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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP

INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO – ICSC


CURSOS: ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS

APS - ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS


ALUNOS

(1º/2º semestres)

SÃO PAULO
2014
APS – ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS:
Práticas de Gestão em uma agência bancária – Bradesco S.A

Atividades Práticas Supervisionadas


trabalho apresentado como exigência
para avaliação do 1º e 2º semestre,
do curso de Administração e Ciências
Contábeis da Universidade Paulista,
sob orientação do professor mestre
Luis Carlos Francisco Gomes.

SÃO PAULO
2014
SUMÁRIO

Conteúdo
INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 4
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................................ 5
1.1. CONCEITOS DE ADMINISTRAÇÃO ....................................................................... 5
1.2. TEORIAS ADMINISTRATIVAS ................................................................................. 6
1.3. ADMINISTRAÇÃO CIÊNTIFICA................................................................................ 7
1.4. TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO ........................................................... 9
1.5. TEORIAS DAS RELAÇÕES HUMANAS ............................................................... 12
1.6. TEORIA DA BUROCRACIA ..................................................................................... 15
1.7. TEORIA ESTRUTURALISTA ................................................................................... 18
1.8. TEORIA NEOCLÁSSICA .......................................................................................... 21
1.9. ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS / RESULTADOS ..................................... 24
1.10. DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL ....................................................... 26
1.11. TEORIA GERAL DOS SISTEMAS ....................................................................... 28
1.12. ABORDAGEM CONTINGENCIAL / TEORIA DA CONTINGÊNCIA................ 31
2. PERFIL DA ORGANIZAÇÃO .......................................................................................... 33
2.1. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA .......................................................................... 33
2.2. FORÇA DE TRABALHO ........................................................................................... 35
2.3. PRODUTOS E CLIENTES ....................................................................................... 36
2.4. PRINCIPAIS CONCORRENTES DA ORGANIZAÇÃO ....................................... 39
2.5. PRINCIPAIS INSUMOS ............................................................................................ 40
3. REVISÃO CONCEITUAL, IDENTIFICAÇÃO DE PRÁTICAS E ANÁLISE............... 41
3.1. TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA ....................................................... 41
3.1.1. Fundamentos da Teoria .................................................................................... 41
3.1.2. Identificação de Práticas de Gestão em relação à produção de bens
ou serviços ...................................................................................................................... 41
3.1.3. Análise e Sugestões de melhorias................................................................... 42
3.2. TEORIA NEOCLÁSSICA .......................................................................................... 44
3.2.1. Fundamentos da Teoria .................................................................................... 44
3.2.2. Identificação da Estrutura Organizacional da Empresa/organização ........ 44
3.2.3. Análise e Sugestões de melhorias................................................................... 45
3.3. TEORIA DE SISTEMAS ........................................................................................... 46
3.3.1. Fundamentos da Teoria .................................................................................... 46
3.3.2. Identificação da relação da Empresa/Organização com as partes
interessadas. .................................................................................................................. 46
CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................. 49
REFÊRENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................... 50
FORMULÁRIO DE COMPOSIÇÃO DA EQUIPE .................. Erro! Indicador não definido.
APÊNDICE(S) ............................................................................. Erro! Indicador não definido.
ANEXO(S)............................................................................................................................... 51
APRESENTAÇÂO ................................................................................................................. 52
4

INTRODUÇÃO
As atividades práticas supervisionadas visam contribuir para desenvolver nos
alunos, as competências requeridas aos futuros bacharéis, e a favorecer aos alunos
um meio de reflexão crítica da realidade a partir dos fundamentos teóricos das
disciplinas do semestre letivo e da observação, descrição, análise de importantes
temas e desafios presentes em uma empresa/ organização real, que nesse caso
será abordada no banco Bradesco S.A.

O objetivo deste trabalho é conhecer as Teorias da Administração, dentro da


visão temática de processos administrativos, estudadas nos conceitos fundamentais
da administração com base nas pesquisas realizadas sobre as teorias propostas.

Entender sua formação, as escolas que influenciaram no amadurecimento


desta área, seus precursores, conceitos de cada fase e de abordagens, bem como
também, suas correlações com o banco Bradesco, que hoje é um dos maiores
grupos financeiros do Brasil e tem uma sólida atuação desde 1943.
5

1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.1. CONCEITOS DE ADMINISTRAÇÃO


A palavra Administração vem do latim, ad – que significa direção, tendência
para, e minister – que significa subordinação ou obediência, ou seja, quem realiza
uma função sob comando de outra ou presta serviço a outro, (CHIAVENATO, p.11
2003).

Segundo Maximiano (2004), administrar é um trabalho em que as pessoas


buscam realizar seus objetivos próprios ou de terceiros (organizações) com a
finalidade de alcançar objetivos e as metas traçadas. Dessas metas fazem parte as
decisões que formam a base do ato de administrar e que são as mais necessárias.
O planejamento, a organização, a liderança, a execução e o controle são
considerados decisões e/ou funções, sem as quais o ato de administrar estaria
incompleto.
6

1.2. TEORIAS ADMINISTRATIVAS


Maximiano (2004, p.31) retrata em sua obra, que Teorias da Administração
são conhecimentos organizados, produzidos pela experiência prática das
organizações. E Teoria Geral da Administração é o conjunto dessas teorias que são
designadas por meio de diferentes termos explicados a seguir.
 Teorias são explicações interpretações ou proposições sobre a realidade.
 Enfoque, também chamado pensamento, abordagem ou perspectiva, é um
aspecto particular das organizações ou do processo administrativo
selecionado para estudo e produção de conhecimento.
 Escola é uma linha de pensamento ou conjunto de autores que usaram o
mesmo enfoque, escolheram o mesmo aspecto especifico para analisar, ou
adotaram o mesmo raciocínio.
 Modelo de Gestão é o conjunto de doutrinas e técnicas do processo
administrativo.
 Modelo de Organização é um conjunto de características que define
organização e a forma como são administradas.
 Doutrina (ou preceito) é um principio de conduta que contém valores,
implícitos ou explícitos. As doutrinas recomenda como agir, orientando os
julgamentos e as decisões dos administradores.
 Técnicas são soluções para problemas. Organogramas, metodologia de
planejamento, estudos de tempos e movimentos e sistemas de controle são
exemplos de técnicas.
7

1.3. ADMINISTRAÇÃO CIÊNTIFICA


Segundo o próprio Taylor (1990) administração cientifica começa a ser estuda
por ele mesmo (Frederick Winslow Taylor), no período entre 1856 a 1915 e que se
baseia na aplicação do método cientifico na administração com o propósito de ter o
melhor custo beneficio e chegar ao melhor da produtividade. Nessa análise Taylor
observou que havia uma deficiência em padronizar os métodos, o desconhecimento
dos profissionais e também remuneração que não gerava estímulos. Taylor sugere
métodos e sistemas de racionalização do trabalho, que fosse seguida por todos os
operários com a padronização do método e das ferramentas de trabalho.

Em seu segundo livro “Princípios de Administração cientifica” em 1911, Taylor


traz novos conceitos, mas com destaque em sua filosofia e inicia os quatros
princípios fundamentas da administração cientifica:

1. Principio de planejamento – o trabalho deve ser planejado e testado,


seus movimentos que tem o objetivo de reduzir e racionalizar seu
processo.
2. Principio de preparo dos trabalhadores – escolher os colaboradores
conforme suas qualificações e prepará-los para que tenham melhores
resultados.
3. Principio de controle – verificar o desenvolvimento do trabalho para a
garantia de que está sendo realizado de acordo com o planejamento.
4. Principio de execução – distribuir as tarefas e responsabilidades para
que o trabalho seja o mais organizado possível.

A teoria proposta por Taylor e que repercutiu melhorando ao longo do tempo,


mesmo tendo criticas, que agregaram para o desenvolvimento da administração
cientifica e seu aperfeiçoamento.

As principais críticas a administração científica de Taylor são:


 O homem se transformou em maquina: o colaborador e tratado como
ferramenta de trabalho, passivo e sem iniciativas.
 Padronizar o trabalho seria mais reforço do que uma forma de racionalizar o
trabalho.
8

 O conhecimento fornecido a eles ajudaria apenas quem supervisiona, mas


isso faria com que a qualidade diminuísse.
 É analisado seu desempenho na produção deixando o aspecto social e
humano dos funcionários a desejar.
 É preciso comprovação cientifica e ter sua formulação conforme o
conhecimento empírico.
 Restringe apenas aos aspectos formais da organização não abrangendo, por
exemplo, o conflito que pode haver entre objetivos individuais e
organizacionais.
 É dada a importância ao sistema interno desconsiderando as influencias
externa.

