Você está na página 1de 22

Ensaio de Tenacidade à Fratura

MEC150

Prof. Diego Darci Langaro.

Passo Fundo, 2016. 1


© COPYRIGHT 1
Agenda
 Introdução;

 Ideias Básicas do Ensaio de Tenacidade à Fratura;

 Fator de Intensidade de Tensão (K);

 Análise de Tensões nas Trincas;

 Divisão da Mecânica da Fratura e Respectivos Ensaios;

 Conclusões;

 Exercícios;

 Bibliografia.
2
© COPYRIGHT 2
Introdução
 Ensaio utilizado para compreender o comportamento dos
materiais que contém trincas ou outros defeitos internos de
pequenas dimensões.

 É realizada uma análise, estimando a máxima tensão


suportada por um material que possui defeitos.

 A tenacidade à fratura é representada pelo símbolo 𝐊 𝐈𝐂 .


 Valor crítico de intensidade de tensão em uma
KIC ponta de trinca necessário para causar uma
falha catastrófica.

Crítico
Carregamento no
Modo Uniaxial

3
© COPYRIGHT 3
Agenda
 Introdução;

 Ideias Básicas do Ensaio de Tenacidade à Fratura;

 Fator de Intensidade de Tensão (K);

 Análise de Tensões nas Trincas;

 Divisão da Mecânica da Fratura e Respectivos Ensaios;

 Conclusões;

 Exercícios;

 Bibliografia.
4
© COPYRIGHT 4
Ideias Básicas do Ensaio de Tenacidade à
Fratura
 Para realização do ensaio podem ser aplicadas:
 Força ou tensão de tração;
 Força ou tensão de flexão.

 O corpo de prova é confeccionado com um


entalhe que age como concentrador de tensões.
5
© COPYRIGHT 5
Ideias Básicas do Ensaio de Tenacidade à
Fratura
 Os resultados do ensaio são obtidos na forma de curvas.

 Determina-se o valor da intensidade de tensão que causa o


crescimento da trinca e a consequente fratura do material.

 Três parâmetros intrínsecos do material exercem influencia na


tenacidade à fratura:

 Geometria do material;

 Propriedades do material;

 Fator de intensidade de tensão (K).


6
© COPYRIGHT 6
Agenda
 Introdução;

 Ideias Básicas do Ensaio de Tenacidade à Fratura;

 Fator de Intensidade de Tensão (K);

 Análise de Tensões nas Trincas;

 Divisão da Mecânica da Fratura e Respectivos Ensaios;

 Conclusões;

 Exercícios;

 Bibliografia.
7
© COPYRIGHT 7
Fator de Intensidade de Tensão (K)
 Define a importância (magnitude) do campo de tensão causado
por uma determinada trinca.
 O parâmetro ‘K’ depende:
 Da configuração geométrica da trinca;
 Da carga aplicada.
 Várias funções determinam configurações de componentes e
trincas, sendo uma delas:
𝐊 = 𝐟 𝛔, 𝐚 𝐌𝐏𝐚 ∗ 𝐦
 O valor crítico do fator de intensidade de tensão é utilizado
para especificar a fratura frágil, sendo chamado de tenacidade à
fratura KC (depende do modo que a fratura acontece).
8
© COPYRIGHT 8
Fator de Intensidade de Tensão (K)

 Na tabela abaixo são apresentados valores de KIC para alguns


materiais empregados na engenharia (modo de fratura → tração).

Garcia, 2012
9
© COPYRIGHT 9
Agenda
 Introdução;

 Ideias Básicas do Ensaio de Tenacidade à Fratura;

 Fator de Intensidade de Tensão (K);

 Análise de Tensões nas Trincas;

 Divisão da Mecânica da Fratura e Respectivos Ensaios;

 Conclusões;

 Exercícios;

 Bibliografia.
10
© COPYRIGHT 10
Análise de Tensões nas Trincas
 Com base na teoria da elasticidade, três modos de fratura podem
ocorrer, analisando diferentes deslocamentos da superfície das
trincas:

 O valor da tenacidade à fratura é dado por:


𝐊 𝐈𝐂 = 𝐘 ∗ 𝛔𝐟 ∗ 𝛑 ∗ 𝐚 𝐌𝐏𝐚 ∗ 𝐦
 Y → fator geométrico adimensional da ordem de 1 (quando nenhum valor é informado);
 𝛔𝐟 → tensão total aplicada na falha;
 a → comprimento de uma trinca na superfície (ou metade do comprimento de uma trinca
interna). 11
© COPYRIGHT 11
Análise de Tensões nas Trincas
 Os dois objetivos da análise de tensões nas trincas são:

 Determinar K (fator de intensidade de tensão devido a


presença de um defeito) para o projeto;

 Comparar K com o valor de KIC do material, o qual é


determinado por ensaios normalizados em laboratório
(ASTM E399).

