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A empresa escolhida para análise pelo grupo faz parte do setor de varejo farmacêutico.

O setor de varejo farmacêutico apresenta perspectivas boas. Em primeiro lugar, é


importante identificar algumas das tendências macro dessa área. Com a mudança da
pirâmide etária brasileira, consequência do envelhecimento da população e do aumento da
expectativa de vida, o setor farmacêutico tende a ter cada vez maior importância no
orçamento familiar brasileiro. Soma-se a isso uma preocupação crescente por parte da
população em sua saúde e bem-estar, temas negligenciados num passado não tão distante.
Além disso, há um processo de aumento de renda da população e crescimento da classe
média.(inserir dados) Isso explica em parte o crescimento de 11,99% de vendas totais do
setor1 em relação à 2014, apesar de o PIB ter retraído 3,8% no mesmo período2. Em 2016
o crescimento foi de 13,1%, alcançando o valor de R$85,35 bilhões3.(Venda de unidades
vs. faturamento, Inserir mais dados econômicos sobre crescimentos do setor, margens e
etc. Dados sobre envelhecimento da população, importância da saúde, % da renda gasta
com saúde e medicamentos…)

Outro fator importante a ser considerado no setor é a mudança do paradigma de


farmácia. Enquanto no passado a farmácia era vista tipicamente como um pequeno
estabelecimento comercial de bairro voltado, quase que exclusivamente, à comercialização
de medicamentos, atualmente tem-se tornado um centro de conveniência de saúde e
qualidade de vida. Há uma maior preocupação com a experiência do consumidor e com o
layout das farmácias. Tal conceito de estabelecimento faz especial sentido em grandes
centros, por agregar produtos diversos em um único lugar, poupando o tempo do
consumidor. Nesse sentido, o mix de produtos oferecidos(achar dados sobre isso) é
extremamente alto, variando desde os tradicionais medicamentos até cosméticos e
alimentos. Em 2015, por exemplo, a venda de não-medicamentos representou 34% das
vendas totais, representando um volume de R$12 bilhões4. Evidência disso é o aumento
do tamanho das lojas (inserir tamanho lojas e comparação EUA).

Em relação às características geográficas desse setor, há uma grande concentração


no Estado de São Paulo que é responsável por 26,8% do mercado. Os outros estados do
Sudeste respondem por 24,2%, seguidos pelos do Nordeste(18,7%), Sul(16,2%) e
Norte(4,4%)5. Contrastando-se tais dados com a população de cada região percebe-se que
há grande potencial de crescimento no Nordeste6.

A consolidação do setor de varejo farmacêutico é recente, intensificando-se a partir


de 2011 com a fusão da Raia e da Drogasil, e Drogaria SP e Pacheco. Antes disso, a
maioria das redes tinha presença somente regional. Vale destacar que em 2013, apenas
13,6% das lojas pertenciam as redes de farmácia, sendo 75,4% farmácias independentes.
Apesar do baixo percentual, as redes eram responsáveis por 55,4% do faturamento do

1
Abrafarma em números, 2015. Disponível em:
https://docs.wixstatic.com/ugd/03661a_fb59a67aa92b42bbb2651f71c99762f0.pdf.
2
ftp://ftp.ibge.gov.br/Contas_Nacionais/Contas_Nacionais_Trimestrais/Comentarios/pib-vol-
val_201504comentarios.pdf
3
Guia Interfarma 2017, https://www.interfarma.org.br/guia/guia-2017/dados-do-setor/.
4
Idem nota 1.
5
Apresentação 2T 2017 Raia Drogasil, IMS Health.
6
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/2016/12/1841894-mesmo-em-crise-
nordeste-atrai-investimento-farmaceutico.shtml.
mercado7. Esse é um mercado ainda pouco concentrado: em 2012 as 5 maiores redes
possuíam somente 4,8% da quantidade de lojas e 29,3% do faturamento8. Desse modo,
ainda há muito espaço para consolidação.(comparar CVS e Walgreens) Por fim, importate
notar que apesar do movimento de concentração recente, as redes seguem tendo maior
importância em suas respectivas regiões. Ainda não há um player dominante nas 5 regiões.

https://www.fia.com.br/DefesasMestrado/Marcelo%20Pinto%20Guedes_Dissertação%20Mestrado
%201.pdf, p. 36-37.
8
Idem.