Vimos que a administração científica é um modelo de administração tendo


como principal precursor o americano Frederick Winslow Taylor no fim do século XIX
e início do século XX e que se baseia na aplicação do método científico na
administração com o intuito de garantir o melhor custo/benefício aos sistemas
produtivos. Onde se teve dois períodos. O 1º período de Taylor houve
a racionalização do trabalho dos operários das fábricas da época, onde visava à
eliminação de movimentos inúteis, fazendo com que os trabalhadores executassem
suas tarefas de forma mais simples e rápida, e o 2º período de Taylor a definição de
princípios de administração que são aplicáveis em todas as situações do cotidiano
das empresas.
9

1.4. TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO


De acordo com Maximiano (2006) Teoria Clássica desenvolvida por Fayol
conclui o conhecimento passado por Taylor anteriormente por abordagem sintética
globalizado. A proposta é racionalizar a estrutura administrativa que passa a ter a
percepção com síntese de varias órgãos que complete essa estrutura.

Fayol nos coloca a questionar a direção que levara a empresa destacando as


funções e operação da mesma. São dados os princípios para haver uma boa
administração, uma dessas é a clássica visão das funções de um administrador:
organizar, planejar, coordenar, comandar e controlar

Funções Básicas da Empresa:


 Funções Técnicas, relacionadas com a produção de bens ou de serviços da
empresa;
 Funções Comerciais, relacionadas com a compra, venda e permutação.
 Funções Financeiras, relacionadas com a procura e gerência de capitais.
 Funções de Segurança, relacionadas com a proteção e preservação de bens.
 Funções Contábeis, relacionadas com os inventários, registros, balanços,
custos e estatísticas.
 Funções Administrativas, relacionadas com a integração da cúpula das outras
cinco funções. As funções administrativas coordenam e sincronizam as
demais funções da empresa, pairando sempre acima delas.

“Os trabalhadores e seus supervisores imediatos deveriam ocupar-se


exclusivamente da produção. Toda atividade cerebral deve ser removida da fábrica e
centralizada no departamento de planejamento” (MAXIMIANO, 2006, p.41).

Baseado na sua vivencia como gerente e teve uma perspectiva em varias


técnicas ou métodos administrativos que quando colocado em pratica percebeu que
o tinha ajudado a funcionar. Propôs quatorze princípios e argumentos que pudessem
ser aplicadas e que seria certeiro e importantes se os gerentes colocasse em
pratica;
.
10

 Divisão do Trabalho, especializar cada um em sua função e aumentar a


eficiência.
 Autoridade e responsabilidade, o dever de prestar contas e ambas devem
estar equilibradas entre si.
 Disciplina, dependente da obediência, aplicação, força de vontade,
comportamento e respeito entre os mesmos e as normas da empresa.
 Unidade de comando e direção, apenas uma pessoa direciona e supervisiona
para que alcancem o objetivo.
 Subordinação dos interesses individuais e gerais, o interesse geral deve ser a
prioridade antes do interesses individuais.
 Remuneração do pessoal Deve ser justo e satisfazer e motivar os
empregados para melhor qualidade e dedicação dos mesmos.
 Centralização, centralizar a autoridade no topo da hierarquia.
 Cadeia escalar, escala da mais alta autoridade ao mais baixo na hierarquia.
 Ordem, lugares e coisas em seu devido lugar, desde a ordem humana e
material.
 Reconhecer o direito de cada um, justiça para alcançar a lealdade do pessoal.
 Estabilidade, quanto mais tempo uma pessoa permanecer num cargo, cada
vez melhor e sendo valorizado por isso.
 Iniciativa, capacidade de visualizar uma estratégia e garantir seu sucesso.
 Espírito de equipe, Harmonia e união entre as pessoas se tornam a força de
uma organização.

“A eficiência da empresa é muito mais do que a soma da eficiência dos seus


trabalhadores, e que ela deve ser alcançada por meio da racionalidade, isto é, da’
adequação dos meios (órgãos e cargos) aos fins que se deseja alcançar.
(CHIAVENATO, 1993, p. 11).

Na Teoria Clássica é observado da direção para a execução e do todo para


as partes, sendo controversa da Administração Cientifica. Portanto, há uma visão
gerencial com resultados finais na produção, já a teoria de Taylor é no processo e no
colaborador, mas Fayol complementa com sua teoria clássica a Administração
Cientifica.
11

Concluímos então que, a Teoria Clássica teve como Precursor Henry Fayol.
Tinha ênfase na Estrutura (Departamentos, visão global). Os principais enfoques
eram na organização formal, funções do administrador e princípios gerais da
administração. Tinha o objetivo de aumentar a eficiência da organização, através da
estrutura das partes organização e suas inter-relações, havia uma visão global.
12

1.5. TEORIAS DAS RELAÇÕES HUMANAS


Segundo Chiavenato (2003) a Teoria das Relações Humanas (ou Escola
Humanística da Administração) surgiu nos Estados Unidos, como consequência das
conclusões da Experiência de Hawthorne, desenvolvida por George Elton Mayo e
colaboradores. Foi um movimento de reação e oposição à Teoria Clássica da
Administração.

1.5.1. Origens das Teorias das Relações Humanas em Administração

Em 1924, a Academia Nacional de Ciências, dos Estados Unidos, fez uma


pesquisa de verificação da correlação entre produtividade e iluminação do local de
trabalho, dentro dos princípios da Administração Científica. Essa experiência foi
realizada na fábrica de Hawthorne, da Western Eletric Company, situada em
Chicago – EUA. A experiência foi coordenada por George Elton Mayo (1880-1949),
filósofo, médico e cientista social australiano e radicado nos EUA, professor e diretor
do Centro de Pesquisas Sociais, da Harvard School of Business Administration.
(CHIAVENATO, 2003).

De acordo com o mesmo autor (2003), a pesquisa teve seus interesses


centrados na fadiga humana, nos acidentes no trabalho, na rotatividade muito alta
de pessoal e no efeito das condições de trabalho sobre a produtividade do pessoal.
Essa pesquisa estendeu-se até 1932, devido à constatação de que os resultados da
mesma eram constantemente alterados por variáveis de natureza psicológica, fato
que na época era estranho e não comprovado cientificamente. Onde destacou-se
que, o nível de produção não é determinado pela capacidade física do empregado,
mas pelas normas sociais e as expectativas do grupo a que pertence. Os
trabalhadores não agiam como indivíduos isolados, mas somente como membros de
grupo, e qualquer desvio das normas grupais acabariam sofrendo punições sociais
ou morais dos demais membros, a motivação econômica era secundária na
determinação do rendimento do trabalhador, sendo prioritário o reconhecimento do
trabalho, a aprovação e a participação social. Como a duração da pesquisa foi
longa, ela teve quatro fases, nas quais se pode comprovar com eficiência que a
correlação pretendida não existia, pois as operárias reagiam às experiências de
acordo com suas suposições pessoais, ou seja, houve a sobreposição do fator
13

psicológico ao fator fisiológico, e os pesquisadores passaram a se fixar no estudo


das relações humanas.

Segundo a obra dos autores Caravantes e Kloeckner (2010, p.83), os estudos


de Hawthorne delineou os princípios básicos da Teoria das Relações Humanas,
concluindo-se que:

 A colaboração nos grupos não ocorre acidentalmente; ela precisa ser


planejada e desenvolvida. Se a colaboração grupal é alcançada, as relações
no ambiente de trabalho podem alcançar um nível de coesão capaz de resistir
aos distúrbios externos de uma sociedade turbulenta em busca de adaptar-
se.
 O trabalhador é uma pessoa cujas atitudes e eficácias são condicionadas
pelas demandas sociais tanto internas quanto externas à organização.
 Os grupos informais internos à organização exercem fortes controles sociais
sobre o os hábitos de trabalhos e atitudes dos trabalhadores.
 A mudança de uma sociedade estabelecida e estável para uma sociedade
adaptativa ou em mudança tende em base continuar a perturbar a
organização social de uma empresa ou indústria.
 O trabalho é atividade de grupo.
 O mundo social de um adulto é primariamente estruturado pela atividade de
trabalho.
 A necessidade de reconhecimento, segurança e senso de pertencimento é
mais importante na determinação da moral do trabalhador e de sua
produtividade do que as condições físicas que lhes são oferecidas.
 Uma queixa não corresponde necessariamente a uma relação objetiva de
fatos; ela é usualmente um sintoma, manifestando uma perturbação na
posição de status do reclamante.

