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ASSIMPTOTAS DO GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO

Os gráficos de funções reais podem ter três tipos diferentes de assimprotas: verticais,
horizontais e oblíquas, como se verificar pelos exemplos seguintes.
Cada um dos gráficos apresenta duas asssimptotas

Fig 1 Fig 2 e Fig3


Assimptotas vertical e horizontal Assimptotas verticais e oblíquas

Assimptotas Verticais
A recta de equação x = a é assimptota do gráfico de uma função f se e só se:
lim f(x) = ± ∞ ou lim + f(x) = ± ∞
x → a– x→a

Nos exemplos, a recta de equação x = a é assimptota dos gráficos das funções f, g e h

As assimptotas verticais do gráfico de uma função podem existir:


 Em pontos de acumulação do domínio que não pertençam ao domínio
ex: os zeros do denominador de uma função racional

 Em pontos que pertençam ao domínio mas onde a função não seja contínua
ex: funções definidas por ramos

Para encontrar assimptotas verticais do gráfico de uma função f deve-se:


1º — Determinar os pontos a tal que a ∈/ Df ou f não é contínua em a;
∞ (ou —∞
2º — Calcular lim – f(x) e/ou lim + f(x), obtendo, como resultado, +∞ ∞)
x→a x→a

M. Ribeiro : Assimptotas do gráfico de uma função — 12º ano 1


Sem recorrer à calculadora (mas confirmando o resultado posteriormente), escreve equações
das assimptotas verticais dos gráficos das funções definidas por:
290.
2x + 6
a) f(x) =
x 2 + 3x

Df = {x ∈ IR: x2 + 3x ≠ 0 } = {x ∈ IR: x(x + 3) ≠ 0 } = IR\{–3, 0}


Como –3 e 0 são pontos de acumulação da função, mas não pertencem ao domínio,
devem-se procurar assimptotas nestes pontos.
2x + 6 2( x + 3) 2
lim f ( x ) = lim = lim = lim = –2/3 não existe assimptota
x → −3 x → −3 x + 3x
2
x → −3 x ( x + 3) x → −3 x

2x + 6 2
lim f ( x ) = lim = lim = –∞ existe assimptota à esquerda
x →0 −
x →0 −
x + 3x
2
x →0 − x

2x + 6 2
lim f ( x ) = lim = lim = +∞ trat-se de uma assimptota bilateral x = 0
x →0 +
x →0 +
x + 3x
2
x →0 + x

291.
x
a) f(x) =
ln x

Df = {x ∈ IR: x > 0 } IR+\{1}


ln x

Procurar assimptota para x = 0+


x 0
lim f ( x ) = lim = =0 não tem assimptotas
x →0 + x →0 + ln x −∞

Procurar assimptota para x = 1— e x = 1+


x 1
lim f ( x ) = lim = − = –∞ tem assimptota à esquerda
x →1− x →1− ln x 0

x 1
lim f ( x ) = lim = + = +∞ tem assimptota bilateral x = 1
x →1 +
x →1 + ln x 0

1
x −1
b) g(x) = 3

Dg = {x ∈ IR: x – 1 ≠ 0 } = IR\{1}
1
0−
lim g ( x ) = lim 3 = 3 −∞ = 0 não existe assimptota à esquerda
x → 1− x → 1−

1
0+
lim g ( x ) = lim 3 = 3 +∞ = +∞ existe assimptota à direita x = 1
x → 1+ x → 1+

M. Ribeiro : Assimptotas do gráfico de uma função — 12º ano 2


Assimptotas Horizontais
A recta de equação y = b é assimptota do gráfico de uma função f se e só se:
lim f(x) = b ou lim f(x) = b
x → –∞ x → +∞

y y y

0 x 0 x 0 x

 O gráfico de uma função tem, no máximo, duas assimptotas horizontais: uma que
acompanha o gráfico quando x →—∞ ∞ e outra quando x →+∞ ∞

 Se o domínio da função é um intervalo limitado então o gráfico não tem assimptotas


horizontais, pois não é possível determinar lim f(x) ou lim f(x)
x → –∞ x → +∞

 Os gráficos das funções racionais fraccionárias apresentam uma assimptota horizontal


quando o grau do denominador é maior ou igual ao do numerador

293. Escreve equações das assimptotas horizontais dos gráficos das funções definidas por:
x 2 + 3x
a) h(x) =
2x 2 + 1

x 2 + 3 x ( / ∞) x2 x2
lim h( x ) = lim = lim = lim = 1/2 assimptota y = 1/2
x → +∞ x → +∞ 2x + 1
2
x → +∞ 2x
2
x → −∞ 2x
2

e1 − x se x ≥ 0

c) g(x) =  2
 x se x < 0
 x

lim g (x ) = lim e1− x = e–∞ = 0 assimptota y = 0


x → +∞ x → +∞

x2 |x|
lim g (x ) = lim = lim = –1 assimptota y = —1
x → −∞ x → −∞ x x → −∞ x
Note-se que o quociente é negativo porque x → —∞, logo o numerador e o denominador apresentam
sinal contrário.

M. Ribeiro : Assimptotas do gráfico de uma função — 12º ano 3


Assimptotas Oblíquas
A recta de equação y = mx + b é assimptota não vertical do gráfico da função f se e só se:
lim [f(x) — (mx + b)] = 0 ou lim [f(x) — (mx + b)] = 0
x → –∞ x → +∞

y y y

y=b

0 x 0 x 0 x

 Se m ≠ 0 a recta é uma assimptota oblíqua


 Se m = 0 a recta é uma assimptota horizontal

Determinar o declive m de uma assimptota não vertical do gráfico de uma função


Observando a figura, verifica-se que, quando x →+∞ y
a diferença entre as ordenadas de f e de y = mx + b f
f(x)
(a sua assimptota) tende para zero, ou seja,
mx + b
lim [f(x) — (mx + b)] = 0
x → +∞ f(x) – mx + b
g( x ) 0 0 x x
Se lim g(x) = 0, também lim = 0 dado que =0
x → +∞ x → +∞ x + ∞
f ( x ) − (mx + b )
Assim também se verifica lim =0 e obtêm-se as equivalências seguintes:
x → +∞ x

f ( x ) mx b b
lim − − =0 note-se que x →+∞ , → 0, pelo que
x → +∞ x x x +∞
f (x )
lim =m
x → +∞ x

f(x)
O declive da assimptota é dado por m = lim ———— se m = 0 a assimptota é horizontal
x →+∞ x

Determinar o valor b de uma assimptota não vertical do gráfico de uma função


Como lim [f(x) — (mx + b)] = 0
x →+∞
lim [f(x) — mx — b] = 0
x →+∞
lim [f(x) — mx ] — lim b = 0 (o limite da constante é a própria constante)
x →+∞ x →+∞
lim [f(x) — mx ] = b
x →+∞

A ordenada na origem da assimptota é dada por b = lim [f(x) — mx]


x → +∞

M. Ribeiro : Assimptotas do gráfico de uma função — 12º ano 4


Resumindo, podemos afirmar que se a recta de equação y = mx + b é assimptota do gráfico
da função f, então:
f(x)
m = lim ———— e b = lim [f(x) — mx]
x →+∞ x x →+∞
(x → –∞) (x → –∞)

 Quando estes limites não existem ou não são números reais, o gráfico da função não
tem assimptotas não verticais.
 Sendo m e b números reais, se m ≠ 0 a assimptota diz-se oblíqua e se m = 0, trata-se
de uma assimptota horizontal.
 O gráfico de uma função tem, no máximo, duas assimptotas não verticais: uma que
acompanha o gráfico quando x →+∞∞ e outra que acompanha o gráfico quando x →—∞ ∞.

