim  un  lim  vn  lim  un  vn  Simbolicamente
 a    a  
      
 a    a  
         

lim  un 
lim  vn  lim  un  vn  Simbolicamente

a
a   a      
a   a      
a   a      
a   a      
           
           
           

 Se  u n  é uma sucessão de termos não nulos


1
lim  un  lim   Simbolicamente
 un 
1
0   
0
1
0   
0
1
 0 0

1
 0 0


 Se  u n  é uma sucessão de termos não negativos, lim  un    e r  


, então lim  un   
r

 Se lim  un    e p  , então
lim  un    , se p é par
p
o
lim  un    , se p é ímpar
p
o
 Se lim  un    , p  e n  , un  0 , então lim p un  
 Se lim  un    , p  , p é ímpar, então lim p un  

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Limite da sucessão de termo geral a n , com a  0


Se a  
\ 1
 lim a n   , se a  1  lim a n  0 , se 0  a  1
Limite da sucessão de termo geral n a
Se a  
, lim  a 1
n

Indeterminações no cálculo de limites de sucessões


No cálculo de limites de sucessões poderão surgir as seguintes situações indeterminadas.
 0
 0
 0
 Para resolver a indeterminação    devemos ter em consideração: colocar em evidência o termo de maior grau
(polinómios); multiplicar e dividir pela expressão conjugada (diferença com radicais quadráticos)

 Para resolver a indeterminação devemos ter em consideração: colocar em evidência os termos de maior grau do

numerador e denominador (se foi um quociente de polinómios)
0
 Para resolver as indeterminações e 0   devemos ter em consideração: simplificar o termo geral da sucessão de
0

forma a tentar obter uma indeterminação do tipo

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