Tanto Chiavenato (2003), quanto Caravantes e Kloeckner (2010) relata que a


experiência de Hawthorne foi suspensa em 1932, por motivos financeiros, mas sua
influência sobre a Teoria Administrativa foi fundamental e chegou a abalar os
princípios básicos da Teoria Clássica, que era dominante na época.
14

1.5.2. Principais Representantes e suas contribuições


De acordo com Chiavenato (2003), os principais representantes para a
Teoria das Relações Humanas foram:
Kurt Lewin (1890-1947) cientista alemão emigrou para os EUA na década de
1930. Em 1945, Lewin fundou um grupo de estudos importantes no MIT –
Massachusetts Institute of Tecnology, para estudos sobre a formação e
comportamento dos grupos na sociedade e nas organizações.
George Elton Mayo (1880-1949) precursor da abordagem humanística com a
pesquisa que possibilitou fundamentar os estudos das Relações Humanas, publicou
três livros voltados aos problemas humanos, sociais e políticos, decorrentes da
industrialização e tecnologia.
Mary Parker Follett - utilizando conhecimentos de psicologia, analisava
padrões de comportamento dos funcionários, dentro das organizações. Publicou The
New State: Group Organization (1918) e Dynamic Organization (1941).
Oliver Sheldon – filosófico britânico apresentou em 1923 uma filosofia de
administração, enfatizando as responsabilidades sociais da empresa.
Alfred J. Marrow – especializado em Psicologia Industrial, foi dirigente por
vinte anos da Harwood Manufacturing Corporation e introduziu métodos de pesquisa
da Psicologia Aplicada à solução dos problemas industriais, (CHIAVENATO, 2003)

Concluímos então que a Teoria das Relações Humanas resultou de um


estudo realizado na fábrica de Hawthorne em Chicago entre 1927 e 1932. Foi
conduzida por George Elton Mayo. Levantou aspectos que começaram a ser
analisados com seriedade dentro do contexto organizacional. Teve ênfase nas
pessoas. Propagou a idéia de que trabalho é uma atividade grupal. O nível de
produção esta relacionado às normas do próprio grupo, as motivações está
relacionada com a necessidade de reconhecimento pelos colegas de trabalho. Seu
objetivo era aumentar a eficiência da organização através da identificação da
insatisfação e aos conflitos humanos no trabalho.
15

1.6. TEORIA DA BUROCRACIA


A Teoria da Burocracia surgiu na década de 1940, para suprir as críticas das
teorias organizacionais existentes, especialmente a Teoria Clássica (excesso de
mecanicismo) e a Teoria das Relações Humanas (sociológica e utópica em
demasia) e seu criador foi Max Weber (1864 - 1920).

De acordo com Kwasnicka (1989) Max Weber, foi um sociólogo alemão que
viveu de 1864 a 1929, estudou a organização dentro de próprio quadro de referência
e definiu a administração como um sistema social burocrático enfocando os
aspectos institucionais da administração, tomando por base princípios da sociologia,
ciência política e direito.

Segundo Chiavenato (2003, p. 258) a burocracia é uma forma de organização


humana que se baseia na racionalidade, na adequação dos meios aos objetivos
pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência possível.

A Teoria da Burocracia desenvolveu-se na Administração por volta da década


de 1940, em função dos seguintes aspectos:
 A fragilidade e a parcialidade da Teoria Clássica e da Teoria das Relações
Humanas, ambas oponentes e contraditórias, mas sem possibilitarem uma
abordagem global e integrada dos problemas organizacionais. Ambas
revelam pontos de vista extremistas e incompletos sobre a organização,
gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo.
 A necessidade de um modelo de organização racional capaz de
caracterizar todas as variáveis envolvidas, bem como o comportamento
dos membros dela participantes, e aplicáveis não somente à fábrica, mas
a todas as formas de organização humana e principalmente às empresas.
 O crescente tamanho e complexidade das empresas passaram a exigir
modelos organizacionais mais bem-definidos.

A burocracia é popularmente entendida como um entrave às organizações e


quando as soluções demoram a aparecer, diz-se que é “culpa da burocracia”.
Segundo Weber é para ser exatamente o contrário, para ele, a burocracia é a
organização eficiente por excelência. (CHIAVENATO, 2003, p.262).
16

1.6.1. Características básicas da Teoria da Burocracia

A burocracia, segundo Weber (1947) apud Chiavenato (2003), tem as


seguintes características:

1. Caráter legal das normas e regulamentos – é baseada em legislação


própria e previamente estabelecida e possui caráter legal porque confere às
pessoas nomeadas em cargos, poder de coação sobre os subordinados.
2. Caráter formal das comunicações – na burocracia, as comunicações
regras e decisões, são escritas, criando a formalidade com o preenchimento de
formulários e a rotina que advém desse procedimento.
3. Caráter racional e divisão do trabalho – a divisão do trabalho é sistemática
e adequada aos objetivos pretendidos de máxima eficiência com cada funcionário e
sua respectiva função, com suas atribuições e responsabilidades.
4. Impessoalidade nas relações profissionais – a distribuição das atividades é
feita em termos de cargos e funções, e não pessoas envolvidas.
5. Hierarquia da autoridade – segundo o princípio da hierarquia, cada cargo
inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior.
6. Rotinas e procedimentos padronizados – as regras e normas técnicas
regulam a conduta do ocupante de cada cargo e suas atividades são executadas de
acordo com as rotinas e procedimentos.
7. Competência técnica e por mérito – a escolha do profissional é feita por
meio de méritos adquiridos e na competência técnica. São usados critérios de
avaliação e classificação para toda a organização
8. Especialização da Administração – os administradores da burocracia não
são seus donos ou acionistas, assim surgiu a especialidade de gerir o negócio.
9. Profissionalização dos participantes – cada funcionário da burocracia é um
profissional especializado nas atividades do cargo que ocupa.
10. Completa previsibilidade do comportamento funcional – os funcionários
deverão comportar-se de acordo com as normas e regulamentos da organização e
conforme o previsto.
De acordo com os estudos de Maximiano (2004, p. 134-135), as organizações
formais ou burocráticas apresentam três características principais que as
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diferenciam dos grupos informais: formalidade, impessoalidade e profissionalismo.


Formalidade significa que as organizações são constituídas com base em
normas e regulamentos explícitos chamados leis que estipulam os direitos e deveres
dos participantes.
Impessoalidade significa que, em uma burocracia, nenhuma pessoa é
empregada ou submetida à outra, ou seja, as relações as pessoas que integram as
organizações burocráticas são governadas pelos cargos que elas ocupam e pelos
direitos e deverem investidos nesses cargos.
Profissionalismo de forma geral os cargos de uma burocracia oferecem a
seus ocupantes uma carreira, funcionários que faz do cargo um meio de vida,
recebendo salário regular em troca de seu serviço.

Concluímos então, que a Teoria da Burocracia surgiu na década de 1940 com


Max Weber, onde era preocupada com aspectos internos e formais de um sistema
fechado. Teve ênfase na estrutura. Enfoques na divisão racional do trabalho,
hierarquia de autoridade, imposição de regras, é baseada em leis, tem uma
disciplina rígida para o assim alcançar a máxima eficiência em seus objetivos.
18

1.7. TEORIA ESTRUTURALISTA


De acordo com Chiavenato (2003) Teoria Estruturalista tem como objetivo
principal, o estudo das organizações, fundamentalmente na estrutura interna e na
interação com outras organizações (externa), que são as unidades sociais e são
concebidas para cumprir e atingir objetivos específicos, mantendo relações estáveis
a fim de viabilizar o conjunto de metas propostas.
Ambiente, “é tudo que envolve externamente a organização” e, para os
estruturalistas, o ambiente é constituído pelas outras organizações que formam a
sociedade. (CHIAVENATO, 2003, p. 302)

Na Teoria Estruturalista, conforme o mesmo autor, o foco é o homem


organizacional, que desempenha diferentes papéis em várias organizações e que,
para ser bem sucedido, necessita possuir as seguintes características:

 Flexibilidade – para enfrentar as mudanças bruscas e a diversidade de


papéis/ funções bem como novos relacionamentos.
 Tolerância emocional – por causa do desgaste do enfrentamento dos
conflitos gerados por necessidades individuais e organizacionais.
 Capacidade de adiar as recompensas – compensar o trabalho rotineiro em
detrimento de preferências e vocações pessoais.
 Permanente desejo de realização – garantir a conformidade das normas
que controlam e asseguram o acesso às posições de carreira dentro da
organização