298. Escreve equações das assimptotas dos gráficos das funções definidas por:
x 2 + 3x
a) f(x) =
x +1

O domímio da função é IR\{—1}, logo:


Estudo quanto a assimptotas verticais
x 2 + 3x x( x + 3)
= como não é possível simplificar, deve-se investigar para x = –1
x +1 x +1
1+ 3 1+ 3
lim f (x) = = –∞ e lim f (x) = = +∞ confirma-se assimptota vertical para x = –1
x → −1 −
0− x → −1 +
0+

Estudo quanto a assimptotas não verticais


x 2 + 3x
x + 1 = lim x + 3 x = lim x + 3 x = 1
2 2
f (x )
m = lim ∴ lim
x → +∞ x ( x + 1) x → +∞ x + x
x x 2
x → +∞ x → +∞

f (x) x 2 + 3x
e da mesma forma lim = lim = 1 , portanto m = 1
x → −∞ x + x
x 2
x → −∞

x 2 + 3x x 2 + 3x − x 2 − x 2x
b = lim [f ( x ) − mx ] ∴ lim − x = lim = lim =2
x → +∞ x → +∞ x +1 x → +∞ x + 1 x → +∞ x +1

2x
e da mesma forma lim [f ( x ) − mx ] = lim = 2 , portanto b = 2
x → −∞ x → −∞ x +1

R: o gráfico da função apresenta um assimptota vertical x = –1 e uma assimptota oblíqua y = x + 2

M. Ribeiro : Assimptotas do gráfico de uma função — 12º ano 5


299. Considera a família de funções definidas por:
x2 − x − 6
fa(x) = , a ∈ IR
x−a

Determina a de modo que:


a) A recta de equação y = x + 5 seja assimptota do gráfico de fa
A recta de equação y = x + 5 tem m = 1 e b = 5, logo
x2 − x − 6
f (x) x−a x2 − x − 6 x2 − x − 6
lim = 1<=> lim = 1 <=> lim = 1 <=> lim = 1, ∀ a ∈IR
x → +∞ x x → +∞ x x → +∞ x( x − a) x → +∞ x 2 − xa
( x → −∞ )

x2 − x − 6 x 2 − x − 6 − x 2 + ax
lim [f ( x ) − mx ] = 5 <=> lim − x = 5 <=> lim =5
x → +∞ x → +∞ x−a x → +∞ x−a

− x − 6 + ax x( a − 1) − 6 x ( a − 1)
<=> lim = 5 <=> lim = 5 <=> lim =5
x → +∞ x−a x → +∞ x−a x → +∞ x
( x → −∞ )

a – 1 = 5 <=> a = 6 para que y = x + 5 seja assimptota é necessário a = 6

b) A função fa não tenha assimptotas verticais.


Dado que a função é composta por expressões polinomiais, contínuas em IR, só poderá
ter assimptota vertical quando x + a = 0, logo
x2 − x − 6 ( x − 3)( x + 2)
lim fa(x) = lim = lim
x →a x →a x−a x →a x−a
0
( x − 3)( x + 2) ( /0)
se a = 3 temos que lim = lim ( x + 2)
x →3 x −3 x →3

assim, lim f a ( x ) = lim f a ( x ) = lim x + 2 = 5 , pelo que não existe assimptota para x = 3
x →3 − x →3 + x →3

( x − 3)( x + 2)
se a = –2 temos que lim = lim ( x − 3)
x →-2 x+2 x →-2

assim, lim f a ( x ) = lim f a ( x ) = lim x − 3 = —5, pelo que não existe assimptota para x = –2
x →-2 − x →-2 + x → −2

300. Escreve equações das assimptotas dos gráficos das funções definidas por:
x
a) f(x) =
e −1
x

O domímio da função é {x ∈IR: e x − 1 ≠ 0 } = IR\{0}, logo:


Estudo quanto a assimptotas verticais
(0/0)
x 1
lim f ( x ) = lim = lim =1 o gráfico da função não apresenta assimptota vertical
x →0 x →0 e −1 x x →0 e −1
x

M. Ribeiro : Assimptotas do gráfico de uma função — 12º ano 6


Estudo quanto a assimptotas não verticais quando x → + ∞
x

= lim e − 1 = lim
f (x) x x 1 1
m = lim = lim = =0
x → +∞ x x → +∞ x x → +∞ x (e − 1)
x x → +∞ e − 1
x + ∞
(∞/∞) x/ x
x 1 1
b = lim [f ( x ) − mx ] = lim = lim = lim = =0
x → +∞ x → +∞ e −1
x x → +∞ e −1
x x → +∞ e x
1 +∞−0

x x x
assimptota horizontal y = 0, ou seja, o próprio eixo Ox
Estudo quanto a assimptotas não verticais quando x → – ∞
x

= lim e − 1 = lim
f (x) x x 1 1
m = lim = lim = = –1
x → −∞ x x → −∞ x x → −∞ x (e x − 1) x → −∞ e x − 1 0 −1

(-∞x0) (∞/∞)
x x + xe x − x x ex x
b = lim [f ( x ) − mx ] = lim + x = lim = lim = lim (cont.)
x → −∞ x → −∞ ex − 1 x → −∞ ex −1 x → −∞ ex −1 x → −∞ 1
1−
ex
−x
/x −1 −1
b = lim [f ( x ) − mx ] = lim = lim = =0 (mudança de variável. Se
x → −∞ x → −∞ 1 e − x y → +∞ 1 e y 0−∞
− − x → —∞ => y =—x → +∞)
−x −x y y

Conclui-se assim que, quando x → — ∞, o gráfico apresenta a ass. oblíqua y = –x

301. Seja f a função de domínio IR+ definida por f(x) = 2x + x ln (1/x )


a) Determina a abcissa do ponto em que o gráfico de f interssecta o eixo das abcissas.
b) Escreve equações das assimptotas do gráfico de f.

a) f(x) = 0 <=> 2x + x ln (1/x ) = 0 <=> 2x + x (ln 1 – ln x ) = 0 <=> 2x – x ln x = 0


<=> 2x = x ln x <=> 2 = ln x <=> x = e2

b) A função é contínua em IR+, logo, só poderá existir assimptota vertical em 0+


(0x∞)
 1  ln(1 / x ) ln y
lim f ( x ) = lim 2x − x ln  = lim 2 x – lim = 0 – lim = 0 (se x → 0 => y → 1/0 )
x →0 + x →0 x
  x →0 x →0 1
/x y → +∞ y

Não existe assimptota vertical em 0


Estudo quanto a assimptotas não verticais, só quando x → + ∞
f (x) 2x x ln(1 / x )  1
m = lim = lim + = 2 + lim ln  = 2 + ln 0 = 2 – ∞ = – ∞
x → +∞ x x → +∞ x x x → +∞  x 

Não existindo m ∈ IR, conclui-se que também não existe assimptota horizontal ou oblíqua.

M. Ribeiro : Assimptotas do gráfico de uma função — 12º ano 7


304. Escreve equações das assimptotas do gráfico da função definida em IR\{—2} por:
2 − x
 x se x ≥ 0

f(x) =  e 2
 x
 x + 2 se x < 0

Estudo quanto a assimptotas verticais


0 2 2
lim f ( x ) = lim =0 e lim f ( x ) = lim = = 2 não tem assimptota para x = 0
x →0 −
x →0 − 2 x →0 +
x →0 +
e 0 1

x2 4 x2 4
lim f ( x ) = lim = − = –∞ e lim = = +∞ 0 tem assimptota vertical bilateral
x → −2− x → −2 − x+2 0 x → −2 + x + 2 0+

Estudo quanto a assimptotas não verticais quando x → + ∞


2 − x (∞/∞) 2 x 2 1 1
lim f (x ) = lim = lim − = lim – =0– = 0 assimptota y = 0
x → +∞ x → +∞ e x
x → +∞ e x
e x
x → +∞ e x
e x +∞
lim
x → +∞ x
Tendo a certeza que existe assimptota horizontal, nada nos obriga a procurar assimptota oblíqua.

Estudo quanto a assimptotas não verticais quando x → – ∞


f (x) x2 x2 x2
m = lim = lim = lim = lim =1
x → −∞ x ( x + 2) x → −∞ x + 2 x
x 2 2
x → −∞ x → −∞ x

x2 x 2 − x 2 −2 x − 2x − 2x
b = lim [f ( x ) − mx ] = lim − x = lim = lim = lim = –2
x → −∞ x → −∞ x+2 x → −∞ x+2 x → −∞ x + 2 x → −∞ x

Quando quando x → — ∞, o gráfico apresenta a assimptota oblíqua y = x – 2

M. Ribeiro : Assimptotas do gráfico de uma função — 12º ano 8


DERIVADA DE UMA FUNÇÃO NUM PONTO

Na figura, os pontos P, P1 , P2 , P3 , ... pertencem ao gráfico de f e as suas abcissas estão cada


vez mais próximas de xo. A posição limite das rectas P0P1, P0P2, …, P0Pi é a recta r tangente
ao gráfico de f no ponto P0.
P

x3 x2 x1 x
h

Designa-se por taxa média de variação no intervalo [x , x0] ao declive da recta que passa
por P e P0
f (x ) − f (x 0 ) f ( x 0 + h) − f ( x 0 )
TMV[x , x0] = ou TMV[x , x0] =
x − x0 h

Interpretação geométrica de derivada de uma função num ponto


Designa-se por taxa de variação instantânea em x0 ou derivada da função f no ponto x0
ao declive da recta tangente ao gráfico da função no ponto P0 e representa-se por
f ( x 0 + h) − f ( x 0 )
f’(x0) = lim
h →0 h