 A máxima tensão admissível em função do comprimento da


trinca pode ser calculada por:

𝐊 𝐈𝐂
𝛔=
𝐘∗ 𝛑∗𝐚
12
© COPYRIGHT 12
Análise de Tensões nas Trincas
 A figura abaixo mostra um esboço da relação entre o
comprimento da trinca (a) e a tensão admissível (σ).

13
© COPYRIGHT 13
Agenda
 Introdução;

 Ideias Básicas do Ensaio de Tenacidade à Fratura;

 Fator de Intensidade de Tensão (K);

 Análise de Tensões nas Trincas;

 Divisão da Mecânica da Fratura e Respectivos Ensaios;

 Conclusões;

 Exercícios;

 Bibliografia.
14
© COPYRIGHT 14
Divisão da Mecânica da Fratura e
Respectivos Ensaios
 A mecânica da fratura pode ser dividida em duas categorias em
função do comportamento do material:

 Linear-elástica (KIC, KC);

 Elastoplástica (J, CTOD).

 Linear-elástica (KIC, KC): trata da propagação instável da trinca,


caracterizando um modo de fratura frágil que apresenta pequena
deformação plástica na região próxima da ponta da trinca.

 Elastoplástica (J, CTOD): estuda o início da propagação estável


da trinca na região onde ocorre deformação plástica (forte
influencia das propriedades do material).
15
© COPYRIGHT 15
Agenda
 Introdução;

 Ideias Básicas do Ensaio de Tenacidade à Fratura;

 Fator de Intensidade de Tensão (K);

 Análise de Tensões nas Trincas;

 Divisão da Mecânica da Fratura e Respectivos Ensaios;

 Conclusões;

 Exercícios;

 Bibliografia.
16
© COPYRIGHT 16
Conclusões
 No projeto de um componente ou na seleção de um material
para situações com presença de trincas deve-se considerar os
seguintes fatores:

 Máxima tensão de trabalho que o material deverá suportar (σ);


 Máximo tamanho de trinca admissível (2*a).
 Na posse dessas informações é possível selecionar um material
com determinada tenacidade a fratura para suportar condições de
tensões com um tamanho de trinca máximo.

 No caso do material ter sido selecionado e da tensão de


trabalho ser conhecida, pode-se determinar o máximo
comprimento da trinca tolerado para não ocorrer fratura.
17
© COPYRIGHT 17
Agenda
 Introdução;

 Ideias Básicas do Ensaio de Tenacidade à Fratura;

 Fator de Intensidade de Tensão (K);

 Análise de Tensões nas Trincas;

 Divisão da Mecânica da Fratura e Respectivos Ensaios;

 Conclusões;

 Exercícios;

 Bibliografia.
18
© COPYRIGHT 18
Exercícios de Fixação
1) Um aço de alta resistência tem um limite de escoamento (σe ) de 1460
MPa e um KIC de 98 MPa* m. Calcule o tamanho de uma trinca na
superfície desse material, que causará a falha catastrófica sob uma
tensão total aplicada na falha de ½*σe .

2) Dado que uma inspeção de qualidade pode garantir que uma peça de
cerâmica estrutural não terá defeitos maiores que 25 μm, calcule a
tensão de serviço máxima disponível com:
a. SiC com K IC = 3 MPa ∗ m.
b. Zircônia parcialmente estabilizada com K IC = 9 MPa ∗ m.

3) Que tamanho de trinca é necessário para produzir uma falha


1 3
catastrófica na liga do exercício 1, se (a) 𝜎𝑒 e (b) 𝜎𝑒 ?
3 4

19
© COPYRIGHT 19
Exercícios de Fixação
4) No exercício 2, a tensão de serviço máxima para as duas cerâmicas
estruturais é calculada com base na garantia de não existir nenhum
defeito maior que 25 μm de extensão. Repita os cálculos se um
programa de inspeção mais econômico só puder garantir a detecção de
defeitos maiores que 100 μm de extensão.

20
© COPYRIGHT 20
Agenda
 Introdução;

 Ideias Básicas do Ensaio de Tenacidade à Fratura;

 Fator de Intensidade de Tensão (K);

 Análise de Tensões nas Trincas;

 Divisão da Mecânica da Fratura e Respectivos Ensaios;

 Conclusões;

 Exercícios;

 Bibliografia.
21
© COPYRIGHT 21
Bibliografia
 SHACKELFORD, J. F.. Introdução à Ciência dos Materiais para Engenheiros.
Editora Pearson, 2008.

 GARCIA, A.; SPIM, J. A.; DOS SANTOS, C. A.. Ensaios dos Materiais. Editora
LTC, 2000.

22
© COPYRIGHT 22

Você também pode gostar