Segundo Caravantes e Kloeckner (2010) abordagem Estruturalista é uma


síntese da escola clássica (ou formal) com a da escola de Relações Humanas (ou
informal), mas seu dialogo maior foi com a abordagem das Relações Humanas.
Seus fundamentos são melhores compreendidos através do exame da critica que
ela levanta contra essa escola. É exatamente ao explorar a visão harmônica da
Escola de Relações Humanas, que os escritores Estruturalistas pela primeira vez
reconheceram integralmente o dilema organizacional, ou seja: o inevitável conflito
entre os objetivos organizacionais e as necessidades individuais, conflito esse que
pode ser reduzido, mas não eliminado. Visualizamos um triplo mérito do
Estruturalismo: em primeiro lugar, ele introduz uma nova lógica, integrativa e não
19

dicotômica, para tratar da organização e do indivíduo. Com isso, o campo da análise


administrativa torna-se muito mais rico possibilitando uma melhor compreensão das
organizações e de seu desempenho. Em segundo lugar, novos temas que antes
recebiam pouca atenção – como conflito. Alienação, poder – passaram a encontrar
guarida na teoria organizacional. Não devemos esquecer que a contribuição
Estruturalista provém fundamentalmente dos sociólogos e que trazem para o campo
da administração a temática que lhes é peculiar. Em terceiro lugar, o Estruturalismo
passa a preocupar-se não apenas coma as organizações industriais, mas abre um
novo leque de opções: hospitais, prisões, escola, universidades, clubes, exercito,
ordens religiosas, entre outras, são organizações que passaram objeto de estudo
por parte dos Estruturalistas. Uma sociedade organizacional é formada de uma
variedade de organizações detentoras de uma base comum e que, a partir do
Estruturalismo, passaram a ser objeto de estudo da Teoria Organizacional.

De acordo com os mesmos autores anteriores (2010) a análise organizacional


do Estruturalismo ampliou suas preocupações para incluir:
 Tanto a organização formal quanto a informal, bem como suas inter-
relações;
 O objetivo e o alcance dos grupos informais e as relações desses grupos
dentro e fora da organização;
 Tanto os níveis mais altos como os mais baixos na organização;
 Tanto as recompensas materiais como as não-materiais;
 A interação da organização com o seu ambiente;
 Tanto organizações de trabalho como as outras, de natureza diferenciada.

Concluímos então, que a Teoria Estruturalista surgiu no final da década de


1950 caracterizando-se como um desdobramento da Escola da Organização Formal
(Teoria da Burocracia) e uma leve aproximação a Teoria das Relações Humanas.
Pois com ela houve mudanças em alguns conceitos, passando a tratar não apenas
as organizações “formais” como também as “informais”, deixou de ter uma visão de
“sistema fechado” e passou a ter uma visão de “sistema aberto”, passa da busca de
máxima eficiência, para alcançar tanto a eficiência quanto a eficácia. Teve ênfase na
estrutura, nas pessoas e meio ambiente.
20

Para os Estruturalista, a organização é uma unidade complexa, com muitos


grupos sociais compartilhando alguns objetivos. A organização é vista como um
todo, com seus elementos e suas inter-relações. Para eles deve-se dar atenção
primordial as relações, que tomadas conjuntamente ou em partes, formam aquilo
que se chama estrutura da organização.
21

1.8. TEORIA NEOCLÁSSICA


Segundo Caravantes e Kloeckner (2010) a abordagem Neoclássica foi
efetivamente um movimento ocorrido nos Estados Unidos.
“Parece-nos um pouco forçado chamar de escola ou teoria neoclássica essa
abordagem não muito articulada, (...) resultou o nosso ver, em um movimento de
busca e equilíbrio organizacional.” (2010, p. 178).

A teoria neoclássica, tratada por Chiavenato (2003), surge na década de


1950, diante de um novo contexto de crescimento exagerado das organizações e
problemas administrativos decorrentes da época. É uma teoria que consolida a
atuação do Administrador e está mais voltada para o porquê e para o quê das
atividades de uma empresa. É a Teoria Clássica devidamente atualizada e
redimensionada a os problemas administrativos atuais e ao tamanho das
desorganizações modernas.

A abordagem neoclássica baseia-se nos fundamentos de que a


Administração é um processo operacional composto por funções de planejamento,
organização, direção e controle e, porque envolve uma série de situações
organizacionais, necessita estar baseada em princípios em que se possam prever
soluções administrativas. (CHIAVENATO, 2003).

1.8.1. Características básicas da Teoria Neoclássica

Segundo Chiavenato (2003) a Teoria Neoclássica apresenta seguintes


características:
1. Ênfase na prática da Administração: o foco nos aspectos práticos
administrativos e suas considerações, e procura de resultados concretos e mais
palpáveis, visa ações administrativas e seus aspectos instrumentais.
2. Reafirmação relativa dos aspectos clássicos: foi uma reação à influência
enorme e crescente das ciências social-comportamentais no campo da
Administração, e em contraposição aos aspectos administrativos e econômicos que
são estruturais e que envolvem as organizações. Um retorno às origens
estruturando a Teoria Clássica, modernizando-a, dando-lhe amplitude e flexibilidade.
22

3. Ênfase nos princípios gerais de administração: os neoclássicos


estabeleceram normas do comportamento administrativo, e os princípios que os
clássicos usavam como leis científicas são retomadas como critérios maleáveis para
busca de soluções administrativas.
4. Ênfase nos objetivos e nos resultados: é em função dos objetivos e
resultados que a organização deve ser dimensionada, estruturada e orientada, como
meio de avaliar seu desempenho. A Administração por objetivos é produto da Teoria
Neoclássica.
5. Ecletismo da Teoria Neoclássica: os autores neoclássicos absorveram o
conteúdo de outras teorias administrativas e assim misturaram várias doutrinas
administrativas, fundindo a teoria com o perfil e formação do administrador
contemporâneo do século passado.

De acordo com Caravantes e Kloeckner (2010) outras características da


abordagem Neoclássica seriam a Centralização e Descentralização. Onde
centralizar ou descentralizar refere-se às atividades da empresa. Quando a empresa
concentra suas atividades administrativas e operacionais em um único ou no
máximo dois lugares, temos uma estrutura centralizada ou concentrada (modelo de
gestão concentrado ou centralizado fisicamente). Caso a empresa desconcentre
suas atividades administrativas ou operacionais, realizando-as em locais
diferenciados, sua estrutura torna-se descentralizada ou desconcentrada (modelo de
gestão desconcentrado ou descentralizado fisicamente).

O auge da Teoria Neoclássica ocorreu entre as décadas de 1960 e 1970,


porque o mundo dos negócios não era mais tão estável como no início de século
XX. As soluções apresentadas por essa Teoria se adequaram enquanto as
empresas eram mais formais.

1.8.2. Principais Representantes e suas Contribuições

Um dos principais expoentes da Teoria Neoclássica foi Peter Ferdinand


Drucker, idealizador da Administração por Objetivos (APO - 1954), publicou vários
livros e é mundialmente conhecido e respeitado pelo conjunto de sua obra.
(CHIAVENATO, 2003).
23

Outros autores importantes e com várias publicações são: William H.Newman,


Ernest Dale, Louis Allen, Harold Koontz, George Terry, Ralph C. Davis.

Concluímos então, que a abordagem neoclássica deu início nos Estados


Unidos e ela nada mais é do que a redenção da Teoria Clássica, porém
devidamente atualizada e redimensionada aos problemas administrativos atuais e ao
tamanho das organizações de hoje. Teve ênfase na estrutura (para objetivos e
resultados). Enfoque nas práticas administrativas. Os Neoclássicos trouxeram o
conceito de eficiência e eficácia que significam respectivamente medida de alcance
de um resultado e a outra é uma medida da utilização dos recursos neste processo.
Centralização e descentralização. A centralização trás vantagens como, por
exemplo, facilidade no processo de tomada de decisão, pois as decisões são
tomadas por administradores que possuem uma visão mais ampla dos processos
em relação aos objetivos globais, porém dificulta a comunicação, já que as decisões
são tomadas por quem está distante dos fatos do dia-a-dia e das pessoas e
situações envolvidas. Já a descentralização possibilitada uma maior participação
dos membros da organização, mas pode gerar competição entre os mesmos, além
de não trazer uma uniformidade na tomada de decisão.
24

1.9. ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS / RESULTADOS


Tanto Maximiano (2000, p.189), quanto Chiavenato (2003) define a APO
como um processo pelo quais gerentes e subordinados identificam objetivos
comuns, definem as áreas de responsabilidade de cada um em termos de resultados
esperado e utilizam esses objetivos como guias para sua atividade. Seu precursor
foi Peter F. Drucker por volta de 1954.