Diz-se que f é derivável ou diferenciável no ponto x0 se existe e é finito


f ( x0 + h) − f ( x0 ) f (x ) − f (x 0 )
lim ou lim
h →0 h x → x0 x − x0

Ao valor desse limite chamas-e derivada de f no ponto x0 e representa-se por


 df 
f ’(x0), Dfx = x0, ou  
 dx  x = x 0

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 9


358. Seja f(x) = 0,5x2 – x + 1
b) Escreve a equação reduzida da recta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 0.
f ( x ) − f (0 ) 0,5 x 2 − x + 1 − 1 x(0,5 x − 1)
m = lim = lim = lim = lim 0,5 x − 1 = –1
x →0 x −0 x →0 x x →0 x x →0

b = f(0) = 1

equação da recta y = –x + 1

360. Uma partícula move-se sobre uma recta de acordo com a lei e = 5t2 + 20t
sendo e a distância percorrida em metros ao fim de t segundos.
b) Calcula a velocidade no instante t = 3.

e’(t) = (5t2 + 20t)’ = 10 t + 20

e’(3) = 10 x 3 + 20 = 50
A velocidade no instante 3 é 50 m/s

352. Usa a definição de derivada de uma função num ponto para calcular:
b) g’(1) sendo g(x) = e2x
g ( x + h ) − g (1) e 2(1+ h ) −g (1) e 2 + 2h − e 2 e 2 ⋅ e 2h − e 2 e 2 (e 2h − 1)
g’(1) = lim = lim = lim = lim = lim
h →0 h h →0 h h →0 h h →0 h h →0 h

(e 2h − 1)2 ey −1
= lim e 2 = e2 lim 2 × = 2e2
h →0 2h y →0 y

2x
c) h’(0) sendo h(x) =
x +1
2x 2x
− f (0 ) −0
h( x ) − h(0 )
= lim x + 1 = lim x + 1
2x 2
h’(0) = lim = lim = lim =2
x →0 x +1 x →0 x −0 x →0 x x →0 x ( x + 1) x →0 x + 1

f ( a + 2h ) − f ( a )
354. Exprime em função de f ’(a) o limite lim
h →0 h

f ( a + 2h ) − f ( a ) f ( x + a ) − f ( a)
lim × 2 = 2 lim (mudança de variável x = 2h)
h →0 2h x →0 x

f ( x ) − f (a)
= 2 lim = 2 f ’(a)
x →a x−a

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 10


FUNÇÃO DERIVADA
Uma função f diz-se derivável num conjunto C se é derivável em todos os pontos de C
(ou seja, tem derivada finita em todos os pontos do conjunto C)
A função derivada de f num conjunto C representa-se por f’ e faz corresponder a cada
ponto de C a derivada de f nesse ponto.
f’ : C → IR
x f’(x)

Algumas regras de derivação já conhecidas


função derivada

f(x) = k f´(x) = 0

f(x) = x f´(x) = 1
f(x) = ax f´(x) = a

f(x) = ax n f´(x) = nax n – 1

f(x) = g(x) + h(x) f´(x) = g´(x) + h´(x)

f(x) = g(x) • h(x) f´(x) = g´(x) • h(x) + h´(x) • g(x)

g(x) g´(x) • h(x) – h´(x) • g(x)


f(x) = ––––– f´(x) = ––––––––––––––––––––
2
h(x) h(x)

a a
f(x) = ––– f´(x) = – –––
2
x x

356. Usa as “regras práticas” de derivação para obter as funções derivadas das funções
definidas por:
d) r(x) = (2x + 3)2 – 1
r’(x) = [(2x + 3)2 – 1]’ = 2(2x + 3) x (2x + 3)’ = (4x + 6) x 2 = 8x + 12
ou (4x2 + 12x + 9 –1)’ = 8x + 12

x 2 +1
e) s(x) =
x
 x 2 +1 '
 = ( x +1)' x − x' ( x +1) = 2 x ⋅ x − 1( x +1) = 2 x − x −1 = x −1 = x − 1
2 2 2 2 2 2
s’(x) =   2 2 2 2 2
 x  x x x x x

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 11


Derivabilidade e continuidade num ponto
Se uma função tem derivada finita num ponto, então é contínua nesse ponto, ou seja:
 Se não é contínua num ponto, não é derivável nesse ponto
 Se é derivável num ponto tem de ser contínua nesse ponto
 Mas pode ser contínua num ponto e não ser derivável nesse ponto

Para a correcta compreensão destas implicações é necessário conhecer o conceito de


Derivada lateral
f (x ) − f (x 0 ) f ( x + h) − f ( x 0 )
 Derivada lateral direita em x0 f´(x0+) = lim = lim
x − x0 h
x → x0 + h → 0+

Se existir, e for finito, representa o declive da semitangente ao gráfico à direita de x0

f (x ) − f (x 0 ) f ( x + h) − f ( x 0 )
 Derivada lateral esquerda em x0 f´(x0–) = lim = lim
x − x0 h
x → x0 − h → 0−

Se existir, e for finito, representa o declive da semitangente ao gráfico à esquerda de x0

 Se existirem e foram iguais as derivadas laterais em x0, então existe f´(x0)

Exemplos de funções não deriváveis num ponto do seu domínio

 x − 1 − x 2 + 2 se x ≥ −1
se x ≥ 1 
f(x) =  g(x) =  1
− 1 − x se x < 1  se x < −1
 x+2

y y
t1
f
g
0 x –1 0 x
t2 t1 t2

A função é contínua para x = 1 A função apresenta um ponto anguloso para x = —1


as derivadas laterais têm o mesmo sinal pelo que g´(–1–) ≠ g´(–1+), logo não é derivável em —1
f não apresenta extremo em 1 Como g´(–1–) > 0, g´(–1+) < 0 g tem um máximo em —1.

f(1) = 0 e lim f ( x ) = lim x − 1 = 0 e lim f ( x ) = lim − 1 − x = 0 f é contínua em 1


x →1− x →1 x →1+ x →1

f ( x ) − f (1) x − 1 − f (1) x −1 x −1 1 1
f ’(1+) = lim = lim = lim = lim = lim = = +∞
x →1+ x −1 x →1+ x −1 x →1+ x − 1 x →1+ ( x − 1) 2
x →1+ x −1 0+

f ( x ) − f (1) − 1 − x − f (1) − 1− x 1− x 1 1
f ’(1–) = lim = lim = lim = lim = lim = = +∞
x →1− x −1 x →1− x − 1 x →1− − (1 − x )
x →1−
(1 − x ) 2
x →1− 1 − x 0+

f é contínua em 1, mas as derivadas laterais não têm valor finito f ’(1) = +∞, logo não é derivável em 1

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 12


 x 2 − 2 x + 3 se x ≤ 1
h(x) = 3 ( x + 1) 2 j(x) = 
 − x + 5 se x > 1

y y t2
t1 t2
f
t1 j

–1 0 x

0 1 x

A função h é contínua em x = —1 A função j não é contínua em x = 1 e


j ´(1 ) ≠ j ´(1 ), logo não é derivável em 1
– +
as derivadas laterais têm sinal contrário
h tem um mínimo em —1 j não tem máximo, mas tem mínimo em 1

h(–1) = 0 e lim h( x ) = lim 3


( x + 1) 2 = 0 e lim h( x ) = lim 3
( x + 1) 2 = 0 h é contínua em —1
− − + +
x → −1 x → −1 x → −1 x → −1

h( x ) − h( −1) 3
( x + 1) 2 ( x + 1) 2 1 1
h ’(–1+) = lim = lim = lim 3 = lim 3 = = +∞
+
x → −1 x −1 x → −1+ x −1 +
x → −1 ( x + 1) 3
x → −1 + x +1 0+

h( x ) − h( −1) 3
( x + 1) 2 ( x + 1) 2 1 1
h ’(–1–) = lim = lim = lim 3 = lim = =–∞

x → −1 x −1 x → −1− x −1 x → −1−
( x + 1) 3
x → −1− 1− x 0−

h é contínua em —1, mas não existe derivada pois h ’(–1 ) ≠ h ’(–1 ), logo não é derivável em —1
– +

362. Seja f a função definida por


e x −1 se x ≤ 0

f(x) =  ln( x + 1)
 se x > 0
 x

Justifica que f não é derivável em 0.