Para Chiavenato (2003), ela apresenta as seguintes características:


 Estabelecimento conjunto de objetivos entre o gerente e o subordinado, onde
ambos participam ativamente do processo de definir e fixar objetivos.
 Estabelecimento de objetivos para cada departamento ou posição, os
objetivos podem ser denominados metas, alvos ou finalidades, onde devem
determinar os resultados que o gerente e o subordinado deverão alcançar.
 Interligação entre os vários objetivos departamentais, onde esses objetivos
com os departamentos ou gerentes envolvidos devem ser estreitamente
correlacionados.
 Ênfase na mensuração e no controle de resultados, a partir dos objetivos
traçados, o gerente e o subordinado passam a elaborar os planos táticos
adequados para alcançá-los da melhor maneira.

"Administração por Objetivos é um modelo de administração por meio do qual


as gerências de uma organização estabelecem metas para suas administrações”.
(CHIAVENATO, 2003 p.232).

“Humble define a Administração por Objetivo como "um sistema dinâmico que
procura integrar as necessidades da companhia em definir seus alvos de lucro e
crescimento com a necessidade de o gerente contribuir e desenvolver- se”.
(CHIAVENATO, 2003 p.242).

Ainda sobre a obra de Chiavenato (2003) ele cita que a Administração por
Objetivos teve seu auge, porém acabou caindo e perdendo seu prestigio devido a
três exageros.
 Excesso de regulamentos e de burocracia.
25

 Autocracia e imposição. Tornou-se o sinônimo de chefes ditadores que


impunha objetivos organizacionais exagerados aos seus subordinados.
 Motivação negativa. Os objetivos impostos autocraticamente geram tensões e
angustias nos subordinados, em vez de motivá-los para o alcance de metas e
resultados.

Conclui-se que a Teoria da Administração por Objetivos é uma técnica onde


superior e subordinados juntos definem metas prioritárias e estabelecem objetivos a
serem alcançados em um determinado tempo.
26

1.10. DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL


De acordo com o Chiavenato (2003) o Desenvolvimento Organizacional
nasceu na década de 1960, por volta de 1962 como um conjunto de idéias a respeito
do homem, da organização e do ambiente, no sentido de facilitar o crescimento e o
desenvolvimento das organizações. Em função das mudanças no mundo das
organizações e em função da inadequação das estruturas convencionais. Teve sua
origem no desdobramento da Teoria Comportamental e nos consultores de dinâmica
de grupo e comportamento organizacional. A tarefa básica do Desenvolvimento
Organizacional é mudar a cultura e melhorar o clima da organização.

De acordo com o livro dos autores Caravantes e Kloeckner (2010) o


Desenvolvimento Organizacional surgiu, como uma tentativa de resposta, por parte
de acadêmicos e consultores. Warren Bennis um dos defensores da nova
abordagem definia Desenvolvimento Organizacional como uma resposta à mudança,
uma complexa estratégia educacional que tem por finalidade mudar as crenças, as
atitudes, os valores e as estrutura das organizações, de modo que ela pudesse
melhor se adaptar aos novos mercados, tecnologia e desafios e ao próprio ritmo
acelerado das mudanças.

“O desenvolvimento da organização é um processo lento e gradativo que


conduz à realização das potencialidades da organização” (CHIAVENATO, 2003,
p.378).
O desenvolvimento da organização permite:
1. Conhecimento profundo e realístico de si própria e de suas possibilidades.
2. Conhecimento profundo e realístico do meio ambiente em que ela opera.
3. Planejamento das relações com o meio ambiente e com seus participantes.
4. Estrutura interna flexível para se adaptar às mudanças que ocorrem no
meio ambiente e entre seus participantes.
5. Meios de informação a respeito das mudanças e da adequação de sua
resposta adaptativa.

O processo de Desenvolvimento Organizacional é constituído basicamente de


três etapas: colheita de dados, diagnóstico organizacional e ação de intervenção. É
uma alternativa democrática e participativa muito interessante para a renovação e a
27

revitalização das organizações. (CHIAVENATO, 2003).


Colheita de Dados: decisão de utilizar o Desenvolvimento Organizacional,
diagnóstico inicial, colheita de dados, retroação de dados e confrontação.
Diagnóstico Organizacional: identificação dos problemas, conflitos e pontos
fracos da organização, planejamento de ação e de solução de problemas
Ação de Intervenção: desenvolvimento de equipes, desenvolvimento
intergrupal, avaliação e acompanhamento.

Conclui-se que o Desenvolvimento Organizacional veio pela década de 1960,


onde é uma resposta às mudanças, é um esforço educacional destinado a mudar
atitudes, valores, comportamentos e estrutura de uma organização de tal maneira
que esta possa se adaptar melhor às demandas ambientais, caracterizadas por
novas tecnologias, novos mercados, novos problemas e desafios.
28

1.11. TEORIA GERAL DOS SISTEMAS


“Sistema é um conjunto ou combinações de coisas ou partes formando um
todo complexo unitário.” (CHIAVENATO, 2003, p. 475).

“Sistema é um todo complexo ou organizado; é um conjunto de partes ou


elementos que forma um todo unitário ou complexo”. (MAXIMIANO, 2000, p.356)

A Teoria de Sistemas foi introduzida na Administração, a partir da década de


1960, tornando-se parte integrante da ciência administrativa. “Surgiu com os
trabalhos do biólogo alemão Ludwig Von Bertalanffy, após análise em que fez
verificação de que existia uma tendência para a integração das ciências naturais e
sociais” (CHIAVENATO, 2003, p. 474).

De acordo com os estudos de Maximiano (2004) a Teoria Geral dos Sistemas


tem como objetivo classificar os sistemas segundo a maneira como seus
componentes se organizam e identificar as leis ou padrões característicos de
comportamento de cada categoria e sistemas.

“A Teoria Geral dos Sistemas é portanto a exploração cientifica de “todos” e


“totalidades” que, há pouco tempo era considerados noções metafísicas, que
transcendiam as fronteiras da ciência.” (MAXIMIANO, 2004, p. 365)

Conforme Chiavenato (2003) a Teoria dos Sistemas baseia-se no ponto inicial


de que os sistemas são compostos de subsistemas (moléculas – célula – órgão),
que os sistemas são abertos (caracterizados por um processo infinito de intercâmbio
com o seu ambiente para trocar energia e informação) e que as funções de um
sistema dependem de sua estrutura (cada sistema tem um objetivo ou finalidade), a
teoria tem por finalidade identificar as propriedades, princípios e leis característicos
dos sistemas em geral, independentemente do tipo de cada um, da natureza de
seus elementos componentes e das relações entre eles.
29

Classificações de Sistemas
De acordo com Chiavenato (2003) os sistemas podem ser classificados de
acordo com suas características básicas:
 Os sistemas podem ser físicos ou abstratos:
 Sistemas físicos ou concretos: São equipamentos, máquinas, objetos,
coisas reais, ou seja, “hardware”.
 Sistemas abstratos ou conceituais: São os planos, as ideias, as hipóteses,
são chamadas de “software”.

 Quanto sua natureza, os sistemas podem ser fechados ou abertos:


 Sistemas fechados: Não recebem influência do ambiente e não influenciam
o ambiente.
 Sistemas abertos: Trocam matéria e energia regularmente com o meio
ambiente. São adaptativos, isto é, para sobreviver devem reajustar-se
constantemente às condições do meio.

1.11.1. Características básicas da Teoria Geral dos Sistemas em Administração


Segundo Chiavenato (2003), as características das organizações como
sistemas abertos são:
 Comportamento probabilístico e não determinístico – significa que as
organizações são afetadas por variáveis externas, desconhecidas e
imprevisíveis no seu comportamento.
 As organizações como partes de uma sociedade maior, constituídas
de partes menores – são vistas como sistemas dentro de sistemas.
 Interdependência das partes – sistema social cujas partes são
interdependentes, mas inter-relacionadas.
 Homeostase – a organização alcança um “estado firme” ou equilíbrio
quando satisfaz dois requisitos: a unidirecionalidade e o progresso.
 Fronteiras ou limites – os sistemas sociais (organizações) têm fronteiras
que não existem fisicamente. Um mesmo indivíduo pode pertencer a duas
organizações.
 Morfogênese – o sistema organizacional tem a capacidade de modificar a
si próprio e à sua estrutura básica.
30

 Resiliência – é a capacidade de superar o distúrbio imposto por um


fenômeno externo.
Daniel Katz e Robert L. Kahn – em 1972, publicaram “Psicologia Social das
Organizações”, em que desenvolveram um modelo de organização por meio da
aplicação da Teoria dos Sistemas à Teoria Administrativa. Onde a organização
como um sistema aberto possui importação (entrada), transformação
(processamento), exportação (saída) ciclos de eventos que se repetem.
(CARAVANTES E KLOECKNER, 2010).