Resolução
Verificar se f é contínua em 0:
ln( x + 1)
lim f ( x ) = lim e x −1 = 1 – 1 = 0 e lim f ( x ) = lim =1
x →0 −
x →0 x →0 + x →0 x

Como lim f ( x ) ≠ lim f ( x ) a função não é continua em 0, condição necessária para ser derivável
x →0 − x →0 +

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 13


368. Seja f a função definida por
 x 2 − b se x < 2
f(x) = 
ax + 3 se x ≥ 2

Determina a e b de modo que f seja derivável no ponto 2.

Para ser derivável é necessário que seja contínua e que as derivadas laterais sejam iguais.
lim f ( x ) = lim f ( x ) <=> 22 – b = 2a + 3
x →2 − x →2 +

f ’(x–) = 2x e f ’(x+) = a

f ’(2–) = f ’(2+) <=> 2 x 2 = a <=> a = 4


2
2 – b = 2 x 4 + 3 <=> b = –7

x 2 se x ≤ 2
371. Seja f(x) = 
8 x − 8 − x 2 se x > 2

Esboça o gráfico de f e calcula as derivadas laterais no ponto 2.


Existe recta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa 2?

Resolução
Para existir é necessário que a função seja contínua nesse ponto e que as derivadas laterais
sejam iguais.
Quanto à continuidade:
lim f ( x ) = 4 e lim f ( x ) = 4 e f (2) = 4 , logo a função é contínua em 2
x →2 − x →2 +

Quanto à derivabilidade:
f ( x ) − f ( 2) 8 x − 8 − x 2 −f (2) − x 2 +8 x − 12 − x 2 + 8 x − 12
f ’(2+) = lim = lim = lim = lim
x →2 + x −2 x →2 + x−2 x →2 + x−2 x →2 + x −2
–1 8 –12
( x − 2)( − x + 6) α=2
= lim = lim − x + 6 = 4 –2 12
x →2 + x−2 x →2 + –1 6 0
Q(x) = –x +6

f ( x ) − f ( 2) x 2 −f (2) x 2 −4 ( x − 2)( x + 2)
f ’(2–) = lim = lim = lim = lim = lim x + 2 = 4
x →2 − x−2 x →2 − x − 2 x →2 − x − 2 x →2 − x −2 x →2 −

f ’(2–) = f ’(2+), logo a função é derivável em 2

Dado que as derivadas laterais são iguais e a função é contínua nesse ponto, existe uma
recta tangente ao gráfico no ponto x = 2, que é:
m = 4 e f (2) = 4 então (2 , 4) ∈ y = mx + b

4 = 4 x 2 + b <=> b = – 4
A recta de equação y = 4x – 4 é tangente ao gráfico no ponto 2

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 14


REGRAS DE DERIVAÇÃO
Algumas demonstrações

Derivada de uma função constante f(x) = c => f(x)’ = 0, ∀ x ∈ IR


f ( x 0 +h) − f ( x 0 ) c-c
f ’(x0) = lim = lim = 0 (f é cte todas as imagens são iguais: f(x0+h) = f(x0) = c )
h →0 h h →0 h

Como x0 é um ponto qualquer do domínio, então f(x)’ = 0, ∀ x ∈ IR

Derivada de uma função afim f(x) = ax + b => f(x)’ = a, ∀ x ∈ IR


f (x) − f (x0 ) ax + b − ax 0 − b ax − ax 0 a( x − x 0 )
f ’(x0) = lim = lim = lim = lim = lim a = a
x → x0 x − x0 x → x0 x − x 0 x → x0 x − x 0 x → x0 x − x0 x→ x 0

Derivada da soma [f(x) (–) + g’(x), ∀ x ∈ Df´ ∩ Dg´


+ g(x)]’ = f’(x) (–)
Se f e g são deriváveis no ponto a:
(f + g )( x ) − (f + g )( a ) f ( x ) + g ( x ) − f ( a) − g (a ) f ( x ) − f (a) + g ( x ) − g (a)
(f+g)’(a) = lim = lim = lim
x →a x−a x →a x−a x →a x−a

f ( x ) − f (a) g ( x ) − g (a)
= lim + lim = f ’(a) + g ’(a)
x →a x−a x →a x−a

Derivada do produto [f(x) . g(x)]’ = f’(x) . g(x) + g’(x) . f(x) , ∀ x ∈ Df´ ∩ Dg´
Se f e g são deriváveis no ponto a:
(f × g )( x ) − (f × g )(a ) f ( x )g ( x ) − f ( a )g ( a )
(fxg) ’(a) = lim = lim [adicionando e subtraindo f(a)g(x)]
x →a x − a x →a x−a

f ( x )g ( x ) − f ( a )g ( x ) + f ( a )g ( x ) − f ( a )g ( a )
= lim
x →a x−a

[f ( x ) − f ( a )]g ( x ) + [g ( x ) − g ( a )]f ( a )
= lim
x →a x−a

f ( x ) − f (a) g ( x ) − g (a)
= lim g ( a ) + lim f (a)
x →a x−a x →a x−a

Quando x → a, f(x) = f(a), logo


= f ´( a )g ( a ) + g ( a )´f ( a ) e f’(x) g(x)+ g’(x) f(x)

Em particular, se f é uma função constante, tem-se:


f(x) = k , ∀ x ∈ IR, então k’= 0 pelo (kg)’ (x) = k’g(x) x kg’(x) = 0 + kg’(x) = kg’(x)

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 15


Regras de derivação

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 16


Derivadas de potências, produtos e quocientes de funções
Escreve uma expressão da função derivada de:
384. a) f(x) = 5x(x – 1)4
f´(x) = 5x´(x – 1)4 + 5x[(x – 1)4]´ (recorrendo à regra da potência) (un)´= n un—1 u´

f´(x) = 5(x – 1)4 + 5x[4(x – 1)3( x – 1)´]


f´(x) = 5(x – 1)4 + 5x[4(x – 1)3 x 1 ]
f´(x) = 5(x – 1) (x – 1)3 + 20x(x – 1)3

f´(x) = (5x – 5) (x – 1)3 + 20x(x – 1)3


f´(x) = (5x – 5 + 20x )(x – 1)3
f´(x) = (25x – 5 )(x – 1)3

f´(x) = 5(5x – 1)(x – 1)3

384. c) f(x) = (ex + x – 1)3


f´(x) = 3(ex + x – 1)2 (ex + x – 1)´ (recorrendo à regra da potência) (un)´= n un—1 u´

f´(x) = 3(ex + x – 1)2 [(ex)´ + x´ + 0] (recorrendo à regra da exponencial) (ex)´ = ex

f´(x) = 3(ex + x – 1)2 (ex + 1)


f´(x) = 3(ex + 1) (ex + x – 1)2

384. d) f(x) = 5x2 (ln x + x )


f´(x) = (5x2)´ (ln x + x ) + (ln x + x )´ 5x2 (recorrendo à regra do produto) (u.v)´=u´v+v ´u
f´(x) = 10x (ln x + x ) + [(ln x )´ + x´] 5x2
f´(x) = 10x ln x + 10x2 + (1/x + 1) 5x2 (recorrendo à regra do logaritmo) (ln x)´ = 1/x

f´(x) = 10x ln x + 10x2 + 5x2 + 5x


f´(x) = 15x2 + 5x + 10x ln x

381. Define as funções derivadas das funções definidas por:


a) f(x ) = ex( x + 1)
3 x
g(x ) = x e + 1
2
h(x ) = x ln x

b) Determina os zeros de cada uma das funções f´, g´ e h´


M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 17
a) f´(x ) = [ex( x + 1)]´ = (ex)´ (x + 1) + ( x + 1)´ ex = x ex + ex + ex = ex(x + 2) (u.v)´=u´v+v ´u ; (ex)´ = ex

3 x 3 x 3 x 3 x 2 x 3 x 2 x
g´(x ) = (x e + 1)´ = (x e )´ = (x )´ e + x (e )´ = 3x e + x e = x e (x + 3)

2 2 2 2
h´(x ) = (x ln x )´ = (x )´ ln x + x (ln x )´ = 2x ln x + x /x = 2x ln x + x = x (ln x + 1) (ln x)´ = 1/x

b) f´(x ) = 0 <=> ex(x + 2) = 0 <=> ex = 0 v (x + 2) = 0 <=> x = –2 x


(e = 0 impossível em IR)

2 x 2 x
g´(x ) = 0 <=> x e (x + 3) = 0 <=> x e (x + 3) = 0 v (x + 3) = 0 <=> x = 0 v x = –3

–1
h´(x ) = 0 <=> x (ln x + 1) = 0 <=> x = 0 v ln x = –1 <=> x = 0 v x = e <=> x = 0 v x = 1/e