Concluise-se que a teoria dos sistemas nos proporciona uma compreensão


realista da complexidade organizacional. Criou a possibilidade de visualizarmos a
organização como um sistema sociotécnico estruturado. Contribui para uma visão
mais ampla da empresa considerando o ambiente como grande agente participativo
da vida empresa e como tal exercendo influência sobre ela.
31

1.12. ABORDAGEM CONTINGENCIAL / TEORIA DA CONTINGÊNCIA


De acordo com estudo do Chiavenato (2003), a Teoria da Contingência
surgiu a partir de uma série de pesquisas realizadas para verificar os modelos de
estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresa.
Concluiu-se que os resultados dessas pesquisas tiveram uma nova concepção de
organização e o funcionamento são dependentes da interface com o ambiente
externo. A ênfase recai no ambiente e na tecnologia, sem desprezar as tarefas, as
pessoas e a estrutura, sendo que esta última passa a ser um dos pilares dessa
abordagem. A abordagem contingencial procura analisar as relações dentro e entre
os subsistemas, e entre a organização e seu ambiente, definindo as relações e os
arranjos mais convenientes a partir de suas variáveis.

“O grande mérito da abordagem contingencial é fazer com que a gerência


normalmente concentrada nos problemas internos da organização volte seus olhos
para o ambiente; deixe de olhar para o próprio umbigo e olhe ao seu redor.“
(CARAVANTES e KLOECKNER, 2010. P. 166)

Segundo o estudo de Chiavenato (2003) a Teoria da Contingência apresenta


os seguintes aspectos básicos:
 A organização é de natureza sistêmica, ela é um sistema aberto.
 As características organizacionais apresentam uma interação entre si e com o
ambiente.
 As características ambientais funcionam como variáveis independentes,
enquanto as características organizacionais são variáveis dependentes.

Continuando com o mesmo autor, os principais representantes para a teoria


foram:

 Tom Burn e G. M. Stalker, sociólogos, realizaram, na década de 1960,


pesquisas nas indústrias inglesas para verificar como eram as relações entre
práticas administrativas e ambiente externo.
 Paul R. Lawrence e Jay W. Lorsch pesquisaram sobre as organizações e o
ambiente organizacional, confrontando ambos, e esse estudo deu origem à
Teoria da Contingência.
32

 Joan Woodward, socióloga industrial pesquisou a avaliação da prática dos


princípios administrativos propostos pelas teorias se relacionavam com o êxito
do negócio.
 Emery e Trist desenvolveram um estudo no qual fixam quatro tipos de idéia
de um ambiente. (CARAVANTES e KLOECKNER, 2010).

Conslui-se que como a abordagem Contingencial incorpora conceitos de


varias teorias anteriores, e nela nada é absoluto ou universalmente aplicável. Tudo é
composto de variáveis sejam situacionais, circunstanciais, ambientais, tecnológicas,
econômicas; enfim, difere em diferentes graus de variação de todas as teorias, a
abordagem contingencial enfoca as organizações de dentro para fora colocando o
ambiente como fator primordial na estrutura e no comportamento das organizações.
33

2. PERFIL DA ORGANIZAÇÃO

2.1. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA


a) Com o nome empresarial Banco Bradesco S.A. a empresa assume o título ou
nome fantasia banco Bradesco e tem como descrição a sua principal atividade
econômica, à prestação de serviços financeiros. A sua fundação foi realizada
pelo Amador Aguiar (1904 – 1991) no ano de 1943 na cidade de Marília interior
de São Paulo, porém atualmente sua matriz fica localizada na Cidade de Deus,
Vila Yara – Osasco – São Paulo – SP, Cep 06.029-900, perante a Receita
Federal possui o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ)
60.646.948/0001-12.

A agência 1431-1, Pacaembu Urb. Foi fundada no ano de 1984 e se localiza na


Av. Arnolfo Azevedo, 39 – Pacaembu - Cep 01.236-030 - São Paulo - SP. Com
o registro ativo perante a Receita Federal (CNPJ) 60.746.948/1664-36.
A agencia do Pacaembu possui funcionários altamente qualificados para a
execução dos serviços. Desde a recepção dos clientes, até a entrega dos
serviços prestados, a empresa se preocupa muito com a qualidade e bem estar
dos clientes.

Visão
Tem com visão ser reconhecida como a melhor e mais eficiente instituição
financeira do País e pela atuação em prol da inclusão bancária e do
desenvolvimento sustentável.

b) O banco Bradesco é uma empresa do setor privado.

c) Sua principal atividade é a prestação de serviços financeiros.

d) De acordo aos critérios do BNDES a empresa Bradesco é considera uma


Grande Empresa por ter a receita operacional bruta anual maior que 300
milhões. A empresa possui um total de ativos consolidados com o valor em R$
908,139 bilhões (reais) (Dez/2013), tem cerca de 74,5 milhões de clientes,
onde 26,4 milhões são correntistas ativos. No último ano (2013), teve um
faturamento de lucro líquido acima de R$ 12 bilhões. (disponível em
bradescori.com.br).
34

O gerente administrativo xxxx, divulgou que a agência do Pacaembu (1431-1),


teve um faturamento superior a R$ 6 milhões (reais) no ano anterior (2013).
35

2.2. FORÇA DE TRABALHO


a) A agência do Pacaembu (1431-1) é composta por 18 funcionários registrados
pelo Bradesco conforme regime de vínculo de acordo com a CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho). Desses dezoito funcionários, seis
(33,33%) já tem a Pós Graduação, cinco (27,78%) já possui o ensino superior
e sete (38,89%) ainda estão cursando o ensino superior. Além desses
funcionários, possui mais cinco seguranças e uma auxiliar de limpeza que
são terceirizados, totalizando 24 funcionários ao todo.

Os funcionários executam tarefas diversas, desde atendimento, pagamento


de contas, depósitos, transferências, aberturas de contas, financiamento,
previdência, consorcio e diversos outros serviços administrativos.
36

2.3. PRODUTOS E CLIENTES

a) Produtos Principais.
I. Autoatendimento
Autoatendimento Bradesco Dia & Noite pelos pais, onde você pode realizar,
com muita praticidade, rapidez e segurança, os mais diversos serviços.
 Pagamentos e Agendamentos.
 Depósitos.
 Transferências.
 Consulta de saldo e extratos.
 Aplicações e resgates.
 Empréstimos.
 Saques.
 Recarga de celular.
 Cadastramento e bloqueio no débito automático.
 Cadastramento no DDA – Débito Direto Autorizado.

II. Bradesco Expresso


O Bradesco Expresso é o fruto da parceria do Bradesco com
estabelecimentos comerciais. Esses estabelecimentos passam a oferecer, entre
outros, serviços financeiros como:
 Pagamentos de contas.
 Pagamentos de tributos.
 Pagamentos de boletos bancários.
 Saques e depósitos.
 Proposta de abertura de contas.
 Proposta de empréstimo
 Proposta de cartão de credito.
 Recarga de celular.
 Pagamentos a benefícios do INSS.

III. Internet Banking Bradesco


O Internet Banking Bradesco é uma maneira fácil e prática para realizar
diversos tipos de transações sem sair de casa.
37

 Pagamentos e Agendamentos.
 Transferências.
 Consultas de saldos e extratos.
 Investimentos.
 Empréstimos.
 Débito automático.
 Recarga de celular.
 Cadastro no DDA – Débito Direto Autorizado.

IV. Fone Fácil


O Fone Fácil Bradesco tem atendimento 24 horas, sete dias por semana.
 Consulta de saldos e extratos.
 Pagamentos e agendamentos.
 Transferências.
 Investimentos.
 Serviços de cartão de crédito.
 Envio de DOC/TED.
 Empréstimos.
 Recarga de celular.
 Cadastramento e bloqueio no débito automático.
 Solicitação de cheques.
 Atualização cadastral.
 Cadastro no DDA – Débito Direto Autorizado.
 Cadastramento no DDA – Autorização via SMS.