Derivadas de funções irracionais


385. Determina a função derivada de cada uma das funções seguintes e indica o seu domínio:
a) f(x ) = 1 + ln x
b) g(x ) = 3 e 2 x
(un)´= n.un—1.u´ e (ln x)´ = 1/x

a) f´(x ) = ( 1 + ln x )´= (1 + ln x ) 2  ´ = (1 + ln x )− 2 (1 + ln x )´ =


1 1 1 (1 + ln x )´ = 1
/x
=
1
  2 2 1 + ln x 2 1 + ln x 2 x 1 + ln x

Df´ = { x ∈ IR : x ≠ 0 ∧ x > 0 ∧ 1 + ln x ≠ 0 } = { x ∈ IR : x > 0 ∧ ln x ≠ –1 } = IR \{1/e}

(e 2 x )´ (e 2 x )´ (2 x )´e 2 x 2e 2 x 2e 2 x 2e x
b) g´(x ) = ( 3 e 2 x )´ = = = = = = Dg´ = IR
3 3 3 3
3 e 2x 33 ( e 2 x ) 2 33 ( e 2 x ) 2 3 e 4x 3e x ex 3 ex
(un)´= n.un—1.u´ ; (eu)´ = u´.eu
ou
1 1 2e 2 x 2e x
g´(x ) = ( 3 e 2 x )´ = (3 e 2 x )1/ 3  ´ = (e 2 x )1/ 3 −1(e 2 x )´ = (e 2 x ) −2 / 3 (2 x )´e 2 x = =
  3 3 ( )
33 e 2 x 2 3
3 ex

387. Determina g’ sendo:


3
c) g(x ) =
ex
u’v — uv´
 3 ´ 0 × e x − 3(e x )´ − 3e x 3 (u/v)´= ———————
g´(x ) =  
 = = = −
 ex  (e x ) 2 (e x ) 2 ex v2

 3 ´ 3
 = 3e − x = 3(–x)´e = – 3 e = − x
–x –x
ou g´(x ) =  x 
(eu)´= u’ eu
e  e

−4
d) g(x ) =
ln x
u’v — uv´ 1
 −4 ´ 0 × ln x + 4(ln x )´ 4 1/ x 4 (u/v)´= ——————— e (ln x)´= ——
g´(x ) =   =
2
= 2
= v2 x
 ln x  (ln x ) (ln x ) (ln x ) 2

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 18


Derivadas de funções racionais
388. Escreve a expressão simplificada da função derivada de cada uma das funções seguintes
x −1
b) g(x ) =
2x + 1

 x − 1 ´ ( x − 1)´(2 x + 1) − ( x − 1)(2 x + 1)´ 2 x + 1 − 2( x − 1) 3


g´(x ) =   = = =
 2 x + 1  (2 x + 1) 2
(2 x + 1) 2
(2 x + 1) 2

u’v — uv´
(u/v)´= ———————
2e t v2
c) h(x ) =
t2 +1

 2e t  ´
 = (2e )´(t + 1) − (2e )(t + 1)´ = 2e (t + 1) − 2t (2e ) = 2e (t + 1) − 4te
t 2 t 2 t 2 t t 2 t
h´(x ) =  2 
 t +1  (t + 1) (t + 1) (t + 1)
2 2 2 2 2 2

2e t t 2 + 2e t − 4te t 2e t (t 2 + 1 − 2t ) 2e t (t − 1) 2
= = =
(t 2 + 1) 2 (t 2 + 1) 2 (t 2 + 1) 2

2x
g) v(x ) =
1− ln x
u’v — uv´ 1
 2x ´ (2 x )´(1 − ln x ) − 2 x(1 − ln x )´ (u/v)´= ——————— ; (ln x)´= ——
v´(x ) =   =
 1 − ln x
v2 x
 (1 - ln x ) 2

2(1 − ln x ) − 2 x(− 1/ x ) 2 − 2 ln x + 2 4 − 2 ln x
= 2
= =
(1 - ln x ) (1 − ln x ) 2
(1 − ln x ) 2

Derivadas de funções exponenciais e logarítmicas ( eu/ln u)


390. Caracteriza a função derivada de:
2
b) y = 2e −t
(eu)´= u’ eu
y´ =  2e −t 2 ´ 2
 = 2(–t )´ e
–t2
= – 4t e
– t2
Dy ´ = IR
 

c) y = ln (2x3 – x – 1)

3 (2 x 3 − x − 1)´ 6x 2 − 1 (ln u)´= ——
y´ = [ln (2x – x – 1)]´ = = u
2x 3 − x − 1 2x 3 − x − 1

Importante: c. a. 2 0 –1 –1

Como o domínio da função é { x ∈ IR : 2x3 – x – 1 > 0} α=1 2 2 1


2 2 1 0
e esta só é derivável em pontos de seu domínio, logo, 2
P(x) = (2x + 2x + 1)(x –1)
o domínio da função derivada tem, necessariamente, 2
2x + 2x + 1 = 0 <=>
que ser o mesmo ou um subconjunto deste. Daí que −2± 4 − 4× 2×1
x=
Dy ´ = { x ∈ IR : 2x – x – 1 > 0 } = ] 1 , +∞ [
3
4
não tem outros zeros

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 19


x u’v — uv´
e /2 (u/v)´= ——————— ; (eu)´= u’ eu
i) y =
x v2
x/2 x/2 x x
 e x/2  (e )´x − x´( e ) ( x / 2)´( e / 2 )x − e / 2
x x
x 2 e / 2 − 2e / 2
x
e / 2 ( x 2 − 2)
y´ =  ´ = = = =
 x  x2 x2 2x 2 2x 2
 

Dy ´ = { x ∈ IR : x ≠ 0 } = IR \{0}

 2−x  u´ u’v — uv´


l) y = ln  (ln u)´= —— ; (u/v)´= ———————
 x +1  u v2

 2 − x ´
 
 2 − x ´  x + 1  (2 − x )´( x + 1) − ( x + 1)´(2 − x ) = (2 − x )´( x + 1) − ( x + 1)´(2 − x )
y´ =  ln  = =
 x +1  2 − x  2−x   2−x 
 ( x + 1) 2  ( x + 1) 2
x +1  x +1   x +1 
−1( x + 1) − 1(2 − x ) −x − 1 − 2 + x −3 3
= = = =
(2 − x )( x + 1) (2 − x )( x + 1) (2 − x )( x + 1) ( x − 2)( x + 1)

2− x x –∞ –1 2 +∞
Dy ´ = { x ∈ IR : > 0 ∧ x – 2 ≠ 0 ∧ x + 1 ≠ 0 } = ] –1, 2 [ 2 –x + + + 0 –
x +1
x+1 – 0 + + +
Q – ss + 0 –

Derivadas de funções exponenciais ( au )


393. Calcula as funções derivadas de:
2
b) f(x ) = ( x + 1) 3x
2x + 1
c) f(x ) =
2 x +1

2 2 2
b) f´(x ) = [( x + 1) 3x ]´ = ( x + 1)´ 3x + (3x )´( x + 1) (u.v)´=u´v+v ´u ; (au)´=u´ au ln a

x2 2 x2 x2 x2 x2
= 3 + (x )´ 3 ln 3 ( x + 1) = 3 + 2x 3 ln 3 ( x + 1)= 3 [ 1 + 2x ln 3 ( x + 1)]

 2 x + 1 (2 x + 1)´(2 x +1 ) − (2 x +1 )´(2 x + 1) u’v — uv´


c) f´(x ) =  x +1 ´ = (u/v)´= ——————— ; (au)´=u´ au ln a
 2  (2 x +1 )2 v2

+1
( x )´ 2 x ln 2( 2 x ) − ( x + 1) ´ ( 2 x + 1 ) ln 2( 2 x + 1) 2 x ln 2(2 x +1
) − (2 x +1 ) ln 2(2 x + 1)
= =
( 2 x +1 ) 2 (2 x +1 ) 2

2 x (2 x +1 ) ln 2 − 2 x (2 x +1 ) ln 2 − (2 x +1 ) ln 2 − (2 x +1 ) ln 2 − ln 2
= = =
(2 x +1 2
) (2 x +1 2
) 2 x +1

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 20


Derivadas de funções logarítmicas ( lna u)
394. Determina o domínio e a função derivada da função de variável real definida por:

b) log3 t 2 + 1

 log t 2 + 1 ´ ( t 2 + 1)´ (t 2 + 1)´ 1 u’


 3  = = × (loga u)´= ——————— ; (un)´= n.un—1.u´
  t 2 + 1 ln 3 2 t2 +1 t 2 + 1 ln 3 u ln a

2t t t
= = = =
2 t 2 + 1 ⋅ t 2 + 1 ln 3 ( t 2 + 1)2 ln 3 (t + 1) ln 3
2

Df ´ = { x ∈ IR : t + 1 > 0 } = { x ∈ IR : t > –1 } = IR
2 2

x +1
d) log 2
x −1
 x + 1 ´
 
x + 1 ´  x − 1 x + 1
´

= 
1 u’ u’v — uv´
 log 2  =  (loga u)´= ——————— ; (u/v)´= ———————-
 x − 1  x + 1  x − 1  x + 1
  ln 2   ln 2 u ln a v2
 x − 1  x − 1

( x + 1)´( x − 1) − ( x + 1)( x − 1)´ ( x − 1) ( x − 1) − ( x + 1) ( x − 1)


= × = ×
( x − 1) 2 (x + 1)ln 2 ( x − 1) 2 (x + 1) ln 2

x − 1− x − 1 ( x − 1) −2( x − 1) −2 −2
= × = = =
( x − 1) 2 (x + 1) ln 2 ( x − 1) (x + 1) ln 2
2 ( x − 1)(x + 1) ln 2 ( x − 1) ln 2
2

x +1
Df ´ = { x ∈ IR : > 0 ∧ x2 – 1 ≠ 0 } = IR \[–1, 1] x –∞ –1 1 +∞
x −1
x+1 – 0 + + +
x–1 – – – 0 +
Q + 0 – ss +

u’
1
g) g(x) = ln (ln u)´= ——— ; (un)´= n.un—1.u´
x u
 x −1 / 2 ´ x −3 / 2
  −
 1  1/ 2  ln(x )−1/ 2 ´ =   x −3 / 2 x 1/ 2
= ln(x )− / 2
1 2 1
g(x) = ln    = = − = − = −
 x    x −1/ 2
x −1/ 2
2x −1/ 2 2x
3
/ 2 2 x

Dg´ = { x ∈ IR : 1/x > 0 } = IR


+

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 21


SEGUNDA DERIVADA
Seja f uma função real de variável real e f’ a sua função derivada no ponto a. Se f’ admite
derivada no ponto a, diz-se que f é duas vezes derivável no ponto a.
f' (a + h) − f' (a ) f' ( x ) − f' (a)
f’’(a) = lim ou f’’(a) = lim
h →0 h x →a x −a

Função segunda derivada (ou função derivada de ordem 2) de uma função f é uma nova
função:
 Cujo domínio é o conjunto de todos os pontos em que f´ tem derivada;
 Que a cada ponto do seu domínio faz corresponder a derivada da função f´ nesse ponto.

399. Define a 2ª derivada de:


a) f(x) = (2x – 1)3
1
b) g(x) =
x
x
c) h(x) =
ln x

a) f´(x) = [(2x – 1)3]´ = 3(2x – 1)2 (2x – 1)´ = 3(2x – 1)2 x 2 = 6(2x – 1)2

f´´(x) = [6(2x – 1)2]´ = 0 x (2x – 1)2 + 6[(2x – 1)2]´ = 6[2(2x – 1)] (2x – 1)´ = 24(2x – 1) = 48x – 24

 1  1
b) g´(x) =  ´ = − 2
 x  x

 1  0 × ( x 2 ) − ( x 2 )´(−1) 2x 2
g´´(x) =  − 2 ´ = 2 2
= 4 = 3
 x  (x ) x x

1
ln x − x
 x ´ x´ln x − (ln x )´ x x = ln x − 1
c) h´(x) =   = =
 ln x  (ln x ) 2 (ln x ) 2 (ln x ) 2

1
(ln x ) 2 − (ln x − 1) × 2(ln x )(ln x )´
 ln x − 1 ´ (ln x − 1)´(ln x ) 2 − (ln x − 1)[(ln x ) 2 ]´ x
h´´(x) =  2 
= =
 (ln x )  (ln x ) 4 (ln x ) 4

1 1 1
(lnx ) 2 − (lnx )(2 ln x − 2) (ln x )(ln x − 2 ln x + 2)
x x x 2 − ln x
= 4
= 4
=
(ln x ) (ln x ) x(ln x ) 3

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 22


400. Define a 1ª a 2ª derivada de:
b) f(x) = x log2 x
c) f(x) = e2x . ln x
d) f(x) = (ln 2x )2
− 2 x 2 + 4 x se x ≤ 0
e) f(x) =  2
 x se x > 0

x´ 1
b) f´(x) = (x log2 x )´ = x´ log2 x + x (log2 x)´ = log2 x + x = log 2 x +
x ln 2 ln 2

 1 ´ 1
f´´(x) =  log 2 x +  = (log2 x)´ + 0 =
 ln 2  ln 2

2x
c) f´(x) = (e2x . ln x )´ = (e2x )´ ln x + e2x (ln x )´ = (2x)´e2x ln x + e /x = e2x (2 ln x + 1/x )

f´´(x) = [e2x (2 ln x + 1/x )]´ = (e2x )´( 2 ln x + 1/x ) + e2x (2 ln x + 1/x )´

2x 2x
= 2e (2 ln x + 1/x ) + e (2/x – 1/x 2) = e2x (4 ln x + 2/x + 2/x – 1/x 2) = e2x (4 ln x + 4/x – 1/x 2)

(2 x )´ 4 ln 2 x 2 ln 2 x
d) f´(x) = [(ln 2x )2 ]´ = 2 ln 2x (ln 2x)´ = 2 ln 2x = =
2x 2x x
(2 x )´ 4
2 x − 2 ln 2 x x − 2 ln 2 x
 2 ln 2 x ´ (2 ln 2 x )´x − 2 ln 2 x 2x 2 x 2 − 2 ln 2 x
f´´(x) =   = = = =
 x  x2 x 2
x 2
x2

− 4 x + 4 se x < 0
e) f´(x) =  note-se que f(x) não é derivável para x = 0 dado que f´(0)– ≠ f´(0)+
 2x se x > 0

− 4 se x < 0
f´´(x) = 
 2 se x > 0

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 23


INTERPRETAÇÃO DAS DERIVADAS

y m=0

m>0 m<0

x1 0 x2 x3 x4 x5 x6 x7 x

Seja f uma função contínua em [a , b] e derivável em ] a , b [


 Se f’ (x) > 0 , ∀ x ∈ ]a , b[, então f é estritamente crescente em [a , b]
ex: x2 > x1 => f(x2) > f(x1) x6 > x5 => f(x6) > f(x5)
 Se f’ (x) < 0 , ∀ x ∈ ]a , b[, então f é estritamente decrescente em [a , b]
ex: x3 < x2 => f(x3) < f(x2) x5 < x4 => f(x5) < f(x4)

 Se f’ (x) ≥ 0 , ∀ x ∈ ]a , b[, então, em [a , b], f é crescente em sentido lato


 Se f’ (x) ≤ 0 , ∀ x ∈ ]a , b[, então, em [a , b], f é decrescente em sentido lato
ex: x3 ≤ x2 => f(x3) ≤ f(x2)

Se f é uma função contínua em [a , b] e tem um máximo ou um mínimo em c do


intervalo ]a , b[ , então f’(c) = 0 ou f’(c) não existe

Um elemento c do domínio de f é um ponto crítico de f se f’(c) = 0 ou f’(c) não existe


 Se f’ muda de positiva para negativa em c, então f(c) é um máximo relativo de f
 Se f’ muda de negativa para positiva em c, então f(c) é um minimo relativo de f

Em resumo:

Num intervalo aberto ]a , b[ os extremos relativos de uma função só podem surgir:


 Quando a derivada se anula desde que haja mudança do sinal da derivada; ex: f(x2)
 Nos pontos onde não há derivada desde que as derivadas laterais tenham sinais
contrários ou uma delas seja nula. ex: f(x5) e f(x4)
Num intervalo fechado [a , b] os extremos relativos de uma função são:
 os que existem em ]a , b[;
 f(a) e f(b) se f decresce ou cresce à direita de a e à esquerda de b. ex: f(x5) e f(x7)

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 24


INTERPRETAÇÃO FÍSICA DE DERIVADA
VELOCIDADE e ACELERAÇÃO
Seja a equação de um movimento uniforme (v = cte) que permite determinar o espaço (e)
percorrido em função do tempo (t) dada por:
e = vt ou f(t) = vt
Por exemplo: e = 4t e´ = 4 ou seja, v = 4 o valor da 1ª derivada é a velocidade
e´´ = 0 ou seja, a = 0 o valor da 2ª derivada é a aceleração