V. Capitalização: Capitalização é uma forma de poupar dinheiro com a


vantagem de concorrer a prêmios semanais, e no final do plano você
ainda recebe todo o dinheiro de volta com correção monetária.

VI. Cartões: o Bradesco oferece cartões para realizar suas transações


com mais segurança. Contando também com a possibilidade do
parcelamento das suas compras, transações via internet.
38

VII. Consórcios: é um sistema pelo qual se administram os recursos


financeiros de grupos de pessoas físicas ou jurídicas (correntistas do
banco ou não), com o objetivo de propiciar a seus integrantes a
aquisição de bens ou imóveis.

VIII. Contas: o banco Bradesco oferece diversos tipos de conta de acordo


com a necessidade de seus clientes. As principais contas são: conta
corrente, conta poupança, conta-salário, conta universitário.

IX. Empréstimos e Financiamentos: de acordo com a necessidade dos


seus clientes o banco Bradesco oferece empréstimos e faz
financiamentos de acordo com o perfil dos seus clientes.

X. Seguros: o banco Bradesco disponibiliza aos seus clientes diversos


planos para proteger seu carro, seus equipamentos, sua casa, sua
saúde e até mesmo sua vida.

b) Clientes - alvo: Os clientes-alvo da empresa são Pessoas tanto Físicas


(cidadão comum, identificado pelo seu CPF), como também para Pessoas
Jurídicas (associação, empresa, legalmente autorizadas, identificada por
CNPJ), ou seja, qualquer um que necessitar de serviços bancário terá todo o
apoio da empresa.
39

2.4. PRINCIPAIS CONCORRENTES DA ORGANIZAÇÃO

O banco do Bradesco tem ativos totais no valor de 931,1 bilhões (junho /2014)
e atualmente tem como principais concorrentes tanto os bancos de origem privada
como também de origem pública, os quatro principais bancos são:

1. Banco do Brasil, com ativos totais no valor de R$ 1,401 trilhões (junho /2014).

2. Itaú Unibanco, com ativos totais no valor de R$ 1,111 trilhões (junho /2014).

3. Caixa Econômica Federal, com ativos totais no valor de R$ 963,0 bilhões


(junho /2014).

4. Santander Brasil, com ativos totais no valor de R$ 486,6 bilhões (junho


/2014).

Ativos Totais compreende todos os bens e direitos da companhia, expressos


em moeda local.
40

2.5. PRINCIPAIS INSUMOS


O gerente administrativo Marcio nos informou que a agência do Pacaembu
(1431-1) utiliza como os principais insumos e fornecedores:

 Para os materiais de escritório em geral tem como principal fornecedor a


empresa Kalunga. Segue a relação de alguns dos principais materiais
utilizados pela empresa: Papel Sulfite (Chamex, tamanho A4 - 21x29,7cm),
Toner HP (Hewlett-Packard), canetas esferográficas azul e preta (marca BIC),
clips, elásticos, envelopes, grampeadores de mesa (e grampos), marca texto,
pastas para arquivos entre outros.

 Para os produtos de limpeza/higiene em geral, tem como principal fornecedor


a empresa Cia Paulista Distribuidora. Segue a relação de alguns dos
principais materiais utilizados pela empresa: Vassoura, rodo, Flanela,
detergente, água sanitária, desinfetante, sabonete liquido, papel higiênico
entre outros.
41

3. REVISÃO CONCEITUAL, IDENTIFICAÇÃO DE PRÁTICAS E ANÁLISE


3.1. TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
3.1.1. Fundamentos da Teoria

Vimos que a administração científica é um modelo de administração tendo


como principal precursor o americano Frederick Winslow Taylor no fim do século XIX
e início do século XX e que se baseia na aplicação do método científico na
administração com o intuito de garantir o melhor custo/benefício aos sistemas
produtivos. Onde se teve dois períodos. O 1º período de Taylor houve
a racionalização do trabalho dos operários das fábricas da época (que visava a
eliminação de movimentos inúteis para maior rapidez na execução das tarefas) e o
2º período de Taylor a definição de princípios de administração (publicado em 1911)
que são aplicáveis em todas as situações do cotidiano das empresas. São eles:
Princípio de planejamento, Princípio de preparo dos trabalhadores, Princípio de
controle, Princípio da execução.

3.1.2. Identificação de Práticas de Gestão em relação à produção de bens ou


serviços

Faremos uma relação desses quatro princípios da Administração Científica


apresentado por Taylor, porém, agora referente a empresa Bradesco S.A utilizando
nos dias atuais.

 Princípio de planejamento – A alta administração do banco Bradesco cria todo


um planejamento para definir os objetivos futuros da empresa, e traçar metas
a curto e longo prazo. Algumas dessas metas são inclusive diárias como o
cadastramento de Token (aplicativo que gera senhas numéricas para validar
transações nos Canais Digitais) onde, o gerente Marcio informou que quer o
cadastramento de no mínimo vinte Tokens diários.
 Princípio de preparo dos trabalhadores – Treinamentos, o banco Bradesco
oferece diversos treinamentos aos seus funcionários desde os cargos
considerados os mais “baixos” quanto os mais “altos”, no decorrer de sua vida
42

profissional na a empresa. Assim possibilitando maior aprendizagem, para


maior eficiência nos resultados das tarefas /serviços que lhes são confiados.
 Princípio de controle – A alta administração do Bradesco se preocupa muito
com a qualidade de seus serviços prestados, sendo assim para garantir o
melhor resultado o gerente regional faz reuniões em áudio conferencia
diariamente com os gerentes da agencia, ao final de todos os dias são
solicitados os relatórios de metas atingidas.
 Princípio da execução – Para ter um controle maior dos resultados de acordo
com que é pedido o gerente geral realiza reuniões diárias para informar o que
é preciso ser feito, e assim faz a designação das melhores ações a serem
tomadas.

3.1.3. Análise e Sugestões de melhorias

 Principio de planejamento – percebemos que algumas metas diárias


estabelecidas são “excessivas”, como essa citada (Token). Pois em meio ao
dia-dia da agência dificilmente serão cumpridas, pois muitos dos clientes que
vão à agência não são correntistas do Bradesco, não possuem celular com a
tecnologia compatível com o aplicativo ou já possuem o serviço, e isso acaba
dificultando o atingimento da meta.
Sugerimos que a administração do Bradesco estabeleça metas menores e
que possam ser cumprias de acordo com essas dificuldades do dia-dia.
 Principio de preparo dos trabalhadores – Nesse caso o Bradesco está de
parabéns, pois nenhum dos funcionários registrou nenhum tipo de “queixa”
referente ao treinamento recebido. Pelo contrário, eles elogiaram dizendo que
são bem prestativos.
 Princípio de controle – percebemos que a um excesso de controle com
reuniões e relatórios diários. Há muita pressão desnecessária, pois se as
reuniões diárias já são feitas não existe a necessidade de relatórios.
Sugere que diminua as reuniões, pois se as metas são passadas
mensalmente não existe a necessidade de ter reuniões diariamente, poderia
ser semanalmente, dando continuidade aos relatórios diários.
43

 Princípio da execução – Percebemos que a melhor sugestão seria que o


gerente realize reuniões somente quando for necessário para que não seja
uma rotina cansativa e assim as reuniões seja mais produtiva.
44

3.2. TEORIA NEOCLÁSSICA

3.2.1. Fundamentos da Teoria


Vimos que a que a abordagem neoclássica deu início nos Estados Unidos e
ela nada mais é do que a redenção da Teoria Clássica. Teve ênfase na estrutura
(para objetivos e resultados). Enfoque nas práticas administrativas. Destaca a
maneira de ser da administração uma técnica social básica, mas para isso é preciso
que o administrador tenha domínio de seu trabalho e também uma ampla visão do
direcionamento de cada individuo dentro da organização. Os Neoclássicos
trouxeram o conceito de eficiência e eficácia que significam respectivamente medida
de alcance de um resultado e a outra é uma medida da utilização dos recursos neste
processo.

O dilema centralização versus descentralização é inovador, grande parte dos


neoclássicos voltam para os fatores que levam a essa decisão, bem com as
vantagens e desvantagens proporcionada pela descentralização.

Essa teoria enfatiza as funções do Administrador e deu uma nova “roupagem”


aos elementos da administração defendidos por Fayol. Nessa Teoria as funções do
Administrador são: o planejamento, a organização, a direção e o controle. No seu
conjunto, essas funções administrativas formam o processo administrativo.

3.2.2. Identificação da Estrutura Organizacional da Empresa/organização

O Banco Bradesco caracteriza-se como descentralizado, pois o poder não é


absoluto, sendo repartidas em 4.649 agências em todo Brasil, 59.307 pontos de
atendimento, onde 46.851 são pontos Bradesco expresso, mais de 1.175 pontos de
atendimento eletrônico, possui um pouco mais de 33 mil máquinas de auto-
atendimento Bradesco Dia & Noite, 11.583 máquinas da rede banco 24 horas e 10
agências e subsidiárias no exterior.
45

3.2.3. Análise e Sugestões de melhorias

O Banco do Bradesco ao utilizar a descentralização visa à facilitação para


seus clientes. Percebemos que ocorre o risco de subjetivação: os administradores
passam a defender mais os objetivos departamentais do que os empresariais.

A integração é a maneira de fazer com que os colaboradores de diferentes


áreas compreendam a necessidade do outro setor, e que estão todos em busca de
único objetivo, que é os resultados satisfatórios da organização. Também uma
reciclagem sendo anualmente ou de preferência de sua administração, para que os
princípios e objetivos da organização sejam lembrados e discutidos, com
intencionalidade de melhora da mesma. Assim, alcançando o máximo de resultados
coletivos com o mínimo de perdas individuais.

Em relação a estratégia empresarial analisamos que a organização estuda


com detalhe a direção que deve seguir para conseguir alcançar os objetivos através
de uma organização eficiente.

De acordo com o planejamento da alta administração do banco Bradesco pelo


nosso prévio conhecimento, consideramos uma ótima estratégia e parabenizamos o
Bradesco por estabelecer metas para alcançar os objetivos.
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3.3. TEORIA DE SISTEMAS

3.3.1. Fundamentos da Teoria


Vimos que a Teoria de Sistemas foi introduzida na Administração, a partir da
década de 1960, tornando-se parte integrante da ciência administrativa. Surgiu com
os trabalhos do biólogo alemão Ludwig Von Bertalanffy, após análise em que fez
verificação de que existia uma tendência para a integração das ciências naturais e
sociais. A Teoria dos Sistemas baseia-se no ponto inicial de que os sistemas são
compostos de subsistemas. A teoria tem por finalidade identificar as propriedades,
princípios e leis característicos dos sistemas em geral, independentemente do tipo
de cada um, da natureza de seus elementos componentes e das relações entre eles.

Quanto sua natureza, os sistemas podem ser fechados ou abertos:


 Sistemas fechados: Não recebem influência do ambiente e não influenciam
o ambiente.
 Sistemas abertos: Trocam matéria e energia regularmente com o meio
ambiente. São adaptativos, isto é, para sobreviver devem reajustar-se
constantemente às condições do meio.

3.3.2. Identificação da relação da Empresa/Organização com as partes


interessadas.

O Bradesco é caracterizado uma organização como um sistema “aberto”, pois


além de sofrer influência do ambiente externo, também o influencia.

“Sistema (no caso a agência) é um todo complexo ou organizado; é um


conjunto de partes ou elementos (os departamento) que formam um todo unitário ou
complexo”. (Maximiano p.356)

Entre os vários públicos com os quais o Bradesco se relaciona, esses cinco


são como estratégicos e prioritários para o desempenho dos negócios: clientes,
funcionários, acionistas e investidores, fornecedores, comunidade.

 Clientes: O Bradesco se preocupa muito com seu relacionamento com o


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cliente, sendo assim utiliza um sistema de Cadastro Único de Clientes, que é


um dos principais componentes da plataforma Customer Relationship
Management (CRM), que ajuda na gestão do relacionamento com clientes.
Para que assim que possa atender às reais necessidades deles. Oferece
diversos meios de comunicação para que seus clientes possam entrar em
contato com a empresa quando necessitar, como o Fone fácil, e-mails, Sac.
Também preocupam com a acessibilidade, tornando as agências adaptadas
para receber as pessoas com qualquer tipo de deficiência.
 Funcionários (Cliente Interno): O Bradesco adota como estratégia contratar
pessoas preferencialmente para cargos iniciais desenvolvendo-as e
preparando para assumir futuramente posições superiores, ou seja, o
Bradesco tem preferência em “promover” seus atuais funcionários ao
contratar um novo que tenha experiência. Disponibiliza um serviço chamado
“Alô RH”, onde seus funcionários têm total liberdade para realizar denuncias,
sugestões ou reivindicações. Também oferece diversos benefícios e
treinamentos.
 Acionistas e Investidores: A relação que tem com acionistas e investidores
são baseados em premissas de transparência e confiança.
 Fornecedores: Relacionamento pautado em códigos de ética, políticas e
manuais de procedimentos. Ao assinar contrato o fornecedor se compromete
a preservar o meio ambiente, a não adotar práticas de discriminação e a não
empregar trabalho ilegal, escravo ou infantil. Em 2009 foi criado o site
fornecedoresbradesco.com.br que é um canal disponibilizado para
fornecedores entrar em contato com a empresa.
 Comunidade: O Bradesco tem uma ótima relação com a comunidade. Oferece
diversas ações sociais, programas como a Fundação Bradesco que tem o
objetivo de proporcionar a educação e profissionalização para crianças.
Educa+Ação que contribui para a melhoria do padrão educacional dos alunos
da rede pública nos primeiros anos do Ensino Fundamental, também promove
parcerias com o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), Assistência
à Criança Deficiente (Teleton- AACD), e mais de 300 outros projetos/eventos.

3.3.3. Análise e sugestões de melhorias


Acreditamos que não há necessidade de melhoria nesse aspecto, pois a
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empresa se preocupa com o ambiente de trabalho, a valorização dos colaboradores,


relacionamento com o cliente, a gestão de fornecedores e as práticas de gestão
ambiental. Além disso, tem um papel importante na sociedade como um dos maiores
investidores sociais, apoiando nas áreas de educação, cultura, meio ambiente e
esporte.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Aprendemos sobre as diferenças básicas de cada teoria bem como o porquê


a administração é vital para a organização. E como a criação da Teoria Geral da
Administração foi importante na organização, pois ela trata do estudo da
administração das empresas, e que com o tempo ela atravessou diversas fases, a
primeira foi a Era Industrial Clássica (com a Administração Científica, Teoria
Clássica, Teoria da Burocracia e Teoria das Relações Humanas). A segunda a Era
Industrial Neoclássica (com as teorias Neoclássica, Estruturalista e Comportamental
redimensionando as teorias anteriores, além das teorias de Sistemas e da
Contingência). A terceira, a Era da Informação, está trazendo novos desafios para a
Teoria Geral da Administração.
Com o estudo feito com a empresa Bradesco S.A, podemos observar que
felizmente até os dias atuais as organizações continuam a fazer uso destas técnicas
e teorias para solucionar problemas e criar estratégias. Visando o ganhar da
empresa, quanto o do funcionário, que atualmente a empresa conhece a devida
importância do colaborador. A qualidade total é outro esforço incremental, mas
envolve a totalidade da organização e não apenas sua base operacional. Hoje, a
administração é considerada o principal fator de desenvolvimento.
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REFÊRENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARAVANTES, Geraldo R; CARAVANTES, Cláudia B; KLOECKNER, Mônica C.


Administração Teorias e Processos. 6º ed. São Paulo. Pearson, 2010

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 4 ed. São


Paulo: Makron, 1993.

CHIAVANETO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7º ed. Rio


de Janeiro: Elsevier, 2003.

FAYOL, Henri. Administração Industrial e Geral. 10.ed. São Paulo : Atlas, 1990.

MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria Geral da Administração: da Revolução


Urbana à Revolução Digital. 4º ed. São Paulo; Atlas, 2004.

MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução a Administração. 5º ed. São


Paulo; Atlas, 2000.

MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria geral da administração. 6º Ed. São


Paulo: Atlas, 2006.

KWASNICKA, Eunice L. Teoria Geral da Administração: Uma Síntese. 2º ed. São


Paulo; Atlas, 1989.

TAYLOR, Frederick W. Princípios de administração científica. 8º ed. São Paulo:


Editora Atlas S.A, 1990.

BNDES - Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social. Disponível


em:<http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Finan
ceiro/porte.html> Acesso em: 17 de Set. 2014.

BRADESCO - Banco Bradesco S.A: Disponível em:


<https://www.bradescori.com.br/> Acesso em: 17 de Set. 20014
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ANEXO(S)

Anexo A – Carta Declaração de Visita Técnica


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APRESENTAÇÂO
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