Num movimento uniformemente acelerado


Por exemplo: e = —t2 + 4t e´ = —2t + 4 a velocidade varia em função do tempo
e´´ = —2 a aceleração é cte

e v a
4 4 4
3 3 3
2 2 2
1 1 1
0 1 2 3 4 t 0 1 2 3 4 t 0 1 2 3 4 t
-1 -1
-2 -2
-3
-4

INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DE DERIVADA


MONOTONIA e CONCAVIDADE

y y y

m=0 f f´´
PI

m=0 + +
+
0 a b x 0 a – b x 0 – c x
m=0

Monotonia Concavidade
x a b x c
f´ + 0 – 0 + f´´ – 0 +
f  max  min  f ∩ PI ∪
Em resumo:
 Sea 1ª derivada é nula e passa de positiva a negativa ou vice-versa, a função tem um
máximo ou um mínimo (absoluto ou relativo)
 Se a 2ª derivada é nula e passa de positiva a negativa ou vice-versa, o gráfico da
função muda o tipo de concavidade, apresentando um Ponto de Inflexão

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 25


403. Indica os extremos relativos da função representada
graficamente. Indica se são máximos ou mínimos e
se existe derivada nesses pontos.
é um mínimo absoluto, existe f’(–3) pois a função
f(–3)
é derivável nesse ponto.
f(–2)é um máximo relativo, mas não existe f’(–2) pois
as derivadas laterais têm valores distintos: à esquerda
é positiva e à direita é negativa.
é um máximo relativo, pois na vizinhança de 1 não existe nenhuma imagem maior
f(1)
que f(1). Não existe f’(1) pois não existem derivadas (finitas) à esquerda e à direita de 1.
não é mínimo, dado que existem na vizinhança de 2 pontos com imagens inferiores
f(2)
à de 2.

3
406. Determina os valores de m e n de forma que f(x) = x + mx + n
tenha um extremo relativo no ponto (2, 4).
2
f´(x) = 3x + m

Para ter um extremo relativo em x = 2 é necessário que f´(2) exista e que f´(2) = 0, logo:
2
f´(2) = 0 <=> 3 x 2 + m = 0 <=> m = –12
3
f(2) = 4 <=> 2 – 12 x 2 + n = 4 <=> n = 4 – 8 + 24 <=> n = 20

407. Determina os extremos relativos de h(x) = 2x (x – 1)4 em IR.


A função é contínua em IR, pelo que os pontos críticos verificam-se onde h´(x) = 0
4
h´(x) = [2x (x – 1) ]´ = 2 (x – 1)4 + 2x[4(x – 1)3]
4 3
= 2 (x – 1) + 8x (x – 1)
3
= 2(x – 1) (x – 1 + 4x)
3
= 2(x – 1) (5x – 1)
3
h´(x) = 0 <=> 2(x – 1) = 0 v 5x – 1 = 0 <=> x = 1 v x = 1/5

h´(x) > 0 ∀ x ∈ ]–∞ , 1/5 [ ∪ ]1 , + ∞ [

h´(x) < 0 ∀ x ∈ ]1/5 , 1[ Monotonia


x –∞ 1/5 1 +∞
Por observação do quadro do sinal da derivada 3
(x – 1) – – – 0 +
conclui-se em que intervalos h´ é positiva ou 5x – 1 – 0 + + +
negativa, aos quais correspondem os intervalos h´ + 0 – 0 +
de monotonia de h. h  max  min 

Portanto, h(1/5) é máximo e h(1) é mínimo

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 26


409. Identifica os extremos relativos e intervalos de monotonia de uma função f sabendo
que:
b) f´(x) = (x – 2)2(x + 1)
f´ é contínua em IR , pelo que também f é contínua em IR

Os zeros da derivada identificam os pontos críticos de f


f´(x) = 0 <=> (x – 2)2(x + 1) = 0 <=> (x – 2)2 = 0 v x + 1 = 0 <=> x = 2 v x = –1
Monotonia
O quadro de variação do sinal de f’ permite estudar x –∞ –1 2 +∞
a monotonia de f e identificar extremos: (x – 2)
2
+ + + 0 +
1. onde f´ < 0, f é decrescente ]—∞ , –1] x+1 – 0 + + +
f´ – 0 + 0 +
2. onde f´ > 0, f é crescente [–1, +∞ [ f  min  
3. onde f´ = 0 mudando de sinal, f tem um extremo — mínimo absoluto para x = –1
4. onde f´ = 0 mas não muda de sinal, f não tem extremo

c) f´(x) = x . ln x
f´ tem por domínio IR+ e é contínua no seu domínio, pelo que também f é contínua em IR+
Monotonia
f´(x) = 0 <=> x . ln x = 0 <=> x = 0 v ln x = 0 <=> x = 0 v x = 1
x 0+ 1 +∞
Conclusões: x + + +
ln x – 0 +
• f é decrescente para x ∈ ]0 , 1]
f´ – 0 +
• f é crescente para x ∈ [1 , +∞[ f  min 
• f tem um mínimo absoluto para x = 1

d) f´(x) = ex – x2 ex
f´ é contínua em IR , por ser a diferença de funções contínuas, logo f é contínua em IR

f´(x) = ex – x2 ex <=> f´(x) = ex ( 1 – x2 )


f´(x) = 0 <=> ex ( 1 – x2 ) = 0 <=> 1 – x2 = 0 <=> x2 = 1 <=> x = –1 v x = 1
Conclusões:
x –∞ –1 1 +∞
• f é decrescente para x ∈ ]– ∞, –1] U [1 , +∞[ ex
+ + + + +
2
• f é crescente para x ∈ [–1 , 1] 1–x – 0 + 0 –
• f(–1) é mínimo relativo e f(1) é máximo relativo f´ – 0 + 0 –
f  min  max 

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 27


411. Dois medicamentos foram injectados a dois doentes. A concentração de um dos
medicamentos, em mg por ml de sangue, t horas depois de ser administrado é dado por:
C1(t) = 2te–0,3t
Para o outro medicamento, a concentração em decigramas por litro de sangue, t horas
depois de ser administrado é dada por:
C2(t) = t2e–0,6t
Mostra, por via analítica, que o tempo necessário para se obter a concentração máxima
é igual para os dois medicamentos. Em qual deles a concentração máxima é superior?

Resolução
Basta traçar o gráfico de cada uma das funções e determinar os seus máximos para ver
que são obtidos para o mesmo valor de t.
Porém é exigido o estudo analítico. Assim:
–0,3t –0,3t –0,3t –0,3t –0,3t
C1´(t) = (2te )´ = (2t)´ e + 2t (e )´ = 2e – 0,6t e
–0,3t –0,3t –0,3t
C1´(t) = 0 <=> 2e – 0,6t e = 0 <=> e ( 2 – 0,6t) = 0
–0,3t
<=> e = 0 v 2 – 0,6t = 0 <=> t = 10/3

t 0 10/3 +∞
2 –0,6t 2 –0,6t 2 –0,6t –0,6t 2 –0,6t
C2´(t) = (t e )´ = (t )´ e + t (e )´ = 2te – 0,6t e te
–0,6t
0 + + +
2 – 0,6t + + 0 –
–0,6t 2 –0,6t –0,6t
C2´(t) = 0 <=> 2te – 0,6t e = 0 <=> te ( 2 – 0,6t) = 0
C´2 0 + 0 –
–0,6t C2 min  max 
<=> t e = 0 v 2 – 0,6t = 0 <=> t = 0 v t = 10/3

Neste contexto, o domínio de cada uma das funções é IR+. Como e–0,3t > 0 e t e–0,6t ≥ 0 ,
+
∀ t ∈IR , a derivada tem o sinal de 2 – 0,6t, ou seja, é positiva à esquerda e negativa à
direita de t = 10/3, indicando que ambas as funções atingem o máximo para t = 3: 20 h

= 20/3e ≈ 2,45 mg/ml


–1
C1(10/3) = 20/3e

= 100/9e ≈ 1,5 mg/ml logo C1 > C2


2 –2
C2(10/3) = (10/3) e

415. A distância percorrida por um para-quedista t segundos depois de ter aberto o pára-
-quedas é dada em metros, aproximadamente, por:
d(t) = 25 + 6t – 25e –1,7t
Determina a aceleração na queda, 3 segundos depois de se abrir o pára-quedas
(arredondada às centésima) do metro.

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 28


Resolução
A aceleração é obtida fazendo o estudo da 2ª derivada, assim:
–1,7t –1,7t –1,7t
d´(t) = (25 + 6t – 25e )´ = 6 – 25(–1,7t)´e = 6 + 42,5e
–1,7t –1,7t –1,7t
d´´(t) = (6 + 42,5e )´ = 42,5(–1,7t)´e = –72,25 e

≈ – 0,4404
–1,7 x 3
d´´(3) = –72,25 e

A aceleração é, aproximadamente, –0,44 m/s2 (ouseja, trata-se de desaceleração)

417. Considera a representação gráfica da função f


e resolve as condições: y
a) f’(x) ≥ 0
b) f(x) . f’’(x) ≤ 0 0 x

a) Elaborando o quadro de variação da


monotonia da função determin-se o x –∞ 0 2 +∞
sinal da 1ª derivada por intervalos. f  máx  min 
Conclui-se que f’ (x) ≥ 0 <=> x ∈ ] –∞ , 0] U [2, +∞ [ f’ + 0 – 0 +

b) Elaborando um quadro de variação do


x –∞ –2 1 3 +∞
sinal, quer da função quer da 2ª derivada,
f – 0 + 0 – 0 +
conclui-se que f ∩ PI ∪
f(x) . f’’(x) ≤ 0 <=> x ∈ [ –2 , 3] f’’ – 0 +
.
f f’’ + 0 – 0 – 0 +
Embora não esteja explicito no enunciado,
considerou-se que f tem um ponto de
inflexão para x = 1. O sinal de f’’ em cada
intervalo está associado à concavidade
que f apresenta nos mesmos intervalos.

420.
y
a) A recta representada é o gráfico da 2ª derivada f´´
de uma função contínua e derivável em IR.
Justifica que f tem um gráfico com um só ponto de | |
inflexão e que f não pode ter mais do que 1 máximo 0 1 2 x
e 1 mínimo relativos.

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 29


Resolução
A função f tem um único ponto de inflexão para x = 2 x –∞ 2 +∞
(onde f’’ = 0 e muda de sinal). f’ é crescente à esquerda e f´´ + 0 –
decrescente à direita de 2, logo tem no máximo um zero f´  max 
à esquerda e outro à direita deste ponto. Assim, se f’= 0 f ∪ PI ∩
no intervalo ]— ∞, 2[, f tem um mínimo nesse intervalo,
pois f’ passa de negativa a positiva. Se f’= 0 no intervalo x –∞ ? 2 ? +∞
]2 , ∞ [, f tem um máximo nesse intervalo, pois f’ passa f´ – 0 + 0 –
de positiva a negativa. Portanto, f pode ter um extremo f  min  max 

à esquerda e outro à direita de x = 2.

421. Seja f derivável em [a, b] e xo um ponto de ] a, b [


a) Se a função tem um máximo em xo, que podemos dizer de f´´(xo)?
b) Se f´´(xo) > 0 e f´(xo) = 0 que conclusão tiras para a função f ?
c) Se f´´ é sempre negativa em ] a, b [, f tem de ter um máximo ] a, b [? Justifica

Respostas:
a) Apenas se pode afirmar que f´´(xo) < 0, pois a concavidade do y
gráfico da função é negativa no intervalo em que xo é máximo.
0 x
b) Se f´(xo) = 0 a função f pode ter aí um extremo. Como f´´(xo) > 0 y
a concavidade do gráfico da função é positiva, permitindo
f’=0
concluir que o gráfico da função tem um mínimo em xo 0 x

c) Não. Só tem que ter um máximo se for verdade que


∃ xo ∈ ] a, b [ : f´(xo) = 0.
Ou seja, se no intervalo ] a, b[ existir um ponto com y
1ª derivada nula e sendo a concavidade negativa (f´´ < 0), y 
então a monotonia passa de positiva a negativa e o 0 x

gráfico da função apresenta um máximo nesse ponto. 0 x

422. Este é o gráfico da função f´(t ), derivada de f(t ), no intervalo [0, a]


a) Justifica que f é contínua e que tem dois extremos y

relativos em ]0, a[
b) Prova que f´´(t ) se anula num ponto deste intervalo, 0 a t
passando de positiva a negativa e, portanto, o gráfico
de f tem um ponto de inflexão.

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 30


a) Se f´ é contínua e derivável em [0, a] então,
x 0 x1 x2 a
f também é contínua no mesmo intervalo.
f´ – 0 + 0 –
Como f´ tem dois zeros no intervalo ]0, a[, f  min  max 
é contínua nesse intervalo e muda de sinal, f ∪ PI ∩
então ∃ x1, x2 ∈ ] 0, b [ : f´(x1) = f´(x2) = 0
pelo que f tem dois extremos relativos

b) No ponto em que f´(t ) apresenta um máximo, f´’(t ) será necessariamente nula.


Como f´ é contínua no intervalo, o gráfico de f tem um mínimo em x1 e um máximo
em x2, pelo que, algures no intervalo ]x1 , x2[, tem que apresentar um ponto de inflexão.

423. Estuda as concavidades do gráfico de f, sendo:


2
a) f (x) = x ex
b) f’(t ) = (t – 3) et

2 2 2 2 2 2
a) f´(x) = (x ex )´ = x´ ex + x (ex )´ = ex + 2x2 ex = ex ( 2x2 + 1)
x2 2 x2 2 x2 2 x2 2 x2 2
f´´(x) = [e ( 2x + 1)]´ = ( e )´ ( 2x + 1) + e ( 2x + 1)´ = 2x e ( 2x + 1) + 4x e = 2x ex (2x2 + 3)

Analisando a expressão de f´´ conclui-se que:


2
ex > 0 pois é uma função par com mímino = 1
2 x –∞ 0 +∞
2x + 3 > 0 por razões idênticas e óbvias f´´ – 0 +
Portanto, f´´ tem o sinal de 2x e o gráfico de f f ∩ PI ∪
apresenta as concavidades mostradas no quadro

b) f’(t ) = [(t – 3) et ]´ = (t – 3)´ et + (t – 3)( et )´ = et + et (t – 3) = et (t – 2)


t t t t
f´´(t ) = [e (t – 2)]´ = e (t – 2) + e = e (t – 1)
x –∞ 1 +∞
t
f´´(t ) = 0 <=> e (t – 1) = 0 <=> t = 1 (dado que et > 0 ∀ t ∈IR:) f´´ – 0 +
f ∩ PI ∪
Sendo et sempre positiva f´´ tem o sinal de t – 1
Portanto, o gráfico da função apresenta as concavidades resumidas no quadro

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 31


SÍNTESE SOBRE O ESTUDO DE FUNÇÕES
Nesta altura, deves estar em condições de fazer o estudo de uma função, analisando os itens
abaixo indicados, e interpretar um fenómeno por ela traduzido, nomeadamente sobre a
determinação de valores óptimos (máximos ou mínimos) para um determinado objectivo.
No estudo de uma função deves começar por identificar se a função pertence a alguma das
famílias estudadas (quadráticas, exponenciais,…) e obter uma representação gráfica
recorrendo à calculadora ou ao computador. Em seguida, deves abordar os seguintes itens:

 Domínio — Pode ser dado na caracterização da função, pode ser determinado pelas
condições do problema ou pode ser o domínio de existência da expressão analíti:a da
função.

 Continuidade e paridade — Dentro de domínio é preciso procurar se há pontos de


descontinuidade. E útil saber se a função é par eu ímpar pois, em caso afirmativo,
simplifica o estudo de muitas características.

 Assimptotas — Imprescindíveis para a compreensão da função, devem ser determinadas


e caracterizadas pelas suas equações.

 Limites — Há que calcular os limites latlerais em pontos de descontinuidade, de


mudança de definição da função e em pontos que não pertencem ao domínio mas são
pontos de acumulação.

 Pontos notáveis — Devem determinar-se as coordenadas dos pontos de intersecção do


gráfico com os eixos, pontos de descontinuidade, etc.

 1.ª derivada — O sinal e os zeros da 1.ª derivada indicam-nos os intervalos de


monotonia e as abcissas dos possíveis extremos relativos. A derivada «explica» a
variação da função. Não esqueças que pode haver outros máximos ou mínimos em
pontos onde não há derivada ou nas fronteiras do domínio.

 2.ª derivada — O sinal e os zeros da segunda derivada indicam o sentido da


concavidade do gráfico e possíveis pontos de inflexão. Estes podem identificar onde o
crescimento (decrescimento) foi máximo ou mínimo.

 Gráfico e contradomínio — O estudo analítico feito permite esboçar uma representação


gráfica da função que considere todas as características obtidas. A representação
gráfica permite, por sua vez, a leitura do contradomínio. A imagem geométrica da
função é a forma mais sugestiva e eficaz de apresentar globalmente o comportamento
de uma função.

M. Ribeiro : Função derivada — 12º ano 32